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AULA 1 - FUNDAMENTOS 
DA ECONOMIA
• Compreender os fundamentos da Economia como Ciência Social Aplicada e cujo objeto central consiste 
no problema da escassez dos recursos, diante das ilimitadas necessidades de uma sociedade crescente.
CONTEXTUALIZANDO
Seja Bem-vindo(a)!
Prezado(a), Estudante:
É com muita alegria que apresento a você a primeira Aula da Disciplina Economia.
Viver em sociedade é um grande desafio. Diariamente, deparamos com problemas de natureza 
econômica os quais incomodam a todos. Para exemplificar, podemos enumerar alguns, tais 
como:
• O Desemprego, que é o acidente econômico, o qual fere, profundamente, a dignidade 
humana.
• A Inflação, que pode ser considerado o maior imposto de uma sociedade; sobretudo, para 
as camadas menos favorecidas as quais não conseguem se defender dos aumentos dos 
preços.
• O aumento dos Impostos, que é fonte de receita do Governo; mas, por falta de 
compromisso com o dinheiro público, vive em desequilíbrio com as suas contas.
• O aumento da Taxa de Juros, que é um instrumento de política monetária do Governo; 
porém desestimula o investimento e o consumo.
• A Desigualdade Social, que, no Brasil, é gritante e, a cada dia, a concentração da riqueza 
coloca milhares de pessoas na pobreza absoluta.
Você com certeza já ouviu falar em economia, certo? Mas o que vem a ser economia? Como é 
constituído o sistema econômico? Estas e outras perguntas, serão respondidas ao final desta 
Aula.
O desenvolvimento das atividades programadas para esta Aula, proporcionará a você, caro(a), 
Aluno(a), os fundamentos para a compreensão de alguns problemas que afligem a sociedade 
contemporânea.
Vamos ao trabalho!
Mapa mental panorâmico
FUNDAMENTOS DA ECONOMIA
1.1 CONCEITO DE ECONOMIA E O PROBLEMA DA ESCASSEZ
1.2 O SISTEMA ECONÔMICO: UMA VISÃO DE CONJUNTO
1.3 FRONTEIRAS DAS POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO
1.1 CONCEITO DE ECONOMIA E O PROBLEMA DA ESCASSEZ
A palavra Economia, etimologicamente, vem do grego oikonomia (oikos, que significa casa e nomos normas. Aristóteles definia 
Economia como ”a Ciência do abastecimento, que trata da arte da aquisição” (ROSSETTI, 1980, p. 57). Pode-se dizer, então, que, na 
Grécia Antiga, Economia significava “a arte de bem administrar o lar, levando-se em conta a renda familiar e os gastos efetuados, 
durante um período” (SOUZA, 2003, p. 15). Mas, foi com a publicação de "A riqueza das nações", do escocês Adam Smith, no XVIII, que 
a Economia passa a ter o status de Ciência. A leitura dessa obra, ao longo de praticamente todo o século XIX, passa a ser obrigatória 
para dar início aos estudos de Economia, segundo Winston Fritsch (Professor e Pesquisador da Universidade Católica do Rio de Janeiro e 
Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1947).
A definição proposta por Alfred Marshall, Professor de Economia de Cambridge, em sua obra Principles of Economics (1890): “A 
Economia é a ciência que examina a parte da atividade individual e social essencialmente consagrada a atingir e a utilizar as 
condições materiais do bem-estar” (ROSSETTI, 1980, p. 59).
Uma definição contemporânea interessante: Economia é uma Ciência Social Aplicada que estuda a relação entre os recursos que, 
embora se aplicam a usos alternativos, são escassos e as necessidades ilimitadas de uma sociedade crescente.
Sendo assim, a Economia estuda a alocação (direção/utilização) dos recursos escassos na geração de produtos, sejam bens tangíveis 
(físicos) ou intangíveis (serviços), para satisfazer às necessidades da coletividade. Ela estuda, então, o comportamento e o 
funcionamento da sociedade.
O cerne (a raiz) do problema está na limitação dos recursos necessários para produzir bens e serviços a fim de atender às necessidades 
e aos desejos sem limites de uma sociedade. Esse fato implica em um processo constante de escolha, sendo que, para produzir uma 
maior quantidade de um produto necessário se faz abrir mão de parte produtiva de outro.
