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História da mídia e a comunicação de
massa
Evolução da comunicação e acompanhamento de seu desenvolvimento pela mídia.
Prof.ª Thaiana Vieira
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender a relevância da mídia nas sociedades contemporâneas.
Objetivos
Reconhecer o jornal e o cinema como um meio singular de construção de mídia na virada do século XIX
para o XX.
Identificar os meios audiovisuais de transmissão como tranformadores da forma de criação de uma
nova mídia.
Analisar o papel da construção de um meio de comunicação de massa como fenômeno no fim do
século XX.
Introdução
Ao falar em comunicação, é possível se referir a dois tipos: a comunicação direta e em pequena escala, que
acontece entre poucas pessoas em ambientes determinados e limitados; e a comunicação de massa, que se
dá em grande escala, envolvendo grandes quantidades de pessoas e mensagens mais globais. 
A comunicação, sobretudo a de massa, faz parte de um campo vasto de pesquisa a respeito da comunicação
humana. Dessa forma, há diversas áreas que estudam esse tema e muitas profissões envolvidas em suas
atuações. Trata-se, sem dúvida, de um estudo muito rico e complexo, uma vez que ele abarca inúmeras
possibilidades e implicações, além de sempre estar em movimento e em desenvolvimento. 
Vamos estudar neste conteúdo a história da comunicação de massa, ou seja, a disseminação de informações
por meio de veículos, como jornais, revistas, rádio, televisão, cinema e internet. De modo geral, esses
elementos combinados são considerados “mídia”. 
• 
• 
• 
Johann Gutenberg (direita) em gravura de 1881
1. A história dos meios de comunicação de massa até os anos 1950
A imprensa modifica o jornal
Uma breve história do jornal
Inicialmente, a professora Thaina Vieira apresenta uma breve história do jornal:
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Apenas nos anos finais do período medieval, especificamente na metade do século XV, acontece o maior salto
tecnológico do período, que desenvole intensamente a comunicação, o debate de ideias, o letramento e as
linguagens. 
Trata-se da criação da prensa de Gutenberg, em 1450. Ao
automatizar o que até então era realizado manualmente, ela
tornou a publicação de livros e de jornais significativamente
mais ampla, rápida e barata.
A prensa de Gutenberg, também chamada de prensa de
papel, foi construída com base na tecnologia dos tipos
(letras) móveis e da prensa de vinho.
A partir da inspiração nesses dois elementos e mecanismos, Johann Gutenberg desenvolveu o aparelho e
maquinário que revolucionou a confecção de livros e jornais – e, principalmente, de ideias. 
Saiba mais
O primeiro livro produzido em larga escala com a tecnologia da prensa de papel é conhecido como a
Bíblia de Gutenberg. Inúmeros exemplares dela começaram a ser confeccionados e vendidos em 1455. 
Bíblia de Gutenberg
Além dos livros, os jornais são produzidos em prensas como a de Gutenberg ou como aquelas desenvolvidas
por outras pessoas a partir daí. Como os jornais eram produzidos tão intensamente, assim como os livros e os
folhetos de ideias, eles começaram a se tornar mais populares e a atingir mais pessoas.
Nesse momento, a relação com a notícia e o jornal começa a se transformar, já que o próprio formato do jornal
se altera. Afinal, é possível tocá-lo e transportá-lo, o que sugere algo mais participativo e atuante na
sociedade.
Exemplo
Em Veneza, os jornais eram vendidos pelo valor de uma gazeta, a moeda local do momento. Isso
representava, portanto, um baixo custo, o que indica quão acessível era esse material. O nome de vários
jornais inclusive ficou estabelecido como “correio” e “carta”, remetendo a tradições ainda mais antigas
de comunicação. 
Museu Gutenberg, em Mainz, na Alemanha
Oficina de impressão.
Nessa época, começava a surgir uma demanda por notícias segmentadas. Certos grupos, portanto, se
interessavam por categorias específicas de informações e desejavam saber mais sobre elas. Resultado: o
jornal passou a lhes responder positivamente em alguns casos. 
Exemplo
O comércio ampliou suas páginas de divulgação com informações sobre a economia. 
Com isso, teve início outro movimento: a
caracterização de alguns jornais como mais
inclinados a algumas áreas específicas, como é
o caso da economia.
 
Outro aspecto relevante foi a necessidade de
contratar, seja para mexer na máquina, seja
para elaborar o conteúdo que será impresso.
 
Graças a isso, começam a surgir os primeiros
cursos de Jornalismo nas faculdades europeias
– e seu desenvolvimento é intenso.
Os primeiros jornais em grande formato começaram a aparecer na primeira metade do século XVII: 
Avisa relation oder zeitung, em 1609, na Alemanha
La gazette, em 1631, na França
Saiba mais
O primeiro jornal brasileiro de grande circulação, o Correio braziliense, foi criado em junho de 1808.
Impresso em Londres, ele era enviado de navio para o Brasil! 
Correio braziliense, de junho 1808
No século XVII, já se começou, dentro dos espaços da universidade, a discutir a liberdade de imprensa. O ano
de 1766 demarca a primeira vez que ela foi estabelecida por lei – no caso, na Suécia.
A partir desse momento, os jornais e os profissinais assumiam o compromisso, determinado em lei, de publicar
aquilo que desejassem desde que tais publicações fossem fatos verídicos e que não difamassem outras
pessoas.
Isso é algo relevante, porque formaliza, no imaginário social, o jornal como fonte de informação segura, séria e
comprometida basicamente com a retratação dos fatos como eles realmente aconteceram, se aproximando de
uma verdade estabelecida.
Jornalismo e a difusão de notícias
Jornais e as inovações do século XIX
No século XIX, acontece outro avanço tecnológico para a atividade do jornalismo: no ano de 1844, há a
invenção do telégrafo, aparelho que utiliza a eletricidade para enviar mensagens codificadas através de fios.
Nesse momento, essa era a maneira mais rápida de comunicação a distância. 
Telégrafo
O telégrafo permitiu que os textos – que levariam horas ou até dias para serem transportados – fossem 
repassados pelos profissionais de jornalismo às redações em questão de minutos. Ele é considerado a origem
de toda a comunicação moderna por ter permitido à imprensa se tornar significativamente mais ágil. 
Ilustração da atividade jornalística via telégrafo na sessão “Últimas Informações” do
jornal , Rio de Janeiro, 1 de janeiro de 1920
Exemplo
Uma notícia ocorrida de manhã poderia, com a utilização do telégrafo, facilmente ser publicada à tarde
em um jornal. 
A comunicação de massa passa necessariamente pela multiplicação das pessoas que podem ouvir as notícias.
Os jornais, portanto, precisavam trazer informações em alta velocidade. 
Ainda que um número muito grande de pessoas não soubesse ler, o fato de certos grupos terem
acesso à leitura e à informação fez com que as notícias se difundissem de forma mais intensa para
todas as regiões.
O fenômeno industrial do fim do século XIX forma e reordena centros urbanos. No vivenciamento desses
espaços, a notícia e os dados do jornal passam a ser algo esperado e compartilhado. 
Atenção
Não se deve comparar essa velocidade com a de nossa sociedade, e sim notar como ela era algo
absolutamente impressionante naquele espaço. 
Criam-se, dessa forma, uma nova profissão, um novo valor e uma nova velocidade para se lidar com as
informações do mundo.
Jornal no século XX e a concorrência do rádio
Família reunida ouvindo rádio
O século XX é o período de mais prestígio,
popularidade e sucesso dos jornais e do
jornalismo. Especificamente, o período entre
1890 e 1920 é considerado inclusive a “era de
ouro dos jornais”. Nesse momento, o jornal já
estava inserido na vida dos adultos. De acordo
com algumas pesquisas, metade dos adultos
norte-americanos o lia ao menos uma vez ao
dia.
 
Em 1920, há uma ruptura nessa ascenção do
jornalismo por conta do surgimento do rádio,
mídia que também divulga as informações e
que, pela primeira vez, se impõe como um
concorrenteutilizados como ferramentas para o
desenvolvimento de projetos que nem sempre se coadunam com o bem-estar geral da população. Por isso,
apontamos quão relevante é compreender que todas as interações, sejam elas ativas ou não, com esses
meios precisam ser feitas com compromisso e responsabilidade.
Podcast
Ouça o podcast. Nele, faremos um resumo sobre a história e seus efeitos na atualidade da popularização
da comunicação de massa no Brasil e no mundo.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Explore +
Para se ambientar mais na história do jornal The London Gazette, navegue por site. Trata-se de um dos jornais
mais antigos do mundo, estando em circulação há 357 anos. No site do periódico inglês, existem algumas
abas destinadas à trajetória do jornal ao longo de todos esses anos.
 
Para conhecer mais sobre A história da primeira cineasta a trabalhar com o cinema para contar histórias,
assista a Reel models: the first women of film, documentário para a TV dirigido por Susan Koch em 2000.
 
Para refletir mais sobre a relação entre presença digital dos indivíduos, seu comportamento e as atividades
cotidianas, verificando como estão interligados e podem se desdobrar em um mundo no qual tais aspectos
são intensificados, veja o episódio Nosedive (temporada 3, episódio 1, de 2016) da série Black mirror.
 
Para saber mais sobre a percepção do cotidiano em relação ao telefone no Brasil, especificamente na cidade
do Rio de Janeiro, leia esta crônica de Rubem Braga: Telefone. Ela foi publicada no jornal Correio da manhã do
dia 2 de novembro de 1954.
Referências
BARBOSA, M. História da comunicação no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2013.
 
BRIGGS, A.; BURKE, P. Uma história social da mídia: de Gutenberg à internet. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.
 
CAMPBELL, R.; MARTIN, C.; FABOS, B. Media & culture: an introduction to mass communication. 8. ed. Boston:
Bedford/St. Martins, 2012.
 
