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SISTEMA DE ENSINO
ECONOMIA
Introdução à Economia 
e à Microeconomia
Livro Eletrônico
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
Sumário
Introdução ao Estudo da Economia e da Microeconomia .........................................................................3
Apresentação .....................................................................................................................................................................3
1. Introdução à Economia .............................................................................................................................................6
1.1. Conceitos Iniciais ......................................................................................................................................................6
1.2. Escassez de Recursos x Necessidades Ilimitadas .............................................................................13
1.3. Eficiência Econômica ...........................................................................................................................................19
1.4. Escolhas .....................................................................................................................................................................19
1.5. Custo de Oportunidade ......................................................................................................................................23
1.6. Curva de Possibilidade de Produção .........................................................................................................25
1.7. Formas de Organização da Atividade Econômica ...............................................................................36
1.8. Economia do Bem-Estar ....................................................................................................................................40
1.9. Funcionamento de uma Economia de Mercado: Fluxos Reais e Monetários ......................41
1.10. Variáveis Fluxo x Estoque .............................................................................................................................46
1.11. Dez Princípios da Economia ...........................................................................................................................47
1.12. Classificações dos Bens .................................................................................................................................53
1.13. Microeconomia x Macroeconomia ............................................................................................................55
Resumo ............................................................................................................................................................................... 59
Mapa Mental ....................................................................................................................................................................65
Questões Comentadas em Aula ............................................................................................................................66
Exercícios ............................................................................................................................................................................71
Gabarito ..............................................................................................................................................................................86
Gabarito Comentado ................................................................................................................................................... 87
Referências ......................................................................................................................................................................121
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ECONOMIA E DA 
MICROECONOMIA
ApresentAção
Olá, amigo(a) concurseiro(a)!
Seja bem-vindo ao Curso de ECONOMIA. Estudar para um concurso com elevado grau de 
dificuldade em suas provas, além do alto nível dos candidatos, não é missão fácil. Por isso, 
torna-se necessária uma preparação com planejamento e muita disciplina.
O nível de preparação dos concorrentes não permite mais que você seja aprovado em al-
gum certame apenas livrando-se da nota de corte. É necessário fazer a diferença em todas 
as matérias.
E, sem dúvida, a disciplina ECONOMIA, tendo em vista seu nível elevado de complexidade, 
representa um dos diferenciais da prova.
Nessa linha, buscaremos aqui detalhar todo o conteúdo programático da matéria, numa 
linguagem simples e objetiva, sem, contudo, ser superficial.
Nosso curso atenderá tanto ao concurseiro do nível mais básico, ou seja, aquele que está 
vendo a matéria pela primeira vez, como aquele mais avançado, que deseja consolidar conhe-
cimentos e fazer uma revisão completa e detalhada da disciplina.
A nossa metodologia será aplicada inicialmente com o desenvolvimento da teoria, conside-
rando um aluno que nunca tenha estudado a matéria, intercalando essa teoria com questões 
comentadas, de modo a unir a teoria e a prática de prova, lhe proporcionando, assim, uma vi-
são completa do assunto e permitindo a retenção do que você aprendeu.
No intuito de facilitar o aprendizado, as questões serão selecionadas de modo que a teoria 
seja bem entendida e fixada após a sua resolução. Trazemos questões de concurso para de-
monstrar como cada assunto é cobrado pela banca.
Usaremos uma linguagem simples, para você se sentir em “sala de aula” e criar uma em-
patia com a matéria, mas não esqueceremos também do “economês”, pois são os termos 
técnicos que caem em prova.
Além disso, resolveremos aqui muitas questões de concursos anteriores, de tal forma que 
você ficará bastante afiado na matéria, ao ponto de chegar à prova com bastante segurança.
Antes de iniciar os comentários sobre o funcionamento do nosso curso, gostaria de fazer 
uma breve apresentação pessoal.
Sou administrador de empresas com especialização em finanças pela Fundação Getúlio 
Vargas (FGV) e auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil, aprovado no concurso nacional de 
2009/2010.
Atuei inicialmente na área de arrecadação e administração tributária, passando pelo setor 
de planejamento e controle da atividade fiscal até chegar à atividade de fiscalização propria-
mente dita.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
Porém, antes de tomar posse no meu atual cargo, eu já o havia exercido anteriormente en-
tre 1999 e 2001. É que fui aprovado no concurso de auditor-fiscal da Receita Federal (na época 
AFTN) de 1998, e, após 2 anos de exercício na atividade de fiscalização de empresas da Região 
Norte do país, recebi e aceitei um convite para voltar a trabalhar na iniciativa privada em minha 
cidade: Salvador.
Após alguns anos na área privada, vivendo momentos de alta satisfação alternados com 
momentos de insatisfação, resolvi voltar a estudar para concursos públicos em 2006.
Essa fase foi muito difícil. Eu tinha uma jornada dura, já que trabalhava e estudava mui-
to. Sei que muitos de vocês vivem situações parecidas,mas acreditem que essa situação é 
transitória.
No meu caso, fui recompensado com a aprovação para o cargo de analista de finanças e 
controle (AFC, hoje auditor de finanças e controle) da Controladoria Geral da União (CGU) no 
ano de 2008.
Entretanto, mesmo já trabalhando em bom cargo e com um excelente ambiente de trabalho 
na CGU, eu não me acomodei.
Continuei com meus estudos rumo ao sonho de voltar a ser auditor-fiscal da Receita Fede-
ral, que, como já dito, pode ser realizado com a aprovação no concurso de 2009/2010.
É isso, meu amigo!
Espero dividir com você a experiência adquirida ao longo da minha preparação, pois sei 
exatamente o que se passa “do outro lado”: as angústias, as expectativas, as dificuldades, mas 
também os sonhos.
Não se esqueça de que são os sonhos que nos movem! Acredite e se esforce ao máximo. 
Esse é o segredo!
Tenho consciência que a nossa disciplina não é das mais fáceis de se aprender. Mas, se 
você tiver boa vontade e humildade, COM CERTEZA vai aprender o suficiente para fazer uma 
boa prova e, além disso, entender um pouco mais as notícias econômicas do dia a dia.
Caso não compreenda determinado conceito ou não entenda a resolução de uma questão, 
tente novamente rever esse ponto em outro dia, e, principalmente, não tenha vergonha de me 
procurar no fórum de dúvidas.
Essa dificuldade é mais que natural!
Confesso também que, mesmo gostando muito de Economia, eu já tive dificuldade para 
entender certos assuntos ou para compreender a resolução de determinadas questões.
Como professor da matéria, preciso admitir que o entendimento de muitos assuntos de 
Economia não é fácil mesmo. Não vou enganá-lo!
Comparado, por exemplo, a AFO ou a Contabilidade de Custos, que são outras matérias 
que ministro, o entendimento e a retenção desse conhecimento para os assuntos de Economia 
exigirão do aluno mais dedicação.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
Sendo honesto com você, digo-lhe que é muito improvável que você tenha um bom rendi-
mento em questões de prova com apenas uma lida no nosso material. É preciso mais do que 
apenas uma leitura no material para ter um bom desempenho nessa matéria.
Por isso lhes digo que o segredo do sucesso aqui é a repetição e a persistência. Se 
você não entendeu um assunto, não pare, leia-o uma vez até o final. Isso significa que 
você terá que voltar a ler esse assunto em outro dia, mas, mesmo inconscientemente, não 
partirá do zero.
Resolver MUITAS QUESTÕES também é fundamental. Use os resumos e os mapas e os 
complemente com anotações relativas aos assuntos nos quais teve erros durante a resolução 
das questões.
O aprendizado da nossa matéria é gradativo, mais lento que nas demais, e, portanto, exige 
mais tempo e dedicação.
Aos poucos você vai entendendo cada vez mais, memorizando, resolvendo as questões 
com mais segurança.
Por isso lhes digo: prepare-se com antecedência e persista!
Assim dará certo!
Foi assim comigo e vai ser com você!
Em relação aos assuntos trabalhados na aula de hoje, note que são fundamentais para 
que você possa ter uma compreensão inicial da matéria suficiente para avançar bem no curso.
Uma última coisa: peço que avalie a aula. Se gostou, ótimo! Se não gostou, diga-me os mo-
tivos. Sua opinião é muito importante para mim e para o Gran!
Analisados todos os itens que nortearão o nosso curso, vamos ao que interessa! Como 
diria Mahatma Gandhi:
Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas, se você não fizer nada, não existirão 
resultados.
Então, vamos nessa!
Boa aula!
Prof. Manuel Piñon
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
1. Introdução à economIA
1.1. conceItos InIcIAIs
Existem muitas maneiras de conceber a Economia como um ramo do conhecimento.
Mas afinal, o que é isso? O que a Ciência Econômica estuda?
A Economia é uma ciência social que estuda como a sociedade escolhe (decide) empregar 
seus recursos produtivos (fatores de produção) escassos na produção e distribuição de bens 
e serviços para a satisfação das necessidades (ilimitadas) de sua população.
001. (FCC/ALAP/ANALISTA/2020 – ADAPTADA) Julgue:
A Economia estuda a forma pela qual uma sociedade organiza a sua produção.
Em outras palavras, Economia é a ciência social que estuda a produção, a circulação e o con-
sumo dos bens e serviços aplicados na satisfação das necessidades humanas.
Certo.
Podemos dizer que, considerando a escassez dos fatores de produção, a sociedade preci-
sa fazer escolhas entre as possibilidades de produção e de distribuição dos seus resultados 
para satisfazer as necessidades da sua população.
Note que dessa singela definição podemos tirar algumas palavras-chave que representam 
conceitos importantíssimos que serão “trabalhados” em nosso curso:
• ciência social;
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
• escolha;
• escassez;
• recursos produtivos;
• produção;
• distribuição;
• consumo;
• bens e serviços;
• necessidades.
002. (FCC/ALAP/ANALISTA/2020 – ADAPTADA) Julgue:
A distribuição do produto nacional é parte central do problema econômico.
Em outras palavras, a distribuição da riqueza produzida também é um aspecto fundamental 
nas decisões econômicas de uma sociedade, considerando os seus recursos escassos e as 
necessidades ilimitadas de sua população.
Certo.
Vamos agora apresentar um brevíssimo histórico do pensamento econômico, um embasa-
mento mínimo, para facilitar o entendimento do curso quando as teorias forem apresentadas.
Para os economistas clássicos, que têm como expoentes maiores os mestres Adam Smi-
th (e a sua famosa ideia da “mão invisível”), David Ricardo e John Stuart Mill, a Economia é 
o estudo do processo de produção, distribuição, circulação e consumo dos bens e serviços 
(riqueza).
A ideia principal desse grupo de economistas clássicos é que o mercado é autoajustável. 
Assim, automaticamente qualquer desequilíbrio seria neutralizado pelas forças naturais desse 
mercado, sem, portanto, haver necessidade de intervenção do Governo.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
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Outro aspecto que merece destaque em relação à teoria econômica clássica é a ideia de 
que a oferta agregada cria a sua própria demanda (Lei de Say).
Assim, para os clássicos, o “gargalo” da economia estava na produção, ou seja, não existia, 
teoricamente, limite do lado da demanda, mas sim do lado da oferta de bens e serviços. Em 
outras palavras, bastava produzir que os compradores apareciam.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
Evoluindo no tempo, para os autores ligados ao pensamento econômico neoclássico, a 
Economia pode ser definida como a ciência das trocas ou das escolhas.
Neste caso, a Economia lidaria com o comportamento humano enquanto condicionado 
pela escassez dos recursos: a Economia trata da relação entre fins e meios (escassos) dis-
poníveis para atingi-los.
Deste modo, o foco da ciência econômica consistiria em estudar os fluxos e meios da 
alocação de recursos para atingir determinado fim, qualquer que seja a natureza deste último.
A crise de 1929 e o “crack” da bolsa de Nova York contrariaram a ideia de que a oferta 
agregada cria sua própria demanda. Com a recuperação da produção na Europa, houve naque-
la época um excesso de oferta em relação à demanda agregada e as consequências foram a 
recessão e o alto desemprego. Ficou claro nesse momento que a “mão invisível” do mercado 
não foi suficiente para levar a economia novamente à prosperidade.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
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Dessa crise surgiu uma nova escola: a keynesiana, cuja ideia principal é a de que a deman-
da agregada cria a sua oferta. Assim, cabia ao governo, por meio de políticas fiscais (espe-
cialmente via realização de obras públicas), estimular o aumento da demanda e assim gerar 
aumento do emprego e da renda. Daí surgiu o modelo Keynesiano de determinação da Renda 
que será objeto de nosso estudo ao longo do curso.
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 ECONOMIA
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Vamos ver a evolução das Teorias Econômicas na linha do tempo a seguir:
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
Podemos dizer que o objetivo da Ciência Econômica é analisar os problemas econômicos 
e formular soluções para resolvê-los visando, em última instância, à melhoria da qualidade de 
vida da população.
De qualquer modo, seja qual for a teoria econômica ou a escola, o certo é que a Economia 
é uma Ciência Social, já que se ocupa do comportamento humano e estuda como as pessoas 
e as organizações na sociedade se empenham na produção, troca e consumo de bens e servi-
ços, integrando as chamadas ciência humanas.
É isso mesmo! A Economia não é uma ciência exata, cujas leis ou proposições possam ser 
verificadas em um laboratório. Apesar de envolver números, a Ciência Econômica é uma ciência 
social. Por isso que os economistas erram tanto em suas previsões e discordam tanto entre si.
003. (FCC/ARSETE/ECONOMISTA/2016) Segundo Gilles-Gaston Granger, a Economia é, “simul-
taneamente e confusamente, ciência das coisas, ciência das ações e ciência das estruturas so-
ciais.” (GRANGER, G. G. Méthodologie économique. 1955, p.2). A citação acima é explicada por:
a) o economista realiza experimentos perfeitamente controlados, atingindo, em suas previ-
sões, a precisão das ciências da natureza.
b) o conceito de Economia exclui a noção de que esta é uma ciência que trata dos produtos da 
atividade humana.
c) o conteúdo da Economia pode variar segundo o enfoque de cada autor ou escola: apresen-
ta-se, por exemplo, como amplo sistema contábil que descreve o circuito dos produtos, em 
estrita ligação com o funcionamento de uma sociedade.
d) a Economia propõe uma abordagem cujas relações essencialmente determinadas por ele-
mentos objetivos, externos ao ser humano.
e) a Economia não possui caráter científico.
a) Errada. De modo distinto das ciências exatas, em que o pesquisador consegue criar experi-
mentos em um sistema controlado e extrair conclusões a partir dele, na ciência econômica, de 
cunho social, o economista não dispõe de uma sociedade experimental em que possa aplicar 
métodos científicos e alcançar previsões acuradas
b) Errada. A Economia é uma ciência social que, essencialmente, estuda o comportamento 
humano diante do problema da escassez
c) Certa. Como uma ciência social e dinâmica, inexiste consenso entre as escolas a respeito da 
teoria econômica, com cada uma delas com sua visão distinta e até oposta às demais.
d) Errada. A Economia é uma ciência social com elementos objetivos e elementos subjetivos.
e) Errada. A Economia é, sim, uma ciência, com natureza social que, essencialmente, estuda o 
comportamento humano diante do problema da escassez.
Letra c.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
1.2. escAssez de recursos x necessIdAdes IlImItAdAs
Um dos princípios fundamentais da Economia, talvez o seu princípio basilar, é a chamada 
Lei da Escassez, que nos diz que os recursos produtivos (fatores de produção) são escassos, 
mas as necessidades humanas são ilimitadas.
004. (CESPE/TCE-PA/AUDITOR/2016) A respeito dos conceitos fundamentais de microeco-
nomia, julgue o item a seguir.
A Economia é a ciência social na qual se estuda como os indivíduos tomam decisões sob a hi-
pótese de que os recursos, se produzidos e distribuídos com eficiência, serão suficientes para 
suprir todas as necessidades da coletividade.
A Economia é uma ciência social, e o seu princípio basilar é a chamada “Lei da Escassez”, que 
nos diz que os recursos produtivos (fatores de produção) são escassos, mas as necessidades 
humanas são ilimitadas.
A ideia-chave na Economia é necessidade de eficiência, ou seja, maximizar a produção de bens 
e serviços, dadas as restrições colocadas pela quantidade limitada de fatores de produção.
Assim, a Economia, conhecida como “ciência da escassez”, estuda como os indivíduos tomam 
decisões sob a hipótese de que os recursos são escassos, em um contexto em que os desejos 
e necessidades humanos são ilimitados.
Em suma, determinada restrição orçamentária sempre irá impedir que um indivíduo adquira 
tudo o que necessita/deseja.
Errado.
Guarde bem esse “mantra”: RECURSOS ESCASSOS, NECESSIDADES ILIMITADAS!
Em outras palavras, as necessidades humanas são ilimitadas, enquanto que os recursos 
necessários à produção dos bens e serviços capazes de satisfazer a essas necessidades são 
escassos (existem em quantidades limitadas). Por isso, a Economia é chamada então por mui-
tos como a ciência da escassez.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
As necessidades humanas variam desde as mais elementares, tais como comida e mo-
radia, até as mais sofisticadas, como assistir a um concerto de música clássica em Viena, 
fazer uma cirurgia plástica ou obter determinado conhecimento especializadíssimo (imagine 
alguém que faz um curso que aborda a reprodução das girafas na África Oriental).
Essas necessidades humanas são consideradas infinitas, basicamente, por dois motivos 
principais:
• porque se renovam dia após dia, exigindo contínuo suprimento de bens e serviços para 
atendê-las (por exemplo, alimentação, vestuário e transporte);
• porque tendem a seguir uma escala de sofisticação: a cada dia surgem novos desejos 
e novas necessidades, motivadas pelas perspectivas de aumento do padrão de vida 
da sociedade (por exemplo, os “smartphones” e seus aplicativos, carros automáticos e 
roupas da moda).
Na verdade, a ideia básica aqui é a de que “o homem é um eterno insatisfeito”.
Para suprir à inúmera quantidade e diversidade de desejos humanos, é preciso que sejam 
produzidos certos bens e serviços.
Entende-se o conceito de bem de uma forma ampla, sendo tudo aquilo capaz de atender 
a uma necessidade humana. Os bens podem ser materiais (quando é possível atribuir-lhes 
características físicas, tais como tamanho, forma e cor) e imateriais (os chamados bens intan-
gíveis como os diversos tipos de serviços).
Como sabemos, a produção dos bens, por sua vez, exige o uso de certo conjunto de recur-
sos, os chamados fatores de produção, que usualmente são classificados pela ciência econô-
mica em três grandes grupos:
• O fator de produção “Terra” (recursos naturais), incluindo o solo e as diversas riquezas 
naturais, como minérios (incluindo o petróleo) e recursos hídricos. O volume dos recur-
sos naturais também depende do nível tecnológico, que influencia na possibilidade de 
aproveitamento das fontes de energia, das matérias-primas e dos meios de transporte.
O PULO DO GATO
Importante destacar que somente são considerados como fatores de produção aqueles recur-
sos naturais que podem ser incorporados às atividades econômicas. Assim, por exemplo, um 
recurso mineral localizado em uma grande floresta, que não possa ser escoado pela falta de 
estradas, não é considerado um fator de produção, até que possa ser utilizado na produção de 
algum bem ou serviço.
• O fator de produção “Trabalho” (mão de obra), representado pela força de trabalho hu-
mano, seja ele físico ou intelectual. No Brasil, é considerada como fator de produção 
trabalho, a PEA (População Economicamente Ativa).
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
• O fator de produção “Capital”, que corresponde às máquinas, aos equipamentos, às 
ferramentas, aos instrumentos, à infraestrutura, dentre outros, ou seja, bens que foram 
produzidos anteriormente e que continuam a ser utilizados durante algum tempo para a 
produção de outros bens. Esse conjunto de bens é denominado “estoque de capital”, e 
quanto maior esse estoque, mais produtiva é uma economia.
005. (CESPE/ANAC/ANALISTA/2012) Julgue o item a seguir, acerca dos fatores de produção.
Os fatores de produção podem ser classificados em naturais, trabalho e capital, sendo este 
último dividido em físico e humano. O capital físico é formado pelos recursos manufaturados 
utilizados na produção, pela educação e pelo conhecimento incorporado na força de trabalho.
Realmente, podemos dividir os insumos de produção em naturais, trabalho e capital, sendo 
esse ainda dividido em físico e humano. Entretanto, a educação, ou seja, o conhecimento incor-
porado na força de trabalho, é um capital humano, e não um capital físico, tendo uma natureza 
bastante subjetiva de valoração em termos de geração de capacidade produtiva.
Errado.
Importante destacar que, num dado momento, toda sociedade possui um estoque limitado 
de recursos ou fatores de produção. Isso significa que não é possível produzir uma quantida-
de infinita de bens, porque os recursos são limitados.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
Voltamos ao problema econômico fundamental da ESCOLHA: de um lado, as necessida-
des humanas são ilimitadas; de outro, os recursos/fatores de produção que devem ser utiliza-
dos para produzir os bens – que irão atender a essas necessidades – são limitados.
006. (IADES/HEMOCENTRO-DF/ANALISTA/2017) Considerando que a Economia é uma ci-
ência social fundamental para o estudo da escassez e dos problemas dela decorrentes, assi-
nale a alternativa correta.
a) A organização política de uma sociedade afeta a forma como ela escolhe os próprios repre-
sentantes e elabora as normas que regularão as relações sociais, contudo o desenvolvimento 
das atividades econômicas de produção e consumo não é afetado por ela, dependendo exclu-
sivamente do sistema econômico vigente.
b) O problema central da economia refere-se ao emprego de recursos econômicos escassos 
de forma a gerar o maior produto possível sem, no entanto, ocupar-se da forma como esses 
bens e serviços são distribuídos na sociedade.
c) A fim de atender às necessidades humanas ilimitadas, a economia promove a utilização 
máxima dos recursos disponíveis na produção de bens e serviços que agregam maior valor 
econômico.
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 ECONOMIA
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d) O emprego dos escassos recursos econômicos não representa um problema para a Econo-
mia, visto que não há usos alternativos para eles.
e) A Economia tem como objeto de estudo a questão da escassez, ou seja, a forma como a 
sociedade decide empregar recursos escassos entre usos alternativos.
a) Errada. As atividades econômicas são diretamente afetadas pelas escolhas dos represen-
tantes políticos. Note o efeito das eleições e das suas expectativas na bolsa de valores, na 
cotação do dólar e na economia em geral.
b) Errada. A Economia tem por objeto de estudo a forma de alocação dos recursos limitados 
entre usos alternativos para atender as necessidades ilimitadas.
c) Errada. Não se pode afirmar que a economia promove a utilização máxima dos recursos 
disponíveis na produção de bens e serviços que agregam maior valor econômico, pois, se 
assim fosse, somente bens com maior valor agregado seriam produzidos, em detrimento das 
commodities, por exemplo.
d) Errada. Na verdade, temos mais possibilidades de emprego do que recursos.
e) Certa. Como os recursos são escassos e nossas necessidades, ilimitadas, a Economia tem 
por objeto de estudo a forma de alocação destes recursos entre usos alternativos.
Letra e.
FATORES DE PRODUÇÃO
Recursos
naturais TrabalhoCapital
Interessante notar que, para cada fator de produção, temos uma forma de remuneração 
distinta. Confira:
TERRA
CAPITAL
TRABALHO SALÁRIO
JUROS
ALUGUEL
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Alguns autores dividem os fatores de produção em quatro: terra (recursos naturais ou maté-
ria-prima), trabalho (mão de obra), capital (máquinas e equipamentos) e capacidade empre-
sarial (empreendimento). De acordo com essa classificação, o capital fica dividido em capital 
propriamente dito, que é remunerado por juros, e a capacidade empresarial, que remunerada 
pelo lucro decorrente do risco do negócio.
Lembre-se de que, considerando determinado momento, toda sociedade possui um esto-
que limitado desses recursos ou fatores de produção.
Fatores de produção 
ou insumos
Terra (recursos naturais), 
trabalho,
capital,
capacidade empresarial
Processo
produtivo ou 
produção
Agregação de valor.
Produto ou
mercadoria
Todo o valor
agregado.
Basicamente a ideia é que não é possível produzir uma quantidade infinita de bens e servi-
ços, porque os recursos são limitados, exigindo a utilização dos recursos produtivos da me-
lhor maneira possível, para produzir o máximo de bens e desse modo atender ao maior nível 
possível de necessidades.
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007. (CESPE/MPU/ANALISTA/2010) Acerca de economia ambiental, julgue o item a seguir.
Para os economistas ambientais, não há problema de escassez absoluta de recursos naturais, 
e sim de escassez relativa. Portanto, desse ponto de vista, admite-se que determinados tipos 
de recursos possam se esgotar temporariamente.
Os economistas ambientais realmente diferenciam esses dois conceitos. Veja:
• Escassez absoluta: refere-se ao esgotamento propriamente dito dos estoques desses 
recursos.
• Escassez relativa: refere-se aos padrões insustentáveis de produção e consumo, exis-
tindo uma tendência de esgotamento dos recursos por haver excesso de consumo em 
relação ao que é produzido.
Para os ambientalistas, em relação aos recursos naturais, existe a necessidade de redução do 
seu consumo para evitar o seu esgotamento.
Certo.
1.3. efIcIêncIA econômIcA
A ideia de recursos escassos e necessidades ilimitadas nos permite concluir que não é 
possível produzir todos os bens de que a sociedade necessita, mas é possível utilizar os re-
cursos da melhor maneira possível, para produzir o máximo de bens e desse modo atender ao 
maior nível possível de necessidades.
Isso nos leva a uma das ideias-chave na Economia, que é a ideia da eficiência: maximizar 
a produção de bens e serviços, dadas as restrições colocadas pela quantidade limitada de 
fatores de produção.
O lance agora é fazer as melhores escolhas do ponto de vista econômico.
