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Caro aluno 
Ao elaborar o seu material inovador, completo e moderno, o Hexag considerou como principal diferencial sua exclusiva metodologia em período integral, 
com aulas e Estudo Orientado (E.O.), e seu plantão de dúvidas personalizado. O material didático é composto por 6 cadernos de aula e 107 livros, totali-
zando uma coleção com 113 exemplares. O conteúdo dos livros é organizado por aulas temáticas. Cada assunto contém uma rica teoria que contempla, 
de forma objetiva e transversal, as reais necessidades dos alunos, dispensando qualquer tipo de material alternativo complementar. Para melhorar a 
aprendizagem, as aulas possuem seções específicas com determinadas finalidades. A seguir, apresentamos cada seção:
De forma simples, resumida e dinâmica, essa seção foi desen-
volvida para sinalizar os assuntos mais abordados no Enem e 
nos principais vestibulares voltados para o curso de Medicina 
em todo o território nacional.
INCIDÊNCIA DO TEMA NAS PRINCIPAIS PROVAS 
Todo o desenvolvimento dos conteúdos teóricos de cada co-
leção tem como principal objetivo apoiar o aluno na resolu-
ção das questões propostas. Os textos dos livros são de fácil 
compreensão, completos e organizados. Além disso, contam 
com imagens ilustrativas que complementam as explicações 
dadas em sala de aula. Quadros, mapas e organogramas, em 
cores nítidas, também são usados e compõem um conjunto 
abrangente de informações para o aluno que vai se dedicar 
à rotina intensa de estudos.
TEORIA
No decorrer das teorias apresentadas, oferecemos uma cui-
dadosa seleção de conteúdos multimídia para complementar 
o repertório do aluno, apresentada em boxes para facilitar a 
compreensão, com indicação de vídeos, sites, filmes, músicas, 
livros, etc. Tudo isso é encontrado em subcategorias que fa-
cilitam o aprofundamento nos temas estudados – há obras 
de arte, poemas, imagens, artigos e até sugestões de aplicati-
vos que facilitam os estudos, com conteúdos essenciais para 
ampliar as habilidades de análise e reflexão crítica, em uma 
seleção realizada com finos critérios para apurar ainda mais 
o conhecimento do nosso aluno.
MULTIMÍDIA
Atento às constantes mudanças dos grandes vestibulares, é 
elaborada, a cada aula e sempre que possível, uma seção que 
trata de interdisciplinaridade. As questões dos vestibulares 
atuais não exigem mais dos candidatos apenas o puro co-
nhecimento dos conteúdos de cada área, de cada disciplina.
Atualmente há muitas perguntas interdisciplinares que abran-
gem conteúdos de diferentes áreas em uma mesma questão, 
como Biologia e Química, História e Geografia, Biologia e Ma-
temática, entre outras. Nesse espaço, o aluno inicia o contato 
com essa realidade por meio de explicações que relacionam 
a aula do dia com aulas de outras disciplinas e conteúdos de 
outros livros, sempre utilizando temas da atualidade. Assim, 
o aluno consegue entender que cada disciplina não existe de 
forma isolada, mas faz parte de uma grande engrenagem no 
mundo em que ele vive.
CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS
Um dos grandes problemas do conhecimento acadêmico 
é o seu distanciamento da realidade cotidiana, o que difi-
culta a compreensão de determinados conceitos e impede 
o aprofundamento nos temas para além da superficial me-
morização de fórmulas ou regras. Para evitar bloqueios na 
aprendizagem dos conteúdos, foi desenvolvida a seção “Vi-
venciando“. Como o próprio nome já aponta, há uma preo-
cupação em levar aos nossos alunos a clareza das relações 
entre aquilo que eles aprendem e aquilo com que eles têm 
contato em seu dia a dia.
VIVENCIANDO
Essa seção foi desenvolvida com foco nas disciplinas que fa-
zem parte das Ciências da Natureza e da Matemática. Nos 
compilados, deparamos-nos com modelos de exercícios re-
solvidos e comentados, fazendo com que aquilo que pareça 
abstrato e de difícil compreensão torne-se mais acessível e 
de bom entendimento aos olhos do aluno. Por meio dessas 
resoluções, é possível rever, a qualquer momento, as explica-
ções dadas em sala de aula.
APLICAÇÃO DO CONTEÚDO
Sabendo que o Enem tem o objetivo de avaliar o desem-
penho ao fim da escolaridade básica, organizamos essa 
seção para que o aluno conheça as diversas habilidades e 
competências abordadas na prova. Os livros da “Coleção 
Vestibulares de Medicina” contêm, a cada aula, algumas 
dessas habilidades. No compilado “Áreas de Conhecimento 
do Enem” há modelos de exercícios que não são apenas 
resolvidos, mas também analisados de maneira expositiva e 
descritos passo a passo à luz das habilidades estudadas no 
dia. Esse recurso constrói para o estudante um roteiro para 
ajudá-lo a apurar as questões na prática, a identificá-las na 
prova e a resolvê-las com tranquilidade.
ÁREAS DE CONHECIMENTO DO ENEM
Cada pessoa tem sua própria forma de aprendizado. Por isso, 
criamos para os nossos alunos o máximo de recursos para 
orientá-los em suas trajetórias. Um deles é o ”Diagrama de 
Ideias”, para aqueles que aprendem visualmente os conte-
údos e processos por meio de esquemas cognitivos, mapas 
mentais e fluxogramas.
Além disso, esse compilado é um resumo de todo o conteúdo 
da aula. Por meio dele, pode-se fazer uma rápida consulta 
aos principais conteúdos ensinados no dia, o que facilita a 
organização dos estudos e até a resolução dos exercícios.
DIAGRAMA DE IDEIAS
© Hexag SiStema de enSino, 2018
Direitos desta edição: Hexag Sistema de Ensino, São Paulo, 2023
Todos os direitos reservados.
Coordenador-geral
Murilo de Almeida Gonçalves
reSponSabilidade editorial, programação viSual, reviSão e peSquiSa iConográfiCa
Hexag Editora
editoração eletrôniCa
Letícia de Brito
Matheus Franco da Silveira
projeto gráfiCo e Capa
Raphael de Souza Motta
imagenS
Freepik (https://www.freepik.com)
Shutterstock (https://www.shutterstock.com)
Pixabay (https://www.pixabay.com)
iSbn
978-85-9542-264-3
Todas as citações de textos contidas neste livro didático estão de acordo com a legislação, tendo 
por fim único e exclusivo o ensino. Caso exista algum texto a respeito do qual seja necessária a in-
clusão de informação adicional, ficamos à disposição para o contato pertinente. Do mesmo modo, 
fizemos todos os esforços para identificar e localizar os titulares dos direitos sobre as imagens pub-
licadas e estamos à disposição para suprir eventual omissão de crédito em futuras edições.
O material de publicidade e propaganda reproduzido nesta obra é usado apenas para fins didáticos, não rep-
resentando qualquer tipo de recomendação de produtos ou empresas por parte do(s) autor(es) e da editora.
2023
Todos os direitos reservados para Hexag Sistema de Ensino.
Rua Luís Góis, 853 – Mirandópolis – São Paulo – SP
CEP: 04043-300
Telefone: (11) 3259-5005
www.hexag.com.br
contato@hexag.com.br
BIOLOGIA
ECOLOGIA 5
AULAS 17 E 18: BIOMAS 007
AULAS 19 E 20: BIOMAS AQUÁTICOS 025
AULAS 21 E 22: CICLOS BIOGEOQUÍMICOS 030
AULAS 23 E 24: PROBLEMAS AMBIENTAIS 038
AULAS 25 E 26: TIPOS DE REPRODUÇÃO E CICLOS DE VIDA 057
ZOOLOGIA 67
AULAS 17 E 18: MOLUSCOS 069
AULAS 19 E 20: ANELÍDEOS 078
AULAS 21 E 22: ARTRÓPODES E EQUINODERMOS 085
AULAS 23 E 24: CORDADOS I 097
AULAS 25 E 26: CORDADOS II 105
CITOLOGIA 121
AULAS 17 E 18: MEIOSE E VARIABILIDADE GENÉTICA 123
AULAS 19 E 20: GAMETOGÊNESE 131
AULAS 21 E 22: HISTOLOGIA I 140
AULAS 23 E 24: HISTOLOGIA II 156
AULAS 25 E 26: RESPIRAÇÃO CELULAR E FERMENTAÇÃO 164
SUMÁRIO
Co
m
pe
tê
n
Ci
a
 1
Compreender as ciências naturais e as tecnologias a elas associadas como construções humanas, percebendo seus papéis nos processos de 
produção e no desenvolvimento econômico e social da humanidade.
H1 Reconhecer características ou propriedades de fenômenos ondulatórios ou oscilatórios, relacionando-os a seus usos em diferentes contextos.
H2 Associar a solução de problemas de comunicação, transporte, saúde ou outro, com o correspondente desenvolvimento científico e tecnológico.
H3 Confrontar interpretações científicas com interpretações baseadas no senso comum, ao longo do tempo ou em diferentes culturas.
H4
Avaliarde siris, camarões e uma série de moluscos, 
como o sururu, que carrega uma concha violácea.
Os manguezais são ecossistemas importantes para as popu-
lações que habitam o litoral dos trópicos. A diversidade e a 
quantidade de crustáceos, moluscos e peixes que vivem nos 
mangues não garantem apenas a alimentação dessas popu-
lações. É comum a prática de uma indústria de pescado ao 
longo dessas formações naturais. Nove em cada dez peixes 
pescados no mundo inteiro provêm de áreas costeiras e baías 
que, juntas, não somam 10% da superfície marinha.
Dessa maneira, inúmeras populações ribeirinhas se susten-
tam da pesca artesanal e mantêm sua cultura e suas tradi-
ções. Além disso, garante-se, assim, os grandes estoques 
reguladores de pescados para a indústria pesqueira, uma vez 
que as espécies comercializadas iniciam suas vidas nos estu-
ários, alimentando-se e se protegendo nos manguezais, ou 
dependendo de espécies que o fazem.
SITUAÇÃO ATUAL DOS PRINCIPAIS IMPACTOS SOBRE OS BIOMAS BRASILEIROS
Bioma Área Impactos
Amazônia legal 5 milhões km2 
(60% do território brasileiro)
Garimpo de ouro, mineração industrial e indústria de alumínio; projetos agropecuários e de colo-
nização; usinas hidrelétricas; indústria de ferro-gusa (energia barata e de alto custo ambiental); 
destruição da cultura indígena; caça e pesca predatória; turismo ecológico predatório.
Mata Atlântica 1,3 milhão km2 
(área atual: 52 mil km2)
Sede de várias regiões metropolitanas; polos industriais; atividade portuária; agroindústria de 
açúcar, álcool, papel e celulose; transporte de combustíveis em oleodutos e gasodutos; expan-
são urbana desordenada na faixa litorânea; mineração de granito, calcário e areia; extração 
mineral – petróleo, gás, salgema e carvão; falta de fiscalização em Unidades de Conservação 
(UC); sobrepesca; destruição de habitats.
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SITUAÇÃO ATUAL DOS PRINCIPAIS IMPACTOS SOBRE OS BIOMAS BRASILEIROS
Bioma Área Impactos
Cerrado 2 milhões km2 
(antrópica: 700 mil km2)
Grandes projetos agropecuários (monocultura extensiva, uso de grandes quantidades de agro-
tóxicos, uso de mecanização intensiva e queimadas); expansão urbana desordenada com ele-
vadas taxas de migração (degradação de recursos hídricos da bacia do Pantanal); invasão de 
reservas indígenas; garimpo de ouro e pedras preciosas; indústria de transformação (produção 
de cimento e calcário agrícola); destruição de habitats.
Caatinga 1 100 mil km2 
(antrópica: 800 mil km2)
Grandes latifúndios (desmatamentos, controle de recursos hídricos, êxodo rural e intensa 
desertificação); prospecção e exploração de combustíveis fósseis – petróleo e gás natural; 
siderúrgicas, olarias e outras indústrias com grande desmatamento para produção de lenha 
e carvão vegetal; pastagens gerando perda de matéria orgânica do solo e erosão; irrigação e 
drenagem (salinização do solo, contaminação com agrotóxicos e assoreamento de açudes).
Pantanal 150 mil km2 
(área inundável: 100 mil km2)
Pecuária extensiva; pesca predatória e caça ao jacaré; garimpo de ouro e pedras nos rios Pa-
raguai e São Lourenço; turismo e migração desordenados e predatórios; manejo inadequado 
dos cerrados (assoreamentos, erosão e contaminação dos rios com biocidas e fertilizantes).
Campos/Matas 
de Araucária
210 mil km2 
(área de araucária = 300 mil ha)
Criação de gado sob pastoreio; queimadas; plantio de soja e trigo; desertificação; introdução 
de espécies arbóreas exóticas (frutíferas de clima temperado); perda de habitats naturais e 
extinção de espécies; aprofundamento dos lençóis freáticos.
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ÁREAS DE CONHECIMENTO DO ENEM
HABILIDADE 28
Associar características adaptativas dos organismos com seu modo de vida ou com seus limites de distri-
buição em diferentes ambientes, em especial em ambientes brasileiros.
É de grande interesse do Enem que os alunos conheçam os biomas existentes, principalmente os brasile-
iros, e saibam identificá-los de acordo com a região e o clima correspondentes. Além disso, é preciso saber 
o que pode acontecer com esses biomas e com as mudanças climáticas que vêm sendo observadas nos 
últimos anos.
MODELO 1
(Enem) No mapa estão representados os biomas brasileiros que, em função de suas características físicas e do 
modo de ocupação do território, apresentam problemas ambientais distintos.
Nesse sentido, o problema ambiental destacado no mapa indica:
a) desertificação das áreas afetadas;
b) poluição dos rios temporários; 
c) queimadas dos remanescentes vegetais;
d) desmatamentos das matas ciliares;
e) contaminação das águas subterrâneas.
ANÁLISE EXPOSITIVA
A área correspondente ao problema ambiental indicada no mapa é o bioma brasileiro caatinga. Esse bioma 
já é naturalmente vulnerável a alterações ambientais, como o aumento da temperatura global. Ainda existe 
a remoção da sua vegetação para a produção de carvão mineral, o que agrava ainda mais a sua degradação. 
A principal consequência desse conjunto de fatores é a desertificação.
RESPOSTA Alternativa A
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DIAGRAMA DE IDEIAS
BIOMAS
FLORESTA
TROPICAL
SAVANAS
FLORESTA
CADUCIFÓLIA
TAIGA
CAMPOS DESERTOS TUNDRA
BIOMAS 
BRASILEIROS
FLORESTA
AMAZÔNICA
PANTANAL
MATA
ATLÂNTICA
MANGUE
CERRADO CAATINGA CAMPOS
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1. Biociclo marinho 
ou talassociclo
O biociclo marinho é o maior de todos os biociclos. Devido 
à sua extensão, trata-se de um grande ambiente contínuo 
e homogêneo. Por isso, o conceito de bioma não deve ser 
aplicado a esses ambientes, que ocupam 3/4 da biosfera. 
Nos mares e oceanos, os fatores abióticos mais importan-
tes são a iluminação e a turbidez da água, a pressão hi-
drostática, a salinidade e a temperatura. A pressão hidros-
tática aumenta 1 atmosfera a cada 10 m de profundidade. 
A luz vai sendo absorvida pelos seres autótrofos, as algas, 
à medida que penetra na água; assim, as radiações que 
mais penetram são azul e violeta. Três regiões costumam 
ser dintinguidas no mar em função da presença da luz:
 § eufótica – recebe luz diretamente e, em geral, chega 
até 200 m;
 § disfótica – recebe luz difusa e pode chegar a 300 m;
 § afótica – é a região geralmente abaixo de 300 m, que 
não recebe luz.
A temperatura varia muito de acordo com a profundidade 
dos oceanos. A camada mais aquecida é a superficial, que 
também é a mais sujeita às variações das estações do ano. 
A salinidade fica em torno de 35 partes por mil e ocorre 
uma variação muito grande de sais dissolvidos, predomi-
nando o cloreto de sódio (NaCℓ).
1.1. Divisões das zonas oceânicas
O biociclo marinho possui um domínio bentônico, relati-
vo ao fundo dos mares, e um pelágico, correspondente às 
massas de água. Além disso, também pode ser dividido em 
três grandes áreas:
 § Águas costeiras – região dividida em duas áreas dis-
tintas, beira-mar e zona litorânea, é também denomi-
nada plataforma continental e abrange uma área com 
largura de cerca de 50 km, podendo atingir até 200 m de 
profundidade. Os produtores dessa região são as algas 
e algumas raras espécies de angiospermas. O fundo da 
zona litorânea pode ser arenoso, lodoso ou rochoso. Nas 
águas costeiras ocorrem os corais, encontrados em águas 
claras, limpas e com temperatura acima de 20°C. Eles 
estão frequentemente associados com algas vermelhas.
 § Mar aberto – trata-se de uma região de difícil adapta-
ção para os seres vivos, uma vez que é a região depen-
dente das marés. É mais pobre do que a região costeira, 
porém certas áreas apresentam correntes de ressur-
gência que movimentam e trazem para a superfície 
parte dos nutrientes minerais acumulados no fundo. 
Os produtores estão representados pelo fitoplâncton 
(diatomáceas e dinoflagelados). Os consumidores são 
representados pelos mais diferentes animais nectônicos, 
desde o plâncton até tubarões,baleias, etc.
CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS
Processos físico-químicos, como a ação da água, transformam rochas em grãos. Esse constante trabalho sobre o litoral 
transforma os relevos em planícies. Processos termodinâmicos, como o calor e o frio, são responsáveis pelo surgimento 
de ondas, correntes e marés, o que pode aumentar o processo de erosão. Essa alteração no relevo pode causar mudan-
ças na fauna e flora local e modificar o ecossistema aquático.
BIOMAS 
AQUÁTICOS
COMPETÊNCIA(s)
3, 6, 7 e 8
HABILIDADE(s)
10, 12, 18, 27, 28, 29 e 30
CN
AULAS 
19 E 20
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 § Regiões abissais – as grandes profundidades apresentam condições difíceis para a vida, como grandes pressões, frio, 
pouco alimento e ausência de luz. Ainda assim, muitos organismos conseguem se adaptar a essas condições especiais. 
Uma das características desses seres é a bioluminescência, ou seja, a capacidade de emissão de luz, utilizada para atração 
sexual, atração de presas, etc. Em geral, os organismos dessas regiões possuem visão muito sensível, capaz de responder a 
pequenos estímulos luminosos, formas bizarras, além de bocas e dentes grandes para facilitar a captura das presas.
Desenho com as Divisões Das zonas oceânicas
1.2. Comunidades aquáticas
É possível classificar os seres vivos do biociclo marinho em 
três grupos, de acordo com sua posição na coluna de água:
 § Plâncton – comunidade biológica com enorme biodi-
versidade de espécies que vivem na superfície da água 
e, em geral, são transportadas passivamente pelo mo-
vimento das águas, sejam ondas ou marés. O plâncton 
pode ser dividido em: fitoplâncton, constituído por cia-
nobactérias e algas, representadas principalmente por 
diatomáceas e dinoflagelados; e zooplâncton, constitu-
ídos por inúmeros grupos, entre protozoários e animais 
como larvas de crustáceos e de peixes.
 § Bentos – comunidade correspondente aos seres que 
vivem fixos ou se movendo no fundo do mar. Os indiví-
duos fixos são denominados sésseis e são representados 
por muitos tipos de algas vermelhas, pardas e verdes e 
muitos animais, como Poríferos (esponjas-do-mar) e Cni-
dários (corais). Os animais que se movem no fundo são 
frequentemente representados por equinodermos (estre-
las-do-mar) e moluscos.
 § Nécton – comunidade formada pelos animais livre-
-natantes, representados por peixes, polvos, mamíferos 
marinhos, tartarugas, etc. 
Plâncton
Nécton
Bentos
as Diferentes comuniDaDes biológicas Do biociclo marinho.
2. Biociclo dulcícola 
ou limnociclo
As águas continentais possuem pequeno volume, de cerca 
de 190 mil km3, têm pequena profundidade, raramente ul-
trapassando os 400 m, e sofrem variações de temperatura 
mais intensas do que o mar, sendo, portanto, menos estáveis.
O ser humano interfere decisivamente nas águas conti-
nentais promovendo a construção de drenagens, açudes, 
usinas hidrelétricas e, principalmente, provocando a po-
luição das águas. Com efeito, o lançamento de esgotos 
ricos em nutrientes orgânicos provoca uma intensa ação 
dos decompositores, diminuindo o suprimento de O2 e eli-
minando os seres aeróbios. Muitas vezes, os organismos 
aquáticos são eliminados por ação de agrotóxicos carre-
gados pelas enxurradas para lagos, lagoas e rios durante 
o período chuvoso.
Existem dois tipos de ambientes de água doce:
2.1. Ecossistemas lênticos 
ou estacionários
Águas lênticas são os ambientes constituídos por águas 
paradas que, na verdade, estão sempre se renovando. Ta-
manho, profundidade e capacidade volumétrica são os 
principais limitantes desse ecossistema. Uma poça de água 
formada pela chuva e as lagoas e os grandes lagos, como o 
lago Superior e o mar Cáspio (maior lago salgado do mun-
do), podem ser classificados como águas lênticas. 
Considere como exemplo uma lagoa: os produtores das 
lagoas são principalmente representados por algas mi-
croscópicas que formam o fitoplâncton (diatomáceas, cia-
nofíceas, dinoflagelados, etc.), com algumas outras plantas 
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias  27
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VIVENCIANDO
(geralmente angiospermas) que vivem fixadas no fundo ou 
são flutuantes. Os consumidores são representados pelo zo-
oplâncton, caracterizado por protozoários, pequenos crustá-
ceos e outros animais. Além de larvas de peixes, moluscos, 
peixes adultos, anfíbios, aves e mamíferos, como ariranhas 
e lontras. Quando os seres vivos morrem, acumulam-se no 
fundo da lagoa e são transformados por ação dos decom-
positores (bactérias e fungos). 
comuniDaDe biológica De um ecossistema lêntico
2.2. Águas lóticas ou correntes
As águas lóticas são formadas por água em movimento. Essa 
constância de correntes permite um ambiente vertical mais 
homogêneo em relação ao oxigênio, à temperatura e à taxa 
de nutrientes, enquanto o tipo e a quantidade do movimento 
pode determinar as características do ecossistema. Compreen-
dem os riachos, córregos e rios. Nelas são encontradas três re-
giões distintas: nascente, curso médio e curso baixo (foz). 
O curso superior (ou nascente) é pobre em seres vivos devido à 
violência das águas. Nele não ocorre plâncton, podendo ocor-
rer algas fixas ao fundo, larvas de insetos, etc. O curso médio 
dos rios é o mais importante, pois é mais lento e apresenta 
maior diversificação de vida. O fitoplâncton é representado 
por algas verdes, diatomáceas, cianofíceas, etc. Plantas flutu-
antes, como o aguapé e outros vegetais, são encontradas nas 
margens. O zooplâncton é representado por microcrustáceos, 
larvas de insetos e outros. Observa-se, ainda, riqueza em pei-
xes. Por todos esses aspectos, o curso médio apresenta intenso 
intercâmbio com animais terrestres. O curso inferior ou foz (es-
tuário) apresenta grande variação de salinidade (água salobra) 
e constitui uma zona de transição com o mar. 
De acordo com os nutrientes, podem ser classificados em: 
eutróficos (alta produtividade, águas ricas em nutrientes); 
mesotróficos (ecossistemas que possuem valores interme-
diários entre um ecossistema eutófrico e oligotrófico); e o oli-
gotrófico (baixa produtividade, águas pobres em nutrientes).
O controle da pesca é fundamental para o equilíbrio dos ciclos de vida de certos peixes. O estudo de biomas aquá-
ticos possibilita a compreensão do nicho ecológico desses animais, o que contribui para minimizar interferências e 
impactos sobre os ciclos ecológicos do ecossistema.
De acordo com a temperatura, podem ser classificados em: epilímnio (águas superficiais, mais quentes e circulantes, alto 
teor de oxigênio); termoclino (águas intermediárias, ocorre variação na taxa de oxigênio e temperatura com a profundida-
de); e hipolímnio (águas inferiores, águas não circulantes, pobres em oxigênio).
www.infoescola.com/biologia/ecossistemas-aquaticos/
multimídia: site
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ÁREAS DE CONHECIMENTO DO ENEM
HABILIDADE 10
Analisar perturbações ambientais, identificando fontes, transporte e/ou destino dos poluentes ou prevendo 
efeitos em sistemas naturais, produtivos ou sociais. 
Os impactos ambientais causados pela humanidade são constantemente abordados no Enem, uma vez 
que podem ter consequências tanto para a vida selvagem como para o homem e suas atividades, trazendo 
prejuízos econômicos e sociais. Cabe ao aluno analisar o contexto apresentado para compreender as cau-
sas, como também poder apresentar medidas paliativas ou corretivas para a situação.
HABILIDADE 28
Associar características adaptativas dos organismos com seu modo de vida ou com seus limites de distri-
buição em diferentes ambientes, em especial em ambientes brasileiros.
O modo de vida dos organismos abrange diferentes características que determinam o nicho ecológico de 
cada espécie. Reconhecer os fatores bióticos e abióticos que influenciam a sobrevivência das espécies, assim 
como analisar adequadamente gráficos e tabelas fornecidos na prova, é importante para avaliar os impactos 
que poderãoocorrer devido às atividades humanas, como também possibilitar a remediação dos mesmos.
MODELO 1
(Enem) Um estudo caracterizou cinco ambientes aquáticos, nomeados de A a E, em uma região, medindo parâ-
metros físico-químicos de cada um deles, incluindo o pH nos ambientes. O gráfico I representa os valores de pH 
dos cinco ambientes. Utilizando o gráfico II, que representa a distribuição estatística de espécies em diferentes 
faixas de pH, pode-se esperar um maior número de espécies no ambiente:
a) A. b) B. c) C. d) D. e) E.
ANÁLISE EXPOSITIVA
A poluição ambiental pode alterar o pH do meio, tornando-o mais ácido ou mais básico, e influenciar 
diretamente na sobrevivência de espécies nativas. Assim, a análise desse fator abiótico é de grande im-
portância para a conservação da biodiversidade. Essa questão, no entanto, exige do aluno a leitura correta 
e a associação dos dados apresentados em cada um dos gráficos. No gráfico II, observa-se que a sobrevida 
das espécies aquáticas é maior entre pH 7 e 8, ou seja, próximo do neutro. No gráfico I, observa-se que 
o ambiente aquático D é o único que atende a essa condição, sendo, portanto, o ambiente onde haverá 
maior número de espécies; os demais, por sua vez, são mais ácidos (B, C e E) ou mais alcalino (A).
RESPOSTA Alternativa D
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DIAGRAMA DE IDEIAS
BIOCICLOS 
AQUÁTICOS
COMUNIDADE AQUÁTICA
• PLÂNCTON: FITOPLÂNCTON+ZOOPLÂNCTON
• NÉCTON
• BENTOS: FITOBENTOS+ZOOBENTOS
SOFRE GRANDE VARIAÇÃO 
DOS FATORES ABIÓTICOS
• LUMINOSIDADE
• PRESSÃO 
• TEMPERATURA
• SALINIDADE
• ÁGUAS EM MOVIMENTO
• RIACHOS, RIOS E CÓRREGOS
• TRÊS REGIÕES DISTINTAS: 
NASCENTE, MÉDIO CURSO E FOZ
• ÁGUAS PARADAS
• LAGOS E LAGOAS
• EUFÓTICA
• DISFÓTICA
• AFÓTICA
REGIÕES FÓTICAS
MARINHO 
(TALASSOCICLO)
DULCÍCOLA
(LIMNOCICLO)
ÁGUAS LÊNTICAS ÁGUAS LÓTICAS
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1. Os ciclos biogeoquímicos
Embora o fluxo de energia seja unidirecional e possua, na 
grande maioria das vezes, o sol como fonte primária e inesgo-
tável, o material necessário à síntese orgânica e às sucessivas 
transformações energéticas existe em quantidade limitada no 
meio, devendo, portanto, ser recirculado. 
Assim, há uma troca recíproca, contínua e obrigatória dos 
elementos químicos entre os seres vivos e o meio físico. 
Esse intercâmbio de elementos químicos é acompanhado 
de ganhos e perdas de energia, gerando um ciclo entre o 
meio biológico (biótico) e o meio geofísico (abiótico), dito 
ciclo biogeoquímico.
A circulação e a transformação dos elementos podem ocorrer 
por meio dos processos realizados por seres vivos (biológico), 
das modificações da crosta terrestre (geológico), das altera-
ções na composição da matéria (químico) e das modificações 
da matéria sem alterar sua composição química (físico).
A existência desses ciclos confere à biosfera um poder con-
siderável de autorregulação, o qual assegura a perenidade 
dos ecossistemas e se traduz em uma notável constância de 
proporção dos diversos elementos em cada meio. O ecos-
sistema, por sua vez, pode ser conceituado como uma uni-
dade que inclui todos os organismos de uma determinada 
área, interagindo com o meio físico, de forma a originar um 
fluxo de energia e um ciclo da matéria.
As trocas de materiais nos ciclos se dão segundo vias mais 
ou menos circulares. Em cada um desses ciclos, existe um 
compartimento que funciona como reservatório do nutrien-
te, constituindo um componente bastante grande em rela-
ção aos demais, de modo a garantir o escoamento lento e 
regularizado do elemento em questão.
Em um estudo global da biosfera, pode-se reconhecer dois 
tipos de ciclos biogeoquímicos: os ciclos gasosos e os 
ciclos sedimentares. No primeiro caso, o reservatório 
está situado na atmosfera; enquanto que, no segundo, lo-
caliza-se na crosta terrestre.
As etapas desses ciclos podem ocorrer em um intervalo de 
tempo compatível com o tempo de vida dos seres vivos, 
ou mesmo levar milhares de anos. A velocidade depende 
do tipo de ciclo (sendo o gasoso geralmente mais rápido), 
da natureza do elemento químico e de sua relação com os 
seres vivos. Além disso, as atividades humanas dos últimos 
100 anos acabaram catalisando algumas dessas etapas e 
alterando o equilíbrio de outras.
Quando pensamos nos seres vivos, existem alguns ele-
mentos e substâncias especialmente importantes, como os 
casos da água, do carbono, do hidrogênio, do oxigênio, do 
nitrogênio, do fósforo e do enxofre.
2. O ciclo da água e os 
seus desdobramentos
A substância mais abundante na biosfera é a água. Os 
oceanos, as calotas polares, as aglomerações de neve, os 
lagos, os rios, o solo e a atmosfera contêm cerca de 1,4 
milhão de quilômetros cúbicos de água. Aproximadamente 
97,2% desse total se encontram nos oceanos e possuem 
uma quantidade considerável de sal, os 2,8% restantes 
são compostos por água doce, sendo três quartos sob a 
forma de gelo.
Mais conhecido como ciclo hidrológico, representa as 
várias fases do percurso da água, que inicia e finaliza na 
atmofera. Essas fases englobam, basicamente, a precipita-
ção, escoamento superficial, infiltração, escoamento sub-
terrâneo e a evapotranspiração. 
A precipitação, originada da evaporação dos mares, lagos, 
pântanos, rios e da transpiração de vegetais e animais, for-
ma as nuvens que, ao alcançarem regiões mais frias, se 
condensam e caem na forma de chuva. 
A parcela de água precipitada sobre a superfície sólida 
pode ter duas vias distintas: a infiltração e o escoamen-
to. É através da infiltração e do escoamento subterrâneo 
que se realiza o recarregamento das reservas freáticas e 
a reidratação dos solos, ou seja, dos depósitos de água 
disponível para a vegetação terrestre e para as atividades 
biológicas que se desenvolvem nas camadas superficiais 
dos continentes.
O escoamento superficial é responsável (ao lado da res-
surgência de águas infiltradas) pela formação de córregos, 
CICLOS 
BIOGEOQUÍMICOS
COMPETÊNCIA(s)
3, 6, 7 e 8
HABILIDADE(s)
9, 12, 19, 27 e 30
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rios e lagos. A maior ou menor proporção do escoamento superficial em relação à infiltração é influenciada fortemente pela 
presença ou ausência da cobertura vegetal. 
Para reiniciar o ciclo, a água, acumulada pela infiltração e escoamento é restituída à atmosfera por meio da evaporação, enquan-
to a incorporada por seres vivos é reintegrada através da respiração, excreção e, principalmente, transpiração.
esquema Dos processos e fases Do ciclo Da água
O aumento da temperatura local pode intensificar a eva-
poração e os índices de poluição podem aumentar a quan-
tidade de nuvens, além de influenciar na qualidade da 
precipitação. Logo, fica claro que no modelo de desenvolvi-
mento e crescimento escolhido pelas sociedades atuais as 
cidades interferem diretamente no ciclo hidrológico, uma 
vez que as temperaturas e os índices de poluição são maio-
res do que nas zonas rurais ou preservadas. Além disso, a 
construção de reservatórios ou represas aumenta em dema-
sia a umidade relativa local e, por consequência, os índices 
pluviométricos regionais.
A falta de coleta e tratamento de esgotos associada à 
herança de jogar lixo em córregos e rios traz o proble-
ma da poluição hídrica, que acaba “engolindo” receitas 
públicas enormes em projetos de saneamento e limpeza, 
a fim de tornar novamente a água potável. As cidades 
apresentam solo construído e bastante impermeabiliza-
do; em virtude disso, as águas pluviais infiltram pouco 
e escorrem muito rapidamente para níveis mais baixos, 
que acabam por sofrer enchentes. A enchente, em con-
junto com a poluição, cria problemas de saúde pública, 
pois permite contato com resíduos sólidos (lixo), vetores 
(ratos) e substâncias perigosas (efluentes domésticos e 
industriais) e contaminadas por bactériase outros pató-
genos. Algumas das soluções são: aumentar áreas verdes, 
construir piscinões (que retardam o escoamento aos rios), 
evitar retificação dos rios (diminuindo suas vazões), evitar 
lixo nas vias públicas, não construir e nem ocupar as áre-
as de várzeas dos rios. 
fonte: youtube
O ciclo das águas ou ciclo hidrológico
multimídia: vídeo
3. O ciclo do carbono e os 
seus desdobramentos
O carbono é o elemento essencial na composição da maté-
ria orgânica, sendo, pois, fundamental a sua recirculação na 
natureza. Encontra-se disponível no ar atmosférico, principal-
mente na forma de gás carbônico (CO2). Esse carbono, fixado 
pelos produtores por meio da fotossíntese e, em menor 
escala, da quimiossíntese, é utilizado para sintetizar matéria 
orgânica, a qual é consumida por um animal que, por sua vez, 
poderá servir de alimento a outros animais (consumidores). 
Esse elemento, por fim, fica disponível para os decomposito-
res, os quais degradam os compostos orgânicos.
O fluxo de energia é unidirecional e descrescente, assim, ao 
longo da cadeia alimentar, o carbono é incorporado pelos 
seres vivos ou consumido para o fornecimento de energia, 
sendo liberado como CO2 através da respiração celular e, 
em menor quantidade, da fermentação.
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CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS
Atualmente, o maior reservatório de carbono é constituído pelos carbonatos existentes nas águas e no solo. Basicamen-
te, os processos de fotossíntese e respiração celular seriam suficientes para manter as concentrações dos compostos de 
carbono na biosfera, porém, não é bem assim que acontece. 
As atividades da sociedade humana moderna exigem cada vez mais a queima de combustíveis fósseis, o que causa uma 
diminuição intensa de carbono fixado em seres vivos vegetais e no solo, representados por madeira e por carvão e petróleo, res-
pectivamente. A combustão desses compostos orgânicos libera gás carbônico para a atmosfera, cujas altas concentrações estão 
associadas ao aumento do efeito estufa, e gera fuligem e monóxido de carbono (CO), os quais estão associados a questões 
de saúde pública − o CO é tóxico e letal, enquanto a fuligem é um dos principais componentes da poluição atmosférica. 
esquema Do ciclo Do carbono.
O aquecimento global contribui para a acidez dos oceanos, o que pode levar à morte de corais, já que o gás carbô-
nico, principal gás do efeito estufa e participante dos ciclos do carbono e oxigênio, reage com o esqueleto calcário 
desses cnidários. Para compreender essas reações, são necessários conceitos de química. A queima de combustível 
fóssil libera CO2 para a atmosfera, que pode entrar em contato com a água e formar o ácido carbônico. Esse ácido 
carbônico pode se ionizar na água liberando íons H+ e bicarbonato. A saturação desses íons pode resultar em pro-
blemas para a flora e a fauna marinha. 
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fonte: youtube
Ciclo do carbono
multimídia: vídeo
4. O ciclo do oxigênio e os 
seus desdobramentos
O oxigênio está presente na composição de diversos 
compostos orgânicos e inorgânicos, como a água (H2O) 
e o gás carbônico (CO2). Esse ciclo envolve a produção 
de gás oxigênio (O2) pela fotossíntese e o seu consumo 
na oxidação da glicose (respiração celular) através dos 
organismos aeróbios. A oxidação, por sua vez, provoca a 
formação de gás carbônico e água, os quais são utiliza-
dos na fotossíntese.
 § Fotossíntese
6CO2 + 6H2O
 
