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MATERIAL DIGITAL!
INGRID COSTA BRAZ
ASSISTÊNCIA DE 
ENFERMAGEM 
NO CENTRO 
CIRÚRGICO
Coordenador(a) de Conteúdo 
Barbara Mayer
Projeto Gráfico e Capa
Arthur Cantareli Silva
Editoração
Nivaldo Vilela de Oliveira Junior
Design Educacional
Kátia Salvato
Revisão Textual
Cindy Luca
Ilustração
Eduardo Aparecido Alves
Fotos
Shutterstock e Envato
Impresso por: 
Bibliotecária: Leila Regina do Nascimento - CRB- 9/1722.
Ficha catalográfica elaborada de acordo com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).
Núcleo de Educação a Distância. BRAZ, Ingrid Costa;
Assistência de Enfermagem no Centro Cirúrgico / Ingrid Costa Braz. 
- Florianópolis, SC: Arqué, 2024.
164 p.
ISBN papel 978-65-6137-538-2
ISBN digital 978-65-6137-536-8
1. Assistência 2. Enfermagem 3. EaD. I. Título. 
CDD - 610.73 
EXPEDIENTE
FICHA CATALOGRÁFICA
N964
03506815
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/20897
RECURSOS DE IMERSÃO
Utilizado para temas, assuntos ou con-
ceitos avançados, levando ao aprofun-
damento do que está sendo trabalhado 
naquele momento do texto. 
APROFUNDANDO
Uma dose extra de 
conhecimento é sempre 
bem-vinda. Aqui você 
terá indicações de filmes 
que se conectam com o 
tema do conteúdo.
INDICAÇÃO DE FILME
Uma dose extra de 
conhecimento é sempre 
bem-vinda. Aqui você 
terá indicações de livros 
que agregarão muito na 
sua vida profissional.
INDICAÇÃO DE LIVRO
Utilizado para desmistificar pontos 
que possam gerar confusão sobre o 
tema. Após o texto trazer a explicação, 
essa interlocução pode trazer pontos 
adicionais que contribuam para que 
o estudante não fique com dúvidas 
sobre o tema. 
ZOOM NO CONHECIMENTO
Este item corresponde a uma proposta 
de reflexão que pode ser apresentada por 
meio de uma frase, um trecho breve ou 
uma pergunta. 
PENSANDO JUNTOS
Utilizado para aprofundar o 
conhecimento em conteúdos 
relevantes utilizando uma lingua-
gem audiovisual.
EM FOCO
Utilizado para agregar um con-
teúdo externo.
EU INDICO
Professores especialistas e con-
vidados, ampliando as discus-
sões sobre os temas por meio de 
fantásticos podcasts.
PLAY NO CONHECIMENTO
PRODUTOS AUDIOVISUAIS
Os elementos abaixo possuem recursos 
audiovisuais. Recursos de mídia dispo-
níveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem.
4
111U N I D A D E 3
CENTRAL DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .112
CENTRAL DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO: CONCEITOS E EQUIPE QUE COMPÕE A 
UNIDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .130
VALIDAÇÃO DOS PROCESSOS NA CENTRAL DE MATERIAIS E 
ESTERILIZAÇÃO (CME) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .148
7U N I D A D E 1
CONCEITOS BÁSICOS EM CENTRO CIRÚRGICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
CENTRO CIRÚRGICO: CONCEITOS E ATIVIDADES REALIZADAS 
NA UNIDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .24
ASSISTÊNCIA EM CENTRO CIRÚRGICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .42
61U N I D A D E 2
CENTRO CIRÚRGICO: ESTRUTURA FÍSICA E EQUIPE DE ENFERMAGEM . . . . . . . . .62
SRPA, ÉTICA E HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .78
SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA EM ENFERMAGEM E COMPLICAÇÕES NO PÓS-
OPERATÓRIO IMEDIATO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .94
5
SUMÁRIO
UNIDADE 1
MINHAS METAS
CONCEITOS BÁSICOS 
EM CENTRO CIRÚRGICO 
Compreender o que é centro cirúrgico.
Conhecer os profissionais que atuam nesse setor.
Entender a finalidade e os objetivos do centro cirúrgico.
Aprender a estrutura física do centro cirúrgico.
Conhecer a história dos procedimentos cirúrgicos.
Compreender as atribuições da equipe de enfermagem.
Saber a importância do enfermeiro que atua no centro cirúrgico.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 1
8
INICIE SUA JORNADA
O enfermeiro que atua no centro cirúrgico deve ter espírito dinâmico, domí-
nio sobre a equipe e deter o poder do dimensionamento das salas cirúrgicas de 
acordo com o mapa. É preciso sempre priorizar as urgências/emergências dos 
pacientes e saber lidar com os conflitos das equipes médicas.
Frente a essa vivência, é possível perceber a importância da presença do enfer-
meiro no setor do centro cirúrgico, na recuperação pós-anestésica e na central de 
materiais. Nesses locais, esse profissional atua como líder da equipe de enfermagem, 
gerenciador de problemas, pessoas e materiais e no cuidado direto com o paciente, 
visando à segurança e a uma assistência de excelência. Atuar em um setor complexo 
e que exige maiores responsabilidades, como o centro cirúrgico, fez, em um primeiro, 
momento, aflorar sentimentos de medo, insegurança e ansiedade. Isso proporcionou 
uma maior exigência em relação aos estudos, postura e conhecimentos.
O conceito de enfermagem no centro cirúrgico é muito amplo, porque carac-
teriza a real necessidade da assistência e do apoio em um dos setores e departa-
mentos de maior importância no ramo hospitalar. E quando pensamos na relação 
do profissional com as práticas a serem executadas no período pós-operatório? 
Quais são as técnicas usadas? Quais diretrizes devem ser obedecidas? 
Quando analisamos o papel do enfermeiro no centro cirúrgico, devemos, pri-
meiro, averiguar a fundo o quanto esse profissional é de suma importância para o 
andamento de todas as operações que visam ao bem-estar do paciente durante os 
períodos, pré, trans e pós-operatório. Tendo isso em mente, o papel do enfermeiro 
se torna algo além de uma simples função, afinal, assim como nós já estudamos, 
esse papel pode ser considerado uma especialização para quem o executa. 
O tema abordado no podcast nos mostrará os aspectos estruturais e funcionais 
de uma unidade cirúrgica. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do 
ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
UNIASSELVI
9
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
CENTRO CIRÚRGICO 
É possível definir a cirurgia como a parte terapêutica empenhada no trata-
mento de enfermidades usando processos operatórios manuais e instrumen-
tais. Ela não se limita à operação, mas também se preocupa com a patologia, 
a clínica, a terapêutica cirúrgica, a conveniência e os cuidados pré, trans e 
pós-operatórios (SAMPAIO, 2018).
Os cirurgiões aparecem na história como pessoas que dispunham de um 
conhecimento superior quanto às noções de anatomia. Essas noções eram 
aprendidas a partir da análise de animais comumente sacrificados em tempos 
antigos (SAMPAIO, 2018).
O ambiente cirúrgico, muitas vezes, chamado de centro cirúrgico (CC), 
pode ser definido como o local onde são realizados os procedimentos anestésico- 
cirúrgicos, além de abranger a recuperação pós-anestésica e operatória imediata. 
De acordo com a organização hospitalar, há, também, a Central de Materiais e 
Esterilização (CME) (SAMPAIO, 2018).
O CC constitui uma das unidades mais complexas do ambiente hospitalar 
por conta das próprias características e particularidades. Ele tem um conjunto 
de áreas e instalações que asseguram as melhores condições de segurança para o 
paciente na efetivação da cirurgia (SAMPAIO, 2018).
VAMOS RECORDAR?
Nós te convidamos a aprofundar os seus conhecimentos sobre o tema, ao ler 
o artigo denominado Centro cirúrgico: desafios e estratégias do enfermeiro nas 
atividades gerenciais.ser posicionados na mesa de instrumento e a superfície exposta da cor-
tina é presa suavemente embaixo. A superfície inferior do campo exposta deve ser 
gentilmente segurada, e as pontas e, depois, os lados, devem ser desdobrados. Uma 
vez aberto o pano, pessoas não esterilizadas não devem tocá-lo (SAMPAIO, 2018).
Após aberto o pacote de instrumentos, eles devem ser posicionados de modo 
que possam ser facilmente alcançados. A disposição dos instrumentos é geral-
mente determinada pela preferência do cirurgião, mas agrupar os instrumentos 
similares (tesouras e afastadores, por exemplo) facilita o devido uso. Sempre que 
uma cavidade do corpo é aberta, os tampões devem ser contados no começo do 
procedimento (antes de a incisão ser feita) e, novamente, antes de se fechar a in-
cisão, para garantir que nenhum tampão tenha sido inadvertidamente deixado na 
cavidade. Instrumentos contaminados e tampões sujos não devem ser colocados 
de volta na mesa de instrumentos (SOBECC, 2017; SAMPAIO, 2018).
Os instrumentais cirúrgicos utilizados no ambiente hospitalar são tidos como 
recursos materiais e têm extrema importância dentro de uma instituição, seja 
com fins lucrativos, ou não, pois representam 75% do capital dos estabelecimen-
tos de assistência à saúde. Portanto, a forma de administrá-los reflete diretamente 
nos custos hospitalares. O excesso de instrumentais processados e não utilizados 
pode resultar no aumento de custos, além da depreciação, da deterioração e do 
desperdício deles (SOBECC, 2017; SAMPAIO, 2018).
5
1
Um procedimento cirúrgico é uma prática médica que envolve uma interven-
ção no corpo humano. Essa intervenção geralmente demanda cortes e o corpo. 
A partir disso, tudo é manipulado pelo cirurgião. Embora seja, de fato, um ato 
que causa um ferimento, tudo é controlado. Existem diversos cuidados adotados 
para que a prática seja segura e indolor (SAMPAIO, 2018).
As características dos padrões de descrição para os instrumentais cirúrgicos 
foram definidas de acordo com cada tipo de instrumento. Os instrumentos cirúrgi-
cos se enquadram na RDC n° 185, de 22 de outubro de 2001, da Agência Nacional 
de Vigilância Sanitária (Anvisa) como “produto médico invasivo cirurgicamente 
– Produto médico invasivo que penetra no interior do corpo humano através da su-
perfície corporal por meio ou no contexto de uma intervenção cirúrgica”, podendo 
ser também “produto médico de uso único – Qualquer produto médico destinado a 
ser usado na prevenção, diagnóstico, terapia, reabilitação ou anticoncepção, utilizá-
vel somente uma vez, segundo especificado pelo fabricante” (BRASIL, 2001, p. 26).
No universo de pinças, tesouras, bisturis, afastadores, curetas e tantos outros 
instrumentos, com diversos modelos, formatos de pontas e tamanhos, aplica-
ções específicas e outras características, cada instrumental faz parte de uma 
determinada categoria (SAMPAIO, 2018).
Os itens identificados como instrumentais cirúrgicos foram classificados 
considerando a tecnologia da cirurgia (convencionais, videocirurgia e instru-
mentais para endoscopia, e materiais específicos para a cirurgia robótica) e o tipo 
de uso, isto é, se de uso único ou reutilizável. Foram nominados de instrumentos 
cirúrgicos convencionais aqueles que são utilizados em cirurgias abertas, con-
servadoras (BRASIL, 2003; SAMPAIO, 2018).
No que diz respeito aos instrumentos de diérese, os principais são, como 
já descritos, os bisturis, as tesouras, as serras e as agulhas, o trépano, as ruginas 
entre outros instrumentos capazes de separar os tecidos com fim operatório 
(BRASIL, 2003; SAMPAIO, 2018).
Em relação aos instrumentos de hemostasia e preensão, a hemostasia é 
entendida como o controle ou a interrupção do fluxo sanguíneo. Ela pode ser 
classificada como temporária ou definitiva, além de preventiva ou corretiva 
(BRASIL, 2003; SAMPAIO, 2018).
Os instrumentos de síntese são os responsáveis pelas manobras destinadas 
à reconstituição anatômica e/ou funcional. Para isso, são utilizadas agulhas 
e pinças especiais para conduzi-las, denominadas porta-agulhas. Eles são 
UNIASSELVI
5
1
TEMA DE APRENDIZAGEM 3
fundamentais para a confecção das suturas, já que a maioria das agulhas são 
curvas e os espaços cirúrgicos são exíguos (BRASIL, 2003; SAMPAIO, 2018).
Já os elementos mecânicos são usados para afastar os tecidos secciona-
dos ou separados, expondo os planos anatômicos ou órgãos subjacentes. São 
classificados como estáticos (autofixantes) ou dinâmicos (manuais) (BRASIL, 
2003; SAMPAIO, 2018).
Os afastadores manuais são de posicionamento variado, que é alterado 
pela necessidade do momento operatório. Já os estáticos mantêm uma posição 
predeterminada durante todo o procedimento operatório, sendo de grande valia 
quando há um número reduzido de assistentes, que podem, então, assumir outros 
papéis dentro da cirurgia (BRASIL, 2003; SAMPAIO, 2018).
ANATOMOPATOLÓGICO 
Anatomopatológico representa fragmentos de órgãos ou órgãos retirados du-
rante o procedimento cirúrgico. O anatomopatológico que está sendo extraído da 
cirurgia deve ser acondicionado em um recipiente adequado. Deve-se perguntar 
ao cirurgião o nome da peça e o destino do material, e receber e acondicionar o 
material em um frasco estéril, imerso em solução de formol tamponado 10%. O 
volume ideal é 10 vezes o volume da peça. O frasco deve ter o tamanho ideal para 
o bom acondicionamento da peça. Os materiais que serão submetidos à cultura 
microbiana não devem ser submersos em formol tamponado 10%, devendo ser 
encaminhados, no prazo máximo de uma hora, para o laboratório de análises 
clínicas. Também é necessário identificar o recipiente com etiqueta contendo os 
dados do paciente, data e hora da coleta, nome do médico requisitante e nome 
da amostra/peça (SOBECC, 2017).
A etiqueta deve ser colocada de maneira que seja possível visualizar a peça e não 
deve ser colocada na tampa. Também é preciso tampar o frasco de forma que fique 
bem vedado e realizar um teste para verificar o fechamento, evitando que ocorra 
extravasamento do líquido. Nos casos em que o ato cirúrgico originar mais de uma 
peça, elas precisam ser identificadas por números no recipiente e no pedido. Depois, 
é necessário encaminhar para local próprio, destinado para a guarda das peças, até 
que seja enviado ao laboratório acompanhado da solicitação e do pedido de exame 
anatomopatológico devidamente preenchido e de forma legível (SOBECC, 2017).
5
1
COMPLICAÇÕES INTRAOPERATÓRIAS 
A cirurgia é uma área extensa de cuidados e que inclui muitas técnicas diferentes. Em 
alguns procedimentos cirúrgicos, o tecido, como um abscesso ou um tumor, é remo-
vido. Em outros, os bloqueios são abertos. Em outros procedimentos, ainda, artérias 
e veias são conectadas em novos locais para fornecer um fluxo sanguíneo adicional 
para as áreas que não o recebem em quantidade suficiente (SAMPAIO, 2018).
Os riscos de uma cirurgia, ou seja, a probabilidade de a cirurgia levar à morte 
ou a um problema sério, dependem do tipo de cirurgia e das características da 
pessoa. Os riscos, normalmente, são mais altos entre idosos. No entanto, os riscos 
são determinados mais pela saúde geral do que pela idade. Distúrbios crônicos 
que aumentam o risco cirúrgico e outros distúrbios tratáveis, como desidratação, 
infecções e desequilíbrios nos líquidos e nos eletrólitos corporais, especialmente 
insuficiência cardíaca e angina, devem ser controlados com tratamento da me-
lhor forma possível antes de uma cirurgia (SAMPAIO, 2018).
As complicações no intraoperatório podem não ser passíveis de prevenção 
quando consideradas as características individuais de cada sujeito. Entretanto, todos 
os esforços precisam ser direcionados para que o evento, quando ocorrer, seja bem 
atendido, evitando dessa forma, complicações adicionais maiores (SOBECC, 2017).
As complicações cirúrgicas ainda são um desafio no tratamento operatório 
dos pacientes. Elas constituem uma possibilidade real no dia a dia do cirurgião. 
Há diversos motivosrelacionados às causas das complicações. Mesmo que o 
cirurgião adote uma técnica cirúrgica adequada, a cirurgia não está livre das 
intercorrências. O risco de eventos adversos diminui muito com um cuidadoso 
processo de avaliação pré-operatória, o que inclui estado nutricional do paciente, 
condição pulmonar e cardíaca do doente e outras questões relacionadas a possí-
veis comorbidades e medicações em uso (SOBECC, 2017).
As complicações relacionadas à cirurgia, quando não controladas e revertidas 
imediatamente, podem gerar transtornos tanto para a equipe cuidadora quanto 
para o paciente, haja vista que pode aumentar o tempo de cirurgia e, consequen-
temente, o tempo anestésico. A partir disso, são geradas outras complicações, 
como o risco aumentado de infecções pós-operatórias (SOBECC, 2017).
No caso das complicações que podem ocorrer no período intraoperatório, toda 
a equipe precisa estar preparada para atender prontamente qualquer intercorrência, 
seja ela previsível, ou não, para o momento. Dessa forma, o papel do enfermeiro é 
UNIASSELVI
5
1
TEMA DE APRENDIZAGEM 3
bastante evidente, haja vista que é o responsável pela qualidade do treinamento da 
equipe que assiste a sala operatória, que prevê e provê materiais de emergências e 
outros itens utilizados em cada procedimento cirúrgico específico (SOBECC, 2017).
Confira a aula referente a este tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem .
EM FOCO
NOVOS DESAFIOS
À medida que nos aprofundamos nos temas relacionados à enfermagem 
perioperatória, é crucial refletirmos sobre a aplicação prática desses aprendizados 
em nosso futuro ambiente profissional. Os conhecimentos adquiridos até agora 
não são apenas teóricos, mas representam habilidades essenciais que moldarão 
o nosso desempenho no dinâmico cenário da saúde.
Compreender a importância do Sistema de Assistência de Enfermagem Pe-
rioperatória (SAEP) não apenas nos equipa com o entendimento das melhores 
práticas em assistência durante o período perioperatório, mas também reforça a 
nossa responsabilidade na promoção da segurança e do bem-estar do paciente.
A realização de técnicas de paramentação cirúrgica não é apenas uma 
tarefa rotineira, mas uma demonstração de profissionalismo e comprometimento 
com a assepsia e a segurança no ambiente cirúrgico. Essa habilidade não apenas 
contribui para a prevenção de infecções, mas também ressalta a nossa dedicação 
em garantir procedimentos cirúrgicos seguros e eficientes.
Ao abordar o preparo pré-operatório, estamos adquirindo a expertise neces-
sária para organizar de maneira eficaz o ambiente cirúrgico, assegurando que 
todos os recursos estejam prontos para o procedimento. Isso não apenas otimiza 
o tempo no centro cirúrgico, mas também demonstra a nossa capacidade de 
antecipar e atender às necessidades do paciente e da equipe cirúrgica.
5
4
O conhecimento sobre a instrumentação cirúrgica e os instrumentais não é 
apenas uma competência técnica, mas uma ferramenta valiosa para a participa-
ção efetiva em procedimentos cirúrgicos. Essa habilidade não somente impacta 
diretamente a qualidade do cuidado ao paciente, mas também contribui para a 
eficiência operacional no ambiente cirúrgico.
A compreensão do fluxo do anatomopatológico é um aspecto crítico, pois 
destaca a importância da gestão adequada das amostras, garantindo as respec-
tivas integridade e rastreabilidade. Esse conhecimento não só contribui para o 
diagnóstico preciso, mas também evidencia a nossa preocupação com a quali-
dade e a segurança dos processos.
Finalmente, a compreensão das complicações intraoperatórias não apenas 
nos prepara para enfrentar desafios imprevistos, mas também enfatiza a impor-
tância da vigilância constante e da prontidão para uma ação rápida. Isso não 
apenas ressalta a nossa capacidade de pensar rapidamente em situações críticas, 
mas também destaca a nossa dedicação à segurança do paciente.
Ao aplicar essas habilidades no ambiente profissional, esteja certo de que 
você está se preparando não apenas para atuar, mas para se destacar em um 
mercado de trabalho que exige profissionais capacitados, comprometidos e aptos 
a enfrentar os desafios do cenário de saúde atual.
UNIASSELVI
5
5
1. O enfermeiro deve estar sempre avaliando o estado de saúde do paciente em todas as 
fases do tratamento. Assim, precisa considerar os aspectos fisiológicos e psicossociais para 
a realização da Sistematização da Assistência em Enfermagem.
Considerando a fase perioperatória, assinale a alternativa correta: 
a) A fase perioperatória engloba 2 fases distintas, sendo trans e pós-operatória.
b) A fase perioperatória engloba 3 fases distintas, sendo pré, trans e pós-operatória.
c) A fase perioperatória engloba 1 fase, sendo transoperatório.
d) A fase perioperatória engloba 1 fase, sendo pré-operatório.
e) A fase perioperatória engloba 3 fases distintas, sendo pré, trans e alta hospitalar.
2. Com a evolução da cirurgia, o desafio é transformar o ato cirúrgico em uma atividade 
científica e em uma escolha terapêutica segura. Os enfermeiros que atuam no período 
perioperatório devem ter habilidades e competências para planejar um cuidado indivi-
dualizado ao paciente cirúrgico.
Considerando a fase perioperatória, analise as afirmativas a seguir: 
I - Consiste em três fases.
II - O período perioperatório não possui fase.
III - O período perioperatório não tem participação alguma da enfermagem.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
AUTOATIVIDADE
5
1
3. A assistência de enfermagem na SRPA tem o objetivo de assistir o paciente até que ele 
tenha se recuperado dos efeitos dos anestésicos por meio da observação dos sinais vi-
tais. Objetiva-se que a consciência e as funções motoras e sensitivas retornem aos níveis 
normais.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta 
entre elas:
I - O enfermeiro deverá inspecionar prontamente o paciente, enquanto avalia o padrão 
respiratório. 
PORQUE
II - Sem esse procedimento, não se saberá o grau de cura em que se encontra o paciente.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são falsas.
AUTOATIVIDADE
5
1
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução-RDC nº 185, 
de 22 de outubro de 2001. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, ano 138, n. 212, p. 25-29, 
6 nov. 2001.
BRASIL. Ministério da Saúde. Profissionalização de auxiliares de enfermagem. Cadernos do 
aluno. Saúde do adulto. Assistência cirúrgica/atendimento de emergência. 2. ed. Brasília, DF: 
Ministério da Saúde; Rio de Janeiro: Fiocruz, 2003.
FENGLER, F. C.; MEDEIROS, C. R. G. Sistematização da assistência de enfermagem no período 
perioperatório: análise de registros. Revista SOBECC, v. 25, n. 1, p. 50-57, 2020. 
SAMPAIO, M. de O. Enfermagem em centro cirúrgico. Londrina: Editora e Distribuidora Educa-
cional S.A., 2018.
SOBECC. Práticas Recomendadas. 7. ed. São Paulo: SOBECC, 2017. 
5
8
1. Opção B.A fase perioperatória engloba três fases distintas, sendo pré, trans e pós-operatória.
2. Opção A.
3. Opção C.A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
GABARITO
5
9
UNIDADE 2
MINHAS METAS
CENTRO CIRÚRGICO: ESTRUTURA 
FÍSICA E EQUIPE DE ENFERMAGEM 
Conhecer a Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA).
Compreender o período pré-operatório imediato.
Entender os cuidados ao paciente na SRPA.
Compreender a escala de Aldrete e Kroulik.
Analisar a estrutura física da unidade.
Reconhecer o papel do enfermeiro na SRPA.
Entendero papel da equipe de enfermagem no Centro Cirúrgico.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 4
1
1
INICIE SUA JORNADA
A principal função de um enfermeiro no centro cirúrgico é prestar assistência 
ao paciente. Contudo, engana-se quem acredita que a atuação desse profissio-
nal se restringe a isso. Além da assistência, o enfermeiro, no Centro Cirúrgico, 
também pode realizar atividades administrativas que contribuem para que o 
setor funcione perfeitamente e de forma eficaz.
O enfermeiro é o profissional que conhece o paciente, avalia as condições 
físicas e emocionais dele e busca construir uma relação de confiança para 
identificar as principais necessidades a serem atendidas. É ele quem atua não 
apenas no atendimento direto ao paciente, mas também no preparo psicológico 
dele. É essencial que esse profissional tenha uma abordagem calma, otimista e 
compreensiva, principalmente para entender quais são as principais aflições do 
paciente e tomar as medidas necessárias para acalmá-lo. No pré-operatório, o 
enfermeiro também é o responsável pelo preparo físico do paciente.
Além disso, o enfermeiro atua no cuidado do leito no qual o paciente será aco-
modado, avaliando a limpeza e a esterilização tanto no pré quanto no pós-operatório. 
As atividades gerenciais do enfermeiro são ações feitas com a finalidade de assegurar 
a qualidade da assistência de enfermagem e o bom funcionamento da instituição.
No Centro Cirúrgico (CC), temos a Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA). 
Que tal conhecer mais a respeito dessa estrutura e da importância dela dentro do 
CC? Esse será o tema abordado em nosso podcast. Recursos de mídia disponí-
veis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Descubra a vital importância do enfermeiro na Sala de Recuperação Pós-
Anestésica (SRPA). Leia o artigo que destaca as intervenções cruciais realizadas 
pelo enfermeiro e explora as complicações que podem surgir nesse ambiente 
essencial para a recuperação pós-anestésica. Recursos de mídia disponíveis no 
conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA (SRPA)
O Centro Cirúrgico (CC) é um setor isolado e de grande complexidade dentro 
do ambiente hospitalar. Trata-se de um setor dinâmico, estressante e hostil. Ele 
apresenta um ambiente físico frio e fechado, o que estimula o silêncio e o distan-
ciamento entre a equipe multidisciplinar e o paciente, transformando o cuidado 
em um trabalho mecânico e sem humanização na assistência. Dentro do Centro 
Cirúrgico, temos a Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA), que constitui 
uma parte do bloco cirúrgico, o que facilita o acesso da equipe. Na ocorrência 
de complicações pós-operatórias, o paciente poderá ser avaliado rapidamente e, 
caso seja necessário, poderá ser encaminhado novamente à Sala de Operações.
Os objetivos da SRPA são proporcionar a recuperação dos pacientes e prevenir 
e detectar precocemente as complicações relacionadas ao procedimento anestésico-
-cirúrgico. O foco da assistência de enfermagem na SRPA é assistir o paciente até que 
ele tenha se recuperado dos efeitos dos anestésicos e os sinais vitais, a consciência e as 
funções motoras e sensitivas dele retornem aos níveis pré-operatórios (CARVALHO; 
BIANCHI, 2016; SOBECC, 2017).
O enfermeiro que atua na SRPA precisa planejar o cuidado, visando res-
tabelecer o equilíbrio fisiológico do paciente com o menor índice de compli-
cações possível. Para o alcance desses objetivos, o enfermeiro deve identificar 
os diagnósticos de enfermagem e assistir o paciente de forma individualizada 
(CARVALHO; BIANCHI, 2016; SAMPAIO, 2018).
A enfermagem no Centro Cirúrgico engloba as três fases: a pré, a trans e a 
pós-operatória. Essas fases ocorrem de forma sequencial, sendo necessárias, 
em cada fase, as intervenções para a enfermagem (CARVALHO; BIANCHI, 
2016; SAMPAIO, 2018). 
Os principais objetivos da assistência de enfermagem no perioperatório são 
diminuir o risco cirúrgico, propiciando um ambiente seguro para o paciente, e 
promover a recuperação e a reabilitação no pós-operatório. A enfermagem pe-
rioperatória atua em um contexto caracterizado por rápidas mudanças tecnoló-
gicas, econômicas e culturais, as quais implicam adaptação contínua e requerem 
programas de educação permanente efetivos e atualizados. 
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A assistência de enfermagem ao paciente no perioperatório inclui o cuidado 
direto e o respectivo gerenciamento, bem como o constante questionamento, 
resultando na realização de pesquisas na área de enfermagem. A recuperação, 
a segurança e o bem-estar do paciente cirúrgico e da família dele constituem os 
principais resultados a serem alcançados pela equipe de enfermagem durante os 
períodos pré, trans e pós-operatório (CARVALHO; BIANCHI, 2016).
O paciente deve ser encaminhado à SRPA logo após o término do procedi-
mento anestésico-cirúrgico. Essa transferência deve ser realizada pelo enfermei-
ro, técnico em enfermagem e/ou membro da equipe cirúrgica e pelo anestesista. 
A responsabilidade da transferência do paciente é do anestesiologista, que deve 
permanecer na cabeceira da cama/maca para a manutenção das vias aéreas. 
Essa fase é um momento que requer cuidado e atenção, pois o paciente está 
sob efeitos residuais de anestésicos e com os reflexos prejudicados, podendo apre-
sentar dor, náuseas, frio, tremores e sentimentos de solidão e temor relacionados 
às expectativas diante dos resultados da cirurgia. O transporte deve proporcionar 
segurança e, para tanto, é preciso manter a cabeceira da cama/maca elevada, com 
as grades laterais elevadas, e promover o aquecimento térmico. Também se deve 
utilizar, quando necessário, suporte de oxigênio e oximetria de pulso (CARVA-
LHO; BIANCHI, 2016; SAMPAIO, 2018).
O enfermeiro precisa avaliar o estado de saúde do paciente em todas as 
fases do tratamento dele, considerando os aspectos fisiológicos e psicossociais. 
Além disso, deve:
 ■ Estabelecer os diagnósticos de enfermagem e as respectivas intervenções.
 ■ Participar do ensino ao paciente e dos familiares dele.
 ■ Assegurar a implementação de medidas de prevenção e controle de in-
fecções.
 ■ Estabelecer o cuidado de enfermagem.
 ■ Aplicar estratégias para tentar diminuir o medo e a ansiedade desenca-
deados pelo procedimento cirúrgico, bem como avaliar os resultados. 
