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elaborado por @fredsmcezar 
TEORIA DO CRIME 
1. CONCEITO DE CRIME .................................................................................................................................................................. 8 
1.3.1 TEORIA QUADRIPARTIDA .......................................................................................................................................... 8 
1.3.2 TEORIA BIPARTIDA ................................................................................................................................................... 8 
1.3.3 TEORIA TRIPARTIDA .................................................................................................................................................. 9 
2. TEORIAS DA CONDUTA ............................................................................................................................................................ 11 
2.1 TEORIA CLÁSSICA - CAUSALISTA – NATURALÍSTICA – MECANICISTA - CAUSAL .......................................................... 11 
2.1.1 A TEORIA CAUSALISTA E SUAS CRÍTICAS .............................................................................................................. 12 
2.2 TEORIA CAUSAL-VALORATIVA (TELEOLÓGICA, NEOKANTISMO, BADEN, MEZGER) ...................................................... 12 
2.3 TEORIA FINALISTA (WELZEL) .......................................................................................................................................... 13 
2.4 TEORIA CIBERNÉTICA ...................................................................................................................................................... 14 
2.5 TEORIA SOCIAL ................................................................................................................................................................ 14 
2.6 TEORIA JURÍDICO-PENAL ................................................................................................................................................ 15 
2.7 TEORIA DA AÇÃO SIGNIFICATIVA ................................................................................................................................... 15 
2.8 TEORIA FUNCIONALISTA DA AÇÃO .................................................................................................................................. 15 
2.9 TEORIA PESSOAL OU PERSONALISTA DE AÇÃO ............................................................................................................ 15 
2.10 TEORIA CONSTITUCIONAL DA AÇÃO (LUIZ FLÁVIO GOMES) ...................................................................................... 15 
2.11 TEORIA NEGATIVA DA AÇÃO ....................................................................................................................................... 16 
3. AUSÊNCIA DE CONDUTA .......................................................................................................................................................... 17 
3.1 ATOS INSTINTIVOS E AUTOMÁTICOS (AÇÃO EM CURTO-CIRCUITO) ............................................................................. 17 
4. CRIME DOLOSO ........................................................................................................................................................................ 18 
4.1 REFLEXÕES ACERCA DA NATUREZA DO DOLO (PAULO CÉZAR BUSATO) ...................................................................... 18 
4.1.1 AS SUPERADAS TEORIAS ONTOLÓGICAS DO DOLO .............................................................................................. 18 
4.1.2 AS TEORIAS NORMATIVAS DO DOLO ..................................................................................................................... 19 
4.2 ELEMENTOS DO DOLO .................................................................................................................................................... 19 
4.2.1 DOLO SEM VONTADE .............................................................................................................................................. 20 
4.3 TEORIAS DO DOLO .......................................................................................................................................................... 20 
4.3.1 TEORIAS ADOTADAS PELO CÓDIGO PENAL ........................................................................................................... 20 
4.4 ESPÉCIES DE DOLO ......................................................................................................................................................... 21 
4.4.1 DOLO DIRETO DE PRIMEIRO GRAU ........................................................................................................................ 21 
4.4.2 DOLO DIRETO DE SEGUNDO GRAU ........................................................................................................................ 21 
4.4.3 DOLO DIRETO DE TERCEIRO GRAU ........................................................................................................................ 22 
4.4.4 DOLO INDIRETO - INDETERMINADO ....................................................................................................................... 22 
4.5 CRIME PRETERDOLOSO (PRETERINTENCIONAL) ............................................................................................................ 27 
4.5.1 CRIME PRETERDOLOSO x AGRAVANTES ................................................................................................................ 29 
4.6 DOLO DE ÍMPETO ............................................................................................................................................................ 29 
4.7 DOLO DE DANO x DOLO DE PERIGO ............................................................................................................................... 29 
4.8 DOLO GENÉRICO x ESPECÍFICO ....................................................................................................................................... 29 
4.9 DOLO NORMATIVO x DOLO NATURAL ............................................................................................................................ 29 
5. CRIME CULPOSO ...................................................................................................................................................................... 31 
5.1 FUNDAMENTO DA PUNIBILIDADE DA CULPA .................................................................................................................. 31 
elaborado por @fredsmcezar 
5.2 PRINCÍPIO DA EXCEPCIONALIDADE ................................................................................................................................ 31 
5.3 ELEMENTOS DO CRIME CULPOSO .................................................................................................................................. 31 
5.4 MODALIDADES DE CULPA ............................................................................................................................................... 32 
5.4.1 IMPRUDÊNCIA ......................................................................................................................................................... 32 
5.4.2 NEGLIGÊNCIA .......................................................................................................................................................... 32 
5.4.3 IMPERÍCIA ............................................................................................................................................................... 32 
5.5 ESPÉCIES DE CULPA ....................................................................................................................................................... 33 
5.5.1 CULPA CONSCIENTE - COM PREVISÃO - EX LASCÍVIA ...........................................................................................33 
5.5.2 CULPA INCONSCIENTE - SEM PREVISÃO - EX IGNORANTIA .................................................................................. 33 
5.5.3 CULPA IMPRÓPRIA - CULPA POR EXTENSÃO - POR ASSIMILAÇÃO OU EQUIPARAÇÃO ........................................ 33 
5.5.4 CULPA MEDIATA OU INDIRETA ............................................................................................................................... 34 
5.5.5 CULPA PRESUMIDA: VEDADA ................................................................................................................................. 34 
5.6 COMPENSAÇÃO DE CULPAS: VEDADA ............................................................................................................................ 34 
5.7 CONCORRÊNCIA DE CULPAS ........................................................................................................................................... 34 
5.8 AGRAVANTES x CRIME CULPOSO ................................................................................................................................... 35 
5.9 CAUSAS DE AUMENTO x CRIME CULPOSO ..................................................................................................................... 35 
5.10 GRAUS DE CULPA ....................................................................................................................................................... 35 
5.11 INSTITUTOS COMPATÍVEIS E INCOMPATÍVEIS COM O CRIME CULPOSO .................................................................. 35 
5.11.1 CRIMES OMISSIVOS................................................................................................................................................ 35 
5.12 PRINCÍPIO DA CONFIANÇA .......................................................................................................................................... 35 
6. CRIMES OMISSIVOS ................................................................................................................................................................. 36 
6.1 RECAPITULANDO AS TEORIAS DA AÇÃO......................................................................................................................... 36 
6.1.1 TEORIA CLÁSSICA - CAUSALISTA – NATURALÍSTICA – MECANICISTA – CAUSAL (LISZT) .................................... 36 
6.1.2 TEORIA CAUSAL-VALORATIVA (TELEOLÓGICA, NEOKANTISMO E BADEN, MEZGER) ............................................ 36 
6.1.3 FINALISMO (WELZEL) ............................................................................................................................................. 36 
6.1.4 TEORIA NEGATIVA DA AÇÃO ................................................................................................................................... 37 
6.2 TEORIAS ACERCA DA OMISSÃO ...................................................................................................................................... 37 
6.3 INTERRUPÇÃO DE ESFORÇOS DE SALVAMENTO ............................................................................................................ 37 
6.4 RELEVÂNCIA DA OMISSÃO .............................................................................................................................................. 38 
6.5 CRIMES OMISSIVOS IMPRÓPRIOS .................................................................................................................................. 39 
6.5.1 A FIGURA DO GARANTIDOR .................................................................................................................................... 40 
6.5.2 HOMICÍDIOS CULPOSO POR OMISSÃO IMPRÓPRIA ............................................................................................... 42 
6.5.3 HOMICÍDIO DOLOSO POR OMISSÃO IMPRÓPRIA ................................................................................................... 42 
6.5.4 ERRO DE TIPO SOBRE A POSIÇÃO DE GARANTIDOR ............................................................................................. 42 
6.5.5 ATIPICIDADE ........................................................................................................................................................... 42 
6.6 CRIMES OMISSIVOS PRÓPRIOS ...................................................................................................................................... 43 
6.6.1 OMISSÃO DE SOCORRO .......................................................................................................................................... 44 
6.6.2 ART. 64 DO DCD ..................................................................................................................................................... 44 
6.6.3 OMISSÃO DE CAUTELA – ESTATUTO DO DESARMAMENTO - Lei nº 10.826/2003 ................................................. 44 
6.6.4 APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA ............................................................................................................ 44 
6.6.5 ART. 68 DA LEI 9.605/98 ......................................................................................................................................... 45 
6.6.6 TORTURA MEDIANTE OMISSÃO .............................................................................................................................. 45 
6.6.7 CRIME OMISSIVO PRÓPRIO CULPOSO ................................................................................................................... 45 
6.7 COAUTORIA EM CRIMES OMISSIVOS .............................................................................................................................. 46 
6.8 PARTICIPAÇÃO EM CRIMES OMISSIVOS ......................................................................................................................... 46 
elaborado por @fredsmcezar 
6.9 ERRO MANDAMENTAL ..................................................................................................................................................... 47 
6.10 EXEMPLO FINAL SOBRE A POSSIBILIDADE DE DIFERENTES ADEQUAÇÕES TÍPICAS PARA UM MESMO FATO A 
DEPENDER DA QUALIDADE DO AGENTE ...................................................................................................................................... 47 
7. ITER CRIMINIS .......................................................................................................................................................................... 48 
7.1 COGITAÇÃO (INTERNA) .................................................................................................................................................... 48 
7.2 PREPARAÇÃO (EXTERNA) ................................................................................................................................................ 48 
7.2.1 PREPARAÇÃO PUNÍVEL (CRIMES-OBSTÁCULOS) ................................................................................................... 48 
7.3 EXECUÇÃO (EXTERNA) .................................................................................................................................................... 49 
7.3.1 TEORIA SUBJETIVA ................................................................................................................................................. 49 
7.3.2 TEORIA OBJETIVA .................................................................................................................................................. 49 
7.4 CONSUMAÇÃO (EXTERNA) .............................................................................................................................................. 49 
7.5 EXAURIMENTO ................................................................................................................................................................ 50 
7.6 PREPARAÇÃO, EXECUÇÃO E O PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃOOU ABSORÇÃO ................................................................. 50 
8. TENTATIVA – CONATUS ............................................................................................................................................................ 52 
8.1 ELEMENTOS DA TENTATIVA ............................................................................................................................................ 52 
8.2 ADEQUAÇÃO TÍPÍCA DA TENTAIVA .................................................................................................................................. 52 
8.3 TEORIAS SOBRE A PUNIBILIDADE DA TENTATIVA ......................................................................................................... 53 
8.3.1 EXCEÇÃO: TEORIA SUBJETIVA ................................................................................................................................ 54 
8.4 PENA DA TENTATIVA ....................................................................................................................................................... 54 
8.5 CRIMES QUE NÃO ADMITEM TENTATIVA ........................................................................................................................ 55 
8.5.1 TENTATIVA: CRIMES UNISSUBSISTENTES E PLURISSUBSISTENTES .................................................................... 56 
8.5.2 “TENTATIVA” DE CONTRAVENÇÃO PENAL E FALTA GRAVE (LEP) ......................................................................... 57 
8.5.3 “TENTATIVA” DE TRÁFICO DE DROGAS .................................................................................................................. 57 
8.5.4 CRIMES DE ATENTADO / CRIMES DE EMPREENDIMENTO ..................................................................................... 58 
8.5.5 “TENTATIVA” DE ROUBO OU FURTO – APPREHENSIO / AMOTIO ........................................................................... 58 
8.6 CRIMES OMISSIVOS: TENTATIVA? .................................................................................................................................. 59 
8.7 CULPA IMPRÓPRIA E TENTATIVA .................................................................................................................................... 59 
8.8 LATROCÍNIO E TENTATIVA ............................................................................................................................................... 59 
8.9 TENTATIVA BRANCA (INCRUENTA) x VERMELHA (CRUENTA) ........................................................................................ 60 
8.10 TENTANTIVA PERFEITA x IMPERFEITA ........................................................................................................................ 60 
9. DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ....................................................................................................... 62 
9.1.1 OBSERVAÇÕES (ANA PAULA VIEIRA) ..................................................................................................................... 63 
9.2 TENTATIVA QUALIFICADA ............................................................................................................................................... 64 
9.3 DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ x LEI DE TERRORISMO ....................................................... 64 
10. DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA ...................................................................................................................................................... 65 
10.1 DA VOLUNTARIEDADE DA DESISTÊNCIA .................................................................................................................... 66 
11. ARREPENDIMENTO EFICAZ....................................................................................................................................................... 67 
12. ARREPENDIMENTO POSTERIOR [PONTE DE PRATA] ............................................................................................................... 69 
12.1 REQUISITOS DO ARREPENDIMENTO POSTERIOR ....................................................................................................... 70 
12.2 EXEMPLOS .................................................................................................................................................................. 71 
12.3 FUNDAMENTOS ........................................................................................................................................................... 72 
12.4 COMUNICABILIDADE DO ARREPENDIMENTO POSTERIOR NO CONCURSO DE PESSOAS .......................................... 72 
12.5 CRITÉRIO PARA REDUÇÃO DA PENA ........................................................................................................................... 72 
12.6 RECUSA DO OFENDIDO EM ACEITAR A REPARAÇÃO / RESTITUIÇÃO ......................................................................... 72 
12.7 ARREPENDIMENTO POSTERIOR EM CRIMES AMBIENTAIS ........................................................................................ 72 
elaborado por @fredsmcezar 
12.8 PECULATO E A REPARAÇÃO DO DANO ....................................................................................................................... 73 
12.9 JECRIM E COMPOSIÇÃO CIVIL DOS DANOS ............................................................................................................... 73 
12.10 APROPRIAÇAÕ INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA (art. 168-A) ............................................................................................. 74 
12.11 PAGAMENTO DE TRIBUTO APÓS RECEBIMENTO DA DENÚNCIA (REGRA ESPECIAL) ................................................ 74 
12.12 SÚMULA 554 STF – CHEQUE “SEM FUNDO”............................................................................................................... 74 
13. CRIMES IMPOSSÍVEL ............................................................................................................................................................... 76 
13.1 TEORIAS ...................................................................................................................................................................... 77 
13.2 ESPÉCIES DE CRIME IMPOSSÍVEL .............................................................................................................................. 77 
13.3 MOMENTO ADEQUADO PARA A AFERIÇÃO DA INIDONEIDADE .................................................................................. 78 
13.4 ASPECTOS PROCESSUAIS ........................................................................................................................................... 78 
13.5 CRIME PUTATIVO x CRIME IMPOSSÍVEL ..................................................................................................................... 78 
13.6 ESPÉCIES DE CRIMES PUTATIVOS .............................................................................................................................. 78 
13.7 SISTEMA DE VIGILÂNCIA ............................................................................................................................................. 79 
14. RESULTADO .............................................................................................................................................................................. 80 
14.1 CONCEITO .................................................................................................................................................................... 80 
14.2 RESULTADO JURÍDICO x RESULTADO NATURALÍSTICO............................................................................................. 80 
14.3 CRIMES FORMAIS, MATERIAIS E DE MERA CONDUTA ............................................................................................... 80 
14.3.1 CRIMESMATERIAIS ................................................................................................................................................ 80 
14.3.2 CRIMES FORMAIS ................................................................................................................................................... 81 
14.3.3 CRIMES DE MERA CONDUTA .................................................................................................................................. 81 
15. NEXO DE CAUSALIDADE ........................................................................................................................................................... 82 
15.1 TEORIA DA EQUIVALÊNCIA DOS ANTECEDENTES CAUSAIS - TEORIA DA CONDITIO SINE QUA NON ........................ 82 
15.1.1 CRÍTICA ................................................................................................................................................................... 83 
15.2 TEORIA DA CAUSALIDADE ADEQUADA - TEORIA DA CONDIÇÃO QUALIFICADA – TEORIA INDIVIDUALIZADORA ..... 83 
15.3 TEORIA DA RELEVÂNCIA CAUSAL ............................................................................................................................... 83 
15.4 TEORIA DA CONDIÇÃO MAIS EFICAZ OU ATIVA .......................................................................................................... 84 
15.5 TEORIA DA QUALIDADE DO EFEITO OU DA CAUSA EFICIENTE ................................................................................... 84 
15.6 TEORIA DO EQUILÍBRIO OU DA PREPONDERÂNCIA .................................................................................................... 84 
15.7 TEORIA DA CAUSA PRÓXIMA ...................................................................................................................................... 84 
15.8 TEORIA DO ESCOPO DA NORMA JURÍDICA VIOALDA ................................................................................................. 84 
15.9 TEORIA DA CAUSA HUMANA ....................................................................................................................................... 85 
15.10 TEORIA DA CONDIÇÃO INUS OU TEORIA DA CONDIÇÃO MÍNIMA .............................................................................. 85 
15.11 TEORIA DA IMPUTAÇÃO OBJETIVA ............................................................................................................................. 85 
15.11.1 ROXIN (FUNCIONALISMO TELEOLÓGICO/MODERADO) ...................................................................................... 87 
15.11.1.1 DIMINUIÇÃO DO RISCO.................................................................................................................................. 87 
15.11.1.2 CRIAÇÃO DE UM RISCO JURIDICAMENTE RELEVANTE ................................................................................. 88 
15.11.1.3 AUMENTO DO RISCO PERMITIDO .................................................................................................................. 88 
15.11.1.4 ESFERA DE PROTEÇÃO DA NORMA DE CUIDADO ......................................................................................... 88 
15.11.2 JAKÖBS (FUNCIONALISMO SISTÊMICO OU RADICAL) ....................................................................................... 89 
15.11.2.1 RISCO PERMITIDO ......................................................................................................................................... 89 
15.11.2.2 PRINCÍPIO DA CONFIANÇA............................................................................................................................. 89 
15.11.2.3 PROIBIÇÃO DE REGRESSO ............................................................................................................................. 90 
15.11.2.4 COMPETÊNCIA OU CAPACIDADE DA VÍTIMA ................................................................................................. 90 
16. CONCAUSAS ............................................................................................................................................................................. 91 
16.1 CONCAUSA ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTE ......................................................................................................... 91 
elaborado por @fredsmcezar 
16.1.1 CAUSA PREEXISTENTE ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTE ................................................................................... 91 
16.1.2 CAUSA CONCOMITANTE ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTE ................................................................................. 91 
16.1.3 CAUSA SUPERVENIENTE ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTE ................................................................................ 92 
16.2 CONCAUSA RELATIVAMENTE INDEPENDENTE ........................................................................................................... 92 
16.2.1 CAUSA PREEXISTENTE RELATIVAMENTE INDEPENDENTE ..................................................................................... 92 
16.2.2 CAUSA CONCOMITANTE RELATIVAMENTE INDEPENDENTE .................................................................................. 92 
16.2.3 CAUSA SUPERVENIENTE RELATIVAMENTE INDEPENDENTE .................................................................................. 93 
16.3 DUPLA CAUSALIDADE ................................................................................................................................................. 95 
17. TIPICIDADE ............................................................................................................................................................................... 96 
17.1 TIPICIDADE FORMAL ................................................................................................................................................... 96 
17.2 TIPICIDADE MATERIAL ................................................................................................................................................ 96 
17.2.1 PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA ............................................................................................................................. 96 
17.2.2 INFRAÇÃO BAGATELAR IMPRÓPRIA ....................................................................................................................... 98 
17.2.3 INAPLICABILIDADE DA INSIGNIFICÂNCIA ............................................................................................................... 99 
17.2.4 APLICABILIDADE DA INSIGNIFICÂNCIA ................................................................................................................. 101 
17.3 TEORIA DA TIPICIDADE CONGLOBANTE (ZAFFARONI) .............................................................................................. 103 
17.3.1 CRÍTICA ................................................................................................................................................................. 103 
17.4 FORMAS DE ADEQUAÇÃO TÍPICA .............................................................................................................................. 103 
17.4.1 DIRETA – IMEDIATA (ADEQUAÇÃO TÍPICA DE SUBORDINAÇÃO IMEDIATA OU DIRETA) ..................................... 103 
17.4.2 INDIRETA/MEDIATA - (ADEQUAÇÃO TÍPICA DE SUBORDINAÇÃO MEDIATA OU INDIRETA OU POR DUPLA VIA) 103 
18. ILICITUDE................................................................................................................................................................................ 105 
18.1 ILICITUDE E ANTIJURICIDADE: SINÔNIMOS? ............................................................................................................ 105 
18.2 DA UNICIDADE DA ILICITUDE OU CONCEPÇÃO UNITÁRIA ........................................................................................ 105 
18.3 1ª FASE: TEORIADO TIPO AVALORADO / ACROMÁTICO - FUNÇÃO DESCRITIVA DO TIPO PENAL (BINDING. 1906) 105 
18.4 2ª FASE: TEORIA RATIO COGNOSCENDI - MAX ERNST MAYER (1915) - BRASIL ..................................................... 105 
18.5 3ª FASE: MEZGER (TEORIA DA RATIO ESSENDI) ...................................................................................................... 106 
18.6 TEORIA DOS ELEMENTOS NEGATIVOS DO TIPO ....................................................................................................... 106 
19. CAUSAS DE EXCLUSÃO DE ILICITUDE, CAUSAS DE JUSTIFICAÇÃO OU DESCRIMINANTES ................................................. 107 
19.1 EFEITOS DAS EXCLUDENTES .................................................................................................................................... 108 
19.2 EXCESSO PUNÍVEL .................................................................................................................................................... 108 
19.2.1 ERRO ESCUSÁVEL (INVENCÍVEL - INEVITÁVEL) X ERRO VENCÍVEL (INESCUSÁVEL) .......................................... 109 
20. ESTADO DE NECESIDADE ....................................................................................................................................................... 110 
20.1 ELEMENTOS ............................................................................................................................................................. 111 
20.2 NATUREZA JURÍDICA DO ESTADO DE NECESSIDADE ............................................................................................. 112 
20.3 TEORIA UNITÁRIA – CÓDIGO PENAL ......................................................................................................................... 112 
20.4 TEORIA DIFERENCIADORA – CÓDIGO PENAL MILITAR ............................................................................................. 112 
20.5 ESTADO DE NECESSIDADE DEFENSIVO .................................................................................................................... 113 
20.5.1 ATAQUE DE CACHORRO: ESTADO DE NECESSIDADE x LEGÍTIMA DEFESA ......................................................... 113 
20.6 ESTADO DE NECESSIDADE AGRESSIVO ................................................................................................................... 113 
20.7 ESTADO DE NECESSIDADE PUTATIVO ...................................................................................................................... 114 
20.8 COEXISTÊNCIA ENTRE ESTADO DE NECESSIDADE E LEGÍTIMA DEFESA ................................................................. 114 
20.9 ESTADO DE DEFESA x LEGÍTIMA DEFESA ................................................................................................................. 114 
20.10 ESTADO DE NECESSIDADE RECÍPROCO .................................................................................................................. 114 
21. LEGÍTIMA DEFESA .................................................................................................................................................................. 115 
21.1 REQUISITOS CUMULATIVOS: .................................................................................................................................... 116 
elaborado por @fredsmcezar 
21.2 ELEMENTOS OBJETIVOS ........................................................................................................................................... 116 
21.3 ELEMENTOS SUBJETIVOS – REQUISITOS DA LEGÍTIMA DEFESA ............................................................................. 117 
21.4 LEGÍTIMA DEFESA AGRESSIVA OU ATIVA ................................................................................................................. 117 
21.5 LEGÍTIMA DEFESA DEFENSIVA OU PASSIVA............................................................................................................. 117 
21.6 LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA – IMAGINÁRIA ............................................................................................................ 117 
21.6.1 DESCRIMINANTES PUTATIVAS ............................................................................................................................. 118 
21.7 LEGÍTIMA DEFESA SUCESSIVA ................................................................................................................................. 119 
21.7.1 EXCESSO INTENSIVO x EXTENSIVO ...................................................................................................................... 119 
21.8 LEGÍTIMA DEFESA RECÍPROCA ................................................................................................................................. 120 
21.9 ABERRATIO ICTUS E LEGÍTIMA DEFESA ................................................................................................................... 120 
21.10 LEGÍTIMA DEFESA CONTRA PESSOA JURÍDICA ........................................................................................................ 120 
21.11 LEGÍTIMA CONTRA A MULTIDÃO .............................................................................................................................. 121 
21.12 INCLUSÃO DO PARÁGRAFO ÚNICO (LEI 13.964/2019) ............................................................................................. 121 
21.13 LEGÍTIMA DEFESA: COMPATIBILIDADES E INCOMPATIBILIDADES .......................................................................... 121 
22. ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL .......................................................................................................................... 123 
22.1 DEVER LEGAL ............................................................................................................................................................ 123 
22.2 DESTINATÁRIO DA EXCLUDENTE .............................................................................................................................. 124 
22.3 LIMITES DA EXCLUDENTE ......................................................................................................................................... 124 
22.4 ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL E CRIMES CULPOSOS ......................................................................... 124 
22.5 COMUNICABILIDADE DA EXCLUDENTE DA ILICITUDE .............................................................................................. 124 
23. EXERCÍCIO REGULAR DO DIREITO ......................................................................................................................................... 125 
23.1 LESÕES EM ATIVIDADES ESPORTIVAS ..................................................................................................................... 125 
23.2 INTERVENÇÕES MÉDICAS OU CIRÚRGICAS .............................................................................................................. 125 
23.3 OFENDÍCULOS ........................................................................................................................................................... 125 
24. CAUSAS SUPRALEGAIS DE JUSTIFICAÇÃO ............................................................................................................................ 127 
24.1 CONSENTIMENTO DO OFENDIDO .............................................................................................................................. 127 
25. CULPABILIDADE ..................................................................................................................................................................... 129 
25.1 CULPABILIDADE ENQUANTO ELEMENTO DO CONCEITO ANALÍTICO DE CRIME (JUÍZO DE REPROVABILIDADE) ... 129 
25.2 CULPABILIDADE ENQUANTO CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL .........................................................................................130 
25.3 TEORIAS DA CULPABILIDADE ................................................................................................................................... 130 
25.3.1 TEORIA PSICOLÓGICA ........................................................................................................................................... 130 
25.3.2 TEORIA PSICOLÓGICO-NORMATIVA – REINHART FRANK ..................................................................................... 131 
25.3.3 TEORIA NORMATIVO PURA ................................................................................................................................... 133 
25.3.3.1 TEORIA EXTREMADA OU ESTRITA DA CULPABILIDADE .............................................................................. 134 
25.3.3.2 TEORIA LIMITADA DA CULPABILIDADE (ADOTADA PELO CP) ..................................................................... 134 
25.4 IMPUTABILIDADE ...................................................................................................................................................... 135 
25.4.1 CAUSAS DE INIMPUTABILIDADE........................................................................................................................... 135 
25.4.2 CRITÉRIOS PARA IDENTIFICAÇÃO DA IMPUTABILIDADE ...................................................................................... 135 
25.4.2.1 LEI DE DROGAS ............................................................................................................................................ 136 
25.4.3 EMBRIAGUEZ ........................................................................................................................................................ 137 
25.4.3.1 TEORIA DA ACTIO LIBERA IN CAUSA ........................................................................................................... 138 
25.4.4 EMOÇÃO OU PAIXÃO ............................................................................................................................................ 138 
25.5 POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE .................................................................................................................. 138 
25.5.1 ERRO DE PROIBIÇÃO............................................................................................................................................. 138 
25.6 EXIGIBILIDADE DE CONDUTA CONFORME O DIREITO .............................................................................................. 139 
elaborado por @fredsmcezar 
26. TEORIA DO TERRO .................................................................................................................................................................. 141 
26.1 ERRO DE TIPO x ERRO DE PROBIÇÃO ....................................................................................................................... 141 
26.2 ERRO DE TIPO ESSENCIAL ........................................................................................................................................ 141 
26.2.1 INVENCÍVEL, INEVITÁVEL ou ESCUSÁVEL ............................................................................................................ 143 
26.2.2 VENCÍVEL, EVITÁVEL OU INESCUSÁVEL ............................................................................................................... 143 
26.2.3 ERRO DE TIPO E A TEORIA DOS ELEMENTOS NEGATIVOS DO TIPO.................................................................... 144 
26.2.4 ERRO DE TIPO PSIQUICAMENTE CONDICIONADO ................................................................................................ 145 
26.3 ERRO DE TIPO ACIDENTAL ........................................................................................................................................ 145 
26.3.1 ERRO NA EXECUÇÃO – ABERRATIO ICTUS ........................................................................................................... 145 
26.3.2 ERRO SOBRE A PESSOA – ERROR IN PERSONAE ................................................................................................. 147 
26.3.3 ABERRATIO CRIMINIS - ABERRATIO DELICTI (ART. 74) – RESULTADO DIVERSO DO PRETENDIDO ................... 147 
26.3.4 ERRO SOBRE O OBJETO ...................................................................................................................................... 148 
26.3.5 ERRO SOBRE CURSO CAUSAL – ABERRATIO CAUSAE ........................................................................................ 148 
26.4 ERRO DE PROIBIÇÃO DIRETO (ERRO SOBRE A ILICITUDE DO FATO) ....................................................................... 149 
26.4.1 ERRO MANDAMENTAL .......................................................................................................................................... 151 
26.5 ERRO DE PROIBIÇÃO DE INDIRETO – ERRO DE PERMISSÃO .................................................................................... 151 
26.5.1 TEORIA EXTREMADA OU ESTRITA DA CULPABILIDADE ....................................................................................... 152 
26.5.2 TEORIA LIMITADA DA CULPABILIDADE (ADOTADA PELO CP) ............................................................................. 153 
26.5.3 ERRO MANDAMENTAL .......................................................................................................................................... 153 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
1. CONCEITO DE CRIME 
1.1 CONCEITO MATERIAL/SUBSTANCIAL 
De acordo com esse critério, crime é toda ação ou omissão humana que lesa ou expõe a perigo de lesão bens jurídicos 
penalmente tutelados. Essa fórmula leva em conta a relevância do mal produzido aos interesses e valores selecionados pelo 
legislador como merecedores da tutela penal. Destina-se a orientar a formulação de políticas criminais, funcionando como vetor ao 
legislador, incumbindo-lhe a tipificação como infrações penais exclusivamente das condutas que causarem danos ou ao menos 
colocarem em perigo bens jurídicos penalmente relevantes, assim reconhecidos pelo ordenamento jurídico. 1 
1.2 CONCEITO FORMAL/LEGAL2 
Segundo esse critério, o conceito de crime é o fornecido pelo legislador. Em que pese o Código Penal não conter nenhum 
dispositivo estabelecendo o que se entende por crime, tal tarefa ficou a cargo do art. 1.º da Lei de Introdução ao Código Penal: 
Art. 1º Considera-se: 
CRIME a infração penal que a lei comina pena de reclusão ou de detenção, quer isoladamente, quer alternativa ou cumulativamente 
com a pena de multa; 
CONTRAVENÇÃO, a infração penal a que a lei comina, isoladamente, pena de prisão simples ou de multa, ou ambas, alternativa ou 
cumulativamente. 
A Lei de Introdução ao Código Penal fornece um conceito genérico de crime, aplicável sempre que não existir disposição especial 
em sentido contrário. Além disso, a sua finalidade precípua não é dizer sempre o que se entende por crime, mas diferenciá-lo da 
contravenção penal. O art. 1.º da Lei de Introdução ao Código Penal permite, assim, a definição de conceito diverso de crime por 
leis extravagantes, reservando-se a sua aplicação para casos omissos. 
A distinção entre crime e contravenção penal é de grau, quantitativa (quantidade da pena), e também qualitativa (qualidade da 
pena) e não ontológica. 
O Direito Penal brasileiro acolheu um sistema dicotômico, ao fracionar o gênero infração penal em duas espécies: crime ou 
delito e contravenção penal. 
INFRAÇÃO PENAL 
(gênero) 
CRIME 
CONTRAVENÇÃO 
Outros países, como Alemanha e França, adotaram um sistema tricotômico: crimes seriam as infrações mais graves, delitos as 
intermediárias e por último, as contravenções penais albergariam as de menor gravidade. 
1.3 CONCEITO ANALÍTICO/EXTRATIFICADO 
O mais importante, nesse contexto, é perceber que a estrutura analíticado crime não se liga necessariamente à adoção da 
concepção finalista, causalista, social ou funcional da ação delituosa.3 
1.3.1 TEORIA QUADRIPARTIDA 
FATO TÍPICO + ILICITUDE + CULPABILIDADE + PUNIBILIDADE 
Basileu Garcia sustentava ser o crime composto por quatro elementos: fato típico, ilicitude, culpabilidade e punibilidade. 
Essa posição quadripartida é claramente minoritária e deve ser afastada, pois a punibilidade não é elemento do crime, mas 
consequência da sua prática. Não é porque se operou a prescrição de determinado crime, por exemplo, que ele desapareceu do 
mundo fático. Portanto, o crime existe independentemente da punibilidade. 
1.3.2 TEORIA BIPARTIDA 4 
FATO TÍPICO + ILICITUDE 
Há autores que entendem o crime como fato típico e ilícito. Constam desse rol René Ariel Dotti, Damásio E. de Jesus e Julio 
Fabbrini Mirabete, entre outros. A culpabilidade deve ser excluída da composição do crime, uma vez que se trata de pressuposto 
de aplicação da pena. 
• Os partidários da teoria tripartida BIPARTIDA do delito consideram a culpabilidade como pressuposto da pena e não elemento do crime. (errada) 
VUNESP - 2018 - PC-BA - DELEGADO DE POLÍCIA 
 
1 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 230 
2 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 230 
3 2020. Manual de Direito Penal - Guilherme de Souza Nucci, p. 221 
4 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 236 
elaborado por @fredsmcezar 
Juarez Tavares: “o isolamento da culpabilidade do conceito de delito representa uma visão puramente pragmática do Direito 
Penal, subordinando-o de modo exclusivo à medida penal e não aos pressupostos de sua legitimidade”.5 
A teoria bipartida do crime (típico + ilícito) é incompatível coma teoria causalista da conduta. Na teoria causalista, dolo e culpa 
estão alocados na culpabilidade. Daí concluir que adota-se, necessariamente, o conceito tripartido do crime (fato típico, ilícito e 
culpável). 
A teoria bipartida relaciona-se intimamente com a teoria finalista da conduta.6 
Claus Roxin privilegia um conceito bipartido do delito, em que se consideram seus elementos fundamentais dois juízos de valor: 
o INJUSTO PENAL (fato típico + ilicitude) e a responsabilidade, que inclui a culpabilidade.7 
Para a teoria dos elementos negativos do tipo, assim como para a teoria bipartida de fato punível, matar alguém em situação de 
legítima defesa constitui fato atípico; (certa) 2011 - MPE-PR 
Fábio Roque explica que o menor de 18 anos, segundo a teoria bipartida, cometeria crime, mas não receberia a pena por falta 
de imputabilidade. Diferentemente, na teoria tripartida, o menor de 18 anos não comete crime exatamente porque a culpabilidade é 
um elemento do crime e a menoridade significa ausência de culpabilidade. 
1.3.3 TEORIA TRIPARTIDA 
FATO TÍPICO + ILICITUDE + CULPABILIDADE 
Nélson Hungria, Aníbal Bruno, E. Magalhães Noronha, Francisco de Assis Toledo, Cezar Roberto Bitencourt e Luiz Regis Prado 
adotam a posição tripartida. 
• Os partidários da teoria tripartida do delito consideram elementos do crime a tipicidade, a antijuricidade e a punibilidade CULPABILIDADE. (errada) 
VUNESP - 2018 - PC-BA - DELEGADO DE POLÍCIA 
A distinção entre os perfis clássico e finalista reside, principalmente, na alocação do dolo e da culpa, e não em um sistema 
bipartido ou tripartido relativamente à estrutura do delito. 8 
• É correto afirmar que a estrutura analítica do crime se liga, necessariamente, à adoção da concepção finalista, causalista ou social da ação 
delituosa. (errada) 2009 - PC-DF - DELEGADO DE POLÍCIA 
Na estrutura clássica, DOLO E CULPA estão alocados no campo da CULPABILIDADE. 
• O dolo, na escola clássica, deixou de ser elemento integrante da culpabilidade, deslocando-se para a conduta, já que ação e intenção são 
indissociáveis. (errada) VUNESP - 2018 - PC-BA - DELEGADO DE POLÍCIA 
Na estrutura finalista, DOLO E CULPA estão alocados no campo da TIPICIDADE. Nota-se que a teoria finalista da conduta coincide 
com TEORIA NORMATIVA PURA que diz respeito à CULPABILIDADE. 
A teoria normativa pura, a fim de tipificar uma conduta, desloca a análise do dolo ou da culpa para o fato típico, transformando 
a culpabilidade em um juízo de reprovação social incidente sobre o fato típico e antijurídico e sobre seu autor. (certa) FUMARC - 2018 - 
PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O dolo pertence à conduta, tendo como seus componentes a intencionalidade (elemento volitivo) e a previsão do resultado (elemento 
intelectual). A potencial consciência da ilicitude, que é um dos elementos normativos da culpabilidade, não integra o dolo. (certa) MPE-MG – 2010 
• Segundo a teoria normativa pura, a fim de tipificar uma conduta, ingressa-se na análise do dolo ou da culpa, que se encontram, pois, na 
tipicidade, e não, na culpabilidade. A culpabilidade, dessa forma, é um juízo de reprovação social, incidente sobre o fato típico e antijurídico 
e sobre seu autor. (certa) CESPE - 2010 – DPU 
• Conforme a teoria normativa pura, a culpabilidade não se exaure na relação de desconformidade substancial entre ação e ordenamento 
jurídico, mas fundamenta a reprovação pessoal contra o autor, no sentido de este não ter omitido a ação antijurídica quando ainda podia. 
(certa) CESPE - 2012 - TJ-PI - JUIZ 
• A teoria normativa pura manteve no conceito de culpabilidade os elementos normativos da imputabilidade e da a exigibilidade de conduta 
diversa, sendo que o elemento psicológico da potencial consciência da ilicitude foi incluído na análise do dolo, que foi deslocado para o 
conceito de tipicidade penal. (errada) 2014 - MPE-PR 
1.4 CRITÉRIO ADOTADO PELO CÓDIGO PENAL9 
O Código Penal de 1940, em sua redação original, acolhia um conceito tripartido de crime, relacionado com o sistema clássico. 
Eram, portanto, elementos do crime o fato típico, a ilicitude e a culpabilidade. 
A situação mudou com a edição da Lei 7.209/1984, responsável pela redação da nova Parte Geral do Código Penal. A partir de 
então, fica a impressão de ter sido adotado um conceito bipartido de crime, ligado obrigatoriamente à teoria finalista da conduta. 
 
5 1980. Teorias do Delito, Juarez Tavares p. 109). 
6 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 236 
7 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 149 
8 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 236 
9 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 237 
elaborado por @fredsmcezar 
No Título II da Parte Geral o Código Penal trata “Do Crime”, enquanto logo em seguida, no Título III, cuida “Da Imputabilidade 
Penal”. Dessa forma, crime é o fato típico e ilícito, independentemente da culpabilidade, que tem a imputabilidade penal como 
um dos seus elementos. O crime existe sem a culpabilidade, bastando seja o fato típico e revestido de ilicitude. 
Em igual sentido, ao tratar das causas de exclusão da ilicitude, determina o Código Penal em seu art. 23 que “não há crime”. 
Ao contrário, ao relacionar-se às causas de exclusão da culpabilidade (arts. 26, caput, e 28, § 1.º, por exemplo), diz que o autor é 
“isento de pena” 
Assim sendo, é necessário que o fato típico seja ilícito para a existência do crime. Ausente a ilicitude, não há crime. 
Por outro lado, subsiste o crime com a ausência da culpabilidade. Sim, o fato é típico e ilícito, mas o agente é isento de pena. 
Em suma, há crime, sem a imposição de pena. O crime se refere ao fato (típico e ilícito), enquanto a culpabilidade guarda relação 
com o agente (merecedor ou não de pena). 
O art. 180, § 4.º, do Código Penal preceitua: “A receptação é punível, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor do crime 
de que proveio a coisa”. 
Conclui-se que, nada obstante a isenção de pena do agente e, portanto, da falta de culpabilidade (isenção da pena = exclusão 
da culpabilidade), ainda assim existe o crime do qual proveio a coisa. Em outras palavras, diz o Código Penal tratar-se o crime de 
fatotípico e ilícito, pois subsiste mesmo com a isenção da pena em relação ao autor do crime anterior. 
Em que pesem tais argumentos, há respeitados penalistas que adotam posições contrárias, no sentido de ter o Código Penal 
se filiado a um sistema TRIPARTIDO, motivo que justifica o conhecimento de todos os enfoques por parte dos candidatos a 
concursos públicos. 
O Código Penal (CP) adota a teoria psicológico-normativa da culpabilidade, para a qual a culpabilidade não é requisito do crime, 
mas, sim, pressuposto de aplicação da pena. (errada) CESPE - 2009 - PC-PB - DELEGADO DE POLÍCIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
2. TEORIAS DA CONDUTA 
O Direito Penal moderno é um direito penal da conduta e não do autor. A conduta é o primeiro elemento do fato típico. O 
Código Penal brasileiro não conceitua “conduta”. Duas teorias foram “importadas” para o Brasil. 
• A respeito do objeto de estudo do direito penal, do direito penal do autor e das teorias da pena, julgue o item seguinte. O d ireito penal, 
mediante a interpretação das leis penais, proporciona aos juízes um sistema orientador de decisões que contém e reduz o poder punitivo, 
para impulsionar o progresso do estado constitucional de direito. (certa) CESPE - 2015 - DPE-PE 
• A circunstância judicial da personalidade do agente, por ser própria do direito penal do autor, não foi recepcionada pela Constituição de 1988. 
(errada) FCC - 2016 - DPE-BA 
• O direito penal do autor poderá servir de fundamento para a redução da pena quando existirem circunstâncias pessoais favoráveis ao acusado. 
(certa) CESPE - 2018 - PC-MA - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
2.1 TEORIA CLÁSSICA - CAUSALISTA – NATURALÍSTICA – MECANICISTA - CAUSAL 
FRANZ VON LISZT, BELING, GUSTAV RADBRUCH 
Conduta é o comportamento humano voluntário que produz modificação no mundo exterior.10 A ação é mera causação de 
evento, provocada por impulso mecânico ou inervação muscular. 
É um modelo marcado pelo POSITIVISMO. 
• Segundo a teoria finalista CAUSALISTA, ação é a atividade neuromuscular que, produzida por energias de um impulso cerebral, provoca 
modificações no mundo exterior; ou seja, para se afirmar que existe uma ação, basta que se tenha a certeza de que o sujeito atuou 
voluntariamente. (errada) CESPE - 2012 - MPE-TO 
• Quanto à tipicidade penal, causalista, conduta é um comportamento humano voluntário no mundo exterior que consiste em fazer ou não 
fazer alguma coisa. (certa) FCC - 2014 - DPE-PB 
• Na teoria naturalística, conduta é o comportamento humano voluntário que produz modificação no mundo exterior. (certa) 2021 - PC-PA - DELEGADO 
DE POLÍCIA CIVIL 
O causalismo busca ver o conceito de conduta despido de qualquer valoração, ou seja, neutro (ação ou omissão voluntária e 
consciente que exterioriza movimentos corpóreos). O dolo e a culpa estão situados na culpabilidade. Logicamente, para quem 
adota o causalismo, impossível se torna acolher o conceito bipartido de crime (fato típico e antijurídico). 11 
SISTEMA CLÁSSICO 
1º - DOLO e CULPA alocados no campo da CULPABILIDADE. 
2º - Se DOLO e CULPA estavam alocados no campo da CULPABILIDADE, o SISTEMA CLÁSSICO 
adota, necessariamente, o conceito TRIPARTIDO de crime. 
3º - No campo da CULPABILIDADE vigorava a TEORIA PSICOLÓGICA. DOLO e CULPA eram um 
vínculo psicológico 
4º - O DOLO era NORMATIVO, COLORIDO. VALORADO. (Estava impregnado com outros elementos 
de natureza normativa.) 
Segundo a teoria causal, o dolo causalista é conhecido como dolo normativo, pelo fato de existir, nesse dolo, juntamente com 
os elementos volitivos e cognitivos, considerados psicológicos, elemento de natureza normativa (real ou potencial consciência 
sobre a ilicitude do fato). (certa) CESPE - 2013 - POLÍCIA FEDERAL - DELEGADO DE POLÍCIA 
No modelo psicológico de culpabilidade, o dolo é normativo. (certa) CESPE - 2013 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
“O dolo era considerado normativo porque tinha como pressuposto a consciência da ilicitude do fato. Logo, o dolo era 
consciência e vontade, mas essa consciência não era apenas a consciência sobre o fato, era também a consciência da ilicitude do 
fato. Isso viria a mudar no finalismo, visto que dolo/culpa são realocados para a tipicidade e a consciência da ilicitude sai de dentro 
do dolo e passa a ser um elemento autônomo da culpabilidade”.12 
A culpabilidade é concebida como o vínculo psicológico que une o autor ao fato no sistema penal clássico. (certa) 2013 - PC-GO - 
DELEGADO DE POLÍCIA 
Deve-se lembrar que no causalismo, dolo e culpa integram a culpabilidade e, assim, necessariamente adota-se o conceito 
tripartido de crime. 
• Para a teoria causalista, o dolo e a culpa estão situados na culpabilidade. Então, logicamente, para quem adota essa teoria, impossível se 
torna acolher o conceito bipartido de crime. (certa) 2009 - PC-DF - DELEGADO DE POLÍCIA 
 
10 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 273 
11 2020. Manual de Direito Penal - Guilherme de Souza Nucci, p. 221 
12 https://www.youtube.com/watch?v=rrlo6EaMjyQ – (Fábio Roque - Dolo Colorido e Dolo Acromático) 
elaborado por @fredsmcezar 
• De acordo com a teoria psicológica da culpabilidade, adotada pelo sistema causal-naturalista da ação, as duas modalidades de erro de 
permissão que acontecem nas descriminantes putativas são inescusáveis. (certa) 2011 - MPE-MG 
Para os adeptos desta teoria, conduta é “comportamento voluntário que produz modificação no mundo exterior.” [...] “Em 
síntese, a vontade é a causa da conduta, e a conduta é a causa do resultado independentemente de dolo ou culpa.” 
Ex.: “A” trafega cautelosamente com seu carro em via pública com velocidade de 40 km/h. O limite da via é 60 km/h. O veículo 
reúne perfeitas condições de uso. De repente, uma criança se solta dos braços da mãe, passa por trás de um ônibus que impedia 
a visibilidade de “A” e inesperadamente lança-se na direção do veículo. A criança morre. O agente não tinha dolo nem culpa. 
De acordo com a referida teoria, “A” teria praticado conduta penalmente relevante. A ação de dirigir ensejou resultado. Trata-
se de mera relação de causa e efeito. Presentes, assim, conduta e resultado naturalístico, bem como nexo causal, eis que a criança 
morre em razão do atropelamento.13 
A teoria clássica consagrou a responsabilidade penal objetiva? NÃO. No exemplo citado, não haveria crime por ausência de 
culpabilidade. O dolo e culpa eram analisados no campo da culpabilidade. Assim, de acordo com esta teoria, o fato seria típico, 
ilícito, mas não seria culpável por ausência de culpa ou dolo. 
Mezger criticou a teoria causalista dizendo que a referida teoria se limita a perguntar O QUE FOI CAUSADO pelo agente e não O 
QUE O AGENTE QUIS COM A SUA AÇÃO (finalidade). 
Sendo assim, conclui-se que os causalistas não se preocupavam com a finalidade. A teoria causalista separa vontade de 
finalidade. Bastava a vontade de praticar a conduta, independentemente da sua finalidade. 
2.1.1 A TEORIA CAUSALISTA E SUAS CRÍTICAS 
• TENTATIVA – Como a finalidade não era analisada, a teoria não explicava o fenômeno da tentativa. 
• CRIME OMISSIVO - Só considerava ações comissivas. 
• ESPECIAIS FINS DE AGIR - Não era analisada a finalidade da conduta. 
• INIMPUTÁVEL (CRITÉRIO BIOLÓGICO) - O inimputável não tem culpabilidade, mas age com dolo. Se o dolo do agente estava na 
culpabilidade -conforme sustentado pelos causalistas-, e o agente não tem culpabilidade, então como poderia ter dolo? 
Para determinada teoria, criticada por não conseguir explicar a culpa inconsciente, a culpabilidade deve abordar os elementos 
subjetivos dolo e culpa, sendo a imputabilidade pressuposto para sua análise. Nessa perspectiva, a culpabilidade retira o seu 
fundamento do aspecto psicológico do agente. Nesse sentido, é a relação subjetiva entre o fato e o seu autor que toma relevância, 
pois a culpabilidade reside nela.O texto precedente refere-se à teoria causal naturalista ou psicológica. (certa) CESPE - 2022 - MPE-TO 
2.2 TEORIA CAUSAL-VALORATIVA (TELEOLÓGICA, NEOKANTISMO, BADEN, MEZGER) 
Especificamente no conceito de ação, a par de seu conteúdo causal, faz-se uma aproximação a um conceito mais geral do que 
ao referente ao estrito movimento corpóreo. Propõem-se, para isso, inúmeros arranjos, definindo-se a ação simplesmente como 
conduta volitiva, realização da vontade, conduta voluntária ou conduta humana. Amplia-se, assim, a esquemática de Liszt-Beling ao 
extremo limite que possa suportar ainda um conceito objetivo-causal, a fim de possibilitar dentro do conceito de ação a compreensão 
de inúmeras formas da atividade fundamentadora de um fato punível. Isto tem particular importância no tratamento do delito 
omissivo, bem como na própria superação da forma causal-objetiva, subsistente nos autores tradicionais. 14 
A ação vem a ser causalidade juridicamente relevante, consistente em atuar no sentido de um resultado (socialmente útil ou 
danoso), juridicamente relevante.15 
Com relação à conduta, a teoria neokantista, que surgiu como reação à concepção positivista de tipo penal, propõe que o tipo 
penal não contém apenas elementos de ordem objetiva, não sendo, assim, meramente descritivo, e não podendo o fato típico 
depender de mera comparação entre o fato objetivo e a descrição legal. (certa) CESPE - 2011 - DPE-MA 
• Sobre a teoria finalista da ação, o tipo constitui um indício de antijuridicidade, característica que remonta à fase anterior ao neokantismo. 
(certa) 2012 - MPE-MG 
O neokantismo, diferentemente da teoria clássica, conseguiu explicar os crimes omissivos. Se a omissão pode ser negativamente 
valorada, ela pode ser considerada uma conduta típica. 
Para o Neokantismo, o direito positivo não possui um valor intrínseco, objetivo, que pode ser identificado e descrito, mas as 
normas jurídicas aparecem determinadas por valores que lhes são prévios e que contaminam não apenas sua edição, mas os 
próprios autores de sua elaboração, pelo que a pretensa verdade jurídica vem influenciada pela cultura.16 (certa) 2019 - MPE-PR 
O modelo Neokantista possui o mérito de ter demonstrado que toda realidade traz em seu bojo um valor preestabelecido, 
permitindo a constatação de que as normas jurídicas, como um produto cultural, possuem como pressupostos valores prévios, e o 
 
