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<p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia)</p><p>Contabilidade Geral</p><p>Autor:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>05 de Junho de 2024</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Índice</p><p>..............................................................................................................................................................................................1) Conceito de Imobilizado Segundo a Lei 6.404/76 e CPC 27 3</p><p>..............................................................................................................................................................................................2) Custo de Um Ativo Imobilizado 5</p><p>..............................................................................................................................................................................................3) Gastos de Capital x Gastos do Período 12</p><p>..............................................................................................................................................................................................4) Divisão do Imobilizado - Bens e Operação e Imobilizado em Andamento 14</p><p>..............................................................................................................................................................................................5) Depreciação 19</p><p>..............................................................................................................................................................................................6) Alteração da Vida Útil do Imobilizado 27</p><p>..............................................................................................................................................................................................7) Método da Reavaliação 30</p><p>..............................................................................................................................................................................................8) Redução ao Valor Recuperável de Ativos 32</p><p>..............................................................................................................................................................................................9) Valor Residual - Valor Contábil 46</p><p>..............................................................................................................................................................................................10) Reparo e Conservação de Bens e Substituição de Peças 50</p><p>..............................................................................................................................................................................................11) Amortização 51</p><p>..............................................................................................................................................................................................12) Exaustão 58</p><p>..............................................................................................................................................................................................13) Questão Comentadas - Imobilizado - Cebraspe 65</p><p>..............................................................................................................................................................................................14) Lista de Questões - Imobilizado - Cebraspe 119</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>2</p><p>136</p><p>CONCEITO DE IMOBILIZADO SEGUNDO A LEI 6.404/76</p><p>E CPC 27</p><p>O ativo imobilizado tem definição básica em duas normas: lei 6.404/76 e o CPC 27 – Ativo</p><p>Imobilizado.</p><p>Segundo a Lei 6.404/76:</p><p>Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do</p><p>patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a</p><p>análise da situação financeira da companhia.</p><p>§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de</p><p>liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:</p><p>II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo,</p><p>investimentos, imobilizado e intangível. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)</p><p>Ainda, continua...</p><p>Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:</p><p>IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos</p><p>destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou</p><p>exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que</p><p>transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens;</p><p>(Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)</p><p>Agora, a definição do CPC 27:</p><p>Ativo imobilizado é o item tangível que:</p><p>(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou</p><p>serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e</p><p>(b) se espera utilizar por mais de um período.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>3</p><p>136</p><p>Assim, classificam-se no imobilizado os direitos que tenham por objeto bens corpóreos</p><p>destinados à manutenção das atividades da companhia como, por exemplo, os terrenos,</p><p>edificações, máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, veículos. Os bens incorpóreos</p><p>passam a ficar no intangível. Regra: Classificação dos direitos de bens corpóreos destinados</p><p>à manutenção das atividades da empresa</p><p>Sobre o trecho destacado da questão: “Os direitos que tenham por objeto bens corpóreos</p><p>destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa, ou exercidos com</p><p>essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os</p><p>benefícios, riscos e controle desses bens, devem ser classificados no grupo de contas (...)”</p><p>Trata-se esta última parte de bens que não são de propriedade da empresa juridicamente,</p><p>como os bens objetos de arrendamento (leases).</p><p>O leasing, basicamente, pode ser de dois tipos: operacional e financeiro. Com a revisão 14</p><p>do CPC 06 – vigente a partir de 2019 – houve mudança na contabilização do arrendamento</p><p>operacional. Os arrendamentos continuam sendo divididos em arrendamentos financeiros e</p><p>operacionais. Mas, para o arrendatário, mudou drasticamente a contabilização do</p><p>arrendamento operacional. Vejam essas definições:</p><p>Arrendatário é a entidade que obtém o direito de usar o ativo subjacente por</p><p>um período de tempo em troca de contraprestação.</p><p>Arrendador é a entidade que fornece o direito de usar o ativo subjacente por</p><p>um período de tempo em troca de contraprestação.</p><p>Agora, no arrendamento operacional, o arrendatário reconhece (contabiliza) o ativo, e passa</p><p>a contabilizar a despesa de depreciação do bem arrendado e despesa financeira do contrato.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Mantido para uso na</p><p>produção ou</p><p>fornecimento</p><p>Mercadorias</p><p>Prestação de serviços</p><p>Mantido para aluguel a</p><p>outros (quando aluguel</p><p>não é o fim)</p><p>Mantido para fins</p><p>administrativos</p><p>Espera-se utilizar por</p><p>mais de 1 período</p><p>Item tangível</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>4</p><p>136</p><p>==1365fc==</p><p>CUSTO DE UM ATIVO IMOBILIZADO</p><p>Reconhecimento Inicial</p><p>Conforme a lei 6404/76:</p><p>Critérios de avaliação do ativo</p><p>Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes</p><p>critérios:</p><p>V - Os direitos classificados no imobilizado, pelo custo de aquisição, deduzido do</p><p>saldo da respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão;</p><p>Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo seu custo. Mas não é somente</p><p>aquilo que foi pago pelo bem, mas devemos incluir todos os custos necessários para colocá-lo em</p><p>condições de uso.</p><p>Conforme o Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado:</p><p>16. O custo de um</p><p>em uso.</p><p>Repetimos, nesta hipótese, o valor em uso será de R$ 100.000,00, e não de R$</p><p>120.000,00 (100.000 + 20.000). Fiquem de olho!</p><p>3) Comparamos o valor recuperável com o valor contábil:</p><p>3.1) Valor contábil maior que valor recuperável: fazemos a redução do valor.</p><p>3.2) Valor contábil menor que valor recuperável: nada há que ser feito, por prudência.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>38</p><p>136</p><p>(Contabilidade/TRE/PR/2017) Uma empresa adquiriu o direito de concessão para explorar uma</p><p>atividade controlada por um órgão regulador público pelo prazo de 30 anos, após o que a</p><p>concessão se encerra e a atividade volta para o domínio do órgão regulador.</p><p>O preço pago para a aquisição do direito de exploração foi R$ 60.000.000,00 e a aquisição ocorreu</p><p>em 31/12/2012.</p><p>No final do ano de 2015 a empresa realizou o teste de redução ao valor recuperável (teste de</p><p>“impairment”) e obteve as seguintes informações sobre o direito de concessão:</p><p>− Valor em uso esperado para o direito: R$ 50.000.000,00.</p><p>− Valor justo: não há valor justo porque o direito não pode ser negociado.</p><p>Na apuração do resultado do ano de 2015 a empresa deveria</p><p>(A) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 2.000.000,00, apenas.</p><p>(B) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 2.000.000,00 e uma perda por</p><p>desvalorização no valor de R$ 54.000.000,00.</p><p>(C) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 6.000.000,00, apenas.</p><p>(D) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 2.000.000,00 e uma perda por</p><p>desvalorização no valor de R$ 4.000.000,00.</p><p>(E) não deve reconhecer nenhuma despesa porque continua com o direito de exploração.</p><p>Comentário:</p><p>Vamos calcular:</p><p>1) Encontramos o valor contábil na data em que será feita a comparação.</p><p>Depreciação anual: $60.000.000 / 30 anos = $2.000.000 por ano.</p><p>Até o final de 2015, temos 3 anos.</p><p>3 x $ 2.000.000 = $6.000.000 de amortização acumulada</p><p>Valor contábil no final de 2015:</p><p>$60.000.000 - $6.000.000 = $54.000.000</p><p>2) Encontramos o valor recuperável: maior entre valor justo e valor em uso.</p><p>− Valor em uso esperado para o direito: R$ 50.000.000,00.</p><p>− Valor justo: não há valor justo porque o direito não pode ser negociado.</p><p>3) Comparamos o valore recuperável com o valor contábil:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>39</p><p>136</p><p>3.1) Valor contábil maior que valor recuperável: fazemos a redução do valor.</p><p>3.2) Valor contábil menor que valor recuperável: nada há que ser feito, em homenagem ao</p><p>princípio da prudência.</p><p>Como o valor recuperável é de $50.000.000, a empresa, em 2015, deve reconhecer uma</p><p>amortização de $2.000.000 e uma perda por desvalorização de R$ 4.000.000.</p><p>O gabarito é letra d.</p><p>(Auditor Fiscal/SEFAZ PI/2015) Em 30/09/2012, uma empresa adquiriu veículos pelo valor de R$</p><p>180.000,00. Todos os veículos têm vida útil econômica de 5 anos para a empresa e o valor residual</p><p>estimado para todos os veículos, em conjunto, no final do 5º ano é R$ 30.000,00. A empresa adota</p><p>o método das quotas constantes para o cálculo da despesa mensal de depreciação. No final de</p><p>2012, a empresa realizou o teste de recuperabilidade do custo (“impairment”) para os bens do</p><p>ativo imobilizado e identificou os valores disponíveis, conforme a tabela a seguir, referentes aos</p><p>veículos adquiridos em 30/09/2012:</p><p>Data Valor Justo Valor em uso</p><p>31/12/2012 R$ 155.000,00 R$ 170.000,00</p><p>O valor contábil dos veículos, considerados em conjunto, evidenciado no Balanço Patrimonial de</p><p>31/12/2012 foi, em reais:</p><p>a) 172.500,00</p><p>b) 180.000,00</p><p>c) 155.000,00</p><p>d) 170.000,00</p><p>e) 171.000,00</p><p>Comentário:</p><p>Então, vamos seguir os Passos Detalhados Para o Cálculo da Valor Recuperável</p><p>1) Encontramos o valor contábil na data em que será feita a comparação.</p><p>Vamos calcular a depreciação acumulada e depois o valor contábil dos veículos, para comparar</p><p>com o valor recuperável.</p><p>Vamos aos cálculos:</p><p>Valor original R$ 180.000,00</p><p>(-) Valor residual -R$ 30.000,00</p><p>= Valor depreciável R$ 150.000,00</p><p>A vida útil é de 5 anos, ou seja, 60 meses. A depreciação mensal é de:</p><p>$150.000,00 / 60 meses = $ 2.500,00 por mês.</p><p>A depreciação acumulada será de 3 meses (de 30/09/2012 ao final de 2012):</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>40</p><p>136</p><p>Depreciação acumulada = $2.500 x 3 meses = $7.500,00</p><p>Assim:</p><p>Valor original R$ 180.000,00</p><p>(-) Depreciação Acumulada -R$ 7.500,00</p><p>= Valor contábil R$ 172.500,00</p><p>2) Encontramos o valor recuperável: maior entre valor justo e valor em uso.</p><p>O valor recuperável é o maior entre o valor em uso e o valor justo líquido realizável de venda.</p><p>Entre o “valor justo” e o “valor em uso”, o maior é o valor em uso de $ 170.000,00.</p><p>3) Comparamos o valor recuperável com o valor contábil:</p><p>3.1) Valor contábil maior que valor recuperável: fazemos a redução do valor.</p><p>3.2) Valor contábil menor que valor recuperável: nada há que ser feito, atendendo ao princípio da</p><p>prudência.</p><p>Agora é só comparar:</p><p>Valor contábil = $172.500,00</p><p>Valor Recuperável = $ 170.000,00</p><p>Como o Valor Recuperável é menor, a empresa contabiliza um Ajuste para perdas com Impairment:</p><p>D – Perdas com teste de Recuperabilidade (resultado) 2.500,00</p><p>C – Ajuste para perda com Recuperabilidade (Ret. Ativo) 2.500,00</p><p>E o valor contábil (que é o valor evidenciado no Balanço Patrimonial) fica assim:</p><p>Valor original R$ 180.000,00</p><p>(-) Depreciação Acumulada -R$ 7.500,00</p><p>(-) Ajuste para perda com recuperabilidade -R$ 2.500,00</p><p>=Valor contábil R$ 170.000,00</p><p>O gabarito é letra d.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>41</p><p>136</p><p>Periodicidade De Realização Do Impairment Test</p><p>9. A entidade deve avaliar ao fim de cada período de reporte se há alguma</p><p>indicação de que um ativo possa ter sofrido desvalorização. Se houver alguma</p><p>indicação, a entidade deve estimar o valor recuperável do ativo.</p><p>Em síntese, funciona assim: Para os ativos em geral (como os imobilizados), a empresa deve</p><p>verificar se há indícios de desvalorização no final do período de reporte (exercício social). Havendo</p><p>indícios, a empresa faz uma estimativa formal da recuperabilidade. Não havendo, esta estimativa</p><p>formal está dispensada.</p><p>Portanto, no final do exercício, vamos e damos uma olhada: há indício de desvalorização? Sim!</p><p>Teste de recuperabilidade. Não? Então, o teste está dispensado.</p><p>Todavia, existem três ativos que devem ser avaliados formalmente, ainda que não haja indícios de</p><p>perda. São eles:</p><p>- Goodwill</p><p>- Intangível com vida indefinida</p><p>- Intangível que ainda não está em uso.</p><p>Em suma:</p><p>Final do exercício</p><p>(período de</p><p>reporte)</p><p>Sim</p><p>Teste de</p><p>recuperabilidade</p><p>Não</p><p>Teste dispensado</p><p>Independente de</p><p>indício deve</p><p>testar:</p><p>Goodwill</p><p>(Combinação de</p><p>negócios)</p><p>Intangível com</p><p>vida útil indefinida</p><p>Intangível não</p><p>disponível para</p><p>uso</p><p>Há indícios de</p><p>desvalorização?</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>42</p><p>136</p><p>Mas, professores, por que essas exceções à regra?</p><p>Os ativos em geral, como os imobilizados, por exemplo, têm reduções em seus valores ao longo</p><p>do tempo (depreciação, amortização, exaustão).</p><p>Então, mesmo que um ativo imobilizado esteja</p><p>avaliado contabilmente por um valor superior ao seu valor recuperável, a redução em seu valor</p><p>com o decurso de sua vida útil, gerada, por exemplo, pela depreciação, vai acabar por diminuir o</p><p>seu valor contábil, o que atenua esse registro contábil por valor superior ao recuperável.</p><p>Por sua vez, o goodwill, o intangível com vida útil indefinida e o ativo intangível são ativos que</p><p>têm a característica comum de não sofrer amortização. Isto é, os seus valores não diminuem com</p><p>o curso do tempo, como ocorre com os outros ativos que têm amortização, depreciação, exaustão</p><p>etc. Não temos uma base sistemática para a alocação da amortização.</p><p>Caso o registro destes três tipos de ativos estejam por valores superiores aos seus valores</p><p>recuperáveis, permaneceriam assim caso nenhuma providência fosse tomada.</p><p>Por este motivo o CPC dispensou atenção maior a estes ativos, dispondo:</p><p>10. Independentemente de existir, ou não, qualquer indicação de redução ao valor</p><p>recuperável, a entidade deve:</p><p>(a) testar, no mínimo anualmente, a redução ao valor recuperável de um ativo</p><p>intangível com vida útil indefinida ou de um ativo intangível ainda não disponível</p><p>para uso, comparando o seu valor contábil com seu valor recuperável. Esse teste</p><p>de redução ao valor recuperável pode ser executado a qualquer momento no</p><p>período de um ano, desde que seja executado, todo ano, no mesmo período.</p><p>Ativos intangíveis diferentes podem ter o valor recuperável testado em períodos</p><p>diferentes. Entretanto, se tais ativos intangíveis foram inicialmente reconhecidos</p><p>durante o ano corrente, devem ter a redução ao valor recuperável testada antes</p><p>do fim do ano corrente; e</p><p>(b) testar, anualmente, o ágio pago por expectativa de rentabilidade futura</p><p>(goodwill) em combinação de negócios, de acordo com os itens 80 a 99.</p><p>Precisamos destacar que falar que um ativo intangível tem vida útil indefinida não significa dizer</p><p>que ele tenha vida útil infinita, eterna.</p><p>Já para os intangíveis de vida útil determinada mantém-se a prática de alocar seu custo de</p><p>aquisição ao resultado com base no período determinado e se houver meios de determinar o valor</p><p>residual para fins de amortização este deverá ser utilizado. Além da sujeição ao teste de</p><p>recuperabilidade (ao final do período de reporte, havendo indícios de desvalorização).</p><p>Isso cai em prova? Sim! Vejam.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>43</p><p>136</p><p>(Auditor de Controle Externo/TCM – GO/2015) A Cia. PAR possuía, em 31/12/2013, um ativo</p><p>imobilizado para o qual as seguintes informações, após o reconhecimento da despesa de</p><p>depreciação para o ano de 2013, eram conhecidas:</p><p>Custo de aquisição R$ 700.000,00</p><p>(−) Depreciação acumulada -R$ 300.000,00</p><p>(=) Valor contábil do ativo R$400.000,00</p><p>Nesta mesma data (31/12/2013) a Cia. realizou o Teste de Recuperabilidade do Ativo (teste</p><p>de impairment) e obteve as seguintes informações:</p><p>Valor em uso do ativo R$ 380.000,00</p><p>Valor justo líquido das despesas de venda R$ 350.000,00</p><p>Ao elaborar as Demonstrações Contábeis referentes ao ano de 2013, o valor contábil deste ativo</p><p>que a Cia. PAR evidenciou em seu Balanço Patrimonial de 31/12/2013 foi, em reais,</p><p>a) 400.000,00.</p><p>b) 380.000,00.</p><p>c) 350.000,00.</p><p>d) 700.000,00.</p><p>e) 370.000,00.</p><p>Comentários:</p><p>Temos que:</p><p>Valor contábil = $ 400.000</p><p>Valor Recuperável = o maior entre o Valor em uso e o Valor justo líquido das despesas de vendas</p><p>= $380.000</p><p>Como o valor recuperável é menor que o valor contábil, a empresa reconhece uma perda e o ativo</p><p>ficará evidenciado, no Balanço Patrimonial, pelo valor recuperável de $380.000.</p><p>O gabarito é, portanto, letra b.</p><p>Indo mais fundo! Se a empresa tiver perda por recuperabilidade registrada no exercício X0, por</p><p>exemplo, e ocorrer o aumento do valor recuperável no exercício X1, ela deve fazer a reversão</p><p>dessa perda registrada anteriormente, como uma receita.</p><p>Há um limite que é o valor contábil que o bem tinha antes de reconhecer qualquer perda, vejam:</p><p>110. A entidade deve avaliar, ao término de cada período de reporte, se há alguma</p><p>indicação de que a perda por desvalorização reconhecida em períodos anteriores</p><p>para um ativo, exceto o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill),</p><p>possa não mais existir ou ter diminuído. Se existir alguma indicação, a entidade</p><p>deve estimar o valor recuperável desse ativo.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>44</p><p>136</p><p>==1365fc==</p><p>Vejamos como isso pode ser cobrado em provas:</p><p>(Contador) ADAF/2018) Determinada empresa possuía, em 31/12/2016, um ativo imobilizado, o</p><p>qual estava contabilizado por R$ 500.000,00, sendo composto pelos seguintes valores:</p><p>a) Custo de Aquisição: R$ 600.000,00;</p><p>b) Perda por Desvalorização (reconhecida em 2015): R$ 100.000,00.</p><p>Em dezembro de 2016, a empresa realizou novamente o Teste de Recuperabilidade desse Ativo</p><p>Imobilizado (Teste de Impairment) e obteve as seguintes informações:</p><p>a. Valor em Uso do Ativo Imobilizado: R$ 520.000,00; e</p><p>b. Valor Justo Líquido das Despesas de Venda do Ativo Imobilizado: R$ 600.000,00.</p><p>De acordo com as informações apresentadas, a empresa, em dezembro de 2016,</p><p>a) não alterou o valor contábil do ativo imobilizado.</p><p>b) reconheceu perda por desvalorização no valor de R$ 50.000,00.</p><p>c) reconheceu um ganho no valor de R$ 50.000,00.</p><p>d) reconheceu um ganho no valor de R$ 100.000,00.</p><p>e) reconheceu uma perda no valor de R$ 100.000,00.</p><p>Comentários:</p><p>Vamos aplicar o Teste de Recuperabilidade:</p><p>Valor em Uso do Ativo Imobilizado = R$ 520.000,00;</p><p>e Valor Justo Líquido das Despesas de Venda do Ativo Imobilizado: R$ 600.000,00.</p><p>Valor Recuperável = MAIOR entre os dois acima: 600.000</p><p>Valor Contábil = Custo de Aquisição - Perda por Desvalorização (reconhecida em 2015)</p><p>Valor Contábil = R$ 600.000,00 - R$ 100.000,00 = R$ 500.000</p><p>Caso não houvesse perda por recuperabilidade já registrada de exercícios anteriores, não seria</p><p>necessário fazer qualquer ajuste, pois o valor contábil é menor do que o valor recuperável. Mas,</p><p>tenham cuidado, como há perda registrada de exercícios anteriores, temos que fazer a reversão</p><p>da perda.</p><p>Vejamos a contabilização:</p><p>D – Perdas estimadas por recuperabilidade (retificadora do ativo) R$ 100.000</p><p>C – Receita de reversão com perdas por recuperabilidade R$ 100.000</p><p>O gabarito é, portanto, letra d.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>45</p><p>136</p><p>VALOR RESIDUAL > VALOR CONTÁBIL</p><p>Segundo o CPC 27:</p><p>52. A depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo exceda o seu</p><p>valor contábil, desde que o valor residual do ativo não exceda o seu valor contábil.</p><p>A reparação e a manutenção de um ativo não evitam a necessidade de depreciá-</p><p>lo.</p><p>53. O valor depreciável de um ativo é determinado após a dedução de seu valor</p><p>residual. Na prática, o valor residual de um ativo frequentemente não é</p><p>significativo e por isso imaterial para o cálculo do valor depreciável.</p><p>54. O valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de depreciação será</p><p>zero enquanto o valor residual subsequente for igual ou superior ao seu valor</p><p>contábil.</p><p>Vamos lá! Vamos explicar.</p><p>Nós reconhecemos inicialmente o ativo pelo seu valor de aquisição. Correto? Subtraímos o valor</p><p>residual e encontramos o valor depreciável.</p><p>Quando retiramos a depreciação anualmente, encontramos o que chamamos de valor contábil.</p><p>Pode acontecer muitas vezes de o valor justo (valor de mercado) ser superior ao valor contábil. A</p><p>depreciação é reconhecida mesmo se o valor justo exceder o valor contábil.</p><p>Não há problemas</p><p>nesta hipótese.</p><p>Esquematizemos:</p><p>Valor Justo</p><p>Valor Contábil</p><p>Depreciação reconhecida normalmente</p><p>Por exemplo, você tem um valor contábil de uma edificação de R$ 15.000,00 e seu valor de</p><p>mercado de R$ 25.000,00. Você deve continuar a depreciar normalmente.</p><p>Todavia, como o valor residual pode aumentar, se ele exceder o valor contábil, então devemos</p><p>suspender a depreciação até que essa situação se inverta. O valor da depreciação será zero.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>46</p><p>136</p><p>54. O valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de depreciação será</p><p>zero enquanto o valor residual subsequente for igual ou superior ao seu valor</p><p>contábil.</p><p>Esquematizemos:</p><p>Valor Residual</p><p>Valor Contábil</p><p>Depreciação será zero</p><p>Há que se salientar ainda que se o valor justo for menor do que o valor contábil estamos diante</p><p>de uma hipótese de ajuste ao valor recuperável de ativos. Fica assim:</p><p>Falta um último aspecto.</p><p>53. O valor depreciável de um ativo é determinado após a dedução de seu valor</p><p>residual. Na prática, o valor residual de um ativo frequentemente não é</p><p>significativo e por isso imaterial para o cálculo do valor depreciável.</p><p>Em tese, o valor depreciável é encontrado quando pegamos o valor de aquisição e subtraímos o</p><p>valor residual.</p><p>Todavia, na prática, o valor residual pode ser imaterial, ou seja, irrelevante para o cálculo da</p><p>depreciação. Por exemplo, um veículo geralmente tem valor residual. Contudo, máquinas de</p><p>produção não. A empresa usa e depois desmancha, para não criar ou não fortalecer a</p><p>concorrência.</p><p>Imagine que determinada empresa tenha máquinas para produzir sabão em pó. No fim da vida</p><p>útil, as máquinas ainda estão em bom estado e ela aliena para um pequeno concorrente no interior.</p><p>Nesta hipótese, você vai vender máquinas para um concorrente? Para que ele possa se fortalecer?</p><p>Não!</p><p>A maioria das empresas não alienam, por isso o valor residual pode ser considerado imaterial.</p><p>Valor justo > Valor contábil</p><p>Deprecia normalmente</p><p>Valor residual > Valor contábil</p><p>Depreciação = Zero</p><p>Valor justo</p><p>como despesas. Todavia, para classificá-las no imobilizado, os critérios para reconhecimento do</p><p>ativo devem ser atendidos. A um só tempo, baixamos também as peças substituídas.</p><p>Passemos agora a alguns casos específicos:</p><p>1) Peças de uso específico e vida útil comum.</p><p>Determinadas vezes, na compra de alguns equipamentos de grande porte, além do imobilizado</p><p>principal, a compra é acompanhada de peças e componentes que são essenciais para que a</p><p>máquina continue a funcionar, em casos de emergência (caráter corretivo) ou manutenção</p><p>(preventivo). Essas peças essenciais devem ser classificadas junto do ativo imobilizado, neste</p><p>grupo, sendo depreciadas com a mesma base que o equipamento a que correspondem.</p><p>2) Peças e material de consumo e manutenção</p><p>Os estoques mantidos pela empresa, que sejam materiais de consumo (O FIPECAFI exemplifica</p><p>como óleo, graxas, ferramentas e peças de pouca duração) devem ser classificadas no ativo</p><p>circulante. À medida que a empresa utilize ou consuma, apropriará tais valores ao resultado ou</p><p>custo do produto.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>50</p><p>136</p><p>AMORTIZAÇÃO</p><p>Segundo a Lei das S.A.s (Lei 6404/76):</p><p>§ 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será</p><p>registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de</p><p>2009)</p><p>b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na</p><p>aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros</p><p>com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de</p><p>utilização por prazo legal ou contratualmente limitado;</p><p>A amortização refere-se geralmente aos itens classificados no Intangível. Mas pode ocorrer</p><p>também com itens do Imobilizado, como no caso de Benfeitoria em Propriedades de Terceiros,</p><p>que pode ser depreciada ou amortizada (veja item 3.8, pg. 14, desta aula).</p><p>A amortização baseia-se na vida útil do Intangível.</p><p>O Pronunciamento CPC 04 – Ativo Intangível - define vida útil como o período de tempo no qual</p><p>a entidade espera utilizar um ativo; ou o número de unidades de produção ou de unidades</p><p>semelhantes que a entidade espera obter pela utilização do ativo.</p><p>Se o item a ser amortizado tiver um valor residual, o mesmo deve ser abatido do valor que será</p><p>amortizado.</p><p>A contabilização de ativo intangível baseia-se na sua vida útil. Um ativo intangível com vida útil</p><p>definida deve ser amortizado, enquanto a de um ativo intangível com vida útil indefinida não deve</p><p>ser amortizado. Conforme o Pronunciamento CPC 04 (R1 – rev. 03) – Ativo Intangível:</p><p>97. O valor amortizável de ativo intangível com vida útil definida deve ser</p><p>apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida útil estimada. A amortização</p><p>deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso,</p><p>ou seja, quando se encontrar no local e nas condições necessários para que possa</p><p>funcionar da maneira pretendida pela administração.</p><p>A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido</p><p>para venda ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para</p><p>venda, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo Não Circulante</p><p>Mantido para Venda e Operação Descontinuada, ou, ainda, na data em que ele é</p><p>baixado, o que ocorrer primeiro.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>51</p><p>136</p><p>Ainda continua....</p><p>O método de amortização utilizado reflete o padrão de consumo pela entidade</p><p>dos benefícios econômicos futuros. Se não for possível determinar esse padrão</p><p>com confiabilidade, deve ser utilizado o método linear. A despesa de amortização</p><p>para cada período deve ser reconhecida no resultado, a não ser que outra norma</p><p>ou pronunciamento contábil permita ou exija a sua inclusão no valor contábil de</p><p>outro ativo.</p><p>98. Podem ser utilizados vários métodos de amortização para apropriar de forma</p><p>sistemática o valor amortizável de um ativo ao longo da sua vida útil. Tais métodos</p><p>incluem o método linear, também conhecido como método de linha reta, o</p><p>método dos saldos decrescentes e o método de unidades produzidas. A seleção</p><p>do método deve obedecer ao padrão de consumo dos benefícios econômicos</p><p>futuros esperados, incorporados ao ativo, e aplicado consistentemente entre</p><p>períodos, a não ser que exista alteração nesse padrão.</p><p>99. A amortização deve normalmente ser reconhecida no resultado. No entanto,</p><p>por vezes os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo são absorvidos</p><p>para a produção de outros ativos. Nesses casos, a amortização faz parte do custo</p><p>de outro ativo, devendo ser incluída no seu valor contábil. Por exemplo, a</p><p>amortização de ativos intangíveis utilizados em processo de produção faz parte do</p><p>valor contábil dos estoques (ver Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques).</p><p>Resumo geral:</p><p>1) Vida útil é:</p><p>a) o período de tempo no qual a entidade espera utilizar um ativo; ou</p><p>b) o número de unidades de produção.</p><p>2) Intangível com vida útil definida: deve ser amortizado. Intangível com vida útil indefinida: não</p><p>deve ser amortizado.</p><p>3) A amortização deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para</p><p>uso, ou seja, quando se encontrar no local e nas condições necessários para que possa funcionar</p><p>da maneira pretendida pela administração.</p><p>4) A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda ou</p><p>na data em que ele é baixado, o que ocorrer primeiro.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>52</p><p>136</p><p>5) O método de amortização utilizado reflete o padrão de consumo pela entidade dos benefícios</p><p>econômicos futuros. Se não for possível determinar esse padrão com confiabilidade, deve ser</p><p>utilizado o método linear.</p><p>6) Podem ser utilizados vários métodos de amortização para apropriar de forma sistemática o valor</p><p>amortizável de um ativo ao longo da sua vida útil. Tais métodos incluem o método linear, também</p><p>conhecido como método de linha reta, o método dos saldos decrescentes e o método de</p><p>unidades produzidas.</p><p>7) A amortização deve normalmente ser reconhecida no resultado, mas pode também ser incluída</p><p>no custo de outros ativos.</p><p>Exemplo: A empresa KLS adquiriu um ativo intangível, no valor de $ 120.000,00, com valor residual</p><p>de $30.000,00 e vida útil de 5 anos. Calcule o valor da amortização mensal.</p><p>Valor amortizável = $ 120.000 - $ 30.000 = $ 90.000</p><p>Prazo = 5 anos = 60 meses</p><p>Amortização mensal = $90.000 / 60 meses = $ 1.500 por mês.</p><p>Revisão 08 – CPC – Amortização Pela Receita</p><p>Será que seria possível contabilizar a amortização de um ativo intangível com base da receita</p><p>esperada que ele irá gerar?</p><p>Segundo o CPC 04:</p><p>98A. Há uma presunção refutável de que o método de amortização baseado na</p><p>receita gerada por atividade que inclui o uso de ativo intangível não é apropriado.</p><p>A receita gerada por atividade que inclui o uso de ativo intangível reflete fatores</p><p>típicos que não estão diretamente ligados ao consumo dos benefícios econômicos</p><p>incorporados no ativo intangível. Por exemplo, a receita é afetada por outros</p><p>insumos e processos, atividades de venda e mudanças nos volumes e preços de</p><p>venda. O componente de preço da receita pode ser afetado pela inflação, o que</p><p>não tem qualquer influência sobre a maneira como o ativo é consumido. Essa</p><p>presunção só pode ser superada em circunstâncias limitadas: (a) em que o ativo</p><p>intangível é expresso como mensuração de receitas, conforme descrito no item</p><p>98C; ou (b) quando possa ser demonstrado que as receitas e o consumo dos</p><p>benefícios econômicos do ativo intangível</p><p>são altamente correlacionados.</p><p>(Incluído pela Revisão CPC 08)</p><p>Comentários:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>53</p><p>136</p><p>O CPC 04 está dizendo que, como regra, estimar o consumo de um ativo intangível, com base na</p><p>receita auferida, não é apropriado, pois nem sempre há correlação entre elas. Mas, há exceções.