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Compêndio de imagens dos 
estágios parasitários e das lesões 
relacionadas à patogenia induzida por 
Haemonchus contortus em ovinos
Documentos
ISSN 1518-4757 / e-ISSN 1980-6841
152
São Carlos, SP / Março, 2026
Embrapa Pecuária Sudeste
São Carlos, SP
2026
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Embrapa Pecuária Sudeste
Ministério da Agricultura e Pecuária
Compêndio de imagens dos 
estágios parasitários e das lesões 
relacionadas à patogenia induzida por 
Haemonchus contortus em ovinos
Documentos 152
Cintia Hiromi Okino
Hornblenda Joaquina Silva Bello
Simone Cristina Méo Niciura
Ana Carolina de Souza Chagas
ISSN 1518-4757 / e-ISSN 1980-6841
Março, 2026
Embrapa Pecuária Sudeste
Rod. Washington Luiz, Km 234
13560-970 , São Carlos, SP
www.embrapa.br/pecuaria-sudeste
www.embrapa.br/fale-conosco/sac
Comitê Local de Publicações
Presidente
André Luiz Monteiro Novo 
Secretário-executivo
Luiz Francisco Zafalon
Membros
Aisten Baldan
Gisele Rosso
Maria Cristina Campanelli Brito
Silvia Helena Picirillo Sanchez 
Revisão de texto
Gisele Rosso
Normalização bibliográfica
Vera Viana dos Santos Brandão 
Projeto gráfico
Leandro Sousa Fazio
Diagramação
Maria Cristina Campanelli Brito
Foto da capa
Cintia Hiromi Okino
Publicação digital: PDF 
Todos os direitos reservados
A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, 
constitui violação dos direitos autorais (Lei nº 9.610).
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Embrapa Pecuária Sudeste
Compêndio de imagens dos estágios parasitários e das lesões relacionadas à 
patogenia induzida por Haemonchus contortus em ovinos / Cintia Hiromi Okino et 
al. – São Carlos, SP: Embrapa Pecuária Sudeste, 2026. 
PDF (19 p.) : il. color. – (Documentos / Embrapa Pecuária Sudeste, e-ISSN 1980-
6841 ; 152) 
1. Nematoide. 2. Ovinos. 3. Parasita. 4. Haemonchus contortus. I. Bello, Hornblenda. 
II. Niciura, Simone Cristina Méo. III. Chagas, Ana Carolina de Souza. IV. Título. V. Série
 CDD (636.39089) 
Vera Viana dos Santos Brandão (CRB-8/7283) © 2026 Embrapa
Autores
Cintia Hiromi Okino
Médica veterinária, doutora em Patologia Animal, analista da Embrapa 
Pecuária Sudeste,São Carlos, SP
Hornblenda Joaquina Silva Bello
Médica veterinária, doutora em Medicina Veterinária, pós-doutoranda 
da Embrapa Pecuária Sudeste, São Carlos, SP
Simone Cristina Méo Niciura
Médica veterinária, doutora em Medicina Veterinária, pesquisadora da 
Embrapa Pecuária Sudeste,São Carlos, SP
Ana Carolina de Souza Chagas
Bióloga, doutora em Ciência Animal, pesquisadora da Embrapa 
Pecuária Sudeste,São Carlos, SP
Apresentação
Esta publicação, constitui uma importante ferramenta técnica para 
a compreensão da hemoncose, uma das parasitoses mais impactantes 
para a ovinocultura. O parasita H. contortus infecta o abomaso dos 
animais, provocando lesões cuja gravidade varia de acordo com 
fatores genéticos, nutricionais e fisiológicos do hospedeiro.
O objetivo central deste trabalho é reunir e sistematizar achados 
macro e microscópicos, permitindo a identificação precisa dos 
diferentes estágios parasitários e a classificação de lesões locais em 
escores de severidade. Por meio de fotomicrografias detalhadas, a 
obra facilita a diferenciação de sexos e fases de desenvolvimento 
do parasita (ovo, larvas L1 a L5 e adultos), além de descrever as 
alterações celulares na mucosa abomasal.
