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Sistemas de distribuição de gás
Apresentação
Os requisitos para projeto, construção, ampliação, reforma e vistoria de locais onde se encontram 
aparelhos a gás para uso residencial e comercial são apresentados pelas normativas vigentes. Eles 
devem ser seguidos com precisão para o desenvolvimento adequado de um projeto de instalações 
prediais de gás. Além do desenvolvimento do projeto, o profissional deve se atentar para a 
execução do sistema em obra e para os ensaios de eficácia do sistema, a fim de garantir que tudo 
seja executado com excelência e garanta a segurança e o bem-estar de seus usuários.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai identificar os tipos de gases que podem ser utilizados 
em instalações prediais, as normativas que regem o desenvolvimento projetual e a execução deste. 
Você também vai compreender a função e as particularidades dos materiais e equipamentos 
indicados para utilização nessas instalações. Por fim, você vai estudar as características observadas 
nas tubulações de gás.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Relacionar os tipos de gases com normas e leis pertinentes.•
Identificar os materiais e equipamentos de distribuição de gás.•
Descrever as características da tubulação de gás.•
Desafio
As instalações de gás são compostas por: 
• central de armazenamento de gás liquefeito de petróleo (GLP) ou medidor central de gás natural 
(GN); 
• regulador de pressão de primeiro estágio; 
• rede primária; 
• reguladores de segundo estágio; 
• rede secundária; 
• medidor de consumo; 
• equipamentos de consumo; e 
• registros.
Esses mecanismos são essenciais para o correto funcionamento do sistema de distribuição de gás. 
Assim, é necessário atentar-se para a sua locação adequada, a fim de possibilitar o fácil acesso a 
registros, por exemplo. Os registros devem estar protegidos, mas também devem apresentar a 
possibilidade de acionamento rápido, para o caso de vazamentos ou execução de manutenções.
Com base na imagem, siga as orientações a seguir:
a) Identifique todos os componentes que compõem o sistema de distribuição de gás.
b) Sinalize onde se encontra a rede primária.
c) Sinalize onde se encontra a rede secundária.
d) Identifique qual tipo de gás atende a essas unidades habitacionais, justificando a sua resposta.
Infográfico
A definição das redes de distribuição deve ser precedida por etapas essenciais ao desenvolvimento 
do projeto, a fim de garantir que todos os componentes sejam desenvolvidos de forma adequada. 
Assim, deve-se atentar para as legislações, a disponibilidade de gás para a edificação, o 
dimensionamento do sistema e o tipo de medição de consumo a ser adotado.
No Infográfico, veja alguns dos pontos determinantes para a elaboração de um projeto de 
instalações prediais de gás adequado.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/ee4662d6-9428-4aeb-9427-880404315605/a171a1c2-fee9-4fa6-86d1-17372d607798.png
Conteúdo do livro
O GN apresenta predominância de metano, com pequenas quantidades de etano, propano, butano, 
entre outros. Já o GLP é composto por 50% de propano e 50% de butano. Esses gases podem ser 
utilizados nas instalações prediais, tanto para uso residencial como para uso comercial. Porém, 
algumas premissas devem ser observadas para o atendimento dos critérios apresentados pelas 
normativas.
No capítulo Sistemas de distribuição de gás, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você vai 
encontrar as normativas que devem ser estudadas e atendidas no desenvolvimento de um projeto. 
Você também vai poder identificar os materiais e equipamentos que são utilizados para distribuição 
de gás e vai compreender a função das diferentes tubulações em um projeto de instalações prediais 
de gás.
Boa leitura.
INSTALAÇÕES 
HIDROSSANITÁRIAS, 
DE GÁS E COMBATE 
A INCÊNDIOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Relacionar os tipos de gases com normas e leis pertinentes.
 > Identificar os materiais e equipamentos de distribuição de gás.
 > Descrever as características da tubulação de gás.
Introdução
As instalações prediais de gás compõem os sistemas básicos para o funcio-
namento adequado de uma edificação, a fim de garantir conforto, bem-estar 
e segurança aos seus usuários. Sendo assim, é essencial conhecer os gases 
que podem ser utilizados para essa finalidade, bem como as regulamentações 
que definem os critérios a serem seguidos. Essas normativas especificam os 
materiais a serem usados e os equipamentos que podem ser instalados, apre-
sentando os afastamentos necessários, as formas de proteção do sistema e os 
métodos de verificação para avaliar a eficácia de cada um desses componentes.
Neste capítulo, apresentaremos os gases que podem ser utilizados em 
instalações prediais e as normativas que determinam os requisitos a serem 
atendidos para o uso desses gases no abastecimento de edificações. Além 
disso, você conhecerá os principais equipamentos que compõem os sistemas 
de instalações prediais de distribuição de gás (tubulações, reguladores de 
pressão, medidores de vazão, válvulas e conexões), bem como os diversos 
materiais que podem ser utilizados na execução das redes de distribuição, 
desde as clássicas tubulações de cobre até as tubulações multicamadas. 
Sistemas de 
distribuição de gás
Jaqueline Ramos Grabasck
Por fim, serão apresentadas as redes de distribuição primária e secundária, que 
são responsáveis por conduzir o gás por toda a rede de distribuição interna.
Tipos de gases e a sua relação com 
as normativas
O desenvolvimento de um sistema de distribuição de gás está condicionado 
ao tipo de gás a ser utilizado e às normativas que definem os critérios e as 
restrições para a adequação do projeto. O tipo de gás determinará se vai ser 
necessário executar um espaço exclusivo para a colocação dos cilindros. Esse 
é o caso do gás liquefeito de petróleo (GLP), que precisa de uma central de gás 
específica, com determinações de afastamentos e aberturas para ventilação, 
a fim de garantir a segurança dos usuários e da circunvizinhança. Também é 
o caso do gás natural (GN), que é fornecido pela concessionária por meio de 
tubulações que vêm diretamente da rua. Porém, para o uso do GN, é essencial 
que ele esteja disponível para o local de implantação da obra.
Constituído predominantemente por metano (CH4), com pequenas quan-
tidades de etano, propano, butano, entre outros, o GN é considerado uma 
mistura de hidrocarbonetos leves. A rede pública de GN apresenta alta e 
média pressão, ao passo que o consumo se dá em baixa pressão, variando 
de 220 a 280 mmca. A sua densidade é de 0,50 a 0,60 kg/m³, sendo, portanto, 
mais leve que o ar, cuja densidade é de aproximadamente 1,2 kg/m³. O GLP, 
por sua vez, é composto por 50% de propano (C3H8) e 50% de butano (C4H10), 
e sua densidade é de 1,45 a 2,0 kg/m³ — dessa forma, ele é mais pesado que 
o ar (INSTALAÇÕES..., 2017). Por ser mais pesado que o ar, o GLP tende a ficar 
acumulado, o que pode acarretar explosões quando ocorrem vazamentos. 
Já o GN apresenta maior facilidade de dissipação em casos de vazamentos, 
uma vez que é mais leve que o ar (PRAÇA, 2003).
Entre as vantagens do GN, está o baixo custo de produção, além de ele ser 
considerado um combustível fóssil mais limpo e mais seguro. Porém, a falta de 
infraestrutura e de redes de distribuição dificulta a expansão do seu uso no 
Brasil. Existem apenas 7.700 km de rede total de transporte de GN, ao passo 
que a rede de distribuição compreende 7.658 km de ramais, estando 74% desse 
total localizados nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo (PRAÇA, 2003).