A assistência de enfermagem precisa estar organizada a partir de um método 
científico que contribua para a avaliação do paciente, a identificação dos diag-
nósticos de enfermagem e o planejamento da assistência com base no Processo 
de Enfermagem (CARVALHO; BIANCHI, 2016).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Para a avaliação e o plano de cuidado do paciente na SRPA, algumas escalas 
são utilizadas. No entanto, muitas foram elaboradas e validadas por médicos, 
como a escala de Aldrete e Kroulik. Essa escala é de 1970 e, nos dias atuais, 
ainda é a mais utilizada na SRA, mas não avalia complicações ou riscos. Até o 
momento, não existe um instrumento que atenda às necessidades dos cuidados 
de enfermagem, os quais são prestados em tempo integral ao paciente. 
A escala de Aldrete e Kroulik é utilizada, desde a criação, na avaliação e na 
evolução dos pacientes no período pós-anestésico mediante a análise da atividade 
muscular, da respiração, da circulação, da consciência e da saturação de oxigênio 
(CARVALHO; BIANCHI, 2016; SAMPAIO, 2018).
Período pós-operatório imediato
Os cuidados pós-operatórios têm início ao final da cirurgia e continuam na sala 
de recuperação e ao longo da internação até o período de alta (CARVALHO; 
BIANCHI, 2016).
A fase pós-operatória é a terceira fase da experiência cirúrgica. Ela se en-
contra didaticamente dividida em três etapas: 
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 ■ 1) Imediata: corresponde às primeiras 12 ou 24 horas após o término da ci-
rurgia.
 ■ 2) Mediata: inicia-se após as primeiras 24 horas e se desenvolve por um perío-
do variávelaté o dia da alta hospitalar.
 ■ 3) Tardia: sucede a etapa anterior e se estende por um a dois meses, até a 
completa cicatrização das lesões (CARVALHO; BIANCHI, 2016; SAMPAIO, 
2018; SOBECC, 2017).
O período Pós-Operatório Imediato (POI) corresponde ao período em que o 
paciente está se recuperando da anestesia. Ele tem início na recepção do paciente 
na Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA). As primeiras SRPA surgiram em 
1800. No entanto, esse ambiente somente ficou amplamente estabelecido após 
a Segunda Guerra Mundial. Em 1947, o The Journal of The American Medical 
Association publicou um estudo que avaliou 306 óbitos ocorridos no pós-ope-
ratório, identificando os seguintes fatores de risco: controle inadequado do pa-
ciente, oxigenação insuficiente, administração excessiva de agente anestésico, 
erros de julgamento clínico, seleção inadequada do agente anestésico, supervisão 
inadequada, erros de técnica, problemas com sedação, obstrução de vias aéreas 
no período intraoperatório e laringoespasmo. Alguns desses fatores ainda ocor-
rem nos dias atuais, mas com menor frequência, em decorrência dos avanços nas 
técnicas de anestesia e na tecnologia de monitoração, que possibilitam um maior 
controle dos sinais vitais (CARVALHO; BIANCHI, 2016; SAMPAIO, 2018).
Com a modernização da anestesia, cresceu a demanda por um cuidado pós-
-anestésico sistematizado. Ao mesmo tempo, houve uma maior oferta de tecno-
logia, o que possibilitou a avaliação com maior precisão e rapidez do paciente 
no POI. Observaram-se, assim, uma redução da morbidade e da mortalidade 
dos pacientes e uma diminuição do período de hospitalização. Não se pode pre-
ver com exatidão como será o futuro. Todavia, acredita-se que as SRPA e os 
enfermeiros continuarão desempenhando um importante papel para o sucesso 
da recuperação de pacientes submetidos a procedimentos anestésico-cirúrgicos 
(CARVALHO; BIANCHI, 2016; SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
O paciente deve ser encaminhado à SRPA pelo circulante de sala e pelo anes-
tesista responsável pelo ato anestésico. Eles devem transmitir as informações e 
as intercorrências do transoperatório ao profissional que atua na SRPA, o qual 
realiza a admissão do paciente, auxiliando no posicionamento dele de forma 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
confortável, promovendo aquecimento, realizando a monitorização, verificando 
a permeabilidade de acessos venosos, drenos, sondas e outros cateteres, man-
tendo-os abertos ou fechados, conforme orientação do cirurgião. A partir disso, 
inicia-se a assistência pós-operatória imediata (SAMPAIO, 2018). 
Os cuidados de enfermagem ao paciente no Pós-Operatório Imediato (POI) 
começa com a avaliação do nível de consciência e a avaliação dos sinais. Os re-
sultados dessas avaliações são comparados com os resultados apresentados no 
pré-operatório. Logo após, deve ser avaliado o padrão respiratório, em que se 
observa a expansibilidade do tórax, além da profundidade respiratória, utilizando 
a oximetria de pulso para a verificação de saturação de oxigênio do paciente.
A frequência cardíaca e o ritmo do pulso também são avaliados utilizando o 
cardioscópio. Para a avaliação contínua dos pacientes, é necessário que as uni-
dades de SRPA disponham de monitores multiparâmetros. Deve-se verificar a 
temperatura axilar, a presença de dor e os estados psicológico e emocional. Outra 
função que deve ser avaliada no momento da admissão do paciente é a mobili-
dade dos membros inferiores, sobretudo, em pacientes submetidos à bloqueio 
espinhal ou peridural (SAMPAIO, 2018).
As complicações que mais acontecem na SRPA são: hipotermia, hipoxemia, 
edema pulmonar, apneia, tremores, náuseas e vômitos, retenção urinária, altera-
ções do ritmo cardíaco, hipertensão arterial, hipotensão, depressão respiratória, 
sangramento, dor e o próprio posicionamento cirúrgico como fator desencadeante 
de complicações no pós-operatório imediato (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
Para a avaliação do estado fisiológico dos pacientes submetidos ao procedi-
mento anestésico-cirúrgico, tem-se utilizado, na maioria das SRPA, o índice de 
Aldrete e Kroulik. Esse índice se baseia na avaliação dos sistemas cardiovas-
cular, respiratório, nervoso central e muscular. Cada resposta referente a cada 
item recebe uma pontuação que varia de 0 a 2. Após a avaliação de cada item, 
somam-se os escores, obtendo-se um escore total, que subsidiará o julgamento 
de alta, ou não, do paciente da SRPA. Assim, a máxima pontuação no índice 
é de 10 pontos e considera-se que o paciente está apto a receber alta da SRPA 
quando atingir pontuação igual ou superior a 8 (CARVALHO; BIANCHI, 2016; 
SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
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Com a mesma finalidade, o índice de Aldrete e Kroulik para pacientes ambu-
latoriais abrange a avaliação dos sistemas cardiovascular, respiratório, nervoso 
central e muscular, adicionada aos parâmetros do curativo, dor, deambulação, 
alimentação e diurese. Cada resposta referente a cada item recebe uma pon-
tuação que varia de 0 a 2. Após a avaliação de cada item, somam-se os escores, 
obtendo-se um escore total, o qual subsidiará o julgamento de alta, ou não, do 
paciente ambulatorial da SRPA. Assim, a máxima pontuação nesse índice é 20 
e considera-se que o paciente está apto a receber alta da SRPA quando atingir 
pontuação igual ou superior a 18 (CARVALHO; BIANCHI, 2016; SAMPAIO, 
2018; SOBECC, 2017).
Um aspecto de extrema importância na SRPA é a avaliação da função respi-
ratória. O enfermeiro deverá estar atento ao padrão respiratório, principalmen-
te se o paciente apresentar fatores de risco para complicações respiratórias no 
POI, como idade avançada, obesidade, tabagismo, doenças pulmonares prévias 
(como doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC), pós-operatório de cirur-
gias abdominais e de cabeça/pescoço, pós-operatório de cirurgias de emergência, 
pós-operatório de cirurgias de longa duração (mais de três horas), pós-anestesia 
geral e uso de opioides e de bloqueadores neuromusculares. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Dentre os problemas respiratórios mais comuns e importantes no POI, está a hi-
poxemia, definida como a diminuição da concentração de oxigênio no sangue. É 
uma complicação comum e potencialmente séria, dependendo do grau. A manei-
ra mais fidedigna de identificar o grau da hipoxemia é mediante análise dos gases 
sanguíneos (gasometria), isto é, mediante a análise da pressão parcial de oxigênio 
(PaO2) e da pressão parcial de gás carbônico (PaCO2) presentes tanto no sangue 
arterial quanto no sangue venoso. A hipoxemia pode ser resultado da hipoventi-
lação, da obstrução das vias aéreas, do broncoespasmo ou do laringoespasmo e 
das atelectasias, e tem, como fatores predisponentes, a anestesia geral, o tempo 
prolongado do procedimento anestésico e o tabagismo (CARVALHO; BIANCHI, 
2016; SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
APROFUNDANDO
Os pacientes que recebem a anestesia regional sob sedação recuperam o nível 
de consciência minutos após deixarem a sala de cirurgia. Por outro lado, os pa-
cientes submetidos à anestesia geral, normalmente, permanecem sonolentos 
em decorrência do uso de medicamentos hipnóticos e opioides, que deprimem o 
Sistema Nervoso Central, adicionado ao efeito residual dos relaxantes muscula-
res, deixando-os mais suscetíveis à depressão respiratória. Outros fatores de risco 
adicionais para o aparecimento do diagnóstico de enfermagem são a idade avan-
çada e a obesidade, considerando-se que os idosos já apresentam um somatório 
de alterações orgânicas e funcionais, além da solubilidade lipídica dos agentes 
anestésicos e dos relaxantes musculares, deixando-os mais suscetíveis à depressão 
respiratória (CARVALHO; BIANCHI, 2016; SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
Na assistência de enfermagem pós-operatória, além da observação dos sinais 
vitais, é importante considerar a existência de dispositivos utilizados para a manu-
tenção e a preservação de funções vitais, como aqueles que são introduzidos duran-
te o ato cirúrgicocom finalidades específicas (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
Os drenos são artigos introduzidos em uma ferida ou cavidade e possuem a 
finalidade de facilitar a saída de fluidos ou ar para evitar acúmulos em espaços po-
tenciais e drenar coleções e secreções, como hematomas, pus, seromas, em outras 
regiões nas quais não há possibilidade de exposição e limpeza. Os cateteres ou 
sondas são materiais semelhantes a tubos que podem ser constituídos por diferen-
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tes tipos de materiais e têm diferentes calibres. Eles são introduzidos no organismo, 
com a finalidade de infundir e retirar líquidos ou, ainda, para dilatação e desobs-
trução de órgãos ocos ou tubulares (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
Os drenos e cateteres são dispositivos muito presentes nos pacientes em pós-
-operatório, sendo importante que toda a equipe que atua nessa fase do período 
perioperatório tenha conhecimento do tipo de dispositivo e a finalidade dele, 
para que seja prestada uma assistência adequada e segura. Em certos casos, esses 
drenos e cateteres podem ser tracionados pela manipulação do paciente de for-
ma inadequada, pela agitação psicomotora que ele venha a apresentar no POI e 
durante a reversão da anestesia ou, ainda, quando o paciente começa a acordar 
e retomar a consciência e percebe a presença do dispositivo e tenta retirá-lo 
(SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
A equipe de enfermagem precisa estar atenta a essas possibilidades de intercor-
rências relacionadas aos drenos e cateteres, para que as medidas preventivas e as 
intervenções para impedir tais situações sejam tomadas de forma ágil e rápida. Além 
disso, a equipe deve estar atenta à finalidade dos dispositivos instalados no paciente, 
como avaliar a quantidade de volume drenado e o aspecto da secreção, realizando o 
registro das informações e comunicando qualquer alteração ao enfermeiro e à equipe 
médica responsável pelo paciente (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
Conforme as recomendações da SOBECC para atuação do enfermeiro no 
perioperatório, com base na análise dos registros de enfermagem, observou-se 
deficiência nos registros e na adesão à SAEP, considerando a alta tecnologia dis-
ponível no mercado atualmente e as exigências da legislação (SOBECC, 2017).
O enfermeiro é o responsável pelo gerenciamento do período transopera-
tório do paciente, tendo ciência de que as intercorrências com instrumentais 
e demais equipamentos interferem diretamente na qualidade e na segurança 
assistencial, produzindo impacto na rotina de todos os profissionais envolvidos. 
Inseridos no contexto institucional, os profissionais do Centro Cirúrgico (CC) 
tornam-se dependentes da adequada provisão e disponibilidade de insumos 
necessários para a realização de uma assistência livre de riscos aos pacientes 
(CARVALHO; BIANCHI, 2016; SAMPAIO, 2018).
O exercício das atividades gerenciais do enfermeiro no Centro Cirúrgico 
(CC) requer, de modo bastante peculiar, agilidade na tomada de decisões, co-
nhecimento técnico-científico, organização e planejamento das atividades, ha-
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
bilidade no trabalho em equipe, flexibilidade e comunicação eficiente com os 
demais profissionais. As estratégias elencadas pelos enfermeiros convergiram 
ao desenvolvimento da habilidade gerencial, ao discutirem a própria atuação no 
Centro Cirúrgico (CARVALHO; BIANCHI, 2016; SAMPAIO, 2018).
No Brasil, não há legislação específica sobre as atividades do enfermeiro no 
Centro Cirúrgico. As atividades do enfermeiro de Centro Cirúrgico (CC) no 
cenário brasileiro circundam predominantemente nas áreas gerenciais e assis-
tenciais e, em menor proporção, na área de ensino (TREVILATO et al., 2023).
Confira a aula referente a este tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem .
EM FOCO
NOVOS DESAFIOS
O campo de atuação de um enfermeiro é amplo. O enfermeiro de Centro Cirúrgi-
co possui uma atuação que vai além do que costumam retratar os filmes de ficção. 
A função do enfermeiro se inicia antes da cirurgia e prossegue após a realização 
dos procedimentos. Esse profissional se dedica, inclusive, ao dimensionamento 
das salas operatórias. Leia, a seguir, um relato de caso encontrado na literatura.
Enfermeira Cristina, que atua como gestora das unidades cirúrgicas de um 
hospital do interior, está atravessando um momento de mudanças e vem toman-
do decisões para a resolução de situações relacionadas à equipe multiprofissional, 
à implantação de novos processos e protocolos e ao desenvolvimento do instru-
mento de SAEP para aplicação nas unidades. No que diz respeito ao período 
transoperatório, surge uma questão relacionada ao posicionamento do paciente 
na mesa e à prevenção das complicações decorrentes dessa ação. Assim, como 
a enfermeira Cristina poderia avaliar e monitorar esses eventos adversos rela-
cionados ao posicionamento do paciente na mesa cirúrgica? Essas informações 
deveriam estar contidas no instrumento de SAEP? 
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A enfermeira Cristina deverá envolver a equipe de enfermeiros para discutir 
a elaboração de indicadores de qualidade frente às complicações que comumente 
ocorrem, como queimaduras elétricas e lesões de pele provocadas pelo atrito com 
a mesa e o colchão durante o ato cirúrgico. A SAEP precisa ser elaborada de forma 
que as informações referentes ao posicionamento na mesa cirúrgica e à colocação 
de proteção, como coxins, locais de apoio e outras informações relevantes para o 
monitoramento, estejam contidas em registro (SAMPAIO, 2018; SILVA et al., 2020).
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1. A equipe de enfermagem possui um papel fundamental na assistência ao paciente. Na Sala 
de Recuperação Anestésica, deve-se receber o plantão e o registro com as informações 
clínicas necessárias para realizar o planejamento da assistência no Pós-Operatório Imediato 
(POI) prescritas pelo enfermeiro.
Considerando as equipes médica e de enfermagem, assinale a alternativa correta:
a) As equipes médica e de enfermagem devem ser treinadas e habilitadas a prestar cui-
dados de forma individualizada e de alta complexidade. 
b) As equipes médica e de enfermagem devem ser treinadas e habilitadas a prestar cuida-
dos de forma ordenada e de baixa complexidade.
c) As equipes médica e de enfermagem devem ser treinadas e habilitadas a prestar cuida-
dos intensivos e de média complexidade.
d) As equipes médica e de enfermagem devem ser treinadas e habilitadas a prestar cuida-
dos sem complexidade e de menor riscos.
e) As equipes médica e de enfermagem devem ser treinadas e habilitadas a prestar cuida-
dos visando ao lucro para a instituição hospitalar.
2. Os primeiros Centros Cirúrgicos (CC) surgiram na Antiguidade, com a finalidade de facilitar 
o trabalho da equipe médica. Somente na era moderna houve a centralização das salas de 
cirurgia e de áreas comuns do CC, como lavabos, vestiários e laboratórios.
Considerando os equipamentos básicos, analise as afirmativas a seguir: 
I - São fixos na parede acima da cabeceira de cada leito.
II - São fixos no leito do paciente, facilitando o uso deles.
III - Não são fixos e o acesso a eles se dá pela disponibilidade em uma maca próxima ao leito.
IV - Os equipamentos básicos só podem ser encontrados no almoxarifado. 
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
AUTOATIVIDADE
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3. O procedimento cirúrgico é, hoje, uma das modalidades terapêuticas mais utilizadas para 
o diagnóstico e o tratamento de inúmeras doenças. O ambiente do Centro Cirúrgico (CC) 
deve ter finalidades e objetivos claramente definidos dentro da estrutura hospitalar, a fim 
de gerar atendimento diferenciado, segurança e satisfação ao paciente atendido.
Considerando os aspectos organizacionais da SRPA, e com base nas informações apresen-
tadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I - Outro aspecto organizacional da SRPA que é importante e cada vez mais frequente 
na atualidade se tratada utilização de leitos de retaguarda para a Unidade de Terapia 
Intensiva (UTI).
PORQUE
II - Após o procedimento anestésico-cirúrgico, inicia-se um período considerado crítico 
para o paciente, que deve permanecer sob a observação e os cuidados constantes da 
equipe de enfermagem.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa
d) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são falsas.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
CARVALHO, R. de; BIANCHI, E. R. F. (org.). Enfermagem em centro cirúrgico e recuperação. 
2.ed. Barueri: Manole, 2016. 
SAMPAIO, M. de O. Enfermagem em centro cirúrgico. Londrina: Editora e Distribuidora Educa-
cional S.A., 2018.
SILVA, A. R. S. da et al. Manual de Normas e Rotinas da CME. [S. l.]: Empresa Brasileira de Serviços 
Hospitalares (EBSERH); Universidade Federal do Vale do São Francisco; Hospital Universitário 
do Vale do São Francisco, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-u-
niversitarios/regiao-nordeste/hu-univasf/acesso-a-informacao/normas/protocolos-institu-
cionais/ManualdeNormaseRotinasdaCME.pdf. Acesso em: 16 jan. 2024.
SOBECC. Práticas Recomendadas. 7. ed. São Paulo: SOBECC, 2017. 
TREVILATO, D. D. et al. Atividades do enfermeiro de centro cirúrgico no cenário brasileiro: sco-
ping review. Acta Paulista De Enfermagem, v. 36, 2023. 
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https://repositorio.usp.br/result.php?filter%5B%5D=author.person.name:%22Carvalho,%20Rachel%20de%22
https://repositorio.usp.br/result.php?filter%5B%5D=author.person.name:%22Bianchi,%20Estela%20Regina%20Ferraz%22
1. Opção A.
2. Opção A.
3. Opção A.
GABARITO
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MINHAS METAS
SRPA, ÉTICA E HUMANIZAÇÃO 
DO CUIDADO
Conhecer a SRPA e as escalas utilizadas.
Estudar a escala de Aldrete e Kroulik.
Compreender a importância da SAEP.
Explorar o papel do enfermeiro na SRPA.
Estudar a ética profissional.
Entender a importância da humanização do cuidado.
Compreender o papel do enfermeiro do Centro Cirúrgico (CC).
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 5
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INICIE SUA JORNADA
A partir do conhecimento, neste momento, adentraremos em uma nova etapa 
do saber. Assim, juntos, analisaremos a assistência de enfermagem no Centro 
Cirúrgico (CC). O que podemos entender desse tópico? Qual é a real necessidade 
e a importância de uma assistência de enfermagem no Centro Cirúrgico? Por que 
a implementação dessa assistência é tão importante dentro do setor hospitalar? 
Mediante análises e estudos, esperamos que você possa adquirir os requisitos 
necessários para verificar os tópicos que estudaremos. 
Olá, estudante! Esperamos que, nas próximas etapas, você possa adquirir todo o 
conhecimento específico sobre a assistência de enfermagem no Centro Cirúrgico 
(CC) e as respectivas características.
Apanhe o seu caderno e uma caneta ou qualquer dispositivo para a realização de 
anotações. Esteja preparado para o nosso podcast! O tema será escala de Aldrete 
e Kroulik. Sinta-se à vontade! Esperamos que, ao final, você possa ter adquirido os 
requisitos e as qualificações necessários. Recursos de mídia disponíveis no con-
teúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Explore as últimas descobertas na área de cuidados paliativos no artigo 
Humanização no Centro Cirúrgico: a percepção do Técnico de Enfermagem. 
Aprofunde-se nas questões atuais e nos desafios enfrentados no campo dos 
cuidados paliativos. Não perca a oportunidade de ampliar os seus conhecimentos 
nesse importante campo da saúde. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem .
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
DESENVOLVA SEU POTENCIAL 
SRPA E AS ESCALAS DO CUIDADO
A equipe da Sala de Recuperação Pós-Anestésica 
(SRPA) é composta por técnicos de enfermagem, 
enfermeiros, médicos anestesiologistas e outros pro-
fissionais de saúde treinados em cuidados pós-ope-
ratórios. Eles trabalham em conjunto para garantir a 
recuperação adequada e rápida dos pacientes.
Na SRPA, temos, como escala de avaliação, o Ín-
dice de Aldrete e Kroulik, que foi criado e validado 
em 1970. Em 1995, ele foi submetido a uma revisão 
pelos próprios autores. É utilizado, desde a criação, 
na avaliação e na evolução dos pacientes no período 
pós-anestésico pela análise da atividade muscular, 
da respiração, da circulação, da consciência e da 
saturação de oxigênio. 
A pontuação varia de 0 a 2 pontos para cada pa-
râmetro: zero (0) indica condições de maior gravida-
de; um (1) corresponde a um nível intermediário; e 
dois (2) representa as funções restabelecidas. Desde 
a criação, o Índice de Aldrete e Kroulik tem sido uti-
lizado nos Estados Unidos, no México, na Colômbia, 
no Panamá, na Argentina, no Brasil e na Espanha, 
além de ter sido implantado em muitos hospitais de 
outros países (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
De acordo com o Índice de Aldrete e Kroulik, a 
maioria dos pacientes em SRPA atinge a pontuação 
máxima na avaliação dos parâmetros clínicos após 
duas horas de permanência na unidade. Contudo, a 
temperatura não é incluída na avaliação proposta por 
Aldrete e Kroulik (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
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No dia a dia na SRPA, observa-se empiricamente que, mesmo o paciente tendo 
recebido alta com 10 de pontuação conferido pelo índice de Aldrete e Kroulik, é 
possível que a hipotermia ainda esteja presente e persista durante o transporte do 
paciente, podendo se agravar até a chegada dele na unidade de origem e aumentar 
a possibilidade de intercorrências decorrentes desse quadro. Sendo assim, ques-
tiona-se a relação entre a temperatura corporal do paciente e o indicativo de alta 
determinado pelo Índice de Aldrete e Kroulik (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
O paciente em pós-operatório imediato que se encontra em processo de 
regressão da anestesia pode apresentar algumas complicações que variam de 
intensidade. Elas podem se tornar graves quando não observadas e tratadas pre-
cocemente. As principais complicações que ocorrem no pós-operatório imediato 
e requerem atenção da equipe que assiste o paciente são:
SONOLÊNCIA:
complicação frequente no paciente cirúrgico, principalmente naqueles submetidos à 
anestesia geral. Assim, a avaliação do nível de consciência desses pacientes precisa 
ser verificada a partir de estímulos. Qualquer alteração observada deve ser comunica-
da imediatamente (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
SEDE:
complicação comum decorrente, em geral, da utilização de atropina durante a anes-
tesia, o que leva à diminuição das secreções e causa secura da mucosa oral. Como o 
paciente ainda não deve ingerir líquidos, pode-se utilizar uma compressa umedecida 
na região oral (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
DOR:
essa complicação deve ser rigorosamente observada, pois pode estar relacionada a ou-
tras intercorrências e complicações, principalmente quando o paciente está em uso de 
dispositivos, como drenos, sondas e cateteres. A dor, em geral, está localizada na região 
da incisão cirúrgica e deve evoluir para melhora de forma gradativa. A intensidade da 
dor também deve ser verificada continuamente (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
NÁUSEAS/VÔMITOS:
complicação mais comum. Ela ocorre devido à ação dos anestésicos, que causam a 
diminuição do peristaltismo, e aos resíduos contidos no trato gastrointestinal. Devem 
ser observados de forma rigorosa, com o intuito de evitar a aspiração, que pode levar a 
uma complicação respiratória grave.
RETENÇÃO URINÁRIA:
complicação comum em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos pélvicos, 
abdominais e ortopédicos em membros superiores. É decorrente, em geral, da raquia-
nestesia. Ocorre a incompetência de eliminar a urina. A bexiga, então, fica cheia, po-
dendocausar dor e desconforto. Ela deve ser detectada precocemente e, nesse caso, 
será necessário realizar cateterismo vesical de alívio (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
DISTENSÃO ABDOMINAL: 
no pós-operatório imediato, pode ocorrer um aumento do volume do trato gastroin-
testinal, devido ao acúmulo de gases e fezes (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
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ÉTICA PROFISSIONAL
Para ser um bom profissional, é necessário, além de ter os conhecimentos ne-
cessários, as habilidades técnicas e a experiência, trabalhar com base na ética. 
Independentemente da sua área, há posturas que precisam ser seguidas.
A ética compreende a experiência da “morada humana”, que não significa 
um determinado espaço físico, mas uma teia de relações interpessoais ou in-
terprofissionais de onde emergem as relações entre os moradores e os vizinhos. 
Essas relações acontecem segundo critérios de valores, crenças e visões de mundo 
que se fundam em princípios ou fundamentos, para que a convivência humana 
aconteça da forma mais harmoniosa possível (COFEN, 2017).
COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS:
podem ser consideradas as complicações mais graves no pós-operatório imediato e, 
portanto, requerem mais atenção, pois, quando não detectadas precocemente e trata-
das, podem acarretar em danos permanentes e óbito. A hipóxia é uma delas: ela acon-
tece quando há baixa oxigenação circulante do cérebro e pode ocorrer com a queda 
da língua decorrente do efeito anestésico. Outras complicações respiratórias incluem 
o broncoespasmo, que pode ocorrer durante o ato anestésico ou por obstrução das 
vias aéreas provocada pelo tubo endotraqueal ou presença de secreção brônquica e 
edemas de vias aéreas (glote) (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
COMPLICAÇÕES CARDIOVASCULARES:
também podem ocorrer alterações e obstruções em veias e artérias de membros 
superiores, geralmente, em pós-operatório de procedimentos cirúrgicos pélvicos, or-
topédicos, abdominais e cirurgias vasculares. Outra complicação importante que deve 
ser observada é a hemorragia, que se trata do extravasamento de sangue através de 
uma veia ou artéria. A hemorragia pode levar a complicações mais graves, como o 
hematoma, que acontece quando o extravasamento de sangue é local e permanece 
acumulado, causando obstruções e prejuízo na irrigação de órgãos e tecidos. Além 
dessas complicações, pode ocorrer o choque, complicação mais grave e que constitui 
uma situação de emergência decorrente da falta ou do fornecimento insuficiente de 
sangue ou oxigênio aos tecidos (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
No caso da ética na enfermagem, estamos falando de princípios que de-
vem nortear a prática profissional, a relação com outros profissionais de saúde 
e instituições e, ainda, o atendimento a pacientes e familiares (COFEN, 2017).
Há várias teorias éticas e modelos de análise teórica que podem orientar a 
nossa forma de ser e agir profissionalmente. Mesmo levando em consideração 
que referências filosóficas e teóricas nos ajudam a pensar criticamente, é sempre 
bom ter em mente que a aplicação rotineira de métodos nunca é um substituto 
satisfatório para a inteligência crítica (COFEN, 2017).
Edgar Morin explica, em estudos sobre a ética, que esse imperativo se origina 
em uma fonte interior ao indivíduo, que o sente no espírito como a injunção de 
um dever. Ao mesmo tempo, provém de uma fonte externa, como a cultura, as 
crenças, as normas de uma comunidade. Cada um vive para si e para o outro em 
uma relação dialógica ao mesmo tempo, de forma complementar e antagônica. 
Portanto, ser sujeito é associar egoísmo e altruísmo. O autor assinala que é impor-
tante reconhecer, nessa visão, o aspecto vital do egocentrismo e a potencialidade 
fundamental do desenvolvimento do altruísmo.
É preciso reconhecer nesse contexto que o olhar 
sobre a ética deve levar em consideração o fato de 
que a exigência dela é vivida subjetivamente. O 
universalismo ético tem um componente racional e 
um componente místico justificado pela herança da 
ascendência religiosa que marcou o pensamento ético no decorrer dos tempos. A 
ética não propõe a soberania da razão. Ela é frágil. Permanece incerta e inacabada; 
nunca está pronta e deve incessantemente regenerar-se (COFEN, 2017).
Pensar nos dilemas éticos do trabalho da enfermagem significa enfrentar 
situações embaraçosas, qualquer que seja o campo de atuação profissional. A 
verdade é que o dilema nos coloca diante da dificuldade de escolher a solução 
ideal diante de um raciocínio que parte de premissas contraditórias e mutua-
mente excludentes em relação a uma determinada situação, ambas ingratas ou 
contrárias ao nosso sentir. 
Nesse contexto, surge a importância de construirmos uma cultura ética no co-
tidiano do exercício profissional para não nos perdermos pelo viés do utilitarismo. 
Nesse viés, decidem aqueles que têm o poder de decisão, isto é, autonomia sobre os 
outros que vivem à margem, que terminam por serem penalizados. Na sociedade 
A ética não propõe a 
soberania da razão. 
