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Orçamento na CF e Ciclo Orçamentário

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SISTEMA DE ENSINO
DIREITO 
FINANCEIRO
Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e 
Créditos Adicionais
Livro Eletrônico
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Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais
DIREITO FINANCEIRO
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
Sumário
Apresentação .....................................................................................................................................................................3
Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais .................................................................4
1. Orçamento na Constituição Federal .................................................................................................................4
1.1. Plano Plurianual (PPA) .........................................................................................................................................5
1.2. Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) .......................................................................................................7
1.3. Lei Orçamentária Anual (LOA) ....................................................................................................................... 10
2. Ciclo Orçamentário ...................................................................................................................................................14
2.1. Elaboração .................................................................................................................................................................16
2.2. Aprovação .................................................................................................................................................................21
2.3. Execução ................................................................................................................................................................... 24
2.4. Controle .....................................................................................................................................................................29
3. Créditos Adicionais .................................................................................................................................................36
Resumo ................................................................................................................................................................................41
Mapa Mental ....................................................................................................................................................................45
Questões de Concurso ...............................................................................................................................................46
Gabarito ..............................................................................................................................................................................52
Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................53
Referências .......................................................................................................................................................................63
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Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais
DIREITO FINANCEIRO
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
ApresentAção
Olá! Tudo bem com você? Vamos lá?
Como visto na aula anterior, algumas das disposições constitucionais sobre esse tema 
sofreram recentes alterações, por meio das Emendas Constitucionais n. 100/2019, 102/2019, 
103/2019, 105/2019, 106/2020, 109/2021 e 113/2021 (promulgada recentemente).
Atenção a essas novidades, pois podem ser objeto de cobrança em prova!
Ah, não se esqueça de avaliar esta aula! O seu feedback é muito importante para o aprimo-
ramento constante deste trabalho.
Bons estudos!
Prof. Allan Mendes e Prof. Vinicius Ribeiro
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DIREITO FINANCEIRO
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
ORÇAMENTO NA CF, CICLO ORÇAMENTÁRIO E 
CRÉDITOS ADICIONAIS
1. orçAmento nA Constituição FederAl
A vinculação entre o planejamento governamental e o orçamento é efetivada na Constitui-
ção de 1988 por meio de três diferentes leis/instrumentos: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de 
Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
A iniciativa de elaboração dessas leis é de competência exclusiva (só ele pode fazer isso!) 
do Chefe do Poder Executivo (Presidente da República), devendo apresentar os respectivos pro-
jetos de lei nos prazos previstos no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCTs).
Esses prazos deveriam estar sendo tratados em lei complementar federal. Contudo, essa 
lei complementar prevista no § 9º do art. 165 da Constituição ainda não foi criada, mantendo 
em vigor os prazos previstos no ADCTs.
CF/1988, Art. 165, § 9º Cabe à lei complementar:
I – dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano 
plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;
II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem 
como condições para a instituição e funcionamento de fundos.
III – dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados 
quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das pro-
gramações de caráter obrigatório, para a realização do disposto nos §§ 11 e 12 do art. 166.
A despeito de atualmente os prazos de elaboração do PPA, LDO e LOA estarem previstos na 
Constituição, sua regulamentação deve se dar por meio de lei complementar FEDERAL (não é 
nacional), ou seja, tais prazos não devem ser seguidos obrigatoriamente pelos demais entes 
da federação (Estados, Distrito Federal e Municípios)!
Os projetos de lei apresentados pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo serão analisa-
dos por uma comissão mista de deputados e senadores e apreciados pelas duas Casas do 
Congresso Nacional, na forma do seu regimento comum. Os projetos, após aprovados, terão 
status de Leis Ordinárias.
Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento 
anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for-
ma do regimento comum.
§ 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados:
I – examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresenta-
das anualmente pelo Presidente da República
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II – examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos 
nesta Constituição e exercer30 de 64www.grancursosonline.com.br
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Controle Administrativo: Desempenhado pelo Poder Executivo e pelos órgãos administra-
tivos do Legislativo e do Judiciário, por iniciativa própria ou mediante provocação.
Controle Legislativo: Exercido pelos órgãos legislativos e pelos Tribunais de Contas. Esse 
controle não deverá exorbitar às hipóteses constitucionalmente previstas, sob pena de ofensa 
ao princípio da separação de poderes.
Resumidamente, de competência do Poder Legislativo, consequência do regime demo-
crático de direito, como instrumentos desse controle, temos as comissões parlamentares de 
inquérito – CPIs, as convocações das autoridades, os requerimentos de informações e a sus-
tação de determinados atos do Poder Executivo.
Controle Judicial: é o poder de fiscalização que o Judiciário exerce sobre a atividade admi-
nistrativa do Estado. Realizado pelos juízes e tribunais do Judiciário. Alcança, basicamente, os 
atos administrativos do Executivo, mas também examina os atos do Legislativo e do próprio 
Judiciário quando realiza atividade administrativa.
Controle de legalidade: é o que verifica a conformidade da conduta do gestor com as nor-
mas legais que se aplicam. Esse controle pode ser interno ou externo. No interno, como já 
vimos, é exercido pela própria administração, no segundo caso, é feito pelo Poder Judiciário ou 
Legislativo. Importa ressaltar que a Administração exercita-o de ofício, decorrente do poder de 
autotutela, ou mediante provocação: o Legislativo só o efetiva nos casos constitucionalmente 
previstos; e o Judiciário mediante a ação adequada. Como resultado disso, temos três episó-
dios possíveis, a CONFIRMAÇÃO DA VALIDADE, a ANULAÇÃO e a CONVALIDAÇÃO.
Controle de mérito: permite a verificação da conveniência e da oportunidade do procedi-
mento administrativo, em termos discricionários. Este é um controle peculiar, nele não se é 
questionada a legalidade do ato, e sim a confirmação ou a revogação de um ato anteriormente 
executado, de acordo com a discricionariedade da administração.
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2.4.2. Controle no Orçamento
O Controle e Avaliação são classificados dependendo do órgão ou entidade que exerce a 
fiscalização. Assim, quando o controlador for do mesmo Poder, o controle será considerado 
interno (CGU controlando o MEC), quando o controle for realizado por uma entidade externa 
aquele Poder (TCU controlando o MEC), o controle será externo.
Apesar de ser considerado a última etapa do ciclo orçamentário, o controle e avaliação do 
orçamento não precisam esperar o fim da execução orçamentária para acontecer. Atualmente, 
o controle pode ser prévio (antes), concomitante (durante) ou posterior (depois) à execução do 
orçamento.
A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das 
entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, 
aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional (com 
auxílio do Tribunal de Contas da União – TCU), mediante controle externo, e pelo sistema de 
controle interno de cada Poder.
Quanto ao controle interno, cada um dos Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) deve 
manter uma estrutura de controle interno, que, como o próprio nome já indica, se refere à fiscali-
zação dos atos de cada Poder, por uma unidade ou sistema dentro da estrutura daquele Poder.
O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal (Lei n. 10.180/2001) visa à avaliação 
da ação governamental e da gestão dos administradores públicos federais, por intermédio da 
fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, e a apoiar o controle 
externo no exercício de sua missão institucional.
Integram o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal a Controladoria Geral 
da União (CGU), como órgão central, e os órgãos setoriais. Na Lei n. 10.180/2001, a função de 
órgão central é atribuída à Secretaria Federal de Controle Interno, no entanto, atualmente, essa 
faz parte da estrutura da CGU.
São objetivos do Controle Interno:
• avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos progra-
mas de governo e dos orçamentos da União;
• comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão 
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, 
bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
• exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e 
haveres da União;
• apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
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As pessoas responsáveis pelo controle interno de cada Poder, ao tomarem conhecimento 
de qualquer irregularidade ou ilegalidade, devem comunicá-la ao TCU, sob pena de responsa-
bilidade solidária.
Obs.: � A responsabilidade solidária se contrapõe à responsabilidade subsidiária. Na subsidi-
ária, o responsável tem o benefício de ordem. E o que significa isso? Significa que o 
responsável subsidiário só será cobrado após a cobrança do responsável principal. No 
caso da solidária, como não há benefício de ordem, o responsável solidário poderá ser 
cobrado primeiro, não há ordem de cobrança.
 � Desta forma, caso o servidor da área de controle interno não comunique uma irre-
gularidade ao TCU, poderá vir a ressarcir os cofres públicos, independentemente da 
cobrança do responsável pela irregularidade.
Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato também poderá denunciar irre-
gularidades e ilegalidades ao TCU. Atenção! Diferentemente da pessoa responsável pelo con-
trole interno, que é obrigado a fazer essa comunicação, para essas outras pessoas, trata-se de 
faculdade, não havendo responsabilização pela sua inércia.
Vejamos as disposições sobre controle trazidas pela Lei n. 4.320/1964:
TÍTULO VIII
Do Controle da Execução Orçamentária
CAPÍTULO I
Disposições Gerais
Art. 75. O controle da execução orçamentária compreenderá:
I – a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da despesa, o 
nascimento ou a extinção de direitos e obrigações;
II – a fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por bens e valores públicos;
III – o cumprimento do programa de trabalho expresso em têrmos monetários e em termos de reali-
zação de obras e prestação de serviços.
CAPÍTULO II
Do Controle Interno
Art. 76. O Poder Executivo exercerá os três tipos de controle a que se refere o artigo 75, sem prejuízo 
das atribuições do Tribunal de Contas ou órgão equivalente.
Art. 77. A verificação da legalidade dos atos de execução orçamentária será prévia, concomitante 
e subsequente.
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Art. 78. Além da prestação ou tomada de contas anual, quando instituída em lei, ou por fim de 
gestão, poderá haver, a qualquer tempo, levantamento, prestação ou tomada de contas de todos os 
responsáveis por bens ou valores públicos.
Art. 79. Ao órgão incumbido da elaboração da proposta orçamentária ou a outro indicado na legis-
lação, caberá o controle estabelecido no inciso III do artigo 75.
Parágrafo único. Esse controle far-se-á, quando for o caso, em termos de unidades de medida, pre-
viamente estabelecidos para cada atividade.
Art. 80. Compete aos serviços de contabilidade ou órgãos equivalentes verificar a exata observân-
cia dos limites das cotas trimestrais atribuídas a cada unidade orçamentária, dentro do sistema que 
fôr instituído para esse fim.
CAPÍTULO III
Do controle Externo
Art. 81. O controle da execução orçamentária, pelo Poder Legislativo, terá por objetivo verificar a 
probidade da administração, a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos e o cumprimento da 
Lei de Orçamento.
Art. 82. O Poder Executivo, anualmente, prestará contas ao Poder Legislativo, no prazo estabelecido 
nas Constituições ou nas Leis Orgânicas dos Municípios.
§ 1º As contas do Poder Executivo serão submetidas ao Poder Legislativo, com Parecer prévio do 
Tribunal de Contas ou órgão equivalente.
§ 2º Quando, no Município não houver Tribunal de Contas ou órgão equivalente, a Câmara de Ve-
readores poderá designar peritos contadores para verificarem as contas do prefeito e sobre elas 
emitirem parecer.
016. (CESPE/PGE–PE/2019) A fiscalização do orçamento público realizada pelo controle ex-
terno é exercida pelo Poder Legislativo, com o auxílio do Tribunal de Contas da União.
O controle externo da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à lega-
lidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será 
exercido pelo Congresso Nacional (Poder Legislativo), com auxílio do Tribunal de Contas da 
União (TCU).
Certo.
2.4.3. Tribunal de Contas da União
O Tribunal de Contas da União auxilia o Congresso Nacional na sua função de controle ex-
terno da União. O Tribunal tem sede no Distrito Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição 
em todo o território nacional, sendo composto por 9 ministros, com mais de 35 anos, escolhi-
dos um terço pelo Presidente e dois terços pelo Congresso Nacional.
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Vejamos as competências do TCU elencadas na Constituição Cidadã:
• Apreciar as contas (anualmente) do Presidente da República. No caso do Presidente, há 
só uma apreciação, por meio de parecer prévio, devendo ser elaborado em 60 dias do re-
cebimento das contas. Quem julga, de fato, é o CN (vide inciso IX, do art. 49, da CF/1988);
− Existe, na doutrina, uma separação dentro das contas do Presidente: contas de go-
verno (gestão política) e contas de gestão (administração de recursos públicos). No 
entanto, ambas recebem o mesmo tratamento, ou seja, são apreciadas pelo Tribunal 
de Contas e julgadas pelo Poder Legislativo.
• julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valo-
res públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades ins-
tituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a 
perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;
• Apreciar a legalidades dos atos de admissão de pessoal, excetuadas as nomeações 
para cargo de provimento em comissão. Apreciação também das concessões de apo-
sentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores sem alteração 
de fundamento legal;
• Realizar inspeções e auditoria nas unidades administrativas dos três Poderes, podendo 
as inspeções serem por iniciativa:
− Própria;
− Da Câmara dos Deputados – CD ou do Senado Federal – SF;
− De Comissão técnica ou de inquérito.
• Fiscalizar as contas nacionais de empresas supranacionais de cujo capital a União par-
ticipe de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;
• Fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convê-
nio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou 
a Município;
• Prestar as informações solicitadas pelo(a):
− CN;
 ◦ O TCU deve encaminhar ao CN relatório de suas atividades, trimestralmente e anu-
almente.
− Qualquer de suas Casas (CD ou SF);
− Qualquer Comissão das suas Casas ou do próprio CN.
• Aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de con-
tas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa pro-
porcional ao dano causado ao erário;
− A imputação de débito ou multa terá eficácia de título executivo.
• Assinar prazo para que sejam adotadas providências necessárias ao cumprimento da 
lei, no caso de ilegalidade. Caso não atendido, sustar a execução do ato, comunicando 
à CD e ao SF;
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− Caso seja contrato (e não ato), compete ao CN a sustação, solicitando, de imediato, o 
cumprimento pelo Poder Executivo;
− Se, em 90 dias, o CN ou o Executivo não efetivarem as medidas, o TCU decidirá a respeito.
• Representar ao Poder competente sobre irregularidades.
Quando falamos em controle externo, é fundamental comentarmos um pouco sobre a Lei 
n. 8.443/1992, que é a Lei Orgânica do TCU, ou seja, a Lei que dispõe sobre a sua organização.
No seu art. 4º, temos que o TCU tem jurisdição própria e privativa. Isso corrobora o que já 
falamos: o Tribunal não se subordina ao Congresso Nacional.