</p><p>98B. Na escolha do método de amortização adequado, de acordo com o item 98,</p><p>a entidade pode determinar o fator limitante predominante que é inerente ao</p><p>ativo intangível. Por exemplo, o contrato que estabelece os direitos da entidade</p><p>sobre o uso do ativo intangível pode especificar o uso do ativo intangível pela</p><p>entidade como número predeterminado de anos (ou seja, tempo), como número</p><p>de unidades produzidas ou como montante total fixo da receita a ser gerada. A</p><p>identificação do fator limitante predominante pode servir de ponto de partida</p><p>para a identificação da base adequada da amortização, mas outra base pode ser</p><p>aplicada se refletir de forma mais próxima o padrão esperado de consumo de</p><p>benefícios econômicos. (Incluído pela Revisão CPC 08)</p><p>Comentários:</p><p>Ou seja, imagine que temos um contrato de concessão de uma rodovia pública. Esse contrato,</p><p>que representa um ativo intangível, pode ser amortizado usando um critério de tempo, número</p><p>de unidades produzidas ou a receita esperada pela concessão (contabilizado através de um</p><p>pedágio).</p><p>98C. Na circunstância em que o fator limitante predominante, que é inerente ao</p><p>ativo intangível, é a obtenção de um limite de receita, a receita a ser gerada pode</p><p>ser a base adequada para a amortização. Por exemplo, a entidade pode adquirir</p><p>uma concessão para explorar e extrair ouro de uma mina de ouro. O fim do</p><p>contrato pode estar baseado no valor fixo da receita total a ser gerada a partir da</p><p>extração (por exemplo, o contrato pode permitir a extração de ouro da mina até</p><p>que a receita total acumulada com a venda de ouro atinja $ 2 bilhões) e não ser</p><p>baseado no tempo ou na quantidade de ouro extraído. Em outro exemplo, o</p><p>direito de operar a estrada com pedágio pode estar baseado no montante total</p><p>fixo de receita a ser gerado a partir de pedágios cobrados cumulativos (por</p><p>exemplo, o contrato pode permitir a operação da estrada com pedágio até que o</p><p>montante acumulado de pedágios gerados a partir da operação da estrada atinja</p><p>$ 100 milhões). No caso em que a receita foi estabelecida como o fator limitante</p><p>predominante no contrato para a utilização do ativo intangível, a receita que será</p><p>gerada pode ser a base adequada para a amortização do ativo intangível, desde</p><p>que o contrato especifique o valor fixo total da receita a ser gerado sobre o qual</p><p>a amortização deve ser determinada. (Incluído pela Revisão CPC 08)</p><p>Muito bem. Vamos explicar com um exemplo:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>54</p><p>136</p><p>==1365fc==</p><p>A Cia de Mineração Ouramarelinho S.A. procurou o Sr. Pedro di Pedra com uma oferta para</p><p>comprar a sua mina de ouro pelo valor de 1 bilhão.</p><p>1) Supondo que a empresa Ouramarelinho compre a mina, indique a contabilização inicial e</p><p>subsequente:</p><p>Contabilização inicial:</p><p>D – Imobilizado – mina de ouro 1.000.0000.000</p><p>C – Disponibilidades (ativo) 1.000.000.000</p><p>Após a aquisição, a Cia de Mineração Ouramarelinho deverá estimar a possança da mina</p><p>(capacidade total de produção) e exaurir conforme a extração do ouro.</p><p>Supondo que a possança seja de 10 toneladas de ouro, a empresa deverá exaurir, para cada quilo</p><p>extraído, o valor de:</p><p>$ 1.000.000.000</p><p>10.000 kg. = $ 100.000 / kg.</p><p>Observação: um bilhão dividido por 10.000 quilos = Cem mil por quilo.</p><p>Contabilização da exaustão (para 1 quilo):</p><p>D – Estoque de ouro (Ativo) 100.000</p><p>C – Exaustão acumulada (retificadora do ativo) 100.000</p><p>A exaustão vai compor o custo do estoque de ouro.</p><p>Continuemos... O Sr. Pedro di Pedra resolve fazer uma contra oferta:</p><p>- Não tenho interesse em vender. Mas posso arrendar por 5 anos, pelo preço certo e ajustado de</p><p>cem milhões ($ 100.000.000). Nesse tempo, você extrai o ouro e depois me devolve a mina.</p><p>2) Caso a Cia de Mineração Ouramarelinho aceite a proposta e adquira os direitos de exploração</p><p>por 5 anos, indique a contabilização inicial e subsequente:</p><p>Contabilização Inicial:</p><p>D – Direitos de exploração (ativo intangível) 100.000.000</p><p>C – Disponibilidade (Ativo) 100.000.000</p><p>Como o fator limitante determinante é o Tempo, o valor será amortizado por 5 anos.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>55</p><p>136</p><p>$ 100.000.000</p><p>5 anos = $ 20.000.000 por ano</p><p>Contabilização:</p><p>D – Estoque de ouro (Ativo) 20.000.000</p><p>C – Amortização acumulada (Ret. Do Ativo) 20.000.000</p><p>Continuando... O representante da Cia Mineradora Ouramarelinho ficou muito feliz com a</p><p>proposta. E falou:</p><p>- Aceito! Aceito, sim, imediatamente! Em cinco anos, vou extrair cada grama de ouro que houver</p><p>nessa mina. Vou colocar três turnos dobrados de trabalho. Vamos assinar logo esse contrato, que</p><p>eu tenho uma mina para explorar.</p><p>O Sr. Pedro di Pedra recuou, ante a fúria extrativista do representante da mineradora:</p><p>- Opa! Assim também não! Você vai esgotar a mina e me devolver só o bagaço! Assim não quero!</p><p>Vamos fazer o seguinte: eu arrendo por 100 milhões, e você pode extrair uma tonelada de ouro.</p><p>Só uma tonelada! Nem um grama a mais!</p><p>3) Caso a Cia de Mineração Ouramarelinho aceite a proposta, indique a contabilização inicial e</p><p>subsequente:</p><p>Contabilização Inicial:</p><p>D – Direitos de exploração (Ativo intangível) 100.000.000</p><p>C – Disponibilidade (Ativo) 100.000.000</p><p>Como o fator limitante determinante é a quantidade extraída, o valor amortizado será:</p><p>$ 100.000.000</p><p>1.000 kg = $100.000.000 por quilo</p><p>Contabilização:</p><p>D – Estoque de ouro (Ativo) 100.000</p><p>C – Amortização acumulada (Ret. Do Ativo) 100.000</p><p>Continuando... Os dois ficaram de pensar melhor sobre o assunto e resolver no dia seguinte.</p><p>Na hora combinada, os dois negociantes exclamaram:</p><p>- Mas assim eu posso perder dinheiro!</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>56</p><p>136</p><p>Disse o representante da empresa:</p><p>- O ouro é uma commodity e tem o preço fixado pelo mercado. E se o preço desabar? Nesse caso,</p><p>a tonelada que vou extrair vai valor menos! Eu vou perder dinheiro!</p><p>Disse o Sr. Pedro de Pedra:</p><p>- E se o preço do ouro disparar? Nesse caso, eu vou receber muito menos pela tonelada de ouro</p><p>do que realmente vale. Vou deixar de ganhar uma fortuna!</p><p>Então acertaram o seguinte: a empresa vai extrair o metal, e vai valorizá-lo pelo preço de mercado,</p><p>até chegar a 500 milhões de receita. Assim, se o preço desabar, será necessário extrair mais ouro;</p><p>se o preço subir, a empresa irá extrair uma quantidade menor para atingir a receita de 500 milhões.</p><p>Nesse caso, o fator limitante é a receita. A amortização deverá ser feita de forma proporcional à</p><p>receita auferida.</p><p>Contabilização Inicial:</p><p>D – Direitos de exploração (Ativo intangível) 100.000.000</p><p>C – Disponibilidade (Ativo) 100.000.000</p><p>Como o fator limitante determinante é a Receita, o valor do pagamento será amortizado</p><p>proporcionalmente à receita:</p><p>$ 100.000.000</p><p>$ 500.000.000 = 20% da Receita</p><p>Assim, se a receita em um determinado mês for de $10.000.000, a amortização será:</p><p>$10.000.000 x 20% = $2.000.000</p><p>Contabilização:</p><p>D – Estoque de ouro (Ativo) 2.000.000</p><p>C – Amortização acumulada (Ret. Do Ativo) 2.000.000</p><p>Professores! No exemplo da Cia. Ouro Amarelinho, não seria</p><p>mais correto tratarmos como uma</p><p>exaustão? Ou neste caso é mesmo uma amortização?</p><p>Quando a empresa possui uma concessão para exploração, a regra é que os direitos sejam</p><p>amortizados. Se você é proprietário, aí sim estamos frente a uma hipótese de exaustão.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>57</p><p>136</p><p>EXAUSTÃO</p><p>Conceitos Da Lei 6.404/76 e Cálculo Da Depreciação</p><p>De acordo com a Lei 6404/76 (Lei das SA):</p><p>Art. 183. § 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e</p><p>intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei</p><p>nº 11.941, de 2009)</p><p>c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração,</p><p>de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados</p><p>nessa exploração.</p><p>A exaustão é utilizada para recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração.</p><p>Normalmente, a exaustão é calculada com base na possança (quantidade efetivamente explorada</p><p>no ano) do recurso mineral ou florestal. Mas, se o prazo de exploração for insuficiente para esgotar</p><p>os recursos, a exaustão deve ser calculada em função do prazo de concessão.</p><p>Exemplo: A empresa ABC pagou R$ 10.000.000 por uma mina com possança de 10.000 toneladas.</p><p>No primeiro ano, a empresa extraiu 800 toneladas. Calcule a exaustão do primeiro ano.</p><p>800 tons/10.000 tons. = 0,08 ou 8,0%</p><p>R$ 10.000.000 x 8% = R$ 800.000</p><p>Esse é o cálculo que usualmente vai aparecer na sua prova: a questão dá uma capacidade z e fala</p><p>que no ano x foi extraído y. Você então dividirá y/z e encontrará o percentual exaurido.</p><p>Contabilização:</p><p>D – Custo do minério extraído (Ativo) 800.000</p><p>C – Exaustão acumulada (Ret. Ativo) 800.000</p><p>Atenção! Vejam que, nesta hipótese, não vai direto para o resultado como</p><p>despesa. Primeiro, colocamos em uma conta custo do minério extraído. Essa conta</p><p>é uma conta de estoque. Você está diminuindo da capacidade da mina e</p><p>colocando em uma conta de estoque!</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>58</p><p>136</p><p>Exaustão De Bens Aplicados Na Exploração De Recursos</p><p>Minerais e Florestais</p><p>A lei 6404/76 menciona que estão sujeitos à exaustão os “recursos minerais e florestais, ou bens</p><p>aplicados nessa exploração”.</p><p>A doutrina, entretanto, considera que os bens tangíveis usados na exploração dos recursos</p><p>minerais e florestais sofrem depreciação, de acordo com o estabelecido no regulamento do</p><p>Imposto de Renda:</p><p>Art. 309 § 3º A quota de depreciação, registrável em cada período de apuração,</p><p>dos bens aplicados exclusivamente na exploração de minas, jazidas e florestas,</p><p>cujo período de exploração total seja inferior ao tempo de vida útil desses bens,</p><p>poderá ser determinada, opcionalmente, em função do prazo da concessão ou do</p><p>contrato de exploração ou, ainda, do volume da produção de cada período de</p><p>apuração e sua relação com a possança conhecida da mina ou dimensão da</p><p>floresta explorada.</p><p>Assim, se o bem aplicado na exploração de minas e florestas será usado durante todo o período,</p><p>deverá ser depreciado proporcionalmente à exaustão.</p><p>Se o bem tem vida útil menor que o tempo da exploração, deverá ser depreciado de acordo com</p><p>sua vida útil.</p><p>Exemplo: Uma empresa comprou um caminhão, com vida útil estimada de 10 anos, para</p><p>transportar minério em sua mina.</p><p>Se o tempo de operação da mina é menor que 10 anos, a depreciação deverá ser feita</p><p>proporcionalmente à exaustão. Se a exaustão do primeiro ano for de 12%, o caminhão será</p><p>depreciado em 12%.</p><p>Se o tempo de operação da mina é superior a 10 anos ou é indeterminado, o caminhão será</p><p>depreciado em 10 anos. Então, vamos esquematizar?</p><p>Caminhão</p><p>(Vida útil: 10 anos)</p><p>Mina</p><p>(Vida útil10anos)</p><p>Caminhão deprecia</p><p>em 10 anos</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>59</p><p>136</p><p>==1365fc==</p><p>Observemos como foi cobrado:</p><p>(CS-UFG/UEAP/2014) Constituem objeto da exaustão:</p><p>A) as máquinas de propriedade da empresa.</p><p>B) os equipamentos de empresa mineradora.</p><p>C) os recursos florestais e minerais</p><p>D) as dívidas ou compromissos assumidos.</p><p>Comentários:</p><p>O gabarito é a letra C. Entretanto, de acordo com a lei 6404/76, a letra B também está correta.</p><p>(EBSERH/Contabilidade/2015) A diminuição de valor dos elementos do Ativo Imobilizado,</p><p>decorrente da sua exploração de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais,</p><p>denomina-se</p><p>A) exaustão.</p><p>B) depreciação.</p><p>C) amortização.</p><p>D) diminuição.</p><p>E) desgaste.</p><p>Comentários:</p><p>A lei 6404/76 menciona que estão sujeitos à exaustão os “recursos minerais e florestais, ou bens</p><p>aplicados nessa exploração”. O gabarito é a letra A.</p><p>Classificação: Recursos De Propriedade Da Empresa x Direitos</p><p>De Exploração Em Propriedades De Terceiros</p><p>As jazidas inesgotáveis ou de exaurimento indeterminável, como as de água mineral, não sofrem</p><p>exaustão.</p><p>Quando a empresa adquire a propriedade da mina, fica classificado no Imobilizado.</p><p>Quando adquire os direitos de exploração, fica no Intangível.</p><p>Mina</p><p>Própria</p><p>Ativo</p><p>Imobilizado</p><p>De terceiros</p><p>(Direito de</p><p>exploração)</p><p>Ativo Intangível</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>60</p><p>136</p><p>Agora, duas questões:</p><p>(ANTT/Ciências Contábeis/2013) Os direitos sobre jazidas minerais são registrados no ativo</p><p>intangível.</p><p>Comentários:</p><p>Vejam que se trata de um direito de exploração, por isso é classificado no intangível.</p><p>Se a mina fosse própria, a classificação seria no imobilizado</p><p>Portanto, item está correto.</p><p>(TRF 1ª Região/2011) Os direitos obtidos por uma empresa relacionados à exploração de recursos</p><p>minerais são classificados, no balanço,</p><p>A) como item do Ativo Intangível.</p><p>B) em conta do Imobilizado como propriedade de terceiros.</p><p>C) em conta de Despesa Diferida pelos gastos de instalação.</p><p>D) como item de Resultado de Exercício Futuro.</p><p>E) obrigatoriamente, como item dedutível do Passivo assumido na concessão.</p><p>Comentário:</p><p>Os direitos de exploração de recursos naturais ficam classificados no Ativo Intangível.</p><p>O gabarito é a letra A.</p><p>Os direitos classificados no Intangível devem ser amortizados conforme o fator limitante. Se não</p><p>houver fator limitante, a empresa deve aplicar a exaustão.</p><p>Os fatores limitantes mais comuns são o tempo de exploração e a quantidade a ser extraída. Mas</p><p>pode ser usada também a receita auferida.</p><p>Esquematizemos:</p><p>Direito de</p><p>exploração</p><p>Sim</p><p>Amortização</p><p>Não</p><p>Exaustão</p><p>Há fator</p><p>limitante?</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>61</p><p>136</p><p>Conforme o CPC 04 – Ativo Intangível:</p><p>98B. Na escolha do método de amortização adequado, de acordo com o item 98,</p><p>a entidade pode determinar o fator limitante predominante que é inerente ao</p><p>ativo intangível. Por exemplo, o contrato que estabelece os direitos da entidade</p><p>sobre o uso do ativo intangível pode especificar o uso do ativo intangível pela</p><p>entidade como número predeterminado de anos (ou seja, tempo), como número</p><p>de unidades produzidas ou como montante total fixo da receita a ser gerada. A</p><p>identificação do fator limitante predominante pode servir de ponto de partida</p><p>para a identificação da base adequada da amortização, mas outra base pode ser</p><p>aplicada se refletir de forma mais próxima o padrão esperado de consumo de</p><p>benefícios econômicos.</p><p>Esquematizemos:</p><p>Recursos Florestais</p><p>Próprios</p><p>Com relação aos recursos florestais, podemos ter recursos renováveis (exemplo: uma plantação</p><p>de café, que tem uma nova safra a cada ano) ou exauríveis (exemplo: uma plantação de arvores</p><p>para corte, para extrair a madeira).</p><p>No primeiro caso (em que se exploram os frutos) o ativo é depreciado.</p><p>Dessa forma, se uma plantação de café irá durar 20 anos, deve ser depreciada em 5% ao ano.</p><p>No caso de madeira para corte, a empresa deve exaurir o percentual extraído. Exemplo: uma</p><p>plantação com possança de 10 toneladas de madeira. Se a empresa extrair 1 tonelada no primeiro</p><p>ano, irá exaurir 10% do valor da plantação. Vamos esquematizar?</p><p>Intangível: Base</p><p>para Amortização</p><p>Fator Limitante</p><p>Tempo</p><p>Quantidade</p><p>Receita</p><p>Recursos Florestais</p><p>Renováveis</p><p>(Plantação de café)</p><p>Depreciação</p><p>Exauríveis</p><p>(Árvores para corte)</p><p>Exaustão</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>62</p><p>136</p><p>Direitos De Exploração De Floresta</p><p>Se uma empresa adquire de terceiros os direitos de exploração de uma floresta, para extrair</p><p>madeira, temos as seguintes situações:</p><p>1) Contrato indeterminado: nesse caso, haverá exaustão.</p><p>2) Prazo determinado, maior que a previsão para esgotar o recurso: Exaustão.</p><p>3) Prazo determinado, menor que o tempo previsto para esgotar o recurso: Amortização (nesse</p><p>caso, o tempo é o fator limitante, pois o contrato termina antes de esgotar os recursos naturais.).</p><p>A seguir, duas questões:</p><p>(Consultor Legislativo/ALEPI/Contabilidade/2020) Quanto a amortização e exaustão, pode-se</p><p>afirmar:</p><p>a) Amortização é a redução do valor de investimentos necessários à exploração de recursos</p><p>minerais ou florestais.</p><p>b) A diminuição de recursos minerais resultante da sua exploração deverá ser computada como</p><p>custo ou encargo do período.</p><p>c) A base de cálculo da quota anual de exaustão é o valor justo dos investimentos realizados.</p><p>d) O cálculo da amortização, é realizado adicionando determinado valor residual a partir do valor</p><p>base do seu ativo intangível, divido esse número pelo tempo remanescente em sua vida útil.</p><p>e) A amortização e a exaustão consistem no registro da redução do valor, dos bens fixos da</p><p>entidade, pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência.</p><p>Comentários:</p><p>a) Amortização é a redução do valor de investimentos necessários à exploração de recursos</p><p>minerais ou florestais. Errado, essa é a definição de exaustão e não de amortização.</p><p>b) A diminuição de recursos minerais resultante da sua exploração deverá ser computada como</p><p>custo ou encargo do período. Correto, a exaustão pode ser contabilizada como despesa ou como</p><p>custo do ativo extraído.</p><p>c) A base de cálculo da quota anual de exaustão é o valor justo dos investimentos realizados.</p><p>Errado, a base de cálculo é o valor exaurível, isto é, valor de custo menos o valor residual.</p><p>d) O cálculo da amortização, é realizado adicionando determinado valor residual a partir do valor</p><p>base do seu ativo intangível, divido esse número pelo tempo remanescente em sua vida útil.</p><p>Errado, devemos reduzir e não adicionar o valor residual para apurarmos a amortização.</p><p>e) A amortização e a exaustão consistem no registro da redução do valor, dos bens fixos da</p><p>entidade, pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. Errado,</p><p>essa é a definição de depreciação. O gabarito é a letra B.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>63</p><p>136</p><p>(CFC/Técnico/2014) Em 20.12.2013, uma Sociedade Empresária adquiriu um terreno, à vista, para</p><p>a extração de minério. Com relação à aquisição, os seguintes dados foram apresentados:</p><p>- Preço do terreno................................................................R$2.400.000,00</p><p>- Quantidade estimada de minérios da jazida..................... 250.000 m³</p><p>A empresa apresentou as seguintes estimativas de uso do terreno:</p><p>- Estimativa de exploração total da jazida............................ 200.000 m³</p><p>- Tempo de extração 5 anos Valor residual..........................R$600.000,00</p><p>Em agosto de 2014, foram explorados 3.000m3</p><p>de minério. A empresa utiliza o método das</p><p>unidades produzidas para cálculo da exaustão.</p><p>Conforme as informações acima, é CORRETO afirmar que o valor do custo da exaustão, em</p><p>agosto de 2014, é de:</p><p>A) R$21.600,00.</p><p>B) R$27.000,00.</p><p>C) R$28.800,00.</p><p>D) R$36.000,00.</p><p>Comentários:</p><p>Valor exaurível = Preço do terreno - valor residual = R$ 2.400.000 - $600.000 = R$ 1.800.000</p><p>Taxa de exaustão = quant. extraída/possança = 3.000 tons / 200.000 tons = 1,5 %</p><p>Exaustão = $1.800.000 x 1,5 % = $27.000. O gabarito é a letra B.</p><p>Mapa Mental Da Exaustão</p><p>Mapa Mental da</p><p>Exaustão</p><p>Recursos minerais</p><p>Recursos florestais</p><p>Bens utilizados na</p><p>exploração</p><p>Doutrina diz que</p><p>tem que depreciar</p><p>Vida útil da mina Vida útil</p><p>do bem: Deprecia no prazo</p><p>normal do bem</p><p>Exauríveis (Árvores para</p><p>corte): Exaure</p><p>Contrato indeterminado:</p><p>Exaustão</p><p>Contrato > Prazo</p><p>esgotamento recursos:</p><p>Exaustão</p><p>Contrato</p><p>em Regulação/ANTT/2024) Considere os seguintes eventos: uma indústria</p><p>adquiriu um equipamento produtivo pelo valor de 300 mil reais, incorrendo em mais de 15 mil reais</p><p>para colocar o bem em condições de utilização; após esses procedimentos, as operações foram</p><p>iniciadas; a depreciação do equipamento é realizada de acordo com sua capacidade produtiva,</p><p>estimada em 3 milhões de peças, tendo sido prevista uma produção de 450 mil peças durante o</p><p>primeiro ano de atividade; a empresa trabalha com um valor residual de imobilizado de 10%. Nessas</p><p>condições, a contabilização da depreciação do primeiro ano de atividade deverá ser como a</p><p>apresentada a seguir.</p><p>D – Despesa de depreciação</p><p>C – Depreciação acumulada Valor de R$ 45.000</p><p>Comentários:</p><p>Questão que envolve o cálculo de depreciação pelo método das unidades produzidas. O primeiro passo é</p><p>calcular o valor depreciável do ativo:</p><p>Valor Depreciável = Valor de Custo - Valor Residual</p><p>Valor Depreciável = 300.000 + 15.000 - 10%</p><p>Valor Depreciável = 315.000 - 31.500 = R$ 283.500</p><p>Fator de Depreciação = 450.000/3.000.000 = 15%</p><p>Despesa de Depreciação = R$ 42.525</p><p>Portanto, o item está errado, pois o valor da despesa de depreciação está incorreto.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>Relativamente ao tratamento contábil e à avaliação de itens patrimoniais diversos, julgue o item a seguir.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>66</p><p>136</p><p>4. (CEBRASPE/SEE PE/Analista em Gestão Educacional/Ciências Contábeis/2022) Considere-se que um</p><p>veículo tradicionalmente comercializado por R$ 85 mil tenha sido adquirido por uma empresa comercial,</p><p>com desconto, por R$ 78 mil, e que, na concessão do desconto, tenha sido determinante a existência de</p><p>uma dívida atrasada do revendedor para com essa empresa comercial. Nessa situação hipotética, o veículo</p><p>deve ser reconhecido, no balanço do adquirente, pelo seu valor justo, que é R$ 78 mil.</p><p>Comentários:</p><p>Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo seu custo. Mas não é somente aquilo que</p><p>foi pago pelo bem, mas devemos incluir todos os custos necessários para colocá-lo em condições de uso.</p><p>Vamos rever o nosso esquema:</p><p>Assim, em regra, os descontos comerciais devem ser deduzidos. Todavia, nesse quesito, na verdade, tivemos</p><p>uma compensação de um direito que a entidade teria perante os revendedores. Isto é, ela usou, além das</p><p>disponibilidades, um direito como origem dos recursos aplicados no imobilizado.</p><p>Isso resultou na seguinte contabilização:</p><p>D - Imobilizado 85.000</p><p>C - Direitos a receber 7.000 (85.000 - 78.000)</p><p>C - Disponibilidades 78.000</p><p>Diante do exposto, o reconhecimento inicial será pelo custo de 85.000 e não pelo seu valor justo.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>Uma lavanderia adquiriu uma máquina de lavar roupa pelo valor de R$ 30.000 e gastou mais R$ 3.000 para</p><p>colocá-la em funcionamento no início do exercício.</p><p>Custo do ativo imobilizado (CPC 27)</p><p>Inclui</p><p>Preço de aquisição + Imposto Importação+ Impostos não</p><p>recuperáveis</p><p>Preparação do local</p><p>Frete e manuseio por conta do comprador</p><p>Instalação e montagem</p><p>Testes</p><p>Honorários profissionais (engenheiros, arquitetos, por</p><p>exemplo)</p><p>Custos de desmontagem (futuro, traz a valor presente)</p><p>Custo de remoção (futuro, traz a valor presente)</p><p>Outros custos diretamente atribuíveis</p><p>Não inclui</p><p>Descontos comerciais e abatimentos</p><p>Custos de abertura de nova instalação</p><p>Frete por conta do vendedor</p><p>Propaganda e atividades promocionais</p><p>Custos de treinamento</p><p>Transferência posterior (novo local)</p><p>Custos administrativos</p><p>Outros custos indiretos</p><p>Remoção, desmontagem de máquinas antigas</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>67</p><p>136</p><p>5. (CEBRASPE/DPE RO/Técnico em Contabilidade/2022) Sabendo-se que a vida útil dessa máquina é de 5</p><p>anos e que não haverá valor residual, é correto afirmar que o valor da depreciação contabilizado na</p><p>demonstração do resultado será o mesmo no método linear e no método da soma dos dígitos no</p><p>A primeiro ano.</p><p>B segundo ano.</p><p>C quinto ano.</p><p>D terceiro ano.</p><p>E quarto ano.</p><p>Comentários:</p><p>O quesito solicitou quando a despesa de depreciação anual será igual para os métodos de depreciação linear</p><p>(Quotas constantes) e Soma dos Dígitos (Método de Cole ou Método das Quotas Decrescentes).</p><p>Basicamente, calcularemos as respectivas depreciações anuais e verificaremos o ano que elas são iguais.</p><p>• Método da linha reta ou linear ou método das quotas constantes:</p><p>Vamos ao passo a passo:</p><p>1) Pegue o valor de aquisição: R$ 30.000,00 + R$ 3.000,00 = R$ 33.000,00</p><p>2) Encontre o valor residual: com base no enunciado, o valor residual é de 0</p><p>3) Faça a diferença entre o valor de aquisição e o valor residual e encontraremos o chamado valor</p><p>depreciável: R$ 33.000,00 - R$ 0,00 = R$ 33.000,00</p><p>4) Encontre a vida útil (em meses ou anos, geralmente): conforme o enunciado, Vida útil = 5 anos</p><p>5) Divida o valor depreciável pela vida útil: R$ 33.000/5 anos = R$ 6.600,00 de depreciação por ano</p><p>• Método da Soma dos Dígitos ou Método de Cole ou Método das Quotas Decrescentes</p><p>Através deste método, somamos os dígitos da vida útil e dividimos cada algarismo pela soma.</p><p>Nesse quesito uma máquina cuja vida útil é de 5 anos, tomaremos os seguintes procedimentos:</p><p>Somamos:</p><p>5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 15.</p><p>Como o valor depreciável é R$ 33.000,00, então:</p><p>Ano 1: 5/15 x 33.000 = 11.000,00</p><p>Ano 2: 4/15 x 33.000 = 8.800,00</p><p>Ano 3: 3/15 x 33.000 = 6.600,00</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>68</p><p>136</p><p>Ano 4: 2/15 x 33.000 = 4.400,00</p><p>Ano 5: 1/5 x 33.000 = 2.200,00</p><p>Total da depreciação = 33.000,00</p><p>Após os cálculos, nota-se que elas são iguais no ano 3.</p><p>Gabarito: D</p><p>Com relação aos critérios de reconhecimento, mensuração e avaliação de itens patrimoniais diversos, julgue</p><p>o item seguinte.</p><p>6. (CEBRASPE/DP DF/Analista de Apoio à Assistência Judiciária/Contabilidade/2022) Em se tratando da</p><p>vida útil de um equipamento, se houver divergência entre o prazo estimado pelo fabricante, o prazo</p><p>previsto na legislação fiscal e o prazo de uso estimado pelo usuário, deve-se, para fins contábeis e</p><p>gerenciais, optar por este último.</p><p>Comentários:</p><p>Contabilmente, a depreciação deve ser calculada conforme a melhor estimativa técnica disponível.</p><p>Por exemplo, se a vida útil para fins ficais for de 8 anos e a do fabricante for de 9 anos, mas a empresa definiu</p><p>a vida útil do equipamento em 10 anos. Qual devemos utilizar?</p><p>Encontramos a resposta no CPC 01:</p><p>Vida útil é:</p><p>O período de tempo no qual a entidade espera usar um ativo; ou</p><p>Assim, devemos desconsiderar a fiscal (8 anos), a de fábrica (9 anos) e adotar a vida útil = 10 anos (prazo de</p><p>uso estimado pelo usuário).</p><p>Gabarito: Certo.</p><p>Julgue o item subsequente, referente à mensuração e à avaliação de itens patrimoniais diversos.</p><p>7. (CEBRASPE/PGE RJ/Analista Contábil/2022) Um ativo imobilizado reconhecido inicialmente pelo valor</p><p>de R$ 100 mil, com vida útil estimada de 80 meses e valor residual de 20%, terá um valor contábil líquido</p><p>superior a R$ 50 mil logo após o decurso de 50% de sua vida útil.</p><p>Comentários:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>69</p><p>136</p><p>Há vários métodos para se calcular a depreciação. Se nada disser a questão sobre um método específico,</p><p>devemos utilizar o da linha reta.</p><p>Como calcular a depreciação pelo método da linha reta?</p><p>1) Pegue o valor de aquisição. R$ 100 mil</p><p>2) Encontre o valor residual. Se não falar nada, é igual a zero. R$ 100 mil x 20% = R$ 20 mil</p><p>3) Faça a diferença entre o valor de aquisição e o valor</p><p>residual e encontraremos o chamado valor</p><p>depreciável. R$ 100 mil - R$ 20 mil = R$ 80 mil</p><p>4) Encontre a vida útil (em meses ou anos, geralmente). 80 meses</p><p>5) Divida o valor depreciável pela vida útil R$ 80.000,00/80 = R$ 1.000,00</p><p>6) Você encontrará o valor da depreciação.</p><p>Após o decurso de 50% de sua vida útil, essa máquina fora depreciada por 40 meses (50% de 80 meses), o</p><p>que nos leva a depreciação acumulada de R$ 40.000,00 (40 meses x 1.000)</p><p>Assim, o valor contábil desse ativo será:</p><p>Valor Histórico R$ 100.000,00.</p><p>(-) Depreciação Acumulada (R$ 40.000,00)</p><p>= Valor Contábil R$ 60.000,00</p><p>Diante do exposto, é correto afirmar que, nessas circunstâncias, um valor contábil líquido superior a R$ 50</p><p>mil logo após o decurso de 50% de sua vida útil.</p><p>Gabarito: Certo.</p><p>Considerando os componentes do ativo, do passivo e do patrimônio líquido, julgue o item seguinte.</p><p>8. (CEBRASPE/TELEBRAS/Especialista em Gestão de Telecomunicações/Auditoria/2022) Caso haja</p><p>aumento de valor de terreno em que esteja construído um edifício, o valor contábil desse edifício não será</p><p>afetado.</p><p>Comentários:</p><p>A valorização do terreno não provoca acréscimo no valor contábil da edificação, pois eles são, em regra,</p><p>ativos separáveis e são contabilizados separadamente, mesmo quando sejam adquiridos conjuntamente.</p><p>Isso é previsto no CPC 27:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>70</p><p>136</p><p>58. Terrenos e edifícios são ativos separáveis e são contabilizados separadamente, mesmo</p><p>quando sejam adquiridos conjuntamente. Com algumas exceções, como as pedreiras e os</p><p>locais usados como aterro, os terrenos têm vida útil ilimitada e, portanto, não são</p><p>depreciados. Os edifícios têm vida útil limitada e, por isso, são ativos depreciáveis. O</p><p>aumento de valor de um terreno no qual um edifício esteja construído não afeta o valor</p><p>contábil do edifício.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>9. (CEBRASPE/POLITEC RO/Perito Criminal/Área 1/Ciências Contábeis/2022) Uma justificativa que, por si</p><p>só, pode ser utilizada por uma companhia aberta para cessar a depreciação de um ativo é o fato de esse</p><p>ativo</p><p>A estar sujeito a uma política de manutenção e reparação que visa preservá-lo sempre em estado de novo.</p><p>B possuir um valor justo maior do que o seu valor contábil.</p><p>C ter-se tornado ocioso.</p><p>D ter sido retirado do seu uso normal.</p><p>E ter passado a ser classificado contabilmente como mantido para venda.</p><p>Comentários:</p><p>A estar sujeito a uma política de manutenção e reparação que visa preservá-lo sempre em estado de novo.</p><p>Errado, pois a reparação e a manutenção de um ativo não evitam a necessidade de depreciá-lo. Vejamos o</p><p>item 52 do CPC 27:</p><p>52. A depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo exceda o seu valor</p><p>contábil, desde que o valor residual do ativo não exceda o seu valor contábil. A reparação</p><p>e a manutenção de um ativo não evitam a necessidade de depreciá-lo.</p><p>B possuir um valor justo maior do que o seu valor contábil.</p><p>Ainda com base no item 52: A depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo exceda o seu</p><p>valor contábil, desde que o valor residual do ativo não exceda o seu valor contábil. A reparação e a</p><p>manutenção de um ativo não evitam a necessidade de depreciá-lo.</p><p>Por exemplo, você tem um valor contábil de uma edificação de R$ 15.000,00 e seu valor de mercado de R$</p><p>25.000,00. Você deve continuar a depreciar normalmente. Todavia, como o valor residual pode aumentar,</p><p>se ele exceder o valor contábil, então devemos suspender a depreciação até que essa situação se inverta. O</p><p>valor da depreciação será zero. Em síntese: a depreciação não cessa, ela apenas pode ficar suspensa.</p><p>C ter-se tornado ocioso e D ter sido retirado do seu uso normal.</p><p>A depreciação não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado do uso normal, a não ser que o ativo</p><p>esteja totalmente depreciado. Nas palavras do CPC 27 - Ativo Imobilizado:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>71</p><p>136</p><p>55. A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, quando</p><p>está no local e em condição de funcionamento na forma pretendida pela administração. A</p><p>depreciação de um ativo deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido</p><p>para venda (ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda de</p><p>acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo-Não Circulante Mantido para Venda</p><p>e Operação Descontinuada) ou, ainda, na data em que o ativo é baixado, o que ocorrer</p><p>primeiro. Portanto, a depreciação não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado</p><p>do uso normal, a não ser que o ativo esteja totalmente depreciado. No entanto, de acordo</p><p>com os métodos de depreciação pelo uso, a despesa de depreciação pode ser zero</p><p>enquanto não houver produção.</p><p>E ter passado a ser classificado contabilmente como mantido para venda.</p><p>Com base no item 55: A depreciação de um ativo deve cessar na data em que o ativo é classificado como</p><p>mantido para venda ou na data em que o ativo é baixado, o que ocorrer primeiro. Este é o nosso gabarito.</p><p>Gabarito: E</p><p>10. (CEBRASPE/SEFAZ SE/Auditor Técnico de Tributos/2022) Uma companhia encomendou máquinas</p><p>industriais de grande porte, destinadas à fabricação de seus produtos, e efetuou um adiantamento em</p><p>dinheiro ao fornecedor, por conta do valor previamente contratado entre as partes. O contrato estabelece</p><p>a entrega da encomenda no prazo máximo de doze meses.</p><p>Nessa situação hipotética, o registro a ser efetuado pela companhia, em contrapartida ao lançamento na</p><p>conta caixa, decorrente do adiantamento concedido ao fornecedor das máquinas industriais, deverá ser um</p><p>A débito em conta do ativo imobilizado.