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Morfologia do Sistema Respiratório 
Aluna: Yanina Jesus Sobolow de Souza 
Turma: PB 
1. Descreva a localização do sistema respiratório (região corporal e área 
anatômica): 
Este sistema é constituído pelos tratos (vias) respiratórios superior e inferior. O trato 
respiratório superior é formado por órgãos localizados fora da caixa torácica: nariz externo, 
cavidade nasal, faringe, laringe e parte superior da traquéia. O trato respiratório inferior 
consiste em órgãos localizados na cavidade torácica: parte inferior da traquéia, brônquios, 
bronquíolos, alvéolos e pulmões. As camadas das pleuras e os músculos que formam a 
cavidade torácica também fazem parte do trato respiratório inferior. 
 
• Nariz: 
- Raiz 
- Ápice 
- Dorso 
- Asa 
- Narinas 
 
• Cavidade nasal: 
- Conchas nasais (superior, média e inferior) 
- Meatos nasais (superior, média e inferior) 
- Coanas 
- Seios da face/ seios paranasais (osso frontal, maxilar e nasal) 
- Septo nasal 
 
2. Defina as funções dos seios paranasais: 
Os seios paranasais são cavidades ou túneis pequenos. Eles são denominados paranasais, 
porque estão localizados em torno ou próximos do nariz. A cavidade nasal se abre para 
uma rede de seios: 
• Seios maxilares que estão na área de face, abaixo dos olhos e de cada lado do nariz. 
• Seios frontais localizados acima da parte interna da cavidade ocular e a área das 
sobrancelhas. 
• Seios esfenoidais situados atrás do nariz e entre os olhos. 
• Seios etmoidais compostos por muitos seios similares a uma peneira formados de 
ossos finos e mucosa. Estão localizados acima do nariz, entre os olhos. 
 
A cavidade nasal e os seios paranasais têm várias funções: 
• Ajudar a filtrar o ar que respiramos. 
• Aquecer e umidificar o ar que chegará aos pulmões. 
• Dar ressonância à voz. 
• Aliviar o peso do crânio. 
• Fornecer a estrutura óssea para o rosto e os olhos. 
IMPORTANTE: A sinusite é um quadro extremamente comum, que se apresenta como 
uma inflamação do epitélio dos seios. As causas podem ser infecções virais ou bacterianas, 
ou uma reação alérgica. A inflamação pode ser aguda ou crônica, e os seios maxilares são 
os mais frequentemente afetados. Antivirais, antibióticos e anti-histamínicos são 
prescritos em casos persistentes. 
• Faringe: 
- Nasofaringe (óstio da tuba auditiva) 
- Bucofaringe 
- Laringofaringe 
 
3. Defina as cordas vocais e a sua localização: 
As pregas vocais são pregas salientes de túnica mucosa que estão situadas sobre os 
ligamentos vocais e os músculos tireoaritenóideos e incorporam essas estruturas. Elas 
são a origem dos sons (tons) que provêm da laringe. Essas pregas produzem vibrações 
audíveis quando suas margens livres estão justapostas (mas não comprimidas) durante a 
fonação, e o ar é expirado intermitentemente com força. As pregas vocais também são o 
principal esfíncter inspiratório da laringe quando estão fechadas com firmeza. A adução 
completa das pregas forma um esfíncter eficaz que impede a entrada de ar. 
 
 
• Laringe: 
- Osso hioide 
- Cartilagem tireóidea (Proeminência laríngea, incisura tireóidea superior) 
- Cartilagem cricóidea 
- Cartilagem epiglótica 
- Cartilagem aritenóidea 
 
