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Instituto Universal Brasileiro Educação de Jovens e Adultos a Distância BRASILEIRO Curso a distância de: SUPLETIVO PREPARATÓRIO ENSINO MÉDIO 1° Série HistóriaENSINO MÉDIO HISTÓRIA SÉRIE AULA 5 ANTIGÜIDADE CLÁSSICA: ROMA ANTIGA ROMA: INTRODUÇÃO Roma é o típico exemplo de cidade que virou Império. Após dominar toda a Península Itálica, os romanos pas- saram a realizar inúmeras guerras de conquistas, chegando a dominar as terras banhadas em torno do Mar Duas importantes contribuições culturais dos romanos foram: a origem e a expansão do cristianismo e no plano jurídico - o direito romano que nortearia as bases das normas e regras da vasta população do Império. Localização Geográfica A Itália constitui uma península do Mar Mediterrâneo que, penetrando-o, forma duas bacias. Veja o mapa da figura 1, onde localizamos o Império Romano. VENETO SALASSOS LIGÚRIA UMBRIA ETRURIA MAR ITÁLIA ANTIGA ADRIATICO SABINIA SAMINIA Rome LÁCIO Brindial Olbin LUCÂNIA SARDENH MAR TIRRENO Crotona Messina SICILIA MAR Agrigento MEDITERRANEO AFRICA Seu solo é bastante fértil, embora seja montanhoso. A Itália é banhada pelos rios Pó e Tibre. Por volta do século VI a.C., a Itália apresentava-se dividida entre vários domínios, ocupados por povos diferentes na origem e nos costumes. Na parte Norte da Itália habitavam os gauleses (Gália Cisalpina). Ao sul dos gaulesesmoravam os etruscos (Etrúria). No centro da península habitavam os italiotas, divididos em vários pequenos reinos e ao sul da península haviam se estabelecido os gregos (Magna Grécia). Os etruscos, cuja origem exata é ignorada, adotaram inúmeros caracteres do grego e chegaram a atingir um nível cultural bastante razoável. No entanto, apenas uma parte mínima de sua escrita pôde ser decifrada até agora, constituindo-se ela na mais antiga de toda a Itália. Nas colinas do Lácio haviam se instalado os latinos, que, por volta de 753 a.C., segundo conta a tradição, deixaram a região e dirigiram-se para uma colina próxima, local onde foi fundada Roma. A fundação de Roma é contada por uma lenda. Segundo esta, após a guerra de Tróia, Eneas, um sobrevivente, fugiu e estabeleceu-se no Lácio, tendo sido então o seu primeiro habitante. Seu filho fora o fundador de Alba Longa, cidade onde nasceram Rômulo e Remo. Ainda segundo a lenda, essas duas crianças eram filhas do deus Marte e da filha de um rei de Alba, Réa Silva. Amúlio, tio das crianças destronara o pai de Réa Silva e ordenara que Rômulo e Remo fossem atirados às águas do Tibre, pois temia que mais tarde elas se transformassem em obstáculo à realização de seus planos. Contudo, as crianças foram salvas e todos os dias uma loba amamentá-las. Um pastor recolheu-as e as criou. Quando cresceram, vingaram-se do tio e fundaram uma cidade, que recebeu o nome de Roma. Por haver se desentendido com seu irmão Remo, Rômulo o matou algum tempo depois. Lácio abrangia várias outras cidades, mas Roma, devido à sua privilegiada localização, manteve desde logo certa soberania sobre as demais. A realeza romana Entre os romanos, a primeira forma de governo foi a monarquia, mas todos os projetos do rei eram levados à apreciação de uma Assembléia, constituída por todos os cidadãos adultos de Roma, e de um Senado, que era formado por chefes (patrícios) de várias tribos. Era o próprio povo quem escolhia seu monarca. Contudo, não havia em Roma a aspiração à democracia, como ocorria na Grécia. Os romanos, mesmo o povo em geral, demonstravam maior interesse pela manutenção de um sis- tema político rígido. Não ambicionavam a liberdade total, nem a participação direta nas ações do governo. Eles preferi- am ser governados e obedecer a um chefe. Senado era o grande deliberador das ações do governo. Exercia enorme influência sobre o rei e, no caso da falta deste, acumulava também os poderes reais, até que novo monarca assumisse o posto. Cabia ao rei julgar todas as faltas, tanto civis quanto militares, mas uma sentença não era proferida sem que antes o senado desse seu parecer. Portanto, o poder real não era absoluto, mas restrito. Embora não tivesse iniciativa própria, a Assembléia poderia ir contra qualquer decisão do rei, que imediatamente era retificada. A organização social romana Os romanos, primitivamente, eram divididos em famílias. A chefia de cada um desses grupos cabia ao pai, que tinha todos os direitos sobre os membros da família. Era ele quem ditava ordens em sua comunidade. A denominação que recebeu foi a de patrício. Não se determinavam os limites exatos em que cada um dos membros de uma família deveria viver. Toda ela deveria viver numa terra comum. A união de algumas famílias formava uma gen. Dez gens constituiam uma cúria e dez cúrias formavam uma tribo. Os plebeus eram imigrantes em Roma e, de serem considerados homens livres, não tinham os mesmos direitos que os cidadãos e tampouco participavam das assembléias populares e dos rituais religiosos dos patrícios. Na maioria das vezes, eram aventureiros e comerciantes estrangeiros. Os clientes eram indivíduos que viviam sob a proteção de algum patrício Era-lhes dada uma porção de terra, que ele deveria cultivar e, em troca, pagar e oferecer absoluta fidelidade. Portanto, a classe primordial era a dos patrícios, que constituíam o primitivo estado romano, pois o rei era escolhi-do entre eles. Ao Estado estavam sujeitos todos os plebeus. No século IV a.C., Sérvio Túlio, um dos reis, efetuou algumas reformas, no de atender aos protestos dos ple- beus empobrecidos pelas dívidas. Mas, não obstante algumas reformas tivessem sido feitas, a classe dos ricos continuou a ser a mais poderosa. Aliando-se esse clima de descontentamento dos plebeus à inveja que os senadores sentiam do rei, liqüidou-se a monarquia e o sétimo rei, Tarquínio, o Soberbo, foi deposto. o governo passou a ser dirigido por dois patrícios, denominados cônsules, que dividiram o poder entre si, antes pertencente unicamente ao rei. Portanto, com o governo nas mãos dos patrícios, implantou-se em Roma uma oligar- quia republicana. o poder dos cônsules era limitado e seu mandato não se estendia além de um ano. No entanto, os patrícios, que constituíam a aristocracia, começaram a oprimir os plebeus, advindo uma série de lutas sociais, que culminaram com a saída dos