1.4. escolhAs
Diante da escassez, a sociedade se organiza e faz escolhas de modo a tentar produzir os 
bens e serviços de forma eficiente, ou seja, empregando de forma racional os recursos dis-
poníveis, visando otimizar (melhorar) seus resultados, maximizando (aumentando) o nível de 
bem-estar da população.
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Temos então que da escassez de recursos surgem as seguintes questões econômicas 
fundamentais.
Essas três são as principais questões econômicas fundamentais, mas vamos ampliar um 
pouco nossa análise para cinco questões econômicas fundamentais.
Para facilitar seu entendimento, vamos criar um exemplo prático (uma fazenda) a seguir 
comentado.
• O que produzir?
Se os recursos (fatores de produção) são escassos e as necessidades, ilimitadas, então é 
preciso escolher o que produzir dentre as várias alternativas concorrentes.
EXEMPLO
Se eu sou, por exemplo, um pequeno produtor rural e tenho um pequeno pedaço de terra na 
cidade de Petrolina (PE), uma questão econômica fundamental para mim é decidir o que PRO-
DUZIR nessa terra.
Planto uvas ou mangas? Ou melhor, crio carneiros ou planto?
Digamos, para fins do nosso exemplo, que eu decida plantar uvas.
• Como produzir?
Outra questão econômica fundamental é escolher a melhor combinação dos recursos es-
cassos para uma maior satisfação das necessidades. O nível tecnológico existente e dispo-
nível é um fator decisivo nessa escolha. Dentre os métodos mais eficientes, o produtor deve 
escolher aquele que tiver o menor custo de produção e maior produtividade possíveis.
EXEMPLO
Assim, voltando ao nosso exemplo prático, posso usar irrigação? Quem vai me ajudar na pro-
dução? Contratarei algum empregado ou produzirei sozinho com minha família?
Digamos, para fins do nosso exemplo, que eu decida contratar quatro trabalhadores para 
produzir uvas de modo manual, ou seja, sem utilização de tratores ou equipamentos 
automatizados.
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• Quando produzir?
É preciso escolher o melhor momento para produzir. Por exemplo, produzir biquínis antes 
de chegar o verão para poder vender quando essa estação do ano chegar.
EXEMPLO
No nosso caso, eu preciso saber se existe a época certa para o plantio. Digamos, para fins do 
nosso exemplo, que eu decida produzir no período normal da safra regional.
• Onde produzir?
Basicamente, preciso escolher se é melhor produzir perto dos consumidores (mercado 
consumidor) ou em local próximo a fornecedores de insumos e das matérias-primas (merca-
do fornecedor).
Para decidir corretamente, é preciso avaliar os custos de transporte dos produtos finais e 
das matérias-primas para melhor escolher a localização, por exemplo, de uma fábrica.
EXEMPLO
No nosso exemplo, o ideal é que eu produza nossas uvas perto do mercado consumidor.
• Para quem produzir?
É preciso saber qual é o mercado alvo. Em termos de linguagem econômica, é aqui que a 
decisão quanto à distribuição dos resultados da produção é tomada.
EXEMPLO
No nosso caso, precisamos definir se vamos vender nossas uvas na feira diretamente para os 
consumidores finais, a um grande produtor de vinhos na região, a um exportador de frutas de 
Juazeiro ou a uma rede de supermercados?
Nossa produção será vendida a uma grande vinícola da região.
Nesse sentido, a teoria econômica fornece instrumentos de análise que ajudam a respon-
der tais questões econômicas fundamentais, nos ajudando racionalmente a avaliar os custos 
e os benefícios inerentes a cada escolha.
EXEMPLO
Então nosso exemplo bem básico está definido ao respondermos às cinco questões econômi-
cas fundamentais:
1) O que produzir?
Uvas.
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2) Como produzir?
Cultura manual com 4 trabalhadores.
3) Quando produzir?
No período normal da safra regional.
4) Onde produzir?
Em nosso sítio, no Município de Petrolina (PE).
5) Para quem produzir?
Produtores de vinhos da região.
008. (FCC/ARSETE/ECONOMISTA/2016) Considere os seguintes problemas básicos 
da Economia:
I – O que produzir.
II – Como produzir.
III – Quanto produzir.
IV – Para quem produzir.
A existência ilimitada de recursos utilizáveis tornaria frágil o caráter “econômico” dos proble-
mas contidos em
a) I e IV, apenas.
b) I, II e III, apenas.
c) I, II, III e IV.
d) II e III, apenas.
e) III e IV, apenas.
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Um dos focos da ciência econômica é avaliar como são administrados os recursos escassos 
diante de necessidades ilimitadas, ou seja, em decorrência do problema da escassez, a so-
ciedade precisa fazer escolhas que envolvem decidir o que produzir, quanto produzir, como 
produzir e para quem produzir.
Letra c.
Nesse contexto, a Economia se apresenta como a ciência social que se ocupa da adminis-
tração dos recursos escassos entre usos alternativos e fins competitivos.
Chegou a hora de conhecer um conceito para “amarrar” toda essa teoria que envolve a es-
cassez e as escolhas: o custo de oportunidade!
1.5. custo de oportunIdAde
Avançando no estudo dos conceitos econômicos fundamentais, chegamos à teoria do 
“custo de oportunidade”, “custo alternativo” ou “custo implícito”, que nada mais é do que se 
atribuir um custo às várias oportunidades de uso dos recursos sempre limitados.
EXEMPLO
No caso da nossa fazenda-exemplo, o custo de oportunidade é, por exemplo, o sacrifício de 
deixar de produzir mangas para produzir uvas.
O Custo de Oportunidade, portanto, está diretamente relacionado ao princípio que conside-
ra que os recursos (capital, mão de obra, recursos da natureza e tecnologia) sempre são escas-
sos, pois sempre são insuficientes para satisfazer todas as necessidades de toda a sociedade 
(de todas as pessoas).
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É justamente pela falta de recursos que, por exemplo, as empresas optam por direcionar 
suas disponibilidades para alguns empreendimentos, abrindo mão de aplicá-los em outros, 
pois a escassez de recursos torna as alternativas mutuamente excludentes.
Em outras palavras, considera-se como custo de oportunidade o que se deixa de ganhar 
por não se ter optado pela melhor alternativa.
Em termos práticos, para a firma esse é um custo derivado de sua escassez de recursos, 
escassez que a obriga a fazer escolha por esse ou aquele projeto, a optar por uns empreendi-
mentos em detrimento de outros, uma vez que o total dos recursos disponíveis é o limite da 
possibilidade de investimentos.
Veja uma situação de custo de oportunidade aplicada ao estudo para uma prova.
009. (CESPE/TCE-PA/AUDITOR/2016) A respeito dos conceitos fundamentais de microeco-
nomia, julgue o item a seguir.
O custo de oportunidade será o mesmo para qualquer pessoa que opte por participar do pro-
grama de trainee de uma grande empresa em vez de trabalhar em uma empresa de menor 
porte que ofereça melhor remuneração.
Vale lembrar que o custo de oportunidade é aquele custo que representa o fato de ter escolhido 
uma opção em detrimento de outra.
No caso apresentado pela questão, o custo de oportunidade é representado pela satisfação 
que a pessoa deixa de obter ao receber um salário menor, mas trabalhando em uma empresa 
com maior potencial de crescimento pessoal.
Entretanto, merece destaque o fato de que a perda de satisfação não é igual para as pessoas, 
ou seja, os indivíduos possuem utilidades marginais da renda diferentes.
Assim, não podemos afirmar que o custo de oportunidade seria o mesmo para qualquer pessoa.
Errado.
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010. (CESPE/TCU/AUDITOR/2007) Considerando-se que o problema da escolha em um am-
biente de escassez constitui o cerne da análise econômica, julgue os itens subsequentes.
Nas economias de mercado, a especialização, fundamentada na divisão do trabalho, apesar 
de aumentar o custo de oportunidade dos bens, promove a alocação eficiente dos recursos.
A primeira parte da afirmativa está correta, pois a especialização fundamentada na divisão do 
trabalho, numa economia de mercado, realmente aumenta o custo de oportunidade dos bens 
(e serviços).
Imagine um médico neurologista, extremamente especializado em cirurgias complexas, que 
seja muito bem remunerado pelas várias operações que efetua.
Um dia, quando ele está indo ao hospital fazer uma cirurgia delicadíssima (e muito bem remu-
nerada), a esposa dele liga e diz que o reator da lâmpada da cozinha precisa ser trocado e ela 
não sabe fazê-lo.
E então o que ele faz? Volta para casa e deixa de realizar a cirurgia ou chama um eletricista 
para fazer esse reparo no sistema de iluminação de casa?
Claro que chama o eletricista, pois o custo de oportunidade ante o nível de especialização que 
ele possui é elevadíssimo para ele.
Até aqui, beleza!
Mas agora vem o erro da afirmativa: a alocação eficiente dos recursos não necessariamente é 
promovida.
Na verdade, aproveitando esse exemplo, nada garante que a esposa do médico comprará o 
reator correto e contratará o eletricista mais adequado a esse serviço de reparação no sistema 
de iluminação da casa.
Errado.
1.6. curvA de possIbIlIdAde de produção
Com essa base de conhecimentos adquiridos até aqui, já podemos conhecer o conceito de 
Curva de Possibilidade de Produção (CPP), também chamada de Fronteira de Possibilidades 
de Produção (FPP) ou, ainda, de Curva de Transformação.
A CPP ilustra três conceitos anteriormente mencionados:
• Escassez.
• Escolha.
• Custo de oportunidade.
O PULO DO GATO
Podemos dizer também que a CPP expressa a capacidade máxima de produção de uma em-
presa, de um setor econômico ou até de um país.
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Essa definição de capacidade máxima de produção considera que todos os recursos ou 
fatores de produção que de se dispõe em determinado momento estão sendo utilizadosem 
100% (cem por cento) da sua capacidade.
Em outras palavras, não tem desperdício nem ociosidade.
Tudo está teoricamente funcionando a pleno emprego, ou seja, a produção efetiva é igual 
à produção potencial ou ao produto de pleno emprego.
Importante registar que estamos falando de um conceito teórico, ou seja, na prática, dificil-
mente consegue-se trabalhar efetivamente na capacidade máxima.
Os pressupostos que devem ser utilizados para aplicação do conceito teórico de CPP são 
os seguintes:
• Os recursos produtivos são fixos: não conseguimos alterar a quantidade de recursos 
disponíveis, ou seja, o número de trabalhadores, de máquinas e de equipamentos é pre-
determinado.
• A tecnologia é constante: a tecnologia utilizada é sempre a mesma, ou seja, nenhuma 
evolução tecnológica deve ser considerada.
• Os recursos produtivos não são perfeitamente substituíveis entre si: um fator de pro-
dução que produz máquinas, por exemplo, não vai ter a mesma eficiência produzindo 
alimentos, ou seja, os recursos não são perfeitamente substituíveis entre si. Em outras 
palavras, eu não posso pegar uma máquina de produzir roupas e esperar dela a mesma 
eficiência para produzir alimentos. Assim, como existe perda de eficiência, não pode-
mos dizer que fizemos uma substituição perfeita.
• Somente podem ser produzidos dois produtos diferentes: não podemos ampliar nossa 
linha de produtos para três ou mais.
Os economistas resolveram ilustrar essa situação por meio de um gráfico que será expos-
to após apresentarmos as tabelas que contêm os dados representados graficamente.
Nesse gráfico teórico, a escassez de recursos cria um limite máximo à capacidade produ-
tiva de uma empresa, que, dessa forma, terá de fazer escolhas entre as opções de produção.
011. (FCC/ALAP/ANALISTA/2020 – ADAPTADA) Julgue:
A fronteira de possibilidades de produção ilustra as restrições econômicas de uma sociedade.
A fronteira de possibilidades de produção apresenta a escassez de recursos por meio da apre-
sentação do limite máximo da capacidade produtiva de uma unidade produtiva ou de uma 
economia. Assim, diante dessa limitação, será necessário fazer escolhas entre as opções 
de produção.
Certo.
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 ECONOMIA
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EXEMPLO
Vamos nos lembrar daquele nosso pequeno pedaço de terra lá em Petrolina (PE), com seu 
tamanho fixo, insumos agrícolas limitados e um número fixo de trabalhadores.
Vamos lembrar aquelas opções que tínhamos nesse sítio entre produzir dois tipos de bens: uva 
e manga.
Se, como já decidido por nós (você também decidiu, lembra?), vamos utilizar toda a terra para 
cultivar uva, não haverá área disponível para o plantio de manga.
Por outro lado, se quiséssemos nos dedicar somente à cultura de manga, utilizando todo o 
sítio para este fim, não poderíamos plantar a uva.
Mas atenção aqui: existem alternativas intermediárias, como a utilização de parte das terras 
para o plantio de uvas, ficando a fração restante para o cultivo de mangas.
Vamos admitir ainda a possibilidade de plantarmos uvas e mangas, ou de plantarmos apenas 
mangas, e que as alternativas de produção de ambos sejam as seguintes (em toneladas):
Alternativas de produção Uvas Mangas
A 30 0
B 20 30
C 15 50
D 10 70
E 0 90
1) Alternativa A: todos os fatores de produção estão alocados para produção de uvas.
2) Alternativas B, C e D: os fatores de produção foram distribuídos na produção de uma e de 
outra fruta.
3) Alternativa E: todos os fatores de produção estão alocados para produção de mangas.
Como podemos decidir entre as várias alternativas apresentadas?
O estudo da CPP poderá nos ajudar a ver qual é a forma mais indicada!
Você verá o porquê.
EXEMPLO
Agora, imagine uma sociedade que produz apenas alimentos. Imagine também que em um 
dado momento ela vê a possibilidade ou a necessidade de produzir máquinas.
A sociedade não fez nenhum tipo de investimento (só na teoria, pois na prática esse investi-
mento tem que ser feito) ou contratação de mão de obra; com exatamente os mesmos recur-
sos que ela utilizava na produção de alimentos, ela utilizará na produção de máquinas.
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Como os recursos eram utilizados em sua máxima capacidade produtiva, então será necessá-
rio abrir mão da produção de alimentos para produzir máquinas, e essa troca (também chama-
da de trade-off) é demonstrada por uma certa função (que não precisamos nos aprofundar no 
momento).
Vamos analisar a tabela de possibilidades de produção:
Alternativas de 
produção
Máquinas 
(milhares)
Alimentos 
(toneladas)
A 25 0
B 20 30,0
C 15 47,5
D 10 60,0
E 0 70,0
Podemos notar que, na alternativa A, a sociedade está produzindo 25 mil máquinas, mas não 
está produzindo alimentos.
Já na alternativa E, está produzindo 70 toneladas de alimento, mas não está produzindo máquinas.
As demais alternativas (B, C, D) são intermediárias, ou seja, produzem ambos os produtos.
Vamos analisar os dados no gráfico a seguir:
Observe o seguinte: no eixo horizontal estão representadas as mesmas quantidades de máqui-
nas demonstradas na tabela e no eixo vertical as toneladas de alimentos.
Cada alternativa de produção apresentada na tabela corresponde a um ponto na nossa 
agora apresentada: CURVA DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO (CPP) ou FPP.
Obs.: � A CPP nada mais do que a linha formada pela ligação dos pontos que representam as 
alternativas de produção que apresentamos na tabela.
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A curva ABCDE, que é a nossa CPP, indica todas as possibilidades de produção de máqui-
nas e alimentos dentro da sociedade.
Agora observe os pontos fora da curva.
O ponto Y (ou qualquer ponto interno a curva) indica que a sociedade está operando com 
capacidade ociosa ou com desemprego, isso quer dizer que os fatores de produção estão 
sendo subutilizados.
Assim, as situações apresentadas na “área” em que o ponto Y se encontra são normais 
e muito comuns para uma empresa ou para uma sociedade que não utiliza 100% da sua 
capacidade.
O ponto Z representa uma combinação impossível de produção, pois está indicando que a 
produção seria maior do que a capacidade produtiva da sociedade ou de uma empresa, situa-
ção essa impossível de ocorrer.
012. (CESPE/SLU-DF/ANALISTA/2019) Julgue o item seguinte, a respeito da teoria microe-
conômica da produção.
Um ponto da fronteira de possibilidades de produção em que dois bens são produzidos é mais 
eficiente do que um ponto em que um único bem é produzido.
Tenha em mente que a CPP abrange todos aqueles pontos em que a economia está operando 
em sua capacidade máxima, ou seja, em que está trabalhando com eficiência, já que não te-
mos recursos ociosos.
Confira um exemplo hipotético:
Note que nos pontos de A, B, C, D e E estamos sobre a CPP. Note ainda que, no ponto A, só 
vestuários são produzidos e, no pontoE, só alimentos são produzidos. Assim, nesses pontos, 
há especialização completa, mas há eficiência porque estamos sobre a CPP.
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Guarde que somente temos ineficiência quando estivermos num ponto dentro da CPP, como 
o ponto F, em que a economia está produzindo menos do que poderia se utilizasse toda sua 
capacidade.
Errado.
Considerando que os fatores de produção são especializados e não são completamente 
adaptáveis a novas utilizações, existe um aumento progressivo do custo de oportunidade de 
tais substituições, o que justifica o formato côncavo da CPP (voltado para dentro).
Veja dois exemplos de curvas respectivamente côncava e convexa:
Assim, acréscimos iguais na produção de alimentos geram decréscimos cada vez maiores 
na produção de máquinas.
Em outras palavras, o custo de oportunidade é crescente em virtude da eficiência decres-
cente dos fatores de produção quando eles são realocados para produzir outros bens que 
não aqueles para os quais foram criados/desenvolvidos. Essa situação é estudada na aula de 
teoria da produção, especificamente no tópico lei da produtividade marginal decrescente ou 
lei dos rendimentos decrescentes.
013. (CESPE/ANS/ESPECIALISTA/2013) Com relação ao dilema econômico entre escassez 
e escolha, representado pela curva de possibilidade de produção (CPP), e ao equilíbrio de mer-
cado, resultado da interação das curvas de oferta e demanda, julgue os itens a seguir.
Ao se deslocar um fator de produção de uma atividade produtiva para outra, o custo de opor-
tunidade será crescente, uma vez que, no curto prazo, fatores de produção não são completa-
mente ou facilmente adaptáveis.
Quando estudamos o tema CPP aprendemos que o custo marginal de transformação, também 
chamada de taxa marginal de transformação, é crescente. Essa característica justifica a CPP 
ser côncava, ou ter a sua concavidade voltada para baixo, o que torna a questão correta.
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Em outras palavras, podemos ver no gráfico a seguir que, dada a concavidade da curva, o cus-
to de oportunidade de se deixar de produzir vestuário para que se produza mais alimento, por 
exemplo, será cada vez MAIOR, visto a produtividade ser menor. Confira:
Com base na curva colocada anteriormente, do ponto A para o ponto B, se pode produzir 40 
unidades de alimentos a mais abrindo-se mão de aproximadamente 10 unidades de vestuário. 
Para que sejam produzidas mais 40 unidades de alimentos a partir do ponto B, já passa a ser 
necessário abrir mão de aproximadamente 80 unidades de vestuário.
Em suma, considerando a concavidade da curva, podemos ver que o custo de oportunidade 
de se deixar de produzir vestuário para que se produza mais alimento, por exemplo, será cada 
vez MAIOR, já que, no curto prazo, os fatores não são rapidamente nem facilmente adaptáveis.
Certo.
Um ponto que é frequentemente cobrado em prova é a questão do deslocamento da Curva de 
Possibilidade de Produção. Sim, essa curva pode se mover ao longo do tempo. Esse movimen-
to pode decorrer de aumento ou diminuição da capacidade de produção de uma empresa ou 
da economia.
Se o deslocamento da curva for para a direita, indica que a empresa ou sociedade está 
crescendo, pois houve um aumento da quantidade física de fatores de produção, ou ainda o 
melhor aproveitamento dos recursos já existentes, o que pode ocorrer, por exemplo, com um 
progresso tecnológico.
Percebeu que esse deslocamento pode permitir à economia obter maior quantidade de 
ambos os bens?
Se, por outro lado, o deslocamento da curva for para a esquerda indica que a empresa ou 
sociedade está decrescendo, podendo ter ocorrido uma diminuição da quantidade física de 
fatores de produção.
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
DICA
Esses deslocamentos paralelos da CPP ocorrem quando tiver-
mos um movimento de aumento ou de diminuição da capaci-
dade produtiva, como demonstrado no gráfico seguinte.
014. (FCC/SABESP/ANALISTA/2018) Um deslocamento paralelo para a direita da Curva de 
Possibilidade de Produção entre os bens A e B pode decorrer de
a) uma redução dos recursos necessários para a produção do bem A, mantido tudo o mais 
constante para o bem B.
b) um progresso tecnológico na produção dos bens A e B.
c) um aumento dos recursos necessários para a produção do bem B, mantido tudo o mais 
constante para o bem A.
d) um aumento da quantidade dos agentes que demandam os produtos A e B.
e) uma redução da quantidade máxima passível de obtenção para os bens A e B.
a) Errada. Como tivemos redução dos recursos necessários para a produção A, tivemos ele-
vação da produtividade apenas de A e, assim, não haveria um deslocamento da curva, mas 
somente alteração da sua inclinação.
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b) Certa. Para termos um deslocamento paralelo é preciso que tenhamos a elevação da produ-
tividade dos dois bens. Veja:
c) Errada. Representaria uma alteração da inclinação, mas com deslocamento de uma ponta 
da curva para a esquerda uma vez que o aumento dos recursos necessários para a produção 
significa redução da produtividade.
d) Errada. Não afeta a curva de possibilidades de produção, que é afetada pela disponibili-
dade de fatores e pelas suas produtividades, independentemente da demanda pelos bens 
em questão.
e) Errada. Não afeta a curva de possibilidades de produção, que é afetada pela disponibili-
dade de fatores e pelas suas produtividades, independentemente da demanda pelos bens 
em questão.
Letra b.
Vamos agora nos aprofundar no entendimento dos fatores que podem alterar a CPP e de 
que forma:
• Tecnologia: esse é um fator que aumenta a eficiência da produção. Assim, se a tecnolo-
gia for melhorada, a CPP vai se expandir, para a direita e para cima, mas, se a tecnologia 
regredir, a CPP vai se encolher, para a esquerda e para baixo.
• Investimentos: esse é um fator que pode aumentar os recursos produtivos. Assim, no-
vos investimentos farão com que a CPP se expanda, para a direita e para cima, mas de ti-
vermos retração nos investimentos, a CPP irá se encolher, para a esquerda e para baixo.
• Melhorias no marco regulatório e legal: geram segurança jurídica e confiança, podendo 
fazer com que a CPP se expanda, para a direita e para cima. Em contraste, retrocessos 
legais ou regulatórios provocam a retração da CPP para a esquerda e para baixo.
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 ECONOMIA
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• Quantidade de fatores de produção: quanto mais fatores de produção, maior é a capa-
cidade de produção da economia. Não necessariamente tais aumentos na quantidade 
de fatores de produção precisam ser oriundos de investimento. Assim, se um país está 
aumentando sua capacidade de produzir (fatores de produção), temos o deslocamento 
da CPP para cima e para a direita. Em contraste, se houver destruição da capacidade 
produtiva (uma peste que dizime a população trabalhadora, por exemplo), a capacidade 
de produzir diminuiu, deslocando a CPP para baixo e para a esquerda.
O PULO DO GATO
Mudanças nos preços não alteram a CPP. Muito cuidado, pois essa é uma pegadinha clássica!
015. (CESPE/ANS/ESPECIALISTA/2013) Com relação ao dilema econômico entre escassez 
e escolha, representado pela curva de possibilidade de produção (CPP), e ao equilíbrio de mer-
cado, resultado da interação das curvas de oferta e demanda, julgue os itens a seguir.
A CPP contempla todas as combinações de bens e serviços que podem ser produzidos em uma 
economia, de forma que os pontos localizados acima da curva, embora possíveis, representam 
alocações ineficientes e os pontos abaixo representam o problema da escassez de recursos.
Observe que os pontos que estão acima da Curva de Possibilidade de Produção (CPP) repre-
sentam combinações de bens e serviços que não conseguem ser produzidos em uma econo-
mia, com a dotação de fatores de produção disponíveis.
Já os pontos que estão abaixo da CPP representam alocações ineficientes, ou seja, onde exis-
tem recursos ou fatores de produção com determinado grau de ociosidade.
Dessa maneira, os pontos abaixo da CPP não retratam o problema da escassez, sendo esta 
revelada nos pontos ao longo da própria CPP.
Errado.
Nesse ponto da matéria existe uma “pegadinha” em potencial que pode ser explorada pelas 
provas de concursos públicos.
Estou falando de uma situação diferente daquela anterior, quando tivemos deslocamentos 
paralelos da CPP em função de aumento ou de diminuição da capacidade produtiva.
Qual seria o efeito na CPP se apenas uma parte da produção se alterasse?
EXEMPLO
Imagine uma economia que produza cerveja e cachaça. Suponha que uma nova tecnologia 
para produção de cerveja aumente a capacidade produtiva apenas de cerveja. Nesse caso, 
teríamos um movimento de apenas uma parte da CPP.
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Nessa linha de raciocínio, podemos admitir que a maior capacidade obtida no setor de cerveja 
pode garantir uma expansão das possibilidades para produção de alimento nesta economia.
Se a nova tecnologia para produzir cerveja aumentou a produtividade neste setor, então pode-
mos deslocar trabalhadores para a produção de cachaça.
No entanto, perceba que a capacidade máxima da produção de cachaça não se alterou, já que 
a inovação ocorreu somente no setor de cerveja.
O PULO DO GATO
Dessa forma, a expansão (ou contração) da produtividade restrita a um setor não desloca a CPP 
inteira, mas afeta sua inclinação, com o deslocamento de apenas uma das pontas da curva.
