Prévia do material em texto
CAPÍTULO II - DA INCIDÊNCIA Art. 2º O IPVA tem como FG a propriedade de veículos automotores terrestres, aquáticos e aéreos. Art. 3º Ocorre o FG: I - no dia primeiro de janeiro; II - se veículo novo, na data da aquisição, por consumidor final, ou da incorporação ao ativo permanente por empresa fabricante ou revendedora; III - se veículo não registrado neste Estado, na data da aquisição, quando não houver comprovação do pagamento do IPVA em outra UF; IV - se veículo estrangeiro, para a primeira tributação: a) na data do desembaraço aduaneiro, quando importado por consumidor final; b) na data da aquisição por consumidor final, quando importado por revendedora; c) no momento da incorporação ao ativo permanente da importadora; V - no momento da perda da isenção, não incidência ou imunidade. VI - relativamente a veículo de locadora: a) no dia 1º de janeiro de cada ano, se veículo usado já registrado neste Estado; b) na data da disposição para locação neste Estado, em se tratando de veículo usado registrado anteriormente em outro Estado; c) na data da aquisição para integrar a frota para locação neste Estado, se veículo novo. § 1º Na alínea “b” do inciso VI, NÃO ocorre o FG se veículo disponibilizado temporariamente para locação neste Estado. § 2º temporariamente para locação: veículo objeto de, no máximo, um contrato de locação que envolva a entrega do veículo ao locatário no Piauí. § 3º Nas alíneas “b” e “c” inciso VI, o imposto será cobrado proporcionalmente ao período que faltar para completar 12 meses do exercício. § 4º O inciso VI aplica-se às locadoras qualquer que seja o seu domicílio. § 5º Considerar-se-á domicílio: I - o estabelecimento situado no Piauí, quanto aos veículos a ele vinculados na ocorrência do FG; II - o estabelecimento onde o veículo estiver disponível para entrega ao locatário na ocorrência do FG, no contrato de locação avulsa; III - o local do domicílio do locatário ao qual estiver vinculado o veículo na ocorrência do FG, na locação para integrar sua frota; IV - o local de qualquer órgão da APU Estadual, quando esse for o locatário. CAPÍTULO III - DA IMUNIDADE Art. 4º É imune o veículo automotor que integrem o patrimônio: I – ENTES; II - autarquias e fundações instituídas pelo Poder Público, nos veículos vinculados às suas finalidades essenciais; III - partidos políticos, inclusive suas fundações; IV - entidades sindicais dos trabalhadores; V - templos de qualquer culto; VI - instituições de educação e assistência social, sem fins lucrativos, observado: a) não distribuam parcela do patrimônio ou rendas, a título de lucro; b) apliquem integralmente, no País, os seus recursos, na manutenção dos objetivos institucionais; c) sejam de utilidade pública através de lei federal, estadual ou municipal; d) mantenham escrituração de suas receitas e despesas. § 1º A imunidade dos incisos I e II não se aplica aos veículos para atividades econômicas. § 2º A imunidade dos incisos III, IV, V e VI é somente dos veículos das finalidades essenciais. CAPÍTULO IV - DA ISENÇÃO E DA DISPENSA DO PAGAMENTO Art. 5º É isento: I - veículos do Corpo Diplomático acreditado junto ao Governo brasileiro; II - tratores; III - máquinas de uso exclusivo na atividade agrícola, hortícola ou florestal; IV – ambulância/combate a incêndio, se não houver cobrança desses serviços; V - embarcação de pescador profissional, pessoa física, utilizada na pesca artesanal, ou de subsistência; VI - veículo de profissional autônomo, registrado para aluguel, utilizado: a) no transporte de cargas; b) como táxi; c) como mototáxi. VII - veículos nacional adaptados para deficientes FÍSICOS, limitado a um veículo por beneficiário; IX - embarcações de concessionárias, permissionárias ou autorizatárias de serviço público de transporte coletivo empregados, exclusivamente, no transporte urbano e metropolitano; X - veículos com capacidade volumétrica de motor inferior a 50 cm3; XI - veículos de propriedade ou posse de turistas estrangeiros, portadores de "Certificados Internacionais de Circular ", pelo prazo Desses certificados, mas nunca superior a 1 ano, se o país de origem adotar tratamento recíproco; XII - veículo terrestre com mais de 15 anos; XIII - veículos de duas rodas de até 170 cilindradas; XIV - ônibus de empresa de transporte coletivo metropolitano de Teresina. § 1º A isenção dos incisos V e VI aplica-se, exclusivamente, ao único veículo do beneficiário. § 