plebeus de Roma. A tradição conta que eles se dirigiram para o Monte Sagrado, em 494 a.C. Diante disso, os patrícios solicitaram aos plebeus que voltassem e lhes concederam o pri- vilégio de eleger entre eles dois "tribunos", que os representariam nas assembléias. Com o tempo, o poder desses tri- bunos aumentou consideravelmente e eles passaram a revisar todas as leis elaboradas pelos cônsules; ao invés de dois, passaram a ser eleitos dez tribunos. Diante da concessão que haviam recebido, os plebeus exigiam um código penal, que lhes garantisse os direitos, pois eram os patrícios que impunham leis, mas a seu modo, de vez que elas ainda não eram escritas. Os patrícios encarregaram-se de escrever as leis, o que demorou anos, e, uma vez concluído o trabalho, exibi- ram-no no "fórum" (praça pública). Esse trabalho foi a "Lei das Doze Todavia, os plebeus não se viram satis- feitos no que pleiteavam, pois os patrícios permaneceram como a classe privilegiada em Desse modo, continu- aram os plebeus a exigir seus direitos, até que conseguiram eleger entre eles o primeiro cônsul, em 362 a.C. Estabelecia-se, assim, a igualdade entre patrícios e plebeus, caindo por terra a exclusividade de ascensão ao cargo de cônsul que os patrícios. A economia A economia de Roma baseava-se na agricultura, embora não fosse muito desenvolvida. Com as grandes conquis- tas, o trabalho nos campos reduziu-se bastante, pois muitas vezes os camponeses eram recrutados pelo exército. Por outro lado, as constantes lutas devastavam os campos e o reerguimento das lavouras era bastante lento. Desse modo, os romanos se viam obrigados a trazer de outras regiões os produtos de que mais necessitavam. No início da história de Roma, a indústria e o comércio praticamente inexistiram. Entretanto, quando da formação do império, os romanos desenvolveram intenso comércio com outros povos, importando vidros, tapetes, perfumes, sedas, jóias, etc. A expansão romana Várias foram as causas da expansão romana, entre elas as seguintes: a) Crescimento da população e conseqüente necessidade de maior território. b) A belicosa do povo romano. c) A procura de terras ricas, que pudessem incentivar o comércio. d) A privilegiada situação geográfica da Itália. Aos poucos, Roma foi conquistando toda a Itália e no século V a.C. já havia aumentado consideravelmente suas fronteiras, tirando dos etruscos a margem direita do Tibre, que lhes pertencia. início das expansões romanas resultaram na dominação de todos os povos que viviam na Itálica. A nova investida dos romanos seria a cidade de Tarento, cidade riquissima que se localizava ao sul da Magna Grécia.AS GUERRAS PÚNICAS Chamaram-se púnicas as guerras empreendidas por Roma contra Cartago. nome púnica deriva de poeni, designação que os romanos davam aos fenícios, de quem os cartagineses descendiam. Cartago situava-se ao norte da África, tendo sido fundada pelos fenícios. No século III a.C., já era dona da supremacia comercial no Mar Mediterrâneo. Havia se desligado da Fenícia e transformara-se numa nação indepen- dente, rica e próspera. Causas das guerras a) Rivalidade comercial entre Roma e Cartago, pela disputa do comércio marítimo no mar Mediterrâneo. b) Roma, após inúmeras vitórias que conquistara, decidiu incrementar uma série de combates, para expandir seu território. Talvez a principal causa disso tenha sido o crescimento da população romana e a necessidade de ampliação de seus limites. c) Os romanos ainda não haviam conquistado a Sicília, que consideravam um prolongamento da Itália (a localizava-se ao sul da Itália). Cartago tinha colônias na parte ocidental da ilha e não admitiu que os romanos lançassem olhares de cobiça às suas possessões. Desse modo, iniciou-se a disputa da Sicília, rica na produção de trigo. - o desenvolvimento das lutas a) A primeira guerra púnica As guerras púnicas compreenderam três períodos e iniciaram-se em 264 a.C., quando os romanos temeram que, além da Cartago também estendesse seu domínio sobre Siracusa e Messina, cidades gregas da costa leste. Durante muitos anos os romanos se prepararam em termos de frota e exército, para poderem fazer frente à poderosa esquadra cartaginesa. A luta entre romanos e cartagineses que se estendeu por anos foi vencida pelos romanos. Cartago assinou um tratado de paz, obrigando-se a entregar aos romanos todas as suas possessões na Sicília, bem como a pagar pesada indenização. No entanto, Roma violou esse tratado apoderando-se das ilhas de Córsega e Sardenha. A revanche desencadeada por Cartago para compensar a perda das ilhas do mar Tirreno foi a de se apossar das minas de prata e de cereais na Espanha. b) A segunda guerra púnica assumiu o comando das forças cartaginesas na Espanha, preparando cuidadosamente seu exército para o combate contra Roma; ele desejava atacá-la em seus próprios domínios. Mas, um acontecimento inesperado fez com que os cartagineses fossem vencidos. Cartago teria sido invadida pelo exército romano, resultando no retorno de Anibal para defender seu território. Cartago foi obrigada a entregar praticamente a sua frota, além de pagar elevada soma em moedas. c) A terceira guerra púnica - a destruição de Cartago Após a segunda guerra púnica, Cartago começou a reerguer-se, que provocou o temor dos romanos. Cartago foi brutalmente destruída pelo exército romano. A destruição de Cartago transformou-a numa simples província romana, que mais tarde passou a chamar-se África. III As das guerras púnicas Como principal das guerras houve a total no panorama político e social doMediterrâneo Ocidental, e Roma passou a dominar todo comércio nessa região. Sua política interna também sofreu alterações. Os romanos, inclusive os camponeses, já se haviam acostumado às práticas guerreiras e a volta às atividades e urbanas foi Os campos achavam-se devastados e nas zonas urbanas também dominava grande confusão. número de escravos aumentara assustadoramente, após as conquistas romanas, pois os vencidos imediatamente se transforma- vam em escravos e eram conduzidos a domínio de Roma sobre o Mediterrâneo abriu-lhe as portas para novas conquistas. No Oriente, três grandes reinos se salientavam: a Macedônia, Egito e a Síria, cujas riquezas eram incalculáveis. Roma aproveitou-se das constantes desavenças que ocorriam entre esses reinos e, sem