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PROBLEMA DO PROBLEMA: PROSERVAÇÃO DE PRÓTESES 1. DESCREVER O ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL PARA PPF, PT E PPR. .................................. 3 1.1. MANUTENÇÃO ...................................................................................................................... 3 1.2. PROCEDIMENTOS QUE DEVEM SER REALIZADOS APÓS A COLOCAÇÃO DA PRÓTESE: ......... 4 1.2.1. Áreas eritematosas na fibromucosa ................................................................................. 5 1.2.2. Lesões nos limites da área chapeável ............................................................................... 5 1.2.3. Sensibilidade dolorosa nos dentes pilares ........................................................................ 5 1.2.4. Náusea .............................................................................................................................. 6 1.2.5. Mordida na bochecha ou língua ....................................................................................... 6 1.3. REEMBASAMENTO ................................................................................................................ 7 1.3.1. Condicionamento de tecidos ............................................................................................ 7 1.3.2. Tipos de reembasamento possíveis atualmente .............................................................. 8 2. DESCREVER OS CUIDADOS DOMÉSTICOS (PPR E PPF). ............................................................... 17 2.1. ORIENTAÇÕES AO PACIENTE ............................................................................................... 18 2.1.1. Orientação quanto aos cuidados caseiros ...................................................................... 18 3. IDENTIFICAR A VIDA ÚTIL E TEMPO DE RETORNO DAS PRÓTESES. ............................................ 21 3.1.1. Primeiro Controle (24h): ................................................................................................. 21 3.1.2. Segundo Controle (48h): ................................................................................................. 26 3.1.3. Terceiro Controle (72h): ................................................................................................. 27 3.1.4. Quarto Controle (7 dias): ................................................................................................ 27 3.1.5. Quinto Controle (14 dias): .............................................................................................. 27 3.1.6. Substituição das Próteses Totais .................................................................................... 27 1. DESCREVER O ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL PARA PPF, PT E PPR. 1.1. MANUTENÇÃO Durante a fase de manutenção devem ser verificadas as alterações no histórico médico do paciente, bem como hábitos desenvolvidos que podem influenciar negativamente no sucesso do tratamento. Também devem ser avaliados parâmetros clínicos como a situação de higiene oral, sítios com sangramento à sondagem, profundidade de sondagem e nível de inserção clínica, presença de sítios com supuração, mobilidade dentária, avaliação de possíveis lesões de furcas, inspeção de lesões cariosas, adaptação das reconstruções existentes e teste de sensibilidade de dentes pilares de próteses. A saúde periodontal é estabelecida pelo equilíbrio entre a microbiota presente na placa bacteriana e a resposta do hospedeiro. Qualquer distúrbio nessa relação pode prejudicar a saúde periodontal. A ausência de sangramento à sondagem indica estabilidade periodontal. Por outro lado, um sangramento repetido em uma área especifica pode representar o desequilíbrio na saúde do periodonto. Quando a quantidade de sítios com sangramento ultrapassa 25%, o paciente apresenta alto risco para o colapso dos tecidos periodontais, indicando que os intervalos de visitas para manutenção e intervenção terapêutica deve ser diminuido. A presença de bolsas periodontais residuais profundas e o aumento na profundidade de sondagem das mesmas durante as visitas de manutenção estão associados com altos índices de progressão da doença periodontal. Portanto, também devem ser considerados na avaliação outros parâmetros, como nível de inserção clinica e sangramento à sondagem. Muitas vezes a doença pode estar presente e progredindo, e acompanhada de recessões gengivais, principalmente em um periodonto delgado. Assim, a medida do nível de inserção clínica e do sangramento gengival em visitas consecutivas são importantes para avaliar a ocorrência e a progressão da doença periodontal. A presença de supuração pode ser indicativa de exacerbação da doença periodontal quando associada aos demais parâmetros clínicos de profundidade de sondagem aumentada, perda de inserção clínica e sangramento gengival. É importante realizar exames de coloração de placa com a finalidade de identificar a quantidade de placa bacteriana presente e registrar na ficha clínica do paciente (Fig. 10.2). Não existe uma quantidade de placa aceita universalmente como compatível com a manutenção da saúde. Portanto, devem ser avaliados também os sinais clínicos de inflamação associados com a presença da placa. O exame radiográfico faz parte da avaliação periodontal inicial, sendo realizado para monitorar perda óssea e/ou presença de cárie. É utilizado para confirmar a extensão dos achados clínicos. Durante a fase de manutenção, as radiografias periapicais de boca toda devem ser feitas a cada cinco anos. Se alterações generalizadas do periodonto estiverem presentes, as radiografias podem ser úteis em qualquer visita de manutenção. Uma das maiores falhas do tratamento com PPF deve-se ao fato de os pacientes não retornarem às visitas de manutenção após completar o tratamento. Pacientes incluídos em programas de manutenção de higiene oral, colaborativo quanto aos cuidados de higienização individuais associados à profilaxia profissional, possuem menor índice de cárie e doença periodontal, contribuindo para o sucesso da PPF. Portanto, um tratamento bem planejado e executado deve incluir um protocolo de manutenção ao paciente em longo prazo. 1.2. PROCEDIMENTOS QUE DEVEM SER REALIZADOS APÓS A COLOCAÇÃO DA PRÓTESE: O primeiro retorno após a colocação da prótese deve ser realizado após 24 horas. Nessa consulta, o paciente deve ser questionado a respeito de queixas específicas, que, caso estejam presentes, devem ser avaliadas e resolvidas para sua maior satisfação. As próteses também deverão ser examinadas dentro e fora da boca. Todos os processos relacionados à análise de áreas de compressão e oclusão deverão ser repetidos na consulta de retorno. Nessa fase, a avaliação da oclusão se justifica, uma vez que, com o assentamento das bases sobre os tecidos mucosos e o rebordo, pequenas mudanças nas relações oclusais são passíveis de ocorrer após um breve período de uso. Todos os ajustes devem ser feitos de forma gradativa e criteriosa, haja vista que o paciente ainda se encontra em período de adaptação e acomodação da prótese aos tecidos. A cavidade bucal deverá ser examinada com e sem a prótese em posição, cuidadosamente, para identificação das principais complicações, que estão descritas a seguir: 1.2.1. Áreas eritematosas na fibromucosa Inicialmente, o profissional deve identificar a existência de qualquer área eritematosa na fibromucosa de revestimento, que pode indicar compressão pela base protética (Figura 16A) ou, ainda, presença de contato oclusal prematuro, no caso de lesão sobre a crista do rebordo. No primeiro caso, as áreas de compressão devem ser identificadas com o uso de pasta evidenciadora (Figura 16B e C), segundo os procedimentos anteriormente descritos (Figura 6). No último caso, após a evidenciação das áreas de compressão, por meio de pressão digital,procede-se ao refinamento oclusal para remoção de possíveis interferências, como contato prematuro (Figura 16D), também conforme os procedimentos previamente descritos (ver Figura 9) 1.2.2. Lesões nos limites da área chapeável É comum a presença de áreas ulceradas nas regiões de freios e inserções musculares e de bordas da sela acrílica da prótese removível, que caracterizam, respectivamente, falta de alívio e sobre-extensão. Essas regiões devem ser identificadas na boca com lápis cópia e, então, a prótese deve ser assentada para que a área marcada seja transferida para a base acrílica. Em seguida, procede-se ao alívio ou desgaste da área marcada, com o auxílio de brocas ou discos de formato adequado (Figura 17). 