Após a definição de qual gás será utilizado, é necessário definir o tipo 
de medição a ser implantado. A medição pode ser individualizada, de modo 
que cada unidade habitacional dispõe de um medidor de consumo, ou por 
rateio, mediante a implantação de uma tubulação única quealimenta todas 
Sistemas de distribuição de gás2
as unidades habitacionais. Depois de estarem definidos os equipamentos 
que necessitam de gás para funcionar, será desenvolvido o dimensionamento 
do sistema. Então, definem-se os materiais a serem utilizados na instalação 
e verificam-se todos os afastamentos indicados pelas legislações, a fim de 
manter a segurança da edificação e de seus moradores. Além disso, é realizada 
a compatibilização de projetos, principalmente com os projetos hidráulicos 
e elétricos, para evitar a interferência entre os sistemas.
Em termos de legislação, a ABNT NBR 13103:2013 apresenta os requisitos 
para projeto, construção, ampliação, reforma e vistoria de locais onde se 
encontram aparelhos a gás para uso residencial e comercial, não excedendo 
a potência de 80 kW. Essa normativa abrange a “[...] instalação de aparelhos 
para cocção, aquecimento de água, aquecimento de ambiente, refrigeração, 
lavagem, secagem, iluminação, decoração e demais utilizações de gás com-
bustível em ambientes residenciais” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS, 2013, p. 1).
Ela determina que se considerem os seguintes aspectos para possibilitar 
a instalação de aparelhos a gás: tipo de aparelho a gás que será instalado; 
volume e ventilação do ambiente de instalação; e exaustão dos gases de 
combustão. O Quadro 1 apresenta os aparelhos a gás contemplados pela nor-
mativa, conforme as suas características e os sistemas de exaustão utilizados.
Quadro 1. Tipos de aparelhos a gás
Tipo
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combustão
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(Continua)
Sistemas de distribuição de gás 3
Tipo
Tipo de 
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Tipo do sistema 
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Situação 
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exaustão Exemplos 
de tipos de 
aparelhos 
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4 X X X
Aquecedor 
de água e de 
ambiente
5 X X X
Aquecedor 
de água e de 
ambiente
Nota: os aparelhos de gás do Tipo 1 considerados nesta norma possuem as limitações 
apresentadas a seguir.
 � Fogão: limitado a 10.000 kcal/h.
 � Fogão com forno: limitado a 14.000 kcal/h.
 � Fogão de mesa: limitado a 7.000 kcal/h.
 � Forno: limitado a 4.000 kcal/h.
 � Churrasqueira: limitada a 7.000 kcal/h.
 � Máquina de lavar roupa: limitada a 4.000 kcal/h.
 � Máquina de secar roupa: limitada a 4.000 kcal/h.
 � Máquina de lavar louça: limitada a 4.000 kcal/h.
 � Refrigerador: limitado a 4.000 kcal/h.
 � Aquecedor de água ou de ambiente para uso no interior de residências: limitado a 
4.000 kcal/h e, com sensor de O2, limitado a 10000 kcal/h; interromper o fornecimento 
de gás quando o nível de O2 no ambiente estiver abaixo de 18% ou quando houver 
avaria no sensor.
Fonte: Adaptado de Associação Brasileira de Normas Técnicas (2013).
Os requisitos exigidos para armazenamento de GLP com massa líquida 
de 13 kg para consumo próprio são apresentados pela ABNT NBR 15514:2020, 
conforme descrito a seguir (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 
2020).
 � Os botijões devem estar em local aberto, com ventilação natural.
 � Os botijões devem estar, no mínimo, 1,5 m afastados de outros produ-
tos inflamáveis, de fontes de calor, de faíscas, de ralos, de caixas de 
gordura e de esgotos, bem como de galerias subterrâneas e similares.
 � Os botijões não podem ficar expostos ao público.
(Continuação)
Sistemas de distribuição de gás4
A ABNT NBR 15514:2020 apresenta também as áreas de armazenamento 
de recipientes transportáveis de GLP, que são classificadas de acordo com 
a sua capacidade de armazenamento, em kg de GLP, conforme apresentado 
no Quadro 2.
Quadro 2. Classificação das áreas de armazenamento
Classe Capacidade de armazenamento (kg de GLP)
I Até 520
II Até 1.560
III Até 6.240
IV Até 12.480
V Até 24.960
VI Até 49.920
VII Até 99.840
Especial Mais de 99.840
Fonte: Adaptado de Associação Brasileira de Normas Técnicas (2020).
O local de armazenamento deve ter, no mínimo, 2,6 m de altura, em se 
tratando de lugar coberto. Além disso, ele deve apresentar, no máximo, duas 
paredes, uma vez que é proibido o seu cercamento total. Tanto a cobertura 
quanto a estrutura devem ser construídos com materiais incombustíveis, 
devendo a resistência mecânica da cobertura ser menor que a da estrutura. 
Porém, quando o delineamento for realizado com paredes, elas deverão ser 
posicionadas a, no mínimo, 1,0 m do limite do lote, não apresentando cober-
tura e atendendo aos distanciamentos mostrados no Quadro 3, conforme as 
classes indicadas, os equipamentos próximos aos ambientes adjacentes e os 
dispositivos que podem propiciar o acúmulo de gás quando da ocorrência de 
vazamentos (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2020).
Sistemas de distribuição de gás 5
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Sistemas de distribuição de gás6
A normativa complementa que as áreas de armazenamento delimita-
das por paredes ou cercas devem apresentar uma ou mais aberturas, com, 
no mínimo, 1,2 m de largura e 2,1 m de altura, com abertura de dentro para fora, 
sem que ocorra mudança de níveis no piso e sem obstáculos (ASSOCIAÇÃO 
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2020).
Após o desenvolvimento do projeto e a sua execução, as instalações devem 
ser inspecionadas a fim de se avaliar se a edificação está apta a ser utilizada 
sem oferecer riscos aos usuários. Para isso, deve ser utilizada a ABNT NBR 
15923:2011, que apresenta os requisitos mínimos exigidos para a inspeção 
de redes de distribuição interna de gases combustíveis, tanto para o uso 
residencial quanto para a instalação de aparelhos a gás para uso residencial. 
De acordo com essa normativa, as etapas que devem ser seguidas durante 
a inspeção das instalações, podendo compreender uma ou mais, são as 
seguintes (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2011):
 � levantamento de projeto e antecedentes;
 � inspeção da rede de distribuição interna;
 � inspeção da instalação dos aparelhos a gás;
 � inspeção do sistema de exaustão.
O desenvolvimento do projeto e as verificações de segurança são 
etapas complementares e essenciais para o correto funcionamento 
do sistema como um todo, devendo ser executados conforme as determinações 
apresentadas pelas normativas vigentes.
Constituintes das redes de distribuição 
de gás
Além das legislações vigentes, é preciso considerar os materiais e os equipa-
mentos que compõem o sistema de distribuição de gás, os quais devem ser 
específicos para a finalidade a que se destinam, de modo a atender às neces-
sidades de cadaparte do sistema. As instalações prediais de gás apresentam 
equipamentos considerados básicos para o funcionamento do sistema como 
um todo, sendo eles: as tubulações, os reguladores de pressão, os medido-
res de vazão, as válvulas e as conexões. As tubulações são confeccionadas, 
frequentemente, com cobre, aço, polietileno, aço revestido com polietileno 
Sistemas de distribuição de gás 7
e multicamadas, que podem apresentar versões com ou sem costura, rígidas 
ou flexíveis, conforme as opções oferecidas pelos fabricantes.
Equipamentos
A rede de distribuição das instalações de gás pode ocorrer de acordo com as 
seguintes tipologias, consideradas típicas em edifícios residenciais: tipologia 
com regulador de estágio único, apresentando uma área comum para medição 
individual, que segue para distribuição por meio de prumadas individuais; 
tipologia com reguladores de 1º e 2º estágios, que apresenta uma área comum 
para medição individual e também tem distribuição por meio de prumadas 
individuais; tipologia com regulador de estágio único, em que a distribuição 
se dá por meio de prumadas coletivas e a medição é realizada de forma indi-
vidual; porém, ocorre em cada andar separadamente (INSTALAÇÕES..., 2017).