</p><p>B crédito em conta do ativo imobilizado.</p><p>C crédito em conta do ativo circulante.</p><p>D débito em conta retificadora do passivo circulante.</p><p>E débito em conta do ativo circulante.</p><p>Comentários:</p><p>O Adiantamento a Fornecedores de Imobilizado é classificada no Imobilizado, pois possuem vinculação</p><p>específica, ou seja, a compra de imobilizado. Ela é classificada no ativo imobilizado, que registra todos os</p><p>adiantamentos a fornecedores por conta de fornecimento sob encomenda de bens do ativo imobilizado</p><p>Assim, a contabilização será a seguinte:</p><p>D - Imobilizado (+Ativo)</p><p>C - Disponibilidade (- Ativo)</p><p>Cuidado para não confundi com o Adiantamento a Terceiros. Essa conta é registrada em Contas a Receber,</p><p>que engloba o numerário entregue a terceiros, mas sem vinculação específica ao fornecimento de bens.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>72</p><p>136</p><p>Gabarito: A</p><p>11. (CEBRASPE/PC-DF/Agente/2021) A baixa de um bem que tenha sido totalmente depreciado e para o</p><p>qual não tenha havido previsão de valor residual não afetará o resultado do exercício, tampouco o saldo</p><p>do grupo de contas do ativo do qual aquele bem faça parte.</p><p>Comentários:</p><p>O CPC 27 prevê que o valor contábil de um item do ativo imobilizado deve ser baixado por ocasião de sua</p><p>alienação ou quando não há expectativa de benefícios econômicos futuros com a sua utilização ou alienação.</p><p>O quesito informou que o ativo não possuía valor residual e já foi totalmente depreciação, logo seu valor</p><p>contábil será zero. Vamos analisar por meio de um exemplo:</p><p>Se a Empresa JULIOCELL adquire um veículo por R$ 50.000,00 e estima que um terá vida útil de 5 anos.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Veículos 50.000</p><p>A depreciação anual será = 50.000/5 = 10.000/ano.</p><p>Depois de 5 anos, teremos 10.000 x 5 = 50.000 de depreciação acumulada.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Veículos 50.000</p><p>(-) Depreciação Acumulada 50.000</p><p>Portanto, o valor contábil do Veículo será zero. A contabilização</p><p>da baixa é feita da seguinte forma:</p><p>D – Depreciação Acumulada (Retificadora do Ativo) 50.000</p><p>C – Veículos (Ativo) 50.000</p><p>Nota-se que não temos contas de resultado envolvidas, isso comprova que não afeta o resultado do</p><p>exercício. Também não afetará o total do Ativo.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>Acerca dos critérios de avaliação das contas, julgue os itens que se seguem.</p><p>12. (CEBRASPE/PG-DF/Analista Jurídico Contabilidade/2021) Em observância às normas internacionais de</p><p>contabilidade, os gastos relativos à manutenção periódica de máquinas serão reconhecidos como ativo e</p><p>incorporados ao saldo do respectivo item patrimonial a que estão vinculados.</p><p>Comentários:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>73</p><p>136</p><p>Os gastos de manutenção periódica devem ser agregados às contas de despesas do período, pois só</p><p>beneficiam um exercício e são necessários para manter o imobilizado em condições de operar, não lhe</p><p>aumentando o valor. Não é provável que esses gastos tenham o potencial de gerar benefícios econômicos</p><p>futuros para a entidade. Lembramos que o seu objetivo é muitas vezes descrito como sendo para “reparo e</p><p>manutenção” de item do ativo imobilizado.</p><p>Segundo o CPC 27:</p><p>[...] a entidade não reconhece no valor contábil de um item do ativo imobilizado os custos</p><p>da manutenção periódica do item. Pelo contrário, esses custos são reconhecidos no</p><p>resultado quando incorridos.</p><p>Esquematizemos:</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>13. (CEBRASPE/PG-DF/Analista Jurídico Contabilidade/2021) Embora terrenos e edificações sejam ativos</p><p>contabilizados separadamente, ainda que tenham sido adquiridos em conjunto, caso o terreno sofra</p><p>acréscimo de valor, a edificação que nele estiver construída também sofrerá acréscimo em seu valor</p><p>contábil.</p><p>Comentários:</p><p>A valorização do terreno não provoca acréscimo no valor contábil da edificação.</p><p>Isso é previsto no CPC 27:</p><p>58. Terrenos e edifícios são ativos separáveis e são contabilizados separadamente, mesmo</p><p>quando sejam adquiridos conjuntamente. Com algumas exceções, como as pedreiras e os</p><p>locais usados como aterro, os terrenos têm vida útil ilimitada e, portanto, não são</p><p>depreciados. Os edifícios têm vida útil limitada e, por isso, são ativos depreciáveis. O</p><p>aumento de valor de um terreno no qual um edifício esteja construído não afeta o valor</p><p>contábil do edifício.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>Quanto ao reconhecimento e à mensuração de itens patrimoniais ativos, julgue os itens subsequentes.</p><p>Manutenção</p><p>periódica</p><p>Gastos do período</p><p>Só beneficiam um</p><p>exercício social</p><p>Despesa na DRE</p><p>Paradas</p><p>programadas</p><p>Gastos de capital</p><p>Beneficiam mais de</p><p>um exercício social</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>74</p><p>136</p><p>14. (CEBRASPE/CODEVASF/Analista Contabilidade/2021) No caso de uma empresa que possui um imóvel</p><p>no qual planeja construir futuramente sua nova sede, para fins de mensuração contábil, esse bem pode</p><p>ser avaliado ao custo ou a valor justo, por ser uma propriedade para investimento futuro.</p><p>Comentários:</p><p>Se o objetivo é construir para futura utilização como nova sede, a classificação é como Imobilizado em</p><p>Andamento e não como Propriedade para investimento. Em síntese, temos o seguinte:</p><p>- Se a empresa já decidiu que irá usá-lo futuramente em suas operações: Imobilizado.</p><p>- Se irá usá-lo para gerar renda ou para valorização: Propriedade para investimento.</p><p>- Se ainda não decidiu: Propriedade para investimentos.</p><p>Ressaltamos que as propriedades mantidas para investimento, após o registro inicial pelo custo, podem ser</p><p>avaliadas pelo valor justo ou pelo custo.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>Relativamente a avaliação, registro e mensuração de bens do ativo imobilizado, julgue os itens a seguir.</p><p>15. (CEBRASPE/TCE-RJ/Auditor de Controle Externo/Contabilidade/2021) O valor contábil de um item do</p><p>imobilizado corresponde ao montante de caixa pago ou o valor justo dispendido para aquisição desse</p><p>ativo, podendo coincidir com o custo histórico do bem.</p><p>Comentários:</p><p>Item errado! De acordo com o CPC 27, Valor contábil é o valor pelo qual um ativo é reconhecido após a</p><p>dedução da depreciação e da perda por redução ao valor recuperável acumuladas. Por esse motivo, item</p><p>errado. Além disso, com base no Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado, temos exemplos de gastos</p><p>que devem ou não serem incluídos:</p><p>Custo do ativo imobilizado (CPC 27)</p><p>Inclui</p><p>Preço de aquisição + Imposto Importação+ Impostos não</p><p>recuperáveis</p><p>Preparação do local</p><p>Frete e manuseio por conta do comprador</p><p>Instalação e montagem</p><p>Testes</p><p>Honorários profissionais (engenheiros, arquitetos, por exemplo)</p><p>Custos de desmontagem (futuro, traz a valor presente)</p><p>Custo de remoção (futuro, traz a valor presente)</p><p>Outros custos diretamente atribuíveis</p><p>Não inclui</p><p>Descontos comerciais e abatimentos</p><p>Custos de abertura de nova instalação</p><p>Frete por conta do vendedor</p><p>Propaganda e atividades promocionais</p><p>Custos de treinamento</p><p>Transferência posterior (novo local)</p><p>Custos administrativos</p><p>Outros custos indiretos</p><p>Remoção, desmontagem de máquinas antigas</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>75</p><p>136</p><p>Destacamos ainda que custo é o montante de caixa ou equivalente de caixa pago ou o valor justo de qualquer</p><p>outro recurso dado para adquirir um ativo na data da sua aquisição ou construção, ou ainda, se for o caso, o</p><p>valor atribuído ao ativo quando inicialmente reconhecido de acordo com as disposições específicas de outros</p><p>Pronunciamentos, como, por exemplo, o Pronunciamento Técnico CPC 10 – Pagamento Baseado em Ações.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>16. (CEBRASPE/TCE-RJ/Auditor de Controle Externo/Contabilidade/2021) Um ativo imobilizado deve,</p><p>após o seu reconhecimento inicial, permanecer registrado por valor que não supere seus valores de</p><p>recuperação.</p><p>Comentários:</p><p>Item correto, na verdade, nenhum ativo pode ser registrado por valores superiores aos benefícios</p><p>econômicos que esperamos dele. Esse é o objetivo do teste de recuperabilidade, de acordo com o CPC 01.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>17. (CEBRASPE/TCE-RJ/Auditor de Controle Externo/Contabilidade/2021) Havendo divergência entre as</p><p>definições técnicas de vida útil, a expectativa de tempo de uso do proprietário e a tabela de vida útil</p><p>definida pelos agentes tributários, a depreciação de um item do imobilizado deve, para fins societários,</p><p>ser calculada a partir dos dados disponibilizados pelo agente tributário.</p><p>Comentários:</p><p>Contabilmente, a depreciação deve ser calculada conforme a melhor estimativa técnica disponível.</p><p>Exemplificando. Se a Empresa ALFA adquire dois veículos idênticos e estima que um terá vida útil de 10 anos</p><p>e o outro terá vida útil de 7 anos, deve depreciá-los conforme esta estimativa.</p><p>Ocorre que a Receita Federal aceita apenas determinados prazos para cálculo da depreciação. As diferenças</p><p>deveriam ser ajustadas, para efeito de Imposto de Renda. Com isso, as empresas passaram a usar o critério</p><p>fiscal. Porém, contabilmente, deve ser usada a melhor estimativa técnica, ainda que diferente do critério</p><p>fiscal. Portanto, o item está errado, pois, para fins societários, a depreciação será calculada pelas</p><p>informações apresentadas pela contabilidade e não pelos agentes tributários.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>18. (CEBRASPE/TC-DF/Auditor de Controle Externo/Contabilidade/2021) O registro de uma máquina</p><p>usada comprada pelo valor de R$20.000 deve ser feito pela entidade compradora, deduzindo-se a</p><p>estimativa de saldo de depreciação decorrente do período de uso pela entidade vendedora.</p><p>Comentários:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600</p><p>item do ativo imobilizado compreende:</p><p>(a) seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e impostos não</p><p>recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e</p><p>abatimentos;</p><p>(b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e</p><p>condição necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar da forma pretendida</p><p>pela administração;</p><p>(c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de</p><p>restauração do local (sítio) no qual este está localizado. Tais custos representam a</p><p>obrigação em que a entidade incorre quando o item é adquirido ou como</p><p>consequência de usá-lo durante determinado período para finalidades diferentes</p><p>da produção de estoque durante esse período.</p><p>Ainda, continua...</p><p>Avaliação Inicial Custo</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>5</p><p>136</p><p>17. Exemplos de custos diretamente atribuíveis são:</p><p>(a) custos de benefícios aos empregados (tal como definidos no Pronunciamento</p><p>Técnico CPC 33 – Benefícios a Empregados) decorrentes diretamente da</p><p>construção ou aquisição de item do ativo imobilizado;</p><p>(b) custos de preparação do local;</p><p>(c) custos de frete e de manuseio (para recebimento e instalação);</p><p>(d) custos de instalação e montagem;</p><p>(e) custos com testes para verificar se o ativo está funcionando corretamente, após</p><p>dedução das receitas líquidas provenientes da venda de qualquer item produzido</p><p>enquanto se coloca o ativo nesse local e condição (tais como amostras produzidas</p><p>quando se testa o equipamento); e</p><p>(f) honorários profissionais.</p><p>19. Exemplos que não são custos de um item do ativo imobilizado são:</p><p>(a) custos de abertura de nova instalação;</p><p>(b) custos incorridos na introdução de novo produto ou serviço (incluindo</p><p>propaganda e atividades promocionais);</p><p>(c) custos da transferência das atividades para novo local ou para nova categoria</p><p>de clientes (incluindo custos de treinamento); e</p><p>(d) custos administrativos e outros custos indiretos.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>6</p><p>136</p><p>==1365fc==</p><p>O reconhecimento dos custos no valor contábil de um item do ativo imobilizado cessa quando o</p><p>item está no local e nas condições operacionais pretendidas pela administração.</p><p>Por exemplo: a empresa ACME S/A faz a importação de um forno industrial da China para a</p><p>utilização na produção. Todos os gastos necessários para que o forno esteja nas condições de uso</p><p>determinadas pela administração são contabilizados como custo do ativo e não como despesas.</p><p>Depois que o “forninho” estiver lá, no local determinado pela administração e em condições de</p><p>uso, o que vier de gasto, como regra será uma despesa.</p><p>Portanto, os custos incorridos no uso ou na transferência ou reinstalação de um item não são</p><p>incluídos no seu valor contábil, mas lançados como despesas, como, por exemplo, os seguintes</p><p>custos:</p><p>(a) custos incorridos durante o período em que o ativo capaz de operar nas condições operacionais</p><p>pretendidas pela administração não é utilizado ou está sendo operado a uma capacidade inferior</p><p>à sua capacidade total;</p><p>(b) prejuízos operacionais iniciais, tais como os incorridos enquanto a demanda pelos produtos do</p><p>ativo é estabelecida; e</p><p>(c) custos de realocação ou reorganização de parte ou de todas as operações da entidade.</p><p>Algumas operações realizadas em conexão com a construção ou o desenvolvimento de um item</p><p>do ativo imobilizado não são necessárias para deixá-lo no local e nas condições operacionais</p><p>pretendidas pela administração.</p><p>Essas atividades eventuais podem ocorrer antes ou durante as atividades de construção ou</p><p>desenvolvimento. Por exemplo, o local de construção pode ser usado como estacionamento e</p><p>gerar receitas, até que a construção se inicie.</p><p>Como essas atividades não são necessárias para que o ativo fique em condições de funcionar no</p><p>local e nas condições operacionais pretendidas pela administração, as receitas e as despesas</p><p>relacionadas devem ser reconhecidas no resultado e incluídas nas respectivas classificações de</p><p>receita e despesa.</p><p>O item c fala “a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração</p><p>do local (sítio) no qual este está localizado”. O que é isso?</p><p>Imagine que a Petrobrás, através de um contrato de arrendamento financeiro, assuma uma</p><p>plataforma de petróleo. Esse bem será registrado no Ativo Imobilizado e, além dos custos de</p><p>instalação, o contrato prevê que a desmontagem e remoção da plataforma ocorrerão daqui a 10</p><p>anos e serão de responsabilidade da Petrobrás.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>7</p><p>136</p><p>Esses gastos devem ser incorporados ao custo da plataforma. Eles devem ser trazidos a valor</p><p>presente, isto é, ao seu valor atual. Vamos treinar?</p><p>(Contador/FPMA/2019) Em setembro/X1 uma empresa industrial adquiriu uma máquina para</p><p>utilização em sua linha de produção, à vista, por $ 20.000. Os gastos com frete e montagem da</p><p>máquina, incorridos e pagos pela empresa ao final de setembro/X1, foram de $ 4.000. A estimativa</p><p>inicial dos gastos com desmontagem da máquina após o fim de sua vida útil é de $ 2.000. A vida</p><p>útil da máquina foi estipulada em 10 anos, com valor residual de 10% do preço de aquisição.</p><p>Com base nessas informações, assinale a alternativa com os lançamentos contábeis corretos</p><p>efetuados pela empresa em setembro/X1 em relação à aquisição dessa máquina.</p><p>a) Débito: Imobilizado, $ 26.000; Crédito: Caixa e equivalentes de caixa, $ 26.000.</p><p>b) Débito: Imobilizado, $ 24.000; Crédito: Contas a Pagar, $ 6.000; Crédito: Caixa e equivalentes</p><p>de caixa, $ 18.000.</p><p>c) Débito: Imobilizado, $ 20.000; Débito: Despesas com montagem e desmontagem de</p><p>máquinas, $ 6.000; Crédito: Caixa e equivalentes de caixa, $ 26.000.</p><p>d) Débito: Imobilizado, $ 18.000; Débito: Despesa de depreciação residual, $ 2.000; Débito:</p><p>Despesa com montagem e desmontagem de máquina, $ 6.000; Crédito: Caixa e equivalentes de</p><p>caixa, $ 24.000; Crédito: Contas a pagar, $ 2.000.</p><p>e) Débito: Imobilizado, $ 26.000; Crédito: Provisão para futura desmontagem de máquina, $</p><p>2.000; Crédito: Caixa e equivalentes de caixa, $ 24.000.</p><p>Comentários:</p><p>Dos gastos apresentados, devem ser incluídos no custo do Imobilizado, conforme prevê o CPC</p><p>27:</p><p>Preço de aquisição $ 20.000.</p><p>Frete e montagem $ 4.000</p><p>Gastos com desmontagem $ 2.000.</p><p>Total $ 26.000</p><p>Assim sendo, o custo do Imobilizado será de 26.000. Agora, o pagamento do preço de aquisição</p><p>e o frete e montagem serão creditados do caixa da empresa. E sobre a estimativa de gasto com</p><p>desmontagem? Essa estimativa representa para a empresa, uma obrigação, um passivo de</p><p>desativação. Nesse caso, a empresa deve constituir uma provisão, que é um tipo particular de</p><p>passivo, com essa estimativa de gasto. A contabilização fica assim:</p><p>Débito: Imobilizado, $ 26.000;</p><p>Crédito: Provisão para futura desmontagem de máquina, $ 2.000;</p><p>Crédito: Caixa e equivalentes de caixa, $ 24.000.</p><p>O gabarito é, portanto, letra e.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>8</p><p>136</p><p>(Câmara Municipal de Ituporanga/Contador/2019) Pela definição do CPC 27, um item do ativo</p><p>imobilizado que seja classificado para reconhecimento como ativo deve ser mensurado pelo seu</p><p>custo. Nesse contexto, analise as seguintes assertivas:</p><p>I. O custo de um item do ativo imobilizado compreende seu preço de aquisição, acrescido de</p><p>impostos de importação e impostos não</p><p>- Naldira Luiza Vieria</p><p>76</p><p>136</p><p>De acordo com CPC 27, o custo de um item de ativo imobilizado é equivalente ao preço à vista na data do</p><p>reconhecimento. O valor do imobilizado adquirido já depreciado será registrado na contabilidade do</p><p>adquirente pelo valor preço de aquisição. A depreciação já contabilizada pelo vendedor não é relevante</p><p>para o registro do adquirente.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>A empresa ABC S.A. figura como arrendatária em um contrato de arrendamento mercantil de um conjunto</p><p>de máquinas pelo valor futuro de R$ 1 milhão, com opção de compra ao final do contrato. Os pagamentos</p><p>do contrato serão feitos mensalmente durante o prazo de 10 anos. As máquinas são de controle da ABC S.A.</p><p>e foram confeccionadas conforme as solicitações dessa empresa, para que as atividades comerciais da</p><p>arrendatária pudessem ser realizadas.</p><p>Com base nessa situação hipotética, julgue os itens a seguir, de acordo com a legislação vigente.</p><p>19. (CEBRASPE/TJ AM/Analista Judiciário/Contabilidade/2019) A ABC S.A. está isenta do reconhecimento</p><p>de depreciação das máquinas arrendadas, por serem bens advindos de um contrato de arrendamento.</p><p>Comentários:</p><p>Trata-se de bens que não são de propriedade da empresa juridicamente, mas os benefícios, riscos e controle</p><p>desses bens são transferidos para a companhia. Tais características enquadram o conjunto de máquinas no</p><p>conceito de Ativo imobilizado. Segundo a Lei 6.404/76:</p><p>Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:</p><p>IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à</p><p>manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa</p><p>finalidade, INCLUSIVE os decorrentes de operações que TRANSFIRAM À COMPANHIA OS</p><p>BENEFÍCIOS, RISCOS E CONTROLE DESSES BENS; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de</p><p>2007)</p><p>Ainda conforme essa lei, a diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado será registrada</p><p>periodicamente nas contas de depreciação.</p><p>Portanto, o item erra ao afirmar que a entidade estaria isenta. O correto seria: a ABC S.A (arrendatária)</p><p>reconhece (contabiliza) o ativo, e passa a contabilizar a despesa de depreciação do bem arrendado e despesa</p><p>financeira do contrato.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>20. (CEBRASPE/TJ AM/Analista Judiciário/Contabilidade/2019) Para o reconhecimento das máquinas</p><p>como ativo da ABC S.A., é necessário que a empresa detenha a efetiva propriedade jurídica delas.</p><p>Comentários:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>77</p><p>136</p><p>Mais uma vez, conforme a lei 6.404/76, as contas serão classificadas no ativo imobilizado, [...] inclusive os</p><p>decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens. Logo,</p><p>não é necessária a propriedade jurídica.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>Para a melhoria na qualidade do atendimento ao público, certa unidade policial adquiriu 8 computadores e</p><p>3 impressoras, que foram postos em uso na mesma data de compra, nas seguintes condições:</p><p>• preço de cada computador: R$ 3.500;</p><p>• preço de cada impressora: R$ 600;</p><p>• tempo de vida útil estimada: 5 anos para ambos os equipamentos;</p><p>• data da compra: 1.o/7/20x0.</p><p>A respeito dessa situação hipotética, julgue o item subsequente.</p><p>21. (CEBRASPE/EPF/PF/2018) Ao realizar-se a contabilização dos bens adquiridos, eles deverão ser</p><p>classificados no patrimônio da unidade como imobilizados do grupo de ativos não circulantes.</p><p>Comentários:</p><p>De acordo com o CPC 27:</p><p>Ativo imobilizado é o item tangível que:</p><p>(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para</p><p>aluguel a outros, ou para fins administrativos; e</p><p>(b) se espera utilizar por mais de um período.</p><p>Portanto, o item está correto, pois os computadores e as impressoras representam ativos imobilizados.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>22. (CEBRASPE/EPF/PF/2018) O valor da despesa de depreciação dos 8 computadores a ser contabilizada</p><p>pela unidade ao final do exercício de 20x0 será de R$ 2.800.</p><p>Comentários:</p><p>Como calcular a depreciação pelo método da linha reta?</p><p>1) Pegue o valor de aquisição.</p><p>2) Encontre o valor residual. Se não falar nada, é igual a zero.</p><p>3) Faça a diferença entre o valor de aquisição e o valor residual e encontraremos o chamado valor</p><p>depreciável.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>78</p><p>136</p><p>4) Encontre a vida útil (em meses ou anos, geralmente).</p><p>5) Divida o valor depreciável pela vida útil</p><p>6) Você encontrará o valor da depreciação.</p><p>Vamos lá! Depreciação Anual dos 8 computadores = (3.500 x 8)/5 = 5.600/ano. Os equipamentos foram</p><p>depreciados por 6 meses, isto é, 0,5 anos, assim sendo, a despesa de depreciação do período será de 5.600</p><p>x 0,50 = 2.800,00.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>23. (CEBRASPE/EPF/PF/2018) Se, decorridos 4 anos da data de aquisição, um dos computadores for</p><p>totalmente baixado do patrimônio por dano irreparável, a perda a ser contabilizada será de R$ 2.800.</p><p>Comentários:</p><p>A depreciação anual de cada computador será = 3.500/5 = 700/ano. Depois de 4 anos, teremos 700 x 4 =</p><p>2.800 de depreciação acumulada. Portanto, o valor contábil dos computadores será 3.500 - 2.800 = 700.</p><p>Assim sendo, a perda pela baixa dos equipamentos será de 700 e não de 2.800.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>Situação hipotética: Uma empresa adquiriu o equipamento industrial X, com vida útil estimada de 10 anos e</p><p>capacidade de processamento de um milhão de peças. X custou R$ 350 mil e apresentou a produtividade de</p><p>80 mil peças no primeiro ano e 120 mil peças no segundo ano.</p><p>No final do primeiro trimestre do terceiro ano de utilização de X, quando há haviam sido produzidas mais 40</p><p>mil peças, a empresa resolveu substituir esse equipamento por um mais moderno, tendo realizado a venda</p><p>de X por R$ 270 mil. A depreciação foi calculada pelo método das unidades produzidas.</p><p>24. (CEBRASPE/Analista/EBSERH/2018) Assertiva: Nessa situação, a empresa realizou uma perda com</p><p>baixa de x.</p><p>Comentários:</p><p>Vamos calcular a depreciação acumulada, pelo método das unidades produzidas.</p><p>80 mil + 120 mil + 40 mil = 240 mil peças produzidas.</p><p>Depreciação acumulada = 240 / 1.000 = 0,24 = 24%</p><p>Depreciação acumulada = 350.000 x 24% = 84.000</p><p>Valor contábil = Valor original – Depreciação acumulada = 350.000 – 84.000 = 266.000</p><p>Resultado da baixa = preço de venda – valor contábil = 270.000 – 266.000 = 4.000</p><p>Portanto, houve um ganho de $4.000 com a baixa, e não uma perda.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>79</p><p>136</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>Julgue o item seguinte, com base nos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis</p><p>(CPC).</p><p>25. (CEBRASPE/FUB/Técnico Contabilidade/2018) Os custos de manutenção periódica de determinado</p><p>item do ativo imobilizado devem ser acrescentados ao valor contábil desse item.</p><p>Comentários:</p><p>Durante o curso falamos que os custos de manutenção periódica de determinado item do ativo imobilizado</p><p>são reconhecidos no resultado quando incorridos. Lembramos que o seu objetivo é muitas vezes descrito</p><p>como sendo para “reparo e manutenção” de item do ativo imobilizado.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>A respeito de avaliação de itens patrimoniais diversos, julgue o item subsequente.</p><p>Situação hipotética: Um equipamento industrial em uso foi adquirido, pela indústria Alfa, por R$ 300 mil e,</p><p>no final do exercício de 20XX, o equipamento já tinha sofrido depreciação de 60% de seu valor depreciável.</p><p>A indústria considera um valor residual de 10% para esse equipamento. No final do exercício de 20XX, o valor</p><p>em uso do equipamento foi estimado em R$ 136 mil, e seu valor para venda estimado em R$ 120 mil.</p><p>26. (CEBRASPE/Analista/STM/2018) Assertiva: Nessa situação,</p><p>a indústria Alfa deveria contabilizar, para</p><p>esse equipamento, no encerramento do exercício de 20XX, uma provisão para perda de valor recuperável</p><p>superior a R$ 5 mil.</p><p>Comentários:</p><p>Dado que:</p><p>• Custo de Aquisição = 300 mil</p><p>• Valor residual = 300 mil x 10% = 30 mil</p><p>• %depreciação = 60%</p><p>Então, podemos calcular a depreciação acumulada:</p><p>Depreciação Acumulada = (Custo de Aquisição - Valor residual) x %depreciação</p><p>Depreciação Acumulada = (300.000 – 30.000) x 0,60 = 162.000</p><p>Como a depreciação acumulada = 162.000, somos capazes de apurar o valor contábil:</p><p>Manutenção periódica Gastos do período</p><p>Só beneficiam um</p><p>exercício social</p><p>Despesa na DRE</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>80</p><p>136</p><p>Valor Contábil = Custo de Aquisição - Depreciação Acumulada</p><p>Valor Contábil = 300.000 – 162.000 = 138.000</p><p>Realizando o teste de recuperabilidade, nota-se que o valor recuperável é o MAIOR entre o valor em uso e o</p><p>valor justo líquido de venda, isto é, R$ 136.000.</p><p>Confrontando como o valor contábil, percebe-se que o valor recuperável é MENOR do que o valor contábil,</p><p>portanto, a empresa deverá reconhecer uma perda de valor recuperável de:</p><p>138.000 – 136.000 = 2.000</p><p>O erro da assertiva é que essa “provisão” para perda não é superior, mas inferior a R$ 5 mil.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>27. (CEBRASPE/TRT-7ªRegião/Analista Judiciário - Contabilidade/2017) Uma indústria adquiriu um</p><p>equipamento produtivo por R$ 320 mil, o qual foi registrado contabilmente e colocado em operação em</p><p>13/8/2013. O fabricante estimava a vida útil do equipamento em dez anos. O equipamento será utilizado</p><p>em dois turnos de oito horas, razão por que será aplicada a depreciação acelerada calculada pelo método</p><p>da linha reta. A empresa considera um valor residual de 10% para todos os seus equipamentos industriais.</p><p>Nessa situação hipotética, considerando-se que a indústria encerra seu exercício social no dia trinta de</p><p>setembro de cada ano, é correto afirmar que o valor contábil líquido do equipamento apurado para o balanço</p><p>de 2017 é igual a</p><p>a) R$ 80 mil.</p><p>b) R$ 108 mil.</p><p>c) R$ 140 mil.</p><p>d) R$ 200 mil.</p><p>Comentários:</p><p>Para o caso em que os ativos sejam utilizados em dois ou mais turnos de 8 horas de trabalho, o Fisco admite</p><p>que a depreciação seja acelerada:</p><p>O cálculo da depreciação será:</p><p>13/08/2013 até 30/09/2017 = 50 meses (apenas destacamos que mesmo que o bem tenha sido instalado no</p><p>dia 13/08, depreciamos todo o mês.</p><p>Utilização da depreciação acelerada</p><p>1 turno de 8 horas: fator 1,0</p><p>2 turnos de 8 horas: fator 1,5</p><p>3 turnos de 8 horas: fator 2,00</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>81</p><p>136</p><p>==1365fc==</p><p>Valor Histórico = R$ 320.000</p><p>Valor Residual = R$ 320.000 x 10% = R$ 32.000</p><p>Valor Depreciável = 320.000 – 32.000 = R$ 288.000</p><p>Vida Útil = 10 anos ou 120 meses</p><p>Depreciação Mensal = 288.000/120 = 2.400</p><p>Depreciação Acumulada = 50 meses = 2.400 x 50 = 120.000</p><p>Depreciação Acelerada = 120.000 x 1,5 = 180.000</p><p>Valor Contábil30.09.2017 = 320.000 – 180.000 = R$ 140.000</p><p>Gabarito: C.</p><p>28. (CEBRASPE/TRE-BA/Técnico Judiciário/Ciências Contabilidade/2017) Em relação à depreciação de</p><p>bens e aos respectivos métodos e cálculo de quotas, assinale a opção correta.</p><p>a) A quota de depreciação é o valor resultante da aplicação da taxa sobre o valor correspondente ao custo</p><p>de aquisição do bem.</p><p>b) A aplicação do método de depreciação denominado soma dos algarismos dos anos resulta em quotas</p><p>crescentes ou decrescentes de depreciação.</p><p>c) O método de depreciação escolhido deve ser utilizado durante toda a vida útil do ativo, a fim de que sejam</p><p>mantidas a uniformidade e comparabilidade das informações.</p><p>d) O cálculo das quotas de depreciação e a respectiva contabilização devem ter como referência o mês em</p><p>que o bem tenha sido incorporado ao ativo da entidade.</p><p>e) Se a depreciação acumulada alcançar 100% do valor depreciável, as quotas deverão continuar a ser</p><p>calculadas, desde que o bem ainda esteja em uso na entidade.</p><p>Comentários:</p><p>a) A quota de depreciação é o valor resultante da aplicação da taxa sobre o valor correspondente ao custo</p><p>de aquisição do bem.</p><p>Errado, a quota de depreciação é o valor resultante da aplicação da taxa sobre o valor depreciável e não</p><p>sobre o valor de custo.</p><p>b) A aplicação do método de depreciação denominado soma dos algarismos dos anos resulta em quotas</p><p>crescentes ou decrescentes de depreciação.</p><p>Correto, através deste método, somamos os dígitos da vida útil e dividimos cada algarismo pela soma. Por</p><p>exemplo: Se temos em nossa empresa uma máquina cuja vida útil é de 5 anos, tomaremos os seguintes</p><p>procedimentos:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>82</p><p>136</p><p>Somamos: 5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 15.</p><p>Depreciação: Ano 1 = 5 / 15; ano 2 = 4/15; ano 3 = 3/15; ano 4 = 2/15 e ano 5 = 1/15.</p><p>Mas por que, professor?! Por que isso? Há uma justificativa técnica para tal método: a de que a despesa de</p><p>depreciação menor nos últimos anos é compensada pelo aumento das despesas de manutenção. Ademais,</p><p>o declínio do valor do ativo é mais acentuado nos primeiros anos. Vejam que a despesa de depreciação será</p><p>decrescente. Começará maior e terminará menor.</p><p>Mas também é possível que haja “Método de Cole crescente”, neste caso a depreciação do ano 1 é 1/15, do</p><p>ano 2 é 2/15, e assim por diante.</p><p>Aqui que a despesa de depreciação será crescente, começará maior e terminará menor.</p><p>c) O método de depreciação escolhido deve ser utilizado durante toda a vida útil do ativo, a fim de que sejam</p><p>mantidas a uniformidade e comparabilidade das informações.</p><p>Errado, o CPC 27 afirma:</p><p>61. O método de depreciação aplicado a um ativo deve ser revisado pelo menos ao final</p><p>de cada exercício e, se houver alteração significativa no padrão de consumo previsto, o</p><p>método de depreciação deve ser alterado para refletir essa mudança. Tal mudança deve</p><p>ser registrada como mudança na estimativa contábil, de acordo com o Pronunciamento</p><p>Técnico CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro.</p><p>Percebam que o método de revisão DEVE ser revisado pelo menos ao final do exercício e não mantido</p><p>durante a vida útil do ativo.</p><p>d) O cálculo das quotas de depreciação e a respectiva contabilização devem ter como referência o mês em</p><p>que o bem tenha sido incorporado ao ativo da entidade.</p><p>Errado, conforme prevê o CPC 27, a depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou</p><p>seja, quando está no local e em condição de funcionamento na forma pretendida pela administração, e</p><p>não no momento que o bem é incorporado ao ativo da entidade.</p><p>e) Se a depreciação acumulada alcançar 100% do valor depreciável, as quotas deverão continuar a ser</p><p>calculadas, desde que o bem ainda esteja em uso na entidade.</p><p>Errado, o CPC 27 prevê que a depreciação irá cessar quando o bem estiver totalmente depreciado.</p><p>Gabarito: B.</p><p>29. CEBRASPE/TRE BA/Técnico Judiciário/2017) Os direitos que tenham por objeto bens corpóreos</p><p>destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa, ou exercidos com essa finalidade,</p><p>incluídos os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, os riscos e o controle</p><p>desses bens, são classificados</p><p>a) no intangível.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>83</p><p>136</p><p>b) no ativo circulante.</p><p>c) no ativo realizável em longo prazo.</p><p>d) em investimentos.</p><p>e) no ativo imobilizado.