DEFLEUR, M.; BALL-ROKEACH, S. J. Teorias da comunicação de massa. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.
 
DIZARD, W. A nova mídia: a comunicação de massa na era da informação. 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,
2000.
 
LITTLEJOHN, S.; FOSS, K. Encyclopedia of communication theory. California: Thousand Oaks, 2009.
 
MCQUAIL, D. McQuail’s mass communication theory. 6. ed. London: Sage, 2010.
 
MEMÓRIA GLOBO. Jornal nacional: a notícia faz história. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.
 
PINHO, J. B. Jornalismo na internet: planejamento e produção da informação on-line. São Paulo: Summus
Editorial, 2003.
 
RIBEIRO, A. P. G.; SACRAMENTO, I.; ROXO, M. História da televisão no Brasil. São Paulo: Contexto, 2010.
 
SOUSA, J. Elementos de teoria e pesquisa da comunicação e da mídia. Florianópolis: Letras Contemporâneas,
2004.
	História da mídia e a comunicação de massa
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. A história dos meios de comunicação de massa até os anos 1950
	A imprensa modifica o jornal
	Uma breve história do jornal
	Conteúdo interativo
	Saiba mais
	Exemplo
	Exemplo
	Saiba mais
	Jornalismo e a difusão de notícias
	Jornais e as inovações do século XIX
	Exemplo
	Atenção
	Jornal no século XX e a concorrência do rádio
	Utilização de fotos grandes e coloridas, mesmo para uma produção em larga escala (até esse momento, as imagens eram em preto e branco).
	Adoção de uma linguagem mais popular e coloquial até certa medida.
	Criação de sessões dentro do jornal para os assuntos que mais atraíam a maioria das pessoas: os esportes e o humor.
	As fotos ganham movimento
	Irmãos Lumière e a fotografia
	Saiba mais
	As invenções pré-cinema
	Câmera escura
	Lanterna mágica
	Fenacistoscópio
	Praxinoscópio
	Cinetoscópio
	Cinematógrafo
	A indústria dos estúdios em Hollywood
	Saiba mais
	Clima temperado e ensolarado o ano todo
	Terra abundante e barata
	Acesso a montanhas e desertos
	Variações de lagos
	Costas e florestas
	Vem que eu te explico!
	Uma breve história da imprensa
	Conteúdo interativo
	Inovações do Século XIX
	Conteúdo interativo
	Jornal no século XX e a luta contra os meios
	Conteúdo interativo
	A indústria dos estúdios
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. A construção de novas mídias no século XX
	Nas ondas do rádio
	O rádio e a tecnologia
	Surgimento dos meios rádio e televisão
	Surgimento do rádio
	Quem produz
	Mensagem
	Quem a escuta
	Exemplo
	Jornalismo e rádio no Brasil
	Primeiro jornal de rádio brasileiro
	Radiojornalismo
	Jornalismo de rádio
	Rede Nacional de Notícias
	Saiba mais
	Uma breve história dos programas jornalísticos no Brasil
	Conteúdo interativo
	Entra no ar a televisão
	Tecnologia que traz o espelho
	O surgimento da televisão
	1920
	1923
	1926
	1928
	Transmissão de imagens por via eletrônica
	Atenção
	Transmissão de imagens por uma TV de 24 linhas
	Tubos de transmissão
	Saiba mais
	Saiba mais
	Barateamento e popularização
	Saiba mais
	Imagem colorida
	Exemplo
	A TV e o jornal
	Saiba mais
	Exemplo
	Vem que eu te explico!
	Jornalismo e o rádio no Brasil
	Conteúdo interativo
	A notícia na TV
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Indústria cultural e comunicação de massa
	Indústria cultural e comunicação de massa
	O que é cultura de massa?
	Conteúdo interativo
	1
	2
	Linguagens
	Formas de fazer as coisas
	Interpretações
	Pontos de vista compartilhado
	Resumindo
	O papel da globalização nas bases de transformação das comunicações
	Globalização e comunicação
	Jornal impresso
	Cinema
	Rádio
	Televisão
	Profissões associadas a esses meios de comunicação
	1ª fase
	2ª fase
	3ª fase
	4ª fase
	Exemplo
	Má qualidade na alimentação
	Proliferação de doenças contagiosas e perigosas
	Celulares
	Resumindo
	Vem que eu te explico!
	Globalização e comunicação
	Conteúdo interativo
	Celulares e a construção de mídia
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referênciasde peso ao jornal.
 
O rádio oferecia três grandes dificuldades aos jornais por atrair:
 