Vejamos o arrolamento de responsáveis que estão sob jurisdição do TCU:
• Qualquer pessoa ou órgão que administre valores públicos ou pelos quais a União 
responda;
• Aqueles que causarem a perda, extravio ou qualquer irregularidade de que resulte dano 
ao Erário;
• Dirigentes ou liquidantes das empresas cujo patrimônio venha a integrar o patrimônio 
de uma entidade pública;
• Responsáveis pelas contas nacionais das supranacionais;
• Responsáveis por entidades com PJ de direito privado que recebam contribuições para-
fiscais e prestem serviço de interesse público ou social;
• Aqueles que lhe devam prestar contas por determinação legal;
• Responsáveis pela aplicação de recursos repassados pela União;
• Os sucessores dos responsáveis até o limite do valor transferido;
• Os representantes da União ou do Poder Público na Assembleia Geral das empresas 
estatais e sociedades anônimas de cujo capital a União ou o Poder Público participem, 
solidariamente, com os membros dos Conselhos Fiscal e de Administração, pela prática 
de atos de gestão ruinosa ou liberalidade à custa das respectivas sociedades.
E as penalidades? O TCU pode aplicar multas em virtude de dano ao erário. Além disso, 
ficam sujeitos a multa os responsáveis por:
Lei n. 8.443/1992, Art. 58, I – contas julgadas irregulares de que não resulte débito, nos termos do 
parágrafo único do art. 19 destaLei;
II – ato praticado com grave infração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira, 
orçamentária, operacional e patrimonial;
III – ato de gestão ilegítimo ou antieconômico de que resulte injustificado dano ao Erário;
IV – não atendimento, no prazo fixado, sem causa justificada, a diligência do Relator ou a decisão 
do Tribunal;
V – obstrução ao livre exercício das inspeções e auditorias determinadas;
VI – sonegação de processo, documento ou informação, em inspeções ou auditorias realizadas 
pelo Tribunal;
VII – reincidência no descumprimento de determinação do Tribunal.
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E ainda tem mais: se o TCU considerar grave a infração cometida, o responsável ficará ina-
bilitado, por um período que variará de cinco a oito anos, para o exercício de cargo em comis-
são ou função de confiança no âmbito da Administração Pública. Por fim, o art. 61:
Art. 61. O Tribunal poderá, por intermédio do Ministério Público, solicitar à Advocacia-Geral da União 
ou, conforme o caso, aos dirigentes das entidades que lhe sejam jurisdicionadas, as medidas ne-
cessárias ao arresto dos bens dos responsáveis julgados em débito, devendo ser ouvido quanto à 
liberação dos bens arrestados e sua restituição.
3. Créditos AdiCionAis
O crédito orçamentário inicial ou ordinário é aquele aprovado pela lei orçamentária anual, 
constante dos orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimento das empresas estatais.
Contudo, durante a execução do orçamento, é possível que ocorram situações não pre-
vistas em sua fase de elaboração. Considerando isso, estão previstos a utilização de créditos 
adicionais.
Temos três tipos de créditos adicionais:
• Suplementares: destinados a reforço de dotação orçamentária, são utilizados nos ca-
sos em que o crédito inicial foi insuficiente para cobrir a despesa realizada. (Autorizados 
por lei e abertos mediante Decreto). É um crédito que promove alteração quantitativa 
(apenas de quantidade em programação existente).
• Especiais: destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária especí-
fica. (Autorizados por lei e abertos mediante Decreto). É um crédito que promove altera-
ção qualitativa (nova programação).
• Extraordinários: destinados a despesas imprevisíveis e urgentes, como em caso de 
guerra, comoção interna ou calamidade pública. (Abertos mediante Medida Provisória – 
MP - ou por Decreto nos entes que não possuem MP). Essa possibilidade de abrir extra-
ordinário por MP é coisa da Constituição. Lei n. 4.320/1964 falava somente em Decreto.
O ato que abrir crédito adicional indicará a importância, a espécie do mesmo e a classifi-
cação da despesa, até onde for possível. Enquanto os créditos suplementares incorporam-se 
ao orçamento, adicionando-se a importância autorizada à dotação orçamentária que se propu-
nham reforçar, os créditos especiais e extraordinários, apesar de se incorporarem ao orçamen-
to, conservam sua especificidade, demonstrando-se suas despesas, separadamente.
Da mesma forma que os créditos ordinários (orçamento propriamente dito), os projetos de 
créditos adicionais (que alteram o orçamento) serão analisados em ambas as casas do Con-
gresso Nacional (na forma do regimento comum do Congresso Nacional), na Comissão Mista 
de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.
Os créditos suplementares deverão ser aprovados por lei e abertos mediante decreto. Con-
forme falamos na aula anterior, pode haver uma autorização prévia na Lei Orçamentária Anual 
para emissão desses créditos adicionais (apenas para os suplementares!).O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Os créditos especiais, da mesma forma que nos créditos suplementares, deverão ser au-
torizados por Lei e abertos por meio de Decreto. Contudo, as LDOs que vêm sendo instituídas 
afirmam que a Lei que institui o crédito já é responsável pela abertura do mesmo.
Os créditos, em regra geral, têm a sua vigência adstrita ao exercício financeiro. Entretanto, 
os créditos especiais e os extraordinários possuem uma peculiaridade: se o ato de autorização 
desses dois créditos for promulgado nos últimos 4 meses do exercício, os créditos poderão 
ser reabertos nos limites de seus saldos, sendo incorporados ao exercício subsequente.
A possibilidade de reabertura em face do crédito ter sido autorizado nos últimos 4 meses é 
uma previsão da Constituição Federal. A Lei n. 4.320/1964 não entrou tanto nesse mérito; ela 
apenas afirmou o seguinte:
Art. 45. Os créditos adicionais terão vigência adstrita ao exercício financeiro em que forem abertos, 
salvo expressa disposição legal em contrário, quanto aos especiais e extraordinários.
Essa possibilidade de reabertura configura uma exceção ao princípio da anualidade ou pe-
riodicidade orçamentária. Segundo esse princípio, o orçamento é elaborado e autorizado para 
um período determinado de tempo.
E qual é a razão desse princípio, meu caro?
É simples: a necessidade de autorização periódica do Parlamento para a realização de gas-
tos por parte do Poder Executivo. Sem a anualidade/periodicidade, o Poder Executivo passaria 
a ter carta branca para gastar. Isso é perigoso e nada democrático!!
Mas voltando à nossa questão central, essa reabertura de crédito especial ou extraordi-
nária é feita por meio de decreto não numerado. Vejamos um exemplo de ementa de decreto 
publicado em 3/2/2016:
EXEMPLO
“Reabre, em favor de diversos órgãos do Poder Executivo, de Encargos Financeiros da União 
e de Operações Oficiais de Crédito, créditos especiais e extraordinários, no valor de R$ 
1.454.183.322,00, abertos pelas Leis e pelas Medidas Provisórias que especifica.”
No decreto em tela, temos a reabertura tanto de crédito especial (aberto por lei) quanto de cré-
dito extraordinário (aberto por medida provisória). Vejamos dois exemplos constantes dessa 
reabertura:
Lei n. 13.223, de 23/12/2015: Abre ao Orçamento Fiscal da União, em favor de Encargos 
Financeiros da União e de Operações Oficiais de Crédito, crédito especial no valor de R$ 
745.150.000,00, para os fins que especifica.
Medida Provisória n. 709, de 30/12/2015: Abre crédito extraordinário, em favor dos Ministé-
rios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Saúde, da Cultura, do Esporte, da Defesa, da 
Integração Nacional e do Turismo, da Secretaria de Aviação Civil, da Secretaria de Portos e de 
Transferências a Estados, Distrito Federal e Municípios, no valor de R$ 1.318.639.330,00, para 
os fins que especifica.
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DIREITO FINANCEIRO
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Vejam o seguinte: se somarmos os créditos da Medida Provisória e da Lei, o número é maior 
que o valor constante do decreto de 3/12/16, que realizou a reabertura.
E qual é a razão? A reabertura ocorre sempre nos limites dos saldos.Assim, se algo foi execu-
tado ainda em 2015, teremos um valor disponível menor no momento da reabertura.
Outro detalhe importante: o mês de publicação da Lei e da Medida Provisória foi dezembro. 
Assim, a autorização ocorreu dentro do período permitido (últimos quatro meses).
Mas professor... a Constituição fala em ato de autorização. Tanto a lei quanto a medida provi-
sória falam de abertura. E aí? Acontece que a lei já serve tanto para a autorização quanto para 
a abertura. E, no caso da Medida Provisória, não há necessidade de pedir autorização. A MP já 
abre o crédito extraordinário.
O art. 43 da Lei n. 4.320/1964 determina que a abertura dos créditos adicionais depende 
necessariamente da existência de recursos disponíveis, salvo para abertura de créditos extra-
ordinários. Os recursos para abertura de créditos adicionais advêm das seguintes fontes:
• Excesso de arrecadação, computando-se a tendência do período e excluindo-se os valo-
res abertos com créditos extraordinários no exercício;
• Superávit Financeiro apurado no Balanço Patrimonial do Exercício anterior, excluindo-se 
os créditos adicionais transferidos e computando-se as operações de crédito a esses 
vinculados;
• Operações de crédito, com exceção das Antecipações de Receita Orçamentária;
• Reserva de contingência, conforme art. 91 do Decreto-Lei 200/67;
• Anulação total ou parcial de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais.
Conforme previsão da LDO, poderá ser realizada a modificação da esfera orçamentária, iden-
tificador de resultado primário - RP, modalidade de aplicação, identificador de uso, e fonte de 
recursos, bem como as codificações orçamentárias e suas denominações (classificação da 
despesa – será vista na aula 4), atendidas as disposições em lei, não sendo necessário a aber-
tura de um crédito adicional.
Vide trecho da Lei:
LDO 2022. Art. 42. As classificações das dotações previstas no art. 7º, as fontes de financiamento 
do Orçamento de Investimento, as codificações orçamentárias e suas denominações poderão ser 
alteradas de acordo com as necessidades de execução, desde que mantido o valor total do subtítulo 
e observadas as demais condições de que trata este artigo.
§ 1º As alterações de que trata o caput poderão ser realizadas, justificadamente, se autorizadas por 
meio de:
I – ato próprio dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do Ministério Público da União e da 
Defensoria Pública da União, no que se refere à alteração entre os:
a) GNDs “3 – Outras Despesas Correntes”, “4 – Investimentos” e “5 – Inversões Financeiras”, no 
âmbito do mesmo subtítulo; e
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b) GNDs “2 – Juros e Encargos da Dívida” e “6 - Amortização da Dívida”, no âmbito do mesmo subtítulo;
II – portaria do Secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais da Secretaria Es-
pecial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, no que se refere 
ao Orçamento de Investimento para:
a) as fontes de financiamento;
b) os identificadores de uso;
c) os identificadores de resultado primário;
d) as esferas orçamentárias;
e) as denominações das classificações orçamentárias, desde que constatado erro de ordem técnica 
ou legal; e
f) ajustes na codificação orçamentária decorrentes da necessidade de adequação à classificação 
vigente, desde que não impliquem mudança de valores e de finalidade da programação;
III – portaria do Secretário de Orçamento Federal da Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da 
Economia, no que se refere aos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social para:
a) as fontes de recursos, inclusive as de que trata o § 3º do art. 133, observadas as vinculações 
previstas na legislação;
b) os identificadores de uso;
c) os identificadores de resultado primário, exceto para as alterações dos identificadores constantes 
da alínea “c” do inciso II do § 4º do art. 7º;
d) as esferas orçamentárias;
e) as denominações das classificações orçamentárias, desde que constatado erro de ordem técnica 
ou legal; e
f) ajustes na codificação orçamentária, decorrentes da necessidade de adequação à classificação 
vigente, desde que não impliquem em mudança de valores e de finalidade da programação.
Créditos Adicionais
Tipo Destinação Vigência Abertura
Suplementar
Reforço de dotação 
orçamentária
Final do exercício 
financeiro
Autorizado por 
Lei, aberto por 
DecretoEspecial
Despesas para 
as quais não 
haja dotação 
orçamentária 
específica
Final do exercício 
financeiro,	salvo	
se o ato de 
autorização for 
promulgado nos 
últimos quatro 
meses daquele 
exercício, caso em 
que, reabertos 
nos limites de 
seus saldos, serão 
incorporados 
ao orçamento 
do exercício 
subsequente
Extraordinário
Despesas urgentes 
e imprevisíveis 
(guerra, comoção 
intestina, calamidade 
pública)
Medida 
Provisória ou 
Decreto nos 
entes que 
não tiverem 
previsão de MP
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017. (CESPE/SEFAZ–AL/2020) A respeito de orçamento público, ciclo orçamentário e crédi-
tos adicionais, julgue o item que se segue.
A anulação parcial de dotações orçamentárias não é uma fonte de recursos para a abertura de 
crédito suplementar.
Os recursos para abertura de créditos adicionais advêm das seguintes fontes:
• Excesso de arrecadação, computando-se a tendência do período e excluindo-se os valo-
res abertos com créditos extraordinários no exercício;
• Superávit Financeiro apurado no Balanço Patrimonial do Exercício anterior, excluindo-se 
os créditos adicionais transferidos e computando-se as operações de crédito a esses 
vinculados;
• Operações de crédito, com exceção das Antecipações de Receita Orçamentária;
• Reserva de contingência;
• Anulação total ou parcial de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais.
Errado.
018. (CESPE/SEFAZ–AL/2020) A respeito de orçamento público, ciclo orçamentário e crédi-
tos adicionais, julgue o item que se segue.
Projeto de lei orçamentária anual (LOA) que não contenha despesas essenciais deverá ser re-
visto antes de ser votado, pois os créditos adicionais, que têm a função de ajustar as dotações 
da LOA, devem ser usados somente como créditos suplementares e créditos extraordinários.
Existem três espécies de créditos adicionais: especiais, suplementares e extraordinários.
Errado.
019. (CESPE/PGE–PE/2019) Para limitar os gastos do governo, um dos mecanismos utilizados 
é a publicação de decreto que disponha sobre a programação orçamentária e financeira bem 
como o cronograma mensal de desembolso. Acerca desse assunto, julgue o item subsequente.
Alterações orçamentárias, que se dividem em créditos adicionais e outras alterações orçamen-
tárias, constituem formas de modificar a lei orçamentária originalmente aprovada, a fim de 
adequá-la à real necessidade de execução.
Isso mesmo, os créditos adicionais são utilizados para ajustar o orçamento aprovado ao longo 
do exercício.