luz
clorofila
 C6H12O6 + 6O2
 § Respiração celular
C6H12O6 + 6O2 6CO2 + 6H2O + ENERGIA
Estima-se que 98% do oxigênio presente na atmosfera 
seja proveniente do fitoplâncton, conjunto de seres fotos-
sintetizantes que vivem suspensos na coluna de água. 
Além dos ciclos biológicos, o oxigênio também é consu-
mido no processo de combustão, liberando luz e calor. 
Esse gás também compõe a camada de ozônio (O3), um 
filtro ao redor do planeta que evita a penetração de 80-
90% dos raios ultravioletas (UV) na biosfera. Lembrando 
que essa camada é alterada pela presença de substâncias 
como o clorofluorcarbono, decorrentes da industrialização.
esquema Do ciclo Do oxigênio
5. O ciclo do nitrogênio e os seus desdobramentos
Muito embora o nitrogênio seja essencial aos seres vivos e forme cerca de 78% da atmosfera, ele é não reativo e, dessa forma, 
não pode ser usado diretamente por muitos organismos. No metabolismo, esse elemento é utilizado na síntese de aminoácidos, 
monômeros das proteínas, e de nucleotídeos, os quais formam os ácidos nucleicos (DNA e RNA).
O nitrogênio atmosférico (N2) pode ser fixado industrialmente, para produzir fertilizantes agrícolas, fisicamente, por radiação e inter-
médio de descargas elétricas naturais, como raios e relâmpagos, e biologicamente, através da ação de cianobactérias e bactérias. 
A biofixação é realizada por microrganismos quimiossintetizantes de vida livre ou em associação com raízes de leguminosas 
e promove a incorporação do nitrogênio em compostos orgânicos, permitindo a absorção por parte das plantas e, 
posteriormente, pelos consumidores. Dessa forma, é possível absorver o nitrogênio na forma de compostos altamente oxidados, 
como amônia, nitrato e nitrito.
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Bactérias e cianobactérias fixadoras e de vida livre convertem o nitrogênio atmosférico (N2) em amônia (NH3) que, em contato 
com a água do solo, forma o íon amônio (NH4
+). Bactérias e fungos também podem liberar amônio no ambiente por meio da 
decomposição de compostos nitrogenados, como ureia e proteínas, presentes em excretas de animais e em matéria orgânica 
morta (amonificação). As bactérias nitrificantes convertem por nitrosação a amônia em nitrito (NO2
−) e, depois, por nitra-
ção, oxidam o nitrito em nitrato (NO3
−). 
Além disso, bactérias fixadoras do gênero Rhizobium associadas a nódulos em raízes de leguminosas (família Fabaceae), for-
mando bacteriorrizas, convertem o nitrogênio em amônia. Assim, a planta absorve compostos nitrogenados, e as bactérias, em 
contrapartida, recebem matéria orgânica.
Completando o ciclo, o nitrogênio atmosférico retorna à atmosfera por ação de bactérias desnitrificantes.
No ar, devido à atividade industrial e às descargas de veículos automotores, produzindo óxidos de nitrogênio – nitritos e nitratos 
–, o ciclo tem sido alterado. Esses gases, na realidade, constituem fases transitórias do ciclo e, em geral, são encontrados em 
pequena concentração no ambiente. 
elementos e processos participantes Do ciclo Do nitrogênio
fonte: youtube
O ciclo do nitrogênio - Trabalho
multimídia: vídeo
6. O ciclo do fósforo e os 
seus desdobramentos
O fósforo é liberado pela decomposição de compostos or-
gânicos até a forma de fosfatos, passível de ser aproveitado 
pelos vegetais. Ao contrário do nitrogênio, o grande reserva-
tório de fósforo não é o ar, mas sim as rochas, formadas em 
remotas eras geológicas.
A decomposição por fenômenos de erosão gradativamente 
libera íons fosfato (PO4
3−), os quais são solúveis em água 
e, por meio da chuva e cursos de água, entram nos ecos-
sistemas, onde são reciclados. Porém, grande parte desse 
fósforo vai chegar aos mares e oceanos, onde se perde nos 
sedimentos mais profundos. Acredita-se que essa parcela 
sedimentada nos mares volte ao ciclo muito lentamente, 
não acompanhando a velocidade das perdas de fósforo, 
que são muito mais intensas.
O fosfato também é absorvido por organismos fotossin-
tetizantes, como as plantas, e empregado na síntese de 
moléculas orgânicas, sendo essencial na composição de 
fosfolipídios, constituintes das membranas, na molécula 
de ATP e nos ácidos nucleicos. Após ser incorporado pelos 
produtores, esse íon é transferido aos consumidores pela 
cadeia alimentar e retorna ao ambiente pela decomposi-
ção da matéria orgânica presente em organismos mortos 
e em excretas.
Tanto os movimentos de acomodação da crosta e as ele-
vações dos sedimentos,como também a atividade animal, 
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VIVENCIANDO
principalmente de aves e peixes, parecem não serem suficientes para compensar as perdas. A atividade humana tem contri-
buído para acelerar as perdas de fósforo, tornando a reciclagem "acíclica".
Atualmente, o ser humano se preocupa mais com o fosfato dissolvido nas águas em função de sua importância em termos 
de qualidade. Nesse aspecto, o fósforo tem papel relevante na eutrofização, podendo, como consequência, causar prejuízo 
à água para fins de abastecimento público. As fontes antrópicas de fósforo podem ser, dentre outras, os fertilizantes, os 
despejos líquidos domésticos, os detergentes, os aditivos anticorrosivos e os aditivos usados no controle de incrustações.
esquema Do ciclo Do fósforo
7. O ciclo do enxofre os seus desdobramentos
O enxofre é insolúvel em água e está contido principalmente em solos e rochas. Em contato com o oxigênio, é convertido em 
sulfato (SO4
2−) e se torna solúvel, podendo ser absorvido pelas plantas e incorporado nas proteínas. 
Os resíduos orgânicos são decompostos por bactérias heterotróficas, que libertam sulfeto de hidrogênio (H2S) utilizando os 
sulfatos como fonte de energia. Inversamente, outras bactérias reoxidam o H2S em SO4
2−, tornando o enxofre disponível para 
outros seres vivos
Em geral, a água potável não deve ultrapassar um teor de 250 ppm em SO4
2−. Teores superiores poderiam causar diarreia 
nas crianças.
A compreensão dos ciclos biológicos, a exemplo o ciclo do carbono, o qual envolve processos como a respiração 
celular e a fotossíntese, pode contribuir para elucidar mecanismos que podem diminuir as consequências do efeito 
estufa e indicar maneiras para controlá-lo.
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ÁREAS DE CONHECIMENTO DO ENEM
HABILIDADE 30
Avaliar propostas de alcance individual ou coletivo, identificando aquelas que visam à preservação e à 
implementação da saúde individual, coletiva ou do ambiente.
Os alunos devem saber aplicar os conhecimentos desenvolvidos em sala às situações-problemas visan-
do à melhoria da qualidade de vida, seja em situações relacionadas à saúde humana ou à qualidade 
ambiental, possibilitando também o desenvolvimento sustentável das atividades antrópicas. 
MODELO 1
(Enem) A modernização da agricultura, também conhecida como Revolução Verde, ficou marcada pela expan-
são da agricultura nacional. No entanto, trouxe consequências como o empobrecimento do solo, o aumento 
da erosão e dos custos de produção, entre outras. Atualmente, a preocupação com a agricultura sustentável 
tem suscitado práticas como a adubação verde, que consiste na incorporação ao solo de fitomassa de espécies 
vegetais distintas, sendo as mais difundidas as leguminosas.
aDaptaDo De: anunciação, g.c.f. Disponível em: www.muz.ifsulDeminas.eDu.br. acesso em: 20 Dez. 2012.
A utilização de leguminosas nessa prática de cultivo visa reduzir a:
a) utilização de agrotóxicos; 
b) atividade biológica do solo;
c) necessidade do uso de fertilizantes;
d) decomposição da matéria orgânica;
e) capacidade de armazenamento de água no solo.
ANÁLISE EXPOSITIVA
As espécies vegetais necessitam não somente de sol e água para realização da fotossíntese, como tam-
bém absorvem do solo nutrientes importantes para seu desenvolvimento. Em um ambiente natural, os 
ciclos biogeoquímicos se mantêm em equilíbrio; no entanto, as áreas cultivadas tendem a interferir na 
microbiota do solo, como também retiram a cobertura vegetal (serapilheira) que alimentam os ciclos dos 
nutrientes. Desse modo, para aumentar a produtividade das plantações, deve-se recobrir o solo a fim 
de protegê-lo da erosão, além de aumentar a decomposição e, assim, disponibilizar naturalmente mais 
nutrientes, reduzindo a necessidade de fertilizantes. A utilização de espécies da família das leguminosas 
(feijão, lentilha, ervilha, soja, etc.) garante ainda aumento da fixação de nitrogênio, uma vez que, nas 
raízes dessas espécies vegetais, encontram-se bactérias (Rhizobium) que convertem o nitrogênio gasoso 
em moléculas nitrogenadas inorgânicas, que serão aproveitadas pelas plantas.
RESPOSTA Alternativa C
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DIAGRAMA DE IDEIAS
CICLOS BIOGEOQUÍMICOS
FIXAÇÃO:
• RHIZOBIUM (LEGUMINOSAS)
NITRIFICAÇÃO:
• NITROSSOMONAS
• NITROBACTER
DESNITRIFICAÇÃO:
• PSEUDOMONAS
BACTÉRIAS ATUANTES NO 
CICLO DO NITROGÊNIO
OXIGÊNIOCARBONO
NITROGÊNIO
ÁGUA FÓSFORO E ENXOFRE
VEGETAIS ANIMAIS
CO2
DECOMPOSITORES
FOTOSSÍNTESE COMBUSTÃO
O2
RESPIRAÇÃO 
AERÓBIO 
H2O
SOLO / 
VEGETAÇÃO
MAR
SUBSOLO
VEGETAIS
ANIMAIS
N2
NH3
NO-
2 NO-
3
DECOMPOSITORES
VEGETAIS ANIMAIS
DECOMPOSITORESPO4 ; SO4 
3- 3- (aq.)
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1. A ação antrópica 
sobre o ambiente
O ser humano tem variado as atitudes e reações em rela-
ção ao ambiente através do tempo, variando em função de 
sua tecnologia, cultura, religião e desenvolvimento social e 
econômico. Ainda hoje, as relações do ser humano com o 
ambiente são alteradas em função dessas variáveis, como 
em nome de um progresso tecnológico e econômico ou de 
uma “volta à natureza” menos mercadológica.
A tradição cultural desempenha importante papel no pro-
cesso de decisão que define o comportamento dos grupos 
sociais humanos com o ambiente. Assim sendo, pode-se 
dizer que as diferentes posturas humanas de relação com 
o ambiente são tão diversas quanto as tradições culturais 
observadas no mundo.
Quando considera-se a estrutura da paisagem em dado 
momento, deve-se levar em conta que o planeta é um 
grande sistema, no qual todos os seus componentes in-
teragem. Essa interação permite a autorregulação, a recuperação ou mesmo a degradação ambiental. Assim, o processo 
de modificação dessa arquitetura é resultante da interação de fatores ambientais, humanos e tecnológicos, que mudam 
sucessivamente os diferentes usos da paisagem, alterando os fatores ambientais e retroalimentando o próprio processo 
de modificação. Questões Ambientais Globais
mapa com a Distribuição global De impactos ambientais causaDos pelo ser humano
As interferências humanas desordenadas sobre o ambiente podem originar impactos de diversas naturezas. Observe, nas figuras 
a seguir, exemplos de impactos socioambientais.
PROBLEMAS 
AMBIENTAIS
COMPETÊNCIA(s)
3
HABILIDADE(s)
8 e 9
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Ecologia da Paisagem - Degradação Ambiental
ecologia Da paisagem − DegraDação ambiental
Miséria e Pobreza
Degradação ambiental e exclusão
miséria e pobreza − DegraDação ambiental e exclusão
2. Impacto da atividade humana sobre os solos
Os solos se encontram em equilíbrio dinâmico com os fatores que determinam as suas características: o clima, os materiais 
de origem, a topografia, a biota e o tempo.
Qualquer mudança em uma dessas variantes afetará o solo; a reação à determinada mudança ambiental, porém, varia de solo 
para solo em função da sua sensibilidade a cada tipo de tensão, resultante de suas característica físicas e químicas de origem.
A ação antrópica tem de ser acrescentada à lista de fatores que determinam o caráter do solo, visto que ela assume, pelo 
menos ao nível local, maior significado que todos os demais fatores naturais em conjunto. A textura dificilmente muda, mas 
a parte química e a biológica variam com muito mais facilidade.
A parte superior do solo é a mais alterada. Devido à pressão econômica sobre os agricultores, os mesmos tem de semear cada 
vez mais cedo o solo. Isso levou à industrialização agrícola e consequentemente à mecanização da lavoura; permitindo que 
a terra fosse lavrada e gradeada em épocas do ano em que o solo encontra-se muito úmido e pesado para trabalhar, o que 
acarreta a deterioração da estrutura do solo, que muda e impede a drenagem, o desenvolvimento de raízes,a produtividade.
Os problemas ambientais acompanham nosso cotidiano. Poluição do ar, degradação do solo, desmatamento e super-
população representam enormes ameaças que devem ser sanadas para que o planeta continue sendo um ambiente 
para todas as espécies. Compreendendo os conceitos que permeiam os problemas ambientais, podemos criar solu-
ções possíveis para essas situações. 
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2.1. Erosão
A remoção da cobertura vegetal original acelera o processo erosivo, alterando os processos geomorfológicos. Retirar a 
vegetação, independente da ocupação posterior, promove a perda de até 50% de solo por erosão. Com a intensificação 
desses processos, podemos falar em desertificação.
A erosão é causada pela ação das águas e do vento e a consequente remoção das partículas do solo. Essa remoção, além 
de causar alterações de relevo, riscos às obras civis, remoção da camada superficial e fértil do solo, provoca o assoreamento 
dos rios. Como consequência indireta, ocorrem as inundações e alterações dos cursos de água. A erosão do solo está princi-
palmente associada a fatores como clima, tipos de solo e declividade do terreno.
As práticas recomendas para se evitar a erosão estão ligadas à manutenção da cobertura vegetal, utilização de árvores como 
quebra-ventos, cobertura do solo com serragem e técnicas de caráter mecânico, como aração, plantio e construção em curvas 
de nível − execução de canaletas para desvio das águas pluviais e execução de muros de arrimo.
Vulnerabilidade Outras regiões
Baixa Seco
Frio
Úmido / não vulnerável
Gelo / geleira
Moderado
Alta
Muito alta
mapa global De vulnerabiliDaDe ao processo De Desertificação
2.2. Alterações química
Aplicar agrotóxicos modifica a química e a fertilidade do 
solo, além de gerar diversos impactos biológicos e de saú-
de pública. O uso indiscriminado dos defensivos agrícolas 
causa diversos impactos negativos a médio e longo prazo. 
Devido a sua ação erosiva, torna o solo pouco produtivo e 
dependente de produtos químicos. 
O processo de fertilização ou adubação pode alterar a 
composição química do solo, corrigindo-a para melhor aten-
der às necessidades da cultura vegetal de interesse. A aplica-
ção continuada e intensiva de fertilizantes concentra vastos 
estoques de NPK, o que vai alterar significativamente o ciclo 
do nitrogênio e as taxas de decomposição no solo. Tudo isso 
exige grandes implementos e mecanização especializada 
para tornar o solo produtivo novamente, o que nem sempre é 
viável financeiramente para pequenos e médios agricultores. 
Lembre-se de que os solos tropicais não são, via de regra, fér-
teis e que muitas vezes a biodiversidade que eles sustentam 
está associada a altas e rápidas taxas de degradação de maté-
ria orgânica pelos seres decompositores e pela absorção e 
incorporação vegetal desses nutrientes. Por isso que o desma-
tamento de áreas florestais como Amazônia e Mata Atlântica 
não sustentam culturas agrícolas por muito mais do que 4 ou 
5 anos, quando ocorre o esgotamento dos nutrientes do solo. 
Outro processo de alteração química é a correção do pH do 
solo através da calagem, mantendo-o ótimo para a cultura 
desejada e fornecendo cálcio e magnésio para as plantas. 
Além disso, reduz a disponibilidade de alumínio e aumen-
ta a de fósforo. Essa atuação é bastante comum nos solos 
tropicais, que muitas vezes são ácidos e tóxicos. A região 
Centro-Oeste, domínio original dos cerrados, apresenta esse 
problema. As grandes monoculturas de cana-de-açúcar e 
soja só são possíveis graças à correção do solo.
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A excessiva irrigação, por outro lado, pode provocar 
a salinização de certos tipos de solos, como os do se-
miárido, tornando-os impróprios para cultivos de inte-
resse econômico, assim como para o desenvolvimento 
de uma vegetação natural. Nesses solos, a drenagem 
é muito rápida e praticamente nenhuma água é total-
mente desprovida de sais, levando a uma concentra-
ção salina comprometedora à agricultura tradicional e 
ao ambiente.Poluição do Solo - Desertificação
uso Do solo e o processo De Desertificação
2.3. Poluição
A disposição indiscriminada de resíduos sólidos − lixo 
– e efluentes líquidos − esgoto – no solo é outro uso 
que tem se mostrado inadequado. Os resíduos gerados 
pela atividade humana são dispostos diretamente sobre 
o solo, seja na forma de aterros, seja por infiltração, ou 
pelo simples acúmulo sobre o substrato. 
Ao longo do tempo, ocorre o acúmulo da infiltração dos 
líquidos gerados na decomposição dos resíduos (choru-
me). As águas pluviais auxiliam no processo de lixiviação 
e contaminação, carregando substâncias para as cama-
das mais profundas e para os aquíferos subterrâneos. 
Os efeitos desses sistemas de disposição de resíduos 
no solo tendem a ser de natureza localizada. Ocorre, 
nos locais de disposição de resíduos orgânicos, a aera-
ção de gás, constituído basicamente de metano e gás 
carbônico, o qual limita o suprimento de oxigênio para 
as camadas superficiais do aterro, causando a morte 
da vegetação. 
Destacam-se entre as fontes de poluição do solo deriva-
das da atividade humana:
 § resíduos sólidos domésticos, hospitalares e industriais;
 § resíduos líquidos sanitários e industriais;
 § urbanização e ocupação do solo;
 § agropecuária extensiva e acidentes no transporte de cargas.
3. Impacto da atividade 
humana sobre a 
comunidade biológica
A grande mudança na relação entre o ser humano e os demais 
seres vivos ocorreu com a transição da sociedade mesolítica, 
na qual os hominídeos eram essencialmente nômades e com 
hábito caçador-coletor, para a economia neolítica, na qual o 
ser humano passou a ser agricultor e domesticador-criador de 
diversas espécies, fixando-se em um determinado lugar. As-
sim, as atividades e os impactos antrópicos se tornaram um 
importante fator no processo evolutivo dos seres vivos.
As alterações nos padrões da vegetação e dos animais obe-
deceram a uma série de razões, sempre levando em conta 
os interesses humanos de eliminação de doenças e manu-
tenção de espécies de interesse. Porém, a influência do ser 
humano sobre a biosfera não foi uniforme.
A modificação dos padrões da vegetação para fins agrícolas 
ou florestais, com a consequente mudança no microclima, 
levou, inevitavelmente, à modificação das propriedades do 
solo, em face da estreita relação causal dos três aspectos: 
clima, solo e vegetação. O desmatamento e a degradação 
ambiental têm sido tendência, reduzindo a diversidade das 
espécies e a biomassa.
O objetivo é destinar essas áreas à agropecuária, à urbaniza-
ção, à industrialização, a projetos de assentamento (coloni-
zação), a projetos de desenvolvimento (estradas, hidroelétri-
cas, usinas nucleares e mineração), ao extrativismo vegetal, 
à exportação de madeira, à produção de carvão, entre ou-
tros, que destroem ou simplificam intensamente os habitats, 
comprometendo diretamente a sustentabilidade da fauna.
Expansão de 
área agrícola
Evapotranspiração 
reduzida
Seca na floresta e 
morte de árvores
Redução do 
runoff em escala 
regional
Redução da 
biodiversidade
Aumento do runoff em es-
cala local (runoff = excesso 
de água que escoa pela 
superfície, já que o solo 
está com sua capacidade 
de infiltração máxima)
Redução da produtividade 
agrícola e econômica
Aumento de 
doenças 
respiratórias; 
interrupção do 
tráfego aéreo
Redução da 
disponibilidade de 
água para uso humano, 
navegação em rios e 
geração de energia 
hidroelétrica
Aumento de 
aerossóis
Enchentes
Aumento do risco 
de queimadas
Danos na infraestrutura e 
redução de incentivos e 
investimentos
Precipitação reduzida 
sobre a floresta e aumento 
da seca extrema
Aumento 
de atividade 
econômica
Madeireiras
Mudanças 
climáticas globais
fluxograma com as consequências Do Desmatamento
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A interferênciahumana nas populações animais também 
redundou em efeitos abrangentes e imprevisíveis, alteran-
do sua densidade e levando várias espécies à extinção, as-
sim como ameaçando tantas outras. Além dos impactos da 
erradicação de organismos, a introdução de espécies exó-
ticas podem alterar drasticamente o equilíbrio das cadeias 
alimentares do ecossistema. 
As reduções e eliminações verificadas por destruição do 
habitat, frequentemente uma consequência indesejada 
da falta de planejamento e do mau uso da terra, são, atu-
almente, as de maior impacto sobre a fauna e as mais di-
fíceis de conter, devido à expansão urbano-industrial. 
A fauna com pequena população natural e habitat muito 
restrito é particularmente propensa à extinção, como re-
sultado da atividade humana. 
A indústria pesqueira, atividade econômica bastante impor-
tante para muitas culturas e países, normalmente não respeita 
diversos pontos das legislações nacional e internacional: es-
pécies permitidas, períodos de reprodução, quantidades má-
ximas permitidas, sobrepesca e atuação em águas costeiras.
Observe, a seguir, nas ilustrações, aspectos da perda da bio-
diversidade associada às interferências humanas.
Perda de Biodiversidade - Queimadas
perDa De bioDiversiDaDe − queimaDas
Perda de Biodiversidade - Tráfico
perDa De bioDiversiDaDe − tráfico
Perda de Biodiversidade - Desmatamento
perDa De bioDiversiDaDe − Desmatamento
3.1. Concentração de compostos nas 
cadeias alimentares – efeito cumulativo 
Substâncias tóxicas e metais pesados, como o mercúrio, 
são difíceis de se eliminar e se concentram nos organis-
mos que os ingerem (bioacumulação). Quando um con-
sumidor primário, por exemplo, é predado, as toxinas são 
repassadas para o próximo nível trófico. O consumidor 
secundário, por sua vez, armazenará o poluente de todos 
os organismos que ingerir, repassando posteriormente 
para o consumidor terciário, e assim por diante. O último 
nível concentra todas as substâncias tóxicas transmitidas 
pela teia. Esse acúmulo progressivo de certos resíduos ao 
longo da cadeia alimentar é chamado magnificação 
trófica ou bioampliação.
Desde a década de 1940, alguns inseticidas do grupo dos 
organoclorados foram usados extensivamente nas lavouras 
devido à sua alta eficiência contra diversos insetos. Absor-
vido pela pele ou pelos alimentos, o acúmulo de DDT no or-
ganismo humano está relacionado com doenças do fígado, 
como a cirrose e o câncer. O uso indiscriminado e descon-
trolado do DDT fez com que o leite humano, em algumas 
regiões dos EUA, chegasse a apresentar mais inseticida do 
que o permitido por lei no leite de vaca. 
O DDT, além de outros inseticidas e poluentes, possui a 
capacidade de se concentrar em organismos. Ostras, por 
exemplo, que obtêm alimento por filtração da água, po-
dem acumular quantidades enormes de inseticida em seus 
corpos, concentrando-o até cerca de 70 mil vezes. Em 
determinados ecossistemas, também é absorvido pelos 
produtores e consumidores primários. Assim, o DDT passa 
para os próximos organismos e tende a se concentrar nos 
níveis tróficos superiores.
4. Impacto da atividade 
humana sobre a atmosfera
O ser humano alterou pela primeira vez a ação local da at-
mosfera e, portanto, o clima, há 7 ou 9 mil anos, ao mudar 
a face da Terra com a derrubada de florestas, a semeadura 
e a irrigação. No entanto, é provável que no decurso deste 
século as ações antrópicas tenham intensificado e acelerado 
inadvertidamente o ritmo de mudança do clima do globo.
Uma vez que a atmosfera é um sistema contínuo e único, 
pode-se concluir que as mudanças são transmissíveis em 
toda sua extensão; assim, uma alteração em pequena es-
cala pode ter consequências globais. A mudança do clima 
provocará mudanças em cascata nos processos geomor-
fológicos do solo e da vegetação, o que, por sua vez, trará 
novas alterações climáticas.
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A influência humana sobre o clima é muito difícil de avaliar. Pode-se supor e evidenciar as alterações provocadas em escala 
microclimática, por exemplo, a construção de um reservatório de água, e mesoclimática, por exemplo, a presença de uma 
grande cidade e a constatação de que ela é uma ilha de calor. No entanto, alterações macroclimáticas podem estar asso-
ciadas a processos planetários globais. Não vamos esquecer que o planeta tem cerca de 4,5 bilhões de anos e já esfriou e 
esquentou várias vezes, mesmo antes de o Homo sapiens andar por aqui. Muitas pesquisas e estudos sugerem que certas 
atividades antrópicas podem acelerar esses processos naturais.
o efeito De ilhas De calor ocorre DeviDo à elevaDa taxa De absorção e retenção De calor De superfícies urbanas, à falta De cobertura vegetal que 
auxilia na reflexão Do calor e aumenta a taxa De transpiração (umiDaDe), à impermeabilização Do solo que impeDe a infiltração e a evaporação, 
à presença De construções verticais que preJuDicam a circulação Do vento e ao acúmulo De gases poluentes que aumentam a temperatura
MODIFICAÇÃO DO CLIMA REGIONAL DE 
UMA ÁREA URBANA INDUSTRIALIZADA
Composição 
atmosférica
núcleos de condensação aumenta em 1 000%
emissão de gases aumenta em 1 500%
Temperatura
radiação solar diminui em 10%
temperatura média anual aumenta em 1 oC
temperatura
 mínima invernal
aumenta em 1,5 oC
Precipitação
anual aumenta em 5%
dias de chuva mínima aumenta em 10%
Vento
velocidade média diminui em 20%
dias calmos aumenta em 10%
Outros 
parâmetros
radiação ultravio-
leta (inverno)
diminui em 30%
umidade relativa (verão) diminui em 10%
neblina (inverno) aumenta em 100%
gráfico De moDificações Do clima em uma área urbana
4.1. Poluição atmosférica
A atmosfera recebe, anualmente, milhões de toneladas 
de gases tóxicos, como monóxido de carbono, dióxido de 
enxofre, óxido de nitrogênio e hidrocarbonetos, além de 
partículas que ficam em suspensão. As principais fontes 
geradoras de poluição atmosférica são os motores dos au-
tomóveis, as indústrias (siderúrgicas, fábricas de cimento e 
papel, refinarias, etc.), a incineração de lixo doméstico e as 
queimadas de florestas para expansão da lavoura.
O monóxido de carbono (CO) é um gás incolor, inodoro, 
um pouco mais leve do que o ar e muito venenoso. Ele é pro-
duzido durante a queima incompleta de moléculas orgânicas, 
e sua maior fonte emissora são os motores a combustão dos 
automóveis. O monóxido de carbono tem a propriedade de se 
combinar irreversivelmente com a hemoglobina do sangue, 
inutilizando-a para o transporte de oxigênio. O indivíduo afe-
tado por esse gás tem sintomas de asfixia, com aumento dos 
ritmos respiratório e cardíaco. A exposição prolongada ao mo-
nóxido de carbono pode levar à perda de consciência e à morte.
POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA (veículos/indústrias)
Concentração 
de CO (ppm)
Sintomas em 
seres humanos
10 Nenhum
15 Diminuição da capacidade visual
60 Dores de cabeça
100 Tonturas, fraqueza muscular
270 Inconsciência
800 Morte
Qualidade do ar
Concentração de CO (ppm) 
(média de 8 h)
Inadequada 15 a 30
Péssima 30 a 40
Crítica Acima de 40
O dióxido de enxofre (SO2) é um gás venenoso, pro-
veniente da queima industrial de combustíveis como o 
carvão mineral e o óleo diesel, que tem enxofre como 
impureza. O dióxido de enxofre, juntamente com o óxido 
de nitrogênio, também liberado pela atividade industrial, 
provoca bronquite, asma e enfisema pulmonar. Além 
disso, reagindo com vapor de água na atmosfera, esses 
óxidos podem formar ácidos sulfúrico e nítrico, que se 
precipitam com a umidade e formam as chuvas ácidas. 
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Em certos países europeus, onde a produção de energia é baseada na queima de carvão e óleo diesel, as chuvas ácidas 
têm sido responsáveis por grandes danos à vegetação, além de corroerem construções e monumentos. Na Alemanha e 
na Holanda, por exemplo, estima-se que 50% das florestas naturais já foram destruídas pelas chuvas ácidas. 
Detalhes Da formaçãoDa chuva áciDa a partir De lançamento De no2 e so2 De origem antrópica na atmosfera
Nas cidades modernas, há grande quantidade de partículas em suspensão no ar, produzidas principalmente pelo des-
gaste de pneus e freios de automóveis. Pastilhas de freio, por exemplo, liberam partículas de amianto, que podem causar 
doenças pulmonares. 
Grandes responsáveis pela produção de matéria particulada no ar são as siderúrgicas e as fábricas de cimento, estas últimas 
responsáveis pela liberação de partículas de sílica. A sílica, como o amianto, quando particulada no ar, é a causa comprovada 
de diversas doenças pulmonares, tais como fibroses e enfisemas.
4.2. Inversão térmica 
Em condições normais, a temperatura da troposfera (ca-
mada mais próxima ao solo) diminui gradativamente com 
a altitude, o que facilita a dispersão dos poluentes para as 
camadas mais altas da atmosfera.
Em certas épocas do ano, principalmente no inverno, pode 
ocorrer o fenômeno atmosférico denominado inversão 
térmica, causado pela interposição de uma camada de 
ar quente entre camadas de ar frio em certa altitude. Ge-
ralmente, a camada de inversão é menos densa e detém 
a subida natural dos poluentes, que quase sempre saem 
das fontes com uma temperatura maior que a ambiente, 
subindo por diferença de densidade, até haver uma igual-
dade de temperatura. Assim, essa faixa de temperatura 
mais elevada impede a dispersão de poluentes, que ficam 
aprisionados junto à superfície, já que nesse período de in-
versão não há ventos e geralmente há baixa velocidade ou 
calmaria total. Nessas ocasiões, ocorre grande aumento de 
casos de irritação das mucosas e problemas respiratórios. 
As inversões térmicas, importantes em termos de po-
luição do ar, são as de radiação e as de subsidiência. A 
por radiação acontece frequentemente quando o solo se 
esfria por radiação durante a noite. A presença dessas 
inversões noturnas impede a dispersão das emissões de 
poluentes na cidade à noite. A de subsidiência é aquela 
que ocorre quando há um processo de afundamento e 
compressão da massa de ar. Os movimentos físicos a que 
a atmosfera está submetida não são uniformes. Algumas 
vezes, uma camada da atmosfera fica mais comprimida 
entre as outras. Essa compressão diferenciada aumenta a 
temperatura em uma determinada camada em relação às 
outras. Isso se chama inversão de subsidiência.
o fenômeno De inversão térmica impeDe a Dispersão Dos gases poluentes
4.3. Efeito estufa
Os gases do efeito estufa (GEE) são representados prin-
cipalmente pelo vapor de água (H2O), dióxido de carbono 
(CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O) e clorofluorocar-
boneto (CFC). 
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CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS
Para entender melhor como acontece o efeito estufa, é preciso, antes, compreender o que são radiações eletromag-
néticas. Essas ondas têm alguns parâmetros que as definem, como a distância entre duas ondas e o comprimento 
de onda. Assim, conceitos de Física facilitam a compreensão de como as ondas são refletidas e absorvidas pela 
atmosfera terrestre, levando ao efeito estufa e ao aquecimento global. 
EFEITO ESTUFA
Gases Contribuição (%)
dióxido de carbono 61
metano 15
óxido de nitrogênio 4
clorofluorcarboneto 11
outros, inclusive vapor de água 9
contribuição percentual Dos principais gases Do efeito estufa
Esses compostos gasosos são capazes de absorver radiação na frequência do infravermelho, aprisionando calor na atmosfera. Apesar 
de a maior parte da radiação solar que atinge o solo ser refletida pelas nuvens e pela superfície terrestre, a outra parte é absorvida e 
reirradiada na forma de radiação infravermelha − inclusive de volta para a superfície terrestre, que se aquece. 
desses
retém
Esse
funcionamento Do efeito estufa.
Assim, o efeito estufa é um processo natural e permite a sobrevivência da vida terrestre, mantendo as temperaturas estáveis e garan-
tindo que a maior parte da água permaneça em estado líquido. Porém, as atividades humanas contribuem para o rápido aumento das 
taxas de emissão e concentração de GEE na atmosfera, ampliando os impactos do efeito estufa e ocasionando o aquecimento global.
O determinante fundamental do clima é a entrada de radiação solar que impulsiona os mecanismos da atmosfera. Os elementos 
de clima, temperatura, pressão, vento e precipitação podem ser considerados efeitos secundários da diferença de aquecimento 
da atmosfera e da superfície. Portanto, mudanças na refletividade da superfície da Terra (albedo) alteram o aquecimento da 
atmosfera inferior.
A quantidade de gás carbônico, um dos principais causadores do efeito estufa, vem aumentando significativamente na 
atmosfera desde a Revolução Industrial, quando o ser humano começou a empregar a queima de combustíveis (carvão e pe-
tróleo) em larga escala, a fim de produzir energia. Com isso, a concentração de gás carbônico no ar se elevou nesses últimos 
100 anos, de 0,029% para quase 0,04% da composição atmosférica, o que corresponde a um aumento da ordem de 38%. 
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Embora sem estimativas precisas, sabe-se que a quantidade de metano presente na atmosfera também vem crescendo. 
Esse gás resulta da decomposição da matéria orgânica, e sua concentração na atmosfera aumenta proporcionalmente ao 
crescimento da população. Isso se deve à maior produção de lixo e esgotos, à pecuária e ao aumento das áreas de terrenos 
alagados, onde se cultiva arroz e há grande decomposição de matéria orgânica.
gráfico Dos países com maior percentual De emissão De carbono 
O efeito estufa vem despertando polêmicas. As imagens 
de impacto mostram desertos se expandindo, cidades cos-
teiras inundadas e grandes alterações climáticas. Supõe-se 
que a tendência natural para o resfriamento no clima mun-
dial desde a década de 1950 já foi detida.Alguns cientistas 
acreditam que, se os gases que provocam o efeito estufa 
continuarem a se acumular na atmosfera, devemos esperar 
uma elevação de até 4 °C na temperatura média mundial 
nos próximos 50 anos. 
 
gráfico que mostra a correlação entre o aumento 
Da temperatura méDia global em relação à elevação 
Da taxa De DioxóDio De carbono na atmosfera
Um aumento dessa ordem provocaria grandes mudanças 
no clima da Terra. Nas regiões tropicais ocorreriam tempes-
tades torrenciais. Nas regiões temperadas, o clima poderia 
se tornar mais quente e seco. As regiões polares poderiam 
ter grande parte do gelo derretida, com elevação do nível 
dos mares e inundação de cidades litorâneas e planícies. 
Uma inundação da Amazônia, com submersão da floresta, 
levaria à formação de uma imensa bacia de decomposição, 
o que produziria mais metano, acentuando ainda mais o 
efeito estufa. Além disso, se o gelo derreter em proporções 
consideráveis, isso provocaria outras distorções na circula-
ção atmosférica e nos padrões do equilíbrio térmico.
4.4. Camada de ozônio
A camada de ozônio, também chamada de ozonosfera, 
é uma das camadas de nossa atmosfera, que está localiza-
da a cerca de 50 km da superfície do planeta. É constituída, 
basicamente, de ozônio (O3).
Esse elemento é formado a partir da ação fotoquímica dos 
raios ultravioleta sobre as moléculas de oxigênio. Devido ao 
consumo da radiação ultravioleta A e B (UVA e UVB), a 
camada funciona como um “filtro”, impedindo que essas ra-
diações mutagênicas e, portanto, cancerígenas, sobretu-
do para a pele humana, consigam atingir a superfície terrestre.
O2 + 1
2O2
 + ultravioleta → O3
as moléculas De oxigênio (o2) se rompem DeviDo à raDiação 
ultravioleta e os átomos separaDos combinam-se inDiviDualmente 
com outras moléculas De oxigênio, formanDo o ozônio (o3)
Existem diversos buracos na camada de ozônio, mas nos 
últimos 10 anos os cientistas notaram o aparecimento de 
grandes duas regiões sem ozônio na atmosfera. O buraco 
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maior se localiza sobre o PoloSul, e chega a atingir uma 
área de 21 milhões de km2, mais do que o dobro da área do 
Brasil. O outro buraco, menor, localiza-se sobre o Polo Norte. 
A destruição da camada de ozônio é consequência da libe-
ração de gases denominados clorofluorcarbonos (CFC) 
para a atmosfera. O CFC é inerte, bastante estável, usado 
para refrigeração em geladeiras e bebedouros e como pro-
pelente na indústria de isopores, espumas e plásticos. Por 
ser muito barato, vem sendo utilizado desde 1930. Como 
é extremamente leve, após um vazamento ou quando lan-
çado na atmosfera, ascende devagar, mas vai para as altas 
camadas da atmosfera, onde permanece cerca de 50 anos. 
Ao chegar na ozonosfera, cataliza a degradação do ozônio.
reação Dos raios ultravioletas com os cfcs, os quais 
posteriormente auxiliam na DegraDação Da molécula De ozônio
O uso do CFC já é proibido nos países do Hemisfério Nor-
te e vem sendo substituído por água e pelo HFC (hidro-
fluorcarboneto); o mesmo vem acontecendo nos países 
do Hemisfério Sul.
fonte: youtube
MAG - 2/14 - Efeito Estufa
multimídia: vídeo
5. Impacto da atividade humana 
sobre a água doce e os oceanos
Os fatores econômicos e sociais constituem as limitações 
mais frequentes da alteração da água. O ser humano in-
tervem nos processos pluviométricos, de drenagem e de 
reservatórios subterrâneos, o que altera as proporções de 
estoques de água em seus três estados físicos, acarretando 
alterações climáticas globais. 
A umidade do solo é alterada em função de sua ocupação 
e uso, indisponibilizando-a para a vegetação, por exemplo, 
e fazendo o solo mais suscetível à ação erosiva. O escoa-
mento superficial é modificado pela alteração dos sistemas 
de drenagem promovidos pela ocupação. Além disso, a mu-
dança no fluxo fluvial altera profundamente a distribuição 
dos recursos hídricos para a fauna e flora.
A água na atmosfera pode ser liberada em maior quantida-
de devido aos desmatamentos e à elevação da temperatu-
ra, levando a uma alteração da evapotranspiração. 
Os oceanos são fundamentais no processo de controle dos flu-
xos globais de energia e, consequentemente, no ambiente geral 
do planeta, principalmente devido ao “alto calor específico” 
da água que retém calor. O papel do fitoplâncton oceânico é 
fundamental no controle atmosférico do carbono fixando-o e 
produzindo 75% do oxigênio atmosférico, além de poder estar 
diretamente ligado à formação de nuvens pela liberação de ga-
ses que funcionariam como núcleos de condensação.
Assim, o oceano é um importante componente na determina-
ção do clima global e dos níveis de precipitação. Porém, por 
ser considerado um excelente depósito de efluentes e resíduos 
sólidos devido a sua grande capacidade de autodepuração, o 
oceano é cada vez mais impactado por causa de sua utilização 
como via de transporte ou fonte de matérias-primas.
5.1. Poluição das águas
É a contaminação dos recursos hídricos. O crescimento 
populacional e os padrões de vida mais elevados exigem 
maior demanda de recursos hídricos, condição que não 
pode ser atendida pelo ciclo natural hidrológico.
Consequentemente, a qualidade da água superficial e subter-
rânea, tanto dos mares quanto de rios e lagoas, é progressiva-
mente prejudicada. Uma certa quantidade de poluentes pode 
ser assimilada por diluição ou pela atuação de organismos na 
cadeia alimentar que se ajustam às mudanças na qualidade da 
água. Além desses limites, porém, a poluição representa uma 
ameaça real à qualidade da água, à saúde e ao meio ambiente. 
A poluição térmica produzida pela água utilizada no sistema 
de refrigeração das usinas de energia também reduz a solubili-
dade do oxigênio em rios e lagos, e a diversidade das espécies 
é ainda mais ameaçada quando as correntes são obstruídas 
por sólidos inertes que resultam, por exemplo, de drenagem, 
escavação ou detritos urbanos.
esquema simplificaDo De uso De água para 
resfriar o reator De uma usina nuclear
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A indústria extrativista exerce efeitos sobre a qualidade da 
água se estiver localizada perto da corrente. A mineração a 
céu aberto poderá provocar contaminação sedimentológica 
e química. A extração subterrânea de carvão muitas vezes 
faz com que a drenagem ácida das minas chegue aos rios.
Produtos químicos tóxicos, tais como os metais pesados cád-
mio e mercúrio, produzidos em algumas operações industriais 
e de mineração, e despejados nos rios, lagos ou águas cos-
teiras, podem matar os organismos vivos e se acumular nos 
tecidos dos peixes e crustáceos, que fazem parte da cadeia 
alimentar humana, podendo provocar graves danos à saúde. 
Outros poluentes metálicos possivelmente nocivos são o 
alumínio, utilizado no tratamento de águas, que já foi rela-
cionado ao mal de Alzheimer, e o chumbo, utilizado nos en-
canamentos de algumas casas antigas e identificado como 
causa de danos cerebrais em algumas crianças.
O lançamento de resíduos industriais nas águas e nos 
solos constitui um sério problema ecológico. Substâncias 
poluentes, como detergentes, ácido sulfúrico e amônia, en-
venenam os rios onde são lançadas, causando a morte de 
muitas espécies da comunidade aquática.
Em países nos quais não há tratamento adequado de água 
e esgoto, a poluição da água utilizada pela população pode 
contribuir para a disseminação do cólera, do tifo e da ma-
lária, assim como ser responsável por doenças parasíticas 
aquáticas como a esquistossomose.
5.2. Captação e abastecimento de água
A água é fornecida por uma rede de tubulações, cuja ca-
pacidade deve estar à altura das necessidades domésticas, 
industriais e agrícolas, e ao mesmo tempo levar em conta 
perdas devido aos vazamentos. O consumo médio de água 
pode variar de cerca de 740 litros diários per capita, em 
cidades dos EUA, até 1 litro diário per capita em partes 
da Etiópia ou da Somália. A água é fornecida por fontes 
superficiais e subterrâneas. 
sistema De captação, tratamento, armazenamento e Distribuição De água
O primeiro estágio do tratamento de águas é armaze-
nar a água não tratada em um reservatório, onde a ação 
combinada da sedimentação (precipitação por gravidade 
de substâncias em suspensão) e da luz ultravioleta e visível 
elimina substancialmente as bactérias. Entretanto, em áreas 
de temperatura alta, podem surgir algas em águas ricas em 
nutrientes. Para combater isso, a filtragem lenta com areia 
tem sido usada desde o início do século XIX; isso depende 
de uma combinação de filtragem direta e da ação bacteriana 
no interior das camadas superiores do leito de areia. Filtros 
modernos mais rápidos empregam tratamentos químicos, 
particularmente com sulfato de alumínio, para coagular só-
lidos em suspensão antes que estes sejam removidos para 
um clorificador. A água é comumente desinfetada com cloro 
para eliminar patógenos, embora isso possa provocar um 
gosto desagradável quando certas substâncias orgânicas 
estão presentes. 
Depois do tratamento, a água é armazenada em um re-
servatório de serviço, que pode ser uma cisterna fechada 
subterrânea, nas regiões elevadas, ou, em regiões planas, 
uma caixa-d’água. Isso garante alguns dias de suprimento 
e, devido a sua altura, exerce a pressão necessária para a 
distribuição local.
Os reservatórios localizados em terras altas distantes das ci-
dades exigem aquedutos de grandes comprimentos; entradas 
para a água dos rios e lagos usualmente têm um reservatório 
local para fornecer o suprimento adequado quando os níveis 
de água são baixos e permitem o seu fechamento para im-
pedir poluição temporária. As aquíferas (rochas que contêm 
água) profundas são aproveitadas por meio de poços e, mui-
tas vezes, fornecem água de melhor qualidade. 
5.3. Tratamento e rede de esgoto
Uma rede de esgoto é um sistema de tubulações através 
do qual as águas servidas, provenientes da totalidade do 
esgoto doméstico ou comercial, são levadas para uma es-
tação de tratamento. Os esgotos são planejados para que 
sejam autolimpantes efaçam com que as águas servidas 
fluam por gravidade, embora o bombeamento, algumas 
vezes, seja necessário.
O acesso à rede é dado por postigos de inspeção e ma-
nutenção. Em um sistema que combina o escoamen-
to de águas servidas com o seu tratamento, ambas as 
águas, servidas e pluviais, são escoadas para a estação 
de tratamento; em sistemas separados, águas pluviais 
não tratadas são escoadas diretamente para o curso de 
água mais próximo.
As características de uma água residuária, as exigências 
legais, a área disponível e os custos de implantação e ope-
ração são os fatores básicos na definição do sistema de 
tratamento mais adequado de um efluente líquido. 
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esquema com os processos e caminhos Do tratamento De esgoto
 § Tratamento preliminar − tem a finalidade de remover 
sólidos grosseiros e é aplicado normalmente a qualquer 
tipo de água residuária. Consiste de grade, peneiras, cai-
xas de areia, caixas de retenção de óleos e graxas.
 § Tratamento primário − sistemas de tratamento de 
águas residuárias de natureza orgânica, muito embora 
seja utilizado para qualquer tipo de despejo. Tem a finali-
dade de remover resíduos finos dos efluentes. Consiste de 
tanques de flotação, decantadores, fossas sépticas, flocu-
lação/decantação.
 § Tratamento secundário − é utilizado para a depuração 
de águas residuárias através de processo biológico e tem 
a finalidade de reduzir o teor de matéria orgânica solúvel 
nos despejos. Consiste de lodos ativados e suas variações, 
filtros biológicos, lagoas aeradas, lagoas de estabilização, 
digestor anaeróbico e fluxo ascendente e sistemas de dis-
posição no solo.
 § Tratamento terciário − é um estágio avançado de tra-
tamento de águas residuárias e visa à remoção de subs-
tâncias não eliminadas a níveis desejados nos tratamentos 
anteriores, como nutrientes, micro-organismos patogêni-
cos, substâncias que causam cor nas águas, etc. Consiste 
em lagoas e maturação, cloração, ozonização, filtros de 
carvão ativo, precipitação química em alguns casos.
 § Tratamento de lodos − utilizado para todos os tipos de 
lodos, visa à sua desidratação ou adequação para dispo-
sição final. Consiste de leitos de secagem, centrífugas, fil-
tros-prensa, filtros a vácuo, digestão aeróbia ou anaeróbia, 
incineração, disposição no solo.
 § Tratamento físico-químico − basicamente utilizado 
para as águas residuárias de natureza inorgânica, visa à 
remoção de sólidos em todas as formas e à alteração das 
características físico-químicas das águas residuárias. Tam-
bém utilizado para a remoção de sólidos em suspensão de 
efluentes de natureza orgânica. Consiste em coagulação/
floculação, precipitação química, oxidação, neutralização.
5.4. Saneamento básico
O saneamento básico é um dos objetivos da área da saú-
de pública, que lida com o controle ambiental, com a 
prevenção e o combate a doenças infectocontagiosas. As 
atividades sanitárias incluem o processamento e a distribui-
ção de alimentos, no intuito de prevenir a contaminação 
dos produtos alimentícios durante os diversos estágios de 
manipulação. O sanitarismo supervisiona igualmente o tra-
tamento de água potável e de esgotos, visando ao combate 
a bactérias, vírus, etc, e procurando reduzir os despejos de 
dejetos sólidos e produtos químicos nos rios, lagos e outros 
recursos hídricos (de que se serve a população).
As autoridades sanitárias são responsáveis ainda pelo con-
trole ou erradicação de agentes transmissores de doenças, 
como insetos e roedores, bem como o esclarecimento da 
população sobre a adoção de medidas sanitárias básicas.
5.5. Eutrofização
Quando um corpo de água recebe uma grande quantida-
de de efluentes com matéria orgânica, dizemos que ele foi 
eutrofizado − alimentado. Efluentes são resíduos líquidos 
de atividades de origem humana, sobretudo domésticos e 
industriais. 
A drenagem de fertilizantes e o lançamento de outros 
efluentes eleva a quantidade de matéria orgânica, em espe-
cial de compostos ricos em nitrogênio e fósforo, o que esti-
mula a absorção de nutrientes pelas algas e o consequente 
50  CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
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crescimento acelerado de suas populações (floração das 
águas). Com a proliferação de algas, aumenta-se a turbi-
dez da água, restringindo a fotossíntese para a superfície. 
Assim, eliminam-se os seres fotossintetizantes do fundo e 
multiplica-se ainda mais a quantidade de matéria orgânica 
disponível para decomposição.
Em seguida, ocorre o crescimento de bactérias heterótrofas 
decompositoras e um maior consumo de oxigênio na degra-
dação aeróbia, reduzindo a taxa desse gás dissolvido na 
água. Por conta disso, diversos organismos aeróbios, como 
peixes, não sobrevivem. Desse modo, disponibiliza-se mais 
matéria orgânica para decomposição e agrava-se o proble-
ma da falta de oxigênio. Por fim, surge no meio anóxico 
compostos reduzidos e gases tóxicos, como o metano e os 
compostos de enxofre.
A demanda bioquímica de oxigênio (DBO) correspon-
de à quantidade de oxigênio consumido na degradação da 
matéria orgânica no meio aquático, assim é um indicador 
de qualidade de águas e está associado à quantidade de 
matéria orgânica presente. 
O valor de 5 mg/ℓ significa que, para degradar totalmente 
a matéria orgânica presente em 1 litro dessa água, são ne-
cessários 5 miligramas de oxigênio, ou seja, a água é boa. 
Quanto mais alto o valor da DBO, maior é a quantidade 
de matéria orgânica presente e, portanto, mais poluída está 
a água. Aumentam a DBO de um corpo de água: sangue, 
cadáveres, esgoto doméstico, detergentes, fertilizantes, es-
gotos industriais orgânicos, etc. 
Os coliformes fecais são semelhantes em forma com a 
bactéria Eschirichia coli, que vive nos intestinos humanos, 
compondo sua flora, e podem estar presentes em efluen-
tes indicando que foram contaminados por fezes humanas. 
Ecologicamente, são importantes por representarem indi-
cadores ambientais de qualidade, uma vez que, se fo-
rem encontrados na água de abastecimento, mostram que 
houve contaminação dessa água por esgotos “in natura”. 
De modo geral, altos índices de DBO indicam também gran-
des quantidades de coliformes fecais, caracterizando a água 
como imprópria para o consumo.
5.5.1. Maré vermelha
Fenômeno semelhante à eutrofização. Certas condições es-
pecíficas, como alteração na salinidade, oscilação térmica 
da água e excesso de nutrientes, podem estimular o cresci-
mento de algas pirrofíceas unicelulares. Esses dinoflage-
lados liberam toxinas, alterando a cor da água, impedindo 
a passagem de luz e ocasionando grande mortandade de 
diversos organismos.
6. Poluição sonora
O som é parte tão comum da vida diária que, raramente, 
apreciamos todos os seus usos. Como exemplo, nos per-
mite a comunicação através da fala, nos alerta ou previne 
em muitas circunstâncias e até nos possibilita fazer ava-
liações de qualidade e diagnósticos. Contudo, com muita 
frequência na sociedade moderna, o som nos incomoda. 
Dessa forma, o som desagradável ou indesejável é cha-
mado de ruído. 
O ser humano moderno vem sendo submetido, cada vez 
mais, a condições sonoras agressivas no ambiente em que 
vive, sendo prejudicado até mesmo nas chamadas horas de 
lazer. Os sons que afetam a audição também têm outros 
efeitos no corpo dos indivíduos. Seus efeitos principais na 
saúde e bem-estar são:
 § redução da capacidade auditiva;
 § resposta vegetativa, quer seja ela involuntária ou incons-
ciente (palpitação cardíaca, vasoconstrição periférica, etc.);
 § cardiovascular (hipertensão arterial);
 § incômodo no ambiente comunitário; no sono (altera-
ções fisiológicas, alterações vegetativas, mudança na 
disposição, mudança na performance, aumento no ris-
co de acidentes, etc.).
 § irritação geral; perturbação na comunicação e prejuízo 
na concentração; associação de medo e ansiedade; es-
tresse e mudança na conduta social.
fonte: youtube
A degradação da camada de ozônio epropostas de intervenção no ambiente, considerando a qualidade da vida humana ou medidas de conservação, recuperação ou utilização 
sustentável da biodiversidade.
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 2 Identificar a presença e aplicar as tecnologias associadas às ciências naturais em diferentes contextos.
H5 Dimensionar circuitos ou dispositivos elétricos de uso cotidiano.
H6 Relacionar informações para compreender manuais de instalação ou utilização de aparelhos, ou sistemas tecnológicos de uso comum.
H7
Selecionar testes de controle, parâmetros ou critérios para a comparação de materiais e produtos, tendo em vista a defesa do consumidor, a saúde 
do trabalhador ou a qualidade de vida.
Co
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 3
Associar intervenções que resultam em degradação ou conservação ambiental a processos produtivos e sociais e a instrumentos ou ações 
científico-tecnológicos.
H8
Identificar etapas em processos de obtenção, transformação, utilização ou reciclagem de recursos naturais, energéticos ou matérias-primas, con-
siderando processos biológicos, químicos ou físicos neles envolvidos.
H9
Compreender a importância dos ciclos biogeoquímicos ou do fluxo energia para a vida, ou da ação de agentes ou fenômenos que podem causar 
alterações nesses processos.
H10
Analisar perturbações ambientais, identificando fontes, transporte e(ou) destino dos poluentes ou prevendo efeitos em sistemas naturais, produ-
tivos ou sociais.
H11 Reconhecer benefícios, limitações e aspectos éticos da biotecnologia, considerando estruturas e processos biológicos envolvidos em produtos biotecnológicos.
H12 Avaliar impactos em ambientes naturais decorrentes de atividades sociais ou econômicas, considerando interesses contraditórios.
Co
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 4
Compreender interações entre organismos e ambiente, em particular aquelas relacionadas à saúde humana, relacionando conhecimentos científicos, 
aspectos culturais e características individuais.
H13 Reconhecer mecanismos de transmissão da vida, prevendo ou explicando a manifestação de características dos seres vivos.
H14
Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio interno, defesa, relações com o ambiente, 
sexualidade, entre outros.
H15 Interpretar modelos e experimentos para explicar fenômenos ou processos biológicos em qualquer nível de organização dos sistemas biológicos.
H16 Compreender o papel da evolução na produção de padrões, processos biológicos ou na organização taxonômica dos seres vivos
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 5 Entender métodos e procedimentos próprios das ciências naturais e aplicá-los em diferentes contextos.
H17
Relacionar informações apresentadas em diferentes formas de linguagem e representação usadas nas ciências físicas, químicas ou biológicas, 
como texto discursivo, gráficos, tabelas, relações matemáticas ou linguagem simbólica.
H18 Relacionar propriedades físicas, químicas ou biológicas de produtos, sistemas ou procedimentos tecnológicos às finalidades a que se destinam.
H19
Avaliar métodos, processos ou procedimentos das ciências naturais que contribuam para diagnosticar ou solucionar problemas de ordem social, 
econômica ou ambiental.
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Apropriar-se de conhecimentos da física para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científicotecnológicas.
H20 Caracterizar causas ou efeitos dos movimentos de partículas, substâncias, objetos ou corpos celestes.
H21 Utilizar leis físicas e (ou) químicas para interpretar processos naturais ou tecnológicos inseridos no contexto da termodinâmica e(ou) do eletromagnetismo.
H22
Compreender fenômenos decorrentes da interação entre a radiação e a matéria em suas manifestações em processos naturais ou tecnológicos, 
ou em suas implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais.
H23
Avaliar possibilidades de geração, uso ou transformação de energia em ambientes específicos, considerando implicações éticas, ambientais, 
sociais e/ou econômicas.
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 7
Apropriar-se de conhecimentos da química para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científicotecnológicas.
H24 Utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar materiais, substâncias ou transformações químicas.
H25
Caracterizar materiais ou substâncias, identificando etapas, rendimentos ou implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais de sua 
obtenção ou produção.
H26
Avaliar implicações sociais, ambientais e/ou econômicas na produção ou no consumo de recursos energéticos ou minerais, identificando transfor-
mações químicas ou de energia envolvidas nesses processos.
H27 Avaliar propostas de intervenção no meio ambiente aplicando conhecimentos químicos, observando riscos ou benefícios.
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 8
Apropriar-se de conhecimentos da biologia para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científicotecnológicas.
H28
Associar características adaptativas dos organismos com seu modo de vida ou com seus limites de distribuição em diferentes ambientes, em 
especial em ambientes brasileiros.
H29
Interpretar experimentos ou técnicas que utilizam seres vivos, analisando implicações para o ambiente, a saúde, a produção de alimentos, matérias 
primas ou produtos industriais.
H30
Avaliar propostas de alcance individual ou coletivo, identificando aquelas que visam à preservação e a implementação da saúde individual, 
coletiva ou do ambiente.
MATRIZ DE REFERÊNCIA DO ENEM 
LIVRO 
TEÓRICO
ECOLOGIA
BIOLOGIA
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INCIDÊNCIA DO TEMA NAS PRINCIPAIS PROVAS
Compreensão de teias e cadeias alimenta-
res, assim como a interação entre os seres 
vivos, é fundamental para resolver as ques-
tões de ecologia, que são interdisciplinares 
e pedem temas atuais com relação aos 
impactos ambientais.
São recorrentes questões acerca de teias 
alimentares, relações ecológicas e proble-
mas ambientais, sendo possível que estas 
tenham interdisciplinaridade com Química 
e/ou Geografia.
Exige a interpretação de imagens, mapas 
e gráficos. Interações ecológicas e teias ali-
mentares são conceitos recorrentes dentro 
de ecologia.
Costuma trazer questões em que seja ne-
cessário relacionar conceitos de ecologia 
com problemas ambientais atuais.
Costuma integrar conceitos de ecologia, 
como relações ecológicas e problemas 
ambientais, entre si e com diferentes áreas 
da Biologia.
Prova com poucas questões de ecologia, 
sendo interação entre os seres vivos (teias 
alimentares e relações ecológicas) o tema 
mais recorrente.
Questões que misturam diferentes áreas 
da Biologia, com assuntos como sucessão 
ecológica, problemas ambientais e relações 
ecológicas.
Problemas ambientais, relações ecológicas 
e conceitos básicos de ecologia (popula-
ção, comunidade, ecossistema) são muito 
presentes.
Teias alimentares, relações ecológicas e 
problemas ambientais são os principais 
assuntos.
Questões interdisciplinares que cobram 
conteúdos altamente específicos – cos-
tumam aparecer conceitos gerais de eco-
logia, assim como pirâmides e relações 
ecológicas.
Questões bastante específicas relacionadas 
a teias alimentares e interações e pirâmides 
ecológicas.
Enfoque em conceitos básicos de ecologia, 
como dinâmica populacional, relações eco-
lógicas e teias alimentares.
Prova com ênfase em problemas ambien-
tais e relações ecológicas.
Com perfil similar à Fuvest e questões 
bem específicas, os temas mais frequen-
tes são problemas ambientais e relações 
ecológicas.
Prova com foco em citologia e genética, 
portanto, as poucas questões sobre ecolo-
gia são concentradas em relações ecológi-
cas e problemas ambientais.
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1. Biociclo terrestre ou epinociclo
No biociclo terrestre existem quatro biocoras: floresta, sa-
vana, campo e deserto. Essas biocoras são constituídas por 
diferentes biomas que sofrem influência de fatores abió-seus riscos...
multimídia: vídeo
7. A gestão de resíduos sólidos 
Fatores importantes interferem na produção de lixo: densi-
dade populacional, poder aquisitivo e, principalmente, hábi-
tos de consumo. Esse quadro se agrava com a constatação 
de uma evidente tendência de crescimento da geração de 
lixo, não apenas em termos absolutos (tonelada/dia), mas 
também em termos relativos (quilograma/habitante/dia). 
Além do crescimento populacional, o aumento de produção 
e consumo também tem contribuído significativamente.
A composição dos resíduos sólidos domiciliares e comer-
ciais é influenciada por uma série de fatores que envolvem 
condições sociais do gerador, condições climáticas do local 
de geração, hábitos e costumes, entre outros. Dessa forma, 
pode variar substancialmente no tempo, de país para país 
ou mesmo de região para região.
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Quando o lixo não é coletado, tratado e disposto de forma 
adequada, pode causar a contaminação do solo e da água, 
gerar odores, ou ainda atrair e propiciar a proliferação de 
patógenos e vetores. Dessa forma, a questão do lixo envol-
ve aspectos sanitários, ambientais e de Saúde Pública. Essa 
situação tem sido agravada com a presença constante de 
catadores em lixões, que, com muita frequência, têm sido 
desconsiderados ou relegados a um segundo plano pelos 
administradores públicos e privados. 
Com relação ao aspecto ambiental, a destinação inadequa-
da de resíduos em lixões traz como consequência a degra-
dação do meio ambiente, com a contaminação de recursos 
naturais. O tratamento e a destinação final dos resíduos ain-
da se resumem na adoção de soluções imediatistas, quase 
sempre fundamentadas no simples descarte, predominando 
os depósitos a céu aberto que contribuem para a deterio-
ração ambiental. No estado de São Paulo, a grande quanti-
dade de resíduos gerados reclama por soluções técnicas e 
institucionais adequadas, calcadas nas realidades regionais 
e cuja implementação não pode mais ser protelada.
A RESPONSABILIDADE DE CADA 
UM PARA CADA TIPO DE LIXO
Tipo Responsável Destinação usual
domiciliar prefeitura
reciclagem / compos-
tagem / aterros
comercial prefeitura
reciclagem / compos-
tagem / aterros
público prefeitura
reciclagem / compos-
tagem / aterros
serviços de saúde
gerador 
(hospitais, etc.)
incineração
industrial
gerador 
(indústrias)
aterros industriais
portos, aeropor-
tos e terminais
gerador 
(portos, etc.)
reciclagem / compos-
tagem / aterros
agrícola
gerador 
(agricultor)
compostagem / aterros
entulho gerador aterros industriais
tabela com a responsabiliDaDe Da aDministração 
pública para caDa tipo De lixo
As formas de disposição final para esses resíduos devem 
ser aquelas que por si só ou associadas a um determina-
do tratamento prévio impeçam a disseminação de agentes 
patogênicos ou de qualquer outra forma de contaminação. 
Dentre as estratégias adotadas, destacam-se:
 § Aterro sanitário − tem como objetivo acomodar, no 
solo, resíduos, no menor espaço possível, sem causar 
danos ao meio ambiente ou à saúde pública. Essa técni-
ca consiste basicamente na compactação dos resíduos 
no solo, na forma de camadas que são periodicamente 
cobertas com terra ou outro material inerte. Apesar de 
ser o método sanitário mais simples de destinação final 
de resíduos sólidos, o aterro sanitário exige cuidados 
especiais e técnicas específicas a serem seguidas, desde 
a seleção e preparo da área até sua operação e moni-
toramento. 
 § Incineração − é o processo de combustão controla-
da que pode ser resumidamente descrito como a quei-
ma de materiais em alta temperatura (acima de 900 
ºC), com uma mistura balanceada de componentes e 
quantidades apropriadas de ar por um tempo prede-
terminado. É a forma mais segura, do ponto de vista 
sanitário, para se eliminar resíduos sólidos de serviços 
de saúde, de portos, aeroportos e terminais rodoviá-
rios e ferroviários, aeronaves e navios internacionais, 
de alimentos deteriorados e de outros restos nocivos. 
Além disso, dispensa a utilização de grandes áreas, ne-
cessárias à implantação dos outros processos; reduz o 
resíduo sólido a, aproximadamente, 20% em peso e a 
5% em volume do original; torna biologicamente ino-
fensivo o resultado sólido do processo, escória e cinza, 
o qual poderá ser aproveitado como material inerte 
para cobertura em aterros sanitários.
 § Compostagem − é o conjunto de técnicas que es-
timula o processo biológico de decomposição de ma-
teria orgânica. Desse processo, origina-se um produ-
to rico em substâncias húmicas e nutrientes minerais, 
o que pode ser aplicado ao solo para melhorar suas 
características, sem causar riscos ao meio ambiente. 
Para a aplicação da compostagem é necessária a ins-
talação de uma usina de triagem e compostagem. A 
instalação desse tipo de usina acarreta uma redução 
de 70%, em média, da tonelagem de lixo destinada 
ao aterro, com a consequente redução dos custos de 
aterramento por quantidade coletada e aumento da 
vida útil da área destinada à sua disposição.
 § Reutilização e reciclagem − o objetivo básico é 
evitar a passagem descontrolada de materiais e obje-
tos usados – os resíduos – para o meio ambiente. A 
reutilização difere da reciclagem como conceito, pois 
trata do aproveitamento do resíduo gerado sem que o 
mesmo sofra qualquer tipo de alteração ou processo, 
excetuando-se a limpeza, como garrafas retornáveis 
de refrigerantes e cervejas. Já a reciclagem refere-se ao 
aproveitamento dos resíduos para, após uma série de 
processamentos, retornar ao processo produtivo, como 
matéria-prima, daí gerando produtos novos. São exem-
plos as garrafas não retornáveis de cervejas e outras be-
bidas, que podem ser separadas do lixo e encaminhadas 
à indústria de fabricação de vidro, onde são utilizadas 
como matéria-prima no processo, gerando novos pro-
dutos de vidro.
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A triagem é, no entanto, apenas uma das etapas do pro-
cesso de reciclagem, sendo que o resíduo triado deve 
ainda passar pelas etapas de beneficiamento (seleção, 
lavagem, classificação, moagem, etc.) e reúso, a fim de 
completar o ciclo de aproveitamento.
As vantagens da reciclagem são:
1. diminuição do volume de lixo a ser disposto no ambien-
te, requerendo para isso áreas menores de disposição;
2. redução do consumo de energia, economizando recur-
sos naturais, quase sempre não renováveis;
3. redução dos custos de matérias-primas industriais;
4. incentivo às atividades envolvidas com a reciclagem, 
incluindo a implantação de microempresas reciclado-
ras, com consequente aumento do nível da mão de 
obra economicamente ativa;
5. economia de certas matérias-primas provenientes de 
recursos naturais não renováveis;
6. promoção do desenvolvimento de uma consciência 
ambiental nas populações.
8. Principais questões 
ambientais da Terra
8.1. Pobreza e desigualdade 
A população mundial, em 1950, era de 2,5 bilhões de ha-
bitantes. Hoje, é de 7,7 bilhões, e chegará a 8,5 bilhões em 
2025. Cerca de 3,4 bilhões de pessoas vivem com menos 
de US$ 5,50 por dia. Mais de 4,2 bilhões não vivem em 
condições sanitárias decentes e adequadas, incluindo aces-
so ao saneamento básico, segundo Organização Mundial 
da Saúde (OMS). 800 milhões, entre eles 150 milhões de 
crianças, são desnutridos. 80% da riqueza mundial está nas 
mãos de 1% da população.
De acordo com o relatório anual sobre a fome no planeta, 
divulgado pela Organização para Agricultura e Alimenta-
ção (FAO), entidade ligada à Organização das Nações Uni-
das (ONU), cerca de 826 milhões de pessoas são vítimas 
da fome em seu estágio mais avançado (a fome crônica), 
representando quase 1/6 da população mundial. O objeti-
vo era reduzir o número de vítimas da fome pela metade 
até 2015. No entanto, segundo os últimos estudos e le-
vantamentos realizados pela FAO, essa meta é inatingível. 
Conforme a FAO, a fome no mundo diminuiu 14% nos úl-timos anos, mas a produção de alimentos aumentou 32%. 
O problema maior está na má distribuição desses alimen-
tos, ou seja, enquanto nos países subdesenvolvidos ocorre 
a carência de alimentos para a população, nos países ricos 
as pessoas consomem mais calorias diárias do que necessi-
tam. Foi provado cientificamente que a fome crônica reduz 
a capacidade de aprendizado das crianças, diminuindo o 
rendimento na escola. No adulto gera mal-estar, e sua ca-
pacidade física fica muito reduzida, além disso, as mulheres 
acabam gerando filhos prematuros.
A solução para esse problema estaria na implantação de 
um sistema mais justo, com ênfase nos projetos sociais 
para a geração do bem comum. Deveriam ser investidos re-
cursos na agricultura familiar; desapropriação de terras im-
produtivas, onde os assentados passariam a produzir seus 
próprios alimentos e fornecê-los à cidade; investimentos 
em programas de combate à fome e à miséria, bem como 
abastecimento de água potável e saneamento básico para 
toda a população. A educação e a saúde também deveriam 
ser prioridades dos órgãos competentes. 
Segundo a FAO, os países com maior número de famélicos 
no mundo são os que apresentam as maiores dívidas ex-
ternas. Por isso, a FAO defende o perdão da dívida desses 
países mais pobres. 
No Brasil, a fome e a miséria se localizam principalmente 
nas regiões Nordeste e Sudeste, no entanto, no Norte, Sul 
e Centro-Oeste existam casos apavorantes de miséria. Dos 
aproximadamente 213 milhões de brasileiros, mais da me-
tade vive em situação de insegurança alimentar.Com a pan-
demia do Coronavírus, a quantidades de pessoas abaixo da 
linha da pobreza aumentou, atingindo cerca de 27 milhoes 
de brasileiros (12,8% da população).
Atualmente, cerca de 8 países possuem mais de 1/4 da po-
pulação em estado de fome. Outros 8 possuem problemas 
sérios em torno da alimentação. Para se ter uma ideia da 
gravidade nesses países, a ausência de mais de 100 
calorias diárias por pessoa é considerada fome 
crônica. Nesses países, o deficit é de mais de 400 calorias 
diárias pelas pessoas atingidas pela fome. Para chegar a 
esses dados, a ONU comparou o consumo de calorias mí-
nimas, estabelecido com o consumo de alimentos em cada 
nação. O continente mais atingido por essa praga continua 
sendo a África, seguido pela Ásia e América.
O Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, calculado 
pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento 
(PNUD), verifica o nível de desenvolvimento ou de subde-
senvolvimento de um país com base na consideração de três 
níveis sociais básicos:
 § nível de instrução da população (levando em con-
ta, por exemplo, a taxa de analfabetismo e os anos de 
escolaridade);
 § nível de saúde (abrangendo, por exemplo, a expecta-
tiva de vida e a taxa de mortalidade infantil); e
 § nível de renda (considerando a capacidade de com-
pra em cada país).
Com relação à escala usada na construção do índice, obser-
va-se que ele varia de 0 a 1, situando-se mais próximo de 
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias  53
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1 os países de melhor nível social e de 0 os países de pior 
nível social. Os três países que apresentaram melhor IDH 
nos últimos índices foram Noruega (0,957), Irlanda (0,955) 
e Suiça (0,955). Hoje em dia, o país se encontra em 84º e 
continua decaindo de posição, evidenciando suas profun-
das desigualdades.
8.2. Mudanças climáticas
Epidemias de doenças, mares engolindo cidades litorâneas, 
furacões e enchentes levando tudo pela frente, escassez de 
água potável e espécies em extinção são as possíveis con-
sequências do aquecimento global, que infelizmente já vem 
acontecendo. A mudança climática do planeta é resultado 
do aumento da concentração de gases de efeito estufa na 
atmosfera, causado por atividades humanas. 
Para evitar que o planeta fique cada vez mais quente, du-
rante a Rio-92 um grupo de países assinou a “Convenção 
Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima” (UN-
FCCC) e, em 1997, no Japão, foi adotado o Protocolo de 
Kyoto, um tratado com compromissos mais rígidos para a 
redução da emissão dos gases que provocam o efeito estu-
fa. Apesar dos compromissos assumidos na Rio-92, as con-
venções de Biodiversidade e de Mudança Climática ainda 
não viraram realidade. 
Os Estados Unidos são um dos principais obstáculos para 
o fechamento dos acordos internacionais. Dez anos depois, 
as duas convenções – de Biodiversidade e de Mudança 
Climática – e o pacto – a Agenda 21 – ainda não estão 
implementados. 
Dos três documentos, o que está mais longe de ser posto 
em prática é o relativo ao clima. A Organização das Nações 
Unidas (ONU) já promoveu sete encontros mundiais, depois 
da Rio-92, para tentar implementar as ações de controle do 
efeito estufa, que provoca o aquecimento da Terra. 
O Protocolo de Kyoto consiste num engenhoso esquema 
destinado a reduzir, em escala global, a emissão de gases, o 
principal dos quais é o dióxido de carbono (CO2). Consiste 
em permitir a negociabilidade das reduções de emissão de 
CO2 entre companhias de diferentes países, mas isso é só na 
teoria, pois na prática o mercado de CO2, inevitavelmente, 
surge com transações e muito dinheiro em jogo. 
O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), um dos 
principais instrumentos do Protocolo de Kyoto, permite que 
empresas e países industrializados que não conseguirem 
reduzir suas emissões aos limites exigidos patrocinem pro-
jetos de plantio de árvores ou adoção de energias não po-
luentes em países em desenvolvimento. Em troca, o patro-
cinador recebe créditos que podem ser comercializados em 
bolsas de valores. O MDL é um instrumento muito criativo 
de transferência de recursos do Norte para o Sul, capaz de 
beneficiar a todos. 
8.3. O desaparecimento das florestas
As florestas cobrem 30% das terras emersas. 81% das flo-
restas virgens ou preservadas do planeta Terra se concen-
tram em apenas 15 países. Sua superfície total vem dimi-
nuindo sob a pressão da indústria madeireira, da atividade 
extrativista e do aumento da área urbana. O Brasil tem 
avançado no seu compromisso de transformar pelo menos 
10% do território amazônico em unidades de conservação.
No planeta, segundo a Comissão Mundial de Áreas Prote-
gidas, as áreas oficialmente protegidas passaram de 7,35 
milhões de quilômetros quadrados, em 1990, para 13,2 mi-
lhões, distribuídos entre 30 mil parques e reservas. Entretan-
to, as queimadas na Amazônia atingem o equivalente a um 
estado de Sergipe todo ano.
8.4. Acesso à água 
Mesmo sabendo que 2/3 da água potável do planeta Ter-
ra estão concentrados no continente Antártico, 1 em cada 
5 habitantes no mundo não possui acesso à água potá-
vel. Um estudo mostra que 75% da população de alguns 
países da África não possuem acesso à água potável. Na 
África, dos 53 países do continente, 13 já sofrem com a 
escassez de água. A metade dos rios do mundo está num 
nível muito abaixo do normal ou poluída. Na China, o lixo 
e o esgoto produzidos são simplesmente abandonados 
a céu aberto ou despejados em cursos de água, desse 
modo, 80% dos rios do país estão de tal forma poluídos 
que os peixes desapareceram. 
A queda do nível dos lençóis freáticos se tornou um sério 
problema em algumas regiões.
O Brasil é campeão em águas superficiais, com 12% das 
reservas do globo, e o terceiro maior país do mundo em 
reservas aquíferas, e o primeiro em águas correntes com 
8% das reservas de água do mundo, boa parte delas 
presente no subsolo; no entanto, o país trata mal suas 
reservas aquíferas e mananciais, e cerca de 35 milhões de 
brasileiros não possuem acesso à água potável. 
Esse imenso patrimônio nacional enfrenta problemas de 
contaminação e exploração desordenada. Não há regu-
lamentação para a exploração das águas subterrâneas, 
vítimas de todo o tipo de poluição e descaso. Outra forma 
de poluição é a contaminação dos lixões, aterros sanitá-
rios e resíduos de matéria orgânica (no Brasil, 90% dos 
resíduos são destinados a aterros e lixõesa céu aberto, 
e apenas 20% recebem algum tipo de tratamento), que 
penetram no solo e contaminam os lençóis freáticos. 
O mau uso dos aquíferos subterrâneos diminui a recarga 
de base dos rios, ou seja, se eles diminuírem de tamanho, 
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rios que ficam perenes mesmo na estiagem podem secar 
definitivamente, como exemplo, o rio São Francisco, que 
está com vazão inferior a mil metros cúbicos, quando nos 
últimos anos chegava a 2.200 metros cúbicos.
8.5. Espécies ameaçadas 
Cerca de 26.500 mil espécies animais estão ameaçadas de 
extinção nas próximas décadas, principalmente pela destrui-
ção do seu habitat. O processo atual de extinção em massa 
de espécies é comparável apenas com o que ocorreu há 65 
milhões de anos, quando de 70% a 85% de todos os se-
res vivos existentes na época desapareceram do planeta. A 
diferença é que, na transição do período Cretáceo para o 
Terciário, a extinção foi causada por processos naturais e 
aconteceu durante milhões de anos. 
Cientificamente, uma espécie é considerada extinta quando 
não é vista na natureza por mais de 50 anos. Atualmen-
te, a estimativa é a de que de 17.500 a 27.000 espécies 
desapareçam do planeta ao ano. No Brasil, são 3.299 as 
espécies de plantas ameaçadas de extinção. O levantamen-
to inclui todos os ecossistemas brasileiros: Amazônia, Mata 
Atlântica, Caatinga, Cerrado, Pantanal e Pampas. Mas é na 
Mata Atlântica onde está a maior quantidade de plantas 
ameaçadas de extinção. A diversidade vegetal desse ecos-
sistema é a que corre mais perigo, porque a colonização do 
Brasil começou pela região litorânea. As indústrias, fazendas 
e cidades, no entanto, continuam avançando, e atualmente 
60% da Caatinga e 80% do Cerrado estão impactados. 
Os EUA não assinaram a Convenção sobre Diver-
sidade Biológica (CDB), nem sequer o Protocolo de 
Cartagena. A CDB, lançada na Rio-92, regulamenta o 
uso da biodiversidade e biossegurança de organismos 
geneticamente modificados entre os países. A coleta de 
assinaturas e ratificações começou em janeiro de 2000 
e, até hoje, 15 países ratificaram e 94 assinaram. Para 
entrar em vigor, o protocolo precisa ser ratificado por pelo 
menos 50 países. Em junho de 2002, em Haia, na Ho-
landa, houve um acordo mundial para impedir a posse 
de conhecimentos sobre plantas medicinais de países em 
desenvolvimento e posterior patenteamento de produtos 
fabricados com esses conhecimentos.
Para o Brasil, um dos chamados países megadiversos, o acor-
do deverá proporcionar compensação na forma de treina-
mento, royalties e transferência de tecnologia, além da parti-
cipação nos lucros da comercialização dos produtos.
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ÁREAS DE CONHECIMENTO DO ENEM
HABILIDADE 9
Compreender o significado e a importância da água e de seu ciclo para a manutenção da vida, em sua rela-
ção com condições socioambientais, sabendo quantificar variações de temperatura e mudanças de fase em 
processos naturais e de intervenção humana.
A água é de suma importância para vida, servindo como meio para realização das reações metabólicas de 
todos os organismos, como também atua como habitat de diferentes espécies, seja quando está em estado 
líquido ou sólido. Sendo assim, a cobrança desse assunto nas provas do Enem pode apresentar diferentes 
abordagens, exigindo que o aluno saiba fazer uma análise crítica do ciclo hidrológico e dos impactos cau-
sados devido a sua alteração. 
MODELO 1
(Enem) Nos últimos 50 anos, as temperaturas de inverno na península Antártica subiram quase 6 °C. Ao con-
trário do esperado, o aquecimento tem aumentado a precipitação de neve. Isso ocorre porque o gelo marinho, 
que forma um manto impermeável sobre o oceano, está derretendo devido à elevação de temperatura, o que 
permite que mais umidade escape para a atmosfera. Essa umidade cai na forma de neve.
Logo depois de chegar a essa região, certa espécie de pinguins precisa de solos nus para construir seus ninhos 
de pedregulhos. Se a neve não derrete a tempo, eles põem seus ovos sobre ela. Quando a neve finalmente 
derrete, os ovos se encharcam de água e goram.
aDaptaDo De: scientific american brasil, ano 2, n. 21, 2004, p. 80.
A partir do texto, analise as seguintes afirmativas:
I. O aumento da temperatura global interfere no ciclo da água na península Antártica.
II. O aquecimento global pode interferir no ciclo de vida de espécies típicas de região de clima polar.
III. A existência de água em estado sólido constitui fator crucial para a manutenção da vida em alguns biomas.
É correto o que se afirma:
a) apenas em I;
b) apenas em II;
c) apenas em I e II;
d) apenas em II e III;
e) em I, II e III.
ANÁLISE EXPOSITIVA
O aquecimento global é um dos problemas ambientais mais em pauta atualmente, devido a sua amplitude 
geográfica e diversidade de impactos em ambientes naturais ou diretamente nas atividades humanas. O au-
mento da temperatura no planeta impacta diretamente o ciclo da água, que, em ambientes polares, causará 
a redução de habitats com o derretimento das calotas e outras consequências indiretas que afetarão o ciclo 
de vida dos animais nesses ambientes, dificultando a alimentação e reprodução, como no caso descrito no 
texto de apoio. 
RESPOSTA Alternativa E
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DIAGRAMA DE IDEIAS
PROBLEMAS AMBIENTAIS
POLUIÇÃO DA ATMOSFERA
POLUIÇÃO DAS ÁGUAS
DESMATAMENTO
TRATAMENTO DE ESGOTO
GESTÃO DE RESÍDUOS
• PRELIMINAR
• PRIMÁRIO
• SECUNDÁRIO
• TERCIÁRIO
• ATERRO SANITÁRIO
• INCINERAÇÃO
• COMPOSTAGEM
• RECICLAGEM
• AUMENTO DO EFEITO ESTUFA (CO2, CH4)
• CHUVA ÁCDA (ÓXIDOS DE NITROGÊNIO E/OU ENXOFRE)
• BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO (CFC)
• EUTROFIZAÇÃO (LANÇAMENTO DE ESGOTOS E/OU FERTILIZANTES) 
• MAGNIFICAÇÃO TRÓFICA (ACUMULAÇÃO DE METAIS PESADOS E AGROTÓXICOS)
• PERDA DA BIODIVERSIDADE
• ASSOREAMENTO DE RIOS
• DESERTIFICAÇÃO
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1. Introdução
A reprodução é uma característica fundamental dos seres 
vivos. Permitindo a formação de novos indivíduos, assegura 
a perpetuação das espécies e, consequentemente, a con-
tinuidade da vida no nosso planeta. É através da repro-
dução que o material genético é transmitido de geração 
em geração, por vezes mantendo as características, outras 
produzindo algumas alterações. 
A formação de novos indivíduos e, consequentemente, a 
perpetuação das espécies dependem da sua adaptação 
ao meio ambiente. Quando essa adaptação é adequada, 
a reprodução deverá manter e transmitir as características. 
Porém, caso o meio se altere e deixe de ser favorável, a 
sobrevivência da espécie dependerá da sua capacidade de 
adaptação às novas condições.
Em nível molecular, a reprodução pode ocorrer através de 
síntese e acúmulo ou duplicação de substâncias (enzimas, 
DNA, RNA, etc.). Implica no aumento do tamanho da cé-
lula e pode ser seguida pela reprodução celular que, nos 
eucariotos, consiste de duas etapas consecutivas, a divisão 
do núcleo (cariocinese) e do citoplasma (citocinese).
Numerosos tipos diferentes de estratégias reprodutivas são 
adotados pelos seres vivos, de modo a ultrapassar as incer-
tezas do meio e assegurar a produção de novas gerações. 
De modo geral, podem-se agrupar esses mecanismos em 
dois processos básicos: reprodução assexuada e re-
produção sexuada.
2. Reprodução assexuada
A reprodução assexuada permite a formação de novos indiví-
duos a partir de um só progenitor, sem que haja a mistura de 
material genético ou a intervenção de células especializadas 
(gametas). Desse modo, não há fecundação e, consequente-
mente, não ocorre formação do zigoto. 
Nesse tipo de reprodução, os descendentes desenvolvem-se 
a partir de uma célula ou de um conjunto de células do pro-
genitor. Logo, a partir de um só organismo podem formar-se 
numerosos indivíduos geneticamente idênticos, os chamados 
clones. Excepcionalmente podemsurgir diferenças quando 
por acaso ocorre uma alteração genética (mutação).
Por conta dessas características, a reprodução assexuada 
possibilita que organismos isolados produzam descenden-
tes sem a necessidade de parceiro e com menos gasto de 
energia. Além disso, origina uma descendência numerosa em 
curto espaço de tempo, o que permite a colonização rápida 
de um habitat e perpetua organismos bem adaptados a am-
bientes favoráveis e estáveis. Dentre as vantagens econômi-
cas, como na produção vegetal, destaca-se a possibilidade 
de selecionar e reproduzir variedades de plantas em grande 
número, de modo rápido e conservando as características de 
interesse. 
Porém, a reprodução assexuada não assegura a variabilida-
de genética, o que torna a espécie vulnerável a mudanças 
ambientais. Muito dos organismos que se reproduzem asse-
xuadamente também o podem fazer sexuadamente, quando 
as condições do meio forem desfavoráveis. Os seres vivos 
que intercalam periodicamente os dois tipos de reprodução 
possuem um ciclo de vida com alternância de gerações. 
Reprodução assexuada
Processos mais comuns
Reprodução assexuada
Processos
mais comuns
Bipartição Gemulação
Divisão
Múltipla
Multiplicação
vegetativa Partenogénese Esporulação FragmentaçãoPartenogênese
resumo Dos processos mais comuns De reproDução assexuaDa
fonte: youtube
Reprodução SEXUADA e ASSEXUADA
multimídia: vídeo
TIPOS DE 
REPRODUÇÃO E 
CICLOS DE VIDA
COMPETÊNCIA(s)
4 e 8
HABILIDADE(s)
13, 16 e 28
CN
AULAS 
25 E 26
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2.1. Bipartição
Esse tipo de reprodução ocorre em procariontes (bactérias) 
e em grupos de organismos eucariontes unicelulares, como 
protozoários e algas. A bipartição, também denominada 
cissiparidade ou divisão binária, consiste na separação 
de um organismo em dois indivíduos de tamanho semelhan-
te, que crescem e atingem as dimensões do progenitor. 
Figura 1 Figura 2
processo De Divisão binária bacteriana
Figura 1 Figura 2
cissipariDaDe em protozoários Do gênero paramecium
2.2. Divisão mútipla
A divisão múltipla, também denominada pluriparti-
ção ou esquizogonia, ocorre em organismos eucariontes 
unicelulares, como protozoários. Nesse tipo de reprodução 
assexuada, o núcleo também se denomina de pluripar-
tição ou esquizogonia. Na divisão múltipla, o núcleo 
da célula-mãe divide-se em vários núcleos. Depois, cada 
núcleo rodeia-se de uma porção de citoplasma e de uma 
membrana, dando origem às células-filhas, que são liberta-
das quando a membrana da célula-mãe se rompe.
a primeira figura esquematiza a formação Das múltiplas 
células-filha, enquanto a segunDa representa a esquizogonia 
em hemácias parasitaDas pelo plasmoDium
2.3. Fragmentação
A fragmentação é um tipo de reprodução assexuada em 
que vários indivíduos são obtidos a partir da regeneração 
de fragmentos de um organismo progenitor. Ocorre em al-
gas, plantas e animais invertebrados, como alguns equino-
dermos e platelmintos.
B - Planária
A - Estrela-do-mar
B - Planária
A - Estrela-do-mar
fragmentação em estrelas-Do-mar e planárias
2.4. Gemulação
Na gemulação ou gemiparidade, há a formação de 
expansões, chamadas gomos ou gemas, na superfície da 
célula ou do indivíduo que, ao separarem-se, dão origem 
a novos organismos, geralmente de menor tamanho que o 
progenitor. Ocorre em seres unicelulares, como as leveduras 
(tipo de fungo), e pluricelulares, como a esponja e a hidra.
a primeira imagem mostra a gemulação em 
leveDuras e a segunDa em hiDras.
2.5. Partenogênese
A partenogênese se caracteriza pelo desenvolvimento 
de um organismo a partir de um óvulo não fecundado. O 
exemplo mais clássico ocorre no desenvolvimento do zan-
gão em abelhas, mas essa reprodução assexuada está pre-
sente também em outros invertebrados (como pulgões e 
dáfnias), plantas e em alguma espécies de peixes, anfíbios 
e répteis.
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partenogênese em Dáfnia e em abelhas
2.6. Esporulação
Consiste na formação de novos seres vivos a partir de cé-
lulas especiais denominadas esporos, as quais possuem 
uma camada protetora espessa e resistente a ambientes 
desfavoráveis. A esporulação ocorre em bactérias, algas, 
plantas (como a samambaia representada na figura A) e 
fungos (figura B). A esporulação é um processo de repro-
dução comum em pteridófitas (figura A).
Figura A Figura B
Hifas
Micélio
Esporângio
Esporos
figura a figura b
2.7. Multiplicação vegetativa
Esse tipo de reprodução assexuada é exclusivo das 
plantas. Existem vários processos de multiplicação vege-
tativa, que se dividem em dois grandes grupos.
1. Multiplicação vegetativa natural − A planta-mãe 
pode originar novas plantas a partir das várias parte que 
a constituem, como as folhas, os caules aéreos (estolhos), 
ou os caules subterrâneos (rizomas, tubérculos e bolbos). 
 § Folhas: certas plantas desenvolvem pequenas plân-
tulas nas margens das folhas. Estas, ao cair no solo, 
desenvolvem-se e dão origem a uma planta adulta.
 