Seus anunciantes
A preferência do público
Os próprios profissionais de jornalismo, que também trabalharam no rádio
Os jornais do século XX não viram sua audiência seguir para o rádio de forma apática. Dessa maneira, eles
resolveram reagir e buscaram ficar mais modernos e populares.
Para isso, os jornais tiveram atitudes práticas, como: 
Utilização de fotos grandes e coloridas, mesmo para uma
produção em larga escala (até esse momento, as imagens
eram em preto e branco).
Adoção de uma linguagem mais popular e coloquial até certa
medida.
Criação de sessões dentro do jornal para os assuntos que mais
atraíam a maioria das pessoas: os esportes e o humor.
Todas essas ações o deixaram muito mais moderno e atrativo aos leitores do período. Certamente,
os valores dos jornais precisam ser atualizados, já que era significativamente mais custoso imprimi-
los em cores.
• 
• 
• 
Contudo, tal era o preço que os consumidores pagavam para ter a modernidade nas paginas diárias. Sem
dúvida, essa atualização foi fundamental para que o jornal, como veículo, resistisse ao longo do tempo e fosse
se atualizando sempre que necessário.
As fotos ganham movimento
Irmãos Lumière e a fotografia
Contar histórias faz parte da realidade social há muito tempo. Desde a Pré-História, as narrativas eram criadas
com a intenção de se comunicar com outros seres.
Ao longo do tempo e do desenvolvimento do homem, assim como das sociedades e da tecnologia, os modos
de descrever e comentar situações se transformaram e foram se atualizando conforme o surgimento das
demandas. Muitas vezes, as palavras foram protagonistas na história, porém, em incontáveis momentos, a 
imagem não só esteve presente, como também foi exigida.
Em determinado período, houve o surgimento da captação de imagens a partir da realidade. Muitos
estudiosos inventaram e desenvolveram aparelhos para tais registros, criando desde pequenos fragmentos
até o cinema como conhecemos atualmente. 
A primeira foto da história foi da vista da janela do seu inventor, Joseph Nicéphore
Niepce: , de 1826
Nessa parte de nosso estudo, entenderemos o papel da fotografia no surgimento do cinema e apontaremos
que outros elementos são fundamentais para isso.
Em 28 de dezembro de 1895, no Grand Café, na cidade de Paris, aconteceu a primeira projeção
cinematográfica. Em uma sala escura na qual os espectadores direcionavam o olhar para uma área lisa e livre
de contrastes, foram projetados dez filmes de curtíssima duração.
O primeiro foi o Sortie de l’usine Lumière à Lyon (em português, “A saída dos operários da fábrica"). Curta-
metragem criado por Louis Lumière, ele contava com míseros 45 segundos de duração. 
Sortie de l’usine Lumière à Lyon, Louis Lumière, 1895
Filhos de um fabricante de materiais fotográficos, os irmãos Lumière, Auguste e Louis Lumière, viviam em
Lyon, na França. Pelo contato direto com a fábrica situada na mesma cidade, eles pesquisaram,
desenvolveram e aperfeiçoaram os primeiros modelos de câmeras fotográficas.
Com tais experimentações, ambos contribuíram para o surgimento da fotografia colorida. Mas foi com o
cinematógrafo que começaram a concretizar os primeiros filmes. 
Saiba mais
Os irmãos Lumière não seguiram carreira no cinema. Louis inventou o fotorama e se concentrou na
ciência, enquanto Auguste se dedicou a seus estudos de bioquímica e fisiologia. 
Os irmãos Lumière, Auguste e Louis Lumière
A primeira fotografia colorida da história, Tartan Ribbon, tirada pelo físico James
Clerk Maxwell, em 1861
As invenções pré-cinema
Algumas descobertas, invenções e desenvolvimentos foram necessários para que o cinema surgisse. Por isso,
precisamos conhecer os seguintes elementos: 
Câmera escura
Trata-se da manipulação de uma caixa fechada com uma pequena
abertura através da qual é acoplada uma lente que permite a entrada de
luz. Com isso, a imagem dos objetos exteriores é projetada no interior da
caixa de modo invertido.
A câmera escura foi a primeira grande descoberta da fotografia, uma vez
que o princípio da propagação retilínea da luz permite que os raios
luminosos que atingem o objeto e passam pelo orifício da câmara sejam
projetados em um anteparo fotossensível na parede da caixa paralela ao
orifício, fixando sua imagem.
No século XV, Leonardo Da Vinci fez um trabalho de projeções com luzes
em superfície, usando, para isso, uma caixa e uma lente de vidro. Sua
criação ficou conhecida como câmera escura.
Lanterna mágica
Na sequência temporal de criações que nos levam até o cinema,
destacamos outro elemento: a lanterna mágica. Ela foi inventada no
século XVII pelo alemão Athanasius Kirchner a partir da câmera escura. A
lanterna mágica consistia em uma caixa cilíndrica iluminada por dentro
com uma vela que projetava imagens pintadas à mão em vidros. As
imagens não eram independentes na contagem da história; assim,
durante a apresentação, havia um narrador que se encarregava de relatar
os acontecimentos, os quais, muitas vezes, eram acompanhados por
músicas.
Esse aparelho foi o primeiro orientado a projeções coletivas. Por isso, ele
era comum em ambientes acadêmicos. Em certo momento, também se
tornou um sucesso em feiras urbanas.
Fenacistoscópio
Outra perspectiva de desenvolvimento ocorrida no século XIX são os
estudos a respeito do fenômeno da persistência retiniana. Por conta
disso, alguns aparelhos foram construídos.
Ainda na primeira metade desse século, Joseph-Antoine Plateau criou o
fenacistoscópio. Tal instrumento apresenta várias figuras de um mesmo
objeto em posições diferentes desenhadas em um disco; desse modo, ao
girá-lo, essas imagens passam a formar um movimento. Pouco depois de
sua criação, ele ainda descobriu que o número de imagens para se criar
uma ilusão de movimento de qualidade era o seguinte: 16.
Essa informação foi usada pelos primeiros cineastas, que usaram 16
fotogramas por segundo para seus primeiros filmes. O fenômeno em
questão é simples e pode ser resumido como a realização de se manter a
imagem por uma fração de segundo na retina (parte do olho que
transforma luz em estímulo nervoso e envia ao cérebro), o que resulta na 
ilusão de movimento.
O movimento interno do corpo realizado pela retina pode ser
compreendido pela análise de um filme em uma câmera fotográfica. O
protagonismo, afinal, não fica no aparelho, e sim no próprio corpo
humano, já que o movimento é criado pela retina – e não no aparelho ou
na projeção.
Praxinoscópio
Na segunda metade do século XIX, o praxinoscópio foi criado por Charles
Émile Reynaud. Trata-se de um aparelho de formato circular que projeta
em uma tela imagens desenhadas em fitas transparentes a partir da
disposição de espelhos e luzes; com isso, quando as imagens, 
multiplicadas pelos espelhos e prolongadas pelas luzes, giram, é criada a
ilusão de movimento.
A princípio, o praxinoscópio era composto apenas por uma caixa circular
e um único espelho. Todavia, o aparelho foi se desenvolvendo e
aprimorando a ponto de elaborar um sistema complexo de espelhos que
permitia efeitos de relevo.
Inicialmente, suas projeções eram feitas em ambientes domésticos e
privados, porém, cerca de dez anos depois de sua criação, o criador
escalonou o tamanho do aparelho e conseguiu, por fim, projetar imagens
para públicos maiores. Isso ficou conhecido como “teatro ótico”.
Cinetoscópio
No fim do século XIX, começávamos a abandonar os instrumentos que
produzem a ideia do cinema e a nos aproximar efetivamente da sua
concretização. Em 1891, o cinetoscópio é criado por William Dickson em
uma fábrica comandada pelo cientista e inventor Thomas Edison nos
Estados Unidos.
Ele é uma máquina de projeção interna de filmes de curta duração para
serem vistos individualmente. Na prática, não há uma projeção: a
sequência de fotos é examinada e percebida por meio de lentes
apropriadas
Espécie de miniatura de cinema particular, o cinetoscópio só foi possível
porque William desenvolveu uma película de celulosecapaz de
armazenar imagens. Sua proximidade com o cinema é tamanha que
algumas pessoas consideram que a primeira obra produzida para essa
máquina, a Black Maria, de 1894, é realmente o primeiro filme da história.
Alguns atribuem a criação do cinetoscópio a Thomas Edison; outros, a
William Dickson. Isso se dá porque Dickson era assistente de Edison.
Cinematógrafo
O contexto de final do século XIX é de desenvolvimento de artefatos
voltados para a concretização de filmes em um processo que envolve
cada vez mais pessoas. No ano de 1895, os irmãos Lumière, cientes das
invenções anteriores, desenvolveram, a partir do cinetoscópio, outro
aparelho: o cinematógrafo.
Essa máquina avança ainda mais na direção do cinema que temos
atualmente: ela permitia, afinal, gravar, copiar e projetar imagens de
forma prática. Por isso, o cinematógrafo é considerado o primeiro
aparelho realmente qualificado para se produzir filmes.
Na prática, ele era uma máquina a manivela que captava as imagens, 
revelava o filme e, em seguida, o projetava em uma tela. Portátil e leve
(tinha menos de 5kg), o cinematógrafo era fácil de transportar e não
usava eletricidade.
Foi com o cinematógrafo que Louis Lumière transformou a história da arte
e da cultura, se eternizando como o primeiro cineasta a produzir
documentários em curta-metragem.
Sem dúvida, a fim de que fosse possível evoluir até se alcançar a ideia de
cinema entedida atualmente, esse processo de desenvolvimento
precisou seguir – e não estancar. Por isso, tal aperfeiçoamento ainda
permanece. Hoje em dia, existem câmeras próprias para a elaboração de
filmes em telas cada vez maiores, com uma resolução de imagem melhor
