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CENTRO UNIVERSITÁRIO DINÂMICA DAS CATARATAS
Missão: Formar profissionais capacitados, socialmente responsáveis e aptos a promoverem as transformações futuras para o mundo do trabalho.
TERAPIA DE ESQUEMA
ESTÁGIO BÁSICO II
ALUNA: JULIANA DIAS NECKEL
· A terapia de esquema foi criada por Jeffrey Young, em 1980.
· Jeffrey foi braço direito de Aaron Beck, e ele começou a perceber que para alguns pacientes, a TCC era ótima para ansiedade e dependência, mas para outros pacientes “difíceis”, com experiências de abandono, a cognitivo-comportamental ajudava, mas tinha uma limitação.
· Ele começou a buscar alternativas para tratar os pacientes mais crônicos, a maioria com transtornos de personalidade (borderline e narcisista).
· Jeffrey teve várias experiências com outras abordagens (psicanálise, gestalt), e criou sua própria abordagem.
· Esquema é uma estrutura, uma armação.
· Quando o paciente chega para terapia de esquema, o profissional foca na história de vida dela. Busca saber as emoções, os padrões de comportamento, etc.
· O esquema é entender como a pessoa funciona.
· O esquema é um tema. Um padrão que vai ao longo da história de vida da pessoa.
· É formada por memórias, emoções e sensações corporais. 
· É formado a partir de experiências na infância e adolescência, que a pessoa lembra por meio de emoções. 
· O esquema é relacionado a si próprio e aos outros. A percepção de si mesmo e de outras pessoas.
· É elaborado ao longo da vida da pessoa, e é disfuncional em um grau significativo.
· Jeffrey apresenta 4 tipos de experiências que contribuem na formação dos esquemas:
1. Frustração nociva de necessidades da criança: ela passa por poucas experiências boas, de afeto. O ambiente carece de sensações importantes de estabilidade e amor. 
2. Traumatização e vitimização: vivencia situações de abuso e violência, causando danos à criança, transformando ela em vítima. 
3. Quantidade excessiva de situações agradáveis: pais liberais, que liberam tudo a qualquer hora. Criança que não tem limite. Os pais proporcionam em demasia uma coisa que deveria ser moderada.
4. Internaliza as experiências dos pais: vivencia num ambiente onde percebe os pais deprimidos, e internaliza dentro dela. Cresce um adulto com medo.
· Necessidades básicas emocionais: toda criança e adolescente precisa que os pais atendam suas necessidades básicas emocionais:
1. Vínculo seguro com outros indivíduos: segurança, cuidado e aceitação. Ambiente estável e previsível, e que ela seja aceita como ela é.
2. Autonomia, competência e sentimentos de identidade: a criança é estimulada a se desenvolver, liberar a criança com suporte. Ensinar a criança a se sentir competente.
3. Liberdade de expressão: expressar suas necessidades e emoções. Ter suas emoções validadas.
4. Espontaneidade e lazer: se divertir, brincar. Criança deve ser criança. 
5. Limites realistas e autocontrole: o que pode e o que não pode fazer, e o porquê de não poder. A criança precisa entender o não, para ser um adulto funcional. 
· A frustração dessas necessidades na infância gera os esquemas na vida adulta.
· Uma criança que possui uma necessidade frustrada não se sente amada, se sente abandonada, acha que está em um ambiente instável, etc.
· O que importa na terapia de esquema é como a criança internalizou a situação, como ela se sentiu naquele ambiente, como ela percebeu e entendeu a realidade. 
· Na terapia dos esquemas, existem 18 esquemas.
1. Abandono e instabilidade.
2. Desconfiança e abuso.
3. Privação emocional.
4. Defectividade e vergonha.
5. Isolamento social. 
6. Dependência e incompetência.
7. Vulnerabilidade ao dano.
8. Emaranhamento.
9. Fracasso.
10. Subjugação.
11. Auto-sacrifício.
12. Busca de aprovação.
13. Negativismo.
14. Inibição emocional.
15. Padrões inflexíveis.
16. Grandiosidade.
17. Autocontrole.
18. Punição.
· O Questionário de Terapia de Esquema é utilizado para identificar padrões persistentes de pensamento, emoção e comportamento que podem ter se formado na infância e influenciam a vida adulta. 
· O questionário ajuda o terapeuta a compreender as crenças centrais do paciente, permitindo a personalização do tratamento e a abordagem de questões profundas, como a autoestima, o medo de abandono e a sensação de inadequação.
· Ao longo do processo terapêutico, o paciente trabalha com o terapeuta para reconhecer esses padrões e, por meio de técnicas específicas, aprender formas mais saudáveis de lidar com suas emoções e pensamentos. 
· Com a intervenção adequada, os indivíduos podem desenvolver um senso mais robusto de identidade, melhorar suas relações interpessoais e promover uma vida emocionalmente mais equilibrada.
· Informações tiradas da aula dada pela psicóloga Izia Cristine em 13/11/2024. 
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