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<p>Introdução à</p><p>disciplina e às</p><p>próteses</p><p>dentárias</p><p>As próteses são peças confeccionadas para substituir alguma parte perdida do corpo</p><p>humano. É fundamental que essas próteses não causem nenhum dano aos tecidos com</p><p>os quais se relacionam. No caso das próteses odontológicas removíveis, temos dois</p><p>tipos principais: As próteses totais e as próteses parciais. O que difere estes dois tipos</p><p>de prótese, é o remanescente com o qual se relacionam que no caso da prótese total é</p><p>a fibromucosa desdentada e da prótese parcial a fibromucosa desdentada e os dentes</p><p>remenescentes.</p><p>ANAMNESE</p><p>A Anamnese é sempre a primeira etapa de qualquer tratamento odontológico. Na clínica</p><p>odontológica, ela vai além do simples questionário de saúde geral e bucal, e se mostra</p><p>como toda a informação que você puder colher sobre a vida e os hábitos do paciente</p><p>para poder compreender de maneira mais profunda a origem e a solução do problema.</p><p>É de fundamental importância, que o indivíduo seja sincero nas suas colocações para</p><p>que possamos fazer uma análise realista dos riscos e benefícios que nosso tratamento</p><p>poderá trazer. Ao conversarmos com o paciente, podemos perceber qual a expectativa</p><p>com relação ao tratamento e se essa expectativa é realista ou não, evitando em um</p><p>segundo momento uma frustração do paciente e consequentemente um tratamento mal</p><p>sucedido. A percepção de tratamento bem ou mal sucedido extravasa àquela do âmbito</p><p>técnico exclusivamente e vai de encontro com os objetivos iniciais do paciente e o</p><p>alcance deles ou não ao final do tratamento. Dentro desse contexto é importante que o</p><p>Cirurgião dentista possa não somente entender essas expectativas mas também</p><p>controlar e informar o paciente do que é possível ou não ser feito. Ao compreendermos</p><p>a natureza do problema, sua causa e a solução realista que podemos entregar, o</p><p>profissional e o paciente poderão trabalhar de maneira mais objetiva a resolução deste.</p><p>No caso expecífico das próteses totais, nossos questionamentos deverão ser focados</p><p>em entender o seu histórico de perda dentária e de que maneira ela ocorreu e entender</p><p>qual a expectativa que ele carrega referente a nova prótese, no que se refere a estética,</p><p>mastigação, ao conforto e a retenção.</p><p>Para que possamos responder a pergunta implícita pelo nosso paciente com relação a</p><p>esses 4 elementos precisamos executar um segundo passo fundamental: o exame</p><p>clínico.</p><p>EXAME CLíNICO</p><p>O Exame clínico para prótese total consiste na avaliação topográfica do rebordo</p><p>desdentado, da qualidade da fibromucosa e da relação espacial do rebordo superior</p><p>com o rebordo inferior no sentido vertical (relação maxilomandibular vetical) e no sentido</p><p>horizontal (relação maxilomandibular horizontal). No caso de pacientes dentados</p><p>inferiores, deveremos ainda analisar o arco antagonista para todas as necessidades de</p><p>preparo de boca I (dentística, periodontia, endodontia, cirurgia, etc..) e a futura relação</p><p>oclusal com a Prótese total antagonista. Pode-se indicar nesse momento inclusive</p><p>tratamento ortodôntico se a disponibilidade de tempo e a urgência do caso assim</p><p>permitir.</p><p>A retenção da prótese total estará diretamente relacionada com a forma do rebordo no</p><p>que se refere a altura e a retentividade e a estabilidade da PT está intimamente</p><p>relacionada com a altura do rebordo e a consistência da fibromucosa. Fibromucosas</p><p>flácidas comprometerão a estabilidade da PT.</p><p>A estabilidade também dependerá do arco antagonista. No caso de próteses totais</p><p>bimaxilares as curvas de compensação trabalham de maneira a ajudar na estabilidade</p><p>durante os movimentos excursivos da mandíbula. No caso de PT unimaxilar, a qualidade</p><p>do arco inferior e do preparo de boca I estará diretamente relacionado com a</p><p>estabilidade. O arco antagonista deverá ter curvas anteroposterior e vestibulolingual</p><p>ideáis para que se tenha o melhor resultado na estabilidade da PT.</p><p>No que se refere a estética, uma relação de bases ósseas adequada facilitará um</p><p>resultado harmônico. Pacientes prognatas ou retrognatas trarão maiores dificuldades na</p><p>disposição dos dentes artificias em busca da estética.</p><p>Ainda com relação as bases ósseas essas são fundamentais na qualidade da função</p><p>mastigatória já que quando há uma discrepância muito grande entre estas, a oclusão</p><p>fica prejudicada diminuindo ainda mais a já comprometida eficiência mastigatória da PT.</p><p>Rebordos reabsorvidos e extremamente reabsorvidos representam um desafio de</p><p>retenção, estabilidade, função e conforto.</p><p>Rebordos mais altos resultam em uma maior área basal o que mecanicamente favorece</p><p>a distribuição das cargas mastigatórias contribuindo decisivamente para a função e para</p><p>o conforto do paciente.</p><p>EXAMES COMPLEMENTARES</p><p>Os exame complementares nos trazem informações fundamentais para o diagnóstico</p><p>que não podem ser observadas apenas no exame clínco. Para a Prótese Total, o melhor</p><p>exame complementar é a radiografia panorâmica. Com ela podemos avaliar toda a</p><p>estrutura óssea e ainda verificar a presença de problemas muitas vezes indetectávies no</p><p>exame clinico como cistos, dentes inclusos ou afloramento do nervo alveolar inferior. A</p><p>rigor todo rebordo alveolar desdentado deve ser visto como suspeito e só depois de uma</p><p>radiografia panorâmica poderemos ter certeza da prontidão deste rebordo para a</p><p>confecção da PT. Quando existe ainda um antagonista dentado, a panorâmica é de</p><p>extrema eficiência para avaliação do arco antagonista.</p><p>Outro exame complementar que podermos destacar na Prótese Total é o próprio modelo</p><p>anatômico. Após a moldagem anatômica temos a oportunidade de avaliar a topografia</p><p>do rebordo fora da boca do paciente o que pode ser de grande ajuda no planejamento</p><p>de cirurgias pré protéticas ou na avaliação do prognóstico de retenção e estabilidade.</p><p>As diferenças e</p><p>indicações de</p><p>próteses</p><p>removíveis</p><p>A prótese total tem indicação simples pois é a solução protética para todos os casos</p><p>totalmente desdentados. Tem como caracerística o fato de ser mucososuportada e</p><p>transmitir dessa forma toda a carga mastigatória ao rebordo alveolar. O prognóstico das</p><p>próteses totais está diretamente relacionado com a forma e a altura do rebordo alveolar</p><p>e recupera de maneira razoável a eficiência mastigatória de individuos desdentados.</p><p>As Próteses Parciais Removíveis são as estruturas que irão repor os dentes e o</p><p>tecido ósseo perdidos pelos pacientes parcialmente dentados, sendo que esta estrutura</p><p>poderá ser removida pelo paciente da boca, quando o mesmo quiser e sempre que for</p><p>necessário.</p><p>As Prótese Parciais Removíveis são conhecidas por diversas denominações,</p><p>entre elas: Pontes Móveis, Aparelho de Roach, PPR, Próteses Móveis, Bridges Móveis,</p><p>Dentaduras Parciais e etc.</p><p>As PPRs, podem ser dois tipos de acordo com a sua função, sendo elas:</p><p>Prótese Parciais Definitivas ou Metálicas</p><p>São Próteses mais resistentes e duráveis. Possuem uma armação metálica que</p><p>proporciona maior retenção, estabilidade, suporte e adequação aos tecidos bucais,</p><p>permitindo que os esforços mastigatórios e as demais forças exercidas sobre a PPR</p><p>sejam menos danosos aos tecidos bucais.</p><p>Prótese Parciais Removíveis Provisórias ou Temporárias</p><p>São Próteses menos resistentes, sem armação metálica, com menor retenção</p><p>e estabilidade, de uso transitório e que tem como propósito adequar o paciente para o</p><p>uso de uma futura PPR metálica e outros tipos de Prótese e para tratamentos prévios de</p><p>reabilitação da Dimensão Vertical perdida, por exemplo.</p><p>PPR</p><p>PPR provisória</p><p>OBJETIVOS DE CONFECÇÇÃO DAS PPRs</p><p>● Restaurar a eficiência mastigatória</p><p>● Restaurar a fonética</p><p>● Restabelecer a estética</p><p>● Proporcionar conforto ao paciente</p><p>● Preservar tecidos remanescentes</p><p>INDICAÇÕES DAS PPRs</p><p>● Extremidades livres unilaterais ou bilaterais (ausência de suporte</p><p>posterior)</p><p>● Espaços protéticos múltiplos</p><p>● Grandes espaços protéticos</p><p>● Espaço protético anterior com Grande reabsorção óssea</p><p>● Como Próteses temporárias e orientadoras de reabilitações</p><p>complexas</p><p>● Contenção de dentes com mobilidade</p><p>● Auxiliar na contenção</p><p>Partes Componentes</p><p>Corpo, Ramos, Guias. O Corpo é a parte central do articulador onde são fixados os</p><p>ramos e as guias condilares. Estabelece a distância intercondilar e distância inter-ramos.</p><p>Os Ramos são compostos por dois suportes horizontais e paralelos, destinados à</p><p>fixação dos modelos. Cada aparelho possui dois ramos, um superior e outro inferior. As</p><p>guias são dispositivos geralmente planos com capacidade de controle de angulação.</p><p>Estão posicionadas nos três pontos de apoio, ou seja, esferas condilares e pino incisal.</p><p>As guias se apresentam em dois tipos: guia condilar e guia incisal.</p><p>Partes Acessórias:</p><p>Arco Facial, Relator nasal, Forquilha (garfo).</p><p>A função primária do arco facial é orientar a transferência dos modelos ao articulador,</p><p>respeitando as características individuais de cada paciente.</p><p>Classificações</p><p>Winkler: ARCON e NÃO ARCON:</p><p>Os articuladores do tipo semi-ajustáveis, como o próprio nome diz, são aqueles que</p><p>permitem alguns ajustes. Basicamente, estes são: trajetória condilar sagital e lateral</p><p>(Bennett), trajetória incisal, e alguns permitem ainda o ajuste da distância intercondilar,</p><p>mesmo que seja por média.</p><p>MONTAGEM EM ARTICULADOR SEMI-AJUSTÁVEL PARA PACIENTES</p><p>DESDENTADOS</p><p>Antes de iniciarmos o processo de montagem, devemos ajustar os ângulos para facilitar</p><p>toda a operação. Bennet (parede mediana): média 0°/Guia condilar (Parede superior):</p><p>média 30°</p><p>MONTAGEM DO MODELO SUPERIOR NO ARTICULADOR</p><p>Arco Facial Possibilita:</p><p>- A reprodução da localização espacial do arco dentário superior /relação entre a maxila</p><p>e a base do crânio</p><p>- A transferência do eixo terminal de rotação mandibular</p><p>- Determinar a distância intercondilar (P, M ou G).</p><p>Passos clínicos:</p><p>Obtenção de três pontos de apoio: um ponto no násio e dois pontos nos meatos</p><p>acústicos externos.</p><p>Fixar o plano superior à forquilha por meio de cera 7. Verificar a ausência de báscula e</p><p>verificar se a forquilha está posicionada na linha média do paciente (por trás do</p><p>paciente). Em seguida, pedir ao paciente para segurar a forquilha em posição, levar o</p><p>arco facial adaptando, primeiramente, a forquilha. Em seguida, colocar as olivas</p><p>(dispositivos auriculares) em cada meato acústico externo, pressionar em direção ao</p><p>meato e pra frente. Podemos, então, apertar os parafusos laterais do arco facial. Depois</p><p>de regular a altura do arco por meio da posição correta do relator nasal (násio), ou seja,</p><p>direcionado à glabela do paciente, pressionamos o násio contra a glabela, apertamos</p><p>este dispositivo e, só depois disso, apertamos o terceiro parafuso do arco, criando uma</p><p>tensão adequada no arco facial. Por fim, apertamos os parafusos do “registro nobre”, ou</p><p>seja, aqueles relacionados à forquilha. O fazemos de forma sincronizada, ou seja,</p><p>apertaremos os dois ao mesmo tempo. Ao final, devemos observar o arco facial estável</p><p>no rosto do paciente e o conjunto forquilha + plano superior corretamente posicionado</p><p>na boca, sem folgas ou báscula. Lembre-se que, se o articulador permitir ajustar a</p><p>distância intercondilar, esta deve ser observada no arco facial antes deste ser removido</p><p>do rosto do paciente e o articulador deve ser equalizado com o valor obtido no arco</p><p>facial (equalizar= alterar a posição das esferas condilares e a distância entre as guias</p><p>condilares de acordo com a medida obtida no arco). Após estas observações, podemos</p><p>folgar todos os parafusos, exceto os parafusos relacionados ao “registro nobre” e</p><p>remover, cuidadosamente, o arco do rosto do paciente, atentando para que a forquilha</p><p>não saia de posição durante este procedimento. Para proceder com a finalização da</p><p>montagem do modelo superior, é preciso fixar o arco facial no articulador (obs: após</p><p>remover do rosto do paciente, já podemos retirar o násio do arco facial). Devemos</p><p>realizar este passo com muito cuidado para não provocarmos impactos na região da</p><p>forquilha e perdermos o registro. Devemos observar que cada oliva possui um orifício</p><p>que se encaixa nos pequenos pinos bilaterais presentes no ramo superior do articulador</p><p>(nota: alguns articuladores possuem este pino relacionado ao ramo inferior). Deve-se</p><p>encaixar cada oliva no seu pino correspondente e apertar os três parafusos do arco</p><p>facial. Logo, devemos obter o arco afixado ao ramo superior, e o ramo superior</p><p>posicionado sobre o ramo inferior, como mostra a figura abaixo:</p><p>Neste momento, devemos realizar retenções com fresa ou faca de gesso e umedecer o</p><p>modelo para, então, posicioná-lo no plano de orientação superior, sem exercer força</p><p>para não alterarmos a posição da forquilha. Podemos, por fim, colocar uma quantidade</p><p>de gesso necessária para a fixação, observando a consistência ideal desse gesso (não</p><p>pode ser muito líquido, nem muito rígido), no modelo superior e na placa de montagem</p><p>(bolacha) do ramo superior, “fechar” o ramo superior em direção ao arco facial e</p><p>controlar este gesso até a sua cristalização final (obs: é preciso observar o toque do</p><p>ramo superior do articulador na região anterior do arco facial; naquela estrutura metálica</p><p>na qual o násio estava afixado). Finalizamos a montagem do modelo superior.</p><p>MONTAGEM DO MODELO INFERIOR</p><p>Levar os planos de orientação à boca do paciente e registrar a relação</p><p>maxilo-mandibular obtida por meio da determinação correta da DVO (relação vertical) e</p><p>da PO (relação horizontal). Este registro deve ser feito por meio de grampos de metal</p><p>que são afixados nos dois planos de cera (superior e inferior). Em seguida, o conjunto</p><p>plano de orientação superior + plano de orientação inferior, afixados por meio dos</p><p>grampos, é removido da boca. Podemos, então, posicionar o plano de orientação</p><p>superior no modelo superior já montado (obs: o articulador deve estar posicionado de</p><p>ponta-cabeça numa superfície plana e o pino incisal deve estar posicionado na sua</p><p>marcação “zero”). Proceder com as retenções no modelo inferior, umedecê-lo e</p><p>posicioná-lo no plano de orientação inferior. Manipular gesso na correta consistência e</p><p>quantidade, colocar uma parte sobre o modelo e outra sobre a placa de montagem</p><p>inferior e “fechar” o ramo inferior do articulador em direção ao pino incisal e ir</p><p>controlando o gesso até a sua cristalização final. (obs: é preciso observar o toque do</p><p>pino incisal na plataforma incisal para termos certeza de que a montagem foi realizada</p><p>com os ramos superior e inferior paralelos). Não se esqueçam de observar se as esferas</p><p>condilares estão tocando todas as paredes da guia condilar, ou seja, se as esferas estão</p><p>promovendo o correto “encaixe” do ramo superior e inferior.</p><p>Introdução à PPR</p><p>e elementos</p><p>constituintes</p><p>CONCEITO DE PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL</p><p>As Próteses Parciais Removíveis são as estruturas que irão repor os dentes e o tecido</p><p>ósseo perdidos pelos pacientes parcialmente dentados, sendo que esta estrutura poderá</p><p>ser removida pelo paciente da boca, quando o mesmo quiser e sempre que for</p><p>necessário.</p><p>As Prótese Parciais Removíveis são conhecidas por diversas denominações, entre elas:</p><p>Pontes Móveis, Aparelho de Roach, PPR, Próteses Móveis, Bridges Móveis, Dentaduras</p><p>Parciais e etc.</p><p>As PPRs, podem ser dois tipos de acordo com a sua função, sendo elas:</p><p>Prótese Parciais Definitivas ou Metálicas</p><p>São Próteses mais resistentes e duráveis. Possuem uma armação metálica que</p><p>proporciona maior retenção, estabilidade, suporte e adequação aos tecidos bucais,</p><p>permitindo que os esforços mastigatórios e as demais forças exercidas sobre a PPR</p><p>sejam menos danosos aos tecidos bucais.</p><p>Prótese Parciais Removíveis Provisórias ou Temporárias</p><p>São Próteses menos resistentes, sem armação metálica, com menor retenção</p><p>e estabilidade, de uso transitório e que tem como propósito adequar o paciente para o</p><p>uso de uma futura PPR metálica e outros tipos de Prótese e para tratamentos prévios de</p><p>reabilitação da Dimensão Vertical perdida, por exemplo.</p><p>PPR</p><p>PPR provisória</p><p>OBJETIVOS DE CONFECÇÇÃO DAS PPRs</p><p>● Restaurar a eficiência mastigatória</p><p>● Restaurar a fonética</p><p>● Restabelecer a estética</p><p>● Proporcionar conforto</p><p>ao paciente</p><p>● Preservar tecidos remanescentes</p><p>INDICAÇÕES DAS PPRs</p><p>● Extremidades livres unilaterais ou bilaterais (ausência de suporte posterior)</p><p>● Espaços protéticos múltiplos</p><p>● Grandes espaços protéticos</p><p>● Espaço protético anterior com Grande reabsorção óssea</p><p>● Como Próteses temporárias e orientadoras de reabilitações complexas</p><p>● Contenção de dentes com mobilidade</p><p>● Auxiliar na contenção de fraturas maxilares</p><p>● Reabilitações de pacientes com Fissura Palatina</p><p>● Odontopediatria (agenesia de dentes)</p><p>● Pacientes com higienização adequada</p><p>CONTRA – INDICAÇÕES DAS PPRs</p><p>● Baixa resistência à cárie e doença periodontal</p><p>● Xerostomia</p><p>● Problemas de Coordenação Motora</p><p>Retentores Extra -</p><p>Coronários</p><p>Introdução</p><p>Os retentores extracoronários são os elementos responsáveis pelo suporte, retenção e</p><p>estabilidade da PPR. São denominados extracoronários pois todos os seus elementos</p><p>constituintes encontram-se externamente ao dente pilar. Utilizam como meio de retenção</p><p>e estabilização estruturas denominadas grampos. Basicamente são constituídos por três</p><p>elementos unidos entre si. São eles: Apoio, grampos e corpo do retentor</p><p>Em geral, os retentores extracoronários, utilizam grampos circunferenciais e grampos</p><p>por ação de ponta. A escolha de qual grampo será utilizado, dependerá do tipo e</p><p>localização do dente pilar, da localização da retenção e da biomecânica exigida para</p><p>cada caso, buscando sempre, proporcionar a melhor retenção, o melhor suporte e</p><p>estabilidade.</p><p>Princípios fundamentais ou básicos de um grampo:</p><p>● Suporte: apoio</p><p>● Retenção: braço de retenção</p><p>● Reciprocidade: braço de oposição</p><p>● Estabilidade: todas as partes</p><p>● Circunscrição: abraçamento do grampo maior que 180o</p><p>● Passividade: não causar torque ao dente na posição de</p><p>assentamento final</p><p>Podemos dividir os grampos em dois tipos principais: grampos circunferenciais e</p><p>grampos por ação de ponta.</p><p>Grampos Cirucunferenciais</p><p>Os grampos circunferenciais podem ser caracterizados como os grampos que se</p><p>originam no terço oclusal do dente suporte, orientando-se em direção à cervical do</p><p>mesmo. Este tipo de grampo possui um braço retentivo, cujo terço final irá ultrapassar o</p><p>equador protético e assentar-se na posição, estabelecida no delineamento, onde se</p><p>encontra a quantidade de retenção exigida. Existe ainda, nesse grampo, um braço de</p><p>oposição, rígido, oposto ao braço de retenção, o qual irá localizar-se de preferência no</p><p>plano de guia, porém as vezes acima do equador protético.</p><p>Tipos de Grampos Circunferenciais</p><p>Grampo Circunferencial Simple ou Grampo Ackers</p><p>Constitui-se de um apoio oclusal, um braço de retenção e um braço de oposição. O</p><p>apoio estará vizinho ao espaço protético e localizado distante do ponto de retenção.</p><p>Indicação – dentes posteriores e raramente em pré-molares. Não é utilizado em dentes</p><p>anteriores.</p><p>Grampo circunferencial simples</p><p>Grampo de Ação Reversa</p><p>A sua porção inicial é muito parecida com o Grampo de Ackers, porém o braço de</p><p>retenção irá buscar primeiro a porção distal do dente suporte acima do equador protético</p><p>e irá voltar para a porção mesial onde o seu terço final irá assentar-se abaixo do</p><p>equador protético.</p><p>Indicação – Dentes posteriores, quando a porção retentiva se localiza próxima ao apoio.</p><p>Grampo de ação reversa</p><p>Grampos Gêmeos</p><p>São formados por dois Grampos Circunferenciais simples, espelhados pelo apoio. O s</p><p>grampos são unidos entre si por um apoio interdental.</p><p>Indicação – Como retentor indireto para a região de molares e pré-molares nos casos de</p><p>classe IV e nos casos de classe II e III, sem modificações anteriores.</p><p>Grampo gêmeos</p><p>Grampo Circunferencial em Anel</p><p>Caracteriza-se por circunscrever o dente de suporte a partir do ponto de origem do</p><p>grampo. Podemos classificá-lo em três tipos, de acordo com o seu desenho:</p><p>Grampo Circunferencial em Anel com um Conector Menor e um Apoio</p><p>Indicação: molares e pré-molares posteriores ao espaço protético; dentes não</p><p>mesializados, lingualizados (inferiores) e vestibularizados (superiores).</p><p>Grampo Circunferencial em Anel com um Conector Menor e Dois Apoios</p><p>Indicação: Dentes pilares posteriores ao espaço protético; Molares e</p><p>Pré-molares, isolados entre dois espaços protéticos; Classe III de Kennedy com</p><p>retenção mésio vestibular ou mésio lingual.</p><p>Grampos em anel</p><p>Grampo Reverso</p><p>Caracteriza-se por possuir o desenho semelhante ao grampo de circunferencial simples,</p><p>porém o seu apoio estará localizado na porção distal do dente suporte e buscará a</p><p>retenção na porção mesial.</p><p>Indicação – Molares em casos de classe II e III de Kennedy, inclinados para o espaço</p><p>protéticos.</p><p>Grampos por Ação de Ponta</p><p>O grampo por ação caracteriza-se e diferencia-se dos grampos circunferenciais por ter</p><p>origem cervical, partindo da sela. Em geral, existem cinco tipos de grampos por ação de</p><p>ponta mais conhecidos. A denominação desses grampos é dada de acordo com a</p><p>semelhança de sua forma com letras do alfabeto. Sendo assim, os cinco grampos mais</p><p>conhecidos seriam os grampos por ação de ponta T, U, L, I, C. O grampo em T, pode</p><p>sofrer uma variação de sua forma, a qual é conhecida como grampo em 7.</p><p>Os grampos mais utilizados são o T e o I</p><p>Apesar da diferença em relação à origem, os grampos por ação de ponta também</p><p>devem possuir um apoio e um braço de oposição se for utilizados em pré-molares.</p><p>Grampo Mésio Distal</p><p>Possui um apoio em cíngulo, unido à armação por um conector menor. Do apoio em</p><p>cíngulo, emergem duas placas proximais (mesial e distal) que irão exercer a função de</p><p>retenção por fricção, por estarem em íntimo contato com os planos guias preparados</p><p>nas faces proximais dos dentes.</p><p>Indicação – Dentes anteriores isolados</p><p>Grampo Mésio Distal</p><p>Grampo em I</p><p>Indicação – Caninos e pré-molares, em casos dentosuportados onde preconizo a</p><p>estética e onde não necessito de abraçamento.</p><p>Grampo em 7</p><p>Indicação – incisivos, caninos e pré-molares, em casos dentomucosuportados ou</p><p>mucodentosuportados.</p><p>Grampo em T</p><p>Indicação - incisivos, caninos e pré-molares, em casos dentomucosuportados ou</p><p>mucodentosuportados. É o grampo por ação de ponta que possui maior abraçamento.</p><p>Grampo por ação de ponta em I</p><p>Grampo por ação de ponta em 7</p><p>Grampo por ação de ponta em T</p><p>Conectores</p><p>Maiores, Selas e</p><p>dentes artificiais</p><p>CONECTOR MAIOR</p><p>Conector maior é o elemento constituinte da Prótese Parcial Removível que tem como</p><p>função principal a união direta ou indireta, de todos os outros elementos constituintes da</p><p>Prótese, entre si.</p><p>Possuem também algumas funções secundárias como suporte, retenção direta e</p><p>indireta e estabilização da Prótese. Estas funções secundárias ocorrem somente com os</p><p>conectores maiores para a maxila e somente para aqueles que recubram o palato em</p><p>uma área de extensão considerável, mantendo um íntimo contato com a fibromucosa.</p><p>A função de suporte do conector maior é obtida através do íntimo contato com a</p><p>fibromucosa e não se torna prejudicial desde que esteja adequadamente suportada</p><p>pelos apoios que limitam esta tendência de intrusão sobre os tecidos.</p><p>A retenção direta é obtida pelos mesmos princípios físicos que possibilitam a retenção</p><p>às Próteses Totais: adesão, coesão, tensão superficial e pressão atmosférica.</p><p>A retenção indireta, também depende do íntimo contato do conector com a fibromucosa,</p><p>impedindo que a prótese rotacione através do eixo real de rotação formado pelos dois</p><p>principais apoios oclusais. A fibromucosa que se encontra perpendicular ao eixo de</p><p>rotação atua como retentor indireto toda vez que o paciente abrir a boca durante o ato</p><p>mastigatório, tendo um alimento pegajoso entre os dentes. A retenção indireta oferecida</p><p>pelo conector maior é auxiliar à proporcionada pelo retentor indireto mecânico e não</p><p>deve ser utilizada com a intenção de substituí-lo.</p><p>A estabilidade da Prótese está relacionada com uma estabilização no sentido horizontal</p><p>e da mesma forma, é oferecida pelo conector maior como uma ação secundária, auxiliar,</p><p>uma vez que a principal estabilidade é o resultado do contato da armação</p><p>metálica com</p><p>os dentes de suporte.</p><p>A porção lateral do palato, os chamados flancos linguais do palato são os responsáveis</p><p>pela estabilização. Quanto mais profundo for o palato, maior a ação de estabilização</p><p>horizontal.</p><p>Todas estas características dependem do relacionamento de íntimo contato entre o</p><p>conector maior e a fibromucosa, o que somente é obtido por meio de moldagens</p><p>funcionais que registrem fielmente os tecidos e por uma armação metálica com bases ou</p><p>selas que se adaptem perfeitamente.</p><p>Características dos Conectores Maiores</p><p>Para que os conectores maiores possam exercer suas funções, sem causar injúria e</p><p>desconforto ao paciente, devem apresentar como características principais, a rigidez e a</p><p>compatibilidade biológica, proporcionando comodidade ao paciente através de uma</p><p>relação passiva com os tecidos mucosos adjacentes.</p><p>Rigidez: é fundamental para que a PPR possa exercer um bom funcionamento</p><p>biomecânico, associado à preservação dos tecidos remanescentes e conforto do</p><p>paciente.</p><p>A rigidez de toda a armação, com exceção apenas do terço terminal do braço de</p><p>retenção, é responsável pela distribuição correta das forças verticais e horizontais que</p><p>atingem a prótese.</p><p>Se o conector maior não for rígido e sofrer qualquer deflexão quando estiver em função,</p><p>poderá instruir-se no tecido fibromucoso, traumatizando-o.</p><p>Os dentes, como são abraçados pelos retentores diretos, podem receber ação de</p><p>torque, caso haja deformação do conector maior, com consequências lesivas ao</p><p>periodonto.</p><p>Compatibilidade Biológica: assim como todos os elementos constituintes da PPR, os</p><p>conectores maiores devem possuir esta característica, apresentando uma relação</p><p>passiva em relação ao tecido fibromucoso independente da relação de contato íntimo ou</p><p>não.</p><p>Nos casos superiores, normalmente temos uma relação de íntimo contato entre o</p><p>conector maior e a mucosa da região palatina que oferece um bom suporte, pois</p><p>apresenta um tecido firmemente aderido nessa região. Daí a importância de realizarmos,</p><p>nestes casos, moldagens funcionais antes da confecção da armação metálica da PPR.</p><p>Os conectores maiores para a maxila devem manter-se sempre o mais afastado</p><p>possível da margem gengival livre, idealmente de 4 a 6 mm.</p><p>Nos casos inferiores, a mucosa que reveste as vertentes mandibulares é fina, móvel e</p><p>bastante sensível, devendo ser aliviada para não sofrer injúria. Assim realizamos a</p><p>moldagem funcional após a confecção da armação metálica da PPR.</p><p>Conectores Maiores para a Maxila</p><p>● Barra palatina simples: anterior, média e posterior.</p><p>● Dupla barra palatina</p><p>● Recobrimento parcial palatino: anterior, médio e posterior.</p><p>● Recobrimento total palatino</p><p>Barras palatinas simples</p><p>São conectores maiores pouco rígidos e pouco confortáveis, que infelizmente ainda hoje</p><p>são bastante utilizados devido a sua facilidade de confecção.</p><p>A sua denominação está relacionada de acordo com sua localização no palato. As</p><p>barras anteriores localizam-se sobre as rugosidades palatinas, as médias localizam-se</p><p>logo atrás das rugosidades e as posteriores encontram-se a frente do limite palato duro</p><p>e mole. Possuem uma secção transversal em forma de “D” ou “meia cana”.</p><p>A falta de conhecimento por parte do Cirurgião dentista, em relação à Biomecânica que</p><p>regem as Próteses Parciais Removíveis, faz com que ele transfira ao técnico de</p><p>laboratório a responsabilidade do planejamento destas próteses. Assim ocorre uma</p><p>escolha intuitiva pelo mais fácil de ser executado, que tecnicamente são as barras</p><p>palatinas, mesmo sabendo que não é o conector maior correto a ser utilizado.</p><p>Portanto devido à sua pouca rigidez, as barras palatinas devem ser indicadas apenas</p><p>em casos onde temos a presença de pequenos espaços protéticos, nas Classes III e IV</p><p>de Kennedy.</p><p>Barra palatina simples</p><p>Dupla barra palatina</p><p>É constituída pela combinação de duas barras, uma anterior e outra posterior, unidas</p><p>bilateralmente por barras mais estreitas.</p><p>Barra palatina anterior - a borda anterior da barra anterior coincide com a linha que</p><p>determina o limite da área de suporte mucoso nessa região, mantendo uma distância de</p><p>5 a 6 mm dos dentes naturais quando presentes, a fim de que não comprometa a saúde</p><p>da gengiva marginal nessa região, tendo o cuidado de contornar a papila palatina para</p><p>evitar a presença de forças compressivas sobre suas estruturas vasculares e nervosas.</p><p>A borda posterior da barra anterior é delimitada por uma linha que apresenta igual</p><p>conformação e curvatura que o contorno da borda anterior, se estendendo</p><p>bilateralmente, distando dela cerca de 7 a 9 mm. Essa largura é suficiente para lhe</p><p>conferir rigidez.</p><p>Barra palatina posterior – a delimitação da borda posterior, nos casos de extremidade</p><p>livre bilateral, Classes I, coincide com o limite de suporte mucoso nessa região ou</p><p>também chamada linha divisória palato duro palato mole</p><p>A borda anterior é determinada por uma linha que se estende bilateralmente e que</p><p>apresenta igual conformação e curvatura que o contorno da borda posterior, distando</p><p>deste cerca de 7 a 9 mm. Essa largura tem o mesmo propósito que o apresentado para</p><p>a barra palatina anterior, ou seja, para lhe conferir rigidez.</p><p>A forma e secção das barras podem variar de acordo com a distribuição dos espaços</p><p>protéticos e do planejamento. A barra anterior normalmente deve se ter a secção</p><p>transversal em cinta plana para conferir maior conforto ao paciente, passando mais</p><p>despercebido pela língua que se acomoda nessa região e a barra posterior pode ser em</p><p>forma de “D” alongada ou em cinta plana.</p><p>Indicações da Dupla barra palatina:</p><p>○ Casos Classe I (não modificada), com a presença de dentes</p><p>pilares bem implantados e rebordo residual pouco reabsorvido.</p><p>○ Casos de Classe II, toda vez em que houver necessidade de</p><p>instituir total rigidez para o conector maior em sua região</p><p>posterior.</p><p>○ Casos de classe III com modificação posterior.</p><p>○ Classe IV, toda vez que houver necessidade de instituir total</p><p>rigidez para o conector maior em sua região posterior.</p><p>A Dupla barra palatina caracteriza-se por sua excelente rigidez e pode ter uma utilização</p><p>universal nas Classes I, II, III e IV de Kennnedy, mas não para todos os casos clínico</p><p>Dupla barra palatina</p><p>Recobrimentos Parciais Palatinos</p><p>Assim como as barras palatinas, os recobrimentos parciais palatinos são divididos</p><p>didaticamente, de acordo com a posição que ocupa no palato.</p><p>Recobrimento Parcial Palatino Anterior: é frequentemente usado de modo arbitrário e</p><p>raramente justificado. É também chamado de Ferradura, meia lua ou ainda, Barra</p><p>Palatina em “U”.</p><p>É indicado para casos com ausência dos dentes anteriores, em situações excepcionais,</p><p>onde existe a presença de tórus palatino avantajado, que se estenda até o limite</p><p>posterior da área de suporte mucoso, sem condições de ser eliminado cirurgicamente ou</p><p>ainda em pacientes respiradores bucais que possuem palato profundo.</p><p>Recobrimento Parcial Anterior</p><p>Recobrimento Parcial Palatino Médio: É também chamado de Placa palatina, Strap ou</p><p>Cinta plana.</p><p>Os recobrimentos parciais possuem uma maior largura em relação aos demais</p><p>conectores maiores, o que possibilita uma menor espessura, que chega em torno de 0,3</p><p>a 0,4 mm para as ligas de Cromo Cobalto ( CoCr) sem que comprometa a rigidez.</p><p>Devido a sua forma na secção transversal, são também chamados por alguns autores</p><p>de cinta plana.</p><p>São indicados para os casos dento suportados, Classes III de Kennedy.</p><p>Recobrimento Parcial Palatino Médio</p><p>Recobrimento Parcial Palatino Médio - Posterior:</p><p>São indicados para os casos de extremidade livre, Classes I e II de Kennedy, quando a</p><p>região palatina for utilizada como área de suporte mucoso auxiliar.</p><p>Apresenta-se achatada e fina, unindo os retentores diretos e se estendendo por toda a</p><p>área de suporte médio posterior mucoso do palato, não sendo aliviada adaptando-se</p><p>perfeitamente, em íntimo contato com a fibromucosa desta região. Nas suas partes</p><p>laterais, relacionadas ao rebordo residual, são fixadas as grades retentivas</p><p>metálicas,</p><p>onde se prendem as selas ou bases acrílicas. São mais delgados e cômodos para as</p><p>funções de fonação, mastigação e deglutição.</p><p>Recobrimento Parcial Palatino Médio - Posterior</p><p>Recobrimento Palatino Total:</p><p>Recobre toda a área de suporte do Palato. Pode ser de metal ou de resina</p><p>Está indicado nos casos em que houver poucos dentes remanescentes e a necessidade</p><p>de o Conector maior participar do suporte, das retenções direta e indireta e da</p><p>estabilização horizontal da Prótese.</p><p>É o conector de eleição quando da presença somente dos dentes anteriores dispostos</p><p>em linha reta.</p><p>Recobrimento total metálico do palato</p><p>Recobrimento total de resina do palato</p><p>Conectores Maiores para a Mandíbula</p><p>● Barra Lingual Clássica</p><p>● Chapeado Lingual</p><p>● Splint Lingual</p><p>● Barra Vestibular</p><p>Barra Lingual Clássica</p><p>É o conector maior de eleição para a mandíbula, utilizado na maioria dos casos, nas</p><p>Classes I, II,III e IV de Kennedy, desde que se tenha espaço suficiente entre a margem</p><p>livre de gengiva e o assoalho da boca.</p><p>Assim a barra lingual deve estar localizada em um ponto equidistante entre estas duas</p><p>estruturas. Alguns autores preconizam uma distância mínima de 2 mm da gengiva</p><p>marginal livre, idealmente 3 a 4 mm ou até mesmo mais, quando possível.</p><p>Quanto a sua localização inferior, deve se manter acima dos tecidos móveis do assoalho</p><p>da boca (músculos milo-hioídeo e genioglosso).</p><p>A barra lingual não deve ter contato com a mucosa, devendo estar ligeiramente afastada</p><p>para evitar a intrusão nos tecidos quando submetida a forças de alavancas rotacionais</p><p>nos casos em extremidade livre e nos casos de PPR dentosuportada, o alívio visa uma</p><p>possível intrusão do conector nos tecidos, devido à migração fisiológica mesial dos</p><p>dentes.</p><p>A Barra Lingual Clássica está contra indicada nos casos de inclinação excessiva para</p><p>lingual dos dentes remanescentes quando não houver espaço suficiente entre a margem</p><p>livre da gengiva e o assoalho da boca e ainda quando houver a presença de Tórus</p><p>mandibular.</p><p>A secção é em forma de meia pêra, com a parte mais espessa localizada inferiormente</p><p>para garantir rigidez e conforto.</p><p>Barra lingual</p><p>Chapeado Lingual: Também chamado Recobrimento Parcial Lingual, Placa Lingual</p><p>Este Conector se localiza desde o cíngulo dos dentes anteriores, n limite superior, até</p><p>pouco além da gengiva marginal livre no limite inferior.</p><p>Sua forma e secção devem contornar os dentes anteriores de forma mais delgada e</p><p>anatômica possível para que não interfira na comodidade do paciente, tornando-se o</p><p>menos perceptível possível à língua. A sua posição inferior deve possuir uma secção em</p><p>forma de meia pêra para proporcionar rigidez ao conector.</p><p>Devem-se aliviar as ameias para que o conector não invada áreas retentivas</p><p>interdentais, assim como toda a extensão sobre as gengivas, marginal, livre e inserida.</p><p>O Chapeado Lingual está indicado para todos os casos em que não existe espaço</p><p>suficiente para a colocação de uma barra lingual clássica, nas situações em que os</p><p>tecidos do assoalho bucal apresentam inserções muito altas ou com rebordos</p><p>remanescentes com alturas reduzidas provenientes de doenças periodontais avançadas.</p><p>Chapeado lingual</p><p>Splint Lingual:</p><p>É um conector que ocupa todo o terço médio e/ou cervical dos dentes anteriores, na</p><p>região de cíngulo, sem atingir a gengiva marginal.</p><p>Sua secção é em forma de “D” ou meia cana alongada e deve ser aliviado nas regiões</p><p>das ameias.</p><p>Suas indicações são as mesmas para os casos de Chapeado Lingual, principalmente</p><p>nas situações em que haja a expectativa de grande movimentação da prótese, nos</p><p>casos de extremidade livre e se deseja retenção indireta adicional.</p><p>Splint Lingual</p><p>SELAS</p><p>A Sela é o conjunto da grade metálica da armação e o acrílico, juntamente com os</p><p>dentes artificiais, são os elementos responsáveis pela reconstrução funcional e estética</p><p>dos tecidos perdidos, ósseo, mucoso e dentário.