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12 mv&z c r m v s p . g o v . b r
Bovine brucellosis and its
epidemiological situation in Brazil
Resumo
É efetuada uma revisão da conceituação, etiologia, patoge-
nia e epidemiologia da brucelose bovina com destaque dos 
principais elementos envolvidos na sua transmissão e disse-
minação. Posteriormente, é ressaltado o Programa Nacional 
de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose bovina, 
implantado no Brasil em 2001, e do inquérito soroepidemioló-
gico que subsidia a implantação de tal programa, realizado em 
parceria firmada entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento (Mapa), a Universidade de Brasília (UnB) e a 
Universidade de São Paulo (USP). Das 14 unidades federais 
trabalhadas, 13 foram divididas em 60 circuitos produtores. 
O período de coleta de dados a campo foi compreendido en-
tre 2001 e 2004. São apresentadas as prevalências de focos e 
de fêmeas adultas soropositivas por Estado trabalhado (Bahia, 
Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio de Ja-
neiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, 
São Paulo e Tocantins), circuito pecuário, bem como os respec-
tivos fatores de risco identificados.
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1.
Brucelose bovina e sua
situação epidemiológica 
no Brasil
Summary
It is presented a review of bovine brucellosis: definition, etiol-
ogy, pathogenesis and epidemiology with the discussion of the 
main points that affect it’s transmission and spread. After this, 
it is presented the Brazilian National Control and Eradication of 
Brucellosis and Tuberculosis Program that was started in 2001. In 
this program, it was performed a diagnosis of the situation with 
the participation of the Agriculture Ministry and the Universities 
of Brasilia and São Paulo. The epidemiological situation of the 
disease was obtained by a serological survey performed in 14 
Brazilian states. To achieve a better epidemiological level of infor-
mation, 13 states were divided in a total of 60 divisions accord-
ing to the specific conditions of the cattle production. The blood 
samples were collected from adult females from 2001 to 2004. 
It was presented the prevalence found for positive farms animals 
and their risk factors according to the state (Bahia, Espírito Santo, 
Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, 
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocan-
tins) and each special epidemiological division inside the state.
G R A N D E S A N I M A I S
Revisão de literatura
Literature Review
13c r m v s p . g o v . b r mv&z
G R A N D E S A N I M A I S
1 Doutoranda de Medicina Preventiva, FMVZ-USP.
2 Mestre na área de Medicina Preventiva, FMVZ-USP.
Ana Júlia Silva e Alves 1
Karina de Senna Villar 2
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia
Universidade de São Paulo
Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87
CEP 05508-270 – São Paulo, SP
Palavras-chave
Brucelose. Bovinos. Brasil. Inquérito 
epidemiológico. Programa Nacional de Controle 
e Erradicação da Brucelose e Tuberculose.
Keywords
Brucellosis. Bovine. Brazil. Epidemiological 
survey. National Control and Eradication of 
Brucellosis and Tuberculosis Program.
� A 
brucelose bovina é uma doença infecciosa crônica que 
atinge os bovinos e se manifesta principalmente por 
abortos nas vacas no terço final da gestação, em torno 
de seis a oito meses, nascimento de bezerros fracos 
e inflamação dos testículos nos machos (THOEN et 
al., 1993; ACHA & SZYFRES, 2003). Também pode ocasionar orquites, 
perda da libido e infertilidade nos machos, e abortos e endometrites em 
fêmeas (VICENTE, 2000). De distribuição mundial e preconizadora de 
consideráveis prejuízos econômicos no rebanho bovino, essa doença 
pode ter uma disseminação considerável e, com frequência, muito rá-
pida, devido à progressiva intensificação da produção leiteira e de corte, 
assim como pela concentração das criações bovinas, sempre que não se-
jam tomadas as medidas apropriadas de proteção e de combate. 