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RESUMO
Orçamento na Constituição Federal de 1988
Instrumento Objeto Observações
Plano Plurianual (PPA)
O PPA estabelecerá de forma regio-
nalizada as diretrizes, metas e objeti-
vos da Administração Pública com re-
lação às despesas de capital e outras 
delas decorrentes, bem como para as 
relativas aos programas de duração 
continuada.
Nenhum investimento cuja execução 
ultrapasse	 um	 exercício	 financeiro	 po-
derá ser iniciado sem prévia inclusão 
no plano plurianual, ou sem lei que au-
torize a inclusão, sob pena de crime de 
responsabilidade.
Lei de Diretrizes 
Orçamentárias (LDO)
A LDO estabelece as metas e priori-
dades da administração pública fe-
deral, estabelecerá as diretrizes de 
política	 fiscal	 e	 respectivas	 metas,	
em consonância com trajetória sus-
tentável da dívida pública, orientará a 
elaboração da lei orçamentária anual, 
disporá sobre as alterações na legisla-
ção tributária e estabelecerá a políti-
ca	de	aplicação	das	agências	financei-
ras	oficiais	de	fomento.
De acordo com a Lei Complementar n. 
101/2000, Lei de Responsabilidade Fiscal 
(LRF), a LDO disporá também sobre:
• Equilíbrio entre receitas e despesas;
• Critério e forma de limitação de 
 empenho;
• Normas relativas ao controle de cus-
tos e à avaliação de programas;
• Demais condições e exigências para a 
transferência voluntária de recursos 
(transferências de recursos a entida-
des públicas e privadas).
A LRF ainda criou dois importantíssimos 
anexos que deverão compor a LDO. O 
Anexo de Metas Fiscais e o Anexo de 
Riscos Fiscais
Lei Orçamentária 
Anual (LOA)
Última peça orçamentária que com-
põe a estrutura de planejamento e 
orçamento da CF/88, a Lei Orçamen-
tária Anual é o orçamento propria-
mente dito do Governo, onde estarão 
consignadas a previsão das receitas e 
fixação	das	despesas.
O projeto de lei orçamentária anu-
al, compatível com o PPA/LDO/LRF, 
 deverá:
• Conter demonstrativo da compatibilida-
de da programação dos orçamentos com 
os objetivos e metas constantes do Anexo 
de Metas Fiscais (LDO);
• Acompanhar medidas de compensa-
ção a renúncias de receita e ao aumen-
to de despesas obrigatórias de caráter 
continuado;
• Conter Reserva de Contingência, cuja 
forma de utilização e montante, com 
base na receita corrente líquida, se-
rão estabelecidos na LDO. A reserva 
se destina ao atendimento de passivos 
contingentes e outros riscos e eventos 
fiscais	imprevistos;
• Conter todas as despesas relativas à 
dívida pública, mobiliária ou contratu-
al, e as receitas que as atenderão.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Prazos de Envio e Aprovação
Ciclo Orçamentário
Etapa Objeto Observações
Elaboração
A elaboração e apresentação da propos-
ta da Lei Orçamentária Anual (LOA) é 
competência exclusiva do Chefe do Po-
der Executivo (Presidente da República 
– PR).
Os demais Poderes, Ministério Públi-
co e Tribunal de Contas encaminharão 
suas propostas orçamentárias para o 
Poder Executivo, dentro dos limites im-
postos pela Lei de Diretrizes Orçamen-
tárias (LDO).
NOVO REGIME FISCAL:
Durante um período de 20 anos, as despe-
sas primárias constantes dos Orçamentos 
Fiscal e da Seguridade Social da União serão 
limitadas ao valor executado no exercício 
anterior, corrigido pela variação do Índice 
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 
(IPCA), publicado pela Fundação Instituto 
Brasileiro	de	Geografia	e	Estatística,	ou	de	
outro índice que vier a substituí-lo, apura-
do no exercício anterior a que se refere a lei 
orçamentária.
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Etapa Objeto Observações
Aprovação
Finalizada a elaboração da Proposta, 
essa será apresentada ao Congresso Na-
cional. A proposta orçamentária, apesar 
da sua natureza de lei ordinária, possui 
rito especial. Ela é discutida concomitan-
temente em ambas as casas do Congres-
so Nacional – CN (na forma de seu regi-
mento comum), por meio da Comissão 
Mista de Planos, Orçamentos Públicos 
e Fiscalização, sendo votada em sessão 
conjunta do CN.
Qualquer emenda ao PLOA deverá ser 
apresentada à Comissão de Orçamentos. 
Para ser aprovada, a emenda deverá, nos 
ditames constitucionais, seguir os seguin-
tes preceitos:
• Sejam compatíveis com PPA e LDO;
• Indiquem os recursos necessários, admiti-
dos apenas os provenientes de anulação de 
despesa, excluídas as que incidam sobre:
– Dotações para pessoal e seus encargos;
– Serviço da dívida;
– Transferências tributárias constitucionais;
• Sejam relacionadas com a correção de er-
ros ou omissões na redação da LOA.
Execução
Após a etapa de discussão e aprovação 
da Lei Orçamentária, iniciam-se as roti-
nas para viabilizar a execução do orça-
mento. Assim, trinta dias após aprovação 
da Lei Orçamentária Anual, conforme 
disposto no art. 8º da LRF, o Poder Exe-
cutivo publicará cronograma mensal de 
desembolsos	 de	 recursos	 financeiros,	
por meio de Decreto.
De acordo com a Lei de Responsabilidade 
Fiscal, bimestralmente todos os poderes 
deverão	 verificar	 a	 compatibilidade	 entre	
os	recursos	financeiros	disponíveis	e	a	exe-
cução orçamentária.
Caso	 seja	 verificada	 a	 possibilidade	 de	 in-
compatibilidade desse sistema, cada Po-
der deverá preceder contingenciamento 
de	despesas/empenhos,	até	que	o	fluxo	se	
reestabeleça, de acordo com os critérios 
definidos	na	Lei	de	Diretrizes	Orçamentá-
rias.	À	medida	que	o	fluxo	se	reestabelecer,	
deverá se proceder o descontigenciamento 
proporcionalmente a essa recuperação.
Controle
O controle externo da União e das enti-
dades da administração direta e indireta, 
quanto à legalidade, legitimidade, eco-
nomicidade, aplicação das subvenções e 
renúncia de receitas, será exercido pelo 
Congresso Nacional, com auxílio do Tri-
bunal de Contas da União (TCU).
Quanto ao controle interno, cada um dos 
Poderes (Executivo, Legislativo e Judici-
ário) deve manter uma estrutura de con-
trole interno, que, como o próprio nome 
já	indica,	se	refere	à	fiscalização	dos	atos	
de cada Poder, por uma unidade ou sis-
tema dentro da estrutura daquele Poder.
Apesar de ser considerado a última etapa 
do ciclo orçamentário, o controle e avalia-
ção do orçamento não precisam esperar o 
fim	da	execução	orçamentária	para	aconte-
cer. Atualmente, o controle pode ser prévio 
(antes), concomitante (durante) ou poste-
rior (depois) à execução do orçamento.
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Créditos Adicionais
Créditos Adicionais
Tipo Destinação Vigência Abertura
Suplementar
Reforço de dotação 
orçamentária
Final do exercício 
financeiro
Autorizado por 
Lei, aberto porDecretoEspecial
Despesas para 
as quais não 
haja dotação 
orçamentária 
específica
Final do exercício 
financeiro,	salvo	
se o ato de 
autorização for 
promulgado nos 
últimos quatro 
meses daquele 
exercício, caso em 
que, reabertos 
nos limites de 
seus saldos, serão 
incorporados 
ao orçamento 
do exercício 
subsequente
Extraordinário
Despesas urgentes 
e imprevisíveis 
(guerra, comoção 
intestina, calamidade 
pública)
Medida 
Provisória ou 
Decreto nos 
entes que 
não tiverem 
previsão de MP
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DIREITO FINANCEIRO
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
QUESTÕES DE CONCURSO
001. (CESPE/PGDF/2021) Acerca dos mecanismos de administração do orçamento, julgue o 
item que se segue.
A unidade gestora que precisar descentralizar uma parcela de seus créditos orçamentários a 
outra unidade, em estrutura administrativa diversa, deve efetuar um destaque.
002. (CESPE/PGDF/2021) Acerca dos mecanismos de administração do orçamento, julgue o 
item que se segue.
O crédito especial é o único tipo de crédito adicional cuja vigência fica restrita ao exercício 
financeiro em que for aberto, independentemente das circunstâncias.
003. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O Orçamento público é o instrumento utilizado pelo governo 
para planejar a utilização do dinheiro arrecadado com os tributos (impostos, taxas, contribui-
ções de melhoria, entre outros). Esse planejamento é essencial para oferecer serviços públicos 
adequados, além de especificar gastos e investimentos que foram priorizados pelos poderes. 
A respeito desse assunto, julgue o item a seguir.
O crédito orçamentário inicial ou ordinário é aquele aprovado pela lei orçamentária anual, cons-
tante dos orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimento das empresas estatais.
004. (CESPE/PGDF/2021) Com base nos conceitos e nas aplicações da Lei de Responsa-
bilidade Fiscal e na Lei Complementar de Finanças Públicas (Lei n. 4.320/1964), julgue o 
item seguinte.
A lei orçamentária conterá os créditos suplementares para os quais já haja recursos suficientes.
005. (CESPE/CODEVASF/2021) Considerando que a CODEVASF necessite realizar a revitali-
zação das margens do rio São Francisco no trecho localizado em Itacoatiara–BA, obra orçada 
em R$ 729.250,59, julgue o item a seguir.
Sabendo que o 4º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro pode realizar a referida revita-
lização, a CODEVASF poderá utilizar o mecanismo da descentralização orçamentária externa, 
utilizando o Termo de Execução Descentralizada (TED).
006. (CESPE/CODEVASF/2021) Orçamento público é o instrumento utilizado pelo Governo 
Federal para planejar a utilização do dinheiro arrecadado com os tributos. Esse planejamento 
é essencial para oferecer serviços públicos adequados, além de especificar gastos e investi-
mentos que foram priorizados pelos poderes. A respeito desse assunto, julgue o próximo item.
Em situações em que o governo reconheça o estado de calamidade pública, como ocorreu 
em 2020 devido à pandemia de covid-19, para alocar recursos adicionais ao orçamento com o 
objetivo de atender os municípios atingidos, deve-se utilizar o mecanismo retificador do orça-
mento denominado crédito especial.
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DIREITO FINANCEIRO
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007. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O orçamento público é o instrumento de planejamento que 
estima as receitas que o governo espera arrecadar ao longo do próximo ano e, com base nelas, 
autoriza um limite de gastos a ser realizado com tais recursos. Sobre este assunto, julgue o 
próximo item.
O processo orçamentário brasileiro está baseado em instrumentos de curto prazo (PPA, LOA e 
LDO). Todos perfeitamente integrados entre si.
008. (CESPE/TJ–PA/2020) A descentralização de créditos orçamentários ocorre quando efe-
tuada movimentação de parte do orçamento para que outras unidades administrativas pos-
sam executar as despesas orçamentárias. Nesse procedimento, obrigatoriamente se preserva:
a) a unidade gestora.
b) o órgão executante.
c) a entidade responsável.
d) a estrutura programática.
e) o ente federativo original.
009. (CESPE/MPE–CE/2020) A LOA de 2020 prevê crédito para a construção de um presídio 
federal com custo total previsto de R$ 11 milhões. Os pagamentos serão realizados em par-
celas durante a execução da obra, que será desenvolvida em dois anos, com expectativa de 
conclusão para 2021, conforme previsto no PPA.
Considerando a situação hipotética precedente, julgue o próximo item.
Caso os recursos previstos inicialmente sejam insuficientes e haja a necessidade de comple-
mentar a dotação inicial com mais R$ 1 milhão, será necessária a inclusão de crédito adicional 
extraordinário no montante de R$ 1 milhão.
010. (CESPE/TCE-RJ/2021) Com relação aos recursos de acompanhamento e modificação 
do orçamento governamental, julgue o item subsecutivo.
O crédito adicional constitui dotação isolada da lei orçamentária anual, sendo vedada sua in-
corporação no crédito orçamentário.
011. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O modelo de planejamento e orçamento brasileiro é definido 
na Constituição Federal de 1988 e composto de três instrumentos: o plano plurianual (PPA), a 
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). A esse respeito, julgue 
o item que se segue.
Os valores que possam vir a desequilibrar as contas públicas, a exemplo dos passivos contin-
gentes, assim como as ações e programas necessários para saná-los, devem constar no PPA.
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DIREITO FINANCEIRO
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012. (CESPE/TJ–PA/2020) No que tange ao orçamento-programa, assinale a opção correta.
a) A alocação de recursos visa exclusivamente à aquisição de insumos para a execução orça-
mentária dos programas.
b) O principal critério para classificação orçamentária é o que indica a entidade responsável 
pela execução do programa.
c) É necessária a criação de alternativas para se determinar uma escala de prioridades a serem 
executadas.
d) O orçamento-programa apresenta vinculação com o planejamento governamental na execu-
ção de programas, projetos e atividades do Estado.
e) Metas e resultados a serem alcançados devem ser estabelecidos necessariamente com 
base no menor custo das ações e aquisições demandadas pelos programas.
013. (CESPE/TJ–PA/2020) Assinale a opção que indica o momento do processo orçamentá-
rio em que é feita a avaliaçãodo cumprimento do programa de trabalho, expresso em termos 
monetários e em termos de realizações de obras e prestação de serviços.
a) descentralização.
b) planejamento.
c) fiscalização.
d) execução.
e) controle.
014. (CESPE/PGE–PE/2019) Para limitar os gastos do governo, um dos mecanismos utili-
zados é a publicação de decreto que disponha sobre a programação orçamentária e finan-
ceira bem como o cronograma mensal de desembolso. Acerca desse assunto, julgue o item 
subsequente.
O ato pelo qual determinada unidade orçamentária ou administrativa transfere a outras unida-
des orçamentárias ou administrativas o poder de utilizar créditos que lhes tenham sido dota-
dos caracteriza o que se denomina descentralização de créditos.
015. (CESPE/PGE–PE/2019) Permitir o controle da dívida interna e externa e o das transfe-
rências negociadas constitui um dos principais objetivos do Sistema Integrado de Administra-
ção Financeira do Governo Federal (SIAFI).
