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Aula 00 - Prof. Raquel
Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese
Dentária) Conhecimentos Específicos -
2026 (Pós-Edital)
Autor:
Larissa Oliveira Ramos Silva,
Raquel Cardoso
21 de Fevereiro de 2025
1 
 
SUMÁRIO 
Considerações iniciais......................................................................................................................................................3 
Planejamento das reabilitações protéticas no paciente edentado.................................................................................4 
Exame do paciente edentado.........................................................................................................................................13 
Moldagem anatômica.....................................................................................................................................................23 
Moldagem funcional.......................................................................................................................................................31 
Bases de prova e planos de orientação...........................................................................................................................52 
Montagem dos modelos em ASA....................................................................................................................................64 
Dentes Artificiais.............................................................................................................................................................66 
Instalação das Próteses Totais........................................................................................................................................84 
Manutenção da Prótese Total.........................................................................................................................................85 
Prótese Total Imediata....................................................................................................................................................88 
Considerações finais........................................................................................................................................................93 
Referências......................................................................................................................................................................94 
Questões comentadas....................................................................................................................................................95 
Lista de questões...........................................................................................................................................................117 
Gabarito........................................................................................................................................................................128 
Resumo........................................................................................................................................................................129 
 
 
 
 
 
 
 
 
Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso
Aula 00 - Prof. Raquel
Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital)
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2 
 
APRESENTAÇÃO DO CURSO 
Olá, aluno(a)! Desejo boas-vindas ao nosso curso de Prótese Dentária para as Forças Armadas. 
Meu nome é Raquel Cardoso, sou graduada e mestra em Odontologia e especialista em Prótese Dentária. 
Fui classificada em 1º lugar no concurso da PMDF 2023 para o cargo de Oficial Policial Militar de Saúde, no 
quadro de cirurgião-dentista, especialista em Prótese Dentária. 
Como você pode observar, eu já estive no mesmo lugar que você, estudando em busca da tão sonhada 
aprovação. Entendo como é essa fase na vida de um concurseiro, são muitas abdicações e dedicação 
constante aos estudos. Muitas vezes isso gera desânimo, não é mesmo?! Mas garanto a você que vale muito 
a pena. Usarei de toda minha experiência nessa área para te preparar para o concurso que for prestar e 
conquistar a sua vaga. 
Deixo abaixo minha rede social, na qual posto dicas, informações, questões e dicas dos concursos de 
odontologia. Siga também o Estratégia Saúde no Instagram para não perder nenhuma novidade do mundo 
dos concursos: 
 https://www.instagram.com/prof.raquelcardososs 
 https://www.instagram.com/estrategia.saude 
 
Estamos juntos nessa! Vamos caminhar rumo à sua aprovação? 
Já se imagine usando sua linda farda e sendo um militar concursado das forças armadas. Se agarre sempre 
nesse sonho quando pensar em desanimar durante os estudos! O cansaço e desanimo são normais, mas a 
persistência é a chave para o sucesso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Larissa Oliveira Ramos Silva, Raquel Cardoso
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Força Aérea Brasileira - CADAR (Prótese Dentária) Conhecimentos Específicos - 2026 (Pós-Edital)
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3 
 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Nesse livro digital iremos trabalhar a área de Prótese Total para os concursos das forças armadas (Marinha, 
Exército e Aeronáutica). 
Aluno(a), as bancas das forças armadas costumam ser bem literais nas cobranças dentro da literatura 
preconizada. Por isso, é necessário que você tente memorizar o máximo de informações possíveis com os 
termos utilizados pelos autores e resolva as questões com muita atenção. 
Antes de mais nada, preciso que você entenda o passo a passo básico da Prótese Total para que não se 
perca na sequência lógica dos procedimentos e características que serão abordados nesse material. 
Observe o esquema abaixo que mostra a sequência dos procedimentos clínicos em prótese total: 
 
 
 A partir do entendimento desse modelo, vamos iniciar nosso estudo. 
 
Exame clínico
Moldagem anatômica
Moldagem funcional
Orientação dos planos de cera
Montagem em articulador
Montagem e prova dos dentes
Instalação e ajustes
Controle
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4 
 
PLANEJAMENTO DA REABILITAÇÕES PROTÉTICAS NOS PACIENTES 
EDENTADOS 
Para iniciarmos nosso estudo, falaremos do planejamento das reabilitações protéticas nos pacientes 
edentados. Nesse sentido, falaremos um pouco a respeito da prótese total sobre implante que está 
diretamente relacionada a esse planejamento e decisão na escolha de qual prótese indicar: uma prótese 
total mucossuportada ou retida por implantes. Esse assunto é bastante cobrado nas provas das forças 
armadas. Os detalhes de confecção serão vistos na aula de Prótese Sobre Implante. 
 
Toda nosso livro digital foi com base no livro de Prótese Total de Telles (2011). 
 
Segundo Telles (2011), o profissional que se propõe a ter como pacientes indivíduos que perderam os dentes, 
devem estar conscientes da existência de dois pré-requisitos fundamentais para se tornarem aptos a realizar 
o tratamento: extrema empatia pelo problema alheio e conhecimento pleno do alcance e das limitações 
das técnicas que podem ser utilizadas para reabilitar esses indivíduos e devolver a esses a qualidade de vida. 
 
 
 
 
A retenção e a estabilidade das próteses totais são consideradas os pontos mais críticos desse tipo de 
tratamento e são influenciadas por muitos fatores, como a qualidade e a quantidade da saliva, a ação da 
musculatura e a oclusão. Entretanto, nem sempre se conseguem as condições ideais de retenção e 
estabilidade devido a condições desfavoráveis, tais como anatomia do rebordo residual, problema de 
coordenação neuromuscular e intolerância ao uso de próteses por parte do paciente. 
 
 
Retenção e estabilidade
Qualidade e quantidade da 
saliva
Ação da musculatura
Oclusão
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45 
 
e) É definido como a região de fundo de vestíbulo limitada, estando o paciente com a boca aberta, 
lateralmente pelo processo coronóide da mandíbula e medialmente pela tuberosidade da maxila. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, uma vez que a base da prótese deve preencher TOTALMENTE o espaço 
coronomaxilar. 
A alternativa B está incorreta, pois o espaço coronomaxilar é delimitado lateralmente pelo PROCESSO 
CORONÓIDE DA MANDÍBULA e medialmente pela TUBEROSIDADE DA MAXILA. Alternativa perigosa, 
inverteu as estruturas anatômicas. 
A alternativa C está incorreta. A base da prótese DEVE SIM ocupar esse espaço por completo. A estabilidade 
será comprometida caso ele não seja preenchido. 
 A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. O espaço coronomaxilar é a região do fundo de 
vestíbulo limitada, estando o paciente com a boca FECHADA, lateralmente pelo processo coronóide da 
mandíbula e medialmente pela tuberosidade da maxila. A base da prótese total deve preencher esse espaço 
por COMPLETO para que seja conseguida a retenção máxima da PT. 
A alternativa E está incorreta, pois o espaço coronomaxilar é limitado por essas estruturas, estando o 
paciente com a BOCA FECHADA. 
 
 
Rebordo inferior 
O critério para determinar se o ajuste da moldeira inferior foi feito de maneira adequada é a passividade 
que a mesma deve manter com as estruturas anatômicas que a circundam. Nessa situação, o paciente deve 
abrir a boca e a moldeira permanecer assentada de forma passiva sobre o rebordo. 
O rebordo inferior pode ser didaticamente dividido em 6 REGIÕES: 
1) Chanfradura do masseter 
2) Fundo de vestíbulo bucal 
3)Fundo de vestíbulo labial 
4) Fossa distolingual ou retroalveolar 
5) Flange sublingual 
6) Freio lingual 
 
 
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Imagem: Telles (2011) 
 
 
Chanfradura do Masseter 
 
A região sob influência do músculo masseter localiza-se lateral à papila piriforme. 
 
A atividade desse potente músculo frequentemente leva a um recorte da moldeira em formato côncavo na 
porção vestibular da papila piriforme, a qual deverá ser totalmente recoberta pela base da prótese, até a 
região de fundo de vestíbulo bucal. 
 
Para realizar a correta moldagem dessa região, deve-se pedir ao paciente que realize abertura e 
fechamento da boca. 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
 
 
Fundo de vestíbulo bucal 
 
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Seu limite anatômico mais definido é a linha oblíqua externa. Essa região guarda as mesmas características 
funcionais da região homônima no rebordo superior, inclusive com a possível presença de bridas, levando o 
operador ao mesmo tipo de conduta já abordada para essa região no rebordo superior. 
 
Segundo Telles (2011), essa região também é chamada de prateleira bucal (do termo em inglês buccal shelf), 
pois é composta por um osso cortical denso (que tende a não sofrer reabsorção devido ao estímulo da 
inserção do bucinador na linha oblíqua externa) recoberto por uma mucosa bastante delgada. 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
 
Essas características oferecem uma boa área de sustentação para a prótese inferior, o quanto a atividade 
do bucinador permitir seu recobrimento, mas pode em alguns casos ser uma área mais suscetível a úlceras 
causadas por traumatismos da base da prótese. 
 
Fundo de vestíbulo labial 
 
O fundo de vestíbulo labial possui as mesmas características do fundo de vestíbulo labial superior. 
 
 
Fundo distolingual e retroalveolar 
 
Se bem aproveitado esse espaço, pode ser de grande valia para a estabilização da prótese Inferior. 
 
Entretanto, a amplitude desse espaço varia com a movimentação da língua para anterior, que traz para a 
frente parte da massa muscular, relativa ao músculo constritor superior da faringe, presente nessa região, 
diminuindo consideravelmente o espaço que a base da prótese poderia ocupar. 
 
A imagem abaixo mostra a região das fossas retroalveolares moldada: 
 
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Imagem: Telles (2011) 
 
 
Flange sublingual 
 
A região do flange sublingual é uma região sob influência do músculo milo -hióideo e da glândula sublingual. 
O milo-hióideo se insere ao longo do corpo da mandíbula sobre a linha milohióidea ou linha oblíqua 
interna, aprofundando-se anteriormente em direção à base da mandíbula para criar espaço para a glândula 
sublingual. 
 
A magnitude desse espaço pode variar segundo grau de reabsorção do rebordo, o tamanho e o 
posicionamento da glândula sublingual. 
 
A imagem abaixo mostra a região de flange sublingual moldada: 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
 
Freio lingual 
 
A região de freio lingual é primariamente influenciada pelo músculo genioglosso. 
 
A imagem a seguir mostra a região do freio lingual moldada, finalizando a moldagem do selado periférico 
inferior. 
 
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Imagem: Telles (2011) 
 
Moldagem funcional propriamente dita 
Após o término do vedamento periférico, tendo conseguido atingir a estabilidade e a retenção da moldeira 
esperadas para o bom funcionamento da prótese, realiza-se uma moldagem com um material de 
viscosidade média para baixa que vai recobrir por completo a área interna da moldeira e a godiva utilizada 
no vedamento periférico. 
 
Os materiais mais utilizados para a moldagem funcional ou final são as pastas zincoenólica, e os 
elastômeros, genericamente chamados de poliéteres, mercaptanas ou silicones. 
 
 
 
 
 
 
Moldagem 
funcional
Pasta 
zincoenólica
Poliéter Polissulfeto Silicone
Materiais 
utilizados 
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Pasta de óxido de zinco e eugenol 
 
As pastas zincoeugenólicas, por se tratarem de um material anelástico, são particularmente indicadas na 
moldagem das PTs superiores quando se deseja fazer uma compressão da região de vedamento posterior 
com cera de moldagem, o que melhora a retenção da prótese. 
 
A desinfecção de moldes de pasta zincoeugenólica, previamente ao vazamento do gesso pode ser obtida por 
imersão em uma solução de glutaraldeído a 2% por 10 minutos. 
 
Elastômeros 
 
Além das pastas a base de óxido de zinco e eugenol, os elastômeros também podem ser utilizados como 
material de moldagem na técnica da moldeira individual, ficando sua escolha a critério do profissional. 
 
Como vimos, os elastômeros que podem ser usados na moldagem funcional são: poliéter, polissulfeto ou 
silicones (adição ou condensação). 
 
Os elastômeros também costumam funcionar melhor nos casos com defeitos ósseos ou áreas muito 
retentivas. Nessas situações, as propriedades de viscosidade e escoamento ajudam a controlar o 
comportamento do material e a elasticidade facilita a remoção do molde da boca e do modelo de gesso. 
 
Desinfecção dos moldes 
 
 
Como vimos na moldagem anatômica, o produto para desinfecção vai ser indicado conforme o material 
utilizado no molde. No caso dos moldes funcionais, a regra é a mesma. A pasta de óxido de zinco e eugenol 
deve ser desinfectada por meio de imersão em Glutaraldeído a 2% por 10 minutos, não sendo indicados 
compostos clorados para a desinfecção, como o hipoclorito.O polissulfeto pode ser imerso em hipoclorito 
a 1% ou glutaraldeído a 2%, enquanto o poliéter, assim como o alginato, deve ser aspergido com 
hipoclorito a 1% e armazenado em recipiente fechado com papeis toalha umedecidos com a solução 
desinfetante por 10 minutos. O poliéter é um material hidrofílico e não pode ser imerso no momento da 
desinfecção. 
 
Observe e memorize o esquema abaixo: 
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Após desinfecção dos moldes funcionais, deve ser feito o vazamento com o gesso especial do tipo IV, por ser 
mais resistente e possuir maior reprodução de detalhes. Esse cuidado é importante pois o modelo que será 
obtido a partir do molde funcional será o modelo de trabalho e nele será confeccionada a base da prótese total. 
 
 
 (ESFCEX/Prótese Dentária/2024) Após a moldagem funcional e previamente ao vazamento do gesso para 
obtenção do modelo, o molde deverá ser lavado em água corrente e, posteriormente, desinfetado. Uma 
substância que promove desinfecção de alto nível de moldes de pasta zincoenólica é: 
a) amônia quaternária. 
b) glutaraldeído. 
c) hipoclorito de sódio. 
 d) clorexidine. 
 e) álcool 70° 
Comentários: 
A desinfecção dos moldes de pasta zincoenólica são feitos com glutaraldeído a 2%. Logo, o gabarito da 
questão é a alternativa B. 
Pasta Zincoenólica Imersão em Glutaraldeído a 2% por 10 minutos.
Polissulfeto Hipoclorito a 1% ou Glutaraldeído a 2%
Poliéter Asperção de Hipoclorito a 1% e armazenamento por 10 minutos.
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A letra A está incorreta, pois amônia quaternária não é indicada para desinfecção de moldes de pasta 
zincoenólica. 
A letra C está incorreta, pois compostos clorados não podem ser utilizados para desinfecção de pasta 
zincoenólica. 
A letra D está incorreta, pois a clorexidina não é o material preconizado para desinfecção dos moldes de 
pasta zincoenólica. 
A letra E está incorreta, pois álcool 70% não é indicado para desinfecção dos moldes de pasta zincoenólica. 
 
 
BASES DE PROVA E PLANOS DE ORIENTAÇÃO 
Bases de prova 
 
Segundo Telles (2011), a precisão dos registros das características biotipológicas do indivíduo determinará 
a acuidade das relações intermaxilares, oclusais e do padrão estético das próteses terminadas. Por essa 
razão, as bases de prova devem ser rígidas, estáveis, retentivas e bem adaptadas ao rebordo residual. 
 
As bases de prova são confeccionadas sobre os modelos obtidos das moldagens funcionais e podem ser 
feitas com resina acrílica termo, auto ou fotopolimerizável. 
 
As resinas acrílicas auto ou fotopolimerizáveis são aplicadas sobre os modelos manualmente para a 
confecção de uma base de prova. Entretanto, como essa não poderá ser incorporada à base definitiva da PT, 
as porções retentivas do modelo deverão ser previamente aliviadas, o preservando para a prensagem, 
durante o processo de acrilização da prótese, ao final do tratamento. 
 
Planos de orientação 
 
Os planos de orientação ou planos de referência devem ser confeccionados em cera 7 ou 9 fundida em um 
conformador, o que resulta em planos de cera mais resistentes. 
 
A colocação dos planos de orientação sobre as bases de prova deve seguir determinadas regras com o 
objetivo de diminuir a quantidade de ajustes com o paciente. 
 
✓ O plano de cera superior deve ser aquecido e remodelado para acompanhar o perímetro da base de 
prova, com uma angulação anterior de aproximadamente 75º em relação ao plano oclusal. Além 
disso, deve ser posicionado à frente do rebordo residual, cerca de 12 mm da borda posterior da 
papila incisiva uma vez que, com a perda dos dentes, o rebordo superior sofre uma reabsorção de 
fora para dentro, não devendo ser considerado como um indicativo do posicionamento dos dentes 
artificiais. A imagem abaixo mostra a posição correta do plano de cera superior na base de prova: 
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Figura: Telles (2011) 
 
✓ O plano de orientação de cera inferior deve ser aquecido e remodelado de acordo com o formato 
do rebordo e colocado com sua face superior paralela ao mesmo, respeitando-se a altura distal de 
2/3 da papila piriforme. A imagem abaixo mostra o plano de cera inferior: 
 
 
Figura: Telles (2011) 
 
 
Individualização do plano de cera superior 
Os ajustes no plano de orientação superior obedecem, em sua maior parte, a parâmetros estéticos. O 
objetivo principal é o de recuperar, com o contorno do plano de orientação, a sustentação dos tecidos do 
terço inferior da face, perdida com as extrações dos dentes naturais. 
 
O plano de cera superior avaliará os seguintes parâmetros: suporte labial, altura incisal, linha do sorriso, 
corredor bucal e linha média. 
 
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Vejamos a seguir cada um deles: 
Suporte labial 
Segundo Telles (2011), O reposicionamento correto dos músculos orbiculares é essencial para a 
recuperação estética do paciente edentado. Com esse objetivo, dois fatores igualmente importantes devem 
ser observados: 
 
✓ A compensação para a perda alveolar, na fase de moldagem, com o espessamento do flange labial 
da prótese. 
✓ o contorno adequado do plano de cera para dar suporte à musculatura e facilitar a colocação dos 
dentes artificiais. 
 
As inclinações dos dentes anteriores superiores e inferiores, em especial os incisivos centrais, são geralmente 
paralelas ao perfil do paciente devido às pressões que os lábios exercem sobre esses dentes durante o 
desenvolvimento. Essa característica será trabalhada nos planos de cera fazendo acréscimos ou desgastes 
conforme a necessidade de projetar os lábios para a frente ou para trás, para que fiquem harmônicos com 
o perfil do paciente. 
 
P
la
n
o
 d
e 
ce
ra
 s
u
p
er
io
r
Suporte labial
Altura incisal
Linha do sorriso
Corredor bucal
Linha média
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Em alguns casos, a base da prótese deverá ser engrossada para compensar uma reabsorção acentuada do 
rebordo remanescente. Por outro lado, a sobreextensão ou o excesso de espessura das bordas da prótese 
no flanco labial dá ao paciente a aparência de possuir um rolete de algodão por baixo do lábio. 
 
Os ajustes no plano de cera na fase de análise do suporte labial podem ser feitos com espátula metálica 
larga aquecida. Para reduzir e aplainar as superfícies vestibular e oclusal, A espátula deve ser aquecida 
diretamente em chama e passada no plano de cera. 
 
Observe a imagem abaixo demonstrando a necessidade de desgaste no plano de cera superior à esquerda e 
a necessidade de aumento do plano de cera superior (à direita). A imagem ilustra bem a importância do 
suporte labial na harmonia dos tecidos moles. 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
 
 
 
 
Em pacientes retrognatas e prognatas, o padrão de inclinação dos dentes, típicos dessas situações, devem 
servir de guia para a colocação inicial dos dentes. Observe a imagem abaixo: 
 
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Imagem: Telles (2011) 
 
 
Altura incisalA altura incisal consiste na porção exposta dos dentes anteriores superiores com o lábio em repouso 
 
Segundo Telles (2011), o tipo de lábio (respectivamente arqueado, reto ou caído) pode determinar 
diferenças no posicionamento e até na escolha do tamanho dos dentes artificiais. Em relação ao sexo, pode-
se estimar que os homens apresentem uma média de 1,9 mm de exposição incisal, enquanto para as 
mulheres esse valor é 3,4 mm. 
 
A imagem abaixo mostra a porção visível dos dentes com o lábio em repouso: 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
 
 
Embora o posicionamento arbitrário do plano de oclusão de 1 a 2 mm abaixo da linha do lábio em repouso 
resulte num aspecto estético agradável, esse fator pode variar com a idade. 
 
 
 
 
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Em pacientes mais idosos, o plano pode ficar um pouco mais alto, reproduzindo o desgaste natural dos 
dentes com a idade e acompanhando a flacidez do lábio. Entretanto, nunca deve ficar acima do nível do 
lábio superior em repouso para que o suporte labial seja mantido. 
 
 
 
Linha do sorriso 
 
Os dentes naturais formam uma curva suavemente ascendente, que acompanha a borda superior do 
lábio inferior. Essa curva é chamada linha do sorriso. 
 
Telles (2011) afirma que tanto a posição anterior (altura incisal) como a posterior do plano de oclusão têm 
significado estético. Se o plano oclusal é posicionado posteriormente mais baixo e/ ou anteriormente mais 
alto, os dentes posteriores maxilares irão assumir um aspecto descendente, criando uma relação antiestética 
com o lábio inferior e uma curva reversa ao arranjo anterior, também chamada de sorriso invertido. 
 
 
 
A orientação correta do plano oclusal paralelo ao plano de Camper e à linha bipupilar, em geral produz 
automaticamente uma linha do sorriso em harmonia com o lábio inferior do paciente. Para seguir essas 
referências craniométricas, o plano de cera pode ser ajustado utilizando-se uma régua ou esquadro de Fox. 
 
Ao final do ajuste deve haver um paralelismo entre o plano oclusal ajustado e a linha bipupilar, que é uma 
referência estética muito importante, pois normalmente representa o plano horizontal. 
 
Independentemente da utilização da régua de Fox, em última análise, após os ajustes, o plano de referência 
deve estar paralelo ao lábio inferior do paciente quando o mesmo sorrir. 
 
A imagem a seguir mostra a utilização da régua ou esquadro de Fox para orientação correta do plano oclusal. 
Observe a linha bipupilar paralela ao plano oclusal: 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
 
 
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Funcionalmente, o plano oclusal deve se relacionar com as bordas laterais da língua e com as fibras 
horizontais do bucinador. Se o plano oclusal não for estabelecido corretamente, o paciente poderá ter 
prejudicada sua habilidade em mastigar. A língua, de um lado, e o bucinador, de outro, mantêm o bolo 
alimentar sobre as superfícies triturantes. 
 
Corredor bucal 
 
O corredor bucal é o espaço existente entre a superfície vestibular dos dentes posteriores e a mucosa 
interna da bochecha. 
 
Esse espaço deve ser criado no plano de referência e visualizado quando o paciente sorrir. A presença do 
corredor bucal, também chamado de túnel de sombra, é essencial para se criar um sorriso natural. 
 
É importante notar que o corredor bucal é influenciado pela posição e a inclinação dos caninos, apesar de só ser 
visualizado posteriormente a estes. Isto ocorre por que o canino é o dente chave no estabelecimento do 
formato da arcada durante a montagem dos dentes artificiais. 
 
A imagem a seguir mostra o plano de cera com corredor bucal adequado no lado direito do paciente (seta 
verde) e inadequado no lado esquerdo do paciente (seta amarela), necessitando ser aumentado por meio do 
desgaste do plano de cera. 
 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
 
 
Linha média 
 
Para se conseguir um arranjo harmônico dos dentes anteriores superiores com a face, os incisivos centrais 
superiores devem ser posicionados de forma a criar um ponto de apoio visual centralmente localizado 
dentro da fisiologia do ver. Esse ponto de apoio visual, que coincide com o contato proximal entre as faces 
mesiais dos incisivos centrais superiores é chamado de linha média ou mediana. 
 
A distância entre as comissuras, quando em dinâmica máxima (o paciente rindo abertamente, mesmo que 
de forma forçada) é uma referência que permite situar a linha média centralizada em relação à cavidade 
bucal. 
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Tecnicamente, é importante que a linha média seja traçada sempre vertical em relação ao plano oclusal 
para orientar o posicionamento dos longos eixos dos incisivos centrais superiores. 
 
Observe a marcação da linha média sobre o plano de cera: 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
 
Individualização do plano de cera inferior 
Os ajustes no plano de orientação inferior são voltados para o restabelecimento da posição da mandíbula 
em relação à maxila nos planos vertical e horizontal. 
Essa posição era mantida pela oclusão dos dentes naturais, enquanto existiam contatos oclusais estáveis. A 
perda progressiva dos dentes e os eventuais desgastes e restaurações que estes possam ter sofrido, 
alteram a relação postural original da mandíbula, e levam o indivíduo a um processo contínuo de 
acomodação postural da mesma. 
 
 
O objetivo alcançável não é o de restabelecer exatamente a posição mandibular original, pois não haverá 
parâmetros suficientemente precisos para tal. Além disso, mesmo que essa posição pudesse ser 
objetivamente estabelecida, as alterações ósseas que sucederam as perdas dentárias podem determinar 
dificuldades importantes para a execução da reabilitação na posição. mandibular original. 
 A partir desse ponto, assume-se que a posição mandibular na reabilitação oral de um indivíduo edentado 
passa a ser uma questão de conveniência protética, determinada por parâmetros estéticos ou funcionais. 
A Dimensão Vertical (DV) é a altura do terço inferior da face ou a relação espacial da mandíbula em relação 
à maxila no plano vertical. Nessa altura inclui-se, além da altura determinada pelos contatos dentários, o 
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espaço existente entre os dentes quando a mandíbula se encontra em posição de repouso, na qual o tônus 
muscular está em estado de equilíbrio, também chamado de espaço funcional livre (EFL). 
 
O entendimento dessa dinâmica é essencial, pois as próteses serão confeccionadas na relação vertical da 
mandíbula com a maxila, na qual os dentes se tocam, denominada Dimensão Vertical de Oclusão (DVO), 
relação que os articuladores conseguem reproduzir e que não inclui o espaço funcional livre. 
 
 
Métodos de determinação da DVO 
 
1. Método de Willis 
O método de Willis determina que a distância do canto externo do olho até a comissura labial é igual à 
distância do ponto subnasal ao gnátio. Nesta posição o paciente estaria em DV, que inclui o espaço funcional 
livre. 
 
 
 
 
 
A medida da distância do canto externo do olho até a comissura labial deve ser igual à distância vertical 
da base do mento à base do nariz com a mandíbula em repouso. 
Através de uma régua com um cursor ajustável, idealizada pelo próprio autor e denominada compasso de 
Willis, registra-se a distância do canto externo do olho até a comissura labial e diminui-searbitrariamente 
cerca de 3 a 4 mm, equivalentes ao espaço funcional livre, para se estabelecer a altura na qual o plano de 
orientação inferior deverá ser ajustado para se chegar à DVO, posição na qual a reabilitação será realizada. 
 
