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Instituto Universal Brasileiro Educação de Jovens e Adultos a Distância BRASILEIRO Curso a distância de: SUPLETIVO PREPARATÓRIO ENSINO MÉDIO 1° SérieENSINO MÉDIO HISTÓRIA SÉRIE AULA 11 ABSOLUTISMO MONÁRQUICO Após a queda do regime feudal iniciou-se a ascensão das monarquias. A nobreza teve seu poder abalado quando retomou-se comércio e o crescimento das cidades, pois os burgueses passaram a dominar e queriam proteção para o exercício de suas atividades, através de um governo forte e organizado, ou seja, centralizado. Por outro lado, a grande expansão colonialista de alguns países europeus trouxe o enriquecimento dos reis, que puderam então, tirar grandes proveitos dos produtos de suas colônias. Com isso, os reis passaram a organizar grandes exércitos e impor a sua autoridade. ABSOLUTISMO NA INGLATERRA A DINASTIA TUDOR Na Inglaterra, o absolutismo começou a ser posto em prática por Henrique VII, que iniciou a Dinastia dos Tudor, no ano de 1485. Esse rei não teve dificuldades para impor-se como soberano absoluto, porque os grandes senhores feudais, seus maiores adversários, achavam-se bastante abatidos em virtude da Guerra das Duas Rosas, travada entre duas dinastias: York e Lancaster. Por essa razão, a monarquia absoluta foi bem recebida. Desde o século XIII o rei deveria ceder parte do governo às assembléias, em obediência à Magna Carta. Todavia, ao finalizar a Guerra das Duas Rosas, Henrique VII desrespeitou o Parlamento, governando de modo absoluto. Henrique VIII e Isabel foram continuadores de sua política e principais soberanos da Dinastia dos Tudor. Graças a uma política hábil e astuta, Henrique VIII conseguiu dominar todas as atividades do país, chegando a consolidar a separação entre a Igreja Católica e a Inglaterra. Como chefe da Igreja Anglicana, que acabara de criar, Henrique VIII pôde infligir severas punições aos que se recusassem a aceitá-la como religião oficial de toda a Inglaterra. anglicanismo era dotado de quase todos os mesmos rituais do catolicismo; dentro de sua estrutura, não fal- tavam grandes cerimônias religiosas, uma hierarquia eclesiástica e também a imposição, por parte do rei, seu chefe supremo, do pagamento do dízimo. Henrique VIII apoderou-se dos bens da Igreja Católica e vendeu-os, tendo conservado, porém, os mosteiros e as igrejas, pois ainda existia um clero, embora anglicano, que passaria a ocupá-los. Foi durante o reinado de Henrique VIII que apareceram os puritanos. Assim eram chamados os burgueses que pleiteavam reformas no anglicanismo e sua purificação, através da aplicação de inúmeros dogmas do calvinismo, doutri- na da qual eram também simpatizantes, mas que não podiam professar, devido à intolerância religiosa que se implan- tara em todo o país. No reinado de Isabel (1558/1603), absolutismo prosseguiu, embora sob aparência de uma administração po- pular. Nesse tempo, a Inglaterra teve uma fase bastante favorável. A grande preocupação da rainha foi sempre comér- cio, tendo ela incentivado sobremaneira o mercantilismo em seu país, favorecendo as companhias comerciais com medidas que sempre visassem a sua expansão e ao monopólio de seu comércio com diversos países. No ano de 1600, fui criada a Companhia das Índias Ocidentais, uma das mais importantes no comércio com todo o exterior. Durante reinado de Isabel também houve grande estímulo às expedições exploradoras, tendo se iniciado nessa, ocasião a colonização da América do Norte. Outrossim, o próprio desenvolvimento marítimo da Inglaterra resultou no aparecimento de navios corsários, que assaltavam o litoral da Espanha e as embarcações espanholas. Entre a Inglaterra e a Espanha existia forte rivalidade comercial, pois a Espanha desfrutava, inicialmente, da pri- mazia comercial em toda a Europa, em virtude das riquezas que lhe chegavam de suas colônias na América. Isabel lançou mão de todos os meios ao seu alcance, a fim de suplantar essa primazia. Secretamente ela própria incentivava os corsários às pilhagens, mesmo em alto mar, das naves da Espanha. Drake, famoso corsário desse tempo, era grande amigo da