13 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 274 
14 1980. Teorias do Delito, Juarez Tavares p. 43. 
15 2019. Tratado de Direito Penal Brasileiro, Volume 1, Luiz Regis Prado, p. 723 
16 2015. Paulo César Busato, Direito Penal, p. 223. 
elaborado por @fredsmcezar 
próprio intérprete que, por mais que procure adorar certa neutralidade, não estará imune a maior ou menor influência desses valores. 
(certa) 2013 - MPE-MS 
O sistema neoclássico significa uma reaproximação dos valores, o pêndulo se reaproxima dos juízos de valores, e esse novo 
sistema é fundado na ideia de importância de elementos valorativos dentro da teoria do delito. Inspirado nesse pensamento, Frank 
introduz na culpabilidade um elemento novo: exigibilidade de conduta diversa.17 
A tipicidade, no conceito neoclássico de delito (neokantismo), foi profundamente afetada pelo descobrimento de elementos 
normativos do tipo. Os elementos subjetivos do injusto, por sua vez, somente vieram a integrar a tipicidade com o advento do 
finalismo. (errada) FUNDEP - 2019 - MPE-MG 
O modelo Neokantista, da teoria teleológica do delito, manteve o dolo natural e a culpa strictu sensu na culpabilidade, 
acrescentando a esta, apenas, o elemento exigibilidade de conduta conforme o Direito. (errada) 2021 – MPDFT 
2.3 TEORIA FINALISTA (WELZEL) 
A teoria finalista entende que, por ser o delito uma conduta humana e voluntária que tem sempre uma finalidade, o dolo e a 
culpa são abrangidos pela conduta. (certa) 2015 - MPE-SP 
Segundo a teoria finalista da ação, considera-se equivocada a ideia de ser a conduta um mero movimento corporal despido de 
finalidade, pois o que caracteriza o ser humano, ontologicamente, é, justamente, a capacidade de poder prever, dentro de certos 
limites, as consequências possíveis de sua atividade, e dirigi-la, conforme o planejado, até atingir os seus objetivos. (certa) 2013 - PGR - 
PROCURADOR DA REPÚBLICA 
Hans Welzel → “A ação humana é o exercício de uma atividade final”. Welzel acabou com a separação entre vontade e finalidade. 
Toda ação humana tem conteúdo, tem finalidade graças ao saber causal, o homem pode prever o resultado de suas condutas. 
O finalismo, de Hans Welzel, nem sempre considerou o crime como fato típico, antijurídico e culpável. (errada) 2009 - PC-DF - DELEGADO 
DE POLÍCIA 
SISTEMA FINALISTA 
1º - DOLO e CULPA foram alocados no campo da TIPICIDADE. 
2º - O sistema finalista é compatível com o conceito BIPARTIDO ou TRIPARTIDO de crime. 
3º - No campo da CULPABILIDADE vigorava a teoria NORMATIVA PURA. 
4º - O DOLO é NATURAL, ACROMÁTICO. AVALORADO. 
A teoria finalista da ação, adotada pelo Código Penal em sua Parte Geral, concebe o crime como um fato típico e antijurídico. A 
culpabilidade diz respeito à reprovabilidade da conduta. O dolo, que integrava o juízo de culpabilidade, para esta teoria é elemento 
estruturante do fato típico. Essa adoção pretende corrigir contradições na teoria da causalidade normativa. (certa) FCC - 2015 - DPE-MA 
• Segundo a teoria finalista, a imputabilidade, a consciência acerca da ilicitude do fato e da exigibilidade de conduta diversa são elementos 
normativos da culpabilidade. (certa) 2009 - PC-DF - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O dolo pertence à conduta, tendo como seus componentes a intencionalidade (elemento volitivo) e a previsão do resultado (elemento 
intelectual). A potencial consciência da ilicitude, que é um dos elementos normativos da culpabilidade, não integra o dolo. (certa) 2010 - MPE-
MG 
• A teoria finalista da ação adota o dolo como um dolo normativo, que é a vontade consciente de praticar a conduta típica, acompanhada da 
consciência de praticar um ato ilícito. (errada) 2010 - PGE-RS 
• De acordo com a teoria finalista, a ação é o comportamento humano voluntário, dirigido à atividade final lícita ou ilícita. (certa) 2011 - PC-MG - 
DELEGADO DE POLÍCIA 
• Em Direito Penal, o erro de proibição exclui a consciência da ilicitude, que, desde o advento da teoria finalista, integra o dolo e a culpa. (errada) 
FCC - 2012 - DPE-SP 
• De acordo com a visão finalista do tipo, a concepção material de ilicitude permite a construção de causas supralegais de just ificação. (certa) 
CESPE - 2013 - MPE-RO 
• No conceito finalista de delito, dolo e culpabilidade têm como característica comum a sua natureza normativa. (errada) 2013 – MPDFT 
• Para o finalismo, é erro de tipo PROIBIÇÃO o que incide sobre a consciência da ilicitude, que pode ser meramente potencial. (errada) 2013 – MPDFT 
• Quanto à tipicidade penal, finalista, conduta é a atividade humana conscientemente dirigida a uma finalidade. (certa) FCC - 2014 - DPE-PB 
• A transformação realizada pelo finalismo na teoria do delito consiste, principalmente, na relevância atribuída à vontade e aos aspectos 
subjetivos da culpabilidade. (errada) FCC - 2016 - DPE-BA 
• Consoante a doutrina finalista, os conceitos de dolo de culpabilidade são conceitos normativos. (errada) CESPE - 2011 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
 
17 Aula – Ana Paula Vieira (Curso Ênfase) 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/cespe-2013-mpe-ro-promotor-de-justica
elaborado por @fredsmcezar 
• Doutrinadores nacionais admitem que a reforma de 1984 da Parte Geral do Código Penal, especialmente no que concerne ao “conce ito de 
crime”, aderiu ao “finalismo”. Hans Welzel é considerado o criador de tal sistema jurídico-penal. (certa) VUNESP - 2017 - DPE-RO 
• Sobre a doutrina da ação finalista, tal qual formulada por Hans Welzel, é correto afirmar que a direção final de uma ação se dá emduas fases, 
que nas ações simples se entrecruzam, a saber, uma que ocorre na esfera do pensamento, com a antecipação do fim a realizar, a seleção 
dos meios necessários à sua realização e a consideração dos efeitos simultâneos decorrentes dos fatores causais eleitos; e a concretização 
da ação no mundo real, de acordo com a projeção mental. (certa) 2017 - PC-AC - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
• Nos moldes do finalismo penal, pode a inexigibilidade de conduta diversa ser considerada causa supralegal de exclusão de ilicitude CULPABILIDADE. 
(errada) FUMARC - 2018 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO 
• Para Welzel, a culpabilidade é a reprovabilidade de decisão da vontade, sendo uma qualidade valorativa negativa da vontade de ação, e não a 
vontade em si mesma. O autor aponta a incorreção de doutrinas segundo as quais a culpabilidade tem caráter subjetivo, porquanto um estado 
anímico pode ser portador de uma culpabilidade maior ou menor, mas não pode ser uma culpabilidade maior ou menor. Essa definição de 
culpabilidade está relacionada à teoria normativa pura, ou finalista. (certa) CESPE - 2019 - TJ-PR - JUIZ SUBSTITUTO 
• O dolo, segundo a teoria finalista, constitui elemento normativo SUBJETIVO do tipo. (errada) FCC - 2020 - TJ-MS - Juiz Substituto 
• Para o finalismo, o juízo de culpabilidade deve recair sobre o fato AGENTE. (errada) 2021 - MPDFT 
Para a teoria finalista, ação é a conduta do homem, comissiva ou omissiva, dirigida a uma finalidade e desenvolvida sob o domínio 
da vontade do agente, razão pela qual não reputa criminosa a ação ocorrida em estado de inconsciência, como no caso de quem, 
durante o sono, sonhando estar em legítima defesa, esbofeteia e causa lesão corporal na pessoa que dorme ao seu lado. Para esta 
mesma teoria, a culpabilidade não é psicológica, nem psicológico-normativa. (certa) 2017 - MPE-RS 
No erro de tipo, o erro recai sobre o elemento intelectual do dolo – a consciência –, impedindo que a conduta do autor atinja 
corretamente todos os elementos essenciais do tipo. É essa a razão pela qual essa forma de erro sempre exclui o dolo, que, no 
finalismo, encontra-se no fato típico e não na culpabilidade. (certa) 2021 - PC-MS - DELEGADO DE POLÍCIA 
A consciência atual da ilicitude é elemento do dolo, conforme a teoria finalista da ação. (errada) CESPE - 2021 - POLÍCIA FEDERAL - DELEGADO 
DE POLÍCIA FEDERAL. No finalismo, basta a consciência potencial e esta está alocada no campo da culpabilidade. 
O finalismo, de Hans Welzel (que, aliás, sempre considerou o crime fato típico, antijurídico e culpável, em todas as suas obras), 
crendo que a conduta deve ser valorada, porque se trata de um juízo de realidade, e não fictício, deslocou o dolo e a culpa da 
culpabilidade para o fato típico. Assim, a conduta, sob o prisma finalista, é a ação ou omissão voluntária e consciente, que se volta 
a uma finalidade. Ao transferir o dolo para a conduta típica, o finalismo despiu-o da consciência de ilicitude, que continuou fixada 
na culpabilidade.18 
2.4 TEORIA CIBERNÉTICA 
Também conhecida como “ação biociberneticamente antecipada”, leva em conta o controle da vontade, presente tanto nos 
crimes dolosos como nos crimes culposos. busca compatibilizar o finalismo penal com os crimes culposos.19 
O modelo da conduta biociberneticamente antecipada foi concebido como a última etapa de evolução do neokantismo. Nesse 
modelo, o conceito de ação deixa de ser apenas naturalista para ser, também, normativo, redefinido como comportamento humano 
voluntário. E, por levar em conta o controle da vontade, presente tanto nos crimes dolosos como nos crimes culposos, a teoria da 
ação cibernética serviu de inspiração para a elaboração do sistema finalista. (errada) 2014 - MPE-GO 
2.5 TEORIA SOCIAL20 
Para essa teoria, os ideais clássico e finalista são insuficientes para disciplinar a conduta, porque desconsiderariam uma nota 
essencial do comportamento humano: o seu aspecto social. Nesse contexto, Johannes Wessels, na tentativa de equacionar esse 
problema, criou a teoria social da ação. Assim, socialmente relevante seria a conduta capaz de afetar o relacionamento do agente 
com o meio social em que se insere. Essa teoria não exclui os conceitos causal e final de ação. Deles se vale, acrescentando-lhes 
o caráter da relevância social. 
• Segundo a teoria social da ação, considera-se que a conduta pode constituir-se em uma atividade final, pode restringir-se a uma causação 
involuntária de consequências relevantes previsíveis ou pode manifestar-se por intermédio da inatividade frente a uma expectativa de ação, 
sendo sempre irrelevante a existência de um sentido social. (errada) 2013 - PGR - PROCURADOR DA REPÚBLICA 
Para os seus defensores, a vantagem dessa teoria consiste no fato de o elemento sociológico cumprir a missão de permitir ao 
Poder Judiciário a supressão do vácuo criado pelo tempo entre a realidade jurídica e a realidade social. 
Um fato não pode ser tipificado pela lei como infração penal e, simultaneamente, ser tolerado pela sociedade, caso em que 
estaria ausente um elemento implícito do tipo penal, presente em todo modelo descritivo legal, consistente na repercussão social 
da conduta. 
• Para a teoria social da ação, um fato considerado normal, correto, justo e adequado pela coletividade, ainda que formalmente enquadrável 
em um tipo incriminador, pode ser considerado típico pelo ordenamento jurídico, devendo, no entanto, ser excluída a culpabilidade do 
agente. (errada) CESPE - 2009 - MPE-RN 
 
18 2020. Manual de Direito Penal - Guilherme de Souza Nucci, p. 221 
19 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 277 
20 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 278 
elaborado por @fredsmcezar 
Por corolário, para que o agente pratique uma infração penal é necessário que, além de realizar todos os elementos previstos 
no tipo penal, tenha também a intenção de produzir um resultado socialmente relevante. 
A principal crítica que se faz a essa teoria repousa na extensão do conceito de transcendência ou relevância social, que se presta 
a tudo, inclusive a fenômenos acidentais e da natureza. A morte de uma pessoa provocada por uma enchente, por exemplo, possui 
relevância social, na medida em que enseja o nascimento, modificação e extinção de direitos e obrigações. Com efeito, ao mesmo 
tempo em que não se pode negar relevância social ao delito, também se deve recordar que tal qualidade é inerente a todos os fatos 
jurídicos, e não apenas aos pertencentes ao Direito Penal. 
2.6 TEORIA JURÍDICO-PENAL21 
É a teoria sustentada por Francisco de Assis Toledo para superar os entraves travados entre as vertentes clássica, finalista e 
social. “Ação é o comportamento humano, dominado ou dominável pela vontade, dirigido para a lesão ou para a exposição a 
perigo de um bem jurídico, ou, ainda, para a causação de uma previsível lesão a um bem jurídico”. 
A palavra “ação” é empregada por Assis Toledo em sentido amplo, como sinônimo de conduta, englobando, assim, a ação 
propriamente dita e a omissão. 
2.7 TEORIA DA AÇÃO SIGNIFICATIVA 22 
Com base nas lições filosóficas de Ludwig Wittgenstein e Jürgen Habermas, o penalista espanhol Tomás Salvador Vives Antón 
desenvolveu a teoria da ação significativa (ou conceito significativo de ação), com substrato normativo, apresentando uma nova 
definição de conduta penalmente relevante. 
As ações não são meros acontecimentos, têm um sentido (significado) e, por isso, não basta descrevê-las, é necessário entendê-
las, interpretá-las. Diante dos fatos, que podem explicar-se segundo as leis físicas, químicas, biológicas ou matemáticas, as ações 
humanas devem ser interpretadas de acordo com as regras ou normas. 
Portanto, não existe um conceito universal e ontológico de ação. Não há um modelo matemático ou uma fórmula lógica que 
permita oferecer um conceito de ação humana válido para todas as diferentes espécies de ações que o ser humano pode realizar.Em outras palavras, as ações não existem previamente às regras que as definem. Nesse contexto, fala-se na ação de matar porque 
antes existe uma norma (art. 121 do Código Penal) definindo essa conduta. 
• Conceito central para a moderna teoria significativa da ação é o papel que cada pessoa tem, em uma vida em sociedade, restringindo-se a 
possibilidade de responsabilização penal ao seu conhecimento e aos seus limite. (errada) 2021 - MPDFT 
2.8 TEORIA FUNCIONALISTA DA AÇÃO 
A teoria funcional da conduta está estruturada em duas vertentes: para a primeira, que tem CLAUS ROXIN GÜNTHER JAKOBS como 
principal defensor, a função da norma é a reafirmação da autoridade do direito; a segunda, cujo principal representante é GÜNTHER 
JAKOBS CLAUS ROXIN, sustenta que um moderno direito penal deve estar estruturado teleologicamente, isto é, atendendo a finalidades 
valorativas. (errada) CESPE - 2009 - MPE-RN 
2.9 TEORIA PESSOAL OU PERSONALISTA DE AÇÃO 23 
A ação é conceituada como manifestação da personalidade, isto é, “tudo o que pode ser atribuído a uma pessoa como centro 
de atos anímico-espirituais”. Compreende a exteriorização da personalidade humana, não havendo dificuldade em excluir da ação 
as hipóteses em que são produzidos efeitos unicamente na esfera corporal (somática) do homem; no âmbito material, vital e animal 
do ser, sem submissão ao controle anímico-espiritual (do eu). A ação é conceituada como manifestação da personalidade, isto é, 
“tudo que pode ser atribuído a uma pessoa como centro de atos anímico-espirituais”. 
Compreende a exteriorização da personalidade humana, não havendo dificuldade em excluir da ação as hipóteses em que são 
produzidos efeitos unicamente na esfera corporal (somática) do homem; no âmbito material, vital e animal do ser, sem submissão 
ao controle anímico-espiritual (do eu). 
O modelo da ação significativa PESSOAL define ação como manifestação da personalidade, um conceito capaz de abranger todo 
acontecimento atribuível ao centro de ação psíquico-espiritual do homem, permitindo-se a exclusão de todos os fenômenos 
somático-corporais insuscetíveis de controle do ego e, portanto, não dominados ou não domináveis pela vontade humana (força 
física absoluta, convulsões, movimentos reflexos, etc.). De igual modo, não são abrangidos pelo conceito de ação nesse sistema os 
pensamentos e emoções encerrados na esfera psíquico-espiritual do ser humano, porquanto não representam manifestação 
significativamente relevante da personalidade. (errada) 2014 - MPE-GO 
2.10 TEORIA CONSTITUCIONAL DA AÇÃO (LUIZ FLÁVIO GOMES) 
Para a teoria constitucional do direito penal, a verificação da ocorrência do fato típico doloso não se resume ao aspecto formal-
objetivo, dependendo, ainda, da ocorrência de outros elementos de índole material-normativa e subjetiva. (certa) CESPE - 2009 - MPE-RN 
 
21 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 278 
22 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 279 
23 2019. Tratado de Direito Penal Brasileiro, Volume 1, Luiz Regis Prado, p. 733 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/mpe-go-2014-mpe-go-promotor-de-justica-substituto
elaborado por @fredsmcezar 
• A teoria constitucionalista do delito, que integra o direito penal à CF, enfoca o delito como ofensa, concreta ou abstrata, a bem jurídico 
protegido constitucionalmente, havendo crime com ou sem lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico relevante. (errada) CESPE - 2012 - TJ-AC - JUIZ 
SUBSTITUTO 
A teoria constitucionalista do delito preconiza que o direito penal somente poderá ser aplicado diante de condutas capazes de 
causar lesão (ou perigo de lesão) concreta e intolerável aos bens jurídicos com relevância penal. (certa) VUNESP - 2014 - DPE-MS 
2.11 TEORIA NEGATIVA DA AÇÃO 
Segundo a teoria negativa da ação, o conceito de conduta deve estar lastreado no princípio da evitabilidade, vale dizer, conduta 
é o não evitar o evitável na posição de garantidor, o que incluiria tanto os fatos comissivos como os omissivos. Uma variante dessa 
corrente sustenta que a conduta deve ser entendida como a causação do resultado individualmente evitável. (certa) 2013 - PGR - PROCURADOR 
DA REPÚBLICA 
O modelo negativo de ação define o conceito de ação dentro da categoria do tipo de injusto, rejeitando definições ontológicas 
ou pré-jurídicas. Para esse modelo, a ação é a evitável não evitação do resultado na posição de garantidor, compreensível como 
omissão da contradireção mandada pelo ordenamento jurídico, em que o autor realiza o que não deve realizar (ação), ou não realiza 
o deve realizar (omissão de ação). O ponto de partida do conceito negativo de ação é o exame desta dentro do tipo de injusto, a fim 
de se concluir se o autor teria a possibilidade de influenciar o curso causal concreto conducente ao resultado, mediante conduta 
dirigida pela vontade. (certa) 2014 - MPE-GO 
2.12 ESTRUTURA TRIPARTITE ATUAL 
FATO TÍPICO ILICITUDE CULPABILIDADE 
CONDUTA 
DOLO/CULPA 
TEORIA DA RATIO COGNOSCENDI 
INDICIÁRIA 
• IMPUTABILIDADE 
 
• POTENCIAL CONSCIÊNCIA 
DA ILICITUDE 
 
• EXIGIBLIDADE DA 
CONDUTA DIVERSA 
COMISSIVA/OMISSIVA 
CAUSAS DE EXCLUSÃO / JUSTIFICAÇÃO 
• LEGÍTIMA DEFESA 
• ESTADO DE NECESSIDADE 
• ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL 
• EXERCÍCIO REGULAR DO DIREITO 
 
CAUSAS SUPRALEGAIS DE EXCLUSÃO DA ILICITUDE 
RESULTADO 
NEXO CAUSAL 
TIPICIDADE 
FORMAL 
MATERIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
3. AUSÊNCIA DE CONDUTA 
a) CASO FORTUITO E FORÇA MAIOR 
b) ATOS OU MOVIMENTOS REFLEXOS 
c) COAÇÃO FÍSICA IRRESISTÍVEL (VIS ABSOLUTA) 
d) SONAMBULISMO E HIPNOSE 
• Exclui a culpabilidade do crime, por inexigibilidade de conduta diversa, a coação física irresistível ou vis absoluta. (errada) CESPE - 2009 - PC-PB 
- DELEGADO DE POLÍCIA 
• São hipóteses de ausência de conduta o ato reflexo e os estados de hipnose e sonambulismo. (certa) 2012 - AGE-MG 
• Coação irresistível quando praticada mediante vis absoluta exclui a culpabilidade. (errada) 2012 - MPE-RJ 
• Coação física irresistível é causas de exclusão da culpabilidade. (errada) 2013 - MPDFT 
• Os movimentos reflexos são causa de exclusão da tipicidade. (certa) NUCEPE - 2014 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA 
• A coação física irresistível configura hipótese jurídico-penal de ausência de conduta, engendrando, assim, a atipicidade do fato. (certa) CESPE - 
2015 - DPE-PE 
• A força maior, o caso fortuito, a coação física irresistível e os movimentos reflexos são causas de exclusão de conduta. (certa) 2015 - MPE-BA 
• A coação física irresistível exclui a tipicidade. (certa) 2016 - MPE-GO 
• A coação física irresistível é causa de isenção de pena. (errada) FUNDEP - 2017 - MPE-MG 
• Os comportamentos em estado de inconsciência, os movimentos reflexos e os provocados por coação física absoluta (irresistível) não 
constituem ação ou omissão (conduta) para o direito penal, portanto não podem constituir crime. (certa) NC-UFPR - 2021 - PC-PR - DELEGADO DE 
POLÍCIA 
Não se configura legítima defesa em relação à agressão desferida por sonâmbulo, por ausência de conduta por parte do agressor. 
(certa) 2010 - TJ-PR – JUIZ 
* Lembrar que a legítima defesa é contra uma agressão injusta. Contudo, diante do sonambulismo, não há conduta. Daí concluir 
que não é cabível a legítima defesa e, sim, o estado de necessidade. 
3.1 ATOS INSTINTIVOS E AUTOMÁTICOS (AÇÃO EM CURTO-CIRCUITO) 24 
Os atos instintivos e automáticos (exemplos: ação em curto-circuito; reação impulsiva ou explosiva) são passíveis de controle 
pelo querer (atenção) do agente e não excluem a ação; 
• Nas ações em curto-circuito e nos atos reflexos inexiste conduta por ausência de voluntariedade. (errada) 2014 - MPE-GO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 2019. Tratado de Direito Penal Brasileiro, Volume 1, Luiz Regis Prado, p. 790 
elaborado por @fredsmcezar 
4. CRIME DOLOSO 
 
. 
SISTEMA FINALISTA SISTEMACLÁSSICO 
1º - DOLO e CULPA foram alocados no campo da 
TIPICIDADE. 
2º - O sistema finalista é compatível com o conceito 
BIPARTIDO ou TRIPARTIDO de crime. 
3º - No campo da CULPABILIDADE vigorava a teoria 
NORMATIVA PURA. 
4º - O DOLO é NATURAL, ACROMÁTICO. AVALORADO. A 
potencial consciência da ilicitude “ficou sozinha” na 
CULPABILIDADE. O dolo, para o finalismo, é apenas sobre 
o fato e não sobre a contrariedade ao direito. (F. Roque) 
• No conceito finalista de delito, dolo e culpabilidade têm como 
característica comum a sua natureza normativa. (errada) 2013 – MPDFT 
• O dolo pertence à conduta, tendo como seus componentes a 
intencionalidade (elemento volitivo) e a previsão do resultado 
(elemento intelectual). (certa) 2010 - MPE-MG 
• Doutrinadores nacionais admitem que a reforma de 1984 da Parte 
Geral do Código Penal, especialmente no que concerne ao “conceito 
de crime”, aderiu ao “finalismo”. Hans Welzel é considerado o 
criador de tal sistema jurídico-penal. (certa) VUNESP - 2017 - DPE-RO 
• O dolo, segundo a teoria finalista, constitui elemento normativo 
SUBJETIVO do tipo. (errada) FCC - 2020 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
• O dolo, na escola clássica, deixou de ser elemento integrante da 
culpabilidade, deslocando-se para a conduta, já que ação e intenção 
são indissociáveis. (errada) VUNESP - 2018 - PC-BA - DELEGADO DE POLÍCIA 
1º - DOLO e CULPA alocados no campo da 
CULPABILIDADE. 
2º - Se DOLO e CULPA estavam alocados no campo da 
CULPABILIDADE, o SISTEMA CLÁSSICO adota, 
necessariamente, o conceito TRIPARTIDO de crime. 
3º - No campo da CULPABILIDADE vigorava a TEORIA 
PSICOLÓGICA. DOLO e CULPA eram um vínculo 
psicológico 
4º - O DOLO era NORMATIVO, COLORIDO. VALORADO. 
(Estava impregnado com outros elementos de natureza 
normativa. O dolo integrava a CULPABILIDADE) 
• Segundo a teoria causal, o dolo causalista é conhecido como dolo 
normativo, pelo fato de existir, nesse dolo, juntamente com os 
elementos volitivos e cognitivos, considerados psicológicos, 
elemento de natureza normativa (real ou potencial consciência 
sobre a ilicitude do fato). (certa) CESPE - 2013 - POLÍCIA FEDERAL - DELEGADO 
DE POLÍCIA 
• No modelo psicológico de culpabilidade, o dolo é normativo. (certa) 
CESPE - 2013 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• Para a teoria causalista, o dolo e a culpa estão situados na 
culpabilidade. Então, logicamente, para quem adota essa teoria, 
impossível se torna acolher o conceito bipartido de crime. (certa) 2009 
- PC-DF - DELEGADO DE POLÍCIA 
O dolo, no sistema FINALISTA, integra a conduta, e, consequentemente, o fato típico. Cuida-se do elemento psicológico do tipo 
penal, implícito e inerente a todo crime doloso. Dentro de uma concepção CAUSAL, por outro lado, o dolo funciona como elemento 
da culpabilidade.25 
4.1 REFLEXÕES ACERCA DA NATUREZA DO DOLO (PAULO CÉZAR BUSATO)26 
O mais importante ponto a respeito do dolo diz respeito à sua natureza. Afinal, quando se poderá dizer que o indivíduo que 
atuou o fez dolosamente, intencionalmente ou conhecendo a possível ou provável provocação do resultado? Como é possível 
afirmar esse dolo no juízo de condenação? 
O amparo legislativo, dessa feita, é imprestável, afinal, o art. 18 do Código Penal brasileiro define os contornos do dolo como: 
“quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo”. Nesse caso, resta imprescindível, de qualquer 
modo, perquirir os critérios pelos quais se pode afirmar que o sujeito assim agiu. 
4.1.1 AS SUPERADAS TEORIAS ONTOLÓGICAS DO DOLO 
“Tradicionalmente, as primeiras concepções a respeito do dolo o entenderam como uma instância relacionada à consciência 
psíquica do agente. Tanto é assim que para o causal-naturalismo, o dolo era uma forma de culpabilidade que representava o 
vínculo de ordem subjetiva entre o autor e o fato delitivo que permitia a imputação do ato. 
De forma também ontológica, para o finalismo, o dolo, como elemento subjetivo da própria ação típica, configurava sua nota 
distintiva. A ação delitiva era fundamentalmente orientada a um fim, que poderia ser justamente a intenção de realização de um 
delito, ou seja, consciência e vontade orientadas à realização de um propósito delitivo. 
O entendimento era de que o dolo era um fenômeno real, algo que existe no mundo ontológico e que só se pode descrever. O 
dolo, aqui, se situaria na cabeça do autor. Ou seja, o dolo é uma realidade ontológica e existe como dado psicológico que compete 
ao jurista identificar. O reconhecimento do dolo sempre dependerá de uma demonstração objetiva da intenção subjetiva. Desse 
modo, a ideia do que fundamenta o dolo está completamente conectada com sua demonstração, definitivamente, com sua prova. 
Há um problema aqui, muito grave. A afirmação de que o dolo é uma entidade que existe como fenômeno psíquico careceu 
sempre de demonstração empírica. Para determinar o dolo a partir dessas considerações, seria necessário acudir, de 
 
25 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 325 
26 2015. Paulo César Busato, Direito Penal, p. 400. 
elaborado por @fredsmcezar 
qualquer maneira, à mente do sujeito, para conhecer sua representação a respeito da situação concreta e conhecer, em essência, 
seu plano. A demonstração do dolo como realidade psicológica, porém, revelou-se totalmente impossível. E isso não deriva 
unicamente de uma impossibilidade física de acesso à intenção subjetiva, mas também e principalmente, em face de que a 
verdade real no processo penal não existe. Mas a impossibilidade deriva não só da falta de instrumentos jurídicos aptos a realizar 
tal tarefa, mas, por sua própria característica: os fenômenos psíquicos resultam inacessíveis. 
Isso conduz a que a admissão do dolo como realidade psíquica, ainda que amparado por conceitos das ciências naturais, não 
possa chegar a mais que deixar aberta a porta para certo grau de insegurança em sua afirmação.” 
4.1.2 AS TEORIAS NORMATIVAS DO DOLO 
“Os problemas de prova que afetam a concepção ontológica do dolo levaram parte da doutrina a admitir que o dolo não é uma 
realidade psicológica, mas o resultado de uma atribuição. Ou seja, o dolo não é algo que existe, que seja constatável, mas sim o 
resultado de uma avaliação a respeito dos fatos que faz com que se impute a responsabilidade penal nesses termos. [...] O dolo 
será sempre, ao menos em parte, produto de uma valoração. 
Porém, as concepções normativas também têm seus problemas. O principal deles é que negar a realidade do dolo implica o 
risco de gerar decisões arbitrárias. O problema está em que se admite, assim, a possibilidade de incongruência entre a realidade 
psicológica interna da intenção do agente e a atribuição que se lhe faz. 
Dentro dessas perspectivas normativas, resulta, pois, essencial, a concreta determinação de critérios seguros para a afirmação 
do dolo. Muitas teorias se apresentaram com o objetivo de oferecer tal justificação. Uma das que resulta mais interessantes, sem 
dúvida, foi a proposta de Hassemer, com a chamada TEORIA DOS INDICADORES EXTERNOS, que une a dimensão material e a 
dimensão processual do dolo. 
Em resumo, Hassemer entende que o dolo é uma “decisão a favor do injusto”, mas entende também que o dolo é uma instância 
interna não observável, com o que sua atribuição se reduz à investigação de elementos externos que possam servir de indicadores 
e justificar sua atribuição. Por isso, esses indicadores só podem ser procurados na mesma ratio do dolo, que se explica em três 
sucessivos níveis: a situação perigosa, a representação do perigo e a decisão a favor da ação perigosa. Ao afirmar que o dolo, 
embora seja um fenômeno interno ao sujeito, demanda, para sua afirmação, da comprovação de indicadores externos que 
justifiquem sua atribuição, Hassemer assume a ideia de que somente diante da expressão externa, compatível com a ratio 
incriminadora subjetiva dolosa, é possível afirmar a existência do dolo. 
Não resta nenhuma dúvidade que a identificação do dolo não pode vir da descrição de um processo psicológico, mas somente 
da identificação do que Hassemer qualifica de “indicadores externos”. O dolo, definitivamente, não “é” um fato, mas uma atribuição, 
ou seja, a exata atribuição de uma decisão contrária ao bem jurídico, na qual se expressam simultaneamente conhecimento e 
vontade.” 
4.2 ELEMENTOS DO DOLO 
DOLO é a VONTADE + CONSCIÊNCIA em relação a realização dos elementos do tipo objetivo. Para Welzel, dolo é o conhecimento 
e o querer a concretização do tipo. 
O aspecto cognitivo do dolo antepõe-se sempre ao volitivo. (certa) FCC - 2017 - DPE-SC 
COGNITIVO CONHECIMENTO 
VOLITIVO VONTADE 
A ausência de tal conhecimento é justamente o que representa o erro. Aliás, a demonstração de que o conhecimento é elemento 
necessário do dolo é justamente a consequência reconhecida pela doutrina, quando existe um erro, sobre a compreensão de que 
a atuação representa uma atividade em princípio delitiva, qual seja, a exclusão do dolo.27 
• O dolo é composto por um elemento intelectual, representado pela consciência das circunstâncias de fato do tipo objetivo de um crime, e 
por um elemento volitivo, representado pela vontade de realizar o tipo objetivo de um crime; (certa) 2012 - MPE-PR 
Tais elementos se relacionam em três momentos distintos e sucessivos. Em primeiro lugar, opera-se a consciência da conduta 
e do resultado. Depois, o sujeito manifesta sua consciência sobre o nexo de causalidade entre a conduta a ser praticada e o resultado 
que em decorrência dela será produzido. Por fim, o agente exterioriza a vontade de realizar a conduta e produzir o resultado.Basta, 
para a verificação do dolo, que o resultado se produza em conformidade com a vontade esboçada pelo agente no momento da 
conduta. 
Exemplo: “A” queria matar “B”. Efetua contra ele disparos de arma de fogo. Erra os tiros, mas “B”, durante a fuga, despenca de 
um barranco, bate a cabeça ao solo e morre em decorrência de traumatismo craniano. “A” queria matar, e matou. Nessa situação, 
“A” responderá pelo resultado. Destarte, no tocante ao nexo causal, não é preciso que o iter criminis transcorra na forma 
idealizada pelo agente. Subsiste o dolo se o objetivo almejado for alcançado, ainda que de modo diverso. 28 
 
27 2015. Paulo César Busato, Direito Penal, p. 223. 
28 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 326 
elaborado por @fredsmcezar 
O elemento cognitivo/intelectual é a consciência atual sobre a conduta praticada. A consciência deve abranger todos elementos 
do TIPO. 
• A coação física absoluta é causa de exclusão da culpabilidade TIPICIDADE. (errada) CESPE - 2013 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• O erro de tipo evitável isenta de pena o agente EXCLUI O DOLO. (errada) CESPE - 2013 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
O estudo do tipo subjetivo dos crimes dolosos tem por objeto o dolo, elemento subjetivo geral, excluído nas hipóteses de erro 
de tipo, sendo as intenções, tendências ou atitudes pessoais elementos subjetivos especiais existentes em conjunto com o dolo em 
determinados delitos. (certa) CESPE - 2011 - TJ-PB - JUIZ 
4.2.1 DOLO SEM VONTADE 
Também conhecido como “dolo como compromisso cognitivo”. 
Para que se possa falar em dolo, tem o autor de agir com conhecimento tal que lhe confira o domínio sobre aquilo que está 
realizando. Ou seja, ao menos em parte o dolo acaba se tornando uma questão de tipo objetivo. O autor tem de conscientemente 
criar um risco de tal dimensão que a produção do resultado possa ser considerada algo que ele, autor, domina. (certa) 2019 - MPE-GO 
A imputação a título de dolo não tem relação com a postura volitiva psíquica do indivíduo, pois dolo não é vontade, dolo é 
representação. A essencial diferença entre o dolo e a culpa, portanto, equivale fundamentalmente à distinção entre conhecimento e 
desconhecimento do perigo com qualidade dolosa. (certa) 2019 - MPE-GO 
Se todo dolo é conhecimento, e a vontade não tem relevância alguma, não há mais qualquer razão para diferenciar dolo direto 
(de primeiro ou de segundo grau) e dolo eventual. Afinal, há apenas uma forma de dolo. (certa) 2019 - MPE-GO 
4.3 TEORIAS DO DOLO 
TEORIA DA REPRESENTAÇÃO 
De acordo com a teoria da representação, também denominada teoria da possibilidade, 
integrante do grupo das teorias intelectivas, haverá dolo eventual se o agente admitir, 
conscientemente, a possibilidade da ocorrência do resultado. Com base nessa teoria, 
portanto, culpa é sempre culpa inconsciente, não existindo culpa consciente. Assim, a 
distinção entre dolo e culpa está associada ao conhecimento ou ao desconhecimento, por 
parte do agente, dos elementos do tipo objetivo: o conhecimento configura o dolo; o 
desconhecimento caracteriza a culpa. (certa) CESPE - 2013 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
“Em nosso sistema penal tal teoria deve ser afastada, por confundir o dolo com a culpa 
consciente”. 29 
TEORIA DA VONTADE 
Por teoria da vontade, entende-se que o dolo seria a vontade livre e consciente de querer 
praticar a ação penal, vale dizer, de querer levar a efeito a conduta prevista no tipo penal 
incriminador. (certa) 2014 - TJ-PR - JUIZ SUBSTITUTO 
TEORIA DO ASSENTIMENTO 
Das várias teorias que buscam justificar o dolo eventual, sobressai a teoria do consentimento 
(ou da assunção), consoante a qual o dolo exige que o agente consinta em causar o resultado, 
além de considerá-lo como possível. (certa) 2016 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
. 
• Conforme a teoria da vontade REPRESENTAÇÃO, haverá dolo quando o sujeito realizar sua ação ou omissão prevendo o resultado como certo ou 
provável, ainda que não o deseje. Segundo essa teoria, não haveria distinção entre dolo eventual ou culpa consciente. (errada) CESPE - 2012 - 
MPE-TO 
• Segundo a teoria do consentimento ou da aprovação, pertencente ao grupo das teorias volitivas, para a configuração do dolo eventual, é 
necessário que o agente se conforme com a produção do resultado, aceitando-o, mesmo que a posteriori, ou seja, ainda que não o tenha 
previsto no momento da prática da conduta típica. (errada) CESPE - 2013 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• De acordo com a teoria do consentimento REPRESENTAÇÃO, de base unicamente cognitiva, não existe culpa consciente. Se há a representação do 
resultado, invariavelmente existirá dolo eventual. (errada) FUNCAB - 2016 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
4.3.1 TEORIAS ADOTADAS PELO CÓDIGO PENAL 
CP. Art.18 I - DOLOSO, quando o agente quis o resultado OU assumiu o risco de produzi-lo; 
• O Código Penal pátrio, no artigo 18, inciso I, adotou somente a teoria da vontade. (errada) 2008 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Em relação ao crime doloso, o Código Penal adota a teoria da vontade para o dolo direto e a teoria do assentimento para o dolo eventual. 
(certa) CESPE - 2018 - STJ - ANALISTA JUDICIÁRIO 
O dispositivo legal revela que foram duas as teorias adotadas pelo Código Penal: a da VONTADE, ao dizer “quis o resultado”, e a 
do ASSENTIMENTO, no tocante à expressão “assumiu o risco de produzi-lo”. Dolo é, sobretudo, vontade de produzir o resultado. 
Mas não é só. Também há dolo na conduta de quem, após prever e estar ciente de que pode provocar o resultado, assume o risco 
de produzi-lo.30 
 
29 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 325 
30 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 325 
elaborado por @fredsmcezar 
4.4 ESPÉCIES DE DOLO 
 
O dolo pode ser direto (ou determinado) ou indireto (ou indeterminado). Nesta última hipótese (dolo indireto), pode ser eventual 
(o agente, conscientemente, admite e aceita o risco de produzir o resultado) ou alternativo (a vontade do agente visa a um ou outro 
resultado). (certa) 2010 - MPE-SC 
Dentre as espécies de dolo, pode-se distinguir o dolo direto e o dolo indireto. (certa) 2014 - TJ-PR - JUIZ SUBSTITUTO 
No dolo direto, o agente quer efetivamente produzir o resultado, ao praticara conduta típica, e no dolo indireto, o agente não 
busca com sua conduta resultado certo e determinado, subdividindo-se em dolo alternativo e eventual. (certa) 2011 - PC-MG - DELEGADO DE 
POLÍCIA 
4.4.1 DOLO DIRETO DE PRIMEIRO GRAU 
O agente representa mentalmente o resultado (é a consciência), deseja o resultado e atinge o resultado. 
• No dolo de primeiro grau, o agente busca indiretamente DIRETAMENTE a realização do tipo legal. (errada) 2008 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Chama-se de dolo direto de segundo PRIMEIRO grau aquele que se dirige em relação ao fim proposto e aos meios escolhidos. (errada) CESPE - 2012 
- MPE-TO 
• Quando o agente pratica a conduta dirigida especificamente a produzir um resultado típico, denomina-se dolo direto de segundo PRIMEIRO grau. 
(errada) 2011 - TJ-DFT - JUIZ 
4.4.2 DOLO DIRETO DE SEGUNDO GRAU 
O dolo direto pode ser classificado como dolo direto de primeiro grau e dolo direto de segundo grau, sendo que o dolo direto 
em relação ao fim proposto e aos meios escolhidos é classificado como de primeiro grau, e em relação aos efeitos colaterais, 
representados como necessários, é classificado como de segundo grau. (certa) 2014 - TJ-PR - JUIZ SUBSTITUTO 
Fragoso utiliza a expressão “DOLO DE CONSEQUÊNCIAS NECESSÁRIAS”. 
Ex.: O agente desejando matar “A”, coloca uma bomba em determinado local. A explosão da bomba mata “A” e outras 
pessoas que estavam no mesmo local de trabalho. Como o agente conhecia esses fatos e ainda assim fez, praticou dolo de 
segundo grau perante os outros que estavam no local. 
Assim, conclui-se que o dolo de segundo grau é sempre consequência do primeiro. Não haverá dolo de segundo grau sem 
dolo de primeiro grau. 
• No dolo direto de segundo grau, o agente representa que o resultado ilícito colateral seguramente ocorrerá, mesmo que o resultado principal, 
por ele buscado, não se concretize. (errada) FUNDEP - 2021 - MPE-MG 
O criminoso que coloca bomba em avião, a fim de que exploda durante o voo e mate seu desafeto – que se encontra na aeronave 
–, atua mediante dolo direto em face do desafeto e mediante dolo DE SEGUNDO GRAU eventual em face das demais pessoas dentro do 
avião. (certa) FUNIVERSA - 2015 - PC-DF - DELEGADO DE POLÍCIA 
• George Shub, conhecido terrorista, pretendendo matar o Presidente da República de Quiare, planta uma bomba no veículo em que ele sabe 
que o político é levado por um motorista e dois seguranças até uma inauguração de uma obra. A bomba é por ele detonada à distância, 
durante o trajeto, provocando a morte de todos os ocupantes do veículo. Com relação à morte do motorista, George Shub agiu com: dolo 
direto de segundo grau. (certa) 2008 - TJ-PR – JUIZ 
• O dolo direto de segundo grau compreende os meios de ação escolhidos para realizar o fim, incluindo os efeitos secundários representados 
como certos ou necessários, independentemente de serem esses efeitos ou resultados desejados ou indesejados pelo autor. (certa) 2008 - PC-
GO - DELEGADO DE POLÍCIA 
elaborado por @fredsmcezar 
• No dolo direto de primeiro SEGUNDO grau ou imediato, o resultado típico é uma consequência necessária dos meios eleitos, que devem ser 
abrangidos pela vontade tanto quanto o fim colimado, razão pela qual é doutrinariamente reconhecido como dolo de consequências 
necessárias. (errada) 2010 - MPE-PB 
• Se o autor explode embarcação própria com o fim de receber o valor do seguro, o resultado de morte dos tripulantes, representado como 
efeito colateral certo ou necessário pelo autor, é atribuível a este a título de dolo direto de 1º grau SEGUNDO GRAU. (errada) 2012 - MPE-PR 
• Há dolo direto de segundo grau quando há vontade consciente do agente em relação aos efeitos colaterais possíveis CERTOS de sua ação. 
(errada) 2018 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O nominado dolo de consequências necessárias é uma espécie de dolo indireto DIRETO ou mediato. (errada) FUNDEP - 2019 - MPE-MG 
Ex.: Com a finalidade específica de produzir lesões corporais contra B em via pública, A projeta seu veículo contra a motocicleta 
pilotada por B, representando, como consequência necessária, a produção de lesões corporais também em C, garupa da motocicleta: 
o resultado de lesão corporal em B é atribuído a título de dolo direto de 1º grau ao autor A, e o resultado de lesão corporal em C, 
ainda que lamentado por A, é atribuído a este a título de dolo eventual DE SEGUNDO GRAU. (errada) 2021 - MPE-PR 
4.4.3 DOLO DIRETO DE TERCEIRO GRAU 
João Cruel, com a finalidade de matar seu inimigo José Mala, ministra veneno em coquetel mesmo sabendo que a referida bebida 
seria servida a todos os convidados de uma festa, o que de fato ocorreu, vindo, diante disso, a matar o seu inimigo e aos demais 
convidados que ingeriram tal bebida; entretanto, uma das convidadas estava grávida, de maneira que da sua morte decorreu 
necessariamente o aborto. Conforme ensinamento do Promotor de Justiça Marcelo André de Azevedo, neste caso, tendo João Cruel 
consciência do estado de gravidez, estaria configurado também o dolo direto de terceiro grau. (certa) 2014 - MPE-GO 
Obs. Fábio Roque e parte da doutrina rechaçam essa classificação (dolo de 3º grau) e ensinam que é tudo dolo de 2º grau. 
4.4.4 DOLO INDIRETO - INDETERMINADO31 
Dolo indireto ou indeterminado, por sua vez, é aquele em que o agente não tem a vontade dirigida a um resultado determinado. 
Subdivide-se em dolo alternativo e em dolo eventual. 
O dolo pode ser direto (ou determinado) ou indireto (ou indeterminado). Nesta última hipótese (dolo indireto), pode ser eventual 
(o agente, conscientemente, admite e aceita o risco de produzir o resultado) ou alternativo (a vontade do agente visa a um ou outro 
resultado). (certa) 2010 - MPE-SC 
O dolo direto INDIRETO classifica-se em alternativo e eventual: o primeiro ocorre quando o aspecto volitivo do agente se encontra 
direcionado de maneira alternativa em relação ao resultado ou à vítima; o segundo, quando o agente, embora não querendo praticar 
diretamente a infração penal, assume o risco de produzir o resultado que por ele já havia sido previsto e aceito. (errada) CESPE - 2011 - 
DPE-MA 
4.4.4.1 DOLO ALTERNATIVO32 
Dolo alternativo é o que se verifica quando o agente deseja, indistintamente, um ou outro resultado. 
• O dolo alternativo consiste na vontade e consentimento do agente a produzir um ou outro resultado. (certa) VUNESP - 2014 - DPE-MS 
Sua intenção se destina, com igual intensidade, a produzir um entre vários resultados previstos como possíveis. É o caso do 
sujeito que atira contra o seu desafeto, com o propósito de matar ou ferir. Se matar, responderá por homicídio. Mas, e se ferir, 
responderá por tentativa de homicídio ou por lesões corporais? Em caso de dolo alternativo, o agente sempre responderá pelo 
resultado mais grave. Justifica-se esse raciocínio pelo fato de o Código Penal ter adotado em seu art. 18, I, a teoria da vontade. E, 
assim sendo, se teve a vontade de praticar um crime mais grave, por ele deve responder, ainda que na forma tentada. 
OBJETIVO 
A alternatividade gira em torno do resultado. A vítima é certa. Maria arremessa uma pedra contra Pedro para 
matar ou lesionar. 
SUBJETIVO O agente quer matar alguém, mas não sabe quem. Pessoa incerta. 
.ROGÉRIO GRECO → Dolo alternativo é desnecessário. É possível resolver tudo com o dolo eventual. “A” quer matar “B”, mas 
assume o risco de matar “C”. “A” quer lesionar “B”, mas assume o risco de matar. 
O dolo alternativo é espécie de dolo indireto e apresenta-se quando o aspecto volitivo do agente se encontra direcionado, de 
maneira alternativa, seja em relação ao resultado, seja em relação à pessoa contra a qual é cometido o crime. (certa) FUNDEP - 2019 - MPE-
MG 
 
 
 