Segundo Zerbinatti (2008), o sistema predial de GN é composto pelos itens 
apresentados a seguir.
 � Rede geral: rede pública de abastecimento.
 � Rede de alimentação: conexão entre a rede pública e a rede de dis-
tribuição interna.
 � Rede de distribuição interna: conjunto de tubulações e acessórios que 
se encontram após os estágios de regulagem de pressão.
 � Regulador de pressão de 1º estágio: utilizado para reduzir a pressão 
de gás antes de chegar à rede primária.
 � Regulador de pressão de 2º estágio, ou estágio único: equipamento 
utilizado para reduzir a pressão do gás antes de sua chegada à rede 
secundária, a fim de garantir o funcionamento adequado nos pontos 
de consumo.
 � Rede primária: tubulação que se encontra entre os reguladores de 
1º e 2º estágio.
 � Rede secundária: tubulação que se encontra entre o regulador de 
2º estágio e os pontos de consumo.
 � Ponto de utilização: extremidade da tubulação, em que será conectado 
o aparelho que necessita de gás para o seu funcionamento.
 � Medidor: equipamento que realiza a medição de consumo de GN, sendo 
instalado na rede secundária.
Sistemas de distribuição de gás8
Se, por um lado, a GN precisa de apenas um dispositivo de medição de 
consumo entre a rede pública e o sistema de distribuição interna, por outro, 
o GLP necessita de uma central de gás, cilindros, coletores, mangotes e cone-
xões. Já o sistema interno é composto por diversos equipamentos, com funções 
específicas — sendo utilizados os mesmos equipamentos para ambos os gases, 
GN e GLP. As válvulas, por exemplo, têm como função principal interromper 
o fluxo de gás nas tubulações. Porém, o sistema apresenta variados tipos de 
válvulas, como válvulas de bloqueio, válvula reguladora de pressão, válvula 
de alívio de pressão e válvula de retenção.
As válvulas de bloqueio de linha são utilizadas para interromper o fluxo 
de gás na tubulação, sendo instaladas em pontos estratégicos da rede ou 
junto às estações. Essas válvulas apresentam o mesmo diâmetro nominal 
da tubulação, podendo ser manuais ou automáticas. Entre as válvulas de 
bloqueio manual, a mais empregada é a válvula de esfera, pois, além de 
o seu peso e o seu tamanho serem menores, ela oferece melhor vedação, 
maior facilidade de operação e menor perda de carga. Ademais, esse tipo de 
válvula é indicado pela ABNT NBR 15526 para a rede de distribuição interna. 
Porém, se for definido o uso de válvulas metálicas, isso deverá ser feito de 
acordo com a ABNT NBR 14788. Por sua vez, a válvula de bloqueio automático 
tem como finalidade bloquear o fluxo de gás se acaso a pressão ultrapassar 
os valores determinados, sendo que o seu desarme ocorre apenas de forma 
manual (CASTELANI, 2003).
A ABNT NBR 15526:2016 indica que a rede de distribuição de gás deve 
dispor de válvulas de bloqueio manual (Figura 1). Elas têm como objetivo 
possibilitar a manutenção de equipamentos de medição e regulagem nas 
unidades habitacionais, para determinados aparelhos de gás que apresentem 
uma tubulação entre a válvula e o aparelho com comprimento menor ou igual 
a 3 m — sendo, devido a isso, consideradas válvula do aparelho. As válvulas 
devem ser identificadas e instaladas em local ventilado e de fácil acesso, 
e ser protegidas para evitar acionamento acidental (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA 
DE NORMAS TÉCNICAS, 2016).
Sistemas de distribuição de gás 9
Figura 1. Válvula de bloqueio.
Fonte: International Copper Association Brasil (2017, p. 31).
A válvula reguladora de pressão tem como finalidade manter constante a 
pressão na rede de gás, de forma a reduzir a pressão de entrada (CASTELANI, 
2003). Conforme a ABNT NBR 15526:2016, esses equipamentos (Figura 2) devem 
ser selecionados de maneira a atender à pressão da rede de distribuição 
interna no local de instalação e à vazão adotada para os aparelhos a serem 
atendidos (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016). A normativa 
que determina os reguladores de pressão é a ABNT NBR 15590.
Figura 2. Regulador de pressão.
Fonte: International Copper Association Brasil 
(2017, p. 32).
Sistemas de distribuição de gás10
A válvula de alívio de pressão é utilizada para reduzir a pressão quando 
o pré-ajuste é ultrapassado, atuando entre a válvula reguladora de pressão 
e as válvulas de bloqueio, de modo a evitar a sobrepressão nestas. As vál-
vulas de retenção, por sua vez, são utilizadas em determinado trecho a fim 
de impedir que haja retorno do fluido caso ocorra inversão do sentido de 
escoamento. Seu sistema é composto por uma tampa flutuante, que, ao abrir 
em um sentido, acarreta o bloqueio no sentido contrário (CASTELANI, 2003).
Os medidores de gás (Figura 3) devem atender à vazão prevista, à máxima 
pressão especificada e à queda de pressão adequada, tanto para a rede 
de distribuição interna quanto para os aparelhos de gás. Já os reguladores 
de pressão devem ser instalados quando a pressão da rede é maior que a 
do aparelho, podendo também ser utilizados para adequar a pressão e o 
transporte de trecho da rede de distribuição (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE 
NORMAS TÉCNICAS, 2016).
Figura 3. Medidor de gás.
Fonte: International Copper Association Brasil 
(2017, p. 33).
Sistemas de distribuição de gás 11
Além de registrar o consumo de gás, o medidor ainda garante a pressão de 
fornecimento de gás acordada em contrato. Ele é o responsável por corrigir 
os parâmetros da pressão e da temperatura de forma simultânea, além de 
atuar na própria composição do gás, por meio dos transdutores de pressão e 
temperatura que se encontram em seu interior. Normalmente são utilizados 
os medidores do tipo turbina (CASTELANI, 2003).
Os medidores de gás devem possibilitar a medição de volume de gás 
que seja correspondente à potência apresentada pelos aparelhos de gás 
a que servem, na pressão prevista para o trecho de rede onde se encon-
tram instalados. Quando são empregados os medidores do tipo diafragma, 
deve-se utilizar a ABNT NBR 13127. Já os medidores do tipo rotativo devem 
ser utilizados conforme as normas aplicáveis (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE 
NORMAS TÉCNICAS, 2016).
O local de regulagem e medição de gás deve (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE 
NORMAS TÉCNICAS, 2016):
 � estar localizado no interior ou no exterior da edificação;
 � possibilitar leitura, inspeções e manutenção;
 � estar protegido da ação predatória de terceiros;
 � estar protegido de choques mecânicos, colisão de veículos e cargas 
em movimento;
 � estar protegido contra corrosão e intempéries;
 � ser ventilado para evitar eventual acúmulo de gás, advindo de vaza-
mento, considerando-se a densidade do gás relativa ao ar;
 � não interferir fisicamente ou possibilitar vazamento em área de an-
tecâmara e escadas de emergência;
 � não apresentar dispositivos que possam produzir chama ou calor,o que pode vir a afetar ou danificar os equipamentos.
Os manômetros devem estar de acordo com a ABNT NBR 8189 e a ABNT 
NBR 14105, sendo dimensionados para atuação entre 25% e 75% de seu final 
de escala. Em relação aos filtros, é necessário que eles tenham elementos 
filtrantes substituíveis ou permitam limpeza periódica (ASSOCIAÇÃO BRASI-
LEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016).
