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_Júlia Silveira de Oliveira_ INTRODUÇÃO À ANATOMIA ● Normal: o que é mais frequente na população ● Variação anatômica: característica que foge do padrão de normalidade anatômica, mas que não causa prejuízo funcional ao indivíduo - Ex: 6 dedos no pé/mão ● Anomalia: alterações mais profundas que causam prejuízo funcional ao indivíduo ● Monstruosidade: alterações profundas que são incompatíveis com a vida - Ex: agenesia (não formação do encéfalo) Fatores gerais de variação ● Idade ● Sexo biológico ● Raça ● Biotipo ● Evolução TEGUMENTO ● Tegumento = pele, revestimento ● Acompanha cabelo, pelos e unhas ● Compõe 16% do peso corporal ● Maior órgão do ser humano ● Difere de acordo com os locais do corpo - é mais espessa em locais que sofrem maior pressão ● Modifica-se no mesmo indivíduo com o tempo (pele de criança é diferente de um idoso, por exemplo) Funções questão de prova ● Função de proteção do corpo contra efeitos ambientais ● Contenção das estruturas do corpo ● Regulação da temperatura - termorregulação ● Sensibilidade ● Síntese e armazenamento de vitamina D ● Barreira mecânica contra agentes invasores, traumas e radiação ultravioleta ● Excretar toxinas e resíduos do metabolismo Constituição questão de prova ● É constituída por epiderme e derme Epiderme ● Parte mais superficial da pele ● Epitélio queratinizado - a queratina protege a pele, impedindo que alguns compostos entrem em nosso corpo ● É avascular , sendo nutrida pela derme ● As novas células empurram as mais antigas para a superfície, renovando a epiderme ● Os melanócitos ficam na camada basal - produzem melanina -> pigmentação - A quantidade de melanócitos já é pré-definida, ou seja, ao longo da vida não produzimos mais melanócitos - O sol estimula os melanócitos a produzirem melanina - A sensibilidade dos melanócitos varia de pessoa para pessoa -> isso influencia na variação, entre as pessoas, de alteração da coloração da pele quando exposta ao sol ● A tatuagem deve ser feita na derme, uma vez que a epiderme descama ● Papilas epidérmicas: impressão digital ● Seu tempo de renovação é de 26 dias - 13 dias para o ciclo celular - 13 dias para a queratina desintegrar e descamar - Possui orifícios para as glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas, pelos, os quais estão conectados à derme _Júlia Silveira de Oliveira_ Obs: a glândula sebácea divide o ofício com o pelo; a glândula sudorípara possui seu próprio orifício - ou seja, ao todo sãos 2 orifícios (pelo + sebácea ; sudorípara) Derme ● Fica abaixo da epiderme ● As glândulas se alojam na derme ● Constituída por tecido conjuntivo ● Onde estão os receptores de sensibilidade - possui terminações nervosas ● É vascularizada e inervada (nervos sensitivos) ● Fica repousada sobre a tela subcutânea, rica em tecido adiposo ● Composta por duas camadas: papilar e reticular ● Células principais: - Fibroblastos: fibras colágenas e fibras elásticas (sustentação da pele) - Pele jovem: rica em colágeno e elastina - Pele madura: atrofia estrutural pela diminuição celular -> começa a se tornar flácida ● Estrias ocorrem por distensão excessiva da pele -> pele possui um limite para distensão Queimaduras questão de prova ● Pode resultar em quelóide ● Como a pele é uma das principais vias de perda/contenção de líquidos -> por isso pacientes queimados tendem a se desidratar -> identificar a área queimada é importante para saber quanto de líquido deve ser reposto ● Em incêndios, a inalação de fumaça é mais perigosa que a própria queimadura (monóxido de carbono se liga fortemente à hemoglobina, impedindo o transporte de oxigênio) ● O fluxo sanguíneo na região queimada é fundamental para que a região seja preservada (sangue leva nutrientes e oxigênio) - Por isso, não é indicado se coloque algo gelado sobre a queimadura, uma vez que os vasos se contraem, o que dificulta a chegada de sangue - O curativo deve ser seco e não aderente ● 1 grau: envolve apenas a epiderme e, por isso, é superficial - Costuma deixar a pele avermelhada (hiperemia) - Não provoca a formação de bolhas - Geralmente, a pele se recupera em menos de uma semana - Não deixa cicatriz - Não sangra e é seca - Dolorosa - Queimadura de sol - FPS - fator de proteção solar: ● 2 grau: - Pode ser mais superficial quando envolve a epiderme e pequena parte da derme, ou mais profunda, quando atinge a derme por completo - No caso da mais superficial, os sintomas são semelhantes à queimadura de 1 grau, mas pode haver formação de bolhas (flictenas) - bolhas são o descolamento da epiderme da derme - Vermelhidão, dor e bolha - Úmida - Cura espontânea, mas é mais lenta e com possibilidade de cicatriz - Não costuma deixar cicatriz, apenas se a queimadura for a do tipo profunda/total _Júlia Silveira de Oliveira_ As bolhas são a principal característica da queimadura de 2 grau ● 3 grau: - Atinge todo os apêndices da pele, ossos, músculos, nervos, vasos - Indolor - os receptores sensitivos são queimados - Cor branca, amarela ou marrom - Ferida úmida - Não cicatriza espontaneamente, precisa de enxerto - Grande potencial de infecção - Provoca desequilíbrio ácido-básico ● 4 grau: - Carbonização - geralmente leva ao óbito ou perda do membro queimado ● A pele da tilápia se incorpora à pele humana - usada como enxerto Alterações na pigmentação da pele ● Cianose: falta de oxigenação em um membro -> a região fica roxa Alterações de cicatrização questão de prova ● Cicatriz hipertrófica ● Queloide: mais alta e saliente que a cicatriz hipertrófica - É um tumor benigno Pelos ● Pele pilosa: com pêlos ● Pele Glabra: sem pelos - palma da mão e planta do pé (evita que a gente escorregue) Melanoma: questão de prova ● São lesões escuras, ásperas, de bordas irregulares e formato circular assimétrico (não possuem um diâmetro exato) ● Tendem a crescer/evoluir ● Pode haver crescimento anormal de pelos na região ● Pode ser amelanótico, ou seja, não ter as características visíveis de um melanoma ● Pode aparecer em outras reações que não sejam externas e visíveis, como no esôfago Unhas: _Júlia Silveira de Oliveira_ ● Sulco: mesmo que cutícula SISTEMA ESQUELÉTICO ESQUELETO AXIAL ● Fica no eixo do corpo Classificação dos ossos ● Osso curto: apresenta equivalência das 3 dimensões (espessura, largura e comprimento) ● Osso