formação De novos inDivíDuos na borDa Das 
folhas Da suculenta mãe-De-milhares.
 § Estolhos: certas plantas, como o morangueiro, produ-
zem plantas novas a partir de caules prostrados cha-
mados estolhos. Cada estolho parte do caule principal 
e origina várias plantas novas, o caule principal morre 
assim que as novas plântulas desenvolvem as suas pró-
prias raízes e folhas.
 § Rizomas: os lírios, o bambu e a bananeira, por exem-
po, possuem caules subterrâneos alongados e com 
substâncias de reserva, denominados rizomas. Estes, 
além de permitirem à planta sobreviver em condições 
desfavoráveis, podem alongar-se, originando gemas 
que se vão diferenciar em novas plantas.
foto De um rizoma. observe como em DeterminaDos pontos 
é possível formar raízes, ramos aéreos e folhas.
 § Tubérculos: os tubérculos são caules subterrâneos vo-
lumosos e ricos em substâncias de reserva, sendo a ba-
tata um dos mais conhecidos. Os tubérculos possuem 
gomos com capacidade germinativa e que originam 
novas plantas.
gemas brotanDo em um tubérculo De batata
 § Bulbos: são caules subterrâneos arredondados, com 
um gomo terminal rodeado por camadas de folhas 
carnudas, ricas em substâncias de reserva. Quando as 
condições do meio são favoráveis, formam-se gomos 
laterais, que se rodeiam de novas folhas carnudas e ori-
ginam novas plantas. Alguns dos bulbos mais conheci-
dos são a cebola e a tulipa.
 
bulbos De alho e cebola.
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2. Multiplicação vegetativa artificial − Esse tipo de 
reprodução assexuada tem sido largamente utilizado no 
setor agroflorestal para a multiplicação vegetativa de plan-
tas. Os mais comuns são a estaca, a mergulhia e a enxertia.
 § Estaca: esse tipo de multiplicação vegetativa consis-
te na introdução de ramos da planta-mãe no solo, a 
partir dos quais surgem raízes e gomos que originam 
uma nova planta. A videira e a roseira se reproduzem 
desse modo. 
representação Do processo De estaquia, em que raízes e gomos 
se Desenvolvem após o plantio Do ramo em meio úmiDo.
www.sobiologia.com.br/conteudos/embriologia/reprodu-
cao2.php
www.sobiologia.com.br/conteudos/embriologia/repro-
ducao.php
multimídia: site
 § Mergulhia: esse tipo de multiplicação vegetativa con-
siste em dobrar um ramo da planta-mãe até enterrá-lo 
no solo. A parte enterrada irá ganhar raízes e, enraiza-
da, pode separar-se da planta-mãe, obtendo-se, assim, 
uma planta independente.
 
imagem Do Desenvolvimento De uma nova 
planta por meio Da mergulhia
 § Enxertia: consiste na junção das superfícies cortadas 
de duas partes de plantas diferentes. As plantas uti-
lizadas são da mesma espécie, ou de espécies muito 
semelhantes. A parte que recebe o enxerto chama-se 
cavalo e a parte doadora chama-se garfo ou cavaleiro. 
A união do tecidos não é completa e assim são con-
sideradas duas plantas: uma contribui com osistema 
radicular e absorve seiva bruta, enquanto a outra forma 
a copa, flores e frutos e realiza fotossíntese. Existem 
vários tipos de enxertia: a enxertia por garfo, a enxertia 
por encosto e a enxertia por borbulha. 
Enxerto
garfo
Rá�a
Porta-enxerto
na enxertia por garfo, o cavalo é cortaDo transversalmente 
e introDuz-se nele a planta De interesse.
na enxertia por encosto, os ramos DescascaDos De Duas 
plantas são uniDos. após a cicatrização, corta-se os ramos 
De forma que a nova planta é constituíDa pelo sistema 
raDicular e tronco Do cavalo e pelos ramos Do cavaleiro.
na enxertia por borbulha, a planta receptora é cortaDa 
em forma De t para receber o enxerto, constituíDo por um 
peDaço De casca contenDo um gomo Da planta DoaDora.
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VIVENCIANDO
3. Reprodução sexuada
Na reprodução sexuada, há mistura de material genético por meio de células haploide, os gametas, que se fundem 
por meio da fecundação e formam uma célula-ovo ou zigoto diploide. Dependendo do ciclo de vida do organismo, o 
zigoto passa por uma meiose ou mitose inicial. Após essa primeira divisão, sofre mitoses consecutivas para originar um 
novo indivíduo.
Na conjugação, geralmente realizada por bactérias e alguns protozoários, há troca de material genético sem a produção 
de um novo descendente. Não é consenso se esses e outros processos de transmissão genética sem a formação de gametas 
ou novos indivíduos são considerados formas de reprodução sexuada. Fungos, por exemplo, podem realizar um mecanismo 
de recombinação gênica denominado parassexualidade. 
A reprodução sexuada implica a alternância regular de dois eventos críticos relacionados à ploidia do organismo e ao desen-
volvimento de gametas. Na meiose há divisão reducional do número de cromossomos à metade e eventos de recombinação 
gênica, enquanto na fecundação ocorre a fusão dos núcleos gaméticos para a formação de um novo organismo. Assim, a 
função primordial da reprodução sexuada é introduzir variabilidade genética.
Uma das mais fascinantes questões da Biologia evolutiva envolve as razões da manutenção da reprodução sexuada entre os 
seres vivos. Esse processo está associado a um elevado dispêndio energético (disputas territoriais e acasalamentos) e expõe os 
indivíduos a uma série de riscos, como predação, parasitismo e ferimentos causados em disputas por parceiros.
A reprodução é o mecanismo que garante a transmissão das características genéticas de um indivíduo para a sua prole. 
Os organismos mais adaptados ao ambiente têm maior sucesso reprodutivo e, com o passar do tempo, os genes que 
conferem essa vantagem evolutiva aos seus portadores tornam-se mais representados na população.
Algumas fêmeas fazem “seleção sexual” dos machos mais aptos para se reproduzirem a partir de características como 
plumagem, coloração e uma série de comportamentos exibidos pelos machos durante o período de acasalamento. Essas 
características, contudo, tornam esses indivíduos mais vulneráveis a predadores. Esse risco também é elevado durante o 
período em que as fêmeas ou o casal têm de cuidar da sua prole. 
Portanto, se existem tantos riscos e gastos energéticos envolvidos com a reprodução sexuada, por que motivo os 
seres vivos não passam a reproduzirem-se assexuadamente como as bactérias e outros organismos primitivos?
Os processos de formação de gametas e a fecundação, que ocorrem na reprodução sexuada, promovem a variabi-
lidade genética das populações, justificando a opção por esse tipo de estratégia. A presença de populações geneti-
camente heterogêneas é um fator chave para a sobrevivência a longo prazo das espécies do nosso planeta. Quanto 
mais cópias diferentes dos seus genes uma espécie possuir, mais apta estará para enfrentar mudanças ambientais 
e novas pressões seletivas, evitando, por mais tempo, a sua extinção. 
Os tipos de ciclo de vida sexuados, portanto, podem ser organizados de acordo com o tipo de meiose realizada e com a ploidia 
dos indivíduos adultos. Assim, antes de entender os diferentes tipos de ciclo sexuado retomaremos o conteúdo de meiose. 
As bactérias podem se reproduzir tanto sexuada (conjugação, transdução, transformação) quanto assexuadamente 
(bipartição) e, assim, passar os genes de resistência para as próximas gerações. Com a compreensão da reprodução, 
bacteriana foi possível entender melhor a resistência bacteriana, bem como os possíveis mecanismos para o controle 
desse parasita.
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3.1. Meiose
A meiose é um tipo de divisão celular que reduz para me-
tade o número de cromossomas das células. É através da 
meiose que uma célula diploide origina células haploides. Por 
convenção, células ou organismos haploides são representa-
dos por n, enquanto os diploides são simbolizados por 2n. 
A meiose, tal como a mitose, é precedida pela replicação 
do DNA dos cromossomos. 
A essa replicação seguem-se duas divisões. Na divisão redu-
cional, um núcleo 2n origina dois núcleos n, com cromosso-
mos constituídos por duas cromátides, havendo uma redução 
do número de cromossomos. Na divisão equacional, ocorre a 
separação das cromátides, obtendo-se quatro núcleos haploi-
des, cujos cromossomos são constituídos por uma cromátide.
Assim, essas divisões originam a formação de quatro cé-
lulas diferentes entre si, cada uma delas com metade do 
número de cromossomos da célula inicial.
Par de cromossomas
homólogos (2n)
Par de cromossomas
homólogos - cada
cromossoma com dois
cromatidios-irmãos (2n)
Um cromossoma de cada
par de homólogos - cada
cromossoma com dois
cromatidios-irmãos (n)
Um cromossoma de cada
par de homólogos (n)
representação Da meiose, DemonstranDo a ploiDia De caDa etapa
3.2. Ciclo diplobionte
Nesse ciclo, também chamado de haplobionte diplon-
te, o organismo adulto diploide produz células sexuais ha-
ploides por meio de uma meiose gamética. Os gametas 
fundem-se para formar um zigoto diploide que, por meio 
de mitoses, se desenvolve em um novo indivíduo. Esse tipo 
de ciclo de vida é típico da maioria dos animais e de alguns 
protoctistas, assim como de algumas algas verdes e pardas.
DIPLOBIONTE HAPLOBIONTE HAPLOIDIPLOBIONTE
Fecundação Zigoto
2n
2n
Meiose
ORGANISMO DIPLONTE
+
Fecundação
Zigoto
2n
Meiose
ORGANISMO HAPLONTE
+
Fecundação Zigoto
+
2n
2n
Meiose
ORGANISMO HAPLODIPLONTE
Mitose
organismo 
adulto (2n)
Meiose gamética
representação Da meiose gamética, seguiDa De fecunDação, em 
um organismo com ciclo De viDa haplobionte Diplonte
3.3. Ciclo haplobionte
No ciclo de vida haplobionte ou haplobionte haplonte, 
o organismo adulto haploide produz gametas por mitose. 
Após a fecundação, o zigoto divide-se imediatamente por 
meio de uma meiose zigótica e forma quatro células 
haploides. Cada uma dessas sofre mitoses consecutivas 
e origina mais células haploides ou então um organismo 
multicelular haploide. Esse tipo de ciclo de vida é típico dos 
fungos e encontrado também em certas algas.
DIPLOBIONTE HAPLOBIONTE HAPLOIDIPLOBIONTE
Fecundação Zigoto
2n
2n
Meiose
ORGANISMO DIPLONTE
+
Fecundação
Zigoto
2n
Meiose
ORGANISMO HAPLONTE
+
Fecundação Zigoto
+
2n
2n
Meiose
ORGANISMO HAPLODIPLONTE
Meiose zigótica
Mitose
Fecundação
Organismo 
adulto (n)
para formar um novo organismo haplonte após a 
fecunDação, é necessário realizar uma meiose zigótica
3.4. Ciclo haplodiplobionte 
O ciclo de vida haplodiplobionte ou diplobionte ocorre 
em todas as plantas e em algumas algas e é caracterizado 
pela alternância de gerações entre dois organismos adul-
tos com ploidias diferentes, um haploide e outro diploide.
O indivíduo diploide, denominado esporófito, forma es-
poros haploides por meio da meiose espórica. Esses 
esporos passam por divisões mitóticas e originam um or-
ganismo multicelular haploide, o gametófito, que produz 
gametas por mitose. Os gametas, então, se fundem e ge-
ram um zigoto diploide que se diferencia, novamente por 
mitose,em um novo esporófito.
DIPLOBIONTE HAPLOBIONTE HAPLOIDIPLOBIONTE
Fecundação Zigoto
2n
2n
Meiose
ORGANISMO DIPLONTE
+
Fecundação
Zigoto
2n
Meiose
ORGANISMO HAPLONTE
+
Fecundação Zigoto
+
2n
2n
Meiose
ORGANISMO HAPLODIPLONTE
HAPLODIPLOBIONTE
Organismo 
adulto (n)
Fecundação
Mitose
Meiose espórica
organismo 
adulto (2n)
alternância De gerações entre um organismo aDulto DiploiDe, proDutor 
De esporos por meiose, e um haploiDe, proDutor De gametas por mitose
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CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS
3.5. Gametas
Os gametas, formados por mitose ou meiose, são células ha-
ploides que podem ser morfologicamente idênticas ou dis-
tintas em tamanho e forma. Além disso, podem apresentar 
mobilidade ou ter locomoção reduzida, sendo até mesmo 
imóveis. 
Em geral, quando se distinguem, pelo menos em suas di-
mensões, os maiores são considerados gametas femininos 
e os menores, masculinos. Quando são morfologicamente 
idênticos, podem diferir em seu grau de mobilidade e com-
patibilidade, isto é, são sexualmente distintos e compatíveis 
somente com o sexo oposto. Nesse caso, são arbitrariamente 
classificados com os símbolos positivo (+) e negativo (-).
Assim, a reprodução gamética é classificada em dois tipos 
básicos quanto à morfologia dos gametas envolvidos: isoga-
mia e heterogamia.
 § Isogamia – quando os dois gametas são idênticos 
morfologicamente. Essa classe envolve, geralmente, 
gametas móveis e ocorre em certas algas e fungos.
 § Heterogamia – quando os dois gametas são distintos 
morfologicamente. Existem dois tipos de heterogamia:
a) Anisogamia – quando um dos gametas é maior 
que o outro, não diferindo na forma de mobilidade. 
b) Oogamia – quando os gametas diferem na forma 
e no modo de locomoção, sendo um pequeno e 
móvel e o outro grande e com mobilidade reduzida. 
Mecanismo comum nas plantas e nos animais.
3.6. Reprodução sexuada e variabilidade
Como visto, a principal vantagem da reprodução sexua-
da em relação à assexuada é o aumento da variabilidade 
genética. Os mecanismos que contribuem para essa varia-
bilidade são:
1. Segregação independente dos cromossomos 
homólogos – na Anáfase I da meiose, a migração dos 
cromossomos homólogos para os polos da célula é alea-
tória. O número de combinações possíveis é de 2n. Assim, 
nas células formadas, os cromossomos estão combinados 
de forma arbitrária em uma enorme variedade de combi-
nações possíveis.
2. Crossing-over – durante o Crossing-over, na Prófa-
se I, os cromossomos homólogos trocam segmentos. Os 
dois cromatídeos de um mesmo cromossomo deixam de 
ser idênticos e vão ser, posteriormente, separados de forma 
aleatória na Anáfase II.
3. Fecundação – a junção aleatória de dois gametas dis-
tintos aumenta a variabilidade genética.
4. Mutações – criam novos genes (mutação gênica) ou 
novos cromossomos (mutação cromossômica). As mu-
tações cromossômicas podem ser numéricas ou estruturais.
A variabilidade genética dos indivíduos de uma popu-
lação contribui para o seu sucesso evolutivo, uma vez que, 
num ambiente em mudança, pelo menos alguns dos mem-
bros da população estarão aptos a sobreviver.
Para calcular o número de indivíduos de populações que têm uma taxa de reprodução alta, podem-se utilizar fórmu-
las matemáticas para prever o tamanho dessa população ao longo do tempo. Acompanhar o crescimento de uma 
população é importante para monitorar espécies que estão em processos de extinção.
64  CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
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ÁREAS DE CONHECIMENTO DO ENEM
HABILIDADE 14
Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio 
interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.
A reprodução é um processo essencial para a manutenção das espécies e, portanto, é importante que o 
aluno conheça os modos distintos de proliferação das populações dos diferentes organismos e as van-
tagens e desvantagens que cada um desses processos pode apresentar. A partir disso, é possível, por 
exemplo, compreender o desenvolvimento de diferentes doenças e propor medidas preventivas e corretivas 
para as mesmas.
MODELO 1
(Enem) O uso prolongado de lentes de contato, sobretudo durante a noite, aliado a condições precárias de higiene, 
representa fatores de risco para o aparecimento de uma infecção denominada ceratite microbiana, que causa 
ulceração inflamatória da córnea. Para interromper o processo da doença, é necessário tratamento antibiótico.
De modo geral, os fatores de risco provocam a diminuição da oxigenação corneana e determinam mudanças 
no seu metabolismo, de um estado aeróbico para anaeróbico.
Como decorrência, observa-se a diminuição no número e na velocidade de mitoses do epitélio, o que predispõe 
ao aparecimento de defeitos epiteliais e à invasão bacteriana.
aDaptaDo De: cresta. f. lente De contato e infecção ocular. 
revista sinopse De oftalmologia. são paulo: moreira Jr., n. 04. 2002.
A instalação das bactérias e o avanço do processo infeccioso na córnea estão relacionados a algumas carac-
terísticas gerais desses microrganismos, tais como:
a) a grande capacidade de adaptação, considerando as constantes mudanças no ambiente em que se re-
produzem, e o processo aeróbico como a melhor opção desses microrganismos para a obtenção de energia;
b) a grande capacidade de sofrer mutações, aumentando a probabilidade do aparecimento de formas resis-
tentes, e o processo anaeróbico da fermentação como a principal via de obtenção de energia;
c) a diversidade morfológica entre as bactérias, aumentando a variedade de tipos de agente infeccioso, e a 
nutrição heterotrófica como forma de esses microrganismos obterem matéria-prima e energia;
d) o alto poder de reprodução, aumentando a variabilidade genética dos milhares de indivíduos, e a nutrição 
heterotrófica como única forma de obtenção de matéria-prima e energia desses microrganismos; 
e) o alto poder de reprodução, originando milhares de descendentes geneticamente idênticos entre si, e a 
diversidade metabólica, considerando processos aeróbicos e anaeróbicos para a obtenção de energia.
ANÁLISE EXPOSITIVA
A utilização inadequada de lentes de contato reduz as trocas gasosas no local, danificando as fun-
ções normais do epitélio ocular, já que suas células necessitam de um ambiente aeróbico para se 
manterem íntegras. Desse modo, se favorece também o desenvolvimento bacteriano no local. As 
bactérias são microrganismos unicelulares, cujo metabolismo pode ser aeróbico ou anaeróbico, e 
realizam reprodução assexuada por bipartição. Esse processo tem como vantagem permitir a rápida 
proliferação da população, ainda que como consequência os descendentes sejam geneticamente 
idênticos entre si, podendo ser uma característica desvantajosa em caso de alteração ambiental.
RESPOSTA Alternativa E
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DIAGRAMA DE IDEIAS
TIPOS DE REPRODUÇÃO 
E CICLOS DE VIDA
DIPLOBIONTE 
(MEIOSE GAMÉTICA)
EX.: ANIMAIS
HAPLOBIONTE
(MEIOSE ZIGÓTICA)
EX.: FUNGOS
HAPLODIPLOBIONTE
(MEIOSE ESPÓRICA)
EX.: PLANTAS
REPRODUÇÃO 
ASSEXUADA
REPRODUÇÃO 
SEXUADA
TIPOS
CICLOS 
REPRODUTIVOS
• NÃO DEPENDE 
DE PARCEIRO
• RÁPIDO CRESCIMENTO 
POPULACIONAL
VARIABILIDADE 
GENÉTICA 
(MEIOSE E FECUNDAÇÃO)
NÃO GERA VARIABILIDADE
GENÉTICA
ELEVADO CUSTO 
 ENERGÉTICO
• BIPARTIÇÃO
• DIVISÃO MÚLTIPLA
• GEMULAÇÃO
• ESPORULAÇÃO
• FRAGMENTAÇÃO
• PARTENOGÊNESE
• MULTIPLICAÇÃO VEGETATIVA
VANTAGENS
VANTAGEM
DESVANTAGEM
DESVANTAGEM
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____________________________________________________________
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ANOTAÇÕES
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LIVRO 
TEÓRICO
ZOOLOGIA
BIOLOGIA
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INCIDÊNCIA DO TEMA NAS PRINCIPAIS PROVAS
É frequente a presença de questões rela-
cionadas às medidas profiláticas para evi-
tar e combater doenças infectoparasitárias, 
como as causadas por vermes.
Zoologia é um tema recorrente – os dife-
rentes filos são comparados de maneira 
mais direta.
É generalista com relação às características 
dos seres vivos, não aborda grupos especí-
ficos, opta por comparar um vasto número 
de grupos. Além de seu caráter interdiscipli-
nar, é evidente a presença de questões que 
dialogam com situações cotidianas.
As questões dissertativas cobram mais 
especificamente as doenças causadas por 
vermes, bem como anatomia de invertebra-
dos, vetores e agentes etiológicos.
É importante conhecer bem as principais 
características animais para reconhecer 
com facilidade as semelhanças e diferenças 
entre os filos.
É direcionada a teorias evolutivas, embrio-
logia e taxonomia dos seres vivos.
Possui caráter essencialmente comparativo 
e questões que misturam diferentes áreas 
da Biologia. Há presença de assuntos como 
diversidade de seres vivos e comparação 
entre os reinos e entre os filos animais.
Com poucas questões de Biologia, cobra 
conhecimento acerca da anatomia com-
parada dos filos animais e da classificação 
dos seres vivos.
A Santa Casa cobra conhecimentos relacio-
nados a verminoses comuns no Brasil, além 
de embriologia e anatomia comparada dos 
animais.
É uma prova com questões interdisciplina-
res e conteúdo específico, sendo importan-
te reconhecer características dos animais e 
saber comparar os diferentes filos.
Possui questões com alto nível de especi-
ficidade, que abordam doenças causadas 
por vermes e anatomia comparada dos 
diferentes filos animais.
Apresenta questões com enfoque em ana-
tomia comparada.
A prova tende a cobrar questões quanto 
às relações evolutivas, taxonomia e ver-
minoses.
Os temas de maior recorrência dentro da 
Zoologia são características exclusivas e 
diferenças entre os filos animais.
É essencial saber interpretar cladogramas, 
além de saber classificar e diferenciar os 
seres vivos.
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Os moluscos (do latim molluscus = mole) são animais 
possuidores de um corpo mole, viscoso, não segmentado e 
sem patas. Apresentando simetria bilateral, o corpo é dividi-
do em três partes: cabeça, pé e massa visceral. A cabeça é 
bem nítida nos caramujos e polvos, mas não é diferenciada 
nas ostras. O pé é uma massa musculosa e ventral que se 
constitui num órgão locomotor, fixador e cavador, também 
servindo de base para a classificação dos moluscos. A mas-
sa visceral contém os órgãos e pode ser protegida por um 
exoesqueleto, a concha. A maioria dos moluscos tem vida 
aquática, com grande distribuição marinha; alguns cara-
mujos levam vida inteiramente terrestre. O filo apresenta 
sete classes, sendo que as principais são: Gastropoda (ex.: 
caramujos), Bivalvia (ex.: ostras), Cephalopoda (ex.: lulas), 
Scaphopoda (ex.: dentálios) e Polyplacophora (ex.: quítons).
Observe na imagem a diversidade de tipos morfológicos 
existente entre os moluscos:
exemplo Da bioDiversiDaDe De moluscos
fonte: youtube
Moluscos - O que são? Quem são?
multimídia: vídeo
3. Gastrópodes -- 
caracóis e caramujos
Os gastrópodes apresentam corpo nitidamente dividido 
em cabeça, pé e massa visceral. A cabeça apresenta a boca 
e dois pares de tentáculos retráteis, dos quais os posterio-
res, mais longos do que os anteriores, apresentam na ex-
tremidade os pequenos olhos. Observe a seguir a anatomia 
interna de um gastrópode típico:
1. Moluscos -- o surgimento do 
celoma e do sistema circulatório
Os moluscos compõem um dos filos mais abundantes em 
número de espécies, com 50 mil espécies descritas. Apre-
sentam amplo registro fóssil, principalmente devido à pre-
sença de concha mineral, indicando que o seu surgimento 
é antigo. Do ponto de vista evolutivo, lembre-se de que já 
apareceram sistemas digestivo, respiratório e nervoso. Nes-
ses animais, no desenvolvimento embrionário, surge uma 
cavidade totalmente revestida por mesoderme, o celoma. 
Acredita-se que o celoma representa uma ampliação do 
espaço dentro do animal, o que permitiu o desenvolvimen-
to e o alojamento de mais órgãos e sistemas.
acelomaDo pseuDocelomaDo celomaDo
2. Caracterização e classificação
lesma marinha
MOLUSCOS
COMPETÊNCIA(s)
4 e 8
HABILIDADE(s)
13, 15, 16 e 28
CN
AULAS 
17 E 18
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Anatomia interna de um gastrópode
fonte: http://sliDeplayer.com.br/sliDe/383554/
O pé é muito musculoso, ventral e achatado, formando uma 
espécie de sola sobre a qual o animal rasteja. A massa vis-
ceral se encontra protegida pela concha espiralada e cônica. 
No molusco perfeitamente distendido, junto à abertura da 
concha se localiza o pneumóstoma ou poro respiratório. As 
vísceras são protegidas por uma concha calcária que atua 
contra ataques de predadores e dessecação.
Os gastrópodes podem viver no mar ou em água doce, os quais 
apresentam brânquias localizadas na cavidade do manto. Ou-
tras espécies vivem em ambientes terrestres úmidos e apresen-
tam, portanto, sacos pulmonares no lugar das brânquias.
Exemplo de espécie terrestre, o caracol de jardim é mais ativo 
à noite e quando o clima está úmido. Durante o dia, procu-
ra se esconder embaixo de objetos, folhas ou em buracos. 
Quando o clima está seco, retrai a cabeça e o pé dentro da 
concha, secretando uma lâmina de muco que fecha a aber-
tura da concha, evitando a dessecação.
4. Pelecípodes -- os bivalves
Entre espécies dulcícolas e marinhas, os bivalves são represen-
tados pelas ostras e pelos mexilhões e apresentam cabeça di-
ferenciada ou ausente, com um pé e massa visceral protegidas 
por uma concha formada por duas valvas que se unem dorsal-
mente, através de um ligamento elástico, à charneira. As valvas 
se mantêm fechadas por fortes músculos. 
O pé é um órgão musculoso, retrátil, em forma de quilha ou 
machado, servindo para ancorar o animal na areia. A maioria 
deixa de se locomover depois da fixação em algum substrato. 
Esses animais filtram o alimento puxando água com um sifão 
inalante e eliminam os detritos por um sifão exalante. As partí-
culas são capturadase o oxigênio é trocado. Observe a seguir 
os aspectos morfológicos de um bivalve inteiro e de sua ana-
tomia interna:
Sifão exalante
Chameira
Sifão inalante
Pé
Vista lateral Vista posterior
Charneira
vista lateral vista posterior
anatomia interna De um pelecípoDe
fonte: http://sliDeplayer.com.br/sliDe/1690937/
Quando uma partícula estranha se aloja internamente, al-
guns bivalves geram uma proteção. Nesses casos, é secre-
tada uma substância, chamada de madrepérola, que isola 
a partícula estranha. As pérolas, famosas pelo seu uso co-
mercial em joias, são também formadas naturalmente dessa 
forma, devido à entrada de um grão ou um verme parasita 
entre o manto e a concha. Essa proteção é secretada em ca-
madas concêntricas pelo manto em torno do corpo estranho. 
Nas perólas cultivadas, ou seja, induzidas pelo ser humano, 
bolinhas de madrepérola são formadas dentro do corpo do 
animal. A figura a seguir ilustra essa formação.
Concha
Partícula
estranha
Manto
Camadas nacaradas
 envolvem a
 partícula estranha
Pérola
esquema De formação De pérolas
fonte: http://sliDeplayer.com.br/sliDe/1837373/
5. Cefalópodes
Representados por polvos, lulas e nautilus, os cefalópodes 
constituem um grupo especializado e muito mais complexo 
do que os demais moluscos. Além disso, apresentam repre-
sentantes que são os maiores invertebrados, como a lula 
gigante, que pode chegar a 16 metros. Eles são exclusi-
vamente marinhos e possuem cabeça diferenciada, massa 
visceral alongada e pé transformado em tentáculos habili-
dosos e braços que envolvem a cabeça. A concha é redu-
zida e interna nas lulas, ausente nos polvos e externa nos 
nautilus. Esses animais respiram por brânquias localizadas 
dentro da cavidade do manto, puxando água através de 
um sifão. Na boca, existe a rádula, uma estrutura composta 
por 7 dentes e um bico quitinoso.
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VIVENCIANDO
Anatomia interna de um cefalópode
 