e mais qualidade de som, além de outros fatores, como as câmeras
específicas para a exibição de filmes 3D, por exemplo.
A indústria dos estúdios em Hollywood
O cinema faz parte da vida das pessoas desde a sua criação, pois foi muito rápida a aceitação delas ao novo
formato. Ele, afinal, pode contar histórias das mais variadas, ressaltando emoções tristes ou felizes ou apenas
explorando os gêneros narrativos de drama, ação, terror e documentários, entre outros. Com isso, sentimos a
necessidade de destacar, além de como tudo começou, quem foram os artistas que, a partir dos instrumentos
e aparelhos já estudados, inventaram a indústria cinematográfica que é tão grande hoje. 
Um homem com uma câmera, Dziga Vertov, 1929
No momento de seu surgimento, o cinema era visto e preparado para fins documentais, isto é, para registrar,
por meio de uma câmera estática, algo que estava acontecendo diante de sua lente. Esse fato ficou conhecido
como teatro filmado. Esse tipo de obra, na prática, não era intencional. Seus realizadores tampouco sabiam o
que ia ser filmado e registrado. O teatro filmado era realmente inesperado, porém, como não tinha a função
primordial de entretenimento, isso não era um problema.
Em certo momento, dois sujeitos começaram a utilizar as câmeras para contar histórias criadas, criando cenas
e uma narrativa completa para que outra pessoa a assistisse por meio de técnicas e deste aparelho: o
cinematógrafo. Estamos falando de Alice Guy-Blaché (1873-1968) e Georges Méliès (1861-1938).
Viagem à Lua, Georges Méliès, 1902
Alice Guy-Blaché
Georges Méliès
Francesa, Alice Guy pode ser considerada a primeira cineasta mulher, mas, na verdade, ela foi a primeira
pessoa a explorar a potencialidade narrativa do cinema. Responsável pela escrita de aproximadamente mil
obras, a autora teve a ideia de transpor a narrativa para o cinema. Dessa forma, ela fez seu primeiro filme a
partir de um conto popular: A fada do repolho (1896). 
A fada do repolho, Alice Guy-Blaché, 1896
Alice trabalhava como secretária na Gaumont, fábrica e produtora de cinema, e estava presente no momento
que os irmãos Lumière fizeram a demonstração do seu invento. Mesmo deslumbrada com o aparelho, a autora
não se limitou a ficar meramente impactada por ele. Ela, na verdade, buscou saber mais sobre a máquina,
iniciando uma série de experimentações. Sendo assim, entre outros exemplos, Alice começou a filmar com 
dupla exposição e a mudar a velocidade da câmera para atrasar ou apressar as imagens a fim de conseguir
efeitos diferentes. 
Madame Tem Seus Desejos, Alice Guy-Blaché, 1907
A partir desse momento, ela começou a supor como poderiam ser suas histórias narradas nesse contexto e
com essa aparelhagem. A autora não se limitou aos testes que fazia, sendo a primeira pessoa a combinar
cores e som nos seus filmes. 
Saiba mais
Em pouco tempo, já nos Estados Unidos, Alice Guy criava a própria produtora e construía estúdios para
filmar suas obras. Entretanto, sua vida não foi uma trajetória marcada apenas pela ascenção. Após se
divorciar, ela retornou para a França em 1920, não conseguiu retomar sua carreira de diretora. 
Desde sua criação, o cinema foi rapidamente absorvido pela população. Em termos de notícia, entretenimento,
sociabilização, desenvolvimeto tecnológico e percepção cultural, ele possui um papel relevante. Depois de seu
surgimento, se estabeleceu como arte, sendo admirado e consumido com frequência. 
Com a crescente demanda do cinema, seus produtores perceberam que os filmes só conseguiriam se manter
na indústria se fossem gravados durante todo o ano. Entretanto, isso seria impraticável em Chicago e Nova
York; afinal, essas cidades possuem intabilidades meteorológicas, o que dificulta – e, muitas vezes, impede –
as gravações ao ar livre.
A Sereia, Georges Méliès, 1904
Charles Chaplin
Pianista de cinema executando a trilha sonora de um filme mudo de Charlie Chaplin
Produtores começaram a procurar cidades com clima mais ameno e estável. Eles concluíram que era
interessante um clima mais quente e se concentraram nessa busca, só que sem muito sucesso – até o
momento que testaram uma localidade de Los Angeles chamada Hollywood.
As gravações nessa cidade foram boas. Hollywood provou ser o local ideal para tais produções por certas
razões. Listaremos algumas delas a seguir:
Clima temperado e ensolarado o ano todo
Terra abundante e barata
Acesso a montanhas e desertos
Variações de lagos
Costas e florestas
Em resumo, Hollywood tem variedade de cenário, ótimas condições de filmagem, baixo preço e pouca
distância. O resultado desses predicados é que, em 1915, 60% da produção cinematográfica dos Estados
Unidos foi feita nessa cidade. Até hoje ela é uma das maiores referências da indústria cinematográfica
mundial. 
Um aspecto relevante a ser considerado é que Hollywood acabou despertando no imaginário social o sonho, o
deslumbre, o luxo, o amor sem medidas e a beleza. De modo geral, tudo que acontecia nos filmes produzidos
por lá era como um sonho distante para a maioria das pessoas. 
Greta Garbo e Antonio Moreno em Terra de Todos, Fred Niblo e Mauritz Stiller, 1926
Greta Garbo e Nils Asther em Mulher Singular, John S. Robertson, 1929
Muitas obras apresentam o letreiro na montanha, fator que ainda intensifica essa distância local e de
realidade. A ficção que Hollywood divulga, portanto, é muito mais atraente que a realidade da maioria das
pessoas; por isso, ela desperta tantos sonhos e desejos. 
Até os dias atuais, inúmeras pessoas viajam até Hollywood e buscam seu letreiro para fazer, pelo menos, um
registro na cidade dos maiores e mais tradicionais filmes. Outras, por sua vez, movimentam o imaginário que a
cidade desperta: de uma vida alegre, exagerada e de luxos, utilizando a cidade da Califórnia como tema de
festas ou decoração de ambientes em bares e restaurantes, além de outras medidas. 
O letreiro Universal Studios Hollywood cumprimenta os visitantes do parque
Calçada da Fama no Hollywood Boulevard, distrito de Los Angeles, Califórnia, EUA
O que vale é se aproximar ao máximo, mesmo que momentaneamente, dessa realidade tão distinta. Trata-se,
sem dúvida, de um sucesso de propaganda.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Uma breve história da imprensa
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Inovações do Século XIX
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Jornal no século XX e a luta contra os meios
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A indústria dos estúdios
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Verificando o aprendizado
Questão 1
O século XX é o período de maior sucesso dos jornais e do jornalismo. O período entre 1890 e 1920 é
considerado a “era de ouro dos jornais”. Tendo isso em mente, assinale a alternativa correta.
A
A invenção do telégrafo não se relaciona com o desenvolvimento do jornal.
B
Até 1950, os jornais eram elaborados sem muita ciência, pois não havia uma profissão relacionada ao jornal.
C
A invenção do telégrafo é fundamental para a agilidade na comunicação e o sucesso do jornal.
D
Era necessário um pessoal qualificado apenas para mexer nas máquinas de impressão dos jornais, e não na
elaboração de seu conteúdo.
E
O primeiro país a instaurar a liberdade de imprensa foi o Brasil.
A alternativa C está correta.
A invenção do telégrafo é um avanço tecnológico para a atividade do jornalismo. Ele é um aparelho que usa
a eletricidade para enviar mensagens codificadas por meio de fios. Essa era a maneira mais rápida de
comunicação a distância, o que simplificou e agilizou a comunicação interna entre jornalistas e redação,
tornando mais ágil, por consequência, a transmissão da notícia para o público. O telégrafo permitiu que a
imprensa se tornasse significativamente mais célere: uma notícia ocorrida de manhã, por exemplo, poderia,
graças à utilização dele, facilmente ser publicada à tarde em um jornal.
Questão 2
O __________ oferece notícias atualizadas sobre a localidade em que é produzido e sobre o mundo. No século
XX, ele teve seu avanço minimizado por conta do surgimento do _________. A atitude principal em relação a
essa ________ foi a ___________ de seus métodos. 
Identifique a alternativa que apresenta os termos corretos para complementar o trecho:
A
jornal; rádio; concorrência; adaptação.
B
rádio; jornal; concorrência; adaptação.
C
jornal; rádio; inovação; ruptura.
D
jornal; website; concorrência; ruptura.
E
rádio; jornal; inovação; ruptura.
A alternativa A está correta.
Por conta do surgimento da concorrência de comunicação de massa do rádio, o jornal teve ser crescimento
impactado e reagiu com a utilização de fotos grandes e coloridas, mesmo para produção em larga escala,
adoção de uma linguagem mais popular e coloquial e novas sessões dentro do jornal sobre os assuntos que
mais atraiam a maioria das pessoas, os esportes e o humor.
Torre da TV Tupi em São Paulo, inaugurada em 1960
Menina ouvindo um rádio, por volta de 1920
John Flynn e Virginia Moore ensaiando para o programa
de rádio , em 1942
2. A construção de novas mídias no século XX
Nas ondas do rádio
O rádio e a tecnologia
A formação da comunicação de massa muda de
foco durante o século XX.
Se a tecnologia dependia de habilidades
daqueles se relacionavam, como a de ler e a de
interpretar, agora a questão passava a ser
outra: possuir tecnologia suficiente para
difundir as informações.
Estamos falando da difusão de torres capazes
de estabelecer ondas de rádio, fazendo com
que os aparelhos de rádio chegassem aos lares.
Pode parecer algo pequeno, mas isso não tem
nada de simples.
 