Ela é frágil 
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em que vivemos, na qual há uma profunda desigualdade social, cresce e se fortalece 
um cenário desumano do descuido e do abandono. Assim, a ética do cuidar assume 
uma importância cada vez maior diante das fragilidades da vida (COFEN, 2017).
No exercício cotidiano dos profissionais de saúde, são inúmeras as arbitrarie-
dades registradas a cada novo dia, mesmo em se tratando de instituições que se 
destinam ao ensino e à pesquisa, ao campo de aprendizagem, portanto, a estudantes 
de diferentes cursos. Em decorrência disso, emerge a importância de haver uma 
parceria entre o ensino e o serviço dentro de um pacto ético envolvendo docentes 
e profissionais de saúde, com vistas a melhor direcionar e informar a ação discente 
no processo de aprendizagem. Essa experiência é marcante, podendo se tornar edi-
ficante quando o fazer técnico e o comportamento ético se misturam e constituem 
uma unidade, ou seja, são entendidos como ações inseparáveis (COFEN, 2017).
Na enfermagem, o cuidar representa a essência, embora outros profissio-
nais igualmente cuidem. No entanto, é importante refletir sobre o sentido que 
conferimos à nossa atividade laboral. Sabemos que o trabalho não é um fim em 
si mesmo, e sim a vida, assim como nos lembra Comte-Sponville. Entretanto, 
como um meio, isto é, como uma necessidade de realização do ser humano, dá 
sentido às vidas de quem cuida e do ser cuidado. Portanto, são fundamentais a 
consciência e o envolvimento de quem o executa. É preciso buscar a interação 
entre o cuidador e aquele que recebe o cuidado (COFEN, 2017).
HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO NO CENTRO CIRÚRGICO
Humanização e cuidado são inseparáveis. Entende-se por humano a natureza hu-
mana bondosa e humanitária, que tem o mesmo sentido de humanidade, no qual 
se inclui benevolência, clemência e compaixão. Humanizar é a prática do humano. 
Visto que somos humanos, o que realizamos é humano, sendo, portanto, próprio 
ao ser humano visar ao bem-estar da humanidade tanto individual como coletiva-
mente. Esse é o verdadeiro sentido de humanizar (GUIMARÃES; MAGNI, 2020).
 A humanização do cuidado foi interpretada como um processo que objetiva 
melhorar o atendimento ao cliente, proporcionando-lhe bem-estar e acolhimen-
to, e que envolve a interação entre equipe e paciente. O acolhimento é traduzido 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
como o ato de dar proteção e guarida. Envolve ética, atendimento igualitário e in-
dividualizado, responsabilização, cuidado e apoio ao paciente. Dentre as medidas 
de humanização adotadas, destacaram-se a atenção ao paciente nos momentos 
de admissão e o preenchimento da checklist de cirurgia segura. Esse grupo de 
profissionais considera importante a assistência humanizada, porém, na prática 
profissional, encontra dificuldades na efetiva implementação, devido à demanda 
de trabalho, em especial, o burocrático (GUIMARÃES; MAGNI, 2020).
O profissional da enfermagem possui um papel importante na equipede cui-
dados à saúde durante todo o ciclo de vida e envolve ações técnicas e humanitárias. 
Dessa forma, na formação dos profissionais de saúde nos cuidados de fim de vida, 
o enfoque do preparo deve ir além da técnica (GUIMARÃES; MAGNI, 2020).
O cuidado integral no processo saúde-doença precisa ser ofertado de acordo 
com as necessidades individuais, focando no acolhimento e na clínica ampliada 
mediante um olhar holístico, sempre colocando o paciente como o protagonista 
e respeitando a autonomia dele. Essa forma de entender o processo saúde-doença 
vem sofrendo mudanças com o tempo, tendo em vista a necessidade de se olhar 
a multidimensionalidade envolvida nesse processo, e não apenas a patologia. 
Contudo, ainda se observa a dificuldade encontrada pelos profissionais de saúde 
em estabelecer relações para além da técnica (GUIMARÃES; MAGNI, 2020).
A assistência humanizada para as pessoas com doenças ameaçadoras da vida 
visa proporcionar conforto e prevenção de agravos e oferecer apoio emocional 
e social ao paciente e aos familiares, já que, nesse momento da finitude, surge a 
necessidade de receber apoio da equipe de saúde e apoio espiritual para auxiliar 
no enfrentamento desse processo e na busca de significados para o adoecimento 
(GUIMARÃES; MAGNI, 2020).
As comunicações verbal e não verbal, se prestadas de forma adequada, 
favorecem a promoção do cuidado efetivo e o alívio dos sintomas emocionais, 
como medos e inseguranças, que acompanham a fase do adoecimento (GUI-
MARÃES; MAGNI, 2020).
Cuidado é precaver o outro, aplicar o pensamento e algo a alguém. Envolve 
refletir, tratar, considerar e atender a nós e ao outro na saúde, na aparência e/ou na 
apresentação. Portanto, é inquietar-se por algo ou alguém. Se morrer o cuidado, 
morre, também, o ser (GUIMARÃES; MAGNI, 2020).
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A assistência humanizada na saúde é um 
direito de qualquer pessoa e é um dever de todo 
profissional, principalmente da equipe de en-
fermagem, a qual assiste o paciente diariamente 
e passa a maior jornada de trabalho junto a ele. 
Assim, a assistência de enfermagem e de todos 
os profissionais da área de saúde deve ser hu-
manizada (GUIMARÃES; MAGNI, 2020).
Na assistência, a humanização é vista como 
uma forma de incorporar o amor nas relações 
profissionais e interpessoais. É deixar de lado 
todos os tipos de ressentimentos, fortalecendo 
a capacidade de se colocar no lugar do outro, 
passando, assim, a realizar os cuidados ao pa-
ciente com todo respeito e dignidade (GUI-
MARÃES; MAGNI, 2020).
A humanização na assistência deve estar 
voltada não apenas para as ciências biológicas, 
mas também para a compreensão e o desenvol-
vimento de valores das ciências humanas. Isso 
direciona o profissional de saúde para que “olhe” 
a pessoa, e não apenas um organismo doente, 
procurando as causas desse adoecimento. 
O ensino e o conhecimento das ciências 
humanas ajudam a incorporar atitudes éticas 
e humanizadas no atendimento, as quais estão 
diretamente ligadas ao ato de cuidar, ou seja, 
à prática da enfermagem. Entretanto, muitos 
profissionais encontram situações complicadas 
no dia a dia devido a diversos fatores, como 
baixos salários, desvalorização da profissão pe-
los outros profissionais e sobrecarga das ativi-
dades, que acabam influenciando na qualidade 
da assistência (GUIMARÃES; MAGNI, 2020).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
NOVOS DESAFIOS
O enfermeiro deve estar preparado para todo tipo de cenário no âmbito hospi-
talar. Todavia, deve sempre se lembrar de prestar uma assistência com qualidade 
e de forma humanizada.
A enfermagem é uma profissão que surgiu com o passar do tempo e tem uma 
relação com a história da civilização. A enfermagem adquiriu um papel prepon-
derante por ser uma profissão que procura promover o bem-estar do ser humano, 
considerando a liberdade, a unicidade e a dignidade dele, atuando na promoção 
da saúde, na prevenção de enfermidades, no transcurso de doenças e agravos, nas 
incapacidades e no processo de morrer. O enfermeiro também possui os papéis 
de líder da equipe técnica e mediador de conflitos, visando sempre à excelência 
na qualidade do trabalho ofertado.
Na Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) para 
aplicação nas unidades, todas as fases do período perioperatório são supervisio-
nadas pelos enfermeiros. Além do mais, os pacientes são assistidos com um pla-
nejamento de assistência individualizado e direcionado às próprias necessidades. 
No entanto, considere que foi observado pelos enfermeiros de uma unidade de 
Centro Cirúrgico que vêm ocorrendo alguns eventos adversos e falhas na assis-
tência no pós-operatório imediato. 
Esses eventos estão gerando intercorrências na Sala de Recuperação Pós-
-Anestésica (SRPA) decorrentes da transmissão de informações inadequadas e 
incompletas entre o circulante de sala e o profissional que atua na SRPA. Além 
disso, o anestesista responsável pelo ato anestésico e acompanhamento no in-
traoperatório comumente não está presente no momento de transferência do 
paciente da sala cirúrgica para a SRPA. Dessa forma, como os enfermeiros devem 
agir? Como tornar a comunicação mais efetiva entre os profissionais e reduzir o 
impacto dessa falta na assistência? 
Confira a aula referente a este tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem .
EM FOCO
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Os enfermeiros que atuam diretamente na assistência deverão acompanhar 
a troca de informações entre os profissionais e fazer uma abordagem acerca da 
importância da comunicação efetiva para minimizar falhas e eventos adversos. 
Também é pertinente a realização de um treinamento sobre complicações e in-
tercorrências do pós-operatório imediato, incluindo a importância da detecção 
precoce delas e do tratamento imediato (SAMPAIO, 2018).
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1. A SAEP é uma valiosa ferramenta para que o paciente seja assistido de forma integral, 
contínua, segura e humanizada pela enfermagem. Trata-se de um instrumento metodoló-
gico que sistematiza a prática e proporciona percepção, interpretação e antecipação das 
respostas individuais às alterações de saúde.
Antes de adentrar na SRPA, o paciente se recupera em um determinado período, que é:
a) Período Pós-Operatório Imediato (POI).
b) Período Pós-Operatório Mediato (POM).
c) Período trans-operatório (PTO)
d) O paciente se recupera na sala de recepção do CC.
e) O paciente se recupera dentro do quarto.
2. A SAEP é fundamental para uma assistência de qualidade. Entretanto, não é um processo 
fácil para o enfermeiro e a equipe, requerendo que os profissionais tenham iniciativa e 
proatividade para superar os obstáculos evidenciados no Centro Cirúrgico. 
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta 
entre elas:
I - O Processo de Enfermagem (PE) é descrito como um método sistemático de prestação 
de cuidados humanizados.
PORQUE
II - Enfoca na obtenção de resultados para restaurar, manter e promover a saúde por meio 
de uma abordagem de solução de problemas. 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são falsas.
AUTOATIVIDADE
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1
3. A utilização da SAEP auxiliará o paciente e a família a compreender e a se preparar para 
o tratamento anestésico-cirúrgico. Ela prevê e controla os recursos materiais e humanos, 
reduzindo ao máximo os riscos inerentes aos ambientes do Centro Cirúrgico e da sala de 
recuperação pós-operatória.
Considerando as cinco fases encontradas no processo de enfermagem, analise as afirma-
tivas a seguir: 
I - Coleta de dados.
II - Diagnóstico de enfermagem.
III - Planejamento da assistência.
IV - Implementação da negociação.É correto o que se afirma em:
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) II, III e IV, apenas.
AUTOATIVIDADE
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1
REFERÊNCIAS
COFEN. Resolução COFEN nº 564/2017. Aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de 
Enfermagem. [S. l.]: COFEN, [2017]. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-
-no-5642017/. Acesso em: 18 jan. 2024.
GUIMARÃES, T. B.; MAGNI, C. Reflexões sobre a humanização do cuidado na presença de uma 
doença ameaçadora da vida. Mudanças, São Paulo, v. 28, n. 1, p. 43-48, jun. 2020. 
RIBEIRO, E.; FERRAZ, K. M. C.; DURAN, E. C. M. Atitudes dos enfermeiros de centro cirúrgico dian-
te da sistematização da assistência de enfermagem perioperatória. Revista SOBECC, São Paulo, 
v. 22, n. 4, p. 201-207, out./dez. 2017.
SAMPAIO, M. de O. Enfermagem em centro cirúrgico. Londrina: Editora e Distribuidora Educa-
cional S.A., 2018.
SOBECC. Práticas Recomendadas. 7. ed. São Paulo: SOBECC, 2017. 
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1
1. Opção A.
2. Opção A.
3. Opção D.
GABARITO
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MINHAS METAS
SISTEMATIZAÇÃO DA 
ASSISTÊNCIA EM ENFERMAGEM 
E COMPLICAÇÕES NO PÓS-
OPERATÓRIO IMEDIATO
Entender os aspectos da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE).
Conhecer a forma correta de prescrever a SAE.
Saber prescrever a SAE de forma correta.
Avaliar a efetividade da SAE frente ao paciente.
Entender a importância da SAE na assistência em enfermagem.
Refletir sobre as complicações do Pós-Operatório Imediato (POI).
Conhecer os cuidados de enfermagem necessários no POI.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 6
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INICIE SUA JORNADA
Estudante, neste tema, você conhecerá a assistência a ser prestada no período 
pós-operatório como enfermeiro presente na unidade de Centro Cirúrgico (CC) 
responsável pela realização da Sistematização da Assistência de Enfermagem 
(SAE). A SAE garante que os procedimentos sejam realizados de forma padro-
nizada, seguindo metodologias já testadas.
A SAE ocorre desde Florence Nightingale, considerada a precursora da en-
fermagem, quando, ao participar como voluntária na Guerra da Crimeia com 
outras 38 mulheres, em 1854, teria conseguido reduzir a mortalidade local de 
40% para 2%. Nightingale sempre defendeu que as enfermeiras deveriam estar 
submetidas a uma forte organização disciplinar.
Você também reconhecerá a importância da atuação do enfermeiro junto 
à equipe na execução das atividades relacionadas à assistência a ser prestada, à 
admissão do paciente em recuperação pós-anestésica e aos cuidados com drenos, 
sondas e cateteres. Não só, mas também conhecerá a importância da observa-
ção contínua e da detecção precoce das possíveis intercorrências para realizar 
a intervenção de forma efetiva e adequada, evitando complicações potenciais.
Explore os detalhes fascinantes da Sistematização da Assistência de Enfermagem 
(SAE) em nosso podcast dedicado a esse tema essencial. Não perca a oportuni-
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prática da enfermagem. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do 
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VAMOS RECORDAR?
Descubra a abordagem inovadora da Sistematização da Assistência de Enfermagem 
(SAE) e o papel dela como um cuidado interativo, complementar e multiprofissional 
no artigo Sistematização da Assistência de Enfermagem: vislumbrando um cuidado 
interativo, complementar e multiprofissional. Não perca a chance de enriquecer a 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
DESENVOLVA SEU POTENCIAL 
SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA EM ENFERMAGEM (SAE)
O processo de enfermagem é um método utilizado para implantar, na prática profis-
sional, uma teoria de Enfermagem. Após a escolha da teoria de Enfermagem, torna-se 
necessária a utilização de um método científico para que os conceitos da teoria sejam 
aplicados. A teoria deve ser fundamentada e escolhida de acordo com as condições 
do cliente, da instituição ou do profissional que a utilizará (BARRETO et al., 2020).
No Brasil, Wanda de Aguiar Horta foi a primeira teórica a apresentar estudos 
sobre o tema. Horta propôs a sistematização das ações de enfermagem por inter-
médio da aplicação do processo de enfermagem, o que contribuiu para o registro 
e a documentação de ocorrências e procedimentos realizados por integrantes da 
equipe de enfermagem para a análise e a organização do cuidado prestado e para 
o reconhecimento social da profissão (BARRETO et al., 2020).
O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) considera que a implantação da 
Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) contribui efetivamente para 
a melhoria da qualidade e deve ser aplicada em todos os clientes, com prioridade 
àqueles críticos. Deve ser utilizada por toda a instituição de saúde como atividade 
privativa do enfermeiro e em todos os setores hospitalares (BARRETO et al., 2020).
Existem, atualmente, diferentes maneiras de sistematizar a assistência de en-
fermagem. Dentre elas, pode-se mencionar os planos de cuidados, os protocolos, 
a padronização de procedimentos e o processo de enfermagem, visto que a SAE 
direciona a atuação do enfermeiro no exercício das atividades profissionais e faci-
lita o desenvolvimento da assistência ao paciente. Nesse contexto, a implantação 
de um método para sistematizar a assistência de enfermagem deve ter como pre-
missa um processo individualizado, holístico, planejado, contínuo, documentado 
e avaliado (BARRETO et al., 2020).
A SAE é um valioso instrumento para a assistência do paciente de forma 
integralizada, contínua, segura e humanizada pela enfermagem. Ela é composta 
por cinco fases: visita pré-operatória de enfermagem, planejamento, implemen-
tação, avaliação e reformulação da assistência a ser planejada. Nessa linha de 
pensamento, a SAE atua com o objetivo de conduzir e organizar o trabalho da 
equipe de enfermagem conforme os recursos humanos, os instrumentos e os 
métodos, facilitando o trabalho do enfermeiro. 
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Ainda, a SAE tem a própria definição calcada no planejamento e na ordena-
ção da execução das atividades com enfoque coletivo e individual e de caráter 
privativo do enfermeiro. Nesse sentido, o processo de enfermagem se constitui 
como uma ação revestida de significados possível de ser utilizada pelos enfer-
meiros como metodologia para a prestação de cuidados. Entretanto, apresenta 
desafios para a respectiva implementação. A enfermagem faz uso da sistematiza-
ção da assistência de enfermagem como um modelo de processo de trabalho que 
possibilita sistematizar a assistência e direcionar o cuidado, contribuindo para a 
segurança do usuário e dos profissionais no sistema de saúde, especialmente, no 
Centro Cirúrgico (CC) (BARRETO et al., 2020).
No hospital, o Centro Cirúrgico (CC) é o local onde acontece grande parte 
dos eventos adversos à saúde dos pacientes. A causa desses eventos é multifatorial 
e atribuída à complexidade dos procedimentos, à interação das equipes 
interdisciplinares e ao trabalho sob pressão, pois, apesar de as intervenções 
cirúrgicas integrarem a assistência à saúde, contribuindo para a prevenção de 
agravos à integridade física e à perda de vidas, elas estão associadas considera-
velmente aos riscos de complicações (BARRETO et al., 2020).
A participação do enfermeiro no Centro Cirúrgico (CC) tem merecido 
atenção por envolver especificidades e articulações indispensáveis à gerência do 
cuidado a pacientes com necessidades complexas, as quais requerem conheci-
mento científico, manejo tecnológico e humanização extensiva a familiares em 
decorrência do impacto que o risco cirúrgico propicia (BARRETO et al., 2020).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
A checklist de cirurgias seguras foi desenvolvida pela Organização Mundial 
da Saúde (OMS) e também é chamada de lista de verificação. Ela tem a finalidade 
de auxiliar as equipes operatórias na reduçãoda ocorrência de erros e possíveis 
danos ao cliente, visando reforçar a segurança operatória com práticas corretas, 
promovendo uma melhor comunicação e trabalho em equipe. 
Como prática baseada em evidências, a checklist encontra-se dividida em três 
momentos: antes da indução anestésica, antes do início da incisão cirúrgica e antes 
de o paciente deixar a sala operatória, devendo ser coordenada por um elemento 
da equipe que atua na unidade de Centro Cirúrgico, que é composta por cirur-
giões, anestesiologistas, enfermeiros, técnicos e demais profissionais envolvidos. 
Diante disso, é importante que essa equipe trabalhe interdisciplinarmente, 
uma vez que todos são os responsáveis pela segurança do cliente, cada qual no 
desempenho da própria função, garantindo o sucesso do procedimento cirúrgico 
(SAMPAIO, 2018; SILVA et al., 2020).
Assim, ocorre a integração e a interação entre a equipe usando a checagem 
como um meio de comunicação interpessoal, o que facilita a assistência ao pa-
ciente. O relacionamento interpessoal é o segundo item de estresse apontado 
pelos profissionais do Centro Cirúrgico, atrás somente da sobrecarga de trabalho. 
Logo, a utilização da checklist visa diminuir o atrito provocado por situações 
inesperadas. Além disso, a apresentação dos membros da equipe antes do proce-
dimento melhora a segurança do paciente (SAMPAIO, 2018; SILVA et al., 2020).
COMPLICAÇÕES NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO
Após um procedimento anestésico-cirúrgico, o paciente precisa de um tempo de 
recuperação. O manejo dele inclui atividades de monitorização e tratamento, com 
atenção especial às condições hemodinâmicas e ventilatórias. Sendo assim, os centros 
cirúrgicos têm a chamada Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA). Todos os pa-
cientes no pós-operatório imediato vão para essa sala e permanecem em observação 
e acompanhamento do médico anestesiologista responsável até que a consciência 
seja recuperada e os sinais vitais estejam estabilizados. Durante esse período, são 
analisados e monitorados o estado de consciência, a intensidade da dor, a respiração 
e a circulação desde a admissão até a alta (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
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O paciente deve ser encaminhado à SRPA pelo cir-
culante de sala e pelo anestesista responsável pelo ato 
anestésico, que devem transmitir as informações e as 
intercorrências do transoperatório ao profissional que 
atua na SRPA, o qual faz a admissão do paciente e auxi-
lia no posicionamento dele de forma confortável, pro-
movendo aquecimento, realizando a monitorização e 
verificando a permeabilidade de acessos venosos, dre-
nos, sondas e outros cateteres, mantendo-os abertos 
ou fechados, de acordo com a orientação do cirurgião. 
A partir disso, inicia-se a assistência pós-operatória 
imediata (SAMPAIO, 2018; SOBECC, 2017).
Os cuidados de enfermagem ao paciente no Pós-
-Operatório Imediato (POI) têm início com a avalia-
ção do nível de consciência. Além disso, são avaliados 
os sinais, os quais são comparados com os resultados 
apresentados no pré-operatório. Em seguida, deve ser 
avaliado o padrão respiratório, em que se observa a 
expansibilidade do tórax, além da profundidade res-
piratória. Utiliza-se, também, a oximetria de pulso 
para a verificação da saturação de oxigênio que o 
paciente apresenta. Da mesma forma, deve-se avaliar 
a frequência cardíaca e o ritmo do pulso utilizando 
o cardioscópio. 
É necessário que as unidades de SRPA disponham 
de monitores multiparamétricos para a avaliação 
contínua da evolução do paciente até a estabilidade 
dos sinais vitais. Dando continuidade à admissão do 
paciente e à assistência pós-operatória, deve-se veri-
ficar a temperatura axilar, a presença de dor e os esta-
dos psicológico e emocional. Outra função que deve 
ser avaliada no momento de admissão do paciente é a 
mobilidade dos membros inferiores, principalmente 
em pacientes submetidos à bloqueio espinhal ou pe-
ridural (SAMPAIO, 2018).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
Quando o paciente está estável e bem adaptado psicologicamente, com os 
sistemas orgânicos funcionando perfeitamente de acordo as necessidades fisio-
lógicas do organismo e com balanço hidreletrolítico, nutrição e balanço ácido-
básico normais, comumente, ele tolera muito bem uma intervenção cirúrgica. 
Porém, todos os pacientes que são submetidos à uma cirurgia possuem risco 
de complicações pós-operatórias, principalmente aqueles previamente debili-
tados. Os componentes fisiológicos e metabólicos que garantem a homeostasia 
do organismo sofrem modificações circunstanciais associadas a procedimentos 
cirúrgicos. Essas alterações podem variar de acordo com o biotipo do paciente 
e com o tipo de cirurgia. Além disso, em situações de trauma, são consideradas 
a gravidade e a extensão das lesões (SAMPAIO, 2018).
É de fundamental importância o conhecimento do processo anestésico para 
o profissional enfermeiro que atua em Centro Cirúrgico e recuperação pós-anes-
tésica, pois o paciente, ao ser submetido a um procedimento cirúrgico, também é 
submetido a um procedimento anestésico, ou seja, o processo que denominamos 
“ato anestésico-cirúrgico”. Assim, em todas as fases do período perioperatório, 
são avaliadas as condições clínicas do paciente cirúrgico não somente para a 
realização da cirurgia, mas também para a realização da anestesia. Na fase pré-
-operatória, são realizados, além do exame físico, os procedimentos diagnósticos 
de imagem e os exames laboratoriais para a verificação das condições que podem 
causar intercorrências ao ato anestésico-cirúrgico (SAMPAIO, 2018).
Em alguns países, a especialidade de enfermagem em anestesia é reconhecida. 
Entretanto, o profissional enfermeiro presta auxílio ao anestesiologista na execu-
ção da indução anestésica e no preparo dos medicamentos e dos equipamentos, 
tendo participação mínima na avaliação do paciente e no desenvolvimento do 
plano anestésico devido aos órgãos governamentais e às sociedades médicas, que 
demonstram preocupação na valorização de outros profissionais não médicos, 
associada à má qualidade da assistência oferecida nos serviços de saúde. 
No Brasil, a prática da enfermagem em anestesia é muito reduzida: assim, a 
equipe de enfermagem atua somente como auxiliar. Isso prejudica a produção de 
trabalhos experimentais sobre o tema. Logo, podemos compreender que o en-
fermeiro poderia atuar diretamente com o anestesiologista, pautando-se no co-
nhecimento científico para uma assistência segura, eficiente e de qualidade, o que 
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definiria o papel do enfermeiro frente ao procedimento anestésico por meio de 
protocolos e orientação do plano de assistência. Isso permitiria determinar, além de 
outras ações, a importância desse profissional na sala operatória (SAMPAIO, 2018).
Qualquer tipo de cirurgia causa uma significativa lesão tecidual e inflamação. 
Essa resposta inflamatória natural é ocasionada por uma cascata de citocinas, 
as quais são liberadas por macrófagos e por células endoteliais, que, uma vez na 
corrente sanguínea, agem no hipotálamo, elevando a produção de prostaglan-
dina, que aumenta a temperatura média de termorregulação (SAMPAIO, 2018).
O tipo de cirurgia, a presença de infecção sintomática ou subclínica, o uso 
de drogas, hemoderivados e dispositivos invasivos e as evidências de síndromes 
inflamatórias ou infecciosas são características que podem auxiliar na diferen-
ciação de um evento febril fisiológico de uma condição patológica. Além disso, o 
tempo de aparecimento direciona o diagnóstico, porque a provável etiologia está 
relacionada ao número de dias decorridos desde a operação (SAMPAIO, 2018).
A principal causa da febre nas primeiras 72 horas é a atelectasia pulmonar, estan-
do relacionada à anestesia geral e às cirurgias abdominais altas. Atualmente, avalia-se 
a atelectasia como um evento que ocorre concomitantemente à febre. Depois de 72 
horas e, em especial, do 5º ao 8º dia de pós-operatório, alerta-se para a possibilidade 
de eventos mais graves, geralmente,A leitura desse artigo proporcionará insights valiosos sobre 
o papel do enfermeiro nesse ambiente crucial da assistência à saúde. Acesse-o 
agora para enriquecer a sua compreensão sobre o assunto. Recursos de mídia 
disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
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O centro cirúrgico tem como objetivos prestar assistência de forma integral 
aos pacientes submetidos aos atos operatórios e favorecer a prática de ensino e 
o desenvolvimento de pesquisas (SAMPAIO, 2018).
O CC é constituído por um conjunto de áreas e instalações que permitem 
efetuar a cirurgia nas melhores condições de segurança para o paciente e pro-
porcionem conforto para a equipe que o assiste. É uma área crítica, considerada 
um ambiente com potencial risco de infecção hospitalar e na qual são realizados 
procedimentos de risco (SAMPAIO, 2018).
A unidade de CC, além do alto nível de complexidade, agrega fatores cau-
sadores de estresse no trabalho, principalmente nas inter-relações setoriais e 
profissionais. Além disso, há que se lembrar que o centro cirúrgico expõe os 
funcionários do serviço, usuários e pacientes a uma infinidade de fatores que 
aumentam a probabilidade de riscos à saúde, como os gases inalatórios residuais 
liberados no ambiente (SAMPAIO, 2018).
PROFISSIONAIS QUE ATUAM NESTE SETOR 
As especificidades das atividades desenvolvidas no centro cirúrgico exigem uma 
equipe capacitada, qualificada e que, principalmente, tenha consciência da im-
portância do trabalho em equipe para alcançar os resultados e prestar uma assis-
tência de qualidade e segura ao paciente. Em relação à organização e à gestão do 
centro cirúrgico, o desenvolvimento do trabalho em equipe é fundamental. Cada 
profissional que atua no setor deve ser habilitado para as atividades que desempe-
nha, de acordo com as responsabilidades e as funções definidas (SOBECC, 2017).
As principais equipes que atuam no centro cirúrgico são: 
 ■ Equipe cirúrgica: composta por médico cirurgião, médico assistente e 
instrumentador cirúrgico.
 ■ Equipe de anestesiologia: composta pelo médico anestesista e auxiliar 
de anestesia.
 ■ Equipe de enfermagem: composta pelo enfermeiro coordenador da 
unidade, enfermeiro assistencial e técnico de enfermagem. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Além dessas equipes, podemos citar a equipe administrativa, composta por 
escriturário, secretária, recepcionista, e a equipe de limpeza. Também são co-
muns, em alguns centros cirúrgicos, outros profissionais, como perfusionista, 
técnico em raios X, técnico de laboratório e outros que possam estar presentes 
na unidade para a realização de alguma atividade específica (SOBECC, 2017).
A equipe cirúrgica é composta, na prática, por cirurgiões, auxiliares ou assistentes 
e instrumentadores. Entretanto, os papéis do anestesista, do enfermeiro assistencial e 
dos circulantes são indispensáveis na dinâmica cirúrgica (SAMPAIO, 2018).
O cirurgião é o responsável integral pelo ato operatório. Ele deve manter 
o controle, a ordem e a harmonia na cirurgia, além da notificação dos procedi-
mentos realizados durante a cirurgia (SAMPAIO, 2018).
O enfermeiro assistencial é o responsável pelos procedimentos técnicos 
mais complexos, como a realização de cateterismos e outros procedimentos que 
são da competência dele. É prevista a presença de, pelo menos, um enfermeiro 
assistencial para cada quatro salas operatórias (SAMPAIO, 2018).
O trabalho da enfermagem compreende quatro processos: cuidar/assistir, 
administrar/gerenciar, ensinar/educar e investigar/pesquisar. Para o processo ad-
ministrar/gerenciar, ênfase deste tema, o trabalho do enfermeiro de CC abrange 
as seguintes ações: orientar e dirigir a equipe nas atividades assistenciais, buro-
cráticas e tecnológicas (SAMPAIO, 2018).