 
A imagem mostra a proporção métrica de Willis, na qual define que a medida da distância do canto externo 
do olho até a comissura labial deve ser igual à distância vertical da base do mento à base do nariz com a 
mandíbula em repouso. 
 
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Imagem: Telles, 2009 
 
2. Método fisiológico 
O método constitui-se em registrar a altura do terço inferior da face com a mandíbula em repouso, 
utilizando um compasso de Willis ou um compasso comum e diminuir de 3 a 4 mm relativos ao espaço 
funcional livre para se chegar à DVO por acréscimo ou subtração de cera no plano de orientação inferior. O 
paciente deve ser desencostado da cadeira e posicionado de forma a manter sua postura por si próprio. 
Mantida nessa posição por alguns minutos, a mandíbula tende a assumir sua posição de repouso. 
Pode-se solicitar ao paciente que faça alguns movimentos de deglutição, utilizando a própria saliva, para 
verificar se a mandíbula retorna sempre a mesma posição. 
A imagem abaixo mostra a medição da altura do terço inferior da face com a mandíbula em repouso, sem os 
planos de cera na boca. Da medida obtida, devem ser subtraídos 3 a 4 mm relativos ao espaço funcional 
livre para se chegar à DVO. 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
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3. Método estético 
Esse método baseia-se na reconstituição facial para a determinação da DVO. O ponto básico de referência 
para o estabelecimento dessa reconstituição é a obtenção da harmonia do terço inferior da face com as 
demais partes do rosto. 
Apesar de ser um método bastante eficiente, depende da sensibilidade e da experiência do profissional para 
apresentar bons resultados. O estabelecimento correto da DVO é particularmente importante no 
posicionamento adequado dos músculos orbiculares e associados. Se o paciente é desprovido de uma DVO 
adequada, o colapso muscular estará presente, não importando o quão harmônico seja arranjo dos dentes, 
resultando nas mudanças de aparência características do envelhecimento por edentulismo. 
 Por outro lado, uma DVO excessivamente alta, no esforço para eliminar as linhas da idade e melhorar a 
aparência do paciente, resulta quase sempre em efeito oposto, piorando, além da estética, as funções 
musculares, de fala e mastigação. 
 Alterações na DVO podem ser percebidas também no perfil do paciente ao ponto de modificar sua 
classificação. 
3. Método fonético 
É um método cujo objetivo é o de aferir a funcionalidade da DVO previamente estabelecida. O procedimento 
consiste em solicitar ao paciente que pronuncie palavras com sons sibilantes, como "mississipi" e 
"sessenta e seis': enquanto se observa o moviinento da mandíbula, formando um espaço interoclusal 
denominado espaço funcional de pronúncia. Por ser baseado em um parâmetro fisiológico, o espaço 
funcional de pronúncia é mais confiável como método de avaliação que o espaço funcional livre Apesar de 
sua eficiência, esse método é particularmente útil para a conferência final da DVO, quando os dentes 
artificiais já estiverem fixados, sobre as bases de prova, uma vez que ainda na fase de ajustes dos planos de 
orientação as avaliações fonéticas são dificultadas pelo volume dos mesmos. 
Observe no esquema abaixo, os métodos de determinação da Dimensão Vertical de Oclusão (DVO): 
 
Métodos de determinação da Dimensão Vertical de Oclusão 
Método de Willis 
Método fisiológico 
Método estético 
Método fonético 
 
 
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Após determinação da Dimensão Vertical de Oclusão (DVO), será feito o registro dos planos de cera na 
posição de Relação Cêntrica. 
 
 
 
 
 
 
A Relação Cêntrica (RC) é uma relação maxilomandibular na qual os côndilos se articulam com a porção 
mais fina de seus respectivos discos, posicionados contra a vertente posterior da eminência articular em 
uma posição anterossuperior. É uma posição independente do contato dentário e pode ser usada como 
posição de referência para o tratamento, pois é bem aceita pelo paciente e permite pequenas alterações de 
dimensão vertical no próprio articulador. 
Em prótese total para determinação da relação cêntrica, são utilizados métodos de manipulação e/ou 
fisiológicos. 
A técnica para a manipulação da mandíbula é a técnica bilateral de Dawson, na qual os dedos polegares são 
colocados no mento do paciente e os outros são distribuídos na base da mandíbula. Com o paciente na 
posição supina, o profissional se posiciona atrás dele e estabiliza a cabeça contra seu abdome, realizando 
movimentos de abertura e fechamento até se chegar a posição de relação cêntrica. 
 
Os métodos fisiológicos consistem na técnica de levantamento de língua (quando se pede para o paciente 
colocar a ponta da língua no palato) pode ser usada para direcionar o fechamento da mandíbula durante a 
manipulação e a técnica da deglutição (quando se orienta o paciente para deglutir saliva, levando a 
mandíbula à posição que assume no momento da deglutição) para manter a posição do registro. 
 
Observe o esquema abaixo que ilustra os métodos de obtenção da Relação Cêntrica (RC) em Prótese Total: 
 
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MONTAGEM DOS MODELOS EM ASA 
Segundo Telles (2011), após os ajustes, os planos de referência sobre as bases de prova devem ser 
relacionados em um articulador para reproduzir a relação estática e dinâmica da mandíbula com a maxila. 
Isso vai possibilitar que os dentes artificiais sejam posicionados sobre as bases de prova, de acordo com os 
parâmetros estéticos e funcionais previamente estabelecidos nos ajustes dos planos de referência. 
 
 
 
Antes da montagem dos modelos, o articulador deve ser ajustado da seguinte maneira: 
 
✓ Deve-se ajustar a distância intercondilar. Esta distância pode estar explicitada como P, M ou G (ou 
1, 2 ou 3), de acordo com o fabricante. Caso haja dúvida quanto à determinação correta dessa 
distância, pelo alinhamento das marcações que a determinam, deve-se optar pela maior entre as 
duas. 
 
✓ Os guias condilares devem estar ajustados com o ângulo de lateralidade (Benett) em 15° e o ângulo 
de protrusão (a) em 30°. 
 
Obtenção da Relação Cêntrica (RC)
Técnica bilateral de Dawson 
(manipulação)
Técnica de levantamento da língua 
(fisiológico)
Técnica de deglutição (fisiológico)
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Montagem do arco superior 
Para a montagem do modelo superior no articulador, utiliza-se o arco facial. O arco facial reproduz o 
posicionamento da maxila em relação à base do crânio, além de transferir para o articulador a distância 
intercondilar aproximada. 
 
Segundo Telles (2011), nos casos de prótese total, o plano oclusal é determinado com o ajuste do plano de 
referência superior, o que já compensa uma possível discrepância com o plano horizontal, permitindo que 
o modelo superior seja montado no articulador utilizando-se uma mesa de montagem. 
 
Essa técnica permiteao profissional PRESCINDIR o uso do arco facial para montar o plano de referência 
superior no articulador, facilitando e tornado mais preciso esse procedimento. Logo, nos casos de próteses 
totais, o uso do arco facial é dispensável. 
 
O arco facial coincide com a linha do plano de Frankfurt. O plano de Frankfurt forma com o plano de Camper 
um ângulo de aproximadamente 15°. Como o plano de Camper é paralelo ao plano oclusal, a inclinação do 
garfo apoiado sobre o plano oclusal é de aproximadamente os mesmos 15° em relação ao ramo superior 
do articulador. 
 
A figura abaixo retrata a mesa de camper. A montagem do modelo do arco superior pode ser feita nessa 
mesa de montagem, conhecida como PLANO DE CAMPER. Esse procedimento dispensa o uso do arco facial. 
 
 
Imagem: Bio-Art 
 
 
 
 
Montagem do arco inferior 
Os modelos deverão estar relacionados no articulador em Relação Cêntrica (RC). Com este objetivo, deve-
se lançar mão de alguma técnica que permita interpor um material de registro entre as arcadas do paciente 
com a mandíbula nessa posição. Nos edentados, além da manutenção da RC, o material de registro deve 
também manter a relação vertical da mandíbula com a maxila (DVO). 
Por essa razão, em geral utilizam-se os planos de cera sobre bases de prova. É importante salientar que as 
posições relativas da maxila e da mandíbula, nos planos horizontal e vertical, são interdependentes e por 
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isso devem ser obtidas de forma CONCOMITANTE, ou seja, deve haver uma preocupação, enquanto se 
ajusta a altura do plano de orientação inferior, em se manter a mandíbula em uma posição horizontal 
adequada em relação à maxila. 
O registro pode ser obtido com um elastômero rígido. O registro obtido deve ser levado ao modelo 
superior montado no articulador e sobre o mesmo/ encaixar-se perfeitamente. Sobre esse conjunto 
encaixa-se então o modelo inferior com as ranhuras para o aumento de retenção do gesso confeccionadas 
em sua base. Nesse momento, ajusta-se o pino guia do articulador, colocando-o com a marcação zero (linha 
contínua) coincidindo com a porção superior de seu orifício, para que o ramo superior fique paralelo ao 
ramo inferior do articulador 
Com o registro interposto, os modelos devem ser firmemente presos para evitar que saiam de posição 
durante o vazamento do gesso que vai fixar o modelo inferior no ramo inferior do articulador. Isso pode 
ser feito com o uso de espátulas de madeiras ou palitos de fósforos presos aos modelos com godiva de baixa 
fusão, cera colante ou pistolas de cola. 
O ramo inferior do articulador é então posicionado com os dispositivos condilares em perfeito contato com 
as paredes internas dos guias condilares e o pino guia incisal tocando na mesa incisal. Os fabricantes dos 
articuladores fornecem um elástico que pode ser colocado de forma a manter essa posição até a presa final 
do gesso. 
Os planos de cera também podem ser presos um, ao outro com uma espátula aquecida em dois ou três 
pontos de sua interface. Alguns profissionais utilizam grampos de papel que são aquecidos e cravados nos 
planos. Funciona particularmente bem, também, fixar os planos entre si com a interposição de pequena 
quantidade de pasta zincoenólica. 
 
DENTES ARTIFICIAIS 
Os dentes artificiais devem apresentar-se em harmonia com as características biotipológicas que orientaram 
os ajustes dos planos de orientação. As linhas de referência demarcadas no plano de orientação irão orientar 
a montagem dos dentes artificiais, sendo elas: a linha alta (linha do sorriso forçado ou máximo), linha da 
comissura (linha que vai de distal a distal dos caninos superiores), linha mediana e a linha baixa. 
A figura abaixo demonstra a demarcação das linhas de referência nos planos de cera: 
 
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 Figura: Telles (2009) 
 
Em relação aos tipos, podem ser de porcelana ou resina acrílica, sendo os de resina acrílica mais utilizados. 
Os dentes de porcelana apresentam desvantagens como alto custo, pobre união química entres os dentes 
e à resina acrílica da base de prótese, emissão de ruídos ao toque e alta dureza, por isso sua utilização é 
limitada. 
 
 
 
 
Existem 2 tipos de dentes artificiais:
Em resina acrílica - os mais utilizados
Em porcelana - menos utilizados devido às desvantagens 
de custo, alta durezão, emissão de ruídos e pobre união 
com a resina acrílica da base da prótese
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A seleção dos dentes artificiais levará em conta três critérios: tamanho, forma e cor. 
Além disso, a opinião e preferências do paciente também devem ser ouvidas. Fotografias do paciente antes 
de perder os dentes artificiais também são de grande valia para a recuperação da autoimagem. 
Tamanho 
A distância entre ambas as linhas dos cantos da boca marcadas no plano de cera superior, medidas em 
curva com uma régua flexível determina a largura dos 6 dentes anteriores superiores (linha das comissuras, 
que também pode ser denominada "linha dos caninos"). 
 
 A linha alta determinará a altura do incisivo central superior. A distância da superfície oclusal do plano de 
cera superior à linha alta corresponde à altura da face vestibular do incisivo central superior que o paciente 
necessita para ter uma aparência agradável. Além disso, deve-se levar em consideração a idade do paciente, 
pois pacientes mais velhos apresentam menor exposição da borda dos incisivos superiores, quando 
comparados a pacientes mais novos. 
 
Baseado nas informações coletadas, o cirurgião dentista deve consultar as cartas-molde fornecidas pelos 
fabricantes, nas quais os diversos modelos de dentes estão relacionados de acordo com tais medidas. Nas 
cartas-molde podem ser encontradas informações relativas à largura dos seis dentes anteriores em curva, 
ao comprimento do incisivo central e à largura do incisivo central. 
 
Formato 
 
A forma do rosto do paciente poderia ser utilizada como ponto de partida para a seleção da forma dos dentes 
artificiais. A partir disso, existem três formas básicas dos dentes artificiais: quadrado, triangular e ovoide. 
 
A forma do rosto do paciente deve ser avaliada em observação frontal baseando-se na proporcionalidade da 
largura de 3 linhas: do cabelo; das ATMs; e dos ângulos da mandíbula. 
 
Caso a linha do cabelo seja a mais longa, o rosto será classificado como triangular; caso a linha das ATMs 
seja a mais longa, o rosto será considerado ovoide; e caso as três sejam equivalentes cm comprimento., o 
rosto será considerado quadrado. 
 
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Observe abaixo a imagem do livro de Telles (2009) que demonstra as três linhas: a linha verde corresponde 
à linha do cabelo, a linha vermelha à linha das ATMs e a linha azul corresponde à linha que une os ângulos 
da mandíbula 
 
 
Telles (2009) 
 
Observe, ainda, a relação da forma do rosto com a do incisivo superior invertido: 
 
 
 
 Telles (2009) 
 
 
 
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O sexo e personalidade também devem ser avaliados. Dentes de pacientes do sexo feminino geralmente 
apresentam contornos suaves e arredondados, enquanto do sexo masculino são formas vigorosas e retas. 
 
Cor 
 
A cor dos dentes artificiais é escolhida conforme a tonalidade de pele do paciente e sua idade. Embora a 
escolha da cor dos dentes tenha um aspecto muito pessoal, tanto para o clínico como para o paciente, os 
dentes não podem ser excessivamente claros a ponto de parecerem falsos, uma vez que com a idade os 
dentes naturais tendem a se tornar mais escuros. 
 
 Nos indivíduos de pele clara, o tom da pele pode ser um fator determinante na seleção de um dente mais 
claro ou mais escuro. Já indivíduos de pele mais escura tendem a possuir dentes mais claros. Em especial, 
os caninos devem ser pelo menos um tom mais escuro que os incisivos. 
 
Em pacientes idosos, os dentes possuem tons mais escurecidos e/ou amarelados, enquanto a exposição da 
borda incisal também e menor. 
 
Na prática, na maioria dos casos, quando os dentes anteriores são selecionados, automaticamente, fica 
estabelecida uma indicação para os dentes posteriores. Essa indicação obedece a tabelas de equivalências 
fornecidas pelos fabricantes nas cartas-molde dos dentes artificiais 
 
 
 
 
 
 
 
Um detalhe importante dos dentes posteriores é que esses podem se diferenciar de acordo com a morfologia 
oclusal. 
 
Os dentes posteriores podem ser classificados em dentes anatômicos, semianatômicos e não anatômicos, 
sendo assim: 
 
✓ Dentes anatômicos: possuem inclinação das cúspides em 33°. 
✓ Dentes semianatômicos: possuem inclinação das cúspides em 20°. 
✓ Dentes não anatômicos: cúspides planas, sem inclinação. 
 
Quanto maior a inclinação das cúspides, maior a eficiência mastigatória, porém maior possibilidade de 
serem geradas forças oblíquas que instabilizam as próteses, ESPECIALMENTE, NO QUE DIZ RESPEITO ÀS 
PRÓTESES INFERIORES 
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 (CADAR/Prótese Dentária/2023) A escolha dos dentes artificiais posteriores para confecção de uma 
Prótese Total pode ser de suma importância nos casos em que o paciente apresenta pouca altura de 
rebordo alveolar. Com base na situação descrita acima, os dentes posteriores que oferecem melhor 
estabilidade das próteses totais removíveis, apresentam inclinação de: 
a) 33°. 
b) 20° 
c) 15° 
d) 0° 
 
Comentários: 
 
Essa questão exigia o conhecimento de que quanto maior a angulação das cúspides dos dentes artificiais 
posteriores, maior será a eficiência mastigatória desses, porém maior a instabilidade. Logo, os dentes que 
possuem maior estabilidade são os dentes não anatômicos, ou seja, os de 0°. Logo, a alternativa correta é 
a de letra D. 
 
A alternativa A está incorreta, pois os dentes artificiais posteriores com angulação de 33° possuem maior 
eficiência mastigatória, porém são mais instáveis. 
A alternativa B está incorreta, pois os dentes semianatômicos (20°) possuem maior estabilidade quando 
comparados aos de 33°, mas não são os que oferecem a melhor estabilidade. 
A alternativa C está incorreta, pois não existe inclinação de 15° para dentes artificiais. 
 
Montagem dos dentes artificiais 
Segundo Telles (2011), o formato da arcada dos dentes artificiais já está definido pela conformação do 
plano de cera criado na boca do paciente. É essencial que os dentes sejam posicionados obedecendo a essa 
conformação para que os resultados estéticos conseguidos com os ajustes dos planos de cera, relativos à 
sustentação dos tecidos do terço inferior da face, sejam obtidos também com os dentes montados. 
 
 
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Os dentes devem ser presos às bases de prova, preferencialmente, com cera apropriada para a montagem 
de dentes. 
 
Ceras comuns não possuem adesividade suficiente para prender os dentes à base de prova, além de não 
permitirem muita manipulação antes que fraturem, mesmo quando aquecidas. 
 
Cada dente artificial normalmente necessita ser manipulado, depois de posicionado sobre a base de prova, 
até que apresente a inclinação desejada do longo eixo, a altura adequada e a relação oclusal correta com 
os antagonistas. Durante essa manipulação, a cera deve manter o dente preso à base de prova e conservá-
lo assim após esses procedimentos. 
 
 
 
 
A cera de montagem é bastante rígida à temperatura ambiente, mas quando aquecida fica flexível e 
pegajosa, podendo inclusive ser alongada, mantendo-se com essas características tempo suficiente para o 
posicionamento correto do dente sem que sofra fratura. Apresenta um resfriamento lento e com pouca 
contração, o que facilita o posicionamento dos dentes durante a montagem, permitindo pequenas 
rotações e inclinações, enquanto a cera se encontra ainda em estado plástico. 
 
O uso de cera inadequada frequentemente faz com que os dentes se soltem ou saiam de posição durante 
os procedimentos de prova da estética e, praticamente, inviabiliza a prova e os ajustes da oclusão, em 
especial em casos nos quais forem adotados esquemas oclusais mais complexos como o balanceado bilateral. 
 
 
 
No momento da montagem dos dentes artificiais, a montagem deve seguir a inclinação do plano de cera. O 
primeiro dente a ser montado é o incisivo central superior. O dente deve ser desgastado até que possa ser 
posicionado de forma a recompor o contorno exato do plano de cera. A borda incisal do incisivo central 
deve acompanhar a altura incisal do plano de cera e a face vestibular deve estar posicionada com a mesma 
inclinação do plano para vestibular. 
 
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Um ponto importante e que merece destaque é que, na montagem dos dentes artificiais, os incisivos 
laterais apresentam alterações de posição marcantes. Segundo Telles (2011), os incisivos laterais podem 
contribuir para enfatizar ou suavizar a presença dos centrais. Quando são girados para MESIAL, permitem 
mais destaque para os centrais. Já quando são girados para DISTAL, mostrando suas faces mesiais, 
suavizam a presença do central, podendo eventualmente ser posicionados à frente desses. 
 
 
Na montagem dos dentes posteriores, para facilitar a localização vestibulolingual dos dentes de modo que 
suas oclusais fiquem centralizadas em relação ao rebordo inferior, é interessante traçar uma linha sobre o 
plano de orientação inferior para definir a crista do rebordo mandibular. 
 
Esta linha, denominada linha principal do esforço mastigatório, representará a localização das fossas 
centrais dos pré-molares e molares inferiores. Observe na imagem: 
 
 
 
 Telles (2011) 
 
Você sabia, aluno(a) que o biotipo do paciente pode ter influência no posicionamento dos dentes artificiais 
durante a montagem? 
A relação dos dentes superiores com os inferiores depende das relações intermaxilares. Segundo Telles 
(2011), três situações podem acontecer na seção anterior dos rebordos: 
 
➢ Os dois rebordos estão alinhados no plano sagital (Classe I esquelética) 
➢ O rebordo superior está à frente do rebordo inferior (Classe II esquelética) 
➢ O rebordo superior está atrás do rebordo inferior (Classe III esquelética) 
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O posicionamento dos artificiais dentes vai mudar em relação a essas situações. Observe: 
 
✓ Na Classe I, em um indivíduo considerado ortognata de perfil reto, os dentes anteriores superiores 
e inferiores serão posicionados próximos entre si, com trespasses vertical e horizontal pequenos. 
 
✓ Na relação do tipo Classe II, em um indivíduo considerado retrognata de perfil convexo, as bordas 
incisais dos dentes superiores estarão mais afastadas das bordas incisais dos inferiores, há então, 
a possibilidade de aumentar também o trespasse vertical sem que a guia incisal aumente 
 
✓ Na relação do tipo Classe III, em um indivíduo considerado prognata de perfil côncavo, a melhor 
relação será a posição de topo a topo, com ausência de contato em oclusão cêntrica, para preservar 
os rebordos. Todavia, será inevitável a desoclusão de dentes anteriores em movimento protrusão. 
 
 
 (CSM/Prótese Dentária - 2024) Os dentes de estoque devem ser presos às bases de prova, 
preferencialmente com cera apropriada para a montagem de dentes. Segundo Telles (2011), a cera de 
montagem deve 
a) ser bastante rígida à temperatura ambiente, mas quando aquecida deve ficar flexível e pegajosa, 
podendo inclusive ser alongada, mantendo-se com essas características tempo suficiente para o 
posicionamento correto do dente sem que sofra fratura. 
b) ser bastante flexível à temperatura ambiente, mas quando aquecida deve ficar mais flexível e pegajosa, 
não permitindo ser alongada e mantendo-se com essas características tempo suficiente para o 
posicionamento correto do dente sem que sofra fratura. 
c) ser bastante rígida à temperatura ambiente, mas quando aquecida deve ficar flexível, mas não 
pegajosa, mantendo-se com flexibilidade tempo suficiente para o posicionamento correto do dente até o 
momento de ajuste oclusal. 
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d) apresentar um resfriamento rápido e com pouca contração, o que facilita o posicionamento dos dentes 
durante a montagem, permitindo pequenas rotações e inclinações, enquanto a cera encontra-se ainda em 
estado pegajoso. 
e) apresentar um resfriamento lento e com pouca contração, o que facilita o posicionamento dos dentes 
durante a montagem e durante o ajuste oclusal, permitindo pequenas rotações e inclinações, enquanto 
a cera encontra-se ainda em estado pegajoso. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A alternativa traz todas as caraterísticas necessárias 
e ideais da cera indicada para a montagem de dentes artificiais. A escolha da cera inadequada, 
frequentemente, faz com que os dentes se soltem ou saiam de posição durante os procedimentos de prova 
estética. 
A alternativa B está incorreta. À temperatura ambiente, a cera deve ser rígida e deve permitir ser alongada 
quando aquecida. 
A alternativa C está incorreta. A cera deve ficar flexível E PEGAJOSA quando aquecida. Essas características 
devem se manter por tempo suficiente para o posicionamento correto dos dentes artificiais, sem que sofra 
fratura. A cera deve manter o dente preso à base de prova e conservá-lo assim. 
A alternativa D está incorreta. Não é desejável que a cera possua um resfriamento rápido, mas sim manter 
essa característica por tempo suficiente para o correto posicionamento dos dentes. Além disso, a contração 
não é uma característica presente na cera. 
A alternativa E está incorreta. O resfriamento lento também não é indicado. O ideal é que a cera se 
mantenha flexível e pegajosa por tempo suficiente para o posicionamento dos dentes artificiais. 
 
Prova dos dentes artificiais 
Primeiramente, realiza-se a prova dos dentes anteriores. Nesse momento, é importante que exista contato 
posterior. ste contato é providenciado nos planos de cera, dispostos convenientemente para preservar a 
DVO e o plano oclusal. 
 
Nesse momento, devem ser observados o tamanho, a forma, a cor, a forma da arcada, a altura do plano 
incisal e a localização anteroposterior da arcada. 
 
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O lábio inferior pode ser um bom indicador para verificar a posição vertical dos dentes anteriores 
superiores. 
 
Os incisivos centrais superiores devem ser posicionados de forma a tocarem suavemente a linha seca/úmida 
do lábio inferior quando o paciente articular os fonemas f e v. 
 
 
Se o f soa como v, os dentes estão longos 
 
 
Segundo Telles (2011), outros exemplos do uso de exercícios fonéticos na avaliação das PTs são: 
 
✓ Estabelecimento do término posterior da PT superior pelo fonema a. 
✓ Aferição da DV pela existência de espaço de pronúncia para o fonema s e prejuízo para os fonemas p 
e b caso o espaço seja excessivo. 
✓ Estabilização do sobrepasse horizontal pelo uso do fonema s. 
✓ Determinação da posição labiolingual dos anteriores inferiores pela dificuldade na pronúncia do s, 
indicando que os dentes estão muito lingualizados; 
✓ Espessura excessiva de resina na região anterior do palato pela má pronúncia do t; 
✓ Espessura excessiva de resina na região posterior do palato pela dificuldade de pronúncia do g. 
 
Concluída a montagem de todos os dentes, as bases de prova devem voltar à boca do paciente e as relações 
oclusais entre os dentes inferiores e os superiores devem ser analisadas. 
 
Prova dos dentes artificiais
Tamanho, forma e cor dos dentes
Forma da arcada
Altura do plano incisal
Localização anteroposterior da arcada
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Oclusão em Prótese Total 
Telles (2011) afirma que quando as cargas mastigatórias são geradas nas superfícies oclusais dos dentes 
artificiais, a estabilidade das PTs depende em sua maior parte do apoio mucoso. 
 
Uma oclusão ideal para uma PT dupla deve possuir as seguintes características: 
 
✓ Estabilidade em RC; 
✓ Dentes com cúspides baixas; 
✓ Movimentos excêntricos facilitados; 
✓ Dentes posicionados de acordo com o formato do rebordo remanescente. 
 
 
 
 
 
 
Estabilidade 
 
A relação cúspide/ fossa dos dentes artificiais deve ser tal que, ao se contatarem, não devem gerar 
movimentos que não se façam em direção perpendicular ao rebordo remanescente. 
 