A brucelose pode acometer outras espécies, como cães, suínos, javalis, 
renas e veados campeiros (VICENTE, 2000). Ela é produzida por várias 
espécies de Brucella. As bactérias do gênero Brucella são muito resisten-
tes aos fatores ambientais. A permanência dessas bactérias no ambiente 
aumenta em determinadas condições, como a presença de sombra, umi-
dade e baixas temperaturas. As brucelas têm sido recuperadas do feto 
e do esterco em ambiente frio durante mais ou menos dois meses. A 
exposição à luz direta ao sol mata o microrganismo em poucas horas 
(SIEGMUND et al., 1981). Portanto, é recomendado deixar os locais com 
altas taxas de contaminação expostos ao sol, que é um potente germicida 
(WRAY, 1975; BRASIL, 2006a).
A doença em bovinos é causada pela Brucella abortus, que pode 
permanecer por longos períodos (seis meses ou mais) em material de 
aborto ou parto nas pastagens. É sensível à pasteurização e a desinfe-
tantes como cal, cloro, cresol, fenol e formol em concentrações ideais, 
que devem ser utilizados na desinfecção de instalações, utensílios e 
ambiente (RUSSEL et al., 198).
Outras espécies de Brucella como B. suis e B. melitensis também po-
dem causar brucelose nos bovinos quando estes estão em contato com 
14 mv&z c r m v s p . g o v . b r
G R A N D E S A N I M A I S
suínos, cabras e ovinos, os quais são, respectivamente, porta-
dores naturais daqueles agentes (ACHA & SZYFRES, 2003; 
BOVINE, 2008). É importante ressaltar que B. melitensis é 
exótica no Brasil (POESTER et al., 2002; MANUA, 2006).
Após a infecção, ocorre um curto período de bactere-
mia e as bactérias vão se alojar em diversos órgãos, princi-
palmente do sistema linfático (EAGLESOME & GARCIA, 
1992; THOEN et al., 1993), onde se multiplicam livremente 
(WINKLER, 1982). A capacidade de sobreviver dentro de 
macrófagos facilita a disseminação e a permanência da B. 
abortus no organismo (GORVEL & MORENO, 2002).
A brucelose é uma enfermidade de difícil diagnóstico e 
os principais sinais clínicos observados nos animais infec-
tados estão ligados a problemas reprodutivos (SILVA et al., 
2005). O curso da doença depende do estágio fisiológico do 
animal. Animais jovens, antes da puberdade, parecem ser 
mais resistentes à infecção. Caso o animal não esteja gestante, 
B. abortus geralmente infecta linfonodos e glândula mamá-
ria (NICOLETTI, 1980; CRAWFORD et al., 1990). Quando 
o animal se torna gestante, as bactérias atingem o útero, lo-
cal pelo qual possuem grande tropismo, provocando, dessa 
forma, o aborto (SAMARTINO & ENRIGHT, 1993). Na pri-
meira gestação após a infecção, o animal aborta. Entretanto, 
o aborto é muito menos frequente na segunda gestação após 
a infecção e muito raro a partir da terceira gestação após a 
infecção (THOEN et al., 1993; CORBEL et al., 2006). Isso se 
deve ao desenvolvimento de uma resposta imune, principal-
mente celular, pelos animais, que diminui a área e a intensi-
dade das lesões. Com isso, a manifestação clínica passa a ser 
a presença de natimortos ou o nascimento de bezerros fracos 
(NICOLETTI, 1990a; THOEN et al., 1993).
Frequentemente, há retenção placentária e infertilidade 
temporária ou permanente (EAGLESOME & GARCIA, 1992; 
THOEN et al., 1993). Nos machos, a infecção por B. abortus 
pode causar orquite com consequente infertilidade por dimi-
nuição da qualidade espermática (CAMPERO, 1993).
Lesões articulares, assim como lesões na glândula ma-
mária,também podem ser observadas em casos crônicos 
da doença. As lesões articulares caracterizam-se por bursite 
e artrite. Placentite necrótica é a principal lesão encontrada 
nos animais que abortam (THOEN et al., 1993; XAVIER et 
al., 2009). Não há nenhuma lesão patognomônica da doença 
no feto abortado, porém, pleurite fibrinosa, que pode estar 
associada à broncopneumonia supurativa e pericardite fibri-
nosa, ocorre com frequência (NICOLETTI, 1990a; XAVIER 
et al., 2009). Atuam como fonte de infecção as fêmeas gestan-
tes infectadas, ainda sem manifestações clínicas, assim como 
vacas clinicamente sadias, mas já infectadas, que abortaram 
ou pariram um feto morto anteriormente (BEER, 1988).