Você vai ao mercado com R$100,00. Lá você terá que escolher entre comprar mais unidades de um produto e menos de outro.
Sendo assim, a escassez é a discrepância entre as necessidades físicas e não-físicas ou desejos das pessoas e a disponibilidade dos 
meios para satisfazê-los. Constatamos, então, que a existência terrestre é constituída de incessantes momentos de escolhas. Daí se 
justifica a necessidade de estudar Economia para melhor compreender os acontecimentos do cotidiano.
O enfoque econômico se divide em dois aspectos. Os microeconômicos dizem respeito à análise de caráter individual dos agentes 
econômicos, isto é, das famílias, das empresas e do governo; e, como eles se interagem. Os aspectos macroeconômicos estão 
relacionados aos agregados, ou seja, ao conjunto da economia.
Ao analisar a produção de uma empresa, o foco é microeconômico.
Na análise do PIB , o enfoque é macroeconômico.
1.2 O SISTEMA ECONÔMICO: UMA VISÃO DE CONJUNTO
Economia é a ciência da escassez.
Os sistemas econômicos são constituídos ao longo do tempo. São organizados, historicamente, por meio das relações dos agentes 
econômicos, ao empregarem seus escassos recursos em atender aos anseios da coletividade. Os consumidores, os produtores, bem 
como os administradores da coisa pública, dentro de um contexto institucionalizado de disciplina e de controle, são levados a 
interagirem via produção, distribuição e uso dos produtos gerados. Um sistema econômico é “a forma na qual uma sociedade está 
organizada em termos políticos, econômicos e sociais para desenvolver as atividades econômicas de produção, troca e consumo de 
bens e serviços” (PASSOS e NOGAMI, 2012).
Para a produção de bananas a aviões, são necessários uma gama de recursos, que embora escassos, prestam-se ao uso alternativo na 
produção de bens e serviços. Quanto à classificação, os recursos ou fatores de produção podem ser agrupados em:
RECURSOS HUMANOS
O fator trabalho é constituído por uma parcela da população total de uma sociedade: aquela que é economicamente mobilizável. 
Esta se divide em população economicamente ativa, constituída por empregadores, empregados e autônomos; e, a população 
economicamente inativa, que mesmo apta ao exercício produtivo se encontra ociosa e se divide em dois tipos de desempregados: os 
voluntários e os involuntários. Os primeiros podem ser os que vivem de renda; ou, por opção, não exercem atividade econômica; 
contudo, os segundos são aqueles que estão, efetivamente, à procura de emprego; e, muitas vezes, não o encontram.
CAPITAL
Esse fator diz respeito ao conjunto de riqueza acumulada por uma sociedade e utilizada na produção de novas riquezas, como: toda a 
infraestrutura econômica (transporte, telecomunicações, energia); infraestrutura social (saneamento, educação, cultura, segurança, 
saúde, lazer, esportes); construções e edificações (prédios, escolas, repartições públicas, pontes, estações ferroviárias e de metrô, 
prédios comerciais e residenciais, fábricas); máquinas, equipamentos, instrumentos e ferramentas.
TECNOLOGIA:
A capacidade tecnológica diz respeito ao conjunto de conhecimentos e habilidades para dar sustentação ao processo produtivo. Está 
relacionada ao saber fazer, ao como fazer. Esta capacidade está diretamente ligada ao processo de capacitação para P&D 
(Pesquisa e Desenvolvimento), C&T (Ciência e Tecnologia) para o desenvolvimento e a implantação de projetos inovadores.
EMPREENDEDORISMO
Está no esforço destinado a orientar os processos de produção, distribuição e comercialização dos bens e serviços. Não adianta termos 
as melhores reservas naturais, uma intensa mobilização das pessoas para o trabalho, uma boa disponibilidade de capital, bem como, 
um padrão tecnológico bem definido e empregado na produção, se não existir a capacidade para gerenciá-los. O fim é promover a 
combinação mais eficiente para o atendimento às necessidades e aos desejos inestimáveis da sociedade.
Para complementar seus estudos, sugiro a leitura do Capítulo 2 do livro Introdução à economia – Rossetti, 17ª ed.