Este compêndio reafirma o compromisso da Embrapa Pecuária 
Sudeste com a inovação e a sustentabilidade no campo. O conteúdo 
está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 
da ONU, especificamente ao ODS 2 (Fome Zero e Agricultura 
Sustentável) e ao ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), ao 
fornecer conhecimento científico que promove a saúde animal, a 
segurança alimentar e a rentabilidade dos produtores rurais.
Desejamos que este material sirva como fonte de consulta 
valiosa para pesquisadores, médicos veterinários e técnicos do setor, 
contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva da ovinocultura 
brasileira.
Alexandre Berndt
Chefe-Geral da Embrapa Pecuária Sudeste
Sumário
Introdução _______________________________________________________________________ 6
Desenvolvimento _____________________________________________________________ 7
Ciclo de vida de H. contortus _____________________________________________ 7
Diferentes estágios de H. contortus ___________________________________ 8
Referências ___________________________________________________________________19
Achados microscópicos no abomaso ovino _________________________15
6 Documentos 152
Introdução
O nematódeo Haemonchus contortus parasita o abomaso 
ovino induzindo lesões locais com diferentes níveis de severidade, 
dependendo de vários fatores relacionados ao parasita, como a 
patogenicidade da cepa, e ao hospedeiro, tais como: idade, sexo, 
raça, variações genéticas, estado fisiológico e estado nutricional. 
Nesse contexto, a classificação de lesões microscópicas locais na 
mucosa abomasal, assim como a identificação dos diferentes estágios 
parasitários, podem propiciar melhor caracterização das interações 
parasita-hospedeiro. Este trabalho objetivou reunir os principais 
achados de imagens macro e microscópicas relacionados à patogenia 
induzida por H. contortus em ovinos, incluindo a classificação em 
escores de severidade e diferenciação dos estágios e sexos desse 
parasita. A publicação contribui para o ODS 2 “Fome Zero e Agricultura 
Sustentável”, ao abordar a patologia e os impactos sanitários da 
hemoncose em ovinos, fornecendo subsídios científicos que podem 
contribuir para melhoria do manejo sanitário e sustentável de ovinos. 
Ademais, alinha-se ao ODS 9 “Indústria, Inovação e Infraestrutura”, 
especialmente à meta 9.5, ao fortalecer a pesquisa científica e ampliar 
a base de conhecimento necessária para a inovação em setores 
estratégicos como a saúde e o agronegócio. Os resultados apoiam a 
melhoria da produtividade, da renda dos produtores rurais e do bem-
estar animal, com reflexos positivos nos aspectos ambiental, social e 
econômico da cadeia produtiva da ovinocultura. O tema da publicação 
destaca-se por seu impacto social, ao promover segurança alimentar, 
garantir a renda rural, a melhoria do bem-estar animal e disseminar 
conhecimento técnico de maneira acessível.
Compêndio de imagens dos estágios parasitários e das lesões relacionadas à patogenia [...] 7
Desenvolvimento
Ciclo de vida de H. contortus
Diferentes estágios de H. contortus podem ser observados dentro 
do hospedeiro e no ambiente externo, conforme representado na 
Figura 1. Em resumo, o animal infecta-se ao ingerir larvas infectantes 
(L3) de H. contortus em pasto contaminado. No rúmen, essas larvas 
passam por desembainhamento, migram para o abomaso (Figura 2) 
e mudam para o estágio L4, início da fase hematófaga do parasita. No 
abomaso ocorre a muda para o estágio larval L5 e depois para a fase 
adulta. Os parasitas adultos então copulam e as fêmeas eliminam 
ovos que são expelidos pelo hospedeiro nas fezes. Nas fezes, ocorre 
a eclosão dos ovos e as mudas para os estágios L1, L2 e L3. As larvas L3 
migram para o pasto e podem infectar outros hospedeiros (Urquhart, 
1996).
Figura 1. Representação esquemática do ciclo de vida de H. contortus (feita 
no Biorender). 