A infecção congênita pode ocorrer em bezerros re-
cém-nascidos como resultado de uma infecção uterina e 
a enfermidade pode persistir em uma pequena propor-
ção de bezerros, que podem apresentar resultados nega-
tivos até que ocorra o primeiro parto ou aborto.
Nas vacas adultas não prenhes, a infecção localiza-se 
no úbere e o útero, se ocorrer prenhez, se infecta nas fases 
de bacteremia periódicas originárias do úbere. Os úberes 
infectados são clinicamente normais, mas são importantes 
como fonte de reinfecção uterina, como fonte de infecção 
para bezerros e para o homem que ingere o leite.
O eritritol, substância produzida pelo feto que é capaz de 
estimular o crescimento de Brucella abortus, ocorre natu-
ralmente em grande concentração na placenta e em fluidos 
fetais e é o provável responsável pela localização da infecção 
nesses tecidos. O aborto ocorre no terço final da gestação. 
A Brucella abortus é um microrganismo intracelular. É 
provável que essa localização seja um importante fator para 
sua sobrevivência no hospedeiro e pode ser uma explicação 
para os títulos transitórios que ocorrem em alguns animais 
após episódios isolados de bacteremia e para a ausência de 
títulos em animais com infecção latente (BLOOD, 1983).
Os sinais clínicos predominantes em vacas gestantes são 
o aborto ou o nascimento de animais mortos ou fracos. Ge-
ralmente o aborto ocorre na segunda metade de gestação, 
causando retenção de placenta, metrite e, ocasionalmente, 
esterilidade permanente. É estimado que a brucelose cause 
perdas de 20 a 25% na produção leiteira devido aos abortos 
e aos problemas de fertilidade. Os animais infectados antes 
da fecundação seguidamente não apresentam sinais clínicos 
e podem não abortar. Após um ou dois abortos, algumas 
vacas podem não apresentar sinais clínicos, mas continuam 
a excretar as brucelas, contaminando o meio ambiente. Elas 
são a origem da infecção para as novilhas.
Nos touros, a infecção se localiza nos testículos, vesí-
culas seminais e na próstata. A doença manifesta-se por 
orquite, que acarreta baixa de libido e infertilidade. Os 
testículos podem apresentar também degeneração, ade-
rência e fibrose. Às vezes, podem ser observados higro-
mas e artrites (RIET-CORREA et al.,1998).
Os testes sorológicos permitem a pesquisa de anticorpos no 
soro e leite dos animais infectados. As técnicas internacional-
mente indicadas para o diagnóstico no soro são a aglutinação 
rápida em placa com antígeno acidificado, como prova de tria-
gem, e as provas de fixação de complemento, 2-mercaptoetanol 
e aglutinação lenta (de Wright), como provas complementares.
As vacas infectadas eliminam as bactérias principal-
mente em descargas vaginais, fetos abortados, membranas 
fetais e leite, e os machos, através do sêmen. A placenta, o 
feto abortado e as descargas uterinas constituem o princi-
pal meio de transmissão para outros animais do rebanho, 
além do leite para os bezerros. A infecção ocorre por con-
tato direto com o micro-organismo por via oral. Todavia, 
15c r m v s p . g o v . b r mv&z
G R A N D E S A N I M A I S
também é relevante a forma aerógena (CRAWFORD et al., 
1990; ACHA & SZYFRES, 2003).
Após um aborto, os animais infectados continuam 
eliminando a bactéria nas secreções uterinas por aproxi-
madamente 30 dias. Essa enorme quantidade de bactérias 
eliminadas durante o aborto ou parto, associada à grande 
resistência de B. abortus no ambiente, é o principal fator de 
contaminação para os animais susceptíveis (CRAWFORD 
et al., 1990). Hábitos dos bovinos como lamber e cheirar 
animais recém-nascidos, ou mesmo fetos abortados, prin-
cipalmente por outras vacas, favorecem a transmissão da 
brucelose (NICOLETTI, 1980; CRAWFORD et al., 1990).
