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SISTEMA DE ENSINO DIREITO FINANCEIRO Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais Livro Eletrônico 2 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Sumário Apresentação .....................................................................................................................................................................3 Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais .................................................................4 1. Orçamento na Constituição Federal .................................................................................................................4 1.1. Plano Plurianual (PPA) .........................................................................................................................................5 1.2. Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) .......................................................................................................7 1.3. Lei Orçamentária Anual (LOA) ....................................................................................................................... 10 2. Ciclo Orçamentário ...................................................................................................................................................14 2.1. Elaboração .................................................................................................................................................................16 2.2. Aprovação .................................................................................................................................................................21 2.3. Execução ................................................................................................................................................................... 24 2.4. Controle .....................................................................................................................................................................29 3. Créditos Adicionais .................................................................................................................................................36 Resumo ................................................................................................................................................................................41 Mapa Mental ....................................................................................................................................................................45 Questões de Concurso ...............................................................................................................................................46 Gabarito ..............................................................................................................................................................................52 Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................53 Referências .......................................................................................................................................................................63 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 3 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro ApresentAção Olá! Tudo bem com você? Vamos lá? Como visto na aula anterior, algumas das disposições constitucionais sobre esse tema sofreram recentes alterações, por meio das Emendas Constitucionais n. 100/2019, 102/2019, 103/2019, 105/2019, 106/2020, 109/2021 e 113/2021 (promulgada recentemente). Atenção a essas novidades, pois podem ser objeto de cobrança em prova! Ah, não se esqueça de avaliar esta aula! O seu feedback é muito importante para o aprimo- ramento constante deste trabalho. Bons estudos! Prof. Allan Mendes e Prof. Vinicius Ribeiro O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 4 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro ORÇAMENTO NA CF, CICLO ORÇAMENTÁRIO E CRÉDITOS ADICIONAIS 1. orçAmento nA Constituição FederAl A vinculação entre o planejamento governamental e o orçamento é efetivada na Constitui- ção de 1988 por meio de três diferentes leis/instrumentos: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). A iniciativa de elaboração dessas leis é de competência exclusiva (só ele pode fazer isso!) do Chefe do Poder Executivo (Presidente da República), devendo apresentar os respectivos pro- jetos de lei nos prazos previstos no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCTs). Esses prazos deveriam estar sendo tratados em lei complementar federal. Contudo, essa lei complementar prevista no § 9º do art. 165 da Constituição ainda não foi criada, mantendo em vigor os prazos previstos no ADCTs. CF/1988, Art. 165, § 9º Cabe à lei complementar: I – dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual; II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos. III – dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das pro- gramações de caráter obrigatório, para a realização do disposto nos §§ 11 e 12 do art. 166. A despeito de atualmente os prazos de elaboração do PPA, LDO e LOA estarem previstos na Constituição, sua regulamentação deve se dar por meio de lei complementar FEDERAL (não é nacional), ou seja, tais prazos não devem ser seguidos obrigatoriamente pelos demais entes da federação (Estados, Distrito Federal e Municípios)! Os projetos de lei apresentados pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo serão analisa- dos por uma comissão mista de deputados e senadores e apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do seu regimento comum. Os projetos, após aprovados, terão status de Leis Ordinárias. Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum. § 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados: I – examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresenta- das anualmente pelo Presidente da República O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 5 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro II – examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer30 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Controle Administrativo: Desempenhado pelo Poder Executivo e pelos órgãos administra- tivos do Legislativo e do Judiciário, por iniciativa própria ou mediante provocação. Controle Legislativo: Exercido pelos órgãos legislativos e pelos Tribunais de Contas. Esse controle não deverá exorbitar às hipóteses constitucionalmente previstas, sob pena de ofensa ao princípio da separação de poderes. Resumidamente, de competência do Poder Legislativo, consequência do regime demo- crático de direito, como instrumentos desse controle, temos as comissões parlamentares de inquérito – CPIs, as convocações das autoridades, os requerimentos de informações e a sus- tação de determinados atos do Poder Executivo. Controle Judicial: é o poder de fiscalização que o Judiciário exerce sobre a atividade admi- nistrativa do Estado. Realizado pelos juízes e tribunais do Judiciário. Alcança, basicamente, os atos administrativos do Executivo, mas também examina os atos do Legislativo e do próprio Judiciário quando realiza atividade administrativa. Controle de legalidade: é o que verifica a conformidade da conduta do gestor com as nor- mas legais que se aplicam. Esse controle pode ser interno ou externo. No interno, como já vimos, é exercido pela própria administração, no segundo caso, é feito pelo Poder Judiciário ou Legislativo. Importa ressaltar que a Administração exercita-o de ofício, decorrente do poder de autotutela, ou mediante provocação: o Legislativo só o efetiva nos casos constitucionalmente previstos; e o Judiciário mediante a ação adequada. Como resultado disso, temos três episó- dios possíveis, a CONFIRMAÇÃO DA VALIDADE, a ANULAÇÃO e a CONVALIDAÇÃO. Controle de mérito: permite a verificação da conveniência e da oportunidade do procedi- mento administrativo, em termos discricionários. Este é um controle peculiar, nele não se é questionada a legalidade do ato, e sim a confirmação ou a revogação de um ato anteriormente executado, de acordo com a discricionariedade da administração. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 31 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 2.4.2. Controle no Orçamento O Controle e Avaliação são classificados dependendo do órgão ou entidade que exerce a fiscalização. Assim, quando o controlador for do mesmo Poder, o controle será considerado interno (CGU controlando o MEC), quando o controle for realizado por uma entidade externa aquele Poder (TCU controlando o MEC), o controle será externo. Apesar de ser considerado a última etapa do ciclo orçamentário, o controle e avaliação do orçamento não precisam esperar o fim da execução orçamentária para acontecer. Atualmente, o controle pode ser prévio (antes), concomitante (durante) ou posterior (depois) à execução do orçamento. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional (com auxílio do Tribunal de Contas da União – TCU), mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. Quanto ao controle interno, cada um dos Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) deve manter uma estrutura de controle interno, que, como o próprio nome já indica, se refere à fiscali- zação dos atos de cada Poder, por uma unidade ou sistema dentro da estrutura daquele Poder. O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal (Lei n. 10.180/2001) visa à avaliação da ação governamental e da gestão dos administradores públicos federais, por intermédio da fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, e a apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. Integram o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal a Controladoria Geral da União (CGU), como órgão central, e os órgãos setoriais. Na Lei n. 10.180/2001, a função de órgão central é atribuída à Secretaria Federal de Controle Interno, no entanto, atualmente, essa faz parte da estrutura da CGU. São objetivos do Controle Interno: • avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos progra- mas de governo e dos orçamentos da União; • comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado; • exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União; • apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 32 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro As pessoas responsáveis pelo controle interno de cada Poder, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, devem comunicá-la ao TCU, sob pena de responsa- bilidade solidária. Obs.: � A responsabilidade solidária se contrapõe à responsabilidade subsidiária. Na subsidi- ária, o responsável tem o benefício de ordem. E o que significa isso? Significa que o responsável subsidiário só será cobrado após a cobrança do responsável principal. No caso da solidária, como não há benefício de ordem, o responsável solidário poderá ser cobrado primeiro, não há ordem de cobrança. � Desta forma, caso o servidor da área de controle interno não comunique uma irre- gularidade ao TCU, poderá vir a ressarcir os cofres públicos, independentemente da cobrança do responsável pela irregularidade. Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato também poderá denunciar irre- gularidades e ilegalidades ao TCU. Atenção! Diferentemente da pessoa responsável pelo con- trole interno, que é obrigado a fazer essa comunicação, para essas outras pessoas, trata-se de faculdade, não havendo responsabilização pela sua inércia. Vejamos as disposições sobre controle trazidas pela Lei n. 4.320/1964: TÍTULO VIII Do Controle da Execução Orçamentária CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 75. O controle da execução orçamentária compreenderá: I – a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da despesa, o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações; II – a fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por bens e valores públicos; III – o cumprimento do programa de trabalho expresso em têrmos monetários e em termos de reali- zação de obras e prestação de serviços. CAPÍTULO II Do Controle Interno Art. 76. O Poder Executivo exercerá os três tipos de controle a que se refere o artigo 75, sem prejuízo das atribuições do Tribunal de Contas ou órgão equivalente. Art. 77. A verificação da legalidade dos atos de execução orçamentária será prévia, concomitante e subsequente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.brhttps://www.grancursosonline.com.br 33 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Art. 78. Além da prestação ou tomada de contas anual, quando instituída em lei, ou por fim de gestão, poderá haver, a qualquer tempo, levantamento, prestação ou tomada de contas de todos os responsáveis por bens ou valores públicos. Art. 79. Ao órgão incumbido da elaboração da proposta orçamentária ou a outro indicado na legis- lação, caberá o controle estabelecido no inciso III do artigo 75. Parágrafo único. Esse controle far-se-á, quando for o caso, em termos de unidades de medida, pre- viamente estabelecidos para cada atividade. Art. 80. Compete aos serviços de contabilidade ou órgãos equivalentes verificar a exata observân- cia dos limites das cotas trimestrais atribuídas a cada unidade orçamentária, dentro do sistema que fôr instituído para esse fim. CAPÍTULO III Do controle Externo Art. 81. O controle da execução orçamentária, pelo Poder Legislativo, terá por objetivo verificar a probidade da administração, a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos e o cumprimento da Lei de Orçamento. Art. 82. O Poder Executivo, anualmente, prestará contas ao Poder Legislativo, no prazo estabelecido nas Constituições ou nas Leis Orgânicas dos Municípios. § 1º As contas do Poder Executivo serão submetidas ao Poder Legislativo, com Parecer prévio do Tribunal de Contas ou órgão equivalente. § 2º Quando, no Município não houver Tribunal de Contas ou órgão equivalente, a Câmara de Ve- readores poderá designar peritos contadores para verificarem as contas do prefeito e sobre elas emitirem parecer. 016. (CESPE/PGE–PE/2019) A fiscalização do orçamento público realizada pelo controle ex- terno é exercida pelo Poder Legislativo, com o auxílio do Tribunal de Contas da União. O controle externo da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à lega- lidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercido pelo Congresso Nacional (Poder Legislativo), com auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU). Certo. 2.4.3. Tribunal de Contas da União O Tribunal de Contas da União auxilia o Congresso Nacional na sua função de controle ex- terno da União. O Tribunal tem sede no Distrito Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, sendo composto por 9 ministros, com mais de 35 anos, escolhi- dos um terço pelo Presidente e dois terços pelo Congresso Nacional. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 34 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Vejamos as competências do TCU elencadas na Constituição Cidadã: • Apreciar as contas (anualmente) do Presidente da República. No caso do Presidente, há só uma apreciação, por meio de parecer prévio, devendo ser elaborado em 60 dias do re- cebimento das contas. Quem julga, de fato, é o CN (vide inciso IX, do art. 49, da CF/1988); − Existe, na doutrina, uma separação dentro das contas do Presidente: contas de go- verno (gestão política) e contas de gestão (administração de recursos públicos). No entanto, ambas recebem o mesmo tratamento, ou seja, são apreciadas pelo Tribunal de Contas e julgadas pelo Poder Legislativo. • julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valo- res públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades ins- tituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público; • Apreciar a legalidades dos atos de admissão de pessoal, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão. Apreciação também das concessões de apo- sentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores sem alteração de fundamento legal; • Realizar inspeções e auditoria nas unidades administrativas dos três Poderes, podendo as inspeções serem por iniciativa: − Própria; − Da Câmara dos Deputados – CD ou do Senado Federal – SF; − De Comissão técnica ou de inquérito. • Fiscalizar as contas nacionais de empresas supranacionais de cujo capital a União par- ticipe de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo; • Fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convê- nio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município; • Prestar as informações solicitadas pelo(a): − CN; ◦ O TCU deve encaminhar ao CN relatório de suas atividades, trimestralmente e anu- almente. − Qualquer de suas Casas (CD ou SF); − Qualquer Comissão das suas Casas ou do próprio CN. • Aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de con- tas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa pro- porcional ao dano causado ao erário; − A imputação de débito ou multa terá eficácia de título executivo. • Assinar prazo para que sejam adotadas providências necessárias ao cumprimento da lei, no caso de ilegalidade. Caso não atendido, sustar a execução do ato, comunicando à CD e ao SF; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 35 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro − Caso seja contrato (e não ato), compete ao CN a sustação, solicitando, de imediato, o cumprimento pelo Poder Executivo; − Se, em 90 dias, o CN ou o Executivo não efetivarem as medidas, o TCU decidirá a respeito. • Representar ao Poder competente sobre irregularidades. Quando falamos em controle externo, é fundamental comentarmos um pouco sobre a Lei n. 8.443/1992, que é a Lei Orgânica do TCU, ou seja, a Lei que dispõe sobre a sua organização. No seu art. 4º, temos que o TCU tem jurisdição própria e privativa. Isso corrobora o que já falamos: o Tribunal não se subordina ao Congresso Nacional. Vejamos o arrolamento de responsáveis que estão sob jurisdição do TCU: • Qualquer pessoa ou órgão que administre valores públicos ou pelos quais a União responda; • Aqueles que causarem a perda, extravio ou qualquer irregularidade de que resulte dano ao Erário; • Dirigentes ou liquidantes das empresas cujo patrimônio venha a integrar o patrimônio de uma entidade pública; • Responsáveis pelas contas nacionais das supranacionais; • Responsáveis por entidades com PJ de direito privado que recebam contribuições para- fiscais e prestem serviço de interesse público ou social; • Aqueles que lhe devam prestar contas por determinação legal; • Responsáveis pela aplicação de recursos repassados pela União; • Os sucessores dos responsáveis até o limite do valor transferido; • Os representantes da União ou do Poder Público na Assembleia Geral das empresas estatais e sociedades anônimas de cujo capital a União ou o Poder Público participem, solidariamente, com os membros dos Conselhos Fiscal e de Administração, pela prática de atos de gestão ruinosa ou liberalidade à custa das respectivas sociedades. E as penalidades? O TCU pode aplicar multas em virtude de dano ao erário. Além disso, ficam sujeitos a multa os responsáveis por: Lei n. 8.443/1992, Art. 58, I – contas julgadas irregulares de que não resulte débito, nos termos do parágrafo único do art. 19 destaLei; II – ato praticado com grave infração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial; III – ato de gestão ilegítimo ou antieconômico de que resulte injustificado dano ao Erário; IV – não atendimento, no prazo fixado, sem causa justificada, a diligência do Relator ou a decisão do Tribunal; V – obstrução ao livre exercício das inspeções e auditorias determinadas; VI – sonegação de processo, documento ou informação, em inspeções ou auditorias realizadas pelo Tribunal; VII – reincidência no descumprimento de determinação do Tribunal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 36 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro E ainda tem mais: se o TCU considerar grave a infração cometida, o responsável ficará ina- bilitado, por um período que variará de cinco a oito anos, para o exercício de cargo em comis- são ou função de confiança no âmbito da Administração Pública. Por fim, o art. 61: Art. 61. O Tribunal poderá, por intermédio do Ministério Público, solicitar à Advocacia-Geral da União ou, conforme o caso, aos dirigentes das entidades que lhe sejam jurisdicionadas, as medidas ne- cessárias ao arresto dos bens dos responsáveis julgados em débito, devendo ser ouvido quanto à liberação dos bens arrestados e sua restituição. 3. Créditos AdiCionAis O crédito orçamentário inicial ou ordinário é aquele aprovado pela lei orçamentária anual, constante dos orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimento das empresas estatais. Contudo, durante a execução do orçamento, é possível que ocorram situações não pre- vistas em sua fase de elaboração. Considerando isso, estão previstos a utilização de créditos adicionais. Temos três tipos de créditos adicionais: • Suplementares: destinados a reforço de dotação orçamentária, são utilizados nos ca- sos em que o crédito inicial foi insuficiente para cobrir a despesa realizada. (Autorizados por lei e abertos mediante Decreto). É um crédito que promove alteração quantitativa (apenas de quantidade em programação existente). • Especiais: destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária especí- fica. (Autorizados por lei e abertos mediante Decreto). É um crédito que promove altera- ção qualitativa (nova programação). • Extraordinários: destinados a despesas imprevisíveis e urgentes, como em caso de guerra, comoção interna ou calamidade pública. (Abertos mediante Medida Provisória – MP - ou por Decreto nos entes que não possuem MP). Essa possibilidade de abrir extra- ordinário por MP é coisa da Constituição. Lei n. 4.320/1964 falava somente em Decreto. O ato que abrir crédito adicional indicará a importância, a espécie do mesmo e a classifi- cação da despesa, até onde for possível. Enquanto os créditos suplementares incorporam-se ao orçamento, adicionando-se a importância autorizada à dotação orçamentária que se propu- nham reforçar, os créditos especiais e extraordinários, apesar de se incorporarem ao orçamen- to, conservam sua especificidade, demonstrando-se suas despesas, separadamente. Da mesma forma que os créditos ordinários (orçamento propriamente dito), os projetos de créditos adicionais (que alteram o orçamento) serão analisados em ambas as casas do Con- gresso Nacional (na forma do regimento comum do Congresso Nacional), na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Os créditos suplementares deverão ser aprovados por lei e abertos mediante decreto. Con- forme falamos na aula anterior, pode haver uma autorização prévia na Lei Orçamentária Anual para emissão desses créditos adicionais (apenas para os suplementares!).O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 37 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Os créditos especiais, da mesma forma que nos créditos suplementares, deverão ser au- torizados por Lei e abertos por meio de Decreto. Contudo, as LDOs que vêm sendo instituídas afirmam que a Lei que institui o crédito já é responsável pela abertura do mesmo. Os créditos, em regra geral, têm a sua vigência adstrita ao exercício financeiro. Entretanto, os créditos especiais e os extraordinários possuem uma peculiaridade: se o ato de autorização desses dois créditos for promulgado nos últimos 4 meses do exercício, os créditos poderão ser reabertos nos limites de seus saldos, sendo incorporados ao exercício subsequente. A possibilidade de reabertura em face do crédito ter sido autorizado nos últimos 4 meses é uma previsão da Constituição Federal. A Lei n. 4.320/1964 não entrou tanto nesse mérito; ela apenas afirmou o seguinte: Art. 45. Os créditos adicionais terão vigência adstrita ao exercício financeiro em que forem abertos, salvo expressa disposição legal em contrário, quanto aos especiais e extraordinários. Essa possibilidade de reabertura configura uma exceção ao princípio da anualidade ou pe- riodicidade orçamentária. Segundo esse princípio, o orçamento é elaborado e autorizado para um período determinado de tempo. E qual é a razão desse princípio, meu caro? É simples: a necessidade de autorização periódica do Parlamento para a realização de gas- tos por parte do Poder Executivo. Sem a anualidade/periodicidade, o Poder Executivo passaria a ter carta branca para gastar. Isso é perigoso e nada democrático!! Mas voltando à nossa questão central, essa reabertura de crédito especial ou extraordi- nária é feita por meio de decreto não numerado. Vejamos um exemplo de ementa de decreto publicado em 3/2/2016: EXEMPLO “Reabre, em favor de diversos órgãos do Poder Executivo, de Encargos Financeiros da União e de Operações Oficiais de Crédito, créditos especiais e extraordinários, no valor de R$ 1.454.183.322,00, abertos pelas Leis e pelas Medidas Provisórias que especifica.” No decreto em tela, temos a reabertura tanto de crédito especial (aberto por lei) quanto de cré- dito extraordinário (aberto por medida provisória). Vejamos dois exemplos constantes dessa reabertura: Lei n. 13.223, de 23/12/2015: Abre ao Orçamento Fiscal da União, em favor de Encargos Financeiros da União e de Operações Oficiais de Crédito, crédito especial no valor de R$ 745.150.000,00, para os fins que especifica. Medida Provisória n. 709, de 30/12/2015: Abre crédito extraordinário, em favor dos Ministé- rios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Saúde, da Cultura, do Esporte, da Defesa, da Integração Nacional e do Turismo, da Secretaria de Aviação Civil, da Secretaria de Portos e de Transferências a Estados, Distrito Federal e Municípios, no valor de R$ 1.318.639.330,00, para os fins que especifica. 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Mas professor... a Constituição fala em ato de autorização. Tanto a lei quanto a medida provi- sória falam de abertura. E aí? Acontece que a lei já serve tanto para a autorização quanto para a abertura. E, no caso da Medida Provisória, não há necessidade de pedir autorização. A MP já abre o crédito extraordinário. O art. 43 da Lei n. 4.320/1964 determina que a abertura dos créditos adicionais depende necessariamente da existência de recursos disponíveis, salvo para abertura de créditos extra- ordinários. Os recursos para abertura de créditos adicionais advêm das seguintes fontes: • Excesso de arrecadação, computando-se a tendência do período e excluindo-se os valo- res abertos com créditos extraordinários no exercício; • Superávit Financeiro apurado no Balanço Patrimonial do Exercício anterior, excluindo-se os créditos adicionais transferidos e computando-se as operações de crédito a esses vinculados; • Operações de crédito, com exceção das Antecipações de Receita Orçamentária; • Reserva de contingência, conforme art. 91 do Decreto-Lei 200/67; • Anulação total ou parcial de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais. Conforme previsão da LDO, poderá ser realizada a modificação da esfera orçamentária, iden- tificador de resultado primário - RP, modalidade de aplicação, identificador de uso, e fonte de recursos, bem como as codificações orçamentárias e suas denominações (classificação da despesa – será vista na aula 4), atendidas as disposições em lei, não sendo necessário a aber- tura de um crédito adicional. Vide trecho da Lei: LDO 2022. Art. 42. As classificações das dotações previstas no art. 7º, as fontes de financiamento do Orçamento de Investimento, as codificações orçamentárias e suas denominações poderão ser alteradas de acordo com as necessidades de execução, desde que mantido o valor total do subtítulo e observadas as demais condições de que trata este artigo. § 1º As alterações de que trata o caput poderão ser realizadas, justificadamente, se autorizadas por meio de: I – ato próprio dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União, no que se refere à alteração entre os: a) GNDs “3 – Outras Despesas Correntes”, “4 – Investimentos” e “5 – Inversões Financeiras”, no âmbito do mesmo subtítulo; e O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 39 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro b) GNDs “2 – Juros e Encargos da Dívida” e “6 - Amortização da Dívida”, no âmbito do mesmo subtítulo; II – portaria do Secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais da Secretaria Es- pecial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, no que se refere ao Orçamento de Investimento para: a) as fontes de financiamento; b) os identificadores de uso; c) os identificadores de resultado primário; d) as esferas orçamentárias; e) as denominações das classificações orçamentárias, desde que constatado erro de ordem técnica ou legal; e f) ajustes na codificação orçamentária decorrentes da necessidade de adequação à classificação vigente, desde que não impliquem mudança de valores e de finalidade da programação; III – portaria do Secretário de Orçamento Federal da Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia, no que se refere aos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social para: a) as fontes de recursos, inclusive as de que trata o § 3º do art. 133, observadas as vinculações previstas na legislação; b) os identificadores de uso; c) os identificadores de resultado primário, exceto para as alterações dos identificadores constantes da alínea “c” do inciso II do § 4º do art. 7º; d) as esferas orçamentárias; e) as denominações das classificações orçamentárias, desde que constatado erro de ordem técnica ou legal; e f) ajustes na codificação orçamentária, decorrentes da necessidade de adequação à classificação vigente, desde que não impliquem em mudança de valores e de finalidade da programação. Créditos Adicionais Tipo Destinação Vigência Abertura Suplementar Reforço de dotação orçamentária Final do exercício financeiro Autorizado por Lei, aberto por DecretoEspecial Despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica Final do exercício financeiro, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício subsequente Extraordinário Despesas urgentes e imprevisíveis (guerra, comoção intestina, calamidade pública) Medida Provisória ou Decreto nos entes que não tiverem previsão de MP O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 40 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 017. (CESPE/SEFAZ–AL/2020) A respeito de orçamento público, ciclo orçamentário e crédi- tos adicionais, julgue o item que se segue. A anulação parcial de dotações orçamentárias não é uma fonte de recursos para a abertura de crédito suplementar. Os recursos para abertura de créditos adicionais advêm das seguintes fontes: • Excesso de arrecadação, computando-se a tendência do período e excluindo-se os valo- res abertos com créditos extraordinários no exercício; • Superávit Financeiro apurado no Balanço Patrimonial do Exercício anterior, excluindo-se os créditos adicionais transferidos e computando-se as operações de crédito a esses vinculados; • Operações de crédito, com exceção das Antecipações de Receita Orçamentária; • Reserva de contingência; • Anulação total ou parcial de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais. Errado. 