À medida que os dentes se aproximam no ciclo mastigatório, a relação de forças tenderá cada vez mais à 
perpendicularidade obtida em RC. Caso esse tipo de relação não seja obtido, a repercussão imediata será o 
Oclusão ideal PT 
dupla
Estabilidade em RC
Dentes com 
cúspides baixas
Movimentos 
excêntricos 
facilitados
Dentes 
posicionados de 
acordo com a forma 
do rebordo
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traumatismo da base sobre a mucosa que reveste o rebordo ósseo remanescente, em especial nas áreas 
aonde esta for mais delgada. 
Dentes com cúspides baixas 
A eficiência mastigatória melhora à medida que aumenta a altura das cúspides dos dentes posteriores, ao 
mesmo tempo que passa a haver uma tendência de a prótese apresentar menos estabilidade. 
 
O esquema oclusal ideal deve buscar o equilíbrio entre essas duas características. 
 
Isso pode ser obtido de duas maneiras: 
 
1) Pelo uso de dentes semi-anatômicos (20°); 
 
2) Pela combinação de dentes anatômicos (33°), na prótesesuperior, com dentes não-anatômicos (0°), na 
prótese inferior, para usufruir dos benefícios dos dois tipos de dentes. 
 
 
 
 
 
 
Esse esquema oclusal para PTs é chamado de oclusão lingualizada, uma vez que apenas as cúspides 
palatinas dos dentes superiores fazem contato com os antagonistas inferiores. 
 
Oclusão ideal
Dentes semianatômicos
Dentes anatômicos + 
dentes não anatômicos
Prótese total
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Na oclusão lingualizada, os contatos oclusais posteriores são reduzidos, ocorrendo somente através das 
pontas das cúspides palatinas dos dentes superiores contra as superfícies oclusais dos inferiores que 
possuem uma anatomia plana. 
 
Dentes anatômicos podem ser desgastados para funcionarem dessa maneira 
 
 
Movimentos excêntricos facilitados 
 
Um importante fator de adaptação do paciente a uma determinada PT removível é o controle 
neuromuscular que o indivíduo desenvolve para manter a prótese estável durante a função. 
 
Uma movimentação lateral que não implique em um movimento vertical de, abertura, da mandíbula vai 
solicitar a atuação de menos fibras musculares durante o movimento, simplificando o controle 
neuromuscular e facilitando o uso da prótese. 
 
Esse tipo de oclusão é chamado de oclusão balanceada unilateral, na qual os dentes se contatam em um 
padrão de desoclusão semelhante a uma função em grupo, independentemente da existência ou não de 
contatos de balanceio no lado oposto da arcada. 
 
 
 
A oclusão balanceada bilateral é aquela na qual durante os movimentos mandibulares, devem existir pelo 
menos, três pontos de contato entre os arcos superior e inferior, sendo dois posteriores, um de cada lado 
e um anterior. Esse conceito se baseia na existência de contatos simultâneos bilaterais, tanto em RC como 
nos movimentos excêntricos, de lateralidade e protrusão, dentro dos limites normais da função mandibular. 
Esse princípio evita deslocamentos indesejados da prótese total. 
 
 
Formato do rebordo remanescente 
 
Deve-se harmonizar o arranjo dos dentes artificiais com o formato do rebordo alveolar residual. 
 
Existem três tipos básicos de rebordos com os quais deve ser adequada a montagem dos dentes artificiais: 
ovoide, quadrado e triangular. 
 
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Segundo Telles (2011), as arcadas dos pacientes, de certa forma, assemelham-se aos rebordos que estes 
passam a apresentar após as extrações dos dentes. Portanto, a forma do rebordo pode ser um bom 
indicador da forma do arranjo da arcada com os dentes artificiais. 
 
 
 
Observe abaixo algumas características das arcadas que são cobradas em prova: 
 
➢ Arcada ovoide: caracterizado por uma curva contínua entre os dentes anteriores e posteriores, não 
se definindo uma divisão clara entre os segmentos anterior e posterior. Geralmente, está associada 
a um indivíduo de perfil reto e rosto ovoide. 
➢ Arcada triangular: Nessa, o canino se alinha com os dentes posteriores, pertencendo a esse 
segmento da arcada. Anatomicamente, é sugerida por palatos estreitos e profundos, nariz alto e 
estreito e uma face alongada cujo perfil geralmente tende ao convexo. O rebordo residual 
resultante forma uma arcada estreita, quase um vértice anterior. 
➢ Arcada quadrada: possui uma divisão marcante entre segmentos anterior e posterior definida pelo 
canino, que, nesse caso, é eventualmente referido como estando na "esquina" da arcada dentária. 
Frequentemente, pode estar acompanhado pelas seguintes características biotipológicas: palato em 
forma de U, base do nariz larga, face quadrada e perfil côncavo. O rebordo residual resultante forma 
um arco amplo em sua porção anterior. 
 
Observe abaixo a figura de Telles (2011) retratando os tipos de arcada e rebordos: 
 
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Figura: Telles (2011) 
 
 
Implicações da colocação ou não do segundo molar na prótese 
 
A presença dos segundos molares aumenta a eficiência mastigatória, pois aumenta a área da superfície 
mastigatória da prótese, sem exigir um esforço que a musculatura não possa suportar. 
 
Entretanto, a opção pela colocação ou não de segundos molares dependerá, além da existência de espaço 
adequado, de seu posicionamento em relação à base, o qual é influenciado pelo padrão oclusal. Caso 
esta relação resulte em forças instabilizadoras, o segundo molar deve ser retirado. 
 
 
 
 
 
Aluno(a), você sabia que é possível realizar a montagem dos dentes em Prótese Total com a mordida 
cruzada? Telles (2011) traz esse conceito muito importante. Observe: 
Colocação do segundo 
molar na prótese
Existência de espaço 
adequado
Posicionamento em relação 
à base da prótese
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Sabemos que como a prótese inferior normalmente sofre mais influência das forças instabilizadoras, o 
rebordo remanescente deve ser utilizado como guia no posicionamento dos dentes artificiais. 
 
Essa conduta em geral leva a um bom resultado estético, pois o padrão de reabsorção óssea do rebordo 
inferior é vertical. 
 
 
 
Entretanto, nos casos que ocorra a invasão do espaço do corredor bucal, interferindo na estética, deve-se 
montar os dentes posteriores em mordida cruzada, mantendo-se o posicionamento vestibulolingual dos 
dentes inferiores e deslocando os superiores para lingual afim de restabelecer o corredor bucal. 
 
O rebordo inferior determina o posicionamento vestibulolingual dos dentes superiores, e estes 
determinam o posicionamento mesiodistal dos dentes inferiores. 
 
 
 
 (CSM/Prótese Dentária/2021) Segundo Telles (2011), sobre montagem de dentes em prótese total, 
coloque (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas abaixo e assinale a opção correta. 
 
( ) O rebordo inferior determina o posicionamento vestibulolingual dos dentes superiores e estes 
determinam o posicionamento mesiodistal dos dentes inferiores, no que diz respeito à determinação do 
corredor bucal. 
( ) Para destacar a presença dos incisivos centrais, os incisivos laterais devem ser girados para distal, 
mostrando suas faces mesiais. 
( ) Nos casos de relação Classe III esquelética, em um indivíduo considerado prognata de perfil côncavo, 
melhor relação dos dentes anteriores superiores e inferiores será a posição de topo a topo, com ausência 
de contato em oclusão cêntrica, para preservar os rebordos. 
( ) Por aumentarem a eficiência mastigatória, os segundos molares devem ser sempre colocados na 
montagem de próteses totais. 
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 ( ) Todo esforço deve ser feito para harmonizar o arranjo dos dentes artificiais com o formato do rebordo 
alveolar residual. A arcada triangular tem como característica uma curva continua entre os dentes 
anteriores e posteriores. 
 
a) (V) (F) (V) (F) (F) 
b) (V) V (F) (F) (F) (F) 
c)(F)(F)(V)(V)(V) 
d) (F)(V)(V)(F) (V) 
e) (F) (F) (V) (F) (F) 
 
Comentários: 
 
Vamos analisar cada uma das afirmações: 
 
O rebordo inferior determina o posicionamento vestibulolingual dos dentes superiores e estes 
determinam o posicionamento mesiodistal dos dentes inferiores, no que diz respeito à determinação do 
corredor bucal. – A afirmativaestá correta, o rebordo inferior determina o posicionamento vestibulolingual 
dos dentes superiores, enquanto esses determinam o posicionamento mesiodistal dos inferiores no 
momento da montagem dos dentes. 
 
Para destacar a presença dos incisivos centrais, os incisivos laterais devem ser girados para distal, 
mostrando suas faces mesiais. – A afirmativa está incorreta, pois o examinador colocou distal ao invés de 
mesial. Segundo Telles (2011), os incisivos laterais podem contribuir para enfatizar ou suavizar a presença 
dos centrais. Quando são girados para MESIAL, permitem mais destaque para os centrais. Já quando são 
girados para distal, mostrando suas faces mesiais, suavizam a presença do central, podendo eventualmente 
ser posicionados à frente desses. 
 
Nos casos de relação Classe III esquelética, em um indivíduo considerado prognata de perfil côncavo, 
melhor relação dos dentes anteriores superiores e inferiores será a posição de topo a topo, com ausência 
de contato em oclusão cêntrica, para preservar os rebordos. – A afirmativa está correta, em um paciente 
de perfil côncavo, classe III esquelética, a posição adequada será a de topo a topo. 
 
Por aumentarem a eficiência mastigatória, os segundos molares devem ser sempre colocados na 
montagem de próteses totais. – A afirmativa está incorreta, como vimos a colocação dos segundos molares 
só será possível caso ocorra a existência de espaço adequado e de seu posicionamento em relação à base, o 
qual é influenciado pelo padrão oclusal. Caso gere instabilidade, esse dente não será colocado. 
 
Todo esforço deve ser feito para harmonizar o arranjo dos dentes artificiais com o formato do rebordo 
alveolar residual. A arcada triangular tem como característica uma curva continua entre os dentes 
anteriores e posteriores. – A afirmativa está incorreta, pois traz características da arcada ovoide e não da 
triangular. 
 
Logo, a ordem das alternativas é VFVFF. A alternativa correta e gabarito da questão é a alternativa A. 
 
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 INSTALAÇÃO DA PRÓTESE TOTAL 
A base da prótese deve ser inspecionada visualmente e por meio da sensação tátil para detectar 
irregularidades ou asperezas que possam traumatizar a mucosa. Tais irregularidades devem ser removidas 
e as asperezas, polidas. Pode-se utilizar uma pasta evidenciadora ou um elastômero de baixa viscosidade 
para tentar antecipar pontos traumáticos da base da prótese sobre a mucosa, e assim diminuir o número de 
consultas de retorno. 
 
No momento da instalação deve-se observar a estética, a função da prótese (retenção e adaptação), 
realizar o teste fonético, ajuste de bordas e ajuste oclusal. 
 
 Higienização das Próteses Totais 
Após a entrega da prótese ao paciente, inicia-se outra etapa na qual os pacientes realizarão procedimentos 
de higienização e desinfecção. A habilidade de microrganismos de se aderirem às superfícies expostas das 
próteses é um pré-requisito para a colonização microbiana. 
 
A presença de Candida albicans na superfície da PT em contato com a mucosa é o maior fator causal 
estomatite protética. Para prevenir essa infecção, além da necessidade de as próteses totais estarem bem 
adaptadas, elas devem ser removidas e limpas diariamente. 
 
A higienização das próteses pode ser realizada de maneira mecânica utilizando-se de escova e sabão neutro, 
de maneira química ou ambas. 
 
 
 
 
 
Existem escovas desenvolvidas especificamente para a limpeza mecânica das PTs mas o paciente também 
pode usar uma escova de dente convencional com um sabão neutro, pois os dentifrícios são muito 
abrasivas e podem, com uso constante, danificar as próteses. 
Higienização das PTs
Mecânica
Química
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O procedimento de desinfecção por imersão deve ser sempre utilizado, pois este método assegura a 
exposição de todas as superfícies do objeto pela substância química durante o período recomendado. Uma 
solução química que pode ser facilmente preparada pelo próprio paciente é obtida com a diluição de 15 
ml de hipoclorito de sódio, com concentração entre 2 e 3 % em um copo (cerca de 300ml) de água. Esta 
solução tem ação antimicrobiana, atuando também sobre restos orgânicos aderidos às próteses. O paciente 
pode deixar a prótese à noite nessa solução e escová-la pela manhã sob água corrente. 
 
Além disso, podem ser utilizadas pastilhas efervescentes para a higienização. A eficácia de alguns agentes 
limpadores efervescentes de PTs na remoção dos microrganismos ocorre devido a sua alta alcalinidade, 
visto que boa parte dos microrganismos se reproduz e sobrevive em meio ligeiramente ácido. A 
efervescência é considerada um meio de eliminar os fragmentos e as películas presentes nas próteses. O 
perborato de sódio contido nestes produtos é um composto que libera oxigênio e se decompõe em peróxido 
de hidrogênio e borato de sódio. É considerado um agente oxidante e alvejante, que proporciona 
abrasividade, quando associado à escovação. 
 
O digluconato de clorexidina também tem sido utilizado para a desinfecção de PTs. Em uma concentração 
de 4 %, em imersões de 10 minutos garante eficácia de higienização. 
 
Em relação ao rebordo desdentado, com uma escova de dentes com cerdas macias, o paciente deve escovar 
e massagear a língua, a gengiva e o palato para eliminar a placa bacteriana e os resíduos alimentares, 
estimulando a circulação nesses locais. Pode lançar mão, ainda, de colutórios para bochechos. 
 
Para preservar a saúde dos tecidos bucais (mucosa e osso), é importante que estes sejam poupados da 
pressão exercida pela base da prótese por 6 a 8 horas por dia. Por essa razão, idealmente, deve-se remover 
as próteses à noite, permitindo que haja melhor circulação do sangue pelos tecidos mais afetados. Além 
disso, o uso noturno de PTs está associado a um considerável aumento da prevalência de estomatites 
protéticas. 
 
 MANUTENÇÃO DA PRÓTESE TOTAL 
Segundo Telles (2011), a necessidade de atendimento aos pacientes não termina com a instalação das 
próteses. Esse acompanhamento deverá ser feito tanto a curto quanto a médio e longo prazos. 
 
O principal problema ou queixa dos pacientes nas consultas que sucedem a instalação de uma prótese 
removível são as úlceras traumáticas causadas pelo contato direto da base da prótese sobre a mucosa. 
 
 
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Essas lesões podem resultar de diversos fatores como: 
 
✓ De uma sobre extensão ou áreas de maior pressão sob a base da prótese 
✓ Da suscetibilidade de áreas nas quais a mucosa que recobre o osso seja mais delgada 
✓ De desarmonias oclusais 
✓ De alguma irregularidade ou aspereza na resina acrílica do interior da base da prótese. 
 
O ponto traumático pode ser evidenciado com o uso de um creme apropriado (pressure relief cream), 
alternativamente com o uso da pasta branca da pasta zincoeugenólica, com algum elastômero de 
viscosidade baixa ou mesmo com o auxílio de um lápis cópia, demarcando-se a lesão na boca e levando-se 
a prótese em posição para transferir a marcação para a área que deve ser desgastada na base da mesma. 
 
 
 
Consertos 
Evidenciação do ponto traumático
Uso de um creme apropriado
Uso da pasta branca da pasta zincoenólica
Elastômero de baixa viscosidade
Lápis cópia
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Conforme Telles (2011), as PTs removíveis, por serem feitas basicamente de resina acrílica, aceitam 
modificações, por desgastes e/ ou acréscimos, que podem melhorar ou restabelecer suas condições de uso 
e aumentar sua vida média. 
 
Fraturas 
 
As próteses totais estão sujeitas a fraturas quando apresentam áreas vulneráveis em suas bases de resina 
acrílica. Essas se originam em partes mais finas de bases com espessuras irregulares, em especial na abóbada 
palatina. 
 
Caso as partes possam ser perfeitamente coladas com um adesivo à base de cianoacrilato, a resina que 
contém o traço de fratura pode ser alternadamente trocada até que a fratura desapareça. 
 
Dentes soltos ou quebrados 
 
A substituição de dentes quebrados ou a reposição de dentes soltos é uma conduta relativamente simples e 
pode ser feita com resina acrílica autopolimerizável em apenas uma consulta clínica. 
 
Reembasamento com troca de toda a base da prótese total 
 
Segundo Telles (2011), o rebordo residual está constantemente sofrendo alterações na sua topografia e 
morfologia. 
A reabsorção óssea ocorre mais rapidamente nos primeiros 6 meses após a exodontia e tende a estabilizar 
sua progressão, em nível mais baixo, mas constante, após 12 meses. 
 
Devido a isso, todos os pacientes reabilitados com próteses mucossuportada devem ser examinados 
anualmente para a verificação dos níveis de reabsorção óssea e eventual falta de adaptação da base da 
prótese com a mucosa, que deverá ser corrigida. 
 
Indicações 
 
➢ Próteses totais imediatas, de 3 a 6 meses após instalação. 
➢ Próteses mal adaptadas em razão de reabsorção do rebordo residual e com os padrões oclusal e 
estético aceitáveis. 
➢ Corrigir eventuais problemas de distorções na polimerização, e consequente desadaptação, da 
resina acrílica da base de uma prótese nova. 
➢ Próteses que serão utilizadas como guias para o planejamento e a instalação de implantes 
osteointegráveis. 
 
Para realizar o reembasamento com troca de toda a base da prótese total, deve-se usar a própria prótese 
como moldeira individual e, refazendo a moldagem funcional, permitir ao técnico que substitua a base da 
prótese, mantendo os dentes artificiais. 
 
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Isso é feito incluindo a prótese diretamente na mufla com silicone, o que permite sua remoção após a 
abertura da mufla e a troca de praticamente toda a base velha da prótese 
 
Um detalhe importante é a necessidade de remoção e reenceramento da região do palato, para evitar que 
essa região fique excessivamente grossa. 
 
Além disso, deve-se ter um cuidado especial para se evitar o aumento de peso da prótese e a invasão do 
espaço existente entre o dorso da língua e o palato, com a mandíbula em repouso, chamado de espaço de 
Donders, o que geraria um desconforto ao paciente no momento de utilização da prótese. 
 
 
 PRÓTESE TOTAL IMEDIATA 
 
 
 
A Prótese total imediata é indicada quando há necessidade de extração dos dentes remanescentes. 
 
 Possui diversas vantagens anatômicas, funcionais e estéticas, sendo elas: 
 
Vantagens anatômicas: 
 
✓ Impede a perda de Dimensão Vertical de Oclusão (DVO). 
✓ Minimiza alterações na Articulação Temporomandibular (ATM). 
✓ Evita o espraiamento lingual. 
✓ Impede o colapso labial e aprofundamento das bochechas. 
 
Vantagens funcionais: 
 
✓ Permite os músculos afetados a seguirem suas posições normais; 
✓ Reduz a maior parte dos transtornos e reajustes fonéticos com a perda dos dentes; 
✓ Facilita a mastigação reduzindo ajustes dietéticos e digestivos; 
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Vantagens estéticas: 
 
✓ Impede o colapso facial evitando arqueamento da linha de selamento dos lábios e comissura, 
condição que dá aspecto de envelhecimento e tristeza. 
✓ Com frequência, melhora o aspecto estético do paciente. 
 
Vantagens psicológicas: 
 
✓ Elimina a humilhação que os pacientes sofrem ao se apresentarem sem dentes. 
✓ Permite manter o equilíbrio emocional, facilitando a continuidade de vida de relação. 
✓ Facilita a decisão de sacrificar dentes naturais quando necessário. 
✓ Reduz os eventuais transtornos pelos quais o paciente passa para se acostumar com o uso de uma 
PT, evitando a condição de uma fase de adaptação de edentado sem prótese total para usuário de 
prótese total. 
 
Existem contraindicações para o uso de próteses totais imediatas: 
 
➢ Pacientes que não podem passar por intervenção cirúrgica; 
➢ Periodontopatias; 
➢ Alterações patológicas que requerem uma grande remoção de tecido; 
➢ Quando não há ampla cooperação e certeza do paciente acerca do tratamento. 
➢ Quando o profissional não está apto a realizar o tratamento. 
 
 
Um ponto importante da confecção de próteses imediatas é que deve ser confeccionado um guia cirúrgico 
para auxílio no momento da cirurgia. Esse guia cirúrgico é uma réplica transparente da base da prótese, em 
geral feito de resina acrílica. O guia cirúrgico é o melhor material para controlar os procedimentos cirúrgicos 
promovendo a integração entre esses e os procedimentos protéticos. 
 
No momento da cirurgia, o profissional deve assentar o guia cirúrgico no rebordo e observar a presença de 
áreas isquêmicas. Geralmente essas áreas serão removidas, às custas de tecidos moles, até não formar novas 
áreas isquêmicas. 
 
Na maioria dos casos é interessante fazer o reembasamento logo após a cirurgia para melhorar a 
adaptação da prótese no rebordo remanescente. Para isso, o ideal é utilizar de um material resiliente e 
manter um controle de degradação desse no meio bucal. 
 
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Quando não houver disponibilidade do material resiliente, indica-se pasta zincoeugenólica ou cimento 
cirúrgico, para um reembasamento imediato. A resina acrílica autopolimerizável não é contraindicada, mas 
pode ser dificilmente administrada pois a mucosa estará sensível e mais suscetível a sofrer traumatismos. 
 
 
 
 
Cuidados após a instalação da prótese imediata: 
 
✓ Não remover a prótese nas primeiras 24 horas, com o intuito de limitar o edema basal que poderia 
impedir o reposicionamento da prótese total. 
✓ Após esse período, a prótese total deverá ser removida pelo cirurgião-dentista e o paciente deverá 
fazer bochecho com uma solução de clorexidina 0,12%. 
✓ Nos primeiros 30 dias após a instalação da prótese, o material condicionador da base deverá ser 
trocado com pelo menos 15 dias. 
✓ 4 a 6 semanas após, já terá ocorrido cicatrização total dos sítios cirúrgicos e deverá ser feita a troca 
do material resiliente por resina acrílica autopolimerizável, realizando reembasamento direto na 
boca em oclusão. 
✓ De 3 a 6 meses, deve ser realizada a troca da base da PT imediata, aumentando a vida útil e 
transformando-a numa prótese total convencional. 
 
 
Observe a seguir a sequência clínica de confecção da prótese total imediata: 
 
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Observe que na prótese total imediata, a moldagem funcional é opcional, pois os dentes naturais ainda 
estarão presentes e serão realizados procedimentos reembasadores futuramente para melhora do 
assentamento da prótese. 
 
Em alguns casos, a presença dos incisivos centrais permite estabelecer referências de inclinação axial, 
altura incisal, linha média e, eventualmente, suporte labial.Cardoso
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Existem alternativas de tratamento para estas condições desfavoráveis, tais como cirurgia para aumento de 
rebordo ou aprofundamento do sulco vestibular, cujos resultados nem sempre são os esperados. Por outro 
lado, a utilização de implantes osteointegráveis como ferramenta para solucionar os problemas funcionais 
das PTs tem proporcionado excelentes resultados para os pacientes. 
 
 
 
 
É de fundamental importância a realização de um planejamento correto e minucioso para a reabilitação de 
um paciente edentado. No planejamento de uma reabilitação protética, é essencial que seja estabelecida 
uma sequência lógica de condutas clínicas que serão executadas desde o início do tratamento para reverter 
as situações desfavoráveis preexistentes, até a conclusão da prótese. 
 
 
 
 
A instalação dos implantes deve atender a necessidades ditadas pela restauração, portanto, se a anatomia 
não permite o posicionamento ideal dos implantes, o plano de tratamento deve ser modificado. Assim, 
como o resultado restaurador desejado orienta os procedimentos cirúrgicos, a comunicação entre o cirurgião 
e o protesista é um aspecto crítico no controle do caso. 
 
 
A sequência lógica consiste no plano de tratamento, que pode ser resumido em: história médica e dentária, 
exame clínico, exames de imagem e análise dos modelos de estudo. Observe o esquema: 
 
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No tratamento reabilitador protético, o cirurgião-dentista deve seguir um plano de tratamento elaborado 
dentro de um conceito multidisciplinar compartilhando a execução desse plano com outros profissionais 
quando necessário, para que não seja culpado de um eventual fracasso da prótese. 
 
 
 
 
➢ Quais seriam, então, as limitações para a instalação de implantes osteointegráveis para reter 
próteses totais removíveis? 
 
A chave de uma boa indicação protética consiste em reconhecer e pesar as necessidades e as possibilidades 
do paciente com os tipos de próteses que, por critérios técnicos, a ele podem ser oferecidos. A reposição 
protética de dentes é sempre necessária para aqueles que perderam todos os dentes naturais. pode-se 
assumir que, sempre que possível, deve-se indicar a colocação de implantes osteointegráveis no 
tratamento dos edentados para melhorar o desempenho mecânico das PTs, evitando-se as próteses 
estritamente mucossuportadas. 
 
 
A indicação de próteses sobre implantes osteointegráveis pode esbarrar em limitações financeiras, 
psicológicas, anatômicas e cirúrgicas. 
 
Sequência lógica
História médica e 
dentária
Exame clínico
Exames de 
imagem
Análise dos 
modelos de 
estudo
Plano de 
tratamento
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Veremos a seguir as particularidades de cada uma delas: 
Limitações financeiras 
O aumento do número de procedimentos clínicos (cirúrgicos e protéticos), além do custo dos implantes e 
dos componentes protéticos, tende a aumentar o custo final de uma prótese sobre implantes. Esse fator 
tende a ser restritivo para a indicação desse tipo de prótese para um número significativo de pacientes. 
 
Limitações psicológicas 
A maioria dos indivíduos edentados se habitua à utilização de PTs convencionais, embora estas próteses não 
apresentem as mesmas características de conforto e eficiência mastigatória dos dentes naturais. Dentre os 
pacientes edentados, um pequeno número deles não se habitua ao uso das próteses totais, o que tende a 
aumentar as estatísticas dos indivíduos que não ficam satisfeitos com os tratamentos executados. 
 
 
 
Esse grupo é o que provavelmente demonstrará mais desejo ou vontade de utilizar uma PT com o auxílio 
de implantes para melhorar sua função, constituindo-se no tipo de paciente que melhor aceitará se 
submeter às complexidades do tratamento que a prótese total sobre implantes exige. 
 
Limitações na indicação de próteses totais sobre implantes
Limitações financeiras
Limitações psicológicas
Limitações anatômicas
Limitações cirúrgicas
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Entretanto, algumas pessoas tem resistência em se submeterem aos procedimentos cirúrgicos, por medo 
do desconforto que os mesmos possam acarretar, sem que se possa garantir um índice de sucesso de 100% 
o no tratamento. 
 