Os dispositivos de segurança devem ter proteção contra a entrada de 
água, objetos estranhos ou qualquer outro elemento que venha a interferir 
no seu correto funcionamento. Esses dispositivos devem ser identificados 
com a pressão de acionamento e sua unidade, o fabricante, a data de fa-
Sistemas de distribuição de gás12
bricação (contendo mês e ano) e o sentido do fluxo. De acordo com a ABNT 
NBR 15526:2016, são considerados dispositivos de segurança (ASSOCIAÇÃO 
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016):
 � válvula de alívio;
 � válvula de bloqueio automático, podendo ser o acionamento por so-
brepressão, subpressão, ação térmica, entre outros;
 � limitador de pressão;
 � regulador monitor;
 � dispositivo de segurança incorporado em regulador, conforme EM 88-1;
 � detector de vazamento.
A fim de determinar o consumo máximo instantâneo da rede de distribuição 
interna, é necessário levantar o perfil de consumo de gás, considerando-
-se os aparelhos a serem utilizados. Para tanto, devem ser considerados o 
poder calorífico inferior (PCI), a eventual simultaneidade dos consumos na 
rede de distribuição interna e a previsão para aumento de demanda futura 
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016).
De acordo com a ABNT NBR 14024:2000, o cálculo da vazão mínima de des-
carga deve ser realizado conforme o seu anexo A e a sua tabela A.1 (páginas 
5 a 7). A pressão atingida não deve ultrapassar em mais de 20% a pressão 
marcada na válvula, podendo a comprovação ser feita com ar, em banco de 
ensaio (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2000).
Já para a pressão de disparo das válvulas de segurança, deve-se obter de 
88% a 100% da pressão de cálculo do reservatório. A normativa recomenda 
que a regulagem das válvulas de segurança seja realizada sob a vigilância de 
empresa abastecedora ou algum organismo de controle que seja reconhecido. 
Ao se obterem a pressão de disparo e a vazão de descarga, é necessário gravá-
-las no corpo da válvula. Por fim, determina-se que a entrada das válvulas de 
segurança deverá se comunicar diretamente com a fase gasosa do recipiente 
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2000).
A ABNT NBR 13523:2008 estabelece os requisitos mínimos para desenvol-
vimento de projeto, armazenagem, alteração, localização e segurança das 
centrais de GLP cuja capacidade de armazenagem total máxima seja de 1500 m³, 
para instalações comerciais, residenciais, industriais e de abastecimento de 
empilhadeiras. Conforme essa normativa, a área a ser destinada à central 
de GLP deve ser representada na planta baixa de projeto, com indicação de 
quantidade, disposição e capacidade volumétrica dos recipientes de arma-
Sistemas de distribuição de gás 13
zenagem. Além disso, sempre que necessário, deverá ser indicada a forma 
de abastecimento, com detalhamentos (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS, 2008). A normativa também estabelece que:
Tubulações de fase líquida de GLP não podem passar no interior das edificações, 
exceto nos abrigos para recipientes e outros equipamentos pertencentes à central. 
Somente é permitida a passagem de tubulações de GLP na fase líquida em interior 
de edificações para processos industriais específicos que utilizem o GLP na fase 
líquida (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2008, p. 6).
As centrais de GLP devem apresentar recipientes classificados em relação 
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2008):
 � à localização — de superfície, enterrados ou aterrados;
 � ao formato — cilíndricos ou esféricos;
 � à posição — verticais ou horizontais;
 � à fixação — fixos ou não fixos;
 � ao manuseio — transportáveis ou estacionários;
 � ao abastecimento — abastecidos no local ou trocados.
Segundo a ABNT NBR 15526:2016, devem estar à disposição para análise, 
no local de instalação, as seguintes documentações referentes à rede de 
distribuição interna: projeto e memorial de cálculo, apresentando isométrico 
da rede, materiais, diâmetro e comprimento da tubulação, tipo e localização 
de válvulas e acessórios, e tipo de gás a que estão destinados; atualização do 
projeto, conforme a construção da obra; laudo do ensaio de estanqueidade; 
registro de liberação da rede para utilização em carga; anotação de respon-
sabilidade técnica (ART) de projeto, de execução da instalação e do ensaio 
de estanqueidade; anotação de responsabilidade técnica (ART) de inspeção 
ou manutenção, apresentando, quando houver, a modificação de instalação 
e a sua extensão (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016).
Os materiais, os equipamentos e os dispositivos que compõem a rede de 
distribuição interna devem apresentar resistência físico-química condizente 
com a aplicação destinada e compatível com o gás a ser utilizado, devendo 
ser resistentes e estar protegidos de agressões do meio. Ademais, eles devem 
apresentar, no mínimo, a resistência para pressão de ensaio de estanqueidade, 
ou seja, ela não poderá ser menor que 20 kPa (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE 
NORMAS TÉCNICAS, 2016).
Sistemas de distribuição de gás14
Materiais
Para aplicações internas, o cobre veio para substituir o aço galvanizado e o 
ferro fundido. Já em áreas externas, são mais frequentemente utilizados os 
tubos de polietileno de alta densidade (PAD). O mercado tem possibilitado 
o uso do sistema multicamadas, em que o tubo é produzido com polímero 
que apresenta alma de alumínio em seu interior. Entretanto, cabe ressaltar 
que ainda não existem normativas nacionais para esse material, devendo, 
nesse caso, ser utilizada a ISO 17484.
Tubos e conexões de cobre são considerados materiais convencionais 
tanto para os sistemas de distribuição quanto para a instalação de centrais. 
Devido às suas propriedades, eles são os preferidos dos instaladores, que os 
consideram materiais únicos. Entre essas características, podem ser citadas 
as seguintes: resistente ao tempo e à maioria dos agentes externos, de fácil 
manuseio, resistente ao fogo e ao calor, 100% reciclável, impermeável, resis-
tente à corrosão, vida útil elevada, não inflamável, durável e com excelentes 
propriedades mecânicas. Frente às regulamentações, esses materiais ganham 
destaque, uma vez que oferecem segurança durante o uso e em caso de 
incêndios, conferem resistência e estabilidade mecânica, e são excelentes 
para condução de quantidades altas de fluidos (INTERNATIONAL COPPER 
ASSOCIATION BRASIL, 2017).
Com relação ao material dos tubos utilizados na rede de distribuição 
interna, a ABNT NBR 15526:2016 indica as seguintes alternativas: aço-carbono, 
cobre rígido, cobre flexível e polietileno (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS, 2016).
De acordo com a normativa, os tubos de condução de aço-carbono são 
admitidos “[...] com ou sem costura, conforme ABNT NBR 5580 no mínimo 
classe média, ABNT NBR 5590 no mínimo classe normal, API 5-L grau A com 
espessura mínima correspondente a SCH40, conforme ASME/ANSI B36.10M” 
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016, p. 9).
Os tubos de condução de cobre rígido (Figura 4) apresentam, no mínimo, 
99,9% de cobre em sua composição e são fornecidos em barras de 2,5 m ou 
5 m, não sendo recomendados para dobramentos e expansão. Para a execução 
da rede de distribuição interna, admite-se esse tipo de tubo sem costura, em 
conformidade com a ABNT NBR 13206. A espessura desses tubos lhes garante 
diferentes padrões de resistência, os quais são disponibilizados em três 
classes: E, A e I. Essas classes são fabricadas conforme a ABNT NBR 13206, 
e a ABNT NBR 15526 permite o seu uso em redes internas de distribuição de 
Sistemas de distribuição de gás 15
gases combustíveis GLP ou GN (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRADE NORMAS TÉCNICAS, 
2016; INTERNATIONAL COPPER ASSOCIATION BRASIL, 2017).
