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Material sobre Sistema de Gestão Ambiental: apresenta definição, objetivos e histórico; aborda a série ISO 14000, vantagens e desafios de implementação, PDCA, Sistema de Gestão Integrada, certificação, legislação e orientação sobre unidades de medida.

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Sarah Alice

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DISCIPLINA: ENGENHARIA SUSTENTÁVEL E AV AMBIENTAL
TEMA 1 – SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL 
DESCRIÇÃO: Definição e objetivos do Sistema de Gestão Ambiental na identificação das vantagens e os desafios para implementação do SGA ou de um Sistema de Gestão Integrado ‒ SGI por meio do ciclo PDCA.
PROPÓSITO: As organizações da atualidade sabem que precisam ser cada dia mais eficientes e entregar maior valor agregado aos seus clientes, mas de forma sustentável. Nesse contexto, SGs como o Sistema de Gestão Ambiental e o Sistema da Gestão da Qualidade podem ser implementados de forma separada ou integrada, e adicionados e integrados ao Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional, podem conectar diferentes propósitos de gestão, aumentando significativamente a capacidade da organização.
OBJETIVOS
· Módulo 1: Descrever o Sistema de Gestão Ambiental: definição e objetivos
· Módulo 2: Identificar as vantagens e os desafios das empresas com SGA
· Módulo 3: Aplicar PDCA
· Módulo 4: Descrever o Sistema de Gestão Integrada
INTRODUÇÃO
ELEMENTOS DE PROJETO DE FERROVIAS (vídeo)
O texto acima é um resumo do vídeo que aborda o tema do sistema de gestão ambiental, apresentando sua definição, objetivos e funcionalidades. A série ISO 14000, que descreve diretrizes para auditorias ambientais, é mencionada, e é destacada a importância de conhecer a problemática ambiental, o desenvolvimento sustentável, a legislação e os fundamentos para garantir a efetividade do sistema. Além disso, é ressaltado que a certificação desses sistemas é buscada pelas organizações para melhorar seus processos e serviços e aumentar a satisfação dos clientes, obtendo um diferencial competitivo no mercado.
Assuntos do vídeo: 
Definições e objetivos de um sistema de gestão ambiental
Série ISO 14000
Série de normas pertencentes a ISO 14000 está relacionada a um sistema de gestão ambiental SGA que foi publicada international organization for standardisation. Essa série de normas descreve as diretrizes para que sejam feitas as auditorias ambientais, avaliação de desempenho ambiental, rotulagem ambiental e análise do ciclo de vida dos produtos, porem para entender a funcionalidade do sistema é preciso ter conhecimento de toda a problemática ambiental e para isso é necessário mergulhar na história e obter informações sobre o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico associados à limitação do planeta fundamentos e legislação também são essenciais para garantir a efetividade do sistema de gestão tanto ambiental quanto de qualidade. Importante registrar que devido aos resultados e benefícios da implementação de ambos os sistemas a certificação é um deles as organizações estão buscando melhorar seus processos, produtos, serviços e consequentemente demonstrar ao mercado internacional e nacional seu compromisso com a melhoria continua e satisfação de seus clientes, uma empresa que busca se adequar aos padrões normativos de qualidade do meio ambiente entre outros, obtém um grande diferencial competitivo no mercado. Utilizando padrões de excelência global.
Orientações sobre unidades de medida
Em nosso material, unidades de medida e números são escritos juntos (ex.: 25km) por questões de tecnologia e didáticas. No entanto, o Inmetro estabelece que deve existir um espaço entre o número e a unidade (ex.: 25 km). Logo, os relatórios técnicos e demais materiais escritos por você devem seguir o padrão internacional de separação dos números e das unidades.
MÓDULO 1 - Descrever o Sistema de Gestão Ambiental: definição e objetivos
SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: DEFINIÇÃO E OBJETIVOS (vídeo)
O texto é o resumo de um vídeo sobre a breve história da norma ISO 14000, criada em fevereiro de 1947 com o objetivo de ser o fórum Internacional de normalização. A norma ISO é uma organização Internacional que tem como objetivo a padronização de forma universal. Foi criada em 1926 como federação Internacional das associações nacionais de padronização Isa cujo objetivo era criar padrões no campo da engenharia mecânica sendo disseminada durante a Segunda Guerra Mundial. Foi criada no ano de 1992 pelo British Standards Institution, a norma BS 7750 com o objetivo de proteção ambiental. Mais tarde, o Comité TC 207 editou no ano de 1996 as primeiras normas da série ISO 14000, que agora estão estabelecidas como internacionais. As normas ISO através da padronização de normas de conduta têm como finalidade criar normas e promover boas práticas de gestão e o avanço tecnológico.
Assunto vídeo:
Estudo da norma ISO 14000
Criada em fevereiro de 1947 com o objetivo de ser o fórum internacional de normalização, a ISO 14000 é uma organização internacional não governamental independente sediada em Genebra na Suíça e atuante em vários países, a sigla iso 14000 foi originada da palavra isonomia que é sinônimo de igualdade cujo objetivo é a padronização de forma universal. Foi criada em 1926 como federação internacional das associações nacionais de padronização ISA, cujo objetivo era criar padrões no campo da engenharia mecânica sendo disseminada durante a segunda guerra mundial a princípio ficava restrita ao desenvolvimento de normas técnicas especificas. Como por exemplo para o padrão do tamanho de parafusos, somente em 1979 foi elaborada na Inglaterra uma norma relacionada à qualidade que foi a British standards institution. Que foi a BS 5750 a partir daí diversos países passaram a criar as suas próprias normas, mas a pratica gerava inúmeros problemas para as empresas que trabalham com exportação em virtude dessa dificuldade a ISO criou o comitê técnico 176 que elaborou então uma série de normas relacionadas à qualidade que foram denominadas ISO 9000 e que se tornaram internacionais. Foi no ano de 1992 que o British standards institution pioneiro na elaboração das normas sobre sistema de gestão ambiental criou a norma bs7750 com o objetivo de proteção ambiental e para que os objetivos da bs7750 fossem alcançados foram especificados os elementos essenciais para o sistema de gestão ambiental a serem utilizados por empresas independentemente do seu ramo de atividades e do seu tamanho. A implementação de um SGA com base na norma bs7750 deveria contemplar dentre outros comprometimento de alta administração e identificação da legislação aplicável, abjetivos e metas, controle operacional, auditorias e outros. Entretanto a criação da bs7750 levou mais uma vez diversos países a criarem suas próprias normas para solucionar a questão a ISO criou um grupo de assessoria que recomendou a criação de um comitê técnico especifico para elaboração de normas relacionadas à gestão ambiental. Assim surgiu em 1993 o comitê técnico 207 conhecido como TC 207. O comitê 207 editou no ano de 1996 as primeiras normas da série ISO 14000 agora estabelecidas como internacionais, as normas ISO através da padronização de normas de conduta têm como finalidade criar normas que facilitem o comercio e promovam boas práticas de gestão e o avanço tecnológico. 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
A preocupação mundial com a preservação dos recursos naturais e com a degradação ambiental cresceram de maneira muito acentuada nos últimos anos. É, sem sombra de dúvidas, uma das questões mais discutidas não só no meio acadêmico e na esfera ambiental, como no meio político e econômico.
SGA: A preocupação das organizações com o crescimento de forma sustentável tem levado à busca por mecanismos que possam auxiliar no processo de progredir, mas sem poluir e degradar o meio ambiente. Segundo Becker (2011), a globalização, aliada a consumidores responsáveis sob o paradigma ambiental, trouxe às organizações vários desafios diários, e na dependência de como os mesmos agem e reagem está o seu sucesso. Nesse sentido, a adoção de um Sistema de Gestão Ambiental se transformou em uma ferramenta que em muito pode auxiliar as organizações nessa difícil, mas possível jornada.
O Sistema de Gestão Ambiental, conhecido pela sigla SGA, pode ser entendido como um conjunto de procedimentos para administrar uma organização, com o objetivo de obter eficiênciaconformidades e ações corretivas.
II. No planejamento, a empresa identifica os aspectos ambientais de suas atividades.
III. Ao planejar o Sistema de Gestão Ambiental, a organização deve considerar o escopo do seu Sistema de Gestão Ambiental.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III
II e III
I e II
I e III
II, somente
Parte inferior do formulário
Parabéns! A alternativa "C" está correta.
A assertiva III faz menção à avaliação e à análise na qual estabelece que a análise crítica pela direção deve considerar as informações sobre o desempenho ambiental da organização, incluindo tendências relativas a não conformidades e ações corretivas.
Parte superior do formulário
2. O PDCA é uma ferramenta de gerenciamento universal na qual a Norma NBR ISO 14001:2015 se baseia. Assim, uma empresa que visa à implementação do Sistema de Gestão Ambiental reproduz o modelo proposto pela NBR que desenvolve a etapa Check, que tem como objetivo:
Implementar os processos conforme planejado.
Tomar ações para melhoria contínua.
Estabelecer processos para entregar resultados de acordo com a Política Ambiental da empresa.
Estabelecer os objetivos ambientais.
Monitorar os processos em relação à Política Ambiental.
Parte inferior do formulário
Parabéns! A alternativa "E" está correta.
A etapa implementar está ligada à Do (fazer). Tomar ações para melhoria contínua está ligada a Act (agir); estabelecer processos para entregar resultados de acordo com a Política Ambiental da empresa está ligado a Plan (planejar). Portanto, a alternativa correta é monitorar, ligada a Check.
MÓDULO 4 - Descrever o Sistema de Gestão Integrada
O SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA
Vídeo 
Resumo de um vídeo sobre sistema de gestão ambiental. O vídeo aborda a necessidade do mercado integrar as novas formas de gestão de negócios, como meio ambiente e saúde e segurança no trabalho, através da gestão integrada. Essa forma de gerenciamento busca realizar a integração das normas de qualidade, proteção do meio ambiente e segurança ocupacional dentro da organização. As vantagens do processo de integração dos sistemas de gestão incluem otimização do planejamento, padronização dos processos produtivos e administrativos, diminuição de falhas nos processos e economia de insumos. O modelo de sistema de gestão integrada permite que as organizações permaneçam transparentes e unificadas, proporcionando um melhor desempenho organizacional e competitividade para a empresa.
O sistema de gestão integrada 
Até meados da década de 80 a integração de sistema de gestão (SGI) não era uma prática comum nas empresas, contudo considerando o avanço da globalização e a alta competitividade entre as organizações. Surge a necessidade de uma visão sistemática e da melhoria contínua. O sistema de gestão integrada ou simplesmente SGI nasce da necessidade de o mercado integrar as novas formas de gestão de negócios referentes a qualidade, meio ambiente e a saúde e segurança no trabalho, dessa forma a gestão integrada é uma forma de gerenciamento que busca realizar a integração das normas dentro da organização e quais são essas normas?
Norma de qualidade atendendo aos requisitos da norma NBR ISO9001 que tem como principal objetivo a padronização de produtos, serviços, processos ou procedimentos, a norma referente à proteção do meio ambiente atendendo os requisitos da NBR ISO14001 relacionada à preocupação com as questões ambientais e o desenvolvimento sustentável e a Norma da Segurança e Saúde Ocupacional atendendo aos requisitos da ISO45001 ∕ 2018 que visa diminuir as doenças ocupacionais, bem como os acidentes no trabalho. Quais são as vantagens do processo de integração dos sistemas de gestão? vamos às considerações, Otimização do Planejamento possibilitando o melhor aproveitamento do tempo, Padronização dos 
Processos Produtivos e Administrativo, Diminuição de Falhas nos Processos Produtivos e ou Administrativos e Economia de Insumos e Recursos. O modelo de sistema de gestão integrada possibilita obter tudo o que é necessário em um único ambiente assim o sistema de gestão integrada é um método no qual permite que todos os processos e dados de uma organização permaneçam transparentes e unificados, proporcionando um melhor desempenho organizacional e competitividade para a empresa.
NORMAS DO SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA
Em um cenário de constante mudanças e com a crescente pressão imposta pelos clientes, as empresas, para realizarem seus processos com mais eficiência, adotam o Sistema de Gestão Integrada ‒ SGI. A Gestão Integrada é uma forma de gerenciamento que busca realizar a integração das normas da qualidade atendendo aos requisitos da norma NBR ISO 9001, da norma do meio ambiente atendendo os requisitos da NBR ISO 14001, da norma da segurança, saúde ocupacional atendendo aos requisitos da ISO 45001:2018, em seus processos dentro da organização.
NBR ISO 9000
O conjunto de normas que compõem a família ISO 9000 são diretrizes para conduzir o Sistema de Gestão da Qualidade, ou simplesmente SGQ, que tem como principal objetivo a padronização de produtos, serviços, processos ou procedimentos. A ISO 9000 é composta por quatros normas internacionais que visam guiar a implantação ou promover a melhoria contínua do SGQ nas organizações. São elas:
ISO 9000 SGQ: Fundamentos e vocabulário.
ISO 9001 SGQ: Requisitos.
ISO 9004:Gerenciamento para o sucesso sustentável de uma organização. Uma abordagem de gerenciamento de qualidade.
ISO 19011:Diretrizes para Auditorias de Sistema de Gestão de Qualidade e/ou Ambiental.
NBR ISO 9001:2015
Elaborada pelo Comitê Técnico Quality Management and. Quality Assurance, a ISO 9001 é uma das normas internacionais mais utilizadas no mundo. A NBR ISO 9001 é uma filosofia na qual se incentiva a qualidade dos processos, por meio da aplicação de requisitos como: planejamento dos processos, definição de metas, implementação de planos de ação e relacionamento com os stakeholders. A NBR tem como princípio garantir padrões de qualidade que sejam mundialmente aceitos. É um conjunto de normas técnicas cujas diretrizes garantem a qualidade de um produto ou serviço.
A norma destaca sete princípios da qualidade. São eles:
· Foco no cliente.
· Liderança.
· Competência e comprometimento dos colaboradores.
· Abordagem de processos.
· Decisão baseada em evidências.
· Melhoria contínua.
· Gestão de relacionamentos.
NBR ISO 14000
A qualidade é um dos critérios mais importantes para a produção de bens e serviços. Atrelada à qualidade, tem-se a preocupação com as questões ambientais e o desenvolvimento sustentável. Dessa forma, a família ISO 14000 é um conjunto de normas e de diretrizes voluntárias que definem os elementos de Gestão Ambiental e que inclui regulamentos, prevenção de poluição, conservação de recursos e proteção ambiental.
 A Série ISO 14000 é composta por várias normas, dentre elas:
ISO 14001: Trata do SGA, sendo direcionada à certificação por terceiras partes.
ISO 14004: Trata do SGA, corresponde ao suporte da Gestão Ambiental.
ISO 14010:São normas sobre as Auditorias Ambientais.
ISO 14031:São normas sobre Desempenho Ambiental.
ISO 14020:São normas sobre Rotulagem Ambiental.
ISO 14040:São normas sobre a Análise do Ciclo de Vida.
Guia ISO 64:Corresponde à norma sobre Aspectos Ambientais nos Produtos, destinando-se àqueles que elaboram normas técnicas para produtos.
ISO 14001:2015
A norma ISO 14001 trata dos Sistemas de Gestão Ambiental orientando e fornecendo subsídios para sua implantação. É considerada a norma mais importante da série e, ainda, a única norma da série ISO 14000 auditável. Dessa forma, a ISO 14001:2015 exige que as empresas foquem alguns pontos específicos, como melhoria contínua, ciclo de vida de seus produtos, comunicação efetiva com todas as partes interessadas, comprometimento da liderança e com a Gestão Ambiental.
A ABNT NBR ISO 14001:2015 é composta por uma estrutura que visa à integração do Sistema de Gestão Ambiental aos demais sistemas de gestão presentes dentro das organizações; a estrutura da norma é dividida da seguinte maneira:Introdução, Escopo, Referências Normativas, Termos e Definições, Contexto da Organização, Liderança, Planejamento, Apoio, Operação, Avaliação de Desempenho e Melhoria.
Assim como a Norma da Qualidade ‒ ISO 9001, a abordagem que sustenta um Sistema de Gestão Ambiental é também fundamentada no conceito PDCA, dessa forma, as empresas que visam à implementação do Sistema de Gestão Ambiental devem atender aos requisitos dessa importante ferramenta de gestão.
ISO 45001:2018
Baseando-se em dados coletados pela Organização Internacional do Trabalho ‒ OIT, a ISO 45001 é o novo padrão ISO para Saúde e Segurança no Trabalho (OH&S), no qual propõe a melhoria das organizações em relação a Saúde e Segurança do Trabalho ‒ SST. É uma norma internacional para o Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional ‒ SGSSO.
A ISO 45001 tem como foco auxiliar as organizações a repensarem nos seus processos visando diminuir as doenças ocupacionais bem como os acidentes no trabalho. Assim, a norma tem como objetivo viabilizar o gerenciamento dos riscos e identificar as oportunidades do Sistema de Gestão de SSO fazendo uso de ações preventivas, proporcionando ambientes de trabalho seguros e saudáveis a fim de que seja possível prevenir lesões e problemas de saúde ocupacional.
Assim, presumidamente, a implementação da norma favorece as organizações de diversas formas, como: melhoria da qualidade de vida do trabalhador, controles que reduzem riscos e perigos, acidentes do trabalho, redução de custos financeiros devido a multas e passivos trabalhistas, turnover e outros.
Atenção: Cabe destacar que a norma ISO 45000:2018 entrou em vigor em substituição a OHSAS 18001:2007 com o propósito de melhorar sua abrangência, eficácia e integração com outras normas dos Sistemas de Gestão, tais como: Gestão da Qualidade ‒ ISO 9001:2015 e Gestão Ambiental ‒ ISO 14001:2015.
O SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA
Até meados da década de 1980, a integração de Sistemas de Gestão não era uma prática comum nas empresas. Contudo, considerando o avanço da globalização e a alta competitividade entre as organizações, surge a necessidade de uma visão sistemática e da melhoria contínua. De acordo com Boschetti (2005 apud SEPULVEDA, 2009), o SGI nasce da necessidade de o mercado integrar as novas formas de gestão de negócios: qualidade, meio ambiente, saúde e segurança no trabalho. O Sistema de Gestão Integrada (SGI) é uma ferramenta gerencial que trata os requisitos comuns aos Sistemas de Gestão como o SGQ ‒ ISO 9001, SGA ISO 14001 e 45001 de uma forma integrada, entretanto respeitando e assegurando o cumprimento dos requisitos específicos de cada sistema independentemente.
Portanto, juntas, essas três normas de Sistemas de Gestão fazem com que a organização tenha controle de itens como: qualidade do produto ou serviço, eficiência nos processos, redução no impacto ambiental, preocupação com a saúde e segurança dos colaboradores, tornando mais eficiente a implantação das políticas, objetivos, processos, procedimentos e práticas. Assim, possibilitam a realização de um trabalho de Sistema de Gestão Integrado e com foco no processo de melhoria contínua.
Sistema de Gestão Integrada.
BENEFÍCIOS DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA
· Prática da excelência gerencial por padrões internacionais de gestão.
· Redução do tempo e de investimentos em auditorias internas e externas como mecanismo de manutenção e melhoria.
· Utilização mais eficaz de recursos internos e infraestrutura.
· Mitigação de fatores de risco e perigo.
· Comprometimento da direção.
· Satisfação dos stakeholders.
VANTAGENS DO PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DOS SISTEMAS DE GESTÃO
· Otimização de planejamento: possibilita um melhor aproveitamento do tempo.
· Controle sobre as informações da empresa.
· Padronização dos processos produtivos e administrativos.
· Processo de melhoria contínua.
· Diminuição de falhas nos processos produtivos e/ou administrativos.
· Economia de insumos e recursos com a integração dos processos.
· Mitigação dos impactos ambientais.
· Redução de acidentes de trabalho.
Proposta de modelo para implementação de um SGI
A implantação de um SGI deve ser elaborada levando em consideração os objetivos da organização e embasada nas informações que foram obtidas por meio do diagnóstico. Dessa forma, são previstas as seguintes fases:
Planejamento: É nessa fase que é realizado o plano de implantação, a partir dos objetivos da organização. Esse plano deve contemplar as ações necessárias, sua sequência, inter-relação, recursos e cronograma. É fundamental a discussão com todos os envolvidos, a fim de que haja um consenso e se obtenha o comprometimento e o apoio essenciais à realização do projeto.
Preparação: Nessa fase, deve-se obter o apoio e o comprometimento de todos aqueles que estiverem envolvidos na implantação do SGI, além de treinar os colaboradores.
Implantação: É a fase na qual são elaborados os procedimentos do SGI, incluindo o manual do SGI. Além disso, essa fase compreende:
· A disseminação da documentação desenvolvida na etapa anterior.
· O entendimento das responsabilidades e autoridades de cada um.
· A mudança efetiva da forma de trabalhar.
Detalhamento e implementação: É a fase na qual são realizadas as auditorias internas com objetivo de verificar a adequação do sistema.
Importante destacar que a partir de 2012 as normas da organização não governamental International Organization for Standardization, ou simplesmente ISO, apresentaram o modelo Anexo SL (Structure Level – cuja tradução em português seria nível estrutural), o qual descreve especificamente as diretivas da Norma do Sistema de Gestão. O Anexo SL surgiu como resposta às empresas que precisavam de agilidade no processo de integração no Sistema de Gestão Integrado (SGI). Desse modo, a estrutura torna-se igual para todas as normas de Sistemas de Gestão publicadas pela ISO, com a seguinte formação:
	1.
	
	Escopo
	2.
	
	Referência
	3.
	
	Termos e definições
	4.
	
	Contexto da organização
	5.
	
	Liderança
	6.
	
	Planejamento
	7.
	
	Apoio
	8.
	
	Operação
	9.
	
	Avaliação e desempenho
	10.
	
	Melhoria
De extrema relevância no cenário atual, a implementação de um SGI dá origem a uma nova realidade. A implementação de sistemas de forma separada não corresponde mais a uma gestão ágil de baixo custo. Assim, aumenta cada vez mais a necessidade de se desenvolver um sistema que integre os elementos comuns e torne um sistema único, facilitando sua gestão. Portanto, a proposta é que todas as normas de Sistema de Gestão futuramente tenham a mesma estrutura de alto nível, texto principal idêntico, bem como termos e definições comuns, uma vez que todas elas possuem base nos mesmos princípios e também nos requisitos do ciclo de melhoria contínua, a partir da lógica do PDCA proposto por Deming, conforme a imagem a seguir.
Concepção conceitual de um sistema integrado.
O modelo do Sistema de Gestão Integrada possibilita obter tudo que é necessário em um único ambiente. Isso gera informação de qualidade, otimização do tempo e, consequentemente, processos mais eficientes e menos burocráticos. Com isso, as empresas possuem uma maior facilidade na integração ao certificar duas ou mais das normas de Sistemas de Gestão.
Conceito ISO (vídeo)
Resumo de um vídeo: O vídeo apresenta uma introdução à ISO, a Organização Internacional para Padronização, criada em 1947 e sediada em Genebra, Suíça. No Brasil, a ISO é representada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A principal função da ISO é aprovar e promover normas internacionais, incluindo testes e certificações de empresas e produtos. Focaliza-se especialmente em normas de gestão da qualidade e meio ambiente. A norma ISO 14001 é destacada como um guia para desenvolver sistemas de gestão ambiental, parte da família ABNT NBR ISO 14000. Adotar a ISO 14001 ajuda as empresas a reforçar a sustentabilidade, responsabilidade social e consumo sustentável, mostrando um comportamento ético empresarial. O vídeo finaliza desejando bons estudos aos espectadores.Criada em 1947 a ISO International Organization for Standardization é uma organização internacional para padronização, com sede em Genebra na Suíça, que tem como associados organismos de normatização de vários países do mundo. No Brasil a ISO é representada pela associação brasileira de normas técnicas ABNT. Ela tem como objetivo principal aprovar e promover o desenvolvimento de normas internacionais, testes e certificação de empresas e produtos sendo as principais normas relacionadas ao modelo de gestão da qualidade e meio ambiente. Em se tratando da ISO14001 é uma norma com diretrizes básicas para o desenvolvimento de um sistema de gestão ambiental, a norma faz parte da ABNT NBR ISO14000 nome dado a uma família de regras da mesma série. A implantação da norma ISO14001 contribui para fortalecer o conceito de sustentabilidade onde as empresas passam a realizar iniciativas que contemplam tanto a qualidade ambiental, quanto a responsabilidade social empresarial. Possuir a norma é ter um comportamento ético empresarial frente à sociedade e também ao meio ambiente, expressa que o consumo sustentável é priorizado e incentivado pela organização. 
 
Conceito Stakeholders 
O resumo do vídeo aborda o conceito de "stakeholder" na língua inglesa, que significa partes interessadas no processo de um projeto. O termo envolve todas as pessoas que são impactadas e que podem impactar um projeto, tornando-se, assim, peça fundamental de apoio à empresa. É importante na gestão de stakeholders identificar as pessoas chave que influenciam o sucesso da implementação de um sistema de gestão. Essas partes interessadas podem incluir funcionários internos, acionistas, governo, concorrentes, mídia, ONGs, gestores, fornecedores, clientes e a comunidade. São mencionadas quatro etapas fundamentais para a gestão de stakeholders: identificação dos envolvidos, análise de expectativas e interesses, classificação dos envolvidos pelo grau de influência e poder, e desenvolvimento de um plano de abordagem para atender suas expectativas e necessidades. O vídeo finaliza desejando bons estudos aos espectadores.
Na língua inglesa a palavra stake significa interesse, participação, risco já Holder quer dizer aquele que possui, dessa forma traduzindo para o português entende-se que stakeholder é a parte interessada do processo, são todas as pessoas impactadas e que impactam o seu projeto, os stakeholder são peça fundamental de apoio à empresa e devem ser consideradas na tomada de decisão, assim como devem ser acompanhados de perto para que tudo saia conforme o planejado. Na gestão de stakeholder é fundamental saber quem são as pessoas chaves que possam influenciar no sucesso da implantação de um sistema de gestão. Existe no âmbito da organização uma rede de empresas e pessoas que podem ser os stakeholder do seu negócio desde a equipe interna envolvido em um projeto e processo até mesmo acionistas, governo, concorrência, mídia especializada, ongs e ainda gestores da empresa, colaboradores, fornecedores, clientes, comunidades entre outros. São conhecidas 4 etapas fundamentais para gestão stakeholders são elas: a identificação dos envolvidos, análise das expectativas e interesses, classificação dos envolvidos pelo seu grau de poder, influencia, impacto, interesse, suscetibilidade e o plano de abordagem para controlar as expectativas e necessidades. 
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. Em relação às normas do Sistema de Gestão Integrado, é correto o que se afirma em:
a) A ISO 45001 trata do Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional ‒ SGSSO.
b) A ISO 14001 é uma norma internacional para o Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional ‒ SGSSO.
c) A ISO 45001 trata do SGA, sendo direcionada à certificação por terceiras partes.
d) ISO 9001 trata do gerenciamento para o sucesso sustentável de uma organização. Uma abordagem de gerenciamento de qualidade.
e) A NBR ISO 9004 é uma filosofia na qual se incentiva a qualidade dos processos, por meio da aplicação de requisitos como a implementação de planos de ação.
Parabéns! A alternativa "A" está correta.
A ISO 45001 é uma das normas utilizadas para o mantenimento de saúde e segurança no ambiente do trabalho. Ela trata especificamente da Saúde e Segurança Ocupacional, que trabalha em paralelo com: SESMT, CIPA, PCMSO e PPRA.
2. Considerando as informações a seguir, avalie as asserções e a relação proposta entre elas:
I. Futuramente, a ideia é que todas as normas de Sistema de Gestão tenham a mesma estrutura de alto nível como um modelo do Sistema de Gestão Integrada, possibilitando obter tudo que é necessário em um único ambiente.
PORTANTO
II. Isso gera a otimização do tempo e a informação de qualidade e, consequentemente, maior facilidade na integração ao certificar duas ou mais das normas de Sistemas de Gestão.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são proposições falsas.
Parabéns! A alternativa "A" está correta.
A proposta é que todas as normas de Sistema de Gestão futuramente tenham a mesma estrutura de alto nível, texto principal idêntico, bem como termos e definições comuns, uma vez que todas elas possuem base nos mesmos princípios e também nos requisitos do ciclo de melhoria contínua a partir da lógica do PDCA. O modelo do Sistema de Gestão Integrada possibilita obter tudo que é necessário em um único ambiente. Isso gera informação de qualidade, otimização do tempo e, consequentemente, processos mais eficientes e menos burocráticos. Com isso, as empresas possuem uma maior facilidade na integração ao certificar duas ou mais das normas de Sistemas de Gestão.
Conclusão
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O novo cenário comercial mundial, no qual uma das principais características propostas é a livre concorrência, tem levado as organizações a voltarem ainda mais a sua atenção para questões ambientais, sociais e econômicas. Dentre os vários benefícios decorrentes da implementação de uma SGA, pode-se destacar, por exemplo, a demonstração aos clientes do comprometimento da organização com as questões ambientais.
Conclui-se, portanto, que a implantação do SGA representa, no cenário atual, um diferencial competitivo necessário para a organização frente à concorrência, além de ser uma fundamental ferramenta gerencial para mitigar os impactos ambientais gerados pelos seus processos produtivos. Sendo assim, é possível perceber, por meio deste estudo, que a implantação do Sistema de Gestão Ambiental ‒ SGA, assim como a implementação do Sistema de Gestão Integrado, por meio do PDCA, representa uma estratégia de extrema relevância para a organização, no sentido de redução de custos de produção, de bens e serviços, bem como de alcançar melhor desempenho no mercado, abrindo espaço competitivo, tanto na esfera nacional quanto na internacional.
TEMA 2 - PRODUÇÃO MAIS LIMPA, ECOEFICIÊNCIA E GESTÃO AMBIENTAL
Itens iniciais
Propósito
Oferecer conhecimentos em tópicos conceituais de economia ambiental, ecoeficiência, produção mais limpa e ferramentas de avaliação para a tomada de decisão em gestão ambiental, além de promover a capacitação e a conscientização sobre a necessidade de minimizar a geração de resíduos e da responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos e serviços.
Objetivos
· Reconhecer os principais aspectos conceituais da economia ambiental.
· Reconhecer os principais aspectos conceituais de ecoeficiência.
· Identificar os principais elementos da produção mais limpa.
· Descrever as principais ferramentas de tomada de decisão em gestão ambiental.
Introdução
Assista ao vídeo introdutório ao tema e compreenda melhor os conceitos relacionados à economia ambiental.
O vídeo introduz o gerenciamento ambiental para sistemas produtivose apresenta as ferramentas que auxiliam no aprimoramento de um sistema de gestão ambiental. São abordados conceitos da economia ambiental, incluindo a valoração monetária de bens e serviços gerados pela natureza, a falha de mercado e a importância da sustentabilidade. São destacados os princípios da ecoeficiência e da produção mais limpa, e são mencionadas várias ferramentas de avaliação para analisar os impactos ambientais de diferentes sistemas. O vídeo enfatiza a importância da internalização da dimensão ambiental em todos os níveis de decisão visando o desenvolvimento sustentável.
Estudo de gerenciamento ambiental para os sistemas produtivos. 
Identificação dos aspectos econômicos e das ferramentas que auxiliam no aprimoramento de um sistema de gestão ambiental com ênfase em tópicos conceituais da Economia ambiental, Ecoeficiência, Produção mais limpa e Ferramentas de avaliação para a tomada de decisão em gestão ambiental. A partir da percepção das limitações dos recursos naturais, faz-se necessário desenvolver novos instrumentos para incorporar os efeitos das atividades de produção e consumo sobre o meio ambiente. Isso quer dizer que os instrumentos econômicos podem estar presentes quando já houve um problema ambiental ou também na formulação de políticas que possam evitar ou minimizar um dano com a incorporação da dimensão ambiental. Na análise econômica, nas últimas décadas vem aumentando o estudo sobre a valoração monetária de bens, impactos ambientais, a valoração econômica do meio ambiente constitui-se em um conjunto de métodos e técnicas que buscam estimar valores para os ativos ambientais e para os bens e serviços por eles gerados, a preocupação com os problemas ambientais aparece como um elemento importante a respeito do crescimento econômico e da qualidade de vida, pois o meio ambiente é considerado uma dimensão do desenvolvimento e deve então ser internalizado em todos os níveis de decisão. A economia ambiental trata da questão das causas e possíveis soluções para os problemas ambientais, levando em consideração a alocação dos escassos bens ambientais. O conceito de falha de mercado é fundamental para a economia ambiental. Falha de mercado significa que os mercados falham em alocar recursos de forma eficiente. Uma falha de mercado ocorre quando o mercado não aloca recursos escassos para gerar o maior bem-estar social. As formas comuns de falha de mercado incluem externalidades que existem quando uma pessoa faz uma escolha que afeta outras pessoas de uma forma que não é contabilizado no preço de mercado, podendo ser positiva ou negativa. Mas geralmente está associada a externalidades negativas na economia ambiental. A sustentabilidade, tanto econômica como ambiental, está ligada à avaliação da disponibilidade dos usos dos recursos naturais pela economia. Atualmente, a mensuração dos valores econômicos dos bens e serviços gerados pela natureza constitui uma das principais questões no estudo das relações entre a economia e o meio ambiente e a formulação de critérios e metodologias para trabalhos de valoração ambiental torna-se fundamental para análise de custo benefício para qualquer atividade. Visando minimizar os impactos ambientais decorrentes de seus processos produtivos e satisfazer os consumidores conscientes, que exigem práticas de responsabilidade socioambiental voltadas ao desenvolvimento sustentável, muitos princípios tem sido usados pelas empresas fabricantes de produtos e prestadoras de serviços. Dentre eles, vem se destacando cada vez mais a ecoeficiência e a produção mais limpa. A Ecoeficiência, sendo definida como a geração de bens e serviços a preços competitivos que satisfazem as necessidades humanas e possibilitam melhor qualidade de vida, ao mesmo tempo em que reduzem progressivamente os impactos ambientais e o uso de recursos naturais ao longo do ciclo de vida desses bens e serviços. E a produção mais limpa como sendo a aplicação continua de uma estratégia ambiental preventiva, integrada a processos, produtos e serviços para aumentar a ecoeficiência e reduzir riscos aos seres humanos e ao meio ambiente. Ecoeficiência e produção mais limpas são conceitos complementares. A ecoeficiência está focada na estratégia dos negócios, enquanto a produção mais limpa enfatiza a operacionalidade dos negócios, ou seja, a produção. Várias ferramentas de avaliação foram desenvolvidas para analisar os impactos ambientais de diferentes sistemas, compreender as diferenças entre as ferramentas de suporte à decisão podem ajudar os tomadores de decisão a melhorar os resultados ambientais de suas decisões de gestão, contribuindo no alcance de práticas mais sustentáveis de desenvolvimento. 
1 Economia ambiental 
Resumo de vídeo: O vídeo apresenta um estudo sobre gerenciamento ambiental em sistemas produtivos, detalhado por uma especialista em engenharia nuclear. Ele aborda a economia ambiental e a crescente preocupação global com os efeitos negativos do padrão de consumo sobre o ar, terra, água, saúde humana e ambiente social. Propõe a valoração monetária dos recursos naturais, destacando que o meio ambiente deve ser considerado um bem econômico devido à escassez de alguns recursos. O conceito de desenvolvimento sustentável é central, focando na preservação dos recursos naturais para futuras gerações enquanto promove o crescimento econômico. O vídeo também discute falhas de mercado e externalidades, exemplificando com a degradação da Amazônia e suas consequências climáticas. Instrumentos econômicos são sugeridos para corrigir essas falhas e valorizar o meio ambiente corretamente. Modalidades como taxas, licenças transferíveis, subsídios e sistemas de preços são mencionadas como formas de internalizar as externalidades negativas e incentivar a sustentabilidade. Na conclusão, a especialista se despede e convida a assistirem aos próximos conteúdo.
Gerenciamento ambiental para os sistemas produtivos. Economia Ambiental 
Atualmente, o meio ambiente é uma das maiores preocupações da sociedade mundial. Entre outros motivos, isso se deve aos efeitos negativos do padrão de consumo, que tem afetado não apenas as condições físicas do ar, da terra e da água, mas também a saúde das pessoas e o ambiente social construído pelo homem para manter a sua existência. Uma tentativa de conciliar os interesses econômicos com os interesses da conservação ambiental é proposta através da valoração monetária dos recursos naturais. O meio ambiente vem adquirindo o status de bem econômico, porque muitos recursos naturais, como água e algumas fontes de energia não renováveis, começam a ser escasso e apresentam horizontes de esgotamento, ao mesmo tempo, esses bens naturais mesmo quando insumos essenciais do processo produtivo, possuem características de bens não econômicos. Porque não tem preço ou dono, por esta razão o ambiente é externo ao mercado. A economia ambiental engloba conceitos fundamentais, como o desenvolvimento sustentável, que tem como principal objetivo a realização de medidas para garantir que as gerações futuras possam usufruir dos recursos naturais, como os alimentos que consumimos, as roupas que vestimos, o lugar onde moramos, isto é, todos os recursos provenientes da natureza. Mas, além de garantir que os recursos naturais estejam disponíveis no futuro, essa proposta busca garantir junto ao desenvolvimento econômico, ou seja, que um país possa crescer economicamente e oferecer maior qualidade de vida à população.
Como podemos ver na imagem, o desenvolvimento sustentável se encontra na interseção, ou seja, ele trabalha ao mesmo tempo com a preocupação ambiental, a social e a econômica. 
Este conceito é muito importante, pois podemos entender como utilizar esses recursos sem afetar a disponibilidade deles no futuro. Falha de mercado é quando o mercado não aloca os recursos eficientemente de forma a equilibrar os custos e benefícios sociais. Externalidades são exemplos de falha de mercado sendo consequência das atividades econômicas que normalmente não são contabilizadas, mas podem afetar de umaforma positiva ou negativa à sociedade, um exemplo de externalidade negativa é a forma como as atividades econômicas da Amazônia estão gerando a falência do ecossistema amazônico. Como consequência, ocorrem mudanças climáticas nos continentes, que afeta a economia no Sudeste do país. os instrumentos econômicos tem a função de corrigir as falhas de mercado causadas pela poluição do meio ambiente. Eles procuram internalizar as externalidades negativas da produção ou consumo de um bem ou serviço. Tal política orienta os agentes econômicos a valorizarem o meio ambiente de acordo com o seu custo de oportunidade social. 
Os instrumentos econômicos visam corrigir imperfeiçoes econômicas, internalizando as externalidades e formando corretamente os preços no mercado. Eles assumem formas principais como taxas, tarifas, licenças transferíveis, sistema de deposito reembolsável, subsídios, créditos, rótulos ambientais, eco, auditorias, sistemas de preços, troca de dívida por natureza, possibilidades de negociação, cobrança de acesso a áreas protegidas e outras áreas afins e pagamentos por serviços ambientais.
CONCEITOS E ESCOPO
As origens da economia ambiental remontam à década de 1960, quando a industrialização estava experimentando um aumento, particularmente no mundo ocidental, e a poluição da atividade industrial tornou-se uma preocupação crescente. O ativismo ambiental também começou a aumentar devido às consequências negativas percebidas da degradação ambiental. O mundo tomou consciência do rápido crescimento econômico e suas consequências para o meio ambiente.
O crescimento econômico está relacionado à preservação do meio ambiente
Os economistas perceberam que, para que o crescimento econômico seja indefinidamente sustentável, o sistema econômico precisa levar em conta os usos do meio ambiente, para que os recursos naturais não se esgotem e para que o meio ambiente não seja usado em demasia.
Economistas ambientais veem o meio ambiente como uma forma de capital natural que fornece bem-estar e funções de suporte à vida aos habitantes da Terra. Esse estoque de capital natural inclui recursos naturais, os sistemas ecológicos, a biodiversidade e outros atributos. A economia ambiental tinha como premissa a abordagem neoclássica que lidava com questões como alocação ineficiente de recursos naturais, falhas de mercado, externalidades negativas e gestão de bens públicos.
O meio ambiente é o capital natural que fornece suporte à vida
À medida que o movimento se desenvolveu ao longo do tempo, outros detalhes intrincados sobre a relação entre meio ambiente e economia tornaram-se aparentes.
O estudo trouxe poderosos argumentos e proposições ambientais, que deram origem a políticas e regulamentações ambientais contemporâneas em todo o mundo.
Isso levou ao estabelecimento de novos órgãos ambientais, sendo o principal deles o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em 1972.
Nesse sentido, três questões importantes surgem na economia ambiental. Veja quais são elas a seguir:
1. O que causa os desafios ambientais em termos de assuntos econômicos e institucionais?
A questão explora o conceito de falha de mercado, que tem como premissa o fato de que existem mercados inexistentes ou incompletos para bens ambientais, como ar não poluído, ambiente limpo etc. Portanto, é provável que não haja alocação eficiente de recursos ambientais.
2. Qual é o valor monetário da degradação ambiental pela poluição e outros agentes, bem como o valor dos desenvolvimentos na prevenção e erradicação dos danos ambientais?
Os métodos de medição e estimativa das variáveis são um aspecto importante da economia ambiental.
3. Como os incentivos econômicos e as políticas ambientais podem ser efetivamente projetados para melhorar a qualidade ambiental e impedir os danos ambientais?
A avaliação crítica dos incentivos econômicos e das políticas e regulamentações ambientais é crucial para descobrir se estão produzindo os objetivos pretendidos. A economia ambiental engloba alguns conceitos (desenvolvimento sustentável, falha de mercado, externalidades, avaliação, análise custo-benefício) que serão abordados na sequência.
Desenvolvimento sustentável
O desenvolvimento sustentável é definido pelo PNUMA como desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender às suas próprias necessidades. O conceito analisa o papel do desenvolvimento econômico no apoio ao desenvolvimento sustentável. Os quatro componentes básicos do desenvolvimento sustentável estão interligados e são os descritos a seguir:
Crescimento econômico
Proteção ambiental
Equidade social
Capacidade institucional
Falha de mercado
A falha de mercado ocorre se o funcionamento de um mercado perfeito for comprometido; portanto, é incapaz de alocar eficientemente recursos escassos a um determinado preço, pois as condições para as leis de demanda e oferta não são atendidas.
Um exemplo pode ser um bem ambiental, como oceanos limpos.
É difícil precificar o valor de mares e oceanos limpos, e não existem mercados para corpos de água limpa onde ela é comercializada dependendo do grau de limpeza. É um caso típico de falha de mercado.
EXTERNALIDADES
As externalidades são consequências inadvertidas da atividade econômica que afetam as pessoas além daquelas diretamente envolvidas nela. As externalidades também são outra forma de falha de mercado. Elas podem ser de dois tipos:
Externalidade positiva
É um benefício para outras pessoas não envolvidas diretamente em sua geração. Um parque natural comunitário pode beneficiar pessoas de fora da comunidade que visitam familiares e amigos na área e não teriam contribuído para o seu desenvolvimento.
Externalidade negativa
Cria resultados não planejados que são prejudiciais ao meio ambiente ou diretamente ao público em geral. Um exemplo pode ser a poluição por meio da produção industrial, que resulta em ar e água impuros e outros riscos à saúde, externalidades que afetam negativamente a comunidade do entorno.
Avaliação
A avaliação é um aspecto importante da economia ambiental, pois ajuda a avaliar uma variedade de opções na gestão de desafios com o uso de recursos ambientais e naturais. A valorização dos recursos ecológicos é um processo complexo, pois é difícil atribuir valor a benefícios intangíveis, como ar limpo e meio ambiente não poluído.
Montanhas são exemplo de recursos com benefícios múltiplos
Os recursos que oferecem benefícios múltiplos são difíceis de avaliar. Por exemplo, as montanhas podem evitar inundações, proporcionar beleza cênica, padrões de fluxo direto dos rios e fornecer solos férteis para a agricultura. Os recursos ambientais podem ter valores atribuídos dependendo dos métodos de uso e não uso.
 
É mais fácil atribuir valor a um produto em uso observando o que os consumidores estão dispostos a pagar. As técnicas de precificação de custo de oportunidade, custo de reposição e precificação hedônica (avaliações externas e internas) são consideradas e podem ser empregadas no método de “uso”. A técnica de avaliação contingente é usada para o método de “não uso”, medindo o que os consumidores estão dispostos a pagar por um produto que não usam ou não gostam.
Análise custo-benefício
A análise de custo-benefício envolve a ponderação dos benefícios decorrentes de uma política em relação aos benefícios percebidos. Assim, a melhor política é aquela em que há o maior excedente de benefícios sobre os custos. A análise de custo-benefício começa com uma política básica em que nenhuma alteração é feita no status quo. Um horizonte de tempo é selecionado onde se espera que os custos e benefícios percebidos sejam realizados.
Os benefícios são casos em que o bem-estar humano é melhorado e seus custos diminuem o bem-estar humano.
Custos e benefícios realizados no futuro são descontados usando um fator para atender ao valor do dinheiro no tempo. Os benefícios incluem renda extra, melhoria da qualidade de vida, água limpa e praias, e os custos incluem custos de oportunidade,custos internos e externos e externalidades.
INSTRUMENTOS ECONÔMICOS
Mecanismos de mobilização de recursos financeiros
Os problemas ambientais podem ser interpretados, do ponto de vista econômico, como resultado de falhas de mercado, falta de informação e desenhos institucionais e políticos, que se traduzem no repasse de custos daqueles que os causam para outros setores da sociedade, incluindo as futuras gerações. Ou seja, do ponto de vista do sistema econômico, os problemas ambientais são econômicos e externalidades que devem ser corrigidas.
Poluição dos oceanos é um grave problema ambiental
A correção dessas externalidades equivale a assegurar que aqueles que geram os custos dos danos ambientais as assumam, o que pode ser alcançado por diversos meios, como o estabelecimento de regulamentos e sua aplicação coercitiva, convicção e cooperação, ou por meio de instrumentos econômicos, ou uma combinação adequada dos mesmos.
 