plano/laminar: apresenta comprimento e largura equivalentes, os quais são maiores que a espessura ● Osso longo: possui comprimento maior que a largura e a espessura - As extremidades chamam epífises - Diáfise: corpo do osso - Possuem em seu interior uma cavidade, o canal tubular, onde se aloja a medula óssea (por isso também são chamados de tubulares) ● Osso irregular: apresenta morfologia complexa, não sendo correspondente a formas geométricas conhecidas ● Osso pneumático: apresenta uma ou mais cavidades, as quais recebem o nome de seio/sino - SÓ ESTÃO PRESENTES NO CRÂNIO ● Osso sesamóide: desenvolve-se em certos tendões ou cápsulas articulares CRÂNIO ● Forma uma caixa óssea, destinada a abrigar a proteger o encéfalo ● Possui cavidades para órgãos de sensibilidade específica (visão, audição, equilíbrio, olfato e gustação) ● Divide-se em neurocrânio e viscerocrânio ● Possui 22 ossos (desses, somente a mandíbula é móvel - os demais osso se unem por articulações imóveis, das quais a maioria é a articulação fibrosa do tipo sutura) NEUROCRÂNIO - contato direto com o encéfalo ● Formado por 8 ossos - Frontal (anterior) - Occipital (posterior) - Parietais (2 - direito e esquerdo) - Etmóide (faz parte do viscerocrânio, mas ele é majoritariamente neurocrânio) - Esfenóide - Temporais (par - direito e esquerdo) ● Superior e posterior ao viscerocrânio _Júlia Silveira de Oliveira_ ● Possui um teto abobadado (calvária) e um assoalho/base do crânio ● Abriga o encéfalo - justifica seu maior volume ● Ossos mais espessos posteriormente e mais finos lateralmente, ondemúsculos reforçam a proteção ● Sua forma esferoidal oferece maior proteção ● No nascimento, é mais volumoso que o viscerocrânio (essa desproporção continua na vida adulta, mas em menor escala), já que ele está relacionado ao crescimento do encéfalo, olhos e órgãos de audição e equilíbrio, que já se acham bem desenvolvidos na época do nascimento ● Os ossos que o constituem são formados por lâminas externa e interna, de substância compacta, e por uma camada média esponjosa chamada díploe. Uma forte pancada nesses ossos pode deprimir a lâmina externa, que absorve grande parte da força, mas a lâmina interna pode romper-se e lesar o encéfalo, os vasos e os nervos do crânio ● Forame magno: grande abertura na base do crânio que permite a continuidade da medula espinal com o encéfalo. ● Pontos Craniométricos - atuam como referência - Vertex/vértice: ponto mais elevado do crânio na sutura sagital - Glabela: Localizada no osso frontal, está entre as sobrancelhas. (acima do násio) - Násio: Depressão localizada abaixo da glabela, começo do nariz. - Vértice: Ponto mais alto do crânio e da sutura sagital - Lambda: Interseção entre a sutura sagital e a sutura lambdoidea - Ínio (Proeminência occipital externa): Pequena elevação na base do crânio - Astério (par): junção do osso occipital, parietal e temporal (forma de estrela) - Ptério (par): interseção entre o osso parietal, frontal, temporal e esfenóide (asa maior) - Bregma: interseção entre a sutura coronal e sagital _Júlia Silveira de Oliveira_ ● Pontos de interseção: - Násio: entre o osso frontal e nasal; área visivelmente deprimida ● SUTURA: tipo de articulação que permite pouca mobilidade ● São estruturas que unem os ossos do crânio. Elas são inicialmente cartilaginosas para permitir a passagem do bebê pelo canal vaginal e o crescimento cerebral, mas que ossifica com o tempo. - Coronal: une os ossos parietais com o frontal; tem formato de tiara/coroa - Lambdóide: une os ossos parietais e occipital ; tem formato de lambida, presente na parte posterior do crânio - Sagital: une os dois ossos parietais; vai desde a “ponta” da sutura lambdóide até o final dos ossos parietais - Escamosa: apresenta formato “escamoso”, curvo, e se localiza entre o osso temporal e o parietal - Frontal: divide os ossos frontais do crânio fetal (essa sutura desaparece depois) ATENÇÃO: Se as suturas fecharem muito depois do normal: hidrocefalia Se as suturas fecharem muito antes do normal: microcefalia ● Interseção entre suturas: - Bregma: encontro das suturas sagital e coronal - Lambda: encontro das suturas lambdóide e sagital VISCEROCRÂNIO ● Formado por 15 ossos - Maxilas (2) - Mandíbula - Etmóide - Vomer - Ossos nasais (2) - Conchas nasais inferiores (2) - Zigomáticos (2) - Palatinos (2) - Lacrimais (2) - Cavidades orbitais (2) ● Está relacionado ao sistema digestório e sistema respiratório OSSOS ● Frontal: - Tambem forma o teto da orbita - Ao nascimento, ele está dividido (por isso a sutura). Assim, no nível do bregma, forma-se o fontículo/fontanela anterior e, no nível do lambda, forma-se o fontículo/fontanela _Júlia Silveira de Oliveira_ posterior (essas regiões são mais conhecidas como moleiras, que, até os 2 anos de idade, os fontículos desaparecem pelo crescimento e encontro dos ossos) - essas regiões possuem líquido em seu interior - Osso pneumático (proteção contra choques mecânicos) - possui seios paranasais - Arcos supraciliares: mais proeminente em homens - Glabela: área lisa e ligeiramente deprimida situada entre os arcos superciliares (região da sobrancelha) ● Occipital - Protuberância occipital externa = ínio: projeção mais saliente do osso occipital , abaixo do lambda. O centro dessa protuberância é chamado de ínio - Forma a porção póstero-inferior da abóbada (acomoda o cerebelo) - Local onde se encontra o Forame Magno (orifício que permite a passagem da medula) - Local da sutura lambdóide - Os côndilos occipitais se articulam com o Atlas - Clivo: região em declive entre o forame magno e sela turca - Se comunica com o esfenóide _Júlia Silveira de Oliveira_ ● Esfenóide - Osso pneumático - Formado por um corpo e três pares de processos: asas maiores, asas menores e processos pterigoides (perna da mariposa). As asas maiores e menores do esfenóide estendem-se lateralmente a partir das faces laterais do corpo do esfenóide. - A asa menor fica em contato com o osso frontal - Os processos pterigoides são ligados ao teto da boca - Possui uma parte mais anfundada, chama de sela turca. No meio dela, fica a fossa hipofisária, que abriga a hipófise. Embaixo dessa fossa, fica o seio esfenoidal - Possui formato de mariposa \ ● Etmóide - Osso pneumático - Uma parte está no neurocrânio e a outra no viscerocrânio (mas ele é considerado