que pudessem eles se unir para aos poucos foram sendo totalmente dominados. A Macedônia foi anexada ao Império Romano em 168 a em 63 e Egito, em 30 a.C. A crise social romana Após as grandes conquistas, Roma teve sua estrutura política e social totalmente modificada. A sociedade romana passou a ser liderada por famílias poderosas de patrícios e plebeus enriquecidos. Muito embora os demais cidadãos tivessem acesso aos cargos públicos, geralmente era a aristocracia que os ocupava, devido naturalmente à sua influência e poder. Os grandes proprietários, banqueiros e comerciantes muitas vezes tomavam parte ativa no governo, devido à sua posição financeira. Portanto, a forma de governo era a oligarquia e a sociedade romana era constituída de nobres, ca- valeiros e povo. A escravidão em Roma não se somente de escravos comprados ou capturados. Aqueles que dívidas e não podiam acabavam também por ser vendidos como Nesse tempo, havia mercados especializados na venda de escravos. Os escravos pertencentes ao Estado encarregavam-se das construções públicas, tais como ruas, canais, etc., além de trabalharem nas minas e Quanto aos escravos dos ricos, dividiam-se em duas classes: aqueles que trabalhavam nos serviços da casa, que se chamavam escravos urbanos, e os que cuidavam das grandes plantações, os escravos rurais. Todo romano rico mantinha grande número desses dois tipos de escravos e alguns deles escolhiam e preparavam os homens mais fortes para lutar na arena, com algum adversário nas mesmas condições. Eram os gladiadores. Todavia, losse qual fosse sua a vida de todos os escravos romanos era desumana ao extremo. Não havia leis que os protegessem e seus senhores poderiam aplicar-lhes os castigos que quisessem e até sem que a mínima punição lhes fosse imposta. As provincias romanas governador de cada romana era escolhido entre os cônsules e pretores (encarregados dos trabalhos de policiamento) e seu poder era absoluto, dando oportunidade a que muitos dentre esses governadores se aproveitassem de sua posição para explorar os camponeses, usurpando-lhes os bens e destruindo-lhes a lavoura. Os camponeses não tinham condições para competir com trabalho escravagista, que se verificava nas pro- priedades dos fazendeiros Aos poucos os camponeses tinham que se entregar como escravos, em pagamento das próprias Aqueles que apenas perdiam as terras para Roma, onde os por ocasião das os presenteavam e davam-lhes alimentos, em troca de Isso ocasionou um afrouxamento moral por parte dos que não mais queriam trabalhar na lavoura: nada os incentivava a prosseguir no trabalho agricola e eles perambulavam pelas ruas de Roma, à espera dos presentes que costumavam receber, comparecendo em massa aos brutais que se apresentavam nas arenas, de lutas entre gladiadores e feras.Desse modo, já por volta do século a.C., as aldeias italianas foram sendo totalmente abandonadas, crescendo sobremaneira a população de Roma. Quanto aos ricos, desfrutavam de todas as comodidades Em suas casas imperava mais abso- luto luxo. Ornavam-nas objetos de prata e tapetes os mais belos. Nos grandes salões, as festas eram A reforma agrária dos Gracos Foi com a rebelião dos irmãos Gracos que se iniciaram as lutas de classes em Roma. Praticamente todos os cam- poneses pobres haviam entregue suas terras aos grandes latifundiários e se encontravam na miséria. Desse modo, alguns membros da própria aristocracia não viam com bons olhos a situação, mesmo porque ela poderia agravar-se a ponto de arruinar o próprio Estado romano, cujo exército era por vezes constituído pelos campone- ses. Ademais, os próprios escravos poderiam unir-se aos camponeses e uma revolta desse naipe fatal aos senho- res escravistas. Assim, quando Tibério, o mais velho dos irmãos Gracos, foi eleito tribuno em 133 a.C., iniciou-se a reforma agrária pleiteada pelos camponeses. Tibério era de descendência nobre. A primeira providência de Tibério foi expor seu projeto de lei no senado, qual impunha a divisão das terras nos seguintes moldes: cada pessoa podia ter não mais de 125 hectares de terra. As terras que ultrapassassem o estabeleci- do eram entregues ao governo, que as doaria aos camponeses necessitados. Entretanto, alguns aristocratas eram contrários às reformas que se processavam e apenas aguardavam o momento de protestar e atacar Tibério. Isso ocorreu quando Tibério candidatou-se à reeleição, mesmo contra as dis- posições legais, que não permitiam aos magistrados estender o mandato por mais de um ano. Quando se realizavam as eleições, em praça pública, Tibério e seus adeptos foram assassinados a mando dos nobres e, após essa medonha chacina, os camponeses continuaram a não ver satisfeitas as suas Dez anos após a morte de Tibério, o povo tribuno seu irmão, Graco, na esperança de que ele fosse continuador da obra do irmão. A primeira importante medida tomada por ele foi instituir uma lei que mandava distribuir trigo dos armazéns do Estado ao povo, pela metade do preço. Em seguida, tomou providências no sentido de igualar os direitos dos comer- ciantes (cavaleiros) e dos nobres, conseguindo-o, e inclusive tornou possível que os comerciantes também atuassem como juízes, em casos necessários. Um dos planos de Caio era fundar na no local da destruída Cartago, uma nova colônia, dando opor- tunidade a que os camponeses pobres para lá se dirigissem e vivessem do cultivo das terras, que seriam forneci- das pelo senado. A popularidade de Caio era notória e, quando de sua ida a Cartago, os senadores aproveitaram para enganar povo, anunciando que o propósito de Caio era tornar-se futuramente rei de Roma, através de golpe de Estado. Tudo isso ocorreu próximo à época das eleições. A decepção de ao regressar a Roma foi imensa; ele fora derrotado (em 121 a.C.) nas eleições e inti- mado a comparecer ao senado, para julgamento. Contra ele havia a absurda acusação de estar conspirando con- tra Estado Não atendendo à intimação que lhe fora remetida, senado declarou guerra a Caio. Durante um pago, seus seguidores dispersaram-se e Caio fez com que um escravo fiel matasse. Milhares de seus adeptos, pouco tempo depois, foram condenados à morte. Após esses acontecimentos, as terras não continuaram a ser divididas entre o povo. o senado permitiu que elas, ao contrário, fossem vendidas. Portanto, as