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RESUMO P2 – GESTÃO E LICENCIAMENTO AMBIENTAL
Resíduos Sólidos - Resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Estão inclusos nesse conceito lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.
Problema enfrentado pelo poder público e pela sociedade > Controle e a disposição de resíduos.
Gerenciamento de Resíduos Sólidos: Conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, de acordo com o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos ou com plano de gerenciamento de resíduos sólidos. 
Lei Federal n° 12.305/2010: Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) - Responsabilidade compartilhada entre o governo, empresas e população = Logística Reversa. Poder Público deve ter planos de gerenciamento dos resíduos sólidos. Definição da destinação e disposição final ambientalmente adequada. A PNRS estabelece princípios, diretrizes e metas para a gestão integrada e o gerenciamento dos resíduos sólidos.
Ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
Uso de tecnologias visando a recuperação energética dos resíduos sólidos urbanos – comprovação de viabilidade técnica e ambiental + implantação de programa de monitoramento de emissão de gases.
Implantação da Logística Reversa – produtos eletrônicos e seus componentes; lâmpadas fluorescente, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; agrotóxicos seus resíduos e embalagem; óleos lubrificantes seus resíduos e embalagem; pneus; pilhas e baterias. 
Classificação dos Resíduos – Identificação do processo ou atividade que lhes deu origem e de seus constituintes. Comparação dos constituintes com listagens de resíduos e substâncias cujo impacto a saude e ao meio ambiente é conhecido.
1. Resíduos Perigosos (Classe 1) – Alta periculosidade. Apresentam riscos à saúde pública ou ao meio ambiente devido a suas propriedades físicas, químicas ou infectocontagiosas. Resíduos patogênicos, tóxicos, inflamáveis ou corrosivos.
2. Resíduos Não Perigosos (Classe 2) - Possuía duas subclasses Classe 2A (Não Inertes) e Classe 2B (Inertes), foram eliminadas. 
Resíduos Sólidos Urbanos - Abrangem os resíduos domésticos e aqueles com características similares aos domiciliares gerados pelo comércio e pela indústria, além dos resíduos provenientes da limpeza pública (varrição, poda, limpeza de logradouros, bueiros e boca de lobo etc.), coletados através da coleta regular domiciliar, coleta seletiva ou Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). Resíduos volumosos, animais mortos, resíduos de capina/poda e de construção civil. Disposição em Aterros Sanitários. 
Aterros Sanitários – Deposição do lixo residencial e industrial em solos que receberam tratamento de impermeabilização (preparação com nivelamento de terra + selagem da base com argila + mantas de PVC). Apresentam sistema de drenagem para o chorume (líquido preto tóxico que resulta da decomposição do lixo), levado para tratamento e devolvido para o meio ambiente sem risco de contaminação e captação de gases liberados, como metano. São cobertos com solo e compactados com tratores, o que dificulta o acesso de agentes vetores de doenças e de oxigênio, o que dificulta a proliferação de determinadas bactérias. Construções são pautadas em normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Necessários poços de monitoramento abertos próximo aos aterros para que se avalie constantemente a qualidade da água e haja verificação de eventuais contaminações. 
Aterros sanitários têm vida curta (cerca de 20 anos), mesmo depois de desativados, continuam produzindo gases e chorume. Podem resultar nos mesmos problemas que os vazadouros a céu aberto. Controle rígido do tipo de lixo que recebem (resíduos hospitalares e nucleares não podem ser depositados). 
Lixão - Vazadouros a céu aberto, que não fornecem nenhum tratamento adequado para o lixo. Resíduos vindos de diversos lugares, como de residências, indústrias, hospitais e feiras, são simplesmente jogados, amontoados em grandes depósitos a céu aberto. Proibido no Brasil. 
Aterro Controlado - Resíduo é disposto de forma controlada e os resíduos recebem uma cobertura de solos. Não recebem impermeabilização do solo nem sistema de dispersão de gases e de tratamento do chorume gerado, ou seja, os aterros controlados são uma categoria intermediária entre o lixão e o aterro sanitário. 
Resíduos Industriais - Gerados nos processos produtivos e instalações industriais. Grande quantidade de material perigoso, que necessita de tratamento especial devido ao seu alto potencial de impacto ambiental e à saúde. 
Aterros Industriais – Armazenamento de resíduos sólidos produzidos pelas indústrias. Conta com impermeabilização das trincheiras, o tratamento de afluentes e dos gases liberados pelos materiais descartados, sistema de drenagem das águas pluviais e barracões de reciclagem, armazenagem e manutenção. Classificados conforme periculosidade.
Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020) - A lei reforça a importância da PNRS (Lei nº 12.305/2010) como um instrumento para a gestão adequada dos resíduos sólidos no país. Incentiva a regionalização dos serviços de saneamento básico, o que também se aplica à gestão dos resíduos sólidos - promover a cooperação entre municípios, estados e a iniciativa privada para a gestão integrada e eficiente dos resíduos. Diretrizes para a contratação dos serviços de saneamento, incluindo a coleta e o tratamento de resíduos sólidos - garantir a concorrência e a transparência nos processos de licitação e contratação. 
3R – Reduzir (consumir menos produtos e prefererir aqueles que oferecem menos potencial e geração de resíduos); Reutilizar (usar novamente as embalagens); Reciclar (transformação dos materiais para produção de MP para outros produtos) + Repensar (refletir sobre os atos de consumo e impactos que provocam).
Consumo consciente, Economia Circular, Novos Processos, Novos Produtos, Novo Design (Ecodesign) e Ecoinovação.
Coleta Seletiva – Porta a Porta (80%) + Postos de Entrega Voluntária PEVs (45%) + Cooperativas (61%).
“LIXO É ERRO DE DESIGN” - Reduzir: Não ou gerar o mínimo de resíduos; Reutilizar: Usar e reusar ao máximo antes de descartar; Reciclar: Se não dá mais para usar então reciclar; Descarte adequado: Não há mais o que fazer, realizar o descarte adequado.
Gestão Empresarial –A nova gestão engloba um ambiente como vantagem competitiva; Êxito das empresas atrelado às estratégias adotadas para se relacionar com o meio ambiente, expandindo as obrigações da administração. 
Gestão Ambiental – Reduz impacto das atividades economicas sobre a natureza. Deve estar presente em todos projetos – planejamento e execução. Conciliar produtividade, competitividade e sustentabilidade.
Postura Antiga (tratamento no final do processo + enquadramento aos padrões + exigencias importas pelos outros) x Postura Moderna (gestão de resíduos como oportunidade de ganho + prevenção e redução da geração de resíduos + uso de produtos menos impactantes + otimização de recursos naturais + processo produtivo como integrante principal da cadeia.
Novas Organizações - Novos clientes; Aproximações entre velhos rivais: gestores x ativistas ambientais; Investir no desenvolvimento de processos, produtos e serviços que não agridam o meio ambiente; Certificação de sistema de gestão ambiental; Certificação de produtos com qualidade ambiental; Desenvolvimento sustentável.
Histórico da Gestão Ambiental 
Até Inicio dos Anos 70 – Poucas Leis; Cuidadosmínimos com resíduos; Participação mínima das empresas e coorporações em questões ambientais; Inexistencia de requisitos para apontar custos.
Décadas 70-90 – Cumprimento de leis; Atitude empresarial reativa; Foco no controle de emissão de gases; Surgimento de controle ambiental nas empresas; Ênfase no gerenciamento dos custos causados por multas e desastres. 
A partir dos anos 90 – Prevenção e proatividade; Conceito de ciclo de vida de produtos e processos; Gestão ambiental como parte da gestão empresarial; Medição dos custos ambientais internos e externos. 
Abordagens – Controle + Prevenção + Estratégia
Controle da Poluição - Preocupação básica com o cumprimento da legislação e resposta reativa às pressões sociais, com ações corretivas e uso de tecnologias de remediação no final do processo. O controle da poluição e a aplicação de normas de segurança são vistos como custos adicionais, com envolvimento esporádico da alta administração e ações ambientais restritas às áreas produtivas.
Preventiva - Preocupação com o uso eficiente dos recursos naturais, combinando posturas reativas e proativas, com ações corretivas e preventivas. Há foco na conservação e substituição de insumos, uso de tecnologias limpas e processos sustentáveis para reduzir impactos ambientais, consumo de matérias-primas e energia. Empresários percebem essas práticas como formas de reduzir custos e aumentar a produtividade. O envolvimento da alta administração é periódico, e as ações ambientais, embora ainda concentradas nas áreas produtivas, têm ganhado maior integração com outras áreas.
Estratégia - Foco na competitividade com postura reativa, proativa e antecipatória, envolvendo ações corretivas, preventivas e de longo prazo. Destaca-se o uso de tecnologias limpas, antecipação de problemas e aproveitamento de oportunidades estratégicas. Empresários percebem vantagens competitivas, com envolvimento permanente da alta administração e ampliação das ações ambientais para toda a cadeia produtiva, integrando-as em toda a organização.