</p><p>Comentários:</p><p>Questão literal da lei 6.404/76:</p><p>Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:</p><p>IV – no ativo imobilizado:</p><p>os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à</p><p>manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade,</p><p>inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e</p><p>controle desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)</p><p>Gabarito: E</p><p>30. (CEBRASPE/TRE-BA/Analista Judiciário - Contabilidade/2017) Um item patrimonial que atenda aos</p><p>requisitos para ser reconhecido como ativo imobilizado no balanço patrimonial de uma companhia aberta</p><p>deve ser mensurado por seu custo. Na ocasião do reconhecimento contábil, deve-se incluir no cálculo do</p><p>custo do ativo imobilizado o valor</p><p>a) do custo incorrido por ocasião da manutenção periódica do ativo imobilizado.</p><p>b) do custo de realocação ou reinstalação do ativo imobilizado adquirido.</p><p>c) da estimativa inicial dos custos com que o adquirente do ativo imobilizado terá de arcar no futuro para</p><p>desmontar e remover o item adquirido e para restaurar o local em que o bem está localizado.</p><p>d) do imposto recuperável e incidente no momento da compra do ativo imobilizado.</p><p>e) do custo incorrido no período em que o ativo imobilizado ainda não estava sendo utilizado pela empresa,</p><p>embora já estivesse apto a operar da forma pretendida pela administração.</p><p>Comentários:</p><p>a) do custo incorrido por ocasião da manutenção periódica do ativo imobilizado.</p><p>Errado, esses custos devem ser reconhecidos como despesa quando incorridos.</p><p>b) do custo de realocação ou reinstalação do ativo imobilizado adquirido.</p><p>Errado, os custos incorridos no uso ou na transferência ou reinstalação de um item não são incluídos no seu</p><p>valor contábil, mas lançados como despesas.</p><p>c) da estimativa inicial dos custos com que o adquirente do ativo imobilizado terá de arcar no futuro para</p><p>desmontar e remover o item adquirido e para restaurar o local em que o bem está localizado.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>84</p><p>136</p><p>Correto, esses gastos devem ser incorporados ao custo do ativo imobilizado. Lembrando que devem ser</p><p>trazidos a valor presente, isto é, ao seu valor atual.</p><p>d) do imposto recuperável e incidente no momento da compra do ativo imobilizado.</p><p>Errado, apenas os impostos não recuperáveis são incluídos.</p><p>e) do custo incorrido no período em que o ativo imobilizado ainda não estava sendo utilizado pela empresa,</p><p>embora já estivesse apto a operar da forma pretendida pela administração.</p><p>Errado, tais custos devem ser lançados como despesas.</p><p>Gabarito: C</p><p>31. (CEBRASPE/TRE-BA/Técnico Judiciário/Ciências Contabilidade/2017) No que se refere à contabilização</p><p>da baixa de bens do ativo não circulante, o lançamento contábil composto por um débito na conta</p><p>a) depreciação e por um crédito na conta depreciação acumulada é representativo da apuração do valor</p><p>contábil por ocasião da venda de bens do ativo não circulante.</p><p>b) depreciação acumulada e por um crédito na conta veículos é representativo da efetiva baixa do referido</p><p>bem, por ocasião de sua venda.</p><p>c) caixa/bancos e por um crédito na conta depreciação acumulada é representativo da apuração do ganho</p><p>ou da perda na venda de bens do ativo não circulante.</p><p>d) ganho ou perdas de capital e por um crédito na conta caixa/bancos é representativo da apuração do ganho</p><p>ou perda na venda de bens do ativo não circulante.</p><p>e) depreciação acumulada e por um crédito na conta veículos é representativo da apuração do valor contábil</p><p>do referido bem, por ocasião de sua venda.</p><p>Comentários:</p><p>O CPC 27 prevê que o valor contábil de um item do ativo imobilizado deve ser baixado por ocasião de sua</p><p>alienação ou quando não há expectativa de benefícios econômicos futuros com a sua utilização ou</p><p>alienação. A contabilização da baixa é feita da seguinte forma:</p><p>D – Depreciação Acumulada</p><p>C – Ativo Imobilizado</p><p>Gabarito: E.</p><p>32. (CEBRASPE/TRE-BA/Técnico Judiciário/Ciências Contabilidade/2017) O método contábil que consiste</p><p>em reduzir o valor aplicado na aquisição de direitos de propriedade, inclusive de ativos intangíveis, cuja</p><p>existência ou prazo legal ou contratual sejam limitados, é denominado</p><p>a) exaustão.</p><p>b) amortização.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>85</p><p>136</p><p>c) redução ao valor recuperável.</p><p>d) depreciação.</p><p>e) provisão.</p><p>Comentários:</p><p>Questão que exige a literalidade da Lei 6404/76:</p><p>Art. 183 § 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será</p><p>registrada periodicamente nas contas de:</p><p>a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto</p><p>bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou</p><p>obsolescência;</p><p>b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição</p><p>de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou</p><p>exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou</p><p>contratualmente limitado;</p><p>c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de</p><p>direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa</p><p>exploração.</p><p>Gabarito: B.</p><p>Em relação aos mecanismos contábeis para avaliação de ativos, passivos, impostos e custos, julgue o item</p><p>que se segue.</p><p>33. (CEBRASPE/SEDF/AGE/Contabilidade/2017) A depreciação de um ativo somente deve ser</p><p>contabilizada a partir do momento em que o ativo estiver efetivamente em uso.</p><p>Comentários:</p><p>Segundo o CPC 27, item 55 temos que:</p><p>A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, quando está</p><p>no local e em condição de funcionamento na forma pretendida pela administração.</p><p>A depreciação de um ativo deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido</p><p>para venda (ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda de</p><p>acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo-Não Circulante Mantido para Venda</p><p>e Operação Descontinuada) ou, ainda, na data em que o ativo é baixado, o que ocorrer</p><p>primeiro</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>86</p><p>136</p><p>Assim sendo, o item erra ao afirmar que a depreciação inicia quando o ativo estiver efetivamente em uso; o</p><p>correto é quando ele estiver disponível para uso.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>34. (CEBRASPE/Analista/Contabilidade/TRE/PE/2017) Com base na NBC TG 27 (ativo imobilizado),</p><p>assinale a opção correta, em relação à depreciação, ao valor depreciável e ao período de depreciação.</p><p>a) Os normativos contábeis não permitem que o valor residual de um ativo imobilizado seja aumentado</p><p>depois de estabelecido.</p><p>b) A obsolescência técnica proveniente de mudanças ou as melhorias na produção não são consideradas na</p><p>determinação de vida útil de um ativo.</p><p>c) O valor depreciável de um ativo imobilizado deve ser apropriado de forma eventual ao longo de sua vida</p><p>útil.</p><p>d) A depreciação de um ativo imobilizado deve ser interrompida caso ele seja classificado como ativo</p><p>mantido para venda.</p><p>e) O valor depreciável dos ativos imobilizados é determinado pelo seu valor histórico, antes da dedução de</p><p>seu valor residual.</p><p>Comentários:</p><p>a) Os normativos contábeis não permitem que o valor residual de um ativo imobilizado seja aumentado</p><p>depois de estabelecido.</p><p>Item incorreto. O valor residual e a vida útil devem ser revisados pelo menos anualmente.</p><p>b) A obsolescência técnica proveniente de mudanças ou as melhorias na produção não são consideradas na</p><p>determinação de vida útil de um ativo.</p><p>Item incorreto. Segundo o CPC 27:</p><p>56. Os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo são consumidos pela entidade</p><p>principalmente por meio do seu uso. Porém,</p><p>outros fatores, tais como obsolescência</p><p>técnica ou comercial e desgaste normal enquanto o ativo permanece ocioso, muitas vezes</p><p>dão origem à diminuição dos benefícios econômicos que poderiam ter sido obtidos do</p><p>ativo. Consequentemente, todos os seguintes fatores são considerados na determinação</p><p>da vida útil de um ativo:</p><p>(a) uso esperado do ativo que é avaliado com base na capacidade ou produção física</p><p>esperadas do ativo;</p><p>(b) desgaste físico normal esperado, que depende de fatores operacionais tais como o</p><p>número de turnos durante os quais o ativo será usado, o programa de reparos e</p><p>manutenção e o cuidado e a manutenção do ativo enquanto estiver ocioso;</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>87</p><p>136</p><p>(c) obsolescência técnica ou comercial proveniente de mudanças ou melhorias na</p><p>produção, ou de mudança na demanda do mercado para o produto ou serviço derivado do</p><p>ativo. Reduções futuras esperadas no preço de venda de item que foi produzido usando</p><p>um ativo podem indicar expectativa de obsolescência técnica ou comercial do bem, que,</p><p>por sua vez, pode refletir uma redução dos benefícios econômicos futuros incorporados no</p><p>ativo; (Alterada pela Revisão CPC 08)</p><p>(d) limites legais ou semelhantes no uso do ativo, tais como as datas de término dos</p><p>contratos de arrendamento mercantil relativos ao ativo.</p><p>c) O valor depreciável de um ativo imobilizado deve ser apropriado de forma eventual ao longo de sua vida</p><p>útil.</p><p>Item incorreto! O valor depreciável deve ser apropriado de forma sistemática e não eventual.</p><p>d) A depreciação de um ativo imobilizado deve ser interrompida caso ele seja classificado como ativo</p><p>mantido para venda.</p><p>Item correto. O ativo não circulante mantido para venda é reclassificado para o ativo circulante. Com isso, a</p><p>sua depreciação é cessada.</p><p>e) O valor depreciável dos ativos imobilizados é determinado pelo seu valor histórico, antes da dedução de</p><p>seu valor residual.</p><p>Item incorreto. O valor depreciável do ativo imobilizado é determinado pelo seu valor histórico após a</p><p>dedução do seu valor residual.</p><p>Gabarito: D.</p><p>Julgue o seguinte item, relativo à reavaliação de ativos.</p><p>35. (CEBRASPE/FUNPRESP/Contabilidade e Finanças/2016) Se fosse aplicável a reavaliação de ativos</p><p>tangíveis, após a elaboração e aprovação do laudo de avaliação dos itens de mesma natureza, a</p><p>contabilização da reavaliação desses itens aumentaria o resultado do exercício pela diferença entre o valor</p><p>contábil líquido registrado anteriormente e o novo valor avaliado.</p><p>Comentários:</p><p>A Reavaliação de Ativos está proibida no Brasil, mas os CPCs apresentam informações importantes sobre o</p><p>tema que têm sido alvo de cobranças, especialmente pelo CEBRASPE.</p><p>Vejamos o que afirma o CPC 27:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>88</p><p>136</p><p>39. Se o valor contábil do ativo aumentar em virtude de reavaliação, esse aumento deve</p><p>ser creditado diretamente à conta própria do patrimônio líquido. No entanto, o aumento</p><p>deve ser reconhecido no resultado quando se tratar da reversão de decréscimo de</p><p>reavaliação do mesmo ativo anteriormente reconhecido no resultado.</p><p>40. Se o valor contábil do ativo diminuir em virtude de reavaliação, essa diminuição deve</p><p>ser reconhecida no resultado. No entanto, se houver saldo de reserva de reavaliação, a</p><p>diminuição do ativo deve ser debitada diretamente ao patrimônio líquido contra a conta</p><p>de reserva de reavaliação, até o seu limite.</p><p>Portanto, o erro da questão é afirmar que a contabilização da reavaliação desses itens aumentaria o</p><p>resultado do exercício; como regra, a contabilização é feita diretamente no patrimônio líquido.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>36. (CEBRASPE/Perito Criminal–Ciências Contábeis/PC/PE/2016) Tendo em vista que, de acordo com o</p><p>CPC 27, do Comitê dos Pronunciamentos Contábeis, quando permitida por lei, a reavaliação de um item</p><p>do ativo imobilizado a valor justo, mensurado de maneira confiável, poderá ser reconhecida no balanço</p><p>patrimonial, assinale a opção correta.</p><p>a) A redução do valor contábil do ativo em decorrência de reavaliação deverá ser reconhecida em conta</p><p>específica de resultado, independentemente de haver saldo na conta de reserva de reavaliação no</p><p>patrimônio líquido.</p><p>b) Poderá ser reconhecido no balanço patrimonial o valor reavaliado de um bem correspondente ao seu</p><p>valor justo na data da reavaliação menos qualquer depreciação e perda por redução ao valor recuperável</p><p>que tenham sido acumuladas subsequentemente.</p><p>c) Após o item do imobilizado ser reavaliado, não são necessárias futuras atualizações a valor justo, mesmo</p><p>que o valor apresente divergência relevante em relação ao seu valor justo na data do balanço.</p><p>d) A reavaliação poderá ser realizada em um único item de um grupo do imobilizado.</p><p>e) Quando a reavaliação resultar em aumento do valor contábil do ativo, a contrapartida desse aumento</p><p>deverá ser reconhecida em conta de resultado.</p><p>Comentários:</p><p>a) Errado. Conforme o CPC 27 – Ativo Imobilizado:</p><p>40. Se o valor contábil do ativo diminuir em virtude de reavaliação, essa diminuição deve</p><p>ser reconhecida no resultado. No entanto, se houver saldo de reserva de reavaliação, a</p><p>diminuição do ativo deve ser debitada diretamente ao patrimônio líquido contra a conta</p><p>de reserva de reavaliação, até o seu limite.</p><p>b) Correto. Texto do CPC 27:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>89</p><p>136</p><p>31. Após o reconhecimento como um ativo, o item do ativo imobilizado cujo valor justo</p><p>possa ser mensurado confiavelmente pode ser apresentado, se permitido por lei, pelo seu</p><p>valor reavaliado, correspondente ao seu valor justo à data da reavaliação menos qualquer</p><p>depreciação e perda por redução ao valor recuperável acumuladas subsequentes. A</p><p>reavaliação deve ser realizada com suficiente regularidade para assegurar que o valor</p><p>contábil do ativo não apresente divergência relevante em relação ao seu valor justo na data</p><p>do balanço.</p><p>c) Errado. Conforme o CPC 27:</p><p>34. A frequência das reavaliações, se permitidas por lei, depende das mudanças dos valores</p><p>justos do ativo imobilizado que está sendo reavaliado. Quando o valor justo de um ativo</p><p>reavaliado difere materialmente do seu valor contábil, exige-se nova reavaliação. Alguns</p><p>itens do ativo imobilizado sofrem mudanças voláteis e significativas no valor justo,</p><p>necessitando, portanto, de reavaliação anual. Tais reavaliações frequentes são</p><p>desnecessárias para itens do ativo imobilizado que não sofrem mudanças significativas no</p><p>valor justo. Em vez disso, pode ser necessário reavaliar o item apenas a cada três ou cinco</p><p>anos.</p><p>d) Errado. Segundo o CPC 27 – Ativo Imobilizado:</p><p>36. Se o método de reavaliação for permitido por lei e um item do ativo imobilizado for</p><p>reavaliado, toda a classe do ativo imobilizado à qual pertence esse ativo deve ser</p><p>reavaliado.</p><p>37. Classe de ativo imobilizado é um agrupamento de ativos de natureza e uso semelhantes</p><p>nas operações da entidade. São exemplos de classes individuais:</p><p>(a) terrenos;</p><p>(b) terrenos e edifícios;</p><p>(c) máquinas;</p><p>(d) navios;</p><p>(e) aviões;</p><p>(f) veículos a motor;</p><p>(g) móveis e utensílios; (Alterada pela Revisão CPC 08)</p><p>(h) equipamentos de escritório; e (Alterada pela Revisão CPC 08)</p><p>(i) plantas portadoras. (Incluída pela Revisão CPC 08)</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>90</p><p>136</p><p>e) Errado. CPC 27:</p><p>39. Se o valor contábil do ativo aumentar em virtude de reavaliação, esse aumento deve</p><p>ser creditado diretamente à conta própria do patrimônio líquido. No entanto, o aumento</p><p>deve ser reconhecido no resultado quando se tratar da reversão de decréscimo de</p><p>reavaliação do mesmo ativo anteriormente reconhecido no resultado.</p><p>Gabarito: B</p><p>Com base no disposto na Lei n.º 6.404/1976, julgue o item a seguir, relativos aos critérios de avaliação</p><p>contábil.</p><p>37. (CEBRASPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016) Os recursos aplicados na aquisição de direitos da</p><p>propriedade industrial ou comercial estão sujeitos à amortização, que representa perda de valor dos</p><p>referidos ativos.</p><p>Comentários:</p><p>Item correto, de acordo com a Lei 6404:</p><p>§ 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será</p><p>registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)</p><p>b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de</p><p>direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou</p><p>exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou</p><p>contratualmente limitado;</p><p>A amortização refere-se geralmente aos itens classificados no Intangível. Mas pode ocorrer também com</p><p>itens do Imobilizado, como no caso de Benfeitoria em Propriedades de Terceiros, que pode ser depreciada</p><p>ou amortizada.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>Com base no disposto na Lei n.º 6.404/1976, julgue o item a seguir, relativos aos critérios de avaliação</p><p>contábil.</p><p>38. (CEBRASPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016) O valor justo é o critério contábil a ser aplicado para</p><p>a avaliação dos direitos classificados no ativo imobilizado.</p><p>Comentários:</p><p>Errado, conforme a lei 6404/76:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>91</p><p>136</p><p>Critérios de Avaliação do Ativo</p><p>Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios:</p><p>V - os direitos classificados no imobilizado, pelo custo de aquisição, deduzido do saldo da</p><p>respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão;</p><p>Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo seu custo, o qual inclui todos os custos</p><p>necessários para colocá-lo em condições de uso. Posteriormente, o imobilizado é reduzido, em regra, da</p><p>depreciação e do ajuste ao valor recuperável de ativos, nos termos do CPC 01.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>Julgue o item a seguir, relativo aos procedimentos contábeis e à forma correta de registro das transações.</p><p>39. (CEBRASPE/TCE-PA/ACE/Contabilidade/2016) A conta depreciação acumulada de imobilizado, cujo</p><p>saldo é aumentado por lançamentos a crédito, tendo como contrapartida uma conta de despesa de</p><p>depreciação, é retificadora do ativo imobilizado.</p><p>Comentários:</p><p>Item correto. A depreciação acumulada é uma conta retificadora do ativo, portanto, possui natureza</p><p>credora. Como o próprio nome sugere, ela computa a soma da depreciação acumulada. Esta conta só é</p><p>baixada, zerada, com o fim da vida útil do bem, e sua baixa ou alienação.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>Julgue o item a seguir, relativo aos procedimentos contábeis e à forma correta de registro das transações.</p><p>40. (CEBRASPE/FUNPRESP/Contabilidade e Finanças/2016) Uma entidade cujas atividades sejam</p><p>exercidas em dois ou mais turnos de trabalho poderá desconsiderar essa informação ao estabelecer a vida</p><p>útil de suas máquinas, para fins de contabilização da depreciação de seu imobilizado, visto que a legislação</p><p>do imposto de renda determina os percentuais fixos para cada tipo de ativo.</p><p>Comentários:</p><p>Item errado, o CPC 27, item 56, b, afirma que:</p><p>Os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo são consumidos pela entidade</p><p>principalmente por meio do seu uso. Porém, outros fatores, tais como obsolescência</p><p>técnica ou comercial e desgaste normal enquanto o ativo permanece ocioso, muitas vezes</p><p>dão origem à diminuição dos benefícios econômicos que poderiam ter sido obtidos do</p><p>ativo. Consequentemente, todos os seguintes fatores são considerados na determinação</p><p>da vida útil de um ativo:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>92</p><p>136</p><p>(b) desgaste físico normal esperado, que depende de fatores operacionais tais como o</p><p>número de turnos durante os quais o ativo será usado, o programa de reparos e</p><p>manutenção e o cuidado e a manutenção do ativo enquanto estiver ocioso;</p><p>Para o caso em que os ativos sejam utilizados em dois ou mais turnos de 8 horas de trabalho, o Fisco admite</p><p>que a depreciação seja acelerada:</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>Julgue o seguinte item, relativo à reavaliação de ativos.</p><p>41. (CEBRASPE/FUNPRESP/Contabilidade e Finanças/2016) Sendo aplicável a reavaliação de ativos</p><p>depreciáveis, a realização do ativo decorrente da depreciação aumentaria o resultado individual da</p><p>empresa ou, se fosse o caso, o resultado consolidado.</p><p>Comentários:</p><p>Item errado, conforme previsão do item 41, do CPC 27:</p><p>O saldo relativo à reavaliação acumulada do item do ativo imobilizado incluído no</p><p>patrimônio líquido somente pode ser transferido para lucros acumulados quando a reserva</p><p>é realizada. O valor total pode ser realizado com a baixa ou a alienação do ativo. Entretanto,</p><p>parte da reserva pode ser transferida enquanto o ativo é usado pela entidade.</p><p>[...] As transferências para lucros acumulados não transitam pelo resultado.</p><p>Portanto, essas transferências não afetam o resultado do exercício da empresa, mas são considerados</p><p>OUTROS RESULTADOS ABRANGENTES, conforme previsão do CPC 26:</p><p>Outros resultados abrangentes compreendem itens de receita e despesa (incluindo ajustes</p><p>de reclassificação) que não são reconhecidos na demonstração do resultado como</p><p>requerido ou permitido pelos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações emitidos</p><p>pelo CPC. Os componentes dos outros resultados abrangentes incluem:</p><p>(a) variações na reserva de reavaliação, quando permitidas legalmente (ver</p><p>Pronunciamentos Técnicos CPC 27 – Ativo Imobilizado e CPC 04 – Ativo Intangível);</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>Utilização da depreciação acelerada</p><p>1 turno de 8 horas: fator 1,0</p><p>2 turnos de 8 horas: fator 1,5</p><p>3 turnos de 8 horas: fator 2,00</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>93</p><p>136</p><p>Julgue o item seguinte, referente aos fatos contábeis e às variações patrimoniais deles decorrentes.</p><p>42. (CEBRASPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016) A depreciação contábil impacta negativamente o</p><p>resultado da empresa e tem como contrapartida o reconhecimento de um passivo no balanço patrimonial.</p><p>Comentários:</p><p>É correto afirmar que depreciação contábil impacta negativamente o resultado da empresa, porém, a</p><p>contrapartida desse reconhecimento não é um passivo, mas a conta depreciação acumulada, retificadora do</p><p>Ativo.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>O item apresenta uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada em relação ao</p><p>reconhecimento e à mensuração contábil, de acordo com os pronunciamentos contábeis emitidos pelo</p><p>Comitê de Pronunciamentos Contábeis.</p><p>43. (CEBRASPE/FUB/Contabilidade/2015) Determinado bem imobilizado foi adquirido ao custo de R$</p><p>100.000, sendo sua vida útil estimada em dez anos, sem valor residual. Em 2014, após oito anos de uso,</p><p>foram realizados gastos de R$ 1.000 para manutenção e reparos nesse imobilizado. Nessa situação, o valor</p><p>líquido desse imobilizado, no final de 2014, é igual a R$ 20.000.</p><p>Comentários:</p><p>Vamos calcular o valor contábil líquido do bem, para isso, precisamos da depreciação acumulada:</p><p>1) Pegue o valor de aquisição: R$ 100.000</p><p>2) Encontre o valor residual: 0</p><p>3) Faça a diferença entre o valor de aquisição e o valor residual e encontraremos o chamado valor</p><p>depreciável. R$ 100.000</p><p>4) Encontre a vida útil: 10 anos;</p><p>5) Divida o valor depreciável pela vida útil: 100.000/10 = R$ 10.000</p><p>6) Depreciação Acumulada</p><p>(8 anos) = 8x10.000 =R$ 80.000</p><p>Valor Contábil Líquido = R$ 100.000 – R$ 80.000 = R$ 20.000.</p><p>Mas professor, e os gastos de R$ 1.000 para manutenção e reparos nesse imobilizado? São considerados</p><p>Gastos do período (despesas), isto é, são gastos que devem ser agregados às contas de despesas do período,</p><p>pois só beneficiam um exercício e são necessários para manter o imobilizado em condições de operar, não</p><p>lhe aumentando o valor. Não é provável que esses gastos tenham o potencial de gerar benefícios</p><p>econômicos futuros para a entidade.</p><p>Segundo o CPC 27:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>94</p><p>136</p><p>[...] a entidade não reconhece no valor contábil de um item do ativo imobilizado os custos</p><p>da manutenção periódica do item. Pelo contrário, esses custos são reconhecidos no</p><p>resultado quando incorridos.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>Julgue o item seguinte, relativo ao conceito e à forma de avaliação de itens patrimoniais.</p><p>44. (CEBRASPE/MPOG/Contabilidade/2015) O conceito de depreciação implica o reconhecimento de</p><p>perda de valor nos ativos fixos tangíveis, em decorrência do uso, da desatualização, ou da obsolescência,</p><p>e se constitui em despesa para recuperar, de forma gradual, o dispêndio inicial, ainda que não exija</p><p>desembolso nem pagamento.</p><p>Comentários:</p><p>Item muito interessante e vamos dividi-lo em partes, para entendermos melhor o que ele apresenta:</p><p>“O conceito de depreciação implica o reconhecimento de perda de valor nos ativos fixos tangíveis, em</p><p>decorrência do uso, da desatualização, ou da obsolescência”.</p><p>Primeira parte está correta; a depreciação assim está prevista na Lei 6.404/76:</p><p>Art. 183. § 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será</p><p>registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)</p><p>a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto</p><p>bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou</p><p>obsolescência;</p><p>Observemos a segunda parte: “e se constitui em despesa para recuperar, de forma gradual, o dispêndio</p><p>inicial, ainda que não exija desembolso nem pagamento”. Veja o que o FIPECAFI diz sobre esse tema:</p><p>O valor depreciável (amortizável ou exaurível) de um ativo imobilizado é determinado pela</p><p>diferença entre o custo pelo qual está reconhecido deduzido do valor residual. Esse valor</p><p>depreciável deve ser apropriado ao resultado do período ou ao valor contábil de outro ativo de</p><p>forma sistemática ao longo da vida útil estimada para o ativo. Repare se que o conceito é simples</p><p>em termos contábeis: a depreciação total é a parte do caixa investido na aquisição ou</p><p>construção do ativo que não será recuperado pelo caixa produzido pela sua eventual venda ao</p><p>final de seu uso. Logo, a depreciação é o pedaço do caixa investido que precisa ser recuperado</p><p>pelo caixa a ser produzido pelas outras receitas da empresa de venda de produtos, serviços,</p><p>receitas financeiras, de aluguéis etc. Veja se como é enganosa a ideia de que depreciação não</p><p>tem nada a ver com caixa. Tem, obrigatoriamente (a não ser no caso de depreciação de valor</p><p>reavaliado – uma das razões pelas quais a reavaliação não é admitida em muitos países, como no</p><p>caso dos norte americanos) a ver com o caixa sim. Só que não necessariamente com o caixa de</p><p>cada período em que se apropria uma parte da depreciação total</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>95</p><p>136</p><p>Gabarito: Certo</p><p>45. (CEBRASPE/TRE-MT/Administrativa/Contabilidade/2015) Determinada indústria que opera com uma</p><p>estimativa de valor residual de 10% para todos os itens de seu imobilizado produtivo adquiriu um</p><p>maquinário produtivo por R$ 200.000. A depreciação é realizada pelo método de unidades produzidas e a</p><p>capacidade produtiva da máquina foi estimada em 2 milhões de peças. No primeiro e no segundo</p><p>exercícios sociais, essa máquina produziu 250.000 peças/ano; no terceiro ano, a produção da máquina foi</p><p>de 300.000 peças. Toda a depreciação foi adequadamente contabilizada, de acordo com a competência</p><p>contábil.</p><p>De acordo com essa situação hipotética, o valor contábil líquido da máquina ao final do terceiro ano de</p><p>atividade, em reais, foi de</p><p>a) 108.000.</p><p>b) 120.000.</p><p>c) 128.000.</p><p>d) 72.000.</p><p>e) 80.000.</p><p>Comentários:</p><p>Método De Unidades Produzidas: por este método, estima-se a quantidade total de unidades que será</p><p>produzida. A depreciação é feita dividindo-se o total efetivamente produzido pela capacidade total de</p><p>produção.</p><p>Na questão apresenta, o Imobilizado custou 200.000 e com capacidade de produção total, ao longo de toda</p><p>a sua vida útil, de 2.000.000 de unidades. Como o Imobilizado possui valor residual de 10%, isto é, 20.000, o</p><p>valor depreciável será 200.000 – 20.000 = R$ 180.000,00.</p><p>Ao longo dos três anos foram produzidas 800.000 unidades. Portanto, a depreciação será:</p><p>(800.000 / 2.000.000) = 0,4 ou 40%.</p><p>Valor da depreciação acumulada ao final do segundo ano: R$ 180.000 x 40% = $ 72.000,00.</p><p>Portanto, o valor contábil líquido do Imobilizado será: R$ 200.000 – R$ 72.000 = R$ 128.000.</p><p>Gabarito: C</p><p>Com relação aos critérios de avaliação e de mensuração do ativo imobilizado, julgue o item que se segue.</p><p>46. (CEBRASPE/TELEBRAS/Contador/2015) A depreciação de uma máquina utilizada na produção de</p><p>determinado ativo não deve ser reconhecida no resultado, mas deve ser incluída no custo do ativo</p><p>produzido pela máquina.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>96</p><p>136</p><p>Comentários:</p><p>Item correto, conforme previsão do CPC 27, item 49:</p><p>A depreciação do período deve ser normalmente reconhecida no resultado. No entanto,</p><p>por vezes os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo são absorvidos para a</p><p>produção de outros ativos. Nesses casos, a depreciação faz parte do custo de outro ativo,</p><p>devendo ser incluída no seu valor contábil.</p><p>Por exemplo, a depreciação de máquinas e equipamentos de produção é incluída nos</p><p>custos de produção de estoque (ver o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques). De</p><p>forma semelhante, a depreciação de ativos imobilizados usados para atividades de</p><p>desenvolvimento pode ser incluída no custo de um ativo intangível reconhecido de acordo</p><p>com o Pronunciamento Técnico CPC 04 – Ativo Intangível.</p><p>Ou seja, a depreciação de uma máquina utilizada na produção de camisa, por exemplo, não deve ser</p><p>considerada uma despesa do período, mas incluída no valor contábil da camisa produzida. Interessante, não</p><p>é?</p><p>Gabarito: Certo</p><p>Com relação aos critérios de avaliação e de mensuração do ativo imobilizado, julgue o item que se segue.</p><p>47. (CEBRASPE/TELEBRAS/Contador/2015) O valor depreciável de um ativo será obtido após a dedução</p><p>do seu valor residual, que representa uma estimativa do valor a ser obtido com a venda desse ativo ao fim</p><p>de sua vida útil, deduzidas as despesas estimadas de venda.</p><p>Comentários:</p><p>Em tese, o valor depreciável é encontrado quando pegamos o valor de aquisição e subtraímos o valor</p><p>residual. Lembrando que o valor residual, conforme o CPC 27, é o valor estimado que a entidade obteria com</p><p>a venda do ativo, após deduzir as despesas estimadas de venda, caso o ativo já tivesse a idade e a condição</p><p>esperadas para o fim de sua vida útil.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>Ao final de 2014, determinada companhia estimou o valor em uso do seu imobilizado em R$ 2 milhões e o</p><p>valor líquido de venda em R$ 1,7 milhão. Na mesma data, o valor contábil líquido desse imobilizado era de</p><p>R$ 1,5 milhão.</p><p>48. (CEBRASPE/Auditor Federal de Controle Externo/TCU/2015) Nesse caso, a companhia deve fazer um</p><p>lançamento contábil para redução ao valor recuperável, cujo débito será em conta de resultado,</p><p>resultando em redução da situação líquida da companhia.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>97</p><p>136</p><p>Comentários:</p><p>O item está incorreto. O teste de recuperabilidade consiste em apurar o maior entre os dois valores acima e</p><p>compará-lo com o valor contábil. Se o valor recuperável do ativo for maior que o valor contábil, não é</p><p>necessária nenhuma contabilização.</p><p>Mas, se ocorre o contrário, ou seja, o valor contábil é maior que o valor recuperável, aí devemos reconhecer</p><p>(contabilizar) uma perda.</p><p>Nesse caso, temos:</p><p>- Valor contábil: 1,5 milhão</p><p>- Valor em uso: 2 milhões</p><p>- Valor realizável justo líquido de despesa de venda: 1,7 milhão</p><p>Portanto, o valor recuperável é de R$ 2 milhões, superior ao valor contábil. Nenhum registro há que ser feito,</p><p>em homenagem ao princípio da prudência.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>Julgue o item subsequente, relativo à contabilização de operações contábeis diversas.</p><p>49. (CEBRASPE/SUFRAMA/Técnico Contabilidade/2014) Considere que um bem com vida útil de cinco</p><p>anos tenha sido adquirido por R$ 5.000, e que sua depreciação tenha sido calculada pelo método da soma</p><p>dos dígitos dos anos, de modo que tenham sido geradas cotas de depreciação maiores no início e menores</p><p>no final. Nesse caso, a venda desse bem, ao final do terceiro ano de uso, por R$ 1.250 gerará um resultado</p><p>líquido negativo de R$ 750.</p><p>Comentários:</p><p>No método da soma dos dígitos (também chamado de método de Cole), somamos os dígitos da vida útil e</p><p>dividimos cada algarismo pela soma. Considerando vida útil de 5 anos: 5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 15.</p><p>Depreciação: Ano 1 = 5 / 15; ano 2 = 4/15; ano 3 = 3/15; ano 4 = 2/15 e ano 5 = 1/15.</p><p>Ano 1 = $5.000 x (5/15) = $1.666,67</p><p>Ano 2 = $5.000 x (4/15) = $1.333,33</p><p>Ano 3 = $5.000 x (3/15) = $1.000,00</p><p>Depreciação acumulada = $1.666,67 + $1.333,00 + $1.000,00</p><p>Depreciação acumulada = $ 4.000,00</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>98</p><p>136</p><p>Valor contábil = valor original – depreciação acumulada</p><p>Valor contábil = $5.000,00 - $ 4.000,00 = $ 1.000</p><p>Resultado da venda = Preço da venda – valor contábil</p><p>Resultado da venda = $1.250,00 - $1.000,00 = lucro de $250,00</p><p>Dessa forma, a questão está errada. A venda gerou resultado positivo de $250,00.