Se a tecnologia dependia de habilidades
daqueles se relacionavam, como a de ler e a de
interpretar, agora a questão passava a ser outra: possuir tecnologia suficiente para difundir as informações.
 
Estamos falando da difusão de torres capazes de estabelecer ondas de rádio, fazendo com que os aparelhos
de rádio chegassem aos lares. Pode parecer algo pequeno, mas isso não tem nada de simples.
Foram necessários investimentos governamentais e
iniciativas em tecnologias, mas, ao mesmo tempo, o
sucesso da nova tecnologia como ícone de um novo mundo
foi poderoso em todo o planeta.
As disputas sobre quem a desenvolveria e que tipo de
ondas poderiam chegar aos locais mais distantes, ainda
mais depois dos conflitos da I Guerra Mundial, foram um
incentivo e tanto.
Somava-se a esse contexto um mundo ocidental em grande
processo de urbanização e industrialização. A chamada
sociedade de consumo fez com que a comunicação
passasse a ser buscada e consumida, além de constituir um meio poderoso de consumo.
O rádio, nesse contexto, se tornou um dos
principais meios de venda de produtos,
imagens e informaçãoes, tranformando a
expectativa e sua difusão como uma marca
poderosa de nossa sociedade. E o que você
poderia ouvir nele? A resposta é uma só: tudo!
Programas educativos, informações frescas
obtidas graças aos telégrafos, dados
esportivos, novelas e propagandas.
 
Um dos programas mais populares eram os
jornais narrados. Graças a esses jornais, as
antigas práticas do jornalismo escrito finalmente chegavam ao rádio. Vamos concentrar o nosso olhar no Brasil
para entendermos tal processo.
Surgimento dos meios rádio e televisão
No estágio atual de nosso estudo, já sabemos que o século XX foi um momento de efervescências em termos
de desenvolvimento tecnológico e de meios de comunicação de massa. Só que todo esse furor foi pano de
fundo de mais duas invenções: o rádio e a televisão.
Já comentamos um pouco sobre tal fenômeno quando apresentamos o jornal, mas, nessa etapa, vamos
aprofundar essa análise ainda mais e conhecer tais contextos de forma individualizada. Esses dois meios de
comunicação, porém, aparecerão juntos, pois ambos possuem muitos elementos em comum, sendo mais
enriquecedor trabalhar dessa forma. 
Auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro
Radionovela brasileira
Tendo isso em vista, vamos discutir o surgimento e a massificação do rádio como meio de comunicação,
compreendendo o surgimento da televisão e os fatores que a levaram a conquistar uma adesão tão grande e
rápida das pessoas. Destacaremos ainda seus impactos nos diversos aspectos da sociedade.
Surgimento do rádio
A história do rádio começou em 1831 com Michael Faraday, que descobriu a indução magnética. Mas o
princípio que realmente fez o rádio possível, o da propagação radiofônica, foi percebido em 1887 por Henrich
Rudolph Hertz. O experimento consistia em utilizar duas bolas de cobre distanciadas, as quais, ainda assim,
criavam faíscas que atravessavam o ar. 
Henrich Rudolph Hertz
Michael Faraday
Após a elaboração desse princípio, não demorou muito tempo até que a primeira companhia de rádio fosse
fundada, em Londres, no ano de 1896, por Guglielmo Marconi com a emissão e recepção de sinais sem fio.
Logo no ano seguinte, Oliver Lodge criou o circuito elétrico sintonizado, que possibilitava a mudança de
sintonia ao se selecionar a frequência desejada.
Guglielmo Marconi e seu aparelho de emissão e recepção de sinais sem fio
O rádio é um veículo de comunicação relevante, eficaz e acessível. Sua tecnologia se baseia na difusão de
informações sonoras através de ondas eletromagnéticas em diferentes frequências. Por esse motivo, ele era o
meio de comunicação mais popular e o de maior capacidade de ouvintes ao mesmo tempo no século XX. O
rádio se apresentava, afinal, como uma oportunidade interessante a:
Quem produz
É um meio moderno de atingir uma grande
quantidade de pessoas com atos simples.
Mensagem
Ela é facilmente difundida por intermédio desse
veículo, cumprindo sua função.
Quem a escuta
Não precisa interromper qualquer atividade
para se inteirar das notícias, sendo possível
cumprir sua rotina sem deixar de obter a
mensagem.
O italiano Guglielmo Marconi fez o primeiro sistema de telégrafos sem fios, fazendo o experimento, pela
primeira vez, em 1899, em uma transmissão no Canal da Mancha. Entretanto, o austríaco Nikola Tesla também
já utilizava o conhecimento de Hertz para tentar fazer a mesma coisa que Marconi. Há indícios até de que o
padre gaúcho Roberto de Moura havia feito uma transmissão no Brasil três anos antes! Independentemente de
quem arealizou pela primeira vez – até porque certamente não chegaremos a alguma conclusão –, o fato é
que, graças a essa invenção e à possibilidade de sintonizar um circuito elétrico em determinada frequência, foi
possível usar o rádio como ferramenta de comunicação entre dois pontos distantes. 
Nessa época, as mensagens eram transmitidas em código morse, e não por voz, como estamos acostumados
atualmente. A transmissão da voz só foi possível depois desta contribuição de Lee de Forest: a experiência
com uma válvula de três elementos em 1906. Na prática, isso permitiu que os volumes alcançados fossem
suficientes para serem transmitidos e recebidos.
O período da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foi relevante para o desenvolvimento desse aparelho como
tecnologia – e não apenas para seu estabelecimento como sistema de comunicação sério, confiável e
respeitável. No período, o veículo foi fundamental dentro do espaço de batalha como elemento de
comunicação da própria ação dos enfrentamentos. 
Exemplo
O rádio foi usado para transmitir avisos às cidades perto dos locais de guerra e era a ferramenta de
comunicação entre os aviões que sobrevoavam os campos inimigos e as bases militares. 
Soldados americanos operam uma central de rádio durante a Primeira Guerra
Mundial
Era fundamental que essa ferramenta fosse precisa, pois havia muita coisa em risco; por isso, o rádio se
tornou uma ferramenta cada vez mais aprimorada. Uma vez desenvolvida, a tecnologia da criação do aparelho
apresentou resultados ótimos. Porém, com o uso e o avanço de alguns detalhes, surgiram alguns empecilhos. 
Confeccionados em sulfeto de chumbo e do tipo "ponto de contato" (os chamados bigodes de gato), os
primeiros receptores eram usados para detectar os sinais de rádio ligados a aparelhos de cristal.
Especificamente, os cristais tinham uma pequena região sensível que deveria ser tocada com a ponta de um
fio para que acontecesse a junção detetora. Na prática, esse contato era feito por um fio fino, formando uma
espécie de mola que tocava no cristal.
Uma mulher ouvindo um conjunto de cristal sem fio através de fones de ouvido, por
volta de 1924
A primeira transmissão de rádio como o conhecemos atualmente, ou seja, com voz e música por ondas de
rádio, aconteceu em 1906 nos Estados Unidos. Mas foi o canadense Reinald Fessenden que conseguiu
reproduzir durante uma hora conversas e música para os radioamadores. Isso demonstra mais intensamente o
caráter popular do aparelho como comunicação.
No Brasil, a primeira transmissão radiofônica se deu em comemoração ao centenário da independência do
Brasil, em 1922, no Rio de Janeiro, com a figura representativa do então presidente Epitácio Pessoa. O rádio,
no entanto, ainda não era comum para a população. Para essa ocasião, portanto, foram importados 80
receptores dele. 
Epitácio Pessoa inicia a primeira transmissão radiofônica do Brasil, no Rio de
Janeiro, em 1922
Após a celebração, o rádio, nesse momento inicial, foi desprezado pelo governo brasileiro, que não
demonstrou interesse em investir no seu desenvolvimento. Por isso, em 1923, as empresas norte-americanas
que haviam movimentado os equipamentos para o Brasil se organizavam para ir embora.
Nesse momento, compreendendo a eficiência e a qualidade do aparelho para a comunicação, o médico e
cientista Edgard Roquette-Pinto resolveu intervir. Resultado: o rádio ficou no Brasil com os esforços de um
grupo de intelectuais que via nele uma possibilidade de alcançar os 65% da população que ainda eram
analfabetos.
Edgard Roquette-Pinto durante locução
Inicialmente, a concessão foi dada pelo governo com a condição de que ela fosse exclusivamente educativa.
Entretanto, logo no começo dos anos 1930, o Estado autorizou a veiculação de publicidade, o que resultou no
surgimento de outras emissoras. 
Graças à publicidade, elas teriam verbas para funcionar. A partir disso, com fins comerciais, o rádio
rapidamente passou de veículo educativo para meio de entretenimento. De modo geral, ele foi
fundamental para transmitir muitos momentos culturais, políticos e econômicos do país e do mundo. 
Ao longo dos anos, o rádio seguiu se aprimorando em termos de:
 