Fonte:ROSSETTI, José Paschoal. Introdução à Economia. 17 ed. São Paulo: Atlas, 1997.
Diante de uma constante expansão de suas necessidades, a sociedade, sempre presa às restrições de disponibilidade de recursos e de 
técnicas para a produção, tem enfrentado problemas que podem ser definidos por meio de três questionamentos:
• O que produzir?
• Como produzir?
• Para quem produzir?
Os sistemas econômicos são compostos por esses problemas que, na visão de Antônio Delfim Neto (apud ROSSETTI, 1980) “...não há 
forma de organização social que seja capaz de iludir aqueles problemas”.
Em primeira instância, os sistemas econômicos enfrentam o problema fundamental da decisão do que produzir e quanto produzir, 
dada a disponibilidade dos escassos recursos. Almeja-se o pleno emprego dos fatores de produção e a melhor escolha na alocação 
dos meios de produção. Logo em seguida, a questão passa a ser como produzir, ou seja, por meio do conhecimento adquirido, qual 
deve ser a tecnologia utilizada no processo produtivo. O que implica na escolha das melhores técnicas a serem utilizadas com o fim de 
satisfazer às necessidades e aos desejos da sociedade. E, por fim, a decisão gira em torno do para quem produzir; o que deve 
pressupor que os limites do bem-estar individual e da coletividade sejam alcançados. É a busca incessante do uso dos melhores meios 
para tornar a distribuição mais eficiente da produção obtida (Figura 1).
Figura 1 - A relação dos problemas econômicos fundamentais
Fonte: Adaptada (ROSSETTI, 1980).
Os principais elementos (Figura 2) em que se constituem os sistemas econômicos são:
a) Um estoque de recursos ou fatores de produção.
b) Um quadro de agentes econômicos interativos.
c) Um complexo de instituições.
Apesar de serem necessários Instituições Jurídicas, Políticas e Sociais a promoverem mecanismos institucionais para o controle e a 
disciplina; agentes econômicos – FAMÍLIAS, EMPRESAS E GOVERNO – serem levados, por meio do emprego de seus recursos, a 
interagirem via produção, distribuição e comércio; o elemento base para qualquer sistema econômico está no estoque que possui dos 
fatores de produção. São esses recursos que, embora limitados, prestam-se ao uso alternativo para a produção de bens de consumo e 
de capital. Os primeiros atendem, diretamente, às necessidades humanas, que constituem a razão de ser a força motivacional da 
atividade econômica. No entanto, os segundos são destinados à geração de novos bens e, que, consequentemente, vão contribuir 
para a satisfação da sociedade.
Figura 2 - Elementos Constitutivos do Sistema Econômico
Fonte: Adaptado (ROSSETTI, 1997).
O elemento base do Sistema Econômico é o estoque de fatores de produção.
1.3 FRONTEIRAS DAS POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO
Todos os dias, uma quantidade, extraordinariamente grande de recursos, são mobilizados para a produção de bens e serviços pelas 
empresas, dos três setores de atividade econômica. As Atividades Primárias são aquelas destinadas ao manejo direto dos recursos 
naturais: lavouras, produção animal e extração vegetal. As Atividades Secundárias dizem respeito à transformação por meio da 
indústria extrativa mineral, da construção e das atividades industriais em geral. As Atividades Terciárias estão relacionadas aos serviços 
de toda ordem, como o comércio, a intermediação financeira, o transporte, a comunicação e outros serviços.
Por meio das atividades produtivas são gerados os produtos necessários ao atendimento da sociedade. Mas, quais serão as melhores 
alternativas de produção? Há limitadas possibilidades de produção, dada a disponibilidade de recursos à disposição da atividade 
econômica. Isso se dá pela escassez dos recursos, e, por isso, torna-se relevante alcançar os limites máximos de eficiência em uma 
economia. A eficiência produtiva significa operar a pleno emprego. Entretanto, o que vem a ser pleno emprego? Como o próprio 
termo indica, pleno emprego diz respeito à empregabilidade total dos recursos disponíveis; a ocupação plena dos fatores de 
produção. Em uma economia, qualquer nível de ociosidade dos recursos quer dizer o seu uso parcial e não total. Isso quer dizer que 
quanto maior o grau de ociosidade, tanto maior a ineficiência da economia.