como pertencente ao neurocranio) - Fica na linha mediana do crânio e forma a maior parte das paredes da cavidade nasal - Possui vários buraquinhos para as estruturas nasais (labirinto etmoidal -> também pode ser chamado de seio etmoidal) - Crista gali = crista etimoidal _Júlia Silveira de Oliveira_ ● Temporal (um par) - Osso pneumático - Onde os cabelos brancos aparecem primeiro (por isso “temporal”-> passagem do tempo -> temporal) - Possui uma parte escamosa, que é plana e fica próxima à sutura escamosa - Possui uma processo mastoidea que é pneumática - Processo estilóide, onde ficam os músculos da mastigação - Parte timpânica, onde fica o meato acústico interno - Parte petrosa: abriga as estruturas do ouvido - PROCESSO: nome para onde está indo + nome de onde está vindo - Processo zigomático do osso temporal - Processo temporal do osso zigomático ● Parietal (um par) - Compõe a lateral do crânio ● Vomer - Osso que une o etmóide à maxila ● Lacrimal (um par) _Júlia Silveira de Oliveira_ - Mais finos e frágeis ● Osso nasal (um par) - É dividido pelo septo nasal ósseo em cavidades nasais, direita e esquerda - Cada cavidade nasal apresenta, geralmente, três placas curvas, chamadas de conchas - Inferiormente aos ossos nasais, está a abertura piriforme - Meato nasal: espaço entre as conchas nasais ● Palatino (um par) ● Zigomático (um par) - Formam a proeminência das bochechas (maçã do rosto) - Formam as paredes lateral e inferior das órbitas (cavidades onde se situam os olhos) - Ficam apoiados sobre as maxilas - Articula com o temporal pelo processo zigomático do osso temporal e o processo temporal do osso zigomático (juntos, esses processos formam o arco zigomático) - O processo frontal do osso zigomático se articula com o processo zigomático do osso frontal ● Maxilas _Júlia Silveira de Oliveira_ - Osso pneumático - Seio maxilar - cresce ao longo da vida, afetando as raízes dos dentes e tornando-os mais moles - É composto por duas maxilas, que são unidas pela sutura maxilar - Parte acima da mandíbula; não móvel - Osso pneumático ● Mandíbula - Forma o esqueleto da arcada inferior - Esqueleto móvel - Articula com o osso temporal - Possui uma parte horizontal (corpo) e uma parte vertical (ramo) ● Hióide - Único osso que não se articula com outro osso - Formato de U - É suspenso por músculo e ligamentos - Ponto de fixação para os músculos da língua e da laringe COLUNA VERTEBRAL ● Funções - Principal: suportar o peso da maior parte do corpo - Proteger a medula espinhal - Serve de pivô para suporte e mobilidade da cabeça - Confere a flexibilidade necessária à movimentação do tronco _Júlia Silveira de Oliveira_ ● Divisão - 7 cervicais + lordose cervical - 12 torácicas + cifose torácica - 5 lombares + lordose lombar - 5 sacrais - 4 coccígeas ● Apresenta, entre os corpos vertebrais, um disco intervertebral, fibrocartilaginoso, capaz de absorver os aumentos de pressão numa súbita sobrecarga da coluna e conferir mobilidade entre vértebras adjacentes ● Possui curvaturas (lordose e cifose) que contribuem para a manutençãodo equilíbrio e postura , - - Quanto mais horizontais forem os processos articulares, maior será a capacidade daquela vértebra se rotacionar Estrutura geral das vértebras ● As vértebras tornam-se maiores gradualmente, à medida que a coluna vertebral desce até o sacro e, a partir daí, tornam-se progressivamente menores em direção ao ápice do cóccix. - A mudança de tamanho está relacionada com o fato de vértebras sucessivas suportarem cada vez mais peso corporal, à medida que se desce a coluna vertebral. As vértebras atingem o tamanho máximo imediatamente acima do sacro, que transfere o peso para o cíngulo do membro inferior nas articulações sacroilíacas. ● As vértebras cervicais, torácicas, lombares e a primeira vértebra sacral, ao todo 25, também se articulam nas articulações dos processos articulares Constituintes ● Um Corpo vertebral - Confere resistência à coluna vertebral e sustenta o peso do corpo. - O tamanho dos corpos vertebrais aumenta à medida que se desce na coluna, principalmente de T IV* para baixo, pois cada um deles sustenta cada vez mais peso. ● Um Arco vertebral _Júlia Silveira de Oliveira_ - Delimita o forame vertebral (o conjunto de forames forma o canal vertebral, por onde passa a medula espinhal as raizes dos nervos espinhais - Consiste em dois pedículos e lâminas (direito e esquerdo) - Pedículos se situam entre o corpo vertebral e os processos articulares/transversos - Lâminas vertebrais se situam posteriormente aos processos articulares. As lâminas se encontram e formam o processo espinhoso ● Um Processo espinhoso - Local de fixação dos músculos do Dodson e servem como alavancas, facilitando facilitando os músculos que fixam ou mudam a posição das vértebras. ● Dois Processos Transversos - Local de fixação dos músculos do Dodson e servem como alavancas, facilitando facilitando os músculos que fixam ou mudam a posição das vértebras. - As fóveas dos processos transversos servem como ponto de fixação do tubérculo das costelas ● Quatro processos articulares (2 superiores e 2 inferiores) - Determinam os tipos de movimentos permitidos e restritos entre as vértebras adjacentes de cada região - Também ajudam a manter alinhadas as vértebras adjacentes, particularmente evitando o deslizamento anterior de uma vértebra sobre outra. - Os processos servem como pontos de inserção para músculos e ligamentos ● Forames intervertebrais: as incisuras vertebrais superiores e inferiores das vértebras adjacentes e os discos que as unem formam os forames intervertebrais, através dos quais os nervos espinais emergem da coluna vertebral Vértebras Cervicais - movimento de giro da cabeça _Júlia Silveira de Oliveira_ ● São as menores das 24 vértebras da coluna - sustentam menos peso variedade de movimento de todas as regiões vertebrais. - A espessura relativa dos discos intervertebrais, a orientação quase horizontal das faces articulares e a pequena massa corporal adjacente dão à região cervical a maior amplitude e ● Especialidade: possui forames transversos para passar a artéria vertebral (exceção: C7: seu forame transverso é mais estreito e, portanto, a artéria vertebral não passa nele; a artéria vertebral pula a C7 -> passar no forame, então tem-se um caso de variação anatômica) ● VÉRTEBRAS