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Marcha 
 Profª Cristiane Pasqua Prumes 
Definição 
 padrão de movimento cíclico, repetitivo e exclusivo de cada indivíduo, o que permite 
diferenciá-lo de outros indivíduos. (Amado-João) 
 estilo de andar inerente a cada indivíduo, que pode, inclusive, mudar de acordo com o 
humor. 
Pré Requisitos para a Marcha Normal 
 Estabilidade no apoio. 
 Liberação do pé para o balanço. 
 Pré-posicionamento adequado para o contato inicial. 
 Comprimento adequado do passo. 
 Conservação de energia. 
Parâmetros Lineares 
- Velocidade da marcha (cadência x comprimento do passo) - pode ser baixa, média e alta. 
- Cadência: ~ 70 a 130 passos/min. 
- Comprimento do passo ~ 40 a 75 cm. 
- Comprimento da passada ~ 0,8-1,50 m. 
Análise da Fase do Passo 
 Cadência (Velocidade do Andar) 
- é o número de passos dados por minuto e varia de indivíduo para indivíduo. 
- o andar devagar pode ser tão lento quanto 70 passos/ min. 
 - o andar rápido pode ser tão veloz quanto 130 passos/min. 
Determinantes Adicionais da Marcha 
 deslocamento vertical do centro de gravidade. 
 deslocamento horizontal do centro de gravidade. 
 largura da base da marcha. 
 inclinação lateral da pélvis. 
 
Ciclo Completo da Marcha 
- atividade que ocorre entre o tempo em que o calcanhar de um dos pés toca o chão e quando 
ele toca o chão novamente. (Lipper Lin) 
 
- determinado por dois contatos consecutivos do mesmo calcanhar no solo. (Amado-João) 
- pode ser dividido didaticamente em fase de apoio (quando pelo menos um dos pés está 
sobre o solo) e fase de oscilação ou balanço (quando o membro está oscilando). 
 
 Período de “não-apoio” 
- só ocorre durante a corrida e pode ser a maior diferença entre o correr e o andar. 
Controle da Marcha 
 Córtex Motor - responsável pelos movimentos voluntários. 
 Núcleos da Base - ajudam a controlar padrões complexos de movimentos musculares, 
principalmente no que diz respeito a intensidade e a direção. 
 Cerebelo - função principal a temporização das atividades motoras e a progressão 
rápida de um movimento para o seguinte, intermediando atividades entre agonistas e 
antagonistas. 
 Tronco Cerebral - manter o tônus do eixo corporal, principalmente para a conservação 
do equilíbrio. 
 Medula Espinhal - estão programados os padrões locais de movimentos para todos os 
músculos do corpo. 
 
- No homem, a postura em bípede liberou os membros superiores para outras atividades. 
- Em contrapartida posicionou o centro de gravidade anteriormente à vértebra S2, criando 
uma situação de desequilíbrio. 
 
 Independência na Marcha 
o Deambulador Comunitário: na comunidade com ou sem suporte externo. 
o Deambulador Domiciliar: dentro de casa com ou sem suporte, necessitando de cadeira 
de rodas para a comunidade. 
o Deambulador Fisiológico: necessita da assistência de terceiros. 
o Não Deambulador: depende de cadeira de rodas. 
 
 
 
 
 
Marcha Patológica 
- Tipos de Marcha 
1. Marcha Espástica, Paraparética, Tesoura. 
- Encontrado com frequência em PC. 
- MMII espásticos, em adução e semifletidos, 
- os pés se arrastam, e as pernas se cruzam uma na frente da outra quando o paciente 
tenta caminhar. 
- O movimento das pernas lembra uma tesoura em funcionamento. 
 
2. Marcha Hemiparética, Helicópede ou Ceifante. 
- marcha dos pacientes pós-AVE. 
- flexão do membro superior com extensão do membro inferior no hemicorpo acometido. 
- o membro inferior não consegue suportar completamente o peso durante a fase de apoio, 
além de não se projetar para frente durante a fase de balanço, a não ser como um todo em 
circundução. 
- abdução exagerada do membro durante a fase de balanço, devido a dificuldade em flexionar 
o quadril e o joelho e em realizar a dorsiflexão do tornozelo. 
- a espasticidade de flexores plantares leva a um pé eqüinovaro. 
3. Marcha Parkinsoniana (Festinante) 
 - encontrado no Parkinson 
padrão da marcha: 
- passos curtos. 
- deslocamento em bloco (não apresentam o balanceio dos braços nem dissociação de 
cinturas). 
- dificuldade para iniciar, parar e mudar o sentido do movimento 
4. Marcha Parkinsoniana (Festinante) 
- em posição ortostática, esses pacientes têm tendência de tombar para frente. 
- são incapazes de realizar movimentos compensatórios para readquirir equilíbrio - caem 
facilmente. 
- dificuldade para desviar o centro de gravidade de um pé para outro. 
- ficam de pé em uma postura de flexão geral, com a coluna inclinada para a frente, a cabeça 
inclinada para baixo, os braços moderadamente fletidos nos cotovelos e as pernas 
ligeiramente fletidas. 
- ficam de pé imóveis e rígidos, com escassos movimentos automáticos dos membros e uma 
expressão facial fixa, como máscara, e piscando raramente. 
5. Marcha Anseriana ou Miopática 
- encontrada na Distrofia Muscular 
características da marcha 
- caminham com as pernas bem separadas 
- Acentuação da lordose lombar, inclinando o tronco ora para a esquerda, ora para a direita. 
- característico movimento de ginga da pelve, decorrente da fraqueza dos músculos pélvicos e 
das coxas. 
- os ombros freqüentemente se inclinam para frente 
6. Marcha Atáxica, Cerebelar ou Ebriosa 
- encontrado em patologias decorrentes da lesão de cerebelo 
características da marcha 
- movimentos bruscos das pernas. 
- pés são colocados bem afastados um do outro, a fim de corrigir a instabilidade. 
- paciente anda em zigue-zague (bêbado) 
- olham cuidadosamente para o chão. 
7. Marcha Escarvante 
- Observada em pacientes com lesões dos nervos periféricos, radiculites, polineurites ou 
poliomelite. 
Características da marcha 
- O paciente apresenta déficit na dorsiflexão do pé em decorrência de lesão do nervo fibular 
ou do ciático e, por isso caminha arrastando a ponta dos pés no solo. 
- Por isso, observa-se a elevação anormal dos joelhos. 
8. Marcha Coréica 
 - encontrada em Coréia de Sydenham e a Coréia de Huntington, portadores de paralisia 
cerebral de forma córeo-atetósica. 
 
Características da marcha 
- Durante o andar o corpo oscila para a direita e para a esquerda, para a frente e para trás; os 
passos são irregulares e desordenados, simulando queda iminente e obrigando o doente a 
parar para equilibrar-se. 
 
Escalas Funcionais 
 CID - Classificação Internacional de Doenças 
- classifica e registra a enfermidade sem levar em conta as incapacidades que dela decorrem. 
Tem importância estatística – quantifica o registro de determinada doença. 
 CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade 
Classifica o indivíduo de acordo com a sua funcionalidade, ou seja, com o que seu corpo ainda 
pode realizar. 
foi desenvolvida para registrar a funcionalidade não exclusivamente relacionada à 
incapacidade física ou sensorial, mas também aquelas de caráter emocional e social 
descreve o impacto transitório ou definitivo decorrente das enfermidades. 
constituído por três componentes: 
- Funções e Estruturas do Corpo 
- Atividades e Participação 
- Fatores Ambientais

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