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Questões resolvidas

O território brasileiro tem um dos maiores e melhores potenciais energéticos do mundo, com cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, sendo mais de 7 mil quilômetros de litoral, além de um clima que apresenta condições muito favoráveis para diferentes tecnologias de geração de energia elétrica (FERNANDES, 2017).

Considerando o exposto, assinale a alternativa correta sobre o planejamento de uma matriz elétrica, de modo que seja alcançado o desenvolvimento sustentável para o país.
A) É importante que sejam desenvolvidas e aplicadas estratégias e tecnologias de geração limpa de energia elétrica, tais como energia eólica e solar, que causam pouco ou nenhuma emissão de gases do efeito estufa, por exemplo.
B) Os esforços governamentais devem estar voltados para, além de garantir o atendimento da demanda por energia elétrica, a utilização e a promoção de fontes renováveis de energia, como solar, eólica, de biomassa e de gás natural.
C) Desenvolver fontes limpas de energia contribui apenas para questões ecológicas do país, trazendo diversos benefícios ao planeta, mas não representa um fator de importância econômica para o Brasil.
D) A principal fonte de energia continua sendo o petróleo, por isso, apesar dos benefícios, os países desenvolvidos não têm interesse em desenvolver o uso de fontes limpas de energia elétrica.
E) Fontes como a solar e a eólica são mais propensas a falhas, pois são sistemas cuja tecnologia não está bem fundamentada, apresentando problemas estruturais, além da falta de pesquisa no país.

O petróleo é a fonte de energia mais conhecida e difundida no mundo, e sua utilização pelo ser humano data de centenas de anos, mas foi no século XVIII que esse recurso passou a ser utilizado comercialmente, inicialmente na iluminação, na forma de querosene. Depois, a partir da invenção dos motores que funcionavam a gasolina e diesel, o petróleo passou a ser considerado mais importante, com sua busca cada vez mais intensa (A IMPORTÂNCIA..., [20--?]).

Conhecer as características do petróleo é de fundamental importância para estudiosos e profissionais, pois somente a partir do adequado conhecimento desse recurso poderão ser conhecidas e bem aplicadas as tecnologias associadas ao seu aproveitamento. Sendo assim, assinale a alternativa correta sobre o petróleo.
A) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada pela decomposição da matéria inorgânica, principalmente minérios antigos, em condições de baixo teor de oxigênio por milhares de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.
B) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada a partir da decomposição de matéria orgânica, principalmente plâncton, por atividade de bactérias em condições de alto teor de oxigênio por milhares de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.
C) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada a partir da decomposição de matéria inorgânica, principalmente minérios antigos, por atividade de bactérias em condições de alto teor de oxigênio por milhares de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.
D) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada a partir da decomposição de matéria orgânica, principalmente plâncton, por atividade de bactérias em condições de baixo teor de oxigênio por milhões de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.
E) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada a partir da decomposição de matéria orgânica, principalmente plâncton, por atividade de fungos em condições de baixo teor de oxigênio, por milhares de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.

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Questões resolvidas

O território brasileiro tem um dos maiores e melhores potenciais energéticos do mundo, com cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, sendo mais de 7 mil quilômetros de litoral, além de um clima que apresenta condições muito favoráveis para diferentes tecnologias de geração de energia elétrica (FERNANDES, 2017).

Considerando o exposto, assinale a alternativa correta sobre o planejamento de uma matriz elétrica, de modo que seja alcançado o desenvolvimento sustentável para o país.
A) É importante que sejam desenvolvidas e aplicadas estratégias e tecnologias de geração limpa de energia elétrica, tais como energia eólica e solar, que causam pouco ou nenhuma emissão de gases do efeito estufa, por exemplo.
B) Os esforços governamentais devem estar voltados para, além de garantir o atendimento da demanda por energia elétrica, a utilização e a promoção de fontes renováveis de energia, como solar, eólica, de biomassa e de gás natural.
C) Desenvolver fontes limpas de energia contribui apenas para questões ecológicas do país, trazendo diversos benefícios ao planeta, mas não representa um fator de importância econômica para o Brasil.
D) A principal fonte de energia continua sendo o petróleo, por isso, apesar dos benefícios, os países desenvolvidos não têm interesse em desenvolver o uso de fontes limpas de energia elétrica.
E) Fontes como a solar e a eólica são mais propensas a falhas, pois são sistemas cuja tecnologia não está bem fundamentada, apresentando problemas estruturais, além da falta de pesquisa no país.

O petróleo é a fonte de energia mais conhecida e difundida no mundo, e sua utilização pelo ser humano data de centenas de anos, mas foi no século XVIII que esse recurso passou a ser utilizado comercialmente, inicialmente na iluminação, na forma de querosene. Depois, a partir da invenção dos motores que funcionavam a gasolina e diesel, o petróleo passou a ser considerado mais importante, com sua busca cada vez mais intensa (A IMPORTÂNCIA..., [20--?]).

Conhecer as características do petróleo é de fundamental importância para estudiosos e profissionais, pois somente a partir do adequado conhecimento desse recurso poderão ser conhecidas e bem aplicadas as tecnologias associadas ao seu aproveitamento. Sendo assim, assinale a alternativa correta sobre o petróleo.
A) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada pela decomposição da matéria inorgânica, principalmente minérios antigos, em condições de baixo teor de oxigênio por milhares de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.
B) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada a partir da decomposição de matéria orgânica, principalmente plâncton, por atividade de bactérias em condições de alto teor de oxigênio por milhares de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.
C) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada a partir da decomposição de matéria inorgânica, principalmente minérios antigos, por atividade de bactérias em condições de alto teor de oxigênio por milhares de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.
D) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada a partir da decomposição de matéria orgânica, principalmente plâncton, por atividade de bactérias em condições de baixo teor de oxigênio por milhões de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.
E) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada a partir da decomposição de matéria orgânica, principalmente plâncton, por atividade de fungos em condições de baixo teor de oxigênio, por milhares de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.

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Fontes de geração térmicas e não 
térmicas
Apresentação
É inegável o importante papel, praticamente indispensável para a vida moderna, da eletricidade. 
Esta é um dos principais feitos da humanidade, possibilitando o desenvolvimento das sociedades.
Atualmente, a corrida é para dominar tecnologias de geração de energia elétrica de modo mais 
seguro, limpo, renovável e eficiente, que atenda às necessidades crescentes impostas pelas novas 
tecnologias de aparelhos elétricos, alta conectividade, ciência e trabalho.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você verá as principais fontes de produção de eletricidade, 
classificadas em térmicas e não térmicas. Além disso, analisará o funcionamento das principais 
unidades geradoras de eletricidade.