O objetivo dos instrumentos econômicos é internalizar os custos ambientais das decisões e atividades econômicas. O objetivo fundamental da utilização de instrumentos econômicos é alterar os preços relativos, a fim de garantir que os diferentes usos que as economias fazem do meio ambiente reflitam plenamente sua escassez no sistema de preços.
O propósito de promover a internalização dos custos ambientais por meio de instrumentos econômicos é que os agentes recebam sinais adequados do sistema de preços e incorporem, entre seus objetivos ou funções de bem-estar, motivações permanentes para realizar uma gestão sustentável dos recursos naturais e reduzir a geração de poluentes e resíduos – e, com ele, os efeitos ambientais negativos inerentes.
Alcançar esse objetivo implica desenhar e implementar um mecanismo de correção automática que possa operar com a mínima intervenção por parte da administração pública ou da autoridade reguladora.
A seguir, mencionaremos alguns dos instrumentos econômico-ambientais mais utilizados mundialmente para atuar como mecanismos de mobilização de recursos financeiros, bem como outros mecanismos tributários para prevenir e mitigar danos ambientais causados por determinada entidade agressora.
Isso ocorre por meio da cobrança de impostos e outras contribuições, que também ajudam a fornecer recursos financeiros adicionais aos diferentes fundos criados. Assim, tais fundos, por sua vez, terão uma maior quantidade de recursos para resolver os problemas ambientais existentes, especialmente em áreas em que não há política ou mero interesse econômico para sua preservação e que exijam depuração ambiental ou ecológica, patrimonial e sociocultural.
Taxas de emissão: Estão relacionadas ao lançamento de poluentes no ar, solo ou geração de ruído, e também à quantidade e qualidade dos poluentes e aos danos causados ao meio ambiente, custo de reposição ou regeneração. As taxas são expressas em termos de um imposto por tonelada ou quantidade equivalente de poluição. O nível do imposto é baseado no objetivo da qualidade ambiental e nos custos marginais de abatimento ou redução da poluição.
Taxas ou impostos de uso: Esses impostos ou taxas estão vinculados aos custos de tratamento, cobrança, disposição final, bem como despesas administrativas e sua recuperação ou financiamento. Não estão diretamente relacionados aos custos dos danos ambientais. Na prática, consistem na cobrança de taxas de tratamento de esgoto etc.
Tarifas ou impostos sobre produtos: Esses impostos incidem sobre produtos cujo uso tenha um efeito prejudicial ao meio ambiente. O nível do imposto está relacionado ao custo de danos significativos associados ao uso de produtos, como fertilizantes, herbicidas, pesticidas, gasolina com chumbo etc.
Licenças transferíveis: Constituem limites gerais aos níveis de poluição distribuídos na forma de licenças em correspondência a cada volume de emissão. As licenças, uma vez distribuídas inicialmente, podem ser compradas e vendidas e estão sujeitas a certas regras preestabelecidas.
Sistema de depósito reembolsável: Depósito monetário efetuado para utilização de produtos potencialmente poluentes. Se esses produtos forem devolvidos a um ponto de recolha autorizado, evitando assim a contaminação, é efetuado o reembolso, por exemplo: garrafas e outros recipientes.
Subsídios: Esse é o instrumento menos utilizado, uma vez que as externalidades positivas geralmente não são pagas. Eles são usados em casos específicos para estimular o incentivo de determinada atividade. A aplicação é potencialmente possível para o desenvolvimento de processos e tecnologias limpas e sustentáveis.
Créditos: Nada mais é do que o estabelecimento de linhas de crédito com condições preferenciais de médio e longo prazo para os investimentos que busquem melhorar ou mitigar completamente os danos ambientais, gerando novas tecnologias que substituam produtos ou processos nocivos ao meio ambiente etc.
Rótulos ambientais: Consistem na atribuição de um rótulo a produtos que atendam a determinadas características definidas com base em critérios intimamente relacionados aos sistemas de padronização geral, ou seja, com padrões globalmente aceitos. Essa rotulagem é utilizada para incentivar o consumo de determinados produtos que protegem o meio ambiente.
Exemplo de rótulo informando que o produto respeita o meio ambiente
Eco auditoria
É uma revisão documentada, sistemática, periódica e objetiva, relacionada ao comportamento dos requisitos ambientais de uma empresa, para a qual há um benefício na medida em que lhe permite conhecer seu estado ambiental e prevenir responsabilidades. É uma instituição voluntária, que, tal como o rótulo ecológico, partilha a ideia de auto compromisso, descontando a obrigação. É realizada pela empresa, sob sua responsabilidade e iniciativa própria, completamente independente da autoridade pública, por auditores que podem ser da própria empresa ou de organizações profissionais externas que atuam em seu nome.
Sistemas de preços
Aqui se estabelece que os preços dos produtos que representam um maior dano ao meio ambiente incluem o custo do seu confinamento ou da reestruturação dos danos que causam. Um exemplo de produtos extremamente danosos à natureza são os materiais plásticos, porque possuem altos tempos de degradação, podendo levar mais de um século para se degradar.
Troca de dívida por natureza
Consiste na troca de dívida comercial externa de um país devedor por instrumentos financeiros emitidos por esse país, que posteriormente seriam utilizados para financiar projetos ambientais. Desse modo, podem ocorrer diversas operações que pressupõem sempre a existência de um banco credor, de um país devedor e de uma entidade de proteção da natureza.
Possibilidade de negociação
O objetivo da negociação de licenças de poluição é principalmente reduzir custos de controle, sem alterar as metas estabelecidas pelas licenças originalmente concedidas. Uma vez definido o padrão ambiental permitido, espera-se que aqueles com custos de controle mais baixos o assumam de forma mais ampla, vendendo as suas instalações a quem tenha que assumir custos mais elevados. Com isso pretende-se obter o controle ao custo mínimo.
Cobrança de acesso a áreas protegidas e outras áreas afins
Tal como o próprio nome indica, esse instrumento econômico refere-se à cobrança de determinada contribuição a qualquer pessoa física ou jurídica, órgãos ou entidades que acessem áreas consideradas protegidas ou outra consideração similar.
Pagamentos por serviços ambientais
Mecanismo em que o princípio central é que os prestadores de serviços ambientais sejam compensados, enquanto os beneficiários dos serviços devem pagar por eles. Essa abordagem tem a vantagem de gerar fontes adicionais de renda para usuários da terra de baixa renda, ajudando, assim, a melhorar seus meios de subsistência e qualidade de vida.
Além disso, há também fundos criados para esse fim, dando-lhe a cobertura de dispor de recursos que se destinam diretamente à manutenção da conservação dos ecossistemas pertinentes. Há ainda outros instrumentoseconômicos, como seguro contra riscos de desastres ambientais; criação de mercado; instalações para poluentes comercializáveis; impostos ou contribuições para o turismo; impostos sobre descargas ou poluição do ar etc.
Todos esses mecanismos regulatórios têm em comum a existência de um estímulo econômico, a possibilidade de ação voluntária, envolvem as autoridades governamentais e, sobretudo, mantêm a qualidade ambiental. Para decidir qual instrumento econômico escolher, é preciso levar em conta o conhecimento do problema ambiental e sua dimensão. Assim, é necessário um estudo sobre os problemas ambientais mais significativos do país.
Vem que te explico (vídeos)
Externalidades
Resumo do vídeo: Neste vídeo, Re Nude Matte explica o conceito de externalidades, que são os efeitos ambientais, sociais e de saúde, causados indiretamente pela produção, distribuição, consumo e descarte de produtos ao longo de seus ciclos de vida. Ele destaca que essas externalidades, sejam positivas ou negativas, não são frequentemente calculadas e que seus custos acabam sendo pagos pela sociedade. Os exemplos incluem a poluição gerada por grandes indústrias, cujos impactos ambientais não são refletidos nos preços dos produtos. Ele reforça a necessidade de técnicas de avaliação de impacto ambiental para identificar e quantificar esses efeitos. O vídeo conclui incentivando o conhecimento sobre o tema.
As externalidades são os efeitos ambientais sociais sobre a saúde, os ecossistemas, a economia de longo prazo, indiretamente causados pela produção, distribuição, consumo e descarte dos resíduos dos produtos do consumo em seus ciclos de vida. São os custos relacionados aos impactos negativos ou positivos, imediatos ou a longo prazo sobre o conjunto da sociedade, inclusive sobre aqueles que não participaram das decisões e dos benefícios econômicos decorrentes. Estas externalidades quase não são calculadas e seus valores repassados aos custos finais dos produtos, resultam em uma escala de impactos que são pagos por toda a sociedade durante todo o ciclo de vida desses produtos, desde a extração da matéria-prima até o descarte pós uso ou obsolescência. Nesse sentido, as externalidades não calculadas incorporadas mascaram e subsidiam os valores reais dos produtos, beneficiando economicamente aos que comandam as cadeias de produção e socializando os custos, prejuízos e impactos ambientais decorrentes. O principal exemplo de externalidade negativa encontra-se na poluição gerada pelas grandes empresas ao meio ambiente, principalmente as indústrias. Imagina o caso de uma grande mineradora especializada em extrair e trabalhar com o carvão ao medir o custo de realização de sua atividade eles não levaram em consideração o alto nível de poluição que isso causara ao meio ambiente. Esta é considerada uma externalidade negativa, resultado do processo produtivo da empresa, que não se reflete no preço de venda ou no custo de produção do carvão. Em geral, as externalidades ambientais podem ser efeitos na paisagem, efeitos na saúde humana e perda do equilíbrio ecológico. Alguns desses custos podem ser estimados quantitativamente em termos monetários, perda de colheitas, florestas ou terras aráveis, enquanto outros na perda de paisagem natural ou aumento da morbidade. Isso requer tanto conhecimento de técnicas de avaliação de impacto ambiental quanto de modelos para avaliar as variáveis ambientais, para que as consequências que elas geram possam ser plenamente identificadas. Dessa forma, tanto os efeitos positivos quanto os negativos decorrentes desses impactos serão observados e podem ser expressas em termos econômicos. 
Instrumentos Econômicos 
Resumo do vídeo: O tema abordado são os instrumentos econômicos que visam corrigir externalidades e alinhar o interesse individual ao social. Esses instrumentos, também conhecidos como instrumentos de mercado, buscam reduzir a regulamentação, flexibilizar ações dos agentes envolvidos, diminuir custos de controle ambiental, gerar receitas fiscais e promover tecnologias mais limpas. Exemplos incluem taxas ambientais, impostos e multas aplicadas em diversos setores, como poluição da água e ar. Outros exemplos são licenças transferíveis, sistemas de depósito reembolsável, créditos secos, auditorias, rótulos ambientais e pagamentos por serviços ambientais.
Os instrumentos econômicos visam corrigir as externalidades, influindo sobre os custos e benefícios das opções escolhidas pelos agentes econômicos na tentativa de fazer com que o interesse individual coincida com o social. são também chamados de instrumentos de mercado, pois tem a finalidade de reduzir a regulamentação, dar maior flexibilidade dos agentes envolvidos perante as alternativas, reduzir os custos de controle dos problemas ambientais, permitir a geração de receitas fiscais e tarifarias e estimular o desenvolvimento de tecnologia mais limpas. Os exemplos mais comuns de instrumentos econômicos são as taxas também chamadas de tributo ambiental e que também incluem impostos e multas. Podem ser aplicadas nos mais diversos setores ambientais, como na poluição das águas, na qualidade do ar, no tratamento do lixo, no uso de fertilizantes, carros, baterias, entre outros, enquanto instrumento econômico de gestão ambiental, a taxação consiste em impor ao agente econômico um custo sobre o uso do meio ambiente. O cálculo desse ônus é baseado no nível de taxa de emissão de poluentes, por meio do qual são realizadas certas cobranças materializadas em taxas, impostos ou multas por cada unidade de influentes excedentes descarregada no meio ambiente. Outros instrumentos econômicos muito utilizados nas políticas de gestão ambiental são as licenças transferíveis, que com base no mercado estabelece um nível máximo de poluição, o sistema de deposito reembolsável, que se refere-se à cobrança de uma taxa sobre o produto no ponto da compra, com posterior reembolso da taxa, caso a embalagem do produto seja devolvida ou entregue em algum local pré-estabelecido para reciclagem. Além de outros instrumentos, como os créditos à seco, auditorias, os rótulos ambientais e os pagamentos por serviços ambientais, entre outros. 
VERIFICANDO O APRENDIZADO
Questão 1: Entre as opções a seguir, qual apresenta uma externalidade positiva?
A Melhoria na qualidade da água pela manutenção de vegetação nas margens do rio que abastece uma empresa.
B Poluição do ar pela produção de peças de aço.
C Aumento da poluição sonora da atividade produtiva de uma indústria de lâmpadas.
D Aumento na conta de água decorrente da necessidade de maior tratamento pela poluição dos corpos hídricos.
E Aumento dos custos de produção de uma fábrica de travesseiros.
Parabéns! A alternativa A está correta.
Externalidades são custos ou benefícios resultantes de uma atividade impostos a terceiros, mas que não fazem parte do mecanismo de mercado. Pode-se pensar em efeitos colaterais sobre pessoas não envolvidas com a atividade em questão. No caso, a externalidade positiva é a melhoria na qualidade da água.
Questão 2: A economia ambiental focaliza a questão da escassez (ou da riqueza) de recursos ambientais. Ao longo do tempo, o homem ignorou o fato de que esses recursos eram escassos, simplesmente porque imaginava essa situação como algo muito distante de sua vida. Considerando os princípios da economia ambiental e seus diversos temas, assinale a seguir a alternativa correta.
A Os ciclos naturais de reciclagem de elementos químicos, como o do carbono e o do fósforo, ocorrem numa velocidade adequada à exigida pela economia atual. Em consequência, as emissões atmosféricas de dióxido de carbono se dão em volumes suficientes ao que a fotossíntese aproveita e ao que os oceanos absorvem.
B No capitalismo, a economia ambiental não deveria deixar de ser considerada pelo mercado. Pois o mercado é capaz de resolver os problemas ambientais sem uma ação normativa dos governos, inclusive em âmbito mundial.
C As taxas ambientais são instrumentos econômicos que estabelecem exigências para o controle de emissões.
D Apósa primeira crise do petróleo, publicaram-se procedentes contribuições da economia neoclássica, que estendiam o modelo de crescimento tradicional para integrar um novo input agregado – os recursos naturais, termo que indicava o total de recursos não renováveis que entram na produção.
E Todas as alternativas estão corretas.
Parabéns! A alternativa C está correta.
As taxas estão relacionadas à emissão de poluentes, para controle e redução da poluição.
	
2. INDICADORES DE ECOEFICIÊNCIA
Principais aspectos dos indicadores de ecoeficiência
Resumo de vídeo: O vídeo apresentado por Arrhenius Matos, mestre em engenharia nuclear, trata sobre gerenciamento ambiental para sistemas produtivos, focando na ecoeficiência e seus indicadores. Ecoeficiência envolve o uso de tecnologias e métodos de produção eficientes que utilizam menos recursos naturais e energia, gerando menos resíduos e levando em conta a eficiência industrial e o desenvolvimento econômico. A aplicação desta filosofia proporciona benefícios tanto ambientais quanto econômicos. Entre as ferramentas mencionadas estão o eco Balanço, que relata fluxos de recursos, e o benchmarking, que compara práticas para melhorar eficiência e competitividade. A sinergia de subprodutos é destacada como uma forma de conectar empresas vizinhas para trocar substâncias e reduzir custos. O vídeo conclui com a importância de mensurar a ecoeficiência usando dois tipos de indicadores: de aplicação geral e específicos do negócio, ambos essenciais para avaliar o desempenho ambiental e empresarial.
Gerenciamento ambiental para sistemas produtivos. 
Os principais tópicos de ecoeficiência e indicadores de ecoeficiência. 
A ecoeficiência baseia-se nos princípios de utilização de tecnologias e métodos de produção altamente eficientes, utilizando menos recursos naturais e energia para as mesmas quantidades de produção e produzindo menos resíduos. A ecoeficiência aborda não apenas a preocupação ambiental, mas também a preservação dos recursos naturais, a eficiência industrial e o desenvolvimento econômico. Em suma, a ecoeficiência proporciona benefícios ambientais e econômicos por meio da eficiência produtiva. É uma filosofia de gestão, em que muitas empresas ao redor do mundo adotaram empresas eco eficientes, consomem menos água, materiais e energia, enquanto reciclam mais. 
Os elementos fundamentais da ecoeficiência são: uma redução na intensidade material de bens ou serviços, redução na intensidade energética de bens ou serviços, dispersão reduzida de materiais tóxicos, melhor reciclabilidade, uso máximo de recursos renováveis, maior durabilidade do produto e aumento da intensidade de serviços de bens e serviços. A redução do impacto ecológico se traduz em maior produtividade dos recursos, o que por sua vez pode criar uma vantagem competitiva para as empresas. 
No nível macro, a ecoeficiência é vista como uma forma de separar o crescimento econômico de seus impactos nos sistemas ecológicos. Sua aplicação requer ferramentas, tais como o eco balanço, que é um método estruturado para reportar fluxos de entrada e saída de recursos, matérias-primas, energias, produtos, subprodutos e resíduos que ocorrem em uma determinada organização e durante um determinado período de tempo, ou seja, é uma ferramenta de diagnóstico orientada a processos de produção em dados quantitativos. 
Todos os sistemas de produção e consumo podem ser representados como modelos de fluxo para todos os processos em um sistema, o saldo de entrada e saídas de materiais entendidos como matérias-primas, energias, produtos, resíduos em geral. Todos os elementos que intervêm em cada processo, a rede de fluxo resultante pode ser usada para análise de sistema real. Benchmarking é um indicador que busca encontrar as melhores práticas dentro ou fora de empresas, por meio da comparação de técnicas, processos e serviços de outras organizações a fim de aumentar sua eficiência e competitividade. A ideia principal é pegar as práticas mais marcantes de outras empresas e adapta-las ao seu campo de trabalho para melhorar seus serviços. 
O benchmarking pode ser aplicado a qualquer processo, abordagem, função ou produtos na empresa. Uma vez que seu processo se concentra em medidas de qualidade, tempo, custo, eficácia e satisfação do cliente. Sinergia de subprodutos que é uma ferramenta que se baseia essencialmente na ligação física de empresas vizinhas via canalizações ou transporte automóvel de substancias, tendo em vista a troca prolongada de água, materiais, resíduos e energia para reduzir os custos de produção e tratamento de resíduos. Ao contrário das atividades comuns de prevenção da poluição, que se concentram na redução, reutilização e reciclagem de materiais dentro de um processo, vai além da fronteira entre os diferentes processos, pode haver sinergia de subprodutos entre várias organizações dentro da mesma empresa, entre vários departamentos ou na mesma, no mesmo departamento, mas entre diferentes unidades de produção. Um exemplo de sinergia é o aproveitamento dos resíduos de uma cervejaria que eram destinados ao mar, destruindo os recifes de corais das proximidades. O subproduto da cervejaria é usado como substrato para o desenvolvimento de cogumelos de uma empresa alimentícia. 
Para adequada mensuração da ecoeficiência em uma empresa, deve-se utilizar dois grupos de indicadores. O primeiro é chamado de aplicação geral e é formado por indicadores que podem ser aplicados indistintamente em quase todas as organizações, além de serem quase universalmente relevantes, esses indicadores se referem a uma preocupação ambiental global, sendo as definições genericamente estabelecidas e aceitas. Já os indicadores que não se enquadram nesses critérios são chamados de específicos do negócio. Neste caso, sua utilização irá depender das especificidades do negócio ou setor. Esses indicadores não são menos importantes do que os do primeiro grupo, embora venham a ser menos abrangentes na sua aplicabilidade, o perfil do desempenho da ecoeficiência deve incluir ambos os tipos de indicadores. 
Produzir mais com menos
Devido à crescente importância do meio ambiente no setor de negócios, é necessário incluir uma nova série de instrumentos capazes de incorporar os aspectos ambientais da empresa em sua gestão global. A preocupação com o meio ambiente deixou de ser um aspecto de interesse meramente fiscal, decorrente do cumprimento de imensas regulamentações ambientais para ser considerado um objetivo fundamental dentro da política da empresa.
Construtoras, por exemplo, estão cada vez mais preocupadas com a produção sustentável, respeitando o meio ambiente
A ecoeficiência surge como resposta a esses interesses empresariais, internalizando os custos ambientais de seus produtos na economia da empresa de forma que forneça bens e serviços a um preço competitivo, mas sustentável, ou seja, satisfazendo as necessidades humanas e proporcionando qualidade de vida, reduzindo progressivamente o impacto ecológico e a pressão sobre os recursos naturais do planeta.
Saiba Mais: O termo ecoeficiência foi cunhado pelo Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (World Business Council for Sustainable Development – WBCSD) em sua publicaçãode 1992.
De acordo com a definição do WBCSD, a ecoeficiência é alcançada por meio da distribuição de bens e serviços com preços competitivos que atendam às necessidades humanas e proporcionem qualidade de vida, reduzindo progressivamente os impactos ambientais dos bens e a intensidade do consumo a um nível que esteja pelo menos de acordo com a capacidade estimada. Os aspectos críticos da ecoeficiência são:
 
· Redução da intensidade material de bens e serviços
· Redução da intensidade energética de bens e serviços
· Dispersão reduzida de materiais tóxicos
· Melhor reciclabilidade
· Máximo aproveitamento de recursos renováveis
· Maior durabilidade dos produtos
Ecoeficiência: menos energia no processo produtivo
A visão central da ecoeficiência pode ser resumida como produzir mais com menos. Usarmenos recursos naturais e menos energia no processo produtivo, reduzindo o desperdício e mitigando a poluição, definitivamente é algo positivo para o meio ambiente e, ao mesmo tempo, benéfico para a empresa porque seus custos de produção e operação diminuem.
 
Como objetivo final, a ecoeficiência busca que a produção de bens e o fornecimento de serviços sejam feitos a preços competitivos que atendam às necessidades humanas e elevem a qualidade de vida da população, bem como promovam a redução progressiva do impacto ambiental negativo dos produtos que afetam a capacidade de carga da Terra.
Uma empresa que implementa um programa de ecoeficiência eficaz poderá obter os seguintes benefícios:
 
· Minimizar os custos de produção.
· Usar os recursos naturais de forma mais responsável.
· Reduzir a emissão de poluentes.
· Ser competitivo e inovador na produção.
· Obter renda adicional com a reciclagem e reutilização de resíduos.
· Gozar de prestígio entre distribuidores e consumidores.
· Reduzir o nível de rotatividade de pessoal e manter um ambiente saudável e estável.
· Ter acesso a novas oportunidades de mercado.
· Atender aos padrões internacionais.
Indicadores gerais de ecoeficiência
Sabendo que a ecoeficiência é o processo contínuo de maximizar a produtividade dos recursos, minimizando resíduos e emissões e gerando valor para as empresas, sua aplicação requer ferramentas que ajudem os empreendedores a traduzir em ações seus preceitos e medir o nível de eficiência ambiental de suas organizações.
Ferramentas importantes
Dentre essas ferramentas capazes de auxiliar os empreendedores, as mais importantes estão descritas a seguir:
Eco balanço
Refere-se ao consumo de energia e recursos e à poluição causada pelo ciclo de produção de um determinado produto. O produto é acompanhado ao longo de todo o seu ciclo de vida, desde a extração da matéria-prima, fabricação e uso, até a reciclagem e manuseio final dos resíduos. Deve-se identificar os processos de atividades e produtos de uma organização e depois definir para cada um deles quais são as entradas e saídas, tal como mostra a imagem adiante:
Estrutura de eco balanço por atividade
Para todos os processos do diagrama de fluxo se calculam todas as entradas e saídas, com respeito aos materiais, à energia e às emissões:
 
· Matérias-primas – por exemplo, óleo em um motor ou fertilizantes em processos agrícolas.
· Energia – deve-se distinguir entre fontes renováveis (energia hidrelétrica) e não renováveis (combustíveis fósseis).
· Insumos – são facilitadores do processo, como filtros de papel em uma cafeteria.
· Resíduos sólidos – podem ser resíduos do processo (sobra de matéria-prima, óleo), resíduos de produto (produto no fim da sua vida útil, resíduos de embalagens e resíduos diversos, como o pó que se encontra em filtros de papel).
· Resíduos líquidos – despejos em que a maior parte sai na água.
· Resíduos gasosos – resultado na maioria das vezes pelo processo de combustão de combustíveis fósseis.
· Produto finalizado – todos os outros componentes do eco balanço se relacionam com o produto final.
Sinergia de subprodutos
É definido como meio de cooperação, que promove a troca de subprodutos industriais e comerciais entre as empresas que os geram e outras que podem utilizá-los como matéria-prima ou auxiliar em seus processos de fabricação. Entre os exemplos, está um fabricante de cimento que utiliza o resíduo de uma siderúrgica vizinha em seu processo de produção.
Fabricantes de cimento podem reaproveitar resíduos diversos em sua produção, caracterizando a sinergia de subprodutos
Benchmarking
Processo para descobrir qual é o melhor padrão de desempenho visto em uma empresa específica, por determinado concorrente ou por um setor completamente diferente. Por exemplo, uma empresa química que tenha recebido uma multa por infração ambiental pode melhorar esse aspecto comparando a gestão ambiental de seus concorrentes.
Aspectos importantes levados em conta pelo benchmarking
Avaliação do nível de ecoeficiência
Para avaliar o nível de ecoeficiência alcançado, propõe-se a seguinte equação, que combina aspectos de valoração econômica e ecológica para determinar níveis de eficiência:
 Ecoeficiência = Valor do produto ou serviço ∕ influencia no meio ambiente 
 Ecoeficiência = Valor do produto ou serviço ∕ influencia no meio ambiente 
Essa fórmula mostra o resultado ou o quociente entre o valor do produto ou serviço e o consumo de recursos e outros impactos ambientais gerados. A equação pode ser usada para calcular vários graus de eficiência. No entanto, uma abordagem de dois níveis é recomendada: indicadores básicos ou genéricos e indicadores específicos ou complementares para a empresa.
Os primeiros referem-se às premissas sobre o comportamento ambiental internacionalmente aceito, enquanto a importância ou relevância do segundo é variável, dependendo do negócio ou objetivo de cada organização. Os critérios recomendados para ordenar os indicadores de uma empresa em uma estratégia de ecoeficiência são os cinco grupos a seguir:
Perfil da organização
Fornece contexto para informações de ecoeficiência e deve incluir o número de pessoas ocupadas, os segmentos dos negócios envolvidos, produtos primários e as principais mudanças na estrutura da companhia.
Perfil de valor
Informações financeiras, quantidade de produtos ou indicadores de funcionalidade de produtos específicos.
Perfil ambiental
Inclui indicadores de aplicação geral e indicadores específicos do negócio, relacionados à criação e uso do produto ou serviço.
Indicadores relativos de ecoeficiência
Além de fornecer os dados do numerador e denominador para estimar a ecoeficiência, as empresas também podem mostrar os cálculos dos indicadores de ecoeficiência que considerar mais relevantes e significativos para o seu negócio.
Informações metodológicas
Descrevem o método usado para selecionar os indicadores, a metodologia de coleta de informações e as eventuais limitações no uso dos dados.
Da mesma forma, são estabelecidos três tipos de indicadores, como veremos a seguir:
 
· Volume – tenta medir a ecoeficiência com base no número de unidades produzidas.
· Financeiro – concentram-se na avaliação de riscos ou benefícios ambientais em relação ao lucro líquido ou vendas da empresa.
· Desempenho – considera a ecoeficiência com base nos serviços que o produto proporciona, como o desempenho de um veículo em número de passageiros por quilômetro percorrido.
Esses indicadores combinam aspectos ambientais e econômicos para convergir em um cálculo final de parâmetros de ecoeficiência. Os dados econômicos incluem produção e vendas anuais, a quantidade de exportações e importações e o número de empregos diretos gerados.
Os dados ambientais abrangem, entre outros aspectos, matérias-primas, resíduos, gastos de água e volume e tipos de águas residuais, bem como uso de eletricidade, utilização de combustíveis fósseis e emissões de carbono para a atmosfera.
Gestão ambiental preserva o meio ambiente
Critérios de avaliação da gestão ambiental também são incorporados, como a adoção de sistemas e programas de educação e treinamento em questões de competitividade e proteção ambiental, e a implementação de programas de preservação junto à comunidade. Por fim, pondera-se a consideração do risco e da responsabilidade ambiental, e o balanço financeiro.
 
Nesse sentido, ambos valorizam os investimentos e despesas feito em termos de proteção ambiental. Com esses elementos, é realizada uma qualificação sobre o nível e o progresso da empresa quanto à implementação de critérios de ecoeficiência, com base nas diretrizes propostas por sistemas de eco indicadores e iniciativas de relatórios de desempenho ambiental de ponta internacionalmente.
Vem que te explico
Ecoeficiência: Resumo de um vídeo: O vídeo explica o conceito de ecoeficiência, que se refere à entrega de produtos e serviços com preços competitivos que atendem às necessidades humanas e melhoram a qualidade de vida, enquanto reduzem os impactos ecológicos e a intensidade do usode recursos naturais. A ecoeficiência implica o uso racional dos recursos não renováveis na produção, visando minimizar os danos ambientais e garantir a qualidade dos produtos sem comprometer as necessidades humanas. O termo ganhou destaque em 1992, com objetivos como reduzir o consumo de resíduos, minimizar o uso de energia, materiais, água e solo, promover o reuso de materiais, aumentar a durabilidade dos produtos e reduzir desperdícios. Além disso, visa diminuir as emissões atmosféricas, lançamentos de efluentes e geração de resíduos. Por fim, busca atender às necessidades dos clientes de forma eficiente, utilizando menos recursos. O vídeo finaliza convidando a audiência a praticar a ecoeficiência e adotando práticas mais conscientes.
A ecoeficiência envolve a entrega de produtos e serviços com preços competitivos que satisfazem as necessidades humanas e fornecem qualidade de vida, ao mesmo tempo em que reduzem os impactos ecológicos e a intensidade de recursos. De acordo com a capacidade estimada da terra. Na prática, o conceito tem a ver com o uso mais racional dos recursos naturais não renováveis na produção de bens e serviços. Isso deve ocorrer de modo a diminuir os impactos causados ao meio ambiente sem comprometer a qualidade dos produtos e sem privar os seres humanos de terem suas necessidades sanadas. Em outras palavras, produzir mais e melhor, gerando um faturamento maior e utilizando uma quantidade menor de matéria-prima. Ainda que a ecoeficiência esteja muito associada às empresas, qualquer indivíduo pode adotar práticas mais conscientes. 
O termo ecoeficiência foi evidenciado em 1992 em uma publicação do conselho empresarial mundial para o desenvolvimento sustentável, que estabeleceu os seguintes objetivos para a ecoeficiência no mundo, redução do consumo de resíduos, minimização do uso de energia, matérias, água e solo, a promoção de reuso dos materiais e da durabilidade dos produtos, além da redução dos desperdícios. Redução do impacto na natureza, que implica na redução de emissões atmosféricas, lançamentos de efluentes e geração de resíduos e de ruídos, aumento da produtividade ou do valor do produto, atendimento aos clientes fornecendo produtos mais flexíveis, funcionais, duráveis e que atendam objetivamente as suas necessidades, utilizando a menor quantidade de recursos possíveis.
Indicadores de ecoeficiência: Resumo do vídeo: O vídeo aborda os indicadores de ecoeficiência, ferramentas essenciais para entender e acompanhar o desempenho ambiental de produtos e processos. Destaca que a medição da ecoeficiência permite que empresas relatem seu desempenho global, tanto econômico quanto ambiental. O uso de indicadores possibilita a comunicação entre diferentes setores e outras empresas, um processo conhecido como benchmarking. A identificação de indicadores relevantes e significativos é crucial para melhorar e monitorar as atividades e processos empresariais de maneira transparente e verificável. O objetivo é fornecer dados que ajudem na tomada de decisões e aprimorar a qualidade de vida, a proteção ambiental e a saúde humana.
Os indicadores de ecoeficiência são ferramentas uteis na compreensão e acompanhamento do desempenho ambiental do produto ou processo. A avaliação da eficiência, eficácia da implementação de medidas ecoeficientes será revelada a partir do uso de indicadores que ao serem transformados em números, índices poderão ser objeto de comparação. 
A partir da medição da ecoeficiência, a empresa pode reportar o seu desempenho global. Pode-se medir o progresso em seu desempenho econômico e ambiental. Uma das ferramentas desse processo consiste no uso de indicadores que permitem a comunicação entre os setores da empresa com outras empresas, processo conhecido como benchmarking. 
O objetivo principal consiste em melhorar o desempenho da atividade ao processo em questão e monitora-lo com medições transparentes, verificáveis e consequentemente relevantes tanto para os gestores quanto para as diversas partes interessadas, a identificação desses indicadores é uma etapa de valor significativo no processo, uma vez que a meta da ecoeficiência é aprimorar o desempenho de um empreendimento e monitorar sua evolução por meio de dados que sejam transparentes, capazes de serem obtidos e possam ser transformados em informações significativas tanto para o gerenciamento interno do empreendimento como para os grupos de agentes externos interessados. Os princípios para a determinação dos indicadores são ser relevante e significativo quanto à proteção do meio ambiente, a saúde humana e ao aprimoramento da qualidade de vida. Informar os tomadores de decisão como melhorar o desempenho do empreendimento, reconhecer a diversidade intrínseca de uma atividade particular, amparara a elaboração de metas e seu monitoramento, reconhecer aspectos relevantes relacionados às atividades externas ao empreendimento, envolvendo fornecedores e clientes. 
VERIFICANDO O APRENDIZADO
Questão 1:Sobre a ecoeficiência, assinale a seguir a alternativa correta.
A) Consiste no uso eficiente de materiais e energia, com o objetivo de minimizar os custos econômicos e os impactos ambientais.
B) Resulta da combinação do desempenho econômico com o ambiental, utilizando o meio ambiente de forma a priorizar os resultados econômicos.
C) Prescinde do uso racional de matérias-primas e energia para a obtenção de aumento do bem-estar social.
D) É representada por três “erres”, estabelecidos pela ONU na Conferência Rio-92, que significam reduzir, reutilizar e reestruturar o uso dos recursos naturais.
E) Implica responsabilidade socioambiental, independentemente do volume de uso dos recursos naturais. Não funcionam sob as mesmas bases, e o desenvolvimento de uma variável implica uma perda de desempenho na outra.
Parabéns! A alternativa A está correta.
Ecoeficiência é uma das grandes atitudes que nos podem levar ao desenvolvimento sustentável.
Questão 2: (ESAF – 2013) Assinale a opção que mais bem representa o conjunto, considerando V para alternativa verdadeira e F para afirmativa falsa.
 
I. Ecoeficiência pode ser conceituada como a competitividade na produção e na colocação no mercado de bens e serviços que satisfaça as necessidades humanas, trazendo qualidade de vida e minimizando os impactos ambientais e o uso de recursos naturais.
II. A ecoeficiência prioriza a redução do impacto ambiental em detrimento do fornecimento de bens e serviços.
III. Podemos considerar elementos básicos da ecoeficiência a redução da dispersão de materiais tóxicos, o incentivo à reciclagem, a maximização do uso sustentável dos recursos naturais e a extensão da durabilidade dos produtos.
A) V - V - F
B) F - V - V
C) V - F - V
D) F - F - V
E) F - V - F
Parabéns! A alternativa C está correta.
A ecoeficiência pode ser definida como produzir mais e melhor, com menores recursos e menos resíduos. Para tal, pressupõem-se: minimizar a intensidade de materiais dos bens e serviços; minimizar a intensidade energética de bens e serviços; minimizar a dispersão de elementos e gases tóxicos; fomentar a possibilidade de reciclagem dos materiais; maximizar a utilização sustentável de recursos renováveis; aumentar a durabilidade dos produtos; entre outros.
3. PRODUÇÃO MAIS LIMPA
PML: *Resumo do vídeo:** O vídeo, apresentado por Arrhenius Matos, mestre em engenharia nuclear, discute o gerenciamento ambiental em sistemas produtivos com enfoque na Produção Mais Limpa (PML). A PML é uma estratégia ambiental preventiva que visa aumentar a eficiência e reduzir riscos ambientais e para a saúde humana. Ela pode ser aplicada a processos, produtos e serviços, promovendo desde pequenas mudanças operacionais até substituições significativas de matérias-primas e tecnologias. A implementação da PML melhora a conservação de recursos, reduz emissões e resíduos, e diminui custos operacionais. A produção mais limpa é baseada nos princípios de precaução, prevenção e integração, necessitando mudanças significativas no design de produtos e padrões de consumo. O comprometimentoem relação ao uso dos recursos naturais, causando o menor impacto possível ao meio ambiente. Torna possível que uma organização tenha controle sobre os impactos provocados ao meio ambiente e possa melhorar de forma contínua suas operações e negócios.
O SGA possibilita revisões do processo de produção e sua relação não só com o meio ambiente, mas com o meio social e econômico, ajudando na identificação das atividades que causam poluição, ajudando na identificação do desperdício de matéria-prima e de energia, nos processos produtivos. Em outras palavras, o Sistema de Gestão Ambiental tem como objetivo principal promover maior entendimento, organização e planejamentos das ações de uma indústria ou qualquer outro tipo de organização em relação aos impactos ambientais oriundos de seus processos e produtos.
1970: Antes da década de 1970, havia uma atitude passiva em relação à gestão do meio ambiente. Nesse período, o desenvolvimento econômico justificava a poluição, não havendo investimento no controle ambiental.
1970 – 1980: Em uma segunda etapa, entre as décadas de 1970 e 1980, passou a haver uma atitude reativa, na qual o controle era feito unicamente para atendimento à legislação (chamado controle end. of Pipe, expressão em inglês que significa fim da chaminé, fim do tubo). A gestão ambiental era restrita ao nível gerencial, sem integração com os trabalhadores e com os processos produtivos.
1990: A partir dos anos 1990, iniciou-se a fase dita proativa, na qual o desenvolvimento ambiental passou a ser considerado como fator de desenvolvimento econômico. A partir daí, passou a haver, então, interação em todos os níveis da organização, como consequência da consciência ambiental e de outros fatores, como a legislação ambiental e o avanço da tecnologia da informação.
O Reino Unido, que foi o berço dos chamados sistemas de qualidade, também foi pioneiro dos Sistemas de Gestão Ambiental, que foram normalizados por meio da elaboração da norma BS-7750, cuja versão original foi publicada em 1992. Na ocasião, devido ao interesse cada vez mais crescente no que diz respeito aos problemas ambientais em outras regiões, foi implantado pela Organização Internacional para Padronização (ISO), em março de 1993, o Comitê Técnico 207. Este comitê recebeu a tarefa de elaborar uma série de normas relacionadas ao meio ambiente, originando, assim, a Série ISO 14000. É a ISO 14001 a norma da série ISO 14000 que especifica os principais requisitos de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA).
A implementação da ISO 14001 deve ser buscada por aquelas organizações que desejam estabelecer ou mesmo aprimorar um Sistema de Gestão Ambiental ficando, dessa forma, seguras em relação às políticas ambientais praticadas. Além disso, desejam demonstrar a clientes e a organizações externas que estão trabalhando de acordo com práticas sustentáveis.
CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE A ISO 14001
Embora o estudo da série ISO 14000 esteja planejado para outro momento do curso, vale a pena conhecer aqui alguns principais aspectos relacionados a ISO 14001, norma tão importante no que tange ao estudo do Sistema de Gestão Ambiental. A norma ISO 14001, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), é a responsável por regulamentar o Sistema de Gestão Ambiental, estabelecendo os requisitos para a implementação e operação.
Foi elaborada para ajudar as organizações a adequar as suas responsabilidades ambientais aos seus processos e, ainda assim, continuar sendo bem-sucedidas comercialmente. Auxilia na identificação e no gerenciamento dos riscos ambientais relacionados às atividades desenvolvidas pela organização, considerando a prevenção e a proteção do meio ambiente, a conformidade legal e as necessidades socioeconômicas. De forma simples e resumida, serve como um guia para implantação e manutenção de um Sistema de Gestão Ambiental.
Existem vários motivos para que as organizações adotem uma abordagem estratégica, com o objetivo de melhorar o seu desempenho ambiental. As empresas que fazem uso da norma NBR ISO 14001 relatam que ela ajuda a:
1. Alcançar os objetivos estratégicos de negócios por meio da incorporação de questões ambientais na gestão das empresas.
2. Aumentar o envolvimento da liderança e o comprometimento dos funcionários.
3. Demonstrar conformidade com requisitos legais e regulamentares atuais e futuros.
4. Melhorar a reputação da empresa e a confiança das partes interessadas mediante comunicação estratégica.
5. Oferecer vantagem competitiva e financeira aumentando a eficiência e reduzindo custos.
6. Incentivar a melhoria do desempenho ambiental por parte de fornecedores, integrando-os aos sistemas de negócios da empresa, entre outros.
Seguir essa norma significa ter que analisar quais áreas da atividade provocam maior impacto ambiental, levando em conta inclusive a legislação em vigor e, com base nisso, criar maneiras para reduzir os impactos, com análises críticas, de forma que a melhoria seja sempre contínua.
A ISO 14001 não é só uma norma a ser colocada no papel. Pelo contrário, requer o comprometimento de toda a organização, a fim de controlar custos, reduzir riscos e melhorar o desempenho da empresa em questão.
De acordo com a NBR ISO 14001/2015, o sucesso de um Sistema de Gestão Ambiental depende do comprometimento de todos os níveis e funções da organização, começando pela alta direção. Ainda segundo essa norma, o nível de complexidade do sistema de gestão ambiental varia dependendo do contexto da organização, do escopo do seu sistema de gestão ambiental, de seus requisitos legais e outros requisitos e da natureza de suas atividades, produtos e serviços, incluindo seus aspectos ambientais e impactos ambientais associados.
Modelo do Sistema de Gestão Ambiental para a Norma ISO 14001.
Existe diferença entre Gestão Ambiental e Sistema de Gestão Ambiental?
É algo costumeiro as pessoas confundirem Gestão Ambiental com Sistema de Gestão Ambiental. Mas é preciso esclarecer que, apesar de terem alguns pontos em comum, Gestão Ambiental e Sistema de Gestão Ambiental são coisas diferentes.
Gestão Ambiental é o sistema que inclui atividades de planejamento, responsabilidades, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental. É o que a empresa faz para minimizar ou eliminar os efeitos negativos provocados no ambiente por suas atividades.
(TINOCO E KRAEMER 2004, p. 109)
A Gestão Ambiental está relacionada com o uso dos recursos naturais de maneira sustentável. Significa, de forma simples e objetiva, que haverá produção, mas sem agredir o meio ambiente. Ou ainda, o processo ocorre de forma ecologicamente correta, mas sem que com isso haja a redução da produtividade. Envolve todas as interfaces de uma dada organização com o meio ambiente, seja no gerenciamento dos resíduos sólidos produzidos pelos processos, no gerenciamento dos efluentes líquidos, dos efluentes atmosféricos ou mesmo relacionado ao consumo de água, de energia elétrica etc.
O maior objetivo da Gestão Ambiental é a busca constante pela melhoria contínua em se tratando das questões relacionadas ao meio ambiente.
As empresas que apresentam um nível, ainda que mínimo, de Gestão Ambiental, de maneira geral, possuem um setor que é responsável pelo atendimento e cumprimento das exigências feitas pelos órgãos ambientais competentes. Esse mesmo setor é, quase sempre, responsável também pela indicação dos equipamentos para controle ambiental apropriados para a atividade que estiver sendo desenvolvida e que atendam ao seu potencial para provocar impactos ao meio ambiente. Esse procedimento demonstra que a empresa apresenta uma postura de preocupação com as questões ambientais, procurando evitar os riscos, mas limitando-se em atender aos requisitos legais.
O Sistema de Gestão Ambiental, contudo, é a parte da Gestão Ambiental que inclui a estrutura organizacional da empresa, por meio de procedimentos, atividades e recursos para desenvolver, implementar e manter a política ambiental. Destaca-se, aqui, que, como políticada gestão das organizações é crucial para o sucesso dessas práticas.
Gerenciamento ambiental para os sistemas produtivos.
Principais tópicos sobre produção mais limpa
A produção mais limpa é uma estratégia ambiental preventiva integrada que se aplica a processos, produtos e serviços, com o objetivo de aumentar a eficiência e reduzir os riscos ao homem e ao meio ambiente. A produção mais limpa pode ser aplicada a qualquer processo, produto ou serviço e vai desde simples mudanças em procedimentos operacionais de fácil e imediata execução, até grandes mudanças que envolvem a substituição de matérias-primas, insumos ou linhas de produção por outras mais eficientes. Em termos de processos, a produção mais limpa inclui a conservação de matérias-primas, água e energia, a redução de matérias-primas toxicas, diminuição de emissões e resíduos que vão para a água, para a atmosfera e para o ambiente. Em relação aos produtos, a estratégia visa reduzir todos os impactos durante o ciclo de vida do produto, desde a extração da matéria-prima até o resíduo final, promovendo os designs amigáveis. De acordo com as necessidades dos mercados futuros. A produção mais limpa exige mudança de atitudes, desenvolvimento de uma gestão ambiental responsável, criação de políticas nacionais adequadas e a avaliação de opções tecnológicas. As técnicas de produção mais limpa são. Melhorias do processo, boas práticas operacionais, manutenção de equipamento, reutilizar e reciclar mudanças na matéria prima e mudanças de tecnologia. Entre as vantagens da produção mais limpa está a otimização do processo e a economia de custos devido ao uso eficiente e sustentável de matérias primas, a melhoria da eficiência operacional, uma melhor qualidade do produto e a redução de resíduos. Portanto, redução de custos associados ao seu descarte correto. A produção mais limpa é suportada por ferramentas que apoiam o sistema ambiental da empresa, fornecendo técnicas e informações que permitem definir o estado ambiental de um processo. Tomar decisões com base nele, implementar as mudanças necessárias e verificar os resultados como estratégia nos processos produtivos. A produção mais limpa funciona, conservando matérias-primas e energia, eliminando materiais tóxicos e reduzindo a quantidade de toxidade de todas as emissões de resíduos da fonte. Em relação aos produtos, reduz os impactos negativos ao longo de todo o ciclo de vida do produto, desde o projeto até a disposição final. A produção mais limpa se baseia nos princípios de precaução, prevenção e integração, cujo objetivo é a proteção do meio ambiente, seja pela conservação e uso sustentável dos recursos naturais, seja pela preservação da qualidade ambiental. A precaução não é simplesmente evitar situações judicialmente danosas, mas também garantir que os trabalhadores estejam protegidos de problemas de saúde irreversíveis e que a organização esteja protegida de danos irreversíveis. A prevenção é igualmente importante, especialmente nos casos em que se conhece o dono que um produto ou processo pode causar. O princípio preventivo, indica a busca antecipada de mudanças na cadeia de produção e consumo. A natureza preventiva da produção mais limpa exige que a nova solução reconsidere o design do produto e demanda do consumidor os padrões de consumo, de materiais e de fato toda a base de material de sua atividade econômica. A integração implica a adoção de uma visão do ciclo produtivo e um método para introduzir tal ideia e análise do ciclo de vida. Umas das dificuldades com a solução preventiva é a integração das medidas de proteção ambiental através das fronteiras sistêmicas. A administração das organizações deve estar comprometida com o processo de implementação da produção mais limpa para alcançar resultados ao longo prazo. Antes de iniciar o programa, é um fator chave fundamental para a obtenção desse compromisso, porque se os recursos e meios necessários não forem alocados, os resultados a serem obtidos serão menores e não terão os resultados esperados. 
PML como estratégia ambiental, empresarial e preventiva
O pensamento produtivo ambiental tem tradicionalmente se concentrado em buscar soluções curativas uma vez que foram gerados resíduos e emissões. Essa é uma abordagem de reação e tratamento conhecida como tecnologias de fim do tubo (também chamado de estágio final).
Eles são chamados assim porque tentam controlar a contaminação no final do tubo, exclusivamente com técnicas curativas, como plantas para o tratamento de água, filtros em chaminés, incineração ou neutralização de resíduos, confinamento de substâncias poluentes e eliminação de resíduos em aterros ou lixeiras.
As tecnologias de estágio final não são destinadas a estimular a prevenção de poluição, só movem o problema de um lugar para outro. A Produção Mais Limpa (PML) é uma ferramenta útil para investigar sistematicamente a produção e identificar oportunidades que melhorem processos, produtos e serviços. A ênfase na resolução de problemas ambientais tem um foco crescente em direção à gestão, cuja administração ambiental pode ser complementar e, por vezes, um substituto para investimentos da equipe.
A PML é a aplicação permanente de uma estratégia ambiental, empresarial e preventiva integrada aos processos, produtos e serviços, a fim de aumentar eficiência, produtividade e redução de riscos sobre a população humana e o meio ambiente.
Atenção: Reduz os custos ambientais diminuindo a geração de resíduos na origem.
A PML pode ser implementada em todos os tipos de instalações, sejam de fabricação ou serviços. A análise realizada na unidade onde será implantada e que inclui a revisão das entradas e saídas dos processos, com foco nos resíduos gerados para determinar as ações a serem implementadas, é chamada de diagnóstico de PML. Para os processos produtivos, a PML resulta de uma combinação de:
 