Sépia 
 
Polvo 
 
sépia polvo 
Na lula, a cabeça apresenta dois grandes olhos laterais 
e boca central rodeada por tentáculos e braços. Existem 
quatro pares de tentáculos menores e mais grossos, com 
numerosas ventosas no lado interno. Os outros dois ten-
táculos são bem mais longos e delgados, apresentando 
ventosas apenas nas extremidades. A massa visceral é 
alongada e cônica, apresentando na parte posterior duas 
nadadeiras triangulares. Entre a cabeça e o tronco, apa-
rece o sifão exalante, através do qual é expelido um jato 
de água que impele o animal para o lado oposto; o sifão 
pode curvar-se para trás, mudando a direção do desloca-
mento do animal. As lulas apresentam a glândula da tinta: 
quando são atacadas, eliminam o conteúdo preto dessa 
glândula envolvendo o inimigo em uma nuvem escura e 
possibilitando a fuga.
fonte: youtube
Moluscos (ênfase em Cephalopoda) [Legendado PT-BR]
multimídia: vídeo
A classe dos cefalópodes, na qual estão incluídos polvos e lulas, é muito utilizada na culinária. Em termos de sabor, a 
lula e o polvo são bem similares. O polvo possui uma carne macia que, geralmente, é servida com grelhados. A lula, 
por sua vez, tem mais elasticidade e pode ser usada em saladas e ensopados. 
Muito popular no Japão, o polvo ainda é pouco comum na culinária do Brasil. No entanto, por apresentar uma carne 
macia, de textura elástica e bastante saborosa, tem crescido sua procura. Normalmente ele compõe pratos da culinária 
japonesa – presente em sushis, sashimis e temakis – e chinesa, além de outras refeições. Ele oferece benefícios à saúde, 
em especial no combate ao colesterol alto e a doenças cardíacas, por conter ômega-3. Pesquisadores da Universidade Es-
tadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) constataram que o polvo é um alimento de alto valor nutritivo e biológico por ser de 
fácil digestão, rico em vitaminas A e B, tendo baixo índice de gordura e colesterol, quando comparado a outros mariscos.
fonte: 
6. Escafópodes
Os dentálios (escafópodes) são moluscos marinhos que 
vivem enterrados na areia da praia. O corpo é alongado e 
protegido por uma concha cônica e recurvada que lembra 
um dente de elefante, motivo do nome que recebem. O pé 
alongado, cilíndrico e pontiagudo é usado para cavar e fixar o 
molusco na areia. 
Da abertura da concha sai uma série de tentáculos que fun-
cionam como órgãos táteis e adesivos para a apreensão de 
alimento. Em geral, medem cerca de sete centímetros, mas 
podem chegar a quinze. Observe a seguir a foto de um esca-
fópode e uma ilustração de sua anatomia interna: 
captácula
manto
concha
gânglio
cerebral
gânglio
 bucal
 pelicárdio
com o coração
 rim
direito
glândula
digestiva
 cordão
 nervoso
 visceral
gônoda
abertura posterior
da cavidade paleal
manto
pé
gânglio pedioso e
junto o estatocisto
concha
manto
cavidade paleal
cavidade paleal
ânus
anatomia interna De escafópoDes 
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exemplar De escafópoDes
7. Poliplacóforos
Os quítons apresentam oito placas calcárias no dorso, 
em vez de uma concha única, e são muito adaptados a 
sobreviverem em regiões que recebem impacto de ondas, 
pois são achatados e aderem fortemente às rochas. Eles 
representam a linhagem de moluscos mais próxima dos 
seus ancestrais.
quíton
fonte: https://pt.wikipeDia.org/wiki/polyplacophora
8. Fisiologia: tegumento 
e esqueleto
O tegumento é formado por um epitélio simples, às ve-
zes ciliado e contendo grande número de células muco-
sas. A parte do tegumento que recobre a massa visceral 
forma o manto ou pálio, uma dobra que secreta a 
concha. Caramujos e caracóis apresentam uma concha 
univalve, ou seja, formada por uma só peça; ostras e 
mariscos possuem a concha bivalve, que apresenta duas 
peças (valvas) que se adaptam e se articulam. De natu-
reza calcária, a concha é um exoesqueleto que protege 
o corpo mole. Observe a seguir a concha interna de um 
cefalópode, a sépia:
Gônada Estômago Concha uterina (Glandios)
Manto
Olho
Ânus
Sifão
Radula
Saco de tinta
Cavidade do manto
Bránqueas
Coração
bránquial
fonte: youtube
Bivalve: Mexilhões, Ostras, Amêijoas...
multimídia: vídeo
9. Digestão
O sistema digestório é completo e compreende boca, farin-
ge, esôfago, estômago, intestino e ânus. A faringe ou cavi-
dade bucal apresenta, inferiormente, a rádula, uma placa 
recoberta por dentículos quitinosos utilizada para raspar o 
alimento. Ostras e mexilhões são filtradores, retendo nas 
brânquias algas microscópicas, protozoários e bactérias 
usados como alimento. Os não filtradores, como caracóis, 
polvos e lulas, são herbívoros ou carnívoros.
A rádula, estrutura raspadora ausente nos filtradores, é 
projetada para frente e retraída para trás graças a múscu-
los protatores e retratores, respectivamente. Observe a 
seguir a anatomia do sistema digestivo:
Glândula salivar
Cavidade bucal
Membrana radular
Dentes da rádula
Boca
Protrator do odontóforoProtrator da rádula
Retrator do odontóforo
Retrator da rádula
Esôfago
Saco radular Odontóforo
anatomia Do sistema Digestivo, com Destaque Da ráDula
A digestão ocorre de forma extracelular inicialmente no es-
tômago e é finalizada de forma extracelular nas glândulas 
digestivas. Nas lulas e nos polvos, a digestão é exclusiva-
mente extracelular.
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parecido com o rim e são constituídos por nefrídios, que 
filtram o sangue na cavidade pericárdica, retirando os re-
síduos e eliminando-os para o exterior. Observe na ilus-
tração a seguir:
nefróstomo
abertura para
 o exterior
anatomia interna Do sistema excretor
fonte: http://Docplayer.com.br/1442848-
moluscos-animais-De-corpo-mole.html
13. Sistemas nervoso 
e sensorial
O sistema nervoso é do tipo ganglionar, contendo três pares 
de gânglios: cerebroides (centros sensoriais), pediosos 
ou pedais (centros locomotores) e viscerais (centros vege-tativos), ligados por conectivos. Como elementos sensoriais 
aparecem olhos, estatocistos (equilíbrio), osfrádios, células 
táteis e quimiorreceptores. Observe na ilustração a seguir a 
localização dos gânglios cerebroides nos moluscos:
Gânglios
cerebrais
Gânglios
 bucais
Gânglios pedais
Gânglios
viscerais
anatomia interna Do sistema nervoso
fonte: https://pt.sliDeshare.net/gasparneto1/molluscas
14. Reprodução
Em geral, os moluscos são unissexuados (dioicos), com al-
guns casos de hermafroditismo, como é o caso do caracol de 
jardim. Nas espécies terrestres e nos cefalópodes, a fecunda-
ção é interna com cópula (primeira figura), sendo o desenvol-
vimento direto a partir de postura de ovos (segunda figura). 
Nos demais, a fecundação é externa e o desenvolvimento 
indireto, por meio de larvas ciliadas denominadas trocóforas.
fonte: http://brasilescola.uol.com.br/Doencas/
caramuJo-transmissor-Doencas.htm
10. Respiração
A respiração pode ser cutânea, branquial (fig. A) ou pulmo-
nar (fig. B). As brânquias estão alojadas na cavidade palial, 
espaço situado entre o manto e o corpo. A respiração pul-
monar ocorre nos gastrópodes terrestres (caracóis), em que 
o pulmão é constituído pela cavidade palial com parede 
intensamente vascularizada e comunicada com o exterior 
através de um orifício (pneumóstoma).
fig. a – respiração branquial (brânquias)
fig. b – respiração pulmonar (pulmões)
Concha
Olho
Tentáculo
Cabeça
Ânus Pé Poro respiratório Poro respiratório
 Cavidade
 do manto
vascularizada
 (pulmão)
Concha
Vasos sanguíneos
11. Circulação
Possuem sistema circulatório lacunar ou aberto, com o 
coração situado dorsalmente no interior de uma cavidade 
pericárdica. O sangue sai do coração e passa pelas arté-
rias, que terminam em hemóceles, das quais é coletado por 
veias e volta ao coração. Apenas nos cefalópodes o sistema 
circulatório é fechado. Observe a seguir a ilustração de um 
sistema aberto:
representação De um bivalve cortaDo longituDinalmente 
para mostrar o sistema circulatório
12. Excreção
O sistema excretor é formado por um órgão especiali-
zado, com dois pares de metanefrídeos que têm aspecto 
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CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS
15. Importância dos moluscos
15.1. Gastrópodes como pragas agrícolas
Os caracóis e as lesmas podem se alimentar de folhas ten-
ras de plantas. Eles geralmente possuem hábitos noturnos, 
embora possam ser encontrados atacando as plantas nos 
dias chuvosos. Os tegumentos são moles, cobertos por uma 
substância viscosa. Durante o frio, ou nas estações secas, es-
condem-se nas cavidades das árvores, fendas ou muros, sob 
as pedras, etc., onde ficam em estado de dormência e sem 
se alimentar.
As lesmas terrestres, consideradas pragas agrícolas, são da 
família Veronicellidae. São encontradas em lugares úmidos, 
sombreados, debaixo de pedras, em jardins e hortas. Essas 
lesmas não possuem concha, possuem dois pares de tentá-
culos, com os olhos nas pontas dos tentáculos posteriores. 
Alguns fatores limitam o crescimento populacional desses 
moluscos, como condições anormais de radiação solar, baixa 
umidade do ar e temperatura elevada. O plantio direto com 
abundância de palha na superfície do solo e culturas com 
vegetação exuberante (ex.: nabo forrageiro) podem favore-
cer o desenvolvimento de moluscos nas lavouras. O controle 
pode ser realizado por catação manual, viável em canteiros 
pequenos e estufas, e com o uso de iscas com veneno, indi-
cado para lugares de maior ocorrência dessas pragas. Para 
facilitar a captura, recomenda-se colocar as iscas nos locais 
mais sombreados, no fim da tarde, em sacos de aniagem 
umedecidos e, pela manhã, fazer o recolhimento dos gas-
trópodes ali abrigados, que podem ser eliminados com água 
quente, salmoura forte (cinco ou mais colheres de sopa de 
sal diluídas em 1 litro de água) ou esmagamento. Em áreas 
maiores, como sementeiras comerciais de hortaliças ou es-
sências florestais, uma opção de controle é a utilização de 
iscas à base de aldeído, que devem ser distribuídas à noite 
nos lugares de maior ocorrência dos caracóis.
15.2. Moluscos como fonte de alimento e 
causadores de desequilíbrio ambiental
Mariscos, ostras, lulas e polvos servem de alimento para o 
homem, sendo os dois primeiros criados extensivamente: 
a criação de mariscos e ostras é intensa no litoral bra-
sileiro. Caracóis, como o escargot, também são criados 
no Brasil, embora o consumo em restaurantes sofistica-
dos no país seja pequeno. Contudo, há um aumento das 
exportações para outros países. A França, por exemplo, 
consome em torno de 40.000 toneladas por ano desse 
molusco, quantidade muito além da capacidade domésti-
ca de produção do país. A espécie criada em maior quan-
tidade no país, Helix aspersa, foi introduzida no Brasil há 
mais de 100 anos. Embora exótica, não tem se observado 
a invasão em áreas naturais. O motivo disso pode ser a 
dificuldade de adaptação às temperaturas elevadas, o 
que difere do clima europeu.
Há cerca de 15 anos, produtores brasileiros de escargots 
importaram Achatina fulica, um caracol africano. Trouxe-
ram a espécie para criação sem nenhuma preocupação 
com os possíveis danos que a liberação desse caramujo 
em campo pudesse causar à agricultura, às florestas e à 
saúde pública e sem considerar o passado desastroso de 
tentativas semelhantes em outros locais do mundo.
Essa espécie é herbívora e generalista voraz, competindo 
com espécies nativas por comida e espaço, principalmente 
em ambientes pobres em cálcio e alimento. Esses caramu-
jos apresentam a concha cônica marrom ou mosqueada 
de tons mais claros. Atingem até 20 cm de comprimento e 
chegam em média a 200 g de peso total. 
A aplicação de conceitos físicos é fundamental na compreensão do movimento do polvo por meio da propulsão 
a jato. “A propulsão é o movimento criado a partir de uma força que dá impulso. A propulsão pode ser criada em 
qualquer ato de impelir para frente ou dar impulso. No corpo humano, os ossos e músculos devem estar em harmo-
nia, para conseguir criar propulsão para andar, correr e se movimentar.” Essa definição mostra claramente o conceito 
da terceira lei de Newton, ou princípio de ação e reação, que diz que “toda força é resultado da interação física de 
dois corpos distintos, ou mesmo partes distintas de um mesmo corpo. Ou seja, quando um corpo A aplica uma força 
sobre um corpo B, recebe deste uma força de mesma intensidade e mesma direção, porém, de sentido contrário”. O 
jato de água expelido pelo polvo exerce uma força sobre a água e, em consequência, tem uma reação que leva ao 
movimento do animal.
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias  75
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o caracol africano, achatina fulica
Provavelmente por ser proveniente de clima tropical, A. fu-
lica adaptou-se rapidamente ao Brasil, invadindo áreas na-
turais e competindo com os moluscos nativos. Atualmen-
te, está presente em 21 estados brasileiros. Além de ser 
uma praga agrícola, A. fulica também pode portar agentes 
etiológicos de doenças humanas e veterinárias, como a an-
giostrongilíase abdominal (ocorre no RS, SC, PR, SP e DF), 
causada pelo nematoide Angiostrongylus costaricensis, e a 
Angiostrongilíase meningoencefálica (não ocorre no país). 
O governo implantou uma campanha nacional de combate 
ao caramujo africano, coordenada pelo Ibama, para evitar 
que o caramujo se espalhe e chegue às áreas rurais.
Outro exemplo de impactos negativos causados pela intro-
dução de organismos exóticos foi a introdução do molusco 
Limnoperna fortunei (mexilhão-dourado [Bivalvia: Mityli-
dae]) no Brasil. Originário dos rios asiáticos, foi detecta-
do pela primeira vez na América do Sul em 1991, no rio 
da Prata, na Argentina. Por meio da navegação, o mexi-
lhão-dourado dispersou-se pelo rio Paraguai, invadindo o 
Pantanal (Bolívia e Brasil), atingindo também o rio Uruguai 
e chegando até a central hidrelétrica (Argentina-Uruguai) 
de Salto Grande. L. fortuneié um bivalve pequeno, de cer-
ca de 3 cm, que se fixa na refrigeração dos motores das 
embarcações impedindo que a água circule, causando su-
peraquecimento do motor, que pode fundir. Pode ocorrer 
a oclusão ou redução da velocidade do fluxo em canos e 
tubos de irrigação, devido à perda por fricção.
mexilhão-DouraDo, limnoperna fortunei
fonte: http://zoologia-ii-ufes-turma-i.webnoDe.com/proDucts/mollusca2/
15.3. Caramujos hospedeiros de 
doenças do homem e animais
Algumas espécies de caramujos são importantes à saúde 
pública. Dois gêneros de grande importância são Biompha-
laria e Lymnaea. Os Biomphalaria são hospedeiros interme-
diários do Schistosoma mansoni, causador da esquistosso-
mose, uma doença parasitária endêmica em 74 países do 
mundo. Cerca de 200 milhões de indivíduos estão infectados 
no mundo todo, e o número de mortes por ano gira em torno 
de 20.000. No Brasil, estima-se que 12 milhões de indivídu-
os estejam infectados com S. mansoni.
Os hospedeiros intermediários de S. mansoni no Brasil são 
as espécies B. glabrata (mais importante), B. straminea e B. 
tenagophila. Esses moluscos possuem concha espiralada e 
são hermafroditas simultâneos, podendo se reproduzir por 
fecundação cruzada ou por autofecundação. Na natureza, 
os ovos são depositados nas hastes e folhas das plantas 
aquáticas e ainda nas conchas de outros caramujos.
A planta aguapé tem grande importância na disseminação 
de caramujos e seus ovos quando é levada pelas correntes 
de água. Em represas, o aguapé favorece a dispersão do 
molusco para toda a área. Sem o aguapé, não é possível a 
presença do caramujo no centro de rios e represas devido 
à necessidade de o caramujo subir à superfície para obter 
oxigênio. O molusco sobe até a superfície para obter oxi-
gênio e prende-se nas raízes das plantas aquáticas, como 
é o caso do aguapé. Por ocasião das estações secas, os 
riachos e açudes podem secar, matando muitos caramujos. 
Outros, entretanto, aprofundam-se na lama (até 30 cm) e 
permanecem até a volta das águas.
concha De biomphalaria sp.
Lymnaea spp. são hospedeiros da Fasciola hepatica, trema-
tódeo parasita comum de carneiros e outros ruminantes, 
que também pode infectar o homem, suínos, equinos, roe-
dores e outros mamíferos. No Brasil, existem três espécies 
de Lymnaea: L. columella, L. viatrix e L. cubensis, sendo que 
a primeira foi detectada na maioria dos focos de fasciolose 
observados até o momento. Entre as perdas econômicas 
associadas à fasciolose na pecuária estão a mortalidade 
de animais, a redução na produção de leite e de carne, a 
condenação de fígados e elevação do custo terapêutico 
no tratamento de infecções bacterianas secundárias. Esses 
problemas têm sido encontrados predominantemente no 
estado do Rio Grande do Sul.
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ÁREAS DE CONHECIMENTO DO ENEM
HABILIDADE 15
Interpretar modelos e experimentos para explicar fenômenos ou processos biológicos em qualquer nível de 
organização dos sistemas biológicos.
Moluscos são animais heterótrofos. Entretanto, o exercício apresenta um fenômeno diferente do padrão, 
que é um molusco que incorpora um gene de outra espécie (algas) e, com isso, adquire capacidade de fazer 
fotossíntese. Essa questão exige a interpretação correta desse modelo, além de um conhecimento de compo-
nentes vegetais.
MODELO 1
(Enem) Um molusco, que vive no litoral oeste dos EUA, pode redefinir tudo o que se sabe sobre a divisão entre 
animais e vegetais. Isso porque o molusco (Elysia chlorotica) é um híbrido de bicho com planta. Cientistas 
americanos descobriram que o molusco conseguiu incorporar um gene das algas e, por isso, desenvolveu a 
capacidade de fazer fotossíntese. É o primeiro animal a se “alimentar” apenas de luz e CO2, como as plantas.
garatoni, b. superinteressante. eDição 276, mar. 2010 (aDaptaDo).
A capacidade de o molusco fazer fotossíntese deve estar associada ao fato de o gene incorporado permitir que 
ele passe a sintetizar:
a) clorofila, que utiliza a energia do carbono para produzir glicose;
b) citocromo, que utiliza a energia da água para formar oxigênio;
c) clorofila, que doa elétrons para converter gás carbônico em oxigênio;
d) citocromo, que doa elétrons da energia luminosa para produzir glicose;
e) clorofila, que transfere a energia da luz para compostos orgânicos.
ANÁLISE EXPOSITIVA
Para conseguir realizar o processo de fotossíntese, o gene que o molusco incorporou da alga deve ser 
aquele responsável pela produção de clorofila, que é um pigmento responsável pela absorção de luz 
utilizada em uma das etapas do processo de fotossíntese, que culmina na produção de compostos 
orgânicos (glicose) e oxigênio.
RESPOSTA Alternativa E
 
lymnaea sp.
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos2/mo-
luscos.php
multimídia: site
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DIAGRAMA DE IDEIAS
MOLUSCOS
CARACTERÍSTICAS
CORPO MOLE E NÃO SEGMENTADO
SISTEMA DIGESTIVO COMPLETO 
RÁDULA−RASPAGEM DE ALIMENTOS
CELOMADOS
RESPIRAÇÃO CUTÂNEA, BRAN-
QUIAL OU PULMONAR
SIMETRIA BILATERAL
SISTEMA CIRCULATÓRIO ABERTO 
(EM CEFALÓPODES É FECHADO)
CABEÇA, PÉ E 
MASSA VISCERAL
METANEFRÍDEOS
CONCHA: EXOESQUELETO CALCÁRIO
DIOICOS
CLASSES
PELECÍPODES
GASTRÓPODES
CEFALÓPODES
POLIPLACÓFOROS
• BIVALVES (OSTRAS E MARISCOS)
• DUAS CONCHAS
• PÉROLAS
• MATINHOS E DE ÁGUA DOCE
• UMA CONCHA
• TERRESTRES OU MARINHOS
• CARACÓIS E CARAMUJOS
• CONCHA INTERNA OU AUSENTE
• MARINHOS
• POLVOS E LULAS
• CONCHA INTERNA
• MARINHOS
• QUÍTONS
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1. Introdução
Os anelídeos, do latim annulatus (anel) e do grego eidos 
(forma), são animais vermiformes, de simetria bilateral, 
caracterizados pela segmentação ou metamerização 
(metameria), que continuará a aparecer na maioria da 
organização corporal dos próximos grupos a partir dos 
anelídeos. O corpo é segmentado, isto é, formado por uma 
sucessão de anéis, denominados segmentos ou metâme-
ros. São organismos que vivem em ambiente terrestre, 
marinho e dulcícola. Possuem o corpo alongado, cilíndrico 
e metamerizado, cuja divisão ocorre tanto externa como 
internamente. Cada anel abriga diversos órgãos individu-
alizados, como nervos, estruturas musculares e excretoras. 
São classificados em três classes e um dos critérios de clas-
sificação é a presença e quantidade de cerdas ao longo do 
corpo, que auxiliam na movimentação pelo substrato.
Os oligoquetos apresentam poucas cerdas e apresen-
tam os exemplares mais conhecidos: as minhocas, como 
a minhoca-da-terra (Lumbricus terrestris), a minhoca-louca 
(Pherentima hawayana) e a minhocoçu (Glossoscolex gi-
ganteus). Esses animais vivem sobre o solo úmido, perfu-
rando-o. Alimentam-se de detritos orgânicos e eliminam 
partículas menores, facilitando a ação de bactérias e fun-
gos na decomposição. 
Os poliquetos apresentam várias cerdas e os principais 
representantes são os vermes marinhos como Eunice viridis 
e Nereis sp.
Os aquetos ou hirudíneos não apresentam cerdas e in-
cluem as sanguessugas, como Hirudo medicinalis, que são 
ectoparisas que vivem em água doce.
oligoquetos
poliquetos
aquetos
2. Poliquetos
Os poliquetos são vermes de corpo nitidamente segmen-
tado, no qual se destaca uma cabeça com olhos, palpos e 
tentáculos. Em cada segmento, possuem um par de para-
pódios, expansões laterais não articuladas. Como primiti-
vas estruturas de locomoção, aparecem numerosas cerdas, 
eixos quitinosos implantados nos parapódios. 
O nereis, um predador de hábito noturno, atinge 45 cm de 
comprimento. É possível observá-lo na ilustração a seguir. 
O Eunice gigantea chega a ter 3 metros de comprimento. 
Os chamados tubícolas vivem no interior de tubos que eles 
constroem, aglutinando grãos de areia em torno do corpo. 
Outros vivem em buracos que cavam na areia das praias ou 
em zonas profundas dos ambientes marinhos. Os tubícolas 
são animais filtradores, ou seja, fazem a água passar porticos. Isso significa que conjuntos de fatores abióticos es-
pecíficos determinam biomas diferentes. Essas diferentes 
condições ambientais, em especial de variação climática, 
permitem que o epinociclo abrigue uma grande biodiver-
sidade. Entre os componentes abióticos mais importantes 
estão a energia radiante recebida na Terra (temperatura), o 
índice pluviométrico e as características do solo.
O conceito de bioma
O conceito de bioma é fundamental para a compre-
ensão da distribuição dos seres vivos no planeta. Se-
gundo dois importantes ecólogos, pode-se entender o 
bioma como “um conjunto de ecossistemas terrestres 
com vegetação característica, fisionomia típica, com 
predomínio de certo tipo de clima e vinculado a dada 
faixa de latitude” (ODUM, 1996); ou ainda como 
“uma grande área do espaço geográfico, que tem por 
características a uniformidade de um macroclima de-
finido, de uma determinada fitofisionomia ou forma-
ção vegetal, de uma fauna e outros organismos vivos 
associados, e de outras condições ambientais, como a 
altitude, o solo, os alagamentos, o fogo, a salinidade, 
entre outros. Essas características todas lhe conferem 
uma estrutura e uma funcionalidade peculiares, uma 
ecologia própria” (COUTINHO, 2005).
Distribuição Dos biomas pelo planeta
fonte: http://sliDeplayer.com.br/sliDe/2678056/ 
BIOMAS
COMPETÊNCIA(s)
8
HABILIDADE(s)
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2. Elementos que 
influenciam os biomas
Todos os biomas terrestres ou aquáticos são bem determi-
nados. Nesse sentido, algumas perguntas são fundamen-
tais. Como foram formados ao longo do tempo? Como os 
seres vivos evoluíram adaptando-se aos biomas?
É possível encontrar seres vivos em todos os lugares da 
Terra; sua distribuição, porém, é limitada por fatores, sejam 
eles bióticos ou abióticos. Organismos são encontrados nos 
picos gelados de montanhas, nas dunas dos desertos, nas 
profundezas das regiões abissais oceânicas, em gêiseres 
(onde a água pode atingir temperaturas de 60 °C), nas re-
giões polares, ou seja, em todos os ambientes. Entretanto, 
são poucos os organismos que apresentam ampla distri-
buição, os denominados cosmopolitas.
O ser humano e o falcão-peregrino, por exemplo, distribuem-
-se por todos os continentes, em várias altitudes, latitudes, 
climas e habitats, mas, mesmo ocorrendo nessa variedade de 
condições, essas espécies não ocorrem em ambientes aquá-
ticos, representados por 3/4 do planeta cobertos por água.
Nos diversos pontos terrestres, os biomas são influenciados 
diretamente pelo clima e pelos elementos climáticos: a 
radiação solar e a temperatura, a umidade e o índice de 
precipitação, a pressão atmosférica e a circulação do ar na 
atmosfera (vento). Como os fatores climáticos interfe-
rem nos elementos, suas condições também contribuem 
para as variações ambientais dos biomas: latitude, altitude, 
maritimidade e continentalidade, vegetação, massas de ar, 
relevo e correntes marítimas. 
2.1. Temperatura e radiação solar
O calor determinado pelas radiações solares é o fator prin-
cipal que caracteriza os diversos tipos de clima terrestre. A 
análise dos aspectos que favoreceram a origem da vida reve-
la que a energia solar foi o fator desencadeador das reações 
ocorridas. Com efeito, a energia solar mantém a vida na Ter-
ra, uma vez que, capturada pelas plantas verdes, é convertida 
em outros tipos de energia, que são utilizadas para o cres-
cimento, manutenção e reprodução de todos os seres vivos. 
O Sol emite calor por meio de radiações que chegam à Terra. 
Ao encontrar matéria, como água ou solo, essas radiações 
são absorvidas e a matéria é aquecida. Esse aquecimento, 
por sua vez, não é uniforme, sendo diferenciado de acordo 
com a estrutura da matéria. Existem rochas, solos e plantas 
que absorvem maior quantidade de calor. A água também 
absorve radiação, mas o aquecimento não fica confinado 
apenas à camada superficial, como ocorre nos sólidos. 
Parte desse calor é absorvida pelo ar, principalmente onde 
o ar é mais mais denso e particularmente se ele contém 
partículas suspensas de água ou poeira (nuvens). Embora o 
ar seja aquecido pela radiação solar, o maior aquecimento 
ocorre na superfície da Terra. 
2.1.1. Latitude
Entretanto, por que quanto maiores as latitudes, menor é o 
calor? A Terra tem um formato elipsoidal com um achata-
mento nos polos. A atmosfera é contínua à superfície ter-
restre, e a radiação solar atinge a superfície atravessando 
a atmosfera, sempre fazendo um ângulo perpendicular ao 
eixo longitudinal da Terra.
A Terra está inclinada, formando um ângulo de 23,5° com o 
eixo perpendicular à sua órbita, e, devido ao seu movimento 
de translação, isso determina onde haverá maior ou menor 
calor em relação à linha do equador. Assim, nas áreas de 
baixas latitudes, os raios solares incidem de maneira verti-
cal e são mais intensos, enquanto nas regiões de elevadas 
latitudes os raios solares incidem obliquamente, com maior 
intensidade no verão e menor intensidade no inverno.
inclinação Da terra em relação ao eixo perpenDicular à sua órbita.
CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS
Para compreender como os biomas se estabeleceram no planeta Terra, é fundamental compreender conceitos químicos 
e físicos que interferem nesse processo. Os fatores abióticos químicos (pH, salinidade, nutrientes, etc.) e físicos (lumino-
sidade, temperatura, umidade, etc.) determinam o tipo de vegetação e de outros seres vivos que vão habitar uma deter-
minada região. Por exemplo, devido à alta incidência solar na região equatorial, há a possibilidade de uma maior taxa 
de fotossíntese pelos produtores e, consequentemente, de uma alta produtividade primária, a qual sustenta uma ampla 
biodiversidade. Além da elevada taxa de luminosidade, essa região apresenta também altos índices de pluviosidade e 
temperatura. Todos esses fatores químicos e físicos produzem a variedade de fauna e da flora encontradas no equador. 
Assim, percebe-se a importância de interação entre a área das exatas (Química e Física) e a área biológica.
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias  9
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Como a inclinação do eixo polar é fixa, durante o movi-
mento de translação, a energia solar atinge mais ora um 
hemisfério, ora outro, resultando nos ciclos de estações 
climáticas. Quando a radiação incide perpendicular à linha 
do equador, ou seja, 0°, e forma um ângulo de 90° com a 
refração, tem-se o equinócio (20 ou 21 de março e 22 ou 
23 de setembro − início da primavera e do outono). Quan-
do a incidência ocorre nas linhas dos Trópicos de Câncer ou 
Capricórnio, tem-se, respectivamente, o solstício Norte e 
Sul (21 ou 22 de junho e 21 ou 22 de dezembro − início 
do verão ou do inverno).
As diferentes durações de dias e noites também caracteri-
zam as estações climáticas. Apenas no equador existe um 
fotoperíodo de 12 horas nas 24 horas do dia. Nos equi-
nócios do outono e da primavera, os raios de sol atingem 
perpendicularmente o equador, as latitudes equatoriais são 
aquecidas mais intensamente, e, em cada lugar da Terra, a 
duração do dia é a mesma.
No solstício de verão (22 de dezembro), a maior quantida-
de de radiação solar atinge diretamente o Trópico de Capri-
córnio (23,5° de latitude Sul), e o hemisfério Sul é aquecido 
mais intensamente com dias mais longos e maiores foto-
períodos, enquanto no hemisfério Norte será inverno. Por 
outro lado, quando o Sol está perpendicular ao Trópico de 
Câncer (23,5° de latitude Norte), é verão (22 de junho − 
solstício Norte), enquanto o hemisfério Sul está no inverno, 
com temperaturas mais baixas e noites mais longas.
A sazonalidade do clima aumenta com o aumento de la-
titude. Nos círculos árticos e antárticos (66,5° de latitude), 
existe um dia em cada ano com contínua luz solar (o Sol 
nunca se põe) durante o verão e um dia de contínua escu-
ridão (inverno), marcados pelos respectivos solstícios.
2.1.2. Altitude
Esse processo mostra as variações deeles e retêm as partículas alimentares.
Tentáculos peristomiais
Olhos
Parapódio
Palpos
Boca
Tentáculos prostomiais
Cabeça em vista lateral
Parapódio Tentáculos 
prostomiais
Olhos
 Tentáculos 
peristomiais
Cirros
Cabeça em 
vista dorsal
ANELÍDEOS
COMPETÊNCIA(s)
4 e 8
HABILIDADE(s)
13, 14, 16 e 28
CN
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3. Oligoquetos: as minhocas
Trata-se da classe em que se encontram as minhocas, 
animais de corpo segmentado, sem cabeça e parapódios, 
além de possuírem poucas cerdas; o tamanho médio é de 
15 cm. O minhocuçu é uma espécie gigante que atinge até 
3 metros de comprimento. 
São animais hermafroditas, ou seja, monoicos com fecun-
dação cruzada. Nos animais sexualmente adultos, encon-
tra-se, na região anterior, o clitelo, um espessamento mu-
coso que serve para unir dois animais em cópula e formar 
o casulo protetor dos ovos. Observe a seguir os aspectos de 
um oligoqueto típico, a minhoca.
Peristômio
Prostômio
Boca
Clitelo
Cerdas laterais
Ânus
Clitelo
Boca
Poro
Poro
Cerdas
ventrais
Quando o animal é acidental ou experimentalmente sec-
cionado em fragmentos, sua capacidade de regeneração 
é elevada. As minhocas são animais subterrâneos, vivem 
em solos úmidos e ricos em húmus, sendo pouco encontra-
das em solos ácidos, secos e arenosos. Vivem no interior de 
galerias que escavam, perfurando o solo e ingerindo terra. 
O conteúdo intestinal apresenta terra úmida com matéria 
orgânica e resíduos vegetais usados na alimentação. Esses 
animais exercem importante papel na agricultura, arejan-
do o solo por meio das galerias escavadas e distribuindo 
fragmentos vegetais que apodrecem e fertilizam o solo. Por 
isso, são utilizadas comercialmente como “arados natu-
rais” ou adubação orgânica, além de serem incluídas em 
rações animais como fonte de proteínas.
4. Hirudíneos: as 
sanguessugas
Os hirudíneos, vulgarmente chamados de sanguessugas, 
não possuem cerdas ou as apresentam em pequenas 
quantidades. Não possuem tentáculos nem parapódios. O 
corpo é dorsoventralmente achatado com duas ventosas, 
uma em cada extremidade. A ventosa anterior envolve a 
boca, que apresenta três mandíbulas em forma de serra 
semicircular. Locomovem-se de forma peculiar: fixando-se 
pela ventosa posterior, o animal distende o corpo ao má-
ximo, prendendo a ventosa anterior e destacando a pos-
terior, aproximando-a e fixando-a logo atrás da anterior. 
O processo vai se repetindo e o animal vai progredindo 
como uma lagarta-mede-palmos. Vivem no mar, na água 
doce e em ambientes terrestres úmidos. São ectoparasitas 
hematófagos de diversos tipos de animais.
5. Caracterização geral
5.1. O tubo musculodermático
A parede corpórea dos anelídeos é formada por um tubo 
musculodermático, constituído por epiderme e musculatura. 
Formando a epiderme, encontra-se um epitélio simples e ci-
líndrico, contendo células glandulares e sensoriais. Recobrin-
do a epiderme, destaca-se uma cutícula delgada, permeável 
e não quitinosa. Logo abaixo da epiderme aparecem duas 
camadas musculares: uma externa circular e outra interna 
longitudinal. A parede do corpo possui musculatura bem de-
senvolvida, que, associada a cerdas quitinosas, por con-
tração e expansão, permite o movimento do animal. 
5.2. A digestão
O tubo digestivo, completo e retilíneo, é formado por boca, 
faringe, esôfago, estômago, intestino e ânus. Além disso, 
depois do esôfago, aparecem duas dilatações: o papo e a 
moela. O alimento, formado por partículas de terra e resí-
duos vegetais, é armazenado no papo e triturado na mo-
ela, que apresenta forte parede muscular. Nas minhocas, 
o intestino tem uma prega por dobra longitudinal dorsal 
(tiflossoles), cuja função indica uma ampla superfície de 
absorção. Observe a seguir um esquema de tubo digestivo 
destacando papo e moela:
Faringe Moela
 Quarenta
metâmeros omitidos
Ânus
 Ceco
intestinal
IntestinoPapo
Boca
esquema Do sistema Digestório Dos anelíDeos
5.3. A circulação
Na sua organização mais típica, o sistema circulatório 
apresenta dois vasos longitudinais: um dorsal, no qual o 
sangue circula em sentido posteroanterior, e outro ven-
tral, no qual o sangue flui em sentido inverso. Em cada 
segmento, os vasos dorsais são interligados por outros 
transversais que rodeiam o tubo digestivo e formam 
redes capilares. O sangue é impulsionado por contra-
80  CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
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ções do vaso dorsal, ou por vasos laterais e anteriores 
de maior calibre, também chamados de “corações”. 
Apresentam uma estrutura mais complexa, com um siste-
ma de vasos por onde percorre o sangue com hemoglobina 
dissolvida no plasma. O sangue passa a ser um importante 
transportador de gases e de nutrientes para as células, seja 
pela epiderme, no caso das minhocas, ou por brânquias, no 
caso de poliquetos. O sangue é bombeado por 5 pares de 
vasos pulsáteis, ou corações laterais, na região anterior, e a 
difusão dos nutrientes e gases ocorre no nível dos capila-
res. O fato de o sangue permanecer confinado ao interior 
dos vasos indica um sistema circulatório.
Corações
Esôfago Vaso dorsal
 Parte anterior
lateralmente aberta
Vaso ventral
representação Do sistema circulatório
5.4. A respiração
Os anelídeos possuem o corpo revestido por um tecido 
epitelial simples, que secreta uma cutícula delicada, cuja 
função é proteger o organismo contra a desidratação. A 
maioria dos anelídeos tem respiração cutânea, ou seja, 
as trocas gasosas são efetuadas através da pele. A respi-
ração cutânea é encontrada principalmente em anelídeos 
terrestres e que vivem em locais úmidos. Ocorre por meio 
da intensa vascularização que existe abaixo da epiderme. 
As brânquias, por sua vez, são típicas de representantes 
aquáticos, como os poliquetos. As brânquias retiram o O2 
dissolvido na água por difusão. Em algumas espécies, elas 
podem estar presentes nos parapódios, expansões laterali-
zadas do corpo relacionadas com locomoção, que podem 
ser intensamente vascularizadas. Brânquias ramificadas e 
arborescentes são comuns em anelídeos marinhos que vi-
vem em tubos (tubícolas). Observe a figura a seguir: 
capilar sanguíneo músculos longitudinais
músculos circulares
epiderme
cutícula brânquias
CO2 O2
5.5. A excreção
O sistema excretor é formado por unidades excretoras de-
nominadas metanefrídeos. A cada metâmero correspon-
de um par de metanefrídeos. Os nefrídeos são estruturas 
tubulares e enoveladas que estabelecem contato com 
os vasos sanguíneos, em que as secreções são retiradas. 
Essa estrutura possui duas extremidades: nefróstoma, 
que se abre no líquido do celoma, e nefridióporo ou poro 
excretor, que se abre na superfície corporal. 
Intestino
Funil ciliado
(nefróstoma)
 Parede
do corpo
Septo entre
metâmeros
Cavidade
celômica
Nefrídio
Poros excretores
 (nefridióporos)
repetição De estruturas excretoras nos metâmeros
5.6. O sistema nervoso
Os anelídeos apresentam um sistema nervoso do tipo gan-
glionar ventral. Existem dois gânglios cerebroides ou supra-
faríngeos ligados, por meio de anéis perifaríngeos, a dois 
gânglios infrafaríngeos dos quais parte a cadeia ganglionar 
ventral, com um par de gânglios em cada segmento. Como 
elementos sensoriais, aparecem papilas e tentáculos com 
funções táteis e gustativas, além de olhos para percepção 
luminosa. Observe a figura a seguir:
Gânglios intrafaringeos Gânglios
segmentar
intrafaríngeos
organização Do sistema nervoso.
5.7. A reprodução
Quanto à reprodução, os poliquetos são dioicos, com fe-
cundação externa e desenvolvimento indireto a partir da 
larva trocófora. Oligoquetos e hirudíneos são monoicos, 
com fecundação externa e cruzada e desenvolvimento 
direto. A capacidade de regeneração é geralmente eleva-
da. Muitas espécies de anelídeos possuem clitelo. Essa 
estrutura produz um casulo do qual são eliminados os 
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óvulos maduros. O casuloentão se desliga do clitelo e 
se desloca para a extremidade da minhoca, onde recebe 
o espermatozoide de outra e ocorre a fecundação. De-
pois da fecundação, o casulo se separa do corpo e, em 
seu interior, os óvulos são fecundados e se desenvolvem 
originando minhocas jovens sem estágio larval. Observe 
o esquema de reprodução da minhoca:
Reprodução em minhocas
Receptáculos seminais Clitelo
Clitelo troca de
espermatozóides 3 2 1
um dos vermes
já separado
fecundação saída de óvulos casulo mucoso
saída do casulo
 com os ovos
espermatozoides
fonte: youtube
Anelídeo: minhocas, sanguessugas, poliquetas...
multimídia: vídeo
6. Aspectos embriológicos
Os anelídeos são organismos triblásticos, celomados 
(são os únicos vermes com essa característica) e possuem 
simetria bilateral. A cavidade celômica possui um líqui-
do que transporta nutrientes, gases e resíduos do metabo-
lismo entre o sistema circulatório e as células do organis-
mo. Observe a seguir um corte transversal dos anelídeos:
poro dorsal
cutícula
epiderme
peritónio
cerdas
laterais
celoma
cels. cloragógenas cordão
nervoso vaso ventral
cerdas ventrais
ti�ossolis
intestino
vaso dorsal
músc. longitudinal
músc. circular
células
corte transversal De um anelíDeo
7. Formação da metameria
 § Importância da metameria – Metameria é a di-
visão do corpo de animais em uma série longitudinal 
de unidades similares repetidas, que, em anelídeos, 
artrópodes e cordados que a apresentam, está ligada 
à eficiência locomotora. Em alguns anelídeos, a me-
tameria é próxima do modelo ideal, isto é, replicação 
por segmento de apêndices, músculos, nervos, vasos 
sanguíneos, celoma, sistema excretor e sistema repro-
dutor, mas em artrópodos se especializa e fusiona em 
regiões distintas (tagmas); em cordados, é aparente 
apenas no esqueleto axial, músculos e nervos, embora 
primitivamente outros órgãos sejam metamerizados.
A metameria tem uma forma com cavidade preenchida 
por um líquido que auxilia a locomoção peristáltica, pois 
ela impede que a pressão exercida pelos músculos seja 
dissipada pelo corpo todo. Os efeitos locais da muscu-
latura em formas metamerizadas são mais vigorosos e, 
assim, mais eficientes, pois cada metâmero torna-se uma 
unidade de função especializada, notadamente para ca-
var, como os anelídeos.
 § Importância do celoma – O celoma fornece uma 
área para a ampliação da superfície dos órgãos inter-
nos. Sendo um espaço cheio de líquido, entre a pare-
de do corpo e os órgãos internos, pode servir a várias 
funções: esqueleto hidrostático, meio circulatório, lo-
cal temporário para maturação dos óvulos e esperma-
tozoides, acúmulo de excesso de líquido e produtos 
de excreção. Em celomados típicos, o celoma abre-se 
para fora por meio de metanefrídio (órgão que tem 
forma de funil aberto e ciliado) e gonoduto, vias de 
eliminação de excretas e gametas. A parede do corpo 
possui feixes de músculos longitudinais e circulares 
que podem funcionar antagonicamente; à medida 
que os músculos são contraídos ou relaxados, a força 
aplicada ao fluido celomático facilita uma variedade 
de tipos de movimentos corporais, funcionando, as-
sim, como esqueleto hidrostático.
www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos2/anelideos.php
multimídia: site
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CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS
Algumas espécies parasitas de anelídeos produzem uma substância denominada hirudina, que é anestésica e anti-
coagulante. Ela é secretada juntamente à saliva na região de fixação no hospedeiro. Essa substância é usada pela 
indústria farmacêutica para produção de medicamentos anticoagulantes. Além disso, desde a antiguidade, as san-
guessugas são usadas na medicina. Anos atrás, era comum o uso desses animais para realizar sangrias; atualmente, 
as sanguessugas ainda são utilizadas para sugar o sangue coagulado de ferimentos.
A substância hirudina é considerada um anticoagulante e é liberada por indivíduos da classe hirudínea, que são 
ectoparasitas. Para compreender a ação dessa substância no organismo, são necessários conceitos de fisiologia do 
tecido sanguíneo. Conceitos químicos também podem ser aplicados aqui, podendo indicar a estrutura da molécula 
de hirudina e seus grupos químicos presentes. 
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ÁREAS DE CONHECIMENTO DO ENEM
HABILIDADE 14
Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio 
interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.
O conhecimento da biodiversidade é fundamental para sua preservação, como também permite ao homem 
desenvolver suas atividades econômicas utilizando técnicas que usufruam de características naturais dos 
diferentes organismos, agredindo menos o ambiente e se desenvolvendo de forma sustentável. Assim, as 
questões do Enem tendem a fazer uma abordagem mais ecológica sobre as espécies, geralmente sem 
cobrar de forma seca e direta as características que definem cada grupo.
MODELO 1
(Enem)
Na charge, a arrogância do gato com relação ao comportamento alimentar da minhoca, do ponto de vista 
biológico:
a) não se justifica, porque ambos, como consumidores, devem “cavar” diariamente o seu próprio alimento; 
b) é justificável, visto que o felino possui função superior à da minhoca numa teia alimentar; 
c) não se justifica, porque ambos são consumidores primários em uma teia alimentar; 
d) é justificável, porque as minhocas, por se alimentarem de detritos, não participam das cadeias alimentares; 
e) é justificável, porque os vertebrados ocupam o topo das teias alimentares.
ANÁLISE EXPOSITIVA
As minhocas pertencem ao grupo dos anelídeos e são animais detritívoros que se alimentam de restos de 
matéria orgânica no solo, auxiliando na reciclagem dos nutrientes. Elas são, portanto, classificadas como 
consumidores na cadeia trófica (heterotróficos), assim como todos os organismos dentro do Reino Animal, 
no qual também se encontram os gatos, que, apesar de não serem detritívoros, também devem explorar os 
recursos alimentares do ambiente. A arrogância apresentada na charge ocorre devido ao personagem Gar-
field ser um gato doméstico, o qual é alimentado pelo seu dono e apresenta hábitos preguiçosos, ao con-
trário do que se espera de um felino selvagem; entretanto, encontra-se no nível trófico dos consumidores.
RESPOSTA Alternativa A
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DIAGRAMA DE IDEIAS
ANELÍDEOS
CLASSES
• TRIBÁSICOS, CELOMADOS COM SIMETRIA BILATERAL
• METAMERIA (CORPO SEGMENTADO)
• AMBIENTE: TERRESTRE ÚMIDO, MARINHO OU DULCÍCOLA
• SISTEMA DIGESTIVO: COMPLETO
• SISTEMA CIRCULATÓRIO: FECHADO (HEMOGLOBINA NO PLASMA SANGUÍNEO)
• RESPIRAÇÃO: CUTÂNEA (TERRESTRES) OU BRANQUIAL (AQUÁTICOS)
• EXCREÇÃO: METANEFRÍDEOS
• SISTEMA NERVOSO: GANGLIONAR VENTRAL
• DUPLA CAMADA MUSCULAR
EXTERNA: CIRCULAR
INTERNA: LONGITUDINAL
POLIQUETAS OLIGOQUETAS HIRUDÍNEOS
EX.: NEREIS SP
• CABEÇA DIFERENCIADA 
COM PALPOS E TENTÁCULOS
• UM PAR DE PARAPÓDIO 
POR SEGMENTOS
• DESENVOLVIMENTO INDIRE-
TO (LARVA TROCÓFORA)
EXS.: MINHOCA E 
MINHOCUÇU
• POUCAS CERDAS
• HERMAFRODITAS
• CLITELO
• DESENVOLVIMENTO DIRETO
EX.: SANGUESSUGA
• AUSÊNCIA DE CERDAS
• VENTOSA NAS EX-
TREMIDADES
• PODEM SER ECTOPARA-
SITAS HEMATÓFAGOS
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1. Artrópodes
1.1 Caracterização
Dentro do Filo dos artrópodes, as classes dos diplópodes e 
quilópodes, juntamente com os onicóforos, têm importância 
evolutiva porque esses organismos apresentam caracterís-
ticas intermediárias entre anelídeos e artrópodes. Todos 
os artrópodes têm em comum o fato de terem pares de 
apêndices articulados (patas, antenas, quelíceras, palpos, 
etc.), corpo segmentado e um esqueleto externo rígido, 
composto por quitina (exoesqueleto quitinoso). Com a 
presença de exoesqueleto, a dificuldade do crescimento foi 
resolvida com a presença de mudas ou ecdises. Assim,os 
artrópodes, na ocasião da muda, aumentam rapidamente 
o volume de seu corpo, rompendo a camada fina de quiti-
na que não foi reabsorvida. Logo, começa a reestruturação 
dessa proteção.
Os artrópodes (artro = articulação; podes = patas) repre-
sentam, sem dúvida, o grupo de maior sucesso na face da 
Terra. Afirma-se isso pelo fato de que mais de 75% das es-
pécies existentes são de artrópodes. Eles colonizaram todos 
os ambientes. Apresentam ciclo de vida rápido, geram mi-
lhares de descendentes, têm uma variada adaptação para a 
alimentação. São organismos triblásticos, protostômios, 
celomados e de simetria bilateral.
Existem cerca de 900.000 espécies adaptadas para a vida 
no ar, na terra, no solo, em água doce e salgada. Podemos 
citar como principais representantes desse filo as classes: 
 § Crustáceos – camarão, lagosta, siri, caranguejo, tatuzi-
nho-de-jardim, microcrustáceos (dáfnia, copépodes, etc.).
 § Aracnídeos – aranha, escorpião, ácaro, carrapato, opilião.
 § Insetos – traça-de-livro, tesourinha, barata, gafa-
nhoto, louva-a-deus, cigarra, libélula, formiga, cupim, 
abelha, besouro, borboleta, mariposa, pulga, piolho, 
mosca, mosquito.
 § Diplópodes – piolho-de-cobra (embuá).
 § Quilópodes – lacraia.
1.2. Caracteres morfológicos
A principal característica dos artrópodes é a presença 
de apêndices formados por diversas partes, com juntas 
móveis, ou seja, articuladas. Com forma variada, esses 
apêndices constituem patas, antenas, palpos, apêndices 
bucais, etc. Veja a seguir.
Coxa
Trocanter
Fêmur
Tarso
TibiaTíbia
1.3. Segmentação
Nos anelídeos, a segmentação ou metameria é homôno-
ma, ou seja, os segmentos são iguais. Nos artrópodes, a 
segmentação é heterônoma, porque os segmentos são di-
ferentes, muitas vezes fusionados, permitindo a divisão do 
corpo em partes distintas. Nos insetos o corpo é dividido 
em três partes: cabeça, tórax e abdômen. Em crustáceos e 
aracnídeos, ocorre a fusão da cabeça com o tórax, forman-
do o cefalotórax. Observe a seguir.
Mandíbula
Cabeça
Antena
Tórax
Pata
Abdômen
Formiga (inseto)
Olho pedunculado
Antena
Peças bucais
Patas
Cefalotórax
Abdômen
Nadadeiras
Leque
caudal
Camarão (crustáceo)
1.4. Exoesqueleto
O corpo dos artrópodes é revestido por um exoesque-
leto, constituído por uma cutícula quitinosa, secretada 
pela epiderme. O esqueleto quitinoso não se apresen-
ARTRÓPODES E 
EQUINODERMOS
COMPETÊNCIA(s)
4 e 8
HABILIDADE(s)
13, 14, 16 e 28
CN
AULAS 
21 E 22
86  CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
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
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ta uniformemente espessado e endurecido; nos limites 
entre os vários segmentos e entre os diversos artículos 
dos apêndices, ele se mostra delgado, formando as ar-
ticulações. A cutícula adquire grande resistência, espe-
cialmente nos crustáceos, nos quais ela é impregnada 
por carbonato de cálcio. A couraça quitinosa protege 
o animal, mas impede o crescimento. Daí a ocorrência 
da muda ou ecdise, fenômeno que consiste na reno-
vação do exoesqueleto. O antigo esqueleto separa-se 
da epiderme e é eliminado, constituindo uma exúvia. 
O corpo do animal aparece agora com um esqueleto 
bem mais delgado e flexível, podendo então crescer e 
posteriormente reforçar a cutícula. Além de proteger e 
sustentar o corpo, o exoesqueleto serve como base para 
a inserção da musculatura e impede a desidratação nas 
formas terrestres.
Cutícula
 rígida
Músculo
Cutícula �exível
Apêndice articulado
A principal consequência do exoesqueleto nos artrópodes 
é o crescimento descontínuo, que pode ser observado e 
entendido no gráfico a seguir.
Crescimento descontínuo em artrópodos
Parada do crescimento
Muda
Crescimento rápido
1.5. O tegumento e a musculatura
O tegumento é constituído por uma epiderme, formada 
por epitélio simples e prismático. Entre as células epi-
dérmicas, aparecem células sensoriais que atravessam a 
cutícula e entram em contato com cerdas e células sen-
soriais. A musculatura dos artrópodes não forma o tubo 
musculodérmico dos vermes. É constituída por feixes de 
fibras estriadas inseridas sobre diversos elementos esque-
léticos e, por meio da contração, funciona como alavanca. 
Fibras musculares lisas encarregam-se da motilidade das 
paredes intestinais e outras vísceras.
1.6. A digestão
O sistema digestivo é completo e compreende: boca, farin-
ge e esôfago, dos quais são diferenciações o papo e a mo-
ela ou estômago mastigador. Segue-se o estômago glan-
dular, o intestino e o ânus. A digestão é extracelular, sendo 
comum a ocorrência de um aparelho bucal adaptado para 
os hábitos alimentares como mastigação ou sucção, já que 
existem espécies herbívoras, carnívoras e parasitas.
1.7. A respiração
Na maioria dos artrópodes a respiração é branquial e 
traqueal. As brânquias aparecem nos crustáceos e as tra-
queias, tubos revestidos de quitina pelos quais os gases se 
difundem, ocorrem em insetos, diplópodes e quilópodes. 
Nos aracnídeos as traqueias situam-se no interior de dilata-
ções saculiformes denominadas pulmões foliáceos.
fonte: youtube
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1.8. A circulação
O sistema circulatório é do tipo aberto ou lacunar, constitu-
ído por coração, artérias e hemóceles. O coração, arredon-
dado ou tubuloso, situa-se dorsalmente em relação ao tubo 
digestivo. Dele saem artérias que conduzem sangue para di-
ferentes órgãos. Numerosas cavidades, denominadas hemo-
celes, substituem capilares e veias, transportando o sangue 
para o coração. Em crustáceos e aracnídeos, o sangue apre-
senta corpúsculos ameboides e, dissolvida no plasma, a he-
mocianina, um pigmento que transporta o oxigênio para as 
células. Nos insetos, quilópodes e diplópodes o sangue não 
apresenta hemocianina, servindo apenas para o transporte 
de nutrientes, já que as traqueias conduzem diretamente o 
oxigênio para os tecidos.
1.9. A excreção
Em crustáceos e aracnídeos, encontramos como órgãos 
excretores especializados: as glândulas verdes (crustáceos) 
e coxais (aracnídeos). Insetos, diplópodes e quilópodes ex-
cretam através dos tubos de Malpighi.
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1.10. Os sistemas nervoso e sensorial
Os artrópodes apresentam um sistema nervoso ganglionar 
e ventral, semelhante ao dos anelídeos. Assim, encontramos 
dois complexos ganglionares, um cerebroide ou supraesofá-
gico e outro infraesofágico, ligados por conectivos perieso-
fágicos; completando aparece a cadeia ganglionar ventral, 
com um par de gânglios para cada segmento. No tegumen-
to, como já vimos, aparecem células sensoriais ligadas a 
terminações nervosas. Órgãos tácteis, olfatórios e térmicos 
distribuem-se em várias partes do corpo, especialmente nas 
antenas e nos palpos. Como elementos visuais aparecem 
olhos simples e compostos.
1.11. A reprodução
A reprodução dos artrópodes é sexuada. Geralmente, os 
artrópodes são unissexuados; as cracas são crustáceos her-
mafroditas. É comum o dimorfismo sexual, sendo as fême-
as maiores do que os machos. Na maioria, a fecundação 
é interna; apêndices modificados funcionam como órgãos 
copuladores. O desenvolvimento é direto e indireto. Formas 
partenogenéticas ocorrem entre crustáceos (cladóceros) e 
insetos (abelhas).
1.12. Classificação
A variedade desses animais é subdividida em cinco princi-
pais grupos. Os critérios principais para a classificação dos 
artrópodes devem-se ao tipo de segmentação do corpo, ao 
número de antenas e ao número de patas.
1.12.1. Crustáceos
Apresentam corpo segmentado em cefalotórax e abdô-
men, cinco ou mais pares de patas e dois pares de antenas. 
Os apêndices são bifurcados.
apênDice bifurcaDo
Há sobre o corpo, além do exoesqueleto quitinoso, uma 
camada de carbonato de cálcio. A maioria é marinha, mas 
há representantes de água doce e terrestres. 
São animais tipicamente aquáticos e predominantemente ma-
rinhos. São raras as formas adaptadas à vida terrestre, como é 
o caso do “tatuzinho-de-jardim”, que, quando molestado, se 
enrola, formandouma pequena bola. Nas espécies maiores, 
o esqueleto forma uma casca ou crosta muito resistente, que 
aparece na lagosta, no camarão, no siri e no caranguejo.
Como exemplo típico, estudaremos o camarão, que aparece 
em grande quantidade no litoral brasileiro, alcançando até 
15 centímetros de comprimento, tendo o corpo revestido 
por uma couraça quitinosa espessa e resistente, exceto nas 
articulações, onde se apresenta delgada e flexível. O corpo é 
dividido em cefalotórax e abdômen. O cefalotórax é recober-
to por carapaça quitinosa rígida e apresenta quatro antenas, 
dois olhos pedunculados, apêndices bucais, usados na apre-
ensão e ingestão, além de cinco pares de patas (decápodes) 
locomotoras, chamadas de pereiópodes.
Olho
Antena
Cefalotórax
Abdômen
Antênula
Pereiópodes
Pleiópodes
Urópodes
Telson
O abdômen é nitidamente segmentado, apresentando no 
último anel uma expansão pontiaguda chamada telson. Os 
apêndices abdominais são natatórios e podem ser dividi-
dos em pleiópodes (curtos) e urópodes (largos, formando 
as nadadeiras caudais).
 § Sistema digestório – completo: estômago com den-
tes para triturar o alimento (molinete gástrico), glându-
las anexas (hepatopâncreas). 
 § Sistema circulatório – aberto ou lacunar, plasma 
provido de hemocianina para transporte de gases. 
 § Sistema respiratório – branquial.
 § Sistema excretor – glândula verde, localizada abaixo 
das antenas, retira excretas do celoma e lança para o 
meio externo.
 § Sistema reprodutor – dioicos, fecundação interna, 
desenvolvimento direto ou indireto com sucessivos es-
tágios larvais: naupilus, zoea, mysis. 
Cracas Tatuzinho de Jardim LagostaTatuzinho-de-jardim
Anatomia interna de um crustáceo
Anatomia interna de um lagostim
estômago coração gônada
músculo 
extensorencéfalo
olho
glândula verde
boca
mandíbula
esôfago maxilipídeo cadeia 
nervosa 
ventral
gânglio da 
cadeia nervosa 
ventral
glândula 
digestiva
músculo 
flexor
ânus
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1.12.2. Aracnídeos
Os aracnídeos apresentam corpo dividido em cefalotórax 
e abdômen, quatro pares de patas, que saem do cefalotó-
rax e não apresentam antenas. No entanto, encontramos 
apêndices próximos à boca, chamados de palpos e as que-
líceras. Também podem apresentar diferentes glândulas 
especializadas pelo corpo, como as fiandeiras nas aranhas 
e as de veneno nos escorpioes.
Na margem anterior do cefalotórax existem, geralmente, 
oito olhos rudimentares, e, como apêndices: um par de 
quelíceras, dois pares de pedipalpos e quatro pares de 
patas locomotoras. As quelíceras, terminadas em garras, 
servem para a inoculação do veneno. Os pedipalpos são 
longos e usados na apreensão e mastigação; no macho, o 
pedipalpo funciona como órgão copulador, servindo para a 
introdução de espermatozoides na fêmea. 
As aranhas são octópodes, isto é, apresentam quatro pa-
res de patas locomotoras. O abdômen é desprovido de 
apêndices, tendo, na extremidade posterior, dois a três 
pares de fiandeiras usadas na fiação das teias. Nos es-
corpiões, os pedipalpos são muito desenvolvidos e, como 
acontece com as quelíceras, terminam em pinça ou que-
la. O abdômen, dividido em duas partes (pré-abdômen, 
com quatro pares de patas, e pós-abdômen, vulgarmen-
te chamado cauda), é cilíndrico e termina no telson, um 
aguilhão para inoculação do veneno. Os ácaros ou 
carrapatos constituem um vasto grupo de aracnídeos, 
em que o cefalotórax e o abdômen aparecem fusionados 
sem segmentação nítida. As quelíceras e os pedipalpos 
constituem um aparelho picador-sugador.
Também há uma diversidade de organismos que são 
parasitas de humanos. Por exemplo, a sarna é causada 
pelo ácaro Sarcoptes scabei e os cravos pelo Demodex 
folliculorum, que infectam os folículos e glândulas sebá-
ceas da pele humana. Outro parasita conhecido é o car-
rapato (Amblyomma cafennense), alimenta-se de sangue 
de animais selvagens e do ser humano, podendo causar 
prejuízos para criações de bois e cavalos.
Espécies de ácaros também são causadoras de enfermi-
dades, como a Dermatophagoides farinae, se nutrem de 
detritos orgânicos do ambiente e causam alergia.
Pós-abdômen
Pré-abdômen
Telson
PatasPatas
Cefalotórax
Olhos
Pedipalpos
QuelicerasQuelíceras
Cefalotórax
Abdômen Quelíceras
Patas
VISTA DORSAL
Olhos
Quelíceras
Pedipalpo
Pedipalpo
Quelíceras
Lábio
Lâmina
mastigadoraPatas
Pedipalpo
Quelíceras
Abertura
 genital Cefalotórax
Espiráculos
Fiandeiras
Ânus
VISTA VENTRAL
Bulbo
genital
Pedipalpo
do macho
 § Sistema digestivo – completo, com digestão extra-
celular e extraintestinal. Os sucos gástricos são injeta-
dos no corpo da presa e, quando estiver digerido, será 
aspirado e absorvido pelo intestino.
 § Sistema circulatório – aberto, coração dorsal, com 
hemocianina para transporte dos gases.
 § Sistema respiratório – composto por um pulmão e 
traqueias que distribuem os gases para a hemolinfa, 
sistema filotraqueal.
 § Sistema excretor – através de glândulas coxais que se 
abrem na base das patas e também por túbulos de Malpighi.
 § Sistema reprodutor – dioicos, fecundação interna e 
desenvolvimento direto.
 