1.2.3. Sensibilidade dolorosa nos dentes pilares Áreas dolorosas ao redor dos dentes pilares também devem ser avaliadas, pois podem sofrer pressão da estrutura metálica. Nesse caso, o clínico deve proceder à identificação de interferências por meio do uso de evidenciadores. Pontos de contatos oclusais prematuros, sobretudo entre a estrutura metálica e um dente natural, também podem causar sensibilidade, devendo ser identificados com o auxílio de fita de papel- carbono, como anteriormente explicado (ver Figura 9). Nas duas situações, quando for necessário desgastar metal, um espessímetro deve ser utilizado para que a remoção da interferência não ultrapasse a espessura mínima do metal de 1,5 mm. A essa altura, a necessidade de desgaste de dente natural antagonista pressupõe erro de planejamento ou de preparo dos dentes pilares. 1.2.4. Náusea Os sintomas de náuseas geralmente estão associados a uma sobre-extensão do conector maior do tipo barra anteroposterior (barra posterior em forma de meia-cana) ou da base acrílica da PPR (cobertura total metaloplástica), nos casos que se estendem além do limite entre palato duro e palato mole. O profissional deve marcar o limite entre os palatos duro e mole com o lápis cópia e posicionar a prótese para avaliar a ocorrência de sobre- extensão. Se presente, a prótese deve ser ajustada, tomando-se todos os cuidados com relação à largura do conector maior. Entretanto, se for observado que a extensão posterior está correta, é provável que a PPR atual tenha uma extensão maior que a antiga e, assim, deve- se aguardar o período de adaptação para avaliar a real necessidade do ajuste. 1.2.5. Mordida na bochecha ou língua A mordida na bochecha pode sinalizar problemas na montagem dos dentes, como forma incorreta do arco no seguimento posterior (corredor bucal vestibularizado), trespasse horizontal insuficiente dos dentes posteriores, espaço interoclusal excessivo e, até mesmo, mordida cruzada. Mordidas na língua podem ser um indício de posição lingualizada dos dentes posteriores, ao passo que traumas geralmente são oriundos da presença de rugosidade e irregularidade superficiais das próteses ou de diastemas. No caso de irregularidades, o profissional deve proceder à suavização e ao polimento criterioso das áreas. Da mesma forma, o clínico deve fechar os diastemas que traumatizam a língua por meio de resina composta fotopolimerizável. Se a posição vestíbulo-lingual dos dentes posteriores estiver adequada, o profissional pode arredondar as cúspides vestibulares para solucionar o problema de mordida na bochecha. O mesmo procedimento pode ser realizado para cúspides linguais, no caso de mordida na língua. Por outro lado, se a posição vestíbulo-lingual não estiver correta, mas essa alteração ainda for pequena, o clínico pode realizar uma discreta redução das superfícies vestibulares das cúspides vestibulares dos dentes inferiores posteriores (bochecha) ou das cúspides linguais (língua). No caso de mordida cruzada, procede-se à remontagem no articulador e, no ponto em que existe a troca de mordida normal para a cruzada, o cirurgião-dentista deve reduzir as cúspides ou superfícies oclusais vestibulares para eliminar o contato entre elas. Todos os desgastes devem ser submetidos a polimento criterioso, como previamente explicado. A mordida na língua ou nas bochechas pode estar relacionada à reposição dos dentes posteriores, no caso de pacientes que não usavam prótese ou cuja antiga prótese era muito diferente da atual. Nessas situações, deve-se aguardar o período de adaptação para analisar se, de fato, o ajuste é necessário. 1.3. REEMBASAMENTO O processo de reabsorção óssea alveolar é contínuo e ininterrupto ao longo da vida dos pacientes desdentados, mesmo que eles sejam reabilitados proteticamente e as próteses estejam bem planejadas e executadas. Em razão disso, nossos trabalhos protéticos têm uma sobrevida relativamente curta, o que, muitas vezes, causa dificuldades para explicar por que uma prótese hoje muito bem adaptada, em 1 ano e meio ou 2 anos, já não se comporta da mesma maneira em função. Acredita-se que seja devido à reabsorção óssea alveolar, a qual é inexorável. Partindo dessa premissa, uma prótese concebida e realizada dentro da técnica – mas que, no prazo de 2 anos, por exemplo, já não se encontra bem adaptada por causa da reabsorção do rebordo – pode receber uma nova camada interna (ou basal) de outro material, para buscar a justaposição da base ao rebordo alveolar desses pacientes já na nova condição do rebordo. É importante salientar que esta complementação de material não deve alterar as relações maxilomandibulares do paciente, nas quais a prótese total mucossuportada (PTMS) foi concebida e executada. Então, reembasar uma prótese nada mais é do que buscar uma adaptação tão boa quanto a das PTMS, em um tempo distinto de instalação e apesar de as condições do rebordo alveolar terem sido alteradas pelo processo de reabsorção óssea. 1.3.1. Condicionamento de tecidos Muitas vezes os pacientes apresentam irritações da fibromucosa (Figura 17.8A e B) de tal ordem que se faz necessário promover o reembasamento das suas próteses com um material diferente daquele da base da mesma, com finalidade de melhorar as condições dos tecidos para receber uma nova prótese. Esse tipo de reembasamento é chamado de transitório, pois o uso do material para readaptação das próteses deve ser restrito a apenas 3 a 7 dias, sob rígido controle do clínico até a remissão dos sinais e sintomas das irritações (Figuras 17.9 a 17.12), momento em que o reembasamento definitivo e a confecção de novas PTMS serão levados a termo para garantir o resultado clínico almejado. Muitas vezes, no dia a dia do clínico, o termo “reembasamento” é considerado somente quando se trata de repor uma nova camada do mesmo material, o que causa alguma confusão quando se trata de reembasamento temporário, com materiais condicionadores de tecido. Este é tratado como reembasamento terapêutico por muitos, como se o primeiro não o fosse. 