2º A comprovação de taxista far-se-á por alvará do órgão municipal. § 3º Não atender às condições para fruição dos benefícios implicará no cancelamento destes, e o recolhimento do Imposto com os acréscimos legais. § 4º O parágrafo anterior aplica-se, também, no desvio da finalidade do veículo. § 5º O requerimento da isenção será formalizada antes da expiração de cada período corrente; § 6º A isenção cessará a partir do primeiro dia que o interessado deixar de promover a sua continuidade. XV - aeronaves agrícolas e operador certificado para serviços aéreos a 3ºs; XVI - embarcações de PJ com outorga para transporte aquaviário ou de PF/PJ que pratique pesca industrial, artesanal, científica ou de subsistência; XVII - plataformas que se locomovem na água por meios próprios, inclusive aquelas cuja finalidade principal seja a exploração de atividades econômicas em águas territoriais e na zona econômica exclusiva e embarcações com a mesma finalidade principal. Art. 5º-A Poderá ser dispensado o IPVA de veículo de locadora: I - a partir do mês seguinte ao da transferência para operação do veículo em outro Estado, em caráter NÃO esporádico, se comprovado o pagamento proporcional aos meses restantes do ano civil em favor do Estado de destino; II - quando, na alínea "b" do inciso VI do art. 3º, tratar-se de veículo destinado à locação avulsa, e a permanência neste Estado seja temporária. Parágrafo único O imposto pago será restituído proporcionalmente em relação ao período do inciso I deste artigo. Art. 6º Compete ao Gerente Regional da circunscrição do contribuinte, se necessário, de parecer da UNATRI, reconhecer a imunidade, a isenção ou a dispensa do pagamento. CAPÍTULO V - DOS CONTRIBUINTES E DOS RESPONSÁVEIS Art. 7º Contribuintes: PF/PJ proprietárias de veículos sujeitos a registro. Parágrafo Único. São também contribuintes do IPVA: I - na alienação fiduciária, o credor fiduciário; II - a empresa proprietária do veículo, no arrendamento mercantil. Art. 8º São responsáveis, solidariamente: I - o adquirente ou remitente, em relação aos tributos devidos pelo anterior proprietário; II - o devedor fiduciante; III - o arrendatário do veículo; IV - o titular do domínio ou o possuidor a qualquer título; V - o servidor que efetuar o registro, licenciamento, inscrição, matrícula, inspeção, vistoria ou transferência de veículo, sem o pagamento ou isenção, não incidência ou imunidade; VI - os despachantes que promovam despachos sem o pagamento do IPVA. Parágrafo Único. A solidariedade não comporta benefício de ordem. Art. 9º São obrigações do contribuinte ou responsável: I - pagar o imposto; II - facilitar a ação fiscal; III – prestar, quando solicitado, informações de interesse da fiscalização; CAPÍTULO VI - DO LANÇAMENTO Art. 10. O IPVA será lançado de ofício ou, na falta de iniciativa da autoridade competente, por homologação. § 1º O lançamento de ofício será cientificado ao contribuinte através de Notificação de Lançamento, contendo a identificação do sujeito passivo e do veículo, o valor do imposto e a data do recolhimento. § 2º Será, também, lançado de ofício, o IPVA, quando: I – deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado no lançamento anterior; II – se comprove dolo, fraude ou simulação; III – se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou, ou omissão de ato ou formalidade essencial; IV – nas demais hipóteses do CTN; § 3º O lançamento por homologação ocorrerá nos casos em que: I – o contribuinte não tenha recebido a sua Notificação de Lançamento até 72 horas antes da data para o recolhimento do imposto; II –a legislação atribua ao contribuinte a iniciativa de declarar e recolher antecipadamente o imposto, independentemente do lançamento de ofício. § 4º O IPVA regularmente lançado, não pago em tempo hábil, poderá ser objeto de Aviso de Débito, e, findo o prazo, será encaminhado à PGE para Dívida Ativa. § 5º Os contribuintes que não concordarem com o lançamento da SEFAZ, poderão reclamar em 30 dias da ciência, por qualquer via. § 6º A reclamação contra lançamento far–se–á por petição dirigida ao Corpo de Julgadores da SEFAZ, e encaminhada através da Unidade Regional de Atendimento da circunscrição do contribuinte, FACULTADA a este juntada de todas as provas. Art. 10–A. Decorrido 15 dias do vencimento da 3ª cota, para recolhimento do crédito do § 4º do art. 10, a SEFAZ, através do órgão local, intimará o contribuinte, mediante Aviso de