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ESTRUTURA FÍSICA DO CENTRO CIRÚRGICO 
Para acessar as dependências do centro cirúrgico, é necessária a utilização de 
roupa privativa, a qual deve ser usada somente nas dependências da unidade de 
cirurgia, e calçados fechados, sendo vedada a utilização deles nas demais depen-
dências do hospital, assim como o uso de adornos, lentes de contato e acessó-
rios durante qualquer procedimento cirúrgico e pelas dependências do centro 
cirúrgico (SAMPAIO, 2018). A entrada do pessoal técnico não lotado no setor 
na sala de cirurgia apenas será permitida com autorização prévia do cirurgião e 
do enfermeiro responsável pelo setor (SAMPAIO, 2018).
Para que essa estrutura funcione adequadamente e atinja as metas a que se 
propõe, é vital a integração com as unidades que atuam como serviços de apoio 
ou de suporte à unidade de CC. Entre esses serviços, destacam-se: banco de 
sangue, laboratório, serviço de anatomia patológica, radiologia, farmácia, supri-
mentos/almoxarifado, transporte, fornecedores e engenharia/manutenção. Além 
disso, são inclusos os serviços terceirizados, como esterilização por métodos 
específicos, limpeza e lavanderia (SAMPAIO, 2018).
O centro cirúrgico é dividido em áreas específicas por ser um local crítico, 
com maior risco de transmissão de infecções em virtude dos procedimentos ali 
realizados. As técnicas assépticas padronizadas têm o objetivo de proporcionar maior 
controle do ambiente operatório, diminuindo os riscos de contaminação do paciente. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
As áreas irrestritas ou não restritas são aquelas cuja circulação de pessoas 
é livre, de modo que não exigem cuidados especiais, nem o uso de uniforme 
privativo. São exemplos: elevadores, corredores externos que levam ao centro 
cirúrgico, vestiários e local de transferência de macas. As áreas semirrestritas 
permitem a circulação de pessoal e de equipamentos, de modo que não interfira 
no controle e na manutenção da assepsia cirúrgica. Nesses locais, é necessário 
o uso de uniforme privativo e de propés ou calçados adequados. São exemplos: 
secretária, copa e salas de conforto e de guarda de equipamentos. 
As áreas restritas são aquelas que têm limites definidos para a circulação 
de pessoal e de equipamentos. Nelas, deve-se empregar rotinas próprias para 
controlar e manter a assepsia local. Além do uniforme privativo, é necessário 
o uso de máscaras que cubram a boca e o nariz. São exemplos: salas cirúrgicas, 
antessalas, lavabos e corredores internos (SAMPAIO, 2018).
ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM
Sendo a equipe de enfermagem formada por profissionais diretamente ligados ao 
cuidado assistencial perioperatório, é fundamental o envolvimento dela na cons-
trução dos indicadores de qualidade da assistência, além de mantê-la atualizada 
sobre os resultados e o processo de melhoria dessa qualidade. O bom gerencia-
mento de uma unidade de centro cirúrgico é um elemento fundamental para a 
tomada de decisão. Nos últimos anos, o avanço tecnológico no centro cirúrgico e 
a complexidade da assistência de enfermagem perioperatória envolvem a revisão 
do processo de trabalho e dos resultados alcançados, levantando questões éticas 
e legais nunca antes confrontadas (SAMPAIO, 2018).
A equipe de enfermagem deve buscar trabalhar e prestar assistência indivi-
dualizada ao paciente, tendo em vista as particularidades de cada procedimento 
cirúrgico ao qual ele será exposto (SAMPAIO, 2018).
A equipe de enfermagem é composta por enfermeiros (coordenador e as-
sistente), técnicos e auxiliares de enfermagem e, em algumas instituições, pelo 
auxiliar administrativo, que está sob a responsabilidade do enfermeiro do CC. O 
enfermeiro é o profissional capacitado para exercer tanto a função de coordena-
dor quanto a função assistencial, que envolve o ato anestésico-cirúrgico. Em algu-
mas instituições de saúde, a organização das atividades do enfermeiro tem funções 
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bem definidas conforme a descrição de cargos que ele 
assume, seja voltado para as ações de coordenação, 
seja para as ações assistenciais. Em outras situações, 
o enfermeiro assume a responsabilidade por ambos 
os papéis, fato que exige maior organização para a 
priorização das tarefas (SAMPAIO,de origem infecciosa (SAMPAIO, 
2018).
As complicações da ferida operatória estão entre as mais 
comumente encontradas, sendo, nor-
malmente, de fácil resolução e apresen-
tando pouco impacto na morbi-
mortalidade cirúrgica. Todavia, 
como exceção, alguns pacientes 
podem sofrer um processo in-
feccioso profundo e com gra-
ves repercussões sistêmicas. 
A sequência da incisão é pele, 
tecido celular subcutâneo, ca-
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
mada profunda (formada por aponeurose e músculos) e, por fim, cavidade. Ao 
final do procedimento, todas essas camadas são fechadas e fazem parte da ferida 
operatória. As complicações podem estar localizadas em um ou mais desses pla-
nos (SAMPAIO, 2018).
Os problemas são (SAMPAIO, 2018):
 ■ Os seromas: acúmulo de soro e de linfa no tecido celular subcutâneo.
 ■ Os hematomas: acúmulo de sangue e de coágulos sobre a ferida opera-
tória no tecido subcutâneo. É decorrente da hemostasia inadequada, que 
pode ser resultado de falha na técnica cirúrgica ou de coagulopatia.
 ■ A deiscência: separação dos folhetos músculo-aponeuróticos no abdome.
 ■ Os processos infecciosos.
As complicações gastrointestinais podem ser de três tipos: a deiscência de anas-
tomose, as fístulas gastrointestinais e a obstrução intestinal (SAMPAIO, 2018). 
A deiscência de anastomose representa uma descontinuidade parcial em al-
gum ponto de uma anastomose em uma cirurgia do aparelho digestivo. É uma 
das complicações mais graves, porque permite o extravasamento do conteúdo 
intraluminal do trato digestivo, que pode seguir trajetos distintos e ocasionar pe-
ritonite difusa, levar ao surgimento de abscessos intra-abdominais ou promover 
o aparecimento de fístulas (SAMPAIO, 2018).
Alguns fatores de risco para a deiscência são tensão excessiva na linha de 
sutura, suprimento sanguíneo insuficiente para as estruturas a serem anasto-
mosadas, anastomoses pancreático-entéricas, doenças colorretais, cirurgias do 
esôfago, sepse, coleção de líquido próximo à anastomose, radioterapia prévia e 
doença de Crohn (SAMPAIO, 2018).
As fístulas são definidas como uma comunicação entre duas superfícies 
epiteliais, sendo uma delas um órgão ou uma víscera oca. No trato digestivo, 
essa complicação pode ocorrer entre dois órgãos ou entre um órgão digestivo e 
outra estrutura não relacionada. As fístulas adquiridas mais frequentes são as do 
trato gastrointestinal, podendo ser traumáticas, espontâneas e pós-operatórias. 
Vale ressaltar que a deiscência anastomótica definida previamente é um caso 
importante de fístula (SAMPAIO, 2018).
As respostas endócrina e metabólica ao trauma e à manipulação de alças 
podem contribuir para uma atonia intestinal do pós-operatório. A obstrução 
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intestinal precoce (primeiros 30 dias da cirurgia), que ocorre no pós-operatório, 
pode ser de caráter funcional ou mecânico (uma barreira física impede a pro-
gressão do conteúdo intestinal) (SAMPAIO, 2018).
Os casos funcionais são classificados em íleo pós-operatório e íleo adinâmi-
co. Na apresentação pós-operatória, não há fator precipitante de importância 
e a adinamia do intestino se resolve em dois a quatro dias, sendo parte de uma 
resposta normal à agressão cirúrgico-anestésica. No íleo adinâmico ou paralítico, 
a obstrução intestinal se resolve mais tardiamente e são encontrados um ou mais 
distúrbios precipitantes (SAMPAIO, 2018).
A obstrução mecânica no pós-operatório precoce é um evento raro e ocorre em 
menos de 1% dos casos, sendo as aderências a condição mais frequente. Embora 
sejam de pouca importância no pós-operatório, as aderências são a principal causa 
de obstrução intestinal do delgado fora desse período. Na presença de obstrução 
intestinal, encontramos vômitos, distensão abdominal e cólica (SAMPAIO, 2018).
No âmbito respiratório, os sintomas leves podem incluir garganta inflama-
da, tosse e dispneia, enquanto as complicações severas incluem ventilação me-
cânica prolongada, hipoxemia grave, sepse e pneumonia. As complicações mais 
importantes e mórbidas são a atelectasia pulmonar, a insuficiência respiratória, 
a exacerbação de condições respiratórias preexistentes e o tromboembolismo 
pulmonar (SAMPAIO, 2018).
A função pulmonar é alterada simplesmente pela realização de um procedimento 
cirúrgico. A capacidade funcional residual do pulmão pode ser reduzida em até 1,5 
L em procedimentos com anestesia geral. A perda de tônus muscular promove a 
redução do volume e da capacidade de ventilação e da perfusão, sobretudo, na região 
basal dos pulmões, promovendo atelectasia e colapso alveolar (SAMPAIO, 2018).
Qualquer procedimento cirúrgico causa uma significativa lesão tecidual e 
gera um processo inflamatório. Essa inflamação natural é ocasionada por uma 
cascata de citocinas liberadas por células endoteliais e macrófagos. Uma vez na 
corrente sanguínea, elas agem no hipotálamo, aumentando a produção de prosta-
glandina, o que eleva a temperatura média de termorregulação (SAMPAIO, 2018).
As complicações pós-operatórias também podem ser de três tipos dis-
tintos: gerais, específicas ou especiais. A complicação geral é aquela que pode 
acontecer com qualquer paciente, independentemente do tipo de procedimento 
cirúrgico, sendo as mais comuns as hemorragias, a atelectasia pulmonar, a doença 
tromboembólica e a insuficiência renal aguda. As específicas têm relação direta 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
com o órgão operado, podendo variar a frequência e a ocorrência em função do 
tipo de anestesia, dos cuidados pós-cirúrgicos, das comorbidades associadas e 
do grau de injúria. Já as especiais acometem os pacientes que já possuem alguma 
condição clínica prévia à intervenção cirúrgica (SAMPAIO, 2018).
O aparecimento de febre nos três primeiros dias pós-operatórios é, na maior parte 
dos casos, causado por atelectasia e pneumonite. Entre o terceiro e o sexto dia após 
a cirurgia, deve-se pensar em infecção urinária ou incisional, infecção de cateteres 
vasculares, tromboflebite de membros inferiores e peritonite localizada ou genera-
lizada. Já entre o sexto e o décimo dia, surgem os abscessos incisionais e as coleções 
purulentas como complicações sépticas causadoras de febre (SAMPAIO, 2018).
Nenhuma intervenção cirúrgica está livre de complicações. Após o trauma 
operatório, o organismo se encontra fragilizado e mais propenso a desenvolver 
doenças. As complicações pós-operatórias podem ocorrer ainda na sala de recupe-
ração pós-anestésica e podem ser divididas quanto ao momento em que ocorrem 
em imediata, mediata e tardia. Dentre as complicações mais comuns, estão a febre, 
as relacionadas aos sistemas respiratório, cardiovascular e gastrointestinal, e as 
associadas à ferida operatória. As principais complicações pós-operatórias servem 
de alerta a todos os profissionais de saúde envolvidos em uma cirurgia quanto à 
importância do reconhecimento e do manejo precoces dessas complicações, a fim 
de minimizar a morbimortalidade relacionada ao procedimento (SAMPAIO,2018).
Os profissionais, em sua maioria, acreditam que a SAEP é indispensável para 
um atendimento de qualidade aos pacientes. Contudo, enfrentam dificuldades 
para implantá-la. Essas dificuldades estão relacionadas à falta de tempo, à sobre-
carga de trabalho e à equipe administrativa, que, por vezes, não compreende a im-
portância da atuação do enfermeiro na assistência ao paciente no perioperatório, 
desviando o profissional da função assistencial para a gerência (SAMPAIO, 2018).
No Brasil, mesmo com as recomendações da Associação Brasileira de En-
fermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e 
Esterilização (SOBECC) e da Association of periOperative Registered Nurses 
(AORN) no que tange à adoção de um modelo de assistência, a fim de nortear 
as ações dos enfermeiros no Centro Cirúrgico (CC), a maior parte dos hospi-
tais ainda não adotou um modelo formal. Utiliza-se o planejamento baseado na 
programação cirúrgica, em que o enfermeiro gerencia os recursosmateriais e 
humanos para a previsão e a provisão do ato anestésico-cirúrgico. 
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A maior crítica a esse modelo é a falta de registros, o que prejudica o plane-
jamento da assistência individualizada e a adequação dos recursos humanos e 
materiais para a realização do procedimento anestésico-cirúrgico. Além disso, a 
falta de registros deslegitima o trabalho desenvolvido pela equipe de enfermagem 
e não respalda o enfermeiro em caso de ocorrências jurídicas (SAMPAIO, 2018).
Confira a aula referente a este tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem .
EM FOCO
NOVOS DESAFIOS
O trabalho do enfermeiro de Centro Cirúrgico (CC) nasceu para atender às 
necessidades da equipe cirúrgica. Em outras palavras, houve a necessidade de 
desdobrar o trabalho médico, ao organizar uma unidade em que fossem reali-
zadas as cirurgias e fosse realizado o preparo dos materiais e dos equipamentos 
indispensáveis ao procedimento cirúrgico. 
A SAE é um instrumento de trabalho essencial ao enfermeiro, porque ela o 
norteará na qualidade da assistência a ser prestada pela equipe. O enfermeiro ca-
pacitado na própria área se destacará entre os demais. Leia, a seguir, um exemplo, 
na prática, das funções que o enfermeiro precisa exercer sobre a própria equipe.
A enfermeira Cristina, gestora das unidades cirúrgicas de um hospital do interior, 
vem desenvolvendo, na própria gestão, várias mudanças e adequações de processos. 
Contudo, agora, depara-se com a seguinte situação: a Unidade de Centro Cirúrgi-
co (CC) dispõe de um profissional técnico de enfermagem que realiza a função de 
auxiliar de anestesia. Entretanto, a Unidade de Cirurgia Ambulatorial não dispõe 
desse profissional nessa função. Assim, a equipe de médicos anestesiologista, por ser 
a mesma em ambas as unidades, solicita que esse funcionário atenda à demanda anes-
tésica das cirurgias ambulatoriais. Como a enfermeira poderá resolver tal situação? 
Inicialmente, a enfermeira Cristina deverá realizar uma reunião com os enfer-
meiros de ambas as unidades, solicitando-os a adequação das escalas, visando à dis-
ponibilização de um técnico para a função de auxiliar de anestesia.
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1. O enfermeiro lança mão de estratégias disponíveis na instituição, como o uso da comuni-
cação via telefone e da rede computadorizada de informação, tanto para a obtenção de 
dados individualizados para o planejamento da assistência no período transoperatório 
quanto para a avaliação da assistência prestada.
Considerando as frequências de avaliação, é necessário levar em consideração o estado de 
cada paciente, sendo sempre prioridade aqueles que se encontram:
a) Instáveis. 
b) Estáveis. 
c) Críticos.
d) Médios a graves. 
e) Graves. 
2. A assistência de enfermagem perioperatória ao paciente consciente, ou não, deve propor-
cionar respeito pelo indivíduo como proteção aos direitos humanos dele e à dignidade pes-
soal, à satisfação das necessidades sentidas e à prevenção de acidentes e lesões passíveis 
de acontecer por negligência, imperícia ou omissão de estado de alerta.
Considerando as avaliações a serem realizadas pelo enfermeiro com base na melhora do 
quadro do paciente, devem ser iniciadas as avaliações pelos níveis de: 
I - Consciência.
II - Fala.
III - Psicológico.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
AUTOATIVIDADE
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3. Todos os pacientes no pós-operatório imediato vão para SRPA e permanecem em obser-
vação e acompanhamento do médico anestesiologista responsável até que a consciência 
seja recuperada e os sinais vitais estejam estabilizados.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta 
entre elas:
I - Pode-se destacar outros problemas relacionados ao sistema respiratório, como irritação 
da mucosa traqueal, muitas vezes, resultante da introdução do tubo endotraqueal, e 
pneumonia aspirativa, resultante da aspiração de conteúdo gástrico. 
PORQUE
II - Os problemas relacionados ao sistema respiratório são resultados de práticas mal exe-
cutadas pela equipe de enfermagem. 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são falsas.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
BARRETO, M. da S. et al. Sistematização da assistência de enfermagem: a práxis do enfermeiro 
de hospital de pequeno porte. Escola Anna Nery, v. 24, n. 4, 2020.
SAMPAIO, M. de O. Enfermagem em centro cirúrgico. Londrina: Editora e Distribuidora Educa-
cional S.A., 2018.
SILVA, A. R. S. da et al. Manual de Normas e Rotinas da CME. [S. l.]: Empresa Brasileira de Serviços 
Hospitalares (EBSERH); Universidade Federal do Vale do São Francisco; Hospital Universitário 
do Vale do São Francisco, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-u-
niversitarios/regiao-nordeste/hu-univasf/acesso-a-informacao/normas/protocolos-institu-
cionais/ManualdeNormaseRotinasdaCME.pdf. Acesso em: 16 jan. 2024.
SOBECC. Práticas Recomendadas. 7. ed. São Paulo: SOBECC, 2017. 
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1. Opção A.
2. Opção A.
3. Opção C.
GABARITO
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UNIDADE 3
MINHAS METAS
CENTRAL DE MATERIAIS 
E ESTERILIZAÇÃO
Entender o que é uma Central de Materiais e Esterilização (CME).
Compreender a estrutura física da CME.
Conhecer o fluxo dos materiais.
Estudar os materiais que são processados nessa unidade.
Analisar a dinâmica da unidade.
Entender a importância da CME dentro de um hospital.
Saber a importância do enfermeiro na CME.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 7
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INICIE SUA JORNADA
Olá, estudante! Esperamos que, nas próximas etapas, você possa adquirir todo 
o conhecimento específico sobre a Central de Materiais e Esterilização (CME), 
incluindo as respectivas características e o papel do enfermeiro nessa unidade.
A CME desempenha um papel vital na garantia da segurança e da qualidade 
dos materiais usados em procedimentos de saúde. As características fundamen-
tais dela envolvem o recebimento, o processamento, a esterilização e a distribui-
ção de instrumentos e equipamentos médicos. 
O enfermeiro, nessa unidade, assume um papel central na coordenação das 
atividades, garantindo que todos os processos sigam normas rigorosas, promo-
vendo a segurança do paciente e a eficácia dos procedimentos clínicos. O conheci-
mento técnico do enfermeiro é essencial para assegurar a correta esterilização dos 
materiais, contribuindo para um ambiente hospitalar seguro e livre de infecções.
Você, como futuro enfermeiro, já parou para pensar no papel que desempe-
nhará nessa unidade? Já teve a curiosidade de saber como ocorre a dinâmica do 
cuidado indireto dentro da enfermagem?
Você está convidado a mergulhar no fascinante universo da CME por meio do nosso 
podcast. Descubra os segredos e as nuances dessa área essencial da saúde. Não 
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pois eles são fascinantes e revelam o funcionamento e os desafios dessa unidade 
essencial. Não perca a oportunidade de conhecer ainda mais o universo hospitalar. 
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aprendizagem .
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
DESENVOLVA SEU POTENCIAL 
CENTRAL DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO (CME)
A história da criação e do desenvolvimento da CME está diretamente ligada ao de-
senvolvimento das técnicas cirúrgicas ao longo dos tempos. Inicialmente, as inter-
venções cirúrgicas não despertavamo interesse dos praticantes da medicina, devido 
à divisão hierárquica que havia entre o saber e o fazer. Os pioneiros na realização de 
procedimentos cirúrgicos, considerados de categoria inferior, eram os “cirurgiões 
barbeiros” e os curandeiros (COSTA et al., 2020).
A cirurgia começava a ser uma real demanda na evolução da medicina, e 
os profissionais viam-se forçados a criar novas técnicas cirúrgicas que lhes per-
mitissem acessar as diversas estruturas do corpo humano. Para que isso fosse 
possível, todavia, era preciso criar instrumentais que viabilizassem a execução 
dos procedimentos. Dessa forma, foram criados diversos tipos de instrumentais 
que atendiam às mais diversas técnicas cirúrgicas sem, contudo, receberem um 
tratamento adequado quanto à limpeza e à conservação, já que, na época, a tec-
nologia era escassa (COSTA et al., 2020).
Além disso, o mais importante para os cirurgiões era evitar que aqueles instru-
mentais pudessem servir de fonte de contaminação para os pacientes, já que os es-
tudos de Pasteur e Kock, na época, demonstraram que os microrganismos eram os 
responsáveis pela transmissão de doenças aos seres humanos (COSTA et al., 2020).
A descoberta de microrganismos patogênicos fez com que surgisse a necessi-
dade de adoção de certas medidas preventivas, como a assepsia nos procedimen-
tos cirúrgicos, a lavagem das mãos (instituída por Semmelweis), a separação dos 
pacientes feridos e infectados dos demais e o cuidado com as roupas e os artigos 
de uso direto nos pacientes, atitude que foi realizada por Florence Nightingale 
durante a Guerra da Criméia, 1853-1856 (COSTA et al., 2020).
Em consequência das precárias condições com que as cirurgias eram reali-
zadas, os índices de infecção eram altíssimos, tornando urgente a criação de um 
local próprio para preparar e processar os instrumentais utilizados nos diversos 
procedimentos. Assim, a preocupação com o material utilizado nos procedimen-
tos invasivos e o ambiente surgiu em meados do século XIX, na chamada Era 
Bacteriológica (COSTA et al., 2020).
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Nesse contexto, Joseph Lister conseguiu, a partir do tratamento dos fios de sutura 
e das compressas usados nos pacientes com solução de fenol, diminuir a mortali-
dade pós-cirúrgica. Esse fato impulsionou a evolução das técnicas de esterilização 
de materiais médico-hospitalares (COSTA et al., 2020).
Diante disso, surgiu a necessidade de se instalar, nas instituições hospitala-
res, locais apropriados para o tratamento desses materiais. As primeiras CMEs 
tinham uma estrutura logística muito simples e eram carentes de uma sistema-
tização técnico-administrativa (COSTA et al., 2020).
Na estrutura hospitalar brasileira, até a década de 1940, não havia CMEs: 
todos os processos de preparo, esterilização e armazenamento de materiais eram 
feitos no centro cirúrgico. A partir dos anos de 1950, com o surgimento de novos 
métodos de limpeza e esterilização de materiais e o advento de instrumentos es-
pecializados para cirurgias mais complexas, passou-se a destinar uma área própria 
para o preparo de materiais (COSTA et al., 2020).
No início dos anos de 1970, alguns hospitais, especialmente os grandes e os 
universitários, iniciaram a implantação de setores destinados às atividades de lim-
peza autônomas e independentes do Centro Cirúrgico (CC). Surgiu, desse modo, 
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a CME, a qual era chefiada por um enfermeiro e composta por algumas áreas, 
tais como recepção, expurgo, preparo, esterilização e guarda (armazenamento e 
distribuição de materiais) (COSTA et al., 2020).
O desenvolvimento tecnológico ocorrido nas últimas décadas na área da 
saúde impulsionou as atividades desenvolvidas nas CMEs de forma vertiginosa, 
colocando-a como um setor de vital importância no ambiente hospitalar, dada 
a magnitude do trabalho ali desenvolvido (COSTA et al., 2020).
O processo de esterilização foi proposto entre os anos de 1950 e 1960. O 
objetivo era garantir a qualidade dos processos que eram feitos ali e torná-los mais 
baratos. Naquele tempo, a CME se dedicava em garantir a qualidade dos proce-
dimentos cirúrgicos. Além disso, a prevenção de infecções de sítio cirúrgico era o 
principal objetivo dela. Com o desenvolvimento da tecnologia médica e o aumento 
da complexidade da atenção prestada nos serviços de saúde, o uso de equipamentos 
limpos e desinfetados ou esterilizados passou a ser uma necessidade. Os equipa-
mentos invasivos se multiplicaram e passaram a ser usados em outras áreas do 
hospital, cabendo à CME apoiar a prevenção de infecções, como pneumonia ou 
infecção urinária (SILVA et al., 2020).
Por definição, entende-se que a CME é uma unidade funcional de apoio 
técnico às demais unidades dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS). 
A unidade responde pelo processamento dos artigos médicos desde a etapa de 
limpeza até a esterilização, o que inclui o controle de qualidade do material no 
local de guarda do destinatário. Essa unidade a nível hospitalar se encontra 
na área dotada de infraestrutura física, recursos materiais e humanos e equi-
pamentos para processar os artigos médicos a serem utilizados nos demais 
setores do hospital. 
Essa unidade também é conhecida como o “coração do hospital”. Costuma-se 
fazer essa analogia, porque, a exemplo do coração, que é o órgão motor da circula-
ção e do oxigênio de todo o nosso organismo, a CME responde pelo suporte técnico 
e operacional de todos os setores que compõem um hospital (SILVA et al., 2020).
O coração pulsa e a CME impulsiona e abastece, com materiais esterilizados 
(livres de microrganismos, bactérias, vírus e fungos), o CC, o berçário, a unidade 
de terapia intensiva, a unidade de internação, o pronto-socorro, a unidade de 
diagnóstico, entre outros (SILVA et al., 2020).
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Ao aumentar a abrangência da CME, cresceu, também, a importância dela 
na garantia da qualidade do cuidado prestado ao paciente/cliente, o que vai muito 
além do eixo central de esterilização e do CC. O impacto daquilo que ocorre na 
CME é visível e tem garantido cirurgias e cuidados seguros a muitas pessoas. A 
falta de boas práticas tem sido relacionada a surtos de infecções e danos aos pa-
cientes. Somente a implementação dessas boas práticas, as quais são baseadas em 
evidências, pode evitar que situações negativas ocorram, garantindo a qualidade 
e a segurança da assistência prestada. 
O uso de materiais esterilizados para a prevenção das infecções de sítio ci-
rúrgico é a primeira recomendação e é, possivelmente, a de maior impacto na pre-
venção dessas infecções. A limpeza e a esterilização do material cirúrgico são boas 
práticas inquestionáveis e fundamentais. Elas são tão essenciais que, por questões 
éticas, paradoxalmente, o impacto delas somente pode ser medido pela falta ou 
quebra desse processo, quando ocorrem surtos e infecções de sítio cirúrgico, e 
não pela presença dessas ações quando o desfecho é favorável ao paciente (SILVA 
et al., 2020). A CME é uma unidade destinada à limpeza, ao acondicionamento, 
à esterilização, à guarda e à distribuição dos produtos para as demais unidades de 
assistência à saúde (SILVA et al., 2020).
A RDC nº 15, de 2012, dispõe sobre os requisitos de boas práticas para o 
processamento de produtos para a saúde. Assim, estabelece os requisitos de 
boas práticas para o funcionamento dos serviços que fazem o processamento 
de produtos para a saúde, visando à segurança do paciente e dos profissionais 
envolvidos (SILVA et al., 2020).
As atividades desenvolvidas na CME são: receber, conferir, lavar, desinfetar e separar 
os artigos para a saúde, receber as roupas vindas da lavanderia, preparar os artigos 
e as roupas, esterilizar os artigos e as roupas mediante métodos químicos e/ou físi-
cos, realizar o controle microbiológico, conferir o prazo de validade da esterilização 
desses produtos, acondicionar e distribuir os instrumentais e as roupas esterilizados, 
zelar pela segurança e proteção dos funcionários desse setor, estabelecerproto-
colos de segurança e registrar os processos executados no setor (BRASIL, c2024).
APROFUNDANDO
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A CME é uma parte fundamental do contexto hospi-
talar. Ela é o local responsável pelo expurgo, preparo, 
esterilização e distribuição dos materiais e dos equipa-
mentos usados no centro cirúrgico e demais unidades 
de um hospital. A grande importância dela se deve às 
atividades nela desenvolvidas, as quais envolvem as 
ações de terceiros, médicos e outros profissionais de 
enfermagem em procedimentos críticos e semicríticos 
junto aos pacientes (SILVA et al., 2020).
Considerada uma unidade vital, a CME necessita de 
funcionários preparados adequadamente para cada área 
e funções que assumam. Os administradores dos hospi-
tais devem estar conscientes dessa necessidade, dando, 
portanto, maior atenção a esses profissionais, os quais, 
embora não estejam prestando assistência direta ao pa-
ciente, executam atividades extremamente importantes 
(assistência indireta) (SILVA et al., 2020).
Usar equipamentos ou instrumentos esterilizados 
e/ou desinfetados é sugerido em todos os manuais e 
publicações das instituições internacionais e nacionais 
para a prevenção de infecções que são transmitidas em 
serviços de saúde. Um bom exemplo é a desinfecção de 
artigos respiratórios, traqueias, tubos e equipamentos 
de assistência ventilatória, o que é essencial para a pre-
venção de pneumonia. Outro exemplo é a utilização de 
cálices limpos e desinfetados, o que evita a colonização 
da bolsa coletora e reduz as chances de uma infecção 
urinária (SILVA et al., 2020).
A quebra de técnica no processo de esterilização ou 
desinfecção foi descrita como a causa de vários surtos 
de infecção de sítio cirúrgico ou de infecções ocorridas 
depois de procedimentos endoscópicos. Todas essas 
infecções poderiam ter sido evitadas, mas, por não te-
rem sido, acarretam um alto custo para os pacientes e 
o sistema de saúde. Alcançar a prestação de serviços de 
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saúde com segurança e qualidade depende 
da aplicação de processos e procedimentos 
seguros e baseados em evidência científica. 
A aplicação desses dois fatores exige dos 
profissionais uma leitura crítica e atenta de 
artigos científicos atuais e selecionados pela 
excelência (SILVA et al., 2020).
A Associação Brasileira de Enfermeiros 
de Centro Cirúrgico, Recuperação Anesté-
sica e Centro de Material e Esterilização 
(SOBECC) auxilia os profissionais nesse 
caminho do conhecimento, melhorando a 
qualidade e a segurança do trabalho que se 
realiza na CME por meio das informações e 
dos artigos publicados (SILVA et al., 2020).