1.3.2. Tipos de reembasamento possíveis atualmente Reembasamentos de longa duração São aqueles que têm por objetivo promover a readaptação das bases das próteses por períodos considerados longos – 1 ano ou mais – e podem ser realizados lançando mão de vários materiais, rígidos ou resilientes. Podem ser classificados em de laboratório ou de consultório. Os reembasamentos de laboratório são feitos por técnica indireta, na qual os moldes são obtidos clinicamente e depois substituídos pelo material de reembasamento (rígido ou resiliente) no laboratório, a fim de que, em geral, apresentem melhor qualidade de acabamento e maior durabilidade. Podem ser feitos com material rígido (resina acrílica ativada termicamente), como podemos ver nas Figuras 17.13 a 17.29, ou resiliente (siliconas), como os apresentados nas Figura 17.30A e B. Os reembasamentos de consultório são clinicamente obtidos, na totalidade dos procedimentos, com materiais elaborados para utilização como material de moldagem e também permanecendo na PTMS como reembasadores. Embora não tenham a mesmaqualidade de acabamento e durabilidade dos reembasamentos feitos em laboratório, os de consultório têm como vantagens a diminuição do tempo, o fato de o paciente não precisar ficar sem a prótese e a redução de custo. Podem ser feitos com materiais rígidos (resinas acrílicas ativadas quimicamente modificadas, com menor exotermia e menos liberação de monômero residual), como podemos ver nas Figuras 17.31 a 17.38, ou resilientes (siliconas – Figuras 17.30A e B). Entretanto, as siliconas utilizadas em consultório não apresentam a mesma durabilidade que demonstram quando aplicadas em laboratório. Cabe ressaltar que essas siliconas são próprias para reembasamento e bastante diferentes daquelas utilizadas para moldagem. Reembasamentos de curta duração São aqueles que visam obter a readaptação das bases das PTMS à fibromucosa, com o objetivo de melhorar as condições teciduais para que possam ser executados os reembasamentos definitivos ou mesmo novas PTMS. Isso porque, durante o procedimento de moldagem para os procedimentos definitivos, é desaconselhável que a fibromucosa encontrese inflamada. Em geral, são executados em consultório, com materiais resilientes de baixa duração, como as resinas resilientes (Figuras 17.39 a 17.43). Protetico- termopolimerizavel e de consultório- autopolimerizavel. Como fazer a técnica? 1.1.1 Indicações de reembasamento Durante a fase de controle posterior, os procedimentos de reembasamento de uma PPR devem ser indicados, especialmente quando há um mínimo desajuste entre a sela e a fibromucosa de revestimento, estando a estrutura metálica adaptada e íntegra, sem fraturas, manchas e outras alterações superficiais. Os dentes artificiais devem estar funcional e esteticamente satisfatórios, mas uma pequena alteração no padrão oclusal é aceita na indicação de reembasamento da sela, desde que seja resultante de desadaptação ocorrida em função do processo contínuo de reabsorção do osso alveolar. Esses procedimentos também são indicados como um método paliativo de readaptação da base acrílica em pacientes debilitados, como idosos ou portadores de doenças crônicas que não podem, ainda que temporariamente, ser submetidos a todos os procedimentos clínicos para a confecção de novas próteses. Uma outra indicação do reembasamento refere-se à readaptação da sela, nos casos de PPR imediatas, após a fase de condicionamento tecidual e cicatrização da fibromucosa de revestimento. Como o processo de reabsorção é mais intenso na fase inicial após a exodontia, os procedimentos de reembasamento, particularmente do tipo imediato, são recomendados até a confecção de uma nova PPR, com o intuito de prevenir lesões bucais e áreas dolorosas por pontos de pressão, bem como sobrecarga aos pilares por instabilidade da base.1 Nessas situações clínicas, a principal indicação recai sobre os materiais rígidos auto e termopolimerizáveis para os procedimentos de reembasamento, pois são mais resistentes ao desgaste e menos suscetíveis a alterações de cor ao longo do tempo, em comparação àqueles resilientes.62 Posteriormente, durante a descrição das técnicas neste capítulo, serão abordadas indicações mais específicas desses materiais segundo sua polimerização. Por outro lado, se as indicações de reembasamento supracitadas forem acompanhadas de dificuldades anatômicas, como presença de tórus e exostoses, áreas retentivas individuais, rebordos irregulares, estrangulados, em lâmina de faca e/ou com diferentes graus de resiliência da fibromucosa, preconiza-se o uso de materiais resilientes de longa duração à base de acrílico ou silicone, que são uma excelente opção para prevenir injúrias teciduais.17,18 Esses materiais podem ser aplicados em toda a base da prótese ou apenas nas regiões de interferência e sensibilidade dolorosa. Os reembasadores resilientes são indicados em situações clínicas de reabsorções severas na mandíbula, especialmente nas reabilitações protéticas que envolvam substituição de dentes anteriores. Nesses casos, pode haver superficialização do feixe neuromuscular mentoniano, causando dor e sensação de choque ao paciente. Com a reabsorção do osso alveolar inferior, a inserção do músculo genioglosso, na porção anterior da mandíbula, pode tornar-se progressivamente proeminente, atuando como uma “concha” contra o flanco da base protética, o que causa extremo desconforto.1,2 Nas situações clínicas de síndrome da combinação, encontrada em pacientes totalmente desdentados no arco superior, em oposição a uma PPR mandibular de extensão distal bilateral, recomenda-se reembasamento e acompanhamento periódicos de ambas as próteses, com o intuito de reduzir a reabsorção óssea da maxila na região anterior.63 Nesses casos, é ainda mais apropriado o reembasamento com material resiliente de longa duração para a prótese superior, principalmente na região anterior, para suavizar e melhor distribuir as cargas provenientes dos dentes remanescentes ou implantes antagonistas. Outras indicações do uso de materiais resilientes termopolimerizáveis de acrílico ou silicone de longa duração se referem às seguintes condições: como meio retentivo de próteses removíveis parciais ou totais implantorretidas;54 em casos de intolerância às bases rígidas, o que está relacionado à fragilidade da fibromucosa e à sensibilidade individual do paciente;17 na presença de xerostomia e/ou bruxismo;17 em situações de alergia ao monômero residual, nas quais se recomenda o completo revestimento das bases acrílicas com materiais resilientes termopolimerizáveis à base de silicone. Quando se faz necessário o uso de próteses durante a osseointegração de implantes, além dos reembasadores termopolimerizáveis de longa duração, pode-se empregar, também, os reembasadores autopolimerizáveis à base de silicone.45 1.1.2 Contraindicações para o reembasamento Exceto pelos casos de reembasamentos como cuidado paliativo, previamente mencionados, esses procedimentos não são indicados quando a PPR está insatisfatória para o profissional ou para o paciente, particularmente em relação ao conforto, à estética e às relações intermaxilares (perda de dimensão vertical superior a 3 mm). Não devem ser recomendados quando há espaço excessivo entre a base da prótese e a fibromucosa de suporte, tampouco na presença de qualquer grau de comprometimento das relações oclusais. Se houver perda de retenção e estabilidade de PPR e, simultaneamente, ausência de espaço entre a sela acrílica e os tecidos de suporte da prótese, os procedimentos de reembasamento estão contraindicados, e as reais causas da instabilidade devem ser investigadas e corrigidas.1,64 Reembasamentos de longo prazo também não são indicados na presença de injúrias teciduais, que devem ser tratadas previamente por meio de condicionamento tecidual.7,43 Da mesma forma, se o paciente tiver disfunções temporomandibulares, sobretudo na fase aguda, o reembasamento da prótese deve ser evitado. Por fim, se o profissional em questão não for o mesmo que confeccionou a PPR, ele deve ponderar com muito critério sobre realizar seu reembasamento ou substituição. 