· Conservação de matérias-primas, água e energia.
· Eliminação de matérias-primas tóxicas e perigosas.
· Redução da quantidade e toxicidade de todas as emissões e de resíduos na fonte durante o processo de produção.
Para os produtos, a PML procura reduzir os impactos ambientais, de saúde e segurança dos produtos durante todo o seu ciclo de vida, desde a extração da matéria-prima, passando pela fabricação e uso, até o último descarte do produto. Para os serviços, a PML implica incorporar as preocupações ambientais no projeto e na entrega dos serviços.
A principal diferença entre controle de poluição e PML é baseada no tempo. O controle da poluição é uma abordagem pós-evento, do tipo reaja e trate. A PML é uma filosofia de olhar para a frente, ou seja, antecipar e prevenir.
A PML descreve uma abordagem preventiva à gestão ambiental, cujos bens e serviços devem ser produzidos com o mínimo, dentro dos limites tecnológicos e econômicos atuais. Ela não nega o crescimento; simplesmente insiste que seja ecologicamente sustentável. Não deve ser considerada apenas uma estratégia ambiental, uma vez que também está relacionada a considerações econômicas.
Os resíduos são considerados produtos com valor econômico negativo. Toda ação realizada com o objetivo de reduzir o consumo de matéria-prima e energia, bem como de prevenir ou reduzir a geração de resíduos, pode aumentar a produtividade e trazer vantagens financeiras para a empresa – ou seja, proteger o meio ambiente, o consumidor e o trabalhador, ao mesmo tempo que melhora a eficiência industrial, os lucros e a competitividade.
Vantagens oferecidas pela PML
Já vimos que a PML é uma ferramenta útil para identificar oportunidades de melhoria, mas é importante destacar suas principais vantagens. Veja quais são elas a seguir:
Redução de custos: A PML ajuda a reduzir a geração de resíduos e o consumo de matérias-primas, energia e água.
Maior vantagem competitiva: A implementação do PML pode resultar em uma vantagem competitiva para as empresas. Os que têm bons produtos e aplicam boas práticas ambientais apresentam maior vantagem no mercado, pois a cada dia aumenta o número de consumidores conscientesda importância de proteger o ambiente.
Melhoria da situação ambiental: A PML pode fazer melhorias não contempladas pelas regulamentações técnicas, como maior eficiência no uso da água e energia, minimização de resíduos, redução do uso de materiais tóxicos, menor consumo de recursos naturais, manutenção da qualidade do solo e redução das emissões de gases.
Melhoria contínua do ambiente: A implementação da PML garante uma melhoria contínua do meio ambiente, componente essencial do desenvolvimento sustentável.
Princípios da PML
São baseados nos princípios de precaução, prevenção e integração, cujo objetivo é a proteção do meio ambiente, seja pela conservação e uso sustentável dos recursos naturais, seja pela preservação da qualidade ambiental. Veja os detalhes adiante:
Precaução: O princípio da precaução não se trata simplesmente de evitar situações legalmente prejudiciais, mas também assegurar-se em relação a danos irreversíveis e de que a empresa está protegida contra esses danos.
Prevenção: É igualmente importante, em especial naqueles casos em que se conhece o dano que um produto ou processo pode causar. O princípio preventivo indica a busca antecipada de mudanças na cadeia produtiva e de consumo.
Integração: Implica a adoção de uma visão holística do ciclo de produção. Um método de introduzir tal ideia é a análise do ciclo de vida. Uma das dificuldades da solução preventiva é a integração de medidas de proteção ambiental além das fronteiras sistêmicas.
Metodologia da PML
A PML tem uma metodologia comprovada em todo o mundo. Baseia-se no ciclo de melhoria contínua que contempla várias etapas. Inclui a formação de equipes de trabalho, a realização de fluxogramas e balanços de materiais e energia, a análise de opções, o cronograma de implantação e o monitoramento. A seguir, temos as fases da metodologia:
Fase 1 – Compromisso
· Designar uma equipe.
· Fazer uma lista de operações prioritárias.
· Identificar as operações de geração de resíduos.
Fase 2 – Análise das etapas do processo
· Preparar diagrama de fluxo do processo.
· Fazer um balanço de massa e energia.
· Atribuir custos aos fluxos residuais.
· Revisar o processo e identificar a origem dos resíduos.
Fase 3 - Geração de opções de PML
· Gerar opções de minimização de resíduos.
· Selecionar opções viáveis.
Fase 4 - Selecionar soluções PML
· Avaliar a viabilidade técnica.
· Avaliar a viabilidade financeira.
· Avaliar aspectos ambientais.
· Selecionar soluções para implementação.
Fase 5 - Implementar soluções PML
· Preparar a implementação.
· Implementar soluções de minimização de resíduos.
· Monitorar e avaliar resultados.
Fase 6 – Manter o processo de PML
· Manter soluções de minimização.
· Identificar novos processos para minimização de resíduos.
Resultados obtidos com a implantação da PML
A implementação apresenta resultados, como redução de resíduos e poluentes, melhorias na eficiência de processos e produtos e redução de riscos para o homem e o meio ambiente. Esses resultados são observados nos processos e nos produtos.
Nos processos, a PML implica:
 Conservação das matérias-primas.
· Economia de água e energia.
· Eliminação das matérias-primas tóxicas.
· Redução da quantidade e toxicidade de resíduos e de emissões para a água e a atmosfera.
· Tecnologias limpas (meios e estruturas postos em prática nas diferentes atividades industriais, com o objetivo de reduzir as emissões poluentes).
Nos produtos, a PML implica:
· Redução dos impactos em todo o seu ciclo de vida, desde a obtenção de matéria-prima até o resíduo final.
Vem que te explico 
Princípios da PML
Resumo do vídeo: O vídeo aborda os princípios da produção mais limpa, explicando que se trata de uma estratégia contínua que integra aspectos econômicos, ambientais e tecnológicos aos processos produtivos para aumentar a eficiência no uso de matérias-primas, água e energia. A produção mais limpa visa a não geração, minimização ou reciclagem de resíduos e utiliza técnicas de fim de tubo apenas quando necessário. O objetivo é casar benefícios ambientais e econômicos através de práticas preventivas, modificação tecnológica, substituição de matérias-primas e boas práticas de gestão. Também se foca na redução do uso de materiais tóxicos e perigosos e na análise do ciclo de vida dos produtos, adotando conceitos como o eco design.
Produção mais limpa significa aplicação continua de uma estratégia econômica, ambiental e tecnológica, integrada aos processos e produtos, a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias-primas, água e energia através da não geração, minimização ou reciclagem de resíduos gerados em um processo produtivo. Condicionalmente muitas tecnologias são voltadas exclusivamente para o tratamento dos resíduos e das emissões já existentes nos processos produtivos, sendo chamadas de técnicas de fim de tubo. Porem a produção mais limpa apresenta uma visão mais ampla, que é integrar continuamente estratégias econômicas, tecnológicas e ambientais ao processo produtivo. Tendo como objetivo reduzir a geração e periculosidade dos resíduos e emoções na fonte por meio da otimização do uso das matérias-primas e energia água, utilizando as técnicas de fim de tubo somente quando acabam as oportunidades de redução na fonte. Desta forma, é gerado o casamento entre os benefícios ambientais e econômicos associados ao processo produtivo na produção mais limpa. As práticas preventivas, como modificação de tecnologias, substituição de matérias-primas. A modificação do produto focado no processo e no ciclo de vida e boas práticas de gestão possibilitam que a empresa reduza custos com matéria-prima e com a produção. Assim, além de proporcionar a melhoria tecnológica, um dos aspectos fundamentais da produção mais limpa é a aplicação de nohal e mudanças de atitudes. Juntos esses 3 fatores fazem o diferencial em relação às outras técnicas ligadas à processos de produção. A produção mais limpa também visa a redução do uso de materiais tóxicos e perigosos e a minimização na fonte de resíduos sólidos, efluentes e emissões. Por isso, se utiliza da análise de ciclo de vida, instrumento que avalia todo o ciclo de vida de um produto gerenciando esse ciclo desde a extração de matérias primas, processamento, fabricação, logística, uso e reuso, manutenção, reciclagem e disposição final. Reconhecendo a importância dos processos de criação de novos produtos, a produção mais limpa adota também o eco design, que consiste no processo de desenhar ou projetar um produto que seja menos danoso ao meio ambiente. 
 
Metodologia de produção mais limpa
Resumo de um vídeo: O vídeo explica a metodologia de produção mais limpa, destacando suas principais etapas: planejamento, comprometimento, definição de escopo, diagnóstico de processo produtivo, identificação de oportunidades de melhoria e implementação, além de avaliação técnica, ambiental e econômica. Ressalta a importância da alta direção se comprometer com o processo e sugere a realização de reuniões para discutir a viabilidade. A metodologia também inclui a formação de uma equipe de projeto, análise dos pontos críticos, uso de ferramentas como brainstorming e desenvolvimento de fluxogramas para avaliação. Finalmente, são realizados estudos de viabilidade e implementadas ações com foco na redução de resíduos e eficiência de materiais, garantindo a continuidade através de um plano de monitoramento e definição de indicadores.
A metodologia de produção mais limpa com o tempo, as seguintes etapas, planejamento, comprometimento, escopo, diagnostico do processo produtivo, oportunidades de melhoria e implementação, avaliação técnica, ambiental e econômica, estudo da viabilidade, monitoramento para implantar a produção mais limpa, é necessário obter comprometimento e envolvimento da alta direção. Para isso, pode ser feito uma reunião com a alta direção, mostrando os benefícios e as necessidades e implementar a produção mais limpa. Estabelecer a equipe do projeto que tem o objetivo de coordenar o projeto, buscando um ganho ambiental e econômico. Estabelecer a abrangênciado projeto, definir os pontos mais críticos, identificar barreiras e soluções que é possível utilizando algumas ferramentas, como o brainstorming, para identificar barreiras e soluções para o problema. Realizar uma pré-avaliação e diagnostico através do desenvolvimento de fluxogramas do processo, avaliar as entradas e saídas, selecionar o foco da produção mais limpa, ou seja, qual fase do processo gera um maior impacto econômico para a empresa e, consequentemente, maior quantidade de resíduos. 
Implementar a produção mais limpa a partir de um balanço material de energia e identificar e selecionar opções de produção mais limpa, ou seja, através do balanço identificar em cada fase do processo produtivo aplicações de produção mais limpa, realizar estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental visando o aproveitamento eficiente das matérias e a não geração, redução dos resíduos e por fim, a implementação de opções e plano de continuidade através da elaboração de um plano de monitoramento, definição dos indicadores do processo produtivo, entre outros. 
 
Verificando o aprendizado
Questão 1: (MS CONCURSOS – 2021) Com relação à PML, assinale a seguir a alternativa correta.
A Avaliação e seleção de materiais para reduzir, ou eliminar materiais perigosos nos processos produtivos ou a geração de resíduos perigosos.
B A prioridade máxima envolve modificações em produtos e processos, com o objetivo de reduzir emissões e resíduos somente no final do ciclo produtivo, visando à reutilização e à reciclagem.
C Quando a emissão ou o resíduo produzido não tem como ser reaproveitado pela própria unidade produtiva que o gerou, a prioridade deve ser o descarte final, em local licenciado pelo órgão ambiental competente.
D Caracteriza-se por uma estratégia econômica, ambiental e tecnológica, integrada aos processos e produtos, a fim de aumentar o uso de matéria-prima, água e energia, por meio da não geração, minimização ou reciclagem de produtos.
E Na visão da PML, para minimizar a quantidade de resíduos, a empresa deve investir, por exemplo, em equipamentos mais eficientes, menos poluentes e mais custosos.
Parabéns! A alternativa A está correta.
Para os processos produtivos, a PML resulta de uma combinação de: conservação de matérias-primas, água e energia; eliminação de matérias-primas tóxicas e perigosas; e redução da quantidade e toxicidade de todas as emissões e resíduos na fonte durante o processo de produção.
Questão 2: (IF-RS – 2016) Em anos recentes, observou-se que aspectos ligados à sustentabilidade e à conservação do meio ambiente têm provocado um grande impacto nos processos produtivos. A busca por uma produção que, ao mesmo tempo, atenda a seus fins e seja sustentável é o foco da chamada PML, por vezes também denominada de “Produção Verde”.
 
Considerando isso, escolha a alternativa que completa as lacunas do seguinte enunciado: “Projetar produtos que usam menos ______ e ______ de produção acarreta benefícios para a sociedade e, ao mesmo tempo, reduz os custos de produção”.
A mão de obra – meios
B energia – recursos
C componentes – recursos
D métodos – meios
E etapas – recursos
Parabéns! A alternativa B está correta.
A PML ajuda a reduzir a geração de resíduos e o consumo de matérias-primas, energia e água. Como consequência, reduz custos.
4.FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO À DECISÃO EM GESTÃO AMBIENTAL
Aqui está um resumo do vídeo: "Neste vídeo são discutidas diversas ferramentas de avaliação e apoio à decisão em gestão ambiental, desenvolvidas em resposta à crescente consciência e políticas ambientais. Entre as ferramentas tratadas estão a análise de risco, que quantifica riscos de atividades e permite a criação de planos de ação; análise do ciclo de vida, que avalia impactos ambientais em todas as fases de vida de um produto; eco design, que busca reduzir o impacto ambiental durante o ciclo de vida dos produtos; e indicadores ambientais, que medem o desempenho ambiental das empresas. Também são abordadas auditorias ambientais, análise de fluxo, rotulagem ambiental, contabilidade ambiental e revisão ambiental inicial, cada uma com seu papel específico na gestão eficaz do meio ambiente. O vídeo conclui destacando a importância dessas ferramentas para a sustentabilidade e o desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental eficientes."
As técnicas que podem definir o status ambiental
São técnicas que permitem definir o status ambiental tanto de um processo quanto de um produto, além de apoiar estratégias e sistemas ambientais, que têm como objetivos o projeto, a verificação e a implementação de um sistema de gestão ambiental (SGA), além de facilitar a tomada de decisões, tanto administrativas quanto produtivas. Veja quais são elas adiante:
Análise de risco
Consiste na identificação de elementos e situações de qualquer atividade ou produto que apresenta riscos para o ambiente físico e para a saúde do homem ou de outros organismos. São partes de um processo de análise de risco:
A. Identificação e classificação de eventos perigosos, por meio de inspeções, investigações, questionários etc.
B. Determinação da frequência de ocorrência a partir de cálculos de probabilidade.
C. Análise de efeitos e danos associados aos eventos por meio de modelos matemáticos.
D. Determinação de técnicas de controle e mitigação.
A análise de riscos realiza o levantamento de todos os pontos que oferecem risco para a saúde.
O objetivo dessa ferramenta é analisar a probabilidade de efeitos sobre o meio ambiente. Sua principal característica é a visão probabilística dos efeitos. A análise de risco está diretamente relacionada com os riscos que se apresentam em um lugar geográfico, em um tempo e ocasionalmente por causas específicas.
Equilíbrio ecológico
As funções do equilíbrio ecológico são:
O equilíbrio ecológico identifica e avalia estratégias de prevenção do meio ambiente.
É importante que os dados sejam corretamente registrados e suportados, para que sejam válidos no momento da tomada de decisão. Em suma, o equilíbrio ecológico entende a importância relativa do processo produtivo da empresa como parte do impacto ambiental da cadeia produtiva de determinados produtos.
Análise do ciclo de vida
É uma ferramenta ambiental utilizada para determinar e avaliar os impactos ambientais que um produto pode gerar durante suas diferentes etapas e atividades de transformação. Isso inclui a fabricação e a seleção de matérias-primas, a fabricação do próprio produto, o uso de manutenção e a exposição de resíduos.
A análise do ciclo de vida avalia os impactos negativos que os resíduos como o plástico, por exemplo, causam ao meio ambiente
Ecodesign
Uma definição simples de ecodesign seria criar produtos levando em consideração seu impacto ambiental durante toda a sua vida: desde o processo de fabricação até o uso e o descarte. Não se busca aqui modificar o processo de desenho industrial de produtos ou serviços, mas complementá-lo, introduzindo o meio ambiente como mais uma questão a se ter em conta na tomada de decisões durante o processo de desenvolvimento de produtos.
O setor de vestuário é um dos que mais valoriza os conceitos defendidos pelo ecodesign
Uma questão-chave importante do ecodesign é a abordagem do ciclo de vida, que considera as interações de todas as fases de vida do produto, desde a extração de matérias-primas, a fabricação, a distribuição e o uso até a fase de fim de vida. Isso permite ter um maior conhecimento do próprio produto, saber onde estão os maiores impactos ambientais, monitorar a possível transferência de cargas ambientais de um estágio para outro e poder escolher a opção que reduz o impacto ambiental global.
Indicador ecológico
Se definirmos o indicador como uma medida para estabelecer uma condição, sendo o ponto de partida para a tomada de decisão em nível empresarial, podemos definir o indicador ecológico como uma medida do comportamento de um problema do ponto de vista ambiental.
Os indicadores ecológicos têm o objetivo de aumentar a consciência ambiental das indústrias
O objetivo dos eco indicadoresé fornecer informações sobre o desempenho ambiental de uma indústria para desenvolver ações que aumentem a consciência ambiental interna e externa da empresa, meçam melhorias, inovações diretas, alcancem metas, respondam às pressões do mercado e implementem estratégias de gestão.
Auditorias ambientais
A principal função das auditorias ambientais é a revisão de todos os processos envolvidos em uma empresa, buscando como resultado sua otimização, especificamente em nível ambiental, e desenvolvidos com base nos parâmetros estabelecidos por estudos e análises anteriores. Por meio de auditorias, verifica-se que uma empresa cumpre as normas ambientais nos níveis local, regional e nacional, além das normas e políticas da própria empresa.
As auditorias ambientais revisam processos e avaliam se as empresas estão em conformidade com a preservação do meio ambiente
Análise de fluxo
A análise de fluxo é uma ferramenta de inventário utilizada para identificar todas as possíveis fontes de geração de resíduos ou consumo excessivo de materiais em cada unidade de produção de uma empresa. Uma vez que a análise de fluxo examina todas as atividades, às vezes é utilizada como ferramenta para identificar oportunidades de melhoria dos processos.
A análise de fluxo identifica as fontes de geração de resíduos e as oportunidades de melhoria no processo
Rotulagem ambiental
São logotipos concedidos por um órgão oficial que indicam que o produto tem baixa incidência ambiental e que, portanto, é mais respeitoso com o meio ambiente do que outros produtos que fazem a mesma função. São voluntários e geralmente levam em conta a análise do ciclo de vida (ACV) do produto. Para cada categoria de produto há critérios ecológicos que permitem a avaliação e concessão do rótulo ecológico. O produto está sempre sob o controle do corpo que concede o rótulo ecológico.
Exemplo de rótulos ambientais
Contabilidade ambiental
As crescentes preocupações ambientais de diversas organizações e instituições, públicas e privadas, regionais, nacionais e internacionais, dando preponderância à combinação de interesses econômicos, sociais, culturais e políticos. O problema ambiental implica desafios importantes para a profissão contábil, como a necessidade de propor soluções de natureza informativa (como medição, reconhecimento e valorização), o que acarreta transformações que resolvem questões específicas, com um tratamento especial que permita que essa disciplina social se envolva na conjugação do bem comum com o equilíbrio natural.
Os problemas ambientais são enorme desafio para a área contábil
Para isso, é necessário abordar seriamente o problema ambiental e o corpo de bases teóricas cujos elementos que têm a ver com a própria pesquisa são conceituados:
 
· Demonstrações financeiras, classes, objetivos e metodologias.
· Contabilidade ambiental.
· Informações financeiras ambientais.
· Entidades, instituições e organizações.
· As bases jurídicas nas quais a investigação se baseia.
Um próximo passo é abordar um quadro metodológico, a natureza da pesquisa e a apresentação de técnicas de análise de informações em que a pesquisa é orientada para conhecer os requisitos que a contabilidade apresenta para resolver as situações que o desenvolvimento alternativo está exigindo.
Em seguida, são analisados documentos que permitirão verificar os objetivos específicos, como a descrição do sistema de contabilidade corrente em que o trabalho foi realizado, a análise do gráfico único das contas e a metodologia para garantir que o uso dos recursos ambientais seja razoavelmente contabilizado. No final, será obtido o modelo de demonstração financeira ambiental desejado.
Revisão ambiental inicial
À medida que crescem as preocupações para manter e melhorar a qualidade do meio ambiente e proteger a saúde humana, organizações de todos os tipos estão cada vez mais voltando sua atenção para os potenciais impactos de atividades, produtos e serviços. A atuação ambiental de uma organização é de importância crescente para os stakeholders internos e externos. Alcançar um desempenho ambiental razoável requer um compromisso da organização, para uma abordagem sistemática e melhoria contínua de seu SGA.
Organizações estão cada vez mais comprometidas com os impactos que diversas atividades podem causar ao meio ambiente
A posição atual de uma organização em relação ao meio ambiente pode ser estabelecida por meio de uma revisão ambiental inicial. Essa revisão inicial pode incluir os seguintes pontos:
 
· A caracterização do ambiente.
· Identificação de requisitos legais e regulatórios.
· A identificação de aspectos ambientais de atividades, produtos ou serviços para determinar aqueles que tenham ou possam causar impactos e responsabilidades ambientais significativas.
· Avaliação de desempenho contra critérios internos relevantes, normas externas, regulamentos, códigos de prática e conjuntos de princípios e diretrizes.
· Consideração de procedimentos e práticas de gestão ambiental existentes.
· Identificação de políticas e procedimentos existentes relativos a contratações e atividades contratuais.
· Feedback da investigação de incidentes anteriores de não conformidade.
· Oportunidades de vantagem competitiva.
· A opinião dos stakeholders, as partes interessadas, pode afetar os recursos da sua empresa e as decisões sobre o meio ambiente (stakeholders são aqueles que afetam e são afetados pelas atividades de negócios, e podem estar dentro da organização – por exemplo, empregados – ou fora – por exemplo, membros da comunidade e grupos de defesa).
· Funções ou atividades de outros sistemas organizacionais que possam facilitar ou dificultar o desempenho ambiental.
Vem que te explico!
Análise do ciclo de vida
Resumo de um vídeo: O vídeo aborda a análise do ciclo de vida, uma metodologia que avalia os impactos ambientais de um produto, processo ou serviço ao considerar todas as etapas de sua vida útil, desde a extração da matéria-prima até o descarte final. Essa técnica envolve as etapas de definição do escopo e objetivos, análise de inventário, avaliação de impactos e interpretação de resultados. A análise do ciclo de vida destaca impactos que normalmente são ignorados em análises tradicionais, oferecendo uma visão mais abrangente dos aspectos ambientais. Ao final, o vídeo deseja bons estudos aos espectadores e espera ter esclarecido dúvidas sobre o tema.
Revisão ambiental inicial 
Resumo do vídeo: O vídeo explica a importância da revisão ambiental inicial, destacando que, embora não seja uma auditoria, serve como uma análise prévia do estado ambiental da empresa. Seu objetivo é obter informações sobre os impactos ambientais dos processos, produtos ou serviços da organização. A revisão abrange a identificação de aspectos ambientais em diferentes condições operacionais, requisitos legais aplicáveis, práticas e procedimentos de gestão existentes, e situações de emergência e acidentes anteriores. Também pode incluir uma avaliação de desempenho com critérios internos e externos, oportunidades de redução de custos e opiniões das partes interessadas. Os resultados da revisão são utilizados para implementar um sistema de gestão ambiental, aprimorar a política ambiental e estabelecer objetivos e metas ambientais.
Verificando o aprendizado
Questão 1: (IBFC – 2021) A rotulagem ambiental é um assunto recente e cada vez mais rotineiro, que pode contribuir para o desenvolvimento de novos padrões de consumo e a evolução da produção da indústria. Sobre a rotulagem ambiental, assinale a seguir a alternativa correta.
A Rótulos e declarações ambientais não precisam ser precisos e verificáveis, servindo apenas como uma referência de qualidade.
B Rótulos e declarações ambientais podem inibir inovações que mantenham o potencial de melhorar o desempenho ambiental.
C Procedimentos e requisitos para rótulos e declarações ambientais podem criar obstáculos desnecessários ao comércio internacional.
D O desenvolvimento de rótulos e declarações ambientais deverá considerar todos os aspectos relevantes do ciclode vida do produto.
E A rotulagem ambiental não constitui um instrumento de verificação do desempenho do sistema de gestão ambiental.
Parabéns! A alternativa D está correta.
A rotulagem ambiental é concedida por um órgão oficial que indica que o produto que o transporta é mais respeitoso com o meio ambiente do que os concorrentes. Leva em conta a análise do ciclo de vida (ACV) do produto e serve como um instrumento de verificação de desempenho do sistema de gestão ambiental.
Questão 2: (IBFC – 2019) A sustentabilidade aplicada ao contexto das organizações envolve relações múltiplas de troca entre o aspecto social, econômico e ambiental, almejando a seguridade e o bem-estar das gerações presentes e futuras a partir do uso racional e consciente dos recursos disponíveis. Assinale com V para verdadeiro e F para falso as alternativas a seguir.
 
() As empresas desempenham um papel de fundamental importância, sobretudo pelo comprometimento da gestão voltada aos valores sustentáveis e às práticas de desenvolvimento produtivo, de competição e de tecnologias aplicadas na minimização da ação empresarial no meio.
() A articulação entre práticas de gestão sustentáveis e os modelos de competências adotados pelas organizações tende a resultar em procedimentos benéficos para a sociedade, a economia e o meio ambiente.
() O conhecimento suficientemente claro a respeito de estratégias empresariais, anseios pessoais e interesses da sociedade permite maior participação dos diversos stakeholders em situações envoltas por condicionantes sustentáveis.
 
Assinale a seguir a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
A V, F, V
B V, V, V
C F, V, F
D F, F, V
E F, F, F
Parabéns! A alternativa B está correta.
Stakeholders são as partes interessadas que podem afetar os recursos da sua empresa e as decisões sobre o meio ambiente. São aqueles que afetam (e são afetados por) as atividades de negócios.
. Conclusão
Considerações finais
A economia explica como as pessoas sobrevivem. Diz respeito às maneiras pelas quais os indivíduos e grupos agem para alcançar o que desejam em termos de renda, subsistência e outros bens e serviços que sentem que lhes proporcionarão uma qualidade de vida adequada. Economia basicamente aborda o problema da escassez, como satisfazer as necessidades ilimitadas das pessoas e aspirações de uma base de recursos escassos de forma equitativa e eficiente. Incorporar as preocupações ambientais na economia envolve a introdução de conceitos de sustentabilidade em escassez. Trata da questão de como atender às necessidades atuais das pessoas em uma forma que seja equitativa e eficiente e não diminua a oferta ou a qualidade dos bens e serviços ambientais disponíveis para as gerações futuras.
A ecoeficiência tornou-se uma das palavras de ordem do nosso tempo. O termo reflete a mudança de paradigma que ocorreu desde o final dos anos oitenta. Em vez de considerar a ecologia e a economia como entidades mutuamente opostas, agora é amplamente reconhecido que a produção ecoeficiente é uma grande oportunidade para melhorar a posição competitiva de uma empresa no mercado. Da mesma forma, a visão geral do papel da indústria no debate do desenvolvimento sustentável também mudou: em vez de serem identificados como parte do problema, os negócios são agora vistos cada vez mais como parte da solução. Tudo isso significa que a indústria enfrenta uma nova gama de oportunidades e desafios no design do produto, na escolha de materiais e fornecedores, na responsabilidade do produtor pelo estágio de resíduos e na imagem do produto.
As ferramentas de avaliação incluem uma série de ferramentas de apoio à decisão que podem ajudar os tomadores de decisão a melhorar os resultados ambientais de suas decisões de gestão. Compreender as diferenças entre as diversas ferramentas de suporte à decisão pode ajudá-lo a decidir qual ferramenta deve ser utilizada ou recomendada em uma situação específica.
Explore +
Pesquise e conheça o trabalho da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH no Brasil.
 
Visite o site do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
 
Conheça mais sobre Economia Verde no Ministério do Meio Ambiente.
 
Pesquise e amplie seu conhecimento sobre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Referências
ANDRADE, R. O. B.; TACHIZAWA, T.; CARVALHO, A. B. Gestão ambiental: enfoque estratégico aplicado ao desenvolvimento sustentável. São Paulo: Makron Books, 2002.
 
ROMEIRO, A. R. Economia do meio ambiente. Campinas: FAPESP, 1996.
 
VARELA, C. A. Instrumentos de políticas ambientais, casos de aplicação e seus impactos. (Relatório de Pesquisa, n. 62). São Paulo: FGV, 2001.
TEMA 3 – GESTÃO E TRATAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS 
Itens iniciais
Propósito: Obter conhecimentos técnicos, teóricos e legais sobre a problemática da gestão dos resíduos sólidos industriais, isto é, gerados dentro dos processos produtivos, entendendo a legislação pertinente, a fim de se capacitar e se conscientizar acerca da necessidade de minimizar a geração de resíduos e da responsabilidade pelo ciclo de vida do seu produto.
Objetivos
· Interpretar a legislação vigente.
· Identificar os tipos e as características dos resíduos sólidos industriais.
· Identificar os tipos de tratamentos e de disposição final dos resíduos sólidos industriais.
· Analisar os fatores que afetam o desempenho do sistema.
Introdução
Assista ao vídeo introdutório e compreenda os principais conceitos relacionados aos resíduos sólidos industriais.
Resumo de um vídeo: No vídeo, a professora Reny, especialista em engenharia nuclear, aborda a gestão e tratamento de resíduos sólidos industriais. Ela apresenta conhecimentos técnicos, teóricos e legais sobre a problemática ambiental gerada pela revolução industrial e o crescimento desordenado das grandes cidades. Enfatiza a importância da implementação de processos produtivos mais limpos e a gestão eficiente dos resíduos, destacando a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) e a necessidade de pensar no ciclo de vida dos produtos e embalagens para minimizar o impacto ambiental. A professora conclui incentivando a reflexão sobre as atividades empresariais e suas metas para promover a sustentabilidade.
1. Fundamentos da legislação específica
O resumo é de um vídeo da Professora Renilda, mestre em engenharia nuclear, que apresenta a política nacional de resíduos sólidos no Brasil, instituída pela lei número 12305 de 2010, que tem como objetivo a redução dos gases de efeito estufa gerados pelos resíduos sólidos urbanos, a extinção dos lixões a céu aberto, além do reaproveitamento dos resíduos por meio da reciclagem e compostagem. A legislação estabelece a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o estado, cidadãos e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos para minimizar o volume de resíduos e reduzir os impactos na saúde humana e na qualidade ambiental. A logística reversa é um dos instrumentos para a gestão dos resíduos sólidos, que é regulamentada pelo decreto federal número 10936 de janeiro de 2022.
Princípios da legislação específica
A Constituição Federal ressalta a proteção ambiental
A Constituição Federal de 1988, de forma inédita, implica a proteção ambiental em vários de seus preceitos, consolidados no seu art. 225, reservado à temática ambiental. Esse artigo, prescreve que todos têm direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo sobre o poder público e a comunidade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
 
Como forma de cumprimento da Constituição, a Lei nº 7.802 de 11 de julho de 1989, conhecida como Lei dos Agrotóxicos, estabeleceu o procedimento e a destinação final dos resíduos e embalagens relacionados a agrotóxicos, seus componentes e afins. Ao mesmo tempo, foi proposto o Projeto de Lei do Senado nº 354, que prescreveu responsabilidades quanto ao destino final dos resíduos gerados pelos sistemas desaúde em termos de acondicionamento, tratamento, movimentação e eliminação, dando início a debates que fomentaram a elaboração de uma política nacional de resíduos.
Foram mais de 20 anos de discussões até o estabelecimento de uma política nacional de resíduos, 29 anos após o lançamento da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que criou a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) e o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Assim, o Governo Federal aprovou em 2 de agosto de 2010, pela Lei nº 12.305, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em conjunto com a PNMA e a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007), a fim de estabelecer diretrizes para a gestão integrada e para a gestão de resíduos sólidos.
Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)
Considerada um marco regulatório para a gestão de resíduos, a PNRS incorpora novos conceitos e propõe ferramentas de gestão, como: gestão integrada de desperdício, responsabilidade compartilhada, Planos Integrados de Resíduos Sólidos, coleta seletiva e sistemas de Logística Reversa, incentivando a criação e o desenvolvimento de cooperativas de materiais reutilizáveis e materiais recicláveis, bem como estimulando a educação ambiental.
Exemplo de madeira triturada usada como combustível sólido de biomassa, útil para cobertura orgânica em jardinagem e paisagismo
Essa política defende a prevenção e a redução da geração de resíduos, definindo prioridades na sua gestão, nomeadamente: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição em aterros, que é a última opção na gestão. A Gestão Integrada de Resíduos Sólidos consiste na concepção, implementação e administração de sistemas de gestão, considerando a ampla participação dos setores da sociedade, com vistas ao desenvolvimento sustentável. A PNRS destaca:
Fabricantes de pneus têm responsabilidade sobre a coleta e a destinação de resíduos gerados por esses produtos
Responsabilidade compartilhada: A lei cria o conceito de responsabilidades compartilhadas para a coleta e a destinação de resíduos sólidos gerados por uma série de setores industriais e comerciais. Essas obrigações legais se aplicam a produtores, importadores, varejistas e distribuidores de sete indústrias (pneus, óleos lubrificantes, baterias, pesticidas, lâmpadas fluorescentes, produtos elétricos e eletrônicos) e embalagens em geral (que podem envolver diferentes setores e abordagens). Os produtores e importadores desses produtos precisam garantir que eles são devidamente eliminados no final da sua vida útil. Isso exige o desenvolvimento de sistemas de recolhimento, reciclagem, reutilização ou descarte ambientalmente adequado de tais produtos (referido como a “logística reversa” da cadeia de suprimentos original associada a esses produtos).
Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS):Os planos integrados de gestão de resíduos devem ser implementados em todos os níveis de governo e dirigidos às seguintes situações: microrregiões, regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas, intermunicipal, municipal e setores privados. No capítulo II da PNRS, estão definidas as diretrizes para cada plano, assim como a sua duração de atuação e revisões. Em relação aos setores privados, o PGRS é parte integrante para obtenção de licenciamento ambiental do empreendimento.
Coleta seletiva: A coleta seletiva consiste na separação dos resíduos na fonte geradora, conforme sua constituição ou composição, cabendo ao titular dos serviços de limpeza urbana a sua implantação nos municípios. Também deve ser considerada na elaboração do Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos, criando instrumentos econômicos e técnicos para sua viabilização por meio da responsabilidade compartilhada, da logística e da inclusão socioeconômica dos catadores.
Logística reversa: A logística reversa é um instrumento utilizado para viabilizar a coleta e a restituição de resíduos sólidos ao setor empresarial, para reutilização em seu ciclo produtivo ou outros, ou para que sua destinação final seja realizada de maneira e em local ambientalmente adequados. Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de agroquímicos são obrigados a estruturarem e implantarem sistemas de logística reversa para seus resíduos e embalagens, bem como aqueles que trabalham com outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduos perigosos, tais como: baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes, sódio e vapor de mercúrio e luz mista; e produtos eletrônicos e seus componentes.
Educação ambiental: A educação ambiental é um instrumento da PNRS para melhorar o conhecimento de valores, comportamentos e estilos de vida relacionados à gestão de resíduos e deve estar em consonância com as disposições da Política Nacional de Educação Ambiental.
A PNRS obriga as empresas a realizarem a gestão correta dos resíduos, abrangendo todas as suas etapas. Alguns dos objetivos da PNRS são:
Proteção da saúde pública
A gestão de resíduos está relacionada à saúde pública, em virtude dos riscos de doenças causadas pelos resíduos. Além da contaminação do solo e da água, provocando agravos de saúde para a população, os lixões, por meio da eventual contaminação viral e da emissão de gases de efeito estufa, causam mudanças climáticas. A Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que os setores público e privado realizem a gestão dos resíduos para evitar que esses materiais sejam encaminhados incorretamente aos aterros sanitários. Com o apoio de pesquisa, desenvolvimento e inovação de empresas especializadas em gestão de resíduos, a capacidade energética dos materiais pode ser calculada, permitindo, por exemplo, o direcionamento para sistemas de tratamento mais nobres. Dessa forma, é possível evitar o descarte em aterros e promover a economia circular.
Redução, reutilização e reciclagem
Reduzir a quantidade de materiais em aterros e promover condições que possibilitem o retorno às indústrias como matéria-prima são princípios da PNRS, reduzindo impactos ambientais e riscos de poluição, bem como promovendo a economia circular.
Incentivo à adesão de padrões sustentáveis de produção e consumo
A PNRS foi outra fonte de incentivo para os geradores de resíduos praticarem a sustentabilidade em todos os seus processos. Algumas empresas passaram a olhar o assunto com mais cuidado, mensurando a capacidade de destacar sua marca e investindo em ações que promovam a economia circular.
Desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas
Outro objetivo da PNRS que merece destaque é o desenvolvimento de tecnologias limpas para minimizar os impactos ambientais. Atualmente, existem centros de pesquisa especializados em desenvolvimento e inovação, capazes de estudar os resíduos e suas características, desenvolvendo tecnologias sustentáveis para promover a economia circular. Muitas vezes, as empresas carecem de expertise e know-how para decidir o que fazer com os resíduos gerados. Por isso, pesquisadores e cientistas especialistas são contratados para desenvolver novos materiais, com o objetivo de reintroduzir os resíduos da empresa na cadeia produtiva.
Incentivo à indústria de reciclagem
Outro ponto que merece destaque é o incentivo à indústria de reciclagem para estimular o uso de matérias-primas e insumos provenientes de materiais que foram reciclados. Com isso, a empresa cuida do meio ambiente, cumpre a PNRS e constrói sua própria imagem perante a sociedade, mostrando que é uma empresa sustentável e preocupada com o meio ambiente.
Novo regulamento da Política Nacional de Resíduos Sólidos
Em 12 de janeiro de 2022, entrou em vigor o Decreto Federal nº 10.936/2022, regulamentando a PNRS, trazendo importantes dispositivos como:
1. A criação do Sistema Nacional de Programa de Logística Reversa, instrumento de coordenação e integração dos sistemas de logística reversa por meio do Sistema Nacional de Informações sobre Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR) e do PlanoNacional de Resíduos Sólidos.
2. O reforço da fiscalização sobre o cumprimento das obrigações relativas aos segmentos em que já existem sistemas de logística reversa, assim como a caracterização de infrações administrativas e crimes ambientais em caso de descumprimento das obrigações legais estabelecidas na legislação.
3. A obrigação de destinar resíduos perigosos inflamáveis por meio da indústria de recuperação de energia, seguindo a não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem, o tratamento de resíduos sólidos e a disposição final ambientalmente adequada dos resíduos.
4. A elaboração do manifesto de transporte de resíduos, documento auto declaratório válido em todo o território nacional.
5. A disponibilização de planos específicos de gestão de resíduos sólidos para micro e pequenas empresas, bem como casos de isenção.
Em resumo, o novo decreto harmoniza e unifica dispositivos legais que estavam dispersos e, ao mesmo tempo, ratifica conceitos e obrigações já previstos pela PNRS, visando à gestão adequada dos resíduos sólidos no território nacional.
Dispositivos legais sobre resíduos sólidos
Para garantir uma gestão adequada dos resíduos, existe uma legislação extensa que deve ser aplicada aos diferentes tipos de resíduos (perigosos ou não perigosos). Vejamos, a seguir, a lista geral dos regulamentos atuais aplicáveis:
· Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998: Lei de Crimes Ambientais.
 
· Decreto nº 4.074, DE 4 DE JANEIRO DE 2002: Decreto dos Agrotóxicos regulamenta a Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989, que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins.
 
· Resolução Conama nº 334, de 3 de abril de 2003: Procedimentos de licenciamento ambiental de estabelecimentos destinados ao recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos.
 
· Resolução Conama nº 316, de 29 de outubro de 2002: Procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos.
 
· Resolução Conama nº 401, de 4 de novembro de 2008: Estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado, e dá outras providências.
 
· NBR 10.004/2004 – Resíduos sólidos – Classificação: Classifica os resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública.
 
· NBR 12.235/1992 – Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos: Condições exigíveis para armazenamento de resíduos sólidos perigosos, de forma a proteger a saúde pública e o meio ambiente.
 
· NBR 14.725/2005 – Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ): Fornece informações sobre vários aspectos dos produtos químicos (substâncias ou preparos) quanto à proteção, à segurança, à saúde e ao meio ambiente.
 
· NBR 8.418/1984 – Apresentação de projetos de aterros de resíduos industriais perigosos – Procedimentos.
 
· NBR 10.157/1987 – Aterros de resíduos perigosos – Critérios para projeto, construção e operação – Procedimento.
 
· NBR 13.896/1997 – Aterros de resíduos não perigosos – Critérios para projeto, implantação e operação.
 
· NBR 11.174/1990 – Armazenamento de resíduos classes II - não inertes e III - inertes – Procedimento.
 
· NBR 13.221/2010 – Transporte terrestre de resíduos.
 
· NBR 11.175/1990 – Incineração de resíduos sólidos perigosos – Padrões de desempenho – Procedimentos.
 
· NBR 13.894/1997 – Tratamento no solo (landfarming).
 
