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Anatomia
Breve histórico 
 Os primeiros estudos anatômicos 
descritos datam de cerca de 3400 
a.C. e foram grafados em papiros 
(papel de junco), segundo Persaud
(I984). Na Grécia, a anatomia foi 
ensinada por Hipócrates (460-377 
a.C.), que é considerado o fundador 
dessa ciência e pai da Medicina. 
 Estudiosos como Aristóteles (384-322 
a.C.), considerado o pai da anatomia 
comparativa, Herófílo (355-280 a.C.), 
Erasistrato (320?-280 a.C.), 
considerado o pai da fisiologia, 
deram sua contribuição para o 
desenvolvimento das ciências. 
 Na Idade Média (453-I453 d.C.), 
devido a sacralização do corpo, as 
dissecações foram proibidas. 
 Com o Renascimento (séc. XIV-
XVI), o estudo de anatomia 
difundiu-se rapidamente e as 
dissecações tornaram-se parte 
integrante do currículo médico, 
aumentando o interesse pela 
anatomia. 
 Leonardo da Vinci (I452-I5I9) 
participava de dissecações quando 
jovem e, em suas ilustrações, 
preocupava-se com a precisão.
 A contribuição de Andreas Vesálius
(I5 I 4- I 564) foi imensurável Com 
apenas 28 anos completou sua 
obra-prima, De Humani Corporis
Fabrica, na qual vários sistemas e 
órgãos são belissimamente 
ilustrados e descritos, marcando 
uma nova era na história da 
anatomia. 
 No final do século XIX, ganhou 
impulso a padronização da 
nomenclatura anatômica 
(terminologia anatômica); outro 
fato importantíssimo foi a 
descoberta dos raios X (Roentgen, 
I895), promovendo uma grande 
inovação no estudo da anatomia 
(através de imagens), área que 
vem se aprimorando de maneira 
muito intensa atualmente.
Definição
 Anatomia é a ciência que estuda as 
estruturas que compõem um 
organismo e as relações entre as 
partes dessas estruturas. A origem 
da palavra (etimologia) é grega e 
provém de ana em partes e tomé = 
corte; o termo correspondente em 
latim é dissecare = dissecar. 
 Descrita mais recentemente como 
ramo da Morfologia (que envolve 
também a Embriologia, a Citologia e 
a Histologia), a anatomia humana se 
restringe ao estudo macroscópico do 
corpo. Estuda, portanto, a olho nu ou 
com lente manual de pequeno 
aumento, nossa conformação 
(morfologia) corpórea desde o 
princípio da ciência, com o recurso 
da dissecação de cadáveres e, mais 
recentemente, com o importante 
incremento do estudo no vivente 
através de imagens (raios X, 
tomografia, ultrassonografia e 
ressonância nuclear magnética).
Maneiras de estudar 
anatomia
Pode-se estudar anatomia de várias maneiras, sob vários aspectos e 
utilizando vários métodos, a saber:
Anatomia sistêmica ou descritiva: 
 Método de estudo do corpo que 
descreve os órgãos que participam de 
funções comuns, dispondo-os em 
sistemas (exemplo: sistema 
circulatórios coração, artérias, veias, 
vasos linfáticos e órgãos Linfoides). 
 Anatomia topográfica ou regional: 
estudo feito através da descrição dos 
órgãos (tegumento, vasos, nervos, 
músculos, ossos) de diferentes 
sistemas de uma determinada região 
do corpo (exemplo: pescoço, tórax e 
abdome).
 Anatomia de superfícies estudo da 
anatomia através da observação ou 
palpação das saliências e 
depressões na superfície (pele) do 
corpo (exemplo: espinha da 
escápula; processos espinhosos das 
vértebras).
 Anatomia da imagens estudo 
realizado através de exames 
especializados (exemplo: 
tomografia computadorizada; 
ressonância nuclear magnética), 
em que as imagens das estruturas 
são geralmente impressas em 
filmes e podem ser observadas, 
inclusive em três dimensões.
Terminologia anatômica 
Terminologia anatômica 
 É o conjunto de termos utilizados para descrever o organismo ou suas partes. Com 
o desenvolvimento da anatomia e a falta de critério norteador do uso de termos 
anatômicos, existia no final do século XIX uma lista com cerca de 20.000 a 50.000 
nomes, muitas vezes aplicados arbitrariamente. 