Benefícios da Gestão Ambiental – Melhoria da imagem institucional + Renovação do portfólio de produtos + Produtividade aumentada + Comprometimento dos funcionários e e melhores relações de trabalho.
ESG - Environmental, Social and Governance – Conjunto de diretrizes e práticas, que tem como objetivo determinar se uma empresa é sustentável. Maneira de definir se as práticas de determinada empresa podem ser consideradas ou não, socialmente responsáveis e sustentáveis. Conjunto de boas práticas voltadas à governança ambiental e social, avaliando os impactos da atuação das organizações. Envolve inovação e crescente investimento em startups com soluções ambientais, trabalhistas e foco em gestão corporativa, como inclusão de minorias no quadro de funcionários. Ações de empresas que seguem práticas ESG: Desenvolvimento de tecnologias que não agetam o meio ambiente, economia circular, investimento em ações em energia limpa, incentivo a educação e maior diversidade, saude e segurança no ambiente de trabalho e transparencia de dados. 
Ambientais – Impactos da empresa no meio ambiente. Emissões de gases, uso eficiente de recursos naturais no processo de produção, poluição e gestão de residuos e efluentes, inovação para ecodesign dos produtos. 
Sociais – Relação da empresa com os colaboradores, clientes e sociedade. Esforços da companhia para manter os trabalhadores leais e os clientes satisfeitos. Diversidade, inclusão, proteção de dados pessoais, respeito aos direitos humanos e envolvimento dos funcionários. 
Governança - Mecanismos de governança corporativa tradicionais incluem a proteção dos direitos dos acionistas, conselhos eficazes, políticas de remuneração justas, prevenção de práticas ilegais (compliance), transparência contábil, ampla participação dos acionistas em votações e promoção da diversidade e inclusão em conselhos e processos corporativos.
Indice De Sustentabilidade Empresarial Da Bolsa De Valores De São Paulo – Quarto indice de sustentabilidade do mundo. Refletir o retorno médio de uma carteira teórica de ações de empresas listadas na bolsa que incorporam valores sustentáveis, promovendo a perenidade dos negócios. Investir em ESG é sinônimo de investimentos sustentáveis e socialmente responsáveis, focados em empresas comprometidas com transformar o mundo em um lugar melhor. 
Modelos de Gestão Ambiental
Atuação Responsável – Programa de autoregulamentação que envolve saúde, segurança e meio ambiente. Criação de códigos gerenciais: 
Segurança de processos - Garantir que não ocorram acidentes nas instalações industriais, identificando fatores de risco;
Saúde e segurança do trabalhador = Garantir melhores condiçoes para trabalhadores e terceiros; 
Proteção Ambiental - Gerenciar processos de produção da forma mais eficiente possível, procurando reduzir geração de resíduos, emissões e efluentes;
Transporte e Distribuição – Otimizar distribuição, visando reduzir riscos de atividades de transporte e melhorar ação de resposta a acidentes de transporte normais ou com produtos químicos;
Diálogo com a comunidade - Preparação e atendimento a emergências – canais de comunicação com trabalhadores, vizinhos e outras comunidades;
Gerenciamento do produto – Questões relativas a saude, segurança e ao meio ambiente consideradas em todas fases de desenvolvimento, produção, manuseio, utilização e descarte de produtos químicos. 
 TQEM – Gerenciamento Total da Qualidade Ambiental – Foco no cliente; Qualidade como uma dimensão estratégica; Processos como unidade de análise; Participação de todos; Trabalho em equipe; Parcerias com os clientes e fornecedores; Melhoria contínua; Preocupação com as questões ambientais.
TQM – conceito central (eliminação de desperdícios – DEFEITO ZERO)
TQEM – “desperdícios” seria tudo o que pode causar problemas ambientais (POLUIÇÃO ZERO)
Produção mais limpa - PmaisL - Estratégia ambiental preventiva aplicada a processos, produtos e serviços para minimizar os impactos sobre o meio ambiente. Melhora na eficiencia energética e redução de desperdícios. Todas empresas de todos setores economicos podem participar. 