rainha. Felipe II, rei da Espanha, foi um dos mais acirrados inimigos da soberana inglesa e, unicamente com o objetivo de destruir a Inglaterra, organizou a célebre "Invencível Armada". Contudo, ele não logrou realizar seus planos, visto queparte da armada e o restante foi atacado pelos corsários ingleses. A derrota de Felipe II ocorreu em Calais e o desastre para a Espanha foi total, tendo a mesma perdido a supremacia comercial para a Inglaterra, que se transformou então numa das grandes potências marítimas da Europa. Quanto à questão religiosa, cumpre ressaltar que no início de seu reinado Isabel foi deveras tolerante, em meio a uma Inglaterra dominada por várias preferências religiosas. Todavia, esse seu procedimento não se manteve em todo o reinado, tendo a rainha feito do anglicanismo a religião oficial do país e perseguido católicos e protestantes. No ano de 1587, Isabel manda matar sua prima Maria Stuart, que havia feito sua prisioneira durante dezenove anos, sob pretexto de que esta conspirava contra a sua vida. Quando Isabel morreu, em 1603, não deixou descendentes diretos e o trono inglês passou às mãos do rei da Escócia, Jaime IV, filho da desventurada Maria Stuart, que passou a governar ambos os países sob o nome de Jaime I, inaugurando a Dinastia dos Stuart. A DINASTIA DOS STUART Jaime impôs o anglicanismo, perseguindo cruelmente católicos e puritanos. Embora fosse um homem dotado de grande cultura, esse monarca demonstrou pouca capacidade administrativa, tendo atraído para si a antipatia de todos, ao atribuir-se, arrogantemente, direito divino, afirmando que os reis poderiam ser chamados deuses, visto que têm poder divino na terra. Nesse reinado, poucas vezes o Parlamento foi reunido, tendo havido inclusive uma conspiração contra o rei, por parte de católicos. Ao saber disso, a reação de Jaime foi das mais violentas, tendo ele promovido verdadeiro massacre dos católicos envolvidos. Após seguidos desentendimentos com o Parlamento, acabou por dissolver as duas Câmaras (dos Lords e dos Comuns), ignorando todas as disposições da Magna Carta. -Jaime também interferiu na liberdade do comércio marítimo e, ao contrário de Isabel, mostrou-se grande amigo da Espanha. Seu sucessor foi Carlos I, que governou desde sua morte, em 1625, até 1649. Seu governo foi marcado pela tirania e pela imposição de grande quantidade de impostos para custeio de suas despesas nas guerras que então ini- ciara com a França e a Espanha. Tais guerras foram desastrosas para a economia da Inglaterra, razão pela qual Carlos decidiu exigir novos impostos, não contando, porém, com a aprovação do Parlamento. Aos poucos a situação entre rei e o Parlamento tornou-se insustentável e culminou na não convocação deste pelo espaço de onze anos (de 1629 a 1640). Isso bastou para que estourasse a Primeira Revolução Inglesa, em 1648. Já na Escócia, pequeno país também do domínio dos Stuart, a sublevação se iniciara quando Carlos quis impor na região o seu absolutismo. Não obstante fosse um país diminuto, a Escócia conseguira formar um bom exército e ocupar todo o norte da Inglaterra. Quando se deu conta do que ocorria, Carlos I, completamente assustado e sem forças, decidiu reunir novamente Parlamento, com o qual governou por treze anos. Novamente em situação vantajosa, o Parlamento tornou sem efeito várias imposições tributárias anteriores, deixando rei sem recursos e sem apoio, pois seus maiores partidários, Conde de Strafford e o arcebispo de Canterbury, foram processados e abandonados e o rei foi obrigado a assinar a sentença de morte de seus dois favoritos. Entretanto, Carlos não se achava conformado com a posição de inferioridade a que fora relegado e, em 4 de janeiro de 1642, tentou um golpe de Estado contra Parlamento, exigindo que fossem apontados na Câmara os mem- bros da oposição. Porém, sua atitude foi fracassada e ocasionou a divisão da Inglaterra em dois partidos antagônicos: os e os "cavaleiros". Os primeiros eram os puritanos e os presbiterianos (escoceses), pequenos proprietários em sua maioria. segundo grupo colocava-se ao lado do rei e abrigava os anglicanos, os católicos e os