Tecnologia
Desenvolvimento de profissionais
Função na sociedade
Atualmente, podemos acompanhar o encerramento de atividades de algumas emissoras de rádio. É inegável
que o papel dos streamings de conteúdos de áudio é bem desempenhado; por isso, muitos sujeitos,
sobretudo os das gerações mais recentes, abdicam do consumo da mídia tradicional do rádio. 
• 
• 
• 
Ainda assim, segundo dados do Ministério das Comunicações, o Brasil possui aproximadamente 3.000
emissoras de rádio. Desse montante, há uma divisão equilibrada entre as estações com frequências AM e FM:
cerca de 50%.
Jornalismo e rádio no Brasil
1922
Primeiro jornal de rádio brasileiro
Roquette-Pinto criou e apresentou o primeiro jornal de rádio brasileiro. Na
Rádio Sociedade, localizada no Rio de Janeiro, ele fazia a leitura dos
jornais impressos em um programa chamado Jornal da manhã. O
processo de eleição das notícias a serem lidas no jornal era feito pelo
próprio Roquete-Pinto, que, na sequência da leitura, fazia comentários.
1932
Radiojornalismo
Durante a Revolução Constitucionalista, o radiojornalismo ganhou uma
nova expressão em São Paulo, sendo utilizado como instrumento de
mobilização popular, explorando diversos formatos jornalísticos e
apresentando uma forte parcialidade. Essa modalidade do jornal falado
ainda perdura.
1930 a 1940
Jornalismo de rádio
Houve um intenso aperfeiçoamento de equipamentos e de profissionais
voltados para o jornalismo de rádio. Nessa época, um dos programas do
gênero de mais sucesso passava a ser transmitido: os jornais narrados.
1950
Rede Nacional de Notícias
Na década de 1950, a criação da Rede Nacional de Notícias permitiu a
retransmissão por ondas curtas do jornal falado para dezenas de
emissoras no interior do Brasil.
Um dos programas de jornalismo de rádio de mais sucesso era o programa de notícias Repórter Esso, que
tinha uma abordagem direta, objetiva e sintética das notícias de agências internacionais. Outro programa de
sucesso foi o Jornal falado Tupi, que teve mais destaque por conta da rapidez com que divulgava as notícias
da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Também merece destaque a Hora do Brasil, um noticiário oficial
distribuído pelo Departamento de Imprensa e Propaganda com caráter propagandístico do governo, ou seja,
era outra programação parcial. 
Manchete do jornal , julho de 1935
Saiba mais
O programa Hora do Brasil ainda existe. Atualmente, ele é transimitido com outro nome: A voz do Brasil. 
Uma breve história dos programas jornalísticos no Brasil
Vamos falar mais sobre a história dos programas jornalísticos, dos noticiários no cinema até os primeiros
jornais televisivos.
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Entra no ar a televisão
Tecnologia que traz o espelho
A lógica de organização de ver a própria vida é fantástico. Não se trata mais de ouvir, e sim de ver pessoas se
movimentarem e de contar notícias. Uma vez mais, o primeiro desafio é tecnológico: gerar as torres, controlar
governamentalmente os canais e difundir uma cultura. 
Nada foi simples. Ainda assim, a televisão já era um fenômeno mundial. Sua chegada, afinal, também
transformaria os sistemas de propaganda e de difusão de notícia, rompendo uma vez mais os limites
da comunicação de massa.
Na televisão, reforçava-se a imagem dos líderes políticos e das relações de um mundo plural – só que com
discursos direcionados. A transmissão ao vivo (algo até então chocante) em um aparelho dentro da sua casa e
a chance de obter as notícias com registros de imagens, assim como o fato de que elas alcançam muitos da
mesma forma, acabaram por modificar até o sentido de interpretação do que é dito e trabalhado nessas novas
formas.
O surgimento da televisão
A história de seu surgimento se parece com a própria história do cinema, já que foram necessárias invençõesde aparelhos e aperfeiçoamentos para isso. Houve, em suma, uma sequência de experimentações e criações
para que tivéssemos este produto final: a televisão. 
De modo geral, o rádio, o telefone e a eletricidade desafiaram os cientistas a desenvolver uma nova máquina
que exibisse imagens através de ondas sonoras. Pensar sobre o surgimento da televisão nos leva a refletir
sobre o seu princípio fundamental tecnológico: transmitir imagens por meio das ondas do rádio. Por conta
disso, descreveremos a seguir seu processo de evolução: 
1920
A primeira pessoa – ao menos, de que temos notícia – a pensar sobre isso
foi John Logie Baird. Após unir componentes eletrônicos recentemente
produzidos em diferentes partes do mundo, Baird conseguiu montar o 
primeiro protótipo de aparelho de televisão. Essa versão foi relevante
sobretudo para iniciar os projetos práticos de desenvolvimento do
aparelho.
1923
O russo Vladímir Zvoríkin desenvolveu e patenteou o ionoscópio, um tubo
eletrônico de raios catódicos no qual se converte uma imagem óptica em
uma sequência de impulsos elétricos. Esse aparelho se baseava em um
mosaico eletrônico, que é tecnicamente composto por fotocélulas
independentes criadas graças à construção de um sanduíche de três
camadas: uma muito fina, outra de mica e uma terceira coberta em uma
de suas faces com uma substância condutora (no caso, grafite em pó
impalpável ou prata) e, na outra face, com uma substância fotossensível
composta de pequenos glóbulos de prata e óxido de césio.
Tal elemento permitiu deixar para trás todos os demais sistemas
desenvolvidos e utilizados, tendo perdurado, com suas modificações, até
o final do século XX. Esse tipo de equipamento foi a base para as
câmeras e integrava todos os recursos necessários para se captar uma
imagem e transformá-la em um sinal elétrico.
1926
O mesmo John Logie Baird realizou, em Londres, uma demonstração
bem-sucedida de seu aparelho para cientistas da Academia Britânica.
Com esse sucesso, o modelo apresentado de televisão mecânica foi
adotado pela BBC e tornou-se um dos primeiros a ser utilizado.
1928
A primeira pessoa – ao menos, de que temos notícia – a pensar sobre isso
foi John Logie Baird. Após unir componentes eletrônicos recentemente
produzidos em diferentes partes do mundo, Baird conseguiu montar o
primeiro protótipo de aparelho de televisão. Essa versão foi relevante
sobretudo para iniciar os projetos práticos de desenvolvimento do
aparelho.
A parte sonora ainda não era muito interessante: o aparelho produzia
ruídos que realmente dificultavam a audição dos sons emitidos. De todo
modo, esse foi o primeiro aparelho a reproduzir imagens em movimento.
Com 32 linhas de resolução, ele tinha uma imagem significativamente
mais satisfatória. Momentos depois, o mesmo aparelho realizou uma 
transmissão a cores.
Apresentamos os marcos iniciais do surgimento da televisão. No entanto, com o passar do tempo e a criação
desses aparelhos “base”, isto é, seu sistema inicial, seus princípios e a constatação de seu funcionamento,
outros engenheiros, cientistas e inventores, de modo geral, se empenharam em desenvolver
aperfeiçoamentos e novas vantagens. Muitas vertentes de desenvolvimento, com isso, surgiram. Ao longo da
história da televisão, uma multiplicidade de variações agradou os mais variados perfis de pessoas.
Elencaremos algumas dessas variações adiante:
Transmissão de imagens por via eletrônica
Em 1927, o norte-americano Philo Farnsworth desenvolveu, a partir do ionoscópio, um aparelho para obter a
transmissão de imagens por via eletrônica. Após ser testada, sua invenção foi um sucesso. 
Philo Farnsworth
Farnsworth a apresentou em feiras científicas por toda a década de 1930. Nessa trajetória, ele acumulou
desentendimentos com grandes empresas, como a RCA e a Philco, de modo que sua única opção foi fundar,
de 1938 a 1951, a própria companhia de televisores e rádios. 
Atenção
Ressaltamos mais uma vez a proximidade entre o rádio e a televisão, os quais, por terem uma base
tecnológica de desenvolvimento parecida, são lançados ou desenvolvidos nas empresas de forma
conjunta. 
Transmissão de imagens por uma TV de 24 linhas
Em 1928, pensando na sequência de desenvolvimento da televisão mecânica, o engenheiro sueco Ernst
Alexanderson a considerava pouco prática. Seu objetivo passou a ser a funcionalidade e o alcance da
transmissão de imagens por uma televisão de resolução de 24 linhas sem a necessidade de
cabos.Alexanderson fez a primeira demonstração pública de sua televisão no Proctors Theater, em Nova York.
Ela também foi um sucesso. 
Ernst Alexanderson demonstra o foco de um projetor de televisão com sete pontos
de luz em uma tela
Tubos de transmissão
As sequências de desenvolvimento para a elaboração de aparelhos tecnicamente superiores são intensas. Em
1932, Vladimir Zworykin, aquele que, nove anos antes, desenvolvera o ionoscópio, finalizou o protótipo do
tubo de transmissão, que foi a base para a produção das televisões que estariam nas residências das
pessoas. 
Vladimir Kosma Zworykin
Saiba mais
Até por volta da década de 1990, os monitores CRT – sigla de Cathode Ray Tube ou, em português,
tubos de raios catódicos – eram os mais populares. 
Televisão com o monitor CRT da empresa alemã
Telefunken
Em 1934, a empresa alemã Telefunken
começou a fabricar os primeiros aparelhos com
essa tecnologia. Nesse momento, as telas não
tinham mais do que cinco polegadas e a visão
dos telespectadores não era muito nítida. Mas
foi nessa mesma década que a resolução
melhorou, passou de 60 linhas para 400.
Saiba mais
Durante anos, a televisão era pouco acessível. Somente as famílias ricas podiam comprar o objeto. No
Reino Unido, por exemplo, dados mostram que apenas 3.000 pessoas possuíam televisões na década de
1930. 
Barateamento e popularização
A Segunda Guerra Mundial foi relevante para o desenvolvimento da televisão, assim como do rádio. Em
determinados períodos, certamente houve a paralisação da pesquisa e da produção de televisores; no
entanto, novas tecnologias eram desenvolvidas para facilitar a comunicação.
Com o fim do conflito, em 1945, ocorreu o barateamento do aparelho e o surgimento de mais canais
transmissores, indicando, assim, que mais pessoas poderiam ter acesso e mais conteúdo para ver. A televisão,
porém, só se tornou um objeto de desejo dentro das casas com o movimento do american way of life, um dos
principais responsáveis pela invasão de eletrodomésticos, de modo geral, nas moradias.
I Love Lucy é uma das mais aclamadas e populares sitcoms da televisão norte-
americana
Versão brasileira de I love Lucy, Alô, doçura, protagonizado por John Herbert e Eva
Wilma (1953-1964)
As transmissões abertas aconteceram a partir da década de 1930: inicialmente, na Alemanha, em 1935; em
seguida, na Inglaterra, nos EUA e na União Soviética. Aliás, em 1936, as Olimpíadas de Berlim foram
transmitida pela televisão. 
Saiba mais
No Brasil, em 1950, era possível acessar um sinal aberto de televisão após a inauguração da TV Tupi pelo
jornalista Assis Chateaubriand. Tratava-se, além disso, da primeira transmissão na América Latina. Na
ocasião, porém, ainda não havia muitos televisores nos lares brasileiros: o próprio Chateubriand precisou
importar aproximadamente 200 aparelhos e os espalhou pelo país, sobretudo no Rio de Janeiro. 
Imagem colorida
Até o momento, as imagens televisionadas eram em preto e branco, sem cores. Entretanto, em 1954, nos EUA,
a rede NBC conseguiu efetuar as primeiras transmissões públicas em cores ao utilizar um sistema compatível
com os antigos aparelhos preto e branco (ou seja, o primeiro aparelho de John Baird). A partir daí, seu
desenvolvimento passou a estar mais voltado para:
 