 
Limitações anatômicas 
Para que se obtenha o sucesso esperado na reabilitação, é imprescindível o conhecimento tanto da 
anatomia básica dos ossos maxilares, como da dinâmica das modificações que ocorrem com esses ossos 
no decorrer do tempo. 
 
O osso alveolar, após a perda de uma raiz dentária, sofre reabsorção devido à falta de estímulos gerados 
pelos ligamentos periodontais. 
 
Na fase de planejamento, deve-se sempre levar em consideração as limitações anatômicas do caso tanto 
para a região de mandíbula quanto para maxila. Vejamos: 
 
 
 
 
Mandíbula 
 
✓ As limitações são anatômicas são contornáveis, pois na região pré-mentoniana em geral não são 
encontradas estruturas anatômicas que possam restringir significativamente a instalação dos 
implantes. 
 
✓ O padrão de reabsorção óssea da mandíbula é predominantemente vertical, o que permite, em 
geral, a colocação de implantes com diâmetros adequados e bem posicionados para reter uma 
sobredentadura e, eventualmente, até uma prótese fixa. 
 
 
Maxila 
 
✓ Na maxila, mesmo sendo a região anterior a eleita para a colocação dos implantes para reter uma PT, 
os fatores limitantes aparecem com mais frequência. 
 
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✓ A reabsorção do rebordo anterior superior no sentido horizontal é praticamente o dobro da que se 
observa no sentido vertical, o que pode causar a formação de uma região estreita entre as corticais 
vestibulares e palatinas, restringindo a colocação de implantes. 
 
✓ Outro fator limitante é a distância entre a cortical alveolar e a base da cavidade nasal, que pode 
estar reduzida em pacientes com áreas de reabsorções severas. 
 
 
 
 
 
 
Mandíbula Maxila 
 
Não há estruturas anatômicas na região pré-
mentoniana que possam restringir a instalação 
dos implantes. 
 
Os fatores limitantes aparecem com mais 
frequência 
 
Padrão de reabsorção óssea no sentido vertical, o 
que permite colocação de implantes com diâmetro 
adequado e bem posicionados 
Reabsorção do rebordo anterior superior no 
sentido horizontal é praticamente o dobro da que 
se observa no sentido vertical, restringindo a 
colocação de implantes 
 A distância entre a cortical alveolar e a base da 
cavidade nasal pode estar reduzida 
 
 
Diante disso, o tratamento com implantes na maxila tende a ser mais complexo e, em função disto, o 
profissional deve pesar a relação custo /benefício desse tratamento. Os possíveis resultados e 
complicações devem ser conhecidos pelo profissional e discutidos com o paciente antes do início do 
tratamento. 
 
Limitações cirúrgicas 
A indicação para um paciente ser submetido à instalação de implantes pode ser restringida por condições 
como: 
 
➢ Discrasias sanguíneas; 
➢ Uso continuado de medicamentos 
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Moldagem anatômica
Moldagem funcional 
(opcional)
Confecção dos planos de 
orientação
Ajustes de referência
Montagem em ASA
Montagem parcial dos 
dentes e prova
Remoção dos dentes do modelo e 
término da montagem dos dentes 
artficiais
Enceramento e acrilização da 
prótese
Obtenção do guia cirúrgico
Exodontias
Reembasamento da prótese na 
boca
Controle posterior
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 (CSM/Prótese Dentária - 2024) Segundo Telles (2011), a prótese total imediata pode proporcionar aos 
pacientes uma série de vantagens. Assim, assinale a opção que apresenta corretamente uma vantagem 
funcional. 
a) Impedir a perda imediata da dimensão vertical de oclusão. 
b) Reduzir a maior parte dos transtornos e reajustes fonéticos com as perdas dos dentes. 
c) Impedir o colapso labial e o afundamento das bochechas. 
d) Melhorar o aspecto estético do paciente. 
e) Minimizar as alterações na articulação temporomandibular. 
Comentários: 
O livro do professor Daniel Telles aborda as vantagens anatômicas, funcionais, psicológicas e estéticas das 
próteses totais imediatas. A questão se baseou completamente nessa série de vantagens e exigia do 
candidato saber quais dos itens se referia a uma vantagem FUNCIONAL. Vejamos as alternativas: 
A alternativa A está incorreta, pois impedir a perda da dimensão vertical de oclusão (DVO) consiste em uma 
vantagem ANATÔMICA da PT imediata. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Reduzir a maior parte dos transtornos e reajustes 
fonéticos com as perdas dos dentes consiste em uma vantagem funcional, pois permite que logo após a 
cirurgia, o paciente não fique sem os dentes, o que poderia gerar desajustes fonéticos e um período maior 
de adaptação. 
A alternativa C está incorreta. Impedir o colapso facial e o afundamento das bochechas é uma vantagem 
anatômica. 
A alternativa D está incorreta, pois melhorar o aspecto estético, como a própria alternativa já diz, é uma 
vantagem estética. 
A alternativa E está incorreta. Minimizar as alterações na ATM é uma vantagem anatômica. 
 
 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Chegamos ao fim da nossa aula de Prótese Total para as forças armadas! 
 
Como vocês perceberam, o assunto é um pouco extenso, mas tranquilo. Recomendo que grife os pontos 
mais importantes e que resolva as questões. 
 
Caso tenha qualquer dúvida, estarei disponível no fórum de dúvidas! 
 
Espero que tenha gostado do nosso PDF! 
 
Abraços e até a próxima! 
 
Raquel Cardoso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
1. TELLES, D.M. Prótese Total - Convencional e Sobre Implantes. Edição: 1a. Livraria Santos Editora, 2009. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (CSM/Prótese Dentária - 2024) Os dentes de estoque devem ser presos às bases de prova, 
preferencialmente com cera apropriada para a montagem de dentes. Segundo Telles (2011), a cera de 
montagem deve 
a) ser bastante rígida à temperatura ambiente, mas quando aquecida deve ficar flexível e pegajosa, 
podendo inclusive ser alongada, mantendo-se com essas características tempo suficiente para o 
posicionamento correto do dente sem que sofra fratura. 
b) ser bastante flexível à temperatura ambiente, mas quando aquecida deve ficar mais flexível e pegajosa, 
não permitindo ser alongada e mantendo-se com essas características tempo suficiente para o 
posicionamento correto do dente sem que sofra fratura. 
c) ser bastante rígida à temperatura ambiente, mas quando aquecida deve ficar flexível, mas não 
pegajosa, mantendo-se com flexibilidade tempo suficiente para o posicionamento correto do dente até o 
momento de ajuste oclusal. 
d) apresentar um resfriamento rápido e com pouca contração, o que facilita o posicionamento dos dentes 
durante a montagem, permitindo pequenas rotações e inclinações, enquanto a cera encontra-se ainda em 
estado pegajoso. 
e) apresentar um resfriamento lento e com pouca contração, o que facilita o posicionamento dos dentes 
durante a montagem e durante o ajuste oclusal, permitindo pequenas rotações e inclinações, enquanto 
a cera encontra-se ainda em estado pegajoso. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A alternativa traz todas as caraterísticas necessárias 
e ideais da cera indicada para a montagem de dentes artificiais. A escolha da cera inadequada, 
frequentemente, faz com que os dentes se soltem ou saiam de posição durante os procedimentos de prova 
estética. 
A alternativa B está incorreta. À temperatura ambiente, a cera deve ser rígida e deve permitir ser alongada 
quando aquecida. 
A alternativa C está incorreta. A cera deve ficar flexível E PEGAJOSA quando aquecida. Essas características 
devem se manter por tempo suficiente para o posicionamento correto dos dentes artificiais, sem que sofra 
fratura. A cera deve manter o dente preso à base de prova e conservá-lo assim. 
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A alternativa D está incorreta. Não é desejável que a cera possua um resfriamento rápido, mas sim manter 
essa característica por tempo suficiente para o correto posicionamento dos dentes. Além disso, a contração 
não é uma característica presente na cera. 
A alternativa E está incorreta. O resfriamento lento também não é indicado. O ideal é que a cera se 
mantenha flexível e pegajosa por tempo suficiente para o posicionamento dos dentes artificiais. 
2. (ESFCEX/Prótese Dentária/2024) Considere as seguintes informações. Material à base de resinas 
termoplásticas, que pode ser especialmente útil para moldar rebordos edentados inferiores severamente 
reabsorvidos. Esse material consegue afastar bem a musculatura inserida no rebordo, entretanto 
comprime e deforma mais os tecidos. É contraindicado quando há áreas retentivas no rebordo residual, 
devido à rigidez dele no momento de sua remoção da boca do paciente, e também não deve ser usado em 
casos de rebordos flácidos, pois, por ser muito denso, altera a posição dos tecidos durante a moldagem. 
O texto refere-se: 
 a) à godiva 
b) ao hidrocoloide reversível 
c) ao hidrocoloide irreversível 
d) às mercaptanas 
e) à silicona de condensação. 
Comentários: 
O conceito trazido no texto se refere à godiva, que é um material à base de resina termoplásticas, que pode 
é muito utilizada para moldar rebordos edentados inferiores severamente reabsorvidos. Logo, a alternativa 
correta é a letra A. 
A alternativa B está incorreta, pois o hidrocoloide reversível não possui as características abordadas pela 
questão. 
A alternativa C está incorreta, pois o hidrocoloide irreversível (alginato) não possui as características 
abordadas pela questão. 
A alternativa D está incorreta, pois o hidrocoloide reversível não possui as características abordadas pela 
questão. 
A alternativa E está incorreta, pois o hidrocoloide reversível não possui as características abordadas pela 
questão. 
 
 
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3. (CSM/Prótese Dentária - 2024) Segundo Telles (2011), a prótese total imediata pode proporcionar aos 
pacientes uma série de vantagens. Assim, assinale a opção que apresenta corretamente uma vantagem 
funcional. 
a) Impedir a perda imediata da dimensão vertical de oclusão. 
b) Reduzir a maior parte dos transtornos e reajustes fonéticos com as perdas dos dentes. 
c) Impedir o colapso labial e o afundamento das bochechas. 
d) Melhorar o aspecto estético do paciente. 
e) Minimizar as alterações na articulação temporomandibular. 
Comentários: 
O livro do professor Daniel Telles aborda as vantagens anatômicas, funcionais, psicológicas e estéticas das 
próteses totais imediatas. A questão se baseou completamente nessa série de vantagens e exigia do 
candidato saber quais dos itens se referia a uma vantagem FUNCIONAL. Vejamos as alternativas: 
A alternativa A está incorreta, pois impedir a perda da dimensão vertical de oclusão (DVO) consiste em uma 
vantagem ANATÔMICA da PT imediata. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Reduzir a maior parte dos transtornos e reajustes 
fonéticos com as perdas dos dentes consiste em uma vantagem funcional, pois permite que logo após a 
cirurgia, o paciente não fique sem os dentes, o que poderia gerar desajustes fonéticos e um período maior 
de adaptação. 
A alternativa C está incorreta. Impedir o colapso facial e o afundamento das bochechas é uma vantagem 
anatômica. 
A alternativa D está incorreta, pois melhorar o aspecto estético, como a própria alternativa já diz, é uma 
vantagem estética. 
A alternativa E está incorreta. Minimizar as alterações na ATM é uma vantagem anatômica. 
4. (ESFCEX/Prótese Dentária/2024) Após a moldagem funcional e previamente ao vazamento do gesso 
para obtenção do modelo, o molde deverá ser lavado em água corrente e, posteriormente, desinfetado. 
Uma substância que promove desinfecção de alto nível de moldes de pasta zincoenólica é: 
a) amônia quaternária. 
b) glutaraldeído. 
c) hipoclorito de sódio. 
 d) clorexidine. 
 e) álcool 70° 
Comentários: 
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A desinfecção dos moldes de pasta zincoenólica são feitos com glutaraldeído a 2%. Logo, o gabarito da 
questão é a alternativa B. 
A letra A está incorreta, pois amônia quaternária não é indicada para desinfecção de moldes de pasta 
zincoenólica. 
A letra C está incorreta, pois compostos clorados não podem ser utilizados para desinfecção de pasta 
zincoenólica. 
A letra D está incorreta, pois a clorexidina não é o material preconizado para desinfecção dos moldes de 
pasta zincoenólica. 
A letra E está incorreta, pois álcool 70% não é indicado para desinfecção dos moldes de pasta zincoenólica. 
5. (CSM/Prótese Dentária - 2024) Segundo Telles (2011), a respeito do planejamento das reabilitações 
protéticas nos pacientes edentados, assinale a opção INCORRETA. 
a) Extrema empatia pelo problema alheio e conhecimento pleno do alcance e das limitações das técnicas 
são pré-requisitos fundamentais para o profissional que se propõe a tratar indivíduos que perderam os 
dentes. 
b) A retenção e a estabilidade das próteses totais são influenciadas por muitos fatores, tais como a 
qualidade e a quantidade da saliva, a ação da musculatura e a oclusão. 
c) Nem sempre se conseguem as condições ideais de retenção e estabilidade devido a condições 
desfavoráveis, tais como anatomia do rebordo residual, problema de coordenação neuromuscular e 
intolerância ao uso da prótese por parte do paciente. 
d)A instalação dos implantes deve atender às necessidades ditadas pela anatomia do rebordo, portanto, 
se a anatomia não permite o posicionamento ideal dos implantes, o plano de tratamento deve ser 
mantido. 
e) A chave de uma boa indicação protética consiste em reconhecer e pesar as necessidades e as 
possibilidades do paciente com os tipos de próteses que, por critérios técnicos, a ele podem ser 
oferecidos. 
 
 
Comentários: 
 
A alternativa A está correta e não é o gabarito da questão. O profissional que trata dos indivíduos edentados 
devem ter empatia pelo problema alheio e conhecimento pleno do alcance e das limitações das técnicas de 
confecção das próteses. 
 
A alternativa B está correta e não é o gabarito da questão. A retenção e a estabilidade das próteses totais 
são influenciadas por muitos fatores, entre eles a qualidade e a quantidade de saliva, a ação da musculatura 
e a oclusão. 
 
A alternativa C está correta e não é gabarito da questão. Algumas condições desfavoráveis podem gerar 
problemas na retenção e estabilidade como anatomia do rebordo residual, problema de coordenação 
neuromuscular e intolerância ao uso da prótese. 
 
A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão, caso a anatomia do rebordo não permita o 
posicionamento ideal dos implantes, o plano de tratamento deverá ser alterado. 
 
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A alternativa E está correta e não é o gabarito da questão. as necessidades e as possibilidades do paciente 
devem ser reconhecidas e avaliadas a fim de resultarem em uma boa indicação protética. 
6. (CSM/ Prótese Dentária - 2024) Segundo Telles (2011), qual é o passo mais importante para a técnica de 
moldagem anatômica de um rebordo edentado‘? 
a) Selecionar adequadamente o material de moldagem. 
b) Utilizar cera periférica ao redor da moldeira de estoque. 
c) Lançar măo de uma seringa para alimentaçăo com sonda nasogźstrica para inserção do material de 
moldagem. 
d) Realizar segunda moldagem com alginato mais fluido sobre a primeira. 
e) Selecionar adequadamente a moldeira de estoque. 
 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. A seleção adequada do material de moldagem é um dos passos da técnica de 
moldagem, porém não é o passo mais importante. 
A alternativa B está incorreta. A utilização da cera periférica ao redor da moldeira de estoque é feita para 
individualizar a moldeira a fim de dar suporte ao material de moldagem. Consiste em um passo necessário, 
mas não o mais importante. 
A alternativa C está incorreta. A seringa de alimentação nasogástrica pode ser utilizada para inserção do 
material de moldagem em fundo de vestíbulo. É um passo auxiliar e que pode ser dispensado, não há 
obrigatoriedade da utilização. Logo, não é o passo mais importante da técnica. 
A alternativa D está incorreta, pois a realização de uma segunda moldagem com alginato mais fluído é 
necessária quando ocorrem falhas ou bolhas no molde, a fim de corrigi-lo. O ideal é que esse passo não seja 
necessário, logo não é o passo mais importante. 
A banca considerou como gabarito a letra E. Essa é a alternativa correta da questão. Conforme vimos, a 
seleção adequada da moldeira de estoque é a parte mais importante da técnica de moldagem anatômica, 
uma vez que permite o posicionamento correto da moldeira sobre o rebordo, sem deformar as inserções 
musculares. 
7. (ESFCEX/Prótese Dentária/2024) Em relação aos determinantes da oclusão em prótese total, assinale a 
alternativa correta. 
a) A relação cêntrica é uma relação maxilomandibular na qual os côndilos articulam a porção mais espessa e 
vascular de seus respectivos discos em uma posição superior e anterior contra a superfície da eminência 
articular. 
b) A dimensão vertical em prótese total é a distância referida entre os pontos cefalométricos násio e 
mentoniano. 
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c) A MIH consiste em uma posição reproduzível e deve ser a soluçãofinal para reorganizar a oclusão, 
principalmente quando um tratamento oclusal extenso e complexo é indicado, ou quando uma oclusão 
inteira deve ser reconstruída. 
d) A oclusão em relação cêntrica é definida como a oclusão dos dentes quando a mandíbula está em relação 
cêntrica. 
e) O espaço funcional livre (EFL) corresponde ao espaço intermaxilar quando a mandíbula se encontra na 
posição de máxima intercuspidação habitual (MIH). 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois a relação cêntrica é uma relação na qual os côndilos se articulam com a 
porção mais fina de seus respectivos discos, posicionados contra a vertente posterior da eminência articular 
em uma posição anterossuperior. 
A alternativa B está incorreta, pois a dimensão vertical é a relação espacial da maxila em relação à mandíbula 
no plano vertical. 
A alternativa C está incorreta, pois no caso de tratamentos extensos e complexos, a posição indicada - de 
referência - é a de Relação Cêntrica (RC). 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A oclusão cêntrica é a oclusão no momento em que 
a mandíbula está em RC. 
A alternativa E está incorreta, pois o EFL é o espaço resultante da diferença da Dimensão Vertical de Repouso 
(DVR) e Dimensão Vertical de Oclusão (DVO). 
8. (ESFCEX/Prótese Dentária/2024) O articulador deve ser ajustado antes da montagem dos modelos. As 
guias condilares devem estar ajustadas com o ângulo de lateralidade (Bennett) e com o ângulo de 
protusão, respectivamente, em 
a) 15° e 30° 
b) 10° e 35° 
c) 15° e 45° 
d) 30° e 15° 
e) 30° e 45° 
Comentários: 
O ângulo de lateralidade (Bennet) deve ser ajustado em 15°, enquanto o ângulo de protrusão (ângulo da guia 
condilar) deve ser ajustado em 30°. Logo, o gabarito da questão é a letra A. 
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A alternativa B está incorreta, pois os ângulos devem ser ajustados em 15° e 30°, respectivamente, e não 
em 10° e 35°. 
A alternativa C está incorreta, pois os ângulos devem ser ajustados em 15° e 30°, respectivamente, e não 
em 10° e 35°. 
A alternativa D está incorreta, pois os ângulos devem ser ajustados em 15° e 30°, respectivamente, e não 
em 10° e 35°. 
A alternativa E está incorreta, pois os ângulos devem ser ajustados em 15° e 30°, respectivamente, e não 
em 10° e 35°. 
9. (CADAR/Prótese Dentária/2023) Na confecção de uma Prótese Total Superior, os ajustes no plano de 
orientação superior obedecem, em sua maior parte, a parâmetros estéticos. O espaço existente entre a 
superfície vestibular do plano de orientação em cera e a mucosa interna da bochecha deve ser criado e 
visualizado quando o paciente sorrir, auxiliando na obtenção do efeito de gradação anteroposterior dos 
dentes a serem montados. O enunciado acima está se referindo ao: 
a) Suporte labial. 
b) Corredor Bucal. 
c) Espaço Funcional Livre. 
d) Restabelecimento da Dimensão Vertical de Oclusão 
Comentários: 
O conceito que o enunciado traz se refere ao corredor bucal, sendo esse o espaço existente entre a superfície 
vestibular do plano de orientação em cera e a mucosa interna da bochecha. Logo, a alternativa correta e 
gabarito da questão é a letra B. 
A alternativa A está incorreta, pois o suporte labial é o suporte da musculatura por meio da prótese dentária. 
A alternativa C está incorreta, pois o espaço funcional livre é o espaço obtido na diferença entre a DVR e a 
DVO. 
A alternativa D está incorreta, pois o conceito que o enunciado traz não tem relação com o restabelecimento 
da Dimensão Vertical de Oclusão. 
10. (CSM/Prótese Dentária/2023) De acordo com Telles (2011), a respeito da "Síndrome da Combinação", 
assinale a opção correta. 
 
a) A reabilitação de pacientes edentados na mandíbula e parcialmente dentados na maxila, portadores de 
extremidade livre posterior, é uma ocorrência comum. 
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b) Pode apresentar alterações características como reposicionamento espacial da maxila anterior e 
reabsorção óssea na porção anterior da mandíbula. 
c) As alterações características dessa síndrome sempre ocorrerão de forma simultânea. 
d)Pode apresentar alterações características como crescimento das tuberosidades maxilares e 
reposicionamento espacial da mandíbula anterior. 
e) A reabilitação de pacientes edentados tanto na maxila quanto na mandíbula, portadores de extremidade 
livre posterior, é uma ocorrência comum. 
 
Comentários: 
 
Vejamos cada uma das alternativas: 
 
A alternativa A está incorreta, pois trocou os conceitos. Na síndrome da combinação, o paciente é edentado 
na maxila e parcialmente dentado na mandíbula. 
A alternativa B está incorreta, pois mais uma vez trocou os conceitos. Na síndrome da combinação corre 
reposicionamento especial da MANDÍBULA anterior e reabsorção óssea na região anterior da MAXILA. 
A alternativa C está incorreta, pois as alterações dessa síndrome nem sempre ocorrerão de forma 
simultânea. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Algumas das características presentes na síndrome 
da combinação são o crescimento das tuberosidades maxilares e reposicionamento espacial da mandíbula 
anterior. 
 A alternativa E está incorreta. Como vimos, na síndrome da combinação, o paciente é edentado na maxila 
e parcialmente dentado na mandíbula. 
 
11. (CADAR/Prótese Dentária/2023) A escolha dos dentes artificiais posteriores para confecção de uma 
Prótese Total pode ser de suma importância nos casos em que o paciente apresenta pouca altura de 
rebordo alveolar. Com base na situação descrita acima, os dentes posteriores que oferecem melhor 
estabilidade das próteses totais removíveis, apresentam inclinação de: 
a) 33°. 
b) 20° 
c) 15° 
d) 0° 
 
Comentários: 
 
Essa questão exigia o conhecimento de que quanto maior a angulação das cúspides dos dentes artificiais 
posteriores, maior será a eficiência mastigatória desses, porém maior a instabilidade. Logo, os dentes que 
possuem maior estabilidade são os dentes não anatômicos, ou seja, os de 0°. Logo, a alternativa correta é 
a de letra D. 
 
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A alternativa A está incorreta, pois os dentes artificiais posteriores com angulação de 33° possuem maior 
eficiência mastigatória, porém são mais instáveis. 
A alternativa B está incorreta, pois os dentes semianatômicos (20°) possuem maior estabilidade quando 
comparados aos de 33°, mas não são os que oferecem a melhor estabilidade. 
A alternativa C está incorreta, pois não existe inclinação de 15° para dentes artificiais. 
12. (CSM/Cirurgião-Dentista - Área Prótese Dentária/2023) De acordo com Telles (2011), em relação ao 
espaço coronomaxilar, assinale a opção correta: 
a) A base da prótese total deve preencher parcialmente esse espaço, para que a estabilidade máxima da 
prótese total superior seja conseguida. 
b) É definido como a região do fundo de vestíbulo limitada, estando o paciente com a boca aberta, 
lateralmente pela tuberosidade da maxila e medialmente pelo processo coronóide da mandíbula. 
c) A base da prótese total não deve preencher esse espaço, para que não comprometa a estabilidade da 
prótese total. 
d) A base da prótese total deve preencher esse espaço por completo, para que a retenção máxima da prótese 
total superior seja conseguida. 
e) É definido como a região de fundo de vestíbulo limitada, estando o paciente com a boca aberta, 
lateralmente pelo processo coronóide da mandíbula e medialmente pela tuberosidade da maxila.Comentários: 
A alternativa A está incorreta, uma vez que a base da prótese deve preencher TOTALMENTE o espaço 
coronomaxilar. 
A alternativa B está incorreta, pois o espaço coronomaxilar é delimitado lateralmente pelo PROCESSO 
CORONÓIDE DA MANDÍBULA e medialmente pela TUBEROSIDADE DA MAXILA. Alternativa perigosa, 
inverteu as estruturas anatômicas. 
A alternativa C está incorreta. A base da prótese DEVE SIM ocupar esse espaço por completo. A estabilidade 
será comprometida caso ele não seja preenchido. 
 A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. O espaço coronomaxilar é a região do fundo de 
vestíbulo limitada, estando o paciente com a boca FECHADA, lateralmente pelo processo coronóide da 
mandíbula e medialmente pela tuberosidade da maxila. A base da prótese total deve preencher esse espaço 
por COMPLETO para que seja conseguida a retenção máxima da PT. 
A alternativa E está incorreta, pois o espaço coronomaxilar é limitado por essas estruturas, estando o 
paciente com a BOCA FECHADA. 
13. (CADAR/Prótese Dentária/2023) Associe as colunas relacionando os tipos de vantagem do uso da 
Prótese total imediata com seus respectivos objetivos. 
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Tipo de vantagem 
(1) Anatômica 
 (2) Funcional 
(3) Estética 
 Objetivo 
( ) Impede a perda imediata da DVO. 
( ) Impede o colapso facial. 
( ) Facilita a mastigação. 
A sequência correta dessa classificação é: 
a) (2); (3); (1). 
 b) (3); (1); (2). 
c) (1); (3); (2). 
d) (3); (2); (1). 
Comentários: 
Pessoal, para responder essa questão basta lembrar das vantagens da PT imediata amplamente cobradas 
em prova. Observe: 
Impedir a perda imediata da DVO é uma vantagem anatômica da PT imediata. 
Impedir o colapso facial é uma vantagem estética da PT imediata. 
Facilitar a mastigação é uma vantagem funcional da PT imediata. 
A sequência correta é 1,3,2. Logo o gabarito é a letra C. 
14. (CSM/Prótese Dentária/2023) De acordo com Telles (2011), a indicação de uma Prótese Total (PT) 
imediata possui diversas vantagens. Nesse contexto, assinale a opção INCORRETA. 
 
a) A PT imediata impede a perda imediata da DVO (Dimensão Vertical de Oclusão). 
b) A PT imediata facilita a mastigação, reduzindo os reajustes dietéticos e digestivos. 
c) A PT imediata, com frequência, permite melhorar o aspecto estético do paciente. 
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d) A PT imediata facilita a decisão de sacrificar os dentes naturais, quando necessário. 
 e) A PT imediata proporciona o espraiamento lingual. 
 