grandes latifundiários. Oliver Cromwell, puritano fanático, era um dos membros da Câmara dos Comuns e chefiava os "cabeças- redondas". Seu temperamento enérgico e violento conseguiu levá-los a inúmeras vitórias. Em meio a uma guerra civil das mais violentas, os cavaleiros foram derrotados por duas vezes consecutivas pelos "cabeças-redondas." Os presbiterianos conseguiram prender rei e entregaram-no ao Cromwell convenceu a todos de que Carlos deveria ser eliminado. Assim, ele foi julgado por uma corte de justiça especial, condenado e decapitado em praça pública no ano 649. Após a morte do rei, Cromwell passou a dominar governo inglês, estabelecendo-se uma república oligárquica. Parlamento sofreu uma reorganização e os novos elementos ofereceram a Cromwell título de Lord Protetor da República da Inglaterra, Escócia e Irlanda. novo estado recebeu o nome de Cromwell governou de 1649 a 1658, período de grande progresso para a Inglaterra, que suplantou a Holanda no tocante ao desenvolvimento comercial, graças ao "Ato de Navegação", uma das benéficas medidas tomadas porCromwell em sua administração. Esse ato estabelecia que as mercadorias estrangeiras somente poderiam afluir aos portos ingleses por barcos da própria Inglaterra. Os barcos de outras nações que quisessem penetrar nos portos ingleses somente poderiam fazê-lo se conduzissem produtos de sua própria nação. Tais medidas redundaram em prejuízo do comércio marítimo de outros países, principalmente a Holanda, grande rival da Inglaterra e que negociava quase exclusivamente com mercadorias estrangeiras. Aos poucos, todavia, esse governo foi convergindo para a completa ditadura. Antes, havia sido criado "Hump Parliament", cujo órgão legislativo se compunha de uma única Câmara, com quarenta e um elementos, mas, devido a inúmeros desentendimentos, Cromwell dissolveu-o e governou sozinho até morrer. Na época de Cromwell, a Inglaterra passou por uma fase áurea como jamais havia visto. A contenção do comér- cio internacional em proveito de seu próprio comércio foi uma das causas de seu fortalecimento. Tanto os burgueses quanto os nobres eram grandes admiradores da política de Cromwell, porque viam nele um baluarte contra insurreições populares e a ameaça da volta ao regime Quando Cromwell morreu, em 1658, os burgueses e os nobres decidiram eleger rei filho de Carlos I, Car- los II, da Dinastia dos Stuart, que se encontrava na Escócia. Antes dele, houve uma tentativa de se colocar no poder o filho de Cromwell, Ricardo. Todavia, este não se empenhou no cumprimento da missão que lhe fora imposta e por isso, foi afastado. A RESTAURAÇÃO DOS STUART Portanto, com Carlos II houve o restabelecimento da monarquia na Inglaterra e a restauração dos Stuart. novo rei prometeu respeitar o Parlamento, bem como deixar que unicamente esse órgão administrasse as finanças do Estado e os impostos. Foi-lhe negado, também, possuir um exército próprio. Como se vê, Parlamento, que nessa época era composto pelos ricos latifundiários, acumulara quase todas as funções mais importantes e rei era um governante ape- nas teórico. Carlos II vivia depreocupadamente em sua corte e pouca importância dispensava às grandes questões adminis- trativas e econômicas de seu país. Essa sua displicência propiciava o aumento de poder dos nobres, que se aproveitavam de todas as oportunidades que lhes haviam sido negadas anteriormente, no governo de Cromwell, para recuperar os domínios que haviam perdido e tirar terras dos camponeses. Enquanto isso, Parlamento cada vez mais se fortificava. Em 1679, instituiu Habeas Corpus, isto é, direito de defesa ou a liberdade sob fiança. Carlos sempre fora protetor dos católicos, que de certo modo levantou temor nos ingleses, cansados das perseguições. religiosas. Subitamente uma das atitudes do rei estremeceu Parlamento, ele suspendeu várias leis contra católicos. Aos poucos foi interferindo em todos os trabalhos do Parlamento, até que suspendeu definitiva- mente legislativo. Nem todos estavam contentes com as últimas atitudes do rei, tendo próprio Parlamento se dividido em dois par- tidos: os tories e os whigs. Os "tories" formavam