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>50. (CEBRASPE/Analista/MPU/2015) A redução do valor residual de um ativo imobilizado proporcionará</p><p>aumento da cota de depreciação mensal desse ativo, caso sua vida útil seja mantida inalterada.</p><p>Comentários:</p><p>Item correto. Imaginemos o seguinte. Um ativo tem valor de aquisição de R$ 100.000,00. O valor residual é</p><p>R$ 20.000,00 e a vida útil é de 10 anos.</p><p>Ao final do quinto ano de uso (metade da vida útil) o valor residual passa para R$ 10.000,00, houve redução,</p><p>mas a vida útil dele foi mantida inalterada, isto é, teremos mais cinco anos de depreciação. Como ficam os</p><p>cálculos? O que acontece?</p><p>Valor de aquisição 100.000,00</p><p>(-) Valor residual (20.000,00)</p><p>Valor depreciável 80.000,00</p><p>Logo, Depreciação anual =80.000/10 = 8.000,00</p><p>Ao final do quarto ano teremos:</p><p>Valor de aquisição 100.000,00</p><p>(-) Depreciação acumulada (8.000 x 5) (40.000,00)</p><p>(-) Valor residual (10.000,00)</p><p>Valor depreciável 50.000,00</p><p>Consequentemente, Depreciação anual = 50.000/5=10.000,00</p><p>Houve, assim, aumento do valor da depreciação, já que o valor residual diminuiu.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>99</p><p>136</p><p>51. (CEBRASPE/Contador/FUB/2015) O valor da depreciação de um ativo imobilizado pode ser calculado</p><p>por vários métodos, mas, uma vez escolhido, o método deve ser mantido até a baixa do ativo em questão.</p><p>Comentários:</p><p>Segundo o CPC 27:</p><p>60. O método de depreciação utilizado reflete o padrão de consumo pela entidade dos</p><p>benefícios econômicos futuros.</p><p>61. O método de depreciação aplicado a um ativo deve ser revisado pelo menos ao final</p><p>de cada exercício e, se houver alteração significativa no padrão de consumo previsto, o</p><p>método de depreciação deve ser alterado para refletir essa mudança. Tal mudança deve</p><p>ser registrada como mudança na estimativa contábil, de acordo com o Pronunciamento</p><p>Técnico CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro.</p><p>62. Vários métodos de depreciação podem ser utilizados para apropriar de forma</p><p>sistemática o valor depreciável de um ativo ao longo da sua vida útil. Tais métodos incluem</p><p>o método da linha reta, o método dos saldos decrescentes e o método de unidades</p><p>produzidas. A depreciação pelo método linear resulta em despesa constante durante a vida</p><p>útil do ativo, caso o seu valor residual não se altere. O método dos saldos decrescentes</p><p>resulta em despesa decrescente durante a vida útil. O método de unidades produzidas</p><p>resulta em despesa baseada no uso ou produção esperados. A entidade seleciona o método</p><p>que melhor reflita o padrão do consumo dos benefícios econômicos futuros esperados</p><p>incorporados no ativo. Esse método é aplicado consistentemente entre períodos, a não ser</p><p>que exista alteração nesse padrão.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>52. (CEBRASPE/DPF/Contabilidade/2014) Em conformidade com o regime de competência, os gastos</p><p>incorridos para a colocação de um ativo imobilizado recém-adquirido por uma entidade em local e</p><p>condições que permitam o seu funcionamento de acordo com o planejado pela administração devem ser</p><p>reconhecidos como despesas do período.</p><p>Comentários:</p><p>O Pronunciamento Técnico CPC 27 reza que:</p><p>16. O custo de um item do ativo imobilizado compreende:</p><p>(b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e condição</p><p>necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar da forma pretendida pela administração.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>100</p><p>136</p><p>Assim, erra o item ao afirmar que gastos incorridos para a colocação de um ativo imobilizado recém-</p><p>adquirido por uma entidade em local e condições que permitam o seu funcionamento devam ser</p><p>classificados como despesas do período, visto que integram o custo do Imobilizado.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>contas patrimoniais saldos</p><p>prejuízos acumulados 300</p><p>máquinas 1.200</p><p>depreciação acumulada de máquinas 800</p><p>capital social 3.000</p><p>direitos autorais 1.100</p><p>fornecedores 1.800</p><p>estoques de mercadorias para revenda 500</p><p>impostos e contribuições sociais a recolher 700</p><p>bancos conta movimento 2.700</p><p>contas de resultado</p><p>saldos despesas tributárias 300</p><p>impostos incidentes sobre vendas 1.000</p><p>despesa de equivalência patrimonial 200</p><p>despesas administrativas 300</p><p>receitas de vendas 4.000</p><p>comissões de vendedores 200</p><p>custo das mercadorias vendidas 2.500</p><p>provisão para imposto de renda 15% do LAIR*</p><p>contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) 9% do LAIR</p><p>* LAIR = lucro antes do imposto de renda e da CSLL</p><p>Com base na tabela acima, que apresenta os saldos, em reais, das contas contábeis da Cia. ABC S/A, ainda</p><p>não encerrados contabilmente, referentes ao exercício findo em 31/12/2013, julgue o item a seguir.</p><p>Custo do ativo imobilizado (CPC 27)</p><p>Inclui</p><p>Preço de aquisição + Imposto Importação+ Impostos não</p><p>recuperáveis</p><p>Preparação do local</p><p>Frete e manuseio por conta do comprador</p><p>Instalação e montagem</p><p>Testes</p><p>Honorários profissionais (engenheiros, arquitetos, por</p><p>exemplo)</p><p>Custos de desmontagem (futuro, traz a valor presente)</p><p>Custo de remoção (futuro, traz a valor presente)</p><p>Outros custos diretamente atribuíveis</p><p>Não inclui</p><p>Descontos comerciais e abatimentos</p><p>Custos de abertura de nova instalação</p><p>Frete por conta do vendedor</p><p>Propaganda</p><p>e atividades promocionais</p><p>Custos de treinamento</p><p>Transferência posterior (novo local)</p><p>Custos administrativos</p><p>Outros custos indiretos</p><p>Remoção, desmontagem de máquinas antigas</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>101</p><p>136</p><p>53. (CEBRASPE/SUFRAMA/Contabilidade/2014) Considere que um item de ativo intangível tenha sido</p><p>reconhecido inicialmente em janeiro de 2013. Nesse caso, é necessário o registro de despesa de</p><p>amortização no exercício, em contrapartida de uma conta de amortização acumulada.</p><p>Comentários:</p><p>Segundo a Lei das S.A.s (Lei 6404/76)</p><p>§ 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será</p><p>registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)</p><p>b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de</p><p>direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou</p><p>exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou</p><p>contratualmente limitado;</p><p>A amortização refere-se geralmente aos itens classificados no Intangível. Mas pode ocorrer também com</p><p>itens do Imobilizado, como no caso de Benfeitoria em Propriedades de Terceiros, que pode ser depreciada</p><p>ou amortizada. A amortização baseia-se na vida útil do Intangível.</p><p>A contabilização da amortização será:</p><p>D – Despesas com amortização</p><p>C – Amortização Acumulada.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>Com relação a conceituação, classificação e conteúdos do ativo, julgue o item que se segue, de acordo com</p><p>a legislação vigente.</p><p>54. (CEBRASPE/Contabilidade/CADE/2014) O ativo imobilizado pode, eventualmente, incluir bens</p><p>incorpóreos.</p><p>Comentários:</p><p>Segundo a Lei 6.404/76:</p><p>Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:</p><p>IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à</p><p>manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade,</p><p>inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e</p><p>controle desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>102</p><p>136</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>55. (CEBRASPE/Contador/PF/2014) O valor contábil de um ativo imobilizado é o valor pelo qual ele é</p><p>reconhecido na contabilidade, sendo deduzido da depreciação acumulada e da perda, também acumulada,</p><p>por redução ao valor recuperável.</p><p>Comentários:</p><p>O item está correto. Segundo o CPC 27:</p><p>Valor contábil é o valor pelo qual um ativo é reconhecido após a dedução da depreciação</p><p>e da perda por redução ao valor recuperável acumuladas.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>56. (CEBRASPE/Contabilidade/ANTT/2014) Um imóvel adquirido por uma empresa comercial, fora de seu</p><p>domicílio, com a finalidade de hospedar representantes comerciais em viagens a serviço, deverá ser</p><p>registrado como ativo imobilizado.</p><p>Comentários:</p><p>Segundo o CPC 27, ativo imobilizado:</p><p>Ativo imobilizado é o item tangível que:</p><p>(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para</p><p>aluguel a outros, ou para fins administrativos; e</p><p>(b) se espera utilizar por mais de um período.</p><p>Nesta hipótese, portanto, há clara utilização para fins administrativos, já que serão hospedados os</p><p>representantes comerciais em viagens a serviço.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>57. (CEBRASPE/Contabilidade/ANTT/2014) Um bem adquirido por meio de um contrato de leasing</p><p>operacional deverá ser imediatamente registrado, pela empresa arrendatária, como ativo imobilizado e,</p><p>assim, passará a ser depreciado.</p><p>Comentários:</p><p>Item incorreto. O leasing, basicamente, pode ser de dois tipos: operacional e financeiro. A diferença entre</p><p>um e outro reside principalmente no seguinte critério: o leasing transfere ou não os riscos e benefícios</p><p>inerentes à propriedade.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>103</p><p>136</p><p>O gabarito original da questão foi errado, pois o arrendamento operacional não era contabilizado no ativo</p><p>do arrendatário, mas isso mudou. Não há mais diferença de contabilização para o arrendatário, apenas para</p><p>o arrendador. Assim sendo, atualmente o bem adquirido por meio de um arrendamento operacional</p><p>também será contabilizado no ativo e será depreciado. O gabarito original é errado. Todavia, atualmente o</p><p>gabarito é certo.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>58. (CEBRASPE/Contador/SUFRAMA/2014) A depreciação de um imobilizado calculada pelo método da</p><p>soma dos dígitos apresenta despesas anuais de depreciação crescentes ao longo do tempo.</p><p>Comentários:</p><p>As despesas de depreciação são menores, posto que os gastos com manutenção, ao fim da vida útil, são</p><p>maiores.</p><p>Através deste método, somamos os dígitos da vida útil e dividimos cada algarismo pela soma.</p><p>Por exemplo: Se temos em nossa empresa uma máquina cuja vida útil é de 5 anos, tomaremos os seguintes</p><p>procedimentos:</p><p>Somamos: 5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 15.</p><p>Depreciação: Ano 1 = 5 / 15; ano 2 = 4/15; ano 3 = 3/15; ano 4 = 2/15 e ano 5 = 1/15.</p><p>Mas por que, professor?! Para que isso? Há uma justificativa técnica para tal método: a de que a despesa de</p><p>depreciação menor nos últimos anos é compensada pelo aumento das despesas de manutenção.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>59. (CEBRASPE/Analista Judiciário/TJ-CE/2014) Em determinadas situações, a depreciação de ativos</p><p>imobilizados não é reconhecida no resultado, podendo ser incluída no custo de outros ativos.</p><p>Comentários:</p><p>Item correto. Como acabamos de dizer, é o caso da depreciação dos bens da produção.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>60. (CEBRASPE/Consultor Legislativo/CD/2014) Os bens tangíveis sofrem depreciação a partir do</p><p>momento em que são postos em condições de uso, processo esse que cessa quando esses bens são</p><p>retirados definitivamente de uso ou quando sua obsolescência é constatada.</p><p>Comentários:</p><p>Segundo o CPC 27:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>104</p><p>136</p><p>55. A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, quando</p><p>está no local e em condição de funcionamento na forma pretendida pela administração. A</p><p>depreciação de um ativo deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido</p><p>para venda (ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda de</p><p>acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo-Não Circulante Mantido para Venda</p><p>e Operação Descontinuada) ou, ainda, na data em que o ativo é baixado, o que ocorrer</p><p>primeiro. Portanto, a depreciação não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado</p><p>do uso normal, a não ser que o ativo esteja totalmente depreciado. No entanto, de acordo</p><p>com os métodos de depreciação pelo uso, a despesa de depreciação pode ser zero</p><p>enquanto não houver produção.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>Com relação a conceituação, classificação e conteúdos do ativo, julgue o item que se segue, de acordo com</p><p>a legislação vigente.</p><p>61. (CEBRASPE/CADE/Contador/2014) Os veículos de uma empresa de transportes e movimentação de</p><p>valores que são utilizados para manutenção da atividade da empresa deverão ser classificados como ativos</p><p>não circulantes.</p><p>Comentários:</p><p>Vimos que se classificam no imobilizado os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à</p><p>manutenção das atividades da companhia. Ainda que tais ativos fazem parte do ativo não circulante. Isso é</p><p>previsto na lei 6.404/76:</p><p>Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que</p><p>registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira</p><p>da companhia.</p><p>§ 1º No ativo, as contas serão</p><p>dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos</p><p>elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:</p><p>II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos,</p><p>imobilizado e intangível. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)</p><p>Ainda, continua...</p><p>Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:</p><p>IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à</p><p>manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa</p><p>finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os</p><p>benefícios, riscos e controle desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>105</p><p>136</p><p>Gabarito: Certo</p><p>Com base nos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue o item a</p><p>seguir.</p><p>62. (CEBRASPE/TJ SE/Analista Judiciário/2014) Entidades que adquirem peças de reposição com</p><p>expectativa de utilizá-las por mais de um período contábil devem reconhecer essas peças como ativo</p><p>imobilizado.</p><p>Comentários:</p><p>Certo, encontramos tal orientação no CPC 27 - Ativo Imobilizado:</p><p>8. Sobressalentes, peças de reposição, ferramentas e equipamentos de uso interno são</p><p>classificados como ativo imobilizado quando a entidade espera usá-los por mais de um</p><p>período. Da mesma forma, se puderem ser utilizados somente em conexão com itens do</p><p>ativo imobilizado, também são contabilizados como ativo imobilizado.</p><p>Mais, professores, e se o período for menor? Os estoques mantidos pela empresa, que sejam materiais de</p><p>consumo (O FIPECAFI exemplifica como óleo, graxas, ferramentas e peças de pouca duração) devem ser</p><p>classificadas no ativo circulante. À medida que a empresa utilize ou consuma, apropriará tais valores ao</p><p>resultado ou custo do produto.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>Os gastos com os bens do ativo imobilizado são classificados como de capital ou despesas do período. Acerca</p><p>desse assunto, julgue o item subsequente.</p><p>63. (CEBRASPE/MEC/Analista Contábil/2014) Considere que uma empresa realize manutenção em sua</p><p>frota de veículos a cada 10.000 quilômetros rodados e que essa manutenção não implique aumento da</p><p>vida útil da frota. Nesse caso, os respectivos gastos são reconhecidos como despesas incorridas no período.</p><p>Comentários:</p><p>Conforme o livro “Contabilidade Societária”, da equipe de professores da USP, os gastos subsequentes, isto</p><p>é, aqueles que ocorrem depois que o imobilizado está nas condições determinadas pela administração,</p><p>podem ser de duas espécies:</p><p>Gastos de capital: são os que irão beneficiar mais de um exercício social e devem ser adicionados ao valor</p><p>do ativo imobilizado, desde que atendam às condições de reconhecimento de um ativo.</p><p>Exemplo: custo de aquisição do bem, custo de instalação e montagem etc.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>106</p><p>136</p><p>Gastos do período (despesas): são os que devem ser agregados às contas de despesas do período, pois só</p><p>beneficiam um exercício e são necessários para manter o imobilizado em condições de operar, não lhe</p><p>aumentando o valor. Não é provável que esses gastos tenham o potencial de gerar benefícios econômicos</p><p>futuros para a entidade. Logo, não podem ser reconhecidos como ativo, mas sim como despesa.</p><p>Exemplo: manutenção e reparos etc.</p><p>Esquematizemos:</p><p>Gabarito: Certo</p><p>Os gastos com os bens do ativo imobilizado são classificados como de capital ou despesas do período. Acerca</p><p>desse assunto, julgue o item subsequente.</p><p>64. (CEBRASPE/MEC/Analista Contábil/2014) Se uma empresa adquiriu uma máquina por R$ 150.000,00</p><p>e gastou R$ 10.000,00 com a sua instalação, então o valor de R$ 150.000,00 deve ser registrado na conta</p><p>de máquinas no ativo imobilizado e o valor de R$ 10.000,00 será contabilizado na conta de despesa do</p><p>período.</p><p>Comentários:</p><p>Vimos que os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo seu custo. Mas não é somente</p><p>aquilo que foi pago pelo bem, também devemos incluir todos os custos necessários para colocá-lo em</p><p>condições de uso. Assim, contabilizaremos como imobilizado tanto o valor de aquisição quanto o gasto com</p><p>instalação:</p><p>(+) Valor aquisição R$ 150.000,00</p><p>(+) Instalação R$ 10.000,00</p><p>(=) Valor de custo R$ 160.000,00</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>65. (CEBRASPE/DPF/Perito Criminal Federal/Área 01/2013) Em consonância com as normas</p><p>internacionais, o comitê de pronunciamentos contábeis (CPC) recepcionou o conceito de custo atribuído a</p><p>bens do ativo imobilizado, mantendo, na prática, por determinado período de tempo, a metodologia de</p><p>reavaliação de ativos, praticada no Brasil desde antes dos CPC.</p><p>Comentários:</p><p>Manutenção periódica Gastos do período</p><p>Só beneficiam um</p><p>exercício social</p><p>Despesa na DRE</p><p>Paradas programadas Gastos de capital</p><p>Beneficiam mais de um</p><p>exercício social</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>107</p><p>136</p><p>Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo seu custo, o qual inclui todos os custos</p><p>necessários para colocá-lo em condições de uso.</p><p>Todavia, de acordo com o que prevê a Interpretação Técnica ICPC 10, temos um caso bem particular, no qual</p><p>seria possível adotar o valor justo como custo atribuído (deemed cost) para ajustar eventuais saldos</p><p>subavaliados ou superavaliados para ativos imobilizados.</p><p>Quando da adoção inicial dos Pronunciamentos Contábeis, o que para a maioria das empresas ocorreu no</p><p>ano de 2010, poderia ser observado que alguns ativos poderiam gerar mais ou menos benefícios econômicos</p><p>do que pelos quais estavam registrados na Contabilidade.</p><p>Por exemplo: um forno industrial possui valor contábil de R$ 100.000, mas fazendo uma estimativa no</p><p>momento da adoção inicial dos Pronunciamentos Contábeis, poderíamos observar que o valor justo desse</p><p>bem seria de R$ 250.000.</p><p>Somente nesse caso particular poderíamos adotar o valor de R$ 250.000 como custo atribuído ao imobilizado</p><p>e essa diferença, 250.000 – 100.000 = 150.000, seria lançada diretamente no Patrimônio Líquido da entidade,</p><p>sem afetar o seu resultado, em uma conta de Ajuste de Avaliação Patrimonial.</p><p>Só que o item errado ao afirmar que o CPC recepcionou o conceito de custo atribuído a bens do ativo</p><p>imobilizado, mantendo, a metodologia de reavaliação de ativos.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>66. (CEBRASPE/Analista Contábil/CNJ/2013) Uma entidade não deve reconhecer os custos da</p><p>manutenção periódica de um item do ativo imobilizado no valor contábil desse item. Pelo contrário,</p><p>quando incorridos, esses custos são reconhecidos no resultado.</p><p>Comentários:</p><p>Segundo o FIPECAFI, gastos com limpeza, manutenção e conversão são considerados, em regra, como</p><p>despesa operacional no exercício em que ocorrerem. Ainda, nos termos do CPC 27 – ativo imobilizado:</p><p>12. Segundo o princípio de reconhecimento do item 7, a entidade não reconhece no valor</p><p>contábil de um item do ativo imobilizado os custos da manutenção periódica do item. Pelo</p><p>contrário, esses custos são reconhecidos no resultado quando incorridos.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>67. (CEBRASPE/Analista/Contabilidade/CNJ/2013) Atualmente, o reconhecimento dos custos no valor</p><p>contábil de um item do ativo imobilizado cessa quando o item está no local e nas condições operacionais</p><p>pretendidas pela administração. Entretanto, os custos incorridos no uso, na transferência ou na</p><p>reinstalação de um item são incluídos no seu valor contábil, como, por exemplo, os custos de realocação</p><p>ou reorganização de parte das operações da entidade.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente</p><p>recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os</p><p>descontos comerciais e abatimentos.</p><p>II. Custos de transferência das atividades para o novo local ou para nova categoria de clientes e</p><p>custos de abertura de nova instalação são considerados custos diretamente atribuíveis.</p><p>III. O custo de um item do imobilizado compreende quaisquer custos diretamente atribuíveis para</p><p>colocar o ativo no local e condição necessários para que ele seja capaz de funcionar da forma</p><p>pretendida pela administração.</p><p>Quais estão INCORRETAS?</p><p>a) Apenas I.</p><p>b) Apenas II.</p><p>c) Apenas III.</p><p>d) Apenas I e II.</p><p>e) Apenas II e III.</p><p>Comentários:</p><p>Como dissemos, o custo do imobilizado inclui:</p><p>Vamos para a questão...</p><p>I. O custo de um item do ativo imobilizado compreende seu preço de aquisição, acrescido de</p><p>impostos de importação e impostos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os</p><p>descontos comerciais e abatimentos. Item correto, como prevê o CPC 27.</p><p>Custo do ativo imobilizado (CPC 27)</p><p>Inclui</p><p>Preço de aquisição + Imposto Importação+</p><p>Impostos não recuperáveis</p><p>Preparação do local</p><p>Frete e manuseio por conta do comprador</p><p>Instalação e montagem</p><p>Testes</p><p>Honorários profissionais (engenheiros, arquitetos,</p><p>por exemplo)</p><p>Custos de desmontagem (futuro, traz a valor</p><p>presente)</p><p>Custo de remoção (futuro, traz a valor presente)</p><p>Outros custos diretamente atribuíveis</p><p>Não inclui</p><p>Descontos comerciais e abatimentos</p><p>Custos de abertura de nova instalação</p><p>Frete por conta do vendedor</p><p>Propaganda e atividades promocionais</p><p>Custos de treinamento</p><p>Transferência posterior (novo local)</p><p>Custos administrativos</p><p>Outros custos indiretos</p><p>Remoção, desmontagem de máquinas antigas</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>9</p><p>136</p><p>II. Custos de transferência das atividades para o novo local ou para nova categoria de clientes e</p><p>custos de abertura de nova instalação são considerados custos diretamente atribuíveis. Errado,</p><p>esses gastos não são diretamente atribuíveis ao Imobilizado.</p><p>III. O custo de um item do imobilizado compreende quaisquer custos diretamente atribuíveis para</p><p>colocar o ativo no local e condição necessários para que ele seja capaz de funcionar da forma</p><p>pretendida pela administração. Item correto, previsto no CPC 27.</p><p>O gabarito é letra b.</p><p>Mensuração Subsequente</p><p>Assim como os outros ativos, o ativo imobilizado pode mudar de valor. Ele pode se desgastar,</p><p>pode sofrer perda no seu valor de mercado ou perder também o valor que se espera em relação</p><p>à capacidade de gerar produtos.</p><p>Portanto, depois de integrado, ele fica sujeito à depreciação, amortização e exaustão e ao teste</p><p>de recuperabilidade.</p><p>No momento oportuno você verá que Teste de Recuperabilidade é uma metodologia para estimar</p><p>os benefícios econômicos esperados de um ativo.</p><p>A previsão para estes institutos encontra-se na Lei 6.404 do seguinte modo:</p><p>Art. 183. § 2º A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e</p><p>intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei</p><p>nº 11.941, de 2009)</p><p>a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por</p><p>objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da</p><p>natureza ou obsolescência;</p><p>b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na</p><p>aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros</p><p>com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de</p><p>utilização por prazo legal ou contratualmente limitado;</p><p>c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração,</p><p>de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados</p><p>nessa exploração.</p><p>§ 3o A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação</p><p>dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam:</p><p>(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>10</p><p>136</p><p>I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de</p><p>interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando</p><p>comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação</p><p>desse valor; ou (Incluído pela Lei nº 11.638, de 2007)</p><p>II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil</p><p>econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização.</p><p>(Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)</p><p>Então, vamos esquematizar?</p><p>Avaliação do imobilizado: Custo - depreciação/amortização/exaustão - red. val. rec.</p><p>Diminuição: Perda do valor aplicado:</p><p>Depreciação</p><p>Por desgaste</p><p>Por uso</p><p>Por ação da natureza</p><p>Por obsolescência</p><p>Amortização</p><p>Por aquisição de direitos de propriedade industrial ou comercial com</p><p>existência ou exercício de duração limitada</p><p>Por aquisição de direitos cujo objeto sejam bens de utilização por prazo</p><p>legal ou contratualmente limitado</p><p>Exaustão Recursos minerais ou florestais ou bens aplicados nessa exploração.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>11</p><p>136</p><p>GASTOS DE CAPITAL X GASTOS DO PERÍODO</p><p>Conforme o livro “Contabilidade Societária”, da equipe de professores da USP, os gastos</p><p>subsequentes, isto é, aqueles que ocorrem depois que o imobilizado está nas condições</p><p>determinadas pela administração, podem ser de duas espécies:</p><p>Gastos de capital: são os que irão beneficiar mais de um exercício social e devem ser adicionados</p><p>ao valor do ativo imobilizado, desde que atendam às condições de reconhecimento de um ativo.</p><p>Exemplo: custo de aquisição do bem, custo de instalação e montagem etc.</p><p>Gastos do período (despesas): são os que devem ser agregados às contas de despesas do período,</p><p>pois só beneficiam um exercício e são necessários para manter o imobilizado em condições de</p><p>operar, não lhe aumentando o valor. Não é provável que esses gastos tenham o potencial de gerar</p><p>benefícios econômicos futuros para a entidade. Logo, não podem ser reconhecidos como ativo,</p><p>mas sim como despesa.</p><p>Exemplo: manutenção e reparos etc.</p><p>Vejamos o CPC 27 – Ativo Imobilizado:</p><p>12. Segundo o princípio de reconhecimento do item 7, a entidade não reconhece</p><p>no valor contábil de um item do ativo imobilizado os custos da manutenção</p><p>periódica do item. Pelo contrário, esses custos são reconhecidos no resultado</p><p>quando incorridos. Os custos da manutenção periódica são principalmente os</p><p>custos de mão-de-obra e de produtos consumíveis, e podem incluir o custo de</p><p>pequenas peças. A finalidade desses gastos é muitas vezes descrita como sendo</p><p>para “reparo e manutenção” de item do ativo imobilizado.</p><p>13. Partes de alguns itens do ativo imobilizado podem requerer substituição em</p><p>intervalos regulares. Por exemplo, um forno pode requerer novo revestimento</p><p>após um número específico de horas de uso; ou o interior dos aviões, como bancos</p><p>e equipamentos internos, pode exigir substituição diversas vezes durante a vida</p><p>da estrutura. Itens do ativo imobilizado também podem ser adquiridos para</p><p>efetuar substituição recorrente menos frequente, tal como a substituição das</p><p>paredes interiores de edifício, ou para efetuar substituição não recorrente.</p><p>Segundo o princípio de reconhecimento do item 7, a entidade reconhece no valor</p><p>contábil de um item do ativo imobilizado o custo da peça reposta desse item</p><p>quando o custo é incorrido se os critérios de reconhecimento forem atendidos. O</p><p>valor contábil das peças que são substituídas é baixado de acordo com as</p><p>disposições de baixa deste Pronunciamento (ver itens 67 a 72).</p><p>Júlio Cardozo,</p><p>Errado.</p><p>75. (CEBRASPE/Contador/TJ/AC/2012) Um ativo imobilizado foi submetido ao teste de recuperabilidade</p><p>e o resultado mostrou perda no valor de R$ 80.000,00. Nessa situação, a contabilização a ser feita</p><p>aumentará a conta do ativo em R$ 80.000,00 e a conta de despesa no mesmo valor.</p><p>Comentários:</p><p>Uma perda registrada pelo teste de recuperabilidade diminui o resultado do exercício. Uma vez que a</p><p>empresa não conseguirá recuperar todo o valor investido no imobilizado, há o lançamento de uma despesa.</p><p>A contrapartida é uma conta redutora do valor contábil do ativo imobilizado, como se segue:</p><p>D – Despesa com ajuste ao valor recuperável de ativos (resultado)</p><p>C – Ajuste ao valor recuperável de ativos (redutora do ativo).</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>112</p><p>136</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>Julgue o item a seguir, considerando os pronunciamentos do CPC e os princípios de contabilidade.</p><p>Considere que haja duas formas de pagamento para a aquisição de um ativo imobilizado:</p><p>I pagamento de R$ 200 mil, à vista;</p><p>II pagamento de R$ 400 mil, em dez parcelas semestrais de R$ 40 mil.</p><p>76. (CEBRASPE/ALECE/Analista Legislativo/2011) Se determinada sociedade constituída por ações optar</p><p>pela forma II para a aquisição do referido ativo, então, nesse caso, o valor a ser contabilizado como</p><p>imobilizado na data da compra será de R$ 200 mil.</p><p>Comentários:</p><p>A primeira coisa que temos de saber é a contabilização inicial, que será pelo valor presente (R$ 200 mil). Isso</p><p>é previsto no CPC 27 - Ativo Imobilizado:</p><p>Mensuração do custo</p><p>23. O custo de um item de ativo imobilizado é equivalente ao preço à vista na data do</p><p>reconhecimento. Se o prazo de pagamento excede os prazos normais de crédito, a</p><p>diferença entre o preço equivalente à vista e o total dos pagamentos deve ser reconhecida</p><p>como despesa com juros durante o período (ver os Pronunciamentos Técnicos CPC 12 –</p><p>Ajuste a Valor Presente, principalmente seu item 9, e CPC 08 – Custos de Transação e</p><p>Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários), a menos que seja passível de</p><p>capitalização de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 20 – Custos de Empréstimos.</p><p>Lançamento:</p><p>D – Ativo imobilizado (ativo) 200.000,00</p><p>D – Encargos financeiros a transcorrer (ret. passivo) 200.000,00</p><p>C – Financiamentos a pagar (passivo) 400.000,00</p><p>Assim, o valor a ser contabilizado como imobilizado na data da compra será de R$ 200 mil.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>No que diz respeito a patrimônio, seus registros e características, julgue o item a seguir.</p><p>77. (CEBRASPE/STM/Técnico Judiciário/2011) Os gastos com seguros contratados para o transporte de</p><p>ativos integrantes do imobilizado devem ser considerados como custo do referido bem e incorporados ao</p><p>valor de aquisição do ativo.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>113</p><p>136</p><p>Comentários:</p><p>O reconhecimento dos custos no valor contábil de um item do ativo imobilizado cessa quando o item está</p><p>no local e nas condições operacionais pretendidas pela administração.</p><p>Todos os gastos necessários para que o ativo integrante do imobilizado esteja nas condições de uso</p><p>determinadas pela administração são contabilizados como custo do ativo e não como despesas. Depois que</p><p>o “imobilizado" estiver lá, no local determinado pela administração e em condições de uso, o que vier de</p><p>gasto, como regra será uma despesa.</p><p>Portanto, os gastos incorridos com seguros contratados para o transporte devem ser considerados como</p><p>custo do referido bem e incorporados ao valor de aquisição do ativo.</p><p>Fique Atento! Apenas os seguros relacionados a compra entram, ou seja, comprou o veículo e pagou o frete</p><p>com seguro. Já o seguro anual, ocorre depois que o ativo já está nas condições pretendidas pela</p><p>administração. Tal valor será contabilizado como despesa antecipada de seguros e apropriado, mês a mês,</p><p>como despesa conforme o regime de competência.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>Segundo a Lei n.º 6.404/1976, registram-se no ativo imobilizado “os direitos que tenham por objeto bens</p><p>corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa</p><p>finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle</p><p>desses bens”.</p><p>A respeito desse assunto, julgue os itens seguintes.</p><p>78. (CEBRASPE/STM/Contabilidade/2011) Obras de arte não podem ser registradas em contas de ativo</p><p>imobilizado, devendo, obrigatoriamente, ser inscritas em grupo próprio de investimentos.</p><p>Comentários:</p><p>Pessoal, quando uma assertiva do CEBRASPE usar expressões do tipo “sempre”, “nunca”,</p><p>“obrigatoriamente”, nós temos que ficar espertos, pois há grandes chances do item está errado. Cuidado</p><p>com generalizações.</p><p>Bizu do CEBRASPE: Cuidado com generalizações!