016. (CESPE/PGE–PE/2019) O orçamento público é um instrumento de planejamento e de 
execução das finanças públicas. No Brasil, a iniciativa de propor as leis orçamentárias é do 
chefe do Poder Executivo. Com referência a esse assunto, julgue o item que se segue.
Sendo necessária para combater os efeitos decorrentes de calamidade pública, uma despesa 
pública que tenha sido realizada por meio de crédito adicional ao orçamento originalmente 
aprovado será classificada como crédito adicional especial.
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DIREITO FINANCEIRO
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017. (CESPE/TJ–AM/2019) É permitido que os recursos correspondentes a determinada 
emenda supressiva da despesa aprovada pelo Congresso Nacional sejam utilizados como fon-
te de recursos para a abertura de créditos suplementares e especiais.
018. (CESPE/PREFEITURA DE BOA VISTA-RR/2019) Não é viável autorizar a abertura de cré-
dito adicional para permitir a destinação de recursos de fundação pública municipal para a 
cobertura de necessidades de cidadãos, pois esse tipo de despesa somente pode ser realizado 
com base em dotações originariamente estabelecidas na lei orçamentária.
019. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) Vige no ordenamento jurídico brasileiro 
o princípio da anualidade orçamentária: nenhum tributo será cobrado no exercício financeiro 
sem prévia autorização orçamentária.
020. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A respeito do plano plurianual (PPA), da 
lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e da lei orçamentária anual (LOA), julgue o item a seguir.
A iniciativa para os três planejamentos orçamentários – PPA, LDO e LOA – é concorrente: tanto 
o Poder Executivo como o Poder Legislativo podem atuar na propositura dessas leis.
021. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A respeito do plano plurianual (PPA), da 
lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e da lei orçamentária anual (LOA), julgue o item a seguir.
O PPA traça o planejamento de longo prazo, estabelece diretrizes, objetivos e metas da admi-
nistração pública federal para as despesas correntes e para as despesas relativas aos progra-
mas de duração continuada.
022. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A respeito do plano plurianual (PPA), da 
lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e da lei orçamentária anual (LOA), julgue o item a seguir.
Constitui crime de responsabilidade fiscal o início de investimento cuja execução ultrapasse 
um exercício financeiro, sem prévia inclusão no PPA ou sem autorização de sua inclusão me-
diante lei.
023. (CESPE/PGE–PE/2019) O orçamento público, um instrumento fundamental de governo, 
constitui o principal documento de políticas públicas. A respeito desse assunto, julgue o se-
guinte item.
O processo orçamentário brasileiro está baseado em instrumentos de curto prazo – a Lei Orça-
mentária Anual (LOA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – e em instrumento de médio 
prazo – o Plano Plurianual (PPA) –; todos perfeitamente integrados entre si.
024. (CESPE/SLU/2019) No que diz respeito ao ciclo orçamentário e ao processo orçamen-
tário, julgue o item seguinte.
O início da etapa de controle relativo à lei orçamentária anual coincide com o início do exercício 
financeiro e prolonga-se para depois do encerramento desse exercício.
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DIREITO FINANCEIRO
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
025. (CESPE/MPC-PA/2019) Na abertura de créditos suplementares, é vedada a utilização de 
recursos decorrentes de
a) restos a pagar liquidados.
b) superávit financeiro do exercício anterior.
c) excesso de arrecadação.
d) anulação parcial ou total de dotações orçamentárias.
e) operações de crédito autorizadas.
026. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A LRF, ao transformar a LDO em instru-
mento de planejamento trienal, incluiu o anexo de metas fiscais, no qual se estabelecem as 
metas anuais a serem implementadas no exercício financeiro a que se refere a LDO e nos dois 
exercícios seguintes.
027. (CESPE/TCE–RO/2019) De acordo com os princípios constitucionais orçamentários e o 
disposto na CF acerca das finanças públicas, as autorizações para a abertura de créditos suple-
mentares e para a contratação de operações de créditos constituem exceções ao princípio da:
a) legalidade orçamentária.
b) universalidade orçamentária.
c) pureza orçamentária.
d) não afetação da receita.
e) quantificação dos créditos orçamentários.
028. (CESPE/MPC–PA/2019) Se a União arrecadar determinado tributo cuja receita deva ser 
compartilhada com outros entes da Federação, ela deverá incluir em seu orçamento a parcela 
a ser posteriormente distribuída. Essa obrigação decorre do princípio orçamentário
a) da programação.
b) do orçamento bruto.
c) da unidade.
d) do equilíbrio.
e) da exclusividade.
029. (CESPE/TCE–RO/2019) De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as infor-
mações sobre a situação financeira e atuarial dos regimes geral de previdência social e próprio 
dos servidores do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE/RO) estão disponíveis:
a) no plano plurianual do estado.
b) no anexo de metas fiscais da lei de diretrizes orçamentárias do estado.
c) no anexo de riscos fiscais da lei de diretrizes orçamentárias do estado.
d) na lei orçamentária anual do estado.
e) no orçamento de investimento.
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DIREITO FINANCEIRO
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030. (CESPE/MPC–PA/2019) Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, a evolução do 
patrimônio líquido de orçamento estadual em relação aos últimos três exercícios pode ser ve-
rificada mediante consulta ao:
a) anexo de riscos fiscais que integra a lei de diretrizes orçamentárias.
b) texto do plano plurianual.
c) texto da lei orçamentária anual.
d) anexo de metas fiscais que integra a lei de diretrizes orçamentárias.
e) anexo de metas fiscais que integra a lei orçamentária anual.
031. (CESPE/CODEVASF/2021) Com relação ao orçamento público no Brasil,julgue o item 
subsequente.
A lei de diretrizes orçamentárias deve dispor sobre o equilíbrio entre receitas e despe-
sas públicas.
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GABARITO
1. C
2. E
3. C
4. E
5. C
6. E
7. E
8. d
9. E
10. E
11. E
12. d
13. e
14. C
15. C
16. E
17. C
18. E
19. E
20. E
21. E
22. C
23. C
24. C
25. a
26. C
27. c
28. b
29. b
30. d
31. C
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DIREITO FINANCEIRO
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
GABARITO COMENTADO
001. (CESPE/PGDF/2021) Acerca dos mecanismos de administração do orçamento, julgue o 
item que se segue.
A unidade gestora que precisar descentralizar uma parcela de seus créditos orçamentários a 
outra unidade, em estrutura administrativa diversa, deve efetuar um destaque.
Certo.
002. (CESPE/PGDF/2021) Acerca dos mecanismos de administração do orçamento, julgue o 
item que se segue.
O crédito especial é o único tipo de crédito adicional cuja vigência fica restrita ao exercício 
financeiro em que for aberto, independentemente das circunstâncias.
Não. Esse é o crédito suplementar.
Errado.
003. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O Orçamento público é o instrumento utilizado pelo governo 
para planejar a utilização do dinheiro arrecadado com os tributos (impostos, taxas, contribui-
ções de melhoria, entre outros). Esse planejamento é essencial para oferecer serviços públicos 
adequados, além de especificar gastos e investimentos que foram priorizados pelos poderes. 
A respeito desse assunto, julgue o item a seguir.
O crédito orçamentário inicial ou ordinário é aquele aprovado pela lei orçamentária anual, cons-
tante dos orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimento das empresas estatais.
Correto, o crédito inicial ou ordinário é aquele constante da LOA.
Certo.
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004. (CESPE/PGDF/2021) Com base nos conceitos e nas aplicações da Lei de Responsa-
bilidade Fiscal e na Lei Complementar de Finanças Públicas (Lei n. 4.320/1964), julgue o 
item seguinte.
A lei orçamentária conterá os créditos suplementares para os quais já haja recursos suficientes.
Nada disso, a lei orçamentária poderá conter a autorização para abertura dos créditos su-
plementares. Na realidade, o crédito suplementar é utilizado para reforço de um crédito or-
çamentário.
Não faz sentido você fazer um orçamento já suplementado. Se era pra suplementar, então já 
faz um orçamento maior. Suplementar é algo feito depois, mas cuja autorização em parte já é 
dada pelo próprio orçamento. Digo em parte, pois é feito algo do tipo: é autorizada a suplemen-
tação em 20% do montante das programações...
Errado.
005. (CESPE/CODEVASF/2021) Considerando que a CODEVASF necessite realizar a revitali-
zação das margens do rio São Francisco no trecho localizado em Itacoatiara–BA, obra orçada 
em R$ 729.250,59, julgue o item a seguir.
Sabendo que o 4º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro pode realizar a referida revita-
lização, a CODEVASF poderá utilizar o mecanismo da descentralização orçamentária externa, 
utilizando o Termo de Execução Descentralizada (TED).
Correto. Termo de Execução Descentralizada – instrumento por meio do qual é ajustada a 
descentralização de crédito entre órgãos e/ou entidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e 
da Seguridade Social da União, para execução de ações de interesse da unidade orçamentária 
descentralizadora e consecução do objeto previsto no programa de trabalho, respeitada fiel-
mente a classificação funcional programática.
Certo.
006. (CESPE/CODEVASF/2021) Orçamento público é o instrumento utilizado pelo Governo 
Federal para planejar a utilização do dinheiro arrecadado com os tributos. Esse planejamento 
é essencial para oferecer serviços públicos adequados, além de especificar gastos e investi-
mentos que foram priorizados pelos poderes. A respeito desse assunto, julgue o próximo item.
Em situações em que o governo reconheça o estado de calamidade pública, como ocorreu 
em 2020 devido à pandemia de covid-19, para alocar recursos adicionais ao orçamento com o 
objetivo de atender os municípios atingidos, deve-se utilizar o mecanismo retificador do orça-
mento denominado crédito especial.
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DIREITO FINANCEIRO
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Nesse caso, como se trata de uma situação de emergência, de calamidade pública, o instru-
mento mais correto seria o crédito extraordinário.
Errado.
007. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O orçamento público é o instrumento de planejamento que 
estima as receitas que o governo espera arrecadar ao longo do próximo ano e, com base nelas, 
autoriza um limite de gastos a ser realizado com tais recursos. Sobre este assunto, julgue o 
próximo item.
O processo orçamentário brasileiro está baseado em instrumentos de curto prazo (PPA, LOA e 
LDO). Todos perfeitamente integrados entre si.
O PPA é um instrumento de médio prazo.
Errado.
008. (CESPE/TJ–PA/2020) A descentralização de créditos orçamentários ocorre quando efe-
tuada movimentação de parte do orçamento para que outras unidades administrativas pos-
sam executar as despesas orçamentárias. Nesse procedimento, obrigatoriamente se preserva:
a) a unidade gestora.
b) o órgão executante.
c) a entidade responsável.
d) a estrutura programática.
e) o ente federativo original.
Nesse caso, preserva-se necessariamente a estrutura programática, tema que é visto na aula 
de despesa pública.
Letra d.
009. (CESPE/MPE–CE/2020) A LOA de 2020 prevê crédito para a construção de um presídio 
federal com custo total previsto de R$ 11 milhões. Os pagamentos serão realizados em par-
celas durante a execução da obra, que será desenvolvida em dois anos, com expectativa de 
conclusão para 2021, conforme previsto no PPA.
Considerando a situação hipotética precedente, julgue o próximo item.
Caso os recursos previstos inicialmente sejam insuficientes e haja a necessidade de comple-
mentar a dotação inicial com mais R$ 1 milhão, será necessária a inclusão de crédito adicional 
extraordinário no montante de R$ 1 milhão.
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DIREITO FINANCEIRO
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Caso a dotação orçamentária seja insuficiente, utiliza-se o crédito suplementar para reforço 
da dotação.
Errado.
010. (CESPE/TCE–RJ/2021) Com relação aos recursos de acompanhamento e modificação 
do orçamento governamental, julgue o item subsecutivo.
O crédito adicional constitui dotação isolada da lei orçamentária anual, sendo vedada sua in-
corporação no crédito orçamentário.
Pelo contrário, no caso do crédito adicional suplementar, é realizado uma incorporação/refor-
ço ao crédito já existente.
Errado.
011. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O modelo de planejamento e orçamento brasileiro é definido 
na Constituição Federal de 1988 e composto de três instrumentos: o plano plurianual (PPA), a 
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). A esse respeito, julgue 
o item que se segue.
Os valores que possam vir a desequilibrar as contas públicas, a exemplo dos passivos contin-
gentes, assim como as ações e programas necessários para saná-los, devem constar no PPA.
O Anexo de Riscos Fiscais irá constar da LDO.
Errado.
012. (CESPE/TJ–PA/2020) No que tange ao orçamento-programa, assinale a opção correta.
a) A alocação de recursos visa exclusivamente à aquisição de insumos para a execução orça-
mentária dos programas.
b) O principal critério para classificação orçamentária é o que indica a entidade responsável 
pela execução do programa.
c) É necessária a criação de alternativas para se determinar uma escala de prioridades a serem 
executadas.
d) O orçamento-programa apresenta vinculação com o planejamento governamental na execu-
ção de programas, projetos e atividades do Estado.
e) Metas e resultados a serem alcançados devem ser estabelecidos necessariamente com 
base no menor custo das ações e aquisições demandadas pelos programas.
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O orçamento-programa caracteriza-se pelo vínculo entre planejamento e execução de 
programas.
Letra d.
013. (CESPE/TJ–PA/2020) Assinale a opção que indica o momento do processo orçamentá-
rio em que é feita a avaliação do cumprimento do programa de trabalho, expresso em termos 
monetários e em termos de realizações de obras e prestação de serviços.
a) descentralização.
b) planejamento.
c) fiscalização.
d) execução.
e) controle.
Na fase de controle, é feita essa avaliação.
Letra e.
014. (CESPE/PGE–PE/2019) Para limitar os gastos do governo, um dos mecanismos utili-
zados é a publicação de decreto que disponha sobre a programação orçamentária e finan-
ceira bem como o cronograma mensal de desembolso. Acerca desse assunto, julgue o item 
subsequente.
O ato pelo qual determinada unidade orçamentária ou administrativa transfere a outras unida-
des orçamentárias ou administrativas o poder de utilizar créditos que lhes tenham sido dota-
dos caracteriza o que se denomina descentralização de créditos.
Isso mesmo, trata-se de descentralização de créditos orçamentários.
Certo.
015. (CESPE/PGE–PE/2019) Permitir o controle da dívida interna e externa e o das transfe-
rências negociadas constitui um dos principais objetivos do Sistema Integrado de Administra-
ção Financeira do Governo Federal (SIAFI).