1.6.1. Caso especial: CPP LINEAR
Aprendemos que os recursos não são perfeitamente substituíveis entre si. Entretanto, e 
se, por acaso, os recursos pudessem ser utilizados para produzir qualquer bem mantendo a 
eficiência?
Se isso acontecesse, nós teríamos uma CPP em linha reta (e não mais côncava), e os custos 
de oportunidade seriam constantes (não seriam mais crescentes). Confira:
Observe no gráfico que como a CPP é uma reta, nós sempre estamos abrindo mão de cinco 
unidades de peças B para termos mais dez unidades de peças A, independentemente do ponto 
em que estamos na reta.
Note que, por outro lado, se a CPP fosse côncava, os custos de oportunidade seriam cres-
centes e nós, para produzirmos mais peças A, abriríamos mão de cada vez mais peças B. Per-
ceba, portanto, que na CPP linear isso não acontece. 
Em outras palavras, para produzir mais peças A, você deve abrir mão sempre da mesma 
quantidade de peças B. Isso ocorre porque os custos de oportunidade são constantes, já que 
os recursos são perfeitamente substituíveis entre si, ou seja, eles mantêm a eficiência produ-
zindo qualquer um dos dois bens.
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DICA
Quando os recursos forem perfeitamente substituíveis entre 
si, a CPP será linear e os custos de oportunidade serão cons-
tantes. Mas se os recursos não forem perfeitamente substituí-
veis entre si, a CPP será côncava e os custos de oportunidade 
serão crescentes.
016. (CESPE/TC-DF/ACE/2012) Acerca de microeconomia, julgue o item a seguir.
A forma não linear de uma fronteira de possibilidades de produção está associada à adaptabi-
lidade perfeita dos recursos na produção de dois bens.
A afirmativa está equivocada, pois a forma não linear ocorre pela adaptação imperfeita dos 
fatores de produção utilizados.
Voltemos ao nosso bom e velho sítio que produz uvas e/ou mangas. A mão de obra, por exem-
plo, não consegue ter a excelente produtividade na produção de manga que possui na delicada 
produção de uva.
Normalmente, os fatores de produção não se adaptam perfeitamente, por isso o formato de 
curva de possibilidade de produção não é linear, mas sim côncava.
Errado.
1.7. formAs de orgAnIzAção dA AtIvIdAde econômIcA
O modo como as sociedades respondem aos problemas econômicos fundamentais (o 
quê, quanto, como, quando e para quem produzir) está diretamente relacionada à forma de or-
ganização da sua atividade econômica, ou seja, ao sistema econômico vigente em cada país.
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Amigo(a), vamos partir agora do princípio de que o objeto básico do estudo da Economia 
é a atividade econômica exercida pelos homens dentro de uma sociedade, ou seja, vamos co-
nhecer o sistema econômico, a forma política, social e econômica pela qual está organizada 
a sociedade.
Nesse sentido, podemos definir a Organização Econômica como sendo o modo como a 
sociedade está organizada para desenvolver as atividades econômicas, ou seja, a produção, 
circulação, distribuição e o consumo de bens e serviços.
Vamos voltar um pouco no tempo e lembrar que, ao longo da história, o homem abando-
nou a vida nômade de coleta de meios de subsistência, passando a viver em locais fixos para 
cuidar de suas plantações e rebanhos e a desenvolver as primeiras atividades artesanais e de 
serviços de apoio à vida sedentária, tendo assim a necessidade de organização. Assim, surgiu 
o sistema econômico.
DICA
Um sistemaeconômico deve responder às decisões econômi-
cas fundamentais: o quê, quanto, como, quando e para quem 
produzir.
Os elementos básicos de um sistema econômico são:
• o estoque de recursos produtivos ou de fatores de produção (terra, trabalho e capital);
• o complexo de unidades de produção (empresas); e
• o conjunto de instituições políticas, jurídicas, econômicas e sociais.
Tenha em mente que, basicamente, os países organizam tais elementos, economicamente 
falando, de duas formas:
• economia de mercado ou sistema capitalista.
• economia planificada, centralizada ou sistema socialista.
A economia de mercado, também chamada de descentralizada ou capitalista, é a que co-
nhecemos hoje no Brasil, enquanto a economia planificada, também chamada de centralizada 
ou socialista, é aquela inerente aos países comunistas, como Cuba e Coreia do Norte (acho 
que só sobraram esses dois).
DICA
A China hoje é considerada uma “economia capitalista de es-
tado” ou um “regime socialista de mercado”, já que contem-
pla um governo comunista que abre cada vez mais espaço 
para a atuação da iniciativa privada, ou seja, utiliza um regime 
político comunista e uma economia de mercado.
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Importante destacar que, em uma economia de mercado, é o próprio mercado quem res-
ponde às questões econômicas fundamentais (o quê, quanto, como, quando e para quem pro-
duzir), diferentemente de uma economia planificada na qual quem define é o governo (órgão 
central de planejamento).
Considerando que a economia segue um conjunto de regras, podemos conceituar um Sis-
tema Econômico como sendo o sistema que rege as atividades econômicas de produção, 
troca e consumo de bens e serviços.
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Podemos conceituar ainda um Sistema Econômico como sendo o modelo econômico que 
contempla as regras vigentes em uma economia e suas relações com os componentes (agen-
tes econômicos), retratando, assim, a vida econômica de um país em cada momento histórico.
Falando especificamente do sistema econômico de uma economia capitalista, podemos 
ainda classificá-lo nas seguintes formas.
1.7.1. Sistema de concorrência pura
No Sistema de concorrência pura, não temos interferência do governo, valendo o “Laisse-
z-faire”, ou seja, cabe ao mercado resolver os problemas econômicos fundamentais (o quê, 
quanto, como, quando e para quem produzir).
A ideia aqui é a da “mão invisível” do mercado que, sem a intervenção do governo, conse-
gue promover o equilíbrio dos mercados com base nos mecanismos de preço e na filosofia do 
liberalismo econômico.
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1.7.2. Sistema de concorrência mista
No Sistema de concorrência mista, existe interferência do governo na economia, ou seja, 
no final das contas o governo e o mercado compartilham decisões acerca dos problemas 
econômicos fundamentais (o quê, quanto, como e para quem produzir).
A linha de pensamento desse tipo de sistema econômico é que o mercado sozinho não 
consegue garantir que a economia opere sempre com pleno emprego de recursos, sendo ne-
cessário para isso a atuação econômica do Setor Público.
Assim, no Brasil de hoje, vivemos em um Sistema Econômico de Concorrência Mista, fun-
damentada nos princípios da livre concorrência, da propriedade privada e da liberdade con-
tratual de trabalho, cabendo ao Estado, como agente econômico, interferir nas atividades 
econômicas interagindo no mercado, definindo e estabelecendo as regras para maior eficiên-
cia dos processos econômicos.
Nesse sentido, o governo interage com as famílias e com as empresas, como agente eco-
nômico produtor de bens e serviços públicos e como agente regulador do mercado, atuando 
na geração, execução e julgamento das regras dessa economia.
017. (CESPE/AGU/PROCURADOR FEDERAL/2010 – ADAPTADA) Julgue o item subsequente:
A livre concorrência e livre iniciativa devem orientar-se pelos princípios da dignidade e da jus-
tiça social.
Em nosso sistema capitalista misto, uma economia de mercado com intervenção governa-
mental, a ordem econômica é fundada na livre iniciativa e na livre concorrência inerentes a uma 
economia de mercado, mas também respeita os princípios da dignidade e da justiça social 
estabelecidos em função da intervenção governamental na economia.
Certo.
1.8. economIA do bem-estAr
Podemos dizer que a economia do bem-estar é um ramo de estudo econômico que usa 
técnicas microeconômicas para determinar simultaneamente eficiência de alocação dentro de 
uma economia e a distribuição de renda associada a ela.
Basicamente, a economia do bem-estar procura medir o bem-estar social examinando as 
atividades econômicas dos indivíduos que compõem a sociedade.
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https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Efici%C3%AAncia_de_aloca%C3%A7%C3%A3o&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bem-estar_social
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018. (CESPE/MPU/ANALISTA/2013) No que diz respeito à teoria do bem-estar social, julgue 
o item subsequente.
A divisão igualitária de todos os bens da economia entre os seus agentes é uma alocação justa 
no sentido econômico.
Na verdade, uma alocação justa é aquela que é eficiente e equitativa, ou seja, caso seja eficien-
te e quando nenhum indivíduo prefere a alocação de outro indivíduo em detrimento da sua. 
Nesse sentido, a divisão igualitária não é necessariamente eficiente.
Vamos exemplificar para esclarecer a situação.
Imagine que duas pessoas, João e Pedro, tenham duas unidades de cada um dos bens, X e Y.
Se João prefere X e Pedro prefere Y, uma alocação igualitária (uma unidade de X e uma de 
Y) para cada um deles não seria eficiente e, portanto, não seria justa no sentido econômico. 
Ambos estariam numa melhor situação se pudessem trocar um dos bens por aquele de sua 
preferência.
Errado.
1.9. funcIonAmento de umA economIA de mercAdo: fluxos reAIs e 
monetárIos
Como o objetivo principal da aula de hoje é adquirir conhecimentos que servirão de base 
para todo o nosso curso, não posso deixar de abordar o fluxo circular da Renda, os lados real 
e monetário da economia e seus mercados.
Os agentes econômicos são aqueles “personagens” que interferem na economia, podendo 
ser agrupados em famílias (consumidores), empresas (produtores), governo e setor externo 
(resto do mundo). Entretanto, na aula de hoje, vamos nos ater às famílias e às empresas.
Em primeiro lugar, é interessante pontuar que existem,no lado real da economia, dois gran-
des mercados: o mercado de bens e serviços e o mercado de fatores de produção.
• O Mercado de Bens e Serviços, que corresponde à compra e venda dos diversos bens 
produzidos (bebidas, roupas, aparelhos celulares etc.) e dos diversos serviços (banda 
larga, planos de saúde, cursos para concursos, transportes etc.) para satisfazer às ne-
cessidades humanas (na verdade, não só humanas. O mercado para “pets” é gigante...).
Nesse mercado, as firmas (aqui também entram os prestadores de serviço que atuam 
como autônomos como o dentista e a manicure) ofertam bens e serviços aos indivíduos (ou 
famílias).
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
Uma definição bem básica que gosto muito para conceituar o que significa a palavra mer-
cado em economia é “o lugar onde oferta e procura se encontram”.
Assim, nesse mercado, as empresas (e os prestadores de serviço que atuam como autô-
nomos) ofertam bens e serviços aos indivíduos/famílias que representam a procura (também 
chamada de demanda).
Portanto, no mercado de bens e serviços, nós, consumidores, procuramos bens e serviços 
para satisfazer nossas necessidades que são ofertados/produzidos por empresas. Esse é o 
primeiro mercado objeto do nosso estudo.
• O Mercado de Fatores de Produção, correspondente à compra e venda dos fatores de 
produção escassos: terra e recursos naturais, trabalho e capital.
Nesse mercado, os indivíduos (ou as famílias) ofertam os fatores de produção às firmas.
Mas como assim, professor?
Colega, você quer consumir, não quer? E o que você faz para poder comprar aqueles bens 
e serviços e ter suas necessidades satisfeitas? Trabalha!
Ou vai trabalhar depois que passar nesse concurso, certo?
Bom, esse então é o fator de produção Trabalho.
E os outros dois grupos de fatores de produção?
Calma!
Vamos falar do fator de produção Terra.
Imagine que você acabou de receber de herança uma fazenda produtora de uvas na cidade 
de Caxias do Sul (RS). Você não pretende mudar para lá, pois está estudando e será aprovado 
em nosso concurso, certo? E aí, o que fazer com a fazenda?
Aí você lembra de um primo que se mudou para aquela região e hoje é um grande produtor 
de vinhos por lá. Está resolvida a questão: você então aluga ou arrenda a sua fazenda para a 
empresa produtora de vinhos do seu primo. Então você, indivíduo, ofertou seu fator de produ-
ção terra para uma firma.
O terceiro grupo de fatores de produção, o Capital, corresponde às máquinas, equipamen-
tos, ferramentas, instrumentos, infraestrutura, enfim, bens que foram produzidos anteriormen-
te e que continuam a ser utilizados durante algum tempo para a produção de outros bens. Em 
suma, são bens usados para produzir outros bens (e não simplesmente aquela ideia que temos 
de aplicação financeira).
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
É com prazer que lhes apresento o famoso e não menos importante: Fluxo Circular da Renda.
Mercado de Bens e Serviços
Famílias Empresas
Mercado de fatores de produção
Oferta
Oferta
Demanda
Demanda
Esse esquema representa um Fluxo Circular da Renda Simplificado ao máximo, elemento 
fundamental para se compreender o funcionamento macro de um determinado sistema eco-
nômico capitalista.
Mas voltemos à análise do nosso sistema econômico simplificado... vamos lembrar que de 
um lado estão os indivíduos/famílias, que são os proprietários da força de trabalho, da terra, 
dos recursos naturais, das máquinas, equipamentos, entre outros, que precisam ser utilizados 
pelas empresas/firmas no seu processo de produção. Assim, na parte superior da figura, ve-
mos o que acontece no mercado de bens e serviços.
Por sua vez, do outro lado, as firmas compram o uso dos fatores de produção dos indiví-
duos, no mercado de fatores. Na figura, essas transações são representadas pelas linhas da 
parte inferior do quadro.
Aí já sei o que você deve estar pensando...
Professor, até aqui beleza. Mas e a tal da renda?
Vamos lá!
Quem oferta/produz/vende uma coisa quer o que em troca? Isto mesmo: dinheiro!
E quem procura/demanda/compra/consome uma coisa tem que dar o que em troca? Di-
nheiro também!
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
Agora entra em cena o outro lado da economia, o lado monetário!
Mercado de bens 
e serviços
Empresas Famílias
Mercado de fatores de 
produção
Fluxo monetário
Fluxo real
Vamos chamar esse fluxo de dinheiro de fluxo monetário, no qual ocorrem as transações 
monetárias, os pagamentos e os recebimentos. Mas sei que você está louco para visualizar 
isso na forma de fluxo monetário, não é? Então aí vai o fluxo monetário:
Pagamentos dos bens e serviços
Remuneração dos fatores de produção
EmpresasFamílias
Assim, nessa figura, os sentidos das setas indicam para onde o fluxo monetário segue. 
Na parte de baixo, as famílias recebem dinheiro das empresas por terem oferecido fatores de 
produção. E, na parte de cima, as empresas recebem dinheiro por terem fornecido bens e ser-
viços, produzidos pelas firmas e colocados à disposição dos indivíduos, que em troca pagam 
por esses bens e serviços, gerando a contrapartida monetária da produção.
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
Vamos ver agora os dois lados da economia: o lado real e o lado monetário:
Demanda
de bens e 
serviços
Oferta de FP
- trabalho
- capital
- terra
-...
Demanda
de FP
Oferta de 
bens e 
serviços
Despesas Receitas
pagamento dos fatores de 
produção
Renda das famílias
Mercado de bens e 
serviços
Empresas
Mercado de fatores de 
produção
Famílias
Fluxos monetários
Fluxos reais
019. (FCC/DPE-RS/ANALISTA/2017) No fluxo de renda de uma economia, a organização do 
processo de produção que cria bens e serviços é atribuída
a) às famílias.
b) aos consumidores.
c) às famílias e aos consumidores.
d) às empresas.
e) às famílias locais e dos outros países.
Basta lembrar do fluxo circular da renda, em que as famílias fornecem capital e trabalho às 
empresas que usam tais insumos para produzir bens e serviços e vender no mercado, remune-
rando as famílias.
Letra d.
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
1.10. vArIáveIs fluxo x estoque
Basicamente as variáveis econômicas podem ser dividias em variáveis do tipo fluxo e vari-
áveis do tipo estoque.
DICA
Antes de conceituá-las, imagine a variável do fluxo como sen-
do dinâmica, que se refira a um determinado período de tem-
po, como um filme, e, por outro lado, imagine a variável do tipo 
estoque como sendo estática, que reflita um momento especí-
fico, como uma fotografia.
As variáveis do tipo “fluxo” são medidas para um determinado período de tempo e, por 
isso, são expressas em unidades de tempo.
EXEMPLO
Salário mensal, lucro anual, exportações trimestrais, vendas semestrais etc.
As variáveis do tipo “estoque” são medidas em uma determinada data.
EXEMPLO
Estoque de mercadorias em 31/12/2019, taxa de câmbio em 20/07/2020 etc.
O PULO DO GATO
Existe uma inter-relação entre as varáveis do tipo fluxo e as variáveis do tipo estoque, como 
no caso da dívida de um país. Note que o saldo da dívida é uma variável do tipo estoque, mas 
que é alimentado pelos fluxos de amortizações (pagamentos) e de novas contratações (libe-
rações) ao longo do tempo.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
1.11. dez prIncípIos dA economIA
De acordo com Mankiw, existem na economia dez princípios básicos. Vamos apresentá-los 
e tecer breves comentários sobre cada um deles, sendo que alguns deles já foram estudados 
na aula de hoje.
1.11.1. Os indivíduos enfrentam “trade-offs” (escolhas)
Esse princípio, intimamente relacionado ao custo de oportunidade, está relacionado às 
escolhas inerentes às decisões econômicas, ou seja, ao se escolher uma opção, obrigatoria-
mente faz-se uma troca dessa opção pelas outras opções possíveis.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
EXEMPLO
Se escolho trocar meu carro em vez de viajar nas férias ou de aplicar o valor correspondente 
em minha previdência privada.
020. (FCC/ALAP/ANALISTA/2020 – ADAPTADA) Julgue:
Todas as decisões individuais, em geral, enfrentam custos de oportunidade.
Em outras palavras, a assertiva nos diz que cada pessoa enfrenta “trade-offs”, ou seja, esco-
lhas que envolvem análise de custo de oportunidade.
Certo.
1.11.2. Custo de Oportunidade – o custo de algo é aquilo que você “abre mão“ 
para poder obtê-lo
Em outras palavras, esse princípio se refere ao custo de oportunidade, ou seja, ao que se 
deixa de ganhar por não se ter optado pela melhor alternativa.
021. (FCC/SEFAZ-PI/ATE/2015) A teoria econômica utiliza o termo trade-off para explicar a 
tomada de decisões por parte das pessoas. Segundo a teoria, toda a decisão requer a compa-
ração entre custos e benefícios dentre variadas possibilidades alternativas de ação. O trade-off 
enfrentado pelo agente econômico implica um custo:
a) de oportunidade.
b) marginal.
c) de transação.
d) de eficiência.
e) de equidade.
Cada escolha que fazemos implica em abrir mão de uma opção em detrimento daquela que 
escolhemos.
Nesse sentido, abrimos mão de uma oportunidade, ou seja, incorremos em um custo de opor-
tunidade, ou, em outras palavras, essa troca/escolha/trade-off enfrentada pelo agente econô-
mico implica em um custo de oportunidade.
Letra a.
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 ECONOMIA
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1.11.3. Pessoas racionais pensam na margem (decisões marginais)
De acordo com esse princípio, os agentes econômicos decidem agir quando a receita mar-
ginal é superior ao custo marginal.
Pensar na margem significa avaliar e, em função dessa avaliação decidir a relação custo-
-benefício de cada ação, ou seja, se essa ação vai trazer ganhos adicionais líquidos, que ocor-
rem quando as receitas adicionais são superiores aos custos adicionais.
EXEMPLO
Suponha, grosso modo (desconsiderando custos fixos, impostos e outras despesas), que, em 
determinada empresa, o custo de produção marginal para produção de um sapato seja de R$ 
30,00, e que esse sapato seja vendido por R$ 100,00. Nesse caso, temos um ganho na margem 
de R$ 70,00 por sapato vendido, o que justifica a produção e venda dessa unidade adicional.
1.11.4. Pessoas reagem a incentivos
É mais que natural reagirmos a incentivos, sejam recompensas (positivos) ou punições 
(negativos). Em economia, o principal mecanismo de incentivo são as promoções e descontos 
nas suas mais diversas formas, seja via redução da tributação, aumento de prazo etc.
Pense em uma promoção por meio da concessão de um desconto de 50% no preço de um 
produto. Agora imagine o efeito desse incentivo nas vendas desse produto. Certamente os 
consumidores se sentirão incentivados a consumir esse produto.
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
022. (FCC/ICMS-RJ/ATE/2014) De acordo com a teoria da ciência econômica, referem-se a 
conceitos econômicos, levados em conta nas decisões individuais:
I – O trade off entendido como termo que define uma situação de escolha conflitante, ou seja, 
quando uma ação econômica, visando à resolução de determinado problema acarreta, inevita-
velmente, outros problemas.
II – O custo de oportunidade é aquilo que o agente econômico deve ter de recompensa para 
abrir mão de algum consumo.
III – A mudança marginal que é um pequeno ajuste incremental em um plano de ação não re-
vestido de racionalidade econômica.
IV – O incentivo que é algo que induz os indivíduos a agir, tal como a perspectiva de uma puni-
ção ou recompensa.
Está correto o que se afirma em
a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e IV, apenas.
d) III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
I – Certa. Trade off é um termo usado em economia para definir uma situação de escolha 
conflitante.
II – Errada. Custo de oportunidade envolve escolha, ou seja, é abrir mão de algo em fun-
ção de outra.
III – Errada. Um dos princípios de economia enuncia que “as pessoas racionais pensam na 
margem”. De fato, mudança marginal é um pequeno ajuste incremental em um plano de ação, 
contudo esse ajuste é decorrente de racionalidade econômica.
IV – Certa. Um dos princípios de economia é o de que “as pessoas reagem a incentivos”.
Letra c.
1.11.5. O comércio pode ser bom para todos
Esse princípio guarda relação com o princípio da especialização, por meio do qual as uni-
dades produtivas e os países podem se especializar e, com isso, aumentar a produtividade, 
repassando tais ganhos para os consumidores.
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 ECONOMIA
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EXEMPLO
Imagine que você tivesse que produzir a sua comida, a sua roupa e todos os demais produtos 
e serviços que consome. Seria uma loucura! Na prática, você se especializa e presta determi-
nado serviço à sociedade e com a renda que recebe compra os produtos e serviços produzidos 
por pessoas e empresas que se especializam na produção desses produtos/serviços.
023. (CESPE/ANTAQ/ESPECIALISTA/2014) No que diz respeito à teoria microeconômica, 
julgue o item que se segue.
De acordo com a teoria microeconômica tradicional, uma economia de mercado é usualmente 
uma forma ineficiente de organização da atividade econômica de um país.
Na verdade, uma economia de mercado é muito eficiente na forma de organização da atividade 
econômica de um país, já que pode maximizar a utilidade dos consumidores e maximização o 
lucro das firmas, embora tal eficiência nem sempre seja aceitável do ponto de vista social e de 
distribuição de renda.
Errado.
1.11.6. Os mercados são, geralmente, uma boa maneira de organizar a atividade 
econômica e tendem ao equilíbrio
Em uma economia de mercado, é o próprio mercado quem responde às questões funda-
mentais da economia: o quê, quanto, como, quando e para quem produzir.
Nesse sistema econômico, empresários e trabalhadores são os atores de tais decisões 
guiadas pelas necessidades do próprio mercado.
O mercado tende a equilibrar a oferta e a demanda de determinado produto ou serviço por 
meio de um preço de equilíbrio.
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 ECONOMIA
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1.11.7. Os governos podem melhorar os resultados do mercado quando esse 
apresenta falhas
A atuação econômica dos governos em uma economia de mercado é importante, dentre 
outras situações, para corrigir as chamadas falhas de mercado (assunto normalmente estu-
dado em Microeconomia), para garantir o direito de propriedade e para aumentar a equidade, 
promover melhor alocação de recursos, estabilizar e redistribuir recursos.
EXEMPLO
Para combater os efeitos econômicos decorrentes da pandemia da COVID-19, o governo fede-
ral precisou atuar para redistribuir recursos para aqueles mais necessitados, como foi o caso 
do auxílio emergencial para os trabalhadores informais. Note que para enfrentar um tipo de 
situação como essa, o mercado sozinho não teria resposta, sendo fundamental a participação 
do setor público nessa empreitada.
024. (FCC/ALAP/ANALISTA/2020 – ADAPTADA) Julgue:
Os governos são dispensáveis como mecanismo de maximização do bem-estar social.
Não são dispensáveis. Veja o caso do enfrentamento da pandemia da COVID-19 em todo o 
mundo. Os governos desempenharam um papel fundamental na maximização do bem-es-
tar social.
Errado.
1.11.8. O padrão de vida de um país depende da sua capacidade de produzir bens 
e serviços
Em outras palavras, quanto maior a produtividade de um país, mais elevado será o padrão 
de vida dos habitantes desse país.
Guarde que a produtividade pode ser entendida como quanto uma economia pode produzir 
a mais de produto, com uma unidade a mais de mão de obra por unidade de tempo.
EXEMPLO
Na média, um trabalhador de um país rico produz mais bens e serviços do que um trabalha-
dor de um país pobre, tendo assim mais qualidade de vida, manifestada por meio de acesso a 
saúde, alimentação de qualidade, educação, dentre outros.
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
1.11.9. Os preços sobem quando o governo emite moeda demais
Uma das causas da inflação (estudada em Macroeconomia) é o aumento da emissão de 
moeda. A ideia básica é que quanto mais abundante um bem, menor é o seu valor, valendo 
essa premissa também para a moeda.
Em suma, quando o governo emite moeda em excesso, a inflação, (aumento geral do nível 
de preços da economia) é uma consequência certa.
1.11.10. Existe um “trade-off” de curto prazo entre inflação e desemprego
Quando falamos em curto prazo, normalmente um aumento no desemprego tende a gerar 
redução da inflação, já que as pessoas têm menos dinheiro para comprar, desaquecendo a 
economia, reduzindo a pressão sobre os preços.