reformas dos irmãos Gracos não atingiram o fim porquanto os camponeses continuaram sem terras e os comerciantes, cada vez mais ricos e poderosos. Roma em luta com novos adversários A incapacidade política dos romanos revelava-se em todas as suas ações. Tão logo desapareceram várias leisdos Gracos, clima de ódio entre aristocratas e povo acentuou-se ainda mais. Ao invés de resolver os problemas inter- nos, principalmente os de ordem social, Roma continuou a olhos para novas terras ao seu redor. A Numídia, região vizinha a Cartago, acenava à dos comerciantes romanos e eles não puderam resistir por muito tempo. Após a guerra contra a destacou-se general Mário tornando-se bastante popular. Em seguida, os romanos tiveram que lutar contra os gauleses. Os aristocratas apresentaram Sila como candidato a enquanto os integrantes das classes média e os mais pobres queriam Mário nesse posto. Entre as classes a luta pela predominância de uma delas foi ferrenha e, afinal, ainda pela força, venceram os aristocratas e Sila ocupou o poder. Todavia, enquanto se achava no Ponto, na luta contra Mitridates, Mário tomou o poder. Frente a instabilidade política e social que atingiu o Império Romano, diversos generais militares estiveram cons- tantemente em conflito na luta pelo poder. general Sila ao tomar conhecimento das intenções do general Mário apres- sou-se em voltar a Roma, em 83 a.C. A luta que travaram os adeptos de Mário contra os de Sila foi das mais violentas, prolongando-se por mais de um ano. Em 82 a.C., Sila saiu-se vencedor, estabelecendo a ditadura militar vitalícia, isto é, governaria por tempo indetermi- nado, até a morte. Ele organizou listas onde constavam os nomes dos inimigos de Essas listas chamavam-se "proscrições" e provocavam inúmeros e tomadas de bens. Todos os partidários de Mário foram mortos. o general chegava a premiar a quem lhe entregasse algum correligionário de As classes média e os mais pobres continuaram a sofrer as consequências da ditadura imposta pelo general Sila, onde escasseavam os representantes democráticos, passando quase todo o poder para os Os tribunos foram despojados de seus poderes e os direitos das assembléias populares, restringidos. A situação era Sila exigiu que os patrícios e os grandes comerciantes combatessem os que se revoltassem contra regime por ele imposto. Alguns republicanos não aceitaram os planos de Sila e insurgiram-se contra ele. Algum tempo depois, este general veio a mas os aristocratas continuaram a impor a ditadura militar, até que foram derrotados por Pompeu, genro de Sila. Este gozava de certa devido a uma série de vitórias na Síria e na Palestina, e acreditava-se que ele atenderia às da população A revolta dos escravos A degradante vida que levavam os escravos impulsionou-os a empreender uma série de revoltas, com a finali- dade de alcançar a escravo oriundo da Trácia e famoso gladiador em Cápua, decidiu liderar um grupo de escravos para recobrarem a liberdade. Ele planejava, também, reconduzir os escravos às terras donde haviam sido capturados. No entanto, suas intenções foram descobertas e os escravos tiveram que fugir de Cápua, com destino ao Monte A orçavam apenas em duzentos, mas, com a repercussão que estava alcançando a rebelião empreendi- da, inúmeros outros escravos e pessoas pobres uniram-se ao grupo. Por volta de 73 a.C., intensificaram-se os ataques do romano contra os escravos, mas eles não se davam por vencidos e conseguiram, inclusive, vencer os romanos em batalha das mais encarniçadas. Roma decidiu, então, nomear riquissimo Marco Crasso para combater que continuava lutando em sua tentativa de atingir a e, depois, a Grécia. Todas as investidas de foram acompanhadas de perto pelo general romano, que esperava o momento exato para totalmente. Em 71 a.C., Espártaco e quase todos os escravos que o acompanhavam foram massacrados. Sua memória, entretanto, permaneceu viva através dos tempos, pois simboliza o grande batalhador da liberdade. o primeiro triunvirato primeiro triunvirato formou-se no ano de 60 a.C. e dele fizeram parte Pompeu, Júlio César eTriunvirato quer dizer trio de Sob esse título, os nobres em questão efetuaram um plano para tomar o poder em Roma e reparti-lo entre si. César ficou com a Gália, Pompeu com a Espanha e Crasso com a Síria. Pompeu e Crasso apoiaram a eleição de César para o cargo de cônsul no extremo sudeste da Gália e, tão logo se viu no poder, César ultimou preparativos para a conquista do restante da Gália. Enquanto César combatia os gauleses, Crasso lutava contra os partos no Oriente e afinal morria. Pompeu per- manecia em Roma e, certificando-se das vitórias de César na Gália, atacava-o. Disso resultou a mais franca inimizade entre os dois. Nessa época (52 a.C.), primeiro triunvirato já deixara de existir e Pompeu se elegera cônsul em Roma. César havia terminado seu mandato e recebera ordens do Senado para voltar a Roma, quando se prepara- va para atravessar o rio Rubicon e entrar na cidade. Após meditar sobre a situação que o aguardava, César teria dito: "A sorte esta lançada". (Alea jacta est.). Em seguida, penetrou com suas tropas em Roma, tomando o poder, sem que lhe fosse oferecida qualquer resistência. Pompeu dirigira-se para Oriente, onde esperava organizar um exército para Dirigindo-se para a Espanha, César dominou forças de Pompeu ali Em seguida, conduziu suas tropas ao Oriente, onde o venceu, na Grécia, em 48 a.C. Pompeu refugiou-se no Egito, mas foi assassinado por ordem do rei desse Procurando capturar Pompeu, César também se dirigiu ao Egito, mas já não encontrou vivo. Nessa época, a disputa do poder real egípcio achava-se entre Cleópatra e Ptolomeu. César colocou-se ao lado da rainha e teve que enfrentar seus adversários, vencendo-os e entregando trono a Cleópatra, por quem se apaixonara. Ele per- maneceu vários meses no Egito, ao lado da formosa rainha. Em 47 a.C., retirou-se do Egito e combateu Farnaces, filho de Mitridates, que havia se apoderado de regiões da Ásia Menor. Não houve grande empenho por parte dos soldados romanos nessa batalha e, mesmo assim, derrotaram as forças inimigas com relativa facilidade. Ao escrever para Roma, participando sua vitória, César disse apenas estas palavras: vi e venci." (Veni, vidi, vici.) Inúmeras outras vitórias foram por