1.2 PRINCIPAIS TÉCNICAS DE REEMBASAMENTO 1.2.1 Reembasamento direto ou imediato O reembasamento direto ou imediato das bases acrílicas refere-se a um procedimento clínico, realizado diretamente na cavidade bucal por meio do emprego de materiais autopolimerizáveis rígidos ou resilientes. Dessa forma, permite que a readaptação das bases protéticas seja feita no próprio consultório, constituindo-se em um eficiente método alternativo ao reembasamento mediato. Pelo exposto anteriormente acerca dos materiais reembasadores, o procedimento direto, quando indicado na fase de controle posterior, deve ser duradouro. Dessa forma, os reembasadores de eleição para essa técnica são as resinas acrílicas rígidas autopolimerizáveis especialmente desenvolvidas paraessa finalidade, uma vez que expressam propriedades físico-mecânicas que se mantêm clinicamente aceitáveis ao longo de 1 ano. Além das indicações gerais para o reembasamento das PPR, incluindo mínimo desajuste entre a sela acrílica e o rebordo, pacientes debilitados e estrutura metálica adaptada,1,61 existem algumas características específicas para o método imediato, como bordas da base protética bem delimitadas, rapidez na reabsorção óssea e dentes artificiais estética e funcionalmente adequados, sendo aceitável uma pequena alteração oclusal.1,61,62 Um teste simples para detectar a desadaptação da base protética quando a estrutura metálica estiver satisfatória é a aplicação de pressão na região da sela acrílica em extremo livre. Como consequência, a base protética irá se aproximar dos tecidos em função do espaço de desadaptação, e a estrutura metálica será deslocada de sua posição de assentamento final (Figura 1A). A técnica de reembasamento direto tem como vantagens, em relação ao procedimento imediato, maior facilidade e rapidez de execução e menor custo, haja vista que não envolve dispêndios com serviços laboratoriais. Como o método é realizado diretamente na cavidade bucal do paciente, é possível manter as relações oclusais e realizar o ajuste clínico imediato da base reembasada, permitindo que o paciente não fique sem a PPR. A execução do procedimento em boca também assegura a adaptação da estrutura metálica em posição durante a polimerização do material, o que possibilita, ainda, a manutenção da oclusão. Como consequência, o ajuste da base reembasada é realizado de forma imediata, em uma única sessão, permitindo que o paciente não fique sem a prótese.65 Esse tipo de reembasamento também é recomendado na observação de instabilidade das bases protéticas na sessão de colocação. Não obstante todas as melhorias nas formulações dessas resinas, que resultaram em aumento de longevidade clínica, suas propriedades físicas, mecânicas, químicas e biológicas ainda são inferiores às das resinas rígidas termicamente ativadas para base de prótese.6,29,37 Essa desvantagem é atribuída principalmente à polimerização em ambiente bucal, o que resulta em um material menos denso e resistente e, portanto, mais suscetível à degradação superficial, porosidades e manchamento. Mesmo com as novas formulações, as resinas reembasadoras rígidas, dependendo do monômero de sua composição, podem atingir altas temperaturas durante a polimerização, levando a injúrias teciduais.65 Apesar dessas desvantagens, essas resinas se constituem em soluções clínicas efetivas aos profissionais, inclusive nas situações em que é requerido o prolongamento do tempo de utilização das próteses pois a confecção de novas não está indicada, em razão de condições bucais e/ou sistêmicas limitantes do paciente.31 Por outro lado, como já comentado neste capítulo, as resinas reembasadoras rígidas não são recomendadas nos casos clínicos que exigem resiliência do material (dificuldades anatômicas do rebordo, intolerância a bases rígidas, retenção de próteses removíveis implantorretidas, xerostomia e bruxismo), tampouco para pacientes com alergia ao monômero residual.17,54,60 Nesse contexto da técnica direta, é premente a necessidade de proteção dos implantes durante a osseointegração, o que requer o reembasamento da base acrílica por materiais resilientes durante um período de 3 a 6 meses. Para esses casos, é possível indicar o uso de materiais autopolimerizáveis de silicone. Durante a técnica imediata de reembasamento, de acordo com o espaço observado entre o rebordo e a base da prótese, deve-se remover uma camada uniforme de, aproximadamente, 1 a 2 mm da superfície interna da sela acrílica. Esse procedimento cria um espaço para o material reembasador, facilitando sua união à base protética, por remover a camada da resina acrílica exposta à ação do ambiente bucal e aos agentes de limpeza. Além disso, é sugerido realizar uma asperização com instrumento rotatório na região de bordas da sela acrílica, estendendo-se um bisel em até 2 mm ao longo de sua superfície externa. Esse desgaste superficial também visa a otimizar a união do reembasador com a base acrílica, facilitando o acabamento e o polimento na interface entre ambos.65 É essencial que o clínico tenha ciência de que alguns reembasadores rígidos autopolimerizáveis, como o Kooliner® (da GC America Inc., localizada em Alsip, IL, EUA), facilmente encontrado no mercado nacional, não contêm um agente adesivo específico que acompanhe seu conjunto de pó e líquido. Nesse caso, foi evidenciado que o monômero de resina acrílica termopolimerizável convencional, quando aplicado à base protética durante 3 minutos, se mostrou eficiente em reduzir as falhas adesivas do reembasador, sendo recomendado como um agente de união.66 Já no caso dos materiais resilientes autopolimerizáveis, é importante notar que não são passíveis de acabamento e polimento adequados, o que os tornam irregulares em sua interface de união com a resina de base. Ainda que alguns desses materiais de silicone, como o Sofreliner Tough®, apresentem pontas e discos para esse fim, o processamento a frio não permite a produção de uma superfície de união suave e lisa. Alguns materiais quimicamente ativados, como o Ufi Gel P® e o Mucropen Soft®, apresentam um selante de superfície fornecido pelo fabricante, o qual deve ser aplicado após o polimento do reembasador (nas regiões passíveis de finalização). Tem sido relatado que o selamento superficial desses materiais prolonga sua maciez por reduzir sua degradação, além de minimizar a aderência microbiana. Dada as diferenças entre os materiais autopolimerizáveis (rígidos ou resilientes), uma sequência clínica básica para a técnica imediata de reembasamento das selas acrílicas da PPR,5,62,65 indicada em razão do desajuste da base ao rebordo decorrente da reabsorção óssea (Figura 1A), é apresentada a seguir: Remover uma camada uniforme de, aproximadamente, 1 a 2 mm de espessura da superfície interna da sela acrílica, com o auxílio de uma broca de tungstênio do tipo maxicut (Figura 1B). Eliminar áreas residuais de compressão após o desgaste, utilizando, para isso, o agente catalisador da pasta zincoenólica. Asperizar a região de borda da sela acrílica com maxicut, estendendo-se o bisel em até 2 mm em direção à sua superfície externa (Figura 1B). Aplicar o isolante (caso acompanhe o conjunto do produto) ou vaselina sólida na região externa (acima da área asperizada) e nos dentes artificiais (Figura 1C). Aplicar o agente adesivo em toda a região interna desgastada da base acrílica e asperizada de bordas (ou monômero de resina acrílica termopolimerizável convencional, se for o caso), seguindo as recomendações do fabricante (Figura 1D). Proporcionar e manipular o material de acordo com sua forma de apresentação (pó- líquido ou pasta base-pasta