</p><p>Nas próteses dentossuportadas, a sela se relaciona passivamente com a mucosa</p><p>alveolar, não participando diretamente do sistema de suporte. Já nos casos</p><p>mucosodentossuportado, ela participa diretamente do suporte da prótese juntamente</p><p>com os retentores fazendo com que parte da força mastigatória seja transmitida ao</p><p>rebordo residual através da sua superfície basal.</p><p>A sua extensão e os seus limites devem ser determinados pela extensão do suporte</p><p>mucoso da área edêntula. Podem ser confeccionado em resina acrílica, metal ou ainda</p><p>com ambos os materiais.</p><p>Nos casos dentossuportados, a utilização de um ou outro material é indiferente. Pela</p><p>facilidade de trabalho e confecção, o metal é preferido nos casos de espaços protéticos</p><p>reduzidos, onde não temos a necessidade repor tecidos de suporte. Nestes casos são</p><p>indicadas as selas metálicas que apresentam como principal vantagem o alto grau de</p><p>polimento que podem adquirir tornando-as menos irritantes aos tecidos bucais.</p><p>As selas metálicas têm como principais funções, a fixação dos dentes artificiais, que irá</p><p>proporcionar o preenchimento do espaço protético, a eliminação da impacção alimentar</p><p>e injúria dos tecidos mucosos e a recuperação das condições estéticas e fonéticas do</p><p>paciente.</p><p>Nos casos mucosodentossuportados as selas terão as mesmas funções descritas além</p><p>da transmissão de parte da força mastigatória ao rebordo residual. Esse tipo de relação</p><p>também pode ser estabelecido nos casos de próteses dentossuportadas, quando o</p><p>espaço protético for muito extenso. Nestes casos o tipo de sela utilizada são as selas</p><p>plásticas com reforço metálico. Nesse caso quem estará em contato com a fibromucosa</p><p>será o acrílico, ou seja, no meio do acrílico estará a grade metálica da armação.</p><p>Além das selas metálicas e plásticas com reforço metálico, temos ainda as selas ou</p><p>bases totalmente Plásticas, confeccionadas única e exclusivamente em resina acrílica,</p><p>sendo indicada somente nos casos de próteses terapêuticas, provisórias, imediatas, em</p><p>que vemos a necessidade de um período de espera para que ocorram as remodelações</p><p>teciduais, já que possibilitam correções futuras para manter a sua adaptação ao rebordo</p><p>residual.</p><p>Sela Metálica</p><p>Sela plástica com reforço metálico</p><p>DENTES ARTIFICIAIS</p><p>São os componentes protéticos idealizados para repor os dentes naturais ausentes. A</p><p>escolha dos dentes artificiais utilizados na PPR depende de alguns fatores.</p><p>● Natureza da superfície oclusal antagonista</p><p>● Propriedades mecânicas do material do dente artificial</p><p>● Estabilidade dimensional de cor</p><p>● Forma oclusal</p><p>Em relação aos materiais empregados, para a confecção de dentes artificiais utilizados</p><p>nas PPRs, destacam-se as porcelanas, as resinas e as superfícies metálicas.</p><p>Os dentes de porcelanas eram utilizados há mais de dois séculos pela alta beleza</p><p>estética e grande resistência a abrasão. Por possuírem um alto módulo de elasticidade,</p><p>isto se traduziu em desvantagem na sua utilização para os casos</p><p>mucosodentossuportados, devido a um aumento na transmissão de esforços</p><p>mastigatórios para o rebordo residual. A alta dureza das porcelanas, também</p><p>ocasionavam ruídos incômodos durante os contatos funcionais nos atos mastigatórios.</p><p>Outro fator negativo para a utilização dos dentes artificiais de porcelana era a dificuldade</p><p>de retenção destes dentes à base da prótese devido a falta de compatibilidade química</p><p>entre a porcelana e a resina acrílica, havendo a necessidade de criar retenções</p><p>mecânicas para possibilitar essa união.</p><p>Por volta da década de 40, surgiram no mercado, os dentes de resina, que no início não</p><p>tinham a mesma condição estética, quando comparado aos dentes de porcelana e não</p><p>possuía a mesma resistência à abrasão.</p><p>Com o passar do tempo estes dentes foram evoluindo tanto do ponto de vista estético,</p><p>quanto funcional em relação a suas propriedades mecânicas.</p><p>Além da vantagem de possuir uma coesão química entre os dentes de resina com a</p><p>base da prótese, também possuem um módulo de elasticidade menor, sendo mais</p><p>confortável para o paciente e absorvendo parte dos esforços</p><p>oclusais transmitidos aos</p><p>tecidos de suporte fibromucoso. Isso tudo aliado à simplicidade da técnica laboratorial</p><p>faz com que os dentes de resina sejam hoje os dentes artificiais eleitos para uso</p><p>universal nas Próteses Parciais Removíveis.</p><p>Quase na totalidade das situações clínicas é necessário ajuste também na superfície</p><p>oclusal dos dentes artificiais. Este desgaste no que se refere ao “esmalte” do dente</p><p>artificial elimina a porção de resina acrílica fabricada com cadeia cruzada, que</p><p>proporciona resistência ao desgaste. Quando o desgaste do dente artificial atingir o que</p><p>corresponde a “dentina” do dente, a ligação existente na resina será fraca e facilmente</p><p>susceptível ao desgaste.</p><p>As principais consequências deste desgaste são:</p><p>● Diminuição da eficiência mastigatória</p><p>● Diminuição da dimensão vertical de Oclusão do paciente</p><p>● Maior reabsorção do osso alveolar</p><p>● Disfunção</p><p>Para tentar minimizar este problema, uma opção é a confecção de uma superfície</p><p>oclusal metálica nos dentes artificiais. Estas superfícies oclusais metálicas aliam sob o</p><p>ponto de vista mecânico as vantagens das resinas e das porcelanas. Possuem</p><p>resistência à abrasão, módulo de elasticidade semelhante ao do esmalte natural e a</p><p>possibilidade de se confeccionar uma anatomia oclusal funcional. Os estudos mostram</p><p>que a superfície oclusal metálica nos dentes artificiais em resina faz com que haja uma</p><p>diminuição da reabsorção óssea do rebordo alveolar, que leva a uma diminuição da</p><p>necessidade de reembasamentos ao longo dos anos, além de aumentar a eficiência</p><p>mastigatória e proporcionar a manutenção da dimensão vertical de oclusão do paciente.</p><p>Tem como desvantagem a perda parcial da estética e aumento do custo</p><p>clínico-laboratorial.</p><p>Delineadores e</p><p>Delineamento</p><p>Delineadores</p><p>Introdução</p><p>As PPR são próteses que podem ocasionar danos aos tecidos bucais e aos dentes</p><p>suporte caso sejam mal planejadas. Isto ocorre devido à característica rígida da</p><p>armação. Esta rigidez faz com que seja necessário que as estruturas com as quais os</p><p>componentes da PPR irão se relacionar e estar em íntimo contato, estejam paralelas</p><p>entre si e a trajetória de inserção e remoção da prótese.</p><p>A trajetória de inserção e remoção de uma PPR é o caminho percorrido pela prótese</p><p>desde o primeiro contato de suas partes rígidas com os dentes suporte até a sua</p><p>posição de assentamento final. A trajetória de inserção ideal é aquela em que exista</p><p>retenção balanceada, menor desgaste dos dentes suporte, menor quantidade de</p><p>interferências durante o assentamento e proporcionando um posicionamento adequado</p><p>e estético dos componentes da PPR. O instrumento utilizado para determinar qual a</p><p>melhor trajetória de inserção para cada planejamento de PPR é o Delineador</p><p>Definição</p><p>Delineador é o aparelho utilizado para determinar o paralelismo entre duas ou mais</p><p>superfícies dentais ou estruturas biológicas adjacentes de interesse protético. (DI Fiori,</p><p>1993)</p><p>Delinear é o procedimento utilizado para estudar o paralelismo ou sua falta entre as</p><p>superfícies de um mesmo dente, entre os dentes suporte e entre os dentes e o rebordo.</p><p>Partes Constituintes de um Delineador</p><p>Delineador</p><p>Haste Vertical Móvel</p><p>É nela que serão fixadas as diversas pontas acessórias. Representa a trajetória de</p><p>inserção</p><p>Platina</p><p>A platina será onde os modelos serão fixados para se estudar a trajetória de inserção</p><p>ideal e para se fazer o delineamento. Permite que o modelo seja inclinado nos sentidos</p><p>antero-posterior e látero-lateral livremente. A relação entre a inclinação da platina e a</p><p>haste vertical móvel, representará a Trajetória de inserção da PPR.</p><p>Pontas acessórias</p><p>Existem quatro tipos de pontas acessórias</p><p>Porta grafite (Delineadora) – substitui a ponta analisadora e seu paralelismo com a haste</p><p>vertical móvel. Permite que o equador protético seja demarcado graficamente.</p><p>Analisadoras – são cilíndricas e representam a continuação da haste vertical móvel.</p><p>Calibradores – Permitem determinar onde o terminal retentivo do braço de retenção irá</p><p>se assentar e o grau de retenção presente nesta posição. Em geral possuem três</p><p>tamanhos distintos, cada um relacionado a um tipo de material a ser utilizado para a</p><p>confecção da armação. São eles:</p><p>0,25 ou 0,01 polegada – Ligas de CoCr,</p><p>0,50 0u 0,02 polegada – Ligas de Au</p><p>0,75 ou 0,03 polegada – Fios trefilados</p><p>Faca para recorte – São pontas utilizadas para a análise e a confecção dos planos</p><p>guias. Possuem cortes laterais ou em sua ponta ativa, dependendo do modelo.</p><p>Braçadeira – Permite que a peça reta seja acoplada ao delineador, em posição paralela</p><p>à haste vertical móvel.</p><p>Pontas acessórias - porta grafite, analisadora, três calibradores, duas facas</p><p>Braçadeira - Suporte para peça reta</p><p>Princípios Matemáticos dos delineadores</p><p>Os delineadores seguem o princípio matemático que define que:</p><p>“ As linhas perpendiculares a um plano são paralelas entre si. ”</p><p>Deste modo e considerando que a haste móvel estará perpendicular à base do</p><p>delineador, pode-se afirmar que todas as posições no espaço em que a haste móvel</p><p>seja posicionada serão paralelas entre si. Se levarmos esta afirmação para o modelo do</p><p>paciente, podemos afirmar que se duas estruturas de suporte (dentes, por exemplo)</p><p>forem paralelas à haste móvel do delineador, serão paralelas entre si, também.</p><p>Se considerarmos um dente unitário e posicionarmos o seu longo eixo perpendicular ao</p><p>plano horizontal, poderemos descrever a linha em que o porta grafite toca a área mais</p><p>bojuda do dente, a qual será denominada de equador dentário. Todas as áreas acima</p><p>desta linha serão expulsivas e todas as áreas abaixo desta linha serão retentivas.</p><p>Delineamento</p><p>No momento em que posicionamos o modelo do paciente na platina e inclinamos a</p><p>mesma em qualquer posição, estaremos mudando a posição dos dentes do paciente em</p><p>relação à base do delineador. Para cada inclinação em que a platina é posicionada,</p><p>poderemos encontrar uma área de tangência máxima para cada dente, a qual receberá</p><p>a denominação de equador protético. Da mesma maneira que o equador dentário, o</p><p>equador protético irá determinar áreas expulsivas e retentivas para àquela determinada</p><p>inclinação. A partir do momento em que se muda a inclinação da platina, cria-se um</p><p>novo equador protético e novas áreas retentivas e expulsivas, consecutivamente.</p><p>Equador protético</p><p>Função dos delineadores</p><p>As principais funções dos delineadores são:</p><p>● Determinação da trajetória de inserção</p><p>● Localização de interferências</p><p>● Determinação e localização da necessidade de planos guia</p><p>● Indicação e localização dos terminais retentivos</p><p>● Localização das áreas de alívio</p><p>Posicionamento dos encaixes de precisão e semi-precisão</p><p>Determinação da trajetória de Inserção</p><p>Método Seletivo de Applegate ou das tentativas</p><p>De acordo com este método, a trajetória de inserção baseia-se no equilíbrio das</p><p>retenções, nos planos guia, nas interferências e na estética. Será escolhida a inclinação</p><p>da platina em que se obtenha o menor desgaste de dentes para a confecção dos planos</p><p>guia, a melhor localização e obtenção da retenção necessária, a menor interferência</p><p>com o rebordo e a melhor estética (nos casos anteriores).</p><p>Equilíbrio das retenções</p><p>Sabendo-se que o terço final do braço retentivo do grampo é a única parte da armação</p><p>da PPR que deve ficar abaixo do equador protético, e que, dependendo do material</p><p>escolhido para a confecção da armação, devemos achar uma quantidade de retenção</p><p>pré-definida, a melhor trajetória de inserção será aquela que encontrar a melhor posição</p><p>para o assentamento do terço final do braço de retenção. Além disso, esta trajetória</p><p>deverá encontrar ou criar retenção em todos os dentes que servirão de retentores</p><p>diretos para a PPR, de maneira equilibrada.</p><p>Ao se pré-determinar uma trajetória de inserção, deve-se delinear o modelo por</p><p>completo e posteriormente, analisar-se todas as faces dos dentes, verificando-se a</p><p>posição do equador protético, a presença, a quantidade e a localização de retenção.</p><p>Além</p><p>disso, deve-se analisar ambos os lados da arcada em conjunto para verificar se</p><p>existe equilíbrio de retenção entre os diferentes dentes suporte da PPR.</p><p>Caso a trajetória de inserção pré-determinada não ofereça os requisitos descritos acima,</p><p>deve-se destravar a platina e determinar uma nova trajetória, até se encontrar aquela</p><p>que ofereça a maior quantidade de requisitos relacionados ao equilíbrio das retenções.</p><p>Algumas situações podem ocorrer, no momento de escolha da trajetória de inserção,</p><p>baseando-se no equilíbrio das retenções. Podemos, por exemplo, encontrar uma</p><p>trajetória em que o equador protético esteja muito “alto” em relação ao dente. Isto</p><p>aumenta as chances de que, no momento em que a prótese for inserida, sejam gerados</p><p>componentes horizontais de força, o que poderá ocasionar mobilidade ao dente suporte</p><p>e desconforto no futuro. Ao se encontrar tal situação, deve-se procurar uma nova</p><p>trajetória, movimentando-se a platina em outra inclinação, na tentativa de deixar o</p><p>equador protético “mais baixo” em relação ao dente.</p><p>Uma outra situação, também pode ser encontrada, quando ao se pré-determinar a</p><p>trajetória de inserção, o equador protético esteja muito baixo, em relação ao dente</p><p>suporte. Isto irá determinar uma trajetória de pouca retenção, a qual deve ser modificada</p><p>para se encontrar uma trajetória que apresente um equador protético mais “alto” e que</p><p>ofereça mais retenção para o grampo da PPR.</p><p>Ao se modificar a inclinação da platina e determinar-se uma nova trajetória de inserção,</p><p>deve-se ter consciência de que a nova inclinação, modificará a posição do equador</p><p>protético de todos os dentes em ambos os lados da arcada. Deste modo, nem sempre o</p><p>favorecimento do equador a um dente favorece aos outros dentes e ao rebordo</p><p>desdentado. Quando isto acontece, o profissional deverá analisar o planejamento e</p><p>muitas vezes lançar mão de procedimentos como o desgaste das faces em que estará</p><p>localizado o braço retentivo (com o propósito de localizar o equador protético em uma</p><p>posição mais cervical) ou acrescentar resina nesta mesma face (com o propósito de</p><p>posicionar o equador protético mais próximo da face oclusal do dente).</p><p>Ao se encontrar a posição em que se alcance o equilíbrio de retenção entre ambos os</p><p>lados da arcada e o melhor posicionamento dos braços retentivos, deve-se fixar a</p><p>platina e iniciar a análise dos outros fatores que irão determinar a trajetória de inserção</p><p>ideal.</p><p>Planos Guia</p><p>Ao se analisar a trajetória de inserção de uma PPR, devemos encontrar a inclinação na</p><p>qual, os preparos de plano guia sejam confeccionados desgastando-se a menor e mais</p><p>equilibrada quantidade de estrutura dentária dos dentes suporte possível.</p><p>As principais funções dos planos guia são:</p><p>● Guiar a prótese quando do assentamento e retirada de acordo</p><p>com a trajetória de inserção</p><p>● Irá impedir a tentativa de introdução da PPR em uma direção</p><p>diferente à trajetória de inserção.</p><p>● Ativação elástica do grampo</p><p>● Eliminar forças tangenciais nocivas aos dentes suporte</p><p>● Aumentar a estabilidade da Prótese</p><p>● Retenção adicional através da criação de uma superfície</p><p>friccional</p><p>● Impedir a retenção ou impacção alimentar</p><p>Interferências dentárias e Fibromucosas</p><p>Ao se escolher a trajetória de inserção ideal, devemos considerar aquela que também</p><p>evite que a PPR ao ser inserida atinja áreas de interferência dentária e de fibromucosa.</p><p>As áreas de interferência dentária são todas as superfícies relacionadas às estruturas</p><p>rígidas da prótese. A trajetória de inserção ideal, deve permitir que a PPR seja inserida</p><p>em uma única trajetória, sem nenhuma tentativa de movimento de inserção ou remoção</p><p>diferente daquele estabelecido. Caso o paciente necessite modificar a direção da</p><p>inserção da PPR devido às interferências dentárias, deve-se lançar mão de desgastes</p><p>que eliminem estas interferências. Se estes desgastes forem extensos e nocivos para o</p><p>dente em questão, será necessário modificar a trajetória de inserção.</p><p>As áreas desdentadas também podem causar interferência sobre a inserção e remoção</p><p>da PPR. É muito comum nos casos de extremidade livres e nos casos de desdentado</p><p>anteriores que o rebordo remanescente interfira com a trajetória de inserção. Se este</p><p>detalhe não for considerado, os tecidos poderão ser lesionados pela armação da PPR.</p><p>Estética</p><p>O posicionamento dos grampos de retenção também deve ser considerado na escolha</p><p>da trajetória de inserção ideal. Se possível, os grampos deverão ser posicionados de</p><p>maneira que não estejam tão aparentes quando o paciente estiver utilizando a Prótese</p><p>Removível.</p><p>O requisito estético, porém, não deve ser o principal no momento de escolha da</p><p>trajetória de inserção. Será muito mais benéfico ao paciente uma prótese que respeite</p><p>os princípios biológicos e não danifique ou cause forças danosas ao dente suporte, do</p><p>que uma prótese extremamente estética e que em pouco tempo cause mobilidade e</p><p>lesões às estruturas de suporte.</p><p>Método do Casquete</p><p>● Determinação da trajetória de inserção no modelo.</p><p>● Preparo dos planos de guia no modelo</p><p>● Confecção de casquete de RAAQ</p><p>● Preparo do casquete</p><p>● Cimentação do casquete em boca</p><p>● Transferência da trajetória para a boca.</p><p>Confecção de casquete de transferência de planos de guia</p><p>Posicionamento da braçadeira no delineador para desgaste de planos de guia</p><p>Broca minicut cilíndrica para desgaste dos casquetes</p><p>Desgaste dos casquetes</p><p>casquete de planos de guia - simulando em boca</p><p>Recontornamento</p><p>São alterações realizadas no contorno dos dentes suporte, quando existe a necessidade</p><p>de adequá-los para um melhor funcionamento biomecânico da PPR e para uma melhor</p><p>adequação ao planejamento e à trajetória de inserção escolhida O recontornamento</p><p>pode ser realizado através de desgaste do esmalte do dente suporte conhecido como</p><p>ameloplastia ou através do acréscimo de resina aumentando o contorno da estrutura</p><p>dentária. Podem ser confeccionadas ainda próteses unitárias confeccionadas de acordo</p><p>com o recontornamento exigido para o caso.</p><p>Confecção de placa de transferência de trajetória de inserção de modelo para modelo</p><p>Quando a trajetória de inserção ideal é encontrada, ela deverá ser registrada para que</p><p>se possa enviar ao laboratório e para que o modelo possa ser posicionado corretamente</p><p>futuramente, mesmo que tenha sido removido do delineador após o delineamento.</p><p>placa de transferência de trajetória de inserção</p><p>placa de transferência de trajetória de inserção</p><p>Apoios e preparo</p><p>de apoios</p><p>Apoio - Definição</p><p>É o elemento constituinte da PPR cujas funções principais são fixação e suporte da</p><p>mesma.</p><p>Fixação é a característica biomecânica da PPR em mantê-la na posição de</p><p>assentamento final impedindo o movimento ocluso cervical da peça protética.</p><p>Suporte é a característica biomecânica que permite transmitir a força mastigatória</p><p>recebida pela prótese aos dentes de suporte.</p><p>Preparos de Apoio - Definição</p><p>São cavidades especialmente preparadas para alojar os apoios, para proporcionar ao</p><p>dente suporte e aos tecidos de sustentação, condições biomecânicas favoráveis à</p><p>manutenção de seu estado de saúde.</p><p>Os preparos de apoios podem ser chamados também de nichos ou descansos.</p><p>Os preparos de apoio variam de acordo com o dente que vai recebê-lo.</p><p>Pela necessidade de alojar os apoios, os preparos de apoios devem ter espaço</p><p>suficiente para que o apoio fique contido dentro do preparo, sem que interfira com a</p><p>oclusão.</p><p>Tanto os apoios quanto os preparos de apoios devem ter formatos adequados para que</p><p>a força mastigatória recebida pela prótese seja direcionada ao longo eixo do dente para</p><p>garantir a saúde periodontal.</p><p>Geralmente os apoios fazem parte dos grampos, porém em alguns planejamentos eles</p><p>podem estar isolados para proporcionar apenas suporte ou suporte e retenção indireta.</p><p>Funções dos apoios</p><p>1- Impedir o deslocamento ocluso-cervical da prótese, garantindo assim a fixação;</p><p>apoio de um grampo</p><p>2- Direcionar as forças paralelamente ao longo eixo dos dentes suporte;</p><p>3- Manter</p><p>o terminal retentivo e o braço de oposição nas posições planejadas;</p><p>4- Mantém relações oclusais;</p><p>5- Prevenir impactação alimentar, entre o dente natural e o adjacente artificial;</p><p>Evitar impactação de alimentos</p><p>6- Fechar pequenos diastemas</p><p>Fechar pequenos diastemas</p><p>7- Prevenir a extrusão de dentes suportes</p><p>8- Retenção indireta – o apoio é o principal elemento constituinte da PPR que possibilita</p><p>a retenção indireta. Retenção indireta é uma propriedade de impedir que a prótese</p><p>rotacione no momento de uma rotação mesial de uma prótese de extremidade livre.</p><p>Rotação mesial ocorre no momento de abertura da boca durante a mastigação,</p><p>principalmente de alimento pegajosos, ou seja, no momento que a sela é forçada a</p><p>desgrudar da fibromucosa em um movimento de rotação. O apoio será retentor indireto</p><p>quando posicionado a frente e perpendicular ao eixo de rotação em próteses de</p><p>extremidade livre.</p><p>Retenção indireta</p><p>Classificação dos apoios</p><p>● Apoios oclusais – estão localizados nas superfícies oclusais de molares e</p><p>pré-molares;</p><p>● Apoios palatinos ou linguais – estão localizados na região de cíngulo;</p><p>● Apoios interdentais – são dois apoios posicionados entre dois dentes vizinhos</p><p>quando planejado um grampo gêmeos.</p><p>Planejamento para posicionar apoios</p><p>● Todos os dentes vizinhos aos espaços protéticos recebem apoios (elementos</p><p>de suporte);</p><p>● Nos extremos livres o apoio deve ser posicionado na ocluso-mesial, isso</p><p>porque há uma sobrecarga maior nos dentes suporte nesses casos, então esse</p><p>apoio na mesial vai possibilitar uma melhor distribuição das forças na coroa,</p><p>melhorando assim o sistema de alavanca;</p><p>● Nas áreas dentossuportadas, o apoio fica vizinho ao espaço protético.</p><p>Classificação dos preparos oclusais</p><p>Quanto a localização:</p><p>● Preparos oclusais;</p><p>● Preparos em cingulo;</p><p>● Preparos interdentais ou preparos de passagem.</p><p>Quanto a natureza da superfície:</p><p>● Esmalte;</p><p>● Amálgama ou resina – quando o dente suporte tem restauração;</p><p>● Coroas fresadas – se trata de uma prótese conjugada entre PPR</p><p>e PPF. Quando o dente suporte precisa de uma coroa unitária,</p><p>está deve ser fresada. Essa coroa realizada pelo laboratório de</p><p>prótese possui o preparo de apoio e o local para posicionar o</p><p>braço de oposição.</p><p>Dimensões e formas dos preparos de apoio</p><p>1. Preparos oclusais</p><p>● Para sua confecção usa-se uma ponta diamantada esférica 1014, com</p><p>profundidade de 1,5mm, ou seja, entra todo o diâmetro da broca e mais um</p><p>pouco, uma vez que essa broca tem diâmetro de 1,4mm. Quanto à localização</p><p>e dimensão dos preparos de apoios oclusais, se for um molar, divide a face</p><p>oclusal de mesial para distal em 4 quadrantes e de vestibular para a lingual em</p><p>3 quadrantes. O preparo se localizará no quadrante proximal central; já quando</p><p>se tratar de um pré-molar, a face oclusal será dividida em 3 terços, tanto no</p><p>sentido mesio-distal quanto vestíbulo-lingual. O preparo se localizará no</p><p>quadrante proximal central. Caso a extensão do nicho seja menor que a</p><p>necessária, as forças não serão distribuídas adequadamente em direção ao</p><p>longo eixo dos dentes suporte, perdendo suporte.</p><p>Divisão da face oclusal de um pré-molar</p><p>Vista oclusal com as divisões para o posicionamento e para as dimensões de um preparo de</p><p>apoio oclusal</p><p>Forma de V com o vértice arredondado;</p><p>- Parede pulpar em forma de colher;</p><p>- Ângulos internos arredondados;</p><p>- Paredes circundantes levemente expulsivos;</p><p>- Ângulos cavo-superficiais arredondados;</p><p>- A parede pulpar tem uma inclinação para o centro do dente, ou seja, o vértice</p><p>do preparo é mais profundo.</p><p>formato e dimensão de um preparo de apoio oclusal de molar</p><p>Visão proximal do preparo de apoio oclusal do molar</p><p>Como preparar Pré molares</p><p>a. Ponto de eleição para execução do preparo;</p><p>Fossetas marginais mesial e/ou distal</p><p>ponto de eleição para o início do desgaste do preparo de apoio oclusal</p><p>b. Posicionar a broca sobre o ponto de eleição e aprofundar metade do diâmetro da</p><p>broca;</p><p>Aprofundamento da broca esférica em uma visão proximal</p><p>c. Romper a crista puxando a broca com o cuidado de deixar a parte central do preparo</p><p>mais profunda</p><p>Após aprofundar a broca, puxar a broca até o rompimento da crista</p><p>d. A broca deve voltar ao centro e ser puxada para a próxima para deixar o preparo</p><p>expulsivo para oclusal.</p><p>Broca com inclinação em sentido para proximal para que o preparo fique expulsivo para</p><p>proximal</p><p>e. Arredonde também o ângulo cavo superficial deixando</p><p>f. Deixar o preparo expulsivo para oclusal</p><p>Premolar com preparo expulsivo para oclusal</p><p>g. Centro do preparo inclinado para o centro do dente.</p><p>centro do preparo mais profundo</p><p>2. Preparos interdentais ou preparos de passagem– usados para molares e pré-molares</p><p>quando indicado grampo gêmeos. Chama-se apoio de passagem pois há a necessidade</p><p>de preparar a passagem do braço de retenção e oposição pela crista marginal dos</p><p>dentes suportes, para que estes não interfiram a oclusão.</p><p>Molares com preparos de passagem</p><p>Grampo gêmeos</p><p>3- Preparos em cíngulo</p><p>● Broca utilizada – tronco cônica invertida</p><p>● Serão preparados em dentes anteriores na região de cíngulo. A</p><p>largura mesio-distal deve ser de 2,5 a 3mm, enquanto de cervical</p><p>para incisal ele deve ter 1mm. Nesse caso, o preparo deve ter</p><p>olhando por lingual ou palatina o formato de sorriso invertido.</p><p>● Sorriso invertido</p><p>● Centro mais aprofundado</p><p>Obs.: Apenas caninos superiores e centrais superiores volumosos podem ser</p><p>preparados diretamente em esmalte. Já demais dentes anteriores devem receber resina</p><p>composta em cíngulo para que aumente o volume desse e possa receber o preparo com</p><p>as dimensões adequadas.</p><p>Preparo de apoio em cíngulo</p><p>Sequência Clínica</p><p>de atendimento</p><p>Primeiro passo – Atendimento clinico</p><p>•Anamnese</p><p>•Exame clinico e radiográfico</p><p>•Orçamento!!!!!!</p><p>•Moldagem anatomica</p><p>Segundo passo (laboratorial)</p><p>•Determinar trajetória de inserção</p><p>•Delineamento</p><p>•Placa de tranferência de trajetória de inserção</p><p>Terceiro passo (laboratorial)</p><p>•Planejamento e desenho da armação no modelo de estudo</p><p>Quarto passo (laboratorial)</p><p>•Confecção dos casquete para planos de guia.</p><p>Quinto passo – Segundo atendimento clínico</p><p>•Confecção dos planos de guia em boca</p><p>Sexto passo – Laboratorial</p><p>•Preparos de apoio no modelo de estudo</p><p>Sétimo passo – Terceiro atendimento clínico</p><p>•Preparos de apoio em boca</p><p>Oitavo passo – Quarto Atendimento Clínico</p><p>Moldagem Funcional</p><p>Nono passo – Quinto atendimento Clinico</p><p>● Prova da armação metálica</p><p>● Relação Maxilo Mandibular</p><p>● Montagem dos modelos em articulador</p><p>Décimo passo – Sétimo atendimento Clinico</p><p>Prova da montagem de dentes</p><p>Décimo primeiro passo – oitavo atendimento Clinico</p><p>Instalação da PPR</p><p>Décimo segundo passo e outros</p><p>Controles da PPR</p><p>Introdução ao</p><p>estudo das</p><p>Próteses Parciais</p><p>Removíveis;</p><p>Indicações e</p><p>contra-indicações</p><p>CONCEITO DE PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL</p><p>As Próteses Parciais Removíveis são as estruturas que irão repor os dentes e o</p><p>tecido ósseo perdidos pelos pacientes parcialmente dentados, sendo que esta estrutura</p><p>poderá ser removida pelo paciente da boca, quando o mesmo quiser e sempre que for</p><p>necessário.</p><p>As Prótese Parciais Removíveis são conhecidas por diversas denominações,</p><p>entre elas: Pontes Móveis, Aparelho de Roach, PPR, Próteses Móveis, Bridges Móveis,</p><p>Dentaduras Parciais e etc.</p><p>As PPRs, podem ser dois tipos de acordo com a sua função, sendo elas:</p><p>Prótese Parciais Definitivas ou Metálicas</p><p>São Próteses mais resistentes e duráveis. Possuem uma armação metálica que</p><p>proporciona maior retenção, estabilidade, suporte e adequação aos tecidos bucais,</p><p>permitindo que os esforços mastigatórios e as demais forças exercidas sobre a PPR</p><p>sejam menos danosos aos tecidos bucais.</p><p>Prótese Parciais Removíveis Provisórias ou Temporárias</p><p>São Próteses menos resistentes, sem armação metálica, com menor retenção</p><p>e estabilidade, de uso transitório e que tem como propósito adequar o paciente para o</p><p>uso de uma futura PPR metálica e outros tipos de Prótese e para tratamentos prévios de</p><p>reabilitação</p><p>da Dimensão Vertical perdida, por exemplo.</p><p>prótese parcial removível definitiva</p><p>prótese parcial removível provisória</p><p>OBJETIVOS DE CONFECÇÇÃO DAS PPRs</p><p>● Restaurar a eficiência mastigatória</p><p>● Restaurar a fonética</p><p>● Restabelecer a estética</p><p>● Proporcionar conforto ao paciente</p><p>● Preservar tecidos remanescentes</p><p>INDICAÇÕES DAS PPRs</p><p>● Extremidades livres unilaterais ou bilaterais (ausência de suporte</p><p>posterior)</p><p>● Espaços protéticos múltiplos</p><p>● Grandes espaços protéticos</p><p>● Espaço protético anterior com Grande reabsorção óssea</p><p>● Como Próteses temporárias e orientadoras de reabilitações</p><p>complexas</p><p>● Contenção de dentes com mobilidade</p><p>● Auxiliar na contenção de fraturas maxilares</p><p>● Reabilitações de pacientes com Fissura Palatina</p><p>● Odontopediatria (agenesia de dentes)</p><p>● Pacientes com higienização adequada</p><p>CONTRA – INDICAÇÕES DAS PPRs</p><p>● Baixa resistência à cárie e doença periodontal</p><p>● Xerostomia</p><p>● Problemas de Coordenação Motora</p><p>Elementos</p><p>constituintes das</p><p>PPRs</p><p>Elementos Constituintes da PPR</p><p>1. Retentores</p><p>1. apoio</p><p>2. braço de retenção</p><p>3. braço de oposição</p><p>4. placa proximal</p><p>2. Conector Menor</p><p>3. Conector Maior</p><p>4. Sela</p><p>5. Dentes artificiais</p><p>Retentores</p><p>Os retentores serão os responsáveis por:</p><p>a. Retenção – impedem que a Prótese se desloque no sentido</p><p>gengivo - oclusal</p><p>b. Suporte – Impedem que a Prótese se desloque no sentido ocluso</p><p>– gengival</p><p>c. Estabilidade – evitam que a Prótese se movimente lateralmente</p><p>Retentores Diretos</p><p>São aqueles que se relacionam diretamente com os dentes vizinhos ao espaço protético</p><p>e que serão pilares da Prótese. Sua principal função é retenção e suporte.</p><p>Retentores Indiretos</p><p>São aqueles que se relacionam com os dentes distantes ao espaço protético. Sua</p><p>principal função é de estabilização da Prótese.</p><p>Dependendo de sua localização e de sua função um retentor pode ser classificado ao</p><p>mesmo tempo em Retentor Direto e Retentor Indireto. Isto irá depender do planejamento</p><p>dado pelo profissional ao caso em questão.</p><p>Os retentores diretos ou indiretos podem ainda ser classificados como: Retentores</p><p>extracoronários e intracoronários</p><p>Retentor extracoronário</p><p>retentor intracoronário</p><p>Retentores Extracoronários</p><p>São os retentores mais utilizados em geral, compostos por estruturas metálicas</p><p>popularmente conhecidas como grampos. Estes retentores relacionam-se com as</p><p>superfícies dentais, e executam a função de suporte, retenção e estabilidade através de</p><p>componentes conhecidos como braço de retenção, apoio e braço de oposição,</p><p>respectivamente. Os retentores extracoronários possuem ainda um outro componente</p><p>denominado corpo.</p><p>Apoio</p><p>É o elemento responsável pelo suporte da PPR, impedindo que a mesma exerça ação</p><p>de esmagamento sobre os tecidos gengivais que estão próximos aos dentes pilares. O</p><p>apoio ainda exerce a função de transmissão das cargas mastigatórias sobre o longo eixo</p><p>dos dentes pilares e evita a impacção alimentar.</p><p>Os apoios, em geral estão alojados em cavidades preparadas sobre os dentes pilares,</p><p>localizadas na maioria das vezes na crista marginal da superfície oclusal dos dentes</p><p>posteriores ou no cíngulo dos dentes anteriores. Estas cavidades são conhecidas como</p><p>nichos ou descansos e devem ser preparadas através de desgastes que englobem</p><p>apenas o esmalte dos dentes pilares.</p><p>Apoio</p><p>Braço de Retenção dos Grampos</p><p>O Braço de Retenção é o elemento constituinte dos grampos responsável pela retenção</p><p>da PPR. Sua função é evitar que a Prótese se desloque no sentido gengivo – oclusal</p><p>quando em função. Indiretamente são responsáveis também pela estabilidade da PPR.</p><p>O Braço de Retenção, em geral, é confeccionado de tal maneira que no momento do</p><p>assentamento da Prótese, seu terço final apresente elasticidade suficiente para</p><p>ultrapassar o equador protético previamente estabelecido, de tal maneira que a retenção</p><p>da prótese se dará pelo travamento desta porção do braço de retenção abaixo da região</p><p>de maior perímetro do dente.</p><p>Braço de retenção</p><p>Braço de Oposição dos Grampos</p><p>São braços rígidos, largos responsáveis pela estabilização do dente pilar e da PPR.</p><p>Conferem estabilidade ao dente suporte, na medida em que anulam as forças exercidas</p><p>pelo braço de retenção, quando seu terço final entra em contato com o equador</p><p>protético. Neste momento, forças laterais surgem a fim de ativar a elasticidade do braço</p><p>retentor, as quais devem ser anuladas pelo braço de oposição, evitando assim, que</p><p>exista torque sobre o dente suporte, o que resultaria em desequilíbrio funcional e</p><p>consequente mobilidade futura.</p><p>Os braços de oposição, em geral, estarão em contato com áreas planas, preparadas nas</p><p>faces palatinas e linguais dos dentes suporte.</p><p>Braço de oposição</p><p>Corpo Retentor</p><p>É o elemento responsável pela união dos apoios e os braços de retenção e oposição</p><p>entre si. Será responsável também pela união entre o grampo e o conector menor.</p><p>Retentores Intracoronários</p><p>São os retentores confeccionados através de componentes que se encaixam através do</p><p>sistema macho-fêmea e que estão interligados com coroas que reconstroem os dentes</p><p>suporte. Estes encaixes são conhecidos como attachment e apresentam a porção fêmea</p><p>confeccionada internamente na coroa e a porção macho ligada à armação metálica ou</p><p>vice versa.</p><p>Este tipo de retentor não se utiliza de grampos para exercer a função de retenção,</p><p>sendo mais estéticos. Podem ser classificados como encaixes de precisão ou de</p><p>semi-precisão.</p><p>De acordo com o caso, estes retentores intracoronários poderão ser:</p><p>Rígidos – utilizados em casos de PPR dento-suportados</p><p>Semi-Rígidos – utilizados em ca sos de PPR dento-muco ou muco-dento suportadas.</p><p>CONECTOR MAIOR</p><p>Os conectores maiores são barras de metal que unem todas as estruturas da PPR</p><p>bilateralmente. Deve ser rígido e respeitar os tecidos bucais subjacentes. Irá distribuir</p><p>uniformemente os esforços incididos sobre a PPR.</p><p>Conector maior</p><p>CONECTOR MENOR</p><p>Os conectores menores, por sua vez, são pequenas barras metálicas responsáveis por</p><p>unir os retentores à sela e, muitas vezes, ao conector maior.</p><p>Sela</p><p>As selas são as estruturas da PPR responsáveis pela união dos dentes artificiais com a</p><p>armação metálica. Biomecanicamente irão, nos casos dento-muco e muco-dento</p><p>suportados, transmitir os esforços mastigatórios ao rebordo do paciente. Caso o</p><p>paciente a ser rebilitado pela PPR apresente grande perda óssea na região edentada,</p><p>as selas poderão, ainda, devolver o preenchimento labial, satisfazendo os requisitos de</p><p>conforto, estética e fonética.</p><p>As selas podem ser:</p><p>Metálicas – o contato com a fibromucosa é realizado por uma base metálica (são</p><p>utilizadas em geral para substituir apenas um dente)</p><p>Metaloplásticas – quando o contato com a fibromucosa é misto, ou seja, será</p><p>realizado pela resina acrílica, fixada à prótese por retenções na armação metálica.</p><p>Plásticas – utilizadas em PPRs provisórias, onde não existe armação metálica.</p><p>Dentes Artificiais</p><p>Irão substituir a estética, a função mastigatória e fonética dos dentes que foram perdidos</p><p>pelo paciente, devolvendo à arcada dental a normalização das suas curvas funcionais.</p><p>Podem ser confeccionados em diversos tipos de materiais como porcelana e resina</p><p>acrílica. Serão fixados à sela da PPR.</p><p>Sela e dentes artificiais</p><p>Exame do</p><p>paciente;</p><p>obtenção dos</p><p>modelos de</p><p>estudo e</p><p>tratamento Prévio</p><p>a Realização da</p><p>PPR</p><p>EXAME DO PACIENTE</p><p>SAUDE</p><p>Ao estudarmos este capitulo, devemos entender que o assunto, exame do paciente,</p><p>deve ser abordado com maior profundidade no exame inicial (Geral – Anamnese) e</p><p>através da análise do paciente como um todo poderemos identificar doenças</p><p>pré-existentes. Esta identificação resulta na necessidade de obtermos um</p><p>relacionamento multiprofissional (Ex. Médicos, Psicólogos, Fonoaudiólogos,</p><p>Fisioterapeutas etc.) com o objetivo de amenizarmos algumas interferências que podem</p><p>ocorrer no tratamento odontológico proposto. Já no exame específico iremos avaliar o</p><p>paciente em relação ao aspecto atual da cavidade bucal, onde teremos a necessidade</p><p>de mantermos</p><p>um relacionamento interdisciplinar (Ex. Cirurgia, Endodontia, Dentística,</p><p>etc )</p><p>No exame Geral, queremos deixar claro que não é nossa pretensão abordarmos todas</p><p>as doenças pré-existentes, mas algumas que são mais incidentes serão discutidas.