A economia alcança o limite máximo da eficiência produtiva quando opera a pleno emprego.
Para o melhor entendimento sobre os problemas atinentes ao atendimento às necessidades e aos desejos da sociedade, por meio dos 
recursos limitados, será necessário utilizar o instrumento gráfico. Para isso, vamos simplificar, reduzindo a totalidade de bens da 
economia em apenas dois produtos (Milho e Celulares). A Tabela 1 representa as alternativas para a alocação (direcionamento) dos 
recursos disponíveis para a produção de milho, em toneladas, e/ou celulares, em milhares de unidades.
Tabela 1 - Possibilidades de produção de milho e/ou de celulares.
Fonte: Adaptada de (GREMAUD, et al., 2004).
Ao unirmos os pontos de combinações de produção de milho e/ou de celulares, traçamos a curva de possibilidades de produção, 
como é também chamada a fronteira de produção. Essa curva representa a disponibilidade de produção para a produção de milho 
e/ou celulares. Dada a escassez dos recursos de produção, não haverá condições de produzirmos muito de tudo. Sempre que 
quisermos aumentar a produção de milho, deveremos abrir mão de uma parcela de produção de celulares e vice-versa. O Gráfico 1, 
demonstra a fronteira de produção ou a curva de possibilidades de produção para milho e celulares, com base nos dados da Tabela 
1.
Gráfico 1 - Fronteira de Possibilidades de Produção para Milho e Celulares
Fonte: Adaptado de (GREMAUD, et al. p.12, 2004)
Há quatro pontos, de grande relevância, destacáveis no Gráfico 1. Primeiro, todo ponto em torno da curva representa o pleno 
emprego, isto é, a empregabilidade máxima dada a disponibilidade de recursos no momento. Se há o pleno emprego, o oposto pode 
ser considerado o segundo ponto importante: o pleno desemprego, em que a empregabilidade dos fatores de produção é nula. Entre 
os dois extremos, temos o terceiro ponto a destacar: a ociosidade, sendo maior o grau quanto mais distante do pleno emprego e 
menor o grau, quanto mais próximo desse estiver. O quarto e último ponto em destaque é o considerado impossível, já que se encontra 
além das possibilidades de produção, dada a disponibilidade de recursos.
Tomando como base os dados da Tabela 1, você vai observar, no Gráfico 1, que, ao destinar (alocar) todos os recursos para a 
produção de milho, você terá um ponto no limite do gráfico, em torno da curva, representando 750 toneladas produzidas de milho e 0 
de celulares. Isso quer dizer que, dada a disponibilidade de recursos e a economia operando a pleno emprego, o máximo de 
produção de milho será 750 toneladas. Ao contrário, se você direcionar todos os recursos para produzir celulares, terá, no máximo, 265 
mil celulares e 0 toneladas de milho. Entre esses dois pontos extremos de pleno emprego, você terá os mais variados pontos, 
representando as combinações possíveis de produção dos dois produtos, com a empregabilidade máxima dos fatores disponíveis. O 
ponto amarelo em destaque, no gráfico, representa a economia, operando a pleno emprego em que se produz 600 toneladas de 
milho e 150 mil celulares. Não se esqueça que para aumentar a produção de celulares será necessário abrir mão de parte da 
produção de milho ou vice-versa. Por isso que o ponto rosa, além da curva, representa o impossível, que é aumentar a produção de 
150 mil para 200 mil celulares, mantendo inalterada a produção de 600 toneladas de milho. Esse ponto é impossível, porque não há 
disponibilidade de recursos para atender a essa combinação de produção. No momento, para aumentar em 50 mil a produção de 
celulares, será necessário abrir mão de 150 toneladas de milho.
Para aumentar a produção de um bem deverá abrir mão de 
parte produtiva de outro.
Isso não quer dizer que você nunca terá condições de aumentar a produção de celulares, mantendoinalterada a produção de milho. 
Para isso acontecer só há uma maneira: aumentar a disponibilidade de recursos de produção. Mas como?
• Qualificando melhor a mão-de-obra.
• Melhorando a tecnologia.
• Descobrindo novas fontes de recursos naturais.
• Formando novos empreendedores.
• Destinando mais recursos para acumulação de bens de capital.