César, e ele acabou por derrubar todos os exércitos pompeanos que ainda A ditadura de César Ao entrar novamente em Roma, César proclamou-se senhor absoluto e desempenhou todas as funções pos- Foi tribuno, cônsul, censor e sumo pontifice e, por último, ditador vitalício. A efetuou uma série de benfeitorias em Roma: estabeleceu a ordem pública, diminuiu número de empregados, estradas e canais. Além disso, foi em seu governo que se efetuaram modificações no calendário romano, que apresentava erros, passando ele a ter a duração que ainda hoje vigora. Quando dessa reforma, mês do nascimento de César, quintilis, passou a chamar-se julho (julius), em sua homenagem. Era também intenção de César unificar todas as nações que Roma havia conquistado, fazendo delas um só No entanto, à medida que essas obras iam se desenvolvendo, César arquitetava um plano que a princípio ele próprio repudiara: de monarca absoluto de todo o Império Tornou-se tão despótico em suas ações, que deixou transparecer que pretendia. Quando suspeitaram de seus planos, os republicanos, tendo à frente Brutus e Cássio, membros da antiga aristocracia, organizaram uma conspiração para matar César e fizeram no próprio Senado, em 44 o segundo triunvirato Após a morte de César, natural e lógico que regime republicano fosse restabelecido em Roma. Contudo, não foi isso que aconteceu. Os republicanos, inclusive aqueles que planejaram a morte de tiveram que fugir de Roma. Otávio filho adotivo de César, voltou imediatamente a Roma. Mas, ao chegar a Roma foi grande a sua surpresa,pois dois amigos de César, Marco Antônio e Lépido, também disputavam poder. Foram feitas algumas conversações entre eles, estabelecendo-se o segundo triunvirato. A primeira providência do grupo foi vingar a morte de César. Disso resultaram inúmeros assassinatos e confiscamento de bens. A violência pre- dominou no início do segundo triunvirato. segundo triunvirato derrotaram os inimigos de César que tinham Dividiram entre si a Antônio ficou com o Oriente, Lépido com a África e Otávio, com o Ocidente. senado havia incumbido Antônio de ir ao Egito, onde deveria defrontar-se com Cleópatra, para puni-la por haver dado ajuda a Brutus e seu exército. o desentendimento de Antônio e Otávio levou senadores as destituir Antônio de todos os poderes, também por ter-se apaixonado por uma rainha estrangeira, Continuando em sua perseguição a Antônio, Otávio dirigiu-se para o Egito, em 30 a.C. Nessa ocasião, Antônio e Cleópatra suicidaram-se, em Alexandria, e Otávio não encontrou dificuldades para tomar o Egito. Tornou-se o homem mais poderoso de Roma, onde foi recebido com grandes honrarias, após o triunfo sobre Senado outorgou-lhe título de Imperador e o de Augustus (esta última designação era própria dos mas comumente Otávio preferia ser chamado apenas de "Primeiro Cidadão do Estado" (Princeps). Não queria ostentar pomposos títulos para não atrair exemplo de César, morto por conspiradores que odiavam, per- manecera-lhe bem vivo e ele temia lhe destinassem mesmo fim. governo de Otávio Augusto Foi no governo de Augusto que Roma conheceu seu primeiro verdadeiro período de progresso. Sob um aparente regime republicano, Augusto foi tomando todas as principais funções dentro do Estado. Foi tri- propondo e vetando cônsul, administrando todo o império romano e orientando as sumo chefiando a religião, cujos caracteres estudaremos mais adiante. Portanto, quase todas as magistraturas foram exerci- das por Augusto, que acumulando tanto as funções civis quanto as Como Imperador, isto é, grande general, reorganizou todo distribuindo os postos militares à sua maneira e dividindo exército em Durante governo de Augusto (30 a.C. a 14 Roma foi enriquecida com belas construções. Entre as refor- mas administrativas de Augusto citamos: a moralização dos costumes, criação do cargo de criação do "conselho do cuja função era auxiliar Augusto, em sua administração. governo de Augusto caracterizou-se pela paz e prosperidade. Sendo esse período conhecido com Pax Romana. Foi durante o governo do Imperador Otávio Augusto que Roma tornou-se centro de um vasto império que se estendia desde a Europa, Ásia e terras na África. Para facilitar a comunicação entre as várias provincias romanas foram criadas uma rede de estradas que percorria todo império, donde ficou conhecida famoso dita- do: Todos os caminhos levam à A dos costumes romanos Enquanto a aristocracia esbanjava luxo e riqueza, entre povo, descontentamento era Para acalmar-lhe a fúria e desgosto, Augusto distribuía pão e dinheiro entre os mais pobres. o povo era subornado com a maior facilidade quando das eleições, e a aristocracia decadente a tudo estava dis- posta, desde que recebesse bom pagamento em troca. Os camponeses, completamente desanimados, produziam apenas suficiente para se manterem e, muitas vezes, preferiam unir-se que viviam dos presentes dos ricos. o próprio Senado era comprado com e Roma, nessa época, se achava em meio a uma grande anar- quia. Augusto tentou lutar contra esse estado de coisas, mas também se viu envolvido por ele. Quando morreu, em 14 seu enteado Tibério assumiu poder.Os Imperadores Romanos após Augusto Várias dinastias governam o vasto império romano: Dinastia Júlio Claudiana os imperadores eram: Tibério, Calígula, Cláudio e Nero. Essa dinastia esteve diretamente ligada aos interesses da aristocracia A principal características desse período que se estendeu de (14 68) foram os constantes conflitos entre Senado e os Imperadores. Devido a grande influência que o senado exer- cia sobre os imperadores. Dinastia Flávia Essa dinastia foi representada pelos imperadores Vespasiano, Tito e Domiciano. Esse período que se estendeu de se caracterizou pelo domínio dos comerciantes e sua influência nos imperadores dessa dinastia que enfraqueceram poder do Senado, tendo havido revoltas, especialmente a dos judeus que passaram a estar sob domínio romano. Os romanos dominaram a Palestina e houve a dispersão ou diáspora que repre- sentou a dispersão dos judeus pelo mundo. Dinastia Antonina os principais representantes do império eram: Nerva, Trajano, Adriano, Antônio Pio, Marco Aurélio e A crise do Império Romano a partir do Século II A dinastia dos Antoninos terminou com o filho de Marco Aurélio, que ao morrer deixou império