 Tornou-se necessário, então, uma padronização o que ocorreu através de reuniões 
sucessivas com tal objetivo. 
 Podemos destacar o primeiro encontro com esse intuito que ocorreu na cidade de 
Basileia, na Suíça, em I895. Outros encontros importantes aconteceram em 1936 
em Yena, na Alemanha, e em Paris, em I955, sendo neste último aprovada 
oficialmente a Nomenclatura Anatômica (PNA – Paris Nomina Anatômica). 
 Revisões aconteceram e em 2001 foi. publicada no Brasil a Terminologia Anatômica 
Internacional. Os termos empregados neste capítulo seguem essa nomenclatura.
Posição anatômica
 Sabendo que o corpo humano pode permanecer em diferentes posições no 
espaço, foi definida uma posição padrão para descrever as estruturas 
anatômicas. 
 Portanto, a descrição de qualquer estrutura anatômica deve considerar 
sempre o indivíduo na seguinte posição ereto, com a face voltada para frente 
(olhar no horizonte), os membros superiores pendentes ao longo do corpo, 
com as palmas das mãos voltadas para frente, polegares abduzidos e os 
demais dedos estendidos. 
 Os membros inferiores dispostos um ao lado do outro, com os dedos dos pés 
dirigidos para frente.
Planos de secção do corpo humano
 Para descrever as estruturas 
anatômicas, nos baseamos em três 
planos de secção (imaginários) que 
perpassam o corpo, considerado 
sempre na posição anatômica. 
 Podemos imaginar o corpo dentro 
de uma caixa (por exemplo, 
embalagem de papelão de uma 
geladeira), com seis faces (lados), 
delimitando o corpo.
 Teremos então uma face anterior 
vertical, encostada na frente do 
corpo e outra posterior também 
vertical, passando atrás corpo.
 Todos os planos de secção paralelos situados entre essas duas faces são 
chamados planos frontais. Outras duas faces, uma superior horizontal que se 
encontra encostada na calvária (região superior da cabeça) e outra inferior 
também horizontai, em contato com a planta do pé. 
 Todos os planos de secção paralelos e contidos entre essas duas faces são 
chamados planos horizontais.
 Ainda teremos outras duas faces 
verticais - lateral direita e lateral 
esquerda - que passam, 
respectivamente, ao lado direito e 
esquerdo do corpo.
 Os planos de secção paralelos e 
contidos entre essas duas faces são 
chamados planos sagitais.
 O plano sagital que passa 
exatamente pelo meio do corpo, 
dividindo-o em duas metades, 
direita e esquerda, chama-se plano 
mediano. 
 Esses planos de secção são 
referenciais imprescindíveis ao 
estudo da anatomia, tanto 
sistêmica como topográfica e, mais 
recentemente, para o estudo 
através de imagens.
Termos de posição
 São termos organizados a partir 
da posição anatômica, pares 
em sua grande maioria e com 
significados opostos. 
 O termo mediano refere-se a uma 
estrutura situada ao longo do plano 
mediano. O termo medial indica 
uma estrutura mais próxima ao 
plano mediano enquanto lateral 
indica que a estrutura está mais 
afastada do plano mediano. 
Intermédio é utilizado para 
designar que uma estrutura 
encontra-se entre lateral e medial.
Cranial Caudal
 Superior (cranial) refere-se a 
uma estrutura próxima ou 
voltada para a região mais alta 
da cabeça (calvária), enquanto 
inferior (caudal) refere-se a 
uma estrutura mais próxima da 
planta do pé. 
 Os termos interno e externo 
referem-se, respectivamente, a 
estruturas situadas por dentro e 
por fora de uma cavidade. 
 Anterior (ventral) indica o que está 
mais próximo da frente do corpo, 
enquanto posterior (dorsal) refere-
se ao que está em direção ao dorso 
(costas). 
 Proximal indica uma estrutura situada mais 
próxima da região de implantação do 
membro (raiz) ao tronco e distal significa 
mais distante da raiz do membro.
 Médio(a) é um termo complexo, usado mais 
frequentemente para designar o que está 
entre uma estrutura proximal e outra 
distal; também pode ser utilizado para 
designar estruturas situadas entre anterior 
e posterior, superior e inferior e interna e 
externa. 