Quando há um aumento na dotação de recursos de produção, ocorre uma expansão das fronteiras de produção; isto é, ocorre um 
deslocamento, para a direita da curva de possibilidade de produção. Sendo assim, há um novo patamar de pleno emprego. O Gráfico 
2 ilustra essa ocorrência, tomando como base, no caso retratado no Gráfico 1.
Gráfico 2 - Nova fronteira de possibilidades de produção para milho e celulares
Fonte: Adaptado de (GREMAUD, et al., 2004; ROSSETTI,1997).
Ao melhorar a disponibilidade de recursos, a fronteira de produção se desloca para a direita, graficamente representada pela curva 
preta, estabelecendo um novo patamar de eficiência produtiva. O que anteriormente era considerado um ponto de combinação de 
produção, entre milho e celulares, o impossível passa a ser perfeitamente possível. Assim, as possibilidades de produção aumentaram, 
em decorrência de uma melhor dotação de recursos disponíveis para a produção de milho e celulares.
Mas pode acontecer, também, uma redução da fronteira de produção resultante de uma redução da disponibilidade dos recursos de 
produção. Os flagelos naturais, como os terremotos, os tsunamis, bem como, aqueles oriundos dos desmandos dos homens por meio 
dos conflitos bélicos, podem, também, danificar o processo; e, com isso, reduzir as disponibilidades de recursos produtivos. Quando um 
terremoto deixa danos estruturais como danificações às edificações de um país, há perda de fatores produtivos, reduzindo assim, a 
disponibilidade desses recursos naquela economia. Os conflitos bélicos, resultantes da insanidade de alguns homens de poder, levam à 
destruição de infraestrutura econômica; e, assim, reduzem a disponibilidade de produção dos países afetados pela destruição.
A destruição do Japão, na Segunda Grande Guerra, provocada pelas bombas, reduziram os recursos disponíveis por lá.
Os inúmeros conflitos armados já registrados pela História, que mesmo no mundo contemporâneo nos remete aos tempos de barbárie, 
leva à destruição de grande magnitude. A destruição de uma variedade enorme de recursos reduz a infraestrutura produtiva, bem 
como reduz a população, economicamente, mobilizável por meio de milhares de mortos.
As epidemias podem promover uma devastadora mortandade; o que implicaria na redução vertiginosa da população 
economicamente ativa, por exemplo. Parece absurdo, mas consta na História da Humanidade verdadeiras catástrofes por meio de 
pestes que mataram centenas de milhares de pessoas, em todo o mundo.
Um fato mais recente esteve centrado no tsunami, ocorrido na Indonésia, em dezembro de 2004, que matou mais de 200 mil pessoas, 
em 13 países. São fatos que, além de reduzirem a população economicamente mobilizável, provocou imensurável destruição de 
infraestruturas econômicas.
O Gráfico 3 ilustra os dois deslocamentos possíveis da curva de possibilidades de produção. Para a esquerda, resultante da redução da 
fronteira de produção. Para a direita, graças à expansão da disponibilidade de recursos, promovendo um deslocamento positivo da 
curva de possibilidade de produção. Esse último, resultante do crescimento da população economicamente mobilizável, das 
inovações tecnológicas, das descobertas de novas reservas minerais, bem como de uma melhor qualificação da mão-de-obra 
existente.
Gráfico 3 - Deslocamento das Fronteiras de Produção
Fonte: Adaptado (ROSSETTI, 1997).
Como já foi dito anteriormente, a escassez dos recursos incorre em um processo de escolha para a destinação dos fatores de 
produção a fim de atender aos anseios de uma sociedade, com necessidades infinitas. Essa questão diz respeito à eficácia alocativa, 
isto é, ao direcionamento dos recursos para a produção de que necessita a sociedade.
Se a eficiência produtiva está relacionada aos meios de produção, a eficácia alocativa diz respeito aos fins a que se destinam os 
recursos disponíveis.