Em sentido oposto, também no curto prazo, uma redução no desemprego tende a gerar au-
mento da inflação, já que as pessoas têm mais dinheiro para comprar, aquecendo a economia, 
aumentando, assim, a pressão sobre os preços.
1.12. clAssIfIcAções dos bens
• Bem livre é aquele que não possui preço, embora sirva para satisfazer necessidades. 
Normalmente existe em abundância e ninguém exerce o direito de propriedade sobre ele.
EXEMPLO
Luz solar e ar que respiramos.
• Bem econômico é aquele que tem preço por ser relativamente escasso ou por exigir traba-
lho humano, além de alguém exercer sobre ele o direito de propriedade e de ser demandado 
pela sociedade. Normalmente são bens ofertados pelo mercado, sem interferência direta 
do governo. Em contraste, temos os bens não econômicos, que normalmente não são ofer-
tados plenamente pelo mercado. As falhas de mercado são estudados em aula específica.
EXEMPLO
Veículos, roupas e relógios.
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 ECONOMIA
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• Bem de capital é aquele que é utilizado na fabricação de outros bens e que não se des-
gastam totalmente no processo produtivo.
Normalmente integram o ativo fixo das empresas e geram aumento de produtividade da 
mão de obra. São bens finais.
EXEMPLO
Máquinas, equipamentos e instalações.
• Bem de consumo é aquele que serve para satisfazer uma necessidade humana (ou do 
pet... risos). Podem ser divididos em bens duráveis (como eletrodomésticos) e não du-
ráveis (como alimentos). É um bem final, ou seja, é vendido para consumo por parte do 
consumidor final.
EXEMPLO
Eletrodomésticos e alimentos.
• Bem intermediário, diferentemente do bem final, é aquele que é transformado ou agre-
gado na produção de outros bens, sendo obrigatoriamente consumido (não pelo consu-
midor final) totalmente no processo produtivo, como insumos e matérias-primas.
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 ECONOMIA
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EXEMPLO
O couro utilizado na produção de um sapato.
• Bem adicionado é aquele acrescido/agregado ao produto, servindo para determinação 
do bem final.
EXEMPLO
Ao se adicionar os componentes (que valem R$ 1.000,00) a um computador (que vale R$ 
2.000,00), adicionou-seo valor de R$ 1.000,00, que corresponde ao bem adicionado.
1.13. mIcroeconomIA x mAcroeconomIA
Outra ideia que você deve logo ficar atento é que a Economia, especificamente o estudo da 
Ciência Econômica, para fins didáticos, divide seu campo de atuação em duas áreas especí-
ficas principais a Microeconomia e a Macroeconomia.
Antes de adentrarmos nos conceitos, tenha em mente que o termo em grego “micro’ signi-
fica pequeno e “macro” grande.
• A Microeconomia estuda o comportamento das unidades produtivas (empresas ou fir-
mas), dos indivíduos, de determinados mercados etc.
Pertence ao campo da microeconomia, por exemplo, o estudo de um determinado merca-
do, as causas do desequilíbrio entre oferta e procura (se os preços estão altos ou baixos, por 
exemplo), os tipos de mercado (por exemplo, se ocorre monopólio ou se existe a concorrência 
perfeita) etc.
Podemos dizer ainda que a Microeconomia é o ramo da Teoria Econômica que estuda o 
funcionamento do mercado de um determinado produto ou serviço, ou de um grupo de pro-
dutos ou serviços, tendo como objeto o comportamento de seus consumidores e produtores.
EXEMPLO
Mercado de computadores, mercado de equipamentos de tecnologia da informação etc.
• A Macroeconomia estuda o comportamento dos grandes agregados econômicos de for-
ma global. Podemos dizer ainda que a Macroeconomia é o ramo da Teoria Econômica 
que estuda o funcionamento da economia no seu todo. Seu foco é identificar e medir as 
variáveis que determinam o nível geral de preços do sistema econômico, o nível geral de 
emprego da economia e a produção total da economia.
EXEMPLO
Produto Interno Bruto (PIB), a inflação (evolução dos preços), o desemprego etc.
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
Microeconomia Macroeconomia
cuja estrutura é composta de:
Agregados
Econômicos
Renda, emprego, juros, 
títulos,
câmbio etc...
Tem foco nos:
que são:
Relação entre empresas
e consumidores
3 elementos
atuantes
Relação entre
oferta e procura
Consumidor,
empresa e produção
Os preços
Define-se pela: Apresenta:
da qual advém: que são:
que define:
Bens de serviço
Mercado de trabalho
Mercado de divisas: 
câmbio, dólar...
Mercado de títulos: deficit 
e superavit
Mercado
Monetário
Juros
DICA
Uma forma simples de melhor definir essas duas áreas (Mi-
croeconomia e Macroeconomia) é fazendo-se uma compara-
ção entre ambas, caso o objeto de estudo fosse, por exemplo, 
a nossa maravilhosa Floresta Amazônica. Assim, enquanto a 
Microeconomia se ocuparia apenas do estudo de determinada 
árvore ou tipos de árvores, a Macroeconomia teria como obje-
to de atuação o estudo da floresta de uma forma ampla.
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 ECONOMIA
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MACROECONOMIA MICROECONOMIA
Perspectiva geral
Países
Análise do PIB nacional
Estuda economia como um tudo Atividade do consumidor em mercados 
específicos
Análise da produção individual
Consumidores
Perspectiva individual
Características MACROECONOMIA MICROECONOMIA
Visão Global Individual
Objeto de estudo Comportamento da eco-nomia como um todo
Comportamento dos indivíduos, 
da família, empresas e mercado
Variáveis fundamentais 
de estudo 
Produção total, nível 
geral de preços, emprego 
x desemprego, taxas de 
juros, salários e tipos de 
cambios
Oferta, demanda, geração de 
preços, produção da empresa, 
mercados competitivos
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 ECONOMIA
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025. (CESPE/SEFAZ-ES/CONSULTOR/2010) Acerca dos conceitos de macroeconomia, jul-
gue o item que se segue.
A macroeconomia, que estuda o índice geral de preços e a determinação da renda nacional, 
também se ocupa do estudo de como é gerado e de como é possível um aumento no nível 
agregado de recursos da economia.
Sem dúvida, os objetos de estudo da Macroeconomia são os agregados e as variáveis macro-
econômicas, ou seja, o produto, a renda, a inflação, o emprego, os juros, dentre outros.
A assertiva fala em índice geral de preços, ou seja, cita um indicador da variação da inflação, e 
o aumento agregado no nível agregado de recursos da economia, que sem dúvida pertencem 
ao campo de estudo macroeconômico.
Certo.
026. (FCC/SABESP/ANALISTA/2018) A diferença entre a Macroeconomia e a Microeco-
nomia se dá
a) pelas diferenças entre os tamanhos das plantas das firmas.
b) pelas formas de organização dos mercados, se mais concorrenciais ou mais monopolizados.
c) porque é exclusividade da Microeconomia o estudo de variáveis como a oferta, a demanda 
e a produção.
d) porque a abordagem macroeconômica não leva em conta as expectativas dos agentes 
econômicos.
e) porque se tratam de abordagens da ciência econômica que estudam diferentes graus de 
agregação entre os agentes econômicos.
a) Errada. Esse é um ponto específico objeto de estudo apenas da teoria da firma no âmbito da 
Microeconomia.
b) Errada. Esse é um ponto específico objeto de estudo apenas das estruturas de mercado no 
âmbito da Microeconomia.
c) Errada. Ambas estudam essas variáveis, mas com níveis de agregação distintos.
d) Errada. A macroeconomia leva em conta as expectativas dos agentes econômicos, como no 
estudo das expectativas e na seara da inflação.
e) Certa. Como na macroeconomia não estudamos mercados específicos, mas sim todos os 
mercados de modo agregado – diferentemente da Microeconomia que estuda mercados es-
pecíficos –, podemos dizer que a diferença é o nível de agregação.
Letra e.
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 ECONOMIA
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RESUMO
A Economia é uma Ciência Social, já que se ocupa do comportamento humano e estuda 
como as pessoas e as organizações na sociedade se empenham na produção, na troca e no 
consumo de bens e serviços
Um dos princípios fundamentais da Economia, talvez o seu princípio basilar, é a chamada 
Lei da Escassez, que nos diz que os recursos são escassos, mas as necessidades são ilimita-
das. Isso nos leva a uma das ideias-chave na Economia, que é a ideia da eficiência: maximizar 
a produção de bens e serviços, dadas as restrições colocadas pela quantidade limitada de 
fatores de produção.
FATORES DE PRODUÇÃO
Os fatores de produção são os bens necessários à realização de um dado produto final. 
São os elementos que tornam possível a existência de produção.
FATORES DE PRODUÇÃO
Recursos
naturais Trabalho Capital
O “custo de oportunidade”, “custo alternativo” ou “custo implícito” nada mais é do que se 
atribuir um custo às várias oportunidades de uso de recursos sempre limitados.
O Custo de Oportunidade, portanto,é diretamente relacionado com o princípio que con-
sidera que os recursos (capital, mão de obra, recursos da natureza e tecnologia) sempre são 
escassos, pois sempre são insuficientes para satisfazer todas as necessidades da sociedade 
(de todas as pessoas).
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Em suma, considera-se como Custo de Oportunidade o que se deixa de ganhar por não se 
ter optado pela melhor alternativa.
Em termos práticos, para a firma, esse é um custo derivado de sua escassez de recursos, 
escassez que a obriga a fazer escolha por esse ou aquele projeto, a optar por uns empreendi-
mentos em detrimento de outros, uma vez que o total dos recursos disponíveis é o limite da 
possibilidade de investimentos.
Mercado de Fatores de Produção
Mercado de Bens e Serviços
Famílias Empresas
O quê e quanto produzir
Como produzir
Pra quem produzir
Demanda
de fatores
de produção
Oferta de
bens e 
serviços
Demanda
de bens e 
serviços
Oferta
de fatores
de produção
Fluxo Monetário
Fluxo Real
A CPP (Curva de Possibilidade de Produção) expressa a capacidade máxima de produção 
de uma empresa, setor econômico ou até de um país. A escassez de recursos cria um limite 
máximo à capacidade produtiva de uma empresa, que terá de fazer escolhas entre opções 
de produção.
Essa definição de capacidade máxima de produção considera que todos os recursos ou 
fatores de produção que se dispõe em determinado momento estão sendo utilizados em 100% 
da sua capacidade. Em outras palavras, não tem desperdício nem ociosidade. Tudo está fun-
cionando a pleno emprego.
Os pressupostos que devem ser utilizados para aplicação do conceito teórico de CPP são 
os seguintes:
• Os recursos produtivos são fixos.
• A tecnologia é constante.
• Os recursos produtivos não são perfeitamente substituíveis entre si.
• Somente podem ser produzidos dois produtos diferentes.
Considerando que os fatores de produção são especializados e não são completamente 
adaptáveis a novas utilizações, existe um aumento progressivo do custo de oportunidade de 
tais substituições, o que justifica o formato côncavo da CPP (voltado para dentro).
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No que diz respeito ao deslocamento da CCP, se for para a direita, indica que a empresa 
ou sociedade está crescendo, pois houve um aumento da quantidade física de fatores de pro-
dução, ou ainda o melhor aproveitamento dos recursos já existentes, o que pode ocorrer, por 
exemplo, com um progresso tecnológico. Se, por outro lado, o deslocamento da curva for para 
a esquerda, indica que a empresa ou sociedade está decrescendo, podendo ter ocorrido uma 
diminuição da quantidade física de fatores de produção.
Guarde que os elementos básicos de um sistema econômico são:
• O estoque de recursos produtivos ou de fatores de produção (terra, trabalho e capital).
• O complexo de unidades de produção (empresas).
• O conjunto de instituições políticas, jurídicas, econômicas e sociais.
Tenha em mente que, basicamente, os países organizam tais elementos, economicamente 
falando, de duas formas:
• Economia de Mercado ou Sistema Capitalista.
• Economia Planificada, Centralizada ou Sistema Socialista.
Em uma economia de mercado, é o próprio mercado quem responde às questões funda-
mentais da economia (o quê, quanto, como, quando e para quem produzir), diferentemente de 
uma economia planificada, na qual quem define é o governo (órgão central de planejamento).
No lado real da economia, temos dois grandes mercados: o mercado de bens e serviços e 
o mercado de fatores de produção.
• O Mercado de Bens e Serviços corresponde à compra e venda dos diversos bens produ-
zidos (bebidas, roupas, aparelhos celulares etc.) e dos diversos serviços (banda larga, 
planos de saúde, cursos para concursos, transportes etc.) para satisfazer às necessida-
des humanas.
Nesse mercado, as firmas (aqui também entram os prestadores de serviço que atuam 
como autônomos, como dentistas e manicures) ofertam bens e serviços aos indivíduos (ou 
famílias).
Portanto, no mercado de bens e serviços, nós, consumidores, procuramos bens e serviços 
para satisfazer às nossas necessidades que são ofertados/produzidos por empresas. Esse é 
o primeiro mercado objeto do nosso estudo.
• O Mercado de Fatores de Produção corresponde à compra e à venda dos fatores de 
produção escassos: terra e recursos naturais, trabalho e capital. Nesse mercado, os in-
divíduos (ou as famílias) ofertam os fatores de produção às firmas.
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Demanda
de bens e 
serviços
Oferta de FP
- trabalho
- capital
- terra
-...
Demanda
de FP
Oferta de 
bens e 
serviços
Despesas Receitas
pagamento dos fatores de 
produção
Renda das famílias
Mercado de bens e 
serviços
Empresas
Mercado de fatores de 
produção
Famílias
Fluxos monetários
Fluxos reais
Basicamente, as variáveis econômicas podem ser divididas em variáveis do tipo fluxo e 
variáveis do tipo estoque. As variáveis do tipo fluxo são medidas para um determinado período 
(filme), e as variáveis do tipo estoque são medidas em uma determinada data (foto).
Dez princípios da economia de Mankiw:
• Os indivíduos enfrentam “trade-offs” (escolhas).
• Custo de Oportunidade – o custo de algo é aquilo que você “abre mão“ para poder obtê-lo.
• Pessoas racionais pensam na margem (decisões marginais).
• Pessoas reagem a incentivo.
• O comércio pode ser benéfico a todos.
• Os mercados são, geralmente, uma boa maneira de organizar a atividade econômica e 
tendem ao equilíbrio.
• Os governos podem melhorar os resultados do mercado quando esse apresenta falhas.
• O padrão de vida de um país depende da sua capacidade de produzir bens e serviços.
• Os preços sobem quando o governo emite moeda demais.
• Existe um “trade-off” de curto prazo entre inflação e desemprego.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
Para fins didáticos, o estudo econômico pode ser dividido em dois grandes campos: Micro-
economia e Macroeconomia.
• A Microeconomia estuda o comportamento das unidades produtivas (empresas ou fir-
mas), dos indivíduos, de determinados mercados etc. Pertence ao campo da Microeco-
nomia, por exemplo, o estudo de um determinado mercado, as causas do desequilíbrio 
entre oferta e procura (se os preços estão altos ou baixos, por exemplo), os tipos de 
mercado (por exemplo, se ocorre monopólio ou se existe a concorrência perfeita) etc.
• A Macroeconomia estuda o comportamento dos grandesagregados econômicos de 
forma global: Produto Interno Bruto (PIB), inflação, desemprego etc.
Microeconomia
Macro e Microeconomia
Macroeconomia
cuja estrutura é composta de:
Agregados
Econômicos
Renda, emprego, juros, 
títulos,
câmbio etc...
Tem foco nos:
que são:
Relação entre empresas
e consumidores
3 elementos
atuantes
Relação entre
oferta e procura
Consumidor,
empresa e produção
Os preços
Define-se pela: Apresenta:
da qual advém: que são:
que define:
Bens de serviço
Mercado de trabalho
Mercado de divisas: 
câmbio, dólar...
Mercado de títulos: deficit 
e superavit
Mercado
Monetário
Juros
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
Resumindo, temos:
MACROECONOMIA MICROECONOMIA
Perspectiva geral
Países
Análise do PIB nacional
Estuda economia como um tudo Atividade do consumidor em 
mercados específicos
Análise da produção individual
Consumidores
Perspectiva individual
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
MAPA MENTAL
Pressupostos 
básicos
1- ceteris paribus
2- o papel dos preços relativos
3- objetivos da empresa
Custo de
oportunidade
Introdução à
Microeconomia
atribuir um custo às várias oportu-
nidades de uso de recursos sem-
pre limitados
Escolhas
o que produzir?
como produzir?
quanto produzir?
onde produzir?
para quem produzir?
Curva de possibilidade 
de produção
Expressa as escolhas diante da 
escassez e do custo de oportuni-
dades
Expressa a capacidade máxima de 
produção de uma empresa, setor 
econômico ou até de um país. A 
escassez de recursos cria um limi-
te máximo à capacidade produtiva 
de uma empresa que terá de fazer 
escolhas entre opções de produção
Eficiência
econômica
maximizar a produção de bens e 
serviços, dadas as restrições colo-
cadas pela quantidade limitada de 
fatores de produção
Estuda o comportamento das 
unidades produtivas (empresas ou 
firmas), dos indivíduos, de 
determinados mercados, etc.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
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QUESTÕES COMENTADAS EM AULA
001. (FCC/ALAP/ANALISTA/2020 – ADAPTADA) Julgue:
A economia estuda a forma pela qual uma sociedade organiza a sua produção.
002. (FCC/ALAP/ANALISTA/2020 – ADAPTADA) Julgue:
A distribuição do produto nacional é parte central do problema econômico.
003. (FCC/ARSETE/ECONOMISTA/2016) Segundo Gilles-Gaston Granger, a economia é, “si-
multaneamente e confusamente, ciência das coisas, ciência das ações e ciência das estru-
turas sociais.” (GRANGER, G. G. Méthodologie économique. 1955, p.2). A citação acima é ex-
plicada por:
a) o economista realiza experimentos perfeitamente controlados, atingindo, em suas previ-
sões, a precisão das ciências da natureza.
b) o conceito de economia exclui a noção de que esta é uma ciência que trata dos produtos da 
atividade humana.
c) o conteúdo da economia pode variar segundo o enfoque de cada autor ou escola: apresen-
ta-se, por exemplo, como amplo sistema contábil que descreve o circuito dos produtos, em 
estrita ligação com o funcionamento de uma sociedade.
d) a economia propõe uma abordagem cujas relações essencialmente determinadas por ele-
mentos objetivos, externos ao ser humano.
e) a economia não possui caráter científico.
004. (CESPE/TCE-PA/AUDITOR/2016) A respeito dos conceitos fundamentais de microeco-
nomia, julgue o item a seguir.
A Economia é a ciência social na qual se estuda como os indivíduos tomam decisões sob a hi-
pótese de que os recursos, se produzidos e distribuídos com eficiência, serão suficientes para 
suprir todas as necessidades da coletividade.
005. (CESPE/ANAC/ANALISTA/2012) Julgue o item a seguir, acerca dos fatores de produção.
Os fatores de produção podem ser classificados em naturais, trabalho e capital, sendo este 
último dividido em físico e humano. O capital físico é formado pelos recursos manufaturados 
utilizados na produção, pela educação e pelo conhecimento incorporado na força de trabalho.
006. (IADES/HEMOCENTRO-DF/ANALISTA/2017) Considerando que a economia é uma ci-
ência social fundamental para o estudo da escassez e dos problemas dela decorrentes, assi-
nale a alternativa correta.
a) A organização política de uma sociedade afeta a forma como ela escolhe os próprios repre-
sentantes e elabora as normas que regularão as relações sociais, contudo o desenvolvimento 
das atividades econômicas de produção e consumo não é afetado por ela, dependendo exclu-
sivamente do sistema econômico vigente.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
b) O problema central da economia refere-se ao emprego de recursos econômicos escassos 
de forma a gerar o maior produto possível sem, no entanto, ocupar-se da forma como esses 
bens e serviços são distribuídos na sociedade.
c) A fim de atender às necessidades humanas ilimitadas, a economia promove a utilização 
máxima dos recursos disponíveis na produção de bens e serviços que agregam maior valor 
econômico.
d) O emprego dos escassos recursos econômicos não representa um problema para a econo-
mia, visto que não há usos alternativos para eles.
e) A economia tem como objeto de estudo a questão da escassez, ou seja, a forma como a 
sociedade decide empregar recursos escassos entre usos alternativos.
007. (CESPE/MPU/ANALISTA/2010) Acerca de economia ambiental, julgue o item a seguir.
Para os economistas ambientais, não há problema de escassez absoluta de recursos naturais, 
e sim de escassez relativa. Portanto, desse ponto de vista, admite-se que determinados tipos 
de recursos possam se esgotar temporariamente.
008. (FCC/ARSETE/ECONOMISTA/2016) Considere os seguintes problemas básicos 
da Economia:
I – O que produzir.
II – Como produzir.
III – Quanto produzir.
IV – Para quem produzir.
A existência ilimitada de recursos utilizáveis tornaria frágil o caráter “econômico” dos proble-
mas contidos em
a) I e IV, apenas.
b) I, II e III, apenas.
c) I, II, III e IV.
d) II e III, apenas.
e) III e IV, apenas.
009. (CESPE/TCE-PA/AUDITOR/2016) A respeito dos conceitos fundamentais de microeco-
nomia, julgue o item a seguir.
O custo de oportunidade será o mesmo para qualquer pessoa que opte por participar do pro-
grama de trainee de uma grande empresa em vez de trabalhar em uma empresa de menor 
porte que ofereça melhor remuneração.
010. (CESPE/TCU/AUDITOR/2007) Considerando-se que o problema da escolha em um am-
biente de escassez constitui o cerne da análise econômica, julgue os itens subsequentes.
Nas economias de mercado, a especialização, fundamentada na divisão do trabalho, apesar 
de aumentaro custo de oportunidade dos bens, promove a alocação eficiente dos recursos.
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 ECONOMIA
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011. (FCC/ALAP/ANALISTA/2020 – ADAPTADA) Julgue:
A fronteira de possibilidades de produção ilustra as restrições econômicas de uma sociedade.
012. (CESPE/SLU-DF/ANALISTA/2019) Julgue o item seguinte, a respeito da teoria microe-
conômica da produção.
Um ponto da fronteira de possibilidades de produção em que dois bens são produzidos é mais 
eficiente do que um ponto em que um único bem é produzido.
013. (CESPE/ANS/ESPECIALISTA/2013) Com relação ao dilema econômico entre escassez 
e escolha, representado pela curva de possibilidade de produção (CPP), e ao equilíbrio de mer-
cado, resultado da interação das curvas de oferta e demanda, julgue os itens a seguir.
Ao se deslocar um fator de produção de uma atividade produtiva para outra, o custo de opor-
tunidade será crescente, uma vez que, no curto prazo, fatores de produção não são completa-
mente ou facilmente adaptáveis.
014. (FCC/SABESP/ANALISTA/2018) Um deslocamento paralelo para a direita da Curva de 
Possibilidade de Produção entre os bens A e B pode decorrer de
a) uma redução dos recursos necessários para a produção do bem A, mantido tudo o mais 
constante para o bem B.
b) um progresso tecnológico na produção dos bens A e B.
c) um aumento dos recursos necessários para a produção do bem B, mantido tudo o mais 
constante para o bem A.
d) um aumento da quantidade dos agentes que demandam os produtos A e B.
e) uma redução da quantidade máxima passível de obtenção para os bens A e B.
015. (CESPE/ANS/ESPECIALISTA/2013) Com relação ao dilema econômico entre escassez 
e escolha, representado pela curva de possibilidade de produção (CPP), e ao equilíbrio de mer-
cado, resultado da interação das curvas de oferta e demanda, julgue os itens a seguir.
A CPP contempla todas as combinações de bens e serviços que podem ser produzidos em uma 
economia, de forma que os pontos localizados acima da curva, embora possíveis, representam 
alocações ineficientes e os pontos abaixo representam o problema da escassez de recursos.
016. (CESPE/TC-DF/ACE/2012) Acerca de microeconomia, julgue o item a seguir.
A forma não linear de uma fronteira de possibilidades de produção está associada à adaptabi-
lidade perfeita dos recursos na produção de dois bens.
017. (CESPE/AGU/PROCURADOR FEDERAL/2010 – ADAPTADA) Julgue o item subsequente:
A livre concorrência e livre iniciativa devem orientar-se pelos princípios da dignidade e da 
justiça social.
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 ECONOMIA
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018. (CESPE/MPU/ANALISTA/2013) No que diz respeito à teoria do bem-estar social, julgue 
o item subsequente.
A divisão igualitária de todos os bens da economia entre os seus agentes é uma alocação justa 
no sentido econômico.
019. (FCC/DPE-RS/ANALISTA/2017) No fluxo de renda de uma economia, a organização do 
processo de produção que cria bens e serviços é atribuída
a) às famílias.
b) aos consumidores.
c) às famílias e aos consumidores.
d) às empresas.
e) às famílias locais e dos outros países.
020. (FCC/ALAP/ANALISTA/2020 – ADAPTADA) Julgue:
Todas as decisões individuais, em geral, enfrentam custos de oportunidade.
021. (FCC/SEFAZ-PI/ATE/2015) A teoria econômica utiliza o termo trade-off para explicar a 
tomada de decisões por parte das pessoas. Segundo a teoria, toda a decisão requer a compa-
ração entre custos e benefícios dentre variadas possibilidades alternativas de ação. O trade-off 
enfrentado pelo agente econômico implica um custo:
a) de oportunidade.
b) marginal.
c) de transação.
d) de eficiência.
e) de equidade.
022. (FCC/ICMS-RJ/ATE/2014) De acordo com a teoria da ciência econômica, referem-se a 
conceitos econômicos, levados em conta nas decisões individuais:
I – O trade off entendido como termo que define uma situação de escolha conflitante, ou seja, 
quando uma ação econômica, visando à resolução de determinado problema acarreta, inevita-
velmente, outros problemas.