</p><p>DIABÉTES - CARACTERISTICAS</p><p>XEROSTOMIA - A falta de saliva provoca sintoma de boca seca, interfere na retenção</p><p>de próteses mucosa suportadas e mucosa dento suportadas, a saliva altera o efeito</p><p>tampão e seu Ph alterado(ácido) provoca uma maior incidência de cáries.</p><p>FORMA/VOLUME - É alterada devido ao acúmulo de líquidos na submucosa quando o</p><p>diabético se encontra descompensado provocando a alteração do volume da</p><p>fibromucosa, por exemplo, moldagem funcional deve ser realizada quando o paciente</p><p>diabético se encontra compensado evitando um desajuste da futura Prótese.</p><p>MENOPAUSA - Alteração hormonal pode provocar ardor na abóboda palatina e dorso</p><p>da língua</p><p>DOENÇA REUMATOLÓGICA ( Artrites ) - geram alterações na ATM provocando</p><p>problemas de oclusão.</p><p>PACIENTES IRRADIADOS – Tratamentos de lesões em pacientes submetidos à</p><p>radioterapia diminuem a quantidade de saliva (xerostomia), favorece a incidência de</p><p>cáries, doenças periodontais, dificultando a utilização de próteses. Esses pacientes</p><p>devem ser submetidos ao tratamento odontológico antes de iniciarem o tratamento com</p><p>radiação.</p><p>Obs. A quantidade de estreptococos em pacientes portadores de próteses aumenta</p><p>consideravelmente. A saliva como tem um efeito de lubrificante, na sua falta , poderá</p><p>provocar cisalhamento (atrito entre prótese e fibromucosa ) causando pequenas</p><p>ulcerações. As regiões ulceradas podem se tornar porta de entrada para uma</p><p>endocardite em pacientes cardiopatas.</p><p>IDADE DO PACIENTE</p><p>Ainda no aspecto geral, a idade do paciente tem grande importância pois determina o</p><p>tipo de procedimento. Exemplo: Mantenedores de espaço (Herbiatria) são próteses</p><p>temporárias com o objetivo de preservar espaço até a fase adulta, momento que será</p><p>indicado o tipo de prótese adequada.</p><p>No idoso, devemos diferenciar o aspecto patológico do envelhecimento (Gerontológico).</p><p>O exemplo que nos permite entender é boca seca de paciente idoso com o paciente</p><p>idoso de boca seca. Não podemos afirmar que o paciente idoso tem boca seca, mas</p><p>podemos afirmar que o paciente idoso esta com a boca seca. No envelhecimento não</p><p>existe esta relação de boca seca, mas a maioria de pacientes idosos que fazem uso de</p><p>medicações como anti-depressivos, anti-hipertensivos, podem apresentar sintomas de</p><p>xerostomia. É muito importante conhecer como o ser humano envelhece, daí a</p><p>Gerontologia (estudo do envelhecimento).</p><p>Pacientes idosos, com alguma debilidade não devem ser submetidos a um tratamento</p><p>odontológico prolongado, devemos adequar se possível a prótese já existente</p><p>proporcionando uma melhora na função e do conforto.</p><p>COMPORTAMENTO EMOCIONAL</p><p>À medida que realizamos a anamnese, durante o exame geral, iremos identificar o</p><p>comportamento emocional dos pacientes, fato de extrema importância no sucesso das</p><p>próteses indicadas. Abaixo apresentamos alguns tipos de pacientes.</p><p>CRITICO METÓDICO: relutante em aceitar o tratamento (exige explicações). O</p><p>prognóstico será positivo se o profissional adotar procedimentos equilibrados, com</p><p>inteligência e compreensão.</p><p>HISTÉRICO: Temem o tratamento dentário, culpam os dentistas pelo estado da boca, e</p><p>acham que ninguém pode ajudá-los. Prognóstico desfavorável.</p><p>INDIFERENTE: Não se importam com a estética e acham que a prótese é</p><p>desnecessária para a mastigação, não reconhecem o esforço do profissional e</p><p>geralmente o Prognóstico e desfavorável.</p><p>EXAME CLÍNICO ESPECÍFICO</p><p>Visa analisar todas as estruturas e componentes do sistema estomatognático no que diz</p><p>respeito às suas características anatômicas e funcionais.</p><p>Exame da ATM e dos músculos mastigatórios;</p><p>exame intra-bucal;</p><p>exame radiográfico completo</p><p>No aspecto atual da cavidade bucal, durante o exame específico, devemos estabelecer</p><p>uma avaliação dentária, periodontal, da área de suporte fibromucoso (rebordo) e do</p><p>exame radiográfico.</p><p>AVALIAÇÃO DENTAL</p><p>Exame das arcadas dentárias direcionado para:</p><p>-Suporte Dentário: Na avaliação dentária, devemos direcionar o exame clinico para</p><p>avaliação da higiene, estado atual dos dentes, estado periodontal, quantidade e</p><p>disposição dos dentes no arco dental.</p><p>Suporte Dentário :</p><p>- Higiene:</p><p>- Qualitativo: ( forma/ estado – relação coroa/raiz / implantação alveolar)</p><p>Devemos avaliar o elemento dental no seu aspecto de integridade, que pode se</p><p>apresentar parcialmente destruído, exigindo a sua restauração para receber de forma</p><p>conveniente elementos da PPR. A relação coroa/raiz é fundamental para um bom pilar,</p><p>não poderemos selecionar dentes cuja implantação alveolar se apresente em</p><p>desvantagem em relação à coroa dental. Exemplo: raízes menores que as coroas</p><p>dentais, dentes extruídos, inclinados com mobilidades devem ser avaliados.</p><p>- Quantitativo: ( No. de dentes)</p><p>Em relação aos números de dentes suporte remanescentes, o prognóstico de uma PPR</p><p>será mais favorável quanto maior for o número de dentes presentes no arco</p><p>parcialmente edentado.</p><p>Periodonto:</p><p>- Exame radiográfico: Cáries – periodontopatias – endodontias – raízes – áreas</p><p>desdentadas - dentes inclusos – focos de infecção – qualidade do tecido ósseo.</p><p>Suporte Mucoso (Exame área de suporte fibromucoso - Rebordo)</p><p>- Fibromucosa :-Para avaliarmos a área de suporte fibromucoso(Rebordo) devemos</p><p>compreender o conceito de resiliência.</p><p>Resiliência: É a capacidade do tecido fibromucoso se deformar e voltar a sua posição</p><p>inicial depois de cessado o estímulo. Se o fato ocorrer, podemos afirmar que o rebordo</p><p>se apresenta em boas condições, fato citado na literatura como o melhor tipo de suporte</p><p>fibromucoso (Resiliente). A fibromucosa pode se apresentar com outros aspectos como</p><p>lisa e dura, e flácida. A fibromucosa do tipo lisa e dura pouco se deforma com uma</p><p>resiliência baixa, classificando-se como o pior tipo de suporte fibromucoso. Finalmente o</p><p>tecido fibromucoso flácido, que apresenta uma camada espessa de tecido fibromucoso</p><p>oriundas de reabsorções ósseas mostra-se inadequado, necessitando de alívios</p><p>evitando modificações da superfície anatomica durante a moldagem na obtenção dos</p><p>modelos. Quando estivermos diante de fibromucosas com alto grau de flacidez,</p><p>recomenda-se a sua remoção (Cirurgia).</p><p>Fibromucosa</p><p>- Resiliente:</p><p>- Lisa e Dura:</p><p>- Flácida:</p><p>Forma do Rebordo</p><p>- Triangular:</p><p>– Quadrado:</p><p>– Oval:</p><p>Altura do rebordo</p><p>- Normal</p><p>- Alto</p><p>- Reabsorvido</p><p>- Misto</p><p>Inclinação do rebordo</p><p>- Horizontal : Comportamento biomecânico da prótese é favorável.</p><p>- Ascendente distal: Melhor tipo de rebordo para receber a ação das cargas</p><p>mastigatórias.</p><p>- Descendente distal: Pior tipo de rebordo para receber a ação das cargas mastigatórias</p><p>Analise Funcional da Oclusão</p><p>- (PO)</p><p>- (MIC)</p><p>- Guias de desoclusão : Lado de Trabalho/Lado de Balanceio</p><p>- Plano oclusal</p><p>- Dimensão vertical de oclusão</p><p>- Bruxismo</p><p>Análise das próteses existentes</p><p>- Análise intrabucal: Oclusão biomêcanica, suporte, retenção, estabilidade, elementos</p><p>constituintes e estética.</p><p>- Análise extrabucal: Aparência facial, seleção dos dentes artificiais e opinião do</p><p>paciente.</p><p>Modelos de Estudo</p><p>A análise dos modelos de estudo deve ser uma reprodução detalhada de aspectos que</p><p>nos auxiliem potencialmente no diagnóstico e plano de tratamento , auxilie no exame</p><p>intra-oral, análise topográfica, apresentação ao paciente (Necessidades), como</p><p>orientador do preparo de boca, Planejamento e desenho da PPR, confecção de</p><p>moldeiras individuais etc.</p><p>Especificamente:</p><p>- Determinação da trajetória de inserção</p><p>- Delineamento</p><p>- Perpetuação da trajetória</p><p>- Confecção da guia de inserção</p><p>- Localização dos retentores diretos</p><p>- Planos de Guia</p><p>- Localização dos 0.25 das áreas retentivas</p><p>( calibradores )</p><p>- Localização dos apoios</p><p>Tratamento Prévio à PPR</p><p>Preparo de boca é o conjunto de procedimentos clínicos e laboratoriais com a finalidade</p><p>de construir uma</p><p>PPR confortável e duradoura para o paciente, envolvendo a Estética,</p><p>Fonética, Função mastigatória restabelecendo o equilíbrio do Sistema estomatognático</p><p>proporcionando, conforto e o mais importante, preservando os dentes remanescentes.</p><p>Para iniciarmos este plano de tratamento, devemos estabelecer algumas prioridades:</p><p>1ª. Fase: Devemos realizar alguns procedimentos curativos, equacionarmos a saúde</p><p>das estruturas Remanescentes,envolvendo algumas áreas interdisciplinares como por</p><p>exemplo: Cirurgia, Endodontia, Dentistica e etc, estabelecendo uma ordem de</p><p>conveniência. Estes procedimentos realizados são chamados também de Preparo de</p><p>Boca I.</p><p>2ª. Fase: Nesta fase, iremos efetuar uma série de procedimentos diretamente</p><p>relacionados à Reabilitação Protética dos dentes, cuja finalidade é receber</p><p>posteriormente a Prótese Parcial Removível. Estes procedimentos envolvem</p><p>diretamente o preparo dos dentes para receber a PPR. Exemplos: coroas fresadas,</p><p>preparo de descansos, determinação do eixo de inserção, equador protético enfim</p><p>procedimentos que melhoram a biomecânica da PPR. Esta fase é denominada também</p><p>de preparo de Boca II.</p><p>Plano de Tratamento Integrado-Fase Curativa ( Preparo de Boca I )</p><p>- Emergências – Dor e/ou estética. Muitos pacientes que utilizam prótese parcial</p><p>removível necessitam de algumas intervenções cujo objetivo é adequarmos a boca do</p><p>paciente frente a algumas inflamações e irritações da mucosa da área chapeável. Não</p><p>podemos comprometer o planejamento da futura PPR sem antes corrigirmos estas</p><p>alterações.</p><p>- Exodontias – Devem ocorrer no inicio do tratamento, sendo contraindicadas tentativas</p><p>heroicas de salvar dentes seriamente comprometidos ou com prognóstico duvidoso não</p><p>servindo com dente pilar de PPR.</p><p>- Cirurgias – Intervenções planejadas através de exames clinico e exames</p><p>complementares (Radiografias)onde podemos encontrar raízes residuais, dentes</p><p>impactados, cistos e tumores odontogênicos, exostoses e tórus, tecidos hiperplásicos,</p><p>inserções musculares e freios, espículas ósseas e etc.</p><p>- Endodontias – Dentes, cuja imagem radiográfica detecte lesões, cáries profundas,</p><p>dentes tratados endodonticamente, porém de forma inadequadas, podem comprometer</p><p>futuramente todo o planejamento, devem ser tratados e retratados.</p><p>- Dentística – De posse dos modelos de diagnósticos (Estudo), exame clinico intrabucal</p><p>e exames complementares (RX), o dentista esta apto a iniciar o preparo dos dentes</p><p>remanescentes cariados ou com infiltrações. Esta fase podemos denominar de fase 01</p><p>ou Preparo de Boca 1. Já o preparo dos dentes pilares cujo objetivo é receber os</p><p>descansos é denominado de fase 02 ou Preparo do Boca 2.</p><p>- Ortodontia – Algumas correções devem anteceder à confecção de PPR, vislumbrando</p><p>no futuro uma relação de oclusão funcional satisfatória e uma estética favorável com um</p><p>único objetivo de estabelecer um equilíbrio do sistema estomatognático e facilitar o</p><p>planejamento das PPRs.</p><p>- Periodontia – O tratamento da doença periodontal realizado antes da confecção da</p><p>PPR apresenta algumas vantagens: a)Eliminação da doença periodontal (fator causal da</p><p>perda dentária); b) Periodonto livre de doença apresenta um ambiente melhor para</p><p>correção restauradora; c) A resposta de elementos dentais estratégicos, porém</p><p>questionáveis ao tratamento periodontal podem dar uma importante oportunidade para</p><p>reavaliarmos seus prognósticos antes da decisão final.</p><p>Plano de Tratamento Integrado-Fase Protética (Preparo de Boca II)</p><p>Analise funcional da oclusão. ( Montagem em Articulador )</p><p>- Delineamento</p><p>- Eixo de inserção</p><p>- Planos guias</p><p>- Descansos ( Aplicação Direta /Indireta )</p><p>- PPF conjugadas ( Fresagens )</p><p>- Contenções</p><p>- Retentores intra-coronários</p><p>- Implantes</p><p>Classificação dos</p><p>casos de</p><p>pacientes</p><p>parcialmente</p><p>desdentados</p><p>A classificação dos arcos desdentados é importante pelas seguintes razões:</p><p>● Finalidade didática - Facilita ao estudante determinar a solução mais indicada</p><p>para os casos de uma mesma classe de uma forma geral;</p><p>● Comunicação Inter-profissional – Possibilita a comunicação entre dentista e</p><p>entre o técnico laboratorial e o dentista;</p><p>● Modelo universal de trabalho - O desenho/planejamento base de uma</p><p>classificação com o acréscimo de pequenas variações pode ser aplicada a</p><p>todos os casos de uma mesma classe.</p><p>Existem diversos tipos de classificações, as mais conhecidas são: Kennedy, Cummer,</p><p>Wild, Beckett, Godfrey, Swenson, Friedman, Wilson, Skinner, Applegate, Avant, Miller e</p><p>Outros</p><p>Requisitos de um Método de Classificação ideal</p><p>A classificação das arcadas parcialmente desdentadas deveria satisfazer os seguintes</p><p>requisitos:</p><p>1. Possibilitar uma visualização imediata do tipo de arcada parcialmente desdentada que</p><p>está sendo considerada;</p><p>2. Possibilitar a diferenciação imediata entre a prótese dentossuporta da e</p><p>dentomucosossuportada;</p><p>3. Ser universalmente aceita;</p><p>4. Simples e abrangente.</p><p>A classificação de Kennedy é a classificação mais amplamente aceita de arcadas</p><p>parcialmente desdentadas.</p><p>Com o objetivo de simplificar o problema e encorajar uma utilização mais universal de</p><p>uma classificação, e no interesse de comunicação adequada, neste capítulo e no curso</p><p>de prótese parcial removível da Uninove utilizaremos dois tipos de classificação: a</p><p>classificação pelas vias de transmissão de força e a classificação de Kennedy.</p><p>Classificação pelas Vias de Transmissão de Força</p><p>A classificação pelas vias de transmissão de força é a classificação mais antiga e leva</p><p>em consideração a biomecânica de como a força mastigatória é transmitida da PPR às</p><p>estruturas de suporte.</p><p>- Dento suportada: A PPR é suportada apenas pelos dentes suporte, ou seja, toda</p><p>carga mastigatória é transmitida para o osso através dos dentes.</p><p>- Dento-muco-suportada: A maior parte da força mastigatória é transmitida para o</p><p>osso pelos dentes suporte e uma menor parte é transmitida pela fibromucosa.</p><p>- Muco-dento-suportada: A maior parte da força mastigatória é transmitida para o</p><p>osso pela fibromucosa e uma menor parte é transmitida pelos dentes suportes</p><p>As próteses dento-suportadas são próteses reabilitadoras de espaços intercalares. As</p><p>próteses dento-muco-suportadas, geralmente, são próteses reabilitadoras de espaços</p><p>protéticos de extremidades livres unilaterais pequenos. As próteses</p><p>muco-dento-suportadas, geralmente, são próteses reabilitadoras de espaços protéticos</p><p>de extremidades livres bilaterais de médio à extensos.</p><p>Prótese dentosuportada</p><p>Fonte:</p><p>Prótese dento-muco-suportada</p><p>Fonte:</p><p>Prótese muco-dento-suportada</p><p>Fonte:</p><p>Classificação de Kennedy</p><p>O método de classificação de Kennedy foi originalmente proposto pelo Dr. Edward</p><p>Kennedy em 1925.</p><p>A classificação de Kennedy toma como base a topografia da arcada, por isso chamada</p><p>de método topográfico, ou seja, toma como base a distribuição dos dentes</p><p>remanescentes e dos espaços protéticos.</p><p>Kennedy dividiu todas as arcadas parcialmente desdentadas em quatro classes básicas.</p><p>Classe I – Desdentado posterior bilateral</p><p>Classe II – Desdentado posterior unilateral</p><p>Classe III – Desdentado intercalar</p><p>Classe IV – Desdentado anterior cruzando a linha média</p><p>A classificação de Kennedy não considera o numero de dentes presentes e nem a</p><p>dimensão dos espaços desdentados.</p><p>Classe I de Kennedy</p><p>Classe II de Kennedy</p><p>Classe III de Kennedy</p><p>Classe IV de Kennedy</p><p>No início a Classificação de Kennedy não abrangia todos os caso, por isso, em 1935,</p><p>Applegate sugeriu algumas regras para a classificação de Kennedy. Essas regras foram</p><p>bem aceitas e utilizadas até hoje.</p><p>Regras de Applegate para a classificação de Kennedy</p><p>1- Deve ser posterior ao preparo da boca, visto que novas extrações poderá alterá-la;</p><p>2- Se o terceiro molar estiver ausente, e NÃO for reposto, a área desdentada não será</p><p>levada em consideração;</p><p>3- Se estão presentes os terceiros molares e vão ser usados como suportes, devem ser</p><p>considerados como suporte;</p><p>4- Regra válida para os segundos molares;</p><p>5- Áreas desdentadas mais posteriores determinam</p><p>de fraturas maxilares</p><p>● Reabilitações de pacientes com Fissura Palatina</p><p>● Odontopediatria (agenesia de dentes)</p><p>● Pacientes com higienização adequada</p><p>CONTRA – INDICAÇÕES DAS PPRs</p><p>● Baixa resistência à cárie e doença periodontal</p><p>● Xerostomia</p><p>● Problemas de Coordenação Motora</p><p>Meios de</p><p>retenção em</p><p>Prótese Total</p><p>As próteses totais estão classificadas segundo Saizar como próteses mucosas</p><p>suportadas. Resumidamente, uma prótese mucosa suportada é aquela em que toda a</p><p>responsabilidade pela transmissão das cargas mastigatórias ao osso alveolar é feito por</p><p>meio da própria mucosa. Como a prótese total é destinada a pacientes desdentados, a</p><p>fibromucosa e o osso alveolar em intimo contato com a prótese total receberão a carga</p><p>mastigatória e deverão promover retenção ao aparelho protético.</p><p>O que podemos prever, diante desse relacionamento mucosa oral e prótese total, é que</p><p>a qualidade e eficiência da mastigação da prótese estará diretamente relacionada a sua</p><p>capacidade de retenção e estabilidade. Quanto maior a retenção e a estabilidade de</p><p>uma prótese total, melhor será a capacidade mastigatória desse paciente. Por sua vez, a</p><p>retenção e estabilidade da prótese é diretamente proporcional a altura do rebordo.</p><p>Rebordos altos promovem maior retenção e estabilidade (devido as vertentes</p><p>vestibulares e palatinas/linguais com maior superfície). Ainda assim, o rebordo alto não</p><p>é garantia de retenção quando a borda da prótese não se encontra bem posicionada. A</p><p>correta delimitação da área basal é de fundamental importância para a retenção da</p><p>prótese total para que a borda da prótese possa atuar vedando a interface</p><p>mucosa/prótese do restante da cavidade oral e promovendo assim um selamento</p><p>periférico (mantendo uma pressão interna menor) da prótese sobre a mucosa.</p><p>Didaticamente, dividimos os meios de retenção em 5 tópicos:</p><p>- Físicos,</p><p>- Fisiológicos,</p><p>- Mecânicos,</p><p>- Psicológicos,</p><p>- Cirúrgicos.</p><p>Os meio físicos, abrangem basicamente todos os fenômenos de natureza física,</p><p>responsáveis pelo fenômeno de retenção e estabilidade da prótese total. Como a</p><p>prótese total, é mucoso suportada a prótese total fica apenas apoiada sobre a</p><p>fibromucosa sem haver nenhum tipo de encaixe desta peça. Assim, a retenção da</p><p>prótese total funciona basicamente por meio da adesão existente entre as duas</p><p>superfícies (a da prótese e a da mucosa). Essa adesão, pode ocorrer de duas maneiras:</p><p>uma adesão macro mecânica quando dois corpos interagem entre sí apenas com pontos</p><p>de contato macroscópicos e micromecânica quando essa interação ocorre também a</p><p>nível microscópico. Para entendermos melhor a adesão, usamos o exemplo das duas</p><p>placas de vidro uma sobre a outra. Quando unimos uma placa contra a outra, estamos</p><p>colocado em contato dois corpos que, aparentemente são lisos, mas quando vemos</p><p>essas mesmas superfícies com um microscópio percebemos que ambas as superfícies</p><p>são bastante irregulares formando assim picos e vales na sua superfície. Quando então</p><p>as duas são apoiadas uma sobre a outra, temos o contato de apenas de poucas regiões</p><p>devido a irregularidade das superfícies. Como a adesão é proporcional a área de</p><p>contato, quanto mais pontos de contato existirem maior será a adesão resultante entre</p><p>os dois corpos.</p><p>Quando a adesão ocorre dessa maneira (somente em poucas área de contato) temos</p><p>apenas uma adesão macro mecânica resultante do simples apoiar de um corpo sobre o</p><p>outro. Caso esses pontos de contato sejam aumentados até ao ponto em que haja uma</p><p>interação da superfície a nível microscópico (de molécula com molécula) a adesão</p><p>resultante será maior do que era antes devido a regra de que quanto maior a área de</p><p>contato maior será a retenção promovida entre os dois corpos. Agora surge o</p><p>questionamento: como podemos então aumentar esses pontos de contato até chegar a</p><p>uma adesão micromecânica?</p><p>Para alcançarmos a adesão micromecânica, precisamos diminuir ou eliminar os espaços</p><p>vazios existentes entre as duas superfícies. A melhor maneira de se alcançar essa</p><p>situação, é utilizando algum outro material, que tenha a capacidade de ocupar esses</p><p>espaços entre as duas superfícies. Quando adicionamos água por exemplo entre as</p><p>duas placas de vidro observamos um grande aumento da força necessária para</p><p>separarmos as duas placas. Nesta situação, a água simplesmente ocupou os espaços</p><p>vazios que existiam entre as duas placas tornando uma adesão macro mecânica em</p><p>uma adesão micromecânica. Qualquer elemento que atue aumentado a adesão entre</p><p>dois corpos é chamado de ADESIVO. Então podemos afirmar que neste caso a água</p><p>atuou como um adesivo aumentando a adesão entre as duas placas de vidro por ter</p><p>aumentando os pontos de contato de maneira a ocupar os espaços vazios que antes</p><p>existiam entre as placas.</p><p>A mesma situação ocorre na superfície entre a prótese total e a mucosa. Dentro da</p><p>cavidade oral, o nosso adesivo será a saliva que tem como principal constituinte a água.</p><p>Essa saliva, ocupará os espaços vazios existentes entre a mucosa e a prótese e</p><p>promoverá uma adesão melhorada atuando assim como um adesivo.</p><p>Coesão</p><p>Diferentemente da adesão, a coesão, é a força de união existe entre os átomos e</p><p>moléculas de um mesmo corpo (intramolecular). Um elemento com mais coesão é dito</p><p>mais coeso e mais difícil de se separar em corpos menores. Podemos dizer por exemplo</p><p>que uma barra de gelo é menos coesa do que uma barra de ferro pois conseguimos</p><p>separar em duas ou mais partes a barra de gelo com mais facilidade do que a barra de</p><p>ferro. Essa diferença de coesão ocorre devido a força de união entre as moléculas do</p><p>ferro e da água serem diferentes.</p><p>Energia de superfície ou tensão superficial</p><p>A energia de superfície é a energia resultante da coesão (força de atração</p><p>intramolecular) na superfície de líquidos. Essa energia surge devido a resultante das</p><p>forças de atração das moléculas da superfície ser diferente das demais e trás ao liquido</p><p>um comportamento semelhante a de uma membrana elástica.</p><p>Vamos entender: imaginemos uma sala de aula com 100 alunos todos sentados em</p><p>fileiras organizadas. Esses alunos então colocarão as mãos um sobre os ombros dos</p><p>outros sempre em quem estiver mais próximo. Ocorrerá que quem estiver nas primeiras</p><p>carteiras não terá em quem colocar a mão. Vamos imaginar que cada aluno é uma</p><p>molécula de água e que a sala de aula é um copo. Então, os alunos que ficaram na</p><p>superfície do nosso copo imaginário não tiveram em quem colocar suas mãos e não se</p><p>ligaram a ninguém sobrando assim a energia, que eles colocariam no colega ao lado,</p><p>toda na superfície. Dessa mesma maneira, as moléculas de água que ficam na</p><p>superfície, não se ligam a nenhuma outra além da superfície e tem toda sua energia</p><p>voltada para as moléculas ao lado e abaixo o que macroscopicamente cria o efeito de</p><p>membrana elástica na superfície do liquido.</p><p>Molhamento</p><p>Molhamento é definido como a capacidade de um liquido em ser espalhar por uma</p><p>superfície sólida. Quando aplicamos uma gota de água sobre uma placa de vidro, essa</p><p>gota ao se chocar com a superfície da placa se espalha por esta superfície. Ao</p><p>colocarmos por exemplo uma gota de mercúrio (metal que a temperatura ambiente é</p><p>líquido) essa gota praticamente não se espalhará não havendo portanto molhamento e a</p><p>forma de gota estará preservada mesmo em contato com a superfície sólida.</p><p>Relação entre coesão, energia de superfície, molhamento e adesão</p><p>Um adesivo eficiente, tem a capacidade de ocupar os espaços vazios entre as</p><p>moléculas dos corpos diferentes. Essa ação adesiva depende então, da capacidade de</p><p>molhamento do líquido adesivo. Podemos dizer que quanto maior o molhamento mais</p><p>esse liquido irá se espalhar pela superfície maior será a sua capacidade de ocupar</p><p>esses espaços vazios. Podemos então afirmar que quanto maior o molhamento melhor</p><p>será a adesão promovida pela adesivo.</p><p>O molhamento por sua vez é diretamente proporcional a tensão superficial já que um</p><p>liquido com uma alta tensão superficial não “molha” a superfície sólida. Vamos entender</p><p>a classificação;</p><p>6- Áreas desdentadas adicionais são denominadas de modificações;</p><p>7- A extensão da modificação não é considerada, mas apenas o número de áreas</p><p>desdentadas;</p><p>8- A classe IV não apresenta modificação.</p><p>A classificação principal é determinado por números romanos e as modificações por</p><p>números arábicos, exemplo: Classe III modificação 1.</p><p>Classe III de Kennedy modificação 1</p><p>Classe II de Kennedy mod 1</p><p>Classe II de Kennedy mod 2</p><p>Classe III de Kennedy Mod 2</p><p>Delineadores e</p><p>Delineamento</p><p>Delineadores</p><p>Introdução</p><p>As PPR são próteses que podem ocasionar danos aos tecidos bucais e aos dentes</p><p>suporte caso sejam mal planejadas. Isto ocorre devido à característica rígida da</p><p>armação. Esta rigidez faz com que seja necessário que as estruturas com as quais os</p><p>componentes da PPR irão se relacionar e estar em íntimo contato, estejam paralelas</p><p>entre si e a trajetória de inserção e remoção da prótese.</p><p>A trajetória de inserção e remoção de uma PPR é o caminho percorrido pela prótese</p><p>desde o primeiro contato de suas partes rígidas com os dentes suporte até a sua</p><p>posição de assentamento final. A trajetória de inserção ideal é aquela em que exista</p><p>retenção balanceada, menor desgaste dos dentes suporte, menor quantidade de</p><p>interferências durante o assentamento e proporcionando um posicionamento adequado</p><p>e estético dos componentes da PPR. O instrumento utilizado para determinar qual a</p><p>melhor trajetória de inserção para cada planejamento de PPR é o Delineador</p><p>Definição</p><p>Delineador é o aparelho utilizado para determinar o paralelismo entre duas ou mais</p><p>superfícies dentais ou estruturas biológicas adjacentes de interesse protético. (DI Fiori,</p><p>1993)</p><p>Delinear é o procedimento utilizado para estudar o paralelismo ou sua falta entre as</p><p>superfícies de um mesmo dente, entre os dentes suporte e entre os dentes e o rebordo.</p><p>Partes Constituintes de um Delineador</p><p>Delineador</p><p>Haste Vertical Móvel</p><p>É nela que serão fixadas as diversas pontas acessórias. Representa a trajetória de</p><p>inserção</p><p>Platina</p><p>A platina será onde os modelos serão fixados para se estudar a trajetória de inserção</p><p>ideal e para se fazer o delineamento. Permite que o modelo seja inclinado nos sentidos</p><p>antero-posterior e látero-lateral livremente. A relação entre a inclinação da platina e a</p><p>haste vertical móvel, representará a Trajetória de inserção da PPR.</p><p>Pontas acessórias</p><p>Existem quatro tipos de pontas acessórias</p><p>Porta grafite (Delineadora) – substitui a ponta analisadora e seu paralelismo com a haste</p><p>vertical móvel. Permite que o equador protético seja demarcado graficamente.</p><p>Analisadoras – são cilíndricas e representam a continuação da haste vertical móvel.</p><p>Calibradores – Permitem determinar onde o terminal retentivo do braço de retenção irá</p><p>se assentar e o grau de retenção presente nesta posição. Em geral possuem três</p><p>tamanhos distintos, cada um relacionado a um tipo de material a ser utilizado para a</p><p>confecção da armação. São eles:</p><p>0,25 ou 0,01 polegada – Ligas de CoCr,</p><p>0,50 0u 0,02 polegada – Ligas de Au</p><p>0,75 ou 0,03 polegada – Fios trefilados</p><p>Faca para recorte – São pontas utilizadas para a análise e a confecção dos planos</p><p>guias. Possuem cortes laterais ou em sua ponta ativa, dependendo do modelo.</p><p>Braçadeira – Permite que a peça reta seja acoplada ao delineador, em posição paralela</p><p>à haste vertical móvel.</p><p>Pontas acessórias - porta grafite, analisadora, três calibradores, duas facas</p><p>Braçadeira - Suporte para peça reta</p><p>Princípios Matemáticos dos delineadores</p><p>Os delineadores seguem o princípio matemático que define que:</p><p>“ As linhas perpendiculares a um plano são paralelas entre si. ”</p><p>Deste modo e considerando que a haste móvel estará perpendicular à base do</p><p>delineador, pode-se afirmar que todas as posições no espaço em que a haste móvel</p><p>seja posicionada serão paralelas entre si. Se levarmos esta afirmação para o modelo do</p><p>paciente, podemos afirmar que se duas estruturas de suporte (dentes, por exemplo)</p><p>forem paralelas à haste móvel do delineador, serão paralelas entre si, também.</p><p>Se considerarmos um dente unitário e posicionarmos o seu longo eixo perpendicular ao</p><p>plano horizontal, poderemos descrever a linha em que o porta grafite toca a área mais</p><p>bojuda do dente, a qual será denominada de equador dentário. Todas as áreas acima</p><p>desta linha serão expulsivas e todas as áreas abaixo desta linha serão retentivas.</p><p>Representação das áreas expulsivas e retentivas em um dente - Equador Dentário</p><p>No momento em que posicionamos o modelo do paciente na platina e inclinamos a</p><p>mesma em qualquer posição, estaremos mudando a posição dos dentes do paciente em</p><p>relação à base do delineador. Para cada inclinação em que a platina é posicionada,</p><p>poderemos encontrar uma área de tangência máxima para cada dente, a qual receberá</p><p>a denominação de equador protético. Da mesma maneira que o equador dentário, o</p><p>equador protético irá determinar áreas expulsivas e retentivas para àquela determinada</p><p>inclinação. A partir do momento em que se muda a inclinação da platina, cria-se um</p><p>novo equador protético e novas áreas retentivas e expulsivas, consecutivamente.</p><p>Equador protético</p><p>Função dos delineadores</p><p>As principais funções dos delineadores são:</p><p>● Determinação da trajetória de inserção</p><p>● Localização de interferências</p><p>● Determinação e localização da necessidade de planos guia</p><p>● Indicação e localização dos terminais retentivos</p><p>● Localização das áreas de alívio</p><p>Posicionamento dos encaixes de precisão e semi-precisão</p><p>Determinação da trajetória de Inserção</p><p>Método Seletivo de Applegate ou das tentativas</p><p>De acordo com este método, a trajetória de inserção baseia-se no equilíbrio das</p><p>retenções, nos planos guia, nas interferências e na estética. Será escolhida a inclinação</p><p>da platina em que se obtenha o menor desgaste de dentes para a confecção dos planos</p><p>guia, a melhor localização e obtenção da retenção necessária, a menor interferência</p><p>com o rebordo e a melhor estética (nos casos anteriores).</p><p>Equilíbrio das retenções</p><p>Sabendo-se que o terço final do braço retentivo do grampo é a única parte da armação</p><p>da PPR que deve ficar abaixo do equador protético, e que, dependendo do material</p><p>escolhido para a confecção da armação, devemos achar uma quantidade de retenção</p><p>pré-definida, a melhor trajetória de inserção será aquela que encontrar a melhor posição</p><p>para o assentamento do terço final do braço de retenção. Além disso, esta trajetória</p><p>deverá encontrar ou criar retenção em todos os dentes que servirão de retentores</p><p>diretos para a PPR, de maneira equilibrada.</p><p>Ao se pré-determinar uma trajetória de inserção, deve-se delinear o modelo por</p><p>completo e posteriormente, analisar-se todas as faces dos dentes, verificando-se a</p><p>posição do equador protético, a presença, a quantidade e a localização de retenção.</p><p>Além disso, deve-se analisar ambos os lados da arcada em conjunto para verificar se</p><p>existe equilíbrio de retenção entre os diferentes dentes suporte da PPR.</p><p>Caso a trajetória de inserção pré-determinada não ofereça os requisitos descritos acima,</p><p>deve-se destravar a platina e determinar uma nova trajetória, até se encontrar aquela</p><p>que ofereça a maior quantidade de requisitos relacionados ao equilíbrio das retenções.</p><p>Algumas situações podem ocorrer, no momento de escolha da trajetória de inserção,</p><p>baseando-se no equilíbrio das retenções. Podemos, por exemplo, encontrar uma</p><p>trajetória em que o equador protético esteja muito “alto” em relação ao dente. Isto</p><p>aumenta as chances de que, no momento em que a prótese for inserida, sejam gerados</p><p>componentes horizontais de força, o que poderá ocasionar mobilidade ao dente suporte</p><p>e desconforto no futuro. Ao se encontrar tal situação, deve-se procurar uma nova</p><p>trajetória, movimentando-se a platina em outra inclinação, na tentativa de deixar o</p><p>equador protético “mais baixo” em relação ao dente.</p><p>Uma outra situação, também pode ser encontrada, quando ao se pré-determinar a</p><p>trajetória de inserção, o equador protético esteja muito baixo,</p><p>em relação ao dente</p><p>suporte. Isto irá determinar uma trajetória de pouca retenção, a qual deve ser modificada</p><p>para se encontrar uma trajetória que apresente um equador protético mais “alto” e que</p><p>ofereça mais retenção para o grampo da PPR.</p><p>Ao se modificar a inclinação da platina e determinar-se uma nova trajetória de inserção,</p><p>deve-se ter consciência de que a nova inclinação, modificará a posição do equador</p><p>protético de todos os dentes em ambos os lados da arcada. Deste modo, nem sempre o</p><p>favorecimento do equador a um dente favorece aos outros dentes e ao rebordo</p><p>desdentado. Quando isto acontece, o profissional deverá analisar o planejamento e</p><p>muitas vezes lançar mão de procedimentos como o desgaste das faces em que estará</p><p>localizado o braço retentivo (com o propósito de localizar o equador protético em uma</p><p>posição mais cervical) ou acrescentar resina nesta mesma face (com o propósito de</p><p>posicionar o equador protético mais próximo da face oclusal do dente).</p><p>Ao se encontrar a posição em que se alcance o equilíbrio de retenção entre ambos os</p><p>lados da arcada e o melhor posicionamento dos braços retentivos, deve-se fixar a</p><p>platina e iniciar a análise dos outros fatores que irão determinar a trajetória de inserção</p><p>ideal.</p><p>Planos Guia</p><p>Ao se analisar a trajetória de inserção de uma PPR, devemos encontrar a inclinação na</p><p>qual, os preparos de plano guia sejam confeccionados desgastando-se a menor e mais</p><p>equilibrada quantidade de estrutura dentária dos dentes suporte possível.</p><p>As principais funções dos planos guia são:</p><p>● Guiar a prótese quando do assentamento e retirada de acordo</p><p>com a trajetória de inserção</p><p>● Irá impedir a tentativa de introdução da PPR em uma direção</p><p>diferente à trajetória de inserção.</p><p>● Ativação elástica do grampo</p><p>● Eliminar forças tangenciais nocivas aos dentes suporte</p><p>● Aumentar a estabilidade da Prótese</p><p>● Retenção adicional através da criação de uma superfície</p><p>friccional</p><p>● Impedir a retenção ou impacção alimentar</p><p>Interferências dentárias e Fibromucosas</p><p>Ao se escolher a trajetória de inserção ideal, devemos considerar aquela que também</p><p>evite que a PPR ao ser inserida atinja áreas de interferência dentária e de fibromucosa.</p><p>As áreas de interferência dentária são todas as superfícies relacionadas às estruturas</p><p>rígidas da prótese. A trajetória de inserção ideal, deve permitir que a PPR seja inserida</p><p>em uma única trajetória, sem nenhuma tentativa de movimento de inserção ou remoção</p><p>diferente daquele estabelecido. Caso o paciente necessite modificar a direção da</p><p>inserção da PPR devido às interferências dentárias, deve-se lançar mão de desgastes</p><p>que eliminem estas interferências. Se estes desgastes forem extensos e nocivos para o</p><p>dente em questão, será necessário modificar a trajetória de inserção.</p><p>As áreas desdentadas também podem causar interferência sobre a inserção e remoção</p><p>da PPR. É muito comum nos casos de extremidade livres e nos casos de desdentado</p><p>anteriores que o rebordo remanescente interfira com a trajetória de inserção. Se este</p><p>detalhe não for considerado, os tecidos poderão ser lesionados pela armação da PPR.</p><p>Estética</p><p>O posicionamento dos grampos de retenção também deve ser considerado na escolha</p><p>da trajetória de inserção ideal. Se possível, os grampos deverão ser posicionados de</p><p>maneira que não estejam tão aparentes quando o paciente estiver utilizando a Prótese</p><p>Removível.</p><p>O requisito estético, porém, não deve ser o principal no momento de escolha da</p><p>trajetória de inserção. Será muito mais benéfico ao paciente uma prótese que respeite</p><p>os princípios biológicos e não danifique ou cause forças danosas ao dente suporte, do</p><p>que uma prótese extremamente estética e que em pouco tempo cause mobilidade e</p><p>lesões às estruturas de suporte.</p><p>Método do Casquete</p><p>● Determinação da trajetória de inserção no modelo.</p><p>● Preparo dos planos de guia no modelo</p><p>● Confecção de casquete de RAAQ</p><p>● Preparo do casquete</p><p>● Cimentação do casquete em boca</p><p>● Transferência da trajetória para a boca.