Um dos objetivos do SIAFI é permitir o controle da dívida interna e externa, bem como o das 
transferências negociadas.
Certo.
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016. (CESPE/PGE–PE/2019) O orçamento público é um instrumento de planejamento e de 
execução das finanças públicas. No Brasil, a iniciativa de propor as leis orçamentárias é do 
chefe do Poder Executivo. Com referência a esse assunto, julgue o item que se segue.
Sendo necessária para combater os efeitos decorrentes de calamidade pública, uma despesa 
pública que tenha sido realizada por meio de crédito adicional ao orçamento originalmente 
aprovado será classificada como crédito adicional especial.
Como se trata de calamidade pública, utilizamos um crédito extraordinário.
Errado.
017. (CESPE/TJ–AM/2019) É permitido que os recursos correspondentes a determinada 
emenda supressiva da despesa aprovada pelo Congresso Nacional sejam utilizados como fon-
te de recursos para a abertura de créditos suplementares e especiais.
Uma das fontes para abertura de créditos suplementares e especiais é anulação total ou par-
cial de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais.
Certo.
018. (CESPE/PREFEITURA DE BOA VISTA–RR/2019) Não é viável autorizar a abertura de 
crédito adicional para permitir a destinação de recursos de fundação pública municipal para a 
cobertura de necessidades de cidadãos, pois esse tipo de despesa somente pode ser realizado 
com base em dotações originariamente estabelecidas na lei orçamentária.
Nada disso. Nesse caso, utilizamos créditos adicionais especiais.
Errado.
019. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) Vige no ordenamento jurídico brasileiro 
o princípio da anualidade orçamentária: nenhum tributo será cobrado no exercício financeiro 
sem prévia autorização orçamentária.
O princípio da anualidade orçamentária determina que o orçamento será circunscrito ao perí-
odo de um ano. Não há obrigatoriedade de previsão da instituição e cobrança de tributo auto-
rizado na LOA.
Errado.
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020. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A respeito do plano plurianual (PPA), da 
lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e da lei orçamentária anual (LOA), julgue o item a seguir.
A iniciativa para os três planejamentos orçamentários – PPA, LDO e LOA – é concorrente: tanto 
o Poder Executivo como o Poder Legislativo podem atuar na propositura dessas leis.
Nada disso! A competência é exclusiva do Executivo!
Errado.
021. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A respeito do plano plurianual (PPA), da 
lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e da lei orçamentária anual (LOA), julgue o item a seguir.
O PPA traça o planejamento de longo prazo, estabelece diretrizes, objetivos e metas da admi-
nistração pública federal para as despesas correntes e para as despesas relativas aos progra-
mas de duração continuada.
Dois erros: não é planejamento de longo prazo e se refere às despesas de capital.
Errado.
022. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A respeito do plano plurianual (PPA), da 
lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e da lei orçamentária anual (LOA), julgue o item a seguir.
Constitui crime de responsabilidade fiscal o início de investimento cuja execução ultrapasse 
um exercício financeiro, sem prévia inclusão no PPA ou sem autorização de sua inclusão me-
diante lei.
Perfeito! Precisa estar no PPA ou autorizado mediante lei.
Certo.
023. (CESPE/PGE–PE/2019) O orçamento público, um instrumento fundamental de governo, 
constitui o principal documento de políticas públicas. A respeito desse assunto,julgue o se-
guinte item.
O processo orçamentário brasileiro está baseado em instrumentos de curto prazo – a Lei Orça-
mentária Anual (LOA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – e em instrumento de médio 
prazo – o Plano Plurianual (PPA) –; todos perfeitamente integrados entre si.
Isso mesmo, há o PPA de médio prazo e há a LOA e a LDO de curto prazo.
Certo.
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024. (CESPE/SLU/2019) No que diz respeito ao ciclo orçamentário e ao processo orçamen-
tário, julgue o item seguinte.
O início da etapa de controle relativo à lei orçamentária anual coincide com o início do exercício 
financeiro e prolonga-se para depois do encerramento desse exercício.
Exato, o controle deve ser prévio, concomitante e posterior.
Certo.
025. (CESPE/MPC–PA/2019) Na abertura de créditos suplementares, é vedada a utilização 
de recursos decorrentes de:
a) restos a pagar liquidados.
b) superávit financeiro do exercício anterior.
c) excesso de arrecadação.
d) anulação parcial ou total de dotações orçamentárias.
e) operações de crédito autorizadas.
Entre as fontes de recursos para abertura de créditos suplementares não estão previstas aque-
las decorrentes de restos a pagar liquidados.
Letra a.
026. (CESPE/PGM DE CAMPO GRANDE–MS/2019) A LRF, ao transformar a LDO em instru-
mento de planejamento trienal, incluiu o anexo de metas fiscais, no qual se estabelecem as 
metas anuais a serem implementadas no exercício financeiro a que se refere a LDO e nos dois 
exercícios seguintes.
No anexo de metas, são estabelecidas as metas para o exercício em questão e para os dois 
seguintes.
Certo.
027. (CESPE/TCE–RO/2019) De acordo com os princípios constitucionais orçamentários e o 
disposto na CF acerca das finanças públicas, as autorizações para a abertura de créditos suple-
mentares e para a contratação de operações de créditos constituem exceções ao princípio da:
a) legalidade orçamentária.
b) universalidade orçamentária.
c) pureza orçamentária.
d) não afetação da receita.
e) quantificação dos créditos orçamentários.
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Trouxe essa questão para mostrar que o CESPE usou o termo princípio da pureza orçamentária 
como sinônimo de princípio da exclusividade.
Letra c.
028. (CESPE/MPC–PA/2019) Se a União arrecadar determinado tributo cuja receita deva ser 
compartilhada com outros entes da Federação, ela deverá incluir em seu orçamento a parcela 
a ser posteriormente distribuída. Essa obrigação decorre do princípio orçamentário:
a) da programação.
b) do orçamento bruto.
c) da unidade.
d) do equilíbrio.
e) da exclusividade.
Relembrando a aula passada, trata-se do princípio do orçamento bruto.
Letra b.
029. (CESPE/TCE–RO/2019) De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as infor-
mações sobre a situação financeira e atuarial dos regimes geral de previdência social e próprio 
dos servidores do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE/RO) estão disponíveis:
a) no plano plurianual do estado.
b) no anexo de metas fiscais da lei de diretrizes orçamentárias do estado.
c) no anexo de riscos fiscais da lei de diretrizes orçamentárias do estado.
d) na lei orçamentária anual do estado.
e) no orçamento de investimento.
De acordo com a LRF, essas informações fazem parte do anexo de metas fiscais da LDO.
Letra b.
030. (CESPE/MPC–PA/2019) Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, a evolução do 
patrimônio líquido de orçamento estadual em relação aos últimos três exercícios pode ser ve-
rificada mediante consulta ao:
a) anexo de riscos fiscais que integra a lei de diretrizes orçamentárias.
b) texto do plano plurianual.
c) texto da lei orçamentária anual.
d) anexo de metas fiscais que integra a lei de diretrizes orçamentárias.
e) anexo de metas fiscais que integra a lei orçamentária anual.
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DIREITO FINANCEIRO
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
Mesmos comentários da questão anterior. Anexo de metas fiscais da LDO.
Letra d.
031. (CESPE/CODEVASF/2021) Com relação ao orçamento público no Brasil, julgue o item 
subsequente.
A lei de diretrizes orçamentárias deve dispor sobre o equilíbrio entre receitas e despe-
sas públicas.
A partir da LRF, a LDO passou a dispor sobre o equilíbrio entre receitas e despesas públicas.
Certo.
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DIREITO FINANCEIRO
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
REFERÊNCIAS
Livro/Texto Autor
Orçamento Público Giacomoni
Manual Técnico de Orçamento SOF
Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público STN
Gestão de Finanças Públicas Albuquerque, Medeiros e Feijó
Ah, não se esqueça de avaliar esta aula. O seu feedback é muito importante para o aprimo-
ramento constante deste trabalho.
Allan Mendes
Auditor de Controle Interno do Distrito Federal. Ex-servidor do Ministério Público da União (MPU), onde 
atuou como diretor administrativo e financeiro do Programa de Saúde dos Membros e Servidores. Ex-
servidor do Fundo Nacional de Educação (FNDE), onde atuou como chefe da Divisão de Prestação de 
Contas de Convênios. Graduado em Ciências Contábeis pela UnB e em Direito pela UPIS. Pós-graduado em 
Contabilidade Pública na WPÓS e mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília.
Vinicius Ribeiro
Analista Legislativo na Câmara dos Deputados, onde trabalha com as leis orçamentárias. Aprovado no 
concurso de Consultor de Orçamento na Câmara dos Deputados. Formado em Administração na Universidade 
Federal de Uberlândia. É autor do livro Administração para Concursos, publicado pela editora GEN. Professor 
de cursos online para concursos há 7 anos. Foi, ainda, Analista de Planejamento e Orçamento no Ministério 
do Planejamento; Analista Judiciário – Área Administrativa no CNJ e no STF; e Especialista no FNDE. Possui 
pós-graduação – MBA em Negócios Internacionais e Comércio Exterior na FGV.
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	Apresentaçãoo acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atua-
ção das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58.
Assim, cabe ao Poder Executivo elaborar e ao Poder Legislativo discutir e aprovar (projeto 
vai para sanção do Presidente). No tocante à fiscalização, ela está a cargo também do Poder 
Legislativo, com auxílio do Tribunal de Contas da União.
1.1. plAno pluriAnuAl (ppA)
A Constituição de 1988 inovou ao prever, além da Lei Orçamentária Anual, mais duas outras 
peças orçamentárias: o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
O Plano Plurianual (PPA) representa a peça máxima do planejamento do Estado, sendo sua 
elaboração, competência exclusiva do Chefe do Poder Executivo. A Lei de Diretrizes Orçamen-
tárias e Lei Orçamentária Anual deverão ser compatíveis com suas diretrizes, bem como os 
planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos na Constituição.
Esses planos nacionais, regionais e setoriais possuem período de vigência até mais lon-
gos do que o PPA, sendo considerados de longo prazo. No entanto, eles devem observar (ser 
compatíveis/adequados) o PPA. Alguns exemplos desses planos e programas: Plano Nacional 
de Educação – PNE (duração de 10 anos), Plano Nacional de Cultura – PNC (10 anos), Plano 
Nacional de Viação – PNV (revisto a cada 5 anos).
Fique atento ao fato de que o PPA reflete o planejamento de médio prazo. Assim, apesar de 
ser o principal instrumento do planejamento no Brasil, deve ser considerado de médio prazo e 
não de longo prazo.
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Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser inicia-
do sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de 
crime de responsabilidade.
De acordo com a CF/1988, o PPA estabelecerá de forma regionalizada as diretrizes, metas 
e objetivos da Administração Pública com relação às despesas de capital e outras delas de-
correntes, bem como para as relativas aos programas de duração continuada.
Obs.: � Despesas de capital: despesas que contribuem, diretamente, para a formação ou aqui-
sição de um bem de capital (equipamentos e instalações necessários para a produção 
de outros bens ou serviços. Ex: fábricas, máquinas, ferramentas, equipamentos etc.).
O Projeto de Lei deve ser encaminhado até 4 meses antes do encerramento da sessão le-
gislativa ordinária do primeiro ano do mandato do Chefe do Poder Executivo, ou seja, até 31 de 
agosto, devendo ser aprovado pelo Poder Legislativo até 22 de dezembro do mesmo ano, data 
do encerramento da sessão legislativa ordinária.
O PPA tem vigência de 4 anos, compreendendo o segundo ano de mandato do Presidente 
da República até o primeiro ano de mandato do seu sucessor, ou seja, o prazo de duração do 
PPA não coincide com o mandato presidencial. Essa medida visa evitar rupturas no Planeja-
mento Estatal, mantendo assim, pelo menos no primeiro ano do mandato do sucessor, o Pla-
nejamento estabelecido pelo seu antecessor.
A Mensagem Presidencial que encaminhou o PPA 2020-2023 detalhou 3 dimensões, a saber:
• Dimensão estratégica – que trata das diretrizes e temas, dentro de cinco eixos:
− Institucional
− Social
− Ambiental
− Econômico
− Infraestrutura
• Dimensão tática (intermediária) – estruturada em programas finalísticos, com objetivos 
e metas regionalizadas, e programas de gestão (ações administrativas ou organizacio-
nais). Ah, os programas finalísticos e de gestão configuram o elo entre PPA, LDO e LOA.
• Dimensão operacional – ações que instrumentalizam o alcance de tais objetivos e metas.
001. (CESPE/SLU-DF/2019) Cada um dos Poderes da União deve encaminhar ao Poder Legis-
lativo um projeto próprio de plano plurianual, em até oito meses e meio antes do encerramento 
do primeiro exercício financeiro.
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O projeto de lei do PPA é competência exclusiva do chefe do Poder Executivo.
Errado.
1.2. lei de diretrizes orçAmentáriAs (ldo)
Para fazer o vínculo entre o planejamento de médio prazo e a Lei Orçamentária Anual, a 
Constituição Federal de 1988 trouxe um importantíssimo instrumento do Orçamento, a Lei de 
Diretrizes Orçamentárias.
A LDO compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, estabelece-
rá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória susten-
tável da dívida pública, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alte-
rações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras 
oficiais de fomento.
Nova redação dada pela EC n. 109/2021.
Assim, cabe à LDO:
• compreender as metas e prioridades da administração pública federal;
• estabelecer as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com 
trajetória sustentável da dívida pública,
• orientar a elaboração da lei orçamentária anual,
• dispor sobre as alterações na legislação tributária; e
• estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
Sobre a disposição de alterações na legislação tributária pela LDO, é importante dizer que 
dispor sobre o tema (falar sobre o assunto) é diferente de dizer que qualquer alteração na 
legislação tributária deva estar prevista previamente na LDO para que a medida possa en-
trar em vigor.
O Projeto de Lei da LDO deve ser encaminhado até 8 meses e meio antes do encerramento 
da sessão legislativa ordinária, ou seja, até 15 de abril, devendo ser aprovado até 17 de julho.
A mensagem que encaminhar o projeto da LDO apresentará, em anexo específico, os ob-
jetivos das políticas monetária, creditícia e cambial, bem como os parâmetros e as projeções 
para seus principais agregados e variáveis, e ainda as metas de inflação, para o exercício 
subsequente.
Ainda sobre o prazo para sua aprovação pelo Poder Legislativo, a Constituição Federal 
trouxe uma regra muito interessante e particular, de que o Congresso Nacional não poderá 
entrar em recesso no meio do ano se não aprovada a LDO.