Os vetores mecânicos, como os cães, o homem e outros 
animais, podem atuar como meios de difusão da infecção 
(SIEGMUND, 1981). Embora os cães de fazenda não se-
jam, de um modo geral, considerados o principal reser-
vatório da Brucella abortus, o micro-organismo é isolado 
em animais que vivem em fazendas onde vários bovinos 
são sorologicamente positivos para brucelose. Esses cães 
devem ser incluídos em qualquer pesquisa e planejamento 
visando à erradicação (BLOOD & RODOSTIT, 1983).
A transmissão da brucelose de um touro infectado a 
uma vaca sadia pela monta natural é baixíssima, devido à 
imunidade inespecífica. A principal porta de entrada da 
B. abortus nos animais susceptíveis é a mucosa do apa-
relho digestivo (oral), quando ingerem água ou alimento 
contaminado com restos de abortos (feto, placenta, se-
creção uterina) (THOEN et al., 1993). A infecção ocorre 
em bovinos de todas as idades, porém, há maior preva-
lência em animais sexualmente maduros.
O Programa Nacional de Controle e Erradicação da Bru-
celose e Tuberculose bovina (PNCEBT) no Brasil foi institu-
ído no ano de 2001 pelo Ministério da Agricultura (Mapa) 
com o objetivo de diminuir os impactos negativos para a 
saúde pública e promover a competição da pecuária interna 
e externa dos rebanhos bovinos brasileiros (Mapa, 2010).
Em 1975, foi realizado um diagnóstico da doença em al-
gumas regiões brasileiras. Na região Sul, foram encontrados 
4,0% de animais soropositivos para essa doença; na região 
Sudeste, cerca de 7,5%; e nas regiões Centro-oeste, Nordeste 
e Norte, os valores de 6,8%, 2,5% e 4,1%, respectivamente. 
Posteriormente, foram realizados outros inquéritos epide-
miológicos em alguns Estados brasileiros. No Rio Grande 
do Sul, a prevalência de 2,0% em 1975 foi para 0,3% em 1986. 
Em Santa Catarina, passou de 0,2% em 1975 a 0,6% em 1996. 
Mato Grosso do Sul apresentou 6,3% em 1998, a mesma por-
centagem apresentada pela região mato-grossense em 1975. 
Já Minas Gerais passou de 7,6% em 1995 para 6,7% em 1980, 
porém em 2002 chegou-se a um valor aproximado de 1% 
da prevalência da doença nesse Estado. No Paraná, a preva-
lência estimada em 1975 foi de 9,6%, passando para 4,6% de 
bovinos positivos em 1989. Encontra-se em fase final estudo 
epidemiológico nacional da brucelose, com metodologia 
padronizada. Os dados de notificações oficiais indicam que 
a prevalência de animais positivos se manteve entre 4% e 5% 
no período de 1988 a 1998 (Mapa, 2010).
 Estão em andamento um novo inquérito e um levanta-
mento epidemiológico dos Estados brasileiros feitos a partir 
de um estudo amostral de propriedades rurais com atividade 
reprodutiva, a fim de se obter a prevalência da brucelose 
bovina e identificar os tipos de criação, práticas de manejo 
e fatores de risco que poderiam estar associados à presença 
dessa doença. O estudo só foi possível por uma parceria entre 
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), 
Universidade de Brasília (UnB) e Universidade de São Paulo 
(USP). Por técnicos de cada Agência de Defesa Agropecuária 
dos Estados, obteve-se um estudo da situação epidemiológica 
da brucelose no Brasil. Cerca de 80% dos dados já foram ana-
lisados. Os Estados onde o estudo foi realizado com sucesso 
são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, 
Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, 
Goiás, Tocantins, Rondônia, Mato Grosso e Distrito Federal 
(POESTER, F. et al., 2009)
 Das 14 unidades federais (UFs), treze foram estratifi-
cadas em 60 circuitos produtores de bovinos. O períodode coleta de dados a campo variou entre 2001 e 2004. O 
Estado da Bahia foi dividido em quatro circuitos produ-
tores. As prevalências de focos e a de fêmeas adultas so-
ropositivas nesse Estado foram de 4,2% [3,1-5,3%] e 0,66% 
[0,41-0,93%], respectivamente. Para os circuitos produ-
tores, foram: circuito 1 (Sul), 5,75% [3,64-8,71%] e 0,86% 
[0,41-1,32%]; circuito 2 (Noroeste) 3,07% [1,48-5,56%] e 
1,17 [0,25-2,09%]; circuito 3 (Nordeste), 6,31 [4,05-9,33%] 
e 1,66% [0,66-2,66%]; e circuito 4 (Centro), 0,60% [0,07-
2,16%]. Os fatores de risco (Odds ratio, OR) associados aos 
focos foram a compra de reprodutores (OR = 1,76) e pre-
sença de áreas alagadiças (OR = 1,76). Já a vacinação de 
fêmeas entre três e oito meses foi fator de proteção (OR = 
0,53) (ALVES, A.J.S. et al., 2009). A prevalência no Distrito 
Federal foi de 2,5% [1,0-5,1%] para propriedades e de 0,6% 
[0,04-0,28%] (GONCALVES, V.S.P. et al., 2009).