Benefícios - Eliminação dos desperdícios; Minimização ou eliminação de matérias-primas impactantes; Redução dos resíduos e emissões; Redução dos custos de gerenciamento dos resíduos; Minimização da poluição ambiental; Incremento na saúde e segurança no trabalho; Melhor imagem da empresa; Aumento da produtividade; Conscientização ambiental dos funcionários; Redução de gastos com multas e outras penalidades.
Ecoeficiência - Redução de materiais e energia por unidade de produto ou serviço aumenta a competitividade da empresa e reduz as pressões ambientais, tanto na extração de recursos quanto no descarte de resíduos. Minimizar a intesidade de materiais nos produtos e serviços, intensidade de energia nos produtos e serviços, dispersão de qualquer tipo de materiaç toxico pela empresas, aumentar reciclabilidade de seus materiais, maximizar o uso sustentável de recursos naturais e aumentar a durabilidade dos produtos da empresa. Exemplo: Implantação de sistema de captação de água da cuva e reaproveitamento de resíduos como insumos de produção.
Ecodesign - Modelo de gestão centrado na fase de concepção dos produtos e dos seus respectivos processos de produção, distribuição e utilização. Integração sistemática de aspectos ambientais no desenvolvimento de produtos. Aperfeiçoamento de um produto ou processo de modo a reduzir o impacto ambiental e otimizar o gasto energético. A ideia é produzir embalagens, produtos e serviço utilizando principios e materiais reciclaveis, com foco na sustentabilidade, considerando ciclo de vida dos produtos, desde a concepção até seu descarte. Dentre os princípios do ecodesign está a escolha de materiais de baixo impacto ambiental, eficiencia energetica, qualidade & durabilidade, modularidade e reutilização & reaproveitamento. Exemplos: Ecobike, Caneta 98% Biodegradável, Construção Verde, Moda. 
Características do Ecodesign: 
Desmontagem e Reciclagem do produto:Desmontados para recuperar os materiais e componentes com custo e esforço mínimos. Simplificar as conexões entre peças, evitar peças incrustadas, minimizar o uso de soldas e adesivos, reduzir o número de peças diferentes, projetar peças multifuncionais, utilizar peças comuns a diferentes produtos. 
Descarte do Produto: Assegurar que todos os materiais e componentes não recicláveis possam ser descartados de modo seguro e eficiente.
Reutilização de componentes: Garantir que alguns componentes do produto possam ser recuperados, renovados e reutilizados.
Redução do consumo de energia: Projetar produtos que reduzam o consumo de energia em todas as etapas do processo de produção, distribuição, utilização, reciclagem e disposição final.
Modelos de Gestão inspirados na natureza
Ecossistema - Conjunto de elementos bióticos e abióticos interligados e organizados em harmonia, formando uma estrutura que ocupa uma área específica.
Metabolismo - Refere-se ao conjunto de reações bioquímicas que controla a síntese e a degradação de substâncias no nosso organismo. Transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. O termo "metabolismo celular" é usado em referência ao conjunto de todas as reações químicas que ocorrem nas células. 
Metabolismo Industrial – Trata dos fluxos de matéria e energia no sistema industrial. Conjunto de transformações físico-químicas que converte matérias-primas em produtos manufaturados, estruturas produtivas e resíduos. Conhecer o metabolismo do sistema da empresa, é possível otimizar o sistema para produzir de forma mais eficiente, minimizando a geração de resíduos, a poluição e o consumo de matérias-primas.
Simbiose - Relação mutuamente vantajosa entre dois ou mais organismos vivos de espécies diferentes. Relacionamento ou associação entre organismos de diferentes espécies, inclusive o parasitismo.
Simbiose Industrial - Relacionamento permanente e harmônico entre empresas de diferentes segmentos do processo produtivo situados num parque ou numa região industrial. Relacionamento simbiótico e de longo prazo entre empresas envolvendo trocas físicas e de recursos humanos e técnicos. Estas trocas visam a melhoria do desempenho ambiental e o aumento da vantagem competitiva coletiva. Exemplo: Uma empresa vende seu resíduo a outra que utilizará como matéria-prima.
Ecologia – Estuda as relações entre os seres vivos e o meio ambiente onde vivem, bem como a influência que cada um exerce sobre o outro.
Ecologia Industrial - Ramo das ciências ambientais que visa analisar o sistema industrial de modo integrado, tendo em conta a sua relação com o ecossistema em que se insere. Considera o fluxo de materiais e energia nos processos industriais e de consumo, estuda a interação destes fluxos e o meio ambiente, verificando a interferência dos contextos social, político e econômico. Processos integrados da produção, onde os resíduos gerados em um processo sirvam de matéria-prima em outro, ou mesmo, sejam utilizados como subprodutos em outra indústria ou processo. SISTEMA GLOBAL = menos impacto que a soma individual. É necessário que haja cooperação entre as empresas, pela troca de material, energia e, principalmente, informação. 