Figura 4. Tubo de cobre rígido.
Fonte: International Copper Association Brasil (2017, p. 26).
Também chamados “tubos de cobre de têmpera mole”, os tubos de con-
dução de cobre flexível (Figura 5) são fornecidos em barras ou em rolos 
— possibilitando que se usem menos luvas e conexões durante a execução 
de redes internas de gases combustíveis — e são desenvolvidos de acordo 
com as características especificadas na ABNT NBR 14745. Eles são admitidos 
sem costura, devendo ser de classe 2 ou 3, conforme indicado na ABNT NBR 
14745. A restrição ao uso das classes 2 ou 3 se deve ao processo de desenvol-
vimento das suas conexões, que são feitas por compressão, o que garante a 
resistência adequada às conexões desse material. Por serem flexíveis, esses 
tubos podem ser dobrados, contanto que se respeite o raio de curvatura 
indicado pelo fabricante (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 
2016; INTERNATIONAL COPPER ASSOCIATION BRASIL, 2017).
Figura 5. Tubo de cobre flexível.
Fonte: International Copper Association Brasil (2017, p. 27).
Sistemas de distribuição de gás16
Para os tubos de condução de polietileno, a ABNT NBR 15526:2016 fornece as 
seguintes informações: “[...] (PE80 ou PE100), para redes enterradas, conforme 
ABNT NBR 14462, somente utilizado em trechos enterrados e externos às 
projeções horizontais das edificações” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS, 2016, p. 9). Os tubos de polietileno são comercializados em rolos de 
50 m, apresentando redução de conexões e soldas, o que, consequentemente, 
reduz o tempo de execução da obra. Ademais, esse tipo de tubo não necessita 
de proteção contra corrosão.
Para a execução das conexões, a ABNT NBR 15526:2016 apresenta as se-
guintes especificações (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016):
 � as conexões de aço forjado devem estar de acordo com as especifica-
ções da ASME/ANSI B.16.9;
 � as conexões de ferro fundido maleável devem estar em conformidade 
com ABNT NBR 6943, ABNT NBR 6925 ou ANSI B16.3;
 � as conexões de cobre e as ligas de cobre para acoplamento soldado 
ou roscado dos tubos de cobre devem atender às especificações da 
norma ABNT NBR 11720;
 � as conexões com terminais de compressão para uso com tubos de 
cobre devem estar de acordo com a norma ABNT NBR 15277;
 � as conexões de PE para redes enterradas devem estar de acordo com 
a norma ABNT NBR 14463;
 � as conexões para transição entre tubos PE e tubos metálicos, em se 
tratando de redes enterradas, devem estar em conformidade com 
ASTM D 2513, ASTM F 1973 e ASTM F 2509;
 � as conexões de ferro fundido maleável com terminais de compressão 
para uso com tubos PE, ou transição entre tubos PE e tubos metálicos, 
em se tratando de redes enterradas, devem estar de acordo com ISO 
10838-1 ou DIN 3387.
A mesma norma especifica os itens admitidos quando se deseja realizar a 
interligação entre um ponto de utilização e o aparelho a gás, o medidor e os 
dispositivos de instrumentação. Esses itens são os seguintes (ASSOCIAÇÃO 
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016):
 � mangueira flexível de borracha, devendo ser compatível com a pressão 
de operação, conforme apresentado pela ABNT NBR 13419;
 � tubo flexível metálico, de acordo com ABNT NBR 14177;
Sistemas de distribuição de gás 17
 � tubo de condução de cobre flexível, sem costura, classe 2 ou 3, de 
acordo com ABNT NBR 14745;
 � tubo flexível de borracha para uso em instalações de GLP/GN, de acordo 
com ABNT NBR 14955. 
O fator de simultaneidade é definido pela norma ABNT NBR 13932:1997 como 
o “[...] coeficiente de minoração, expresso em porcentagem, aplicado à potência 
computada para obtenção da potência adotada” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE 
NORMAS TÉCNICAS, 1997, p. 2). A normativa salienta que o uso do gráfico do fator 
de simultaneidade é restrito às unidades residenciais e que os consumos em 
caldeiras e demais equipamentos que apresentam grande consumo devem ser 
tratados individualmente (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1997).
Para o cálculo do fator de simultaneidade, deve-se utilizar a seguinte 
equação (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1997):
A = C ⨯ F/100
onde:
 � A é a potência adotada;
 � C é a potência computada;
 � F é o fator de simultaneidade.
Além de por meio da equação, o fator de simultaneidade também pode ser 
obtido a partir da capacidade total de consumo dos aparelhos, que deve ser 
expressa em m³ (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1997). O Qua-
dro 4 apresenta a capacidade nominal dos aparelhos comumente utilizados.
Quadro 4. Potência nominal dos aparelhos utilizados
Aparelho Tipo Capacidade nominal kW (kcal/h)
Fogão 4 bocas Com forno 8,1 (7.000)
Fogão 4 bocas Sem forno 5,8 (5.000)
Fogão 6 bocas Com forno 1,8 (11.000)
Fogão 6 bocas Sem forno 9,3 (8.000)
Forno de parede — 3,5 (3.000)
(Continua)
Sistemas de distribuição de gás18
Aparelho Tipo Capacidade nominal kW (kcal/h)
Aquecedor de 
acumulação
50 L – 75 L 8,7 (7.500)
100 L – 150 L 10,5 (9.000)
200 L – 300 L 17,4 (15.000)
Aquecedor de 
passagem
6 L/min 10,5 (9.000)
8 L/min 14,0 (12.000)
10 L/min 17,1 (14.700)
25 L/min 26,5 (22.800)
30 L/min 44,2 (38.000)
15 L/min 52,3 (45.000)
25 L/min 44,2 (38.000)
30 L/min 52,3 (45.000)
Secadora de roupa — 7,0 (6.000)
Fonte: Adaptado de Associação Brasileira de Normas Técnicas (1997).
A normativa salienta que, caso se queira obter um cálculo mais preciso 
para o fator de simultaneidade, devem-se adotar equações apresentadas a 
seguir (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1997).
Equação para cálculo do fator de simultaneidade, em quilocaloria por 
minuto:
C 20000 F = 23
Equação para cálculo do fator de simultaneidade (C1 em quilowatts):
C1 1396 F = 23
(Continuação)
Sistemas de distribuição de gás 19
A Figura 6 apresenta o gráfico do fator de simultaneidade.
Figura 6. Gráfico do fator de simultaneidade.
Fonte: Adaptada de Associação Brasileira de Normas Técnicas (1997).
Sistemas de distribuição de gás20
Cada um dos materiais apresenta vantagens e desvantagens, que variam 
desde custos até formas de execução. Para definir qual é o material mais 
adequado a ser empregado, o profissional deve avaliar as demandas da obra, 
a mão de obra a ser utilizada (que deve ser qualificada conforme o tipo de 
material), a durabilidade e a resistência dos materiais.
Tubulação de gás
As instalações de gás são constituídas por central de armazenamento de 
GLP ou medidor central de GN, regulador de pressão de primeiro estágio, 
rede primária, reguladores de segundo estágio, rede secundária, medidor 
de consumo, equipamentos de consumo e registros.
A ABNT NBR 13932:1997 define a rede primária como o “[...] trecho da ins-
talação situado entre o regulador de primeiro estágio e o regulador de se-
gundo estágio” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1997, p. 3). Ela 
corresponde, portanto, à rede principal, que alimenta todo o sistema, sendo 
composta por uma tubulação cuja função é transportar o combustível da 
central de GLP ou do medidor de GN — neste caso, após passar pelo regulador 
de primeiro estágio — até o regulador de segundo estágio. Os reguladores de 
segundo estágio têm como objetivo reduzir a pressão de entrada do gás até 
que ela atinja o valor que deve apresentar em sua saída, evitando que essa 
pressão chegue alta até os equipamentos.