Para o Estado do Espírito Santo, dividido em dois circui-
tos produtores, as prevalências de focos e de animais infecta-
dos foram, respectivamente, no circuito 1, de 9,0% [7,0-11,6%] 
e 3,43% [1,33-8,57%], e no circuito 2, de 10,86% [7,86-10,21%] 
e 3,69% [2,13-6,33%]. Com relação ao Estado, foram, respec-
tivamente, 9,00% [6,97-11,55%] e 3,53% [1,93-6,37%]. Como 
fatores de risco, foram indicadas as variáveis de utilização de 
inseminação artificial (OR = 7,05) e confinamento / semicon-
finamento (OR=2,98) dos animais. A vacinação de fêmeas 
entre três e oito meses de idade foi um fator protetor (OR = 
0,03) (AZEVEDO, S.S. et al., 2009).
16 mv&z c r m v s p . g o v . b r
G R A N D E S A N I M A I S
O Estado do Rio de Janeiro foi dividido em três cir-
cuitos. As prevalências de focos e bovinos reagentes para 
brucelose foram: circuito 1 (Norte) - 13,85% [10.19-18,17%] 
e 3,01% [1,93-4,09%]; circuito 2 (Centro-oeste) - 15,72% 
[11,90-20,19%] e 2,32% [1,41-3,23%]; circuito 3 (Sul-litoral) 
- 19,62% [15,38-24,43%] e 9,30% [4,52-14,08%]; e todo o Es-
tado - 15,42% [12,91-17,91%] e 4,08% [2,83-5,33%]. Os fatores 
de risco foram compra de reprodutores, prática de aluguel 
de pasto e ter mais de 30 fêmeas com 24 meses de idade ou 
mais (KLEIN-GUNNEWIEK, M.F.C. et al., 2009).
No Estado de Rondônia, que foi dividido em três circuitos 
produtores, obtiveram-se as seguintes prevalências de focos 
e de animais, respectivamente: circuito 1 (Norte-oeste-sul) - 
41,88% [36,31-47,61%] e 8,33% [5,90-10,75%]; circuito 2 (Nor-
deste) - 31,70% [26,52-37,24%] e 5,99% [4,33-7,66%]; circuito 
3 (Sudeste) - 31,92% [26,74-37,45%] e 4,58% [2,52-6,64%]; e 
todo o Estado - 35,18% [32,09-38,36%] e 6,22% [4,88-7,56%]. 
Os fatores de risco indicados foram o aborto e a exploração 
de corte (VILLAR, K.S. et al., 2009).
O Estado do Rio Grande do Sul foi dividido em sete cir-
cuitos produtores. As prevalências de focos e animais foram, 
respectivamente: circuito 1 (Sul) - 3,06% [1,40-5,73%] e 0,95% 
[0,00-1,97%]; circuito 2 (Fronteira Oeste) - 7,71% [4,95-11,35%] 
e 1,04% [0,40-1,68%]; circuito 3 (Missões Central) - 5,66% 
[3,38-8,79%] e 2,12% [0,41-3,83%]; circuito 4 (Norte) - 0,66% 
[0,08-2,37%] e 0,66% [0,00-1,81%]; circuito 5 (Serra) - 0,66% 
[0,08-2,38%] e 0,05% [0,00-0,13%]; circuito 6 (Metropoli-
tana) - 0,00% [0,00-1,30%] e 0,00% [0,00-0,25%]; e circuito 
7 (Litoral Norte) - 5,45% [2,52-10,10%] e 2,88% [0,49-5,27%]. 