8 Documentos 152
Figura 2. Abomaso de ovino infectado com H. contortus com visualizações 
externa (a) e interna (b), com setas indicando: abertura omasoabomasal, 
curvatura maior, curvatura menor, piloro, regiões fúndica e pilórica. 
Diferentes estágios de H. contortus
Os diferentes estágios de H. contortus podem ser visualizados 
e caracterizados com auxílio de microscópio ou estereomicroscópio, 
e essa identificação não requer fixação ou colorações específicas. 
Fotomicrografias dos diferentes estágios e sexos desse parasita 
estão apresentadas nas Figuras 3 a 10.
Figura 3. Imagens de estágios parasitários iniciais (ovo, larvas L1, L2, L3, L4 
inicial) de H. contortus, nos quaisnão é possível a identificação morfológica 
de sexo. As amostras não foram fixadas ou submetidas a processos de 
coloração, observadas sob microscopia óptica (Aumento 100x). (Foto ovo, Larva 
L1 e Larva L2: Ana Carolina Chagas) (Foto Larva L3 e Larva L4 inicial: Hornblenda Bello). 
Fo
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tia
 O
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no
ovo Larva L1 Larva L2 Larva L3 Larva L4 Inicial 
Compêndio de imagens dos estágios parasitários e das lesões relacionadas à patogenia [...] 9
Figura 4. Larva L4 fêmea de H. contortus. Seta 
indica início do desenvolvimento do aparelho 
reprodutor feminino. Imagens a) e c) visualizadas 
com auxílio de estereomicroscópio (Aumentos de 
20 a 30x). Imagem b) visualizada com auxílio de 
microscópio óptico (Aumento de 200x). 
Figura 5. Larva L4 macho de H. contortus. Seta indica início do desenvolvimento 
da bolsa copulatória. Imagens a), b) e c) visualizadas com auxílio de 
estereomicroscópio (Aumentos de 20 a 35x). Imagem d) visualizada com 
auxílio de microscópio óptico (Aumento de 200x). 
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10 Documentos 152
Figura 6. Larva L5 fêmea de H. contortus. Seta indica apêndice vulvar. Nesta fase não 
há presença de ovos. Imagens a) e b) visualizadas com auxílio de estereomicroscópio 
(Aumentos de 20 a 35x). Imagem c) visualizada com auxílio de microscópio óptico 
(Aumento de 200x). 
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Compêndio de imagens dos estágios parasitários e das lesões relacionadas à patogenia [...] 11
Figura 7. Larva L5 macho de H. contortus. Seta indica bolsa copulatória em 
desenvolvimento, nessa há ausência de queratinização de espículo. Imagens a) e b) 
visualizadas com auxílio de estereomicroscópio (Aumentos de 20 a 35x). Imagem c) 
visualizada com auxílio de microscópio óptico (Aumento de 200x). 
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12 Documentos 152
Figura 8. Adulto fêmea de H. contortus. Setas indicando apêndice vulvar e 
presença de ovos no ovário. Imagens a) e b) visualizadas com auxílio de 
estereomicroscópio (Aumentos de 20 a 35x). Imagem c) visualizada com 
auxílio de microscópio óptico (Aumento de 200x). 
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Compêndio de imagens dos estágios parasitários e das lesões relacionadas à patogenia [...] 13
Figura 9. Adulto macho de H. contortus. Setas indicando bolsa copulatória e 
presença de espículo queratinizado. O macho adulto de H. contortus possui 
raio dorsal do espículo dividido em forma de Y. Imagens a) e b) visualizadas 
com auxílio de estereomicroscópio (Aumentos de 20 a 35x). Imagem c) 
visualizada com auxílio de microscópio óptico (Aumento de 200x). 
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14 Documentos 152
Figura 10. Adultos macho e fêmea em cópula. Setas indicando posição dos 
adultos macho e fêmea, bolsa copulatória e presença de ovos. As imagens 
foram visualizadas com auxílio de estereomicroscópio (Aumentos de 20 a 
35x). 
Fo
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 C
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Compêndio de imagens dos estágios parasitários e das lesões relacionadas à patogenia [...] 15
A estrutura interna pode ser observada em parasitas fixados 
em formol tamponado e submetidos à coloração de rotina com 
hematoxilina-eosina. Diferentes órgãos são visualizados em cortes 
transversais da região da faringe (Figura 11) e da região média (Figura 
12) de parasitas adultos. 