II – O custo de oportunidade é aquilo que o agente econômico deve ter de recompensa para 
abrir mão de algum consumo.
III – A mudança marginal que é um pequeno ajuste incremental em um plano de ação não re-
vestido de racionalidade econômica.
IV – O incentivo que é algo que induz os indivíduos a agir, tal como a perspectiva de uma puni-
ção ou recompensa.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
Está correto o que se afirma em
a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e IV, apenas.
d) III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
023. (CESPE/ANTAQ/ESPECIALISTA/2014) No que diz respeito à teoria microeconômica, 
julgue o item que se segue.
De acordo com a teoria microeconômica tradicional, uma economia de mercado é usualmente 
uma forma ineficiente de organização da atividade econômica de um país.
024. (FCC/ALAP/ANALISTA/2020 – ADAPTADA) Julgue:
Os governos são dispensáveis como mecanismo de maximização do bem-estar social.
025. (CESPE/SEFAZ-ES/CONSULTOR/2010) Acerca dos conceitos de macroeconomia, jul-
gue o item que se segue.
A macroeconomia, que estuda o índice geral de preços e a determinação da renda nacional, 
também se ocupa do estudo de como é gerado e de como é possível um aumento no nível 
agregado de recursos da economia.
026. (FCC/SABESP/ANALISTA/2018) A diferença entre a Macroeconomia e a Microeco-
nomia se dá
a) pelas diferenças entre os tamanhos das plantas das firmas.
b) pelas formas de organização dos mercados, se mais concorrenciais ou mais monopolizados.
c) porque é exclusividade da Microeconomia o estudo de variáveis como a oferta, a demanda 
e a produção.
d) porque a abordagem macroeconômica não leva em conta as expectativas dos agentes 
econômicos.
e) porque se tratam de abordagens da ciência econômica que estudam diferentes graus de 
agregação entre os agentes econômicos.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
EXERCÍCIOS
027. (FGV/SEFAZ-ES/CONSULTOR/2022) São remunerações do trabalho, da terra e do capi-
tal, respectivamente,
a) lucro, valor de mercado e juros.
b) salário, aluguel, e juros e lucros.
c) participação nos lucros, juros de financiamento e lucro.
d) salário, juros e lucros, e aluguel.
e) remuneração, aluguel e aluguel.
028. (FGV/SEFAZ-ES/CONSULTOR/2022) Em relação ao livre mercado, analise as afirmati-
vas a seguir e assinale V para a verdadeira e F para a falsa.
I – Caracteriza-se por ser uma economia descentralizada e independente.
II – Existe divisão do trabalho e da propriedade privada dosmeios de produção.
III – As transações entre duas partes só ocorrem caso cada parte espere se beneficiar com 
a operação.
As afirmativas são, respectivamente,
a) V – V – V.
b) V – V – F.
c) V – F – V.
d) F – V – F.
e) F – F – F.
029. (FGV/SEFAZ-ES/CONSULTOR/2022) Um jovem tem apenas duas escolhas: entrar para o 
crime organizado ou cursar o ensino médio. Considere que “w” é o ganho a ser obtido com ati-
vidades criminosas, “p” é a probabilidade de ser preso e “c” é o custo pecuniário com o ensino 
médio (livros, transporte e mensalidade).
Assim, o custo de oportunidade de cursar o ensino médio é igual a
a) p × w.
b) (1-p) × w.
c) – c.
d) c + p × w.
e) c + (1-p) × w.
030. (FGV/PC-AM/PERITO/2022) Suponha que um indivíduo tenha apenas duas escolhas: 
trabalho e lazer. Assim, o custo de oportunidade do lazer será
a) o salário esperado do trabalho.
b) o valor monetário das despesas com lazer.
c) a probabilidade de ficar desempregado.
d) o benefício do seguro-desemprego.
e) o custo do tempo de procurar um emprego.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
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031. (FGV/SEFAZ-AM/TÉCNICO/2022) Considere o modelo da fronteira de possibilidades de 
produção (FPP).
Assinale a opção que apresenta a situação em que a economia não opera na FPP.
a) A economia obtém o máximo dos recursos disponíveis.
b) O custo de oportunidade de um bem é medido em termo do outro bem.
c) A economia de mercado gera resultado eficiente.
d) Não há tecnologia disponível que permita ampliar a produção de um dos bens sem reduzir 
a do outro bem.
e) O elevado desemprego gera escassez de mão de obra e a produção dos bens se reduz.
032. (FGV/FUNSAÚDE-CE/ANALISTA/2021) Relacione os conceitos básicos, definições e ti-
pos de sistema econômico às suas respectivas características ou propriedades.
1) Fatores de produção
2) Sistema econômico
3) Economia de mercado
4) Economia planificada
( ) Incluem o capital humano (trabalho) e físico (capital, terra, tecnologia) utilizados no proces-
so produtivo.
( ) Forma na qual a sociedade está organizada em termos políticos, econômicos e sociais, com 
o objetivo de exercer as atividades de produção, distribuição e consumo de bens e serviços.
( ) Economia descentralizada, regida pelas forças de mercado, onde predomina a livre iniciativa 
e a propriedade privada dos fatores de produção.
( ) Economia centralizada, regida por um órgão central de planejamento, onde predomina a 
propriedade pública dos fatores de produção.
Assinale a opção que mostra a relação correta, segundo a ordem apresentada.
a) 1, 2, 3 e 4.
b) 2, 1, 3 e 4.
c) 1, 2, 4 e 3.
d) 2, 1, 4 e 3.
e) 4, 3, 2 e 1.
033. (FGV/TJ-RO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ECONOMISTA/2021) No país Gama, para a pro-
dução dos bens X e Y, é empregada apenas a mão de obra local. Em um dia, cada trabalhador 
é capaz de produzir 2 unidades do bem X ou, alternativamente, 4 unidades do bem Y. Nesse 
caso, é correto afirmar que:
a) o custo de oportunidade de se produzir 2 unidades do bem Y é de 2 unidades do bem X.
b) o custo de oportunidade de se produzir 1 unidade do bem X é de 1 unidade do bem Y.
c) o custo de oportunidade de se produzir 1 unidade do bem X é de 1/2 unidade do bem Y.
d) o custo de oportunidade de se produzir 1 unidade do bem Y é de 1/2 unidade do bem X.
e) não é possível calcular o custo de oportunidade da produção do bem X ou do bem Y, pois o 
enunciado não informa a oportunidade perdida com essa produção.
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 ECONOMIA
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034. (FGV/TJ-RO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ECONOMISTA/2021) Em relação à curva de possibi-
lidades de produção de uma economia considerando apenas dois bens, é correto afirmar que:
a) o aumento da produção de um bem só é possível se concomitantemente houver aumento 
da produção do outro.
b) um ponto à esquerda da curva representa uma combinação da produção de dois bens que 
não pode ser alcançada pela economia no curto prazo.
c) os pontos da fronteira representam combinações de máxima produção de dois bens corres-
pondentes ao mínimo custo de produção, dada a tecnologia.
d) os pontos da sua fronteira representam combinações de máxima produção de dois bens 
quando a dotação disponível dos fatores é plenamente utilizada, dada a tecnologia.
e) expressa as combinações de produção de dois bens que correspondam à máxima utilidade 
possível para os consumidores, dados os preços das mercadorias e a tecnologia.
035. (FGV/FUNSAÚDE/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2021) Suponha que um técnico de en-
fermagem empregado decida cursar faculdade de Medicina. O custo de oportunidade de rea-
lizar esse curso será igual à
a) remuneração futura que será recebida como médico.
b) renda sacrificada recebida como técnico de enfermagem.
c) mensalidade da faculdade, no caso de ser privada.
d) perda de bem-estar por não cuidar dos pacientes durante o curso.
e) taxa interna de retorno esperado de se graduar em Medicina.
036. (FGV/SEFIN-RO/AUDITOR/2018) No mercado de trabalho, os trabalhadores ofertam 
mão de obra e as empresas a demandam por um salário. Considere esse mercado competiti-
vo e que o trabalho e o capital são complementares. Uma inovação tecnológica, que reduza o 
custo do capital utilizado pelas empresas, leva a
a) um aumento da participação das pessoas no mercado de trabalho.
b) uma redução salarial devido ao aumento do desemprego.
c) uma redução da produtividade do trabalho.
d) um impacto nulo, se o salário mínimo estiver abaixo do salário de equilíbrio entre oferta 
e demanda.
e) um aumento da demanda por trabalhadores, elevando a produção.
037. (FGV/ALERO/ANALISTA/2018) Suponha um indivíduo com o ensino médio completo. 
O custo de oportunidade para esse indivíduo cursar em período integral e concluir o ensino 
superior é igual
a) aos encargos educacionais cobrados pela faculdade.
b) ao valor da mensalidade do ensino médio corrigida pela inflação.
c) ao custo do material escolar, transporte e moradia.
d) ao salário sacrificado do mercado de trabalho, caso não ingressasse na faculdade.
e) a zero, uma vez que o indivíduo já concluiu o ensino médio.
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038. (FGV/PREF. DE SALVADOR-BA/TÉCNICO-NÍVEL-SUPERIOR/2017) O Governo Federal 
lançou recentemente um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para seus servidores. Suponha 
um servidor que recebeu uma proposta de emprego no setor privado por um salário menor e 
resolve aderir ao PDV. Neste caso, o seu custo de oportunidade para adesão é
a) o valor oferecido pelo PDV.
b) o valor presente líquido dos rendimentos no setor privado.
c) o benefício previdenciário que receberá quando se aposentar no setor privado.
d) a diferença salarial do emprego no setor público federal em relação ao do setor privado.
e) a aplicação investida em um fundo de renda fixa.
039. (FGV/TJ-BA/ANALISTA/2015) Um indivíduo com ensino médio completo deve decidir 
se cursa ou não o ensino superior. O custo da oportunidadede cursar o ensino superior nesse 
caso seria:
a) o valor das mensalidades a serem desembolsadas.
b) o valor do material didático e do transporte necessário para a conclusão do curso.
c) a renda sacrificada do mercado de trabalho medida para um trabalhador com ensino mé-
dio completo.
d) o diferencial de renda do trabalho entre um trabalhador com ensino superior e um com ensi-
no médio, ambos completos.
e) a renda sacrificada do mercado de trabalho medida para um trabalhador com ensino supe-
rior completo.
040. (FGV/COMPESA/ANALISTA/2014) A decisão de quantos anos de estudo um indiví-
duo deve acumular deve considerar a renda futura e os custos associados ao grau escolar 
escolhido. Uma das dimensões desse custo é o custo de oportunidade. Assim, suponha 
que um indivíduo com ensino médio completo está decidindo se cursa ou não o ensi-
no superior.
O custo de oportunidade deste ciclo aumenta quando
a) a renda dos trabalhadores com ensino médio completo aumenta.
b) a renda dos trabalhadores com ensino superior completo aumenta.
c) a renda dos trabalhadores com ensino superior completo diminui.
d) a taxa de desemprego dos trabalhadores com ensino médio completo aumenta.
e) as mensalidades do ensino superior aumentam.
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041. (FGV/CODEBA/ANALISTA/2010) Com base na Fronteira de Possibilidade de Produção 
abaixo, é correto afirmar que
a) no ponto B, a economia está a pleno emprego.
b) no ponto C, a economia está operando com sua produção potencial.
c) no ponto A, a economia está operando com capacidade ociosa, isto é, a economia apresenta 
recursos produtivos desempregados.
d) ao longo da Curva de Possibilidade de Produção, a economia opera com eficiência.
e) o ponto C representa eficiência produtiva.
042. (FGV/CODEBA/ANALISTA/2010) Em relação à Fronteira de Possibilidade (FPP), assina-
le a alternativa correta.
a) As inovações tecnológicas deslocam a FPP para a esquerda.
b) A FPP mostra as diferentes combinações que um indivíduo tem possibilidade de consumir 
de um determinado bem.
c) A elevação da renda desloca a FPP paralelamente para a direita.
d) Alterações no preço dos insumos vão deslocar a FPP para baixo.
e) A FPP mostra as combinações de produto que uma determinada economia tem possibilida-
de de produzir.
043. (FGV/CODEBA/ANALISTA ECONOMISTA/2016) João deve decidir se estuda para a pro-
va do dia seguinte ou se sai com os amigos. João decide estudar. Sobre o custo de oportuni-
dade dessa decisão, analise as afirmativas a seguir.
I – Está relacionado ao valor monetário inferido pela satisfação que teria ao sair com os amigos.
II – Está relacionado ao valor monetário que deixou de gastar na saída com os amigos.
III – Está relacionado ao valor monetário correspondente ao tempo dedicado aos estudos.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) II e III, apenas.
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044. (FGV/CODESP-SP/ECONOMISTA/2010) Sobre o modelo da Fronteira de Possibilidades 
de produção, avalie as seguintes afirmativas acerca de um país:
I – A curva de possibilidades de produção (CPP) é negativamente inclinada devido aos rendi-
mentos marginais decrescentes.
II – A curva de possibilidades de produção não leva em consideração a dotação de terras de 
uma economia.
III – Pontos interiores à curva de possibilidades de produção (CPP) são pontos inatingíveis 
pelo país.
a) se apenas a afirmativa I estiver correta.
b) se apenas a afirmativa II estiver correta.
c) se apenas a afirmativa III estiver correta.
d) se todas as afirmativas estiverem corretas.
e) se nenhuma afirmativa estiver correta.
045. (FGV/DPE-MT/ECONOMISTA/2015) Considere um país que produza apenas bens pri-
mários e industriais. Considerando o conceito de fronteira de possibilidade de produção, assi-
nale a afirmativa incorreta.
a) O país alcança o máximo de eficiência quando produz uma combinação dos dois bens exa-
tamente sobre a fronteira de possibilidade de produção.
b) Se o país está abaixo da fronteira de possibilidade de produção, ele está usando uma dada 
combinação de insumos produtivos e tecnologia de forma ineficiente.
c) O país se depara com um trade off entre produzir mais bens primários e industriais.
d) O país consegue produzir além da fronteira de possibilidade de produção, expandindo o uso 
de todos os fatores produtivos.
e) O custo de oportunidade de se produzir mais bens primários é o de produzir menos bens 
industriais.
046. (FGV/SEFAZ-RJ/AFRE/2007) Se uma cidade decide construir um hospital em um terre-
no vazio de propriedade pública, o custo de oportuni dade dessa decisão é representado:
a) pelo custo exclusivamente contábil dessa decisão.
b) pela oportunidade custosa, porém essencial, de se construir um hospital público.
c) pelo benefício social que aquele hospital deve gerar aos cidadãos da cidade.
d) pela renúncia a erguer outras construções naquele ter reno.
e) pela oportunidade de aproveitar um terreno vazio que, antes, apenas gerava custos 
para a cidade.
047. (FGV/PC-AM/PERITO/2022) Considere uma linha de produção executada por apenas 
um trabalhador. Nesse processo produtivo, ele pode produzir o carro X e o carro Y utilizando o 
capital disponível, em quantidades diferentes, em uma hora de trabalho.
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Nessa hora de trabalho, a capacidade produtiva máxima deste trabalhador é representada pela 
tabela a seguir:
Carro X Carro Y
10 0
8 1
6 2
4 3
2 4
0 5
O custo de oportunidade de produzir uma unidade a mais do carro X e o custo de oportunidade 
de produzir uma unidade a mais do carro Y são iguais, respectivamente, a
a) 1 unidade a menos do carro Y e 1 unidade a menos do carro X.
b) 0,5 unidade a menos do carro Y e 0,5 unidade a menos do carro X.
c) 2 unidades a menos do carro Y e 2 unidades a menos do carro X.
d) 0,5 unidade a menos do carro Y e 2 unidades a menos do carro X.
e) um valor entre 0 e 2, em ambos os casos, dependendo do nível de partida.
048. (FGV/SEFAZ-ES/CONSULTOR/2022) Suponha uma sociedade que produza laranjas 
(eixo horizontal) e bananas (eixo vertical), cuja fronteira de possibilidades de produção é repre-
sentada pelo gráfico a seguir.
Note que há três capacidades produtivas:
A está abaixo da fronteira, B está sob a fronteira e C está acima da fronteira.
Assim, as situações de pleno emprego, capacidade ociosa e inexistência de tecnologia produ-
tiva são representadas, respectivamente, por
a) A, B e C.
b) A, C e B.
c) B, A e C.
d) B, C e A.
e) C, A e B.
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049. (FCC/ARSETE/ECONOMISTA/2016) Uma forma de compreendermos o funcionamento 
de uma economia se dá por meio do chamado “fluxo circular da renda”, onde
a) os bens e serviços finais são fornecidos pelas famílias às empresas.
b) o fluxo monetário fica restrito no sentido das famílias para as empresas.
c) os agentes da sociedade se organizam como produtores e como consumidores.
d) o processo de produção que cria bens e serviços é organizado pelas famílias.
e) o fluxo material depende das famílias e não depende das empresas.
050. (FCC/TCE-RS/AUDITOR/2018) Uma economia fechada apresenta certo número de in-
divíduos, certa técnica produtiva, certo número de fábricas e instrumentos de produção e um 
dado conjunto de recursos naturais.
Nessa economia, observa-se as relações entre as possibilidades de produção de gasolina e 
asfalto, expressas na tabela a seguir:
Bens
Quantidade 
Máxima de
Asfalto
Possibilidades 
Intermediárias
Quantidade 
Máxima
de Gasolina
Asfalto (milhões de 
toneladas)
150 140 120 90 70 0
Gasolina (milhões de 
litros)
0 10 20 30 40 50
Esta tabela gera a seguinte sequência de pares de quantidades de produção possíveis (Asfalto, 
Gasolina):
(150,0); (140,10); (120, 20); (90,30); (70,40); (0,50)
Se esta economia observar uma forte retração de suas reservas petrolíferas, coeteris pa-
ribus, a sequência de pares de quantidades de produção possíveis (Asfalto, Gasolina) mais 
provável será
a) (160,0); (155,20); (125,35); (93,50); (71,70); (0,90).
b) (200,0); (190,5); (150,15); (110,20); (90,30); (0,40).
c) (150,0); (140,10); (120,20); (90,30); (70,40); (0,50).
d) (130,0); (120,15); (100,32); (80,55); (60,75); (0,100).
e) (130,0); (120,7); (100,13); (80,22); (60,30); (0,42).
051. (FCC/TCE-GO/ANALISTA/2014) Num sistema econômico, a economia de mercado gira 
em torno de relações de trocas entre famílias ou pessoas. Essas trocas são efetuadas em três 
grandes mercados chamados de mercados
a) privado; público e misto.
b) monetário; fiscal e tributário.
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c) de serviços; de bens de consumo e de bens duráveis.
d) de produtos; de trabalho e de capitais.
e) agrário; industrial e comercial.
052. (FCC/SEFAZ-SP/AFR/2006) Considere a seguinte curva de possibilidades de pro-
dução para uma determinada economia fictícia, onde Y e X são os únicos bens produzidos 
na economia.
É correto afirmar que:
a) os pontos A, B e D representam combinações de produção de Y e X em que todos os recur-
sos produtivos disponíveis estão sendo utilizados.
b) a economia poderá atingir o ponto C se houver um aumento na disponibilidade de seus re-
cursos produtivos e/ou por meio de inovações tecnológicas.
c) só é possível atingir os pontos A e B, a partir do ponto D, se houver um aumento na disponi-
bilidade de recursos produtivos na economia.
d) somente o ponto A representa o pleno emprego dos fatores produtivos, pois é o ponto mais 
alto da curva.
e) os pontos A e B, no curto prazo, representam maiores potenciais de crescimento econômico 
(elevação do produto interno bruto) em relação ao ponto D.
053. (FCC/SERGAS/ECONOMISTA/2010) A Curva de Possibilidades de Produção é utilizada 
nos manuais de economia como uma forma de ilustrar o problema econômico fundamental de 
que os fatores de produção são escassos para atender as necessidades de consumo de bens 
pela sociedade. Em relação à ela, quando construída para dois bens, é correto afirmar que
a) uma das hipóteses utilizadas para construção da curva é que o progresso tecnológico é 
crescente no curto prazo.
b) expressa os desejos da sociedade em consumir dois bens alternativos.
c) seu formato implica que os custos de transformação de um produto em outro são crescentes.
d) representa as combinações de mínima produção obtenível de dois bens, dada a tecnologia 
e quantidade de fatores de produção.
e) se a produção da sociedade é representada por um ponto dentro da curva, isto significa que 
os fatores de produção estão sendo utilizados da forma mais eficiente possível.
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 ECONOMIA
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054. (FCC/MPU/ANALISTA PERICIAL – ECONOMISTA/2007) A curva de possibilidades de 
produção de uma economia
a) tem sua concavidade voltada para cima.
b) implica que os custos de transformação de um produto em outro são decrescentes.
c) expressa os desejos da sociedade em consumir dois bens alternativos.
d) implica que o aumento da produção de um bem só é possível às expensas da redução da 
produção do outro.
e) baseia-se na hipótese de que a quantidade de fatores de produção é variável no curto prazo.
055. (UFG/PREF. DE GOIÂNIA-GO/AOF – ECONOMISTA/2012) A Economia é conceituada 
por diversos autores como a ciência da escassez. Nessa concepção, em uma economia de 
mercado, os problemas econômicos de “o quê produzir”, “quanto produzir”, “como produzir” e 
“para quem produzir” são equacionados pelo:
a) montante de fatores produtivos disponíveis.
b) planejamento estratégico governamental.
c) mecanismo de preços em geral.
d) nível de conhecimento tecnológico.
056. (CONSULPLAN/MAPA/ADMINISTRADOR/2014) “A macroeconomia trata do comporta-
mento da economia como um todo – de períodos de prosperidade e de recessão” (Rossetti, 
1997. p. 717.).
Constituem-se indicadores de desempenho macroeconômico, EXCETO:
a) Preço.
b) Emprego.
c) Produto agregado.
d) Eficiência das unidades produtivas.
057. (ESAF/MPOG/APO/2010 – ADAPTADA) Julgue a afirmativa:
A macroeconomia trata os mercados de forma global.
058. (VUNESP/BNDES/ANALISTA/2002) A diferença entre a Microeconomia e a Macroeco-
nomia é que, na primeira,
a) são estudadas a produção e a formação dos preços das pequenas e médias empresas e, na 
segunda, das grandes.
b) é estudada a alocação dos recursos das empresas grandes e, na segunda, das pequenas.
c) são estudados o comportamento das empresas e dos consumidores e, na segunda, o desem-
penho dos agregados econômicos, tais como o produto interno bruto e o nível geral de preços.
d) utiliza-se a hipótese do tudo o mais constante (coeteris paribus), enquanto, na segunda, não.
e) a variável relevante a ser estudada é a taxa de desemprego, enquanto, na segunda, são os 
preços relativos dos bens agrícolas.
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059. (IADES/SES-DF/ECONOMISTA/2018)
Considere a curva de transformação na figura apresentada. O deslocamento da curva permite 
atingir, a longo prazo, níveis mais elevados de produção e consumo.
Com base no exposto, é correto afirmar que o deslocamento da curva para a direita é causado por
a) progresso tecnológico.
b) redução na demanda agregada.
c) queda da inflação.
d) redução da carga tributária.
e) elevação da oferta agregada.
060. (FCC/DPE-RS/ANALISTA/2017) A curva de transformação auxilia na compreensão dos 
problemaseconômicos. É correto afirmar:
a) Quando em pleno emprego e para produzir um bem a mais, precisamos desistir de alguma 
quantidade de outro bem.
b) A curva de transformação é crescente, em razão de os recursos serem limitados.
c) Os custos são decrescentes, à medida que mais se produz de um bem, porém com menos 
eficiência.
d) Progressos tecnológicos levam a um deslocamento da curva para a esquerda.
e) Um ponto abaixo da curva significa a existência de sacrifício para que se desista da produ-
ção de um bem em favor de outro.
061. (FCC/ARTESP/ESPECIALISTA/2017) Uma curva de possibilidade de produção que rela-
ciona dois bens distintos, frequentemente, apresenta um formato específico, com a concavi-
dade para baixo (voltada para a origem). Essa configuração está relacionada ao fato dela ser 
uma curva que
a) decresce a taxas crescentes, pelo fato da substituição entre quantidades dos dois bens se 
tornar cada vez mais difícil.
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b) cresce a taxas decrescentes, pelo fato da substituição entre quantidades dos dois bens 
apresentar dificuldade constante.
c) cresce a taxas constantes, pelo fato da substituição entre quantidades dos dois bens apre-
sentar dificuldade constante.
d) decresce a taxas constantes, pelo fato da substituição entre quantidades dos dois bens se 
tornar cada vez mais difícil.
e) cresce a taxas decrescentes, pelo fato da substituição entre quantidades dos dois bens se 
tornar cada vez mais fácil.
062. (FADESP/UEPA/TÉCNICO-SUPERIOR/2020) A Fronteira de Possibilidade de Produção 
(FPP) representa a capacidade máxima de produção da economia, com pleno emprego dos 
fatores de produção. A FPP é um modelo que mostra como a necessidade de se fazer escolhas 
se impõe à sociedade, devido à escassez dos recursos produtivos disponíveis. A análise do 
modelo leva à conclusão de que
a) a fronteira de possibilidade de produção não pode ser expandida, dado que todos os recur-
sos produtivos estão sendo plenamente utilizados.
b) a convexidade da fronteira de possibilidade de produção indica a possibilidade de que a 
quantidade de um dos bens seja aumentada, sem que haja custo para a sociedade.
c) o aumento da quantidade produzida de um dos bens gera um custo de oportunidade que 
consiste na redução da quantidade produzida do outro bem.
d) o custo de oportunidade, também denominado custo alternativo, é constante em toda a 
extensão da FPP.