Com a abordagem da ecologia industrial é possível perceber sistemas e atividades em conjunto com o meio ambiente, em vez de considerá-los de forma isolada; perspectiva global e sistêmica; abordagem transdisciplinar; mudar de processos abertos para processos cíclicos e fechados; reduzir impactos ambientais; integrar os sistemas industriais entre si e com a comunidade; estimular os sistemas naturais; promover o uso sustentável de recursos naturais; reduzir ou eliminar o uso de materiais ligados a impactos ambientais graves. 
Kalungborg (Dinamarca) – Case de Sucesso - Acordo comercial entre as empresas + benefícios ecológicos e economicos + cooperação voluntária + empresas fisicamente próximas. Resultou na redução do consumo de energia, redução das emissões de CO2 e SO2, redução de volume de efluentes líquidos e reaproveitamento de resíduos tradicionais. 
Rótulos Ambientais – Marketing Ambiental + Rotulagem e rótulos ambientais + Greenwashing 
Marketing Ambiental – Empresas que utilizam a variável “meio ambiente” como fator de promoção de vendas. A minimização dos impactos ambientais tem importância fundamental na satisfação das necessidades dos consumidores, bem como na realização dos objetivos da empresa. O marketing ambiental envolve a responsabilidade das empresas com o meio ambiente, destacando ações sustentáveis no sistema produtivo. Inclui informar os consumidores sobre o impacto ambiental do produto, orientando sobre uso eficiente, reutilização, reparação, reciclagem e descarte adequado. 
Marketing Ambiental, Marketing Verde, Marketing Sustentável e Ecomarketing – Fazem uso de estratégias de marketing que visam a produção de produtos com menos impactos negativos ao meio ambiente ao longo do seu ciclo de vida. 
O marketing ambiental compila diversos fatores que não podem ser visualizados diretamente pelo consumidor no processo de compra – certificações. 
Selos Verdes/Rótulos Ambientais – Ferramenta de comunicação utilizada para aumentar o interesse do consumidor por produtos que não impactem muito o meio ambiente. Tem como objetivo promover a melhoria da Qualidade Ambiental de produtos e processos mediante a mobilização das forças de mercado pela conscientização de consumidores e produtores. Visam informar os consumidores ou usuários sobre as características benéficas ao meio ambiente presentes em produto ou serviço específicos – Biodegradabilidade, Retornabilidade, Uso de material reciclado, eficiencia energética.
“A rotulagem ambiental é uma ferramenta de comunicação que objetiva aumentar o interesse do consumidor por produtos de menor impacto possibilitando a melhoria ambiental contínua orientada pelo mercado”. 
Comunicar os benefícios ambientais do produto/embalagem. Estimular a demanda por produtos com menor impacto ambiental, promovendo educação e desenvolvim sustentável. 
Normas ISO 
14020(ABNT ISO 14.020:2002) - Rótulos e declarações ambientais – princípios gerais
14021(ABNT ISO 14.021:2017) - Rótulos e declarações ambientais – reivindicações de autodeclarações ambientais – rotulagem ambiental tipo II
14024(ABNT ISO 14.024:2004) - Rótulos e declarações ambientais – rotulagem ambiental tipo I princípios e procedimento
14025(ABNT ISO 14.025:2015) - Rótulos e declarações ambientais – declarações ambientais tipo III
14046 - Estabelece diretrizes e requisitos para avaliação da pegada de água de produtos, processos e organizações. Inclui apenas as emissões de ar e do solo que a qualidade da água impacto na avaliação.
Tipo de Rótulos Ambientais – Classificados em 3 tipos
Tipo I - São selos verdes concedidos por entidades independentes que verificam se os produtos atendem a padrões ambientais desejáveis (ISO 14.024), licenciando seu uso nos produtos aprovados. Exemplos: Ponto Verde (embalagens), Energy Star (eficiencia energética excepcional), Dolphin Safe (atum apanhado com práticas protetoras de golfinhos).
· Selo Procel (Selo Procel Eletrobras de Economia de Energia) – 1993. Desenvolvido e concedido pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica. 