partido conservador, que apoiava absolutismo Integravam-no os grandes latifundiários. Quanto aos "whigs", manifestavam-se contra rei e queriam limitar seu poder; eram os liberais. Esse partido era formado pelos burgueses. Em 1685, Carlos II morreu e seu irmão, Jaime II, passou a ocupar trono inglês, aplicando a mesma política de seu irmão. Ele procurou restaurar catolicismo e também fortificar a monarquia, desprezando todos os outros setores de seu governo. descontentamento, entre povo era patente. Jaime II era um católico fanático e os nobres temiam que ele lhes tomasse as terras. (Essas terras, em sua maioria, haviam sido usurpadas aos monges católicos, por Henrique, VIII, e doadas a esses nobres.) clero anglicano também se encontrava atemorizado ante a possibilidade de lhe serem tiradas as vantagens de que continuavam a desfrutar. Tanto os "tories" quanto os "whigs" inquietaram-se e decidiram se unir para eleger novo rei. Dirigiam-se, então, a Guilherme de Orange, nobre holandês casado com a filha mais velha de Jaime II, Maria, e a ele pediram proteção arma- da. Guilherme prontamente aceitou o que lhe estava sendo proposto e organizou suas tropas rumo à Inglaterra. Entretanto, não foi preciso usar de força para se aplicar golpe de Estado. Guilherme pode ocupar trono, pois rei havia fugido para a França. Portanto, na Revolução Gloriosa (1688-1689), como foi chamada, não houve derramamento de sangue. novo rei passou a governar a Inglaterra como Guilherme III, tendo assinado a Declaração dos Direitos do Homem (Bill of Rights), que garantia os direitos dos ingleses, estabelecendo julgamento obrigatório, com júri, e concedia liberdade aos cidadãos para se dirigirem ao governo em caso de dúvida, além de dar ao Parlamento as mais importantes atribuições, como por exemplo a exclusividade de estabelecer impostos. Foi sanciona- do também o Toleration Act, que acabava definitivamente com a intolerância religiosa, uma vez que proclamava angli- canismo a religião oficial da Inglaterra, mas concedia liberdade de religião a todos. Por último, ficou decidido que reisomente assinaria um decreto após ter sido ele aprovado pelo Portanto, a Revolução Gloriosa pôs fim de uma vez por todas à monarquia absoluta na Inglaterra, tendo sido con- firmada a separação dos poderes. poder executivo concentrava-se nas mãos do Ministério e poder legislativo era formado de duas Câmaras, a dos Lordes (vitalícia) e a dos Comuns (que representa o povo propriamente dito). Vários outros países, como a França por exemplo, tomaram o exemplo da Revolução Gloriosa. Por outro lado, "Bill of Rights", oriundo dessa revolução, serviu de base para a teoria política de vários autores famosos, entre eles Voltaire, que fez citações a respeito em suas obras. É importante ressaltar ainda que essa foi a primeira real atitude de constitucionalização tomada na Europa. Por isso foi enorme a sua influência em vários países. A Constituição Americana é formada por inúmeros elementos do "Bill of Rights". o ABSOLUTISMO NA FRANÇA Conforme já vimos em lição anterior, XI é considerado fundador da monarquia nacional francesa. Com ele, houve as primeiras tentativas no sentido de consolidar poder real na França. XI foi o sucessor de Carlos VII, tendo reinado logo após a Guerra dos Cem Anos. Nesse tempo, a França se achava dividida em grandes feudos, pertencentes aos senhores apanagiados, que contavam com quatro grandes representantes: os Duques de Borgonha, da Bretanha, de Beny e de Bourbon. Dentro de cada um desses feudos, havia autonomia administrativa. Portanto, rei achava-se relegado a um segundo plano, até que, por intermédio de um plano de aliança com vários outros povos, inclusive alemães e suíços, rei conseguiu der- rubar o Duque de Borgonha, de todos os senhores feudais talvez o mais forte. Essa vitória ocorreu em 1477, caindo por terra a Liga do Bem Público, que se formara contra rei e era encabeçada pelo Duque de Borgonha. A essa liga achavam-se vinculados todos os componentes da Alta Nobreza. Após a vitória sobre os senhores apanagiados, XI promoveu a expansão territorial da França, que passou a