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DIREITO PENAL – TEORIA DO DELITO 
Prof. Guilherme Guedes Raposo
Definição de Crime – Aspectos Gerais
- Teoria do Delito → Noções Gerais
Zaffaroni
“A teoria do delito é uma construção dogmática que nos proporciona o caminho
lógico para averiguar se há delito em cada caso concreto”
“Delito é uma conduta humana individualizada mediante um dispositivo legal 
(tipo) que revela sua proibição (típica), que por não estar permitida por 
nenhum preceito jurídico (causa de justificação) é contrária à ordem jurídica
(antijurídica) e que, por ser exigível do autor que agisse de maneira diversa
diante das circunstâncias, é reprovável (culpável)” (grifou-se)
Definição de Crime – Aspectos Gerais
→ Típica
→ Antijurídica 
→ Culpável
Ação
Conceito analítico de crime
→ Injusto Penal
Definição de Crime – Aspectos Gerais
Conceitos de 
delito
→ Conceito Clássico → Von Lizt e Beling
→ Conceito Neoclássico → Gustav Radbruch
→ Conceito Finalista → Hans Welzel
→ Conceito Funcionalista
→ Claus Roxin
→ Gunther Jacobs
Definição de Crime – Aspectos Gerais
- Conceito Clássico (Von Lizt e Beling)
- Reflexo do positivismo jurídico → conceito objetivo de ação → ausência
de valoração
- Teoria Causal-Naturalista da Ação e Teoria Psicológica da Culpabilidade
- Conceito causal-naturalista de ação → “movimento corporal voluntário” 
+
“modificação no mundo exterior” 
Definição de Crime – Aspectos Gerais
Conceito Clássico → Estrutura do Crime
- Tipicidade
→ norma proibitiva (crime comissivo) ou mandamental (crime omissivo)
Tipo 
→ elementos objetivos (descrição da ação e do resultado, proibindo-os ou ordenando-os)
- Antijuridicidade
→ normas permissivas
Causas de Justificação
→ elementos objetivos (descrição da ação e do resultado, permitindo-os excepcionalmente) 
Definição de Crime – Aspectos Gerais
- Conceito Clássico → Estrutura do Crime
- Culpabilidade → Teoria Psicológica da Culpabilidade
- Elemento Subjetivo (conteúdo da vontade → “vínculo psicológico que une o autor ao
resultado produzido” → dolo ou culpa)
- Conteúdo da vontade separado da ação
- Critica: culpa não é elemento subjetivo, mas sim valorativo
- Imputabilidade → capacidade de ser culpável → não integrava a culpabilidade (era 
concebida como um pressuposto da culpabilidade)

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