· NBR 10.005/2004 – Resíduos sólidos – Classificação.
Vem que eu te explico
Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS)
O vídeo aborda a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada pela Lei nº 12.305/2010, que estabelece um novo marco regulatório para a gestão de resíduos no Brasil. A política tem como objetivo promover a gestão integrada e o gerenciamento ambiental adequado dos resíduos sólidos, com a participação de todos os segmentos sociais. A PNRS estabelece instrumentos e diretrizes inovadoras para sua implementação, como a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, o reconhecimento do resíduo sólido como um bem econômico e de valor social e a priorização nas aquisições governamentais para produtos reciclados e recicláveis. A APNRS, por sua vez, incorpora conceitos modernos como a gestão integrada, a responsabilidade compartilhada, a logística reversa e a inclusão socioeconômica dos catadores de materiais recicláveis.
Dispositivos legais sobre resíduos sólidos
O texto trata sobre os dispositivos legais que regulamentam os resíduos sólidos, tanto em âmbito federal quanto estadual e municipal, destacando leis, resoluções e decretos. São mencionadas diversas normas, como a política nacional de resíduos sólidos, a lei de crimes ambientais, normas sobre agrotóxicos, gerenciamento de embalagens vazias, critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico, limites para pilhas e baterias, classificação dos resíduos sólidos, armazenamento de resíduos perigosos, fichas de segurança de produtos químicos, entre outras. O texto lembra a importância de conhecer a legislação específica de cada estado e seguir as normas mais restritivas para evitar punições. O resumo é de um vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1: (Objetiva - 2021) Segundo a Lei nº 12.305/2010 — Política Nacional de Resíduos Sólidos, na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de prioridade:
A Não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
B Redução, não geração, reciclagem, reutilização, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
C Não geração, redução, reciclagem, reutilização, disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos e tratamento dos resíduos sólidos.
D Reutilização, redução, não geração, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
E Tratamento dos resíduos sólidos, reutilização, redução, não geração, reciclagem e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
Parabéns! A alternativa A está correta.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos define as prioridades na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, priorizando ordenadamente a não geração de resíduos, a redução, a reutilização, a reciclagem, o tratamento e a disposição em aterros.
Questão 2:(QUADRIX – 2018 – adaptada) Conforme a Lei n.º 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, entende-se por coleta seletiva
A o ato de natureza contratual firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes.
B a série de etapas que envolvem o desenvolvimento do produto, a obtenção de matérias-primas e insumos, o processo produtivo, o consumo e a disposição final.
C a coleta de resíduos sólidos previamente segregados segundo sua constituição ou composição.
D o conjunto de mecanismos e procedimentos que garantam à sociedade informações e participação nos processos de formulação, implementação e avaliação das políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos.
E o conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos.
Parabéns! A alternativa C está correta.
Segundo define a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a coleta seletiva envolve a separação dos resíduos na fonte geradora, de acordo com sua constituição ou composição. Esses aspectos são definidos pela municipalidade.
2.Tipos, características e riscos dos resíduos sólidos industriais
Este é um resumo do vídeo: No vídeo, a professora Renilda, mestre em engenharia nuclear, aborda a caracterizaçãode resíduos sólidos industriais. Ela explica que esses resíduos são materiais remanescentes de processos produtivos que não podem ser descartados na rede pública de esgoto ou corpos d'água. O vídeo detalha a importância de classificar esses resíduos de acordo com suas características físicas, químicas e biológicas, destacando três classes principais: resíduos perigosos (classe 1), não inertes (classe 2A) e inertes (classe 2B). A professora Renilda ilustra o impacto ambiental e os riscos à saúde do descarte inadequado de resíduos perigosos, que podem ser corrosivos, reativos, inflamáveis, tóxicos ou patogênicos. Ela enfatiza que a compreensão dessas características é crucial para destinar esses resíduos de maneira ambientalmente segura. Por fim, destacam-se as consequências ambientais e para a saúde humana causadas por metais pesados frequentemente utilizados na indústria.
Tipos de resíduos sólidos industriais
A atividade industrial é fonte de geração de riqueza, mas, ao mesmo tempo, supõe-se grandes e graves impactos para o meio ambiente, como as mudanças climáticas, a destruição da camada de ozônio, a perda de biodiversidade ou a poluição do ar, da água, do solo ou do meio ambiente. Nesse contexto, a correta gestão de resíduos nos centros de trabalho, além de ser uma obrigação legal, contribuirá para a redução dos impactos ambientais dos processos produtivos.
Um resíduo, seja sólido, líquido ou gasoso, é definido como qualquer substância, objeto ou matéria, gerado durante o processo de produção ou consumo que não vai mais ser utilizado no mesmo estabelecimento.
Entre os resíduos, existem alguns que podem representar algum valor econômico para terceiros, como materiais recicláveis e/ou reutilizáveis, que são chamados de resíduos aproveitáveis. Por outro lado, os resíduos que não possuem valor econômico e cuja única destinação é a disposição final em aterro sanitário e/ou de segurança são chamados de resíduos.
Vidro, metal e papelão são exemplos de resíduos aproveitáveis
Os resíduos podem ser diferenciados de acordo com sua origem, como doméstico, hospitalar ou industrial. Os resíduos industriais, que são os que nos interessam, originam dos processos de produção, transformação, fabricação, uso, consumo ou limpeza, e a gestão que se faz com eles é uma das atividades fundamentais da produção limpa. Os resíduos industriais, como todo resíduo sólido ou líquido, ou uma combinação desses, são originários de processos industriais e que, por suas características químicas ou microbiológicas, não podem ser associados aos domésticos.
Os resíduos sólidos industriais são todos os resíduos sólidos ou semissólidos resultantes de um processo ou operação industrial, e que não serão reaproveitados, recuperados ou reciclados no mesmo estabelecimento industrial.
Do ponto de vista regulatório, essa definição inclui aqueles resíduos que, mesmo sendo líquidos ou gasosos, são armazenados e transportados em contêineres. Eles podem ser gerados a partir de quatro causas principais:
Resíduos finais do processo: Resultam de operações que não utilizam integralmente a matéria-prima (retalhos de tecidos, aparas de metal) ou de operações nas quais são gerados resíduos não aproveitáveis no processo (escórias, cinzas). Também inclui resíduos de sistemas de tratamento de efluentes líquidos ou gasosos (lodo de sedimentação, cinzas, pó de filtro).
Produtos rejeitados: São provenientes de processos de controle de qualidade, nos quais um produto ou matéria-prima pode ser rejeitado quando estiver fora de especificação (por exemplo, frutas afetadas por pragas, casca molhada ou suja em fábricas de celulose, couro acabado rejeitado pelo controle de qualidade).
Embalagens: Diz respeito a todas as embalagens e recipientes de matérias-primas e insumos (sólidos, líquidos ou gasosos) descartados após cumprirem seu objetivo de transporte e distribuição dos produtos (caixas, invólucros, faixas).
Fim da vida útil do produto: Normalmente, os produtos (ou seus componentes) têm um determinado prazo de validade, após o qual não podem mais ser usados para o que foram produzidos (peças substituídas na manutenção de máquinas, óleos).
Classificação de resíduos sólidos industriais
Os resíduos industriais podem ser classificados de diversas formas, de acordo com sua composição física, densidade, umidade, composição química ou poder calorífico, bem como por critérios e princípios muito variados, de acordo com a tecnologia disponível, a suscetibilidade ao tratamento e a legislação ambiental vigente. Do ponto de vista da gestão ambiental, é útil classificá-los de acordo com sua periculosidade, com base em seu possível impacto no meio ambiente e na saúde das pessoas:
Resíduo não perigoso: É aquele que não apresenta perigo real ou potencial à saúde humana, ao meio ambiente ou ao patrimônio público. São subdivididos em dois grupos: resíduos inertes e não inertes.
Resíduo perigoso: Um resíduo é definido como perigoso quando apresenta um risco substancial para a saúde de quem está próximo ou para o meio ambiente.
Para fins de identificação, entende-se por resíduo perigoso aquele que apresenta uma ou mais das seguintes características perigosas:
1. Toxicidade: capacidade de uma substância de produzir doenças seja por ingestão, inalação ou absorção por qualquer parte do corpo. A exposição a uma substância com essas características pode gerar efeitos tóxicos, cancerígenos, mutagênicos ou teratogênicos cumulativos, ou ser letal em baixas concentrações (vapores de benzeno).
2. Inflamabilidade: capacidade de uma substância se inflamar sob certas condições ou entrar em combustão espontânea em operações de rotina de manuseio, transporte ou armazenamento (combustíveis líquidos).
3. Reatividade: potencial das substâncias para reagir quimicamente, liberando energia e/ou compostos nocivos por decomposição ou por combinação com outras substâncias (soda cáustica).
4. Corrosividade: capacidade de danificar ou destruir tecidos orgânicos, por contato direto ou por inalação, ou danificar outros materiais por ação química (ácido sulfúrico).
No Brasil, a classificação se dá a partir das análises físico-químicas sobre o extrato lixiviado (soluto que se separa ou é extraído de sua substância transportadora por meio de um solvente) obtido a partir de uma amostra do resíduo. As concentrações das substâncias presentes no extrato lixiviado são comparadas com os limites máximos estabelecidos na NBR 10.004/2004 da ABNT.
Ainda segundo a norma, esses resíduos podem se apresentar no estado sólido ou semissólido. Também são considerados os riscos potenciais acarretados ao meio ambiente e ao homem, a identificação da atividade industrial que originou, assim como os seus constituintes e características. Adiante, veja como os resíduos podem ser:
Classe I (perigosos – contaminantes e tóxicos)
Resíduos perigosos são resíduos que foram identificados como potencialmente causadores de danos ao meio ambiente e à saúde humana e, portanto, precisam de tratamento, manuseios especiais e correta destinação. As características químicas e físicas determinam o processo exato de coleta e reciclagem. Inflamabilidade, corrosividade, toxicidade, reatividade e patogenicidade são as principais características dos resíduos perigosos.
Solventes usados em alguns processos industriais são um exemplo de resíduos perigosos
Geralmente, a coleta e o manuseio separados são estabelecidos para evitar o contato com resíduos não perigosos. Tratamento químico, incineração ou tratamento à alta temperatura, armazenamento seguro, recuperação e reciclagem são modos possíveis de tratamento de resíduos perigosos. A maioria dos resíduos perigosos tem origem na produção industrial.
Exemplo: Podem ser citados como exemplos de resíduos contaminantes e tóxicos: solventes, borra oleosa de processos de refino, tintas, matérias-primas e produtos intermediários, eletrodos, Equipamentos de Proteção Individual (EPI) contaminados, lodo galvânico, resíduo de areia misturado com óleo e água, estopas usadas, resíduos de caixadecantação.
Classe II (não perigosos)
Dividem-se em resíduos classe II A (não inertes) e resíduos classe II B (inertes). A seguir, conheça-os de maneira mais detalhada.
Classe II A
EPIs não contaminados são exemplos de resíduos não perigosos
Os resíduos dessa classe são chamados de não perigosos e/ou não inertes. Eles não apresentam inflamabilidade, corrosividade, toxidade, patogenicidade, e nem possuem tendência à reatividade brusca.
 
Apesar de não apresentarem essas propriedades, podem oferecer danos aos seres vivos e ao meio ambiente, pois podem ser biodegradáveis, comburentes e/ou solúveis em água. Por esses motivos, necessitam de cuidados na sua destinação e tratamento, assim como os resíduos de classe I.
Exemplo: São exemplos de resíduos da classe II A: restos de madeira, materiais têxteis, fibras de vidro, lodo vindo de filtros, limalha de ferro, lama proveniente de sistemas de tratamento de água, poliuretano (encontrado em espumas, adesivos, preservativos, vedações, carpetes, tintas e mais), gessos, lixas, discos de corte, EPI não contaminado.
Classe II B
Entulhos de demolição são considerados resíduos inertes
Os resíduos dessa classe são chamados de inertes. Eles, por sua vez, não apresentam as características presentes nos resíduos de classe I.
 
São considerados inertes porque não sofrem alteração quando entram em contato com água ou quando são submetidos à temperatura ambiente. Ou seja, não possuem nenhum constituinte solubilizado em uma concentração maior que o padrão de potabilidade da água e ou combustibilidade.
Exemplo: São exemplos de resíduos da classe II B: entulhos de demolição, pedras, areia, sucatas de ferro, madeiras, isopor, borrachas, latas de alumínio e vidros.
Resolução Conama nº 313/2002
Segundo a Resolução Conama nº 313/2002, são considerados resíduos sólidos industriais também os lodos provenientes de estações de tratamento de água e aqueles produzidos em equipamentos e instalações de controle de poluição. A sua tipologia e composição é muito variada porque dependerão do processo de produção, da natureza e composição das matérias-primas ou produtos intermediários, das propriedades físicas e químicas dos materiais auxiliares utilizados e do combustível utilizado, entre outros fatores.
Para a obtenção de informações sobre o quantitativo, a tipologia e a destinação dos resíduos sólidos provenientes da indústria brasileira, foi instituído o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais, como um dos instrumentos de política de gestão de resíduos, pois sem planos de destinação adequados e estabelecidos, qualquer forma de resíduo pode acarretar riscos relacionados ao meio ambiente e à saúde humana. Portanto, os resíduos provenientes das atividades industriais estão sujeitos a controles específicos, como parte do processo de licenciamento ambiental.
O art. 4º da resolução estabelece que as indústrias das tipologias que possuem classificação de acordo com o código de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) devem prestar informações sobre geração, características, armazenamento, transporte e destinação de seus resíduos sólidos ao órgão estadual de meio ambiente ao qual está localizada. Vejamos quais indústrias são essas:
I. Preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos de viagem e calçados (Divisão 19).
II. Fabricação de coque, refino de petróleo, elaboração de combustíveis nucleares e produção de álcool (Divisão 23).
III. Fabricação de produtos químicos (Divisão 24).
IV. Metalurgia básica (Divisão 27).
V. Fabricação de produtos de metal, exclusive máquinas e equipamentos (Divisão 28).
VI. Fabricação de máquinas e equipamentos (Divisão 29).
VII. Fabricação de máquinas para escritório e equipamentos de informática (Divisão 30).
VIII. Fabricação e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias (Divisão 34).
IX. Fabricação de outros equipamentos de transporte (Divisão 35).
Riscos dos resíduos sólidos industriais
Os resíduos sólidos das atividades industriais constituem uma ameaça à saúde humana e ao meio ambiente. Se não forem descartados corretamente, resíduos sólidos podem resultar em perigos para a saúde, contaminação do solo e águas superficiais e poluição do ar.
Os resíduos industriais são uma ameaça aos ecossistemas, pois neles estão presentes substâncias como cianureto, pesticidas, asbestos, solventes, metais (mercúrio, cádmio, chumbo) e solventes químicos, que ameaçam os ciclos naturais onde são despejados, podendo ocasionar tragédias ambientais.
Quando é realizado o descarte indevido, a infiltração da água da chuva cai no aterro, e juntamente com a degradação bioquímica e química dos resíduos, produz um lixiviado rico em sólidos em suspensão e variados constituintes orgânicos e inorgânicos. Todos os resíduos industriais produzem lixiviados. Se o chorume entrar em águas superficiais ou subterrâneas antes de ocorrer diluição suficiente, incidentes de poluição podem ocorrer.
Resíduos descartados de forma irregular e sem o tratamento adequado em aterros sanitários são um risco ao meio ambiente
Em águas superficiais, lixiviados com alto teor de matéria orgânica e metais reduzidos causarão grave depleção de oxigênio, o que resultará na morte de peixes. Se o lixiviado entrar em águas subterrâneas ou em aquíferos rasos, os problemas são mais sérios. A diluição e a remoção do lixiviado são mais lentas nas águas subterrâneas do que nas águas superficiais e podem tornar as águas subterrâneas não potáveis.
A decomposição de resíduos sólidos em aterros pode resultar na produção de dióxido de carbono e metano, ocasionando incômodos e poluição atmosférica pela emissão de partículas, gases ácidos, resíduos não queimados, metais pesados e quantidades vestigiais de compostos orgânicos. A queima de resíduos também pode causar risco de incêndio, especialmente em lixeiras e também em indústrias.
A disposição de resíduos industriais e lodo de esgoto podem ter diversos efeitos nocivos sobre o meio ambiente marinho e efeitos diretos sobre a saúde humana. Efeitos ecológicos também são ocasionados, como redução ou alteração das populações da fauna e da flora, devido ao impacto físico e à presença do resíduo ou de seus componentes químicos.
Vejamos algumas consequências do descarte inadequado de resíduos industriais para a saúde:
Contato com a pele: Os produtos químicos que causam dermatite geralmente o fazem mediante o contato direto com a pele. Alguns produtos químicos, como ácidos corrosivos, podem danificar a pele por um único contato, enquanto outros, como solventes orgânicos, podem causar danos por exposição repetida.
Inalação: A inalação é a fonte mais comum de exposição no local de trabalho a produtos químicos e o mais difícil de controlar. Poluentes do ar podem danificar diretamente o trato respiratório ou serem absorvido através do pulmão e causar efeitos sistêmicos.
Ingestão: A contaminação da água subterrânea e da água do subsolo por lixiviados de lixões e aterros mal administrados pode resultar na ingestão de produtos químicos tóxicos por grupos populacionais que vivem longe dos locais das fábricas, mesmo décadas após o despejo do lixo. Quando absorvidos pelo ser humano, os metais tóxicos atingem as vias metabólicas e, por terem uma característica de se acumularem, impedem as reações enzimáticas, afetando principalmente os sistemas nervoso, gastrintestinal, cardiovascular, renal e o hematopoiético.
Apresentamos agora os principais metais usados, as suas fontes e os seus riscos à saúde. Veja a seguir:
Metais e riscos à saúde
• Cádmio – Indústrias de solda, baterias e pilhas.
Riscos: câncer de pulmões, câncer de próstata e lesões renais.
 
• Alumínio – Indústrias farmacêuticas, indústrias de artefatos de alumínio, serralherias, soldagem e estações de tratamento de água (ETAs).
Riscos: anemia e intoxicação crônica.
 
• Arsênio – Indústria metalúrgica.
Risco: câncer.
 
• Chumbo – Indústrias de tintas, fábricas de baterias automotivas, usinagens.
Riscos: saturnismo, lesões renais e do cérebro.
 
• Cobalto – Usinagens.Risco: fibrose pulmonar.
 
• Cromo – Indústrias de corantes, tintas, indústria metalúrgica.
Riscos: asma e câncer.
 
• Mercúrio – Indústrias de cloro-soda, mineração, fábricas de lâmpadas.
Riscos: intoxicação do sistema nervoso central.
Vem que eu te explico
Tipos e caracterização dos resíduos sólidos
Esse resumo é de um vídeo. O vídeo aborda a classificação dos resíduos sólidos no Brasil, baseada na norma NBR 10004. Os resíduos são agrupados conforme seu grau de periculosidade, propriedades físicas, químicas e potencial patogênico, sendo divididos em duas categorias principais: classe um (perigosos) e classe dois (não perigosos). Os resíduos de classe um possuem características como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Já os resíduos de classe dois, apesar de não perigosos, também exigem manejo criterioso para evitar impactos socioambientais. Eles se subdividem em classe 2A (não inertes) e classe 2B (inertes), cada qual com suas características específicas. O vídeo conclui incentivando o espectador a se aprofundar no tema, despedindo-se até a próxima.
Riscos dos resíduos sólidos industriais 
Resumo do vídeo: O vídeo aborda os perigos causados pelos resíduos sólidos industriais, destacando os principais problemas relacionados à contaminação ambiental e à saúde humana e animal. O descarte inadequado das substâncias industriais, como amontoamento em aterros, despejo em oceanos e liberação de gases na atmosfera, pode ter efeitos devastadores. Estes resíduos frequentemente contêm substâncias tóxicas, como mercúrio e cádmio, que ameaçam ecossistemas e causam diversos problemas ambientais, incluindo a poluição do ar e da água. A decomposição desses resíduos pode liberar dióxido de carbono e metano, contribuindo para a poluição atmosférica. Além disso, a queima desses materiais pode gerar incêndios e liberar compostos tóxicos. A má gestão desses resíduos está associada a altos custos e graves impactos na saúde pública. Por isso, é crucial implementar práticas adequadas de descarte e gestão dos resíduos industriais.
Verificando aprendizado
Questão 1: (FUMARC – 2018 – adaptada) De acordo com a NBR 10.004/2004 da ABNT, o laudo de classificação do resíduo pode ser baseado exclusivamente na identificação do processo produtivo, quando do enquadramento do resíduo nas listagens dos anexos A ou B. Deve constar no laudo de classificação a indicação da origem do resíduo, a descrição do processo de segregação e a descrição do critério adotado na escolha de parâmetros analisados, quando for o caso, incluindo os laudos de análises laboratoriais. Considerando o exposto, assinale a alternativa que corresponde à correta classificação dos resíduos.
A Resíduos classe I A – Não inertes
B Resíduos classe I B – Inertes
C Resíduos classe II – Perigosos
D Resíduos classe II – Não perigosos
E Resíduos classe II – Inertes
Parabéns! A alternativa D está correta.
Para os efeitos da NBR 10.004/2004 da ABNT, os resíduos são classificados em: resíduos classe I – perigosos e resíduos classe II – não perigosos.
Questão 2: Para ser considerado resíduo classe I, é correto afirmar, entre outras características, que o resíduo
A deve ser inerte e tóxico.
B não pode ser inflamável e corrosivo.
C não pode ser inerte e reativo.
D deve ser atóxico e não inflamável.
E deve ser contaminante e tóxico.
Parabéns! A alternativa E está correta.
As principais características dos resíduos perigosos são: inflamabilidade, corrosividade, toxicidade, reatividade, patogenicidade e contaminante.
3.Tratamento e disposição dos resíduos sólidos industriais
Conhecendo o tratamento e a disposição dos resíduos sólidos industriais
O resumo é de um vídeo sobre tratamento e disposição de resíduos sólidos industriais, apresentado pela professora Reuniu, mestre em engenharia nuclear. No vídeo, ela aborda os sistemas de tratamento, que incluem operações para modificar as características físicas, químicas ou biológicas dos resíduos, visando reduzir ou neutralizar substâncias perigosas, recuperar materiais ou facilitar o uso como fonte de energia. Os processos utilizados na indústria são divididos em métodos físico-químicos, estabilização, tratamento térmico e biológico. As principais formas de tratamento e destinação mencionadas são aterros industriais, incineração, landfarming e encapsulamento. O vídeo também destaca a importância de métodos que minimizem os impactos ambientais e protejam a saúde pública.
Processos de tratamento dos resíduos sólidos industriais
Indústrias também são culpadas pela poluição ambiental
A poluição ambiental é o principal problema associado à rápida industrialização, à urbanização e ao aumento do padrão de vida das pessoas. Portanto, os resíduos parecem ser um subproduto do crescimento econômico. Por outro lado, com a crescente demanda por matérias-primas para a indústria de produção, os recursos não renováveis estão diminuindo a cada dia.
 
Os problemas relacionados com a eliminação de resíduos sólidos industriais estão associados à falta de infraestrutura e à negligência das indústrias em salvaguardas adequadas. As indústrias de grande e médio portes, localizadas em áreas industriais identificadas, ainda contam com alguns arranjos para disposição de resíduos sólidos. No entanto, o problema persiste com as pequenas indústrias. Algumas delas, de pequeno porte, acham mais fácil descartar resíduos de forma inadequada. Em algumas cidades, as áreas industriais, residenciais e comerciais são misturadas e, portanto, todos os resíduos ficam misturados.
Devido à variedade de indústrias, não existe um processo predeterminado. Há a necessidade de pesquisa e análise de processos adequados e economicamente viáveis, tendo como objetivo principal a reutilização ou a inertização dos resíduos. O tratamento de resíduos consiste em um processo de transformação, cujo objetivo é reduzir o volume e diminuir o perigo. Dentro dos processos de tratamento, temos:
Tratamentos físico-químicos: Os tratamentos físico-químicos envolvem processos físicos e químicos pelos quais as propriedades químicas ou físicas de um resíduo são modificadas. Esses tratamentos podem cumprir várias funções em um sistema de gerenciamento de resíduos.
Estabilização/solidificação: Os contaminantes de um resíduo são transformados em formas menos tóxicas ou menos móveis ou solúveis. As transformações ocorrem por meio de reações químicas que fixam os compostos tóxicos em polímeros impermeáveis ou em cristais estáveis.
Tratamentos biológico: É a decomposição de contaminantes pela ação de um conjunto de microrganismos. Esses tratamentos têm uma aplicação limitada, uma vez que os microrganismos são geralmente muito sensíveis a substâncias tóxicas. Em qualquer caso, é possível selecionar cepas e aclimatá-las para conseguir a degradação de certas substâncias. Geralmente, a capacidade de processamento desses sistemas é limitada e restrita a situações em que é possível trabalhar com baixas concentrações de contaminantes.
Tratamento térmico: A incineração é o tratamento térmico mais utilizado, podendo ser realizado em fornos especialmente concebidos, bem como em instalações industriais, desde que as características técnicas da instalação o permitam, bem como a composição dos resíduos. Outras alternativas de tratamento térmico incluem: pirólise, plasma e oxidação de sal fundido. Os métodos de tratamento térmico têm a vantagem de reduzir significativamente o volume de resíduos e permitir a recuperação de energia.
Tipos de tratamento e disposição
Vejamos agora alguns dos métodos mais comuns de tratamento de resíduos.
Reciclagem e recuperação: A reciclagem ou a recuperação de recursos é um dos métodos comuns de gestão de resíduos sólidos. Convencionalmente, os itens são limpos e processados antes da reciclagem. O processo visa à redução da perda de energia, redução de aterros sanitários e consumo de novo material.
A cada dia surgem técnicas inovadoras e mais eficientes para a reciclagem dos materiais, principalmente por conta do investimento contínuo. Issoambiental, entende-se que seja um conjunto de ações ordenadas e práticas realizadas por empresas e governos, com o objetivo de preservar o meio ambiente e garantir o desenvolvimento sustentável do planeta.
O Sistema de Gestão Ambiental é, na verdade, nada mais do que padronizar, documentar e organizar as práticas de gestão ambiental da empresa. Podemos dizer, ainda, que o Sistema de Gestão Ambiental está inserido ou faz parte da Gestão Ambiental.
A empresa que implanta um Sistema de Gestão Ambiental, de fato, adquire um olhar estratégico no que diz respeito ao meio ambiente, ou seja, deixa de agir unicamente se preocupando com os riscos, mas consegue perceber também as oportunidades. Quando ocorre a implantação do SGA, ocorre também o desenvolvimento da empresa como um todo, de maneira que a responsabilidade ambiental passa a ser disseminada para todos os setores, independentemente de serem da área de compras, operacional, de projetos, de serviços gerais, de administração, entre outros setores que existam na empresa.
Atenção: Vale a pena destacar que o mais importante em um Sistema de Gestão Ambiental é a organização e sistematização do conhecimento de maneira que as ações, práticas e métodos da empresa possam seguir o ciclo PDCA, que será estudado mais adiante, no módulo 3.
POR QUE IMPLANTAR O SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL? SERÁ QUE É REALMENTE NECESSÁRIO?
Há uma série de questionamentos que permeiam o empresariado, de uma maneira geral, quando se trata da implantação do Sistema de Gestão Ambiental. São dúvidas e perguntas como:
· Será que realmente é necessário, já que a poluição é inevitável?
· É caro, não dá retorno. Não será, portanto, somente para as empresas ricas e de grande porte?
· Será que vai exigir muito tempo e muito esforço da empresa?
· Não será uma ameaça para a empresa, já que os problemas ambientais serão expostos e, provavelmente, soluções terão que ser apresentadas para solucionar os mesmos?
· Essas soluções de controle ambiental não envolvem altos investimentos?
São perguntas que, muitas vezes, só são respondidas quando a empresa toma a decisão de implantar o sistema. Porém, se o empresariado avaliasse o custo de não ter um Sistema de Gestão Ambiental, muito provavelmente teria uma percepção diferente e não hesitaria em optar pela sua implementação.
A imagem a seguir, apresenta, de forma simplificada, alguns problemas a serem enfrentados pela falta de um Sistema de Gestão Ambiental.
Problemas enfrentados pela falta de um Sistema de Gestão Ambiental.
Analisando a imagem anterior, percebe-se claramente que, apesar de não ser obrigatória, a implantação do Sistema de Gestão Ambiental pode evitar, entre muitas outras coisas, a existência de passivos ambientais, multas, processos judiciais, acidentes ambientais, danos à imagem da empresa, perda de competitividade etc., possibilitando que a organização controle constantemente os impactos ambientais causados pelos seus processos. Uma vez que o Sistema de Gestão Ambiental esteja implantado e funcionando plenamente, a organização fica comprometida a atender não só os requisitos legais, mas também outras normas de forma voluntária, por ela definidas. Buscar de forma incessante a melhoria contínua no desempenho de seus processos.
A crescente conscientização ambiental da sociedade fez com que aumentasse a cobrança sobre as organizações no que tange aos seus padrões de produção e consumo de forma sustentável. Dessa maneira, as empresas que compreenderem que, para continuarem atuando de forma competitiva no mercado, precisarão inserir, cada vez mais, em suas estratégias comerciais, componentes para a proteção ambiental, ganharão novas oportunidades de negócios, por serem identificadas como empresas ecologicamente corretas.
E QUAIS SÃO OS PRINCÍPIOS DO SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL?
As oportunidades e as melhorias em todos os processos da organização devem ser buscadas por meio da perspectiva do Sistema de Gestão Ambiental, com o objetivo de minimizar os impactos gerados pelas suas atividades. Este é um modelo de gestão considerado sustentável. Está fundamentado em cinco princípios básicos, que precisam ser seguidos pelas organizações que desejam ter um Sistema de Gestão Ambiental:
1. Conhecer o que deve ser realizado, assegurando o comprometimento com o Sistema de Gestão Ambiental e definindo a política ambiental.
2. Elaborar um plano de ação voltado ao atendimento dos requisitos da política ambiental.
3. Assegurar as condições para o cumprimento dos objetivos e metas ambientais e implementar as ferramentas de sustentação necessárias.
4. Realizar avaliações qualiquantitativas periódicas de conformidade ambiental da empresa.
5. Revisar e aperfeiçoar a política ambiental, os objetivos e metas e as ações implementadas para assegurar a melhoria contínua do desempenho ambiental da empresa.
Segundo Naime (2004), a sustentabilidade implica o prolongamento do uso produtivo dos recursos naturais e, para tanto, é necessário atentar para a capacidade regenerativa do meio ambiente, de modo que possa haver um equilíbrio entre o crescimento econômico e a preservação ambiental.
Os impactos ambientais globais como efeito estufa, oriundos do lançamento indevido no meio ambiente de substâncias químicas como o dióxido de carbono, metano, entre outras de menor relevância, são evidentes quando observamos as mudanças climáticas que vêm ocorrendo no planeta.
A multiplicação dos riscos ambientais e tecnológicos de graves consequências são elementos importantíssimos para que se possa entender os limites e as transformações ocorridas na caminhada da construção dessa moderna sociedade, sendo cada vez mais explícita a complexidade do processo de transformação de uma sociedade crescentemente, não só ameaçada, mas diretamente afetada por riscos e agravos socioambientais. Implantar um Sistema de Gestão Ambiental, atendendo de forma eficaz os seus princípios básicos, apesar de não ser uma exigência legal, vem se tornando cada vez mais essencial para que as organizações consigam se tornar mais competitivas e lucrativas, porém sem perder o foco nas questões relacionadas à preservação ambiental.
Vídeos saiba mais
Gestão ambiental:
Resumo de um vídeo que fala sobre a diferença entre gestão ambiental e sistema de gestão ambiental. A gestão ambiental trata de utilizar os recursos naturais de forma correta, sem prejudicar a qualidade ambiental e a produtividade da empresa. Já o sistema de gestão ambiental é um conjunto de práticas e procedimentos que busca a melhoria contínua do desempenho ambiental da empresa. Embora no Brasil não seja obrigatório ter um departamento de gestão ambiental, é importante que as empresas controlem o consumo de energia elétrica, matéria-prima e a geração de produtos com defeito.
Gestão ambiental e o sistema de gestão ambiental 
Gestão ambiental é o ato administrativo que envolve todas as interfaces de determinada organização com o meio ambiente, ou seja, a utilização dos recursos naturais de maneira ecologicamente correta sem reduzir a produtividade e a qualidade ambiental. É fundamental que a empresa controle o consumo de energia elétrica, matéria prima e até mesmo a geração de produtos com defeito. No brasil não existe a obrigatoriedade de se manter um departamento para gestão ambiental apesar de possuir órgãos de fiscalização e um vasto arcabouço legal cuja responsabilidade está em classificar as ações em negativas das organizações como crimes ambientais. Entretanto a gestão ambiental pode se tornar obrigatória quando a sua prática é distribuída a outros setores da empresa uma vez que a legislação precisa ser respeitada ao longo do processo produtivo.
Sistema de gestão ambiental 
Este é um resumo de um vídeo que explica o que é um sistema de gestão ambiental, que faz parte da gestão ambiental de uma empresa e inclui a padronização, documentação e organização das práticas ambientais da organização. Qualquer organização pode ter seu próprio sistema de gestão ambiental, independentemente do tipo, tamanho ou orçamento. O objetivo é organizartorna o processo cada vez mais eficiente e barato (a partir da economia de energia, por exemplo).
Aterro sanitário industrial: É formado por sistemas de impermeabilização, drenagem, tratamento de gases e efluentes. Ele é projetado de forma que confine os resíduos numa área e no volume o mais reduzido possível, cobertos com material inerte. Esses tipos de aterros possuem o mesmo esquema básico de um aterro sanitário, diferindo no tipo de resíduo que recebe. Podem ser classificados em três classes: I, II e III. Os de classe I podem receber resíduos perigosos, que em função das suas características, apresentam risco à saúde e ao meio ambiente. Os de classe II só podem receber resíduos não perigosos e os de classe III, apenas resíduos inertes.
Compostagem: Devido à falta de espaço suficiente para aterros, os resíduos biodegradáveis do pátio podem se decompor em meio projetado para tal fim. Apenas os resíduos biodegradáveis são utilizados na compostagem, como as frutas e até mesmo as cascas de ovo, e se transformam em uma substância homogênea.
O estrume ecológico de qualidade é feito a partir do composto e é usado para fins agrícolas. A compostagem é um bom método verde de gestão de resíduos, além de promover a sustentabilidade, a economia e o enriquecimento dos solos.
Pirólise: A pirólise é um método de gerenciamento de resíduos sólidos no qual os resíduos sólidos são decompostos quimicamente por meio do aquecimento sem a presença de oxigênio. A pirólise geralmente ocorre sob pressão e em temperaturas na faixa de 150°C até 1600°C. Os resíduos sólidos são convertidos em gases, pequenas quantidades de líquidos e resíduos sólidos.
Um exemplo de aplicação bastante comum desse método é para realizar a carbonização da madeira. Um dos seus principais objetivos é a produção de carvão vegetal, que tem se tornado importante item para o fornecimento de energia em diversas indústrias.
Incineração: A incineração de resíduos sólidos envolve a queima em altas temperaturas, até que os resíduos se transformem em cinzas. Os incineradores são feitos de forma que não gerem calor extremo ao queimar resíduos sólidos. Esse método reduz o volume dos resíduos sólidos de 20% a 30% do volume original ou mais.
Como um método de gestão de resíduos sólidos, a incineração pode ser feita por indústrias, municípios, indivíduos e (ou) instituições. A incineração também gera energia ao aproveitar parte do que é liberado na geração de energia térmica ou elétrica. 
Landfarming: É um tratamento de biodegradação em que o substrato orgânico de um resíduo perigoso é degradado por uma população microbiana do solo. Essa técnica é muito utilizada para o tratamento de resíduos oleosos oriundos da indústria de petróleo.
Após pesquisas, esse método tem sido cada vez mais utilizado, principalmente por oferecer mais segurança, uma menor interferência no meio ambiente, além de ter um custo bem mais baixo do que outras formas de tratamento. A biodegradação promove mais qualidade ao solo por controlar o pH, a umidade, a adição de nutrientes e a aeração.
Encapsulamento: Também conhecido como técnica de solidificação/estabilização, esse processo pode ser utilizado para encapsular compostos químicos nocivos por reações de absorção, hidratação ou precipitação, por meio de uma matriz ligante.
O objetivo do encapsulamento é criar novos compostos em uma forma estável que englobe os elementos nocivos, que são não perigosos ou menos perigosos do que a matéria-prima (inicial), transformando esses resíduos em materiais com características de manuseio, transporte e destinação final melhor.
Gaseificação: É um processo de conversão termoquímica dos resíduos em produto gasoso em altas temperaturas com o auxílio de agente de gaseificação, observando-se que, nesse processo, o material combustível sofre uma oxidação parcial.
O agente de gaseificação (outro composto gasoso) permite que a matéria-prima seja rapidamente convertida em gás por meio de diferentes reações heterogêneas. O processo de gaseificação oferece considerável recuperação de energia e reduz a quantidade de emissão de poluentes potenciais.
Vem que te explico
Processos de tratamento dos resíduos sólidos industriais
Resumo do vídeo: No vídeo, é abordado o tema dos processos de tratamento de resíduos sólidos industriais, enfatizando a importância desse assunto. Destaca-se que o tratamento visa à reutilização ou inertização dos resíduos, e que não há um processo único, sendo necessário desenvolver métodos viáveis economicamente. Os processos de tratamento são divididos em quatro categorias: físicos e químicos, estabilização, térmicos e biológicos. Os métodos físico-químicos aproveitam as propriedades dos resíduos para reduzir sua periculosidade. A estabilização envolve a fixação dos resíduos perigosos usando aglutinantes e produtos químicos. No tratamento térmico, é aplicada calor para alterar as características dos resíduos através de processos físico-químicos, como redução de volume. O tratamento biológico utiliza microorganismos para decompor os resíduos em substâncias menos poluentes. O vídeo finaliza com agradecimentos e votos de bons estudos.
Tipos de tratamentos e disposição
Resumo do vídeo: O vídeo aborda os principais tipos de tratamento e disposição de resíduos sólidos. Os tratamentos mencionados incluem a reciclagem, que transforma resíduos em matéria-prima; a compostagem, um processo biológico de degradação de matéria orgânica; a incineração, que queima resíduos com excesso de oxigênio gerando cinzas e energia; e o aterro sanitário industrial, que confina resíduos de forma estruturada. Outros métodos apresentados são a pirólise, decomposição química por aquecimento; o landfarming, biodegradação de resíduos oleosos; o encapsulamento, que mistura resíduos com materiais impermeáveis para reduzir a periculosidade; e a gaseificação, conversão termoquímica de resíduos com baixa quantidade de oxigênio. O vídeo conclui incentivando bons estudos sobre o tema.
Verificando o aprendizado
Questão 1: (CEBRASPE – 2018) No âmbito do tratamento de resíduos sólidos, tem-se um processo no qual a oxidação parcial de um material combustível (sólido ou semissólido), que contenha carbono, é capaz de gerar um gás que pode ser usado para a produção de energia e produtos químicos. Esse processo denomina-se
A pirólise.
B digestão.
C incineração.
D gaseificação.
E plasma térmico.
Parabéns! A alternativa D está correta.
A gaseificação é um processo de oxidação parcial de materiais combustíveis carbonáceos (que contenham carbono), a uma temperatura elevada e pressão variável, transformando a matéria em um gás combustível.
Questão 2: (UFAM – 2016 – adaptada) A respeito dos objetivos do tratamento de resíduos sólidos urbanos, considere V para verdadeiro e F para falso nas afirmativas:
 
( ) A reciclagem consiste, basicamente, no descarte final dos resíduos que foram gerados durante o processo de produção.
( ) A disposição em aterros sanitários é uma forma de destinação final adequada dos resíduos sólidos urbanos que não foram reciclados ou reutilizados.
( ) A compostagem consiste no processo biológico de decomposição da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal.
( ) A incineração é o processo de redução de peso e volume dos resíduos pela combustão controlada e é utilizada, no Brasil, basicamente, para o tratamento de resíduos hospitalares e industriais.
( ) A reciclagem, a reutilização, a recuperação e a compostagem são formas de reaproveitamento ou tratamento dos resíduos.
 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de V e F de cima para baixo:
A V – V – V – V - V
B F – V – V – F - V
C F – V – V – V - V
D F – F – V – F - F
E F – F – F – V - V
Parabéns! A alternativa C está correta.
De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a reciclagem é o processo em que há a transformação do resíduo sólido que não seria aproveitado, com mudanças em seus estados físico, físico-químico ou biológico, de modo a atribuir características ao resíduo para que ele se torne novamentematéria-prima ou produto.
4. Planos de gerenciamento de resíduos sólidos industriais
Estudando os planos de gerenciamento de resíduos sólidos industriais
Resumo do vídeo: Neste vídeo, a professora Renilda, mestre em engenharia nuclear, aborda a política dos 5 Rs (Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar) e os planos de gerenciamento de resíduos sólidos. Ela explica como essas políticas têm se intensificado devido aos problemas ambientais gerados pela produção e consumo da sociedade. A professora detalha as ações necessárias para reduzir o impacto dos resíduos, como treinamento de pessoal, diagnóstico e classificação dos resíduos, acondicionamento adequado, e a importância do correto armazenamento e transporte. A política dos 5 Rs visa promover uma mudança de hábitos nas empresas, priorizando a redução do consumo e o reaproveitamento de materiais para alcançar a sustentabilidade.
Política dos 5 Rs da gestão de resíduos
A poluição ambiental é o principal problema associado à rápida industrialização, à urbanização e ao aumento dos padrões de vida das pessoas. Os resíduos sólidos industriais têm causado danos ao meio ambiente e à saúde humana. Esforços devem ser feitos para controlar a poluição decorrente da eliminação de resíduos pela conversão desses resíduos indesejados em matérias-primas utilizáveis para vários usos benéficos. Os problemas relacionados à disposição de resíduos sólidos industriais estão associados à falta de infraestrutura e à negligência das indústrias em adotar as devidas salvaguardas.
O processo de gestão de resíduos visa reduzir ao máximo aqueles não degradáveis, minimizando o seu impacto no ambiente e otimizando a utilização dos recursos disponíveis.
A regulamentação vigente exige que as empresas cumpram o plano de gestão de resíduos estabelecido, independentemente de serem ou não considerados tóxicos ou perigosos. É por isso que cada empresa é responsável pelos seus resíduos industriais, ficando com a obrigação de geri-los nas condições estabelecidas pela regulamentação, que pode variar de acordo com o seu tipo.
Quando uma indústria é uma grande produtora de resíduos, especialmente uma que produz resíduos perigosos, é importante ter um plano de gestão de resíduos de qualidade. Existem certas abordagens na gestão de resíduos que ajudam a ser mais criterioso no tratamento dos resíduos. Um dos conceitos mais úteis na gestão de resíduos é seguir a regra dos 5 Rs da gestão de resíduos. Isso ajudará a evitar desperdícios e a fazer um negócio mais sustentável.
Quais são os 5 Rs?
Gerir os resíduos é um ponto importante nas empresas
Como vimos, é importante para qualquer empresa que produz grandes quantidades de resíduos usar um programa de gestão de resíduos de qualidade para manter o ambiente mais limpo e garantir que todos os resíduos perigosos sejam descartados com segurança. Uma parte significativa do processo é implementar as etapas conhecidas como os 5 Rs.
 