catalisadora), conforme as orientações do fabricante. Distribuir o material manipulado na região interna da sela acrílica (Figura 1E). Introduzir cuidadosamente a prótese com o material em boca e, então, inserir a PPR em sua posição final de assentamento (antes de levar à boca, aguardar perda do brilho do material no caso de reembasadores acrílicos). Mantendo-se a PPR em posição pelos apoios, durante aproximadamente 20 segundos, ativar a musculatura dos lábios e bochechas do paciente, solicitando que ele realize movimentos fisiológicos, como se fosse uma moldagem funcional. Solicitar ao paciente que oclua com o arco antagonista, mantendo a dimensão vertical de oclusão (Figura 1F). Após um período de pré-polimerização inicial, variável de acordo com o material e segundo as instruções do fabricante, remover a PPR de posição. Recortar os excessos de material com uso de instrumento manual afiado, como lâmina reta de bisturi (Figura 1G). Retornar a PPR em posição,solicitando ao paciente que oclua até a polimerização final do material (Figura 1H). Retirar a prótese da boca e remover os excessos remanescentes. Reinserir a PPR em posição para conferir o suporte obtido, analisando se houve a eliminação de qualquer instabilidade da base protética (Figura 1I). Remover novamente PPR da boca, enxaguá-la e secá-la para proceder ao acabamento e polimento das bordas externas/interface de união dos materiais, utilizando, para isso, respectivamente, maxicut (Figura 1J) e pontas montadas em peça de mão, em baixa rotação (borrachas e discos abrasivos, tiras de lixa d’água e/ou pasta polidora de resina acrílica, de acordo com o tipo de reembasador) (Figura 1L). Realizar os procedimentos executados durante a sessão de colocação e ajustes da PPR descritos no Capítulo 14 (Figura 1M a O), como remoção das áreas de compressão e ajuste oclusal. 1.2.2 Reembasamento indireto ou mediato O reembasamento indireto ou mediato das bases acrílicas refere-se a um procedimento clínico-laboratorial que requer uma nova moldagem, inclusão e prensagem da PPR para a polimerização do material termopolimerizável a ser utilizado. Como mencionado anteriormente, tanto as resinas acrílicas rígidas quanto os reembasadores resilientes, quando ativados termicamente, resultam em materiais mais densos, com propriedades e longevidade clínica superiores aos similares autopolimerizáveis. As indicações gerais para o reembasamento das PPR, ou seja, pequeno desajuste entre a base acrílica e o rebordo, estrutura metálica adaptada e mínima alteração oclusal, são aplicáveis ao método indireto.1,5,62 Soma-se a isso, ainda, a disponibilidade do paciente em ficar sem a prótese durante o procedimento laboratorial, lembrando que, no método indireto, o acabamento e o polimento são favorecidos, conferindo lisura superficial e conforto ao paciente. Além disso, em caso de resinas rígidas, a estética é otimizada pela possibilidade de escolha da cor do material reembasador. Da mesma forma que considerado para os materiais autopolimerizáveis, as resinas rígidas termopolimerizáveis não são indicadas para as condições clínicas que exigem bases resilientes. Nesses casos, como previamente relatado neste capítulo, recomenda-se o uso de materiais resilientes termopolimerizáveis à base de acrílico ou, preferencialmente, à base de silicone, por sua maior longevidade. A técnica mediata é também vantajosa pela maior facilidade de controle do material de moldagem quando comparado ao reembasador. Ao mesmo tempo, não há exposição dos tecidos mucosos ao reembasador durante a sua polimerização, que ocorre de forma controlada, em laboratório. Por outro lado, os procedimentos de inclusão, prensagem e termopolimerização do reembasador podem resultar em distorções da estrutura metálica e em alteração da dimensão vertical de oclusão. Além de a técnica ser mais complexa e demorada, o reembasamento mediato é mais oneroso que o imediato por envolver custos laboratoriais. Durante a técnica mediata de reembasamento, deve-se remover uma camada uniforme de pelo menos 2 mm da superfície interna da sela acrílica, no caso de resinas reembasadoras rígidas, ou de 3 mm, no caso dos silicones.17 Esse procedimento cria um espaço adequado para o desempenho clínico satisfatório do reembasador, facilitando sua união à sela acrílica por remover a camada contaminada da resina acrílica de base da prótese. Além disso, sugere-se desgastar a borda da sela acrílica de modo que diste 2 mm aquém do fundo de sulco, permitindo a moldagem funcional dessa região.5 Recomenda-se, ainda, a asperização de uma faixa de 2 mm da borda externa para otimizar a união com a base protética.65 No caso de reembasadores resilientes, especialmente os de silicone, a aplicação do agente adesivo fornecido pelo fabricante é realizada pelo técnico de laboratório após a inclusão em mufla e a remoção do material moldador. Estabelecidas as diferenças entre os materiais termopolimerizáveis (resina acrílica rígida, resiliente ou silicone), a sequência clínico-laboratorial básica para a técnica mediata de reembasamento das selas acrílicas da PPR é: Remover uma camada uniforme de aproximadamente 2 ou 3 mm (resina acrílica ou silicone, respectivamente) de espessura da superfície interna da sela acrílica com uma broca de tungstênio do tipo maxicut (Figura 2A). Eliminar áreas de compressão residuais após o desgaste, utilizando, para isso, agente catalisador da pasta zincoenólica. Desgastar as bordas da sela acrílica com maxicut, deixando um espaço de 2 mm no fundo de sulco (Figura 2B). Asperizar uma faixa de 2 mm de largura na borda externa da sela acrílica com maxicut. Proceder à moldagem funcional do fundo de sulco com godiva em bastão, mantendo a PPR em posição pelos apoios durante a ativação da musculatura paraprotética e a realização dos movimentos fisiológicos (Figura 2C). Esse procedimento é repetido até a obtenção de todo o selado periférico com godiva de superfície lisa e opaca (Figura 2C e D). Aplicar vaselina sólida na região externa da sela acrílica (acima da área asperizada) e nos dentes artificiais (Figura 2E). Proporcionar e manipular o material de moldagem propriamente dito (pasta zincoenólica ou elastômero de consistência média). Distribuir o material de moldagem manipulado na região interna da sela acrílica. Introduzir cuidadosamente a prótese com o material em boca e, em seguida, inserir a PPR em sua posição final de assentamento. Mantendo a PPR em posição pelos apoios durante aproximadamente 20 segundos, ativar a musculatura paraprotética e solicitar ao paciente que realize movimentos fisiológicos. Solicitar ao paciente que oclua com o arco antagonista, mantendo a dimensão vertical de oclusão (Figura 2F) até a reação de presa final do material (Figura 2G). Retirar a prótese da boca e remover os excessos remanescentes. No caso da pasta zincoenólica, por ser um material anelástico não deformável após a presa, reinserir a PPR em posição para proceder aos testes de retenção, estabilidade, suporte (Figura 2H) e selado posterior do molde. Remover novamente a PPR da boca, enxaguá-la, secá-la e remover os excessos. Realizar a desinfecção do molde (envolto em gaze) por meio de spray de hipoclorito de sódio por 10 minutos e, em seguida, enviar ao laboratório de prótese para os procedimentos de inclusão em gesso (Figura 3A a D), inserção (Figura 3E), prensagem (Figura 3F), termopolimerização, demuflagem, acabamento e polimento do material reembasador. Executar os mesmos procedimentos realizados durante a sessão de colocação e ajustes da PPR (Figura 4), incluindo análise e desgaste das áreas de compressão (Figura 4A) e detecção e remoção de interferências oclusais (Figura 4B). Prótese fixa: Fala muito de Soft, olhar 2. DESCREVER OS CUIDADOS DOMÉSTICOS (PPR E PPF). O controle da placa bacteriana é um pré-requisito para manter a saúde periodontal e evitar a instalação do processo carioso após a cimentação da PPF. Durante a realização do tratamento, o paciente deve ser instruído quanto às medidas de higiene oral e motivado a realizar o controle de placa adequado para garantir o sucesso do tratamento reabilitador. Uma técnica ideal de escovação é aquela que permite a completa remoção da placa bacteriana no menor tempo possível, sem causar danos aos tecidos gengival e dentário. Deve ser sequencial, iniciando-se pelas regiões de maior dificuldade para as mais fáceis, pois esse procedimento auxilia na formação do hábito e assegura que a placa bacteriana seja removida de todas as superfícies dentárias. As técnicas de higiene oral devem incluir a utilização da escova que mais se adequar às condições bucais e habilidades do paciente, fio e/ ou fita dental associados ou não ao passa fio, Super Floss®, escovas interdentais e unitufo (Fig. 10.1). Os pacientes devem ser instruídosquanto ao uso de escovas interproximais em áreas de pônticos e espaços interdentais, além das escovas unitufo e bitufo, e quanto à utilização de passador de fio e Super Floss®. Colutórios com flúor podem ser indicados a pacientes com alto risco e cárie, mas com cautela, pois não substituem os métodos mecânicos de higienização. 2.1. ORIENTAÇÕES AO PACIENTE 2.1.1. Orientação quanto aos cuidados caseiros Embora muitos pesquisadores tenham dedicado-se a esse tema, ainda é incomum encontrar pacientes que tenham recebido instruções adequadas de como proceder para realizar a manutenção e higiene das suas próteses totais. Talvez seja esse o fator que mais contribui para que sejam encontradas, com grande frequência, próteses fraturadas e portadoras de grande acúmulo de cálculo e pigmentos, causando quadros inflamatórios de diversas magnitudes nos tecidos subjacentes. As próteses totais podem ser higienizadas de diversas maneiras, utilizando grande variedade de produtos desenvolvidos para esse fim. O modo mais comum é a escovação com pasta dentifrícia, embora a abrasão da prótese pela pasta possa causar aspereza superficial e maior acúmulo de detritos, razão pela qual a pasta deve ser evitada. A escovação deve ser realizada após cada refeição, e o paciente precisa ser orientado pelo profissional a utilizar escova apropriada, uma vez que escovas duras e/ou pastas abrasivas podem causar desgaste indesejado da prótese. A escova adequada deve ter cerdas em ambos os lados da cabeça, além de um tufo mais grosso para escovar a parte externa da prótese (Figura 12.5A e B) e um mais comprido para alcançar as partes mais profundas da região basal (Figura 12.6). A escovação com sabão ou sabonete também pode ser feita se o paciente assim preferir, tomando-se os mesmos cuidados. Atualmente, encontram-se com facilidade no mercado nacional produtos para limpeza química das próteses totais, os quais podem ser divididos em peróxidos alcalinos, hipocloritos alcalinos, ácidos diluídos, agentes desinfetantes e enzimas. Algumas vezes, eles podem vir como associações de dois princípios ativos. Os de higiene química devem ser utilizados durante períodos relativamente longos (p. ex., durante todo o período noturno), para um resultado adequado de limpeza. Pesquisas mais recentes têm comprovado maior eficiência da higiene quando dois métodos de limpeza são associados, como escovação e posterior imersão em um produto químico. No mercado nacional, é fácil encontrar materiais efervescentes à base de enzimas, nos quais as próteses devem ser imersas idealmente durante uma noite inteira (Figura 12.7A a C). Para pacientes com problemas motores, a utilização de produtos químicos para limpeza das próteses geralmente proporciona melhora significativa da higiene das mesmas. Nesses casos, o uso do aparelho de ultrassom também é indicado. O Quadro 12.1 resume os meios de limpeza das próteses, seu modo de ação e suas principais vantagens e desvantagens. Pode ser ressaltado, ainda, que, quando a prótese total for feita de qualquer outro material que não a resina acrílica ativada termicamente, como bases resilientes e condicionadores de tecido, o regime de higiene deverá ser alterado de acordo com a indicação do fabricante. Isso porque esses materiais podem sofrer alterações graves de forma e cor quando em contato com alguns dos produtos de limpeza citados. Além da instrução dos pacientes para a criação de métodos adequados de higiene das próteses, também é de responsabilidade do cirurgião-dentista orientá-los quanto aos procedimentos inerentes ao uso da prótese total. Muitos autores recomendam a remoção das próteses durante a noite, de modo a evitar que os tecidos subjacentes fiquem sob a ação delas e de possíveis microrganismos a elas associados durante esse período. Além disso, no tempo em que não estiver na boca, o paciente deve ser orientado a manter a prótese imersa em água ou em solução de limpeza. Essa precaução busca, principalmente, proteger a prótese contra traumas mecânicos durante o armazenamento fora da boca. Embora pareçam óbvias para os profissionais, informações quanto à fragilidade e à resistência das próteses também devem ser dadas ao paciente para que ele saiba os riscos de fratura que podem advir do manuseio inadequado. 3. IDENTIFICAR A VIDA ÚTIL E TEMPO DE RETORNO DAS PRÓTESES. A consulta para instalação das próteses não representa o término do tratamento, essa deve ser uma questão bem definida para o profissional e principalmente para o paciente, cujo comparecimento nas consultas subsequentes é indispensável, indagar a ele a importância deste momento faz com que seu comprometimento à fase final aumente. Quando o paciente está ciente do que pode ocorrer nas primeiras semanas após a entrega das próteses ele assume um perfil cooperador junto ao dentista. O protocolo estabelecido para os acompanhamentos e reajustes prevê retornos 24, 48 e 72 horas após a instalação das próteses e à medida que o processo de adaptação evolui os retornos são espaçados, sendo eles 7 e 14 dias após a entrega das estruturas, entretanto, caso haja necessidade consultas entre os períodos relatados anteriormente podem e devem ser realizadas. Os principais transtornos quando dos primeiros retornos são as dores e as dificuldades relacionadas à execução das funções. As intervenções nas próteses a fim de solucionar os incômodos por elas causados somente são feitas após uma criteriosa avaliação em que os aspectos clínicos e as queixas do paciente servem de instrumentos para um correto diagnóstico. A seguir são apresentadas algumas situações corriqueiras encontradas nos pacientes que retornam para acompanhamentos. Com o objetivo de facilitar a compreensão há uma divisão do conteúdo entre dores associadas a manifestações visíveis e dores sem manifestações visíveis. 3.1.1. Primeiro Controle (24h): Um correto diagnóstico inicia-se ouvindo com atenção o que o paciente tem a dizer. Dores associadas a manifestações visíveis “Eu vi no espelho que formou uma ferida bem grande e está doendo muito, tive que tirar a prótese, não aguentei ficar com ela!”