Os termos superficial e profundodescrevem 
estruturas situadas mais próximas ou mais 
afastadas da pele, levando em consideração 
a fáscia muscular.
Normal e variações em anatomia
 Conceito de normal é um conceito estatístico 
e funcional. 
 Normal em anatomia ocorre quando uma 
estrutura aparece mais frequentemente e 
encontra-se apta para a função (por exemplo, 
ápice do coração, dirigido para o lado 
esquerdo). 
 Variação é o termo que indica uma estrutura 
que se apresenta com pouca frequência, 
porém, encontra-se apta para a função (por 
exemplo, músculo piramidal). 
 Já anomalia é uma situação 
onde uma estrutura é pouco 
frequente e não apta para a 
função (por exemplo, dedos e 
costelas supranumerárias).
 O termo monstruosidade 
descreve uma situação em que, 
em geral, a estrutura apresenta 
anomalias severas que tornam a 
vida incompatível (por 
exemplo, anencefalia).
Fatores gerais de variação
 Os fatores que influenciam o aparecimento de variações no ser humano são os 
seguintes; idade medicações anatômicas influenciadas pela idade (por exemplo, 
timo, laringe); 
 Sexo; além do evidente dimorfismo sexual (caracteres sexuais com o sexo (por 
exemplo, tamanho de determinado órgão); 
 Grupo étnico brancos, negros e amarelos podem apresentar variações relacionadas 
ao seu grupo étnico, por exemplo, músculo piramidal no abdome é mais comum 
em brancos; biotipo - a forma de determinados órgãos pode estar relacionada ao 
biotipo (por exemplo, estômago); 
 Lado; podem aparecer diferenças de trajeto de algumas estruturas em função do 
lado (por exemplo, nervo Laríngeo recorrente no pescoço); 
 Evolução; diante de sucessivas mudanças na civilização podem surgir novas 
adaptações anatomofuncionais; 
 Meio ambiente - clima, alimentação, altitude, etc. podem também ser 
condicionantes de variações.
Sistema esquelético
Apesar de sua aparência simples, o osso é um órgão complexo e 
dinâmico, formado por vários
tecidos que funcionam juntos. 
O esqueleto é composto de ossos e cartilagens, e o estudo da estrutura 
dos ossos é chamada “osteologia".
O tecido ósseo e o sistema esquelético 
têm como funções básicas:
 Proteção e sustentação de órgãos os ossos 
protegem muitos órgãos internos contra 
lesões, por exemplo, o cérebro, a medula 
espinal, etc. 
 Também funcionam como arcabouço 
estrutural para o corpo, sustentando os 
tecidos moles e fixando os tendões da 
maioria dos músculos esqueléticos.
Conformação geral do corpo
 São os ossos que dão forma ao nosso corpo 
por suportarem uma massa de músculos, 
vasos, nervos e órgãos que podem pesar 
até cinco vezes mais que eles próprios. 
 Postura, locomoção e 
movimento: os ossos atuam 
como alavancas quando os 
músculos contraem e 
provocam o movimento do 
corpo.
Armazenamento de íons de Ca e P: 
 O tecido ósseo armazena vários minerais, 
especialmente cálcio e fósforo que 
contribuem para seu fortalecimento.
 Os ossos podem liberar minerais na corrente 
sanguínea para distribuí-os para outros 
órgãos, produção de células sanguíneas o 
processo formador de células sanguíneas 
(hematopoese) ocorre na medula óssea 
vermelha, localizada internamente em alguns 
ossos. 
 Esse processo produz glóbulos vermelhos, 
Leucócitos e plaquetas.
 O sistema esquelético adulto consiste em aproximadamente 206 ossos. 
 Há diferenças no número exato de ossos de uma pessoa para outra, 
dependendo da idade, de fatores genéticos e dos critérios de contagem 
empregados na infância, por exemplo, existem mais ossos porque muitos 
deles ainda não estão totalmente ossificados e, portanto são compostos por 
duas ou três partes contadas separadamente (por exemplo, o osso do quadril 
na infância é composto por três partes ílio, ísquio e púbis).
 Durante a adolescência, porém, o número de ossos diminui à medida que os 
ossos separados gradualmente vão se fundindo.