Débito, para que proceda ao recolhimento em 15 dias, do recebimento da intimação. § 1º O não atendimento ao caput implicará imediata inscrição na dívida ativa. § 2º Este artigo também se aplica na diferença entre o valor do IPVA lançado e o recolhido a menor, cuja diferença seja superior 5 UFR–-PI. § 3º O benefício da espontaneidade aplica–se aos casos em que o crédito em atraso for quitado no prazo do caput. CAPÍTULO VII – DA BASE DE CÁLCULO Art. 11. A BC é: I - veículo novo: valor venal da nota fiscal; II - veículo usado: valor venal praticado no mercado. § 1º Veículo importado por consumidor final, a BC será o valor do documento do desembaraço aduaneiro, acrescido dos tributos e demais gravames. § 2º Veículo estrangeiro, novo ou usado, adquirido em revendedora, a BC, para primeira operação, será o valor da Nota Fiscal, não podendo ser inferior ao do documento de desembaraço aduaneiro, acrescido dos tributos e demais obrigações devidos pela importação, e da margem de lucro bruto. § 3º Nos incisos II a V do art. 3º, o imposto será proporcionalmente ao número de meses restantes do exercício, calculado a partir do mês do FG, inclusive. § 4º Ocorrendo perda total do veículo, por sinistro, EXCETO ROUBO, o imposto será calculado por duodécimo ou fração, considerada a data do evento, NÃO cabendo restituição se a perda se der após o recolhimento do mesmo. Art. 12. Se veículo usado, no valor venal serão considerados: I - o preço praticado no mercado do Piauí; II - os preços médios por publicações especializadas nacionais. Parágrafo Único. Poderá a SEFAZ, a título de uniformização e evitando evasão de receita, adotar os valores venais de tabela aprovada por protocolo entre os Estados. Art. 13. Em substituição ao artigo anterior, a critério do Fisco, para novo registro de veículo estrangeiro, a BC poderá ser atribuída pela SEFAZ, que poderá considerar o preço do veículo novo, aplicando percentuais de redução fixados em norma tributária, conforme o ano do veículo. CAPÍTULO VIII - DAS ALÍQUOTAS Art. 14. As alíquotas do imposto são: I - 1,0%: ônibus, caminhões, cavalos mecânicos e veículos movidos exclusivamente a motor elétrico; II - 1,0%: aeronaves; III - 2,0%: motocicletas; IV - 2,5% para: a) automóveis, caminhonetes e embarcações recreativas, inclusive jet ski, até R$ 150.000,00; b) microônibus. V - 2,5%: qualquer outro veículo automotor até R$ 150.000,00 não incluído nos incisos anteriores. VI - 3,0% para: a) automóveis, caminhonetes e embarcações recreativas, inclusive jet ski, acima de R$ 150.000,00; b) qualquer outro veículo automotor acima de R$ 150.000,00 não incluído nos incisos anteriores. Parágrafo Único. Caminhão: capacidade de carga igual ou superior a 3.500 kg. CAPÍTULO IX - DO CÁLCULO E DOS PRAZOS DE RECOLHIMENTO Art. 16. O recolhimento do imposto: I - veículos usados, nacionais ou estrangeiros, os fixados em calendário divulgado pela SEFAZ; II - até o 30º dia, do FG, se em cota única, ou até o 30º, 60º e 90º dias, do FG, se parcelado. III – especificamente para veículos novos, até 15 º dia, do FG, se em cota única ou 1 ª cota. § 1º Relativamente aos veículos usados, a SEFAZ divulgará, até dezembro, tabela com os valores da BC, expressos em Unidades Fiscais, devendo ser convertida para a moeda corrente no momento do seu recolhimento. § 2º Não constitui majoração a atualização do valor monetário da BC. § 3º Quando, no último dia do recolhimento, não houver expediente, o imposto será recolhido no primeiro dia útil anterior. Art. 17. Observado os §§ 3º e 4º, e no artigo seguinte, o imposto poderá ser recolhido em cota única ou, se superior a 50 UFIRs, em 3 parcelas mensais, em quantidade de UFIRs, e a conversão para a moeda corrente será no pagamento. § 1º O imposto será recolhido: I - em DAR 4, se não for possível sua emissão por sistema eletrônico; II - em DAR 5, emitido por sistema eletrônico. III – em outro meio aprovado pelo Executivo. § 2º É obrigatória a indicação, no documento de arrecadação, do código de receita instituído pela SEFAZ. § 4º Ato do Executivo, a partir de 2020, estabelecerá percentual de redução do imposto para pagamento antecipado e disciplinará a forma e prazo. Art. 17–A. Será admitido, também, o parcelamento do IPVA em atraso, em até 12 parcelas. § 2º O Poder Executivo poderá determinar que o parcelamento somente se aplique a débitos de exercícios anteriores. Art. 18. Não será admitido parcelamento para o imposto sobre os veículos