. Um quadro muito comum que desencadeia dores são as super extensões das bases das próteses, sobre tudo nos flancos bucais e linguais, a determinação de tais regiões pode ser visual, porém para melhor descriminação das dimensões corretas dos excessos, produtos denominados como identificadores de pressão são utilizados. Pertencem a este grupo o Denture Soretec, PIP, cera reveladora Kerr e cremes para ajustes de dentaduras, na ausência de umidade o material selecionado é inserido em uma leve camada na porção interna da prótese na área de interesse e em seguida o aparelho protético é levado à cavidade bucal onde permanece por alguns minutos com o paciente em oclusão. Decorrido o período de espera a prótese é removida e avaliada, na área onde apresenta o excesso há a falta do material identificador, ficando exposta a base protética. “Tem um lugar dolorido, eu passei o dedo na prótese e parece que tem uma pontinha bem em cima da onde está machucado! ”. Na consulta de entrega das próteses, antes da instalação é dever do odontólogo realizar uma minuciosa avaliação da base interna por intermédio dos próprios dedos a fim de encontrar espículas, margens agudas do acrílico ou simplesmente regiões ásperas. Quando alguma delas passa despercebida costuma ocasionar lesões teciduais, necessitando de sua remoção no retorno para ajustes, nestes casos as pastas indicadoras de pressão são úteis. “Acho que estou mordendo mais de um lado do que do outro e minha gengiva está toda machucada!”. As manifestações dolorosas não são consequência somente dos defeitos nas bases, muitas vezes as justificativas passam pelos desequilíbrios na oclusão. “Formou uma ferida na minha língua e parece que tem umalinha branca na minha bochecha!”. A mordedura de língua tem ocorrência muito baixa durante o período de adaptação às novas próteses, contudo é plausível de ser relata pelos pacientes. Porém, as lesões na língua estão sobre tudo correlacionadas com bordas linguais dos dentes posteriores que se apresentam agudas ou ásperas, o problema é facilmente contornado com o alisamento das superfícies. Já a mordedura das bochechas não é uma condição incomum, a sobreposição horizontal inadequada entre os dentes posteriores superiores e inferiores favorece a interposição das bochechas entre os dentes. Para sanar as lesões às superfícies oclusais bucais dos dentes posteriores inferiores s chanfradas para a lingual, com isso a sobreposição horizontal dos dentes superiores aumenta consideravelmente e as bochechas não são mais prensadas. Dores associadas a manifestações não visíveis “Sinto dores no queixo e às vezes parece que minha boca está dormente!”. Quando o paciente atinge um severo grau de reabsorção óssea o forame do nervo mental se aproxima da crista do rebordo remanescente, tornando-se parte da área chapeável. Em tal circunstancia a presença de uma prótese total pode provocar dores intensas com reflexo no queixo e na borda ântero-inferior da mandíbula em virtude da compressão do feixe. Ao palpar a região com os dedos o dentista tem do paciente o mesmo relato de dores que quando do uso da prótese, a solução para o problema envolve a confecção de alívios na porção interna da prótese na região que está sobre o nervo mental. Essa situação também é observada e a conduta a ser seguida é a mesma se a papila incisiva está sendo pressionada indevidamente, as sensações descritas pelos pacientes são de ardência ou adormecimento na região de pré-maxila, onde o nervo comprimido é o nasopalatino. “Sinto em determinados momentos que meu osso está mole, mas tirei a prótese e não vi nenhum machucado!”. Aparelhos protéticos cuja dimensão vertical não foi respeita provocam sintomatologia dolorosa, ao comentar com o profissional que sente os rebordos amolecidos mesmo não havendo nenhuma alteração visual na mucosa o paciente está fornecendo dados relevantes para um possível diagnóstico de excesso da dimensão vertical. Uma vez confirmada, ajustes ocluais com redução dos dentes traz impacto positivo, porém se os valores são acentuados é aconselhável à confecção de novas próteses. “Sinto muitas dores, principalmente quando acordo!”. O bruxismo e os hábitos anormais se desenvolvem independentemente da presença ou não de dentes naturais, sendo assim também são encontrados em usuários de próteses totais. As dores e as queixas são similares ao dos pacientes que possuem dentaduras com excesso de dimensão vertical, essa condição por sinal tornar-se um fator desencadeante ou agravante do bruxismo, assim como também a instabilidade das próteses e a oclusão com contatos prematuros. O bruxismo é uma disfunção controlável, para tanto a cooperação do paciente é imprescindível, ele deve ser consciente de seu habito anormal e instruído a dormir sem ambas as dentaduras, para aqueles que têm certa resistência é necessário esclarece-lo da importância de remover ao menos a inferior. “Nossa, as dentaduras não se mexem por nada ficou muito bom, mas tenho dores parecidas com as que eu sinto quando estou com dor de ouvido!”. Novas próteses totais podem resultar em problemas nas articulações temporomandibulares, ao incrível que pareça esse é um achado comum para pacientes com anatomia paraprotética favorável, cujos rebordos são firmes e as próteses estáveis. Se as próteses estão estáveis às movimentações das dentaduras não ocorrem sobre as vertentes ósseas mesmo que a oclusão esteja incorreta, porém os desajustes oclusais são percebidos nas articulações e na musculatura adjacente na forma de dores. A questão é solucionada ou ao menos amenizada com um ajuste oclusal. “Minha vizinha se acostumou rápido a dentadura nova, porque eu estou demorando tanto assim para me acostumar?”. O processo de adaptação às próteses é lento, continuo e individual, para pacientes com problemas sistêmicos tais como discrasias sanguíneas, diabetes e deficiências nutricionais sugere-se que o tratamento seja um pouco mais longo, com uma maior quantidade de consultas de retorno, justificadas por uma tolerância reduzida dos tecidos orais. “Estou falando tudo errado!”, “Sinto que ela mexe quando eu falo!”, “Quando eu falo a prótese de baixo levanta!”. A pronúncia das palavras normaliza-se com o tempo e a prática. Se a prótese desloca durante a fala é resultado de uma violação da zona neutra ou de um selamento periférico inadequado. “Parece que meus dentes da prótese ficam batendo, isso é normal?”. Pode ter dois motivos à instabilidade das próteses ou o excesso de dimensão vertical. “Só consigo comer coisa mole, às vezes sinto dores, às vezes sinto a prótese debaixo levantar!”. As dificuldades durante a mastigação são normais de acontecer nos primeiros dias, se a causa é dor a solução é mais fácil, agora se a instabilidade está causando os desconfortos, o motivo deve ser encontrado. É importante não desgastar demasiadamente as superfícies oclusais, do contrário a efetividade do corte dos alimentos é prejudicada. Quanto ao relato de levantamento da prótese inferior durante a mastigação as causas são invasão da zona neutra ou superextensão das bordas. “Quando eu bocejo a prótese mexe e às vezes até cai!”. Característico de retenção inadequada, com provável superextensão das bordas nas proximidades do arco zigomático ou da tuberosidade. A flange distobucal da prótese superior também pode estar muito espessa e interferindo nos movimentos naturais do processo coronoide. Outra possibilidade é a vestibularização acentuada dos dentes posteriores superiores. “A prótese esta super firme, mas é só eu dar um sorriso que ela cai!”. Passível de ocorrer nas próteses superiores, em virtude de falhas na extensão das bases o que culmina com a perda do selado periférico e entrada de ar entre a mucosa e a prótese. Outra possibilidade é a espessura das bordas acima do permitido nas regiões dos freios bucais e imediatamente distais a eles, interferindo na movimentação tecidual esperada para essa área. “Doutor não precisa de muito viu, é só eu beber um único copo de água que ela já se mexe!”