Tipos de ossos
 Os ossos podem ser classificados 
morfologicamente da seguinte 
maneira;
 Ossos longos - são aqueles em que o 
comprimento predomina sobre a 
largura e funcionam como alavancas. 
São encontrados em sua maioria nos 
membros superiores e inferiores (por 
exemplo, fêmur úmero e tíbia
 Esse tipo de osso possui uma 
terminologia descritiva próprias o 
corpo é chamado de diáfise, um 
cilindro ósseo compacto que envolve 
uma cavidade central chamada 
cavidade medular 
 No adulto, a cavidade medular 
contém a medula óssea amarela, 
assim chamada por conter uma 
grande quantidade de tecido 
adiposo (gordura).
 As extremidades do osso longo são 
denominadas epífise proximal e epífise 
distal, constituídas por osso esponjoso 
envolvido por uma camada de osso 
compacto. 
 Nas epífises, encontramos no interior 
das cavidades porosas do osso 
esponjoso a medula óssea vermelha, 
onde ocorre a hematopoese. Entre a 
diáfise e a epífise encontra-se a 
metáfise (lâmina epifísial) que é 
responsável pelo crescimento do osso 
em comprimento
Ossos curtos
 são ossos sem predomínio de 
qualquer dimensão, 
encontrados comumente no 
punho e no tornozelo. 
 Eles são compostos por osso 
esponjoso, exceto na sua 
superfície onde há fina 
camada de osso compacto. 
Por exemplo, escafoide, 
semilunar, cuneiformes, 
cuboide.
Ossos planos
 Ossos nos quais há o 
predomínio da largura. 
 Apresentam uma superfície 
larga, são geralmente 
delgados e compostos por 
duas lâminas paralelas de 
tecido ósseo compacto, com 
uma camada de osso 
esponjoso entre elas (díploe). 
Por exemplo, parietais, 
frontal, occipital, escápula.
Ossos irregulares
 São aqueles de forma 
complexa (não geométrica) e 
variável, apresentando várias 
superfícies para inserções 
musculares e articulações. 
 Por exemplo, vértebras, 
esfenoide.
Tipos especiais de ossos - Ossos pneumáticos 
-
 São ossos que contêm em 
seu interior cavidades 
aéreas (seios).
 São encontrados no crânio 
e face. Exemplos: frontal, 
esfenoide, etmoide e 
maxilar.
b) Ossos sesamoides
 Ossos que estão presentes no 
interior de alguns tendões. 
 São intratendíneos e 
periarticulares. 
 Eles podem variar de tamanho e 
número de um indivíduo para 
outro, medindo geralmente 
poucos milímetros de diâmetro. 
Exemplos: patela,
c) Ossos supranumerários
 Alguns adultos têm ossos 
supranumerários no 
interior das articulações 
do crânio, chamadas de 
suturas.
 Esses ossos chamados 
suturais variam muito em 
número de um indivíduo 
para outro.
Divisão do esqueleto 
 Os ossos são divididos em dois grupos 
principais: o esqueleto axial: formação 
mediana que inclui os ossos da cabeça 
(crânio e face), pescoço e tronco. 
(Quadro I)
 O esqueleto apendicular: formação 
pênsil que inclui os ossos dos membros 
superiores e inferiores, incluindo o 
cíngulo do membro superior (escápula 
e clavícula) e o cíngulo do membro 
inferior (osso do quadril). (Quadro 2)
Acidentes ósseos
São características das superfícies ósseas que 
aparecem onde os tendões, ligamentos e fáscias 
estejam inseridos ou onde as artérias se situam 
adjacentes aos ossos ou neles penetram.
Crânio - Constituído de oito ossos que se 
articulam firmemente para proteger o 
encéfalo, a saber:
 Frontal - Osso que forma a parte 
anterior do teto do crânio, o teto da 
cavidade nasal e os arcos superiores 
das órbitas. Nele se encontra o seio 
frontal, cavidade com importância 
clínica nos casos de sinusite.
 Parietais - Ossos que formam as 
partes laterais superiores e o teto do 
crânio.
 Temporais - Ossos que formam as partes laterais inferiores do crânio. Três 
pequenos pares de ossos chamados ossículos da audição estão localizados no 
interior da cavidade da orelha média, na parte petrosa do osso temporal: 
martelo, bigorna e estribo. 
