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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE
CENTRO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES
UNIDADE ACADÊMICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS
COORDENAÇÃO DE HISTÓRIA
DOCENTE: Isamarc Gonçalves Lôbo
DISCIPLINA: HISTÓRIA ANTIGA II
DISCENTE: Annanda Ellen Silva Sales 
MAPA MENTAL
Bibliografia: ROSTOVTZEFF, M. Esparta: seu sistema social econômico e político. In.: História da Grécia. Trad. Edmond Jorge. Rio de Janeiro: Zahar, 1973. p. 89-96.
PROBLEMATICA DO TEXTO
Neste capítulo o autor vai analisar a formação da cidade-Estado de Esparta, destacando o desenvolvimento econômico, politico e social dos espartanos. 
	IDEIA 1
	O autor vai relatar sobre o desenvolvimento politico, social e econômico da Grécia, destacando alguns aspectos da formação da cidade-Estado. 
	CITAÇÃO: A peculiaridade básica do segundo sistema é a seguinte: a vida política é concentrada num lugar, a cidade, que é o centro religioso, político e econômico do distrito unido em torno dela e considerado como território que lhe pertence. Todos os habitantes desse território são cidadãos e, juntos, organizam a vida política, econômica, social e religiosa de toda a comunidade. Os estrangeiros, servos e escravos são as únicas pessoas excluídas das categorias de cidadãos. Nessas cidades-Estado, o poder político passa, por estádios, das mãos do rei do clã para o grupo de cidadãos, primeiro para um grupo de famílias importantes, intimamente associadas ao rei em seus de­ veres em seguida para todos os proprietários rurais e, finalmente, para os cidadãos em geral; o primeiro desses estádios é chamado “aristocracia” e o último, “democracia” . (ROSTOVTZEFF, 1973, p. 89)
	IDEIA 2
	Outra ideia é sobre a diferença entre as leis que redige as regras para o comportamento dos cidadãos no Oriente e na Grécia.
	CITAÇÃO: No Oriente, a lei é parte da ordem divina, inalterável e obrigatória para todos. Mas na Grécia, embora a lei goze da proteção divina, não é uma revelação da divindade nem uma regra inalterável de comportamento estabelecida para sempre. Na Grécia, as leis são feitas pelos homens. Se uma lei ofende a consciência da maioria, ela pode e deve ser alterada; mas enquanto estiver em vigor, todos são obrigados a obedecê-la porque existe algo de divino nela e na própria idéia de lei. Violar seus preceitos acarreta punição não só por parte dos homens, os guardiães da lei, mas também dos deuses. Esta regra de lei na cidade — da lei criada por todo o grupo de cidadãos — é um dos traços mais característicos da vida pública na Grécia. (ROSTOVTZEFF, 1973, p. 90)
	IDEIA 3
	O autor destaca sobre o sistema social da cidade de Esparta trazendo características peculiares sobre o sistema espartano. 
	CITAÇÃO: A principal característica do sistema é a seguinte: um grupo residente em Esparta, e chamado espartano, dominava a população muitas vezes mais numerosa. Parte dessa população subordinada recebia o nome de hilotas. Eles viviam em fazendas isoladas no domínio da cidade e em algumas regiões da Messénia conquistada; sua posição era a de escravos do Estado e as famílias dos espartanos utilizavam seu trabalho. Outra parte era chamada perioeci ou provincianos. Eles viviam na Lacônia e na Messénia, nas cidades e domínios destas; gozavam de liberdade pessoal e certa dose de autogoverno; mas nos assuntos políticos o militares estavam inteiramente subordinados ao grupo dominante. Não sabemos como surgiu esse sistema. Ê bem provável que houvesse servos na Lacônia durante o domínio dos greco-egeus e que os dórios tivessem adotado a instituição. Alguns dos messênios foram reduzidos à escravidão após a já mencionada conquista espartana. Também é provável que o status dos perioeci fosse devido à conquista, em determinada época, de cidades independentes que foram então unidas a Esparta como alia­ dos, porém inferiores. (ROSTOVTZEFF, 1973, p. 92)
	IDEIA 4
	O autor trás também sobre o sistema constitucional de Esparta. 
	CITAÇÃO: O sistema reteve alguns remanescentes da época em que Esparta também era governada por um grupo de famílias aristocráticas. Assim, os reis — dois reis, um de cada uma das famílias nobres dos Europôntidas e dos Agíadas — ainda estavam à frente do governo. Também havia um grupo chamado gerúsia ou Conselho de Anciãos, composto de trinta membros incluindo os dois reis. Esses membros eram tirados de um grupo definido de famílias nobres e formavam o principal instrumento de governo. Mas ambas essas instituições eram relíquias. O poder real pertencia à apella ou assembléia popular, composta de todos os espartanos adultos que possuíam direitos integrais de cidadania e sorviam na cavalaria e infantaria do exército. Eles elegiam o conselho e também os éforos (administradores), que eram os governantes reais do país e guardiães da constituição. É verdade que a assembléia só votava nos assuntos que lhes eram apresentados pelos éforos e previamente debatidos pelo Conselho. Individualmente, os cidadãos não tinham poder para iniciar legislação; não obstante, nenhuma decisão importante ou lei era válida a menos que fosse confirmada pela assembléia popular. (ROSTOVTZEFF, 1973, p. 93)
	IDÉIA 5
	O autor vai relatar também sobre a importância do desenvolvimento militar dos espartanos, sendo que essa peculiaridade era fundamental na organização social da cidade.