Comentários: 
Mais uma questão sobre a prótese total imediata, na qual o aluno deveria saber as vantagens características 
desse tipo de prótese. O examinador pede a alternativa incorreta. Vejamos cada uma das alternativas: 
A alternativa A está correta e não é o gabarito da questão. A PT imediata possui a vantagem anatômica de 
impedir a perda de DVO. 
A alternativa B está correta e não é o gabarito da questão. A PT imediata possui a vantagem funcional de 
facilitar a mastigação, reduzindo os ajustes dietéticos e digestivos. 
A alternativa C está correta e não é o gabarito da questão. A PT imediata possui a vantagem estética de 
melhorar o aspecto estético do paciente. 
A alternativa D está correta e não é o gabarito da questão. A PT imediata possui a vantagem psicológica de 
facilitar a decisão de sacrificar os dentes naturais, quando necessário. 
A alternativa E está incorreta e é o gabarito da questão, pois a PT imediata tem a vantagem anatômica de 
impedir o espraiamento lingual e não proporcionar, como a questão abordou. 
 
15. (CADAR/Prótese Dentária/2023) Após os ajustes dos planos de orientação em cera, estes devem ser 
montados em um articulador para reproduzir a relação estática e dinâmica da mandíbula com a maxila. 
Informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta 
a sequência correta. 
 
( ) Articuladores do tipo arcon semiajustáveis não devem ser utilizados, pois não simulam adequadamente 
os movimentos mandibulares. 
( ) Uma opção para montagem dos modelos de Prótese Total são os articuladores do tipo charneira. 
( ) O uso do arco facial para montagem do modelo superior na confecção de uma Prótese total é 
dispensável e pode ser utilizada uma mesa de montagem. 
( ) A mesa de montagem, que também recebe o nome de plano de Camper, possui uma inclinação de 
aproximadamente 15º com o ramo superior do articulador. 
 
a) (F); (F); (V); (V). 
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b) (F); (V); (F); (V). 
c) (V); (F); (V); (F). 
d) (V); (V); (F); (F). 
 
Comentários: 
Vamos analisar cada uma das alternativas: 
 
Articuladores do tipo arcon semiajustáveis não devem ser utilizados, pois não simulam adequadamente os 
movimentos mandibulares. A afirmativa está incorreta, pois tanto os articuladores semiajustáveis do tipo 
arcon e não-arcon simulam adequadamente os movimentos mandibulares. 
Uma opção para montagem dos modelos de Prótese Total são os articuladores do tipo charneira. A 
afirmativa está incorreta, pois os articuladores do tipo charneira não simulam adequadamente os 
movimentos mandibulares. 
O uso do arco facial para montagem do modelo superior na confecção de uma Prótese total é dispensável e 
pode ser utilizada uma mesa de montagem. A afirmativa está correta. O uso do arco facial é dispensável, 
pois pode ser utilizado o plano de Camper para montagem do arco superior. 
A mesa de montagem, que também recebe o nome de plano de Camper, possui uma inclinação de 
aproximadamente 15º com o ramo superior do articulador. A afirmativa está correta, pois o plano de 
Camper apresenta, de fato, uma inclinação de 15° com o ramo superior do articulador. 
A sequência correta é FFVV. Logo, o gabarito da questão é a alternativa A. 
 
16. (CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Telles (2009), é correto afirmar que a desinfecção de moldes 
de alginato, previamente ao vazamento, pode ser obtida borrifando-se sobre estes: 
a) triclosan 
b) álcool 70% 
c) digluconato de clorexidina a 2% 
d) solução de hipoclorito de sódio a 1%. 
 
Comentários: 
Como vimos, a desinfecção dos moldes de alginato devem ser realizadas por meio da aspersão de hipoclorito 
de sódio a 1%. Logo, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
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A alternativa A está incorreta, pois o triclosan não é indicado para desinfecção de moldes de alginato. 
A alternativa B está incorreta, pois o álcool 70% não é indicado para a desinfecção do molde de alginato. 
A alternativa C está incorreta, pois a clorexidina a 2% não é o agente indicado para desinfecção de moldes 
de alginato. 
 
17. (CADAR/Prótese Dentária/2022) Telles (2009) mostra que a reabilitação de pacientes edentados na 
maxila e parcialmente dentados na mandíbula, portadores de extremidade livre posterior, que fazem uso 
ou não de uma Prótese Parcial Removível (PPR), é uma ocorrência comum. Estima-se que esses pacientes 
representam cerca de 26% dos pacientes reabilitados com prótese total maxilar. Desse percentual, 24% 
apresentam alterações específicas, as quais Kelly denominou “síndrome da combinação”. Segundo o 
autor, a sequência que apresenta corretamente as alterações que compõem essa síndromeestá indicada 
em: 
a) perda de suporte ósseo sob a base da prótese parcial removível / reposicionamento espacial da mandíbula 
anterior / reabsorção óssea na porção anterior da maxila / hiperplasia inflamatória na região do palato duro 
e fundo de vestíbulo / crescimento das tuberosidades maxilares e alterações periodontais. 
b) perda de suporte ósseo sob a base da prótese total removível / reposicionamento espacial da mandíbula 
anterior / reabsorção óssea na porção posterior da maxila / hiperplasia inflamatória na região do palato duro 
e mucosa alveolar / crescimento das tuberosidades mandibulares e alterações dentárias. 
c) perda de suporte ósseo sob a base da prótese parcial removível / reposicionamento espacial da mandíbula 
posterior / reabsorção óssea na porção posterior da maxila / hiperplasia inflamatória na região do palato 
duro e mucosa alveolar / crescimento das tuberosidades maxilares e alterações periodontais. 
d) perda de suporte ósseo sob a base da prótese parcial removível / reposicionamento espacial da mandíbula 
anterior / reabsorção óssea na porção anterior da maxila / hiperplasia inflamatória na região do palato mole 
e fundo de vestíbulo / crescimento das tuberosidades mandibulares e alterações inflamatórias. 
 
Comentários: 
Na síndrome da combinação ocorrem algumas alterações importantes que precisam ser memorizadas, sendo 
elas: perda de suporte ósseo sob a base da prótese parcial removível, reposicionamento anterior da 
mandíbula anterior, reabsorção óssea na porção anterior da maxila, hiperplasia inflamatória na região do 
palato duro e fundo de vestíbulo e o crescimento das tuberosidades maxilares. Além disso, ocorrem 
também alterações periodontais. Logo, a alternativa correta e gabarito da questão é a alternativa A. 
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18. (CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Teles et al. (2009), além de possuir um conhecimento 
profundo das características biotipológicas que determinam a estética e as relações intermaxilares, o 
profissional necessita de um meio adequado para registrá-las e transferi-las ao arranjo dos dentes artificias 
das futuras próteses. O melhor meio para isso é com o uso de planos de orientação, feitos com cera, 
ancorados em bases de prova. Sobre os planos de orientação, é correto afirmar que: 
a) o superior deve ter uma posição centralizada em relação ao rebordo residual sobre a base de prova. 
b) devem ser confeccionados em cera periférica fundida em um conformador, o que resulta em planos de 
cera mais resistentes. 
c) podem ser confeccionados com lâminas de cera plastificadas e dobradas sobre si. É um método mais fácil 
e mais resistente que a técnica de cera fundida. 
d) o inferior deve ser aquecido e remodelado de acordo com o formato do rebordo e colocado com sua face 
superior paralela ao mesmo, respeitando a altura distal de 2/3 da papila piriforme. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois o plano de cera superior deve ter uma posição à frente do rebordo 
residual, cera de 12mm da papila incisiva. 
A alternativa B está incorreta, pois podem ser confeccionados em cera 9 fundida em um conformador. 
A alternativa C está incorreta, pois os planos podem sim ser confeccionados com lâminas de cera 7 
plastificadas e dobradas entre si, mas isso resulta em planos de cera com menos resistência. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois traz os conceitos corretos de como deve ser 
confeccionado o plano de orientação inferior. 
 
19. (CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Telles (2009), a manutenção da estabilidade das próteses e 
a preservação das estruturas que as sustentam dependem de algumas características de oclusão das 
próteses totais removíveis. Não corresponde a uma característica de uma oclusão ideal em prótese total 
a/os: 
 a) estabilidade em RC 
 b) dentes com cúspides baixas 
c) oclusão mutuamente protegida: desoclusão em guia anterior 
d) dentes posicionados de acordo com o formato do rebordo remanescente. 
Comentários: 
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A alternativa A está correta, mas não é o gabarito da questão. A estabilidade em RC é uma das 
características da oclusão ideal em PT. 
A alternativa B está correta, mas não é o gabarito da questão. Os dentes com cúspides baixas são uma das 
características da oclusão ideal em PT, pois permite maior estabilidade. 
A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão. A desoclusão em guia anterior poderia gerar 
instabilidades na prótese, sendo o padrão desejado a oclusão balanceada bilateral. 
A alternativa D está correta, mas não é o gabarito da questão. Dentes posicionados de acordo com o 
formato do rebordo remanescente é algo desejável e uma das características da PT com oclusão ideal. 
 
20. (EsFCEx/Prótese Dentária/2021) Na execução da prótese total, para que o dentista tenha uma visão 
clara das condições da área basal onde pretende trabalhar, no que tange às inserções musculares, 
tamanho e forma dos rebordos alveolares residuais, graus de retenção ósseas, assim como presença de 
tórus, é utilizada a confecção de modelos por meio da moldagem: 
a) preliminar ou anatômica 
b) de trabalho e funcional 
c) de estudo ou anatômica 
d) preliminar ou funcional 
e) preliminar ou de trabalho 
Comentários: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A moldagem anatômica ou preliminar é a 
moldagem inicial realizada com alginato e vazada com gesso do tipo III. Nessa moldagem será feita toda 
avaliação inicial do rebordo, o dentista terá uma visão da área chapeável, bem como de inserções 
musculares, presença de exostoses, retenção óssea, tamanho e forma do rebordo entre outros. 
 
A alternativa B está incorreta. A moldagem funcional ou de trabalho será realizada para se obter uma visão 
DETALHADA da área chapeável, com delimitações musculares. É a moldagem responsável por promover 
íntimo contato entre a fibromucosa e a base da prótese. 
A alternativa C está incorreta, pois não é correto o termo moldagem de estudo e sim moldagem preliminar 
ou anatômica. A partir dessa moldagem, será obtido o MODELO DE ESTUDO. 
A alternativa D está incorreta. O termo correto é moldagem preliminar ou anatômica, conforme os 
objetivos do enunciado. 
A alternativa E está incorreta e segue o mesmo erro da alternativa anterior na utilização dos termos. O 
termo correto é moldagem preliminar ou anatômica, conforme os objetivos do enunciado. 
 
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21. (CSM/Prótese Dentária/2021) Segundo Telles (2011), sobre montagem de dentes em prótese total, 
coloque (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas abaixo e assinale a opção correta. 
 
( ) O rebordo inferior determina o posicionamento vestibulolingual dos dentes superiores e estes 
determinam o posicionamento mesiodistal dos dentes inferiores, no que diz respeito à determinação do 
corredor bucal. 
( ) Para destacar a presença dos incisivos centrais, os incisivos laterais devem ser girados para distal, 
mostrando suas faces mesiais. 
( ) Nos casos de relação Classe III esquelética, em um indivíduo considerado prognata de perfil côncavo, 
melhor relação dos dentes anteriores superiores e inferiores será a posição de topo a topo, com ausência 
de contato em oclusão cêntrica, para preservar os rebordos. 
( ) Por aumentarem a eficiência mastigatória, os segundos molares devem ser sempre colocados na 
montagem de próteses totais. 
( ) Todo esforço deve serfeito para harmonizar o arranjo dos dentes artificiais com o formato do rebordo 
alveolar residual. A arcada triangular tem como característica uma curva continua entre os dentes 
anteriores e posteriores. 
 
a) (V) (F) (V) (F) (F) 
b) (V) V (F) (F) (F) (F) 
c)(F)(F)(V)(V)(V) 
d) (F)(V)(V)(F) (V) 
e) (F) (F) (V) (F) (F) 
 
Comentários: 
 
Vamos analisar cada uma das afirmações: 
 
O rebordo inferior determina o posicionamento vestibulolingual dos dentes superiores e estes 
determinam o posicionamento mesiodistal dos dentes inferiores, no que diz respeito à determinação do 
corredor bucal. – A afirmativa está correta, o rebordo inferior determina o posicionamento vestibulolingual 
dos dentes superiores, enquanto esses determinam o posicionamento mesiodistal dos inferiores no 
momento da montagem dos dentes. 
 
Para destacar a presença dos incisivos centrais, os incisivos laterais devem ser girados para distal, 
mostrando suas faces mesiais. – A afirmativa está incorreta, pois o examinador colocou distal ao invés de 
mesial. Segundo Telles (2011), os incisivos laterais podem contribuir para enfatizar ou suavizar a presença 
dos centrais. Quando são girados para MESIAL, permitem mais destaque para os centrais. Já quando são 
girados para distal, mostrando suas faces mesiais, suavizam a presença do central, podendo eventualmente 
ser posicionados à frente desses. 
 
Nos casos de relação Classe III esquelética, em um indivíduo considerado prognata de perfil côncavo, 
melhor relação dos dentes anteriores superiores e inferiores será a posição de topo a topo, com ausência 
de contato em oclusão cêntrica, para preservar os rebordos. – A afirmativa está correta, em um paciente 
de perfil côncavo, classe III esquelética, a posição adequada será a de topo a topo. 
 
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Por aumentarem a eficiência mastigatória, os segundos molares devem ser sempre colocados na 
montagem de próteses totais. – A afirmativa está incorreta, como vimos a colocação dos segundos molares 
só será possível caso ocorra a existência de espaço adequado e de seu posicionamento em relação à base, o 
qual é influenciado pelo padrão oclusal. Caso gere instabilidade, esse dente não será colocado. 
 
Todo esforço deve ser feito para harmonizar o arranjo dos dentes artificiais com o formato do rebordo 
alveolar residual. A arcada triangular tem como característica uma curva continua entre os dentes 
anteriores e posteriores. – A afirmativa está incorreta, pois traz características da arcada ovoide e não da 
triangular. 
 
Logo, a ordem das alternativas é VFVFF. A alternativa correta e gabarito da questão é a alternativa A. 
 
22. (CSM/Prótese Dentária/2021) A moldagem funcional é uma etapa importante na confecção de 
próteses totais, e manobras clínicas devem ser realizadas para obtenção de uma moldagem adequada. De 
acordo com Telles (2011), qual músculo influencia a estabilidade da região lateral à papila piriforme e qual 
manobra clínica deve ser utilizada para garantir sua correta moldagem? 
 
a) Pterigoideo Medial - abertura e fechamento da boca. 
b) Bucinador - abertura e fechamento da boca. 
c) Milo-hioideo - projeção externa da língua. 
d)Masseter - abertura e fechamento da boca. 
e) Pterigoideo Medial - recorte da moldeira na região envolvida. 
 
Comentários: 
 
O músculo que influencia a estabilidade da região lateral à papila piriforme é o masseter. A manobra clínica 
utilizada para garantir a correta moldagem é pedir que o paciente faça abertura e fechamento da boca no 
momento da moldagem. Logo, a alternativa correta e gabarito da questão é a de letra D. 
 
A alternativa A está incorreta, pois o músculo não é o pterigoideo medial e sim o masseter. 
A alternativa B está incorreta, pois o músculo não é o milo-hioideo e sim o masseter. 
A alternativa C está incorreta, pois o músculo não é o milo-hioideo e sim o masseter. E a manobra é a 
abertura e fechamento. 
A alternativa E está incorreta, pois o músculo não é o pterigoideo medial e sim o masseter. A manobra é 
abertura e fechamento e não o recorte da moldeira na região envolvida. 
 
23. (CSM/Prótese Dentária/2021) Segundo Telles (2011), que dispositivo possibilita ao profissional 
prescindir do uso do arco facial para montar o plano de referência superior de uma prótese total no 
articular semiajustável? 
 a) Compasso de Willis 
b) Plano de Camper 
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c) Arco gótico. 
d)Jig de Lucia. 
e) Mesa incisal. 
Comentários: 
O dispositivo que possibilita ao profissional prescindir do arco facial para a montagem do plano de referência 
superior de uma PT é o plano de camper. Logo, a alternativa correta e gabarito da questão é a letra B. 
 
24.(ESFCEX/Prótese Dentária/2021) Dentre os diversos tipos de moldeiras, a moldeira que é feita 
especialmente para o paciente, a partir do modelo preliminar obtido da primeira moldagem, é conhecida 
como moldeira: 
 a) preliminar 
b) padrão 
c) individual 
d) primária 
e) de estoque. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois não existe moldeira preliminar. 
A alternativa B está incorreta, pois não existe o conceito de moldeira padrão. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. A moldeira individual, obtida a partir da moldagem 
anatômica, permite que essa seja confeccionada de acordo com as características individuais de cada 
paciente. 
A alternativa D está incorreta, pois não existe o conceito de moldeira primária. 
A alternativa E está incorreta, pois a moldeira de estoque é utilizada na moldagem anatômica, sendo um 
modelo de moldeira padrão, não individualizado. 
25.(ESFCEX/Prótese Dentária/2021) O método de Willis (compasso de Willis), para obter a distância 
vertical de oclusão, preconiza que a distância entre a: 
a) borda inferior dos olhos e a comissura dos lábios é igual à distância entre a base do nariz e a região de 
fissura mentoniana. 
b) borda inferior dos olhos e a asa do nariz é igual à distância entre a base do nariz e a região de fissura 
mentoniana. 
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c) borda inferior dos olhos e a comissura dos lábios é igual à distância entre a asa do nariz e o rebordo inferior 
da mandíbula. 
d) comissura dos olhos e a comissura dos lábios é igual à distância entre a base do nariz e o rebordo inferior 
da mandíbula. 
e) borda superior dos olhos e a asa do nariz é igual à distância entre a asa do nariz e a região de fissura 
mentoniana. 
Comentários: 
Segundo o método de Willis, a distância do canto externo do olho até a comissura labial é igual à distância 
do ponto subnasal ao gnátio. Logo, a alternativa correta é a letra D. 
A alternativa A está incorreta, pois traz a distância entre base do nariz e fissura mentoniana. 
A alternativa B está incorreta, pois traz a distância entre borda inferior dos olhos e a asa do nariz igual à 
distância entre a base do nariz e a região de fissura mentoniana como sendo correta. 
A alternativa C está incorreta, pois traz a distância entre borda inferior dos olhos e a comissura dos lábios, 
sendo igual à distância entre a asa do nariz e o rebordo inferior da mandíbula. 
A alternativa D está incorreta, pois traz a distância entre borda superior dos olhos e a asa do nariz sendo 
igual à distância entre a asa do nariz e a região de fissura mentoniana. 
26. (CSM/Oficial Dentista - Protesista/ 2018) Sobre a moldagem em Prótese Total, assinale a opção correta 
de acordo com Telles (2009): 
a) A retenção daprótese fica prejudicada quando aparece na sua base um engrossamento na borda da região 
do espaço coronomaxilar, resultante de uma moldagem funcional mal conduzida. 
b) Em um molde adequado da mandíbula feito com alginato, podem ser observados até, no máximo, quatro 
detalhes anatômicos relevantes: chanfradura do masseter, papila piriforme, linha oblíqua interna e linha 
oblíqua externa. 
c) A desinfecção de moldes com alginato, previamente ao vazamento do gesso, deve ser feita com imersão 
em solução com hipoclorito de sódio a 1% por 15 minutos. 
d) Para delimitação dinâmica ou funcional da base da prótese total superior, a maxila pode ser, 
didaticamente, dividida em quatro regiões: fundo de vestíbulo bucal, fundo de vestíbulo labial, freio labial e 
término posterior. 
e) Eventualmente, os moldes de alginato apresentam bolhas ou pequenas falhas, que poderão ser corrigidas 
com uma segunda moldagem, utilizando-se um alginato com cerca de 50% a mais de água. 
Comentários: 
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A alternativa A está incorreta, uma vez que a retenção da prótese fica MAXIMIZADA quando aparece na sua 
base um engrossamento da borda nessa região, confirmando que a moldagem funcional foi BEM 
CONDUZIDA. 
A alternativa B está incorreta, pois em um molde adequado da mandíbula podem ser observados SEIS 
detalhes anatômicos relevantes: chanfradura do masseter, papila piriforme, linha oblíqua interna, linha 
oblíqua externa, flangeado da glândula sublingual e apófise geni. 
A alternativa C está incorreta, pois o vazamento do molde com alginato não pode ser realizado por IMERSÃO, 
devido a hidrofilia do material, sendo indicada a aspersão de hipoclorito a 1% e armazenamento em 
recipiente fechado com papel embebido no desinfetante por 10 minutos. 
A alternativa D está incorreta pois, nesse contexto, a maxila é dividida em CINCO regiões: fundo de vestíbulo 
bucal, labial, freio labial, término posterior e ESPAÇO CORONOMAXILAR. 
A alternativa correta é a letra E. Moldes de alginato podem apresentar bolhas e falhas, que poderão sim ser 
corrigidas com uma segunda moldagem com 50% a mais de água. Lembrando que o alginato deverá cobrir 
toda a primeira camada de material e não apenas a região defeituosa. 
 
27. (CSM/Cirurgião-Dentista - Área Prótese Dentária/2018) De acordo com Telles (2009), na maxila há uma 
região complexa chamada de zona de postdamming, de vedamento ou selamento posterior. O melhor 
procedimento para moldagem dessa região consiste no estabelecimento do limite posterior da moldeira 
e realização de compressão seletiva dessa área, que corresponde à transição entre palato duro e palato 
mole, com material de moldagem adequado. Considerando a classificação de House a respeito do ângulo 
formado entre palato duro e palato mole, correlacione as classes às suas características e assinale a opção 
que apresenta a sequência correta. 
Classes 
1. Classe I - palato mole horizontal 
2. Classe II - palato mole que forma um ângulo de 135° com o palato duro 
3. Classe III - palato mole que forma um ângulo de 110° com o palato duro 
Características 
( ) Associado a uma concavidade palatina alta, é o tipo de palato menos favorável, pois o término da 
prótese fica a menos de 1mm da junção palato duro e mole, não havendo um bom vedamento posterior. 
( ) Disponibiliza uma área de compressão suficientemente extensa, para se conseguir um bom vedamento 
posterior e assim uma prótese mais retentiva. 
( ) Término da prótese fica de 2 a 5mm da junção dos palatos duro e mole, sendo possível conseguir um 
vedamento posterior efetivo na maioria dos casos. 
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a) (2),(1),(3) 
b)(3),(1),(2) 
c) (3),(2),(1) 
d)(2),(3),(1) 
e)(1),(2),(3) 
Comentários: 
A alternativa correta é a alternativa B. Relembre a classificação de House: 
➢ Classe I - indica um palato mole horizontal, com a porção distal mais próxima da parede posterior da 
faringe e, por isso, apresentando pouca atividade muscular. Geralmente associado a uma 
concavidade palatina mais rasa, é o tipo de palato mais favorável, pois o término da prótese fica 
localizado a mais de 5mm da junção dos palatos duro e mole, disponibilizando uma área de 
compressão suficientemente extensa para se conseguir um vedamento posterior muito efetivo e uma 
prótese potencialmente mais retentiva 
➢ Classe II - indica um palato mole que forma um ângulo com o palato duro de aproximadamente 
135°, com a porção distal equidistante das paredes anterior e posterior da faringe. O término da 
prótese fica localizado de 2 a 5 mm da junção dos palatos duro e mole, disponibilizando ainda uma 
área de compressão razoavelmente extensa para se conseguir um vedamento posterior efetivo na 
maioria dos casos. 
➢ Classe III - indica um palato mole que forma um ângulo com o palato duro de aproximadamente 
110° com a porção distal mais próxima da parede anterior da faringe e, por isso, exige grande 
elevação da musculatura para obliterar a comunicação da orofaringe com a nasofaringe. Associado a 
uma concavidade palatina alta, é o tipo de palato menos favorável, pois o término da prótese fica a 
menos de 1mm da junção dos palatos duro e mole, não havendo área de compressão 
suficientemente extensa para se conseguir um bom vedamento posterior. 
28. (CSM/Marinha/2017) Segundo Telles (2009), com relação à moldagem funcional de um rebordo 
edentado para confecção de próteses totais, é INCORRETO afirmar que: 
a) A moldeira individual deve ser construída o mais adaptada possível sobre o modelo anatômico. 
b) A moldeira individual deve possuir cabos que funcionem como instrumentos que permitam aferir o 
grau de retenção e estabilidade que se obtém durante a moldagem. 
c) Deve-se manter o contorno original da moldeira individual no término posterior, pois nessa região, a 
moldagem é exclusivamente compressiva e não extensiva. 
d) A moldeira individual em resina acrílica autopolimerizável deve ser utilizada 24 horas após sua 
confecção. 
e) Uma extensão da moldeira individual deve ser realizada em formato convexo na porção vestibular da 
papila piriforme. 
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Comentários: 
A alternativa A está correta. A moldeira individual deve ser construída o mais adaptada possível sobre o 
modelo anatômico. 
A alternativa B está correta. Os cabos da moldeira devem ser construídos corretamente, permitindo que 
afiram o grau de retenção e estabilidade. 
A alternativa C está correta. A moldagem na região do término posterior é compressiva para permitir 
melhor vedação dessa região. 
A alternativa D está correta. Devido à contração da resina acrílica, é indicado utilizar a moldeira apenas 24 
horas após a confecção dessa. 
A alternativa E está incorreta e é o gabarito da questão. A moldeira individual deve cobrir por inteiro a 
papila piriforme e não somente a porção vestibular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
1. (CSM/Prótese Dentária - 2024) Os dentes de estoque devem ser presos às bases de prova, 
preferencialmente com cera apropriada para a montagem de dentes. Segundo Telles (2011), a cera de 
montagem deve 
a) ser bastante rígida à temperatura ambiente, mas quando aquecida deve ficar flexível e pegajosa, 
podendo inclusive ser alongada,mantendo-se com essas características tempo suficiente para o 
posicionamento correto do dente sem que sofra fratura. 
b) ser bastante flexível à temperatura ambiente, mas quando aquecida deve ficar mais flexível e pegajosa, 
não permitindo ser alongada e mantendo-se com essas características tempo suficiente para o 
posicionamento correto do dente sem que sofra fratura. 
c) ser bastante rígida à temperatura ambiente, mas quando aquecida deve ficar flexível, mas não 
pegajosa, mantendo-se com flexibilidade tempo suficiente para o posicionamento correto do dente até o 
momento de ajuste oclusal. 
d) apresentar um resfriamento rápido e com pouca contração, o que facilita o posicionamento dos dentes 
durante a montagem, permitindo pequenas rotações e inclinações, enquanto a cera encontra-se ainda em 
estado pegajoso. 
e) apresentar um resfriamento lento e com pouca contração, o que facilita o posicionamento dos dentes 
durante a montagem e durante o ajuste oclusal, permitindo pequenas rotações e inclinações, enquanto 
a cera encontra-se ainda em estado pegajoso. 
2. (ESFCEX/Prótese Dentária/2024) Considere as seguintes informações. Material à base de resinas 
termoplásticas, que pode ser especialmente útil para moldar rebordos edentados inferiores severamente 
reabsorvidos. Esse material consegue afastar bem a musculatura inserida no rebordo, entretanto 
comprime e deforma mais os tecidos. É contraindicado quando há áreas retentivas no rebordo residual, 
devido à rigidez dele no momento de sua remoção da boca do paciente, e também não deve ser usado em 
casos de rebordos flácidos, pois, por ser muito denso, altera a posição dos tecidos durante a moldagem. 
O texto refere-se: 
 a) à godiva 
b) ao hidrocoloide reversível 
c) ao hidrocoloide irreversível 
d) às mercaptanas 
e) à silicona de condensação. 
3. (CSM/Prótese Dentária - 2024) Segundo Telles (2011), a prótese total imediata pode proporcionar aos 
pacientes uma série de vantagens. Assim, assinale a opção que apresenta corretamente uma vantagem 
funcional. 
a) Impedir a perda imediata da dimensão vertical de oclusão. 
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b) Reduzir a maior parte dos transtornos e reajustes fonéticos com as perdas dos dentes. 
c) Impedir o colapso labial e o afundamento das bochechas. 
d) Melhorar o aspecto estético do paciente. 
e) Minimizar as alterações na articulação temporomandibular. 
4. (ESFCEX/Prótese Dentária/2024) Após a moldagem funcional e previamente ao vazamento do gesso 
para obtenção do modelo, o molde deverá ser lavado em água corrente e, posteriormente, desinfetado. 
Uma substância que promove desinfecção de alto nível de moldes de pasta zincoenólica é: 
a) amônia quaternária. 
b) glutaraldeído. 
c) hipoclorito de sódio. 
 d) clorexidine. 
 e) álcool 70° 
5. (CSM/Prótese Dentária - 2024) Segundo Telles (2011), a respeito do planejamento das reabilitações 
protéticas nos pacientes edentados, assinale a opção INCORRETA. 
a) Extrema empatia pelo problema alheio e conhecimento pleno do alcance e das limitações das técnicas 
são pré-requisitos fundamentais para o profissional que se propõe a tratar indivíduos que perderam os 
dentes. 
b) A retenção e a estabilidade das próteses totais são influenciadas por muitos fatores, tais como a 
qualidade e a quantidade da saliva, a ação da musculatura e a oclusão. 
c) Nem sempre se conseguem as condições ideais de retenção e estabilidade devido a condições 
desfavoráveis, tais como anatomia do rebordo residual, problema de coordenação neuromuscular e 
intolerância ao uso da prótese por parte do paciente. 
d)A instalação dos implantes deve atender às necessidades ditadas pela anatomia do rebordo, portanto, 
se a anatomia não permite o posicionamento ideal dos implantes, o plano de tratamento deve ser 
mantido. 
e) A chave de uma boa indicação protética consiste em reconhecer e pesar as necessidades e as 
possibilidades do paciente com os tipos de próteses que, por critérios técnicos, a ele podem ser 
oferecidos. 
 