 No osso temporal encontramos, por exemplo, o processo 
mastoide, local de inserção do músculo 
esternoclidomastoideo, o canal do nervo facial, o canalcarótico, por onde a artéria carótida interna penetra no 
crânio, o processo estiloide, que dá fixação ao osso 
hioide, o meato acústico externo, que liga a orelha 
externa com a orelha média, a fossa mandibular, local de 
articulação da mandíbulas com o crânio e o arco 
zigomático, ponte óssea entre os ossos zigomático e 
temporal.
No osso temporal encontramos, por exemplo, 
o processo mastoide, local de inserção do 
músculo esternoclidomastoideo, o canal do 
nervo facial, o canal carótico, por onde a 
artéria carótida interna penetra no crânio, o 
processo estiloide, que dá fixação ao osso 
hioide, o meato acústico externo, que liga a 
orelha externa com a orelha média, a fossa 
mandibular, local de articulação da 
mandíbulas com o crânio e o arco 
zigomático, ponte óssea entre os ossos 
zigomático e temporal.
 Occipital - Osso que forma a parte posterior e a maior 
parte da base do crânio.
 Esfenoide - Constitui parte da base anterior do crânio, podendo ser visto lateral e 
inferiormente.
 Esse osso lembra a forma de uma borboleta. 
 Nele encontramos uma cavidade aérea, o seio esfenoidal, a sela turca importante 
estrutura que abriga a glândula hipófise, a asa maior e a asa menor, o canal óptico 
por onde passa o nervo óptico, o forame oval (para o ramo mandibular do nervo 
trigêmeo), o forame redondo (para o ramo maxilar do nervo trigêmeo), o forame 
espinhoso (para os vasos meníngeos médios) e o processo pterigoide, que dá 
origem aos músculos pterigoideos (medial e lateral).
Etmoide - Localizado na parte anterior do 
soalho do crânio entre as órbitas, formando o 
teto da cavidade nasal. 
 Neste osso encontramos cavidades aéreas 
denominadas células etmoidais, uma crista 
que serve de fixação para as meninges do 
encéfalo chamada crista etmoidal, a 
lâmina cribriforme, por onde passam os 
filamentos do nervo olfatório, a lâmina 
perpendiculan que contribui na formação 
do septo nasal, e as conchas nasais 
(suprema, superior e média) presentes na 
parede lateral da cavidade nasal.
Face
 Constituída de I4 ossos que não entram em contato com o 
encéfalo. Dão a forma da face de um indivíduo.
 Maxilas - As duas maxilas se unem na linha mediana contendo os 
dentes superiores nos processos alveolares. Contribuem na 
formação do palato duro por meio dos processos palatinos. 
 Em seu interior há uma cavidade denominada seio maxilar 
Palatinos - Constituem o terço posterior do palato duro, parte da 
órbita e parte da cavidade nasal
 Zigomáticos - Formam os contornos laterais da face.
 Lacrimais - Ossos delicados que formam a parte anterior da 
parede medial de cada órbita.
Nasais
 Pequenos e retangulares 
unem-se na linha mediana 
para formar o dorso do 
nariz.
 Conchas nasais inferiores -
Frágeis ossos em espiral 
localizados nas paredes 
laterais da cavidade 
nasal.
 Vômer - Osso delgado e plano que forma a maior parte do 
septo nasal ósseo.
 Mandíbula - Maior e único osso móvel da face. Contém os 
dentes inferiores em seus processos alveolares. 
 Possui um corpo e um ramo cujo encontro forma o ângulo 
da mandíbula. 
 A proeminência anterior do corpo chama-se protuberância 
mentual. 
 O acidente ósseo da mandíbula que se encaixa no crânio é 
o processo condilan
Ossículos da audição
 São três os ossículos, 
presentes na cavidade da 
orelha média em cada 
orelha que servem para 
transmitir impulsos 
sonoros: martelo, bigorna 
e estribo.
Pescoço
 Osso hioide - É o único osso que 
não se liga diretamente a 
nenhum outro osso. Localiza-se 
inferiormente à mandíbula. 
 O osso hioide tem um corpo, 
dois cornos menores e dois 
cornos maiores. 
 Ele sustenta a língua e 
proporciona inserção para 
alguns de seus músculos.