E para iniciar a unidade com o "pé direito", confira um tour em 360o em uma das maiores usinas 
hidrelétricas do mundo: a Itaipu
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Diferenciar as fontes de geração térmica e não térmica.•
Apresentar as características técnicas de cada uma das fontes.•
Reconhecer aplicações específicas para cada uma delas.•
https://www.imeplayer.com/embed/405459606
Infográfico
Usina termoelétrica é uma instalação utilizada para a geração de energia elétrica por meio da 
energia liberada na queima de algum tipo de combustível.
O funcionamento básico se dá pelo calor da queima do combustível que aquece a água presente 
em uma caldeira, transformando-a no vapor que move as turbinas para o acionamento dos 
geradores.
Neste interativo, você vai poder verificar o esquemático do funcionamento de uma termoelétrica.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://grupoa-edtech.grupoa.education/object/BSfhrnUoQIOS9O9zlldXWQ
Conteúdo do Livro
Em um mundo cuja demanda por energia elétrica é crescente, é fundamental que a matriz 
energética de um país seja diversificada e atenda às necessidades de sua população, além de 
permitir o desenvolvimento tecnológico e de infraestrutura. Entretanto, é necessário que a geração 
de energia ofereça menos impacto ambiental, sendo sustentável socioeconomicamente.
No capítulo Fontes de geração térmicas e não térmicas, base teórica desta Unidade de 
Aprendizagem, você vai conhecer as principais fontes térmicas e não térmicas de energia. Além 
disso, vai aprender sobre suas especificidades e aplicações.
Boa leitura.
GERAÇÃO DE 
ENERGIA ELÉTRICA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Diferenciar as fontes de geração térmicas e não térmicas.
 > Apresentar as características técnicas de cada uma das fontes.
 > Reconhecer aplicações específicas para cada uma delas.
Introdução
Boa parcela dos avanços tecnológicos alcançados deve-se ao uso da energia 
elétrica. O desenvolvimento dos países leva à maior necessidade de aumento 
de produção de energia, que pode ser usada para a geração de luz, para o fun-
cionamento de aparelhos elétricos, eletrônicos e motores, entre tantas outras 
aplicações importantes para a sociedade. Nesse sentido, é cada vez mais urgente 
a disponibilidade de eletricidade no mundo, de modo que estudiosos, empresas 
e governos têm se debruçado na busca por e no desenvolvimento de tecnologias 
de produção de energia elétrica por diferentes fontes.
Neste capítulo, vamos apresentar as principais fontes de produção de ele-
tricidade, classificadas em térmicas e não térmicas. Vamos, além disso, analisar 
o funcionamento das principais unidades geradoras de eletricidade e definir a 
aplicação e a distribuição desses diferentes tipos de geração no Brasil e no mundo.
Fontes de geração 
térmicas e não 
térmicas
Ary Paixão Borges Santana Júnior
Diferentes fontes de geração térmicas e não 
térmicas de energia no Brasil e no mundo
Entende-se por geração de energia elétrica o processo que produz eletrici-
dade a partir da transformação de outras formas de energia, como o calor 
ou a queda-d’água, em energia elétrica. Nesse sentido, energia elétrica é a 
capacidade que uma corrente elétrica tem de realizar trabalho e pode ser 
obtida por energia química ou mecânica, por meio de turbinas e geradores. 
Dessa forma, a energia elétrica é gerada por intermédio de fontes térmicas, 
como em usinas nucleares, ou de fontes não térmicas, como em usinas hi-
drelétricas e pela força dos ventos (DOMINGOS, 2017).
O Brasil conta com um dos maiores e melhores potenciais energéticos de 
todo o mundo, com aproximadamente 8,5 milhões de quilômetros quadrados, 
mais de 7 mil quilômetros de litoral e com um clima que apresenta condições 
muito favoráveis (DOMINGOS, 2017).
Fontes de geração não térmica
Hidráulica
A água é utilizada em diferentes atividades humanas, como irrigação, 
navegação, abastecimento e geração de energia. Esse uso da água deve 
ser compatibilizado e, nesse sentido, a Lei Federal nº 9433, de 8 de janeiro 
de 1997, sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos, especifica o uso 
prioritário desse recurso, em caso de escassez, para o abastecimento 
humano e a dessedentação de animais (BRASIL, 1997). Por isso, frequente-
mente, gestores, agências governamentais e usuários de recursos hídricos 
deparam-se com a problemática da manutenção do fluxo mínimo de água 
necessário ao equilíbrio do ecossistema aquático das bacias hidrográficas, 
concomitante com a necessidade de reservar ou destinar água para suprir 
suas diferentes utilizações nos setores econômicos e pelos usuários ali 
instalados.
O uso da água para geração de energia data do século I, quando era usada 
para movimentar rodas para moer cereais (Figura 1), representando uma 
das primeiras técnicas de substituição do trabalho animal pelo mecânico 
(CENTRO DE REFERÊNCIA PARA AS ENERGIAS SOLAR E EÓLICA SÉRGIO DE S. 
BRITO, [2018]). Aqui, vale ressaltar o que os autores Okuno, Caldas e Chow, no 
livro Física para Ciências Biológicas e Biomédicas, de 1986, comentam sobre 
a importância desse sistema, que utilizava rodas no século XVI, no contexto 
Fontes de geração térmicas e não térmicas2
da industrialização europeia, permitindo o surgimento de máquinas de con-
versão de energia hidráulica em energia mecânica e, consequentemente, o 
surgimento das usinas hidrelétricas.
Figura 1. Ilustração de um monjolo comum, equipamento rústico utilizado para moer grãos 
e que utiliza a água para movimentá-lo
Fonte: Monjolo... (2017, documento on-line).
Hidrelétricas contam com uma tecnologia madura e confiável, com a 
vantagem adicional de ser uma fonte renovável de geração de energia elétrica 
quanto às emissões de gases de efeito estufa (EMPRESA DE PESQUISA ENER-
GÉTICA, [20--?]). O uso do potencial hidrelétrico para geração de eletricidade 
é o principal modo de uso não consuntivo de água, ou seja, não envolve 
uso direto da água. Nesse sentido, deve-se atentar a aspectos associados 
à construção das barragens de regularização, que podem alterar o regime 
dos cursos d’água, causar perdas por evaporação da água dos reservatórios, 
especialmente em regiões semiáridas, entre outras alterações no meio físico.
Eólica
Compreende energia eólica a energia cinética que está contida no vento. Essa 
energia cinética é aproveitada para geração de eletricidade pela conversão 
de sua componente de translação em rotação, com o uso de turbinas eóli-
cas, também chamadas de aerogeradores, cataventos e moinhos (AGÊNCIA 
NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA, 2005).
A energia eólica é usada pela humanidade há milhares de anos para 
a moagem de grãos, o bombeamento de água, entre outros aproveita-
Fontes de geração térmicas e não térmicas 3
mentos. No final do século XIX, surgiram as primeiras tentativas visando 
à geração de eletricidade a partir do aproveitamento da energia eólica. 