 
31 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 328 
32 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 328 
elaborado por @fredsmcezar 
4.4.4.2 DOLO EVENTUAL33 
Dolo eventual é a modalidade em que o agente não quer o resultado,por ele previsto, mas assume o risco de produzi-lo. É 
possível a sua existência em decorrência do acolhimento pelo Código Penal da TEORIA DO ASSENTIMENTO, na expressão “assumiu 
o risco de produzi-lo”, contida no art. 18, I, do Código Penal. 
• No dolo eventual, o sujeito representa o resultado como de produção provável e, embora não queira produzi-lo, continua agindo e admitindo 
a sua eventual produção. (certa) 2009 - PC-DF - DELEGADO DE POLÍCIA 
• São compatíveis, em princípio, o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio. É penalmente aceitável que, por motivo torpe, fútil etc., 
assuma-se o risco de produzir o resultado. (certa) 2009 - PC-DF - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O dolo eventual se caracteriza pela previsão de um resultado penalmente relevante, mas com a expectativa da sua inocorrência. (errada) 2009 
– MPDFT 
• Em se tratando de homicídio, é incompatível o domínio de violenta emoção com o dolo eventual. (errada) CESPE - 2010 - DPU 
• Quando a vontade do agente é dirigida a um resultado determinado, porém vislumbrando a possibilidade de um segundo resultado não 
desejado, denomina-se dolo eventual. (certa) 2011 - TJ-DFT – JUIZ 
• Nos crimes de omissão de ação, o dolo pode existir sob as modalidades de dolo direto de 1º grau e de 2º grau, não sendo admissível, 
entretanto, sob a modalidade de dolo eventual. (certa) 2012 - MPE-PR 
• Incidirá majorante no quantum da pena referente à prática de crime contra a dignidade sexual de que resulte gravidez ou transmissão à vítima, 
com dolo direto ou eventual, de doença sexualmente transmissível de que o agente saiba ser portador. (certa) CESPE - 2013 - DPE-RR 
• Segundo a teoria do consentimento ou da aprovação, pertencente ao grupo das teorias volitivas, para a configuração do dolo eventual, é 
necessário que o agente se conforme com a produção do resultado, aceitando-o, mesmo que a posteriori, ou seja, ainda que não o tenha 
previsto no momento da prática da conduta típica. (errada) CESPE - 2013 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• O dolo direto ou eventual é elemento subjetivo do delito de violação de direito autoral, não havendo previsão para a modalidade culposa desse 
crime. (certa) CESPE - 2013 - PC-BA - DELEGADO DE POLÍCIA 
• A conduta de portar grande quantidade de CDs piratas, ainda que o infrator afirme tê-los pegado por engano, imaginando tratar-se de 
exemplares originais, admite a modalidade de dolo eventual e a culposa. (errada) CESPE - 2013 - MPE-RO 
• Não é possível a coexistência do dolo eventual e do crime preterdoloso. (errada) 2015 - MPE-BA 
• A qualificadora do motivo fútil é compatível com o homicídio praticado com o dolo eventual. (certa) 2015 - MPE-MS 
• No delito de receptação qualificada, a expressão “coisa que deve saber ser produto de crime” possui interpretação do STF no sentido de que, 
abrange igualmente o dolo direto. (certa) FCC - 2015 - TJ-SE - JUIZ SUBSTITUTO 
• Sobre crimes contra a saúde pública previstos no Código Penal admitem prática dolosa (dolo direto e eventual) e culposa. (certa) 2017 - MPE-PR 
• O dolo eventual se caracteriza pela previsão de um resultado penalmente relevante, todavia com a expectativa da sua inocorrência. (errada) 
2018 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA 
De acordo com a teoria da representação, também denominada teoria da possibilidade, integrante do grupo das teorias intelectivas, haverá 
dolo eventual se o agente admitir, conscientemente, a possibilidade da ocorrência do resultado. Com base nessa teoria, portanto, culpa é sempre 
culpa inconsciente, não existindo culpa consciente. Assim, a distinção entre dolo e culpa está associada ao conhecimento ou ao desconhecimento, 
por parte do agente, dos elementos do tipo objetivo: o conhecimento configura o dolo; o desconhecimento caracteriza a culpa. (certa) CESPE - 2013 - 
TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
O delito de lesão corporal seguida de morte tipificado no Código Penal é preterdoloso, não se admitindo o dolo, direto ou eventual, na produção 
do resultado qualificador. (certa) 2013 - MPDFT 
Ex.: Se da lesão corporal dolosa resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quis o resultado morte, nem assumiu o risco 
de produzi-lo, configura-se lesão corporal seguida de morte. (certa) VUNESP - 2015 - PC-CE - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 328 
elaborado por @fredsmcezar 
HOMICÍDIO QUALIFICADO PRATICADO COM DOLO EVENTUAL34 
QUALIFICADORAS DO 
MOTIVO FÚTIL E/OU TORPE 
(ART. 121, § 2º, I E II, DO 
CP): SIM 
O fato de o réu ter assumido o risco de produzir o resultado morte (dolo eventual), não exclui a 
possibilidade de o crime ter sido praticado por motivo fútil, uma vez que o dolo do agente, direto 
ou indireto, não se confunde com o motivo que ensejou a conduta. STJ. 6ª Turma. REsp 1601276/RJ, 
13/06/2017. 
QUALIFICADORAS DE MEIO 
(ART. 121, § 2º, III E IV, DO 
CP): POLÊMICA 
1ª corrente: SIM - O dolo eventual no crime de homicídio é compatível com as qualificadoras 
objetivas previstas no art. 121, § 2º, III e IV, do Código Penal. As referidas qualificadoras serão 
devidas quando constatado que o autor delas se utilizou dolosamente como meio ou como modo 
específico mais reprovável para agir e alcançar outro resultado, mesmo sendo previsível e tendo 
admitido o resultado morte. STJ. 5ª Turma. REsp 1.836.556-PR, 15/06/2021 (Info 701). 
2ª corrente: NÃO - O dolo eventual não se compatibiliza com a qualificadora do art. 121, § 2º, IV 
(traição, emboscada dissimulação). Para que incida a qualificadora da surpresa é indispensável 
que fique provado que o agente teve a vontade de surpreender a vítima, impedindo ou 
dificultando que ela se defendesse. Ora, no caso do dolo eventual, o agente não tem essa 
intenção, considerando que não quer matar a vítima, mas apenas assume o risco de produzir 
esse resultado. Como o agente não deseja a produção do resultado, ele não direcionou sua 
vontade para causar surpresa à vítima. Logo, não pode responder por essa circunstância 
(surpresa). STF. 2ª Turma. HC 111442/RS, 28/8/2012 (Info 677). 
6ª TURMA: A qualificadora de natureza objetiva prevista no inciso III do § 2º do art. 121 do Código 
Penal não se compatibiliza com a figura do dolo eventual, pois enquanto a qualificadora sugere 
a ideia de premeditação, em que se exige do agente um empenho pessoal, por meio da utilização 
de meio hábil, como forma de garantia do sucesso da execução, tem-se que o agente que age 
movido pelo dolo eventual não atua de forma direcionada à obtenção de ofensa ao bem jurídico 
tutelado, embora, com a sua conduta, assuma o risco de produzi-la. STJ. 6ª Turma. EDcl no REsp 
1848841/MG, 2/2/2021. 
5ª TURMA: Inexiste incompatibilidade entre o dolo eventual e o reconhecimento do meio 
cruel para a consecução da ação, na medida em que o dolo do agente, direto ou indireto, não 
exclui a possibilidade de a prática delitiva envolver o emprego de meio mais reprovável, como 
veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel (art. 121, § 2º, inciso III, 
do CP). STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1573829/SC, 09/04/2019. 
. 
• Nos termos do entendimento atualmente pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça, o Juiz não pode admitir a qualificadora prevista no art. 
121, §2º, inciso II (motivo fútil) na sentença que pronunciar o réu pela prática de homicídio cometido com dolo eventual. (errada) 2012 - TJ-DFT – 
JUIZ 
• O homicídio praticado com dolo eventual afasta a incidência das circunstâncias qualificadoras, uma vez que o agente não quer diretamente 
o resultado, apenas assume o risco de produzi-lo. (errada) 2011 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Segundo a jurisprudência do STJ, são absolutamente incompatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do homicídio, não sendo, portanto, 
penalmente admissível que, por motivo torpe ou fútil, se assuma o risco de produzir o resultado. (errada) CESPE - 2011 - DPE-MA 
• É incompatível o dolo eventualcom a qualificadora da crueldade no crime de homicídio (art. 121, § 2º, III, do CP). (errada) 2021 – MPDFT 
• No homicídio qualificado, o dolo eventual é incompatível com o meio cruel. (errada) CESPE - 2021 - MPE-SC 
DOLO EVENTUAL x TENTATIVA 
O dolo eventual é incompatível com a tentativa. (errada) CESPE - 2021 - POLÍCIA FEDERAL - DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL 
É possível a tentativa nos crimes praticados com dolo eventual. (certa) CESPE - 2021 - MPE-AP 
Consoante o entendimento jurisprudencial desta Corte Superior, é compatível com a imputação de homicídio tentado o dolo 
eventual atribuído à conduta do acusado, hipótese na qual houve a demonstração do consentimento no resultado por parte do 
agente. (AgRg no HC n. 678.195/SC, Quinta Turma, DJe de 20/9/2021) 
 
 
 
 
 
34 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É possível haver homicídio qualificado praticado com dolo eventual?. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
<https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/3d9f8ee1db299aa712a029a0e3a2d6f4>. Acesso em: 23/05/2022 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/3d9f8ee1db299aa712a029a0e3a2d6f4
elaborado por @fredsmcezar 
4.4.4.3 TEORIAS DO DOLO EVENTUAL35 
TEORIA DO CONSENTIMENTO 
Para esta teoria ocorre dolo eventual quando o sujeito internamente consente, acorda 
ou aceita a produção do resultado; de outro lado, quando realiza a conduta com a 
confiança de que o resultado não se produza, verifica-se culpa consciente ou com 
previsão. No contexto dessa concepção, a vontade vem a ser o único paradigma 
válido para a delimitação dolo eventual/culpa consciente. 
Em que pesem as críticas, a teoria do consentimento se apresenta como majoritária. 
Como se destaca, essa teoria não convence, pois na verdade o sujeito não aceita ou 
consente na ocorrência do resultado, mas apenas na possibilidade de sua produção. 
TEORIA DO SENTIMENTO OU DA 
INDIFERENÇA (ENGISCH) 
A diferença entre o dolo eventual e a culpa consciente radica em certo grau de 
desconsideração/indiferença, e considera a presença do dolo eventual quando o sujeito 
seja indiferente à realização do resultado típico. O elemento decisivo para a distinção 
dolo eventual/culpa com previsão, radica na atitude subjetiva ou disposição de ânimo 
do autor em face da representação do resultado. Se, no momento de realizar a 
conduta, é indiferente ao sujeito a causação do resultado, há dolo eventual; 
Caso contrário – o autor realiza a conduta porque confia na inocorrência do resultado 
–, há culpa com representação. Tem como a postura antecedente como paradigma a 
vontade. 
TEORIA DA REPRESENTAÇÃO OU 
POSSIBILIDADE (SCHMDHAUSER) 
A diferença entre dolo eventual e culpa consciente tem por base o elemento intelectual 
(conhecimento), e não a vontade. A simples representação por parte do autor da 
possibilidade de que sua conduta seja adequada para causar o resultado, basta para 
se afirmar o dolo eventual, e a confiança na não produção do resultado é suficiente 
para excluir o dolo, e firmar a culpa consciente. O dolo é tido como conhecimento dos 
elementos do tipo, enquanto que a culpa significa desconhecimento da situação típica. 
A culpa consciente é valorada como inexistente. 
TEORIA DA PROBABILIDADE (MAYER) 
Seu fundamento reside na representação que o sujeito tenha em relação 
à probabilidade de causar o resultado. Por ela, se o autor considera provável a 
produção do resultado, há dolo eventual; se considera sua produção meramente 
como possível, há culpa consciente. Além de considerar apenas o elemento 
intelectual, o conceito de probabilidade vem a ser de cunho subjetivo, de difícil e 
correta apreensão. 
Similar a essa doutrina, anota-se a postura de Jakobs, segundo a qual há dolo eventual, 
se o autor considera que a realização típica, consequência da conduta, não é 
improvável. 
TEORIA DA FALTA DE VONTADE DE 
EVITAÇÃO (KAUFMANN) 
O dolo eventual ocorre quando o sujeito se representa a possibilidade da ocorrência 
do resultado típico; ao contrário, no caso de a vontade do sujeito se endereçar a evitar 
o resultado, há culpa consciente. 
De acordo com a TEORIA INTELECTIVA DO PERIGO A DESCOBERTO, existe dolo eventual quando a sorte ou o acaso decidem a 
ocorrência do resultado. (certa) 2010 - MPE-MG 
De acordo com a TEORIA VOLITIVA DA ASSUNÇÃO, para a configuração do dolo eventual, basta a previsão ou o conhecimento 
do resultado. (errada) 2010 - MPE-MG 
Ex.: No dia 15 de março de 2014, três ladrões levaram a cabo um audacioso plano delitivo e efetuaram a subtração da quantia 
de R$ 160.000.000,00 (cento e sessenta milhões de reais) do interior do Banco Goiano, localizado em Goiânia-GO. Em seguida, os 
autores do furto dirigiram-se a uma concessionária de veículos e, com a quantia de R$ 980.000,00 (novecentos e oitenta mil reais), 
em notas de cinquenta reais acondicionadas em sacos de náilon, compraram 11 (onze) veículos de luxo. Dois empresários, 
proprietários da concessionária, efeturam diretamente as vendas e aceitaram manter sob suas guardas a quantia de R$ 250.000,00 
(duzentos e cinquenta mil reais) para futuras compras. Nesse cenário hipotético, a fim de responsabilizar criminalmente os 
empresários, seria possível, em tese, a aplicação da TEORIA DA EVITAÇÃO DA CONSCIÊNCIA, apesar de o art. 1º, § 2º, inciso I, da 
Lei nº 9.613/98 não admitir a punição a título de dolo eventual. (certa) 2014 - MPE-GO 
• As teorias do consentimento, da indiferença e da vontade de evitação não comprovada adotam, em relação ao dolo eventual, critérios fundados 
na representação, sendo o dolo eventual definido na teoria da vontade de evitação não comprovada como a atitude de aprovação do resultado 
típico previsto como possível, que deve agradar ao autor. (errada) CESPE - 2011 - TJ-PB – JUIZ 
 
35 2019. Tratado de Direito Penal Brasileiro, Volume 1, Luiz Regis Prado, p. 909. 
elaborado por @fredsmcezar 
• Conforme a teoria da vontade REPRESENTAÇÃO, haverá dolo quando o sujeito realizar sua ação ou omissão prevendo o resultado como certo ou 
provável, ainda que não o deseje. Segundo essa teoria, não haveria distinção entre dolo eventual ou culpa consciente. (errada) CESPE - 2012 - 
MPE-TO 
• Consoante a teoria do risco, pertencente ao grupo das teorias volitivas INTELECTIVAS, o dolo eventual não tem como objeto o resultado típico, 
mas, apenas, a conduta típica, sendo necessário que o agente, primeiro, tenha conhecimento de que sua ação implica risco indevido e, 
segundo, assuma o risco da produção do resultado como decorrência provável da conduta tipificada como proibida. (errada) CESPE - 2013 - TRF - 
1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• A teoria da não comprovada vontade de evitação do resultado (também conhecida como teoria da objetivação da vontade de evitação do 
resultado), desenvolvida por Armin Kaufmann em bases finalistas, coloca o dolo eventual e a imprudência consciente na dependência da 
ativação de contra-fatores para evitar o resultado representado como possível. (certa) 2014 - MPE-GO 
• De acordo com a teoria do consentimento, de base unicamente cognitiva, não existe culpa consciente. Se há a representação do resultado, 
invariavelmente existirá dolo eventual. (errada) FUNCAB - 2016 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
• Para a teoria da representação, que se situa entre as teorias volitivas COGNITIVAS, há dolo eventual quando o agente admite a possibilidade de 
ocorrência do resultado e demonstra alto grau de indiferença quanto à afetação do bem jurídico-penal. (errada) FUNCAB - 2016 - PC-PA - DELEGADO 
DE POLÍCIA CIVIL 
• A teoria do risco, classificada entre as volitivas COGNITIVAS, é aquela adotada pelo Código Penal em seu art. 18, I. Seus adeptos entendem que 
só há dolo eventual quando o agente representa o resultado e assume o risco de produzi-lo. (errada) FUNCAB - 2016 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA 
CIVIL 
• A teoria da evitabilidade, cognitiva, pressupõe a representação do resultado como possível, o que bastarápara a caracterização do dolo 
eventual. Contudo, se o agente busca evitar o resultado através da ativação de contrafatores, agindo concretamente, existirá culpa consciente. 
(certa) FUNCAB - 2016 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
• Em tema de Dolo Eventual, para a TEORIA DA POSSIBILIDADE basta que haja o conhecimento sobre a possibilidade de ocorrência do resultado 
para estar presente esta figura dolosa. (certa) 2019 - MPE-PR 
4.4.4.4 DOLO EVENTUAL x DOLO DIRETO DE SEGUNDO GRAU x CULPA CONSCIENTE 
DOLO EVENTUAL O resultado pode ou não acontecer. 
DOLO DIRETO DE 2º GRAU O resultado necessariamente acontecerá. 
CULPA CONSCIENTE Na culpa inconsciente, o agente prevê o resultado, mas espera que ele não aconteça. (certa) 2010 - 
MPE-SC 
Há algum ponto de semelhança entre condutas praticadas com culpa consciente e dolo eventual? Sim. Tanto na culpa consciente 
quanto no dolo eventual o agente prevê o resultado. (certa) 2011 - PC-SP - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Existe algum ponto de semelhança entre as condutas praticadas com culpa consciente e com dolo eventual? Sim, pois, tanto na culpa 
consciente quanto no dolo eventual, o agente prevê o resultado. (certa) UFMT - 2016 - DPE-MT 
Existe CULPA CONSCIENTE quando o agente prevê o resultado, mas espera, sinceramente, que não ocorrerá; configura- se 
DOLO EVENTUAL quando a vontade do agente não está dirigida para a obtenção do resultado, pois ele quer algo diverso, mas, 
prevendo que o evento possa ocorrer, assume assim mesmo a possibilidade de sua produção. (certa) VUNESP - 2018 - PC-SP - DELEGADO DE 
POLÍCIA 
Das várias teorias que buscam justificar o dolo eventual, sobressai a teoria do consentimento (ou da assunção), consoante a 
qual o dolo exige que o agente consinta em causar o resultado, além de considerá-lo como possível. A questão central diz respeito 
à distinção entre dolo eventual e culpa consciente, que, como se sabe, apresentam aspecto comum: a previsão do resultado ilícito. 
(certa) 2016 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
 No dolo eventual, une-se o assentimento à assunção do risco, a partir da posição do agente que tem consciência de que pode 
ocorrer o resultado e assim mesmo age. Na culpa consciente, assoma ao espírito do agente a possibilidade de causação do resultado, 
mas confia ele que esse resultado não sucederá. A distinção é relevante, por exemplo, nos casos de homicídio. (certa) 2014 - TRF - 4ª 
REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
Ex.: Objetivando produzir danos em veículo de som, estacionado em via pública, A atira bexiga de água de janela do 10º andar, 
ciente da possibilidade de atingir o pedestre B, mas com plena confiança em sua exímia habilidade para evitar este último resultado: 
se a bexiga atinge B, produzindo-lhe lesões corporais, A não responde por culpa consciente, mas por dolo eventual. (errada) 2017 - MPE-
PR 
Ex.: A.A. saiu de uma festa um pouco sonolento, pretendendo ir para casa conduzindo sua motocicleta. Na ocasião, foi advertido 
pelo sujeito B.B., que disse: “pilotando neste estado você pode matar alguém”. A.A., porém, afirmou que estava em condições de 
evitar qualquer acidente, até porque as ruas estariam quase desertas e o vento no rosto o manteria acordado. Afirmou, ainda, que 
não se arriscaria a sofrer um acidente, porque de moto “o para-choque era ele mesmo”. No trajeto para casa, porém, por estar com 
os reflexos mais lentos, A.A. não percebeu um pedestre que atravessava a rua e o atropelou, causando-lhe a morte. Embora tenha 
ficado bastante ferido, A.A. sobreviveu ao acidente e foi acusado de cometer crime. A partir das noções de dolo e culpa aplicadas 
ao caso, é correto afirmar que A.A. agiu com culpa consciente porque levianamente subestimou o risco de causar o resultado e 
confiou que ele não ocorreria. (certa) 2021 - PC-PR - DELEGADO DE POLÍCIA 
elaborado por @fredsmcezar 
• No dolo eventual, a pessoa vislumbra o resultado que pode advir de sua conduta, acreditando que, com as suas habilidades, será capaz de 
evitá-lo. (errada) 2009 - TJ-MG – JUIZ 
• No dolo eventual, o sujeito representa o resultado como de produção provável e, embora não queira produzi-lo, continua agindo e admitindo 
a sua eventual produção. (certa) 2009 - PC-DF - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Sobre a diferenciação entre dolo eventual e culpa consciente, de acordo com a teoria intelectiva da representação, não existe culpa consciente, 
pois a diferença entre dolo e culpa reside no conhecimento do agente quanto aos elementos do tipo objetivo. (certa) 2010 - MPE-MG 
• No dolo eventual e na culpa consciente existe a assunção do risco de realização do resultado típico, não havendo diferença conceitual, 
apenas distinção na sanção penal em razão do juízo de censura. (errada) 2010 - PGE-RS 
• A culpa inconsciente CONSCIENTE diferencia-se do dolo eventual na medida em que o agente, embora represente a possível produção do resultado 
típico lesivo, acredita na sua não ocorrência. (errada) 2011 – MPDFT 
• O ponto de identidade entre dolo eventual e a culpa inconsciente CONSCIENTE reside na representação da possibilidade de produção do resultado, 
consentida, no primeiro caso, e repelida, no último. (errada) 2011 - MPDFT 
• No dolo eventual, une-se o assentimento à assunção do risco, a partir da posição do agente que tem consciência de que pode ocorrer o 
resultado e assim mesmo age. Na culpa consciente, assoma ao espírito do agente a possibilidade de causação do resultado, mas confia ele 
que esse resultado não sucederá. (certa) 2014 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• No caso em que o sujeito realiza a conduta e prevê a possibilidade de produção do resultado, mas não quer sua ocorrência e conta com a 
“sorte” para que ele não se materialize, pois sabe que não tem o controle sobre a situação implementada, se configura um exemplo de “culpa 
consciente DOLO EVENTUAL” e não de “dolo eventual CULPA CONSCIENTE”, porque se o sujeito soubesse de antemão que o resultado iria ocorrer, 
provavelmente não teria atuado. (errada) 2019 - MPE-SC 
• Segundo a doutrina majoritária, no dolo eventual, o agente representa o resultado ilícito como possível e leva a sério a possibilidade de sua 
realização, conformando-se com ele. Já na culpa consciente, o agente representa o resultado ilícito como possível, mas confia seriamente 
que não ocorrerá, e não se põe de acordo com ele. (certa) FUNDEP - 2021 - MPE-MG 
A literatura contemporânea trabalha, no setor dos efeitos secundários (colaterais ou paralelos) típicos representados como 
possíveis, com os seguintes conceitos-pares para definir dolo eventual e imprudência consciente:36 
DOLO 
EVENTUAL 
caracteriza-se, no nível intelectual, por levar a sério a possível produção do resultado típico e, no nível da 
atitude emocional, por conformar-se com a eventual produção desse resultado; 
IMPRUDÊNCIA 
CONSCIENTE 
caracteriza-se, no nível intelectual, pela representação da possível produção do resultado típico e, no nível da 
atitude emocional, por confiar na ausência ou evitação desse resultado, pela habilidade, atenção ou cuidado 
na realização concreta da ação. 
Quem confia na evitação ou ausência do resultado típico possível não pode, simultaneamente, conformar-se com (ou aceitar) 
sua produção (imprudência consciente).37 
“O dolo é a energia psíquica fundamental dos fatos dolosos. O elemento subjetivo geral dos tipos dolosos é o dolo.” (SANTOS, 2004, p. 61-
62). Tendo em conta o pensamento doutrinário que o dolo é composto de um elemento intelectual e um elemento volitivo, analise as 
assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas. 2018 - MPE-BA 
(V) No nível intelectual, o dolo eventual se caracteriza pela atenção dada à possível produção do resultado, e, no nível emocional, caracteriza-
se por se conformar com a possibilidade de produção desse resultado. 
(F) A imprudência consciente se caracteriza, no nível intelectual EMOCIONAL, por confiar na ausência ou evitação desse resultado por força do 
cuidadona realização concreta da ação. 
(V) No nível intelectual, a imprudência se caracteriza pela leviandade em relação à eventual produção do resultado típico. 
(V) O fato de alguém se conformar com (ou aceitar) o resultado típico possível revela falta de confiança desse indivíduo em relação a sua 
evitação ou ausência do dolo eventual. 
(F) Quem confia na evitação ou ausência do resultado típico possível pode, simultaneamente, conformar-se com (ou aceitar) sua produção 
(imprudência consciente). 
4.5 CRIME PRETERDOLOSO (PRETERINTENCIONAL)38 
Preterdolo emana do latim praeter dolum, ou seja, além do dolo. O crime preterdoloso é uma figura híbrida. Há dolo do 
antecedente (minus delictum) e culpa no consequente (majus delictum). Em decorrência do misto de dolo e culpa, o preterdolo é 
classificado como elemento subjetivonormativo do tipo penal. 
 
36 Direito Penal (Parte Geral), Juarez Cirino dos Santos, p. 134-137 
37 Direito Penal (Parte Geral), Juarez Cirino dos Santos, p. 134-137 
38 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 328 
elaborado por @fredsmcezar 
Não se admite a figura da “versari in re illicita”, isto é, quem se envolve com coisa ilícita é responsável também pelo resultado 
fortuito. 
Ex.: Na hipótese de lesão corporal seguida de morte, não é porque o agente desejou produzir ferimentos na vítima que, 
automaticamente, deve responder por sua morte. O resultado mais grave precisa ser derivado de culpa, a ser demonstrada no 
caso concreto. 
No crime preterdoloso a culpa pode ser reconhecida por presunção? A culpa no crime preterdoloso não pode ser presumida, 
deve ser provada. (certa) 2011 - MPE-MS 
• O crime previsto no art. 129, § 3o do Código Penal - lesão corporal seguida de morte - preterdoloso, por excelência, insere-se na categoria 
dos delitos qualificados pelo resultado e, portanto, não admite a forma tentada. (certa) FCC - 2009 - DPE-PA 
• Os crimes preterdolosos não admitem a tentativa. (certa) 2010 - MPE-MG 
• O delito preterdoloso ocorre quando o agente quer praticar um crime e, por excesso, produz culposamente um resultado mais grave que o 
desejado inicialmente, como ocorre, invariavelmente, no delito de latrocínio. (errada) CESPE - 2011 - TJ-ES - JUIZ SUBSTITUTO 
• Não se admite tentativa nos crimes preterdolosos. (certa) 2011 - MPE-PB 
• O crime preterdoloso é um misto de dolo e culpa, com culpa na conduta NO RESULTADO antecedente e dolo no resultado NA CONDUTA conseqüente. 
(errada) 2012 - MPE-SC 
• Tratando-se do crime de lesão corporal previsto no artigo 129, § 1°, inciso II, do CPB (perigo de vida), é uma figura típica exclusivamente 
preterdolosa. (certa) 2011 - PC-SP - DELEGADO DE POLÍCIA 
• A lesão corporal seguida de morte não se confunde com o homicídio culposo, pois, na primeira situação, chamada de homicídio preterdoloso, 
ocorre o dolo. Nesse caso, o autor tem a intenção de provocar a lesão corporal, mas não a morte da vítima. (certa) CESPE - 2012 - PC-AL - DELEGADO 
DE POLÍCIA 
• Preterdoloso se diz o crime em que a totalidade do resultado representa um excesso de fim (isto é o agente quis um minus e ocorreu 
um majus), de modo que há uma conjugação de dolo (no antecedente) e de culpa (no subsequente). (certa) 2012 - MPE-SP 
• O delito de lesão corporal seguida de morte, previsto no art. 129, § 3º, do Código Penal, contempla hipótese de crime preterdoloso. (certa) 
2012 - MPE-SP 
• O crime de lesão corporal seguida de morte (art. 129, §3º, do CP) é um exemplo do que a doutrina convencionou chamar de crime 
preterdoloso. (certa) 2012 - TJ-DFT – JUIZ 
• Os crimes preterdolosos não admitem a tentativa. (certa) 2013 - TJ-SC – JUIZ 
• Os crimes preterdolosos não admitem a tentativa. (certa) 2013 - MPE-PR 
• O delito de lesão corporal seguida de morte tipificado no Código Penal é preterdoloso, não se admitindo o dolo, direto ou eventual, na 
produção do resultado qualificador. (certa) 2013 – MPDFT 
• Não se admite a tentativa nos delitos preterdolosos. (certa) FUNDEP - 2014 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Conforme doutrina majoritária, a tortura qualificada pelo resultado morte, prevista no artigo 1º, § 3º, da Lei n. 9.455/97, é classificada como 
de resultado preterdoloso. Entretanto, se o agressor, em sua ação, deseja ou assume o risco de produzir o resultado morte, não responde 
pelo tipo acima, mas por homicídio qualificado. (certa) 2014 - MPE-SC 
• Não é possível a coexistência do dolo eventual e do crime preterdoloso. (errada) 2015 - MPE-BA 
• O crime de latrocínio não admite forma preterdolosa, considerando a exigência do animus necandi na conduta do agente. (errada) CESPE - 2016 
- TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO 
• No crime preterdoloso, a totalidade do resultado representa um excesso de fim (isto é, o agente quis um minus e ocorreu um majus), de 
modo que há uma conjugação de dolo (no antecedente) e culpa (no subsequente). (certa) 2016 - DPE-MT 
• É possível haver esse tipo de associação criminosa para a prática de crimes preterdolosos. (errada) 2017 - MPE-RO 
• O feminicídio (CP, art. 121, § 2º , VI) admite a modalidade preterdolosa. (errada) VUNESP - 2018 - TJ-RS - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• O crime de disparo de arma de fogo (art. 15 da Lei n. 10.826/2003) se configura na modalidade preterdolosa se for praticado como meio 
para a execução de um homicídio (tipificado no art. 121, “caput”, do CP). (errada) 2019 - MPE-SC 
• O crime de roubo do qual resulta lesão corporal grave, nos termos das alterações trazidas pela Lei n° 13.654/2018, só pode se verificar a 
título de preterdolo. (errada) 2019 - MPE-SP 
• Os crimes preterdolosos não admitem a tentativa. (certa) 2019 - MPE-GO 
• Os crimes preterdolosos não admitem a tentativa. (certa) 2021 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
• A tipicidade preterdolosa enseja um crime qualificado pelo resultado em que o tipo-base é doloso e o resultado qualificador é culposo. (certa) 
FCC - 2021 - DPE-AM 
• Em relação ao delito de incêndio qualificado pela morte da vítima, é possível a aplicação das agravantes genéricas do Art. 61, inciso II, do 
Código Penal, pois, em se tratando de crime preterdoloso, em que há uma condução anterior dolosa com o resultado posterior culposo, o 
resultado morte configura elementar de maior punibilidade. (certa) FGV - 2022 - MPE-GO 
Todo delito qualificado pelo resultado é preterdoloso. (errada) CESPE - 2013 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
Crime qualificado pelo resultado é sinônimo de crime preterdoloso. (errada) 2015 – MPDFT 
elaborado por @fredsmcezar 
Além do crime preterdoloso, existem três outras espécies de crimes qualificados pelo resultado, quais sejam: 39 
a) Dolo na conduta antecedente e dolo no resultado agravador (dolo no antecedente e dolo no consequente): o crime-base é doloso, bem 
como o resultado agravador. Como exemplo pode ser indicado o crime de latrocínio (CP, art. 157, § 3.º, inc. II), em que o roubo é doloso, 
e a morte pode sobrevir a título de dolo, mas também culposamente. 
b) Culpa na conduta antecedente e culpa no resultado agravador (culpa no antecedente e culpa no consequente): a conduta básica e o 
resultado mais gravoso são legalmente previstos na forma culposa. É o caso dos crimes culposos de perigo comum, resultando lesão 
corporal grave ou morte (CP, art. 258, in fine). 
c) Culpa na conduta antecedente e dolo no resultado agravador (culpa no antecedente e dolo no consequente): o fato original é tipificado 
culposamente, ao contrário do resultado agravador, doloso. Veja-se o crime tipificado pelo art. 303, parágrafo único, da Lei 9.503/1997 – 
Código de Trânsito Brasileiro –, na hipótese em que o motorista de um veículo automotor em excesso de velocidade atropela um pedestre, 
ferindo-o culposamente, e, em seguida, dolosamente deixa de prestar socorro à vítima do acidente, quando era possível fazê-lo sem risco 
pessoal. 
4.5.1 CRIME PRETERDOLOSO x AGRAVANTES 
É possível a aplicação das agravantes genéricas do Art. 61, inciso II, do Código Penal, pois, emse tratando de crime preterdoloso, 
em que há uma condução anterior dolosa com o resultado posterior culposo, o resultado morte configura elementar de maior 
punibilidade. (certa) FGV - 2022 - MPE-GO 
No crime preterdoloso, espécie de delito qualificado pelo resultado, é possível a incidência de agravante genérica prevista no 
art. 61 do Código Penal. Precedente. (AgRg no AREsp 499.488/SC, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 04/04/2017, DJe 17/04/2017.) 
É possível a aplicação das agravantes genéricas do art. 61, II, a e c, do Código Penal ao crime de lesão corporal seguida de morte, 
descrito no art. 129, § 3º, do CP, pois, em se tratando de crime preterdoloso, em que há uma condução anterior dolosa com o 
resultado posterior culposo, é certo que a culpa decorrente do fato consequente não modifica a conduta dolosa de ofender a 
integridade corporal ou a saúde de outrem, configuradora do crime de lesão corporal, sendo o resultado morte apenas uma 
elementar de maior punibilidade, o que permite a incidência das agravantes genéricas. AgInt no AREsp 1074503 / SP, 6ª Turma, DJe 
25/09/2018 
4.6 DOLO DE ÍMPETO 
No dolo de propósito o sujeito age com vontade e consciência refletida e premeditada, enquanto que no dolo de ímpeto o autor 
age de modo repentino, sem intervalo entre a cogitação e a execução do crime. (certa) 2019 - MPE-GO 
4.7 DOLO DE DANO x DOLO DE PERIGO40 
Dolo de dano ou de lesão é o que se dá quando o agente quer ou assume o risco de lesionar um bem jurídico penalmente 
tutelado. É exigido para a prática de um crime de dano. Na lesão corporal, por exemplo, exigem-se a consciência e a vontade de 
ofender a saúde ou a integridade corporal de outrem. 
Dolo de perigo é o que ocorre quando o agente quer ou assume o risco de expor a perigo de lesão um bem jurídico penalmente 
tutelado. No crime tipificado pelo art. 130 do Código Penal, exemplificativamente, o dolo do agente se circunscreve à exposição de 
alguém, por meio de relações sexuais ou de ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está 
contaminado. 
4.8 DOLO GENÉRICO x ESPECÍFICO 
Quando o agente pratica a conduta típica, sem qualquer finalidade especial, denomina-se dolo específico GENÉRICO. (errada) 2011 - TJ-
DFT - JUIZ 
Quando o agente pratica a conduta típica, destinada a uma finalidade especial denomina-se dolo genérico ESPECÍFICO. (errada) 2011 - TJ-
DFT – JUIZ 
• Para a configuração do concurso formal de delitos (art. 70 do CP), e a aplicação da pena com a causa de aumento correspondente, a conduta 
realizada não pode ser praticada na forma de “dolo específico”, sendo portanto admissível somente o “dolo genérico”. (errada) 2019 - MPE-SC 
Ex.: Para a configuração do crime disposto no Art. 2º, inciso II, da Lei nº 8.137/1990 (deixar de recolher, no prazo legal, valor de 
tributo ou de contribuição social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos 
cofres públicos), basta que haja dolo genérico, não sendo necessária a comprovação de dolo específico. (errada) FGV - 2022 - TJ-MG - JUIZ 
DE DIREITO SUBSTITUTO 
4.9 DOLO NORMATIVO x DOLO NATURAL 
No SISTEMA CLÁSSICO, o dolo era considerado normativo porque tinha como pressuposto a consciência da ilicitude do fato. 
Logo, o dolo era consciência e vontade, mas essa consciência não era apenas a consciência sobre o fato, era também a consciência 
da ilicitude do fato. Isso viria a mudar no finalismo, visto que dolo/culpa são realocados para a tipicidade e a consciência da ilicitude 
sai de dentro do dolo e passa a ser um elemento autônomo da culpabilidade.41 
 
39 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 328 
40 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 328 
41 https://www.youtube.com/watch?v=rrlo6EaMjyQ – (Fábio Roque - Dolo Colorido e Dolo Acromático) 
elaborado por @fredsmcezar 
A distinção entre os perfis clássico e finalista reside, principalmente, na alocação do dolo e da culpa, e não em um sistema 
bipartido ou tripartido relativamente à estrutura do delito. 42 
• O ordenamento jurídico brasileiro adotou a teoria psicológica do dolo, segundo a qual dolo é a consciência e a vontade de concretizar os 
elementos do tipo penal. (certa) 2013 - MPDFT 
No âmbito das teorias do dolo, a teoria finalista e a teoria neokantista apresentam posições divergentes.43 
Para o finalismo, o dolo é avalorado, também conhecido por acromático ou incolor, ao passo que para os neokantistas, o dolo é 
valorado, sendo também conhecido por dolo normativo, híbrido ou colorido. 
De acordo com os FINALISTAS, sendo o dolo natural e desprovido de valoração, não se faz necessária a análise da consciência 
de ilicitude do agente, pois esta integra a culpabilidade, ao passo que o dolo está no campo da tipicidade. Por outro lado, para os 
NEOKANTISTAS, o dolo, formado pela consciência, vontade e discernimento da ilicitude do ato, não integra o tipo, mas sim a 
culpabilidade, razão pela qual possui carga valorativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 236 
43 BAUMFELD, Laura Minc. Coleção Roteiros de Prova Oral: Ministério Público Estadual. Salvador: JusPodivm, 2018, p. 518. 
 
elaborado por @fredsmcezar 
5. CRIME CULPOSO 
. 
Dentro de uma concepção finalista, CULPA é o elemento normativo da conduta, pois a sua aferição depende da valoração do 
caso concreto.44 
• A culpa, embora seja uma conduta humana violadora de uma norma de cuidado que realiza um tipo penal, não é elemento normativo do tipo. 
(errada) 2009 – MPDFT 
• Nos termos da concepção finalista, a culpa configura elemento normativo do tipo. (certa) 2012 - MPE-RJ 
No tipo dos crimes culposos, o desvalor do resultado é definido pelo resultado de lesão do bem jurídico, como produto específico 
da violação do dever de cuidado ou do risco permitido. (certa) 2017 - MPE-PR 
Característica básica da postura finalista é tratar o delito culposo segundo a condução da atividade humana estabelecida no tipo 
de injusto, quer tendo por base o objeto de um juízo de valor negativo sobre essa atividade, quer o desvio do processo causal ou 
defeito de congruência. (certa) FUNDEP - 2019 - MPE-MG 
No crime culposo a conduta é dirigida para um fim ilícito LÍCITO. Ela é sempre bem dirigida para uma finalidade relevante sob o 
aspecto penal. (errada) 2013 - MPE-GO 
Figuras típicas culposas estão previstas de forma diversificada no ordenamento jurídico-penal brasileiro, tanto no Código Penal 
quanto na legislação penal especial, como por exemplo, na Lei 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro), na Lei de Crimes Ambientais 
(Lei 9.605/98) e no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90). (certa) 2021 - MPE-PR 
5.1 FUNDAMENTO DA PUNIBILIDADE DA CULPA 
INOBSERVÂNCIA DO DEVER OJBETIVO DE CUIDADO (MAJORITÁRIA) 
A responsabilização por crime culposo se fundamenta na inobservância do dever de asseguramento de tráfego. (certa) 2012 - MPE-RJ 
TEORIA DO RISCO PERMITIDO (ROXIN) – O agente só responde por crime culposo se criar ou incrementar um risco proibido. 
A relação de causalidade constitui um pressuposto da imputação do resultado. Contudo, não basta a relação de causalidade para 
imputar um resultado como criminoso em certos casos. Tomando-se esta premissa como correta, Roxin desenvolveu critérios para 
a imputação objetiva de um resultado, e, dentre eles, a criação de um risco proibido ao bem jurídico. (certa) FCC - 2015 - TJ-SE - JUIZ SUBSTITUTO 
Segundo a teoria da imputação objetiva, cuja finalidade é limitar a responsabilidade penal, o resultado não pode ser atribuído à 
conduta do agente quando o seu agir decorre da prática de um risco permitido ou de uma conduta que diminua o risco proibido. 
(certa) CESPE - 2016 - PC-PE - DELEGADO DE POLÍCIA 
5.2 PRINCÍPIO DA EXCEPCIONALIDADE 
A conduta será culposa quando o agente der causa ao resultado por imprudência,negligência ou imperícia e só poderá ser 
considerada crime se houver previsão do tipo penal na modalidade culposa. (certa) CESPE - 2016 - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas não permite a punição por crime culposo, ainda que previsto 
em lei. (errada) VUNESP - 2011 - TJ-SP – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Ex.: O erro sobre o elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se 
previsto em lei. (certa) VUNESP - 2012 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Pelo princípio da confiança, todo aquele que se conduz com observância ao dever de cuidado objetivo exigido, pode esperar que 
os demais co-participantes de idêntica atividade procedam do mesmo modo. (certa) FUNDEP - 2018 - MPE-MG 
5.3 ELEMENTOS DO CRIME CULPOSO 
1. CONDUTA VOLUNTÁRIA 
2. VIOALAÇÃO DO DEVER OBJETIVO DE CUIDADO 
3. RESULTADO NATURALÍSTICO INVOLUNTÁRIO 
4. NEXO CAUSAL 
5. TIPICIDADE 
6. PREVISIBILIDADE OBJETIVA (homem médio) 
7. AUSÊNCIA DE PREVISÃO 
. 
 