nas piores condições exército achava-se totalmente desorganizado e somente a confusão Sua fragili- dade era alarmante, pois sempre fora a violência o método empregado para a resolução dos problemas do império, quer fossem de ordem social ou política. Isso provocara esgotamento das forças Os governadores das proclamavam-se reis quando bem entendessem, uma vez que eram apoiados pelo exército. Sétimo Severo iniciou a dinastia dos Severos, em 198. Em seu governo foram feitas algumas reformas, dentre as quais a redução dos poderes do Senado em favor da maior participação do exército e dos funcionários que assessoravam o na resolução dos problemas internos do império. Entretanto, nenhuma dessas providências pôde evitar a decadência do império, que há muito já se manifestara. Os últimos governadores não tiveram pulso para controlar e reerguer império. o comércio, a agricultura e todas as demais atividades romanas entraram em colapso, pois não havia dinheiro suficiente para pagamento dos pesadissimos impostos que lhes estavam sendo exigidos. Além disso, muitos dos que antes se dedicavam a essas atividades foram recrutados pelo exército, que necessitava de grande número de soldados para resistir às constantes pressões dos bárbaros sobre império. desespero tomou conta do povo, cuja situação era calamitosa, e as rebeliões eram Todavia, por ocorrerem isto é, em pequenos grupos, eram sufocadas logo no No século III, as rebeliões intensificaram-se e a situação de Roma pois os bárbaros (germanos, gauleses, persas, etc.) agora não somente pressionavam suas fronteiras: eles a atacavam abertamente, fortificados que se encontravam graças às alianças efetuadas entre si. Ademais, os próprios escravos, camponeses e pequenos proprie- tários empobrecidos se uniam aos invasores, no combate a Já nos fins do século III, toda a se rebelou con- tra Roma. Lutaram valentemente tanto soldados quanto camponeses e escravos gauleses, no de proclamar a Gálla independente. Os romanos conseguiram, porém, abafar as revoltas, que se estenderam por mais de cem anos e foram prenúncio da verdadeira e inevitável queda do Império Romano. A ascensão de Diocleciano ao poder, em 284, marcou o início do último estágio da história de Diocleciano era comandante da guarda do império, tendo nascido na Como medida de repressão à anarquia existente, impôs a monarquia absoluta, nos moldes orientais. A partir de Diocleciano, os imperadores passaram a ser tratados por domines (senhores) e considerados seres divinos. Senado deixou de exercer qualquer influência sobre os imperadores, que passaram a considerá-lo um órgão administrativo unicamente da cidade de Roma, uma espécie de conselho A enorme extensão do império romano obrigou Diocleciano a reparti-lo com um de seus amigos, Maximiano, esta-belecendo-se então a diarquia. Contudo, esse regime teve curta duração, com isso, deu-se a implantação da tetrarquia, ou seja, a divisão do império romano em quatro partes. A princípio, a tetrarquia surtiu bons resultados, impedindo a propa- gação de movimentos revolucionários e contendo as invasões dos bárbaros. Todavia, foram benefícios passageiros. Com a morte de Diocleciano assumiu o poder, Constantino que logo conquistou a simpatia do povo, porque foi um defensor incansável do cristianismo. Entre os grandes feitos de Constantino, figura a transferência da sede do governo para o Oriente, mais precisa- mente em Bizâncio. Em homenagem a Constantino, a cidade passou a chamar-se Constantinopla e foi ela a mais deslumbrante e rica de todo o mundo, até meados da Idade Média. A mudança da capital se fazia necessária e Constantino viu em Bizâncio o lugar ideal para transferi-la, de vez que aí se concentrava a melhor região do império, tanto em situação econômica como em geográfica. Um dos últimos imperadores romanos foi Teodósio, que combateu a tribo bárbara dos visigodos, vencendo-a. Obrigou-se, no entanto, a auxiliá-la sempre que fosse preciso e os visigodos foram instalar-se nas regiões próximas. Mas algum tempo depois, chefiados por Alarico, voltaram eles a atacar a Itália. Penetraram em Roma, no ano de 410, e saquearam toda a cidade. Com a morte de Alarico, os visigodos dirigiram-se para a Gália, após a elaboração de um tratado de paz com o imperador romano. Teodósio morreu em 395, deixando o império para seus dois filhos Honório e Arcádio. Este último ficou com o governo do Oriente e, quanto a Honório, ficou com o do Ocidente. Embora essa medida (separação do império em duas partes) tenha se processado com a finalidade de conservar o império, este não resistiu por muito mais tempo à pressão dos bárbaros. Por volta do século V o Império do Ocidente já havia caído nas mãos de várias tribos bárbaras. último impe- rador romano foi Rômulo Augusto, deposto em 476, por tribos bárbaras, que colocaram no trono um de seus chefes. Quanto ao Império do Oriente, durou até a Idade Média, com a tomada de Constantinopla pelos turcos, em 1453. Causas da queda do Império Romano A primeira grande causa da queda dos romanos foi o seu próprio imperialismo. Os romanos conquistavam pela força e sua ambição não os levava a administrar cada província invadida, mas a conquistar sempre mais e mais regiões. Após a conquista, as regiões permaneciam em estado de semi-abandono, convidando os povos bárbaros à sua invasão. Por outro lado, a formação de uma sociedade escravagista foi fatal a Roma, pois os escravos não tinham incenti- para produzir mais; eram como objetos de seus amos, destituídos de qualquer direito. Portanto, produziam pouco e não aspiravam à melhora. Não havia razão para isso e a vida que levavam era totalmente sem esperanças. O número de escravos era enorme e, embora individualmente produzissem pouco, ao todo ultrapassavam o tra- balho livre, na produção. Portanto, não havia incentivo para a grande produção tanto dos camponeses como dos escravos. Outrossim, referindo-nos à questão militar, o próprio Estado romano não podia manter um exército perfeitamente equipado e preparado, tal o número de vezes que ele era convocado para novos embates e conquistas. Já no século apareceram inúmeras causas para enfraquecimento do império. Sua situação econômica era das piores. dinheiro deixara, praticamente, de circular. O colapso do comércio foi uma lógica dessa medida. Os