Entretanto, só em 1970, devido à crise internacional do petróleo, surgiram 
interesse e investimentos suficientes para permitir o desenvolvimento 
e a aplicação de instrumentos, em escalacomercial, para geração de 
eletricidade a partir da energia eólica (AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA 
ELÉTRICA, 2005).
A instalação da primeira turbina eólica comercial ligada à rede elé-
trica pública ocorreu em 1976, na Dinamarca.
Solar
Buscando o aproveitamento direto e eficaz da energia solar, muitas tecnolo-
gias têm sido pesquisadas visando à geração de energia elétrica, que pode 
ocorrer de duas maneiras: 
1. indiretamente, por meio da utilização do calor para geração de vapor, 
que, expandido em uma turbina a vapor, aciona um gerador elétrico 
em uma central termelétrica, chamada de heliotérmica; 
2. diretamente, por meio do uso de painéis fotovoltaicos. 
A fotovoltaica tem conquistado mais mercado que a heliotérmica, repre-
sentando, nos últimos anos, 98% da capacidade instalada entre essas duas 
tecnologias no ano de 2014. Em contrapartida, a heliotérmica tem uma inércia 
maior na geração de energia elétrica, porque é suscetível às variações da 
irradiação por se tratar de uma planta termelétrica (ARAÚJO JÚNIOR, 2017).
Entende-se por energia solar fotovoltaica aquela obtida por meio da 
conversão direta da luz em eletricidade, com base no efeito fotovoltaico, 
compreendido como o aparecimento de uma diferença de potencial nos 
extremos de uma estrutura de material semicondutor, gerada pela absorção 
da luz. As principais vantagens do uso desse tipo de energia é que, durante 
sua conversão em eletricidade, não ocorre emissão de poluentes, como 
material particulado, e de gases de efeito estufa. Essa ausência de emissão 
de poluentes é um fator fortemente positivo para meio o ambiente em escala 
local e global (EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA, [20--?]).
Fontes de geração térmicas e não térmicas4
Marítima
Esse tipo de energia, também conhecida como energia maremotriz e energia 
das marés, compreende a captação e transformação de energia oriunda do 
desnível das marés e da velocidade das correntes marítimas em eletricidade 
(SILVA et al., 2018).
De acordo com Silva et al. (2018), para a geração de energia elétrica a 
partir da energia marítima, são necessários alguns requisitos naturais, 
como uma situação geográfica favorável e uma maré com grande ampli-
tude, considerando que, para a geração de eletricidade suficiente para 
abastecimento em um posto de captação, são necessárias ondas com mais 
de sete metros de altura.
Observe, na Figura 2, o esquema de captação em um terminal chamado de 
offshore, ou seja, distante da terra, mais precisamente em alto mar. 
Figura 2. Terminal offshore.
Fonte: Silva et al. (2018, p. 4).
Na Figura 3, é demonstrado o uso de atenuadores, que são dispositivos 
com longas estruturas cilíndricas flutuantes no mar, ligadas por dobradiças. 
Esses atenuadores ativam conversores de transmutação da energia cinética 
em energia elétrica a partir do movimento das ondas.
Fontes de geração térmicas e não térmicas 5
Figura 3. Atenuador em alto mar.
Fonte: Silva et al. (2018, p. 4).
Fontes de geração térmica
A geração térmica de energia elétrica, ou geração termelétrica, é composta 
por centrais nucleares, centrais a gás e a vapor, e centrais a motor, sendo a 
maioria das últimas a diesel (REIS, 2017). A Empresa de Pesquisa Energética 
(EPE) confirma que a geração termelétrica pode ser realizada por meio de 
diferentes combustíveis, como gás natural, biomassa, carvão mineral, nuclear, 
óleo combustível, etc. De acordo com a EPE, o conceito de combustível para 
geração, principalmente para usinas de grande porte, relaciona-se com o 
atendimento dos critérios técnicos, econômicos, logísticos, ambientais e, em 
determinados casos, de políticas energéticas.
Nesse contexto, dependendo do tipo de combustível e da tecnologia de 
geração utilizados, as termelétricas podem atuar em diferentes funções, 
como na geração contínua (denominada geração de base), na geração com-
plementar a fontes renováveis ou no atendimento às demandas de ponta. 
Devido à participação significativa das fontes hídricas na geração de energia 
elétrica brasileira, as termelétricas atuam relevantemente nos períodos de 
escassez hidrológica do país. Soma-se a isso a possibilidade emergente de 
as termelétricas atuarem estabilizando a variabilidade na geração de curto 
prazo das fontes eólica e solar no sistema nacional (EMPRESA DE PESQUISA 
ENERGÉTICA, [20--?]).
Fontes de geração térmicas e não térmicas6
Gás natural
Em usinas termelétricas, a produção de energia elétrica se dá a partir da 
combustão de combustíveis. No Brasil, o combustível mais usado para essa 
finalidade é o gás natural, uma mistura de hidrocarbonetos gasosos, gera-
dos a partir da decomposição de matéria orgânica fossilizada ao longo de 
milhões de anos. Nesse tipo de usina, a queima do gás natural gera vapor, 
usado para movimentar as turbinas ligadas a geradores, com baixos índices 
de emissão de poluentes, em comparação a outros combustíveis fósseis, e 
esse gás tem elevado poder calorífico. Caso ocorra vazamento do gás, há 
rápida dispersão, apresentando baixos índices de odor e de contaminantes 
(CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, [20--?]).
Considera-se recente o desenvolvimento, no Brasil, desse tipo de geração, 
com início na década de 1940. Na última década do século passado, a utiliza-
ção dessa tecnologia foi ampliada. Hoje, as maiores turbinas a gás chegam 
a 330 MW de potência e os rendimentos térmicos atingem 42%. A geração 
de energia elétrica em termelétricas a gás natural tem a vantagem de prazo 
relativamente curto de maturação do empreendimento e flexibilidade para o 
atendimento de cargas de ponta (CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA 
ELÉTRICA, [20--?]).
Petróleo
O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada da decomposição 
da matéria orgânica, especialmente do plâncton, pela ação de bactérias em 
condições de baixo teor de oxigênio. Essa decomposição, ao longo de milhões 
de anos, acumulou-se no fundo dos oceanos, mares e lagos. Os movimentos 
da crosta da Terra pressionaram o depósito dessa mistura decomposta, 
possibilitando sua transformação em uma substância oleosa, chamada de 
petróleo, encontrada em determinadas bacias sedimentares, constituídas 
por camadas ou lençóis porosos de areia, arenitos ou calcários.
Por muitas décadas, o petróleo impulsionou fortemente a economia, repre-
sentando, no início dos anos 1970, quase 50% do consumo de energia primária 
no mundo. Mesmo com seu declínio ao longo dos anos, o petróleo ainda repre-
senta aproximadamente 43%, de acordo com dados da Agência Internacional 
de Energia de 2003 (AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA, 2005).