Os 5 Rs referem-se a um processo usado pelas empresas para melhorar o resultado de seus programas de reciclagem, por meio da redução da quantidade de resíduos que produzem. Eles incluem repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar. Cada uma dessas etapas deve ser seguida até o último detalhe para que o plano funcione em todo o seu potencial.
Entenda melhor cada uma delas a seguir.
1. Repensar: O primeiro dos 5 Rs é repensar. Repensar significa analisar se o que uma organização está comprando é realmente necessário para a operação, quais são os desperdícios que podem ser minimizados, se existe uma ação de reaproveitamento implantada e quais estratégias podem ser desenvolvidas para reduzir o consumo.
O primeiro passo, portanto, é repensar e adotar uma nova abordagem para o pensamento de desperdício zero, desenvolvendo intervenções para mudar os paradigmas existentes. Também diz respeito à mudança na forma como projetamos produtos, ou seja, trata-se de repensar e redesenhar os produtos para que não tenham desperdício, de modo que, uma vez que cheguem ao fim de sua vida útil, voltem a ser um recurso.
2. Recusar: Significa parar o desperdício em sua fonte, recusando-se a comprar ou usar produtos mal projetados ou desnecessários, como plásticos de uso único que impactam o meio ambiente de forma negativa. Mudar para decisões de compra mais sábias e manter padrões mais eficientes no início do processo de gerenciamento de resíduos facilitará muito a recusa de resíduos desnecessários.
3. Reduzir: Esta etapa é extremamente benéfica para o objetivo final do processo. Reduzir refere-se à redução de materiais nocivos e não recicláveis, visando diminuir o máximo possível a geração de resíduos e prevenindo desperdícios. Para essa etapa, é necessário o entendimento da cadeia de produção, para identificar em que ponto ocorrem os grandes desperdícios e minimizá-los.
4. Reutilizar: A etapa de reutilização consiste em voltar a se beneficiar de um bem já utilizado (resíduos sólidos). Para isso, é necessário agrupar e classificar resíduos sólidos anteriormente, a fim de tratá-los de uma maneira especial. Para esse efeito, é preciso separar e distinguir entre materiais orgânicos e inorgânicos, secos ou úmidos. Ao segregar, separamos os resíduos para poder dar-lhes um uso posterior, seja comercialização, reutilização, reciclagem ou compostagem.
5. Reciclar: A etapa final do processo é a reciclagem, processo de recuperação de material de resíduos e transformação em novos produtos. Reciclar algo significa que ele será transformado novamente em matéria-prima que pode ser moldada em um novo item.
Plano de gerenciamento de resíduos sólidos (PGRS)
Os PGRSs são ações implantadas nas indústrias que abrangem um conjunto de procedimentos buscando a minimização de geração, a reutilização e a reciclagem, o acondicionamento, o armazenamento temporário, o transporte, o tratamento e a destinação final adequada dos resíduos sólidos, de modo a atender à legislação vigente.
Atenção: A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece a exigência de elaboração de PGRS por empreendimentos geradores de resíduos, como um dos requisitos para a obtenção do licenciamento ambiental.
A PNRS também estabelece os conteúdos mínimos presentes no plano, tais como:
· Descrição do empreendimento.
· Diagnóstico dos resíduos (caracterização, origem, volume, passivos ambientais relacionados a esses resíduos).
· Informação dos responsáveis por cada etapa do gerenciamento.
· Procedimentos operacionais.
· Identificação das soluções.
· Ações preventivas e corretivas.
· Metas.
· Periodicidade de sua revisão, entre outros.
Atividades de um sistema de gestão de resíduos
A seguir, confira em detalhes as atividades mais importantes que fazem parte de um sistema de gestão de resíduos.
Treinamento dos funcionários
Todos os funcionários que lidam com o manuseio dos resíduos devem ter conhecimento dos aspectos ambientais e legais de suas atividades.
É de suma importância que os funcionários conheçam as especificações ambientais e legais da atividade que desenvolvem
Diagnóstico dos resíduos sólidos gerados
Para o gerenciamento dos resíduos, o primeiro passo se inicia com o diagnóstico dos resíduos sólidos gerados, identificando origem, volume e caracterização. Esse diagnóstico é realizado tendo como observância as definições da PNRS e da NBR 10.004. A identificação dos resíduos gerados deve ser realizada por meio da avaliação criteriosa do processo produtivo e das atividades que existem em função deste (tais como manutenção, análises laboratoriais e outros).
O diagnóstico dos resíduos industriais é determinante para que haja um gerenciamento eficiente do que é gerado
Caracterização e classificação
Conhecer as características dos resíduos e classificá-los é importante porque permite detectar oportunidades para melhorar ineficiências do processo produtivo, mediante a aplicação de técnicas de produção limpa. Por outro lado, conhecer a caracterização dos resíduos é necessário para determinar quais operações serão adotadas, determinando o tipo de manuseio, acondicionamento,armazenamento e transporte, bem como se estarão em condições de descarga ou dispostos em locais adequados.
A classificação de resíduos determina o tipo de manuseio, acondicionamento, armazenamento e transporte dos materiais
A caracterização por métodos analíticos quantitativos em peso e volume e a classificação devem ser realizadas de acordo com as normas estabelecidas para amostragem, sendo elas a NBR 10.004/2004 e a NBR 10.007/2004.
Manuseio
O manuseio dos resíduos deve ser realizado por operadores e funcionários da empresa devidamente treinados para manuseá-los de forma correta, evitando riscos à sua própria saúde.
Funcionários que manuseiam os resíduos devem ser treinados
Segregação de resíduos
A PNRS estabelece que a segregação dos resíduos faz parte de uma das etapas do PGRS. Ela se baseia na separação dos resíduos de acordo com suas características físicas, químicas, biológicas e radiológicas, assim como o seu estado físico, que se divide em sólido e líquido. A segregação deve acontecer no local da origem e em cores de acordo com os padrões estabelecidos na Resolução Conama nº 275/2001.
Código das cores: elas definem um coletor para cada tipo de resíduo
Acondicionamento e armazenamento
A forma de acondicionamento e o tempo que deve permanecer na instalação dependem das características do resíduo, tais como seu estado físico, umidade, densidade e volume, sua periculosidade, a operacionalidade, entre outros. Os recipientes de acondicionamento comumente utilizados são: tambores metálicos, bombonas plásticas, baldes, contêineres, tanques, sacos plásticos, fardos, caixas, cestos, silos e a granel.
Contêineres de armazenamento de resíduos em local autorizado
As normas NBR 12.235/1992 (Armazenamento de resíduos perigosos) e NBR 11.174/1990 (Armazenamento de resíduos não inertes e inertes) estabelecem o local (área autorizada) e a forma de contenção temporária de resíduos.
Transporte e logística de movimentação dos resíduos
A instalação é responsável pelo transporte interno e externo do resíduo, ou seja, desde a sua geração até a destinação final. O transporte interno envolve o local de geração até o local de armazenamento, por meio de trajetos preestabelecidos. O transporte externo pode ser marítimo, fluvial, ferroviário e rodoviário.
O transporte de resíduos pode ser marítimo, fluvial, ferroviário e rodoviário
Plano de contingência
O PGRS deve especificar ações preventivas e corretivas para controlar o acondicionamento, o tratamento e a disposição final dos resíduos, de modo a minimizar os danos ao meio ambiente e ao patrimônio decorrentes de anormalidades em qualquer uma das etapas do gerenciamento dos resíduos.
O planejamento de ações preventivas minimiza os danos ao meio ambiente
Tratamento
No tratamento, prioriza-se a reciclagem interna, com o reaproveitamento na unidade que gerou o resíduo, ou com o reaproveitamento num processo de outra unidade industrial. Os resíduos que não podem ser evitados ou recuperados (reutilizados, recuperados ou reciclados), em virtude de qualquer uma das técnicas de produção limpa, podem precisar ser tratados antes do descarte ou disposição final em locais adequados. O tratamento é definido como qualquer mecanismo ou processo usado para reduzir a quantidade ou o perigo de um resíduo.
Empresas investem cada vez mais em estruturas para o tratamento dos resíduos de suas produções
Existe uma grande variedade de métodos de tratamento, e a aplicação de um ou outro dependerá das características particulares dos resíduos, da disponibilidade de espaço e dos custos associados. Caso os resíduos gerados necessitem de tratamento, este poderá ser realizado tanto dentro da própria empresa como fora dela.
Disposição final
Quando o resíduo deixa de ter valor econômico, passa a ser considerado resíduo e sua única destinação é a disposição final em aterro sanitário e/ou de segurança. A aplicação dos tratamentos resulta na diminuição da quantidade e da periculosidade dos resíduos industriais; no entanto, não elimina a necessidade de sua disposição final.
Resíduos sólidos em aterro sanitário
Além disso, como resultados da aplicação de sistemas de tratamento, em muitos casos são obtidos contaminantes concentrados, que necessariamente terão que ser descartados devidamente tratados como resíduos sólidos em um aterro.
Vem que te explico! 
Política dos 5 Rs da gestão de resíduos
Resumo do vídeo: O vídeo aborda a política dos 5 Rs na gestão de resíduos, visando reduzir a geração de resíduos através do consumo consciente. Essa política pode ser aplicada em empresas como uma ferramenta de educação ambiental e consiste em cinco ações: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar. Repensar envolve a análise do modelo de negócios e dos impactos ambientais. Recusar refere-se a evitar matérias-primas e produtos prejudiciais ao meio ambiente, incentivando fornecedores a adotarem práticas sustentáveis. Reduzir está ligado ao consumo consciente, usando somente o necessário e aumentando a eficiência dos processos para diminuir a necessidade de matérias-primas e resíduos. Reutilizar implica usar itens já utilizados sem alterações drásticas. Reciclar consiste em transformar resíduos em novos produtos ou matérias-primas, podendo gerar renda adicional para a empresa. O vídeo finaliza incentivando o aprendizado contínuo e a aplicação desses conceitos.
Plano de gerenciamento de resíduos sólidos (PGRS)
Resumo de vídeo: O vídeo aborda o plano de gerenciamento de resíduos sólidos industriais, destacando sua importância e as etapas envolvidas na elaboração e implementação. O plano visa minimizar a geração de resíduos e engloba ações de segregação, coleta, classificação, armazenamento, transporte, reciclagem, reutilização e disposição final dos resíduos. Ele é essencial para o licenciamento ambiental e a renovação das licenças de operação. O vídeo enfatiza a necessidade de um diagnóstico completo dos setores para identificar e classificar os resíduos conforme a norma NBR 10004. Também aborda a importância da separação e acondicionamento adequados dos resíduos para evitar contaminação e preservar a capacidade de reutilização. Conclui destacando a adequação dos veículos de transporte para cada tipo de resíduo.
Verificando o aprendizado
Questão 1: (AMEOSC – 2018) Na reciclagem, os descartes de madeiras devem ser efetuados em:
A lixeiras de cor amarela.
B lixeiras de cor preta.
C lixeiras de cor roxa.
D lixeiras de cor cinza.
E lixeiras de cor verde.
Parabéns! A alternativa B está correta.
Segundo a Resolução Conama nº 275/2001 e seu código de cores, a cor preta corresponde ao descarte de madeira.
Questão 2: (AMEOSC – 2018) A Resolução Conama nº 275/2001 estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos. Em relação ao padrão de cores, analise:
 
I - Vidros devem ser descartados em lixeiras de cor azul.
II - Metais devem ser descartados em lixeiras de cor verde.
III - Resíduos orgânicos devem ser descartados em lixeiras de cor marrom.
 
Está correto o que se afirma em
A I e III.
B II apenas.
C III apenas.
D II e III.
E I apenas.
Parabéns! A alternativa C está correta.
De acordo com a Resolução Coanama nº 275/2001 e seu código de cores, a cor verde corresponde ao descarte vidro; o amarelo, ao metal; e o marrom, aos resíduos orgânicos.
5.Conclusão
Considerações finais
A Gestão de Resíduos Sólidos e, em particular, resíduos perigosos, é uma preocupação em quase todos os países. À medida que o mundo evolui, a sociedade vem mudando suas estruturas, seus esquemas de produção e consumo. O mundo tornou-se mais produtivo para sustentar a demanda da sociedade, e os produtos, por sua vez, reduziram significativamente seu ciclo de vida, tornando-se cada vez mais complexos. Isso traz como consequência um aumento nos volumes de resíduos gerados e um aumento na presença de materiais perigosos neles.
Essa situação pode e tem causado impactos ambientais e de saúde de longo prazo, com custos associados extremamente elevados. Os locais contaminados causados pelo descarte inadequado deresíduos são exemplo claro dessa situação, com numerosos exemplos de repercussões na saúde da população. Para reduzir efetivamente o risco à saúde e ao meio ambiente associado à gestão de resíduos sólidos industriais, é essencial desenvolver planos de gestão de resíduos que abordem a prevenção, contemplando tanto a redução da geração de resíduos quanto a reutilização, a reciclagem e a disposição final, de forma a garanteirpráticas de gestão ambientalmente saudáveis.
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Para expandir seus conhecimentos sobre o assunto abordado, acesse os sites das seguintes instituições:
• Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).
• Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
• Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir)
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR 10.004/2004: Resíduos Sólidos – Classificação. 2. ed. Rio de Janeiro, 2004a.
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR 10.007/2004: Amostragem de resíduos sólidos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2004b.
 
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Logística Reversa. Consultado na internet em: 8 fev. de 2022.
 
COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL. CETESB. Inventário estadual de resíduos sólidos domiciliares: Relatório síntese 1999. São Paulo, 2000.
 
CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. CONAMA. Resolução Conama nº 275, de 25 de abril 2001. Estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos. Consultado na internet em: 14 fev. 2022.
TEMA 4 – IMPACTOS E RISCOS AMBIENTAIS: DEFINIÇÕES E AVALIAÇÕES
1.Riscos e impactos ambientais e crimes ambientais
Itens iniciais
Propósito
O entendimento das definições e avaliações associadas aos riscos ambientais é essencial para os profissionais nas áreas relacionadas ao meio ambiente, pois na profissão há vários problemas a serem tratados, nos quais a análise e aceitação do risco podem evitar grandes impactos ambientais, inclusive relacionados a autuações e multas pelo não cumprimento da legislação vigente.
Preparação
Antes de iniciar seu estudo, pesquise e acesse as principais legislações relacionadas ao tema para entender termos e diretrizes associados à área ambiental. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999; Lei nº 6.902, de 27 de abril de 1981; Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001.
Objetivos
· Reconhecer os conceitos e definições de riscos e impactos ambientais.
· Empregar as legislações de crimes ambientais e educação ambiental.
· Analisar os impactos positivos e negativos relativos às estações ecológicas.
· Identificar as ações do estatuto da cidade no equilíbrio ambiental.
Introdução
O resumo do vídeo aborda os seguintes pontos principais. Primeiramente, ele explica os conceitos e definições de riscos e impactos ambientais, diferenciando-os dos aspectos ambientais, que se referem aos efeitos das atividades humanas sobre o meio ambiente. Em seguida, discute o conceito de riscos ambientais e suas consequências. O vídeo também cobre a importância de empregar legislações contra crimes ambientais, como poluição, desmatamento ilegal, caça e pesca predatória e tráfico de animais silvestres, e a necessidade de punição para garantir a proteção do meio ambiente. Outro ponto destacado é a análise dos impactos positivos e negativos das estações ecológicas, áreas protegidas destinadas à preservação da fauna e flora nativas e à realização de pesquisas científicas e atividades de educação ambiental. Por fim, o vídeo fala sobre o Estatuto da Cidade, uma lei federal que estabelece diretrizes para o desenvolvimento urbano sustentável no Brasil, ressaltando sua importância para o equilíbrio ambiental. Conclui incentivando os espectadores a continuar estudando e assistindo os próximos vídeos. O resumo é de um vídeo.
Problemas atuais de práticas lesivas ao meio ambiente
Neste vídeo, apresentaremos quais práticas lesivas ao meio ambiente ocorrem atualmente e de que forma essas práticas podem ser mitigadas ou extinguidas.
Resumo do vídeo: Neste módulo, são apresentadas definições importantes sobre risco ambiental, impacto ambiental e crimes ambientais, acompanhadas de exemplos práticos. Aprende-se sobre a necessidade de licença ambiental para empreendimentos que envolvem fabricação e a importância de diagnóstico ambiental para adequação às leis. O vídeo aborda também a geração de resíduos, exigências do Ibama e métodos de controle da poluição, exemplificando com uma madeireira que precisa instalar sistemas de exaustores para evitar crimes ambientais. O objetivo é motivar o estudo dos temas relacionados a riscos, impactos e crimes ambientais.
Risco ambiental
Você vai ver neste vídeo os conceitos sobre riscos ambientais e o quão grave esses riscos podem ser para o planeta e, consequentemente, para a humanidade.
Este resumo é de um vídeo. O vídeo aborda o tema do risco ambiental, iniciando com a definição do termo "risco" de forma geral, que pode ter conotações tanto positivas quanto negativas. Explica que o risco ambiental é a probabilidade de ocorrência de danos ao meio ambiente, causados por fatores naturais, sociais ou tecnológicos. Riscos sociais incluem conflitos comunitários e impactos na cultura; riscos tecnológicos são associados a falhas em sistemas e poluição; e riscos naturais estão relacionados a desastres naturais como inundações e terremotos. Exemplos práticos são fornecidos, como deslizamentos no litoral paulista e a queda de uma rocha em Capitólio, demonstrando a importância de considerar riscos ambientais em projetos e atividades cotidianas. O vídeo conclui discutindo formas de gerenciar riscos, incluindo a aceitação, mitigação e transferência de riscos, e ressalta a importância de estar ciente desses riscos no dia a dia.
O que é risco?
O termo “risco” é muito utilizado em nosso cotidiano. As pessoas falam sobre risco de perder o emprego ou risco de chegar com atraso, em caso de um congestionamento no trânsito. Mas o que efetivamente significa risco?
Um risco é qualquer coisa, desconhecida ou incerta, que pode impedir o atingimento de um objetivo, ou seja, a obtenção de sucesso. Geralmente, um risco é qualificado pela probabilidade da ocorrência e pelo impacto que ela pode causar em um projeto ou processo, caso ocorra.
Já o risco ambiental é a probabilidade de um dano ocorrer e causar prejuízos ao meio ambiente, que podem ser relacionados à ordem natural, social ou tecnológica. O risco está intrinsecamente associado à vulnerabilidade do local, mas existem ainda vários fatores impactantes, como o relevo da área, a cultura da sociedade e a condição econômica e política.
Exemplo: Existem os riscos relacionados à forma como ocorre a utilização e a ocupação do solo, principalmente quando existe uma ocupação de áreas de forma não planejada, o que gera locais de risco, como uma comunidade ribeirinha ou um aglomerado populacional (comunidade), ambos vulneráveis a enchentes.
Tipos de riscos
Existem três tipos de riscos: os sociais, os tecnológicos e os naturais.
Riscos sociais
Esses riscos são avaliados de diferentes modos:
1. Quando a humanidade causa um dano a ela mesma como, por exemplo, quando existe um conflito armado, considerando episódios de guerra;
2. Quando existe a relação vulnerabilidade x marginalidade x desastres naturais, sendo que é preciso entender que os grupos marginalizados ocupam moradias menos favorecidas e possuem pouca projeção de ascensão social, deixando esse grupo mais exposto aos desastres naturais. Um exemplo disso é o uso e ocupação do solo de áreas com instabilidade, sem infraestrutura adequada, apresentando vulnerabilidade ao risco de desabamento de encostas por conta de chuvas, já que o solo perde a estabilidade com a saturação e as moradias improvisadas, sem fundação adequada, não resistem ao volume de água e às ventanias;
3. Quando temos as chamadas carências sociais, visto que os indivíduos sofrem com exclusão e falta de acesso de serviços básicos, afetando o emprego e a renda e, consequentemente, a moradia e vulnerabilidade.
Riscos tecnológicosSão aqueles provenientes de eventos que podem ser considerados como acidentais, que podem envolver ainda substâncias perigosas e ocorrem em locais variados, como espaços públicos ou coletivos, estabelecimentos comerciais e/ou em áreas industriais. Existe grande risco desses eventos trazerem danos de ordem significativa para os colaboradores, vizinhança da região, equipamentos industriais ou para o próprio meio ambiente.
Essa classe de risco está associada, principalmente, à ação humana. Porém, em alguns casos, os eventos se iniciam por meio de fenômenos naturais, de maneira que são necessários planos de contingência e emergência para esses eventos, a fim de não colocar em risco a operação, os colaboradores e o meio ambiente.
Vamos pensar em uma indústria que descobriu painéis elétricos, que estavam desativados, mas que começou a chover de forma intensa, molhando estes. É preciso tomar muito cuidado quando eles forem ativados, por risco de choque elétrico, e até por curto-circuito de todo o sistema.
Riscos naturais
São resultantes de ocorrências naturais e estão associados a cheias e inundações, seca, ondas de calor, frio intenso e neve, atividade sísmica, tsunamis, erupções vulcânicas, movimentos de massa de vertentes, erosão costeira, trovoadas e tornados, entre outros fenômenos adversos.
Impacto ambiental
Neste vídeo, vamos conhecer as principais diferenças entre os conceitos de impactos ambientais e aspectos ambientais.
Resumo do vídeo: O vídeo explica a diferença entre aspectos ambientais e impactos ambientais para evitar confusão entre os conceitos. Aspectos ambientais são ações ou processos que interagem com o meio ambiente, como fabricação de produtos ou prestação de serviços. Impactos ambientais são mudanças no ambiente resultantes dessas ações, podendo ser positivos ou negativos. Exemplos dados incluem geração de resíduos (que pode resultar em poluição ou reciclagem) e ações cotidianas como lavar louça ou lavar carro. O vídeo destaca a importância de compreender esses conceitos para atuar de forma consciente e sustentável em casa e nas empresas.
Os impactos ambientais são modificações no ambiente provocadas pelas atividades humanas. Esses impactos podem ser:
Benéficos (positivos): Em casos nos quais as alterações resultam em melhorias para o meio.
Maléficos (negativos): Em casos de alterações que causam risco para os recursos naturais ou sociedade.
Mesmo contando com classificações positivas e negativas, o termo impacto é mais usual para aspectos negativos, principalmente aqueles que dizem respeito às atividades humanas sobre o meio ambiente, que envolve a exploração de recursos em benefício próprio.
Para todas as atividades industriais, há consumo de recursos naturais (água), de energia elétrica (proveniente muitas vezes de fontes não renováveis) e geração de resíduos, que representam impactos negativos para o meio ambiente. Um exemplo é o descarte de efluentes industriais sem o devido tratamento e a consequente poluição da água, do ar e do solo.
Principais impactos ambientais negativos
Os impactos ambientais negativos mais comuns são provenientes das próprias atividades humanas, do desenvolvimento e industrialização, como, por exemplo:
Diminuição da biodiversidade da flora e da fauna
Causada pela necessidade de exploração dos espaços naturais com vegetação para produção intensiva de alimentos ou para construções humanas. Ou seja, tais áreas foram impactadas pela construção de estradas, propriedades rurais, fábricas e dos próprios municípios, diminuindo o habitat de animais e plantas e provocando a extinção de algumas espécies.
Contaminação da água, do ar e do solo
Causada pela grande quantidade de resíduos gerados pelas atividades humanas, sem o devido tratamento, gerando grandes prejuízos ao ambiente.
Impermeabilização e redução da fertilidade do solo
Causadas pela não utilização de técnicas de preservação do solo em atividades da agricultura e pecuária, deixando o solo erosivo, tornando-o infértil e gerando prejuízos. Isso também acontece nas cidades e na construção das estradas, pois a impermeabilização do solo pelo asfalto impede a infiltração da água, causando alagamentos em períodos chuvosos e perda das áreas de recarga dos lençóis subterrâneos.
Crise hídrica
Causada a partir da escassez e indisponibilidade hídrica em alguns locais, por conta das aglomerações urbanas e grandes indústrias, em virtude do grande consumo desses recursos, já que todas as atividades humanas necessitam de água.
Mudanças climáticas
Causadas pelo efeito estufa e o aquecimento global, gerados por conta das altas emissões de carbono na atmosfera, originados de processos industriais e veículos, e que têm contribuído para o aumento da temperatura do planeta e eventos extremos no clima.
Aspectos ambientais versus impactos ambientais
Os aspectos ambientais são a fabricação de produtos e a prestação de serviços de um empreendimento que vão interagir diretamente com o meio ambiente. Já os impactos são os resultados das ações que modificam o meio ambiente.
Para compreender a diferença entre aspectos e impactos ambientais, vamos ver alguns exemplos.
	Atividade, serviço
	Aspecto ambiental
	Impacto ambiental
	Lavagem de carro
	Agente de limpeza na água servida
	Potencial poluição da água
	
	Consumo de água
	Impacto em recursos naturais (esgotamento)
	Aquecimento
	Emissões de caldeira
	Poluição do ar
	Processo produtivo
	Geração e descarte de resíduos
	Contaminação do solo
	Armazenamento de combustível em tanque na superfície ou subterrâneo
	Potencial para vazamento ou derramamento
	Contaminação de solo ou de águas subterrâneos
Tabela: Exemplos de aspectos e impactos ambientais.
Charlie Hudson Turette Lopes.
Assim, para todas as atividades e serviços há aspectos e impactos ambientais, potencializados pela velocidade dos métodos utilizados para exploração. São utilizados recursos naturais além da capacidade de reposição orgânica, como matérias-primas e energia para produção.
Lei de crimes ambientais
Neste encontro, o professor Charlie Hudson apresenta a legislação que prevê os crimes contra o meio ambiente.
Resumo de um vídeo: Neste vídeo, discutimos a legislação de crimes ambientais, focando na correta interpretação e aplicação da Lei nº 9605, que aborda crimes contra a fauna, flora, poluição, ordenamento urbano, patrimônio cultural, e administração ambiental. Exemplos incluem captura ilegal de animais, desmatamento sem autorização, poluição de águas, descaracterização de prédios históricos, e falsificação de documentos ambientais. No vídeo, analisamos exemplos práticos, como o impacto da matança de abelhas, a emissão de resíduos sem licenciamento, e a responsabilidade compartilhada entre pessoas físicas e jurídicas, destacando a importância da responsabilidade dos engenheiros no cumprimento das normas ambientais.
Crimes ambientais são danos e agressões à vegetação, aos animais, aos recursos naturais e ao patrimônio cultural, configurados em atos e ações que que desrespeitam ou descumprem a legislação vigente. Esses crimes são passíveis de punição, multa e/ou detenção.
A Lei nº 9.605 de 1998, denominada Lei dos Crimes Ambientais, foi criada tendo como referência o artigo 225 da Constituição Federal, cujo texto diz que:
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
(BRASIL, 1998)
A proteção do meio ambiente é especificada na Constituição Federal, pois entende-se que no art. 225 todos os cidadãos têm direito a um ambiente saudável.
A Lei de Crimes Ambientais tem como finalidade a compensação dos impactos e danos causados ao meio ambiente. Vamos pensar sobre um caso comum de crime ambiental. Se uma empresa está em pleno funcionamento sem autorização ou licença ambiental cabida, isso é considerado como descumprimento de uma exigência legal, passível de multa. Outro caso comum é a não emissão demanifesto de transporte de resíduos (MTR) por meio do sistema On-line Nacional, ou do estado em que se localiza. Todos os resíduos gerados devem ter rastreabilidade por meio de MTR, isso está previsto em lei e o descumprimento dessa exigência é passível de punição.
A Lei nº 9.605/98 contém artigos que preveem sanções administrativas e penais para as práticas que podem causar malefícios à natureza e à saúde da população. Vamos conhecer, a seguir, os principais crimes ambientais.
Crimes contra a fauna
Os artigos 29 a 37 da Lei nº 9.605 definem os crimes ambientais contra os animais como aqueles que possam causar morte, perseguição, caça, utilização, de espécies nativas ou em rota migratória, quando não houver a autorização de permissão cabida pelo órgão ambiental.
Assim, a legislação ambiental brasileira protege os animais silvestres e qualquer espécie nativa ou migratória, terrestre ou aquática que vive nos limites do território brasileiro.
A lei trata dos seguintes itens:
· Deslocar e/ou comercializar animais que foram abatidos sem autorização;
· Pescar em locais impróprios ou sem permissão, considerando a utilização de equipamentos ou substâncias para essa finalidade;
· Caçar, sem aprovação ou de modo predatório, animais em extinção ou em período de reprodução (que está com baixa de espécies) ou estar munido de ferramentais e utensílios para praticar esses atos em locais protegidos pela legislação (Ex: unidades de conservação);
· Cometer maus-tratos, causar ferimento, abuso ou qualquer mutilação em animais silvestres;
· Agir de maneira a causar dor ou agir com crueldade com a fauna quando houver outras alternativas para essa ação;
· Gerar e despejar efluentes ou substâncias consideradas tóxicas que possam colocar em risco a saúde da fauna, causando morte ou extinção de indivíduos aquáticos;
· Dificultar a procriação de animais, alterando seu criadouro e ninho, principalmente de espécies protegidas;
· Fazer adentrar animais exóticos estrangeiros no Brasil sem permissão.
Para esses atos, a pena mínima definida pode ser de seis meses até um ano, incluindo a multa. E existem agravantes que podem aumentar a pena em até três vezes como, por exemplo, o indivíduo já ter cometido algum outro crime ambiental.
Crimes contra a flora
Por meio dos artigos 38 a 53 da Lei nº 9.605 são descritos os crimes ambientais contra a vegetação nativa, que perfazem a destruição ou danificação de espaços florestais definidos como de preservação, mesmo que em estágio de formação, ou a utilização desses espaços sem a permissão, de modo a infringir as normativas de conservação.
As principais práticas de crime ambiental contra a flora são:
· Destruir ou danificar espaços verdes de áreas de preservação permanente, incluindo o bioma Mata Atlântica;
· Extrair espécies arbóreas de áreas de preservação sem a autorização pertinente;
· Produzir, comercializar, carregar em transporte ou soltar balões que possam provocar incêndio;
· Exterminar, prejudicar ou avariar a vegetação de espaços públicos ou propriedades privadas;
· Extrair, cortar, adquirir ou vender, madeira, lenha, carvão e afins com finalidade comercial, sem permissão ou em desacordo com a legislação vigente;
· Impedir ou dificultar a regeneração natural da flora;
· Comercializar ou fazer utilização de motosserras sem a devida autorização e sem documentação para transporte de volume lenhoso pelo Instituto Brasileiro Meio Ambiente (IBAMA).
De acordo com a Lei nº 9605, para esses casos, a pena de prisão varia entre um e três anos, e/ou multa. E ainda, caso o crime seja culposo (ou seja, crime praticado sem intenção, em que o agente não quer assumir o resultado), a punição pode ser reduzida pela metade. No entanto, quando a ação é apontada como um crime, por ser efetuada em áreas de proteção, a pena máxima é de 5 anos de prisão, acrescida de multa.
Poluição e outros crimes ambientais
Segundo os artigos 54 a 61 da Lei 9.605, existem ainda outros crimes relacionados à poluição do meio ambiente, como provocar uma alteração em patamares que possam suceder em prejuízos para a saúde humana (a poluição pode fazer com que os espaços fiquem impróprios para a sobrevivência humana), assim como a morte da fauna ou a lesão da flora.
Todas as ações humanas geram algum tipo de substância que é considerada poluente, como os resíduos, mas o crime ambiental ocorre somente quando os limites de liberação de tais poluentes são ultrapassados, ou seja, quando não há um cumprimento do que foi previsto em lei e, por este motivo, há uma pena envolvida.
As práticas lesivas ao meio ambiente e que configuram crime ambiental e de poluição são:
· Causar poluição;
· Dificultar ou impedir a utilização pública de praias;
· Efetuar estudo ou extração de recursos minerais sem consentimento, e/ou de forma diferente do que está previsto em lei ou até mesmo na autorização da área explorada;
· Fabricar, embalar, importar, exportar, comercializar, transportar, armazenar ou utilizar substância tóxica considerada perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com o que está previsto na legislação;
· Operar, instalar ou ampliar empreendimento ou atividades potencialmente poluidoras, sem a autorização ou em desacordo com essa;
· Dispensar doenças ou pragas que possam trazer danos à agricultura, à pecuária, à fauna, à flora e aos ecossistemas.
Nestes casos, a pena é de prisão entre seis meses e quatro anos, além da multa.
Crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural
Também existem crimes quando há descumprimento da ordem urbana e danos ao patrimônio cultural. Conforme os artigos 62 a 65 da Lei 9.605, o ato de destruir, inutilizar ou deteriorar qualquer bem que seja protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial, é considerado crime ambiental. Os artigos referem-se a quaisquer tipos de bens, como registros históricos, bibliotecas, laboratórios científicos, entre outros.
Um exemplo desses crimes é a pichação em áreas urbanas, que gera a alteração do aspecto ou estrutura do ambiente. Além disso, podem ser citadas práticas como possibilitar, sem a prévia permissão legal, obras em que são consideradas áreas protegidas por conta do seu valor paisagístico, ecológico, turístico, artístico, histórico, cultural, religioso, arqueológico, etnográfico ou monumental. Nesses casos, a pena é de seis meses a três anos, acrescida de multa.
Crimes contra a administração ambiental
Existem ainda crimes contra a administração ambiental (artigos 66 a 69 da Lei 9.605), que tratam de ações consideradas como omissão ou falsidade, ou emissões e outorga de licenças, autorizações ou permissões, de forma incorreta em relação ao que está previsto legalmente, por atuação de funcionários da ordem pública e particular. Nesses casos, a pena é de prisão que pode variar entre seis meses a três anos, além da multa.
Essas atitudes causam impedimento ou dificuldade para que o órgão público ambiental competente desempenhe seu papel de fiscalização e proteção do meio ambiente. É considerada crime contra a administração, a omissão, por parte de um colaborador, de dados técnicos e de informações em processos de obtenção de licença ambiental.
Penas e sanções previstas na Lei nº 9.605
Os artigos 70 a 76 descrevem as infrações administrativas que perfazem as ações ou omissões que caracterizam o descumprimento das leis de proteção ambiental. As penalidades nestes casos são aplicadas considerando:
· A gravidade e complexidade da infração, o que pode gerar punições mais severas;
· Se o infrator possui antecedentes criminais na área de meio ambiente;
· A condição financeira do infrator, quando for aplicado o pagamento de multas.
Verificando o aprendizado
Questão 1:Com relação aos aspectos e impactos ambientais, avalie as três colunas da tabela e faça a associação correta entre atividade, produto ou serviço, aspecto e impacto ambiental, em seguida, assinale a alternativa correta.
 
	Atividade, produto ou serviço
	Aspecto ambiental
	Impacto ambiental
	I. Manuseio de materiais perigosos
	A) Possibilidade dederrame acidental
	1) Contaminação do solo ou da água
	II. Refino de produto
	B) Reformulação do produto para reduzir seu volume
	2) Redução de emissões para a atmosfera
	III. Manutenção de veículos
	C) Emissões de escapamento
	3) Conservação de produtos naturais
A I-A-1; II-B-3; III-C-2.
B I-B-3; II -C-1; III-A-2.
C I-C-3; II -A-1; III -B-2.
D I-A-1; II -C-2; III -B-3.
E I-A-2; II -B-1; III -C-3.
Parabéns! A alternativa A está correta.
As atividades, produtos ou serviços estão relacionados aos processos que produzem os aspectos ambientais, sendo que tais entradas podem ocasionar situações de risco, como é o caso de um derramamento de produto químico. Já os aspectos ambientais são os elementos das atividades, produtos ou serviços que vão interagir com o meio ambiente. Ou seja, o aspecto é a ação, a interação com o meio, e o impacto é a consequência dessa interação. O impacto pode ser definido como qualquer modificação do meio ambiente, adversa ou benéfica como, por exemplo, a poluição e contaminação do solo ou da água (impacto negativo), conservação de recursos naturais (impacto positivo), e redução de emissões para atmosfera (impacto positivo), entre outros. Por isso, é importante levantar as atividades, aspectos e impactos dos processos de uma organização, a fim de conhecê-los e mitigá-los.
Questão 2: Os crimes ambientais são passíveis de punição por multa ou até mesmo detenção. Avalie os itens a seguir e assinale a alternativa que indica quais condizem com um crime ambiental:
 
1. Causar danos em floresta de preservação permanente.
2. Poluição no limite estabelecido por lei.
3. Disseminação de pragas que colocam em risco a agricultura.
4. Danificar registros de valor paisagístico.
5. Introduzir animais no país sem consentimento legal.
A Somente os itens I, II e III são crimes ambientais.
B Somente os itens I, III, IV e V são crimes ambientais.
C Somente os itens IV e V são crimes ambientais.
D Somente os itens II e V são crimes ambientais.
E Somente os itens III e V são crimes ambientais.
Parabéns! A alternativa B está correta.
Consideramos poluição quando algo está acima do limite estabelecido por lei, poluição que causa danos à saúde, morte de animais e destruição de flora, poluição do ar, da água e do solo. Além de registros de valor paisagístico, podemos considerar também os de valor ecológico, turístico, histórico, religioso, arqueológico e monumental.
2.Educação ambiental
Como cumprir a educação ambiental no dia a dia?
Assista agora sobre a importância da educação ambiental no nosso dia a dia.
Resumo de um vídeo: Neste vídeo, é abordado como integrar a educação ambiental no cotidiano, destacando a importância de conceitos e responsabilidades, tanto em residências quanto em indústrias. São mencionadas três palavras-chave essenciais para o meio ambiente: água, energia e resíduos. A discussão enfatiza a necessidade de conscientização cultural e o entendimento de indicadores ambientais, como o consumo de água por tonelada de produto. Exemplos práticos incluem revisar contas de água e luz, identificar vazamentos, e gerenciar o uso de papel higiênico para evitar problemas de tubulação, ressaltando a adaptação dos sistemas de saneamento ao contexto brasileiro. A sensibilização e mudança cultural são essenciais para a educação ambiental eficaz.
Considerações sobre educação ambiental
Neste vídeo, serão discutidas a educação ambiental e a sensibilização da população acerca dos riscos e impactos ambientais.
Resumo de um vídeo: O vídeo discute a importância de integrar a educação ambiental em todas as disciplinas escolares, promovendo uma mudança cultural em vez de tratá-la como uma matéria isolada. O objetivo é sensibilizar alunos e professores para a importância de práticas sustentáveis. Exemplos são dados de como diferentes áreas do ensino podem abordar questões ambientais; professores de biologia, geografia, matemática, história, língua portuguesa e arte são incentivados a incorporar temas de sustentabilidade e meio ambiente em suas aulas. A mudança necessária é cultural e deve começar desde cedo para alcançar resultados mais efetivos.
Educação ambiental, que infere sobre as diretrizes e instrumentos que objetivam os avanços e gestão do meio ambiente e sobre os impactos do processo produtivo, a partir do estabelecimento de valores sociais, experiências, aprendizados, talentos e atitudes voltadas para a preservação da natureza.
Dessa forma, a educação ambiental pode ser definida como um processo no qual as pessoas e a própria sociedade se sensibilizam diante dos problemas ambientais, construindo valores e competências associadas à sustentabilidade.
É importante ressaltar que a educação ambiental é um elemento definitivo da educação nacional, sendo obrigatória sua presença, de modo planejado, em todos os níveis do ensino, independentemente da modalidade, tanto formal quanto não-formal.
A Lei de Educação Ambiental instaura o Artigo 9º da Política Nacional de Meio Ambiente, que prevê a educação ambiental como um instrumento da política ambiental, o que também foi definido no artigo 225 da Constituição Federal.
De maneira simplificada, a educação ambiental está presente em nossa forma de pensar a ética, moral e respeito para com o meio ambiente e a preservação da natureza. Essa forma de pensar deve ocorrer de forma automática, com auxílio de uma sensibilização que promova a mudança de hábitos diante da problemática ambiental. O problema é que não existe uma disciplina específica, no ensino, que considera a educação ambiental. Ela deve ser abordada por todos os níveis do processo educativo, de forma plural, estando sempre presente nas modalidades.
De acordo com o artigo 4º da Lei 9.795/99, os princípios da Política Nacional de Educação Ambiental são:
1. O enfoque humanista, holístico, democrático e participativo: a educação ambiental deve considerar o todo, e não somente como uma junção de suas partes para que seja entendida por completo, de forma participativa e humana. 
2. O enfoque da sustentabilidade: é importante que tenhamos como base o entendimento da sustentabilidade, que pode ser definida como a capacidade de unir a preservação do meio ambiente a aspectos econômicos e sociais, de maneira que tudo fique em equilíbrio e possamos preservar os recursos naturais para as gerações futuras, sem causar riscos. 
3. O pluralismo de ideias e concepções pedagógicas: deve haver uma diversidade de pensamentos no aprendizado, na construção do entendimento em prol da preservação ambiental. 
4. A vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais: ao nos sensibilizarmos com os problemas ambientais enquanto comunidade, grupo ou sociedade, nossos valores são interligados, de forma que podemos perceber o quanto a preservação do meio ambiente pode promover ações de responsabilidade socioambiental. Vamos pensar em uma empresa na qual um colaborador está com um filho doente e precisa de dinheiro para seu tratamento. Se todos juntarem materiais recicláveis (que iriam para o lixo) em casa e levarem para a venda na empresa, trabalhando para o bem comum, o dinheiro pode ser revertido para o tratamento.
5. A garantia de continuidade e permanência do processo educativo: o aprendizado e os ensinamentos devem evoluir de forma contínua e gradativa, o que caracteriza a internalização da cultura de preservação do meio ambiente.
6. A permanente avaliação crítica do processo educativo: devemos sempre avaliar o que pode ser melhorado para complementar ou garantir a educação.
7. A abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais: devemos considerar desde problemas comuns do nosso dia-dia, relacionados com a problemática ambiental (ex: a segregação no nosso lixo para a coleta seletiva), evoluindo gradativamente até chegar aos impactos globais, como a questão das mudanças climáticas.
8. O reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural: devemos entender que a troca de experiências é rica para uma mudança de paradigmas. A diversidadecultural é muito importante, dentro de um processo formativo, pois cada um possui suas crenças e experiências e aprenderam dessa forma e, por isso, é tão importante o processo de formação. Por exemplo, entender o risco de falta de água no futuro, pensar que a sua qualidade está sendo comprometida e que o custo será maior para que possamos torná-la potável.
Vejamos quais são os objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental - Lei 9795/99:
1. O desenvolvimento de uma compreensão sobre o meio ambiente, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos: o enfoque ambiental deve considerar a interligação com os demais aspectos para compreensão dos envolvidos;
2. A democratização das informações ambientais: as informações devem ser difundidas para toda a população;
3. O estímulo de uma consciência crítica sobre a preservação ambiental e responsabilidade socioambiental: devemos despertar e incentivar a sociedade acerca das ações que podem ser feitas para à difusão e garantia da sustentabilidade;
4. O incentivo à participação na preservação do equilíbrio do meio ambiente: independentemente da classe ou idade, todos devem ser estimulados às práticas ensinadas na educação ambiental;
5. A cooperação entre todos os estados nacionais para construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade, democracia, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade: o papel do poder público é muito importante, de maneira que este agente deve promover políticas públicas inclusivas que considerem a difusão dos valores da sustentabilidade;
6. O fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia: uma das melhores formas de garantir a preservação ambiental e reduzir os impactos ambientais das atividades humanas é descobrindo novas formas de realizá-las, por meio de pesquisas científicas;
7. O fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o futuro da humanidade: esse último objetivo diz respeito ao entendimento e cobrança dos diretos direitos civis, políticos e sociais da sociedade, que vão garantir a participação de todos no processo de educação ambiental, garantindo os recursos naturais para as gerações futuras.
Mas como podemos atuar com a educação ambiental de forma articulada no ensino?
As atividades da Política Nacional de Educação Ambiental precisam ser consideradas na educação em geral e na educação escolar, com práticas de capacitação contínua das pessoas, desenvolvimento dos estudos sobre o tema, bem como de pesquisas e experiências relacionadas a temática, além do desenvolvimento e produção de materiais didáticos educativos, permitindo que sejam realizadas avalições e um acompanhamento do aprendizado.
Responsabilidades na implementação da educação ambiental
Acompanhe, neste vídeo, como a educação ambiental é difundida na sociedade e quem são os responsáveis por difundir essa prática.
Resumo de um vídeo: No vídeo, discute-se a importância da educação ambiental e os diversos atores responsáveis por sua promoção. Destaca-se que não se trata de uma disciplina isolada, mas que envolve o poder público, instituições de ensino, ONGs, empresas, mídia e a sociedade civil. Cada um desses atores desempenha um papel crucial, desde a criação de leis e políticas por governos até a conscientização e práticas sustentáveis promovidas por ONGs, empresas e mídia. Aos governos cabem também a fiscalização, enquanto nas escolas deve-se trabalhar a temática de forma interdisciplinar. A educação ambiental deve ser incorporada ao planejamento estratégico das empresas para ser efetiva. A sociedade civil também tem sua função, com iniciativas que promovam a preservação ambiental. A colaboração entre todos é essencial para o sucesso da educação ambiental.
A educação ambiental é de responsabilidade de diferentes atores envolvidos, de maneira que é importante compreendermos quais são as responsabilidades de cada um deles nesse processo.
O Poder Público é responsável por:
· Elaborar políticas públicas voltadas para preservação e conservação do meio ambiente;
· Possibilitar a difusão da educação ambiental em todos os níveis de ensino e modalidades;
· Fazer com que a sociedade se dedique e se engaje na redução dos impactos ambientais e da poluição, com ações que preservem o ambiente.
As instituições educacionais devem difundir a educação ambiental por meio de programas e de maneira plural nas disciplinas.
Os órgãos que fazem parte do Sistema Nacional de Meio Ambiente – Sisnama devem fomentar atividades e ações de educação ambiental que vão ao encontro de programas que já são feitos, a fim de garantir uma integração com os objetivos e metas do Governo para conservação, preservação e recuperação.
Os meios de comunicação devem contribuir com a divulgação do conhecimento e dos dados de pesquisas e práticas educativas sobre o meio ambiente.
As instituições privadas devem impulsionar projetos de capacitação e diálogo com os colaboradores sobre a temática ambiental, para criar uma consciência ambiental que contribua para a redução dos impactos ambientais causados por suas atividades, além como da redução do consumo de insumos (recursos naturais) e matéria-prima.
Por fim, a sociedade deve trazer consigo e internalizar a cultura e a crença da preservação ambiental, por meio de valores, atitudes e habilidades que entendam a problemática ambiental, compreendendo qual é o seu papel na prevenção, identificação e resolução de problemas relacionados aos impactos ambientais.
Desse modo, a educação ambiental pode ser considerada um instrumento para a transformação de comportamento, em que um dos objetivos é demonstrar como pode ser alcançado o desenvolvimento sustentável, ao unir os três aspectos que compõem a sustentabilidade: ecológico, social e econômico.
A partir da mudança de hábitos, pensando no futuro e com pequenas ações, que podem fazer a diferença diante do todo, as pessoas podem contribuir para a continuidade da vida no planeta.
Educação ambiental aplicada dentro das organizações
Assista a este vídeo, no qual o professor Charlie Hudson comenta sobre o papel da educação ambiental para implementação dos conceitos de cuidado do ambiente, como parte da cultura organizacional.
Resumo de um vídeo: O vídeo aborda a educação ambiental nas organizações, enfatizando a importância de promover mudanças culturais. Inicia com exemplos de ações que podem ser realizadas em casa, como reciclar cartelas de medicamentos (blisters) e buchinhas de cozinha, para alcançar objetivos sociais, como a compra de cadeiras de rodas, integrando ganhos ambientais. Destaca a importância da separação correta dos resíduos, explicando os conceitos de reciclável e rejeito, e ressalta a necessidade de cuidados para evitar problemas, como o acúmulo inadequado de garrafas PET, que pode atrair insetos. O vídeo também explora o papel da engenharia ambiental na mudança cultural dentro das organizações. Exemplos de projetos sociais são apresentados, incluindo coleta seletiva comunitária, oficinas de reciclagem, ecopontos, campanhas de conscientização e compostagem comunitária. A mensagem central é começar a agir localmente em casa para promover um impacto global positivo.
A educação ambiental deve ser um processo formativo dentro das organizações, visando chamar a atenção dos colaboradores para as questões ligadas ao meio ambiente. Porém, é importante compreender que a linguagem e a forma de ensinar para esse aprendizado deve ser simples, facilitando a compreensão do público e provocando uma mudança de hábitos por completo, não apenas na empresa, como em suas residências.
Nas empresas, a educação ambiental deve permitir a construção dos valores sociais, atitudes e competências voltadas para a preservação da natureza, uso consciente dos recursos naturais e sustentabilidade.
Um dos exemplos da utilização da educação ambiental nas empresas está associado ao entendimento da Política Nacional deResíduos Sólidos, que prevê ações para gerenciamento e rastreabilidade dos resíduos sólidos, com ações que vão desde a geração, coleta, transporte até a destinação final. Ou seja, todos somos responsáveis pela cadeia dos resíduos e pelas ações que a compõem.
Dentro dos ambientes corporativos, também podem ser elaborados projetos de redução e reciclagem de resíduos sólidos, buscando reduzir o custo de envio de resíduos misturados para aterro sanitários, e de forma que a empresa consiga reverter trabalhar a reciclagem e até reverter a venda dos recicláveis para projetos sociais. Isso é relevante para o negócio, o meio ambiente 
e a sociedade, unindo os pilares do desenvolvimento sustentável.
A gestão e educação ambientais são benéficas para a imagem da empresa, garantindo mais oportunidades de negócios e, além disso, reduzindo riscos e possíveis acidentes ambientais. Ou seja, as organizações precisam manter a sustentabilidade para competirem com o cenário do mercado atual, no qual os consumidores e investidores exigem práticas de preservação ambiental e atendimento das legislações vigentes.
Portanto, a Lei 9795/99 busca desenvolver a educação ambiental por meio de seus princípios e objetivos. E o investimento em educação ambiental orienta as organizações nas melhores práticas para a preservação ambiental, de forma que atendem o que é determinado pelas leis, evitando infrações e multas.
Verificando o aprendizado
Questão 1: Com relação à educação ambiental, avalie as afirmativas a seguir e marque a alternativa correta.
 