ATÍPICAS: CI, CI e CVII Vértebra CI - “Atlas" ● Não possui corpo nem processo espinhoso, e sim um anel que circunda um grande forame vertebral ● No lugar do corpo, possui um par de massas laterais, sustentando o peso do crânio (igual o Atlas da mitologia grega sustentava o peso do mundo sobre os seus ombros) ● As faces articulares superiores se articulam com os concílios occipitais do crânio ● Sobre cada massa lateral, apresenta-se o processo articular superior ● Sustenta o peso do crânio ● Único que possui tubérculo ● Os processos transversos originam-se dessas massas, o que faz com que essa vertebra seja mais larga - isso possibilita a passagem da artéria vertebral ● O ligamento transverso do atlas impede o deslocamento posterior e anterior do dente do áxis, evitando o estrangulamento da medula espinal Vértebra CII - “Axis” ● Tem esse nome por servir de eixo de rotação do atlas com o crânio ● Se liga ao Atlas por meio de um dente, que só permite a rotação lateral da cabeça, evitando possibilidades de estrangulamento da medula ● O Atlas rotacional sobre o Axis ● Possui um processo espinhoso bífido ● O dente atua como um eixo de rotação _Júlia Silveira de Oliveira_ ● O processo transversal mantém a estabilidade da articulação do dente do áxis com a fóvea do arco anterior do atlas Vértebra C7 ● Vértebra de transição ● Forame vertebral tem formato triangular ● O forame transversal é mais estreito - portanto, a artéria vertebral não passa por ele (só passam algumas pequenas veias acessórias)- se passar, então é um caso de variação anatômica ● Possui processo espinhoso mais alongado e ele NÃO é bífido Vértebras Torácicas - movimento lateral ● Articulam-se com as coletas, formando a caixa torácica - essa articulação é feita por meio das fóveas costais Vértebra torácica típica ● Possuem processo espinhoso em declive, mais inclinados, o que protege a vértebra seguinte ● Seus processos transversos possuem fóveas costais (fóveas costais dos processos transversos -> articulam com o tubérculo da costela) ● Faces articulares superiores e inferiores são invertidos -> a face articular do processo articular superior é voltada posteriormente, e quando que a face do processo articular inferior é voltada anteriormente ● Os corpos vertebrais tem um volume intermediário entre o das vértebras cervicais e o das lombares ● Facetas articulares olham “para frente” (na visão anterior, parece uma girafa) ● Forame vertebral menor e em formato cilíndrico ● A cabeça da costela articula com o corpo vertebral por meio das fóveas costais (hemi fóvea superior de uma costela + hemi fóvea inferior de outra costela = fóvea) ● Os processos espinhosos que se projetam dos arcos de vértebras torácicas típicas são longos e inclinados inferiormente, em geral superpondo-se à vértebra situada abaixo. Eles cobrem os intervalos entre as lâminas de vértebras adjacentes, impedindo, assim, a penetração de objetos cortantes, como uma _Júlia Silveira de Oliveira_ faca, no canal vertebral e a lesão da medula espinal. Vértebras Lombares ● São as vértebras mais volumosas da coluna vertebral, uma vez que sustentam mais peso ● Forame vertebral com formato triangular ● Faces articulares olham uma para a outra ● Seus processos articulares estendem-se verticalmente, o que permite o movimento de extensão e flexão ● Processos transversos mais espessos ● Processos espinhosos são mais curtos e quadriláteros ● A medula espinal termina no cone medular, mais ou menos na L1/L2, podendo haver variações ● No adulto, a medula espinal termina no denominado cone medular, localizado aproximadamente na parte posterior do corpo da transição L1-2 (com alguma variação); ● Não apresentam fóveas costais e forame transverso Vértebras Sacrais ● As 5 vértebras estão fundidas em uma peça única ● Formato triangular -> partes superiores sustenta mais peso que as inferiores ● Não possui vértebras -> elas estão fundidas ● As linhas transversais indicam onde houve a fusão das vértebras sacrais (Durante a infância, as vértebras sacrais individuais estão unidas por cartilagem hialina e separadas por discos intervertebrais. A fusão das vértebras sacrais tem início após os 20 anos de idade; entretanto, a maioria dos discos intervertebrais permanece não ossificada até a metade da vida ou por mais tempo ainda.) ● Possui uma base e um ápice (possui face oval para articulação com o cóccix) ● Canal sacral: corresponde ao canal vertebral da coluna ● A diminuição progressiva de tamanho ao longo do sacro se deve ao fato de as vértebras sustentaremmenos peso _Júlia Silveira de Oliveira_ ● Possui forames sacrais para a saída de nervos espinhais (os anteriores são maiores que os posteriores) ● Possui uma projeção óssea anterior chamada promontório - Porção anterior mais saliente da base do sacro e que é formada pela articulação da V vértebra lombar com o sacro. ● O hiato sacral permite acesso ao canal sacral - ele é o término do canal sacra. Ele resulta da ausência de lâminas e processo espinhoso das duas últimas lâminas ● Crista sacral mediana: união dos processos espinhosos ● Crista lateral: união dos processos transversos ● Cristas sacrais intermédias/mediais: união dos processos articulares ● Cornos sacrais: tubérculos que representam processos articulares posteriores da quinta vértebra sacral. ● A face auricular fica na lateral do esterno; parece uma orelha -> coberta por cartilagem hialina ● Sulco sacral: união das lâminas vertebrais Vértebras Coccígeas ● Osso triangular pequeno formado pela fusão de quatro vértebras ● Só sustenta peso quando estamos sentados ● Não tem canal vertebral TÓRAX ● Formado pelo esterno, costelas torácicas e costelas Costelas ● Costelas verdadeiras: são aquelas que se articulam diretamente com o esterno por meio de suas próprias cartilagens costais (costelas 1 a 7) _Júlia Silveira de Oliveira_ ● Costelas falsas: costelas que se fixam ao esterno indiretamente, por meio de cartilagens adicionais - olhar imagem acima (costelas 8 a 10) ● Costelas flutuantes: costelas curtas, rudimentares; não possuem conexão com o esterno (costelas 11 e 12) Costela típica (exceção: 1, 11 e 12) ● Sua cabeça se articula com a coluna vertebral por meio das fóveas costais ● Cabeça! Possui duas faces articulares, separadas pela crista da cabeça da costela ● Colo: une a cabeça com o corpo