O petróleo é o principal responsável pela geração de energia elétrica em 
diversos países do mundo. Apesar da expansão recente da hidroeletricidade 
e da diversificação das fontes de geração de energia elétrica verificadas nas 
Fontes de geração térmicas e não térmicas 7
últimas décadas, o petróleo ainda é responsável por cerca de 8% de toda a 
eletricidade gerada no mundo (CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA 
ELÉTRICA, [20--?]). Por meio da queima do petróleo e de seus derivados em 
caldeiras, turbinas e motores à combustão interna, ocorre a geração de 
eletricidade. O uso dessas caldeiras e turbinas assemelha-se aos outros 
processos térmicos de geração de energia elétrica (AGÊNCIA NACIONAL DE 
ENERGIA ELÉTRICA, 2005).
Carvão
O carvão é um combustível fóssil e, assim como os outros, é uma mistura 
complexa e variados componentes orgânicos sólidos, fossilizados ao longo 
de milhões de anos. A qualidade desse combustível é determinada por seu 
conteúdo de carbono e varia conforme o tipo e o estágio dos componentes 
orgânicos (CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, [20--?]). 
Entre esses estágios, a turfa é um dos primeiros e apresenta baixo conteúdo 
carbonífero, com teor de carbono próximo a 45%; o linhito tem um índice de 
carbono variando entre 60% a 75%; a hulha, também denominada carvão 
betuminoso, é o estágio mais aplicado como combustível, contendo apro-
ximadamente 75% a 85% decarbono; e o antracito, considerado o estágio 
mais puro do carvão, tem um conteúdo carbonífero maior que 90% (AGÊNCIA 
NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA, 2005).
A transformação se inicia quando as bactérias existentes no ambiente 
entram em contato com a matéria orgânica (geralmente formada de vegetação 
pré-histórica). Estas decompõem parcialmente a matéria e liberam, em forma 
de gases, o oxigênio e o hidrogênio. Após isso, a matéria orgânica é soterrada 
por camadas de argila e areia, submetendo-a a condições elevadas de pressão 
e temperatura. Durante essa etapa, o oxigênio e o hidrogênio são expulsos, 
acumulando o resíduo carbonoso no processo conhecido como carbonização. 
O material recém-formado será denominado turfa. A turfa é soterrada sob 
camadas diversas e será submetida a contínuas modificações em função do 
tempo, da pressão e da temperatura crescentes, evoluindo para os materiais 
denominados linhito, carvão submetuminoso e carvão betuminoso, até chegar 
a antracito e grafita em rochas metamórficas (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO 
CARVÃO MINERAL, [20--?]).
Nuclear
Denomina-se nuclear, ou nucleoelétrica, a energia oriunda da fissão do urânio 
em um reator nuclear, onde é produzido calor a partir dessa fissão. 
Fontes de geração térmicas e não térmicas8
Biomassa
No contexto da produção de energia elétrica, biomassa é conceituada como 
matéria orgânica, de origem vegetal ou animal, que pode ser utilizada na 
geração de energia. Nesse caso, considera-se que a energia solar, por meio da 
participação no processo de fotossíntese, é convertida em energia química, 
que pode ser transformada em energia elétrica (SOUZA, 2015). Essa fonte 
tem, como uma das principais vantagens, a possibilidade de ser aproveitada 
diretamente, por combustão em fornos e caldeiras (CÂMARA DE COMERCIA-
LIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, [20--?]).
No Brasil, existem 579 usinas que utilizam biomassa para produzir energia, 
totalizando 15.260.348, 45 kW de potência registrada, perfazendo 8,73% do 
total de potência prevista entre todas as fontes na matriz energética nacional. 
Observe, no Quadro 1, os tipos de biomassa utilizados nas usinas que operam 
no Brasil (CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, [20--?]).
Quadro 1. Tipos de biomassa utilizadas nas usinas em operação no Brasil
Fonte nível I Quantidade
Potência 
outorgada 
(kW)
Potência 
fiscalizada 
(kW) %
Floresta 87 2.803.847 2.547.523 20,00
Resíduos sólidos 
urbanos
14 88.213 83.699 0,63
Resíduos animais 10 1.924 1.924 0,01
Biocombustíveis 
líquidos
2 4.350 4.350 0,03
Agroindustriais 410 11.121.446 10.775.515 79,33
Total 523 14.019.781 13.413.012 100,00
Pelo exposto no Quadro 1, observa-se que o tipo de biomassa com maior 
número de usinas e maior potencial energético para geração de energia é a 
agroindustrial, incluindo culturas agroenergéticas e resíduos e subprodutos 
de atividades agrícolas. Dessa maneira, as principais culturas que impactam 
a potencialidade energética oriunda do setor agroindustrial nacional são o 
bagaço de cana-de-açúcar e a casca de arroz (LOPES; MARTINS; MIRANDA, 2019).
Nesse sentido, buscando aumentar a eficiência do processo e reduzir 
impactos socioambientais por ele gerados, tecnologias de conversão mais 
Fontes de geração térmicas e não térmicas 9
eficientes têm sido desenvolvidas, como a gaseificação e a pirólise, que é 
um tipo de decomposição térmica de materiais que contêm carbono, na 
ausência de oxigênio. Além disso, é comum a cogeração em sistemas que 
usam a biomassa como fonte energética (CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE 
ENERGIA ELÉTRICA, [20--?]).
Geotérmica
Esse tipo de energia é produto do calor emanado do interior da Terra, utili-
zado para geração de eletricidade, buscando uma geração mais limpa e em 
quantidade cada vez maiores. A geotermia é armazenada como calor sensível 
ou latente, convertida, inicialmente, em energia mecânica e, depois, energia 
elétrica (CAMPOS et al., 2017).
Nesse contexto, a geração de energia elétrica a partir da energia geo-
térmica pode ocorrer direta e indiretamente, mas esses dois métodos têm 
crescido em diferentes partes do mundo desde a década de 1980, fomentando 
a redução do consumo de fontes não renováveis. Quanto às vantagens desse 
tipo de energia, cita-se a disponibilidade do calor geotérmico todos os dias e 
em todas as estações do ano, tornando essa fonte uma alternativa atraente 
para geração sustentável de energia. Além disso, na geração de energia 
elétrica, há baixa emissão de poluentes atmosféricos, corroborando, desse 
modo, o conceito de energia limpa e ecológica atribuído à energia geotérmica 
(CAMPOS et al., 2017).
Biogás
O biogás é uma fonte alternativa de energia proveniente da biodigestão de 
matéria orgânica. Entre as possibilidades de matéria-prima orgânica utilizada, 
também denominada substrato, estão os resíduos e efluentes industriais, 
urbanos e rurais (MARIANI, 2018).
O biogás contém aproximadamente 60% de metano e, devido a seu elevado 
poder calorífico, é possível utilizá-lo na geração de calor e de eletricidade. 
