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@laurafortip Arts. 79 a 103 do Código Civil BENS SINGULARES E COLETIVOS CONCEITO Singulares: os bens que, embora reunidos, se consideram de per Bens são objetos de direito subjetivo, sobre os quais a vontade do independentemente dos demais. (ex: um sujeito Podem ter caráter econômico ou Coletivos: Formam uma universalidade de bens (ex: biblioteca). CLASSIFICAÇÃO DOS BENS Universalidade de fato universalidade de direito Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares Os bens são classificados para modular outras regras jurídicas. que, pertinentes à mesma tenham destinação Parágrafo Os bens que formam essa universalidade podem ser BENS CONSIDERADOS EM SI MESMOS objeto de relações jurídicas Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações bens considerados em si mesmos são classificados de acordo com jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico. suas características sem levar em conta sua relação com BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS outros bens. Essa classificação é fundamental para entender as diferentes naturezas e funcionalidades dos bens, com impacto direto Referem-se às relações entre bens principais e acessórios, em diversas regras incluindo as regidas pelo princípio da gravitação jurídica, que pode ser afastado por lei ou contrato. Classificações Refere-se às diversas categorias em que os bens podem ser BENS PRINCIPAIS E ACESSÓRIOS agrupados com base em suas Principal: existe por si (art. 92 do CC). Acessório: sua existência depende do BENS IMÓVEIS E MÓVEIS Princípio da gravitação jurídica Imóveis: São bens que não podem ser removidos sem alteração da Determina que o acessório segue a sorte do É uma norma sua substância, como terrenos e edifícios. dispositiva, podendo ser afastado por lei ou contrato. Móveis: São bens que podem ser transportados, como veículos e tablet e sala móveis e sala, ar-condicionado e imóvel objetos. Pertenças Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou Tipo especial de bem acessório. Não se submetem, como regra artificialmente. geral, ao princípio da gravitação jurídica. Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, I os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram: se destinam, de modo ao uso, ao serviço ou ao II o direito à sucessão aberta. aformoseamento de Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: Art. negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, abrangem as pertenças, salvo se o contrário da lei, da forem removidas para outro local: manifestação de ou das circunstâncias do caso. II os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se Art. 95. Apesar de ainda não separados do bem os frutos e produtos podem ser objeto de negócio Art. 82. São móveis os bens de movimento ou de remoção por força sem alteração da substância ou da destinação econômico- social. PRODUTOS E BENFEITORIAS Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I as energias que tenham valor econômico: FRUTOS (naturais, civis, industriais) II os direitos reais sobre objetos móveis e as ações São acessórios renováveis. III os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas Frutos naturais: Resultados da natureza, como mangas de uma Art. 84. materiais destinados a alguma enquanto não forem mangueira. empregados, conservam sua qualidade de readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum Frutos civis: Rendimentos, como aluguéis. Frutos industriais: Resultantes da atividade humana, como BENS FUNGÍVEIS E INFUNGÍVEIS produtos de uma fábrica. Fungíveis Podem ser substituídos por outros da mesma espécie, PRODUTOS qualidade e quantidade (ex: São acessórios que se retiram da coisa sem poder de renovação. Infungíveis: São únicos e insubstituíveis (ex: obra de arte). Ex: lenha extraída de uma floresta. BENS CONSUMÍVEIS E NÃO CONSUMÍVEIS Legislação especial transformou os minerais em bens art. Consumíveis: Se exaurem com o uso (ex: alimentos). 176 da CF dispõe que as jazidas pertencem à constituindo propriedade distinta da do solo para efeito de exploração ou Não Consumíveis: Permitem uso repetido (ex: móveis). aproveitamento industrial sendo assegurada ao proprietário deste participação nos resultados da lavra Art. 86. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria sendo também considerados tais os BENFEITORIAS (necessárias, voluptuárias) destinados à Obras ou melhoramentos feitos em coisa alheia. BENS DIVISÍVEIS E INDIVISÍVEIS Benfeitorias Indispensáveis para a conservação do bem. Ex: conserto de um cano furado em um imóvel alugado. Divisíveis: são os que se podem fracionar sem alteração na sua Benfeitorias úteis: Aumentam ou facilitam o uso do bem. Ex: diminuição considerável de valor, ou prejuízo do uso a instalação de grades em janelas para segurança que se destinam (ex: Benfeitorias voluptuárias: De mero deleite ou recreio. Ex: A divisão altera o valor ou a utilidade (ex: um construção de uma piscina Art. 88. bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das A classificação baseia-se no caso concreto, pois uma mesma obra pode ser classificada de forma diferente dependendo do contexto (ex: piscina pode ser voluptuária ou útil). Art. 97. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor.bens @laurafortip Arts. 98 a 103 do Código Civil BENS PÚBLICOS INALIENABILIDADE Bens públicos são aqueles que pertencem às entidades de Bens de uso comum e especial são, em regra, A direito público, como a União, Estados, Municípios e suas alienação de bens públicos depende de lei autorizativa e autarquias. Código Civil (arts. 98 a 103) estabelece regras obediência às normas de licitação. Bens dominicais podem sobre o uso, alienação e características desses bens, embora sua ser alienados, mas a venda requer procedimentos regulamentação principal se ja no Direito Administrativo. específicos. Para Hely Lopes Meirelles, bens públicos são "todas as coisas Art. 100. bens públicos de uso comum do povo e os de uso ou móveis e semoventes, créditos, direitos e especial são enquanto conservarem a sua que a qualquer título, às entidades autárquicas, qualificação, na forma que a lei determinar. fundacionais e Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei. CLASSIFICAÇÃO AFETAÇÃO E DESAFETAÇÃO USO COMUM Afetação é a atribuição de destinação pública específica a Destinados ao uso geral da como ruas, praças e um determinado bem. estradas. São todos os locais abertos à utilização pública, de uso coletivo, de fruição própria do povo. por outro lado, é a retirada da destinação de finalidade pública que fora atribuída a um bem público. São inalienáveis enquanto mantiverem essa qualificação. Com a o bem desafetado torna-se afetado e, com a Art. 99. São bens bem afetado torna-se desafetado. os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças: Além disso, o bem público muda de categoria através da afetação. USO ESPECIAL Utilizados por órgãos e entidades da administração pública para Um bem dominical, ao ser afetado, sai da categoria de bem suas atividades, como prédios de delegacias, veículos da dominical e passa para a categoria de bem de uso especial Administração e escolas. e, nessa condição, é E, por outro lado, um bem Também são inalienáveis enquanto mantiverem essa destinação. de uso comum do povo ou um bem especial, ao ser desafetado, passa a ser um bem dominical e, dessa forma, II os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a pode ser alienado, observando-se as disposições legais. serviço ou estabelecimento da administração federal territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias: um terreno público que não está sendo utilizado para nenhuma finalidade é um bem desafetado. Já o imóvel onde DOMINICAIS funciona uma escola municipal é um bem afetado. Não têm uma destinação específica e servem ao patrimônio das terreno é um dominical e a escola um bem de uso especial. entidades públicas, como terrenos vagos. Podem ser alienados, dependendo da legislação. USUCAPIÃO Bens públicos não são passíveis de usucapião. III os dominicais, que constituem patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito ou real, de cada uma dessas entidades. Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. Parágrafo único. Não dispondo a lei em consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público RETRIBUIÇÃO PELO USO a que se tenha dado estrutura de direito uso de bens públicos pode ser gratuito ou retribuído ATRIBUTOS DOS BENS PÚBLICOS (taxas, tarifas), conforme estabelecido em lei pela entidade responsável. Segundo Hely Lopes Meirelles, os bens públicos possuem três pedágios em estradas, taxas para uso de espaços atributos: públicos. IMPRESCRITIBILIDADE Art. 103. uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou conforme for estabelecido legalmente pela entidade a Decorre da consequência lógica de sua inalienabilidade cuja administração pertencerem. originária. Os bens públicos são inalienáveis enquanto destinados ao uso comum do povo ou a fins Ou seja, não se sujeitam à usucapião. II. IMPENHORABILIDADE Decorre de preceito constitucional que dispõe sobre a forma pela qual serão executadas as sentenças judiciais contra a Fazenda Pública, sem permitir a penhorabilidade de seus bens. NÃO ONERAÇÃO É a impossibilidade de oneração dos bens públicos (das entidades estatais, autárquicas e fundações)