44 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 338 
elaborado por @fredsmcezar 
• São elementos do fato típico culposo: conduta, resultado involuntário, nexo causal, tipicidade, ausência de previsão, quebra do dever de 
cuidado objetivo por meio da imprudência, negligência ou imperícia e previsibilidade subjetiva OBJETIVA. (errada) CESPE - 2009 - DPE-AL 
• A previsibilidade subjetiva OBJETIVA é um dos elementos da culpa. [adaptada] (errada) CESPE - 2010 - MPE-RO 
• A previsibilidade objetiva é elemento integrante do tipo culposo, podendo a previsibilidade subjetiva ser analisada por ocasião da 
culpabilidade. (certa) 2011 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O resultado involuntário trata de elemento do fato típico culposo. (certa) VUNESP - 2012 - DPE-MS 
• Para caracterização da conduta típica culposa basta a inobservância do dever de cuidado do agente. (errada) VUNESP - 2014 - DPE-MS 
• O resultado naturalístico involuntário é elemento constitutivo do crime culposo. (certa) 2016 - DPE-MT 
• A imprevisibilidade não é elemento constitutivo do crime culposo. (certa) 2016 - DPE-MT 
• Tipicidade é um elemento do tipo culposo de crime. (certa) 2018 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO 
• Previsibilidade objetiva é um elemento do tipo culposo de crime. (certa) 2018 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO 
• O dever de cuidado deve ser determinado de acordo com a situação jurídica e social de cada homem e se trata de um componente normativo 
do tipo objetivo culposo. (certa) 2018 - MPE-BA 
• A previsibilidade subjetiva, em que o agente, dadas as suas condições peculiares, tinha o dever de prever o resultado, não é elemento do 
fato típico culposo. A ausência de previsibilidade subjetiva no crime culposo exclui a culpabilidade, mas não o fato típico culposo. (certa) 2019 
- MPE-GO 
• A conduta humana voluntária é irrelevante para a configuração do crime culposo. (errada) CESPE - 2021 - POLÍCIA FEDERAL - DELEGADO DE POLÍCIA 
FEDERAL 
ZAFFARONI → A previsibilidade objetiva condiciona a observância de um cuidado. (Homem médio). 
PREVISIBILIDADE OBJETIVA É a previsão do homem médio. (Alojada no TIPO) 
PREVISIBILIDADE SUBJETIVA É a capacidade individual de previsão. (Alojada na CULPABILIDADE) 
5.4 MODALIDADES DE CULPA 
CP. Art. 18. Diz-se o crime: II - CULPOSO, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia. 
A imprudência, a negligência e a imperícia são modalidades da culpa consciente. (errada) 2012 - MPE-SP 
Para punição do agente, a título de culpa, segundo a teoria finalista da ação, é suficiente a demonstração de conduta realizada 
com imprudência, negligência ou imperícia. (errada) 2013 – MPDFT 
Caracteriza-se como imprudência a conduta positiva praticada pelo agente que, por não observar o dever de cuidado, causa o 
resultado lesivo que lhe era previsível; como negligência, o ato de deixar de fazer o que a diligência normal impõe; e como imperícia, 
a inaptidão permanente, ou seja, não momentânea, do agente para o exercício de arte, profissão ou ofício. (errada) CESPE - 2011 - DPE-MA 
Ex.: Suponha que em naufrágio de embarcação de grande porte, tenha havido tombamento das cabines e demais dependências, 
antes da evacuação da embarcação e resgate dos passageiros e, em razão desse fato, os sobreviventes tenham sofrido diversos 
tipos de lesões corporais e centenas tenham morrido por politraumatismo e afogamento. Com base nessa situação hipotética, julgue 
o item seguinte, de acordo com a legislação brasileira. Caso seja comprovada imperícia, negligência ou imprudência da tripulação, 
esta poderá responder judicialmente pelo crime de homicídio em relação às mortes ocorridas no naufrágio. (certa) CESPE - 2013 - PC-BA – 
DELEGADO DE POLÍCIA 
5.4.1 IMPRUDÊNCIA 
É a conduta positiva/comissiva (in agendo) praticada pelo agente que, por não observar o seu dever de cuidado, causa o 
resultado lesivo que lhe era previsível. Na definição de Aníbal Bruno, “consiste a imprudência na prática de um ato perigoso sem 
os cuidados que o caso requer.” 
Assim, por exemplo, imprudente é o motorista que imprime velocidade excessiva em seu veículo ou o que desrespeita um 
sinal vermelho em um cruzamento etc. A imprudência é, portanto, um fazer alguma coisa. 
• Negligente é o agente que pratica um ato perigoso sem os cuidados que o caso requer. (errada) CESPE - 2012 - MPE-TO 
5.4.2 NEGLIGÊNCIA 
Imprudência NEGLIGÊNCIA é uma omissão, uma ausência de precaução em relação ao ato realizado. (errada) VUNESP - 2012 - DPE-MS - DEFENSOR 
PÚBLICO 
5.4.3 IMPERÍCIA 
Fala-se em imperícia quando ocorre uma inaptidão, momentânea ou não, do agente para o exercício de arte, profissão ou ofício. 
Diz-se que a imperícia está ligada, basicamente, à atividade profissional do agente. Por isso, também é chamada de “culpa 
profissional”. 
elaborado por @fredsmcezar 
5.5 ESPÉCIES DE CULPA 
A culpa inconsciente distingue-se da consciente no que diz respeito à previsão do resultado: naquela, este, embora previsível, 
não é previsto pelo agente; nesta, o resultado é previsto, mas o agente acredita sinceramente que não será responsabilizado, por 
confiar em suas habilidades pessoais. (certa) CESPE - 2011 - DPE-MA 
Para a caracterização do crime culposo, a culpa consciente se equipara à culpa inconsciente ou comum. (certa) CESPE - 2013 - DPE-DF 
5.5.1 CULPA CONSCIENTE - COM PREVISÃO - EX LASCÍVIA 
A previsibilidade é um dos elementos que integram o crime culposo. A culpa consciente é aquela em que o agente, embora 
prevendo o resultado, não deixa de praticar a conduta acreditando, sinceramente, que este resultado não venha a ocorrer. Isto é, 
o resultado, embora previsto, não é assumido ou aceito pelo agente, que confia na sua não ocorrência. 
Diferentemente, na hipótese de DOLO EVENTUAL, embora o agente não queira diretamente o resultado, assume o risco de vir a 
produzi-lo. O agente não quer diretamente produzir o resultado, mas, se este vier a acontecer, pouco importa. 
A.A. saiu de uma festa um pouco sonolento, pretendendo ir para casa conduzindo sua motocicleta. Na ocasião, foi advertido pelo 
sujeito B.B., que disse: “pilotando neste estado você pode matar alguém”. A.A., porém, afirmou que estava em condições de evitar 
qualquer acidente, até porque as ruas estariam quase desertas e o vento no rosto o manteria acordado. Afirmou, ainda, que não se 
arriscaria a sofrer um acidente, porque de moto “o para-choque era ele mesmo”. No trajeto para casa, porém, por estar com os 
reflexos mais lentos, A.A. não percebeu um pedestre que atravessava a rua e o atropelou, causando-lhe a morte. Embora tenha 
ficado bastante ferido, A.A. sobreviveu ao acidente e foi acusado de cometer crime. É correto afirmar que A.A. agiu com culpa 
consciente porque levianamente subestimou o risco de causar o resultado e confiou que ele não ocorreria . (certa) 2021 - PC-PR - 
DELEGADO DE POLÍCIA 
• Naculpa consciente há uma previsão positiva, pois a culpa representa um agir arriscado, onde o agente não quer diretamente a realização 
do tipo objetivo, mas aceita como provável, assumindo o risco da produção do resultado. (errada) FUNDATEC - 2010 - PGE-RS 
• A culpa consciente é a culpa com previsão, ocorrendo quando o agente prevê que sua conduta deve levar a um certo resultado lesivo, embora 
acredite, firmemente, que tal evento não se realizará, confiando na sua boa fortuna. (certa) FUNDATEC - 2011 - PGE-RS 
• Na culpa consciente, o autor representa o resultado de lesão do bem jurídico como possível, mas confia sinceramente na evitação do resultado 
pelo modo concreto de conduzir a ação. (certa) 2011 - MPE-PR 
• A culpa inconsciente diferencia-se do dolo eventual na medida em que o agente, embora represente a possível produção do resultado típico 
lesivo, acredita na sua não ocorrência. (errada) 2011 - MPDFT 
• De acordo com a legislação penal vigente, toda conduta de quem prevê o resultado é considerada dolosa. (errada) CESPE - 2013 - TJ-RN – JUIZ 
• Na culpa consciente, assoma ao espírito do agente a possibilidade de causação do resultado, mas confia ele que esse resultado não sucederá. 
(certa) 2014 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• A culpa inconsciente ocorre quando o agente prevê o resultado, mas espera que ele não ocorra. (errada) VUNESP - 2014 - DPE-MS 
• Existe culpa consciente quando o agente prevê o resultado, mas espera, sinceramente, que não ocorrerá. (certa) VUNESP - 2018 - PC-SP - DELEGADO 
DE POLÍCIA 
A culpa INCONSCIENTE distingue-se da CONSCIENTE no que diz respeito à previsão do resultado: naquela, este, embora 
previsível, não é previsto pelo agente; nesta, o resultado é previsto, mas o agente acredita sinceramente que não será 
responsabilizado, por confiar em suas habilidades pessoais. (certa) CESPE - 2011 - DPE-MA 
5.5.2 CULPA INCONSCIENTE - SEM PREVISÃO - EX IGNORANTIA 
Quando o agente deixa de prever o resultado que lhe era previsível, fala-se em culpa inconsciente ou culpa comum. “O código 
penal dispensa igual tratamento à culpa consciente e à culpa inconsciente. A previsão do resultado, por si só, não representa 
maior grau de reprovabilidade da conduta”.45 
• É possível a punição a título de culpa mesmo se o resultado não tenha sido previsto pelo agente. (certa) CESPE - 2013 - TJ-MA – JUIZ 
• Na culpa inconsciente, o autor não prevê resultado previsível de lesão ao bem jurídico; na culpa consciente, o autor prevê resultado previsível 
de lesão ao bem jurídico, mas confia poder evitar. (certa) 2012 - MPE-PR 
• Na culpa consciente, o resultado não é previsto pelo agente, embora previsível. (errada) VUNESP - 2012 - DPE-MS 
5.5.3 CULPA IMPRÓPRIA - CULPA POR EXTENSÃO - POR ASSIMILAÇÃO OU EQUIPARAÇÃO 
Culpa imprópria é aquela em que o agente, por erro evitável, cria certa situação de fato, acreditando estar sob a proteção de uma 
excludente da ilicitude, e, por isso, provoca intencionalmente o resultado ilícito; nesse caso, portanto, a ação é dolosa, mas o agente 
responde por culpa, em razão de política criminal. (certa) CESPE - 2021 - MPE-SC 
O instituto surge no contexto das DESCRIMINANTES PUTATIVAS em que o agente, em virtude de erro evitável pelas 
circunstâncias, dá causa dolosamente a um resultado, mas responde como se tivesse praticado um delito culposo. A CULPA 
IMPRÓPRIA ocorre nas hipóteses de descriminantes putativas em que o agente, em virtude de erro evitável pelas circunstâncias, 
 
45 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 251 
elaborado por @fredsmcezar 
dá causa dolosamente a um resultado, mas responde como se tivesse praticado um delito culposo. (certa) CESPE - 2016 - TCE-SC - AUDITOR 
FISCAL 
§ 1º É ISENTO de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, 
tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. 
Ex.: Uma garota de 15 anos namora escondido do pai (militar reformado). Ao dormir, o pai tranca todas portas e janelas, deixando 
apenas a janela do quarto dos pais abertas. A filha, ao notar que os pais já estavam dormindo, desceu a janela, passou pelo 
jardim e encontrou o namorado. Depois do encontro, a filha voltou para casa e entrou pela janela do quarto. O pai ao perceber 
um vulto passando pelo corredor no escuro, sacou uma arma e disse para pessoa parar. A filha continuou correndo e o pai 
disparou 6 vezes contra ela. Ao acender a luz, o pai reconhece a filha e vê que ela ainda está viva. 
De acordo com o exemplo, o agente quando efetuou disparos com arma de fogo por 6 vezes, tinha clara intenção de matar. 
tinha dolo direto. Agiu, contudo, com erro inescusável/evitável quanto a ilicitude do fato, pois foi imprudente. Se tivesse tomado 
cautela, acendido a luz, poderia ter visto que não se tratava de um intruso. O pai responderá por homicídio culposo com fundamento 
no art. 20 § 1º. E mais: na forma tentada ainda que se trate de crime culposo.46 
• O crime culposo, seja próprio ou impróprio, não admite a tentativa, que se restringe aos crimes dolosos. (errada) 2009 – MPDFT 
• Caracteriza culpa imprópria por assimilação, extensão ou equiparação o fato de o agente responder por crime doloso CULPOSO embora tenha 
praticado a ação com culpa consciente DOLO, nos casos de erro vencível, nas descriminantes putativas. (errada) CESPE - 2011 - DPE-MA 
• É possível a tentativa na culpa imprópria. (certa) 2011 - MPE-SP 
• Nas descriminantes putativas é isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se 
existisse, tornaria a ação legítima, havendo também isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. 
(errada) FCC - 2011 - DPE-RS 
• O elemento subjetivo derivado por extensão ou assimilação decorrente do erro de tipo evitável nas descriminantes putativas ou do excesso 
nas causas de justificação amolda-se ao conceito de CULPA IMPRÓPRIA. (certa) FCC - 2015 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO 
5.5.4 CULPA MEDIATA OU INDIRETA 
Suponha que um pedestre em trânsito pelo centro de João Pessoa – PB seja abordado por um assaltante e, assustado, corra 
em direção à pista e seja morto em consequência de atropelamento. Nesse caso, o assaltante, que agiu com dolo em relação ao 
delito contra o patrimônio e culpa imprópria INDIRETA em relação ao homicídio, deverá responder pela morte da vítima. (errada) CESPE - 
2011 - TJ-PB - JUIZ SUBSTITUTO 
5.5.5 CULPA PRESUMIDA: VEDADA 
A respeito do delito culposo, a culpa pode ser presumida. (errada) VUNESP - 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
5.6 COMPENSAÇÃO DE CULPAS: VEDADA 
• A compensação de culpa deve ser aplicada para efeito de responsabilização do resultado lesivo causado no direito penal pátrio. (errada) VUNESP 
- 2014 - DPE-MS 
• No direito penal brasileiro, admite-se a compensação de culpas no caso de duas ou mais pessoas concorrerem culposamente para a 
produção de um resultado naturalístico, respondendo cada um, nesse caso, na medida de suas culpabilidades. (errada) CESPE - 2015 – DPU 
• Nas lesões culposas verificadas entre os mesmos agentes, é possível aplicar a compensação de culpas. (errada) VUNESP - 2015 - TJ-MS - JUIZ 
SUBSTITUTO 
• O direito penal não admite a compensação de culpas. (certa) FCC - 2017 - DPE-PR 
• A respeito do delito culposo, admite a compensação de culpas. (errada) VUNESP - 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
5.7 CONCORRÊNCIA DE CULPAS 
• No tocante ao crime culposo, a culpa concorrente da vítima exclui a do acusado. (errada) 2012 - MPE-SP 
• Segundo a doutrina, há concorrência de culpas quando dois indivíduos, um ignorando a participação do outro, concorrem, culposamente, 
para a produção de um fato definido como crime. Nesses casos, tem-se um concurso de pessoas, em que os agentes respondem, na 
medida de sua culpabilidade, pelo resultado (art. 29 do Código Penal)”. (errada) 2014 -TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• “Para que se admita a concorrência de culpas no crime culposo, é necessário que cada agente atue com consciência de que está colaborando 
com a conduta culposa de outrem.” (errada) VUNESP - 2016 - PROCURADOR MUNICIPAL 
• A respeito do delito culposo, é possível a concorrência de culpas. (certa) VUNESP - 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
Ex.: Na ocorrência de colisão entre dois veículos, não há que se falar em coautoria dos dois condutores imprudentes, pois um não colabora 
com o outro e, assim, ocorre apenas a concorrência de culpas ou causas”. (certa) 2018 - MPE-BA 
 
46 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 348 
elaborado por @fredsmcezar 
5.8 AGRAVANTES x CRIME CULPOSO 
As circunstâncias agravantes genéricas não se aplicam aos crimes culposos, com exceção da reincidência. (certa) FCC - 2019 - MPE-
MT 
As circunstâncias agravantes genéricas não se aplicam aos crimes culposos, com exceção da reincidência. STF. 1ª Turma. HC 120165/RS, 
Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 11/2/2014 (Info 735). 
5.9 CAUSAS DE AUMENTO x CRIME CULPOSO 
“(...) 3. A imputação da causa de aumento de pena por inobservância de regra técnica de profissão, objeto do disposto no art. 
121, §4º, do Código Penal só é admissível quando fundada na descrição de fato diverso daquele que constitui o núcleo da ação 
culposa, o que não ocorreu na espécie" (HC n. 143.172/RJ, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe de 5/2/2016). 4. 
Hipótese em que a causa de aumento prevista no § 4º do art. 121 do CP - inobservância da regra técnica de profissão - constitui 
elementar do delito de homicídio culposo cometido com imperícia médica. 5. Recurso especial provido para reduzir a fração de 
aumento pela vetorial da culpabilidade para 1/2 e decotar a majorante do § 4º do art. 121 do Código Penal, readequando a pena 
definitiva a 1 ano e 6 meses de detenção, em regime aberto, mantidas as demais disposições. (REsp n. 1.926.591/SP, relator Ministro Antonio 
Saldanha Palheiro, relator para acórdão Ministro Olindo Menezes (Desembargador Convocado do TRF 1ª Região), Sexta Turma, julgado em 3/5/2022, DJe de 9/6/2022.) 
O homicídio culposo na modalidade de imperícia consiste na prática de ação profissional ou técnica, por despreparo ou falta de 
conhecimentos, de que resulta a morte da vítima. (certa) 2010 - MPE-SP 
5.10 GRAUS DE CULPA 
O Direito Penal brasileiro não admite a divisão da culpa em graus. 
5.11 INSTITUTOS COMPATÍVEIS E INCOMPATÍVEIS COM O CRIME CULPOSO 
O crime culposo não admite participação. (certa) 2009 – MPDFT 
• A respeito do delito culposo, é correto afirmar que admite a coautoria e a participação. (errada) VUNESP - 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
• O crime culposo não admite a participação. (certa) 2011 - MPE-MS 
• A doutrina brasileira, à unanimidade, admite a coautoria e a participação em crime culposo. (errada) CESPE - 2012 - MPE-TO 
Os crimes culposos não admitem tentativa. (certa) 2013 - MPE-PR 
• Não admitem a tentativa os crimes culposos. (certa) 2019 - MPE-GO 
• É possível a tentativa nos crimes culposos. (errada) CESPE - 2021 - MPE-AP 
5.11.1 CRIMES OMISSIVOS 
O ordenamento jurídico brasileiro admite a punibilidade dos crimes omissivos próprios e impróprios praticados com dolo ou 
culpa. (certa) 2011 – MPDFT 
ATENÇÃO Diferente do entendimento acolhido na prova do MPDFT em 2011, na prova para o MPPR em 2017 foi considerada 
correta a assertiva que restringia os crimes omissivos próprios apenas à modalidade dolosa. 
Os tipos de omissão de ação podem aparecer sob a forma de omissão imprópria, fundada no dever jurídico especial de agir, que 
admite ações dolosas e culposas, e sob a forma de omissão própria, fundada no dever jurídico geral de agir, que admite apenas 
ações dolosas. (certa) 2017 - MPE-PR 
O erro de tipo evitável sobre a posição de garantidor do bem jurídico admite imputação penal do fato por omissão de ação 
imprópria, na modalidade culposa, se prevista em lei. (certa) 2012 - MPE-PR 
Ex.: É possível que o agente desconheça sua posição de garante, razão pela qual se admite o erro de tipo nos crimes omissivos 
impróprios.47 
5.12 PRINCÍPIO DA CONFIANÇA 
Sobre o tipo dos crimes culposos, o princípio da confiança funciona como critério para caracterizar a lesão do dever de cuidado 
ou do risco permitido, no âmbito do desvalor da ação. (certa) 2011 - MPE-PR 
Dois veículos chocaram-se em um cruzamento. Em razão da colisão, um dos motoristas fraturou um braço, o que o impossibilitou 
de trabalhar por seis meses. O outro motorista teve uma luxação no joelho direito. O fato foi apurado pela delegacia local, restando 
cabalmente provado que os motoristas de ambos os carros concorreram para a colisão, pois um, em face da ausência de 
manutenção, estava sem freio, e o outro havia avançado o sinal e estava em velocidade acima da permitida. Assim, conclui-se que 
se trata de hipótese de autoria colateral. (certa) FUNCAB - 2013 - PC-ES - DELEGADO DE POLÍCIA 
O modelo de homem prudente e o princípio da confiança são exemplos de conceitos utilizados para aferição da lesão do dever 
de cuidado ou do risco permitido, nos limites de análise do desvalor da ação. (certa) 2021 - MPE-PR 
 
47 https://www.emagis.com.br/area-gratuita/revisao/erro-de-tipo-pontos-importantes/ 
elaborado por @fredsmcezar 
6. CRIMES OMISSIVOS 
Os tipos de omissão de ação podem aparecer sob a forma de omissão imprópria, fundada no dever jurídico especial de agir, 
que admite ações dolosas e culposas, e sob a forma de omissão própria, fundada no dever jurídico geral de agir, que admite apenas 
ações dolosas. (certa) 2017 - MPE-RS 
As doutrinariamente denominadas normas preceptivas estão relacionadas aos crimes omissivos, abrangendo tanto as normas 
mandamentais, em caso de omissões próprias, quanto as normas proibitivas, na hipótese de omissões impróprias. (certa) 2010 - MPE-
PB 
Luiz Flávio Gomes, observa que “a inexigibilidade de conduta diversa, no crime omissivo, como se vê, é deslocada para o âmbito 
da tipicidade. Exclui a própria tipicidade (não a culpabilidade)”. 
• Sobre crimes omissivos, é correto concluir que a análise da exigibilidade de conduta conforme o Direito é antecipada para o próprio tipo. 
(certa) 2021 - MPDFT 
6.1 RECAPITULANDO AS TEORIAS DA AÇÃO 
6.1.1 TEORIA CLÁSSICA - CAUSALISTA – NATURALÍSTICA – MECANICISTA – CAUSAL (LISZT) 
FRANZ VON LISZT, BELING, GUSTAV RADBRUCH 
Conduta é o comportamento humano voluntário que produz modificação no mundo exterior. 48 A ação é mera causação de 
evento, provocada por impulso mecânico ou inervação muscular. 
• Na teoria naturalística, conduta é o comportamento humano voluntário que produz modificação no mundo exterior. (certa) 2021 - PC-PA - DELEGADO 
DE POLÍCIA CIVIL 
“A omissão não importa em movimento corporal e nem se concilia com um conceito físico-natural de causalidade. A 
incompatibilidade da omissão com a causalidade material já é, aliás, intuitivamente notada em von Liszt, quando este se refere, 
por exemplo, no conceito de autoria e na culpa, à expressão causação ou não-impedimento do resultado. Essa referência ao não-
impedimento do resultado indica que, na omissão, não se trata de causar, mas de não impedir o juridicamente proibido. 
Essa arguta percepção, todavia, não se torna tão clara, a ponto de conduzir a uma transformação sistemática. O sistema 
continua a se basear na causalidade material-objetiva, figurando a omissão como uma forma excepcional de conduta, mas que 
não desnatura as premissas fundamentais da teoria do delito”.49 
6.1.2 TEORIA CAUSAL-VALORATIVA (TELEOLÓGICA, NEOKANTISMO E BADEN, MEZGER) 
Especificamente no conceito de ação, a par de seu conteúdo causal, faz-se uma aproximação a um conceito mais geral do que 
ao referente ao estrito movimento corpóreo. Propõem-se, para isso, inúmeros arranjos, definindo-se a ação simplesmente como 
conduta volitiva, realização da vontade, conduta voluntária ou condutahumana. Amplia-se, assim, a esquemática de Liszt-Beling 
ao extremo limite que possa suportar ainda um conceito objetivo-causal, a fim de possibilitar dentro do conceito de ação a 
compreensão de inúmeras formas da atividade fundamentadora de um fato punível. Isto tem particular importância no tratamento 
do delito omissivo, bem como na própria superação da forma causal-objetiva, subsistente nos autores tradicionais. 50 
A ação vem a ser causalidade juridicamente relevante, consistente em atuar no sentido de um resultado (socialmente útil ou 
danoso), juridicamente relevante.51 
O neokantismo, diferentemente da teoria clássica, conseguiu explicar os crimes omissivos. Se a omissão pode ser 
negativamente valorada, ela passa a ser uma conduta típica. 
6.1.3 FINALISMO (WELZEL) 
O finalismo, de Hans Welzel (que, aliás, sempre considerou o crime fato típico, antijurídico e culpável, em todas as suas obras), 
crendo que a conduta deve ser valorada, porque se trata de um juízo de realidade, e não fictício, deslocou o dolo e a culpa da 
culpabilidade para o fato típico. Assim, a conduta, sob o prisma finalista, é a ação ou omissão voluntária e consciente, que se volta 
a uma finalidade.52 
Para a TEORIA FINALISTA, ação é a conduta do homem, comissiva ou omissiva, dirigida a uma finalidade e desenvolvida sob 
o domínio da vontade do agente, razão pela qual não reputa criminosa a ação ocorrida em estado de inconsciência, como no caso 
de quem, durante o sono, sonhando estar em legítima defesa, esbofeteia e causa lesão corporal na pessoa que dorme ao seu lado. 
Para esta mesma teoria, a culpabilidade não é psicológica, nem psicológico-normativa. (certa) 2017 - MPE-RS 
 
 
 
48 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 273 
49 Teorias do Delito – Juarez Tavares, p. 31. 
50 1980. Teorias do Delito, Juarez Tavares p. 43. 
51 2019. Tratado de Direito Penal Brasileiro, Volume 1, Luiz Regis Prado, p. 723 
52 2020. Manual de Direito Penal - Guilherme de Souza Nucci, p. 221 
elaborado por @fredsmcezar 
6.1.4 TEORIA NEGATIVA DA AÇÃO 
Segundo a teoria negativa da ação, o conceito de conduta deve estar lastreado no princípio da evitabilidade, vale dizer, conduta 
é o não evitar o evitável na posição de garantidor, o que incluiria tanto os fatos comissivos como os omissivos. Uma variante 
dessa corrente sustenta que a conduta deve ser entendida como a causação do resultado individualmente evitável. (certa) 2013 - PGR - 
PROCURADOR DA REPÚBLICA 
O modelo negativo de ação define o conceito de ação dentro da categoria do tipo de injusto, rejeitando definições ontológicas 
ou pré-jurídicas. Para esse modelo, a ação é a evitável não evitação do resultado na posição de garantidor, compreensível como 
omissão da contradireção mandada pelo ordenamento jurídico, em que o autor realiza o que não deve realizar (ação), ou não 
realiza o deve realizar (omissão de ação). O ponto de partida do conceito negativo de ação é o exame desta dentro do tipo de 
injusto, a fim de se concluir se o autor teria a possibilidade de influenciar o curso causal concreto conducente ao resultado, mediante 
conduta dirigida pela vontade. (certa) 2014 - MPE-GO 
6.2 TEORIAS ACERCA DA OMISSÃO53 
NATURALÍSTICA 
Sustenta ser a omissão um fenômeno causal que pode ser constatado no mundo fático, pois, em vez 
de ser considerada uma inatividade, caracteriza-se como verdadeira espécie de ação. Portanto, quem 
se omite efetivamente faz alguma coisa. 
NORMATIVA 
A omissão é um indiferente penal, pois o nada não produz efeitos jurídicos. Destarte, o omitente não 
responde pelo resultado, pois não o provocou. Essa teoria, contudo, aceita a responsabilização do 
omitente pela produção do resultado, desde que seja a ele atribuído, por uma norma, o dever jurídico 
de agir. Essa é a razão de sua denominação (normativa = norma). A omissão é, assim, não fazer o que 
a lei determinava que se fizesse. Foi a teoria acolhida pelo Código Penal. 
Em verdade, nos crimes omissivos próprios ou puros a norma impõe o dever de agir no próprio tipo penal (preceito preceptivo). 
Já nos crimes omissivos impróprios, espúrios ou comissivos por omissão, o tipo penal descreve uma ação (preceito proibitivo), 
mas a omissão do agente, que descumpre o dever jurídico de agir, definido pelo art. 13, § 2.º, do Código Penal, acarreta a sua 
responsabilidade penal pela produção do resultado naturalístico. 
• A teoria naturalística NORMATIVA rege os crimes omissivos impróprios no CP brasileiro. (errada) CESPE - 2009 - DPE-AL 
• No que toca à relação de causalidade, é correto afirmar que é normativa nos crimes omissivos impróprios. (certa) FCC - 2015 - TJ-RR - JUIZ 
SUBSTITUTO 
• Para os crimes omissivos impróprios, o estudo do nexo causal é relevante, porquanto o CP adotou a teoria naturalística NORMATIVA da omissão, 
ao equiparar a inação do agente garantidor a uma ação. (errada) CESPE - 2016 - PC-PE - DELEGADO DE POLÍCIA 
6.3 INTERRUPÇÃO DE ESFORÇOS DE SALVAMENTO54 
Terceiro se acidentou e está sendo salvo por alguém que não causou aquele acidente, mas esse salvamento é interrompido. 
Essa interrupção é uma ação ou uma omissão? 
Se o agente interrompe esforços de salvamento alheio, isto é, para a doutrina majoritária uma ação e se o sujeito agiu com 
dolo e a vítima morre, responderá por dolo, pois não é necessário ser garantidor para matar alguém por ação. 
• Não caracteriza homicídio, ainda que sobrevenha o resultado morte, a conduta de quem dolosamente interrompe eficaz ação 
de salvamento da vítima por outrem. (errada) 2013 - MPDFT 
Caso o esforço de salvamento seja próprio, ou seja, aquele que estava salvando desiste desta conduta, a doutrina aponta que 
poderá ser hipótese de crime por ação ou omissão. Será ação se o agente alcançou a vítima e abriu uma possibilidade concreta de 
salvamento. Antes desse momento seria crime por omissão. 
• “X” cai num poço e grita por socorro. “Y”, que caminhava nas imediações e nenhum vínculo possuía com “X”, ao ouvir seus 
gritos, prepara-se para estender uma corda, mas, ao reconhecê-lo neste tempo como um inimigo mortal, recolhe-a antes que 
“X” a segurasse, vindo este a morrer devido à falta de socorro, por afogamento. Nessas circunstâncias, “Y” responderá por 
homicídio. (errada) 2016 - MPE-RS 
Deve-se ter em mente que ao apanhar o objeto em risco é aberta uma possibilidade concreta de salvamento, interrompendo 
a linha de risco anterior. Entretanto, se após esse momento o agente interrompe o salvamento, será aberto uma nova linha de risco 
e por isso seria um crime por ação. 
Exemplo: A está passeando de lancha quando vê B morrendo afogado. A joga a boia e começa a puxar B. Quando B está chegando 
próximo ao barco vê que é seu inimigo e desiste de ajudá-lo, o deixando morrer. 
 
53 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 282 
54 Ana Paula Vieira – Aula nº 39 - Ênfase 
elaborado por @fredsmcezar 
6.4 RELEVÂNCIA DA OMISSÃO55 
Art. 13 § 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente DEVIA e PODIA agir para evitar o resultado. O dever de agir 
incumbe a quem: 2010 - MPE-GO / VUNESP - 2016 - TJM-SP - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2019 - MPE-PR / FCC - 2022 - MPE-PE 
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; 
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; 
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. 
O dispositivo é aplicável somente aos crimes omissivos impróprios, espúrios ou comissivos por omissão, isto é, aqueles em 
que o tipo penal descreve uma ação, mas a inércia do agente, que podia e devia agir para impedir o resultado naturalístico, conduz 
à sua produção. São crimes materiais, como é o caso do homicídio, cometido em regra por ação, mas passível também de ser 
praticado por inação, desde que o agente ostente o poder e o dever de agir. 
• A relevância causal da omissão diz respeito tão somente aos crimes omissivos próprios IMPRÓPRIOS,em face da relação causal objetiva 
preconizada pelo CP. (errada) CESPE - 2013 - DPE-RR 
• Para os crimes omissivos impróprios, o estudo do nexo causal é relevante, porquanto o CP adotou a teoria naturalística FORMAL da omissão, 
ao equiparar a inação do agente garantidor a uma ação. (errada) CESPE - 2016 - PC-PE - DELEGADO DE POLÍCIA 
De fato, os crimes omissivos próprios ou puros não alojam em seu bojo um resultado naturalístico. A omissão é descrita pelo 
próprio tipo penal, e o crime se consuma com a simples inércia do agente. Não são, assim, compatíveis com a figura da tentativa. 
É o que se dá na omissão de socorro (CP, art. 135): ou o sujeito presta assistência ao necessitado, e não há crime; ou omite-se, 
consumando automaticamente o delito. 
Por outro lado, nos crimes omissivos próprios, a omissão sempre é penalmente relevante, pois se encontra descrita pelo tipo 
penal, tal como nos arts. 135 e 269 do Código Penal. 
OMISSÃO PRÓPRIA A omissão é sempre relevante. 
OMISSÃO IMPRÓPRIA 
A omissão só é relevante se havia dever de agir. 
Segundo o Código Penal, a omissão imprópria somente terá relevância penal se, além do dever de 
impedir o resultado, o omitente tiver possibilidade de evitá-lo. (certa) VUNESP - 2016 - TJM-SP - JUIZ DE DIREITO 
SUBSTITUTO 
Para a definição das fontes do especial dever de agir, fundamento da posição de garantidor, adota-se, 
no CP, o critério material puro FORMAL. (errada) CESPE - 2011 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
Ao tratar da omissão, em todas as suas formas, o CP proíbe resultado desvalorado pelo ordenamento jurídico. (errada) CESPE - 2012 
- MPE-RR 
“A omissão pode ser própria ou imprópria. Na omissão imprópria, exige-se de fato um resultado lesivo, que é atribuído 
normativamente ao agente, que devia e podia agir para evitá-lo, por estar na condição de garantidor, nos termos do § 2º do artigo 
13 do Código Penal. O resultado, portanto, é desvalorado pelo legislador, diante da omissão daquele que podia e devia agir para 
evitá-lo. Os crimes omissivos próprios ou puros se configuram pela simples omissão, independente da ocorrência de qualquer 
resultado. Neste caso, portanto, o desvalor está na própria conduta, já que não se exige nenhum resultado para a consumação do 
crime.” 56 
• A previsão legal de que a omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado, se tinha por lei 
obrigação de cuidado, proteção ou vigilância, é aplicável aos crimes omissivos próprios IMPRÓPRIOS. (errada) FCC - 2015 - TJ-RR - JUIZ SUBSTITUTO 
No crime omissivo próprio IMPRÓPRIO o agente responde pelo resultado que deu causa. Já no caso do crime omissivo impróprio 
PRÓPRIO este se aperfeiçoa com a simples omissão. (errada) 2013 - MPE-PR 
No crime omissivo próprio o omitente não responde pelo resultado, perfazendo-se o crime com a simples omissão do agente, 
podendo ser citado, como exemplo, o crime de omissão de socorro. Já no crime comissivo por omissão ou omissivo impróprio o 
omitente devia e podia agir para evitar o resultado. (certa) 2013 - MPE-PR 
 
 
 
 
 
 
 
55 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 293 
56 Q269824 - Maria Cristina Trúlio, Juíza Estadual - TJMG, Mestre em Direito Penal, de Direito Penal 
elaborado por @fredsmcezar 
6.5 CRIMES OMISSIVOS IMPRÓPRIOS 
COMISSIVOS POR OMISSÃO - OMISSIVOS QUALIFICADOS - VIOLAÇÃO DE DEVER DE AGIR ESPECÍFICO – ADMITEM TENTATIVA 
São pressupostos fundamentais do crime omissivo impróprio o dever de agir, o poder agir, a evitabilidade do resultado e o dever 
de impedir o resultado. (certa) 2011 - PGR - PROCURADOR DA REPÚBLICA 
CP → TEORIA NORMATIVA ADMITEM TENTAIVA 
RECLAMAM ANÁLISE DE RESULTADO/NEXO (SÃO MATERIAIS) IMPUTA-SE O CRIME COMISSIVO 
ADEQUAÇÃO TÍPICA MEDIATA OU INDIRETA CP → FONTES FORMAIS DE GARANTIDOR 
DOLOSOS OU CULPOSOS 
Os tipos de omissão imprópria são aqueles em que o autor só pode ser quem se encontra dentro de um determinado círculo, 
que faz com que a situação típica seja equivalente à de um tipo ativo. Nessa situação, o autor está em posição de “garantidor”. 
(certa) 2019 - MPE-GO 
Sobre o crime omissivo impróprio, trata-se de crime próprio, uma vez que o sujeito ativo da conduta deverá possuir qualidade 
especial. (certa) 2012 - AGE-MG 
Os crimes omissivos impróprios ou comissivos por omissão são aqueles em que a relação de causalidade é normativa. (certa) 
FCC - 2014 - TJ-CE - JUIZ SUBSTITUTO 
A respeito dos crimes omissivos impróprios, ou comissivos por omissão, são de estrutura típica aberta e de adequação típica de 
subordinação mediata. Só podem ser praticados por determinadas pessoas, embora qualquer pessoa possa, eventualmente, estar 
no papel de garante. Neles, descumpre-se tão somente a norma preceptiva e não a norma proibitiva do tipo legal de crime ao qual 
corresponda o resultado não evitado. (certa) 2017 - MPE-RS 
• No crime omissivo, o dever jurídico de agir inexiste àquele que apenas criou riscos para a ocorrência do resultado. (errada) 2009 - TJ-MG - JUIZ 
• O agente que, na condição de garantidor, omite-se, ensejando a que o resultado lesivo ocorra, pratica crime omissivo impróprio. (certa) 2010 - 
MPE-MG 
• A simples relação de parentesco, nos termos do art. 13, § 2°, torna o agente garantidor. (errada) 2010 - MPE-BA 
• Não há crime comissivo por omissão sem que exista o especial dever jurídico de impedir o dano ou o perigo ao bem jurídico tutelado, sendo, 
também, indispensável, nos delitos comissivos por omissão dolosa, a vontade de omitir a ação devida. (certa) CESPE - 2011 - TJ-ES - JUIZ SUBSTITUTO 
• O delito omissivo próprio IMPRÓPRIO consuma-se com o resultado previsto pela norma, visto que é elemento do tipo de injusto. (errada) CESPE - 
2012 - MPE-RR 
• Na omissão própria IMPRÓPRIA, o nexo de causalidade normativo é estabelecido pelo legislador penal a partir da posição de garante. (errada) 2013 
- MPDFT 
• Aquele que, tendo obrigação de evitar o resultado, não o faz responderá pela prática de crime omissivo próprio. (errada) CESPE - 2013 - TJ-RN - 
JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Os crimes comissivos por omissão são aqueles em que o agente deixa de fazer o que estava obrigado e, por isso, acaba produzindo o 
resultado. (certa) VUNESP - 2014 - DPE-MS 
• No que toca à relação de causalidade, é correto afirmar que é normativa nos crimes omissivos impróprios. (certa) FCC - 2015 - TJ-RR - JUIZ 
SUBSTITUTO 
• Os crimes omissivos impróprios se perfazem com a mera abstenção da realização de um ato, independentemente de um resultado posterior. 
(errada) CESPE - 2018 - PC-MA - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
• Os crimes omissivos impróprios dispensam a existência de um resultado e, portanto, não necessitam de verificação do nexo de causalidade. 
(errada) VUNESP - 2019 - TJ-AC - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• É normativa a relação de causalidade nos crimes omissivos impróprios ou comissivos por omissão, prescindindo NECESSITANDO de resultado 
naturalístico para a sua consumação. (errada) FCC - 2019 - TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO 
• É possível autoria por omissão em delito comissivo, desde que o autor tenha o dever jurídico de impedir o resultado. Para que o omitente 
responda pelo delito a título de autor, é necessário que o comportamento negativo configure infração do dever jurídico de agir (posição de 
“garante”). (certa) 2019 - MPE-GO 
• O dever de agir para impedir o resultado está relacionado com a tipicidade dos crimes omissivos próprios. (errada) 2019 - MPE-PR 
A posição de garantidor do bem jurídico é elemento específico do tipo objetivo dos crimes de omissão imprópria, mas a 
produção do resultado típico de lesão do bem jurídico é elemento comum do tipo objetivo dos crimes de omissão própria e imprópria. 
(errada) 2017 - MPE-PR 
A omissão do garantidor é equivalente à uma ação. Logo, a imputação será do crime comissivo. 
• Aquele que expõe a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamentoou custódia, quer privando-a a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer 
abusando de meios de correção ou disciplina responde pelo delito de homicídio na forma omissiva COMISSIVA. (errada) 2011 - TJ-RO - JUIZ SUBSTITUTO 
elaborado por @fredsmcezar 
A adequação típica da omissão imprópria é por subordinação indireta / mediata dada a necessidade de uma norma de extensão. 
Os crimes omissivos impróprios não admitem a tentativa. (errada) 2010 - MPE-MG 
• Crimes omissivos impróprios não admitem a tentativa. (errada) 2011 – MPDFT 
• Em se tratando de crimes omissivos impróprios, admite-se a tentativa. (certa) CESPE - 2012 - TJ-AC - JUIZ SUBSTITUTO 
• Crimes omissivos impróprios admite tentativa. (certa) 2012 - MPE-RJ 
Na forma dolosa, os crimes omissivos impróprios não exigem que o garante deseje o resultado típico. (certa) 2017 - MPE-RS 
Os crimes de omissão imprópria podem ser tanto dolosos como culposos. São dolosos quando o agente quer ou assume o risco 
de que o resultado típico ocorra em função da sua inércia em cumprir seu dever jurídico de evitar a ocorrência do resultado. É 
culposo quando a inação é motivada por negligência, imprudência ou imperícia. Com efeito, o crime comissão por omissão pode 
ser doloso desde que o agente tenha assumido o risco da ocorrência do resultado, ainda que não o tenha efetivamente desejado. 
Ou seja, esse desejo não é exigível. Assim, a assertiva contida neste item está correta. 57 
6.5.1 A FIGURA DO GARANTIDOR 
TEORIA DAS FONTES FORMAIS58 
A técnica de situar formalmente as fontes da posição de garantidor foi acolhida, 
integralmente, no Brasil, já no anteprojeto do Código Penal de 1962, de autoria de Nélson 
Hungria e está igualmente inserida no art. 13 §2º do Código vigente. 
TEORIA DAS FUNÇÕES 59 
(Armin Kaufmann) 
(...) a partir de 1959, com a obra de Armin Kaufmann, na qual desenvolve os 
fundamentos da chamada TEORIA DAS FUNÇÕES. Por essa teoria, diferenciava Armin 
KAUFMANN, quanto à posição de garantidor, os campos de relações nos quais era gerado 
o dever de impedir o resultado juridicamente proibido. Assim, ao contrário do que 
propunha a teoria anterior, que indicava com rigor a fontes dos quais esse dever provinha 
(lei, contrato e ingerência), entendia Armin Kaufmann que este dever estaria assentado 
em especiais relações de proteção, assumidas pelas respetivas pessoas, frente a perigos 
que se desencadeavam contra os afetados. Estas relações seriam reunidas em dois 
grupos de funções. 
O primeiro incluiria todas aquelas relações pelas quais o garantidor se 
comprometesse a defender os afetados frente a todos os perigos que se desenvolveram 
dentro do seu âmbito de proteção. Nesse primeiro grupo de casos, incluem-se as 
relações de proteção entre pais e filhos, entre cônjuges entre pessoas encarregadas de 
supervisão da atividade de outras. 
O segundo incluiria aquelas relações que derivam de fontes de perigo, para as quais 
o garantidor fosse responsável. No segundo grupo, inserem-se os deveres derivados da 
responsabilidade por fontes de geração de perigos, assim como os vinculados à 
propriedade, aos filhos menores, aos animais domésticos e, ainda, por ações realizadas 
pelo próprio sujeito (ingerência). 
Segundo a lição de Juarez Tavares: “Diz-se, na verdade, que os crimes omissivos impróprios são crimes de omissão qualificada 
porque os sujeitos devem possuir uma qualidade específica, que não é inerente e nem existe nas pessoas em geral. O sujeito deve 
ter com a vítima uma vinculação de tal ordem, para a proteção de seus bens jurídicos, que o situe na qualidade de garantidor desses 
bens jurídicos.” 
O dever de agir, no crime omissivo, também incumbe a quem não tem obrigação legal, mas, por outro motivo, assumiu a 
responsabilidade de evitar o resultado. (certa) CESPE - 2022 - PC-PB - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
CP art. 13 § 2º A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir 
incumbe a quem: 
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; 
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; 
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. 
 
57 Q795668 – Comentário do professor - Gílson Campos (Juiz Federal) 
58 TAVARES, Juarez. Teoria dos crimes omissivos. São Paulo: Marcial Pons, 2018, p.303. 
59 TAVARES, Juarez. Teoria dos crimes omissivos. São Paulo: Marcial Pons, 2018, p.137. 
elaborado por @fredsmcezar 
ATENÇÃO60: A doutrina majoritária entende que o agente somente responderá como garantidor pela alínea “c” do art. 13, §2º 
do CP se houve a má administração da fonte de perigo, seja ela dolosa ou culposa. Exemplo: João possui cão bravio em sua 
residência, mas toma todas as cautelas necessárias. A criança pula o muro da casa de João para pegar a bola e acaba sendo 
atacada pelo animal. João não socorre e a criança vem a óbito. 
João pode ser considerado garantidor? Não, porque não houve uma má administração dolosa ou culposa dessa fonte de perigo. 
Dessa forma, João responderá apenas por omissão de socorro e não homicídio. 
QUESTÕES 
Nos crimes comissivos por omissão, o agente, que possui o especial dever de agir, abstém-se dessa atuação. (certa) 2010 - MPE-SP 
Ex.: Mãe que intencionalmente deixa de amamentar o filho, causando-lhe a morte por inanição, pratica crime comissivo por 
omissão. (certa) 2014 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O crime da mãe que deixa de amamentar o filho, o que leva à sua morte por inanição, é omissivo próprio. (errada) 2015 - MPDFT 
Ex.: Mélvio é instrutor de escaladas, membro da Associação Capixaba de Escaladas (ACE). Sua especialidade é escalar picos 
com alto grau de dificuldade. Em comemoração aos seus 10 (dez) anos como instrutor, resolveu promover uma escalada em Afonso 
Claudio, cidade do Espírito Santo, na Pedra de Lajinha, que está entre os cinco picos mais altos do Brasil. Montou um grupo nas 
redes sociais e convocou amigos e escaladores. No dia marcado para a subida, havia previsão de chuva e ventos, que poderiam 
ocorrer na metade do trajeto. No pé do pico, lugar de início da subida, foi colocada uma placa indicando que não era seguro escalar 
em função das condições climáticas. Como a escalada era muito longa, ele foi orientado por colegas instrutores que não 
promovesse a escalada. Três amigos de Mélvio, que não tinham experiência nessa prática esportiva, foram fazer a escalada para 
prestigiar Mélvio. Um deles, ao ouvir a fala dos demais instrutores, resolveu não subir, mas os outros dois cederam à insistência 
de Mélvio, que considerava a subida fácil, apesar de longa. Feliz, Mélvio disse que, apesar da chuva e do vento previstos, nada 
iria derrubá-los na escalada e que tudo estava sob controle, afirmando que muitas vezes tais previsões estavam erradas. Mesmo 
sabendo que não era 100% seguro fazer a escalada, principalmente para os iniciantes, Mélvio se colocou como responsável por 
seus amigos, garantindo-se em seus 10 anos de experiência. Não obstante, a previsão se confirmou. Com a chegada do vento e da 
tempestade, Mélvio não conseguiu dar o suporte prometido para seus amigos, que acabaram sendo arremessados, pelo vento e 
chuva, para baixo. Com a queda os dois amigos vieram a falecer. Sabendo-se que: 
restou comprovado que o material de escalada de Mélvio era compatível com os níveis de segurança exigidos para escaladas nas 
condições acima expostas; 
o instrutor possuía autonomia e registro para a promover escaladas, com experiência no tipo de subida proposto e reconhecido 
pela ACE; 
o percentual de acertos de tais previsões do tempo, para as próximas horas, era de 95% em relação ao local da escalada, como 
estava exposto na placa; 
os amigos de Mélvio que caíram, somente subiram com a garantia de segurança do instrutor; 
É correto afirmar que Mélvio deve responder por homicídio culposo, devido a sua condiçãode agente garantidor. (certa) 2019 - PC-
ES - DELEGADO DE POLÍCIA 
Ex.: Artur, após subtrair aparelho celular no interior de um mercado, foi detido por populares que o amarraram em um poste de 
iluminação. Acabou agredido violentamente por Valdemar, vítima da subtração, que se valeu de uma barra de ferro encontrada na 
rua. Alice tentou intervir, porém foi ameaçada por Valdemar. Ato contínuo, Alice, verificando a grave situação, correu até um posto 
da Polícia Militar e relatou o fato ao soldado Pereira, que se recusou a ir até o local no qual estava o periclitante, alegando que a 
situação deveria ser resolvida unicamente pelos envolvidos. Francisco, segurança particular do mercado, gravou a agressão e postou 
as imagens em rede social com a seguinte legenda: "Aí mano, em primeira mão: outro pra vala". Artur morreu em decorrência de 
trauma craniano. Pereira poderá ser indiciado pela prática de crime omissivo impróprio. (certa) 2017 - PC-MS - DELEGADO DE POLÍCIA 
MA, preocupada com o desempenho escolar insatisfatório de sua filha AL, de 13 (treze) anos de idade, pediu ao vizinho V, de 
19 (dezenove) anos de idade, universitário, para ministrar aulas particulares para AL. Ao fazer o pedido, MA mencionou para V a 
idade de AL e as dificuldades que ela enfrentava com a disciplina de matemática. Na data combinada, V foi à residência de AL e foi 
por esta recebido e conduzido até seu quarto. MA, estava na sala de TV, que fica ao lado do quarto de AL, de modo que pôde ouvir 
com clareza o inteiro teor da conversa travada entre V e AL. Depois de alguma conversa entre eles, AL convidou V para “ficarem”. 
V ficou indeciso inicialmente, mas AL insistiu e afirmou que não haveria problema algum, porque sua mãe MA estava na sala entretida 
com a novela e não os interromperia. Depois da insistência por parte de AL, V concordou com a proposta e acabaram mantendo 
relação sexual. MA, que ouviu toda a conversa, achou melhor não interferir e continuou a assistir à novela. Diante dessa situação 
hipotética, assinale a alternativa que contém a solução jurídica correta para o caso. V e MA respondem pelo crime de estupro de 
vulnerável, V na modalidade comissiva e MA na modalidade omissiva. (certa) 2018 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
 
 
 
60 Ana Paula Vieira – Aula nº 39 - Ênfase 
elaborado por @fredsmcezar 
6.5.2 HOMICÍDIOS CULPOSO POR OMISSÃO IMPRÓPRIA 
• A autoria de um homicídio praticado na forma omissiva é determinada pela relação normativa da obrigação de evitar o resultado existente 
entre o autor e a vítima, não existindo qualquer vínculo causal entre a omissão e o resultado. (errada) 2009 - MPDFT 
Ex. 1: Imagine o salva-vidas que dorme no posto e não salva a criança. 
Ex. 2: Uma mulher procurou o salva-vidas de uma praia que estava em vias de prestar socorro a um rapaz que se debatia na 
água. Ela disse ao salva-vidas que conhecia o suposto afogado, afirmando com veemência que ele estava brincando, já que era um 
excelente nadador. Diante das informações prestadas pela mulher, negligenciando sua função, o salva-vidas deixou de prestar o 
socorro que poderia ter acarretado o salvamento. O afogado, assim, morreu. Na verdade, a mulher conhecia o afogado, seu desafeto, 
e pretendia vê-lo morto. Diante da situação narrada, é CORRETO afirmar que o salva-vidas foi autor de homicídio culposo através 
de omissão imprópria e a mulher foi autora mediata de homicídio doloso. (certa) FUNDEP - 2014 - DPE-MG 
O professor A, responsável por conduzir alunos de escola infantil a visita programada em usina hidrelétrica, omite ação mandada 
para proteção dos estudantes no local, por lesão do dever de cuidado ou do risco permitido, com resultado de dispersão e 
afogamento fatal de uma das crianças em represa interna. A responde por prática de homicídio, por omissão de ação culposa. (certa) 
2021 - MPE-PR 
6.5.3 HOMICÍDIO DOLOSO POR OMISSÃO IMPRÓPRIA 
Ex.: Imagine que o salva-vidas, em horário de trabalho, viu um inimigo se afogando e deliberadamente não o salvou, contudo, 
uma terceira pessoa salva a vítima com vida. O salva-vidas planejou a morte do desafeto e iniciou a execução abstendo-se de salvar, 
mas a execução foi interrompida por uma circunstância alheia a vontade dele. Por isso, é correto dizer que o garantidor responde 
pelo resultado. Neste exemplo, trata-se de uma tentativa de homicídio doloso por omissão imprópria. 
Ex.: JOÃO e JOSÉ estão na praia e resolveram entrar no mar. Em determinado momento eles começam a se afogar. Havia 
naquele local um salva-vidas que, ao avistar apenas JOÃO, notou que ele era seu desafeto e se recusou a salvá-lo; próximo a eles 
havia também um surfista, este avistou apenas JOSÉ pedindo socorro, mas, por ser seu inimigo, não atendeu aos pedidos dele, 
resolvendo sair do local. As duas pessoas acabam se afogando e morrendo. Neste caso, o salva vidas responderá por homicídio 
doloso por omissão e o surfista por omissão de socorro. [adaptada] (certa) NUCEPE - 2018 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
A, nadador experimentado, convence seu amigo B a nadarem juntos em mar bravio, sabendo que este é mau nadador: se A, 
com consciência da situação de perigo e podendo concretamente agir, não impede o afogamento fatal de B, abandonando-o à própria 
sorte, responde pelo crime de HOMICÍDIO omissão de socorro, majorado pelo resultado de morte (CP, art. 135, § único); (errada) 2012 - 
MPE-PR 
6.5.4 ERRO DE TIPO SOBRE A POSIÇÃO DE GARANTIDOR 
O erro de tipo pode ocorrer mesmo em crimes omissivos impróprios. (certa) 2009 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
O erro de tipo evitável sobre a posição de garantidor do bem jurídico admite imputação penal do fato por omissão de ação 
imprópria, na modalidade culposa, se prevista em lei. (certa) 2012 - MPE-PR 
Ex.: É possível que o agente desconheça sua posição de garante, razão pela qual se admite o erro de tipo nos crimes omissivos 
impróprios.61 
O erro de tipo evitável sobre elementos objetivos do tipo de homicídio cometido por omissão imprópria exclui o dolo, permitindo 
punição a título de culpa. (certa) 2017 - MPE-RS 
O erro inevitável sobre a posição de garantidor do bem jurídico, que fundamenta o dever jurídico especial de agir na omissão de 
ação imprópria, pode permitir a imputação do fato fundada no dever jurídico geral de agir, peculiar à omissão de ação própria. (certa) 
2021 - MPE-PR 
6.5.5 ATIPICIDADE 
É preciso partir da premissa que a adequação típica na omissão imprópria é indireta e depende da norma de extensão prevista 
no § 2º do art. 13. Assim, se o agente não podia agir a conduta já não é mais típica. 
Nos crimes comissivos por omissão, a falta do poder de agir gera atipicidade da conduta. (certa) FCC - 2018 - DPE-AP 
Se o garante, apesar de não haver conseguido impedir o resultado, seriamente esforçou-se para evitá-lo, não haverá fato típico, 
doloso e culposo. Nos omissivos impróprios, a relação de causalidade é normativa. (certa) 2017 - MPE-RS 
Em relação aos crimes omissivos impróprios, é correto afirmar que se o titular do bem jurídico, com todas as informações 
disponíveis, conscientemente decide pela autolesão ao bem jurídico, não há obrigação legal de ação do garante para evitar o 
resultado. (certa) FGV - 2021 - TJ-PR - JUIZ SUBSTITUTO 
Mesmo diante de diversos avisos e letreiros de proibição e dos alertas verbais de agente de segurança pública presente no local, 
Jack ingressou no Lago do Amor, em Campo Grande/MS, nadando rapidamente até o meio do lago. Quando retornava à margem, 
foi atacado por um jacaré, vindo a perder um braço. Após a alta médica, Jack dirigiu-se a uma unidade da Polícia Judiciária, realizando 
 