</p><p>Mas, vamos analisar a questão. Segundo o FIPECAFI, existem outros investimentos permanentes, tais como</p><p>obras de arte, desde que a empresa pretenda manter tais ativos indefinidamente e que estes não sejam</p><p>utilizados nas atividades da empresa. As obras de arte, por exemplo, normalmente não se desvalorizam,</p><p>podendo inclusive se valorizar.</p><p>O reconhecimento inicial e as mensurações subsequentes de outros investimentos permanentes deve ser</p><p>feito ao custo, como dispõe o item IV do art. 183 da Lei nº 6.404/76:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>114</p><p>136</p><p>“Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes</p><p>critérios:</p><p>IV – os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de estimativas para</p><p>atender às perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de</p><p>aquisição ao valor de mercado, quando este for inferior;’’ (no original utiliza‑se “provisão”</p><p>ao invés de “estimativas”)</p><p>Portanto, como regra, obras de arte são classificadas no grupo Investimentos, mas será que não é possível</p><p>outra classificação? Com certeza é, e por isso, o item está errado.</p><p>Imagine uma grande galeria de artes que possui diversas obras, como por exemplo, quadros, esculturas. Na</p><p>Contabilidade dessa galeria, as obras de arte são bens destinados à revenda, portanto, podem ser</p><p>classificadas no seu Ativo Circulante – Estoques.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>79. (CEBRASPE/STM/Contabilidade/2011) Veículos e imóveis de uso e máquinas para revenda são</p><p>exemplos típicos do grupo ativo imobilizado.</p><p>Comentários:</p><p>Conforme previsto na LSA:</p><p>Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:</p><p>IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à</p><p>manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa</p><p>finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os</p><p>benefícios, riscos e controle desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)</p><p>Segundo o CPC 27:</p><p>Ativo imobilizado é o item tangível que:</p><p>(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para</p><p>aluguel a outros, ou para fins administrativos; e</p><p>(b) se espera utilizar por mais de um período.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>115</p><p>136</p><p>O erro da questão está em incluir máquinas para revenda no Ativo Imobilizado. Bens destinados à revenda</p><p>são classificados como Estoques.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>80. (CEBRASPE/ABIN/2010) Determinada empresa comprou uma máquina para uso no valor de R$</p><p>100.000,00. A vida útil desse ativo é estimada em 10 anos, ao fim dos quais a empresa espera um valor</p><p>residual de R$ 20.000,00. Nessa situação, admitindo-se que a empresa utilize o método de depreciação</p><p>linear, ela</p><p>deverá contabilizar, anualmente, uma despesa de depreciação no valor de R$ 8.000,00.</p><p>Comentários:</p><p>Valor de aquisição 100.000,00</p><p>(-) Valor residual (20.000,00)</p><p>Valor depreciável 80.000,00</p><p>Assim, Depreciação anual = 80.000/10 = 8.000,00.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>81. (CEBRASPE/Agente/Polícia Federal/2009) Suponha que uma empresa mineradora tenha adquirido os</p><p>direitos de exploração de uma mina por R$ 5 milhões, por meio de um contrato com cinco anos de vigência.</p><p>Nesse caso, após dois anos de exploração, se tiverem sido extraídos 30% da possança da mina, o referido</p><p>ativo, classificado no imobilizado, deverá estar avaliado no balanço da empresa por R$ 3 milhões.</p><p>Comentários:</p><p>Vamos lá. Devemos nos utilizar de dois critérios:</p><p>1) Em função do tempo:</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Mantido para uso na</p><p>produção ou fornecimento</p><p>Mercadorias</p><p>Prestação de serviços</p><p>Mantido para aluguel a</p><p>outros (quando aluguel não</p><p>é o fim)</p><p>Mantido para fins</p><p>administrativos</p><p>Espera-se utilizar por mais</p><p>de 1 período</p><p>Item tangível</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>116</p><p>136</p><p>A exploração é para 5 anos, no valor de R$ 5 milhões, ou seja, 1 milhão por ano. Assim, passados dois anos</p><p>teríamos R$ 2 milhões em amortização e valor contábil de R$ 3 milhões (5 -2).</p><p>2) Em função da possança:</p><p>A exploração é de 30%, em dois anos, o que resulta em R$ 1,5 milhões, dando um valor contábil de R$ 3,5</p><p>milhões (5 – 1,5).</p><p>Agora você vai se perguntar: qual dos dois utilizaremos? A resposta, em lição simples, é: aquele que resultar</p><p>no maior valor amortizado (e menor valor contábil, consequentemente)! Então, amigos, utilizaremos, neste</p><p>caso o valor da amortização em função do tempo, e o ativo estará realmente avaliado por R$ 3 milhões.</p><p>Todavia, o item está incorreto. Mas, por quê? A resposta se encontra na classificação que a questão trouxe.</p><p>Como se trata de exploração de mina, deveria constar “ativo intangível”, onde se lê “ativo imobilizado”.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>em R$</p><p>duplicatas a receber 2.250</p><p>depreciação acumulada – máquinas 2.250</p><p>resultados não-operacionais 450</p><p>máquinas de uso 4.950</p><p>82. (CEBRASPE/TCE-TO/Técnico em Contabilidade/2009) Considerando que o lançamento acima está</p><p>correto, o evento registrado é venda de máquina do ativo imobilizado</p><p>a) com prejuízo de R$ 450,00.</p><p>b) com prejuízo de R$ 2.700,00.</p><p>c) por R$ 4.950,00.</p><p>d) com lucro líquido de R$ 4.500,00.</p><p>e) com valor contábil de R$ 4.950,00.</p><p>Comentários:</p><p>Nesse quesito temos que obter o valor contábil e em seguida confronta-lo com o valor da venda. Isso é</p><p>previsto no CPC 27 - Ativo Imobilizado:</p><p>71. Os ganhos ou perdas decorrentes da baixa de um item do ativo imobilizado devem ser</p><p>determinados pela diferença entre o valor líquido da alienação, se houver, e o valor</p><p>contábil do item.</p><p>Ainda, conforme esse pronunciamento:</p><p>Valor contábil é o valor pelo qual um ativo é reconhecido após a dedução da depreciação</p><p>e da perda por redução ao valor recuperável acumuladas.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>117</p><p>136</p><p>Valor contábil = máquinas de uso - depreciação acumulada = 4.950 - 2.250 = 2.700</p><p>Como o bem foi vendido por 2.250 (valor das duplicatas a receber), houve um prejuízo de 2.250 – 2.700 = -</p><p>450.</p><p>Gabarito: A</p><p>83. (CEBRASPE/TCE-TO/Técnico em Contabilidade/2009) Considere que o ativo imobilizado de</p><p>determinada empresa registrava o valor de uma máquina pelo custo de aquisição de R$ 50.000,00. Após a</p><p>ocorrência de um incêndio, foi considerada perdida integralmente. Essa máquina havia sido adquirida a</p><p>crédito, do qual já foi amortizado o montante de R$ 40.000,00. A depreciação acumulada referente a este</p><p>bem estava registrada até o dia do sinistro em R$ 35.000,00.</p><p>Considerando apenas esses dados, a baixa da máquina acarretará uma despesa líquida não-operacional de</p><p>a) R$ 10.000,00.</p><p>b) R$ 15.000,00.</p><p>c) R$ 20.000,00.</p><p>d) R$ 30.000,00.</p><p>e) R$ 35.000,00.</p><p>Comentários:</p><p>Nessa questão vamos recorrer ao CPC 27 - Ativo Imobilizado:</p><p>68. Ganhos ou perdas decorrentes da baixa de um item do ativo imobilizado devem ser</p><p>reconhecidos no resultado quando o item é baixado (a menos que o CPC 06 –</p><p>Arrendamentos exija de outra forma em operação de venda e leaseback). Os ganhos não</p><p>devem ser classificados como receita de venda.</p><p>71. Os ganhos ou perdas decorrentes da baixa de um item do ativo imobilizado devem ser</p><p>determinados pela diferença entre o VALOR LÍQUIDO DA ALIENAÇÃO, SE HOUVER, e o</p><p>valor contábil do item.</p><p>Valor contábil = custo de aquisição - depreciação acumulada = 50.000 - 35.000 = 15.000</p><p>Dado que esse imobilizado foi perdido integralmente, devemos contabilizar uma perda decorrente da baixa</p><p>equivalente ao seu valor contábil:</p><p>D - Depreciação Acumulada (retificadora do ativo) 35.000</p><p>D - Perdas (despesa) 15.000</p><p>C - Ativo Imobilizado 50.000</p><p>Gabarito: B</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>118</p><p>136</p><p>LISTA DE QUESTÕES – IMOBILIZADO – CEBRASPE</p><p>1. (CEBRASPE/Tec Fazendário/Pref Camaçari/2024) Com relação aos ativos imobilizados, é correto afirmar</p><p>que o valor estimado que a entidade obteria com a venda do ativo, após deduzir as despesas estimadas</p><p>de venda, caso o ativo já tivesse a idade e a condição esperadas para o fim de sua vida útil, corresponde</p><p>ao</p><p>a) valor residual.</p><p>b) valor depreciável.</p><p>c) custo do ativo.</p><p>d) valor contábil.</p><p>e) valor recuperável.</p><p>Julgue o item subsequente, relacionado à escrituração contábil e à função e ao funcionamento de contas</p><p>patrimoniais e de resultado.</p><p>2. (CEBRASPE/CAU BR/Técnico-Financeiro/2024) A depreciação gera uma despesa cuja origem é a redução</p><p>no valor de ativos, provocada por uso, obsolescência ou ação da natureza.</p><p>No que se refere a lançamentos contábeis diversos, julgue os itens que se seguem.</p><p>3. (CEBRASPE/Especialista em Regulação/ANTT/2024) Considere os seguintes eventos: uma indústria</p><p>adquiriu um equipamento produtivo pelo valor de 300 mil reais, incorrendo em mais de 15 mil reais</p><p>para colocar o bem em condições de utilização; após esses procedimentos, as operações foram</p><p>iniciadas; a depreciação do equipamento é realizada de acordo com sua capacidade produtiva,</p><p>estimada em 3 milhões de peças, tendo sido prevista uma produção de 450 mil peças durante o</p><p>primeiro ano de atividade; a empresa trabalha com um valor residual de imobilizado de 10%. Nessas</p><p>condições, a contabilização da depreciação do primeiro ano de atividade deverá ser como a</p><p>apresentada a seguir.</p><p>D – Despesa de depreciação</p><p>C – Depreciação acumulada Valor de R$ 45.000</p><p>Relativamente ao tratamento contábil e à avaliação de itens patrimoniais diversos, julgue o item a seguir.</p><p>4. (CEBRASPE/SEE PE/Analista em Gestão Educacional/Ciências Contábeis/2022) Considere-se que um veículo</p><p>tradicionalmente comercializado por R$ 85 mil tenha sido adquirido por uma empresa comercial, com</p><p>desconto, por R$ 78 mil, e que, na concessão do desconto, tenha sido determinante a existência de uma</p><p>dívida atrasada do revendedor para com essa empresa comercial. Nessa situação hipotética, o veículo deve</p><p>ser reconhecido, no balanço do adquirente, pelo seu valor justo, que é R$ 78 mil.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>119</p><p>136</p><p>Uma lavanderia adquiriu uma máquina de lavar roupa pelo valor de R$ 30.000 e gastou mais R$ 3.000 para</p><p>colocá-la em funcionamento no início do exercício.</p><p>5. (CEBRASPE/DPE RO/Técnico em Contabilidade/2022) Sabendo-se que a vida útil dessa m��quina é de 5 anos</p><p>e que</p><p>não haverá valor residual, é correto afirmar que o valor da depreciação contabilizado na</p><p>demonstração do resultado será o mesmo no método linear e no método da soma dos dígitos no</p><p>A primeiro ano.</p><p>B segundo ano.</p><p>C quinto ano.</p><p>D terceiro ano.</p><p>E quarto ano.</p><p>Com relação aos critérios de reconhecimento, mensuração e avaliação de itens patrimoniais diversos, julgue</p><p>o item seguinte.</p><p>6. (CEBRASPE/DP DF/Analista de Apoio à Assistência Judiciária/Contabilidade/2022) Em se tratando da vida</p><p>útil de um equipamento, se houver divergência entre o prazo estimado pelo fabricante, o prazo previsto na</p><p>legislação fiscal e o prazo de uso estimado pelo usuário, deve-se, para fins contábeis e gerenciais, optar por</p><p>este último.</p><p>Julgue o item subsequente, referente à mensuração e à avaliação de itens patrimoniais diversos.</p><p>7. (CEBRASPE/PGE RJ/Analista Contábil/2022) Um ativo imobilizado reconhecido inicialmente pelo valor de</p><p>R$ 100 mil, com vida útil estimada de 80 meses e valor residual de 20%, terá um valor contábil líquido</p><p>superior a R$ 50 mil logo após o decurso de 50% de sua vida útil.</p><p>Considerando os componentes do ativo, do passivo e do patrimônio líquido, julgue o item seguinte.</p><p>8. (CEBRASPE/TELEBRAS/Especialista em Gestão de Telecomunicações/Auditoria/2022) Caso haja aumento de</p><p>valor de terreno em que esteja construído um edifício, o valor contábil desse edifício não será afetado.</p><p>9. (CEBRASPE/POLITEC RO/Perito Criminal/Área 1/Ciências Contábeis/2022) Uma justificativa que, por si só,</p><p>pode ser utilizada por uma companhia aberta para cessar a depreciação de um ativo é o fato de esse ativo</p><p>A estar sujeito a uma política de manutenção e reparação que visa preservá-lo sempre em estado de novo.</p><p>B possuir um valor justo maior do que o seu valor contábil.</p><p>C ter-se tornado ocioso.</p><p>D ter sido retirado do seu uso normal.</p><p>E ter passado a ser classificado contabilmente como mantido para venda.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>120</p><p>136</p><p>10. (CEBRASPE/SEFAZ SE/Auditor Técnico de Tributos/2022) Uma companhia encomendou máquinas</p><p>industriais de grande porte, destinadas à fabricação de seus produtos, e efetuou um adiantamento em</p><p>dinheiro ao fornecedor, por conta do valor previamente contratado entre as partes. O contrato estabelece</p><p>a entrega da encomenda no prazo máximo de doze meses.</p><p>Nessa situação hipotética, o registro a ser efetuado pela companhia, em contrapartida ao lançamento na</p><p>conta caixa, decorrente do adiantamento concedido ao fornecedor das máquinas industriais, deverá ser um</p><p>A débito em conta do ativo imobilizado.</p><p>B crédito em conta do ativo imobilizado.</p><p>C crédito em conta do ativo circulante.</p><p>D débito em conta retificadora do passivo circulante.</p><p>E débito em conta do ativo circulante.</p><p>11. (CEBRASPE/PC-DF/Agente/2021) A baixa de um bem que tenha sido totalmente depreciado e para o qual</p><p>não tenha havido previsão de valor residual não afetará o resultado do exercício, tampouco o saldo do</p><p>grupo de contas do ativo do qual aquele bem faça parte.</p><p>Acerca dos critérios de avaliação das contas, julgue os itens que se seguem.</p><p>12. (CEBRASPE/PG-DF/Analista Jurídico Contabilidade/2021) Em observância às normas internacionais de</p><p>contabilidade, os gastos relativos à manutenção periódica de máquinas serão reconhecidos como ativo e</p><p>incorporados ao saldo do respectivo item patrimonial a que estão vinculados.</p><p>13. (CEBRASPE/PG-DF/Analista Jurídico Contabilidade/2021) Embora terrenos e edificações sejam ativos</p><p>contabilizados separadamente, ainda que tenham sido adquiridos em conjunto, caso o terreno sofra</p><p>acréscimo de valor, a edificação que nele estiver construída também sofrerá acréscimo em seu valor</p><p>contábil.</p><p>Quanto ao reconhecimento e à mensuração de itens patrimoniais ativos, julgue os itens subsequentes.</p><p>14. (CEBRASPE/CODEVASF/Analista Contabilidade/2021) No caso de uma empresa que possui um imóvel no</p><p>qual planeja construir futuramente sua nova sede, para fins de mensuração contábil, esse bem pode ser</p><p>avaliado ao custo ou a valor justo, por ser uma propriedade para investimento futuro.</p><p>Relativamente a avaliação, registro e mensuração de bens do ativo imobilizado, julgue os itens a seguir.</p><p>15. (CEBRASPE/TCE-RJ/Auditor de Controle Externo/Contabilidade/2021) O valor contábil de um item do</p><p>imobilizado corresponde ao montante de caixa pago ou o valor justo dispendido para aquisição desse ativo,</p><p>podendo coincidir com o custo histórico do bem.</p><p>16. (CEBRASPE/TCE-RJ/Auditor de Controle Externo/Contabilidade/2021) Um ativo imobilizado deve, após o</p><p>seu reconhecimento inicial, permanecer registrado por valor que não supere seus valores de recuperação.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>121</p><p>136</p><p>17. (CEBRASPE/TCE-RJ/Auditor de Controle Externo/Contabilidade/2021) Havendo divergência entre as</p><p>definições técnicas de vida útil, a expectativa de tempo de uso do proprietário e a tabela de vida útil definida</p><p>pelos agentes tributários, a depreciação de um item do imobilizado deve, para fins societários, ser calculada</p><p>a partir dos dados disponibilizados pelo agente tributário.</p><p>18. (CEBRASPE/TC-DF/Auditor de Controle Externo/Contabilidade/2021) O registro de uma máquina usada</p><p>comprada pelo valor de R$20.000 deve ser feito pela entidade compradora, deduzindo-se a estimativa de</p><p>saldo de depreciação decorrente do período de uso pela entidade vendedora.</p><p>A empresa ABC S.A. figura como arrendatária em um contrato de arrendamento mercantil de um conjunto</p><p>de máquinas pelo valor futuro de R$ 1 milhão, com opção de compra ao final do contrato. Os pagamentos</p><p>do contrato serão feitos mensalmente durante o prazo de 10 anos. As máquinas são de controle da ABC S.A.</p><p>e foram confeccionadas conforme as solicitações dessa empresa, para que as atividades comerciais da</p><p>arrendatária pudessem ser realizadas.</p><p>Com base nessa situação hipotética, julgue os itens a seguir, de acordo com a legislação vigente.</p><p>19. (CEBRASPE/TJ AM/Analista Judiciário/Contabilidade/2019) A ABC S.A. está isenta do reconhecimento de</p><p>depreciação das máquinas arrendadas, por serem bens advindos de um contrato de arrendamento.</p><p>20. (CEBRASPE/TJ AM/Analista Judiciário/Contabilidade/2019) Para o reconhecimento das máquinas como</p><p>ativo da ABC S.A., é necessário que a empresa detenha a efetiva propriedade jurídica delas.</p><p>Para a melhoria na qualidade do atendimento ao público, certa unidade policial adquiriu 8 computadores e</p><p>3 impressoras, que foram postos em uso na mesma data de compra, nas seguintes condições:</p><p>• preço de cada computador: R$ 3.500;</p><p>• preço de cada impressora: R$ 600;</p><p>• tempo de vida útil estimada: 5 anos para ambos os equipamentos;</p><p>• data da compra: 1.o/7/20x0.</p><p>A respeito dessa situação hipotética, julgue o item subsequente.</p><p>21. (CEBRASPE (CEBRASPE) - EPF/PF/2018) Ao realizar-se a contabilização dos bens adquiridos, eles deverão ser</p><p>classificados no patrimônio da unidade como imobilizados do grupo de ativos não circulantes.</p><p>22. (CEBRASPE/EPF/PF/2018) O valor da despesa de depreciação dos 8 computadores a ser contabilizada pela</p><p>unidade ao final do exercício de 20x0 será de R$ 2.800.</p><p>23. (CEBRASPE/EPF/PF/2018) Se, decorridos 4 anos da data de aquisição, um dos computadores for totalmente</p><p>baixado do patrimônio por dano irreparável, a perda a ser contabilizada será de R$ 2.800.</p><p>Situação hipotética: Uma empresa adquiriu o equipamento industrial X, com vida útil estimada de 10 anos e</p><p>capacidade de processamento de um milhão de peças. X custou R$ 350 mil e apresentou a produtividade de</p><p>80 mil peças no primeiro ano e 120 mil peças no segundo ano.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal</p><p>(Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>122</p><p>136</p><p>No final do primeiro trimestre do terceiro ano de utilização de X, quando há haviam sido produzidas mais 40</p><p>mil peças, a empresa resolveu substituir esse equipamento por um mais moderno, tendo realizado a venda</p><p>de X por R$ 270 mil. A depreciação foi calculada pelo método das unidades produzidas.</p><p>24. (CEBRASPE/Analista/EBSERH/2018) Assertiva: Nessa situação, a empresa realizou uma perda com baixa de</p><p>x.</p><p>Julgue o item seguinte, com base nos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis</p><p>(CPC).</p><p>25. (CEBRASPE/FUB/Técnico Contabilidade/2018) Os custos de manutenção periódica de determinado item do</p><p>ativo imobilizado devem ser acrescentados ao valor contábil desse item.</p><p>A respeito de avaliação de itens patrimoniais diversos, julgue o item subsequente.</p><p>Situação hipotética: Um equipamento industrial em uso foi adquirido, pela indústria Alfa, por R$ 300 mil e,</p><p>no final do exercício de 20XX, o equipamento já tinha sofrido depreciação de 60% de seu valor depreciável.</p><p>A indústria considera um valor residual de 10% para esse equipamento. No final do exercício de 20XX, o valor</p><p>em uso do equipamento foi estimado em R$ 136 mil, e seu valor para venda estimado em R$ 120 mil.</p><p>26. (CEBRASPE/Analista/STM/2018) Assertiva: Nessa situação, a indústria Alfa deveria contabilizar, para esse</p><p>equipamento, no encerramento do exercício de 20XX, uma provisão para perda de valor recuperável</p><p>superior a R$ 5 mil.</p><p>27. (CEBRASPE/TRT-7ªRegião/Analista Judiciário - Contabilidade/2017) Uma indústria adquiriu um</p><p>equipamento produtivo por R$ 320 mil, o qual foi registrado contabilmente e colocado em operação em</p><p>13/8/2013. O fabricante estimava a vida útil do equipamento em dez anos. O equipamento será utilizado</p><p>em dois turnos de oito horas, razão por que será aplicada a depreciação acelerada calculada pelo método</p><p>da linha reta. A empresa considera um valor residual de 10% para todos os seus equipamentos industriais.</p><p>Nessa situação hipotética, considerando-se que a indústria encerra seu exercício social no dia trinta de</p><p>setembro de cada ano, é correto afirmar que o valor contábil líquido do equipamento apurado para o balanço</p><p>de 2017 é igual a</p><p>a) R$ 80 mil.</p><p>b) R$ 108 mil.</p><p>c) R$ 140 mil.</p><p>d) R$ 200 mil.</p><p>28. (CEBRASPE/TRE-BA/Técnico Judiciário/Ciências Contabilidade/2017) Em relação à depreciação de bens e</p><p>aos respectivos métodos e cálculo de quotas, assinale a opção correta.</p><p>a) A quota de depreciação é o valor resultante da aplicação da taxa sobre o valor correspondente ao custo</p><p>de aquisição do bem.</p><p>b) A aplicação do método de depreciação denominado soma dos algarismos dos anos resulta em quotas</p><p>crescentes ou decrescentes de depreciação.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>123</p><p>136</p><p>c) O método de depreciação escolhido deve ser utilizado durante toda a vida útil do ativo, a fim de que sejam</p><p>mantidas a uniformidade e comparabilidade das informações.</p><p>d) O cálculo das quotas de depreciação e a respectiva contabilização devem ter como referência o mês em</p><p>que o bem tenha sido incorporado ao ativo da entidade.</p><p>e) Se a depreciação acumulada alcançar 100% do valor depreciável, as quotas deverão continuar a ser</p><p>calculadas, desde que o bem ainda esteja em uso na entidade.</p><p>29. (CEBRASPE/TRE BA/Técnico Judiciário/2017) Os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados</p><p>à manutenção das atividades da companhia ou da empresa, ou exercidos com essa finalidade, incluídos os</p><p>decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, os riscos e o controle desses bens, são</p><p>classificados</p><p>a) no intangível.</p><p>b) no ativo circulante.</p><p>c) no ativo realizável em longo prazo.</p><p>d) em investimentos.</p><p>e) no ativo imobilizado.</p><p>30. (CEBRASPE/TRE-BA/Analista Judiciário - Contabilidade/2017) Um item patrimonial que atenda aos</p><p>requisitos para ser reconhecido como ativo imobilizado no balanço patrimonial de uma companhia aberta</p><p>deve ser mensurado por seu custo. Na ocasião do reconhecimento contábil, deve-se incluir no cálculo do</p><p>custo do ativo imobilizado o valor</p><p>a) do custo incorrido por ocasião da manutenção periódica do ativo imobilizado.</p><p>b) do custo de realocação ou reinstalação do ativo imobilizado adquirido.</p><p>c) da estimativa inicial dos custos com que o adquirente do ativo imobilizado terá de arcar no futuro para</p><p>desmontar e remover o item adquirido e para restaurar o local em que o bem está localizado.</p><p>d) do imposto recuperável e incidente no momento da compra do ativo imobilizado.</p><p>e) do custo incorrido no período em que o ativo imobilizado ainda não estava sendo utilizado pela empresa,</p><p>embora já estivesse apto a operar da forma pretendida pela administração.</p><p>31. (CEBRASPE/TRE-BA/Técnico Judiciário/Ciências Contabilidade/2017) No que se refere à contabilização da</p><p>baixa de bens do ativo não circulante, o lançamento contábil composto por um débito na conta</p><p>a) depreciação e por um crédito na conta depreciação acumulada é representativo da apuração do valor</p><p>contábil por ocasião da venda de bens do ativo não circulante.</p><p>b) depreciação acumulada e por um crédito na conta veículos é representativo da efetiva baixa do referido</p><p>bem, por ocasião de sua venda.</p><p>c) caixa/bancos e por um crédito na conta depreciação acumulada é representativo da apuração do ganho</p><p>ou da perda na venda de bens do ativo não circulante.</p><p>d) ganho ou perdas de capital e por um crédito na conta caixa/bancos é representativo da apuração do ganho</p><p>ou perda na venda de bens do ativo não circulante.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>124</p><p>136</p><p>e) depreciação acumulada e por um crédito na conta veículos é representativo da apuração do valor contábil</p><p>do referido bem, por ocasião de sua venda.</p><p>32. (CEBRASPE/TRE-BA/Técnico Judiciário/Ciências Contabilidade/2017) O método contábil que consiste em</p><p>reduzir o valor aplicado na aquisição de direitos de propriedade, inclusive de ativos intangíveis, cuja</p><p>existência ou prazo legal ou contratual sejam limitados, é denominado</p><p>a) exaustão.</p><p>b) amortização.</p><p>c) redução ao valor recuperável.</p><p>d) depreciação.</p><p>e) provisão.</p><p>Em relação aos mecanismos contábeis para avaliação de ativos, passivos, impostos e custos, julgue o item</p><p>que se segue.</p><p>33. (CEBRASPE/SEDF/AGE/Contabilidade/2017) A depreciação de um ativo somente deve ser contabilizada a</p><p>partir do momento em que o ativo estiver efetivamente em uso.</p><p>34. (CEBRASPE/Analista/Contabilidade/TRE/PE/2017) Com base na NBC TG 27 (ativo imobilizado), assinale a</p><p>opção correta, em relação à depreciação, ao valor depreciável e ao período de depreciação.</p><p>a) Os normativos contábeis não permitem que o valor residual de um ativo imobilizado seja aumentado</p><p>depois de estabelecido.</p><p>b) A obsolescência técnica proveniente de mudanças ou as melhorias na produção não são consideradas na</p><p>determinação de vida útil de um ativo.</p><p>c) O valor depreciável de um ativo imobilizado deve ser apropriado de forma eventual ao longo de sua vida</p><p>útil.</p><p>d) A depreciação de um ativo imobilizado deve ser interrompida caso ele seja classificado como ativo</p><p>mantido para venda.</p><p>e) O valor depreciável dos ativos imobilizados é determinado pelo seu valor histórico, antes da dedução de</p><p>seu valor residual.</p><p>Julgue o seguinte item, relativo à reavaliação de ativos.</p><p>35. (CEBRASPE/FUNPRESP/Contabilidade e Finanças/2016) Se fosse aplicável a reavaliação de ativos tangíveis,</p><p>após a elaboração e aprovação do laudo de avaliação dos itens de mesma natureza, a contabilização da</p><p>reavaliação desses itens</p><p>aumentaria o resultado do exercício pela diferença entre o valor contábil líquido</p><p>registrado anteriormente e o novo valor avaliado.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>125</p><p>136</p><p>36. (CEBRASPE/Perito Criminal–Ciências Contábeis/PC/PE/2016) Tendo em vista que, de acordo com o CPC 27,</p><p>do Comitê dos Pronunciamentos Contábeis, quando permitida por lei, a reavaliação de um item do ativo</p><p>imobilizado a valor justo, mensurado de maneira confiável, poderá ser reconhecida no balanço patrimonial,</p><p>assinale a opção correta.</p><p>a) A redução do valor contábil do ativo em decorrência de reavaliação deverá ser reconhecida em conta</p><p>específica de resultado, independentemente de haver saldo na conta de reserva de reavaliação no</p><p>patrimônio líquido.</p><p>b) Poderá ser reconhecido no balanço patrimonial o valor reavaliado de um bem correspondente ao seu</p><p>valor justo na data da reavaliação menos qualquer depreciação e perda por redução ao valor recuperável</p><p>que tenham sido acumuladas subsequentemente.</p><p>c) Após o item do imobilizado ser reavaliado, não são necessárias futuras atualizações a valor justo, mesmo</p><p>que o valor apresente divergência relevante em relação ao seu valor justo na data do balanço.</p><p>d) A reavaliação poderá ser realizada em um único item de um grupo do imobilizado.</p><p>e) Quando a reavaliação resultar em aumento do valor contábil do ativo, a contrapartida desse aumento</p><p>deverá ser reconhecida em conta de resultado.</p><p>Com base no disposto na Lei n.º 6.404/1976, julgue o item a seguir, relativos aos critérios de avaliação</p><p>contábil.</p><p>37. (CEBRASPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016) Os recursos aplicados na aquisição de direitos da</p><p>propriedade industrial ou comercial estão sujeitos à amortização, que representa perda de valor dos</p><p>referidos ativos.</p><p>Com base no disposto na Lei n.º 6.404/1976, julgue o item a seguir, relativos aos critérios de avaliação</p><p>contábil.</p><p>38. (CEBRASPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016) O valor justo é o critério contábil a ser aplicado para a</p><p>avaliação dos direitos classificados no ativo imobilizado.</p><p>Julgue o item a seguir, relativo aos procedimentos contábeis e à forma correta de registro das transações.</p><p>39. (CEBRASPE/TCE-PA/ACE/Contabilidade/2016) A conta depreciação acumulada de imobilizado, cujo saldo é</p><p>aumentado por lançamentos a crédito, tendo como contrapartida uma conta de despesa de depreciação, é</p><p>retificadora do ativo imobilizado.</p><p>Julgue o item a seguir, relativo aos procedimentos contábeis e à forma correta de registro das transações.</p><p>40. (CEBRASPE/FUNPRESP/Contabilidade e Finanças/2016) Uma entidade cujas atividades sejam exercidas em</p><p>dois ou mais turnos de trabalho poderá desconsiderar essa informação ao estabelecer a vida útil de suas</p><p>máquinas, para fins de contabilização da depreciação de seu imobilizado, visto que a legislação do imposto</p><p>de renda determina os percentuais fixos para cada tipo de ativo.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>126</p><p>136</p><p>Julgue o seguinte item, relativo à reavaliação de ativos.</p><p>41. (CEBRASPE/FUNPRESP/Contabilidade e Finanças/2016) Sendo aplicável a reavaliação de ativos</p><p>depreciáveis, a realização do ativo decorrente da depreciação aumentaria o resultado individual da empresa</p><p>ou, se fosse o caso, o resultado consolidado.</p><p>Julgue o item seguinte, referente aos fatos contábeis e às variações patrimoniais deles decorrentes.</p><p>42. (CEBRASPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016) A depreciação contábil impacta negativamente o</p><p>resultado da empresa e tem como contrapartida o reconhecimento de um passivo no balanço patrimonial.</p><p>O item apresenta uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada em relação ao</p><p>reconhecimento e à mensuração contábil, de acordo com os pronunciamentos contábeis emitidos pelo</p><p>Comitê de Pronunciamentos Contábeis.</p><p>43. (CEBRASPE/FUB/Contabilidade/2015) Determinado bem imobilizado foi adquirido ao custo de R$ 100.000,</p><p>sendo sua vida útil estimada em dez anos, sem valor residual. Em 2014, após oito anos de uso, foram</p><p>realizados gastos de R$ 1.000 para manutenção e reparos nesse imobilizado. Nessa situação, o valor líquido</p><p>desse imobilizado, no final de 2014, é igual a R$ 20.000.</p><p>Julgue o item seguinte, relativo ao conceito e à forma de avaliação de itens patrimoniais.</p><p>44. (CEBRASPE/MPOG/Contabilidade/2015) O conceito de depreciação implica o reconhecimento de perda de</p><p>valor nos ativos fixos tangíveis, em decorrência do uso, da desatualização, ou da obsolescência, e se</p><p>constitui em despesa para recuperar, de forma gradual, o dispêndio inicial, ainda que não exija desembolso</p><p>nem pagamento.</p><p>45. (CEBRASPE/TRE-MT/Administrativa/Contabilidade/2015) Determinada indústria que opera com uma</p><p>estimativa de valor residual de 10% para todos os itens de seu imobilizado produtivo adquiriu um</p><p>maquinário produtivo por R$ 200.000. A depreciação é realizada pelo método de unidades produzidas e a</p><p>capacidade produtiva da máquina foi estimada em 2 milhões de peças. No primeiro e no segundo exercícios</p><p>sociais, essa máquina produziu 250.000 peças/ano; no terceiro ano, a produção da máquina foi de 300.000</p><p>peças. Toda a depreciação foi adequadamente contabilizada, de acordo com a competência contábil.</p><p>De acordo com essa situação hipotética, o valor contábil líquido da máquina ao final do terceiro ano de</p><p>atividade, em reais, foi de</p><p>a) 108.000.</p><p>b) 120.000.</p><p>c) 128.000.</p><p>d) 72.000.</p><p>e) 80.000.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>127</p><p>136</p><p>Com relação aos critérios de avaliação e de mensuração do ativo imobilizado, julgue o item que se segue.</p><p>46. (CEBRASPE/TELEBRAS/Contador/2015) A depreciação de uma máquina utilizada na produção de</p><p>determinado ativo não deve ser reconhecida no resultado, mas deve ser incluída no custo do ativo</p><p>produzido pela máquina.</p><p>Com relação aos critérios de avaliação e de mensuração do ativo imobilizado, julgue o item que se segue.</p><p>47. (CEBRASPE/TELEBRAS/Contador/2015) O valor depreciável de um ativo será obtido após a dedução do seu</p><p>valor residual, que representa uma estimativa do valor a ser obtido com a venda desse ativo ao fim de sua</p><p>vida útil, deduzidas as despesas estimadas de venda.</p><p>Ao final de 2014, determinada companhia estimou o valor em uso do seu imobilizado em R$ 2 milhões e o</p><p>valor líquido de venda em R$ 1,7 milhão. Na mesma data, o valor contábil líquido desse imobilizado era de</p><p>R$ 1,5 milhão.</p><p>48. (CEBRASPE/Auditor Federal de Controle Externo/TCU/2015) Nesse caso, a companhia deve fazer um</p><p>lançamento contábil para redução ao valor recuperável, cujo débito será em conta de resultado, resultando</p><p>em redução da situação líquida da companhia.</p><p>Julgue o item subsequente, relativo à contabilização de operações contábeis diversas.</p><p>49. (CEBRASPE/SUFRAMA/Técnico Contabilidade/2014) Considere que um bem com vida útil de cinco anos</p><p>tenha sido adquirido por R$ 5.000, e que sua depreciação tenha sido calculada pelo método da soma dos</p><p>dígitos dos anos, de modo que tenham sido geradas cotas de depreciação maiores no início e menores no</p><p>final. Nesse caso, a venda desse bem, ao final do terceiro ano de uso, por R$ 1.250 gerará um resultado</p><p>líquido negativo de R$ 750.