	CITAÇÃO: A peculiaridade de Esparta não era a constituição: era a criação de uma organização social absoluta e única, destinada a aumentar o poderio militar do país. Todas as relações sociais e econômicas eram baseadas na subordinação total do indivíduo ao Estado e na transformação de toda a classe dominante num exército permanente, pronto para iniciar uma campanha a qualquer momento. Todo espartano adulto era, acima de tudo, um soldado. Embora possuísse uma casa e família, ele não morava lá e seus dias não eram despendidos na manutenção da sua família ou em trabalho produtivo, mas inteiramente dedicados ao treinamento militar constante. Todo espartano adulto se alistava numa das divisões militares do exército dos cidadãos onde era obrigado a participar das refeições em comum. Como todo o seu tempo era ocupado pela sua vida social e pelo treinamento, o Estado o exonerava dos seus cuidados materiais, mantendo-o e à sua família. Isso era feito dando-se a cada homem considerável lote de terra juntamente com uma ou mais famílias de hilotas. Estes eram obrigados a fornecer ao seu dono e sua família uma quantidade anual fixa de alimentos e trabalhar como seus servos na paz ou em campanha. Parte do tributo dos hilotas era usada para pagar a inscrição do espartano em clube e parte era destinada à manutenção da sua família. (ROSTOVTZEFF, 1973, p. 93,94)
	IDEIA 6
	Outra ideia destacada é sobre a posição dos hilotas e sua condição econômica. 
	CITAÇÃO: Moral e socialmente, a posição dos hilotas era deplorável. Eram escravos absolutos do Estado e mantidos sob constante supervisão. Periodicamente, os mais vigorosos dentre eles eram assassinados. Os espartanos mais prudentes e inteligentes eram mandados como agentes secretos do governo, aparecendo onde eram menos esperados e matando os hilotas indesejáveis sem julgamento. A posição econômica dos hilotas não era tão ruim: seu tributo de produção aos seus senhores era estritamente definido e não era oneroso; tinham inteira liberdade para melhorar sua terra e acumular poupanças. (ROSTOVTZEFF, 1973, p. 95)
	IDEIA 7
	O autor descreve também sobre a situação de outra classe, os perioeci. 
	CITAÇÃO: Mas os perioeci estavam em situação muito melhor. Proibia-se aos espartanos dedicarem-se ao comércio e à indústria e não eram encorajados a vender suas terras, mesmo quando divididas em lotes. Portanto, os perioeci monopolizavam todos os negócios do país. Exploravam as ricas minas do ferro da Lacônia, fabricavam armas para o exército, implementos para aagricultura e artigos para uso doméstico. O comércio também estava exclusivamente em suas mãos. (ROSTOVTZEFF, 1973, p. 95)
	IDEIA 8
	O autor destaca por fim que os espartanos não gostavam do comercio internacional, assim como, eram vigilantes em relação aos estrangeiros, essas atitudes fez com que a cidade ficasse isolada do resto do mundo.
	CITAÇÃO: Contudo, os espartanos não aprovavam o comércio internacional e procuravam fazer que os produtos nacionais satisfizessem suas necessidades. Eles temiam que as mercadorias estrangeiras trouxessem consigo novas exigências c novas idéias. Pela mesma razão, mantinham as moedas cunhadas cm ferro como o único meio de intercâmbio reconhecido, embora, naturalemente, não fosse corrente fora de Esparta. Os espartanos vigiavam atentamente os visitantes estrangeiros e recorriam livremente à deportação das pessoas indesejáveis de outros países. Esse espírito tendia a isolar Esparta do resto do mundo: ela se tornou independente, uma potência quase que exclusivamente terrestre, com um forte exército mas sem navios para guerra ou comércio. (ROSTOVTZEFF, 1973, p. 96)
CONCLUSÃO 
Em síntese, o capitulo traz diversas informações sobre o desenvolvimento da cidade de Esparta e suas características como: a construção da politica e suas leis, o treinamento militar destinado tanto para os homens como para as mulheres, a hierarquização, na qual os hilotas era a classe de servos e os perioeci ocupavam um posição intermediaria. Sendo assim essas características formaram a cidade de Esparta tornando-a uma das cidades mais importante da Grécia.