abranger também a Picardia, Anjou e a Provença. Subjugando a nobreza, o rei conseguiu impor-se definitivamente no poder e cercou-se dos mais ricos burgueses, que lhe financiavam os exércitos, indispensáveis à manutenção de sua autoridade frente aos senhores feudais. Durante reinado de XI, a França passou por grande progresso, pois o rei incentivava a realização de feiras e também as indústrias. Luís XI tornou-se famoso por sua avareza, tendo restringido ao máximo os gastos de sua corte. Apesar de haver sido um rei notoriamente burguês, somente vestia trajes faustosos quando se entrevistava com pessoas importantes, às quais julgava necessário impressionar bem, para obter favores políticos. No reinado de XI foi construída a Bastilha, bem como diversas igrejas, pois o rei era muito devoto. Seu governo foi marcado por todas as características do estado moderno, entre elas a unidade da moeda, da justiça e a formação de um exército nacional. Uma vez consolidado poder real na França, rei seguinte, Francisco I, não fez mais do que se manter na vanta- josa posição que havia sido preparada e mantida por XI. Francisco I era delicado, culto e inteligente, tendo incentivado sobremaneira as realizações artísticas na França, durante Renascimento. Sua corte caracterizou-se pelo luxo e pelos grandes gastos, que ele compensava exigindo grande quantidade de impostos do povo. Francisco I foi um rei absolutista, não tendo convocado uma só vez os Estados Gerais. Sua vontade externada era suficiente para que fosse transformada em lei. Apesar de haver tomado medidas no sentido de enriquecer país, esse rei empreendeu algumas lutas, nas quais se saiu bastante infeliz. Pelo Tratado de Madri, foi obrigado a entregar ao imperador Carlos V, rei da Espanha e Imperador da Germânia, várias possessões francesas da Itália Setentrional. Os protestantes da Europa encontraram grande apoio em Francisco I, que também era protestante e os auxiliou na luta contra Carlos V. Em seu governo, entretanto, Francisco perseguiu os próprios adeptos de sua religião, temendo que eles futuramente viessem a estremecer sua autoridade, uma vez que o número de protestantes na França aumentava dia a dia. No reinado de seu filho, Henrique II, as lutas religiosas prosseguiram, tendo se estendido também até as épocas de Francisco II, Carlos IX e Henrique III. Com a morte de Henrique III, tornou-se rei da França Henrique de Bourbon, casado com Margarida de Valois, de Henrique III. novo rei francês era Duque de Bourbon e Rei de Navarra, tendo inaugurado a Dinastia dos Bourbon, na Franca, sob nome de Henrique IV. Inicialmente, Henrique IV era protestante, tendo se convertido ao catolicismo mais tarde, por conveniência, pois essa era a religião que haviam adotado os burgueses mais ricos de Paris, nos quais esperava encontrar apoio. As desavenças entre protestantes e católicos eram até que em 1598 foi restabelecida a paz no ter- ritório francês, com a publicação do Edito de Nantes, assinado por Henrique IV. Esse documento assegurava a liber- dade de consciência e igualdade de direitos políticos entre católicos e protestantes. Após a pacificação, Henriquelançou-se ao trabalho de desenvolvimento da economia francesa. Seu esforço não teria surtido bons resultados se não contasse com a ajuda do eficiente e dinâmico Sully, seu primeiro-ministro, que conseguiu estabelecer equilíbrio nas finanças, tendo também envidado esforços no sentido de melhorar e ampliar as indústrias, principalmente a da seda, que já com Luís XI ganhara certo impulso, devido à criação de importante fábrica em Lyon. Também a agricultura tomou novas forças, tendo Sully facilitado trabalho dos camponeses, secando pântanos e abrindo canais. A navegação fluvial foi melhorada, mesmo acontecendo com as condições do tráfico comercial. Nesse tempo, a França manteve próspero e ativo comércio com a Espanha e a Inglaterra. A união entre Sully e Henrique IV era perfeita e muito mais teriam realizado em conjunto se não fosse rei assas- sinado por um fanático, no ano de 1610. A França teve que se submeter então a um novo período de regência, visto que herdeiro do trono era