</p><p>Confecção de casquete de transferência de planos de guia</p><p>Posicionamento da braçadeira no delineador para desgaste de planos de guia</p><p>Broca minicut cilíndrica para desgaste dos casquetes</p><p>Desgaste dos casquetes</p><p>Modelo de gesso simulando a boca do paciente - Após o termino do casquete levar para a boca</p><p>do paciente e deve ser realizado o desgaste com broca cilíndrica diamantada até encostar no</p><p>casquete.</p><p>Recontornamento</p><p>São alterações realizadas no contorno dos dentes suporte, quando existe a necessidade</p><p>de adequá-los para um melhor funcionamento biomecânico da PPR e para uma melhor</p><p>adequação ao planejamento e à trajetória de inserção escolhida O recontornamento</p><p>pode ser realizado através de desgaste do esmalte do dente suporte conhecido como</p><p>ameloplastia ou através do acréscimo de resina aumentando o contorno da estrutura</p><p>dentária. Podem ser confeccionadas ainda próteses unitárias confeccionadas de acordo</p><p>com o recontornamento exigido para o caso.</p><p>Confecção de placa de transferência de trajetória de inserção de modelo para modelo</p><p>Quando a trajetória de inserção ideal é encontrada, ela deverá ser registrada para que</p><p>se possa enviar ao laboratório e para que o modelo possa ser posicionado corretamente</p><p>futuramente, mesmo que tenha sido removido do delineador após o delineamento.</p><p>placa de transferência de trajetória de inserção</p><p>placa de transferência de trajetória de inserção</p><p>Planos de Guia e</p><p>recontornamento</p><p>Planos de Guia</p><p>Definição</p><p>São áreas planas, preparadas diretamente nas superfícies proximais, palatinas e</p><p>linguais dos dentes pilares, as quais são paralelas entre si e paralelas à trajetória de</p><p>inserção previamente definida.</p><p>Por serem paralelas a trajetória de inserção, estes planos irão guiar a inserção e a</p><p>remoção da PPR pelo paciente, impedindo que a mesma seja introduzida em qualquer</p><p>direção contrária à trajetória pré-estabelecida. Evita-se assim, que forças nocivas às</p><p>estruturas dentárias sejam criadas, originando desequlíbrio à biomecânica.</p><p>Funções</p><p>Os planos guias são responsáveis pelas seguintes funções:</p><p>1.Determinar uma única inserção e remoção da Prótese</p><p>Determina um único direcionamento para a inserção e remoção da PPR</p><p>2.Reciprocidade</p><p>Permite que a deformação elástica do grampo de retenção seja ativada sem causar</p><p>danos às estruturas dentárias. O íntimo contato do grampo de retenção e a vestibular do</p><p>dente suporte, ao mesmo tempo que o grampo de oposição desliza sobre o plano guia</p><p>preparado na lingual do dente suporte, permite que o primeiro deforme-se elasticamente</p><p>para ultrapassar o equador protético e assente-se perfeitamente sobre a região retentiva</p><p>do dente pilar.</p><p>Essa situação de estabilidade do dente pilar e de ativação da elasticidade do grampo de</p><p>retenção é fundamental para a preservação da integridade dos tecidos periodontais</p><p>desse dente. (De Fiori, 1993)</p><p>3.Estabilização do Dente Pilar</p><p>Os planos guias permitem evitam que os grampos metálicos e as demais estruturas</p><p>metálicas da armação, exerçam forças laterais sobre os dentes pilares quando a PPR</p><p>está assentada estaticamente ou em função.</p><p>Caso os planos guias não sejam confeccionados nas superfícies axiais do dente</p><p>suporte, no momento em que o braço de retenção tentar ultrapassar o equador protético,</p><p>o braço de oposição não exercerá a sua função de estabilidade do dente suporte de</p><p>maneira apropriada. Deste modo, ao invés do terço final do grampo de retenção</p><p>flexionar-se para atingir a área de retenção do dente pilar, as fibras periodontais é que</p><p>irão flexionar-se, causando danos à estrutura dentária e provavelmente futura</p><p>mobilidade, perda do elemento dental e da PPR consequentemente.</p><p>Essa função de estabilização dos planos guias preparados nas faces linguais e palatinas</p><p>dos dentes suporte, somente obterá sucesso caso a largura gêngivo-oclusal do preparo</p><p>dos planos guias seja igual ou maior a distância percorrida pelo grampo de retenção,</p><p>desde do primeiro contato com o dente pilar até o momento em que o seu terço</p><p>final</p><p>ultrapassar o equador protético.</p><p>4.Proteção da Papila Interdental</p><p>Os planos guias protegem a papila interdental, impedindo a impacção alimentar nesta</p><p>região durante a mastigação. Ao preparar-se o plano guia nas proximais do dente</p><p>suporte, deve-se deixar um espaço mínimo entre o dente pilar, a prótese e a papila</p><p>gengival, para que esta função seja propriamente exercida.</p><p>5.Retenção secundária da Prótese</p><p>Devido ao paralelismo entre os planos de guia, as estruturas rígidas da PPR em contato</p><p>com essas paredes paralelas terão atritos e darão retenção secundária à prótese</p><p>6.Diminuir o espaço entre a prótese e o dente natural</p><p>Os planos de guia elimina espaços mortos entre a prótese e os dentes naturais</p><p>impedindo assim a retenção de alimentos.</p><p>desgates</p><p>Recontornamentos</p><p>O recontornamento é uma alteração na forma do dente para aumentar ou diminuir a</p><p>retenção.</p><p>O recontornamento pode ser por acréscimo ou decréscimo.</p><p>Quando for por decréscimo, utiliza-se pontas diamantadas para diminuir a retenção,</p><p>desgastando na altura do equadro protético ou aumentar a retenção, desgastando com</p><p>uma ponta diamantada esférica abaixo do equador protético.</p><p>O recontornamento por acréscimo realiza-se quando toda a face(geralmente a</p><p>vestibular) que irá receber o braço de retenção é expulsiva. Para isso teremos que</p><p>aplicar resina composta na face para deixar o dente mais bojudo e criando um equador</p><p>protético mais alto.</p><p>Recontornamento por acréscimo com cera no modelo de estudo. O mesmo deve ser realizado</p><p>em resina composta na boca do paciente</p><p>Apoios e preparo</p><p>de apoios</p><p>Apoio - Definição</p><p>É o elemento constituinte da PPR cujas funções principais são fixação e suporte da</p><p>mesma.</p><p>Fixação é a característica biomecânica da PPR em mantê-la na posição de</p><p>assentamento final impedindo o movimento ocluso cervical da peça protética.</p><p>Suporte é a característica biomecânica que permite transmitir a força mastigatória</p><p>recebida pela prótese aos dentes de suporte.</p><p>Preparos de Apoio - Definição</p><p>São cavidades especialmente preparadas para alojar os apoios, para proporcionar ao</p><p>dente suporte e aos tecidos de sustentação, condições biomecânicas favoráveis à</p><p>manutenção de seu estado de saúde.</p><p>Os preparos de apoios podem ser chamados também de nichos ou descansos.</p><p>Os preparos de apoio variam de acordo com o dente que vai recebê-lo.</p><p>Pela necessidade de alojar os apoios, os preparos de apoios devem ter espaço</p><p>suficiente para que o apoio fique contido dentro do preparo, sem que interfira com a</p><p>oclusão.</p><p>Tanto os apoios quanto os preparos de apoios devem ter formatos adequados para que</p><p>a força mastigatória recebida pela prótese seja direcionada ao longo eixo do dente para</p><p>garantir a saúde periodontal.</p><p>Geralmente os apoios fazem parte dos grampos, porém em alguns planejamentos eles</p><p>podem estar isolados para proporcionar apenas suporte ou suporte e retenção indireta.</p><p>Funções dos apoios</p><p>1- Impedir o deslocamento ocluso-cervical da prótese, garantindo assim a fixação;</p><p>Apoio de um grampo posicionado em um dente suporte</p><p>2- Direcionar as forças paralelamente ao longo eixo dos dentes suporte;</p><p>3- Manter o terminal retentivo e o braço de oposição nas posições planejadas;</p><p>4- Mantém relações oclusais;</p><p>5- Prevenir impactação alimentar, entre o dente natural e o adjacente artificial;</p><p>Apoio ao lado do dente artificial</p><p>6- Fechar pequenos diastemas</p><p>Extensão do apoio fechando pequeno diastema</p><p>7- Prevenir a extrusão de dentes suportes</p><p>8- Retenção indireta – o apoio é o principal elemento constituinte da PPR que possibilita</p><p>a retenção indireta. Retenção indireta é uma propriedade de impedir que a prótese</p><p>rotacione no momento de uma rotação mesial de uma prótese de extremidade livre.</p><p>Rotação mesial ocorre no momento de abertura da boca durante a mastigação,</p><p>principalmente de alimento pegajosos, ou seja, no momento que a sela é forçada a</p><p>desgrudar da fibromucosa em um movimento de rotação. O apoio será retentor indireto</p><p>quando posicionado a frente e perpendicular ao eixo de rotação em próteses de</p><p>extremidade livre.</p><p>Apoio posicionado perpendicular ao eixo real de rotação com a função de retenção indireta</p><p>Classificação dos apoios</p><p>● Apoios oclusais – estão localizados nas superfícies oclusais de molares e</p><p>pré-molares;</p><p>● Apoios palatinos ou linguais – estão localizados na região de cíngulo;</p><p>● Apoios interdentais – são dois apoios posicionados entre dois dentes vizinhos</p><p>quando planejado um grampo gêmeos.</p><p>Planejamento para posicionar apoios</p><p>● Todos os dentes vizinhos aos espaços protéticos recebem apoios (elementos</p><p>de suporte);</p><p>● Nos extremos livres o apoio deve ser posicionado na ocluso-mesial, isso</p><p>porque há uma sobrecarga maior nos dentes suporte nesses casos, então esse</p><p>apoio na mesial vai possibilitar uma melhor distribuição das forças na coroa,</p><p>melhorando assim o sistema de alavanca;</p><p>● Nas áreas dentossuportadas, o apoio fica vizinho ao espaço protético.</p><p>Classificação dos preparos oclusais</p><p>Quanto a localização:</p><p>● Preparos oclusais;</p><p>● Preparos em cingulo;</p><p>● Preparos interdentais ou preparos de passagem.</p><p>Quanto a natureza da superfície:</p><p>● Esmalte;</p><p>● Amálgama ou resina – quando o dente suporte tem restauração;</p><p>● Coroas fresadas – se trata de uma prótese conjugada entre PPR</p><p>e PPF. Quando o dente suporte precisa de uma coroa unitária,</p><p>está deve ser fresada. Essa coroa realizada pelo laboratório de</p><p>prótese possui o preparo de apoio e o local para posicionar o</p><p>braço de oposição.</p><p>Dimensões e formas dos preparos de apoio</p><p>1. Preparos oclusais</p><p>● Para sua confecção usa-se uma ponta diamantada esférica 1014, com</p><p>profundidade de 1,5mm, ou seja, entra todo o diâmetro da broca e mais um</p><p>pouco, uma vez que essa broca tem diâmetro de 1,4mm. Quanto à localização</p><p>e dimensão dos preparos de apoios oclusais, se for um molar, divide a face</p><p>oclusal de mesial para distal em 4 quadrantes e de vestibular para a lingual em</p><p>3 quadrantes. O preparo se localizará no quadrante proximal central; já quando</p><p>se tratar de um pré-molar, a face oclusal será dividida em 3 terços, tanto no</p><p>sentido mesio-distal quanto vestíbulo-lingual. O preparo se localizará no</p><p>quadrante proximal central. Caso a extensão do nicho seja menor que a</p><p>necessária, as forças não serão distribuídas adequadamente em direção ao</p><p>longo eixo dos dentes suporte, perdendo suporte.</p><p>Divisão da face oclusal de um pré-molar</p><p>formato e dimensão de um preparo de apoio oclusal de molar</p><p>- Forma de V com o vértice arredondado;</p><p>- Parede pulpar em forma de colher;</p><p>- Ângulos internos arredondados;</p><p>- Paredes circundantes levemente expulsivos;</p><p>- Ângulos cavo-superficiais arredondados;</p><p>- A parede pulpar tem uma inclinação para o centro do dente, ou seja, o vértice</p><p>do preparo é mais profundo.</p><p>Vista oclusal com as divisões para o posicionamento e para as dimensões de um preparo de</p><p>apoio oclusal</p><p>Visão proximal do preparo de apoio oclusal do molar</p><p>Como preparar Pré molares</p><p>a. Ponto de eleição para execução do preparo;</p><p>Fossetas marginais mesial e/ou distal</p><p>ponto de eleição para o início do desgaste do preparo de apoio oclusal</p><p>b. Posicionar a broca sobre o ponto de eleição e aprofundar metade do diâmetro da</p><p>broca;</p><p>Aprofundamento da broca esférica em uma visão proximal</p><p>c. Romper a crista puxando a broca com o cuidado de deixar a parte central do preparo</p><p>mais profunda</p><p>Após aprofundar a broca, puxar a broca até o rompimento da crista</p><p>d. A broca deve voltar ao centro e ser puxada para a próxima para deixar o preparo</p><p>expulsivo para oclusal.</p><p>Broca com inclinação em sentido para proximal para que o preparo fique expulsivo para</p><p>proximal</p><p>e. Arredonde também o ângulo cavo superficial deixando</p><p>f. Deixar o preparo expulsivo para oclusal</p><p>Premolar com preparo expulsivo para oclusal</p><p>g. Centro do preparo inclinado para o centro do dente.</p><p>corte do premolar e do apoio, mostrando a inclinação do preparo para o centro do dente</p><p>2. Preparos interdentais ou preparos de passagem– usados para molares e pré-molares</p><p>quando</p><p>indicado grampo gêmeos. Chama-se apoio de passagem pois há a necessidade</p><p>de preparar a passagem do braço de retenção e oposição pela crista marginal dos</p><p>dentes suportes, para que estes não interfiram a oclusão.</p><p>Molares com preparos de passagem</p><p>O preparo de passagem serve para receber o grampo gêmeos</p><p>3- Preparos em cíngulo</p><p>● Broca utilizada – tronco cônica invertida</p><p>● Serão preparados em dentes anteriores na região de cíngulo. A</p><p>largura mesio-distal deve ser de 2,5 a 3mm, enquanto de cervical</p><p>para incisal ele deve ter 1mm. Nesse caso, o preparo deve ter</p><p>olhando por lingual ou palatina o formato de sorriso invertido.</p><p>● Sorriso invertido</p><p>● Centro mais aprofundado</p><p>Obs.: Apenas caninos superiores e centrais superiores volumosos podem ser</p><p>preparados diretamente em esmalte. Já demais dentes anteriores devem receber resina</p><p>composta em cíngulo para que aumente o volume desse e possa receber o preparo com</p><p>as dimensões adequadas.</p><p>Preparo de apoio em cingulo - em amarelo resina composta</p><p>Depois que os nichos são confeccionados é necessário realizar polimento, que pode ser</p><p>feito com pedra pomes e escova de Robson, branco-espanha e taça de borracha e</p><p>também deve ser feita aplicação tópica de flúor pois há risco de desmineralização,</p><p>sensibilidade, etc</p><p>Retentores Extra -</p><p>Coronários</p><p>Aprender os principais retentores extra-coronários para PPR</p><p>Introdução</p><p>Os retentores extracoronários são os elementos responsáveis pelo suporte, retenção e</p><p>estabilidade da PPR. São denominados extracoronários pois todos os seus elementos</p><p>constituintes encontram-se externamente ao dente pilar. Utilizam como meio de retenção</p><p>e estabilização estruturas denominadas grampos. Basicamente são constituídos por três</p><p>elementos unidos entre si. São eles: Apoio, grampos e corpo do retentor</p><p>Em geral, os retentores extracoronários, utilizam grampos circunferenciais e grampos</p><p>por ação de ponta. A escolha de qual grampo será utilizado, dependerá do tipo e</p><p>localização do dente pilar, da localização da retenção e da biomecânica exigida para</p><p>cada caso, buscando sempre, proporcionar a melhor retenção, o melhor suporte e</p><p>estabilidade.</p><p>Princípios fundamentais ou básicos de um grampo:</p><p>● Suporte: apoio</p><p>● Retenção: braço de retenção</p><p>● Reciprocidade: braço de oposição</p><p>● Estabilidade: todas as partes</p><p>● Circunscrição: abraçamento do grampo maior que 180o</p><p>● Passividade: não causar torque ao dente na posição de</p><p>assentamento final</p><p>Podemos dividir os grampos em dois tipos principais: grampos circunferenciais e</p><p>grampos por ação de ponta.</p><p>Grampos Cirucunferenciais</p><p>Os grampos circunferenciais podem ser caracterizados como os grampos que se</p><p>originam no terço oclusal do dente suporte, orientando-se em direção à cervical do</p><p>mesmo. Este tipo de grampo possui um braço retentivo, cujo terço final irá ultrapassar o</p><p>equador protético e assentar-se na posição, estabelecida no delineamento, onde se</p><p>encontra a quantidade de retenção exigida. Existe ainda, nesse grampo, um braço de</p><p>oposição, rígido, oposto ao braço de retenção, o qual irá localizar-se de preferência no</p><p>plano de guia, porém as vezes acima do equador protético.</p><p>Tipos de Grampos Circunferenciais</p><p>Grampo Circunferencial Simple ou Grampo Ackers</p><p>Constitui-se de um apoio oclusal, um braço de retenção e um braço de oposição. O</p><p>apoio estará vizinho ao espaço protético e localizado distante do ponto de retenção.</p><p>Indicação – dentes posteriores e raramente em pré-molares. Não é utilizado em dentes</p><p>anteriores.</p><p>Grampo circunferencial simples</p><p>Grampo de Ação Reversa</p><p>A sua porção inicial é muito parecida com o Grampo de Ackers, porém o braço de</p><p>retenção irá buscar primeiro a porção distal do dente suporte acima do equador protético</p><p>e irá voltar para a porção mesial onde o seu terço final irá assentar-se abaixo do</p><p>equador protético.</p><p>Indicação – Dentes posteriores, quando a porção retentiva se localiza próxima ao apoio.</p><p>Grampo de ação reversa</p><p>Grampos Gêmeos</p><p>São formados por dois Grampos Circunferenciais simples, espelhados pelo apoio. O s</p><p>grampos são unidos entre si por um apoio interdental.</p><p>Indicação – Como retentor indireto para a região de molares e pré-molares nos casos de</p><p>classe IV e nos casos de classe II e III, sem modificações anteriores.</p><p>Grampo gêmeos</p><p>Grampo Circunferencial em Anel</p><p>Caracteriza-se por circunscrever o dente de suporte a partir do ponto de origem do</p><p>grampo. Podemos classificá-lo em três tipos, de acordo com o seu desenho:</p><p>Grampo Circunferencial em Anel com um Conector Menor e um Apoio</p><p>Indicação: molares e pré-molares posteriores ao espaço protético; dentes não</p><p>mesializados, lingualizados (inferiores) e vestibularizados (superiores).</p><p>Grampo Circunferencial em Anel com um Conector Menor e Dois Apoios</p><p>Indicação: Dentes pilares posteriores ao espaço protético; Molares e</p><p>Pré-molares, isolados entre dois espaços protéticos; Classe III de Kennedy com</p><p>retenção mésio vestibular ou mésio lingual.</p><p>Grampos em anel</p><p>Grampo Reverso</p><p>Caracteriza-se por possuir o desenho semelhante ao grampo de circunferencial simples,</p><p>porém o seu apoio estará localizado na porção distal do dente suporte e buscará a</p><p>retenção na porção mesial.</p><p>Indicação – Molares em casos de classe II e III de Kennedy, inclinados para o espaço</p><p>protéticos.</p><p>Grampos por Ação de Ponta</p><p>O grampo por ação caracteriza-se e diferencia-se dos grampos circunferenciais por ter</p><p>origem cervical, partindo da sela. Em geral, existem cinco tipos de grampos por ação de</p><p>ponta mais conhecidos. A denominação desses grampos é dada de acordo com a</p><p>semelhança de sua forma com letras do alfabeto. Sendo assim, os cinco grampos mais</p><p>conhecidos seriam os grampos por ação de ponta T, U, L, I, C. O grampo em T, pode</p><p>sofrer uma variação de sua forma, a qual é conhecida como grampo em 7.</p><p>Os grampos mais utilizados são o T e o I</p><p>Apesar da diferença em relação à origem, os grampos por ação de ponta também</p><p>devem possuir um apoio e um braço de oposição se for utilizados em pré-molares.</p><p>Grampo Mésio Distal</p><p>Possui um apoio em cíngulo, unido à armação por um conector menor. Do apoio em</p><p>cíngulo, emergem duas placas proximais (mesial e distal) que irão exercer a função de</p><p>retenção por fricção, por estarem em íntimo contato com os planos guias preparados</p><p>nas faces proximais dos dentes.</p><p>Indicação – Dentes anteriores isolados</p><p>Grampo Mésio Distal</p><p>Grampo em I</p><p>Indicação – Caninos e pré-molares, em casos dentosuportados onde preconizo a</p><p>estética e onde não necessito de abraçamento.</p><p>Grampo em 7</p><p>Indicação – incisivos, caninos e pré-molares, em casos dentomucosuportados ou</p><p>mucodentosuportados.</p><p>Grampo em T</p><p>Indicação - incisivos, caninos e pré-molares, em casos dentomucosuportados ou</p><p>mucodentosuportados. É o grampo por ação de ponta que possui maior abraçamento.</p><p>Grampo por ação de ponta em I</p><p>Grampo por ação de ponta em 7</p><p>Grampo por ação de ponta em T</p><p>Conectores</p><p>Maiores, Selas e</p><p>dentes artificiais</p><p>CONECTOR MAIOR</p><p>Conector maior é o elemento constituinte da Prótese Parcial Removível que tem como</p><p>função principal a união direta ou indireta, de todos os outros elementos constituintes da</p><p>Prótese, entre si.</p><p>Possuem também algumas funções secundárias como suporte, retenção direta e</p><p>indireta e estabilização da Prótese. Estas funções secundárias ocorrem somente com os</p><p>conectores maiores para a maxila e somente para aqueles que recubram o palato em</p><p>uma área de extensão considerável, mantendo um íntimo contato com a fibromucosa.</p><p>A função de suporte do conector maior é obtida através do íntimo contato com a</p><p>fibromucosa e não se torna prejudicial desde que esteja adequadamente suportada</p><p>pelos apoios que limitam esta tendência de intrusão sobre os tecidos.</p><p>A retenção direta é obtida pelos mesmos princípios físicos que possibilitam a retenção</p><p>às Próteses Totais: adesão, coesão, tensão superficial e pressão atmosférica.</p><p>A retenção indireta, também depende do íntimo contato do conector com a fibromucosa,</p><p>impedindo que a prótese rotacione através do eixo real de rotação formado</p><p>pelos dois</p><p>principais apoios oclusais. A fibromucosa que se encontra perpendicular ao eixo de</p><p>rotação atua como retentor indireto toda vez que o paciente abrir a boca durante o ato</p><p>mastigatório, tendo um alimento pegajoso entre os dentes. A retenção indireta oferecida</p><p>pelo conector maior é auxiliar à proporcionada pelo retentor indireto mecânico e não</p><p>deve ser utilizada com a intenção de substituí-lo.</p><p>A estabilidade da Prótese está relacionada com uma estabilização no sentido horizontal</p><p>e da mesma forma, é oferecida pelo conector maior como uma ação secundária, auxiliar,</p><p>uma vez que a principal estabilidade é o resultado do contato da armação metálica com</p><p>os dentes de suporte.</p><p>A porção lateral do palato, os chamados flancos linguais do palato são os responsáveis</p><p>pela estabilização. Quanto mais profundo for o palato, maior a ação de estabilização</p><p>horizontal.</p><p>Todas estas características dependem do relacionamento de íntimo contato entre o</p><p>conector maior e a fibromucosa, o que somente é obtido por meio de moldagens</p><p>funcionais que registrem fielmente os tecidos e por uma armação metálica com bases ou</p><p>selas que se adaptem perfeitamente.</p><p>Características dos Conectores Maiores</p><p>Para que os conectores maiores possam exercer suas funções, sem causar injúria e</p><p>desconforto ao paciente, devem apresentar como características principais, a rigidez e a</p><p>compatibilidade biológica, proporcionando comodidade ao paciente através de uma</p><p>relação passiva com os tecidos mucosos adjacentes.</p><p>Rigidez: é fundamental para que a PPR possa exercer um bom funcionamento</p><p>biomecânico, associado à preservação dos tecidos remanescentes e conforto do</p><p>paciente.</p><p>A rigidez de toda a armação, com exceção apenas do terço terminal do braço de</p><p>retenção, é responsável pela distribuição correta das forças verticais e horizontais que</p><p>atingem a prótese.</p><p>Se o conector maior não for rígido e sofrer qualquer deflexão quando estiver em função,</p><p>poderá instruir-se no tecido fibromucoso, traumatizando-o.</p><p>Os dentes, como são abraçados pelos retentores diretos, podem receber ação de</p><p>torque, caso haja deformação do conector maior, com consequências lesivas ao</p><p>periodonto.</p><p>Compatibilidade Biológica: assim como todos os elementos constituintes da PPR, os</p><p>conectores maiores devem possuir esta característica, apresentando uma relação</p><p>passiva em relação ao tecido fibromucoso independente da relação de contato íntimo ou</p><p>não.</p><p>Nos casos superiores, normalmente temos uma relação de íntimo contato entre o</p><p>conector maior e a mucosa da região palatina que oferece um bom suporte, pois</p><p>apresenta um tecido firmemente aderido nessa região. Daí a importância de realizarmos,</p><p>nestes casos, moldagens funcionais antes da confecção da armação metálica da PPR.</p><p>Os conectores maiores para a maxila devem manter-se sempre o mais afastado</p><p>possível da margem gengival livre, idealmente de 4 a 6 mm.</p><p>Nos casos inferiores, a mucosa que reveste as vertentes mandibulares é fina, móvel e</p><p>bastante sensível, devendo ser aliviada para não sofrer injúria. Assim realizamos a</p><p>moldagem funcional após a confecção da armação metálica da PPR.</p><p>Conectores Maiores para a Maxila</p><p>● Barra palatina simples: anterior, média e posterior.</p><p>● Dupla barra palatina</p><p>● Recobrimento parcial palatino: anterior, médio e posterior.</p><p>● Recobrimento total palatino</p><p>Barras palatinas simples</p><p>São conectores maiores pouco rígidos e pouco confortáveis, que infelizmente ainda hoje</p><p>são bastante utilizados devido a sua facilidade de confecção.</p><p>A sua denominação está relacionada de acordo com sua localização no palato. As</p><p>barras anteriores localizam-se sobre as rugosidades palatinas, as médias localizam-se</p><p>logo atrás das rugosidades e as posteriores encontram-se a frente do limite palato duro</p><p>e mole. Possuem uma secção transversal em forma de “D” ou “meia cana”.</p><p>A falta de conhecimento por parte do Cirurgião dentista, em relação à Biomecânica que</p><p>regem as Próteses Parciais Removíveis, faz com que ele transfira ao técnico de</p><p>laboratório a responsabilidade do planejamento destas próteses. Assim ocorre uma</p><p>escolha intuitiva pelo mais fácil de ser executado, que tecnicamente são as barras</p><p>palatinas, mesmo sabendo que não é o conector maior correto a ser utilizado.</p><p>Portanto devido à sua pouca rigidez, as barras palatinas devem ser indicadas apenas</p><p>em casos onde temos a presença de pequenos espaços protéticos, nas Classes III e IV</p><p>de Kennedy.</p><p>Barra palatina simples</p><p>Dupla barra palatina</p><p>É constituída pela combinação de duas barras, uma anterior e outra posterior, unidas</p><p>bilateralmente por barras mais estreitas.</p><p>Barra palatina anterior - a borda anterior da barra anterior coincide com a linha que</p><p>determina o limite da área de suporte mucoso nessa região, mantendo uma distância de</p><p>5 a 6 mm dos dentes naturais quando presentes, a fim de que não comprometa a saúde</p><p>da gengiva marginal nessa região, tendo o cuidado de contornar a papila palatina para</p><p>evitar a presença de forças compressivas sobre suas estruturas vasculares e nervosas.</p><p>A borda posterior da barra anterior é delimitada por uma linha que apresenta igual</p><p>conformação e curvatura que o contorno da borda anterior, se estendendo</p><p>bilateralmente, distando dela cerca de 7 a 9 mm. Essa largura é suficiente para lhe</p><p>conferir rigidez.</p><p>Barra palatina posterior – a delimitação da borda posterior, nos casos de extremidade</p><p>livre bilateral, Classes I, coincide com o limite de suporte mucoso nessa região ou</p><p>também chamada linha divisória palato duro palato mole</p><p>A borda anterior é determinada por uma linha que se estende bilateralmente e que</p><p>apresenta igual conformação e curvatura que o contorno da borda posterior, distando</p><p>deste cerca de 7 a 9 mm. Essa largura tem o mesmo propósito que o apresentado para</p><p>a barra palatina anterior, ou seja, para lhe conferir rigidez.</p><p>A forma e secção das barras podem variar de acordo com a distribuição dos espaços</p><p>protéticos e do planejamento. A barra anterior normalmente deve se ter a secção</p><p>transversal em cinta plana para conferir maior conforto ao paciente, passando mais</p><p>despercebido pela língua que se acomoda nessa região e a barra posterior pode ser em</p><p>forma de “D” alongada ou em cinta plana.</p><p>Indicações da Dupla barra palatina:</p><p>○ Casos Classe I (não modificada), com a presença de dentes</p><p>pilares bem implantados e rebordo residual pouco reabsorvido.</p><p>○ Casos de Classe II, toda vez em que houver necessidade de</p><p>instituir total rigidez para o conector maior em sua região</p><p>posterior.</p><p>○ Casos de classe III com modificação posterior.</p><p>○ Classe IV, toda vez que houver necessidade de instituir total</p><p>rigidez para o conector maior em sua região posterior.</p><p>A Dupla barra palatina caracteriza-se por sua excelente rigidez e pode ter uma utilização</p><p>universal nas Classes I, II, III e IV de Kennnedy, mas não para todos os casos clínico</p><p>Dupla barra palatina</p><p>Recobrimentos Parciais Palatinos</p><p>Assim como as barras palatinas, os recobrimentos parciais palatinos são divididos</p><p>didaticamente, de acordo com a posição que ocupa no palato.</p><p>Recobrimento Parcial Palatino Anterior: é frequentemente usado de modo arbitrário e</p><p>raramente justificado. É também chamado de Ferradura, meia lua ou ainda, Barra</p><p>Palatina em “U”.</p><p>É indicado para casos com ausência dos dentes anteriores, em situações excepcionais,</p><p>onde existe a presença de tórus palatino avantajado, que se estenda até o limite</p><p>posterior da área de suporte mucoso, sem condições de ser eliminado cirurgicamente ou</p><p>ainda em pacientes respiradores bucais que possuem palato profundo.</p><p>Recobrimento Parcial Anterior</p><p>Recobrimento Parcial Palatino Médio: É também chamado de Placa palatina, Strap ou</p><p>Cinta plana.</p><p>Os recobrimentos parciais possuem uma maior largura em relação aos demais</p><p>conectores maiores, o que possibilita uma menor espessura, que chega em torno de 0,3</p><p>a 0,4 mm para as ligas de Cromo Cobalto ( CoCr) sem que comprometa a rigidez.</p><p>Devido a sua forma na secção transversal, são também chamados por alguns autores</p><p>de cinta plana.</p><p>São indicados para os casos dento suportados, Classes III de Kennedy.</p><p>Recobrimento Parcial Palatino Médio</p><p>Recobrimento Parcial Palatino Médio - Posterior:</p><p>São indicados para os casos de extremidade livre, Classes I e II de Kennedy, quando a</p><p>região palatina for utilizada como área de suporte mucoso auxiliar.</p><p>Apresenta-se achatada e fina, unindo os retentores diretos e se estendendo por toda a</p><p>área de suporte médio posterior mucoso do palato, não sendo aliviada adaptando-se</p><p>perfeitamente, em íntimo contato com a fibromucosa desta região. Nas suas partes</p><p>laterais, relacionadas ao rebordo residual, são fixadas as grades retentivas metálicas,</p><p>onde se prendem as selas ou bases acrílicas. São mais delgados e cômodos para as</p><p>funções de fonação, mastigação e deglutição.</p><p>Recobrimento Parcial Palatino Médio - Posterior</p><p>Recobrimento Palatino Total:</p><p>Recobre toda a área de suporte do Palato. Pode ser de metal ou de resina</p><p>Está indicado nos casos em que houver poucos dentes remanescentes e a necessidade</p><p>de o Conector maior participar do suporte, das retenções direta e indireta e da</p><p>estabilização horizontal da Prótese.</p><p>É o conector de eleição quando da presença somente dos dentes anteriores dispostos</p><p>em linha reta.</p><p>Recobrimento total metálico do palato</p><p>Recobrimento total de resina do palato</p><p>Conectores Maiores para a Mandíbula</p><p>● Barra Lingual Clássica</p><p>● Chapeado Lingual</p><p>● Splint Lingual</p><p>● Barra Vestibular</p><p>Barra Lingual Clássica</p><p>É o conector maior de eleição para a mandíbula, utilizado na maioria dos casos, nas</p><p>Classes I, II,III e IV de Kennedy, desde que se tenha espaço suficiente entre a margem</p><p>livre de gengiva e o assoalho da boca.</p><p>Assim a barra lingual deve estar localizada em um ponto equidistante entre estas duas</p><p>estruturas. Alguns autores preconizam uma distância mínima de 2 mm da gengiva</p><p>marginal livre, idealmente 3 a 4 mm ou até mesmo mais, quando possível.</p><p>Quanto a sua localização inferior, deve se manter acima dos tecidos móveis do assoalho</p><p>da boca (músculos milo-hioídeo e genioglosso).</p><p>A barra lingual não deve ter contato com a mucosa, devendo estar ligeiramente afastada</p><p>para evitar a intrusão nos tecidos quando submetida a forças de alavancas rotacionais</p><p>nos casos em extremidade livre e nos casos de PPR dentosuportada, o alívio visa uma</p><p>possível intrusão do conector nos tecidos, devido à migração fisiológica mesial dos</p><p>dentes.</p><p>A Barra Lingual Clássica está contra indicada nos casos de inclinação excessiva para</p><p>lingual dos dentes remanescentes quando não houver espaço suficiente entre a margem</p><p>livre da gengiva e o assoalho da boca e ainda quando houver a presença de Tórus</p><p>mandibular.</p><p>A secção é em forma de meia pêra, com a parte mais espessa localizada inferiormente</p><p>para garantir rigidez e conforto.</p><p>Barra lingual</p><p>Chapeado Lingual: Também chamado Recobrimento Parcial Lingual, Placa Lingual</p><p>Este Conector se localiza desde o cíngulo dos dentes anteriores, n limite superior, até</p><p>pouco além da gengiva marginal livre no limite inferior.</p><p>Sua forma e secção devem contornar os dentes anteriores de forma mais delgada e</p><p>anatômica possível para que não interfira na comodidade do paciente, tornando-se o</p><p>menos perceptível possível à língua. A sua posição inferior deve possuir uma secção em</p><p>forma de meia pêra para proporcionar rigidez ao conector.</p><p>Devem-se aliviar as ameias para que o conector não invada áreas retentivas</p><p>interdentais, assim como toda a extensão sobre as gengivas, marginal, livre e inserida.</p><p>O Chapeado Lingual está indicado para todos os casos em que não existe espaço</p><p>suficiente para a colocação de uma barra lingual clássica, nas situações em que os</p><p>tecidos do assoalho bucal apresentam inserções muito altas ou com rebordos</p><p>remanescentes com alturas reduzidas provenientes de doenças periodontais avançadas.</p><p>Chapeado lingual</p><p>Splint Lingual:</p><p>É um conector que ocupa todo o terço médio e/ou cervical dos dentes anteriores, na</p><p>região de cíngulo, sem atingir a gengiva marginal.</p><p>Sua secção é em forma de “D” ou meia cana alongada e deve ser aliviado nas regiões</p><p>das ameias.</p><p>Suas indicações são as mesmas para os casos de Chapeado Lingual, principalmente</p><p>nas situações em que haja a expectativa de grande movimentação da prótese, nos</p><p>casos de extremidade livre e se deseja retenção indireta adicional.</p><p>Splint Lingual</p><p>SELAS</p><p>A Sela é o conjunto da grade metálica da armação e o acrílico, juntamente com os</p><p>dentes artificiais, são os elementos responsáveis pela reconstrução funcional e estética</p><p>dos tecidos perdidos, ósseo, mucoso e dentário.</p><p>Nas próteses dentossuportadas, a sela se relaciona passivamente com a mucosa</p><p>alveolar, não participando diretamente do sistema de suporte. Já nos casos</p><p>mucosodentossuportado, ela participa diretamente do suporte da prótese juntamente</p><p>com os retentores fazendo com que parte da força mastigatória seja transmitida ao</p><p>rebordo residual através da sua superfície basal.</p><p>A sua extensão e os seus limites devem ser determinados pela extensão do suporte</p><p>mucoso da área edêntula. Podem ser confeccionado em resina acrílica, metal ou ainda</p><p>com ambos os materiais.</p><p>Nos casos dentossuportados, a utilização de um ou outro material é indiferente. Pela</p><p>facilidade de trabalho e confecção, o metal é preferido nos casos de espaços protéticos</p><p>reduzidos, onde não temos a necessidade repor tecidos de suporte. Nestes casos são</p><p>indicadas as selas metálicas que apresentam como principal vantagem o alto grau de</p><p>polimento que podem adquirir tornando-as menos irritantes aos tecidos bucais.</p><p>As selas metálicas têm como principais funções, a fixação dos dentes artificiais, que irá</p><p>proporcionar o preenchimento do espaço protético, a eliminação da impacção alimentar</p><p>e injúria dos tecidos mucosos e a recuperação das condições estéticas e fonéticas do</p><p>paciente.</p><p>Nos casos mucosodentossuportados as selas terão as mesmas funções descritas além</p><p>da transmissão de parte da força mastigatória ao rebordo residual. Esse tipo de relação</p><p>também pode ser estabelecido nos casos de próteses dentossuportadas, quando o</p><p>espaço protético for muito extenso. Nestes casos o tipo de sela utilizada são as selas</p><p>plásticas com reforço metálico. Nesse caso quem estará em contato com a fibromucosa</p><p>será o acrílico, ou seja, no meio do acrílico estará a grade metálica da armação.</p><p>Além das selas metálicas e plásticas com reforço metálico, temos ainda as selas ou</p><p>bases totalmente Plásticas, confeccionadas única e exclusivamente em resina acrílica,</p><p>sendo indicada somente nos casos de próteses terapêuticas, provisórias, imediatas, em</p><p>que vemos a necessidade de um período de espera para que ocorram as remodelações</p><p>teciduais, já que possibilitam correções futuras para manter a sua adaptação ao rebordo</p><p>residual.</p><p>Sela Metálica</p><p>Fonte: Sela Metálica</p><p>Sela plástica com reforço metálico</p><p>Fonte:</p><p>DENTES ARTIFICIAIS</p><p>São os componentes protéticos idealizados para repor os dentes naturais ausentes. A</p><p>escolha dos dentes artificiais utilizados na PPR depende de alguns fatores.</p><p>● Natureza da superfície oclusal antagonista</p><p>● Propriedades mecânicas do material do dente artificial</p><p>● Estabilidade dimensional de cor</p><p>● Forma oclusal</p><p>Em relação aos materiais empregados, para a confecção de dentes artificiais utilizados</p><p>nas PPRs, destacam-se as porcelanas, as resinas e as superfícies metálicas.</p><p>Os dentes de porcelanas eram utilizados há mais de dois séculos pela alta beleza</p><p>estética e grande resistência a abrasão. Por possuírem um alto módulo de elasticidade,</p><p>isto se traduziu em desvantagem na sua utilização para os casos</p><p>mucosodentossuportados, devido a um aumento na transmissão de esforços</p><p>mastigatórios para o rebordo residual. A alta dureza das porcelanas, também</p><p>ocasionavam ruídos incômodos durante os contatos funcionais nos atos mastigatórios.</p><p>Outro fator negativo para a utilização dos dentes artificiais de porcelana era a dificuldade</p><p>de retenção destes dentes à base da prótese devido a falta de compatibilidade química</p><p>entre a porcelana e a resina acrílica, havendo a necessidade de criar retenções</p><p>mecânicas para possibilitar essa união.