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Tópicos em gestação Medicina Veterinária Citologia e Embriologia Veterinária Professora: Danielle Misael ▪ Animais domésticos são vivíparos ▪ Prenhez – desenvolvimento embrionário intra-uterino Nutrição do feto Diversas modificações e adaptações no organismo Maturidade sexual Puberdade ➢ Processo gradual de maturação; início antes do nascimento e continua pelo período pré e peripubertal; ➢ Fêmea = Primeiro estro e ovulação ou início da ciclicidade reprodutiva; ➢ Animal púbere = apto a liberar gametas e exibir comportamento sexual Fatores que influenciam na Puberdade ✓ Estado nutricional ✓ Peso corpóreo ✓ Idade Cronológica e Fisiológica ✓ Composição corporal e Desenvolvimento ósseo ✓ Fatores Raciais Puberdade Gestação Do acasalamento fértil ao parto Determinação genética Influência de aspectos maternos, fetais e ambientais Placenta ▪ Adaptação materna ▪ Característica dos mamíferos ▪ Alterações de função e tamanho durante a prenhez ▪ Órgão fetomaterno: Componente materno (decídua basal) e Componente fetal (córion frondoso) = Fusão ou justaposição das membranas fetais + Endométrio Funções Proteção do embrião/feto Nutrição do embrião/feto Respiração do embrião/feto Excreção do embrião/feto Produção de hormônios para a gestação Desenvolvimento da placenta Implantação do blastocisto = Sinciciotrofoblasto Blastocisto se encosta na parede do útero – trofoblasto se multiplicar em direção ao endométrio. Sinciciotrofoblasto = produz enzimas que permitem que o blastocisto penetre. Componente Materno - Endométrio Decídua: Útero gravídico: endométrio = Decídua. Em animais com implantação intersticial na hora do parto todo o endométrio se descola. • Decídua basal: Região do endométrio onde o embrião se implanta; Componente fetal da placenta Córion: composto de sinciciotrofoblasto, citotrofoblasto e mesoderma extraembrionário. ✓ córion frondoso – possui mais vilosidades coriônicas e estas são mais desenvolvidas ✓ córion liso – possui menos vilosidades e pouco desenvolvidas Desenvolvimento das vilosidades • Vilosidades primárias: formadas de sinciciotrofoblasto e citotrofoblasto • Vilosidades secundárias: formadas de sinciciotrofoblasto, citotrofoblasto e mesoderma extraembrionário • Vilosidades terciárias: formadas de sinciciotrofoblasto, citotrofoblasto, mesoderma extraembrionário e vasos sanguíneos • Espaços intervilosos: entre as vilosidades formam-se espaços onde há acúmulo de sangue. Animal Início (dias) Término (dias) Gata 11-12 16-17 Cadela 14-17 20-21 Vaca 28-32 40-45 Égua 35-40 95-108 Ovelha 14-16 28-35 Porca 12-13 24-26 HISTOLÓGICA INTERAÇÃO ANATÔMICA Fisiologia Placentária Metabolismo placentário Síntese de glicogênio, colesterol, ácidos graxos (nutrição do embrião/feto) Transporte Placentário • Difusão simples • Difusão facilitada • Transporte ativo • Pinocitose Gases: O2, CO2, CO – Difusão simples Nutrientes e Hormônios: Água (livremente), vitaminas, glicose Hormônios Proteicos muito pouco (T3 e T4) Esteroides – livremente Eletrólitos: Livremente Anticorpos: Depende do tipo de placenta Medicamentos (Drogas): Passam livremente Relaxantes musculares, sedativos, entorpecentes Agentes infecciosos Produtos de secreção: CO2, ureia, ácido úrico Transporte Placentário Tipos de Placenta (de acordo com diferentes critérios) Quanto ao Tipo de implantação que a origina (QUANTO A PERDA DE TECIDO) • Placenta deciduada: Endométrio desce no momento do parto. Ocorre nos animais que tem implantação intersticial. Ex: mulher, roedores, carnívoros. • Placenta não deciduada: o endométrio não desce no momento do parto. Ocorre nos animais que tem implantação superficial. Ex: porca, vaca, égua. Mamíferos são classificados segundo a placenta ➢ Prototheria (ornitorrinco e equidina) = não possuem placenta. ➢ Metatheria (Marsupiais) = sem placenta verdadeira; tipo primitivo de placenta. ➢ Eutheria (todos os outros mamíferos) = placenta verdadeira ou corioalantoidiana. Quanto a Barreira placentária (QUANTO A RELAÇÃO MATERNO-FETAL) São os componentes que separam o sangue fetal do materno. Sinciciotrofoblasto, citotrofoblasto, mesoderma extraembrionário, endotélio da vilosidade, epitélio uterino, tecido conjuntivo uterino e