Quando o biogás é submetido a refino, pode-se produzir biometano e gás 
carbônico. O biometano é similar ao gás natural, podendo ser usado para 
os mesmos fins desse combustível fóssil quando misturado a mais de 90% 
(MARIANI, 2018).
Fontes de geração térmicas e não térmicas10
Funcionamento das unidades geradoras 
térmicas e não térmicas
Usina hidrelétrica
Basicamente, uma usina hidrelétrica (Figura 4) é composta por uma barragem, 
um vertedouro, uma estrutura de tomada de água, um conduto forçado, uma 
casa de força e um canal de fuga (PEREIRA, 2015).
Figura 4. Esquema representativo dos elementos constituintes de uma usina hidrelétrica.
Fonte: Projeto GAIA (2013, documento on-line).
A barragem é responsável por fechar o rio, represando suas águas, visando 
a sua captação e a seu desvio. Além disso, a barragem atua elevando o nível 
das águas, causando o desnível adequado e suficiente para o aproveitamento 
hidrelétrico, para criar a carga hidráulica, ou mesmo permitindo navegabili-
dade ao rio. Segundo Pereira (2015), a barragem também permite a formação 
de reservatórios regulares de vazões.
Barragens podem ser classificadas em barragens a gravidade, a 
arco e a arco-gravidade. Quanto às obras acessórias das barragens, 
ressalta-se os descarregadores de vazões excedentes e tomadas de água.
Fontes de geração térmicas e não térmicas 11
Uma vez estabelecida as vazões, o vertedouro atua extravasando as 
vazões que excedem às necessárias para as turbinas da usina. O conjunto 
turbina-gerador é constituído pela estrutura de tomada de água, pelo conduto 
forçado e pela casa de força, local que abriga esse conjunto. Por fim, o canal 
de fuga é responsável pela restituição da água que passou pelas turbinas 
(turbinada) ao leito natural do rio, formando o circuito hidráulico de adução 
e geração (PEREIRA, 2015).
A casa de máquinas é o componente mais importante de uma usina hi-
drelétrica, pois nela ficam localizados os geradores elétricos e as turbinas 
(PEREIRA, 2015).
De acordo com Pereira (2015), as usinas hidrelétricas podem ser classifi-
cadas da seguinte forma.
 � De acumulação: nesse tipo de usina, a água é armazenada para 
uso constante, durante todo o ano, de uma vazão média, chamada 
de vazão regularizadora, superior à garantida somente pelo fluxo 
natural do rio. Para isso, essas usinas contam com uma bacia de 
acumulação de grande capacidade. Esse tipo de usina pode ser 
subclassificada em:
 ■ de derivação, quando a água é transportada por tubulação ou túnel 
até chegar a uma chaminé de equilíbrio, de onde partem outras 
tubulações que levam essa água até as turbinas, de onde a água 
parte para outro rio;
 ■ de desvio, que é parecida com a de derivação, mas o rio a jusante 
é o mesmo de captação.
 � A fio d’água: usinas desse tipo não operam com reservatórios de água, 
mas utilizando a vazão própria do rio, chamada de vazão primária, 
sem regularização.
 � Reversíveis: são aquelas usinasque geram a energia elétrica a fim de 
satisfazer uma carga máxima. Para isso, a água é bombeada de um 
represamento no canal de fuga a um reservatório a montante, durante 
horas de demanda reduzida, para uso posterior.
A produção de energia elétrica em uma central hidrelétrica depende da 
vazão da água efetivamente utilizada para produzir energia mecânica res-
ponsável por acionar o gerador elétrico, além de outros fatores. Essa vazão 
que aciona o gerador é chamada de turbinada ou turbinável, pois, antes de 
atingir o gerador, aciona a turbina (REIS, 2017).
Fontes de geração térmicas e não térmicas12
Usinas hidrelétricas são consideradas recursos flexíveis do ponto de vista 
da operação elétrica, com a capacidade de prover vários serviços ancilares, 
como o controle automático de geração, controle de tensão e de frequência. 
Ressalta-se, ainda, que hidrelétricas que possuem reservatórios de acu-
mulação podem regularizar as vazões afluentes aos rios, transferindo água 
de períodos úmidos para secos e, em determinados casos, de anos úmidos 
para anos secos. Soma-se a isso o fato de seus reservatórios poderem levar 
a variadas utilizações da água, como controle de cheias, irrigação, proces-
samento industrial, suprimento de água para consumo humano, recreação 
e serviços de navegação. Entretanto, essa capacidade de regularização dos 
reservatórios vem sendo reduzida nos últimos anos, em decorrência das ine-
gáveis dificuldades de se construir novas hidrelétricas e novos reservatórios 
(EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA, [20--?]).
Conjunto eólico
Por meio de aerogeradores (Figura 5), ocorre a geração de energia eólica. Isso 
ocorre pelo contato de fortes ventos com as pás do cata-vento, originando 
energia mecânica capaz de acionar o motor da turbina que produz eletricidade 
(DOMINGOS, 2017). 
Figura 5. Conjunto eólico com os aerogeradores.
Fonte: Suhet (2018, documento on-line).
A turbina eólica é composta por diferentes componentes, como as pás, a 
torre e o nacele. Observe, na Figura 6, o tipo mais comum de turbina eólica, 
Fontes de geração térmicas e não térmicas 13
apresentando um eixo horizontal, três pás espaçadas uniformemente, uma 
estrutura rígida e gerador de indução assíncrono (AGÊNCIA NACIONAL DE 
ENERGIA ELÉTRICA, 2005).
Figura 6. Esquema ilustrativo de uma turbina eólica.
Fonte: ESAB (2016, documento on-line). 
Esse tipo de energia se tornou importante a partir dos anos 1990, pelo 
relevante avanço na tecnologia e o grande incentivo decorrente das preocu-
pações ambientais, com foco nas emissões de gases de efeito estufa, e pela 
independência energética dos países que não produziam carvão, óleo e gás 
(EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA, [20--?]).
Quanto aos impactos ambientais causados pelas centrais eólicas, desta-
cam-se os impactos visuais e sonoros. Os impactos visuais advêm do agrupa-
mento das torres e aerogeradores, especialmente quando há muitas turbinas 
na central, configurando as chamadas fazendas eólicas. Já os impactos sonoros 
são aqueles devidos aos ruídos dos rotores. Acrescenta-se a isso a possibi-
lidade de as turbinas eólicas interferirem eletromagneticamente, podendo 
perturbar sistemas de comunicação e transmissão de dados. Além disso, elas 
podem interferir nas rotas de aves, fator que deve ser devidamente consi-
derado em avaliações dos impactos ambientais dessas estruturas (AGÊNCIA 
NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA, 2005).