</p><p>Por volta da década de 40, surgiram no mercado, os dentes de resina, que no início não</p><p>tinham a mesma condição estética, quando comparado aos dentes de porcelana e não</p><p>possuía a mesma resistência à abrasão.</p><p>Com o passar do tempo estes dentes foram evoluindo tanto do ponto de vista estético,</p><p>quanto funcional em relação a suas propriedades mecânicas.</p><p>Além da vantagem de possuir uma coesão química entre os dentes de resina com a</p><p>base da prótese, também possuem um módulo de elasticidade menor, sendo mais</p><p>confortável para o paciente e absorvendo parte dos esforços oclusais transmitidos aos</p><p>tecidos de suporte fibromucoso. Isso tudo aliado à simplicidade da técnica laboratorial</p><p>faz com que os dentes de resina sejam hoje os dentes artificiais eleitos para uso</p><p>universal nas Próteses Parciais Removíveis.</p><p>Quase na totalidade das situações clínicas é necessário ajuste também na superfície</p><p>oclusal dos dentes artificiais. Este desgaste no que se refere ao “esmalte” do dente</p><p>artificial elimina a porção de resina acrílica fabricada com cadeia cruzada, que</p><p>proporciona resistência ao desgaste. Quando o desgaste do dente artificial atingir o que</p><p>corresponde a “dentina” do dente, a ligação existente na resina será fraca e facilmente</p><p>susceptível ao desgaste.</p><p>As principais consequências deste desgaste são:</p><p>● Diminuição da eficiência mastigatória</p><p>● Diminuição da dimensão vertical de Oclusão do paciente</p><p>● Maior reabsorção do osso alveolar</p><p>● Disfunção</p><p>Para tentar minimizar este problema, uma opção é a confecção de uma superfície</p><p>oclusal metálica nos dentes artificiais. Estas superfícies oclusais metálicas aliam sob o</p><p>ponto de vista mecânico as vantagens das resinas e das porcelanas. Possuem</p><p>resistência à abrasão, módulo de elasticidade semelhante ao do esmalte natural e a</p><p>possibilidade de se confeccionar uma anatomia oclusal funcional. Os estudos mostram</p><p>que a superfície oclusal metálica nos dentes artificiais em resina faz com que haja uma</p><p>diminuição da reabsorção óssea do rebordo alveolar, que leva a uma diminuição da</p><p>necessidade de reembasamentos ao longo dos anos, além de aumentar a eficiência</p><p>mastigatória e proporcionar a manutenção da dimensão vertical de oclusão do paciente.</p><p>Tem como desvantagem a perda parcial da estética e aumento do custo</p><p>clínico-laboratorial.</p><p>Princípios</p><p>biomecânicos das</p><p>PPRs</p><p>A reabilitação de pacientes parcialmente dentados com prótese parcial removível (PPR)</p><p>tem como principal característica a substituição dos dentes perdidos por meios de</p><p>mecanismos retentivos e estabilizadores que permitam ao paciente retirá-la e</p><p>posicioná-la na boca sempre que achar necessário sem causar danos aos elementos</p><p>biológicos com os quais ela se relaciona diretamente.</p><p>O ato de inserção e remoção da P.P.R. deve ser direcionado e sua orientação é</p><p>determinada pelo Cirurgião Dentista durante o Planejamento do caso. A orientação</p><p>direcional desse movimento é denominada “direção de inserção”.</p><p>Para que a PPR tenha um bom prognóstico é fundamental que se realize um bom</p><p>Planejamento e o primeiro requisito para que isso ocorra é a determinação de uma</p><p>direção de inserção o mais favorável possível.</p><p>A direção de inserção ideal é aquela que possibilita a obtenção de quatro fatores:</p><p>1. A confecção de Planos Guia</p><p>2. Retenções equivalentes para todos os dentes suportes</p><p>3. Localização dos grampos em regiões esteticamente favoráveis</p><p>4. Ausência de interferências ósseas ou mucosa</p><p>Desta forma, proporcionamos uma inserção da Prótese na boca do paciente segundo</p><p>uma única</p><p>trajetória, fazendo com que os seus elementos constituintes toquem em um lado do</p><p>hemi-arco simultaneamente com os elementos constituintes do hemi-arco oposto. Da</p><p>mesma maneira quando na sua remoção, os retentores diretos (grampos), mais</p><p>especificamente o braço elástico do grampo, de ambos os lados do arco, ultrapassam a</p><p>linha de maior contorno do dente, linha equatorial, simultaneamente evitando qualquer</p><p>movimento de torção em um dos dentes suportes.</p><p>Uma vez a PPR em posição, na boca do paciente ela passa a ser submetida a várias</p><p>modalidades de forças. O nosso planejamento deve ter como objetivo o controle destes</p><p>esforços para que não ultrapassem os limites de tolerância tecidual e não causem</p><p>lesões ao sistema estomatognático. Para isso devemos seguir os cinco Princípios</p><p>Biomecânicos enunciados por Roach. São eles:</p><p>1. Retenção</p><p>2. Fixação</p><p>3. Reciprocidade</p><p>4. Estabilidade</p><p>Retenção: é a propriedade que a PPR deve possuir de resistir às forças que atuam</p><p>sobre ela no sentido cervico-oclusal, contrários a direção de inserção, durante a</p><p>mastigação de alimentos pegajosos. Esta propriedade é conferida pelos retentores</p><p>diretos da PPR, mais especificamente o terminal retentivo do braço elástico do grampo.</p><p>Fixação: é a propriedade que impede o deslocamento da Prótese no sentido</p><p>ocluso-cervical. Esta propriedade é conferida pelos apoios que impedem a intrusão da</p><p>prótese sobre a fibromucosa.</p><p>Fixação</p><p>Reciprocidade: é a propriedade conferida pelo braço de oposição do grampo que</p><p>neutraliza a força de ação do braço elástico, no sentido vestíbulo-lingual, durante a</p><p>ultrapassagem pelo equador protético, toda vez que a PPR é inserida ou removida da</p><p>boca. Para que isto ocorra é imprescindível a confecção de Planos Guia nas faces</p><p>palatinas ou linguais dos dentes suporte para que permita a confecção do braço de</p><p>oposição, localizado em íntimo contato sobre os Planos Guia, com características de</p><p>largura e espessura suficiente para conferir uma rigidez, capaz de suportar e neutralizar</p><p>a ação do braço elástico.</p><p>Estabilidade: é a propriedade que a PPR deve possuir de resistir a forças que ocorrem</p><p>no plano horizontal. Esta propriedade é obtida pela ação conjunta de todos os elementos</p><p>constituintes da PPR, que devem estar trabalhando em equilíbrio.</p><p>Para que possamos ter sucesso nos tratamentos reabilitadores com Próteses Parciais</p><p>Removíveis , além de determinarmos uma direção de inserção, a mais favorável</p><p>possível, é importante levarmos em consideração o número de dentes remanescentes, a</p><p>distribuição destes dentes no arco, a quantidade e a qualidade dos tecidos ósseos e</p><p>fibromucosos e ainda se existe a presença de eixos de rotação reais e/ou virtuais. Todos</p><p>estes fatores analisados em conjunto, irão determinar os tipos de suporte que a nossa</p><p>Prótese será submetida.</p><p>O suporte é a resistência que a prótese oferece às forças verticais mastigatórias,</p><p>prevenindo que a PPR seja deslocada em direção aos tecidos de suporte.</p><p>Os elementos Constituintes da PPR responsáveis pelo suporte são:</p><p>● Os apoios (oclusais e cíngulo)</p><p>● Os encaixes de precisão e semiprecisão</p><p>● A superfície basal da sela</p><p>● Os Conectores Maiores para a Maxila</p><p>Em relação ao tipo de suporte, as Próteses Parciais Removíveis, são classificadas em:</p><p>PPR dentossuportada: quando a força mastigatória, que incide sobre os dentes artificiais</p><p>é transmitida para o osso alveolar somente através dos dentes remanescentes. Essa</p><p>transmissão é realizada pelas fibras do ligamento periodontal desses elementos. A</p><p>mucosa que reveste o espaço protético, intercalada entre os dentes remanescentes, não</p><p>recebe força alguma.</p><p>PPR mucosodentosuportada: quando a força mastigatória, que incide sobre os dentes</p><p>artificiais é transmitida ao osso alveolar, tanto pelos dentes pilares como pela</p><p>fibromucosa que reveste o rebordo residual. Neste caso a transmissão de forças</p><p>realiza-se através de dois elementos com características biológicas diferentes.</p><p>Em estudo realizado, verificou-se que a resiliência da membrana periodontal é de</p><p>0,1mm, enquanto que o movimento da mucosa alveolar para a mesma força é de 0,2 a 2</p><p>mm (cerca de até vinte vezes maior). Isto provoca uma alavanca quando da presença de</p><p>forças oclusais, agindo sobre os dentes artificiais gerando uma instabilidade rotacional</p><p>desta prótese nos casos de extremidade livre, com um torque</p><p>nos dentes suporte, que</p><p>será maior quanto maior for a resiliência da fibromucosa. Isto ocorre, de acordo com a</p><p>classificação de Kennedy, nos casos Classes I e II com suas modificações e Classe IV</p><p>extensa.</p><p>Nestes casos, toda vez que o paciente inicia o seu ciclo mastigatório, com um alimento</p><p>duro ou pegajoso sobre os dentes artificiais, no momento em que o paciente fechar a</p><p>boca ocorrerá uma compressão da base da Prótese sobre a fibromucosa que sede mais</p><p>que o dente natural, vizinho ao espaço protético, no interior do seu alvéolo, sobre o qual</p><p>está localizado o apoio e na medida em que o paciente prossegue em seu ato</p><p>mastigatório, quando ele abre a boca com o alimento duro ou pegajoso interposto entre</p><p>os dentes ocorre agora um afastamento da base da Prótese em relação à fibromucosa.</p><p>Isto faz com que a Prótese passe a ter uma instabilidade rotacional, girando através de</p><p>uma linha imaginária, em que ora ela comprime a fibromucosa, ora ela se afasta da</p><p>fibromucosa. Esta linha imaginária é denominada de eixo real de rotação.</p><p>O eixo real de rotação passará pelos dois principais apoios oclusais, normalmente</p><p>localizados nos dentes mais posteriores do arco.</p><p>Para minimizar esta tendência rotacional, toda vez que a base da PPR se afasta da</p><p>fibromucosa, devido a presença de um alimento pegajoso entre os dentes devemos</p><p>lançar mão em nossos planejamentos, um apoio localizado perpendicular ao eixo real de</p><p>rotação, o mais próximo possível do centro da linha imaginária, porém muitas vezes</p><p>esse retentor indireto posicionado bem ao centro da linha imaginária pode levar</p><p>desconforto ao paciente, por isso, muitas vezes distaliza-se os apoios para dar mais</p><p>conforto ao paciente. Este apoio ou estes apoios (pode ser mais de um) terão a função</p><p>de retenção indireta.</p><p>Nos casos inferiores, a ausência do retentor indireto possibilita que a base se distancia</p><p>da fibromucosa, enquanto que na região anterior do arco o conector maior comprime a</p><p>mucosa e inviabiliza o uso da prótese, por gerar dor e desconforto ao paciente.</p><p>Prótese dentosuportada</p><p>Prótese dento-muco suportada e o eixo real de rotação</p><p>Assim nos casos mucosodentosuportados, devemos localizar adequadamente os</p><p>retentores indiretos e realizar moldagens funcionais da área desdentada, o mais fiel</p><p>possível para obtermos bases perfeitamente adaptadas sobre a fibromucosa, diminuindo</p><p>assim a instabilidade rotacional presente nestes casos.</p><p>Nos casos dentosuportados não temos a presença de um eixo real de rotação pois</p><p>estaremos trabalhando com um único tipo de suporte, que é o suporte dentário presente</p><p>nos casos de Classe III de Kennedy com suas modificações.</p><p>Nestas situções, mesmo que o espaço protético seja unilateral, como na Classe III pura,</p><p>a Prótese sempre deverá ser bilateral e a presença de elementos constituintes na região</p><p>do hemiarco oposto ao espaço protético, com a disposição dos retentores diretos, em</p><p>número de três ou mais, faz com que tenhamos um terceiro ponto de estabilização,</p><p>formando um plano que neutraliza a tendência de rotação desta prótese.</p><p>Retentor indireto posicionado perpendicular ao eixo real de rotação</p><p>Localização dos Apoios:</p><p>Nos casos das PPRs em extremidade livre, que possuem uma Biomecânica</p><p>mucosodento suportado, o apoio deverá ser localizado sempre distante do espaço</p><p>protético, portanto na mesial dos dentes suportes, pois se colocarmos este apoio na</p><p>distal, o terminal retentivo do grampo estará posicionado a frente do fulcro, do eixo real</p><p>de rotação e sofrerá um movimento rotacional para frente e para cima toda vez que a</p><p>sela executar a rotação distal, quando o paciente fechar a boca com um alimento duro</p><p>entre os dentes. Este movimento causará um contato efetivo do terminal retentivo do</p><p>grampo com o dente suporte, gerando torque a este elemento dental que aos poucos vai</p><p>se distalizando.</p><p>Assim a mesialização do apoio fará com que o terminal retentivo passe a localizar-se</p><p>distalmente ao eixo real de rotação, executando o mesmo movimento distal (para baixo</p><p>e para uma zona de maior convergência cervical que a base ou sela). Desta forma</p><p>ocorre perda de contato do terminal retentivo de grampo com o dente de suporte (o</p><p>terminal caminha para uma região mais baixa do ângulo de convergência cervical)</p><p>evitando o torque.</p><p>Os grampos por ação de ponta “I” e “7” respeitam perfeitamente o princípio de</p><p>mesialização dos apoios.</p><p>O grampo em “T” pode ter a extremidade mesial situada à frente do eixo de rotação. A</p><p>porção distal segue o movimento da sela, mas a mesial executa um movimento para</p><p>frente e para cima, resultando em torque. Quando se desejar estabilidade e optar por um</p><p>grampo em “T” deve-se posicionar a extremidade mesial acima do equador protético,</p><p>evitando-se assim o torque, pois ambas as extremidades perderão o contacto com o</p><p>dente no movimento de rotação distal.</p><p>Nos casos das PPRs dentossuportadas, a localização dos apoios, via de regra, é</p><p>sempre voltada para o espaço protético nas superfícies mesial ou distal dos dentes</p><p>suporte porém algumas variáveis devem ser levadas em consideração como a posição</p><p>do dente suporte no arco, se está verticalizado ou não, o tipo de grampo que será</p><p>utilizado, a dimensão do espaço oclusal, a melhor localização do conector menor etc.</p><p>Portanto podemos concluir que as Próteses Parciais Removíveis em extremidade livre,</p><p>mucosodentos suportadas são as que possuem um prognóstico mais crítico, devido aos</p><p>diferentes tipos de suporte sobre os quais a Prótese será submetida e a existência dos</p><p>eixos reais de rotação. Assim cabe ao Cirurgião Dentista conhecer o funcionamento</p><p>Biodinâmico das PPRs e executar um correto planejamento, através da determinação de</p><p>uma direção de inserção a mais favorável possível dentro dos critérios de uma direção</p><p>de inserção ideal, respeitando a Biomecânica de acordo com os Princípios enunciados</p><p>por Roach.</p><p>Planejamento e</p><p>desenho em</p><p>PPRs</p><p>Para o planejamento e desenho da armação devemos ter o conhecimento total do</p><p>conteúdo de prótese parcial removível.</p><p>Primeiro passo: obter o modelo de estudo através da moldagem de estudo</p><p>Segundo passo: posicionar no delineador</p><p>Terceiro passo: determinar trajetória de inserção</p><p>Quarto passo: delinear o modelo</p><p>modelo de estudo posicionado na platina do delineador</p><p>delineamento do modelo de estudo</p><p>Caso Clinico: Classe II mod. 2</p><p>Quinto passo: poscionar e desenhar os apoios.</p><p>Em um caso clínico classe II precisamos pensar que o apoio do dente vizinho ao espaço</p><p>protético de extremidade livre como é um pré-molar deve ficar na ocluso mesial. Já os</p><p>outros dentes suportes vizinho à espaço protético intercalar, preferencialmente deve</p><p>ficar, o apoio deve ficar ao lado do espaço protético.</p><p>desenho dos apoios</p><p>Os próximos passos são o desenho do braço de oposição e de retenção, para isso já se</p><p>deve ter pensado no tipo de grampo a ser utilizado. Para isso deve-se pensar na</p><p>biomecânica da PPR e na localização dos apoios e localização das áreas retentivas.</p><p>Sexto passo: desenho do braço de oposição</p><p>Desenho dos braços de oposicão</p><p>Sétimo passo: desenho dos braços de retenção</p><p>Desenho dos braços de retenção</p><p>Oitavo passo: Desenho dos conectores menores</p><p>Os conectores menores devem de preferência descer pelas proximais quando possível,</p><p>pois ficará mais escondido dentro da acrilização dando mais conforto para o paciente e</p><p>menor impactação alimentar.</p><p>Desenho dos conectores menores</p><p>Nono passo: desenho das selas</p><p>Selas em espaços protéticos pequenos são selas metálicas e no desenho se caracteriza</p><p>apenas por uma linha na união com o conector maior. Já quando o espaço protético for</p><p>maior, a sela deve ser plástica com reforço metálico e no desenho se caracteriza por</p><p>duas linhas paralelas entre si na união com o conctor maior.</p><p>Desenho das selas</p><p>Décimo passo: Desenho do conector maior</p><p>O que determina a escolha do conector maior é a posição dos espaços protéticos,</p><p>retentores e necessidade de suporte ou não.</p><p>Desenho do conector maior</p><p>Moldagem em</p><p>PPR</p><p>Moldagem de Estudo</p><p>Em PPR, moldagem de estudo tem por fim, a cópia de toda área do rebordo ósseo,</p><p>dentes e das estruturas anexas como fundo de sulco freios e inserções musculares.</p><p>Devido à diferença de resiliência entre as estruturas a ser moldado, não podemos utilizar</p><p>um único material de moldagem, pois não podemos moldar dentes com material de</p><p>moldagem rígido. Para se obter um correto molde, é necessário a indicação utilização de</p><p>materiais de moldagens com as características corretas para tal fim. Assim como em</p><p>prótese total, precisamos promover um afastamento dos tecidos moles em torno do</p><p>rebordo alveolar, obter a impressão dos freios e inserções musculares e também moldar</p><p>com qualidade os dentes remanescentes.</p><p>Objetivo da Moldagem de Estudo</p><p>O objetivo da moldagem de estudo é obter o modelo de estudo. O modelo de estudo</p><p>terá as seguintes funções:</p><p>- analisar anatomicamente dentes e fibromucosa;</p><p>- analisar distribuição dos dentes remanescentes e espaços protéticos;</p><p>- analisar a oclusão;</p><p>- determinar trajetória de inserção da PPR</p><p>- realizar o planejamento da PPR</p><p>- realizar desenho da armação metálica</p><p>Materiais e técnica para moldagem de estudo</p><p>A moldeira para arcadas parcialmente desdentadas é a moldeira Vernes. O kit de</p><p>moldeiras possuem 5 tamanhos para a arcada inferior e 5 para a superior. As moldeiras</p><p>devem ser provadas e selecionada aquela que contorne toda a arcada com um espaço</p><p>de 2 a 3mm.</p><p>O alginato é o material de moldagem mais utilizado na PPR, tanto nas moldagens de</p><p>estudo quanto nas moldagens de trabalho. Em casos dento-suportadas, onde os</p><p>espaços protéticos são pequenos, apenas o alginato é suficiente para ambas as</p><p>moldagens.</p><p>O alginato tem uma boa fidelidade em espessuras finas. Já em espessuras espessas, o</p><p>alginato deforma e perde a fidelidade na moldagem.</p><p>Em casos clínicos, onde possuem espaços protéticos extensos precisamos utilizar um</p><p>material para individualizar a moldeira. Essa individualização pode ser realizada com</p><p>cera, godiva ou silicone pesada. Na Uninove, preconiza-se o uso do silicone pesado,</p><p>pois é um material mais fácil manipulação, de rápido trabalho e os alunos tem obtido um</p><p>melhor resultado do que com os outros materiais.</p><p>A individualização da moldeira não serve apenas para diminuir a espessura do alginato,</p><p>mas também para poder afastar tecidos moles e para poder conduzir o alginato para</p><p>áreas que sozinho não conseguiria alcançar.</p><p>A individualização com silicone pesada deve ser feita nas áreas desdentadas e na</p><p>região do palato. Caso a borda da moldeira não alcance o fundo de sulco, pode-se fazer</p><p>uma individualização da borda com cera periférica. A cera periférica ira aumentar a</p><p>borda da moldeira e conduzir melhor o alginato para moldar toda a região.</p><p>Após individualizar a moldeira com silicone pesado, devem-se realizar retenções no</p><p>silicone, pois o alginato não se adere quimicamente ao silicone.</p><p>O ultimo passo da moldagem é moldar toda a arcada com alginato. Para uma correta</p><p>moldagem, o alginato deve ser trabalhado corretamente. Diferente do que muitos</p><p>acham, o alginato é um ótimo material de moldagem e com grande precisão, porém</p><p>deve-se trabalhar corretamente com ele. A proporção água/pó deve ser rigorosamente</p><p>seguida, conforme especificado na embalagem. O tempo de manipulação do alginato</p><p>gira em torno de 45 segundos. A espatulação no início deve ser vagarosamente e</p><p>depois que homogeneizado o material a manipulação deve ser rigorosa e pressionada</p><p>contra as paredes do gral.</p><p>Após a manipulação o alginato, deve-se preencher toda a moldeira e ser levado para a</p><p>boca para o ato de moldar. A moldeira deve ser pressionada lentamente contra a arcada</p><p>e ser segura por volta de 3 a 4 minutos. É importante que, o cirurgião dentista pressione</p><p>o alginato extravasado para conferir se o material já geleificou e para ter certeza que já</p><p>pode ser removido da boca.</p><p>Depois de removido da boca, o molde deve ser lavado em água corrente para a</p><p>remoção de saliva e pulverizado hipoclorito 1% para sua desinfecção e deixando em um</p><p>recipiente fechado por 15 minutos. É necessário que todos os moldes sejam lavados e</p><p>desinfetados para, assim, prevenir a transmissão de doenças infecciosas. Após a</p><p>desinfecção o molde deve ser lavado novamente e preenchido de imediato com gesso</p><p>tipo III ou também chamado de gesso pedra comum. O gesso, da mesma forma que o</p><p>alginato, deve ser trabalhado com a proporção água/pó correta.</p><p>O molde deve ser preenchido cuidadosamente com o gesso. O gesso deve ser colocado</p><p>aos poucos em um ponto e vibrado. Precisa enxergar o gesso escoando sobre a incisal</p><p>e a oclusal dos dentes no molde, evitando assim o aprisionamento de bolhas.</p><p>Moldeiras Vernes</p><p>moldagemIndividualização da moldeira com silicone pesada na área desdentada</p><p>Moldagem de estudo com alginato</p><p>Moldagem de Trabalho</p><p>A moldagem de trabalho é realizada após o término do preparo de boca 2, ou seja,</p><p>todos os planos de guia, apoios e recontornamentos já terem sidos realizados em boca</p><p>O objetivo da moldagem de trabalho é obter o modelo de trabalho para a confecção da</p><p>armação metálica e posteriormente a acrilização da peça protética.</p><p>Os moldes de trabalho devem ser preenchidos com gesso tipo IV ou chamado também</p><p>de gesso especial.</p><p>Casos dento-suportados</p><p>Para casos dento-suportados realizamos as moldagens de trabalho apenas com o</p><p>alginato. O modelo de trabalho obtido serve para a obtenção da armação metálica e</p><p>para a acrilização da prótese.</p><p>Casos dento-muco-suportados ou muco-dento-suportados</p><p>- Arcada superior</p><p>1- Para as moldagens de trabalho para as arcada superior precisamos realizar uma</p><p>base de resina acrílica, sobre o modelo de estudo, na área que compreende a área</p><p>desdentada e o palato. Essa base de resina acrílica deve compreender toda a área</p><p>basal, seguindo os conhecimentos da prótese total.</p><p>2- Com a base de resina acrílica realizaremos moldagem da fibromucosa com pasta</p><p>zinco-eugenólica. Após a presa do material devemos remover da boca e recortar os</p><p>excessos que extravasou da base com lecron quente.</p><p>3- Reposicionar a base na boca do paciente novamente.</p><p>4 – Manipular o alginato, preencher a moldeira Vernes e realizar a moldagem de toda a</p><p>arcada do paciente. Aguarda a geleificação do alginato e remover da boca. Ao remover</p><p>a moldeira da boca, a base de resina acrílica virá presa no alginato, ou seja, o alginato</p><p>moldará os dentes remanescentes e arrastará a base de resina acrílica que possui a</p><p>moldagem da área desdentada.</p><p>5- Preencher o molde com gesso tipo IV (especial)</p><p>Confecção de base de resina acrílica sobre o modelo de estudo</p><p>base de resina acrílica com acabamento</p><p>Moldagem com a base de resina acrílica e pasta zinco eugenólica</p><p>moldagem funcional superior - caso mucodentosuportado</p><p>- Arcada Inferior</p><p>Os primeiros passos para a Moldagem de trabalho para a arcada inferior é bem</p><p>semelhante à moldagem de estudo.</p><p>Passos:</p><p>1 – A moldeira deve ser individualizada com silicone pesado nas áreas desdentadas.</p><p>2- Após individualizar a moldeira com silicone pesado, devem-se realizar retenções no</p><p>silicone, pois o alginato não se adere quimicamente ao silicone. O ultimo passo da</p><p>moldagem é moldar toda a arcada com alginato.</p><p>3 - O molde deve ser preenchido com gesso tipo IV (especial)</p><p>Esse modelo de trabalho obtido servirá para obtermos a armação metálica da PPR. A</p><p>armação metálica será provada na boca do paciente. Estando tudo adequado, a</p><p>armação voltará para o modelo de gesso e sobre a área desdentada realizaremos uma</p><p>base de resina acrílica, abrangendo toda a área basal e grudando na grade metálica da</p><p>sela da PPR. Sobre essa sela será realizado um rolete de cera. O rolete de cera servirá</p><p>para realizar a relação maxilo-mandibular e montagem do modelo de trabalho no</p><p>articulador. Após montado no articulador, o articulador é enviado para o laboratório</p><p>protético para montagem dos dentes artificiais.</p><p>Moldagem Funcional da área desdentada (moldagem de boca fechada)</p><p>Os dentes montados serão provados em boca e após a prova</p><p>dos dentes será</p><p>necessário realizar uma moldagem funcional da área desdentada, também chamada de</p><p>moldagem de boca fechada. Sob a base de resina acrílica coloca-se pasta</p><p>zinco-eugenólica, encaixa-se a PPR na boca e pede-se para o paciente ocluir e o</p><p>dentista deve realizar na bochecha, movimentos funcionais. Dessa forma consegue-se</p><p>uma boa e fiel moldagem da área desdentada. Remove-se a PPR da boca do paciente</p><p>e não se deve reposicionar no modelo de trabalho, deve-se proteger bem e enviar</p><p>diretamente para o laboratório para a acrilização.</p><p>Base de prova presa à armação metálica</p><p>moldagem de boca fechada - moldagem funcional inferior para acrilização</p><p>pasta zinco-eugenólica na base de resina acrílica</p><p>Fases</p><p>Laboratoriais e</p><p>prova da armação</p><p>MODELO DE ESTUDO</p><p>O modelo de estudo é obtido pelo cirurgião dentista com moldeiras de estoque. A</p><p>impressão (moldagem) é realizado com alginato e preenchido com gesso pedra comum.</p><p>A elaboração do modelo de estudo requer um cuidado especial no sentido de se obter</p><p>um modelo adequado para o planejamento do caso. É a partir dele que o dentista avalia</p><p>o estado dos dentes remanescentes, da mucosa e do suporte ósseo. Será esse modelo</p><p>que será posicionado no delineador e planejado os elementos constituintes da PPR</p><p>como, grampos, conector menor, conector maior e a grade metálica da sela.</p><p>Será nesse modelo de estudo que o cirugião dentista irá desenhar o planejamento da</p><p>armação metálica da PPR e servirá como guia para o técnico laboratorial confeccionar a</p><p>peça protética.</p><p>Visão oclusal do desenho da armação metálica no modelo de estudo</p><p>MODELO DE TRABALHO</p><p>Com base no modelo de estudo o cirurgião dentista irá realizar a moldagem funcional e</p><p>obter o modelo de trabalho. Dependendo de cada caso o dentista poderá ou não</p><p>confeccionar uma moldeira individual para essa fase. O dentista pode também realizar</p><p>uma moldagem com moldeiras de estoque, a partir da qual irá fazer uma impressão</p><p>(moldagem) sem o uso da moldeira individual.</p><p>Após a moldagem funcional deve-se preencher o molde com gesso pedra tipo 4,</p><p>também chamado de gesso especial, assim obtendo o modelo de trabalho.</p><p>PLANEJAMENTO</p><p>O planejamento da armação e o desenho dessa foi realizado pelo cirurgião dentista no</p><p>modelo de estudo e enviado para o laboratório. Junto com esse modelo de estudo, o</p><p>cirugião dentista deve enviar a placa de transferencia de trajetória de inserção de</p><p>modelo para modelo.</p><p>ALÍVIO DO MODELO DE TRABALHO</p><p>O laboratório ao receber o modelo de trabalho deve posicionar esse no delineador</p><p>através do auxílio da placa de transferência de trajetória de inserção. O modelo</p><p>posicionado na trajetória de inserção, toda a região retentiva deve ser aliviado, menos a</p><p>região de retenção do braço de retenção dos grampos. Deve ser aliviado também as</p><p>áreas de conector maior da mandíbula que ficarão em área de fibromucosa e região de</p><p>selas plasticas com reforço metáico.</p><p>Modelo de trabalho posicionado no delineador com o auxílio da placa de trasferência de</p><p>trajetória de inserção de modelo para modelo.</p><p>Alívio do modelo de trabalho</p><p>DUPLICAÇÃO DO MODELO DE TRABALHO</p><p>A armação metálica da PPR não é realizada em cima do modelo de trabalho, pois o</p><p>modelo de trabalho não resiste a altas temperaturas ao qual o modelo irá passar.</p><p>O modelo de trabalho deve ser duplicado e obtido um modelo de revestimento. Esse</p><p>modelo de revestimento será uma cópia do modelo de trabalho aliviado.</p><p>Para se executar a duplicação, deve-se ter á disposição: o modelo de trabalho (aliviado);</p><p>cubeta; espátula; revestimento; material de duplicação (ágar); instrumentos básicos de</p><p>prótese; cera utilidade e muflas.</p><p>A duplicação é feita com hidrocolóide reversível (ágar).O ágar é fracionado em</p><p>pequenas porções e aquecido em banho-maria, até atingir o estado líquido, o que ocorre</p><p>em torno de 100ºC.</p><p>Procedimentos</p><p>● Hidratar o modelo planejado por 5 minutos ou mais, dependendo</p><p>do tipo de gesso utilizado, em água fria, para se evitar a</p><p>formação de bolhas de ar e, em seguida, enxugá-lo (ar ou papel);</p><p>● Fixar e centralizar o modelo na base da mufla (prender com cera</p><p>utilidade) mantendo-se formato expulsivo;</p><p>● Fechar o contramufla e verter o ágar, material de duplicação</p><p>(esta deve estar a 50° C).</p><p>● Aguardar a presa do ágar (não fazer têmpera);</p><p>● Remover, com cuidado, o modelo de trabalho, do ágar;</p><p>● Analisar o negativo (controle da duplicação);</p><p>Após a remoção do modelo de trabalho, deve-se verter o material de revestimento.</p><p>Existem várias ligas nacionais e importadas para a confecção da armação metálica.</p><p>Cada uma com diferentes temperaturas de fusão e coeficientes de contração. O</p><p>revestimento refratário utilizado pelo técnico deve ser um composto que se adeqüe às</p><p>propriedades físicas da liga a ser utilizada na fundição da armação. A composição dos</p><p>revestimentos pode variar consideravelmente. Atualmente, os mais recomendados são</p><p>os fosfatados por apresentarem maior precisão, maior resistência, menor porosidade e</p><p>uma superfície mais lisa. As recomendações do fabricante contidas na embalagem do</p><p>produto quanto à proporção pó-líquido devem ser respeitadas rigorosamente. Essa</p><p>proporção varia conforme a marca comercial. Geralmente recomenda-se, para 400 g de</p><p>pó, 56 ml de líquido, devendo ambos, preferencialmente, serem espatulados a vácuo por</p><p>60 segundos.A mistura é vertida na moldagem / duplicação, aguardando-se a presa do</p><p>material (aproximadamente 40 minutos). Retira-se o modelo de revestimento da mufla e</p><p>leva-se ao forno a 240ºC por 40 minutos para tratamento endurecedor.No entanto,</p><p>alguns técnicos ainda utilizam revestimentos refratários, que possuem quartzo na sua</p><p>composição, conhecidos como "revestimentos à base de binder". O motivo principal</p><p>dessa preferência é o baixo custo desses produtos. As irregularidades de superfície</p><p>trazem como principais desvantagens um tempo maior para o acabamento e um</p><p>polimento não tão satisfatório da armação metálica.</p><p>● Aguardar a presa do revestimento;</p><p>Separar o molde e recortar o modelo de revestimento.</p><p>Ágar - material para duplicação</p><p>Fonte: Banco de objetos Uninove</p><p>Ágar triturado e colocado para aquecimento em banho maria</p><p>Fonte:</p><p>Ágar geleificado pelo aquecimento ao banho maria</p><p>Ágar sendo vertido na mufla</p><p>Abertura da mufla - remoção do modelo de trabalho e conferência do molde em ágar</p><p>Fonte: Banco de objetos Uninove.</p><p>Preenchimento do molde em ágar com revestimento</p><p>Modelo de revestimento</p><p>BANHO DE CERA</p><p>O Banho de cera é dado nos modelos de revestimento com o objetivo de aumentar sua</p><p>resistência e para a ceroplastia da armação possa aserir com maior facilidade no</p><p>modelo.</p><p>A composição do banho de cere é de:</p><p>100g de cera virgem</p><p>100g de parafina</p><p>20g de carnaúba</p><p>20g de breu</p><p>Procedimentos</p><p>● Desidratar o modelo de revestimento no forno, por 40 minutos a</p><p>300°C;</p><p>● Preparar o banho nas proporções corretas;</p><p>● Imergir o modelo de revestimento durante 5 segundos no banho</p><p>a 80ºC;</p><p>● Esperar esfriar e secar.</p><p>banho de cera do modelo de revestimento</p><p>Fonte: Banco de Objetos Uninove</p><p>CEROPLASTIA E ESCULTURA</p><p>A ceroplastia da armação da PPR é uma fase que exige bastante habilidade do técnico</p><p>de laboratório. Apesar de que alguns componentes da PPR possam ser adquiridos</p><p>pre-fabricados em cera, é necessário o técnico tenha bom conhecimento nos formatos</p><p>dos componentes da PPR, pois um caso difere do outro.</p><p>A ceroplastia é realizada no modelo de revestimento e é realizado com base no modelo</p><p>de estudo onde está desenhado a armação metálica realizada pelo cirurgião dentista.</p><p>É importante, que após cada enceramento de estruturas que estarão em contato com os</p><p>dentes suportes, seja conferida a oclusão com o modelo antagonista, para que não</p><p>cause contato prematuro em boca.</p><p>Ceras prefabricadas para enceramento dos componentes da PPR</p><p>enceramento da peça protética</p><p>CANAIS DE ALIMENTAÇÃO</p><p>A colocação correta dos canais de alimentação irá resultar em fundições sem poros ou</p><p>deficiências. Por isso deve-se estudar em cada caso os pontos</p><p>esse conceito olhando novamente para a gota de mercúrio.</p><p>O mercúrio possui uma alta tensão superficial devido a sua alta coesão (energia de</p><p>atração das suas próprias moléculas). Como a tensão superficial é proveniente da</p><p>coesão que “sobra” na superfície do liquido é natural que um liquido com mais coesão</p><p>tenha uma tensão superficial maior e consequentemente menor molhamento. Logo, o</p><p>mercúrio seria um péssimo adesivo pois não possui capacidade de ocupar espaços</p><p>vazios. Ao contrário, se pressionarmos duas placas de vidro uma contra a outra com</p><p>mercúrio entre elas o mercúrio ou escapará das superfícies ou, ao ser comprimido,</p><p>devolverá a energia de volta para as placas afastando-as ao invés de promover adesão.</p><p>ADESIVO IDEAL</p><p>Quanto MENOR a COESÃO, MENOR a TENSÃO SUPERFICAL e MAIOR o</p><p>MOLHAMENTO.</p><p>Nosso adesivo ideal deve ter bom molhamento. Logo deve seguir essa regra</p><p>mencionada acima.</p><p>Em todos os exemplos citamos a água como adesivo pois o nosso adesivo intra oral, a</p><p>saliva, é composta em sua maioria por água possuindo ação adesiva semelhante.</p><p>Pressão Atmosférica</p><p>A pressão atmosférica também age de maneira fundamental para a retenção da prótese</p><p>total. Quando a prótese total é corretamente moldada e delimitada, temos a borda da</p><p>prótese posicionada corretamente na zona de selado periférico. A borda da prótese, é</p><p>fundamental ao manter a pressão atmosférica sob a prótese menor do que a pressão</p><p>externa o que faz com que a prótese não se desloque da sua posição de assentamento.</p><p>Assim sendo, só há a ação da pressão atmosférica na retenção da prótese total quando</p><p>há um correto vedamento da prótese total por meio da borda. Somando-se o efeito da</p><p>pressão atmosférica (devido ao vedamento) com o efeito adesivo da saliva obtemos</p><p>uma boa retenção do aparelho protético.</p><p>Antigamente, fazia-se um desgaste na parte interna do prótese normalmente no meio do</p><p>palato a fim de se criar a chamada “câmara de vácuo”. A câmara de vácuo a curto prazo</p><p>aumenta retenção ao tornar a pressão interna ainda menor. Esse aumento ultrapassa o</p><p>limiar suportado pelo tecido mucoso promovendo a formação de uma hiperplasia que</p><p>logo ocupa o espaço deixado pea câmara de vácuo anulando o seu efeito no aumento</p><p>da retenção. Evidente que não devemos promover uma hiperplasia em hipótese</p><p>nenhuma o que descarta completamente esta prática como uma opção terapêutica</p><p>viável.</p><p>Meios de retenção fisiológicos</p><p>O primeiro responsável pela retenção do ponto de vista fisiológico é a área basal. Esta</p><p>será definida de acordo com regras específicas no ato da delimitação da área basal (que</p><p>será abordada no capítulo de moldagens) e nos permite construir o aparelho protético</p><p>sobre as porções corretas da fibromucosa de maneira a não causar danos e promover</p><p>retenção física por meio do correto posicionamento da borda da prótese (que promove</p><p>vedamento periférico). É também fundamental que a copia realizada desta área basal</p><p>(na moldagem anatômica e depois na moldagem funcional) tenha fidelidade para que o</p><p>contato entre a superfície interna da prótese e a fibromucosa se dê de maneira íntima</p><p>possibilitando a adesão micromecânica por meio do adesivo (saliva).</p><p>5 ZONAS DE PENDLETON DA ÁREA BASAL</p><p>As 5 zonas de Pendleton nos mostram a capacidade mecânica de cada parte da</p><p>superfície da mucosa do rebordo e devemos analisar cada uma delas separadamente.</p><p>1 – Suporte Principal – Crista do rebordo</p><p>2 – Suporte secundário – Vertentes do rebordo</p><p>3 – Selado periférico – Região onde ficará a borda da prótese</p><p>4 – Alívio – Rafe palatina na maxila e Vertente lingual posterior da maxila</p><p>5 – Zona de selado posterior – Exclusiva da maxila entre o limite palato duro e palato</p><p>mole.</p><p>As zonas de Pendleton devem ser conhecidas e compreendidas para compreendermos</p><p>o comportamento biomecânico da fibromucosa sob a prótese total.</p><p>A saliva, atua como um adesivo na interface prótese e mucosa. Entretanto, enquanto a</p><p>ação adesiva em si é dita como um meio físico, a saliva propriamente dita depende da</p><p>produção de glândulas salivares e é influenciada por condições sistêmicas tendo suas</p><p>características e produção atreladas a fisiologia.</p><p>Por ultimo, temos o chamado controle neuromuscular que é responsável pela</p><p>capacidade de adaptação e aprendizado do uso da prótese pelo indivíduo. Por tratar-se</p><p>de uma situação afisiológica, ou seja, não encontrada naturalmente no sistema</p><p>estomatognático, o uso de próteses totais depende de um aprendizado e adaptação do</p><p>indivíduo que a utiliza.