 
4. O que é a árvore traqueobronquial? 
A partir da laringe, as paredes das vias respiratórias são sustentadas por anéis de 
cartilagem hialina em formato de ferradura ou em C. As vias respiratórias sublaríngeas 
formam a árvore traqueobronquial. A traqueia, situada no mediastino superior, é o tronco 
da árvore. Ela se bifurca no nível do plano transverso do tórax (ou ângulo do esterno) em 
brônquios principais, um para cada pulmão, que seguem em sentido inferolateral e entram 
nos hilos dos pulmões. 
• O brônquio principal direito é mais largo, mais curto e mais vertical do que o 
brônquio principal esquerdo porque entra diretamente no hilo do pulmão. 
• O brônquio principal esquerdo segue inferolateralmente, inferiormente ao arco da 
aorta e anteriormente ao esôfago e à parte torácica da aorta, para chegar ao hilo do 
pulmão. 
Nos pulmões, os brônquios ramificam-se de modo constante e dão origem à árvore 
traqueobronquial. Observe que os ramos da árvore traqueobronquial são componentes da 
raiz de cada pulmão (formada pelos ramos da artéria e das veias pulmonares, além dos 
brônquios). Cada brônquio principal (primário) divide-se em brônquios lobares 
secundários, dois à esquerda e três à direita, e cada um deles supre um lobo do pulmão. 
Cada brônquio lobar divide-se em vários brônquios segmentares terciários, que suprem 
os segmentos broncopulmonares. 
Além dos brônquios segmentares terciários, há 20 a 25 gerações de bronquíolos 
condutores ramificados que terminam como bronquíolos terminais, os menores 
bronquíolos condutores. A parede dos bronquíolos não tem cartilagem. Os bronquíolos 
condutores transportam ar, mas não têm glândulas nem alvéolos. Cada bronquíolo 
terminal dá origem a diversas gerações de bronquíolos respiratórios, caracterizados por 
bolsas (alvéolos) de paredes finas e dispersos, que se originam de suas luzes. O alvéolo 
pulmonar é a unidade estrutural básica de troca gasosa no pulmão. Graças à presença 
dos alvéolos, os bronquíolos respiratórios participam tanto do transporte de ar quanto da 
troca gasosa. 
Cada bronquíolo respiratório dá origem a 2 a 11 ductos alveolares, e cada um deles dá 
origem a 5 a 6 sacos alveolares. Os ductos alveolares são vias respiratórias alongadas, 
densamente revestidas por alvéolos, que levam a espaços comuns, os sacos alveolares, 
nos quais se abrem grupos de alvéolos. Novos alvéolos continuam a se desenvolver até 
cerca de 8 anos de idade, período em que há aproximadamente 300 milhões de alvéolos. 
 
• Traquéia: 
- Anéis cartilaginosos 
- Carina 
- Brônquios principais 
- Brônquios lobares 
- Brônquios segmentares 
 
5. Descreva a função dos Pulmões: 
Os pulmões são os órgãos vitais da respiração. Sua principal função é oxigenar o sangue 
colocando o ar inspirado bem próximo do sangue venoso nos capilares pulmonares. 
Embora os pulmões de cadáver sejam retraídos, firmes ou duros ao toque, e com alteração 
da cor, os pulmões saudáveis em pessoas vivas são normalmente leves, macios e 
esponjosos, e ocupam totalmente as cavidades pulmonares. Também são elásticos e 
retraem-se a aproximadamente um terço do tamanho original quando a cavidade torácica 
é aberta. Os pulmões são separados um do outro pelo mediastino. Cada pulmão tem: 
• Um ápice, a extremidade superior arredondada do pulmão que ascende acima do 
nível da costela I até a raiz do pescoço; o ápice recoberto pela cúpula da pleura. 
• Uma base, a face inferior côncava do pulmão, oposta ao ápice, que acomoda a 
cúpula ipsilateral do diafragma e se apoia nela. 
• Dois ou três lobos, criados por uma ou duas fissuras. 
• Três faces (costal, mediastinal e diafragmática). 
• Três margens (anterior, inferior e posterior). 
 
 
 
• Pulmão Direito: 
 