Fontes de geração térmicas e não térmicas14
Usinas termelétricas
As usinas termelétricas (Figura 7) geram energia elétrica por meio de um 
sistema composto por uma caldeira, uma turbina a vapor, um condensador e 
um sistema de bombas. Por meio de combustão, é gerado o calor que aquece 
a água que é colocada na caldeira, que, por consequência, é transformada em 
vapor de água, responsável por movimentar as turbinas que transformam a 
energia térmica em energia mecânica. Por fim, o gerador atua transformando 
essa energia mecânica em energia elétrica (DOMINGOS, 2017). 
Figura 7. Ilustração de uma usina termelétrica à base de biomassa.
Fonte: Guedes e Brasil (2015, documento on-line).
Destaca-se que, depois de movimentar as turbinas, o vapor de água é 
direcionado a um condensador para que seja recuperada A água líquida que 
é reenviada para a caldeira por meio de um sistema de bombas, repetindo o 
ciclo de produção de energia térmica (DOMINGOS, 2017).
Usinas termonucleares
Usinas termonucleares (Figura 8) têm um funcionamento parecido com o 
processo de geração de energia elétrica nas usinas térmicas convencionais. 
A diferença é que, nas usinas termonucleares, a energia térmica provém da 
fissão de urânio em um reator nuclear (DOMINGOS, 2017).
Fontes de geração térmicas e não térmicas 15
Figura 8. Ilustração de uma usina termonuclear.
Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica (2005, documento on-line).
Em usinas termonucleares, o sistema mais utilizado é composto por três 
circuitos: primário, secundário e de refrigeração. No circuito primário, a água 
é aquecida a uma temperatura de cerca de 320°C, sob uma pressão de 157 
atmosferas. Depois, essa água aquecida é enviada a tubulações, até chegar 
ao gerador de vapor, onde é vaporizada (circuito secundário). Não há contato 
físico entre esses dois circuitos. O vapor gerado aciona uma turbina, que 
atua movimentando o gerador que produz corrente elétrica (CÂMARA DE 
COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, [20--?]).
Distribuição e aplicação das fontes 
de geração térmicas e não térmicas
No Brasil
O Brasil contava, até dados de 2008, com 1.768 usinas operando, número que 
corresponde a uma capacidade instalada de 104.816 MW (megawatts), excluindo 
a participação do Paraguai na usina de Itaipu. Desse total de usinas, 159 são 
Fontes de geração térmicas e não térmicas16
hidrelétricas, 1.042 térmicas abastecidas por fontes variadas (gás natural, bio-
massa, óleo diesel e óleo combustível), 320 são pequenas centrais hidrelétricas 
(PCHs), duas são usinas nucleares, 227 são as centrais geradoras hidrelétricas 
(consideradas pequenas usinas hidrelétricas) e uma é usina solar (BRASIL, 2020).
De acordo com o “Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2020” (BRASIL, 
2020), elaborado pelo Ministério de Minas e Energia, a geração de energia 
elétrica no Brasil dividia-se, de 2015 a 2019, conforme o Quadro 2.
Quadro 2. Distribuição da geração de energia elétrica no Brasil
2015 2016 2017 2018 2019
Total 581.486 578.898 587.962 601.396 626.324
Hidráulica 359.743 380.911 370.906 388.971 397.877
Gás natural 79.503 56.550 65.591 54.295 60.188
Derivados 
de petróleo 
(óleo diesel e 
combustível)
25.708 12.207 12.911 10.293 7.846
Carvão 19.096 17.001 16.257 14.204 15.327
Nuclear 14.734 15.864 15.739 15.674 16.129
Biomassa 
(lenha, bagaço 
de cana e 
lixívia)
47.394 49.236 49.385 51.876 52.111
Eólica 21.626 33.489 42.373 48.475 55.986
Solar 59 85 831 3.461 6.651
Outras (gás 
de coqueria, 
outras 
secundárias, 
outras não 
renováveis, 
outras 
renováveis 
e solar)
13.623 13.554 13.968 14.147 14.210
Fonte: Adaptado de Brasil (2020).
Fontes de geração térmicas e não térmicas 17
A energia hidráulica tem sido a principal fonte de geração do sistema 
elétrico no Brasil por muitas décadas. Isso ocorre devido à competitividade 
econômica dessa fonte e devido à abundância da água no país. Assim, o Brasil 
conta com um sistema gerador de eletricidade com mais de 150 GW de capa-
cidade instalada, no qual predomina a geração por hidrelétrica, decorrente 
da extensão do território nacional, que apresenta muitos planaltos e rios 
caudalosos. Estima-se em 172 GW o potencial hidrelétrico brasileiro, sendo 
mais de 60% já aproveitados. Cerca de 70% do potencial ainda não aprovei-
tado localiza-se nas bacias hidrográficas Amazônica e Tocantins-Araguaia 
(EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA, [20--?]).
O governo brasileiro ingressou na geração termonuclaer no final da dé-
cada de 1960, cogitando a necessidade de complementação térmica para 
suprir a demanda de eletricidade no Rio deJaneiro. Essa complementação 
foi buscada por meio da construção da Angra I (Figura 9), a primeira usina 
nuclear do Brasil, em Angra dos Reis. A construção dessa usina, de 657 MW, 
foi iniciada em 1972, e a primeira reação nuclear em cadeia se deu em março 
de 1982. A Angra I começou a operar comercialmente em janeiro de 1985, 
mas interrompeu suas operações logo depois e voltou a funcionar apenas 
em abril de 1987, de modo intermitente, até dezembro de 1990, com 600 MW 
médios por somente 14 dias. As interrupções no funcionamento da usina se 
tornaram menos comuns entre 1991 e 1994, e, a partir de 1995, sua operação se 
tornou regular (CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, [20--?]).
Figura 9. (a) Usina termonuclear Angra I durante sua construção e (b) atualmente.
Fonte: Associação Brasileira de Energia Nuclear (2017, documento on-line).
Em 1976, foi iniciada a construção de Angra II, de 1.350 MW, com previsão de 
início de operação comercial para 1983. Entretanto, devido à falta de recursos, 
a construção da Angra II foi paralisada por muitos anos e seu reator passou a 
operar apenas em julho de 2000, com carga de 200 a 300 MW. Essa usina funcio-
Fontes de geração térmicas e não térmicas18
nou regularmente, com 915 MW médios, entre 20 de agosto e 3 de setembro de 
2000. A partir desse ano, Angra II operou intermitentemente, com potência de 
1.350 MW médios (CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, [20--?]).
Segundo Reis (2017), quanto à energia termelétrica a gás e a vapor, têm 
sido utilizados, sobretudo, gás natural, óleo combustível e carvão mineral. 
O carvão é utilizado, majoritariamente, no Sul do país, mas sua participação 
no conjunto total de geração é ínfima devido aos custos elevados e à baixa 
qualidade do carvão disponível no Brasil.