61 https://www.emagis.com.br/area-gratuita/revisao/erro-de-tipo-pontos-importantes/ 
elaborado por @fredsmcezar 
registro de ocorrência em desfavor do agente público, afirmando que ele tinha o dever de impedir seu ingresso no lago e que era o 
responsável pela lesão que sofrera. Diante desse cenário, é correto afirmar que o agentepúblico: não é responsável pelo resultado, 
em razão da autocolocação em perigo dolosa. (certa) FGV - 2022 - DPE-MS 
6.6 CRIMES OMISSIVOS PRÓPRIOS 
(VIOLAÇÃO DE DEVER DE AGIR GENÉRICO), PUROS OU SIMPLES 
Mirabete: “São os que objetivamente são descritos com uma conduta negativa, de não fazer o que a lei determina, consistindo 
a omissão na transgressão da norma jurídica e não sendo necessário qualquer resultado naturalístico”. 
Um dos critérios apontados pela doutrina para diferenciar a omissão própria da omissão imprópria é o tipológico, segundo o 
qual, havendo norma expressa criminalizando a omissão, estar-se-ia diante de uma omissão imprópria PRÓPRIA. (errada) VUNESP - 2016 - TJM-
SP - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Os crimes omissivos próprios são os cujo tipo descreve a conduta omissiva de forma direta, e por isso não é necessária a 
incidência do art. 13, § 2º, do CP. (certa) 2019 - MPE-SC 
São omissões próprias ou tipos de omissão própria aqueles em que o autor pode ser qualquer pessoa que se encontre na 
situação típica. Os tipos de omissão própria caracterizam-se por não ter um tipo ativo equivalente. Ex. artigo 135, do Código Penal 
- Omissão de socorro. (certa) 2019 - MPE-GO 
• Crimes omissivos impróprios PRÓPRIOS, comissivos por omissão ou omissivos qualificados são os que objetivamente são descritos como uma 
conduta negativa, de não fazer o que a lei determina, consistindo a omissão na transgressão da norma jurídica sem que haja necessidade de 
qualquer resultado naturalístico. Para a existência do crime, basta que o autor se omita quando deva agir. (errada) CESPE - 2012 - MPE-TO 
• No crime omissivo impróprio, o tipo penal descreve uma conduta omissiva e sua consumação dispensa qualquer resultado naturalístico. 
(errada) 2013 - MPE-GO 
• Os crimes omissivos impróprios são aqueles praticados mediante o “não fazer” o que a lei manda, sem dependência de qualquer resultado 
naturalístico. (errada) FCC - 2014 - TJ-CE - JUIZ SUBSTITUTO 
• Em se tratando de crime omissivo próprio, a legislação penal não estabelece qualquer qualidade ou condição específica para o sujeito ativo 
da omissão. (errada) CESPE - 2014 - TJ-DFT - JUIZ SUBSTITUTO 
• Em relação aos crimes omissivos puros, exige-se a ocorrência de resultado naturalístico, uma vez que a simples omissão contida na norma 
não basta para que eles se aperfeiçoem. (errada) FUNDEP - 2018 - MPE-MG 
• Os crimes omissivos próprios dependem de resultado naturalístico para a sua consumação. (errada) FCC - 2019 - TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO 
• Nos crimes omissivos próprios, a conduta omissiva se esgota em si mesma, independentemente do resultado decorrente do não fazer do 
agente. (certa) CESPE - 2022 - DPE-RS 
Ex.: Se o motorista A, podendo concretamente agir e consciente da situação de perigo, deixa de socorrer o desconhecido B, 
ferido na rodovia em razão de atropelamento, pode ser responsabilizado por omissão de ação própria, exceto se B for socorrido na 
sequência por terceiro, sobrevivendo ao atropelamento sem sequelas, hipótese em que A não será responsabilizado criminalmente. 
(errada) 2012 - MPE-PR 
• Os crimes omissivos próprios não admitem a figura da tentativa. (certa) VUNESP - 2009 - TJ-MT - JUIZ SUBSTITUTO 
• Os crimes omissivos próprios não admitem tentativa. (certa) 2009 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• Configura-se a tentativa nos crimes omissivos próprios. (errada) 2010 - TJ-SC - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Os crimes omissivos próprios não admitem a tentativa. (certa) 2013 - TJ-SC - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Os denominados crimes omissivos próprios admitem tentativa. (errada) 2013 - MPE-PR 
• Crimes omissivos próprios não admitem a forma tentada. (certa) 2013 - MPE-MS 
• Nos crimes omissivos próprios não se admite a tentativa. (certa) FUNDEP - 2014 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Os crimes omissivos próprios não admitem a tentativa. (certa) 2021 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
A adequação típica é por subordinação direta ou imediata, uma vez que existe um tipo penal e assim não necessita de uma 
norma de extensão. 
OMISSIVOS PRÓPRIOS Não se exige a ocorrência de resultado naturalístico. 
OMISSIVOS IMPRÓPRIOS É exigida a ocorrência de resultado naturalístico. 
Crime omissivo próprio é aquele cujo agente produz um resultado por meio da omissão. (errada) CESPE - 2012 - TJ-BA - JUIZ SUBSTITUTO 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
6.6.1 OMISSÃO DE SOCORRO 
Art. 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à 
pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública. 
Parágrafo único - A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta 
a morte. 
Ex.: A percebe o afogamento de B em lago, e, ciente da real possibilidade de morte da vítima, deixa de lhe prestar socorro, 
podendo fazê-lo concretamente sem risco pessoal: se B morre afogado justamente em razão da omissão, então A responde pelo 
crime de omissão de socorro, majorado pelo resultado de morte (CP, art. 135, parágrafo único), praticado por omissão própria. (certa) 
2017 - MPE-RS 
6.6.2 ART. 64 DO DCD 
Art. 64. Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo 
conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado. 
O tipo descrito é crime omissivo próprio. (certa) 2009 - PC-RJ - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Aquele que deixa de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados, fichas ou registros que 
sabe ou deveria saber ser inexata, comete crime omissivo previsto no Código de Defesa do Consumidor, admitindo-se tanto o dolo direto 
quanto o dolo eventual. (certa) 2010 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• A omissão de informações sobre riscos conhecidos posteriormente à introdução do produto no mercado caracteriza-se como crime omissivo 
puro, não se admitindo a modalidade culposa, e unissubsistente. (certa) CESPE - 2013 - MPE-RO 
6.6.3 OMISSÃO DE CAUTELA – ESTATUTO DO DESARMAMENTO - Lei nº 10.826/2003 
Art. 13. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência 
mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: 
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa. 
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de 
valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda, furto, roubo ou outras formas de 
extravio de arma de fogo, acessório ou munição que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de 
ocorrido o fato. 
Ex.: Zé Carabina possuía em sua casa um revólver calibre 38 registrado, embora não tivesse autorização para portar arma de 
fogo. Certo dia, após efetuar a manutenção (limpeza etc.) da arma e municiá-la com (05) cinco cartuchos, deixou-a sobre a mesa 
da sala, local onde passaram a brincar seus filhos e alguns colegas, todos menores, com idade média de 08 (oito) anos. O filho mais 
velho, de 09 (nove) anos de idade, apoderou-se da arma e passou a apontá-la na direção dos amigos, dizendo que era da polícia. 
Nesse momento, Zé Carabina ingressou na sala, tomando a arma do filho e evitando o que poderia ser uma tragédia. Considerando 
a hipótese narrada, é correto afirmar que Zé Carabina praticou um crime omissivo próprio. (certa) FUNDEP - 2011 - MPE-MG 
O crime de omissão de cautela, previsto no Estatuto do Desarmamento, é delito omissivo, sendo a culpa na modalidade 
negligência o elemento subjetivo do tipo. (certa) CESPE - 2015 - TJ-PB - JUIZ SUBSTITUTO 
6.6.4 APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA 
Art. 168-A. Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal ou 
convencional:(Lei nº 9.983/2000) 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Lei nº 9.983/2000) 
O dolo exigido é o genérico, de modo que a omissão, por si, é apta a configurar o delito, que prescinde da fraude material e 
do animus rem sibi habendi para a sua caracterização. (certa) 2014 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
A jurisprudência do STJ é no sentido de que “o dolo do crime de apropriação indébita previdenciária é a vontade de não 
repassar à previdência as contribuições recolhidas, dentro do prazo e da forma legais, não se exigindo o animus rem sibi 
habendi, sendo, portanto, descabida a exigência de se demonstrar o dolo específico de fraudar a Previdência Social como 
elemento essencial do tipo penal. (AgRg no AREsp n. 1.291.995/SC, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 13/11/2018, DJe de 
22/11/2018.) 
Nos termos do entendimento jurisprudencial estabelecido nos tribunais superiores, o crime de apropriação indébita previdenciária 
é considerado delito omissivo próprio, em todas as suas modalidades, e consuma-se no momento em que o agente deixa de recolher 
as contribuições, depois de ultrapassado o prazo estabelecido na norma de regência, sendo, portanto, desnecessário o animus rem 
sibi habendi. (certa) CESPE - 2011 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
elaborado por @fredsmcezar 
• O delito de apropriação indébita previdenciária (art. 168-A do Código Penal) constitui crime omissivo próprio e se perfaz com a mera omissão 
de recolhimento da contribuição previdenciária dentro do prazo e das formas legais, requerendo o dolo específico de querer incorporar a 
verba ao patrimônio do agente. (errada) 2017 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• Para a consumação desse crime, exige-se a omissão de repasse das contribuições recolhidas à previdência social acrescida do ânimo de 
assenhorar-se daquelas contribuições, sendo o tipo penal apropriação indébita previdenciária uma modalidade de apropriação indébita. (errada) 
CESPE - 2017 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
6.6.5 ART. 68 DA LEI 9.605/98 
Art. 68. Deixar, aquele que tiver o dever legal ou contratual de fazê-lo, de cumprir obrigação de relevante interesse ambiental: 
Pena - detenção, de um a três anos, e multa. 
Parágrafo único. Se o crime é culposo, a pena é de três meses a um ano, sem prejuízo da multa. 
O crime de deixar de cumprir obrigação de relevante interesse ambiental, previsto no rol dos crimes contra a administração 
pública ambiental, é crime omissivo próprio, punido apenas na forma dolosa, e se caracteriza quando o agente público deixa de 
praticar o ato, contrariando o dever legal de fazê-lo para evitar o resultado lesivo ao meio ambiente, consoante entendimento do 
STJ. (errada) CESPE - 2013 - DPE-TO 
6.6.6 TORTURA MEDIANTE OMISSÃO62 
Art. 1º Constitui crime de tortura: 
§ 2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção 
de um a quatro anos. 
• Comete o crime de tortura aquele que, tendo o dever de evitar a conduta, se mantém omisso ao tomar ciência ou presenciar pessoa presa 
ser submetida a sofrimento físico ou mental, por meio da prática de ato não previsto legalmente. (certa) CESPE - 2018 - DPE-PE 
• A Lei nº 9.455/1997 tipifica o crime de tortura e aponta as suas diversas espécies. Sobre o delito em questão, analise as afirmativas a seguir. 
Pode ser praticado por conduta comissiva ou omissiva. (certa) FGV - 2021 - PC-RN - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL SUBSTITUTO 
Omitir é deixar de fazer algo a que estava obrigado. Nessa modalidade de tortura, o agente deve evitar ou apurar a prática dos 
delitos descritos anteriormente, e não o faz. 
Sujeito ativo: Trata-se de crime próprio, que somente pode ser praticado por quem tiver o dever de evitar ou de apurar a 
ocorrência da prática de qualquer modalidade de tortura descrita na lei. 
Sujeito passivo: Qualquer pessoa. 
Dever de evitar: Consiste no dever de impedir a ocorrência da prática de qualquer modalidade de tortura descrita na lei. Nessa 
modalidade, o agente deve ter um vínculo legal com a vítima da tortura, sendo, portanto, agente garantidor, como ocorre com os 
agentes de segurança pública que têm o dever de evitar a prática de infrações penais ou então os pais, que têm o dever de evitar a 
prática da tortura em relação aos filhos. 
Ex.: Caio, Delegado de Polícia, percebe que, na sala ao lado, Antônio, agente policial lotado em sua Delegacia, submete Tício, 
preso em flagrante, a sofrimento físico mediante violência, como forma de aplicar-lhe castigo pessoal. Caio nada fez para impedir 
tal conduta. Pode-se afirmar que Caio e Antônio cometeram as seguintes condutas, respectivamente Caio será punido por sua 
omissão na forma da Lei nº 9.455/1997 e Antônio responderá pelo crime de tortura. (certa) 2009 - PC-RO - DELEGADO DE POLÍCIA 
Ex.: Frederico encontrava-se custodiado pelo Estado em medida de segurança legalmente imposta. Permaneceu por vários dias 
solicitando atendimento de um médico porque apresentava febre, dores de cabeça, falta de ar e tosse. Foi atendido apenas por 
auxiliares de enfermagem que se limitaram a recomendar a interrupção do cigarro. Ao final do décimo dia teve um desmaio e foi 
hospitalizado. O médico deste nosocômio prescreveu-lhe antibióticos em razão de um processo infeccioso avançado nos 
pulmões. Tal medicação, entregue pelo médico que a prescreveu, jamais foi administrada pelos funcionários do Hospital de 
Custódia e Tratamento Psiquiátrico, onde cumpria a medida de segurança. Frederico acabou morrendo em decorrência de um 
abcesso causado por pneumonia. As condutas dos funcionários amoldam-se ao seguinte tipo penal: crime de tortura por 
submeterem pessoa sujeita a medida de segurança a sofrimento físico e mental, omitindo-se, quando tinham o dever de evitá-
lo. (certa) FCC - 2009 - DPE-MA 
6.6.7 CRIME OMISSIVO PRÓPRIO CULPOSO63 
Os delitos omissivos próprios culposos, que decorrem de uma previsão legal expressa, são constituídos, no respectivo tipo de 
injusto, de dois comandos: uma DETERMINAÇÃO DE CUIDADO e uma DETERMINAÇÃO DE CONDUTA. A característica básica desses 
delitos, em contraste com os delitos culposos comissivos, reside na subordinação da norma de cuidado à norma mandamental. 
 
62 Leis Penais Especiais, vol. único. Gabriel Habib 11ª ed. (2019) 
63 Juarez Tavares – Teoria dos crimes omissivos 
elaborado por @fredsmcezar 
Ainda que a norma de cuidado se assente em normas regulamentares de profissão, arte ou ofício, ou em regras gerais de 
precaução, conforme a experiência geral da vida, que assinalam a delimitação do risco autorizado, está sempre em função da 
determinação de conduta, porquanto só com a perfeita identificação do que é imposto ao sujeito é que se pode legitimar o comando 
legal. Assim, por exemplo, no art. 63 do Código do Consumidor, a omissão culposa diz respeito à não inserção nas embalagens, 
invólucros, recipientes ou publicidade de produtos destinados ao consumo, de dizeres ou sinais ostensivos sobre a periculosidade 
desses produtos. 
CDC. Art. 63. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos, nas embalagens, nos invólucros, 
recipientes ou publicidade: 
§ 2° Se o crime é CULPOSO: 
A condição de que a não inserção (omissão) desses dizeres ou sinais dá lugar a um processo de imputação de 
responsabilidade do sujeito demonstra que a norma de cuidado só tem eficácia quando acoplada à norma mandamental contida 
no tipo. Esta relação entre norma mandamental e norma de cuidado faz dos delitos omissivos próprios culposos uma categoria 
complexa, que não se resume a uma simples conjugação de omissão e negligência. 
O ordenamento jurídico brasileiro admite a punibilidade dos crimes omissivos próprios e impróprios praticados com dolo ou 
culpa. (certa) 2011 – MPDFT 
ATENÇÃO Diferente do entendimento acolhido na prova do MPDFT em 2011, na prova para o MP do Paraná em 2017 foi consideradacorreta a assertiva que restringia os crimes omissivos próprios apenas à modalidade dolosa. 
Os tipos de omissão de ação podem aparecer sob a forma de omissão imprópria, fundada no dever jurídico especial de agir, que 
admite ações dolosas e culposas, e sob a forma de omissão própria, fundada no dever jurídico geral de agir, que admite apenas 
ações dolosas. (certa) 2017 - MPE-PR 
6.7 COAUTORIA EM CRIMES OMISSIVOS64 
1ª POSIÇÃO: É possível a coautoria em crimes omissivos, sejam eles próprios (ou puros), ou ainda impróprios (espúrios ou 
comissivos por omissão). 
Para o aperfeiçoamento da coautoria basta que dois ou mais agentes, vinculados pela unidade de propósitos, prestem 
contribuições relevantes para a produção do resultado, realizando atos de execução previstos na lei penal. Filiam-se a essa 
corrente, dentre outros, Cezar Roberto Bitencourt e Guilherme de Souza Nucci, que exemplifica: Duas pessoas podem, 
caminhando pela rua, deparar-se com outra, ferida, em busca de ajuda. Associadas, uma conhecendo a conduta da outra e até 
havendo incentivo recíproco, resolvem ir embora. São coautoras do crime de omissão de socorro (art. 135, CP). 
A coautoria é possível nos crimes omissivos, quando o coautor também tem o dever jurídico de não se omitir e, em vez de agir, 
ele adere ao dolo do agente e, igualmente, se omite. (certa) 2018 - MPE-BA 
É admissível a coautoria nos crimes omissivos impróprios ou comissivos por omissão. (certa) FCC - 2020 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
2ª POSIÇÃO: Não se admite a coautoria em crimes omissivos, qualquer que seja a sua natureza. 
De acordo com essa posição, a coautoria não é possível nos crimes omissivos, porque cada um dos sujeitos detém o seu dever 
de agir – imposto pela lei a todos, nos próprios, ou pertencente a pessoas determinadas (CP, art. 13, § 2.º), nos impróprios ou 
comissivos por omissão –, de modo individual, indivisível e indelegável. 
Nilo Batista defende com veemência esse entendimento: O dever de atuar a que está adstrito o autor do delito omissivo é 
indecomponível. Por outro lado, como diz Bacigalupo, a falta de ação priva de sentido o pressuposto fundamental da coautoria, 
que é a divisão do trabalho; assim, no es concebible que alguien omita una parte mientras otros omiten el resto. 
Quando dois médicos omitem – ainda que de comum acordo – denunciar moléstia de notificação compulsória de que tiveram 
ciência (art. 269, CP), temos dois autores diretos individualmente consideráveis. A inexistência do acordo (que, de resto, não 
possui qualquer relevância típica) deslocaria para uma autoria colateral, sem alteração substancial na hipótese. 
No famoso exemplo de Kaufmann, dos cinquenta nadadores que assistem passivamente ao afogamento do menino, temos 
cinquenta autores diretos da omissão de socorro. A solução não se altera se se transferem os casos para a omissão imprópria: 
pai e mãe que deixam o pequeno filho morrer à míngua de alimentação são autores diretos do homicídio; a omissão de um não 
‘completa’ a omissão do outro; o dever de assistência não é violado em 50% por cada qual. 
6.8 PARTICIPAÇÃO EM CRIMES OMISSIVOS 
Na omissão é possível caracterizar-se a participação em qualquer de suas formas, a saber, a determinação, a instigação e o 
auxílio. (errada) 2011 – MPDFT 
 
64 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 550 
elaborado por @fredsmcezar 
“A participação em delitos omissivos, na verdade, deve ser reconhecida como uma dissuasão, ou seja, o partícipe dirige a sua 
conduta no sentido de fazer com que o autor não pratique a conduta a que estava obrigado. 
No crime de omissão de socorro, por exemplo, imaginemos que A, paraplégico, induza B, surfista, a não levar a efeito o 
socorro de C, que estava se afogando, uma vez que ambos já estavam atrasados para um compromisso anteriormente 
marcado. A não podia ser considerado autor do delito de omissão de socorro, haja vista que, pelo fato de ser paraplégico, não 
tinha condições de entrar no mar a fim de efetuar o socorro, porque se assim agisse correria risco pessoal, tampouco tinha, no 
caso concreto, como pedir o socorro da autoridade pública. B, por outro lado, surfista profissional, poderia ter realizado o socorro 
sem qualquer risco. Embora surfista, tal qualidade não o transformava em agente garantidor, razão pela qual a sua omissão cairia 
na vala comum do crime de omissão de socorro. Assim, a inação de B o levaria a ser responsabilizado pelo delito previsto no art. 
135 do Código Penal. 
E, com relação à conduta de A, ficaria ele impune tendo induzido B a não prestar o socorro, ou poderia ele ser punido a título de 
participação? Se ambos pudessem socorrer a vítima, sem qualquer risco pessoal, mas, unidos pelo vínculo psicológico, resolvessem 
não fazê-lo, na esteira de Cezar Bitencourt, seriam responsabilizados como coautores do delito de omissão de socorro. Contudo, 
somente um deles pode realizar o salvamento, uma vez que o outro, se tentar fazê-lo, correrá risco pessoal. Entendemos que, no 
caso em tela, A será partícipe de um crime de omissão de socorro praticado por B. 
Cezar Bitencourt também se posiciona favoravelmente à tese que possibilita o reconhecimento da participação nos crimes 
omissivos impróprios, sustentando 'A participação também pode ocorrer no chamados crimes omissivos impróprios (comissivos 
por omissão), mesmo que o partícipe não tenha o dever jurídico de não se omitir. Claro, se o partícipe tivesse tal dever seria 
igualmente autor, ou coautor se houvesse a resolução conjunta de se omitir. É perfeitamente possível que um terceiro, que não está 
obrigado ao comando da norma, instigue ao garante a não impedir o resultado'. 
Tomando de empréstimo o exemplo citado anteriormente, vamos substituir a figura do surfista por um salva-vidas. Agora, A, 
paraplégico, induz B, salva-vidas, a não prestar o socorro à vítima que se afogava, quando devia e podia fazê-lo, uma vez que esta 
última era sua maior inimiga. B, nutrindo um violento ódio pela vítima, é convencido por A a deixá-la morrer afogada. Pelo fato de 
ser garantidor, nos termos da alínea a do § 2º do art. 13 do Código Penal, se a vítima vier a afogar-se, B será responsabilizado pelo 
delito de homicídio doloso. A, que o induziu a não prestar o socorro devido, para que viesse a ocorrer o resultado morte, será 
punido pela sua participação, respondendo, outrossim, pela mesma infração penal imputada a B.” 65 
A lei brasileira não admite a participação por omissão e a participação em crime omissivo, uma vez que, para se distinguir o 
coautor do partícipe, a conduta principal e a acessória devem ocorrer de forma ativa, o que é incompatível com uma inação. (errada) 
CESPE - 2012 - TJ-PI – JUIZ 
O crime omissivo admite a participação por meio de comissão. (certa) CESPE - 2015 - TJ-PB - JUIZ SUBSTITUTO 
6.9 ERRO MANDAMENTAL 
Na omissão, o erro de mandamento se caracteriza quando o omitente se abstém da ação ordenada pelo direito, na justificável 
crença de inexistir o dever de agir. (certa) 2013 – MPDFT 
Caso alguém, consciente da ausência de risco pessoal, da situação de perigo e da necessidade de prestar socorro a outrem, 
deixe de prestá-lo, por acreditar não estar obrigado a fazê-lo por não possuir qualquer vínculo com a vítima e por não ter concorrido 
para o perigo, fica caracterizado o erro mandamental em relação ao crime de omissão de socorro. (certa) CESPE - 2009 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ 
FEDERAL 
ERRO DE PROIBIÇÃO DEVER DE ABSTENÇÃO AO AGIR VIOLA-SE A NORMA 
ERRO MANDAMENTAL DEVER DE AGIR AO NÃO AGIR VIOLA-SE A NORMA 
Nos crimes omissivos, o erro que recai sobre os elementos objetivos do tipo é considerado erro de tipo, mas o erro incidente 
sobre o mandamento terá repercussão em sede de culpabilidade. (certa) FUNDEP - 2019 - MPE-MG 
O denominado erro de proibição mandamental ou erro de mandato ocorre nos delitos omissivos, incidindo sobre a norma que 
obriga o agente a atuar para a evitação do resultado,seja como garante (art.13, §2°, do CP), seja em face do dever geral de socorro 
(art. 135 do CP). Se invencível, o erro de mandato exclui a culpabilidade. (certa) FUNDEP - 2021 - MPE-MG 
6.10 EXEMPLO FINAL SOBRE A POSSIBILIDADE DE DIFERENTES ADEQUAÇÕES TÍPICAS PARA UM MESMO FATO A DEPENDER DA 
QUALIDADE DO AGENTE66 
Exemplo: Uma criança está morrendo afogada na piscina. A mãe assiste a criança morrer afogada juntamente com uma amiga 
e ambas não prestam socorro. O professor de natação presente no momento não vê a criança se afogando, pois estava distraído 
conversando. 
 
65 Rogério Sanches - Curso de Direito Penal, Parte Geral, Capítulo 34, p. 462 
66 Ana Paula Vieira – Aula nº 41 - Ênfase 
elaborado por @fredsmcezar 
A conduta da mãe é omissiva, através do critério da causalidade verifica-se que ela não realizou qualquer antecedente causal 
material, e, portanto, ela se omitiu. Ademais, ela é garantidora, conforme art. 13, § 2º, alínea “a” do CP. Logo, é possível enquadrar 
a mãe em um crime que descreve uma ação (homicídio) e ela agiu com dolo, dessa forma teremos um homicídio doloso consumado. 
Já a amiga da mãe também teve uma conduta omissiva devido as mesmas razões, ou seja, pelo critério da causalidade apura-
se que ela não efetivou qualquer antecedente causal material, e, portanto, ela se omitiu. Todavia, ela não é garantidora e por isso 
somente poderá adequá-la na parte especial em crimes omissivos, nesse caso o adequado será a omissão de socorro. 
Por fim, o professor de natação responderá por crime omissivo, pois não empreendeu um processo causal físico ou material 
que levou ao resultado morte. Todavia, o professor é garantidor, nos termos do art. 13, § 2º, alínea “b” do CP. Assim, devido ao 
fato dele ser garantidor, responderá por homicídio, mas na modalidade culposa, porque não desejava a morte. 
7. ITER CRIMINIS 
Toda ação criminosa, advinda de conduta dolosa, é antecedida por uma ideação e resolução criminosa. O sujeito percorre um 
caminho que vai da concepção da ideia até a consumação. A esse caminho dá-se o nome de iter criminis, o qual é composto por 
fase interna (cogitação) e fases externas ao agente (atos preparatórios, executórios e consumação). (certa) 2017 - PC-MS - DELEGADO DE 
POLÍCIA 
ITER CRIMINIS 
EXAURIMENTO 
Não é fase do iter criminis 
FASE INTERNA FASE EXTERNA 
COGITAÇÃO PREPARAÇÃO EXECUÇÃO CONSUMAÇÃO 
Para que se verifique o exaurimento do crime, é necessário que, depois de sua consumação, o delito atinja suas últimas 
consequências. (certa) CESPE - 2015 - TJ-PB - JUIZ SUBSTITUTO 
• No que diz respeito às fases do iter criminis, o auxílio à prática de crime, salvo determinação expressa em contrário, não é punível se o crime 
não chegar a ser, ao menos, tentado. (certa) FUNIVERSA - 2015 - PC-DF - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Em determinadas infrações penais o exaurimento constitui etapa do iter criminis. (errada) 2016 - MPE-GO 
• O iter criminis corresponde ao desenvolvimento da conduta criminosa e pode ser dividido nas seguintes etapas: cogitação, preparação, 
execução, consumação e exaurimento, sendo que a cogitação e os atos preparatórios em regra não são puníveis, salvo quando manifestem 
claramente a intenção de cometer o crime. (errada) 2021 - PC-PR - DELEGADO DE POLÍCIA 
7.1 COGITAÇÃO (INTERNA) 
A cogitação repousa na mente do agente. O propósito ilícito se encontra preso em um claustro psíquico. É sempre interna. Por 
se tratar de mera ideia, sem qualquer ofensa aos bens jurídicos, não pode ser alcançada pelo Direito Penal. Não é punível. Os atos 
de cogitação materialmente não concretizados são impuníveis em quaisquer hipóteses. (certa) CESPE - 2010 - TRE-BA – ANALISTA 
A missão do Direito Penal é a proteção de bens jurídicos, o que justifica a antecipação da intervenção penal aos atos que 
antecedem o início da prática dos atos executivos. (errada) FCC - 2012 - DPE-SP 
7.2 PREPARAÇÃO (EXTERNA) 
Ato preparatório é, em verdade, a forma de atuar que cria as condições prévias adequadas para a realização de um delito 
planejado. Precisa ir além do simples projeto interno (mínimo), sem que se deva, contudo, iniciar a imediata realização tipicamente 
relevante da vontade delitiva (máximo).67 
• Quatro ladrões chegaram de carro em frente a uma residência para a prática de crime de furto. Porém, antes de descerem do veículo, foram 
obstados pela polícia, que os observava, e levados para a Delegacia onde lavrou-se o auto de prisão em flagrante. Nesse caso, os agentes 
tinham finalidade de praticar o crime de furto qualificado por concurso de agentes, mas não passaram da fase de meros atos 
preparatórios, impunível. (certa) FCC - 2012 - DPE-PR 
7.2.1 PREPARAÇÃO PUNÍVEL (CRIMES-OBSTÁCULOS) 
Em casos excepcionais, é possível a punição de atos preparatórios nas hipóteses em que a lei optou por incriminá-los de forma 
autônoma. São os chamados crimes-obstáculo.68 
• O ato preparatório, por constituir uma antecipação da tutela penal, não admite tipificação própria no Código Penal. (errada) FCC - 2021 - DPE-GO 
“O direito penal brasileiro não admite a punição de atos meramente preparatórios anteriores à fase executória de um crime, uma 
vez que a criminalização de atos anteriores à execução de delito é uma violação ao princípio da lesividade”. (errada) CESPE - 2015 – AGU 
“A Lei Antiterrorismo (Lei n° 13.260/2016) prevê a punição de atos preparatórios de terrorismo quando realizado com o 
propósito inequívoco de consumar o delito”. (certa) FCC - 2017 - DPE-SC 
 
67 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 373 
68 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 373 
elaborado por @fredsmcezar 
• A criminalização de atos preparatórios como crimes de perigo abstrato autônomos não é admita pela jurisprudência do STF, por violação 
do princípio da lesividade. (errada) FCC - 2015 - DPE-SP 
7.3 EXECUÇÃO (EXTERNA) 
A fase da execução, ou dos atos executórios, é aquela em que se inicia a agressão ao bem jurídico, por meio da realização do 
núcleo do tipo penal. O agente começa a realizar o verbo (núcleo do tipo) constante da definição legal, tornando o fato punível. É o 
caso da conduta de efetuar disparos de arma de fogo contra uma pessoa. O ato de execução deve ser idôneo (capacidade lesiva) e 
inequívoco (se direciona ao ataque do bem jurídico).69 
Os atos executórios precisam ser idôneos e inequívocos, não se exigindo, porém, sua simultaneidade. (errada) 2016 - MPE-GO 
7.3.1 TEORIA SUBJETIVA 
Não há transição dos atos preparatórios para os atos executórios. O que interessa é o plano interno do autor, a vontade 
criminosa, existente em quaisquer dos atos que compõem o iter criminis. Logo, tanto a fase da preparação como a fase da execução 
importam a punição do agente.70 
7.3.2 TEORIA OBJETIVA 71 
Os atos executórios dependem do início de realização do tipo penal. O agente não pode ser punido pelo seu mero “querer 
interno”. É imprescindível a exteriorização de atos idôneos e inequívocos para a produção do resultado lesivo. 
DA HOSTILIDADE AO BEM 
JURÍDICO 
Atos executórios são aqueles que atacam o bem jurídico, enquanto os atos preparatórios não 
caracterizam afronta ao bem jurídico, mantendo inalterado o “estado de paz”. 
OBJETIVO-FORMAL OU 
LÓGICO-FORMAL 
Ato executório é aquele em que se inicia a realização do verbo contido na conduta criminosa. 
Exige tenha o autor concretizado efetivamente uma parte da conduta típica, penetrando no núcleo 
do tipo. É a preferida pela doutrina pátria. 
OBJETIVO-MATERIAL 
Atos executórios são aqueles em que se começa a prática do núcleo do tipo, e também os 
imediatamente anteriores ao início da conduta típica, de acordo com a visão de terceira pessoa, 
alheia aos fatos. 
OBJETIVO-INDIVIDUAL 
Atos executórios são os relacionados ao início da conduta típica, e também os que lhe são 
imediatamente anteriores, em conformidade com o plano concreto do autor. 
Para definir o início de execução da ação típica, a teoria objetivamaterial e a teoria objetiva formal não trabalham com elementos 
subjetivos; (certa) 2012 - MPE-PR 
A teoria material objetiva distingue os atos preparatórios do início da execução pelo início do ataque ao bem jurídico: tão logo 
se inicie uma situação de risco para o bem jurídico, a execução começa e a conduta passa a ser punível. (certa) 2021 - PC-PR - DELEGADO DE 
POLÍCIA 
• O Código Penal brasileiro adota a teoria subjetiva pura na aferição do início do ato de execução. (errada) FCC - 2017 - DPE-SC 
A TEORIA OBJETIVO-FORMAL propõe que atos de EXECUÇÃO são aqueles que demonstram o início da realização dos 
elementos do tipo penal, ou seja, para se poder falar em início de atos executórios, o agente teria que começar a realizar a ação 
descrita no verbo núcleo do tipo penal. (certa) 2019 - MPE-PR 
7.4 CONSUMAÇÃO (EXTERNA) 72 
Art. 14 I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; 
• O crime somente se consuma quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal. (certa) 2018 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
SUBSTITUTO 
Nos crimes materiais ou causais aperfeiçoa-se a consumação com a superveniência do resultado naturalístico. 
• Nos crimes materiais, o tipo penal descreve a conduta e o resultado naturalístico exigido. (certa) 2012 - MPE-SP 
• Nos denominados crimes materiais, o tipo penal descreve a conduta e o resultado naturalístico exigido. (certa) 2016 - DPE-MT 
• No que toca à classificação doutrinária dos crimes, é imprescindível a ocorrência de resultado naturalístico para a consumação dos delitos 
materiais e formais. (errada) FCC - 2019 - TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO 
 
69 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 374 
70 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 375 
71 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 375 
72 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 376 
elaborado por @fredsmcezar 
• A consumação do crime formal MATERIAL requer o resultado naturalístico, pois dele depende a efetiva violação do bem jurídico. (errada) FCC - 2021 
- DPE-GO 
Nos crimes formais, de resultado cortado ou de consumação antecipada, e nos crimes de mera conduta ou de simples 
atividade, a consumação ocorre com a mera prática da conduta. 
• A consumação dos crimes materiais ocorre com o evento natural, enquanto nos formais o resultado naturalístico é dispensável. (certa) 2012 - 
MPE-SC 
• Para a configuração do crime de desobediência, não é necessário o resultado naturalístico. (certa) CESPE - 2013 - TJ-RN – JUIZ 
• Os crimes comissivos são aqueles que requerem comportamento positivo, independendo de resultado naturalístico para a sua consumação, 
se formais. (certa) FCC - 2019 - TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO 
Nos crimes qualificados pelo resultado, incluindo os preterdolosos, a consumação se verifica com a produção do resultado 
agravador, doloso ou culposo. (Ex. Art. 129 §3º - Lesão corporal seguida de morte). 
Os crimes de perigo concreto se consumam com a efetiva exposição do bem jurídico a uma probabilidade de dano. Ex.: o 
crime de direção de veículo automotor sem habilitação se aperfeiçoa com a exposição a dano potencial da incolumidade de outrem. 
Já os crimes de perigo abstrato ou presumido se consumam com a mera prática da conduta definida pela lei como perigosa. 
Ex.: o porte ilegal de arma de fogo de uso permitido se consuma com o simples ato de portar arma de fogo de uso permitido sem 
autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, independentemente da efetiva comprovação da situação de 
perigo. 
Em relação aos crimes permanentes, a consumação se arrasta no tempo, com a manutenção da situação contrária ao Direito, 
autorizando a prisão em flagrante a qualquer momento, enquanto não encerrada a permanência. 
Por outro lado, nos crimes habituais a consumação se dá com a reiteração de atos que revelam o estilo de vida do agente, pois 
cada um deles, isoladamente considerado, representa um indiferente penal. 
7.5 EXAURIMENTO 73 
Também chamado de crime exaurido ou crime esgotado, é o delito em que, posteriormente à consumação, subsistem efeitos 
lesivos derivados da conduta do autor. É o caso do recebimento do resgate no crime de extorsão mediante sequestro, desnecessário 
para fins de tipicidade, eis que se consuma com a privação da liberdade destinada a ser trocada por indevida vantagem econômica. 
No terreno da tipicidade, o exaurimento não compõe o iter criminis, que se encerra com a consumação. 
Influi, contudo, na dosimetria da pena, notadamente na aplicação da pena-base, pois o art. 59, caput, do Código Penal erigiu as 
consequências do crime à condição de circunstância judicial. 
• Para que se verifique o exaurimento do crime, é necessário que, depois de sua consumação, o delito atinja suas últimas consequências. (certa) 
CESPE - 2015 - TJ-PB - JUIZ SUBSTITUTO 
• Em determinadas infrações penais o exaurimento constitui etapa do iter criminis. (errada) 2016 - MPE-GO 
• O recebimento de vantagem indevida não configura condição necessária para a consumação do delito de corrupção passiva, sendo 
considerado mero exaurimento do crime. (certa) CESPE - 2020 - MPE-CE 
• O exaurimento, por se dar após a consumação da pena, não pode interferir na aplicação da pena, pois é incapaz de modificar o desvalor da 
ação. (errada) FCC - 2021 - DPE-GO 
Em alguns casos, o exaurimento pode funcionar como qualificadora, como se dá na resistência (CP, art. 329, § 1.º), ou como 
causa de aumento da pena, tal como na corrupção passiva (CP, art. 317, § 1.º) 
Ex.: Larissa sofreu grave acidente ao cair de sua bicicleta, ocorrendo traumatismo de mandíbula com fraturas múltiplas e avulsão 
dentária. Foi levada ao pronto-socorro onde foi atendida pelo Dr. José das Couves, médico credenciado junto ao SUS, na 
especialidade de traumatologia. Em- bora ciente de que o SUS arcaria com as despesas, o médico condicionou o tratamento mediante 
o pagamento da quantia de R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais), por fora, da mãe da acidentada, alegando que seria para pagar 
o anestesista e o protético, este último porque confeccionaria o aparelho ortodôntico. A mãe de Larissa pagou a quantia cobrada, 
face a premente necessidade de socorro da filha. Nestas circunstâncias, José praticou conduta típica de concussão e a mãe de 
Larissa ao pagar a quantia cobrada apenas exauriu o crime praticado pelo médico. (certa) FCC - 2012 - DPE-PR 
7.6 PREPARAÇÃO, EXECUÇÃO E O PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO OU ABSORÇÃO 
O princípio da consunção é uma forma de solução do conflito aparente de normas a ser aplicado quando um fato definido por 
uma norma incriminadora constitui meio necessário ou fase normal de preparação ou execução de outro crime. (certa) 2012 - MPE-SC 
“Pela regra da consunção, a norma incriminadora de fato que constitui meio necessário para a prática de outro crime fica excluída 
pela que tipifica a conduta final”. (certa) FCC - 2009 - TJ-GO – JUIZ 
 
73 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 376 
elaborado por @fredsmcezar 
O princípio da consunção pode ser aplicado exemplificativamente para hipóteses de crime progressivo, progressão criminosa, 
antefato impunível e pós-fato impunível. (certa) 2021 - PC-MS - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O crime de furto, com arrombamento em casa habitada, absorve os delitos de dano e invasão de domicílio. Nesse caso, o conflito aparente 
de normas foi solucionado pelo princípio da consunção. (certa) FCC - 2009 - DPE-MT 
• Havendo conexão entre os crimes de sonegação tributária e falsidade ideológica, ainda que esta não tenha sido perpetrada em documento 
exclusivamente destinado à prática do primeiro crime, aplica-se o princípio da consunção, devendo o agente responder unicamente pelo 
crime contra a ordem tributária. (errada) CESPE - 2009 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• A absorção do crime-meio pelo crime-fim configura aplicação do princípio da consunção. (certa) FCC - 2010 - DPE-SP• O Superior Tribunal de Justiça (STJ) possui orientação no sentido de que os crimes de receptação e porte ilegal de arma de fogo são 
autônomos e possuem momentos consumativos diversos, não havendo que falar, portanto, em consunção. (certa) 2012 - TJ-RS - JUIZ 
• Considere que Adolfo, querendo apoderar-se de bens existentes no interior de uma casa habitada, tenha adentrado o local e subtraído telas 
de LCD e forno micro-ondas. Nessa situação, aplicando-se o princípio da consunção, Adolfo não responderá pelo crime de violação de 
domicílio, mas somente pelo crime de furto. (certa) CESPE - 2013 - DEPEN 
• Em relação ao concurso ou conflito aparente de normas, pode-se falar em princípio da consunção, quando um crime é meio necessário ou 
normal fase de preparação ou de execução de outro crime, bem como nos casos de antefato e pós-fato impuníveis. (certa) 2014 - TJ-PR - JUIZ 
SUBSTITUTO 
• Opera-se o fenômeno da consunção entre o ato de possuir arma de fogo sem autorização legal e o ato dispará-la com ânimo de matar, uma 
vez que o crime mais grave sempre absorve o menos grave. (errada) CESPE - 2016 - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO 
• Crime de injúria racial cometido contra oficial de justiça no exercício de suas funções ou em razão delas é absorvido pelo crime de desacato, 
em razão do princípio da consunção. (errada) CESPE - 2017 - TRF - 1ª REGIÃO – ANALISTA 
• Conflitos aparentes de normas penais podem ser solucionados com base no princípio da consunção, ou absorção. De acordo com esse 
princípio, quando um crime constitui meio necessário ou fase normal de preparação ou execução de outro crime, aplica-se a norma mais 
abrangente. Por exemplo, no caso de cometimento do crime de falsificação de documento para a prática do crime de estelionato, sem mais 
potencialidade lesiva, este absorve aquele. (certa) CESPE - 2012 - POLÍCIA FEDERAL 
. 
SÚMULA 17 - STJ - Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva, é por este absorvido. 
.Na consideração de que o crime de falso se exaure no estelionato, responsabilizando-se o agente apenas por este crime, o 
princípio aplicado para o aparente conflito de normas é o da consunção. (certa) FCC - 2009 - DPE-MA 
Conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, não há que se falar em aplicação do princípio da consunção para os 
crimes de falsidade ideológica e de uso de documento falso quando cometidos com desígnio autônomos. (certa) FCC - 2017 - TJ-SC - JUIZ 
SUBSTITUTO 
Sobre a aplicação do princípio da consunção, esta Corte entende que ele "incide quando for um dos crimes meio necessário ou 
usual para a preparação, execução ou mero exaurimento do delito final visado pelo agente, desde que não ofendidos bens 
jurídicos distintos. AgRg no HC 682984 / SC, 6ª Turma, DJe 22/10/2021 
O Superior Tribunal de Justiça entende que o princípio da consunção incide quando for um dos crimes meio necessário ou usual 
para a preparação, execução ou mero exaurimento do delito final visado pelo agente, desde que não ofendidos bens jurídicos 
distintos. (certa) FGV - 2022 - MPE-GO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
8. TENTATIVA – CONATUS 
. 
Art. 14. II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. 
No Código Penal Brasileiro, a tentativa do crime é marcada pelo início da realização do tipo, tomando-se em consideração 
sobretudo a expressão que emprega a lei para designar a conduta proibida. (certa) 2009 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
Para punir a conduta tentada, deve-se promover uma adequação típica mediata (norma de extensão), com base no art. 14, II 
CP. Isto é, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de 1/3 a 2/3. Há aqui uma incongruência 
entre o elemento objetivo e o elemento subjetivo. Ex.: Art. 121, CP – subjetivamente, o indivíduo quer matar e mata, mas 
objetivamente, o indivíduo não consegue matar. 
• Na tentativa o agente não consegue ultimar a execução do crime, porque o dolo que informa a sua conduta não abrange todos os elementos 
do tipo. (errada) 2009 - MPDFT 
• Na tentativa o sujeito dá início aos atos executórios da conduta, os quais deixa voluntariamente de praticar em virtude de circunstâncias 
alheias a sua vontade, recebendo, como consequência, diminuição na pena final aplicada. (errada) 2017 - PC-MS - DELEGADO DE POLÍCIA 
• No transcorrer da realização de atos executivos do crime de furto em residência, o autor A percebe a chegada da polícia e, ao considerar a 
possibilidade de ser preso em flagrante, abandona o local sem consumar o furto, o que caracteriza a desistência voluntária TENTATIVA. (errada) 
2017 - MPE-PR 
Paulo, diante de séria discussão com Pedro, dirigiu-se até a sua residência e, visando causar mal injusto contra este, apanhou 
uma arma de fogo e, de dentro de seu quintal mas em direção à via pública, efetuou vários disparos contra a pessoa de Pedro. Vale 
ressaltar que Paulo tinha registro de sua arma de fogo e que Pedro foi socorrido por terceiros e não veio a óbito. Diante do caso 
exposto, Paulo responderá pelo crime de tentativa de homicídio, não respondendo pelo crime de disparo de arma de fogo, haja vista 
que este é crime subsidiário. (certa) 2013 - PC-PR - DELEGADO DE POLÍCIA 
João decide agredir fisicamente Pedro, seu desafeto, provocando-lhe vários ferimentos. Porém, durante a luta corporal, João 
resolve matar Pedro, realizando um disparo de arma de fogo contra a vítima, sem contudo, conseguir atingi-lo. A polícia é acionada, 
separando os contendores. Diante do caso hipotético, João responderá apenas por tentativa de homicídio. (certa) FCC - 2017 - PC-AP - 
DELEGADO DE POLÍCIA 
“A” ingressa à noite no interior de escritório contábil para subtrair computadores, mas percebendo a existência de modernas 
câmeras de identificação internas, abandona o imóvel sem a subtração planejada: a desistência voluntária de A afasta sua 
responsabilidade penal por tentativa de furto. (errada) 2021 - MPE-PR 
8.1 ELEMENTOS DA TENTATIVA 
1) início da execução do crime; 
2) ausência de consumação por circunstâncias alheias à vontade do agente; 
3) dolo de consumação. 
• O dolo no crime tentado é o mesmo do crime consumado; (certa) 2013 - MPE-PR 
• A resolução do agente, no que diz respeito ao dolo, não são coincidentes na tentativa e na consumação. (errada) 2016 - MPE-GO 
• O dolo eventual é incompatível com a tentativa. (errada) CESPE - 2021 - POLÍCIA FEDERAL - DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL 
8.2 ADEQUAÇÃO TÍPÍCA DA TENTAIVA 
A tentativa é uma norma de extensão de adequação típica (ampliação da conduta). A adequação do crime tentado é mediata ou 
indireta. 
• A tentativa e o crime omissivo impróprio são exemplos de tipicidade mediata. (certa) CESPE - 2011 - PC-ES - ESCRIVÃO 
• Em direito penal, entende-se a tentativa como uma forma de adequação típica de subordinação imediata ou direta. (errada) CESPE - 2013 - TRF - 
5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• O parágrafo único do art. 14 do Código Penal pune a tentativa, caracterizando-se como norma de extensão da tipicidade. (certa) FCC - 2013 
• A punição da tentativa se dá por meio de uma norma de extensão, a qual amplia a figura típica, de modo a abranger situações não previstas 
expressamente pelo tipo penal. [adaptada] (certa) 2019 - MPE-GO 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
8.3 TEORIAS SOBRE A PUNIBILIDADE DA TENTATIVA 74 
“No delito doloso não se pune apenas a conduta que chega a realizar-se totalmente ou que produz o resultado típico, pois a lei 
prevê a punição da conduta que não chega a preencher todos os elementos típicos, por permanecer numa etapa anterior de 
realização”. (Eugenio Raúl Zaffaroni e José Henrique Pierangeli in Manual de Direito Penal Brasileiro, volume 1: parte geral. 7ª ed. rev. e atual. 2ª tiragem – São Paulo: RT, 2008, p. 
598). 
Discorra de forma sucinta sobre as teorias fundamentadoras da punição da tentativa, indicando,pelo menos, quatro correntes 
doutrinárias e as principais críticas que recaem sobre cada uma delas. [TJ/DFT - XL CONCURSO PARA JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO - 
2013] 
SUBJETIVA, 
VOLUNTARÍSTICA 
OU MONISTA 
Ocupa-se exclusivamente da vontade criminosa, que pode se revelar tanto na fase dos atos preparatórios 
como também durante a execução. O sujeito é punido por sua intenção, pois o que importa é o desvalor da 
ação, sendo irrelevante o desvalor do resultado. 
SINTOMÁTICA 
Idealizada pela Escola Positiva de Ferri, Lombroso e Garofalo, sustenta a punição em razão da periculosidade 
subjetiva, isto é, do perigo revelado pelo agente. Possibilita a punição de atos preparatórios, pois a mera 
manifestação de periculosidade já pode ser enquadrada como tentativa, em consonância com a finalidade 
preventiva da pena. 
OBJETIVA, 
REALÍSTICA OU 
DUALISTA 
A tentativa é punida em face do perigo proporcionado ao bem jurídico tutelado pela lei penal. Sopesam-se 
o desvalor da ação e o desvalor do resultado: a tentativa deve receber punição inferior à do crime consumado, 
pois o bem jurídico não foi atingido integralmente. 
IMPRESSÃO OU 
OBJETIVO-
SUBJETIVA 
OBJETIVO-
INDIVIDUAL 
Representa um limite à teoria subjetiva, evitando o alcance desordenado dos atos preparatórios. A 
punibilidade da tentativa só é admissível quando a atuação da vontade ilícita do agente seja adequada para 
comover a confiança na vigência do ordenamento normativo e o sentimento de segurança jurídica dos que 
tenham conhecimento da conduta criminosa. 
Nosso Código Penal adotou a teoria objetiva como fundamento para a punição do crime tentado conforme se observa no art. 
14, parágrafo único: “pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços”. (certa) 
VUNESP - 2009 - TJ-MT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Com relação à tentativa, o Código Penal adota, como regra, a TEORIA OBJETIVA e aplica ao agente a pena correspondente ao 
crime consumado, reduzida de um a dois terços, conforme maior ou menor tenha sido a proximidade do resultado almejado. (certa) 
FUMARC - 2018 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO 
• Quanto à punição do delito na modalidade tentada, o CP adotou a teoria subjetiva. (errada) CESPE - 2009 - DPE-AL 
• Relativamente à tentativa, o Código Penal brasileiro adotou a teoria subjetiva. (errada) 2010 - MPE-SP 
• De acordo com a teoria objetiva-formal, há tentativa, quando o agente, de modo inequívoco, exterioriza sua conduta no sentido de praticar a 
infração penal. (errada) 2011 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA 
• A teoria objetivo-formal justifica a punibilidade da tentativa tendo por base a exteriorização da vontade do autor, contrária ao direito. (errada) 
2011 - MPDFT 
• Quanto à punição na modalidade tentada de crime, adota-se no CP a teoria subjetiva, segundo a qual a tentativa, por produzir mal menor, 
deve ser punida de forma mais branda que o crime consumado, reduzindo-se de um a dois terços a pena prevista. (errada) CESPE - 2011 - TRF - 
5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• Segundo a teoria sintomática, examina-se, no que se refere à punibilidade da tentativa inidônea, se a realização da conduta do agente é a 
revelação de sua periculosidade. (certa) CESPE - 2013 - MPE-RO 
• A pena imposta ao conatus, de acordo com a teoria subjetiva é motivada pelo perigo a que é exposto o bem jurídico. (errada) CESPE - 2013 - MPE-
RO 
• Em relação à tentativa, adota-se, no Código Penal, a teoria subjetiva, salvo na hipótese de crime de evasão mediante violência contra a 
pessoa. (errada) CESPE - 2015 – DPU 
• Em tema de tentativa, a frase: “o fundamento de punibilidade do delito tentado reside na periculosidade objetiva da ação capaz de produzir 
um resultado delitivo” refere-se à teoria antiga do perigo. (certa) 2016 - MPE-PR 
• A Teoria objetivo-individual propõe que a tentativa se iniciaria quando o autor, segundo o seu plano concreto, segundo seu plano delitivo, 
atua para a concretização do tipo penal pretendido. (certa) 2019 - MPE-PR 
Ex.: Austregésilo, verbalizando seu animus necandi, aponta uma arma de fogo municiada para Aristóteles. Este, todavia, consegue 
entrar em luta corporal com Austregésilo, apossando-se da arma de fogo antes do acionamento do gatilho. Considerando o caso 
proposto, é correto afirmar que: 
pela teoria subjetiva, só haverá tentativa de homicídio se a ação foi representada pelo autor como executiva. (certa) 2017 - PC-
AC - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
 