063. (CESPE/CODEVASF/ANALISTA/2021) O momento atual da economia brasileira é um 
ambiente de recursos restritos, que requer que a tomada de decisão das pessoas avalie as van-
tagens e desvantagens de cada alternativa. Julgue o item seguinte, em relação aos conceitos 
de custo oportunidade e fronteiras de possibilidade de produção.
Considere que o estado A tenha capacidade de produzir 10 milhões de toneladas de milho e 
6 milhões de toneladas de soja, ou uma combinação desses dois produtos, e que o estado B 
seja capaz de produzir 11 milhões de toneladas de milho e 22 milhões de toneladas de soja, ou 
a combinação desses dois produtos. Nessa situação hipotética, caso haja maior demanda de 
milho, os custos de oportunidade para produzir esse produto em relação a soja serão maiores 
no estado A.
064. (CESPE/CODEVASF/ANALISTA/2021) O momento atual da economia brasileira é um 
ambiente de recursos restritos, que requer que a tomada de decisão das pessoas avalie as van-
tagens e desvantagens de cada alternativa. Julgue o item seguinte, em relação aos conceitos 
de custo oportunidade e fronteiras de possibilidade de produção.
O custo de oportunidade ao optar por um emprego de diretor em uma empresa com remunera-
ção fixa em vez de participar de uma sociedade de uma startup é igual para qualquer pessoa.
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065. (CESPE/PF/APF/2004) A questão da escolha em situação de escassez, abordada pela 
microeconomia, as interações entre governo e mercados privados e os problemas macroeco-
nômicos são temas relevantes para a ciência econômica. A esse respeito, julgue o item a seguir:
O binômio escassez/escolha, que permeia o problema econômico correlato, ocorre somente 
quando, dentro do processo produtivo, não existe possibilidade de substituição entre insumos.
066. (CESPE/TCU/AUDITOR/2007) Considerando-se que o problema da escolha em um am-
biente de escassez constitui o cerne da análise econômica, julgue o item subsequente.
Uma redução substancial das taxas de desemprego, por aumentar a eficiência na utilização 
do fator trabalho, desloca a fronteira de possibilidades da economia para cima e para a direita.
067. (CESPE/PF/APF/2014) A microeconomia constitui um segmento da ciência econômica 
voltado para as relações entre os agentes econômicos e seus efeitos sobre preços e níveis de 
equilíbrio. A respeito de microeconomia, julgue o item subsequente.
Os modelos utilizados na microeconomia são essencialmente de característica indutiva e ig-
noram a complexidade do mundo real.
068. (CESPE/MJ/ECONOMISTA/2013) O Ministério da Justiça (MJ) tem um montante fixo 
para gastar na aquisição de dois bens: mesas e computadores. Ainda, o MJ planeja ocupar um 
prédio de sua propriedade, atualmente alugado para profissionais liberais.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte.
O aluguel representa um custo de oportunidade da ocupação do prédio.
069. (CESPE/ANAC/ANALISTA/2012) Julgue o item a seguir.
Suponha que um profissional recém-formado em economia pretenda pedir demissão da firma 
em que trabalha para atuar como autônomo em um escritório de consultoria, e, para isso, cal-
cule os custos que envolverão o funcionamento do escritório e os custos de deixar de receber o 
salário do emprego atual. Nessa situação, as despesas efetuadas com sua formação, como li-
vros e mensalidade escolar, devem ser ponderadas, pois representam custos de oportunidade.
070. (CESPE/TC-DF/AUDITOR/2014) No que diz respeito à teoria da produção, julgue o item 
que se segue.
Dois pontos sobre a curva de possibilidades de produção são igualmente eficientes, indepen-
dentemente da relação de preços existente na economia.
071. (CESPE/TC-DF/AUDITOR/2014) No que diz respeito à teoria da produção, julgue o item 
que se segue.
Não há custo de oportunidade quando a economia opera em um ponto interno à fronteira de 
possibilidade de produção.
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072. (CESPE/TC-DF/AUDITOR/2002) A escolha em situação de escassez e as interações en-
tre o governo e os mercados privados, assim como as questões do meio ambiente, são temas 
relevantes em economia. A esse respeito, julgue o item a seguir.
O aumento substancial da participação feminina no mercado de trabalho, decorrente, em parte, 
de níveis educacionais mais elevados, que reduziram o custo de oportunidade do trabalho do-
méstico para as mulheres, concorreu para expandira fronteira de possibilidades de produção 
e o potencial de crescimento das economias de mercado.
073. (CESPE/SEFAZ-ES/AFTE/2010) Com relação ao crescimento econômico, ao consumo e 
ao investimento, julgue o próximo item.
A macroeconomia estuda as flutuações econômicas e o produto efetivo em análises de cur-
to prazo. Já em avaliações de longo prazo, ela estuda o crescimento econômico e produto 
potencial.
074. (CESPE/AGU/PROCURADOR FEDERAL/2010 – ADAPTADA) Julgue o item que se segue.
A ideia de livre concorrência presente na organização da atividade econômica brasileira, de-
fende que o próprio mercado deve estabelecer quais são os agentes aptos a se perpetuarem, 
deixando aos agentes econômicos o estabelecimento das regras de competição.
075. (CESPE/TC-DF/AUDITOR/2002) A escolha em situação de escassez, as interações 
entre o governo e os mercados privados, bem como as questões ligadas ao meio ambiente, 
são pontos relevantes para a análise dos fenômenos econômicos. A esse respeito, julgue o 
item a seguir.
Para um estudante brasileiro, os custos de oportunidade de cursar um MBA (Master of Bu-
siness Administration), nos Estados Unidos da América (EUA), em regime de dedicação ex-
clusiva, correspondem aos gastos com matrículas, mensalidades, material escolar e aqueles 
referentes às despesas de alojamento e manutenção do estudante nos EUA.
076. (CESPE/TCU/AUDITOR/2007) Considerando-se que o problema da escolha em um am-
biente de escassez constitui o cerne da análise econômica, julgue o item subsequente.
A redução do consumo corrente constitui um dos custos de oportunidade associados ao cres-
cimento econômico.
077. (CESPE/EBSERH/ANALISTA/2018) A respeito dos conceitos de microeconomia, julgue 
o item subsequente.
Fronteira de possibilidades de produção consiste de uma construção gráfica que mostra a limi-
tação do potencial produtivo de um país na produção de um par de bens ou serviços.
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078. (CESPE/ANTAQ/ERSTA/2009) Com relação aos fundamentos da economia, julgue o se-
guinte item.
A macroeconomia não se ocupa da formação dos preços de um produto especificamente, mas, 
sim, do comportamento das unidades econômicas individuais e de mercados específicos.
079. (INÉDITA/2021) Julgue:
O custo de oportunidade sempre é o mesmo para qualquer pessoa que opte por fazer uma se-
gunda faculdade em vez de aumentar a carga horária de trabalho e obter melhor remuneração 
no emprego atual.
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GABARITO
1. C
2. C
3. c
4. E
5. E
6. e
7. C
8. c
9. E
10. E
11. C
12. E
13. C
14. b
15. E
16. E
17. C
18. E
19. d
20. C
21. a
22. c
23. E
24. E
25. C
26. e
27. b
28. c
29. b
30. a
31. e
32. a
33. d
34. d
35. b
36. e
37. d
38. d
39. c
40. a
41. d
42. e
43. a
44. e
45. d
46. d
47. d
48. c
49. c
50. e
51. d
52. b
53. c
54. d
55. c
56. d
57. C
58. c
59. a
60. a
61. a
62. c
63. E
64. E
65. E
66. E
67. E
68. C
69. E
70. C
71. C
72. E
73. C
74. E
75. E
76. C
77. C
78. E
79. E
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
GABARITO COMENTADO
027. (FGV/SEFAZ-ES/CONSULTOR/2022) São remunerações do trabalho, da terra e do capi-
tal, respectivamente,
a) lucro, valor de mercado e juros.
b) salário, aluguel, e juros e lucros.
c) participação nos lucros, juros de financiamento e lucro.
d) salário, juros e lucros, e aluguel.
e) remuneração, aluguel e aluguel.
Visualize os fatores de produção para não esquecer!
FATORES DE PRODUÇÃO
Recursos
naturais Trabalho Capital
Para cada fator de produção, temos uma forma de remuneração distinta. Confira:
TERRA
CAPITAL
TRABALHO SALÁRIO
JUROS
ALUGUEL
Alguns autores dividem os fatores de produção em quatro: terra (recursos naturais ou matéria-
-prima), trabalho (mão de obra), capital (máquinas e equipamentos) e capacidade empresarial 
(empreendimento). De acordo com essa classificação, o capital fica dividido em capital pro-
priamente dito, que é remunerado por juros, e a capacidade empresarial, que remunerada pelo 
lucro decorrente do risco do negócio.
Letra b.
028. (FGV/SEFAZ-ES/CONSULTOR/2022) Em relação ao livre mercado, analise as afirmati-
vas a seguir e assinale V para a verdadeira e F para a falsa.
I – Caracteriza-se por ser uma economia descentralizada e independente.
II – Existe divisão do trabalho e da propriedade privada dos meios de produção.
III – As transações entre duas partes só ocorrem caso cada parte espere se beneficiar com 
a operação.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
As afirmativas são, respectivamente,
a) V – V – V.
b) V – V – F.
c) V – F – V.
d) F – V – F.
e) F – F – F.
Acredito que, em relação aos itens I e III, não resta dúvida que a economia de mercado é des-
centralizada, sendo aplicada por meio do sistema de concorrência pura (sem interferência do 
governo) e por meio do sistema de economia mista (com interferência governamental), tendo 
o mecanismo de preços como fator promotor do equilíbrio do mercado.
Em relação ao item II, os mais afoitos podem ter errado e marcado como verdadeiro. Embora 
no modelo de livre mercado exista divisão do trabalho, não existe divisão da propriedade priva-
da, visto que, na economia descentralizada, regida pelas forças de mercado, predomina a livre 
iniciativa e a propriedade privada dos fatores de produção.
Letra c.
029. (FGV/SEFAZ-ES/CONSULTOR/2022) Um jovem tem apenas duas escolhas: entrar para o 
crime organizado ou cursar o ensino médio. Considere que “w” é o ganho a ser obtido com ati-
vidades criminosas, “p” é a probabilidade de ser preso e “c” é o custo pecuniário com o ensino 
médio (livros, transporte e mensalidade).
Assim, o custo de oportunidade de cursar o ensino médio é igual a
a) p × w.
b) (1-p) × w.
c) – c.
d) c + p × w.
e) c + (1-p) × w.
O ganho decorrente das atividades criminosas é w. Entretanto, existe a probabilidade do jovem 
ser preso (p) e não ganhar nada. A soma das probabilidades de estar preso ou de estar solto 
(s) deve ser igual a 1. A probabilidade de estar preso é p e a de estar solto é (1-p).
Note que o custo com o colégio, que o examinador colocou como sendo c, não tem efeito 
na decisão do jovem em tela, visto que para ele o maior custo de cursar o ensino médio é o 
tempo que se fica à disposição da escola, e, no caso em tela, deixando de ganhar com o crime 
organizado.
Assim, como o jovem em tela só ganha com a atividade criminosa se não estiver preso, o ga-
nho dele na atividade criminosa é w * (1-p).
Letra b.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
030. (FGV/PC-AM/PERITO/2022) Suponha que um indivíduo tenha apenas duas escolhas: 
trabalho e lazer. Assim, o custo de oportunidade do lazer será
a) o salário esperado do trabalho.
b) o valor monetário das despesas com lazer.
c) a probabilidade de ficar desempregado.
d) o benefício do seguro-desemprego.
e) o custo do tempo de procurar um emprego.
O custo de oportunidade é aquele de que se abre mão ao se escolher outra opção. Na questão 
em tela, a escolha do indivíduo deve ser feita entre trabalho e lazer. Em outras palavras, ou opta 
pelo trabalho ou pelo lazer, de acordo com o que julga ser mais “lucrativo/melhor” para ele.
Assim, na situação em tela, quando o indivíduo usufrui de lazer, o custo de oportunidade do lazer 
é aquilo que ele está deixando de ganhar com o trabalho, que é o salário esperado do trabalho.
Letra a.
031. (FGV/SEFAZ-AM/TÉCNICO/2022) Considere o modelo da fronteira de possibilidades de 
produção (FPP).
Assinale a opção que apresenta a situação em que a economia não opera na FPP.
a) A economia obtém o máximo dos recursos disponíveis.
b) O custo de oportunidade de um bem é medido em termo do outro bem.
c) A economia de mercado gera resultado eficiente.
d) Não há tecnologia disponível que permita ampliar a produção de um dos bens sem reduzir 
a do outro bem.
e) O elevado desemprego gera escassez de mão de obra e a produção dos bens se reduz.
Note que a questão pede para marcarmos a situação em que a economia não opera na FPP, 
que é representada pela letra “e”.
Note ainda a contradição exposta pela letra “e”, que diz que o elevado desemprego gera escas-
sez de mão de obra e que a produção dos bens se reduz.
Ora, se o desemprego está elevado, ou seja, existem muitas pessoas desempregadas, como 
pode existir escassez de mão de obra?
Além disso, se existe desemprego, não estamos na CPP, visto que a economia opera com ca-
pacidade ociosa, abaixo, portanto, da FPP.
Letra e.
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
032. (FGV/FUNSAÚDE-CE/ANALISTA/2021) Relacione os conceitos básicos, definições e ti-
pos de sistema econômico às suas respectivas características ou propriedades.
1) Fatores de produção
2) Sistema econômico
3) Economia de mercado
4) Economia planificada
( ) Incluem o capital humano (trabalho) e físico (capital, terra, tecnologia) utilizados no proces-
so produtivo.
( ) Forma na qual a sociedade está organizada em termos políticos, econômicos e sociais, com 
o objetivo de exercer as atividades de produção, distribuição e consumo de bens e serviços.
( ) Economia descentralizada, regida pelas forças de mercado, onde predomina a livre iniciativa 
e a propriedade privada dos fatores de produção.
( ) Economia centralizada, regida por um órgão central de planejamento, onde predomina a 
propriedade pública dos fatores de produção.
Assinale a opção que mostra a relação correta, segundo a ordem apresentada.
a) 1, 2, 3 e 4.
b) 2, 1, 3 e 4.
c) 1, 2, 4 e 3.
d) 2, 1, 4 e 3.
e) 4, 3, 2 e 1.
1) Os fatores de produção são aplicados no processo produtivo de um bem e/ou serviço, sen-
do divididos em trabalho, terra e capital/tecnologia.
2) Os sistemas econômicos basicamente são os modos de organização econômica de uma 
sociedade.
3) A economia de mercado é descentralizada, sendo aplicada por meio do sistema de concor-
rência pura (sem interferência do governo) e por meio do sistema de economia mista (com 
interferência governamental), tendo o mecanismo de preços como fator promotor do equilíbrio 
do mercado.
4) A economia centralizada ou planificada, caracterizada pela propriedade dos recursos do 
Estado, é aquela em que as decisões sobre os problemas econômicos fundamentais são de-
cididos por um ente central de planejamento, ou seja, o mercado não “apita” nessas decisões.
Letra a.
033. (FGV/TJ-RO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ECONOMISTA/2021) No país Gama, para a pro-
dução dos bens X e Y, é empregada apenas a mão de obra local. Em um dia, cada trabalhador 
é capaz de produzir 2 unidades do bem X ou, alternativamente, 4 unidades do bem Y. Nesse 
caso, é correto afirmar que:
a) o custo de oportunidade de se produzir 2 unidades do bem Y é de 2 unidades do bem X.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
b) o custo de oportunidade de se produzir 1 unidade do bem X é de 1 unidade do bem Y.
c) o custo de oportunidade de se produzir 1 unidade do bem X é de 1/2 unidade do bem Y.
d) o custo de oportunidade de se produzir 1 unidade do bem Y é de 1/2 unidade do bem X.
e) não é possível calcular o custo de oportunidade da produção do bem X ou do bem Y, pois o 
enunciado não informa a oportunidade perdida com essa produção.
Na economia em tela, apenas são produzidos os bens X e Y, e essas são as possibilidades de 
produção diária para cada trabalhador:
2X = 4Y.
Em outras palavras, cada trabalhador produz 2X ou produz 4Y.
Agora vamos encontrar o custo de oportunidade.
X = 4/2Y
X = 2Y.
Assim, o custo de oportunidade de produzir 1 unidade do bem X é deixar de produzir 2 unida-
des do bem Y.
Y = 2/4X
Y = 1/2X.
Assim, o custo de oportunidade de produzir 1 unidade do bem Y é deixar de produzir 1/2 uni-
dade do bem X.
Letra d.
034. (FGV/TJ-RO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ECONOMISTA/2021) Em relação à curva de 
possibilidades de produção de uma economia considerando apenas dois bens, é correto 
afirmar que:
a) o aumento da produção de um bem só é possível se concomitantemente houver aumento 
da produção do outro.
b) um ponto à esquerda da curva representa uma combinação da produção de dois bens que 
não pode ser alcançada pela economia no curto prazo.
c) os pontos da fronteira representam combinações de máxima produção de dois bens corres-
pondentes ao mínimo custo de produção, dada a tecnologia.
d) os pontos da sua fronteira representam combinações de máxima produção de dois bens 
quando a dotação disponível dos fatores é plenamente utilizada, dada a tecnologia.
e) expressa as combinações de produção de dois bens que correspondam à máxima utilidade 
possível para os consumidores, dados os preços das mercadorias e a tecnologia.
d) Certa. Os pontos da CPP representam os pontos de eficiência da economia.
a) Errada. A CPP é a representação gráfica do trade-off, ou seja, para produzir mais de X é ne-
cessário abrir mão de parte da produção de Y.
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
b) Errada. Na verdade, um ponto à esquerda da curva é representa um ponto de capacidade 
ociosa da economia e plenamente alcançável no curto prazo, bastandopara isso que a econo-
mia não produza no máximo de sua capacidade.
c) Errada. Os pontos da fronteira representam as combinações dos fatores no pleno uso das 
forças produtivas e no máximo custo de produção dada a dotação de fatores.
e) Errada. A CPP representa, em verdade, a curva de produção de toda a economia.
Letra d.
035. (FGV/FUNSAÚDE/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2021) Suponha que um técnico de en-
fermagem empregado decida cursar faculdade de Medicina. O custo de oportunidade de rea-
lizar esse curso será igual à
a) remuneração futura que será recebida como médico.
b) renda sacrificada recebida como técnico de enfermagem.
c) mensalidade da faculdade, no caso de ser privada.
d) perda de bem-estar por não cuidar dos pacientes durante o curso.
e) taxa interna de retorno esperado de se graduar em Medicina.
O custo de oportunidade de qualquer coisa é aquilo que você abre mão para obtê-lo. Assim, 
quando um técnico em enfermagem sai de seu emprego para cursar a faculdade de medici-
na, ele está abrindo mão economicamente do salário que recebia no emprego de técnico de 
enfermagem.
Letra b.
036. (FGV/SEFIN-RO/AUDITOR/2018) No mercado de trabalho, os trabalhadores ofertam 
mão de obra e as empresas a demandam por um salário. Considere esse mercado competiti-
vo e que o trabalho e o capital são complementares. Uma inovação tecnológica, que reduza o 
custo do capital utilizado pelas empresas, leva a
a) um aumento da participação das pessoas no mercado de trabalho.
b) uma redução salarial devido ao aumento do desemprego.
c) uma redução da produtividade do trabalho.
d) um impacto nulo, se o salário mínimo estiver abaixo do salário de equilíbrio entre oferta 
e demanda.
e) um aumento da demanda por trabalhadores, elevando a produção.
a) Errada. De acordo com o enunciado a oferta de trabalho não muda.
b) Errada. Na verdade, a elevação da demanda por capital eleva a demanda por trabalho e, 
como a oferta de trabalho é a mesma, o desemprego acaba diminuindo.
c) Errada. Na verdade, a produtividade vai ser tanto maior quanto maior for o estoque de capital 
(incluindo a tecnologia aplicada).
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
d) Errada. Se o salário mínimo estiver abaixo do ponto de equilíbrio, com o aumento da deman-
da por trabalho, a tendência é que o impacto não seja nulo, e sim positivo.
e) Certa. Devemos considerar que o enunciado diz que capital e trabalho são complementares. 
Dessa forma, se esses fatores de produção são complementares, quanto maior for a demanda 
por capital, maior será a demanda por trabalho.
Além disso, o enunciado diz que, com a evolução tecnológica, o custo do capital caiu, gerando 
aumento da sua demanda. Ora, se estamos falando de bens complementares, a elevação da 
demanda por capital elevará a demanda por trabalho. Considerando que a oferta de trabalho 
é a mesma, o desemprego acaba diminuindo com o aumento da demanda, resultando em au-
mento da produção.
Letra e.
037. (FGV/ALERO/ANALISTA/2018) Suponha um indivíduo com o ensino médio completo. 
O custo de oportunidade para esse indivíduo cursar em período integral e concluir o ensino 
superior é igual
a) aos encargos educacionais cobrados pela faculdade.
b) ao valor da mensalidade do ensino médio corrigida pela inflação.
c) ao custo do material escolar, transporte e moradia.
d) ao salário sacrificado do mercado de trabalho, caso não ingressasse na faculdade.
e) a zero, uma vez que o indivíduo já concluiu o ensino médio.
a) Errada. Esse é um custo inerente à faculdade.
b) Errada. O custo incorrido no ensino médio não pode mais ser recuperado, ou seja, sua deci-
são atual não influencia os custos já incorridos.
c) Errada. Esse é um custo inerente à faculdade.
d) Certa. Guarde que o custo de oportunidade é o benefício que se deixa de obter com “X” 
quando se opta pela alternativa “Y”. Na situação em tela, quando se opta por cursar o ensino 
superior em período integral, uma pessoa não pode trabalhar, ou seja, o salário que poderia 
ganhar se não entrasse na faculdade seria o custo de oportunidade do ingresso na faculdade.
e) Errada. Sem dúvida, fazer uma graduação em tempo integral implica no custo de oportuni-
dade de não obter renda via mercado de trabalho.
Letra d.
038. (FGV/PREF. DE SALVADOR-BA/TÉCNICO-NÍVEL-SUPERIOR/2017) O Governo Federal 
lançou recentemente um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para seus servidores. Suponha 
um servidor que recebeu uma proposta de emprego no setor privado por um salário menor e 
resolve aderir ao PDV. Neste caso, o seu custo de oportunidade para adesão é
a) o valor oferecido pelo PDV.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
b) o valor presente líquido dos rendimentos no setor privado.
c) o benefício previdenciário que receberá quando se aposentar no setor privado.
d) a diferença salarial do emprego no setor público federal em relação ao do setor privado.
e) a aplicação investida em um fundo de renda fixa.
a) Errada. Representa, na verdade, um ganho decorrente da escolha.
b) Errada. Representa, na verdade, um ganho decorrente da escolha.
c) Errada. Representa, na verdade, um ganho decorrente da escolha.
d) Certa. De acordo com o enunciado, o salário na iniciativa privada é menor, seja em termos 
financeiros ou em aspectos subjetivos como melhor ambiente de trabalho, mas o enunciado 
deixou expressa a diferença salarial. Assim, quando o servidor mudar de cargo, ele abre mão 
é da diferença entre o salário do setor público (maior) e o salário da diferença do setor priva-
do (menor).
e) Errada. Alterna desconexa com o enunciado da questão.
Letra d.
039. (FGV/TJ-BA/ANALISTA/2015) Um indivíduo com ensino médio completo deve decidir 
se cursa ou não o ensino superior. O custo da oportunidade de cursar o ensino superior nesse 
caso seria:
a) o valor das mensalidades a serem desembolsadas.
b) o valor do material didático e do transporte necessário para a conclusão do curso.
c) a renda sacrificada do mercado de trabalho medida para um trabalhador com ensino mé-
dio completo.
d) o diferencial de renda do trabalho entre um trabalhador com ensino superior e um com ensi-
no médio, ambos completos.
e) a renda sacrificada do mercado de trabalho medida para um trabalhador com ensino supe-
rior completo.
a) Errada. Esse é um custo inerente à faculdade.
b) Errada. Esse é um custo inerente à faculdade.
c) Certa. O custo da oportunidade de cursar o ensino superior nesse caso seria a renda sacrifi-
cada do mercado de trabalho medida para um trabalhador com ensino médio completo, já que, 
no caso em tela, o trabalhador deixará de perceber o salário de ensino médio.
d) Errada. O diferencial será o ganho depois de concluído o curso.
e) Errada. Tenha em mente que, na situação em tela, o custo de oportunidade é a renda medida 
para um trabalhador com ensino médio, enquanto a renda de ensino superior será aquela que 
o indivíduo vai passar a receber.
Letra c.
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
040. (FGV/COMPESA/ANALISTA/2014) A decisão de quantos anos de estudo um indivíduo 
deve acumular deve considerar a renda futura e os custos associados ao grau escolar esco-
lhido. Uma das dimensões desse custo é o custo de oportunidade. Assim, suponha que um 
indivíduo com ensino médio completo está decidindo se cursa ou não o ensino superior.
O custo de oportunidade deste ciclo aumenta quando
a) a renda dos trabalhadores com ensino médio completo aumenta.
b) a renda dos trabalhadores com ensino superior completo aumenta.
c) a renda dos trabalhadores com ensino superior completo diminui.
d) a taxa de desemprego dos trabalhadores com ensino médio completo aumenta.
e) as mensalidades do ensino superior aumentam.
a) Certa. Note que se o trabalhador passar a receber um salário de ensino superior, seu custo 
de oportunidade será o salário que deixará de receber, ou seja, o salário de ensino médio. As-
sim, se salário de ensino médio aumenta, o custo de oportunidade também aumenta.
b) Errada. Aqui é o benefício que irá aumentar.
c) Errada. Aqui é o benefício que irá diminuir.
d) Errada. Nesse caso, o custo de oportunidade diminui.
e) Errada. Esse é um custo inerente à faculdade.