</p><p>Meios de retenção Psíquicos</p><p>A personalidade do paciente influencia na sua capacidade de aprendizado e adaptação</p><p>do uso da prótese e influência desta maneira a retenção da prótese total. Podemos</p><p>classificar os pacientes como:</p><p>- Receptivos</p><p>- Cépticos</p><p>- Histéricos</p><p>- Indiferentes</p><p>Meios de retenção mecânicos</p><p>Oclusão: a prótese total possui como característica ser mucoso suportada. Por este</p><p>motivo, quando da confecção da prótese precisamos utilizar as chamadas curvas de</p><p>compensação (detalhes no capítulo – relações maxilomandibulares). Basicamente, estas</p><p>curvas impedem que o lado de balanceio fique sem nenhum contato dentário na</p><p>lateralidade e que os dentes posteriores também mantenham contato durante a</p><p>protrusão. Estes contatos, impedem que a prótese perca contato com a mucosa (efeito</p><p>de alavanca que ocorreria na prótese caso apenas os dentes anteriores ou os dentes do</p><p>lado de trabalho se tocassem) e fique sem retenção. A esse esquema oclusal onde os</p><p>dentes se tocam em todos os movimentos excursivos da mandíbula chamamos oclusão</p><p>bilateral balanceada.</p><p>O rebordo alveolar também possuí uma forma predominante. Naturalmente, quando</p><p>montamos os dentes artificias, procuramos posiciona-los na crista do rebordo (zona de</p><p>suporte principal) já que anteriormente essa região possuía dentes e está apta</p><p>mecanicamente a receber a carga mastigatória. Assim, a forma do arco dental deve</p><p>respeitar a forma do rebordo para que as cargas mastigatórias incidam sobre a zona de</p><p>suporte principal e não levem a prótese a qualquer desadaptação decorrente destas</p><p>cargas.</p><p>Meios de retenção cirúrgicos</p><p>Por fim, alguma cirurgias podem ser realizadas a fim de se obter uma maior retenção da</p><p>prótese total. Cirurgias de remoção de hiperplasias, remoção de tórus e implante</p><p>osteointegrados são as mais comuns e visam o ganho de retenção das futuras próteses.</p><p>Moldagem</p><p>anatômica e</p><p>funcional</p><p>Moldagem Anatômica</p><p>A moldagem anatômica tem por fim a copia de toda área do rebordo ósseo e das</p><p>estruturas anexas como fundo de sulco freios e inserções musculares.</p><p>Com a copia correta destas regiões, é possível alcançar nosso objetivo principal no</p><p>modelo anatômico que é a delimitação da área basal.</p><p>Para se obter um correto molde anatômico, é necessário a indicação e a utilização de</p><p>um material de moldagem com as características corretas para tal fim. Tais</p><p>características podem ser descritas como uma capacidade de promover um afastamento</p><p>dos tecidos moles em torno do rebordo alveolar e um poder de cópia suficiente para se</p><p>obter a impressão dos freios e inserções musculares.</p><p>Quanto ao material de moldagem:</p><p>O material de moldagem para moldagem anatômica pode ser anelástico ou elástico. O</p><p>uso de materiais anelásticos só é indicado para molde de regiões expulsivas ou planas.</p><p>Entretanto, podemos utilizar um material anelástico para a moldagem dos rebordos</p><p>alveolares mesmo que estes sejam retentivos devido a característica resiliente da</p><p>fibromucosa da cavidade oral. Importante destacar porém que essa resiliência da</p><p>mucosa pode variar dependendo do indivíduo podendo em alguns casos se apresentar</p><p>bastante enrijecida. Nestes casos o uso de matérias anelásticos deve ser feito com</p><p>cuidado para não haver lesões a mucosa do paciente em regiões mais retentivas.</p><p>O uso de matérias elásticos está indicado para a moldagem de rebordos expulsivos e</p><p>retentivos.</p><p>O material anelástico de eleição para a moldagem anatômica é a godiva de alta</p><p>temperatura de fusão. A godiva de alta temperatura de fusão</p><p>estratégicos (colocação</p><p>de sprues) para melhorar distribuição do metal (escoamento do metal na fundição).</p><p>Em casos de esqueletos grandes e com muitos grampos, deve-se recorrer ao uso de</p><p>canais auxiliares de alimentação.</p><p>Posicionamento doa canais de alimentação</p><p>PREPARAÇÃO E INCLUSÃO DA ESCULTURA</p><p>Procedimentos</p><p>● Aplicar antibolhas em toda a ceroplastia e secar;</p><p>● Preparar o revestimento na proporção correta (os melhores</p><p>resultados são obtidos pelo processo a vácuo);</p><p>● Aguardar a presa final do revestimento (30 minutos);</p><p>Papel para contenção do revestimento</p><p>O conjunto anterior foi preenchido e obtido o bloco de revestimento - a escultura foi incluída</p><p>dentro do revestimento</p><p>Fonte: Banco de objetos Uninove</p><p>FUNDIÇÃO</p><p>Procedimentos</p><p>● Colocar o cilindro de revestimento no forno à temperatura</p><p>ambiente, com o cadinho;</p><p>● Elevar a temperatura do forno:</p><p>0 a 400ºC 60’ médio</p><p>400 a 900ºC 45’ máximo</p><p>A elevação da temperatura é para evaporar a cera q está presente dentro do</p><p>revestimento. Ao evaporar a cera, criará um espaço vazio dentro do revestimento por</p><p>onde será injetado o metal fundido.</p><p>● Armar a centrífuga;</p><p>● Posicionar do anel na centrifuga</p><p>● Posicionar o cadinho e o metal na centrífuga</p><p>● Ativar o maçarico;</p><p>● Fundir a liga com movimentos pequenos e circulares do</p><p>maçarico;</p><p>● Disparar a centrifuga;</p><p>● Deixar o anel esfriar lentamente;</p><p>● Desincluir o cilindro de revestimento;</p><p>● Limpar a peça com jateamento de areia.</p><p>Revestimento dentro do forno para evaporação da cera</p><p>Centrífuga - Aparelho para fundição</p><p>metal fundido injetado no bloco de revestimento</p><p>Peça protética desincluída do revestimento</p><p>USINAGEM E POLIMENTO</p><p>A usinagem e acabamento da peça fundida (PPR), é o processo mais trabalhoso e</p><p>cansativo, deve ser feita com todo o cuidado (ajustando-se constantemente a armação</p><p>no modelo).</p><p>Procedimentos</p><p>● Cortar os canais de alimentação com disco de carburundum;</p><p>● Remover rebarbas, limpar a PPR por dentro e alisar os grampos</p><p>e conectores com pedra montada (cinza, rosa, branca);</p><p>● Alisar toda a PPR com pontas e discos de borracha, sempre de</p><p>forma plana e controlando a peça firmemente;</p><p>● Passar pastas de polimento e feltro para um alto brilho;</p><p>● Lavar com água e sabão, e escova de dente.</p><p>Politriz - aparelho para acabamento e polimento das peças protéticas</p><p>Acabamento e Polimento</p><p>Armação polida</p><p>Relação</p><p>Maxilo-mandibular</p><p>Definição de Relação Maxilo-mandibular</p><p>Relações maxilo-mandibulares é a posição da mandíbula em relação à maxila. A</p><p>mandíbula pode ter diversas posições. Procuramos uma posição que seja funcional e</p><p>que mantenha a saúde muscular e articular.</p><p>Definição de Oclusão</p><p>Oclusão é a relação estática (abrir e fechar) e dinâmica (movimentos laterais e</p><p>protrusivos) entre as superfícies oclusais dos dentes, que devem estar em harmonia</p><p>com as demais estruturas do sistema estomatognático</p><p>A mandíbula possui duas posições: uma vertical e outra horizontal.</p><p>A relação maxilo-mandibular vertical, posiciona-se a mandíbula verticalmente no plano</p><p>frontal. Já a relação maxilo-mandibular horizontal, posiciona-se a mandíbula no plano</p><p>oclusal.</p><p>O objetivo de uma correta relação maxilo-mandibular é obter uma correta oclusão.</p><p>Relação maxilo-mandibular vertical</p><p>Dimensão Vertical</p><p>Em PT, o paciente é desdentado total e não possui DVO. Em PPR, o paciente é</p><p>parcialmente desdentado. Esse paciente pode ou não possuir DVO. Ele vai possuir DVO</p><p>se tiver contatos dentários. Essa DVO pode ou não ser adequado para o paciente.</p><p>Devido às perdas dentárias, os dentes remanescentes podem sofrer desgastes,</p><p>extrusões, giroversões, mesializações e outros problemas que podem alterar a sua</p><p>DVO.</p><p>Caso o paciente não possua DVO ou seja necessário posicionar o paciente em uma</p><p>nova DVO utilizaremos a Técnica de Lyttle modificada por Tamaki</p><p>Devemos com o compasso de Willis medir a distância existente entra a base do nariz e</p><p>o mento do paciente em repouso (DVR). Para que tenhamos uma DVR correta,</p><p>precisamos nos certificar que o paciente de fato esteja em repouso o que pode ser feito</p><p>mantendo em posição ereta e confortável, respirando lentamente e com os lábios</p><p>levemente separados. Como exemplo vamos supor que a medida encontrada foi de</p><p>70mm.</p><p>Para chegarmos a nossa candidata a DVO podemos usar uma equação bem simples:</p><p>DVO = DVR – EFL</p><p>O EFL é o espaço existente entre os dentes superiores e inferiores quando em repouso</p><p>(quando em DVR). Assim sendo, podemos afirmar que a DVO é a DVR menos a média</p><p>do EFL (no caso 3mm).</p><p>Então para o exemplo de DVR de 70mm acima teríamos:</p><p>DVO = 70mm – 3mm</p><p>DVO = 67 mm</p><p>Relação maxilo-mandibular horizontal</p><p>A posição horizontal da mandíbula em relação à maxila está relacionada com a oclusão</p><p>central ou com a relação central.</p><p>A oclusão central defina-se atualmente como “Relação maxilo-mandibular na qual ocorre</p><p>o maior número de contato oclusal ou intercuspidação independente da posição</p><p>condilar.”</p><p>A oclusão central é uma relação eminentemente dentária e é uma posição na qual a</p><p>maioria da força de contração muscular é desenvolvida.</p><p>A oclusão central pode ser variável, ou seja, se adapta as interferências e desvios</p><p>mandibulares, idade e tratamentos.</p><p>A relação central defina-se atualmente como “Posição fisiológica dos côndilos na fossa</p><p>articular na qual o conforto e o equilíbrio neuromuscular são evidentes.”</p><p>Clinicamente nessa posição vemos ausência de sintomas articulares e ausência de</p><p>sintomas musculares.</p><p>Oclusão Central X Relação Central</p><p>Se o paciente possuir RC = OC iremos manter essa relação</p><p>Se o paciente possuir RC≠ OC, porém não possui sintomatologia, oclusão central</p><p>estável, DVO satisfatória e guia anterior satisfatória iremos manter essa relação.</p><p>Se o paciente possuir RC≠OC e possuir sintomatologia, porém não muito grave</p><p>devemos reabilitar em RC.</p><p>Se o paciente possuir RC≠OC e sintomatologia grave, devemos solucionar a</p><p>sintomatologia primeiro para depois reabilitar.</p><p>Se o paciente não possuir contato dentário iremos reabilitar em RC.</p><p>Para posicionar na relação central utilizaremos a técnica de HOUSE, fazendo com que o</p><p>paciente faça repetidos movimentos de abertura e fechamento curtos (até 3 mm)</p><p>promovendo um cansaço muscular e levando a ATM para essa posição ideal.</p><p>Oclusão</p><p>PT X PPR – Procurar realizar oclusão bilateral balanceada</p><p>PPR X Dentes naturais ou PPF – se possuir guia canina entre dentes naturais, devemos</p><p>manter essa guia. Caso não possua guia canina devemos realizar desoclusão em grupo.</p><p>PPR X PPR - se possuir guia canina entre dentes naturais, devemos manter essa guia.</p><p>Caso não possua guia canina devemos realizar desoclusão em grupo.</p><p>Sempre que a PPR for extensa e houver guia canina em dentes naturais, devemos</p><p>mater a guia, pois protege a prótese e a fibromucosa de eventuais movimentos, porém</p><p>devemos avaliar as condições periodontais do canino.</p><p>Se a PPR for extensa envolvendo os caninos e o antagonista for dentado, devemos</p><p>procurar realizar desoclusão em grupo.</p><p>Montagem em articulador</p><p>A montagem em articulador pode ser realizado em dois momentos. O primeiro para</p><p>estudo. É montado no articulador, os modelos de estudo caso há duvidas no</p><p>planejamento da PPR ou se há a necessidade de analisar a oclusão.</p><p>O segundo momento é após a prova da armação da PPR, ou seja, o próximo passo é a</p><p>montagem dos dentes artificiais.</p><p>Sequencia de montagem em articulador</p><p>- caso clínico: PPR superior X dentado total inferior</p><p>1- Isolamento do modelo de trabalho;</p><p>2- Posicionamento da armação no modelo de trabalho;</p><p>3- Realizar base de resina acrílica na região de sela. A armação não deve ser retirada</p><p>de posição. A resina acrílica deve ser fluida para que possa passar pela grade e atingir o</p><p>modelo de gesso. É importante que a resina acrílica fique apenas entre e por baixo da</p><p>grade metálica. Toda resina sobre a grande metálica deve ser retirada;</p><p>4- Dar acabamento na resina acrílica e realizar rolete de cera sobre a sela;</p><p>5- Colocar a armação na boca do paciente;</p><p>5- Colocar uma lamina cera</p><p>7 na forquilha e posicionar a forquilha do arco facial na boca</p><p>do paciente de forma que a haste da forquilha fique na linha média. A cera da forquilha</p><p>deve marcar os dentes remanescente e se prender ao rolete de cera;</p><p>6- Posicionar o arco facial no paciente;</p><p>7- Remover o arco facial e montar o modelo superior no articulador. Não esquecer de</p><p>remover o pino guia do ramo superior;</p><p>8- Remover o arco do articulador e remover a armação do modelo superior. Plastificar a</p><p>cera do rolete na lamparina e levar novamente a armação na boca do paciente e pedir</p><p>para ocluir. Nesse caso o paciente possuía uma adequada DVO e oclusão central, por</p><p>isso ela amassou a cera até encostar os dentes naturais;</p><p>9- Posicionar o pino incisal no ramo superior no ponto zero. Nessa posição o pino incisal</p><p>mantem o paralelismo entre ramo superior e inferior;</p><p>10 - Vira o articulador ao contrário;</p><p>10- Posicionar a armação no modelo superior e ocluir o modelor inferior;</p><p>11- Fixa o modelo inferior no ramo inferior</p><p>Confecção de base de resina acrílica sobre o modelo de estudo fixando na armação metálica</p><p>Visão inferior da base de resina acrílica na PPR</p><p>rolete de cera sobre a sela da PPR</p><p>Posicionamento da forquilha sobre a oclusal do arco superior</p><p>arco facial pocionado no paciente</p><p>montagem do modelo superior no articulador</p><p>paciente ocluindo e registrando a posição de oclusão</p><p>registro de oclusão sobre a cera</p><p>montagem do modelo inferior no articulador</p><p>Introdução à</p><p>Prótese Parcial</p><p>Fixa</p><p>Definição de Prótese Dentária:</p><p>Ramo da odontologia pertinente a restauração e manutenção da função oral,</p><p>conforto, estética e saúde dos pacientes, através da restauração de dentes naturais</p><p>e/ou reposição de dentes e tecidos contíguos perdidos através de substitutos</p><p>artificiais.</p><p>Classificação:</p><p>● Quanto a fixação</p><p>○ Prótese fixa</p><p>○ Prótese removível (parcial e total)</p><p>● Quanto a transmissão dos esforços mastigatórios</p><p>○ Dento suportada</p><p>○ Dento mucoso suportada</p><p>○ Mucoso suportada</p><p>○ Implanto suportada</p><p>Classificação tradicional:</p><p>● Prótese Total (PT): mucoso suportada</p><p>● Prótese Parcial Fixa (PPF): dento suportada</p><p>● Prótese Parcial Removível (PPR): dento suportada;</p><p>dento-mucoso suportada e mucoso-dento suportada</p><p>Classificação com Implantes:</p><p>● PT: - mucoso suportada</p><p>- mucoso suportada e implanto retida</p><p>- implanto suportada e implanto retida</p><p>● PPR: - dento suportada</p><p>- dento-mucoso suportada</p><p>- mucoso-dento suportada</p><p>- dento-mucoso suportada e implanto retida</p><p>- dento-implanto suportada</p><p>● PPF: - dento suportada</p><p>- implanto suportada</p><p>Classificação acadêmica:</p><p>● Prótese Total</p><p>● Prótese Fixa</p><p>● Prótese Parcial Removível</p><p>● Prótese Buco-maxilo-facial</p><p>● Prótese Sobre-implante</p><p>Prótese Total: Prótese dental removível que repõe toda a dentição e estruturas</p><p>contíguas da maxila ou mandíbula edentada. Reposição dos dentes naturais de um</p><p>arco e suas partes associadas por substitutos artificiais.</p><p>(Prótese total bimaxilar, unimaxilar, híbrida, imediata, sobre-implante).</p><p>Prótese Fixa: Divisão da prótese que substitui ou restaura o dente através um</p><p>substituto artificial fixo na boca. Retida por dente natural, raízes dentárias e/ou</p><p>“abutments” de implantes dentários que fornecem o suporte primário para a prótese.</p><p>Prótese Parcial Removível: Prótese que repõe um ou mais dentes em um arco</p><p>parcialmente dentado. Podendo ser removido e reposicionado na boca pelo</p><p>paciente.</p><p>Prótese Buco Maxilo Facial: É o ramo da prótese que consiste em restaurar e/ou</p><p>repor estruturas do sistema estomatognático e faciais, através próteses que podem</p><p>ou não ser removidas de um local que serve como base.</p><p>Prótese Sobre-implante: Prótese fixa ou removível que utiliza implantes dentários</p><p>para retenção, suporte e estabilidade. Área da prótese que consiste em repor</p><p>dentes e/ou estruturas associadas por restaurações que são conectadas em</p><p>implantes dentários.</p><p>PPF</p><p>Indicação: Perda de elemento dental; desgaste de estrutura dental; extrusão do</p><p>antagonista; mesialização/distalização do dente; problemas periodontais e oclusais.</p><p>Classificação:</p><p>● Quanto ao material: Plásticas (temporárias), Metálicas,</p><p>Metalo-plásticas (vennner), Metalo-cerâmicas, Cerâmicas.</p><p>● Quanto ao tamanho: Pequenas, Extensas, Complexas</p><p>● Quanto ao sistema de fixação sobre o pilar: Cimentadas</p><p>(sobre dente ou implantes), Adesivas (“colada” nos dentes</p><p>vizinhos, espaços protéticos pequenos), Parafusadas (sobre</p><p>implantes)</p><p>Coroa</p><p>● Definição: restauração cimentada que recobre ou reveste a</p><p>superfície externa da coroa clínica; reproduz a morfologia e</p><p>os contornos das porções coronárias danificadas do dente</p><p>enquanto desempenha suas funções; deve proteger o</p><p>restante da estrutura dental de lesões futuras.</p><p>- Coroa Total: Quando recobre toda a coroa clínica. Materiais utilizados: metal,</p><p>resina, cerâmica, metaloplastica e metalocerâmica.</p><p>- Coroa Parcial: Quando apenas algumas porções da coroa clínica são restauradas.</p><p>- Inlay: Restaurações intracoronárias que se ajustam aos contornos anatômicos</p><p>internos da coroa clínica do dente Utilizada para lesões próximo-oclusais ou</p><p>gengivais, com extensões mínimas ou moderadas. Não há envolvimento de</p><p>cúspides.</p><p>- Onlay: Semelhante à inlay, mas há a cobertura de uma ou mais cúspides. Útil</p><p>para tratar dentes posteriores com lesões extensas.</p><p>- Faceta laminada: Fina camada de porcelana ou material cerâmico, unida à face</p><p>vestibular de um dente através de resina. Motivo estético. Feita sobre dente anterior</p><p>em bom estado.</p><p>Componentes da</p><p>Prótese Parcial</p><p>Fixa</p><p>Componentes da Prótese Fixa:</p><p>● Anatômicos:</p><p>1. Pilares: Porção de um dente ou parte do implante dentário</p><p>que serve de suporte para a prótese. Retém a prótese</p><p>(ancoragem). Recebe carga ou pressão;</p><p>Pilares Principais: extremos</p><p>Pilares Secundários: intercalados</p><p>2. Espaço Protético: espaço desdentado</p><p>● Construídos:</p><p>1. Fixações (implantes): Peça pré-fabricada em titânio,</p><p>rosqueados , desenhos diferente, superfícies variadas, um ou</p><p>dois tempos cirurgicos, componentes protéticos variados,</p><p>parafusados ou cimentados.</p><p>2. Retentores: Qualquer tipo de dispositivo usado para</p><p>estabilização e retenção da prótese; peças protéticas que</p><p>irão ser adaptadas sobre os dentes pilares preparados;</p><p>podem ser totais ou parciais.</p><p>3. Pôntico: Dente artificial da PPF que substitui um dente</p><p>natural ausente; devolve função e estética; preenche o</p><p>espaço ocupado pela coroa clínica.</p><p>4. Conectores: Constituintes da PPF que unem os retentores</p><p>aos pônticos ou a outros retentores. Podem ser: Rígidos:</p><p>ponto de solda ou a própria liga metálica da estrutura;</p><p>Semi-rígidos: encaixe de precisão, próteses extensas, facilita</p><p>procedimentos técnicos e diminui as alterações</p><p>dimencionais.</p><p>5. Retentores intraradiculares (RIR) : Peças protéticas que</p><p>buscam retenção dentro do canal radicular. Totalmente</p><p>fundidos ou pré-fabricados. Parcialmente ou totalmente</p><p>estojados. Constituido pelo: Pino: aloja-se dentro do canal</p><p>radicular; Núcleo ou munhão: reestabelece a forma do</p><p>preparo da coroa dentária; Espelho: apoia o núcleo sobre o</p><p>remanescente radicular.</p><p>Pônticos</p><p>1. Pôntico</p><p>São dentes artificiais das Próteses Parciais Fixas que substitui um dente natural</p><p>ausente. Devolve função e estética preenchendo o espaço ocupado pela coroa</p><p>clínica. O contato do pôntico com o tecido do rebordo, quando ocorre, deve ser</p><p>pequeno e não pode exercer nenhuma pressão. Desta forma não se promove uma</p><p>inflamação aos tecidos do rebordo. Os materiais usados são: Resina (utilizada para</p><p>PF provisória); Metal; Porcelana; Mista (metaloplastica, metalocerâmica).</p><p>São classificados de acordo com o desenho da face lingual em:</p><p>● Em forma de bala: Cônico e arredondado, adequado para</p><p>rebordo inferior pequeno. Para rebordos plano e amplo pode</p><p>favorecer o acúmulo de alimento nas ameias.</p><p>● Em plano inclinado: Face lingual inclinada. Facilita a</p><p>higienização, porém permite maior impactação de alimentos</p><p>na região lingual/palatina.</p><p>● Higiênico: Pônticos sem contato nenhum com o rebordo, o</p><p>que facilita a higienização. Utilizado</p><p>principalmente para</p><p>dentes posteriores sem comprometimento estético.</p><p>● Em Sela: Abraça o rebordo na face vestibular e lingual. É o</p><p>formato mais parecido com o dente natural, porém</p><p>contra-indicado em qualquer situação devido a</p><p>impossibilidade de higienização.</p><p>Princípios</p><p>biológicos e</p><p>mecânicos</p><p>aplicados aos</p><p>preparos dentais</p><p>Para receber as restaurações, os dentes requerem um preparo. Esses preparos</p><p>devem ser baseados em princípios fundamentais para ajudar a prever o sucesso do</p><p>tratamento protético. Os princípios do preparo dental podem ser divididos em:</p><p>● Biológicos: que afetam a saúde dos tecidos bucais.</p><p>● Mecânicos: que afetam a integridade e durabilidade da</p><p>restauração.</p><p>● Estéticos: que afetam a aparência do paciente.</p><p>Durante o preparo dental, é imperativo que haja atenção cuidadosa a cada detalhe.</p><p>Um bom preparo deve assegurar que as técnicas subseqüentes (restaurações</p><p>provisórias, moldagem, vazamento de troquéis e modelos, enceramento) possam</p><p>ser executadas. O preparo dental e a subseqüente restauração bem sucedidos</p><p>dependem da consideração simultânea de todos esses fatores. Às vezes, a</p><p>melhoria em uma área afetará adversamente uma outra, e a luta por perfeição em</p><p>uma pode levar à falha em outra, por exemplo na confecção de uma</p><p>metalocerâmica, uma espessura suficiente é necessária para uma aparência</p><p>natural. Contudo, se for removida estrutura dental demasiada para acomodar uma</p><p>maior espessura da porcelana por razões estéticas, o tecido pulpar pode ser</p><p>danificado (consideração biológica) e o dente fica indevidamente enfraquecido</p><p>(consideração mecânica). A realização previsível do preparo dental ideal</p><p>freqüentemente depende de se encontrar a melhor combinação de compromissos</p><p>entre as considerações prevalentes, biológicas, mecânicas e estéticas.</p><p>Princípios Biológicos:</p><p>- Prevenção de danos durante o Preparo Dental - Para proteger o(s) dente(s)</p><p>adjacente(s), o método preferido é usar o esmalte proximal do dente a ser</p><p>preparado para proteger as estruturas adjacentes. Os dentes são 1,5 a 2 mm mais</p><p>largos na área de contato do que a junção amelocementária, e uma broca</p><p>diamantada fina, afilada pode passar através da área de contato proximal e deixar</p><p>uma leve aba no esmalte, sem causar redução dental excessiva ou angulação</p><p>indesejável do instrumento rotatório. Lesões aos tecidos moles da língua e</p><p>bochechas podem ser evitadas pelo deslocamento cuidadoso com a extremidade do</p><p>aspirador, espelho bucal. Mais cuidado é necessário para proteger a língua quando</p><p>estão sendo preparadas as superfícies linguais dos molares inferiores.</p><p>● Preservação da Estrutura Dental - O preparo preliminar de</p><p>estudo e o enceramento de diagnóstico são procedimentos</p><p>pré-clínicos que também auxiliam a proteção do complexo</p><p>dentina-polpa, porque o preparo efetuado em modelos de</p><p>estudo visa, através da confrontação radiográfica, estudar e</p><p>planejar a quantidade de desgaste necessária,</p><p>relacionando-o à correção da posição, forma e oclusão da</p><p>futura peça, procurando não lesar a polpa. O enceramento</p><p>de diagnóstico sobre os dentes preparados preliminares</p><p>confirma se os desgastes efetuados no modelo seriam</p><p>suficientes para dar espaço ao metal, opaco e cobertura</p><p>estética, sem deformar a anatomia dental, e para proteger o</p><p>complexo dentina-polpa, evitando o excesso de desgastes.</p><p>Os cortes inicias, que requeiram a remoção de maior</p><p>quantidade de estrutura dental, são executados com pontas</p><p>diamantadas com grânulos maiores (100μ) e aqueles</p><p>posteriores, que visam prover menor desgaste e maior</p><p>remodelação do preparo, são realizados com pontas</p><p>confeccionadas com granulos de diamante mais delicados</p><p>(40 a 50μ), para refinar e requintar as superfícies</p><p>desgastadas e para efetuar a linha de terminação do preparo</p><p>dental são utilizadas brocas multilaminadas e pontas</p><p>diamantadas com grânulos finos (30μ) ou ultrafinos (15μ). A</p><p>pressão exercida pelo operador deve ser mínima para evitar</p><p>o desenvolvimento excessivo de calor. A atuação do</p><p>instrumental deve ser intermitente, em função de uma ação</p><p>deslizante e de pincelamento sobre a superfície que está</p><p>sendo trabalhada para evitar que se causem danos ao órgão</p><p>pulpar assim como a redução da eficiência de corte,</p><p>eliminando os detritos imbricados entre sua lâminas ou</p><p>grânulos. Quanto maior a eficiência de corte do instrumento,</p><p>menos pressão é necessária para o desgaste,</p><p>conseqüentemente, menor intensidade de calor é gerada na</p><p>superfície do dente. Essa eficiência está intimamente</p><p>relacionada com a limpeza do instrumento. Partículas</p><p>desagregadas durante a ação de corte tendem a aderir entre</p><p>as lâminas das brocas ou nas interfaces dos grânulos das</p><p>pontas diamantadas, diminuindo-lhes a eficiência. A ação de</p><p>corte e a eficiência das brocas e das pontas diamantadas</p><p>foram grandemente aumentadas, permitindo reduzir,</p><p>sobremaneira, a pressão neles exercida pelo profissional</p><p>durante o ato operatório. Entretanto, a velocidade intensifica</p><p>a condição de atrito proporcionada pelo instrumental,</p><p>gerando alta concentração de calor na sua própria estrutura</p><p>e naquela que está sendo desgastada. O calor gerado deve</p><p>ser totalmente dissipado e anulado para não danificar o</p><p>órgão pulpar ou causar alterações estruturais na dentina ou</p><p>no esmalte, enfraquecendo o remanescente dental. O jato de</p><p>ar e água atomizada são empregados para dissipar o calor</p><p>gerado nessa ação de corte dental.</p><p>● Periodonto - Um dos objetivos principais de qualquer</p><p>tratamento com Prótese Parcial Fixa é a preservação da</p><p>saúde periodontal. Vários são os fatores diretamente</p><p>relacionados a esse objetivo. A função das convexidades,</p><p>vestibular e lingual, é proteger a gengiva marginal da ação</p><p>traumática do bolo alimentar. Vários autores afirmam que o</p><p>estímulo friccional, produzido pelo contato do bolo alimentar</p><p>concorre para a manutenção da saúde gengival e até mesmo</p><p>para a limpeza do elemento dentário. O sobrecontorno</p><p>favorece o acúmulo de placa e dificulta sua remoção. O</p><p>espaço biológico é a distância compreendida entre a porção</p><p>mais coronária do epitélio juncional (base do sulco</p><p>histológico) e o topo da crista óssea alveolar. Constitui o</p><p>espaço necessário para a existência do epitélio juncional e</p><p>da inserção conjuntiva. A invasão do limite cervical da</p><p>restauração no espaço biológico leva ao aparecimento de</p><p>respostas gengivais inflamatórias decorrentes desta</p><p>localização. Entre os aspectos iatrogênicos relacionados à</p><p>localização subsulcular das margens das restaurações,</p><p>encontram-se as manobras de preparo, utilização de</p><p>restaurações provisórias, técnicas de afastamento gengival e</p><p>cimentação das restaurações definitivas. O limite cervical da</p><p>restauração localizado dentro das dimensões do sulco</p><p>histológico, sem invadir o espaço biológico. Considerando</p><p>que o sulco gengival apresenta profundidade média de</p><p>0,69mm sendo aceitável com variação de 0,5 a 1 mm as</p><p>margens das restaurações não podem ser colocadas, no</p><p>sentido apical, além de 0,5mm da margem gengival. A</p><p>viabilidade de manutenção de margens intra-sulculares está</p><p>relacionada com a possibilidade de acesso à escovação. As</p><p>cerdas das escovas, nas técnicas de escovação</p><p>intra-sulculares ou interproximasl, apresentam condições de</p><p>tornar higienizável a região marginal das restaurações.</p><p>Mesmo em condições ideais de acabamento e justeza das</p><p>margens das restaurações, existe sempre a possibilidade de</p><p>iatrogenia. A condição mais importante, que nos obriga a</p><p>conduzir a localização intra-sulcular, está relacionada com</p><p>imperativos estéticos. Cabe lembrar que nas fases de</p><p>preparo, afastamento gengival, moldagem, confecção e</p><p>instalação de provisórios e cimentação definitiva, todos os</p><p>cuidados devem ser tomados no sentido de não</p><p>ultrapassarmos a profundidade de 0,5mm. Caso contrário, as</p><p>restaurações intrasulculares tornam-se tão lesivas quanto as</p><p>subsulculares, podendo criar nichos de retenção de placa.</p><p>Limite cervical da restauração localizado coronariamente ao</p><p>nível da margem gengival. A inspeção visual permite</p><p>localizar, com facilidade, novas cáries que possam aparecer</p><p>após a instalação do trabalho protético. O exame radiográfico</p><p>não é prejudicado pelo metal das restaurações. O combate à</p><p>placa bacteriana ajuda a prevenir tanto a cárie, quanto a</p><p>doença periodontal. A grande vantagem técnica nas</p><p>preparações supra-sulculares está relacionada com a</p><p>visibilidade da instrumentação e a grande facilidade</p><p>relaciona-se com a execução dos passos necessários para</p><p>obtenção dos moldes. A estética pode representar um</p><p>problema, mas os casos devem ser analisados</p><p>criteriosamente, frente à real exposição visual que cada</p><p>dente, ou região dentária, possa apresentar individualmente.</p><p>A adaptação entre a restauração cimentada e o dente é</p><p>sempre um local potencial para cáries recorrentes por causa</p><p>da dissolução do agente cimentante e da rugosidade</p><p>inerente. Quanto mais precisamente a restauração estiver</p><p>adaptada ao dente, menor será a chance de cáries</p><p>recorrentes ou doenças periodontais. Adaptação</p><p>cientificamente possível de se obter, 20μm, segundo</p><p>Jorgersen. Influenciam a terminação do preparo: Asperezas</p><p>na superfície da margem; Irregularidades nas paredes axiais;</p><p>Espessura do desgaste e a configuração de acabamento da</p><p>linha de terminação. A linha de terminação é a parte mais</p><p>crítica do preparo, principalmente na região cervical, porque</p><p>sua lisura e uniformidade influem diretamente na justeza de</p><p>adaptação marginal da restauração. A espessura do</p><p>desgaste permite estabelecer contornos adequados da</p><p>restauração. ]</p><p>As opções de linhas de término para PPF são:</p><p>● Degrau em 90°- Indicações: Coroas oca de cerâmica e Metal</p><p>free. Vantagens: Boa estética e contornos adequados.</p><p>Desvantagens: Adaptação da porcelana na margem cervical.</p><p>● Chanfro simples - Indicações: Coroa Total Metálica, margem</p><p>lingual de Coroa Metalocerâmica, Metaloplástica e RMF.</p><p>Vantagens: Linha de terminação nítida, justeza de adaptação</p><p>e obtenção de contornos adequados. Desvantagens:</p><p>Cuidado de evitar protuberância de esmalte sem suporte.</p><p>● Chanfro largo - Indicação: Coroa Metalocerâmica; Metal free.</p><p>Vantagens: Anel metálico pode ser empregado com menor</p><p>interferência com a estética. Desvantagens: Cuidado de</p><p>evitar protuberância de esmalte sem suporte.</p><p>● Chanfro largo biselado - Indicação: Coroa Metalocerâmica.</p><p>Vantagem: promove melhor assentamento. Desvantagens:</p><p>Anel metálico, comprometendo a estética.</p><p>● 135° - Indicação: Coroa metalocerâmica; Metal free.</p><p>Vantagens: Posição da linha de término em relação ao</p><p>chanfro largo. Desvantagens: Difícil uniformidade do preparo.</p><p>● Lâmina de faca - Indicações: Faces linguais de pré-molares</p><p>inferiores e dentes muito inclinados. Vantagens: Conservador</p><p>da estrutura dental. Desvantagens: Difícil de controlar a</p><p>localização da margem.</p><p>- Limpeza do Preparo - Finalizado o preparo do dente devemos promover uma</p><p>adequada limpeza do preparo, para remoção do magma com 4 a 5 µm (restos de</p><p>dentina, óleo, sangue, bactérias, etc.). Utilizamos detergentes aniônicos e posterior</p><p>lavagem com água. Nunca devemos usar substâncias ácidas nem promover o</p><p>ressecamento da dentina.</p><p>Princípios mecânicos:</p><p>● Retenção - É a habilidade que um preparo possui para</p><p>resistir às forças de remoção da restauração, segundo o eixo</p><p>de inserção.</p><p>● Estabilidade - É a propriedade que evita o deslocamento da</p><p>restauração promovida por forças oclusais oblíquas durante</p><p>o ciclo mastigatório.</p><p>● Planos de inserção – Para Próteses unitárias este deve ser</p><p>paralelo ao longo eixo do dente e às proximais dos dentes</p><p>vizinhos. Já para as peças parciais fixas o eixo deve ser a</p><p>bissetriz do longo eixo dos dentes suportes .</p><p>● Durabillidade estrutural - O desgaste deverá ser feito</p><p>seletivamente de acordo com as necessidades estéticas e</p><p>funcionais da restauração.</p><p>● Quantidade de desgaste - A face oclusal dos preparos deve</p><p>ser desgastada até criar espaço necessário para que o</p><p>material adquira rigidez suficiente para não se defletir e</p><p>romper a película de cimento, possibilitando o destacamento</p><p>da restauração ou, ainda, perfurações durante o acabamento</p><p>da peça. Os desgastes nos dentes posteriores devem ser</p><p>feitos acompanhando a anatomia oclusal em planos</p><p>inclinados de configuração geométrica, formando sulcos de</p><p>trabalho, balanceio e protrusão, permitindo uma espessura</p><p>uniforme do padrão de cera e uma escultura com anatomia</p><p>funcional. A superfície com planos muito inclinados e ângulos</p><p>agudos deve ser evitada, porque estes promovem</p><p>concentração de esforços e prejudicam a completa</p><p>adaptação da restauração. Por outro lado, a superfície</p><p>oclusal plana pode resultar em excessivo desgaste,</p><p>perdendo altura e consequentemente, retenção e</p><p>estabilidade. O preparo das faces proximais deverá visar um</p><p>desgaste suficiente para que a futura restauração deixe um</p><p>espaço denominado “loja papilar”, onde a papila se</p><p>mantenha sem ser comprimida e também permitia a</p><p>passagem de uma escova interproximal. Se o dente sofrer</p><p>um desgaste insuficiente promovido por um preparo</p><p>terminado em lâmina de faca ou “slice”, feito por um disco, a</p><p>reprodução em metal será a de um bordo muito delgado</p><p>propício à distorção ou à fratura do mesmo. Assim sendo, a</p><p>tendência do protético será a de aumentar a espessura,</p><p>promovendo um sobrecontorno nesta região, fechando o</p><p>espaço da papila. Após a instalação da prótese, esta papila</p><p>não tendo espaço para se manter, migrará para vestibular e</p><p>lingual. Durante a mastigação e a escovação, esta papila</p><p>sofrerá traumatismos; severas inflamações, hipertrofiando-se</p><p>e evoluindo para problemas periodontais mais graves.</p><p>Os fatores que alteram de maneira diretamente proporcionais a Retenção e a</p><p>Estabilidade são: Altura do preparo; expulsividade; formas auxiliares de retenção; e</p><p>planos de Inserção.</p><p>A altura do preparo favorece a retenção uma vez que à adaptação e atrito entre a</p><p>superfície interna da restauração e a parede axial do preparo promovem este</p><p>princípio mecânico. Portanto, quanto maior a superfície axial do preparo, maior a</p><p>retenção. Para a estabilidade do preparo as paredes axiais devem ter altura</p><p>suficiente para impedir a rotação da peça ao redor de um fulcro atuando na borda</p><p>cervical mais periférica próxima da linha de ação da força.</p><p>As formas auxiliares de retenção visam aumentar a superfície de contato entre o</p><p>preparo e a restauração, aumentando desta forma a retenção, assim como diminuir</p><p>o raio de rotação da peça favorecendo a estabilidade.</p><p>Um preparo realizando buscando a menor expulsividade (6 graus) reduz o número</p><p>de eixos de inserção da futura peça promovendo uma melhor retenção e</p><p>estabilidade ao trabalho protético.</p><p>Quanto ao diâmetro do preparo este atua de forma diretamente proporcional para</p><p>retenção e indiretamente proporcional para a estabilidade. Um preparo com maior</p><p>diâmetro tem mais retenção e menor estabilidade quando comparado a um preparo</p><p>de diâmetro menor com altura igual. Portanto,o diâmetro quanto maior favorece a</p><p>retenção e prejudica a estabilidade.</p><p>Movimentos</p><p>mandibulares</p><p>Revisão anatomia</p><p>Articulação têmporo mandibular (ATM)</p><p>Trata-se de uma articulação sinovial (ginglimoartroidal). Os ossos opostos da articulação</p><p>são separados por um disco articular e preenchido com fluido que, quando examinado a</p><p>olho nu, se assemelha a clara de ovo (sinóvia ou líquido sinovial). Ocorrem movimentos</p><p>de rotação e transrotação do côndilo mandibular.</p><p>Músculos da mastigação</p><p>- Músculos elevadores</p><p>● Masséter (superficial e profundo)- Possui sua origem na borda</p><p>inferior do arco zigomático e inserção na superfície lateral do</p><p>ângulo e ramo mandibular.</p><p>● Temporal (anterior, médio e posterior)- Possui sua origem na</p><p>fossa temporal e inserção na apófise coronóide.</p><p>● Pterigoideo interno ou medial- Possui sua origem na fossa</p><p>pterigoidea e inserção na superfície medial do ângulo e ramo</p><p>mandibular.</p><p>- Músculos abaixadores</p><p>● Pterigoideo lateral (inferior e superior)- O feixe inferior possui sua</p><p>origem na superfície lateral do processo pterigóideo e o feixe</p><p>superior</p><p>na superfície infratemporal da asa maior do esfenoide. A</p><p>inserção fica na fóvea pterigóidea da mandíbula, disco articular e</p><p>cápsula.</p><p>● Supra – hioideos (gênio-hióideo, milo-hióideo, digástrico e</p><p>estilo-hióideo).