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APOSTILA_MIDIA_UCG

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indispensável ferramenta 
de trabalho para as mais diferentes áreas profissionais, se tornou a melhor, mais 
completa e rápida fonte de consulta para jornalistas, professores e estudantes, já 
é responsável pelo sustento de muitas lojas virtuais, montadas exclusivamente 
para vendas on line, e as grandes redes de varejo criaram na internet seus canais 
de venda direta, que estão indo de vento em popa. 
 
A conseqüência, em nível mundial, é um grande público conectado a todo 
instante, e isso está criando as condições para a internet se firmar como meio de 
comunicação e ser considerada nos planejamentos de mídia regularmente. 
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11.3 - Os dados de audiência da internet 
 
Com os recursos da informática é relativamente simples aos provedores medir 
quantos usuários e quantos acessos são feitos às páginas dos sites que ele 
hospeda, e disponibilizar esses dados ao proprietário de cada site, via internet. 
Não só os tipos de dados, mas até os nomes variam de provedor para provedor, 
muitas vezes significando a mesma coisa. A seguir constam os mais utilizados: 
 
Page view – a medida mais utilizada e divulgada pelos sites para mostrarem suas 
“audiências”. Pode parecer que se equivale aos dados de audiência ou impactos, 
usados em mídia, mas não é bem assim, porque tecnicamente pode ser calculada 
a partir de vários modos, e até de forma artificiosa visando mostrar números bem 
grandes aos incautos. As principais formas como é obtida são: 
 
- Por acesso: são contadas tantas page views, quantos forem os elementos 
diferentes que a página tiver (texto em HTML, banners, imagens, etc.), mesmo 
que nenhum tenha sido aberto completamente. É o modo que apresenta os 
maiores números, e obviamente, o preferido de alguns grandes portais e sites 
para divulgarem suas “audiências”. 
 
- Por impressões, ou por arquivo: as page views são computadas somente quando 
a página abre completamente, mas todos seus elementos são contados. É menos 
ruim que o modo por acesso, mais ainda um pouco falacioso. 
 
- Por página: só considera os arquivos com extensão .html ou as páginas 
principais (index) acessadas. Não são consideradas imagens, scripts CGIs, Java 
applets, e outras que não sejam páginas em .html ou .texto. é o melhor modo, por 
motivos óbvios, mas não é o preferido dos sites porque apresenta números 
menores. 
 
Visitas únicas (unique visitor, ou user session): número de endereços IP 
diferentes que acessaram o site, computando-se para o mesmo IP uma nova visita 
no mesmo site somente se for feita após intervalo de 30 minutos. 
 
Hits: todas as respostas geradas por todos os elementos da página acessada. Se 
uma página tem duas figuras, são computados três hits: um hit para a página 
HTML e dois hits para as figuras. Esse é o critério que apresenta os maiores 
números e as vezes usado como critério para contar page views, e passado aos 
menos avisados como se fossem page views. 
 
Endereços: servidores através dos quais os usuários que acessaram o site. 
 
Kbytes: total de dados transferidos entre o site e os usuários que o acessaram 
(usado pelas operadoras de celular). 
 
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Click trought: percentual, ou quantidade de clicks que um banner recebe, 
podendo ou não a pessoa chegar a abrir totalmente o site do anunciante (usados 
para medir o feed back do anúncio para o anunciante). 
 
CPC: custo por click. 
 
A principal empresa que faz pesquisa regular sobre internet no Brasil é o 
Ibope//NetRatings, joint-venture entre o Ibope e a Nielsen//NetRatings, líder 
mundial em mediação de audiência pela internet. As informações são levantadas 
através de uma amostra de painel, cujos colaboradores possuem um software nos 
seus computadores que registra tudo o que eles fazem em termos de acesso à 
internet e envia on-line para o instituto. 
 