Já a rede secundária é definida pela normativa como “[...] trecho da ins-
talação situado entre o regulador de segundo estágio ou estágio único e os 
aparelhos de utilização” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1997, 
p. 3). Ou seja, ela corresponde à rede individual de cada apartamento, sendo 
uma tubulação ou um conjunto de tubulaçõesresponsável por transportar 
o gás do regulador de segundo estágio até os equipamentos de consumo. 
Essa rede é composta por ramificações que direcionam o gás a cada uma das 
residências e, consequentemente, aos pontos de consumo em que os apare-
lhos serão conectados. Na Figura 7, é representada graficamente uma rede 
de distribuição de gás em um edifício, sendo apresentados os dispositivos e 
as redes primária e secundária.
Sistemas de distribuição de gás 21
Figura 7. Exemplo de rede de distribuição apresentando as redes primária e secundária.
Fonte: Adaptada de Associação Brasileira de Normas Técnicas (1997).
Sistemas de distribuição de gás22
Para conduzir GLP nas redes de distribuição, a ABNT NBR 13932:1997 define 
as pressões máximas admitidas, sendo elas 150 kPa para as redes primárias 
e 5 kPa para as redes secundárias (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS, 1997).
A ABNT NBR 15526:2016, por sua vez, apresenta os requisitos para definir 
o traçado da rede de distribuição interna em uma edificação, sendo eles os 
seguintes (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016):
 � a tubulação deve ser instalada em locais onde, caso haja vazamento 
de gás, não seja possível ocorrer o acúmulo ou a concentração de gás;
 � a realização de manutenção deve ser considerada;
 � a compatibilidade dos projetos deve ser levada em consideração, 
de modo que ocorra a sua efetiva execução.
As instalações das tubulações de rede de distribuição interna podem 
ser aparentes, embutidas (em paredes ou muros) ou enterradas, devendo 
ser evitados os percursos horizontais ao longo dos muros e das paredes 
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016).
No Quadro 5, são indicados os afastamentos mínimos que devem ser 
mantidos pelas tubulações de rede de distribuição interna aparente.
Quadro 5. Afastamento mínimo na instalação de tubos
Tipo
Redes em paralelob
(mm)
Cruzamento de redesb
(mm)
Sistemas elétricos de 
potência em baixa tensão 
isolados em eletrodutos 
não metálicos
30
10 (com material 
isolante aplicado na 
tubulação de gás)
Sistemas elétricos de 
potência em baixa tensão 
isolados em eletrodutos 
metálicos ou sem 
eletrodutosa
50 c
Tubulação de água quente 
e fria 30 10
Tubulação de vapor 50 10
Chaminés (duto e terminal) 50 50
(Continua)
Sistemas de distribuição de gás 23
Tipo
Redes em paralelob
(mm)
Cruzamento de redesb
(mm)
Tubulação de gás 10 10
Outras tubulações (águas 
pluviais, esgoto) 50 10
 � a cabos telefônicos, de TV e de telecontrole não são considerados sistemas de 
potência.
 � b considerar um afastamento suficiente para permitir a manutenção.
 � c nesses casos, a instalação elétrica deve ser protegida por eletroduto numa 
distância de 50 mm para cada lado e atender à recomendação para sistemas 
elétricos de potência em eletrodutos em cruzamento.
Fonte: Adaptado de Associação Brasileira de Normas Técnicas (2016).
Se a passagem da rede de distribuição por espaços fechados for inevitável, 
será preciso dispor as tubulações dentro de dutos ventilados, também co-
nhecidos como “tubo-luva”, atendendo aos seguintes requisitos (ASSOCIAÇÃO 
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016):
 � ter, no mínimo, duas aberturas para a atmosfera, situadas fora da 
edificação, devendo esse local ser seguro e protegido contra a entrada 
de água, animais e outros objetos estranhos;
 � apresentar resistência mecânica adequada ao seu uso;
 � ser estanques em toda a sua extensão, à exceção dos pontos de 
ventilação;
 � ser protegidos contra corrosão;
 � dispor de suporte adequado, com área de contato protegida contra 
corrosão.
É proibido que as tubulações “[...] estejam apoiadas, amarradas ou fixa-
das a tubulações existentes de condução de água, vapor ou outros, nem a 
instalações elétricas” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016, 
p. 15). Ao se utilizarem suportes, é preciso garantir que as tubulações não sejam 
submetidas a esforços que possam acarretar deformações. Em se tratando 
de tubulações de cobre, deve-se atentar para as distâncias especificadas na 
ABNT NBR 15345. Também é necessário evitar “[...] a formação de pilha galvâ-
nica gerada a partir do contato de dois materiais metálicos de composição 
distinta [...]”; para tanto, esses materiais devem ser isolados com elemento 
(Continuação)
Sistemas de distribuição de gás24
plástico apropriado, “[...] evitando, assim, o contato direto entre a tubulação 
e o suporte” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016, p. 15).
No caso da tubulação de rede de distribuição interna embutida, a ABNT 
NBR 15526:2016 permite que ela atravesse elementos estruturais, sejam eles 
transversais ou longitudinais, contanto que não haja contato entre as tu-
bulações e os elementos estruturais, a fim de evitar tensões da estrutura 
sobre as tubulações. Nos casos em que é usado um tubo-luva, “[...] a relação 
da área da seção transversal da tubulação e do tubo-luva deve ser de no 
mínimo 1 para 1,5” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016, p. 
15). A Figura 8 ilustra como podem ser realizadas as travessias das tubulações 
pelos elementos estruturais.
Figura 8. Travessia utilizando tubo-luva.
Fonte: Adaptada de Associação Brasileira de Normas Técnicas (2016).
Ao dispor tubulações entre andares das edificações, deve-se realizar a 
proteção contra propagação de fumaça e fogo. Já para o caso de paredes em 
alvenaria e pré-moldadas ou sistemas drywall, deve-se revestir a tubulação 
com uma argamassa de cimento e areia, a fim de evitar o contato com mate-
riais porosos, heterogêneos ou potencialmente corrosivos. Em pisos, deve-se 
desenvolver uma proteção para evitar a infiltração de detergentes e materiais 
corrosivos, que podem vir a comprometer a tubulação. Além disso, também 
devem ser respeitados os afastamentos mínimos apresentados anteriormente, 
no Quadro 5 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016).
Sistemas de distribuição de gás 25
Em se tratando de tubulação de rede de distribuição interna enterrada, 
faz-se necessário um afastamento de, no mínimo, 30 cm da face da tubulação 
até outras utilidades, tubulações e estruturas. A profundidade dessas tubu-
lações deve ser de, no mínimo, 30 cm a partir da geratriz superior do tubo 
em lugares onde não haja tráfego de veículos, zonas ajardinadas ou sujeitas 
a escavações; e 50 cm a partir da geratriz do tubo em lugares onde ocorre 
tráfego de veículos. Caso não seja possível atender a essas determinações, 
deve-se desenvolver um mecanismo de proteção, como uma laje de concreto 
ao longo do trecho, tubo-luva, etc. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS, 2016).
No caso de entradas de energia elétrica, de 12.000 V ou superior, e seus 
componentes (como malhas de terra de para-raios, subestações, postes, 
estruturas, etc.), deve-se manter um afastamento mínimo de 5 m. Se não for 
possível manter esse afastamento, deverão ser tomadas medidas mitigatórias 
para garantir a atenuação da interferência eletromagnética advinda das 
malhas sobre as tubulações de gás (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS, 2016).