A CME é um setor destinado à recep-
ção, ao expurgo, à limpeza, à descontami-
nação, ao preparo, à esterilização, à guarda 
e à distribuição dos materiais utilizados no 
estabelecimento de saúde. Ela pode estar lo-
calizada dentro ou fora da edificação usuá-
ria dos materiais (SOBECC, 2017).
Para isso, a CME deve ter, no 
mínimo:
 ■ Sala de recepção e limpeza.
 ■ Sala de desinfecção química, 
quando aplicável.
 ■ Sala de preparo e esterilização.
 ■ Área de monitoramento do 
processo de esterilização.
 ■ Sala de armazenamento e 
distribuição de materiais 
esterilizados. 
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Além do mais, deve haver uma separação física da área de recepção e limpeza 
das demais áreas. Não só, mas, obrigatoriamente, é preciso ter uma bancada que 
permita a conferência dos materiais, uma caixa para o descarte de materiais perfu-
ro-cortantes e recipientes para o descarte de materiais biológicos (SOBECC, 2017).
A área física deve permitir o fluxo contínuo e unidirecional, de modo a evi-
tar o cruzamento de artigos sujos com os limpos e esterilizados e garantir que 
o profissional da área contaminada não transite pelas áreas limpas e vice-versa. 
O acesso do pessoal deve ser restrito apenas aos profissionais que trabalham no 
setor (SOBECC, 2017).
O profissional da CME deve utilizar vestimenta privativa, o que inclui touca e 
calçado fechado em todas as áreas consideradas restritas. Nas áreas de descarga de 
secadoras e termodesinfectadoras e carga e descarga de autoclaves, a utilização de 
luvas de proteção térmica impermeável é imprescindível. Na sala de recepção e lim-
peza, o protetor facial pode substituir o uso de máscara e óculos (SOBECC, 2017).
A CME é um setor extremamente importante no hospital, pois, a partir do 
processamento de materiais, contribui para o combate às Infecções Relacionadas 
à Assistência à Saúde (IRAS), ao reduzir ou causar a morte microbiana que está 
contida nos artigos contaminados (SOBECC, 2017)
A atuação do profissional da enfermagem nesse setor perpassa pelos pro-
cessos de limpeza, desinfecção e esterilização, os quais devem ser bem conduzi-
dos, porque são essenciais à prevenção e ao controle de IRAS, destacando, desse 
modo, a importância da CME nos serviços de saúde (SOBECC, 2017).
O enfermeiro que assume a supervisão desse setor deve estar sempre atua-
lizado e ter capacidade administrativa e de liderança. Além do mais, precisa, a 
partir da educação permanente, atualizar a equipe sobre o processo de trabalho 
para o bom funcionamento do setor (SOBECC, 2017).
À medida que houve a necessidade de incorporar novos materiais e novas 
técnicas para tratá-los, exigiu-se dos profissionais o desenvolvimento de 
habilidades no que diz respeito à redução de custos, sem, no entanto, compro-
meter a assistência. Para tanto, houve a necessidade de estabelecer modos de 
trabalho que se adequassem aos avanços tecnológicos da área (SILVA et al., 2020).
No futuro das CMEs, é possível demarcar a crescente demanda por novos saberes 
e fazeres, além de dinâmicas mais adequadas à realidade das instituições de saúde, a 
fim de que esses setores não se tornem obsoletos e possam atender de maneira satis-
fatória à demanda de serviços e à essência do próprio trabalho (SILVA et al., 2020).
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IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO NA CENTRAL DE MATERIAIS 
E ESTERILIZAÇÃO (CME)
A CME garante que os instrumentos médicos dos hospitais ou das clínicas se-
jam reutilizados com segurança, assegurando um atendimento de qualidade aos 
pacientes (COSTA et al., 2020).
Na CME, é feito o recebimento dos materiais sujos e contaminados para des-
contaminação, esterilização e, posteriormente, distribuição aos setores do hospital. 
A distribuição é feita não apenas ao centro cirúrgico, mas também às unidades de 
internação, ambulatório, emergência, dentre outros (COSTA et al., 2020).
A manutenção e o controle de rotina dos métodos esterilizantes devem ser de 
responsabilidade do enfermeiro, de acordo com a norma vigente. A atuação 
do enfermeiro na CME é importante para garantir que todos os processos sejam 
realizados dentro das normas e dos processos de descontaminação e esterilização. 
O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), por meio de resoluções, norma-
tiza que os profissionais de enfermagem sejam os responsáveis nas CMEs e nas 
empresas que prestam esse tipo de serviço (COSTA et al., 2020).
A atuação do enfermeiro na CME garante que todos os processos sejam rea-
lizados de maneira satisfatória. Esse profissional administrará e desenvolverá 
atividades técnico-assistenciais, além de gerir as pessoas (COSTA et al., 2020).
Além disso, cabe a ele o processo de controle de infecção. Isso, porque o manu-
seio dos produtos utilizados no processo sem conhecimento científico pode trazer 
sérios problemas à saúde da equipe da CME e dos pacientes (COSTA et al., 2020).
O desenvolvimento da CME está relacionado com a transformação do hos-
pital como local de intervenções no corpo biológico, principalmente as cirurgias, 
a partir da emergência do capitalismo. A compreensão do enfermeiro como res-
ponsável pela CME pode ser buscada no papel que a enfermagem representou 
nessa transformação, o que foi dado pela organização do ambiente terapêutico 
(COSTA et al., 2020).
Considerando que o trabalho na CME é parte constitutiva de uma estrutura 
maior da prática desaúde atualmente dominante, porém dotada de especificida-
de, este estudo pretende, sob a vertente da percepção dos enfermeiros da CME, 
introduzir subsídios que possam ampliar a análise da realidade do trabalho desse 
profissional e do papel transformador que ele assume no cuidar da saúde em geral 
e pela enfermagem (COSTA et al., 2020).
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http://www.cofen.gov.br/
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O processo de trabalho na CME coordenado pelo enfermeiro é bastante sis-
tematizado. Ele apresenta fases distintas de produção e pouca possibilidade de 
variação. A lógica dele se aproxima antes da produção industrial do que da pro-
dução de assistência direta aos clientes. No processo de trabalho da assistência 
direta, ainda que ele ocorra sob um mesmo modelo tecno-assistencial, o clínico, 
a tecnologia leve (relacional) está sempre presente, assim como existe a variabi-
lidade do objeto de trabalho (o próprio homem) e, em consequência, distintos 
resultados ou produtos. Já pela própria natureza do processo de trabalho no 
centro do material, o que justamente não se deseja ou admite é a variabilidade 
dos produtos ou resultados (COSTA et al., 2020).
Foi sob essa concepção que a enfermagem moderna se desenvolveu, assu-
mindo ações de organização do ambiente terapêutico. Nesse caso, o trabalho 
na CME pode ser considerado um processo de cuidar, ao garantir segurança 
aos procedimentos de intervenção no corpo biológico por meio de tecnologias 
leve-duras e duras (COSTA et al., 2020).
Independentemente das vertentes do cuidado, ele é amplamente considerado 
pela enfermagem como campo de ação específico. Autores de outras áreas, en-
tretanto, não compartilham dessa prerrogativa, o que torna implícito que outros 
profissionais da saúde também cuidam (COSTA et al., 2020).
O cuidado passou a ser social e politicamente valorizado a partir da impor-
tância que começou a ser dada ao corpo na emergência do capitalismo. As ações 
iniciais e eminentemente preventivas, tendo, como instrumento, o saber da epide-
miologia, foram introduzidas por Nightingale no hospital e possibilitaram a trans-
formação dele, assim como o surgimento da enfermagem moderna e o primeiro 
significado de cuidado específico sobre o ambiente e o corpo (COSTA et al., 2020).
Mesmo sendo um trabalho específico e tradicional do enfermeiro, ele não 
se reveste de um caráter identificador do cuidado de enfermagem, porque se 
dá como instrumento de trabalho de profissionais que realizam diretamente a 
assistência. A atividade dominante e a gerência do processamento de artigos mé-
dico-hospitalares confirmam e reforçam a estrutura tradicional da prática atual 
da enfermagem, que é caracterizada pela divisão técnica e social do trabalho e 
dada a partir das necessidades do modelo clínico dominante. Em consequência 
disso, não há condições de participar diretamente de uma nova racionalidade 
para o cuidado de enfermagem pelo enfermeiro (COSTA et al., 2020).
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 O enfermeiro da CME não realiza um cuidado assistencial diretamente ao 
paciente, mas direciona o cuidado aos materiais que serão usados no cuidado 
aos pacientes. Contudo, a finalidade do processo de trabalho dos enfermeiros de 
CME se baseia na necessidade da produção de materiais em condições seguras 
de uso e, por conseguinte, está diretamente ligada à qualidade da assistência 
prestada (COSTA et al., 2020).
A atuação da enfermagem na CME se dá prioritariamente com a presença 
desses profissionais como responsáveis técnicos pelo serviço. Sendo assim, é 
fundamental que o enfermeiro desenvolva habilidades técnicas, gerenciais e hu-
manísticas para lidar com tamanha complexidade (COSTA et al., 2020).
Para tanto, é aconselhável que o enfermeiro tenha embasamento teórico sobre 
os diferentes tipos de processamento de produtos, as substâncias mais indicadas 
para cada tarefa e como avaliar a efetividade das ações (COSTA et al., 2020).
Confira a aula referente a este tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
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EM FOCO
NOVOS DESAFIOS
O trabalho na CME é altamente complexo e, portanto, há muitos aspectos a 
serem estudados. Pesquisas futuras podem:
 ■ Investigar a qualidade da manutenção dos registros e do desenvolvimento 
de protocolos e procedimentos operacionais padronizados.
 ■ Avaliar as etapas de processamento na CME e em instalações terceirizadas.
 ■ Medir os efeitos do estresse ocupacional nos trabalhadores de enferma-
gem na CME.
 ■ Explorar como o conflito de papéis influencia a efetividade do trabalho 
nessa unidade
 ■ Interpretar o histórico da relação entre a enfermagem e o processamento 
de produtos utilizados em cuidados à saúde antes e depois da centralização.
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https://www.ceen.com.br/humanizacao-na-enfermagem/
https://www.ceen.com.br/humanizacao-na-enfermagem/
https://www.ceen.com.br/enfermeiro-de-sucesso/
TEMA DE APRENDIZAGEM 7
A atenção à saúde não se constitui diretamente como objeto de trabalho de-
senvolvido pela gerência, mas pode ser entendida como a finalidade indireta do 
trabalho gerencial em saúde. Para que a atenção à saúde seja alcançada, o profis-
sional que exerce a gerência faz uso de instrumentos do trabalho administrativo, 
tais como o planejamento, a organização, a coordenação e o controle. A qualidade 
da assistência à saúde demanda a existência de recursos humanos qualificados e 
recursos materiais compatíveis/adequados com a oferta de cuidados orientada 
pelas necessidades de saúde.
O gerenciamento realizado pelo enfermeiro resulta da composição histórica 
da força de trabalho em enfermagem, a qual sempre promoveu uma divisão 
técnica e social. Seja pelas vantagens obtidas ao ocupar espaços de poder mais 
elevados nessa cadeia hierárquica, seja pela cisão provocada entre o gerencia-
mento e a execução desde os primórdios da Enfermagem Moderna, o processo 
de trabalho gerencial foi mantido como privativo do enfermeiro, reforçando o 
status quo dessa categoria profissional aliado à garantia da responsabilidade legal 
dela sobre a equipe.
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1. As boas práticas para o processamento de produtos para saúde estabelecem os requisitos 
de boas práticas para o funcionamento dos serviços que realizam o processamento de 
produtos para a saúde, visando à segurança do paciente e dos profissionais envolvidos.
Uma CME pode estar localizada dentro como fora do ambiente hospitalar. Essa informação 
está correta de acordo com a Portaria: 
a) Portaria nº 1884/94.
b) Portaria nº 1999/80.
c) Portaria nº 1034/56.
d) Portaria nº 3029/77.
e) Portaria nº 1999/95.
2. A Central de Material e Esterilização (CME) é uma unidade destinada à limpeza, ao acondi-
cionamento, à esterilização, à guarda e à distribuição dos produtos para as demais unidades 
de assistência à saúde. É local de desenvolvimento das técnicas de tratamento dos artigos.
Considerando os componentes presentes na CME, analise as afirmativas a seguir:
I - Autoclave.
II - Expurgo.
III - Esterilização.
IV - Farmácia.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
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3. A Central de Materiais e Esterilização (CME) é uma unidade especializada e composta por 
vários setores onde são realizados procedimentos específicos e interdependentes que são 
de fundamental importância para a segurança do paciente.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta 
entre elas:
I - É desejável que a qualificação do responsável técnico da CME seja o enfermeiro especia-
lista em Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização.
PORQUE
II - De acordo com as leis de diretrizes e bases, o programa pedagógico do currículo míni-
mo da graduação e da pós-graduação contempla o processamento de produtos para 
saúde (recebimento, limpeza, desinfecção, inspeção, preparo, embalagem, esterilização, 
armazenamento e distribuição). Essas etapas devem ser supervisionadaspor profissionais 
competentes e qualificados.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são falsas.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
COSTA, R. da et al. Papel dos trabalhadores de enfermagem no centro de material e esteriliza-
ção: revisão integrativa. Escola Anna Nery, v. 24, n. 3, 2020.
SILVA, A. R. S. da et al. Manual de Normas e Rotinas da CME. [S. l.]: Empresa Brasileira de Serviços 
Hospitalares (EBSERH); Universidade Federal do Vale do São Francisco; Hospital Universitário 
do Vale do São Francisco, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-u-
niversitarios/regiao-nordeste/hu-univasf/acesso-a-informacao/normas/protocolos-institu-
cionais/ManualdeNormaseRotinasdaCME.pdf. Acesso em: 16 jan. 2024.
SOBECC. Práticas Recomendadas. 7. ed. São Paulo: SOBECC, 2017. 
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1. Opção A.
2. Opção D.
3. Opção A.
GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS METAS
CENTRAL DE MATERIAIS E 
ESTERILIZAÇÃO: CONCEITOS E 
EQUIPE QUE COMPÕE A UNIDADE
Estudar a equipe de enfermagem dentro da Central de Materiais e Esterilização (CME).
Analisar o fluxo dos materiais dentro da CME.
Conhecer o processo de limpeza.
Compreender o processo de desinfecção.
Aprender o processo de preparo dos materiais. 
Explorar o processo de esterilização.
Entender a validação dos processos.
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INICIE SUA JORNADA
Neste tema, exploraremos a centralidade da Central de Materiais e Esterilização 
(CME) no cenário hospitalar, entendendo o papel vital desempenhado pela equi-
pe de enfermagem nesse ambiente de assistência indireta ao paciente. A atuação 
dedicada nesse cuidado indireto não apenas previne Infecções Relacionadas à 
Assistência à Saúde (IRAS), mas também desempenha um papel crucial na oti-
mização de custos hospitalares.
A CME emerge como o verdadeiro coração da instituição de saúde, uma vez 
que todas as demais unidades dependem dos materiais cuidadosamente prepa-
rados nesse setor. Ao entendermos a relevância desse centro, evidenciamos não 
apenas a função logística dele, mas também a importante contribuição dele para 
a segurança e a eficácia do atendimento hospitalar. Aprofundaremos ainda mais 
esse universo, explorando os processos, os desafios e os avanços dessa unidade 
essencial para a excelência na prestação de cuidados de saúde.
Você já se questionou sobre o intrínseco processo de esterilização e os objetivos 
dele no contexto cirúrgico? Você está convidado a mergulhar conosco nesse tema 
mediante o nosso podcast sobre esterilização. Descubra como esse processo es-
sencial funciona e qual é o papel fundamental dele no ambiente cirúrgico. Esta-
mos ansiosos para compartilhar esse conhecimento contigo! Recursos de mídia 
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VAMOS RECORDAR?
Que tal explorar os métodos de esterilização de forma simples e prática? Não perca 
tempo e assista ao vídeo Métodos de Esterilização. Amplie os seus conhecimentos 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
DESENVOLVA SEU POTENCIAL 
EQUIPE DE ENFERMAGEM NA CENTRAL DE MATERIAIS E 
ESTERILIZAÇÃO (CME)
A CME é o ambiente institucional em que ocorre o processamento necessário e 
altamente especializado de produtos para a saúde. Algumas funções dessa central 
incluem adquirir, receber, limpar, descontaminar, embalar, esterilizar e fornecer 
produtos reutilizáveis, processados e seguros nos procedimentos clínicos exe-
cutados em unidades consumidoras, como enfermarias, centros de terapia in-
tensiva, ambulatórios e centros cirúrgicos. Esses procedimentos exigem equipes 
qualificadas e bem treinadas e equipamentos especializados (SILVA et al., 2020; 
SOBECC, 2017).
No Brasil, a legislação relativa à CME é vasta e complexa, ao abarcar diferen-
tes níveis de governança e áreas de especialização. Além das regulamentações 
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que fornecem diretrizes 
abrangentes sobre os procedimentos de esterilização e processamento de ma-
teriais, as CMEs também precisam observar as Normas Regulamentadoras do 
Ministério do Trabalho e Emprego, as quais estabelecem os padrões para a saúde 
e a segurança no trabalho (BRASIL, c2024; SOBECC, 2017).
De acordo com a RDC nº 15/2012, a equipe da CME deve ser composta por 
profissionais qualificados e capacitados, tais como enfermeiros, técnicos e auxi-
liares de enfermagem. A RDC não especifica um número exato de profissionais 
para a equipe da CME, mas enfatiza a necessidade de garantir que haja recursos 
humanos suficientes para atender adequadamente à demanda dos serviços pres-
tados (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017).
Além disso, é importante que haja um enfermeiro responsável pela supervisão 
e coordenação das atividades da CME, garantindo a qualidade e a segurança dos 
processos e serviços. A RDC nº 15 estabelece que o enfermeiro responsável pela 
CME deve ter formação em enfermagem e experiência ou capacitação específica na 
área de processamento de produtos para saúde (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017).
Apesar da fundamental importância do trabalho desenvolvido, há uma des-
valorização desse setor pelos profissionais do hospital. Dentre os motivos, des-
tacam se (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017): 
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 ■ Historicamente, é um setor que recebia trabalhadores com algum pro-
blema de saúde, problemas de comportamento, dificuldade de relacio-
namento ou aqueles que não tinham domínio sobre os cuidados diretos 
aos pacientes.
 ■ É um setor fechado e isolado dos outros setores do hospital.
 ■ As atividades desenvolvidas se assemelham com o trabalho doméstico.
Para além do conhecimento do processo de trabalho na CME, de forma a ga-
rantir o adequado processamento dos materiais, é fundamental um programa 
de educação permanente em saúde que alcance todos os profissionais, de modo 
a contribuir para a atualização e para aprimorar as práticas de trabalho. Ao en-
fermeiro da CME, figuram competências no que diz respeito à modernização do 
processo de trabalho, atualização e valorização da equipe. 
Ao pensar nos elementos do processo de trabalho na enfermagem, percebe-se 
que ela é uma profissão inserida e fundamental para o funcionamento da CME. 
O enfermeiro que assume a supervisão desse setor deve estar sempre atualizado 
e precisa ter capacidade administrativa e de liderança. Além disso, a partir da 
educação permanente, deve atualizar a equipe sobre o processo de trabalho para 
o bom funcionamento do setor (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017).
A atuação do profissional da enfermagem nesse setor perpassa pelos pro-
cessos de limpeza, desinfecção e esterilização, que devem ser bem conduzidos, 
pois são essenciais à prevenção e controle de IRAS, destacando, desse modo, a 
importância da CME nos serviços de saúde (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017).
Os trabalhadores de enfermagem de várias unidades hospitalares costuma-
vam esterilizar os produtos utilizados nos cuidados à saúde antes de se tornar um 
serviço centralizado. À medida que os conhecimentos sobre limpeza, desinfecção 
e esterilização avançaram, o processamento de produtos para a saúde se tornou 
mais complexo, caro e demorado. Em muitos países, os serviços de esterilização 
centralizados, a escassez desses trabalhadores e os custos crescentes de mão de 
obra os levam a abandonar essas atividades, gerando a necessidade do cargo de 
técnico de CME. No entanto, em países subdesenvolvidos, esses profissionais 
continuam a processar os produtos em prolda saúde e a gerenciar os CME (SIL-
VA et al., 2020; SOBECC, 2017).
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O trabalho na CME é altamente complexo e, por-
tanto, há muitos aspectos a serem estudados. As pesqui-
sas futuras podem (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017):
 ■ Investigar a qualidade da manutenção de regis-
tros e o desenvolvimento de protocolos e proce-
dimentos operacionais-padrão.
 ■ Avaliar as etapas de processamento na CME e 
em instalações terceirizadas.
 ■ Medir os efeitos do estresse ocupacional nos tra-
balhadores de enfermagem na CME.
 ■ Explorar como o conflito de papéis influencia a 
efetividade do trabalho nessa unidade.
 ■ Interpretar o histórico da relação entre a en-
fermagem e o processamento de produtos uti-
lizados em cuidados à saúde antes e depois da 
centralização.
A educação permanente é imprescindível para promo-
ver atualizações acerca das novas tecnologias, pois o se-
tor é caracterizado como crítico e de alta complexidade. 
Assim, a presença de profissionais incapacitados pode 
resultar em risco para a segurança do paciente e a quali-
dade da assistência (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017).
A atuação da enfermagem na CME é de suma im-
portância aos ambientes clínicos. Isso, porque, além de 
oferecer tratamento adequado para cada artigo que che-
ga ao setor, contribui diretamente para a segurança do 
paciente (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017).
Portanto, é essencial conhecer os tratamentos para 
cada material envolvido, coordenar os integrantes desse 
departamento, avaliar a qualidade das atividades exe-
cutadas e prever alterações que possam comprometer o 
serviço (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017).
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O enfermeiro também deve se atualizar constantemente sobre as novas formas de 
contaminação microbiológica provenientes de fluidos corporais e agentes químicos 
que possam adentrar no ambiente hospitalar (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017).
A atuação da enfermagem na CME se dá prioritariamente com a presença 
desses profissionais como responsáveis técnicos pelo serviço. Sendo assim, é fun-
damental que o enfermeiro desenvolva habilidades técnicas, gerenciais e humanís-
ticas para lidar com tamanha complexidade (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017).
Para tanto, é aconselhável que o enfermeiro tenha embasamento teórico sobre os 
diferentes tipos de processamento de produtos, as substâncias mais indicadas para 
cada tarefa e a avaliação da efetividade das ações (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017).
A rotina de uma CME é bastante complexa e exige a atuação frequente do 
enfermeiro em todas as etapas. Nesse contexto, ele trabalha com indicadores bioló-
gicos que identificam contaminações nos processos (SILVA et al., 2020; SOBECC, 
2017). Outro ponto fundamental é a qualificação das rotinas, principalmente 
aquelas que envolvem a solicitação, a entrega e a conferência dos itens. Trata-se 
de algo que depende de outros profissionais (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017).
O enfermeiro deve levantar as causas da ineficiência, apontar sugestões de 
melhorias e entrar em acordo com os supervisores de outros setores. Juntos, eles 
precisam traçar a opção mais racional (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017).
Portanto, é visível que a atuação da enfermagem na CME é complexa e de-
manda profissionais cada vez mais preparados para lidar com essas atividades. É 
essencial que o enfermeiro tenha embasamento teórico, saiba trabalhar em equipe 
e busque sempre por melhorias nos serviços (SILVA et al., 2020; SOBECC, 2017).
LIMPEZA
A limpeza diz respeito ao processo de remoção de sujidades realizado pela apli-
cação de energia mecânica (fricção), química (soluções detergentes, desincrus-
tantes ou enzimáticas) ou térmica. A utilização associada de todas essas formas 
de energia aumenta a eficiência da limpeza. A matéria orgânica presente (óleo, 
gordura, sangue, pus e outras secreções) envolve os microrganismos, protegen-
do-os da ação do agente esterilizante. 
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Por essa razão, a limpeza constitui o núcleo de todas as ações referentes aos cuidados 
de higiene com os artigos e as áreas hospitalares, além de ser o primeiro passo nos 
procedimentos técnicos de desinfecção e esterilização. A limpeza dos artigos deve ser 
feita de maneira escrupulosa e meticulosa, procurando-se escolher, para cada tipo de 
material, a melhor maneira de executar essa tarefa (RAMOS et al., 2000).
Quanto aos produtos de limpeza, temos:
DETERGENTES:
são produtos que contêm tensoativos na formulação, com a finalidade de limpar 
mediante a redução da tensão superficial, umectação, dispersão, suspensão e emulsi-
ficação da sujeira (RAMOS et al., 2000).
DETERGENTE ENZIMÁTICO: 
produto à base de enzimas e surfactantes, não-iônico, com pH neutro, destinado a 
dissolver e a digerir sangue, restos mucosos, fezes, vômito e outros restos orgânicos 
de instrumental cirúrgico, endoscópios e artigos em geral. As enzimas que promovem 
a quebra da matéria orgânica são basicamente de três tipos: 
• Proteases: decompõem as proteínas.
• Amilases: decompõem os carbohidratos. 
• Lipases: decompõem as gorduras.
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Depois do processo de limpeza, faz-se necessário avaliar as condições de limpe-
za do artigo antes que ele seja encaminhado para a área de preparo. A inspeção 
deve ser rigorosa e pode ser auxiliada por meio de lentes de aumento ou outros 
recursos similares (SILVA et al., 2020).
DESINFECÇÃO
É o processo físico (radiação ultravioleta, pasteurização) ou químico (solução 
germicida) que elimina muitos ou todos os microrganismos na forma vegeta-
tiva em objetos inanimados, com exceção de esporos bacterianos (RAMOS et 
al., 2000; COSTA et al., 2020).
ALTO NÍVEL:
ocorre quando a ação dos desinfetantes é eficaz sobre todas as bactérias nas formas 
vegetativas, micobactérias, fungos, vírus e alguns dos esporos bacterianos (RAMOS et 
al., 2000; SOBECC, 2017).
NÍVEL INTERMEDIÁRIO:
ocorre quando a ação dos desinfetantes é eficaz contra micobactérias, bactérias na 
forma vegetativa e maioria dos fungos e vírus, mas não é eficaz contra os esporos 
bacterianos (RAMOS et al., 2000).
BAIXO NÍVEL:
ocorre quando a ação dos desinfetantes é eficaz contra a maioria dos fungos, alguns 
vírus, mas não é eficaz contra microrganismos resistentes, como a micobactéria ou 
esporos bacterianos (RAMOS et al., 2000).
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ESTERILIZAÇÃO
A esterilização é o processo de destruição de todas as formas de vida microbiana, 
fungos, vírus, bactérias nas formas vegetativa e esporulada. Ela pode ser realizada por 
meios físicos, químicos e físico-químicos (RAMOS et al., 2000; COSTA et al., 2020).
Dentre os processos físicos, encontram-se a esterilização por vapor saturado 
sob pressão e por calor seco-estufa de Pasteur (BRASIL, c2024). O processo de 
esterilização pelo vapor saturado sob pressão é realizado em autoclaves, ten-
do, como princípio, a destruição dos microrganismos pela ação combinada de 
tempo, temperatura, pressão e umidade, promovendo a termo a coagulação e a 
desnaturação das proteínas da estrutura genética celular. Os tipos de autoclave 
são gravitacionais e pré-vácuo (RAMOS et al., 2000).
A esterilização por calor seco é feita por meio de uma estufa que pode ser de 
convecção por gravidade ou de convecção mecânica. A estufa é um equipamento 
elétrico que propaga calor seco, tem baixo poder de penetração e realiza a este-
rilização de forma irregular e lenta. A destruição dos microrganismos se dá por 
meio da oxidação e da dessecação celular (RAMOS et al., 2000).
Dentre os equipamentos de esterilização, temos:
• AUTOCLAVES A VAPOR:
são câmaras de aço inox equipadas com uma ou duas portas dotadas de válvula de 
segurança, manômetros de pressão e indicador de temperatura, geralmente, locali-
zado na linha de drenagem da câmara. Para que haja esterilização, é necessário que 
o vapor entre em contato com todos os artigos colocados na câmara e isso só ocorre 
quando o ar é removido adequadamente. As autoclaves podem ser divididasem dois 
tipos básicos: autoclave gravitacional (evacuação do ar por gravidade) e autoclave 
pré-vacuo (evacuação mecânica do ar).
• AUTOCLAVE GRAVITACIONAL (EVACUAÇÃO DO AR POR GRAVIDADE):
o ar frio, mais denso, tende a sair por um ralo colocado na parte inferior da câmara, 
quando o vapor é admitido. Esse processo é relativamente lento e permite a perma-
nência de ar residual. A fase de secagem é limitada, pois não possui capacidade para 
a completa remoção do vapor, podendo apresentar umidade no material ao final do 
processo. Em geral, processos em autoclaves gravitacionais são adequados para a 
esterilização de materiais desempacotados (RAMOS et al., 2000).
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AUTOCLAVE PRÉ-VÁCUO (EVACUAÇÃO MECÂNICA DO AR):
nesse sistema, o ar é removido previamente para aformação de vácuo. Quando o vapor 
é admitido, ele penetra instantaneamente nos pacotes, com pouca chance de perma-
nência de ar residual. Devido a esse mecanismo, o processo é mais rápido e eficiente. A 
bomba de sucção forma o vácuo num único pulso (alto vácuo) ou a partir de seguidas 
injeções e retiradas rápidas de vapor em temperatura ligeiramente inferior à do proces-
so (pulsos de pressurização). O sistema mais eficiente é o de pulsos de pressurização, 
pois existe grande dificuldade em obter vácuo num único pulso (RAMOS et al., 2000).