Coluna vertebral
 A coluna vertebral é constituída de 33 
vértebras, algumas das quais são 
fundidas, a saber 7 vértebras cervicais, 
I2 vértebras torácicas, 5 vértebras 
lombares, o sacro (3 a 5 vértebras) e o 
cóccix (3 a 4 vértebras). 
 Ela sustenta a cabeça e os membros 
superiores, capacita a posição bípede, 
dá fixação a vários músculos e protege 
a medula espinal dando também 
passagem aos nervos espinais.
 Uma vértebra típica consiste em um corpo situado anteriormente em contato 
superior e inferiormente com os discos intervertebrais, um arco vertebral 
formado por dois pedículos do arco vertebral e duas lâminas do arco 
vertebral.
 O espaço entre o arco vertebral e o corpo é o forame vertebral através do 
qual passa a medula espinal. 
 Originam-se do arco vertebral os processos transversos, os processos 
articulares superiores e inferiores e o processo espinhoso. 
 As diferentes regiões da coluna têm vértebras semelhantes, porém, cada 
região tem suas particularidades.
Tórax – formado 
pelo osso esterno, 
pelas costelas e 
pelas cartilagens 
costais.
Esterno
 Osso plano que ocupa a 
parte mediana e anterior 
do tórax. Apresenta três 
partes: manúbrio do 
esterno, corpo do esterno 
e processo xifoide. 
 Na parte superior do 
manúbrio encontra-se a 
incisura jugular
Costelas
 São I2 pares de ossos alongados em forma de arco, que se 
dirigem para frente e para baixo. A cabeça da costela 
articula-se com a fóvea costal. 
 O tubérculo da costela está a curta distância da cabeça 
e, entre os dois, está o colo da costela.
 Curvando-se anteriormente a partir do colo está o corpo 
da costela. As sete primeiras costelas são chamadas 
costelas verdadeiras e articulam-se com as vértebras 
torácicas e anteriormente com o esterno, através das 
cartilagens costais. 
 Do 8° ao 10° par são chamadas costelas falsas. A 11° e a 
I2° costelas não se articulam anteriormente e são 
chamadas costelas flutuantes
Cíngulos do membro superior 
 É a região composta pela escápula e clavícula, formando a raiz do membro 
superior
 Clavícula - é um osso par, situado na parte superior, anterior e lateral do tórax. 
Apresenta um corpo com dupla curvatura (forma de “S"). A extremidade esternal é 
arredondada e articula-se com o osso esterno, enquanto a extremidade acromial é 
achatada.
 Escápulas - é um osso par, situado na parte posterior do tórax. Tem forma 
triangular Apresenta três margens: margem superior margem lateral e margem 
medial. As extremidades das margens, medial e lateral unem-se para formar o 
ângulo inferior.
 As extremidades das margens, superior e medial, unem-se para formar o ângulo 
superior;
 A junção entre as margens, superior e lateral, forma o ângulo lateral. 
 A cavidade glenoidal é uma depressão rasa no ângulo lateraI. 
 O tubérculo supraglenoidal é uma elevação pouco demarcada logo acima da 
cavidade glenoidal.
Parte livre do membro superior- Braço
 Úmero: osso par, sendo o 
maior osso do membro 
superior e o único osso do 
braço.
 Sua região proximal 
apresenta a cabeça do 
úmero, que é lisa e 
arredondada e articula-se 
com a cavidade glenoidal 
da escápula (articulação 
do ombro). 
 O colo anatômico é uma leve depressão ao redor da cabeça. O tubérculo 
maior é uma projeção, lateralmente a cabeça do Úmero, enquanto o 
tubérculo menor encontra-se medialmente ao tubérculo maior. 
 Entre os tubérculos está o sulco intertubercular
 O colo cirúrgico é a região estreitada abaixo dos tubérculos. A região distal do 
úmero é achatada e apresenta duas proeminências, o epicôndilo medial e o 
epicôndilo lateral. 
 Entre os epicôndilos, anteriormente, estão duas superfícies articulares. 
 A superfície lateral é o capítulo, que se articula com o rádio e a superfície 
medial, a tróclea, que se articula com a ulna. 
 A fossa radial é uma depressão rasa, acima do capítulo, enquanto a fossa 
coronóidea é uma pequena depressão, acima da tróclea, ambas 
anteriormente. 