A Figura 9 apresenta as distâncias mínimas a serem respeitadas entre 
a interface da rede interna de distribuição de GN e as demais instalações.
Figura 9. Distâncias mínimas entre a interface da rede interna de distribuição de GN e as 
demais instalações.
Fonte: Provasi ([2016], p. 33).
Sistemas de distribuição de gás26
Em relação aos acoplamentos, a ABNT NBR 15526:2016 indica que eles 
devem ser executados por meio de rosca, solda, compressão ou flange. 
A determinação do tipo de acoplamento se dará em função da temperatura e 
da pressão previstas na rede de distribuição, considerando os esforços me-
cânicos. A normativa ressalta que o acoplamento deve suportar as forças de 
pressão interna e os esforços adicionais, como expansão, contração, vibração, 
fadiga e peso dos tubos (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016).
Os acoplamentos de tubos e conexões roscados devem atender aos requi-
sitos apresentados a seguir (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRADE NORMAS TÉCNICAS, 
2016).
a) Roscas devem ser cônicas (NPT) ou macho cônica e fêmea paralela 
(BSP), devendo-se aplicar nelas um vedante conforme as instruções 
das alíneas f) e g).
b) Acoplamentos com rosca NPT devem ser elaborados de acordo com 
a ABNT NBR 12912.
c) Conexões com rosca NPT devem ser acopladas em tubos conforme 
indicado na ABNT NBR 5590.
d) Acoplamentos com rosca BSP devem ser desenvolvidos conforme ABNT 
NBR NM ISO 7-1.
e) Conexões com rosca BSP devem ser acopladas em tubos conforme 
indicado na ABNT NBR 5580.
f) A complementação dos acoplamentos roscados dá-se mediante a apli-
cação de um vedante, como, por exemplo, fita de PTFE, fio multifilamen-
tos de poliamida com revestimento não secativo ou outros vedantes 
líquidos ou pastosos que sejam compatíveis com o uso de GN e GLP.
g) É proibido o uso de tintas ou fibras vegetais como vedantes.
Na ABNT NBR 6493:1994, é indicado o uso de cores para identificar tubu-
lações para canalização de fluidos e materiais fragmentados ou condutores 
elétricos, a fim de facilitar a sua identificação e, assim, evitar acidentes. 
Com o intuito de proteger as tubulações, elas devem ser pintadas com tinta 
apropriada. “A faixa de identificação, quando usada, é dividida em três seções 
tais que haja a relação 2:1 (dois por um), entre a extensão da seção média, 
destinada à cor básica, e a das seções externas, destinadas a cores adicionais” 
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1994, p. 3).
Sistemas de distribuição de gás 27
As tubulações de gases devem ser identificadas com as cores apresentadas 
a seguir (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1994).
 � Amarelo-segurança: gases não liquefeitos.
 � Cor de alumínio: gases liquefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa 
viscosidade, como, por exemplo, óleo diesel, gasolina, querosene, óleo 
lubrificante e solventes.
 � Preto: inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade, como, por exem-
plo, óleo combustível, asfalto, alcatrão e piche.
Para o desenvolvimento de um projeto adequado e de fácil compreensão, 
é essencial especificar e identificar os equipamentos, o que demanda conhecer 
o seu funcionamento e as características pertinentes ao funcionamento do 
sistema no geral. Nesse processo, também tem caráter fundamental o estudo 
de normativas, uma vez que elas apresentam premissas e restrições a serem 
consideradas na definição projetual e, portanto, são de suma importância 
para a definição do conjunto adequado para compor as instalações prediais. 
Por fim, para além do projeto, cabe salientar que o profissional deve estar ca-
pacitado para acompanhar os ensaios que determinam a possibilidade de uti-
lização do sistema e para avaliar a sua adequação às normativas pertinentes.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6493:1994: emprego de cores para 
identificação de tubulações. Rio de Janeiro: ABNT, 1994.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13103:2013: instalação de aparelhos 
a gás para uso residencial: requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2013.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13932:1997: instalações internas 
de gás liquefeito de petróleo (GLP): projeto de execução. Rio de Janeiro: ABNT, 1997.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13523:2008: central de gás liquefeito 
de petróleo: GLP. Rio de Janeiro: ABNT, 2008.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14024: centrais prediais e indus-
triais de gás liquefeito de petróleo (GLP): sistema de abastecimento a granel. Rio de 
Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15514:2020: recipientes trans-
portáveis de gás liquefeito de petróleo (GLP): área de armazenamento: requisitos de 
segurança. Rio de Janeiro: ABNT, 2020.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15526:2012 Versão Corrigida:2016: 
redes de distribuição interna para gases combustíveis em instalações residenciais: 
projeto e execução. Rio de Janeiro: ABNT, 2016.
Sistemas de distribuição de gás28
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15923:2011: inspeção de rede de 
distribuição interna de gases combustíveis em instalações residenciais e instalação 
de aparelhos a gás para uso residencial: procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.
CASTELANI, M. R. Sistema especialista para o gerenciamento operacional de redes de 
distribuição de gás natural. 2003. Dissertação (Mestrado em Engenharia Mecânica) – Uni-
versidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003. Disponível em: https://repo-
sitorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/86198/272847.pdf?sequence=1&isAlisAll=y. 
Acesso em: 4 mar. 2021.
INTERNATIONAL COPPER ASSOCIATION BRASIL. Manual de boas práticas: instalações de 
rede interna de gases combustíveis em cobre. [S. l.]: Copper Alliance, 2017. Disponível 
em: http://www.abcobre.org.br/uploads/conteudo/conteudo/2019/11/rLcsP/manual-
-boas-praticas-gas.pdf. Acesso em: 4 mar. 2021.
INSTALAÇÕES prediais de gás combustível. São Paulo: USP, 2017. 128 slides. Disponível 
em: https://www.fau.usp.br/arquivos/disciplinas/au/aut0190/AUT0190_instalacoes_
gas_2017_parp_eml.pdf. Acesso em: 4 mar. 2021.
PRAÇA, E. R. Distribuição de gás natural no Brasil: um enfoque crítico e de minimização 
de custos. 2003. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Transportes) — Universidade 
Federal do Ceará, Fortaleza, 2003. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/bitstream/
riufc/1466/1/2003_dis_erpraca.pdf. Acesso em: 4 mar. 2021. 
PROVASI, C. Manual para instalação de redes internas de distribuição de gás natural e 
de aparelhos a gás natural. São Paulo: ARSESP; ABRINSTAL, [2016]. 44 slides. Disponível 
em: http://www.abrinstal.org.br/eventos/realizados/docs/171024_6wt_gases_apres02.
pdf. Acesso em: 4 mar. 2021.
ZERBINATTI, L. F. M. Predição de fator de simultaneidade através de modelos de regressão 
para proporções contínuas. 2008. Dissertação (Mestrado em Ciências) — Universidade 
de São Paulo, São Paulo, 2008. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponi-
veis/45/45133/tde-05042008-103844/publico/Mestrado.pdf. Acesso em: 4 mar. 2021.
Leituras recomendadas
FERREIRA, C. V. et al. Manifestações patológicas em sistema de gás combustível de um 
condomínio: inspeção e diagnóstico. ReOnFacema, [s. l.], v. 3, n. 2, p. 452–459. abr./jun. 
2017. Disponível em: https://www.facema.edu.br/ojs/index.php/ReOnFacema/article/
view/196/107. Acesso em: 4 mar. 2021.
FERREIRA, E. C.; AGUIAR, L. E. A.; BISPO, E. R. Projeto de instalações prediais e industriais 
de gás natural e gás liquefeito de petróleo utilizando Excel. Revista Projectus, Rio de 
Janeiro, v. 1, n. 1, p. 47–51, jan./mar. 2016. Disponível em: https://core.ac.uk/download/
pdf/229105746.pdf. Acesso em: 4 mar. 2021.