endotélio uterino Implantação intersticial Implantação superficial • Placenta Epiteliocorial • Barreira completa • Moléculas atravessam o endotélio do vaso uterino, tecido conjuntivo, epitélio uterino, sinciciotrofoblasto, citotrofoblasto, mesoderma extraembrionário e o endotélio da vilosidade • Ex: égua, porca, vaca • Placenta Sindesmocorial • Epitélio uterino é destruído • Moléculas atravessam o endotélio do vaso uterino, tecido conjuntivo, sinciciotrofoblasto, citotrofoblasto, mesoderma extraembrionário e o endotélio da vilosidade • • Ex: Ruminantes (ovelha e cabra) • Destruição do epitélio e tecido conjuntivo e encosta- se no vaso sanguíneo • Moléculas atravessam o endotélio do vaso uterino, sinciciotrofoblasto, citotrofoblasto, mesoderma extraembrionário e o endotélio da vilosidade • Ex: carnívoros • Placenta Endoteliocorial: • Placenta Hemocorial • destroi o epitélio, tecido conjuntivo e o endotélio do vaso. Forma o acúmulo de sangue nos espaços intervilosos • • Moléculas atravessam o sinciciotrofoblasto, citotrofoblasto, mesoderma extraembrionário e o endotélio da vilosidade • Ex: primatas, roedores, tatu ➢ Discoidal: Vilosidades dispostas em forma de disco, em uma única região. Ex: Primatas e roedores Quanto à disposição das vilosidades ➢ Difusa: Vilosidades espalhadas por todo o córion. Ex: porca, égua ➢ Zonária: As vilosidades se limitam somente a região mediana do embrião. Ex: Cadela, gata ➢ Cotiledonária: Formação dos cotilédones = feixes de vilosidades, que se juntam com a carúncula uterina e formam o placentoma. Ex: ruminantes Âmnio e Líquido amniótico ▪ Saco amniótico – cheio de líquido ▪ Envolve o embrião/feto ▪ Origem do líquido amniótico: Líquido intersticial materno o Trato respiratório fetal o Pele fetal o Urina fetal (final da gestação) ▪ Troca de líquido amniótico Deglutição pelo feto – absorção no trato gastrointestinal e pulmões Circulação fetal – materna Composição do líquido amniótico Água = 99% Células epiteliais descamadas do feto Sais orgânicos e inorgânicos Proteínas, carboidratos, gorduras, enzimas, hormônios e pigmentos ❖Importância do líquido amniótico ▪ Permite o crescimento simétrico do embrião e é Barreira contra infecções – antibacteriano ▪ Desenvolvimento normal dos pulmões ▪ Impede aderência entre embrião e âmnio e Protege de traumatismos ▪ Controla a temperatura corporal do embrião e Permite que o feto se mova livremente – desenvolvimento muscular Cordão Umbilical - Cabo vascularizado de conexão entre feto e placenta - Inserção geralmente no centro da placenta - Composto por 1 artéria e 2 veias, (o contrário em humanos) envoltos por TCPD GESTAÇÕES MÚLTIPLAS Riscos maiores de anomalias cromossômicas e morbidade fetal do que gestações simples. Riscos progressivamente maiores com o aumento do número de fetos. Gêmeos e Membranas Fetais ▪ Gêmeos que se originam de dois zigotos = Gêmeos dizigóticos (DZ) ou fraternos ▪ Gêmeos originários de um zigoto = Gêmeos monozigóticos (MZ) ou gêmeos idênticos. ▪ Membranas e as placentas fetais variam de acordo com a origem dos gêmeos ▪ Gêmeos MZ = tipo de placenta e membranas formadas dependem de quando ocorreu o processo de formação dos gêmeos. ▪ Cerca de dois terços dos gêmeos são DZ. Gêmeos Dizigóticos (DZ) ▪ Fecundação de 2 ovócitos. ▪ Gêmeos DZ = 2 zigotos e podem ser do mesmo sexo ou de sexos diferentes. ▪ Fato comum: terem estado no útero da mãe ao mesmo tempo ▪ Gêmeos DZ = 2 âmnios e 2 córions – córions e placentas podem estar fundidas. ▪ Ocorrência de gêmeos DZ = tendência hereditária. ▪ Probabilidade de ocorrência é três vezes maior do que na população em geral. Gêmeos Monozigóticos (MZ) ▪ Fecundaçãode 1 ovócito e formando 1 zigoto ▪ Gêmeos MZ: mesmo sexo, geneticamente idênticos e semelhantes no aspecto físico. ▪ Diferenças físicas entre gêmeos MZ = fatores ambientais (anastomose de vasos placentários) ▪ Formação de gêmeos MZ – no estágio de Blastocisto (fim da primeira semana) = Resultado da divisão do embrioblasto em dois primórdios embrionários. ▪ 2 embriões = cada um em seu saco amniótico, desenvolvem-se dentro do mesmo saco coriônico e partilham uma placenta comum — uma placenta gêmea monocoriônica- diamniótica. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22