Detalhes de conforto
Estética
• 
• 
Variedade
Acompanhamento de tecnologia
Atualização
Exemplo
Controles remotos, videocassetes que podiam exibir imagens gravadas, câmeras de gravação caseiras,
testes de transmissões ao vivo, aparelhos com imagens 3D e smart tvs. 
Hoje em dia, a variedade de aparelhose de emissoras, assim como a qualidade de sinal, foram aperfeiçoadas,
proporcionado sinais de alta qualidade e de nitidez de imagens que percorrem o mundo graças a uma rede de
satélites posicionada em volta da Terra.
A TV e o jornal
Mas o jornal também teria espaço nessa nova configuração? A resposta é sim. Não demorou muito, aliás, para
que outro veículo dividisse atenção com ele. Em meados do século XX, a televisão logo se popularizou,
atraindo a atenção daqueles que consumiam o jornal. Assim como aconteceu com o rádio, o jornal conseguiu
garantir seu espaço nesse novo veículo de comunicação. 
Gontijo Teodoro, âncora do telejornal Rede Tupi de Notícias do Rio de Janeiro, na TV
Tupi
Assis Chateaubriand fazendo o seu discurso de inauguração da TV Tupi, em 1950
• 
• 
• 
A história de as notícias serem transmitidas com imagens e falas remonta, antes da televisão, à própria
história do cinema. Com o surgimento da sétima arte, afinal, também aparece a ideia de gravar notas de tipo
informativo. Essa vontade foi tão intensa que o primeiro filme produzido retratava a saída dos operários de
uma fábrica, revelando as capacidades informativas do cinema. Com isso, exigências técnicas foram
estabelecidas, enquanto o cinema era visto como um veículo transmissor de notícias.
As primeiras companhias cinematográficas estabeleceram os equipamentos para a confecção de noticiários
em filme. O chamados cinejornais eram caracterizados pela periodicidade e pela multiplicidade, já que, para
tornar o jornal local, eles ofereciam conteúdos de interesse para zonas específicas e sobretudo no idioma de
cada população. 
Os informativos de cinema perderam sua relevância à medida que a televisão ganhava espaço e
concomitantemente com o fim da Segunda Grande Guerra. As vantagens da televisão sobre eles
eram nítidas: imediatismo e conforto de casa.
O primeiro conteúdo de notícia na televisão mundial aconteceu em agosto de 1928, nos Estados Unidos,
quando a emissora WGY transmitiu simultaneamente em rádio e televisão a cerimônia em que Al Smith, pré-
candidato à presidência dos EUA pelo Partido Democrata, aceitava a indicação oficial. Além disso, esse
também foi o primeiro sinal ao vivo da televisão. 
Saiba mais
No Brasil, o telejornal surgiu na década de 1950 com a TV Tupi. Nesse momento, como apontamos, os
televisores não eram algo comum para a população. Em 1969, houve a primeira transmissão em rede
nacional de um telejornal: era o Jornal nacional, da Globo, que se consagrou como líder de audiência no
horário nobre. 
Sérgio Chapelin e Cid Moreira, âncoras do , em 1969
Na prática, o jornal na televisão copiou o formato do rádio. Inicialmente, suas notícias eram lidas diante da
câmera, mas, em pouco tempo, foi necessária a presença de um apresentador que personalizasse o
jornalismo e as informações por meio da sua aparência, de sua expressão facial e de sua entonação. Com o
passar dos anos, foram incluídos no formato as imagens sem som e, em seguida, os vídeos sonoros. Os
telejornais, desde seu surgimento, ocuparam um papel de relevância na vida da população. 
Exemplo
Durante o século XX, o horário do jornal, em muitas casas, virou o momento de repousar e ver televisão
após um longo dia e o jantar. Ele também aparece em inúmeras literaturas com destaque, além de
estabelecer como objetivo profissional o ato de se “apresentar, entrevistar ou aparecer no telejornal”.
Entre outros impactos, o telejornal, em suma, é um assunto na vida cotidiana. 
Atualmente, as emissoras tendem a apresentar telejornais como parte da sua identidade expressa em
programação normal, transmitindo-os diariamente e em horários fixos. Em situações urgentes e extremas, elas
até interrompem suas agendas para exibir plantões de notícias.
Vem que eu te explico!
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Jornalismo e o rádio no Brasil
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A notícia na TV
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Verificando o aprendizado
Questão 1
O século XX demarca o desenvolvimento dos meios de comunicação de massa tradicionais. Na década de
1950, houve a primeira transmissão televisiva no Brasil. Tendo isso em mente, assinale a alternativa correta.
A
Essa também foi a primeira transmissão na América Latina.
B
Nesse momento, as televisões já eram populares no Brasil: havia 5.000 unidades no país.
C
A Segunda Guerra Mundial não teve qualquer impacto no desenvolvimento da televisão.
D
Desde o surgimento das televisões, os aparelhos foram acessíveis economicamente.
E
A televisão não despertou muita atenção da população no século XX.
A alternativa A está correta.
A primeira transmissão aberta aconteceu, na Alemanha, em 1935, e depois na Inglaterra, nos EUA e na
União Soviética. A do Brasil foi a primeira de toda a América Latina, quando, em 1950, houve o acesso a um
sinal aberto de televisão após a inauguração da TV Tupi pelo jornalista Assis Chateaubriand. Como não
havia muitos televisores no país, o próprio Chateubriand importou aproximadamente 200 aparelhos e os
espalhou pelo país, sobretudo no Rio de Janeiro.
Questão 2
O rádio e o jornalismo se encontram na busca de novas tecnologias. Nesse processo, notamos que o desejo
de novas informações e de velocidade fortaleceu esse veículo. Marque a afirmação correta sobre o
desenvolvimento do rádio no mundo.
A
A primeira transmissão aconteceu em 1836.
B
A Primeira Guerra Mundial foi relevante para desenvolver o rádio como tecnologia eficiente de comunicação a
distância.
C
A Primeira Guerra Mundial não interferiu na trajetória do rádio.
D
O rádio é um aparelho que teve pouco impacto na vida das pessoas do século XX.
E
O rádio não significou o incentivo de desenvolvimento a outros meios de comunicação.
A alternativa B está correta.
O período da Primeira Guerra Mundial foi relevante para o desenvolvimento do aparelho como uma
tecnologia – e não apenas para seu estabelecimento como um sistema de comunicação sério, confiável e
respeitável. O rádio era relevante dentro do espaço de batalha como elemento de comunicação na própria
ação dos enfrentamentos. Era fundamental, portanto, que ele fosse preciso, pois havia muita coisa em
risco; assim, o rádio se tornou uma ferramenta cada vez mais aprimorada.
3. Indústria cultural e comunicação de massa
Indústria cultural e comunicação de massa
O que é cultura de massa?
Vamos entender o que significa a indústria cultural? A professora Thaina explica e relaciona a ideia de cultura
de massa:
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Depois de apontar os desenvolvimentos técnicos necessários para a comunicação de massa tradicional,
consideramos necessário trazer à tona a relevância cultural que tais aparelhos possuem. De modo geral, a
cultura consiste no modo como as pessoas vivem e se representam coletivamente.
Falar de cultura significa, portanto, tratar de elementos, como moda, esportes, arquitetura, educação, religião,
hábitos e ciência. Quando a relacionamos aos meios de comunicação de massa, pensamos principalmente em 
dois aspectos: 
1
Como esses meios impactam os hábitos
cotidianos da sociedade
2
Quais informações e significados são
veiculados e apreendidos
Sobre esse assunto, Sousa (2004) atesta que, como a cultura se assenta em processos comunicacionais de
transmissão de informações ao longo do tempo e do espaço, as questões da identidade cultural figuram entre
as mais estudadas pelos comunicólogos. Assim, ao se estudar a comunicação num grupo ou numa
organização, é preciso atender à cultura específica desse grupo ou organização.
Linguagens
Formas de fazer as coisas
Interpretações
Pontos de vista compartilhado
Os impactos culturais são percebidos dentro de classificações de ordem de faixa etária, camada social,
gênero e localização espacial, entre outros. Mas certos aspectos comuns, além de outros tantos elementos,
são discutidos por todos queparticipam da sociedade: 
Percepção e disponibilidade de tempo
Captação da mensagem
Identidade
Governança
Poder
Estética e formato da mediação
Existe uma relação entre os indivíduos e a cultura. Os meios de comunicação atuam justamente nessa pauta,
potencializando a disseminação dos valores compartilhados pela sociedade. Os meios de comunicação de
massa, portanto, são as indústrias culturais, isto é, aquelas que propagam, em primeira instância, os valores
da sociedade. Por isso, os canais de comunicação que produzem e distribuem músicas, romances, literaturas
e programas de televisão nos mais variados gêneros (auditório, comédia, reality, entretenimento ou
jornalístico), assim como jornais, filmes, videogames, serviços de internet e outros produtos culturais, 
disseminam os valores que esses produtos contêm para um grande número de pessoas.
Resumindo
Não é possível separar a comunicação de massa da indústria cultural, pois ambas são codependentes
justamente pelo objetivo de cultura e amplitude no atingimento de pessoas. Entretanto, destacamos que
isso possui vantagens e desvantagens, isto é, lados positivos e negativos em demasia. 
A indústria, afinal, decorre de uma sociedade também mecanizada. Treinada para receber ideias
sem avaliação crítica, ela apenas aceita o que é veiculado nesses meios, sem obstáculos, tornando-
se, com isso, uma sociedade de consumo global e sem restrições. 
Para a maioria da sociedade, isso se trataria de um problema, mas, para aqueles que obtiverem vantagens –
sejam elas quais forem – com a mensagem veiculada, tal mecanização seria um grande sucesso. Pensando
nisso, destacamos os estudos de Horkheimer e Adorno, que criaram, com outros estudiosos, o conceito de
"indústria cultural" – sobretudo para definir a conversão da cultura em mercadoria. 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Max Horkheimer
Theodor W. Adorno
Objetivamente, esse conceito apresenta a ideia de produção artística em massa, como é comum nas fábricas
e indústrias. Trata-se de um novo modelo de fazer arte e cultura, ambas pautadas nas técnicas do sistema
capitalista. Para os dois autores, o conceito de indústria cultural não se refere exclusivamente aos veículos,
como, por exemplo, televisão, jornais e rádio. Na verdade, esse conceito os extrapola, pensando no uso
dessas tecnologias por parte da classe dominante, ou seja, por aqueles que terão vantagens.
A partir da década de 1970, a produção cultural e intelectual do Brasil – principalmente a veiculada nos meios
de comunicação de massa – passa a ser guiada pela possibilidade de consumo mercadológico. Isso ocorre
com a música, a moda, as telenovelas e até os jornais. De todo modo, essa realidade abre espaço para o
estudo do comportamento individual e coletivo, o que faremos a seguir.
O papel da globalização nas bases de transformação das
comunicações
Globalização e comunicação
Percebemos que o jornalismo e a publicidade possuem um papel relevante nas sociedades modernas,
sobretudo nas ocidentais. Desde o século XV, com o surgimento da prensa, as ideias colocadas em texto
começaram a possuir um elemento facilitador na sua difusão. A partir disso, houve diversos desenvolvimentos.
Como apontamos, ao longo dos séculos, foram surgindo:
Jornal impresso
Cinema
Rádio
Televisão
Profissões associadas a esses meios de comunicação
Podemos apontar que a segunda metade do século XX e o século XXI, até o momento, são os mais intensos
em termos de transformações tecnológicas. Essas mudanças passaram a ser mais agudas desde o pós-guerra
e seguem com um objetivo declarado de globalização, ou seja, de redução das distâncias entre as pessoas, as
ideias, os conhecimentos e os espaços.
Uma imagem comum quando se fala de globalização é um
mundo pequeno sobre algumas mãos de pessoas de
diferentes perfis étnicos. Ela sugere a ideia de que o mundo
é colaborativo, isto é, de que a globalização acontece para
aproximar os territórios e trazer elementos comuns a todas
as nações.
O conceito de globalização é comumente empregado para
apontar:
Diminuição das fronteiras
Aproximação dos povos
Intercâmbio entre as sociedades
• 
• 
• 
Crescimento dos negócios
Ainda assim, não há um consenso sobre tal conceito em suas particularidades. Certos estudiosos subdividem
a globalização em fases cujo início se deu no século XV, passando por diferentes etapas ao longo da história e
perdurando até os dias de hoje. A subdivisão mais usual a separa em quatro fases:
Séculos XV ao XIX
1ª fase
O mais comum é tratar como primeira fase o que ocorreu entre o século 
XV e o XIX, caracterizando a globalização pela ocorrência das grandes
navegações e pela expansão da economia mercantilista.
Século XIX
2ª fase
Tem início no final do século XIX e segue até o fim da Segunda Guerra
Mundial, isto é, em 1945. A principal característica dessa etapa é o
crescimento do capitalismo.
1945 a 1991
3ª fase
Ela é considerada o período da Guerra Fria (1945-1991) entre a União
Soviética e os Estados Unidos. Sua principal característica é o conflito
entre a existência do sistema capitalista e os preceitos do socialismo.
1989
4ª fase
Inicia-se com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e segue até os dias
atuais. Suas principais características são o maior avanço e a
consolidação do sistema capitalista, assim como uma percepção com
mais nitidez das consequências desse sistema.
Podemos considerar, entre outras inúmeras implicações, como os maiores feitos da globalização:
 