1. A educação ambiental possui enfoque no equilíbrio do ambiente, em que a vida é percebida em seu sentido considerando os elementos da natureza.
2. A inserção da educação ambiental nos tipos de ensino é fundamental para que as atuais e futuras gerações se conscientizem acerca da relevância da conservação e da preservação do meio ambiente para a continuidade da vida.
3. O cenário socioambiental contribui para que a educação ambiental assuma um papel decisivo na conscientização, pois precisamos construir uma relação equilibrada entre meio ambiente, sociedade e economia.
4. O papel da educação ambiental é o de orientar a sociedade, de maneira a preservar o meio ambiente. Tanto de maneira formal (escolas e universidades) quanto de maneira informal (mídias).
5. A inserção da educação ambiental na legislação brasileira se deu por meio de sua inclusão no currículo como disciplina obrigatória no ensino formal.
A Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
B Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
C Somente as afirmativas III e V são verdadeiras
D Somente as afirmativas I, III, IV e V são verdadeiras.
E Somente as afirmativas I, II, III e IV são verdadeiras.
Parabéns! A alternativa E está correta.
A inserção da educação ambiental na legislação brasileira se deu de maneira difusa para que ocorra uma universalização do conhecimento e do acesso desse processo educativo aos envolvidos, ou seja, a própria sociedade. Não é obrigatória como disciplina no ensino formal, mas deve ser tratada de maneira transversal e plural mediante todos os processos educativos.
Questão 2: Em relação a Lei 9.795/99, que versa sobre educação ambiental, avalie as afirmativas a seguir e marque a alternativa correta.
 
1. A educação ambiental possui uma natureza interdisciplinar, ou seja, ela será implementada por intermédio da criação de uma disciplina específica no ensino formal.
2. A Lei nº 9.795/99 considera que as empresas precisão promover programas de capacitação e diálogos com os colaboradores, a fim de promover uma reflexão sobre a problemática ambiental.
3. A Lei da Educação Ambiental considera que é primordial a elaboração de políticas públicas mais incisivas, que considerem a dimensão ambiental em sua concepção, para que então sejam difundidos os conhecimentos da problemática ambiental em todos os níveis de ensino, de modo que todos os cidadãos entendam seu papel na preservação da natureza.
A Somente as afirmativas I e II estão corretas.
B Somente as afirmativas II e III estão corretas.
C Somente a afirmativa I está correta.
D Somente a afirmativa II está correta.
E Somente a afirmativa III está correta.
Parabéns! A alternativa B está correta.
A Lei nº 9.795/99 considera que as empresas precisão promover programas de capacitação, a fim de gerar uma reflexão sobre o impacto da produção nos recursos naturais. Na lei, a educação ambiental é apresentada como um processo perene de aprendizado. Assim, os esforços devem ser contínuos e não descontinuados. É sugerido que as crianças recebam os conceitos de educação ambiental e os apliquem por toda a vida, na escola, no trabalho e na sociedade.
3.ESTAÇÕES ECOLÓGICAS
Preservar é Lei: estações ecológicas
Veja, neste vídeo, os principais aspectos e qual é a importância das estações ecológicas.
Resumo de um vídeo: O vídeo aborda as estações ecológicas e as leis vinculadas a elas, além de discutir áreas protegidas no Brasil. Ele destaca a importância dessas áreas para a preservação da biodiversidade, manutenção dos ecossistemas e qualidade de vida das populações locais. O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) é mencionado como fundamental para a conservação e uso sustentável. Estações ecológicas são definidas como unidades de proteção integral, dedicadas exclusivamente à preservação da natureza, com restrições ao uso direto de recursos naturais, exceto para pesquisa científica e educação ambiental. O vídeo é voltado para um estudo conceitual e legal, incentivando a compreensão aprofundada do tema.
Áreas protegidas
Neste vídeo, você poderá compreender o que são as áreas protegidas e quais as razões pelas quais são criadas.
Resumo do vídeo: Neste vídeo, discutimos sobre as áreas protegidas no Brasil, sua importância e funções. Exemplificamos com o Parque Nacional da Amazônia e do Iguaçu, a Reserva Biológica do Atol das Rocas, a Terra Indígena Yanomami e a Reserva Extrativista Chico Mendes. Destacamos problemas frequentes, como o garimpo ilegal na Terra Yanomami e o desmatamento na região Norte. Analisamos a necessidade de proteger essas áreas, incluindo unidades de conservação, terras indígenas e reservas extrativistas, e mencionamos impactos de construções ilegais em áreas de preservação permanente. Reforçamos a necessidade de atuação para evitar a perda das funcionalidades dessas áreas e concluímos destacando a importância da preservação. Espero que tenham gostado do vídeo. Até a próxima.
Você sabia que existem áreas protegidas? Essas áreas são espaços terrestres ou marinhos, que têm como objetivo propiciar a conservação da biodiversidade e de elementos naturais, como água e solo, além de elementos culturais relacionados à paisagem e à própria forma de viver da sociedade.
Existem muitos tipos de áreas protegidas, desde os parques nacionais, que são destinados à conservação da biodiversidade e belezas cênicas, até espaços obrigatórios em áreas rurais para benefícios econômicos.
Por exemplo, você já ouviu falar em áreas de preservação permanente e reservas legais? Esses termos, definidos pelo Código Florestal – Lei 12.651/2012 indicam áreas protegidas que integram a paisagem, sendo fundamentais para a conservação dos espaços naturais.
Por conta da destruição de ambientes naturais, houve a fragmentação dos hábitats naturais, o que provocou a extinção de espécies, a perda da biodiversidade e a degradação do solo, da água e do ar.
Por isso, foi importante criar áreas protegidas, permitindo a continuidade do acesso aos recursos e serviços ambientais, mas buscando a manutenção dos sistemas ambientais, garantindo a biodiversidade e os elementos físicos e socioculturais.
Portanto, entender a importância das áreas protegidas e do ecossistema é primordial para o planejamento e gestão dos espaços rurais e urbanos, a fim de que sejam mitigados os riscos. E nós, profissionais da área ambiental, temos que ter em mente que esses espaços são nossa garantia no futuro e o conhecimento sobre eles é fundamental para tomadas de decisão que envolvem a viabilizaçãoambiental, por meio de políticas, planos, programas e projetos.
Sistema nacional de unidades de conservação (SNUC)
Assista agora a uma apresentação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a sua importância.
Resumo de um vídeo: O vídeo aborda o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc), criado pelo governo brasileiro em 2000 para proteger áreas ecológicas, históricas e culturais. O Snuc visa conservar a biodiversidade, promover o desenvolvimento sustentável e garantir o acesso da população para fins recreativos, educacionais e científicos. As unidades de conservação se dividem em dois grupos: proteção integral e uso sustentável. As unidades de proteção integral priorizam a preservação da natureza e permitem somente o uso indireto dos recursos naturais. Exemplos incluem estações ecológicas e parques nacionais. As unidades de uso sustentável permitem o uso direto e sustentável dos recursos naturais, e incluem áreas de proteção ambiental e reservas extrativistas. O vídeo destaca a importância de entender essas categorias e suas aplicações.
Para proteção das áreas que acabamos de ver, foi criada no Brasil a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC (Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000). Seu principal objetivo está atrelado ao estabelecimento de diretrizes e regras para o manejo desses espaços protegidos de conservação.
As unidades de conservação (UC) são áreas territoriais, devidamente designadas pelo poder público, que possuem recursos naturais importantes e são criadas com o intuito principal de proteção e conservação. Essas áreas contribuem para a conservação da água, do solo, da flora e da fauna, e especialmente das espécies endêmicas que só vivem ali. Muitas atividades educativas podem ser desenvolvidas nas UCs, para que ocorra a sensibilização ambiental sobre a função desses ambientes. No Brasil, o termo remete à conservação, mas mundialmente são consideradas áreas protegidas.
Categorias de UC
A principal função das UCs é garantir a representatividade de porções significativas e importantes dos ecossistemas, para preservar o patrimônio biológico existente. Ou seja, esses espaços terão que assegurar os recursos naturais existentes, em quantidade e qualidade, para preservação da flora e da fauna, bem como da sociedade no entorno, que pode viver de sua exploração, desde que seja feita de forma sustentável.
Existem 12 (doze) categorias de Unidades de Conservação previstas no SNUC, que são divididas em dois grandes grupos: de proteção integral e de uso sustentável.
UCs de proteção integral
Essas unidades de conservação são divididas da seguinte forma:
Estações ecológicas: São de domínio público e servem para preservação da natureza. Nas estações ecológicas a visitação pública é proibida, mas é permitida a realização de pesquisas científicas, ou seja, o acesso é autorizado apenas com viés educacional. Essas pesquisas dependem ainda de autorização prévia do órgão responsável.
Reservas biológicas: O objetivo desses espaços é a preservação integral da biota, sem a interferência humana direta ou modificações ambientais. Só podem ser implementadas medidas de recuperação dos ecossistemas alterados e as ações de manejo necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio natural, a diversidade biológica e os processos ecológicos.
Parques nacionais: Seu objetivo é a preservação dos ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, permitindo a execução de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação ambiental e de recreação em contato com a natureza e atividades de turismo ecológico.
Monumento natural: Seu objetivo é a preservação de sítios naturais raros, singulares ou locais de grande beleza cênica.
Refúgio de vida silvestre: Tem como objetivo a preservação e proteção de ambientes que asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies da flora local e da fauna residente ou migratória.
UCs de uso sustentável
As unidades de conservação voltadas para o uso sustentável estão divididas em:
Áreas de relevante interesse ecológico:
São áreas com pouca ou nenhuma ocupação humana, geralmente de pequena extensão, exibindo características naturais extraordinárias ou que abrigam exemplares raros da biota regional, tendo como objetivo manter os ecossistemas naturais de importância regional ou local e regular o uso admissível dessas áreas.
Reservas particulares do patrimônio natural: São áreas privadas, gravadas com perpetuidade, com objetivo principal de conservar a diversidade biológica.
Áreas de proteção ambiental: São áreas, em geral, extensas, com certo grau de ocupação humana, dotadas de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações, e que têm como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e garantir a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.
Florestas nacionais: São áreas com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas e que têm como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, a partir de métodos para exploração sustentável de florestas nativas.
Reservas de desenvolvimento sustentável: São áreas naturais que abrigam populações tradicionais, cuja existência está atrelada a sistemas sustentáveis de exploração dos recursos naturais, desenvolvidos ao longo de gerações, e que são adaptadas às condições ecológicas locais. Esses espaços desempenham um papel fundamental na proteção da natureza e na manutenção da diversidade biológica.
Reserva de fauna: São áreas naturais com populações animais de espécies nativas, terrestres ou aquáticas, residentes ou migratórias, nas quais poderão ser realizados estudos técnico-científicos acerca do manejo econômico sustentável de recursos faunísticos.
Reserva extrativista: São áreas aproveitadas por populações tradicionais, que sobrevivem do extrativismo, da agricultura de subsistência e da criação de animais de pequeno porte. Essas áreas têm como objetivos básicos a proteção dos meios de vida e a cultura dessas populações, garantindo o uso sustentável dos recursos naturais.
As UCs são criadas por meio de atos do poder público (Poder Executivo e Poder Legislativo), após a realização de estudos sobre a importância ecológica dos espaços a serem protegidos. Essas áreas estão sujeitas a normas e regras especiais, como é o caso das estações ecológicas, que estudaremos a seguir.
Considerações sobre estações ecológicas
Assista agora a uma apresentação sobre as estações ecológicas e seus principais aspectos.
Resumo de vídeo: Este vídeo aborda o tema das estações ecológicas, unidades de conservação de proteção integral importantíssimas para concursos públicos na área de engenharia ambiental. As estações ecológicas têm o objetivo de preservar a natureza, abrigar espécies raras e ameaçadas de extinção, além de possibilitar pesquisas científicas e atividades educativas. A Lei nº 6902, de 1981, fornece a base legal para a criação e funcionamento dessas áreas, definindo que a iniciativa e a gestão cabe ao poder público e a órgãos ambientais competentes. Exemplos de estações ecológicas no Brasil incluem Caetetus, Juréia-Itatins, Pirapitinga, Águas Emendadas e Santa Bárbara, cada uma com suas características e objetivos específicos. A visitação pública é geralmente limitada a fins educativos e científicos com autorização prévia. A importância de estudar este tema é ressaltada, pois é frequentemente abordado em concursos públicos.
Existe uma lei que trata especificamente sobre as estações ecológicas, a Lei nº 6.902, de 27 de abril de 1981. Essa lei considera as estações ecológicas como áreas peculiares que representam os ecossistemas brasileiros e que são destinadas para o desenvolvimento de pesquisas científicas. Seu objetivo também é o de proteger o ambiente natural que ali se encontra, para que seja garantida sua conservação.
O poder executivo destina no mínimo 90% de áreae sistematizar o conhecimento para que as ações práticas e métodos possam seguir o modelo do ciclo PDC e os 5 princípios básicos da ISO. A certificação do sistema de gestão ambiental é voluntária, mas algumas empresas a exigem de seus fornecedores como requisito para continuar fornecendo.
Sistema de gestão ambiental é a parte da gestão ambiental que inclui a estrutura organizacional de uma organização. É padronizar, documentar e organizar as práticas de gestão ambiental da empresa através de procedimentos, atividades e recursos para desenvolver, implementar e manter a política ambiental. Ou seja, qualquer organização pode ter seu sistema de gestão ambiental independente do tipo, tamanho e do orçamento, o mais importante no sistema de gestão é organizar e sistematizar o conhecimento de forma que as ações, práticas e métodos possam seguir o modelo do ciclo PDCA proposto pela NBR ISO14001. E ainda seguir o modelo baseado nos 5 princípios básicos da ISO, política ambiental, planejamento, implementação e atividades, controle e revisão gerencial. A certificação do sistema de gestão ambiental é um processo voluntario no qual as organizações adotam o objetivo de criar um diferencial competitivo frente aos concorrentes, porém existem empresas que exigem de sua cadeia de fornecedores a certificação tornando, portanto, a certificação uma exigência para que continuem fornecendo. 
VERIFICANDO O APRENDIZADO
Parte superior do formulário
1. A Gestão Ambiental costuma ser confundida com Sistema de Gestão Ambiental. Contudo, apesar de terem alguns pontos em comum, representam coisas diferentes. Em relação a essas duas expressões, estão corretas as seguintes afirmativas:
I. A Gestão Ambiental faz parte do Sistema de Gestão Ambiental, sendo um dos seus princípios.
II. O SGA tem como um de seus princípios realizar avaliações qualiquantitativas periódicas de conformidade ambiental da empresa.
III. Antes da década de 1970 havia uma atitude passiva, na qual o desenvolvimento econômico justificava a poluição, não havendo investimento no controle ambiental.
IV. De acordo com a NBR ISO 14001/2015, o sucesso de um Sistema de Gestão Ambiental depende do comprometimento de todos os níveis e funções da organização, começando pela alta direção.
Estão corretas:
I e II
I e III
I, II e IV
II, III e IV
I, III e IV
Parte inferior do formulário
Parabéns! A alternativa "D" está correta.
O Sistema de Gestão Ambiental é a parte da Gestão Ambiental que inclui a estrutura organizacional da empresa, por meio de procedimentos, atividades e recursos para desenvolver, implementar e manter a política ambiental. Ou seja, o SGA faz parte da Gestão Ambiental e não o contrário.
2. Em relação ao Sistema de Gestão Ambiental, analise cada uma das afirmativas a seguir.	Comment by Sarah Alice: Vamos analisar cada uma das afirmativas:
I. Correta. A norma ISO 14001 realmente estabelece requisitos para a implementação e operação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA).
II. Correta. Embora a implementação do SGA não seja uma exigência legal, ela está se tornando cada vez mais essencial para a competitividade e lucratividade das organizações.
III. Correta. Um dos princípios do SGA é assegurar as condições para o cumprimento de objetivos e metas ambientais, bem como implementar as ferramentas necessárias.
IV. Incorreta. A norma ISO 14001 pode sim ser considerada um guia para a implantação e manutenção de um SGA, pois fornece diretrizes claras para isso.
Portanto, as afirmativas corretas são I, II e III. A opção correta é I, II e III.
I. A norma ISO 14001 é a responsável por regulamentar o Sistema de Gestão Ambiental, estabelecendo os requisitos para a implementação e operação.
II. Apesar de não ser uma exigência legal, a implementação do SGA vem se tornando cada vez mais essencial para que as organizações consigam se tornar mais competitivas e lucrativas.
III. Assegurar as condições para o cumprimento dos objetivos e metas ambientais e implementar as ferramentas de sustentação necessárias é um dos princípios do SGA.
IV. A norma ISO 14001 não pode ser considerada como sendo um guia para a implantação e manutenção de um Sistema de Gestão Ambiental.
Estão corretas as afirmativas:
I e II
II e IV
I, II e III
I e III
Todas estão corretas
Parabéns! A alternativa "C" está correta.
A norma ISO 14001 é a responsável por regulamentar o Sistema de Gestão Ambiental, estabelecendo os requisitos para a implementação e a operação, podendo ser considerada como um guia para a implantação e manutenção de um Sistema de Gestão Ambiental.
MÓDULO 2 - Identificar as vantagens e os desafios das empresas com SGA
VANTAGENS E DESAFIOS DAS EMPRESAS COM SGA (vídeo)
O resumo é de um vídeo que apresenta as principais normas da série ISO 14000, que são diretrizes para a gestão ambiental em empresas. As normas incluem a ISO 14001 para implementação do sistema de gestão ambiental, a ISO 14020 para rotulagem das embalagens e a ISO 14031 para medir e analisar o desempenho ambiental da empresa. Há também outras normas que orientam o ciclo de vida de produtos, estabelecem critérios para qualificar auditores e indicam quais aspectos ambientais podem ser incluídos nos produtos fabricados. O cumprimento das normas legais ambientais preserva recursos naturais, melhora a imagem da empresa e garante a continuidade do meio ambiente.
As principais normas da série ISO 14000
A ISO14000 é formada por uma série de normas que determinam as diretrizes a serem seguidas. Afim de uma determinada organização seja ela pública ou privada pratique gestão ambiental, é um conjunto de normas voltadas para a proteção do meio ambiente que pode ser aplicada em empresas de qualquer nível, tamanho ou área. Uma das mais conhecidas normas da família ISO14000 é ABNT NBR ISO14001 referente à implementação do sistema de gestão ambiental, mas existem outras como a norma ISO14020 que atua na rotulagem das embalagens e indica os impactos ambientais. A rotulagem ambiental é ao mesmo tempo um instrumento econômico e de comunicação que consiste na atribuição de um selo, rotulo de um produto ou serviço, o objetivo é comunicar de modo bem embasado informações acerca do seu desempenho ambiental difundindo informações que alterem positivamente padrões de produção e consumo da organização. Outro exemplo é a ISO14031 que trata do desempenho ambiental e surge como uma ferramenta de gestão ambiental que tem como finalidade medir e analisar o desempenho ambiental de uma empresa para mensurar os indicadores de desempenho ambiental são selecionados pela empresa por exemplo indicadores para geração de resíduos sólidos e de emissão de gases do efeito estufa por unidade produzida que é representada em TCO2 por produto. Podemos citar ainda as normas ISO14004 que fornece diretrizes sobre sistemas e técnicas de suporte sendo destinada ao uso interno da empresa. ISO14012 que estabelece critérios fundamentais para qualificar auditores ISO14040 que orienta o ciclo de vida de produtos, serviços e processos e suas interações com o meio ambiente desde a extração dos recursos naturais até a disposição final. ISO14060 que indica quais aspectos ambientais podem ser incluídos nos produtos fabricados pela organização. É através das normas legais ambientais que os recursos naturais são preservados e que a organização obtém melhores oportunidades de negócio, imagem e administração de recursos energéticos e materiais, redução de risco de acidentes ambientais e gastos desnecessários e ainda garantia da continuidade de vida do meio ambiente. 
VANTAGENS DAS EMPRESAS COM SGA
Chegamos a um ponto do nosso estudo em que você deve estar pensando: sim, eu já entendi o que é um Sistema de Gestão Ambiental, já entendi a sua importância no contexto geral de uma organização, já entendi que a base da elaboração desse sistema é uma norma regulamentadora, a ISO 14001, entre outros aspectos. Mas, quais são, de fato, as vantagens que uma empresa tem com a implementação do SGA e os desafios que precisa enfrentar para fazê-lo? São perguntas e dúvidas pertinentes e quedas estações ecológicas para preservação da biota. Os 10% (ou menos) que sobram podem ser utilizados em pesquisas relacionadas à ecologia, mesmo gerando modificações no local. Sendo unidades de conservação do tipo “proteção integral”, pelo artigo 8º, inciso I da Lei Federal nº 9.985/2000, do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), as estações ecológicas têm como principais objetivos a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas.
Portanto, com os objetivos de preservar a natureza e desenvolver pesquisas (que devem ser previamente autorizadas), os governos federais, estaduais e municipais criam as estações ecológicas. Não são permitidas visitas nesses locais, exceto se o objetivo por educacional. Nesse caso, é preciso consultar o que rege o Plano de Manejo do local ou regulamento.
Na estação ecológica só podem ser permitidas alterações dos ecossistemas em caso de:
· Medidas que visem à restauração de ecossistemas modificados;
· Manejo de espécies com o fim de preservar a diversidade biológica;
· Coleta de componentes dos ecossistemas com finalidades científicas;
· Pesquisas científicas, cujo impacto sobre o ambiente seja maior do que aquele causado pela simples observação ou pela coleta controlada de componentes dos ecossistemas, em uma área correspondente a, no máximo, 3% da extensão total da unidade e até o limite de 1500 hectares.
Na área reservada às estações ecológicas são proibidas a presença de rebanho de animais domésticos de propriedade particular e exploração de recursos naturais, exceto para fins experimentais, que não importem em prejuízo para a manutenção da biota nativa, ressalvado o disposto no § 2º do art. 1º. Além disso, é proibido o porte e uso de armas de qualquer tipo, o porte e uso de instrumentos de corte de árvores, bem como o porte e uso de redes de apanha de animais e outros artefatos de captura.
As infrações a essas proibições são punidas com a apreensão do material proibido e a obrigatoriedade do pagamento de indenizações proporcionais aos estragos gerados. As estações ecológicas não devem, ainda, ser utilizadas para finalidades para as quais não foram criadas, podendo haver, então, pena de enquadramento como desvio de finalidade e/ou abuso de poder.
O processo de implantação e estruturação das estações ecológicas ocorre para:
· Desenvolver estudos comparativos (antes e depois) de locais ocupados e alterados pela ação do homem;
· Otimizar o planejamento regional;
· Proporcionar o uso racional de recursos naturais.
Assim, as estações ecológicas potencializam teoria e prática do desenvolvimento sustentável, bem como aumentam o conhecimento sobre espaços ricos em interesse ambiental.
Verificando o aprendizado
Questão 1: As áreas protegidas contidas no território brasileiro têm por objetivo a conservação do patrimônio nacional, no que tange ecologia, história, geologia e cultura. Assinale a afirmativa que condiz com benefícios de áreas protegidas:
A Conservação da biodiversidade e corredores ecológicos.
B Corredores ecológicos e redução da pobreza.
C Garantia da preservação da água e redução da pobreza.
D Serviços ecológicos e redução da riqueza.
E Corredores ecológicos e redução da pobreza.
Parabéns! A alternativa A está correta.
As áreas protegidas, o uso sustentável e a repartição de benefícios são uma parte das estratégias de conservação da biodiversidade, juntamente com a redução da fragmentação de habitats e criação de corredores ecológicos para garantia da preservação da água e dos serviços ecológicos ali existentes. A redução da pobreza e da riqueza não condizem com um benefício.
Questão 2: (Adaptada de CEFET-BA - 2015 - MPE-BA - Promotor de Justiça Substituto) De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, instituído pela Lei Federal nº 9.985/00, examine as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta.
 
1. O monumento natural tem como objetivo básico preservar sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica, podendo ser constituído por áreas particulares, desde que seja possível compatibilizar os objetivos da unidade com a utilização da terra e dos recursos naturais do local pelos proprietários.
2. O refúgio de vida silvestre tem como objetivo proteger ambientes naturais onde se asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória, dependendo a pesquisa científica de autorização prévia do órgão responsável pela administração da unidade.
3. A reserva de desenvolvimento sustentável tem como objetivo básico preservar a natureza e, ao mesmo tempo, assegurar as condições e os meios necessários para a reprodução, a melhoria dos modos e da qualidade de vida, a exploração dos recursos naturais das populações tradicionais, bem como valorizar, conservar e aperfeiçoar o conhecimento e as técnicas de manejo do ambiente, desenvolvidos por estas populações.
4. A reserva particular do patrimônio natural é uma área privada, gravada com perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade biológica, constando o gravame em compromisso assinado perante o órgão ambiental, que verificará a existência de interesse público, e será averbado à margem da inscrição no Registro Público de Imóveis.
5. As unidades de conservação, exceto a reserva particular do patrimônio natural, devem possuir uma zona de amortecimento e, quando conveniente, corredores ecológicos.
A Somente as afirmativas I e II estão corretas.
B Somente as afirmativas I e III estão corretas.
C Somente as afirmativas II e IV estão corretas.
D Somente as afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
E Somente as afirmativas I, II, III e V estão corretas.
Parabéns! A alternativa D está correta.
A proteção do meio ambiente e preservação dos biomas é uma obrigação constitucional (art. 23, VI e VII, CF). Essa lei ainda infere que o poder público deve prover os meios necessários para garantir os espaços territoriais e às áreas protegidas.
As unidades de conservação, com exceção das áreas de proteção ambiental e reservas particulares do patrimônio natural, devem possuir uma zona de amortecimento e, quando conveniente, corredores ecológicos.
4.Estatuto da cidade, política urbana e desapropriação
O Estatuto da Cidade e a desapropriação
Assista agora para saber o que é o Estatuto da Cidade e a desapropriação, e qual o seu papel na sociedade.
Resumo de vídeo: No módulo apresentado, estudamos o Estatuto da Cidade e a desapropriação. O vídeo aborda a Lei nº 10.257 de 2001, que estabelece diretrizes gerais da política urbana, sendo responsabilidade dos municípios executá-las. A desapropriação é discutida como um instrumento importante para a política urbana, especialmente quando uma propriedade não cumpre sua função social. O vídeo também destaca a importância do planejamento na infraestrutura das cidades, utilizando o exemplo de um novo loteamento que requer diversas adaptações na infraestrutura urbana, como novas linhas de ônibus e semáforos. O objetivo é compreender os aspectos práticos e relevantes do Estatuto da Cidade para um melhor planejamento urbano.
Estatuto da cidade
Assista agora para saber sobre os principais itens que compõem o Estatuto da Cidade.
Resumo de um vídeo: O vídeo aborda o papel e funcionamento do Estatuto da Cidade, com destaque para o Plano Diretor do município. São discutidos tópicos como o uso e ocupação do solo, problemas frequentes como poluição sonora e o impacto de atividades industriais próximas a áreas residenciais. O exemplo de um terreno destinado a uma indústria ilustra as implicações de ruído, resíduos e impacto no sistema viário. O vídeo enfatiza a importância do Plano Diretor em definir zonas industriais, comerciais, mistas e residenciais, além de abordar o conceito de direito adquirido e os desafios de loteamentos próximos a áreas industriais. A importância de um planejamento urbano coerente e de uma fiscalização técnica eficiente para assegurar a correta aplicação do Estatuto da Cidade é ressaltada.
O Estatuto da Cidade é um conjuntode normas jurídicas associadas à questão da função social da propriedade e da gestão democrática, ou seja, visando à manutenção da ordem pública, alinhada com premissas constitucionais. Ele está previsto na Lei nº 10.257/2001, que estabelece as diretrizes para a política urbana disposta na Constituição Federal de 1988.
O estatuto surgiu por conta da preocupação com o crescimento urbano irregular e atua sem infraestrutura e planejamento necessários, considerando a distribuição de terra irregular. E atua nos seguintes aspectos: o bem da coletividade, a segurança, o bem-estar dos cidadãos e o equilíbrio ambiental.
A Lei nº 10.257/2001 estabelece normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio ambiental. A política urbana dispõe das seguintes diretrizes:
1. Para que as cidades sejam efetivamente sustentáveis, é preciso garantir direito à moradia, saneamento ambiental, acesso ao transporte, serviços públicos direcionados para trabalho e lazer, de forma perene, para que as próximas gerações também sejam abarcadas; 
2. Gestão democrática, por meio de associações que garantam as diferentes características da população, com programas, aos projetos e planos;
3. Ação integrada de diversas partes interessadas, como governos, empresas privadas e afins visando o interesse social e o desenvolvimento da urbanização;
4. Algumas cidades podem ter crescido de maneira desordenada, afetando, por conseguinte, o meio ambiente. Sendo assim, o planejamento do desenvolvimento das cidades pode atuar de maneira preventiva ou corretiva ao organizar as atividades econômicas do munícipio;
5. É preciso disponibilizar transporte adequado ao que é demandado pela população, observando as necessidades do local;
6. Sobre o uso do solo, a Lei nº 10.257/2001 explicita que os seguintes itens devem ser evitados: 
· a utilização inadequada dos imóveis urbanos;
· a proximidade de usos incompatíveis ou inconvenientes;
· o parcelamento do solo, a edificação ou o uso excessivos ou inadequados em relação à infraestrutura urbana;
· a instalação de empreendimentos ou atividades que possam funcionar como polos geradores de tráfego, sem a previsão da infraestrutura correspondente;
· a retenção especulativa de imóvel urbano, que resulte na sua subutilização ou não utilização;
· a deterioração das áreas urbanizadas;
· a poluição e a degradação ambiental;
· a exposição da população a riscos de desastres.
Aspectos importantes da Lei nº 10.257/2001
Assista agora aos principais aspectos contidos na Lei 10.257 de 2001.
Resumo de um vídeo: No vídeo, é discutida a importância da Lei 10257 de 2001, especificamente focando na certidão de uso do solo. Essa certidão é um documento essencial emitido pelo órgão de planejamento urbano, que assegura que determinadas propriedades estejam em conformidade com as normas de uso do solo. Destaca-se a sua importância no licenciamento de atividades como construção, reforma e ampliação de edificações, sendo crucial para evitar a ocupação desordenada e a degradação ambiental. O vídeo enfatiza o papel do engenheiro ambiental no reconhecimento e aplicação dessa certidão, reforçando a necessidade de conscientização sobre a documentação adequada para modificações nas edificações.
De acordo com a Lei nº 10257/2001, foram definidos instrumentos de gestão com a finalidade de desenvolvimento urbano, mas associados ao uso e à ocupação do solo urbano, bem como à proteção do meio ambiente e sustentabilidade.
Conheça os principais instrumentos dispostos no capítulo II do Estatuto da Cidade:
· Planos nacionais, regionais e estaduais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico social;
· Planejamento das regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões;
· Planejamento municipal, incluindo o plano diretor.
Vamos analisar as características de cada um deles, buscando compreender as mais importantes.
Plano diretor
É o mecanismo legal mais conhecido do Estatuto da Cidade, é responsável pelo ordenamento da expansão urbana, conforme as necessidades da sociedade, mas de acordo com a infraestrutura e o meio ambiente.
E quando é obrigatório elaborar o plano? Para todos os municípios com mais de 20 mil habitantes, cidades integrantes de regiões metropolitanas, áreas nas quais haja especial interesse turístico ou que estejam susceptíveis a deslizamentos e outros eventos de grande impacto ambiental.
Além disso, é muito importante a elaboração do plano, bem como a fiscalização referente ao seu cumprimento, que é responsabilidade do poder público municipal e da sociedade.
Parcelamento, edificação ou utilização compulsórios
Existem também diretrizes acerca de parcelamento do solo, edificações e utilização de compulsórios, em que os municípios precisam deter o poder do uso, ocupação e organização do espaço urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, de forma a notificar o dono sobre sua utilização e exigindo que ele edifique ou dê um uso. Isso inclui as ações de limpeza para o controle de vetores e pragas, sob pena de notificações e multas para quem não limpa o terreno baldio (e.g. terreno abandonado, o qual o dono não cuida).
Atenção: Essas diretrizes possuem objetivo de cumprir uma função social da propriedade urbana, a fim de proporcionar a ampliação, na área urbana, do número de imóveis efetivamente utilizados e cuidados.
Caso o proprietário não atenda à notificação do poder público, poderá ser aplicada a norma do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) progressivo no tempo. E como isso funciona? Essa medida implica no incremento da alíquota do IPTU, de forma gradual, no prazo de cinco anos, ao teto máximo de 15%. Para casos em que, mesmo passados os 5 anos, ainda haja problemas no uso do imóvel, o poder público pode seguir com um processo de desapropriação, seguido de cobrança dos títulos devidos, visto que essa área e/ou imóvel não está sendo cumprido o plano diretor.
Estudo de impacto de vizinhança
Um outro instrumento muito comum e de conhecimento para aprovação de condomínios verticais e horizontais, e que está disposto no Estatuto da Cidade, é o estudo de impacto de vizinhança (EIV).
Para aprovação de um empreendimento a ser construído, é de responsabilidade do poder público municipal exigir esse estudo, no qual serão analisados os pontos negativos e positivos da instalação e utilização desse empreendimento, considerando os aspectos que vão impactar na qualidade da vida dos que residem em seu entorno.
Para a elaboração de um EIV, é preciso levantar e analisar os efeitos positivos e negativos do empreendimento ou atividade em relação à qualidade de vida, considerando os seguintes itens:
1. Adensamento populacional, quando há grandes concentrações de construções em determinada área;
2. Equipamentos urbanos e comunitários, destinados, por exemplo, à saúde, educação, cultura, esportes, lazer etc;
3. Uso e ocupação do solo, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo município;
4. Valorização imobiliária, avaliando itens como oferta e demanda, mudanças de características do local (construção de um hipermercado nas proximidades, por exemplo);
5. Geração de tráfego e demanda por transporte público, com aumento da população de um local, aumenta consequentemente a o trânsito de pessoas e veículos nas ruas circunjacentes;
6. Ventilação e iluminação, avaliadas a partir de projetos específicos que se destinam a esse fim;
7. Paisagem urbana e patrimônio natural e cultural, avaliação que pode inviabilizar a continuidade desse tipo de empreendimento.
É muito comum que esses estudos sejam repletos de mapas. Alguns municípios ainda consideram aprovações específicas para estudo do impacto do trânsito e aprovações viárias para projetos como, por exemplo, um supermercado. A região terá um aumento expressivo de fluxo de veículos e pessoas, sendo necessária área de estacionamento, vias que não contemplam mão dupla, análise de necessidade de semáforos, entre outros requisitos.
Usucapiãoespecial de imóvel urbano
Essa lei é popularmente conhecida, mas difere da legislação civil, com um prazo de prescrição menor. Por exemplo, na usucapião especial em imóveis urbanos, o proprietário deve utilizar o imóvel para moradia por um período de cinco anos, e não quinze.
Por meio dessa lei, proprietários de terrenos ou construções com até 250 metros quadrados, ao menos por cinco anos, de forma ininterrupta e sem oposição, e cuja utilização é para própria moradia ou de sua família, terão o direito do domínio, desde que não sejam proprietários de outro imóvel urbano ou rural.
Em casos de habitações informais, como no caso das comunidades, será aplicada a versão coletiva da referida lei, que destina uma fração a cada possuidor.
Desapropriação
Veja agora as principais etapas a serem seguidas para que ocorra uma desapropriação.
Resumo de um vídeo: No vídeo, é explicado como ocorre uma desapropriação. Desapropriação é o processo pelo qual o governo pode tomar uma propriedade privada para fins públicos, mediante pagamento de indenização justa aos proprietários. Esse processo é frequentemente utilizado para construção de infraestruturas como estradas, pontes, aeroportos, além de projetos urbanos, criação de parques, preservação do patrimônio histórico, reforma agrária e segurança pública. O vídeo também menciona o decreto-lei nº 3365, que rege os procedimentos de desapropriação, e exemplifica com a descoberta de fósseis de dinossauro em Uberaba em 2019, que poderia transformar a área em um sítio arqueológico, resultando na sua desapropriação.
O Decreto-Lei nº 3.365, de 21 de Junho de 1941, assinado por Getúlio Vargas, rege a desapropriação por utilidade pública, em todo o território nacional. Essa lei cita que:
Mediante declaração de utilidade pública, todos os bens poderão ser desapropriados pela União, pelos estados, municípios, Distrito Federal e territórios.
(BRASIL, 1941)
Também mediante autorização legislativa, bens pertencentes a cidades, aos estados e ao Distrito Federal também podem ser desapropriados pela União.
Mas, afinal, quando é preciso uma desapropriação?
Será necessária quando o espaço aéreo ou do subsolo utilizado traga efeitos negativos ao solo. E, para as habitações informais, a versão coletiva da lei deve ser utilizada, destinado assim uma fração para cada possuidor.
Mas existem situações em que não pode haver desapropriação? Sim. Pela lei, as cidades e estados não podem desapropriar ações, cotas e direitos representativos do capital de instituições e empresas que funcionem e sejam fiscalizadas por meio do Governo Federal, exceto por decreto do presidente da República.
E você já parou para pensar quem pode promover uma desapropriação? Segundo o art. 3º da referida lei, podem promover a desapropriação, mediante autorização expressa constante de lei ou contrato:
1. Os concessionários, inclusive aqueles contratados nos termos da Lei nº 11.079, de 30 de dezembro de 2004;
2. As entidades públicas;
3. As entidades que exerçam funções delegadas do poder público;
4. As autorizações para a exploração de ferrovias como atividade econômica.
Além disso, o art. 4º dessa legislação prevê que:
A desapropriação poderá abranger a área contígua necessária ao desenvolvimento da obra a que se destina, e as zonas que se valorizarem extraordinariamente, em consequência da realização do serviço. Em qualquer caso, a declaração de utilidade pública deverá compreendê-las, mencionando-se quais as indispensáveis à continuação da obra e as que se destinam à revenda
(BRASIL, 1941)
Quando a desapropriação se destinar à execução de planos de urbanização, de renovação urbana ou de parcelamento ou reparcelamento do solo, a receita decorrente da revenda ou da exploração imobiliária dos imóveis produzidos poderá compor a remuneração do agente executor.
De acordo com o art. º 5 do Decreto Lei nº 3.365, os casos considerados de utilidade pública contemplam:
 
· Defesa do Estado.
· Socorro público em caso de calamidade.
· Salubridade pública.
· Criação e melhoramento de centros de população, seu abastecimento regular de meios de subsistência.
· Aproveitamento industrial das minas e das jazidas minerais, das águas e da energia hidráulica.
· Assistência pública, obras de higiene e decoração, casas de saúde, clínicas, estações de clima e fontes medicinais.
· Exploração ou a conservação dos serviços públicos.
· A abertura, conservação e melhoramento de vias ou logradouros públicos; a execução de planos de urbanização; o parcelamento do solo, com ou sem edificação, para sua melhor utilização econômica, higiênica ou estética; a construção ou ampliação de distritos industriais.
· Funcionamento dos meios de transporte coletivo.
· Preservação e conservação dos monumentos históricos e artísticos, isolados ou integrados em conjuntos urbanos ou rurais, bem como as medidas necessárias para manter os aspectos mais valiosos ou característicos e, ainda, a proteção de paisagens e locais particularmente dotados pela natureza.
· Preservação e conservação adequada de arquivos, documentos e outros bens móveis de valor histórico ou artístico.
· Construção de edifícios públicos, monumentos comemorativos e cemitérios.
· Criação de estádios, aeródromos ou campos de pouso para aeronaves.
· Reedição ou divulgação de obra ou invento de natureza científica, artística ou literária.
· Demais casos previstos por leis especiais.
Os bens desapropriados para fins de utilidade pública e os direitos decorrentes da respectiva imissão na posse poderão ser alienados a terceiros, locados, cedidos, arrendados, outorgados em regimes de concessão de direito real de uso, de concessão comum ou de parceria público-privada e ainda transferidos como integralização de fundos de investimento ou sociedades de propósito específico.
É importante ressaltar que a declaração de utilidade pública deve ser feita por meio de decreto do presidente da República, governador, interventor ou prefeito. Declarada a utilidade pública, ficam as autoridades administrativas autorizadas a penetrar nos prédios compreendidos na declaração, podendo recorrer, em caso de oposição, ao auxílio de força policial. Porém, a desapropriação deverá efetivar-se mediante acordo ou intentar-se judicialmente, dentro de cinco anos, contados da data de expedição do respectivo decreto e findos os quais este caducará.
Verificando o aprendizado
Questão 1: O plano diretor, aprovado por lei municipal, é instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana. Segundo o Estatuto da Cidade, o plano diretor:
A Deverá conter a delimitação das áreas urbanas que considera, por exemplo, o parcelamento, considerando a existência de infraestrutura e de demanda para utilização.
B É obrigatório apenas para cidades com mais de trinta mil habitantes.
C Deverá englobar apenas o território urbano do Município.
D Deverá ter revista a lei que o instituiu pelo menos a cada vinte anos.
E Tem nele inserido, ou com ele compatível, o plano de transporte urbano integrado, obrigatório para cidades com mais de um milhão de habitantes.
Parabéns! A alternativa A está correta.
De acordo com o art. 42, o plano diretor deverá conter, no mínimo, a delimitação das áreas urbanas, que prevê a aplicação do parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, considerando a existência de infraestrutura e de demanda para utilização, na forma do art. 5º dessa lei. Segundo o art. 41, o plano diretor é obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes. O art. 40. § 2º nos diz que o plano diretor deverá englobar o território do município como um todo. Segundo o art. 40. § 3º, a lei que instituir o plano diretor deverá ser revista, pelo menos, a cada dez anos. Já o art. 40. § 2º diz que no caso de cidades com mais de quinhentos mil habitantes, deverá ser elaborado um plano de transporte urbano integrado, compatível com o plano diretor ou nele inserido.
Questão 2: Sobre a desapropriação, avalie as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
 
1. A desapropriação é necessária a fim de viabilizar a execuçãode melhorias no munícipio, que podem ser para ampliar a utilização da malha viária ou para implantação de equipamentos públicos destinados para a educação, por exemplo.
2. A desapropriação pode ser definida como transferência obrigatória total da propriedade para o poder público, mediante pagamento de indenização ou troca da área aos proprietários do imóvel.
3. Para o imóvel ser desapropriado, é preciso uma publicação do Decreto de Declaração de Utilidade Pública, sendo que em tal publicação constará o endereço do imóvel, área atingida e finalidade a qual ele será destinado.
4. A desapropriação pode ser efetuada na via administrativa ou na via judicial. 
5. A desapropriação está prevista legalmente no Decreto-Lei nº3365/1941 e determinada por decreto municipal, não sendo possível impedi-la. Mas, caso os proprietários não atendam as convocações, não entreguem a documentação nos prazos, não consigam comprovar a propriedade do imóvel ou não concordem com os valores de indenização, o processo seguirá para ser enviado à desapropriação por via judicial.
A Somente as afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
B Somente as afirmativas I, III, IV e V estão corretas.
C Somente as afirmativas II e III estão corretas.
D Somente as afirmativas III e V estão corretas.
E Somente as afirmativas I e IV estão corretas.
Parabéns! A alternativa B está correta.
A desapropriação é a transferência compulsória da propriedade para o poder público, podendo ser parcial ou total, mediante pagamento de indenização aos proprietários do imóvel pelo terreno e benfeitorias atingidos. A desapropriação é necessária a fim de viabilizar a execução de melhorias no munícipio, que podem ser para implantação de equipamentos públicos destinados para a saúde, cultura, esportes, lazer, moradias populares, entre outros.
5.Conclusão
Considerações finais
É importante associar os riscos ambientais aos seus possíveis impactos negativos, diante de cenários de catástrofes e poluição, seja da água, solo ou do ar. O entendimento desses riscos é fundamental para qualquer tipo de gestão, lembrando que devemos levantar problemas e não-conformidades, riscos associados, soluções e custos para sanar e mitigar esses impactos.
Não só o poder público, mas toda a sociedade deve estar comprometida com a educação ambiental, assim como deve compreender quais são as posturas lesivas ao meio ambiente e passíveis de autuação por crime ambiental. Isso nos assegura para garantir as condições necessárias visando a preservação ambiental e a sustentabilidade.
As legislações são incisivas no que tange a proteção das estações ecológicas e planejamento urbano territorial que, por sua vez, funcionam como guias para direcionar a sociedade e as organizações acerca da maneira correta de agir.
A educação ambiental pode ser definida como um processo participativo e contínuo da sociedade no que tange aos aspectos ambientais, sendo que é primordial criar uma consciência crítica acerca da problemática ambiental existente, que provoque uma reflexão sobre como podemos trazer uma mudança de valores sobre esse assunto. Por exemplo, a preocupação com o meio ambiente vai trazer um diagnóstico de como estamos lidando com esses problemas e como pode ser o nosso futuro sem os recursos naturais que precisamos. Geralmente, a ideologia está em produzir mais e gastar dinheiro para recuperar o ambiente que foi poluído, para garantir essa produção em larga escala, sem mitigação de riscos e sem controle de requisitos ambientais. Atualmente, vivenciamos um desequilíbrio, causado pelo próprio sistema econômico da sociedade, em que exploramos mais recursos do que a capacidade de reposição.
É preciso que haja um equilíbrio entre a relação homem x economia x natureza, visando uma mudança de comportamento e a busca alternativas sustentáveis e frente às problemáticas ambientais.
TEMA 5 – PREVISÃO DE IMPACTO E ANÁLISE DE RISCO AMBIENTAL 
Propósito
O entendimento de como se dá a previsão de impactos e análise de risco ambiental é primordial para os profissionais na área de meio ambiente, pois há vários riscos que podem ser tratados, a fim de se evitar, minimizar, reduzir, neutralizar ou compensar os aspectos negativos de uma atividade ou empreendimento sobre os prejuízos a serem causados para o meio ambiente.
Preparação
Antes de iniciar seu estudo, tenha em mãos a Resolução nº 001 dos Critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental do CONAMA, e a Lei Federal nº 6.938, para entender os termos e diretrizes associados à área ambiental e que serão vistos em nosso conteúdo.
Objetivos
· Reconhecer o surgimento e as principais características da previsão de impactos e análise de risco ambiental.
· Reconhecer os fundamentos e seleções de metodologias e os tipos de métodos de análise de riscos e impactos ambientais.
· Reconhecer o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental.
Introdução
Olá! Antes de começarmos, assista ao vídeo a seguir e veja uma pequena introdução à previsão de impacto e análise de risco ambiental.
Esse resumo é de um vídeo. No vídeo, o autor discute sobre o estudo do tema "prevenção de impacto e análise de risco ambiental". Primeiramente, são destacados os objetivos, que incluem o reconhecimento do surgimento e das características da previsão de impactos, bem como das metodologias de análise de riscos e impactos ambientais. Além disso, explora-se o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). O vídeo também aborda como a prevenção de impacto ambiental envolve medidas para evitar ou minimizar os efeitos negativos das atividades humanas no meio ambiente, e como a análise de risco ambiental compreende a identificação, avaliação e gestão dos riscos associados a determinadas atividades ou projetos. Por fim, enfatiza-se a importância de práticas ambientais adequadas, uso de tecnologias limpas e controle de emissões e resíduos pelas empresas, desde o planejamento até a operação, manutenção e monitoramento. O apresentador convida ainda o público a acompanhar os próximos vídeos.
1.Surgimento e previsão de impactos e análise de risco ambiental
Risco ambiental: histórico, análise e viabilidade ambiental
Assista ao vídeo e entenda o surgimento e previsão de impactos, análise de risco ambiental, viabilidade ambiental e padrões de qualidade.
Resumo de vídeo: O vídeo apresenta uma breve contextualização sobre os tópicos a serem estudados no módulo, incluindo risco ambiental, histórico, análise e viabilidade ambiental. O conteúdo abrange definições, histórico, abordagens de análise ambiental, viabilidade ambiental e padrões de qualidade. O objetivo principal é mostrar que a avaliação e análise de risco e impactos ambientais visam evitar, minimizar, reduzir, neutralizar ou compensar os aspectos negativos de atividades ou empreendimentos sobre o meio ambiente. Também será discutida a importância da análise ambiental e de riscos para entender as pressões e alterações no meio ambiente. Serão apresentados exemplos práticos, como o licenciamento ambiental de indústrias que emitem poluentes, destacando a necessidade de sistemas de controle de emissão como lavadores de gases ou ciclones.
Definição e histórico do impacto ambiental
No vídeo a seguir, acompanhe a discussão sobre os objetivos de uma avaliação e análise de risco e impactos ambientais.
Resumo do vídeo: No vídeo, são abordados conceitos sobre avaliação e análise de riscos e impactos ambientais, destacando a importância da previsão de impactos para controlar e mitigar efeitos adversos no meio ambiente. Utiliza-se o caso do Morro do Careca em Natal como exemplo de impacto negativo da urbanização e turismo. Através da regulamentação, medidas de proteção foram implementadas para minimizar os danos. Destaca-se também como a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) é fundamental para projetos de construção e produtos químicos, assegurando que sejam desenvolvidos de maneira sustentável. A participação de partes interessadas e a análise de riscos são essenciais nesse processopara garantir a qualidade de vida das gerações presentes e futuras. Este resumo é do vídeo.
Na década de 1960, foi elaborada a definição da previsão dos impactos ambientais, sendo a base para o estabelecimento da Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), visto que era preciso prevenir os impactos analisando os riscos envolvidos.
Observe, na análise do impacto ambiental representado no gráfico, que os projetos que levam em consideração o fator tempo conseguem amenizar os prejuízos ambientais de uma ação.
Representação gráfica de um impacto ambiental.
É importante lembrar que, de acordo com a Resolução nº 001/86 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), em seu art. 1º, o impacto ambiental se refere a mudanças causadas nas propriedades do meio ambiente por meio da ação de humanos. Essas ações podem prejudicar:
· A saúde.
· A segurança.
· O conforto da sociedade.
· A forma como a população se relaciona com o meio.
De acordo com a legislação, podemos ter a impressão de que os impactos são sempre negativos. No entanto, os impactos ambientais podem afetar favorável ou desfavoravelmente o meio ambiente. O impacto ambiental pode ser definido como uma alteração da qualidade ambiental, proveniente de atitudes de pessoas, causando interferências sociais ou na natureza.
Assim, surgiu a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), que permite avaliar e analisar as atividades dos projetos de um empreendimento ou de uma atividade, de modo a permitir a previsão dos impactos possíveis, por meio do levantamento e análise dos riscos ambientais capazes de degradar o meio ambiente. Essa avaliação também considera os aspectos positivos e negativos, chamados de benefícios e adversidades. E tanto as partes interessadas (responsáveis pelo projeto) e afetadas, quanto o poder público (órgão municipal) podem participar dessa avaliação.
A previsão de impacto e a análise de risco são estudos integrados com objetivo de avaliar a possibilidade de ocorrer um acidente, o que pode ser feito para evitá-lo, bem como mitigá-lo após sua ocorrência. Dessa forma, quando pensamos em qualquer projeto, é necessário considerar quais são os riscos envolvidos. Essa ação colabora na avaliação das consequências enquanto estão ocorrendo, até porque é nessa fase que os danos no meio ambiente aparecem, e que os acidentes de uma operação podem ser evitados.
			