018. (CESPE/SEFAZ–AL/2020) A respeito de orçamento público, ciclo orçamentário e crédi- tos adicionais, julgue o item que se segue. Projeto de lei orçamentária anual (LOA) que não contenha despesas essenciais deverá ser re- visto antes de ser votado, pois os créditos adicionais, que têm a função de ajustar as dotações da LOA, devem ser usados somente como créditos suplementares e créditos extraordinários. Existem três espécies de créditos adicionais: especiais, suplementares e extraordinários. Errado. 019. (CESPE/PGE–PE/2019) Para limitar os gastos do governo, um dos mecanismos utilizados é a publicação de decreto que disponha sobre a programação orçamentária e financeira bem como o cronograma mensal de desembolso. Acerca desse assunto, julgue o item subsequente. Alterações orçamentárias, que se dividem em créditos adicionais e outras alterações orçamen- tárias, constituem formas de modificar a lei orçamentária originalmente aprovada, a fim de adequá-la à real necessidade de execução. Isso mesmo, os créditos adicionais são utilizados para ajustar o orçamento aprovado ao longo do exercício. Certo.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.brhttps://www.grancursosonline.com.br 41 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro RESUMO Orçamento na Constituição Federal de 1988 Instrumento Objeto Observações Plano Plurianual (PPA) O PPA estabelecerá de forma regio- nalizada as diretrizes, metas e objeti- vos da Administração Pública com re- lação às despesas de capital e outras delas decorrentes, bem como para as relativas aos programas de duração continuada. Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro po- derá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que au- torize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) A LDO estabelece as metas e priori- dades da administração pública fe- deral, estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória sus- tentável da dívida pública, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legisla- ção tributária e estabelecerá a políti- ca de aplicação das agências financei- ras oficiais de fomento. De acordo com a Lei Complementar n. 101/2000, Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a LDO disporá também sobre: • Equilíbrio entre receitas e despesas; • Critério e forma de limitação de empenho; • Normas relativas ao controle de cus- tos e à avaliação de programas; • Demais condições e exigências para a transferência voluntária de recursos (transferências de recursos a entida- des públicas e privadas). A LRF ainda criou dois importantíssimos anexos que deverão compor a LDO. O Anexo de Metas Fiscais e o Anexo de Riscos Fiscais Lei Orçamentária Anual (LOA) Última peça orçamentária que com- põe a estrutura de planejamento e orçamento da CF/88, a Lei Orçamen- tária Anual é o orçamento propria- mente dito do Governo, onde estarão consignadas a previsão das receitas e fixação das despesas. O projeto de lei orçamentária anu- al, compatível com o PPA/LDO/LRF, deverá: • Conter demonstrativo da compatibilida- de da programação dos orçamentos com os objetivos e metas constantes do Anexo de Metas Fiscais (LDO); • Acompanhar medidas de compensa- ção a renúncias de receita e ao aumen- to de despesas obrigatórias de caráter continuado; • Conter Reserva de Contingência, cuja forma de utilização e montante, com base na receita corrente líquida, se- rão estabelecidos na LDO. A reserva se destina ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos; • Conter todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratu- al, e as receitas que as atenderão.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 42 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Prazos de Envio e Aprovação Ciclo Orçamentário Etapa Objeto Observações Elaboração A elaboração e apresentação da propos- ta da Lei Orçamentária Anual (LOA) é competência exclusiva do Chefe do Po- der Executivo (Presidente da República – PR). Os demais Poderes, Ministério Públi- co e Tribunal de Contas encaminharão suas propostas orçamentárias para o Poder Executivo, dentro dos limites im- postos pela Lei de Diretrizes Orçamen- tárias (LDO). NOVO REGIME FISCAL: Durante um período de 20 anos, as despe- sas primárias constantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União serão limitadas ao valor executado no exercício anterior, corrigido pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), publicado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ou de outro índice que vier a substituí-lo, apura- do no exercício anterior a que se refere a lei orçamentária. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 43 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Etapa Objeto Observações Aprovação Finalizada a elaboração da Proposta, essa será apresentada ao Congresso Na- cional. A proposta orçamentária, apesar da sua natureza de lei ordinária, possui rito especial. Ela é discutida concomitan- temente em ambas as casas do Congres- so Nacional – CN (na forma de seu regi- mento comum), por meio da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, sendo votada em sessão conjunta do CN. Qualquer emenda ao PLOA deverá ser apresentada à Comissão de Orçamentos. Para ser aprovada, a emenda deverá, nos ditames constitucionais, seguir os seguin- tes preceitos: • Sejam compatíveis com PPA e LDO; • Indiquem os recursos necessários, admiti- dos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: – Dotações para pessoal e seus encargos; – Serviço da dívida; – Transferências tributárias constitucionais; • Sejam relacionadas com a correção de er- ros ou omissões na redação da LOA. Execução Após a etapa de discussão e aprovação da Lei Orçamentária, iniciam-se as roti- nas para viabilizar a execução do orça- mento. Assim, trinta dias após aprovação da Lei Orçamentária Anual, conforme disposto no art. 8º da LRF, o Poder Exe- cutivo publicará cronograma mensal de desembolsos de recursos financeiros, por meio de Decreto. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, bimestralmente todos os poderes deverão verificar a compatibilidade entre os recursos financeiros disponíveis e a exe- cução orçamentária. Caso seja verificada a possibilidade de in- compatibilidade desse sistema, cada Po- der deverá preceder contingenciamento de despesas/empenhos, até que o fluxo se reestabeleça, de acordo com os critérios definidos na Lei de Diretrizes Orçamentá- rias. À medida que o fluxo se reestabelecer, deverá se proceder o descontigenciamento proporcionalmente a essa recuperação. Controle O controle externo da União e das enti- dades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, eco- nomicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercido pelo Congresso Nacional, com auxílio do Tri- bunal de Contas da União (TCU). Quanto ao controle interno, cada um dos Poderes (Executivo, Legislativo e Judici- ário) deve manter uma estrutura de con- trole interno, que, como o próprio nome já indica, se refere à fiscalização dos atos de cada Poder, por uma unidade ou sis- tema dentro da estrutura daquele Poder. Apesar de ser considerado a última etapa do ciclo orçamentário, o controle e avalia- ção do orçamento não precisam esperar o fim da execução orçamentária para aconte- cer. Atualmente, o controle pode ser prévio (antes), concomitante (durante) ou poste- rior (depois) à execução do orçamento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 44 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Créditos Adicionais Créditos Adicionais Tipo Destinação Vigência Abertura Suplementar Reforço de dotação orçamentária Final do exercício financeiro Autorizado por Lei, aberto porDecretoEspecial Despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica Final do exercício financeiro, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício subsequente Extraordinário Despesas urgentes e imprevisíveis (guerra, comoção intestina, calamidade pública) Medida Provisória ou Decreto nos entes que não tiverem previsão de MP O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 45 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro MAPA MENTAL O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 46 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro QUESTÕES DE CONCURSO 001. (CESPE/PGDF/2021) Acerca dos mecanismos de administração do orçamento, julgue o item que se segue. A unidade gestora que precisar descentralizar uma parcela de seus créditos orçamentários a outra unidade, em estrutura administrativa diversa, deve efetuar um destaque. 002. (CESPE/PGDF/2021) Acerca dos mecanismos de administração do orçamento, julgue o item que se segue. O crédito especial é o único tipo de crédito adicional cuja vigência fica restrita ao exercício financeiro em que for aberto, independentemente das circunstâncias. 003. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O Orçamento público é o instrumento utilizado pelo governo para planejar a utilização do dinheiro arrecadado com os tributos (impostos, taxas, contribui- ções de melhoria, entre outros). Esse planejamento é essencial para oferecer serviços públicos adequados, além de especificar gastos e investimentos que foram priorizados pelos poderes. A respeito desse assunto, julgue o item a seguir. O crédito orçamentário inicial ou ordinário é aquele aprovado pela lei orçamentária anual, cons- tante dos orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimento das empresas estatais. 004. (CESPE/PGDF/2021) Com base nos conceitos e nas aplicações da Lei de Responsa- bilidade Fiscal e na Lei Complementar de Finanças Públicas (Lei n. 4.320/1964), julgue o item seguinte. A lei orçamentária conterá os créditos suplementares para os quais já haja recursos suficientes. 005. (CESPE/CODEVASF/2021) Considerando que a CODEVASF necessite realizar a revitali- zação das margens do rio São Francisco no trecho localizado em Itacoatiara–BA, obra orçada em R$ 729.250,59, julgue o item a seguir. Sabendo que o 4º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro pode realizar a referida revita- lização, a CODEVASF poderá utilizar o mecanismo da descentralização orçamentária externa, utilizando o Termo de Execução Descentralizada (TED). 006. (CESPE/CODEVASF/2021) Orçamento público é o instrumento utilizado pelo Governo Federal para planejar a utilização do dinheiro arrecadado com os tributos. Esse planejamento é essencial para oferecer serviços públicos adequados, além de especificar gastos e investi- mentos que foram priorizados pelos poderes. A respeito desse assunto, julgue o próximo item. Em situações em que o governo reconheça o estado de calamidade pública, como ocorreu em 2020 devido à pandemia de covid-19, para alocar recursos adicionais ao orçamento com o objetivo de atender os municípios atingidos, deve-se utilizar o mecanismo retificador do orça- mento denominado crédito especial. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 47 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 007. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O orçamento público é o instrumento de planejamento que estima as receitas que o governo espera arrecadar ao longo do próximo ano e, com base nelas, autoriza um limite de gastos a ser realizado com tais recursos. Sobre este assunto, julgue o próximo item. O processo orçamentário brasileiro está baseado em instrumentos de curto prazo (PPA, LOA e LDO). Todos perfeitamente integrados entre si. 008. (CESPE/TJ–PA/2020) A descentralização de créditos orçamentários ocorre quando efe- tuada movimentação de parte do orçamento para que outras unidades administrativas pos- sam executar as despesas orçamentárias. Nesse procedimento, obrigatoriamente se preserva: a) a unidade gestora. b) o órgão executante. c) a entidade responsável. d) a estrutura programática. e) o ente federativo original. 009. (CESPE/MPE–CE/2020) A LOA de 2020 prevê crédito para a construção de um presídio federal com custo total previsto de R$ 11 milhões. Os pagamentos serão realizados em par- celas durante a execução da obra, que será desenvolvida em dois anos, com expectativa de conclusão para 2021, conforme previsto no PPA. Considerando a situação hipotética precedente, julgue o próximo item. Caso os recursos previstos inicialmente sejam insuficientes e haja a necessidade de comple- mentar a dotação inicial com mais R$ 1 milhão, será necessária a inclusão de crédito adicional extraordinário no montante de R$ 1 milhão. 010. (CESPE/TCE-RJ/2021) Com relação aos recursos de acompanhamento e modificação do orçamento governamental, julgue o item subsecutivo. O crédito adicional constitui dotação isolada da lei orçamentária anual, sendo vedada sua in- corporação no crédito orçamentário. 011. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O modelo de planejamento e orçamento brasileiro é definido na Constituição Federal de 1988 e composto de três instrumentos: o plano plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). A esse respeito, julgue o item que se segue. Os valores que possam vir a desequilibrar as contas públicas, a exemplo dos passivos contin- gentes, assim como as ações e programas necessários para saná-los, devem constar no PPA. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 48 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 012. (CESPE/TJ–PA/2020) No que tange ao orçamento-programa, assinale a opção correta. a) A alocação de recursos visa exclusivamente à aquisição de insumos para a execução orça- mentária dos programas. b) O principal critério para classificação orçamentária é o que indica a entidade responsável pela execução do programa. c) É necessária a criação de alternativas para se determinar uma escala de prioridades a serem executadas. d) O orçamento-programa apresenta vinculação com o planejamento governamental na execu- ção de programas, projetos e atividades do Estado. e) Metas e resultados a serem alcançados devem ser estabelecidos necessariamente com base no menor custo das ações e aquisições demandadas pelos programas. 013. (CESPE/TJ–PA/2020) Assinale a opção que indica o momento do processo orçamentá- rio em que é feita a avaliaçãodo cumprimento do programa de trabalho, expresso em termos monetários e em termos de realizações de obras e prestação de serviços. a) descentralização. b) planejamento. c) fiscalização. d) execução. e) controle. 014. (CESPE/PGE–PE/2019) Para limitar os gastos do governo, um dos mecanismos utili- zados é a publicação de decreto que disponha sobre a programação orçamentária e finan- ceira bem como o cronograma mensal de desembolso. Acerca desse assunto, julgue o item subsequente. O ato pelo qual determinada unidade orçamentária ou administrativa transfere a outras unida- des orçamentárias ou administrativas o poder de utilizar créditos que lhes tenham sido dota- dos caracteriza o que se denomina descentralização de créditos. 015. (CESPE/PGE–PE/2019) Permitir o controle da dívida interna e externa e o das transfe- rências negociadas constitui um dos principais objetivos do Sistema Integrado de Administra- ção Financeira do Governo Federal (SIAFI). 016. (CESPE/PGE–PE/2019) O orçamento público é um instrumento de planejamento e de execução das finanças públicas. No Brasil, a iniciativa de propor as leis orçamentárias é do chefe do Poder Executivo. Com referência a esse assunto, julgue o item que se segue. Sendo necessária para combater os efeitos decorrentes de calamidade pública, uma despesa pública que tenha sido realizada por meio de crédito adicional ao orçamento originalmente aprovado será classificada como crédito adicional especial. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 49 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 017. (CESPE/TJ–AM/2019) É permitido que os recursos correspondentes a determinada emenda supressiva da despesa aprovada pelo Congresso Nacional sejam utilizados como fon- te de recursos para a abertura de créditos suplementares e especiais. 018. (CESPE/PREFEITURA DE BOA VISTA-RR/2019) Não é viável autorizar a abertura de cré- dito adicional para permitir a destinação de recursos de fundação pública municipal para a cobertura de necessidades de cidadãos, pois esse tipo de despesa somente pode ser realizado com base em dotações originariamente estabelecidas na lei orçamentária. 019. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) Vige no ordenamento jurídico brasileiro o princípio da anualidade orçamentária: nenhum tributo será cobrado no exercício financeiro sem prévia autorização orçamentária. 020. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A respeito do plano plurianual (PPA), da lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e da lei orçamentária anual (LOA), julgue o item a seguir. A iniciativa para os três planejamentos orçamentários – PPA, LDO e LOA – é concorrente: tanto o Poder Executivo como o Poder Legislativo podem atuar na propositura dessas leis. 021. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A respeito do plano plurianual (PPA), da lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e da lei orçamentária anual (LOA), julgue o item a seguir. O PPA traça o planejamento de longo prazo, estabelece diretrizes, objetivos e metas da admi- nistração pública federal para as despesas correntes e para as despesas relativas aos progra- mas de duração continuada. 022. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A respeito do plano plurianual (PPA), da lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e da lei orçamentária anual (LOA), julgue o item a seguir. Constitui crime de responsabilidade fiscal o início de investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro, sem prévia inclusão no PPA ou sem autorização de sua inclusão me- diante lei. 023. (CESPE/PGE–PE/2019) O orçamento público, um instrumento fundamental de governo, constitui o principal documento de políticas públicas. A respeito desse assunto, julgue o se- guinte item. O processo orçamentário brasileiro está baseado em instrumentos de curto prazo – a Lei Orça- mentária Anual (LOA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – e em instrumento de médio prazo – o Plano Plurianual (PPA) –; todos perfeitamente integrados entre si. 024. (CESPE/SLU/2019) No que diz respeito ao ciclo orçamentário e ao processo orçamen- tário, julgue o item seguinte. O início da etapa de controle relativo à lei orçamentária anual coincide com o início do exercício financeiro e prolonga-se para depois do encerramento desse exercício. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 50 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 025. (CESPE/MPC-PA/2019) Na abertura de créditos suplementares, é vedada a utilização de recursos decorrentes de a) restos a pagar liquidados. b) superávit financeiro do exercício anterior. c) excesso de arrecadação. d) anulação parcial ou total de dotações orçamentárias. e) operações de crédito autorizadas. 026. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A LRF, ao transformar a LDO em instru- mento de planejamento trienal, incluiu o anexo de metas fiscais, no qual se estabelecem as metas anuais a serem implementadas no exercício financeiro a que se refere a LDO e nos dois exercícios seguintes. 027. (CESPE/TCE–RO/2019) De acordo com os princípios constitucionais orçamentários e o disposto na CF acerca das finanças públicas, as autorizações para a abertura de créditos suple- mentares e para a contratação de operações de créditos constituem exceções ao princípio da: a) legalidade orçamentária. b) universalidade orçamentária. c) pureza orçamentária. d) não afetação da receita. e) quantificação dos créditos orçamentários. 028. (CESPE/MPC–PA/2019) Se a União arrecadar determinado tributo cuja receita deva ser compartilhada com outros entes da Federação, ela deverá incluir em seu orçamento a parcela a ser posteriormente distribuída. Essa obrigação decorre do princípio orçamentário a) da programação. b) do orçamento bruto. c) da unidade. d) do equilíbrio. e) da exclusividade. 029. (CESPE/TCE–RO/2019) De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as infor- mações sobre a situação financeira e atuarial dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE/RO) estão disponíveis: a) no plano plurianual do estado. b) no anexo de metas fiscais da lei de diretrizes orçamentárias do estado. c) no anexo de riscos fiscais da lei de diretrizes orçamentárias do estado. d) na lei orçamentária anual do estado. e) no orçamento de investimento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 51 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 030. (CESPE/MPC–PA/2019) Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, a evolução do patrimônio líquido de orçamento estadual em relação aos últimos três exercícios pode ser ve- rificada mediante consulta ao: a) anexo de riscos fiscais que integra a lei de diretrizes orçamentárias. b) texto do plano plurianual. c) texto da lei orçamentária anual. d) anexo de metas fiscais que integra a lei de diretrizes orçamentárias. e) anexo de metas fiscais que integra a lei orçamentária anual. 031. (CESPE/CODEVASF/2021) Com relação ao orçamento público no Brasil,julgue o item subsequente. A lei de diretrizes orçamentárias deve dispor sobre o equilíbrio entre receitas e despe- sas públicas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 52 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro GABARITO 1. C 2. E 3. C 4. E 5. C 6. E 7. E 8. d 9. E 10. E 11. E 12. d 13. e 14. C 15. C 16. E 17. C 18. E 19. E 20. E 21. E 22. C 23. C 24. C 25. a 26. C 27. c 28. b 29. b 30. d 31. C O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 53 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro GABARITO COMENTADO 001. (CESPE/PGDF/2021) Acerca dos mecanismos de administração do orçamento, julgue o item que se segue. A unidade gestora que precisar descentralizar uma parcela de seus créditos orçamentários a outra unidade, em estrutura administrativa diversa, deve efetuar um destaque. Certo. 002. (CESPE/PGDF/2021) Acerca dos mecanismos de administração do orçamento, julgue o item que se segue. O crédito especial é o único tipo de crédito adicional cuja vigência fica restrita ao exercício financeiro em que for aberto, independentemente das circunstâncias. Não. Esse é o crédito suplementar. Errado. 003. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O Orçamento público é o instrumento utilizado pelo governo para planejar a utilização do dinheiro arrecadado com os tributos (impostos, taxas, contribui- ções de melhoria, entre outros). Esse planejamento é essencial para oferecer serviços públicos adequados, além de especificar gastos e investimentos que foram priorizados pelos poderes. A respeito desse assunto, julgue o item a seguir. O crédito orçamentário inicial ou ordinário é aquele aprovado pela lei orçamentária anual, cons- tante dos orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimento das empresas estatais. Correto, o crédito inicial ou ordinário é aquele constante da LOA. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 54 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 004. (CESPE/PGDF/2021) Com base nos conceitos e nas aplicações da Lei de Responsa- bilidade Fiscal e na Lei Complementar de Finanças Públicas (Lei n. 4.320/1964), julgue o item seguinte. A lei orçamentária conterá os créditos suplementares para os quais já haja recursos suficientes. Nada disso, a lei orçamentária poderá conter a autorização para abertura dos créditos su- plementares. Na realidade, o crédito suplementar é utilizado para reforço de um crédito or- çamentário. Não faz sentido você fazer um orçamento já suplementado. Se era pra suplementar, então já faz um orçamento maior. Suplementar é algo feito depois, mas cuja autorização em parte já é dada pelo próprio orçamento. Digo em parte, pois é feito algo do tipo: é autorizada a suplemen- tação em 20% do montante das programações... Errado. 005. (CESPE/CODEVASF/2021) Considerando que a CODEVASF necessite realizar a revitali- zação das margens do rio São Francisco no trecho localizado em Itacoatiara–BA, obra orçada em R$ 729.250,59, julgue o item a seguir. Sabendo que o 4º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro pode realizar a referida revita- lização, a CODEVASF poderá utilizar o mecanismo da descentralização orçamentária externa, utilizando o Termo de Execução Descentralizada (TED). Correto. Termo de Execução Descentralizada – instrumento por meio do qual é ajustada a descentralização de crédito entre órgãos e/ou entidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União, para execução de ações de interesse da unidade orçamentária descentralizadora e consecução do objeto previsto no programa de trabalho, respeitada fiel- mente a classificação funcional programática. Certo. 006. (CESPE/CODEVASF/2021) Orçamento público é o instrumento utilizado pelo Governo Federal para planejar a utilização do dinheiro arrecadado com os tributos. Esse planejamento é essencial para oferecer serviços públicos adequados, além de especificar gastos e investi- mentos que foram priorizados pelos poderes. A respeito desse assunto, julgue o próximo item. Em situações em que o governo reconheça o estado de calamidade pública, como ocorreu em 2020 devido à pandemia de covid-19, para alocar recursos adicionais ao orçamento com o objetivo de atender os municípios atingidos, deve-se utilizar o mecanismo retificador do orça- mento denominado crédito especial. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 55 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Nesse caso, como se trata de uma situação de emergência, de calamidade pública, o instru- mento mais correto seria o crédito extraordinário. Errado. 007. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O orçamento público é o instrumento de planejamento que estima as receitas que o governo espera arrecadar ao longo do próximo ano e, com base nelas, autoriza um limite de gastos a ser realizado com tais recursos. Sobre este assunto, julgue o próximo item. O processo orçamentário brasileiro está baseado em instrumentos de curto prazo (PPA, LOA e LDO). Todos perfeitamente integrados entre si. O PPA é um instrumento de médio prazo. Errado. 008. (CESPE/TJ–PA/2020) A descentralização de créditos orçamentários ocorre quando efe- tuada movimentação de parte do orçamento para que outras unidades administrativas pos- sam executar as despesas orçamentárias. Nesse procedimento, obrigatoriamente se preserva: a) a unidade gestora. b) o órgão executante. c) a entidade responsável. d) a estrutura programática. e) o ente federativo original. Nesse caso, preserva-se necessariamente a estrutura programática, tema que é visto na aula de despesa pública. Letra d. 009. (CESPE/MPE–CE/2020) A LOA de 2020 prevê crédito para a construção de um presídio federal com custo total previsto de R$ 11 milhões. Os pagamentos serão realizados em par- celas durante a execução da obra, que será desenvolvida em dois anos, com expectativa de conclusão para 2021, conforme previsto no PPA. Considerando a situação hipotética precedente, julgue o próximo item. Caso os recursos previstos inicialmente sejam insuficientes e haja a necessidade de comple- mentar a dotação inicial com mais R$ 1 milhão, será necessária a inclusão de crédito adicional extraordinário no montante de R$ 1 milhão. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 56 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e CréditosAdicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Caso a dotação orçamentária seja insuficiente, utiliza-se o crédito suplementar para reforço da dotação. Errado. 010. (CESPE/TCE–RJ/2021) Com relação aos recursos de acompanhamento e modificação do orçamento governamental, julgue o item subsecutivo. O crédito adicional constitui dotação isolada da lei orçamentária anual, sendo vedada sua in- corporação no crédito orçamentário. Pelo contrário, no caso do crédito adicional suplementar, é realizado uma incorporação/refor- ço ao crédito já existente. Errado. 011. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O modelo de planejamento e orçamento brasileiro é definido na Constituição Federal de 1988 e composto de três instrumentos: o plano plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). A esse respeito, julgue o item que se segue. Os valores que possam vir a desequilibrar as contas públicas, a exemplo dos passivos contin- gentes, assim como as ações e programas necessários para saná-los, devem constar no PPA. O Anexo de Riscos Fiscais irá constar da LDO. Errado. 012. (CESPE/TJ–PA/2020) No que tange ao orçamento-programa, assinale a opção correta. a) A alocação de recursos visa exclusivamente à aquisição de insumos para a execução orça- mentária dos programas. b) O principal critério para classificação orçamentária é o que indica a entidade responsável pela execução do programa. c) É necessária a criação de alternativas para se determinar uma escala de prioridades a serem executadas. d) O orçamento-programa apresenta vinculação com o planejamento governamental na execu- ção de programas, projetos e atividades do Estado. e) Metas e resultados a serem alcançados devem ser estabelecidos necessariamente com base no menor custo das ações e aquisições demandadas pelos programas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 57 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro O orçamento-programa caracteriza-se pelo vínculo entre planejamento e execução de programas. Letra d. 013. (CESPE/TJ–PA/2020) Assinale a opção que indica o momento do processo orçamentá- rio em que é feita a avaliação do cumprimento do programa de trabalho, expresso em termos monetários e em termos de realizações de obras e prestação de serviços. a) descentralização. b) planejamento. c) fiscalização. d) execução. e) controle. Na fase de controle, é feita essa avaliação. Letra e. 014. (CESPE/PGE–PE/2019) Para limitar os gastos do governo, um dos mecanismos utili- zados é a publicação de decreto que disponha sobre a programação orçamentária e finan- ceira bem como o cronograma mensal de desembolso. Acerca desse assunto, julgue o item subsequente. O ato pelo qual determinada unidade orçamentária ou administrativa transfere a outras unida- des orçamentárias ou administrativas o poder de utilizar créditos que lhes tenham sido dota- dos caracteriza o que se denomina descentralização de créditos. Isso mesmo, trata-se de descentralização de créditos orçamentários. Certo. 015. (CESPE/PGE–PE/2019) Permitir o controle da dívida interna e externa e o das transfe- rências negociadas constitui um dos principais objetivos do Sistema Integrado de Administra- ção Financeira do Governo Federal (SIAFI). Um dos objetivos do SIAFI é permitir o controle da dívida interna e externa, bem como o das transferências negociadas. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 58 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 016. (CESPE/PGE–PE/2019) O orçamento público é um instrumento de planejamento e de execução das finanças públicas. No Brasil, a iniciativa de propor as leis orçamentárias é do chefe do Poder Executivo. Com referência a esse assunto, julgue o item que se segue. Sendo necessária para combater os efeitos decorrentes de calamidade pública, uma despesa pública que tenha sido realizada por meio de crédito adicional ao orçamento originalmente aprovado será classificada como crédito adicional especial. Como se trata de calamidade pública, utilizamos um crédito extraordinário. Errado. 