no nível do tubérculo ● Tubérculo costal: situado na junção do colo e do corpo ● Corpo da costela ● Ângulo da costela ● A cabeça da costela se articula com as hemifóveas da vértebra, que ficam no corpo vertebral ● Os tubérculos das costelas se articulam com as fóveas do processo transverso Costelas atípicas ● Costela 1: é a mais curta; limita a abertura superior do tórax - Mais achatada/larga - Possui apenas 1 face articular - Possui dois sucos: posterior -> passa a artéria subclávia ; anterior -> passa a veia subclávia - Entre esses sucos, há o tubérculo do escaleno ● Costela 2: possui corpo mais fino, menos curvo - sua principal característica é a presença da tuberosidade do músculo serrátil anterior ● Costela 11 e 12: não estão comentadas ao esterno (costelas flutuantes) - São curtas e não tem colo nem tubérculo - Possuem só uma face articular _Júlia Silveira de Oliveira_ Esterno ● É divido em 3 partes: manúbrio, corpo e processo xifóide ● Ângulo do esterno: ponto de união entre o manúbrio e o corpo do esterno (é saliente - corresponde ao ponto mais elevado) ● As incisuras são as regiões onde se ligam as costelas ● Na parte superior do manúbrio, há a incisura jugular, que é facilmente palpável ● Sínfise manúbrio-esternal = sincondrose manúbrio-esterno -> região saliente e facilmente palpável; é usada como referência, que forma o ângulo esterno, para a contagem das costelas, pois ela está na mesma direção que a segunda costela SISTEMA MUSCULAR ● São órgãos ativos dos movimentos dos membros e de outras partes do corpo ● Células musculares: são células capazes de causar movimento - contração e relaxamento - São alongadas, fusiforme, especializadas para desempenhar a função de contração - Também são chamadas de fibras - Quanto maior o número de fibras, mais forte é o músculo - Quanto maior for o comprimento da fibra muscular, maior será a capacidade de contração do músculo - Contratilidade: capacidade de encurtar e expandir - Irritabilidade: capacidade de receber e responder a estímulos - Extensibilidade: capacidade de se estender - Elasticidade: capacidade de voltar a forma inicial após contração/extensão ● Tipos: 1. Músculos Estriados Esqueléticos - Movimento voluntário _Júlia Silveira de Oliveira_ - Associado aos ossos 2. Músculos Lisos - Movimento involuntário - Parede dos vasos sanguíneos e órgãos ocos (vísceras) 3. Músculo Estriado Cardíaco - Movimento involuntário - Parede coração e grandes vasos - Não há conexão com osso - há um esqueleto fibroso - Fáscia: envoltório muscular; tecido conjuntivo colagenoso que empacota um conjunto de fibras musculares e, assim, permite que elas se conectem e tenham uma orientação funcional; também contribui para o fácil deslizamento dos músculos entre si - Endomísio: envolve cada fibra muscular (é um tipo/prolongamento de fáscia/fascículo) - Perimísio: envolve muitas fibras musculares - envolve o endomísio (é um tipo/prolongamento de fáscia/fascículo) ● Unidade motora: é a unidade funcional de um músculo; é formada por um neurônio motor e pelas fibras musculares que ele controla - O número de fibras varia conforme o músculo Funções ● Produção de movimentos corporais ● Estabilização/sustentação de das posições corporais ● Regulação do volume dos órgãos (bexiga, estômago, pulmão) - Órgãos que expandem possuem musculatura lisa ● Movimento de substância dentro do corpo (tubo digestório, ureter, ejaculação - movimentos peristálticos) ● Produção de calor Componentes musculares ● Tendão: ligamento osso + músculo -> possui forma cilíndrica - Quando as extremidades do músculos possuem forma laminar, recebem o nome de aponeurose - Tanto tendões quanto aponeurose são esbranquiçadas e brilhantes, muito resistentes e praticamente inextensíveis ● Ventre muscular: porção média carnosa, vermelha - Parte ativa do músculo, onde predominam as fibras musculares _Júlia Silveira de Oliveira_ Classificação dos músculos Quanto à situação ● Superficiais ou cutâneos ● Profundos ou subaponeurótico Quanto à forma ● Fusiforme: há uma convergência das fibras musculares em direção aos tendões de origem e inserção, de tal modo que a parte média do músculo tem maior diâmetro que nas extremidades ● Plano: tem fibras paralelas ● Cilíndrico/circular: circunda alguma abertura ou orifícios do corpo, fechando-os quando se contraem ● Triangular ● Quadrangular ● Peniforme: formato de pena (semipenado = unipenado) Quanto à origem (origem = extremidade do músculo presa à peça óssea que não se desloca = ponto fixo) ● Bíceps: dois tendões ● Tríceps: três tendões ● Quadríceps: quatro tendões Quanto à inserção (extremidade do músculo presa à peça óssea que se desloca = ponto móvel) ● Unicaudado: uma inserção/tendão ● Bicaudado: duas inserções/tendão ● Policaudados: três inserções/tendão Quanto ao ventre muscular _Júlia Silveira de Oliveira_ ● Gástrico: um ventre ● Digástrico: dois ventres ● Poligástrico: mais de 2 Quanto à ação ● Flexores: flexão ● Extensores: extensão ● Supinadores: rotação para fora ● Provadores: rotação para dentro ● Adutores: aproxima o membro do corpo ● Abdutores: afasta o membro do corpo Quanto à função ● Agonista: quando um músculo é o agente principal de um movimento; é o principal músculo responsável pela produção de um movimento específico do corpo. Ele se contrai concentricamente para produzir o movimento desejado, fazendo a maior parte do trabalho (gastando a maior parte da energia) necessáriof ● Antagonista: quando um músculo se opõe ao trabalho de um agonista, seja para regular a potência de ação deste; é aquele que se opõe à ação de outro. Quando há contração concêntrica dos agonistas ativos para produzir um movimento, há contração excêntrica dos antagonistas, que relaxam progressivamente, de forma coordenada, para produzir um movimento suave. ● Sinergista: músculo que atua no sentido de eliminar algum movimento indesejado que poderia ser produzido pelo agonista. Um músculo é considerado sinergista sempre quando se contrai ao mesmo tempo em que o agonista, mas não é o principalmúsculo responsável pelo movimento ou manutenção da postura. - os sinergistas complementam a ação dos agonistas Tipos de contração ● Contração reflexa: Embora os músculos esqueléticos também sejam denominados músculos voluntários, alguns aspectos da sua atividade são automáticos (reflexos) e, portanto, não