Exemplo: Pense em uma empresa que possui tanques de armazenamento de óleo diesel que se rompem por algum fator adverso, e a área não está provida de bacia de contenção. Isso poderá ser considerado uma emergência e acidente ambiental, pois poderá contaminar a área, além do potencial risco de incêndio. Por esse motivo, em tais situações, devem ser seguidas, de maneira vigorosa, as normas técnicas de armazenamento de combustíveis, bem como a necessidade de ter um Plano de Emergência Química e de Atendimento Emergencial.
Dessa forma, é possível perceber que cada vez mais é preciso considerar as questões ambientais para a tomada de decisão no desenvolvimento de projetos, sejam de empreendimentos, atividades produtivas ou infraestrutura.
As modificações provocadas no meio em decorrência das atividades humanas e suas consequências nos meios físicos, biológicos e socioeconômicos têm demonstrado que é preciso incluir as questões ambientais no processo decisório a partir do momento da avaliação de propostas e planejamento de um projeto de ocupação territorial, o qual está atrelado com a implantação das atividades econômicas.
Abordagens da análise ambiental
No vídeo a seguir, entenderemos como a análise ambiental e dos riscos de determinada atividade ou empreendimento é primordial para a elaboração de projetos.
Resumo de vídeo: O vídeo aborda os desafios e a natureza multidisciplinar da atuação do profissional da área ambiental. Discute como esse profissional precisa aplicar conhecimentos de diversas áreas e analisar os impactos ambientais das atividades humanas de duas perspectivas: ecossistêmica e sociopolítica. Exemplos práticos, como mudanças climáticas, poluição de ar e água, e desmatamento são apresentados para ilustrar as diferentes formas de impacto ambiental. Além disso, explica o papel do Ibama e a importância das licenças ambientais para mitigação e controle desses impactos.
O profissional da área ambiental deve possuir domínio na aplicação dos conceitos e conteúdos provenientes das várias áreas de atuação e conhecimento, a fim de garantir um viés multidisciplinar na análise ambiental, pensando sempre na resolução de problemas que envolvem recursos ambientais.
No caso da análise dos efeitos sobre o meio decorrentes das atividades humanas, duas perspectivas podem ser aplicadas, veja:
Ecossistêmica: Considerando o mecanismo de funcionamento dos sistemas ambientais, é possível trabalhar a análise dos efeitos provocados pelo ser humano a partir de um ponto de vista ecossistêmico, em que a resposta do meio a uma determinada ação externa ao sistema ambiental vai depender do atual estágio em que ele se encontra ao longo do tempo enquanto a ação é exercida.
Essa abordagem é utilizada por vários modelos de causa e efeito para o funcionamento dos sistemas ecológicos, a qual está relacionada à resistência, à resiliência e à capacidade de suporte do meio.
Portanto, temos que a resposta do meio se dá por meio das alterações sofridas por este, ou seja, são os próprios impactos ambientais oriundos de uma ação exercida por um agente externo ao sistema (uma pressão). E, para se conhecer a magnitude dos impactos, é preciso entender o estado em que o meio se encontra e as características da atividade responsável pela pressão aplicada. Entenda melhor na imagem a seguir:
Tomada de decisão.
Sociopolítica: A segunda perspectiva para a análise ambiental incorpora um ponto de vista sociopolítico, voltado para o manejo dos recursos ambientais, assim como para o gerenciamento das atividades responsáveis pelos impactos sobre o meio ambiente. Sendo assim, tal abordagem considera a sociedade, diante de um determinado nível de impacto ambiental (potencial ou verificado), e posiciona-se no sentido de reivindicar medidas a serem adotadas para que este impacto seja eliminado ou mitigado.
De acordo com o Ibama (2002), um modo simples de avaliar os impactos ambientais sob tal abordagem é se basear nas ações humanas exercidas sobre o meio, e que levarão aos impactos, os quais vão resultar nas respostas potenciais no âmbito das políticas públicas que poderiam minimizar, ou eventualmente eliminar tais impactos.
Um exemplo de resposta do meio ambiente sociopolítico diante da diminuição da qualidade ambiental causada por impactos sobre o meio remete ao estabelecimento da obrigatoriedade de obtenção de licenças e autorizações previamente à realização de ações modificadoras do meio ambiente.
Viabilidade ambiental e padrões de qualidade
Assista ao vídeo para entender como os padrões de qualidade ambiental estão relacionados à análise ambiental por meio de exemplos práticos.
O resumo é de um vídeo. O vídeo aborda o conceito de viabilidade, destacando inicialmente a viabilidade financeira, que é quando uma operação retorna mais dinheiro do que foi investido. Em seguida, ele foca na viabilidade ambiental, explicando que se trata da avaliação antecipada das atividades humanas para verificar seu impacto no meio ambiente. São mencionadas as atividades antrópicas e como essas devem ser ajustadas aos padrões de qualidade ambiental, que podem ser estabelecidos formalmente ou negociados. O vídeo também detalha como a viabilidade ambiental está relacionada com as características das atividades e suas possíveis alterações no meio ambiente, citando o licenciamento ambiental como um mecanismo importante no Brasil. São dados exemplos de práticas sustentáveis, como o uso de fontes de energias renováveis, práticas agrícolas sustentáveis, gestão de resíduos sólidos e construção de edifícios verdes, que minimizam os impactos ambientais negativos. Finaliza desejando bons estudos aos espectadores e se despedindo.
Você já ouviu falar em viabilidadeambiental?
Podemos defini-la como uma propriedade das atividades humanas a ser verificada previamente às ações exercidas sobre o meio. Portanto, é a possibilidade de adequação das atividades antrópicas frente aos padrões permitidos de qualidade ambiental estabelecidos formalmente ou negociados entre as partes interessadas, levando em consideração a capacidade de suporte do meio em assimilar tais alterações (ou seja, os impactos) provocados por essas atividades.
A viabilidade ambiental está relacionada à:
Localização: Ao estado do meio, ou seja, à localização pretendida para as atividades, na medida em que cada local apresenta características ambientais próprias que resultam em uma determinada capacidade de resposta diante dos efeitos que serão causados.
Atividade: À pressão exercida pela atividade que se pretende instalar, ou seja, das características da atividade associadas à sua capacidade de provocar alterações no meio, tais como porte e concepção tecnológica e interferência em processos de ordem social e ambiental.
É importante ressaltar que a viabilidade também considera a manutenção da qualidade ambiental por meio do atendimento de condicionantes que, mediante aos impactos ambientais, sejam admissíveis pela ordem legal ou acordadas entre as partes.
A variabilidade ambiental se correlaciona à adição, no processo decisório, de mecanismos que incluam uma avaliação referente a quanto uma determinada região pode dar suporte no que tange à instalação de atividades e empreendimentos potencialmente impactantes.
Saiba Mais: No Brasil, a operacionalização do conceito de viabilidade é o licenciamento ambiental de atividades e empreendimentos.
Assim, a funcionalidade do licenciamento ambiental está diretamente ligada à utilização de instrumentos que auxiliem na tomada de decisão, complementarmente, visando garantir a fundamentação técnica e teórica da decisão, bem como a sua sustentação jurídica.
Além disso, quando falamos em qualidade ambiental, é preciso fazer uma conexão com os padrões de qualidade que foram instituídos como um instrumento da Política Nacional de Meio Ambiente, que descreve os níveis de qualidade a serem mantidos ou alcançados para o meio, tendo em vista o disciplinamento das atividades e ações humanas.
Os padrões de qualidade expressam os valores de referência para diferentes parâmetros ambientais, em termos da qualidade considerada adequada para um determinado item ambiental, recurso ou porção do território.
Na área de planejamento e avaliação de impactos, os padrões de qualidade ambiental são entendidos como elementos que definem os requisitos de desempenho ambiental dos projetos de empreendimentos ou atividades a serem implantados, de modo a serem considerados viáveis sob o ponto de vista ambiental. Portanto, os padrões de qualidade estabelecem limites admissíveis, ou seja, aceitáveis, para as alterações sobre o meio provocadas pelas atividades humanas.
Saiba Mais: Todas as legislações do CONAMA, normas estaduais e municipais que se enquadram, são incluídas neste item.
Na próxima imagem, é possível ver como a área de planejamento e avaliação de impactos faz essa análise.
Análise ambiental com foco nas condições do meio e respostas da sociedade.
Por exemplo, podemos citar a Resolução Conama nº 25/2005, que define os limites admissíveis para vários parâmetros de qualidade da água, tais como:
· pH;
· turbidez;
· coliformes fecais;
· nutrientes;
· metais em função dos diferentes usos pretendidos para o recurso hídrico.
Além da Resolução Conama nº 03/1990, que contempla os padrões de qualidade do ar e orienta as ações de monitoramento e controle necessárias.
Somadas à própria legislação com relação a parâmetros de controle que vimos na imagem anterior, também podemos citar as faixas de proteção estabelecidas ao longo dos corpos d’água, em que a qualidade ambiental está relacionada à manutenção das condições estabelecidas que permitem a estabilidade geológica, a qualidade dos corpos hídricos e a manutenção do fluxo gênico da flora e da fauna.
Verificando o aprendizado
Questão 1: O impacto ambiental é compreendido como qualquer modificação das propriedades do meio ambiente por meio de ação humana. A partir desse conceito, marque a alternativa que apresenta um exemplo de impacto ambiental.
A Queda de meteoro
B Erupção vulcânica
C Chuva ácida
D Terremoto
E Tsunami
Parabéns! A alternativa C está correta.
Apenas a chuva ácida é um impacto ambiental causado pelo homem, pois é um dos resultados gerados pela poluição atmosférica. As demais alternativas, por mais que possam ser mensuradas e prevenidas por estudiosos e especialistas, não podem ser necessariamente evitadas.
Questão 2: Na análise de viabilidade ambiental, são aplicados diversos conceitos de respostas a um sistema ambiental. Assinale a alternativa que condiz com um conceito importante aplicado na viabilidade ambiental.
A Impactos ambientais
B Gestão tecnológica
C Emissão de outorga
D Pesquisa de campo
E Engenharia ambiental
Parabéns! A alternativa A está correta.
O estudo de viabilidade ambiental inclui o levantamento dos aspectos e impactos ambientais da implantação de um empreendimento ou atividade, para avaliar a capacidade de suporte e os padrões admissíveis de qualidade ambiental do meio ambiente em "aceitar" a alteração proposta.
2.Métodos de análise de riscos e impactos ambientais
Metodologias de análise de riscos e impactos ambientais
Vamos agora conhecer alguns aspectos relacionados aos fundamentos e seleção de metodologias e tipos de métodos de análise de riscos e impactos ambientais.
Resumo do vídeo: No módulo de apresentação dos métodos de avaliação de impacto ambiental, serão abordados os fundamentos e a seleção das metodologias necessárias para realizar tais avaliações. O conteúdo também inclui a análise dos diversos tipos de métodos, permitindo a escolha apropriada para a avaliação de impacto ambiental. Além disso, será explicada a aplicação dos atributos dos impactos ambientais nas metodologias de avaliação e análise de riscos. O módulo visa entender os principais métodos de avaliação, levando em conta a disponibilidade de dados, características do empreendimento e os resultados desejados.
Fundamentos e seleções de metodologias
Aprenda, no vídeo, sobre os atributos dos impactos ambientais e a importância de utilizar metodologias para se avaliar tais impactos.
Esse resumo é de um vídeo. O vídeo aborda os atributos dos impactos ambientais, enfatizando a importância do licenciamento ambiental para atividades com potencial poluidor. O processo inclui a elaboração de um projeto detalhado com um escopo claro, que deve considerar os impactos causados pelo empreendimento, como a inundação de áreas, alterações na paisagem e a perda de fauna e flora. O vídeo destaca a necessidade de avaliar a magnitude, duração, frequência, sinergia, reversibilidade, significância e sensibilidade ambiental dos impactos. Além disso, ele ressalta a importância do planejamento detalhado e do gerenciamento de riscos.
São muitos os fundamentos dos impactos ambientais, e a avaliação de risco também é considerada neste meio. Dessa forma, para modificar o ambiente, é preciso estudar e analisar tais alterações.
Esse estudo e análise são cobranças do licenciamento ambiental, que, por sua vez, define uma série de exigências técnicas a serem cumpridas para que o impacto seja o menor possível e dentro do limite considerado admissível. O licenciamento é sempre necessário para atividades com potencial poluidor, ou seja, aquela que afete a qualidade do meio ambiente.
Mas, na prática, como podemos aplicar os fundamentos das análises de impactos ambientais, selecionando as metodologias que mais se aplicam ao caso?
Exemplo: Vamos pensar em um exemplo prático, a partir de um local no qual se espera construir uma usina hidroelétrica. Para se concretizar, é necessário elaborar um projeto com escopo do empreendimento, considerando os impactos que causará, como:
· Inundação de uma grande área por causa da represa.
· Alteração na paisagem.· Perda da fauna e flora do local.
· Aparecimento do efeito de borda.
· Assoreamento da área represada.
· Alteração da qualidade da água por causa do crescimento de macrófitas e algas, em alguns casos.
· Retirada da população da área afetada devido às cheias do represamento, em alguns casos.
Então, são muitos os impactos a serem levados em conta. Mesmo sem conhecer a área afetada, já podemos pensar em vários itens que serão afetados. Mas, há impactos que, para serem identificados, precisam de um melhor detalhamento do projeto e do empreendimento e da área onde será instalado. Muitas vezes, o porte (se pequeno, médio ou grande) exerce influência e é um item decisivo na análise e avaliação do impacto ambiental.
O fator mais determinante é a escolha da área onde será feita a atividade, a fim de avaliar qual o impacto ecológico e se os órgãos ambientais competentes vão permitir a ocupação e regularização. Existem áreas de espécies florestais e animais importantes, até mesmo com potencial de extinção, e sítios arqueológicos, onde a preservação dos recursos naturais é importante, e não há possibilidade de negociação sem antes obter subsídios para análise e avaliação dos impactos.
Dessa forma, mediante estudos de caracterização e análise do projeto em si, poderá ser aprofundado o conhecimento da área e do projeto. Há casos em que, no local, residem pessoas dependentes dos recursos ali existentes, e que serão impactadas no projeto. Por isso, também, o viés social precisa ser levado em conta, como os empregos gerados, a melhoria da qualidade de vida, os recursos possíveis de serem revertidos em saúde e saneamento, o que poderá ser uma contrapartida do projeto.
O objetivo da seleção das metodologias mais adequadas é garantir que todas as informações pertinentes sejam levantadas, pois todos os envolvidos precisam analisar e decidir sobre o projeto, juntamente com os órgãos ambientais que concederão a licença e autorização de funcionamento.
Mas só as informações já bastam? Não! É primordial que elas sejam interpretadas e que se discuta os impactos ambientais, entendendo todos os dados possíveis de influenciar o projeto, como:
 
· A origem
· A abrangência
· O tempo
Quando o detalhamento é feito, conseguimos ter maior assertividade ao mitigar os impactos que são mais significativos e relevantes, deixando os menores para planos de ação de curto prazo.
Por isso, quando temos uma equipe multidisciplinar elaborando um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), as abordagens são melhores no processo de identificação e estudo dos impactos ambientais.
Mesmo que existam várias metodologias, o conhecimento prático, a experiência e a ética de quem elabora os estudos e identifica os impactos é relevante, pois determinar qual impacto é mais significativo pode ser muito subjetivo, e aí se erra ao atribuir o grau de importância para aquele item, influenciando diretamente os resultados das análises.
A identificação e a caracterização dos impactos ambientais vão permitir analisá-los de forma quantitativa e qualitativa, de modo que poderão ser classificados em categorias de importância.
Veja os diversos tipos de atributos ou categorias, segundo Sánchez (2013):
Quanto à magnitude
· Reversível ou irreversível: quando se termina a causa e o impacto, o meio alterado retorna ao que era antes, ou nunca mais poderá ser o mesmo.
· Duração: pode ser temporária ou permanente.
· Incidência: pode ser direta ou indireta. A direta é uma mudança que decorre de um aspecto ambiental gerado por um processo. Já a indireta é proveniente de um impacto direto que produz impactos secundários.
· Prazo para manifestação do impacto: curto, médio e longo prazo.
Quanto à relevância
· Cumulatividade: o impacto pode ficar mais intenso pela continuidade da ação do seu agente gerador.
· Sinergia: é a forma que um impacto pode influenciar ou induzir outros a acontecerem.
· Importância: muito pequena, pequena, média, grande ou muito grande. Quando é algo muito pequeno, há dificuldade de identificar a alteração, ela não é identificada nem medida. Mas, quando ela é pequena, já é possível medir, mas não há ganhos ou perdas na qualidade ambiental da área, ou que não acontece na média que há ganhos e perdas. Já a grande e muito grande são ganhos e perdas expressivas na qualidade ambiental da área afetada.
Quanto à abrangência
· Pontual: é quando a modificação afeta somente a área de intervenção, ou seja, a área diretamente afetada.
· Local: é quando a modificação afeta também o entorno da área de intervenção, ou seja, a área indiretamente afetada.
Desse modo, quanto mais se segrega os impactos em categorias, maior é sua caracterização, e assim poderá ser analisada sua significância. Quanto maior, mais grave poderá ser o problema ambiental, e mais difícil sua mitigação.
Organizar essas categorias é difícil e complicado. Por isso, uma das formas de simplificar essa análise é atribuir pesos e valores para os impactos ambientais por meio de tabelas. Ou seja, um impacto que é reversível, deve ter um peso menor que um irreversível, e assim por diante. A partir dessa lógica, é criada uma escala de significância, que também deve considerar os impactos significativos.
Ainda, é importante considerar que “cada caso é um caso”. O detalhamento e interpretação dos impactos são importantes e influenciam no resultado do estudo.
Tipos de métodos de análises
Neste vídeo, vamos aprender como funcionam os métodos de avaliação de impacto ambiental para sua mitigação.
Resumo do vídeo: O vídeo aborda os métodos de avaliação de impacto ambiental, destacando que há vários métodos disponíveis para identificar, analisar, avaliar e mitigar os impactos ambientais, e que esses métodos estão em constante desenvolvimento. O objetivo é tornar a análise menos subjetiva e mais objetiva. O vídeo detalha o método ad hoc, que é utilizado para avaliar impactos ambientais de forma não sistemática e com base em julgamentos subjetivos. Esse método pode ser necessário em situações que requerem decisões rápidas ou quando há falta de informações suficientes. No entanto, o método ad hoc tem limitações devido à sua falta de rigor científico e possibilidade de enviesamento subjetivo. Além do método ad hoc, o vídeo menciona outros métodos, como a matriz de impacto, a listagem de controle e a sobreposição de mapas, destacando suas características e aplicações. A escolha do método mais adequado depende de vários fatores, incluindo as características do projeto, os resultados esperados, a experiência da equipe e os recursos disponíveis. A sugestão final é considerar a combinação de métodos para uma análise mais robusta, além de avaliar as pessoas envolvidas, os recursos e o tempo disponível.
Existem vários métodos de identificação, análise, avaliação e mitigação de impactos ambientais. E, cada vez mais, estão sendo desenvolvidos métodos cujo objetivo é deixar a análise simplificada e menos subjetiva, além de casos de melhoria nos métodos existentes.
Vamos, a seguir, conhecer os principais métodos de avaliação de impactos ambientais.
Método Ad hoc
O método Ad hoc, também chamado de julgamento de especialistas, é utilizado quando há pouca informação sobre o projeto ou empreendimento e quando não temos detalhamento da área em que esse projeto será executado. Ele perfaz um grupo multidisciplinar de profissionais que detém conhecimentos variados nas áreas do projeto e no meio ambiente.
Cada profissional integrante do estudo, de acordo com sua especialidade e análise, vai apontar os impactos ambientais detectados. E, em conjunto, o grupo vai atribuir qual o peso (valor) de tais impactos, a fim de garantir uma classificação que permitirá as ações de mitigação.
Esse tipo de método pode ser desvantajoso, pois os impactos podem ser subjetivos, e os profissionais da equipe podem não ter conhecimento em todos os âmbitos de um projeto, ou seja, a atuação no estudo com temas que não possuem tanta familiaridade pode colocar a avaliação em risco, a partir de “suposições” que não condizem com a realidade. Muitas vezes,isso acontece quando replicamos o conhecimento teórico, sem conhecer a prática das situações, podendo fazer estimativas de previsões de impacto errôneas.
Dessa forma, quanto maior conhecimento e formação o grupo de profissionais tiver, e um currículo de várias análises, com experiências e participações em projetos, melhores e mais confiáveis serão os resultados da avaliação de impactos.
Listagens de controle
As listagens de controle ou listagens de verificação são materiais construídos a partir de situações já vividas. A maior parte das listas de controle é orientada para a identificação dos impactos potenciais sobre fatores ambientais considerados relevantes, diferenciando-se umas das outras pelo nível de sofisticação aplicado. Tais análises são feitas em menor tempo, sendo mais rápidas, pois não consideram detalhamentos de origem e magnitude.
Veja os tipos de listagens que podem ser usadas:
Listagens simples de impactos
São associadas, normalmente, a certas tipologias de empreendimentos, ou fatores ambientais potencialmente afetados, são úteis para garantir que certos impactos não sejam negligenciados ao longo do processo de avaliação.
Listagens com questionários
São amparadas por um conjunto de questões a serem respondidas, que podem incluir impactos indiretos, potenciais medidas mitigadoras, ou mesmo considerações a respeito da significância dos impactos apresentados.
Listagens com limites de significação
São uma derivação que se apresenta, juntamente com os impactos para cada componente do meio, uma referência quantitativa além da qual o impacto se torna significativo (podendo-se incluir, ainda, indicações referentes ao horizonte temporal estimado para a duração dos impactos), o que a torna especialmente útil para a análise de alternativas.
Matrizes de impactos
Assim como as listagens de controle, as matrizes apresentam inúmeras possibilidades de variação. Elas foram construídas no formato de tabela, na qual no eixo horizontal são consideradas as características ambientais e, no eixo vertical, as ações e impactos, tanto positivos como negativos.
São listas de ações causadoras de impacto e de componentes ambientais sujeitos aos impactos causados, nas quais se dispõem a magnitude e a significância das interações indicadas.
Esse é o método mais utilizado para identificação dos impactos ambientais de projetos ou atividades, incluindo casos de construção de empreendimentos. Veja um exemplo na próxima imagem.
Exemplo de Matriz de Avaliação de Aspectos e Impactos Ambientais.
Sobreposição de mapas
A informação mais importante desse método são os mapas, ou seja, é preciso ter uma base cartográfica que represente a abrangência dos impactos ambientais no território onde o projeto ou empreendimento será instalado.
Os mapas podem ter aspectos:
· Físicos
· Químicos
· Biológicos
· Sociais
· Econômicos
· Culturais
· Entre outros
Uma das formas que permitirá a interpretação dos mapas é a sobreposição. Quando se sobrepõe, poderá ser identificada a área afetada e quais serão os impactos e efeitos do projeto nos aspectos.
Conforme os avanços tecnológicos em sistemas da informação e softwares, essa metodologia está avançando e se mostrando interessante para tais análises.
Redes de interação
As redes de interação podem ser definidas como uma representação esquemática de uma sequência de impactos ambientais de uma intervenção no meio. O principal objetivo dessa metodologia é a determinação das relações entre as ações, sendo que, muitas vezes, elas podem estar associadas ou interligadas, não somente uma relação de causa e consequência, mas como se fosse uma relação em cadeia com impactos diretos e indiretos.
Esse método pode ser feito com o auxílio de um computador por causa da complexidade, pois existem softwares capazes de facilitar a construção e interpretação de gráficos interativos, que vão representar as alterações no meio ambiente de um projeto, ou seja, a rede de impactos interativa desencadeada por ele.
Modelos de simulação
Essa metodologia está relacionada com as redes de interação, quando se observa tendências utilizadas no desenvolvimento de modelos matemáticos para a simulação dos impactos ambientais.
Exemplo: Um caso muito conhecido são os modelos de previsão climática, a partir de variáveis como a temperatura, umidade, velocidade e direção dos ventos, pressão atmosférica, entre outros. Tais variáveis são integradas para se prever o clima.
O principal objetivo de aplicar modelos de simulação na análise e avaliação de impactos ambientais é obter diagnósticos e prognósticos acerca da qualidade ambiental que será alterada a partir de um projeto, tanto de forma direta como indireta.
Mas, ainda existem considerações sobre os “erros” possíveis na simulação, que podem influenciar negativamente a tomada de decisão.
Como tais modelos dependem da computação e desenvolvimento de sistemas para simular os dados, é preciso uma mão de obra especializada, remetendo a um custo elevado.
São muitos os métodos existentes para análise e avaliação dos impactos ambientais. Citamos os seis mais importantes, mas a escolha do método vai depender de qual é utilizado para qual situação de impacto, e com os quais os especialistas do estudo terão maior familiaridade. Então, não há um método melhor que o outro, todos possuem aspectos positivos e negativos, que deverão ser levados em conta a partir das informações do projeto a ser analisado. Ou seja, é como se o método se adaptasse ou se encaixasse melhor na análise.
A definição de qual método será utilizado e que melhor se aplica vai depender de vários fatores, como:
· Características e dimensões do projeto.
· Quais serão os resultados esperados dessa avaliação.
· Se existem outras possibilidades.
· Listagem dos possíveis impactos.
· Facilidades na utilização do método e experiência da equipe que executará a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA).
· Levantamento dos recursos necessários versus recursos disponíveis.
· Avaliação sobre qual é o tipo de envolvimento público durante a aplicação do método.
· Vivência do empreendedor nesse tipo de método.
Além disso, para uma maior assertividade, pode ser feita uma combinação de métodos.
Verificando o aprendizado
Questão 1: Em relação aos impactos ambientais indesejáveis, medidas preventivas, mitigadoras e compensatórias podem ser adotadas. Marque a alternativa que apresenta o objetivo de uma medida mitigadora.
A Mitigar a probabilidade de ocorrer um impacto ambiental negativo.
B Diminuir ao máximo os custos de compensações que um contratante possa solicitar.
C Responder assertivamente ao que rege um órgão licenciador.
D Otimizar o processo de obtenção de licenças ambientais.
E Diminuir o tamanho, a amplitude ou o tempo de duração de um impacto ambiental.
Parabéns! A alternativa E está correta.
O impacto ambiental deve ser mitigado para reduzir sua magnitude, abrangência ou duração. Mas, a mitigação não é evitar a ocorrência ou reduzir custos de compensações. Tais medidas também não garantem o licenciamento ambiental ou atendem às preocupações dos órgãos licenciadores.
Questão 2: (Adaptada de IBFC – PC/RJ – 2013) Os métodos de avaliação de impacto ambiental servem de referência nos estudos ambientais para se determinar de forma mais precisa a significância de uma alteração ambiental. Também são usados para padronizar e facilitar a abordagem do meio físico, que em geral leva em consideração vários aspectos. Em um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), deve-se tomar cuidado, pois a maioria dos métodos apresenta caráter subjetivo na abordagem do meio físico. Portanto, devem ser utilizados critérios bem definidos para a escolha do método a ser usado, ou seja, cada método tem uma aplicação definida, sendo utilizado conforme o caso. Assim, é correto afirmar que
A o método Ad hoc possui baixo grau de subjetividade.
B o método Ad hoc e o método sobreposição de mapas identificam impactos diretos e indiretos, características temporais e dinâmica dos sistemas.
C o método de redes de interação detecta a importância relativa dos impactos,aspectos temporais e espaciais e dinâmica dos sistemas.
D o método sobreposição de mapas demanda a necessidade de uma biblioteca cartográfica com informações físicas, químicas, biológicas etc. A sobreposição de mapas permite a identificação da área afetada e quais os impactos e efeitos do projeto.
E o método matrizes de impactos apresenta pouca utilização para identificar os impactos ambientais de projetos ou atividades, incluindo casos de construção de empreendimentos.
Parabéns! A alternativa D está correta.
O método sobreposição de mapas são cartas geradas por superposição de mapas de recursos e usos. É aplicado em projetos lineares e diagnóstico ambiental. Uma de suas vantagens é a boa visualização e exposição de dados.
3.EIA/RIMA
Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental
Neste vídeo, vamos aprender sobre os aspectos relacionados ao estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental.
Resumo do vídeo: Neste vídeo, o apresentador introduz o conteúdo do módulo sobre Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). Ele explica que esses dois termos são frequentemente usados juntos e descreve os aspectos gerais do EIA e RIMA, incluindo o que são, qual sua função, importância e objetivos. O vídeo também aborda as atividades que necessitam do EIA e a prevenção de riscos ambientais, além do passo a passo para a construção e desenvolvimento de um EIA e RIMA eficazes. O apresentador finaliza convidando os espectadores a acompanhar os próximos vídeos e desejando bons estudos.
Aspectos gerais do EIA/RIMA
Neste vídeo, vamos assistir à apresentação dos aspectos gerais, definição e demonstração da importância do EIA/RIMA.
Resumo do vídeo: Neste vídeo, discutimos duas siglas essenciais na análise de risco e prevenção de impactos ambientais: EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e RIMA (Relatório de Impacto Ambiental). O EIA é um documento detalhado que avalia impactos e a viabilidade de novos empreendimentos. O RIMA, por sua vez, é um resumo do EIA, escrito em linguagem menos técnica para facilitar o entendimento do público em audiências públicas. Ambos são fundamentais para licenciamento ambiental de projetos com potencial poluidor. Exemplos incluem a construção em áreas preservadas e grandes obras como a transposição do Rio São Francisco. O vídeo também destaca a importância de uma equipe multidisciplinar independente na elaboração desses documentos e enumera atividades envolvidas no processo, como justificativa do projeto, identificação de áreas afetadas, mitigação de impactos e a realização de audiências públicas.
O EIA é uma sigla para Estudo de Impacto Ambiental, enquanto o RIMA significa Relatório de Impacto Ambiental.
EIA e RIMA são documentos associados à intensidade e à dimensão do impacto no meio ambiente. Entenda melhor a diferença entre eles:
EIA: É o estudo completo, com várias páginas pormenorizadas, e no qual os técnicos da área vão avaliar seu conteúdo.
RIMA: É o resumo do EIA, com linguagem menos técnica e rebuscada, a fim de garantir que seu conteúdo fique mais fácil de entender para a população participante da audiência pública.
É importante dizer que ambos os documentos são importantes e fundamentais para licenciamentos ambientais de grande potencial poluidor.
Os estudos de impacto ambiental estão previstos na Lei Federal n° 6.938, de 1981, que reconheceu e instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente para o bem de toda a sociedade, e de forma específica na Resolução CONAMA nº 001/86, de 23 de janeiro de 1986.
A Lei Federal nº 6.938/1981 afirma que o CONAMA deve avaliar, nos momentos em que acreditar serem pertinentes, análises de alternativas e de impactos ambientais negativos eminentes, oriundos de projetos de iniciativa pública ou privada. As diretrizes gerais contidas no artigo 5º da Resolução CONAMA nº 001/86 são:
I. Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização do projeto, confrontando-as com a hipótese de não execução do projeto.
II. Identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais gerados nas fases de implantação e operação da atividade.
III. Definir os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos, denominada área de influência do projeto, considerando, em todos os casos, a bacia hidrográfica na qual se localiza.
IV. Considerar os planos e programas governamentais, propostos e em implantação na área de influência do projeto, e sua compatibilidade.
O objetivo principal desses documentos é o controle e a medição do impacto ambiental, de forma que também analisa a viabilidade de um novo empreendimento ou atividade, a fim de autorizar ou não sua implantação e/ou funcionamento. Veja na próxima imagem uma ilustração desse impacto.
Viabilidade ambiental de novo empreendimento.
Vamos pensar que existe um novo empreendimento a ser instalado próximo a uma paisagem natural que está conservada, como uma área de preservação de um rio. Então, nesse caso, é necessário analisar qual o impacto existente e se há espécies de flora e fauna ali que estão degradadas.
Isso também ocorre para empreendimentos imobiliários urbanos, onde há modificação de paisagem, escavação, emissão de gases causadores do efeito estufa, impacto no trânsito, entre outros fatores. Veja na próxima imagem uma ilustração de mudança de paisagem devido a novo empreendimento.
Modificação de paisagem de novo empreendimento.
Mas, quando é exigido um EIA/RIMA?
Depende da complexidade, tipologia, porte e localização do empreendimento e/ou atividade. Além disso, esses estudos deverão ser elaborados por uma equipe multidisciplinar independente, legalmente habilitada nos Conselhos de Classe (Ex.: CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), e contratada pelo empreendedor.
Saiba Mais: Um caso interessante que podemos citar é o de escavações para empreendimentos verticais, com subsolos em municípios que possuem leis de patrimônio geológico, pois já foram encontrados fósseis importantes, como o de Uberaba, em Minas Gerais. Para esse local, há necessidade de um laudo geológico para aprovar a movimentação de solo durante uma escavação, e para projetos com área elevada e mais complexos, seria importante um EIA/RIMA.
Podemos citar também um caso complexo e muito conhecido, que é a Transposição do Rio São Francisco, na qual o EIA/RIMA precisa considerar quatro atividades e aspectos envolvidos:
Significado e justificativa do projeto
Primeiramente, é necessário entender a concepção do projeto e sua justificativa. A transposição do Rio São Francisco se justifica com o objetivo de perenizar os rios e abastecer com água a região, o que traria melhorias na vida das pessoas, e atendimento de fins sanitários. E, mesmo que existam impactos ambientais negativos no solo, os benefícios do projeto são superiores.
Identificação de áreas diretamente e indiretamente afetadas
O segundo aspecto está atrelado à identificação das áreas direta e indiretamente afetadas, levando-se em consideração o lado positivo e negativo. E como foi apontado no primeiro aspecto, é uma balança que deve ser avaliada entre os dois lados dos impactos.
Quantificação dos impactos e suas mitigações, atenuações e compensações
A terceira atividade prevê a quantificação das mudanças que ocorreram com os impactos no ambiente, e o que pode ser mitigado, atenuado e compensado.
 
· Mitigação: a diminuição da intensidade dos impactos.
· Atenuação: a redução dos efeitos dos impactos.
· Compensação: a criação de um projeto para uma ação que não pode ser evitada.
 