A eficácia se traduz em um processo de escolha. O economista e filósofo, Eduardo Gianetti, Professor da UNICAMP, chama atenção 
para o fato que “na aventura que é a existência, apostas têm de ser feitas; e, proteger de todo o risco sem jamais apostar, é, talvez, a 
pior aposta possível; o que importa é saber até que ponto vale a pena antecipar ou retardar valores no tempo”. Você, a todo instante, 
é chamado a fazer escolhas. Estudar ou ir ao futebol? Trabalhar ou ir ao shopping? A eficácia diz respeito à definição de prioridades 
para a destinação dos recursos. Você está preocupado em curtir o presente ou em preparar o futuro? Todas as escolhas envolvem 
comparações entre valores presentes e valores futuros; e, todas têm consequências.
O preço da impaciência e o prêmio da espera diz respeito ao fenômeno dos juros, que estão presentes todas as vezes que fazemos 
escolhas. Quando antecipamos valores no tempo, os juros são o preço da impaciência. Queremos um bem-estar hoje em prejuízo do 
bem-estar de amanhã. Mas, quando prorrogamos os valores para o futuro, como em uma aplicação financeira, os juros são o prêmio 
da espera.
Diante do conflito de segurança e bem-estar, qual deve ser priorizado? Devemos priorizar o consumo ou o investimento? O bem-estar 
no presente ou um maior bem-estar no futuro? Para que fim deve-se alocar os recursos disponíveis? É um dilema! Devemos priorizar a 
segurança ou o bem-estar, o consumo ou o investimento? São perguntas cujas respostas incorrem em custos de oportunidade, os 
chamados custos implícitos.
Em se tratando de custos, há aqueles que os contadores contabilizam porque são explícitos. Como é o caso do custo com a faculdade 
de um estudante: mensalidade, material necessário para a aula, combustível para os que vão de carro, a passagem de ônibus para os 
que vão de transporte coletivo, o lanche que o estudante faz no intervalo das aulas, etc. Esses são custos explícitos e fáceis de serem 
percebidos. Porém, há outros que não são contabilizados, por serem implícitos. No exemplo do estudante, há outros custos que são 
implícitos e que devem ser levados em consideração. Tudo aquilo que ele deixou de fazer em função da escolha que fez. Por exemplo: 
os Cursos que o estudante deixou de realizar em função da escolha que fez; o fato de ter deixado de trabalhar um período para 
estudar; por ter deixado de sair com os amigos para estudar; de trocar o celular para pagar a mensalidade do Curso. Perceba na 
Figura 3:
Figura 3 - Custos
Fonte: Acervo pessoal do Autor.
Sendo assim, o estudante sacrifica algumas necessidades e desejos em função da escolha de outras. Isso é o que os economistas 
chamam de custo de oportunidade. Todo aluno que escolheu estudar Economia, por exemplo, tem seu custo de oportunidade no 
sacrifício que faz em vez de ganhar dinheiro trabalhando. O que está em questão é o direcionamento dos recursos disponíveis.
O custo de oportunidade é igual a todas as alternativas que abrimos mão por uma escolha feita. Por isso que incorrem as 
consequências. Aquele seu amigo que escolheu não estudar, vai colher os ônus, ou seja, as consequências futuras da não escolha em 
se qualificar, em agregar novos conhecimentos. Por outro lado, você que escolheu aprimorar seus conhecimentos, qualificando-se por 
meio desse Curso, colherá os frutos de sua escolha como consequência. Sendo assim, você precisa se dedicar aos estudos, já que 
escolheu por ele para se aprimorar.
A eficácia alocativa visa a priorizar o destino dos recursos para 
atender às necessidades essenciais.
Dessa forma, as escolhas que uma sociedade faz incorrem em custos de oportunidades. Cada real aplicado em uma obra pública não 
essencial envolve evidentes custos de oportunidade, por não ter sido aplicado em Saúde, Educação, Moradia paraa população. 
Atender mais às necessidades militares tem como custo de oportunidade menos atendimento às necessidades civis. Isso quer dizer que 
qualquer escolha resulta em perdas. As fronteiras de produção evidenciam, claramente, essa situação que remete ao uso alternativo 
dos recursos em disponibilidade para a produção de bens.
Sugiro que você faça a leitura do capítulo 1 do livro - Introdução à Economia: princípios e ferramentas (O’Sullivan, Sheffrin e Nishijima, 
2004). 
O livro pode ser encontrado na biblioteca virtual do UNIARAXÁ.