Os fatores de risco nesse Estado foram exploração de corte e 
aborto (MARVULO, M.F.V. et al., 2009).
O Estado de Santa Catarina foi dividido em cinco cir-
cuitos produtores. As prevalências de focos foram: circuito 1 
(Sul) - 10,33% [0,00-0,99%]; circuito 2 (Leste) - 0,33% [0,00-
1,00%]; circuito 3 (Oeste) - 0,25% [0,00-0,75%]; circuito 4 
(Norte) - 0,66% [0,00-1,84%]; circuito 5 (Nordeste) - 0,33% 
[0,00-1,00%]; e todo o Estado - 0,32% [0,10-0,69%]. Esse 
Estado demonstrou baixas prevalências e, como sugestão, 
admite-se que pode entrar em processo de erradicação da 
doença (SIKUSAWA, S. et al., 2009).
 No Estado de Sergipe, obtiveram-se, respectivamente, 
as seguintes prevalências de focos e de animais: circuito 
1 - 11,07% [7,87-15,00%] e 2,58% [1,62-3,54%]; circuito 2 
-6,25% [3,00-9,49%]; e todo o Estado - 12,60 [9,19-6,01]. 
Os fatores de risco foram assistência veterinária e tama-
nho do rebanho (maior ou igual vacas ) (SILVA, V.G.S.O. 
et al., 2009).
O Estado de São Paulo foi dividido em sete circuitos 
produtores e as prevalências de focos e de animais foram: 
circuito 1 - 10,34% [5,91-16,49%] e 2,44% [0,76-4,12]; cir-
cuito 2 - 9,93% [5,67-5,85%] e 1,84% [0,39-3,29%]; circuito 
Para o Estado de Goiás, dividido em três circuitos, as 
prevalências de focos de brucelose bovina e de bovinos so-
rorreagentes para a mesma doença foram, respectivamente: 
circuito 1 (Norte) - 7,69% [4,67-10,71%] e 1,36% [0,99-1,73%]; 
circuito 2 (Sul) - 19,53% [15,02-24,04%] e 2,55% [2,03-3,07%]; 
circuito 3 - 21,04% [16,75-26,05%] e 4,33% [3,66-5,00%]; todo 
o Estado - 17,54% [14,91-20,17%] e 3,01% [2,69-3,33%]. O fa-
tor de risco para a doença demonstrado nesse Estado foi a 
introdução de animais para reprodução sem realização de 
testes (ROCHA, W.V. et al., 2009).
O Estado de Minas Gerais foi dividido em sete circuitos 
produtores. As prevalências de focos e de bovinos sororrea-
gentes foram: circuito 1 (Noroeste, Norte e Nordeste) - 4,72% 
[2,66-7,66%] e 0,82% [0,06-1,58%]; circuito 2 (Leste) - 7,17% 
[4,55-10,65%] e 1,18% [0,53-1,83%]; circuito 3 (Central) - 
6,75% [4,28-10,04%] e 1,46 [0,47-2,75]; circuito 4 (Zona da 
Mata) - 6,50% [4,07-9,77%] e 1,06 [0,39-1,73]; circuito 5 (Sul 
e Sudoeste) - 3,80% [1,98-6,54%] e 0,40% [0,11-0,69%]; cir-
cuito 6 (Alto Parnaíba) - 6,23% [3,79-9,56%] e 0,66% [0,29-
1,02%]; circuito 7 (Triângulo Mineiro) - 11,00% [7,74-15,04%] 
e 1,74% [0,92-2,57%]; todo o Estado - 6,04% [4,98-7,10%] e 
1,09% [0,78-1,41%]. O modelo de regressão sugeriu que a 
compra de animais pra reprodução sem realização de testes 
funciona como fator de risco para a doença (GONCALVES, 
V.S.P. et al., 2009).