menor XIII, filho de Henrique IV. Maria de Médicis foi nomeada pelo Parlamento francês para o cargo de regente durante a menoridade do rei. Esse período foi pontilhado de dúvidas para a França, pois a regente mostrou-se fraca e sem caráter, cedendo às mais baixas solicitações dos cortesãos, que aos poucos iam se apoderando dos melhores postos e dos bens do Estado. Toda essa situação foi sustada quando subiu ao trono XIII, que escolheu para seu primeiro-ministro o Cardeal Richelieu. Foi o primeiro e mais acertado passo que novo rei deu, pois Richelieu era um político inteligente e enérgico. Tão logo foi investido em seu cargo, procurou solidificar poder do rei e tornou a França um dos mais impor- tantes países da Europa. A primeira medida tomada por Richelieu foi dominar os nobres, tendo, inclusive mandado matar vários deles, que se negavam a reconhecer poder supremo do rei. Todas as províncias do país eram visitadas regularmente pelos intendentes (posto criado por Richelieu). Esses indivíduos verificavam se estava sendo posta em vigor ou não a von- tade do rei. Com isso, Richelieu procurava minar ainda mais poder dos senhores feudais. Ademais, proibiu duelo entre esses nobres, liberando-o apenas por justa causa. A navegação marítima foi grandemente beneficiada com a criação de novos navios para comércio no Mediterrâneo e no Atlântico, onde foram instalados grandes portos. Apesar de todos os seus esforços no sentido de tornar a França uma verdadeira potência entre todas as nações, Richelieu permitiu que o luxo e a extravagância penetrassem na corte e, para mantê-los, exigia do povo pesados tribu- tos. Por vezes, elevavam-se murmúrios de descontentamento, que logo eram abafados pelas forças poderosas do rei. Na Guerra dos Trinta Anos, em que a França tomou parte, Richelieu se manteve ao lado dos protestantes, embo- ra fosse cardeal, pois sua política externa toda ela visava a derrubar poderio dos Habsburgos, que dominavam a Áustria e a Espanha. Sua morte deu-se em 1642 e, um ano após, falecia também XIII. Seu sucessor deveria ser XIV; no entanto, como este se encontrasse em período de menoridade, a regência foi destinada a Ana Esta entregou todo o poder a Giulio Mazarino, de origem italiana, que foi seu primeiro-ministro. Embora não fosse dotado das mesmas qualidades de Richelieu, Mazarino seguiu-lhe os passos e foi bem sucedido, tendo inclusive vencido a "Fronda", nome que foi dado a uma rebelião havida entre os nobres, que almejavam maiores poderes e regalias. Mazarino impôs-se na regência de Ana como verdadeiro rei. Quando morreu, em 1661, Luís XIV deci- diu governar sozinho, tendo ocorrido em seu reinado apogeu da monarquia absoluta na França. XIV começou a governar com a idade de vinte e três anos e adotou a teoria do direito divino, pois se consi- derava o representante de Deus na terra e, como tal, não deveria dar conta de seus atos senão a Ele. Afirmando ser o próprio Estado, o rei estabeleceu nesse sentido verdadeiro culto a si próprio. Tendo adotado Sol como símbolo de sua própria pessoa, pois, sendo o Estado, acreditava que todos viviam uni- camente em função de si, XIV tornou-se conhecido como o Rei-Sol. Embora não admitisse ministros, XIV contou com o valioso auxílio de Colbert e Louvois, os quais entretanto considerava meros funcionários, que deveriam atendê-lo prontamente em todas as suas ordens. Quase todos os grandes empreendimentos no setor do comércio, da indústria e das finanças, durante reinado do Rei-Sol, foram obras de Colbert. Ele fundou várias companhias de comércio, entre as quais a Companhia das Índias Ocidentais, das Índias Orientais, do Senegal e outras, dando grande impulso ao mercantilismo, que se caracterizava pela exportação em grande escala e contenção da importação. Para que as indústrias francesas produzissem mais e em melhor qualidade, Colbert concedia empréstimos e chamava para a França artesãos de outros países, conhecidos por sua grande habilidade. Colbert fez, ainda, com que os produtos nacionais fossem mais valorizados, impondo taxas maiores às mercadorias estrangeiras. Não só as finanças foram reorganizadas e