ESTERILIZAÇÃO POR CALOR SECO/ESTUFA:
baseia-se na utilização do calor gerado por uma fonte. Requer o uso de altas tempera-
turas e um longo tempo de exposição, pois, como o ar quente se propaga lentamente 
no material, a esterilização exige um aquecimento prolongado. A distribuição dele 
dentro da câmara não ocorre de maneira uniforme, sendo recomendado que não se 
utilize o centro da estufa, visto que ele concentra os chamados pontos frios. A carga 
deve ser o mais uniforme possível e as caixas devem conter uma quantidade limitada 
de instrumentais. O calor seco, por não ser tão penetrante quanto o vapor, deve ser uti-
lizado somente quando não for possível usar a autoclavação, como nos casos de óleos 
e pós (RAMOS et al., 2000).
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VALIDAÇÃO DOS PROCESSOS DENTRO DA CME
O controle do processo de esterilização se dá por intermédio de indicadores 
físicos, químicos e microbiológicos, os quais podem estar interligados a um sis-
tema automatizado de gestão (RAMOS et al., 2000).
Indicadores externos/ fita indicadora rolo/fita teste: são fitas autoadesi-
vas utilizadas unicamente para diferenciar os pacotes processados dos não pro-
cessados. Por serem um indicador visual, facilitam a detecção de problemas nos 
equipamentos e falhas do servidor responsável pela esterilização. A fita indicado-
ra possui listras claras que se tornam escuras (marrom/grafite) após a passagem 
pelo calor, não deixa resíduo após autoclavagem e deve estar presente em todos 
os pacotes de materiais estéreis distribuídos pelo hospital (RAMOS et al., 2000).
Teste de Bowie & Dick/Indicador de ar residual: é usado para determi-
nar a eficácia do sistema de vácuo na autoclave de pré-vácuo. Foi desenvolvido 
para detectar bolhas de ar e avaliar a habilidade do equipamento em reduzir o ar 
residual da câmara a um nível suficiente para prevenir a compactação da carga 
quando o vapor é introduzido após a eliminação do ar. O teste deve ser feito dia-
riamente no primeiro ciclo do dia, após o ciclo de aquecimento (antes da primeira 
carga processada), seguindo as orientações do fabricante da autoclave sobre o 
tempo, a temperatura e o uso correto do indicador. A folha indicadora deverá ser 
colocada no interior de um pacote a ser esterilizado sobre o dreno (purgador), 
com a câmara vazia. Esse pacote pode ser preparado utilizando campos lavados 
e dobrados, empilhados até a altura de 25 a 28 cm. Esse indicador mudará para 
a cor preta após completado o ciclo, evidenciando a ausência de bolhas de ar. A 
presença de áreas mais claras indica ar residual na câmara (RAMOS et al., 2000).
Tira de indicador químico para vapor (Comply): é uma tira composta 
por substâncias químicas que reagem às condições do processo. Oferece resposta 
mediante uma nítida mudança de coloração: ( - ) grafite e ( + ) cinza claro/outros. 
Monitora a pressão do vapor saturado no interior do pacote e caixas, assegurando 
a exposição dos artigos às condições mínimas de tempo e temperatura. Usado 
em cada pacote, aponta problemas locais causados por falhas humanas ou avarias 
mecânicas na autoclave (RAMOS et al., 2000).
Integrador químico para ciclo de vapor (Sterigage): é um dispositivo que 
indica se os materiais dentro do pacote foram expostos às três variáveis críticas: 
temperatura, tempo e presença de vapor saturado, condições necessárias para a 
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esterilização. Pode ser utilizado em todos os processos de esterilização a vapor. 
Aconselha-se colocar, no mínimo, um integrador por ciclo de esterilização e no 
interior de caixas e pacotes grandes. A leitura é fornecida de maneira precisa e é 
de fácil interpretação pela mudança de coloração (RAMOS et al., 2000).
Indicador Biológico (Attest): é um sistema que contém a suspensão de es-
poros dos tipos Bacillus stearothermophilus (autoclave) e Bacillus subtilis (estufa 
ou peróxido de hidrogênio). Representa uma preparação padronizada de esporos 
bacterianos, de modo a produzir suspensões contendo em torno de 106 esporos por 
unidade de papel filtro. É o único meio capaz de assegurar que todas as condições 
de esterilização estão adequadas, porque os microrganismos são testados quanto 
ao crescimento, ou não, após a aplicação do processo (RAMOS et al., 2000).
Confira a aula referente a este tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem .
EM FOCO
NOVOS DESAFIOS
O processo de trabalho dos enfermeiros é teórico-prático, interdependente e 
complementar ao trabalho da saúde, caracterizado por um conjunto de elemen-
tos (objeto, instrumentos e finalidade) adaptados às especificidades da profissão. 
Por isso, apresenta-se de modo próprio e peculiar.
Os elementos se articulam à medida que as ações desenvolvidas atuam sobre um 
objeto por meio de instrumentos que trarão resultados a uma finalidade, o que de-
pende de pessoas e das relações que elas estabelecem entre si e o ambiente de trabalho.
Durante o processo de trabalho, os enfermeiros têm a possibilidade de atuar 
em diferentes dimensões práticas que envolvem “cuidar”, “educar”, “gerenciar” e 
“pesquisar”. Essas dimensões permitem-lhe atuar em organizações de saúde, ensino 
e pesquisa, as quais são compostas por vários setores, dentre os quais está a CME.
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Na CME, os elementos do processo de trabalho do enfermeiro são diferentes, 
pois eles se articulam para atender às especificidades do trabalho desenvolvido. 
O setor se caracteriza como uma área de atuação peculiar do enfermeiro que, no 
próprio cotidiano, utiliza uma gama de conhecimentos empíricos, científicos e 
tecnológicos para a coordenação do trabalho desenvolvido.
A partir do exposto, destaca-se a importância de conhecer a prática do enfer-
meiro na CME durante o processo de trabalho e os elementos que o compõem, 
a fim de compreender o que, para quem, como e por que as ações são realizadas. 
A abordagem do tema é fundamental devido à complexidade e à peculiaridade 
do trabalho do profissional no setor.
A respeito das funções na CME, o enfermeiro revela competências exigidas 
que circundam a administração do setor, o desenvolvimento de atividades técni-
co-assistenciais e a administração de recursos humanos. Para tanto, o profissional 
necessita somar, à estrutura física da CME, um conjunto de saberes estruturados 
que venham lhe conferir competência e responsabilidade pelo setor. Nesse en-
tendimento, a competência é utilizada para empregar diferentes tecnologias de 
enfermagem sobre os próprios objetos de trabalho, com o intuito de transfor-
má-los e, assim, alcançar as finalidades propostas para o processo de trabalho. 
A CME é essencial para o funcionamentode diversas áreas no hospital e 
funciona 24 horas todos os dias. Segundo a Resolução RDC nº 307, de 14 de no-
vembro de 2002, ela é considerada uma unidade de apoio técnico, que assegura 
boas condições dos artigos para os atendimentos dos pacientes. É nessa unidade 
que acontece desde a inspeção dos materiais (instrumental, roupas cirúrgicas e 
outros) até a liberação deles.
Manter uma CME no hospital significa ter um local específico para o pre-
paro de materiais para a esterilização e a higienização dos equipamentos e dos 
suprimentos médicos. Trata-se de uma assistência indireta essencial, para que os 
pacientes estejam seguros e recebam um atendimento adequado.
Com a CME, é possível que o equipamento de saúde tenha as devidas condi-
ções para oferecer atendimento e assistência à saúde dos pacientes infectados por 
vírus e bactérias, além dos sadios. Sem esse cuidado, muitas pessoas, incluindo 
os próprios profissionais de saúde, poderiam se infectar.
Assim, os profissionais de saúde que atuam na CME são tão importantes à 
biossegurança e ao cuidado com os pacientes quanto a equipe médica e de en-
fermagem que atendem às pessoas diretamente.
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1. A validação da esterilização depende de um conjunto de etapas denominadas “qualifica-
ção”, com a certificação da adequabilidade dos parâmetros avaliados. A finalidade é garantir 
a inexistência de probabilidade de sobrevivência dos microrganismos.
Considerando os processos encontrados na esterilização, assinale a alternativa correta:
a) Físico.
b) Geográfico.
c) Térmico.
d) Criogênico.
e) Físico-químico.
2. A esterilização por vapor saturado sob pressão é o processo que oferece maior segurança 
ao meio hospitalar. Ele é o método preferencial para o processamento de um material 
termo-Resistente, ao destruir todas as formas de vida em temperaturas entre 121°C e 132°C.
Considere as afirmativas que determinam a forma como age o agente químico: 
I - Por contato. 
II - Por indução.
III - Por condução.
IV - Por alquimia.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
AUTOATIVIDADE
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3. O processamento de materiais na Central de Materiais e Esterilização (CME) é um processo 
meticuloso e complexo que envolve várias etapas críticas. O objetivo principal é garantir 
que todos os instrumentos e equipamentos sejam adequadamente limpos, desinfetados 
ou esterilizados para evitar a propagação de infecções.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta 
entre elas:
I - Todo material, ao chegar na área de preparo e acondicionamento, deve ser inspecionado 
quanto à funcionalidade, limpeza e integridade. 
PORQUE
II - Em seguida, os artigos são acondicionados em diferentes tipos de caixas e embalagens, 
de acordo com a padronização e métodos de esterilização existentes na instituição.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são falsas.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
COSTA, R. da et al. Papel dos trabalhadores de enfermagem no centro de material e esteriliza-
ção: revisão integrativa. Escola Anna Nery, v. 24, n. 3, 2020.
RAMOS, E. M. do N. M. et al. Central de Material e Esterilização – Manual Técnico. Brasília: Se-
cretaria de Saúde (SES); Fundação Hospitalar do Distrito Federal (FHDF); Núcleo Normativo de 
Enfermagem (NNE); Departamento de Recursos Médico-Assistenciais (DRMA), 2000. Disponível 
em: https://portalidea.com.br/cursos/6867127331217061d06a4a67d8247a1d.pdf. Acesso em: 16 
jan. 2024.
SILVA, A. R. S. da et al. Manual de Normas e Rotinas da CME. Empresa Brasileira de Serviços 
Hospitalares (EBSERH), 2020. Disponível em: https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-uni-
versitarios/regiao-nordeste/hu-univasf/acesso-a-informacao/normas/protocolos-institucio-
nais/ManualdeNormaseRotinasdaCME.pdf. Acesso em: 16 jan. 2024.
SOBECC. Práticas Recomendadas. 7. ed. São Paulo: SOBECC, 2017. 
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1. Opção E.
2. Opção A.
3. Opção A.
GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS METAS
VALIDAÇÃO DOS PROCESSOS 
NA CENTRAL DE MATERIAIS E 
ESTERILIZAÇÃO (CME)
Compreender a legislação RDC nº 15/2012
Conhecer os testes que temos na Central de Materiais e Esterilização (CME).
Entender o teste de Bowie Dick.
Compreender o período de incubação de cada indicador.
Entender o processo de leitura dos indicadores biológicos.
Estudar os indicadores químicos.
Raciocinar sobre a importância da fiscalização do enfermeiro nos processos.
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INICIE SUA JORNADA
O monitoramento da eficácia dos processos de esterilização na Central de Ma-
teriais e Esterilização (CME), é fundamental para garantir a qualidade e a segu-
rança dos materiais médico-cirúrgicos utilizados no atendimento aos pacientes. 
O monitoramento envolve o uso de indicadores físicos, químicos e biológicos 
para avaliar a eficácia dos processos de esterilização e identificar possíveis falhas.
Você já se perguntou se, na CME, temos uma legislação que nos norteia? Você 
está convidado a conferir este podcast: o tema é a RDC nº 15./2012 Recursos de 
mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
O indicador biológico é um teste de extrema importância a ser feito na CME. No 
vídeo a seguir, aprenderemos a realizar esse teste na prática.
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA (RDC) Nº 15 /2012
A CME possui um longo histórico que acompanha os profissionais de saúde e 
os procedimentos cirúrgicos. A função dela é zelar pelas melhores condições, 
para que os cirurgiões possam realizar procedimentos invasivos com o máximo 
de cuidado contra as infecções pós-cirúrgicas. A CME é um setor essencial para 
a unidade hospitalar, visto que prima pela segurança e maior qualidade, tendo, 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
como profissionais que atuam nesse ambiente, os enfermeiros e os técnicos em 
enfermagem, que são fundamentais para a complexidade que o setor possui. Eles 
atuam diante das tecnologias para manusear os equipamentos que se destinam 
a manter os equipamentos cirúrgicos com um padrão de esterilização que não 
possa proporcionar chances de contaminação ( SOBECC, 2017).
A CME do tipo semicentralizada teve início na década de 1950. Nela, cada 
unidade tem a função de preparar os próprios materiais e os encaminha para 
que possam ser esterilizados em local único, que pode ser na própria unidade 
hospitalar ou em outro local. Vale destacar que a CME é o setor responsável pela 
biossegurança no âmbito hospitalar, tendo, como um dos termos principais, a 
contenção, que é utilizada para descrever os métodos de segurança utilizados 
na manipulação de materiais infecciosos no meio laboratorial onde estão sendo 
manuseados e/ou mantidos. O objetivo da contenção é eliminar ou reduzir a 
exposição da equipe de saúde aos riscos que o meio ambiente laboral proporcio-
na, em geral, os agentes potencialmente perigosos, os quais podem influenciar a 
qualidade das cirurgias, por exemplo (SOBECC, 2017).
Na CME, temos várias normas e rotinas a serem seguidas. A que merece destaque 
é a Resolução RDC nº 15, de 15 de março de 2012, que dispõe a respeito dos requisitos 
relacionados às boas práticas para o devido processamento dos produtos disponíveis 
à saúde. A resolução cita, no Art. 3º, que ela se aplica a todas as CMEs que dispõem 
de seus serviços, seja na saúde pública ou privada, seja em instituições de cunho civil 
ou militar, seja em organizações voltadas para o processamento de todos os produtos 
que são necessários para a saúde (BRASIL, 2012; SOBECC, 2017).A RDC nº 15 /2012 visa estabelecer os requisitos mínimos para as boas práti-
cas dos processamentos dos produtos destinados à saúde nesse ambiente. Assim, 
faz exigências para a CME, tendo, como objetivo, a segurança dos pacientes e de 
todos os profissionais e colaboradores envolvidos nesse setor de grande impor-
tância para a área da saúde (BRASIL, 2012; SOBECC, 2017).
Assim, a RDC nº 15/2012 é uma norma regulamentadora que tem como 
principal função estabelecer e regulamentar os requisitos de boas práticas ao 
funcionamento dos serviços que realizam o processamento de produtos na área 
de saúde. A finalidade é a segurança do paciente e de todos os profissionais en-
volvidos (BRASIL, 2012; SOBECC, 2017).
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A RDC nº 15, de 2012, divide a CME em duas classes:
 ■ Classe I: realizará o processamento de produtos para a saúde não críti-
cos, semicríticos e críticos de conformação não complexa, passíveis de 
processamento (BRASIL, 2012; SOBECC, 2017).
 ■ Classe II: realizará o processamento de produtos para a saúde não críti-
cos, semicríticos e críticos de conformação complexa e não complexa, 
passíveis de processamento (BRASIL, 2012; SOBECC, 2017).
Importante ressaltar que é possível a terceirização do processamento dos pro-
dutos para saúde, desde que formalizado mediante contrato de prestação de 
serviço. No caso dos materiais complexos, a limpeza automatizada (em equi-
pamento de eficiência comprovada) deve ser precedida de limpeza manual 
(BRASIL, 2012; SOBECC, 2017).
Essa regulamentação se aplica às CMEs dos serviços de saúde públicos, pri-
vados, civis e militares, além das empresas envolvidas no processamento de pro-
dutos para a saúde (BRASIL, 2012; SOBECC, 2017).
De acordo com a RDC nº 15 /2012, o processamento de materiais deve ser 
dividido por fases: limpeza, desinfecção e/ou esterilização. O objetivo é evi-
tar a contaminação cruzada entre os materiais sujos e os já descontaminados 
(BRASIL, 2012; SOBECC, 2017).
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Uma das principais áreas de foco da RDC nº 15 /2012 é a criação de um Plano de 
Manutenção objetivando a realização de manutenções preventivas e corretivas 
de acordo com a criticidade dos equipamentos. Além disso, a resolução define a 
necessidade de registro das manutenções realizadas e a rastreabilidade das peças 
utilizadas (BRASIL, 2012; SOBECC, 2017).
A equipe que atua na CME deve ter treinamento da equipe responsável pela 
manutenção dos equipamentos, garantindo que eles tenham o conhecimento e 
as habilidades necessárias para executar e realizar as tarefas de maneira adequa-
da e segura. A RDC nº 15 /2012 também estabelece critérios para a qualificação 
técnica dos fornecedores de serviços de manutenção e a importância de avaliar 
as competências dos técnicos envolvidos. Em resumo, a RDC nº 15 é um marco 
regulatório que molda os padrões de manutenção dos equipamentos hospitalares 
no Brasil (BRASIL, 2012; SOBECC, 2017).
A RDC nº 15 garante que a manutenção seja realizada de acordo com nor-
mas rigorosas, garantindo a qualidade e a segurança dos dispositivos médicos 
e contribuindo para a excelência dos cuidados de saúde. Ao compreenderem e 
aderirem a essa regulamentação, as instituições de saúde reforçam o compro-
misso delas com a conformidade e a qualidade (BRASIL,2012; SOBECC, 2017).
O descumprimento da RDC nº 15 /2012 é classificado como infração sani-
tária, com penalidades nos âmbitos civil, administrativo e penal (BRASIL,2012 
SOBECC, 2017). Esse delito significa infringir uma determinação do poder pú-
blico que objetiva impedir a introdução ou a propagação de doença contagiosa. 
As infrações sanitárias podem ser classificadas em leves, graves e gravíssimas. Já 
as multas podem variar entre 2 mil reais para as infrações leves e 1 milhão e qui-
nhentos para as infrações gravíssimas. Além do mais, nos casos de reincidência, 
as multas são aplicadas em dobro (BRASIL, 2012; SOBECC, 2017).
Dentre as infrações, temos (SOBECC, 2017):
 ■ Leves: a instituição infratora é beneficiada por uma circunstância ate-
nuante. 
 ■ Graves: são verificadas quaisquer circunstâncias agravantes.
 ■ Gravíssimas: é averiguada a existência de duas ou mais circunstâncias 
agravantes.
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INDICADORES BIOLÓGICOS
Os indicadores biológicos têm a função de 
monitorar e verificar a eficácia dos processos 
de esterilização e desinfecção em ambientes 
onde a eliminação de microrganismos pa-
togênicos é essencial para o cuidado a ser 
realizado (SOBECC, 2017).
Eles são utilizados em várias áreas, como 
hospitais, clínicas odontológicas, indústrias 
farmacêuticas, laboratórios e outras instala-
ções que requerem altos padrões de higiene 
e segurança (SOBECC, 2017).
Nesses indicadores, encontramos mi-
crorganismos específicos, como esporos 
bacterianos, que são considerados os mais 
resistentes aos processos de esterilização 
(SOBECC, 2017).
Esses microrganismos são dispostos em 
locais estratégicos, podendo ser dentro de 
embalagens ou em dispositivos, com o objeti-
vo de simular a presença de possíveis agentes 
contaminantes. Após a exposição aos agentes 
esterilizantes, os indicadores biológicos são 
analisados para determinar se os microrga-
nismos foram efetivamente eliminados, ou 
não, comprovando a eficácia do processo de 
esterilização (SOBECC, 2017).
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A principal função dos indicadores biológicos é fornecer uma avaliação direta 
e confiável sobre a eficácia do processo de esterilização ou desinfecção. Os resul-
tados obtidos nos levam a garantir que os instrumentos médicos, os equipamen-
tos ou os materiais utilizados não apresentam risco de infecção para pacientes, 
clientes ou usuários (SOBECC, 2017).
O indicador biológico possui uma preparação padronizada de esporos bac-
terianos projetada para produzir suspensões contendo dez esporos por unidade 
de papel-filtro. Para as autoclaves, utiliza-se, como bioindicadores, esporos de 
bacilos termófilos Bacillus stearothermophilus em um meio de cultura e com 
indicador de pH. O processo permite assegurar que o conjunto de todos os 
parâmetros críticos de esterilização encontram-se adequados, porque, após a 
aplicação do processo, os microrganismos são diretamente testados quanto ao 
crescimento, ou não (SOBECC, 2017).
Devemos usar uma incubadora para colocar o indicador biológico. Ela é 
importante para garantir a validade e a precisão dos resultados obtidos após 
a esterilização ou a desinfecção de equipamentos, instrumentos ou materiais 
médicos (SOBECC, 2017).
A incubadora fornece um ambiente controlado e favorável para o desenvolvi-
mento e o crescimento dos microrganismos contidos nos indicadores biológicos, 
facilitando a avaliação correta da eficácia do processo de esterilização. Existem 
várias razões importantes para usar uma incubadora como indicador biológico. 
Dentre elas, podemos destacar:
INCUBAÇÃO CONTROLADA:
há uma atmosfera controlada, garantindo que as condições de temperatura, umidade 
e tempo de incubação sejam mantidas consistentes e adequadas para o crescimento 
dos microrganismos (SOBECC, 2017).
TEMPO DE INCUBAÇÃO ADEQUADO:
cada indicador biológico terá um tempo específico de incubação necessário para que 
os microrganismos possam se desenvolver e indicar se foram eliminados pelo processo 
de esterilização. A incubadora garante que esse tempo seja respeitado (SOBECC, 2017).
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BOWIE & DICK
A autoclave necessita passar por testes que mostram a eficiência e a eficácia delas 
no processo de esterilização. Os testes precisam ser realizados diariamente e há 
alguns pré-requisitos: 
 ■ Retirar o maior volume possível de ar da câmara interna da autoclave e 
de dentro das cargas.
 ■ Esterilizar e combinar tempo, temperatura e pressão durante um determina-
do tempo de acordo com as orientações da Norma Internacional e Nacional 
(NBR), realizando uma boa penetração do agente esterilizante na carga. 
Efetuados os testes, se o resultado for satisfatório, o equipamento estará pronto 
para o uso pretendido.2018).
Atualmente, os hospitais estão trabalhando 
com técnicos de enfermagem em áreas em que 
há pacientes em condições críticas, assim como 
é o caso do CC. De acordo com o Decreto nº 
94.406/1987, que regulamenta o exercício profis-
sional, as atividades desenvolvidas pelos técnicos 
de enfermagem são consideradas de menor com-
plexidade (BRASIL, 1987). 
O técnico/auxiliar de enfermagem trabalha 
em colaboração com o enfermeiro assistencial e as 
atividades dele no CC propriamente dito, geralmen-
te, são as que ele desempenha como circulante de SO. 
A SOBECC recomenda que as atividades específicas 
e que envolvam procedimentos anestésico-cirúrgi-
cos complexos sejam feitas preferencialmente pelo 
enfermeiro assistencial ou, na falta dele, pelo técnico 
de enfermagem, com conhecimentos técnico-cientí-
ficos especializados para tais (SOBECC, 2017).
O técnico de enfermagem tem a função de cir-
culante de sala operatória. Dessa forma, é o respon-
sável por verificar as condições de funcionamento 
dos aparelhos e solicitar a manutenção desses apa-
relhos quando necessário. Além disso, deve realizar 
a checagem dos equipamentos que serão utilizados 
no procedimento cirúrgico antes do início, identi-
ficar e encaminhar peças cirúrgicas, provisionar os 
recursos necessários ao paciente e às especificida-
des de cada intervenção cirúrgica a ser realizada, 
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proceder a montagem e a desmontagem da sala operatória e auxiliar na para-
mentação da equipe cirúrgica e do anestesiologista na indução e reversão do 
procedimento anestésico. Não só, mas também precisa fazer o registro de todas 
as informações referentes ao transoperatório no prontuário do paciente, reali-
zar o controle de gastos dos materiais utilizados, encaminhar o paciente para 
a sala de recuperação anestésica, auxiliar o enfermeiro sempre que necessário 
e comunicar a ele situações imprevistas, solicitando a presença em casos de 
emergência (SAMPAIO, 2018).
A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO QUE ATUA NO CENTRO 
CIRÚRGICO 
A caracterização do exercício profissional do enfermeiro pode ser desenvolvida 
a partir de “modelos teóricos do papel”, em uma abordagem interdisciplinar ou 
multidisciplinar, sob os pontos de vista intrapessoal e interpessoal, além do re-
lacionamento do homem com o meio físico-sócio-cultural (SAMPAIO, 2018).
No centro cirúrgico, o enfermeiro é o responsável por acompanhar o paciente 
desde a entrada no bloco até o período perioperatório, com o intuito de atender 
todas as necessidades do cliente. Existem dois tipos de classificação para o pro-
fissional enfermeiro: o coordenador e o assistencial (SOBECC, 2017).
É ele quem planeja, gerencia, administra e realiza as atividades e os proce-
dimentos que ocorrem na unidade. Dessa forma, no que diz respeito ao geren-
ciamento da unidade, o enfermeiro deve cada vez mais assumir a função de 
líder e coordenador do ambiente, visto que é da competência dele prever, prover, 
implementar, avaliar e controlar os recursos humanos e materiais. 
Assim, a qualidade e a eficiência da atuação do enfermeiro podem ser ava-
liadas pelo transcorrer do ato anestésico-cirúrgico com o menor risco possível 
para o paciente e pela satisfação da equipe multidisciplinar em trabalhar nesse 
setor (SOBECC, 2017).
A atuação do enfermeiro no centro cirúrgico é pautada em dois interesses: os 
técnicos e os práticos. As definições das atribuições desse profissional são emba-
sadas no conhecimento por meio da atuação técnico-científica e da participação 
na organização. A busca pela segurança no período transoperatório tem se confi-
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gurado uma importante atividade gerencial do enfermeiro. No entanto, ao avaliar 
a percepção dos profissionais de saúde sobre a cultura de segurança no CC de 
um hospital público, em uma pesquisa recente, observou-se um distanciamento 
entre os gestores e os demais profissionais, com condições precárias de trabalho 
e fragilidade na cultura de segurança (SOBECC, 2017).
No Brasil, alguns trabalhos sobre a utilização de instrumentos para a promoção 
de segurança e a prevenção de eventos adversos no CC identificaram que a equipe 
de enfermagem contribui com registros indispensáveis para o desenvolvimento de 
ações seguras e cabe ao enfermeiro, enquanto líder, adotar e estimular tais iniciati-
vas. Existe um caminho longo de aceitação da responsabilidade político-social que 
o enfermeiro desempenha no centro cirúrgico. O foco principal desse profissional é 
garantir a segurança ao paciente na execução dos procedimentos anestésicos-cirúr-
gicos que serão realizados pelos diferentes membros da equipe cirúrgica. Sabe-se 
que ocorre variação na atuação do enfermeiro quando comparamos diferentes 
realidades e estabelecimentos de assistência à saúde (SOBECC, 2017). 
A responsabilidade desse profissional pela coordenação da assistência de en-
fermagem prestada ao paciente deve ser considerada independentemente do tipo 
de organização em que ele atua: filantrópico, privado ou público. O conhecimento 
dos processos dentro do CC é dinâmico, haja vista a alta complexidade dos proces-
sos e das relações de trabalho que contribuem para que o enfermeiro se desenvolva 
nessa unidade. Nesse contexto, é necessário que esse profissional busque captações 
para o desenvolvimento de novas práticas dentro das unidades de atendimento. 
Essas atualizações devem englobar, inclusive, formações a respeito das legislações 
vigentes nacionais e internacionais, de modo a garantir maior segurança ao pacien-
te. A organização do trabalho do enfermeiro pode ser dividida em cinco etapas: 
coleta de dados, diagnóstico de enfermagem, planejamento da assistência de enfer-
magem, implementação da assistência, avaliação de enfermagem (SOBECC, 2017).
Os enfermeiros do centro cirúrgico se afastam do cuidado direto ao paciente 
dando prioridade ao suprimento de materiais e de equipamentos para a unidade, 
e aos cuidados técnicos. É notável a importância de todos os procedimentos que 
cercam o centro cirúrgico, porém não se pode negar a necessidade de um cuidado 
diferenciado, especialmente no centro cirúrgico (SAMPAIO, 2018).
Ao enfermeiro, é atribuída a responsabilidade de gerenciar a unidade com 
competência técnico-administrativa, estabelecer condutas éticas a toda equipe 
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do centro cirúrgico, manter um ambiente seguro e educar o paciente a respeito 
da própria doença, do tratamento, da promoção à saúde e do autocuidado, pro-
movendo o cuidado ao paciente cirúrgico com qualidade (SAMPAIO, 2018).
O enfermeiro, durante o desempenho do próprio papel administrativo, deve 
desenvolver o planejamento em todas as fases, sendo o responsável pela organi-
zação, direção, liderança e controle dos processos. Na assistência, o enfermeiro 
tem o papel de promover um atendimento individualizado, qualificado e seguro, 
sendo o responsável pelo paciente durante o período perioperatório de forma 
integral, devendo todo o processo de enfermagem ser documentado em pron-
tuário (SOBECC, 2017).
Quanto ao ensino e à pesquisa, o enfermeiro não necessita ser precisamen-
te um docente para exercer esse papel, pois o papel de educador é intrínseco 
a esse profissional. Assim, ele pode desenvolver programas de treinamento e 
capacitação à equipe e favorecer o processo ensino-aprendizagem por meio da 
colaboração com os alunos e docentes que possam passar por estágios práticos 
na unidade. Além disso, deve incentivar e estimular a pesquisa, aspecto de funda-
mental importância para o desenvolvimento de novas tecnologias, participando 
de estudos e investigações e proporcionando um ambiente favorável para pro-
moção desses estudos (SAMPAIO, 2018).
O enfermeiro é um membro importante enquanto integrante da equipe 
multidisciplinar que atua no centro cirúrgico, já que as ações que desempe-
nha são imprescindíveis para que os procedimentos sejam realizados de acordo 
com as condições ideais, técnicas e assépticas, o que possibilita que o processoÉ válido lembrar que, se o pacote está molhado, ele se 
encontra contaminado (SOBECC, 2017).
O Teste de Bowie & Dick foi criado, em 1961, pelos doutores J. Bowie e Sr. 