são controlados pela vontade. Os exemplos são os movimentos respiratórios do diafragma ● Contração tônica: Mesmo quando estão “relaxados” os músculos de um indivíduo consciente estão quase sempre levemente contraídos. Essa leve contração, denominada contração tônica ou tônus muscular, não produz movimento nem resistência ativa (como o faz a contração fásica), mas confere ao músculo certa firmeza, ajudando na estabilidade das articulações e na manutenção da postura, enquanto mantém o músculo pronto para responder a estímulos apropriados. ● Contração fásica: Existem dois tipos principais de contrações musculares fásicas (ativas): (1) contrações isotônicas, nas quais o músculo muda de comprimento em relação à produção de movimento, e (2) contrações isométricas, nas quais o comprimento do músculo permanece igual – não há movimento, mas a força (tensão muscular) aumenta acima dos níveis tônicos para resistir à gravidade ou a outra força antagônica - Existem dois tipos de contrações isotônicas. O tipo no qual pensamos com maior frequência é a contração concêntrica, na qual o movimento decorre do encurtamento muscular – por exemplo, ao levantar uma xícara, empurrar uma porta ou dar um soco. Normalmente, é a capacidade de aplicar força excepcional por meio da contração concêntrica que distingue um atleta de um amador. Outro tipo de contração isotônica é a contração excêntrica, na qual um músculo se alonga ao contrair – isto é, sofre relaxamento controlado e gradual enquanto exerce força (reduzida) contínua _Júlia Silveira de Oliveira_ Musculatura esquelética ● Há uma interação direta entre o neurônio e a fibra muscular - essa região de encontro é chamada placa motora ● Os músculo se ancoram ao esqueleto - permite o movimento de alavanca SISTEMA ARTICULAR Tipos de movimento ● Movimento de deslizamento: ocorre em articulações sinoviais em que as superfícies em contato são planas ou ligeiramente curvas ● Extensão: movimento angular em que há aumento do ângulo entre o segmento fixo e o que se desloca - plano sagital, ântero-posterior ● Flexão: movimento angular em que há diminuição do ângulo entre o segmento fixo e o que se desloca - plano sagital, ântero-posterior ● Adução: movimento de aproximação em relação ao plano medial ● Abdução: movimento de afastamento em relação ao plano medial ● Supinação: ● Pronação ● Elevação ● Depressão ● Rotação: movimento de giro em torno de um eixo longitudinal (vertical) - Rotação medial - Rotação lateral (em direção oposta ao plano medial) ● Circundução: movimento de 360 graus de um membro em torno de seu próprio eixo Obs: para as mãos e os pés, o eixo medial de referência é o dedo do meio Classificação funcional ● Monoaxial: possui só um grau de liberdade ● Biaxial: movimento é realizado em torno de dois eixos (dois graus de liberdade) ● Triaxial: movimento em torno de três eixos (três graus de liberdade) Tipos de articulações ● O critério de classificação é a natureza do elemento que interpõe entre às peças que se articulam GRAU MOVIMENTO: FIBROSAS essa excreção só é possível quando comprimimos a articulação, isto é, quando nos movimentamos - Se a gente para de se movimentar, essas articulações irão regredir, ou seja, não irão regenerar mais -> a saúde dessa articulação depende da movimentação, para que o líquido sinovial seja liberado ● São recobertas por cartilagem hialina, que protege a articulação ● Não possui vasos sanguíneos; é nutrida por difusão -> por isso, em casos de lesão, sua regeneração é lenta ● Cavidade articular: cavidade que contém o líquido sinovial ● Cápsula articular: membrana conjuntiva que envolve a cavidade articular e as extremidades ósseas, mantendo a união entre os ossos e limitando a amplitude do movimento - Possui uma membrana fibrosa (externa e mais resistente) e uma membrana sinovial (interna, abundante, vascularizada e inervada -> é responsável pela produção e secreção da sinóvia) - No interior da cápsula, a cartilagem articular cobre as faces articulares dos ossos; todas as outras faces internas são revestidas por membrana sinovial. - A membrana sinovial pode ser reforçada, em alguns pontos por ligamentos, feixes fibrosos destinados a aumentar a sua resistência (ligamentos intracapsulares) - Há também os ligamentos extracapsulares, que independem da cápsula articular ● Discos e meniscos intra-articulares: formações fibrocartilaginosas que ficam entre as superfícies articulares - Atuam tornando as superfícies articulares mais congruentes e como amortecedores - Os meniscos são encontrados na articulação do joelho - Os meniscos, após serem lesionados e retirados em processo cirúrgico, podem se formar de novo. Entretanto, eles não mais serão constituídos de fibrocartilagem, e sim de tecido conjuntivo fibroso denso, que é menos resistente ● Articulação sinovial simples: quando apenas dois ossos entram em contato ● Articulação sinovial composta: quando três ou mais ossos participam da articulação (cotovelo = úmero + rádio + ulna) ● Complexa: articulação cuja cavidade articular está parcialmente ou totalmente dívida por menisco ou por disco Articulações fibrosas: ● Há tecido fibroso entre as superfícies articulares -> permite pouco movimento; são mais firmes ● Presentes nas suturas do crânio e nas vértebras ● Suturas: presente entre os ossos do crânio _Júlia Silveira de Oliveira_ - quase não permitem movimento; só permitem no momento do parto -> depois, elas se fundem - No crânio do feto e do recém-nascido, onde a ossificação ainda é incompleta, a quantidade de tecido conjuntivo fibroso é muito maior -> isso que permite, no momento do parto, uma redução do volume da cabeça fetal - Fontículos (moleiras): pontos em que a presença de tecido cartilaginoso fibroso é ainda maior -> depois, eles desaparecem quando a ossificação dos ossos se completa - Possuem menos tecido conjuntivo do que as sindesmoses - Contribuem para a dispersão de energia em caso de impacto. Dependendo do acidente, a sutura pode sofrer diástase, isto é, podem se abrir - Sutura plana: união linear retilínea - Sutura serrada: existem dentículo mas superfícies articulares - Sutura escamosa: formato oblíquo ● Sindesmoses: possui grande quantidade de tecido cartilaginoso fibroso -> por isso, é bem mais rígido; ● Sao membranas entre os ossos - Presentes entre a fíbula