ácaro 
aranha carangueJeira
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Anatomia interna de um aracnídeo.
Olhos
Ovário
Glândula coxal
Depósito
de esperma
Oviduto
Túbulo de Malpighi
Ampola retal
Ceco
Esôfago
Presa
Cérebro
Glândula de veneno
Canal de veneno
AortaTubo digestivo
Pulmão
Intestino
Coração
Glândulas
sericígenas
Fiandeiras
Ânus
Tubo digestivo
Cefalotórax Abdômen
1.12.3. Insetos
Os insetos representam a maior variedade de espécies na 
face da Terra. Aprentam um corpo dividido em três partes: 
cabeça, tórax e abdômen. Na cabeça, além de olhos, en-
contra-se um par de antenas. No tórax, saem três pares de 
patas e podem desenvolver dois pares de asas. Nas moscas 
e mosquitos, aparece apenas um par de asas e por isso são 
chamados de dípteros (di = dois; pteri = asa). 
A cabeça é constituída pela fusão de seis segmentos e 
apresenta um par de olhos compostos, vários ocelos, um 
par de antenas e um aparelho bucal. Existem quatro tipos 
básicos de aparelho bucal: mastigador (gafanhoto), lam-
bedor (abelhas), sugador (borboletas) e picador-sugador 
(mosquitos). O tórax é o centro locomotor dos insetos, 
composto por três segmentos: anterior, médio e posterior. 
Cada anel ou segmento torácico apresenta um par de pa-
tas em todos os insetos e um par de asas no segmento 
mediano e outro no posterior, na maioria das espécies. O 
abdômen é a mais volumosa das partes em que se divide 
o corpo dos insetos, constituindo o centro da nutrição e da 
reprodução. Os últimos segmentos abdominais formam a 
armadura genital ou genitália, que nas fêmeas apresenta 
o ovipositor. Com o maior número de espécies do que 
qualquer outro grupo, os insetos ocorrem nos mais varia-
dos ambientes; somente os oceanos são quase completa-
mente desprovidos de insetos.
Só para exemplificar, citaremos algumas ordens: ortópte-
ros (grilos e gafanhotos), isópteros (cupins), anopluros 
(piolhos), hemípteros (percevejos), lepidópteros (bor-
boletas), dípteros (moscas e mosquitos), coleópteros 
(besouros) e himenópteros (abelhas, vespas e formigas).
piolho mosquito formiga
 § Sistema digestivo – completo com glândulas ane-
xas (salivares e cecos gástricos).
 § Sistema circulatório – aberto ou lacunar, dorsal, au-
sência de pigmentos respiratórios.
 § Sistema respiratório – tipo traqueal, tubos que co-
municam um orifício externo chamado espiráculo dire-
tamente com os tecidos. 
 § Sistema excretor – túbulos de Malpighi, que remo-
vem excretas do sangue e lançam no tubo digestivo.
 § Sistema reprodutor – dioicos, fecundação interna, 
desenvolvimento direto ou indireto. 
www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/Artropo-
des.php 
www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/Equinoder-
mos.php
multimídia: site
Anatomia interna de um inseto
A grandeadaptação dos insetos, além da reprodução rápi-
da e do enorme número de descendentes, são, justamente, 
as asas. Outra particularidade é o tipo de desenvolvimento 
do ovo até chegar ao adulto. Veja os tipos a seguir:
 § Ametábolos – sem metamorfose. O ovo eclode e libe-
ra o indivíduo jovem com forma semelhante ao adulto. 
Ex.: traça.
OVO → FORMA JOVEM → ADULTO
 § Hemimetábolo – com metamorfose incompleta: o 
ovo eclode e libera uma ninfa (forma jovem diferente 
do adulto), sem asas e sem órgão sexuais. Essa nin-
fa sofre ecdises sucessivas, adquirindo características 
adultas. 
Exs.: gafanhoto, barata, louva-a-deus, cigarra, libélula.
 eclosão mudas
OVO → NINFA → ADULTO
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CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS
VIVENCIANDO
 § Holometábolo – com metamorfose completa. O 
ovo eclode, liberando uma larva que libera grande 
quantidade de alimento e realiza mudas originando 
a pupa (casulo ou crisálida), que sofre grandes trans-
formações até a fase adulta.
Exs.: formiga, cupim, abelha, besouro, borboleta, mari-
posa, pulga, piolho, mosca, mosquito.
eclosão ecdise 
OVO → LARVA → PUPA → IMAGO (FORMA ADULTA)
Insetos são constantemente usados para controle biológico de pragas em lavouras. O controle biológico consiste na 
utilização de conhecimentos sobre as cadeias e teias ecológicas, e, assim, identifica-se o predador de uma determina-
da praga e passa-se a usá-lo para controlar sua população. Veja um exemplo desse controle na reportagem a seguir:
O voo dos insetos tem grande estabilidade, dinâmica e agilidade. A biofísica pode explicar essas características. Atra-
vés do uso de conceitos como fisiologia do tecido muscular, aerodinâmica desses animais e mecânica das forças, os 
cientistas biomecânicos conseguiram desvendar como é possível certos insetos voarem com alta eficiência.
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1.12.4. Diplópodes
Como o embuá ou piolho-de-cobra, apresentam um 
corpo com uma cabeça, contendo um par de olhos e de 
antenas. Destaca-se um tronco longo, cilíndrico e seg-
mentado, com patas articuladas que partem do ventre do 
animal. Na maioria desses segmentos, há dois pares de 
patas. Esses animais caminham lentamente e têm hábito 
detritívoro. Veja, a seguir, a ilustração e a anatomia inter-
na de um diplópode.
 
piolho-De-cobra
Ocelos Tórax Abdômen
Cabeça
Antena
(curta)
Mandíbula
Poro genital
 Patas
(2 pares)
anatomia Do corpo De DiplópoDes
1.12.5. Quilópodes
Como as lacraias ou centopeias, também apresentam 
corpo dividido em cabeça e tronco, mas há apenas um 
par de patas por segmento. O tronco é mais achatado 
dorso-ventralmente e as patas partem, praticamente, da 
lateral do corpo. São animais que caminham rápido, são 
predadores que possuem um par de apêndices, as forcí-
pulas, que injetam veneno. Veja, a seguir, a imagem de 
um quilópode.
lacraia
2. Equinodermos -- o sistema 
ambulacral e a deuterostomia
Os equinodermos são animais exclusivamente marinhos, de 
simetria tipicamente radiada, evoluindo a partir de larvas 
com simetria bilateral. No estado adulto, os equinodermos 
apresentam uma simetria pentarradiada com cinco antí-
meros, isto é, unidades morfológicas que se repetem em 
torno de um eixo heteropolar. Outra característica notável 
é a existência de um esqueleto interno calcário, geralmente 
com numerosos espinhos; daí o nome equinodermos (do 
grego echinos = espinhos + dermis = pele). Veja exemplos 
dos animais na imagem a seguir.
Classificação dos equinodermos
Classi�cação dos equinodermos
Crinoideos
Holothuroideos
Asteroideos
Ophiuroideos
Echinoideos
2.1. Sistema ambulacrário
Trata-se de um sistema hidrovascular exclusivo dos equino-
dermas, cumprindo essencialmente a função de locomoção 
e também colaborando com trocas gasosas e eliminação de 
excretas. A água entra pela placa madrepórica − uma placa 
excêntrica, dorsal e porosa − e segue para o canal pétreo, 
que atinge o canal circular e distribui a água para os canais 
radiais. Os canais ficam no interior de cada braço, providos 
de numerosos canalículos transversais que sustentam, de 
ambos os lados, os pés ambulacrários com uma dilatação 
superior − a ampola.
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Vista das faces ORAL e ABORAL dos Equinoidea
Boca
Ânus
Vista oral
Orifício genital
Vista aboral
Petaloides
(áreas por onde
saem pés
ambulacrários
modi�cados,
lamelares, com
função respiratória.)
Pela contração da ampola, a água nela contida é enviada 
ao pé, que então se distende, alargando a extremidade em 
forma de ventosa, com a qual ele se fixa no substrato. Di-
latando-se a ampola, a água volta, os pezinhos murcham 
e soltam-se do substrato. Dessa forma, a musculatura se 
move em função da água. O animal se locomove fixando e 
desprendendo, alternadamente, os pés ambulacrários.
PES ambulacrais
madreporito
canal pétreo
ampola
pé ambulacrário
ventosa
vesícula
de poli
canal circular
canal lateral
canal radial
Placa madrepórica
Ampola
Canal
pétreo
Canal circular
Canal radial
 Pés
ambulacrários
2.2. Aspectos embriológicos
Além do esqueleto interno, outra característica importante é 
o desenvolvimento embrionário. Tanto nos cordados como 
nos equinodermos, o ânus surge de uma estrutura (o blastó-
poro), que nos demais grupos forma a boca. Podemos dizer 
que, na maioria dos animais, a boca surge antes (na verdade, 
deriva do blastóporo), o que os torna protostômios, enquan-
to que, em equinodermos e cordados, o ânus é que surge 
antes (deriva do blastóporo), o que os torna deuterostômios. 
Essa característica aproxima os dois grupos, equinodermos e 
cordados, em termos evolutivos.
Evolução dos cordados a partir de 
um ancestral de equinodermo
Blastóporo
Blastóporo
Protostômios
Deuterostômios
Ânus
Ânus
Boca
2.3. Classificação dos equinodermos
O filo dos equinodermos é dividido em cinco classes: 
crinoides, asteroides, ofiuroides, equinoides e 
holoturoides.
2.3.1. Classe Crinoidea
Os crinoides, vulgarmente conhecidos por lírios-do-mar, são 
equinodermos tipicamente fixados ao substrato. O corpo é 
constituído por uma parte central, o cálice, do qual partem 
cinco braços ramificados e um pedúnculo segmentado.
Braço
Píndulas
Cálice
Pendúculo
Cirros
2.3.2. Classe Asteroidea
Os asteroides compreendem as estrelas-do-mar, que devem 
seu nome à forma do corpo, constituído por um disco cen-
tral do qual partem cinco braços radialmente dispostos. A 
superfície do corpo é densamente revestida por pequenos 
espinhos, irregularmente distribuídos. Na face dorsal distin-
guem-se o ânus e a placa madrepórica. Em vista ventral, os 
braços apresentam os sulcos ambulacrários com duas a qua-
tro fileiras de pés ambulacrários, usados na locomoção. 
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As estrelas notabilizam-se pela elevada capacidade de re-
generação, podendo um fragmento de braço produzir um 
indivíduo completo.
Por muito tempo, causaram prejuízos à comercialização 
de pérolas, pois, sendo predadoras de ostras perolíferas, 
os pescadores, ao encontrarem esses animais na criação 
desses bivalves, quebravam a estrela em algumas partes 
e as jogavam de volta ao mar agravando o problema, pois 
surgiam mais e mais estrelas.
 Placa
madropórica
Ânus
Vista dorsal
 Sulco
ambulacrário
 Pés
Ambulacrários
Boca
Vista ventral
glândula
digestiva
Espinha
Canal
Circular
canal lateral
gônada
(glândula reprodutora)
pé ambulacrário
Ampolas
Canal Radial
Estômago
 Cardíaco
Estômago
 Pilórico
placa
calcária
Ânus
2.3.3. Classe Ophiuroidea
Os ofiuroides são vulgarmente conhecidos por serpen-
tes-do-mar; apresentam o corpo formado por um disco 
central bem diferenciado dos braços. Os braços, geral-
mente em número de 5, são cilíndricos, delgados, simples 
ou ramificados, com movimentos serpenteantes, vindo 
daí o nome da classe.
2.3.4. ClasseEchinoidea
Os equinoides são os ouriços-do-mar, que apresentam um 
corpo hemisférico, rígido, desprovido de braços e recoberto 
por espinhos. A face superior é abaulada, enquanto a ventral 
é achatada, apresentando na parte central uma área mem-
branosa contendo a boca, fechada por cinco dentes.
pés
ampola esôfago
canal radial
boca
 cordão
nervoso radial carapaça
estômago
gônada
intestino ânus
2.3.5. Os holoturoides
Os holoturoides, vulgarmente conhecidos por pepinos-
-do-mar, são animais de simetria bilateral, corpo cilíndrico 
e achatado. A boca, situada na extremidade anterior, é cir-
cundada por tentáculos, simples ou ramificados.
exemplo De pepino-Do-mar
2.4. Tegumento e esqueleto
O corpo apresenta-se recoberto por uma delicada epi-
derme (epitélio simples) envolvendo um esqueleto cons-
tituído por placas calcárias fixas (equinoides) ou móveis 
(crinoides, ofiuroides e asteroides); lâminas microscópi-
cas formam o esqueleto dos holoturoides. Fazem ainda 
parte do esqueleto os espinhos que, nos equinoides, são 
longos e móveis, acionados por músculos. Sobre o corpo 
dos asteroides e equinoides aparecem as pedicelárias, 
formações terminadas por duas ou três mandíbulas, mo-
vimentadas por musculatura; servem para limpeza da 
superfície corpórea e apreensão de pequenos animais.
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2.5. A digestão
O sistema digestivo é completo e dividido em boca, esô-
fago, estômago, intestino e ânus. Nos crinoides, o tubo 
digestivo curva-se em U, de maneira que boca e ânus se 
encontram, lado a lado, no polo superior. Nos ofiuroides 
e em alguns equinoides, falta o ânus. Nos equinoides, a 
boca é provida de um complicado aparelho mastigador, a 
chamada lanterna de aristóteles. Geralmente, os equino-
dermos são predadores carnívoros.
2.6. A respiração
Nos equinodermos, as trocas respiratórias são realizadas 
pelo sistema ambulacrário. Brânquias pequenas e dérmicas 
ocorrem nos asteroides e equinoides.
2.7. A circulação
Não existe sistema circulatório. Um reduzido conjunto de 
canais pseudo-hemais é preenchido por um líquido con-
tendo amebócitos.
2.8. A excreção
Não existem órgãos excretores. Os catabólitos são absorvidos 
por amebócitos e eliminados em diversas regiões do corpo.
2.9. Os sistemas nervoso e sensorial
Não existem gânglios. Na região oral aparece um anel 
nervoso, do qual partem nervos radiais. Células sensoriais 
aparecem dispersas na epiderme.
2.10. A reprodução
Os equinodermos são animais unissexuados sem dimorfis-
mo sexual. A fecundação é externa e o desenvolvimento in-
direto. As larvas apresentam simetria bilateral, existindo um 
tipo de larva para cada classe. Asteroides e holoturoides 
são dotados de uma elevada capacidade de regeneração.
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ÁREAS DE CONHECIMENTO DO ENEM
HABILIDADE 14
Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio 
interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.
Para que possamos preservar a biodiversidade no planeta, é necessário que haja estudos para conhecermos 
suas características não só anatômicas, como também ecológicas. Isso permite também que o homem desen-
volva suas atividades econômicas utilizando técnicas que usufruam e respeitem as características naturais dos 
diferentes organismos, agredindo menos o ambiente e se desenvolvendo de forma sustentável. Desse modo, as 
questões do Enem tendem a fazer uma abordagem mais ecológica sobre as espécies, fornecendo alguns dados 
e esperando que o aluno consiga relacionar os conteúdos, levantando hipóteses coerentes e chegando a conclu-
sões adequadas sobre o assunto.
MODELO 1
(Enem) A atividade pesqueira é, antes de tudo, extrativista, o que causa impactos ambientais. Muitas espécies 
já apresentam sério comprometimento em seus estoques e, para diminuir esse impacto, várias espécies vêm 
sendo cultivadas. No Brasil, o cultivo de algas, mexilhões, ostras, peixes e camarões vem sendo realizado há 
alguns anos, com grande sucesso, graças ao estudo minucioso da biologia dessas espécies.
Os crustáceos decápodes, por exemplo, apresentam durante seu desenvolvimento larvário várias etapas com mu-
dança radical de sua forma. Não só a sua forma muda, mas também a sua alimentação e habitat. Isso faz com 
que os criadores estejam atentos a essas mudanças, porque a alimentação ministrada tem de mudar a cada fase.
Se para o criador essas mudanças são um problema para a espécie em questão, essa metamorfose apresenta 
uma vantagem importante para sua sobrevivência, pois: 
a) aumenta a predação entre os indivíduos;
b) aumenta o ritmo de crescimento;
c) diminui a competição entre os indivíduos da mesma espécie;
d) diminui a quantidade de nichos ecológicos ocupados pela espécie;
e) mantém a uniformidade da espécie.
ANÁLISE EXPOSITIVA
Os crustáceos compõem uma classe do filo dos Artrópodes e, como esses, além de realizar mudas do exoes-
queleto (ecdises) para que ocorra crescimento corporal, o ciclo de vida também pode apresentar metamor-
fose até chegar à fase adulta. Portanto, para a criação de crustáceos, é importante conhecer essas diferentes 
formas de desenvolvimento, que pode ser direto (sem metamorfose) ou indireto com diferentes formas 
larvárias que ocuparão diferentes nichos ecológicos. Esse processo reduz o ritmo de crescimento; no entanto, 
irá também reduzir a competição entre indivíduos da mesma espécie pelos recursos ambientais onde vivem. 
RESPOSTA Alternativa C
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DIAGRAMA DE IDEIAS
ARTRÓPODES
EQUINODERMOS
• CORPO SEGMENTADO
• PARES DE APÊNDICES ARTICULADOS
• EXOESQUELETO DE QUITINA
• ECDISE (MUDAS)
• CIRCULAÇÃO ABERTA
• RESPIRAÇÃO PULMÃO FOLIÁCEO, 
TRAQUEAL OU BRANQUEAL
• DESENVOLVIMENTO DIRETO OU INDIRETO
• SIMETRIA RADIAL SECUNDÁRIA
• CORPO COM ESPINHOS E EN-
DOESQUELETO CALCÁRIO
• AMBIENTE MARINHO
• SISTEMA AMBULACRÁRIO LOCOMOÇÃO, 
CIRCULAÇÃO, RESPIRAÇÃO E EXCREÇÃO
• FECUNDAÇÃO EXTERNA E DESENVOLVIMENTO 
INDIRETO (LARVA COM SIMETRIA BILATERAL)
• CAPACIDADE DE REGENERAÇÃO
CARACTERÍSTICAS 
GERAIS
CARACTERÍSTICAS 
GERAIS
CLASSES
ARACNÍDEOS
• QUELÍCERAS
• 4 PARES DE PATAS
EXS.: ARANHA, ESCORPIÃO, 
ÁCARO, CARRAPATO
INSETOS
• 1 PAR DE ANTENAS
• 2 PARES DE ASAS (MAIORIA)
• 3 PARES DE PATAS
EXS.: FORMIGA, BARATA, ABELHA, 
CUPIM, BORBOLETA, TRAÇA, PULGA
CRUSTÁCEOS
• 2 PARES DE ANTENAS
• 5 OU MAIS PARES DE PATAS
EXS.: CARANGUEJO, CA-
MARÃO, SIRI, LAGOSTA
DIPLÓPODES
• 2 PARES DE PATAS POR SEGMENTO
EXS.: PIOLHO-DE-COBRA
QUILÓPODES
• 1 PAR DE PATAS POR SEGMENTO
EXS.: LACRAIA
LÍRIO-DO-MAR (FIXOS)CRINOIDES
ESTRELA-DO-MARASTEROIDES
SERPENTE-DO-MAROFIUROIDES
OURIÇO-DO-MAREQUINOIDES
PEPINO-DO-MARHOLOTUROIDES
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fonte: youtube
Evolução dos cordados
multimídia: vídeo
Anfioxo
Tentáculos
Ânus
CaudaAtrióporo
Átrio
Boca
MúsculosIntestino
Notocorda
Tubo nervoso 
dorsal
Faringe com 
fendas 
branquiais
As ascídias apresentam notocorda apenas na fase larval 
móvel e, quando adultas, são fixas, com dois sifões por 
onde a água é bombeada e filtrada. A ascídia é classifica-
da no subfilo dos urocordados, que também faz parte dos 
acrânios junto ao anfioxo.
Olho
 Sifão
exalante
Tubo nervoso
Cauda
Notocorda
Boca
 Tubo
digestivo
CoraçãoVentosas Sifão inalante
 Sifão
exalante
Glânglio
nervoso
Glândula
 neural
Ânus
Poro
genital
Cesta branquial
 em corte
Estômago
Base �xada ao substratoCoração
Gônada
Cavidade
 atrial
Manto
Túnica
 Fendas
branquiais
Músculos
Ascídia adulta
Ascídia (estágio larval)
ascíDia (estágio larval)
Olho
 Sifão
exalante
Tubo nervoso
Cauda
Notocorda
Boca
 Tubo
digestivo
CoraçãoVentosas Sifão inalante
 Sifão
exalante
Glânglio
nervoso
Glândula
 neural
Ânus
Poro
genital
Cesta branquial
 em corte
Estômago
Base �xadaao substratoCoração
Gônada
Cavidade
 atrial
Manto
Túnica
 Fendas
branquiais
Músculos
Ascídia adulta
Ascídia (estágio larval)
ascíDia aDulta
Além dos acrânios, os craniados são formados pelos ver-
tebrados que apresentam a notocorda quando embriões, 
embora ela desapareça no decorrer do desenvolvimento. 
1. Caracterização geral 
e classificação
Em termos de classificação biológica, os vertebrados cor-
respondem a um subgrupo do filo dos cordados. Quando 
nos referimos a peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, 
estamos falando de classes.
O filo dos cordados compreende animais que apresentam, 
pelo menos durante uma fase da vida, uma estrutura cha-
mada de notocorda. Outras três caraterísticas são: a pre-
sença de um tubo nervoso na região dorsal, fendas 
branquiais na faringe e cauda pós-anal.
Características gerais dos cordados
Fendas Branquiais CORTE TRANSVERSAL
Epiderme
Somito
(músculo)
Tubo Nervoso
Notocorda
Tubo Digestivo Celoma
CORTE
LONGITUDINAL
Cauda
Ânus
Por exemplo, o anfioxo, animal aquático com 5 cm de 
comprimento, vive no fundo de mares filtrando partículas 
alimentares. Esse animal apresenta durante a vida toda a 
notocorda. Além dos vertebrados, há o grupo dos acrânios, 
dentro do qual o anfioxo é classificado como pertencente 
ao subfilo dos cefalocordados.
CORDADOS I
COMPETÊNCIA(s)
4 e 8
HABILIDADE(s)
13, 15, 16 e 28
CN
AULAS 
23 E 24
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2. Os vertebrados
Os animais considerados vertebrados são aqueles que apre-
sentam um esqueleto interno formando uma coluna verte-
bral. Ao longo da coluna, parte do esqueleto é formada pelas 
vértebras. Na região da cabeça dos animais, destaca-se a 
caixa craniana, ligada também à coluna vertebral. Essa cai-
xa craniana protege o encéfalo e apresenta, na maioria dos 
casos, mandíbulas com dentes. A coluna vertebral protege a 
medula espinhal, ligada ao encéfalo. Muitas partes desse es-
queleto, seja ósseo ou cartilaginoso, são articuladas, permitin-
do grande mobilidade. Há grupos de vertebrados com mem-
bros que favorecem o deslocamento em ambientes terrestres, 
possibilitam voo ou são transformados em nadadeiras.
Crânio Cintura
escapular Coluna vertebral
Cintura
pélvica
Cauda
 Costelas
(caixa torácica)
 Mandíbula
(maxilar inferior) Sustentação
 da laringe
(esqueleto visceral)
Membros
anteriores
 Membros
posteriores
Fazem parte desse grupo animais denominados de ciclós-
tomos, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
3. Vertebrados sem mandíbula 
(agnatos): os ciclóstomos
Os ciclóstomos (ciclo = circular; estoma = boca) são animais 
alongados, sem mandíbula (amandibulados) ou nadadeiras 
pares. Só existem representantes aquáticos. Esses animais 
são próximos, evolutivamente, dos vertebrados mais primi-
tivos. Os representantes mais comuns são as lampreias e as 
feiticeiras. A maioria desses animais sobrevive como para-
sitas externos de outros vertebrados, especialmente peixes.
 
peixe parasitaDo por ciclóstomos
As feiticeiras são todas marinhas, que vivem em águas pro-
fundas e se alimentam frequentemente de poliquetos (anelí-
deos), rastejando e perfurando o substrato lodoso. A boca cir-
cular é circundada por tentáculos e apresenta dentículos que 
se expandem ou se afastam lateralmente, funcionando como 
uma pinça quando saem e entram na boca. As feiticeiras são 
atraídas, especialmente, por peixes doentes e moribundos e 
os atacam na região das brânquias e ânus. Esses animais 
formam ovos, que eclodem já em fase adulta, ou seja, não 
passam por qualquer estágio larval (desenvolvimento direto) 
e chegam a atingir 1 m de comprimento.
nadadeira
 fendas
branquiais
boca
ciclóstomo esquematizaDo
boca Do ciclóstomo
As lampreias também apresentam boca circular, com 
dentículos, mas sem tentáculos em torno dela. As lam-
preias são parasitas e fixam-se no corpo de outros verte-
brados por sucção, fazendo uma ferida rasa na superfície 
do corpo do hospedeiro. Na reprodução, formam-se ovos 
que, ao eclodirem, originam larvas conhecidas como amo-
cetes. A maioria desses animais migra, quando adultos, da 
água do mar para a água doce. As espécies menores têm 
um comprimento de 25 cm, mas podem alcançar até um 
metro. As lampreias parasitam brânquias de peixes.
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4. Aspectos evolutivos dos 
vertebrados com mandíbula 
(gnatostomados)
A descoberta e o estudo dos fósseis, somados aos conhe-
cimentos sobre as camadas do solo e atmosfera terrestre, 
evidenciaram que muitos animais foram extintos ao longo 
dos milhões de anos, dentro dos aproximados 5 bilhões de 
anos da existência da Terra. Muitos desses fósseis mostram 
uma semelhança com os animais existentes hoje, o que 
sugere um grau de parentesco entre todos os vertebrados. 
Outros estudos reforçam essas ideias, pois mostram que os 
sistemas internos dos vertebrados são muito parecidos; o 
desenvolvimento de embriões de forma comparada tam-
bém mostra grande similaridade até certo estágio. Observe 
o esquema a seguir.
comparações De embriões
Relações filogenéticas dos vertebrados atuais
5. Os primeiros vertebrados com mandíbula: os peixes
As evidências fósseis indicam que os primeiros peixes apresentavam uma carapaça óssea e a maioria apresentava pequeno porte. 
Esses eram chamados de ostracodermos. A partir deles surgiram os peixes cartilaginosos (condrictes) e os peixes ósseos (osteíctes).
Ostracodermos
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Cordados - Somos Todos Família
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6. Os peixes cartilaginosos 
(Chondrichthyes)
Esses peixes, também conhecidos como condrictes, apre-
sentam um esqueleto interno formado de cartilagem, mais 
leve que o esqueleto ósseo. Como exemplos típicos temos 
os tubarões, as raias e as quimeras. Esses animais são os 
atuais representantes mais próximos dos primeiros verte-
brados com mandíbula. Esses peixes respiram por brân-
quias, que retiram o oxigênio da água. Em cada lado do 
corpo observam-se fendas branquiais (5 ou mais). A boca 
localiza-se na região ventral e apresenta inúmeros dentes. 
A pele é revestida por escamas microscópicas, obtendo um 
aspecto áspero. Alguns desses peixes cartilaginosos nas-
cem a partir de ovos depositados pelas fêmeas, enquanto 
que em outras espécies os ovos eclodem dentro da mãe e 
terminam o seu desenvolvimento ainda dentro dela.
Assim como os Osteichthyes, os condrictes apresentam visão 
limitada e olfato e ouvido interno bem desenvolvidos. A linha 
lateral, sequência de orifícios organizados de forma linear no 
comprimento do corpo, permite captar as vibrações da água, 
já que se conecta com botões sensoriais e nervos. Para per-
mitir a flutuação, apresentam grandes quantidades de óleo 
no fígado, o que reduz a densidade corpórea.
Os tubarões, apesar da fama de violência e crueldade, são 
carnívoros fundamentais para o equilíbrio de populações 
de outros peixes nos mares.
As quimeras não são comuns no litoral brasileiro, mas surgem 
em abundância em mares do Hemisfério Norte principalmente.
exemplo De quimera
exemplo De raia
exemplo De tubarão
6.1. Fisiologia dos condrictes
A respiração dos condrictes é branquial e a circulação de gases 
é feita por meio do sangue. A excreção é feita pela eliminação 
de ureia. A circulação é fechada e simples, partindo do coração 
com duas cavidades, um átrio e um ventrículo, seguindo para 
as brânquias, órgãos e retornando para o coração. A digestão é 
completamente extracelular.
7. Os peixes ósseos 
(Osteichthyes)
Esses peixes apresentam um esqueleto interno ósseo com 
algumas cartilagens e o corpo pode ser revestido por esca-
mas ou por couro. Entre esses animais encontramos uma 
enorme variedade, como: sardinha, salmão, dourado, tilápia, 
carpa, traíra, pintado, linguado, baiacu, pirarucu, jáu, bagre, 
pacu, namorado, piranha, acará-bandeira, paulistinha, neón, 
anchova, atum, lambari,cavalo-marinho, etc. São peixes que 
colonizaram ambientes marinhos e de água doce, entretan-
to, alguns são capazes de migrar do mar aos rios para se 
reproduzirem, os filhotes fazem o caminho inverso.
 
 
 Os peixes ósseos respiram também por brânquias, mas 
apresentam uma membrana óssea (opérculo) que as pro-
tege. A boca está posicionada na região anterior e há uma 
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variedade de adaptações seja para raspar, morder, capturar 
alimento no fundo ou na superfície. Na reprodução, geram 
inúmeros ovos e o ciclo de vida é rápido. Apesar de muitos 
filhotes, a maioria morre nos primeiros anos de vida.
Artéria
Veia
Água
 Lamela
brânquial
Opérculo
 Arco
brânquial
 brânquias
brânquias De peixes ósseos
Os osteíctes apresentam uma vesícula gasosa interna que, ao 
se encher de gases vindos do sangue, torna o peixe mais leve. 
Chamada de bexiga natatória, ela permite que o animal con-
trole o movimento vertical na água, podendo parar facilmente.
Pneumoduto (�sóstomos)
ausente = �soclistos
Opérculo
Ânus
Bexiga
A bexiga natatória (osteictios) com pneumoduto
Tubo digestivo
fonte: youtube
Aventura visual documentários - Os 
peixes , características...
multimídia: vídeo
Muitos desses peixes vivem em cardumes e conseguem se 
manter equilibrados pela presença de uma linha lateral, como 
ilustrado na imagem abaixo, que capta as vibrações na água.
A linha lateral (estrutura sensorial) vista em corte
Escama
Poro
Epiderme
Canal longitudinal
Cromatóforo
Derme
Neuromasto
Nervo longitudinal
Alguns peixes de água doce apresentam incrível adapta-
ção a períodos de seca. Os peixes “pulmonados”, como 
a piramboia, conseguem sobreviver sob o lodo quando o 
nível do rio fica muito baixo. Isso é possível devido ao fato 
de a vesícula gasosa, presente nesses animais, ter a capa-
cidade de realizar a respiração como se fosse um pulmão. 
Alguns cientistas acreditam que os primeiros anfíbios te-
nham derivado de peixes com essa adaptação.
peixe pulmonaDo (Dipnoico)
7.1. Fisiologia dos osteíctes
A respiração dos peixes ósseos é branquial e a circulação de 
gases é feita por meio do sangue com hemáceas nucleadas. 
O sistema excretor é composto por pronefros e metanefros 
que excretam amônia. A circulação é simples, partindo do 
coração com duas cavidades, um átrio e um ventrículo, se-
guindo para as brânquias, órgãos e retornando para o cora-
ção. A digestão é completamente extracelular.
8. O início da colonização 
dos mbientes terrestres 
pelos vertebrados
8.1. Os anfíbios
Os estudos indicam que os primeiros vertebrados a ocu-
parem o ambiente terrestre foram os ancestrais dos anfí-
bios atuais, os primeiros tetrápodes − animais com quatro 
membros. Parte desse sucesso deve-se ao esqueleto com 
duas cinturas de ossos (escapular e pélvica) de onde se li-
gam membros (patas).
esqueleto De uma salamanDra, exemplificanDo 
a estrutura óssea Dos tetrápoDes.
Esses animais só são encontrados em ambientes de água 
doce ou terrestres úmidos. Os anfíbios, como os sapos, as pe-
rerecas, as salamandras, entre outros, vivem na água quando 
jovens e, quando adultos, podem ocupar o ambiente terres-
tre, desde que seja muito úmido. Os sapos e as pererecas 
são chamados de anuros (sem cauda); as salamandras, uro-
delos (com cauda); e as cobra-cegas, ápodes (sem patas).
 