J. Dick. Todavia, a conclusão desse trabalho foi publicada oficialmente, somente 
em 16 de março de 1963, no The Lancet British Medical Journal com o título The 
Bowie And Dick Autoclave Tape Test. O Teste de Bowie & Dick é um teste-pa-
drão para testar autoclaves que se proponham a esterilizar cargas com alto grau 
de dificuldade na retirada de ar, causando uma boa penetração do vapor, sendo 
utilizado até os dias atuais (SOBECC, 2017).
Vale recordar que, ao fecharmos a porta de uma autoclave, temos 100% de 
ar dentro da câmara interna e, ao não retirarmos esse ar e introduzirmos vapor, 
haverá a formação de muitas bolhas de ar que impedem a atuação da tempe-
ratura e da pressão. Portanto onde houver ar, não haverá esterilização, motivo 
pelo qual o ar precisa ser eliminado de dentro da câmara interna durante todo 
o processo (SOBECC, 2017).
O Teste de Bowie & Dick é uma folha-teste com indicador químico tipo 2 
sem chumbo e sensível ao vapor. Ela é posicionada dentro de um pacote, entre 
várias camadas de papel. Esse “cenário” simula a situação real de uma carga com 
alto grau de dificuldade de penetração e esterilização. Portanto, opera com uma 
margem de segurança para a qualificação da eficiência da autoclave testada. O 
pacote-teste do tipo Bowie & Dick é colocado na bandeja sozinho o mais próximo 
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possível do dreno, dentro da câmara e inox, a fim de ser submetido ao processo 
de esterilização com três pré-vácuos, pressão de 2,3 kPa a 134 °C durante 3,5 
minutos (SOBECC, 2017).
Após ser submetido ao ciclo de esterilização, a qualificação só ocorre quando 
é constatada mudança uniforme de coloração, de acordo com a prescrição do 
fabricante do Teste do tipo Bowie & Dick. Caso se constatem áreas com man-
chas de coloração mais claras e/ou esfumadas nas linhas escuras da folha-teste, 
isso indica falha no sistema de remoção do ar e falha na penetração do agente 
esterilizante (vapor). A autoclave não pode, nem deve ser utilizada, porque não 
estaria qualificada para o processo (SOBECC, 2017).
INDICADORES QUÍMICOS
Os indicadores químicos para monitorização do processo de esterilização são 
elaborados com componentes especiais que, devido à estrutura, reagem apenas na pre-
sença integrada dos seguintes fatores: tempo, pressão e temperatura (SOBECC, 2017).
Os Indicadores Químicos (IQ), assim como o próprio nome diz, monito-
ram o processo de esterilização quimicamente. A tecnologia empregada nesse 
tipo de indicador faz com que ocorra uma reação entre o meio de esterilização 
e o indicador, podendo, assim, identificar o processo como aprovado apenas se 
ocorrer o meio ideal para esterilização (SOBECC, 2017).
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Eles podem apontar uma falha potencial no ciclo de esterilização pela mudança 
na coloração ou por outros mecanismos, tais como a fusão de sólidos à tempe-
ratura e ao tempo de exposição predeterminados. Os IQ comercialmente dis-
poníveis oferecem informações diferenciadas. Alguns são capazes de avaliar a 
temperatura atingida pelo equipamento sem integrar com o tempo de exposição, 
enquanto outros respondem ao resultado da integração de todos os parâmetros 
essenciais para garantir a esterilização (SOBECC, 2017). 
Os IQ atualmente disponíveis são: 
INDICADOR QUÍMICO TIPO 1 
é um indicador de processo conhecido como indicador externo de exposição. Há 
tintas termocrômicas impregnadas em fita adesiva (fita zebrada), em um sistema de 
barreira estéril, como papel grau cirúrgico e em etiquetas de identificação do material. 
Tem como objetivo identificar e diferenciar os produtos expostos à esterilização da-
queles que não foram (GRAZIANO, 2013; SOBECC, 2017).
INDICADOR QUÍMICO TIPO 2 
conhecido como teste de Bowie & Dick, é utilizado em testes específicos, somente 
em autoclave a vapor com sistema de vácuo. É especialmente útil para verificar a 
presença de gases não condensáveis que estão presentes quando ocorrem falhas na 
remoção do ar das autoclaves, na fase de acondicionamento, falha na vedação das 
portas e na presença de fissuras nas tubulações. A recomendação para a realização 
do teste de Bowie & Dick é diária, antes da primeira carga ser processada (GRAZIANO, 
2013; SOBECC, 2017).
INDICADOR QUÍMICO TIPO 3 
trata-se de um indicador de único parâmetro, reagindo apenas a uma variável crítica 
do processo de esterilização, como a temperatura atingida pela autoclave. Na prática, 
esse indicador não é utilizado e não está disponível para comercialização (GRAZIANO, 
2013; SOBECC, 2017).
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INDICADOR QUÍMICO TIPO 4 
é elaborado para reagir a duas ou mais variáveis críticas de esterilização, por exemplo, 
tempo e temperatura, e tem a intenção de indicar a exposição com valor declarado 
(VD) das variáveis, por exemplo, 134 ºC a 3 minutos (GRAZIANO, 2013; SOBECC, 2017).
INDICADOR QUÍMICO TIPO 5 (INTEGRADOR) 
 atualmente é o mais indicado para monitoramento da esterilização de produtos para 
saúde em autoclave. Deve reagir a todas as variáveis críticas do processo de esteriliza-
ção. Os VD são gerados para serem equivalentes ou excederem os requisitos de de-
sempenho preconizados para o indicador biológico. Nas autoclaves, esse IQ monitora, 
além da temperatura e do tempo mínimo de exposição, a qualidade do vapor, que 
deve ter, pelo menos, 95% de umidade (GRAZIANO, 2013; SOBECC, 2017).
INDICADOR QUÍMICO TIPO 6 (EMULADOR) 
é um indicador emulador (simulador) designado para reagir a todas as variáveis críticas 
do processo de esterilização com ponto de viragem quando 95% do ciclo estiver 
concluído. O uso do IQ tipo 6 específico confere maior segurança aos ciclos expandi-
dos, como os de 7, 12 e 18 minutos a 134 ºC. Nessas condições, a escolha do IQ tipo 6 
(emulador) confere maior segurança quando comparado ao IQ tipo 5 (integrador), pois, 
em cerca de 2 minutos ou menos, o IQ tipo 5 (integrador) sinaliza condições satisfatórias 
com a viragem da cor da tinta termocrômica ou fusão da pastilha com derretimento, 
avançando até a faixa de aceitação (GRAZIANO, 2013; SOBECC, 2017; COSTA et al., 2020).
Em conclusão, a utilização de Integradores Químicos (IQ) para o monitoramento 
do processo de esterilização representa um avanço crucial na garantia da eficácia 
desse procedimento vital em ambientes de saúde. Ao integrarem os fatores de 
tempo, pressão e temperatura, esses indicadores químicos desempenham um 
papel essencial na identificação de falhas potenciais nos ciclos de esterilização, 
proporcionando um monitoramento confiável e preciso.
Os diversos tipos de IQ disponíveis, como os indicadores químicos do tipo 1, 
tipo 2, tipo 4, tipo 5 (integrador) e tipo 6 (emulador), oferecem opções especializa-
das para atender às necessidades específicas de diferentes processos de esterilização. 
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Desde a identificação visual simples até a reação a múltiplas variáveis críticas, esses 
indicadores desempenham um papel crucial na segurança dos procedimentos.
É evidente que, ao escolher o indicador químico apropriado, é possível for-
talecer a eficácia do controle de esterilização, garantindo que os produtos para a 
saúde estejam livres de microrganismos patogênicos. Essa abordagem não apenas 
contribui para a segurança do paciente, mas também assegura a conformidade 
com as normas e as regulamentações, promovendo a qualidade e a excelência 
nos serviços de saúde.
Em última análise, a implementação desses avanços tecnológicos na moni-
torização da esterilização não apenas atende aos padrões exigidos, mas também 
eleva a confiabilidade e a eficiência dos processos, refletindo um compromisso 
contínuo com a segurança e o bem-estar dos pacientes.
Confira a aula referente a este tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem .
EM FOCO
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NOVOS DESAFIOS
A CME é de suma importância, uma vez que garante que o equipamento de 
saúde esteja livre de agentes contaminantes causadores de infecções. Sem o cui-
dado da CME, os pacientes e até mesmo os próprios profissionais de saúde ficam 
expostos e podem se infectar.
Desse modo, os profissionais que atuam na CME têm grande importância 
para a biossegurança e o cuidado com os pacientes, bem como as equipes médicas 
e de enfermagem que atendem às pessoas diretamente.
Diante do cenário atual, a CME passou a ser mais reconhecida. Os processos 
realizados na CME começaram a seguir normas estabelecidas pela Agência de 
Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil, e pelo Centro de Controle de Doenças 
(CDC), nos Estados Unidos, a fim de garantir que os produtos destinados ao uso 
ao paciente estejam seguros e livre de bactérias ou vírus.
A assistência indireta que é prestada pela CME deve seguir um padrão de 
qualidade, garantindo a segurança ao paciente e da equipe envolvida nas ativi-
dades do hospital.
Sobre a prática profissional do enfermeiro da CME, é possível dizer que essa 
unidade tem como função primordial oferecer o suporte para o cuidado aos 
pacientes em diferentes situações de atendimento. Deste modo, trata-se de um 
trabalho específico, cuja atividade dominante é a gerência do processamento 
dos diferentes artigos médico-hospitalares (BARTOLOMEI; LACERDA, 2006).
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1. A limpeza de um instrumental cirúrgico deve ser rigorosa, sendo uma das etapas mais 
importantes do processo de esterilização. Nessa etapa, deve ser removida toda a sujidade, 
pois as cargas microbianas formam barreiras e protegem os microrganismos, impedindo 
que os agentes esterilizantes penetrem nos artigos, tornando as etapas subsequentes 
ineficientes e comprometendo a esterilização.
Quando encontrar o resultado positivo (+) do indicador biológico, o que isso significa? Assi-
nale a alternativa correta:
a) Presença de matéria.
b) Falha no sistema.
c) Presença de manutenção.
d) A energia estiver escassa.
e) A máquina está com problemas.
2. A incubadora fornece um ambiente controlado e favorável para o desenvolvimento e o 
crescimento dos microrganismos contidos nos indicadores biológicos, permitindo a ava-
liação correta da eficácia do processo de esterilização. 
Considere o número das gerações dos indicadores biológicos nas afirmativas a seguir:
I - 1° geração.
II - 2° geração.
III - 3° geração.
IV - 4° geração.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
AUTOATIVIDADE
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3. A leitura dos indicadores biológicos acontece para verificar se ocorreu crescimento bac-
teriano. Se houver crescimento, isso indica uma falha no processo de esterilização, e me-
didas corretivas devem ser tomadas antes do uso dos instrumentos ou dos equipamentos 
esterilizados.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta 
entre elas:
I - Todos os testes biológicos realizados nas autoclaves devem ser registrados em planilhas 
de controle da CME. 
PORQUE
II - A finalidade é possibilitar o arquivamento, pois a documentação será útil para as avalia-
ções da CCIH e da vigilância sanitária municipal e estadual.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são falsas.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
BARTOLOMEI, S. R. T.; LACERDA, R. A. Trabalho do enfermeiro no Centro de Material e seu lugar 
no processo de cuidar pela enfermagem. Revista da Escola de Enfermagem Da USP, v. 40, n. 
3, p. 412-417, 2006. 
BRASIL. Central de material e esterilização. c2024. 52 slides. Disponível em: https://www.ufpe.
br/documents/40070/1837975/ABNT+NBR+6023+2018+%281%29.pdf/3021f721-5be8-4e6d-
-951b-fa354dc490ed. Acesso em: 16 jan. 2024.
COSTA, R. da et al. Papel dos trabalhadores de enfermagem no centro de material e esteriliza-
ção: revisão integrativa. Escola Anna Nery, v. 24, n. 3, 2020.
GRAZIANO, K. U. CME – Os 22 DESAFIOS em busca de segurança para o paciente. In: V Semi-
nário de Prevenção e Controle de Infecção em Serviço de Saúde de Santa Catarina. Anais [...] 
Secretaria da Saúde de Santa Catarina, 2013. Disponível em: https://www.saude.sc.gov.br/index.
php/informacoes-gerais-documentos/vigilancia-em-saude/ceciss/materiais-seminario-ce-
ciss/palestras-v-seminario?format=html. Acesso em: 16 jan. 2024.
SOBECC. Práticas Recomendadas. 7. ed. São Paulo: SOBECC, 2017. 
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1. Opção B.
2. Opção D.
3. Opção A.
GABARITO
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	unidade 1
	Conceitos básicos 
em centro cirúrgico 
	Centro cirúrgico: conceitos e atividades realizadas 
na unidade
	Assistência em 
centro cirúrgico
	unidade 2
	CENTRO CIRÚRGICO: ESTRUTURA FÍSICA E EQUIPE DE ENFERMAGEM 
	SRPA, ÉTICA E HUMANIZAÇÃO 
DO CUIDADO
	SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA EM ENFERMAGEM E COMPLICAÇÕES NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO
	unidade 3
	CENTRAL DE MATERIAIS 
E ESTERILIZAÇÃO
	CENTRAL DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO: CONCEITOS E EQUIPE QUE COMPÕE A UNIDADE
	VALIDAÇÃO DOS PROCESSOS NA CENTRAL DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO (CME)
	Button 28: 
	Forms - Uniasselvi:anestésico cirúrgico seja desempenhado com sucesso. Tendo o enfermeiro essa 
responsabilidade, cabe a ele identificar as atividades burocráticas e resolvê-las, 
assim como supervisionar o trabalho da equipe de enfermagem e o funciona-
mento dos equipamentos, possibilitando não só a segurança do paciente, como 
também da equipe como um todo (SAMPAIO, 2018).
As atribuições do enfermeiro de centro cirúrgico são bastante complexas, 
remetendo-se a diversas competências, dentre elas, a assistencial, a administra-
tiva, o ensino e a pesquisa. O papel assistencial é de suma importância, visto que 
compete ao enfermeiro a assistência ao paciente e à família, sendo que a comu-
nicação entre todos os indivíduos envolvidos é fundamental para a continuidade 
do cuidado de forma individualizada (SAMPAIO, 2018).
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O enfermeiro elabora o levantamento de dados sobre o paciente, coleta e 
organiza os dados do paciente, estabelece o diagnóstico de enfermagem, desen-
volve e implementa um plano de cuidados de enfermagem e avalia os cuidados 
em termos dos resultados alcançados pelo paciente. Entende-se que esse processo 
é utilizado, a fim de planejar e implementar a assistência ao paciente cirúrgico, 
possibilitando o andamento das demandas da unidade e favorecendo a realização 
dos cuidados de forma individualizada e integral. Isso promove a humanização 
da assistência de enfermagem.
Confira a aula referente a este tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem .
EM FOCO
NOVOS DESAFIOS
O enfermeiro tem, em sua responsabilidade, o papel de executar tarefas que visem 
à melhoria contínua do paciente e ao respectivo bem-estar. Um profissional de en-
fermagem, mesmo com experiência na área, necessita se familiarizar com o novo 
ambiente de trabalho e com as características específicas do setor em que atuará. 
A principal função do enfermeiro não é somente o desafio de cuidar, mas 
também o de inspecionar e observar todos os procedimentos aos quais ele(a) será 
responsabilizado. Lembre-se de que, para que o mercado de trabalho identifique 
como excelente o seu profissionalismo, tudo o que estudamos deve ser aplicado 
e executado de forma organizada e com zelo. Ao realizar todo procedimento 
nos mínimos detalhes, tenha a certeza de que o seu profissionalismo refletirá em 
muitas oportunidades de conquista dentro de sua área de atuação.
UNIASSELVI
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1. Para realização de qualquer procedimento cirúrgico, temos o período perioperatório, que 
é o tempo que envolve o ato cirúrgico. Ele está subdividido em três etapas. São elas: pré-
-operatório, operatório e pós-operatório. 
Considerando um dos períodos perioperatórios, assinale a alternativa correta: 
a) Período pré-operatório imediato: desde o momento em que o paciente recebe a notícia 
de que não será submetido ao tratamento cirúrgico até às 14 horas que antecedem a 
cirurgia.
b) Período pré-operatório imediato: desde o momento em que o paciente recebe a notícia 
de que será submetido ao tratamento cirúrgico até às 27 horas que antecedem a cirurgia.
c) Período pré-operatório imediato: desde o momento em que o paciente recebe a notícia 
de que será submetido ao tratamento cirúrgico até às 24 horas que antecedem a cirurgia.
d) Período pré-operatório imediato: desde o momento em que o paciente recebe a notícia 
de que será submetido ao tratamento cirúrgico até às 24 horas que antecedem a cirurgia.
e) Período pré-operatório imediato: desde o momento em que o paciente não recebe a 
notícia de que será submetido ao tratamento cirúrgico.
2. O centro cirúrgico é considerado uma unidade especial do hospital. O objetivo dele é a 
realização de procedimentos cirúrgicos de qualquer especialidade. Os procedimentos 
realizados são os anestésico-cirúrgicos, os diagnósticos e os terapêuticos tanto em caráter 
eletivo quanto emergencial.
A unidade de centro cirúrgico pode ser definida como:
I - Uma das fases de uma cirurgia.
II - Conjunto de elementos destinados à cirurgia e à recuperação.
III - Lugar que possui uma ala de recuperação anestésica 
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
AUTOATIVIDADE
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3. O centro cirúrgico é uma unidade dentro do hospital responsável pela realização de 
procedimentos anestésico-cirúrgicos, diagnósticos e terapêuticos. As cirurgias ocorrem 
tanto de forma eletiva como emergencial. Trata-se de um local em que encontramos uma 
equipe multiprofissional que conduz o trabalho em equipe.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta 
entre elas:
I - O centro cirúrgico é um dos sistemas mais importantes em um sistema hospitalar.
PORQUE
II - Além da infraestrutura e dos recursos materiais e humanos, é necessária a integração 
com todas as outras áreas do hospital.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são falsas.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Decreto no 94.406, de 8 de junho de 1987. Regulamenta a Lei nº 7.498, de 25 de junho 
de 1986, que dispõe sobre o exercício da enfermagem, e dá outras providências. Brasília, DF: 
Presidência da República, [1987]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decre-
to/1980-1989/d94406.htm. Acesso em: 28 nov. 2023.
SAMPAIO, M. de O. Enfermagem em centro cirúrgico. Londrina: Editora e Distribuidora Educa-
cional S.A., 2018.
SOBECC. Práticas Recomendadas. 7. ed. São Paulo: SOBECC, 2017. 
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1. Opção C. Período pré-operatório imediato: desde o momento em que o paciente recebe 
a notícia de que será submetido ao tratamento cirúrgico até às 24 horas que antecedem a 
cirurgia.
2. Opção D.
3. Opção A. As asserções I e II são verdadeiras e a II é uma justificativa correta da I.
GABARITO
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MINHAS METAS
CENTRO CIRÚRGICO: CONCEITOS E 
ATIVIDADES REALIZADAS 
NA UNIDADE
Compreender os termos e os tempos cirúrgicos.
Estudar a montagem da sala cirúrgica.
Conhecer a classificação das cirurgias quanto ao potencial de contaminação.
Entender os cuidados da equipe de enfermagem no processo perioperatório.
Estudar a prevenção e o controle das infecções em sítio cirúrgico.
Compreender o protocolo de cirurgia segura.
Aprender a fazer a abertura de forma estéril.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 2
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INICIE SUA JORNADA
No centro cirúrgico (CC), são realizados procedimentos cirúrgicos, diagnósticos 
e terapêuticos tanto em caráter eletivo quanto emergencial. Nesse local, ocorrem 
processos complexos, demandando alto investimento para implantação e fun-
cionamento. O ambiente cirúrgico tem a dinâmica do cuidado de enfermagem 
voltado à objetividade das ações, cuja intervenção invasiva é de natureza técnica 
e de recursos materiais com alta complexidade, precisão e eficácia. Assim, são 
necessários profissionais habilitados para atender às interfaces atribuídas à di-
nâmica de trabalho, visando à recuperação do paciente.
Devido às particularidades do serviço, a interação social no cuidado, muitas 
vezes, é limitada. Diante desse contexto, os enfermeiros encontram-se com o de-
safio de organizar as diferentes atribuições que compõem o próprio processo de 
trabalho, implicando no gerenciamento do cuidado de enfermagem no período 
transoperatório. Essa condição compreende a conexão entre as dimensões geren-
cial e assistencial do enfermeiro, como o planejamento e a delegação de ações, na 
previsão e na provisão de recursos materiais e humanos e na capacitação da equipe 
de trabalho, objetivando a melhoria dos cuidados e a assistência segura ao paciente.
Com o crescimento da Covid-19, os hospitais apresentaram um desgaste na 
estrutura deatendimento, com sobrecarga para os profissionais da saúde diante 
da elevada demanda emergencial e da crescente falta de leitos de Unidade de 
Tratamento Intensivo (UTI), expondo os sistemas de saúde públicos e privados a 
uma dimensão mais grave da crise sanitária brasileira: a do componente hospita-
lar. A disposição da estrutura assistencial hospitalar, historicamente insuficiente, 
é impactada com a demanda por um grande número de leitos hospitalares desti-
nados ao cuidado de vítimas do coronavírus, sobretudo, as mais graves. 
A pandemia de Covid-19 impôs mudanças na dinâmica da equipe e na organiza-
ção da carga de trabalho, com o aumento dos Equipamentos de Proteção Individual 
(EPIs) e da preparação das instalações. No centro cirúrgico, foi necessário realizar 
mudanças quanto à dinâmica das cirurgias, ao uso de EPIs pelas equipes durante o 
procedimento cirúrgico e às orientações voltadas à limpeza correta da sala.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Você já se perguntou se a linguagem utilizada em nosso dia a dia é a mesma que 
os cirurgiões utilizam? O tema abordado neste podcast nos mostrará as termi-
nologias utilizadas em uma unidade cirúrgica. Recursos de mídia disponíveis no 
conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Você está convidado a assistir ao vídeo Posicionamento Seguro do Paciente Cirúrgico: 
Mais que uma Ação, uma Obrigação! para aprofundar os seus conhecimentos 
sobre práticas seguras no ambiente cirúrgico. Esse conteúdo aborda questões 
cruciais relacionadas ao cuidado e à segurança durante o posicionamento do 
paciente. Não perca a oportunidade de enriquecer a sua formação! Recursos de 
mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
TERMOS CIRÚRGICOS, POSICIONAMENTO E TEMPOS 
CIRÚRGICOS 
Terminologia cirúrgica é o conjunto de termos que expressam o segmento cor-
póreo afetado e a intervenção feita para tratar a afecção. Ao utilizar uma termi-
nologia correta, é possível ter a definição de termos cirúrgicos, mostrando os 
tipos de cirurgias. Isso facilita o preparo dos instrumentais e dos equipamentos 
que serão utilizados em cada tipo de cirurgia (SAMPAIO, 2018).
São utilizados prefixos e sufixos em cirurgia, com destaque aos procedimentos e 
aos exames, com os sufixos: -ectomia, -tomia, -stomia, -pexia, -plastia, -rafia e -scopia, 
além de terminologia diversa e epônimos. O objetivo da terminologia é fornecer uma 
assistência segura e facilitar a comunicação entre os profissionais (SAMPAIO, 2018).
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A terminologia cirúrgica também segue a regra gramatical apresentada. 
A raiz representa o segmento anatômico relacionado à intervenção cirúrgica, 
enquanto os afixos determinam o diagnóstico ou o tratamento cirúrgico a ser 
realizado (SAMPAIO, 2018).
Tempos cirúrgicos 
Os tempos cirúrgicos são os procedimentos consecutivos realizados desde o 
início até o término da cirurgia. De modo geral, as intervenções cirúrgicas são 
realizadas em quatro tempos básicos, de acordo com a etapa do procedimento a 
ser realizada pelo cirurgião (SAMPAIO, 2018).
Os tempos cirúrgicos podem ser divididos em quatro partes. São eles:
DIÉRESE:
consiste no tempo cirúrgico em que há a abertura de tecidos do corpo por planos. 
Nesse momento, são usadas lâminas de bisturi, serra, tesoura, rugina, cisalha, costóto-
mo, bisturi elétrico, osteótomo e/ou goiva.
HEMOSTASIA:
consiste em impedir, deter ou prevenir o sangramento.
EXÉRESE (CIRURGIA PROPRIAMENTE DITA):
é realizado o procedimento de fixação, reparação ou extirpação de alguma parte do 
organismo.
SÍNTESE:
é realizada a aproximação final dos tecidos por planos seccionados, desde o foco da 
cirurgia até o tecido cutâneo. Neste tempo cirúrgico, utilizam-se agulhas, fios, porta 
agulhas, pinças e grampos (SAMPAIO, 2018).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Na sala cirúrgica, existem três tipos de mesas cirúrgicas: a mesa do instrumen-
tador, a mesa do primeiro auxiliar e a mesa auxiliar de Mayo. A mesa de Mayo 
tem dimensão de 50 cm x 35 cm e é exclusiva para uso do cirurgião. O objetivo da 
montagem dessa mesa é dinamizar e facilitar o trabalho do cirurgião, tornando 
o ato operatório mais eficiente. O material ali exposto depende da necessidade 
cirúrgica. Nessa mesa, os cabos dos instrumentos são voltados para o próprio 
assistente, pois ele fará o uso (SAMPAIO, 2018).
Para a montagem da mesa, o instrumentador, já paramentado, escolherá o local 
da sala menos movimentado, iniciando sistematicamente a organização da mesa 
cirúrgica. Deverá ser colocado um campo impermeável e estéril sobre as mesas ins-
trumentais para amortecer choques e criar uma barreira antibacteriana, o que impe-
dirá a contaminação de instrumentos. Os instrumentos cirúrgicos são dispostos de 
maneira ordenada e lógica e acompanham os tempos da cirurgia (SAMPAIO, 2018).
CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS QUANTO AO POTENCIAL DE 
CONTAMINAÇÃO
A classificação das cirurgias por potencial de contaminação leva em conta o 
número de microrganismos presentes no tecido a ser operado. De acordo com 
o Ministério da Saúde, as cirurgias são classificadas em: 
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CUIDADOS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO PROCESSO 
PERIOPERATÓRIO
O enfermeiro é o profissional responsável pela realização da Sistematização da 
Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP). Assim, no período transope-
ratório, deve realizar o plano de cuidados, com a finalidade primordial de evitar 
complicações decorrentes do ato anestésico-cirúrgico. Além disso, deve prestar 
assistência ao paciente enquanto membro da equipe multiprofissional. Portanto, 
em conjunto com o cirurgião e o anestesista, pode ajudar a decidir a melhor ma-
neira e auxiliar no posicionamento do paciente, de forma que as ações a serem 
feitas durante o ato anestésico-cirúrgico sejam facilitadas (SAMPAIO, 2018).
LIMPAS:
realizadas em tecidos estéreis ou de fácil descontaminação na ausência de um pro-
cesso infeccioso local, sem penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário, 
em condições ideais de sala de cirurgia. Exemplo: cirurgia de ovário.
POTENCIALMENTE CONTAMINADAS:
realizadas em tecidos de difícil descontaminação na ausência de supuração local, com 
penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário, sem contaminação significati-
va. Exemplo: redução de fratura exposta.
CONTAMINADAS:
realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos, de difícil descontamina-
ção, com processo inflamatório, mas sem supuração. Exemplo: apendicite supurada.
INFECTADAS: 
realizadas em tecido com supuração local, tecido necrótico e feridas traumáticas 
sujas. Exemplo: cirurgia do reto e ânus com pus (SAMPAIO, 2018).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Durante o posicionamento do paciente na mesa cirúrgica, deve-se considerar 
o tempo cirúrgico e os efeitos das drogas anestésicas, porque o procedimento 
pode ter uma longa duração, fazendo com que o paciente permaneça por um 
longo período na mesa cirúrgica e sob o efeito de relaxantes musculares, que 
podem causar distensões e dor, dependendo da posição a qual a técnica ope-
ratória exige. O enfermeiro tem o papel de identificar os riscos relacionados ao 
posicionamento do paciente na mesa cirúrgica, para que possa realizar o plane-
jamento de intervenções que minimizem as complicações e auxiliem no processo 
de recuperação (SAMPAIO, 2018).
A assistência no período transoperatório envolve diferentes atividades. Entre-
tanto, todas as ações visam à segurança e à promoção de cuidados adequados às 
necessidades individuais de cada paciente. Durante a realização do ato cirúrgico, 
é essencial que a equipe de enfermagem assista ao paciente, observando todas as 
reações que ele pode apresentar nessa fase que é tão importante e na qual o trata-
mento cirúrgico proposto é efetivamente realizado. No período transoperatório, 
é necessária interação interpessoal entre os membros da equipe multiprofissional 
envolvida (SAMPAIO, 2018).
Noato anestésico-cirúrgico e no embasamento técnico-científico para a exe-
cução das ações necessárias, é preciso usar parâmetros biológicos e fisiológicos 
para a avaliação constante do paciente, substituindo o cuidado automatizado e 
mecânico pela promoção da humanização durante toda a assistência prestada 
na sala operatória (SAMPAIO, 2018).
PREVENÇÃO E CONTROLE DAS INFECÇÕES EM SÍTIO 
CIRÚRGICO 
Atualmente, as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) estão inti-
mamente relacionadas ao tema “segurança do paciente”, exercendo forte pressão 
sobre as organizações de assistência à saúde. São consideradas eventos adver-
sos que geram várias consequências deletérias, como elevação dos custos da 
assistência, aumento do tempo de internação e crescimento da morbidade e da 
mortalidade. Diversas instituições públicas e privadas, internacionais e nacionais, 
somam esforços, ao publicarem orientações para a prevenção e o controle das in-
fecções, norteando as ações básicas a serem adotadas pelos profissionais da saúde. 