</p><p>● Infra – hioideos (tiro-hióideo, homo-hióideo e esterno-hióideo).</p><p>Movimentos bordejantes</p><p>- Plano sagital</p><p>Partindo-se da relação central realizamos o movimento mandibular seguindo o trajeto</p><p>abaixo:</p><p>1. De RC para máxima intercuspidação (MIC)- Músculos</p><p>envolvidos: masseter, pterigoideo medial e temporal;</p><p>2. De MIC para protusão máxima- Músculos envolvidos:</p><p>pterigoideos laterais direito e esquerdo; temporais direito e</p><p>esquerdo;</p><p>3. De protusão máxima para abertura máxima- Músculos</p><p>envolvidos: pterigoideos laterais direito e esquerdo; Infra-hióideos</p><p>e Supra-hióideos;</p><p>4. De abertura máxima par RC (movimentos de transrotação e</p><p>rotação da mandíbula)- Músculos envolvidos: masséteres;</p><p>temporais e pterigoideos mediais.</p><p>- Plano horizontal</p><p>Partindo-se da relação central realizamos o movimento mandibular seguindo o trajeto</p><p>abaixo:</p><p>1. De RC para lateralidade máxima esquerda- Músculos envolvidos:</p><p>pterigoideo lateral direito;</p><p>2. De lateralidade máxima esquerda para protusão máxima-</p><p>Músculos envolvidos: pterigoideos laterais direito e esquerdo;</p><p>3. De protusão máxima para lateralidade máxima direita - Músculos</p><p>envolvidos: pterigoideo lateral esquerdo;</p><p>4. De lateralidade máxima direita para RC - Músculos envolvidos:</p><p>Temporais (feixe posterior).</p><p>- Plano frontal</p><p>Partindo-se da relação central realizamos o movimento mandibular seguindo o trajeto</p><p>abaixo:</p><p>1. De RC para lateralidade máxima esquerda- Músculos envolvidos:</p><p>pterigoideo lateral direito;</p><p>2. De lateralidade máxima esquerda para abertura máxima-</p><p>Músculos envolvidos: pterigoideos laterais direito e esquerdo e</p><p>Infra-hióideos;</p><p>3. De abertura máxima para lateralidade máxima direita - Músculos</p><p>envolvidos: pterigoideo lateral esquerdo, masseteres, temporais e</p><p>pterigoideos mediais;</p><p>4. De lateralidade máxima direita para RC - Músculos envolvidos:</p><p>Temporais (feixe posterior).</p><p>A junção dos planos sagital, horizontal e frontal forma um gráfico em três dimensões</p><p>denominado Prisma de Posselt.</p><p>Princípios de</p><p>oclusão e</p><p>Critérios de</p><p>oclusão ótima</p><p>Critério de Oclusão Ótima</p><p>● 1) Contatos bilaterais simultâneos em Relação central e</p><p>Máxima intercuspidação</p><p>Isto ocorre quando os dentes inferiores contactam os superiores, estabilizando a</p><p>mandíbula em posição cêntrica. A posição cêntrica é a posição estável da</p><p>mandíbula em que os côndilos estão posicionados dentro da cavidade glenóide sem</p><p>estirar ou comprimir o ligamento ou o disco articular. Ocorre quando há contatos</p><p>bilaterais simultâneos em relação cêntrica (RC) e em máxima intercuspidação</p><p>(MIC). Na RC o côndilo se encontra na parte mais superior e anterior na cavidade</p><p>glenóide. Já a MIC é a posição da mandíbula em que há o maior número de</p><p>contatos entre dentes superiores e inferiores. Quando MIC = RC denominamos</p><p>Oclusão de Relação Cêntrica (ORC).</p><p>● 2) Carga Axial</p><p>As cargas mastigatórias devem incidir na direção do longo eixo do dente. A carga</p><p>axial é distribuída por toda área do ligamento periodontal de forma equilibrada,</p><p>portanto de forma fisiológica.</p><p>● 3) Nas excursões laterais da mandíbula, ausência de</p><p>interferência no lado de trabalho.</p><p>Quando não existe interferência podemos encontrar três funções de ciclos</p><p>mastigatórios: Função guia canino (toca somente o canino); Função de grupo parcial</p><p>(tocam canino e pré-molar(res); Função de grupo total (tocam canino, pré-molares e</p><p>molar(es))</p><p>● 4) Nas excursões laterais da mandíbula, desoclusão dos</p><p>dentes no lado de balanceio.</p><p>● 5) Durante a protrusão, há desoclusão dos dentes</p><p>posteriores</p><p>● 6) Articulação temporo mandibular (ATM) em condição de</p><p>normalidade</p><p>O paciente deve apresentar as estruturas anatômicas que compõem a ATM em</p><p>estado de saúde, sem disfunção.</p><p>Contato prematuro versus Interferência</p><p>Quando o primeiro critério (contatos bilaterais simultâneos em RC e MIC) não é</p><p>respeitado temos a presença de um contato prematuro. Este provoca uma</p><p>reprogramação neuromuscular na tentativa de eliminar este contato. Desta forma o</p><p>indivíduo fecha a mandíbula em uma nova posição de mordida, chamada máxima</p><p>intercuspidação habitual (MICH). Já um contato durante os movimentos excursivos,</p><p>fora dos apresentados nos critérios 3- 4 e 5 provocam uma interferência. Condição</p><p>esta extremamente prejudicial para o indivíduo. O cirurgião dentista sempre deve</p><p>identificar e eliminar esta interferência antes de se iniciar qualquer reabilitação</p><p>bucal.</p><p>Princípio da Oclusão com Proteção Mútua</p><p>Com os dentes em MIC, todos os dentes posteriores estão em contato, já os dentes</p><p>anteriores estão em contato leve ou sem contato. Durante os movimentos</p><p>excursivos da mandíbula (protusão e lateralidade) os dentes anteriores promovem a</p><p>desoclusão dos dentes posteriores. Portanto, os dentes posteriores protegem os</p><p>anteriores em RC e MIC e os anteriores protegem os posteriores durante os</p><p>movimentos excursivos. Isto se deve, pelo fato dos dentes anteriores não</p><p>apresentarem cargas axiais em RC e MIC o que levaria a uma situação não</p><p>fisiológica na ausência da parada da mordida promovida pelos dentes posteriores.</p><p>Já durante os movimentos excursivos, como todas as cargas são obliquas, é</p><p>necessário que este movimento seja feito de maneira controlada e calculada, o que</p><p>só é possível quando os dentes anteriores estão envolvidos graças ao grande</p><p>número de propioceptores presentes no ligamento periodontal destes dentes.</p><p>Preparos para</p><p>Coroa Total</p><p>Metálica</p><p>Coroas totais metálicas</p><p>Apresenta alta resistência mecânica; altamente retentiva; menor necessidade de</p><p>desgaste do dente pilar; indicada para região posterior. Como desvantagem a</p><p>estética e dificuldade em confeccionar a coroa provisória.</p><p>Sequência de desgaste- Linha de término em Chanfro Simples</p><p>1°- Desgaste da face oclusal</p><p>2°- Desgaste das faces axiais (V/L)</p><p>3°- Desgaste das faces proximais</p><p>4°- Acabamento</p><p>1°- Desgaste da face oclusal</p><p>- Instrumento cortante rotatório (ICR) – broca tronco cônica de ponta arredondada</p><p>(TCPA). ICR - 2135 / 2136 / 4138</p><p>- Redução oclusal = Cúspide de suporte 1.5 mm; Cúspide de corte 1,0 mm. Iniciar</p><p>com sulcos de orientação: sulcos e arestas da face oclusal, seguindo pela união</p><p>destes sulcos</p><p>- Redução oclusal da cúspide de suporte - superfície oclusal funcional (mesa</p><p>oclusal) - terço oclusal da cúspide de suporte</p><p>2°- Desgaste das faces axiais (V/L)</p><p>- Broca TCPA. ICR - 2135 / 2136 / 4138</p><p>- Redução do terço oclusal (Cúspides de corte), seguida pela redução do terço</p><p>cervical (Cúspides de corte e de suporte)</p><p>3°- Desgaste das faces proximais</p><p>- Broca TCPA e TCPAfilada. ICR - 3195 / 3193 / 3203 / 3113</p><p>- Rompimento do ponto de contato proximal com a broca TCPAfilada, para</p><p>posteriormente aumentar o volume do desgaste com broca TCPArredondada</p><p>(chanfro simples) buscando uma linha de término nítida e regular</p><p>4°- Acabamento</p><p>- ICR- Acabamento e polimento 1112F</p><p>- Arredondar os ângulos vivos do preparo</p><p>Preparos para</p><p>Coroa</p><p>Metalo-Plástica</p><p>Coroas totais metalo-plástica</p><p>Apresenta alta resistência mecânica; altamente retentiva; estética razoável; pode</p><p>ser realizada em dentes anteriores e posteriores. Como desvantagem necessita de</p><p>maior desgaste para estética; absorção de carga e desgaste do recobrimento</p><p>estético.</p><p>Cora metalo-plástica posterior</p><p>Sequência de desgaste- Linha de término em Chanfro Largo ou Degrau na</p><p>vestibular e Chanfro Simples nas outras faces</p><p>1°- Desgaste da face oclusal</p><p>2°- Desgaste das faces axiais (V/L)</p><p>3°- Desgaste das faces proximais</p><p>4°- Acabamento</p><p>1°- Desgaste da face oclusal</p><p>- Instrumento cortante rotatório (ICR) – broca tronco cônica de ponta arredondada</p><p>(TCPA). ICR - 2135 / 2136 / 4138</p><p>- Redução oclusal = Cúspide de suporte 1.5 mm; Cúspide de corte 1,0 mm. Iniciar</p><p>com sulcos de orientação: sulcos e arestas da face oclusal, seguindo pela união</p><p>destes sulcos</p><p>- Redução oclusal da cúspide de suporte</p><p>- superfície oclusal funcional (mesa</p><p>oclusal) - terço oclusal da cúspide de suporte</p><p>2°- Desgaste das faces axiais (V/L)</p><p>- Broca TCPA. ICR - 2135 / 2136 / 4138 para chanfro largo e Broca TCPAchatada</p><p>para degrau.</p><p>- Redução do terço oclusal (Cúspides de corte), seguida pela redução do terço</p><p>cervical (Cúspides de corte e de suporte)</p><p>3°- Desgaste das faces proximais</p><p>- Broca TCPA e TCPAfilada. ICR - 3195 / 3193 / 3203 / 3113</p><p>- Rompimento do ponto de contato proximal com a broca TCPAfilada, para</p><p>posteriormente aumentar o volume do desgaste com broca TCPArredondada</p><p>(chanfro simples) buscando uma linha de término nítida e regular</p><p>4°- Acabamento</p><p>- ICR- Acabamento e polimento 1112F</p><p>- Arredondar os ângulos vivos do preparo</p><p>Cora metalo-plástica anterior</p><p>Sequência de desgaste- Linha de término em Chanfro Largo ou Degrau na</p><p>vestibular e Chanfro Simples nas outras faces</p><p>1°- Desgaste da face incisal</p><p>2°- Desgaste das faces axiais (V/L)</p><p>3°- Desgaste das faces proximais</p><p>4°- Acabamento</p><p>1°- Desgaste da face incisal</p><p>- Instrumento cortante rotatório (ICR) – broca tronco cônica de ponta arredondada</p><p>(TCPA). ICR - 2135 / 2136 / 4138</p><p>- Redução incisal 2,0 mm. Iniciar com sulcos de orientação: sulcos e arestas da face</p><p>incisal, seguindo pela união destes sulcos.</p><p>2°- Desgaste das faces axiais (V/Lou P)</p><p>- Broca TCPA. ICR - 2135 / 2136 / 4138 / 3118 / 3168</p><p>- Na face vestibular a redução é iniciada pelo terço incisal, seguida pela redução do</p><p>terço cervical. Utilizamos brocas TCPA.</p><p>- A face palatina/lingual é feita em duas etapas. Primeiro o terço cervical de acordo</p><p>com a linha de término, seguido pelo aconcavado palatino/lingual. Utilizamos brocas</p><p>TCPA e brocas esférica para os sulcos de orientação do aconcavado e em forma de</p><p>chama para união destes sulcos.</p><p>- Face vestibular redução mínima de 1,5mm. Na face palatina/lingual é realizado um</p><p>chanfro simples.</p><p>3°- Desgaste das faces proximais</p><p>- Broca TCPA e TCPAfilada. ICR - 3195 / 3193 / 3203 / 3113</p><p>- Rompimento do ponto de contato proximal com a broca TCPAfilada, para</p><p>posteriormente aumentar o volume do desgaste com broca TCPArredondada</p><p>(chanfro simples) buscando uma linha de término nítida e regular</p><p>4°- Acabamento</p><p>- ICR- Acabamento e polimento 1112F</p><p>- Arredondar os ângulos vivos do preparo</p><p>Preparos para</p><p>Coroa</p><p>Metalo-Cerâmica</p><p>Coroas totais metalo-cerâmica</p><p>Apresenta alta resistência mecânica; altamente retentiva; ótima estética; pode ser</p><p>realizada em dentes anteriores e posteriores. Como desvantagem necessita de</p><p>maior desgaste para estética.</p><p>Cora metalo-cerâmica posterior</p><p>Sequência de desgaste- Linha de término em Chanfro Largo; Chanfro Largo</p><p>Biselado; 135°</p><p>1°- Desgaste da face oclusal</p><p>2°- Desgaste das faces axiais (V/L)</p><p>3°- Desgaste das faces proximais</p><p>4°- Bisel</p><p>5°- Acabamento</p><p>1°- Desgaste da face oclusal</p><p>- Instrumento cortante rotatório (ICR) – broca tronco cônica de ponta arredondada</p><p>(TCPA). ICR - 2135 / 2136 / 4138</p><p>- Redução oclusal = Cúspide de suporte 2,0 mm; Cúspide de corte 2,0 mm. Iniciar</p><p>com sulcos de orientação: sulcos e arestas da face oclusal, seguindo pela união</p><p>destes sulcos.</p><p>- Redução oclusal da cúspide de suporte - superfície oclusal funcional (mesa</p><p>oclusal) - terço oclusal da cúspide de suporte</p><p>2°- Desgaste das faces axiais (V/L)</p><p>- Broca TCPA. ICR - 2135 / 2136 / 4138</p><p>- Redução do terço oclusal (Cúspides de corte), seguida pela redução do terço</p><p>cervical (Cúspides de corte e de suporte).</p><p>- Face vestibular redução mínima de 1,5mm. Na face palatina/lingual pode ser</p><p>realizado um chanfro simples visando o menor desgaste do dente pilar, porém</p><p>existirá uma cinta metálica larga o que pode comprometer a estética.</p><p>3°- Desgaste das faces proximais</p><p>- Broca TCPA e TCPAfilada. ICR – 3113/ 4138</p><p>- Rompimento do ponto de contato proximal com a broca TCPAfilada, para</p><p>posteriormente aumentar o volume do desgaste com broca TCPArredondada</p><p>(chanfro largo) buscando uma linha de término nítida e regular</p><p>4°- Bisel</p><p>- Broca TCPAfilada. ICR – 3113</p><p>5°- Acabamento</p><p>- ICR- Acabamento e polimento 1112F</p><p>- Arredondar os ângulos vivos do preparo</p><p>Cora metalo-cerâmica anterior</p><p>Sequência de desgaste- Linha de término em Chanfro Largo; Chanfro Largo</p><p>Biselado; 135°</p><p>1°- Desgaste incisal</p><p>2°- Desgaste das faces axiais (V/L)</p><p>3°- Desgaste das faces proximais</p><p>4°- Bisel</p><p>5°- Acabamento</p><p>1°- Desgaste da face incisal</p><p>- Instrumento cortante rotatório (ICR) – broca tronco cônica de ponta arredondada</p><p>(TCPA). ICR - 2135 / 2136 / 4138</p><p>- Redução incisal 2,0 mm. Iniciar com sulcos de orientação: sulcos e arestas da face</p><p>incisal, seguindo pela união destes sulcos.</p><p>2°- Desgaste das faces axiais (V/Lou P)</p><p>- Broca TCPA. ICR - 2135 / 2136 / 4138 / 3118 / 3168</p><p>- Na face vestibular a redução é iniciada pelo terço incisal, seguida pela redução do</p><p>terço cervical. Utilizamos brocas TCPA.</p><p>- A face palatina/lingual é feita em duas etapas. Primeiro o terço cervical de acordo</p><p>com a linha de término, seguido pelo aconcavado palatino/lingual. Utilizamos brocas</p><p>TCPA e brocas esférica para os sulcos de orientação do aconcavado e em forma de</p><p>chama para união destes sulcos.</p><p>- Face vestibular redução mínima de 1,5mm. Na face palatina/lingual pode ser</p><p>realizado um chanfro simples visando menor desgaste do dente pilar, porém existirá</p><p>uma cinta metálica larga que pode comprometer a estética.</p><p>3°- Desgaste das faces proximais</p><p>- Broca TCPA e TCPAfilada. ICR – 3113/ 4138</p><p>- Rompimento do ponto de contato proximal com a broca TCPAfilada, para</p><p>posteriormente aumentar o volume do desgaste com broca TCPArredondada</p><p>(chanfro largo) buscando uma linha de término nítida e regular</p><p>4°- Bisel</p><p>- Broca TCPAfilada. ICR – 3113</p><p>5°- Acabamento</p><p>- ICR- Acabamento e polimento 1112F</p><p>- Arredondar os ângulos vivos do preparo</p><p>Preparos para</p><p>Coroa Livre de</p><p>Metal</p><p>Coroas totais livre de metal ou metal free</p><p>Apresentam alta resistência mecânica; altamente retentiva; ótima estética. Como</p><p>desvantagem necessitam de maior desgaste do dente pilar para o revestimento</p><p>estético e adaptação marginal inferior as coroas totais metálicas e metalocerâmicas</p><p>(quando se opta ela linha de término em chanfro largo biselado).</p><p>Cora livre de metal posterior</p><p>Sequência de desgaste- Linha de término em Chanfro Largo; 135°</p><p>1°- Desgaste da face oclusal</p><p>2°- Desgaste das faces axiais (V/L)</p><p>3°- Desgaste das faces proximais</p><p>4°- Acabamento</p><p>1°- Desgaste da face oclusal</p><p>- Instrumento cortante rotatório (ICR) – broca tronco cônica de ponta arredondada</p><p>(TCPA). ICR - 2135 / 2136 / 4138</p><p>- Redução oclusal = Cúspide de suporte 2,0 mm; Cúspide de corte 2,0 mm. Iniciar</p><p>com sulcos de orientação: sulcos e arestas da face oclusal, seguindo pela união</p><p>destes sulcos.</p><p>- Redução oclusal da cúspide de suporte - superfície oclusal funcional (mesa</p><p>oclusal) - terço oclusal da cúspide de suporte</p><p>2°- Desgaste das faces axiais (V/L)</p><p>- Broca TCPA. ICR - 2135 / 2136 / 4138</p><p>- Redução do terço oclusal (Cúspides de corte), seguida pela redução do terço</p><p>cervical (Cúspides de corte e de suporte).</p><p>- Faces axiais com redução mínima de 1,5mm.</p><p>3°- Desgaste das faces proximais</p><p>- Broca TCPA e TCPAfilada. ICR – 3113/ 4138</p><p>- Rompimento do ponto de contato proximal com a broca TCPAfilada, para</p><p>posteriormente aumentar o volume do desgaste com broca TCPArredondada</p><p>(chanfro largo) buscando uma linha de término nítida e regular</p><p>4°- Acabamento</p><p>- ICR- Acabamento e polimento 1112F</p><p>- Arredondar os ângulos vivos do preparo</p><p>Cora livre de metal anterior</p><p>Sequência de desgaste- Linha de término em Chanfro Largo e 135°</p><p>1°- Desgaste incisal</p><p>2°- Desgaste das faces axiais (V/L)</p><p>3°- Desgaste das faces proximais</p><p>4°- Acabamento</p><p>1°- Desgaste da face incisal</p><p>- Instrumento cortante rotatório (ICR) – broca tronco cônica de ponta arredondada</p><p>(TCPA). ICR - 2135 / 2136 / 4138</p><p>- Redução incisal 2,0 mm. Iniciar com sulcos de orientação: sulcos e arestas da face</p><p>incisal, seguindo pela união destes sulcos.</p><p>2°- Desgaste das faces axiais (V/Lou P)</p><p>- Broca TCPA. ICR - 2135 / 2136 / 4138 / 3118 / 3168</p><p>- Na face</p><p>vestibular a redução é iniciada pelo terço incisal, seguida pela redução do</p><p>terço cervical. Utilizamos brocas TCPA.</p><p>- A face palatina/lingual é feita em duas etapas. Primeiro o terço cervical de acordo</p><p>com a linha de término, seguido pelo aconcavado palatino/lingual. Utilizamos brocas</p><p>TCPA e brocas esférica para os sulcos de orientação do aconcavado e em forma de</p><p>chama para união destes sulcos.</p><p>- Faces axiais com redução mínima de 1,5mm.</p><p>3°- Desgaste das faces proximais</p><p>- Broca TCPA e TCPAfilada. ICR – 3113/ 4138</p><p>- Rompimento do ponto de contato proximal com a broca TCPAfilada, para</p><p>posteriormente aumentar o volume do desgaste com broca TCPArredondada</p><p>(chanfro largo) buscando uma linha de término nítida e regular</p><p>4°- Acabamento</p><p>- ICR- Acabamento e polimento 1112F</p><p>- Arredondar os ângulos vivos do preparo</p><p>Retentor</p><p>Intra-Radicular</p><p>Funções</p><p>Retenção e estabilização corono-radicular; e dissipação de cargas mastigatórias.</p><p>Componentes</p><p>Núcleo (porção coronária); Pino intra-radicular (porção interna do conduto radicular);</p><p>Espelho (Base da linha de término); Estojo (opcional)</p><p>Fatores que influenciam a retenção</p><p>Comprimento</p><p>A Relação coroa anatomica/raiz anatomica deve ser igual ou maior que 1:1 para que</p><p>seja poss[ivel realizar um RIR.</p><p>O pino intra-radicular deve ter no mínimo ½ do comprimento da raiz clínica. Sendo o</p><p>comprimento ideal de 2/3 da raiz clínica. Já para determinar o comprimento máximo</p><p>devemos subtrair do tamanho da raiz clínica a distância que o material obturador</p><p>ficou do ápice radicular mais o material obturador necessário para promover o</p><p>vedamento apical. Para promover o vedamento apical é necessário que se</p><p>mantenha um mínimo de 3 a 5 mm de material obturador no conduto, após o</p><p>preparo do mesmo. Este intervalo de 3 a 5 mm se deve por diferença apresentada</p><p>pela literatura científica. Em dentes multirradiculares as medidas são determinadas</p><p>pela soma dos pinos intraradiculares.</p><p>Diâmetro</p><p>Deve ter no máximo 1/3 da largura da raiz. Devemos evitar que o pino intra-radicular</p><p>seja circular, evitando desta forma que o RIR rotacione quando entrar em função.</p><p>Devemos promover um formato elíptico, quando do preparo do conduto,</p><p>desgastando sempre a parede mais volumosa da raiz associado ao conhecimento</p><p>da direção da carga mastigatória quando em MIC. Portanto nos dentes</p><p>antero-superiores, a alargamento deve ser para lingual, já nos anteriores anteriores</p><p>inferiores o alargamento maior é p/ vestibular.</p><p>Conicidade</p><p>Quanto maior a conicidade menor a retenção do RIR</p><p>Superfície</p><p>Quanto mais rugosa a superfície (jateada) maior a retenção devido ao</p><p>embricamento mecânico do cimento</p><p>Tipos de RIR</p><p>Pré-fabricados</p><p>- Forma: Cilíndricos; Cônicos; Escalonados</p><p>- Superfície: Lisa; Serrilhada; Rosqueada</p><p>- Pode ser metálico, fibra de vidro, fibra de carbono</p><p>Fundidos</p><p>Feitos no laboratório de maneira individual para cada conduto. Podem ser</p><p>confeccionados pelas:</p><p>● Técnica direta</p><p>● Preparo do remanescente dentário</p><p>● Preparo do conduto com calcador aquecido; brocas gates</p><p>e/ou largo</p><p>● Seleção de pino de resina pré fabricado do mesmo</p><p>comprimento do conduto preparado</p><p>● Conduto expulsivo por vista oclusal; ajustar o pino para</p><p>chegar até a medida</p><p>● Isolar conduto</p><p>● Iniciar modelagem com resina acrílica de presa rápida</p><p>(técnica de Nealon)</p><p>● Preenchimento do conduto com resina</p><p>● Inserção do pino</p><p>● Fase plástica remoção e inserir o pino</p><p>● Modelagem do espelho e do núcleo</p><p>● Retoque do preparo e acabamento</p><p>● Técnica indireta</p><p>● Preparo do remanescente dentário</p><p>● Preparo do conduto com calcador aquecido; brocas gates e</p><p>largo</p><p>● Seleção da cunha de madeira do mesmo comprimento do</p><p>conduto preparado</p><p>● Conduto expulsivo por vista oclusal; ajustar a cunha para</p><p>chegar até a medida</p><p>● Isolar conduto</p><p>● Iniciar a moldagem</p><p>● Preenchimento do conduto com material de moldagem</p><p>● Inserção do pino</p><p>● Preenchimento da moldeira e realizar o ato de moldagem</p><p>● Modelagem do RIR é feita em laboratório</p><p>RIR Bi-partido- pode ser realizado pela técnica direta (abaixo) ou indireta</p><p>(moldagem dos condutos)</p><p>● Preparo do conduto</p><p>● Promover conicidade</p><p>● Seleção do pino de suporte</p><p>● Modelagem dos condutos</p><p>● Acabamento</p><p>● Isolamento</p><p>● Modelagem da câmara pulpar</p><p>● Remoção dos pinos</p><p>● Envio para laboratório</p><p>● Prova clínica</p><p>● Cimentação</p><p>Coroas</p><p>temporárias</p><p>Conceito: São peças protéticas, geralmente em acrílico, que visam proteger os</p><p>dentes pilares preparados, até que a prótese fixa definitiva fique pronta. Devem</p><p>proteger o complexo dentina/polpa, periodonto e ao sistema neuromuscular do</p><p>paciente.</p><p>Objetivos: Provisório é o “laboratório de teste” do protesista. Na prótese temporária</p><p>o profissional colocará todo o seu conhecimento biológico, mecânico, estético e</p><p>ocluso-funcional. Permite ao paciente manter-se socialmente ativo, em condições</p><p>funcionais e psicológicas satisfatórias.</p><p>Requisitos:</p><p>1. Proteção da polpa- Material que evite a condução de</p><p>temperaturas extremas; Margens bem adaptadas para evitar</p><p>infiltração, sensibilidade e cárie.</p><p>2. Proteção periodontal- Boa adaptação cervical; Perfil de</p><p>emergência plano; Sem compressão do epitélio sulcular;</p><p>Sem invadir o espaço da papila interproximal; Textura de</p><p>superfície lisa e polida.</p><p>3. Função oclusal- Conforto para o paciente; Evita-se</p><p>movimentação dos dentes adjacentes e antagonistas;</p><p>Evita-se um desequilíbrio articular e neuromuscular.</p><p>4. Facilidade de higienização- Contorno que permita a sua</p><p>limpeza durante o tempo em que estiver em uso; Garantir</p><p>que os tecidos gengivais permaneçam sadios.</p><p>5. Resistência estrutural e retenção mecânica- Deve suportar</p><p>função mastigatória sem fraturar, sem deslocar.</p><p>6. Estética e fonética- Mantem o indivíduo ativo socialmente;</p><p>Modificações em seus contornos, textura, cor, arranjo e</p><p>posição dos dentes; Dentes anteriores: muito importante a</p><p>estética e a fonética.</p><p>Técnicas de confecção</p><p>Diretas</p><p>● Moldando previamente (Máscara).Casos onde será</p><p>confeccionado um RIR realizar o provisório com retentor</p><p>intra-radicular feito de fio de orto e resina acrílica.</p><p>● Esculpindo porção de acrílico (Bolinha)- Manipular uma</p><p>bolinha de resina acrílica; Colocar sobre o preparo; Pedir</p><p>para o paciente ocluir; Esculpir com uma broca, dando forma</p><p>e contorno.</p><p>● Ocando dentes de estoque</p><p>● Moldando a ceroplastia de diagnóstico</p><p>● Usando matriz feita com o aparelho vacumform - Pode-se</p><p>realizar a prótese temporário com resina fotopolimerizável</p><p>no molde de acetato.</p><p>● Coroa de policarbonato- Material já pronto; Faz-se o</p><p>reembasamento com resina acrílica; Ajuste e recorte do</p><p>material.</p><p>VANTAGENS: Fácil confecção; Tempo clínico relativamente rápido; Adaptação</p><p>marginal razoável; Relações oclusais satisfatórias; Fácil reparo; Fácil modificação</p><p>dos contornos e contatos.</p><p>DESVANTAGENS: Alteração da cor a curto prazo; Apresentam alta porosidade;</p><p>Tempo limitado de uso ou durabilidade; Favorecem a irritação gengival; Sensível à</p><p>ação do eugenol presente no cimento; Menor resistência em próteses extensas.</p><p>Técnica indireta</p><p>● Prensado em laboratório antes do preparo ser executado.</p><p>● Prótese temporária que mais se aproxima da prótese</p><p>definitiva, resguardando-se às limitações inerentes dos</p><p>materiais empregados.</p><p>VANTAGENS: Maior durabilidade e integridade marginal; Resistência aos esforços</p><p>oclusais; Melhor estética; Restabelecimento dos requisitos oclusais; Manutenção da</p><p>saúde periodontal; Tempo de ajustes clínicos menores.</p><p>DESVANTAGENS: Alto custo; Modelos com troquéis; Procedimento laboratorial</p><p>complexo; Confecção prévia do provisório.</p><p>Método- Moldagem dos arcos; Enceramento de diagnóstico; Inclusão na mufla;</p><p>Lavagem da cera com água quente; Colocação da resina e prensagem; Prova e</p><p>ajuste da peça.</p><p>Cimentação</p><p>Seleção do agente cimentante: Ação medicamentosa; Vedamento marginal cervical;</p><p>Tempo de permanência na boca; Retenção e estabilidade.</p><p>Opções de cimento: Provy (Sem eugenol); Hydro C (Sem eugenol); Temp Bond</p><p>(Com e Sem eugenol); Pasta de Óxido de Zinco e Eugenol</p><p>Remoção das próteses</p><p>temporárias</p><p>Saca prótese e/ou Pinças sem realizar movimentos de báscula</p><p>é apresentada em forma</p><p>de barras e tem como peculiaridade a necessidade da utilização de um equipamento</p><p>específico para a plastificação do material: a plastificadora. A godiva é um material</p><p>termoplástico e deve ser plastificada em água quente. Entretanto, é de suma</p><p>importância que a temperatura desta água seja uniformemente aquecida a 65ºC pois um</p><p>aquecimento maior do que este pode levar a perda das propriedades do material e</p><p>queimaduras na mucosa do paciente. Uma temperatura inferior a essa, não trás uma</p><p>plastificação uniforme da godiva e compromete a fidelidade do molde e o poder de cópia</p><p>do material de moldagem. Para termos a plastificação uniforme então devemos utilizar a</p><p>plastificadora.</p><p>O material elástico de eleição é o silicone pesado de condesação ou de adição. O uso</p><p>do Silicone de adição acaba sendo mais restrito devido ao seu alto custo. Para a</p><p>moldagem anatômica, a maior estabilidade dimensional do silicone de adição não chega</p><p>a ser uma vantagem já que a idéia da moldagem anatômica é apenas um molde sem</p><p>tantos detalhes para a posterior definição da área basal.</p><p>Sendo assim o material de moldagem definido como o silicone de condensação, a</p><p>principal diferença para a godiva é a não necessidade da plastificadora pois os silicones</p><p>(elastômeros) não são termoplásticos. Para a polimerização destes materiais, utilizamos</p><p>a pasta catalizadora que ao ser misturada de maneira uniforme a massa pesada, leva o</p><p>material a autopolimerização em alguns minutos que variam de acordo com a marca</p><p>comercial selecionada. Importante destacar, que o grau de carga do silicone pesado</p><p>varia também de acordo com a marca comercial. Para a moldagem anatômica e a</p><p>promoção do afastamento necessário dos tecidos, quanto mais carga (mais pesado) for</p><p>o material mais eficiente será essa moldagem. Recomendamos assim a seleção de</p><p>marcas comerciais com mais carga.</p><p>Moldagem anatômica da maxila com silicone de condesação pesado</p><p>Fonte: Conteudista</p><p>moldagem anatômica da mandíbula com godiva em placa</p><p>Fonte: Conteudista</p><p>É possível se obter um molde anatômico ideal utilizando-se a godiva e a silicone</p><p>pesada. Em ambos os materiais a técnica de moldagem não muda apenas a</p><p>manipulação do material. É notório entretanto, que a godiva é um material mais pesado</p><p>do que qualquer silicone de condensação para moldagem, sendo assim o material ideal</p><p>para este tipo de moldagem. Outra vantagem da godiva é a possibilidade de se reutilizar</p><p>o mesmo material caso a moldagem não seja bem sucedida apenas replastificando na</p><p>plastificadora o material já utilizado.</p><p>Quando não há ocorrência de moldagens malsucedidas, o silicone se mostra uma</p><p>escolha mais econômica pois são apresentados em embalagens com um maior volume</p><p>que pode moldar mais rebordos do que a caixa de godiva em placas.</p><p>Quando há necessidade de repetições de moldagens a godiva acaba se tornando mais</p><p>vantajosa devido a possibilidade de se reaproveitar o mesmo material já utilizado</p><p>anteriormente. Evidente que esta vantagem da godiva só pode ser proveitada para UM</p><p>MESMO PACIENTE, ou seja, só podemos reaproveitar a godiva em caso de falha de</p><p>uma moldagem. Se a moldagem foi bem sucedida, a godiva deve ser descartada após a</p><p>obtenção do modelo anatômico como qualquer outro material de moldagem.</p><p>Técnica passo a passo para a confecção da moldagem anatômica para a maxila:</p><p>1-Paciente deve estar relaxado e posicionado com o planos oclusal paralelo ao plano do</p><p>solo</p><p>2-O operador deve estar de frente para o paciente e a maxila deste deve estar na</p><p>mesma altura do cotovelo do operador (para moldagem da maxila) e a mandíbula deve</p><p>estar na mesma altura do cotovelo do operador (para moldagem da mandíbula)</p><p>3-Devemos proceder com a escolha da moldeira correta para a moldagem</p><p>Moldeiras de estoque</p><p>Basicamente toda moldeira para qualquer tipo de moldagem na odontologia é</p><p>pré-fabricada. Por ser pré-fabricada, temos normalmente 3 ou 4 tamanhos para a maxila</p><p>e 3 ou 4 tamanhos para mandíbula. No caso dos rebordos totalmente desdentados, a</p><p>moldeira de estoque possuí uma desenho próprio, mais raso e amplo do que a moldeira</p><p>utilizada em pacientes dentados. Existe mais de um tipo de moldeira para pacientes</p><p>desdentados porém, o desenho da moldeira acompanha uma determinada filosofia e</p><p>consequentemente diferentes técnicas de moldagem. A moldeira adotada pela disciplina</p><p>desta escola é a moldeira tipo TT (Tadachi Tamaki) idealizada pelo Professor</p><p>Catedrático Tadachi Tamaki em meados dos anos 60 na Faculdade de Odontologia da</p><p>Universidade de São Paulo.</p><p>A moldeira TT é nossa escolha devido a adequação com os conceitos e as técnicas de</p><p>moldagem indicadas pela disciplina.</p><p>A moldeira TT apresenta-se em 3 tamanhos para a maxila (1, 2 e 3 em ordem</p><p>crescente) e 3 tamanhos para a mandíbula (4, 5 e 6 em ordem crescente).</p><p>Selecionando a moldeira</p><p>Para a seleção da moldeira correta, devemos utilizar as 3 moldeiras até encontrar</p><p>aquela em que toda a região do rebordo é coberta e exista um espaço de cerca de 2 mm</p><p>para o escoamento do material de moldagem. Vale lembrar que materiais de moldagem</p><p>pesados ou densos escoam pouco logo, precisamos de um grande espaço para que</p><p>este escoamento (fundamental para a moldagem) ocorra. O mesmo processo seletivo se</p><p>faz necessário para a moldagem da maxila e da mandíbula. Recomendamos que a</p><p>escolha comece pela moldeira 2 (média superior) e 5 (média inferior). Após a</p><p>observação da moldeira correta, concluímos a etapa de seleção da moldeira.</p><p>4 – Após a seleção das moldeiras procedemos com a manipulação do material de</p><p>moldagem e a distribuição deste na moldeira TT.</p><p>Distribuição do material de moldagem nas moldeiras TT</p><p>Podemos dizer que a distribuição correta do material de moldagem sobre a moldeira TT</p><p>é metade de um molde bem sucedido. O material deve estar distribuído uniformemente</p><p>por toda a superfície da moldeira, sempre liso sem nenhum tipo de ranhura, degrau ou</p><p>reentrância, e deve cobrir toda a borda da moldeira para que o material consiga copiar a</p><p>região do fundo de sulco promovendo o afastamento necessário. Dizemos que a forma</p><p>correta do material sobre a moldeira superior lembra um “coração” e no inferior uma</p><p>“gravata borboleta” devido ao menor volume na região anterior e maior na região</p><p>posterior.</p><p>5 – Inserção da moldeira com o material de moldagem na cavidade oral e</p><p>execução da moldagem anatômica.</p><p>Na moldagem anatômica da maxila, após a inserção da moldeira TT com o material de</p><p>moldagem, deve-se iniciar a moldagem pela região posterior, ainda com o operador</p><p>posicionado de frente com o paciente, em seguida copia-se a região anterior</p><p>tomando-se o devido cuidado para não moldar o lábio superior (mantendo o lábio</p><p>afastado). Após o assentamento da moldeira, a força sobre a moldeira para o</p><p>escoamento e a cópia das estruturas necessárias é aplicada de maneira uniforme e com</p><p>o operador posicionado atrás do paciente. Se faz aqui fundamental a realização de</p><p>tração do lábio e bochechas para a impressão dos freios e inserções musculares sobre</p><p>o molde.</p><p>Na moldagem anatômica da mandíbula, todo o processo é feito de frente para o</p><p>paciente e a ordem de assentamento da moldeira é de anterior para posterior,</p><p>favorecendo o escoamento do material para a região posterior. A boca deve estar o mais</p><p>próximo de fechada possível. Na moldagem anatômica da mandíbula, não devemos</p><p>realizar tração pois os freios e inserções já são naturalmente tensos.</p><p>6 – Confecção dos modelos de gesso – Modelos anatômicos</p><p>Os modelos recebem o mesmo nome do molde. Logo, o modelo proveniente da</p><p>moldagem anatômica é o modelo anatômico. O processo de vazamento do gesso difere</p><p>de modelos para dentados, pois após o preenchimento do molde, é necessário um</p><p>volume de gesso sobre a placa de vidro para se colocar o molde já preenchido sobre</p><p>este permanecendo o molde com a parte interna virada para a placa. Este processo é</p><p>necessário para obtermos todos os detalhes necessários para a delimitação da área</p><p>basal, como fundo de sulco e estruturas anexas</p><p>além de criar uma base plana par ao</p><p>modelo. O gesso de eleição para o modelo anatômico é o gesso comum tipo II.</p><p>OBTENÇÃO DOS MODELOS DE GESSO E DELIMITAÇÃO</p><p>DA ÁREA BASAL</p><p>7 – Delimitação da área basal e confecção das moldeiras individuais</p><p>Após a obtenção dos modelos anatômicos, procedemos com a delimitaçãoo da área</p><p>basal. Eventuais rebarbas no modelo e bordas que impedem o acesso do lápis cópia à</p><p>área a ser delimitada deverão ser removidos utilizando um canivete ou um estilete. Para</p><p>a delimitação área basal seguimos referencias anatômicas diferentes na maxila e na</p><p>mandíbula:</p><p>Delimitação da maxila</p><p>1 – alivio de freios, bridas e inserções musculares</p><p>2 – contorno envolvendo até o fundo de sulco do túber</p><p>3 – linha reta ligando túber a túber</p><p>4 – região mediana do processo zigomático da maxila</p><p>5 – localizar limite mucosa móvel e mucosa inserida e delimitar de 3 a 4 mm a partir</p><p>desse limite em direção ao fundo de sulco.</p><p>Delimitação da mandíbula</p><p>1 - alivio de freios, bridas e inserções musculares</p><p>2 – delimitar a papila piriforme e separar em 3 partes iguais – apenas as 2 partes</p><p>anteriores farão parte da área basal</p><p>3 – usar a linha oblíqua da mandíbula como referencia para a delimitação por vestibular</p><p>4 - Usar a linha milo-hióidea como referencia para a delimitação por lingual</p><p>Áreas retentivas devem ser aliviadas com cera 7 para a confecção da moldeira</p><p>individual. O alívio deve ser feito diminuindo a retenção e não eliminando-a</p><p>completamente para que a moldeira não perca adaptação e a moldagem funcional fique</p><p>comprometida.</p><p>Moldeiras individuais</p><p>A molderia individual tem como objetivo a execução da moldagem funcional que, entre</p><p>outras coisas, é também uma cópia com maior fidelidade só que desta vez envolvendo</p><p>apenas a área basal. Ao se delimitar a área basal nos modleos anatômicos, definimos</p><p>os limites e a extensão da futura prótese. Como a moldeira individual é construída</p><p>dentro no limite da aréa basal, o molde funcional será necessariamente um molde da</p><p>área basal.</p><p>A moldeira individual ideal, precisa ter uma espessura mínima de 3mm de borda para</p><p>que o material utilizado na moldagem funcional (material de consistência flúida) tenha o</p><p>anteparo e a sustentação necessárias para o desenho da borda. Seguindo o padrão da</p><p>borda de 3mm, toda moldeira deve ter essa espessura permitindo uma construção</p><p>uniforme. Para a moldeira superior, o cabo deve ter uma forma retangular e a inclicação</p><p>de 30º para a vestibular, lembrando um incisivo central porém, posicionada na linha</p><p>mediana. A moldeira inferior possuí além da borda vestibular uma borda lingual que</p><p>deve ser confeccionada também com a mesma espessura da borda vestibular. O cabo,</p><p>deve ter a mesma forma e tamanho do superior porém, na moldeira inferior o cabo deve</p><p>estar posicionado reto (90º).</p><p>Opcionalmente, a moldeira inferior pode ter mais dois apoios de forma retangular no</p><p>corpo da moldeira na altura dos pré-molares para apoio durante os movimentos de</p><p>tração na moldagem funcional.</p><p>8 – Moldagem Funcional</p><p>Após a confecção das moldeiras individuais, podemos realizar a moldagem funcional. A</p><p>moldagem funcional é complementar a anatômica e as duas trabalham em conjunto para</p><p>a construção de uma prótese total adequada. Basicamente, a moldagem anatômica nos</p><p>permite a visualização das estruturas anatômicas que serão utilizadas para a</p><p>delimitação da área basal e a confecção da moldeira individual. Dentro deste contexto,</p><p>podemos dizer que a moldagem funcional possuí 3 elementos que devem ser atingidos:</p><p>1 – Desenho da borda da prótese, criado a partir dos movimentos dos tecidos moles,</p><p>freios e inserções musculares por meio das trações durante a execução da moldagem</p><p>2 – equalização e refinamento das forças que incidirão sobre as diferentes regiões da</p><p>área basal, aliviando as áreas de alívio e comprimindo as áreas de compressão</p><p>3 – cópia fiel da área basal garantindo uma adesão macromecânica e posteriormente</p><p>uma adesão micromecânica por meio da ação da saliva.