Os principais dados levantados regularmente pelo Ibope//NetRatings são: 
 
- audiência e perfil demográfico, rankings de sites mais visitados, cobertura de 
público, page views, páginas acessadas e vistas, e tempo médio por pessoa; 
- tráfego da audiência (de que sites os internautas vêm e para que sites vão); 
- gráficos de tendência de mercado, audiência exclusiva e duplicada; 
- exposição e resposta do público a anúncios de banners; 
- número de impressões para cada banner, audiência, alcance, click rate; 
- perfil demográfico (idade, sexo, renda, escolaridade e ocupação) dos usuários 
expostos aos banners, além do site em que foi veiculado. 
- imagens de banners (capturadas por meio de tecnologia própria), permitindo a 
comparação com campanhas concorrentes, rankings de sites com respectivos 
banners e por anunciante, ou seja, quais banners foram mais acessados e onde 
foram veiculados. 
 
 
TRABALHO: 
1- Cite dois recursos que são bem próprios da internet. 
2- Mencione algumas das principais características da internet como meio de 
comunicação. 
3- Que recursos de comunicação podem ser usados na internet para a 
veiculação de campanhas publicitárias? 
4- Cite alguns produtos que possuem bastante adequação para serem 
veiculados na internet. 
 
11.4 – Artigo: Para que, afinal, seu cliente precisa de um website? 
Luli Radfahrer 
 
Já faz algum tempo que a época dos "geninhos" fazedores de sites acabou, uma 
época em que o importante era "estar" na web, o que quer que isso significasse. 
Com ela, também acabou a época dos "achismos" e dos chutadores, o que 
garantiu, para muitas empresas sérias, verbas significativamente maiores para o 
desenvolvimento de ações digitais. 
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À medida que o mercado de comunicação digital evolui, mais e mais pessoas 
começam a usar com elegância termos antes reservados aos mascadores de bits 
e outros sujeitos de óculos esquisitos e cortes de cabelo improváveis. Já não se 
fala mais em portais, a onda agora é fazer com que as campanhas de 
comunicação sejam "virais", criem comunidades, usem blogs ou fotologs e, para 
os mais versados nas artes mercado-cibernéticas, usem características 
colaborativas de web avançados (como a web2) etc, etc, etc. 
 
No entanto, a busca por eficiência não parece ser uma prioridade hoje em dia. Dos 
dois lados do balcão de negociações, nada é menos sexy que se falar em taxas 
de conversão ou sucesso de operações. É um raciocínio torto, para se dizer o 
mínimo. Pois se qualquer profissional de comunicação se apressa em defender a 
importância da área digital para a fidelização de um público, por que a maioria 
deles continua a se comportar como adolescentes mimados que detestam uma 
planilha de Excel? 
 
É triste reconhecer, mas muitos profissionais de design digital não sabem/ 
querem/ gostam de ler um Briefing, um relatório de pesquisa ou um planejamento 
estratégico de seus clientes. Em português, isso quer dizer que esses 
profissionais não são capazes de identificar claramente quais são os objetivos da 
comunicação. Aí, como diz aquela velha expressão, "se não sabes aonde vais, por 
que teimas em correr?". 
 
Muitos se defendem argumentando que seus clientes são incapazes de elaborar 
um plano mínimo, e que mudam de idéia de acordo com o que está na moda ou 
que foi mostrado pela concorrência, sem ao menos considerar se a solução 
proposta é boa para eles. Pode até ser verdade, mas de qualquer maneira, é o 
cliente quem contrata seus serviços e, para citar outras duas velhas expressões, 
"o freguês tem sempre razão" e "a corda sempre rompe do lado mais fraco". 
 
Se a vida é dura e noção é um artigo em falta entre os profissionais de internet, o 
que se deve fazer? Para começar, levar a sério a idéia de ser parceiro de seu 
cliente. Isso significa ter um interesse real por suas conquistas e colaborar 
efetivamente para que ele as conquiste. Caso contrário, o designer se comporta 
como um pintor ou pedreiro: faz exclusivamente o que é mandado, dane-se se não 
der certo. Agindo