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Professor, o PPA e a LOA têm essa mesma previsão?
Não! Apenas o rito da LDO tem essa previsão. Essa regra deve-se ao fato de que a LDO 
deve servir de parâmetro para aprovação da LOA ainda naquele exercício. Iria contra um dos 
objetivos da LDO, caso sua discussão ou aprovação coincidissem com a da LOA.
Assim, como a LOA deve ser apresentada até 31 de agosto, nada mais lógico do que a LDO 
ser aprovada antes dessa data, lembrando que o Congresso entra em recesso dia 17 de julho.
Quanto à vigência da LDO, essa será superior a um ano, em torno de um ano e meio, pois 
é aprovada no meio do ano, servindo para orientarOrçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais
	1. Orçamento na Constituição Federal
	1.1. Plano Plurianual (PPA)
	1.2. Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
	1.3. Lei Orçamentária Anual (LOA)
	2. Ciclo Orçamentário
	2.1. Elaboração
	2.2. Aprovação
	2.3. Execução
	2.4. Controle
	3. Créditos Adicionais
	Resumo
	Mapa Mental
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	AVALIAR 5: 
	Página 64:a elaboração da LOA. Além disso, no ano 
seguinte a LDO continua vigendo, dispondo sobre regras sobre a execução e acompanhamento 
do orçamento aprovado.
A importância da LDO aumentou com a publicação da Lei Complementar n. 101/00, 
Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que ampliou os objetivos da LDO, passando a dispor 
também sobre:
• Equilíbrio entre receitas e despesas;
• Critério e forma de limitação de empenho;
• Normas relativas ao controle de custos e à avaliação de programas;
• Demais condições e exigências para a transferência voluntária de recursos (transferên-
cias de recursos a entidades públicas e privadas).
A LRF ainda criou dois importantíssimos anexos que deverão compor a LDO. O Anexo de 
Metas Fiscais e o Anexo de Riscos Fiscais compreenderão:
Anexo de Metas Fiscais
• Metas anuais de resultado nominal e primário para o exercício e para os dois seguintes;
• Montante da dívida para o exercício em questão e para os dois seguintes;
•	 Demonstrativo	das	metas	anuais,	com	memória	e	metodologia	de	cálculo	que	a	justifiquem,	
comparando-as com os últimos três anos;
• Evolução do patrimônio Líquido dos últimos três anos, destacando a origem e aplicação 
dos recursos obtidos com alienação de ativos;
•	 Avaliação	da	situação	financeira	e	atuarial	dos	regimes	geral	de	previdência	social	e	próprio	
dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhadores, e dos demais fundos e 
programas de natureza atuarial;
• Demonstrativo da estimativa e compensação de renúncia de receita e avaliação da 
expansão das despesas de caráter continuado.
Anexo de Riscos Fiscais
• Conterá a avaliação e providências necessárias em relação aos passivos contingentes e 
outros riscos capazes de afetar as contas públicas
Anexo de Metas Fiscais
• Metas anuais de resultado nominal e primário para o exercício e para os dois seguintes;
• Montante da dívida para o exercício em questão e para os dois seguintes;
• Demonstrativo das metas anuais, com memória e metodologia de cálculo que a justifiquem, comparando-as com os últimos três anos;
• Evolução do patrimônio Líquido dos últimos três anos, destacando a origem e aplicação dos recursos obtidos com alienação de ativos;
• Avaliação da situação financeira e atuarial dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhadores, e dos demais fundos e programas de natureza atuarial;
• Demonstrativo da estimativa e compensação de renúncia de receita e avaliação da expansão das despesas de caráter continuado.
Anexo de Riscos Fiscais
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Veja como isso apareceu na LRF:
§ 1º Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas Fiscais, em que serão 
estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, re-
sultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para 
os dois seguintes.
§ 2º O Anexo conterá, ainda:
I – avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior;
II – demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia de cálculo que justifi-
quem os resultados pretendidos, comparando-as com as fixadas nos três exercícios anteriores, e 
evidenciando a consistência delas com as premissas e os objetivos da política econômica nacional;
III – evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios, destacando a origem e a 
aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos;
IV – avaliação da situação financeira e atuarial:
a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo 
ao Trabalhador;
b) dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial;
V – demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão 
das despesas obrigatórias de caráter continuado.
§ 3º A lei de diretrizes orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os 
passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as provi-
dências a serem tomadas, caso se concretizem.
§ 4º A mensagem que encaminhar o projeto da União apresentará, em anexo específico, os objeti-
vos das políticas monetária, creditícia e cambial, bem como os parâmetros e as projeções para seus 
principais agregados e variáveis, e ainda as metas de inflação, para o exercício subsequente.
Resultado de recente alteração na Constituição (EC n. 102/2019), a LDO passou a conter 
um anexo com a previsão de agregados fiscais e a proporção dos recursos para investimentos 
que serão alocados na lei orçamentária anual para a continuidade daqueles em andamento.
Esse anexo deverá compreender as despesas para o exercício a que se refere e, pelo me-
nos, para os 2 exercícios subsequentes.
A ideia dessa alteração legislativa é garantir que investimentos públicos não fiquem sem 
o correspondente financiamento nos exercícios em que ocorrer sua execução (ex.: construção 
de uma obra pública que durar mais de um ano).
002. (CESPE/TJ–AM/2019) Além de conter a relação das metas e das prioridades da admi-
nistração pública federal, a lei de diretrizes orçamentárias também deve avaliar o cumprimento 
das metas relativas ao ano anterior.
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De acordo com a lei:
LRF, § 1º Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas Fiscais, em que se-
rão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, 
resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e 
para os dois seguintes.
§ 2º O Anexo conterá, ainda:
I – avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior;
Certo.
1.3. lei orçAmentáriA AnuAl (loA)
Última peça orçamentária que compõe a estrutura de planejamento e orçamento da CF/88, 
a Lei Orçamentária Anual é o orçamento propriamente dito do Governo, onde estarão consig-
nadas a previsão das receitas e fixação das despesas.
Guarde isso: fixação de despesas e previsão de receitas!
O examinador adora trocar essas informações. Às vezes, ele coloca numa questão que no 
orçamento são previstas as despesas e fixadas as receitas. Errado!!! Temos que entender a 
lógica: como podemos fixar as receitas do governo? Não há como. O governo não tem certeza 
de que receberá essas receitas. Todo mundo vai pagar os seus impostos? E qual o valor exato? 
Impossível de saber, não é?
Por outro lado, as despesas devem sim ser fixadas. Desta forma, é vedado o início de pro-
gramas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual!
Mas cuidado, o examinador por dizer de maneira genérica que orçamento prevê receitas 
e despesas. O que você tem que ter em mente é que não se pode falar em fixação de receita. 
Isso é o mais importante.
Da mesma forma que os demais instrumentos orçamentários, a competência para sua 
elaboração é exclusiva do Chefe do Poder Executivo. Este consolidará as propostas orçamen-
tárias dos demais poderes (Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas) e 
irá apresentá-la ao Congresso Nacional na forma de um projeto de Lei.
O Projeto de Lei deveser encaminhado até 4 meses antes do encerramento da sessão le-
gislativa ordinária do mandato do Chefe do Poder Executivo, ou seja, até 31 de agosto, deven-
do ser aprovado pelo Poder Legislativo até o encerramento da sessão legislativa ordinária, 
22 de dezembro do mesmo ano. A lei orçamentária possuirá vigência de um ano (Princípio 
da anualidade).
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Para ajudá-los, vamos aproveitar para ver um quadro comparativo dos prazos e vigências 
do PPA, LDO e LOA:
Conforme visto anteriormente, a Lei Orçamentária Anual será composta pelo orçamento 
fiscal, pelo orçamento da seguridade social e pelo orçamento de investimento de empresas.
A Constituição determina que os Orçamentos Fiscal e de Investimento das Estatais deve-
rão buscar a redução das desigualdades inter-regionais.
CF/1988, Art. 165, § 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibilizados com 
o plano plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo 
critério populacional.
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Professor, e o orçamento da seguridade social?
Bem, nesse caso não deve ser buscada essa redução das desigualdades. Pegadinha re-
corrente em provas, mas de fácil possibilidade de você se lembrar dela. Basta entender que o 
orçamento de seguridade possui um objetivo muito específico, que é financiar a saúde, previ-
dência e assistência social, desta forma, não se alinha a esses objetivos a redução das desi-
gualdades inter-regionais.
O projeto de lei orçamentária deverá ser acompanhado de demonstrativo regionalizado do 
efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios 
e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. Esses são os chamados incenti-
vos fiscais.
Assim como fez com a LDO, a Lei de Responsabilidade Fiscal trouxe algumas disposições 
sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA). De acordo com a LRF, são vedados créditos com fina-
lidade imprecisa ou com dotação ilimitada, bem como investimentos com duração superior 
a um exercício financeiro que não esteja previsto no plano plurianual ou em lei que autorize a 
sua inclusão.
O projeto de Lei Orçamentária Anual, compatível com o PPA/LDO/LRF, deverá:
• Conter demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos com os ob-
jetivos e metas constantes do Anexo de Metas Fiscais (LDO);
• Acompanhar medidas de compensação a renúncias de receita e ao aumento de despe-
sas obrigatórias de caráter continuado;
• Conter Reserva de Contingência, cuja forma de utilização e montante, com base na re-
ceita corrente líquida, serão estabelecidos na LDO. A reserva se destina ao atendimento 
de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos;
• Conter todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as recei-
tas que as atenderão.
O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei orçamentária e nas de 
crédito adicional.
A atualização monetária do principal da dívida mobiliária refinanciada não poderá superar 
a variação do índice de preços previsto na lei de diretrizes orçamentárias, ou em legislação 
específica.
Resultado de recente alteração na Constituição (EC n. 102/2019), a Lei Orçamentária 
 Anual – LOA poderá conter previsões de despesas para exercícios seguintes, com a especifi-
cação dos investimentos plurianuais e daqueles em andamento.
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A lógica aqui é a mesma do anexo acrescentado na LDO, garantir recursos e viabilizar in-
vestimentos públicos. Ainda com esse objetivo, a União ficou responsável por organizar e man-
ter registro centralizado de projetos de investimento contendo, por Estado ou Distrito Federal, 
pelo menos, análises de viabilidade, estimativas de custos e informações sobre a execução 
física e financeira.
Ah, e tem uma lei que você já conhece que disciplina a elaboração do orçamento. Você se 
lembra? Lei n. 4.320/1964:
Art. 1º Esta lei estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamen-
tos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, de acordo com o dispos-
to no art. 5º, inciso XV, letra b, da Constituição Federal.
A Lei n. 4.320/1964 ainda determina que o Projeto de Lei Orçamentária Anual compreende-
rá a discriminação das receitas e despesas, de forma a evidenciar a política econômica-finan-
ceira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalida-
de e anualidade.
Por fim, a Lei n. 4.320/1964, no seu art. 2º, trouxe quadros que deverão integrar ou acom-
panhar o orçamento. Vejamos:
Art. 2º, § 1º Integrarão a Lei de Orçamento:
I – Sumário geral da receita por fontes e da despesa por funções do Governo;
II – Quadro demonstrativo da Receita e Despesa segundo as Categorias Econômicas, na forma do 
Anexo n. 1;
III – Quadro discriminativo da receita por fontes e respectiva legislação;
IV – Quadro das dotações por órgãos do Governo e da Administração.
§ 2º Acompanharão a Lei de Orçamento:
I – Quadros demonstrativos da receita e planos de aplicação dos fundos especiais;
II – Quadros demonstrativos da despesa, na forma dos Anexos n. 6 a 9;
III – Quadro demonstrativo do programa anual de trabalho do Governo, em termos de realização de 
obras e de prestação de serviços.
DICA
Quer visualizar isso melhor? Dê uma passadinha no link abaixo, 
onde estão todos os arquivos/links relacionados a um projeto 
de lei orçamentária. Só um conselho: não gaste muito tempo 
visitando essa página, pois o seu foco é passar no concurso e 
esses detalhamentos do PLOA são bastante específicos, ok?
http://www2.camara.leg.br/orcamento-da-uniao/leis-orca-
mentarias/loa
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Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais
DIREITO FINANCEIRO
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
003. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O modelo de planejamento e orçamento brasileiro é definido 
na Constituição Federal de 1988 e composto de três instrumentos: o plano plurianual (PPA), a 
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). A esse respeito, julgue 
o item que se segue.
Apresentação, montante e forma de utilização da reserva de contingência constituem um con-
teúdoatribuído à LOA e LDO.
A LOA irá conter (apresentar) a Reserva de Contingência, cuja forma de utilização e montante, 
com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos na LDO.
Certo.
004. (CESPE/TJ–AM/2019) A reserva de contingência consignada na lei orçamentária anual 
destina-se exclusivamente ao atendimento de passivos contingentes e a outros riscos e even-
tos fiscais imprevistos.
A LOA conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante, com base na 
receita corrente líquida, serão estabelecidos na LDO. A reserva se destina ao atendimento de 
passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.
Certo.
2. CiClo orçAmentário
Ciclo Orçamentário é um processo contínuo, dinâmico e flexível, em que são avaliados os 
aspectos físicos e financeiros dos programas do setor público, composto pelas seguintes eta-
pas: elaboração/planejamento, discussão/aprovação, execução e controle/avaliação da Lei 
Orçamentária.
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Orçamento na CF, Ciclo Orçamentário e Créditos Adicionais
DIREITO FINANCEIRO
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
Essa é a forma clássica de apresentação do ciclo orçamentário, contudo, vocês precisam 
conhecer o ciclo orçamentário ampliado.
Uma vez que o ciclo orçamentário também envolve a Lei de Diretrizes Orçamentárias – 
LDO e o Plano Plurianual – PPA, a partir da Constituição de 1988, esse ciclo se estende em oito 
fases, quais sejam:
• formulação do planejamento plurianual, pelo Executivo;
• apreciação e adequação do plano, pelo Legislativo;
• proposição de metas e prioridades para a administração e da política de alocação de 
recursos pelo Executivo;
• apreciação e adequação da LDO, pelo Legislativo;
• elaboração da proposta de orçamento, pelo Executivo;
• apreciação, adequação e autorização legislativa;
• execução dos orçamentos aprovados;
• avaliação da execução e julgamento das contas.
Essa abordagem com 8 fases é de autoria do consultor aposentado de orçamento da Câ-
mara dos Deputados, o Sr. Osvaldo Sanches.