Letra a.
041. (FGV/CODEBA/ANALISTA/2010) Com base na Fronteira de Possibilidade de Produção 
abaixo, é correto afirmar que
a) no ponto B, a economia está a pleno emprego.
b) no ponto C, a economia está operando com sua produção potencial.
c) no ponto A, a economia está operando com capacidade ociosa, isto é, a economia apresenta 
recursos produtivos desempregados.
d) ao longo da Curva de Possibilidade de Produção, a economia opera com eficiência.
e) o ponto C representa eficiência produtiva.
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Introdução à Economia e à Microeconomia
 ECONOMIA
Manuel Piñon
a) Errada. O ponto B não consegue ser atingido nem no pleno emprego.
b) Errada. Existem recursos ociosos no ponto C.
c) Errada. O ponto A não consegue ser atingido nem no pleno emprego.
d) Certa. Tenha em mente que, ao longo da curva de possibilidade de produção, a economia 
opera com eficiência, já que utiliza a sua capacidade máxima de produção e, dessa forma, não 
é viável, por exemplo, aumentar a produção do bem X sem diminuir a produção do bem Y, já que 
os recursos escassos estão sendo totalmente usados.
e) Errada. Na verdade, o ponto C representa ineficiência produtiva, já que existem recursos 
escassos ociosos.
Letra d.
042. (FGV/CODEBA/ANALISTA/2010) Em relação à Fronteira de Possibilidade (FPP), assina-
le a alternativa correta.
a) As inovações tecnológicas deslocam a FPP para a esquerda.
b) A FPP mostra as diferentes combinações que um indivíduo tem possibilidade de consumir 
de um determinado bem.
c) A elevação da renda desloca a FPP paralelamente para a direita.
d) Alterações no preço dos insumos vão deslocar a FPP para baixo.
e) A FPP mostra as combinações de produto que uma determinada economia tem possibilida-
de de produzir.
a) Errada. Na verdade, inovações tecnológicas deslocam a FPP para a direita, já que aumentam 
a capacidade instalada produtiva.
b) Errada. A alternativa apresentou a ideia de restrição orçamentária do consumidor. Basica-
mente, a FPP demonstra as combinações dos produtos X e Y que a economia pode produzir.
c) Errada. FPP tem a ver com capacidade produtiva, sendo aumentada via investimentos capa-
cidade instalada produtiva.
d) Errada. Na verdade, vão alterar a inclinação da FPP de acordo com a importância de cada 
um na produção dos bens representados por ela, nesse caso, X e Y.
e) Certa. Guarde que, basicamente, a FPP demonstra as combinações dos produtos X e Y que 
a economia pode produzir.
Letra e.
043. (FGV/CODEBA/ANALISTA ECONOMISTA/2016) João deve decidir se estuda para a pro-
va do dia seguinte ou se sai com os amigos. João decide estudar. Sobre o custo de oportuni-
dade dessa decisão, analise as afirmativas a seguir.
I – Está relacionado ao valor monetário inferido pela satisfação que teria ao sair com os amigos.
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
II – Está relacionado ao valor monetário que deixou de gastar na saída com os amigos.
III – Está relacionado ao valor monetário correspondente ao tempo dedicado aos estudos.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) II e III, apenas.
Na verdade, somente o valor do benefício relacionado ao que João abriu mão deve ser conside-
rado como custo de oportunidade, ou seja, o valor que ele atribui a sair com os amigos, como 
está na afirmativa I. Note que a afirmativa II traz um custo que ele deixará de incorrer, e a III traz 
um custo no qual ainda vai incorrer.
Letra a.
044. (FGV/CODESP-SP/ECONOMISTA/2010) Sobre o modelo da Fronteira de Possibilidades 
de produção, avalie as seguintes afirmativas acerca de um país:
I – A curva de possibilidades de produção (CPP) é negativamente inclinada devido aos rendi-
mentos marginais decrescentes.
II – A curva de possibilidades de produção não leva em consideração a dotação de terras de 
uma economia.
III – Pontos interiores à curva de possibilidades de produção (CPP) são pontos inatingíveis 
pelo país.
a) se apenas a afirmativa I estiver correta.
b) se apenas a afirmativa II estiver correta.
c) se apenas a afirmativa III estiver correta.
d) se todas as afirmativas estiverem corretas.
e) se nenhuma afirmativa estiver correta.
I – Errada. Inexiste relação entre a CPP ser negativamente inclinada com o fato de ter ren-
dimentos marginais decrescentes, que ocorrem quando a CPP for côncava (com custos de 
oportunidade crescentes).
II – Errada. A CPP leva em consideração os fatores de produção terra, capital e trabalho.
III – Errada. Esses pontos são possíveis e, como não estão em pleno emprego, são pontos de 
ineficiência.
Letra e.
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
045. (FGV/DPE-MT/ECONOMISTA/2015) Considere um país que produza apenas bens pri-
mários e industriais. Considerando o conceito de fronteira de possibilidade de produção, assi-
nale a afirmativa incorreta.
a) O país alcança o máximo de eficiência quando produz uma combinação dos dois bens exa-
tamente sobre a fronteira de possibilidade de produção.
b) Se o país está abaixo da fronteira de possibilidade de produção, ele está usando uma dada 
combinação de insumos produtivos e tecnologia de forma ineficiente.
c) O país se depara com um trade off entre produzir mais bens primários e industriais.
d) O país consegue produzir além da fronteira de possibilidade de produção, expandindo o uso 
de todos os fatores produtivos.
e) O custo de oportunidade de se produzir mais bens primários é o de produzir menos bens 
industriais.
a) Certa. A FPP representa todas as combinações eficientes considerando os recursos dispo-
níveis na economia.
b) Certa. Estar abaixo da curva significa que um ou mais fatores de produção estãosendo usa-
dos abaixo de sua capacidade, ou seja, deve estar incorrendo em ociosidade.
c) Certa. Existe uma trade-off, ou seja, a escolha de produzir ou em detrimento do outro. No 
nosso exemplo, se quero aumentar a produção de uvas necessariamente tenho que reduzir a 
de mangas e vice-versa.
d) Errada. Bem, como já vimos, a FPP demonstra uma combinação eficiente possível de 
produção (no nosso exemplo, combinação de uvas e mangas) de acordo com o potencial 
da economia.
O erro está em afirmar que o país consegue produzir além da FPP!
Na FPP a ociosidade é zero, ou seja, ela já contempla as combinações máximas de produção 
que a economia pode alcançar!
e) Certa. Quando abrimos mão de uma oportunidade, incorremos em um custo de oportunida-
de, que pode estar entre escolher entre a produção de bens primários e bens industriais.
Letra d.
046. (FGV/SEFAZ-RJ/AFRE/2007) Se uma cidade decide construir um hospital em um terre-
no vazio de propriedade pública, o custo de oportuni dade dessa decisão é representado:
a) pelo custo exclusivamente contábil dessa decisão.
b) pela oportunidade custosa, porém essencial, de se construir um hospital público.
c) pelo benefício social que aquele hospital deve gerar aos cidadãos da cidade.
d) pela renúncia a erguer outras construções naquele ter reno.
e) pela oportunidade de aproveitar um terreno vazio que, antes, apenas gerava custos 
para a cidade.
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 ECONOMIA
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Essa questão é muito boa para vermos um bom exemplo prático de custo de oportunidade.
Como vimos, o custo de oportunidade é sempre uma comparação entre alternativas para utili-
zação de um recurso, no qual “abre-se mão” de uma aplicação em detrimento de outra.
No caso da questão em tela, o recurso é o terreno público. A alternativa escolhida para utiliza-
ção desse terreno foi a construção de um hospital.
Assim, alternativa “d” faz menção justamente à renúncia, ao “abrir-se mão” de erguer outras 
construções naquele terreno para poder erguer o hospital.
Letra d.
047. (FGV/PC-AM/PERITO/2022) Considere uma linha de produção executada por apenas 
um trabalhador. Nesse processo produtivo, ele pode produzir o carro X e o carro Y utilizando o 
capital disponível, em quantidades diferentes, em uma hora de trabalho.
Nessa hora de trabalho, a capacidade produtiva máxima deste trabalhador é representada pela 
tabela a seguir:
Carro X Carro Y
10 0
8 1
6 2
4 3
2 4
0 5
O custo de oportunidade de produzir uma unidade a mais do carro X e o custo de oportunidade 
de produzir uma unidade a mais do carro Y são iguais, respectivamente, a
a) 1 unidade a menos do carro Y e 1 unidade a menos do carro X.
b) 0,5 unidade a menos do carro Y e 0,5 unidade a menos do carro X.
c) 2 unidades a menos do carro Y e 2 unidades a menos do carro X.
d) 0,5 unidade a menos do carro Y e 2 unidades a menos do carro X.
e) um valor entre 0 e 2, em ambos os casos, dependendo do nível de partida.
Note que o examinador pede primeiro o custo de oportunidade de produzir uma unidade a mais 
do carro X. Em outras palavras, precisamos saber o valor que ao produzir uma unidade de X, 
deixamos de produzir de Y.
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 ECONOMIA
Manuel Piñon
Perceba que de 0 unidades de X para 2 unidades de X, deixei de produzir 1 unidade de Y (5-4). 
Daí é só fazermos a proporção:
2 — 1
1 — x
x = 0,5
Assim, o custo de oportunidade de produzir uma unidade a mais do carro X é deixar de produzir 
0,5 unidade de Y.
Agora vamos identificar o custo de oportunidade de produzir uma unidade a mais do carro Y. 
Assim, para produzir uma unidade de Y, quanto é preciso deixar de produzir de X.
De 0 unidades de Y para 1 unidades de Y, deixei de produzir 2 unidades de X (10-8). Nesse caso 
já está direto. Assim, o custo de oportunidade de produzir uma unidade a mais do carro Y é 
deixar de produzir 2 unidades de X.
Letra d.
048. (FGV/SEFAZ-ES/CONSULTOR/2022) Suponha uma sociedade que produza laranjas 
(eixo horizontal) e bananas (eixo vertical), cuja fronteira de possibilidades de produção é repre-
sentada pelo gráfico a seguir.
Note que há três capacidades produtivas:
A está abaixo da fronteira, B está sob a fronteira e C está acima da fronteira.
Assim, as situações de pleno emprego, capacidade ociosa e inexistência de tecnologia produ-
tiva são representadas, respectivamente, por
a) A, B e C.
b) A, C e B.
c) B, A e C.
d) B, C e A.
e) C, A e B.
O ponto A é um ponto de capacidade ociosa, já que é possível alcançar maiores níveis de pro-
dução, ao se deslocar para mais próximo ou para a própria CPP.
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 ECONOMIA
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O ponto B é o ponto de máxima utilização das forças produtivas dessa economia. Em outras 
palavras, os pontos da fronteira representam as combinações dos fatores no pleno uso das 
forças produtivas e no máximo custo de produção dada a dotação de fatores, representando 
os pontos de eficiência da economia.
O ponto C representa um ponto não viável no momento, ou seja, ele só poderá ser alcançado a 
partir de uma inovação tecnológica.
Letra c.
049. (FCC/ARSETE/ECONOMISTA/2016) Uma forma de compreendermos o funcionamento 
de uma economia se dá por meio do chamado “fluxo circular da renda”, onde
a) os bens e serviços finais são fornecidos pelas famílias às empresas.
b) o fluxo monetário fica restrito no sentido das famílias para as empresas.
c) os agentes da sociedade se organizam como produtores e como consumidores.
d) o processo de produção que cria bens e serviços é organizado pelas famílias.
e) o fluxo material depende das famílias e não depende das empresas.
Questão que pode ser resolvida com a visualização do fluxo circular da renda.
Mercado de Bens e Serviços
Famílias Empresas
Mercado de fatores de produção
Oferta
Oferta
Demanda
Demanda
Repare que os agentes (empresas e famílias) da sociedade se organizam, sendo que no caso 
dos bens e serviços temos como produtores as empresas e como consumidores as famílias. 
Já para os fatores de produção, as famílias são produtoras e as empresas os consumidores.
Letra c.
050. (FCC/TCE-RS/AUDITOR/2018) Uma economia fechada apresenta certo número de in-
divíduos, certa técnica produtiva, certo número de fábricas e instrumentos de produção e um 
dado conjunto de recursos naturais.
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Nessa economia, observa-se as relações entre as possibilidades de produção de gasolina e 
asfalto, expressas na tabela a seguir:
Bens
Quantidade 
Máxima de
Asfalto
PossibilidadesIntermediárias
Quantidade 
Máxima
de Gasolina
Asfalto (milhões de 
toneladas)
150 140 120 90 70 0
Gasolina (milhões de 
litros)
0 10 20 30 40 50
Esta tabela gera a seguinte sequência de pares de quantidades de produção possíveis (Asfalto, 
Gasolina):
(150,0); (140,10); (120, 20); (90,30); (70,40); (0,50)
Se esta economia observar uma forte retração de suas reservas petrolíferas, coeteris pa-
ribus, a sequência de pares de quantidades de produção possíveis (Asfalto, Gasolina) mais 
provável será
a) (160,0); (155,20); (125,35); (93,50); (71,70); (0,90).
b) (200,0); (190,5); (150,15); (110,20); (90,30); (0,40).
c) (150,0); (140,10); (120,20); (90,30); (70,40); (0,50).
d) (130,0); (120,15); (100,32); (80,55); (60,75); (0,100).
e) (130,0); (120,7); (100,13); (80,22); (60,30); (0,42).
O petróleo é insumo para produção dos seus derivados, com destaque na questão para a ga-
solina e o asfalto. A economia em tela pode produzir 150 milhões de toneladas de asfalto se 
direcionar todos os recursos para isso ou produzir 50 milhões de litros de gasolina também 
se direcionar todos os recursos para isso, ou seja, nesses extremos temos produção nula do 
outro produto.
Assim, as combinações de produção intermediárias estão colocadas de modo que, à medida 
que aumenta a produção de gasolina, cai a produção de asfalto e vice-versa. Assim, se tiver-
mos uma redução da disponibilidade de petróleo, essas possibilidades de produção caem. 
Repare que a única alternativa que segue essa sistemática para todas as combinações é a 
alternativa “e”.
Letra e.
051. (FCC/TCE-GO/ANALISTA/2014) Num sistema econômico, a economia de mercado gira 
em torno de relações de trocas entre famílias ou pessoas. Essas trocas são efetuadas em três 
grandes mercados chamados de mercados
a) privado; público e misto.
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b) monetário; fiscal e tributário.
c) de serviços; de bens de consumo e de bens duráveis.
d) de produtos; de trabalho e de capitais.
e) agrário; industrial e comercial.
Vamos aplicar o nosso conhecimento sobre o Fluxo Circular da Renda.
Mercado de Bens e Serviços
Famílias Empresas
Mercado de fatores de produção
Oferta
Oferta
Demanda
Demanda
Basicamente, podemos ver que as transações neste modelo simplificado ocorrem nos mer-
cados de bens e serviços (ofertados pelas firmas) e no mercado de fatores de produção – no 
caso, capital e trabalho (ofertados pelas famílias).
Cabe às famílias ofertarem os fatores de produção e receberem em troca a remuneração devida. Já 
as empresas ofertam os bens e serviços que produzem, que são demandados pelas famílias.
Podemos ver claramente que, de um lado, a renda das famílias é gasta na aquisição dos bens 
e serviços ofertados pelas empresas, e, de outro, que a demanda das firmas pelos fatores de 
produção é a renda das famílias.
Letra d.
052. (FCC/SEFAZ-SP/AFR/2006) Considere a seguinte curva de possibilidades de pro-
dução para uma determinada economia fictícia, onde Y e X são os únicos bens produzidos 
na economia.
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É correto afirmar que:
a) os pontos A, B e D representam combinações de produção de Y e X em que todos os recur-
sos produtivos disponíveis estão sendo utilizados.
b) a economia poderá atingir o ponto C se houver um aumento na disponibilidade de seus re-
cursos produtivos e/ou por meio de inovações tecnológicas.
c) só é possível atingir os pontos A e B, a partir do ponto D, se houver um aumento na disponi-
bilidade de recursos produtivos na economia.
d) somente o ponto A representa o pleno emprego dos fatores produtivos, pois é o ponto mais 
alto da curva.
e) os pontos A e B, no curto prazo, representam maiores potenciais de crescimento econômico 
(elevação do produto interno bruto) em relação ao ponto D.
a) Errada. Apenas os pontos A e B representam combinações de produção de Y e X em que to-
dos os recursos produtivos disponíveis estão sendo utilizados. No ponto D, existe ociosidade, 
ou seja, parte dos recursos disponíveis não estão sendo utilizados totalmente.
b) Certa. A economia poderá atingir o ponto C se houver um aumento na disponibilidade de 
seus recursos produtivos e/ou por meio de inovações tecnológicas.
O ponto C representa o deslocamento da curva de possibilidades de produção para a direita, 
que, como sabemos, ocorre quando do crescimento dos fatores de produção, que pode ocorrer 
em virtude de um aumento na disponibilidade de seus recursos produtivos e/ou por meio de 
inovações tecnológicas.
c) Errada. Pode-se atingir os pontos A e B simplesmente por meio da utilização plena dos fa-
tores de produção já disponíveis na economia, sem precisar ampliar a sua disponibilidade. Em 
suma, precisar haver eficiência, reduzindo a ociosidade existente no ponto D.
d) Errada. Tanto o ponto A quanto o ponto B representam o pleno emprego dos fatores de pro-
dução. Ambos estão na curva de possibilidade de produção.
e) Errada. Os pontos A e B, no curto prazo, não demonstram possibilidade de crescimento já 
que estão trabalhando a 100% da capacidade na CPP.
Letra b.
053. (FCC/SERGAS/ECONOMISTA/2010) A Curva de Possibilidades de Produção é utilizada 
nos manuais de economia como uma forma de ilustrar o problema econômico fundamental de 
que os fatores de produção são escassos para atender as necessidades de consumo de bens 
pela sociedade. Em relação à ela, quando construída para dois bens, é correto afirmar que
a) uma das hipóteses utilizadas para construção da curva é que o progresso tecnológico é 
crescente no curto prazo.
b) expressa os desejos da sociedade em consumir dois bens alternativos.
c) seu formato implica que os custos de transformação de um produto em outro são crescentes.
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d) representa as combinações de mínima produção obtenível de dois bens, dada a tecnologia 
e quantidade de fatores de produção.
e) se a produção da sociedade é representada por um ponto dentro da curva, isto significa que 
os fatores de produção estão sendo utilizados da forma mais eficiente possível.
a) Errada. Na verdade, a curva considera como fixos os fatores de produção e a tecnologia que 
são constantes no curto prazo.
b) Errada. Na verdade, a CPP demonstra as combinações de dois bens que podem ser produ-
zidos com os fatores de produção da economia, ou seja, a relação estabelecida se refere à 
produção, e não ao consumo, como afirma a alternativa.
c) Certa. Reveja graficamente e lembre que a CPP tem o formato côncavo:
Nesse sentido, a diminuição da produção de um dos bens, necessária para aumentar a pro-
dução de uma unidade do outro, é cada vez maior ao longo da curva, propriedade essa que é 
verificada por meio da taxa marginal de transformação (TMT), que é igual à inclinação da reta 
tangente à curva, crescente (cada vez mais inclinada) ao longo da CPP.
d) Errada. Na verdade,a CPP representa as combinações de máxima produção que se pode 
obter, sendo que os pontos do lado de fora da curva são inalcançáveis dadas as quantidades 
atuais fixas de fatores de produção e tecnologia
e) Errada. Na verdade, um ponto dentro da curva significa que os fatores de produção não es-
tão sendo totalmente empregados, ou seja, há capacidade ociosa de produção, o que significa 
que os recursos não estão sendo utilizados da forma mais eficiente.
Letra c.
054. (FCC/MPU/ANALISTA PERICIAL – ECONOMISTA/2007) A curva de possibilidades de 
produção de uma economia
a) tem sua concavidade voltada para cima.
b) implica que os custos de transformação de um produto em outro são decrescentes.
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c) expressa os desejos da sociedade em consumir dois bens alternativos.
d) implica que o aumento da produção de um bem só é possível às expensas da redução da 
produção do outro.
e) baseia-se na hipótese de que a quantidade de fatores de produção é variável no curto prazo.
a) Errada. A curva de possibilidades de produção de uma economia tem sua concavidade vol-
tada para baixo.
b) Errada. Os custos de transformação de um produto em outro na verdade são crescentes.
c) Errada. A CPP expressa a produção e não necessariamente o consumo.
d) Certa. Como vimos na tabela de possibilidade de produção do nosso sítio, só conseguimos 
aumentar a produção de manga, reduzindo a de uva e vice-versa.
e) Errada. Os recursos de produção são limitados no curto prazo. Lembram do nosso sítio em 
que os fatores são limitados? Temos 4 trabalhadores apenas e o nosso pequeno pedaço de 
terra é fixo.
Letra d.
055. (UFG/PREF. DE GOIÂNIA-GO/AOF – ECONOMISTA/2012) A Economia é conceituada 
por diversos autores como a ciência da escassez. Nessa concepção, em uma economia de 
mercado, os problemas econômicos de “o quê produzir”, “quanto produzir”, “como produzir” e 
“para quem produzir” são equacionados pelo:
a) montante de fatores produtivos disponíveis.
b) planejamento estratégico governamental.
c) mecanismo de preços em geral.
d) nível de conhecimento tecnológico.
Em uma economia capitalista, de mercado, os problemas econômicos de “o quê produzir”, 
“quanto produzir”, “como produzir”, “onde” e “para quem produzir” são equacionados pelo pró-
prio mercado, ou seja, por meio dos mecanismos de preços em geral.
Note que a alternativa “b” se enquadra no regime socialista, e as alternativas “a” e “d”, embora 
não estejam erradas, não são a melhor opção.
Letra c.
056. (CONSULPLAN/MAPA/ADMINISTRADOR/2014) “A macroeconomia trata do comporta-
mento da economia como um todo – de períodos de prosperidade e de recessão” (Rossetti, 
1997. p. 717.).
Constituem-se indicadores de desempenho macroeconômico, EXCETO:
a) Preço.
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b) Emprego.
c) Produto agregado.
d) Eficiência das unidades produtivas.
A eficiência das unidades produtivas é um tema afeto à Microeconomia, já que avalia a “árvo-
re”, ou seja, avalia o desempenho individual da produção de uma firma ou setor da economia 
e não a economia de forma geral. Preço (preços em sentido amplo), emprego (nível geral de 
emprego) e produto agregado são indicadores macroeconômicos relevantes.
Letra d.
057. (ESAF/MPOG/APO/2010 – ADAPTADA) Julgue a afirmativa:
A macroeconomia trata os mercados de forma global.
Guarde que, enquanto a Macroeconomia estuda o comportamento dos grandes agregados 
econômicos de forma global, a Microeconomia foca a individualidade dos agentes ou setores.
Certo.
058. (VUNESP/BNDES/ANALISTA/2002) A diferença entre a Microeconomia e a Macroeco-
nomia é que, na primeira,
a) são estudadas a produção e a formação dos preços das pequenas e médias empresas e, na 
segunda, das grandes.
b) é estudada a alocação dos recursos das empresas grandes e, na segunda, das pequenas.
c) são estudados o comportamento das empresas e dos consumidores e, na segunda, o desem-
penho dos agregados econômicos, tais como o produto interno bruto e o nível geral de preços.
d) utiliza-se a hipótese do tudo o mais constante (coeteris paribus), enquanto, na segunda, não.
e) a variável relevante a ser estudada é a taxa de desemprego, enquanto, na segunda, são os 
preços relativos dos bens agrícolas.
a) Errada. Os termos “macro” e “micro” não estão relacionados ao tamanho das empresas que 
analisam, mas sim de acordo com o nível de agregação da análise econômica.
b) Errada. Os termos “macro” e “micro” não estão relacionados ao tamanho das empresas que 
analisam, mas sim de acordo com o nível de agregação da análise econômica.
c) Certa. Na Microeconomia, o foco é o estudo do comportamento dos consumidores ou das 
empresas de forma individual ou numa análise de determinado mercado, apenas, enquanto, 
na Macroeconomia, o foco é o estudo dos agregados econômicos, tais como o nível geral de 
preços, a renda agregada, o consumo agregado etc.
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d) Errada. Essa hipótese serve para a análise estática na ciência econômica, podendo ser apli-
cada tanto em Micro quanto na Macroeconomia.
e) Errada. Em verdade, a taxa de desemprego é uma das variáveis estudadas na Macroecono-
mia e os preços relativos de determinados bens são estudados em Microeconomia.
Letra c.
059. (IADES/SES-DF/ECONOMISTA/2018)
Considere a curva de transformação na figura apresentada. O deslocamento da curva permite 
atingir, a longo prazo, níveis mais elevados de produção e consumo.
Com base no exposto, é correto afirmar que o deslocamento da curva para a direita é causado por
a) progresso tecnológico.
b) redução na demanda agregada.
c) queda da inflação.
d) redução da carga tributária.
e) elevação da oferta agregada.
Tenha em mente que a Curva de Transformação ou CPP (Curva de Possiblidade de Produção) 
revela a capacidade de produção de uma economia.
Ora, para que a curva se expanda, ou seja, para que ela se desloque para a direita, faz-se neces-
sário aumentar a capacidade de produção dessa economia.
Nesse sentido, perceba que o único fator apresentado dentre as alternativas que faz a capaci-
dade de produção da economia aumentar é o progresso tecnológico.
Letra a.