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O Center for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, 
referência mundial, publica periodicamente guidelines que indicam medidas 
preventivas para o controle das infecções. No Brasil, a Agência Nacional de Vi-
gilância Sanitária (Anvisa) segue as orientações do CDC, visto que os guidelines 
são atualizados com embasamento técnico-científico, trazendo recomendações 
de medidas preventivas categorizadas por grau de evidência. Em 2007, o CDC 
publicou o Guideline for Isolation Precaution, resultado da revisão e da atualiza-
ção do Guideline for Isolation Precautions in Hospitals, de 1996, mantendo dois 
níveis de precauções para prevenir a transmissão de agentes infecciosos, a saber: 
as precauções-padrão e as precauções com base em transmissão. 
As precauções-padrão (PP) incluem um conjunto de medidas práticas para 
a prevenção da infecção que precisam ser aplicadas a todos os pacientes e em 
todos os contextos de assistência à saúde, independentemente da suspeita ou 
da confirmação da presença de um agente infeccioso. A implementação dessas 
precauções é a principal estratégia para a prevenção da transmissão dos agentes 
infecciosos associada aos cuidados de saúde entre pacientes e profissionais. 
O centro cirúrgico (CC), considerado uma área crítica, realiza inúmeros 
procedimentos complexos e invasivos para atendimento dos pacientes, motivo 
suficiente para preocupação e mobilização intensa com os riscos e o controle das 
infecções nesse ambiente, tanto em relação aos profissionais quanto em relação 
aos pacientes. Este tema exibe as recomendações das precauções-padrão atua-
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
lizadas do último Guideline for Isolation Precautions, publicado em 
2007 pelo CDC. As precauções-padrão são entendidas como aquelas 
que devem ser aplicadas a todos os pacientes, particularizando-se a 
situação do transoperatório. Discute, também, as precauções baseadas 
na transmissão e as limitações das precauções-padrão no controle das 
Infecções de Sítio Cirúrgico (ISC), ao considerar os pacientes como 
fontes de contaminação e de infecção na Sala de Operações (SO). Por 
fim, apresenta os fundamentos para direcionar o estabelecimento de 
rotinas práticas para o cuidado do ambiente da unidade de CC e das 
SO, especialmente a limpeza (SAMPAIO, 2018).
Na Antiguidade, a presença de pus na incisão demarcava a ideia 
de sinal de saúde, isto é, remetia à melhora clínica. Com o passar dos 
anos, descobriu-se que o pus é um dos sinais de alerta para infecções 
(SAMPAIO, 2018). Segundo a Portaria do Ministério da Saúde nº 
2616/98, a infecção hospitalar é adquirida após a admissão do pacien-
te, manifesta-se durante a internação ou após a alta e está relacionada 
à internação ou aos procedimentos hospitalares. As infecções hospi-
talares são problemas de saúde pública de primeira ordem em todos 
os hospitais do mundo e a instituição de medidas de controle pode 
auxiliar na diminuição delas (SAMPAIO, 2018).
O controle da contaminação ambiental no centro cirúrgico é ne-
cessário para reduzir a incidência da infecção hospitalar por meio da 
degermacão e da paramentação para a realização dos procedimen-
tos cirúrgicos. A compreensão dos profissionais sobre a natureza das 
características dos principais microorganismos patogênicos e não 
patogênicos encontrados no ambiente hospitalar é extremamente 
importante (SAMPAIO, 2018).
PROTOCOLO DE CIRURGIA SEGURA 
Os resultados cirúrgicos melhoraram de forma significativa e os pro-
cedimentos cirúrgicos altamente complexos se tornaram rotineiros. 
Por outro lado, o avanço tecnológico tornou o ambiente cirúrgico mais 
inseguro (SAMPAIO, 2018).
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São necessárias ações que objetivem reduzir essas ocorrências. Fomentar a cul-
tura de segurança nas instituições de saúde, principalmente no centro cirúrgico, 
pode influenciar diretamente a diminuição dos eventos adversos e da mortali-
dade, resultando em melhorias na qualidade da assistência à saúde dos pacientes 
(SAMPAIO, 2018). A intervenção cirúrgica integra os cuidados de saúde, e as 
complicações em procedimentos operatórios se tornaram importantes causas de 
morte e invalidez, trazendo implicações significativas à saúde pública.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), atenta ao problema relativo a segu-
rança do paciente, criou o segundo desafio global para a segurança do paciente, o 
programa “Cirurgias Seguras Salvam Vidas”, propondo a implantação da Lista de Ve-
rificação de Segurança Cirúrgica, conhecido por checklist, com diretrizes e critérios 
de identificação. O objetivo era garantir a segurança dos pacientes cirúrgicos, com 
vistas à redução da taxa das principais complicações cirúrgicas (SAMPAIO, 2018).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
A OMS usou três princípios para desenvolver a checklist: simplicidade, ampla 
aplicabilidade e possibilidade de mensuração do impacto. Ele permite que as 
equipes, ao seguirem de forma eficiente as etapas críticas de segurança, possam 
minimizar os riscos evitáveis mais comuns e que colocam em risco as vidas e 
comprometem o bem-estar dos pacientes cirúrgicos (SAMPAIO, 2018).
No ano de 2013, diante das ações da OMS, o Ministério da Saúde estabeleceu o 
Protocolo para Cirurgia Segura em anexo à RDC nº 36/2013. O Protocolo reforça a 
estratégia de utilizar a checklist de cirurgia segura como uma ferramenta para melhorar 
a segurança dos pacientes cirúrgicos e reduzir o risco de incidentes (SAMPAIO, 2018).
A segurança do paciente assume importância primordial no centro cirúrgico 
por se tratar de um ambiente com particularidades. Nele, são realizadas técnicas 
específicas com grande diferenciação e estrutura singular que impactam os res-
pectivos resultados (SAMPAIO, 2018).
Ainda em 2013, o Ministério da Saúde do Brasil aderiu à campanha “Cirur-
gias Seguras Salvam Vidas”, com o intuito de ampliar a adesão dos hospitais à 
lista elaborada por especialistas e, assim, contribuir com as equipes cirúrgicas na 
redução de erros e danos ao paciente (SAMPAIO, 2018). Para que um ambiente 
se torne seguro, são necessárias a elaboração e a implementação de estratégias e 
ferramentas, como protocolos, checklists, entre outros (SAMPAIO, 2018).
Na tentativa de reduzir as complicações que levam à perda de vidas, a pro-
posta inicial para a implantação da Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica 
(LVCS) preconizado pela OMS contempla 10 objetivos relacionados à segurança 
do paciente cirúrgico. São eles:
1- A equipe operará o paciente certo e o sítio cirúrgico certo. 
2- A equipe usará métodos conhecidos para impedir danos na administração 
de anestésicos, enquanto protege o paciente da dor. 
3- A equipe reconhecerá e estará efetivamente preparada para a perda de via 
aérea ou de função respiratória que ameace a vida. 
4- A equipe reconhecerá e estará efetivamente preparada para o risco de 
grandes perdas sanguíneas. 
5- A equipe evitará a indução de reação adversa a drogas ou reação alérgica 
sabidamentede risco ao paciente.
6- A equipe usará, de maneira sistemática, métodos conhecidos para mini-
mizar o risco de infecção do sítio cirúrgico. 
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7- A equipe impedirá a retenção inadvertida de compressas ou de instrumen-
tos nas feridas cirúrgicas. 
8- A equipe manterá seguros e identificará precisamente todos os espécimes 
cirúrgicos.
9- A equipe se comunicará efetivamente e trocará informações críticas para 
a condução segura da operação. 
10- Os hospitais e os sistemas de saúde pública estabelecerão vigilância de 
rotina sobre a capacidade, o volume e os resultados cirúrgicos (SAMPAIO, 2018).
Para o paciente que necessita realizar uma cirurgia, é fundamental que os proce-
dimentos anestésicos e cirúrgicos ocorram com qualidade e que a cultura de se-
gurança do paciente possibilite que os possíveis erros sejam minimizados a partir 
da aplicação do Protocolo para Cirurgia Segura da OMS (SAMPAIO, 2018). A 
equipe de enfermagem, sob supervisão legal do enfermeiro, pode em muito con-
tribuir para esses processos. O preenchimento da lista de cirurgia segura é feito 
em maior parte pela equipe de enfermagem do que pelo restante da equipe. Além 
disso, a maioria dos estudos é coordenado pela enfermagem (SAMPAIO, 2018).
A proposta da checklist de cirurgia segura é auxiliar as equipes cirúrgicas a seguir, 
de forma sistemática, os passos críticos de segurança em todos os procedimentos 
cirúrgicos de qualquer hospital do mundo, independentemente do grau de com-
plexidade, melhorando os padrões de segurança da assistência. Após a aplicação 
da checklist em diferentes instituições hospitalares, os resultados apontaram uma 
redução dos eventos adversos, comprovando a eficácia na melhoria da segurança 
dos pacientes. A checklist de cirurgia segura possui os itens essenciais da assistência 
cirúrgica e serve como uma barreira para evitar falhas humanas (SAMPAIO, 2018).
ABERTURA DE FORMA ESTÉRIL 
A abertura de forma estéril impede a contaminação do material esterilizado, 
garantindo que o procedimento invasivo ocorra de forma asséptica no que tange 
aos materiais utilizados no paciente.
1. Lave as mãos.
2. Coloque o pacote sobre uma superfície limpa e seca.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
3. Posicione o pacote de modo que a dobra de cima do invólucro fique de 
frente para você. Retire a fita adesiva.
4. Puxe a dobra de cima do pacote, abrindo de modo que a ponta se abra. 
Mantenha o seu braço fora das bordas externas do pacote aberto.
5. Abra as dobras laterais uma de cada vez.
6. Abra a dobra mais próxima de você por último.
7. O interior do invólucro é considerado estéril, podendo ser usado como 
base de campo esterilizado (SAMPAIO, 2018).
Ao longo deste tema, exploramos conceitos fundamentais para a compreensão do 
ambiente cirúrgico. Você adquiriu conhecimentos sobre termos cirúrgicos, tem-
pos cirúrgicos e montagem adequada da sala cirúrgica. Além disso, exploramos 
a classificação das cirurgias quanto ao potencial de contaminação e os cuidados 
essenciais da equipe de enfermagem no processo perioperatório.
Focamos, também, na importância da prevenção e do controle de infecções 
em sítio cirúrgico, destacando o papel crucial da enfermagem nesse contexto. Ao 
abordarmos o protocolo de cirurgia segura, buscamos fortalecer a compreensão 
sobre as práticas que visam garantir a segurança do paciente.
Por fim, discutimos a realização da abertura de forma estéril, destacando a re-
levância desse procedimento para o sucesso da intervenção cirúrgica. Esperamos 
que esses conhecimentos contribuam para a sua formação e prática profissional.
Confira a aula referente a este tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem .
EM FOCO
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NOVOS DESAFIOS
O enfermeiro desempenha um papel fundamental no ambiente cirúrgico. Ele 
sempre deve estar realizando aprimorações técnicas e científicas, a fim de acom-
panhar a evolução dos procedimentos cirúrgicos. Ao absorver os conhecimentos 
valiosos deste tema sobre enfermagem cirúrgica, você está dando passos signi-
ficativos em direção a uma atuação profissional mais qualificada e responsável. 
Os conceitos de termos e tempos cirúrgicos, agora, são parte integrante da sua 
bagagem de conhecimento, fornecendo a base necessária para se comunicar de 
maneira eficaz no ambiente cirúrgico.
A compreensão da montagem da sala cirúrgica é crucial, pois você se torna 
apto à contribuir para a preparação adequada do espaço, garantindo eficiência e 
segurança durante as intervenções. Conhecer a classificação das cirurgias quanto 
ao potencial de contaminação delas permite que você avalie os riscos envolvidos 
e implemente medidas preventivas com precisão.
Os cuidados da equipe de enfermagem no processo perioperatório ganham 
destaque, dado que você aprendeu a desempenhar um papel essencial no suporte 
ao paciente antes, durante e após a cirurgia. A ênfase na prevenção e no controle 
de infecções em sítio cirúrgico ressalta a importância da sua contribuição para 
a segurança e o bem-estar dos pacientes.
O entendimento do protocolo de cirurgia segura é uma habilidade valiosa 
para evitar erros e garantir práticas padronizadas. Ao aprender a realizar aber-
turas de forma estéril, você está adquirindo uma competência técnica essencial 
para o sucesso das intervenções cirúrgicas.
Essas habilidades e conhecimentos não são apenas requisitos acadêmicos, 
mas ferramentas práticas que moldarão a sua atuação no futuro ambiente profis-
sional. O mercado de trabalho valoriza profissionais capacitados na enfermagem 
cirúrgica e as suas perspectivas são promissoras, ao aplicar, de forma competente, 
esses aprendizados em ambientes hospitalares e clínicas especializadas.
Continue a investir no aprimoramento constante, pois cada conceito absor-
vido aqui se traduzirá em práticas seguras e eficientes no cenário profissional. 
Estamos confiantes de que o seu desenvolvimento durante este curso contribuirá 
significativamente para a sua trajetória profissional de sucesso.
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1. As Infecções em Sítio Cirúrgico (ISC) são as maiores fontes de morbidade e mortalidade 
entre os pacientes submetidos a cirurgias. As ISC estão entre as causas que prolongam o 
tempo de internação, em média, em mais de sete dias.
Considerando o conceito de cirurgia limpa, assinale alternativa correta:
a) Feridas abertas acidentalmente ou cirurgias com quebra importante de técnica asséptica 
ou grande contaminação do trato gastrintestinal.
b) O sítio cirúrgico entra nos tratos respiratório, genital, gastrointestinal ou urinário em 
condições controladas e sem contaminação acidental.
c) Lesões traumáticas antigas com tecido desvitalizado, corpo estranho, contaminação 
fecal, quando há perfuração inesperada de víscera.
d) Sítio cirúrgico sem sinais de inflamação e sem contato com trato respiratório, alimentar, 
genital e urinário.
e) Cirurgias em que ocorrem perfurações dos órgãos.
2. A equipe cirúrgica deve ter domínio técnico e científico, conhecendo cada tempo cirúrgico 
e os instrumentais que serão utilizados em cada cirurgia, para que ocorra a apresentação 
correta deles ao cirurgião, contribuindo, assim, para o sucesso da cirurgia.
Considerando os tempos cirúrgicos, analise as afirmativas a seguir:
I - Diérese é onde ocorre a separação de planos anatômicos ou tecidos. São realizados os 
processos de corte.
II - Hemostasia é o processo de controlar a hemorragia durante o intraoperatório.
III - Exérese é o ato cirúrgico propriamente dito.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III. 
AUTOATIVIDADE
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3. Dentro dos tempos cirúrgicos, temos a hemostasia, em que se estanca, temporária ou 
definitivamente, o sangramento dos vasos seccionados durante a diérese. Nesse tempo, 
usamos pinças de Halsted, de Kelly, de Crile, de Rochester e de Moynihan.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta 
entre elas:I - O tamponamento compressivo é realizado mediante a colocação de gases cirúrgicas 
ou compressas posicionadas no sítio do sangramento. 
PORQUE
II - O procedimento realizado dura cerca de 5 minutos, podendo melhorar as condições 
locais, facilitando a hemostasia definitiva, quando necessária. 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são falsas.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
SAMPAIO, M. de O. Enfermagem em centro cirúrgico. Londrina: Editora e Distribuidora Educa-
cional S.A., 2018.
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1. Opção D. 
Sítio cirúrgico sem sinais de inflamação e sem contato com trato respiratório, alimentar, 
genital e urinário.
2. Opção E.
3. Opção A. As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
GABARITO
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MINHAS METAS
ASSISTÊNCIA EM 
CENTRO CIRÚRGICO
Compreender importância da Sistematização da Assistência de 
Enfermagem Perioperatória (SAEP).
Aprender técnicas de paramentação cirúrgica.
Conhecer o preparo pré-operatório.
Estudar a instrumentação cirúrgica.
Conhecer determinados instrumentais.
Entender o fluxo do anatomopatológico.
Compreender as complicações intraoperatórias.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 3
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INICIE SUA JORNADA
Você, como enfermeiro responsável pelas unidades cirúrgicas de um hospital 
público do interior, realiza a gestão administrativa e assistencial e tem encontrado 
várias situações que necessitam de soluções rápidas. Além disso, muitas vezes, são 
necessárias tomadas de decisões compartilhadas com os enfermeiros assistenciais 
das Unidades de Centro Cirúrgico e de Cirurgia Ambulatorial. 
Você já teve que realizar a adequação e a organização das escalas da equipe 
de enfermagem, promover treinamento à equipe e, em conjunto com a equipe 
de residência médica, organizar protocolos de atendimento aos pacientes. Ago-
ra, será necessário fazer a implantação do protocolo da Organização Mundial 
da Saúde (OMS), a checklist Cirurgias Seguras Salvam Vidas. Contudo, você 
encontra dificuldade de envolvimento das equipes cirúrgicas e de anestesiologia 
para a realização do processo. 
Diante do contexto apresentado, como envolver a equipe multiprofissional 
para a realização da ação em questão? Poderão ser compartilhadas ações com en-
fermeiros e equipe de enfermagem, já que eles já têm conhecimento do protocolo 
e o estão aplicando?
Você já teve a curiosidade de saber como se paramentar em uma cirurgia? O 
tema do podcast nos mostrará como devemos realizar a técnica correta de 
paramentação. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem .
PLAY NO CONHECIMENTO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
IMPORTÂNCIA DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE 
ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA (SAEP) 
A elaboração da Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória 
(SAEP) é feita usando os instrumentos e as ferramentas disponíveis desde o aten-
dimento prestado no período pré-operatório. O planejamento da assistência de 
enfermagem deve ser realizado em conformidade com as necessidades indivi-
duais de cada paciente e as especificidades do procedimento anestésico-cirúr-
gico ao qual foi submetido. Assim, a sistematização da assistência precisa estar 
pautada na individualização e na humanização (FENGLER, 2020).
A SAEP é um modelo que promove a assistência entre os períodos pré, trans e 
pós-operatório, possibilitando o planejamento e o controle em cada fase do desen-
volvimento da assistência operatória. Ela abrange as ações de enfermagem no centro 
cirúrgico (CC), com o propósito de assistir o paciente e a família de forma integral, 
tendo em vista uma assistência de enfermagem de qualidade. Além disso, promove 
uma intervenção adequada, planejada e fundamentada, voltada aos problemas de 
cada paciente no perioperatório e à avaliação dos resultados (FENGLER, 2020).
VOCÊ SABE RESPONDER?
Você está convidado a explorar o artigo Enfermagem em Centro Cirúrgico: Trinta 
Anos Após a Criação do Sistema de Assistência de Enfermagem Perioperatória. Esse 
material oferece uma perspectiva única sobre o desenvolvimento e a evolução da 
enfermagem perioperatória ao longo das últimas três décadas.
Ao mergulhar nesse conteúdo, você terá a oportunidade de compreender as 
transformações ocorridas nessa área crucial da enfermagem e identificar as práticas 
e as tendências que moldaram o cuidado cirúrgico ao longo do tempo. Recursos 
de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .
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A SAEP está diretamente ligada à implementação da enfermagem integral e 
contínua, diminuindo os riscos para o paciente, promovendo a segurança, de-
terminando um serviço de qualidade e prevenindo e reduzindo a incidência de 
acontecimentos impróprios nos serviços de saúde. A partir da SAEP, ocorre o di-
recionamento da atuação do enfermeiro no exercício das próprias atividades pro-
fissionais e é simplificado o desenvolvimento da assistência (FENGLER, 2020).
CHECKLIST PARA UMA CIRURGIA SEGURA
A checklist para cirurgias seguras foi desenvolvido pela Organização Mundial 
da Saúde (OMS). Também chamado de “lista de verificação”, tem a finalidade 
de auxiliar as equipes operatórias na redução da ocorrência de erros e de possí-
veis danos ao cliente, objetivando reforçar a segurança operatória com práticas 
corretas, promovendo uma melhor comunicação e trabalho em equipe. Como 
prática baseada em evidências, a checklist encontra-se dividida em três momen-
tos: antes da indução anestésica, antes do início da incisão cirúrgica e antes de o 
paciente deixar a sala operatória, devendo ser coordenado por um elemento da 
equipe que atua na unidade de centro cirúrgico, que é composta por cirurgiões, 
anestesiologistas, enfermeiros, técnicos e demais profissionais envolvidos. Assim, 
é importante que essa equipe trabalhe interdisciplinarmente, uma vez que todos 
são os responsáveis pela segurança do cliente, cada qual no desempenho da pró-
pria função, garantindo o sucesso do procedimento cirúrgico (FENGLER, 2020).
O rastreamento e o controle de eventos adversos podem caracterizar indi-
cadores de qualidade da assistência em saúde, demonstrando a necessidade de 
investimento em treinamento, educação permanente e conscientização dos pro-
fissionais. Acredita-se que, mediante a implementação da checklist da campanha 
de cirurgia segura da OMS, pode haver uma diminuição das complicações pós-
-operatórias, dos erros e da mortalidade dos pacientes cirúrgicos. 
Dessa forma, podemos compreender que a melhoria da segurança na assis-
tência cirúrgica acontecerá quando as instituições utilizarem a Lista de Verifi-
cação de Segurança Cirúrgica da OMS ou realizarem verificações de segurança 
similares para a promoção de uma cirurgia segura, de maneira sistemática, 
estabelecendo a vigilância da rotina da capacidade, do volume e dos resultados 
(FENGLER, 2020).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
O enfermeiro que atua na recuperação pós-anestésica 
necessita observar e avaliar constantemente, a fim de 
realizar a aplicação de ações permanentes, como: 
 ■ Fazer técnicas complementares para o alívio da dor.
 ■ Promover o tratamento de ansiedade e outros 
distúrbios psicológicos.
 ■ Estar atento à permeabilidade de vias aéreas, 
realizando a desobstrução e a colocação de câ-
nula orofaríngea, quando necessário.
 ■ Realizar a ausculta pulmonar e cardíaca.
 ■ Monitorar o débito cardíaco.
 ■ Avaliar uma eventual diminuição e relação com 
choque hemorrágico.
 ■ Monitorizar a frequência cardíaca.
 ■ Aferir possíveis arritmias e intercorrências. 
Os diagnósticos e as intervenções em re-
cuperação pós-anestésica estão interliga-dos e quase sempre se repetem. Dessa 
forma, o enfermeiro deve estar capaci-
tado e ter a prática embasada em co-
nhecimento técnico e científico para 
fornecer uma assistência sistema-
tizada no período pós-anestésico, 
com a garantia da qualidade e da se-
gurança no atendimento prestado 
ao paciente sob a própria respon-
sabilidade (FENGLER, 2020).
O objetivo da Lista de Ve-
rificação de Segurança Cirúrgica 
(checklist da OMS) não é prescrever 
uma abordagem única, mas assegurar 
que elementos-chave de segurança 
sejam incorporados dentro da rotina 
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da sala de operações. Isso maximizará a chance de obter melhores resultados para os 
pacientes sem que ocorra ônus indevido no sistema e nos prestadores. Entende-se 
que, em aproximadamente todos os cenários, os padrões representarão uma mu-
dança nas rotinas. Entretanto, os padrões foram incluídos com base em evidências 
sólidas e/ou no consenso entre especialistas de que esses padrões poderiam levar a 
progressos tangíveis na assistência e poderiam salvar vidas em todos os ambientes, 
desde os mais ricos até os mais pobres (FENGLER, 2020).
O enfermeiro deve direcionar as ações realizadas para a promoção de uma 
assistência humanizada e permitir ao paciente a melhor experiência pós-ci-
rúrgica, fortalecendo e estimulando o trabalho em equipe na busca por um 
atendimento de qualidade (FENGLER, 2020).
PREPARO PRÉ-OPERATÓRIO 
O paciente cirúrgico é aquele indivíduo que será submetido a um procedimento 
cirúrgico eletivo, ou seja, previamente agendado, que apresenta menos riscos. 
Contudo, também é aquele paciente submetido às intervenções imediatas, isto 
é, situações de urgência e emergência que podem gerar risco de morte. A partir 
do momento em que é indicada a intervenção cirúrgica, o paciente passará 
sucessivamente pelas fases pré-operatória, transoperatória e pós-operatória, que 
constituem o período perioperatório, sendo fundamental que a assistência pres-
tada em cada uma dessas fases seja segura, de qualidade e adequada às necessi-
dades individuais, com a finalidade de obter um resultado satisfatório em todo 
o processo e o sucesso do procedimento realizado (SAMPAIO, 2018).
O período pré-operatório da cirurgia eletiva se inicia no momento em que 
o paciente toma a decisão de prosseguir com a intervenção cirúrgica e termina 
com a transferência dele para a mesa cirúrgica. Na atenção ao paciente no pré-
-operatório, a equipe de enfermagem é a responsável pelo preparo dele, desen-
volvendo alguns cuidados, tais como orientação, preparo físico e emocional e 
avaliação, com a finalidade de diminuir o risco cirúrgico, promover a recuperação 
e evitar as complicações no pós-operatório, uma vez que essas geralmente estão 
associadas a um preparo pré-operatório inadequado (SAMPAIO, 2018).
A orientação para o paciente retirar esmalte, joias, piercing e dentadura, a 
qual é requerida aos participantes, encontra respaldo na literatura. A indicação 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
de retirar o esmalte das unhas se justifica pela necessidade de visualizar o retorno 
venoso das extremidades. Além disso, durante o intraoperatório, o paciente faz 
uso do oxímetro de pulso para o registro da saturação de oxigênio e frequência 
cardíaca. Alguns autores informam a existência de aspectos que alteram ou limi-
tam a eficiência do uso do oxímetro, causando leituras incorretas, como anemia, 
vasoconstrição periférica, cor do esmalte de unha, luz fluorescente e movimen-
tação do paciente (SOBECC, 2017; SAMPAIO, 2018).
O procedimento cirúrgico é um processo que pode provocar incômodo, preocu-
pação e até transtornos emocionais ao indivíduo e à família, geralmente, devido ao 
desconhecimento, ou seja, ao medo do desconhecido e à apreensão sobre o resultado 
e o sucesso da cirurgia. Por esse motivo, o pré-operatório compreende uma das fases 
mais importantes de todo o processo e pode direcionar a assistência de todo o período 
perioperatório para um resultado positivo e satisfatório (SAMPAIO, 2018). 
É nesse momento que o enfermeiro deve auxiliar o paciente e a família 
dele em relação aos anseios e às dúvidas, pois esses sentimentos podem gerar 
desconforto emocional e psicológico, causando impacto nas outras fases do pro-
cesso. A ansiedade, por exemplo, é considerada responsável por intercorrências 
nas fases intra e pós-operatória, pois pode ocasionar problemas físicos e clínicos, 
tais como hipertensão, e consequente possibilidade de aumento de sangramento, 
dor no pós-operatório, além de outras situações relacionadas.
Por essa razão, é fundamental que o enfermeiro exerça o papel de educador. 
Todas as dúvidas, os anseios e os medos devem ser sanados a partir de informa-
ções que devem ser fornecidas de forma clara e objetiva tanto para o paciente 
quanto para o familiar que o acompanha, buscando reduzir a ansiedade e a preo-
cupação (SAMPAIO, 2018).
INSTRUMENTAIS
O instrumental pode ser definido como o material utilizado na realização de 
procedimentos cirúrgicos, na retirada de pontos, nos exames, nos tratamentos 
e nos curativos. Em sua grande maioria, são feitos de aço inoxidável devido à 
maior durabilidade (SAMPAIO, 2018).
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Cada tipo de instrumento cirúrgico é feito para 
um uso em particular e deve ser empregado apenas 
para esse propósito. A utilização de instrumentos em 
procedimentos para os quais eles não foram feitos não 
é permitida (SAMPAIO, 2018).
Os instrumentos cirúrgicos são caros e carecem 
de cuidados especiais durante o manejo, a limpeza e 
o armazenamento. É necessária a atenção do instru-
mentador para qualquer tipo de alteração do material 
cirúrgico, como a necessidade de limpeza, reparo ou 
rigidez das articulações (SOBECC, 2017).
Os instrumentais especiais são utilizados 
somente em alguns tempos de determinadas 
cirurgias, ou seja, são instrumentais específicos. Os 
comuns são os instrumentais básicos, que compõem 
todas as caixas cirúrgicas e podem ser usados em 
qualquer tipo de intervenção. Eles têm as seguintes 
funções: diérese, como a lâmina de bisturi e as te-
souras; hemostasia, como a pinça Kelly; preensão, 
como a pinça Allis e as pinças de campo ou Backhaus; 
separação, como os afastadores; e síntese, como os 
porta-agulha (SOBECC, 2017).
Durante a cirurgia, os instrumentos devem estar em 
ordem. Instrumentos inutilizados no tempo cirúrgico 
não devem permanecer soltos pelo campo operatório, 
mas organizados para posterior necessidade. Todo o 
material usado na cirurgia que teve contato com o pa-
ciente ou o campo estéril deve ser descontaminado após 
o procedimento cirúrgico (SOBECC, 2017).
Deve ser selecionado um método de limpeza e 
descontaminação econômico e eficiente, com o ob-
jetivo de evitar a contaminação cruzada para outros 
pacientes ou potencial exposição dos profissionais 
aos patógenos. Após a cirurgia, o instrumentador 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
fica responsável pelo recolhimento de todo instrumental utilizado nas mesas 
e pela destinação do material para a limpeza, de acordo com as normas do 
hospital (SAMPAIO, 2018). 
Depois de devidamente encaminhado o material para a limpeza, o instru-
mentador pode retirar a vestimenta. Posteriormente, o material usado durante a 
cirurgia deve ser limpo completamente, primeiro, devido às sujidades aparentes 
por meio manual e, depois, mecânico. A limpeza segue com o processo de de-
sinfecção do material para diminuir o risco de infecções hospitalares. Os instru-
mentos são, diante disso, reunidos em conjuntos, empacotados e esterilizados 
para que possam ser utilizados em uma próxima cirurgia (SAMPAIO, 2018).
As mesas de instrumento devem ter ajuste de altura para permitir que sejam 
posicionadas de acordo com cada um dos cirurgiões. A mesa de instrumento não 
deve ser aberta até o paciente ter sido posicionado na mesa cirúrgica e preparado 
com os panos de campo estéreis. Panos impermeáveis, grandes, devem cobrir toda 
a mesa de instrumento. Para abri-los, os panos de campo e o invólucro externo 
precisam

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