</p><p>50. (CEBRASPE/Analista/MPU/2015) A redução do valor residual de um ativo imobilizado proporcionará</p><p>aumento da cota de depreciação mensal desse ativo, caso sua vida útil seja mantida inalterada.</p><p>51. (CEBRASPE/Contador/FUB/2015) O valor da depreciação de um ativo imobilizado pode ser calculado por</p><p>vários métodos, mas, uma vez escolhido,</p><p>o método deve ser mantido até a baixa do ativo em questão.</p><p>52. (CEBRASPE/DPF/Contabilidade/2014) Em conformidade com o regime de competência, os gastos incorridos</p><p>para a colocação de um ativo imobilizado recém-adquirido por uma entidade em local e condições que</p><p>permitam o seu funcionamento de acordo com o planejado pela administração devem ser reconhecidos</p><p>como despesas do período.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>128</p><p>136</p><p>contas patrimoniais saldos</p><p>prejuízos acumulados 300</p><p>máquinas 1.200</p><p>depreciação acumulada de máquinas 800</p><p>capital social 3.000</p><p>direitos autorais 1.100</p><p>fornecedores 1.800</p><p>estoques de mercadorias para revenda 500</p><p>impostos e contribuições sociais a recolher 700</p><p>bancos conta movimento 2.700</p><p>contas de resultado</p><p>saldos despesas tributárias 300</p><p>impostos incidentes sobre vendas 1.000</p><p>despesa de equivalência patrimonial 200</p><p>despesas administrativas 300</p><p>receitas de vendas 4.000</p><p>comissões de vendedores 200</p><p>custo das mercadorias vendidas 2.500</p><p>provisão para imposto de renda 15% do LAIR*</p><p>contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) 9% do LAIR</p><p>* LAIR = lucro antes do imposto de renda e da CSLL</p><p>Com base na tabela acima, que apresenta os saldos, em reais, das contas contábeis da Cia. ABC S/A, ainda</p><p>não encerrados contabilmente, referentes ao exercício findo em 31/12/2013, julgue o item a seguir.</p><p>53. (CEBRASPE/SUFRAMA/Contabilidade/2014) Considere que um item de ativo intangível tenha sido</p><p>reconhecido inicialmente em janeiro de 2013. Nesse caso, é necessário o registro de despesa de amortização</p><p>no exercício, em contrapartida de uma conta de amortização acumulada.</p><p>Com relação a conceituação, classificação e conteúdos do ativo, julgue o item que se segue, de acordo com</p><p>a legislação vigente.</p><p>54. (CEBRASPE/Contabilidade/CADE/2014) O ativo imobilizado pode, eventualmente, incluir bens incorpóreos.</p><p>55. (CEBRASPE/Contador/PF/2014) O valor contábil de um ativo imobilizado é o valor pelo qual ele é</p><p>reconhecido na contabilidade, sendo deduzido da depreciação acumulada e da perda, também acumulada,</p><p>por redução ao valor recuperável.</p><p>56. (CEBRASPE/Contabilidade/ANTT/2014) Um imóvel adquirido por uma empresa comercial, fora de seu</p><p>domicílio, com a finalidade de hospedar representantes comerciais em viagens a serviço, deverá ser</p><p>registrado como ativo imobilizado.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>129</p><p>136</p><p>57. (CEBRASPE/Contabilidade/ANTT/2014) Um bem adquirido por meio de um contrato de leasing operacional</p><p>deverá ser imediatamente registrado, pela empresa arrendatária, como ativo imobilizado e, assim, passará</p><p>a ser depreciado.</p><p>58. (CEBRASPE/Contador/SUFRAMA/2014) A depreciação de um imobilizado calculada pelo método da soma</p><p>dos dígitos apresenta despesas anuais de depreciação crescentes ao longo do tempo.</p><p>59. (CEBRASPE/Analista Judiciário/TJ-CE/2014) Em determinadas situações, a depreciação de ativos</p><p>imobilizados não é reconhecida no resultado, podendo ser incluída no custo de outros ativos.</p><p>60. (CEBRASPE/Consultor Legislativo/CD/2014) Os bens tangíveis sofrem depreciação a partir do momento em</p><p>que são postos em condições de uso, processo esse que cessa quando esses bens são retirados</p><p>definitivamente de uso ou quando sua obsolescência é constatada.</p><p>Com relação a conceituação, classificação e conteúdos do ativo, julgue o item que se segue, de acordo com</p><p>a legislação vigente.</p><p>61. (CEBRASPE/CADE/Contador/2014) Os veículos de uma empresa de transportes e movimentação de valores</p><p>que são utilizados para manutenção da atividade da empresa deverão ser classificados como ativos não</p><p>circulantes.</p><p>Com base nos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue o item a</p><p>seguir.</p><p>62. (CEBRASPE/TJ SE/Analista Judiciário/2014) Entidades que adquirem peças de reposição com expectativa de</p><p>utilizá-las por mais de um período contábil devem reconhecer essas peças como ativo imobilizado.</p><p>Os gastos com os bens do ativo imobilizado são classificados como de capital ou despesas do período. Acerca</p><p>desse assunto, julgue o item subsequente.</p><p>63. (CEBRASPE/MEC/Analista Contábil/2014) Considere que uma empresa realize manutenção em sua frota de</p><p>veículos a cada 10.000 quilômetros rodados e que essa manutenção não implique aumento da vida útil da</p><p>frota. Nesse caso, os respectivos gastos são reconhecidos como despesas incorridas no período.</p><p>Os gastos com os bens do ativo imobilizado são classificados como de capital ou despesas do período. Acerca</p><p>desse assunto, julgue o item subsequente.</p><p>64. (CEBRASPE/MEC/Analista Contábil/2014) Se uma empresa adquiriu uma máquina por R$ 150.000,00 e</p><p>gastou R$ 10.000,00 com a sua instalação, então o valor de R$ 150.000,00 deve ser registrado na conta de</p><p>máquinas no ativo imobilizado e o valor de R$ 10.000,00 será contabilizado na conta de despesa do período.</p><p>65. (CEBRASPE/DPF/Perito Criminal Federal/Área 01/2013) Em consonância com as normas internacionais, o</p><p>comitê de pronunciamentos contábeis (CPC) recepcionou o conceito de custo atribuído a bens do ativo</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>130</p><p>136</p><p>imobilizado, mantendo, na prática, por determinado período de tempo, a metodologia de reavaliação de</p><p>ativos, praticada no Brasil desde antes dos CPC.</p><p>66. (CEBRASPE/Analista Contábil/CNJ/2013) Uma entidade não deve reconhecer os custos da manutenção</p><p>periódica de um item do ativo imobilizado no valor contábil desse item. Pelo contrário, quando incorridos,</p><p>esses custos são reconhecidos no resultado.</p><p>67. (CEBRASPE/Analista/Contabilidade/CNJ/2013) Atualmente, o reconhecimento dos custos no valor contábil</p><p>de um item do ativo imobilizado cessa quando o item está no local e nas condições operacionais pretendidas</p><p>pela administração. Entretanto, os custos incorridos no uso, na transferência ou na reinstalação de um item</p><p>são incluídos no seu valor contábil, como, por exemplo, os custos de realocação ou reorganização de parte</p><p>das operações da entidade.</p><p>68. (CEBRASPE/Analista/Área 2/ANP/2013) Os ativos com valor residual maior que zero estão sujeitos à</p><p>redução do seu valor depreciável. Isso faz que o valor contábil desses ativos, ao final de sua vida útil,</p><p>represente os benefícios econômicos futuros que a venda desses bens ainda será capaz de proporcionar à</p><p>empresa que detém o seu controle.</p><p>69. (CEBRASPE/Contador/Ministério da Justiça/2013) A depreciação decorrente do uso de máquinas e</p><p>equipamentos na produção de determinado bem deve ser reconhecida como custo do bem produzido, o</p><p>que provoca redução imediata no resultado contábil da empresa.</p><p>70. (CEBRASPE/Analista/Área 2/ANP/2013) Comparativamente aos métodos dos saldos decrescentes e das</p><p>unidades produzidas, o método linear resulta em despesas de depreciação inconstantes ao longo da vida</p><p>útil do ativo, refletindo um padrão instável do consumo dos benefícios econômicos futuros esperados</p><p>incorporados no ativo.</p><p>71. (CEBRASPE/Contador/Eletrobrás/2013) O custo de um bem deve ser reconhecido como ativo imobilizado</p><p>se houver previsão de que os futuros benefícios econômicos associados ao bem retornarão à entidade e de</p><p>que o custo do bem será mensurado confiavelmente.</p><p>72. (CEBRASPE/Contador/Eletrobrás/2013) Os objetivos da análise de recuperabilidade dos valores registrados</p><p>nas contas do ativo imobilizado e do ativo intangível incluem a revisão e o ajuste dos critérios contábeis</p><p>adotados para determinar a vida útil econômica estimada dos referidos ativos e para calcular</p><p>os valores de</p><p>depreciação, exaustão e amortização a que eles estariam sujeitos.</p><p>73. (CEBRASPE/Contador/Eletrobrás/2013) A possibilidade de o custo de determinado item do ativo</p><p>imobilizado ser mensurado com confiabilidade está entre as condições para que esse item seja reconhecido</p><p>como ativo.</p><p>No encerramento do exercício, determinada sociedade constituída por ações levantou os saldos diferentes</p><p>de zero das contas representativas do ativo contábil, conforme apresentado na tabela abaixo.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>131</p><p>136</p><p>==1365fc==</p><p>contas do ativo R$</p><p>aplicações financeiras avaliadas a valor justo (longo prazo) 15.000</p><p>aplicações financeiras (curto prazo) 20.000</p><p>caixa e equivalentes de caixa 4.000</p><p>contas a receber 475.000</p><p>depósitos judiciais (longo prazo) 36.000</p><p>depreciação acumulada 119.000</p><p>estoques 274.000</p><p>imobilizado em andamento 16.000</p><p>imobilizado em operação 570.000</p><p>intangível 98.000</p><p>outros ativos circulantes 7.000</p><p>tributos a recuperar (longo prazo) 34.000</p><p>tributos a recuperar (curto prazo) 70.000</p><p>Com base nessas informações, julgue o item que se segue, relativo à elaboração do balanço patrimonial e</p><p>sua análise vertical.</p><p>74. (CEBRASPE/TCE-RO/Auditor de Controle Externo/2013) O valor do imobilizado é maior que R$ 700.000,00.</p><p>75. (CEBRASPE/Contador/TJ/AC/2012) Um ativo imobilizado foi submetido ao teste de recuperabilidade e o</p><p>resultado mostrou perda no valor de R$ 80.000,00. Nessa situação, a contabilização a ser feita aumentará a</p><p>conta do ativo em R$ 80.000,00 e a conta de despesa no mesmo valor.</p><p>Julgue o item a seguir, considerando os pronunciamentos do CPC e os princípios de contabilidade.</p><p>Considere que haja duas formas de pagamento para a aquisição de um ativo imobilizado:</p><p>I pagamento de R$ 200 mil, à vista;</p><p>II pagamento de R$ 400 mil, em dez parcelas semestrais de R$ 40 mil.</p><p>76. (CEBRASPE/ALECE/Analista Legislativo/2011) Se determinada sociedade constituída por ações optar pela</p><p>forma II para a aquisição do referido ativo, então, nesse caso, o valor a ser contabilizado como imobilizado</p><p>na data da compra será de R$ 200 mil.</p><p>No que diz respeito a patrimônio, seus registros e características, julgue o item a seguir.</p><p>77. (CEBRASPE/STM/Técnico Judiciário/2011) Os gastos com seguros contratados para o transporte de ativos</p><p>integrantes do imobilizado devem ser considerados como custo do referido bem e incorporados ao valor de</p><p>aquisição do ativo.</p><p>Segundo a Lei n.º 6.404/1976, registram-se no ativo imobilizado “os direitos que tenham por objeto bens</p><p>corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa</p><p>finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle</p><p>desses bens”.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>132</p><p>136</p><p>A respeito desse assunto, julgue os itens seguintes.</p><p>78. (CEBRASPE/STM/Contabilidade/2011) Obras de arte não podem ser registradas em contas de ativo</p><p>imobilizado, devendo, obrigatoriamente, ser inscritas em grupo próprio de investimentos.</p><p>79. (CEBRASPE/STM/Contabilidade/2011) Veículos e imóveis de uso e máquinas para revenda são exemplos</p><p>típicos do grupo ativo imobilizado.</p><p>80. (CEBRASPE/ABIN/2010) Determinada empresa comprou uma máquina para uso no valor de R$ 100.000,00.</p><p>A vida útil desse ativo é estimada em 10 anos, ao fim dos quais a empresa espera um valor residual de R$</p><p>20.000,00. Nessa situação, admitindo-se que a empresa utilize o método de depreciação linear, ela deverá</p><p>contabilizar, anualmente, uma despesa de depreciação no valor de R$ 8.000,00.</p><p>81. (CEBRASPE/Agente/Polícia Federal/2009) Suponha que uma empresa mineradora tenha adquirido os</p><p>direitos de exploração de uma mina por R$ 5 milhões, por meio de um contrato com cinco anos de vigência.</p><p>Nesse caso, após dois anos de exploração, se tiverem sido extraídos 30% da possança da mina, o referido</p><p>ativo, classificado no imobilizado, deverá estar avaliado no balanço da empresa por R$ 3 milhões.</p><p>em R$</p><p>duplicatas a receber 2.250</p><p>depreciação acumulada – máquinas 2.250</p><p>resultados não-operacionais 450</p><p>máquinas de uso 4.950</p><p>82. (CEBRASPE/TCE-TO/Técnico em Contabilidade/2009) Considerando que o lançamento acima está correto, o</p><p>evento registrado é venda de máquina do ativo imobilizado</p><p>a) com prejuízo de R$ 450,00.</p><p>b) com prejuízo de R$ 2.700,00.</p><p>c) por R$ 4.950,00.</p><p>d) com lucro líquido de R$ 4.500,00.</p><p>e) com valor contábil de R$ 4.950,00.</p><p>83. (CEBRASPE/TCE-TO/Técnico em Contabilidade/2009) Considere que o ativo imobilizado de determinada</p><p>empresa registrava o valor de uma máquina pelo custo de aquisição de R$ 50.000,00. Após a ocorrência de</p><p>um incêndio, foi considerada perdida integralmente. Essa máquina havia sido adquirida a crédito, do qual</p><p>já foi amortizado o montante de R$ 40.000,00. A depreciação acumulada referente a este bem estava</p><p>registrada até o dia do sinistro em R$ 35.000,00.</p><p>Considerando apenas esses dados, a baixa da máquina acarretará uma despesa líquida não-operacional de</p><p>a) R$ 10.000,00.</p><p>b) R$ 15.000,00.</p><p>c) R$ 20.000,00.</p><p>d) R$ 30.000,00.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>133</p><p>136</p><p>e) R$ 35.000,00.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>134</p><p>136</p><p>GABARITO</p><p>1 A</p><p>2 CERTO</p><p>3 ERRADO</p><p>4 ERRADO</p><p>5 D</p><p>6 CERTO</p><p>7 CERTO</p><p>8 CERTO</p><p>9 E</p><p>10 A</p><p>11 CERTO</p><p>12 ERRADO</p><p>13 ERRADO</p><p>14 ERRADO</p><p>15 ERRADO</p><p>16 CERTO</p><p>17 ERRADO</p><p>18 ERRADO</p><p>19 ERRADO</p><p>20 ERRADO</p><p>21 CERTO</p><p>22 CERTO</p><p>23 ERRADO</p><p>24 ERRADO</p><p>25 ERRADO</p><p>26 ERRADO</p><p>27 C</p><p>28 B</p><p>29 E</p><p>30 C</p><p>31 E</p><p>32 B</p><p>33 ERRADO</p><p>34 D</p><p>35 ERRADO</p><p>36 B</p><p>37 CERTO</p><p>38 ERRADO</p><p>39 CERTO</p><p>40 ERRADO</p><p>41 ERRADO</p><p>42 ERRADO</p><p>43 CERTO</p><p>44 CERTO</p><p>45 C</p><p>46 CERTO</p><p>47 CERTO</p><p>48 ERRADO</p><p>49 ERRADO</p><p>50 CERTO</p><p>51 ERRADO</p><p>52 ERRADO</p><p>53 CERTO</p><p>54 ERRADO</p><p>55 CERTO</p><p>56 CERTO</p><p>57 CERTO</p><p>58 ERRADO</p><p>59 CERTO</p><p>60 ERRADO</p><p>61 CERTO</p><p>62 CERTO</p><p>63 CERTO</p><p>64 ERRADO</p><p>65 ERRADO</p><p>66 CERTO</p><p>67 ERRADO</p><p>68 CERTO</p><p>69 ERRADO</p><p>70 CERTO</p><p>71 CERTO</p><p>72 CERTO</p><p>73 ERRADO</p><p>74 ERRADO</p><p>75 CERTO</p><p>76 CERTO</p><p>77 ERRADO</p><p>78 ERRADO</p><p>79 ERRADO</p><p>80 CERTO</p><p>81 ERRADO</p><p>82 A</p><p>83 B</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>135</p><p>136</p><p>Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>12</p><p>136</p><p>14. Uma condição para continuar a operar um item do ativo imobilizado (por</p><p>exemplo, uma aeronave) pode ser a realização regular de inspeções importantes</p><p>em busca de falhas, independentemente das peças desse item serem ou não</p><p>substituídas. Quando cada inspeção importante for efetuada, o seu custo é</p><p>reconhecido no valor contábil do item do ativo imobilizado como uma substituição</p><p>se os critérios de reconhecimento forem satisfeitos. Qualquer valor contábil</p><p>remanescente do custo da inspeção anterior (distinta das peças físicas) é baixado.</p><p>Isso ocorre independentemente do custo da inspeção anterior ter sido identificado</p><p>na transação em que o item foi adquirido ou construído. Se necessário, o custo</p><p>estimado de futura inspeção semelhante pode ser usado como indicador de qual</p><p>é o custo do componente de inspeção existente, quando o item foi adquirido ou</p><p>construído.</p><p>Tome nota! Os gastos subsequentes podem ser divididos em manutenção periódica (que vai para</p><p>despesa) e as paradas programadas (que são gastos de capital e são ativadas, isto é, o valor gasto</p><p>é contabilizado no custo do ativo, e passa a ser depreciado).</p><p>Esquematizemos:</p><p>Manutenção</p><p>periódica</p><p>Gastos do período</p><p>Só beneficiam um</p><p>exercício social</p><p>Despesa na DRE</p><p>Paradas programadas Gastos de capital</p><p>Beneficiam mais de</p><p>um exercício social</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>13</p><p>136</p><p>==1365fc==</p><p>DIVISÃO DO IMOBILIZADO</p><p>De acordo com o Manual de Contabilidade Societária, o ativo imobilizado pode ser dividido</p><p>basicamente em dois grandes grupos:</p><p>- Bens em operação: Aqueles que estão sendo utilizados pela sociedade em suas atividades fins.</p><p>- Imobilizados em andamento: Aqueles que ainda não estão operando.</p><p>Além da segregação do imobilizado entre bens em operação e imobilizado em andamento, outros</p><p>critérios podem ser adotados, como, por exemplo, a separação por área geográfica, segmento</p><p>econômico, função ou departamento, necessidades internas e de terceiros, exigências fiscais.</p><p>CONTEÚDO DAS CONTAS DO IMOBILIZADO</p><p>Várias são as contas registradas no ativo imobilizado. Vejamos agora as principais:</p><p>Terrenos</p><p>Registra os terrenos realmente utilizados nas operações. É, por exemplo, onde se encontra a</p><p>fábrica, estoques, filiais, lojas. Se o terreno for destinado à atividade fim, mas ainda não estiver</p><p>pronto, será classificado como imobilizado em andamento.</p><p>Se, outro modo, o terreno não estiver sendo utilizado na atividade fim da empresa, deverá ir para</p><p>o ativo não circulante investimentos. Por exemplo: a empresa adquiriu um terreno em uma região,</p><p>mais afastada da cidade, porém ainda não definiu a destinação para ele. Nesse caso, a classificação</p><p>é no Ativo Não Circulante Investimentos – Propriedade para Investimentos.</p><p>Atenção! Professores, e no caso de uma indústria, temos a fábrica que executa a atividade fim,</p><p>correto? E temos, muitas vezes, o escritório administrativo, separado da fábrica, que executa</p><p>"atividades meio". Como fica a classificação nesta hipótese?</p><p>Ora, as atividades fim não são apenas as atividades de fabricação. Inclui administração,</p><p>contabilidade, compras, vendas e outras. A fábrica compra um prédio para usar como escritório.</p><p>Fica no imobilizado.</p><p>Se o mesmo prédio for usado para alugar a terceiros e auferir renda, fica em investimento. Não é</p><p>mais usado nas atividades fim.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>14</p><p>136</p><p>Máquinas, Aparelhos E Equipamentos</p><p>Envolve o conjunto de bens corpóreos desta natureza utilizado no processo de produção da</p><p>empresa.</p><p>Equipamentos De Processamento Eletrônico De Dados –</p><p>Hardware - E Sistemas Aplicativos - Software</p><p>Os hardwares adquiridos pela empresa ficam registrados à conta do ativo imobilizado. Por sua</p><p>vez, para a classificação dos softwares poder classificados no ativo intangível ou no imobilizado.</p><p>Vamos aprender a diferenciar?</p><p>Segundo o item 4, CPC 04 – Ativo Intangível:</p><p>Alguns ativos intangíveis podem estar contidos em elementos que possuem</p><p>substância física, como um disco (como no caso de software), documentação</p><p>jurídica (no caso de licença ou patente) ou em um filme. Para saber se um ativo</p><p>que contém elementos intangíveis e tangíveis deve ser tratado como ativo</p><p>imobilizado de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado</p><p>ou como ativo intangível, nos termos do presente Pronunciamento, a entidade</p><p>avalia qual elemento é mais significativo. Por exemplo, um software de uma</p><p>máquina-ferramenta controlada por computador que não funciona sem esse</p><p>software específico é parte integrante do referido equipamento, devendo ser</p><p>tratado como ativo imobilizado. O mesmo se aplica ao sistema operacional de um</p><p>computador. Quando o software não é parte integrante do respectivo hardware,</p><p>ele deve ser tratado como ativo intangível.</p><p>Portanto, se o software é indispensável para o funcionamento do equipamento, é parte integrante</p><p>dele, assim sendo, é classificado como Imobilizado, como por exemplo, o sistema operacional do</p><p>computador. Agora, um software instalado no computador para jogos, não é um elemento</p><p>integrante dele, assim sendo, representa um Ativo Intangível.</p><p>Resumidamente:</p><p>Softwares</p><p>É elemento</p><p>integrante do</p><p>Imobilizado?</p><p>Imobilizado</p><p>Não é elemento</p><p>integrante do</p><p>Imobilizado?</p><p>Ativo Intangível</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>15</p><p>136</p><p>==1365fc==</p><p>Móveis E Utensílios</p><p>Representa, por exemplo, mesas, cadeiras, arquivos, estantes, entre outros móveis que estejam</p><p>sendo utilizados nas atividades fins da empresa.</p><p>Veículos</p><p>Registram-se nessa conta veículos sob controle da empresa. Todavia, o FIPECAFI defende que se</p><p>os veículos forem utilizados diretamente na produção, tal como empilhadeira, escavadeira, etc,</p><p>poderão ser agrupados na conta equipamentos.</p><p>Peças E Conjuntos De Reposição</p><p>Peças e conjuntos de reposição são aqueles que se destinam à substituição de outras em</p><p>máquinas, equipamentos etc.</p><p>Imobilizado Biológico</p><p>São os animais, plantas vivas, mantidos para produção, que se esperem utilizar por mais de um</p><p>período social. Exemplo: gados reprodutores, gados produtores de leite, plantação de café.</p><p>Benfeitorias Em Imóveis De Terceiros</p><p>Benfeitorias em imóveis de terceiros, cujo valor será revertido ao proprietário do imóvel ao final</p><p>do contrato de locação, são classificadas no ativo imobilizado.</p><p>Se as benfeitorias em imóveis de terceiros forem em contrato de locação por prazo indeterminado,</p><p>ou se o prazo do contrato for maior que a vida útil da benfeitoria, devemos depreciar estas</p><p>benfeitorias.</p><p>Caso o contrato tenha duração determinada e menor que a vida útil da benfeitoria, esta será</p><p>amortizada pelo prazo do contrato.</p><p>Exemplo: Benfeitoria em imóveis de terceiros:</p><p>1º caso: Prazo indeterminado.</p><p>• Vida útil: 8 anos.</p><p>• Contrato por prazo indeterminado.</p><p>• Deprecia a benfeitoria em 8 anos.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>16</p><p>136</p><p>2º caso: Prazo determinado e contrato > Vida útil.</p><p>• Vida útil: 8 anos.</p><p>• Contrato por prazo determinado, de 10 anos.</p><p>• Deprecia a benfeitoria em 8 anos.</p><p>3º caso: Prazo determinado e contrato</p><p>vida útil, seja porque</p><p>o contrato é por prazo indeterminado, seja porque o prazo do contrato é maior que a vida útil da</p><p>benfeitoria, será depreciação. Se o desgaste da benfeitoria tiver que ser abreviado, porque o</p><p>prazo do contrato é menor que a vida útil da benfeitoria, será amortização. Vejamos um esquema:</p><p>Agora, duas questões:</p><p>(Analista/UFSM/2014) Benfeitorias em imóveis de terceiros devem ser reconhecidas como</p><p>a) Ativo circulante – Estoque</p><p>b) Passivo circulante – Obrigações diversas</p><p>c) Ativo não circulante – Imobilizado.</p><p>d) Ativo não circulante – Investimentos permanentes.</p><p>Critério de</p><p>avaliação</p><p>Contrato</p><p>Benfeitorias em</p><p>imóveis de</p><p>terceiros</p><p>Prazo indeterminado</p><p>Depreciação</p><p>(Vida útil)</p><p>Prazo determinado e</p><p>Contrato maior que</p><p>Vida útil</p><p>Depreciação</p><p>(Vida útil)</p><p>Prazo determinado e</p><p>Contrato menor que</p><p>Vida útil</p><p>Amortização</p><p>(Contrato)</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>17</p><p>136</p><p>e) Ativo não circulante – Intangível.</p><p>Comentários:</p><p>Benfeitorias em imóveis de terceiros, cujo valor será revertido ao proprietário do imóvel ao final</p><p>do contrato de locação, são classificadas no ativo imobilizado. Ou seja, essa benfeitoria fica para</p><p>o proprietário. O gabarito é letra c.</p><p>(Assistente/Contabilidade/INMETRO/2015) Para instalação de sua nova fábrica, uma empresa</p><p>realiza uma série de benfeitorias em um imóvel alugado pelo período de dois anos, cujo contrato</p><p>prevê a restituição do valor gasto ao final da vigência. O contador deverá registrar esse gasto</p><p>como “benfeitorias em imóveis de terceiros”, no Ativo. Assim, essa conta deverá ser classificada</p><p>no grupo:</p><p>a) Intangível.</p><p>b) Circulante.</p><p>c) Imobilizado.</p><p>d) Investimentos.</p><p>e) Realizável a longo prazo.</p><p>Comentários:</p><p>Benfeitorias em imóveis de terceiros, cujo valor será revertido ao proprietário do imóvel ao final</p><p>do contrato de locação, são classificadas no ativo imobilizado.</p><p>Nesta hipótese, vai haver restituição do valor gasto ao final da vigência. Ou seja, o inquilino vai</p><p>receber de volta esse valor pago. Portanto, é um direito realizável em longo prazo para ele, a</p><p>classificação será no ativo não circulante – realizável a longo prazo. Se fosse em menos de um ano,</p><p>a classificação seria no ativo circulante. Fiquem de olho nesta hipótese! O gabarito é letra e.</p><p>IMOBILIZADOS EM ANDAMENTO</p><p>Além das contas listadas acima, classificam-se no imobilizado: construções em andamento, bens</p><p>em uso na fase de implantação, importações em andamento de bens.</p><p>Ainda, uma pegadinha que pode aparecer em provas é a conta adiantamento a fornecedores de</p><p>imobilizado, classificada no ativo imobilizado, que registra todos os adiantamentos a fornecedores</p><p>por conta de fornecimento sob encomenda de bens do ativo imobilizado</p><p>Esquematizemos:</p><p>Adiantamento a Fornecedores</p><p>do Imobilizado</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>18</p><p>136</p><p>DEPRECIAÇÃO</p><p>A depreciação assim está prevista na Lei 6.404/76:</p><p>Art. 183. § 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e</p><p>intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei</p><p>nº 11.941, de 2009)</p><p>a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por</p><p>objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da</p><p>natureza ou obsolescência;</p><p>Encargos De Depreciação x Depreciação Acumulada!</p><p>Pessoal, é muito importante que tenhamos em mente a diferença entre encargos de depreciação</p><p>e depreciação acumulada.</p><p>Por exemplo, móvel adquirido em 01.01.X1, por R$ 1.000,00 que deprecia 10% ao ano, e não</p><p>esperamos obter nenhum valor pela sua venda, ao final desse período, ou seja, sem valor residual.</p><p>Qual o encargo de depreciação e qual a depreciação acumulada no encerramento do exercício</p><p>em 31.12.X2? Bom, nesta hipótese, a depreciação anual é de R$ 100,00 (10% de 1.000,00).</p><p>O encargo de depreciação representa a conta do exercício, refere-se à depreciação deste</p><p>período, conta esta que é zerada no encerramento do exercício social. Portanto, no exercício de</p><p>X2 será R$ 100,00. É uma conta de despesa, fica no resultado do exercício.</p><p>A depreciação acumulada, por sua vez, é uma conta retificadora do ativo. Como o próprio nome</p><p>sugere, ela computa a soma da depreciação acumulada durante toda a vida útil do bem. Esta</p><p>conta só é baixada, zerada, com o fim da vida útil do bem, e sua baixa ou alienação. Então, a</p><p>depreciação acumulada em 31.12.X2 será 200,00 (100,00 de X1 + 100,00 de X2).</p><p>Esquematizemos:</p><p>Agora, vamos falar um pouco sobre os métodos de depreciação.</p><p>Encargo de</p><p>depreciação</p><p>Despesa no período Zera todo ano</p><p>Depreciação</p><p>Acumulada</p><p>Retificadora do ativo</p><p>Considera todos os</p><p>períodos somandos</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>19</p><p>136</p><p>Início Da Depreciação</p><p>A depreciação se inicia quando o ativo está pronto para uso. Então, em regra, o mês de aquisição</p><p>vai entrar no cálculo. Você deve procurar, nas questões, a data em que o ativo está pronto para</p><p>ser utilizado.</p><p>O mais correto tecnicamente é adotar a data em que o ativo está pronto para uso. Por exemplo,</p><p>se estiver pronto no dia 20, deprecia a partir desta data. Porém, para facilitar os cálculos, em</p><p>provas, pode aparecer da seguinte maneira:</p><p>- Se o imobilizado está pronto para uso até o dia 15: deprecia o mês todo.</p><p>- Se o imobilizado está pronto para uso após o dia 15: deprecia a partir do mês seguinte.</p><p>Como saber? Somente testando os números.</p><p>Métodos De Depreciação</p><p>Há vários métodos para se calcular a depreciação. Apresentaremos, a seguir, os principais</p><p>abordados em prova. Os mais usados são:</p><p>- Método da linha reta ou linear ou método das quotas constantes:</p><p>Disparadamente o método mais cobrado em provas!</p><p>Este é o método tradicional e o mais recorrente em provas. Dividimos o valor depreciável pelo</p><p>tempo de vida útil estimada. Se nada disser a questão sobre um método específico, devemos</p><p>utilizar o da linha reta.</p><p>Exemplo: Máquina com vida útil de 10 anos e valor depreciável de 100.000.</p><p>Depreciação anual = $ 100.000 / 10 anos = $ 10.000/ano.</p><p>Como calcular a depreciação pelo método da linha reta?</p><p>1) Pegue o valor de aquisição.</p><p>2) Encontre o valor residual. Se não falar nada, é igual a zero.</p><p>3) Faça a diferença entre o valor de aquisição e o valor residual e encontraremos o chamado valor</p><p>depreciável.</p><p>4) Encontre a vida útil (em meses ou anos, geralmente).</p><p>5) Divida o valor depreciável pela vida útil</p><p>6) Você encontrará o valor da depreciação.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>20</p><p>136</p><p>Atenção! Se a questão der no enunciado uma vida útil e disser o prazo que é aceito</p><p>pelo fisco, utilize o prazo contábil ou também a “melhor estimativa contábil”. É</p><p>este que vale, já que a legislação fiscal, segundo a Lei 6.404/76, não pode interferir</p><p>nos dispositivos da legislação contábil!</p><p>- Método da Soma dos Dígitos ou Método de Cole ou Método das Quotas</p><p>Decrescentes</p><p>Através deste método, somamos os dígitos da vida útil e dividimos cada algarismo pela soma.</p><p>Por exemplo: Se temos em nossa empresa uma máquina cuja vida útil é de 5 anos, tomaremos os</p><p>seguintes procedimentos:</p><p>Somamos: 5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 15.</p><p>Depreciação: Ano 1 = 5 / 15; Ano 2 = 4/15; Ano 3 = 3/15; Ano 4 = 2/15 e Ano 5 = 1/15.</p><p>Mas por que, professor?! Por que isso?</p><p>Há uma justificativa técnica para tal método: a de que a despesa de depreciação menor nos últimos</p><p>anos é compensada pelo aumento das despesas de manutenção. Por esse motivo, segundo</p><p>o</p><p>Manual de Contabilidade, apresenta “custos globais mais uniformes”. Além disso, o declínio do</p><p>valor do ativo é mais acentuado nos primeiros anos. Você já deve ter ouvido falar que só tirar o</p><p>veículo 0km da concessionária já perdemos 20%, não é mesmo?</p><p>Vejam que a despesa de depreciação será decrescente. Começará maior e terminará menor.</p><p>Supondo um bem cujo valor depreciável é R$ 90.000,00.</p><p>Ano 1: 5/15 x 90.000 = 30.000,00</p><p>Ano 2: 4/15 x 90.000 = 24.000,00</p><p>Ano 3: 3/15 x 90.000 = 18.000,00</p><p>Ano 4: 2/15 x 90.000 = 12.000,00</p><p>Ano 5: 1/5 x 90.000 = 6.000,00</p><p>Total da depreciação = 90.000,00</p><p>Atenção, alunos! Já apareceu em prova uma questão em que a depreciação era</p><p>calculada de acordo com o “Método de Cole crescente”, neste caso a depreciação</p><p>do ano 1 é 1/15, do ano 2 é 2/15, e assim por diante. Nunca vimos registro desse</p><p>tipo de questão por outra banca, mas fiquemos de olho</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>21</p><p>136</p><p>- Método De Unidades Produzidas</p><p>Por este método, estima-se a quantidade total de unidades que será produzida. A depreciação é</p><p>feita dividindo-se o total efetivamente produzido pela capacidade total de produção.</p><p>Por exemplo, uma máquina custou 100.000 e com capacidade de produção total, ao longo de</p><p>toda a sua vida útil, de 1.000.000 de unidades. No ano de X1, foram produzidas 80.000 unidades.</p><p>Portanto, a depreciação em X1 será:</p><p>(80.000 / 1.000.000) = 0,08 ou 8%.</p><p>Valor da depreciação em X1: $100.000 x 8% = $ 8.000,00.</p><p>Por último, resta o método das horas trabalhadas...</p><p>- Método das Horas de Trabalho</p><p>É feito de forma semelhante ao método explicado anteriormente. Inicialmente, estima-se o total</p><p>de horas que determinado ativo vai trabalhar, ao longo de sua vida útil. E a depreciação é calculada</p><p>dividindo-se as horas efetivamente trabalhadas pelo total de horas.</p><p>Exemplo: Máquina com vida útil de 50.000 horas. Trabalhou 4.500 horas em X1.</p><p>Depreciação anual: 4.500 / 50.000 = 0,09 ou 9%.</p><p>Estimativa Contábil Versus Critério Fiscal</p><p>Contabilmente, a depreciação deve ser calculada conforme a melhor estimativa técnica disponível.</p><p>Exemplificando. Se a Empresa ALFA adquire dois veículos idênticos e estima que um terá vida útil</p><p>de 10 anos e o outro terá vida útil de 7 anos, deve depreciá-los conforme esta estimativa.</p><p>Ocorre que a Receita Federal aceita apenas determinados prazos para cálculo da depreciação. As</p><p>diferenças deveriam ser ajustadas, para efeito de Imposto de Renda. Com isso, as empresas</p><p>passaram a usar o critério fiscal. Porém, contabilmente, deve ser usada a melhor estimativa técnica,</p><p>ainda que diferente do critério fiscal.</p><p>Para concursos, devemos usar o que informa a questão. Se não mencionar vida útil, usamos o que</p><p>o fisco determina:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>22</p><p>136</p><p>==1365fc==</p><p>Caso a questão seja silente! Depreciação: Taxas permitidas pelo fisco para efeito</p><p>de IR:</p><p>- Veículos: 5 anos ou 20% ao ano</p><p>- Máquinas e equipamentos: 10 anos ou 10% ao ano</p><p>- Móveis e utensílios: 10 anos ou 10 % ao ano</p><p>- Imóveis: 25 anos ou 4 % ao ano.</p><p>- Tratores: 4 anos ou 25%.</p><p>Depreciação De Bens Usados</p><p>No caso de aquisição de bens usados, há uma regra diferente da utilizada para bens novos. O</p><p>Regulamento do IR prescreve que a depreciação seja calculada pelo maior prazo entre:</p><p>1) Pelo tempo de vida útil restante;</p><p>2) Pela metade da vida útil do bem novo.