Figura 11. Corte transversal de H. contortus adulto, região faríngea (coloração 
hematoxilina-eosina, aumento 200x).
Figura 12. Corte transversal de H. contortus adultos (macho e fêmea), região 
medial (coloração hematoxilina-eosina, aumento 200x). 
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16 Documentos 152
Achados microscópicos no abomaso ovino
 O abomaso ovino é dividido em regiões fúndica (adjacente ao 
esôfago) e pilórica (adjacente ao duodeno) (Figura 2). Como a região 
de maior parasitismo por H. contortus é a fúndica, os achados apre-
sentados neste trabalho são relativos a essa região (Figuras 13 a 16).
Um dos parâmetros indicativos da severidade da infecção por 
H. contortus é a severidade das lesões microscópicas no abomaso. 
As lesões microscópicas podem ser classificadas em escores de 
severidade: 0 = normal, 1 = lesões leves, 2 = lesões moderadas e 3 
= lesões severas, a partir da análise de dez campos com aumento de 
400x em cortes histológicos corados com hematoxilina-eosina (Okino 
et al., 2023). A Tabela 1 resume os principais achados microscópicos 
avaliados em abomaso de ovinos e a quantidade de cada tipo celular 
considerados normais (escore 0), ou aumentados, classificados de 1 
a 3, de acordo com a quantidade.
Alterações/Escores 0 1 2 3
Linfócitos e plasmócitos na lâmina 
própria 
(células por campo com 400x de 
aumento)
101
Eosinófilos na lâmina própria
((células por campo com 400x de 
aumento)
51
Neutrófilos na lâmina própria 
(células por campo com 400x de 
aumento)
0 51
Hiperplasia folicular linfoide 50%
Tabela 1. Escores de lesões microscópicas em abomaso ovino (Okino et al., 
2023).
Compêndio de imagens dos estágios parasitários e das lesões relacionadas à patogenia [...] 17
Figura 13. Fotomicrografias de cortes teciduais da região fúndica do abomaso 
ovino fixados em formol tamponado e corados com hematoxilina-eosina. 
Figura 14. Células observadas em cortes teciduais abomasais fixados e 
corados com hematoxilina-eosina e azul de toluidina (mastócitos). 
Fo
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 O
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18 Documentos 152
Figura 15. Fotomicrografia de corte tecidual da região fúndica do abomaso 
ovino fixado em formol tamponado e corado com hematoxilina-eosina, com 
seta indicando hiperplasia linfoide linfoplasmocitária (aumento 100x). 
Fo
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: C
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tia
 O
ki
no
Compêndio de imagens dos estágios parasitários e das lesões relacionadas à patogenia [...] 19
Referências 
OKINO, C. H.; NICIURA, S. C. M.; GIARETTA, P. R.; MELITO, G. R.; 
KAPRITCHKOFF, R. T. I.; SANTOS, I. B. DOS; RECH, R. R.; MINHO, A. 
P.; ESTEVES, S. N.; CHAGAS, A. C. de S. Enhanced mucosal response 
in sheep harbouring βA beta-globin against haemonchosis. Parasite 
Immunology, v. 45, n. 9, e13003, sep. 2023. Disponível em: https://doi.
org/10.1111/pim.13003. Acesso em: 6 mar. 2026. 
URQUHART, G. M.; ARMOUR, J.; DUNCAN, J. L.; DUNN, A. M.; 
JENNINGS, F. W. Veterinary Parasitology. 2nd ed. Oxford: Blackwell, 
1996.
Figura 16. Fotomicrografia de corte tecidual da região fúndica do abomaso 
ovino fixado em formol tamponado e corado com hematoxilina-eosina, com 
seta indicando infiltrado eosinofílico na lâmina própria (aumento 800x). 
Fo
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	Introdução
	Desenvolvimento
	Ciclo de vida de H. contortus
	Diferentes estágios de H. contortus
	Referências

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