· Selo Produto Orgânico – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Inmetro - 2017. Diz respeito à organicidade do produto. Para adquirir essa certificação o produtor teve de seguir uma série de pré-requisitos em sua plantação, garantindo que todo o desenvolvimento das plantas seja realizado de acordo com os manuais, sem qualquer intervenção química desde a plantação até a embalagem final.
Tipo II - Autodeclarações ambientais (ISO 14.021) são reivindicações feitas sem certificação independente, geralmente por produtores ou distribuidores, para informar qualidades ambientais de produtos ou serviços, como símbolos de reciclagem em embalagens. Exemplos: Pet reciclável, vidro reciclável, papel reciclável e aço reciclável. 
Tipo III - Fornecem dadosambientais quantificados (ISO 14.025) com base na Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) do produto. Licenciados por entidades independentes, listam critérios de impacto ambiental ao longo do ciclo de vida, ajudando consumidores a fazer escolhas informadas, semelhantes aos rótulos nutricionais de alimentos.
Greenwashing - Consiste em qualquer ação de propaganda, marketing ou relações públicas pelas empresas para projetar uma imagem de uma organização orientada para o ambiente, mesmo quando suas práticas de negócios sejam consideradas danosas e destrutivas. Distorção da realidade e afeta negativamente a capacidade do cidadão de fazer suas escolhas de forma autônoma.
Análise de Ciclo de Vida - Ferramenta ambiental para medir o desempenho ambiental de produtos ao longo de seu ciclo de vida, desde a extração de matérias-primas até a disposição final ("do berço ao túmulo" ou "do berço ao berço"). Analisa a fabricação de um produto de forma a evitar desperdícios de recursos. Regida pelas normas ABNT NBR ISO 14.040 e 14.044, a ACV analisa entradas, saídas e impactos ambientais relacionados a recursos, saúde humana e ecossistemas, sendo amplamente usada para suporte na tomada de decisões ambientais. Ferramenta mais difundida para a avaliação das consequências ambientais de produtos e serviços. Análise de sistemas abertos. 
Dentre os principais objetivos da ACV está a identificação de oportunidades de melhoria dos aspectos ambientais de produtos em vários pontos do ciclo de vida; auxílio na tomada de decisões na indústria, governo e ONG’s no planejamento estratégico, na definição de prioridades e no desenvolvimento de projetos de processos e produtos; seleção de indicadores de desempenho ambiental, incluindo técnicas de quantificação; marketing (comparação de produtos, rotulagem e declarações ambientais).
No quesito de aplicações, a análise de ciclo de vida visa subsidiar o ecodesign, comparar produtos funcionalmente equivalentes, comparar diferentes opções com relação a processos, identificar processos e sistemas que tenham contribuição sobre impactos ambientais, fornecer informações para processos de auditorias, suportar estratégias de planejamento a longo prazo relacionadas com desenvolvimento e projetos de novos produtos; reunir informações ambientais; fornecer informações para avaliar e diferenciar produtos em programas de rotulagem; ajudar ao desenvolvimento de políticas de longo prazo com relação ao uso de materiais, conservação de recursos e redução de impactos ambientais durante o ciclo de vida destes.
· Empresas/Industriais – Comparação (produtos com mesma função e novo produto x alternativas existentes); Oportunidades de Melhoria (desenvolvimento do produto e reprojeto do produto); Apoio na Tomada de Decisões (definição de política ambiental coorporativa, implantação de SGA, escolha de fornecedores)
· Governo – Estabelecimento de Políticas (política de produtos, política de compras, gerenciamento de resíduos, diretrizes para projetos verdes, programas de P&D); Regulamentação (rotulagem ambiental e produção mais limpa).
· Sociedade – Geração de Informações Ambientais (escolha de produtos, decisão de compra, estabelecimento de diretrizes para padrões de consumo sustentável).
Metodologia de Execução - Identificação quantitativa das entradas de matéria e energia do meio ambiente para o sistema do ciclo de vida do produto em estudo e das saídas de matéria e energia desse sistema para o meio ambiente. Avaliação dos potenciais impactos ambientais associados às entradas e saídas identificadas. 
Inventário - Balanço de massa e energia, em que todos os fluxos de entrada devem corresponder a um fluxo de saída quantificada como produto, resíduo ou emissão. Permite a tomada de decisões sobre os investimentos necessários em determinadas partes do processo – análise técnica para escolha de soluções como reciclagem, reutilização, mudança no processo ou em parte específica).