. As causas são variáveis e compreendem desde um padrão desviado de deglutição, passando por um selamento periférico inadequado e chegando a um selamento posterior deficitário. É importante salientar que o levantamento da prótese inferior durante a deglutição pode estar relacionado à violação da zona neutra ou superextensão das bordas. “Além de estar difícil para falar, notei que em certos momentos eu gaguejo! ”. Transtorno com pouca incidência está relacionado possivelmente a superextensão da borda posterior do palato. “Tenho que comer e logo em seguida lavar as próteses porque entram restos de alimento debaixo dela e isso incomoda muito! ”. Essa condição é resultado da movimentação indevida da prótese que permite a penetração de resíduos alimentares sob sua borda, decorre sobre tudo de selamento periférico inadequado e da falta de adaptação da base ao rebordo ou ao palato. “Doutor parece que a prótese não toca o céu da boca!”. Espaço entre o palato e a prótese total tem fatores causais distintos, oclusão incorreta, moldagens precárias ou distorções nas bases durante o processamento. A conduta inicial passa por avaliar a oclusão, não havendo resultados a saída é um novo processamento da prótese. “Agora que comecei usar as próteses tenho a sensação de que minha boca fica cheia de água!”. Salivação excessiva, condição temporária notada logo após as instalações das próteses. “Doutor essa secura que sinto na boca tem relação com os remédios que tomo?”. Secura da boca associada à queimaçãoe ardor é comum a pacientes usuários de medicamentos com efeitos diuréticos e tranquilizantes. “Não me acostumo com as próteses, elas são muito ruins, não devia ter feito próteses novas, vou ficar usando as velhas mesmo!”. Apesar dos esforços profissionais, alguns pacientes rejeitam as novas próteses, uma vez o dentista estando certo de que não há motivos para as queixas ele deve suspeitar que as reclamações possuem um fundo psicológico, no caso o indivíduo deve ser orientado a procurar serviços especializados a fim de tratar tais questões. “Após eu ter usado as próteses por várias horas, minhas gengivas tornam-se doloridas e os músculos da parte inferior do rosto cansados”. Este relato é consistente com uma distância interoclusal insuficiente, ou seja, quando a mandíbula está em repouso não existe um espaçamento entre os dentes superiores e os inferiores, eles permanecem em contato, isso implica na manutenção dos tonos musculares conduzindo a um quadro de fadiga. A criação de um espaço funcional livre (EFL) maior a partir da redução da dimensão vertical de oclusão é o caminho para solucionar o problema, os desgastes dos dentes das próteses montadas em articulador é a primeira tentativa, porém a um limite entre 1 e 1,5 mm que conseguese de EFL usando os desgastes sem que haja comprometimento da função e da estética. Caso o valor a ser restabelecido seja acentuado remontar os dentes de uma das próteses ou de ambas pode surtir melhores resultados, outra opção coerente é confeccionar novas dentaduras. “Minhas próteses estão firmes, mas parecem frouxas após algumas horas”. Palavras que refletem um possível erro de oclusão, os contatos incorretos promovem mudanças contínuas na base da prótese que por sua vez gera distorções nos tecidos de assentamento basal tornando frouxa a dentadura. A partir de novos registros interoclusais as próteses são remontadas em articulador com seus respectivos modelos e ajustes na oclusão são fornecidos. “Não consigo usar as próteses, principalmente a de cima, ela me dá muita ânsia de vômito!”. Pode haver fatores psicológicos e de oclusão (afeta o selado palatino posterior) envolvidos nesta queixa, porém cabe ao profissional inicialmente desconfiar de deficiências em outros aspectos nas próteses, principalmente na superior, mas sem descartar uma possível falha no inferior. Geralmente, a extensão inadequada da borda posterior da prótese superior motiva os reflexos de vômito, entretanto, o selado posterior pode não estar sendo efetivo. A extremidade da prótese não deve ir mais que 2 mm além da linha vibratória, se isso está ocorrendo o recorte da prótese tem que ser promovido. Agora, se o limite está correto e a movimentação para cima e para baixo dos tecidos localizados após a linha vibratória promove à quebra do selado, a inserção de godiva na parte interna da prótese na região de selado posterior devolverá mesmo que temporariamente a anatomia perdida e a retenção. Se a mudança promovida surtir efeito, posteriormente a godiva é substituída por resina acrílica. 3.1.2. Segundo Controle (48h): Todos os itens avaliados no primeiro controle são novamente revistos, porém uma atenção especial é dada a possíveis áreas dolorosas, ao refinamento da oclusão e aos testes que qualificam a retenção, suporte e estabilidade das próteses. 3.1.3. Terceiro Controle (72h): Repetem-se os procedimentos descritos nos outros ajustes. É importante questionar o paciente da ocorrência de transtornos que até então não existiam. 3.1.4. Quarto Controle (7 dias): Além das condutas aqui descritas para os ajustes anteriores que também são validos para este, o profissional chega a uma etapa que cabe a ele qualificar os cuidados que o paciente tem com as próteses e o tão quanto o indivíduo está adaptado e motivado com a reabilitação proposta. 3.1.5. Quinto Controle (14 dias): Os últimos detalhes são ajustados nesta sessão, uma vez que a satisfação dos resultados tanto para o paciente quanto ao profissional é obtida a alta do tratamento é concedida. É necessário ressaltar ao paciente a importância de seu retorno após seis meses mesmo que aparentemente esteja tudo bem. Caso surja alguma dúvida ou algum problema ele pode e deve procurar o dentista antes deste período estabelecido. 3.1.6. Substituição das Próteses Totais Ao término do tratamento reabilitador o paciente deverá ser informado quanto à necessidade de uma futura substituição das próteses, até mesmo quando da ausência de quebras ou fraturas. A orientação tem por objetivo elucidar as transformações que acontecem na cavidade bucal de desdentados totais correlacionando-as com a importância da troca após um determinado tempo de utilização. Os trabalhos científicos a cerca do tema conflitam quanto a um período exato de validade para as próteses, contudo há um consenso para alguns autores que o tempo varia entre 5 a 7 anos de uso e que isso não se aplicada de forma integral para todos os indivíduos. Os desajustes observados nas bases protéticas são sobre tudo motivados pelo fenômeno da reabsorção óssea que se caracteriza por ser contínuo e irreversível, dentro deste contexto a falta de retenção e estabilidade acelera a perda da estrutura mineralizada. A desadaptação resulta em lesões ou irritações aos tecidos moles, para minimizar os efeitos deletérios, o reembasamento, o controle da oclusão e se necessário à confecção de uma nova prótese são considerados condutas de extrema necessidade. Fatores psicológicos e estéticos também justificam as trocas, com o tempo ocorrem descolorações e pigmentações dos dentes artificiais e do acrílico, nas ameias são encontrados depósitos de placas e cálculos. Contudo, mesmo não havendo alterações consideráveis nos itens até aqui descritos, a mudança das próteses pode ser necessária pelo desgaste dos dentes, a redução volumétrica implica na diminuição da dimensão vertical, que por sua vez provoca queilite angular nas comissuras labiais e em casos mais avançados disfunções nas articulações temporomandibulares. Fonte: artigos.