6. (CSM/ Prótese Dentária - 2024) Segundo Telles (2011), qual é o passo mais importante para a técnica de 
moldagem anatômica de um rebordo edentado‘? 
a) Selecionar adequadamente o material de moldagem. 
b) Utilizar cera periférica ao redor da moldeira de estoque. 
c) Lançar măo de uma seringa para alimentaçăo com sonda nasogźstrica para inserção do material de 
moldagem. 
d) Realizar segunda moldagem com alginato mais fluido sobre a primeira. 
e) Selecionar adequadamente a moldeira de estoque. 
 
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7. (ESFCEX/Prótese Dentária/2024) Em relação aos determinantes da oclusão em prótese total, assinale a 
alternativa correta. 
a) A relação cêntrica é uma relação maxilomandibular na qual os côndilos articulam a porção mais espessa e 
vascular de seus respectivos discos em uma posição superior e anterior contra a superfície da eminência 
articular. 
b) A dimensão vertical em prótese total é a distância referida entre os pontos cefalométricos násio e 
mentoniano. 
c) A MIH consiste em uma posição reproduzível e deve ser a solução final para reorganizar a oclusão, 
principalmente quando um tratamento oclusal extenso e complexo é indicado, ou quando uma oclusão 
inteira deve ser reconstruída. 
d) A oclusão em relação cêntrica é definida como a oclusão dos dentes quando a mandíbula está em relação 
cêntrica. 
e) O espaço funcional livre (EFL) corresponde ao espaço intermaxilar quando a mandíbula se encontra na 
8. (ESFCEX/Prótese Dentária/2024) O articulador deve ser ajustado antes da montagem dos modelos. As 
guias condilares devem estar ajustadas com o ângulo de lateralidade (Bennett) e com o ângulo de 
protusão, respectivamente, em 
a) 15° e 30° 
b) 10° e 35° 
c) 15° e 45° 
d) 30° e 15° 
e) 30° e 45° 
9. (CADAR/Prótese Dentária/2023) Na confecção de uma Prótese Total Superior, os ajustes no plano de 
orientação superior obedecem, em sua maior parte, a parâmetros estéticos. O espaço existente entre a 
superfície vestibular do plano de orientação em cera e a mucosa interna da bochecha deve ser criado e 
visualizado quando o paciente sorrir, auxiliando na obtenção do efeito de gradação anteroposterior dos 
dentes a serem montados. O enunciado acima está se referindo ao: 
a) Suporte labial. 
b) Corredor Bucal. 
c) Espaço Funcional Livre. 
d) Restabelecimento da Dimensão Vertical de Oclusão 
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Comentários: 
10. (CSM/Prótese Dentária/2023) De acordo com Telles (2011), a respeito da "Síndrome da Combinação", 
assinale a opção correta. 
 
a) A reabilitação de pacientes edentados na mandíbula e parcialmente dentados na maxila, portadores de 
extremidade livre posterior, é uma ocorrência comum. 
b) Pode apresentar alterações características como reposicionamento espacial da maxila anterior e 
reabsorção óssea na porção anterior da mandíbula. 
c) As alterações características dessa síndrome sempre ocorrerão de forma simultânea. 
d)Pode apresentar alterações características como crescimento das tuberosidades maxilares e 
reposicionamento espacial da mandíbula anterior. 
e) A reabilitação de pacientes edentados tanto na maxila quanto na mandíbula, portadores de extremidade 
livre posterior, é uma ocorrência comum. 
 
11. (CADAR/Prótese Dentária/2023) A escolha dos dentes artificiais posteriores para confecção de uma 
Prótese Total pode ser de suma importância nos casos em que o paciente apresenta pouca altura de 
rebordo alveolar.Com base na situação descrita acima, os dentes posteriores que oferecem melhor 
estabilidade das próteses totais removíveis, apresentam inclinação de: 
a) 33°. 
b) 20° 
c) 15° 
d) 0° 
12. (CSM/Cirurgião-Dentista - Área Prótese Dentária/2023) De acordo com Telles (2011), em relação ao 
espaço coronomaxilar, assinale a opção correta: 
a) A base da prótese total deve preencher parcialmente esse espaço, para que a estabilidade máxima da 
prótese total superior seja conseguida. 
b) É definido como a região do fundo de vestíbulo limitada, estando o paciente com a boca aberta, 
lateralmente pela tuberosidade da maxila e medialmente pelo processo coronóide da mandíbula. 
c) A base da prótese total não deve preencher esse espaço, para que não comprometa a estabilidade da 
prótese total. 
d) A base da prótese total deve preencher esse espaço por completo, para que a retenção máxima da prótese 
total superior seja conseguida. 
e) É definido como a região de fundo de vestíbulo limitada, estando o paciente com a boca aberta, 
lateralmente pelo processo coronóide da mandíbula e medialmente pela tuberosidade da maxila. 
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13. (CADAR/Prótese Dentária/2023) Associe as colunas relacionando os tipos de vantagem do uso da 
Prótese total imediata com seus respectivos objetivos. 
Tipo de vantagem 
(1) Anatômica 
 (2) Funcional 
(3) Estética 
 Objetivo 
( ) Impede a perda imediata da DVO. 
( ) Impede o colapso facial. 
( ) Facilita a mastigação. 
A sequência correta dessa classificação é: 
a) (2); (3); (1). 
 b) (3); (1); (2). 
c) (1); (3); (2). 
d) (3); (2); (1). 
14. (CSM/Prótese Dentária/2023) De acordo com Telles (2011), a indicação de uma Prótese Total (PT) 
imediata possui diversas vantagens. Nesse contexto, assinale a opção INCORRETA. 
 
a) A PT imediata impede a perda imediata da DVO (Dimensão Vertical de Oclusão). 
b) A PT imediata facilita a mastigação, reduzindo os reajustes dietéticos e digestivos. 
c) A PT imediata, com frequência, permite melhorar o aspecto estético do paciente. 
d) A PT imediata facilita a decisão de sacrificar os dentes naturais, quando necessário. 
 e) A PT imediata proporciona o espraiamento lingual. 
 
15. (CADAR/Prótese Dentária/2023) Após os ajustes dos planos de orientação em cera, estes devem ser 
montados em um articulador para reproduzir a relação estática e dinâmica da mandíbula com a maxila. 
Informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta 
a sequência correta. 
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( ) Articuladores do tipo arcon semiajustáveis não devem ser utilizados, pois não simulam adequadamente 
os movimentos mandibulares. 
( ) Uma opção para montagem dos modelos de Prótese Total são os articuladores do tipo charneira. 
( ) O uso do arco facial para montagem do modelo superior na confecção de uma Prótese total é 
dispensável e pode ser utilizada uma mesa de montagem. 
( ) A mesa de montagem, que também recebe o nome de plano de Camper, possui uma inclinação de 
aproximadamente 15º com o ramo superior do articulador. 
 
a) (F); (F); (V); (V). 
b) (F); (V); (F); (V). 
c) (V); (F); (V); (F). 
d) (V); (V); (F); (F). 
 
16. (CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Telles (2009), é correto afirmar que a desinfecção de moldes 
de alginato, previamente ao vazamento, pode ser obtida borrifando-se sobre estes: 
a) triclosan 
b) álcool 70% 
c) digluconato de clorexidina a 2% 
d) solução de hipoclorito de sódio a 1%. 
 
17. (CADAR/Prótese Dentária/2022) Telles (2009) mostra que a reabilitação de pacientes edentados na 
maxila e parcialmente dentados na mandíbula, portadores de extremidade livre posterior, que fazem uso 
ou não de uma Prótese Parcial Removível (PPR), é uma ocorrência comum. Estima-se que esses pacientes 
representam cerca de 26% dos pacientes reabilitados com prótese total maxilar. Desse percentual, 24% 
apresentam alterações específicas, as quais Kelly denominou “síndrome da combinação”. Segundo o 
autor, a sequência que apresenta corretamente as alterações que compõem essa síndrome está indicada 
em: 
a) perda de suporte ósseo sob a base da prótese parcial removível / reposicionamento espacial da mandíbula 
anterior / reabsorção óssea na porção anterior da maxila / hiperplasia inflamatória na região do palato duro 
e fundo de vestíbulo / crescimento das tuberosidades maxilares e alterações periodontais. 
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b) perda de suporte ósseo sob a base da prótese total removível / reposicionamento espacial da mandíbula 
anterior / reabsorção óssea na porção posterior da maxila / hiperplasia inflamatória na região do palato duro 
e mucosa alveolar / crescimento das tuberosidades mandibulares e alterações dentárias. 
c) perda de suporte ósseo sob a base da prótese parcial removível / reposicionamento espacial da mandíbula 
posterior / reabsorção óssea na porção posterior da maxila / hiperplasia inflamatória na região do palato 
duro e mucosa alveolar / crescimento das tuberosidades maxilares e alterações periodontais. 
d) perda de suporte ósseo sob a base da prótese parcial removível / reposicionamento espacial da mandíbula 
anterior / reabsorção óssea na porção anterior da maxila / hiperplasia inflamatória na região do palato mole 
e fundo de vestíbulo / crescimento das tuberosidades mandibulares e alterações inflamatórias. 
 
18. (CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Teles et al. (2009), além de possuir um conhecimento 
profundo das características biotipológicas que determinam a estética e as relações intermaxilares, o 
profissional necessita de um meio adequado para registrá-las e transferi-las ao arranjo dos dentes artificias 
das futuras próteses. O melhor meio para isso é com o uso de planos de orientação, feitos com cera, 
ancorados em bases de prova. Sobre os planos de orientação, é correto afirmar que: 
a) o superior deve ter uma posição centralizada em relação ao rebordo residual sobre a base de prova. 
b) devem ser confeccionados em cera periférica fundida em um conformador, o que resulta em planos de 
cera mais resistentes. 
c) podem ser confeccionados com lâminas de cera plastificadas e dobradas sobre si. É um método mais fácil 
e mais resistente que a técnica de cera fundida. 
d) o inferior deve ser aquecido e remodelado de acordo com o formato do rebordo e colocado com sua face 
superior paralela ao mesmo, respeitando a altura distal de 2/3 da papila piriforme. 
 
19. (CADAR/Prótese Dentária/2022) Segundo Telles (2009), a manutenção da estabilidade das próteses e 
a preservação das estruturas que as sustentam dependem de algumas características de oclusão das 
próteses totais removíveis. Não corresponde a uma característica de uma oclusão ideal em prótese total 
a/os: 
 a) estabilidade em RC 
 b) dentes com cúspides baixas 
c) oclusão mutuamente protegida: desoclusão em guia anterior 
d) dentes posicionados de acordo com o formato do rebordo remanescente. 
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20. (EsFCEx/Prótese Dentária/2021) Na execução da prótese total, para que o dentista tenha uma visão 
clara das condições da área basal onde pretende trabalhar, no que tange às inserções musculares, 
tamanho e forma dos rebordosalveolares residuais, graus de retenção ósseas, assim como presença de 
tórus, é utilizada a confecção de modelos por meio da moldagem: 
a) preliminar ou anatômica 
b) de trabalho e funcional 
c) de estudo ou anatômica 
d) preliminar ou funcional 
e) preliminar ou de trabalho 
 
21. (CSM/Prótese Dentária/2021) Segundo Telles (2011), sobre montagem de dentes em prótese total, 
coloque (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas abaixo e assinale a opção correta. 
 
( ) O rebordo inferior determina o posicionamento vestibulolingual dos dentes superiores e estes 
determinam o posicionamento mesiodistal dos dentes inferiores, no que diz respeito à determinação do 
corredor bucal. 
( ) Para destacar a presença dos incisivos centrais, os incisivos laterais devem ser girados para distal, 
mostrando suas faces mesiais. 
( ) Nos casos de relação Classe III esquelética, em um indivíduo considerado prognata de perfil côncavo, 
melhor relação dos dentes anteriores superiores e inferiores será a posição de topo a topo, com ausência 
de contato em oclusão cêntrica, para preservar os rebordos. 
( ) Por aumentarem a eficiência mastigatória, os segundos molares devem ser sempre colocados na 
montagem de próteses totais. 
( ) Todo esforço deve ser feito para harmonizar o arranjo dos dentes artificiais com o formato do rebordo 
alveolar residual. A arcada triangular tem como característica uma curva continua entre os dentes 
anteriores e posteriores. 
 
a) (V) (F) (V) (F) (F) 
b) (V) V (F) (F) (F) (F) 
c)(F)(F)(V)(V)(V) 
d) (F)(V)(V)(F) (V) 
e) (F) (F) (V) (F) (F) 
 
22. (CSM/Prótese Dentária/2021) A moldagem funcional é uma etapa importante na confecção de 
próteses totais, e manobras clínicas devem ser realizadas para obtenção de uma moldagem adequada. De 
acordo com Telles (2011), qual músculo influencia a estabilidade da região lateral à papila piriforme e qual 
manobra clínica deve ser utilizada para garantir sua correta moldagem? 
 
a) Pterigoideo Medial - abertura e fechamento da boca. 
b) Bucinador - abertura e fechamento da boca. 
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c) Milo-hioideo - projeção externa da língua. 
d)Masseter - abertura e fechamento da boca. 
e) Pterigoideo Medial - recorte da moldeira na região envolvida. 
 
 
23. (CSM/Prótese Dentária/2021) Segundo Telles (2011), que dispositivo possibilita ao profissional 
prescindir do uso do arco facial para montar o plano de referência superior de uma prótese total no 
articular semiajustável? 
 a) Compasso de Willis 
b) Plano de Camper 
c) Arco gótico. 
d)Jig de Lucia. 
e) Mesa incisal. 
 
24.(ESFCEX/Prótese Dentária/2021) Dentre os diversos tipos de moldeiras, a moldeira que é feita 
especialmente para o paciente, a partir do modelo preliminar obtido da primeira moldagem, é conhecida 
como moldeira: 
 a) preliminar 
b) padrão 
c) individual 
d) primária 
e) de estoque. 
 
25.(ESFCEX/Prótese Dentária/2021) O método de Willis (compasso de Willis), para obter a distância 
vertical de oclusão, preconiza que a distância entre a: 
a) borda inferior dos olhos e a comissura dos lábios é igual à distância entre a base do nariz e a região de 
fissura mentoniana. 
b) borda inferior dos olhos e a asa do nariz é igual à distância entre a base do nariz e a região de fissura 
mentoniana. 
c) borda inferior dos olhos e a comissura dos lábios é igual à distância entre a asa do nariz e o rebordo inferior 
da mandíbula. 
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d) comissura dos olhos e a comissura dos lábios é igual à distância entre a base do nariz e o rebordo inferior 
da mandíbula. 
e) borda superior dos olhos e a asa do nariz é igual à distância entre a asa do nariz e a região de fissura 
mentoniana. 
 
26. (CSM/Oficial Dentista - Protesista/ 2018) Sobre a moldagem em Prótese Total, assinale a opção correta 
de acordo com Telles (2009): 
a) A retenção da prótese fica prejudicada quando aparece na sua base um engrossamento na borda da região 
do espaço coronomaxilar, resultante de uma moldagem funcional mal conduzida. 
b) Em um molde adequado da mandíbula feito com alginato, podem ser observados até, no máximo, quatro 
detalhes anatômicos relevantes: chanfradura do masseter, papila piriforme, linha oblíqua interna e linha 
oblíqua externa. 
c) A desinfecção de moldes com alginato, previamente ao vazamento do gesso, deve ser feita com imersão 
em solução com hipoclorito de sódio a 1% por 15 minutos. 
d) Para delimitação dinâmica ou funcional da base da prótese total superior, a maxila pode ser, 
didaticamente, dividida em quatro regiões: fundo de vestíbulo bucal, fundo de vestíbulo labial, freio labial e 
término posterior. 
e) Eventualmente, os moldes de alginato apresentam bolhas ou pequenas falhas, que poderão ser corrigidas 
com uma segunda moldagem, utilizando-se um alginato com cerca de 50% a mais de água. 
27. (CSM/Cirurgião-Dentista - Área Prótese Dentária/2018) De acordo com Telles (2009), na maxila há uma 
região complexa chamada de zona de postdamming, de vedamento ou selamento posterior. O melhor 
procedimento para moldagem dessa região consiste no estabelecimento do limite posterior da moldeira 
e realização de compressão seletiva dessa área, que corresponde à transição entre palato duro e palato 
mole, com material de moldagem adequado. Considerando a classificação de House a respeito do ângulo 
formado entre palato duro e palato mole, correlacione as classes às suas características e assinale a opção 
que apresenta a sequência correta. 
Classes 
1. Classe I - palato mole horizontal 
2. Classe II - palato mole que forma um ângulo de 135° com o palato duro 
3. Classe III - palato mole que forma um ângulo de 110° com o palato duro 
Características 
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( ) Associado a uma concavidade palatina alta, é o tipo de palato menos favorável, pois o término da 
prótese fica a menos de 1mm da junção palato duro e mole, não havendo um bom vedamento posterior. 
( ) Disponibiliza uma área de compressão suficientemente extensa, para se conseguir um bom vedamento 
posterior e assim uma prótese mais retentiva. 
( ) Término da prótese fica de 2 a 5mm da junção dos palatos duro e mole, sendo possível conseguir um 
vedamento posterior efetivo na maioria dos casos. 
a) (2),(1),(3) 
b)(3),(1),(2) 
c) (3),(2),(1) 
d)(2),(3),(1) 
e)(1),(2),(3) 
28. (CSM/Marinha/2017) Segundo Telles (2009), com relação à moldagem funcional de um rebordo 
edentado para confecção de próteses totais, é INCORRETO afirmar que: 
a) A moldeira individual deve ser construída o mais adaptada possível sobre o modelo anatômico. 
b) A moldeira individual deve possuir cabos que funcionem como instrumentos que permitam aferir o 
grau de retenção e estabilidade que se obtém durante a moldagem. 
c) Deve-se manter o contorno original da moldeira individual no término posterior, pois nessa região, a 
moldagem é exclusivamente compressiva e não extensiva. 
d) A moldeira individual em resina acrílica autopolimerizável deve ser utilizada 24 horas após sua 
confecção. 
e) Uma extensão da moldeira individual deve ser realizada em formato convexo na porção vestibular da 
papila piriforme. 
 
 
 
 
 
 
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GABARITO 
 
 
 
1.A 15.A 
2. A 16.D 
3.B 17.A 
4.B 18.D 
5.DEspecíficos - 2026 (Pós-Edital)
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➢ que inibam a coagulação sanguínea; 
➢ Uso abusivo de drogas, inclusive tabaco e álcool; 
➢ Doenças que afetem o poder de reparação tecidual, tais como diabetes, osteoporose e doenças 
cardiovasculares não controladas; 
➢ Durante tratamentos que alterem temporariamente o processo de reparo, como quimioterapia para 
o câncer e tratamento antimetabólico para artrite; 
➢ Após tratamentos com efeitos deletérios cumulativos, como a aplicação de radiação na região 
maxilomandibular ou administração sistêmica de bisfosfonatos. 
 
 
 
A osteonecrose induzida por bisfosfonato se refere a uma condição caracterizada pela exposição óssea na 
mandíbula ou maxila, persistindo por mais de 8 semanas em um paciente que utiliza, ou utilizou, 
bisfosfonatos sem história prévia de radioterapia. Os bisfosfonatos inibem a reabsorção óssea, 
interrompendo o mecanismo de remodelação e reduzindo os níveis séricos de cálcio. Esta alteração 
acomete preferencialmente os maxilares, originando-se no osso alveolar e estendendo-se ao osso basal, e 
ocorre espontaneamente após um procedimento cirúrgico invasivo, como exodontia, cirurgia periodontal, 
apicetomia ou instalação de um implante. 
 
 
Portanto, durante a anamnese, o cirurgião dentista deve ter atenção a pacientes com osteoporose, doença 
de Paget ou metástases ósseas, utilizando medicamentos por longos períodos, pois os efeitos dos 
bisfosfonatos são cumulativos e sua meia vida intravenosa pode alcançar dez anos ou mais. 
 
 
 
 
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(CSM/Prótese Dentária - 2024) Segundo Telles (2011), a respeito do planejamento das reabilitações 
protéticas nos pacientes edentados, assinale a opção INCORRETA. 
a) Extrema empatia pelo problema alheio e conhecimento pleno do alcance e das limitações das técnicas 
são pré-requisitos fundamentais para o profissional que se propõe a tratar indivíduos que perderam os 
dentes. 
b) A retenção e a estabilidade das próteses totais são influenciadas por muitos fatores, tais como a 
qualidade e a quantidade da saliva, a ação da musculatura e a oclusão. 
c) Nem sempre se conseguem as condições ideais de retenção e estabilidade devido a condições 
desfavoráveis, tais como anatomia do rebordo residual, problema de coordenação neuromuscular e 
intolerância ao uso da prótese por parte do paciente. 
d)A instalação dos implantes deve atender às necessidades ditadas pela anatomia do rebordo, portanto, 
se a anatomia não permite o posicionamento ideal dos implantes, o plano de tratamento deve ser 
mantido. 
e) A chave de uma boa indicação protética consiste em reconhecer e pesar as necessidades e as 
possibilidades do paciente com os tipos de próteses que, por critérios técnicos, a ele podem ser 
oferecidos. 
 
 
Comentários: 
 
A alternativa A está correta e não é o gabarito da questão. O profissional que trata dos indivíduos edentados 
devem ter empatia pelo problema alheio e conhecimento pleno do alcance e das limitações das técnicas de 
confecção das próteses. 
 
A alternativa B está correta e não é o gabarito da questão. A retenção e a estabilidade das próteses totais 
são influenciadas por muitos fatores, entre eles a qualidade e a quantidade de saliva, a ação da musculatura 
e a oclusão. 
 
A alternativa C está correta e não é gabarito da questão. Algumas condições desfavoráveis podem gerar 
problemas na retenção e estabilidade como anatomia do rebordo residual, problema de coordenação 
neuromuscular e intolerância ao uso da prótese. 
 
A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão, caso a anatomia do rebordo não permita o 
posicionamento ideal dos implantes, o plano de tratamento deverá ser alterado. 
 
A alternativa E está correta e não é o gabarito da questão. as necessidades e as possibilidades do paciente 
devem ser reconhecidas e avaliadas a fim de resultarem em uma boa indicação protética. 
 
 
 
(CSM/Prótese Dentária/2018) De acordo com Telles (2009), para que se obtenha o sucesso esperado na 
reabilitação, é imprescindível o conhecimento tanto da anatomia básica dos ossos maxilares como da 
dinâmica das modificações que ocorrem com esses ossos no decorrer do tempo. Sendo assim, assinale a 
afirmativa correta. 
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a) Podem existir limitações anatômicas para reabilitação do edêntulo total por meio de implantes 
osteointegráveis na mandíbula, pois na região pré-mentoniana são geralmente encontradas estruturas 
importantes que restringem a instalação dos dispositivos. 
b) Na região anterior da maxila, a distância entre a cortical alveolar e a base da cavidade nasal pode estar 
reduzida em pacientes com reabsorção severa, o que pode se constituir num fator anatômico limitante para 
reabilitação com implantes. 
c) O uso sistêmico continuo de bisfosfonatos altera o mecanismo de remodelação óssea, aumentando a 
reabsorção e, consequentemente, aumentando níveis séricos de cálcio. 
d) Na mandíbula, o padrão de reabsorção óssea é predominantemente horizontal, o que faz com que 
normalmente se tenha altura adequada para colocação de implantes. 
e) No segmento posterior da maxila, a reabsorção óssea horizontal é praticamente o dobro da vertical, o que 
pode ocasionar uma região estreita entre as corticais vestibulares e palatinas, restringindo a instalação de 
implantes. 
 