ACV Completa (todos os processos são considerados – produção interna, fornecimento de insumos, energia e transporte, distribuição e uso e cenários de destinação final) + ACV Parcial (algumas partes do processo)
Limitações do ACV – Ciclo de vida de todos os produtos engloba todo o planeta; Número absurdo de dados a serem coletados; não há banco de dados nacional; Falta de metodologia consolidada. 
Avaliação do Impacto Ambiental - Compreender e avaliar a magnitude e importância dos impactos ambientais baseados na análise do inventário. Minimização da magnitude da poluição causada por um determinado processo. 
Gestão da Segurança e Saúde Ocupacional 
OHSAS 18001 – Primeira norma certificadora que trouxe definições claras na área da SSO. Requisitos para um sistema de gestão da segurança e saúde ocupacional (SSO), de modo a capacitar a organização a controlar seus riscos de SSO e melhorar o seu desempenho.
ISSO 45001 (2018) – Trata-se de uma norma internacional que estabelece os requisitos para implementação de um sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional. Substitui a OHSAS. Se integra com outros sistemas de gestão pois segue o mesmo escopo da ISO 9001 e 14001, compartilhando os termos e definições do anexo SL. Melhora a capacidade de uma organização para gerenciar seus riscos de saúde e segurança; fortalece o papel de liderança (alta direção deve demonstrar liderança e comprometimento em relação ao sistema). 
*Anexo SL - Estrutura dividida em 10 capítulos que visa melhorar a integração entre as normas de gestão da família ISO, trazendo benefícios e facilidades.
PDCA (Plan, Do, Check, Action) – PLAN = Contexto da organização, Liderança, Planejamento, Suporte; DO = Operação; CHECK = Avaliação de desempenho; ACTION = Melhoria.
Exemplo: Plan (Estabelecer os objetivos e os processos de SSO necessários para assegurar resultados de acordo c a política de SSO da organização) + Do (Implementar os processos planejados) + Check (Monitorar e mensurar atividades e processos) + Act (Tomar medidas de melhoria do desempenho, para alcançar resultados pretendidos). 
Benefícios da implementação da SSO: Reduzir lesões, problemas de saude e mortes relacionadas ao trabalho; eliminar ou minimizar os riscos; demonstrar responsabilidade corporativa e atender aos requisitos, proteger reputação e imagem; motivar e envolver através da consulta e participação. 
ABNT NBR 16001 (2012) - Norma brasileira que estabelece diretrizes para um sistema de gestão da responsabilidade social. Ela orienta as organizações a implementarem práticas socialmente responsáveis, promovendo a ética, a transparência e o compromisso com o desenvolvimento sustentável, considerando os aspectos econômicos, ambientais e sociais. A norma é baseada em princípios como respeito às legislações aplicáveis, aos direitos humanos, às partes interessadas e ao meio ambiente. Ela é estruturada de forma semelhante a outras normas de sistemas de gestão (como a ISO 9001 e ISO 14001), o que facilita sua integração com essas normas. Útil para empresas que desejam demonstrar publicamente seu compromisso com a responsabilidade social e se alinhar aos objetivos globais de sustentabilidade.
Requisitos do sistema de gestão de responsabilidade social:
- Política da Responsabilidade Social + Planejamento (Aspectos de responsabilidade social, requisitos legais, recursos regras, metas e programas) + Implementação e Operação (competência, treinamento e conscientização) + Requisitos de Documentação (generalidades, manual do sistema de gestão, controle de documentos) + Medição, Análise e Melhoria (monitoramento e medição, avaliação de conformidades) + PDCA (melhoria contínua).
SA8000 (1997) - Social Accountability 8000 - Primeira certificação internacional da responsabilidade social. Seu principal objetivo é garantir os direitos dos trabalhadores. Norma internacional de avaliação da responsabilidade social que existe para empresas fornecedoras e vendedoras. Referência os padrões de gestão da qualidade ISO9000 e de gestão ambiental ISO14000. Demonstração da preocupação da empresa com o trabalhador e do estabelecimentode condições adequadas de saúde e segurança; Maior confiabilidade aos compradores; Segurança para a empresa e para seus investidores; Melhor gerenciamento da cadeia produtiva; 
Requisitos: Trabalho infantil: não é permitido; Trabalho forçado: não é permitido; Saúde e segurança: devem ser asseguradas; Liberdade de Associação e negociação coletiva: devem ser garantidas; Discriminação: não é permitida; Horário de Trabalho: não deve ultrapassar 48hs/semana, além de 12hs extra/semana; Remuneração: deve ser suficiente; Sistemas de gestão: deve garantir o efetivo cumprimento de todos os requisitos.