impostos eram pagos em objetos e o povo sofria em meio à desgraça e ao desespero. A religião politeísmo era a religião praticada pelos romanos. Inúmeros deuses eram adorados por eles, que viam nos rios, nos bosques, nas montanhas, etc. as forças que deviam adorar. Para todo e qualquer acontecimento havia um deus protetor. Por influência helênica, aos poucos os deuses romanos passaram a ter também a forma e as características próprias dos homens (antropomorfismo).o Cristianismo Jesus Cristo nasceu durante o reinado de Augusto e, no de Tibério, começou a pregar a virtude e o bem, o desligamento de todas as riquezas materiais. O Cristianismo fundamenta-se na crença de um só Deus, criador de tudo quanto existe e possuidor de vida eterna. Os pobres e sofredores daqueles tempos viam em Cristo o Messias, aquele cujo destino era salvar os homens. Em Roma a situação apresentava-se propícia à propagação do Cristianismo. povo vivia sob opressão e confia- va no extermínio de seus sofrimentos através da fé em Cristo. Entre os romanos, o Cristianismo começou a ser difundido por volta do ano 40 da nossa era e a princípio não houve perseguição aos cristãos, que se multiplicavam espantosamente. Os que acreditavam em Cristo passaram a unir-se e a repartir entre si tudo que tivessem. Em reuniões nas casas dos cristãos, os apóstolos, isto é, os pregadores das idéias de Cristo, falavam da fé em Deus, no amor ao próximo, na pureza de coração e em todas as virtudes. Aos poucos, os ricos também passaram a integrar a comunidade cristã e ela tornou-se bastante poderosa, surgindo então a Igreja Cristã. A princípio, o Cristianismo confundia-se com o judaísmo, pois o próprio Cristo afirmara que viera ao mundo para aplicar os ensinamentos de Moisés. Contudo, o desligamento do Cristianismo do Judaísmo já se verificou com o apósto- lo Paulo, quando este, dirigindo-se aos pagãos, dizia que, para que se tornassem cristãos, não era preciso que seguis- sem as determinações do Decálogo, de Moisés. A formação da Igreja, bastante poderosa, ocasionou as primeiras perseguições aos cristãos. O Estado considera- va-os agitadores, subversivos e com essa acusação proibiu o culto em Roma e começou a apoderar-se dos bens dos cristãos ricos e a sacrificar aqueles que opusessem resistência a essas medidas. Essas perseguições estenderam-se até o reinado de Diocleciano. Depois dele, seus sucessores decidiram, por medida de conveniência, aliar-se à Igreja, mesmo porque o número de cristãos não havia diminuído, ao contrário, eles estavam sempre se multiplicando. Além disso, o Estado viu numa das premissas do Cristianismo, "submissão completa e passividade", um meio de afastar as sublevações do povo contra ele. Cristo havia pregado a submissão completa e o povo jamais se revoltaria contra quem quer que fosse, mesmo que estivesse sendo oprimido. Portanto, o Estado aceitou a Igreja. Entre os bárbaros também se difundiu o Cristianismo e com ele a língua latina e toda a cultura romana. Inúmeros são os historiadores que apontam o direito romano como a maior herança deixada por Roma às cul- turas que vieram depois dela. O mais antigo código escrito entre os romanos foi a Lei das Doze Tábuas, em que se estabeleciam normas de vida e costumes. Esse código entrou em vigor por volta do ano 445 a.C., mas aos poucos foi sendo ampliado e adapta- do às novas condições que se apresentassem, de acordo com os editos dos pretores. Esses pretores tinham autori- dade absoluta para interpretar e aplicar leis e, toda vez que um novo caso surgia, eles se encarregavam de ditar leis a respeito, que imediatamente passavam a integrar o código existente. Desse modo, já se estabeleciam leis para casos semelhantes que aparecessem, posteriormente. A princípio, o direito romano era bastante restrito. No entanto, sua expansão para além das fronteiras de Roma, tratando de casos de estrangeiros, inclusive de todos os habitantes da Itália, abriu-lhe campo para uma jurisdição mais avançada. A contribuição de Cícero ao direito romano foi inestimável. Referindo-se ao jus naturale que era uma das partes do direito romano, Cícero afirmava que o verdadeiro direito consistia "na razão justa, consoante à natureza, comum a todos os homens, constante, eterna". Com esses dizeres, Cícero enriquecia o direito romano e afirmava que acima de todas as instituições havia uma justiça universal. O Jus civile, estabelecia leis para Roma e seus cidadãos, com exceção dos escravos, sem nenhum direito e o Jus gentium, que se aplicava a todos os homens sem exceção, particu- larmente aos estrangeiros. No espaço de sessenta anos (640-700), os árabes conseguiram arrebatar dos bizantinos a Síria, o Egito e a África do Norte. Depois de todas essas conquistas, não se dando ainda por satisfeitos, cercaram Constantinopla durante vários séculos. A tomada definitiva de Constantinopla e sua total destruição deu-se em pelos turcos otomanos, comanda- dos por Maomé II.A influência bizantina no Oriente e no Ocidente a) No Oriente A civilização russa, na fase imperial, adotou inúmeros caracteres bizantinos. o próprio czar, acumulando as funções de chefe religioso e de Estado, mantinha na Rússia a mesma posição que ocupavam os imperadores de Bizâncio. Por outro lado, a própria religião russa é proveniente da chamada igreja oriental, ou seja, a que se separou de Roma em 1054, quando se deu o cisma do Oriente. b) No Ocidente A arte bizantina influiu grandemente sobre a arte da Europa Ocidental, estendendo essa influência até o Renascimento italiano, no que diz respeito à Pintura e à Escultura. Inúmeras obras existentes em Veneza, seja na Pintura, seja na Arquitetura, refletem muito da arte bizantina. Deve-se ainda, a influência da profundidade do religioso bizantino e aparecimento de que se dirigiam aos bárbaros para convertê-los ao Cristianismo, tais como São Cirilo e São Vocabulário Abalizado: De grande competência; valoroso; Abastado: Rico: endinheirado. Anarquia: Aparato: pompa; grandeza. Apóstata: que renunciou à sua renegado. Ascetismo: Doutrina moral dos ascetas, isto é, dos que vivem em prática de devoção e penitência. Assessorar: Assistir; servir de auxiliar a. Aviltamento: Rebaixamento; descrédito. Burocracia: Sistema de governo em que dominam as secretarias de lentidão no desempenho de serviços