 Posteriormente, logo acima da tróclea, encontra-se uma depressão profunda, 
a fossa do olécrano.
Antebraço
 Ulna: osso par que está 
medialmente no antebraço e 
apresentadois processos na 
extremidade proximal 
volumosa, que se articula 
como úmero o maior está 
posteriormente e denomina-se 
olécrano e o menor 
anteriormente, chamado 
processo coronoide. 
 Na superfície anterior do olécrano encontra-se uma 
superfície côncava, a incisura troclear que se articula com 
a tróclea do úmero. 
 A incisura radial da ulna está lateralmente ao processo 
coronoide e articula-se com o rádio. Na extremidade 
distal encontramos a cabeça da ulna que é arredondada 
de onde se destaca o processo estiloide, mediaI e 
posteriormente.
Rádio: 
 Osso par que se encontra 
lateralmente à ulna e 
apresenta, em contraste 
com a ulna, a 
extremidade proximal 
menor e a distal mais 
volumosa. 
 A extremidade proximal, cilíndrica, é chamada cabeça do 
rádio, que se articula com o capítulo do úmero e com a 
incisura radial da ulna. 
 Inferiormente à cabeça está o colo do rádio e logo abaixo 
encontra-se a tuberosidade do rádio. A extremidade distal 
é alargada, articula-se medialmente com a ulna através 
da incisura ulnar do rádio e distalmente com os ossos 
carpais. Apresenta assim como a ulna um processo 
estiloide.
Mão
 O esqueleto da mão compreende os ossos carpais, metacarpais e as falanges. 
Os oito ossos
 Carpais são ossos curtos, dispostos em duas fiIeiras transversais. Os ossos da 
fileira proximal descritos de lateral para medial são:
 l) Escafoide
 2) Semilunar
 3) Piramidal
 4) Pisiforme (não aparece na visão dorsal)
 Os ossos da fileira distal, também descritos de latera para medial, são:
 5) Trapézio
 6) Trapezoide
 7) Capitato
 8) Hamato
 Os ossos metacarpais formam o esqueletoda palma da mão 
e são numerados em I, Il, III, IV e V, de Iateral (polegar) 
para mediaI. 
 Cada metacarpal é um osso longo, sua extremidade 
proximaI é denominada base, sua parte média é o corpo e 
sua extremidade distal é a cabeça.
 As falanges constituem o esqueleto dos dedos. O polegar 
apresenta duas falanges, proximal e distal enquanto os 
dedos, indicador médio, anular e mínimo, apresentam três 
falanges, proximal, média e distal.
Cíngulo do membro inferior
 O cíngulo do membro inferior é formado por um par de ossos do quadril. 
 O osso do quadril é achatado, volumoso e tem forma de hélice. 
 Os dois ossos do quadril articulam-se posteriormente ao osso sacro e 
anteriormente, articulam-se entre si, constituindo a sínfise púbica. 
 Cada osso do quadril é formado pela fusão de três ossos embrionários. 
 O ílio, situado superior e lateralmente, o ísquio, inferior e posteriormente, 
e o púbis anteriormente. 
 Na região lateral onde os três ossos se encontram há uma cavidade articular 
em forma de taça, o acetábulo, que se articula com a cabeça do fêmur 
Abaixo do acetábulo está situado o forame obturado.
Ílio: 
 Porção expandida do osso do quadril acima do acetábulo.
 Sua borda superior é chamada crista ilíaca. 
 A crista ilíaca termina anteriormente na espinha ilíaca
 anterossuperior e, logo abaixo desta, encontramos a 
espinha ilíaca anteroinferior Posteriormente, a crista 
ilíaca termina na espinha ilíaca posterossuperior e logo 
abaixo dela está a espinha ilíaca posteroinferior
Ísquio: porção posteroinferior do osso do 
quadril. 
 Apresenta um corpo e um ramo. O um corpo contém o 
túber isquiático, superfície rugosa que recebe o peso do 
corpo na posição sentada. 
 O ramo projeta-se anteriormente ao túber isquiática e 
une-se ao ramo inferior do púbis para formar a borda 
inferior do forame obturado. Abaixo da incisura isquiática 
maior está a espinha isquiática. A incisura isquiática 
menor está abaixo da espinha isquiática
Púbis: 
 Parte anterior do osso do quadril e consiste em um corpo, 
o ramo superior e o ramo inferior do osso púbis. 