e a tíbia - Rádio e ulna ● Gonfoses: só existe entre o dente e o processo alveolar da maxila; permite um pouco de movimento; o dente é nutrido por artérias alveolares locais ● Esquindilese: entre o vômer e a ponta do esfenóide Articulações cartilaginosas: ● Presença de tecido cartilaginoso entre as superfícies articulares ● Sincondroses ou cartilagem primária: cartilagem do tipo hialina - Dá origem ao esqueleto - Permitem pouco movimento, quase nenhum - São uniões temporárias, permitindo o crescimento do osso em seu comprimento. Depois, quando é atingido o crescimento completo, elas se fundem - A ossificação é lenta, só ficando parcialmente/totalmente ossificado em idosos -> por isso a massagem cardíaca em idosos pode quebrar as costelas _Júlia Silveira de Oliveira_ - Presente no esterno, entreo manúbrio e o corpo (manúbrio-esternal), e entre o corpo e o processo xifóide (xifoesternal) - Primeira articulação esternocostal - Discos epifisários - O corpo, em sua face anterior, possui três cristas transversais ● Sínfise ou cartilagem secundária: articulação forte, ligeiramente móvel, unidas por fibrocartilagem - São um pouco mais resistentes que a primária -> maior conteúdo fibroso - Intervertebral: forma o disco intervertebral (ele possui uma porção cartilaginosa e uma porção fibrosa - órgão fibrocartilaginoso) - Proporcionam à coluna vertebral resistência e absorção de choque - Núcleo pulposo: região central do disco intervertebral - Anel fibroso: forma a circunferência do disco - Durante o dia, o disco intervertebral vai sendo pressionado e, portanto, achatado. De noite, essa diminuição de “altura” é compensada por sua regeneração ● Sínfise do quadril = sínfise púbica Classificação das articulações SINOVIAIS: usa como critério a forma das superfícies articulares, o “encaixe ósseo” ● Plana: permite o deslizamento entre as superfícies articulares - As superfícies articulares são planas ou ligeiramente curvas - Entre a clavícula e a escápula - Articulações esternocostais (2 a 7 - lembrar que a primeira é do tipo sincondrose) - Uniaxial ● Gínglimo: também chamada de “dobradiça” - É uma articulação forte, que permite muita força -> por isso ela é menos móvel _Júlia Silveira de Oliveira_ - Monoaxial - Permite flexão e extensão - Entre o úmero e a ulna (articulação do cotovelo) - Joelho ● Trocóide: movimento de rotação (Monoaxial) - Entre o dente do áxis e o atlas - Rádio e ulna -> a cabeça do rádio gira, sendo a ulna o eixo de rotação ● Elipsóide: - Permite extensão e flexão, e abdução e adução (esses primeiros tem movimento maior do que abdução e adução) - Também permite circundução, mas é mais restrita que a selar - biaxiais -> não permitem circundução - Entre o metacarpo e a Falange proximal - Possui uma superfície mais circular (elipse) e outra mais plana ● Selar: formato de sela, apresentando concavidade num sentido e convexidade em outro. Uma peça se encaixa na outra, em que a concavidade e convexidade da segunda possui sentido invertida da primeira - Entre o primeiro metacarpo e o trapézio (dedo polegar) - Clavícula e esterno - Considerada biaxial (abdução e adução, e flexão e extensão) a combinação desses movimentos permite circundução ● Esferóide: articulação de alta flexibilidade -> triaxial - Entre o fêmur e o quadril - Suporta muita força e é muito estável - Possui uma cavidade oca e uma cabeça circular, as quais se encaixam uma na outra - Na articulação do ombro (úmero + cavidade glenoidal) não há o encaixe perfeito entre ambas as partes, de forma que essa articulação é majoritariamente sustentada por tendões e ligamentos -> mais propensão à luxações SISTEM RESPIRATÓRIO _Júlia Silveira de Oliveira_ ● Antracose: acúmulo de carvão o tecido pulmonar ● Ao ser inspirado, o ar segue em direção à laringe, quase comunica com a traqueia ● A traquéia é formada por uma mucosa expressa e ciliada. Por fora, ela é sustentada por cartilagem hialina ● A traquéia bifurca e dá origem ao brônquio esquerdo e direito. Nariz ● Ápice: ponto mais projetado anteriormente ● Seu esqueleto é osteocartilaginoso (osso + cartilagem) ● A cavidade nasal comunica-se com o meio externo por meio das narinas ● A cavidade nasal é dividida em direita e esquerda pelo septo nasal, o qual possui um aparte óssea e uma cartilaginosa ● As conchas nasais contribuem para a centrifugação do ar que entra, fazendo com que ele aqueça e as partículas de sujeira inspiradas sejam lançadas para as extremidades e grudem nos pelos mais (vibrissas) - As conhcas nasais são revestidas por mucosa, da qual partem fibras nervosas que, juntas, constituem o nervo olfatório ● Nem todas as partículas sólidas são capturadas, seguindo para o trato digestório -> isso ocorre por meio da ação da laringe e faringe ● Micropartículas conseguem passar por esse sistema, conseguindo ir para o pulmão ● Meatos: espaços entre as conchas nasais Laringe ● Possui uma cartilagem chamada epiglote ● Osso hióide ● Abaixo do hióide, há outra cartilagem, a cartilagem tireóide -> nos homens, a testosterona faz essa cartilagem crescer anteriormente, o que forma a proeminência laríngea, aumentando a dimensão da prega vocal e conferindo uma voz de tom mais grave -> por isso os indivíduos do sexo masculino tendem a mudar de voz durante a puberdade, fase em que há pedromínio da ação da testosterona - Na cartilagem tireóide, a porção anterior serve de conexão para as pregas vocais ● Abaixo da cartilagem tireóide, há a cartilagem cricóidea. Ambas cartilagens coa ligadas pela membrana crico-tireóide ● Glote é o espaço por onde vai passar o ar Traqueia ● Possui vários cílios Pulmão ● Possui lobo superior e lobo inferior (o pulmão direito possui 3 lobos, sendo o do meio chamado de lobo médio) ● Possui um envoltório formado por epitélio seroso chamado de pleura - Elas permitem a variação volumétrica do pulmão e a diminuição do atrito durante esse movimento - Está dividida em dois folhetos, a pleura parietal e a pleura pulmonar/visceral. Entre elas, há a cavidade da pleura, onde há uma película de líquido que permite o livre deslizamento de um _Júlia Silveira de Oliveira_ folheto sobre o outro sem atrito durante as variações de volume do pulmão - Se a pleura for furada, gera-se um desequilíbrio de pressão interna, o que faz com que o ar nao consiga entrar pela via aérea e sim por