- Ápice 
- Base 
- Face costal 
- Face diafragmática 
- Face mediastinal 
- Margem anterior 
- Margem posterior 
- Margem inferior 
- Impressão cardíaca 
- Lobo superior (Apical, posterior, anterior) 
- Lobo médio (Lateral e medial) 
- Lobo inferior (Superior, basilar anterior, basilar medial, basilar lateral, basilar 
posterior) 
- Fissura oblíqua 
- Fissura transversa 
6. Delimite as faces e as margens pulmonares: 
A face costal do pulmão é grande, lisa e convexa. Está relacionada à parte costal da 
pleura, que a separa das costelas, cartilagens costais e dos músculos intercostais íntimos. 
A parte posterior da face costal está relacionada aos corpos das vértebras torácicas e às 
vezes é denominada parte vertebral da face costal. 
A face mediastinal do pulmão é côncava porque está relacionada com o mediastino 
médio, que contém o pericárdio e o coração. A face mediastinal compreende o hilo, que 
recebe a raiz do pulmão. No cadáver fixado, há um sulco do esôfago e umaimpressão 
cardíaca na face mediastinal do pulmão direito. Como dois terços do coração estão à 
esquerda da linha mediana, a impressão cardíaca na face mediastinal do pulmão esquerdo 
é muito maior. Essa face do pulmão esquerdo também tem um sulco contínuo e 
proeminente para o arco da aorta e a parte descendente da aorta, além de uma área menor 
para o esôfago. 
A face diafragmática do pulmão, que também é côncava, forma a base do pulmão, 
apoiada sobre a cúpula do diafragma. A concavidade é mais profunda no pulmão direito 
em vista da posição mais alta da cúpula direita do diafragma, que fica sobre o fígado. Nas 
partes lateral e posterior, a face diafragmática é limitada por uma margem fina e aguda 
(margem inferior) que se projeta para o recesso costodiafragmático da pleura. 
A margem anterior do pulmão é o ponto de encontro anterior entre as faces costal e 
mediastinal, que recobrem o coração. A incisura cardíaca deixa uma impressão nessa 
margem do pulmão esquerdo. A margem inferior do pulmão circunscreve a face 
diafragmática do pulmão, separando-a das faces costal e mediastinal. A margem 
posterior do pulmão é o ponto de encontro posterior das faces costal e mediastinal; é larga 
e arredondada e situa-se na cavidade ao lado da parte torácica da coluna vertebral. 
• Pulmão esquerdo: 
- Ápice 
- Base 
- Face costal 
- Face diafragmática 
- Face mediastinal 
- Margem anterior 
- Margem posterior 
- Margem inferior 
- Impressão cardíaca 
- Lobo superior (Apical, posterior, anterior, lingular superior, lingular inferior) 
- Lobo inferior (Superior, basilar anterior, basilar medial, basilar lateral, basilar 
posterior) 
- Fissura oblíqua 
- Língula 
7. O que é o Hilo do pulmão? 
O hilo do pulmão é uma área cuneiforme na face mediastinal de cada pulmão através da 
qual entram ou saem do pulmão as estruturas que formam sua raiz. O hilo pode ser 
comparado à área da terra na qual as raízes de uma planta penetram o solo. Medialmente 
ao hilo, a raiz está encerrada na área de continuidade entre as lâminas parietal e visceral 
de pleura — a bainha pleural (mesopneumônio). 
 
• Pleuras: 
- Pleura parietal 
- Pleura visceral 
- Cavidade pleural 
 
8. Como ocorre a entrada e a saída do ar atmosférico no sistema respiratório? 
Entrada de ar: para que o ar possa se mover para dentro dos alvéolos, a pressão dentro 
dos pulmões deve ser mais baixa do que a pressão atmosférica. Durante a inspiração, o 
volume torácico aumenta quando certos músculos esqueléticos da caixa torácica e o 
diafragma se contraem. Quando o diafragma contrai, ele desce em direção ao abdome. 
Durante a inalação, os músculos intercostais externos e escalenos contraem e tracionam 
as costelas para cima e para fora. São músculos inspiratórios, pois a contribuição deles 
varia dependendo do tipo de respiração. 
Saída de ar: ao final da inspiração, os impulsos dos neurônios motores somáticos para os 
músculos inspiratórios cessam, e os músculos relaxam. A retração elástica dos pulmões 
e da caixa torácica leva o diafragma e as costelas para as suas posições originais relaxadas. 
A expiração ativa usa os músculos intercostais internos e os músculos abdominais 
(músculos expiratórios), os quais não são utilizados durante a inspiração. Os músculos 
intercostais internos revestem a superfície interna da caixa torácica. Os intercostais 
internos e os intercostais externos funcionam como grupos de músculos antagonistas 
para alterar a posição e o volume da caixa torácica durante a ventilação. O diafragma, 
entretanto, não possui músculos antagonistas. 
 
• Caixa Torácica: 
- Costelas (7 pares verdadeiras,3 pares falsas, 2 pares flutuantes – espaços intercostais) 
- Cartilagens costais 
- Esterno (Manúbrio – incisura jugular, ângulo do esterno, corpo e processo xifóide) 
- Vértebras torácicas 
- Abertura superior do toráx 
- Ângulo infraesternal 
- Margens costais 
 
• Músculos da respiração: 
Inspiração: 
- Diafragma 
- Intercostais externos 
- Acessórios (Esternocleidomastóideo, escalenos, peitoral menor, serrátil anterior) 
Expiração: 
*Sendo passiva mas quando forçada aciona músculos específicos. 
- Intercostais internos 
- Abdominais (reto do abdome, oblíquo interno, oblíquo externo e transverso do abdome)

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