Comentários: 
 
A alternativa A está incorreta. Como vimos, na região mentoniana não são encontradas estruturas 
anatômicas que possam restringir significativamente a instalação dos implantes. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, na região anterior da maxila, de fato, a distância 
entre a cortical alveolar e a base da cavidade nasal pode estar reduzida em pacientes com reabsorção severa, 
o que pode se constituir num fator anatômico limitante para reabilitação com implantes. 
A alternativa C está incorreta, pois o uso sistêmico contínuo de bisfosfonatos reduz os níveis séricos de 
cálcio. 
A alternativa D está incorreta, pois o padrão de reabsorção óssea da mandíbula é VERTICAL. 
A alternativa E está incorreta, pois a reabsorção citada acontece no rebordo ANTERIOR da maxila e não no 
posterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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EXAME DO PACIENTE EDENTADO 
O exame é a coleta das informações que vão orientar na determinação do plano de tratamento. Um 
planejamento mais complexo tende a aumentar o número de etapas do plano de tratamento e, por 
conseguinte, o custo e o tempo necessários para a execução do mesmo. 
 
São usadas três estratégias para a coleta de dados: 
 
Questionamento sobre o estado de saúde do paciente 
Exames clínico intra e extraorais 
Exames complementares 
 
A anamnese consiste em um questionário, no qual será avaliado o estado geral de saúde do paciente por 
meio de perguntas. É importante estar atento à queixa principal do paciente, a qual revela o motivo que o 
levou a buscar o tratamento. Além dos aspectos relacionados à saúde, é muito importante a pesquisa de 
hábitos parafuncionais dos pacientes. Apertamento e bruxismo estão comumente associados a problemas 
prévios ao tratamento e que provavelmente vão se repetir após a reabilitação concluída. Logo, é 
fundamental saber se esses aspectos estão presentes. 
 
Como os dentes naturais não estão mais presentes, cujos aspectos poderiam revelar a presença prévia de 
hábitos parafuncionais, é necessário buscar essa informação através de questionamentos19.C 
6.E 20.A 
7.D 21.A 
8.A 22.D 
9.B 23.B 
10.D 24.C 
11.D 25.D 
12.D 26.E 
13.C 27.B 
14.E 28.E 
 
 
 
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RESUMO 
No exame clínico do paciente, devem ser obtidas informações acerca da presença de hábitos parafuncionais 
(apertamento e bruxismo) pois podem impactar na longevidade das próteses. 
São usadas três estratégias para a coleta de dados: 
 
Questionamento sobre o estado de saúde do paciente 
Exames clínico intra e extraorais 
Exames complementares 
 
 
Ainda nesse momento, é importante que o profissional se atente aos sinais da Síndrome de Kelly, que são: 
Perda de suporte ósseo da base da PPR 
Reposicionamento espacial da mandíbula anterior 
Reabsorção óssea na porção anterior da maxila 
Hiperplasia inflamatória na região de palato duro e fundo de vestíbulo 
Crescimento das tuberosidades maxilares 
Alterações periodontais 
 
 
 
A saliva é composta por dois tipos de secreção: serosa e mucosa. Veja a seguir as características de cada 
tipo de secreção: 
Patologias associadas às PTS
Reabsorção do rebordo residual
Candidíase eritematosa ou 
atrófica crônica
Hiperplasia fibrosa inflamatória
Epúlide fissurada
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Serosa Mucosa 
Fina e aquosa Mais viscosa 
Contem ptialina que consiste numa enzima para 
digestão dos amidos 
Responsável pela lubrificação dos tecidos intraorais 
 
Após a realização do exame clínico coletando, realização de cirurgias (caso seja necessário), será realizada a 
moldagem anatômica. 
 
✓ A moldagem anatômica é a primeira moldagem a ser realizada no paciente edentado, procedendo o 
minucioso exame clínico (anamnese + exame físico), exames complementares e a definição do plano 
de tratamento. Pode ser complementar ao planejamento quando há a necessidades cirúrgicas. 
 
✓ Materiais que podem ser usados na moldagem anatômica: alginato, godiva e silicone. 
 
✓ O material mais utilizado é o alginato. 
 
 
Materiais utilizados na moldagem anatômica
Alginato
Godiva
Silicone
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Os moldes anatômicos devem seguir os protocolos corretos de desinfecção, sendo eles: 
 
A moldagem funcional e também pode ser denominada moldagem secundária, segundo Turano et. al 
(2011), é realizada após a moldagem anatômica a partir do modelo funcional/de trabalho. É uma 
moldagem dinâmica que determina os limites da área chapeável de acordo com a fisiologia dos elementos 
anatômicos presentes. 
A moldagem funcional é dividida em duas etapas: moldagem do selado periférico e moldagem funcional 
propriamente dita. Essa divisão é cobrada em provas e são dois procedimentos distintos realizados em 
conjunto a fim de promover um íntimo contato entre a base da prótese e a fibromucosa. 
Alginato
Fácil manipulação
Menor deformação aos tecidos de revestimento do 
rebordo
Boa fidelidade de cópia
Alginato
Aspersão de Hipoclorito de sódio a 1%, mantendo o molde em 
recipiente hermético por 10 minutos.
Godiva
Lavagem com água e sabão e imersão em Glutaraldeído 2% por 30 
minutos, a cada moldagem.
Silicones
Aspersão de Hipoclorito de sódio a 1% ou imersão Glutaraldeído a 2% 
por 10 minutos.
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✓ A moldagem do selado periférico é realizada com godiva de baixa de fusão, enquanto a moldagem 
funcional propriamente dita é feita com pasta zincoeugenólica ou com materiais elastoméricos 
(silicone de adição, condensação, poliéter ou polissulfeto). 
 
 
Os materiais utilizados na desinfecção dos moldes funcionais são os apresentados no esquema abaixo: 
Moldagem 
funcional
Pasta 
zincoenólica
Poliéter Polissulfeto Silicone
Materiais 
utilizados 
MOLDAGEM FUNCIONAL
MOLDAGEM DO SELADO 
PERIFÉRICO
MOLDAGEM FUNCIONAL 
PROPRIAMENTE DITA
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Veja no esquema abaixo, um resumo de como funciona o procedimento de moldagem funcional: 
 
O próximo passo após a realização da moldagem funcional, é a realização das provas com os planos de 
orientação em cera feitos sobre uma base de resina acrílica, denominada base de prova. 
As bases de orientação em cera têm como objetivos estabelecer: 
✓ O nível do plano oclusal; 
✓ A forma do arco; 
✓ Os registros preliminares das relações maxilomandibulares (relações verticais das arcadas e 
distância interoclusal); 
✓ Distância vertical entre as arcadas; 
 
O plano de cera superior avaliará os seguintes parâmetros: suporte labial, altura incisal, linha do sorriso, 
corredor bucal e linha média. 
O plano de cera inferior irá registrar a Dimensão Vertical de Oclusão (DVO) e a posição de Relação Cêntrica 
(RC). 
Pasta Zincoenólica Imersão em Glutaraldeído a 2% por 10 minutos.
Polissulfeto Hipoclorito a 1% ou Glutaraldeído a 2%
Poliéter Asperção de Hipoclorito a 1% e armazenamento por 10 minutos.
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Observe no esquema abaixo, os métodos de determinação da Dimensão Vertical de Oclusão (DVO): 
 
Métodos de determinação da Dimensão Vertical de Oclusão 
Método de Willis 
Método fisiológico 
Método estético 
Método fonético 
 
Após determinação da Dimensão Vertical de Oclusão (DVO), será feito o registro dos planos de cera na 
posição de Relação Cêntrica. 
 
Observe o esquema abaixo que ilustra os métodos de obtenção da Relação Cêntrica (RC) em Prótese Total: 
 
 
 
✓ A montagem em articulador semiajustável (ASA) poderá ser feita usando o arco facial ou mesa de 
Camper. Em pacientes desdentados, o arco facial pode ser dispensado. 
 
Na montagem dos modelos em articulador, os valores médios recomendados para o ângulo da guia condilar 
(anteroposterior) são de 30° e para o ângulo de Bennet (lateralidade) são de 15°. 
 
Obtenção da Relação Cêntrica (RC)
Técnica bilateral de Dawson 
(manipulação)
Técnica de levantamento da língua 
(fisiológico)
Técnica de deglutição (fisiológico)
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✓ A seleção dos dentes artificiais levará em conta três critérios: tamanho, forma e cor. 
 
✓ Na montagem dos dentes artificais, o primeiro dente a ser montado é o incisivo central superior; 
 
 
A oclusão em prótese A oclusão em prótese total é a famosa oclusão balanceada bilateral, na qual durante 
os movimentos mandibulares, devem existir pelo menos, três pontos de contato entre os arcos superior e 
inferior, sendo dois posteriores, um de cada lado e um anterior. Esse conceito se baseia na existência de 
contatos simultâneos bilaterais, tanto em RC como nos movimentos excêntricos, de lateralidade e protrusão, 
dentro dos limites normais da função mandibular. Esse princípio evita deslocamentos indesejados da 
prótese total. 
 
✓ Na instalação da prótese total, a base da prótese deve ser inspecionada visualmente e por meio da 
sensação tátil para detectar irregularidadesou asperezas que possam traumatizar a mucosa. No 
momento da instalação deve-se observar a estética, a função da prótese (retenção e adaptação), 
realizar o teste fonético, ajuste de bordas e ajuste oclusal. 
 
A higienização das próteses totais pode ser feita de maneira mecânica, química ou associada. A higienização 
mecânica deverá ser feita com sabão neutro e escova. A higienização química poderá ser realizada com 
pastilhas efervescentes ou hipoclorito de sódio com concentração entre 2% e 3% diluído em água. 
 
 
 
Após a entrega da prótese total, podem ocorrer situações de soltura ou fraturas na prótese. Nesse contexto, 
poderão ser realizados consertos ou reembasamentos. 
✓ Consertos podem ser realizados quando ocorrem fraturas, deslocamento (ou quebra de dentes) 
artificiais ou rachaduras na base da prótese. 
Higienização das PTs
Mecânica
Química
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✓ Reembasamento é todo o procedimento que permite ajustar a base de uma prótese aos tecidos que 
lhe dão assento, mediante a interposição de material que passa a formar parte da base. 
 
Prótese total imediata 
A Prótese total imediata é indicada quando há necessidade de extração dos dentes remanescentes. 
 
 Possui diversas vantagens anatômicas, funcionais e estéticas, sendo elas: 
 
Vantagens anatômicas: 
 
✓ Impede a perda de Dimensão Vertical de Oclusão (DVO). 
✓ Minimiza alterações na Articulação Temporomandibular (ATM). 
✓ Evita o espraiamento lingual. 
✓ Impede o colapso labial e aprofundamento das bochechas. 
 
Vantagens funcionais: 
 
✓ Permite os músculos afetados a seguirem suas posições normais; 
✓ Reduz a maior parte dos transtornos e reajustes fonéticos com a perda dos dentes; 
✓ Facilita a mastigação reduzindo ajustes dietéticos e digestivos; 
 
Vantagens estéticas: 
 
✓ Impede o colapso facial evitando arqueamento da linha de selamento dos lábios e comissura, 
condição que dá aspecto de envelhecimento e tristeza. 
✓ Com frequência, melhora o aspecto estético do paciente. 
 
Vantagens psicológicas: 
 
✓ Elimina a humilhação que os pacientes sofrem ao se apresentarem sem dentes. 
✓ Permite manter o equilíbrio emocional, facilitando a continuidade de vida de relação. 
✓ Facilita a decisão de sacrificar dentes naturais quando necessário. 
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✓ Reduz os eventuais transtornos pelos quais o paciente passa para se acostumar com o uso de uma 
PT, evitando a condição de uma fase de adaptação de edentado sem prótese total para usuário de 
prótese total. 
 
Relembre a sequência de confecção da prótese imediata: 
 
 
PT imediata
Moldagem anatômica
Moldagem funcional 
(opcional)
Confecção dos planos de 
orientação
Ajustes de referência
Montagem em ASA
Montagem parcial dos 
dentes e prova
Remoção dos dentes do modelo 
e término da montagem dos 
dentes artficiais
Enceramento e acrilização da 
prótese
Obtenção do guia cirúrgico
Exodontias
Reembasamento da prótese na 
boca
Controle posterior
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No exame físico extraoral, observa-se o aspecto facial do paciente, procurando verificar características tais 
como dimensão vertical (se está aumentada ou diminuída), suporte de lábio, linha do sorriso e altura 
incisal. É importante avaliar também se o paciente apresenta alguma limitação funcional imposta pela 
presença · prévia de disfunção temporomandibular ou dor orofacial. Deve ser feita a avaliação da 
musculatura e da articulação temporomandibular (ATM). Masseter, temporal, demais músculos da face, 
músculos cervicais e ATMs devem ser palpados, e estas últimas auscultadas em busca de sinais ou sintomas 
preexistentes ainda não manifestados ou percebidos como tais. para a execução de um trabalho de prótese, 
é necessário que o paciente se encontre sem sinais e sintomas de disfunção temporomandibular ou dor 
orofacial. 
 
Além disso, é importante que haja uma observação das próteses antigas do paciente pode revelar 
características relevantes ao tratamento, tais como: 
 
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Grau de higiene e cuidados com as mesmas 
Espaço protético, pois a presença de prótese total (PT) inferior que não recubra a papila piriforme 
pode ser um indicador de falta de espaço nessa região 
Área chapeável, pela extensão da base das próteses 
Tolerância relatada pelo paciente ao uso de próteses ou a uma característica específica de sua própria 
prótese 
Características estéticas 
Características dos dentes artificiais 
Hábitos parafuncionais, pela presença de desgastes acentuados e/ ou próteses danificadas 
Relações intermaxilares 
No exame físico intraoral, inspecionam-se tecidos moles, músculos, viscosidade da saliva e rebordo 
remanescente. Mucosas, língua e tecidos de revestimento do rebordo devem ser inspecionados e palpados, 
uma vez que a prioridade de tratamento pode ser drasticamente alterada na presença de algum tipo de lesão 
neoplásica, por exemplo. 
 
Condições presentes, oriundas do processo de invalidez iniciado com a extração dos dentes, tais como 
hipertrofias ou atrofias do rebordo ou das glândulas salivares, tecidos moles hiperplásicos e pontos sensíveis 
à palpação podem interferir na execução do caso, devendo ser corrigidas no início do tratamento. 
 
Patologias associadas ao uso de prótese mais comumente encontradas no 
paciente edentado 
 
O uso de PTs pode levar a alterações nos tecidos de suporte e nos demais tecidos que as circundam. 
 
As principais patologias associadas ao uso de PTs são: reabsorção do rebordo residual, candidíase 
eritematosa ou atrófica crônica, hiperplasia fibrosa inflamatória ou epúlide fissurada. Observe o esquema 
abaixo: 
 
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Síndrome da combinação (síndrome de Kelly) 
 
 
Segundo Telles (2011), a reabilitação de pacientes edentados na maxila e parcialmente dentados na 
mandíbula, portadores de extremidade livre posterior, que fazem uso ou não de uma Prótese Parcial 
Removível (PPR), é uma ocorrência comum. 
 
Memorize sempre, aluno(a), que a síndrome da combinação acontece em pacientes EDENTADOS NA 
MAXILA e PARCIALMENTE DENTADOS NA MANDÍBULA, PORTADORES DE EXTREMIDADE LIVRE INFERIOR! 
 
Estima-se que esses pacientes representam cerca de 26% dos pacientes reabilitados com PT maxilar e desse 
percentual, 24% apresentam alterações específicas, as quais Kelly denominou síndrome da combinação. 
 
Patologias associadas às PTS
Reabsorção do rebordo residual
Candidíase eritematosa ou 
atrófica crônica
Hiperplasia fibrosa inflamatória
Epúlide fissurada
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Essas alterações merecem uma atenção especial do cirurgião-dentista, pois os esforços para prevenir a 
ocorrência dessas, vão nortear o planejamento. Observe atentamente cada uma das alterações que 
ocorrem na síndrome da combinação a seguir: 
 
Perda de suporte ósseo da base da PPR 
Reposicionamento espacial da mandíbula anterior 
Reabsorção óssea na porção anterior da maxila 
Hiperplasia inflamatória na região de palato duro e fundo de vestíbulo 
Crescimento das tuberosidades maxilares 
Alterações periodontais 
 
Essas alterações nem sempre ocorrerão de forma simultânea, pois as mesmas também são reguladas por 
fatores predisponentes. A identificação das razões pelas quais essas alterações ocorrem, e de seus fatores 
predisponentes, é essencial para se compreender de forma associada os problemas desse tipo de paciente 
e para traçar uma estratégia de tratamento que limite o potencial de danos presente nessa condição. 
 
 
 
 (CSM/Prótese Dentária/2023) De acordo com Telles (2011), a respeito da "Síndrome da Combinação", 
assinale a opção correta. 
 
a) A reabilitação de pacientes edentados na mandíbula e parcialmente dentados na maxila, portadores de 
extremidade livre posterior, é uma ocorrência comum. 
b) Pode apresentar alterações características como reposicionamento espacial da maxila anterior e 
reabsorção óssea na porção anterior da mandíbula. 
c) As alterações características dessa síndrome sempre ocorrerão de forma simultânea. 
d)Pode apresentar alterações características como crescimento das tuberosidades maxilares e 
reposicionamento espacial da mandíbula anterior. 
e) A reabilitação de pacientes edentados tanto na maxila quanto na mandíbula, portadores de extremidade 
livre posterior, é uma ocorrência comum. 
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Comentários: 
 
Vejamos cada uma das alternativas: 
 
A alternativa A está incorreta, pois trocou os conceitos. Na síndrome da combinação, o paciente é edentado 
na maxila e parcialmente dentado na mandíbula. 
A alternativa B está incorreta, pois mais uma vez trocou os conceitos. Na síndrome da combinação corre 
reposicionamento especial da MANDÍBULA anterior e reabsorção óssea na região anterior da MAXILA. 
A alternativa C está incorreta, pois as alterações dessa síndrome nem sempre ocorrerão de forma 
simultânea. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Algumas das características presentes na síndrome 
da combinação são o crescimento das tuberosidades maxilares e reposicionamento espacial da mandíbula 
anterior. 
 A alternativa E está incorreta. Como vimos, na síndrome da combinação, o paciente é edentado na maxila 
e parcialmente dentado na mandíbula. 
 
Importância da saliva na reabilitação de edentados 
A saliva é o principal componente mediador das funções orgânicas que se desenvolvem no interior da 
cavidade bucal, permitindo o íntimo contato entre tecidos moles, dentes naturais e próteses sem que os 
mesmos se agridam. 
 
As principais funções da saliva são: remover resíduos de alimentos e metabólitos microbianos, ação 
antibacteriana, antifúngica e antivirótica, iniciar a digestão e lubrificar e proteger as mucosas. 
 
 
 
 
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Além dessas funções, a saliva é o principal agente que promove a retenção das PTs à mucosa subjacente, 
devido a película de saliva interposta entre as mesmas. 
 
✓ A saliva fluída gera uma película bem fina (cerca de 0,1 mm de espessura), o que aumenta o efeito 
de capilaridade (tensão de superfície entreas moléculas de um líquido e um sólido) entre a base 
da prótese e a mucosa e, consequentemente, a retenção da prótese. 
 
✓ A saliva mais viscosa tende a formar uma película mais espessa entre a base da prótese e a mucosa. 
Esse tipo de película é mais fácil de ser rompida, o que torna o comportamento mecânico da prótese 
mais instável. 
 
 
 
A saliva é composta por dois tipos de secreção: serosa e mucosa. Veja a seguir as características de cada 
tipo de secreção: 
 
Serosa Mucosa 
Fina e aquosa Mais viscosa 
Contem ptialina que consiste numa enzima para 
digestão dos amidos 
Responsável pela lubrificação dos tecidos intraorais 
 
Fu
n
çõ
es
 d
a 
sa
liv
a
Remover resíduos de 
alimentos e metabólitos 
microbianos
Ação antibacteriana, 
antifúgica e antiviriótica
Iniciar a digestão
Lubrificar e proteger as 
mucosas
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➢ O grau de viscosidade da saliva é determinado pelo tipo de secreção predominante. 
 
➢ Normalmente, a secreção diária de saliva atinge entre 800 e 1500 ml. 
 
➢ Um aumento ou, principalmente, uma redução nesses níveis pode trazer sérias dificuldades para a 
execução e o uso das próteses. 
 
➢ A falta de saliva pode facilitar a formação de ulcerações traumáticas na mucosa pelo contato direto 
da prótese com a mesma. 
 
➢ Pacientes submetidos à radioterapia e portadores de síndrome de Sjorgren geralmente apresentam 
problemas para a utilização de próteses, devido à diminuição do fluxo salivar. 
 
 
 
 
 
Na anamnese, o cirurgião-dentista deve questionar ao paciente acerca de condições sistêmicas, uso de 
medicações ou condições que possam afetar o fluxo salivar, uma vez que a ausência de saliva dificulta o uso 
das PTs. 
 
Nesses casos, pode-se aconselhar ao paciente que coloque pequenas quantidades de água na boca, 
durante o dia, sem engolir ou nos casos mais severos, a utilização de saliva artificial. 
 
Avaliação do espaço protético 
Segundo Telles (2011), ainda na fase inicial do tratamento, clínico é importante que seja feita uma análise 
do espaço existente para a confecção das próteses. 
 
As observações diagnósticas devem ser feitas de forma dinâmica e eventualmente haverá a necessidade de 
montar modelos de diagnóstico em um articulador. 
 
O principal parâmetro clínico a ser considerado na avaliação do espaço protético é a Dimensão Vertical de 
Oclusão (DVO). 
 
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Na dentição natural, o toque de dentes antagonistas posteriores determina o máximo que a mandíbula se 
aproxima da maxila no plano vertical, tornando-se numa referência para o limite do fechamento 
mandibular. Com a perda dessa referência, devido à perda dos dentes, a relação vertical da mandíbula com 
a maxila desaparece do ponto de vista estático, ou seja, deixa de existir um ponto de parada para o 
fechamento da mandíbula, antes determinado pela oclusão dos dentes posteriores. Nessa situação, o 
fechamento sem limite da mandíbula poderá dar uma falsa impressão de que não existe espaço para a 
confecção de próteses. 
 
 
 
 
 
A situação mais comum é a que o paciente apresenta diminuição do espaço protético devido às mudanças 
que ocorrem nos ossos maxilares após a extração dos dentes, em especial, aquelas que resultam da síndrome 
da combinação, como o aumento das tuberosidades maxilares. 
 
A avaliação clínica é muito importante, pois na região posterior dos rebordos, a proximidade entre a 
tuberosidade da maxila e a papila piriforme pode impedir o posicionamento, entre estas estruturas 
anatômicas, das bases das próteses superior e inferior 
 
Observe na imagem abaixo, retirada do livro do professor Telles (2011), a ausência de espaço entre a papila 
piriforme a tuberosidade da maxila, o que dificulta o acomodamento das bases das próteses superior e 
inferior. 
 
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Imagem: Telles (2011) 
 
 
Professora, e qual seria a solução nesses casos? 
 
Nesse caso, aluno(a) coruja, o ideal é essa situação seja detectada no início do tratamento para que seja 
indicada a redução cirúrgica da tuberosidade da maxila. Caso contrário, esse problema só será percebido 
no momento de obtenção da dimensão vertical, o que pode gerar uma necessidade de reduzir a extensão 
da base da prótese inferior, comprometendo a estabilidade da prótese. 
 
 
Exames complementares 
O planejamento das reabilitações dos edentados também depende de informações obtidas através da 
interpretação de imagens e com o uso de guias radiográficos/cirúrgicos, no caso das próteses totais sobre 
implantes. 
 
A seleção do método adequado de imagens deve ser individualizada e de acordo com as necessidades 
particulares de cada paciente. 
 
No contexto do paciente edentado, podem ser utilizados os seguintes exames de imagem: radiografia 
periapical, oclusal e/ou panorâmica, além da tomografia convencional ou computadorizada. Observe o 
esquema abaixo: 
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Exames de imagem do paciente edentado
Radiografia panorâmica
Radiografia periapical
Radiografia oclusal
Tomografia convencional
Tomografia computadorizada
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MOLDAGEM ANATÔMICA 
A moldagem de um rebordo desdentado deve seguir os seguintes objetivos, segundo Telles (2011): 
1) Mínima deformação dos tecidos de suporte, através da técnica adequada de moldagem anatômica. 
2) Extensão correta da base da prótese por meio do ajuste da moldeira individual, de acordo com as 
características anatômicas e fisiológicas do paciente. 
3) Vedamento periférico funcional, pela espessura e contornos adequados da borda da prótese. 
4) Contato adequado da base da prótese com o rebordo, através da perfeita reprodução dos tecidos pelo 
material de moldagem 
 
A moldagem anatômica também pode ser denominada moldagem inicial, moldagem de estudo ou 
moldagem preliminar. 
A moldagem anatômica é a primeira moldagem a ser realizada no paciente edentado, procedendo o 
minucioso exame clínico (anamnese + exame físico), exames complementares e a definição do plano de 
tratamento. Pode ser complementar ao planejamento quando há a necessidades cirúrgicas. 
A principal função da moldagem anatômica é a obtenção da área chapeável, que consiste na área basal, a 
qual servirá de retenção para a futura prótese. Além disso, permite também avaliar as inserções musculares 
que terminarão na zona de selado periférico, bem como observar a necessidade de cirurgias pré-protéticas. 
 
 
A partir da moldagem anatômica, é obtido o modelo de estudo. Esse modelo servirá de 
base para a confecção da denominada moldeira individual, a qual será usada futuramente 
para realização da segunda moldagem em prótese total, a moldagem funcional. 
 
Na moldagem anatômica deve-se obter a mínima deformação dos tecidos com material de baixa 
compressibilidade para que a arquitetura dos tecidos seja mantida no modelo obtido. 
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24A seguir veremos o passo a passo dessa técnica e os materiais utilizados. Vamos lá? 
 
 
Seleção da moldeira de estoque 
O passo mais importante para a técnica de moldagem anatômica de um rebordo edentado é a seleção 
adequada da moldeira de estoque. 
Moldeiras de estoque são aquelas encontradas no comércio prontas para utilização. São construídas de 
plástico ou metal, geralmente de alumínio, e tamanho padrão. 
Moldeiras apropriadas para edentados devem possuir bacia mais rasa e cabo biangulado permitindo seu 
posicionamento correto sobre o rebordo sem deformar inadequadamente as inserções musculares. Deve-
se considerar o tamanho, especialmente a largura como principal critério de seleção da moldeira. 
O uso de um compasso de ponta seca pode auxiliar na seleção da moldeira, pois permite medir a largura do 
rebordo no nível das tuberosidades para facilitar a escolha da moldeira. Além disso, jogos de moldeiras 
com um número maior de tamanhos possibilitam mais flexibilidade de escolha. Variações na anatomia das 
moldeiras podem ser significativas e, mesmo como uma questão de preferência, influenciar no resultado 
final da moldagem. 
 