públicos. Capturar: prender. Coagir: Induzir a: abrigar; Confiscar: apossar-se de algo. Diarquia: Estado governado ao mesmo tempo por dois soberanos. Cheio de tristeza; que chora Elmo: Armadura antiga para a cabeça; capacete. Estoicismo: Escola filosófica da Antigüidade que ensinava uma ética rigorosa, conforme as leis da natureza; Exterminar: Destruir; matar. Homogeneidade: Igualdade; uniformidade; analogia. Infração: Violação de leis, ordens ou tratados; desobediência. Moralizar: Corrigir os costumes; tornar moral com bons conselhos ou ações. Politeismo: Religião em que há grande número de deuses. Presságio; anúncio antecipado; predição Repercutir: Refletir; influir. Resquício: fragmento. Sublevação: Revolta; levante; sedição. Subornar: Enganar; induzir ao corromper. Subversivo: Destruidor: revolucionário; ruinoso. Teocracia: Governo em que o poder se encontra nas mãos da classe sacerdotal Vetar: Anular: suspender.EXERCÍCIO PARA VOCÊ ESTUDAR 1. Neste exercício, fazemos uma série de d) V Os romanos disputavam a Sicilia que era ter- Algumas estão outras, incorretas. Indique ritório dos cartagineses. as corretas com (C) e as incorretas com (I). Corrija as 3. Neste exercício, fazemos algumas afirmações. Algumas estão certas: outras erradas. Indique as certas a) A Itália era povoada pelos gauleses, etruscos e com (C) e as erradas com (E). italiotas. b) A primeira forma de governo dos romanos foi a a) (E) Tibério Graco impediu a reforma agrária nas ter- ras romanas. Comentário: Está errada. A primeira forma de governo Comentário: Tibério Graco tentou fazer a reforma foi a Monarquia. agrária nas terras romanas. c) As duas instituições romanas eram a Assembléia e o Senado. b) Graco criou uma lei que mandava distribuir d) As classes sociais romanas eram compostas trigo pela metade do preço estipulado pelo estado. pelos patrícios, plebeus e os clientes. c) A sociedade romana era escravista. d) (c) A revolta dos escravos foi liderada por 2. Neste exercício, fazemos uma série de afirmações. Algumas estão verdadeiras, outras, falsas. Indique as 4. Os territórios conquistados pelos romanos no final das verdadeiras com (V) e as falsas com (F). Corrija as guerras púnicas foram falsas. a) ( ) a Mesopotâmia, a Pérsia e o Egito. a) (V As guerras púnicas foram travadas entre Roma e b) ( ) a Fenícia, o Egito e a Cartago. c) ( ) a Macedônia, a Babilônia e a Síria. b) Uma das causas das guerras púnicas foi a rivali- d (X) a Macedônia, a Síria e o Egito. dade entre romanos e cartagineses. Comentário: Retome item "As das c) ( Os romanos disputavam com os cartagineses o comércio realizado no Mar Egeu. Guerras Púnicas" e você recordará que esses três Comentário: A resposta correta é o mar reinos foram conquistados pelos romanos. EXERCÍCIO PARA VOCÊ RESOLVER 1. Neste exercício, fazemos algumas afirmações. a) ( ) segundo triunvirato era formado por Marco Algumas estão verdadeiras, outras falsas. Indique as Antônio, Otávio e Lépido. verdadeiras com (V) e as erradas com (F). b) ( ) Otávio recebeu título de "Imperador e o de Augustus". a) ( ) A palavra triunvirato quer dizer, trio de c) ( ) Otávio moralizou os costumes romanos, criou b) ( ) primeiro triunvirato era formado por Pompeu, cargo de prefeito e o conselho do Principe. César e Crasso. d) ( ) Os imperadores romanos que sucederam Otávio c) ( ) A célebre frase "A sorte está lançada" é de auto- Augusto foram: Tibério, Calígula, Cláudio e Júlio César. ria de Pompeu. d) ( ) Júlio César foi morto por uma conspiração orga- 3. Neste exercício, fazemos uma série de afirmações. nizada por Brutus e Cássio. Algumas estão verdadeiras, outras falsas. Indique as ver- dadeiras com (V) e as falsas com (F). Corrija as falsas. 2. Neste exercício, fazemos algumas afirmações. Algumas estão certas, outras erradas. Indique as certas a) ) imperador Constantino foi um defensor do cris- com (C) e as erradas com (E). tianismob) ) A principio, a religião romana era d) a manutenção da unidade do império c) ) cristianismo é uma religião fundamentada na crença de um só 5. Neste fazemos algumas d) ( ) Estado romano aceitou cristianismo como Algumas estão outras Indique as religião oficial do Império corretas com (C) e as incorretas com a) Uma das causas do romano o seu 4. o Imperador Teodósio durante seu governo realizou próprio b) ) Havia incentivo por parte dos camponeses e a) ) a união do império romano ocidental com o im- escravos para que aumentassem a produção nas pério oriental. c) ) o exército romano ficou enfraquecido com a crise b) ( a união dos romanos com os de ) a separação do romano em duas partes, d) A crise do comércio levou à a dos ocidental e oriental. CHAVE DE RESPOSTAS 1. crença de um d (V) Estado romano aceitou o cristianismo como a) A palavra triunvirato quer trio de religião oficial do Império b) o primeiro era formado por Pompeu, César e 4. c) ( F ) A célebre "A sorte lançada" é de auto- ria de Imperador Teodósio durante o seu governo realizou. Comentário: A frase é de autoria de Júlio a) a união do império romano ocidental com d) Júlio César foi morto por uma conspiração orga- b) ) a união dos romanos com os bárbaros. nizada por Brutus e c) (X) a separação do império romano em duas partes, o ocidental e 2. d) ) a manutenção da unidade do Comentário: A finalidade do imperador romano Teodósio a) o segundo triunvirato era formado por Marco em dividir Romano, em duas partes uma inicia- Otávio e tiva de tentar preservar o Império das invasões bárbaras. b) Otávio recebeu o título de "Imperador e o de 5. c) Otávio moralizou os costumes romanos, criou o cargo de prefeito e conselho do a) Uma das causas do império romano foi seu d) Os imperadores romanos que sucederam Otávio próprio imperialismo. Augusto foram: Tibério, Calígula, Cláudio e Júlio César. b) Havia por parte dos camponeses e Comentário: Os imperadores foram: Tibério, escravos para que aumentassem a produção nas terras. Cláudio e Nero Comentário: Não havia incentivo por parte dos cam- poneses e escravos para que aumentassem a produção 3. nas a) (V) o imperador Constantino foi um defensor do cris- c) (c) o exército romano ficou enfraquecido com a cri- tianismo. se de Roma. b) (V) A a religião romana era d) A crise do comércio levou à a economia c) (V) cristianismo é uma religião fundamentada na dos romanos.