Exemplo: o desmatamento de uma área importante, que não pode ser evitado, deverá ser compensado por meio de um termo de compromisso de plantio e manutenção de mudas em área maior a ser definida pelo poder público.
Audiência pública: O último aspecto considera a apresentação do conteúdo do EIA/RIMA em uma audiência pública, para aprovar o empreendimento ou nova atividade potencialmente poluidora. Sendo que as informações presentes em tais estudos devem ser aprimoradas com a participação dosenvolvidos.
Estudo de impacto ambiental
Neste vídeo, veremos para quais atividades é obrigatório o EIA e sua importância, também estabeleceremos uma relação entre as atividades que necessitam do EIA e a prevenção do risco ambiental.
Resumo do vídeo: Neste vídeo, é abordado o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), um estudo detalhado e técnico que deve ser mantido em sigilo devido à natureza do projeto. O EIA é crucial para a aprovação e licenciamento de atividades potencialmente poluidoras, as quais são detalhadas no vídeo, incluindo estradas, ferrovias, portos, oleodutos, aeroportos, entre outros. As etapas do EIA são destacadas: identificação dos impactos ambientais, caracterização do ambiente, avaliação dos impactos, definição de medidas mitigadoras, elaboração do relatório de impacto ambiental (RIMA), audiência pública e análise e aprovação pelos órgãos competentes. O vídeo enfatiza a importância de um plano de ação detalhado, como o modelo 5W2H, para mitigar os impactos negativos ao meio ambiente.
Uma das considerações importantes sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é que, como é um estudo detalhado e completo, com todas as minúcias técnicas, ele deve ser restrito por causa do sigilo do projeto que deve ser respeitado.
A aprovação e o licenciamento de atividades potencialmente poluidoras do meio ambiente, listadas a seguir, dependerão da elaboração de EIA e respectivo RIMA, e serão analisadas pelo órgão estadual competente.
Agora, veja a lista das atividades que são consideradas potencialmente poluidoras do meio ambiente:
1. Estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento.
2. Ferrovias.
3. Portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos.
4. Aeroportos.
5. Oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de esgotos sanitários.
6. Linhas de transmissão de energia elétrica, acima de 230 KV.
7. Obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos (Ex.: barragem para fins hidrelétricos, acima de 10 MW).
8. Extração de combustível fóssil (petróleo, xisto, carvão).
9. Extração de minério.
10. Aterros sanitários, processamento e destino final de resíduos tóxicos ou perigosos.
11. Usinas de geração de eletricidade acima de 10 MW.
12. Unidades industriais e agroindústrias (Ex.: petroquímicos, siderúrgicos, cloroquímicos, destilarias de álcool etc.).
13. Distritos industriais e zonas estritamente industriais – ZEI.
14. Exploração econômica de madeira ou de lenha, em áreas acima de 100 hectares ou menores, quando atingir áreas significativas ou importantes.
15. Projetos urbanísticos, acima de 100 ha ou em áreas consideradas de interesse ambiental.
16. Qualquer atividade que utilize carvão vegetal ou derivados, em quantidade superior a dez toneladas por dia.
17. Projetos agropecuários que contemplem áreas acima de 1.000 ha. ou menores, neste caso, quando se tratar de áreas significativas ou importantes.
18. Empreendimentos potencialmente lesivos ao patrimônio espeleológico nacional.
Por meio do EIA, são coletados materiais e são adicionadas as referências bibliográficas para respaldar o estudo, e analisar todos os aspectos envolvidos e as consequências que serão causadas para o meio ambiente referente ao empreendimento ou atividade, ou seja, os impactos causados na obra, a intensidade e complexidade, e as medidas para mitigar tais impactos. Dentro desse estudo, são propostas formas e técnicas para causar o menor impacto negativo possível, e as melhores alternativas de construção conforme os princípios da sustentabilidade.
No estudo, é elaborado um diagnóstico ambiental da área que sofrerá alteração, considerando os seguintes aspectos:
Meio físico: Solo, ar, clima e águas.
Caracterização da flora e fauna: Diversidade de flores e animais.
Sociais e culturais: Áreas com importância histórica e arqueológica.
Os itens que compõem o estudo incluem topografia, análises de caracterização do solo e águas, entre outros aspectos de caracterização no entorno, a depender do tipo de empreendimento ou atividade.
Exemplo: Se o estudo for relacionado a transporte, será feita uma análise de impacto do trânsito e laudos de emissão atmosférica de poluentes veiculares.
Dessa forma, no diagnóstico, também são avaliados os impactos ambientais e quais os prejuízos envolvidos, a pequeno, médio e longo prazo, sendo eles temporários ou permanentes, para a área diretamente afetada e seu entorno (indiretamente afetada). E por meio dessa avaliação, serão balanceados os pontos negativos e positivos do projeto para o meio ambiente e para a sociedade.
Diagnóstico ambiental.
Todo tipo de impacto negativo precisará de um plano de ação, para controle, a fim de atenuar, compensar e mitigar os prejuízos ao meio ambiente. E tais planos de ação terão que ser acompanhados e monitorados, a fim de verificar se foram identificados outros pontos não avaliados ou empecilhos nas ações previstas. A seguir, temos as diretrizes para a elaboração do EIA/RIMA.
Elaboração do EIA/RIMA.
Relatório de impacto ambiental
Assista ao vídeo para entender como ocorre a elaboração de um RIMA e sua importância. Também estabeleceremos uma relação entre a utilidade pública e o prejuízo ao patrimônio do proprietário solo.
Resumo do vídeo: Neste vídeo, são apresentadas as etapas e dicas para elaborar um Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). O RIMA deve ser uma síntese do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), escrito em linguagem simples e acessível para que a população compreenda e analise os impactos do projeto. O conteúdo deve incluir mapas, gráficos, fotografias e imagens para facilitar a interpretação, evitando o uso extensivo de tabelas. Deve ser publicado em edital e aberto a uma audiência pública, cujo prazo de participação é de 45 dias. O vídeo detalha as etapas de elaboração do RIMA, como introdução, descrição do projeto, caracterização do meio ambiente, identificação e avaliação dos impactos ambientais, medidas mitigadoras, além de conclusões e recomendações. É ressaltada a importância de uma comunicação clara para que a comunidade compreenda e participe efetivamente, evitando o risco de indeferimento do projeto.
O RIMA é o relatório síntese do EIA, em linguagem simplificada e acessível, para que a população entenda seu conteúdo e analise os aspectos positivos e negativos do projeto.
Desse modo, o conteúdo do RIMA é uma síntese das conclusões do estudo do EIA, com caráter simples, objetivo e de fácil compreensão pela sociedade, sendo que podem ser integrados a esse relatório ilustrações como as que vemos no exemplo a seguir.
Exemplo: Ilustrações que podem ser usadas são: mapas, gráficos, imagens das áreas e slides que possam facilitar o entendimento de pessoas leigas, bem como garantir a interpretação correta dos impactos positivos e negativos.
O RIMA deve ser publicado por meio de um edital na imprensa do local e, nesse momento, é aberta uma solicitação de audiência pública, com prazo de 45 dias para participação da população envolvida, órgão ambiental e poder público. Após as audiências, é definido o parecer técnico para autorização do licenciamento do empreendimento ou atividade, e em casos de reprovação pela sociedade, são feitas novas avaliações que podem indeferir o projeto.
Mas, o que deve compor um RIMA? No RIMA, devem ser abordados os seguintes itens:
· Finalidades e justificativas do empreendimento ou atividade, onde constará a matéria-prima utilizada.
· Especificações das tecnologias envolvidas (máquinas e equipamentos).
· Produção prevista.
· Geração de resíduos e efluentes.
· Emissões atmosféricas.
· Quantidade de empregos diretos e indiretos previstos.
· Síntese do resultado do diagnóstico ambiental realizado no EIA, com a descrição dos principais impactos das atividades e seus respectivos planos de ação para minimizar tais impactos.
É importante ressaltar que o EIA/RIMA está atrelado ao licenciamento prévio do empreendimento ou atividade, ou seja, é um estudo dos impactos em potencial para água, ar, solo e a própria sociedade.
Verificando o aprendizado
Questão 1: Em todo o planeta, cadaserão esclarecidas agora.
Atualmente, tanto as grandes quanto as médias e pequenas empresas já reconhecem a vital importância de contribuir com o desenvolvimento sustentável. Em um primeiro momento, essa compreensão ocorreu porque ficou comprovada por meio das pesquisas científicas a enorme influência das ações humanas sobre as mudanças globais ocorridas no meio ambiente. Em segundo lugar, porém de igual importância, devido ao fato de as organizações terem percebido que podem obter diversos ganhos econômicos por meio do estímulo ao desenvolvimento sustentável.
Em um período no qual a governança brasileira está cada dia mais preocupada com as questões relacionadas ao meio ambiente, desenvolver e colocar em prática um Sistema de Gestão Ambiental, tem como resultado, entre vários outros benefícios, a melhoria da imagem da organização, a melhoria dos processos produtivos, a redução de riscos e acidentes ambientais, a melhoria na eficiência energética, a redução de gastos desnecessários com matéria-prima, além da possibilidade de escapar das multas impostas pelos órgãos ambientais, como o Ibama, por exemplo.
A obtenção de financiamentos com juros mais atrativos é uma outra característica positiva para as empresas que possuem um Sistema de Gestão Ambiental. Caso a empresa possua um bom histórico demonstrando respeito ao meio ambiente, as possibilidades de conseguir empréstimos bancários, de instituições financeiras públicas, com custos menores, aumentam de forma muito significativa.
Por meio do seu Sistema de Gestão Ambiental, a empresa pode identificar, controlar e reduzir a quantidade de incidentes ambientais que poderiam vir a ocorrer, gerando custos enormes para a organização ou, até mesmo, o encerramento de suas atividades.
Ao implantar um Sistema de Gestão Ambiental, a empresa pode solicitar o certificado ISO 14001, que é exigido por muitos países para que os produtos dessa empresa possam ser importados. A certificação ISO 14001 demonstra que a empresa está preocupada com os lucros, mas também com a gestão dos impactos ambientais, fazendo com que a organização seja reconhecida por respeitar o meio ambiente, trazendo maior reconhecimento e novas oportunidades de negócios. A certificação não é obrigatória, porém não a ter pode diminuir as chances de exportação de uma empresa brasileira. Naturalmente, uma vez tendo obtido a certificação, as empresas passam a ter um padrão internacional e, assim, evitam ter que obter uma nova certificação emitida pelo país de destino e eliminam barreiras ao seu comércio.
Possuir um sistema de gestão ambiental implantado traz consigo inúmeras vantagens, dentre as quais estão destacadas a seguir as cinco que são consideradas principais e, portanto, de extrema relevância:
CONFORMIDADE COM A LEGISLAÇÃO
Estar em conformidade com a legislação ambiental evita penalidades, processos criminais, indenizações civis, paralisação das atividades da empresa, evita a possibilidade de mudança de local de funcionamento, além de evitar a menor tolerância das autoridades competentes. Se pararmos para pensar, evitando todos esses problemas, a empresa também está evitando prejuízos econômicos.
MELHORIA DA IMAGEM DA EMPRESA
Atualmente, os consumidores em geral dão preferência a produtos que são ecologicamente corretos ou, ainda, produzidos por empresas que se mostram preocupadas com a preservação ambiental e atendem às exigências relacionadas ao crescimento sustentável. Essa procura, que já era comum nos países da Europa, vem se fortalecendo de forma muito significativa no Brasil. Além disso, as instituições financeiras e as seguradoras analisam o desempenho ambiental das organizações para a concessão de empréstimos, dando preferência a empresas vistas como “limpas” no que diz respeito a não degradação do meio ambiente como resultado dos seus processos.
MELHORIA NA COMPETITIVIDADE
O comprometimento com as questões ambientais tornou-se prática comum no comércio internacional. Para ter acesso a esse tipo de comércio são utilizados padrões bem rigorosos. O cuidado com o meio ambiente se transformou em fator estratégico e as organizações que se apresentam preocupadas com as questões de proteção ao meio ambiente acabam ganhando vantagens no mercado, ficando à frente na concorrência com outras empresas que não demonstram essa preocupação.
REDUÇÃO DE CUSTOS
Apesar de muitas empresas relutarem quando se trata da implantação do Sistema de Gestão Ambiental, por acharem que terão muitos gastos e que, portanto, somente as grandes organizações possuem condições de fazê-lo, acabam percebendo que isso não condiz com a verdade. Uma vez tendo implantado o Sistema de Gestão Ambiental, percebem que os custos são minimizados, pois ocorre a diminuição dos desperdícios com matérias-primas e insumos para a produção, ocorrendo também a eliminação de riscos de passivo ambiental e, consequentemente, despesas decorrentes desse passivo. Vale a pena destacar que o gerenciamento dos resíduos industriais pode ser muito caro, dependendo do tipo de resíduo gerado. Embora não seja o objeto do nosso estudo, é importante ressaltar que os resíduos industriais precisam ter a destinação final ambientalmente correta, gerando custos adicionais ao processo. Quando não há desperdício de matéria-prima, há menos geração de resíduos e, como consequência, diminuição de custos com essa etapa do processo também.
CONFORMIDADE PERANTE A MATRIZ E OS CLIENTES
Prevenir problemas e corrigi-los minimiza despesas com remediação e multas, melhorando continuamente sempre, ficando à frente da concorrência. Quando uma empresa possui várias filiais, é fundamental que o Sistema de Gestão Ambiental seja estendido a todas elas, ficando, assim, em conformidade perante à matriz e com todos os clientes da empresa.
DESAFIOS DAS EMPRESAS COM SGA
Já se sabe que qualquer empresa, independente do seu porte, pode implementar o Sistema de Gestão Ambiental. Porém, as empresas que desejarem implementar esse sistema terão que enfrentar alguns desafios. De fato, toda e qualquer mudança traz consigo obstáculos a serem vencidos e quando o assunto em questão envolve preservação ambiental, requer mudanças no olhar da organização, nas suas lideranças, no comportamento dos trabalhadores, o que por si só já representa um grande desafio. Porém, o grande e primeiro desafio a ser enfrentado para a implantação do Sistema de Gestão Ambiental está relacionado com a compreensão de como esse sistema pode alavancar os negócios e ajudar a empresa a se posicionar no mercado.
Na etapa inicial do processo de implementação do SGA, é feito um mapeamento de todas as atividades da empresa e suas necessidades. Depois desse primeiro momento, a empresa interessada deve passar por quatro etapas, organizadas do seguinte modo:
· Definição e comunicação do projeto, bem como a geração de um documento detalhando as bases.
· Revisão ambiental inicial para planejamento do Sistema de Gestão Ambiental.
· Implementação.
· Auditoria e certificação.
Dessas quatro etapas, é necessário esclarecer que a certificação ambiental, embora não seja obrigatória, tem se tornado imprescindível para as organizações, devido ao aumento da conscientização ambiental e a busca pela sustentabilidade.
Atenção: É de extrema importância que as etapas de implementação sejam seguidas a fim de que se obtenha um sistema robusto e eficaz, com capacidade para atender às necessidades da empresa e cumprir esse papel de integração. O planejamento é fundamental para que as organizações funcionem.
Uma vez que o Sistema de Gestão Ambiental tenha sido implementado, certamente outros desafios surgirão. De uma forma geral, esses desafios estão relacionados ao pessoal envolvido e aos novos procedimentos de rotina e aspectos financeiros. A seguir, estão relacionados estes principais desafios:
O AMBIENTE DA ORGANIZAÇÃO: De acordo com a norma ISO 14001, precisam ser observados e verificados todos os fatores que possam ameaçar que as metas sejam atingidas. Não é uma tarefa muito fácil e necessita de envolvimento de todas as partesvez mais são discutidas ações que visam à preservação do meio ambiente. Compreendendo a relevância dessa afirmação, analise as afirmativas a seguir sobre o Estudo de Impacto Ambiental e marque a alternativa correta.
 
I - O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é uma atualização do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), no que tange ao estudo conceitual dos impactos ambientais.
II - O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) deve ser utilizado no planejamento, antes da execução de projetos que possam vir a poluir o ambiente.
III - Impactos ambientais podem ser classificados apenas quantitativamente, por causa dos índices de impacto e alteração ambiental.
IV - O Estudo de Impacto Ambiental se equivale ao AIA, utilizado pelas Resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).
A As alternativas I e II estão corretas.
B As alternativas I e IV estão corretas.
C As alternativas II e IV estão corretas.
D As alternativas II e III estão corretas.
E As alternativas III e IV estão corretas.
Parabéns! A alternativa C está correta.
O Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) apresenta uma síntese do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Logo, um não substitui o outro. O Estudo de Impacto Ambiental serve para identificar, avaliar e prever consequências de ações humanas no meio ambiente, considerando questões biológicas, físicas e socioeconômicas. Os impactos ambientais são classificados de maneira qualitativa e quantitativa. O Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) é um instrumento da Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), identificando as consequências futuras de uma ação, sendo usado como uma ferramenta para tomada de decisão.
Questão 2: Depende de elaboração de EIA/RIMA o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente, tais como
A estradas de rodagem com qualquer número de faixas de rolamento.
B aterros sanitários, processamento e destino de resíduos tóxicos ou perigosos.
C portos e terminais de minério, petróleo, produtos químicos e materiais (grãos) para consumo humano.
D obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos, tais como: abertura de canais para navegação e drenagem. No caso de irrigação, a legislação não apresenta obrigatoriedade.
E oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de esgotos sanitários, quando passarem por cidades com pelo menos 100.000 habitantes.
Parabéns! A alternativa B está correta.
São passíveis de EIA/RIMA: estradas de rodagem com 2 (duas) ou mais faixas de rolamento, aterros sanitários, processamento e destino de resíduos tóxicos ou perigosos, portos e terminais de minério, petróleo, produtos químicos, obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos, oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de esgotos sanitários.
4.Conclusão
Considerações finais
Como vimos, é fundamental entender as características da previsão dos impactos para garantir a análise dos riscos ambientais. E, para uma análise efetiva, poderão ser empregadas metodologias para avaliação dos impactos ambientais.
Os estudos de impacto ambiental são realizados para identificar os impactos significativos, que se originam a partir de ações ou atividades, como a construção de uma barragem, a extração de minerais ou o carregamento de navios em um porto. Para todos esses tipos de projetos e empreendimentos, deve ser feita a relação de causa e efeito, em que as ações são a causa das alterações da qualidade ambiental, induzindo os impactos ambientais. Por isso, é tão importante analisar o que pode ser alterado em um projeto para potencializar os impactos positivos e mitigar os negativos.
O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é responsável por mensurar a gravidade e a abrangência de impactos ambientais. Pode ser compreendido como um estudo, sendo obrigatório para atividades com elevado potencial poluidor, na fase de Licença Prévia referente ao processo de Licenciamento Ambiental.
As principais informações contidas no EIA devem ser apresentadas no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), como se fosse um resumo com uma linguagem compreensível para a população. Dessa forma, o RIMA visa evidenciar as vantagens e as desvantagens de um empreendimento, bem como todas as consequências ambientais de sua implementação, e o que pode ser mitigado para causar o menor impacto negativo possível.
Tema 6 - Análise de Riscos, Segurança Industrial e Plano de Emergência
Propósito
O entendimento de como se dá a análise de risco para previsão de impactos e segurança industrial é importante para os profissionais que atuam na área de meio ambiente.
Preparação
Antes de iniciar seu estudo, pesquise e acesse as legislações a seguir, para entender os termos e as diretrizes associados à área ambiental:
 
ABNT NBR 15219/2020 – Esta norma especifica os requisitos e procedimentos para a elaboração, implantação e manutenção de um plano de emergência contra incêndio, para proteger a vida e o patrimônio, bem como reduzir as consequências sociais e os danos ao meio ambiente.
 
Lei nº 12.340 – Esta lei dispõe sobre o Sistema Nacional de Defesa Civil (Sindec), sobre as transferências de recursos para ações de socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução nas áreas atingidas por desastre, e sobre o Fundo Especial para Calamidades Públicas (Funcap).
Objetivos
· Reconhecer os principais impactos ambientais urbanos e o conceito de cidades sustentáveis.
· Empregar as ações mitigadoras e o monitoramento das ações na avaliação dos impactos ambientais.
· Analisar como funciona a preparação e resposta para emergências.
Introdução
Olá! Antes de começarmos, assista ao vídeo e entenda o que é a análise de riscos, segurança industrial e plano de emergência.
Resumo do vídeo: Neste vídeo, é feita uma introdução aos temas de análise de riscos, segurança industrial e plano de emergências. O objetivo é reconhecer os impactos ambientais urbanos e o conceito de cidades sustentáveis, aplicar ações mitigadoras e monitorar os impactos ambientais, além de analisar a preparação e resposta a emergências. A análise de riscos envolve a identificação e avaliação de riscos nas atividades industriais para minimizar efeitos negativos. A segurança industrial se refere às medidas para proteger trabalhadores, equipamentos e instalações, incluindo manutenção regular e uso de EPIs. O plano de emergência descreve ações em situações críticas como acidentes e incêndios. Esses elementos são interdependentes, e a análise de riscos auxilia na implementação de medidas de segurança, enquanto o plano de emergência garante segurança em casos críticos.
1.Impactos ambientais em áreas urbanas
A preservação ambiental: presente e futuro
Preservar e conservar o meio ambiente são tarefas essenciais, pois a humanidade depende da natureza e não o contrário. Confira no vídeo como as atividades econômicas necessárias para a sobrevivência do ser humano e a expansão do bem-estar das pessoas dependem da saúde dos ecossistemas.
Resumo do vídeo: No módulo "A Preservação Ambiental Presente e Futuro", serão discutidos temas como os impactos ambientais urbanos, a importância das cidades sustentáveis e a pergunta reflexiva sobre o amanhã no contexto ambiental. O objetivo é entender a relação entre a preservação ambiental no presente e no futuro, bem como avaliar os impactos atuais. Também será abordada a importância de preservar e conservar o meio ambiente, dado que a saúde dos ecossistemas é fundamental para as atividades econômicas e o bem-estar humano. O módulo incentiva a reflexão sobre ações atuais e necessidades de mudança para alcançar a sustentabilidade agora e no futuro.
Análise dos impactos no ambiente urbano
Os impactos ambientais urbanos constituem um tema cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, independentemente de residirem ou não em áreas de risco. Confira no vídeo como tais impactos podem ser responsáveis por expressivos danos e perdas, de caráter social, econômico e ambiental.
Resumo de um vídeo: O vídeo aborda como as cidades mudam ao longo do tempo devido ao crescimento urbano e industrialização,da organização. É fundamental que todos tenham a compreensão do passo importantíssimo para a empresa que é a implantação do SGA.
A ANÁLISE DOS RISCOS: É necessário levar em consideração todos os riscos em meio a sua tomada de decisão. Em alguns segmentos, isso é visto como algo comum. Em outros, a dificuldade pode ser elevada.
TRATAMENTO DE PROCESSOS: Determinar os procedimentos relevantes para o negócio e ainda conferir indicadores-chave de sucesso que assegurem a sua eficiência. Esse desafio pode ser identificado em todas as versões da ISO 14001, inclusive, na versão mais recente, que é a versão de 2015.
VERIFICAÇÃO DE REQUISITOS: Com o auxílio de um profissional que tenha experiência no assunto, devem ser indicados os aspectos e as espécies de efeitos ambientais – consequentes da sua empresa e a legislação cabível.
PLANEJAMENTO: Nessa fase, definem-se as metas e os planos de ação, bem como a adição de descrições das atividades ambientais, pesquisas de itens legais, objetivos do sistema.
IMPLEMENTAÇÃO DOS REQUISITOS: Em geral, essa tarefa é executada com o auxílio de algum parceiro ou de uma consultoria, que cede um pouco do seu conhecimento em prol da empresa.
CAPACITAÇÃO: A nova rotina deve ficar bem clara e definida para todos aqueles que têm influência na organização. Assim, é necessário que seja feita a capacitação de funcionários, pois isso assegura que todos estejam cientes sobre os novos itens e ajam de acordo e com o mesmo objetivo.
AUDITORIA INTERNA: Após o término da instalação, é preciso que seja realizada uma auditoria para a verificação dos requisitos. Essa auditoria tem por objetivo garantir que o processo do negócio esteja de acordo com a lei e com os outros aspectos necessários à sua manutenção.
AUDITORIA EXTERNA: Nessa etapa, serão verificadas as possíveis não conformidades por instituição certificadora. Apesar de não ser obrigatória, ter a certificação agrega valor à organização.
Porém, apesar de serem desafios diversos, a experiência tem demonstrado que o principal desafio ao se ter um Sistema de Gestão Ambiental implantado está, de fato, relacionado com a equipe, que, muitas vezes, mostra-se contrária às modificações, apresentando falta de compromisso e de engajamento com as novas rotinas. Torna-se necessário, nesses casos, que a empresa sugira atividades de incentivo e de treinamento aos funcionários, a fim de que assumam uma postura de respeito ambiental, garantindo práticas assertivas na realização de suas tarefas. Dessa forma, é essencial a responsabilidade dos cargos de liderança e a divulgação da política ambientalista.
Apesar dos desafios a serem enfrentados não serem poucos e nem fáceis, os ganhos conseguidos com a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental são maiores, sem dúvida alguma.
Com o objetivo de enfatizar a afirmação de que os ganhos são maiores que os desafios, iremos usar como exemplo fictício o caso de uma indústria que fabricava sapatos e que aqui será chamada de fábrica XYX.
A referida fábrica utilizava como embalagem para os seus sapatos caixas altamente sofisticadas, nas quais costumava fazer a divulgação da sua marca, além das informações normais referentes ao seu conteúdo, como por exemplo, a cor e o tamanho dos sapatos. Essa prática aumentava consideravelmente o custo final do seu produto, visto que para a fabricação das embalagens, eram necessários diferentes tipos de materiais, como papelão, plástico, tintas, entre outros, que eram usados para o tal acabamento sofisticado das embalagens.
Além do custo do produto final acabar se tornando maior, devido aos insumos utilizados nas embalagens, ainda havia a questão relacionada ao processo em si, que por utilizar tintas e outros materiais com potencial para provocar maiores impactos sobre o meio ambiente, precisava ter os seus resíduos gerados descartados de forma especial, encarecendo ainda mais o processo e dificultando, inclusive, a possibilidade da sua reciclagem.
Saiba mais: Cabe aqui relembrar que a reciclagem é o processo industrial de coleta, separação e transformação de resíduos descartados corretamente em novos produtos. As caixas de papelão sem a adição de tintas, consideradas resíduos perigosos, podem ser recicladas, sendo que o mesmo não acontecia com as utilizadas na embalagem dos sapatos.
Após a implantação do Sistema de Gestão Ambiental e com a avaliação de todos os critérios relacionados aos seus processos, a XYX percebeu que, de fato, não eram as caixas sofisticadas que levavam o consumidor a adquirir os seus sapatos. Na verdade, muitas vezes, a importância dada à embalagem, no caso de sapatos, era tão pouca que o comprador acabava optando em levar o produto sem a caixa. O que de fato importavam eram fatores como preço, conforto ao usar o calçado etc. Essa percepção fez com a empresa passasse a elaborar embalagens com menor grau de sofisticação, que atendiam perfeitamente a sua função, mas com menor custo na sua preparação, diminuindo os gastos com insumos, possibilitando a oferta do produto com menor valor, aumentando, assim, as suas vendas e, por fim, mas não menos importante, causando menos impactos ao meio ambiente.
Sabe-se que os órgãos ambientais têm especial atenção com o setor industrial quando o assunto em questão é a preservação ambiental, visto que as indústrias são, de forma geral, consideradas as maiores causadoras de impactos ambientais. Assim sendo, ter um Sistema de Gestão Ambiental devidamente implantado, apesar de seus obstáculos e desafios iniciais, agrega valor e reconhecimento para as organizações que o possuem, além de garantir a economia em longo prazo como consequência, entre outros fatores, da melhor organização e do posicionamento no mercado como empresa com responsabilidade ambiental.
Vídeos saiba mais 
Conformidade: O resumo do vídeo é que, devido ao aumento da conscientização ambiental e à busca mundial do desenvolvimento sustentável, a certificação dos sistemas de gestão ambiental é muito importante para as organizações. Para garantir a certificação, é preciso atestar a conformidade em todos os requisitos estabelecidos através de auditorias ambientais, definidas pela norma ISO 19011. A auditoria de conformidade legal ambiental é uma ferramenta de gestão ambiental que ajuda no cumprimento dos requisitos legais das empresas em relação ao desenvolvimento sustentável. É um processo sistemático e documentado de verificação executado para obter e avaliar de forma objetiva as evidências da conformidade do sistema de gestão ou as informações relacionadas a eles.
Para garantir a certificação é preciso atestar a conformidade em todos os requisitos estabelecidos através de auditorias ambientais, auditoria de conformidade legal ambiental é uma ferramenta de gestão ambiental definida pela norma ISO19011. Que se concentra especificamente no cumprimento dos requisitos legais das empresas em relação ao desenvolvimento sustentável. É um processo sistemático e documentado de verificação executado para obter e avaliar de forma objetiva as evidencias da conformidade do sistema de gestão ou as informações relacionadas a estes. 
Competitividade: Resumo de um vídeo que explica sobre a importância da vantagem competitiva para uma empresa. Essa vantagem consiste em um conjunto de características que posicionam a organização à frente das concorrentes no mercado, possibilitando a conquista e fidelização de mais clientes, maior produtividade, reconhecimento da marca e prestígio. Um diferencial é a gestão ambiental, que possibilita à empresa obter vantagem competitiva mediante o reconhecimento público, economia de custos e minimização do impacto ambiental. A implantação da gestão ambiental também promove a melhoria contínua do processo produtivo e aumenta a competitividade da empresa em relação às outras.
Diferencial de uma empresa e Vantagem competitiva
Esse é o motivo que leva uma empresa a ser escolhida em detrimento das demais, é um conjunto de características que posicionam uma organização à frente das concorrentes no mercado e esse tipo de posicionamentoé importante por uma série de razoes, entre elas nós temos de conquistar e fidelizar mais clientes, maior produtividade, reconhecimento da marca e o prestigio. E a gestão ambiental cria oportunidades a empresa de adicionar valor e obter vantagem competitiva mediante o reconhecimento público, economia de custos ou ganhos adicionais enquanto minimiza o impacto do seu processo produtivo no meio ambiente. Assim qual a implantação da gestão ambiental a empresa atinge o nível de desempenho ambiental por ela determinado, promove sua melhoria contínua ao longo de todo o processo produtivo e ainda adquire a vantagem competitiva frente às outra.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
Parte superior do formulário
1. Apesar de os desafios a serem enfrentados não serem poucos e nem fáceis, os ganhos conseguidos com a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental acabam sendo maiores. Atualmente, tanto as grandes quanto as pequenas empresas já reconhecem a vital importância de contribuir com o desenvolvimento sustentável e, nesse sentido, cada vez mais empresas têm procurado implementar um Sistema de Gestão Ambiental. Analise as afirmativas a seguir:
I. Estar em conformidade com a legislação ambiental evita penalidade, processos criminais, indenizações civis, paralisação das atividades da empresa, evita a possibilidade de mudança de local de funcionamento, além de evitar a menor tolerância das autoridades competentes.
II. Uma vez tendo implantado o sistema, percebe-se que os custos são minimizados, pois ocorre a diminuição dos desperdícios com matérias-primas e insumos para a produção.
III. É necessário que seja feita a capacitação de funcionários, pois isso assegura que todos ajam de acordo e com o mesmo objetivo.
IV. A certificação ambiental é obrigatória, e tem se tornado imprescindível para as organizações, devido ao aumento da conscientização ambiental e a busca pela sustentabilidade.
Estão corretas:
I e II
I e III
I, II e III
II, III e IV
Todas estão corretas
Parte inferior do formulário
Parabéns! A alternativa "C" está correta.
A certificação ambiental, apesar de não ser obrigatória, tem se tornado imprescindível para as organizações, devido ao aumento da conscientização ambiental e à busca pela sustentabilidade.
Parte superior do formulário
2. São considerados desafios a serem enfrentados pelas organizações que optem por ter implantado um Sistema de Gestão Ambiental:
Melhoria da imagem corporativa.
Conformidade com a legislação ambiental.
Redução de custos.
Comprometimento dos trabalhadores com as novas ações.
Melhoria na competitividade.
Parte inferior do formulário
Parabéns! A alternativa "D" está correta.
Melhoria da imagem corporativa, conformidade com a legislação ambiental, redução de custos e melhoria na competitividade são vantagens de se ter um Sistema de Gestão Ambiental, e não desafios a serem enfrentados.
MÓDULO 3 - Aplicar PDCA
PDCA (Vídeo)
O resumo é de um vídeo sobre o ciclo PDC a, também conhecido como ciclo de Deming, que apresenta quatro etapas para o controle e melhoria contínua de processos e produtos. O ciclo é fundamental para a implementação de um sistema de gestão ambiental eficaz, com requisitos organizados conforme a metodologia do ciclo PDC em todos os processos. O planejamento é a fase mais importante e ocorre a análise da organização, identificando e avaliando os impactos ambientais para traçar objetivos e metas ambientais. A execução recomenda o desenvolvimento de mecanismos e ferramentas para atender as políticas ambientais. O monitoramento e a verificação são determinados na fase de checagem, verificando se a organização está empregando adequadamente as políticas ambientais. A etapa de ação é a revisão e reflexão de todo o processo de gestão, identificando a efetividade do desenvolvimento das ações e o progresso das atividades ambientais. A implementação de um sistema de gestão ambiental é um dos principais requisitos da norma NBR 14001.
Ciclo PDCA: Também conhecido como Ciclo de Deming é uma ferramenta de gestão de 4 etapas, utilizado para o controle melhoria contínua de processos e produtos, as 4 etapas significam Plan, Do, Check e Act, ou seja, planejar, executar, examinar e ajustar. E por que é denominado ciclo? Simples um ciclo não é desenhado para ser aplicado uma vez, ele é algo contínuo. Assim como PDCA aqui é conhecido como um processo de melhoria contínua. O ciclo acontece porque parte do pressuposto de que o planejamento não acontece uma única vez, ele sempre terá ajustes e melhorias. Considerado uma das metodologias mais revolucionarias devido à sua aplicação diversificada o ciclo PDCA é fundamental para a implantação de um SGA. O motivo a ISO14001 se baseia no ciclo PDCA no qual define sobre como colocar um sistema de gestão ambiental eficaz em vigor. Assim os requisitos dessa norma estão organizados conforme a metodologia do ciclo PDCA em todos os seus processos, ou seja, o P de planejar significa programar, projetar, ele é de extrema relevância para o planejamento e a fase na qual ocorre a análise da organização e dos processos com a política ambiental. É nesta etapa que são identificados e avaliados os impactos ambientais correspondentes ao processo de produção da empresa com o propósito de traçar objetivos e metas ambientais. O D é a parte de execução, ou seja, o do nesta etapa é recomendado o desenvolvimento de mecanismos e ferramentas para atender as políticas ambientais, metas e objetivos elaborados no planejamento. Já o C, ou seja, o check, significa o monitoramento e a verificação, nessa etapa são determinadas as condições para verificar se a organização está empregando o que foi estabelecido no planejamento. O A de act, ou seja, agir significa avaliação e análise, ou seja, é a fase da revisão e reflexão de todo o processo de gestão identificando a efetividade do desenvolvimento das ações e assim como o progresso das atividades ambientais. Um dos principais requisitos da norma NBR14001 é justamente a implementação de um sistema de gestão ambiental que aliada a outros aspectos como a melhoria contínua através do ciclo PDCA, ciclo de vida dos produtos e aspectos ambientais tem como principal objetivo a melhoria do desempenho em relação às questões ambientais por parte da organização.
PDCA
Ciclo PDCA.
Criado na década de 1920 pelo estatístico estadunidense Walter Andrew Shewhart, o Ciclo PDCA é uma importante ferramenta administrativa para melhoria contínua. O modelo de Shewhart baseia-se na execução cíclica e sistemática de um processo em quatro etapas: planejar (plan, P), executar (do, D), examinar (check, C) e ajustar (act, A).
Porém, foi a partir da década de 1950 que o acrônimo PDCA foi difundido pelo físico e estatístico, professor William Edwards Deming (1900-1993). Discípulo de Shewhart, Deming prestou consultoria às empresas norte-americanas na implantação de sistemas de controle da qualidade durante a Segunda Guerra. Logo após a Segunda Guerra, Deming aceitou o convite para ir ao Japão e lá disseminou os conceitos de melhoria contínua e de controle estatístico de processos com objetivo de prestar apoio à recuperação da indústria daquele país. Cabe destacar que os conceitos de Deming tiveram grande influência na aplicação do controle da qualidade em todas as áreas da organização e do envolvimento e liderança do nível estratégico da empresa para a melhoria da qualidade.
O QUE SIGNIFICA O ACRÔNIMO PDCA?
Você deve estar se perguntando: o que significa o acrônimo PDCA? Conforme a Norma NBR-ISO 14001, o ciclo PDCA significa:
· Plan (planejar): Estabelecer os objetivos ambientais e os processos necessários para entregar resultados de acordo com a política ambiental da organização.
· Do (fazer): Implementar os processos conforme planejado.
· Check (checar): Monitorar e medir os processos em relação à política ambiental, incluindo seus compromissos, objetivos ambientais e critérios operacionais, e reportar os resultados.
· Act (agir): Tomar ações para melhoria contínua.
O PDCA é uma espécie de ferramenta de gerenciamento universal. Considerada umadas metodologias mais revolucionárias devido à sua aplicação diversificada. Dessa forma, o ciclo pode ser aplicado tanto como uma ferramenta da Gestão Ambiental quanto para implementação de um Sistema de Gestão Ambiental atendendo aos requisitos da Norma ISO 14001:2015, conforme ilustrado na imagem a seguir.
POR QUE CICLO?
A razão de ser denominado ciclo é muito simples: um ciclo não foi desenhado para ser aplicado somente uma vez, é algo contínuo. A metodologia PDCA é um processo de melhoria contínua baseado em quatro etapas que são empregadas ao processo e que se complementam formando um círculo.
O ciclo acontece porque parte do pressuposto de que o planejamento não é uma etapa absoluta, que só acontece uma única vez, e sempre deverá ter ajustes e melhorias. Esses ajustes garantem que as metas e os objetivos sejam alcançados mais facilmente, com mais efetividade e mais qualidade.
O CICLO PDCA E A NBR ISO 14001:2015
A Norma NBR ISO 14001:2015 se baseia no Ciclo PDCA de Deming. Dessa forma, a organização que tem por objetivo a implementação do Sistema de Gestão Ambiental reproduz o modelo proposto pela norma, deixando claro o compromisso com a melhoria contínua.
O ciclo ocorre da seguinte forma:
Planejar (Plan): Inicia com os requisitos gerais e política ambiental. Os requisitos dessa NBR destacam a importância do planejamento para um SGA bem-sucedido.
Fazer (Do): Trata da implementação e operação, detalhando quais processos são importantes para estabelecer e manter um SGA bem-sucedido e forte.
Verificar (Check): Nessa etapa verifica-se a avaliação de conformidade e os processos para não conformidade, além da ação corretiva e preventiva.
Agir (Act): Etapa final da norma na qual é realizada a análise crítica das informações coletadas nos processos de verificação. Isso é conhecido como análise crítica pela direção.
OS REQUISITOS DA NBR ISO 14001 E O CICLO PDCA
Política Ambiental
A Política Ambiental é definida por Barbieri (2016) como uma declaração da empresa expondo as suas intenções e seus princípios relacionados ao seu desempenho ambiental global, ou seja, é o estabelecimento da estrutura que propõe as ações e definições de seus objetivos e metas ambientais. De acordo com a norma NBR IS0 14001:2015, é “um conjunto de princípios declarados como compromissos, em que a alta direção descreve as intenções da organização para apoiar e aumentar o seu desempenho ambiental”. A Norma estabelece três compromissos básicos para a Política Ambiental:
1. Proteger o meio ambiente.
2. Atender aos requisitos legais e outros requisitos da organização.
3. Melhorar continuamente o sistema de gestão ambiental para aumentar o desempenho ambiental.
O item que trata do tema Política Ambiental na referida Norma determina que a alta direção deve estabelecer, implementar e manter uma política ambiental que, dentro do escopo definido em seu sistema de gestão ambiental:
1. Seja apropriada ao propósito e ao contexto da organização, incluindo a natureza, escala e impactos ambientais das suas atividades, produtos e serviços.
2. Proveja uma estrutura para o estabelecimento dos objetivos ambientais.
3. Inclua um comprometimento com a proteção do meio ambiente, incluindo a prevenção da poluição e outro(s) compromisso(s) específico(s) pertinente(s) para o contexto da organização.
4. Inclua um comprometimento em atender os seus requisitos legais e outros requisitos.
5. Inclua um comprometimento com a melhoria contínua do Sistema de Gestão Ambiental para aumentar o desempenho ambiental.
Saiba mais: Outro(s) compromisso(s) específico(s) para a proteção ambiental pode(m) incluir uso sustentável de recursos, mitigação e adaptação à mudança climática, e proteção da biodiversidade e dos ecossistemas.
Ainda de acordo com a NBR 14001, a política ambiental deve:
· Ser mantida como informação documentada.
· Ser comunicada na organização.
· Estar disponível para as partes interessadas.
Planejamento
Planejar significa programar, projetar. É considerada uma etapa crítica da implantação do SGA, pois define em quais aspectos ele será centralizado. De extrema relevância, o planejamento é a fase na qual ocorre a análise da organização e dos processos com a política ambiental.
Nessa etapa, são identificados e avaliados os impactos ambientais correspondentes ao processo de produção da empresa com o propósito de traçar os objetivos e metas ambientais. Assim, na fase do planejamento, os requisitos legais e outros aspectos são identificados para que sejam alinhados com proposta do Sistema de Gestão.
Segundo a NBR ISO 14001, ao planejar o Sistema de Gestão Ambiental, a organização deve considerar que:
QUESTÕES EXTERNAS E INTERNAS:A organização deve determinar questões externas e internas que sejam pertinentes para o seu propósito e que afetem sua capacidade de alcançar os resultados pretendidos do seu Sistema de Gestão Ambiental. Essas questões devem incluir as condições ambientais que afetam ou são capazes de afetar a organização.
PARTES INTERESSADAS:A organização deve determinar as partes interessadas que sejam pertinentes para o Sistema de Gestão Ambiental; as necessidades e expectativas pertinentes (ou seja, requisitos) dessas partes interessadas; quais dessas necessidades e expectativas se tornam seus requisitos legais e outros requisitos.
ESCOPO: O escopo do seu Sistema de Gestão Ambiental.
Implementação e operação
Aqui é a parte de execução. Nessa fase, a recomendação é que se desenvolvam mecanismos e ferramentas para atender às políticas ambientais, metas e objetivos elaboradas no planejamento.
Barbieri (2016), ressalta que as funções, responsabilidades e autoridades devem ser definidas, documentadas e comunicadas a fim de facilitar uma Gestão Ambiental eficaz. Para tal, a organização deve elaborar mecanismos de apoio com o objetivo de atender ao estabelecido em sua política, e nos seus objetivos e metas ambientais.
É extremamente importante para implantação a comunicação. A norma 14001:2015 tem um item no qual estabelece que: a organização deve estabelecer, implementar e manter processo(s) necessário(s) para comunicações internas e externas pertinentes para o Sistema de Gestão Ambiental, incluindo:
1. Sobre o que comunicar.
2. Quando comunicar.
3. Com quem se comunicar.
4. Como comunicar.
Ao estabelecer o(s) seu(s) processo(s) de comunicação, a organização deve:
· Levar em consideração seus requisitos legais e outros requisitos.
· Assegurar que a informação ambiental comunicada seja coerente com informação gerada dentro do Sistema de Gestão Ambiental e que seja confiável. A organização deve responder às comunicações pertinentes, referentes ao seu Sistema de Gestão Ambiental.
A organização deve reter informação documentada como evidência de suas comunicações, como apropriado.
Monitoramento e verificação
Nesse item da NBR, são determinadas as condições para verificar se a organização está empregando o que foi estabelecido no planejamento. Essa fase visa tratar das medidas preventivas, assim como identificar as não conformidades e a mitigação dos impactos negativos. É fundamental que a empresa mantenha os seus procedimentos devidamente documentados, objetivando monitorar e medir de forma periódica as características de suas operações e atividades que possam vir a causar significativo impacto ambiental. Sendo assim, é de extrema importância que a organização estabeleça procedimentos formais e padronizados para a elaboração e disposição dos registros ambientais.
Ainda de acordo com a NBR, o Sistema de Gestão Ambiental da organização deve incluir:
1. Informação documentada, requerida por essa norma.
2. Informação documentada, determinada pela organização como sendo necessária para a eficácia do Sistema de Gestão Ambiental.
Saiba mais: A extensão da informação documentada para um Sistema de Gestão Ambiental pode diferir de uma organização para outra, devido:
· Ao porte da organização e seu tipo de atividades, processos, produtos e serviços.
· Haver necessidade de demonstrar o atendimento aos seus requisitos legais e outrosrequisitos.
· À complexidade de processos e suas interações.
· À competência de pessoas que realizam trabalhos sob o controle da organização.
Avaliação e análise
É a fase da revisão e reflexão de todo o processo de gestão, identificando a efetividade do desenvolvimento das ações, assim como o progresso das atividades ambientais. Essa etapa visa à avaliação e análise crítica dos resultados obtidos. Para tal, a administração da empresa deve analisar o Sistema de Gestão Ambiental, em intervalos predefinidos, com o objetivo de identificar a necessidade de possíveis modificações na sua Política Ambiental ou, ainda, nos seus objetivos e metas, e elementos do sistema. Cabe ressaltar que as análises devem incluir as oportunidades para melhoria contínua ou, ainda, a necessidade de um novo alinhamento no Sistema de Gestão Ambiental.
O item que trata desse tema na NBR ISO 14001 especifica que a alta direção deve analisar criticamente o Sistema de Gestão Ambiental da organização a intervalos planejados, para assegurar sua contínua adequação, suficiência e eficácia. Essa análise crítica pela direção deve considerar:
· A situação de ações provenientes de análises críticas anteriores pela direção.
· Mudanças em: questões internas e externas que sejam pertinentes para o Sistema de Gestão Ambiental; necessidades e expectativas das partes interessadas, incluindo os requisitos legais e outros requisitos; seus aspectos ambientais significativos; riscos e oportunidades.
· Extensão na qual os objetivos ambientais foram alcançados.
· Informações sobre o desempenho ambiental da organização, incluindo tendências relativas a: não conformidades e ações corretivas; resultados de monitoramento e medição; atendimento aos seus requisitos legais e outros requisitos; resultados de auditorias.
· A suficiência de recursos.
· Comunicação(ões) pertinente(s) das partes interessadas, incluindo reclamações.
· Oportunidades para melhoria contínua.
Ainda de acordo com a referida norma, as saídas da análise crítica pela direção devem incluir:
· Conclusões sobre a contínua adequação, suficiência e eficácia do Sistema de Gestão Ambiental.
· Decisões relacionadas às oportunidades para melhoria contínua.
· Decisões relacionadas a qualquer necessidade de mudanças no Sistema de Gestão Ambiental, incluindo recursos; ações, se necessárias, quando não forem alcançados os objetivos ambientais.
· Oportunidades para melhorar a integração do Sistema de Gestão Ambiental com outros processos de negócios, se necessário.
· Qualquer implicação para o direcionamento estratégico da organização.
· A organização deve reter informação documentada como evidência dos resultados das análises críticas pela direção.
Assim, conclui-se que a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental, baseada no ciclo Plan, Do, Check and Act, nada mais é do que um procedimento sistematizado e estruturado do planejamento, implantação e operação, monitoramento e verificação, avaliação e análise para a obtenção de uma melhoria do desempenho ambiental da organização. Vale a pena ressaltar que, por ser um ciclo, é possível regressar à fase do Plan, caso haja necessidade.
Ciclo PDCA e Política ambiental (vídeos)
Ciclo PDCA: Resumo do vídeo: O vídeo aborda o conceito chave da manufatura Lean conhecido como ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act). Este método é amplamente adotado por organizações para melhorar a eficiência dos processos. O ciclo PDCA foi desenvolvido pelo físico, engenheiro e estatístico americano Walter Andrew Shewhart, um precursor do controle estatístico de qualidade. Shewhart introduziu a ideia de planejar ações, realizá-las e verificar se os processos estavam de acordo com o planejado, visando melhorias na gestão de processos organizacionais. As ideias de Shewhart influenciaram grandes nomes da gestão, como William Edward Deming, que popularizou o ciclo PDCA. Segundo a norma NBR ISO 14001, o PDCA inclui planejar (estabelecer objetivos e processos de acordo com a política ambiental), fazer (implementar os processos), checar (monitorar e medir) e agir (melhoria contínua). Embora Deming tenha contribuído significativamente para o ciclo, ele sempre creditou Shewhart como o principal influenciador deste sistema. 
PDCA é um conceito chave da manufatura li. É uma metodologia bastante utilizada por organizações do mundo todo que desejam melhorar a eficiência dos processos. A história do ciclo PDCA tem origem num conceito do físico, engenheiro e estatístico americano Walter Andrew Shewhart, conhecido como percursor do controle estatístico de qualidade. Professor das universidades Harvard e Princeton, Shewhart criou o ciclo plan, do check visando obter melhorias na gestão de processos organizacionais. A ideia era basicamente gerenciar as atividades iniciando com o planejamento das ações em seguida pela realização delas e a checagem para conferir se o processo seguiu de acordo com as regras do que foi planejado. Os estudos de Shewhart influenciaram grandes nomes da gestão, um deles foi o do estatístico professor universitário, autor palestrante e consultor estadunidense William Edward Deming. PDCA segundo a norma NBR ISO14001 significa planejar, ou seja, estabelecer os objetivos ambientais e os processos necessários de acordo com a política ambiental da organização, do que seria o fazer, significa o implementar os processos, check seria o checar, monitorar e medir os processos em relação à política ambiental e o act, agir, realizar ações para melhoria contínua. Deming é considerado por muitos como o criador do ciclo PDCA, mas ele sempre se referia ao PDCA como o círculo(ciclo) de Shewhart, dando mais créditos aquele que mais influenciou no sistema. 
Política ambiental: Resumo de um vídeo que explica o que é um sistema de gestão ambiental, que consiste em um conjunto de políticas, práticas e procedimentos técnicos e administrativos que visam obter um melhor desempenho ambiental. Para obter a certificação, as empresas precisam mapear os riscos ambientais envolvidos em seus processos produtivos e implementar medidas para minimizá-los. Riscos ambientais são aqueles causados por agentes físicos, químicos ou biológicos presentes no ambiente de trabalho que podem prejudicar a saúde dos colaboradores e causar impactos ao meio ambiente. A norma NBR ISO 14001 ajuda as empresas a identificarem e gerenciarem esses riscos ambientais.
O sistema de gestão ambiental é um conjunto de políticas práticas e procedimentos técnicos e administrativos que tem como objetivo de obter um melhor desempenho ambiental. E para que tudo aconteça dentro da conformidade e as empresas possam obter a certificação, elas também precisam mapear os riscos ambientais que envolvem os seus processos produtivos e assim implantar medidas para minimizar. Os riscos ambientais entendem-se como aqueles causados por agentes físicos, químicos ou biológicos que presentes no ambiente de trabalho são capazes de causar danos à saúde do colaborador em função da sua natureza, concentração, intensidade ou tempo de exposição. Em se tratando da proteção ao meio ambiente processos inadequados de gestão dos riscos ambientais podem ocasionar poluição das águas, solo e ar, favorecendo tanto impacto ambiental quanto o desenvolvimento de doenças nos colaboradores. Igualmente o uso inadequado de equipamentos e ferramentas, a presença de animais peçonhentos ou a desconsideração dos processos. Todos esses são situações que abrangem os sistemas de gestão ambiental, a NBR ISO14001 ajuda as empresas a identificarem e gerenciarem os riscos ambientais inerentes ao seu processo produtivo evitando acidentes de trabalho, parada na produção e até mesmo consequências legais. 
VERIFICANDO O APRENDIZADO
Parte superior do formulário
1. De acordo com a ABNT NBR ISO 14001:2015, a base para a abordagem que sustenta um Sistema de Gestão Ambiental é fundamentada no conceito PDCA. Sobre a etapa do planejamento, pode-se afirmar que:
I. No planejamento, deve-se ter as informações sobre o desempenho ambiental da organização, incluindo tendências relativas a não

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