017. (CESPE/TJ–AM/2019) É permitido que os recursos correspondentes a determinada emenda supressiva da despesa aprovada pelo Congresso Nacional sejam utilizados como fon- te de recursos para a abertura de créditos suplementares e especiais. Uma das fontes para abertura de créditos suplementares e especiais é anulação total ou par- cial de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais. Certo. 018. (CESPE/PREFEITURA DE BOA VISTA–RR/2019) Não é viável autorizar a abertura de crédito adicional para permitir a destinação de recursos de fundação pública municipal para a cobertura de necessidades de cidadãos, pois esse tipo de despesa somente pode ser realizado com base em dotações originariamente estabelecidas na lei orçamentária. Nada disso. Nesse caso, utilizamos créditos adicionais especiais. Errado. 019. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) Vige no ordenamento jurídico brasileiro o princípio da anualidade orçamentária: nenhum tributo será cobrado no exercício financeiro sem prévia autorização orçamentária. O princípio da anualidade orçamentária determina que o orçamento será circunscrito ao perí- odo de um ano. Não há obrigatoriedade de previsão da instituição e cobrança de tributo auto- rizado na LOA. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 59 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 020. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A respeito do plano plurianual (PPA), da lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e da lei orçamentária anual (LOA), julgue o item a seguir. A iniciativa para os três planejamentos orçamentários – PPA, LDO e LOA – é concorrente: tanto o Poder Executivo como o Poder Legislativo podem atuar na propositura dessas leis. Nada disso! A competência é exclusiva do Executivo! Errado. 021. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A respeito do plano plurianual (PPA), da lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e da lei orçamentária anual (LOA), julgue o item a seguir. O PPA traça o planejamento de longo prazo, estabelece diretrizes, objetivos e metas da admi- nistração pública federal para as despesas correntes e para as despesas relativas aos progra- mas de duração continuada. Dois erros: não é planejamento de longo prazo e se refere às despesas de capital. Errado. 022. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A respeito do plano plurianual (PPA), da lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e da lei orçamentária anual (LOA), julgue o item a seguir. Constitui crime de responsabilidade fiscal o início de investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro, sem prévia inclusão no PPA ou sem autorização de sua inclusão me- diante lei. Perfeito! Precisa estar no PPA ou autorizado mediante lei. Certo. 023. (CESPE/PGE–PE/2019) O orçamento público, um instrumento fundamental de governo, constitui o principal documento de políticas públicas. A respeito desse assunto,julgue o se- guinte item. O processo orçamentário brasileiro está baseado em instrumentos de curto prazo – a Lei Orça- mentária Anual (LOA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – e em instrumento de médio prazo – o Plano Plurianual (PPA) –; todos perfeitamente integrados entre si. Isso mesmo, há o PPA de médio prazo e há a LOA e a LDO de curto prazo. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 60 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 024. (CESPE/SLU/2019) No que diz respeito ao ciclo orçamentário e ao processo orçamen- tário, julgue o item seguinte. O início da etapa de controle relativo à lei orçamentária anual coincide com o início do exercício financeiro e prolonga-se para depois do encerramento desse exercício. Exato, o controle deve ser prévio, concomitante e posterior. Certo. 025. (CESPE/MPC–PA/2019) Na abertura de créditos suplementares, é vedada a utilização de recursos decorrentes de: a) restos a pagar liquidados. b) superávit financeiro do exercício anterior. c) excesso de arrecadação. d) anulação parcial ou total de dotações orçamentárias. e) operações de crédito autorizadas. Entre as fontes de recursos para abertura de créditos suplementares não estão previstas aque- las decorrentes de restos a pagar liquidados. Letra a. 026. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A LRF, ao transformar a LDO em instru- mento de planejamento trienal, incluiu o anexo de metas fiscais, no qual se estabelecem as metas anuais a serem implementadas no exercício financeiro a que se refere a LDO e nos dois exercícios seguintes. No anexo de metas, são estabelecidas as metas para o exercício em questão e para os dois seguintes. Certo. 027. (CESPE/TCE–RO/2019) De acordo com os princípios constitucionais orçamentários e o disposto na CF acerca das finanças públicas, as autorizações para a abertura de créditos suple- mentares e para a contratação de operações de créditos constituem exceções ao princípio da: a) legalidade orçamentária. b) universalidade orçamentária. c) pureza orçamentária. d) não afetação da receita. e) quantificação dos créditos orçamentários. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 61 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Trouxe essa questão para mostrar que o CESPE usou o termo princípio da pureza orçamentária como sinônimo de princípio da exclusividade. Letra c. 028. (CESPE/MPC–PA/2019) Se a União arrecadar determinado tributo cuja receita deva ser compartilhada com outros entes da Federação, ela deverá incluir em seu orçamento a parcela a ser posteriormente distribuída. Essa obrigação decorre do princípio orçamentário: a) da programação. b) do orçamento bruto. c) da unidade. d) do equilíbrio. e) da exclusividade. Relembrando a aula passada, trata-se do princípio do orçamento bruto. Letra b. 029. (CESPE/TCE–RO/2019) De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as infor- mações sobre a situação financeira e atuarial dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE/RO) estão disponíveis: a) no plano plurianual do estado. b) no anexo de metas fiscais da lei de diretrizes orçamentárias do estado. c) no anexo de riscos fiscais da lei de diretrizes orçamentárias do estado. d) na lei orçamentária anual do estado. e) no orçamento de investimento. De acordo com a LRF, essas informações fazem parte do anexo de metas fiscais da LDO. Letra b. 030. (CESPE/MPC–PA/2019) Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, a evolução do patrimônio líquido de orçamento estadual em relação aos últimos três exercícios pode ser ve- rificada mediante consulta ao: a) anexo de riscos fiscais que integra a lei de diretrizes orçamentárias. b) texto do plano plurianual. c) texto da lei orçamentária anual. d) anexo de metas fiscais que integra a lei de diretrizes orçamentárias. e) anexo de metas fiscais que integra a lei orçamentária anual. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 62 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Mesmos comentários da questão anterior. Anexo de metas fiscais da LDO. Letra d. 031. (CESPE/CODEVASF/2021) Com relação ao orçamento público no Brasil, julgue o item subsequente. A lei de diretrizes orçamentárias deve dispor sobre o equilíbrio entre receitas e despe- sas públicas. A partir da LRF, a LDO passou a dispor sobre o equilíbrio entre receitas e despesas públicas. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 63 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro REFERÊNCIAS Livro/Texto Autor Orçamento Público Giacomoni Manual Técnico de Orçamento SOF Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público STN Gestão de Finanças Públicas Albuquerque, Medeiros e Feijó Ah, não se esqueça de avaliar esta aula. O seu feedback é muito importante para o aprimo- ramento constante deste trabalho. Allan Mendes Auditor de Controle Interno do Distrito Federal. Ex-servidor do Ministério Público da União (MPU), onde atuou como diretor administrativo e financeiro do Programa de Saúde dos Membros e Servidores. Ex- servidor do Fundo Nacional de Educação (FNDE), onde atuou como chefe da Divisão de Prestação de Contas de Convênios. Graduado em Ciências Contábeis pela UnB e em Direito pela UPIS. Pós-graduado em Contabilidade Pública na WPÓS e mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília. Vinicius Ribeiro Analista Legislativo na Câmara dos Deputados, onde trabalha com as leis orçamentárias. Aprovado no concurso de Consultor de Orçamento na Câmara dos Deputados. Formado em Administração na Universidade Federal de Uberlândia. É autor do livro Administração para Concursos, publicado pela editora GEN. Professor de cursos online para concursos há 7 anos. Foi, ainda, Analista de Planejamento e Orçamento no Ministério do Planejamento; Analista Judiciário – Área Administrativa no CNJ e no STF; e Especialista no FNDE. Possui pós-graduação – MBA em Negócios Internacionais e Comércio Exterior na FGV. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. Apresentaçãoo acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atua- ção das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58. Assim, cabe ao Poder Executivo elaborar e ao Poder Legislativo discutir e aprovar (projeto vai para sanção do Presidente). No tocante à fiscalização, ela está a cargo também do Poder Legislativo, com auxílio do Tribunal de Contas da União. 1.1. plAno pluriAnuAl (ppA) A Constituição de 1988 inovou ao prever, além da Lei Orçamentária Anual, mais duas outras peças orçamentárias: o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias. O Plano Plurianual (PPA) representa a peça máxima do planejamento do Estado, sendo sua elaboração, competência exclusiva do Chefe do Poder Executivo. A Lei de Diretrizes Orçamen- tárias e Lei Orçamentária Anual deverão ser compatíveis com suas diretrizes, bem como os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos na Constituição. Esses planos nacionais, regionais e setoriais possuem período de vigência até mais lon- gos do que o PPA, sendo considerados de longo prazo. No entanto, eles devem observar (ser compatíveis/adequados) o PPA. Alguns exemplos desses planos e programas: Plano Nacional de Educação – PNE (duração de 10 anos), Plano Nacional de Cultura – PNC (10 anos), Plano Nacional de Viação – PNV (revisto a cada 5 anos). Fique atento ao fato de que o PPA reflete o planejamento de médio prazo. Assim, apesar de ser o principal instrumento do planejamento no Brasil, deve ser considerado de médio prazo e não de longo prazo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 6 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser inicia- do sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. De acordo com a CF/1988, o PPA estabelecerá de forma regionalizada as diretrizes, metas e objetivos da Administração Pública com relação às despesas de capital e outras delas de- correntes, bem como para as relativas aos programas de duração continuada. Obs.: � Despesas de capital: despesas que contribuem, diretamente, para a formação ou aqui- sição de um bem de capital (equipamentos e instalações necessários para a produção de outros bens ou serviços. Ex: fábricas, máquinas, ferramentas, equipamentos etc.). O Projeto de Lei deve ser encaminhado até 4 meses antes do encerramento da sessão le- gislativa ordinária do primeiro ano do mandato do Chefe do Poder Executivo, ou seja, até 31 de agosto, devendo ser aprovado pelo Poder Legislativo até 22 de dezembro do mesmo ano, data do encerramento da sessão legislativa ordinária. O PPA tem vigência de 4 anos, compreendendo o segundo ano de mandato do Presidente da República até o primeiro ano de mandato do seu sucessor, ou seja, o prazo de duração do PPA não coincide com o mandato presidencial. Essa medida visa evitar rupturas no Planeja- mento Estatal, mantendo assim, pelo menos no primeiro ano do mandato do sucessor, o Pla- nejamento estabelecido pelo seu antecessor. A Mensagem Presidencial que encaminhou o PPA 2020-2023 detalhou 3 dimensões, a saber: • Dimensão estratégica – que trata das diretrizes e temas, dentro de cinco eixos: − Institucional − Social − Ambiental − Econômico − Infraestrutura • Dimensão tática (intermediária) – estruturada em programas finalísticos, com objetivos e metas regionalizadas, e programas de gestão (ações administrativas ou organizacio- nais). Ah, os programas finalísticos e de gestão configuram o elo entre PPA, LDO e LOA. • Dimensão operacional – ações que instrumentalizam o alcance de tais objetivos e metas. 001. (CESPE/SLU-DF/2019) Cada um dos Poderes da União deve encaminhar ao Poder Legis- lativo um projeto próprio de plano plurianual, em até oito meses e meio antes do encerramento do primeiro exercício financeiro. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 7 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro O projeto de lei do PPA é competência exclusiva do chefe do Poder Executivo. Errado. 1.2. lei de diretrizes orçAmentáriAs (ldo) Para fazer o vínculo entre o planejamento de médio prazo e a Lei Orçamentária Anual, a Constituição Federal de 1988 trouxe um importantíssimo instrumento do Orçamento, a Lei de Diretrizes Orçamentárias. A LDO compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, estabelece- rá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória susten- tável da dívida pública, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alte- rações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Nova redação dada pela EC n. 109/2021. Assim, cabe à LDO: • compreender as metas e prioridades da administração pública federal; • estabelecer as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória sustentável da dívida pública, • orientar a elaboração da lei orçamentária anual, • dispor sobre as alterações na legislação tributária; e • estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Sobre a disposição de alterações na legislação tributária pela LDO, é importante dizer que dispor sobre o tema (falar sobre o assunto) é diferente de dizer que qualquer alteração na legislação tributária deva estar prevista previamente na LDO para que a medida possa en- trar em vigor. O Projeto de Lei da LDO deve ser encaminhado até 8 meses e meio antes do encerramento da sessão legislativa ordinária, ou seja, até 15 de abril, devendo ser aprovado até 17 de julho. A mensagem que encaminhar o projeto da LDO apresentará, em anexo específico, os ob- jetivos das políticas monetária, creditícia e cambial, bem como os parâmetros e as projeções para seus principais agregados e variáveis, e ainda as metas de inflação, para o exercício subsequente. Ainda sobre o prazo para sua aprovação pelo Poder Legislativo, a Constituição Federal trouxe uma regra muito interessante e particular, de que o Congresso Nacional não poderá entrar em recesso no meio do ano se não aprovada a LDO. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 8 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Professor, o PPA e a LOA têm essa mesma previsão? Não! Apenas o rito da LDO tem essa previsão. Essa regra deve-se ao fato de que a LDO deve servir de parâmetro para aprovação da LOA ainda naquele exercício. Iria contra um dos objetivos da LDO, caso sua discussão ou aprovação coincidissem com a da LOA. Assim, como a LOA deve ser apresentada até 31 de agosto, nada mais lógico do que a LDO ser aprovada antes dessa data, lembrando que o Congresso entra em recesso dia 17 de julho. Quanto à vigência da LDO, essa será superior a um ano, em torno de um ano e meio, pois é aprovada no meio do ano, servindo para orientarOrçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais 1. Orçamento na Constituição Federal 1.1. Plano Plurianual (PPA) 1.2. Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 1.3. Lei Orçamentária Anual (LOA) 2. Ciclo Orçamentário 2.1. Elaboração 2.2. Aprovação 2.3. Execução 2.4. Controle 3. Créditos Adicionais Resumo Mapa Mental Questões de Concurso Gabarito Gabarito Comentado Referências AVALIAR 5: Página 64:a elaboração da LOA. Além disso, no ano seguinte a LDO continua vigendo, dispondo sobre regras sobre a execução e acompanhamento do orçamento aprovado. A importância da LDO aumentou com a publicação da Lei Complementar n. 101/00, Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que ampliou os objetivos da LDO, passando a dispor também sobre: • Equilíbrio entre receitas e despesas; • Critério e forma de limitação de empenho; • Normas relativas ao controle de custos e à avaliação de programas; • Demais condições e exigências para a transferência voluntária de recursos (transferên- cias de recursos a entidades públicas e privadas). A LRF ainda criou dois importantíssimos anexos que deverão compor a LDO. O Anexo de Metas Fiscais e o Anexo de Riscos Fiscais compreenderão: Anexo de Metas Fiscais • Metas anuais de resultado nominal e primário para o exercício e para os dois seguintes; • Montante da dívida para o exercício em questão e para os dois seguintes; • Demonstrativo das metas anuais, com memória e metodologia de cálculo que a justifiquem, comparando-as com os últimos três anos; • Evolução do patrimônio Líquido dos últimos três anos, destacando a origem e aplicação dos recursos obtidos com alienação de ativos; • Avaliação da situação financeira e atuarial dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhadores, e dos demais fundos e programas de natureza atuarial; • Demonstrativo da estimativa e compensação de renúncia de receita e avaliação da expansão das despesas de caráter continuado. Anexo de Riscos Fiscais • Conterá a avaliação e providências necessárias em relação aos passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas Anexo de Metas Fiscais • Metas anuais de resultado nominal e primário para o exercício e para os dois seguintes; • Montante da dívida para o exercício em questão e para os dois seguintes; • Demonstrativo das metas anuais, com memória e metodologia de cálculo que a justifiquem, comparando-as com os últimos três anos; • Evolução do patrimônio Líquido dos últimos três anos, destacando a origem e aplicação dos recursos obtidos com alienação de ativos; • Avaliação da situação financeira e atuarial dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhadores, e dos demais fundos e programas de natureza atuarial; • Demonstrativo da estimativa e compensação de renúncia de receita e avaliação da expansão das despesas de caráter continuado. Anexo de Riscos Fiscais O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 9 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Veja como isso apareceu na LRF: § 1º Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, re- sultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes. § 2º O Anexo conterá, ainda: I – avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior; II – demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia de cálculo que justifi- quem os resultados pretendidos, comparando-as com as fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consistência delas com as premissas e os objetivos da política econômica nacional; III – evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios, destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos; IV – avaliação da situação financeira e atuarial: a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador; b) dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial; V – demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado. § 3º A lei de diretrizes orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as provi- dências a serem tomadas, caso se concretizem. § 4º A mensagem que encaminhar o projeto da União apresentará, em anexo específico, os objeti- vos das políticas monetária, creditícia e cambial, bem como os parâmetros e as projeções para seus principais agregados e variáveis, e ainda as metas de inflação, para o exercício subsequente. Resultado de recente alteração na Constituição (EC n. 102/2019), a LDO passou a conter um anexo com a previsão de agregados fiscais e a proporção dos recursos para investimentos que serão alocados na lei orçamentária anual para a continuidade daqueles em andamento. Esse anexo deverá compreender as despesas para o exercício a que se refere e, pelo me- nos, para os 2 exercícios subsequentes. A ideia dessa alteração legislativa é garantir que investimentos públicos não fiquem sem o correspondente financiamento nos exercícios em que ocorrer sua execução (ex.: construção de uma obra pública que durar mais de um ano). 002. (CESPE/TJ–AM/2019) Além de conter a relação das metas e das prioridades da admi- nistração pública federal, a lei de diretrizes orçamentárias também deve avaliar o cumprimento das metas relativas ao ano anterior. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 10 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro De acordo com a lei: LRF, § 1º Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas Fiscais, em que se- rão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes. § 2º O Anexo conterá, ainda: I – avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior; Certo. 1.3. lei orçAmentáriA AnuAl (loA) Última peça orçamentária que compõe a estrutura de planejamento e orçamento da CF/88, a Lei Orçamentária Anual é o orçamento propriamente dito do Governo, onde estarão consig- nadas a previsão das receitas e fixação das despesas. Guarde isso: fixação de despesas e previsão de receitas! O examinador adora trocar essas informações. Às vezes, ele coloca numa questão que no orçamento são previstas as despesas e fixadas as receitas. Errado!!! Temos que entender a lógica: como podemos fixar as receitas do governo? Não há como. O governo não tem certeza de que receberá essas receitas. Todo mundo vai pagar os seus impostos? E qual o valor exato? Impossível de saber, não é? Por outro lado, as despesas devem sim ser fixadas. Desta forma, é vedado o início de pro- gramas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual! Mas cuidado, o examinador por dizer de maneira genérica que orçamento prevê receitas e despesas. O que você tem que ter em mente é que não se pode falar em fixação de receita. Isso é o mais importante. Da mesma forma que os demais instrumentos orçamentários, a competência para sua elaboração é exclusiva do Chefe do Poder Executivo. Este consolidará as propostas orçamen- tárias dos demais poderes (Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas) e irá apresentá-la ao Congresso Nacional na forma de um projeto de Lei. O Projeto de Lei deveser encaminhado até 4 meses antes do encerramento da sessão le- gislativa ordinária do mandato do Chefe do Poder Executivo, ou seja, até 31 de agosto, deven- do ser aprovado pelo Poder Legislativo até o encerramento da sessão legislativa ordinária, 22 de dezembro do mesmo ano. A lei orçamentária possuirá vigência de um ano (Princípio da anualidade). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 11 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Para ajudá-los, vamos aproveitar para ver um quadro comparativo dos prazos e vigências do PPA, LDO e LOA: Conforme visto anteriormente, a Lei Orçamentária Anual será composta pelo orçamento fiscal, pelo orçamento da seguridade social e pelo orçamento de investimento de empresas. A Constituição determina que os Orçamentos Fiscal e de Investimento das Estatais deve- rão buscar a redução das desigualdades inter-regionais. CF/1988, Art. 165, § 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 12 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Professor, e o orçamento da seguridade social? Bem, nesse caso não deve ser buscada essa redução das desigualdades. Pegadinha re- corrente em provas, mas de fácil possibilidade de você se lembrar dela. Basta entender que o orçamento de seguridade possui um objetivo muito específico, que é financiar a saúde, previ- dência e assistência social, desta forma, não se alinha a esses objetivos a redução das desi- gualdades inter-regionais. O projeto de lei orçamentária deverá ser acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. Esses são os chamados incenti- vos fiscais. Assim como fez com a LDO, a Lei de Responsabilidade Fiscal trouxe algumas disposições sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA). De acordo com a LRF, são vedados créditos com fina- lidade imprecisa ou com dotação ilimitada, bem como investimentos com duração superior a um exercício financeiro que não esteja previsto no plano plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão. O projeto de Lei Orçamentária Anual, compatível com o PPA/LDO/LRF, deverá: • Conter demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos com os ob- jetivos e metas constantes do Anexo de Metas Fiscais (LDO); • Acompanhar medidas de compensação a renúncias de receita e ao aumento de despe- sas obrigatórias de caráter continuado; • Conter Reserva de Contingência, cuja forma de utilização e montante, com base na re- ceita corrente líquida, serão estabelecidos na LDO. A reserva se destina ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos; • Conter todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as recei- tas que as atenderão. O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei orçamentária e nas de crédito adicional. A atualização monetária do principal da dívida mobiliária refinanciada não poderá superar a variação do índice de preços previsto na lei de diretrizes orçamentárias, ou em legislação específica. Resultado de recente alteração na Constituição (EC n. 102/2019), a Lei Orçamentária Anual – LOA poderá conter previsões de despesas para exercícios seguintes, com a especifi- cação dos investimentos plurianuais e daqueles em andamento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 13 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro A lógica aqui é a mesma do anexo acrescentado na LDO, garantir recursos e viabilizar in- vestimentos públicos. Ainda com esse objetivo, a União ficou responsável por organizar e man- ter registro centralizado de projetos de investimento contendo, por Estado ou Distrito Federal, pelo menos, análises de viabilidade, estimativas de custos e informações sobre a execução física e financeira. Ah, e tem uma lei que você já conhece que disciplina a elaboração do orçamento. Você se lembra? Lei n. 4.320/1964: Art. 1º Esta lei estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamen- tos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, de acordo com o dispos- to no art. 5º, inciso XV, letra b, da Constituição Federal. A Lei n. 4.320/1964 ainda determina que o Projeto de Lei Orçamentária Anual compreende- rá a discriminação das receitas e despesas, de forma a evidenciar a política econômica-finan- ceira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalida- de e anualidade. Por fim, a Lei n. 4.320/1964, no seu art. 2º, trouxe quadros que deverão integrar ou acom- panhar o orçamento. Vejamos: Art. 2º, § 1º Integrarão a Lei de Orçamento: I – Sumário geral da receita por fontes e da despesa por funções do Governo; II – Quadro demonstrativo da Receita e Despesa segundo as Categorias Econômicas, na forma do Anexo n. 1; III – Quadro discriminativo da receita por fontes e respectiva legislação; IV – Quadro das dotações por órgãos do Governo e da Administração. § 2º Acompanharão a Lei de Orçamento: I – Quadros demonstrativos da receita e planos de aplicação dos fundos especiais; II – Quadros demonstrativos da despesa, na forma dos Anexos n. 6 a 9; III – Quadro demonstrativo do programa anual de trabalho do Governo, em termos de realização de obras e de prestação de serviços. DICA Quer visualizar isso melhor? Dê uma passadinha no link abaixo, onde estão todos os arquivos/links relacionados a um projeto de lei orçamentária. Só um conselho: não gaste muito tempo visitando essa página, pois o seu foco é passar no concurso e esses detalhamentos do PLOA são bastante específicos, ok? http://www2.camara.leg.br/orcamento-da-uniao/leis-orca- mentarias/loa O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www2.camara.leg.br/orcamento-da-uniao/leis-orcamentarias/loa http://www2.camara.leg.br/orcamento-da-uniao/leis-orcamentarias/loa 14 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 003. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O modelo de planejamento e orçamento brasileiro é definido na Constituição Federal de 1988 e composto de três instrumentos: o plano plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). A esse respeito, julgue o item que se segue. Apresentação, montante e forma de utilização da reserva de contingência constituem um con- teúdoatribuído à LOA e LDO. A LOA irá conter (apresentar) a Reserva de Contingência, cuja forma de utilização e montante, com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos na LDO. Certo. 004. (CESPE/TJ–AM/2019) A reserva de contingência consignada na lei orçamentária anual destina-se exclusivamente ao atendimento de passivos contingentes e a outros riscos e even- tos fiscais imprevistos. A LOA conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante, com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos na LDO. A reserva se destina ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos. Certo. 2. CiClo orçAmentário Ciclo Orçamentário é um processo contínuo, dinâmico e flexível, em que são avaliados os aspectos físicos e financeiros dos programas do setor público, composto pelas seguintes eta- pas: elaboração/planejamento, discussão/aprovação, execução e controle/avaliação da Lei Orçamentária. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 15 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Essa é a forma clássica de apresentação do ciclo orçamentário, contudo, vocês precisam conhecer o ciclo orçamentário ampliado. Uma vez que o ciclo orçamentário também envolve a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e o Plano Plurianual – PPA, a partir da Constituição de 1988, esse ciclo se estende em oito fases, quais sejam: • formulação do planejamento plurianual, pelo Executivo; • apreciação e adequação do plano, pelo Legislativo; • proposição de metas e prioridades para a administração e da política de alocação de recursos pelo Executivo; • apreciação e adequação da LDO, pelo Legislativo; • elaboração da proposta de orçamento, pelo Executivo; • apreciação, adequação e autorização legislativa; • execução dos orçamentos aprovados; • avaliação da execução e julgamento das contas. Essa abordagem com 8 fases é de autoria do consultor aposentado de orçamento da Câ- mara dos Deputados, o Sr. Osvaldo Sanches. Tais fases são insuscetíveis de aglutinação, dado que cada uma possui ritmo próprio, fi- nalidade distinta e periodicidade definida. Diferentemente da Lei Orçamentária Anual que possui duração de um exercício, coinci- dindo com o ano civil, o ciclo orçamentário não se limita ao período de um ano, pois, como vimos, envolve todas as etapas anteriores e posteriores à execução orçamentária e financeira do orçamento. 005. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O orçamento público é o instrumento de planejamento que estima as receitas que o governo espera arrecadar ao longo do próximo ano e, com base nelas, autoriza um limite de gastos a ser realizado com tais recursos. Sobre este assunto, julgue o próximo item. O ciclo orçamentário constitui uma sequência de duas fases ou etapas que deve ser cumprida como parte do processo orçamentário: elaboração e aprovação. Na verdade, o Ciclo Orçamentário é um processo contínuo, dinâmico e flexível, em que são avaliados os aspectos físicos e financeiros dos programas do setor público, composto pelas seguintes etapas: elaboração/planejamento, discussão/aprovação, execução e controle/ava- liação da Lei Orçamentária. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 16 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 006. (CESPE/APEX BRASIL/2021) Com relação ao ciclo orçamentário, julgue os itens a seguir. I – No Brasil, o ciclo orçamentário se divide em duas etapas: elaboração/planejamento da pro- posta orçamentária e execução orçamentária/financeira. II – A elaboração do orçamento compreende o estabelecimento de plano de médio prazo (qua- tro anos) ou PPA, lei orientadora ou LDO, e orçamento propriamente dito ou LOA. III – O ciclo orçamentário corresponde ao período de tempo em que se processam as ativida- des típicas do orçamento público, desde sua concepção até sua apreciação final. Assinale a opção correta. a) Apenas os itens I e II estão certos. b) Apenas os itens I e III estão certos. c) Apenas os itens II e III estão certos. d) Todos os itens estão certos. Analisando os itens, temos: I – Errado. O ciclo orçamentário compreende a elaboração, aprovação, execução e controle. II – Perfeito! Esse é o ciclo orçamentário ampliado. III – Correto! Letra c. 007. (CESPE/PGE–PE/2019) O ciclo orçamentário, período de tempo em que se processam as atividades típicas do orçamento público, é constituído das seguintes fases: planejamento, elaboração e aprovação. Faltam aí a execução e o controle. Ciclo Orçamentário é um processo contínuo, dinâmico e fle- xível, em que são avaliados os aspectos físicos e financeiros dos programas do setor público, composto pelas seguintes etapas: elaboração/planejamento, discussão/aprovação, execução e controle/avaliação da Lei Orçamentária. Errado. 2.1. elAborAção A elaboração e apresentação da proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) é competência exclusiva do Chefe do Poder Executivo (Presidente da República – PR). Assim, não pode um parlamentar ou mesmo o Presidente do Supremo Tribunal Federal apresentar o projeto de Lei Orçamentária Anual ao Congresso. 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O Sistema de Planejamento e Orçamento Federal compreende as atividades de elaboração, acompanhamento e avaliação de planos, programas e orçamentos, e de realização de estudos e pesquisas socioeconômicas, sendo composto pelo Ministério da Economia, pelos órgãos setoriais e pelos órgãos específicos. São finalidades desse Sistema: • Formular o planejamento estratégico nacional; • Formular planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social; • Formular o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais; • Gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal; • Promover a articulação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, visando à compatibilização de normas e tarefas afins aos diversos Sistemas, nos planos federal, estadual, distrital e municipal. O órgão central era o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Atual- mente está inserido no Ministério da Economia! Ele possui a Secretaria de Orçamento Federal (SOF) e a Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civile criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 18 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro O Sistema de Planejamento e Orçamento Federal é regulado pela Lei n. 10.180/2001, que dis- ciplina ainda os Sistemas de Administração Financeira Federal, de Contabilidade Federal e de Controle Interno do Poder Executivo Federal. Caberá à SOF definir as estratégias e diretrizes do processo de elaboração da LOA. Nesse sentido, as setoriais e unidades orçamentárias dos outros Poderes e órgãos estarão vincula- das tecnicamente (orientação normativa) as diretrizes da SOF, apesar de não estarem vincula- das hierarquicamente. As setoriais são responsáveis por unificar as propostas das unidades orçamentárias de um mesmo órgão ou poder e repassá-las à SOF até o dia 13/8, conforme dispõe a LDO 2022. Caso os demais Poderes, Ministério Público e Tribunal de Contas não encaminharem as suas propostas no prazo acima, o Poder Executivo considerará como proposta a Lei Orçamen- tária vigente, ajustando-a aos limites impostos pela LDO aprovada. Constitui unidade orçamentária o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou repartição a que serão consignadas dotações próprias. O Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP é o é o sistema informatizado que suporta os processos de Planejamento e Orçamento do Governo Federal. É o resultado da iniciativa de integração dos sistemas e processos a partir da necessidade de: • Otimizar procedimentos; • Reduzir custos; • Integrar e oferecer informações para o gestor público e para os cidadãos. Com o SIOP, os usuários dos diversos Órgãos Setoriais, Unidades Orçamentárias e Agentes Técnicos integrantes do sistema, bem como outros sistemas automatizados, registram suas operações e efetuam consultas on-line. De modo geral, o SIOP atende os servidores da Admi- nistração Pública que exercem atividades nas áreas de planejamento, orçamento, compras, fi- nanças, convênios e controle, além de cidadãos interessados nos temas de orçamento público e políticas públicas. São macroprocessos envolvidos no planejamento e orçamento da União tratados no SIOP: • Elaboração e revisão do Projeto de Lei do Plano Plurianual – PLPPA • Elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias – PLDO • Elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA • Operacionalização das Alterações Orçamentárias (Créditos) • Tratamento de Emendas Parlamentares ao Orçamento (Orçamento Impositivo) • Receitas • Acompanhamento das Estatais • Acompanhamento Físico das Ações Orçamentárias • Monitoramento do PPA • Outras funcionalidades específicas.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 19 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Com base nos referenciais monetários, os órgãos setoriais detalham, no SIOP, a abertura desses limites segundo a estrutura programática da despesa. Considerando a escassez de recursos, cada órgão setorial observará, no processo de alocação orçamentária, pela melhor distribuição, tendo em vista as prioridades e a qualidade do gasto. De acordo com o MTO 2022, o processo de detalhamento da proposta setorial, via SIOP, compreende três etapas decisórias: UO (Unidade Orçamentária), órgão setorial e Órgão Cen- tral. Cada momento é tratado exclusivamente pelos atores orçamentários responsáveis pela respectiva etapa decisória e não pode ser compartilhado, o que confere privacidade e seguran- ça aos dados. 008. (CESPE/MPE–CE/2020) A respeito de finanças públicas, julgue o item que se segue. O sistema de planejamento orçamentário federal segue o PPA, a LDO, a LRF e a LOA, instrumen- tos legais que se materializam periodicamente após serem propostos pelo Poder Executivo federal e, posteriormente, aprovados pelo Poder Legislativo. A LRF não se inclui entre os instrumentos legais periódicos que visam materializar o planeja- mento e a ação governamental. Errado. 009. (CESPE/TJ–AM/2019) Os órgãos setoriais de planejamento e de orçamento dos Pode- res Legislativo e Judiciário se submetem a orientação normativa do órgão central de planeja- mento do Poder Executivo. Caberá ao órgão central de planejamento e orçamento definir as estratégias e diretrizes do processo de elaboração da LOA. Nesse sentido, as setoriais e unidades orçamentárias dos outros Poderes e órgãos estarão vinculadas tecnicamente (orientação normativa) às diretrizes da SOF, apesar de não estarem vinculadas hierarquicamente. Certo. 2.1.1. Novo Regime Fiscal Durante um período de 20 anos, as despesas primárias constantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União serão limitadas pelo valor do exercício imediatamente ante- rior, corrigido pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), publi- cado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ou de outro índice que vier a substituí-lo, apurado no exercício anterior a que se refere a lei orçamentária. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 20 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Texto alterado pela EC n. 113/2021. Para fins da elaboração do projeto de lei orçamentária anual, o Poder Executivo conside- rará o valor realizado até junho do IPCA, relativo ao ano de encaminhamento do projeto, e o valor estimado até dezembro desse mesmo ano. Essa estimativa do índice, juntamente com os demais parâmetros macroeconômicos, será elaborada mensalmente pelo Poder Executivo e enviados à comissão mista de orçamento. Texto incluído pela EC n. 113/2021. O resultado da diferença aferida entre as projeções feitas e a efetiva apuração do índice previsto será calculado pelo Poder Executivo, para fins de definição da base de cálculo dos respectivos limites do exercício seguinte, a qual será comunicada aos demais Poderes por ocasião da elaboração do projeto de lei orçamentária. Texto incluído pela EC n. 113/2021. Se verificado, na aprovação da lei orçamentária, que a proporção da despesa obrigatória primária em relação à despesa primária total foi superior a 95% (noventa e cinco por cento), aplicam-se sanções ao respectivo Poder ou órgão, até o final do exercício a que se refere a lei orçamentária, em especial quanto às despesas de pessoal, com restrições a nomeações e aumentos salariais. Texto incluído pela EC n. 109/2021. Ficam fora desse limite e consequentemente das sanções: • transferências constitucionais; • créditos extraordinários; • despesas não recorrentes da Justiça Eleitoral com a realização de eleições; • despesas com aumento de capital de empresas estatais não dependentes; e • transferências a Estados, Distrito Federal e Municípios de parte dos valores arrecadados com os leilões dos volumes excedentes ao limite a que se refere a Lei n. 12.276/2010 (cessão onerosa do exercício das atividades de pesquisa e lavra de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluido), e a despesa decorrente da revisão desses contratos de cessão. Texto incluído pela EC n. 102/2019.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores àresponsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 21 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 2.2. AprovAção Finalizada a elaboração da Proposta, essa será apresentada ao Congresso Nacional por meio de Mensagem Presidencial (instrumento oficial de comunicação entre Presidente e Con- gresso), devendo conter: I – resumo da política econômica do País e análise da conjuntura econômica, com indica- ção do cenário macroeconômico e suas implicações sobre a proposta orçamentária; II – resumo das políticas setoriais do governo; III – avaliação das necessidades de financiamento do Governo Central relativas aos Orça- mentos Fiscal e da Seguridade Social, evidenciando a metodologia de cálculo e os parâmetros utilizados; IV – indicação do órgão que apurará os resultados primário e nominal, para fins de avalia- ção do cumprimento das metas; V – demonstrativo sintético dos principais agregados da receita e da despesa; VI – demonstrativo do resultado primário das empresas estatais federais com a metodolo- gia de apuração do resultado; e VII – demonstrativo da compatibilidade dos valores máximos da programação constante do Projeto de Lei Orçamentária com os limites individualizados de despesas primárias calcula- dos pelo Novo Regime Fiscal (teto de gastos). A proposta orçamentária (bem como as demais leis orçamentárias – PPA e LDO), apesar da sua natureza de lei ordinária, possui rito especial. Ela é discutida concomitantemente em ambas as casas do Congresso Nacional – CN (na forma de seu regimento comum), por meio da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (formada por deputados e senadores), sendo votada em sessão conjunta do CN. Ao contrário ao que ocorre em outras tramitações legislativas, as emendas parlamentares serão todas apresentadas nessa comissão mista, que ficará responsável por analisá-las e emi- tir parecer. Qualquer emenda ao PLOA (PPA e LDO também) deverá ser apresentada à Comissão de Orçamentos. Para ser aprovada, a emenda deverá, nos ditames constitucionais, seguir os se- guintes preceitos: • Sejam compatíveis com PPA e LDO; • Indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: − Dotações para pessoal e seus encargos; − Serviço da dívida; − Transferências tributárias constitucionais; • Sejam relacionadas com a correção de erros ou omissões na redação da LOA. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 22 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro As emendas apresentadas no Congresso podem ser individuais de cada parlamentar, de comissão (das comissões existentes na Câmara e no Senado) ou de bancada estadual. Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será admitida se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal, devendo ser apresentado os cálculos que susten- tem a revisão dos valores anteriormente definidos. Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamen- tária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa. É permitida a proposta de emenda ou modificação de algum projeto caso este ainda não tenha sido analisado pela Comissão Mista de Orçamento. Professor, e se o Chefe do Poder Executivo, nosso Presidente da República, desejar reali- zar uma alteração no projeto de lei, será possível? Sim, a Constituição determina que o Presidente poderá, por meio TAMBÉM de Mensagem ao Congresso Nacional, modificar o projeto, desde que não tenha se iniciada a votação sobre aquele item na Comissão Mista. Iniciada a votação, hein? Guarde isso. Professor, e se o Poder Legislativo não receber a proposta orçamentária no prazo fixado na legislação? Peraí!! Estamos falando aqui que o Poder Executivo é o responsável pelo envio do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária) ao Legislativo, certo? Mas... e se o Poder Executivo simples- mente não mandar? Se o Poder Executivo tiver uma dor de barriga ou simplesmente cruzar os braços, fazer bico e disser que não envia Projeto nenhum? Ufa, a Lei n. 4.320/1964 previu essa situação: Art. 32. Se não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas Constituições ou nas Leis Or- gânicas dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como proposta a Lei de Orçamento vigente. Então é isso! O Poder Legislativo vai e fala assim: não vai enviar não? Não? Então a gente vai usar a LOA atual. Bem feito! Importante dizer que o Poder Executivo poderá incorrer em crime de responsabilidade, nesse caso. Veja a Lei do Impeachment (Lei n. 1.079/1950) e as demais situações elencadas: Art. 4º São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentarem contra a Constituição Federal, e, especialmente, contra: VI – A lei orçamentária; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 23 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro CAPÍTULO VI DOS CRIMES CONTRA A LEI ORÇAMENTÁRIA Art. 10. São crimes de responsabilidade contra a lei orçamentária: 1 – Não apresentar ao Congresso Nacional a proposta do orçamento da República dentro dos pri- meiros dois meses de cada sessão legislativa; 2 – Exceder ou transportar, sem autorização legal, as verbas do orçamento; 3 – Realizar o estorno de verbas; 4 – Infringir, patentemente, e de qualquer modo, dispositivo da lei orçamentária. 