ISO 50001 (2018) - Certificação do Sistema de Gestão de Energia. Habilitar a organização a implementar sistemas e processos que melhorem o desempenho energético, garantindo resultados mensuráveis relacionados à eficiência no uso e consumo de energia. Isso inclui promover o uso mais eficiente das fontes disponíveis, contribuir para a redução de emissões de gases de efeito estufa e outros impactos ambientais associados, além de reduzir os custos com energia, gerando benefícios econômicos e sustentáveis. Aplicável a todos os tipos e tamanhos de organização. Se baseia nas normas ISO 9001 (qualidade) e ISSO 14001 (meio ambiente). É estruturada com base no ciclo PDCA. 
Requisitos e Exigências: Desenvolver uma política para o uso mais eficiente da energia; Fixar objetivos e metas para atender a essa política; Usar dados para melhor compreender e tomar decisões sobre o uso de energia; Medir os resultados; Rever como a política funciona; Melhorar continuamente a gestão da energia. 
*As normas seguem os mesmos requisitos apesar de possuem termos e definições distintas 
*Algumas normas (ISO 9001, 14001 e 45001) dividem o mesmo Anexo SL 
*O uso combinado das normas leva a uma maior eficiência do Sistema de Gestão 
Sistema de Gestão Integrado - SGI – Ferramenta digital que integra as seções de uma empresa em um único programa, relacionando a gestão da qualidade, meio ambiente, saúde e segurança. Traz de benefícios a redução de gastos, responsabilidade social integrada, maior e mais dinâmica produtividade, contribuição dos colaboradores para missão e organização única, melhora na eficiência, vantagem competitiva, evita duplicidade e redundância, economiza tempo e dinheiro, proporciona uma visão integrada das instalações e pressão do mercado. Todos os sistemas serão vistos como um sistema de gestão único, contribuindo para a melhoria contínua dos resultados da organização. Planos e objetivos estarão ligados ao todo como um plano de negócios.
DICIONÁRIO
· Acidente: Evento indesejado que resulta em morte, danos à saúde, prejuízos financeiros ou outras perdas.
· Incidente: Evento que causou ou tinha potencial para causar um acidente.
· Perigo: Fonte ou situação com potencial de causar perdas, como danos à saúde, ao patrimônio ou ao meio ambiente.
· Identificação de Perigo: Processo de reconhecer a existência de perigos e definir suas características.
· Risco: Combinação da probabilidade de ocorrência e das consequências associadas a uma situação perigosa específica.
· Avaliação de Risco: Processo de estimar a gravidade dos riscos e decidir se eles podem ser aceitos ou precisam de mitigação.
· Risco Tolerável: Nível de risco reduzido a um patamar aceitável para a organização.
· Segurança: Condição de ausência de riscos inaceitáveis.
· Segurança e Saúde Ocupacional: Conjunto de condições e fatores que impactam o bem-estar de trabalhadores, terceirizados, visitantes ou qualquer pessoa presente no ambiente de trabalho.
· Auditoria: Exame sistemático que avalia se as atividades e seus resultados estão alinhados com o planejamento e se são eficazes para alcançar os objetivos e políticas da organização.
· Política: Intenções e direcionamento estratégico de uma organização, definidos pela alta direção.
· Política de SSO: Compromisso para prevenir lesões e problemas de saúde dos trabalhadores, garantindo ambientes de trabalho seguros e saudáveis.
· Sistema de Gestão de SSO: Parte do sistema de gestão voltada para implementar a política de segurança e saúde ocupacional.
· Alta Direção: Pessoa ou grupo responsável por dirigir e controlar a organização no mais alto nível.
· Ação Social: Atividade voluntária da organização em áreas como saúde, educação, meio ambiente e desenvolvimento comunitário, podendo variar de pequenas doações a projetos estruturados.
· Desempenho da Responsabilidade Social: Integração dos resultados ambientais, econômicos e sociais da organização, considerando todas as partes interessadas.
· Desenvolvimento Sustentável: Atender às necessidades atuais sem comprometer as gerações futuras.
· Política de Responsabilidade Social: Diretrizes da alta administração sobre responsabilidade social, formalmente expressas.
· Sistema de Gestão da Responsabilidade Social: Conjunto de elementos que definem e implementam políticas e objetivos de responsabilidade social.
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