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. A Era Keynesiana 
 
Período entre as duas guerras mundiais, marcado por instabilidade econômica 
e social. 
 
Em 1936, John Maynard Keynes publica A Teoria Geral do Emprego, do Juro e 
da Moeda, revolucionando a economia. 
 
Keynes rompe com a tradição neoclássica, preocupando-se com a aplicação 
prática da teoria econômica. 
 
Além de teórico, atuou politicamente como conselheiro de governos, participou 
da criação do FMI e do BIRD após a Segunda Guerra Mundial. 
 
 
Exemplo: Enquanto os economistas neoclássicos confiavam na autorregulação 
do mercado, Keynes propunha intervenção estatal ativa para combater o 
desemprego. 
 
 
--- 
 
2. A Grande Depressão 
 
Iniciada com a quebra da Bolsa de Nova York (1929), causou desemprego 
massivo nos países capitalistas. 
 
A teoria neoclássica não conseguiu explicar ou resolver a crise. 
 
Os economistas da época acreditavam que era um problema passageiro, mas 
não conseguiam prever “por quanto tempo”. 
 
 
Exemplo: Enquanto a Inglaterra enfrentava desemprego recorde, os modelos 
tradicionais insistiam que o mercado se ajustaria sozinho. 
 
 
--- 
 
3. A Teoria Geral de Keynes 
 
Keynes mostrou que as políticas adotadas eram ineficazes no novo contexto 
econômico. 
 
Defendeu ações estatais para promover o pleno emprego, com foco na 
demanda agregada (efetiva) como principal motor da economia. 
 
Rejeitou a Lei de Say ("a oferta cria sua própria demanda") e argumentou que 
sem demanda, a produção e o emprego não aumentam. 
 
Introduziu o conceito de demanda efetiva e criticou o laissez-faire, defendendo 
o aumento dos gastos públicos. 
 
 
Exemplo: Em vez de esperar que o consumo se recupere por si só, Keynes 
propunha que o governo investisse diretamente em obras públicas para gerar 
emprego. 
 
 
--- 
 
4. Elementos da Teoria Keynesiana 
 
Enfatizou: 
 
Papel da poupança, consumo, investimento e equilíbrio agregado. 
 
Política fiscal ativa, com déficits públicos propositais para aumentar a 
demanda. 
 
Crítica ao foco excessivo nos controles monetários (juros e oferta de moeda). 
 
Questionou o papel da moeda entesourada (guardada), que não circula e não 
estimula a economia. 
 
 
 
Exemplo: Keynes defenderia, por exemplo, que em uma crise, o governo 
distribua auxílios financeiros diretos à população, ao invés de apenas baixar os 
juros. 
 
 
--- 
 
5. Correntes Pós-Keynesianas 
 
Monetaristas (Milton Friedman – Univ. de Chicago): defendem controle da 
moeda e mínima intervenção estatal. 
 
Fiscalistas (Keynesianos) (James Tobin, Paul Samuelson): defendem forte uso 
da política fiscal e intervenção do Estado. 
 
Pós-keynesianos (Joan Robinson): fizeram releitura da obra de Keynes, 
destacando o papel da moeda e da especulação financeira. 
 
 
 
--- 
 
6. Críticas à Teoria de Keynes 
 
Foco apenas no curto prazo e em economias desenvolvidas. 
 
Pouca ênfase na microeconomia. 
 
Simplificações excessivas. 
 
Ignorou questões sociais e filosóficas como: “para que e para quem a 
economia deve servir?” 
 
Suas propostas teriam aumentado a submissão da política econômica à 
oligarquia financeira, segundo críticos. 
 
 
 
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7. Marco da Obra de Keynes 
 
Fundamentou áreas como: 
 
Macroeconomia moderna 
 
Modelos agregados 
 
Contabilidade Nacional 
 
Econometria e coleta de dados econômicos 
 
 
Estimulou o uso de dados para medir renda e produto nacional.

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