PAIVA, R. E. P.; MOREIRA, M. D. D.; GOMES, I. B. B. Análise comparativa de viabilidade 
entre sistemas de aquecimento residencial a gás e por chuveiro elétrico em condomínio 
residencial multifamiliar (estudo de caso). In: Congresso Brasileiro de Engenharia 
Sanitária e Ambiental, 28., 2015, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro: ABES, 2015. 
Disponível em: http://abes.locaweb.com.br/XP/XP-EasyArtigos/Site/Uploads/Evento29/
TrabalhosCompletosPDF/XI-030.pdf. Acesso em: 4 mar. 2021.
Sistemas de distribuição de gás 29
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integralidade das informações referidas em tais links.
Sistemas de distribuição de gás30
Dica do professor
As instalações prediais de gás são compostas por itens básicos, como as tubulações, os reguladores 
de pressão, os medidores de vazão, as válvulas e as conexões. Cada um desses equipamentos 
tem funções e características essenciais para o funcionamento adequado do sistema como um 
todo.
Na Dica do Professor, confira algumas particularidadessobre cada um desses equipamentos.
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Exercícios
1) Para elaborar um projeto, primeiramente, deve-se determinar qual tipo de gás será utilizado, 
se GN ou GLP.
Nesse sentido, analise as afirmações apresentadas a seguir e identifique a qual gás as 
características correspondem:
(A) Gás natural
(B) Gás liquefeito de petróleo
( ) Apresenta pressão constante e mantém constante a chama produzida pela combustão.
( ) Seu sistema é abastecido por cilindros, sendo necessário desenvolver uma central na 
edificação.
( ) Apresenta densidade entre 1,45 e 2,0 kg/m3, sendo mais pesado que o ar.
( ) Apresenta densidade de 0,50 a 0,60 kg/m3, sendo mais leve que o ar.
( ) Em caso de vazamentos, dissipa com maior facilidade.
( ) Em caso de vazamentos, permanece acumulado.
Marque a sequência correta:
A) A – B – A – B – A – B.
B) A – B – B – A – A – B.
C) A – B – B – A – B – A.
D) B – A – B – A – A – B.
E) B – B – B – A – A – A.
Antes de iniciar o projeto, deve-se determinar algumas condicionantes, como: tipo de gás a 
ser utilizado, tipo de medição, levantamento de equipamentos, dimensionamento do 
sistema, especificação de materiais, classes e afastamentos de segurança.
Analise as afirmações apresentadas a seguir e indique quais são verdadeiras (V) e quais são 
falsas (F):
2) 
( ) Para a instalação de gás, deve-se considerar os tipos de aparelhos a serem instalados, o 
volume e a ventilação do ambiente de instalação e a exaustão dos gases de combustão.
( ) Em termos de armazenamento de botijões de GLP de 13 kg, deve-se manter os locais 
abertos e ventilados, com afastamento de no mínimo 50 cm de outros produtos inflamáveis, 
fontes de calor, faíscas, ralos, caixas de gordura e esgoto.
( ) As áreas de armazenamento delimitadas por cercas ou paredes devem apresentar, no 
mínimo, uma abertura com largura de 80 cm e altura de 2,10 m, sem que haja mudança no 
nível do piso.
Marque a ordem correta das respostas:
A) V – F – F.
B) V – F – V.
C) F – V – F.
D) V – V – V.
E) F – V – V.
3) Os itens básicos nas instalações prediais de gás são: as tubulações, os reguladores de 
pressão, os medidores de vazão, as válvulas e as conexões. Nesse contexto, analise as 
afirmações apresentadas a seguir e indique a quais equipamentos elas correspondem.
(A) Válvulas de bloqueio
(B) Reguladores de pressão
(C) Medidores de gás
( ) Deve-se utilizar quando a pressão da rede for maior do que a do aparelho, podendo-
se utilizar também para adequar a pressão e o transporte de um trecho da rede de 
distribuição.
( ) Utiliza-se para interromper o fornecimento de gás, a fim de realizar a manutenção de 
equipamentos de medição e regulagem.
( ) Utiliza-se com o intuito de atender à vazão prevista, à máxima pressão especificada e 
à queda de pressão adequada para a rede de distribuição interna e para os aparelhos.
Marque a sequência correta:
A) C – B – A.
B) A – B – C.
C) C – A – B.
D) B – A – C.
E) B – C – A.
4) O fator de simultaneidade pode ser definido como o coeficiente de minoração, expresso em 
porcentagem, aplicado à potência computada para obter a potência adotada.
Frente a essa definição, indique como é possível obter o fator de simultaneidade.
A) Por meio da equação A = C x F. 
B) Por meio da potência total dos aparelhos.
C) Por meio da capacidade total de consumo dos aparelhos.
D) Por meio da equação C = A / F. 
E) Por meio da equação F = A x C/100. 
As instalações de gás são compostas por: central de armazenamento de GLP ou medidor 
central de GN, regulador de pressão de primeiro estágio, rede primária, regulador de 
segundo estágio, rede secundária, medidor de consumo, equipamentos de consumo e 
registros.
Analise as afirmações apresentadas a seguir e indique quais são verdadeiras (V) e quais são 
falsas (F).
( ) A rede primária alimenta todo o sistema, sendo essa a rede principal, que vai conduzir o 
combustível da central de GLP ou do medidor de GN, após passar pelo regulador de segundo 
estágio, seguindo até os equipamentos.
( ) A rede secundária corresponde às ramificações que direcionam o gás entre o regulador de 
primeiro estágio até o regulador de segundo estágio.
( ) As tubulações da rede de distribuição interna podem ser instaladas de maneira aparente, 
embutida ou enterrada, sendo melhor evitar percursos horizontais ao longo de muros.
5) 
( ) As tubulações de redes de distribuição interna embutidas podem atravessar elementos 
estruturais, desde que se utilize tubo-luva, a fim de evitar o contato da estrutura com as 
tubulações; porém, deve apresentar a relação da área da seção transversal da tubulação e do 
tubo-luva de 1 para 5, no mínimo.
Marque a ordem correta das respostas:
A) V – F – V – F.
B) V – V – V – F.
C) F – F – F – V.
D) F – V – V – F.
E) F – F – V – F.
Na prática
Assim como qualquer sistema, as instalações prediais de distribuição de gás podem apresentar 
falhas na execução ou durante a operação do sistema. Além disso, com o passar do tempo, o 
sistema precisa ser renovado, devido ao término de sua vida útil.
Na Prática, veja como Ana identificou as irregularidades de um condomínio residencial.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
O que são tubos PEX? Quais são as suas vantagens?
Neste vídeo, você vai conhecer as conexões, os tubos e as ferramentas a serem utilizadas nesse 
tipo de sistema.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Projeto de instalações prediais e industriais de GN e GLP 
utilizando Excel
Confira no artigo a seguir o dimensionamento de uma rede de GN e GLP, em que o fator de 
simultaneidade mostrou ser o parâmetro de maior relevância.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Manifestações patológicas em sistema de gás combustível de 
um condomínio: inspeção e diagnóstico
Neste artigo, você vai poder observar as manifestações patológicas decorrentes da não utilização 
das normas técnicas vigentes.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/JM23ILJEDhQ
http://docplayer.com.br/24525346-Projeto-de-instalacoes-prediais-e-industriais-de-gas-natural-e-gas-liquefeito-de-petroleo-utilizando-excel.html
https://www.facema.edu.br/ojs/index.php/ReOnFacema/article/view/196/107

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