novos adquiridos após 30 de setembro, do exercício financeiro em curso. Art. 19. Nenhum veículo será registrado sem o pagamento do imposto, inclusive do exercício corrente. § 1º Este artigo aplica-se, igualmente, aos casos de inspeção, renovação, vistoria, transferência, averbação, cancelamento. § 2º A SEFAZ poderá disciplinar o pagamento do IPVA através de GNR, desde que firmado protocolo entre os Estados, para fins de reciprocidade. Art. 20. O registro de veículo novo somente será efetuado com o pagamento da primeira parcela ou cota única. § 1º O órgão de trânsito exigirá, no licenciamento ou registro, o comprovante do recolhimento do imposto do exercício anterior. § 2º Ocorrendo o pagamento de parte do imposto no Estado de origem, este será aproveitado para abatimento no montante devido ao Piauí, tomando-se por base a quantidade de UFIRs que representou na data do recolhimento. Art. 21. É obrigatório constar o RENAVAM no documento de arrecadação. Art. 22. Observado o § 2º do art. 28, a restituição do imposto deverá ser feita monetariamente corrigida, a requerimento do contribuinte ou do responsável solidário pelo pagamento, segundo a variação da UFIR mensal, tomando como termo inicial o mês do pedido de devolução e final o do deferimento. CAPÍTULO X - DAS MULTAS E DOS ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS Art. 23. A falta de recolhimento sujeitará o infrator às seguintes penalidades: I - multa; II - juros. § 1º O pagamento espontâneo do imposto devido, fora dos prazos e antes de qualquer procedimento do Fisco, ficará sujeito aos seguintes acréscimos: I - 5% do imposto, atualizado, se pago em 30 dias, do vencimento; II - 10% do imposto, atualizado, se pago em 30 e até 60 dias, do vencimento; III - 15% do imposto, atualizado, se pago após 60 dias, do vencimento. § 2º Se o recolhimento for precedido de ação fiscal, o contribuinte ficará sujeito a multa de: I – 50% do imposto, atualizado, quando dolo, fraude ou conluio; II – 30% do imposto, atualizado, nas demais hipóteses. § 3º O pagamento após 30 dias do prazo está sujeito a mora de 1% ao mês, calculados sobre o imposto corrigido. § 4º Caso o contribuinte recolha o imposto em valor inferior, será intimado a fazer o recolhimento complementar, em 15 dias, incidindo multa, juros e atualização monetária. § 5º As multas do § 2º serão reduzidas de: I – se recolhimento integral do crédito tributário, até 10 dias, do recebimento do Aviso de Débito: a) 70%, quando a multa for de 50%; b) 50%, quando a multa for de 30%; II – no caso de recolhimento do crédito tributário, após 10 dias, do Aviso de Débito e antes da inscrição na Dívida Ativa: a) 50%, quando a multa for de 50%; b) 40%, quando a multa for de 30%. Art. 24. A não exibição do documento de arrecadação quitado, ouo não cumprimento das obrigações, sujeitará à multa de 200 UFEPIs. Art. 24-A Se a locadora de veículos deixar de cumprir as informações do inciso IV do art. 9º, ficará sujeita a multa, por exercício, de 100 UFR-PI por veículo. CAPÍTULO XI - DA FISCALIZAÇÃO Art. 26. Independentemente das penalidades do art. 23, o contribuinte será intimado a apresentar, em 03 dias, à repartição fiscal de seu domicílio, o comprovante do pagamento do imposto. Parágrafo Único. Caso o contribuinte não faça, no prazo estabelecido, a comprovação, será intimado para pagamento. Art. 27. À fiscalização incumbe, além das atribuições da função: II - orientar o contribuinte, diretamente ou através das associações de classe; III - lavrar termos, notificações, intimações, efetuando ou revendo, de ofício, o lançamento do crédito tributário. Parágrafo Único. A lavratura do Auto de Infração e da Notificação de Lançamento é de competência exclusiva dos Agentes Fiscais de Tributos. CAPÍTULO XII - DA REPARTIÇÃO DA RECEITA Art. 28. 50% para o Estado e 50% do Município. § 1º A parcela dos Municípios será, imediatamente, creditada a estes, através do próprio documento de arrecadação, neste momento. § 2º Em função do parágrafo anterior, na restituição do imposto, fica a SEFAZ autorizada a estornar a quantia indevidamente transferida, por ocasião do crédito de cotas de outros tributos devidos àquele município. CAPÍTULO XIII - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 29. A SEFAZ poderá baixar normas complementares necessárias à operacionalização do imposto. Art. 30. Aplicam-se subsidiariamente, ao IPVA, as demais normas da legislação tributária estadual em vigor.