 
74 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 381 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/mpdft-2011-mpdft-promotor-de-justica
elaborado por @fredsmcezar 
pela teoria objetivo-subjetiva, a conduta não saiu da esfera dos atos preparatórios, já que o não acionamento do gatilho faz 
com que se pressuponha a inexistência de vontade de realização do tipo. (errada) 2017 - PC-AC - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
8.3.1 EXCEÇÃO: TEORIA SUBJETIVA 
Excepcionalmente, entretanto, é aceita a teoria subjetiva, voluntarística ou monista, consagrada pela expressão “salvo disposição 
em contrário”. Adota-se a teoria subjetiva/monista para os crimes de atentado ou empreendimento. 
• Nos chamados crimes de atentado, a tentativa é equiparada ao crime consumado, havendo a aplicação da teoria subjetiva. (certa) FUNDEP - 
2014 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
8.4 PENA DA TENTATIVA 
Parágrafo único – Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída 
de um a dois terços. CESPE - 2009 - PC-PB - DELEGADO DE POLÍCIA / 
A punibilidade da tentativa é disciplinada pelo art. 14, parágrafo único. E, nesse campo, o Código Penal acolheu como regra a 
teoria objetiva, realística ou dualista. A tentativa constitui uma causa geral de diminuição da pena. (certa) FCC - 2012 - MPE-AL 
Nos termos do Código Penal, pune-se o crime tentado com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a 
dois terços. Para o Supremo Tribunal Federal, a pena será diminuída na proporção inversa do iter criminis percorrido pelo 
agente. (certa) FCC - 2018 - MPE-PB 
• O percentual de diminuição de pena a ser considerado levará em conta o inter criminis percorrido pelo agente. (certa) FCC - 2009 - DPE-MT 
• No que concerne ao cálculo da prescrição da pretensão punitiva, é correto afirmar que não se deve computar a diminuição da pena pela 
tentativa. (errada) FCC - 2009 - TJ-GO - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
“No tocante à tentativa, acertado afirmar que o cálculo da prescrição em abstrato é regulado pelo máximo da pena cominada ao 
delito imputado, menos dois terços”. (errada) FCC – 2020 – TJ-MS – JUIZ SUBSTITUTO. 
Obs.: Isso porque a prescrição em abstrato leva em conta a pena máxima cominada para o delito em sua forma consumada. 
Logo, deve-se diminuir o mínimo possível, 1/3 no caso da tentativa. 
No tocante à tentativa, acertado afirmar que não incide o respectivo redutor na fixação da quantidade de dias-multa”. (errada) FCC 
– 2020 – TJ-MS – JUIZ SUBSTITUTO 
Obs.: A redução da pena do crime tentado é uma imposição do legislador e incide sobre todas as penas estabelecidas para o 
crime consumado, de forma que também alcança a pena de multa, que é estabelecida em dias-multa. 
É aplicável o redutor mínimo de um terço para efeito de verificação de cabimento da suspensão condicional do processo”. (errada) 
FCC – 2020 – TJ-MS – JUIZ SUBSTITUTO 
Obs.: Há de se aplicar a fração máxima da causa de diminuição de pena (2/3). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
8.5 CRIMES QUE NÃO ADMITEM TENTATIVA 
CULPOSOS 
O resultado naturalístico é involuntário, sendo assim seria contraditório falar em tentativa. 
Exceção: A tentativa é compatível com a culpa imprópria. 
PRETERDOLOSOS O resultado agravador é culposo, não desejado pelo agente. 
UNISSUBSISTENTES 
A conduta é exteriorizada através de um único ato suficiente para a consumação.Não é 
possível a divisão do iter criminis. 
OMISSIVOS PRÓPRIOS 
O crime omissivo próprio é unissubsistente. Em uma omissão de socorro (art. 135), o 
sujeito tem duas opções: prestar assistência (não há crime) ou deixar de prestá-la (crime). 
PERIGO ABSTRATO 
O crime de perigo também é unissubsistente. No porte ilegal de arma de fogo, ou o agente 
porta a arma em situação irregular e o crime está consumado ou não. 
CONTRAVENÇÕES PENAIS Não é possível conforme art. 4º Lei das Contravenções Penais. É juridicamente irrelevante. 
CONDICIONADOS 
Aqueles crimes cuja punibilidade está sujeita a produção de um resultado legalmente exigido, 
tal qual a participação em suicídio (art. 122). Só há punição se resultar morte ou lesão 
corporal grave. Os crimes condicionados não admitem tentativa. (certa) 2010 - MPE-PB 
SUBORDINADOS A CONDIÇÃO 
OBJETIVA DE PUNIBILIDADE 
Tal como ocorre em relação aos crimes falimentares, pois se o próprio delito completo não 
é punível se não houver aquela condição, muito menos será a tentativa. 
ATENTADO OU DE 
EMPREENDIMENTO 
Não há tentativa, visto que a figura tentada recebe igual pena destinada ao crime tentado. 
HABITUAIS 
São aqueles compostos pela reiteração de atos que demonstram um estilo de vida do agente. 
Cada ato, isoladamente, representa um indiferente penal. Ex. Curandeirismo. 
COMPOSTO POR CONDUTAS 
AMPLAMENTE ABRANGENTES 
No caso concreto é impossível dissociar tentativa da consumação. O uso da expressão “de 
qualquer modo”, na prática inviabiliza a tentativa, pois qualquer que seja a conduta do agente, 
implicará em consumação. 
CRIMES-OBSTÁCULOS 
São os que retratam atos preparatórios tipificados de forma autônoma. Ex. A preparação é 
punível, logo não será possível em dizer tentativa de preparação. 
. 
• Os crimes unissubsistentes, os crimes omissivos próprios e as contravenções penais, entre outros, não admitem a figura da tentativa. (certa) 
VUNESP - 2009 - TJ-MT - JUIZ 
• Não admitem tentativa os crimes habituais e de atentado, os omissivos próprios, os unissubsistentes, os culposos e os preterintencionais, 
não incluídos aqueles tecnicamente qualificados pelo resultado. (certa) 2009 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• Em relação aos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens não admitem tentativa. (errada) 2011 - PC-SP - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Em se tratando de crimes omissivos impróprios, admite-se a tentativa. (certa) CESPE - 2012 - TJ-AC - JUIZ SUBSTITUTO 
• Os crimes habituais, os preterdolosos, os culposos, os unissubisistentes e os omissivos próprios não admitem a tentativa. (certa) 2013 - TJ-SC 
- JUIZ 
• Admite-se a forma tentada no crime impropriamente culposo. (certa) FUNIVERSA - 2015 - PC-DF - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O crime de cárcere privado é permanente e formal, não admitindo a tentativa. (errada) FCC - 2015 - TJ-PI - JUIZ SUBSTITUTO 
• O crime de exercício ilegal da medicina, previsto no CP, por ser crime plurissubsistente, admite tentativa, desde que, iniciados os atos 
executórios, o agente não consiga consumá-lo por circunstâncias alheias a sua vontade. (errada) CESPE - 2016 - PC-PE - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Crime culposo não admite tentativa. (certa) CESPE - 2017 - TRF - 1ª REGIÃO – ANALISTA 
• A punição da tentativa de crime culposo depende de expressa previsão legal. (errada) FCC - 2017 - DPE-SC 
• Não é punível a tentativa de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores. (errada) FCC - 2019 - MPE-MT 
• Não admitem a tentativa as contravenções penais, os crimes culposos, os delitos omissivos próprios, os crimes preterdolosos, os crimes de 
atentado, dentre outros. (certa) 2019 - MPE-GO 
• Em se tratando de crime de extorsão, não se admite tentativa. (errada) CESPE - 2021 - POLÍCIA FEDERAL - DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL 
• São exemplos de crimes que não admitem a tentativa: os preterdolosos, os unissubsistentes, os omissivos próprios e os de perigo concreto. 
(errada) 2021 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
• O crime de perseguição (art. 147-A do CP) não admite tentativa. (certa) 2021 – MPDFT 
• É possível a tentativa nos crimes culposos. (errada) CESPE - 2021 - MPE-AP 
elaborado por @fredsmcezar 
• É possível a tentativa nos crimes unissubsistentes. (errada) CESPE - 2021 - MPE-AP 
• É possível a tentativa nos crimes habituais. (errada) CESPE - 2021 - MPE-AP 
• É possível a tentativa nos crimes praticados com dolo eventual. (certa) CESPE - 2021 - MPE-AP 
8.5.1 TENTATIVA: CRIMES UNISSUBSISTENTES E PLURISSUBSISTENTES 
UNISSUBSISTENTES 
Os crimes unissubsistentes não admitem tentativa, haja vista não ser possível o fracionamento da 
conduta em atos. (certa) CESPE - 2019 - TJ-DFT - SERVIÇO NOTARIAL 
PLURISSUBSISTENTES Admitem tentativa. 
. 
• O crime de uso de documento falso admite tentativa, pois não se trata de crime instantâneo. (errada) FCC - 2009 - MPE-CE 
• Não se admite tentativa nos crimes preterdolosos. (certa) 2011 - MPE-PB 
• Não se admite tentativa nas contravenções penais. (certa) 2011 - MPE-PB 
• Nos crimes plurissubsistentes, havendo iter criminis com sucessivas condutas durante a sua execução, é admissível tanto a tentativa 
perfeita, como a imperfeita. (certa) FCC - 2011 - TCE-SP – PROCURADOR 
• Nos crimes unissubsistentes o processo executivo coincide temporalmente com a consumação, não se admitindo a tentativa. (certa) ESAF - 
2012 – CGU 
• Nos crimes unissubsistentes, o processo executivo da ação ou a omissão prevista no verbo núcleo do tipo consiste num só ato, coincidindo 
este, temporalmente com a consumação. (certa) 2012 - MPE-SP 
• É admissível a tentativa tanto nos crimes plurissubsistentes quanto nos crimes unissubsistentes. (errada) CESPE - 2013 - TJ-BA 
• Crime unissubsistente é aquele que se consuma com a prática de um único ato, como, por exemplo, a injúria verbal; (certa) 2013 - MPE-PR 
• Não se admite a tentativa, em regra, nos delitos culposos, preterdolosos, unissubsistentes, omissivos próprios, habituais próprios e nas 
contravenções penais. (certa) FUNDEP - 2014 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Em relação às fases de execução do crime, pode-se assegurar que não se admite tentativa de crime culposo. (certa) FCC - 2015 - TJ-RR - JUIZ 
SUBSTITUTO 
• Os crimes unissubsistentes são aqueles em que há iter criminis e o comportamento criminoso pode ser cindido. (errada) FCC - 2019 - TJ-AL - JUIZ 
SUBSTITUTO 
• No tocante à tentativa, acertado afirmar que é possível nos crimes formais, se plurissubsistentes. (certa) FCC - 2020 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
“Os crimes materiais admitem a figura da tentativa; entretanto, a tentativa é incompatível com os delitos formais, em que se 
dispensa o resultado naturalístico para a consumação do delito”. (errada) CESPE - 2013 - TJ-BA 
Explicação: Como regra geral, a tentativa é compatível com os crimes dolosos, sejam eles materiais, formais ou de mera conduta. 
O principal aspecto a ser avaliado é se o crime é unissubsistente, isto é de ação fracionada ou não. Ex.: O crime de extorsão 
mediante sequestro é um crime formal. Se o agente não consegue sequestrar a vítima e nem obtém a vantagem. Tem-se o crime 
tentado. 
Ex.: Everton Frühauf, ao adquirir mercadorias no Supermercado Preço Bom, pagou as compras com um cheque subtraído de 
seu colega de trabalho, Renato Klein. No caixa, apresentou-se como titular da conta-corrente. Preencheu a cártula e falsificou a 
assinatura de Renato. O atendente, seguindo o procedimento de rotina, chamou o supervisor para liberar a cártula, quando foram 
surpreendidos com a conduta de Everton, que deixou o estabelecimento em desabalada corrida, sem levar as mercadorias, por 
presumir que sua ação teria sido descoberta. No estacionamento, o segurança do estabelecimento deteve Everton e conduziu-o à 
autoridade policial. Esse caso configura tentativa de estelionato. (certa) MPE-RS – 2014 
“Walter, motoboy de uma farmácia, após receber de um cliente um cheque de R$ 20,00, entrega ao estabelecimento a quantia 
em espécie, mantendo-se na posse dotítulo. Em seguida, o adultera, modificando o valor original para R$ 2.000,00. De posse do 
documento adulterado, vai até o banco para descontá-lo, mas o gerente, percebendo a fraude, liga para a Delegacia da área, alertando 
sobre o fato. Ao perceber a chegada da viatura, Walter deixa apressadamente a instituição financeira, abandonando, no local, o título 
falsificado. Nesse contexto, é correto afirmar que a conduta de Walter configura crime de estelionato, na forma tentada, pois o 
delito foi interrompido por circunstâncias alheias à sua vontade”. (certa) FUNCAB - 2012 - PC-RJ - DELEGADO DE POLÍCIA 
 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
8.5.2 “TENTATIVA” DE CONTRAVENÇÃO PENAL E FALTA GRAVE (LEP) 
Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei nº 3.688/41) 
Art. 4º. Não é punível a tentativa de contravenção. 
• É punível a tentativa de contravenção penal, consoante dispõe o art. 4º do Decreto-Lei n.º 3.688/41. (errada) 2009 - TJ-SC – JUIZ 
• Aquele que pratica tentativa de contravenção penal deve ser punido. (errada) CESPE - 2009 - DPE-PI 
• A tentativa de contravenção, mesmo que factível, não é punida. (certa) CESPE - 2013 - PC-BA - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Nos termos da Lei das Contravenções Penais, é punível a tentativa de contravenção. (errada) 2015 - PC-DF - DELEGADO DE POLÍCIA 
• A tentativa de contravenção é punida na forma prevista pelo Código Penal. (errada) 2018 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA 
• A Lei de Contravenções Penais infringe a proporcionalidade ao prever punição da tentativa da mesma forma que a consumação. (errada) FCC 
- 2018 - DPE-MA 
• É possível a tentativa nas contravenções penais. (errada) CESPE - 2021 - MPE-AP 
Ex.: Em cumprimento a mandado de busca e apreensão em galpão mantido por João, Geraldo e Cleodomir − que inclusive se 
encontravam em reunião no local quando da ação policial −, foram apreendidos diversos cadernos em que os três preparavam a 
abertura e a contabilidade de uma central de jogos de azar, bem como panfletos de propaganda das atividades que ali se iniciariam 
em uma semana, além de mais de 20 máquinas caça-níqueis. Nesse caso, a conduta dos agentes não é penalmente relevante. 
(certa) FCC - 2018 - DPE-RS 
LEP. Art. 49. As faltas disciplinares classificam-se em leves, médias e graves. 
Parágrafo único. Pune-se a tentativa com a sanção correspondente à falta consumada. VUNESP - 2011 - TJ-SP - JUIZ 
• Em se tratando de falta disciplinar, pune-se a tentativa com a sanção correspondente à falta consumada. (certa) 2009 - TJ-SC – JUIZ 
• A tentativa de falta disciplinar é punida com a sanção da falta consumada. (certa) 2010 - MPE-MG 
• Nas faltas disciplinares (leves, médias e graves), pune-se a tentativa com a mesma sanção aplicada às faltas consumadas. (certa) 2013 - MPE-PR 
• Por razões de política criminal, o ordenamento jurídico brasileiro tornou as tentativas de contravenção e falta disciplinar na execução penal 
impuníveis. (errada) FCC - 2015 - DPE-SP 
• Pune-se a tentativa com a sanção correspondente à falta disciplinar consumada. (certa) VUNESP - 2017 - DPE-RO 
• Sobre a disciplina na execução penal, a tentativa é impunível em razão de escolha legislativa de minoração dos efeitos criminógenos do 
cárcere. (errada) FCC - 2018 - DPE-AM 
• No tocante à tentativa, acertado afirmar que é impunível nos casos de contravenção penal e de falta grave no curso da execução penal. 
(errada) FCC - 2020 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
Ex.: “Héracles", cumprindo pena, na Penitenciária do Distrito Federal, pela prática de crime cometido há três anos, já com 
sentença transitada em julgado, tentou se evadir, agredindo, na ocasião, um agente penitenciário com um soco, causando-lhe lesões 
corporais graves, mas sendo contido e levado de volta à cela quando estava em cima do muro, prestes a pular para o lado de fora. 
Héracles responde por falta disciplinar de natureza grave, ainda que a fuga não tenha sido consumada. (certa) 2015 - MPDFT 
8.5.3 “TENTATIVA” DE TRÁFICO DE DROGAS 
Ex.: Com o intuito de vender maconha em bairro nobre da cidade onde mora, Mário utilizou o transporte público para transportar 
3 kg dessa droga. Antes de chegar ao destino, Mário foi abordado por policiais militares, que o prenderam em 
flagrante. Assertiva: Nessa situação, Mário responderá por tentativa de tráfico, já que não chegou a comercializar a droga. (errada) 
CESPE - 2017 - DPU 
“Segundo o STJ, configura crime consumado de tráfico de drogas a conduta consistente em negociar, por telefone, a aquisição 
de entorpecente e disponibilizar veículo para o seu transporte, ainda que o agente não receba a mercadoria, em decorrência de 
apreensão do material pela polícia, com o auxílio de interceptação telefônica”. (certa) CESPE - 2016 - PC-PE - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O agente que, em ensejo único, prepara e mantém em depósito para vender, algumas porções de cocaína, sem autorização legal ou em 
desacordo com determinação legal ou regulamentar, mas é preso em flagrante antes da prática do ato de comércio, comete crime de tráfico 
consumado. (certa) VUNESP - 2008 - TJ-SP - JUIZ 
• O agente que prepara e mantém em depósito substância entorpecente com o objetivo de vendê-la responderá por tentativa de tráfico, crime 
de ação múltipla se for preso em flagrante, ainda que antes da venda da mercadoria. (errada) CESPE - 2012 - TJ-AC - JUIZ SUBSTITUTO 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
8.5.4 CRIMES DE ATENTADO / CRIMES DE EMPREENDIMENTO 
O art. 14, II, Parágrafo único, do Código Penal, estabelece que “salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena 
correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços”. Excepcionalmente, contudo, a lei penal pátria descreve 
condutas cujo tipo prevê a punição da tentativa com a mesma pena abstratamente aplicável ao crime consumado. É o que 
sucede, v.g., com o crime tipificado no art. 352, do Código Penal: “Evadir-se ou tentar evadir-se o preso ou o indivíduo submetido 
a medida de segurança detentiva, usando de violência contra a pessoa”. Tal espécie delitiva é classificada pela doutrina como: 
crime de empreendimento. (certa) FUNDEP - 2018 - MPE-MG 
Nos chamados crimes de atentado, a tentativa é equiparada ao crime consumado, havendo a aplicação da teoria subjetiva. (certa) 
FUNDEP - 2014 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Não admitem tentativa os crimes de atentado ou de empreendimento. (certa) VUNESP - 2018 - PC-BA – ESCRIVÃO. 
• O crime de evasão mediante violência contra a pessoa traduz hipótese de crime de empreendimento. (certa) 2010 - MPE-PB 
• Pode acontecer de um crime tentado ser punido com a mesma pena do consumado. (certa) 2010 - TJ-PR - JUIZ 
• São crimes de atentado aqueles em que o tipo penal incriminador não prevê a figura tentada em seu enunciado, razão pela qual, no 
processamento desses crimes, se faz uso da norma de extensão referente à tentativa, disposta na parte geral do Código Penal . (errada) CESPE 
- 2013 - TJ-BA - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS 
• Diz-se crime de atentado aquele em que a pena da tentativa é a mesma do crime consumado. (certa) 2013 - TJ-SC - JUIZ 
8.5.5 “TENTATIVA” DE ROUBO OU FURTO – APPREHENSIO / AMOTIO 
SÚMULA 582-STJ: Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem mediante emprego de violência ou grave 
ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida à perseguição imediata ao agente e recuperação da coisa roubada, sendo 
prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada. 
 
• Adota-se, em relação à consumação do crime de roubo, a teoria da apprehensio, também denominada amotio, segundo a qual é considerado 
consumado o delito no momento em que o agente obtém a posse da res furtiva, ainda que não seja de forma mansa e pacífica. (certa) CESPE - 
2011 - TJ-ES - JUIZ SUBSTITUTO 
• Configura-se desistência voluntária, e não tentativa de roubo, o fato de, após descoberta a inexistência de fundos no caixa de casa comercial 
alvo de ação delituosa e verificada a existência de outros objetosno estabelecimento, o agente nada levar deste ou de seus consumidores. 
(errada) CESPE - 2011 - TJ-ES - JUIZ SUBSTITUTO 
• No que diz respeito ao momento da consumação do crime de furto, o Supremo Tribunal Federal adota a corrente da amotio, segundo a qual 
o furto se mostra consumado quando a coisa subtraída passa para o poder do agente, mesmo que em curto lapso temporal, 
independentemente de deslocamento ou posse mansa e pacífica. (certa) 2015 - MPE-BA 
• Severino, maior e capaz, subtraiu, mediante o emprego de arma de fogo, elevada quantia de dinheiro de uma senhora, quando ela saía de 
uma agência bancária. Um policial que presenciou o ocorrido deu voz de prisão a Severino, que, embora tenha tentado fugir, foi preso pelo 
policial após breve perseguição. Nessa situação, Severino responderá por tentativa de roubo, pois não teve a posse mansa e pacífica do 
valor roubado. (errada) CESPE - 2018 - POLÍCIA FEDERAL - DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL 
• A inversão da posse do bem mediante o emprego de violência não configura o crime de roubo, mas sua tentativa, se a coisa roubada for 
recuperada brevemente após perseguição imediata ao agente. (errada) CESPE - 2018 - DPE-PE 
Ex.1: Magrillo, contumaz praticante de crimes contra o patrimônio, decide subtrair uma quantia em dinheiro que supostamente 
X traria para casa. Para tanto, convida Cabelo de Anjo, seu velho conhecido de empreitadas criminosas. Ao chegar em casa do 
trabalho, X é ameaçado e, posteriormente, amarrado pelos agentes, que exigem a entrega do dinheiro, mas ao perceberem que não 
havia nenhum dinheiro com a vítima, a abandonam amarrada aos pés da mesa da cozinha. Nessa hipótese, Magrillo e Cabelo de 
Anjo praticaram roubo na forma tentada. (certa) UEG - 2013 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA 
Ex.2: Ratão e Cara Riscada, foragidos do sistema prisional gaúcho, dirigiram-se a uma pacata cidade no interior do Estado. Lá 
chegando, por volta das 11 horas, invadiram uma residência, aleatoriamente, e anunciaram o assalto à Mindinha, faxineira, que 
estava sozinha na casa. Amarraram a vítima, trancando-a em um dos quartos do imóvel. Os dois permaneceram por 
aproximadamente 45 minutos no local, buscando objetos e valores. Quando já estavam saindo, carregando um cofre, ouviram um 
barulho, que identificaram como sendo uma sirene de viatura policial. Temendo serem presos, empreenderam fuga, sem nada levar. 
Assim que percebeu o silêncio na casa, Mindinha tentou se desamarrar, porém, acabou se lesionando gravemente, ao tentar fazer 
uso de uma faca, para soltar a corda que a prendia. Socorrida a vítima e acionada a Polícia Civil, restou esclarecido que a sirene 
supostamente ouvida pelos assaltantes era a sineta de encerramento de aula de uma escola situada ao lado da residência. Os autores 
do crime foram descobertos em seguida, já que não conheciam a cidade e acabaram chamando a atenção dos moradores. roubo 
tentado majorado por concurso de agentes e restrição da liberdade da vítima. (certa) FUNDATEC - 2018 - PC-RS - DELEGADO DE POLÍCIA 
Ex. 3: Se o indiciado por crime de furto entrou na residência da vítima, separou objetos numa mochila e foi preso em flagrante 
por policiais, após ser encontrado dormindo escondido no porão da casa, abraçado com a res furtiva, é caso de FURTO 
CONSUMADO. (certa) 2014 - MPE-MA 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
8.6 CRIMES OMISSIVOS: TENTATIVA? 
OMISSIVOS 
PRÓPRIOS 
Não se exige a ocorrência de resultado 
naturalístico. 
Há um tipificação de uma conduta omissiva (não-fazer). Ex. Omissão 
de socorro. Não admite tentativa. 
OMISSIVOS 
IMPRÓPRIOS 
É exigida a ocorrência de resultado 
naturalístico. 
Depende de uma norma de extensão. São crimes próprios que 
reclamam uma qualidade especial do agente. “Garante”. 
Todo crime omissivo próprio é unissubsistente, esgota-se em um ato. Não admite tentativa. 
• Configura-se a tentativa nos crimes omissivos próprios. (errada) 2010 - TJ-SC – JUIZ 
• O crime de omissão de socorro (art. 135, do Código Penal) admite a tentativa. (errada) VUNESP - 2011 - TJ-RJ – JUIZ 
• O crime de omissão de socorro não admite tentativa, porquanto estando a omissão tipificada na lei como tal e tratando-se de crime 
unissubsistente, se o agente, sem justa causa, se omite, o crime já se consuma. (certa) CESPE - 2012 - PC-AL - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Os denominados crimes omissivos próprios admitem tentativa. (errada) 2013 - MPE-PR 
Em se tratando de crimes omissivos impróprios, admite-se a tentativa. (certa) CESPE - 2012 - TJ-AC - JUIZ SUBSTITUTO 
• Os crimes omissivos impróprios admitem a tentativa. (certa) 2010 - MPE-MG 
• Crimes omissivos impróprios não admitem a tentativa. (errada) 2011 – MPDFT 
• Crimes omissivos impróprios admitem a tentativa. (certa) 2012 - MPE-RJ 
8.7 CULPA IMPRÓPRIA E TENTATIVA 
A culpa é incompatível com o conatus e, por isso, não há classe de crimes culposos a que a nossa legislação penal confira 
punibilidade à tentativa. (errada) 2021 - MPDFT 
• O crime culposo, seja próprio ou impróprio não admite a tentativa, que se restringe aos crimes dolosos. (errada) 2009 - MPDFT 
• Em relação ao crime culposo, é correto afirmar que é possível a tentativa na culpa imprópria. (certa) 2011 - MPE-SP 
• Admite-se a forma tentada no crime impropriamente culposo. (certa) 2015 - PC-DF - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O crime culposo, seja ele próprio ou impróprio, não admite tentativa. (errada) 2018 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA 
8.8 LATROCÍNIO E TENTATIVA 
SÚMULA 610-STF: Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não se realize o agente a subtração de 
bens da vítima. 
. 
• Para o supremo tribunal federal, é possível falar em tentativa de latrocínio quando a vítima morre, e o sujeito ativo não consegue subtrair os 
seus bens. (errada) 2009 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Se o agente não realiza a subtração de bens, não haverá latrocínio consumado, ainda que mate a vítima. (errada) FCC - 2012 - TJ-GO - JUIZ 
• No crime de latrocínio em que ocorre a morte da vítima, deve ser reconhecida a tentativa quando não efetivada a subtração patrimonial por 
circunstâncias alheias à vontade do agente. (errada) 2013 - TJ-SC - JUIZ 
• A jurisprudência do STF, sobre a consumação do roubo seguido de morte sem subtração da coisa, ultrapassa os limites do concei to de 
consumação do Código Penal. (certa) FCC - 2015 - DPE-SP 
• Responde por tentativa de latrocínio tentado o agente que não consegue subtrair a coisa alheia móvel, mas elimina a vida da vítima. (errada) 
FAPEC - 2015 - MPE-MS 
• Diz-se tentado CONSUMADO o latrocínio quando não se realiza plenamente a subtração da coisa, mas ocorre a morte da vítima. (errada) CESPE - 2016 
- TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO 
• Há latrocínio tentado CONSUMADO quando o homicídio se consuma, mas o agente não realiza a subtração de bens da vítima. [adaptada] (errada) FCC 
- 2019 - TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO 
Ex.1: Após terem subtraído significativa quantia de dinheiro de um estabelecimento comercial, mediante grave ameaça, 
objetivando a detenção da res furtiva e a impunidade do crime, os agentes efetuaram disparos de arma de fogo contra policiais 
militares que os aguardavam na porta do estabelecimento. Embora não tenham conseguido fugir da ação policial e nem atingir 
nenhum dos milicianos, os agentes atuaram com evidente animus necandi em relação aos policiais militares. Conforme o atual 
entendimento do Superior Tribunal de Justiça, nesse caso, ocorreu latrocínio tentado. (certa) FUNDEP - 2014 - DPE-MG 
Ex.2: João invade um museu público disposto a furtar um quadro. Durante a ação, quando já estava tirando o quadro da parede, 
depara-se com um vigilante. Diante da ordem imperativa para largar o quadro, e temendo ser alvejado, vulnera o vigilante com um 
projétil de arma de fogo. O vigilante vem a óbito; e João, impressionado pelos acontecimentos, deixa a cena do crime sem carregar 
o quadro. De acordo com o entendimento sumulado pelo Supremo Tribunal Federal, praticou-selatrocínio consumado. (certa) VUNESP 
- 2019 - TJ-RJ - JUIZ SUBSTITUTO 
elaborado por @fredsmcezar 
Ex.3: Caio, desejando matar Túlio, dispara projéteis de arma de fogo contra seu desafeto. Túlio, alvejado, cai e permanece inerte 
no chão enquanto Caio retira-se do local. Observando a cena, Lívio aproxima-se com intenção de despojar a vítima de seus bens e, 
ao retirar o relógio, nota que Túlio esboça reação quando, então, Lívio utiliza uma pedra para acertar-lhe a cabeça. Túlio vem a óbito 
e no exame cadavérico o legista atesta que a morte ocorreu por concussão cerebral. No caso, responderão Caio e Lívio, 
respectivamente, por homicídio tentado e latrocínio. (certa) UEG - 2013 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA 
Ex. 4: A e B, agindo em concurso e com unidade de desígnios entre si, mediante grave ameaça, exercida com o emprego de 
arma de fogo, abordaram C, que reagiu após o anúncio de assalto. Ante a reação, B efetuou um disparo contra C, mas por erro na 
execução, o projétil atingiu o comparsa, causando-lhe a morte. Em seguida, B pôs-se em fuga, sem realizar a subtração patrimonial 
visada. Esse fato configura latrocínio consumado. (certa) VUNESP - 2013 - TJ-SP – JUIZ 
Ex. 5: “A e B, imputáveis, resolvem cometer um roubo em um estabelecimento comercial na companhia do menor M, mediante 
emprego de um revólver eficaz e completamente municiado. Na ocasião programada, A conduz os demais comparsas e estaciona 
em local estratégico próximo ao estabelecimento comercial para facilitar a fuga e dificultar que testemunhas anotem a placa do 
veículo. B e M descem do veículo, entram no estabelecimento comercial perto do horário do encerramento e anunciam o assalto. A 
vítima V reage e entra em luta corporal com os agentes. Para pôr fim à briga, M efetua três disparos de arma de fogo e foge, em 
seguida, na companhia de B sem nada subtrair do estabelecimento comercial. V morre em função dos disparos de arma de fogo 
que lhe atingiram. B e M entram rapidamente no veículo conduzido por A, que empreende rápida fuga do local.” A responde por 
latrocínio consumado em concurso formal com corrupção de menor, sem incidência da causa de diminuição de pena da 
participação de menor importância. (certa) CONSULPLAN - 2018 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
8.9 TENTATIVA BRANCA (INCRUENTA) x VERMELHA (CRUENTA) 
BRANCA - INCRUENTA VERMELHA - CRUENTA 
O objeto material não é atingido pela conduta criminosa. 
Ex.: “A” efetua disparos mas não atinge a vítima. 
O objeto material é atingido pela conduta criminosa. 
Ex.: “A”, com intenção de matar, atinge a vítima com disparos. 
. 
• A tentativa incruenta não é punível, pois considera-se que o agente não iniciou a fase executória do iter criminis. (errada) CESPE - 2009 - DPE-ES 
• Na tentativa branca ou incruenta o agente não atinge o objeto material do delito. (certa) 2011 - PC-SP - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O STJ tem firmado entendimento de que, na tentativa incruenta de homicídio qualificado, deve-se reduzir a pena eventualmente aplicada ao 
autor do fato em dois terços. (certa) CESPE - 2015 - DPE-PE 
• Em se tratando de tentativa branca ou incruenta, a vítima não é atingida e não sofre ferimentos; se tratar-se de tentativa cruenta, a vítima é 
atingida e é lesionada. (certa) CESPE - 2018 - DPE-PE 
8.10 TENTANTIVA PERFEITA x IMPERFEITA 
Uma vez reconhecido o arrependimento eficaz ou a desistência voluntária, o agente até poderá responder criminalmente pelos 
atos já praticados, mas não poderá ser responsabilizado pela tentativa do resultado que visava a alcançar antes de abandonar seu 
dolo inicial. (certa) 2021 - PC-MS - DELEGADO DE POLÍCIA 
TENTATIVA PERFEITA 
ACABADA OU CRIME FALHO 
TENTATIVA IMPERFEITA 
INACABADA OU TENTATIVA PROPRIAMENTE DITA 
O agente esgota todos os meios executórios que estavam à 
sua disposição, e o crime não se consuma por circunstâncias 
alheias à sua vontade. Pode ser cruente ou incruenta. 
Ex.: “A”, com intenção de matar, dispara contra “B” todos os 
seis cartuchos do tambor do seu revólver. A vítima “A” é 
socorrida por “B” e sobrevive. 
O agente inicia a execução sem, contudo, utilizar todos os 
meios que tinha a seu alcance. 
Ex.: “A”, com intenção de matar “B”, sai à sua procura, portando 
uma arma municiada com 6 munições. Ao encontra-lo, efetua 
três disparos, atingindo-o. Quando, contudo, iria efetuar outros 
disparos, é surpreendido pela Polícia e foge. A vítima é 
socorrida e sobrevive. 
COMPATÍVEL COM ARREPENDIMENTO EFICAZ COMPATÍVEL COM DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA 
Ex. João desfere, com necandi animo, disparos de arma de fogo contra Pedro, atingindo-o no abdômen, e acredita que o 
resultado morte almejado ocorrerá, por força das lesões provocadas. João deixa, por tal razão, de desferir disparos adicionais, 
embora pudesse fazê-lo, mas o resultado morte não ocorre, em virtude do socorro médico recebido pela vítima. Configura-se, neste 
caso, uma tentativa perfeita ou acabada. (certa) FUNDEP - 2021 - MPE-MG 
• O arrependimento eficaz pode ocorrer em hipóteses de tentativa acabada, estando excluído em hipóteses de tentativa inacabada; (certa) 2012 
- MPE-PR 
• Segundo a sistemática do Código Penal, a desistência voluntária é compatível com a tentativa perfeita ou crime falho; (errada) 2013 - MPE-PR 
elaborado por @fredsmcezar 
• A desistência voluntária é compatível com a tentativa acabada INACABADA e o arrependimento eficaz é compatível com a tentativa inacabada 
ACABADA. (errada) MPE-PR - 2017 
• A desistência voluntária pode se materializar tanto em hipóteses de tentativa perfeita quanto em casos de tentativa imperfeita. (errada) FUNDEP 
- 2019 - DPE-MG 
• A desistência voluntária e o arrependimento eficaz podem ocorrer tanto nas hipóteses de crime falho quanto nos casos de tentativa imperfeita. 
(errada) 2021 - PC-MS - DELEGADO DE POLÍCIA 
. 
• Dá-se a ocorrência de crime falho quando o agente, por interferência externa, não consegue praticar todos os atos executórios necessários 
à consumação. (errada) 2010 - MPE-SP 
• Ocorre crime falho quando o agente é interrompido durante a prática dos atos de execução, sem que tenha esgotado tudo aquilo que 
entendia necessário à consumação do crime. (errada) 2010 - MPE-PB 
• Chama-se de crime falho a tentativa perfeita. (certa) 2011 - MPE-PB 
• Diz-se “tentativa imperfeita” ou “propriamente dita”, quando o processo executório do crime é interrompido por circunstâncias alheias à 
vontade do agente; (certa) 2013 - MPE-PR 
• No dito “crime falho” ou “tentativa perfeita”, apesar do agente realizar toda a fase de execução do crime, o resultado não ocorre por 
circunstâncias independentes de sua vontade; (certa) 2013 - MPE-PR 
• Tentativa imperfeita, ou iter criminis interrompido ocorre quando, apesar de ter o agente realizado toda a fase de execução, o resultado não 
é alcançado por circunstâncias alheias à sua vontade. (errada) FUNDEP - 2014 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
• Após iniciada a execução de um crime e ocorrida a interrupção dessa execução por circunstâncias alheias à vontade do agente, tem-se a 
chamada tentativa perfeita. (errada) VUNESP - 2014 - DPE-MS 
• Crime falho é o nome dado à tentativa imperfeita. (errada) FUNCAB - 2014 - PC-RO - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
• Fala-se em tentativa imperfeita quando o agente esgota, segundo o seu entendimento, todos os meios que tinha a seu alcance, para a chegar 
à consumação da infração penal, que somente não se consumou por circunstâncias alheias a sua vontade. (errada) 2014 - TJ-PR - JUIZ SUBSTITUTO 
• Entende-se por tentativa perfeita aquela em que o agente é interrompido durante a prática dos atos de execução, não chegando, assim, a 
fazer tudo aquilo que intencionava, visando consumar o delito. (errada) 2014 - TJ-PR - JUIZ SUBSTITUTO 
• O crime falho, também chamado de tentativa imperfeita, ocorre quando o agente voluntariamente desiste de prosseguir na execução ou 
impede que o resultado se produza. (errada) CESPE - 2015 - TJ-PB - JUIZ SUBSTITUTO• Há tentativa imperfeita quando, apesar de ter o agente realizado toda a fase de execução, o resultado não ocorre por circunstâncias alheias 
à sua vontade. (errada) FCC - 2015 - TJ-RR - JUIZ SUBSTITUTO 
• Se o sujeito fizer tudo o que está ao seu alcance para a consumação do crime, mas o resultado não ocorrer por circunstâncias alheias a sua 
vontade, configura-se crime falho. (certa) CESPE - 2018 - DPE-PE 
• No crime falho ou na tentativa imperfeita, o processo de execução é integralmente realizado pelo agente e o resultado é atingido. (errada) 
FUMARC - 2018 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO 
• Na tentativa perfeita (ou crime falho) o agente esgota todos os meios executórios que estavam à sua disposição, e mesmo assim não 
sobrevém a consumação por circunstâncias alheias à sua vontade. (certa) 2019 - MPE-GO 
• A realiza disparo de arma de fogo em região letal do corpo de B, mas sensibilizado ao vê-lo agonizando, transporta rapidamente B ao hospital, 
onde este sobrevive em razão de decisiva cirurgia de emergência: A responde pelas lesões corporais então produzidas em B, porque se trata 
de hipótese de tentativa inacabada. (errada) 2021 - MPE-PR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
9. DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ 
. 
Desistência voluntária e arrependimento eficaz são formas de tentativa abandonada, assim rotulados porque a consumação do 
crime não ocorre em razão da vontade do agente, que não chega ao resultado inicialmente desejado por interromper o processo 
executório do delito ou, esgotada a execução, emprega diligências eficazes para impedir o resultado. 
O fundamento político-criminal é o estímulo ao agente para evitar a produção do resultado de um crime cuja execução já se 
iniciou, em relação ao qual lhe é perfeitamente possível alcançar a consumação. 
Por esse motivo, Franz von Liszt a eles se referia como a “ponte de ouro” do Direito Penal, isto é, a forma capaz de se valer o 
agente para retornar à seara da licitude. De fato, os institutos têm origem no direito premial, pelo qual o Estado concede ao 
criminoso um tratamento penal mais favorável em face da voluntária não produção do resultado.75 
Art. 15 - O agente que, voluntariamente, 
DESISTE de prosseguir na execução [...] 
OU 
IMPEDE que o resultado se produza, só responde pelos atos já praticados. VUNESP - 2012 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
A diferença entre a tentativa e a tentativa abandonada é que, no primeiro SEGUNDO caso, o agente diz “eu consigo, mas não quero” 
e, no segundo PRIMEIRO, o agente diz “eu quero, mas não consigo”. (errada) CESPE - 2018 - DPE-PE 
• A desistência voluntária e a tentativa abandonada ARREPENDIMENTO EFICAZ são espécies de arrependimento eficaz TENTATIVA ABANDONADA. (errada) CESPE - 
2018 - DPE-PE 
Na desistência voluntária o que ocorre é a desistência no prosseguimento dos atos executórios do crime, feita de modo 
voluntário, respondendo o agente somente pelo que praticou. No arrependimento eficaz a desistência ocorre entre o término dos 
atos executórios e a consumação. O agente, neste caso, já fez tudo o que podia para atingir o resultado, mas resolve interferir para 
evitar a sua concretização”. (certa) 2011 - MPE-MS 
A desistência voluntária consiste na interrupção da execução de um crime após o agente tê-la iniciado, enquanto que o 
arrependimento eficaz consiste na ação do agente para impedir que o resultado do crime ocorra depois de estar bem mais próximo 
de todo o processo executório da infração ou tê-lo percorrido integralmente. (certa) VUNESP - 2014 - DPE-MS 
• A desistência voluntária e o arrependimento eficaz, espécies de tentativa abandonada ou qualificada, não exigem a espontaneidade do agente 
para que possam ser reconhecidos, bastando a voluntariedade. (certa) 2009 - TJ-SC - JUIZ 
• Na desistência voluntária, o agente interrompe o processo de execução do crime antes da sua consumação, e a mesma se configura apenas 
quando voluntária e espontânea. (errada) 2009 – MPDFT 
• O agente responderá tão-somente por tentativa de crime se ocorrer a desistência voluntária ou o arrependimento eficaz. (errada) 2010 - MPE-
MG 
• Nos casos de desistência voluntária e de arrependimento posterior, o agente só responde pelos atos já praticados. (errada) 2010 - TJ-SC - JUIZ 
• Para que surtam os efeitos previstos no art. 15 do CP, tanto a desistência voluntária quanto o arrependimento eficaz devem ser voluntários 
e espontâneos. (errada) 2010 - MPE-SC 
• Na desistência voluntária e no arrependimento eficaz não existe abandono do dolo, pois os elementos intelectual e volitivo surgem no início 
do iter criminis. (errada) FUNDATEC - 2010 - PGE-RS 
• O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza só responde pelos atos já praticados, 
ocorrendo assim a hipótese de arrependimento posterior. (errada) 2010 - TJ-PR - JUIZ 
• Quando o agente, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução do crime ou impede que o resultado se produza, ficará isento de pena. 
(errada) 2011 - TJ-PR – JUIZ 
• Entre a desistência voluntária e o arrependimento eficaz, em verdade, não há nenhuma diferença, porquanto em ambas as situações o que 
se busca é impedir o resultado. (errada) 2011 - MPE-MS 
• Quando o agente, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução do crime ou impede que o resultado se produza, ficará isento de pena. 
(errada) 2011 - TJ-PR – JUIZ 
• Quando o agente, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução do crime ou impede que o resultado se produza, somente responderá 
pelos atos já praticados. (certa) 2011 - TJ-PR – JUIZ 
• Nos casos de desistência voluntária e arrependimento eficaz, o agente não responde pela tentativa, porque o resultado deixa de ocorrer em 
virtude da sua vontade. (certa) OFFICIUM - 2012 - TJ-RS - JUIZ 
• Diferentemente do que ocorre no arrependimento eficaz, na desistência voluntária o agente responderá tão somente pelos atos já praticados. 
(errada) 2012 - MPE-SC 
• Os efeitos da desistência voluntária e do arrependimento eficaz ficam condicionados à presença dos requisitos objetivos e subjetivos, aliados 
à espontaneidade VOLUNTARIEDADE do comportamento do agente, evitando-se a consumação do delito. (errada) CESPE - 2012 - DPE-ES 
• O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza, só responde pelo crime tentado. 
(errada) VUNESP - 2012 - TJ-MG - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
 