 
A seleção da moldeira é feita de acordo com a largura da sua porção posterior, centralizando-se as 
tuberosidades da maxila nas partes mais profundas da bacia da moldeira superior e a crista do rebordo 
nas suas porções mais distais, bilateralmente na moldeira inferior. 
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(CSM/Oficial Dentista/ 2024) Segundo Telles (2011), qual é o passo mais importante para a técnica de 
moldagem anatômica de um rebordo edentado? 
a) Selecionar adequadamente o material de moldagem. 
b) Utilizar cera periférica ao redor da moldeira de estoque. 
c) Lançar mão de uma seringa de alimentação nasogástrica para inserção do material de moldagem. 
d) Realizar segunda moldagem com alginato mais fluido sobre a primeira. 
e) Selecionar adequadamente a moldeira de estoque 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. A seleção adequada do material de moldagem é um dos passos da técnica de 
moldagem, porém não é o passo mais importante. 
A alternativa B está incorreta. A utilização da cera periférica ao redor da moldeira de estoque é feita para 
individualizar a moldeira a fim de dar suporte ao material de moldagem. Consiste em um passo necessário, 
mas não o mais importante. 
A alternativa C está incorreta. A seringa de alimentação nasogástrica pode ser utilizada para inserção do 
material de moldagem em fundo de vestíbulo. É um passo auxiliar e que pode ser dispensado, não há 
obrigatoriedade da utilização. Logo, não é o passo mais importante da técnica. 
A alternativa D está incorreta, pois a realização de uma segunda moldagem com alginato mais fluído é 
necessária quando ocorrem falhas ou bolhas no molde, a fim de corrigi-lo. O ideal é que esse passo não seja 
necessário, logo não é o passo mais importante. 
A banca considerou como gabarito a letra E. Essa é a alternativa correta da questão. Conforme vimos, a 
seleção adequada da moldeira de estoque é a parte mais importante da técnica de moldagem anatômica, 
uma vez que permite o posicionamento correto da moldeira sobre o rebordo, sem deformar as inserções 
musculares. 
Materiais utilizados na moldagem anatômica 
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Os materiais mais utilizados na moldagem anatômica dos pacientes edentados são: o alginato, a godiva e o 
silicone de condensação. 
Alginato 
O alginato (hidrocoloide irreversível) é o material mais utilizado para realização da moldagem anatômica, 
o material de eleição. Isso se deve ao fato desse material ser fácil de manipular, produzir menor 
deformações aos tecidos de revestimento do rebordo e apresentar boa fidelidade de cópia. 
Observe: 
 
 
 
Para utilizar o alginato, é necessário que as moldeiras selecionadas possuam perfurações ou aros em volta 
da borda para que o material fique retido. Uma vez selecionada, a moldeira deve ser individualizada, 
especialmente, na sua porção periférica a fim de dar suporte ao alginato no espaço relativo ao fundo de 
vestíbulo, diminuindo a ocorrência de bolhas e mantendo o material em posição até a presa final. Ao fim, 
deve-se obter um molde que dê origem a um modelo no qual será possível determinar os limites adequados 
para a moldeira individual, conforme imagem do livro do professor Daniel Telles (2011): 
 
Alginato
Fácil manipulação
Menor deformação aos tecidos de revestimento do rebordo
Boa fidelidade de cópia
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Imagem: Telles (2011). Legenda: molde mostrando uma reprodução completa do fundo de vestíbulo e os detalhes 
anatômicos do rebordo remanescente. Nesse molde, pode-se observar as estruturas: chanfradura do masseter (a), 
papila piriforme (b), linha oblíqua interna (c ), linha oblíqua externa (d), flangeado da glândula sublingual (e) e a 
apófise geni (f). 
Além do procedimento descrito, o alginato também pode ser levado ao fundo de vestíbulo com o auxílio de 
uma seringa utilizada para alimentação nasogástrica, facilitando a inserção do material nessa região. 
 
 
Eventualmente, os moldes de alginato apresentarão bolhas ou pequenas falhas que poderão ser corrigidas 
com uma segunda moldagem, utilizando-se de alginato mais fluído (com cerca de 50% a mais de água) 
sobre a primeira. Nesses casos, deve-se ter o cuidado de eliminar as retenções e secar a superfície do molde 
para facilitar a adesão da nova camada de alginato. Além disso, a segunda camada deve recobrir por 
completo a primeira e não preencher apenas os espaços defeituosos. Esse procedimento é especialmente 
recomendado nas moldagens mandibulares. 
 
 
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Durante a moldagem anatômica superior, pode ser determinado o limite posterior da base da prótese e o 
mesmo deve ser riscado com lápis cópia no palato do paciente para que seja transferido para o molde e, 
posteriormente, para o modelo de gesso tipo III. Isto facilita a obtenção do limite adequado da moldeira 
nessa região. 
 
Tudo certo, aluno(a)? 
 
Vejamos agora os outros materiais utilizados para a moldagem funcional. 
 
Godiva 
 
Segundo Telles (2011), a godiva é um material à base de resina termoplásticas, a qual pode ser especialmente 
útil para moldar rebordos edentados inferiores severamente reabsorvidos, pois possui grande capacidade 
de afastar a musculatura inserida no rebordo. 
 
Entretanto, tende a comprimir e deformar mais os tecidos que outros materiais. 
A godiva deve ser utilizada com o auxílio de um aparelho que mantém a água na temperatura adequada para 
plastificar o material (55º a 60ºC) chamado plastificador de godiva. 
 
Nesses aparelhos, pode existir uma contaminação da água com fluidos bucais dos pacientes, em níveis que 
permitam o crescimento de microrganismos, o que implica na adoção necessária de um protocolo de 
limpeza e desinfecção, a cada moldagem, com solução de glutaraldeído a 2% por 30 minutos, após lavagem 
com água e sabão, para que seu uso se torne seguro. 
Após plastificação, a godiva deve ser homogeneizada, colocada na moldeira e levada novamente à água 
antes de ser levada à boca para confecção da moldagem. 
Os moldes obtidos com godiva são higienizados, previamente ao vazamento do gesso, devem ser 
higienizadas com imersão em glutaraldeídoa 2% por 10 minutos. 
 
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Silicone 
Por fim, o silicone também pode ser utilizado para a moldagem anatômica. É indicado nos casos em que 
tenha ocorrido grandes alterações ósseas no rebordo remanescente, o que inclui as reabsorções ósseas 
severas, além de defeitos maxilofaciais. Nos casos de reabsorção óssea, o silicone pesado afasta o tecido 
que circunda a área chapeável. Em defeitos maxilofaciais, as características deste material evitam sua 
retenção nas áreas dos defeitos, bem como evita deformação do molde. 
O uso de silicone trará a vantagem de uma técnica na qual se consegue individualizar a moldeira de estoque 
com o silicone pesado para otimizar a capacidade de cópia do silicone leve. 
 
O silicone pode ser usado rotineiramente para as moldagens anatômicas em prótese total, devido às 
vantagens já conhecida desse material como maior estabilidade dimensional e tempo de vazamento maior 
quando comparado ao alginato. Entretanto, a sua utilização não exime o profissional de realizar a 
moldagem funcional, a qual veremos mais adiante. 
A desinfecção de moldes de silicone, previamente ao vazamento do gesso, pode ser obtida ao imergir o 
molde em uma solução de hipoclorito de sódio a 1% ou glutaraldeído a 2% por 10 minutos. Observe: 
 
Desinfecção de moldes 
de godiva
Imersão em 
Glutaraldeído a 2% por 
10 minutos
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O esquema abaixo resume os métodos de desinfecção para os materiais da moldagem anatômica: 
 
Desinfecção Silicone
Hipoclorito de sódio a 1% por 10 
minutos
Glutaraldeído a 2% por 10 minutos
Alginato
Aspersão de Hipoclorito de sódio a 1%, mantendo o molde em 
recipiente hermético por 10 minutos.
Godiva
Lavagem com água e sabão e imersão em Glutaraldeído 2% por 30 
minutos, a cada moldagem.
Silicones
Imersão de Hipoclorito de sódio a 1% ou imersão Glutaraldeído a 2% por 
10 minutos.
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Por se tratar de um material hidrofílico, o alginato deve ser aspergido e não imerso para evitar embebição 
e distorção do molde. 
Após desinfecção dos moldes obtidos pela moldagem anatômica, deverá ser feito o vazamento de gesso do 
tipo III. A partir desse, será obtido, enfim, o modelo de estudo sobre o qual será confeccionada a moldeira 
individual que será responsável pela moldagem funcional. 
 
MOLDAGEM FUNCIONAL 
É uma moldagem dinâmica que determina os limites da área chapeável de acordo com a fisiologia dos 
elementos anatômicos presentes. 
Dessa forma, a moldagem funcional é responsável por proporcionar um vedamento em toda a periferia da 
base da prótese, promovendo o confinamento da película de saliva, gerando a retenção da prótese à mucosa 
por ação das forças de coesão, adesão e pressão atmosférica. Um bom vedamento periférico permite uma 
boa adesão da base da prótese à fibromucosa e, consequentemente, maior retenção. Além disso, diminui 
o afluxo de alimentos que podem vir a ficar interpostos entre a prótese e a mucosa que reveste o rebordo, 
durante a mastigação. 
Conseguiu compreender o porquê da grande importância da realização da moldagem funcional? 
A moldagem funcional deve ser dividida em duas fases distintas que se complementam: o vedamento 
periférico e a moldagem funcional propriamente dita. Segundo Telles (2011), para que uma moldagem ser 
considerada funcional, é preciso que o vedamento periférico tenha sido executado de forma apropriada. 
 
 
 
MOLDAGEM FUNCIONAL
MOLDAGEM DO SELADO 
PERIFÉRICO
MOLDAGEM FUNCIONAL 
PROPRIAMENTE DITA
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Moldeiras individuais 
 
 
 
Para realizar a moldagem funcional, é necessário que seja confeccionada uma moldeira individual. 
Esta deve ser construída o mais adaptada possível sobre o modelo anatômico, pois, dessa forma, durante 
a moldagem funcional, na qual sempre ocorrerá algum grau de compressão dos tecidos, esses serão contidos 
e mantidos em posição com o mesmo mínimo grau de deformação obtido na moldagem anatômica. 
Além disso, devem ser feitos alívios com lâminas de cera 7 ou 9 nas áreas retentivas do modelo ou em regiões 
na qual a mucosa apresente algum grau de flacidez ou de resiliência natural, como por exemplo na 
rugosidade palatina. As áreas de alívio quando presentes devem ser as menores possíveis e não devem 
jamais recobrir toda área de suporte primário, pois nesse caso a zona de maior compressão seria 
transferida para a zona lateral do rebordo, próxima às inserções musculares, menos propícia a receber 
cargas. Além disso, existiria a possibilidade de a moldeira não ser sustentada adequadamente durante seu 
assentamento sobre o rebordo, empurrando a porção de godiva relativa ao vedamento periférico, que foi 
realizado com o alívio de cera ainda em posição, contra as inserções musculares, gerando um molde sobre 
estendido, com resultados clínicos negativos consideráveis. 
 
Para tentar contornar esse problema, podem ser feitos pontos de apoio sobre o rebordo para manter a 
moldeira na posição correta após a remoção do alívio. 
 
A figura a seguir, do livro do professor Daniel Telles (2011), exemplifica área de alívio com cera 7 ou 9 em 
região com partes flácidas na fibromucosa: 
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Imagem: Telles (2011) 
As moldeiras devem possuir cabos que facilitem sua manipulação durante os procedimentos de moldagem. 
 
Os cabos funcionam como instrumentos que permitem aferir o grau de retenção e estabilidade que se 
consegue durante a moldagem. Para isso, precisam ter tamanhos adequados e estarem corretamente 
posicionados. 
 
Cabos muito grandes, como os de uma moldeira de estoque, transmitem ao operador uma sensação tátil 
distorcida em relação à retenção e à estabilidade conseguidas durante o procedimento de moldagem. A 
moldeira se desloca com facilidade, o que não aconteceria obrigatoriamente com a prótese terminada, pois 
o braço de alavanca que transmite as forças para a base da prótese capazes de instabilizá-la está limitado 
ao tamanho dos dentes artificiais. Portanto, para que os cabos possam ser utilizados como instrumentos de 
percepção e aferição das características funcionais da futura prótese, devem possuir o tamanho aproximado 
dos dentes artificiais, com cerca de 10 mm de altura. 
 
Independentemente do material utilizado em sua confecção, a moldeira individual deve ser rígida, não 
permitindo a deformação do material de moldagem que por ela seja suportado. 
As moldeiras individuais podem ser confeccionadas a partir dos seguintes materiais: 
➢ Resina acrílica autopolimerizável 
➢ Resina acrílica termopolimerizável 
➢ Resina composta fotopolimerizável 
➢ Placas de poliestireno 
 
 
 
Moldagem do selado periférico – vedamento periférico 
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A técnica de moldagem do selado periférico permite que os tecidos estabeleçam suas próprias relações de 
contato com o material de moldagem, fazendo comque eles se modelem a seus requerimentos funcionais. 
 
 
 
 
Antes de realizar o vedamento periférico, a moldeira individual ·precisa ser ajustada para que haja espaço 
suficiente a ser preenchido pelo material de moldagem. 
 
Esse cuidado elimina a necessidade da realização da maior parte das manobras de tracionamento. manual 
da mucosa, que forma o fundo de vestíbulo com intuito de simular a atividade desses tecidos. 
 
Caso o espaço para o material de moldagem não seja criado, a borda da moldeira empurrará o material 
(godiva) contra as inserções tissulares no fundo de vestíbulo, independentemente de qualquer manobra, 
invadindo seu espaço funcional, o que acarretará em deslocamentos sucessivos da prótese e, 
eventualmente, a formação de úlceras traumáticas e hiperplasias. 
 
Dentre os materiais que podem ser usados para moldagem do selado periférico, pode-se citar a godiva de 
baixa fusão, ceras, resina termoplástica e até mesmo silicone laboratorial pesado. 
FIQUE ATENTO!!! O material mais utilizado é a godiva de baixa fusão em bastão. Mas independente do 
material utilizado, deve ser confeccionado um espaço na moldeira individual para acomodação do material 
que será utilizado para moldagem do selado. 
 
 
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A godiva de baixa fusão em bastão é o material mais utilizado para essa função, pois possui vantagens em 
relação aos outros materiais como: 
✓ Fluidez adequada para exercer mínima pressão sobre os tecidos quando plastificada 
✓ Boa adesividade à moldeira. 
✓ Rigidez adequada após resfriada. 
✓ Boa estabilidade dimensional à temperatura bucal 
✓ Resistência suficiente para ser colocada e retirada em rebordos com áreas retentivas em mucosa 
✓ Facilidade de acréscimos e subtrações de material 
✓ Rapidez do processo de moldagem 
 
 
A observação da aparência do material após a moldagem é o parâmetro de avaliação da técnica. Como regra, 
a godiva deverá apresentar-se com espessura adequada, contorno arredondado e superfície fosca e sem 
dobras ou rugosidades, demonstrando que ocupou totalmente o espaço deixado pelo ajuste da moldeira e 
manteve-se em íntimo contato com os tecidos. Um aspecto afilado da godiva indica que a quantidade de 
material foi insuficiente para ocupar toda a região de fundo de vestíbulo que está sendo moldada. Já o 
deslocamento da maior parte da godiva para a parte externa da moldeira, deixando uma pequena 
espessura de material sobre sua borda, indica que a mesma pode estar sobre estendida, requerendo que o 
material de moldagem seja retirado, a moldeira reajustada e o material de moldagem recolocado sobre a 
moldeira. 
 
 
(ESFCEX/Prótese Dentária/2024) Considere as seguintes informações. Material à base de resinas 
termoplásticas, que pode ser especialmente útil para moldar rebordos edentados inferiores severamente 
reabsorvidos. Esse material consegue afastar bem a musculatura inserida no rebordo, entretanto 
comprime e deforma mais os tecidos. É contraindicado quando há áreas retentivas no rebordo residual, 
devido à rigidez dele no momento de sua remoção da boca do paciente, e também não deve ser usado em 
casos de rebordos flácidos, pois, por ser muito denso, altera a posição dos tecidos durante a moldagem. 
O texto refere-se: 
 a) à godiva 
b) ao hidrocoloide reversível 
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c) ao hidrocoloide irreversível 
d) às mercaptanas 
e) à silicona de condensação. 
Comentários: 
O conceito trazido no texto se refere à godiva, que é um material à base de resina termoplásticas, que pode 
é muito utilizada para moldar rebordos edentados inferiores severamente reabsorvidos. Logo, a alternativa 
correta é a letra A. 
A alternativa B está incorreta, pois o hidrocoloide reversível não possui as características abordadas pela 
questão. 
A alternativa C está incorreta, pois o hidrocoloide irreversível (alginato) não possui as características 
abordadas pela questão. 
A alternativa D está incorreta, pois o hidrocoloide reversível não possui as características abordadas pela 
questão. 
A alternativa E está incorreta, pois o hidrocoloide reversível não possui as características abordadas pela 
questão. 
 
 
 
Os excessos de material, que porventura se interponham entre a moldeira e o rebordo, devem ser removidos 
para que a moldagem não se torne excessivamente compressiva na região de fundo de vestíbulo. Essa 
compressão a longo prazo pode levar a uma remodelação significativa nessa região do rebordo. 
 
 
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Segundo Telles (2011), de acordo com a área a ser moldada, o material irá assumir um contorno específico, 
exigindo que o profissional saiba interpretar o resultado da moldagem. Dessa forma, os rebordos foram 
divididos em regiões, como veremos a seguir: 
Rebordo superior 
O rebordo superior pode ser dividido em 5 regiões: 
1) Espaço coronomaxilar 
2) Fundo de vestíbulo bucal 
3) Fundo de vestíbulo labial 
4) Freio labial 
5) Término posterior ou zona de post damming 
 
 
 
 A imagem a seguir retirada do livro de Telles (2011), mostra de forma didática as cinco regiões de divisão da 
maxila: espaço coronomaxilar (1), fundo de vestíbulo bucal (2), fundo de vestíbulo labial (3), freio labial (4), 
término posterior ou zona de postdamming (5). 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
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Veremos agora, aluno(a), algumas características de cada uma dessas regiões: 
 
Espaço coronomaxilar 
O espaço coronomaxilar é a região do fundo de vestíbulo limitada, estando o paciente com a boca fechada, 
lateralmente pelo processo coronóide da mandíbula e medialmente pela tuberosidade da maxila. 
 
Essa região se estende no sentido anteroposterior da base do processo zigomático até a chanfradura 
pterigomaxilar 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
 
A base da prótese deve preencher esse espaço por COMPLETO, cujo tamanho é primariamente 
influenciado pelo posicionamento e a atividade do processo coronóide, para que a retenção máxima da PT 
superior seja conseguida. 
Essa região recebe pouca influência da musculatura presente. Logo, é comum ocorrer o aumento do espaço 
no fundo de vestíbulo, o que demanda aumento da espessura da borda da prótese para ocupar esse espaço. 
Isso é conseguido com o acréscimo de godiva durante a moldagem periférica. 
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Nos casos em que as condições anatômicas da região permitem, o espaço coronomaxilar aparece na base 
da prótese como um engrossamento da borda nessa região. Nesses casos a retenção da prótese é 
maximizada. 
A imagem a seguir mostra a moldagem periférica das regiões dos espaços coronomaxilares. Cada lado deve 
ser moldado separadamente. 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
 
Fundo de vestíbulo bucal 
Segundo Telles (2011), a principal estrutura anatômica envolvida nessa região é o músculo bucinador. Suas 
fibras são predominantemente horizontais, o que determina nessa região do fundo de vestíbulo, um padrão 
de comportamento peristáltico, caracterizado por uma movimentação de apertamento da mucosa jugal 
sobre o rebordo. 
 
Logo, nessa região não é necessário que sejam feitas manobrasde repuxamento da mucosa, com o intuito 
de simular possíveis movimentos do fundo de vestíbulo, no sentido vertical. 
 
A imagem abaixo mostra a moldagem das regiões de fundo de vestíbulo: 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
 
 
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Na região de fundo de vestíbulo bucal, podem existir bridas que devem ser moldadas separadamente e com 
um leve tracionamento da mucosa pois, apesar dessas estruturas não apresentarem movimentações 
ativas, podem se interpor entre a base da prótese e a mucosa, causando desconforto e/ ou eventuais 
perdas de retenção da prótese. 
Fundo de vestíbulo labial 
As características anatômicas da região de fundo de vestíbulo labial permitem uma abordagem similar a 
de fundo de vestíbulo bucal. Ela pode ser demarcada mais precisamente na moldeira tomando-se por 
referência as comissuras labiais com os lábios em repouso. 
 
A anatomia da prótese nessa região pode interferir drasticamente na estética final do caso. 
 
Essa anatomia é determinada durante a moldagem periférica da região e podem acontecer duas situações: 
 
✓ Casos em que houve reabsorção severa do rebordo, necessitando ser feito o aumento da espessura 
da base da prótese para sustentar adequadamente o lábio 
 
✓ Casos em que a godiva deve ser acomodada, através de pressão digital sobre o lábio do paciente, 
para não deformar a anatomia do sulco nasolabial, dando a aparência antiestética de que o paciente 
possui um” rolo de algodão” sob o lábio. 
 
 
 
 
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A imagem abaixo mostra a moldagem da região de fundo de vestíbulo labial: 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
 
 
Freio labial 
A presença do freio labial quase sempre divide a região de fundo de vestíbulo labial em duas. 
 
Como as bridas laterais, o freio deve ser moldado separadamente, com um suave movimento de 
tracionamento do lábio superior, após a moldagem do fundo de vestíbulo e o ajuste adequado da moldeira. 
Essa conduta assegura que o freio não fique interposto entre a base e o rebordo, interferindo na estabilidade 
da prótese 
2 situações
Reabsorção severa do 
rebordo e aumento da 
espessura da base da 
prótese
Pressão digital da godiva 
sobre o lábio, evitando 
aparência de rolo de 
algodão sob o lábio
Moldagem do fundo de 
vestíbulo bucal
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Imagem: Telles (2011) 
 
O surgimento de úlceras traumáticas no freio labial também pode ser atribuído ao recorte inadequado da 
base da prótese nessa região. 
 
Término posterior 
Essa região é também chamada de zona de postdamming, de vedamento ou selamente posterior. É 
considerada uma região complexa e de abordagem subjetiva devido à falta de elementos anatômicos que a 
delimite claramente. 
 
Segundo Telles (2011), Através da compressão dos tecidos moles existentes na zona de transição do palato 
duro para o palato mole, consegue-se um vedamento posterior da prótese que vai resistir às forças de 
deslocamento, em especial, no sentido horizontal. 
 
O melhor procedimento para a moldagem funcional dessa região consiste no estabelecimento do limite 
posterior da moldeira (e, consequentemente, da prótese) e realizar uma compressão seletiva com um 
material de moldagem adequado, conforme a figura de Telles (2011) mostra: 
 
 
Imagem: Telles (2011) 
 
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A porção anterior do palato mole é formada principalmente pela aponeurose do músculo tensor do véu 
palatino, cujas fibras se inserem firmemente na porção horizontal do osso palatino. 
 
O limite posterior da base da prótese caracteriza-se por uma linha contínua imaginária que une a 
chanfradura pterigomaxilar de um lado ao outro passando pelo palato mole. 
 
Em cada lado encontra-se o ligamento pterigomandibular que sofre extensão quando o paciente abre a boca 
e, se comprimido pela base da prótese, pode deslocá-la. 
 
 
 
Atenção, aluno(a). A classificação do palato mole segundo House é um assunto que você não pode deixar de 
memorizar. Então, respire fundo e muita atenção agora. Vamos lá? 
O palato mole é classificado de acordo com o ângulo que forma na junção com o palato duro, como Classe I, 
II ou III (classificação de House). Quanto mais agudo for esse ângulo, maior será a atividade muscular 
necessária para estabelecer o vedamento entre a orofaringe e a nasofaringe. Consequentemente, quanto 
mais o palato mole se deslocar em sua função, menor será a cobertura do mesmo que poderá ser recoberta 
pela base da prótese, na área utilizada para conseguir o vedamento posterior. Vale ressaltar que o término 
posterior da PT superior não está localizado na junção do palato duro com o palato mole. 
➢ Classe I - indica um palato mole horizontal, com a porção distal mais próxima da parede posterior da 
faringe e, por isso, apresentando pouca atividade muscular. Geralmente associado a uma 
concavidade palatina mais rasa, é o tipo de palato mais favorável, pois o término da prótese fica 
localizado a mais de 5mm da junção dos palatos duro e mole, disponibilizando uma área de 
compressão suficientemente extensa para se conseguir um vedamento posterior muito efetivo e uma 
prótese potencialmente mais retentiva. 
 
➢ Classe II - indica um palato mole que forma um ângulo com o palato duro de aproximadamente 
135°, com a porção distal equidistante das paredes anterior e posterior da faringe. O término da 
prótese fica localizado de 2 a 5 mm da junção dos palatos duro e mole, disponibilizando ainda uma 
área de compressão razoavelmente extensa para se conseguir um vedamento posterior efetivo na 
maioria dos casos. 
 
➢ Classe III - indica um palato mole que forma um ângulo com o palato duro de aproximadamente 
110° com a porção distal mais próxima da parede anterior da faringe e, por isso, exige grande 
elevação da musculatura para obliterar a comunicação da orofaringe com a nasofaringe. Associado a 
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uma concavidade palatina alta, é o tipo de palato menos favorável, pois o término da prótese fica 
a menos de 1mm da junção dos palatos duro e mole, não havendo área de compressão 
suficientemente extensa para se conseguir um bom vedamento posterior. 
 
A imagem abaixo mostra as diferentes classes do palato mole: 
 
Figura: Telles (2011) 
 
 
 
 (CSM/Cirurgião-Dentista - Área Prótese Dentária/2023) De acordo com Telles (2011), em relação ao 
espaço coronomaxilar, assinale a opção correta: 
a) A base da prótese total deve preencher parcialmente esse espaço, para que a estabilidade máxima da 
prótese total superior seja conseguida. 
b) É definido como a região do fundo de vestíbulo limitada, estando o paciente com a boca aberta, 
lateralmente pela tuberosidade da maxila e medialmente pelo processo coronóide da mandíbula. 
c) A base da prótese total não deve preencher esse espaço, para que não comprometa a estabilidade da 
prótese total. 
d) A base da prótese total deve preencher esse espaço por completo, para que a retenção máxima da 
prótese total superior seja conseguida. 
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