O desenvolvimento de aviões e voos comerciais
A necessidade de comunicação entre diferentes povos de modo eficaz e prático, além da instauração
uma “língua universal” – no caso, o inglês
A criação e a expansão de empresas multinacionais que atuam em diferentes nações
A maior difusão de conhecimentos além das fronteiras espaciais
• 
• 
• 
• 
• 
O uso de novas fontes de energia, como a energia nuclear, e o desenvolvimento de tecnologias
modernas em áreas, como, por exemplo, genética, robótica e biotecnologi
O transporte intenso de matérias-primas de diversas origens para as mais variadas produções
O incentivo à inovação e à criatividade para o desenvolvimento de melhores produtos e serviços
A globalização é um processo profundo cujos desdobramentos impactam mais algumas comunidades que
outras. Ela possui muitos aspectos negativos: algumas nações, aliás, colhem principalmente seus aspectos
danosos. Isso ocorre principalmente com as camadas mais baixas de todas as nações, que acabam por ter
contato com os efeitos mais nocivos da globalização. Em nível global, um impacto sério dela é o desemprego
nos países em desenvolvimento. 
Desigualdade social em Nova York, a cidade com mais bilionários do mundo
Exemplo
Até o processo de globalização acontecer e exigir profissionais mais qualificados para lidar com a
tecnologia e todas as suas áreas necessárias, mais da metade da população trabalhadora mantinha seus
empregos nas indústrias, os quais, aliás, não exigiam muitas qualificações. 
A consequência do desemprego é a incapacidade de se satisfazer às necessidades básicas dessas pessoas.
Isso resulta no crescimento, na maioria das sociedades, de atividades criminosas, como roubos e furtos, além
da utilização em demasia de drogas lícitas – e principalmente das ilícitas. Até os dias de hoje, a taxa de 
desemprego e a de pobreza aumentam com a intensificação das desigualdades sociais. Além desse exemplo,
outros impactos sérios e prejudiciais às sociedades em desenvolvimento – e sobretudo àqueles menos
favorecidos economicamente – podem ser observados.
Apontaremos dois impactos provenientes desse processo:
• 
• 
• 
Má qualidade na alimentação Proliferação de doenças contagiosas e
perigosas
Objetivando negócios agropecuários, os animais são alimentados com produtos químicos que os
fazem produzir muito leite ou aumentar de peso. Os indivíduos se alimentam dessa carne e desse
leite, assim como das verduras, dos legumes e das frutas contaminadas com químicos presentes em
todos esses ambientes, para responder à necessidadeda indústria e desenvolvem doenças
crônicas. 
Outro exemplo se relaciona diretamente com o que apontamos: a sobrecarga do meio ambiente. Seja para o
consumo alimentar das pessoas, para a abertura de vias de transporte, de moradia ou de sedes das mais
variadas organizações, para a extração de matérias-primas ou para outras finalidades, o fato é que o meio
ambiente está cada dia mais comprometido graças a ações humanas em favor dessa globalização e a alguns
de seus desdobramentos. 
Aquecimento global, efeito estufa, poluição dos oceanos e camada de ozônio são consequências que têm se
intensificado muito rapidamente, sendo necessários inclusive grandes acordos entre as maiores potências
mundiais a fim de minimizar seus efeitos. O planeta, afinal, está intensamente poluído, desgastado, devastado
e explorado. Por mais que grupos ativistas chamem a atenção para esses problemas, pouco é feito no sentido
de solucionar – e, principalmente, de prevenir esses impactos.
Ainda há o aspecto da competitividade no mercado
econômico. Isso se apresenta de modo que os clientes, os
sujeitos de diversas sociedades, têm acesso a marcas
locais e internacionais a preços competitivos. A disputa pelo
consumidor induz as empresas a oferecer melhores
produtos e valores mais baixos. Na prática, como as
corporações multinacionais possuem sedes e filiais em todo
o mundo, isso lhes permite atingir um público maior e,
teórica ou declaradamente, estimular o crescimento
econômico nos países em desenvolvimento. Já as empresas
menores podem expandir suas operações além das
fronteiras locais graças a avanços da tecnologia. Elas
também podem obter financiamento no exterior e levar suas
operações para mercados estrangeiros.
Por fim, destacamos um aspecto complexo que possui seus pontos úteis e outros inconvenientes. Com a
internet, a tecnologia de telefonia celular, os dispositivos portáteis sem fio e outras tecnologias de
comunicação, as pessoas passaram a se comunicar rapidamente e com muita qualidade – mesmo em longas
distâncias. Graças ao desenvolvimento da tecnologia, o mundo está ficando mais próximo, pois as distâncias
são diminuídas em relação a tempo-espaço. A relação entre tecnologia e comunicação é objetiva: com o
advento da internet, ela tornou-se muito fecunda.
Celulares
Nos anos 1980, houve um movimento de popularização de aparelhos de telefone para uso residencial e
pessoal no Brasil. Ainda nesse momento, o celular era um elemento pouco acessível à maioria dos habitantes
graças a burocracias, acesso e investimento financeiro, sendo considerado um bem material que conferia
status à família que o possuía. Mas havia uma tendência à sua popularização, o que logo aconteceu por volta
dos anos 1990. Esse foi um momento relevante para a comunicação, pois, na prática, o telefone celular
aproximou as pessoas, favoreceu o diálogo entre sujeitos distantes e propiciou novas demonstrações de
afetividade e de presença, além de se tornar um elemento de desejo para toda a população.
Modelos de telefone celular típicos dos anos de 1980 e 1990
Resumindo
Em muitos espaços, o movimento acontece ao mesmo tempo, mas não podemos considerar que todo o
planeta desenvolve a comunicação de modo homogêneo e simultâneo. Mesmo assim, com a
globalização, há uma tendência de que as coisas se desenvolvam concomitantemente – e podemos
perceber isso em relação ao telefone. 
Hoje em dia, essas invenções tecnológicas
geram alterações de comportamentos e muita
desconfiança – sobretudo das pessoas com
perfis mais conservadores. Se, por um lado, as
pessoas recebem com muita expectativa a 
sensação de pertencimento a uma noção
modernidade, tratando-a como uma adesão ao
progresso, alguns grupos, por outro, a
percebem com desconfiança pelo custo, pelos 
impactos desconhecidos que pode vir a trazer
e até por um controle que ela poderia ter sobre
suas conversas pessoais, seja por organizações
ou pela própria família.
O telefone pessoal serve como um ponto de
partida para os desenvolvimentos tecnológicos de comunicação utilizados com finalidade particular. A partir
dele (e nos últimos momentos do século XX), o celular, que já existia, passa pelo mesmo movimento de
popularização.
No Brasil, o primeiro celular teve sua linha ativada em 1998. Dessa forma, a comunicação passou a ser mais
imediata e móvel. Trata-se de um aspecto muito relevante e que altera ainda mais muitos comportamentos –
só que agora essa alteração atinge um número mais amplo de pessoas.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Globalização e comunicação
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Celulares e a construção de mídia
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Qual é a característica mais marcante das comunicações de massa?
A
Aprofundamento dos conteúdos.
B
Utilização de meios oficiais, mesmo que com pouca agilidade.
C
Agilidade no repasse de informações.
D
Atingir uma grande quantidade de pessoas com a informação.
E
Apoio de imagens na transmissão da informação.
A alternativa D está correta.
A principal função da comunicação de massa é chegar a uma grande quantidade de receptores ao mesmo
tempo partindo de um único emissor. Entende-se como comunicação de massa a difusão de notícias por
meio de ferramentas, como jornais, revistas, rádio, televisão, cinema e internet. Juntos, esses elementos
consistem no que comumente chamamos de mídia.
Questão 2
A comunicação de massa no século XXI é transformada pela popularização da internet e de aparelhos
conectados (celulares, notebooks, computadores, tablets, relógios etc.). A partir dessa constatação, avalie as
sentenças a seguir. 
I. A comunicação em massa tradicional permanece atuando nos dias atuais, mas a chegada da internet
atualiza as maneiras de fazer a publicidade... 
Porque 
II. Com o surgimento dos smartphones, a comunicação passou a acontecer em tempo real e a interação se
tornou mais dinâmica, potente e fecunda.
A
A afirmativa I é verdadeira; a II, falsa.
B
A afirmativa II é verdadeira; a I, falsa.
C
As afirmativas I e II são falsas.
D
As afirmativas I e II são verdadeiras, mas a II não é justificativa da I.
E
Afirmativas I e II são verdadeiras, e a II é a justificativa da I.
A alternativa E está correta.
Com a popularização da internet e principalmente dos smartphones, a comunicação passou a ser imediata
com todos os espaços do globo. Isso deu a ela uma dimensão ampla, conectada e muito moderna do
diálogo como um todo. Nesse momento, os veículos de comunicação são desafiados a se atualizar e
permanecer interessantes para as pessoas, já que elas agora contam com tantas novidades na tela sobre a
palma de suas mãos.
4. Conclusão
Considerações finais
Ao longo deste estudo, percebemos que, independentemente de suas mudanças serem significativas ou
menos impactantes, certos meios de comunicação foram possibilitados graças a algumas sequências de
desenvolvimentos encadeados. Vimos também que, quando acontecem, tais alterações, mesmo promovendo
algumas rupturas, acabam por exaltar a permanência do veículo de comunicação.
Ainda que tenham esses elementos em comum, porém, os aparelhos e seus impactos devem ser percebidos
em suas singularidades. Por isso, relacionamos esses meios de comunicação com a noção de modernidade, já
que cada meio surgido, desenvolvido ou atualizado era recebido pela sociedade com uma sensação de
progresso. Até os dias de hoje, os avanços tecnológicos e científicos, frisamos, são percebidos por ela com
entusiasmo e otimismo, supostamente representando a caminhada para um mundo cada vez mais moderno,
dinâmico, rápido e conectado. 
Todos esses meios de comunicação são desenvolvidos por e para a sociedade. Desse modo, demonstramos
que eles possuem potencialidades exploradas para a informação, a educação e o entretenimento,
principalmente. 
Ainda assim, destacamos que os meios de comunicação também são