O exemplo mencionado, anteriormente, de você ir ao mercado com R$100,00 a fazer compras, requer escolhas. O fato de você querer 
mais de um determinado produto faz com que deixe de comprar certa quantidade de outro. Isso ocorre porque você e, salvo algumas 
exceções, tem restrições orçamentárias. Como há restrições nos orçamentos dos agentes econômicos, esses entram em processo de 
escolhas para priorizar a destinação dos recursos a fim de atender o fim almejado.
Prezado(a), Aluno(a), ao final desta Aula, você compreendeu os fundamentos da Economia como Ciência Social Aplicada e cujo 
objeto central consiste no problema da escassez dos recursos, diante das ilimitadas necessidades de uma sociedade crescente? Caso 
consiga responder a esta pergunta, parabéns! Você atingiu o objetivo desta Aula. Caso tenha encontrado dificuldade para respondê-
la, aproveite para reler o conteúdo desta Aula, acessar o UNIARAXÁ Virtual e interagir com seus colegas e Tutor(a), a fim de sanar todas 
as suas dúvidas. Você não está sozinho(a) nesta caminhada! Conte conosco!
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Prezado(a), Aluno(a), nesta Aula, você teve a oportunidade de tomar conhecimento sobre alguns dos principais fundamentos da 
Economia. O objeto central da Ciência Econômica está fundamentado na lei da escassez, o que justifica a base de todos os conflitos 
existentes no âmbito da relação entre recursos para o fim produtivo dos bens e serviços e as necessidades da sociedade. A Economia 
consiste em uma Ciência Social pelo fato de estudar o comportamento do homem e seu bem-estar.
Vimos também nesta Aula, que alguns conceitos relevantes foram evidenciados nessa e que serão a base para a sua compreensão 
das Aulas sequenciais. A eficiência produtiva está relacionada aos meios de produção, enquanto a eficácia alocativa diz respeito aos 
fins pelos quais perpassam um processo de escolha.
Assim, podemos concluir que não é inteligente alocarmos recursos para fins não essenciais se, ainda, não atendemos às exigências 
mínimas de uma sociedade em termos de suas necessidades básicas.
Na próxima Aula, iremos analisar, interpretar dados e informações de caráter econômico, frente à política econômica atual e 
possibilitar a análise microeconômica, por meio de conhecimentos sobre os conceitos fundamentais da Economia.
Até breve!
REFERÊNCIAS
GREMAUD, Amaury Patrick et al. Manual de economia. 5 ed. São Paulo: Saraiva, 2004.
MENDES, Judas Tadeu Grassi. Economia: fundamentos e aplicações. São Paulo: Prentice Hall, 2004.
MOCHÓN, Francisco. Princípios de economia. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. Encontrado na biblioteca virtual do UNIARAXÁ. 
Disponível em . Acesso em: 09 de out. de 2023.
O’SULLIVAN, Arthur; SHEFFRIN, Steven. Introdução à economia: princípios e ferramentas. São Paulo: Prentice Hall, 2004. Encontrado na 
biblioteca virtual do UNIRAXÁ. Disponível em: . Acesso em: 09 de out. 
de 2023.
PASSOS, Carlos Roberto Martins, NOGAMI, Otto. Princípios de Economia. 6 ed. São Paulo: Cengage Learning, 2012.
ROSSETTI, José Paschoal. Introdução à Economia. 8 ed. São Paulo: Atlas, 1980.
ROSSETTI, José Paschoal. Introdução à Economia. 17 ed. São Paulo: Atlas, 1997.
SOUZA, Nali de Jesus de. Curso de Economia. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2003.
http://uniaraxa.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788576050827/pages/_5
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/410/pdf/0?code=mSDdDYUWevqAlH1v68hTKdvxe6sw5jYlBW0HdfiE1msgnPyi8vQh6jQ6yq119z3My6IH+XdO5yYrdpPkd/Pykg==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/410/pdf/0?code=mSDdDYUWevqAlH1v68hTKdvxe6sw5jYlBW0HdfiE1msgnPyi8vQh6jQ6yq119z3My6IH+XdO5yYrdpPkd/Pykg==
PIB
O PIB (Produto Interno Bruto) é o somatório de toda a riqueza produzida, dentro das fronteiras geográficas de uma nação.

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