O gás natural é o combustível que apresenta maiores perspectivas de 
aplicação no país, considerando curto e médios prazos, devido à grande oferta 
e aos preços competitivos, pois é encontrado em quantidades significativas 
nos país vizinhos e dentro do Brasil. Além disso, para a implementação de 
centrais termelétricas a gás, não é necessário longo tempo de trabalho. Sobre 
a disponibilidade desse combustível no país, ainda não há dados seguros, 
mas é sabido que essa disponibilidade é muito significativa, considerando 
as reservas de Urucu e Juruá, localizadas na região amazônica, e a Bacia do 
Pré-Sal (Figura 10), situação na costa Sudeste do Brasil (REIS, 2017).
Figura 10. Polígono do Pré-Sal.
Fonte: Oliveira (2019, documento on-line).
O Brasil deve, no longo prazo, dar preferência ao uso de gás natural 
para gerar eletricidade, seguindo a tendência de outros países, devido 
aos menores impactos ambientais decorrentes da geração de eletricidade a partir 
Fontes de geração térmicas e não térmicas 19
desse combustível, quando comparado a outras formas de geração termelétrica. 
Nesse sentido, o gás natural pode atuar como uma ponte durante a transição 
para um contexto de matriz energética baseada em recursos renováveis e, 
portanto, sustentável.
A geração de energia elétrica a partir do aproveitamento do carvão mi-
neral foi iniciada nos anos 1950, com a construção das usinas termelétricas 
de Charqueadas (RS), com 72 MW de potência instalada, Capivari (SC), com 
100 MW, e Figueira (PR), com 20 MW, com estudos anteriores sobre a temática 
(CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, [20--?]).
O Brasil possui um grande potencial do recurso eólico, e a EPE se preo-
cupa em incluir a energia eólica de modo seguro e econômico no Sistema 
Interligado Nacional (SIN). Para se alcançar esse feito, são realizados estudos 
acerca do efeito da energia eólica no planejamento da expansão do SIN. 
Esses estudos são baseados na contabilização da energia gerada pelos 
parques que já estão operando no país, na medição de vento nos parques 
vencedores dos leilões de energia, entre outros dados. Além disso, são 
considerados os efeitos ambientais da instalação dos parques eólicos, 
mesmo que esses impactos sejam considerados baixos (EMPRESA DE PES-
QUISA ENERGÉTICA, [20--?]).
De acordo com Reis (2017), o aumento da aplicação da energia eólica no 
Brasil também decorre dos programas de incentivo governamentais, como 
o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). 
De fato, o país, por meio de aplicações de pequeno porte, a maioria do tipo 
experimental, chegou a ter uma potência instalada de aproximadamente 
17,25 MW no fim de 2003 e de 548 MW em agosto de 2009, perfazendo 0,52% 
da capacidade instalada no Brasil.
O Brasil apresenta elevado potencial para uso de energia solar para a 
geração de energia elétrica, especialmente em larga escala, devido a várias 
características naturais favoráveis, como os altos níveis de insolação. Esses 
fatores fortalecem a atração de investidores e o desenvolvimento dessa fonte, 
possibilitando que seja vislumbrado um papel importante na matriz elétrica 
para a energia solar. Além disso, de acordo com a EPE, a geração fotovoltaica 
de energia possui vantagem de grande flexibilidade locacional, sobretudo 
no que diz respeito à geração distribuída, além de facilidade de instalação, 
devido ao curto período necessário para execução dos projetos (EMPRESA 
DE PESQUISA ENERGÉTICA, [20--?]).
Fontes de geração térmicas e não térmicas20
No mundo
A geração de energia elétrica a partir da energia eólica tem crescido mundial-
mente, sobretudo por seu preço atrativo. Muitos países já contam com uma 
significativa geração eólica, com grandes fazendas eólicas, como a Alemanha, 
os Estados Unidos, a Dinamarca, a Espanha, a Holanda e a Índia (REIS, 2017).
O carvão é responsável por, aproximadamente, 8% de todo o consumo 
mundial de energia e por cerca de 39% de toda a energia elétrica gerada no 
mundo. Visando a garantir a preservação do carvão na matriz energética 
do mundo e respeitando as metas ambientais, tecnologias de remoção de 
impurezas e de combustão eficiente do carvão têm sido pesquisadas e de-
senvolvidas (CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, [20--?]).
No mundo, há diversos sistemas termossolares instalados, incluindo 
projetos-piloto e operação comercial. Esses sistemas são aplicados em regiões 
com alta incidência de energia solar. Além disso, existem estudos sobre a 
instalação de sistemas de grande capacidade em regiões desérticas. Dessa 
forma, no mundo, há muitos projetos-piloto voltados para pesquisa, pois 
esse tipo de sistema representa custos unitários elevados e é uma opção 
muito relevante devido ao uso da fonte de energia renovável mais disponível 
(REIS, 2017).
Quanto à geração de energia fotovoltaica, de acordo com Reis (2017), há 
mais aplicação, mesmo que seja de menor porte, em países desenvolvidos, 
como Estados Unidos, Alemanha e Japão, e em países em desenvolvimento 
para a alimentação de pequenos sistemas isolados, projetos-piloto e em 
eletrificação de equipamentos solitários, como radares, por exemplo.
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Fontes de geração térmicas e não térmicas 23
Dica do Professor
Diferentes fontes de energia têm sido buscadas e aplicadas na geração de eletricidade. Nesse 
aspecto, é cada vez mais urgente que essas fontes sejam limpas, isto é, que produzam a menor 
quantidade possível de poluentes atmosféricos, de uma forma sustentável, tendo sua 
disponibilidade garantida para as gerações futuras.
Nesse contexto, o uso do hidrogênio é destacado como uma fonte promissora de energia, incluindo 
a elétrica. Alguns pontos são fundamentais para compreender essa tecnologia, que tem crescido 
muito em investimentos ao redor do mundo.
Nesta Dica do Professor, você vai entender o uso do hidrogênio na geração de eletricidade.
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Exercícios
1) O território brasileiro tem um dos maiores e melhores potenciais energéticos do mundo, 
com cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, sendo mais de 7 mil quilômetros de 
litoral, além de um clima que apresenta condições muito favoráveis para diferentes 
tecnologias de geração de energia elétrica (FERNANDES, 2017).
Considerando o exposto, assinale a alternativa correta sobre o planejamento de uma matriz 
elétrica, de modo que seja alcançado o desenvolvimento sustentável para o país.
A) É importante que sejam desenvolvidas e aplicadas estratégias e tecnologias de geração limpa 
de energia elétrica, tais como energia eólica e solar, que causam pouco ou nenhuma emissão 
de gases do efeito estufa, por exemplo.
B) Os esforços governamentais devem estar voltados para, além de garantir o atendimento da 
demanda por energia elétrica, a utilização e a promoção de fontes renováveis de energia, 
como solar, eólica, de biomassa e de gás natural.
C) Desenvolver fontes limpas de energia contribui apenas para questões ecológicas do país, 
trazendo diversos benefícios ao planeta, mas não representa um fator de importância 
econômica para o Brasil.