5) deixar de ordenar a redução do montante da dívida consolidada, nos prazos estabelecidos em lei, quando o montante ultrapassar o valor resultante da aplicação do limite máximo fixado pelo Senado Federal; (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000) 6) ordenar ou autorizar a abertura de crédito em desacordo com os limites estabelecidos pelo Sena- do Federal, sem fundamento na lei orçamentária ou na de crédito adicional ou com inobservância de prescrição legal; (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000) 7) deixar de promover ou de ordenar na forma da lei, o cancelamento, a amortização ou a constitui- ção de reserva para anular os efeitos de operação de crédito realizada com inobservância de limite, condição ou montante estabelecido em lei; (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000) 8) deixar de promover ou de ordenar a liquidação integral de operação de crédito por antecipação de receita orçamentária, inclusive os respectivos juros e demais encargos, até o encerramento do exercício financeiro; (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000) 9) ordenar ou autorizar, em desacordo com a lei, a realização de operação de crédito com qualquer um dos demais entes da Federação, inclusive suas entidades da administração indireta, ainda que na forma de novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente;; (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000) 10) captar recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido; (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000) 11) ordenar ou autorizar a destinação de recursos provenientes da emissão de títulos para finalida- de diversa da prevista na lei que a autorizou; (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000)12) realizar ou receber transferência voluntária em desacordo com limite ou condição estabelecida em lei. (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000) Veja que o prazo de apresentação da proposta do orçamento nessa Lei está como “primei- ros dois meses de cada sessão legislativa”. Mas se trata de uma lei antiga. Você sabe que o prazo é 31/8. 010. (CESPE/TCDF/2021) Considerando as informações apresentadas, julgue o item a seguir. Após serem elaborados, projetos de lei orçamentária devem ser enviados à Câmara Legislativa do Distrito Federal, iniciando-se, com isso, a fase de apreciação legislativa do ciclo orçamentário. Correto. O Poder Executivo elabora a proposta e a encaminha para apreciação do Poder Legislativo. Certo.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L10028.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L10028.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L10028.htm#art3 24 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 011. (CESPE/TCE–RJ/2021) Com relação aos recursos de acompanhamento e modificação do orçamento governamental, julgue o item subsecutivo. É vedado ao presidente da República propor modificação integral da proposta de lei orça- mentária anual, se uma parte da referida proposta tiver sido aprovada na comissão mista de orçamentos. Correto. A Constituição determina que o Presidente poderá, por meio TAMBÉM de Mensagem ao Congresso Nacional, modificar o projeto, desde que não tenha se iniciada a votação sobre aquele item na Comissão Mista. Certo. 012. (CESPE/SLU–DF/2019) No âmbito da União, cabe à Comissão Mista de Planos, Orça- mentos Públicos e Fiscalização (CMO) examinar e emitir parecer sobre os projetos de plano plurianual, de lei de diretrizes orçamentárias e de lei orçamentária anual, bem como sobre suas respectivas emendas. Cabe à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) examinar e emitir parecer sobre os projetos de plano plurianual, de lei de diretrizes orçamentárias e de lei orçamentária anual, bem como sobre suas respectivas emendas. Certo. 2.3. exeCução Após a etapa de discussão e aprovação da Lei Orçamentária, iniciam-se as rotinas para viabilizar a execução do orçamento. Assim, trinta dias após aprovação da Lei Orçamentária Anual, conforme disposto no art. 8º da LRF, o Poder Executivo publicará cronograma mensal de desembolsos de recursos financeiros, por meio de Decreto. Serão objeto de programação financeira, as fontes cujos recursos transitem pelo órgão central de programação financeira. A programação financeira correspondente às dotações descentralizadas, quando decorrentes de termo de convênio ou similar (transferências volun- tárias), será da responsabilidade do órgão descentralizador do crédito. Salvo as despesas com pessoal e encargos sociais, precatórios e sentenças judiciais, os cronogramas anuais de desembolso mensal dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministé- rio Público da União e da Defensoria Pública da União serão repassados na forma de duodéci- mos. Isso está consignado no § 3º do art. 61 da Lei n. 14.194/2021 (LDO 2022). De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, bimestralmente todos os poderes deverão verificar a compatibilidade entre os recursos financeiros disponíveis e a execução orçamentária. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 25 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Caso seja verificada a possibilidade de incompatibilidade desse sistema, cada Poder de- verá preceder contingenciamento de despesas/empenhos, até que o fluxo das receitas se re- estabeleça, de acordo com os critérios definidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias. À medida que o fluxo se reestabelecer, deverá se proceder o descontigenciamento proporcionalmente a essa recuperação. O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relató- rio resumido da execução orçamentária. Observa-se que a finalidade do decreto de programação orçamentária e financeira e de limitação de empenho e movimentação financeira (contingenciamento) é garantir o cumpri- mento das metas de resultados fiscais e de obter maior controle sobre os gastos públicos. Na esfera federal, esse processo é gerido pelo Sistema de Administração Financeira Fe- deral (Lei n. 10.180/2001), sendo composto pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), como órgão central do sistema, e pelos órgãos setoriais. Esse sistema tem por finalidade buscar o equilíbrio financeiro do Governo Federal, dentro dos limites da receita e despesa públicas. Próximo passo para viabilizar a execução do orçamento é providenciar que os créditos or- çamentários e os recursos financeiros estejam disponíveis para as unidades executoras. Obs.: � Quando tratamos de orçamento, utilizamos o termo crédito, já quando a abordagem é financeira, utilizamos o termo recurso. Veja como funciona a descentralização para os Créditos Orçamentários. Dotação é a trans- ferência do crédito inicial (podemos dizer que o crédito é o portador da dotação). Provisão é a descentralização interna de orçamento. E Destaque é a descentralização para outro órgão. Então, vamos lá: Parte Financeira agora. A transferência inicial de recursos financeiros do órgão central do Sistema Financeiro (STN) às unidades setoriais é conhecida como Cota. A transferência des- ses recursos aos órgãos da mesma estrutura é conhecida como Sub-repasse. Já quando o re- curso é transferido para outro órgão orçamentário essa transação é conhecida como Repasse. Vamos lá... O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 26 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Na descentralização orçamentária entre órgãos e/ou entidades que integram o orçamento fis- cal e da seguridade social são mantidas as classificações institucional, funcional, programáti- ca e econômica da despesa. Essas classificações serão vistas na aula sobre despesa pública. Importante trazer também o que diz o art. 66 da Lei n. 4.320/1964. Veja: Art. 66. As dotações atribuídas às diversas unidades orçamentárias poderão quando expressamen- te determinado na Lei de Orçamento ser movimentadas por órgãos centrais de administração geral. Parágrafo único. É permitida a redistribuição de parcelas das dotações de pessoal, de uma para outra unidade orçamentária, quando considerada indispensável à movimentação de pessoal dentro das tabelas ou quadros comuns às unidades interessadas, a que se realize em obediência à legis- lação específica. Ainda quanto à descentralização de créditos, importante também fazer referência ao De- creto n. 10.426/2020, que dispõe sobre a descentralização de créditos entre órgãos e entida- des da administração pública federal integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade So- cial da União, por meio da celebração de termo de execução descentralizada – TED. De acordo com o referido decreto: Art. 2º Para fins do disposto nesteDecreto, considera-se: I – termo de execução descentralizada – TED – instrumento por meio do qual a descentralização de créditos entre órgãos e entidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União é ajustada, com vistas à execução de programas, de projetos e de atividades, nos termos es- tabelecidos no plano de trabalho e observada a classificação funcional programática; O Sistema Integrado de Administração Federal (SIAFI) é o sistema de informação utilizado na esfera federal para controle diário da execução orçamentária, financeira e patrimonial dos órgãos da Administração Pública, tendo como objetivos: a) prover mecanismos adequados ao controle diário da execução orçamentária, financeira e patrimonial aos órgãos da Administração Pública; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 27 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro b) fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a utilização dos re- cursos do Tesouro Nacional, por meio da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal; c) permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tempestiva de informações ge- renciais destinadas a todos os níveis da Administração Pública Federal; d) padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos, sem implicar rigidez ou restrição a essa atividade, uma vez que ele permanece sob total controle do ordenador de despesa de cada unidade gestora; e) permitir o registro contábil dos balancetes dos estados e municípios e de suas super- visionadas; f) permitir o controle da dívida interna e externa, bem como o das transferências negociadas; g) integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal; h) permitir o acompanhamento e a avaliação do uso dos recursos públicos; i) proporcionar a transparência dos gastos do Governo Federal. E se o orçamento não foi aprovado, como fica a execução? Anualmente, a LDO aprovada prevê que, nos casos de a proposta orçamentária anual não for aprovada no prazo estipulado, algu- mas despesas de caráter inadiáveis e outras que são elencadas na LDO poderão ser executa- das até que o projeto seja aprovado. É o que diz o art. 63 da LDO 2022. Veja: Art. 63. Na hipótese de a Lei Orçamentária de 2022 não ser publicada até 31 de dezembro de 2021, a programação constante do Projeto de Lei Orçamentária de 2022 poderá ser executada para o atendimento de: EXEMPLO Vejamos alguns exemplos: • ações de prevenção a desastres; • ações relativas a operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO); • ações emergenciais de recuperação de infraestrutura; • concessão de financiamento ao estudante; • outras despesas correntes de caráter inadiável, até o limite de um doze avos do valor previsto, multiplicado pelo número de meses decorridos até a publicação da respectiva Lei. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 28 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro 013. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) Acerca das normas orçamentárias, julgue o item subsequente. Caso o orçamento do ano subsequente não seja aprovado no prazo legal, a programação or- çamentária do projeto de lei orçamentária pendente de aprovação poderá ser executada men- salmente até o limite de 1/12 do total de cada dotação, até que seja promulgada a respectiva lei orçamentária. Como visto acima, essa é uma das previsões estabelecidas ano a ano pela LDO vigente. Certo. 014. (CESPE/MPE–CE/2020) A respeito de finanças públicas, julgue o item que se segue. A finalidade básica do decreto de programação orçamentária e financeira e de limitação de em- penho e movimentação financeira é acompanhar a execução orçamentária, de forma a garantir que a parcela do PPA prevista para o exercício em curso seja efetivamente realizada. Realmente o objetivo do decreto de programação orçamentária e financeira e de limitação de empenho e movimentação financeira é acompanhar a execução orçamentária, contudo, esse se vincula à lei orçamentária anual e não ao PPA. Errado. 015. (CESPE/SEFAZ–AL/2020) A respeito de orçamento público, ciclo orçamentário e crédi- tos adicionais, julgue o item que se segue. Situação hipotética: Subsecretário do Ministério da Educação definiu o termo de execução descentralizada (TED) como forma de implementação de uma ação orçamentária de apoio ao desenvolvimento da educação básica para a capacitação de professores e gestores edu- cacionais, com o intuito de descentralizar o crédito do ministério para a universidade federal responsável pelo treinamento. Assertiva: O subsecretário agiu corretamente, visto que o TED é uma forma de implementação direta sem transferência de recursos entre entes da Federação. É isso! A descentralização do ministério para a universidade caracteriza uma descentralização interna de crédito orçamentário (provisão – a universidade é uma unidade orçamentária do órgão ministério), não havendo transferência entre entes da federação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 29 de 64www.grancursosonline.com.br Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais DIREITO FINANCEIRO Allan Mendes e Vinicius Ribeiro Termo de Execução Descentralizada – instrumento por meio do qual é ajustada a descentrali- zação de crédito entre órgãos e/ou entidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguri- dade Social da União, para execução de ações de interesse da unidade orçamentária descen- tralizadora e consecução do objeto previsto no programa de trabalho, respeitada fielmente a classificação funcional programática. Certo. 2.4. Controle 2.4.1. Introdução Quando falamos em controle da gestão pública, estamos nos referindo ao controle dos atos administrativos, como a compra de bens, demissão e admissão de pessoal, elaboração e edição de atos normativos, uso de bens públicos, entre outros. Por ser sua função típica, a maioria desses atos se concentram no Poder Executivo, contudo, esses atos também são desempenhados pelos demais Poderes e Ministério Público, estando, portanto, sujeitos ao mesmo controle. O controle da administração pública é regulamentado por meio de diversos normativos, que trazem regras, modalidades e instrumentos para a organização desse monitoramento. Este pode ser realizado por diferentes formas e agentes, como por exemplo, o controle ju- dicial, realizado pelo Poder Judiciário, e o controle social, realizado pelos cidadãos, além disso, a Administração tem o poder de exercer ela mesma o controle sobre seus próprios atos (poder de autotutela). O controle da administração pode ser classificado por diversas óticas, conforme qua- dro abaixo: Vamos detalhar duas classificações agora: órgão e natureza. Os demais serão detalhados no tópico a seguir. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br