anuros uroDelos ápoDes
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CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS
VIVENCIANDO
8.2. O que restringe os anfíbios a tais ambientes?
Em primeiro lugar, os ovos sem casca desses animais, quando eclodem, formam uma fase larval (desenvolvimento indireto); 
por exemplo, o girino (larva dos sapos). O girino é aquático e respira por brânquias, alimenta-se de larvas de insetos e de 
outros micro-organismos em rios, lagos, lagoas e pântanos. À medida que cresce, o girino sofre uma metamorfose, reduzindo 
a cauda e desenvolvendo membros para locomoção no ambiente terrestre. Quando atinge a fase adulta, o sapo respira 
por pulmões, mas, principalmente, através da pele delgada (fina), úmida e altamente vascularizada. Um sapo, por exemplo, 
depende da sua pele sempre úmida para que possa retirar oxigênio da atmosfera e eliminar o gás carbônico.
“O coaxo dos anfíbios anuros, em termos científicos, é chamado de vocalização. Na grande maioria das vezes, é o 
macho quem vocaliza e esta é uma forma de defender territórios e atrair fêmeas e, principalmente, quanto à primeira, 
é também uma forma de economizar energia.” 
http://munDoeDucacao.bol.uol.com.br/biologia/comunicacao-anfibios-anuros-sapos-ras-pererecas.htm
Pesquisadores que estudam esse tipo de comunicação entre os anfíbios precisam entender conceitos físicos das 
características do som, como altura, intensidade, duração, frequência, tamanho da onda, amplitude da onda e timbre. 
Certas substâncias isoladas de anfíbios podem ser úteis dentro da Medicina experimental e clínica, como é 
o caso do peptídeo bombesina. Esse peptídeo foi isolado da pele de um sapo nativo da Europa, Bombina 
bombina. Através de estudos com antissoro contra bombesina, descobriu-se seu análogo em mamíferos. 
Vários trabalhos com experimentação animal utilizam a bombesina para manipular a formação da memória 
emocional, mostrando que esse peptídeo pode ser um alvo terapêutico para possíveis desordens do sistema 
nervoso central, como a Doença de Alzheimer, estresse pós-traumático e outros.
fonte: youtube
Documentário: anfíbios
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www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/bioanfi-
bios.php
www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/Peixes.php
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ÁREAS DE CONHECIMENTO DO ENEM
HABILIDADE 14
Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio 
interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.
O conhecimento da biodiversidade é de suma importância para sua preservação, como também permite 
ao homem desenvolver suas atividades econômicas utilizando técnicas que usufruam de características 
naturais dos diferentes organismos, agredindo menos o ambiente e se desenvolvendo de forma sustentá-
vel. Desse modo, as questões do Enem tendem a fazer uma abordagem mais ecológica sobre as espécies, 
desejando que o aluno consiga relacionar os impactos das atividades antrópicas no modo de vida dos 
animais e as consequências que isso irá acarretar. 
MODELO 1
(Enem) O fenômeno da piracema (subida do rio) é um importante mecanismo que influencia a reprodução de 
algumas espécies de peixes, pois induz o processo que estimula a queima de gordura e ativa mecanismos hor-
monais complexos, preparando-os para a reprodução. Intervenções antrópicas nos ambientes aquáticos, como 
a construção de barragens, interferem na reprodução desses animais.
aDaptaDo De: malta, p. impacto ambiental Das barragens hiDrelétricas. 
Disponível em: http://futurambiental.com. acesso em: 10 maio 2013.
Essa intervenção antrópica prejudica a piracema porque reduz o(a):
a) percurso da migração;
b) longevidade dos indivíduos;
c) disponibilidade de alimentos;
d) período de migração da espécie;
e) número de espécies de peixes no local.
ANÁLISE EXPOSITIVA
A piracema é o nome dado para a migração rio acima realizada por certos peixes e é essencial para 
seu ciclo de vida, uma vez que durante o trajeto ocorre a queima de gordura nesses animais que induz 
a liberação de hormônios que influenciam na sua reprodução. Desse modo, é possível concluir que a 
construção de barragens afeta o percurso de migração e, consequentemente, interrompe o complexo 
mecanismo necessário ao processo reprodutivo desses peixes.
RESPOSTA Alternativa A
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DIAGRAMA DE IDEIAS
CORDADOS
PEIXES
ANFÍBIOS
RÉPTEIS
AVES
MAMÍFEROS
CARTILAGINOSOS: CONDRICTES
• ESQUELETO CARTILAGINOSO
• BOCAVENTRAL
• FLUTUAÇÃO: GRANDE FÍGADO COM ÓLEOS MENOS DENSOS QUE A ÁGUA
• EXCREÇÃO: UREIA
EX.: TUBARÃO, RAIA E QUIMERA
PRIMEIROS TETRÁPODES
• AMBIENTE TERRESTRE ÚMIDO E ÁGUA DOCE
• RESPIRAÇÃO CUTÂNEA E PULMONAR (ADULTOS)
• FECUNDAÇÃO EXTERNA E OVOS SEM CASCA
• DESENVOLVIMENTO INDIRETO: LARVA AQUÁTICA
EX.: SAPO, PERERECA, SALAMANDRA E COBRA-CEGA
ÓSSEOS: OSTEÍCTES
• ESQUELETO ÓSSEO
• BOCA ANTERIOR; OPÉRCULO; BEXIGA NATATÓRIA; LINHA LATERAL EVIDENTE
• EXCREÇÃO: AMÔNIA
EX.: SALMÃO, TILÁPIA E LAMBARI
• FLUTUAÇÃO: BEXIGA NATATÓRIA
GNATOSTOMADOS
VERTEBRADOS
AGNATOS
CARACTERÍSTICAS 
GERAIS
• COM MANDÍBULAS • SEM MANDÍBULAS
• CORPO ALONGADO 
E BOCA CIRCULAR
• NOTOCORDA
• TUBO NERVOSO DORSAL
• FENDAS BRANQUIAIS 
FARÍNGEAS
• CAUDA PÓS-ANAL
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1. A ocupação dos ambientes 
terrestres pelos répteis
Os animais que estão dentro da classe dos répteis são in-
dependentes da água e, consequentemente, conquistaram 
o ambiente terrestre por completo. O que permitiu esse 
grande passo foram itens como ovo com casca calcária, 
protegendo o embrião de desidratação, mesmo quando 
em ambientes sem água, a presença da pele mais re-
sistente e seca, que tem a vantagem de impedir a perda 
de água por transpiração, como ocorre com os anfíbios, e 
a fecundação interna. Assim, esses animais perderam a 
capacidade de realizar trocas gasosas pela pele, mas apre-
sentam, em compensação, pulmões eficazes.
Os répteis são divididos em ordens:
1. Quelônios ou testudines: tartarugas (aquáticas), os 
cágados (terrestres) e jabutis (água doce), com uma cara-
paça rígida (plastrão).
2. Crocodilianos: jacarés e crocodilos.
3. Squamatas: lagartos, serpentes e o grupo Amphisbae-
nia (cobra-cega ou cobra-de-duas-cabeças).
4. Rincocéfalos: tuataras.
As tartarugas, jacarés, tuataras, anfisbenídeos, lagartos e 
serpentes, todos bem conhecidos, juntamente com os dinos-
sauros e outras espécies extintas, são répteis (do latim repto, 
rastejar). Foram descritas mais de 9.000 espécies de répteis.
São capazes de viver em ambientes mais secos que os anfí-
bios e muitos podem ser encontrados em desertos. Embora 
alguns tenham se readaptado à vida aquática, depositam 
seus ovos na terra, a menos que sejam vivíparos, como as 
serpentes marinhas. Até as tartarugas-marinhas deixam a 
água para depositar seus ovos nas praias (curiosamente, 
na mesma praia onde nasceram!). 
A distribuição geográfica dos répteis é limitada, principal-
mente pela sua incapacidade de manter a temperatu-
ra corporal mais elevada do que a do ambiente (ecto-
termia). Eles não são tão ativos no tempo frio e não são 
encontrados em regiões subárticas e árticas.
serpente se aquecenDo sob a luz Do sol
CORDADOS II
COMPETÊNCIA(s)
4 e 8
HABILIDADE(s)
13, 14, 16 e 28
CN
AULAS 
25 E 26
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2. Principais adaptações dos répteis
2.1. Ovo amniótico
Ovos com casca calcária são vantajosos para animais terrestres, já que esse material é capaz de proteger os embriões contra a 
desidratação, pois são impermeáveis, além da maior proteção contra choques mecânicos. 
Na formação do embrião, surgem anexos embrionários que permitem o desenvolvimento do animal com menor perturbação no 
ambiente. Veja o esquema com os anexos embrionários e as respectivas funções em um ovo amniótico:
ovo amniótico
Alantoide
Anexo que armazena as excretas
geradas pelo embrião até a eclosão
do ovo. Por ele ainda ocorre a troca
gasosa, isto é, permite a passagem
de ar para o embrião, vindo de fora.
Al
Bolsa amniótica
Cheia de líquido, essa bolsa
protege o embrião quanto a
choques mecânicos (tremores)
e contra a desidratação.
 Cório
Anexo que protege o embrião e
 todos os demais anexos. Na
 região ligada ao alantoide,
 permite a passagem de ar.
Âmnio
EMBRIÃO
Saco vitelino
Anexo que armazena nutrientes
até o desenvolvimento completo
do embrião até (eclosão do
ovo).
(eclosão do ovo).
ovo amniótico e anexos embrionários
O ovo amniótico, ou seja, com os anexos embrionários explicados acima, está presente em todos os próximos grupos a partir 
dos répteis, o que permite o desenvolvimento da vida terrestre.
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2.2. A importância da pele modificada
As glândulas mucosas não estão presentes na pele e a epi-
derme é seca e cornificada. Também há a presença da 
queratina no epitélio dos répteis, o que foi essencial para 
seu maior sucesso fora da água com menor taxa de trans-
piração. Além disso, essa estrutura rígida proteica conferiu 
maior resistência à pele dos animais que a possuem.
Além das modificações no epitélio, os répteis possuem al-
gumas adaptações extras:
 § Escamados (Squamata), ou seja, cobras e lagartos pos-
suem escamas.
 § Crocodilianos possuem placas córneas.
 § Testudines possuem o casco formado por placas ósseas. 
2.3. Ectotermia
Embora os répteis sejam ectotérmicos – dependem da 
temperatura ambiental para manter a corpórea –, pequenos 
répteis mantêm uma temperatura constante alta e regular 
em um ambiente quente e ensolarado, principalmente atra-
vés de mudanças no seu comportamento, embora a maio-
ria deles não tenha condições de manter a temperatura do 
corpo quando o sol se põe. Por isso, os répteis têm que ser 
criaturas diurnas, com maior atividade durante o dia para se 
abrigarem a noite. Os lagartos espinhosos dos desertos man-
têm sua temperatura corporal em aproximadamente 34 °C 
durante a maior parte do dia. Se a temperatura corporal cai 
abaixo do limiar da atividade normal, o lagarto fica em ân-
gulo reto com os raios solares, expondo assim a maior parte 
da superfície do corpo ao sol; mas se a temperatura do corpo 
aumenta muito, o lagarto procura um abrigo ou fica paralelo 
aos raios solares. É claro que os répteis maiores não podem 
sempre encontrar sombra necessária, mas o seu grande ta-
manho corporal provê alguma estabilidade térmica porque 
um tempo considerável é necessário para aquecer ou resfriar 
sua grande massa corporal. Esse pode ter sido o principal 
mecanismo de regulação térmica dos dinossauros. Além da 
regulação comportamental, os répteis também podem dissi-
par ou reduzir a perda de calor corporal necessária através do 
controle da quantidade de sangue que flui através da pele.
2.4. Reprodução
Os répteis reproduzem-se por reprodução sexuada, 
como em outros cordados. As fêmeas defendem seus ovos 
com violência até os filhotes nascerem. A maioria dos rép-
teis é ovípara, isso significa que colocam ovos.
2.5. Sistema circulatório
O coração tem três câmaras (dois átrios e um ventrículo), 
e existem os dois circuitos: circulação pulmonar e circula-
ção sistêmica. Entretanto, o ventrículo único dos répteis 
é parcialmente dividido pelo septo de Sabatier, o que 
torna a mistura de sangue arterial e venoso apenas parcial, 
por isso a circulação é dupla e incompleta.
A exceção é a circulação dos répteis crocodilianos. O 
ventrículo desses animais é completamente dividido, e o 
coração perfaz quatro câmaras: dois átrios e dois ventrí-
culos. Entretanto, na emergência das artérias pulmonar e 
aorta, há uma comunicação, o forame de Panizza, pelo 
qual ainda ocorre mistura de sangue arterial e venoso.
sistema circulatório Dos répteis crocoDilianos
2.6. Sistema excretor
Enquanto peixes e anfíbios apresentam rins mesonefros 
(torácicos), de répteis em diante os rins serão metanefros 
(abdominais), melhorando muito a capacidade filtradora 
do sangue.
3. Evolução dos répteis
Tendo “resolvido” os problemas essenciais da vida terrestre, 
numa época em que havia poucos competidores terrestres, 
os répteis multiplicaram-se rapidamente, espalharam-se por 
muitos ambientes e especializaram-se. A maior parte da sua 
diversidade adaptativa envolveu diferentes métodos de lo-
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comoção, reprodução e alimentação. Diferentespadrões ali-
mentares (maioria caçadores carnívoros) impuseram, entre 
outras coisas, uma modificação nos músculos da mandíbu-
la, e isso, por sua vez, afetou a estrutura da região temporal 
do crânio. 
crânio com Duas aberturas temporais – crânio DiapsiDa
Apenas uma pequena parte do crânio dos tetrápodes primi-
tivos realmente envolve o cérebro. Um grande espaço late-
ral à caixa do cérebro e posterior aos olhos é amplamente 
preenchido por músculos mandibulares, que se estendem 
até a mandíbula inferior. Nos répteis ancestrais um assoa-
lho sólido do osso dérmico (crânio anapsídeo – sem aber-
tura temporal) cobre esses músculos dorsal e lateralmente. 
Como consequência de certo aumento do cérebro e dos 
músculos mandibulares, vários tipos de aberturas desenvol-
veram-se no assoalho da têmpora na maioria dos grupos 
mais recentes de répteis, podendo ser anapsida (sem aber-
tura temporal), synapsida (uma abertura temporal) ou diap-
sida (duas aberturas temporais). Os músculos da mandíbula 
partem da caixa craniana e da periferia da janela temporal, 
podendo passar através das aberturas quando contraem-se.
3.1. Tartarugas
Acredita-se que os testudines (do latim testudo, tartaruga) 
sejam descendentes diretos dos cotilossauros.
A maioria reteve o crânio anapsídeo, ou seja, sem aberturas 
temporais, adquirindo muitas características especializadas. 
Os dentes foram perdidos e as mandíbulas são cobertas por 
placas córneas capazes de arrancar pedaços de alimentos. 
Seu corpo é envolto por placas ósseas protetoras que se 
depositam sobre as escamas córneas. As placas ósseas os-
sificaram-se na derme da pele, mas fusionaram-se com as 
costelas, pulmões e algumas partes mais internas do esque-
leto, como as pernas traseiras. 
As tartarugas ancestrais eram seres com pescoço rígido, 
incapazes de retrair a cabeça, mas as espécies atuais conse-
guem recolher a cabeça para dentro da carapaça e, assim, 
se proteger contra possíveis predadores.
Apesar da aparência desajeitada, as tartarugas são um gru-
po ancestral muito bem-sucedido, cuja ancestralidade pode 
ser traçada do período Triássico. Elas passaram por uma ex-
tensa diversidade adaptativa e são representadas por cerca 
de 323 espécies.
Cágado Jabuti
 
Cágado Jabuti
 
Tartaruga
 
cágaDo Jabuti tartaruga
3.2. Crocodilianos
Durante a Era Mesozoica, a Terra era dominada pelos arcos-
sauros – répteis que tinham características como a presença 
de crânio diapsídeo e uma tendência a desenvolver postura 
bípede, além de apêndices peitorais reduzidos, apêndices 
pélvicos aumentados e uma cauda forte que podia auxiliar 
a equilibrar o tronco.
No final do período Cretáceo, as temperaturas ambientais 
tornaram-se um pouco mais frias e a incapacidade dos gran-
des dinossauros de se esconder em abrigos ou de hibernar 
pode tê-los tornado vulneráveis. As mudanças na vegetação 
que acompanharam as alterações climáticas também po-
dem ter sido um fator para extinções. A incapacidade dos 
herbívoros, com hábitos alimentares restritos, de se adaptar 
às mudanças na vegetação pode tê-los levado à morte.
Apenas um grupo de arcossauros sobreviveu a esse grande 
período de extinção – os crocodilos e jacarés (ordem Croco-
dilia, do latim crocodilus, crocodilo). Os crocodilos readquiri-
ram uma postura quadrúpede (embora suas patas posterio-
res sejam muito mais longas que as anteriores) e um modo 
de vida semelhante ao dos anfíbios. A cauda desses animais 
é achatada lateralmente, sendo, por isso, um órgão nata-
tório muito eficiente. Os olhos, ouvidos e aberturas nasais 
situam-se em elevações no topo da cabeça, de forma a se 
manterem acima da água quando o animal está submerso.
Vinte e três espécies são conhecidas, mas apenas seis ocor-
rem no Brasil.
Crocodilo Jacaré
GaviaisJacaré crocoDilo gaviais
www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/Repteis.php
multimídia: site
3.3. Squamata
Os conhecidos lagartos, as cobras e as anfisbenas ou co-
bras-cegas, embora superficialmente diferentes, têm uma 
estrutura básica semelhante o suficiente para serem coloca-
dos na mesma ordem Squamata, como a presença de hemi-
pênis e a bifurcação na ponta da língua (órgão relacionado 
ao tato e ao odor). A alimentação é muito diversificada, 
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existem espécies carnívoras, herbívoras, insetívoras e onívo-
ras. Os escamados estão presentes em todas as regiões do 
planeta, com exceção da Antártica, o que explica a grande 
diversidade de espécies – cerca de 8.170. 
 § Cobras: o aparelho mandibular dos Squamatas é mais 
flexível, especialmente nas cobras, por isso, a boca pode 
abrir-se muito, possibilitando a captura e deglutição de 
presas grandes. As cobras têm cinco articulações man-
dibulares: (1) a normal entre a mandíbula quadrada e 
a inferior; (2) uma entre o quadrado e o escamoso; (3) 
uma entre o escamoso e a caixa craniana; (4) uma mais 
ou menos na metade do comprimento da mandíbula 
inferior e (5) uma no queixo, pois as duas mandíbulas 
inferiores não são unidas nesse ponto. Cada lado da 
mandíbula inferior pode ser movido independentemente 
quando a presa entra na boca. A ausência da cintura pei-
toral está necessariamente relacionada à deglutição de 
animais maiores do que o diâmetro do corpo. A língua 
bifurcada é extremamente importante, pois as partículas 
aderem a ela, a língua retrai-se para dentro da boca e a 
extremidade é projetada para uma parte especializada 
da cavidade nasal (órgão de Jacobson), onde o odor da 
partícula pode ser detectado. As cobras são carnívoras; 
aquelas cujas presas são animais muito ativos, tais como 
aves e mamíferos capazes de ferir seriamente as cobras 
com seus bicos ou dentes, desenvolveram métodos de 
imobilização das presas (estrangulamento e/ou veneno). 
cobra naJa
cobra De pestana
 § Lagartos: são os membros mais antigos da ordem, os 
primeiros fósseis são do Cretáceo. A maioria é quadrú-
pede e varia de tamanho desde alguns centímetros a 
metros, como o dragão de Komodo.
Dragão De komoDo
 § Anfisbênias: o nome desse grupo (do grego amphi, 
ambos + baino, ir) refere-se à sua capacidade de mo-
ver-se facilmente tanto para a frente quanto para trás, 
dentro dos seus buracos. Seus olhos rudimentares são 
escondidos abaixo da pele, mas o rastro das presas é 
seguido principalmente pela audição.
anfisbênias
3.4. Rincocéfalos
Os répteis conhecidos como tuataras pertencem ao gêne-
ro Sphenodon, endêmicos da Nova Zelândia. A tuatara é o 
membro mais primitivo do grupo dos Squamatas e a única 
espécie sobrevivente da ordem Rhynchocephalia. Rinco-
cefalianos são semelhantes aos camaleões na aparência 
geral, mas têm um nariz semelhante a um bico e um crâ-
nio diapsídeo com duas aberturas temporais. Durante uma 
época, o grupo expandiu-se, mas atualmente está limitado 
a poucas ilhas das costas da Nova Zelândia. 
Diz-se que as tuataras são sobreviventes “fósseis”, pois não 
sofreram muitas modificações desde a espécie que viveu 150 
milhões de anos atrás.
tuatara
4. A extensão dos 
domínios terrestres pelas 
aves e mamíferos
Observando a distribuição de aves e mamíferos, percebe-se 
que eles ocupam regiões em que os répteis não aparecem. 
As aves e os mamíferos apresentam pelo menos duas ca-
racterísticas em comum, que permitem a esses animais so-
breviverem em regiões mais frias: uma camada adiposa (de 
gordura) sob a pele e o controle interno da temperatura do 
corpo (homeotermia). As aves e os mamíferos são consi-
derados animais de “sangue quente” ou, mais apropriada-
mente, endotermos ou homeotermos. Essa característica 
deve-se ao fato de que esses animais conseguem acelerar 
o metabolismo do corpo (reações químicas nas células), 
gerando mais calor, principalmente em temperaturas mais 
baixas. O calor é gerado nas células, que se difunde para 
o sangue, sendo distribuído ao longo de todo o corpo. A 
camada de tecido adiposo (reserva de gordura)temperatura sazonais e 
latitudinais, mas deixa de explicar por que o ar fica mais frio 
quando em grandes altitudes. O monte Kilimanjaro, na Áfri-
ca tropical, por exemplo, tem seu pico eternamente coberto 
com neve e gelo. Por que os picos das montanhas são mais 
frios do que as regiões mais baixas? Eles não estão mais 
próximos do Sol?
A resposta está nas propriedades termais do ar. A densida-
de e a pressão do ar diminuem com o aumento da altitude. 
Quando o ar na superfície do nível do mar é forçado para as 
altas elevações, ocorre uma expansão em resposta à menor 
pressão atmosférica. Nessa expansão, o ar se torna mais frio 
(esse processo é denominado esfriamento adiabático).
2.1.3. Vento e precipitação
Esse aquecimento diferencial da superfície da Terra causa 
também os ventos que contêm calor e umidade e determi-
na as áreas de precipitações. Como foi visto anteriormente, 
o maior aquecimento ocorre no equador, especialmente no 
equinócio, quando o Sol está perpendicular à superfície. O ar 
tropical é aquecido e se expande, torna-se mais leve do que 
o ar dos arredores e se eleva. Essa elevação produz uma área 
de menor pressão atmosférica sobre o equador. O ar mais 
denso ao sul e ao norte do equador flui para essa região de 
baixa pressão, resultando em ventos soprando para a região 
do equador. Enquanto isso, o ar equatorial que foi aquecido 
e se elevou fica mais frio adiabaticamente, sendo puxado de 
volta à superfície, a cerca de 30° latitude Norte e Sul.
Entretanto, essas células de ventos, influenciadas pelo aque-
cimento solar, deslocam-se no sentido da direita, em razão 
da rotação da Terra. Entenda melhor o processo:
a) o sentido de rotação é de oeste para leste, sentido anti-
-horário; assim, as massas de ar e água circulam para a 
direita na superfície da Terra; 
b) ao descer nas latitudes 30°, o ar sopra em direção ao 
equador (alísios), sentido horário no hemisfério Norte e 
anti-horário no hemisfério Sul, provocando precipitações 
nas zonas tropicais e equatoriais;
c) na latitude 30°, a descida de ar frio, proveniente das lati-
tudes 0° e 60°, retira a umidade levando pela superfície 
para 0º e 60º os ventos alísios e oeste, respectivamente;
d) nas latitudes 20°, devido à descida de ar frio, retirando a 
umidade, ocorre a aridez nas regiões aí localizadas (deser-
to do Atacama, deserto da Patagônia, deserto de Sonora, 
deserto de Kalaari, deserto do Saara, deserto do Oriente 
Médio, deserto do Centro-Oeste da Austrália);
e) a movimentação de água (oceano) comporta-se da mes-
ma maneira, provocando a chegada de águas quentes na 
costa leste dos continentes e águas frias na costa oeste.
2.2. Solos
O solo é outro aspecto que deve ser considerado para a 
compreensão da distribuição dos organismos. O tipo de 
solo determina, juntamente com o clima, o tipo de vegeta-
ção predominante e, em consequência, os demais organis-
mos que utilizavam determinadas áreas.
O solo é formado pelo desgaste de rochas em consequên-
cia da ação erosiva mais a adição de material orgânico em 
decomposição. Em geral, o processo pelo qual um novo 
solo é formado a partir de rochas nuas é longo e complica-
do. Envolve a quebra do material inicial, a colonização por 
plantas simples e formas microbiais e uma gradual cons-
trução e mistura de materiais inorgânicos com a matéria 
orgânica em decomposição.
Áreas rochosas ou outros substratos estéreis, criados pela 
ação vulcânica ou outros eventos geológicos, são gradual-
mente transformados em regiões que suportam comunida-
des ecológicas vivas pelo processo de sucessão primária. 
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Esse processo envolve a formação do solo e uma reunião de fatores com desenvolvimento de vários seres vivos. 
Um exemplo clássico: em 1883, uma pequena ilha tropical, a ilha de Cracatoa, na Indonésia, sofreu uma tremenda erupção 
vulcânica que matou toda a biota insular, deixando apenas rochas e cinzas. Organismos rapidamente recolonizaram a ilha 
a partir de grandes ilhas próximas (Java e Sumatra), e, em 1934, apenas 50 anos depois da erupção, 35 cm de solo tinham 
sido formados com uma exuberante vegetação de floresta tropical úmida com cerca de 300 espécies de plantas.
A vegetação apresenta uma grande biodiversidade no planeta. Devido a um gradiente térmico latitudinal produzido 
pela incidência de irradiação solar, formaram-se três grandes áreas: os polos, as áreas temperadas e a área equatorial. 
Em cada grande área, são encontrados diversos biomas, que se caracterizam por uma fauna e uma flora específicas. 
Por meio da caracterização e compreensão da estrutura e do funcionamento dos biomas, pode-se elucidar a distri-
buição geográfica dos seres vivos na Terra.
2.2.1. Tipos de solo
O conhecimento dos solos vem se desenvolvendo bastan-
te, mas, devido à complexidade da distribuição e classifica-
ção dos solos, é ainda controverso. Sabe-se que os quatro 
maiores processos, ou regimes pedogênicos, produziram 
quatro tipos primários: são aqueles de áreas florestadas 
frias (solos podzólicos), floresta tropical úmida (solos 
lateríticos), região com arbustos e vegetação herbácea 
(calcários) e a região polar (gleização). 
3. Biomas
Os biomas são conjuntos de ecossistemas que interagem 
formando uma unidade paisagística coerente. Cada bioma 
terrestre se caracteriza pelo tipo vegetal ou estrato domi-
nante: árvores (arbóreo), ervas (herbáceo), arbustos (arbus-
tivo), formações mistas, etc. Trata-se de uma área geográ-
fica grande e sua existência é controlada pelo macroclima.
Os biomas, assim como os climas correspondentes, não po-
dem ser delimitados com exatidão porque as variações são 
graduais. Dessa forma, da tundra para a taiga, por exem-
plo, há uma vegetação arbustiva. Na passagem do campo 
para o deserto ou das savanas para a floresta também apa-
rece sempre uma vegetação de transição.
3.1. Tundra
A tundra localiza-se no Círculo Polar Ártico e não ocorre 
no Círculo Polar Antártico (polo Sul). Compreende o nor-
te do Alasca e do Canadá, Groenlândia, Noruega, Suécia, 
Finlândia e Sibéria. Recebe pouca energia solar e pouca 
precipitação, geralmente em forma de neve. O solo fica 
congelado a maior parte do ano. A estação quente é curta 
e dura somente dois meses. Durante ela, ocorre o dege-
lo da parte superior, expondo uma área rica em matéria 
orgânica, permitindo o crescimento dos seres autótrofos, 
como as gramíneas, briófitas e líquens, que cobrem exten-
sas áreas. O subsolo fica permanentemente congelado e é 
denominado permafrost. 
A tundra apresenta poucas espécies capazes de suportar 
essas condições desfavoráveis. A vegetação é rasteira, com 
predominância de espécies herbáceas, arbustivas, briófitas 
(como musgos) e líquens. Existem raras plantas lenhosas, 
como os salgueiros, que são extremamente baixas e cres-
cem paralelas ao solo. As plantas completam o ciclo de 
vida num curto espaço de tempo: germinam as sementes, 
crescem, produzem grandes flores (comparadas com o ta-
manho das plantas), são polinizadas, fecundadas e frutifi-
cam, dispersando rapidamente as suas sementes.
fotografias Da vegetação presente na tunDra. observe a preDominância 
De espécies De pequeno porte, como gramíneas, briófitas e líquens.
exemplo De briófita 
presente na tunDra
exemplo De líquen 
presente na tunDra
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3.3. Floresta caducifólia ou 
floresta decídua temperada
Esse tipo de mata predomina no Hemisfério Norte, no leste 
dos Estados Unidos, no oeste da Europa, no leste da Ásia, 
na Coreia, no Japão e em partes da China. A quantidade de 
energia radiante é maior, e a pluviosidade atinge de 750 a 
1.000 mm, distribuída durante todo o ano. 
As estações do ano são nítidas. Nesse bioma, a maioria dos 
arbustos e árvores perde as suas folhas no outono, e os 
animais migram, hibernam ou apresentam adaptações es-
peciais para suportar o frio intenso. As plantas são represen-
tadas por árvores dicotiledôneas,retém mais 
o calor, pois funciona como um isolante térmico.
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VIVENCIANDO
Há inúmeras diferenças, mas destacamos algumas que são 
suficientes para caracterizar bem tais animais em grupos 
distintos.
O gráfico a seguir mostra a variação da temperatura cor-
pórea do gato (mamífero) e da cobra (réptil) em função da 
temperatura ambiental. Note que a temperatura do mamí-
fero se mantém constante e independente da temperatura 
ambiental, ou seja, um caso de endotermia. Já a do réptil 
varia em função da temperatura do ambiente, um exemplo 
de ectotermia.
5. As aves
A classe aves é o maior grupo de vertebrados terrestres, 
compreendendo cerca de 8.700 espécies. Elas adapta-
ram-se ao voo logo no início de sua evolução e, em sua 
maioria, são excelentes voadoras. Até mesmo as poucas 
espécies que retornaram completamente à vida terrestre 
mostram características anatômicas e fisiológicas que indi-
cam sua evolução a partir de ancestrais voadores.
A adaptação ao voo impôs uma certa uniformidade na 
estrutura básica e na fisiologia de todas as aves. Além das 
penas e asas, ou vestígios de asas em certas espécies ter-
restres, o voo requer um alto dispêndio de energia. Todas 
as aves são endotérmicas, tendo desenvolvido meios para 
conseguirem isso num corpo de pouco peso. Quando não 
estão no ar, as aves vivem sobre o solo ou na água, ou em 
ambos, estando bem adaptadas a esses habitats.
A endotermia e o poder de voo das aves possibilitam a elas 
penetrarem e se adaptarem em uma variedade maior de 
locais do que qualquer grupo de vertebrados. Elas são en-
O veneno das serpentes também tem grande importância na indústria farmacêutica, possuindo elevado valor comer-
cial. Certas substâncias chegam a custar US$ 3 mil o grama no mercado farmacêutico internacional. 
Composto por misturas biológicas complexas de toxinas, enzimas e outras substâncias ativas, o veneno tem compo-
nentes com funções essenciais na coagulação sanguínea, pressão arterial, agregação plaquetária, transmissão do 
impulso nervoso, funções analgésicas e anticancerígenas, dentre outras, ainda em estudo ou por serem descobertas. 
O veneno de cascavel, por exemplo, é utilizado em uma eficaz cola cirúrgica. 
http://www.cpt.com.br/cursos-animais-silvestres/artigos/veneno-obtiDo-criacao-cobras-arma-inDustria-farmaceutica
contradas desde as regiões polares até o equador e vivem 
nas montanhas, desertos, florestas e matas. Algumas pas-
sam a maior parte de sua vida nos oceanos e só retomam 
a terra para reproduzir-se e construir seus ninhos.
aves
5.1. Princípios do voo
É importante compreender os mecanismos e princípios do 
voo, visto ser o principal aspecto da evolução das aves.
As asas são apêndices peitorais modificados e as superfí-
cies de voo são compostas por penas.
Anatomia das asas
A anatomia das asas permite o voo
porque consegue reduzir a resistência
do ar. Na parte de baixo, o ar passa mais
rapidamente e provoca uma força para
cima que mantêm a ava suspensa.
Redução da cauda, fusão das
vertebras cervicais e torácicas,
fusões de dedos e perda de dentes
Ausência de bexiga
Os pássaros não têm bexiga e não
acumulam líquido. A excreção
é consituída de cristais de ácido
úrico, um material sólido.
Ossos pneumáticos
Os ossos das aves são leves e
entremeados por cavidades
aéreas.
Pulmão
Sacos aéreos
Traqueia
Pulmão e sacos aéreos
As aves possuem um pulmão rígido, associado a
uma série de sacos aéreos que se estendem para o
tórax. Esta estrutura permite que esse órgão seja
continuamente ventilado por ar fresco, tanto na
inspiração quanto na expiração.
Essa
mantém ave
A asa tem um formato de aerofólio, espessa na frente e 
afilada para trás e, em geral, é arqueada, o que faz com 
que sua superfície inferior seja levemente côncava e a 
superior convexa. Uma corrente de ar passando pela asa 
move-se mais rapidamente pela sua superfície superior, 
maior, do que pela superfície inferior, menor. Segundo a lei 
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias  111
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de Bernoulli, numa corrente de um gás, a pressão é menor 
quando a velocidade é maior. A diferença de velocidade do 
ar diminui a pressão sobre a asa em relação à face inferior. 
Isso produz uma força de elevação, que atua perpendicu-
larmente ao plano de movimento da asa, e uma força de 
atrito, paralela a esse plano. 
Para a ave voar, a força de elevação tem de ser igual à força 
de gravidade na ave, e a força propulsora deve superar a 
força de atrito. A forma da asa permite um voo plano no ar e 
minimiza a turbulência. Algumas correntes de ar, entretanto, 
fazem voltas, redemoinhos, que se espalham pelo ápice e 
margem posterior das asas, como um par de redemoinhos 
alinhados. Isso pode ser visto frequentemente num avião de 
voo alto, como dois rastos de vapor, devido à rápida rotação 
do ar e, consequentemente, baixa de pressão no núcleo do 
alinhamento de redemoinho, causando condensação.
5.2. Regulação térmica
As aves permaneceram com as escamas córneas dos rép-
teis em algumas áreas de suas pernas, nos seus pés e, de 
maneira modificada, como uma cobertura de seus bicos. 
No entanto, as escamas que cobrem o resto do corpo do 
réptil transformaram-se em penas no grupo das aves. As 
penas são um componente importante do sistema termor-
regulador, que mantém o equilíbrio entre a produção de 
calor por processos metabólicos e a sua perda.
As penas envolvem e retêm ar entre elas, o que reduz a 
perda de calor corpóreo, pois impedem a passagem das 
correntes de convecção de ar através da superfície corpo-
ral, que poderiam retirar o calor. O ar retido é um mau con-
dutor de calor. A água, um excelente condutor de calor, não 
consegue penetrar por entre as penas devido à existência 
de uma secreção oleosa produzida pela glândula uropí-
gea localizada perto da base da cauda. As aves não têm 
glândulas sudoríparas.
animal recoberto por plumas e penas
5.3. Nutrição
O sistema digestório é do tipo completo. As aves possuem 
bico e língua córneos; não há dentes. As aves granívoras 
(que se alimentam de grãos) apresentam moela e papo, que 
são pouco desenvolvidos ou mesmo ausentes nas aves car-
nívoras e frugívoras (aquelas que se alimentam de carnes e 
frutas). No papo o alimento é amolecido. Daí o alimento vai 
para o proventrículo (estômago químico), passando a seguir 
para a moela (estômago mecânico), que é muito musculo-
sa e substitui a falta de dentes nas aves. Após a trituração, 
o alimento dirige-se para o intestino delgado, onde ocorre 
a absorção dos produtos úteis, sendo o restante eliminado 
através da cloaca. A cloaca é uma bolsa onde são lançadas 
as fezes, a urina e os gametas, portanto constitui o final de 
vários aparelhos e sistemas. Como glândulas anexas ao sis-
tema digestivo, existem o fígado e o pâncreas.
Esófago
Proventrículo
FígadoIntestino
Delgado
Papo
Orí�cio
Cloacal
Moela
Pancrêas
Esôfago
Pâncreas
sistema Digestivo
5.4. Sistema respiratório
A respiração é pulmonar. Os pulmões são do tipo parenqui-
matoso, com vários canais de arejamento, ligados a cinco 
pares de sacos aéreos, ligados às cavidades dos ossos 
pneumáticos. Dentro dos pulmões, os condutos aéreos 
não terminam em vesículas pulmonares, continuando por 
um sistema capilar contínuo. Quando uma ave está pou-
sada, a respiração faz-se pelo arfar do peito. Mas durante 
o voo, automaticamente, devido aos movimentos das asas, 
produz-se a expansão e a contração da cavidade torácica, 
estabelecendo-se a conveniente passagem de ar nos pul-
mões necessária à respiração. 
Partem dos pulmões expansões membranosas denomi-
nadas sacos aéreos, os quais aumentam a superfície de 
contato para absorção do oxigênio. Além disso, os sacos 
aéreos expandem-se pelo interior de muitos ossos, tornan-
do o animal mais leve.
Não há verdadeiro diafragma, mas somente uma membra-
na (diafragma ornítico) que separa da cavidade abdominal 
a que contém os pulmões, ou pleura.
Tráquea
Sacos aéreos
PulmãoTráquea
Sacos aéreos
Traqueia
Traqueia
sistema respiratório
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5.5. Sistema circulatório
A circulação é fechada, dupla e completa; o sangue ve-
noso não se mistura com o sangue arterial. As hemácias são 
nucleadas e ovais. O coração tem quatro cavidades, que 
são conhecidas como os dois átrios ou aurículas e os dois 
ventrículos. O arco aórtico, em contraste com o dos mamífe-
ros, é voltado para o lado direito.
AurículaAurícula
VentrículoVentrículo
Capílares
pulmonares
Capílares
sistérmicos
Sistema
circulatório
FECHADO
Circulação
COMPLETA
Circulação
DUPLA
sistema circulatório
5.6. Sistema excretor
Os rins são metanefros, com dois ureteres que desembo-
cam na cloaca, pois não possuem bexiga urinária e a sua 
excreção é rica em ácido úrico.
6. Os mamíferos
Entre todos os grupos de vertebrados, os mamíferos 
(classe Mammalia, do latim mamma, mama) são de 
particular interesse para nós, pois somos mamíferos, as-
sim como nossos animais domésticos que nos auxiliam 
em nossos trabalhos e nos fornecem lã, couro e grande 
parte da nossa alimentação.
Morcego Gol�nho
morcego
Morcego Gol�nhogolfinho
Embora os mamíferos não sejam uma classe grande – 
existem apenas cerca de 4.100 espécies –, constituem um 
grupo muito diversificado. Essa classe inclui o ornitorrinco 
(animal que coloca ovos e tem o bico semelhante ao do 
pato), o gambá, o canguru e outros marsupiais providos de 
bolsa abdominal, além da grande variedade de mamíferos 
placentários verdadeiros, que variam de tamanho, desde 
o pequeno musaranho, que pesa poucos gramas, até as 
baleias gigantes, cujo peso ultrapassa 100 toneladas. Os 
mamíferos são vertebrados muito ativos e ágeis, com alto 
nível metabólico. Eles têm poucos filhos, mas investem tem-
po e energia consideráveis na proteção dos mesmos. Um 
aumento de atividade e um maior cuidado com os jovens 
representam aspectos fundamentais na evolução dos ma-
míferos, aspectos aos quais a maior parte das outras carac-
terísticas está relacionada.
6.1. Principais adaptações dos mamíferos
A característica que dá nome a esse grupo é a presença de 
glândulas mamárias, produtoras de leite para a prole. O fato de, 
em sua maioria, possuírem placenta, que permite uma grande 
interação entre mãe e filho até o fim da gestação, é continuado 
pela presença das mamas (glândulas mamárias concentradas 
em uma região), característica que aproxima ainda mais as 
mães de suas crias para alimentá-las até que possam procurar 
seu próprio alimento.
6.2. Regulação da temperatura
Os mamíferos, assim como as aves, podem produzir calor 
internamente, mantendo uma temperatura corporal relati-
vamente alta e constante, tanto durante o dia quanto du-
rante a noite. Eles são endotérmicos. Muitas espécies de 
mamíferos são noturnas; muitas vivem em regiões frias do 
mundo, onde nenhum réptil conseguiria sobreviver.
6.2.1. Mecanismos de regulação
Os mecanismos de regulação de temperatura nos mamíferos 
contemporâneos são bem conhecidos. O calor é produzido 
internamente através do alto nível metabólico. A sua perda é 
reduzida devido a uma camada subcutânea de gordura 
e a pelos que fornecem uma camada de isolamento de ar 
próximo à pele; essas são outras duas características marcan-
tes dos mamíferos. O calor pode ser perdido por um aumento 
na quantidade de sangue, que flui através da pele, e por um 
resfriamento, devido à evaporação do suor produzido pelas 
glândulas sudoríparas ou pela respiração ofegante, que é 
a evaporação da água através das vias respiratórias.
Por meio desses mecanismos, os mamíferos podem manter 
a temperatura corporal mais alta do que a temperatura am-
biental sem qualquer consumo adicional de oxigênio. Isso 
é conhecido como zona térmica neutra − é a faixa de 
temperaturas ambientais dentro da qual a taxa metabóli-
ca de um animal endotérmico situa-se em seu nível basal 
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias  113
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e a termorregulação é conseguida pela mudança na taxa 
de perda de calor. Passando dessa temperatura crítica, a 
temperatura corporal pode, no entanto, ser mantida apenas 
através de um gasto metabólico significativamente maior. O 
aumento do consumo de oxigênio abaixo da temperatura 
crítica inferior reflete-se numa produção de calor além da 
necessária para a manutenção da temperatura corporal. O 
calafrio, uma atividade involuntária dos músculos superfi-
ciais, é um mecanismo de aumento de produção de calor, 
mas também ocorre um aumento geral na atividade meta-
bólica em muitas partes do corpo. O aumento do consumo 
de oxigênio acima da temperatura crítica superior reflete-se 
num trabalho metabólico adicional, necessário para dissipar 
o calor. Nessa situação, as frequências cardíaca e circulató-
ria através da pele são aumentadas.
O principal centro de controle no hipotálamo responde a 
pequenas mudanças na temperatura do sangue e inicia as 
trocas necessárias ao ajuste da perda de calor e à produção 
para o contexto ambiental.
6.2.2. Adaptações para resistência ao frio
Mamíferos que vivem em áreas onde as condições ambien-
tais são rigorosas desenvolveram adaptações que comple-
mentam a regulação térmica. No início do outono, ocorrem 
muitas mudas. Eles perdem os pelos gradualmente, uma 
vez que um revestimento muito mais denso desenvolve-se 
para o inverno. Uma segunda muda ocorre na primavera. 
Além desse revestimento, a pelagem de muitos mamíferos 
inclui pelos de proteção mais longos e grossos.
Nervos e outros órgãos presentes na parte distal dos mem-
bros são adaptados para funcionar em temperaturas mais 
baixas. Alguns mamíferos de regiões árticas e temperadas, 
notavelmente muitos insetívoros, morcegos e roedores, 
adaptam-se ao inverno, entrando num período de letargia 
conhecido como hibernação. Durante esse período, eles 
perdem o controle considerável sobre os mecanismos ter-
morreguladores corporais (o termostato no hipotálamo re-
duz sua atividade para conservar energia) e a temperatura 
do corpo aproxima-se da ambiental. Durante a hibernação, 
o metabolismo é muito baixo, apenas o suficiente para 
manter a vida e evitar que o corpo se congele.
6.2.3. Adaptações para resistir ao calor
Ao contrário dos que vivem em climas frios, outros animais 
tiveram que encontrar caminhos para abaixar a temperatura 
corpórea evitando a perda de água. Veremos alguns casos 
a seguir. 
 § Pequenos ratos do deserto são noturnos e cavam tocas, 
vivendo, assim, num micro-habitat fresco e úmido e ali-
mentam-se de nutrientes ricos em gordura cuja oxidação 
produz uma quantidade considerável de água metabólica.
 § Os elefantes têm uma grande superfície corporal que 
fornece alguma estabilidade térmica e têm poucos pe-
los e orelhas grandes, que atuam como eficientes radia-
dores, ajudando a dissipar calor.
 § Os camelos desenvolveram diversas maneiras de con-
servar água. Sob condições muito secas, um muco seco 
e detritos celulares nas vias nasais exercem um efeito 
higroscópico e absorvem umidade do ar, que é evapora-
da. Como consequência, a perda de água respiratória é 
menor do que em outros animais. Os camelos também 
conseguem tolerar uma temperatura corporal de 41 ºC 
durante o dia, razão pela qual não precisam perder mui-
ta água na tentativa de manter a temperatura corporal 
mais baixa. O corpo resfria-se durante a noite, quando a 
temperatura ambiental cai.
Muitos mamíferos de grande porte, que vivem em habitats 
quentes e abertos, conseguem aumentar a temperatura cor-
poral, pois são capazes de manter a temperatura cerebral crí-
tica mais baixa através de um mecanismo de contracorrente.
6.3. Locomoção e coordenação
As mudanças em todos os sistemas de órgãos estão inti-
mamente relacionadas ao aumento de atividade, que se 
torna possível com a endotermia. Os ossos dos mamíferos 
sofreram profundas modificações. A inclinação posterior das 
apófises das vértebras torácicas e a inclinação anterior das 
apófises das vértebras lombares são típicasdos mamíferos 
quadrúpedes e estão relacionadas ao abandono das ondu-
lações laterais do tronco durante a locomoção. O cotovelo 
e o joelho moveram-se para mais perto do tronco, de forma 
que as patas estenderam-se para baixo, para uma região 
mais ou menos inferior do corpo. Essa disposição fornece 
melhor sustentação mecânica, um potencial maior para um 
balanço mais longo dos apêndices, um aumento no tama-
nho do passo e maior velocidade. Primitivamente, os ma-
míferos andavam sobre as plantas dos pés, numa postura 
denominada plantígrada.
A maioria dos mamíferos tem três vértebras sacrais, fortale-
cendo a articulação entre a cintura pélvica e a coluna ver-
tebral. As espécies arborícolas utilizam a cauda para balan-
çar-se e, nos mamíferos aquáticos, como a baleia, ela tem 
importante papel na propulsão do corpo, mas na maioria 
dos mamíferos ela perdeu a sua função locomotora primi-
tiva e costuma ser de tamanho reduzido, ou está ausente. 
Muitos padrões especializados de locomoção se desenvol-
veram durante a radiação e adaptação dos mamíferos, de 
acordo com os diferentes modos de vida.
Padrões mais complexos de locomoção e, provavelmente, 
o comportamento mais explorador e ágil requerem uma 
musculatura mais complexa e sistemas sensitivo e nervoso. 
Acredita-se que o olfato e a audição eram muito aguçados 
nos mamíferos primitivos.
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CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS
O cérebro é extraordinariamente bem desenvolvido. Ele é muito grande e o córtex cinza contém centros associados ao receptor 
sensorial dos órgãos dos sentidos e a importantes centros motores. O cerebelo também é mais desenvolvido, pois a coorde-
nação motora é mais complexa.
6.4. Dentes diferenciados
A heterodontia (presença de dentes com formas distintas) dos mamíferos é melhor adaptada do que a dos répteis para o proces-
samento de muitos tipos diferentes de alimentos. Os répteis utilizam os dentes para apanhar, segurar e, algumas vezes, dilacerar o 
alimento. Os espaços entre os dentes são de pouca importância e novos dentes permanentes surgem para substituir os que foram 
perdidos. Os mamíferos utilizam os dentes de diferentes maneiras e eles são mais especializados que nos répteis.
“Movimento ondulatório horizontal ou movimento serpentino”
É o tipo de movimento mais comum, em forma de “S”. A serpente ondula o corpo alternadamente para um lado e para 
o outro, deslocando-se para frente em sentido horizontal. Usado em fuga, é o deslocamento típico de serpentes rápidas.
http://www.zoopets.com.br/serpentes/locomocaoserpentes-comprarserpentes-zoopets-JiboiaociDentalis-boa-teiu-reD-zoopets.htm
Para compreender esse tipo de movimento, conceitos físicos, como mecânica, são utilizados. 
TIPOS DE DENTIÇÃO DOS MAMÍFEROS
Carnívoros Insectívoros
Dentição Completa;
Dentes incisivos
pequenos, caninos fortes e
desenvolvidos e molares
com saliências aguçadas e
cortantes.
Incisivos
MolaresCaninos
Caninos
Incisivos Molares
Dentição Completa;
Dentes pontiagudos
para poderem
perfurar o
revestimento de
quitina dos insectos.
Herbívoros Omnívoros
Barra
Incisivos Molares
Dentição Incompleta: não
têm dentes caninos e quando
os têm são poucos 
desenvolvidos.
Os incisivos são longos,
arqueados, cortantes e com
crescimento contínuo.
Entre os incisivos e os
molares existe um espaço
chamado barra ou diastema.
Caninos
Incisivos
Molares
Dentição Completa;
Incisivos cortantes,
caninos fortes e molares
largos e arredondados.
Insetívoros
.
.
.
insetos.
pouco
6.5. A liberação de excretas
Excretas são produtos residuais derivados do metabolismo celular, o que é diferente de secreção. A secreção é uma substân-
cia eliminada pela célula, que pode ter um fim específico no organismo. 
Há várias estratégias para eliminação das excretas.
Pelos pulmões, eliminamos o gás carbônico advindo do metabolismo celular, especialmente da degradação aeróbica da 
glicose (respiração aeróbica). O gás carbônico em determinadas concentrações pode alterar o grau de acidez da célula, 
afetando várias reações químicas. Resumindo, a troca gasosa é uma maneira eficaz de obtermos o oxigênio e eliminarmos 
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias  115
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esse resíduo. No entanto, atualmente não mais se afirma 
que o gás carbônico seja uma excreta, portanto trataremos 
especialmente dos excretas nitrogenados (amônia, ureia e 
ácido úrico) e dos sistemas ditos excretores ou urinários.
A amônia é um produto da metabolização dos aminoácidos 
que os mamíferos ingerem; posteriormente, ela passa por 
reações no fígado e é convertida em ureia. 
Medula Pelve renal
Córtex
Artéria
renal
Veia 
renal
Ureter
Rim
Glomérulo
Túbulo contorcido
 proximalCápsula 
de
Bowman
Alça de
Henle
Túbulo
contorcido
distal
Néfron
Nos vertebrados, os rins são os órgãos responsáveis por fil-
trar as excretas nitrogenadas do sangue. Nos mamíferos, as 
unidades de filtração são túbulos conhecidos como néfrons.
6.6. Diversidade dos mamíferos
6.6.1. Os prototérios (ou monotremados)
Os animais desse grupo são os mamíferos que põem ovos 
ou monotremados, que não possuem lábios nem dentes. 
Os filhotes alimentam-se da secreção de um tipo de leite 
que a mãe produz na sua superfície ventral. Na fase adul-
ta, consomem invertebrados de água doce, portanto são 
aquáticos. A fêmea constrói seus ninhos numa espécie de 
galeria e na primavera põe de três a quatro ovos. Os repre-
sentantes mais conhecidos pertencem à fauna australiana.
ornitorrinco
équiDna
6.7. Os metatérios (ou marsupiais)
Conhecidos também como marsupiais ou mamíferos com 
bolsa. Durante o primeiro período de seu desenvolvimento, 
o embrião permanece no interior da mãe; depois de pouco 
tempo, o filhote sai ao exterior e se refugia dentro da bol-
sa da fêmea, conhecida também como marsúpio ou bolsa 
ventral, onde estão as mamas. Lá permanece o recém-nas-
cido, alimentando-se até que se desenvolva totalmente. 
Então vai para o exterior e, às vezes, retorna à bolsa mater-
na para mamar ou refugiar-se. O marsupial mais conhecido 
é o canguru australiano, assim como as diversas espécies 
de gambás e cuícas, que vivem em nossas matas.
6.8. Os eutérios (ou placentários)
A principal característica desse grupo é que as fêmeas for-
mam placentas, e, por causa disso, o embrião (e depois o feto) 
desenvolve-se plenamente no interior da mãe. Para facilitar o 
estudo, existem várias ordens dentro do grupo dos eutérios.
6.8.1. Perissodáctilos 
Anta, cavalo, zebra, rinoceronte. Esse grupo se caracteriza pela 
redução do número de dedos de cinco para três, e o cavalo para 
apenas um. Muitos são excelentes corredores, pois apresentam 
pernas longas, com uma articulação extra, com alongamento 
dos ossos da palma e da sola. São incluídos nos grupos de un-
gulados, isto é, as garras deram lugar aos cascos. Em relação à 
alimentação, são herbívoros. Foram bem-sucedidos no princípio 
da idade dos mamíferos, mas hoje são reduzidos. 
6.8.2. Artiodáctilos
Javali, porco, veado, camelo, dromedário, girafa, bovíde-
os. Esse grupo se caracteriza pelo número par de dedos 
e também são considerados ungulados e aptos a corridas. 
A redução dos dedos chega até o ponto de apresentarem 
um “casco fendido”. De forma contrária aos perissodácti-
los, aumentaram sua população e distribuição no mundo. 
Os suínos apresentam hábito onívoro, mas o hipopótamo 
é herbívoro. Os mais bem-sucedidos artiodáctilos foram 
os herbívoros, com molares com cúspides em meia-lua e 
aperfeiçoaram o estômago com várias câmaras, associado 
à ruminação.
6.8.3. Ruminantes
Esse grupo se caracteriza pela dieta composta de vegetais, 
sendo, portanto, herbívoros, um exemplo típico é o boi. A 
homogeneidade maior quanto à dentição é uma identida-
de importante. 
6.8.4. Edentados
Preguiça, tamanduá, tatu. Sua história parece restrita à 
América do Sul. Há evidência de que preguiças gigantes, 
116  CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
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que viviam no chão, invadiram a América do Norte. Eles 
apresentam articulações adicionais nas vértebras que leva-
ram a serem também chamados de xenartros. As preguiças 
se alimentam de folhas de árvores. Os tatus são onívoros 
e apresentam uma carapaça dorsal rígida. Os tamanduás 
se caracterizam pelo focinho longo e apto a invadir cupin-
zeiros e formigueiros. Os oricteropos e os pangolins eram 
classificados nesse grupo, mas atualmente são conside-
rados distintos e classificam-se como tubulidentados. 
O primeiro é encontrado na África, apresenta um focinho 
afilado, o corpo é recoberto por escamas córneas super-
postas, que lhe dão um aspecto de uma pinha de conífera.
pangolins
Ele tem o hábito de invadir cupinzeiros com as garras. Os 
pangolins, na América do Sul, alimentam-se de formigas; 
eles perderam seus dentes, enquanto os oricteropos con-
servam alguns molares.
6.8.5. Lagomorfos
Os exemplos mais característicos desse grupo são os coe-
lhos e a lebre. Estão sempre roendo ou mastigando, e seus 
incisivos compensam esse desgaste constante crescendo 
continuamente. Donos de uma rapidez reprodutora im-
pressionante, calcula-se que uma coelha pode ter até 50 
filhotes num só ano. Caso todos esses descendentes so-
brevivam e tenham filhotes, a família inteira pode chegar a 
somar 1 milhão de indivíduos no período de quatro anos. 
6.8.6. Proboscídeos
Recebem esse nome devido à tromba característica, atual-
mente representados pelos elefantes. Anteriormente, existi-
ram os mastodontes, que apresentavam incisivos em bisel 
e molares apropriados para a trituração. Posteriormente, os 
mastodontes aumentaram o seu tamanho e desenvolveram 
maxilares longos com presas curtas em cima e embaixo. Nos 
elefantes, houve uma redução dos maxilares e aumento das 
presas. Os mastodontes na Idade do Gelo se distribuíam 
por todos os continentes, exceto América do Sul e Austrália.
6.8.7. Primatas
Chimpanzé, homem, orangotango, sagui, gorila, gibão, etc. 
Os primatas mais conhecidos, além dos humanos, são os 
chimpanzés ou macacos antropomorfos, ou seja, que têm 
forma semelhante à do ser humano. Seu habitat é a flores-
ta equatorial da África: Guiné e Congo. Possuem a cabeça 
pequena e achatada; apesar de serem facilmente domestifi-
cáveis, têm aspecto feroz por causa dos seus grandes olhos. 
Cada uma das quatro extremidades que possui tem cinco 
dedos e o posicionamento do polegar oponível permite que 
use a mão como se fosse uma pinça, para pegar objetos 
e comida com agilidade. A alimentação é variada: frutos, 
sementes, pássaros, etc. É adaptado à vida arborícola e ra-
ramente caminha a pé. 
Outros exemplos são o orangotango de Sumatra e Bornéu, 
que chega a medir até 135 cm de altura; o gibão da Índia, 
de 90 cm de altura, que pula de uma árvore para outra com 
facilidade e rapidez e, quando está de pé, os braços continuam 
tocando o chão; o gorila, que vive em família no chão das 
florestas da África Ocidental e Centro-Oriental, com machos 
que medem até 1,70 m de altura e pesam 200 kg. 
No Brasil, o número de espécies de macacos pequenos e mé-
dios é grande e entre eles temos o macaco-prego, os micos-
-leões, o macaco-aranha, o bugio e os saguis. A maioria deles 
está em perigo de extinção pela destruição maciça de seus 
habitats florestais.
6.8.8. Carnívoros
Canídeos (lobo, cão, raposa), felídeos (gato, leopardo, 
leão, onça, lince), lontra, urso, quati, foca e leão-marinho. 
Apresentam heterodontia, ligada diretamente ao hábi-
to carnívoro e generalista, e estrutura óssea típicas. Os 
dentes estão preparados para triturar, perfurar e macerar. 
São representantes o cachorro, o gato, a raposa, o lobo-
-guará, o quati, a jaguatirica, a onça-pintada, o lince, o 
leopardo africano, o leão, o tigre e a pantera asiáticos. 
Também pertencem a esse grupo: o arminho, a ariranha, 
a irara e a hiena.
6.8.9. Quirópteros
Morcego. São os únicos mamíferos voadores e, caracteristi-
camente, alimentam-se de insetos, frutos e sementes. Asso-
ciada às extremidades de seus esqueletos e à cauda, visua-
liza-se uma grande membrana chamada patágio, que lhes 
confere uma “asa”. Possuem a visão atrofiada, um olfato 
desenvolvido e uma audição que é capaz de captar os pró-
prios ultrassons produzidos, como se fosse um radar, para se 
orientar espacialmente durante seus voos noturnos. No in-
verno, vivem em estado de letargia, pendurados permanen-
temente de cabeça para baixo em cavernas e vãos escuros. 
Há morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue, 
mas a maioria é extremamente importante na conservação 
das matas tropicais por dispersarem as sementes de inúme-
ras espécies de árvores ao se alimentarem de seus frutos.
6.8.10. Sirênios
Peixe-boi, manati. Animais "pastadores" de águas rasas 
do Atlântico tropical e do Oceano Índico. Apresentam os 
membros anteriores transformados em remos, os posterio-
res reduzidos a vestígios e a cauda formando uma nada-
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deira horizontal. Após grande proliferação no Período Ter-
ciário, reduziram drasticamente e hoje são raros. A origem 
desses animais parece estar associada a algum ungulado. 
6.8.11. Roedores 
Capivara, rato, esquilo, paca, preá, ouriço-cacheiro. Pos-
suem hábitos subterrâneos e são importantes para a saúde 
pública, pois podem transmitir ao homem patógenos como 
pulga, bactérias e fungos, além de contaminar depósitos 
de alimentos e causar prejuízos financeiros.
6.8.12. Cetáceos
Baleia, golfinho, boto e orca. São mamíferos adaptados à 
vida aquática. Possuem respiração pulmonar como todos 
os mamíferos e precisam subir à superfície de vez em quan-
do para respirar. O maior de todos é a baleia, que tem for-
ma hidrodinâmica como a dos peixes, mas peso e tamanho 
bem diferentes. Costuma medir até 30 metros de compri-
mento e pesar mais de 150 toneladas. Na parte superior da 
cabeça, estão as fossas nasais, que é por onde ela expele 
um esguicho de água. Não tem dentes, e sim uma série de 
lâminas que funcionam como um filtro na hora de captu-
rar seu alimento: peixes e crustáceos. Vive na zonas árticas 
(polos) e possui uma camada de gordura grossa − hipo-
derme, que protege o corpo do frio exterior. Atualmente, 
a baleia está em perigo de extinção devido à intensa caça 
predatória pelo homem; a indústria pesqueira japonesa é 
a principal responsável pela diminuição das populações de 
baleias na busca de matérias-primas como o óleo, âmbar 
gris, carne e ossos. Por isso que tentam proteger essa espé-
cie e evitar que continue com a exploração, de finalidade 
comercial e industrial. Também pertencem a esse grupo os 
golfinhos e cachalotes. A foca e o lobo-marinho formam 
um grupo à parte: os pinípedes, que se caracterizam por 
possuir barbatanas no lugar das extremidades.
6.8.13. Insetívoros 
Toupeira, musaranho, ouriço. Esse grupo de pequenos ma-
míferos representa aqueles que mais se aproximam dos 
ancestrais remotos dos mamíferos. Os musaranhos-arborí-
colas-do-oriente são os que menos sofreram alterações em 
relação aos seus ancestrais. A toupeira é conhecida pelas 
fortes patas usadas para cavar e perseguir larvas de inse-
tos e minhocas no subsolo. As evidências mostram que os 
morcegos derivaram desse grupo.
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ÁREAS DE CONHECIMENTO DO ENEM
HABILIDADE 14
Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio 
interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.
O conhecimento da biodiversidade é de suma importância para sua preservação; para tanto, deve-se rea-
lizar estudos das suas características ecológicas e distribuição biogeográfica. Desse modo, as questões do 
Enem tendem a fazer uma abordagem mais ecológica sobre as espécies, desejando que o aluno correlacio-
ne informações apresentadas em gráficos e tabelas com seus conhecimentos sobre os diferentes grupos.
MODELO 1
(Enem) O Puma concolor (suçuarana, puma, leão da montanha)é o maior felino das Américas, com uma distri-
buição biogeográfica que se estende da Patagônia ao Canadá.
O padrão de distribuição mostrado na figura está associado a possíveis características desse felino.
I. É muito resistente a doenças.
II. É facilmente domesticável e criado em cativeiro.
III. É tolerante a condições climáticas diversas.
IV. Ocupa diversos tipos de formações vegetais.
Características desse felino compatíveis com sua distribuição biogeográfica estão evidenciadas apenas em:
a) I e II. d) I, II e IV.
b) I e IV. e) II, III e IV.
c) III e IV.
ANÁLISE EXPOSITIVA
A questão exige do aluno não apenas conhecimentos da espécie indicada, como também conhecimento so-
bre biomas, possibilitando inferir sobre a localização das diferentes formações vegetais e climas encontrados 
nas Américas. Pela análise do mapa, é possível observar que há uma ampla distribuição geográfica do Puma 
concolor, ocupando, assim, diferentes formações vegetais e condições climáticas diversas. Essa distribuição 
se refere ao animal em seu ambiente natural, não em cativeiro, como também é sabido que esse felino não 
é facilmente domesticável. Por fim, como qualquer espécie, eles são sensíveis a doenças às quais ainda não 
desenvolveu resistência. 
RESPOSTA Alternativa C
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DIAGRAMA DE IDEIAS
CORDADOS
RÉPTEIS
AVES
MAMÍFEROS
PEIXES
ANFÍBIOS
TESTUDINES
• POSSUEM CASCO FORMADO POR PLACAS ÓSSEAS
EX.: TARTARUGA, CÁGADO E JABUTI
ADAPTAÇÃO AO VOO
• ASAS E PENAS
• OSSOS PNEUMÁTICOS, PULMÕES, E SACOS AÉREOS
GLÂNDULA UROPIAGIANA
ENDOTÉRMICOS
MAMAS, PELOS E PLACENTA
DENTES ESPECIALIZADOS (HETERODONTES)
ENDOTÉRMICOS
SQUAMATA
• REVESTIDOS POR ESCAMAS
EX.: COBRA E LAGARTO
CROCODILIANOS
• REVESTIDOS POR PLACAS CÓRNEAS
• CORAÇÃO TETRACAVITÁRIO (FORAME DE PANIZZA)
EX.: JACARÉ E CROCODILO
PROTOTÉRIOS: MONOTREMATA
• BOTAM OVOS E NÃO POSSUEM DENTES
EX.: ORNITORRINCO
METATÉRIOS: MONOTREMATA
• DESENVOLVIMENTO NO ÚTERO E, POSTERIORMENTE, NO MARSÚPIO; PLACENTA RUDIMENTAR
EX.: GAMBÁ E CANGURU
EUTÉRIOS: PLACENTÁRIOS
• PLACENTA DESENVOLVIDA
EX.: RATO, BALEIA, MORCEGO, PEIXE-BOI, SER HUMANO
AMBIENTE TERRESTRE
• OVOS AMNIÓTICOS
• PELE MUITO QUERATIMIZADA
ECTOTÉRMICOS
CIRCULAÇÃO DUPLA E INCOMPLETA
• SEPTO DE SABATIER
CARACTERÍSTICAS
CARACTERÍSTICAS
CARACTERÍSTICAS
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ANOTAÇÕES
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LIVRO 
TEÓRICO
CITOLOGIA
BIOLOGIA
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INCIDÊNCIA DO TEMA NAS PRINCIPAIS PROVAS
Processos relacionados à síntese proteica 
(transcrição e tradução), metabolismo ener-
gético (respiração celular e fotossíntese) e 
biotecnologia são assuntos com presença 
garantida.
A citologia ocorre em boa parte das 
questões, sendo necessário relacionar e 
identificar o funcionamento de organelas e 
analisar divisões celulares.
Prova com caráter muito interdisciplinar e 
foco principal em processos bioquímicos e 
nas funções das organelas.
Função e reconhecimento de organelas são 
recorrentes nessa prova.
Prova que frequentemente apresenta ques-
tões relacionadas ao metabolismo energé-
tico (respiração celular e fotossíntese) e à 
bioquímica básica.
Divisões celulares, funções e identificação 
de organelas e metabolismo energético 
(respiração celular e fotossíntese) são bas-
tante presentes.
É importante saber relacionar o funciona-
mento e a diferenciação das células com 
o tecido que elas compõem ou o meio em 
que vivem.
Vestibular que envolve, em todos os anos, 
assuntos como divisões celulares, metabo-
lismo energético (respiração celular e fotos-
síntese) e funções das organelas.
É uma das temáticas mais presentes nesse 
vestibular, com questões sobre funções das 
organelas, transporte através de mem-
brana, divisões celulares e metabolismo 
energético.
Prova com alto grau de especificidade, 
envolvendo principalmente síntese proteica 
e o dogma central da Biologia, além de 
transporte através de membrana e divisões 
celulares.
Questões com alto nível de especificida-
de, relacionadas a funções de organelas, 
divisões celulares e transporte através da 
membrana.
Citologia é o principal tema cobrado em 
Biologia, abordando divisões celulares e 
síntese proteica (transcrição e tradução), 
além de propriedades e transporte através 
da membrana.
Citologia é um dos temas mais recorrentes, 
sendo que os assuntos principais são bio-
química, síntese proteica, divisões celulares 
e identificação e função das organelas.
Prova com alto grau de especificidade. 
Quanto à citologia, os assuntos mais co-
brados são metabolismo energético (respi-
ração celular e fotossíntese) e análise das 
organelas (funções e identificação).
A citologia é uma das áreas mais recorren-
tes nessa prova, voltada, principalmente, 
às divisões celulares (propriedades e com-
parações) e ao metabolismo energético 
(respiração celular e fotossíntese).
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1. Meiose: caracterização 
e importância
A reprodução assexuada, como as divisões binárias bac-
terianas e o brotamento de algas, produz indivíduos ge-
neticamente idênticos, também chamados de clones. Já 
a reprodução sexuada envolve a combinação de material 
genético de dois indivíduos, gerando um indivíduo geneti-
camente único. Essa combinação pode ser realizada a par-
tir da fusão de células haploides, denominadas gametas, 
gerando uma célula diploide que, por sucessivas mitoses, 
formará o novo organismo.
A meiose é o tipo de divisão celular em que uma célula 
diploide (2n), depois de duplicar os cromossomos, sofre 
duas divisões sucessivas, produzindo quatro células-filhas 
haploides (n). A meiose é um processo importante para a 
variabilidade genética das espécies pois permite a reprodu-
ção sexuada e a formação de novos indivíduos diferentes 
dos seus parentais. Além disso, outros processosque ocor-
rem na meiose também favorecem uma maior variabilida-
de genética, como a separação independente dos cromossomos e a recombinação gênica (processo também conhecido 
como crossing-over, que será detalhado a seguir). 
Meiose: visão geralMeiose – Visão Geral
fonte: https://biolouco.worDpress.com/tag/meiose/
O processo de meiose é essencial para a manutenção da ploidia das espécies, ou seja, é essencial para a manutenção da 
quantidade de conjuntos cromossômicos de cada célula e, consequentemente, de cada indivíduo. Para que a ploidia de 
uma espécie seja mantida, é necessário que os gametas sejam haploides (n), ou seja, apresentem apenas um conjunto de 
cromossomos. Dessa forma, quando dois gametas fundirem seus núcleos no processo de fecundação, teremos a formação 
de zigotos diploides (2n), ou seja, com dois conjuntos de cromossomos. Se os gametas fossem diploides (2n), a fecundação 
produziria um organismo tetraploide (4n) e, a cada geração sucessiva, o número cromossômico duplicaria, tornando a vida 
MEIOSE E 
VARIABILIDADE 
GENÉTICA
COMPETÊNCIA(s)
8
HABILIDADE(s)
13 e 14
CN
AULAS 
17 E 18
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como a conhecemos inviável. Observe a seguir as duas fi-
guras sobre a caracterização e importância da meiose:
Interfase
Meiose
Organismo
 2n
Mitose
Zigoto 2n
Óvulo n
Meiose
Espermatozoide n
formação De células haploiDes (n)
constância cromossômica
A recombinação gênica é um evento exclusivo da meio-
se e também aumenta a variabilidade genética das popula-
ções. É caracterizada pelo crossing-over ou permutação, 
que consiste na troca de partes entre cromátides não irmãs 
de cromossomos homólogos, contribuindo para que haja 
novas combinações gênicas e aumentando a variabilidade 
das espécies. Observe a seguir de que maneira o crossing-o-
ver origina novas combinações gênicas ou recombinações. 
Suponha a existência de um organismo heterozigoto para 
os genes A e B; em um dos cromossomos homólogos estão 
os alelos dominantes (A e B), e no outro homólogo estão 
os alelos recessivos (a e b). Se não houvesse crossing-over, 
os gametas, que recebem apenas um dos cromossomos, 
seriam portadores de duas combinações gênicas: A e B ou 
a e b. Com a ocorrência de crossing-over, fenômeno que 
acontece com os cromossomos já duplicados, formam-se 
quatro combinações gênicas: AB, Ab, aB e ab.
 