O Estado de Mato Grosso foi dividido em quatro circui-
tos produtores. As prevalências de focos e de animais soro-
positivos encontradas foram: circuito 1 (região do Pantanal) 
- 36,9% [29,2-45,2%] e 7,9% [3,0-12,9%]; circuito 2 (região de 
leite) -; 27,2% [22,8-32,1%] e 4,1% [2,8-5,4%]; circuito 3 (re-
gião de engorda) - 40,4% [38,8-46,2%] e 8,1% [5,2-11,1%]; e 
circuito 4 (região de cria) - 41,2 [38,0-44,4%] e 10,2% [7,4-
13,1%]. Como fatores de risco, foram encontradas as variá-
veis exploração para corte (OR = 1,8), exploração mista (OR 
= 1,8), propriedades de 11 a 50 fêmeas (OR = 4,8), proprie-
dades com 51 ou mais fêmeas (OR = 6,8) e aborto (OR = 1,7) 
(NEGREIROS, R.L. et al., 2009).
O Estado do Paraná foi dividido em sete circuitos 
produtores. As prevalências de focos e de animais fo-
ram: circuito 1 (Noroeste) - 14,7% [10,90-19,25%] e 2,82% 
[1,24-4,40%]; circuito 2 (Centro-oeste-norte) - 8,82% 
[5,89-12,58%] e 2,40% [1,00-3,79%]; circuito 3 (Norte Pio-
neiro) - 3,37% [1,63-6,10%] e 0,85% [0,21-1,48%]; circuito 4 
(Centro-sul) - 2,33% [0,94-4,73%] e 0,83% [0,02-1,64%]; cir-
cuito 5 (Oeste) - 2,33% [0,94-4,73%] e 1,66% [0,06-3,26%]; 
circuito 6 (Leste-sul) - 0,34% [0,00-189%] e 0,09% [0,00-
0,27%]; circuito 7 (Sudoeste) - 1,00% [0,21-2,90%] e 2,20% 
[0,00-2,36%]; e todo o Estado - 4,02%[3,23-4,80%] e 1,73% 
[1,10-2,36%]. As variáveis de compra de reprodutores e a 
prática de aluguel de pasto foram consideradas como fato-
res de risco (DIAS, J.A. et al., 2009).
17c r m v s p . g o v . b r mv&z
G R A N D E S A N I M A I S
3 - 10,13% [5,78-16,17%] e 7,98% [0,00-18,61%]; circuito 
4 - 11,11% [6,61-17,19%] e 5,52% [0,72-10,32%]; circuito 
5, 57,26% [3,92-12,10%] e 1,86% [0,45-3,27%]; circuito 
6 - 8,22% [4,32-13,92%] e 1,68% [0,48-2,88%]; circuito 7 
- 11,92% [7,22-18,18%] e 2,17% [0,77-3,56%]; e todo o Es-
tado - 9,70% [7,80-11,60%] e 3,81% [0,72-6,90%]. Como 
variáveis de fatores de risco, foram apontados compra de 
reprodutores e rebanhos com mais de 87 animais (DIAS, 
R.A.et al., 2009).
Por fim, o Estado do Tocantins foi dividido em seis 
circuitos. As prevalências de focos e animais foram: cir-
cuito 1 (Paraíso do Tocantins) - 16,01% [12,08-20,61%] 
e 3,53% [1,97-5,09%]; circuito 2 (Araguatins) - 37,63% 
[32,08-43,43%] e 8,54% [5,89-11,18%]; circuito 3 (Gurupi 
e Formoso Araguaia) - 26,38% [21,54-31,69%] e 4,12% 
[2,82-5,42%]; circuito 4 (Palmas e Pedro Afonso) - 5,84% 
[3,50-9,08%] e 2,00% [0,00-4,04%]; circuito 5 (Colinas) 
- 29,26% [24,26-34,66%] e 6,40% [3,02-8,89%]; circuito 6 
(Taguatinga) - 8,57% [5,72-12,23%] e 2,56% [1,21-3,93%]; e 
todo o Estado - 21,22% [19,33-23,11%] e 4,43% [3,57-5,29%] 
(OGATA, R.A. et al., 2009).
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