aumentadas, como também exército, que nessa época englobava maior número de soldados de todos os países da Europa. A colonização do Canadá, que se havia iniciado no governo de XIII, floresceu sobremaneira no tempo tendo ele promovido a ida de inúmeras famílias a essa região, que pôde então produzir mais para aprópria França. A atuação de Louvois, no que tange à política externa de Luís XIV, foi das mais destacadas. Todo exército francês foi reorganizado, tendo sido estabelecida a hierarquia de oficiais, a assistência aos velhos soldados, recruta- mento de jovens nobres e o serviço de saúde próprio do exército. grande colaborador de Louvois foi Vauban, que era "comissário geral das fortificações" e havia sido o criador de novas linhas de defesa, chamadas fortificações rasantes. No que diz respeito a Arquitetura, cumpre ressaltar a grande preocupação dos artistas em criar uma arte con- dizente com a pompa e a riqueza da corte real. Os palácios extasiavam os estrangeiros que os visitavam, tal a grandeza com que eram construídos. A segunda fase do reinado de XIV já mostrava indícios de sua decadência. A revogação do Edito de Nantes, por ele promovida, foi desastrosa para a França, pois grande número de protestantes retirou-se do país, levando suas riquezas para a Inglaterra, Holanda e Alemanha, países em que resolveram estabelecer-se. rei perseguiu tenazmente os protestantes e, com a destes, houve sensível baixa na produção francesa, de vez que seus grandes capitalistas não mais se encontravam na França. Por outro lado, a morte de Colbert, em 1683, apres- sou a decadência do reinado de XIV, pois este não teve pulso suficiente para continuar a política que havia sido desenvolvida por seu primeiro-ministro. Todos esses acontecimentos, aliados às inúmeras guerras empreendidas por XIV, foram aos poucos jogando a França no caos político e social. A primeira das guerras foi travada com os Países Baixos, quando XIV quis apoderar-se da rica Flandres. A Holanda principalmente, não tolerou a pretensão do rei francês e atacou-o violentamente. As perdas da França foram bastante numerosas e, ademais, ela não conseguiu realizar seus intentos. As duas guerras seguintes é que trouxeram realmente drásticas para a França. A primeira delas foi declarada contra a Liga de Augsburgo, formada pela Alemanha, Inglaterra e Suécia. A França foi derrotada e teve que assinar a paz de Rys Wick, pela qual devolveu inúmeras possessões que anteriormente havia conquistado. A última guerra foi a da Sucessão da Espanha e, ao XIV já dava demonstrações claras de que havia envelhecido bastante e se achava destituído de qualquer entusiasmo. Ocorreu que um dos reis espanhóis (Carlos II) morreu sem deixar herdeiros e, em testamento, legou o trono a Felipe de Anjou, neto de XIV. Levantaram-se contra isso a Inglaterra, a Áustria e a Holanda, pois a tomada da Espanha pelos franceses ocasionaria perdas para o comércio desses países no Mediterrâneo e também se constituiria em perigo para seus domínios na América. Assim, esses países declararam guerra à França, em 1702, tendo a mesma se estendido até 1713. As sucessivas derrotas sofridas pelos franceses fizeram com que perdessem inúmeras terras na América do Norte. A França estava devas- tada e os camponeses aos poucos iam sendo abandonados. A lavoura caminhava para a sua pior crise. Numa situação desesperadora, todos os países envolvidos na guerra concordaram em assinar afinal a paz de Ultrech. De todos eles, a Inglaterra foi a grande beneficiada, tendo recebido vários privilégios comerciais e algumas das mais bem sucedidas colônias espanholas. povo recebeu com júbilo a notícia do falecimento do rei, em 1715, pois ansiava por um novo governo, que empreendesse reformas; achava-se desolado, oprimido pelos impostos que aumentavam cada vez mais, em proveito de um grupo de ociosos e intrigantes, ou seja, a corte do rei. XV, foi sucessor de XIV, mas não correspondeu ao anseio popular de melhoras na França. No entanto, logo depois a França se viu novamente em crise, devido às quantias enormes que rei usurpava do tesouro, para a manutenção de seus caprichos e requintes. Em