Tais fases são insuscetíveis de aglutinação, dado que cada uma possui ritmo próprio, fi-
nalidade distinta e periodicidade definida.
Diferentemente da Lei Orçamentária Anual que possui duração de um exercício, coinci-
dindo com o ano civil, o ciclo orçamentário não se limita ao período de um ano, pois, como 
vimos, envolve todas as etapas anteriores e posteriores à execução orçamentária e financeira 
do orçamento.
005. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) O orçamento público é o instrumento de planejamento que 
estima as receitas que o governo espera arrecadar ao longo do próximo ano e, com base nelas, 
autoriza um limite de gastos a ser realizado com tais recursos. Sobre este assunto, julgue o 
próximo item.
O ciclo orçamentário constitui uma sequência de duas fases ou etapas que deve ser cumprida 
como parte do processo orçamentário: elaboração e aprovação.
Na verdade, o Ciclo Orçamentário é um processo contínuo, dinâmico e flexível, em que são 
avaliados os aspectos físicos e financeiros dos programas do setor público, composto pelas 
seguintes etapas: elaboração/planejamento, discussão/aprovação, execução e controle/ava-
liação da Lei Orçamentária.
Errado.
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006. (CESPE/APEX BRASIL/2021) Com relação ao ciclo orçamentário, julgue os itens a seguir.
I – No Brasil, o ciclo orçamentário se divide em duas etapas: elaboração/planejamento da pro-
posta orçamentária e execução orçamentária/financeira.
II – A elaboração do orçamento compreende o estabelecimento de plano de médio prazo (qua-
tro anos) ou PPA, lei orientadora ou LDO, e orçamento propriamente dito ou LOA.
III – O ciclo orçamentário corresponde ao período de tempo em que se processam as ativida-
des típicas do orçamento público, desde sua concepção até sua apreciação final.
Assinale a opção correta.
a) Apenas os itens I e II estão certos.
b) Apenas os itens I e III estão certos.
c) Apenas os itens II e III estão certos.
d) Todos os itens estão certos.
Analisando os itens, temos:
I – Errado. O ciclo orçamentário compreende a elaboração, aprovação, execução e controle.
II – Perfeito! Esse é o ciclo orçamentário ampliado.
III – Correto!
Letra c.
007. (CESPE/PGE–PE/2019) O ciclo orçamentário, período de tempo em que se processam 
as atividades típicas do orçamento público, é constituído das seguintes fases: planejamento, 
elaboração e aprovação.
Faltam aí a execução e o controle. Ciclo Orçamentário é um processo contínuo, dinâmico e fle-
xível, em que são avaliados os aspectos físicos e financeiros dos programas do setor público, 
composto pelas seguintes etapas: elaboração/planejamento, discussão/aprovação, execução 
e controle/avaliação da Lei Orçamentária.
Errado.
2.1. elAborAção
A elaboração e apresentação da proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) é competência 
exclusiva do Chefe do Poder Executivo (Presidente da República – PR). Assim, não pode um 
parlamentar ou mesmo o Presidente do Supremo Tribunal Federal apresentar o projeto de Lei 
Orçamentária Anual ao Congresso.
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Os demais Poderes, Ministério Público e Tribunal de Contas encaminharão suas propostas 
orçamentárias (não é o projeto, é apenas a proposta) para o Poder Executivo, dentro dos limi-
tes impostos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O Poder Executivo consolidará as propostas orçamentárias dos demais poderes (Legis-
lativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas) e irá apresentá-las ao Congresso 
Nacional na forma de um único projeto de Lei.
O Sistema de Planejamento e Orçamento Federal compreende as atividades de elaboração, 
acompanhamento e avaliação de planos, programas e orçamentos, e de realização de estudos 
e pesquisas socioeconômicas, sendo composto pelo Ministério da Economia, pelos órgãos 
setoriais e pelos órgãos específicos.
São finalidades desse Sistema:
• Formular o planejamento estratégico nacional;
• Formular planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social;
• Formular o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais;
• Gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal;
• Promover a articulação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, visando à 
compatibilização de normas e tarefas afins aos diversos Sistemas, nos planos federal, 
estadual, distrital e municipal.
O órgão central era o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Atual-
mente está inserido no Ministério da Economia! Ele possui a Secretaria de Orçamento Federal 
(SOF) e a Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
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O Sistema de Planejamento e Orçamento Federal é regulado pela Lei n. 10.180/2001, que dis-
ciplina ainda os Sistemas de Administração Financeira Federal, de Contabilidade Federal e de 
Controle Interno do Poder Executivo Federal.
Caberá à SOF definir as estratégias e diretrizes do processo de elaboração da LOA. Nesse 
sentido, as setoriais e unidades orçamentárias dos outros Poderes e órgãos estarão vincula-
das tecnicamente (orientação normativa) as diretrizes da SOF, apesar de não estarem vincula-
das hierarquicamente.
As setoriais são responsáveis por unificar as propostas das unidades orçamentárias de 
um mesmo órgão ou poder e repassá-las à SOF até o dia 13/8, conforme dispõe a LDO 2022.
Caso os demais Poderes, Ministério Público e Tribunal de Contas não encaminharem as 
suas propostas no prazo acima, o Poder Executivo considerará como proposta a Lei Orçamen-
tária vigente, ajustando-a aos limites impostos pela LDO aprovada.
Constitui unidade orçamentária o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão 
ou repartição a que serão consignadas dotações próprias.
O Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP é o é o sistema informatizado 
que suporta os processos de Planejamento e Orçamento do Governo Federal. É o resultado da 
iniciativa de integração dos sistemas e processos a partir da necessidade de:
• Otimizar procedimentos;
• Reduzir custos;
• Integrar e oferecer informações para o gestor público e para os cidadãos.
Com o SIOP, os usuários dos diversos Órgãos Setoriais, Unidades Orçamentárias e Agentes 
Técnicos integrantes do sistema, bem como outros sistemas automatizados, registram suas 
operações e efetuam consultas on-line. De modo geral, o SIOP atende os servidores da Admi-
nistração Pública que exercem atividades nas áreas de planejamento, orçamento, compras, fi-
nanças, convênios e controle, além de cidadãos interessados nos temas de orçamento público 
e políticas públicas.
São macroprocessos envolvidos no planejamento e orçamento da União tratados no SIOP:
• Elaboração e revisão do Projeto de Lei do Plano Plurianual – PLPPA
• Elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias – PLDO
• Elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA
• Operacionalização das Alterações Orçamentárias (Créditos)
• Tratamento de Emendas Parlamentares ao Orçamento (Orçamento Impositivo)
• Receitas
• Acompanhamento das Estatais
• Acompanhamento Físico das Ações Orçamentárias
• Monitoramento do PPA
• Outras funcionalidades específicas.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Com base nos referenciais monetários, os órgãos setoriais detalham, no SIOP, a abertura 
desses limites segundo a estrutura programática da despesa. Considerando a escassez de 
recursos, cada órgão setorial observará, no processo de alocação orçamentária, pela melhor 
distribuição, tendo em vista as prioridades e a qualidade do gasto.
De acordo com o MTO 2022, o processo de detalhamento da proposta setorial, via SIOP, 
compreende três etapas decisórias: UO (Unidade Orçamentária), órgão setorial e Órgão Cen-
tral. Cada momento é tratado exclusivamente pelos atores orçamentários responsáveis pela 
respectiva etapa decisória e não pode ser compartilhado, o que confere privacidade e seguran-
ça aos dados.
008. (CESPE/MPE–CE/2020) A respeito de finanças públicas, julgue o item que se segue.
O sistema de planejamento orçamentário federal segue o PPA, a LDO, a LRF e a LOA, instrumen-
tos legais que se materializam periodicamente após serem propostos pelo Poder Executivo 
federal e, posteriormente, aprovados pelo Poder Legislativo.
A LRF não se inclui entre os instrumentos legais periódicos que visam materializar o planeja-
mento e a ação governamental.
Errado.
009. (CESPE/TJ–AM/2019) Os órgãos setoriais de planejamento e de orçamento dos Pode-
res Legislativo e Judiciário se submetem a orientação normativa do órgão central de planeja-
mento do Poder Executivo.
Caberá ao órgão central de planejamento e orçamento definir as estratégias e diretrizes do 
processo de elaboração da LOA. Nesse sentido, as setoriais e unidades orçamentárias dos 
outros Poderes e órgãos estarão vinculadas tecnicamente (orientação normativa) às diretrizes 
da SOF, apesar de não estarem vinculadas hierarquicamente.
Certo.
2.1.1. Novo Regime Fiscal
Durante um período de 20 anos, as despesas primárias constantes dos Orçamentos Fiscal 
e da Seguridade Social da União serão limitadas pelo valor do exercício imediatamente ante-
rior, corrigido pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), publi-
cado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ou de outro índice que vier a 
substituí-lo, apurado no exercício anterior a que se refere a lei orçamentária.
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Texto alterado pela EC n. 113/2021.
Para fins da elaboração do projeto de lei orçamentária anual, o Poder Executivo conside-
rará o valor realizado até junho do IPCA, relativo ao ano de encaminhamento do projeto, e o 
valor estimado até dezembro desse mesmo ano. Essa estimativa do índice, juntamente com 
os demais parâmetros macroeconômicos, será elaborada mensalmente pelo Poder Executivo 
e enviados à comissão mista de orçamento.
Texto incluído pela EC n. 113/2021.
O resultado da diferença aferida entre as projeções feitas e a efetiva apuração do índice 
previsto será calculado pelo Poder Executivo, para fins de definição da base de cálculo dos 
respectivos limites do exercício seguinte, a qual será comunicada aos demais Poderes por 
ocasião da elaboração do projeto de lei orçamentária.
Texto incluído pela EC n. 113/2021.
Se verificado, na aprovação da lei orçamentária, que a proporção da despesa obrigatória 
primária em relação à despesa primária total foi superior a 95% (noventa e cinco por cento), 
aplicam-se sanções ao respectivo Poder ou órgão, até o final do exercício a que se refere a 
lei orçamentária, em especial quanto às despesas de pessoal, com restrições a nomeações e 
aumentos salariais.
Texto incluído pela EC n. 109/2021.
Ficam fora desse limite e consequentemente das sanções:
• transferências constitucionais;
• créditos extraordinários;
• despesas não recorrentes da Justiça Eleitoral com a realização de eleições;
• despesas com aumento de capital de empresas estatais não dependentes; e
• transferências a Estados, Distrito Federal e Municípios de parte dos valores arrecadados 
com os leilões dos volumes excedentes ao limite a que se refere a Lei n. 12.276/2010 
(cessão onerosa do exercício das atividades de pesquisa e lavra de petróleo, de gás 
natural e de outros hidrocarbonetos fluido), e a despesa decorrente da revisão desses 
contratos de cessão.
Texto incluído pela EC n. 102/2019.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Rubens Sérgio - 60464407346, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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2.2. AprovAção
Finalizada a elaboração da Proposta, essa será apresentada ao Congresso Nacional por 
meio de Mensagem Presidencial (instrumento oficial de comunicação entre Presidente e Con-
gresso), devendo conter:
I – resumo da política econômica do País e análise da conjuntura econômica, com indica-
ção do cenário macroeconômico e suas implicações sobre a proposta orçamentária;
II – resumo das políticas setoriais do governo;
III – avaliação das necessidades de financiamento do Governo Central relativas aos Orça-
mentos Fiscal e da Seguridade Social, evidenciando a metodologia de cálculo e os parâmetros 
utilizados;
IV – indicação do órgão que apurará os resultados primário e nominal, para fins de avalia-
ção do cumprimento das metas;
V – demonstrativo sintético dos principais agregados da receita e da despesa;
VI – demonstrativo do resultado primário das empresas estatais federais com a metodolo-
gia de apuração do resultado; e
VII – demonstrativo da compatibilidade dos valores máximos da programação constante 
do Projeto de Lei Orçamentária com os limites individualizados de despesas primárias calcula-
dos pelo Novo Regime Fiscal (teto de gastos).
A proposta orçamentária (bem como as demais leis orçamentárias – PPA e LDO), apesar 
da sua natureza de lei ordinária, possui rito especial. Ela é discutida concomitantemente em 
ambas as casas do Congresso Nacional – CN (na forma de seu regimento comum), por meio 
da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (formada por deputados e 
senadores), sendo votada em sessão conjunta do CN.
Ao contrário ao que ocorre em outras tramitações legislativas, as emendas parlamentares 
serão todas apresentadas nessa comissão mista, que ficará responsável por analisá-las e emi-
tir parecer.
Qualquer emenda ao PLOA (PPA e LDO também) deverá ser apresentada à Comissão de 
Orçamentos. Para ser aprovada, a emenda deverá, nos ditames constitucionais, seguir os se-
guintes preceitos:
• Sejam compatíveis com PPA e LDO;
• Indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de 
despesa, excluídas as que incidam sobre:
− Dotações para pessoal e seus encargos;
− Serviço da dívida;
− Transferências tributárias constitucionais;
• Sejam relacionadas com a correção de erros ou omissões na redação da LOA.
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As emendas apresentadas no Congresso podem ser individuais de cada parlamentar, de 
comissão (das comissões existentes na Câmara e no Senado) ou de bancada estadual.
Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será admitida se comprovado 
erro ou omissão de ordem técnica ou legal, devendo ser apresentado os cálculos que susten-
tem a revisão dos valores anteriormente definidos.
Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamen-
tária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, 
mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.
É permitida a proposta de emenda ou modificação de algum projeto caso este ainda não 
tenha sido analisado pela Comissão Mista de Orçamento.
Professor, e se o Chefe do Poder Executivo, nosso Presidente da República, desejar reali-
zar uma alteração no projeto de lei, será possível?
Sim, a Constituição determina que o Presidente poderá, por meio TAMBÉM de Mensagem 
ao Congresso Nacional, modificar o projeto, desde que não tenha se iniciada a votação sobre 
aquele item na Comissão Mista. Iniciada a votação, hein? Guarde isso.
Professor, e se o Poder Legislativo não receber a proposta orçamentária no prazo fixado 
na legislação?
Peraí!! Estamos falando aqui que o Poder Executivo é o responsável pelo envio do PLOA 
(Projeto de Lei Orçamentária) ao Legislativo, certo? Mas... e se o Poder Executivo simples-
mente não mandar? Se o Poder Executivo tiver uma dor de barriga ou simplesmente cruzar 
os braços, fazer bico e disser que não envia Projeto nenhum? Ufa, a Lei n. 4.320/1964 previu 
essa situação:
Art. 32. Se não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas Constituições ou nas Leis Or-
gânicas dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como proposta a Lei de Orçamento vigente.