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060. (FCC/DPE-RS/ANALISTA/2017) A curva de transformação auxilia na compreensão dos 
problemas econômicos. É correto afirmar:
a) Quando em pleno emprego e para produzir um bem a mais, precisamos desistir de alguma 
quantidade de outro bem.
b) A curva de transformaçãoé crescente, em razão de os recursos serem limitados.
c) Os custos são decrescentes, à medida que mais se produz de um bem, porém com menos 
eficiência.
d) Progressos tecnológicos levam a um deslocamento da curva para a esquerda.
e) Um ponto abaixo da curva significa a existência de sacrifício para que se desista da produ-
ção de um bem em favor de outro.
a) Certa. No âmbito do estudo da CPP (Curva de Possibilidades de Produção), quando esta-
mos em pleno emprego a economia está sobre a curva de possibilidades de produção, ou seja, 
na fronteira. Assim, só é possível aumentar a produção de um bem ao se abrir mão de parte da 
produção de outro. Confira no gráfico:
b) Errada. Como os recursos são limitados, a curva é decrescente. Se ela fosse crescente, não 
haveria custo de oportunidade.
c) Errada. Os custos são crescentes (custos de oportunidades crescentes).
d) Errada. Na verdade, progressos tecnológicos expandem a capacidade de produção para 
a economia.
e) Errada. Existe capacidade ociosa, ou seja, está em um ponto abaixo da curva e a economia 
não está operando na fronteira da possibilidade.
Letra a.
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061. (FCC/ARTESP/ESPECIALISTA/2017) Uma curva de possibilidade de produção que rela-
ciona dois bens distintos, frequentemente, apresenta um formato específico, com a concavi-
dade para baixo (voltada para a origem). Essa configuração está relacionada ao fato dela ser 
uma curva que
a) decresce a taxas crescentes, pelo fato da substituição entre quantidades dos dois bens se 
tornar cada vez mais difícil.
b) cresce a taxas decrescentes, pelo fato da substituição entre quantidades dos dois bens 
apresentar dificuldade constante.
c) cresce a taxas constantes, pelo fato da substituição entre quantidades dos dois bens apre-
sentar dificuldade constante.
d) decresce a taxas constantes, pelo fato da substituição entre quantidades dos dois bens se 
tornar cada vez mais difícil.
e) cresce a taxas decrescentes, pelo fato da substituição entre quantidades dos dois bens se 
tornar cada vez mais fácil.
A curva de possibilidade de produção tem como característica marcante o fato de DECRESCER 
a taxas cada vez maiores em virtude do custo de oportunidade entre a produção de um bem e 
outro SER CRESCENTE, ou seja, em decorrência da adaptabilidade imperfeita dos recursos na 
produção de dois bens.
Imagine, por exemplo, a produção de dois bens, veículos e geladeiras. Para aumentar a quan-
tidade produzida de veículos, precisaríamos adaptar o maquinário utilizado na produção de 
geladeiras. Quanto maior for essa substituição de um pelo outro, maior é o esforço de adap-
tação dos recursos de produção, assim, maior é o sacrifício da produção de um bem em fa-
vor do outro.
Letra a.
062. (FADESP/UEPA/TÉCNICO-SUPERIOR/2020) A Fronteira de Possibilidade de Produção 
(FPP) representa a capacidade máxima de produção da economia, com pleno emprego dos 
fatores de produção. A FPP é um modelo que mostra como a necessidade de se fazer escolhas 
se impõe à sociedade, devido à escassez dos recursos produtivos disponíveis. A análise do 
modelo leva à conclusão de que
a) a fronteira de possibilidade de produção não pode ser expandida, dado que todos os recur-
sos produtivos estão sendo plenamente utilizados.
b) a convexidade da fronteira de possibilidade de produção indica a possibilidade de que a 
quantidade de um dos bens seja aumentada, sem que haja custo para a sociedade.
c) o aumento da quantidade produzida de um dos bens gera um custo de oportunidade que 
consiste na redução da quantidade produzida do outro bem.
d) o custo de oportunidade, também denominado custo alternativo, é constante em toda a 
extensão da FPP.
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a) Errada. A FPP pode ser expandida, desde que sejam aumentados os recursos produtivos 
disponíveis ou que ocorra, por exemplo, um avanço tecnológico na produção.
b) Errada. Na verdade, o que a alternativa diz tem a ver com inclinação negativa da FPP, e não 
com a curvatura/convexidade da curva. Ademais, o fato de a FPP ser negativa implica que, 
para elevar a produção de um bem, é preciso reduzir a produção do outro bem, e vice-versa. 
Assim, a curvatura, na verdade, demonstra o quanto é preciso reduzir de um bem para aumen-
tar a produção do outro bem. Perceba ainda que a FPP tradicional é côncava, e não convexa.
c) Certa. Importante perceber que, quando a economia está operando sobre sua fronteira de 
possibilidades, para que seja possível elevar a produção de um dos bens, é necessário redu-
zir parte da produção de outro bem, já que os recursos produtivos são limitados. A situação 
apresentada, em que se escolhe um “caminho” em detrimento de outro, representa um belo 
exemplo de custo de oportunidade.
d) Errada. Na verdade, o custo de oportunidade está aumentando e, por essa razão, a FPP é 
côncava. Usando o gráfico apresentado, vamos imaginar que estejamos no ponto A, ou seja, a 
economia está produzindo 25 mil máquinas e nada de alimento. Quando vamos para o ponto B, 
a economia diminuiu a produção de 5 mil máquinas para produzir 30 toneladas de alimentos. 
Note que, depois desse ponto, se ela quiser produzir mais 30 toneladas de alimentos e chegar 
ao ponto D, será necessário reduzir mais do que 5 mil máquinas, ou seja, terá que diminuir a 
produção de 10 mil máquinas. Podemos concluir, portanto, que o custo de oportunidade é 
crescente.
Letra c.
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063. (CESPE/CODEVASF/ANALISTA/2021) O momento atual da economia brasileira é um 
ambiente de recursos restritos, que requer que a tomada de decisão das pessoas avalie as van-
tagens e desvantagens de cada alternativa. Julgue o item seguinte, em relação aos conceitos 
de custo oportunidade e fronteiras de possibilidade de produção.
Considere que o estado A tenha capacidade de produzir 10 milhões de toneladas de milho e 
6 milhões de toneladas de soja, ou uma combinação desses dois produtos, e que o estado B 
seja capaz de produzir 11 milhões de toneladas de milho e 22 milhões de toneladas de soja, ou 
a combinação desses dois produtos. Nessa situação hipotética, caso haja maior demanda de 
milho, os custos de oportunidade para produzir esse produto em relação a soja serão maiores 
no estado A.
Perceba que o custo de oportunidade da produção de milho é a quantidade de produção de 
soja sacrificada para produzir-se mais milho.
Sabemos que o estado A produz 10 milhões de toneladas de milho ou 6 milhões de toneladas 
de soja ou uma situação intermediária.
Note, portanto, para cada tonelada a mais de milho que precise ser produzida, é preciso “abrir 
mão” de 0,6 tonelada na produção de soja. Desse modo, o custo de oportunidade da produção 
de milho medido em produção de soja é 0,6.
Por sua vez, o estado B produz 11 milhões de toneladas de milho ou 22 milhões de toneladasde soja ou uma situação intermediária.
Note, portanto, que, para cada tonelada a mais de milho que precise ser produzida, é preciso 
“abrir mão” de 2 toneladas na produção de soja. Desse modo, o custo de oportunidade da pro-
dução de milho medido em produção de soja é 2.
Podemos concluir, portanto, que o custo de oportunidade para produzir milho em relação a 
soja é bem maior no estado B do que no estado A (2 contra 0,6).
Errado.
064. (CESPE/CODEVASF/ANALISTA/2021) O momento atual da economia brasileira é um 
ambiente de recursos restritos, que requer que a tomada de decisão das pessoas avalie as van-
tagens e desvantagens de cada alternativa. Julgue o item seguinte, em relação aos conceitos 
de custo oportunidade e fronteiras de possibilidade de produção.
O custo de oportunidade ao optar por um emprego de diretor em uma empresa com remunera-
ção fixa em vez de participar de uma sociedade de uma startup é igual para qualquer pessoa.
O benefício que pode ser desfrutado na situação apresentada pela assertiva é a utilidade pro-
porcionada pela eventual remuneração obtida na sociedade da startup.
Importante ter em mente que a utilidade proporcionada por uma remuneração qualquer pode 
não ser igual para mim, para você ou para uma pessoa qualquer.
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Tenha em mente também que existe considerável incerteza quanto à remuneração que pode 
ser obtida no empreendimento, já que, se a startup “bombar”, a pessoa pode ficar muito rica, 
mas, se o negócio não der certo, não haverá remuneração.
Diante desse quadro, o custo de oportunidade de se “abrir mão” do empreendimento na startup 
vai ser tanto maior quanto menos avessa a pessoa for ao risco. Ora, se uma pessoa é muito 
avessa ao risco, o custo de oportunidade de “abrir mão” de empreender na startup será baixo, 
porque ela valoriza muito a segurança da remuneração, mas se for uma pessoa menos avessa 
a risco, terá um custo de oportunidade mais alto por “abrir mão” de empreender, já que valoriza 
menos a segurança e está mais disposta a arriscar.
Errado.
065. (CESPE/PF/APF/2004) A questão da escolha em situação de escassez, abordada pela 
microeconomia, as interações entre governo e mercados privados e os problemas macroeco-
nômicos são temas relevantes para a ciência econômica. A esse respeito, julgue o item a seguir:
O binômio escassez/escolha, que permeia o problema econômico correlato, ocorre somente 
quando, dentro do processo produtivo, não existe possibilidade de substituição entre insumos.
Na verdade, o binômio escassez/escolha permeia todo o processo de decisão, desde o que 
produzir, passando por como produzir, quando produzir, onde produzir e para quem produzir.
Assim, a palavra “somente” torna a alternativa errada. Desconfie em prova de palavras como 
“somente”, “nunca” e “sempre”. O examinador as coloca para induzi-lo ao erro.
Errado.
066. (CESPE/TCU/AUDITOR/2007) Considerando-se que o problema da escolha em um am-
biente de escassez constitui o cerne da análise econômica, julgue o item subsequente.
Uma redução substancial das taxas de desemprego, por aumentar a eficiência na utilização 
do fator trabalho, desloca a fronteira de possibilidades da economia para cima e para a direita.
Outra questão de excelente nível que exigiu do candidato raciocínio aplicado aos conceitos 
aprendidos. Para resolver essa questão, a melhor forma é tentarmos visualizar na CPP o que o 
examinador está dizendo. Para isso, vamos pegar emprestado o gráfico a seguir.
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O que a afirmativa diz inicialmente é: existe desemprego, ou seja, estamos no ponto D (ponto 
abaixo da curva), mas esse desemprego é reduzido (a mão de obra que estava ociosa passa a 
ser utilizada), ou seja, o fator trabalho foi utilizado de forma mais eficiente (houve redução da 
ineficiência – ociosidade).
Até aqui, beleza!
Estávamos no ponto D, mas agora estamos indo em direção à curva em que estão os pontos A e B.
No final, o examinador tenta te pegar. Ele fala que essa nova situação desloca a fronteira de 
possibilidades da economia para cima e para a direita.
Mas como ela faz isso, se não houve aumento dos fatores de produção?
Na verdade, o que ocorreu, como vimos, foi que o fator trabalho foi utilizado de forma mais 
eficiente.
Não houve, por exemplo, aumento do fator de produção mão de obra, ou seja, estávamos no 
ponto D, mas agora estamos indo em direção à curva em que estão os pontos A e B.
Errado.
067. (CESPE/PF/APF/2014) A microeconomia constitui um segmento da ciência econômica 
voltado para as relações entre os agentes econômicos e seus efeitos sobre preços e níveis de 
equilíbrio. A respeito de microeconomia, julgue o item subsequente.
Os modelos utilizados na microeconomia são essencialmente de característica indutiva e ig-
noram a complexidade do mundo real.
Na verdade, cabe a um modelo econômico “modelar” a vida real, ou seja, eles não podem igno-
rar a complexidade do mundo real.
Além disso, os modelos econômicos são dedutivos, diferentemente do método indutivo ou de 
indução, no qual o raciocínio é que, após considerar um número suficiente de casos particula-
res, chega-se a uma verdade geral.
Em suma, o erro aparece na parte final da assertiva, quando diz que os modelos ignoram a 
complexidade do mundo real, o que é errado!
Errado.
068. (CESPE/MJ/ECONOMISTA/2013) O Ministério da Justiça (MJ) tem um montante fixo 
para gastar na aquisição de dois bens: mesas e computadores. Ainda, o MJ planeja ocupar um 
prédio de sua propriedade, atualmente alugado para profissionais liberais.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte.
O aluguel representa um custo de oportunidade da ocupação do prédio.
Trata-se de um imóvel de propriedade do Ministério da Justiça (MJ) que está sendo alugado, 
ou seja, o MJ recebe dinheiro por alugar esse espaço a terceiros.
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Desse modo, a ocupação desse imóvel pelo MJ fará com que esse rendimento de aluguel deixe 
de ser auferido.
Existe, portanto, um custo de oportunidade para o MJ em ocupar esse imóvel que equivale ao 
valor do aluguel.
Certo.
069. (CESPE/ANAC/ANALISTA/2012) Julgue o item a seguir.
Suponha que um profissional recém-formado em economia pretenda pedir demissão da firma 
em que trabalha para atuar como autônomo em um escritório de consultoria, e, para isso, cal-
cule os custos que envolverão o funcionamento do escritório e os custos de deixar de receber o 
salário do emprego atual. Nessa situação, as despesas efetuadas com sua formação, como li-
vros e mensalidade escolar, devem ser ponderadas, pois representam custos de oportunidade.
Na situação em tela, as despesas efetuadas com a formação do profissional não são custos 
de oportunidade, já que elas já tinham sido incorridas anteriormente, independentemente de 
sua decisão acercado pedido de demissão e da abertura do escritório.
Assim, ao optar por abrir o escritório e se demitir, o custo de oportunidade do profissional é o 
salário que deixará de receber ao pedir demissão para se dedicar a outra atividade profissional.
Errado.
070. (CESPE/TC-DF/AUDITOR/2014) No que diz respeito à teoria da produção, julgue o item 
que se segue.
Dois pontos sobre a curva de possibilidades de produção são igualmente eficientes, indepen-
dentemente da relação de preços existente na economia.
Precisamos ter em mente que a fronteira de possibilidade de produção indica a quantidade 
ótima de bens produzidos com a capacidade produtiva, ou seja, representa o emprego ótimo 
dos fatores de produção da economia.
Nesse sentido, estando sobre a fronteira de possibilidades de produção, a economia está dian-
te de situações eficientes, representadas pela combinação ótima de bens produzidos (as pro-
duções maximizam lucro), não sendo os preços considerados nesta relação.
Certo.
071. (CESPE/TC-DF/AUDITOR/2014) No que diz respeito à teoria da produção, julgue o item 
que se segue.
Não há custo de oportunidade quando a economia opera em um ponto interno à fronteira de 
possibilidade de produção.
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Importante que tenha guardado a ideia de que a fronteira de possibilidade de produção na 
verdade indica a quantidade ótima de bens produzidos com a capacidade produtiva, ou seja, 
revela o emprego ótimo de fatores de produção de uma economia.
Nesse sentido, o raciocínio do examinador nessa questão foi que, quando a economia opera na 
linha exata da fronteira de possibilidade de produção, como não existe ociosidade, existe, sim, 
custo de oportunidade; mas, se for em um ponto interno, como existe ociosidade, não temos 
custo de oportunidade.
Entretanto, entendo que sempre haverá custo de oportunidade, já que o custo de oportunidade 
representa o custo de uma escolha qualquer, independentemente de a economia operar em 
situações eficientes. Assim, produzir mais unidades do bem X necessariamente implica esco-
lher X a Y – logo temos custo de oportunidade.
Certo.
072. (CESPE/TC-DF/AUDITOR/2002) A escolha em situação de escassez e as interações en-
tre o governo e os mercados privados, assim como as questões do meio ambiente, são temas 
relevantes em economia. A esse respeito, julgue o item a seguir.
O aumento substancial da participação feminina no mercado de trabalho, decorrente, em parte, 
de níveis educacionais mais elevados, que reduziram o custo de oportunidade do trabalho do-
méstico para as mulheres, concorreu para expandir a fronteira de possibilidades de produção 
e o potencial de crescimento das economias de mercado.
Essa questão exigiu, além do conhecimento dos conceitos de escassez, escolha, custo de 
oportunidade e da curva de possibilidade de produção, um bom raciocínio do(a) candidato(a).
Em outras palavras, o que a assertiva disse de modo simplificado foi: as mulheres se qualifica-
ram e entraram no mercado de trabalho. Essa situação provocou o deslocamento da CPP para 
a direita, gerando crescimento econômico. Vocês concordam com esse raciocínio?
Eu concordo e foi o que realmente ocorreu no mundo real.
Então, até aqui, beleza!
No entanto, existe um erro na afirmativa! O erro está na parte em que a afirmativa diz que houve 
uma redução do custo de oportunidade do trabalho doméstico.
Na verdade, houve um aumento, pois, como as mulheres tiveram melhores oportunidades 
no mercado de trabalho, passou a não valer a pena para elas ficar fazendo apenas trabalhos 
domésticos.
Em suma, o custo de oportunidade do trabalho doméstico aumentou.
Errado.
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 ECONOMIA
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073. (CESPE/SEFAZ-ES/AFTE/2010) Com relação ao crescimento econômico, ao consumo e 
ao investimento, julgue o próximo item.
A macroeconomia estuda as flutuações econômicas e o produto efetivo em análises de cur-
to prazo. Já em avaliações de longo prazo, ela estuda o crescimento econômico e produto 
potencial.
É isso mesmo!
Enquanto cabe à Macroeconomia estudar o comportamento dos grandes agregados econô-
micos de forma global, como Produto Interno Bruto (PIB), inflação, desemprego etc., cabe à 
Microeconomia estudar o comportamento das unidades produtivas (empresas ou firmas), dos 
indivíduos, de determinados mercados etc.
No curto prazo, a macroeconomia se ocupa justamente com o estudo das flutuações dos agre-
gados macroeconômicos, e na visão de longo prazo o foco é o crescimento da economia e 
pleno emprego.
Certo.
074. (CESPE/AGU/PROCURADOR FEDERAL/2010 – ADAPTADA) Julgue o item que se segue.
A ideia de livre concorrência presente na organização da atividade econômica brasileira, de-
fende que o próprio mercado deve estabelecer quais são os agentes aptos a se perpetuarem, 
deixando aos agentes econômicos o estabelecimento das regras de competição.
O examinador começou bem a assertiva, mas da 2ª linha em diante “chutou o balde”.
Realmente a livre concorrência é um princípio geral da atividade econômica, MAS não cabe 
ao próprio mercado estabelecer quais são os agentes aptos a se perpetuarem e não deve se 
deixar para próprios agentes econômicos o estabelecimento das regras de competição. Aí era 
como “colocar a raposa para tomar conta do galinheiro”.
Errado.
075. (CESPE/TC-DF/AUDITOR/2002) A escolha em situação de escassez, as interações 
entre o governo e os mercados privados, bem como as questões ligadas ao meio ambiente, 
são pontos relevantes para a análise dos fenômenos econômicos. A esse respeito, julgue o 
item a seguir.
Para um estudante brasileiro, os custos de oportunidade de cursar um MBA (Master of Bu-
siness Administration), nos Estados Unidos da América (EUA), em regime de dedicação ex-
clusiva, correspondem aos gastos com matrículas, mensalidades, material escolar e aqueles 
referentes às despesas de alojamento e manutenção do estudante nos EUA.
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 ECONOMIA
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Na verdade, os custos apresentados na assertiva são os custos efetivos de cursar o MBA.
De modo distinto, o custo de oportunidade é o custo que está por trás do custo efetivo, ou seja, 
representa aquilo que o estudante teria de abrir mão, já que, considerando um curso em dedi-
cação exclusiva, o estudante não poderia auferir renda, por exemplo.
Assim, o custo de oportunidade seria o valor da renda que ele deixaria de obter no mercado 
de trabalho.
Em suma, o custo efetivo é aquilo que ele gastará para estudar, e o custo de oportunidade é 
aquele ganho que ele deixa de obter.
Errado.
076. (CESPE/TCU/AUDITOR/2007) Considerando-se que o problema da escolha em um am-
biente de escassez constitui o cerne da análise econômica, julgue o item subsequente.
A redução do consumo corrente constitui um dos custos de oportunidade associados ao cres-
cimento econômico.
Em outras palavras, a questão perguntou oseguinte: para que uma economia cresça, é neces-
sário fazer uma escolha entre consumir e poupar. Ou melhor, para que o crescimento econômi-
co ocorra, o custo de oportunidade de crescer é diminuir o consumo.
Vamos entender o motivo?
Para que uma economia cresça, é preciso haver investimento. Para haver investimento, tem 
que haver poupança. E, para haver poupança, parte da renda deve deixar de ser usada para o 
consumo e ser canalizada para a poupança.
Certo.
077. (CESPE/EBSERH/ANALISTA/2018) A respeito dos conceitos de microeconomia, julgue 
o item subsequente.
Fronteira de possibilidades de produção consiste de uma construção gráfica que mostra a limi-
tação do potencial produtivo de um país na produção de um par de bens ou serviços.
O item nos trouxe uma definição perfeita da fronteira de possibilidades de produção. Ora, como 
se trata de uma construção gráfica bidimensional, estamos falando do potencial produtivo de 
um país (ou região) na produção de um par de bens e serviços. Se fosse construída em três 
dimensões, então poderíamos tratar de um trio de bens e serviços. 
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Confirme, visualizando o gráfico:
Certo.
078. (CESPE/ANTAQ/ERSTA/2009) Com relação aos fundamentos da economia, julgue o se-
guinte item.
A macroeconomia não se ocupa da formação dos preços de um produto especificamente, mas, 
sim, do comportamento das unidades econômicas individuais e de mercados específicos.
A Macroeconomia estuda o comportamento dos grandes agregados econômicos de forma 
global, como Produto Interno Bruto (PIB), inflação, desemprego etc., ou seja, estudar a floresta.
Quem estuda as árvores é a Microeconomia, que observa o comportamento das unidades pro-
dutivas (empresas ou firmas), dos indivíduos, de determinados mercados etc.
Errado.
079. (INÉDITA/2021) Julgue:
O custo de oportunidade sempre é o mesmo para qualquer pessoa que opte por fazer uma se-
gunda faculdade em vez de aumentar a carga horária de trabalho e obter melhor remuneração 
no emprego atual.
Vale lembrar que o custo de oportunidade é aquele custo que representa o fato de ter escolhido 
uma opção em detrimento de outra.
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No caso apresentado pela questão, o custo de oportunidade é representado pela possibilidade 
de ter uma maior remuneração no emprego atual em vez de aumentar a sua capacitação e 
obter ter um maior potencial de crescimento pessoal e profissional.
Entretanto, merece destaque o fato de que a perda de satisfação não é igual para as pessoas, 
ou seja, os indivíduos possuem utilidades marginais da renda diferentes. Nesse sentido, não 
podemos afirmar que o custo de oportunidade seria o mesmo para qualquer pessoa.
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Manuel Piñon
REFERÊNCIAS
MANKIW, G. Macroeconomia. 7. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2010.
PINDYCK, Robert S.; RUBINFELD, Daniel L. Microeconomia. 4ª ed. São Paulo: Makron Books, 1999.
PINHO. D.B.; VASCONCELLOS, M.A.S. (Orgs). Manual de Economia. 3ª ed. São Paulo: Sarai-
va, 1998.
SAMPAIO, Luiza. Macroeconomia: Esquematizado. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
SAMPAIO, Luiza. Microeconomia: Esquematizado. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de; GARCIA, Enriquez Garcia. Fundamentos de Eco-
nomia. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2008.
VICECONTI, Paulo; NEVES, Silvério das. Introdução à Economia. 12 ed. São Paulo: Saraiva, 2013.
Colega, sei que hoje tivemos muitos conceitos novos, muita informação, mas é para 
todo mundo!
Quem se esforçar, consegue!
Agora, quero pedir um favor.
Avalie nossa aula, é rápido e fácil, e deixe sugestões de melhoria.
Ficarei extremamente feliz com o feedback e trabalharei ainda mais para tornar a aula 
ainda melhor.
Tenho muito a aprender, e você pode me ajudar nisso. Pode ser? Muito obrigado.
Acredite! Este é o segredo! Tenha fé que tudo vai dar certo!
Até a próxima aula ou até o fórum de dúvidas!
Professor Manuel Piñon.
manuelpinon@hotmail.com.
Siga-me (@profmanuelpinon) no Instagram e no Facebook. Temos excelentes cards 
para revisão!
Manuel Piñon
Atualmente, exerce o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil e é Professor, voltado para a área 
de concursos públicos.
Foi aprovado nos seguintes concursos públicos:
1 – Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil – AFRFB 2009/2010;
2 – Analista de Finanças e Controle – AFC (hoje, Auditor Federal de Finanças e Controle) da Controladoria-
Geral da União – CGU (hoje, Ministério da Transparência) em 2008; e
3 – Auditor-Fiscal do Tesouro Nacional – AFTN (Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil) em 1998.
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mailto:manuelpinon@hotmail.com
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	Introdução ao Estudo da Economia e da Microeconomia
	Apresentação
	1. Introdução à Economia
	1.1. Conceitos Iniciais
	1.2. Escassez de Recursos x Necessidades Ilimitadas
	1.3. Eficiência Econômica
	1.4. Escolhas
	1.5. Custo de Oportunidade
	1.6. Curva de Possibilidade de Produção
	1.7. Formas de Organização da Atividade Econômica
	1.8. Economia do Bem-Estar
	1.9. Funcionamento de uma Economia de Mercado: Fluxos Reais e Monetários
	1.10. Variáveis Fluxo x Estoque
	1.11. Dez Princípios da Economia
	1.12. Classificações dos Bens
	1.13. Microeconomia x Macroeconomia
	Resumo
	Mapa Mental
	Questões Comentadas em Aula
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	AVALIAR 5: 
	Página 122: