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Formação e Gestão de Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil - Nupdec

Curso de capacitação sobre formação e gestão de Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs). Três módulos com histórico e legislação do sistema municipal, participação social, passo a passo de formação, plano de ações, mobilização, formalização, gestão e exemplos; público: comunidades em risco, sociedade civil e agentes municipais.

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Formação e Gestão de Núcleo 
Comunitário de Proteção e Defesa Civil
CEPED/UFSC | Florianópolis, 2023 
1ª edição | atualizado em novembro de 2023
CEPED/UFSC FLORIANÓPOLIS, 2023
1ª edição - atualizado em novembro de 2023
Formação e Gestão de Núcleo 
Comunitário de Proteção e Defesa Civil
Ficha Institucional
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Luiz Inácio Lula da Silva (Presidente da República)
MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL – MIDR
Waldez Góes (Ministro)
SECRETARIA NACIONAL DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL – SEDEC
Wolnei Aparecido Wolff Barreiros (Secretário)
DEPARTAMENTO DE ARTICULAÇÃO E GESTÃO – DAG
Karine da Silva Lopes (Diretora)
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC
Prof. Irineu Manoel de Souza, Dr. (Reitor)
CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM ENGENHARIA E DEFESA CIVIL – 
CEPED
Profa. Ana Maria Bencciveni Franzoni, Dra. (Coordenadora-Geral e do Projeto)
Rafael Schadeck (Coordenador Técnico)
FUNDAÇÃO DE ESTUDOS E PESQUISAS SOCIOECONÔMICOS – FEPESE
Prof. Mauro dos Santos Fiuza (Presidente)
Abreviaturas e siglas
Cemaden Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais
Compdec Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil
CONPDEC Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil
DIRD Década Internacional para Redução dos Desastres Naturais
DCM Defesa Civil Municipal
ERRD Educação para Redução de Riscos de Desastres
EVG Escola Virtual de Governo
GRD Gestão de Riscos de Desastres
MCTI Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações
MIDR Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
Nudecs Núcleos Comunitários de Defesa Civil
Nupdecs Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil
NAC Núcleos de Alerta de Chuva
ONU Organização das Nações Unidas
ONG Organização não Governamental
RRD Redução de Riscos de Desastres
Sedec Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil
Semdec Secretaria Municipal da Defesa Social e da Cidadania
SGB/CPRM Serviço Geológico Brasileiro
SINPDEC Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil
Plancon Plano de Contingência Municipal
PMRR Plano Municipal de Redução de Riscos
PNDC Política Nacional de Defesa Civil
PNPDEC Política Nacional de Proteção e Defesa Civil
PDCE Projeto Defesa Civil nas Escolas
P&DC Proteção e Defesa Civil
 Apresentação
6
O que se espera
 
Desenvolver competências necessárias e ampliar o conhecimento 
sobre mobilização, tanto para a população em geral quanto para o 
aperfeiçoamento de agentes de Proteção e Defesa Civil, relacionado 
com a formação e manutenção de Núcleos Comunitários de Proteção 
e Defesa Civil (Nupdecs).
Para quem será
 
Essa capacitação destina-se a:
 Δ Comunidades expostas a riscos de desastres;
 Δ Sociedade civil e interessados na temática de gestão de riscos e de 
desastres; e
 Δ Agentes de proteção e defesa civil dos municípios.
Como o curso está dividido?
 
Neste curso serão abordadas as competências necessárias para 
que a comunidade e os agentes municipais de Proteção e Defesa Civil 
(P&DC) sejam capazes de formar e manter Núcleos Comunitários de 
Proteção e Defesa Civil (Nupdecs), considerando as especificidades 
existentes em seu município. Nesse sentido, esta capacitação está 
estruturada em três módulos. Confira a seguir:
Apresentação
7
No 1º módulo você conhecerá um breve histórico 
do Sistema de Proteção e Defesa Civil no Brasil e 
no mundo, os conceitos e a estruturação básica 
da Defesa Civil Municipal (DCM), assim como a 
legislação relacionada com o tema. Além disso, 
será apresentada a importância da existência de 
uma sociedade civil organizada e participativa nas 
ações de P&DC e um breve relato sobre o processo 
de formação e manutenção dos Nupdecs no Brasil.
Módulo 1.
Já no 2º módulo será englobado todo o processo 
de formação de um Nupdec de forma detalhada, 
abordando o passo a passo conforme o fluxograma 
exposto no primeiro módulo. Com isso serão 
apresentadas as ações de preparação, assim como 
serão detalhados os passos para a formação e 
capacitação do Nupdec, e para a elaboração do 
Plano de Ações correspondente às atividades 
desenvolvidas pelo núcleo.
Módulo 2.
No 3º módulo você entenderá como ocorre a 
mobilização dos voluntários para a formação do 
Nupdec, bem como o processo de formalização 
e o plano de gestão de um Nupdec para a sua 
manutenção e permanência em períodos de 
normalidade. Você também conhecerá alguns 
exemplos práticos desenvolvidos em diferentes 
realidades nos municípios brasileiros.
Módulo 3.
Agora que você já sabe o que irá estudar neste curso, 
siga para os próximos módulos!
Sumário
Os Nupdecs 
e a Participação 
Social na P&DC 11
O Sistema de P&DC Municipal 12
Contexto histórico 12
Conceitos e estrutura 22
A Participação Social e a P&DC 29
Organização social e a P&DC 33
Comunicação social 37
Lideranças comunitárias e agentes formadores 41
Formação e Manutenção de um Nupdec 44
Contextualização 46
Formação de Nupdecs 49
Manutenção de Nupdecs 57
Referências 60
Módulo 1
Sumário
Formação 
de um Nupdec 66
Ações de Preparação 67
O Sistema de Proteção e Defesa Civil e os Nupdecs 67
Passo 0 – Conhecimento das áreas de risco 72
Formação e Capacitação do Nupdec 82
Passo 1 – Formação e Capacitação 82
Mobilização da comunidade 82
Capacitação dos membros do Nupdec 84
Plano de Ação e Voluntariado 92
Passo 2 – Ações 92
Plano de Ações 92
Capacitação e Treinamento 101
Referências 112
Módulo 2
Sumário
O Nupdec 
como Instrumento 
Permanente de GRD 114
Atuação do Voluntariado 115
Mobilização de voluntariado 117
Desenvolvimento de atividades voluntárias 122
Formalização e continuidade do Nupdec 130
Regimento interno 131
Plano de gestão do Nupdec 133
Boas práticas 136
Referências 148
Módulo 3
Módulo 1.
Os Nupdecs 
e a Participação 
Social na P&DC
Para começarmos o curso, inicialmente, é necessário 
compreender a atuação do Sistema de Proteção e Defesa Civil e 
sua estrutura, principalmente no âmbito municipal, bem como 
entender a importância dos Núcleos Comunitários de Proteção 
e Defesa Civil e quais são os princípios básicos que envolvem sua 
formação e manutenção.
Com isso, este módulo encontra-se dividido nas seguintes 
unidades:
• Unidade 1. O Sistema de Proteção e Defesa Civil Municipal
• Unidade 2. A Participação Social e a P&DC
• Unidade 3. Formação e Manutenção de um Nupdec
É hora de começar!
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
12
O Sistema de 
P&DC Municipal
A Proteção e Defesa Civil desempenha um papel fundamental na 
garantia da segurança e bem-estar das comunidades frente aos riscos 
de desastres. No âmbito municipal, o Sistema de Proteção e Defesa 
Civil é responsável por coordenar e implementar ações de prevenção, 
preparação, resposta e recuperação diante de eventos adversos. 
Compreender a atuação desse sistema é essencial para capacitar 
agentes municipais e fortalecer a resiliência das comunidades. 
Contexto histórico
 
O Sistema de Proteção e Defesa Civil, tanto no Brasil como no mundo, 
tem sido construído majoritariamente de forma reativa à ocorrência de 
desastres catastróficos, ou seja, aprendendo com o erro.
Durante o período de 1960 a 1969, o mundo enfrentou inúmeros 
desastres de alto impacto, como o terremoto Buyin-Zara (1962), o 
terremoto em Skoplje (1963) e o Furacão Flora (1963), entre outros. Em 
decorrência disso, a Organizações das Nações Unidas (ONU), por meio 
de sua Assembleia Geral, iniciou a publicação de resoluções relacionadas 
com a assistência aos atingidos 
por desastres naturais. 
Fonte: ReproduçãoTerremoto em Skoplje (1963)
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
13
Somente na década de 80, também marcada pela ocorrência de 
inúmeros desastres catastróficos (inundações no Sudão e Bangladesh, 
tufões nas Filipinas, furacões na América Latina e no Caribe, infestações 
de gafanhotos na África, secas no Afeganistão e na Etiópia, entre 
outros), a Assembleia Geral da ONU reconheceu a necessidade de 
reduzir o impacto dos desastres naturais e os pedidos para desenvolver 
ume 
definição de 
questões públicas
Formulação: 
Diagnóstico e 
monitoramento
Definição de soluções: 
sobre questões públicas 
e comunitárias 
Implementação: 
execução de 
soluções
 Referências
61
Referências
ANDREATTI, J. B. Criação de um plano de ação com o NUPDEC. Espírito Santo: 
Defesa Civil do Espírito Santo, [s. d.].
ANDREATTI, J. B. Mobilizando a comunidade para o Nupdec. Espírito Santo: 
Defesa Civil do Espírito Santo, [s. d.]. 
ANDREATTI, J. B. Implantação e funcionamento do núcleo comunitário de 
proteção e defesa civil (NUPDEC). Espírito Santo: Defesa Civil do Espírito Santo, 
[s. d.].
BANDEIRA, Wendell Lima. Organização social e as redes sociais para o 
desenvolvimento local: o caso da coopazçu na região do Zé Açu, município 
de Parintins/AM. 2021. Dissertação (Mestrado) - Políticas Públicas e 
Desenvolvimento, Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), 
Foz do Iguaçu, 2021. Disponível em: https://dspace.unila.edu.br/bitstream/
handle/123456789/6236/Organiza%C3%A7%C3%A3o%20Social%20e%20
as%20Redes%20Sociais%20para%20o%20Desenvolvimento%20Local%3A%20
o%20Caso%20da%20COOPAZ%C3%87U%20na%20Regi%C3%A3o%20do%20
Z%C3%A9%20A%C3%A7u%2C%20Munic%C3%ADpio%20de%20Parintins/
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Adaptação de apostila sobre implantação e operacionalização de COMDEC. 
Camboriú: Instituto Federal Catarinense, 2018.
BRASIL. Decreto nº 9.775/1946. Dispõe sôbre as atribuições do Conselho de 
Segurança Nacional e de seus órgãos complementares e dá outras providências. 
Brasília, DF: Presidência da República, 1946. Disponível em: https://www.planalto.
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https://dspace.unila.edu.br/bitstream/handle/123456789/6236/Organiza%C3%A7%C3%A3o%20Social%20e%20as%20Redes%20Sociais%20para%20o%20Desenvolvimento%20Local%3A%20o%20Caso%20da%20COOPAZ%C3%87U%20na%20Regi%C3%A3o%20do%20Z%C3%A9%20A%C3%A7u%2C%20Munic%C3%ADpio%20de%20Parintins/AM?sequence=1&isAllowed=y
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del9775.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del9775.htm
62
Referências
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 
1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2016]. Disponível em: https://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 8 ago. 2023. 
BRASIL. Lei nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre o serviço 
voluntário e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1998. 
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9608.htm. Acesso em: 
8 ago. 2023. 
BRASIL. Decreto nº 5.376, de 17 de fevereiro de 2005. Dispõe sobre o Sistema 
Nacional de Defesa Civil - SINDEC e o Conselho Nacional de Defesa Civil, e dá 
outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2005. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5376.htm. 
Acesso em: 8 ago. 2023. 
BRASIL. Decreto nº 7.257, de 4 de agosto de 2010. Regulamenta a Medida 
Provisória no 494 de 2 de julho de 2010, para dispor sobre o Sistema Nacional 
de Defesa Civil - SINDEC, sobre o reconhecimento de situação de emergência 
e estado de calamidade pública, sobre as transferências de recursos para ações 
de socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e 
reconstrução nas áreas atingidas por desastre, e dá outras providências. Brasília, 
DF: Presidência da República, 2010. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7257.htm. Acesso em: 8 ago. 2023.
BRASIL. Lei Federal nº 12.608, de 10 de abril de 2012. Institui a Política Nacional 
de Proteção e Defesa Civil - PNPDEC; dispõe sobre o Sistema Nacional de 
Proteção e Defesa Civil - SINPDEC e o Conselho Nacional de Proteção e Defesa 
Civil - CONPDEC; autoriza a criação de sistema de informações e monitoramento 
de desastres; altera as Leis nos 12.340, de 1º de dezembro de 2010, 10.257, de 
10 de julho de 2001, 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.239, de 4 de outubro 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9608.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5376.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7257.htm
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63
Referências
de 1991, e 9.394, de 20 de dezembro de 1996; e dá outras providências. Brasilia, 
DF: Presidencia da Republica, 2012. Disponivel em: https://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12608.htm. Acesso em: 8 ago. 2023.
CARTAGENA, Sarah Marcela Chinchilla. Participação social e políticas públicas 
na gestão de risco de desastre: dos aspectos legais às práticas dos gestores 
públicos catarinenses. 2015. Dissertação (Mestrado) Planejamento Territorial e 
Desenvolvimento Socioambiental - Universidade do Estado de Santa Catarina 
(Udesc), Florianópolis, 2015. Disponível em: https://www.faed.udesc.br/arquivos/
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CARTAGENA, Sarah; FREITAS, Mário Jorge C. C. Guia de orientação. 
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Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc): Florianópolis, 2017.
DAGNINO, Evelina. Construção democrática, neoliberalismo e participação: os 
dilemas da confluência perversa. Política & Sociedade, Florianópolis, v. 3, n. 5, p. 
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Santa Leopoldina: [s. n.], [s. d.].
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https://www.faed.udesc.br/arquivos/id_submenu/1962/sarah_marcela_chinchilla_cartagena.pdf
https://www.faed.udesc.br/arquivos/id_submenu/1962/sarah_marcela_chinchilla_cartagena.pdf
https://periodicos.ufsc.br/index.php/politica/article/view/1983/1732https://periodicos.ufsc.br/index.php/politica/article/view/1983/1732
64
Referências
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(Mestrado) – Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental, 
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LUCENA, Rejane. Manual de formação de NUDECs. [s. l.]: [s. n.], 2005. Disponível 
em: https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/
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significados e métodos. Brasília: Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento 
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Ministério do Desenvolvimento Agrário, Editorial Abaré, 2003. Disponível em: 
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC). Centro Universitário 
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Florianópolis: CAD/UFSC, 2013. Disponível em: https://www.ceped.ufsc.br/wp-
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https://www.ceped.ufsc.br/wp-content/uploads/2012/01/Capacita%C3%A7%C3%A3o-B%C3%A1sica-em-Defesa-Civil-livro-texto.pdf
https://www.ceped.ufsc.br/wp-content/uploads/2012/01/Capacita%C3%A7%C3%A3o-B%C3%A1sica-em-Defesa-Civil-livro-texto.pdf
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UNITED NATIONS (UN). Resolução 69/284. Resolution adopted by the General 
Assembly on 3 June 2015. Sendai: United Nations, 2015. Disponível em: https://
www.preventionweb.net/files/resolutions/N1516723.pdf. Acesso em: 8 ago. 2023.
UNDRR. United Nations Office For Disaster Risk Reduction. Sendai Framework 
Terminology on Disaster Risk Reduction. [s. l.]: [s. n.], 2017. Disponível em: https://
www.undrr.org/terminology. Acesso em: 05 abr. 2023.
https://mcr2030.undrr.org/sites/default/files/2021-04/MCR2030%20in%20Portuguese%20ver.2%20%2820210323%29.pdf
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https://digitallibrary.un.org/record/82536
https://www.preventionweb.net/publication/sendai-framework-disaster-risk-reduction-2015-2030
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https://www.preventionweb.net/files/resolutions/N1516723.pdf
https://www.preventionweb.net/files/resolutions/N1516723.pdf
https://www.undrr.org/terminology
https://www.undrr.org/terminology
Módulo 2.
Formação 
de um Nupdec
Agora que já iniciamos nossos estudos com um panorama sobre 
a importância e atuação dos Nupdecs no Brasil, vamos estudar 
o processo de formação dos núcleos. Apesar de ser apresentada 
uma sugestão de passo a passo a ser seguida, cabe ressaltar que 
cada comunidade tem suas características específicas e, em 
função disso, é importante que cada ação seja adaptada para a 
realidade local, considerando tanto suas demandas como sua 
capacidade de gestão e de organização e mobilização social. 
Com esse objetivo, seguiremos três unidades principais, 
conforme apresentado a seguir:
• Unidade 1. Ações de Preparação
• Unidade 2. Formação e Capacitação do Nupdec
• Unidade 3. Plano de Ação e Voluntariado
É hora de começar!
Módulo 2.
67Formação e Gestão de Nupdec
Ações de Preparação
Já vimos, introdutoriamente, no primeiro módulo deste curso, os 
processos necessários para implantação de Nupdecs. A partir daqui 
vamos aprofundar os estudos sobre o tema.
Nesta unidade iremos aprender sobre a relação do Sistema de Proteção 
e Defesa Civil das esferas municipal e estadual com os Nupdecs, e o 
conhecimento inicial necessário à formação de um núcleo.
Com isso, vamos iniciar nossos estudos pela estrutura da gestão 
municipal e estadual, discorrendo sobre a importância da consolidação 
das Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil. Em um 
segundo momento iremos aprender como se dá a construção 
da percepção de risco no município, tanto dos agentes públicos 
como da comunidade.
O Sistema de Proteção 
e Defesa Civil e os Nupdecs
 
Conforme estudamos no primeiro módulo, sabemos que na estrutura 
do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil a atuação municipal 
se dá por meio das Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa 
Civil, conhecidas como Compdecs. Já no âmbito estadual, tem-se as 
Secretarias de Estado da Proteção e Defesa Civil.
É importante ressaltar que para a formação de um Núcleo Comunitário de 
Proteção e Defesa Civil não há como exigência a existência de nenhuma 
das estruturas de P&DC, nem municipal e nem estadual. No entanto, 
ter o acompanhamento de agentes de Proteção e Defesa Civil é muito 
importante para um pleno desenvolvimento dos objetivos de um Nupdec. 
Módulo 2.
68Formação e Gestão de Nupdec
Apesar disso, é importante afirmar a responsabilidade da gestão pública 
em relação ao tema. Conforme definido pela Lei nº 12.608/2012, 
compete aos estados e aos municípios a execução da Política Nacional 
de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC) em seu âmbito territorial.
O Nupdec é um tipo de organização do sistema municipal, portanto 
é coordenado e apoiado pela Compdec e não subordinado a ela.
Para se aprofundar mais no tema da estrutura do SINPDEC, a 
Sedec/MIDR disponibiliza a Capacitação em Proteção e Defesa 
Civil, com os cursos listados a seguir.
Curso 1: Proteção e Defesa Civil - Introdução à Política Nacional
Curso 2: Proteção e Defesa Civil - Atuação no Âmbito Municipal
Curso 3: Proteção e Defesa Civil - Gestão de Risco 
Curso 4: Proteção e Defesa Civil - Gestão de Desastre
Clique aqui para ter acesso a esses e aos demais cursos 
oferecidos pela Sedec/MIDR.
Assim, para que a gestão municipal exerça, na íntegra, as ações de 
proteção e defesa civil, é essencial a existência de uma Compdec 
articulada com a estrutura da administração municipal, com estreita 
relação comos demais órgãos bem como com as diversas comunidades. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12608.htm
https://www.escolavirtual.gov.br/catalogo?query=&carga_horaria=&conteudistas%5B%5D=11
Módulo 2.
69Formação e Gestão de Nupdec
Vale lembrar que a Compdec atua em todas as etapas do ciclo de 
gestão em proteção e defesa civil, ou seja, na prevenção, mitigação, 
preparação, resposta e recuperação. Portanto, embora não exista uma 
regra para sua constituição, o dimensionamento para consolidação da 
Compdec precisa considerar a organização do órgão e suas principais 
características funcionais, quais sejam:
 Δ conhecimento permanente das ameaças e riscos;
 Δ atuação preventiva em todas as fases da defesa civil;
 Δ preparação para enfrentamento dos desastres;
 Δ gestão aproximada com as instituições públicas e cidades vizinhas;
 Δ interação permanente com a comunidade;
 Δ educação para convivência com o risco; e
 Δ visibilidade institucional. 
Veja, a seguir, um pouco sobre a articulação da Compdec com outros 
órgãos setoriais e sua relação com os Nupdecs.
Essa articulação 
torna-se possível por 
meio de uma atuação 
permanente e integral, 
independentemente 
da existência ou não de 
evento adverso.
Módulo 2.
70Formação e Gestão de Nupdec
Órgãos setoriais e de apoio para articulação da Compdec
Os setores de articulação da Compdec são constituídos 
por órgãos e entidades da Administração Pública 
Municipal, Estadual e Federal sediados no município, 
os quais se responsabilizam pelas ações integradas 
do SINPDEC que se fizerem necessárias, sob a 
coordenação da Compdec. A distribuição das atividades obedece à 
lógica do órgão mais vocacionado para desempenhar de forma mais 
eficaz as ações que lhes são atribuídas.
Por sua vez, os órgãos de apoio são os órgãos e entidades públicas e 
privadas, associações de voluntários, clubes de serviços, organizações 
não governamentais, associações de classe e comunitárias que apoiam 
os demais órgãos integrantes do SINPDEC, também sob a coordenação 
da Compdec. 
É desejável que os órgãos setoriais e de apoio ao SINPDEC no município 
sejam amplamente diversificados, permitindo uma amplitude 
multidisciplinar que abranja as seguintes áreas setoriais: 
 Δ Saúde Pública, Assistencial, Mental, 
Emergencial e Atendimento Pré-Hospitalar;
 Δ Bombeiros;
 Δ Guarda Municipal, Polícia Rodoviária, Polícia Militar, 
Polícia Civil e Polícia Federal;
 Δ Forças Armadas do Exército, Marinha e Aeronáutica;
 Δ Educação, Ciência e Tecnologia e Esportes;
 Δ Obras Públicas, Habitação e Saneamento Básico;
Módulo 2.
71Formação e Gestão de Nupdec
 Δ Assistência Social e Promoção Social;
 Δ Trabalho e Previdência social;
 Δ Agricultura e Abastecimento;
 Δ Transporte;
 Δ Minas e Energia;
 Δ Comunicações;
 Δ Meio Ambiente;
 Δ Economia e Finanças; e
 Δ Justiça.
Nesse contexto, os Nupdecs terão importante contribuição para que 
as Compdecs possam se aproximar das populações de áreas de risco e 
ampliar suas ações de redução de riscos de desastres (RRD), podendo 
estar organizados em diferentes grupos comunitários que constituem 
os distritos, vilas, povoados, bairros, quarteirões, edificações de grande 
porte, escolas e distritos industriais. Funcionam, portanto, como elos 
entre a comunidade e o governo municipal com o objetivo de reduzir 
desastres e de promover a segurança da população.
Com isso, quanto mais ampla for a atuação do Nupdec, mais sólida será 
a estrutura municipal de proteção e defesa civil e a relação de parceria 
que se estabelece com as comunidades. 
Módulo 2.
72Formação e Gestão de Nupdec
Passo 0 – Conhecimento das áreas de risco
 
Agora que compreendemos melhor a atuação do 
Nupdec e sua relação com o Sistema de Proteção e 
Defesa Civil Municipal, vamos estudar o passo a passo 
de formação de um núcleo.
Para isso, vamos iniciar nossos estudos relembrando do fluxograma 
apresentado no início do curso. Cabe ressaltar que os passos aqui 
apresentados são sugestões para orientar o processo de formação 
dos Nupdecs, sendo fundamental sua adaptação à realidade local 
considerando as especificidades, tanto da comunidade como da 
estrutura, e a capacidade da gestão municipal.
Fonte: Rovena Rosa/Agência Brasil
Treinamento, na comunidade Jardim Nair, em São Paulo, simulou vazamento de diesel
Módulo 2.
73Formação e Gestão de Nupdec
Iniciativa
Passo 0 – Conhecimento das áreas de risco
Estudo por meio do qual serão identificados os principais 
riscos e definidas as áreas prioritárias de atuação na 
comunidade ou no município como um todo.
Passo 1 – Formação e Capacitação
Processo de formação e capacitação que deve 
envolver todos os interessados na constituição do Nupdec. 
Ao término da capacitação, estará formado um grupo sólido, 
com disponibilidade de tempo para atuação direta 
nas ações do núcleo. 
Passo 2 – Ações
Elaboração do Plano de Ações de curto, médio e longo prazo, que 
devem englobar treinamentos periódicos e ações de Redução 
de Risco de Desastres junto com a comunidade.
Comunidade
A comunidade interessada em 
construir um Nupdec busca pelo 
agente municipal, levando suas 
ideias e demandas.
Gestor Público
O gestor define quais as 
comunidades prioritárias para 
formação do Nupdecs, fazendo o 
contato inicial com a comunidade.
Módulo 2.
74Formação e Gestão de Nupdec
Iniciativa: Gestor Público
Considerando a iniciativa pelo gestor público, inicialmente é necessário 
identificar quais comunidades do município têm maior urgência pela 
implementação de um Nupdec. Dessa forma, cabe ao gestor analisar as 
áreas de risco de todo o município, podendo classificá-las por níveis e 
intensidade de risco e prioridade de atuação. 
Conforme a realidade de cada local, existem fontes de dados secundários 
que podem ser consultadas para iniciar o desenvolvimento da identificação 
das áreas de risco no município. Os dados disponíveis irão definir como 
poderão ser analisadas as áreas de risco de todo o território municipal.
Atualmente a principal fonte de dados relacionados ao tema no Brasil 
é o Serviço Geológico Brasileiro (SGB/CPRM). Por meio do setor de 
Prevenção de Desastres é possível acessar diversos materiais, como 
setorização de risco, cartas de perigo, cartas geotécnicas, entre outros.
A seguir é apresentado um fluxograma que pode ser seguido para que os 
agentes de Proteção e Defesa Civil desenvolvam a avaliação de risco em 
seu município, identificando, classificando e mapeando as áreas de risco. 
Como o tema não é o foco central deste curso, as atividades a serem 
desenvolvidas em cada etapa não serão aprofundadas.
3. Diagnóstico 
das Capacidades
2. Análise dos
Fatores de Risco
Avaliação
de Risco
4. Definição
das Intervenções
1. Relatório
Diagnóstico
http://www.sgb.gov.br/publique/Gestao-Territorial/Prevencao-de-Desastres-38
Módulo 2.
75Formação e Gestão de Nupdec
1 Relatório Diagnóstico: identificar e descrever as principais ameaças de 
desastres existentes na área de interesse.
2 Análise dos Fatores de Risco: analisar a ameaça, exposição e vulnerabilidade, 
definindo a relação entre a probabilidade de determinado evento ocorrer e o 
impacto decorrente provável.
3 Diagnóstico das Capacidades: realizar o diagnóstico situacional do sistema de 
P&DC e da atuação intersetorial dos órgãos de defesa civil na área de interesse.
4 Definição das Intervenções: proposição de intervenções estruturais e não 
estruturais para prevenir e mitigar o risco de desastres.
Uma vez que o gestor tem as informações sobre as áreas de risco 
do município, sugere-se a criação de uma tabela identificando as 
comunidades em dois níveis de risco: amarelo e vermelho, como no 
exemplo que segue:
Nível de Risco
(amarelo e vermelho)
Comunidade A Amarelo
Comunidade B Vermelho
Comunidade C Vermelho
Comunidade D Amarelo
Comunidade E Amarelo
Comunidade F Vermelho
Módulo 2.
76Formação e Gestão de Nupdec
Em seguida, o gestor deve realizar um levantamento sobres as 
característicasde mobilização comunitária com base nas informações 
já trabalhadas no Módulo 1, ou seja, suas lideranças formais e informais, 
a existência de organizações e associações ativas, bem como o interesse 
da comunidade nos assuntos de RRD. Essas informações devem 
completar a tabela:
NÍVEL DE RISCO CARACTERÍSTICAS DAS COMUNIDADES
(amarelo e vermelho) Interesse na 
temática de RRD
Mobilização e 
organizações ativas
Comunidade A (Amarelo) X X
Comunidade B (Vermelho) X X
Comunidade C (Vermelho) X
Comunidade D (Amarelo) X
Comunidade E (Amarelo) X
Comunidade F (Vermelho) X
Por fim, será preciso priorizar as comunidades com base nas 
informações coletadas e sistematizadas. Para tanto, considera-se 
que quanto mais interesse as comunidades tenham, mais chances 
de um Nupdec manter-se em funcionamento, sendo a existência 
de mobilização e organizações ativas um facilitador do trabalho de 
implantação e manutenção de um Nupdec.
Módulo 2.
77Formação e Gestão de Nupdec
Identificadas então, quais comunidades possuem maior interesse 
e mobilização, o gestor público deverá iniciar o trabalho pelas 
primeiras de sua lista, tomando o cuidado de dimensioná-lo de 
acordo com suas capacidades.
Mais vale uma única comunidade com um Nupdec forte e bem 
constituído, cuja atuação a equipe da Compdec consiga acompanhar 
e apoiar, do que muitas comunidades com Nupdecs que logo se 
desmobilizam por falta de apoio e acompanhamento.
Prioridade Comunidade Características
1 Comunidade B Interesse e mobilização
2 Comunidade C Interesse
3 Comunidade A Interesse e mobilização
4 Comunidade D Interesse
5 Comunidade F Mobilização
6 Comunidade E Mobilização
Nesse sentido, considerando as características e o nível de risco de 
cada comunidade, a ordem de prioridade para implementação de 
Nupdecs é sugerida conforme apresentado a seguir: 
Módulo 2.
78Formação e Gestão de Nupdec
É preciso considerar que este resultado se refere a um contexto em 
que não haja comunidades com iniciativa própria para constituição de 
Nupdecs. Se, a qualquer momento, uma comunidade apresentar ao 
poder público sua disposição para constituição de um Nupdec, ela pode 
ser posicionada como de primeira prioridade na lista, sem prejuízo aos 
trabalhos que já tenham sido iniciados em outras comunidades.
Iniciativa: Comunidade
Conforme vimos anteriormente, a demanda de criação de um Núcleo 
Comunitário de Proteção e Defesa Civil pode surgir por meio da iniciativa 
da comunidade. De modo geral, quando essa demanda é organizada e 
repassada para o gestor público, significa que já existe algum nível de 
interesse e mobilização por meio da comunidade, facilitando o processo 
de criação do Nupdec.
No entanto, para os casos em que não exista um Órgão de Proteção e 
Defesa Civil Municipal ou por falta de capacidade por parte do mesmo, 
o Nupdec pode se organizar e se constituir com o apoio do Órgão de 
Proteção e Defesa Civil Estadual.
Quando a iniciativa parte da comunidade, não se faz necessária a 
avaliação de risco de todo o município, pois já está definido o local de 
implementação do núcleo. No entanto, a criação de um núcleo gera 
demandas tanto para a população quanto para o poder público, sendo 
necessário buscar o apoio dos órgãos responsáveis e da comunidade 
para garantir que o Nupdec será continuado após sua formação. 
Conforme definido pela Política Nacional de Proteção e 
Defesa Civil – PNPDEC (Lei nº 12.608/2012), é competência 
dos municípios a identificação e mapeamento das áreas 
de risco de desastres, assim como a adoção de medidas 
necessárias à redução dos riscos de desastres, promovendo o 
desenvolvimento sustentável.
Módulo 2.
79Formação e Gestão de Nupdec
No entanto, é fundamental que o gestor público repasse, por meio 
de oficinas, cursos e encontros presenciais, o que se espera por 
meio da implementação de um Nupdec, quais as atividades a serem 
desenvolvidas pelos voluntários e a importância da atuação conjunta da 
comunidade para a efetividades das ações desenvolvidas.
Com a definição da(s) comunidade(s) alvo para criação do(s) Nupdec(s), 
tem início o trabalho conjunto entre a equipe de proteção e defesa 
civil e a população, com identificação detalhada das demandas e 
caracterização dos riscos presentes localmente. Tais informações 
podem ser organizadas a partir dos seguintes itens:
 Δ lista de lideranças formais;
 Δ lista de lideranças informais;
 Δ lista de multiplicadores;
 Δ lista de demandas/expectativas da comunidade;
 Δ características do meio físico e biótico (clima, relevo, solo, recursos 
hídricos, vegetação, fauna, entre outros);
 Δ características do meio antrópico (perspectiva histórica da dinâmica 
populacional, atividade econômica, infraestrutura, uso e ocupação da terra, 
organização social, entre outros);
 Δ histórico de desastres;
 Δ principais vulnerabilidades;
 Δ principais ameaças; e
 Δ diagnóstico das capacidades.
Módulo 2.
80Formação e Gestão de Nupdec
Para prosseguir com a caracterização das comunidades, é necessário 
que os agentes públicos desenvolvam e fortaleçam o primeiro 
contato. Para as situações em que não existe uma organização social 
já estabelecida e fortalecida, indica-se que sejam identificadas as 
lideranças comunitárias para que o contato seja realizado apenas com 
elas. Posteriormente, após o conhecimento da dinâmica social local, é 
que serão convidados e definidos os voluntários do núcleo.
Esse processo de caracterização das comunidades pode ser feito em 
duas etapas. Uma etapa preliminar, conduzida pela equipe do Órgão 
de Proteção e Defesa Civil, para balizar sua atuação e sua forma de 
trabalho. E uma etapa detalhada e de validação, conduzida em conjunto 
com a população dentro do processo de formação e capacitação.
A primeira etapa pode ser elaborada com base no tratamento dos dados 
de histórico de desastres, dados socioeconômicos de características 
geográficas e da comunidade. A análise preliminar permite a definição 
dos principais pontos a serem visitados na etapa seguinte.
Exemplo de folder de 
apresentação pré-formação 
do Nupdec utilizado pela 
Coordenadoria Municipal de 
Proteção e Defesa Civil de 
Aracaju/SE.
Módulo 2.
81Formação e Gestão de Nupdec
Para entender melhor a seleção das áreas prioritárias no município e a 
delimitação das áreas de risco de forma conjunta com a comunidade, 
assista a videoaula a seguir.
Com as principais áreas de risco da comunidade identificadas 
(considerando a ameaça, exposição e vulnerabilidade), inicia-se a 
segunda etapa de caracterização. Para esse momento, destaca-se a 
importância do acompanhamento das lideranças comunitárias e dos 
voluntários que irão compor o Nupdec. 
Em conjunto com esses atores, os agentes públicos definem uma 
agenda de visitas em campo na comunidade com o objetivo de levantar 
as características das áreas de risco, para que seja possível planejar 
quais serão as principais ações de RRD a serem aplicadas em cada área. 
Nesse momento é necessário levantar as características construtivas 
e de ocupação e uso do solo, assim como dados relacionados às 
pessoas que residem ou utilizam as áreas visitadas, considerando, 
principalmente, questões de vulnerabilidade social e de capacidade de 
enfrentamento aos riscos presentes no local, tornando-se primordial a 
criação de um canal de comunicação com essas famílias.
Somente após o mapeamento de risco da comunidade e o 
levantamento dessas informações é que será possível prosseguir para o 
desenvolvimento das capacitações e do plano de ação do Nupdec.
Siga para a próxima unidade para compreender melhor a próxima etapa 
do processo: a formação e capacitação dos integrantes do Nupdec.
Videoaula 03
O Processo de Seleção das Áreas Prioritárias
https://youtu.be/D_JiwDllDUk
Módulo 2.
82Formação e Gestão de Nupdec
Formação e Capacitação do Nupdec
Nesta unidade vamos aprofundar o conteúdo sobre o processo de 
formação dos Nupdecs a fim de apoiar os trabalhos nos municípios e 
comunidades. Além disso,iremos estudar o processo de mobilização 
inicial da comunidade, que envolve sua sensibilização acerca da 
importância da sua participação ativa nas ações locais de proteção 
e defesa civil. Ainda, veremos o processo de capacitação dos 
integrantes do Nupdec.
Passo 1 – Formação e Capacitação
 
Para melhor compreender o Passo 1, vamos dividi-lo em duas 
etapas que estudaremos a seguir: Mobilização da comunidade e 
Capacitação dos membros. Indica-se a duração de, pelo menos, 
um ano para todo esse processo.
Mobilização da comunidade 
Inicialmente, é necessário saber que os membros do Nupdec têm a 
importante função de serem os olhos da Defesa Civil no dia a dia da 
comunidade, além de ser um grupo capacitado de atuação essencial 
em momentos de desastres. Vale ressaltar que o grupo que compõe o 
Nupdec é composto majoritariamente por voluntários. 
Dessa forma, só é possível ter um Nupdec eficaz se seus 
membros estiverem engajados, ativos e se reconhecerem como 
peças-chaves nas Políticas de Proteção e Defesa Civil.
Módulo 2.
83Formação e Gestão de Nupdec
Tendo isso em mente, a mobilização comunitária focada na proteção e 
defesa civil apresenta dois objetivos principais: sensibilizar a comunidade 
quanto às ações de redução de riscos de desastres e mostrar que a 
população pode e deve ser um agente atuante sobre o tema.
Ainda, a mobilização comunitária contribui para a integração da 
comunidade, fortalecendo os canais de comunicação local, que são 
essenciais para o gerenciamento dos momentos de crise.
Entretanto, as ações de mobilização estruturadas pelos agentes públicos 
devem sempre levar em consideração a realidade do local onde o 
Nupdec está inserido. Dessa forma, para o desenvolvimento de ações 
de mobilização das comunidades é necessário considerar quatro itens 
fundamentais. 
1 A leitura da realidade.
2 O planejamento participativo e integrado.
3 A participação social.
4 A valorização dos saberes.
Para entender melhor sobre a aplicação desses itens no 
planejamento da mobilização comunitária e ver alguns exemplos 
de ferramentas que podem ser utilizadas ao longo desse processo, 
assista a videoaula a seguir.
Videoaula 04
Ferramentas de Engajamento 
na Formação de Nupdecs
https://youtu.be/77-O5s5j_5Q
Módulo 2.
84Formação e Gestão de Nupdec
Capacitação dos membros do Nupdec
O processo de capacitação dos membros do Nupdec é constituido de 
reuniões periódicas com os objetivos de:
 Δ alinhar conhecimento entre todos os envolvidos;
 Δ fortalecer a motivação de participação dos voluntários no núcleo;
 Δ preparar os integrantes do Nupdec para sua atuação.
É previsto que essa etapa ocorra, em média, ao longo do primeiro 
ano de formação do Nupdec, com encontros mensais ou quinzenais, 
de forma a facilitar que os integrantes voluntários tenham tempo 
de assimilar o conteúdo, fazer relações com seu dia a dia e firmar o 
compromisso de encontros periódicos para continuação do núcleo. 
No entanto, a formação dos voluntários deve continuar posteriormente, 
como forma de manutenção do conhecimento do núcleo, renovação 
da equipe de voluntários e também com o objetivo de atualizar o 
mapeamento de risco da comunidade. Iremos estudar melhor sobre as 
atividades de continuidade do Nupdec na próxima unidade deste curso.
Para a capacitação dos integrantes do núcleo, a equipe responsável deve 
conduzir um conteúdo que aborde temas dentro da área de proteção 
e defesa civil, além de saídas de campo e atividades práticas. Algumas 
sugestões serão apresentadas no fim deste tópico, sendo necessário 
sempre avaliar as demandas e a realidade local para definir quais são 
as necessidades de formação dos membros do Nupdec para atuação 
naquela comunidade.
O local de realização das capacitações pode ser um imóvel do próprio 
participante, em uma estrutura do estado, em associações ou entidades 
diversas. O importante é que ele seja de fácil acesso a todos os 
integrantes.
Módulo 2.
85Formação e Gestão de Nupdec
Em razão de muitas vezes os interessados possuírem compromissos 
de trabalho em horário comercial, é comum que as formações ocorram 
fora desses horários, podendo ser distribuídas ao longo da semana 
ou de forma intensiva durante todo um dia.
É preciso também que seja realizado levantamento dos materiais e do 
suporte necessário para realização da capacitação, prevendo itens como 
caneta, bloco de notas, classificador, disponibilidade de água, projetor, 
notebook, lanche (caso ocorram duas ou mais aulas consecutivas) e 
algum método de avaliação da aula. Para o material previsto para os 
cursistas, poderão ser utilizados folders com as orientações passadas ao 
fim de cada aula e um certificado de formação no final do curso.
O Levantamento realizado a partir da formação de 10 Nupdecs 
na cidade de Aracaju/SE, conforme dados fornecidos pelo 
Coordenador Geral da Defesa Civil Municipal, Robson Rabelo de 
Santana, demonstra que, em média, foram formados 17 voluntários 
em cada turma. Os locais onde foram realizados os cursos são:
O mesmo levantamento mostra que todas as visitas em campo 
foram realizadas durante o dia, entretanto as aulas teóricas foram 
realizadas nos seguintes turnos: 4 durante a semana no período 
da noite; 6 à tarde em horário comercial; 1 no sábado em forma de 
intensivo; e 1 no domingo em forma de intensivo.
Centros de 
Referências 
de Assistência 
Social – CRAS
4
Associações 
e centro 
sociais
4
Prédios 
ligados a 
igrejas
2
Casa de 
morador
1
Instituição 
pública 
federal
8,3%
1
8,3%
16,7%
33,3%33,3%
Módulo 2.
86Formação e Gestão de Nupdec
Antes da aula de cada dia é importante realizar uma dinâmica de grupo, 
que demonstre a importância do trabalho voluntário. A dinâmica tem a 
função de incentivar a interação entre os participantes e o envolvimento 
durante as aulas. Assim, deve-se pensar nos materiais a serem utilizados 
durante a dinâmica de grupo, que podem ser cartolinas, giz, canetas etc.
Para os trabalhos de campo deve-se pensar no suporte necessário e 
caso o local seja distante deve-se providenciar transporte.
Lembre-se que o curso tem objetivo de ser inclusivo, no qual todos os 
voluntários são importantes para a resiliência da comunidade. De forma 
geral, as aulas devem ser:
Participativas
O instrutor e os agentes de Defesa Civil devem ter ciência 
de que ninguém conhece mais a comunidade do que quem 
vive nela. Que tão importante quanto passar o conteúdo é 
aprender com aquela comunidade.
Visuais
Ao considerar a possibilidade de uma comunidade ser 
heterogênea quanto ao nível de instrução, a utilização de 
dispositivo visual com fotos da comunidade é importante tanto 
para a compreensão do conteúdo como para que os voluntários 
se sintam inseridos no contexto da aula. Assim, havendo 
formação em mais de uma comunidade as apresentações 
deverão ser ajustadas com imagens de cada comunidade.
Práticas
É importante que o agente faça um levantamento dos riscos 
daquele local, com incidentes já ocorridos e fotos das áreas, 
para que seus exemplos práticos considerem a realidade local.
Módulo 2.
87Formação e Gestão de Nupdec
Temáticas e técnicas desenvolvidas na capacitação 
Veja a seguir um modelo de planejamento de encontros para o processo 
de capacitação dos integrantes do Nupdec, adaptado de Lucena (2005) 
e CARE Brasil (2012).
Apresentação, objetivos e compromissos
Conteúdos que alinhem as expectativas de todos os participantes. 
Definição dos objetivos dos encontros e compromissos que devem ser 
assumidos por todos. Dinâmicas de apresentação de cada participante. 
Agenda de encontros e conteúdo. 
A construção participativa do Nupdec
Conteúdos sobre as razões para os participantes estarem ali reunidos, 
o que é um Nupdec e seus objetivos. Estímulo ao sentimento de 
pertencimento, de construção coletiva, de unidade. Foco na importância 
e responsabilidade de se envolver na busca de soluções para riscos e 
desastres. Condução da caracterização da comunidade (conforme itens 
já mencionados).Importância da comunicação entre o Nupdec e atores externos
Conteúdos que tratam sobre a importância de cada um dos participantes, 
fortalecendo o sentimento de grupo. A comunicação como ferramenta 
para lidar com demandas importantes e soluções criativas e alternativas 
para a redução de riscos de desastres da comunidade. Orientações sobre 
o processo de construção de novos hábitos comprometidos com o meio 
ambiente local e sensibilização para o desenvolvimento de práticas que 
estimulem uma melhor convivência das comunidades. 
Introdução aos estudos de riscos
Por meio de aulas expositivas, conversas ou discussões, abordar temas 
que demonstrem a importância da percepção da comunidade sobre 
como suas ações corriqueiras, consideradas banais, praticadas no 
cotidiano são provocadoras e agravadoras de riscos e desastres.
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3
4
Módulo 2.
88Formação e Gestão de Nupdec
Conteúdos avançados em riscos e desastres
Conteúdos sobre Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil; percepção 
de risco e resiliência; aspectos ambientais e planejamento do território; 
sistemas de alerta e alarme que possibilitem comunicação e ação rápida 
em períodos emergenciais; e mapeamento de riscos. 
Trabalho de campo
Realização de uma atividade de campo que coloque a teoria em prática, 
especialmente no que se refere à identificação de riscos e às questões 
ambientais. Refletir sobre as ações individuais e coletivas no bairro, 
fazendo uma reflexão do ambiente local e global.
Identificação e mapas de riscos locais
Conteúdos sobre a percepção dos riscos, conceitos de RRD e construção 
de um mapa de risco local, pelo olhar dos moradores, para que o grupo 
possa visualizar concretamente todas as falas sobre o assunto. Dessa 
forma o grupo tem a oportunidade de consolidar cada vez mais a sua 
importância e a do Nupdec na construção, planejamento e resolução dos 
problemas.
O papel do Nupdec
Conteúdos que tratam sobre a construção coletiva na orientação 
da comunidade para as questões relativas à degradação ambiental, 
ameaças, riscos e desastres. Além disso, baseado na lei do voluntariado 
levantar aspectos importantes no desenvolvimento do trabalho 
voluntário.
Planejamento de ações dos Nupdecs
Conteúdos sobre estabelecimento de diretrizes na implementação 
de planos preventivos e de contingências. Planejamento de ações que 
possam subsidiar o desenvolvimento das atividades, desde o diagnóstico 
da realidade à implementação de processos educativos na comunidade. 
9
5
6
7
8
Módulo 2.
89Formação e Gestão de Nupdec
Trabalho de campo
Condução de um simulado de forma a promover dinâmicas que 
favoreçam a inter-relação do que foi assimilado durante as capacitações 
com as situações que possam ser vivenciadas no cotidiano. 
Autoproteção e primeira resposta
Capacitar os voluntários para atuar – com eficiência – durante uma 
situação emergencial, orientando-os para o tipo de atitude que se deve 
tomar num evento adverso, enquanto aguardam a intervenção dos 
órgãos responsáveis acionados. Práticas sobre primeiros socorros.
Regras de funcionamento de um Nupdec
Conteúdos que tratam sobre as regras de formação, avaliar necessidade 
de ajustes e verificar a permanência ou desistência de algum membro. 
Promover a coesão do grupo e o trabalho em equipe, despertando para 
soluções criativas e de acordo com seus recursos.
10
11
12
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) 
disponibiliza diversos cursos online que também podem ser 
realizados pelos integrantes dos Nupdecs. Os cursos podem ser 
acessados pela plataforma da Escola Virtual de Governo (EVG) 
ou por meio da página de capacitações da Sedec.
Fo
nt
e:
 A
da
pt
ad
o 
de
 F
re
ep
ik
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/capacitacoes/cursos-em-andamento
Módulo 2.
90Formação e Gestão de Nupdec
Capacitação Conteúdo programático
Proteção e 
Defesa Civil
Capacitação composta por 4 cursos: 
Curso 1: Proteção e Defesa Civil - 
 Introdução à Política Nacional
Curso 2: Proteção e Defesa Civil - 
 Atuação no Âmbito Municipal
Curso 3: Proteção e Defesa Civil - 
 Gestão de Risco 
Curso 4: Proteção e Defesa Civil -
 Gestão de Desastre
Gestão Integrada 
de Riscos e Desastres
Capacitação composta por 4 módulos:
Módulo 1: Perspectivas sobre a 
 Gestão de Riscos e Desastres
Módulo 2: Visão de Futuro e 
 Cenários de Riscos no Brasil
Módulo 3: Redução de Riscos e Desastres
Módulo 4: Ações Integradas e 
 Colaboração na Gestão de Riscos
Elaboração de 
Plano de Contingência
Capacitação composta por 3 cursos:
Curso 1: Elaboração do Plano de 
 Contingência para Riscos de Desastres
Curso 2: Elaboração do Plano de 
 Contingência para Riscos de 
 Desastres de Movimento de Massa
Curso 3: Elaboração do Plano de 
 Contingência para os Riscos 
 Decorrentes de Barragens
Sistema Integrado 
de Informações sobre 
Desastres – S2iD
Capacitação composta por diversos cursos 
voltados para a utilização do Sistema Integrado 
de Informações sobre Desastres considerando as 
diferentes atuações dos perfis do sistema: Usuário 
Municipal, Usuário Estadual, Usuário Federal e 
Plantonista
Módulo 2.
91Formação e Gestão de Nupdec
Após a conclusão dos encontros de capacitação pode-se pensar 
em um encontro de formatura, em que os participantes assumem o 
compromisso com a constituição do Nupdec e definem a condução do 
plano de ação, próxima etapa para a consolidação do núcleo. 
Veja, na videoaula a seguir, um pouco mais sobre o processo de 
capacitação de um Nupdec e sua importância.
Videoaula 05
Formação dos Integrantes do Nupdec
Capacitação Conteúdo programático
Monitoramento 
e Alerta
Capacitação composta por 4 cursos: 
Curso 1: Uso da Interface de 
 Divulgação de Alertas Públicos
Curso 2: Metodologia de Concepção do 
 Alerta: da Teoria à Prática
Curso 3: Sistemas de Monitoramento e 
 Alerta como Suporte à Gestão 
 Local de Riscos e Desastres
Curso 4: Aspectos Técnicos dos Extremos 
 Geo-Hidrológicos no País 
 e as Diferenças Regionais
Agora que você estudou sobre o processo de capacitação dos 
integrantes e a formação de um Nupdec, siga para a próxima unidade 
para aprofundar seu conhecimento sobre o desenvolvimento do Plano 
de Ações do núcleo.
https://youtu.be/Y_pjwX_Pw2g
Módulo 2.
92Formação e Gestão de Nupdec
Plano de Ação e Voluntariado
Nesta unidade daremos sequência ao conteúdo sobre a constituição dos 
Nupdecs, detalhando todo o processo de elaboração do Plano de Ações 
e, a partir daí, a condução dos trabalhos do Nupdec seguindo a premissa 
de que a capacitação deve ser um processo contínuo.
Plano de Ações
Encerramos a unidade anterior com a conclusão do processo de 
formação dos integrantes da comunidade que possuem interesse em 
atuar como voluntários em um Nupdec. O último encontro da formação 
trabalhou aspectos relacionados ao funcionamento do núcleo e a 
permanência ou desistência dos membros. 
Pode-se então considerar que a partir deste momento o Nupdec 
está formalmente constituído e deve iniciar suas atividades. Para 
tanto, as equipes de proteção e defesa civil farão a orientação e o 
acompanhamento do grupo na elaboração de seu primeiro Plano de 
Ações, no qual constará, pelo menos, os seguintes itens:
1 Funções de cada integrante do Nupdec.
2 Rotina de atividades. 
Passo 2 – Ações
O Plano de Ações deve conter as atividades necessárias para atingir 
os objetivos definidos para o Nupdec nos passos anteriores. Como o 
processo de capacitação é contínuo, o tema foi dividido em um tópico 
específico. Veja a seguir.
Módulo 2.
93Formação e Gestão de Nupdec
3 Planejamento de treinamentos.
4 Avaliação das atividades.
5 Periodicidade de atualização do Plano de Ações. 
Vejamos mais detalhes a seguir. Comecemos retomando os objetivos e 
funções de um Nupdec para então seguir com a orientação ao plano.
Objetivos Funções
Ser um grupo representativo de 
cidadãos e lideranças; ser uma 
instância intermediária entrecomunidade e gestão pública; ser 
multiplicador da redução de risco de 
desastres; e ser espaço de motivação 
para ações de prevenção, mitigação, 
preparação e resposta.
Preparar cidadãos e lideranças 
para resiliência; sugerir e promover 
atividades de redução de risco de 
desastres na comunidade; e promover 
treinamento de cidadãos e lideranças 
nas temáticas de proteção e defesa 
civil.
Sabendo disso, integrantes do Nupdec devem ser orientados pelas equipes 
de proteção e defesa civil a construir um Plano de Ações para iniciar seus 
trabalhos. Orienta-se que o plano tenha uma primeira parte de definições 
gerais, e em seguida cronogramas de atividades de curto, médio e longo prazo.
Definições gerais
 Δ Nome dos integrantes e responsabilidades (secretaria, financeiro, 
comunicação e mídias sociais, atividades de campo, mobilização 
comunitária etc.). 
 Δ Nome da pessoa de contato direto na Compdec.
 Δ Definição do processo de tomada de decisões relacionado às ações do 
núcleo (por consenso, maioria ou outro).
Módulo 2.
94Formação e Gestão de Nupdec
 Δ Definição sobre reuniões ordinárias (definir periodicidade de reuniões 
para acompanhamentos dos trabalhos, planejamento de ações e 
avaliação de resultados).
 Δ Regras gerais do Nupdec.
Cronograma
O cronograma nada mais é do que uma tabela que registra as atividades 
a serem realizadas, o período correspondente a cada uma, a forma de 
realização, seus responsáveis e a forma de avaliação. Veja um exemplo:
Atividade Duração Datas de 
início e fim Recursos Responsável Avaliação Pessoas 
envolvidas
(veja lista 
de possíveis 
atividades na 
sequência)
horas
Início
dd/m/aa
Fim
dd/m/aa
Materiais
Nome do 
integrante do 
Nupdec
Definir 
modo de 
avaliação, se 
por relatório, 
questionário, 
etc.
Lista de 
pessoas 
envolvidas 
do Nupdec 
e de outras 
instituições, 
se necessário
dias Humanos
meses Financeiros
É importante que a ampliação das atividades praticadas pelo Nupdec 
ocorra gradualmente a partir da experiência adquirida. Nesse momento, 
de identificação de quais atividades serão incluídas no plano de ação, 
é possível realizar reuniões por meio das quais vão ser identificadas as 
demandas das comunidades e priorizadas as ações. 
Módulo 2.
95Formação e Gestão de Nupdec
Vale considerar, também, que as atividades podem ser divididas 
entre atividades dos períodos de normalidade (associadas às fases 
de prevenção, mitigação e preparação) e atividades em períodos de 
anormalidade (associadas às fases de resposta e recuperação).
Prevenção
Preparação
Mitigação
Gestão de Risco 
e o Gerencimaneto 
de desastres
Resposta
Recuperação
Fonte: Adaptado de Decreto nº 10.593 (BRASIL, 2020).
Módulo 2.
96Formação e Gestão de Nupdec
Apoiar os 
órgãos de Proteção 
e Defesa Civil
Na organização de simulados; nas ações de 
mapeamento e monitoramento das áreas de 
risco; nas ações de preparação para emergências 
e desastres; e no planejamento e seleção de 
locais apropriados para abrigos provisórios e 
acampamentos emergenciais.
Comunicação 
com a comunidade
Criar e desenvolver conteúdo para mídias e redes 
sociais; desenvolver atividades amplas, eficientes 
e contínuas de informação e divulgação sobre a 
gravidade dos desastres para as autoridades, áreas 
setoriais, lideranças comunitárias e população; 
preparar material impresso (cartazes, folhetos etc.) 
para temática específica.
Educação 
para RRD
Realizar atividades lúdicas com as escolas em datas 
comemorativas como dia da árvore, dos povos 
indígenas (ressaltando seus modos de vida), do 
meio ambiente, entre outros; preparar moradores 
sobre primeiros socorros e uso de equipamentos; 
organizar concursos e atividades recreativas 
com a comunidade; desenvolver campanhas 
públicas educativas: a) de motivação básica, b) 
especializadas e c) emergenciais; divulgar o Sistema 
de Alerta e Alarme aos moradores da comunidade; 
estudar as principais ameaças da comunidade 
e seus aspectos de vulnerabilidade; realizar 
treinamentos periódicos fornecidos diretamente 
pelos profissionais de proteção e defesa civil do 
município ou intermediados em forma de parcerias 
com outros órgãos e instituições; selecionar, 
organizar e realizar treinamento para voluntários; e 
realizar visitas de campo com especialistas.
Alguns exemplos de ações são:
Períodos de Normalidade
Módulo 2.
97Formação e Gestão de Nupdec
Interação entre 
comunidades
Organizar visitas e excursões; realizar encontros 
com outros Nupdecs; e visitar outros municípios 
com o objetivo de conhecer outras realidades de 
enfrentamento a desastres.
Ações de RRD Promover mutirões para limpeza de ruas, praias e 
rios; realizar palestras e reuniões, sempre escutando 
as demandas da comunidade; desenvolver e instalar 
equipamentos comunitários de monitoramento; 
mapear as indústrias e agendar visitas para 
conhecê-las e tratar da necessidade de empresas 
apoiarem a iniciativa dos núcleos bem como da 
importância das medidas preventivas no bairro; 
elaborar Plano de Contingência comunitário; e 
trabalhar projetos para reposição da mata ciliar.
Fortalecer a P&DC Fomentar ações que estimulem os integrantes 
dos Nupdecs a permanecer sempre atuantes; 
buscar apoio de empresas e comércio local (com 
objetivo tanto de apresentar o Nupdec e destacar 
sua importância como agente preventivo, quanto 
criar vínculos para futuros apoios); realizar visitas 
em escolas (com objetivo de apresentar o núcleo, 
compartilhar experiências e tratar da importância 
para a comunidade e a importância da participação 
de todos); visitar a Compdec, quando houver (com 
objetivo de conhecer a estrutura do município: 
orçamento, capacidade de resposta, sistemas de 
monitoramento e também fortalecer os laços com 
o sistema municipal).
Módulo 2.
98Formação e Gestão de Nupdec
Períodos de Anormalidade
 Δ Apoiar a chamada geral de pessoal e voluntários.
 Δ Apoiar as ações de assistência aos desabrigados. 
 Δ Apoiar as equipes de assistência social para triagem socioeconômica e 
cadastramento de famílias e pessoas atingidas. 
 Δ Apoiar na identificação de estruturas danificadas (pontes, estradas etc.) e 
serviços públicos essenciais prejudicados. 
 Δ Apoiar na identificação dos locais em que haja necessidade de busca e 
salvamento. 
 Δ Apoiar na operacionalização de abrigos provisórios e montagem de 
acampamentos emergenciais. 
 Δ Informar o Órgão de Proteção e Defesa Civil responsável sobre demandas 
para suprimento de água potável, alimentos e material para sobrevivência 
(cobertores, colchonetes, agasalhos, medicamentos essenciais etc.). 
 Δ Intermediar os processos de relocação da população e construção de 
moradias seguras e de baixo custo para populações de baixa renda. 
 Δ Realizar atendimentos de autoproteção e primeiros socorros. 
Certamente, além de todas as ações aqui listadas, cada Nupdec terá 
suas próprias demandas e capacidade de identificação de ações que 
atendam a realidade local. Assista a videoaula a seguir para compreender 
melhor a importância do Plano de Ação para um Nupdec e as atividades 
envolvidas na sua elaboração.
Módulo 2.
99Formação e Gestão de Nupdec
Como vimos na videoaula, o Plano de Ações é uma ferramenta muito 
importante para o Nupdec, pois ajuda na construção dos objetivos 
e na definição das etapas que virão após a consolidação do núcleo. 
Entretanto, recomenda-se que uma das ações seja a elaboração de 
um Plano Preventivo para a comunidade. Atividade que será 
apresentada em detalhes na sequência. 
Nesse sentido um plano preventivo comunitário deve conter (USAID/
OFDA, 2019):
 Δ histórico do Núcleo Comunitário – quem fomentou, quando, em que 
situação;
 Δ ligação do Plano Preventivo com o Plano de Contingência;
 Δ principais eventos adversos que já ocorreram no bairro; e 
Videoaula 06
Desenvolvimento de Treinamento 
para os Envolvidos no Plano de Ação
Um Plano Preventivo Comunitário tem a finalidade de consolidaras 
medidas de redução de riscos de desastres que podem ser desenvolvidas 
localmente, seja de maneira alinhada às políticas públicas conduzidas 
pela Compdec, seja por iniciativa própria no Nupdec. Nele também é 
possível propor medidas de resposta para determinadas áreas do bairro 
de acordo com os riscos existentes. 
https://youtu.be/AGeK9yZXFlg
Módulo 2.
100Formação e Gestão de Nupdec
 Δ planejamento por área afetada, neste quesito está incluída a 
hierarquização das áreas, o nível de emergência de resposta e as equipes de 
atuação responsáveis no bairro.
É recomendável que todo plano preventivo esteja alinhado a um 
Plano de Contingência. Entretanto, a não existência de um plano de 
contingência municipal, não inviabiliza sua elaboração comunitária.
Para elaboração do plano preventivo, prevê-se:
Identificação 
do histórico de 
desastres
Buscar informação em registros e pessoas que 
possam identificar datas, intensidade dos eventos 
adversos, danos causados e demais evidências 
de desastres ocorridos no passado em sua 
comunidade.
Identificação 
de ruas e pontos 
mais afetados
Conhecer pontos específicos que sejam mais 
afetados e, portanto, demandem mais atenção, 
tanto nas ações de RRD quanto na preparação para 
resposta. 
Agenda de ações 
de prevenção e 
preparação para 
desastres
Com base nas informações coletadas será possível 
elaborar uma agenda que foque no atendimento às 
necessidades dos moradores dos pontos de maior 
risco na comunidade, seja buscando viabilizar ações 
públicas de prevenção, seja apoiando a Compdec 
nas ações de preparação para desastres. 
Monitoramento do 
Plano Preventivo
Objetiva rever o plano periodicamente para verificar 
se as áreas são as mesmas ou se é necessário 
alteração, inclusão ou exclusão de alguma ação.
Além da elaboração do Plano Preventivo Comunitário, é necessário prever 
a realização de capacitações e treinamentos periódicos. A seguir, veremos 
mais informações específicas sobre esse item do Plano de Ações.
Módulo 2.
101Formação e Gestão de Nupdec
Capacitação e Treinamento
As capacitações internas previstas no Plano de Ações fazem referência aos 
anos posteriores à formação do Nupdec. Com isso, elas têm como objetivo 
a manutenção do conhecimento dos voluntários do núcleo bem como a 
capacitação de novos voluntários que possam vir a compor a equipe. 
Ainda, as capacitações externas estão relacionadas com a passagem 
de conhecimento para a comunidade. Nesses casos, recomenda-se 
que a formação seja realizada na própria comunidade e em horário 
que abranja a maior quantidade de pessoas possível, de forma a ser 
representativa dentro da comunidade.
O desenvolvimento de treinamentos e capacitações com os envolvidos 
nas ações dos Nupdecs é fundamental para garantir uma atualização 
Fonte: André Moreira, Defesa Civil de Aracaju/SE
Reunião do Núcleo Comunitário de Defesa Civil de Jabotiana
Módulo 2.
102Formação e Gestão de Nupdec
Por exemplo, quando houver conteúdos sobre acidentes domésticos e 
noções de primeiros socorros deve-se mobilizar os bombeiros; ou em 
conteúdos sobre avaliação de risco de colapso estrutural e deslizamento 
de terra é possível buscar profissionais que atuam nas áreas de 
engenharia ou geologia, e assim por diante.
Sugere-se que o Nupdec faça parcerias com a Compdec (se 
houver), com outras secretarias e equipes da prefeitura, bem 
como com órgãos setoriais para que as capacitações sejam 
conduzidas por especialistas em cada temática a ser trabalhada. 
constante sobre as temáticas de redução de riscos de desastres e 
também sobre temáticas correlatas. 
O gestor de proteção e defesa civil, assim como os próprios integrantes 
dos Nupdecs, pode buscar parcerias para realização de treinamentos 
e capacitações com universidades, profissionais autônomos, ONGs e 
instituições privadas atuantes no município e nas comunidades. Há ainda 
muitas opções de cursos online gratuitos, sendo possível estabelecer uma 
agenda de formação continuada com periodicidade pré-definida. 
Nesse sentido, consolidamos aqui temáticas a serem consideradas na 
capacitação com base em publicações brasileiras anteriores. Ressalta-se 
que o conteúdo aqui apresentado funciona como sugestão e cada equipe 
de proteção e defesa civil precisa adaptá-lo à sua realidade considerando:
 Δ nível de informação sobre RRD e proteção e defesa civil do grupo;
 Δ tempo disponível para os encontros;
 Δ nível de mobilização da comunidade; e
 Δ equipes disponíveis para conduzir a formação. 
Módulo 2.
103Formação e Gestão de Nupdec
Atuação da 
COMPDEC
Noções de 
prevenção a acidentes 
domésticos e incêndio
Defesa Civil na Escola e 
Educação ambiental
Avaliação 
e mapeamento 
de áreas de risco
Combate ao 
Aedys Aegypt
Plano de Contingência 
(PLANCON) e realização 
de simulados
Descarte 
de resíduo
Curso de instalação 
de abrigo temporário
Redução de risco 
e preparação para 
ações de resposta
Veja, a seguir, algumas sugestões de temas a serem abordados conforme 
a necessidade da comunidade:
Podemos ainda nos pautar em boas práticas para pensar nos processos 
de treinamento e capacitação continuada a serem desenvolvidos com 
os integrantes dos Nupdecs. 
Inicialmente destacamos a importância das iniciativas de educação 
ambiental, que representam grandes contribuições envolvendo os 
sujeitos sociais na construção de valores sociais, conhecimentos, 
Módulo 2.
104Formação e Gestão de Nupdec
habilidades, hábitos e competências voltadas à sustentabilidade local. 
Portanto a educação ambiental pode ser aprendida como uma forma 
de contribuição, visando estimular a participação destas populações em 
processos decisórios voltados para a RRD. 
A primeira boa prática 
destaca a Campanha 
#AprenderParaPrevenir, uma 
iniciativa do Programa Cemaden 
Educação, unidade de pesquisa 
do Ministério da Ciência, 
Tecnologia e Inovação (MCTI).
Outra boa prática que podemos tomar como 
exemplo são os conteúdos para capacitação 
e treinamento oferecidos pela Secretaria 
Municipal de Defesa Civil de Niterói, 
município do estado do Rio de Janeiro, 
conforme apresentado a seguir.
Entre 2016 e 2021, foram realizadas seis edições com abordagens educativas 
voltadas à temática de educação para RRD e visando o desenvolvimento de 
intervenções e o estabelecimento de espaços de diálogo na construção de 
conhecimentos na área. Trata-se de uma iniciativa que pode ser replicada 
na capacitação e treinamento de integrantes de Nupdecs, integrando 
temas de mobilização comunitária e educação ambiental.
Módulo 2.
105Formação e Gestão de Nupdec
O setor de minimização ensino e pesquisa tem desenvolvido projetos 
com o objetivo de criar e fortalecer a rede de apoio no município, de 
forma a atender às demandas e expectativas da comunidade.
Nesse contexto o município oferece, por meio da Defesa Civil, cursos 
de formação voltados para a população, com a finalidade principal 
de formar novos voluntários que possam atuar na rede de Proteção e 
Defesa Civil local. Os cursos oferecidos são:
Nudec 
Comunidades
Carga horária: 12 horas
Conteúdo programático:
• Noções Básicas de Proteção e Defesa Civil;
• Política e Gestão do Serviço Voluntário;
• Noções Básicas de Meio Ambiente;
• Noções Básicas de Meteorologia e o Sistema de Alerta e 
Alarme;
• Noções Básicas de Análise de Riscos Geológicos e 
Estruturais;
• Noções Básicas de Prevenção e Extinção do Incêndio;
• Suporte Básico de Vida e Prevenção aos Acidentes 
Domésticos; e
• Aula de Campo – Praticando Defesa Civil na Comunidade.
Nudec contra 
Queimadas
Carga horária total: 43 horas
Módulo I
• Noções Básicas de Proteção e Defesa Civil;
• Ações Preventivas e Aspectos do Serviço Voluntário;
• Primeiros Socorros I – (Teoria e Prática);
• Noções Básicas de Meio Ambiente;
• Geografia de Niterói;
• Meteorologia aplicada às Queimadas;
• Aspectos Nocivos das Queimadas e Incêndios;
• Operações do Corpo de Bombeiros nas Queimadas; e
• Aula Prática I.
Módulo 2.
106Formação eGestão de Nupdec
Nudec contra 
Queimadas
Módulo II
• Plano de Contingência para Queimadas;
• Combate ao Incêndio (Teoria e Prática);
• Primeiros Socorros II (Teoria e Prática);
• Preservação do Meio Ambiente;
• Atuação da Polícia Militar em Situações de Queimadas;
• Orientação Cartográfica e Utilização de Bússola; e
• Aula Prática II.
Nudec 
Condomínios
Carga horária: 12h
Conteúdo programático:
• Noções Básicas de Proteção e Defesa Civil;
• Política e Gestão do Serviço Voluntário;
• Segurança Patrimonial;
• Zoonoses;
• Emergências com Elevadores;
• Eventos Meteorológicos Extremos (Tempestades e 
Vendavais): Monitoramento e Alertas;
• Primeiros Socorros e Acidentes Domésticos;
• Lei de Autovistoria;
• Segurança em Piscina Coletiva;
• Incêndio: Prevenção e Combate; 
• Código de Segurança contra Incêndio e Pânico; 
• Protocolos de Emergência; e
• Tipos de Abastecimento de Gás Inflamável e seus Cuidados.
O conteúdo detalhado dos cursos e os formulários de inscrição 
estão disponibilizados no site da Secretaria Municipal de Defesa 
Civil de Niterói.
https://www.defesacivil.niteroi.rj.gov.br/minimiza%C3%A7%C3%A3o-de-desastres
https://www.defesacivil.niteroi.rj.gov.br/minimiza%C3%A7%C3%A3o-de-desastres
Módulo 2.
107Formação e Gestão de Nupdec
Por fim, merece ser 
mencionado o trabalho 
realizado pela CARE Brasil 
na região serrana do Rio de 
Janeiro com facilitação para 
implantação de Nupdecs no 
início da década de 2010 e 
um manual produzido a partir 
dessa experiência. 
O manual foi sistematizado pela equipe de resposta humanitária da 
CARE Brasil, registrando conteúdos, dicas e instrumentos que podem 
ser utilizados tanto por lideranças e organizações comunitárias quanto 
por administrações públicas. O material destaca ainda a importância do 
espírito participativo da formação, responsável pelo empoderamento dos 
participantes que desenvolveram um forte sentimento de pertencimento 
em relação aos seus núcleos e às suas comunidades. Organizado em 
cinco capítulos o manual apresenta o seguinte conteúdo:
 Δ Capítulo 1 – Mobilização comunitária, com checklist dos preparativos
 Δ Capítulo 2 – Formações iniciais, com detalhe dos seis encontros
 Δ Capítulo 3 – E agora?, com descrição das ações de planejamento, 
formação técnica e articulação
 Δ Capítulo 4 – Folhetos de apoio, com reprodução do material utilizado em 
campo
Módulo 2.
108Formação e Gestão de Nupdec
 Δ Capítulo 5 – Informação adicional, com outras fontes e referências
Especialmente os capítulos 2 e 3 podem servir de inspiração para 
gestores e lideranças comunitárias. 
O segundo capítulo aborda as formações iniciais e traz conteúdo 
bastante relevante para a organização e planejamento das formações, 
apoiando gestores públicos a partir do modelo de estrutura da formação 
assim organizado:
 Δ tema do encontro;
 Δ objetivo (o que se pretende);
 Δ tempo total;
 Δ checklist de materiais e equipamentos necessários; e
 Δ programa de formação (detalha para cada tópico da formação o objetivo, o 
material necessário e o tempo, bem como a ementa do conteúdo);
Por sua vez o terceiro capítulo apresenta uma descrição de 
treinamentos e capacitações conduzidos ou planejados pela CARE Brasil 
para serem oferecidos às equipes dos Nupdecs.
 Δ Equipes Comunitárias de Resposta a Emergência - conteúdo de 20 horas 
que aborda temas como combate a pequenos focos de incêndio, busca e 
salvamento, triagem, primeiros socorros, manejo de produtos perigosos;
 Δ Oficina de Elaboração de Projetos e Planejamento - conteúdo sobre 
planejamento de ações dos Nupdecs;
 Δ Gestão de Abrigos - procedimentos para recebimento de famílias 
atingidas por eventos severos (planejamento, acionamento, mobilização, 
gerenciamento e desmobilização). Direitos sociais, atenção psicossocial e 
Módulo 2.
109Formação e Gestão de Nupdec
atenção à saúde das vítimas; 
 Δ Comunicação Não-Violenta (CNV) - condução de diálogos compassivos e 
potencialmente transformadores;
 Δ Resolução de Conflitos - princípios de uma negociação eficaz, separação 
das pessoas dos problemas, investigação dos interesses, a geração de opções 
de ganhos mútuos, utilização de critérios objetivos e mediação de conflitos;
 Δ Captação de Fundos - visando à sustentabilidade institucional dos 
Nupdecs, trabalha conteúdos sobre prospecção, formatação de projetos, 
negociação e fidelização de parceiros;
 Δ Relações Públicas - dado que vários membros dos Nupdecs acabam dando 
entrevistas e tornando-se fontes de informação sobre questões de RRD;
 Δ Reciclagem - práticas sustentáveis e a importância da separação correta 
dos resíduos até a transformação de materiais recicláveis em novos 
produtos, com geração de renda para cooperativas e catadores;
 Δ Mudanças Climáticas - desenvolvimento de habilidades para assimilar 
informação, calcular riscos, adaptar-se, bem como preparação e 
recuperação de seus efeitos.
Clique aqui para acessar o Manual de Formação de Núcleos 
Comunitários de Defesa Civil, desenvolvido pela CARE Brasil.
Agora que terminamos de estudar o processo de formação do Nupdec, 
relembre do processo completo por meio do fluxograma apresentado no 
início deste módulo.
http://repositorio.londrina.pr.gov.br/index.php/menu-defesa-civil/atribuicoes/1098-manual-de-formacao-nudec/file
Módulo 2.
110Formação e Gestão de Nupdec
Iniciativa
Passo 0 – Conhecimento das áreas de risco
Estudo por meio do qual serão identificados os principais 
riscos e definidas as áreas prioritárias de atuação na 
comunidade ou no município como um todo.
Passo 1 – Formação e Capacitação
Processo de formação e capacitação que deve 
envolver todos os interessados na constituição do Nupdec. 
Ao término da capacitação, estará formado um grupo sólido, 
com disponibilidade de tempo para atuação direta 
nas ações do núcleo. 
Passo 2 – Ações
Elaboração do Plano de Ações de curto, médio e longo prazo, que 
devem englobar treinamentos periódicos e ações de Redução 
de Risco de Desastres junto com a comunidade.
Comunidade
A comunidade interessada em 
construir um Nupdec busca pelo 
agente municipal, levando suas 
ideias e demandas.
Gestor Público
O gestor define quais as 
comunidades prioritárias para 
formação do Nupdecs, fazendo o 
contato inicial com a comunidade.
Módulo 2.
111Formação e Gestão de Nupdec
Siga com o curso para conhecer algumas ferramentas de manutenção 
dos núcleos já formados em seu município.
Bons estudos!
 Referências
113
Referências
BEPPLER, Cleonice Maria. Manual mobilização comunitária para NUPDEC. 
Adaptação de apostila sobre implantação e operacionalização de COMDEC. 
Camboriú: Instituto Federal Catarinense, 2018. Disponível em: https://sig.ifc.edu.br/
sigaa/verArquivo?idArquivo=260262&key=047e5adb70f28378862fca47f33d9e47. 
Acesso em: 14 jun. 2023.
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO (CAD UFSC). Capacitação 
básica em Defesa Civil. 3. edição. Florianópolis: UFSC, 2013. Acesso em: jun. 2023. 
Disponível em: https://www.defesacivil.pr.gov.br/sites/defesa-civil/arquivos_restritos/
files/documento/2018-12/LivroDefesaCivil3Ed2013.pdf. Acesso em: 14 jun. 2023.
CARE BRASIL. Formação de Núcleos Comunitários de Defesa Civil (NUDECs). 
[Manual]. [S. l.]: Care Brasil, 2012. Disponível em: https://ufsclabtrans.sharepoint.
com/:b:/s/CEPED/ETY6s6BRysZHmhq-DalcNp0BOuH26rWb9ddSkeWp-
hRXfA?e=RRFG5d. Acesso em: 14 jun. 2023.
LUCENA, Rejane. Manual de formação de NUDECs. [s. l.]: [s. n.], 2005. Disponível 
em: https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/
publicacoes/manual_nudec.pdf. Acesso em: 16 fev. 2023.
NITERÓI. Secretaria Municipal de Defesa Civil de Niterói. Projeto praticando 
defesa civil – curso de formação de Nudec. [S. l.]: [s. n.], 2017. Disponível 
em: https://www.unisdr.org/campaign/resilientcities/uploads/city/
attachments/5463-11576.pdf. Acesso em: 24 jun. 2023.
UNITED STATES AGENCY FOR INTERNATIONAL DEVELOPMENT’S OFFICE 
OF U.S. FOREIGN DISASTER ASSISTANCE- USAID/OFDA. Secretaria Nacional 
de Proteção e Defesa Civil – Sedec/MI. Curso de Formação de Núcleos 
Comunitários de Defesa Civil. [Manual do Participante]. Programa de Capacitação 
da USAID/OFDA para América Latina e Caribe. Florianópolis: jun. 2019.
https://sig.ifc.edu.br/sigaa/verArquivo?idArquivo=260262&key=047e5adb70f28378862fca47f33d9e47
https://sig.ifc.edu.br/sigaa/verArquivo?idArquivo=260262&key=047e5adb70f28378862fca47f33d9e47
https://www.defesacivil.pr.gov.br/sites/defesa-civil/arquivos_restritos/files/documento/2018-12/LivroDefesaCivil3Ed2013.pdf
https://www.defesacivil.pr.gov.br/sites/defesa-civil/arquivos_restritos/files/documento/2018-12/LivroDefesaCivil3Ed2013.pdf
https://ufsclabtrans.sharepoint.com/:b:/s/CEPED/ETY6s6BRysZHmhq-DalcNp0BOuH26rWb9ddSkeWp-hRXfA?e=RRFG5d
https://ufsclabtrans.sharepoint.com/:b:/s/CEPED/ETY6s6BRysZHmhq-DalcNp0BOuH26rWb9ddSkeWp-hRXfA?e=RRFG5d
https://ufsclabtrans.sharepoint.com/:b:/s/CEPED/ETY6s6BRysZHmhq-DalcNp0BOuH26rWb9ddSkeWp-hRXfA?e=RRFG5d
https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/publicacoes/manual_nudec.pdf
https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/publicacoes/manual_nudec.pdf
https://www.unisdr.org/campaign/resilientcities/uploads/city/attachments/5463-11576.pdf
https://www.unisdr.org/campaign/resilientcities/uploads/city/attachments/5463-11576.pdf
Módulo 3.
O Nupdec 
como Instrumento 
Permanente de GRD
Para começarmos o Módulo 3, inicialmente, é necessário 
entender como pode ocorrer o processo de mobilização dos 
voluntários para a formação do Nupdec, bem como conhecer o 
processo de formalização e o plano de gestão de um Nupdec.
Com isso, este módulo encontra-se dividido nas seguintes 
unidades:
• Unidade 1. Atuação do Voluntariado
• Unidade 2. Formalização e Continuidade do Nupdec
É hora de começar!
115Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Atuação do Voluntariado
Conforme vimos ao longo dos primeiros módulos deste curso, um Nupdec 
é formado, principalmente, por voluntários da comunidade a qual pertence. 
No entanto, é necessário que os agentes de Proteção e Defesa Civil 
orientem sua atuação, de modo a entenderem as ações executadas, tanto 
em situações de desastres como nos períodos de normalidade, com foco 
na resposta aos desastres, nas ações de redução de riscos e na própria 
manutenção do Nupdec.
A ação voluntária, seja em momentos de normalidade ou de desastres, 
pode ser apenas uma ajuda informal realizada por um vizinho ou por 
qualquer outra pessoa que esteja interessada no bem maior de uma 
comunidade, ou uma ajuda formal por meio de serviços sociais organizados.
Segundo a Associação Internacional de Esforços Voluntários 
(International Association for Volunteer Efforts – IAVE), 
“estima-se que 1 bilhão de pessoas em todo o mundo que 
se voluntariam a cada ano criam uma expressão coletiva 
de engajamento cívico que cria coesão e resiliência na 
comunidade, fundamentais para fazer uma vida melhor” (2023).
Ainda, de acordo com o Relatório sobre o Estado do Voluntariado Mundial 
(SWVR 2022), publicado em 2022 por meio do Programa de Voluntários 
das Nações Unidas (UNV), existem quatro mensagens principais acerca 
da contribuição do trabalho voluntário para a sociedade atual:
https://swvr2022.unv.org/wp-content/uploads/2022/04/UNV_SWVR_2022.pdf
https://swvr2022.unv.org/wp-content/uploads/2022/04/UNV_SWVR_2022.pdf
116Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
O voluntariado pode ajudar a 
construir uma cultura de tomada 
de decisão colaborativa
O voluntariado oferece diversos caminhos 
para atividades que correspondem aos 
seus interesses e prioridades
O voluntariado pode 
alterar as relações de 
poder desiguais
Voluntários constroem pontes 
intermediando o relacionamento entre 
provedores de serviços e beneficiários
O relatório cita também que “o voluntariado desempenha papel central 
no fortalecimento das relações entre o povo e o Estado, promove melhor 
governança, ajuda a construir sociedades mais igualitárias e inclusivas, 
além de promover estabilidade”.
No Brasil, conforme definido pela Lei nº 9.608, de 18 de fevereiro de 
1998, o serviço voluntário é considerado como:
 A atividade não remunerada prestada por pessoa física a 
entidade pública de qualquer natureza ou a instituição privada 
de fins não lucrativos que tenha objetivos cívicos, culturais, 
educacionais, científicos, recreativos ou de assistência à 
pessoa, sendo o serviço voluntário exercido mediante a 
celebração de termo de adesão entre a entidade e o 
prestador do serviço voluntário. (BRASIL, 1998).
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9608.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9608.htm
117Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Mobilização de voluntariado
Inicialmente, é necessário que o Nupdec tenha bem estruturado 
e definido seu corpo de voluntariado, para depois planejar sua 
mobilização. Conforme vimos anteriormente, durante o primeiro ano de 
formação e estruturação do núcleo é necessário realizar a capacitação 
de seus integrantes, para depois ser possível planejar sua atuação.
Para essa próxima etapa, a da mobilização, considera-se que os 
voluntários já passaram por uma capacitação básica e sabem as funções 
e a forma de atuação que serão demandadas a eles por meio do Nupdec.
Com isso, iniciamos a estruturação e a efetivação do corpo de 
voluntariado do Nupdec. O primeiro passo é a oficialização dos 
voluntários por meio da celebração do termo de adesão, conforme 
definido pela Lei nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998.
O termo de adesão tem como objetivo formalizar a relação de serviço 
voluntário, sem vínculos empregatícios, entre a entidade e o prestador 
de serviço, especificando o objeto e as condições de seu exercício. A 
seguir, apresentamos um exemplo de um termo de adesão utilizado para 
os Nupdecs do município de Aracaju/SE.
Com isso, a Defesa Civil passou a ter responsabilidade e a necessidade 
de se organizar em torno do serviço voluntário. Nesse contexto, e 
considerando que, para um Nupdec, a maior parte de seus integrantes 
são voluntários da comunidade, vamos estudar a seguir como é 
desenvolvido o processo de mobilização e quais são as principais 
atividades a serem desenvolvidas pelo voluntariado de um Nupdec.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9608.htm
118Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Fonte: Defesa Civil de Aracaju/SE ([s. d.]).
Paralelo ao termo de adesão, indica-se a realização do cadastro do 
voluntário, levantando informações como: dados pessoais, formas de 
contato (e-mail; número de telefone), capacitações realizadas na área 
de Proteção e Defesa Civil, formas de atuação possíveis para o Nupdec, 
localização da sua moradia e/ou trabalho dentro da comunidade, 
atuação profissional, necessidades especiais, entre outras.
Somente após a capacitação dos integrantes e a formalização do 
corpo de voluntariado é que será possível iniciar as atividades de forma 
efetiva do Nupdec. Para isso, é necessário saber quais são as diferentes 
atividades propostas para o núcleo, para entender qual a melhor forma 
de mobilização dos voluntários para cada uma delas. Os tipos de 
atividades serão mais aprofundados no próximo tópico do curso.
Para entender como realizar a mobilização dos voluntários, dividiu-se as 
atividades em três categorias principais:
119Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
 Δ Preparação e resposta aos desastres;
 Δ Capacitações internas;
 Δ Atividades com a comunidade.
Para compreender o que envolve cada categoria e as demandas para 
mobilização, vamos estudar individualmente cada uma delas.
Preparação e resposta aos desastres
As atividades que englobam a preparação e resposta 
aos desastres envolvem a atuação específica e precisa 
dos voluntários, sendo necessário identificar quais 
integrantes apresentam as capacidades necessárias 
para desenvolver determinadas atividades frente ao 
desastre no qual pretende-se atuar.
Esse tipo de atuação não ocorre de forma periódica, mas simquadro de ação.
Com isso, em 1989, foi criado o Dia Internacional para Redução de Risco 
de Desastres (13 de outubro). Ainda no mesmo ano, foi definido por meio 
da Resolução nº 44/236 que o ano de 1990 marcaria o início da Década 
Internacional para Redução dos Desastres Naturais (DIRD). Seu 
principal objetivo era:
Fonte: Freepik
[...] reduzir, por meio de uma 
ação internacional planejada, 
especialmente nos países em 
desenvolvimento, a perda de 
vidas, os danos à propriedade 
e as perturbações sociais e 
econômicas causadas por 
desastres naturais. 
 UN. GENERAL ASSEMBLY,
1989
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
15
A partir disso, foram desenvolvidos movimentos internacionais 
relacionados ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável, como 
o Protocolo de Quioto (2005-2012) e a Estratégia e Plano de Ação de 
Yokohama para um Mundo Mais Seguro (1994). Cabe destacar que, 
apesar de não ser seu principal objetivo, o movimento de manutenção 
do clima global apoia indiretamente as ações de Redução de Riscos de 
Desastres (RRD) no mundo.
Nesse mesmo sentido, materializado por meio do Marco de Sendai 2015-
2030, iniciou-se um movimento de mudança de foco, pelo qual busca-
se cada vez mais o fortalecimento das ações de RRD e da resiliência nas 
cidades. Essa característica pode ser observada nas quatro prioridades 
de ação definidas por meio do Marco de Sendai, apresentadas a seguir, 
que são majoritariamente focadas na redução do risco de desastres.
Prioridade 4. 
Aumentar a preparação para desastres para uma resposta eficaz 
e “reconstruir melhor” na recuperação, reabilitação e reconstrução
Prioridade 3.
Investir na redução do risco de desastres para resiliência
Prioridade 2.
Fortalecimento da governança de risco de 
desastres para gerenciar o risco de desastres
Prioridade 1. 
Compreendendo o risco de desastres
https://www.preventionweb.net/sendai-framework/sendai-framework-for-disaster-risk-reduction
https://www.preventionweb.net/sendai-framework/sendai-framework-for-disaster-risk-reduction
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
16
Além disso, é importante mencionar a Iniciativa Cidades Resilientes 
(Making Cities Resilient - MCR2030). Por meio dela é definido um roteiro 
programático de três etapas para auxiliar os gestores municipais a 
melhorar a resiliência local a desastres, conforme apresentado a seguir.
Etapas Definição
A. Cidades 
entendem 
melhor
Melhorar a compreensão das cidades sobre redução de riscos 
e resiliência, aumentando a conscientização sobre RRD e 
resiliência e trazendo atores relevantes da cidade e o público 
a bordo com os planos da cidade para a RRD e resiliência.
B. Cidades 
planejam 
melhor
Melhorar as capacidades das cidades em redução de risco 
estratégico e planejamento de resiliência aumentando o 
alinhamento entre as estratégias locais com as estratégias 
nacionais e regionais, e melhorando as estratégias e políticas 
da etapa inicial.
C. Cidades 
implementam 
melhor
A última etapa se concentra no apoio às cidades na 
implementação de ações de redução de risco e resiliência, 
que estarão focadas em melhorar sua estrutura de 
governança intersetorial, aumentando sua capacidade de 
acessar financiamento, projetar e fornecer infraestrutura 
resiliente, desenvolver soluções baseadas na natureza e 
melhorar a inclusão.
Cada etapa está dividida em áreas temáticas para auxiliar a atuação 
dos gestores municipais na busca por uma cidade resiliente. Para mais 
informações, acesse o guia Construindo Cidades Resilientes (MCR30).
Já no contexto brasileiro, o início da construção de estruturas de 
resposta à desastres ocorreu entre o período da Primeira e da Segunda 
Guerra Mundial. O objetivo principal era proteger a população dos riscos 
de ataques militares e de grandes desastres. Para alcançar esse objetivo, 
o Conselho de Segurança Nacional foi estabelecido através do Decreto 
nº 9.775/1946.
https://mcr2030.undrr.org/
https://mcr2030.undrr.org/
https://mcr2030.undrr.org/sites/default/files/2021-04/MCR2030%20in%20Portuguese%20ver.2%20%2820210323%29.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del9775.htm#:~:text=DECRETO%2DLEI%20N%C2%BA%209.775%2C%20DE%206%20DE%20SETEMBRO%20DE%201946.&text=Disp%C3%B5e%20s%C3%B4bre%20as%20atribui%C3%A7%C3%B5es%20do,complementares%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del9775.htm#:~:text=DECRETO%2DLEI%20N%C2%BA%209.775%2C%20DE%206%20DE%20SETEMBRO%20DE%201946.&text=Disp%C3%B5e%20s%C3%B4bre%20as%20atribui%C3%A7%C3%B5es%20do,complementares%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
17
Acompanhando a movimentação internacional, o Brasil elaborou, no 
fim da década de 1990, sua primeira Política Nacional de Defesa Civil, 
conhecida como PNDC. Ela continha metas e programas construídos 
com base nos quatro pilares de prevenção, preparação, resposta e 
reconstrução. 
Durante a década de 2000, desastres de alto impacto atingiram o 
território brasileiro. Em 2008, ocorreram inundações no estado de Santa 
Catarina, seguidas por inundações em Alagoas e Pernambuco, em 2010, 
e deslizamentos no estado do Rio de Janeiro, no início de 2011. Para uma 
melhor compreensão desses desastres, veja a linha do tempo a seguir.
Fonte: Neiva Daltrozo, Secom-SC, 2008
Inundações no Vale do Itajaí (SC)
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
18
2010
2011
2008
Inundações no Vale do Itajaí (SC)
Municípios afetados: 37
Pessoas afetadas: 559.959
Desabrigados e desalojados: 107.455
Número de óbitos: 135
Danos e prejuízos: R$ 4 bilhões
Inundações em Alagoas
Municípios afetados: 35
Pessoas afetadas: 76.485
Desabrigados e desalojados: 69.379
Número de óbitos: 25
Danos e prejuízos: R$ 441 milhões
Inundações em Pernambuco
Municípios afetados: 67
Pessoas afetadas: 740.001
Desabrigados e desalojados: 105.984
Número de óbitos: 20
Danos e prejuízos: R$ 3,4 bilhões
Deslizamento na Região Serrana (RJ)
Municípios afetados: 16
Pessoas afetadas: 319.696
Desabrigados e desalojados: 300.000
Número de óbitos: 1.192
Danos e prejuízos: R$ 4,78 bilhões
Fonte: Ceped/UFSC (2023).
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
19
Associada com a movimentação internacional sobre o tema, a comoção 
gerada em decorrência desses eventos resultou na realização das 1ª e 2ª 
Conferências Nacionais de Proteção e Defesa Civil, organizadas em 2010 
e 2013, respectivamente. 
As diretrizes da primeira conferência culminaram no primeiro ato 
legal em proteção e defesa civil brasileiro oriundo do poder legislativo, 
resultando na publicação da Lei Federal nº 12.608, de 10 de abril de 2012, 
sendo, dentre outros itens, responsável por:
1 Instituir a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC);
2 Dispor sobre o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) e o 
Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil (CONPDEC);
3 Autorizar a criação de sistema de informações e monitoramento de 
desastres.
Além disso, essa lei alinhou o Sistema e a Política Nacional de Proteção e 
Defesa Civil ao contexto internacional e passou a definir com maior rigor 
as responsabilidades dos entes federados, reforçando a orientação de 
dar prioridade às ações de prevenção e mitigação, e de determinar uma 
integração de políticas públicas.
No entanto, mesmo com a existência de um órgão responsável pela 
proteção e defesa civil, quando da ocorrência de um desastre, o aparato 
estatal sozinho pode não conseguir responder a essas ocorrências, 
necessitando de voluntários para apoiar os órgãos competentes.
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, a participação 
popular passou a ser um dos pilares da democracia brasileira, tendo 
respaldo no seguinte:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12608.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
20
Dessa forma, com a Lei nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998, o serviço 
voluntárioconforme 
a situação climática pela qual o município está passando. Por exemplo, 
para regiões que sofrem com eventos hidrológicos, a previsão de 
períodos de chuva faz com que seja necessário o acionamento dos 
voluntários. Com isso, exige-se uma preparação prévia dos integrantes 
do núcleo para que eles estejam prontos para agir quando for necessário.
A mobilização dos voluntários para as atividades de preparação e 
resposta aos desastres é iniciada com os alertas recebidos pela Defesa 
Civil e com parâmetros estabelecidos no Plano de Contingência. 
Para esse período é importante que seja realizado um acompanhamento 
intenso dos voluntários na comunidade, principalmente nas áreas de 
risco. Compreende-se que nem todos os integrantes estarão disponíveis 
para estar em alerta, com isso torna-se essencial o desenvolvimento 
de ações em conjunto com a comunidade para que todos estejam 
preparados sobre como agir.
120Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Uma vez concretizada a ocorrência do desastre, é importante 
reconhecer que os voluntários do Nupdec têm uma maior proximidade 
com a comunidade. Dessa forma, a probabilidade de eles estarem mais 
rapidamente no local atingido é muito maior do que os agentes da 
Defesa Civil. 
Por isso, para essas situações, é comum que o fluxo de informações 
aconteça de forma simultânea e se modifique, deixando de ser um aviso 
dos agentes para os voluntários para ser dos voluntários atualizando 
as informações aos agentes. Assim, é importante incentivar o 
monitoramento constante da comunidade pelos voluntários.
Para o pleno funcionamento das atividades de preparação e resposta, 
além da capacitação dos voluntários, é importante o estabelecimento 
dos canais de comunicação. Eles podem ser construídos de diversas 
formas, utilizando redes sociais, aplicativos de mensagens instantâneas, 
entre outros. No entanto, o essencial é que seja utilizada a ferramenta 
que permita uma comunicação eficaz, assertiva e que alcance o maior 
número de pessoas possíveis. Para isso, cabe considerar a necessidade 
ou não do uso de meios de comunicação (internet, telefonia fixa, rede 
móvel de celular), visto que, diante de uma situação de desastre, é 
possível que haja interrupção na transmissão de sinal.
Atividades internas
As atividades internas a serem desenvolvidas nos 
Nupdecs estão relacionadas com a capacitação do 
corpo de voluntários, que inclui o planejamento da 
atuação durante as emergências, a manutenção 
do próprio Nupdec, bem como ações locais como a 
atualização do mapeamento de risco.
Para esse tipo de ação é possível realizar um planejamento prévio, 
definindo datas, horários e as demandas com antecedência. O canal 
de comunicação continua sendo essencial, no entanto, para esse 
121Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
momento, o mais importante é que a mensagem a ser 
passada alcance todos os envolvidos.
É importante destacar que a manutenção do Nupdec deve ser 
desenvolvida sempre, realizando reuniões periódicas entre o grupo e 
que os voluntários precisam estar cientes do tempo que disponibilizarão 
antes de se comprometer com a participação no núcleo.
Atividades com a comunidade
As atividades com a comunidade, assim como as 
internas, devem ser planejadas com antecedência e 
com o objetivo de serem desenvolvidas para atingir o 
maior número de pessoas possível. Dentre as ações 
existentes, estão incluídos simulados, campanhas de 
conscientização, capacitações com a população e, também, encontros e 
trocas de experiências com outros Nupdecs.
Para seu planejamento, é necessário existir um canal de comunicação 
com a comunidade, que pode, inclusive, ser gerenciado pelos próprios 
voluntários do Nupdec. 
Como essas atividades apresentam planejamento prévio, a mobilização 
dos envolvidos ocorre com a definição das tarefas e demandas que cada 
um deverá desempenhar, considerando a capacidade e disponibilidade 
de cada voluntário e garantindo a realização da atividade e o 
cumprimento dos objetivos definidos.
Agora que já vimos exemplos de como deve ocorrer a mobilização dos 
voluntários do Nupdec, siga para o próximo tópico para ver mais sobre 
quais atividades o Nupdec pode desenvolver dentro do contexto da 
Proteção e Defesa Civil.
122Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Desenvolvimento de 
atividades voluntárias
A atuação de um Nupdec e, consequentemente, de seus voluntários 
ocorre em dois momentos principais: no período de normalidade, 
no qual, apesar da existência do risco, não está ocorrendo nunhum 
desastre, e na gestão do desastre, no período de resposta, quando há 
ocorrência de um evento.
Dentre as cinco principais fases de atuação, o grupo de voluntariado 
do Nupdec apresenta atividades a serem desenvolvidas na Prevenção, 
Mitigação, Preparação e Resposta, não sendo, normalmente, solicitado 
nas ações de Recuperação.
Prevenção PreparaçãoMitigação Resposta Recuperação
Fases de atuação do voluntariado do Nupdec
Normalidade Gestão do desastre
Fonte: Ceped/UFSC (2023).
As ações a serem desenvolvidas em cada um desses períodos são 
distintas e específicas. Veja a seguir os principais objetivos da atuação 
do Nupdec em cada fase.
Normalidade
Prevenção e Mitigação: desenvolvimento de atividades que tem por objetivo 
reduzir, limitar ou evitar a incidência dos desastres e seus efeitos adversos;
Preparação: ações voltadas para a preparação da Compdec e da comunidade 
para atuação na resposta aos desastres, minimizando os danos e prejuízos 
consequentes. Baseado em Beppler (2018).
123Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Período de Normalidade
Vamos iniciar o estudo das ações do Nupdec pelo 
período de normalidade. Conforme vimos, nesse 
momento o objetivo está relacionado à prevenção e 
mitigação dos riscos e à preparação para resposta aos 
desastres.
Vale destacar que, em locais em que os investimentos em infraestrutura 
básica estão longe do desejável, dificilmente se veem investimentos 
em obras estruturais preventivas e mitigatórias aos desastres. Por isso, 
as medidas de caráter não estrutural acabam servindo como únicas 
alternativas aplicáveis (ABREU, 2015, p. 122).
Vejamos a seguir algumas das atividades a serem desenvolvidas e seus 
objetivos.
Gestão do desastre
Resposta: medidas de caráter emergencial, executadas durante ou após a 
ocorrência do desastre, destinadas a socorrer e assistir a população atingida e 
restabelecer os serviços essenciais. (BRASIL, 2020).
Considerando esses dois períodos de atuação, vamos ver, a seguir, 
algumas opções de atividades a serem desenvolvidas pelo Nupdec e seu 
corpo de voluntários. Lembrando que as atividades aqui citadas servem 
apenas para fomentar ideias a serem aplicadas em cada núcleo. No 
entanto, é necessário que as necessidades, demandas e capacidades da 
comunidade sejam levantadas para a definição das melhores ações a 
serem desenvolvidas.
124Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Atualização 
do mapeamento 
de risco
Apesar de ter sido desenvolvida a avaliação e mapeamento 
de risco da comunidade ao longo do processo de formação 
do Nupdec, é necessário atualizar o estudo. Esse trabalho, 
que deve ocorrer de forma permanente e acompanhado de 
agentes de Proteção e Defesa Civil, permite identificar as áreas 
prioritárias para ações na comunidade, além de possibilitar 
a análise sobre a efetividade das ações implementadas pelo 
Nupdec para redução dos riscos de desastres.
Cadastro 
de Risco
Paralelo ao mapeamento, manter atualizado o cadastro 
das famílias nas áreas de risco é essencial para garantir 
a efetividade dos canais de comunicação entre a 
comunidade e a Compdec para o envio de alertas e 
alarmes no momento da ocorrência de um desastre.
Desenvolvimento 
de campanhas 
públicas 
educativas
As campanhas comunitárias acerca dos riscos e de todo o 
sistema de proteção e defesa civil do município devem ocorrer 
de forma permanente para fortalecer a percepção de risco 
local e manter a comunicação com a comunidade, tanto como objetivo de mitigar os riscos como para aproximação da 
atuação do Nupdec com a população. As campanhas podem 
ser desenvolvidas de diversas formas, dependendo do objetivo 
e da realidade local: ações nas escolas, de panfletagem, de 
reunião com a comunidade, entre outras.
Capacitação 
dos voluntários
A capacitação dos voluntários do Nupdec deve ser 
desenvolvida partindo de três objetivos principais: 
 
• Manutenção e fortalecimento do núcleo; 
• Capacitação dos voluntários para serem agentes 
transformadores, possibilitando a independência de 
atuação na comunidade;
• Desenvolvimento de capacidades para atuação dos 
voluntários nas ações do Nupdec. 
Para atingi-los, é necessário que sejam consideradas as 
especificidades de organização e mobilização social da 
comunidade e dos próprios voluntários do núcleo, bem como 
as ações e intervenções que são objetivo do Nupdec para 
atender as demandas da comunidade à qual pertence.
125Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Realização de 
simulados nas 
áreas de risco
Os simulados desenvolvidos são essenciais para o 
treinamento da atuação dos voluntários e da comunidade 
no momento de ocorrência de um desastre. Deve-se 
considerar os tipos de riscos relevantes e também sua 
classificação, conforme levantado no mapeamento de 
risco local. A partir disso, é possível desenvolver dois tipos 
principais de simulados:
• Simulado de atuação do Nupdec: considera o 
treinamento específico dos voluntários do núcleo;
• Simulado da comunidade: envolvendo tanto os 
atores do Nupdec como a comunidade.
Para o desenvolvimento dessa atividade deve-se considerar 
a existência de outros documentos de planejamento do 
sistema de Proteção e Defesa Civil do município, como o 
Plano de Contingência Municipal (Plancon).
Acompanhamento 
das intervenções 
estruturais e não 
estruturais
Para as comunidades ou municípios que apresentarem 
um Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), é 
possível fazer o acompanhamento das intervenções 
definidas por meio do plano para a sua comunidade. 
Dentro desse contexto, os voluntários acompanham e 
apresentam para a comunidade as ações realizadas, como 
os processos de instalação de sistemas de monitoramento 
e alarme e seu funcionamento, serviços de limpeza e 
recuperação de áreas verdes, entre outros. Ainda, para 
PMRRs que preveem o desenvolvimento de campanhas 
de conscientização e capacitação da população, o Nupdec 
representa um importante veículo para o desenvolvimento 
dessas atividades.
Além das atividades citadas, destacamos um exemplo da atividade 
desenvolvida na cidade de Aracaju/SE, que possui atualmente 10 Nupdecs 
ativos, e que sempre realiza encontros entre todos os seus Nupdecs. O 
encontro entre os núcleos permite a troca de experiências e boas práticas 
126Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
entre os integrantes dos Nupdecs, fortalecendo a relação dos voluntários 
de um mesmo núcleo e estabelecendo um canal de comunicação entre 
núcleos, que pode ser essencial para momentos de ocorrência de desastres, 
visto que um único evento pode atingir mais de uma comunidade.
Fonte: Ascom Semdec – Aracaju/SE (2022)
Atualmente, a DCM organiza os encontros de forma anual, sendo 
definido um tema central a ser tratado durante o encontro. A prática 
tem apresentado resultados importantes na manutenção dos núcleos e 
na definição das ações que estão sendo realizadas em cada um deles.
Período de Gestão do Desastre
Para a gestão do desastre, as atividades desenvolvidas 
pelos voluntários do Nupdec estão essencialmente 
relacionadas com o período de resposta, com as ações 
de socorro e assistência, podendo, em alguns casos, 
envolver também a fase de restabelecimento. 
Nesse período, a atuação dos voluntários ocorre de forma específica em 
cada instante do desastre, podendo ser separada em quatro momentos 
principais (BEPPLER, 2018):
127Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
1 Período de Alerta;
2 Período de Socorro;
3 Período de Assistência;
4 Período de Restabelecimento.
As principais atividades desenvolvidas em cada período estão listadas a 
seguir (adaptado de BEPPLER, 2018).
Período de Alerta
 Δ Organização do Posto de Comando.
 Δ Mobilização do Sistema de Comunicações.
 Δ Chamada geral de pessoal e voluntários.
 Δ Formação das brigadas e equipes, por áreas de atuação.
 Δ Prontidão nos serviços de saúde – ambulâncias e hospitais.
Período de Socorro
 Δ Mobilização das brigadas ou equipes de:
a) Combate a ocorrências. 
b) Resgate de feridos e mortos.
c) Busca e salvamento.
d) Primeiros socorros.
e) Atendimento pré-hospitalar.
128Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Período de Assistência
 Δ Suprimento de água potável, alimentos e material para sobrevivência 
(cobertores, colchonetes, agasalhos, medicamentos essenciais etc).
 Δ Operacionalização de abrigos provisórios e montagem de acampamentos 
emergenciais.
 Δ Mobilização das brigadas ou equipes de Segurança Pública e Manejo de 
Trânsito (rotas de fuga).
 Δ Mobilização das equipes de Assistência Social para triagem 
socioeconômica e cadastramento de famílias e pessoas atingidas.
 Δ Vigilância sanitária da água, de alimentos, das condições de saneamento 
dos ambientes, águas servidas, dejetos etc.
 Δ Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis, desnutrição, doenças 
cardiovasculares e transtornos como estresse pós-traumático, entre outros.
Período de Reabilitação
 Δ Avaliação de danos e elaboração de laudos técnicos. 
 Δ Mobilização das brigadas ou equipes de demolição e remoção de 
escombros. 
 Δ Serviços essenciais: energia elétrica, água potável, comunicações, rede de 
esgotos, coleta de lixo, suprimento de alimentos, combustíveis etc. 
 Δ Limpeza, descontaminação, desinfecção, desinfestação de escolas, prédios 
públicos, casas e logradouros públicos (mercados, cinemas, igrejas etc).
129Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
É importante ressaltar que, mesmo com o preparo e treinamento da 
equipe de voluntários, é essencial o acompanhamento das atividades 
por agentes de proteção e defesa civil do município.
Agora que você já estudou sobre o processo de mobilização e o 
desenvolvimento de atividades com os voluntários integrantes do 
Nupdec, veja a videoaula a seguir para entender o processo de atuação 
do voluntariado aplicado pela Defesa Civil Municipal de Aracaju/SE.
Para compreender melhor o processo de manutenção de um Nupdec, 
siga para a próxima unidade para estudar a elaboração do regimento 
interno e do plano de ações do núcleo.
Videoaula 07
Mobilização e Voluntariado com a população
https://youtu.be/vGz7D66akGc
130Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Formalização e 
continuidade do Nupdec
Fazer com que um Nupdec permaneça ativo e estruturado após sua 
formação, principalmente nos períodos em que não existe a ocorrência 
de um desastre, é um dos maiores desafios relacionados a todas as 
atividades que envolvem um núcleo comunitário.
Nesse sentido, é imprescindível reconhecer que sua continuidade 
depende da motivação e participação dos voluntários que o compõem. 
Ainda, é essencial que o Nupdec trabalhe de forma intersetorial, 
possibilitando um melhor resultado quanto aos objetivos traçados, 
e que, sempre que possível, esteja vinculado ao órgão de Proteção e 
Defesa Civil, caso o município possuir.
No entanto, não existe uma estrutura organizacional definida para 
um Nupdec. Apesar disso, alguns materiais apresentam orientações e 
exemplos acerca do tema, como o Manual de formação de Nupdecs, 
elaborado por Rejane Lucena, e o Manual de Formação em Núcleos 
Comunitários de Defesa Civil, elaborado pela ONG CARE Brasil. Cabe 
lembrar que é essencial a análise tanto da comunidade como da 
Compdec para definir a melhor estrutura a ser seguida.
Nesse contexto, visando a continuidade do núcleo e sua formalização, 
indica-se o desenvolvimento do Regimento Interno e do Plano 
de Gestão do Nupdec. Esses dois documentos são elaborados deforma a oficializar a estrutura organizacional do núcleo e fazer o 
acompanhamento das atividades desenvolvidas e da equipe responsável.
Vejamos, a seguir, o objetivo e algumas orientações acerca da 
elaboração de cada um deles.
https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/publicacoes/manual_nudec.pdf
http://repositorio.londrina.pr.gov.br/index.php/menu-defesa-civil/atribuicoes/1098-manual-de-formacao-nudec/file
http://repositorio.londrina.pr.gov.br/index.php/menu-defesa-civil/atribuicoes/1098-manual-de-formacao-nudec/file
131Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Regimento interno
O Regimento Interno tem o objetivo de regulamentar as regras do 
funcionamento de um Nupdec, desde as situações simples, no período 
de normalidade, como nas situações mais adversas, como o período de 
gestão de um desastre. 
Apesar de sua importância para a manutenção do Nupdec, o Regimento 
Interno não está previsto por lei. Dessa forma, não existe uma estrutura 
pré-definida para o documento, sendo necessário que cada núcleo 
identifique suas principais necessidades e elaborem a estrutura que 
mais se adequa à sua realidade. 
A seguir iremos apresentar alguns tópicos importantes de serem 
tratados no Regimento Interno de um Nupdec.
Conceito Definição
Identificação
Informações como o nome do Nupdec, 
endereço, data de criação e abrangência territorial.
Finalidade/Objetivos
Objetivos, missão, visão e valores do núcleo, 
quais as demandas importantes e as soluções 
e alternativas de RRD na comunidade.
Estrutura Funcional
Diretoria, integrantes, comissões, agentes de 
Proteção e Defesa Civil, integrantes voluntários 
e os direitos e deveres de cada um.
132Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Conceito Definição
Funcionamento
Atividades a serem realizadas no período de 
normalidade (prevenção, mitigação e preparação) 
e no período de gestão de desastres (resposta).
Plano de ação
Como será o seu plano de ação, quem 
fará parte da gestão e como ela será.
Disposições gerais
Demais informações importantes, como a 
frequência das reuniões, material de divulgação, 
previsão de capacitações, entre outras.
Os itens apresentados anteriormente representam a estrutura básica 
para o desenvolvimento de um Regimento Interno. No entanto, sempre 
é necessário conhecer a estrutura e a organização da comunidade e da 
Compdec para definir quais são as demandas a serem planejadas para a 
formalização do núcleo.
Nesse contexto, veja, a seguir, um exemplo do Regimento Interno 
elaborado para o Nupdec do bairro América, do município de Aracaju/SE.
133Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Regimento Interno do Núcleo Comunitário 
de Proteção e Defesa Civil América
Cabe ressaltar que o Regimento Interno, além de trazer as 
regulamentações sobre o funcionamento e quadro organizacional 
do Nupdec, é a ferramenta de oficialização do núcleo, trazendo 
credibilidade das suas ações não só para a comunidade, mas 
também para os membros integrantes.
Plano de gestão do Nupdec
O Plano de Gestão do Nupdec é uma ferramenta que serve para 
estabelecer e acompanhar as atividades do núcleo, garantindo que 
os objetivos e as ações previstas sejam cumpridos, mantendo os 
voluntários ativos e unidos.
Para isso, é importante frisar que os líderes responsáveis pelo 
desenvolvimento do plano apresentem conhecimento acerca dos 
seguintes temas: 
 Δ Associativismo e gestão de grupo;
 Δ Tomada de decisão, por consenso ou maioria ou outro sistema; 
 Δ Resolução de conflitos; 
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas/001_boaspraticas_nupdecs_formacao_implementacao_nupdecs_aracaju_se_fev2022.pdf
134Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
 Δ Planejamento operacional;
 Δ Planejamento estratégico;
 Δ Prestação de contas; 
 Δ Comunicação, entre outros.
O entendimento desses temas servirá de base para um plano de 
gestão mais estruturado e efetivo, dando uma maior segurança aos 
responsáveis e voluntários do Nupdec e o fortalecimento do órgão.
Para o desenvolvimento do Plano de Gestão do Nupdec, sugere-se que 
ele deva incluir informações sobre:
 Δ Equipe de agentes de Proteção e Defesa Civil;
 Δ Equipe de integrantes voluntários;
 Δ Relatório resumido do diagnóstico comunitário, incluindo os riscos de 
desastres pertinentes e os planos municipais existentes relacionados à 
P&DC;
 Δ Calendário de ações;
 Δ Atividades periódicas do núcleo e responsáveis.
O Plano de Gestão será responsável por orientar e garantir que as atividades 
previstas no Plano de Ação do Nupdec aconteçam. Por meio dele serão 
definidas as responsabilidades de cada integrante bem como será 
acompanhado o desenvolvimento das atividades previstas para o núcleo.
É importante que esse documento seja acompanhado e atualizado por 
um agente de Proteção e Defesa Civil e, pelo menos, por um integrante da 
comunidade que atue como voluntário no Nupdec.
135Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Além disso, é necessário que a elaboração do Plano de Gestão seja 
feita de forma participativa, garantindo que todos os integrantes que 
assumirem alguma responsabilidade saibam do objetivo da sua função, 
como colocá-la em prática e dos prazos a serem cumpridos.
Ressalta-se que é fundamental definir o líder comunitário que terá o papel 
de motivar o grupo a desenvolver as atividades permanentes que, de 
modo geral, envolvem a prevenção de riscos e a mitigação de desastres.
Ainda, apesar da definição do calendário de ações e do estabelecimento 
de prazos e tarefas a serem realizadas, é necessário compreender 
a necessidade de flexibilização das atividades diante do não 
cumprimento das metas, tendo em vista que é mais importante realizar 
as ações de forma a manter a união e coesão do núcleo do que cumprir 
os prazos definidos.
Nesse sentido, cabe ressaltar a importância da validação coletiva das 
atividades realizadas pelos voluntários e também o reconhecimento 
da comunidade diante das ações do Nupdec, mantendo a motivação 
dos integrantes do núcleo e destacando a importância e os objetivos da 
existência do Nupdec.
É importante incentivar a autonomia de atuação dos voluntários, 
estabelecendo uma troca de informações e escuta de forma horizontal 
entre os integrantes do Nupdec. Portanto, é fundamental que os 
agentes de Proteção e Defesa Civil entendam que os voluntários têm 
maior proximidade com a comunidade, pois eles conhecem melhor a 
Líderes voluntários, sejam eles indivíduos ou organizações, 
são fundamentais para apoiar, valorizar e desenvolver o voluntariado 
nos níveis local e social, gerando agentes de mudança.
136Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
dinâmica e estrutura social local. No entanto, é imprescindível que o 
Plano de Gestão e o Plano de Ação do Nupdec estejam alinhados com as 
ações e o funcionamento da Compdec, caso houver no município, e com 
as atividades de Proteção e Defesa Civil municipal.
Em relação ao Plano de Gestão, é fundamental uma revisão periódica do 
documento, que deve ser realizada de forma participativa, assim como 
sua elaboração inicial. A revisão deve passar por todos os integrantes do 
Nupdec, e deve acompanhar as ações do núcleo como a atualização do 
mapeamento de risco da comunidade, alteração no corpo de integrantes 
do núcleo, bem como o surgimento de novas demandas ou alterações na 
forma de gestão do município.
Boas práticas
O Banco de Boas Práticas em P&DC da Sedec está regulamentado 
pela Portaria MIDR nº 1.745, de 19 de maio de 2023, que define 
sua finalidade como:
Boas Práticas em Ações de Proteção e Defesa Civil são medidas 
eficazes de Proteção e Defesa Civil, voltadas para ações de 
prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação, que 
gerem resultados consistentes, satisfatórios e inovadores, sejam 
replicáveis e adaptáveis a novas realidades, de baixo orçamento 
e reconhecidos no âmbito de aplicabilidade. (BRASIL, 2023).
A Sedec mantém em seu site um Banco de Boas Práticas em Proteção 
e Defesa Civil emque estados e municípios têm a oportunidade de 
compartilhar suas experiências e contribuir para que outras localidades 
se inspirem, aprimorem e apliquem essas práticas de gestão 
de riscos e desastres.
https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-1.745-de-19-de-maio-de-2023-485306428
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas
137Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
O Banco de Boas Práticas está dividido por eixos temáticos, conforme 
apresentado a seguir:
1 Capacitação em Proteção e Defesa Civil;
2 Defesa Civil na Escola;
3 Iniciativas para as Comunidades;
4 Gestão Sistêmica;
5 Mapeamento de Áreas de Risco;
6 Monitoramento e alerta;
7 Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil; e
8 Planos de Contingência.
Vale ressaltar que outros eixos temáticos foram criados para avaliação 
de novas Boas Práticas, tais como: Ações de enfrentamento à seca e 
estiagem, Estoques Estratégicos e Estruturação de Órgão de Defesa Civil.
Como exemplo dessas práticas, no que tange ao eixo “Núcleos 
Comunitários de Proteção e Defesa Civil”, apresentaremos algumas 
das experiências a seguir.
138Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Belo Horizonte/MG
Atualmente, na cidade de Belo Horizonte/MG, há 46 Núcleos de Alerta 
de Chuva para áreas de inundação e alagamento (NAC) e 56 Núcleos de 
Proteção e Defesa Civil para áreas de deslizamentos de terra (Nupdec). 
Os Nupdecs são formados majoritariamente por cidadãos que, por 
meio do trabalho voluntário, contribuem com ações preventivas nas 
áreas de risco geológico, além de orientar e prestar socorro imediato em 
caso de emergência. Já o NAC é formado por moradores e pessoas que 
trabalham em áreas de risco de alagamento e inundação, e tem um papel 
importante no monitoramento e orientação em caso de chuvas fortes.
Fotos: Urbel, Defesa Civil de Belo Horizonte/MG
139Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
A atuação continuada de prevenção e preparação dos núcleos nas 
comunidades ao longo dos anos demonstra resultados positivos no 
que diz respeito à salvaguarda dos moradores. Entre 2004 e 2019 no 
município não foi registrada nenhuma vítima de deslizamento. As 
ocorrências de inundação são muito frequentes e graves, porém o 
número de vítimas, quando há, é bastante baixo, explicitando uma 
consciência da população referente ao risco existente.
Com a prática de mobilização comunitária em áreas de risco de inundação 
e de deslizamento, a cidade realizou a formação e capacitação de 
voluntários para atuação preventiva nessas áreas, com a realização de:
 Δ Visita técnica em áreas de inundação em parceria com diversos órgãos da 
Prefeitura de Belo Horizonte;
 Δ Supervisão social capacitando novos voluntários;
 Δ Diálogo com a comunidade antes da chegada do período chuvoso para 
intensificação dos serviços de manutenção da Prefeitura; 
 Δ Vistoria de moradias de famílias residentes em área de risco;
 Δ Treinamento para enfrentamento do período chuvoso na Academia de 
Corpo de Bombeiros Militar, com oficinas de primeiros socorros, nós e 
amarrações, veículos em enchentes, dentre outras.
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas/002_boaspraticas_nupdecs_mobilizacao_comunitaria_belo_horizonte_mg_fev2022.pdf
140Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Jaboatão dos Guararapes/PE
O município de Jaboatão dos Guararapes/PE mantém um projeto contínuo 
com o objetivo de desenvolver ações relacionadas à educação ambiental 
integrada à educação para redução de riscos de desastres (ERRD) no 
cotidiano, evidenciando a necessidade de se criar estímulos para a educação 
e participação com o olhar na construção da resiliência comunitária. 
Nesse sentido, esta experiência relata as atividades e práticas de educação 
para empoderamento no que se refere à ERRD, vivenciadas por crianças e 
jovens da comunidade do Retiro.
Ao todo, 60 crianças e adolescentes já participaram das etapas do projeto, 
que teve 10 oficinas realizadas ao longo de cada ano, desde 2018. Sua 
realização resultou na mudança de hábitos e comportamentos frente aos 
problemas de risco de desastres observados no dia a dia da comunidade.
Ao longo do projeto, as ações adotadas foram sendo implementadas e 
melhoradas considerando as demandas e especificidades que surgiram no 
percurso. O projeto resultou no Prêmio de Mérito da 4ª (2019) e 5ª (2020) 
Campanhas #AprenderParaPrevenir, em parceria com o Cemaden, com o 
projeto Revegetando o Morro e Turminha do Nupdec, respectivamente.
Foto: Defesa Civil do Jaboatão dos Guararapes/PE
https://educacao.cemaden.gov.br/?s=aprender+para+prevenir
141Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Recife/PE 
Recife/PE realiza o projeto do Nupdec e simulados em escolas 
municipais, que é uma proposta de ação educativa, prevista na PNPDC 
que visa a integração da Defesa civil com a comunidade e tem como 
objetivo desenvolver uma orientação à comunidade escolar, enfatizando 
a prevenção e diminuição de riscos e desastres nas localidades.
O Nupdec oportuniza a relação entre a Defesa Civil e a educação para 
redução de riscos de desastres por meio da construção pela comunidade 
escolar de uma cultura de prevenção. Para isso são realizadas oficinas 
Fotos: Regional Noroeste/SEDEC
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas/002_boaspraticas_nupdecs_mobilizacao_comunitaria_belo_horizonte_mg_fev2022.pdf
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas/002_boaspraticas_nupdecs_mobilizacao_comunitaria_belo_horizonte_mg_fev2022.pdf
142Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
de: Proteção e Defesa Civil, desastre e percepção de risco, mudanças 
climáticas, uso e ocupação do solo, práticas seguras e cidade resiliente, 
primeiros socorros e produtos perigosos e simulado de preparação 
nas escolas. 
O projeto traz a construção de novos hábitos, estimulando o 
protagonismo social por meio da mudança de cultura de risco para 
cultura de prevenção, na perspectiva do desenvolvimento de boas 
práticas por meio da autoproteção e o aumento da capacidade de 
resiliência educacional e local, o que resultou na instalação de 24 
Nupdecs nas Escolas Municipais nos anos de 2018 e 2019, com o total de 
720 alunos capacitados.
Esse projeto une duas ações importantes: o Nupdec e o Simulado de 
Preparação para Desastres. Com isso, ele se volta a prevenção do risco, 
por meio de atividades em sala de aula, no contexto comunitário e da 
observação prática com a utilização de métodos educacionais e lúdicos.
Foto: Regional Noroeste/SEDEC
143Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Salvador/BA
Desde o ano de 2021, a cidade de Salvador/BA realiza o projeto 
Nupdec Mirim, com crianças de 7 a 13 anos de idade, com o objetivo de 
sensibilizar e capacitar crianças e adolescentes de áreas de risco por 
meio da valorização de comportamentos solidários e participativos, que 
favoreçam efetivamente uma compreensão do que é a problemática do 
risco e as mudanças de hábito necessárias para a redução de desastres.
O projeto desenvolve-se por meio de métodos pautados no 
desenvolvimento educacional, social e ambiental do público infanto-
juvenil, tornando-o uma voz ativa e conhecedora da sua comunidade, 
multiplicando as ações elencadas e aprendidas ao longo da realização do 
Núcleo. Por se tratar de um processo de aprendizado em ambiente não 
formal e por um curto período de tempo, o projeto deve criar condições 
de aprendizagem em que o sujeito incorpore a integração da redução de 
risco de desastres nas práticas cotidianas, para fomentar uma cultura de 
prevenção e de promoção da resiliência.
O Nupdec Mirim permite trabalhar com grupos da mesma comunidade 
que compartilham dos mesmos riscos e realidade, sem que eles tenham 
que estudar necessariamente em uma mesma escola que esteja sendo 
contemplada por um Projeto Defesa Civil nas Escolas (PDCE).
Fotos: Defesa Civil de Salvador (Codesal)https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas/005_boaspraticas_nupdecs_nupdec_mirim_salvador_ba_fev2022.pdf
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas/005_boaspraticas_nupdecs_nupdec_mirim_salvador_ba_fev2022.pdf
144Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Itu/SP – Fazenda Chocolate
O Município de Itu/SP possui uma área rural extensa onde o 
poder público não consegue estar presente em todos os lugares, 
principalmente fora da área central. Por esse motivo, a sociedade civil se 
mobilizou e se organizou para cuidar dos próprios interesses e de seus 
circunvizinhos, criando o Nupdec Fazenda Chocolate. 
O projeto Nupdec Fazenda Chocolate tem como objetivo a capacitação 
da comunidade e formação de brigadistas. Ele foi criado a partir de uma 
parceria com o Poder Público Municipal, principalmente com a Defesa 
Civil e o Corpo de Bombeiros, em treinamentos e nas atuações em 
ocorrências de fogo em mata, de forma coordenada e respeitando as 
regras de segurança e distribuição de materiais.
O Nupdec atua em diversos tipos de ocorrências e incidentes, desde 
corte de árvores para liberar vias, procura por desaparecidos e 
principalmente em ocorrências de combate ao fogo em mata, sendo 
esta a sua principal função.
Foto: Reprodução
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas/FormulrioNupdecFazendadeChocolate.pdf
145Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Aracaju/SE
A cidade de Aracaju/SE possui, atualmente, 10 Nupdecs. No ano de 
2017, quando compartilhou sua experiência, o município possuía 40 
áreas de risco alto e muito alto para movimento massa, 54 áreas de 
risco de alagamento e 17 áreas de risco de inundação. Assim, a criação 
de Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil foi uma ação 
necessária tanto para a conscientização da população para a redução de 
risco de desastres, assim como para auxiliar a Defesa Civil nas ações de 
prevenção, mitigação e resposta.
Foto: Semdec
Foto: Morgana Barbosa, Semdec
146Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
O objetivo geral do projeto era contribuir para a redução dos impactos 
provocados pelos eventos adversos nas comunidades residentes 
em áreas de risco. Nesse contexto, a formação dos núcleos visava 
à capacitação das comunidades acerca da identificação dos riscos 
existentes, a multiplicação de conhecimentos sobre os planos de 
contingências específicos e a ampliação da noção da preservação do 
meio ambiente como caminho para redução dos riscos de desastres. 
A inovação da prática deu-se por meio da criação dos Nupdecs de 
forma específica, visto que cada comunidade possui demandas próprias. 
Ao longo de todo o processo, destaca-se a visita com a comunidade 
aos pontos identificados por eles como áreas de risco, visto que 
torna mais realista as demandas elencadas no curso. Outras ações 
inovadoras na relação Compdec/Comunidade apresentadas são o 
canal de comunicação estabelecido entre a Defesa Civil e os Núcleos, as 
campanhas comunitárias de conscientização e os cursos de preparação 
desenvolvidos.
Veja a videoaula a seguir com o relato do Coordenador Geral da Defesa 
Civil Municipal de Aracaju, Robson Rabelo de Santana, para entender um 
pouco mais sobre o projeto.
Videoaula 08
Boas Práticas Aracaju/SE
https://youtu.be/8f1Iklnl4Qs
147Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 3.
Depois de conhecer alguns exemplos de Boas Práticas acerca da atuação 
dos Nupdecs, veja a videoaula a seguir com o relato da especialista 
Rejane Lucena, para compreender um pouco mais sobre o processo de 
formação e manutenção de um Nupdec na prática.
Videoaula 09
Boas Práticas na Formação e Manutenção de um Nupdec
Agora que você já estudou as principais questões relacionadas à 
formação e manutenção de Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa 
Civil (Nupdecs), revise todo o material e não esqueça de responder às 
atividades de avaliação para finalizar a capacitação!
Bons estudos e agradecemos por participar desta capacitação! 
Defesa Civil somos todos nós!
Fonte: Ceped/UFSC (2023)
https://youtu.be/PDZ7DTWLEUc
 Referências
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Referências
ABREU, José Luiz Ferreira de. Proposta Metodológica para Gestão Comunitária 
de Risco e Desastres Socioambientais: o núcleo comunitário de Defesa Civil 
do Morro da Mariquinha, Florianópolis - SC. 2015. Dissertação (Mestrado 
em Geografia). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 
2015. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/
handle/123456789/158782/336971.pdf?sequence=1&isAllowed=y. 
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BEPPLER, Cleonice Maria. Manual mobilização comunitária 
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Catarinense, 2018. Disponível em: https://sig.ifc.edu.br/sigaa/
verArquivo?idArquivo=260262&key=047e5adb70f28378862fca47f33d9e47. 
Acesso em: 04 jul. 2023.
BRASIL. Lei nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre o serviço 
voluntário e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1998. 
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9608.htm. Acesso em: 
8 ago. 2023.
BRASIL. Lei Federal nº 12.608, de 10 de abril de 2012. Institui a Política Nacional 
de Proteção e Defesa Civil - PNPDEC; dispõe sobre o Sistema Nacional de 
Proteção e Defesa Civil - SINPDEC e o Conselho Nacional de Proteção e Defesa 
Civil - CONPDEC; autoriza a criação de sistema de informações e monitoramento 
de desastres; altera as Leis nos 12.340, de 1º de dezembro de 2010, 10.257, de 
10 de julho de 2001, 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.239, de 4 de outubro 
de 1991, e 9.394, de 20 de dezembro de 1996; e dá outras providências. Brasilia, 
DF: Presidencia da Republica, 2012. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12608.htm. Acesso em: 8 ago. 2023.
https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/158782/336971.pdf?sequence=1&isAllowed=y
https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/158782/336971.pdf?sequence=1&isAllowed=y
https://sig.ifc.edu.br/sigaa/verArquivo?idArquivo=260262&key=047e5adb70f28378862fca47f33d9e47
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9608.htm
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150
Referências
BRASIL. Decreto nº 10.593, de 24 de dezembro de 2020. Dispõe sobre a 
organização e o funcionamento do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil 
e do Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil e sobre o Plano Nacional de 
Proteção e Defesa Civil e o Sistema Nacional de Informações sobre Desastres. 
Brasília, DF: Presidência da República. 2020. Disponível em: https://www.in.gov.br/
en/web/dou/-/decreto-n-10.593-de-24-de-dezembro-de-2020-296427343. 
Acesso em: 8 ago. 2023.
BRAUN, Armin. A Análise do trabalho voluntariado no Sistema Nacional de 
Defesa Civil. Monografia (Especialização em Planejamento e Gestão em Defesa 
Civil). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2006. Disponível em: 
https://www.ceped.ufsc.br/wp-content/uploads/2014/09/Monografia_Armin.
pdf. Acesso em: 8 ago. 2023.
CARE BRASIL. Formação de Núcleos Comunitários de Defesa Civil (NUDECs). 
[Manual]. [S. l.]: Care Brasil, 2012. Disponível em: https://ufsclabtrans.sharepoint.
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DEFESA CIVIL DE ARACAJU. Termo de Adesão ao Serviço Voluntário. Aracaju: [s. 
n.], [s. d.].
IAVE. International Association for Volunteer Efforts. Washington, EUA, [2023]. 
Disponível em: https://www.iave.org/. Acesso em: 14 jun. 2023.
LUCENA, Rejane. Manual de formação de NUDECs. [s. l.]: [s. n.], 2005. Disponível 
em: https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/
publicacoes/manual_nudec.pdf.Acesso em: 17 jun. 2023.
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/decreto-n-10.593-de-24-de-dezembro-de-2020-296427343
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/decreto-n-10.593-de-24-de-dezembro-de-2020-296427343
https://www.ceped.ufsc.br/wp-content/uploads/2014/09/Monografia_Armin.pdf
https://www.ceped.ufsc.br/wp-content/uploads/2014/09/Monografia_Armin.pdf
https://ufsclabtrans.sharepoint.com/:b:/s/CEPED/ETY6s6BRysZHmhq-DalcNp0BOuH26rWb9ddSkeWp-hRXfA?e=RRFG5d
https://ufsclabtrans.sharepoint.com/:b:/s/CEPED/ETY6s6BRysZHmhq-DalcNp0BOuH26rWb9ddSkeWp-hRXfA?e=RRFG5d
https://ufsclabtrans.sharepoint.com/:b:/s/CEPED/ETY6s6BRysZHmhq-DalcNp0BOuH26rWb9ddSkeWp-hRXfA?e=RRFG5d
https://www.iave.org/
https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/publicacoes/manual_nudec.pdf
https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/publicacoes/manual_nudec.pdf
151
Referências
MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL. Portaria 
nº 1.745, de 19 de maio de 2023. Aprova o Regulamento Técnico para o Banco 
de Boas Práticas em Ações de Proteção e Defesa Civil da Secretaria Nacional de 
Proteção e Defesa Civil. Brasília, DF: Secretaria Nacional de Proteção e Defesa 
Civil, 2023. Disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-1.745-
de-19-de-maio-de-2023-485306428. Acesso em: 17 ago. 2023.
MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL. Secretaria 
Nacional de Proteção e Defesa Civil. Boas Práticas em Proteção e Defesa Civil. 
Brasília, DF: Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, [2023]. Disponível 
em: https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-
praticas. Acesso em 29 jun. 2023.
NUDEC América. Formulário de boas práticas. Aracaju: NUDEC América, 2019. 
Disponível em: https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-
civil/boas-praticas/001_boaspraticas_nupdecs_formacao_implementacao_
nupdecs_aracaju_se_fev2022.pdf. Acesso em: 17 ago. 2023.
UNITED NATIONS VOLUNTEERS (UNV). State of the World’s Volunteerism 
Report: Building Equal and Inclusive Societies. [s.l.]: UNV, 2022. Disponível em: 
https://swvr2022.unv.org/wp-content/uploads/2022/04/UNV_SWVR_2022.pdf. 
Acesso em: 14 jun. 2023.
https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-1.745-de-19-de-maio-de-2023-485306428
https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-1.745-de-19-de-maio-de-2023-485306428
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas/001_boaspraticas_nupdecs_formacao_implementacao_nupdecs_aracaju_se_fev2022.pdf
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas/001_boaspraticas_nupdecs_formacao_implementacao_nupdecs_aracaju_se_fev2022.pdf
https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas/001_boaspraticas_nupdecs_formacao_implementacao_nupdecs_aracaju_se_fev2022.pdf
https://swvr2022.unv.org/wp-content/uploads/2022/04/UNV_SWVR_2022.pdf
Ficha Técnica
Equipe Técnica
Alexandre Ladvig
Danielle Alves de Oliveira Tabosa
Delma Cristiane Morari
Diego Borges da Silva
Fabio Hermógenes
Fernanda Luisa da Costa França
Flávia Ramponi Serrão Feres
George Rodrigues
Guilherme Salm Duarte
Jalize Pinheiro Medeiros
Leticia Dalpaz de Azevedo
Lucas Santos Carmo Cabral
Maria Luiza Kovalski da Luz Paust
Rafael Schadeck
Sarah Marcela Chinchilla Cartagena
Vinicius Borges de Souza
Vinícius Augusto Bressan Ferreira
Revisão Técnica
Bruno Luiz Leite Martins
Cinthia Soares de Araújo Gonçalves de Oliveira
Felipe Azevedo de Araújo Reis
Lidiane Natalie de Souza
Lucas Mikosz
Nélison Luís dos Santos Brandão
Reinaldo Soares Estelles, Me.
Rejane Lucena
Robson Rabelo de Santana
Silvio Leonardo Vieira Prado
Realização:
CEPED/UFSC (2023)
	Os Nupdecs
e a Participação
Social na P&DC
	O Sistema de
P&DC Municipal
	Contexto histórico
	Conceitos e estrutura
	A Participação
Social e a P&DC
	Organização social e a P&DC
	Comunicação social
	Lideranças comunitárias
e agentes formadores
	Formação
e Manutenção
de um Nupdec
	Contextualização
	Formação de Nupdecs
	Manutenção de Nupdecs
	 Referênciasfoi regulamentado, deixando mais claro o que é e quais os 
limites desse trabalho. 
Foi somente no ano de 2005 que os Núcleos Comunitários de Defesa 
Civil, conhecidos como Nudecs e atualmente chamados de Núcleos 
Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs), passaram a ser 
regulamentados. O Decreto nº 5.376, de 17 de fevereiro de 2005, 
no art. 14, afirmava que:
Art. 14. Os NUDECs, ou entidades correspondentes, funcionam 
como centros de reuniões e debates entre a COMDEC e as 
comunidades locais e planejam, promovem e coordenam 
atividades de defesa civil, com destaque para:
Artigo 1º, inciso II
Esse artigo é um dos fundamentos do Estado Democrático de 
Direito e estabelece a cidadania como um pilar da democracia 
brasileira. É como se fosse um convite para que todos exerçam 
seus direitos e deveres como cidadãos engajados.
Artigo 29, inciso XII
Esse artigo trata da organização dos municípios e destaca 
que eles devem reger-se por lei orgânica (cada município tem 
suas próprias regras), seguindo o preceito da cooperação das 
associações representativas no planejamento municipal.
Artigo 193, parágrafo único
Esse artigo aborda a função de planejamento das políticas 
sociais pelo Estado e assegura, por meio da lei, a participação 
da sociedade nos processos de formulação, monitoramento, 
controle e avaliação dessas políticas.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9608.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5376.htm#:~:text=DECRETO%20N%C2%BA%205.376%20DE%2017%20DE%20FEVEREIRO%20DE%202005.&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20Sistema%20Nacional,vista%20o%20disposto%20no%20art
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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I - a avaliação de riscos de desastres e a preparação de mapas 
temáticos relacionados com as ameaças, as vulnerabilidades 
dos cenários e com as áreas de riscos intensificados;
II - a promoção de medidas preventivas estruturais e não-
estruturais, com o objetivo de reduzir os riscos de desastres;
III - a elaboração de planos de contingência e de operações, 
objetivando a resposta aos desastres e de exercícios simulados, 
para aperfeiçoá-los;
IV - o treinamento de voluntários e de equipes técnicas para 
atuarem em circunstâncias de desastres;
V - a articulação com órgãos de monitorização, alerta e 
alarme, com o objetivo de otimizar a previsão de desastres; e
VI - a organização de planos de chamadas, com o objetivo de 
otimizar o estado de alerta na iminência de desastres. (BRASIL, 
2005).
No entanto, ele foi revogado pelo Decreto nº 7.257, de 4 de agosto de 
2010, e nenhuma outra legislação regulamentou ou descreveu mais 
especificamente sobre os Nupdecs. Veja, a seguir, um resumo do 
histórico da legislação acerca do tema.
1988
1998
A Constituição Federal estabelece a participação popular 
como um pilar da democracia brasileira, incluindo a cidadania 
como um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito.
A Lei nº 9.608 regulamenta o serviço 
voluntário, definindo os limites e 
características desse trabalho.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7257.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7257.htm
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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2005
2010
Os Nupdecs passam a ser regulamentados pelo Decreto 
nº 5.376, com o objetivo de promover ações de proteção e 
defesa civil, incluindo avaliação de riscos, medidas preventivas, 
planos de contingência, treinamento de voluntários e 
articulação com órgãos de monitoramento e alerta.
O Decreto nº 7.257 revogou o Decreto 
nº 5.376, deixando sem regulamentação 
específica os Nupdecs.
Agora que você já conhece um resumo do histórico do Sistema de 
Proteção e Defesa Civil no Brasil e no mundo, siga para o próximo tópico 
para estudar os principais conceitos relacionados com a atuação e a 
estrutura da Defesa Civil Municipal.
Conceitos e estrutura
A partir do conhecimento apresentado do panorama internacional e 
seguindo o objetivo deste curso, centrado na Defesa Civil Municipal, 
iremos estudar, a seguir, os conceitos atuais da P&DC no Brasil, com foco 
principal na atuação e estrutura municipais.
Conforme o Decreto nº 10.593 de 24 de dezembro de 2020, o Sistema de 
Proteção e Defesa Civil, para qualquer um dos âmbitos (federal, estadual 
e municipal), é o:
Conjunto de órgãos e entidades da administração pública responsáveis pela 
execução das ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação 
e das ações de gerenciamento de riscos e de desastres. (BRASIL, 2020).
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10593.htm#art42
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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Segundo definido pela Lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012, a Política 
Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC) tem como diretriz 
o desenvolvimento de uma atuação articulada entre os diferentes 
âmbitos, tanto para ações preventivas de Redução de Riscos de 
Desastres como para o apoio às comunidades atingidas.
Dessa forma, sua finalidade está associada à uma abordagem sistêmica 
que engloba as ações do ciclo de Gestão de Risco e o Gerenciamento de 
Desastres, conforme pode ser observado clicando na imagem a seguir.
Prevenção
Preparação
Mitigação
Gestão de Risco 
e o Gerencimaneto 
de desastres
Resposta
Recuperação
Fonte: Adaptado de Decreto nº 10.593 (BRASIL, 2020).
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12608.htm
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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 Δ Prevenção: medidas prioritárias destinadas a evitar a conversão de risco 
em desastre ou a instalação de vulnerabilidades.
 Δ Mitigação: medidas destinadas a reduzir, limitar ou evitar o risco de 
desastre.
 Δ Preparação: medidas destinadas a otimizar as ações de resposta e 
minimizar os danos e as perdas decorrentes do desastre.
 Δ Resposta: medidas de caráter emergencial, executadas durante ou após 
a ocorrência do desastre, destinadas a socorrer e assistir a população 
atingida e restabelecer os serviços essenciais.
 Δ Recuperação: medidas desenvolvidas após a ocorrência do desastre 
destinadas a restabelecer a normalidade social que abrangem a 
reconstrução de infraestrutura danificada ou destruída e a recuperação do 
meio ambiente e da economia.
Fonte: Adaptado de Decreto nº 10.593 (BRASIL, 2020).
Destaca-se, ainda, que sua atuação deve ter como prioridade as ações 
de minimização de desastres, evitando que impactos decorrentes de 
eventos climáticos ou tecnológicos atinjam comunidades e a população 
civil. Em vista disso, a P&DC está associada com uma atuação pautada 
na articulação de:
 Δ Setores: público, privado, não governamental e comunitário.
 Δ Níveis: municipal, estadual e federal.
 Δ Fases: antes, durante e após o desastre.
 Δ Políticas públicas: planejamento urbano, saúde, educação, ambiente, 
saneamento, infraestrutura, entre outras.
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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Para isso, torna-se necessário o desenvolvimento de pesquisas e estudos 
relacionados com as áreas de risco além da participação conjunta 
da sociedade civil no planejamento e na geração de conhecimento 
relacionado às comunidades que compõem as cidades do país.
A estrutura da Defesa Civil Municipal (DMC) é elemento essencial para a 
atuação e implementação de políticas públicas relacionadas 
à P&DC no país, visto que somente a partir do conhecimento local e 
de suas especificidades é possível desenvolver ações efetivas para a 
redução dos riscos e o gerenciamento dos desastres.
Nesse sentido, conforme determinado pela legislação atual, a estrutura da 
DCM compõe-se essencialmente conforme o esquema apresentado a seguir.
 Δ Compdec - Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil. Tem 
papel executivo e articulador e é o principal elo de conexão do município 
com o Sinpdec.
Sistema de Proteção e Defesa Civil Municipal
Órgãos
de apoio
Compdec
Órgãos
setoriais Nupdecs
Fonte: Ceped/UFSC (2023).
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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 Δ Nupdec - Núcleos Comunitários de Proteção e DefesaCivil. Representam 
o elo entre a comunidade e o governo municipal.
 Δ Órgãos setoriais. Órgãos e entidades da Administração Pública Municipal, 
Estadual e Federal sediados no município. Ex.: Secretarias, ministérios, 
entre outros.
 Δ Órgãos de apoio. Órgãos e entidades públicas e privadas, associações 
de voluntários, clubes de serviços, organizações não governamentais, 
associações de classe e comunitárias, entre outros.
É importante destacar que, além da estrutura apresentada 
anteriormente, o Sistema de Proteção e Defesa Civil Municipal é 
composto por três pilares essenciais:
1 Comunidade acadêmica;
2 População em geral; 
3 Setor privado.
Conforme a estrutura apresentada, é possível perceber que a 
Coordenadoria Municipal de P&DC não concentra todas as atribuições 
da Gestão de Risco e de Desastres, mas atua com a articulação e 
planejamento dos processos a serem desenvolvidos. Com isso, torna-se 
necessário que os gestores públicos estabeleçam estratégias e ações 
prioritárias articuladas entre os diferentes setores, respeitando os 
princípios e as diretrizes da PNPDEC.
Nesse contexto, o Decreto nº 10.593, de 24 de dezembro de 2020, que 
dispõe sobre a organização e o funcionamento do Sistema Nacional de 
Proteção e Defesa Civil, define que o órgão de proteção e defesa civil 
municipal é responsável por executar a PNPDEC de forma articulada 
com as entidades integrantes do sistema municipal.
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/decreto-n-10.593-de-24-de-dezembro-de-2020-296427343
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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Além da integração entre os diferentes setores municipais, é importante 
que a gestão seja desenvolvida de forma articulada com municípios 
vizinhos, visto que existe a possibilidade de um mesmo desastre atingir 
mais de um município.
Dentro dessa estrutura, os Nupdecs têm a função de aproximar a 
atuação do Sistema Municipal de P&DC da comunidade, tornando-a 
participativa e organizada por meio de um processo orientativo e de 
formação dos seus membros. Com o objetivo de prevenir e mitigar a 
ocorrência de desastres das comunidades mais vulneráveis, o Nupdec 
desenvolve, principalmente, as seguintes atividades:
 Δ A avaliação dos riscos de desastres e a preparação de mapas temáticos 
relacionados com as ameaças, as vulnerabilidades dos cenários e com as 
áreas de riscos intensificados;
 Δ A promoção de medidas preventivas estruturais e não estruturais, que são 
desenvolvidas com o objetivo de reduzir os riscos de desastres;
 Δ A elaboração de planos de contingência para responder às hipóteses de 
desastres e de exercícios simulados para aperfeiçoar esses planos;
 Δ O treinamento de voluntários e de equipes técnicas operacionais, para 
atuarem em circunstâncias de desastres;
 Δ A organização de um plano de chamada, com o objetivo de otimizar o 
estado de prontidão, na iminência de desastres (UFSC, 2013).
Assim sendo, o órgão municipal de P&DC possui a responsabilidade 
de realizar o planejamento, a articulação, a coordenação, a mobilização 
e a gestão das ações locais de redução de riscos e gerenciamento 
de desastres de forma integrada com as demais estruturas de 
gestão do município.
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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Assista à videoaula a seguir sobre o Sistema de Proteção e Defesa Civil, 
que oferece uma visão clara sobre a organização e estrutura do órgão 
municipal responsável por essa área. Você descobrirá a importância 
fundamental da atuação da Proteção e Defesa Civil Municipal na 
implementação de políticas públicas que visam a redução de riscos e o 
eficiente gerenciamento de desastres.
Ressalta-se que os Nupdecs são compostos principalmente 
por voluntários da comunidade local, o que contribui nas ações 
preventivas em áreas de risco, além de orientar e prestar socorro 
mais imediato em situações de calamidades e emergência.
Agora que você já conheceu a estrutura municipal de P&DC, siga para 
a próxima unidade do curso para estudar sobre a importância da 
participação e atuação social no Sistema de Proteção e Defesa Civil.
Videoaula 01
O Sistema de Proteção e Defesa Civil
https://youtu.be/jj-1-u6Rlv0
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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A Participação 
Social e a P&DC
Nesta unidade, você vai estudar a importância da participação social 
nas ações do Sistema de Proteção e Defesa Civil, principalmente na 
atuação local. Além disso, serão vistos os principais mecanismos para 
se trabalhar a organização social ou comunitária, com o objetivo de 
incentivar e ampliar os processos participativos dentro do município. 
Antes de iniciarmos o conteúdo da unidade, vamos ver o que é e quais 
são os fatores desencadeantes do risco, para, a partir disso, ter uma 
melhor compreensão do material que será estudado posteriormente.
O Risco de Desastre é definido como “a perda potencial de vidas, lesões 
ou bens destruídos ou danificados que podem ocorrer a um sistema, 
sociedade ou comunidade em um período de tempo específico, 
determinado probabilisticamente em função da ameaça, exposição, 
vulnerabilidade e capacidade” (UNDRR, 2017).
Nesse contexto, os fatores que influenciam a instauração do risco de 
desastre podem ser definidos conforme a terminologia estabelecida pela 
Assembleia Geral da ONU, de acordo com o descrito em sua Resolução 
nº 69/284. Veja na imagem a seguir a definição de cada termo.
https://www.undrr.org/quick/11605
https://www.undrr.org/quick/11605
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Módulo 1.
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Conceito Definição
Ameaça
Um processo, fenômeno ou atividade humana que pode 
causar perda de vidas, ferimentos ou outros impactos 
à saúde, danos à propriedade, perturbações sociais e 
econômicas ou degradação ambiental.
Exposição
A situação das pessoas, infraestrutura, habitação, 
capacidades de produção e outros ativos humanos tangíveis 
localizados em áreas propensas a riscos.
Vulnerabilidade
As condições determinadas por fatores ou processos 
físicos, sociais, econômicos e ambientais que aumentam a 
suscetibilidade de um indivíduo, uma comunidade, ativos ou 
sistemas aos impactos de perigos.
Capacidade
A combinação de todos os pontos fortes, atributos 
e recursos disponíveis dentro de uma organização, 
comunidade ou sociedade para gerenciar e reduzir os riscos 
de desastres e fortalecer a resiliência.
Agora que você já leu sobre as definições e os fatores que envolvem a 
existência do risco de desastre, vamos iniciar o conteúdo desta unidade.
A ideia de participação social no contexto da Proteção e Defesa Civil 
está intrinsecamente ligada ao conceito de produção social do risco. 
É a partir dessa concepção que se compreende a importância da 
participação na redução de riscos de desastres. 
Dentro dessa temática, podemos afirmar que a produção social do risco 
aborda aspectos históricos de ocupação dos territórios e problemas de 
desenvolvimento. É necessário, portanto, compreender os fatores que 
geram as circunstâncias de risco para atuar na sua redução. 
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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Isto é, localmente, cabe ao gestor de proteção e defesa civil entender 
quais são as áreas de risco, o motivo histórico pelo qual elas se 
formaram e quais as políticas públicas que, em conjunto, tendem a 
reverter tal situação. Seu olhar ampliado de causalidade deve sobrepor-
se a uma atuação meramente paliativa, ciente de que todo risco é 
resultado de um processo social e nunca decorrente somente de 
circunstâncias naturais.
A atuação nos fatores geradores do risco passa, então, por uma ampla 
análise de gestão pública que integre diferentes políticas públicas, a 
partir de uma visão sistêmica focada em soluções, como a erradicação 
da pobreza, redução da desigualdade social, adoção de práticas 
responsáveis de uso e ocupação do solo, bem como a adaptação às 
mudanças climáticas, entre outras medidas. 
Cabe ao gestor público municipal, portanto, perceber-se parte 
de um todo, exercendo o papel de articulador ao mesmo tempo em 
que tenha a compreensão de que uma atuação isolada nãoreflete 
em resultados permanentes.
Fonte: Ceped/UFSC (2023).
Risco instaurado
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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Assim, considerando questões como pobreza e ocupação urbana 
inadequada, surge o desafio de superar as características que 
foram historicamente construídas e que ainda hoje estão presentes 
no processo de formação de áreas de risco, principalmente em 
espaços decisórios e de participação social. A redução da ameaça, da 
vulnerabilidade e o aumento da resiliência devem ser construídos em 
conjunto por toda a sociedade, praticando a concepção de que “Defesa 
civil somos todos nós”. 
Nesse cenário de desafios, a participação social deve ser encarada como 
parte dos planejamentos para gestão de riscos, evitando as relações 
hierarquizadas, inflexíveis e fechadas a mudanças. Uma gestão que 
não valoriza o diálogo e a participação compartilha uma cultura de 
dependência e desconfiança por parte das comunidades. Por outro 
lado, quando a comunidade participa do processo de gestão de risco, ela 
absorve a necessidade de se autoproteger e se apropria de seu território, 
protegendo-o.
A Constituição Federal de 1988 garantiu a participação da sociedade na 
gestão de políticas e programas promovidos pelo Governo Federal – é 
o chamado controle social. Além disso, ela estabeleceu sistemas de 
gestão democrática em vários campos de atuação da Administração 
Pública, como o planejamento participativo, por meio da cooperação das 
associações representativas no planejamento municipal, como preceito 
a ser observado pelos municípios (Art. 29, XII). 
Definir participação social implica entender as múltiplas ações que 
diferentes forças sociais desenvolvem com o objetivo de “influenciar 
a formação, execução, fiscalização e avaliação de políticas públicas na 
área social (saúde, educação, habitação, transporte, entre outros)”.
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Nesse sentido, os Nupdecs podem desempenhar um papel imprescindível 
de ação direta, pois representam uma forma de organização da 
comunidade em parceria com a Coordenadoria Municipal de Proteção e 
Defesa Civil para o trabalho de redução de riscos.
Organização social e a P&DC
Tendo compreendido o que é a participação social no contexto da 
Proteção e Defesa Civil, podemos agora compreender sobre sua 
importância e os principais mecanismos para trabalhar a organização 
social ou organização comunitária, com o objetivo de incentivar e 
ampliar os processos participativos dentro do município. 
Assim, para a redução de riscos de desastres ocorrer de maneira plena, 
é imprescindível promover o entendimento da população sobre os 
mecanismos de redução de risco. No entanto, mais do que isso, é 
necessário que a população esteja envolvida na gestão de riscos, a fim 
de se apropriar dos processos correspondentes. 
Essa apropriação ocorre principalmente quando a população se percebe 
parte do processo, com espaços de escuta, fala e ação adequados.
Daí a importância da participação social, que se dá adaptada às 
diferentes configurações de organização social de cada localidade.
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Quando se fala em organização social, está se referindo à maneira como 
a sociedade se organiza para se manter em funcionamento, incluindo 
aspectos políticos, econômicos e sociais. Essa organização social pode 
estar representada em três segmentos: 
Tipo Conceito
Organização 
de massa
“O fator central de organização é a identificação com 
uma causa ou objetivo comum, quase sempre com uma 
atuação determinante de líderes nos quais se projetam 
as idealizações coletivas e em quem se depositam 
coletivamente poderes para dirigir e orientar a massa.”
Organização 
institucional
“Se estrutura sistematicamente com base em contratos 
sociais mais ou menos formais, nos quais se ordenam 
normas funcionais para a sociedade, os papéis, direitos e 
deveres que regulam as relações sociais.”
Organização 
de base
“Onde se pratica uma democracia direta, onde os indivíduos 
podem falar por si mesmos em pequenos coletivos locais. 
Em última instância, a base se constitui nos núcleos 
comunitários, nas relações de vizinhança, nos coletivos de 
interesse em comum, nos grupos de trabalho, nas lutas 
conjuntas, onde as pessoas se conhecem mutuamente, 
se relacionam diretamente, umas com as outras e não por 
intermédio de representantes.”
Fonte: Matos (2003).
Nessa configuração, os segmentos institucional e de massa funcionam 
em constante dialética, em que o lado institucional, como o próprio 
nome revela, institui políticas públicas e legais; e a massa, como lado 
instituído, opera movimentos de mudanças quando os percebe como 
necessários. Por sua vez, o segmento de base opera a essência da 
participação social, onde são construídas “reflexões sobre as demandas 
e especificidades de cada território, relacionando-se com outros 
sujeitos e autoridades instituídas de distintos segmentos da sociedade” 
(BANDEIRA, 2021).
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Nesse contexto, para o gestor público que busca ampliar os espaços 
participativos em seu município, é importante que seja compreendida 
a organização social de cada comunidade com a qual precisa trabalhar, 
em especial a organização de base que inclui:
 Δ Organizações presentes na comunidade: escolas, igrejas, associações, 
cooperativas, entre outras. 
 Δ Lideranças atuantes: tanto formais quanto informais.
 Δ Histórico de relacionamento entre poder público e população: parcerias e 
conflitos.
 Δ Espaços participativos já existentes localmente: reuniões, eventos, orçamento 
participativo, consultas e audiências públicas, capacitações, treinamentos, 
envolvimento com plano diretor, comitês de bacia, e assim por diante. 
Por sua vez, para a população que busca ampliar sua participação 
na gestão de riscos municipal é importante identificar como sua 
organização social pode contribuir para alavancar políticas públicas 
e condicionar o desenvolvimento local, por meio da constituição de 
espaços de participação para tratativas de demandas locais e dos 
processos de autoproteção.
Desenvolvimento local Autoproteção
Trata-se das dinâmicas que se 
estabelecem em determinado 
território, caracterizado por sua 
especificidade cultural, social, política 
e econômica. É um desenvolvimento 
que parte da base, incluindo, portanto, 
o protagonismo dos atores sociais 
locais nos processos de fomento e da 
ampliação da qualidade de vida local.
Conjunto de práticas desenvolvidas 
pela própria comunidade de áreas 
de risco que correspondem a ações 
individuais capazes tanto de minimizar 
riscos como de operar ações de 
primeira resposta na ocorrência de 
desastres.
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Para tanto, é essencial que a população compreenda claramente sobre:
Portanto, para obter melhores resultados, é necessário unir as forças da 
sociedade, uma vez que a complexidade e a variedade das demandas 
locais nem sempre são supridas pela capacidade de resolução do poder 
público isoladamente. Quando as parcerias são estabelecidas antes do 
desastre, durante o período de normalidade, as ações de prevenção, 
mitigação e preparação são capazes de reduzir consideravelmente os 
danos e prejuízos causados pelos desastres.
Atribuições dos órgãos de proteção e defesa civil
 Δ Saber dos limites legais de atuação, bem como das demandas específicas 
possíveis de serem atendidas pelo órgão municipal. 
Processo de gestão de risco
 Δ Compreender o ciclo de prevenção, mitigação, resposta, recuperação e 
reconstrução. 
Políticas públicas correlatas à P&DC
 Δ Compreender de forma prática, quais políticas públicas devem ser 
acionadas para o atendimento de suas demandas: ordenamento territorial, 
desenvolvimento urbano, saúde, assistência social, meio ambiente, 
mudanças climáticas, gestão de recursos hídricos, geologia, infraestrutura, 
educação, ciência e tecnologia, entre outras. 
Espaços adequados de escuta, fala e açãoΔ Estabelecer espaços adequados que permitam a participação efetiva da 
comunidade. Esses espaços podem incluir reuniões, eventos, orçamento 
participativo, consultas e audiências públicas, capacitações, treinamentos, 
envolvimento com plano diretor, comitês de bacia, e outras iniciativas que 
promovam a interação e engajamento da população.
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Comunicação social
O processo de comunicação para formação de Nupdecs envolve 
diversos aspectos e perspectivas, desde a comunicação dos agentes 
de proteção e defesa civil com a comunidade, até a comunicação 
que se efetiva entre a própria comunidade, principalmente nas ações 
dos agentes formadores. Tais aspectos influenciam diretamente na 
capacidade de enfrentamento aos desastres e na redução de risco. 
Assim, por serem complexos e desafiadores, os processos de 
comunicação precisam ser conduzidos a partir de uma aplicação 
criteriosa de instrumentos e mecanismos de comunicação social que 
favoreçam a efetividade da ação. Nesse sentido, alguns pressupostos 
básicos precisam ser observados, como a valorização do conhecimento 
local e empírico, e a garantia da diversidade de representação popular. 
É importante considerar também que pela complexidade do processo, 
é recomendável que o órgão de proteção e defesa civil envolva as áreas 
de educação, assistência social e assessoria de imprensa nas ações de 
comunicação e participação social.
Para os gestores públicos que irão conduzir os processos de 
comunicação e participação, é importante ter noção de que a 
efetividade da comunicação e da participação social se dá pela sua 
continuidade, e requer atenção aos seguintes fatores: 
“A existência de espaços efetivamente públicos só se garante 
pela efetiva pluralidade e diversidade de seus participantes, pela 
equivalência de seus recursos de informação, conhecimento e poder.” 
(DAGNINO, 2004, p. 161).
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Fatores Definição
Variedade 
e frequência
Processos de participação efetivam-se pela somatória de 
ações de curto, médio e longo prazo, que incluam abordagens 
informativas, consultivas, deliberativas, de controle e de 
partilha de poder.
Espaços 
formais e 
informais
Vinculado à condição de variedade e frequência, um processo 
efetivo de participação é fortalecido a partir da multiplicação 
de espaços informais, consolidados pelos espaços formais de 
diálogo.
Garantia 
de diálogo
Todos os que integram processos de partilha de poder devem 
ter a mesma oportunidade de manifestar-se.
Transparência
Os processos de participação são necessariamente 
públicos e, portanto, devem garantir o acesso à informação 
incondicionalmente.
Adequação à 
realidade local
Não é possível criar modelos de participação, mas apenas 
referências e boas práticas.
Qualificação 
profissional
Sempre que possível, os espaços de diálogo e os processos 
de participação devem ser orientados por profissionais 
capacitados.
Fonte: Cartagena; Freitas (2017).
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8
1
Não participação
Pseudoparticipação
Fazer alguma coisa apenas 
para mostrar que segue-se normas 
ou que se faz o que se espera
Controle 
cidadão
Participação 
nas ações de 
comunicação
Podemos considerar que as ações de 
comunicação podem ocorrer de forma 
gradativa, isto é, os vínculos se fortalecem 
à medida em que se estabelece o processo 
de comunicação. Isso é ilustrado pela 
escala de participação a seguir, em que os 
dois primeiros degraus correspondem a 
processos não participativos.
Fonte: Ceped/UFSC (2023).
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O modelo demonstra como a participação pode ser mascarada se todo 
o processo não for concluído. Com exceção da manipulação, todos os 
outros níveis podem ser considerados como etapas da participação. No 
entanto, é importante ter cuidado para não considerar uma única ação 
isolada como gestão participativa (CARTAGENA, 2015). 
Por fim, vale registrar que os processos de comunicação e participação 
são também, e consequentemente, um processo de mudança cultural 
e não simplesmente de capacitação. Seus resultados são perenes, 
mas lentos. Portanto, as metas para alcançar os resultados devem 
ser pensadas a partir dessa condição, bem como o planejamento para 
mobilização, formação e manutenção de Nupdecs.
Na videoaula, exploraremos os conceitos fundamentais relacionados 
aos processos de comunicação, destacando sua aplicação em práticas e 
espaços de participação social. Para começar, analisaremos a diferença 
entre a comunicação do nosso dia a dia e a comunicação como ciência 
e atividade profissional. É essencial compreender essa distinção 
para obter uma compreensão mais aprofundada da atividade de 
Comunicação de Risco.
Então, vamos mergulhar no mundo da comunicação social e descobrir 
como seus princípios e estruturas podem contribuir para uma 
participação mais efetiva e consciente na sociedade. Vamos começar!
Videoaula 02
Processo de Comunicação Social e sua Estrutura
https://youtu.be/EH9addIKkPw
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Lideranças comunitárias 
e agentes formadores
 
As lideranças comunitárias são o ponto de encontro entre os gestores 
públicos e as comunidades, atuando tanto como organizadoras das 
demandas comunitárias para repasse à administração pública, como 
multiplicadoras das orientações recebidas pelos gestores de proteção e 
defesa civil. Estão presentes em distintos espaços comunitários e há que 
identificá-las tanto do ponto de vista formal como informal. 
Lideranças formais Lideranças informais
Representantes de organizações 
comunitárias, como lideranças 
religiosas (pastores, rabinos, padres, 
mães e pais de santo, reverendos, 
etc.), presidentes de associação de 
bairro, conselheiros comunitários, 
agentes de saúde, diretores de 
escola, gestores de ONGs, entre 
outros.
Correspondem a referências 
que moradores possuem em 
determinadas pessoas que não 
ocupam uma representação 
formal na localidade. São pessoas 
proprietárias de comércio local ou 
prestadoras de serviços (costura e 
marmita, por exemplo), moradores 
antigos, entre outros.
Ambos os tipos de lideranças são fundamentais para o trabalho de 
participação social e formação de Nupdecs nas comunidades, sendo 
necessário identificar ainda eventuais conflitos ou diferentes grupos 
de interesse em uma comunidade, para incluir todos nas ações 
participativas de proteção e defesa civil. 
A partir do reconhecimento das lideranças, há que se identificar quais 
delas têm potencial para tornarem-se agentes formadores, uma vez 
que não necessariamente todas as lideranças são agentes formadores. 
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Os agentes formadores precisam, necessariamente, estar dispostos 
a atuar na temática de redução de riscos de desastres e ter interesse 
em aprender e aprofundar seu conhecimento em assuntos como 
autoproteção, percepção de risco e identificação de soluções 
comunitárias para redução de riscos de desastres. Além disso, precisam 
ter aptidão para, posteriormente, multiplicar informações e mobilizar 
mais atores sociais.
Assim, a formação de Núcleos Comunitários de Proteção de Defesa Civil 
vai envolver lideranças comunitárias e agentes formadores, e podem 
se formar tanto por indução dos gestores públicos, como por iniciativa 
das próprias comunidades. Normalmente são três as possibilidades de 
organização dos Nupdecs:
Em todos os casos os Nupdecs funcionam como fóruns de debate sobre 
redução de riscos de desastres, com atuação em atividades diversas, 
como por exemplo:
Fonte: Ceped/UFSC (2023).
Comunitário Jovem Escolar
Organizado e mantido 
por integrantes de toda 
a comunidade;
Organizado e mantido 
por integrantes de 
grupos de jovensda 
comunidade;
Organizado e mantido 
por integrantes de 
escolas (estudantes, 
professores e 
funcionários).
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 Δ Avaliação dos riscos de desastres e a preparação de mapas temáticos 
relacionados com as ameaças, com as vulnerabilidades dos cenários e com 
as áreas de riscos; 
 Δ Promoção de medidas preventivas estruturais e não-estruturais, que são 
desenvolvidas com o objetivo de reduzir os riscos de desastres; 
 Δ Participação na elaboração de planos de contingência para responder às 
hipóteses de desastres e exercícios simulados para aperfeiçoá-los; 
 Δ Apoio no treinamento de voluntários para atuarem em circunstâncias de 
desastres;
 Δ Organização de um plano de chamada, com o objetivo de otimizar o estado 
de prontidão, na iminência de desastres (BLEPPER, 2018).
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Formação 
e Manutenção 
de um Nupdec
Nesta unidade vamos trabalhar, de maneira introdutória, os aspectos 
relacionados à formação e manutenção de um Nupdec a partir do 
entendimento de um processo complexo e dinâmico, que exige ampla 
participação tanto de agentes de proteção e defesa civil como da 
comunidade. 
O processo é complexo principalmente porque os Nupdecs, apesar de seu 
potencial, criam uma demanda aos órgãos de Proteção e Defesa Civil, que 
precisam estar preparados para gerir, acompanhar e se responsabilizar, a 
partir de sua própria instrumentalização, capacitação e busca por outras 
formas de articulação para o sucesso do Nupdec (JESUS, 2014). É preciso, 
então, que os gestores percebam que os Nupdecs não são como um ente 
para que se delegue funções; ao contrário: os Nupdecs certamente irão 
gerar demanda aos gestores públicos. 
No entanto, a dimensão dos problemas que levam à formação de áreas 
de risco supera largamente a capacidade de resolução do poder público 
a curto prazo. Daí que as políticas públicas pensadas a longo prazo, 
somadas às ações de participação social, tendem a ampliar o alcance e 
o sucesso das ações de redução de riscos de desastres. 
Assim, os Nupdecs são um meio para interação entre os órgãos do 
governo e a comunidade, especialmente por intermédio da Compdec. 
Esse elo formal favorece a cogestão no planejamento e execução das 
ações, e dissemina o princípio da prevenção no tocante às áreas de risco 
(ANDREATTI, [s.d.]). Nesse sentido, a importância dos Nupdecs se dá ao: 
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 Δ Promover a interação entre a Proteção e Defesa Civil e a comunidade, 
aproximando e estimulando a população para participação e construção de 
uma cultura voltada à prevenção de riscos. 
 Δ Possibilitar um planejamento participativo, estimulando a socialização de 
experiências, bem como o acesso da comunidade às ações desenvolvidas 
pela Proteção e Defesa Civil.
 Δ Viabilizar espaços participativos e democráticos na comunidade, 
articulando os diversos atores sociais para a consolidação de um plano que 
vise a construção de princípios para uma melhor convivência com o meio 
ambiente local. 
 Δ Favorecer no indivíduo seu crescimento como ser humano e a sua 
integração, consciente e atuante, na comunidade em que vive. 
 Δ Envolver a comunidade no sentido de acreditar numa mudança quanto 
à realidade local, promovendo espaço para uma construção coletiva, 
assegurando a ampliação dos espaços de discussão, e tendo como 
perspectiva a prevenção e redução dos riscos e desastres (LUCENA, 2005).
Posto isso, o trabalho da Compdec deve qualificar as demandas, de 
modo que elas sejam oportunas, factíveis de solução e execução, e 
aplicadas em parceria com as comunidades. Veja abaixo o quadro 
comparativo entre um Nupdec e uma Compdec.
Nupdec Compdec
Organização Não-governamental Governamental
Membros Voluntários Servidores
Abrangência Bairro, comunidade Gestão municipal
Ações Segurança; mobilização 
comunitária; conscientização 
proativa; ação local, rápida e 
eficaz
Coordena ações de P&DC 
em todo o município 
(respaldo legal)
Fonte: Adaptado de Andreatti - Defesa Civil do Espírito Santo [s.d.]. 3).
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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É esse, inclusive, um dos fatores de maior contribuição do Nupdec, que 
está inserido nas comunidades e capta sua dinâmica e seus movimentos 
à medida que eles acontecem, o que é inviável para o gestor público.
Tendo em mente a importância e o papel social dos Nupdecs nas 
ações de Proteção e Defesa Civil, vamos estudar, a seguir, a formação 
e manutenção dos núcleos de forma a visualizar todo o processo, seu 
contexto e os desafios encontrados no caminho.
Esse processo da Compdec é dinâmico, pois ocorre inserido em 
comunidades vivas, cujas lideranças naturalmente se alteram, as 
demandas se modificam e a perenidade da mobilização deve ser 
trabalhada constantemente.
Contextualização
 
Anteriormente, estudamos sobre a participação popular e a 
organização social no contexto da Proteção e Defesa Civil. No entanto, 
para compreender melhor a formação e o funcionamento do Nupdec, 
também é preciso entender o início da luta pelo direito social e as 
conquistas sociais frente à participação social.
Nesse contexto, os Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa civil 
possuem um histórico de atuação no país marcado pela formação 
junto a comunidades em áreas de risco, quer pelo incentivo de 
gestores públicos, ONGs e projetos sociais, ou pela iniciativa da própria 
comunidade.
Considerando o histórico de participação social e o surgimento dos 
Nupdecs nas ações de P&DC, podemos considerar a linha do tempo 
apresentada a seguir.
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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1970 a 1980
1984
1988
1998
Direitos sociais foram estabelecidos como resultado de 
um longo e conflituoso processo de mobilização social e 
política. Buscou-se ampliar o envolvimento dos atores da 
sociedade nos processos de decisão e implementação das 
políticas sociais, respondendo a demandas em torno da 
descentralização e da democratização do Estado brasileiro.
Dallari (1984) conclui que quando são afetados os interesses 
fundamentais de um indivíduo ou de um grupo social, todo o 
conjunto da sociedade sofre consequências de alguma espécie, 
e por esse motivo pode-se afirmar que os problemas resultantes 
de tais circunstâncias são problemas políticos, pois afetam toda 
uma organização, funcionamento e os objetivos da sociedade.
A Constituição Federal institui a participação social como um 
dos pilares da democracia brasileira (ver arts. 1, II, 29, XII, e 193). 
Segundo Marcondes (2003), até o ano de 1997, o entendimento era 
de que voluntário era o indivíduo que procedia espontaneamente, 
prestando um trabalho cooperativo para qualquer fim. Com a 
promulgação da Lei Federal 9.608, de 18 de fevereiro de 1998, o 
termo voluntário passou a ter uma nova conotação. Conforme 
prescreve a lei, em seu artigo 2º, “o serviço ou trabalho voluntário 
será exercido mediante a celebração de termo de adesão entre a 
entidade e o prestador do serviço voluntário” (BRASIL, 1998). Tal 
preocupação do legislador visa assegurar à entidade a garantia da 
inexistência do vínculo trabalhista com obrigações de natureza 
trabalhista, previdenciária ou afins.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9608.htm
Formação e Gestão de Nupdec
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2005
2012
Por meio do Decreto nº 5.376/2005, posteriormente revogado 
pelo Decreto nº 7.257, de 2010, definiu-se que os Nudecs (atuais 
Nupdecs) “funcionam como centros de reuniões e debates entre 
a COMDEC e as comunidades locais e planejam, promovem e 
coordenam atividades de defesa civil” (BRASIL, 2005). Ainda, 
definiu-se que seria competência da Comdec a promoção da 
“mobilização comunitária e a implantação de Nudecs, ou entidades 
correspondentes, especialmente nas escolas de nível fundamental 
e médio e em áreas de riscos intensificados e, ainda, implantar 
programas de treinamento de voluntário”(BRASIL, 2005).
Foi instituída a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil 
(PNPDEC) por meio da Lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012. 
Dentre as competências municipais definidas, destaca-se 
“estimular a participação de entidades privadas, associações de 
voluntários, clubes de serviços, organizações não governamentais 
e associações de classe e comunitárias nas ações do SINPDEC 
e promover o treinamento de associações de voluntários para 
atuação conjunta com as comunidades apoiadas” (BRASIL, 2012).
Ainda, foram considerados agentes de Proteção e 
Defesa Civil os “voluntários, vinculados a entidades privadas 
ou prestadores de serviços voluntários que exercem, em 
caráter suplementar, serviços relacionados à proteção e 
defesa civil” (BRASIL, 2012).
Compreendendo o histórico de fortalecimento da participação social e o 
papel dos Nupdecs, tem-se que um dos principais desafios enfrentados 
nesse contexto diz respeito à dificuldade de continuidade dos trabalhos, fruto 
da desmotivação e desmobilização das comunidades. Para evitar que novos 
núcleos sejam formados e desmobilizados, é importante que os gestores 
públicos compreendam duas categorias sobre a participação social:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5376.htm#:~:text=DECRETO%20N%C2%BA%205.376%20DE%2017%20DE%20FEVEREIRO%20DE%202005.&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20Sistema%20Nacional,vista%20o%20disposto%20no%20art
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12608.htm
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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Participação guiada ou participação instrumental
 Δ Quando um agente externo à comunidade implanta um projeto fechado, 
que não atende às especificidades locais. 
Participação centrada nas pessoas ou participação transformativa
 Δ Quando os projetos de participação, ainda que de iniciativa de agentes 
externos, são construídos conjuntamente, sem relações hierarquizadas.
Acredita-se que a participação efetiva se enquadra na segunda 
categoria, alertando para o cuidado de garantir que os processos 
participativos sejam conduzidos com respeito às peculiaridades de 
cada contexto e a permanente consideração de aspectos locais, sem 
que haja um padrão rígido de atuação.
Isso significa que cada Nupdec terá sua própria história de formação e 
mobilização, e que os modelos apresentados aqui não são fechados. É 
possível construir variações, devendo ser adaptadas à realidade de cada 
localidade. Além disso, cabe ressaltar que processos participativos são 
necessariamente de atuação continuada e de longo prazo.
Formação de Nupdecs
 
Nesse tópico iremos estudar brevemente sobre o processo de formação 
de Nupdecs, observando um panorama das possibilidades e dos diversos 
caminhos a serem adotados ao longo desse processo.
A formação de Nupdecs tem duas possibilidades de origem, mas suas 
tratativas, objetivos e resultados devem ser os mesmos. São elas:
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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Quando uma comunidade – ou dentro dela, uma ou mais lideranças 
– visualiza a possibilidade de formação de um Nupdec, um primeiro 
e importante passo já foi dado, que é o da motivação. A comunidade 
interessada em construir um Nupdec deve buscar pelo responsável do 
órgão de proteção e defesa civil (municipal ou estadual), levar suas ideias e 
demandas e discutir o processo de formação e manutenção do seu núcleo. 
Quando a iniciativa da formação do núcleo vem a partir da sugestão 
do gestor público, é necessário que ele defina quais as comunidades 
prioritárias para formação de Nupdecs, fazendo o contato inicial 
com a comunidade, por meio de suas lideranças. Lembrando que as 
lideranças podem ser formais e informais. Há ainda a possibilidade de 
fazer um convite ampliado, favorecendo que qualquer morador possa 
participar do processo. Assim, além do contato direto com lideranças 
é possível lançar convites por meio de carros de som, panfletos, redes 
sociais, entre outros. 
Posteriormente ao contato inicial, devem ser agendadas reuniões que 
detalhem a proposta à comunidade e em que o convite à formação 
do Nupdec seja formalmente apresentado. O quadro a seguir detalha 
as atribuições de cada agente conforme a origem da iniciativa de 
formação do núcleo.
 Δ Origem por iniciativa 
da própria comunidade;
 Δ Origem por iniciativa de 
gestores públicos ou outros 
agentes externos.
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
51
A partir do momento em que fica definida a criação do Nupdec, deve 
ser construída uma agenda de treinamentos, dando continuidade ao 
processo de formação do núcleo. O gestor público deve conduzir o 
processo de formação, avaliando a situação de risco da comunidade 
e dando sequência às tratativas, que são as mesmas para quando 
a inciativa é sua ou trazida pela comunidade. Vejamos então uma 
sugestão desse passo a passo, que pode e deve ser adaptada à realidade 
de cada município e comunidade.
Comunidade Gestor Público
C
om
un
id
ad
e
 Δ Buscar pelo responsável 
do órgão de proteção 
e defesa civil;
 Δ Levar suas ideias e 
demandas;
 Δ Discutir o processo de 
formação e manutenção do 
seu núcleo.
 Δ Mobilizar e organizar a 
comunidade, identificando 
as lideranças;
 Δ Levantar as demandas;
 Δ Discutir o processo de 
formação e manutenção do 
seu núcleo.
G
es
to
r p
úb
lic
o
 Δ Avaliar a situação de risco da 
comunidade;
 Δ Levantar as necessidades da 
comunidade;
 Δ Conduzir o processo de 
formação.
 Δ Definir quais as comunidades 
prioritárias para formação de 
Nupdecs;
 Δ Fazer o contato inicial com 
a comunidade por meio de 
suas lideranças;
 Δ Detalhar a proposta à 
comunidade e fazer o convite 
à formação do Nupdec;
 Δ Conduzir o processo de 
formação.
ORIGEM
A
Ç
Õ
ES
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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Iniciativa
Passo 0 – Conhecimento das áreas de risco
Estudo por meio do qual serão identificados os principais 
riscos e definidas as áreas prioritárias de atuação na 
comunidade ou no município como um todo.
Passo 1 – Formação e Capacitação
Processo de formação e capacitação que deve 
envolver todos os interessados na constituição do Nupdec. 
Ao término da capacitação, estará formado um grupo sólido, 
com disponibilidade de tempo para atuação direta 
nas ações do núcleo. 
Passo 2 – Ações
Elaboração do Plano de Ações de curto, médio e longo prazo, que 
devem englobar treinamentos periódicos e ações de Redução 
de Risco de Desastres junto com a comunidade.
Comunidade
A comunidade interessada em 
construir um Nupdec busca pelo 
agente municipal, levando suas 
ideias e demandas.
Gestor Público
O gestor define quais as 
comunidades prioritárias para 
formação do Nupdecs, fazendo o 
contato inicial com a comunidade.
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Módulo 1.
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Passo 0 – Conhecimento das áreas de risco do município
 
Denominamos de “passo 0” porque se trata de uma tarefa que todo 
órgão de proteção e defesa civil deve realizar, independente das 
necessidades de criação de Nupdecs. 
No caso específico da formação de um novo Nupdec, as ações a serem 
tomadas variam de acordo com a iniciativa para a formação do núcleo.
Iniciativa pelo gestor público
Quando o gestor está analisando seu município para iniciar a 
implementação de Nupdecs, inicialmente é necessário identificar e 
mapear as áreas de risco de todo o município, para que seja possível 
definir as comunidades prioritárias para criação de um Nupdec.
Ainda, como a permanência do núcleo depende da existência de uma 
comunidade organizada e ativa, torna-se interessante identificar quais 
são as associações e organizações comunitárias que já estão estruturadas 
e ativas no município, e quais áreas elas englobam.
Iniciativa pela comunidade
Quando a iniciativa é pelas demandas trazidas pela comunidade, não há 
necessidade de o gestor identificar o local de instalação do Nupdec. No 
entanto, cabe lembrar que a criação de um núcleo gera novas demandas 
de gestão, então é fundamental que o gestor conheça as necessidadesdo município e escute as demandas apresentadas pela comunidade para 
definir sobre a urgência de instalação de um Nupdec.
 
Após definida a comunidade para a qual será criada um Nupdec, é 
necessário desenvolver um mapeamento de risco local, considerando 
toda a área que será influenciada pelas ações do núcleo. Para essa 
etapa, independente de quem teve a iniciativa, é necessário existir 
envolvimento tanto dos gestores, como da comunidade.
Esse conhecimento auxilia o processo de identificação da intensidade e 
os tipos de riscos aos quais a comunidade está exposta. A participação 
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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da população residente torna-se fundamental para levantamento das 
necessidades diárias que o local apresenta e melhor entendimento da 
dinâmica da comunidade frente à ocorrência de um desastre.
Passo 1 – Formação e Capacitação
 
O processo de formação e capacitação deve envolver todos os 
interessados na constituição do Nupdec, considerando que muitas vezes 
há desistências no meio do caminho. O conteúdo deve abordar diversos 
temas dentro da área de proteção e defesa civil, incluindo ainda saídas 
de campo e atividades práticas. 
É fundamental que o processo de formação tenha uma duração 
distribuída ao longo de semanas ou mesmo meses. Isso facilita que 
as pessoas envolvidas tenham tempo de assimilar o conteúdo, fazer 
relações com seu dia a dia e firmar o compromisso de encontros 
periódicos para a formação do Nupdec. Ao término da capacitação, 
estará formado um grupo sólido, com disponibilidade de tempo para 
atuação direta nas ações do núcleo. 
É importante destacar que, caso não exista uma comunidade organizada 
e ativa na área escolhida para instalação do núcleo, é necessário 
fortalecer as estruturas sociais e ressaltar a importância da comunidade 
nas ações que serão desenvolvidas por meio do Nupdec.
Fonte: Ceped/UFSC (2023).
Mapeamento de risco da área
Seleção da área
Avaliação do município
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Passo 2 – Ações
As ações do Nupdec devem incluir reuniões ordinárias, onde se realizam 
o planejamento de diagnósticos e se elaboram planos de ação de curto, 
médio e longo prazo. Além disso, entre as ações, também devem constar 
treinamentos periódicos fornecidos diretamente pelos profissionais 
de proteção e defesa civil do município ou intermediados em forma de 
parcerias com outros órgãos e instituições. 
Em complemento aos passos apresentados, destacamos que há 
importantes aspectos a serem considerados nesse processo, quais 
sejam (DEFESA CIVIL DE ARACAJU, [s. d.]):
 Δ Atribuir a um agente de proteção e defesa civil a comunicação com os 
Nupdecs;
 Δ Ter uma agenda constante de reuniões, ações, e escuta das demandas;
 Δ Garantir a constituição de um grupo politicamente heterogêneo;
 Δ Estar atento às demandas de cada integrante, orientando sobre demandas 
que não são de proteção e defesa civil;
 Δ Envolver os integrantes nas ações de mapeamento e monitoramento das 
áreas de risco;
 Δ Fomentar ações que estimulem os integrantes a permanecer sempre 
atuantes.
Em resumo, podemos definir como objetivos, funções e atividades 
possíveis de um Nupdec os seguintes itens: 
 
 
Formação e Gestão de Nupdec
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Objetivos
 Δ Ser um grupo representativo de cidadãos e lideranças;
 Δ Ser uma instância intermediária entre comunidade e gestão pública;
 Δ Ser multiplicador da redução de risco de desastres;
 Δ Ser espaço de motivação para ações de prevenção, mitigação, preparação 
e resposta.
Funções
 Δ Preparar cidadãos e lideranças para resiliência;
 Δ Sugerir e promover atividades de redução de risco de desastres na 
comunidade;
 Δ Promover treinamento de cidadãos e lideranças nas temáticas de P&DC.
Exemplo de atividades
 Δ Preparação de material impresso (cartazes, folhetos...);
 Δ Realização de palestras e reuniões;
 Δ Organização de concursos e atividades recreativas;
 Δ Organização de visitas e excursões;
 Δ Promoção de treinamentos e debates;
 Δ Apoio na organização de simulados;
 Δ Preparação para primeiros socorros e uso de equipamentos;
 Δ Apoio às ações de assistência aos desabrigados.
Fonte: Adaptado de Defesa Civil de Leopoldina [s.d.].
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Módulo 1.
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Manutenção de Nupdecs
As ações para manter a motivação para formação de Nupdecs não 
devem ser consideradas finalizadas após a formalização do núcleo. A 
longo prazo, ainda existem muitos desafios a vencer e talvez o principal 
deles seja a prossecução dos Nupdecs. Dessa forma, cabe às equipes de 
proteção de defesa civil dos municípios conhecer os principais desafios 
pelos quais passam os Nupdecs ao longo de sua atuação, e as principais 
formas de manter o processo de forma continuada. 
É importante destacar que o processo de manutenção dos Nupdecs 
não é linear, sendo necessário regularmente identificar as demandas e 
necessidades do núcleo para garantir sua continuidade.
Por fim, lembramos que os espaços para criação dos Nupdecs 
podem ser identificados a partir de outros espaços já atuantes 
nas comunidades. São escolas, grupos de jovens, grupos de mães, 
associação de moradores, grupos religiosos, centros de saúde, entre 
outros. Um Nupdec instalado em um grupo já mobilizado, terá mais 
chances de se manter a longo prazo.
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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Veremos em detalhes as estratégias para continuidade dos Nupdecs 
no terceiro módulo deste curso, além de discutir quais os principais 
desafios e dificuldades relacionados ao tema, e por que as equipes de 
proteção e defesa civil precisam acompanhar de perto suas atividades 
mesmo após a conclusão da formação dos Nupdecs. 
Para o momento, elencamos entre os principais desafios e dificuldades: 
 Δ Tentativas de desvio das finalidades do grupo, seja por desconhecimento 
ou descumprimento de seus objetivos, tornando-o um fórum político-
partidário;
 Δ Ingerência política no município com relação às decisões definidas pelos 
voluntários;
 Δ Apatia ou falta de motivação por parte do grupo;
 Δ Ausência de respostas quanto às demandas identificadas junto à 
comunidade;
 Δ Divergências acentuadas de concepções entre os componentes do grupo;
 Δ Tentativa de utilização do Nupdec para angariar benefícios particulares 
desrespeitando o princípio de coletividade;
 Δ Dificuldade de articular técnicos e especialistas (voluntários e/ou 
governamentais) com o propósito de contribuir para as ações específicas;
 Δ Baixa participação efetiva do grupo em atividades concretas na 
comunidade. (ANDREATTI, [s.d.]).
Percebe-se a importância em estar atento às dificuldades enfrentadas 
por cada Nupdec e apoiar seu processo de superação. A permanência de 
um Nupdec está diretamente ligada ao trabalho também permanente 
dos agentes de proteção e defesa civil no seu acompanhamento. 
Formação e Gestão de Nupdec
Módulo 1.
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Planejamento 
de monitoramento 
e avaliação
Registra-se ainda que aos desafios e dificuldades aqui apresentados 
podem ser somadas outras circunstâncias observadas localmente a 
partir da particularidade de cada Nupdec, comunidade e equipe de 
proteção e defesa civil.
Agora que você já viu um panorama da estrutura da defesa civil 
municipal, estudou sobre a importância da comunicação e organização 
social e pôde aprender de forma geral a importância e o processo 
de formação e manutenção dos Núcleos Comunitários de Proteção 
e Defesa Civil, siga para o próximo módulo do nosso curso para 
aprofundar seus conhecimentos acerca do processo de formação de um 
Nupdec. Bons estudos!
Fonte: Ceped/UFSC (2023).
Caberá, portanto, ao órgão de proteção e defesa civil ter um 
planejamento de monitoramento e avaliação periódica de cada um de 
seus Nupdecs para garantir sua manutenção. Esse planejamento é visto 
como um ciclo de permanente mobilização, como representa a imagem:
5
1
2
4
3
Avaliação: análise dos resultados e impactos. 
Decisão sobre continuidade e reinício do ciclo
Definição 
de Agenda: 
percepção

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