</p><p>Regulamento do IR (Decreto nº 9.580, de 22 de novembro de 2018):</p><p>Depreciação de bens usados</p><p>Art. 322. A taxa anual de depreciação de bens adquiridos usados será fixada tendo</p><p>em vista o maior dos seguintes prazos:</p><p>I - a metade da vida útil admissível para o bem adquirido novo; ou</p><p>II - o restante da vida útil, considerada esta em relação à primeira instalação para</p><p>utilização do bem.</p><p>Expliquemos! Se adquirimos duas máquinas usadas, a primeira com 1 ano de vida e a segunda</p><p>com 6 anos.</p><p>Depreciação de bens</p><p>usados</p><p>Vida útil restante</p><p>Metade da vida útil do</p><p>bem novo</p><p>Maior prazo</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>23</p><p>136</p><p>• Máquina 1:</p><p>Vida útil restante: 10 anos – 1 ano = 9 anos</p><p>Metade da vida útil do bem novo: 10 anos/2 = 5 anos</p><p>Devemos usar o maior dos dois prazos, portanto a máquina será depreciada em 9 anos, o que</p><p>resultará um menor valor de depreciação.</p><p>• Máquina 2:</p><p>Vida útil restante: 10 anos – 6 anos = 4 anos</p><p>Metade da vida útil do bem novo: 10 anos/2 = 5 anos</p><p>Neste caso, a máquina será depreciada em 5 anos.</p><p>Depreciação Acelerada</p><p>Para o caso em que os ativos sejam utilizados em dois ou mais turnos de 8 horas de trabalho, o</p><p>Fisco admite que a depreciação seja acelerada:</p><p>Depreciação No Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado</p><p>Falemos agora sobre as novidades contábeis trazidas com o CPC 27, que trata sobre o ativo</p><p>imobilizado. De acordo com o texto do pronunciamento CPC 27:</p><p>43. Cada componente de um item do ativo imobilizado com custo significativo em</p><p>relação ao custo total do item deve ser depreciado separadamente.</p><p>44. A entidade deve alocar o valor inicialmente reconhecido de item do ativo</p><p>imobilizado aos componentes significativos desse item e deve depreciá-los</p><p>separadamente. Por exemplo, pode ser adequado depreciar separadamente a</p><p>estrutura e os motores de aeronave. De forma similar, se o arrendador adquire o</p><p>ativo imobilizado que esteja sujeito a arrendamento operacional, pode ser</p><p>adequado depreciar separadamente os montantes relativos ao custo daquele item</p><p>que sejam atribuíveis a condições do contrato de arrendamento favoráveis ou</p><p>desfavoráveis em relação a condições de mercado.</p><p>Utilização da depreciação acelerada</p><p>1 turno de 8 horas: fator 1,0</p><p>2 turnos de 8 horas: fator 1,5</p><p>3 turnos de 8 horas: fator 2,00</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>24</p><p>136</p><p>45. Um componente significativo de um item do ativo imobilizado pode ter a vida</p><p>útil e o método de depreciação que sejam os mesmos que a vida útil e o método</p><p>de depreciação de outro componente significativo do mesmo item. Esses</p><p>componentes podem ser agrupados no cálculo da despesa de depreciação.</p><p>46. Conforme a entidade deprecia separadamente alguns componentes de um</p><p>item do ativo imobilizado, também deprecia separadamente o remanescente do</p><p>item. Esse remanescente consiste em componentes de um item que não são</p><p>individualmente significativos. Se a entidade possui expectativas diferentes para</p><p>essas partes, técnicas de aproximação podem ser necessárias para depreciar o</p><p>remanescente de forma que represente fidedignamente o padrão de consumo</p><p>e/ou a vida útil desses componentes.</p><p>47. A entidade pode escolher depreciar separadamente os componentes de um</p><p>item que não tenham custo significativo em relação ao custo total do item.</p><p>Normalmente, as diversas partes e itens que compõe um ativo são depreciados conjuntamente.</p><p>Todavia, de acordo com o pronunciamento, um item do ativo imobilizado com custo significativo</p><p>em relação ao custo total do item deve ser depreciado separadamente.</p><p>Assim, a empresa pode, por exemplo, como disse o próprio CPC, depreciar uma aeronave em 12</p><p>anos e depreciar os motores da aeronave em 5 anos.</p><p>Explique-se melhor este ponto, através do exemplo a seguir, do livro que escrevemos –</p><p>Contabilidade Avançada Facilitada para Concursos, pela Editora Método.</p><p>Vamos falar do caso de uma grande revisão (também chamada de paradas programadas). Assim,</p><p>o tratamento contábil atual é o seguinte: a empresa efetua a revisão e capitaliza o valor</p><p>no ativo.</p><p>Por exemplo, a troca do motor de um avião. Aí, dá baixa no valor remanescente do motor antigo</p><p>e deprecia o novo motor, pela melhor estimativa técnica.</p><p>Por exemplo: Uma empresa compra uma aeronave pelo valor total de $ 1.200.000. O custo do</p><p>motor (já incluído nesse total) é de $200.000. O motor tem vida útil de 5 anos, e o restante do</p><p>conjunto do avião tem vida útil de 10 anos, sem valor residual.</p><p>A depreciação anual fica assim:</p><p>Motor: 200.000 / 5 anos = 40.000 por ano</p><p>Avião (sem o motor): 1.000.000 / 10 anos = 100.000</p><p>Contabilização da depreciação:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>25</p><p>136</p><p>D – Despesa de depreciação (resultado) 140.000</p><p>C – Depreciação acumulada – Motor 40.000</p><p>C – Depreciação acumulada – avião 100.000</p><p>No quinto ano, ao efetuar a troca do motor, a empresa dá baixa contabilmente no motor antigo</p><p>e capitaliza (contabiliza como custo do ativo) o novo motor.</p><p>Situação do Imobilizado ao final do quinto ano:</p><p>Motor 200.000</p><p>Depreciação acumulada (200.000)</p><p>Aeronave 1.000.000</p><p>Depreciação acumulada (500.000)</p><p>Baixa do motor antigo:</p><p>D – Depreciação acumulada 200.000</p><p>C – Motor 200.000</p><p>Capitalização do novo motor (ao custo, digamos, de 280.000)</p><p>D – Motor (ativo) 280.000</p><p>C – Caixa ou bancos 280.000</p><p>A partir do sexto ano, a empresa passa a depreciar o novo motor.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>26</p><p>136</p><p>ALTERAÇÃO DA VIDA ÚTIL DO IMOBILIZADO</p><p>Nos termos do CPC 27:</p><p>50. O valor depreciável de um ativo deve ser apropriado de forma sistemática ao</p><p>longo da sua vida útil estimada.</p><p>51. O valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos ao final de</p><p>cada exercício e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a</p><p>mudança deve ser contabilizada como mudança de estimativa contábil, segundo</p><p>o Pronunciamento Técnico CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa</p><p>e Retificação de Erro.</p><p>Antes da edição do CPC 27, o valor residual e a vida útil eram definidos (geralmente, as empresas</p><p>usavam o critério fiscal) e não mais se alteravam, durante a vida útil do ativo.</p><p>Porém, com as mudanças, o valor residual e a vida útil de um ativo devem ser revisados pelo</p><p>menos ao final de cada ano. Se houver diferença, deve ser realizada e tratada como mudança de</p><p>estimativa contábil, como prevê o artigo 51 do CPC 27.</p><p>A vida útil e valor residual agora podem aumentar e diminuir.</p><p>A mudança na depreciação deve ser considerada mudança de estimativa contábil, isto implica</p><p>produzir efeitos prospectivos – no ano corrente e nos anos futuros. Não deve ser feita nenhuma</p><p>alteração nos valores já contabilizados como depreciação.</p><p>(Esp. Regulação/ARTESP/2017) A empresa Metais Pesados S.A. adquiriu, em 31/12/2014, um</p><p>imobilizado por R$ 50.000,00, à vista. A vida útil econômica estimada da máquina, na data de</p><p>aquisição, foi 10 anos e o valor residual estimado foi R$ 5.000,00.</p><p>Em 31/12/2015, a empresa reavaliou a vida útil e determinou que a vida útil econômica</p><p>remanescente da máquina era 5 anos e o valor residual era R$ 8.000,00.</p><p>Com base nestas informações e sabendo que a empresa utiliza o critério de quotas constantes</p><p>para cálculo da depreciação, o valor da depreciação acumulada evidenciado no Balanço</p><p>Patrimonial da empresa, em 31/12/2016, foi, em reais,</p><p>(A) 11.000,00.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>27</p><p>136</p><p>(B) 12.000,00.</p><p>(C) 16.800,00.</p><p>(D) 9.000,00.</p><p>(E) 14.000,00</p><p>Comentários:</p><p>Nesse tipo de questão é fundamental que possamos organizar bem as datas informadas, pois nos</p><p>ajudarão a calcular a depreciação acumulada dos ativos.</p><p>Antes da reavaliação, o valor da depreciação anual do bem era:</p><p>Depreciação Anual= 50.000-5.000</p><p>10 =R$ 4.500,00</p><p>Portanto, em 31.12.2015, após um ano da aquisição dos bens, a depreciação acumulada era de</p><p>R$ 4.500,00 e valor contábil líquido de 50.000 - 4.500= 45.500.</p><p>Após a reavaliação, o valor da depreciação anual também foi alterado:</p><p>Depreciação Anual= 45.500-8.000</p><p>5 =R$ 7.500</p><p>Diante do exposto, em 31.12.2016, a depreciação acumulada do ativo era de 4500+7500=R$</p><p>12.000.</p><p>O gabarito é letra b.</p><p>(Contabilidade/TRE/PR/2017) No dia 02/01/2013 uma empresa adquiriu um equipamento de</p><p>produção pelo valor de R$ 30.000.000,00 e efetuou o pagamento à vista. A vida útil definida pela</p><p>empresa para o equipamento foi 12 anos e a vida útil para fins fiscais é 10 anos. A despesa de</p><p>depreciação é calculada em função do tempo decorrido e no início do prazo de utilização a</p><p>empresa estimou o valor residual para venda do equipamento no final da vida útil em R$</p><p>3.000.000,00. No início do ano de 2016 foi identificado que o valor residual no final da vida útil</p><p>estimada originalmente pela empresa foi reduzido para R$ 2.550.000,00, em decorrência de</p><p>mudanças no mercado secundário para este tipo de equipamento. O valor contábil que deveria</p><p>ser evidenciado no Balanço Patrimonial de 31/12/2016 para este equipamento era, em reais,</p><p>(A) 19.200.000,00.</p><p>(B) 20.000.000,00.</p><p>(C) 18.000.000,00.</p><p>(D) 20.950.000,00.</p><p>(E) 21.000.000,00.</p><p>Comentários:</p><p>O que interessa, para fins de depreciação, é a estimativa contábil. A estimativa fiscal é utilizada</p><p>para cálculo de imposto de renda e afins.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>28</p><p>136</p><p>==1365fc==</p><p>Valor depreciável:</p><p>Valor de aquisição 30.000.000</p><p>(-) Valor residual (3.000.000)</p><p>Valor depreciável 27.000.000</p><p>Então,</p><p>Depreciação anual = 27.000.000/12 = 2.250.000/ano</p><p>Depreciação até 2016 (Depreciou em 2013, 2014 e 2015) = 2.250.000,00 x 3 = 6.750.000,00</p><p>Lembre-se de que ao menos no final do exercício, há necessidade de revisar a vida útil e o valor</p><p>residual. Como a questão não falou nada sobre a vida útil, pressupomos que ela continua a mesma.</p><p>Valor contábil em 01.01.2016:</p><p>Valor de aquisição 30.000.000</p><p>(-) Depreciação acumulada (6.750.000)</p><p>Valor contábil 23.250.000</p><p>Novo valor depreciável:</p><p>Valor já depreciado 23.250.000</p><p>(-) Valor residual (2.550.000)</p><p>Valor depreciável 20.700.000</p><p>Como já depreciou pelo período de 3 anos, ainda restam 9 anos. Assim:</p><p>Depreciação anual = 20.700.000/9 = 2.300.000/ano</p><p>Portanto, depreciando mais um ano.</p><p>Valor contábil em 31.12.2016:</p><p>Valor já depreciado 23.250.000</p><p>(-) Depreciação em 2016 2.300.000,00</p><p>Valor contábil 20.950.000,00</p><p>O gabarito é letra d.</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>29</p><p>136</p><p>MÉTODO DA REAVALIAÇÃO</p><p>Existem dois métodos distintos para a mensuração do ativo imobilizado trazidos pelo CPC 27,</p><p>Método de Custo e Método de Reavaliação, a saber:</p><p>Método de Custo: Posteriormente ao reconhecimento inicial o ativo imobilizado deve ser</p><p>apresentado ao custo, menos a depreciação acumulada e a perda por recuperabilidade (se</p><p>houver)..</p><p>Método de reavaliação: Após o reconhecimento, se permitido legalmente, um ativo imobilizado</p><p>pode ser apresentado pelo seu valor reavaliado, correspondente ao valor justo na data da</p><p>reavaliação.</p><p>Apesar do CPC 27 trazer as duas definições, ressaltamos que a contabilização pela reavaliação não</p><p>é permitida mais no Brasil, mas precisamos saber o que as normas internacionais nos apresentam</p><p>sobre isso, pois cai em provas.</p><p>O CPC 27 afirma que se o método de reavaliação for permitido por lei e um item do ativo</p><p>imobilizado</p><p>for reavaliado, toda a classe do ativo imobilizado à qual pertence esse ativo deve ser</p><p>reavaliado.</p><p>Classe de ativo imobilizado é um agrupamento de ativos de natureza e uso semelhantes nas</p><p>operações da entidade. São exemplos de classes individuais:</p><p>(a) terrenos;</p><p>(b) terrenos e edifícios;</p><p>(c) máquinas;</p><p>(d) navios;</p><p>(e) aviões;</p><p>(f) veículos a motor;</p><p>Como é contabilizada essa reavaliação? De acordo com o CPC 27, se o valor contábil de ativo</p><p>imobilizado aumentar em virtude de reavaliação, esse aumento deve ser creditado diretamente à</p><p>conta própria de outros resultados abrangentes no patrimônio líquido. A exceção seria uma a</p><p>reversão de uma reavaliação anterior, que diminuiu o valor do ativo e foi lançada no resultado.</p><p>Exemplo: o valor contábil de um imobilizado é de R$ 100.000 e fora efetuada uma reavaliação</p><p>para R$ 120.000.</p><p>Contabilização</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>30</p><p>136</p><p>==1365fc==</p><p>D – Ativo Imobilizado R$ 20.000</p><p>C – Reserva de Reavaliação – Patrimônio Líquido R$ 20.000</p><p>Essa é a regra, mas poderia ser lançado no resultado se fosse uma reversão:</p><p>D – Ativo Imobilizado R$ 20.000</p><p>C – Receitas - Reversão de ajuste de reavaliação R$ 20.000</p><p>Mas se houver diminuição do valor contábil, a regra seria lançar diretamente no resultado, a não</p><p>ser que exista saldo anterior de Reserva de Reavaliação para “consumir”. Nesse caso, o</p><p>lançamento seria diretamente no PL.</p><p>Vamos analisar um exemplo: o valor contábil de um imobilizado é de R$ 100.000 e fora efetuada</p><p>uma reavaliação para R$ 90.000</p><p>Contabilização</p><p>D – Despesa com ajuste a valor de mercado (diferença em virtude de reavaliação) R$ 10.000</p><p>C – Ativo Imobilizado R$ 10.000</p><p>Porém, se houver saldo de Reservas já contabilizados, vamos “consumi-la” antes:</p><p>D – Reserva de Reavaliação – Patrimônio Líquido R$ 10.000</p><p>C – Ativo Intangível R$ 10.000</p><p>Esquematizando, temos:</p><p>Conforme ocorre a realização dos ativos, seja pela depreciação ou pela baixa, o saldo da reserva</p><p>de realização é transferido para lucros acumulados.</p><p>Método da</p><p>Reavaliação</p><p>Aumento do</p><p>Ativo</p><p>Direto no PL -</p><p>Reserva de</p><p>Reavaliação</p><p>Exceção:</p><p>Reversão:</p><p>Receita</p><p>Diminuição do</p><p>Ativo</p><p>Despesa - Regra</p><p>Exceção: Direto</p><p>no PL - Reserva</p><p>de Reavaliação</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>31</p><p>136</p><p>REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS</p><p>Nenhum ativo pode estar registrado na Contabilidade por valores que superem os benefícios</p><p>econômicos que esperamos dele, seja pela sua venda ou pelo seu uso. Existe uma metodologia</p><p>própria para analisarmos a chamada “recuperabilidade de ativos”.</p><p>Trata-se de um tema importantíssimo para provas.</p><p>O teste de recuperabilidade (ou impairment test), para ativos imobilizados e intangíveis, foi uma</p><p>novidade trazida pela Lei 11.638/2007, que alterou a Lei 6.404/76.</p><p>Segundo este diploma legal:</p><p>Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes</p><p>critérios:</p><p>§ 3o</p><p>A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação</p><p>dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que</p><p>sejam: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)</p><p>I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de</p><p>interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando</p><p>comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação</p><p>desse valor; ou (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)</p><p>II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil</p><p>econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e</p><p>amortização. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)</p><p>Portanto, o artigo 183, parágrafo terceiro, prega que há necessidade de se analisar a capacidade</p><p>de recuperação de valores registrados no imobilizado e no intangível.</p><p>Em síntese, é requisito para o reconhecimento de um ativo que ele traga benefícios econômicos</p><p>futuros. Quando os benefícios econômicos futuros que esse ativo vai trazer são menores do que</p><p>o valor pelo qual ele está registrado na contabilidade, devemos, então, fazer a redução do valor</p><p>(isso ficará claro a seguir).</p><p>Portanto, segundo a Lei 6.404/76:</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>32</p><p>136</p><p>Destacamos que a Lei 6404/76 fala do teste de recuperabilidade somente para Intangíveis e</p><p>Imobilizados, mas o “conceito geral de recuperabilidade” é aplicado a todos os ativos, sem</p><p>exceção.</p><p>Segundo o CPC 01 – Pronunciamento Técnico destinado estritamente e este assunto:</p><p>1. O objetivo deste Pronunciamento Técnico é estabelecer procedimentos que a</p><p>entidade deve aplicar para assegurar que seus ativos estejam registrados</p><p>contabilmente por valor que não exceda seus valores de recuperação. Um ativo</p><p>está registrado contabilmente por valor que excede seu valor de recuperação se</p><p>o seu valor contábil exceder o montante a ser recuperado pelo uso ou pela venda</p><p>do ativo. Se esse for o caso, o ativo é caracterizado como sujeito ao</p><p>reconhecimento de perdas, e o Pronunciamento Técnico requer que a entidade</p><p>reconheça um ajuste para perdas por desvalorização. O Pronunciamento Técnico</p><p>também especifica quando a entidade deve reverter um ajuste para perdas por</p><p>desvalorização e estabelece as divulgações requeridas.</p><p>O teste de recuperabilidade tem como finalidade principal apresentar o valor real pelo qual um</p><p>ativo pode ser realizado. Essa realização poderá ser feita tanto pela venda do bem, quanto pela</p><p>sua utilização nas atividades da entidade. Vejam que a norma fala em: assegurar que seus ativos</p><p>estejam registrados contabilmente por valor que não exceda seus valores de recuperação. Vejam:</p><p>Valor Contábil</p><p>Valor de Venda</p><p>Valor em uso</p><p>AdicionalmenteQuandoRegistraRecuperação</p><p>Imobilizados e</p><p>intangíveis</p><p>Perda do valor do</p><p>capital aplicado</p><p>Houver interrupção</p><p>do empreendimento</p><p>Revisa a vida útil</p><p>Os ativos não</p><p>puderem produzir</p><p>resultados suficientes</p><p>para recuperar o</p><p>valor</p><p>Ajusta depreciação,</p><p>amortização,</p><p>exaustão</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>33</p><p>136</p><p>Dissemos que o ativo não pode ficar registrado por valores superiores ao de recuperação. A</p><p>recuperação dos valores de um ativo pode se dar se nós decidirmos vender esse ativo ou então</p><p>se produzirmos mercadorias, por exemplo, e vendermos. Então, é só comparar o valor contábil</p><p>com o maior desses valores (esse será o chamado valor recuperável). Vejamos um esquema:</p><p>Valor Recuperável</p><p>Perda por recuperabilidade</p><p>Valor Contábil</p><p>Valor de Venda</p><p>Valor em uso</p><p>Dissemos que o teste de recuperabilidade, que está previsto no CPC 01. Porém, há ativos aos</p><p>quais, por disposição expressa do próprio CPC, não se submetem ao CPC 01, mas possuem</p><p>metodologias próprias. Vamos dar uma olhada?</p><p>Alcance</p><p>Este Pronunciamento Técnico deve ser aplicado na contabilização de ajuste para</p><p>perdas por desvalorização de todos os ativos, exceto:</p><p>(a) estoques (ver Pronunciamento Técnico CPC 16(R1) – Estoques);</p><p>(b) ativos de contrato e ativos resultantes de custos para obter ou cumprir</p><p>contratos que devem ser reconhecidos de acordo com o CPC 47 – Receita de</p><p>Contrato com Cliente (Alterada pela Revisão CPC 12);</p><p>(Alterada pela Revisão CPC 12) (c) ativos fiscais diferidos (ver Pronunciamento</p><p>Técnico CPC 32 – Tributos sobre o Lucro);</p><p>(d) ativos advindos de planos de benefícios a empregados (ver Pronunciamento</p><p>Técnico CPC 33 – Benefícios</p><p>a Empregados);</p><p>(e) ativos financeiros que estejam dentro do alcance dos Pronunciamentos</p><p>Técnicos do CPC que disciplinam instrumentos financeiros;</p><p>(f) propriedade para investimento que seja mensurada ao valor justo (ver</p><p>Pronunciamento Técnico CPC 28 – Propriedade para Investimento);</p><p>(g) ativos biológicos relacionados à atividade agrícola dentro do alcance do</p><p>Pronunciamento Técnico CPC 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola que sejam</p><p>mensurados ao valor justo líquido de despesas de vender; (Alterada pela Revisão</p><p>CPC 08)</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>34</p><p>136</p><p>(h) custos de aquisição diferidos e ativos intangíveis advindos de direitos</p><p>contratuais de companhia de seguros contidos em contrato de seguro dentro do</p><p>alcance do Pronunciamento Técnico CPC 11 – Contratos de Seguro; e</p><p>(i) ativos não circulantes (ou grupos de ativos disponíveis para venda) classificados</p><p>como mantidos para venda em consonância com o Pronunciamento Técnico CPC</p><p>31 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada.</p><p>Por favor, pessoal, não quer dizer que esses ativos não estão sujeitos ao conceito geral de</p><p>recuperabilidade ou impairment, mas a METODOLOGIA PREVISTA NO CPC 01 não se aplica a</p><p>eles. :</p><p>Definições Importantes sobre Teste de Recuperabilidade</p><p>Valor recuperável de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa é o maior (repita-se: maior)</p><p>valor entre o valor justo líquido de venda de um ativo e seu valor em uso.</p><p>Inicialmente faremos alguns cálculos e análises para achar o valor líquido de venda de um ativo e,</p><p>também, o seu valor em uso. Após, o maior, dentre esses dois valores, será utilizado como valor</p><p>recuperável.</p><p>Esquematizemos:</p><p>Valor em uso é o valor presente de fluxos de caixa futuros esperados que devem advir de um ativo</p><p>ou de unidade geradora de caixa.</p><p>Para achar o valor em uso, temos de conhecer as entradas de caixa que serão esperadas pela</p><p>utilização do ativo. Desse valor subtraímos todas as saídas de caixa que estejam relacionados às</p><p>receitas.</p><p>CPC 01 - Não se aplica a</p><p>Estoques</p><p>Receita de</p><p>contrato com</p><p>cliente</p><p>Ativos fiscais</p><p>diferidos</p><p>Benefícios a</p><p>empregados</p><p>Propriedade</p><p>para</p><p>investimento</p><p>mensurada ao</p><p>valor justo</p><p>Ativos</p><p>biológicos ao</p><p>valor justo</p><p>Contratos de</p><p>seguro</p><p>Ativos não</p><p>circulantes</p><p>mantido para</p><p>venda</p><p>Valor recuperável</p><p>Valor justo líquido de</p><p>despesa de venda</p><p>Valor em uso</p><p>Maior</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>35</p><p>136</p><p>Por exemplo, uma máquina gerará, em sua vida útil, entradas de caixa de R$ 1.000.000,00, com</p><p>saídas esperadas de R$ 400.000,00. O seu valor em uso será, resumidamente, o montante de R$</p><p>600.000,00 (1 milhão – 400.000,00). Se tivéssemos uma taxa de juros na operação, teríamos que</p><p>usá-la para obter o valor presente.</p><p>Valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago pela</p><p>transferência de um passivo em uma transação não forçada entre participantes do mercado na</p><p>data de mensuração. (CPC 46 – Mensuração do Valor Justo).</p><p>Em suma: é o valor acertado pelas partes para a negociação do bem nas CNTP, rsrs,(Condições</p><p>Normais de Temperatura e Pressão, lembram das aulas de Física?).</p><p>Para fins de teste de recuperabilidade, o valor justo deve ser diminuído de gastos que necessário</p><p>para colocar o bem em condições de venda, com fretes, revisões, manutenções.</p><p>Como exemplo, se a mesma máquina citada acima pudesse ser vendida pelo valor de R$</p><p>600.000,00, com despesas de venda no valor de R$ 200.000,00. O valor líquido de venda seria</p><p>neste caso de R$ 400.000,00 (600.000 – 200.000).</p><p>Voltando ao conceito de valor recuperável, podemos dizer que, após realizado os passos acima,</p><p>devemos proceder da seguinte forma para encontrá-lo:</p><p>1) Qual o valor de uso? R$ 600.000,00.</p><p>2) Qual o valor líquido de venda? R$ 400.000,00.</p><p>3) Conhecidos os dois dados indagamos: Qual o valor recuperável? Exato! R$ 600.000,00, que é</p><p>o maior entre o valor de uso e o valor líquido de venda.</p><p>Entenderam? Esses conceitos são importantíssimos para a prova.</p><p>Perda por desvalorização é o montante pelo qual o valor contábil de um ativo ou de uma unidade</p><p>geradora de caixa excede seu valor recuperável.</p><p>Veja que o conceito diz que o valor contábil excede o valor recuperável. Valor Contábil é o valor</p><p>pelo qual um ativo está reconhecido no balanço depois da dedução de toda respectiva</p><p>depreciação, amortização ou exaustão acumulada e estimativa para perdas por recuperabilidade.</p><p>Podemos inferir dessa leitura que temos de comparar os dois valores, o contábil e o recuperável,</p><p>para achar a perda.</p><p>No exemplo acima, se o valor contábil do bem fosse R$ 800.000,00, qual seria a perda por</p><p>desvalorização?</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>36</p><p>136</p><p>Basta subtrairmos dos R$ 800.000,00 o valor recuperável, de R$ 600.000,00. Achamos o valor de</p><p>R$ 200.000,00. É essa a nossa perda!</p><p>Essa perda será registrada da seguinte forma:</p><p>D – Despesa com perda com desvalorização de ativo 200.000,00</p><p>C – Ajuste ao valor recuperável 200.000,00</p><p>No balanço, fica assim:</p><p>Balanço patrimonial</p><p>Ativo imobilizado 800.000,00</p><p>(-) Ajuste ao valor recuperável (200.000,00)</p><p>Valor contábil 600.000,00</p><p>Do contrário, se o valor de realização do ativo é maior que o seu valor contábil, nenhum registro</p><p>há que ser feito.</p><p>Esquematizemos:</p><p>Observemos como foi cobrado:</p><p>(Auditor Fiscal/SEFAZ/RS/2014) Para fins de identificação de um ativo que pode estar</p><p>desvalorizado, devemos considerar seu valor</p><p>a) de uso excedente ao seu valor contábil.</p><p>b) reavaliado excedente ao seu valor recuperável.</p><p>c) contábil excedente ao seu valor reavaliado.</p><p>d) recuperável excedente ao seu valor contábil.</p><p>e) contábil excedente ao seu valor recuperável.</p><p>Comentários:</p><p>Conforme acabamos de salientar, o gabarito é a letra e.</p><p>Teste de</p><p>recuperabilidade</p><p>Valor contábil maior</p><p>que recuperável</p><p>Registra perda</p><p>Valor contábil menor</p><p>que valor recuperável</p><p>Nada se faz</p><p>(prudência)</p><p>Júlio Cardozo, Luciano Rosa</p><p>Aula 09</p><p>Polícia Federal (Agente de Polícia) Contabilidade Geral</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>37</p><p>136</p><p>Passos Detalhados Para o Cálculo da Valor Recuperável</p><p>Vamos ver a maneira como deve ser feito o teste de recuperabilidade?</p><p>1) Encontramos o valor contábil na data em que será feita a comparação.</p><p>O valor contábil será encontrado do seguinte modo:</p><p>a) Pegamos o valor de aquisição</p><p>b) Retiramos a depreciação, amortização, exaustão existentes</p><p>c) Subtraímos de (a) o valor de (b)</p><p>2) Encontramos o valor recuperável: maior entre valor justo e valor em uso.</p><p>2.1) Valor justo líquido de despesa de venda: Encontramos o valor pelo qual o ativo poderia ser</p><p>vendido no mercado e retiramos as despesas de venda.</p><p>2.2) Valor em uso: Pegamos o valor que podemos obter com as entradas e saídas de caixa</p><p>esperados, trazendo a valor presente (a questão dará uma taxa de desconto). Somamos a isso o</p><p>valor pelo qual podemos vender o ativo no final do período.</p><p>Valor de uso= ∑( Fluxos de Caixa Esperados em n(1+i)n )</p><p>Pegadinha! Pessoal, precisamos ter um cuidado especial quando se tratar do</p><p>cálculo do valor em uso. Dissemos que o valor pelo qual o ativo pode ser vendido</p><p>no final de sua vida útil deve ser incluído no cálculo do valor em uso. Contudo, se</p><p>a questão disser o seguinte:</p><p>- Valor de venda do ativo ao final da vida útil (31.12.X1): 20.000,00</p><p>- Valor em uso em 31.12.X1: 100.000,00</p><p>Neste caso, o valor de venda do ativo já está incluído no valor em uso e não</p><p>precisamos incluir novamente. Você utilizará diretamente o dado do valor</p>os valores de 
depreciação, exaustão e amortização a que eles estariam sujeitos. 
73. (CEBRASPE/Contador/Eletrobrás/2013) A possibilidade de o custo de determinado item do ativo 
imobilizado ser mensurado com confiabilidade está entre as condições para que esse item seja reconhecido 
como ativo. 
 
No encerramento do exercício, determinada sociedade constituída por ações levantou os saldos diferentes 
de zero das contas representativas do ativo contábil, conforme apresentado na tabela abaixo. 
 
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==1365fc==
 
 
contas do ativo R$ 
aplicações financeiras avaliadas a valor justo (longo prazo) 15.000 
aplicações financeiras (curto prazo) 20.000 
caixa e equivalentes de caixa 4.000 
contas a receber 475.000 
depósitos judiciais (longo prazo) 36.000 
depreciação acumulada 119.000 
estoques 274.000 
imobilizado em andamento 16.000 
imobilizado em operação 570.000 
intangível 98.000 
outros ativos circulantes 7.000 
tributos a recuperar (longo prazo) 34.000 
tributos a recuperar (curto prazo) 70.000 
Com base nessas informações, julgue o item que se segue, relativo à elaboração do balanço patrimonial e 
sua análise vertical. 
74. (CEBRASPE/TCE-RO/Auditor de Controle Externo/2013) O valor do imobilizado é maior que R$ 700.000,00. 
75. (CEBRASPE/Contador/TJ/AC/2012) Um ativo imobilizado foi submetido ao teste de recuperabilidade e o 
resultado mostrou perda no valor de R$ 80.000,00. Nessa situação, a contabilização a ser feita aumentará a 
conta do ativo em R$ 80.000,00 e a conta de despesa no mesmo valor. 
 
Julgue o item a seguir, considerando os pronunciamentos do CPC e os princípios de contabilidade. 
 Considere que haja duas formas de pagamento para a aquisição de um ativo imobilizado: 
I pagamento de R$ 200 mil, à vista; 
II pagamento de R$ 400 mil, em dez parcelas semestrais de R$ 40 mil. 
76. (CEBRASPE/ALECE/Analista Legislativo/2011) Se determinada sociedade constituída por ações optar pela 
forma II para a aquisição do referido ativo, então, nesse caso, o valor a ser contabilizado como imobilizado 
na data da compra será de R$ 200 mil. 
 
No que diz respeito a patrimônio, seus registros e características, julgue o item a seguir. 
77. (CEBRASPE/STM/Técnico Judiciário/2011) Os gastos com seguros contratados para o transporte de ativos 
integrantes do imobilizado devem ser considerados como custo do referido bem e incorporados ao valor de 
aquisição do ativo. 
 
Segundo a Lei n.º 6.404/1976, registram-se no ativo imobilizado “os direitos que tenham por objeto bens 
corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa 
finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle 
desses bens”. 
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 A respeito desse assunto, julgue os itens seguintes. 
78. (CEBRASPE/STM/Contabilidade/2011) Obras de arte não podem ser registradas em contas de ativo 
imobilizado, devendo, obrigatoriamente, ser inscritas em grupo próprio de investimentos. 
79. (CEBRASPE/STM/Contabilidade/2011) Veículos e imóveis de uso e máquinas para revenda são exemplos 
típicos do grupo ativo imobilizado. 
80. (CEBRASPE/ABIN/2010) Determinada empresa comprou uma máquina para uso no valor de R$ 100.000,00. 
A vida útil desse ativo é estimada em 10 anos, ao fim dos quais a empresa espera um valor residual de R$ 
20.000,00. Nessa situação, admitindo-se que a empresa utilize o método de depreciação linear, ela deverá 
contabilizar, anualmente, uma despesa de depreciação no valor de R$ 8.000,00. 
81. (CEBRASPE/Agente/Polícia Federal/2009) Suponha que uma empresa mineradora tenha adquirido os 
direitos de exploração de uma mina por R$ 5 milhões, por meio de um contrato com cinco anos de vigência. 
Nesse caso, após dois anos de exploração, se tiverem sido extraídos 30% da possança da mina, o referido 
ativo, classificado no imobilizado, deverá estar avaliado no balanço da empresa por R$ 3 milhões. 
 
 em R$ 
duplicatas a receber 2.250 
depreciação acumulada – máquinas 2.250 
resultados não-operacionais 450 
máquinas de uso 4.950 
82. (CEBRASPE/TCE-TO/Técnico em Contabilidade/2009) Considerando que o lançamento acima está correto, o 
evento registrado é venda de máquina do ativo imobilizado 
a) com prejuízo de R$ 450,00. 
 b) com prejuízo de R$ 2.700,00. 
 c) por R$ 4.950,00. 
 d) com lucro líquido de R$ 4.500,00. 
 e) com valor contábil de R$ 4.950,00. 
83. (CEBRASPE/TCE-TO/Técnico em Contabilidade/2009) Considere que o ativo imobilizado de determinada 
empresa registrava o valor de uma máquina pelo custo de aquisição de R$ 50.000,00. Após a ocorrência de 
um incêndio, foi considerada perdida integralmente. Essa máquina havia sido adquirida a crédito, do qual 
já foi amortizado o montante de R$ 40.000,00. A depreciação acumulada referente a este bem estava 
registrada até o dia do sinistro em R$ 35.000,00. 
Considerando apenas esses dados, a baixa da máquina acarretará uma despesa líquida não-operacional de 
a) R$ 10.000,00. 
b) R$ 15.000,00. 
c) R$ 20.000,00. 
d) R$ 30.000,00. 
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e) R$ 35.000,00. 
 
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GABARITO 
1 A 
2 CERTO 
3 ERRADO 
4 ERRADO 
5 D 
6 CERTO 
7 CERTO 
8 CERTO 
9 E 
10 A 
11 CERTO 
12 ERRADO 
13 ERRADO 
14 ERRADO 
15 ERRADO 
16 CERTO 
17 ERRADO 
18 ERRADO 
19 ERRADO 
20 ERRADO 
21 CERTO 
22 CERTO 
23 ERRADO 
24 ERRADO 
25 ERRADO 
26 ERRADO 
27 C 
28 B 
29 E 
30 C 
31 E 
32 B 
33 ERRADO 
34 D 
35 ERRADO 
36 B 
37 CERTO 
38 ERRADO 
39 CERTO 
40 ERRADO 
41 ERRADO 
42 ERRADO 
43 CERTO 
44 CERTO 
45 C 
46 CERTO 
47 CERTO 
48 ERRADO 
49 ERRADO 
50 CERTO 
51 ERRADO 
52 ERRADO 
53 CERTO 
54 ERRADO 
55 CERTO 
56 CERTO 
57 CERTO 
58 ERRADO 
59 CERTO 
60 ERRADO 
61 CERTO 
62 CERTO 
63 CERTO 
64 ERRADO 
65 ERRADO 
66 CERTO 
67 ERRADO 
68 CERTO 
69 ERRADO 
70 CERTO 
71 CERTO 
72 CERTO 
73 ERRADO 
74 ERRADO 
75 CERTO 
76 CERTO 
77 ERRADO 
78 ERRADO 
79 ERRADO 
80 CERTO 
81 ERRADO 
82 A 
83 B 
 
 
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