75 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 391 
elaborado por @fredsmcezar 
• No que se refere à desistência voluntária e ao arrependimento eficaz, na esteira do artigo 15 do Código Penal, tem-se que na desistência 
voluntária, o processo de execução do crime ainda está em curso; já no arrependimento eficaz, a execução já foi encerrada. (certa) 2014 - TJ-PR 
- JUIZ SUBSTITUTO 
• A desistência voluntária consiste na interrupção da execução de um crime após o agente tê-la iniciado, enquanto que o arrependimento eficaz 
consiste na ação do agente para impedir que o resultado do crime ocorra depois de estar bem mais próximo de todo o processo executório 
da infração ou tê-lo percorrido integralmente. (certa) VUNESP - 2014 - DPE-MS 
• A desistência voluntária e o arrependimento eficaz são incompatíveis com os crimes culposos, sendo, contudo, admitidos na culpa imprópria. 
(certa) FUNDEP - 2018 - MPE-MG 
• No arrependimento eficaz DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA, o agente interrompe a execução do crime; na desistência voluntária ARREPENDIMENTO EFICAZ, o 
resultado é impedido após o agente ter praticado todos os atos. (errada) CESPE - 2018 - DPE-PE 
• A desistência voluntária e o arrependimento eficaz são incompatíveis com os crimes culposos, sendo, contudo, admitidos na culpa imprópria. 
(certa) FUNDEP - 2018 - MPE-MG 
• A desistência voluntária pode se materializar tanto em hipóteses de tentativa perfeita quanto em casos de tentativaimperfeita. (errada) FUNDEP 
- 2019 - DPE-MG 
• O arrependimento eficaz e a desistência voluntária somente são aplicáveis a delito que não tenha sido consumado. (certa) FGV - 2022 - TJ-AP - JUIZ 
DE DIREITO SUBSTITUTO 
9.1 NATUREZA JURÍDICA 76 
CAUSA PESSOAL DE 
EXTINÇÃO DE 
PUNIBILIDADE 
“DV” e “AE” retiram o ius puniendi estatal no tocante ao crime inicialmente desejado pelo agente. (NELSON 
HUNGRIA, ANÍBAL BRUNO E ZAFFARONI) 
CAUSA DE EXCLUSÃO 
DA CULPABILIDADE 
Se o agente não produziu, voluntariamente, o resultado inicialmente desejado, afasta-se a este o juízo de 
reprovabilidade. Responde pelo crime mais brando. (HANZ WELZEL, CLAUS ROXIN) 
CAUSA DE EXCLUSÃO 
DA TIPICIDADE 
(majoritária na 
Jurisprudência) 
Afasta-se a tipicidade do crime inicialmente desejado pelo agente, subsistindo apenas a tipicidade dos 
atos já praticados. (JOSÉ FREDERICO MARQUES, FRAGOSO, DAMÁSIO DE JESUS) 
9.1.1 OBSERVAÇÕES (ANA PAULA VIEIRA) 
Essa discussão tem reflexos importantes. Por exemplo, se Ana emprestar uma arma para Bia matar alguém, e Bia deixar essa 
arma na gaveta e não atirar em alguém, a participação de Ana é impunível, já que depende da conduta do autor. 77 
Essa conduta do autor deve ser típica e ilícita para que haja a punição do partícipe, não precisando ser culpável nem punível. 
Assim, tudo o que afastar a tipicidade ou a ilicitude da conduta do autor será comunicável ao partícipe, mas o que afastar a 
punibilidade não se comunica ao partícipe. 
Essa é a chamada teoria da acessoriedade limitada, ou seja, a participação é acessória, mas só de uma parte da conduta do 
autor. Dessa forma, para aqueles que entendem que a desistência voluntária e o arrependimento eficaz são causas de atipicidade, 
quando o autor desiste, essa desistência é comunicável ao partícipe, mesmo que ele não tenha desistido ou se arrependido. 
Já para os que entendem que a desistência voluntária e o arrependimento eficaz são causas de exclusão da punibilidade para 
o autor, só o autor será beneficiado, o partícipe vai continuar respondendo por participação em tentativa de homicídio. O partícipe 
para desistir precisaria desistir por ele mesmo, além disso, ao desistir precisa impedir a consumação. 
• O instituto da desistência voluntária comunica-se entre autores e partícipes, de forma que, se apenas um deles desistir voluntariamente de 
prosseguir na prática delituosa, todos são beneficiados da causa geral de redução de pena. (errada) CESPE - 2009 - DPE-PI 
• Não se admite desistência voluntária em relação à prática de delito unissubsistente, admitindo-se arrependimento eficaz apenas com relação 
à prática de crimes materiais. Para beneficiar-se dessas espécies de tentativa qualificada, que, por si sós, não beneficiam os partícipes, 
o agente deve agir de forma voluntária, mas não necessariamente de forma espontânea. (certa) CESPE - 2011 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
Tanto para quem considera a desistência voluntária e o arrependimento eficaz (art. 15 do CP) como causa de exclusão de 
tipicidade, quanto para quem os refuta causa de exclusão de punibilidade, a chamada tentativa abandonada não se comunica ao 
coautor ou partícipe que nada fez para evitar o resultado. (errada) 2021 – MPDFT 
EXCLUSÃO DE TIPICIDADE COMUNICABILIDADE EXCLUSÃO DE CULPABILIDADE INCOMUNICABILIDADE 
 
 
 
76 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 391 
77 Ana Paula Vieira, Aula 05, Bloco 04, CPIuris 
elaborado por @fredsmcezar 
9.2 TENTATIVA QUALIFICADA 78 
2014 - MPE-GO / 2015 - PC-DF - DELEGADO DE POLÍCIA / 2018 - PC-RS - DELEGADO DE POLÍCIA 
A tentativa é chamada de qualificada quando contém, em seu bojo, outro delito, de menor gravidade já consumado. Diante da 
desistência voluntária ou arrependimento eficaz, opera-se a exclusão da tipicidade do crime inicialmente desejado. Resta, contudo, 
a responsabilidade penal pelos atos já praticados, os quais configuram um crime autônomo e já consumado. 
Ex.: Fábio, homem ciumento, depois de três anos juntos, vê rompido seu namoro com Aline. Aline, mulher bela e atraente, após 
o ocorrido começa a namorar Juliano. Certo dia, Fábio, ao avistar Aline e Juliano andando em uma praça, investe contra este 
desferindo - lhe uma facada com a intenção de matar a vítima, mas atinge - a apenas no braço, causando - lhe uma lesão corporal. 
Fábio, tendo a possibilidade de prosseguir golpeando a vítima, desiste de fazê-lo ante a súplica de Aline. Fábio responde por lesão 
corporal, incorrendo no que, em doutrina, denomina-se “tentativa qualificada”. (certa) 2012 - MPE-MT 
• Não se admite desistência voluntária em relação à prática de delito unissubsistente, admitindo-se arrependimento eficaz apenas com relação 
à prática de crimes materiais. Para beneficiar-se dessas espécies de tentativa qualificada, que, por si sós, não beneficiam os partícipes, o 
agente deve agir de forma voluntária, mas não necessariamente de forma espontânea. (certa) CESPE - 2011 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• Ocorre tentativa qualificada na desistência voluntária, no arrependimento eficaz e no arrependimento posterior. (errada) CESPE - 2013 - MPE-
RO 
9.3 DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ x LEI DE TERRORISMO 79 
Na sistemática do Código Penal, é necessário o ingresso na fase execução para reconhecer a desistência voluntária e 
arrependimento eficaz. De fato, o agente deve interromper o processo executório do crime. 
No caso da Lei de Terrorismo, haverá a possibilidade do agente interromper o processo preparatório. É preciso recordar que a 
Lei 13.260/2016 pune os atos preparativos de forma independente. Logo, é preciso adaptar a desistência voluntária e o 
arrependimento eficaz à fase de preparação, inclusive com a finalidade de seduzir o terrorista a evitar seu propósito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
78 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 395 
79 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 395 
elaborado por @fredsmcezar 
10. DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA 
(COMPATÍVEL COM TENTATIVA INACABADA/PROPRIAMENTE DITA) 
Conforme a clássica fórmula de Frank, a desistência voluntária se caracteriza quando o responsável pela conduta diz a si próprio: 
“posso prosseguir, mas não quero”. 
Nos crimes omissivos impróprios, todavia, a desistência voluntária reclama uma atuação positiva, um fazer, pelo qual o autor 
de um delito impede a produção do resultado. Exemplo: a mãe, desejando eliminar o pequeno filho, deixa de alimentá-lo por alguns 
dias. Quando o infante está à beira da morte, a genitora muda de ideia e passa a nutri-lo, recuperando a sua saúde.80 
A desistência do autor de prosseguir na execução do crime, estimulada por prévia conscientização de testemunha presencial, é 
suficiente para configurar a desistência voluntária. (certa) 2012 - MPE-PR 
• “De modo geral, a doutrina indica a aplicação da fórmula de Frank quando o objetivo for estabelecer a distinção entre desistência voluntária 
e tentativa”. (certa) CESPE - 2017 - TRF - 1ª REGIÃO – ANALISTA 
• Parte da doutrina entende que a desistência voluntária deve ser também autônoma (determinada por decisão do próprio agente), pois se um 
fator externo levasse o agente a desistir da execução, a situação descrita no art. 15 do Código Penal não se caracterizaria. (certa) 2021 - PC-PR - 
DELEGADO DE POLÍCIA 
• O reconhecimento da desistência voluntária dispensa o exame do iter criminis. (errada) FGV - 2022 - TJ-AP - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Ex.: Caio, decidido a matar Denise, para a casa dela se dirigiu portando seu revólver devidamente municiado com seis projéteis. 
Chegando ao local, tocou a campainha e, assim que Denise abriu a porta, contra ela disparou um tiro, que a atingiu no ombro 
esquerdo. Ao ver Denise caída, Caio optou por não fazer mais disparos, guardou seu revólver e se retirou do local. Denise foi 
socorrida por terceiros e sobreviveu, ficando, porém, com poucamobilidade em seu braço esquerdo. Diante do exposto, é correto 
afirmar que Caio responderá criminalmente por lesão corporal de natureza grave (houve desistência voluntária). (certa) VUNESP - 2013 - 
TJ-RJ - JUIZ 
A desistência voluntária não é admitida nos crimes unissubsistentes, pois, se a conduta não pode fracionada, é impossível 
desistir da sua execução, que já se aperfeiçoou com a atuação do agente. 
• Na desistência voluntária, o agente poderá responder pelos atos já praticados, pelo resultado ocorrido até o momento da desistência ou pela 
tentativa do crime inicialmente pretendido. (errada) CESPE - 2010 - MPE-RO 
• Na desistência voluntária o agente que praticou o ato responde por tentativa. (errada) 2010 - TJ-PR – JUIZ 
• O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução do crime, não responde pelos atos praticados, desde que tais atos não 
configurem, isoladamente, crime ou contravenção penal, sendo o caso de desistência voluntária. (certa) 2011 - DPE-AM 
• Conforme o CP, a desistência voluntária é compatível com a tentativa acabada e incompatível com a tentativa inacabada ou imperfeita. (errada) 
CESPE - 2012 - TJ-AC - JUIZ SUBSTITUTO 
• Caracteriza situação de arrependimento eficaz DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA o caso do agente que, durante a ação, diz para si “posso prosseguir, mas 
não quero” e encerra sua empreitada criminosa. (errada) CESPE - 2012 - MPE-TO 
• Entende-se que o arrependimento eficaz DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA se configura quando o agente, no curso do iter criminis, podendo continuar com 
os atos de execução, deixa de fazê-lo por desistir de praticar o crime. (errada) CESPE - 2013 – AGU 
• Segundo a sistemática do Código Penal, a desistência voluntária é compatível com a tentativa perfeita ou crime falho; (errada) 2013 - MPE-PR 
• Dá-se o arrependimento eficaz DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA quando o agente dá início à execução de um delito e desiste de prosseguir em virtude da 
reação oposta pela vítima. (errada) NUCEPE - 2014 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Na desistência voluntária, o agente desiste de prosseguir nos atos de execução. Neste caso, tem-se a chamada ponte de ouro, que estimula 
o agente a retroceder, e ele será apenas punido pela tentativa. (errada) 2014 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• A desistência voluntária permite a interrupção do nexo causal sem a consideração da vontade. (errada) FCC - 2017 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO 
• Não existe desistência voluntária no caso de agente que desiste de prosseguir com os atos de execução por conselho de seu advogado, já 
que ausente a voluntariedade. (errada) FUMARC - 2018 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO 
Ex.: Caio tem um desafeto a quem sempre faz ameaças de morte. O último encontro foi num bar. Caio observou que havia um 
revólver com seis munições sobre uma mesa e aproveitou para concretizar o desejo de matar seu oponente. Anunciou que iria matar 
seu desafeto PEDRO, efetuando um disparo na sua perna. Neste momento PEDRO suplica por sua vida. Caio, sensível ao apelo da 
vítima, desiste de continuar disparando, afirma que não iria mais matar o rival e deixa a arma em cima da mesa. Em seguida, se 
retira do local. Caio deve responder por lesão corporal. (certa) 2018 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
Ex.: João, com a intenção de matar, desferiu golpes de faca em seu irmão José. Antes de desferir o golpe fatal, atendendo aos 
apelos de sua mãe que implorava para que poupasse a vida de José, João parou de agredir o irmão. Por insistência de sua mãe, 
João socorreu José, que sobreviveu com lesões corporais que, embora tenham causado risco de vida, se regeneraram em vinte 
dias. Sobre a situação hipotética, João responderá por lesões corporais graves em razão da desistência voluntária. (certa) VUNESP - 
2018 - TJ-MT - JUIZ SUBSTITUTO 
 
80 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 392 
elaborado por @fredsmcezar 
Ex.: Decididamente disposto a matar Tício, por erro de pontaria o astuto Caio acerta-lhe de leve raspão um disparo no braço. 
Porém, assustado com o estrondo do estampido, e temendo acordar a vizinhança que o poderia prender, ao invés de descarregar 
a munição restante, Caio estrategicamente decide socorrer o cândido Tício que, levado ao hospital pelo próprio algoz, acaba logo 
liberado com curativo mínimo. Caio primeiramente diz, em sua autodefesa, que o tiro ocorrera por acidente, chegando ardilosamente 
a indenizar de pronto todos os prejuízos materiais e morais de Tício com o fato, mas sua trama acaba definitivamente desvendada 
pela límpida investigação policial que se segue. Com esses dados já indiscutíveis, mais precisamente pode-se classificar os fatos 
como desistência voluntária. (certa) FCC - 2014 - DPE-PB 
Ex.: Fulano de tal, decidido a matar Cicrano, carrega o seu revólver e parte em seu encalço. Localiza-o em lugar deserto e, em 
perseguição, atira e o acerta apenas de raspão. Fulano consegue alcançá-lo, chega ao seu lado e, com o revólver dispondo ainda de 
6 (seis) tiros, decide não disparar a arma, deixando de consumar o seu intento inicial. Fulano responderá por lesões corporais. (certa) 
EJEF - 2009 - TJ-MG - JUIZ 
Ex.: No crime de falsa identidade (art. 307 do CP), cujo tipo prevê uma hipótese de “dolo específico”, é possível a desistência 
voluntária (art. 15 do CP) quando, apesar da realização da conduta, não se implementou a especial finalidade à qual estava orientada 
a conduta. (errada) 2019 - MPE-SC 
Explicação: O crime do art. 307 é formal (de consumação antecipada). Consuma-se o crime com a atribuição efetiva da falsa 
identidade, independentemente de atingir o especial fim de agir. Por esta razão, impossível iniciar a execução e desistir 
voluntariamente da dela. 
10.1 DA VOLUNTARIEDADE DA DESISTÊNCIA 
• Configura-se a desistência voluntária ainda que não tenha partido espontaneamente do agente a ideia de abandonar o propósito criminoso, 
com o resultado de deixar de prosseguir na execução do crime. (certa) CESPE - 2015 – DPU 
• A desistência do autor de prosseguir na execução do crime, estimulada por prévia conscientização de testemunha presencial, é suficiente 
para configurar a desistência voluntária; (certa) 2012 - MPE-PR 
• Se o agente desiste de continuar a prática de um delito por conselho de terceira pessoa, resta descaracterizada a desistência voluntária. 
(errada) CESPE - 2009 - DPE-PI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
11. ARREPENDIMENTO EFICAZ 
(COMPATÍVEL COM TENTATIVA ACABADA, PERFEITA OU CRIME FALHO) 
No arrependimento eficaz, ou resipiscência, depois de já praticados todos os atos executórios suficientes à consumação do 
crime, o agente adota providências aptas a impedir a produção do resultado. 
O art. 15 do Código Penal revela ser o arrependimento eficaz possível somente no tocante aos crimes materiais, pela análise da 
expressão “impede que o resultado se produza”. 81 
No arrependimento eficaz, é irrelevante que o agente proceda virtutis amore ou formidine poence , ou por motivos subalternos, 
egoísticos, desde que não tenha sido obstado por causas exteriores independentes de sua vontade. (certa) CESPE - 2013 - POLÍCIA FEDERAL - 
DELEGADO DE POLÍCIA 
• O agente que impede a produção dos efeitos de sua ação faz, agindo assim, com que, o crime não se consume. Ocorre, desse modo, o 
arrependimento eficaz. (certa) 2010 - TJ-PR - JUIZ 
• O arrependimento eficaz pode ocorrer em hipóteses de tentativa acabada, estando excluído em hipóteses de tentativa inacabada; (certa) 2012 
- MPE-PR 
• O arrependimento eficaz é instituto a ser aplicado na terceira fase de aplicação da pena, não podendo ser utilizado como fundamento para a 
rejeição da denúncia, por ausência de justa causa, pois não conduz à atipicidade da conduta por ausência de dolo. (certa) CESPE - 2012 - TJ-PA – 
JUIZ 
• Verificada a ocorrência do instituto do arrependimento posterior, a pena imposta ao agente deve serreduzida de um a dois terços, 
independentemente de o fato ter sido praticado mediante violência ou grave ameaça a pessoa. (errada) CESPE - 2012 - TJ-PA – JUIZ 
• O arrependimento eficaz é incompatível com crimes formais ou de mera conduta. (certa) 2016 - MPE-GO 
• O arrependimento eficaz, quando pleno, exclui a pena, e quando parcial permite a redução de um a dois terços. (errada) FCC - 2017 - TJ-SC - JUIZ 
SUBSTITUTO 
• É admissível a incidência do arrependimento eficaz nos crimes perpetrados com violência ou grave ameaça. (certa) CESPE - 2017 - TRF - 1ª REGIÃO 
– ANALISTA 
• O arrependimento eficaz é causa de diminuição de pena. (errada) FCC - 2017 - DPE-PR - DEFENSOR PÚBLICO 
• A desistência voluntária ARREPENDIMENTO EFICAZ caracteriza verdadeira ponte de ouro ao infrator que impede a consumação do crime após o 
término dos atos executórios, isentando-o de qualquer responsabilidade pelos danos causados. (errada) 2017 - PC-MS - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O arrependimento eficaz somente se configura (é necessário) em relação à tentativa perfeita. (certa) CONSULPLAN - 2019 - MPE-SC 
O arrependimento eficaz se caracteriza quando o agente com eficiência impede o resultado inicialmente almejado, não 
respondendo, então, pelo crime que pretendia praticar, mas pelos atos já praticados (se por si constituírem crime). (certa) 2021 - PC-PR - 
DELEGADO DE POLÍCIA 
O arrependimento eficaz dá-se após a execução, mas antes da consumação do crime. (certa) FCC - 2018 - MPE-PB 
Ex.: Miro, em mera discussão com Geraldo a respeito de um terreno disputado por ambos, com a intenção de matá-lo, efetuou 
três golpes de martelo que atingiram seu desafeto. Imediatamente após o ocorrido, no entanto, quando encerrados os atos 
executórios do delito, Miro, ao ver Geraldo desmaiado e perdendo sangue, com remorso, passou a socorrer o agredido, levando-o 
ao hospital, sendo que sua postura foi fundamental para que a morte do ofendido fosse evitada, pois foi providenciada a devida 
transfusão de sangue. Geraldo sofreu lesões graves, uma vez que correu perigo de vida, segundo auto de exame de corpo de 
delito. Incidirá a figura do arrependimento eficaz e Miro responderá por lesões corporais graves. (certa) FCC - 2011 - DPE-RS 
Ex. de Estelionato c/ arrependimento eficaz. Com a intenção de praticar um golpe, Luiz pagou diversos produtos comprados 
em determinada loja com um cheque clonado pré-datado. Antes da data do vencimento do cheque, Luiz, arrependido, retornou à 
loja e trocou o cheque por dinheiro em espécie, tendo quitado o débito integralmente. Houve arrependimento eficaz. (certa) CESPE - 
2018 - PGE-PE 
Explicação: Trata-se do crime de estelionato (art. 171), como não houve prejuízo alheio, não chegou à consumação. Sendo certo 
que houve arrependimento eficaz. 
Ex.: “Maria, 22 anos, aos 7 meses de gestação decide praticar um aborto em si mesma. Para tanto, pede e obtém auxílio de sua 
irmã Ana, 24 anos, que adquire medicamento abortivo. Sem muita coragem, mas mantendo seu propósito inicial, Maria pede a Ana 
que lhe administre a substância, de forma endovenosa, o que é feito. Quando se inicia a expulsão do feto, ambas arrependem-se da 
prática, e procuram um serviço médico em busca de auxílio. O feto é expulso no hospital, mas em virtude do seu já adiantado estado 
de desenvolvimento, sobrevive sem sequelas. Maria, em razão da ação do medicamento abortivo, sofre uma histerectomia. Diante 
desse quadro, Maria não será punida, em virtude do arrependimento eficaz, e Ana será punida por lesão corporal gravíssima 
(perda de função reprodutiva).” (certa) VUNESP - 2014 - TJ-RJ - JUIZ SUBSTITUTO 
Ex.: Caio é professor de educação física do Estado e dá aula de natação em um clube estadual. Ao nadar em uma das piscinas 
do clube, Caio notou um defeito no ralo. Decidido a se livrar da colega de profissão, recentemente contratada para substituí-lo em 
algumas aulas, ele não informa a administração do clube sobre o defeito detectado, além de alterar a potência da exaustão do ralo. 
No dia seguinte, quando já finalizadas todas as aulas, ele propõe à colega a brincadeira da caça ao tesouro, que consiste em localizar 
 
81 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 393 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/tj-pr-2010-tj-pr-juiz
elaborado por @fredsmcezar 
e pegar objetos no chão da piscina. Caio diz à colega que vence quem pegar maior quantidade de pedras e as despeja na piscina, 
em local próximo ao ralo. Antes que a colega pudesse colocar a touca na cabeça, Caio pula na piscina. Com receio de perder a 
brincadeira, ela imediatamente pula atrás. Caio vê a colega aproximar o corpo rente ao chão. Passados alguns segundos, ele percebe 
que a colega mexe o corpo freneticamente. Ao mergulhar, Caio confirma que os cabelos de sua colega estão presos ao ralo, 
impedindo-a de emergir. Caio, por minutos, assiste ao desespero da colega, sem nada fazer. Depois, arrependido, decide agir, 
tentando, a todo custo, soltá-la do ralo. A colega, contudo, veio a óbito. Caio praticou o crime de homicídio qualificado, por motivo 
torpe, não incidindo o instituto do arrependimento eficaz. (certa) VUNESP - 2019 - TJ-RO - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Quando o partícipe instiga outrem a praticar um crime de homicídio, mas durante a execução do ataque tenta impedir que o 
resultado se produza, mas não consegue, pode-se dizer que, consequentemente é reconhecível a participação de menor importância. 
(certa) IBEG - 2016 - PROCURADOR MUNICIPAL 
A realiza disparo de arma de fogo em região letal do corpo de B, mas sensibilizado ao vê-lo agonizando, transporta rapidamente 
B ao hospital, onde este sobrevive em razão de decisiva cirurgia de emergência: A responde pelas lesões corporais então produzidas 
em B, porque se trata de hipótese de tentativa inacabada ACABADA. (errada) 2021 - MPE-PR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
12. ARREPENDIMENTO POSTERIOR [PONTE DE PRATA] 
. 
Art. 16 - Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento 
da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços). 2011 - TJ-PR – JUIZ / 
2011 - MPE-SP / 2014 - PC-SC - DELEGADO DE POLÍCIA 
Arrependimento posterior é a causa obrigatória de diminuição da pena que ocorre quando o responsável pelo crime praticado 
sem violência à pessoa ou grave ameaça, voluntariamente e até o recebimento da denúncia ou queixa, restitui a coisa ou repara o 
dano provocado por sua conduta. 
“O arrependimento posterior tem natureza jurídica de causa de exclusão da tipicidade, desde que restituída a coisa ou reparado 
o dano nos crimes praticados sem violência ou grave ameaça até o recebimento da denúncia ou queixa”. (errada) FUMARC - 2018 - PC-MG - 
DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO 
• O arrependimento posterior previsto no art. 16 do Código Penal constitui causa geral de diminuição da pena, incidindo na terceira etapa do 
cálculo. (certa) FCC - 2009 - TJ-AP – JUIZ 
• Como decorrência do reconhecimento do arrependimento posterior, ocorrerá a desclassificação da infração penal para outra menos grave. 
(errada) 2009 – MPDFT 
• A natureza jurídica do arrependimento posterior é causa de extinção da punibilidade. (errada) CESPE - 2012 - TJ-BA - JUIZ SUBSTITUTO 
• O arrependimento posterior constitui causa geral de diminuição da pena. (certa) FCC - 2012 - MPE-AL 
• O arrependimento posterior não influi no cálculo da prescrição penal. (errada) FCC - 2013 - TJ-PE – JUIZ 
• O arrependimento posterior pode reduzir a pena abaixo do mínimo previsto para o crime. (certa) FCC - 2013 - TJ-PE – JUIZ 
• O chamado arrependimento posterior, nos moldes previstos no Código Penal, é causa de redução de pena. (certa) 2013 - MPE-PR 
O arrependimento posterior alcança qualquer crime que com ele sejacompatível, e não apenas os delitos contra o patrimônio. 
• O arrependimento posterior, previsto no art. 16 do Código Penal, somente tem aplicação aos delitos patrimoniais dolosos. (errada) UEG - 2008 - 
PC-GO 
• Não se admite a aplicação do arrependimento posterior no crime de furto qualificado pela destruição ou rompimento de obstáculo, em razão 
da violência empregada pelo agente na subtração. (errada) 2010 - MPE-PB 
• Não se admite a aplicação do arrependimento posterior (art. 16, CP) no crime de furto qualificado pela destruição ou rompimento de obstáculo, 
em razão da violência empregada pelo agente na subtração. (errada) 2012 - MPE-SP 
• Aplica-se a causa de diminuição de pena prevista no art.16 do Código Penal – arrependimento posterior – em todos os crimes patrimoniais. 
(errada) NUCEPE - 2014 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O arrependimento posterior implica causa de diminuição da pena do agente, e apenas é aplicável aos crimes praticados sem violência ou 
grave ameaça à pessoa. (certa) 2014 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• O arrependimento posterior incide exclusivamente nos crimes contra o patrimônio e impõe a restituição espontânea e integral da coisa até 
o recebimento da denúncia ou da queixa. (errada) CESPE - 2017 - DPE-AC 
• O arrependimento posterior, como causa de diminuição de pena entre determinados limites, tem como pressuposto para seu reconhecimento 
que o crime seja patrimonial, para atender ao requisito da reparação do dano ou da restituição da coisa. (errada) 2019 - MPE-SP 
• O arrependimento posterior somente pode incidir nos crimes contra o patrimônio. (errada) 2021 - PC-MS - DELEGADO DE POLÍCIA 
É o caso, por exemplo, do crime de peculato doloso, em suas diversas modalidades. Cuida-se de crime contra a Administração 
Pública que admite o arrependimento posterior. 
• Assim como nos demais crimes não patrimoniais em geral, os delitos contra a fé pública são incompatíveis com o instituto do arrependimento 
posterior, dada a impossibilidade material de haver reparação do dano causado ou a restituição da coisa subtraída. (errada) FCC - 2019 - MPE-MT 
Ex.: João, empregado de uma empresa terceirizada que presta serviço de vigilância a órgão da administração pública direta, 
subtraiu aparelho celular de propriedade de José, servidor público que trabalha nesse órgão. Se devolver voluntariamente o celular 
antes do recebimento de eventual denúncia pelo crime, João poderá ser beneficiado com redução de pena justificada por 
arrependimento posterior. (certa) CESPE - 2015 - AGU 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
12.1 REQUISITOS DO ARREPENDIMENTO POSTERIOR 
O autor da infração, ao arrepender-se, deverá, para que sua pena seja reduzida, reparar voluntariamente danos ou restituir a 
coisa subtraída, até o recebimento da queixa ou da denúncia. (certa) CESPE - 2017 - DPE-AC 
NATUREZA 
• Sem violência ou grave ameaça à pessoa. 
• Violência contra à coisa não exclui o benefício. 
Não se admite a aplicação do arrependimento posterior (art. 16, CP) no crime de furto qualificado pela 
destruição ou rompimento de obstáculo, em razão da violência empregada pelo agente na subtração. (errada) 
2012 - MPE-SP 
• Em caso de violência culposa, é cabível, uma vez que a violência ocorreu no resultado e não na conduta. 
• Violência imprópria: 
Possibilidade: O CP não afastou a possibilidade expressamente. 
Impossibilidade: Violência imprópria é dolosa. 
REPARAÇÃO 
RESTITUIÇÃO 
• Voluntária – Deve ser feita sem coação física ou moral. Contudo, não é exigida a espontaneidade. 
• Pessoal – Não pode advir de terceiros ou da atividade policial. O autor que deve proceder à restituição ou 
reparação. Excepcionalmente, se o agente estiver impossibilitado (ex. hospitalizado) será possível a 
realização por terceiro representando-o. 
Intervenção de terceiros na reparação do dano ou na restituição da coisa, desde que ocorra antes do 
julgamento, não afastará o reconhecimento de arrependimento posterior. (errada) CESPE - 2017 - DPE-AC 
• Integral – A reparação/restituição parcial não se encaixa no conceito do art. 16. A análise da completude 
deve caber a vítima no caso concreto. 
LIMITE 
TEMPORAL 
• Independentemente do momento do oferecimento da denúncia, ATÉ O RECEBIMENTO é possível. 
. 
Haroldo convence Bruna a aplicarem um golpe no casal de noivos Marcos e Fátima, apresentando-se como organizadores de 
casamento. Após receberem do casal vultosa quantia para a organização das bodas, Haroldo e Bruna mudaram de cidade e trocaram 
de telefone. Percebendo que haviam sido vítimas de um golpe, Marcos e Fátima registraram os fatos na delegacia, demonstrando 
interesse em ver os autores responsabilizados pelo crime de estelionato. Após o registro da ocorrência, Bruna, arrependida, por 
conta própria, efetuou a devolução ao casal de parte do dinheiro que havia recebido. Considerando que houve reparação parcial do 
dano Haroldo e Bruna responderão por estelionato, sem a causa de diminuição da pena pelo arrependimento posterior. (certa) FGV - 
2021 - PC-RN - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL SUBSTITUTO 
“Tendo a decisão impetrada consignado que a res furtiva foi apreendida por policial no momento da prisão do paciente, ante a 
ausência de um dos requisitos necessários à incidência da benesse - espontaneidade na devolução - , é inadmissível minorar-
se a reprimenda ao fundamento de que houve posterior arrependimento por parte do agente”. (HC 96.140/MS, Rel. Ministro JORGE MUSSI, 
QUINTA TURMA, DJe 02/02/2009) 
Apesar do julgado ser antigo e terem utilizado “espontaneidade” no lugar de voluntariedade, esse julgado foi citado pela sexta 
turma do STJ no julgamento do HC 438562/RR (DJe 30/05/2019) para reforçar a incompatibilidade do arrependimento posterior 
c/ a prisão e flagrante. 
É possível o reconhecimento da causa de diminuição de pena prevista no art. 16 do Código Penal (arrependimento posterior) 
para o caso em que o agente fez o ressarcimento da dívida principal (efetuou a reparação da parte principal do dano) antes do 
recebimento da denúncia, mas somente pagou os valores referentes aos juros e correção monetária durante a tramitação da 
ação penal. 
Nas exatas palavras do STF: “É suficiente que ocorra arrependimento, uma vez reparada parte principal do dano, até o recebimento 
da inicial acusatória, sendo inviável potencializar a amplitude da restituição.” STF. 1ª Turma. HC 165312, 14/04/2020 (Info 973) 
. 
• É admissível o arrependimento posterior no crime de extorsão. (errada) FCC - 2009 - MPE-CE 
• O arrependimento posterior, causa obrigatória de diminuição de pena, ocorre nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, 
em que o agente, voluntariamente, repara o dano ou restitui a coisa até o oferecimento RECEBIMENTO da denúncia ou queixa. (errada) 2009 - TJ-SC - 
JUIZ 
• É cabível o arrependimento posterior no crime de roubo. (errada) 2010 - TJ-PR – JUIZ 
• No crime de roubo qualificado pelo emprego de arma de fogo, reparado o dano ou restituída a coisa até o recebimento da denúncia ou da 
queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços nos termos do art. 16 do CP - arrependimento posterior. 
(errada) 2010 - MPE-SC 
elaborado por @fredsmcezar 
• Para que se reconheça a incidência do chamado arrependimento posterior, previsto em nossa lei penal, é indispensável que a reparação do 
dano ou a restituição da coisa seja feita até o recebimento da denúncia ou da queixa. (certa) 2011 - MPE-SP 
• Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da 
queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços. (certa) 2011 - TJ-PR - JUIZ 
• Tanto o arrependimento eficaz quanto o arrependimento posterior constituem causa de diminuição de pena. (errada) CESPE - 2012 - TJ-AC - JUIZ 
SUBSTITUTO 
• A jurisprudência admite o arrependimento posterior no delito de roubo, aindaque o réu devolva à vítima apenas parte da quantia subtraída. 
(errada) CESPE - 2012 - TJ-PI – JUIZ 
• Para a aplicação do arrependimento posterior, não se exige do agente espontaneidade na devolução da coisa subtraída. (certa) CESPE - 2012 - 
TJ-PI - JUIZ 
• Mesmo depois de encerrado o inquérito policial, com a consequente remessa à justiça, pode o agente, ainda, valer-se do arrependimento 
posterior, desde que restitua a coisa ou repare o dano por ele causado à vítima até o oferecimento RECEBIMENTO da denúncia; (errada) 2012 - MPE-
GO 
• O arrependimento posterior deve ocorrer até o oferecimento RECEBIMENTO da denúncia ou da queixa. (errada) FCC - 2013 - TJ-PE – JUIZ 
• O CP permite a aplicação de causa de diminuição de pena quando o arrependimento posterior for voluntário, não exigindo que haja 
espontaneidade no arrependimento. (certa) CESPE - 2013 – AGU 
• Para a configuração do arrependimento posterior, o agente deve agir espontaneamente, e a reparação do dano ou a restituição do bem 
devem ser integrais. (errada) CESPE - 2013 - MPE-RO 
• O arrependimento posterior implica causa de diminuição da pena do agente, e apenas é aplicável aos crimes praticados sem violência ou 
grave ameaça à pessoa. (certa) 2014 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• Há arrependimento eficaz POSTERIOR quando o agente, por ato voluntário, nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, 
repara o dano ou restitui a coisa até o recebimento da denúncia ou da queixa. (errada) FCC - 2015 - TJ-RR - JUIZ SUBSTITUTO 
• No arrependimento posterior, o agente busca atenuar os efeitos da sua conduta, sendo, portanto, causa geral de diminuição de pena. Deve 
operar-se até o recebimento da denúncia ou queixa. (certa) VUNESP - 2015 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
• Nos crimes previstos no Código Penal que tenham sido cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a 
coisa, até o oferecimento RECEBIMENTO da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena poderá ser reduzida de um a dois terços, 
presente a hipótese do arrependimento posterior. (errada) FUNDATEC - 2015 - PGE-RS 
• O arrependimento posterior é causa obrigatória de diminuição de pena, admitindo-se a reparação do dano ou a restituição da coisa até o 
RECEBIMENTO trânsito em julgado da ação penal. (errada) CESPE - 2017 - DPE-AC 
• O arrependimento posterior ocorre após o término dos atos executórios, porém antes da consumação. Nesse caso, o sujeito responderá 
pelo crime, mas sua pena será reduzida se reparados os danos causados. (errada) 2017 - PC-MS - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O arrependimento posterior pode ser aplicado aos crimes cometidos com violência ou grave ameaça. (errada) CESPE - 2018 - DPE-PE 
• Quando o agente, em crime cometido sem violência ou grave ameaça à pessoa, repara voluntariamente o dano até o recebimento da denúncia, 
ocorre arrependimento posterior. (certa) UEG - 2018 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o oferecimento RECEBIMENTO da 
denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de 1 (um) a 2/3 (dois terços). (errada) VUNESP - 2018 - TJ-SP - JUIZ 
SUBSTITUTO 
12.2 EXEMPLOS 
Antônio, durante a madrugada, subtrai, com o emprego de chave falsa, o automóvel de Pedro. Depois de oferecida a denúncia 
pela prática de crime de furto qualificado, mas antes do seu recebimento, por ato voluntário de Antônio, o automóvel furtado é 
devolvido à vítima. Nesse caso, pode-se afirmar a ocorrência de arrependimento posterior. (certa) VUNESP - 2011 - TJ-SP – JUIZ 
Cristiano, maior e capaz, roubou, mediante emprego de arma de fogo, a bicicleta de um adolescente, tendo-o ameaçado 
gravemente. Perseguido, Cristiano foi preso, confessou o crime e voluntariamente restituiu a coisa roubada. Nessa situação, a 
restituição do bem não assegura a Cristiano a redução de um a dois terços da pena, pois o crime foi cometido com grave ameaça 
à pessoa. (certa) CESPE - 2018 - POLÍCIA FEDERAL - DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL 
Joaquim, com o intuito de fornecer energia elétrica a seu pequeno ponto comercial situado em via pública, efetuou uma ligação 
clandestina no poste de energia elétrica próximo a seu estabelecimento. Durante dois anos, ele utilizou a energia elétrica dessa 
fonte, sem qualquer registro ou pagamento do real consumo. Em fiscalização, foi constatada a prática de crime, e, antes do 
recebimento da denúncia, Joaquim quitou o valor da dívida apurado pela companhia de energia elétrica. Consoante a jurisprudência 
do STJ, nessa situação hipotética, Joaquim praticou o crime de furto mediante fraude, cuja punibilidade não foi extinta com o 
pagamento do débito, apesar de essa circunstância poder caracterizar arrependimento posterior. (certa) CESPE - 2020 - MPE-CE 
Joana é funcionária pública municipal e responsável por administrar os recursos financeiros da repartição em que trabalha. Com 
a ajuda de seu marido, que não é funcionário público e tem ciência de toda a empreitada, falsifica notas fiscais simulando a realização 
de despesas que não foram realmente efetivadas e, a cada 15 dias, insere cerca de 3 notas fiscais “frias” na prestação de contas, 
desviando em proveito próprio cerca de R$ 5 mil a cada quinzena. A ação é reiterada e prolonga-se por cerca de 12 meses. Então, 
surge na repartição a notícia de que uma rigorosa comissão de auditoria financeira visitará todos os órgãos públicos, a fim de 
elaborado por @fredsmcezar 
identificar possíveis desvios. Joana e seu marido, temendo que suas condutas fossem descobertas, devolvem integralmente o 
dinheiro ao caixa público, inclusive considerando a correção monetária, e retificam toda a contabilidade. A auditoria, entretanto, 
consegue comprovar a ocorrência dos ilícitos. No que concerne à hipótese narrada, a pena aplicada a ambos quando da condenação 
será calculada levando-se em conta a ocorrência de crime continuado e arrependimento posterior. (certa) VUNESP - 2014 - PGM – SP 
Durante evento na loja de uma operadora de telefonia móvel, Tereza, aproveitando-se da distração dos funcionários, subtraiu 
para si um aparelho celular. Ao chegar em casa, sua mãe descobriu o fato e a convenceu a comparecer à delegacia para devolver o 
aparelho subtraído, o que foi por ela feito no dia seguinte. Diante dos fatos narrados, a conduta de Tereza configura: furto na forma 
consumada, com a causa de diminuição pelo arrependimento posterior. (certa) FGV - 2021 - PC-RN - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL SUBSTITUTO 
12.3 FUNDAMENTOS 
O arrependimento posterior tem raízes em questões de política criminal, fundadas em um duplo aspecto: 
1) proteção da vítima 
2) fomento do arrependimento por parte do agente. 
O arrependimento posterior foi criado para estimular a voluntária reparação do dano ou a restituição da coisa nos crimes não 
violentos, desde que efetivada até o oferecimento RECEBIMENTO da denúncia ou da queixa. (errada) 2021 - PC-MS - DELEGADO DE POLÍCIA 
12.4 COMUNICABILIDADE DO ARREPENDIMENTO POSTERIOR NO CONCURSO DE PESSOAS 
A reparação/restituição tem natureza objetiva. Consequentemente, comunica-se aos demais coautores e partícipes, na forma 
do art. 30 CP. 
• O arrependimento posterior, por ser uma circunstância subjetiva OBJETIVA, não se estende aos demais corréus, uma vez reparado o dano 
integralmente por um dos autores do delito até o recebimento da denúncia. (errada) CESPE - 2015 - DPE-RN 
De acordo com a doutrina, prevalece o entendimento de que em um crime praticado em concurso de agentes, a aplicação da 
denominada “ponte de prata”, prevista no artigo 16 do Código Penal, quando reconhecida para um, estende-se aos seus 
comparsas. (certa) FUNDATEC - 2018 - PC-RS - DELEGADO DE POLÍCIA 
O arrependimento posterior (art. 16 do CP), por possuir natureza objetiva, deve ser estendido aos corréus.82 REsp 1187976/SP, DJe 
26/11/2013 
12.5 CRITÉRIO PARA REDUÇÃO DA PENA 
A causa de diminuiçãodo Art. 16 do Código Penal, referente ao arrependimento posterior, somente tem aplicação se houver a 
integral reparação do dano ou a restituição da coisa antes do recebimento da denúncia, variando o índice de redução da pena em 
função da maior ou menor celeridade no ressarcimento do prejuízo à vítima. (certa) FGV - 2022 - MPE-GO 
No cálculo da pena, o juiz deverá considerar o arrependimento posterior na terceira fase da dosimetria da pena. (certa) FCC - 2015 - 
TJ-PE - JUIZ SUBSTITUTO 
• O arrependimento posterior devem ser considerados na 2ª fase. (errada) 2017 - MPE-PR 
• No cálculo da pena, o arrependimento posterior como circunstância atenuante CAUSA DE DIMINUIÇÃO incide na segunda TERCEIRA fase do cálculo, 
mas não pode conduzir a pena abaixo do mínimo legal. (errada) FCC - 2021 - TJ-GO - JUIZ SUBSTITUTO 
O Código Penal prevê de forma expressa que o quantum de diminuição do arrependimento posterior irá variar de acordo com o 
momento em que o agente realizar o ressarcimento. Assim, caso o ressarcimento ocorra nas primeiras 24 horas após o crime, o 
agente fará jus a uma diminuição de 2/3 da pena. (errada) 2021 - PC-MS - DELEGADO DE POLÍCIA 
A redução das penas dentro dos parâmetros legais deve ser calculada com base na celeridade e voluntariedade da 
reparação/restituição. Quanto mais rápida e mais verdadeira, maior será a diminuição da pena, por exemplo. 
12.6 RECUSA DO OFENDIDO EM ACEITAR A REPARAÇÃO / RESTITUIÇÃO 
Se a vítima se recusar a receber a reparação e restituição, o agente não pode ser privado da diminuição da pena se preencher 
os requisitos. 
12.7 ARREPENDIMENTO POSTERIOR EM CRIMES AMBIENTAIS 
Tratando-se de crimes ambientais, previstos na Lei n.º 9.605/98, o arrependimento posterior do infrator, manifestado pela 
espontânea reparação do dano, constitui causa extintiva da punibilidade, pois o objetivo fundamental daquela lei é preservar o meio 
ambiente. (errada) 2009 - TJ-SC – JUIZ 
Art. 14. São circunstâncias que atenuam a pena: II - arrependimento do infrator, manifestado pela espontânea reparação do dano, 
ou limitação significativa da degradação ambiental causada; 
 
82 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. O arrependimento posterior (art. 16 do CP), por possuir natureza objetiva, deve ser estendido aos corréus. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
<https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/e6d8545daa42d5ced125a4bf747b3688>. Acesso em: 14/02/2022 
elaborado por @fredsmcezar 
12.8 PECULATO E A REPARAÇÃO DO DANO 
As regras do peculato culposo são especiais e afastam as regras gerais do art. 16 do CP. 
REPARAÇÃO 
DO DANO NO 
CRIME DE 
PECULATO 
CULPOSO 
ANTES DA SENTENÇA 
IRRECORRÍVEL 
Extingue a punibilidade (art. 312, §3º, 1ª parte) 
APÓS A SENTENÇA 
IRRECORRÍVEL 
Causa de diminuição da pena (art. 312, §3º, 2ª parte) 
DOLOSO 
ANTES DO RECEB. DA 
DENÚNCIA 
Diminuição da pena de 1/3 a 2/3 
APÓS O RECEB. DA 
DENÚNCIA 
Atenuante genérica (art. 65, III, b) 
. 
• Na hipótese de peculato culposo, a reparação do dano, se precedente à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade. (certa) CESPE - 2009 - DPE-
AL 
• No crime de peculato culposo, a reparação do dano antes do trânsito em julgado da sentença, deve ser considerada como causa de extinção 
de punibilidade. (certa) FUMARC - 2009 - DPE-MG 
• A reparação do dano, antes da sentença irrecorrível, extingue a punibilidade do crime de peculato culposo. (certa) 2010 - MPE-SC 
• Em todas as modalidades de peculato doloso, o sujeito ativo pode ser beneficiado com o instituto do arrependimento posterior, se, 
voluntariamente, reparar o dano até o oferecimento da denúncia, hipótese em que terá sua pena reduzida no patamar de um a dois terços. 
(errada) 2011 - MPE-PB 
• Sobre o crime de peculato culposo tipificado no Código Penal, a reparação do dano sempre extingue a punibilidade. (errada) 2012 - MPE-MT 
• Sobre o crime de peculato culposo tipificado no Código Penal, a reparação do dano somente extingue a punibilidade se precede à sentença 
irrecorrível. (certa) 2012 - MPE-MT 
• Assinale a hipótese que configura arrependimento posterior (CP, art. 16): Autor de peculato doloso que no momento de sua prisão em 
flagrante devolve, voluntariamente, os bens móveis de que se havia apropriado. (certa) VUNESP - 2012 - TJ-RJ - JUIZ 
• O crime de peculato admite a modalidade culposa (art. 312, parágrafo 2º do Código Penal). Na modalidade culposa do peculato, a reparação 
do dano, caso preceda à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz-se pela metade a pena imposta. (certa) FUNDEP 
- 2014 - PROCURADOR MUNICIPAL 
• Caso o denunciado por peculato culposo opte, antes do pronunciamento da sentença, por reparar o dano a que deu causa, sua punibilidade 
será extinta. (certa) CESPE - 2014 - PGE-BA 
• O crime de peculato, disposto no Código Penal Brasileiro, possui apenas modalidades dolosas. Não há em nenhuma das modalidades 
previsão para extinção da punibilidade em caso de ocorrer a reparação do dano pelo funcionário público antes do recebimento da denúncia, 
entretanto, cabe-lhe, em tendo reparado o prejuízo de forma voluntária, o direito ao instituto do arrependimento posterior. (errada) 2014 - MPE-
SC 
• No peculato culposo a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, reduz de metade a pena imposta. (errada) VUNESP - 2016 - 
PROCURADOR DO MUNICÍPIO 
• No peculato doloso CULPOSO a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade. (errada) VUNESP - 2016 - PROCURADOR 
DO MUNICÍPIO 
• O funcionário público que concorre culposamente para o crime de peculato cometido por outrem, reparando o dano após a sentença 
condenatória de primeiro grau, porém durante o trâmite da apelação, tem direito à extinção da punibilidade. (certa) 2018 - MPE-MS 
• No crime de peculato culposo, previsto no artigo 312, parágrafo 3º do Código Penal, o arrependimento posterior não pode dar causa à 
extinção da punibilidade do agente. (errada) 2018 - PC-RS - DELEGADO DE POLÍCIA 
12.9 JECRIM E COMPOSIÇÃO CIVIL DOS DANOS 
A composição civil dos danos civis entre o autor do fato e o ofendido, em se tratando de crimes de ação penal privada ou ação 
penal pública condicionada à representação, acarreta a renúncia ao direito de queixa ou de representação, com a consequente 
extinção da punibilidade. 
Art. 74. A composição dos danos civis será reduzida a escrito e, homologada pelo Juiz mediante sentença irrecorrível, terá eficácia 
de título a ser executado no juízo civil competente. 
Parágrafo único. Tratando-se de ação penal de iniciativa privada ou de ação penal pública condicionada à representação, o acordo 
homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação. 
 