D) A principal fonte de energia continua sendo o petróleo, por isso, apesar dos benefícios, os 
países desenvolvidos não têm interesse em desenvolver o uso de fontes limpas de energia 
elétrica.
E) Fontes como a solar e a eólica são mais propensas a falhas, pois são sistemas cuja tecnologia 
não está bem fundamentada, apresentando problemas estruturais, além da falta de pesquisa 
no país.
2) Produzir e consumir energia elétrica gerada a partir de fontes limpas são fatores muito 
importantes no contexto da proteção ambiental e para a manutenção da qualidade de vida 
das pessoas e dos animais. Nesse sentido, devem ser consideradas fontes de energia que 
não geram, ou geram pouco, gases do efeito estufa, pois estes favorecem o aquecimento 
global do planeta.
Sendo assim, assinale qual das alternativas a seguir é consideradaa mais limpa quanto à 
produção de gases do efeito estufa.
A) Gasolina.
B) Óleo diesel.
C) Gás natural.
D) Vento.
E) Carvão mineral.
3) O petróleo é a fonte de energia mais conhecida e difundida no mundo, e sua utilização pelo 
ser humano data de centenas de anos, mas foi no século XVIII que esse recurso passou a ser 
utilizado comercialmente, inicialmente na iluminação, na forma de querosene. Depois, a 
partir da invenção dos motores que funcionavam a gasolina e diesel, o petróleo passou a ser 
considerado mais importante, com sua busca cada vez mais intensa (A IMPORTÂNCIA..., 
[20--?]).
Conhecer as características do petróleo é de fundamental importância para estudiosos e 
profissionais, pois somente a partir do adequado conhecimento desse recurso poderão ser 
conhecidas e bem aplicadas as tecnologias associadas ao seu aproveitamento. Sendo assim, 
assinale a alternativa correta sobre o petróleo.
A) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada pela decomposição da matéria 
inorgânica, principalmente minérios antigos, em condições de baixo teor de oxigênio por 
milhares de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.
B) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada a partir da decomposição de matéria 
orgânica, principalmente plâncton, por atividade de bactérias em condições de alto teor de 
oxigênio por milhares de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.
C) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada a partir da decomposição de matéria 
inorgânica, principalmente minérios antigos, por atividade de bactérias em condições de alto 
teor de oxigênio por milhares de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.
D) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada a partir da decomposição de matéria 
orgânica, principalmente plâncton, por atividade de bactérias em condições de baixo teor de 
oxigênio por milhões de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.
E) O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos originada a partir da decomposição de matéria 
orgânica, principalmente plâncton, por atividade de fungos em condições de baixo teor de 
oxigênio, por milhares de anos, no fundo de oceanos, mares e lagos.
4) Na natureza, a água desempenha diversas funções necessárias e insubstituíveis para a 
manutenção da vida. Para as atividades humanas como produção de bens, tecnologias, 
transporte e outras, a água também exerce um papel muito importante.
Nesse sentido, sobre o uso da água na geração de energia elétrica, assinale a alternativa 
correta.
A) A água é utilizada em usinas hidrelétricas para a geração de vapor, que é responsável por 
movimentar turbinas ligadas a geradores de eletricidade.
B) A energia das marés é utilizada para a produção de energia elétrica através de atenuadores 
que acionam o gerador elétrico por meio de turbinas.
C) Em uma termelétrica, diferentes fontes de calor podem ser utilizadas para aquecer a água, 
formando o vapor que movimenta as turbinas ligadas ao gerador.
D) Em uma usina termelétrica, a água passa por atenuadores que convertem a energia potencial 
em energia elétrica pelo acionamento de gerador.
E) A energia marítima, assim como a energia hidrelétrica, provém da movimentação das águas, 
sem a obrigatoriedade da movimentação de turbinas.
5) A eletricidade pode ser gerada a partir de fonte térmica e de fonte não térmica. Ao falar em 
fontes de geração térmica, o uso de combustíveis fósseis é mencionado, como o gás natural, 
para a geração de calor que movimenta as turbinas. Entretanto, outras matérias-primas 
podem ser utilizadas.
Sobre o exposto, assinale a alternativa correta.
A) A biomassa, constituída por matéria orgânica, pode ser queimada para gerar o calor utilizado 
em caldeiras em que a água é transformada no vapor que movimenta as turbinas.
B) Entre os combustíveis fósseis utilizados, há o biogás, formado junto com o petróleo, que é 
utilizado para gerar o vapor que movimenta as turbinas ligadas aos geradores elétricos.
C) A energia nuclear não é considerada uma fonte de geração térmica, pois não utiliza 
combustão, tampouco gera calor para a geração do vapor que movimenta as turbinas.
D) O gás natural é utilizado diretamente na geração de energia elétrica, de modo a movimentar 
as turbinas que acionam o gerador, sem passar pelo processo de combustão.
E) Diferente do gás natural, o biogás não gera poluentes atmosféricos, sendo considerado uma 
fonte limpa de energia, usada diretamente para movimentar as turbinas.
Na prática
A energia elétrica é fundamental para o desenvolvimento das sociedades atuais, contudo as fontes 
de energias convencionais têm causado grandes impactos negativos ao meio ambiente. Com isso, a 
busca por energia renováveis e limpas vem cada vez mais ganhando espaço.
Neste Na Prática, você vai poder verificar por meio de objetos em realidade aumentada algumas 
formas de geração de energia elétrica não térmicas que também utilizam fontes renováveis de 
energia.
Aproveite esta oportunidade para interagir com os objetos de aprendizagem 3D abaixo e verificar 
alguns detalhes que compõem essas formas de geração de energia elétrica.
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Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
A sincronização de Angra 1 ao sistema elétrico
Este artigo traz um apanhado de fatos importantes que precederam a sincronização da usina e 
dados importantes, além de apresentar perspectivas para o futuro da geração nuclear no país. 
Confira.
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Pré-sal
Neste link, você vai conhecer as tecnologias pioneiras do pré-sal e a sua produção média de 
petróleo. Além disso, vai entender como ele foi formado. Veja a seguir.
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Energia termelétrica: gás natural, biomassa, carvão, nuclear
Este artigo tem como objetivo caracterizar o aproveitamento elétrico brasileiro a partir de 
biomassa, gás natural, carvão mineral e urânio, apresentando para cada uma dessas fontes o 
panorama mundial e nacional da termeletricidade, a estrutura da cadeia do combustível, a 
caracterização técnica e econômica, as questões socioambientais e o potencial de geração, entre 
outros aspectos.
http://www.aben.com.br/noticias/ha-35-anos-angra-1-era-sincronizada-ao-sistema-eletrico
https://petrobras.com.br/pt/nossas-atividades/areas-de-atuacao/exploracao-e-producao-de-petroleo-e-gas/pre-sal/
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https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-173/Energia%20Termel%C3%A9trica%20-%20Online%2013maio2016.pdf

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