</p><p>Tendo em vista estes objetivos da moldagem funcional, é fundamental que a moldeira</p><p>individual, quando assentada sobre o rebordo alveolar, tenha uma boa adaptação e a</p><p>correta extensão permitindo dessa maneira uma moldagem com um material fluído e</p><p>que execute cópias fieis em finas camadas. Uma moldeira excessivamente aliviada</p><p>exigirá uma espessura de material leve (e instável) maior do que uma moldeira bem</p><p>adaptada. Uma moldeira com a borda posicionada na região inadequada trará uma</p><p>prótese com sobre extensão ou sub extensão o que comprometerá o selado periférico,</p><p>perdendo retenção e poderá causar lesões na mucosa do paciente.</p><p>Materiais indicados para a moldagem funcional</p><p>A característica universal que um material de moldagem deve apresentar para a</p><p>moldagem funcional é a fluidez. Somente um material fluído é capaz de executar uma</p><p>cópia fiel do rebordo alveolar em finas camadas. Basicamente no que diz respeito a</p><p>adaptação, o material fluído agirá como um reembasador dentro da moldeira individual</p><p>copiando os detalhes menores. O material fluído para fim de moldagem funcional,</p><p>poderá ser elástico (Silicones de condesação e adição, polislfeto e poliéter) ou</p><p>anelástico (Pasta OZE).</p><p>O material mais utilizado é sem dívida a pasta OZE. A pasta OZE apresenta algumas</p><p>vantagens quando comparada aos materiais poliméricos. O rebordo alveolar pode ser</p><p>retentivo – o que dificulta a moldagem com materiais anelásticos como a pasta OZE –</p><p>mas ainda assim é possível se executar a moldagem com este material devido a</p><p>resiliência da mucosa. A pasta OZE assim como os elastômeros, sõa matérias que</p><p>moldam o tecido mole de maneira não compressiva.</p><p>A metodologia para moldagem funcional com pasta OZE será descrita passo a passo e</p><p>posteriormente citaremos as diferenças que os matérias elastoméricos exigiriam em</p><p>cada passo clinico.</p><p>O primeiro passo para a moldagem funcional é a prova da moldeira individual. Devemos</p><p>nos certificar que está bem adaptada e que a sua extensão não está excessiva ou</p><p>faltando. De preferencia a moldeira deve ser bem confortável para o paciente mas nem</p><p>sempre é possível principalmente em casos com rebordos muito reabsorvidos.</p><p>Após nos certificarmos da adaptação da moldeira individual, podemos proceder para a</p><p>moldagem propriamente dita. A moldagem funcional deve ser executada tanto para</p><p>maxila quanto para mandíbula em duas etapas. Tecnicamente falando as duas etapas</p><p>são semelhantes, entretanto, temos uma etapa complementar entre estas camadas que</p><p>será discutida posteriormente.</p><p>Moldagem Funcional – Primeira camada</p><p>Para a moldagem funcional, o paciente deve estar posicionado semelhante a moldagem</p><p>anatômica superior e inferior e o material de moldagem deve ser distribuído</p><p>uniformemente em finas camadas. A distribuição deste material lembra a maneira como</p><p>um indivíduo passa manteiga no pão desde que pensemos na quantidade mínima</p><p>necessária de manteiga sobre o pão.</p><p>A pasta OZE deve ser misturada em proporções iguais em comprimento da pasta base e</p><p>da pasta catalizadora e espatulada sobre uma placa de vidro até se adquirir uma mistura</p><p>uniforme. Deve ser imediatamente carregada na moldeira e levado em posição na boca</p><p>do paciente. Inicialmente, deve-se fazer bastante força compressiva desta moldeira</p><p>contra o rebordo por um período de 5 segundos e depois a força deve ser totalmente</p><p>removida mantendo apenas a moldeira em posição quando da tração dos tecidos</p><p>adjacentes. A tração deve ser realizada nas duas bordas posteriores e na borda anterior</p><p>para a maxila e mandíbula com uma região extra (lingual) para a mandíbula que deve</p><p>ser moldada executando-se movimentos com a língua do paciente (projeção para fora</p><p>da boca, movimentos laterais e superiores da língua). A tração só poderá ser executada</p><p>quando a pasta OZE adquirir uma consistência plástica (menos fluída) ideal para a cópia</p><p>dos tecidos que deve ser verificada analisando a viscosidade da pasta que resta sobre a</p><p>placa de vidro. O maior indicador de que essa viscosidade já</p><p>está adequada é a não</p><p>formação de fios quando em contado com a ponta dos dedos, como ocorriam no inicio</p><p>da presa deste material.</p><p>Após a execução da primeira camada obtemos normalmente um molde como este:</p><p>moldagem funcional da maxila - primeira camada</p><p>Fonte: Conteudista</p><p>Moldagem funcional da mandibula - primeira camada</p><p>Fonte: Conteudista</p><p>É importante destacar que este molde (após a primeira camada) nos trás valiosas</p><p>informações sobre o processo de moldagem em si. Precisamos saber interpretar esse</p><p>molde a fim de prepara-lo para a segunda camada. Para um correta interpretação deste</p><p>molde devemos recorrer as zonas de Pendleton.</p><p>As 5 zonas de Pendleton nos mostram a capacidade mecânica de cada parte da</p><p>superfície da mucosa do rebordo e devemos analisar cada uma delas separadamente.</p><p>Relembrando as 5 Zonas de Pendleton:</p><p>1 – Suporte Principal – Crista do rebordo</p><p>2 – Suporte secundário – Vertentes do rebordo</p><p>3 – Selado periférico – Região onde ficará a borda da prótese</p><p>4 – Alívio – Rafe palatina na maxila e Vertente lingual posterior da maxila</p><p>5 – Zona de selado posterior – Exclusiva da maxila entre o limite palato duro e palato</p><p>mole.</p><p>Quando da interpretação da primeira camada da moldagem funcional, devemos</p><p>observar que regiões estão sendo comprimidas (regiões onde vemos a moldeira) e que</p><p>regiões não estão comprimidas (regiões onde vemos a pasta). Dependendo do que for</p><p>observado devemos realizar algum desgaste dessa moldeira. As zonas de suporte</p><p>principal e secundário são zonas de compressão. Logo, se a moldeira aparece nestas</p><p>regiões não devemos realizar nenhum desgaste. As zonas de selado posterior, selado</p><p>periférico e alivio já não podem ser comprimidas sendo necessário assim o desgaste da</p><p>moldeira nestas regiões quando ela é observada após a primeira camada da moldagem</p><p>funcional.</p><p>Moldagem funcional da maxila - ajuste</p><p>Fonte: Conteudista</p><p>Moldagem funcional da mandibula - ajuste</p><p>Fonte: Conteudista</p><p>Ao se realizar estes desagastes, perdemos a fidelidade do molde. Como a fidelidade é</p><p>imprescindível para o sucesso da prótese, devemos recupera-la realizando então a</p><p>segunda camada da moldagem funcional.</p><p>Resumindo: ao realizar a primeira camada, obtemos um molde com fidelidade e</p><p>desenhamos a borda da prótese com a tração dos tecidos. Entretanto, ao analisarmos</p><p>este molde, precisamos realizar ajustes a fim de se distribuir corretamente as cargas</p><p>mastigatórios sobre a fibromucosa e estes ajustes sõ realizados por meio de desgastes</p><p>da moldeira e do molde. Dessa maneira, ao se ralizar estes ajustem perdemos a</p><p>fidelidade do molde sendo assim necessário uma segunda camada para uma cópia com</p><p>fidelidade, borda de prótese e equilíbrio mecânico adequados.</p><p>A segunda camada, será realizada de maneira semelhante a primeira e normalmente</p><p>obtemos um molde com este aspecto:</p><p>Moldagem funcional da maxila - segunda camada</p><p>Fonte: Conteudista</p><p>MOLDAGEM FUNCIONAL - SEGUNDA CAMADA</p><p>As bordas são arredondadas e uniformes por toda a extensão do molde. Não existem</p><p>degraus e os detalhes anatômicos estão todos bem definidos. Ainda na foto está</p><p>ilustrada a ultima etapa da moldagem funcional para a próteses superior que é a</p><p>moldagem complementar do selado posterior (abordaremos este item em breve).</p><p>Moldagem Complementar do selado posterior</p><p>A moldagem complementar do selado posterior ou post-damming é a ultima etapa clinica</p><p>da moldagem funcional para a maxila. Após o término da segunda camada, devemos</p><p>executar os testes de retenção para verificar a resistência ao deslocamento da prótese</p><p>nos sentidos verticais e horizontais (teste de retenção vertical e teste de retenção</p><p>horizontal). A resposta quantitativa do teste de retenção, dependerá do diagnóstico feito</p><p>nas consultas iniciais e do prognóstico sendo a expectativa de retenção diretemanete</p><p>proporcional ao prognóstico. Simplificando, se o rebordo é alto e espesso espera-se</p><p>uma boa retenção e, se o rebordo é fino e reabsorvido não podemos esperar um teste</p><p>com muita retenção. Com isso em mente, devemos entender que para a avaliação dos</p><p>testes de retenção, o operador deve saber o quanto esperar de retenção naquele caso</p><p>específico.</p><p>Após a moldagem da segunda camada então fazemos os testes de retenção e de</p><p>báscula na maxila e na mandíbula. O resultado sendo dentro na nossa expectativa, no</p><p>caso da mandíbula procedemos ao vazamento do gesso especial e confecção do</p><p>modelo funcional. No caso da maxila precisamos ainda realizar a moldagem</p><p>complementar do selado posterior. Essa moldagem consiste em criar uma pequena</p><p>sobre-compressão na região do limite entre o palato duro e o palato mole afim de se</p><p>obter uma maior espessura de borda posterior e dificultar o rompimento do selamento</p><p>posterior quando a prótese se desloca anteriormente. Quando o indíviduo morde na</p><p>região anterior da PT, a prótese sofre uma força de alavanca de posterior para anterior</p><p>que pode levar ao deslocamento da mesma. A moldagem complementar visa dificultar</p><p>esse deslocamento aumentando o vedamento posterior da prótese.</p><p>A execução da moldagem complementar deve ser feito utilizando-se um pincel e uma</p><p>colher ou concha de cera (com cera líquida). Com o pincel embebido de cera, fazemos</p><p>uma fina camada em forma de dois triângulos com a base virada para a posterior e a</p><p>ponta para a região anterior. Esses triângulos são na verdade formas baseadas na</p><p>região do palato duro / mole entre a espinha nasal posterior e por não possuírem tecido</p><p>duro por baixo, são passíveis de compressão sem causar uma lesão nos tecidos moles.</p><p>Selado posterior</p><p>Fonte: Conteudista</p><p>Confecção dos modelos funcionais</p><p>O modelo funcional, deve ser uma cópia fiel da boca do paciente e é construído em</p><p>gesso especial e sobre um molde que é um negativo do rebordo alveolar e da borda da</p><p>prótese que foi desenhada durante a moldagem funcional. Com isso em mente, é</p><p>fundamental que essa borda esteja presente no modelo funcional. Quando do processo</p><p>de vazamento do gesso, é comum acidentalmente esse gesso escoar e envolver toda o</p><p>molde dificultando muito a separação desse molde do modelo posteriormente. Para se</p><p>evitar esse acidente fazemos um procedimento chamado encaixotamento ou dicagem.</p><p>Esta dicagem, permite que o gesso seja vertido sem que o molde seja envolvido de</p><p>maneira excessiva garantindo a forma correta do modelo funcional. A dicagem, inicia-se</p><p>com a colocação de cera utilidade normalmente em forma de bastões (cera periférica)</p><p>em volta da borda do molde deixando cerca de 2 a 3 mm da borda acima da cera (borda</p><p>essa que será envolvida eplo gesso). Além da definição do limite da borda, laminas de</p><p>cera 7 são colocadas em volta do molde (presas sobre a cera periférica) determinado a</p><p>forma e altura do modelo funcional. Após a dicagem, o único procedimento necessário é</p><p>verter o gesso especial preenchendo a região delimitada pela dicagem.</p><p>Delimitação da</p><p>área basal</p><p>Delimitação da área basal e confecção das moldeiras individuais</p><p>Após a obtenção dos modelos anatômicos, procedemos com a delimitaçãoo da área</p><p>basal. Eventuais rebarbas no modelo e bordas que impedem o acesso do lápis cópia à</p><p>área a ser delimitada deverão ser removidos utilizando um canivete ou um estilete. Para</p><p>a delimitação área basal seguimos referencias anatômicas diferentes na maxila e na</p><p>mandíbula:</p><p>Delimitação da maxila</p><p>1 – alivio de freios, bridas e inserções musculares</p><p>2 – contorno envolvendo até o fundo de sulco do túber</p><p>3 – linha reta ligando túber a túber</p><p>4 – região mediana do processo zigomático da maxila</p><p>5 – localizar limite mucosa móvel e mucosa inserida e delimitar de 3 a 4 mm a partir</p><p>desse limite em direção ao fundo de sulco.</p><p>Delimitação da mandíbula</p><p>1 - alivio de freios, bridas e inserções musculares</p><p>2 – delimitar a papila piriforme e separar em 3 partes iguais – apenas as 2 partes</p><p>anteriores farão parte da área basal</p><p>3 – usar a linha oblíqua da mandíbula como referencia para a delimitação por vestibular</p><p>4 - Usar a linha milo-hióidea como referencia para a delimitação por</p><p>lingual</p><p>Delimitação modelo superior</p><p>Fonte: Conteudista</p><p>Delimitação modelo inferior - vista superior</p><p>Fonte: Conteudista</p><p>Delimitação modelo inferior - vista posterior</p><p>Fonte: Conteudista</p><p>Relações</p><p>maxilo-mandibular</p><p>es</p><p>Relações maxilo mandibulares</p><p>Basicamente, relações maxilo mandibulares descrevem a relação espacial existente</p><p>entre a maxila e a mandíbula no sentido vertical e horizontal. Didaticamente essas</p><p>relações são divididas em verticais e horizontais mesmo que na prática, não exista essa</p><p>separação. Os movimentos mandibulares e suas relações são complexos e muitas</p><p>vezes representam um grande desafio clínico para o Cirurgião Dentista.</p><p>Quando estudamos as relações maxilomandobulares, tomamos sempre como referência</p><p>a maxila pois esta encontra-se fixa na base do crânio facilitando o seu relacionamento</p><p>com a mandíbula (que está articulada por meio da ATM e possuí um amplo grau de</p><p>liberdade de movimentos).</p><p>Partindo desse pressuposto, quando pensamos em um paciente desdentado total, a</p><p>reconstrução do sistema estomatognático deve ser iniciada pela maxila.</p><p>RELAÇÕES MAXILOMANDIBULARES</p><p>Até então, estávamos trabalhando na definição da área basal e na cópia fiel desta área</p><p>basal para alcançar o máximo de retenção e estabilidade da nossa futura prótese. A</p><p>partir de agora, começamos a construção da prótese propriamente dita, necessitando</p><p>assim de diversas informações sobre nosso paciente para nos guiar nesta construção.</p><p>Plano de orientação</p><p>O plano de orientação, será construído com o objetivo de guiar o posicionamento dos</p><p>dentes artificias da nossa futura prótese. Quando falamos em posicionamento dos</p><p>dentes, devemos entender que existe um padrão estético e referencias ideias para o</p><p>posicionamento destes dentes, que devem formar um sorriso harmônico no que se</p><p>refere a cor, a forma, a disposição e o posicionamento destes dentes. Evidente que</p><p>devido a falta de dentes, teremos que nos basear em outras referencias para definir</p><p>estes itens fundamentais do sorriso. Inicialmente, o plano de cera superior deve ser</p><p>confeccionado utilizando-se cera 7 (não devemos utilizar cera utilidade pois esta é muito</p><p>mole para esse fim) plastificando-se 2 laminas de cera até que se pareçam com duas</p><p>fatias de queijo prato (moles), posicionando uma sobre a outra e dobrando até formar</p><p>um “rocambole”. Esse rocambole, terá uma face lisa que ficará voltada para a face</p><p>oclusal e uma face cheio de dobras que deve ficar voltada para a face vestibular. Após a</p><p>confecção do rocambole devemos dobrar a cera no meio unindo face lisa com face lisa.</p><p>Após essa dobradura, devemos imprimir nesse rolete uma forma de U com a face lisa</p><p>novamente voltada para oclusal constituindo assim um arco de cera. Esse arco de cera</p><p>deve ser posicionado sobre a crista do rebordo da base de prova com um volume maior</p><p>para a vestibular. Essa face contendo as dobraduras, será alisada pela espátula de</p><p>gesso quente até ficar lisa como a face oclusal e dando a forma mais conveniente a</p><p>vestibular anterior e posterior do plano de orientação.</p><p>Como definimos esse contorno e o tamanho em altura, largura e profundidade do plano</p><p>de orientação?</p><p>Durante a construção do plano de orientação, devemos utilizar referencias faciais para</p><p>definir as dimensões do nosso plano de orientação. São elas:</p><p>1. Tipo de lábio (superior) do paciente.</p><p>Temos 3 tipos de lábio: lábios caídos (não mostram os dentes superiores em repouso),</p><p>lábios normais (mostram de 0,5 a 1 mm dos dentes superiores em repouso) e lábios</p><p>arqueados (mostra 2.0mm ou mais dos dentes superiores em repouso). Após a definição</p><p>do tipo de lábio que o paciente possui, podemos definir a altura do nosso plano de</p><p>orientação. Se observamos por exemplo um paciente com lábio normal, já temos a</p><p>informação de que em média ele deverá mostrar de 0.5 a 1.0 mm dos dentes quando o</p><p>lábio estiver em repouso. Posicionamos então o plano de orientação na boca do</p><p>paciente, levamos o lábio ao repouso e observamos o quanto de cera está exposto. A</p><p>quantidade de cera exposta, deve ser a mesma que a quantidade de dente pretendida</p><p>para a prótese o que, nesse caso de lábio normal, corresponde então a 0.5 a 1mm de</p><p>cera exposta em repouso labial. O mesmo principio pode ser aplicado para os outros</p><p>tipos de lábio.</p><p>2. Compleição facial (suporte labial)</p><p>Após a definição da altura do plano de orientação, devemos definir o volume de cera</p><p>vestibular desse plano. Para chegar ao volume ideal, devemos observar o suporte labial</p><p>do paciente. Pacientes desdentados ao perderem os dentes perdem também osso</p><p>alveolar em altura e espessura e consequentemente os tecidos moles da face (musculo</p><p>orbicular, bucinador, etc) acabam ficando sem suporte gerando aquele aspecto visual de</p><p>idade avançada. O plano de cera deve devolver esse suporte labial ao paciente</p><p>recuperando o tônus muscular ideal desta musculatura e criando um efeito estético</p><p>adequado. Para a visualização deste suporte, observamos o paciente nos planos sagital</p><p>e frontal.</p><p>3. Corredor bucal</p><p>O corredor bucal, é o espaço que se forma no sorriso forçado entre a mucosa jugal e a</p><p>vestibular posterior do plano de orientação. A avaliação inicial deve ser se existe ou não</p><p>esse corredor. Caso esse corredor não esteja presente, ele deve ser criado por meio da</p><p>diminuição do volume de cera vestibular posterior do plano de orientação. Caso ele não</p><p>exista, depois quando os dentes forem montados, estes se apresentarão com as face</p><p>vestibulares encostadas na mucosa jugal criando um efeito anti-estético. Após a</p><p>visualização desse corredor, devemos definir o tamanho deste. Para esta definição,</p><p>devemos analisar o sorriso forçado do paciente até alcançarmos uma harmonia do</p><p>futuro sorriso.</p><p>4. Plano Oclusal</p><p>O plano de orientação, após obter a altura e os volumes vestibulares anteriores e</p><p>posteriores, deve apresentar um plano oclusal visualizado durante o sorriso e o repouso.</p><p>Esse plano oclusal tem como referencia principal a linha bipupilar (linha reta formada</p><p>entre o centro das duas pupilas do paciente (plano frontal) e o plano de Camper (trágus</p><p>– asa do nariz: plano sagital). Mais uma vez, as referencias são faciais e buscam uma</p><p>harmonia completa da estética facial do paciente (visagismo).</p><p>Curvas de Spee e de Monson</p><p>Spee e Monson ainda no século 19, definiram as curvaturas que são naturalmente</p><p>encontradas em pacientes dentados. A curva encontrada no sentido antero posterior foi</p><p>entõa denominada de curva de Spee e a curva encontrada no sentido latero-lateral ou</p><p>vestíbulo lingual foi definida como curva de Monson.</p><p>É importante destacarmos, que essa curvas estão presentes em pacientes dentados e</p><p>estão diretamente ligadas a um esquema oclusal saudável. Sabemos que em</p><p>movimentos excursivos da mandíbula, os dentes do lado de balanceio não podem</p><p>tocar-se diferentemente do lado de trabalho onde ocorre a guia canina, parcial ou total</p><p>de grupo. O mesmo principio de aplica na protrusão onde a guia incisiva leva a uma</p><p>desadaptação dos dentes posteriores e estes não se tocam. A intensidade da curvatura</p><p>irá interferir diretamente nesses contatos. Quando não temos então os contatos</p><p>indesejáveis, temos o esquema oclusal ideal de pacientes dentados conhecido como</p><p>oclusão da proteção mútua ou mutuamente protegida. Este nome é autoexplicativo pois</p><p>os dentes anteriores protegem os dentes posteriores de contatos indesejados (na</p><p>protrusão) e os dentes do lado de trabalho protegem os dentes do lado de balanceio (na</p><p>lateralidade).</p><p>Curva de compensação</p><p>Dito isso, entramos em um conceito diferente chamado de curvas de compensação e</p><p>que são utilizados na prótese total. Na prótese total, diferentemente da oclusão de</p><p>pacientes dentados, os dentes do lado de balanceio durante a lateralidade e os dentes</p><p>posteriores durante a protrusão DEVEM se tocar garantindo o princípio de retenção</p><p>mecânica da prótese total conhecido como oclusão bilateral balanceada.</p><p>Protrusão</p><p>Vamos entender: quando o paciente faz protrusão, a mandíbula vai não apenas para</p><p>anterior</p><p>mas também para baixo devido a inclinação do teto da cavidade articular</p><p>(inclinação para anterior e para baixo). Esse movimento natural da mandíbula já leva por</p><p>sí só a desoclusão dos dentes posteriores. No caso da prótese total, as curvas</p><p>antero-posteriores devem ser criadas no plano de orientação superior e copiadas no</p><p>plano inferior. Se pretendemos então manter esse contato posterior devemos construir</p><p>uma curva maior do que a curva natural (curva de spee) com o intuito de COMPENSAR</p><p>a inclicação do teto da cavidade articular. Ao criar essa compensação, mesmo que o</p><p>movimento natural para anterior e para baixo ocorra, ainda haverá contato posterior.</p><p>Essa curva então tem o nome, autoexplicativo, de curva de compensação</p><p>antero-posterior.</p><p>Lateralidade</p><p>Vamos entender: quando o indivíduo faz movimento de lateralidade (por exemplo para o</p><p>lado esquerdo) a mandíbula será projetada para o lado esquerdo, para frente e para</p><p>baixo devido a inclinação do teto da cavidade articular no sentido lateral (para medial e</p><p>para baixo). Logo, como há também um movimento para baixo, é natural que haja a</p><p>desoclusão do lado de balanceio (nesse exemplo lado direito). Na prótese total, o</p><p>contato no lado de balanceio é também necessário para alcançar a estabilidade máxima</p><p>da prótese durante os movimentos excrusivos. Assim sendo, necessitamos também</p><p>aumentar a inclinação no sentido latero-lateral ou vestíbulo lingual (que originalmente no</p><p>paciente dentado é conhecido como curva de Mosnson) para que se compense a</p><p>inclinação da cavidade articular neste sentido. A essa curva, damos o nome de curva de</p><p>compensação vestíbulo-lingual.</p><p>Clínico</p><p>Após a confecção do plano superior, devemos imprimir, de maneira arbitrária as curvas</p><p>de compensação. Utilizando espátula de gesso quente, desenhamos uma curva antero</p><p>posterior e uma curva vestíbulo língual. A curva vestíbulo lingual deve ser desenhada</p><p>utilizando-se como padrão o controno do lábio inferior do paciente quando sorrindo.</p><p>Relações maxilo mandibulares VERTICIAIS</p><p>DVR, EFL, EFP e DVO</p><p>DVR – Dimensão vertical de repouso</p><p>EFL – espaço funcional livre</p><p>EFP – espaço funcional de pronúncia</p><p>DVO – dimensão vertical de oclusão</p><p>Dimensão vertical de oclusão</p><p>Quando estamos reabilitando um paciente desdentado total, temos a necessidade</p><p>fundamental de recuperação da dimensão vertical de oclusão. A DVO, é definida como a</p><p>distância do mento a base do nariz do indivíduo quando este está em posição de MIC</p><p>(máxima intercuspidação) dos dentes. Está posição deve ser definida para que</p><p>possamos realizar a construção da prótese e da MIC nesta relação de altura (vertical)</p><p>promovendo conforto muscular e uma fonética adequada para o paciente. Entretanto,</p><p>não conseguimos obter essa medida com o compasso de Willis (em mm) diretamente</p><p>pois não temos MIC em pacientes desdentados totais. Assim sendo, precisamos</p><p>primeiramente de outras referencias (essas sim encotradas em pacientes desdentados</p><p>totais) para se chegar matematicamente a DVO.</p><p>Dimensão vertical de repouso</p><p>Definimos como dimensão vertical de repouso o espaço existente entre a base do nariz</p><p>e o mento quando o paciente encontra-se de repouso mandibular. Existe um padrão</p><p>para cada paciente e esse padrão pode ser medido utilizando-se o compasso de Willis</p><p>(em mm) e pacientes dentados e desdentados pois ele independe da articulação</p><p>dentária.</p><p>Espaço funcional livre</p><p>O espaço funcional livre é obtido da distância entre a borda incisal do incisivo central</p><p>superior até a borda incisal do incisivo central inferior quando o paciente está em DVR.</p><p>Essa distância tem como média 3 mm. Por ser um número aproximado, não podemos</p><p>confiar no EFL como uma referencia segura sendo necessário a utilização de outras</p><p>referencias para chegarmos a uma conclusão definitiva.</p><p>Espaço funcional de pronúncia</p><p>O EFP é encontrado assim como o EFL na distância média entre a borda incisal do</p><p>incisivo central superior até a borda incisal do incisivo central inferior porém, em outro</p><p>momento: na pronúncia de fonemas simbilantes (fonemas com “s”) como por exemplo a</p><p>palavra “sucesso” ou “sensacional”. A média desse espaço também é de 3mm</p><p>entretanto, diferentemente do EFL é muito mais confiável e varia menos. Só pode ser</p><p>observado quando há a presença de dentes ou algo equivalente como os planos de</p><p>orientação superior e inferior.</p><p>Técnica para obtenção da DVO em pacientes desdentados – técnica de Lyttle</p><p>modificada por Tamaki</p><p>Após a confecção do plano de orientação superior, devemos com o compasso de Willis</p><p>medir a distância existente entra a base do nariz e o mento do paciente em repouso</p><p>(DVR). Para que tenhamos uma DVR correta, precisamos nos certificar que o paciente</p><p>de fato esteja em repouso o que pode ser feito mantendo em posição ereta e</p><p>confortável, respirando lentamente e com os lábios levemente separados. Como</p><p>exemplo vamos supor que a medida encontrada foi de 70mm.</p><p>Para chegarmos a nossa candidata a DVO podemos usar uma equação bem simples:</p><p>DVO = DVR – EFL</p><p>O EFL é o espaço existente entre os dentes superiores e inferiores quando em repouso</p><p>(quando em DVR). Assim sendo, podemos afirmar que a DVO é a DVR menos a média</p><p>do EFL (no caso 3mm).</p><p>Então para o exemplo de DVR de 70mm acima teríamos:</p><p>DVO = 70mm – 3mm</p><p>DVO = 67 mm</p><p>Agora que temos um valor de DVO podemos construir o plano de cera inferior.</p><p>Com nossa medida de 67mm, executaremos a técnica do amassamento para</p><p>realização do plano inferior. A cera plástica deve ser manipulada assim como no plano</p><p>superior e colocada em excesso sobre a base de prova inferior e levada a boca. Com o</p><p>plano superior o paciente irá morder até encostar na cera plástica inferior e amassar</p><p>essa cera até que o compasso de Willis travado em 67 mm e apoiado no mento alcance</p><p>a base do nariz. Quando isso acontecer, teremos dois planos de cera em contato e com</p><p>uma DVO de 67 mm. O paciente “mostra os dentes” e apertamos com os dedos as cera</p><p>plástica extravasada para vestibular do plano inferior para cima do plano superior.</p><p>Quando essa cera esfriar, removemos o conjunto plano superior e plano inferior unidos.</p><p>O plano inferior será definido utilizando-se a referencia do superior até que tenhamos</p><p>borda com borda tanto por vestibular quanto por lingual. Após a separação dos planos,</p><p>teremos realizado a confecção do plano superior.</p><p>Teste Fonético</p><p>Como dito anteriormente, o EFL não é tão confiável quanto o EFP. Sendo assim, agora</p><p>que o plano inferior existe, podemos realizar o teste fonético pedindo para o paciente</p><p>falar palavras com fonemas sibilantes e observando o espaço que surge entre os planos</p><p>superior e inferior (espaço funcional de pronúncia). Esse espaço deverá ser de 3mm e</p><p>confirmará se a nossa DVO está correta. Caso o espaço seja maior ou menor do que</p><p>3mm, a correção (para mais ou para menos) deverá ser feita no plano inferior.</p><p>Relação maxilomandibular Horizontal</p><p>Com a definição da DVO, precisamos nos certificar que a posição da mandíbula no</p><p>sentindo HORIZONTAL com relação a maxila está correta. É natural que durante o</p><p>amassamento da cera para a confecção do plano de orientação inferior o paciente faça</p><p>uma leve protrusão (principalmente se a cera não estiver bem plastificada). Agora,</p><p>deveremos nos certificar que essa protrusão ocorreu e, caso tenha ocorrido, corrigir a</p><p>posição da mandíbula para a posição habitual do côndilo na cavidade articular. Para tal</p><p>fim, utilizaremos a técnica de HOUSE ou técnica da mordida, fazendo com que o</p><p>paciente faça repetidos movimentos de abertura e fechamento curtos (até 3 mm)</p><p>promovendo um cansaço muscular e levando a ATM para essa posição ideal. É comum</p><p>que nesta etapa, haja a formação de um degrau entre o plano superior e inferior (pois a</p><p>mandíbula mudou de posição) que deverá ser corrigido acrescentando-se o</p><p>removendo-se cera do plano inferior.</p><p>A partir desta etapa, já temos condições de executar a prótese faltando apenas a</p><p>seleção dos dentes artificias que irão compor a futura prótese.</p><p>Linhas de referencia para a</p><p>seleção dos dentes artificias</p><p>Após a definição das relações maxilomandibulares verticais e horizontais, deveremos</p><p>traçar diretamente no plano superior linhas de referência que guiarão a seleção e a</p><p>posterior montagem dos dentes artificiais. Essas linhas deverão nos informar a linha</p><p>média da face do paciente, a linha alta do sorriso ou linha do sorriso forçado e a linha</p><p>dos caninos.</p><p>Relações</p><p>maxilo-mandibular</p><p>es horizontais</p><p>Seleção dos dentes artificias</p><p>Após a definição das linhas de referência (linha média, linha do sorriso forçado ou linha</p><p>alta do sorriso e linha dos caninos), devemos selecionar os dentes artificiais. Para esta</p><p>seleção, utilizamos uma régua flexível para medir:</p><p>1 – distância entre a linha dos caninos</p><p>2 – distância entre a linha alta do sorriso e a borda incisal anterior do plano de</p><p>orientação</p><p>Com essas duas medidas, utilizamos uma carta molde que é fornecida pelos fabricantes</p><p>de dentes artificias para selecionarmos os dentes utilizando as medidas acima.</p><p>Além da distância entre caninos e a altura da linha do sorriso até a borda incisal</p><p>devemos utilizar mais duas referências para a seleção dos dentes:</p><p>- a forma do rosto do paciente que normalmente é padronizada em triangular,</p><p>quadrada e oval</p><p>- a cor dos dentes (que podem ser escolhidas de acordo com o antagonista</p><p>quando este está presente ou em caso de totais bimaxilares deve ser escolhida de</p><p>acordo com o gênero, idade e etnia do paciente).</p><p>Exemplo:</p><p>Paciente com rosto oval, distância entre linha dos caninos de 50 mm e 10mm de altura</p><p>desde a borda incisal até a linha alta do sorriso. Cor dos dentes antagonistas A2.</p><p>Vamos até a carta molde escolhida e selecionamos o dentes do tipo oval, que tenha a</p><p>largura dos 6 anteriores em curva mais próximos de 50mm e a altura do incisivo central</p><p>superior mais próxima de 10mm. Selecionamos esses dentes anteriores na cor A2 ou</p><p>equivalente do fabricante. Assim, automaticamente já são selecionados os dentes</p><p>posteriores e os anteriores inferiores usando uma tabela padrão com os pares dos</p><p>dentes anteriores que foram selecionados pelo Cirurgião Dentista.</p><p>Após a seleção dos dentes, o articulador é enviado ao laboratório juntamente com o</p><p>modelo do dente escolhido para que o laboratório de prótese execute a montagem dos</p><p>dentes seguindo como referência os planos de orientação superior e inferior nos caso de</p><p>próteses totais bimaxilares ou o antagonista em caso de prótese total unimaxilar. A linha</p><p>média é a referência para o contato proximal entre os dois incisivos centrais.</p><p>Prova dos dentes</p><p>Após a montagem, a prótese total em cera deve ser provada pelo paciente e devemos</p><p>avaliar :</p><p>- cor e forma dos dentes</p><p>- montagem: alinhamento e posicionamento dos dentes artificiais</p><p>- suporte labial</p><p>- corredor bucal</p><p>- DVO</p><p>- PO</p><p>- Curva de compensação antero-posteior e vestíbulo-lingual</p><p>- Fonética</p><p>- Estética gengival</p><p>- Cor da caracterização da gengiva artificial seguindo como referencia a escala</p><p>do Sistema Tomaz Gomes (STG)</p><p>Depois de averiguado todos estes itens, o paciente deve aprovar os dentes e estética</p><p>ainda com a prótese em cera.</p><p>Acrilização</p><p>Após a prova dos dentes e aprovação do C. Dentista e do paciente, as próteses devem</p><p>ser enviadas seladas com cera nos modelos funcionais para o processo de acrilização</p><p>feito no laboratório de prótese. Durante a acrilização, a cera da prótese será totalmente</p><p>substituída pela resina acrílica ativada termicamente para base de próteses totais</p><p>mantendo a escultura gengival e o posicionamento dos dentes como verificados na</p><p>prova dos dentes em cera.</p><p>Instalação</p><p>Após a acrilização da prótese total, é chegada a hora da entrega e da instalação destas.</p><p>Antes da instalação devemos fazer uma inspeção na prótese para verificar se não houve</p><p>nenhum problema decorrente da acrilização principalmente porosidades, bolhas, trincas</p><p>e possível falha de recorte ou acabamento e polimento. Após essa verificação, devemos</p><p>inserir as próteses com bastante delicadeza e verificar:</p><p>- testes de retenção vertical, horizontal e báscula</p><p>- linha mediana</p><p>- chave de olcusão</p><p>- reconstituição facial</p><p>- fonação</p><p>- retirar interferências oclusais (não realizar ainda ajuste oclusal)</p><p>Após esses itens, instruir o paciente conforme os itens a seguir:</p><p>- próteses novas levam tempo até se tornarem confortáveis, ele precisará ser</p><p>paciente;</p><p>- não deve ser indicado o uso de adesivos pois este tipo de material impede a</p><p>total adaptação da prótese sobre a área basal;</p><p>- salivação excessiva pode ocorrer e voltará ao normal em até uma semana;</p><p>- alimentação deve ser de consistência mole para evitar lesões na fibromucosa;</p><p>- recomenda-se não usar a prótese durante o período de sono;</p><p>- a higienização da prótese deve ser feita preferencialmente com sabão neutro</p><p>ou gel dental (sem abrasivos);</p><p>- chamar a atenção do paciente para espirros com a boca aberta, mar, piscina e</p><p>cuidado ao higienizar a prótese que pode fraturar com uma queda;</p><p>Devemos também combater falsas expectativas estéticas que podem levar o paciente a</p><p>ter uma expectativa excessiva além do que é possível entregar com uma prótese total.</p><p>Devemos evitar comparar a prótese total antiga com a nova principalmente no que diz</p><p>respeito a extensão da prótese pois a nova tende a ser muito maior. A durabilidade de</p><p>um tratamento com próteses totais é de aproximadamente 5 a 7 anos e consultas de</p><p>controle são fundamentais para o sucesso do tratamento.</p><p>Controle posterior</p><p>Após a instalação e as instruções ao paciente, este deve retornar para que ajustes</p><p>sejam feitos nessa prótese. Eventualmente, a prótese pode já estar confortável</p><p>entretanto esta situação não é comum. Para que a prótese seja efetivamente ajustado</p><p>no controle, é de fundamental importância que as lesões decorrente do seu uso na</p><p>mucosa oral sejam visualizadas corretamente e que um desgaste seletivo seja feito</p><p>visando essas regiões. É necessário que o paciente utilize as próteses pois caso ele não</p><p>o faça, dificilmente faremos um controle efetivo pois dependeremos apenas de</p><p>comentários subjetivos do paciente para executar desgastes que terão pouca ou</p><p>nenhuma efetividade.</p><p>O período recomendado para o retorno do paciente após a instalação das próteses é de</p><p>2 a 3 dias se estendendo no máximo a uma semana.</p><p>Para a realização dos desgastes, devemos utilizar broca tipo maxicut ou minicut e</p><p>borrachas de acabamento e polimento na região que foi desgastada. Podemos utilizar</p><p>um lápis cópia para colorir as lesões e localizar na prótese após seu assentamento</p><p>essas regiões pela transferência da tinta do lápis da mucosa para a prótese.</p><p>É necessário também a execução de um ajuste oclusal refinado, buscando a oclusão</p><p>bilateral balanceada, que deve ser feito quando o paciente já estiver utilizando as</p><p>próteses com algum conforto. Neste momento, o ajuste oclusal já pode ser feito pois a</p><p>fibromucosa já está se adaptando a prótese total.</p><p>Normalmente 2 consultas de controle são necessárias até que o paciente tenha alta.</p><p>Articuladores</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>ARTICULADOR É UM APARELHO DESTINADO A FIXAÇÃO DOS MODELOS, A</p><p>REGISTRAR AS RELAÇÕES INTERMAXILARES E A REPRODUZIR OS</p><p>MOVIMENTOS MANDIBULARES DE INTERESSE PROTÉTICO. (TAMAKI 1988).</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>INSTRUMENTO MECÂNICO QUE REPRESENTA AS ARTICULAÇÕES</p><p>TEMPOROMANDIBULARES, MAXILA E MANDÍBULA, AO QUAL OS MODELOS</p><p>SUPERIOR E INFERIOR PODEM SER AFIXADOS A FIM DE SIMULAR ALGUNS OU</p><p>TODOS OS MOVIMENTOS MANDIBULARES. (Glossary of prosthodontic</p><p>terms.J.Prosth.Dent. 2005).</p><p>O articulador</p><p>Objetivo:</p><p>Substituir o paciente nos trabalhos laboratoriais, auxiliar no diagnóstico e no plano de</p><p>tratamento.</p><p>Objetivos Primários:</p><p>Ter movimentos similares ou reproduzir movimentos existentes na dentição</p><p>natural.Auxiliar no planejamento dos procedimentos odontológicos que envolvam</p><p>posições e contornos tantos dos dentes naturais como artificiais, no que se refere à sua</p><p>forma de relacionamento em oclusão e articulação.Auxiliar no diagnóstico dos</p><p>problemas dentais presentes, tanto na dentição natural como na artificial.</p>

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