elaborado por @fredsmcezar 
12.10 APROPRIAÇAÕ INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA (art. 168-A) 
Art. 168-A. Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal ou 
convencional: 
§ 2º É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara, confessa e efetua o pagamento das contribuições, 
importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, antes do 
início da ação fiscal. 
Ex.: Tarcísio, presidente de uma organização não governamental, deixou de repassar à previdência social as contribuições 
recolhidas dos empregados dessa associação no prazo e na forma legal e convencional. Nessa situação, caso tenha agido com dolo 
específico, ou seja, com intuito deliberado de fraudar a previdência social, Tarcísio terá cometido delito de apropriação indébita 
previdenciária. (errada) CESPE - 2015 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• Nos crimes de apropriação indébita previdenciária, assegura a lei, de forma expressa, a incidência da causa extintiva da punibilidade se o 
agente, espontaneamente, declarar e confessar [pagar] as contribuições, importâncias ou valores e prestar as informações devidasà 
previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal. (errada) CESPE - 2011 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• O dolo exigido é o genérico, de modo que a omissão, por si, é apta a configurar o delito, que prescinde da fraude material e do animus rem 
sibi habendi para a sua caracterização. (certa) 2014 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• Para a consumação desse crime, exige-se a omissão de repasse das contribuições recolhidas à previdência social acrescida do ânimo de 
assenhorar-se daquelas contribuições, sendo o tipo penal apropriação indébita previdenciária uma modalidade de apropriação indébita. (errada) 
CESPE - 2017 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
• Em relação a esse crime, a legislação penal prevê causa especial de extinção da punibilidade, subordinada ao cumprimento de a lguns 
requisitos pelo agente de forma espontânea, mesmo que já tenha sido iniciada a ação fiscal. (errada) CESPE - 2017 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
SUBSTITUTO 
• No crime de estelionato contra a previdência social, a devolução da vantagem indevida antes do recebimento da denúncia, somente pode 
ser considerado como arrependimento posterior. (certa) FCC - 2017 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO 
• Admite-se a aplicação do perdão judicial (Código Penal, art. 107, IX), de acordo com os demais requisitos legais descritos no respectivo tipo 
penal, no caso do cometimento do crime de apropriação indébita previdenciária (Código Penal, art. 168-A). (certa) VUNESP - 2018 - PROCURADOR 
DO MUNICÍPIO 
12.11 PAGAMENTO DE TRIBUTO APÓS RECEBIMENTO DA DENÚNCIA (REGRA ESPECIAL) 
Quando o acusado de suprimir o pagamento de tributo devido (em conduta típica descrita no art. 1º da Lei no 8.137/90) realiza, 
posteriormente ao recebimento da denúncia, o pagamento integral das exações respectivas, ocorre a extinção da punibilidade. 
(certa) 2014 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
12.12 SÚMULA 554 STF – CHEQUE “SEM FUNDO” 
SÚMULA 554-STF: O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundos, após o recebimento da denúncia, NÃO OBSTA ao 
prosseguimento da ação penal. 
VUNESP - 2012 - TJ-RJ – JUIZ / FCC - 2014 - MPE-PA / 2015 - DPE-PA 
. 
• O pagamento do cheque antes do recebimento da denúncia, nos termos da súmula 554 do STF, tem força para obstruir a ação penal. (certa) 
2012 - MPE-GO 
• O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundos, antes do recebimento da denúncia, não obsta a propositura da ação penal. (errada) 
VUNESP - 2018 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO 
12.13 JURISPRUDÊNCIA SOBRE ARREPENDIMENTO POSTERIOR 
• Assim, uma vez reparado o dano integralmente por um dos autores do delito, a causa de diminuição de pena do arrependimento posterior, 
prevista no art. 16 do CP, estende-se aos demais coautores. STJ. 6ª Turma. REsp 1.187.976-SP, 7/11/2013 (Info 531). 
• Inaplicabilidade do arrependimento posterior ao crime de moeda falsa. STJ. 6ª Turma. REsp 1242294-PR, 18/11/2014 (Info 554). 
• Inaplicabilidade do arrependimento posterior ao crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor. STJ. 6ª Turma. AgRg-HC 510.052-
RJ, 17/12/2019, DJE 04/02/2020. 
O crime de moeda falsa é incompatível com o instituto do arrependimento posterior. (certa) CESPE - 2021 - POLÍCIA FEDERAL - DELEGADO DE 
POLÍCIA FEDERAL 
Apesar de parcela da doutrina entender que o reconhecimento do arrependimento posterior exige a integral reparação dos 
prejuízos causados pelo crime, o Supremo Tribunal Federal já se manifestou, em decisão sobre o tema, que para a incidência do 
instituto basta que o agente realize o ressarcimento do valor principal até o recebimento da denúncia, ainda que o pagamento dos 
juros e da correção monetária do prejuízo causado pelo crime se dê em momento posterior. (certa) 2021 - PC-MS - DELEGADO DE POLÍCIA 
É possível o reconhecimento da causa de diminuição de pena prevista no art. 16 do Código Penal (arrependimento posterior) 
para o caso em que o agente fez o ressarcimento da dívida principal (efetuou a reparação da parte principal do dano) antes do 
elaborado por @fredsmcezar 
recebimento da denúncia, mas somente pagou os valores referentes aos juros e correção monetária durante a tramitação da 
ação penal. STF. 1ª Turma. HC 165312, 14/04/2020 (Info 973) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
13. CRIMES IMPOSSÍVEL 
. 
Art. 17 - Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio OU por absoluta impropriedade do objeto, é impossível 
consumar-se o crime. 
O crime impossível tem natureza de exclusão da tipicidade. Trata-se de fato atípico. Também conhecido como “tentativa 
inadequada”, tentativa inidônea, impossível, irreal, supersticiosa ou “crime oco”. 
• A denominada “tentativa inidônea”, ocorre quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível 
consumar-se o crime. (certa) 2013 - MPE-PR 
• Conforme a redação do Código Penal, o crime impossível é tentativa impunível. (certa) FCC - 2017 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO 
• O que a doutrina denomina crime oco, nada mais é do que o crime impossível, também conhecido como quase crime, reconhecido pelo 
artigo 17 do Código Penal. (certa) FUNDATEC - 2018 - PC-RS - DELEGADO DE POLÍCIA 
Ex.: Considere que Pedro, penalmente imputável, pretendendo matar Rafael, seu desafeto, aponta em sua direção uma arma de 
fogo e aperta o gatilho por diversas vezes, não ocorrendo nenhum disparo em razão de defeito estrutural da arma que, de forma 
absoluta, impede o seu funcionamento. Nessa situação, Pedro será punido pela tentativa delituosa, porquanto agiu com manifesta 
vontade de matar José. (errada) CESPE - 2012 - PC-AL - DELEGADO DE POLÍCIA 
Ex.: A inequívoca e categórica inaptidão do meio empregado pelo agente para a obtenção do resultado chama à aplicação a 
forma tentada do delito. (errada) 2014 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• O crime impossível é causa de isenção de pena ATIPICIDADE. (errada) 2009 - TJ-SC - JUIZ 
• O uso de documento falso que é perceptível à primeira vista porque se trata de uma falsificação grosseira constitui crime impossível. (certa) 
FGV - 2009 - TJ-PA – JUIZ 
• A conduta da gestante que, no intuito de provocar aborto, ingere substância que acredita ser abortiva, mas que não tem esse efeito, caracteriza 
crime impossível por absoluta impropriedade do objeto MEIO. (errada) CESPE - 2010 - MPE-RO 
• O crime impossível é causa legal de exclusão da ilicitude TIPICIDADE, ocorrendo quando o agente, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta 
impropriedade do objeto, não consegue consumar o crime. (errada) FCC - 2011 - DPE-RS 
• Para configuração do crime impossível exige-se a impropriedade absoluta do objeto e OU também a ineficácia absoluta do meio. (errada) 2012 - 
MPE-SC 
• O fundamento para a isenção de pena na tentativa inidônea é a ausência de perigo objetivo de lesão ao bem jurídico protegido no tipo. (certa) 
2012 - MPE-PR 
• Caso a consumação do crime seja impedida por impropriedade relativa do objeto, a tentativa será impunível. (errada) CESPE - 2012 - TJ-AC - JUIZ 
SUBSTITUTO 
• A denominada “tentativa inidônea”, ocorre quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível 
consumar-se o crime. (certa) 2013 - MPE-PR 
• A caracterização de crime impossível impede a aplicação da pena, mas autoriza a imposição de medida de segurança se o agente se encontrava 
sob influência de transtorno mental que lhe suprimiu a culpabilidade. (errada) 2013 - MPDFT 
• Configura-se crime impossível, que enseja a exclusão da ilicitude TIPICIDADE, a conduta de tomar remédios para abortar, se, posteriormente, 
ficar comprovado que a autora nunca esteve grávida. (errada) CESPE - 2013 - TJ-RN – JUIZ 
• O crime impossível extingue a punibilidade TIPICIDADE. (errada) FCC - 2013 - DPE-AM 
• O crime impossível constitui causa de exclusãoda tipicidade. (certa) CESPE - 2013 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• A figura do crime impossível prevista no art. 17 do Código Penal retrata hipótese de ATIPICIDADE fato típico, mas inculpável. (errada) FCC - 2014 - 
DPE-RS 
• A ineficácia absoluta do meio empregado e a impropriedade absoluta do objeto material ensejam a caracterização do crime impossível, que 
é causa de exclusão da ilicitude TIPICIDADE. (errada) 2015 – MPDFT 
• A tentativa inidônea é impunível, por ineficácia absoluta do meio ou impropriedade absoluta do objeto, mas o denominado delito de alucinação, 
que contempla situações de erro de proibição ao contrário, admite hipóteses de punição. (errada) 2017 - MPE-PR 
• O crime impossível demanda o início dos atos executórios do crime pelo agente, eximindo-o de responsabilidade penal pelo crime almejado, 
respondendo, todavia, pelos atos anteriores que forem considerados ilícitos. (certa) FAPEMS - 2017 - PC-MS - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Não se pune a tentativa quando, por ineficácia relativa do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. 
(errada) 2018 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
• Demonstrada por laudo pericial a inaptidão da arma de fogo para o disparo, é atípica a conduta de portar ou de possuir arma de fogo, diante 
da ausência de afetação do bem jurídico incolumidade pública, tratando-se de crime impossível pela ineficácia absoluta do meio. (certa) FUNDEP 
- 2019 - DPE-MG 
• Constitui crime impossível a prática de conduta delituosa induzida por terceiro que assegure a impossibilidade fática da consumação do delito. 
(certa) CESPE - 2019 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO 
• Em relação à tipicidade penal, correto afirmar que é afastada nas hipóteses de crime impossível e arrependimento posterior. (errada) FCC - 2020 
- TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO 
elaborado por @fredsmcezar 
13.1 TEORIAS 
O artigo 17 do CP versa sobre crime impossível, que, no direito penal brasileiro, é tratado sob o amparo da teoria objetiva 
temperada, exigindo a ineficácia absoluta dos meios ou impropriedade absoluta do objeto. (certa) 2010 - MPE-BA 
Em relação à punição do fato que caracteriza crime impossível, o CP adotou a teoria subjetiva OBJETIVA TEMPERADA. (errada) CESPE - 2009 - 
DPE-PI 
Em que pese as discussões doutrinárias, pode-se dizer em relação ao crime impossível, artigo 17 do Código Penal, que o 
legislador brasileiro adotou a teoria objetiva temperada, na qual somente são puníveis os atos praticados pelo agente, quando os 
meios e os objetos são relativamente ABSOLUTAMENTE eficazes ou impróprios, isto é, quando há alguma possibilidade de o agente 
alcançar o resultado pretendido. (errada) PUC-PR - 2014 - TJ-PR - JUIZ SUBSTITUTO 
OBJETIVA 
PURA 
O Direito Penal somente pode proibir condutas lesivas a bens jurídicos, devendo-se 
preocupar apenas os resultados produzidos no mundo fenomênico. Por tanto, se a 
conduta é incapaz, por qualquer razão, de provocar a lesão, o fato há de permanecer 
impune. 
TEMPERADA 
INTERERMEDIÁRIA 
*(ADOTADA CP) 
Para a configuração do crime impossível, os meios empregados e o objeto do crime 
devem ser absolutamente inidôneos a produzir o resultado. (adotada pelo CP) 
SUBJETIVA 
Leva em conta a intenção do agente, manifestada por sua conduta, pouco importando os meios por ele 
empregados ou o objeto. Assim, a inidoneidade pode ser absoluta ou relativa, havendo tentativa, pois o que 
vale é a intenção do agente. 
SINTOMÁTICA 
Preocupa-se com a periculosidade do autor, e não com o fato praticado. A tentativa e o crime impossível 
são manifestações exteriores de uma personalidade temerária do agente. 
. 
• Em relação à punição do fato que caracteriza crime impossível, o CP adotou a teoria subjetiva. (errada) CESPE - 2009 - DPE-PI 
• Em relação à punibilidade do chamado crime impossível, adota-se no CP a teoria sintomática, segundo a qual só haverá crime impossível 
quando a ineficácia do meio e a impropriedade do objeto jurídico forem absolutas; sendo elas relativas, fica caracterizada a tentativa. (errada) 
CESPE - 2011 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• O artigo 17 do CP versa sobre crime impossível, que, no direito penal brasileiro, é tratado sob o amparo da teoria objetiva temperada, 
exigindo a ineficácia absoluta dos meios ou impropriedade absoluta do objeto. (certa) 2010 - MPE-BA 
• Segundo a teoria sintomática, examina-se, no que se refere à punibilidade da tentativa inidônea, se a realização da conduta do agente é a 
revelação de sua periculosidade. (certa) CESPE - 2013 - MPE-RO 
• No quase crime, segundo a teoria objetiva temperada, absoluta ou relativa, inexiste objeto jurídico em perigo de lesão, não havendo conduta 
punível. (errada) CESPE - 2013 - MPE-RO 
Ex.: Jonas descobriu, na mesma semana, que era portador de doença venérea grave e que sua esposa, Priscila, planejava pedir 
o divórcio. Inconformado com a intenção da companheira, Jonas manteve relações sexuais com ela, com o objetivo de lhe transmitir 
a doença. Ao descobrir o propósito de Jonas, Priscila foi à delegacia e relatou o ocorrido. No curso da apuração preliminar, constatou-
se que ela já estava contaminada da mesma moléstia desde antes da conduta de Jonas, fato que ela desconhecia. Nessa situação 
hipotética, considerando-se as normas relativas a crimes contra a pessoa, a conduta perpetrada por Jonas constitui crime 
impossível, em razão do contágio anterior. (certa) CESPE - 2017 - DPE-AL 
13.2 ESPÉCIES DE CRIME IMPOSSÍVEL 
CRIME IMPOSSÍVEL 
POR INEFICÁCIA 
ABSOLUTA DO MEIO 
A palavra “meio” se refere ao meio de execução do crime. Isto é, o meio utilizado pelo agente é 
essencialmente ou de natureza incapaz de produzir o resultado, por mais que seja reiterado o seu 
emprego. Ex.: Chá c/ açúcar no lugar do veneno. 
CRIME IMPOSSÍVEL 
POR IMPROPRIEDADE 
ABSOLUTA DO OBJETO 
Objeto, para o CP, é objeto material, compreendido como a pessoa ou a coisa. Objeto material 
absolutamente impróprio é aquele inexistente antes do início da prática da conduta ou ainda quando, 
nas circunstâncias em que se encontram torna impossível a sua consumação. Ex. Tentativa de matar 
uma pessoa que já está morta, ou se procurar abortar o feto de mulher que não está grávida. 
A conduta da gestante que, no intuito de provocar aborto, ingere substância que acredita ser abortiva, mas que não tem esse 
efeito, caracteriza crime impossível por absoluta impropriedade do objeto MEIO. (errada) CESPE - 2010 - MPE-RO 
Ex.: Há absoluta ineficácia do meio na situação de Ticio que ao tentar matar Caio errou ao substituir o veneno que utilizaria por 
açúcar. (certa) 2018 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
elaborado por @fredsmcezar 
Ex.: Há absoluta impropriedade do objeto no caso de Ticio atirar em Caio que já estava morto. (certa) 2018 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA 
CIVIL 
Ex.: Há absoluta impropriedade do meio OBJETO no caso de MARIA, imaginando estar grávida, usa substância abortiva, mas 
constata-se que MARIA não estava grávida. (errada) 2018 - PC-PI - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
Ex.: O crime impossível pela impossibilidade absoluta do meio OBJETO ocorre quando o objeto não pode sofrer a ação típica, como 
no caso de alguém que atira da janela uma pessoa que já estava morta. (errada) FCC - 2021 - DPE-GO 
Ex.: O autor A ministra analgésicos a B, mulher grávida, na tentativa de causar-lhe aborto: trata-se de hipótese de crime 
impossível, na modalidade de absoluta impropriedade do objeto MEIO. (errada) 2021 - MPE-PR 
13.3 MOMENTO ADEQUADO PARA A AFERIÇÃO DA INIDONEIDADE 
A ineficácia do meio e a impropriedade absoluta do objeto devem ser analisadas depois da prática da conduta. A regra não pode 
ser estabelecida em abstrato. Deve-se privilegiar a aferição ex post. 
13.4 ASPECTOS PROCESSUAIS 
A comprovação do crime impossível acarreta na ausência de tipicidade do fato. Sendo assim, deve o MP requerer o arquivamento 
do inquérito policial. Se não o fizer, oferecendo a denúncia, esta deverá ser rejeitadacom fulcro no art. 395, III do CPP, visto que 
o fato evidentemente não constitui crime, faltando condição para o exercício da ação penal. 
CPP. Art. 395. A denúncia ou queixa será rejeitada quando: 
III - faltar justa causa para o exercício da ação penal. 
13.5 CRIME PUTATIVO x CRIME IMPOSSÍVEL 
CRIME PUTATIVO Realiza um indiferente penal. 
CRIME IMPOSSÍVEL Não consegue fazê-lo por absoluta ineficácia do meio ou impropriedade do objeto. 
No crime putativo, a atipicidade é objetiva e subjetiva. No crime impossível, há atipicidade objetiva e tipicidade subjetiva. (certa) 
2017 - MPE-RS 
No delito putativo, o agente crê haver efetuado uma ação delituosa que existe somente em sua imaginação, ou seja, ele julga 
punível um fato que não merece castigo. No delito impossível, o agente crê atuar de modo a ocasionar um resultado que, pelo 
contrário, não pode ocorrer, ou porque falta o objeto, ou porque a conduta não foi de todo idônea. (certa) CESPE - 2012 - MPE-TO 
Na hipótese de tentativa irreal ou supersticiosa, o agente não responde pelo crime pretendido porque sua intenção não basta 
para ofender o bem jurídico visado, sendo a tentativa impunível e, conforme o caso, o crime impossível ou o delito putativo. (certa) 
CESPE - 2013 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
• No crime putativo imagina o agente proibida uma conduta que em verdade lhe é permitida, não cabendo punição. (certa) 2009 - TRF - 4ª REGIÃO - 
JUIZ FEDERAL 
• O crime impossível caracteriza-se pela ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, não ocorrendo a consumação 
do crime; nesse delito, considerado putativo pela doutrina, o agente acredita estar agindo ilicitamente, quando, na verdade, não está. (errada) 
CESPE - 2012 - DPE-ES [não são expressões sinônimas] 
Se um agente público exigir vantagem econômica indevida de um cidadão, a fim de não lavrar auto de infração de trânsito e as 
autoridades policiais, previamente alertadas, efetuarem a prisão em flagrante do agente antes da entrega programada da quantia 
acertada, configurar-se-á crime impossível por ineficácia absoluta do meio empregado. (errada) CESPE - 2011 - TJ-ES - JUIZ SUBSTITUTO 
13.6 ESPÉCIES DE CRIMES PUTATIVOS 
CRIME PUTATIVO POR ERRO DE TIPO 
O autor acredita ofender uma lei penal incriminadora que efetivamente existe, 
mas à sua conduta falta elementos da conduta típica. 
CRIME PUTATIVO POR ERRO DE PROIBIÇÃO 
(ALUCINAÇÃO/LOUCURA) 
O agente supõe violar uma lei penal que não existe. 
CRIME PUTATIVO POR OBRA DO AGENTE 
PROVOCADOR / FLAGRANTE PROVOCADO 
Alguém, insidiosamente, induz outra pessoa ao cometimento de uma conduta 
criminosa e, simultaneamente, adota medidas para impedir a consumação. 
Ex.: Ocorre delito putativo por erro de proibição quando o agente supõe estar infringindo uma norma penal que na realidade não 
existe. Já no delito putativo por erro de tipo o agente se equivoca quanto a existência das elementares do tipo. Um exemplo do 
primeiro SEGUNDO poderia ser o da mulher que supondo estar grávida (quando não está na verdade) ingere substância abortiva; (errada) 
2014 - MPE-MA 
elaborado por @fredsmcezar 
• Crime putativo por erro de tipo PROIBIÇÃO pressupõe a suposição errônea do agente sobre a existência da norma penal. (errada) 2010 - MPE-SP 
• O delito putativo por erro de tipo é espécie de crime impossível, dada a impropriedade absoluta do objeto, e ocorre quando o agente não 
sabe, devido a um erro de apreciação da realidade, que está cometendo um delito. (errada) CESPE - 2011 - TJ-ES - JUIZ SUBSTITUTO 
• o delito de alucinação IMPOSSÍVEL, também conhecido como delito putativo, pode ser definido como um erro de tipo ao contrário: o sujeito 
supõe a existência de elementar típica, que inexiste na situação concreta; o delito impossível DE ALUCINAÇÃO, por sua vez, pode ser definido como 
um erro de proibição ao contrário: o sujeito supõe a proibição de uma conduta, que na realidade é um indiferente penal; (errada) 2011 - MPE-PR 
13.7 SISTEMA DE VIGILÂNCIA 
De acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, o monitoramento por câmeras de vigilância e por sistema de 
alarmes ou mesmo a existência de seguranças no estabelecimento tornam impossível a consumação do furto, incidindo, assim, a 
regra do art. 17 do Código Penal. (errada) 2014 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO 
SÚMULA 567-STJ: Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de segurança no interior de 
estabelecimento comercial, por si só, não torna impossível a configuração do crime de furto. 
CESPE - 2009 - DPE-PI / CESPE - 2010 – DPU / CESPE - 2011 - TRF - 5ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL / CESPE - 2012 - DPE-RO / FAPEMS - 2017 - PC-MS - DELEGADO DE POLÍCIA / 2017 - MPE-RS / CESPE - 2017 - 
TJ-PR - JUIZ SUBSTITUTO / CESPE - 2018 - TJ-CE - JUIZ SUBSTITUTO / 2018 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE - 2018 - DPE-PE / 2018 - MPE-MS / FCC - 2019 - MPE-MT / CESPE - 2019 - TJ-BA - JUIZ 
DE DIREITO SUBSTITUTO / FCC - 2019 - TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO / CESPE - 2021 - POLÍCIA FEDERAL - DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL 
Ex.: Sílvio, maior e capaz, entrou em uma loja que vende aparelhos celulares, com o propósito de furtar algum aparelho. A loja possui sistema 
de vigilância eletrônica que monitora as ações das pessoas, além de diversos agentes de segurança. Sílvio colocou um aparelho no bolso e, ao 
tentar sair do local, um dos seguranças o deteve e chamou a polícia. Nessa situação, está configurado o crime impossível por ineficácia absoluta 
do meio, uma vez que não havia qualquer chance de Sílvio furtar o objeto sem que fosse notado. (errada) CESPE - 2018 - POLÍCIA FEDERAL - DELEGADO DE 
POLÍCIA FEDERAL 
Ex.: No interior de um estabelecimento comercial, João colocou em sua mochila diversos equipamentos eletrônicos, com a intenção de subtraí-
los para si. Após conseguir sair do estabelecimento sem pagar pelos produtos, João foi detido, ainda nas proximidades do local, por agentes de 
segurança que visualizaram trechos de sua ação pelo sistema de câmeras de vigilância. Os produtos em poder de João foram recuperados e 
avaliados em R$ 1.200. Nessa situação hipotética, caracterizou-se a prática de crime de furto. (certa) CESPE - 2018 - PC-MA - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
O crime impossível pode ocorrer em caso de furto em estabelecimento comercial se a vigilância concretamente tornar impossível a 
consumação do delito. (certa) FCC - 2021 - DPE-GO 
Explicação: Constata-se que não há contradição entre o conteúdo da súmula e a proposição apresentada, dado que, se num caso concreto, 
tal como afirmado, verificar-se ser impossível a consumação do delito, em função de sistema de vigilância, a conduta seria atípica em 
função da configuração do crime impossível. Contudo, se, mesmo existindo um sistema de vigilância, num caso concreto, observar-se que 
haveria a possibilidade de consumação do delito de furto, não seria possível afirmar-se tratar-se de crime impossível. Assim sendo, no 
caso de existir um sistema de vigilância em estabelecimento comercial, há possibilidade de configuração do crime impossível, não se 
podendo afirmar que sempre que existir um sistema de vigilância se configuraria um crime impossível. Maria Cristina Trúlio, Juíza 
Estadual (Comentário da professora - Q1813810) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
14. RESULTADO 
. 
14.1 CONCEITO 
Trata-se de uma consequência causada por conduta imputada a um agente. 
Em relação ao tempo do crime, nosso Código Penal adotou a TEORIA DA ATIVIDADE, considerando-o praticado no momento da 
ação ou omissão. (certa) 2009 - PC-DF – DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE - 2012 - TJ-PI – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2013 - MPE-PR / FUNDEP - 2014 - TJ-MG - JUIZ DE 
DIREITO SUBSTITUTO / 2015 - MPE-SP 
Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado. 
• Para nosso Código Penal, considera-se praticado o crime quando oagente atinge o resultado. (errada) 2013 - MPE-PR 
• Para nosso Código Penal, considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, mesmo que ainda seja outro o momento do 
resultado, vez que adotada a teoria da atividade. (certa) 2013 - MPE-PR 
• Considera-se praticado o crime no momento do seu resultado, ainda que diverso tenha sido o tempo da ação ou omissão que lhe deu causa. 
(errada) 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL 
Sobre as relações que se estabelecem entre os conceitos de desvalor da ação e desvalor do resultado, é correto afirmar que no 
sistema legal positivo brasileiro expressado pelo Código Penal vigente há preponderância do desvalor do resultado, embora haja 
relevância do desvalor da ação, como se vê no caso de cominação da pena para o crime tentado em relação ao crime consumado. 
(certa) FCC - 2015 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO 
• Sobre as relações que se estabelecem entre os conceitos de desvalor da ação e desvalor do resultado, é correto afirmar que no sistema legal 
positivo brasileiro expressado pelo Código Penal vigente na ofensa ao bem jurídico reside o desvalor da ação DO RESULTADO, enquanto que na 
forma ou modalidade de concretizar-se a ofensa situa-se o desvalor do resultado DA AÇÃO. (errada) FCC - 2015 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO 
• O conceito de desvalor da ação acha-se limitado aos crimes de mera conduta e crimes formais enquanto o desvalor do resultado guarda 
relação apenas com os crimes materiais. (errada) FCC - 2015 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO 
14.2 RESULTADO JURÍDICO x RESULTADO NATURALÍSTICO83 
JURÍDICO 
(NORMATIVO) 
é a lesão ou exposição a perigo de lesão do bem jurídico protegido pela lei penal. É, simplesmente, a 
violação da lei penal, mediante a agressão do valor ou interesse por ela tutelado. 
NATURALÍSTICO 
(MATERIAL) 
é a modificação do mundo exterior provocada pela conduta do agente. 
14.3 CRIMES FORMAIS, MATERIAIS E DE MERA CONDUTA84 
CRIMES MATERIAIS/CAUSAIS O tipo penal aloja uma conduta e um resultado naturalístico. 
CRIMES FORMAIS 
RESULTADO ANTECIPADO 
O resultado será exaurimento. Lembrar do crime de corrupção passiva. O recebimento da 
propina é o exaurimento do crime. 
CRIMES DE MERA CONDUTA 
OU MERA ATIVIDADE 
O tipo penal apenas descreve uma conduta. Não tem resultado naturalístico. 
Embora nem todos os crimes produzam um resultado naturalístico, todos, entretanto, produzem um resultado 
jurídico/normativo (lesão ou perigo de lesão ao bem juridicamente tutelado). 
Todo crime tem resultado jurídico, porque sempre agride um bem tutelado pela norma. (certa) CESPE - 2009 - DPE-AL 
14.3.1 CRIMES MATERIAIS 
Nos crimes materiais, o tipo penal descreve a conduta e o resultado naturalístico exigido. (certa) 2012 - MPE-SP / 2016 - DPE-MT 
A consumação dos crimes materiais ocorre com o evento natural, enquanto nos formais o resultado naturalístico é dispensável. 
Os crimes culposos são sempre materiais, apenas havendo consumação com o resultado lesivo típico, sendo, portanto inadmissível 
a tentativa. (certa) 2012 - MPE-SC 
A relação de causalidade tem relevância nos crimes materiais ou de resultado e nos formais ou de mera conduta. (errada) VUNESP - 
2014 - TJ-SP – JUIZ 
• No que toca à classificação doutrinária dos crimes, é imprescindível a ocorrência de resultado naturalístico para a consumação dos delitos 
materiais e formais. (errada) FCC - 2019 - TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO 
 
83 2019. Direito Penal. Vol. 1 Parte Geral. Cleber Masson, p. 284 
84 Aula Fábio Roque (Gran) 
elaborado por @fredsmcezar 
• A consumação do crime formal MATERIAL requer o resultado naturalístico, pois dele depende a efetiva violação do bem jurídico. (errada) FCC - 2021 
- DPE-GO 
14.3.2 CRIMES FORMAIS 
A consumação do crime formal requer DISPENSA o resultado naturalístico, pois dele depende a efetiva violação do bem jurídico. 
(errada) FCC - 2021 - DPE-GO 
Os crimes formais também podem ser definidos como crimes de resultado cortado. (certa) FUNDATEC - 2018 - PC-RS - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Os crimes comissivos são aqueles que requerem comportamento positivo, independendo de resultado naturalístico para a sua consumação, 
se formais. (certa) FCC - 2019 - TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO 
• Nos crimes materiais, há distinção típica lógica e cronológica entre a conduta e o resultado, mas o mesmo não ocorre nos crimes formais, 
em que essa mesma distinção é somente lógica. (certa) 2017 - MPE-RS 
Segundo entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça, os crimes de extorsão e de corrupção de menores são de 
natureza formal. (certa) FCC - 2015 - TJ-GO - JUIZ SUBSTITUTO 
14.3.3 CRIMES DE MERA CONDUTA 
Crimes de mera conduta são de consumação antecipada. (errada) 2016 - DPE-MT / 2012 - MPE-SP 
O estudo do nexo causal nos crimes de mera conduta é relevante, uma vez que se observa o elo entre a conduta humana 
propulsora do crime e o resultado naturalístico. (errada) CESPE - 2016 - PC-PE - DELEGADO DE POLÍCIA 
Ex.: Para a configuração do crime de desobediência, não é necessário o resultado naturalístico. (certa) CESPE - 2013 - TJ-RN – JUIZ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
elaborado por @fredsmcezar 
15. NEXO DE CAUSALIDADE 
O nexo causal consiste em mera constatação acerca da existência de relação entre conduta e resultado, tendendo a sua 
verificação apenas às leis da física, mais especificamente, da causa e do efeito, razão pela qual a sua aferição independe de qualquer 
apreciação jurídica, como a verificação da existência de dolo ou culpa por parte do agente. (certa) CESPE - 2011 - TJ-PB – JUIZ 
Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a 
ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. 
De acordo com o Código Penal Brasileiro, a relação de causalidade entre a conduta humana e o resultado é uma relação valorada 
que deve ser aferida conjuntamente com o vínculo subjetivo do agente limitada ao dolo ou culpa. (certa) VUNESP - 2019 - TJ-AC - JUIZ DE DIREITO 
SUBSTITUTO 
• A relação de causalidade tem relevância nos crimes materiais ou de resultado e nos formais ou de mera conduta. (errada) VUNESP - 2014 - TJ-SP 
– JUIZ 
• O estudo do nexo causal nos crimes de mera conduta é relevante, uma vez que se observa o elo entre a conduta humana propulsora do 
crime e o resultado naturalístico. (errada) CESPE - 2016 - PC-PE - DELEGADO DE POLÍCIA 
• Exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado, imputando-se os fatos anteriores a quem os praticou. (certa) FCC - 2009 - DPE-PA 
15.1 TEORIA DA EQUIVALÊNCIA DOS ANTECEDENTES CAUSAIS - TEORIA DA CONDITIO SINE QUA NON 
MAXIMILIAM VON BURI, JULIUS GLASER, STUART MILL E CRISTOPH CARL STÜBEL 
A teoria da equivalência remonta ao pensamento do austríaco Julius Glaser. Já em 1858, (...), Glaser concebeu o chamado 
procedimento hipotético de eliminação como forma de constatação da relação de causalidade no Direito Penal. [...] Se há 
controvérsia quanto ao criador da teoria em análise, reina o consenso quanto ao responsável pela sua enorme difusão. Maximilian 
von Buri, influente magistrado alemão do século XIX, foi seu grande defensor e responsável pela sua adoção no âmbito do 
Reichsgericht (Tribunal imperial alemão).85 
“(...) o processo hipotético (mental) de eliminação de causas não é obra do Thyrèn. A teoria e o processo hipotético foram 
criados por Julius Glaser. Dito de outra forma, “a teoria da equivalência foi desenvolvida segundo o modelo de Glaser por v. Buri”86 
“Condição é todo antecedente que não pode ser eliminado mentalmente sem que venha a ausentar-se o efeito [...]. Basta que 
se realize uma só condição, indispensável à produção do resultado, para que se possa imputá-la objetivamente ao autor”.87 
Para a teoria da equivalência das condições, causa é a condição sem a qual o resultado não teria ocorrido. (certa) 2019 - MPE-PR 
• Segundo a teoria da equivalência dos antecedentes,todos os fatores que concorrem fisicamente para a produção de um resultado criminoso 
naturalístico são considerados sua causa. (certa) FCC - 2014 - DPE-PB 
O Código Penal adota a Teoria da equivalência dos antecedentes causais. (certa) 2011 - PC-MG - DELEGADO DE POLÍCIA 
CP. art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a 
ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. 
CESPE - 2011 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL / VUNESP - 2014 - DPE-MS / CESPE - 2015 - DPE-RN / 2017 - PC-AC - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL / 
A teoria da equivalência das condições define causa como uma condição sem a qual o resultado não teria ocorrido, sendo um 
antecedente invariável e incondicionado de algum fenômeno, sem distinção entre causa e condição. (certa) CESPE - 2019 - MPE-PI 
No sistema penal brasileiro, é adotada a teoria da equivalência das condições, ou da conditio sine qua non, sendo considerada 
causa a condição sem a qual o resultado não teria ocorrido, o que limita a amplitude do conceito de causa com a superveniência de 
causa independente. (certa) CESPE - 2012 - MPE-RR 
• O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa, sendo esta considerada como a ação ou 
omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. (certa) 2011 - TJ-RO - JUIZ SUBSTITUTO 
• Como a relação de causalidade constitui elemento do tipo penal no direito brasileiro, foi adotada como regra, no CP, a teoria da causalidade 
adequada, também conhecida como teoria da equivalência dos antecedentes causais. (errada) CESPE - 2015 - AGU 
• Na teoria da imputação objetiva TEORIA DA CONDITIO SINE QUA NON, o resultado será objetivamente imputável ao autor se, uma vez hipoteticamente 
eliminada a sua conduta, o resultado não se concretizar. (errada) 2015 - PC-DF - DELEGADO DE POLÍCIA 
• O CP adota, como regra, a teoria da causalidade adequada TEORIA DA CONDITIO SINE QUA NON, dada a afirmação nele constante de que “o resultado, de 
que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa; causa é a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria 
ocorrido”. (errada) CESPE - 2016 - PC-PE - DELEGADO DE POLÍCIA 
• A “Teoria da Equivalência dos Antecedentes”, também chamada de “Teoria da conditio sine qua non”, sendo uma das espécies das chamadas 
“Teorias Diferenciadoras”, preconiza que causa é tudo aquilo que contribui de alguma forma para o resultado. (errada) 2016 - MPE-PR 
• A “teoria da conditio sine qua non” não faz distinção entre causa e condição. (certa) FUNDEP - 2021 - MPE-MG 
 
85 (ROCHA, 2017, p.85). 
86 (JAKOBS, 2009, p. 271). 
87 (COSTA JUNIOR, 2003, p.86) 
elaborado por @fredsmcezar 
• Para a denominada “teoria da equivalência”, é causal, no sentido jurídico-penal, toda e qualquer condição que não possa ser suprimida 
mentalmente, em um juízo hipotético de eliminação, sem que o resultado seja excluído. (certa) FUNDEP - 2021 - MPE-MG 
• Segundo a teoria da equivalência das condições, compatível com o Código Penal brasileiro e utilizada como método para determinar relações 
causais, causa é a condição sem a qual o resultado não poderia ter ocorrido. (certa) 2021 - MPE-PR 
• A teoria da conditio sine qua non, reformulada por Maximiliam Von Buri, por exigir a investigação da cadeia causal antecedente ao resultado, 
mas apta para a sua ocorrência, incluindo-se a análise da causa juridicamente relevante. (errada) CESPE - 2022 - DPE-PI 
15.1.1 CRÍTICA 
A identificação do dolo ou da culpa na conduta do agente é uma maneira de limitar o alcance da Teoria da Equivalência dos 
Antecedentes Causais (“conditio sine qua non”). (certa) 2012 - MPE-SC 
“Dizia Binding, ironicamente, que a teoria da equivalência, a coberto de limites, levaria a punir-se como participe de adultério 
o carpinteiro que fabricou o leito em que se deita o par amoroso” (HUNGRIA, Nélson. Comentários ao Código Penal. Vol. I, Tomo 
11, 53 ed., Rio de Janeiro: Forense, 1978, p. 66). Com o escopo de obstar esse regressus ad infinitum, deve-se interromper a 
cadeia causal no instante em que não houver dolo ou culpa por parte daquelas pessoas que tiveram alguma importância na 
produção do resultado. (certa) 2013 - MPE-GO 
A relação de causalidade relevante para o Direito Penal é a que é previsível ao agente. A cadeia causal, aparentemente infinita 
sob a ótica naturalística, é limitada pelo dolo ou pela culpa do agente. (certa) VUNESP - 2014 - TJ-SP – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
Um motorista de táxi conduz um passageiro até o seu destino. Durante o trajeto o passageiro fala ao telefone celular com uma 
terceira pessoa e diz estar indo de táxi até o local determinado para matar a esposa. O taxista ouve a conversa e, mesmo assim, 
leva o passageiro até o local. Posteriormente, o taxista tomou conhecimento pelos jornais de que o tal passageiro de fato matara a 
esposa. Trata-se de um exemplo do princípio da proibição do regresso, que, segundo os seus fundamentos, afastará a 
responsabilidade do taxista por seu ato. (certa) 2012 - TJ-MS – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO 
15.2 TEORIA DA CAUSALIDADE ADEQUADA - TEORIA DA CONDIÇÃO QUALIFICADA – TEORIA INDIVIDUALIZADORA 
PARA VON KRIES E VON BAR 
Para a Teoria da Causalidade Adequada, causa é a condição mais adequada para produzir o resultado, fundando-se em um juízo 
de possibilidade ou de probabilidade à relação causal. (certa) 2019 - MPE-PR 
Segundo Paulo José da Costa Júnior: “Considera-se a conduta adequada quando é idônea a gerar o efeito. A idoneidade baseia-
se na regularidade estatística. Donde se conclui que a conduta adequada (humana e concreta) funda-se no quod plerumque accidit, 
excluindo acontecimentos extraordinários, fortuitos, excepcionais, anormais. Não são levadas em conta todas as circunstâncias 
necessárias, mas somente aquelas que, além de indispensáveis, sejam idôneas à causação do evento.” 
• Em regra, o CP adotou a teoria da causalidade adequada para identificar o nexo causal entre a conduta e o resultado. (errada) CESPE - 2009 - MPE-
RN 
• Por aplicação direta da teoria da causalidade adequada, adotada como regra pelo Código Penal brasileiro, “Télamon", operário da mina de 
extração de ferro, agindo sem dolo ou culpa, não pode ser responsabilizado pelo homicídio praticado com a arma de fogo produzida com 
aquele minério. (errada) 2015 – MPDFT 
• A “Teoria da Causalidade Adequada”, uma das espécies das chamadas “Teorias Igualitárias”, afirma que ficam excluídas como causa de um 
resultado as ocorrências extraordinárias, referentes ao caso fortuito e força maior. (errada) 2016 - MPE-PR 
Nas causas supervenientes relativamente independentes que produzem por si sós o resultado, adotou-se a teoria da 
causalidade adequada. Sendo assim, rompe-se o nexo causal em relação ao resultado e o agente só responde pelos atos até então 
praticados. (certa) 2021 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 
CP. art.13. § 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado; 
os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou. 
• A teoria da causalidade adequada, de Johannes Von Kries, ao adotar o conceito de causalidade natural, distinta da causalidade jurídica, 
dispensa as causas imprevisíveis ou anômalas. (errada) [adaptada] CESPE - 2022 - DPE-PI 
15.3 TEORIA DA RELEVÂNCIA CAUSAL 
MEZGER 
Para a teoria da relevância causal, causa da produção de um resultado depende, dentre outros critérios, da relevância jurídica 
da conexão causal do ato de vontade com o resultado. (certa) 2019 - MPE-PR 
A corrente causal não é o simples atuar do agente, mas deve ajustar-se às figuras penais, produzindo o resultado previsto na 
lei, sob o enfoque da finalidade protetiva da norma.88 
 
88 CAUSALIDADE E DIREITO PENAL, DANIELLE SOUZA DE ANDRADE E SILVA (Juíza Federal Substituta); disponível em: 
https://www.jfpe.jus.br/images/stories/docs_pdf/biblioteca/artigos_periodicos/DanielleSouzadeAndrade/CausalidadeedireitopenalRevIdiaNovan12003.pdfelaborado por @fredsmcezar 
Ex.: “Aquele que joga um balde d’água em uma represa completamente cheia, fazendo com que se rompa o dique, não pode 
ser responsabilizado pela inundação, pois sua conduta não pode ser considerada relevante a ponto de ser-lhe imputada a infração 
penal tipificada no art. 254 do Código Penal”89. 
15.4 TEORIA DA CONDIÇÃO MAIS EFICAZ OU ATIVA 
BIRKMEYER 
Causa é a força que produz um fato. Entre as condições do resultado, aquela que contribuiu mais eficazmente para a produção 
do resultado. Assemelha-se à Teoria da Causalidade Adequada. 
“Na Alemanha, desenvolveu-se a Teoria da Causa eficiente também denominada teoria da condição mais eficaz ou mais ativa, 
segundo a qual não mais interessa o acontecimento que precedeu imediatamente o dano, senão aquele que estabeleceu a relação 
causal de maior grau de eficiência no resultado. Dessa teoria inúmeras vertentes doutrinárias surgiram. A escola liderada por Karl 
von Birkmeyer acolhia o critério quantitativo para determinar a condição mais ativa, isto é, aquela que em maior medida contribui 
para a produção do resultado”.90 
15.5 TEORIA DA QUALIDADE DO EFEITO OU DA CAUSA EFICIENTE 
KÖHLER 
Para a teoria da qualidade do efeito, causa é a condição da qual depende a qualidade do resultado, havendo diferenciação 
entre condições estáticas e dinâmicas, sendo que somente estas últimas seriam causa decisiva ou eficiente para o efeito. (certa) 
2019 - MPE-PR 
• Segundo a teoria da causa eficiente, causa é a condição da qual depende a qualidade do resultado. Essa teoria diferencia condições estáticas 
e dinâmicas, sendo certo que somente estas últimas seriam causa eficiente para o efeito. (certa) CESPE - 2009 - DPE-PI 
15.6 TEORIA DO EQUILÍBRIO OU DA PREPONDERÂNCIA 
BINDING 
“Karl Binding e Ortman defenderam a Teoria do Equilíbrio, que nada mais é do que outra variação da Teoria da Causa 
Preponderante. No entendimento de Binding, muitos são os fatores que contribuem para a produção do dano; nem por isso se 
deve chamar de causa todos eles, mas tão-só as condições positivas que preponderarem na sua produção, rompendo o equilíbrio 
existente entre as condições. De acordo com esta teoria, toda mutação que se produz no mundo fenomênico realiza-se por meio de 
uma luta de forças contraditórias. O evento danoso, de certa forma, representa a vitória das forças que intentavam modificar a 
situação preexistente sobre aquelas que se destinavam a conservá-la. (...) Deve-se reputar causa apenas aquela condição que 
rompe o equilíbrio entre os fatores favoráveis e adversos à produção do dano.”91 
15.7 TEORIA DA CAUSA PRÓXIMA 
“De acordo com essa teoria, bastaria considerar a causa imediata (“proximate cause”), analisando as ações segundo esta última 
e sem necessidade de se remontar à causa de grau superior mais distante (“too remate”). Revive-se o velho aforismo baconiano: 
in iure non remota sed proxima causa spectatur. Assim é que, no complexo dos antecedentes do dano, importaria tão-só aquela 
condição que aparecesse em último lugar na série, vale dizer, a causa derradeira”. (...) Não obstante sua aparente coerência, a 
Teoria da Causa Próxima também sofreu críticas da doutrina. É que muitas vezes a carga de nocividade efetiva não está no último 
fator atuante, senão em outro que o precede”.92 
15.8 TEORIA DO ESCOPO DA NORMA JURÍDICA VIOALDA 
MAGGIORE 
A causalidade jurídica é de ordem prática e é identificada por meio de um juízo de valor do intérprete. É o intérprete que escolhe 
a causa responsável daquele resultado ilícito.93 
Propõe-se, então, que o julgador se volte para a função da norma violada, para verificar se o evento danoso recai em seu 
âmbito de proteção. Por outras palavras, quando o ilícito consiste na violação de regra imposta com o escopo de evitar a criação 
de um risco irrazoável, a responsabilidade estende-se somente aos eventos danosos que sejam resultado do risco em consideração 
do qual a conduta é vedada. 94 
 
 
 
 
89 (Curso de Direito Penal, 5a. Ed., Rio de Janeiro, Impetus, pp. 241/242)- Luís Greco 
90 Cruz, Gisela Sampaio da. O problema do nexo causal na responsabilidade civil (2005), p. 58. 
91 Cruz, Gisela Sampaio da. O problema do nexo causal na responsabilidade civil (2005), p. 60. 
92 Cruz, Gisela Sampaio da. O problema do nexo causal na responsabilidade civil (2005), p. 52. 
93 Anotações de aula – Prof. Gabriel Habib – Curso Fórum. 
94 Cruz, Gisela Sampaio da. Título. O problema do nexo causal na responsabilidade civil (2005), p. 87. 
elaborado por @fredsmcezar 
15.9 TEORIA DA CAUSA HUMANA 
ANTOLISEI 
A Teoria da Causa Humana Exclusiva95, enunciada por Antolisei, enxerga a causalidade sob o ângulo da consciência humana, 
através da qual o homem apreende e prevê as circunstâncias que interferem no encadeamento causal, devendo sua ação ter 
influência decisiva na produção do resultado. 
ELEMENTO POSITIVO uma ação humana que tenha dado uma condição ao evento antecedente do resultado. 
ELEMENTO NEGATIVO o resultado não deve ser consequência de fatores excepcionais. 
15.10 TEORIA DA CONDIÇÃO INUS OU TEORIA DA CONDIÇÃO MÍNIMA 
JOHN LESLIE MACKIE; INGEBORGE PUPPE 
Para John Leslie Mackie a causalidade é uma questão ontológica, ligada a própria natureza das coisas, por isso também cabe 
à filosofia pensar a causalidade penal. Assim ele busca encontrar a natureza da causa no seu aspecto fenomênico. 
CAUSA96 
SUFICIENTE é aquela que garante que o efeito ocorrerá. 
NECESSÁRIA é aquela indispensável para que o efeito ocorra. 
“Especialistas concordam que um incêndio que destruiu parcialmente uma casa foi causado por um curto-circuito. Este não 
era isoladamente suficiente nem necessário para o incêndio. Não foi necessário porque o fogo poderia ter se iniciado de uma 
forma diferente, como em um curto-circuito em outro lugar ou através de um incêndio doloso etc. Não foi suficiente posto que na 
ausência de oxigênio ou na presença de um sprinkler (borrifador automático anti-incêndio) eficiente não aconteceria o incêndio. 
Portanto o curto-circuito (que chamaremos aqui de A) foi uma condição necessária para o conjunto ABc, onde B representa 
fatores positivos como adequada presença de oxigênio e c representa fatores negativos como a presença de um sprinkler, por 
exemplo. Assim, quando a condição A for uma condição necessária para o conjunto minimamente suficiente (ABc) então A é uma 
condição INUS”. (Mackie, 1980, 1999)97 
Ex.: Dirigentes de uma sociedade precisavam da maioria de votos para tomada de uma decisão X. A decisão foi unânime. Assim, 
se eliminarmos hipoteticamente o voto de um ou outro dirigente, o resultado não se alteraria. Pela equivalência, excluída a conduta 
de um dirigente, o resultado não seria alterado e assim, consequentemente, não seria possível imputar essa conduta ao agente. 
Utilizando a teoria INUS, no entanto, o voto de cada dirigente é um componente NECESSÁRIO de uma condição SUFICIENTE (maioria 
dos votos). 
• Segundo a teoria da condição INUS, de John L. Mackie, é prescindível a procura de outras causas e do resultado para a ligação da tipicidade 
e autoria. [adaptada] (errada) CESPE - 2022 - DPE-PI 
15.11 TEORIA DA IMPUTAÇÃO OBJETIVA98 
KARL LARENZ (1927), RICHARD HONIG (1930), CLAUS ROXIN (1970) - NÃO VIGORA NO BRASIL 
Em uma perspectiva clássica, o tipo penal apresentava apenas aspectos objetivos, representados na relação de causalidade. 
Considerava-se realizado o tipo toda vez que alguém causava o resultado nele previsto, de acordo com a teoria da equivalência dos 
antecedentes. A causalidade gerava, assim, o problema do regressus ad infinitum, cuja restrição só podia ser efetuada no âmbito 
da ilicitude, ou, na maior parte das vezes, da culpabilidade, que englobava o dolo e a culpa. 
Para resolver esse problema, o sistema finalista conferiu ao tipo penal também uma feição subjetiva, com a inclusão na 
conduta do dolo e da culpa. Exemplo: Se “A”, fabricante de armas de fogo, produz aquela

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