Interfase
Crossing-over
Meiose
Gametas
esquema Do processo De crossing-over, que ocorre na formação 
Dos gametas. poDemos observar que, DeviDo à ocorrência Do 
crossing-over, temos gametas com combinações genéticas 
Diferentes, permitinDo um aumento De variabiliDaDe.
Nos animais, a meiose é denominada gamética, pois forma gametas; nas plantas e algas, ela é espórica, pois forma esporos. 
Em algumas algas e na maioria dos fungos, a meiose é chamada de zigótica, uma vez que é realizada pelo zigoto, gerando 
organismos haploides. Observe os ciclos de vida e o momento em que a meiose ocorre:
Organismo
 2n
Zigoto
 2n
 Meiose
Gamética
Gametas
 n
Organismo
 2n
Zigoto
 2n
Gametas
 n
Organismo
 n
Esporos
 n
 Meiose
Espórica Meiose
Zigótica
Organismo
 n
Gametas
 n
Zigoto
 2n
esquema De Diferentes ciclos De viDa
fonte: youtube
Meiose 3D Dublado
multimídia: vídeo
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1.1. Fases do processo meiótico
Em vertebrados, a meiose ocorre apenas em células diploi-
des das linhagens germinativas localizadas nas gônadas 
(testículos e ovários) e é constituída por duas divisões ce-
lulares: meiose I e meiose II. Antes do início da meiose I, as 
células passam por um processo semelhante ao que ocorre 
durante a interfase das células somáticas. Elas passam pela 
interfase G1, que se caracteriza principalmente pelo proces-
so de síntese proteica; em seguida, ocorre a fase S, ou seja, 
Meiose: visão geral
Prófase
Prófase
Metáfase
Metáfase
Anáfase
Anáfase
Telófase
Telófase
a duplicação do material genético; por fim, ocorre a fase G2, 
em que também ocorre síntese de proteína, porém em me-
nor escala. A primeira divisão meiótica (meiose I) é denomi-
nada reducional, pois reduz o número de cromossomos de 
uma célula diploide (2n) e forma duas células haploide (n) 
(separação dos cromossomos homólogos). A segunda divi-
são (meiose II) é denominada equacional, pois forma mais 
duas células-filhas com o mesmo número haploide de cro-
mossomos (separação das cromátides-irmãs). 
1.1.1. Fases da meiose I
1.1.1.1. Prófase I
A prófase é uma fase de longa duração quando comparada 
às demais fases da divisão celular. Nessa etapa, cada cromos-
somo já se encontra duplicado, formando então por duas cro-
mátides-irmãs (fenômeno que ocorreu na fase S da interfase). 
Es sas cromátides são unidas pelos filamentos do centrômero. 
A prófase se caracteriza pela espiralização ou condensação 
dos cromossomos, que se tornam mais curtos e grossos de-
vido ao processo de helicoidização. Os centríolos, que 
foram duplicados durante a interfase, mi gram para polos 
opostos da célula. O citoesqueleto também se desor ganiza 
e seus elementos se tornam o principal componente do fuso 
acromático, uma estrutura composta principalmente por 
microtúbulos que se ancoram nos cen tríolos e crescem em 
todas as direções nas células. Quando microtúbulos ancora-
dos em centríolos opostos inter agem, proteínas especializa-
das estabilizam o seu crescimento. Chamamos a região onde 
essa interação acontece de zona de sobreposição, e geral-
mente se situa na região central das células. Os centrômeros 
dos cromossomos interagem com a extremidade livre dos mi-
crotúbulos, através do cinetócoro, um “disco de proteínas” 
localizado no centrômero. Para facilitar o estudo, a prófase é 
dividida em cinco estágios: leptóteno, zigóteno, paquíteno, di-
plóteno e diacinese. 
 § Leptóteno − os cromossomos aparecem pouco con-
densados e se distribuem ao acaso no núcleo. Cada 
cromossomo já está duplicado, sendo composto por 
duas cromátides-irmãs unidas na região do centrôme-
ro, mas geralmente isso não é visível quando observa-
do através dos microscópios mais comuns.
 § Zigóteno − os cromossomos homólogos começam a 
se parear. O processo de pareamento dos cromossomos 
homólogos, também denominado sinapse, é muito pre-
ciso. Cada par de homólogos é denominado bivalente; 
se contarmos suas quatro cromátides, pode-se chamar 
também de tétrade.
 § Paquíteno − os cromossomos já atingiram um alto 
grau de condensação e cada uma de suas cromátides 
pode ser visualizada quando observamos a célula ao 
microscópio. Durante o paquíteno, pode ocorrer a troca 
126  CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
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de pedaços entre cromátides não irmãs de um par de 
cromossomos homólogos. Esse fenômeno de trocas é 
denominado crossing-over ou permutação. Acompa-
nhe a seguir a evolução do crossing-over:
cromátides-
irmãs
paternas
cromátides-
irmãs
maternas
cromátide 1
cromátide 2
cromátide 3
cromátide 4
 formação do
elemento central
 do complexo
sinaptonemático
INTERFASE ZIGÓTENO
LEPTÓTENO PAQUÍTENO
DIPLÓTENO SEGUIDO
 POR DIACINESE
TEMPO
eixos das
proteínas de
desmantelamento
4
3
2
1
meiose e crossing-over. a permuta ou crossing-over ocorre na prófase i, 
que se DiviDe em cinco subfases: leptóteno, zigóteno, paquíteno 
(quanDo ocorre a quebra e fusão invertiDa), Diplóteno a Diacinese.
fonte: http://www.ebah.com.br/content/abaaaghacaa/
aula-cromossomos-ciclo-celular-Divisao-celular
Crossing-over
A
A
B
b
a
a
B
b
A
A
B
b
a
a
B
b
eventos de recombinação
meiose e crossing-over. troca De segmentos entre cromátiDes homólogas 
− nunca irmãs. permite recombinação gênica. ocorre quanDo os 
cromossomos homólogos estão pareaDos (sinapse) na prófase i Da meiose. 
os cromossomos homólogos que estão pareanDo, ao se espiralizarem, 
sofrem quebras em locais corresponDentes. muitas vezes, essas quebras 
são reparaDaserraDamente, ou seJa, os segmentos são trocaDos.
Centrômero
Homólogos
Cromátides
 irmãs
 Pares
de Homólogos
Tétrade
 Quisma
 e
Crossing-over
(a) (b)
Centrômeros
Cromátides
meiose e crossing-over. as tétraDes ou bivalentes corresponDem 
a um par De cromossomos homólogos pareaDos e apresentam, 
como o nome inDica, quatro cromátiDes.
Cromossomos meióticos Resultados da meiose
Meiose
sem crossing
entre os
genes
Meiose
com crossing
entre
genes
Recombinante
Recombinante
crossing
crossing
meiose e crossing-over. gametas recombinantes possuem cromossomos 
recombinantes, ou seJa, que são proDuto Da ocorrência De crossing-over.
 § Diplóteno − Cada cromossomo do par de ho mólogos 
se afasta do outro, mas os centrômeros de cada um per-
manecem in tactos, de modo que cada cromossomo con-
tinua duplicado, apresentando duas cromátides-irmãs. 
Apesar do afastamento dos cromossomos, podemos 
observar regiões onde as cromátides dos cromossomos 
homólogos permanecem cruzadas, sinalizando que na-
quela região ocorreu o processo de crossing-over. Essas 
regiões de sobreposição das cromátides são chamadas 
de quiamas, assim, o número de quiasmas representa 
quantas regiões sofreram crossing-over no estágio ante-
rior (paquíteno). 
 § Diacinese − o processo de separação dos quiasmas é a 
principal característica da diacinese. Os quiasmas, à me-
dida que os homólogos se afastam, vão desaparecendo 
e o estágio termina com o desaparecimento do nucléolo 
e a desintegração do envoltório nuclear. 
Leptóteno Zigóteno Paquíteno Diplóteno Diacinese
Leptóteno Zigóteno Paquíteno Diplóteno Diacinese
representação Dos estágios Da prófase i. 
o principal evento que ocorre na prófase i é o crossing over. 
1.1.1.2. Metáfase I 
Nessa etapa, os cromossomos, ligados às fibras do fuso 
através dos seus centrômeros, migram até se alinharem na 
região equatorial da célula. Quando todos os cromossomos 
estão alinhados nesse região, eles formam a placa equa-
torial, que é simplesmente um nome dado para o conjunto 
de todos os cromossomos organizados na região equatorial 
da célula. A metáfase é o momento de maior condensação 
dos cromossomos na divisão celular.
1.1.1.3. Anáfase I
Anáfase I é a fase em que há migração de cada cromosso-
mo do par de homólogos para um polo distinto da célula. 
Em contraste com a anáfase da mitose, os centrômeros 
não se dividem nesse momento. Os dois membros de cada 
par de homólogos se separam e seus respectivos centrô-
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meros, com as cromátides-irmãs unidas, são puxados para polos opostos da célula. Os pares de homólogos se distribuem 
independentemente uns dos outros, e, em consequência, os conjuntos paterno e materno originais são separados em com-
binações aleatórias, um fator importante para o aumento da viariabilidade.Etapas da Meiose – Anáfase I 
etapas Da meiose: anáfase i
1.1.1.4. Telófase I
Quando os cromossomos atingem os polos, forma-se a ca-
rioteca em torno de cada grupo e ocorre citocinese, isto é, a 
divisão do citoplasma. O número total de cromossomos de 
cada célula-filha é metade do número da célula-mãe. No 
entanto, como ainda não ocorreu a divisão do centrômero, 
cada cromossomo consiste em duas cromátides.
1.1.1.5. Intercinese
A intercinese é um pequeno intervalo entre as duas divisões. 
A meiose II tem início nas células resultantes da telófase I, 
sem que ocorra a interfase. A meiose II também é constituí-
da por quatro fases, sendo bastante similar à mitose. 
1.1.2. Fases da meiose II
1.1.2.1. Prófase II
A prófase II é muito rápida e corresponde ao período de 
desintegração das cariotecas e formação de novo fuso, 
geralmente perpendicular ao primeiro. Os cromossomos 
não perdem a sua condensação durante a telófase 
I. Assim, depois da formação do fuso e do desaparecimen-
to da membrana nuclear, as células resultantes entram na 
metáfase II.
1.1.2.2. Metáfase II
Na metáfase II, os cromossomos, ainda constituídos cada 
um por duas cromátides, alinham-se no centro do fuso. A 
cada cinetócoro de cada centrômero se ligam duas fibras 
do fuso, uma de cada polo.
1.1.2.3. Anáfase II
É na anáfase II que os centrômeros se dividem e as fibras 
do fuso se encurtam, permitindo a separação das cromáti-
des para polos opostos da célula. 
1.1.2.4. Telófase II
A telófase tem início quando os cromosomos-filhos al-
cançam os polos, onde começam a descondensação. Em 
seguida, os cromossomos se agrupam em massas de 
cromatina que são circundadas por cisternas de retículo 
endoplasmático, que se fundem para formar um novo en-
voltório nuclear. Em seguida, tem início a citocinese, que é 
um processo de clivagem e separação do citoplasma. Em 
célu las animais, ocorre por constricção na zona equatorial 
da célula-mãe, que progride e estrangula o citoplasma. 
Essa constricção se deve à interação molecular de actina, 
miosi na e microtúbulos. Como resultado, formam-se qua-
tro células-filhas haploides. 
Divisão II da Meiose 
Prófase II Telófase IIMetáfase II Anáfase II
prófase ii metáfase ii anáfase ii telófase ii
Divisão II da Meiose 
Prófase II Telófase IIMetáfase II Anáfase II
Divisão II da Meiose 
Prófase II Telófase IIMetáfase II Anáfase II
Divisão II da Meiose 
Prófase II Telófase IIMetáfase II Anáfase II
fotos com os aspectos gerais Da meiose ii
fonte: http://aprenDenDogenetica.blogspot.
com.br/2012_09_01_archive.html
2. A meiose e a diversidade genética
Na meiose, as células produzidas na divisão I são genetica-
mente diferentes por duas razões. A primeira é a ocorrên-
cia de crossing-over, que produz cromossomos com novas 
combinações gênicas. A segunda é a separação, totalmente 
ao acaso, dos homólogos para as células-filhas. Exemplifi-
cando: no núcleo diploide, existem dois pares de cromosso-
mo designados por 1 e 2. Para a célula-filha, existem várias 
possibilidades. Assim, ela pode receber o cromossomo 1 
materno e o 2 paterno, ou o 1 paterno e o 2 materno, ou, 
então, ambos maternos ou ambos paternos. 
MeioseMeiose - Divisão Reducional (R!)
esquema De separação Dos homólogos. caDa número representa um 
cromossomo e caDa cor representa um conJunto De cromossomos 
que veio De um inDivíDuo parental Diferente. há muitas combinações 
possíveis De cromossomos a serem passaDos para as células- 
filhas, De moDo que a variabiliDaDe genética é favoreciDa
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fonte: youtube
Meiose e a continuação da vida
multimídia: vídeo
www.infoescola.com/citologia/meiose/
multimídia: site
VIVENCIANDO
A meiose pode auxiliar na formação natural (partenocarpia) ou artifical de frutos sem sementes. Uma planta 
com 40 cromossomos produz um gameta com 20 cromossomos, e uma planta com 42 cromossomos produz 
um gameta com 21 cromossomos. Unindo os gametas de ambas as plantas, será gerado um indivíduo de 41 
cromossomos. Esse indivíduo produzido terá grandes dificuldades no processo de meiose devido ao número 
ímpar de cromossomos, pois poderá produzir gametas com 20 ou 21 cromossomos. Assim, a fertilidade desse 
indivíduo em gerar gametas ficará prejudicada e, consequentemente, pode-se gerar um fruto sem sementes.
Etapas da meioseEtapas da Meiose 
Interfase Prófase I Metáfase I Anáfase I
Telófase I Metáfase II Anáfase II Telófase II
mEiosE 1 2n = 4
mEiosE 2 2n = 4
 interfase prófase i metáfase i anáfase
 telófase i metáfase ii anáfase ii telófase ii
esquema resumiDo Das etapas Da meiose, um processo 
De Divisão chamaDo De reDucional, uma vez que reDuz 
a ploiDia Das células-filhas (De 2n para n).
2.1. Importância biológica
 § A meiose permite que o número de cromossomos pa-
drão de cada espécie permaneça o mesmo, isto é, cons-
tante ao longo das gerações.
 § A meiose garante, por meio da disjunção (separação) 
ao acaso dos cromossomos homólogos e do crossin-
g-over, a formaçãode 4 células-filhas haploides total-
mente diferentes entre si.
 § As espécies que sofrem meiose em seu ciclo de vida 
apresentarão grande variabilidade genética em suas 
populações, sejam animais que formam gametas ou 
vegetais que formam esporos.
COMPARAÇÃO ENTRE MITOSE E MEIOSE
Mitose (E! - equacional) Meiose (R! - reducional)
Ocorre em células somáticas e promove crescimento e regeneração.
Ocorre em células germinativas e promove a formação de gametas em 
animais e esporos em vegetais.
Células (n) ou (2n) podem sofrer mitose e originam duas células idênticas 
geneticamente.
Apenas células (2n) podem sofrer meiose e originam 4 células (n) total-
mente diferentes geneticamente.
Uma duplicação cromossômica para uma divisão celular. Uma duplicação cromossômica para duas divisões celulares.
Células-filhas com o mesmo número de cromossomos da célula-mãe 
(divisão equacional).
Células-filhas com a metade do número de cromossomos 
da célula-mãe (divisão reducional).
Não há crossing-over. Há crossing-over.
Não promove variabilidade genética. Promove grande variabilidade genética.
Não há separação dos cromossomos homólogos, apenas de cromátides-
-irmãs.
Há separação dos cromossomos homólogos na divisão I e de cromáti-
des-irmãs na divisão II.
Não há pareamento de cromossomos homólogos. Há pareamento de cromossomos homólogos.
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CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS
Para que os eventos de divisão celular ocorram, é necessário que ocorra previamente a duplicação do DNA. A du-
plicação do DNA envolve a separação das fitas de DNA através de processos químicos que envolvem a quebra de 
ligações químicas (nesse caso, ligações de hidrogênio), como a desnaturação e a renaturação. A desnaturação ocorre 
quando as ligações de hidrogênio entre as cadeias com plementares se rompem e as fitas se separam. O inverso é 
chamado de renaturação e permite que todas as proprie dades originais da molécula sejam restabelecidas. A ligação 
de hidrogênio é uma ligação química em que apenas dois elétrons são compartilhados por três átomos, tratando-se, 
portanto, de uma ligação deficiente de elétrons. 
ÁREAS DE CONHECIMENTO DO ENEM
HABILIDADE 14
Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio 
interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.
A diversidade de seres vivos pode ser interpretada do ponto de vista genético. Saber como processos que 
ocorrem no material genético dos seres vivos proporcionam biodiversidade é fundamental na resolução dessa 
questão.
MODELO 1
(Enem) O Brasil possui um grande número de espécies distintas entre animais, vegetais e microrganismos en-
voltos em uma imensa complexidade e distribuídas em uma grande variedade de ecossistemas. 
sanDes, a.r.r.; blasi, g. bioDiversiDaDe e DiversiDaDe química e genética. Disponível em: 
. acesso em: 22 set. 2015 (aDaptaDo). 
O incremento da variabilidade ocorre em razão da permuta genética, a qual propicia a troca de segmentos 
entre cromátides não irmãs na meiose. Essa troca de segmentos é determinante na:
a) produção de indivíduos mais férteis; 
b) transmissão de novas características adquiridas; 
c) recombinação genética na formação dos gametas; 
d) ocorrência de mutações somáticas nos descendentes; 
e) variação do número de cromossomos característico da espécie.
ANÁLISE EXPOSITIVA
Uma das maneiras de se promover variabilidade genética e consequentemente o aumento da bio-
diversidade é a ocorrência de crossing-over ou permutação na meiose, processo de divisão celular 
que, em animais, forma os gametas. Nesse processo, ocorre troca de “pedaços” entre cromossomos 
homólogos promovendo uma recombinação genética.
RESPOSTA Alternativa C
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DIAGRAMA DE IDEIAS
MEIOSE
MEIOSE I
(REDUCIONAL)
• LEPTÓTENO
• ZIGÓTENO
• PAQUÍTENO 
(CROSSING- 
OVER)
• DIPLÓTENO
• DIACINESE
• DIVISÃO REDUCIONAL (2N-->N) 
IMPORTANTE PARA MANTER 
A PLOIDIA DE CADA ESPÉCIE
• FORMAÇÃO DE GAMETAS (ANI-
MAIS) E ESPOROS (VEGETAIS)
• IMPORTANTE PARA A 
VARIABILIDADE GENÉTICA
MEIOSE II 
(EQUACIONAL)
PRÓFASE II
METÁFASE II
ANÁFASE II
TELÓFASE II
n=2
N=2
PRÓFASE I
2n=4
METÁFASE I
ANÁFASE I
TELÓFASE I
N=2
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1. Puberdade e 
amadurecimento sexual
A adolescência é um período marcado por diversas altera-
ções hormonais, que consequentemente trazem alterações 
fisiológicas, principalmente relacionadas ao amadurecimen-
to dos órgãos reprodutivos e também ao desenvolvimento 
de características sexuais secundárias, como o crescimento 
de pelos nas axilas, face e regiões pubianas. Além disso, nos 
indivíduos do sexo masculino ocorre também o crescimento 
dos testículos dentro do saco escrotal, desenvolvimento do 
pênis e alterações na voz. Nos indivíduos do sexo feminino, 
é comum o acúmulo de gordura na região dos quadris, além 
do crescimento dos seios e o início dos ciclos menstruais. 
Entretanto, essas mudanças não obedecem a padrões infle-
xíveis. Adolescentes com a mesma idade podem apresentar 
diferenças na altura, na quantidade de pelos, timbre de voz, 
entre outras características. Diversos fatores podem influen-
ciar essas características e causar variações, como fatores 
genéticos, hábitos alimentares, prática de atividades físicas e 
também, em alguns casos, problemas de saúde. Alterações no equilíbrio hormonal podem causar acúmulo de gordura na região 
do peito em indivíduos do sexo masculino, ou surgimento excessivo de pelos em indivíduos do sexo feminino; porém essas 
alterações costumam desaparecer com o tempo, sendo aconselhável orientação médica caso persistam. 
2. Sistema genital masculino 
2.1. Anatomia
O sistema reprodutor masculino é formado por pênis, saco escrotal, testículos, epidídimo e glândulas anexas, como será 
descrito a seguir:
 § Pênis – O pênis é um órgão de formato cilíndrico constituído principalmente por tecido erétil (com capacidade de se 
erguer). Durante a excitação sexual, esse tecido recebe uma maior quantidade de sangue, que o torna ereto e rígido. O 
pênis é formado pela glande (“cabeça do pênis”), que pode se apresentar coberta pelo prepúcio – um pedaço de pele 
que cobre essa área. A uretra é um canal comum aos sistemas urinário e reprodutor e tem seu orifício externo na região 
da glande. A variação do tamanho do pênis não tem relação com fertilidade ou com potência sexual. Durante o estímulo 
GAMETOGÊNESE
COMPETÊNCIA(s)
8
HABILIDADE(s)
13 e 14
CN
AULAS 
19 E 20
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em uma relação sexual, o homem lança o esperma para 
fora do corpo sob a forma de jatos, o que se denomina 
ejaculação (normalmente em uma ejaculação são expe-
lidos de 2 a 5 mililitros de esperma contendo cerca de 
350 milhões de espermatozoides). A eliminação da urina 
e a ejaculação ocorrem pela uretra. 
 § Saco escrotal – Os gametas masculinos, os espermato-
zoides, são produzidos nos testículos. Os testículos estão 
localizados no saco escrotal, que possui uma aparência 
enrugada e flácida. Os espermatozoides são produzidos 
em uma temperatura menor do que o restante do corpo. 
Em função disso, é de fundamental importância que o 
saco escrotal esteja localizado fora do abdome. O uso de 
roupas íntimas muito justas pode levar ao aquecimento 
excessivo nos testículos, causando infertilidade tempo-
rária.
 § Testículos – São glândulas sexuais masculinas forma-
das por tubos enovelados e finos denominados túbulos 
seminíferos. É durante a puberdade, sob a influência 
dos hormônios sexuais, que a produção de gametas se 
inicia no corpo do homem. A produção de espermato-
zoides começa na puberdade e se prolonga até o fim 
da vida. Nos testículos também ocorre a produção de 
testosterona, o hormônio sexual masculino. A testoste-
rona estimula o aparecimento dascaracterísticas sexuais 
secundárias masculinas. 
 § Epidídimos – Os espermatozoides, depois de forma-
dos, são armazenados no epidídimo, que é constituído 
por tubos enovelados, situado junto ao testículo. Os es-
permatozoides ficam armazenados nessa estrutura até o 
final da maturação, o que aumenta sua mobilidade. Ao 
sair do epidídimo, os espermatozoides vão para o ducto 
deferente, um tubo com parede muscular que é parte de 
cada epidídimo. Cada ducto deferente se conecta a um 
canal da glândula seminal, compondo um tubo único, 
denominado duto ejaculatório. O duto ejaculatório lança 
os espermatozoides dentro do canal da uretra, que pas-
sa pelo interior do pênis e se abre para o meio externo.
 § Glândulas seminais e próstata – Essas estruturas 
produzem uma secreção viscosa que nutre os gametas 
masculinos e aumenta sua mobilidade. A glândula pros-
tática produz um líquido leitoso que tem a função de 
neutralizar a acidez de resíduos de urina e a acidez va-
ginal na relação sexual. Durante o percurso até a uretra, 
os espermatozoides se juntam aos líquidos sintetizados 
pelas glândulas seminais e pela próstata. Quando pas-
sam pela uretra, eles se juntam ao líquido lubrificante 
sintetizado pelas glândulas bulbouretrais, que colabora 
para limpeza da uretra. Os espermatozoides e os líquidos 
produzidos pelas glândulas bulbouretrais, glândulas se-
minais e próstata são denominados sêmen ou esperma.
3. Sistema genital feminino
3.1. Anatomia
O sistema reprodutor feminino apresenta estruturas tanto 
na região externa do corpo, como o clitóris e a abertura va-
ginal, como também órgãos internos, como ovários e útero, 
situados na região abdominal. 
 
 § Monte de vênus ou púbis – Trata-se da região logo 
acima da vulva, em que surgem pelos e há acúmulo de 
gordura na puberdade. 
 § Pudendo feminino – Antes denominado vulva, é nes-
sa área que se localizam os pequenos e grandes lábios, 
que são dobras de pele sensível. Os pequenos e grandes 
lábios protegem a abertura da vagina, o clitóris e a aber-
tura da uretra. O clitóris é uma região rica em termina-
ções nervosas e altamente vascularizada, o que o torna 
extremamente sensível. O clitóris se estende também in-
ternamente na região do pudendo feminino e sua função 
é relacionada apenas ao prazer. A uretra, canal integran-
te do sistema urinário, tem seu orifício externo na região 
do pudendo, entre o clitóris e a abertura da vagina. 
 § Abertura da vagina – A abertura da vagina leva aos 
órgãos sexuais internos. Na maioria das mulheres, essa 
abertura está parcialmente bloqueada pelo hímen, uma 
fina membrana, que pode tanto se romper naturalmente 
devido à atividades físicas como também pode ser rom-
pida em alguma relação sexual que haja penetração no 
canal vaginal. O rompimento do hímen pode ou não cau-
sar um leve sangramento. Existem hímens elásticos, ou 
ainda hímens que recobrem apenas parcialmente a aber-
tura vaginal, e nesses casos, muitas vezes o hímen pode 
nunca se romper completamente. É importante ressaltar 
que a sexualidade de cada pessoa é distinta, e a visão do 
hímen como uma estrutura que representa a virgindade 
é bastante datada e não tem nenhuma finalidade ou em-
basamento biológico.
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias  133
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 § Uretra – O orifício da uretra é o canal por onde sai a 
urina. Ele não leva a qualquer órgão sexual interno.
 § Ânus – O ânus é a saída do tubo digestório, por onde 
são ejetadas as fezes. Não possui ligação com órgãos 
sexuais internos.
 § Períneo – Nome dado à região entre o pudendo e o 
ânus. Essa região apresenta músculos muito importantes 
para o controle da micção, defecação e também envol-
vidos na contração da vagina. No homem, por sua vez, 
o períneo está localizado entre o saco escrotal e o ânus.
Orifício da uretra
Ali
la 
Me
dic
al 
Me
dia
Tuba uterina
Ovário
Útero
Bexiga
Uretra
Cérvix
Recto
Vagina Ânus
 § Vagina – A vagina é um canal muscular que se abre 
externamente na região do pudendo feminino. Interna-
mente, a vagina se estende até o colo uterino (também 
chamado de cérvix). A vagina é o órgão que recebe o 
pênis durante a penetração. A vagina é extremamente 
elástica, e permite a passagem do bebê que sai do útero 
durante o parto natural. 
 § Útero – Orgão oco formado por tecido muscular extre-
mamente elástico e altamente vascularizado. O útero se 
assemelha a uma pera em forma e tamanho. Quando 
ocorre a fecundação dos gametas e o desenvolvimento 
de uma gravidez, o útero abriga o embrião até o seu 
nascimento, expandindo-se e vascularizando-se para re-
ceber os nutrientes necessários para a manutenção da 
gestação. 
 § Ovários – Os ovários são gônadas femininas, respon-
sáveis pela formação dos gametas e também pela fabri-
cação de alguns hormônios. Durante o desenvolvimento 
embrionário da mulher, os ovários possuem armazena-
dos cerca de 500 mil gametas femininos. Contudo, mais 
da metade degenera antes da puberdade. As células 
sexuais femininas são denominadas óvulos, que são 
células haploides contendo metade do número de cro-
mossomos de uma célula somática. Assim, a união de 
um óvulo com o gameta masculino (espermatozoide), 
também haploide, gera um zigoto diploide. Os óvulos se 
encontram imaturos nos ovários, necessitando da ação 
dos hormônios sexuais para maturação e liberação na 
tuba uterina, fenômeno denominado ovulação e que 
precede a menstruação.
 § Tubas uterinas – Os ovários são ligados ao útero por 
dois tubos delgados, as tubas uterinas (antigamente 
chamadas de trompas de falópios). Esses tubos são re-
vestidos internamente por células ciliadas que facilitam 
o deslocamento do óvulo até a cavidade uterina.
4. Gametogênese
O fenômeno de produção dos gametas é denominado 
gametogênese. Nos animais, esse processo ocorre nas 
gônadas, órgãos que também sintetizam os hormônios 
sexuais e originam o desenvolvimento de características 
sexuais secundárias.
O processo principal da gametogênese é a meiose, que re-
duz à metade o número de cromossomos das células, produ-
zindo células haploides (gametas). A fusão de dois gametas 
haploides recompõe o número diploide característico de 
cada espécie, processo conhecido como fecundação.
A gametogênese feminina (ovulogênese ou ovogênese) e a 
gametogênese masculina (ou espermatogênese) possuem 
etapas semelhantes. Os gametas são oriundos de células 
germinativas ou gônias, situadas nas gônadas. O conjunto 
das células germinativas constitui a linhagem germinativa 
(ou germe). Observe a seguir a imagem dos dois processos, 
espermatogênese e ovogênese.
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EspermatogêneseEspermatogênese
Célula germinativa 2n
Espermatogônias
Mitose
2n 2n
Mitose
2n 2n 2n 2n
Espermatogônias
Crescimento
sem divisão
 celular
Espermatócito I 2n
Meiose I
Espermatócito II n n
Meiose II
Espermátides
n n n n
Espermatozoides
n n n n
 P
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do
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iv
o
Ovogênese
Ovogênese
Célula germinativa 2n
Mitose
2n 2nOvogônias
Mitose
2n
}
2n 2n 2nOvogônias
Crescimento
sem divisão
 celular
2nOvócito I
Meiose I Glóbulo polar
Ovócito II n n
Meiose II
Óvulo n n n n
Glóbulos polares
Pe
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in
at
iv
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4.1. Espermatogênese
A produção dos espermatozoides se divide em quatro etapas: período germinativo, período de crescimento, período de 
maturação e período de espermiogênese.
 § Período germinativo – As células germinativas masculinas diploides, as espermatogônias, dividem-se ativamente por 
mitose, originando outras espermatogônias também diploides. Nos machos de mamíferos, esse período pode acontecer 
durante toda a vida do indivíduo.
 § Período de crescimento – Nesse período cessam as divisões celulares e não ocorre mitose. Ocorre o crescimento em volume 
da espermatogônia(2n), que passa a ser chamada de espermatócito I (2n) ou espermatócito primário ou de primeira ordem. 
 § Período de maturação – Cada espermatócito I (2n) sofre divisão meiótica. Depois da meiose I, as duas células resul-
tantes dessa divisão celular são denominadas espermatócitos II (n) ou espermatócito secundário ou de segunda ordem. 
Cada espermatócito II, depois do processo de meiose II, dá origem a duas células denominadas espermátides (n). 
 § Período de espermiogênese – As espermátides (n) são transformadas em espermatozoides por meio do processo 
de diferenciação.
Espermatozoide
esquema Do testículo: as etapas Da gametogênese acontecem simultaneamente nos testículos, De moDo 
que poDemos observar gametas em Diferentes estágios De formação e maturação
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias  135
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4.2. Ovogênese
O processo de formação do óvulo se divide em 3 etapas: 
período germinativo, período de crescimento e período 
de maturação.
 § Período germinativo – Ovogônias (2n), as células 
germinativas, dividem-se por mitose originando outras 
ovogônias (2n). Nas fêmeas de mamíferos, esse proces-
so termina logo depois do nascimento. 
 § Período de crescimento – Nesse período cessam as 
divisões celulares e não ocorre mitose. Ocorre o cresci-
mento em volume da ovogônia (2n), que passa a ser 
chamada de ovócitos I ou ovócitos primários ou de pri-
meira ordem.
 § Período de maturação – Cada ovócito I (2n) agora 
sofre divisão meiótica. A meiose I resulta em duas cé-
lulas de tamanhos diferentes, uma maior denominada 
ovócito II (n) ou ovócito secundário ou de segunda or-
dem, que contém praticamente todo o citoplasma do 
ovócito I, e outra muito pequena chamada de primeiro 
corpúsculo polar ou globular polar (n). Na meiose II, o 
ovócito II dá origem a uma célula maior, o óvulo (n), e 
a outra célula menor, o segundo glóbulo ou corpúsculo 
polar (n). O primeiro glóbulo polar pode se dividir, resul-
tando em dois corpúsculos polares.
esquema Do ovário: poDemos observar nessa 
representação Diferentes etapas Da gametogênese. 
também está representaDo o folículo De graaf, uma estrutura 
que contém o ovócito primário, antes Da formação Do ovócito 
secunDário. após a puberDaDe os ovários apresentam Diversos 
folículos De graaf em Diferentes estágios De Desenvolvimento. 
com estímulo hormonal específico, há o crescimento Dos folículos 
e, a caDa ciclo menstrual, apenas um folículo amaDurece e 
Dá sequência ao processo De gametogênese e a ovulação
4.3. Principais diferenças entre espermatogênese e ovogênese
1. O período germinativo é mais longo na espermatogênese do que na ovogênese. 
2. O período de crescimento é mais demorado na ovogênese.
3. A quantidade de gametas finais produzidos é diferente. No período de maturação, cada espermatócito I dá origem a 
quatro espermatozoides, enquanto cada ovócito I produz apenas um óvulo. 
4. Na ovogênese, não existe o período de espermiogênese.
processo De gametogênese animal DetalhaDo.
136  CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
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4.4. Considerações sobre a 
gametogênese humana
A produção dos espermatozoides tem início na puberdade, 
mais ou menos aos 12 anos, e continua durante toda a 
vida do homem, diminuindo com a idade.
Na mulher, o período de multiplicação das células germina-
tivas começa na fase fetal e termina na 15.ª semana da vida 
intrauterina. O período de formação dos ovócitos I, conheci-
do como período de crescimento, dura até o sétimo mês da 
embriogênese. Depois desse período, os ovócitos I começam 
a divisão I da meiose, produzindo os ovócitos II. A segunda 
divisão da meiose só ocorre quando o ovócito II é fecundado 
pelo espermatozoide. Ou seja, a formação do óvulo propria-
mente dito só ocorre de fato após a fecundação. 
5. Fecundação
Para a formação de um novo indivíduo, os gametas se 
fundem aos pares, um masculino e outro feminino, cujos 
papéis são diferentes na formação do descendente. Essa 
fusão é a fecundação ou fertilização. 
Ambos trazem a mesma quantidade haploide de cromosso-
mos, mas apenas os gametas femininos armazenam nutrien-
tes que alimentam o embrião durante o desenvolvimento. 
Por sua vez, somente os gametas masculinos são móveis e 
responsáveis pelo encontro que pode ocorrer no meio exter-
no (fecundação externa) ou no interior do corpo da fêmea 
(fecundação interna). Excetuando-se muitos dos artrópodes, 
os répteis, as aves e os mamíferos, a fecundação de todos os 
outros animais é externa e só acontece em meio aquático.
Útero Ovário Tuba uterina
Óvulo
Implantação
Fertilização
fecunDação
5.1. Processo detalhado
Dos cerca de 300 milhões de espermatozoides eliminados 
na ejaculação, apenas cerca de 200 chegam até a tuba ute-
rina, e somente um deles consegue fecundar o ovócito II.
Fases da fecundação
o
o
Durante a fecundação, o espermatozoide atravessa a coro-
na radiata e alcança a zona pelúcida (regiões da parede do 
ovócito II), que sofre modificações, levando ao desenvolvi-
mento da membrana de fecundação, que evita a penetra-
ção de outros espermatozoides. Ao mesmo tempo, ocorre o 
término da meiose, que origina o óvulo e forma o segundo 
corpúsculo polar.
 Reação
Acrossômica
 Membrana
de fecundação
“Corona
 Radiata”
 Zona
pelúcida
Grânulos
corticais
Na fecundação, o espermatozoide passa o núcleo, com os 
cromossomos, para o zigoto. As mitocôndrias do zigoto são 
sempre de origem materna, pois as mitocôndrias do esper-
matozoide degeneram no citoplasma do óvulo.
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias  137
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VIVENCIANDO
CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS
O processo de formação dos gametas é a meiose, um tipo de divisão celular que, a partir de uma célula diploide, for-
ma quatro células haploides. Assim, fórmulas matemáticas podem ser utilizadas para medir a produção de gametas 
de um indivíduo. Além de prever quantos gametas serão formados a partir de células progenitoras nas gônadas, é 
possível verificar problemas de fertilidade, como o número menor de espermatozoides nos homens. 
A gametogênese é uma área da biologia que estuda a formação dos gametas. A compreensão desse tema é funda-
mental para clínicas de reprodução humana, que aplicam esses conceitos para auxiliar na descoberta de problemas 
na fertilidade de homens e mulheres, auxiliando casais que querem ter filhos por meio de inseminação artificial.
Após a formação do zigoto, que é a primeira célula de um 
novo ser, inicia-se o desenvolvimento embrionário. 
fecunDação
www.sobiologia.com.br/conteudos/Citologia2/
nucleo15.php
multimídia: site
138  CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
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ÁREAS DE CONHECIMENTO DO ENEM
HABILIDADE 13
Reconhecer mecanismos de transmissão da vida, prevendo ou explicando a manifestação de características 
dos seres vivos.
Os conhecimentos acerca da transmissão das informações genéticas possibilitaram grande avanço na área 
médica, pois permitiu a identificação de doenças genéticas e também influenciou em questões relativas à 
medicina reprodutiva e forense, uma vez que a análise do DNA permite realizar a identificação de paterni-
dade, de vítimas de desastres e de suspeitos de um crime. Desse modo, conhecer as diferenças que ocorrem 
entre a gametogênese feminina e a masculina se torna essencial na resolução de questões referentes ao 
assunto. 
MODELO 1
(Enem) Para a identificação de um rapaz vítima de acidente, fragmentos de tecidos foram retirados e subme-
tidos à extração de DNA nuclear, para comparação com o DNA disponível dos possíveis familiares (pai, avô 
materno, avó materna, filho e filha). Como o teste com o DNA nuclear não foi conclusivo, os peritos optaram 
por usar também DNA mitocondrial, para dirimir dúvidas.
Para identificar o corpo, os peritos devem verificar se há homologia entre o DNA mitocondrial do rapaz e o DNA 
mitocondrial do(a):
a) pai;
b) filho;
c) filha;
d) avó materna;
e) avô materno.
ANÁLISE EXPOSITIVA
As gametogêneses masculina ecomo nogueiras, carvalhos 
e faias. Além de espécies arbustivas, herbáceas, musgos e 
líquens. Os animais são representados por esquilos, veados, 
muitos insetos, aves insetívoras, ursos, lobos, etc.
outono−inverno: amarelecimento e queDa foliar → caDucifólia
Espécies cauducifólias, caducas ou decíduas per-
dem as suas folhas em determinada época do ano, 
geralmente em estações frias, secas ou com difícil 
acesso a água. Essa estratégia evita a perda de água 
por evapotranspiração. Na floresta decídua tempera-
da, as folhas perdem a coloração verde e assumem 
tons de amarelo, vermelho e laranja durante o outo-
no. A queda foliar se inicia após a mudança de cor, 
especialmente na transição para o inverno. As folhas 
voltam a brotar apenas em épocas mais favoráveis, 
com a chegada da primavera.
3.4. Floresta tropical ou floresta 
pluvial ou floresta latifoliada
A floresta tropical se situa na região intertropical. A maior 
área está na Amazônia; a segunda maior, nas Índias Orien-
tais; e a menor, na bacia do Congo (África). O suprimento 
de energia é abundante, e as chuvas são regulares e fartas, 
podendo ultrapassar 3.000 mm anuais. A estratificação 
(separação de formação natural ou artificial em estratos ou 
camadas) é a principal característica da floresta tropical. 
No verão, surgem aves marinhas, roedores, lobos, raposas, 
doninhas, renas, caribus, além de enxames de moscas e 
mosquitos. Observe a seguir uma amostra da biodiversida-
de encontrada ao longo do ano na tundra.
fotografias Da bioDiversiDaDe animal no bioma tunDra
3.2. Taiga
A taiga é também denominada floresta de coníferas ou flo-
resta boreal. A taiga está presente no norte do Alasca, no Ca-
nadá, no sul da Groenlândia e em partes da Noruega, Suécia, 
Finlândia e Sibéria. Não tem correspondente no hemisfério Sul. 
Partindo-se da tundra, à medida que se desloca para o sul, a 
estação favorável torna-se mais longa e o clima mais ameno. 
Em consequência disso, a vegetação é mais rica. Enquanto a 
vegetação principal da tundra é formada por líquens, musgos 
e gramíneas rasteiras, a taiga é formada por gimnospermas 
do grupo das coníferas (pinheiros e abetos). Essas espécies 
lenhosas formam uma densa cobertura, impedindo o solo de 
receber luz intensa. A vegetação rasteira, portanto, é pouco 
representativa. O período de crescimento dura três meses, 
e as chuvas são poucas. Os animais presentes na taiga são 
aves, alces, lobos, martas, linces, ursos, roedores, etc. 
fotografias Da bioDiversiDaDe animal no bioma tunDra 
fotografias Da vegetação Da taiga,com 
preDominância De espécies De coníferas.
12  CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
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fotografia De estratificação em uma floresta tropical 
A parte superior é constituída por árvores que atingem 40 me-
tros de altura, formando um dossel espesso de ramos e folhas. 
No topo, a temperatura é alta e a umidade é bastante baixa.
Abaixo dessa cobertura, há outra camada de árvores que va-
riam de 5 a 20 metros de altura. Esse estrato médio é quente, 
mais escuro e úmido. Sua vegetação é composta de lianas, 
cipós, trepadeiras e espécies epífitas, como samambaias, or-
quídeas e bromélias. A diversidade de espécies vegetais e 
animais é muito grande.
fotografia De um ramo De uma árvore Da floresta tropical rico 
em plantas epífitas, espécies que vivem apoiaDas no tronco e 
galhos Das árvores para ter mais DisponibiliDaDe luminosa. 
3.5. Savanas
As savanas são definidas como ecossistemas compostos por 
estrato herbáceo, muitas vezes contínuo ou compartilhado 
com estratos arbustivos e arbóreos, que variam na intensi-
dade de cobertura vegetal. Geralmente, as savanas ocorrem 
por influência edáfica (resulta de fatores inerentes do solo) 
ou pela ação do fogo e, muitas vezes, decorre de origem an-
trópica. Além desses fatores, o clima pode ser determinante 
para o estabelecimento e definição de fisionomias savânicas. 
A composição, a granulometria e a fertilidade do solo são va-
riáveis. Em geral, os solos são altamente lixiviados e arenoso, 
com baixa capacidade de troca catiônica, pobres em fósforo 
e nitrogênio e ricos em alumínio e ferro. 
O clima das regiões savânicas tropicais apresenta variações sa-
zonais com altas e baixas temperaturas e duas estações de-
finidas, uma chuvosa e outra seca. A composição florística das 
savanas tropicais varia muito entre as regiões de ocorrência. A 
vegetação lenhosa é composta por espécies e gêneros caracte-
rísticos nos diferentes continentes. Não obstante, o componen-
te herbáceo de todas as savanas tropicais tem o predomínio de 
apenas duas famílias, sendo, portanto, menos biodiverso. 
Na África, as savanas ocupam extensas regiões em um cin-
turão quase contínuo, composto por um mosaico savânico, 
onde varia o predomínio de gramíneas, arbustos e árvores de-
vido a diferenças climáticas e edáficas. Podem ser identifica-
dos campos abertos xerofíticos (vegetação de regiões áridas) 
e uma savana florestada, denominada localmente miombo. 
As savanas asiáticas, em que predominam campos abertos, 
ricos em vegetação herbácea, recebem a denominação de 
patanas. Entretanto, savanas verdadeiras são raras na Ásia, 
sendo, em sua maioria, de origem antrópica. 
As savanas também podem ser encontradas nas ilhas da Ocea-
nia, além da Austrália, onde estão sob influência de temperatu-
ras menores e maior quantidade de chuvas. Todas elas, porém, 
permanecem sob influência de um gradiente de precipitação. 
As savanas neotropicais, além de serem observadas na América 
Central e em Cuba, estendem-se também em duas grandes 
áreas na América do Sul. Ao sul do equador são encontrados, 
além do cerrado, no Brasil, os llanos de mochos, na Bolívia, 
aos pés da cordilheira dos Andes, ocupando uma extensa área 
periodicamente inundada, caracterizada por uma vegetação 
que varia de campos graminosos a florestas perenifólias. 
Em regiões tropicais e subtropicais, as savanas são próprias 
de climas que apresentam precipitações pluviométricas re-
gulares entre 750 e 1.500 mm. No Brasil, quando a preci-
pitação se torna irregular e inferior a esse limite, a formação 
vegetal que passa a ocorrer é a caatinga, também deno-
minada savana-estépica, vegetação exclusiva do semiárido 
brasileiro. Entretanto, a caatinga não é considerada 
uma formação vegetacional savânica.
fotografia Do cerraDo presente no parque estaDual Do Jalapão.
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias  13
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fotografia Da savana tropical africana
ExEmplos da fauna da savana africana. obsErvE quE, 
ao contrário do cErrado, a savana africana mantém 
animais dE grandE portE, como ElEfantEs E girafas.
3.6. Campos
Os campos são biomas que se caracterizam por apresentar 
um único estrato de vegetação. Apesar de possuírem gran-
de variação de espécies, verifica-se um pequeno número 
de indivíduos de cada espécie. A localização dos campos 
é muito variada: centro-oeste dos Estados Unidos, centro-
-leste da Eurásia, parte da América do Sul (Brasil e Argenti-
na) e Austrália. Durante o dia, a temperatura é alta; à noite, 
porém, é baixa. Há muita luz e vento e pouca umidade. 
Predominam as gramíneas. Os animais, dependendo da re-
gião, podem ser: antílopes-americanos e bisões, roedores, 
muitos insetos, gaviões, corujas, etc.
fotografias Da paisagem Do bioma campo, 
observe o estrato único De vegetação.
3.7. Desertos
Os desertos apresentam localização muito variada e se ca-
racterizam por uma vegetação muito esparsa. O solo é extre-
mamente seco, podendo ser arenoso ou pedregoso. Possuem 
clima árido, com pluviosidade baixa e irregular, permanecendo 
abaixo de 250 mm anuais. Durante o dia, a temperatura é alta, 
mas, à noite, ocorre perda rápida de calor, que se irradia para 
a atmosfera, e a temperatura se torna excessivamente baixa. 
Nos desertos polares, a temperatura é baixa mesmo nos meses 
mais quentes (não ultrapassando os 10 ºC) e o clima seco se 
relaciona com a escassez de água no estado líquido. 
 