esse buraco feito, provocando um acúmulo de ar entre as duas camadas da pleura -> pneumotórax ● Entre os pulmões direito e esquerdo, há uma região chamada mediastino ● A base do pulmão descansa sobre o diafragma, músculo que separa, internamente, o tórax do abdome ● Face costal (costelas), mediastinal, diafragmatica (base) e ápice ● Cada pulmão possui uma fenda em forma de raquete, chamada de hilo do pulmão, pelo qual entram e sem brônquios, vasos e nervos pulmonares (constituem a raiz do pulmão) ● Saber identificar se o pulmão é direito ou esquerdo apenas olhando o hilo (o do pulmão direito é maior. E mais circular -> o esquerdo parece uma orelha/P) PULMÃO DIREITO PULMÃO ESQUERDO FISSURAS 2 fissuras: 1 horizontal (divide os lóbulos superior e médio) e 1 oblíqua (divide os lóbulos médio e inferior) 1 fissura: oblíqua (divide os lóbulos superior e inferior LÓBULOS possui 3 lóbulos: superior, médio e possui 2 lóbulos: superior e inferior inferior Língula: prolongamento que se estende abaixo da incisura cardíaca -> é como se fosse um 3º lóbulo atrofiado, já que o espaço ocupado pelo coração não permitiu o seu desenvolvimento HILO possui formato de Q (lembrar da frase Que Delícia) possui formato de P (PErfeito) TAMANH O maior que o esquerdo menor que o direito, uma vez que o coração está mais voltado para a esquerda Outras caracterís ticas A margem anterior do pulmão esquerdo tem uma incisura cardíaca profunda, uma impressão deixada pelo desvio do ápice do coração para o lado esquerdo. _Júlia Silveira de Oliveira_ Mediastino ● É compartimento interposto entre as duas cavidades pulmonares e separando-as completamente, que contém praticamente todas as outras estruturas torácicas – coração, partes torácicas dos grandes vasos, parte torácica da traqueia, esôfago, timo e outras estruturas (p. ex., linfonodos). SISTEMA CIRCULATÓRIO ● Sistema sanguíneo: componentes são os vasos, condutores do sangue (artérias, veias e capilares) e o coração (que pode ser considerado um vaso modificado) ● Sistema linfático: formado pelos vasos condutores de linda (capilares linfáticos, vasos linfáticos e troncos linfáticos) e por órgãos linfóides (timo, linfonodos, tonsilas e baço) - Seus vasos são maiores que os sanguíneos - Capturam substâncias de regiões periféricas - Fazem a drenagem do excesso de líquidotecidual e das proteínas plasmáticas que extravasam para a corrente sanguínea, e também a remoção de resíduos resultantes da decomposição celular e infecção. - Não ocorre nos ossos end SNC ● Órgãos hematopoiéticos: representado pelos órgãos linfáticos primários (medula óssea vermelha e timo) e pelo baço - Mudam de lugar e composição ao longo da vida - Baço já foi considerado um -> participa da reciclagem das hemácias - Timo: possui função vestigial ● Sistema arterial: transporta sangue arterial, rico em oxigênio - No geral, artérias transportam sangue arterial (com exceção da artéria pulmonar, que transporta sangue venoso) - Não existem veias ligadas à artérias -> caso isso ocorra, gera-se um problema, uma vez que artéria possuem pressão muito maior que as veias, as quais podem não suportar essa pressão - Por isso que, para passar de sangue arterial para venoso, é necessária a mediação de capilares - Artérias -> arteríolas -> capilares -> vênulas -> veias - Existem dois lugares em que a ordem é artéria -> arteríola -> capilar -> vênulas -> veias -> vênulas -> capilar -> vênulas -> veias: os lugares onde isso ocorre chamas sistemas porta (rim e hipófise) -> isso ocorre para que se remonta a área de contato - Quanto mais distal, menor é a pressão arterial -> ou seja, os pontos de mais fluxo e pressão sao as artérias centrais Artérias ● Camada interna: endotélio -> serve para proteger e conter o sangue ● Membrana basal ● Membrana basal interna ● Túnica média (é mais grossa em artérias de maior porte -> veias possuem menos túnica média) ● Membrana elástica externa ● Túnica adventícia/externa (possui vasos sanguíneos em seu interior) ● Dissecação: romper o endotélio, de forma que o sangue fique contido pelas outras camadas ● Anastomose: é quando vasos ou órgãos cavitários se comunicam Veias ● Possui um sistema de bombeamento de válvulas ● A força muscular das veias é menor que a das artérias Coração ● É dividido em 2 átrios e 2 ventrículos ● Fica no mediastino médio ● É envolto pelo pericárdio _Júlia Silveira de Oliveira_ ● O sangue passa do A -> V devido a uma diferença de pressão entre eles - 75% do sangue passa devido a essa diferença de pressão. Entretanto, à medida que o sangue vai de A -> V, a pressão do A fica menor, sendo difícil mandar os 25% restantes para o V por meio desse mesmo mecanismo. Por isso, os músculos atrais se contraem, impulsionando a passagem do sangue restante ● Depois, o ventrículo começa a contração para mandar o sangue para a artéria - O que impede de o sangue voltar para o átrio sao os músculos papilares, que se contraem e puxam as cordas tendíneas, impedindo que a válvula atrioventricular se abra ● Artéria coronária: leva sangue ao coração ● Sulco coronário: região posterior que divide o A do V Faces do coração ● Face esternocostal (anterior): formada principalmente pelo ventrículo direito ● Face diafragmática (inferior), formada principalmente pelo ventrículo esquerdo e em parte pelo ventrículo direito; está relacionada principalmente ao centro tendíneo do diafragma ● Face pulmonar direita, formada principalmente pelo átrio direito ● Face pulmonar esquerda, formada principalmente pelo ventrículo esquerdo; forma a impressão cardíaca do pulmão esquerdo. Átrio direito ● Possui duas porções, uma muscular/áspera (antes era o átrio primitivo) formada pelos músculos pectíneos e outra lisa (antes era o seio das veias cavas) - Junto com a crista terminal, esses músculos parecem um pente, sendo a crista. A base do pente à qual as cerdas (no caso, os músculos) estão presos -> por isso o nome de músculos “pectíneos” ● Na parte externa (sulco terminal) e na parte interna (crista terminal) marcam a divisão das partes lisas e ásperas da parede atrial ● Aurícula: projeções do coração que protegem as bases da artéria aorta e artéria pulmonar - Os músculos pectíneos ficam limitador à face da aurícula ● O óstio do seio coronário é a região de entrada, no ventrículo direto, do sangue venoso drenado do coração