 O tubérculo púbico é uma projeção do ramo superior, 
lateralmente à sínfise púbica, que é formada pela união 
dos ossos púbis, medialmente.
Diferenças da pelve masculina e 
feminina
 A pelve óssea (ossos do quadril articulados com o osso sacro) 
possui diferenças sexuais bem marcadas. 
 Na mulher os ossos são mais leves e delgados, e a musculatura 
que se fixa na região não é tão proeminente. 
 A cavidade é menos afunilada. As distâncias entre as espinhas 
isquiáticas e entre os túberes isquiáticas são maiores e a incisura 
isquiática maior é mais ampla. 
 O ângulo subpúbico aproxima-se de um ângulo reto na mulher e é 
mais agudo nos homens. No homem as espinhas isquiáticas são 
mais fortes que as femininas e se projetam bem no inferior da 
cavidade pélvica.
Parte livre do membro inferior – Coxa 
 Fêmur: é o osso mais longo do corpo. A região proximal apresenta a cabeça do 
fêmur, que é esférica e articula-se com o acetábulo e apresenta uma pequena 
depressão, a fóvea da cabeça do fêmur. Um estreitamento, o colo do fêmur, 
une a cabeça ao corpo do fêmur.
 Na região onde o colo e o corpo se encontram há dois grandes processos, 
tocante maior que se encontra lateralmente, e o trocantes menor projetado 
medial e posteriormente.
 A crista intertrocantérica une os trocanteres posteriormente, enquanto linha 
intertrocantérica conecta-se aos trocanteres, anteriormente. A extremidade 
distal é alargada, formando o côndilo medial e o côndilo Iateral.
 Lateralmente ao côndilo lateral está o epicôndilo lateral e 
medialmente ao côndilo medial está o epicôndilo medial. 
 Entre os côndilos, na face posterior encontra-se a fossa 
intercondilar e anteriormente está a face patelar.
 Patela: a patela é um osso sesamoide, com forma triangular situado na região 
anterior do joelho, preso ao tendão do músculo quadríceps femoral e ao 
ligamento da patela. Articula-se com o fêmur através da face patelar, 
apresenta uma face anterior a base superiormente e o ápice inferiormente.
 Perna
 Tíbia: osso medial e mais volumoso da perna. Possui na extremidade proximal 
duas saliências, os côndilos lateral e medial, cujas superfícies artículares se 
articulam com os côndilos femurais. Entre as superfícies articulares encontra-
se a eminência intercondilar. O corpo, de forma triangularz apresenta 
anterior e superiormente a tuberosidade da tíbia. A extremidade distal possui 
o maIéoIo mediaI.
 Fíbulaz osso afilado, situado lateralmente à tíbia, não se articula diretamente 
com o fêmur. Sua extremidade proximal possui a cabega da fíbula, que se 
articula com a superfície articular do côndilo lateral da tíbia. O corpo tem 
formato trianguIar e a extremidade distal possui o maIéoIo IateraI, que se 
articu!a com o tálus e forma junto com o maIéoIo medial a articulação 
talocruraL
Pé
 O esqueleto do pé consiste de ossos tarsais, metatarsais e falanges. A porção 
proximal do pé é formada por sete ossos:
 l) Tálus
 2) Calcâneo
 3) Cuboide
 4) Navicular
 5) Cuneiforme medial
 6) Cuneiforme intermédio
 7) Cuneiforme lateral
 Os dois ossos mais volumosos e sobrepostos, tálus e calcâneo, formam a fileira 
proximal.
 Anteriormente ao tálus, o navicular ocupa posição medial e juntamente com 
os cuneiformes mediaI, intermédio e l ateral e o cuboide constituem a füeira
distaI do tarso.
 Os ossos metatarsais são ossos longos, numerados em I, II, III, IV, V, de medial 
(hálux) para IateraI, formando o esqueleto da região média do pé. 
 A extremidade proximaI é denominada base, a região média é o corpo e a sua 
extremidade distal é a cabeça.
 As falanges constituem os ossos dos cinco dedos do pé e reproduzem a 
disposição das falanges dos dedos das mãos, isto é, duas para o primeiro 
dedo, o háIux, e três para os demais: falange proximal, média e distal.

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