fotografia Da vegetação esparsafeminina ocorrem com algumas diferenças que resultarão em gametas 
com características bem distintas. Nos machos, há alta produção de pequenos gametas móveis (esper-
matozoides), que precisam de muitas mitocôndrias para movimentação do flagelo; entretanto, essas or-
ganelas não penetrarão no gameta feminino (óvulo). Esse, por sua vez, é uma célula que preserva seu 
citoplasma e as demais organelas, fornecendo-as para o zigoto que será formado com a fecundação. Desse 
modo, é possível concluir que o DNA mitocondrial é sempre de linhagem materna e, portanto, na situação 
apresentada deverá ser analisada a molécula referente a sua avó materna.
RESPOSTA Alternativa D
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DIAGRAMA DE IDEIAS
GAMETOGÊNESE
LINHAGEM GERMINATIVA
ESPERMATOGÊNESE
(TESTÍCULOS)
OVOGÊNESE
(OVÁRIO)
2n
2n
2n 2n
OVOGÔNIAS
CORPÚSCULOS 
POLARES
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D
IF
ER
EN
CI
A
ÇÃ
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NA OVULAÇÃO, É LIBERADO O 
OVÓCITO II, E A MEIOSE SÓ SE 
COMPLETA NA FECUNDAÇÃO
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PERÍO
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IFEREN
CIA
ÇÃ
O
 
(ESPERM
IO
G
ÊN
ESE)
ESPERMATOGÔNIAS
MITOSES
MEIOSE
ESPERMATOZOIDE
ÓVULO
OVÓCITO II
OVÓCITO I
ESPERMATÓCITO I
ESPERMATÓCITO II
ESPERMÁTIDES
2n
2nnn
n n n n n
n
n
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1. Histologia
As células, como visto, são unidades de vida. Como elas 
interagem e que trabalho realizam em conjunto? É o que 
vamos estudar nesta unidade. 
A histologia é a ciência que estuda os tecidos biológicos: 
origem, característica, tipo de célula e funcionamento.
1.1. Tecido
O corpo de um organismo multicelular é composto por 
distintos tipos de células, especializadas em funções di-
ferentes. Células especializadas podem se organizam em 
grupos, formando o que chamamos de tecidos. Existem te-
cidos formados por células com a mesma forma e função, 
e outros constituídos por células com diferentes formas e 
funções, que juntas contribuem para a concretização de 
uma função maior.
Os tecidos são compostos por células e matriz extracelular, o 
meio onde essas células estão inseridas, na qual há diversos 
tipos de moléculas. A matriz extracelular é responsável por nutrir e sustentar as células dos tecidos. Os tecidos diferem na quanti-
dade de matriz extracelular que apresentam; há tecidos com uma grande quantidade de matriz em comparação com a quantidade 
de células, enquanto há tecidos com pouca matriz em comparação com a quantidade de células. A composição da matriz extra-
celular também é variável entre diferentes tecidos. As células e a matriz extracelular dos tecidos atuam em conjunto para atender 
às necessidades do organismo.
epitélio estrati�cado tecido ósseo
tecido conjuntivo
 tecido
nervoso
 tecido
sanguíneo
músculo cardíaco
epitélio prismáticomúsculo liso
músculo estriado
 tecido
germinativo
 (testículo)
 
A diferenciação dos tecidos e a 
conquista do ambiente terrestre 
Existem várias adaptações que auxiliaram na conquista do 
ambiente terrestre, entre elas está um adequado sistema 
esquelético de suporte, um eficiente revestimento corpo-
ral impermeabilizado, e uma apta estrutura que permite a 
movimentação do organismo pelo meio ambiente. No ser 
humano, essas três tarefas são exercidas pelo tecido con-
juntivo de ossos do sistema esquelético, pela pele e pelos 
numerosos músculos membros do sistema muscular.
fonte: http://www.m3c.ufscar.br/pt-br/Difusao/matriz-extracelular matriz extracelular conferinDo suporte às células formaDoras Das fibras
HISTOLOGIA I
COMPETÊNCIA(s)
4
HABILIDADE(s)
15 e 16
CN
AULAS 
21 E 22
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1.2. Tipos de tecido
Os animais vertebrados possuem 4 tipos básicos de tecidos: muscular, nervoso, conjuntivo (ósseo, cartilaginoso e sanguí-
neo) e o epitelial. Esses tecidos se organizam em conjunto para formar os órgãos e os sistemas. Nos animais invertebra-
dos, esses tipos de tecido são basicamente os mesmos, mas as organizações são menos complexas. 
 Tecido epitelial
 que recobre a
superfície do corpo
Tecido muscular
é feito de �bras
 que contraem
 Tecido nervoso consiste
de células com projeção que
 transmitem sinais elétricos
 Fibras
protéicas
Matriz
Extracelular
Células
 Tecido conjuntivo
 frouxo serve como
assoalho para o epitelio
 e outros tecidos
Tecido Ósseo Tecido
Carilaginoso
 Tecido
saguíneo
epitélio
tipos De teciDo que compõem o corpo
1.3. Função dos tecidos básicos
 § Epitélio – é o revestimento superficial externo do corpo 
(compõe a pele), dos órgãos e das cavidades corporais 
internas. Também pode apresentar função de secreção.
 § Conjuntivo – composto por vários tipos células e por 
farta matriz extracelular, secretada pelas próprias célu-
las desse tecido. A função do tecido é sustentar, preen-
cher e transportar as substâncias.
 § Muscular – as células desse tecido são multinuclea-
das, alongadas e com características contráteis.
 § Nervoso – as células desse tecido exibem longos pro-
longamentos citoplasmáticos e realizam a função de 
receber, gerar, codificar e transmitir impulsos nervosos.
2. Tecido epitelial
Reveste a superfície externa e as cavidades internas corpo-
rais dos animais. Realiza distintas funções no organismo: li-
bera substâncias úteis (glândulas), absorve íons e moléculas 
(epitélio intestinal), proteção e percepção de estímulos (pele).
As células dos tecidos epiteliais ou epitélios são impecavel-
mente justapostas e conectadas por pequena quantidade 
de substância extracelular. As células possuem uma grande 
aderência entre si, devido às junções intracelulares.
Os epitélios não vascularizados, portanto, não sangram se 
feridos. A nutrição das células ocorre por difusão a partir 
dos capilares sanguíneos presentes no tecido conjuntivo 
frouxo, que se encontra logo abaixo da epiderme. Devido a 
esse fato, geralmente os epitélios estão apoiados sobre te-
cido conjuntivo. A área da célula voltada para o tecido con-
juntivo é nomeada polo basal ou porção basal; enquanto a 
área celular oposta, geralmente voltada para uma cavida-
de, é nomeada polo apical ou porção apical. Entre o tecido 
conjuntivo e as células epiteliais há a lâmina basal, uma 
fina lâmina de moléculas que também está presente em 
outros tecidos, quando existe contato com o tecido conjun-
tivo. Essas moléculas desempenham várias funções, como: 
filtrar moléculas, gerar a conexão entre células epiteliais 
e o tecido conjuntivo, organizar proteínas de membranas 
celulares de células próximas e auxiliar no suporte para 
movimen tação de células.
2.1. Especialização das células epiteliais 
O que mantém a união das células dos tecidos epiteliais 
são junções celulares, que são especializações de mem-
142  CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
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brana. Existem muitos tipos de junções, que realizam di-
versas funções, como adesão celular, isolantes e canais 
de comunicação. 
Junções celulares típicas Do teciDo epitelial
As junções podem ser classificadas de acordo com a fun-
ção que realizam: 
 § Junções impermeáveis ou zonas de oclusão: cinturão 
proteico situado junto à borda livre das células epite-
liais que mantém as células vizinhas tão encostadas 
que impede a passagem de moléculas entre elas. 
Esse tipo de junção é muito importante nos epitélios, 
pois, devido a elas, substâncias e moléculas que estão 
presentes no meio externo ou no interior de alguma 
cavidade do corpo (tubo digestivo, por exemplo) só pe-
netram no corpo passando diretamente pelas células. 
 § Junções de adesão ou zonas de adesão: ligações en-
tre células vizinhas ou entre as células de epitélio e as 
células da matriz. Desmossomos e hemidesmos-
somos são exemplos desses tipos de junções. Os des-
mossomos são semelhantes a um botão adesivo, uma 
metade está ligada à membrana de uma célula e a 
outra metade está ligadapresente no bioma Deserto.
Algumas plantas que se adaptam ao deserto, como gramíne-
as e arbustos, apresentam um ciclo de vida curto. Durante o 
período favorável (chuvoso), observa-se uma vegetação sazo-
nal, que cresce, floresce, frutifica, dispersa sementes e morre.
Já as plantas xerófitas possuem características que per-
mitem sua sobrevivência em regiões de clima árido (de-
sértico) e semiárido, presente, por exemplo, em savanas. 
Suas adaptações, portanto, se relacionam a ambientes 
com escassez de água e altas temperaturas. Dentre as ca-
racterísticas presentes, destacam-se: folhas pequenas ou 
modificadas em espinhos, para evitar a perda de água por 
transpiração; caule tipo cladódio para realizar fotossínte-
se; estratégias para armazenar água, como parênquimas 
aquíferos; sistema radicular longo e extenso para uma 
captura mais eficiente de água das chuvas passageiras.
o cactus cereus é uma típica xerófita
14  CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
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fonte: youtube
Biomas Brasileiros
multimídia: vídeo
4. Os biomas brasileiros
Segunda o IBGE, o Brasil possui seis biomas: Amazônia, 
Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. 
Além disso, apresenta também diversas áreas de transição 
com características intermediárias.
O C E A N O
A T L Â N T I C O
O C E A N O
PA C Í F I C O
AC
AL
AP
AM
BA
CE
DF
ES
GO
MA
MT
MS
MG
PA
PB
PR
PE
PI
RJ
RN
RS
RO
RR
SC
SP
SE
TO
-40°
-40°
-50°
-50°
-60°
-60°
-70°
-70°
-30°-80°
10° 10°
0° 0°
-10° -10°
-20° -20°
-30° -30°
-40°
-40°
¯
Estadual
Fronteira Nacional
Fronteira Internacional
Linha C osta
Mar Territorial (1 2 milhas )
Projeção Policônica
Datum S IR GA S 2 0 0 0
Meridiano de R eferência: 5 4 ° W. Gr.
Paralelo de R eferência: 0 °
0 2 0 0 4 0 0 6 0 0 8 0 0 1 . 0 0 0
K m
Esc.
LIMIT ES
1:12 . 000 . 000
Biomas
S istema
A mazônia
C aatinga
C errado
Mata Atlântica
Pampa
Pantanal
C osteiro-M arinho
Trinidad 
e Tobago
Venezuela
Guiana
Suriname
Guiana
Francesa
Colômbia
Peru
Bolívia
Paraguai
Argentina
Uruguai
Chile
Distribuição geográfica Dos biomas brasileiros
4.1. Floresta Amazônica
O ambiente da floresta Amazônica é quente e úmido, 
possuindo chuvas abundantes e um solo quimicamente 
pobre em nutrientes. O bioma vive do seu próprio material 
orgânico: as condições climáticas permitem que a maté-
ria seja decomposta rapidamente por bactérias e fungos, 
criando uma camada superficial de húmus. A retirada de 
cobertura vegetal torna o solo desprotegido e vulnerável 
ao processo de lixiviação. 
fonte: youtube
Antonio Donato Nobre - Rios Voadores (Pesquisa FAPESP)
multimídia: vídeo
Trata-se de um ecossistema frágil. A menor imprudência 
pode causar danos irreversíveis ao seu equilíbrio delicado. 
A taxa anual de desmatamento na Amazônia cresceu 34% 
depois da Rio-92.
Esse bioma é um gigante tropical de 5,5 milhões de km2, 
dos quais 60% estão em território brasileiro. O restante 
se reparte entre as duas Guianas, Suriname, Venezuela, 
Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. 
localização Da floresta amazônica
A Amazônia também abriga muita água, sendo um quar-
to do seu território ocupado por florestas alagadas ou de 
várzea, as quais são suscetíveis ao regime de chuvas que 
enriquecem o solo durante as enchentes. O rio Amazo-
nas, a maior bacia hidrográfica do mundo, cobre 
uma extensão aproximada de 6 milhões de km2 e corta a 
região para desaguar no oceano Atlântico, lançando no 
mar, a cada segundo, cerca de 175 milhões de litros de 
água. Esse número corresponde a 20% da vazão conjun-
ta de todos os rios da Terra. Nessas águas se encontra 
o maior peixe de água doce do mundo: o pirarucu, que 
atinge até 2,5 metros de comprimento.
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias  15
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https://www.blogs.unicamp.br/geofagos/2006/10/10/solo-po-
bre-vegetacao-exuberante/
https://arvoresertecnologico.tumblr.com/post/148150122882/ 
os-rios-voadores-ligam-os-ventos-al%C3%ADsios
multimídia: site
Todos os números que envolvem indicadores desse bioma 
são expressivos, nele vivem e se reproduzem mais de um 
terço das espécies existentes no planeta. Uma boa ideia da 
exuberância da floresta está na fauna local. Das 100 mil es-
pécies de plantas que ocorrem em toda a América Latina, 30 
mil estão na Amazônia.
A diversidade em espécies vegetais se repete na fauna 
da região, como os insetos, que estão presentes em todos 
os extratos da floresta. Os animais rastejadores, anfíbios e 
aqueles que tem a capacidade de subir em locais íngremes, 
como o esquilo, exploram os níveis baixos e médios. Os locais 
mais altos são explorados por beija-flores, araras, papagaios 
e periquitos à procura de brotos, frutas e castanhas. Os tuca-
nos, voadores de curta distância, exploram as árvores altas. 
No nível intermediário, encontram-se jacus, gaviões, corujas e 
centenas de pequenas aves. No extrato terrestre, vivem jabu-
tis, cutias, pacas, antas, etc. Os mamíferos aproveitam a pro-
dutividade sazonal dos alimentos, como os frutos que caem 
das árvores. Esses animais, por sua vez, servem de alimentos 
para grandes felinos e cobras de grande porte.
Mais de 12% da área original da floresta Amazônica já foi 
destruída por causa de políticas governamentais inadequa-
das, modelos inapropriados de ocupação do solo e pressão 
econômica, que levou à ocupação desorganizada e ao uso 
não sustentável dos recursos naturais. Muitas pessoas foram 
estimuladas a invadir e se instalar na região, levando com elas 
métodos agrícolas impróprios. Além da perda ambiental, o 
desmatamento de florestas tropicais representa uma ameaça 
constante à integridade de centenas de culturas indígenas.
4.2. Mata Atlântica
A Mata Atlântica possui temperaturas elevadas e mantém 
o nível de umidade devido à presença de uma cadeia cos-
teira de montanhas que atua como barreira contra o vapor 
de água que vem do oceano, permitindo a condensação e 
precipitação. Atualmente, é uma das florestas tropicais mais 
ameaçadas do mundo. Cobria 1 milhão de km2, ou 12% 
do território nacional, estendendo-se do Rio Grande do Nor-
te ao Rio Grande do Sul. Hoje, está reduzida a apenas 7% de 
sua área original. Apesar da devastação sofrida, é espantosa 
a riqueza das espécies animais e vegetais que ainda se abri-
gam na Mata Atlântica.
Em algumas regiões remanescentes de floresta, os níveis de 
biodiversidade são considerados os maiores do planeta. 
Em contraste com essa exuberância, as estatísticas indicam 
que mais de 70% da população brasileira vive na re-
gião da Mata Atlântica. Além de abrigar a maioria das 
cidades e regiões metropolitanas do país, a área original da 
floresta sedia também os grandes polos industriais, petrolei-
ros e portuários do Brasil, respondendo por nada menos de 
80% do PIB nacional.
localização Da mata atlântica
A Mata Atlântica abrange as bacias dos rios Paraná, Uru-
guai, Paraíba do Sul, Doce, Jequitinhonha e São Francisco. 
Espécies imponentes de árvores são encontradas na região, 
como o jequitibá-rosa, de 40 metros de altura e 4 metros 
de diâmetro. Diversas outras espécies também se destacam 
nesse cenário: o pinheiro-do-paraná, o cedro, as figueiras, 
os ipês, a braúna, o pau-brasil, etc. Na diversidade da Mata 
Atlântica, são encontradas matas de altitude, como as da 
serra do Mar (1.100 metros) e Itatiaia (1.600 metros), onde 
a neblina é constante. Paralelamente à riqueza vegetal, a 
fauna é exuberante. A maior parte das espécies de animais 
brasileiros ameaçados de extinção é originária da Mata 
Atlântica, como os micos-leões, a lontra, a onça-pintada, 
o tatu-canastra e a arara-azul-pequena. Fora dessa lista, 
também vivem na área gambás, tamanduás, preguiças, 
antas, veados, cotias, quatis, etc. Para risco de todas essas 
espécies, a Mata Atlântica continua sendo devastada.
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percebe-se que a mata é estratificaDa: 
a) estrato superior: com árvores que poDem 
alcançar até30 metros De altura; 
b) estrato intermeDiário: com árvores e 
palmeiras que atingem até 20 metros;
 c) estrato inferior: com pequenas árvores, arbustos e 
samambaias que chegam até 5 metros; e 
D) estrato herbáceo: com granDe quantiDaDe De 
plântulas em crescimento.
A Mata Atlântica propiciou lucro fácil ao ser humano du-
rante 500 anos. Madeiras, orquídeas, corantes, papagaios, 
ouro, produtos agrícolas e muito mais serviram ao enrique-
cimento de muita gente, além das próprias queimadas, que 
deram lugar a uma agricultura imprudente e insustentável. 
Durante muito tempo, nenhuma restrição foi imposta a 
essa ganância por dinheiro. A Mata Atlântica é o ecossiste-
ma brasileiro que mais sofreu os impactos ambientais dos 
ciclos econômicos da história do país.
Ainda no século XVI, houve a extração predatória do 
pau-brasil, utilizado para tintura e construção. A se-
gunda grande investida foi o ciclo da cana-de-açú-
car. Constatada a fertilidade do solo, extensos trechos 
de Mata Atlântica foram derrubados para dar lugar aos 
canaviais. No século XVIII, foram as jazidas de ouro 
que atraíram para o interior um grande número de por-
tugueses. A imigração levou a novos desmatamentos, 
que se estenderam até os limites com o cerrado, para a 
implantação de agricultura e pecuária. 
No século seguinte, foi a vez do café, provocando a mar-
cha ao sul do Brasil e, então, chegou a vez da extração 
da madeira. No Espírito Santo, as matas passaram a ser 
derrubadas para o fornecimento de matéria-prima para a 
indústria de papel e celulose. Em São Paulo, a implan-
tação do Polo Petroquímico de Cubatão tornou-se 
conhecida internacionalmente como exemplo de poluição 
urbana. Esse processo desorientado de desenvolvimento 
ameaça inúmeras espécies, algumas quase extintas, como 
o mico-leão-dourado, a onça-pintada e a jaguatirica.
4.3. Cerrado
O cerrado é uma savana tropical em que se intercalam pe-
ríodos bem definidos de seca e de chuvas abundantes. O 
cerrado ocupa cerca de 24% do território nacional, sendo o 
segundo maior bioma brasileiro. São 2 milhões de km2 espa-
lhados por dez estados. 
localização geográfica Do cerraDo
A extensa região central do Brasil é constituída por um 
mosaico de tipos de vegetação, solo, clima e topografia 
bastante heterogêneos. Assim, o bioma é formado por 
diferentes fitofisionomias, apresentando áreas com gramí-
neas (formação campestre), arbustos, pequenas árvores 
retorcidas (savânica) e árvores maiores que 20 metros 
(florestal).
esquema Demonstrativo Dos tipos De vegetação Do bioma cerraDo. ilustração por José felipe ribeiro.
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A vegetação é marcada e, até certo ponto, determinada pela 
presença de queimadas naturais. O fogo atua como fator 
de seleção natural: diversos organismos apresentam adap-
tações que permitem sua sobrevivência nessas condições. 
Muitas árvores, por exemplo, possuem um caule com cas-
ca bem desenvolvida, de modo a conferir proteção térmica. 
Além disso, o fogo pode estimular o brotamento de gemas, 
a floração, a abertura de frutos e a germinação de sementes. 
Entretanto, o alto número de incêndios antrópicos afeta o 
equilíbrio do sistema e ameaça a continuidade do bioma.
O solo, antigo e profundo, ácido e de baixa fertilidade, tem 
altos níveis de ferro e alumínio. Segundo a hipótese do 
escleromorfismo oligotrófico, a tortuosidade e a baixa 
estatura da vegetação são devidas ao solo tóxico e pobre 
em nutrientes. Outra hipótese defende que a fisionomia 
retorcida e pequena ocorre em razão da presença do fogo.
O cerrado tem a seu favor o fato de ser cortado por três das 
maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Tocantins, 
São Francisco e Prata), o que favorece a manutenção de 
uma biodiversidade surpreendente. 
https://estudiomassa.com.br/campanha-nacional-em-
-defesa-do-cerrado/ 
multimídia: site
Estima-se que a flora da região possua dez mil espécies de 
plantas diferentes (muitas delas usadas na produção de 
cortiça, fibras, óleos, artesanato, além do uso medicinal e ali-
mentício). Isso sem contar a grande variedade animal com, 
por exemplo, 400 espécies de aves, 67 gêneros de mamífe-
ros e 30 tipos de morcegos catalogados na área. O número 
de insetos é surpreendente: apenas na área do Distrito Fe-
deral, há 90 espécies de cupins, mil espécies de borboletas e 
500 tipos diferentes de abelhas e vespas.
Depois da Mata Atlântica, o cerrado é o ecossistema bra-
sileiro que mais alterações sofreu com a ocupação huma-
na. Um dos impactos ambientais mais graves na região 
foi causado pelos garimpos, que contaminaram os rios 
com mercúrio e provocaram o assoreamento (acúmu-
lo de detritos e outros materiais nos leitos de rios e lago-
as) dos cursos de água. A erosão causada pela atividade 
mineradora tem sido tão intensa que, em alguns casos, 
chegou até mesmo a impossibilitar a própria extração do 
ouro rio abaixo. 
Nos últimos anos, porém, é a expansão da agricultura 
e da pecuária que vem representando o maior fator de 
risco para o cerrado. A partir de 1950, tratores começaram 
a ocupar sem restrições os habitats dos animais. O uso de 
técnicas de aproveitamento intensivo dos solos tem pro-
vocado, desde então, o esgotamento de seus recursos. A 
utilização indiscriminada de agrotóxicos e fertilizantes 
tem contaminado também os solos e as águas. A expansão 
agropecuária foi o fator fundamental para a ocupação do 
cerrado em larga escala.
Em relação à conservação e à proteção, a fauna da região 
também recebe pouca atenção. O resultado é que o cerra-
do está acabando: metade da sua área já foi desmatada, 
e, se esse ritmo continuar, o desmatamento vai chegar a 
70%. Essa situação está causando a fragmentação de áre-
as e comprometendo seriamente os processos mantenedo-
res da biodiversidade do cerrado.
4.4. Caatinga
O cenário árido é uma descrição da caatinga, que, du-
rante o prolongado período de seca, correspondente ao in-
verno. Quando chega o verão, as chuvas encharcam a terra, 
e o verde toma conta da região. A caatinga ocupa cerca de 
10% do território brasileiro e se distribui pelos estados do 
Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, 
Alagoas, Bahia, sudeste do Piauí e norte de Minas Gerais.
localização geográfica Da caatinga
O sertão nordestino é uma das regiões semiáridas mais 
povoadas do mundo. Os cerca de 20 milhões de brasileiros 
que vivem nos 800 mil km2 de caatinga nem sempre po-
dem contar com as chuvas de verão. Quando não chove, 
os habitantes do sertão sofrem muito. Precisam caminhar 
quilômetros em busca da água dos açudes. A irregularida-
de climática é um dos fatores que mais interfere na vida do 
sertanejo, promovendo um rigoroso controle de natalidade.
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Mesmo quando chove, o solo raso e pedregoso não con-
segue armazenar a água que cai, e a temperatura elevada 
(médias entre 25 ºC e 29 ºC) provoca intensa evaporação. 
Por isso, somente em algumas áreas próximas às serras, 
onde a abundância de chuvas é maior, a agricultura se tor-
na possível.
Na caatinga, encontram-se três estratos: os arbóreos (8 a 
12 metros), os arbustivos (2 a 5 metros) e os herbáceos 
(abaixo de 2 metros). A vegetação é adaptada ao clima e 
diversas vezes apresenta adaptações com características 
xereomórficas. As folhas, por exemplo, são finas ou ine-
xistentes. Algumas plantas armazenam água, como os cac-
tos, outras se caracterizam por terem raízes praticamente na 
superfície do solo para absorver rapidamente o máximo da 
chuva. Algumas das espécies mais comuns da região são a 
amburana, aroeira, umbu, baraúna, maniçoba, macambra, 
mandacaru e juazeiro.
Por meio de caminhos diversos, os rios regionais saem das 
bordas das chapadas, percorrem extensas depressões 
entre os planaltos quentes e secos e acabam chegando 
no mar ou engrossando as águas do São Francisco e do 
Parnaíba (rios que cruzam a caatinga). Das cabeceiras até 
as proximidades do mar,os rios com nascente na região 
permanecem secos por cinco a sete meses no ano. Ape-
nas o canal principal do São Francisco mantém seu fluxo 
através dos sertões, com águas trazidas de outras regiões 
climáticas e hídricas.
Contudo, no meio de tanta aridez, a caatinga surpreende 
com solos relativamente férteis e “ilhas de umidade”, bre-
jos que se localizam em áreas próximas às serras e com 
maior quantidade de chuvas. 
O índice pluviométrico desse bioma varia entre 300 e 800 
milímetros anualmente. Quando chove, no início do ano, a 
paisagem muda muito rapidamente. As árvores se cobrem 
de folhas, o solo fica forrado de pequenas plantas e a fauna 
volta a engordar. Contraditoriamente, a flora presente nos 
sertões, que é constituída por espécies com longa história 
de adaptação ao calor e ao ambiente extremamente seco, 
não é capaz de se reestruturar naturalmente. Na caatinga, 
quando máquinas são usadas para alterar o solo, a degra-
dação é irreversível.
Na caatinga, vive a ararinha-azul, ameaçada de extinção. 
Outros animais da região são o sapo-cururu, a asa-branca, 
a cutia, o gambá, o preá, o veado-catingueiro, o tatu-peba 
e o sagui-do-nordeste.
A ação humana tornou ainda mais difícil a vida no sertão. 
Para combater a seca foram construídos açudes, barra-
gens que visam a armazenar e abastecer água para os 
humanos, seus animais e suas lavouras. Essas grandes re-
servas hídricas atraíram fazendas de criação de gado. A pe-
cuária combinada ao desmatamento e ao manejo agrícola 
inadequado, o qual estimula, por exemplo, a irrigação sem 
o uso de técnicas apropriadas, tem apresentado resultados 
desastrosos. A salinização do solo é, hoje, uma realidade.
Outro problema é a contaminação das águas por agrotóxi-
cos. Depois de aplicado nas lavouras, o agrotóxico escorre das 
folhas para o solo, levado pela irrigação, e daí para as repre-
sas, matando os peixes. Nos últimos 15 anos, 40 mil km2 de 
caatinga se transformaram em deserto devido à interferência 
antrópica sobre o meio ambiente da região. As siderúrgicas 
e olarias também são responsáveis por esse processo devido 
ao corte da vegetação nativa para produção de lenha e 
carvão vegetal.
4.5. Pantanal
Apesar de ser o bioma brasileiro com menor extensão, o 
Pantanal é um dos mais valiosos patrimônios naturais do 
Brasil. Maior área úmida continental do planeta, com 140 
mil km2 em território brasileiro, destaca-se pela riqueza 
da fauna, em que dividem espaço 650 espécies de aves, 
80 de mamíferos, 260 de peixes e 50 de répteis. No Pan-
tanal, são comuns as chuvas fortes. Os terrenos, quase 
sempre planos, são alagados periodicamente por 
inúmeros córregos e vazantes entremeados de lagoas e 
leques aluviais. 
localização geográfica Do pantanal
Basicamente, o equilíbrio desse ecossistema depende do 
fluxo de entrada e saída de enchentes que, por sua vez, 
está diretamente ligado à pluviosidade regional. As chuvas 
ocorrem com maior frequência nas cabeceiras dos rios, que 
deságuam na planície. Com o início do trimestre chuvoso 
nas regiões altas (a partir de novembro), sobe o nível de 
água do rio Paraguai, provocando, assim, as enchentes. O 
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias  19
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mesmo ocorre paralelamente com os afluentes do Para-
guai, que atravessam o território brasileiro, cortando uma 
extensão de 700 km. 
As águas vão se espalhando e cobrindo continuamente 
vastas extensões em busca de uma saída natural, que só é 
encontrada centenas de quilômetros adiante, no encontro 
do rio com o oceano Atlântico, fora do território brasileiro. 
As cheias chegam a cobrir até dois terços da área panta-
neira. A partir de maio, inicia-se a “vazante”, e as águas 
começam a baixar lentamente. Quando o terreno volta a 
secar, sobre a superfície permanece uma fina camada de 
lama humífera (mistura de areia, restos de animais e vege-
tais, sementes e húmus), propiciando grande fertilidade ao 
solo. A natureza faz repetir anualmente o espetáculo das 
cheias, proporcionando ao Pantanal a renovação da fauna 
e flora locais. 
Esse enorme volume de água, que praticamente cobre a 
região pantaneira, cria um verdadeiro mar de água doce, 
em que milhares de peixes proliferam. Peixes pequenos 
servem de alimento a espécies maiores ou a aves e ani-
mais, promovendo uma intrincada teia alimentar.
Quando o período da vazante começa, uma grande 
quantidade de peixes fica retida em lagoas ou baías, não 
conseguindo retornar aos rios. Durante meses, aves e 
animais carnívoros, como jacarés, ariranhas e onças, têm 
um farto banquete à sua disposição. As águas continu-
am baixando mais e mais, e, nas lagoas, então bem ra-
sas, peixes como o dourado, o pacú e a traíra podem ser 
apanhados com as mãos pelos homens. Aves grandes e 
pequenas são vistas planando sobre as águas, formando 
um espetáculo de grande beleza.
O Pantanal tem passado por transformações lentas, mas 
significativas nas últimas décadas. O avanço das popu-
lações e o crescimento das cidades são uma ameaça 
constante. A ocupação desordenada das regiões mais altas, 
onde nasce a maioria dos rios, é o risco mais grave. A agricul-
tura indiscriminada está provocando a erosão do solo, além 
de contaminá-lo com o uso excessivo de agrotóxicos.
O resultado da destruição do solo é o assoreamento 
dos rios, fenômeno que tem mudado a vida no Panta-
nal. Regiões que antes ficavam alagadas nas cheias e 
completamente secas quando as chuvas paravam agora 
ficam permanentemente sob as águas. Também impac-
taram o Pantanal nos últimos anos o garimpo, a cons-
trução de hidrelétricas, o turismo desorganizado 
e a caça, empreendida principalmente por ex-peões 
que, sem trabalho, passaram a integrar verdadeiras qua-
drilhas de caçadores de couro.
Foi a partir de 1989 que o risco de um desequilíbrio total do 
ecossistema pantaneiro ficou mais próximo de se tornar uma 
triste realidade. A razão dessa ameaça é o megaprojeto de 
construção de uma hidrovia de mais de 3.400 km nos rios 
Paraguai (o principal curso de água do Pantanal) e Paraná, li-
gando Cáceres, no Mato Grosso, à Nova Palmira, no Uruguai. 
Com a construção de diques e trabalhos de dragagem, a 
ideia é alterar o percurso do rio Paraguai, facilitando o mo-
vimento de grandes barcos e, consequentemente, o esco-
amento da produção de soja brasileira até o país vizinho. 
O problema é que isso afetará também todo o escoamento 
de águas da bacia. O resultado desse projeto pode ser a 
destruição do refúgio onde vivem hoje milhares de espé-
cies de animais e plantas.
4.6. Campos
O campo é um tipo de vegetação distribuída de forma des-
contínua pelo território brasileiro, apresentando diferentes 
formações campestres. Em especial, ocorre em dois lugares 
distintos: os campos de terra firme (savanas de gramí-
neas baixas) são característicos do norte da Amazônia, Ro-
raima, Pará e ilhas do Bananal e de Marajó, enquanto os 
campos limpos (estepes úmidas) são típicos da região Sul.
localização geográfica Do bioma campos
De modo geral, o campo limpo é destituído de árvores, bas-
tante uniforme e com arbustos espalhados e dispersos. Já nos 
campos de terra firme, as árvores, baixas e espalhadas, inte-
gram-se totalmente à paisagem. Em ambos os casos, o solo é 
revestido de gramíneas, subarbustos e herbáceas.
4.6.1. Pampas
O Pampa, campos do Sul ou campo sulino, foi conside-
rado bioma brasileiro apenas a partir de 2004. Apresenta 
uma região plana de vegetação aberta e de pequeno porte, 
que se estende do Rio Grande do Sul para além das frontei-
ras com a Argentina e o Uruguai. De clima temperado do 
tipo subtropical frio, possui as quatro estações definidas.
20  CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
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No litoral do Rio Grande do Sul, a paisagem é marcada pelos 
banhados, ou seja, ecossistemas alagados com densa 
vegetação de juncos, gravatás e aguapés que criam um ha-
bitat ideal para uma grande variedade de animais, como gar-
ças, marrecos, veados, onças-pintadas, lontras e capivaras.O 
banhado do Taim é o mais importante devido à riqueza do 
solo. Tentativas desastradas de drená-Io para uso agrícola fo-
ram definitivamente abandonadas a partir de 1979, quando 
a área se transformou em estação ecológica. Não obstante, 
a ação de caçadores e o bombeamento das águas pelos fa-
zendeiros das redondezes continuam a ameaçar o local. 
Devido à riqueza do solo, as áreas cultivadas do Sul se 
expandiram rapidamente sem um sistema adequado de 
preparo, resultando em erosão e outros problemas que se 
agravam progressivamente. Os campos são amplamente 
utilizados para a produção de arroz, milho, trigo e soja, às 
vezes em associação com a criação de gado. Contudo, a 
desatenção com o solo leva à desertificação, registrada 
em diferentes áreas do Rio Grande do Sul.
Para expandir a área plantada, colonos alemães e italianos 
iniciaram, na primeira metade do século XX, a exploração in-
discriminada de madeira. Árvores gigantescas e centenárias 
foram derrubadas e queimadas para dar lugar ao cultivo de 
milho, trigo e, principalmente, videira. A mata das araucárias 
de porte alto e copa em forma de prato se estendia do sul de 
Minas Gerais e São Paulo até o Rio Grande do Sul, formando 
cerca de 100 mil km2 de matas de pinhais. Na sua sombra 
cresciam espécies como a imbuia, o cedro, a canela, entre 
outras. Atualmente, mais da metade desse bioma foi destruí-
da, assim como diversas espécies de roedores que se alimen-
tavam de pinhão, aves e insetos. O que resta está confinado 
a áreas de conservação do estado. Por mais de 100 anos, a 
mata dos pinhais alimentou a indústria madeireira do Sul. 
O pinho, madeira bastante popular na região, foi bastante 
utilizado na construção de casas e móveis.
A criação de gado e ovelhas também faz parte da cultura 
local. Entretanto, repetindo o mesmo erro dos agriculto-
res, o pastoreio está provocando a degradação do solo. Na 
época de estiagem, quando as pastagens secam, o mesmo 
número de animais continua a disputar áreas menores. 
Com o pasto quase desnudo, cresce a pressão sobre o solo 
que se abre em veios. Quando as chuvas recomeçam, as 
águas correm por essas depressões, dando início ao pro-
cesso de erosão. O fogo utilizado para eliminar restos de 
pastagem secas torna o solo ainda mais frágil.
4.7. Zona costeira
O Brasil possui uma linha contínua de costa Atlântica de 
8 mil km de extensão, uma das maiores do mundo. Ao 
longo dessa faixa litorânea, é possível identificar uma 
grande diversidade de paisagens, como dunas, ilhas, re-
cifes, costões rochosos, baías, estuários, brejos e falésias. 
Mesmo os ecossistemas que se repetem ao longo do lito-
ral, como praias, restingas, lagunas e manguezais, apre-
sentam diferentes espécies de animais e vegetais. Isso se 
deve, basicamente, às diferenças climáticas e geológicas.
localização geográfica Da zona costeira
Grande parte da zona costeira, entretanto, está ameaçada 
pela superpopulação e por atividades agrícolas e industriais. 
Mais da metade da população brasileira vive seguindo essa 
imensa faixa litorânea. Há muito ainda para se conhecer so-
bre a dinâmica ecológica do litoral brasileiro. Complexos sis-
temas costeiros se distribuem ao longo do litoral, fornecendo 
áreas para a criação, crescimento e reprodução de inúmeras 
espécies de flora e fauna. Somente na costa do Rio Grande 
do Sul − conhecida como um centro de aves migratórias − 
foram registradas cerca de 570 espécies.
Muitos desses pássaros utilizam a costa brasileira para ali-
mentação, abrigo ou como rota migratória entre a América 
do Norte e as partes mais ao sul do continente americano. 
A faixa litorânea brasileira também tem sido considerada 
essencial para a conservação de espécies ameaçadas em 
escala global, como as tartarugas-marinhas, as baleias e o 
peixe-boi-marinho. É importante ressaltar que a destruição 
dos ecossistemas litorâneos é uma ameaça para o próprio 
ser humano, uma vez que põe em risco a produção pes-
queira − uma rica fonte de alimento.
O crescimento dos grandes centros urbanos, a especulação 
imobiliária sem planejamento, a poluição e o enorme flu-
xo de turistas ameaçam a integridade ecológica da costa 
brasileira. A ocupação predatória vem ocasionando a de-
vastação das vegetações nativas, o que leva, entre outras 
coisas, à movimentação de dunas e até ao desabamento 
de morros. O aterro dos manguezais, por exemplo, coloca 
em perigo espécies animais e vegetais, além de destruir um 
importante “filtro” das impurezas lançadas na água.
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias  21
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Além disso, a expulsão das populações caiçaras (pescado-
res ou caipiras do litoral) está acabando com uma das cul-
turas mais tradicionais e ricas do Brasil. Outra ação danosa 
é o lançamento de esgoto no mar, sem qualquer tratamen-
to. Operações de terminais marítimos têm provocado o 
derramamento de petróleo, entre outros problemas graves.
4.7.1. Manguezais
Os manguezais de todo o mundo ocupam uma área de 
cerca de 20 milhões de hectares, distribuídos principal-
mente nas latitudes intertropicais: calcula-se que 75% 
das linhas de costas tropicais do mundo são dominadas 
por esse tipo de vegetação. No Brasil, os manguezais se 
espalham por toda a faixa litorânea, desde o Amapá até 
Santa Catarina.
O bioma está em áreas de temperaturas tropicais e cons-
tantemente sob o controle e o fluxo das marés, apresen-
tando um substrato formado por depósitos volumosos de 
silte, areia fina, argila e de grandes quantidades de matéria 
orgânica. Como o solo é pobre em oxigênio, bactérias 
decompositoras anaeróbias utilizam o enxofre para degra-
dar os resíduos e liberam compostos químicos com cheiro 
característico de ovo podre.
Os manguezais fixam todos os materiais vindos do con-
tinente, sejam produtos de erosão, resíduos e esgotos de 
cidades que são trazidos pelos rios, evitando, muitas vezes, 
a poluição dos mares. Assim, apresentam grande capacida-
de autodepuradora e uma intensa decomposição de 
todo material orgânico proveniente dos rios e dos próprios 
organismos do ecossistema.
A flora predominante é o mangue, uma vegetação haló-
fita que apresenta plantas terrestres tolerantes à salinida-
de e adaptadas a viver no mar ou perto dele. Além disso, 
possui raízes pneumatóforas, estruturas especializadas 
para troca de gases e que despontam acima da superfície, 
e raízes-escora ou aéreas, as quais auxiliam na susten-
tação da planta em solo instável e protegem o litoral do 
impacto das ondas. 
No Brasil, predominam três espécies de árvores: o man-
gue-vermelho (Rhizophora mangle), o mangue-siriuba ou 
mangue-preto (Avicennia schaueriana) e o mangue-branco 
(Laguncularia racemosa). Além dessas, encontra-se o florido 
algodoeiro-da-praia (Hibiscus pernambucensis), embora não 
seja uma árvore exclusiva dos manguezais. Comodamente, 
sobre as árvores, crescem bromélias, samambaias e orquídeas.
Essas condições permitem também que o manguezal sirva 
como berçário natural e como abrigo para vários animais. 
Devido ao alto volume de compostos orgânicos, também 
atua como uma fonte rica de alimentos para milhares de 
organismos. Diversos peixes e invertebrados marinhos deso-
vam nos mangues. Uma das razões dessa escolha é a tem-
peratura quente, ideal para o desenvolvimento dos embriões. 
O solo, escuro por causa da grande quantidade de material 
orgânico em sua composição, absorve praticamente toda a 
luz solar, liberando essa energia na forma de calor. Além dis-
so, os manguezais podem oferecer mais segurança à prole.
As florestas de mangues não servem de maternidade apenas 
para espécies marinhas: fêmeas de aves, como o pelicano e 
o guará, passam a viver nos manguezais durante a época de 
reprodução. Outros animais fixam sua residência nesses bos-
ques litorâneos para o resto de sua vida. É o caso do aratu, 
uma espécie de caranguejo que raramente desce das árvores, 
alimentando-se das algas agarradas nos troncos. As ostras 
também formam imensas populações sobre as raízes aéreas, 
na companhia

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