Então é isso! O Poder Legislativo vai e fala assim: não vai enviar não? Não? Então a gente 
vai usar a LOA atual. Bem feito! Importante dizer que o Poder Executivo poderá incorrer em 
crime de responsabilidade, nesse caso. Veja a Lei do Impeachment (Lei n. 1.079/1950) e as 
demais situações elencadas:
Art. 4º São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentarem contra a 
Constituição Federal, e, especialmente, contra:
VI – A lei orçamentária;
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CAPÍTULO VI
DOS CRIMES CONTRA A LEI ORÇAMENTÁRIA
Art. 10. São crimes de responsabilidade contra a lei orçamentária:
1 – Não apresentar ao Congresso Nacional a proposta do orçamento da República dentro dos pri-
meiros dois meses de cada sessão legislativa;
2 – Exceder ou transportar, sem autorização legal, as verbas do orçamento;
3 – Realizar o estorno de verbas;
4 – Infringir, patentemente, e de qualquer modo, dispositivo da lei orçamentária.
5) deixar de ordenar a redução do montante da dívida consolidada, nos prazos estabelecidos em lei, 
quando o montante ultrapassar o valor resultante da aplicação do limite máximo fixado pelo Senado 
Federal; (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000)
6) ordenar ou autorizar a abertura de crédito em desacordo com os limites estabelecidos pelo Sena-
do Federal, sem fundamento na lei orçamentária ou na de crédito adicional ou com inobservância de 
prescrição legal; (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000)
7) deixar de promover ou de ordenar na forma da lei, o cancelamento, a amortização ou a constitui-
ção de reserva para anular os efeitos de operação de crédito realizada com inobservância de limite, 
condição ou montante estabelecido em lei; (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000)
8) deixar de promover ou de ordenar a liquidação integral de operação de crédito por antecipação 
de receita orçamentária, inclusive os respectivos juros e demais encargos, até o encerramento do 
exercício financeiro; (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000)
9) ordenar ou autorizar, em desacordo com a lei, a realização de operação de crédito com qualquer 
um dos demais entes da Federação, inclusive suas entidades da administração indireta, ainda que 
na forma de novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente;; (Incluído 
pela Lei n. 10.028, de 2000)
10) captar recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador 
ainda não tenha ocorrido; (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000)
11) ordenar ou autorizar a destinação de recursos provenientes da emissão de títulos para finalida-
de diversa da prevista na lei que a autorizou; (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000)12) realizar ou receber transferência voluntária em desacordo com limite ou condição estabelecida 
em lei. (Incluído pela Lei n. 10.028, de 2000)
Veja que o prazo de apresentação da proposta do orçamento nessa Lei está como “primei-
ros dois meses de cada sessão legislativa”. Mas se trata de uma lei antiga. Você sabe que o 
prazo é 31/8.
010. (CESPE/TCDF/2021) Considerando as informações apresentadas, julgue o item a seguir.
Após serem elaborados, projetos de lei orçamentária devem ser enviados à Câmara Legislativa 
do Distrito Federal, iniciando-se, com isso, a fase de apreciação legislativa do ciclo orçamentário.
Correto. O Poder Executivo elabora a proposta e a encaminha para apreciação do Poder 
Legislativo.
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011. (CESPE/TCE–RJ/2021) Com relação aos recursos de acompanhamento e modificação 
do orçamento governamental, julgue o item subsecutivo.
É vedado ao presidente da República propor modificação integral da proposta de lei orça-
mentária anual, se uma parte da referida proposta tiver sido aprovada na comissão mista de 
orçamentos.
Correto. A Constituição determina que o Presidente poderá, por meio TAMBÉM de Mensagem 
ao Congresso Nacional, modificar o projeto, desde que não tenha se iniciada a votação sobre 
aquele item na Comissão Mista.
Certo.
012. (CESPE/SLU–DF/2019) No âmbito da União, cabe à Comissão Mista de Planos, Orça-
mentos Públicos e Fiscalização (CMO) examinar e emitir parecer sobre os projetos de plano 
plurianual, de lei de diretrizes orçamentárias e de lei orçamentária anual, bem como sobre suas 
respectivas emendas.
Cabe à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) examinar e 
emitir parecer sobre os projetos de plano plurianual, de lei de diretrizes orçamentárias e de lei 
orçamentária anual, bem como sobre suas respectivas emendas.
Certo.
2.3. exeCução
Após a etapa de discussão e aprovação da Lei Orçamentária, iniciam-se as rotinas para 
viabilizar a execução do orçamento. Assim, trinta dias após aprovação da Lei Orçamentária 
Anual, conforme disposto no art. 8º da LRF, o Poder Executivo publicará cronograma mensal 
de desembolsos de recursos financeiros, por meio de Decreto.
Serão objeto de programação financeira, as fontes cujos recursos transitem pelo órgão 
central de programação financeira. A programação financeira correspondente às dotações 
descentralizadas, quando decorrentes de termo de convênio ou similar (transferências volun-
tárias), será da responsabilidade do órgão descentralizador do crédito.
Salvo as despesas com pessoal e encargos sociais, precatórios e sentenças judiciais, os 
cronogramas anuais de desembolso mensal dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministé-
rio Público da União e da Defensoria Pública da União serão repassados na forma de duodéci-
mos. Isso está consignado no § 3º do art. 61 da Lei n. 14.194/2021 (LDO 2022).
De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, bimestralmente todos os poderes deverão 
verificar a compatibilidade entre os recursos financeiros disponíveis e a execução orçamentária.
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Caso seja verificada a possibilidade de incompatibilidade desse sistema, cada Poder de-
verá preceder contingenciamento de despesas/empenhos, até que o fluxo das receitas se re-
estabeleça, de acordo com os critérios definidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias. À medida 
que o fluxo se reestabelecer, deverá se proceder o descontigenciamento proporcionalmente a 
essa recuperação.
O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relató-
rio resumido da execução orçamentária.
Observa-se que a finalidade do decreto de programação orçamentária e financeira e de 
limitação de empenho e movimentação financeira (contingenciamento) é garantir o cumpri-
mento das metas de resultados fiscais e de obter maior controle sobre os gastos públicos.
Na esfera federal, esse processo é gerido pelo Sistema de Administração Financeira Fe-
deral (Lei n. 10.180/2001), sendo composto pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), como 
órgão central do sistema, e pelos órgãos setoriais. Esse sistema tem por finalidade buscar o 
equilíbrio financeiro do Governo Federal, dentro dos limites da receita e despesa públicas.
Próximo passo para viabilizar a execução do orçamento é providenciar que os créditos or-
çamentários e os recursos financeiros estejam disponíveis para as unidades executoras.
Obs.: � Quando tratamos de orçamento, utilizamos o termo crédito, já quando a abordagem é 
financeira, utilizamos o termo recurso.
Veja como funciona a descentralização para os Créditos Orçamentários. Dotação é a trans-
ferência do crédito inicial (podemos dizer que o crédito é o portador da dotação). Provisão é 
a descentralização interna de orçamento. E Destaque é a descentralização para outro órgão.
Então, vamos lá:
Parte Financeira agora. A transferência inicial de recursos financeiros do órgão central do 
Sistema Financeiro (STN) às unidades setoriais é conhecida como Cota. A transferência des-
ses recursos aos órgãos da mesma estrutura é conhecida como Sub-repasse. Já quando o re-
curso é transferido para outro órgão orçamentário essa transação é conhecida como Repasse.
Vamos lá...
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Na descentralização orçamentária entre órgãos e/ou entidades que integram o orçamento fis-
cal e da seguridade social são mantidas as classificações institucional, funcional, programáti-
ca e econômica da despesa. Essas classificações serão vistas na aula sobre despesa pública.
Importante trazer também o que diz o art. 66 da Lei n. 4.320/1964. Veja:
Art. 66. As dotações atribuídas às diversas unidades orçamentárias poderão quando expressamen-
te determinado na Lei de Orçamento ser movimentadas por órgãos centrais de administração geral.
Parágrafo único. É permitida a redistribuição de parcelas das dotações de pessoal, de uma para 
outra unidade orçamentária, quando considerada indispensável à movimentação de pessoal dentro 
das tabelas ou quadros comuns às unidades interessadas, a que se realize em obediência à legis-
lação específica.
Ainda quanto à descentralização de créditos, importante também fazer referência ao De-
creto n. 10.426/2020, que dispõe sobre a descentralização de créditos entre órgãos e entida-
des da administração pública federal integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade So-
cial da União, por meio da celebração de termo de execução descentralizada – TED. De acordo 
com o referido decreto:
Art. 2º Para fins do disposto nesteDecreto, considera-se:
I – termo de execução descentralizada – TED – instrumento por meio do qual a descentralização 
de créditos entre órgãos e entidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da 
União é ajustada, com vistas à execução de programas, de projetos e de atividades, nos termos es-
tabelecidos no plano de trabalho e observada a classificação funcional programática;
O Sistema Integrado de Administração Federal (SIAFI) é o sistema de informação utilizado 
na esfera federal para controle diário da execução orçamentária, financeira e patrimonial dos 
órgãos da Administração Pública, tendo como objetivos:
a) prover mecanismos adequados ao controle diário da execução orçamentária, financeira 
e patrimonial aos órgãos da Administração Pública;
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b) fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a utilização dos re-
cursos do Tesouro Nacional, por meio da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal;
c) permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tempestiva de informações ge-
renciais destinadas a todos os níveis da Administração Pública Federal;
d) padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos, sem 
implicar rigidez ou restrição a essa atividade, uma vez que ele permanece sob total controle do 
ordenador de despesa de cada unidade gestora;
e) permitir o registro contábil dos balancetes dos estados e municípios e de suas super-
visionadas;
f) permitir o controle da dívida interna e externa, bem como o das transferências negociadas;
g) integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal;
h) permitir o acompanhamento e a avaliação do uso dos recursos públicos;
i) proporcionar a transparência dos gastos do Governo Federal.
E se o orçamento não foi aprovado, como fica a execução? Anualmente, a LDO aprovada prevê 
que, nos casos de a proposta orçamentária anual não for aprovada no prazo estipulado, algu-
mas despesas de caráter inadiáveis e outras que são elencadas na LDO poderão ser executa-
das até que o projeto seja aprovado.
É o que diz o art. 63 da LDO 2022. Veja:
Art. 63. Na hipótese de a Lei Orçamentária de 2022 não ser publicada até 31 de dezembro de 2021, 
a programação constante do Projeto de Lei Orçamentária de 2022 poderá ser executada para o 
atendimento de:
EXEMPLO
Vejamos alguns exemplos:
• ações de prevenção a desastres; 
• ações relativas a operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO); 
• ações emergenciais de recuperação de infraestrutura;
• concessão de financiamento ao estudante;
• outras despesas correntes de caráter inadiável, até o limite de um doze avos do 
valor previsto, multiplicado pelo número de meses decorridos até a publicação da 
 respectiva Lei.
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013. (CESPE/SEFAZ–CE/2021) Acerca das normas orçamentárias, julgue o item subsequente.
Caso o orçamento do ano subsequente não seja aprovado no prazo legal, a programação or-
çamentária do projeto de lei orçamentária pendente de aprovação poderá ser executada men-
salmente até o limite de 1/12 do total de cada dotação, até que seja promulgada a respectiva 
lei orçamentária.
Como visto acima, essa é uma das previsões estabelecidas ano a ano pela LDO vigente.
Certo.
014. (CESPE/MPE–CE/2020) A respeito de finanças públicas, julgue o item que se segue.
A finalidade básica do decreto de programação orçamentária e financeira e de limitação de em-
penho e movimentação financeira é acompanhar a execução orçamentária, de forma a garantir 
que a parcela do PPA prevista para o exercício em curso seja efetivamente realizada.
Realmente o objetivo do decreto de programação orçamentária e financeira e de limitação de 
empenho e movimentação financeira é acompanhar a execução orçamentária, contudo, esse 
se vincula à lei orçamentária anual e não ao PPA.
Errado.
015. (CESPE/SEFAZ–AL/2020) A respeito de orçamento público, ciclo orçamentário e crédi-
tos adicionais, julgue o item que se segue.
Situação hipotética: Subsecretário do Ministério da Educação definiu o termo de execução 
descentralizada (TED) como forma de implementação de uma ação orçamentária de apoio 
ao desenvolvimento da educação básica para a capacitação de professores e gestores edu-
cacionais, com o intuito de descentralizar o crédito do ministério para a universidade federal 
responsável pelo treinamento. Assertiva: O subsecretário agiu corretamente, visto que o TED é 
uma forma de implementação direta sem transferência de recursos entre entes da Federação.
É isso! A descentralização do ministério para a universidade caracteriza uma descentralização 
interna de crédito orçamentário (provisão – a universidade é uma unidade orçamentária do 
órgão ministério), não havendo transferência entre entes da federação.
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Termo de Execução Descentralizada – instrumento por meio do qual é ajustada a descentrali-
zação de crédito entre órgãos e/ou entidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguri-
dade Social da União, para execução de ações de interesse da unidade orçamentária descen-
tralizadora e consecução do objeto previsto no programa de trabalho, respeitada fielmente a 
classificação funcional programática.
Certo.
2.4. Controle
2.4.1. Introdução
Quando falamos em controle da gestão pública, estamos nos referindo ao controle dos 
atos administrativos, como a compra de bens, demissão e admissão de pessoal, elaboração 
e edição de atos normativos, uso de bens públicos, entre outros. Por ser sua função típica, 
a maioria desses atos se concentram no Poder Executivo, contudo, esses atos também são 
desempenhados pelos demais Poderes e Ministério Público, estando, portanto, sujeitos ao 
mesmo controle.
O controle da administração pública é regulamentado por meio de diversos normativos, 
que trazem regras, modalidades e instrumentos para a organização desse monitoramento.
Este pode ser realizado por diferentes formas e agentes, como por exemplo, o controle ju-
dicial, realizado pelo Poder Judiciário, e o controle social, realizado pelos cidadãos, além disso, 
a Administração tem o poder de exercer ela mesma o controle sobre seus próprios atos (poder 
de autotutela).
O controle da administração pode ser classificado por diversas óticas, conforme qua-
dro abaixo:
Vamos detalhar duas classificações agora: órgão e natureza. Os demais serão detalhados 
no tópico a seguir.
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