sua política externa, a França ia de mal a pior; a Inglaterra lhe tomara inúmeras colônias na América e ela acabou por perder também a Índia. No campo, a situação não era melhor; os camponeses debatiam-se em extrema miséria, trabalhando quase exclusivamente para pagar os altos impostos que lhes eram cobrados. Quando XVI, o neto de Luís XV, subiu ao poder, a França já marchava em passo acelerado para a Revolução e os dias da monarquia absoluta se achavam contados. o ABSOLUTISMO EM OUTROS PAÍSES Enquanto se desenvolvia absolutismo na França e na Inglaterra, política semelhante era posta em prática noutros países, como a Prússia, a Áustria e a Rússia. Foi Frederico Guilherme quem firmou absolutismo na Prússia. Era ele primeiro dos Hohenzollern a ocupar cargo de eleitor, no século XV, quando da união dos domínios da Prússia, de Brandeburgo e de Cleves, aos quais sub- meteu totalmente, formando nulas todas as leis que vigoravam nos mesmos impondo a sua vontade. Os habitantes primitivos da Prússia foram os eslavos e somente nos fins da Idade Média é que ela foi cristianiza- da. Nessa época, o duque Alberto de Brandeburgo, Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros Teutônicos, ocupou a região e aí formou o Ducado da Prússia. Mais tarde, a Prússia foi anexada ao eleitorado de Brandeburgo, havendo então sua expansão territorial. A paixão de Frederico Guilherme pelas armas fez com que ele não medisse esforços no sentido de ampliar eaperfeiçoar exército, que em seu tempo já contava com mais de vinte e cinco mil soldados, muito bem preparados e equipados. No século XVI, governava a Frederico Guilherme I, neto do rei há pouco citado. Frederico Guilherme recolocou em prática toda a política de seu impondo rigorosa disciplina militar. Seus soldados eram treinados para não hesitar diante de uma ordem. "Nada de raciocínio.", afirmava o rei, e todos o obedeciam. No entanto, verdadeiro apogeu do absolutismo deu-se no reinado de Frederico II, homem insensível e que exigia que todos se submetessem a ele como a um deus. Entretanto Frederico era grande amigo da cultura e procurou pôr em prática as novas idéias do século XVIII. Atraía-o sobremaneira a filosofia francesa e, particularmente, as obras de Voltaire, que considerava verdadeiro amigo. Frederico é considerado um dos maiores representantes do despotismo esclarecido, que estudaremos mais adi- ante. Em sua política interna, encarregava-se ele próprio de cuidar de todos os assuntos ligados ao Estado, não admitin- do a interferência de quem quer que fosse. Promoveu uma reforma agrária, estabilizando a situação dos camponeses, que comumente eram explorados pelos grandes latifundiários. Esses camponeses muitas vezes se revoltavam, em vir- tude do tratamento que lhes era dispensado e, eram expulsos de suas terras. Frederico impediu que os latifundiários continuassem a oprimir os camponeses, tendo proibido terminantemente a tomada de terras destes. Muito embora fosse protestante, esse rei permitiu que os penetrassem na Prússia pois era sabedor da grande cultura que eles poderiam difundir entre o povo prussiano. No que diz respeito à política externa, Frederico visava efetivar um plano de anexação de territórios tendo para isso mantido entendimentos com vários países aliados, da Europa Tomando a Silésia da Áustria, Frederico provocou a união dos austríacos aos franceses, russos, suecos e saxões deflagrou-se então a guerra dos Sete Anos (1756 a 1763), que acarretou grandes perdas para a Prússia e afinal sua derrota pelas tropas russas, em 1760. Todavia, com Pedro III, imperador da Rússia, Frederico assinou um tratado de paz e, por influência de Pedro III, que na realidade era de descendência e admirava o rei prussiano, este conseguiu certas vantagens, fazendo com que a Áustria lhe entre- gasse de vez a Silésia. Apesar dos pontos negativos de seu governo, Frederico fez da Prússia um dos maiores estados da Europa, fun- dando escolas, incentivando a indústria e o comércio. Por isso, é conhecido também como Frederico, o Grande, tendo seu reinado se estendido por quarenta e seis anos. Na Áustria, Maria Teresa (1740-1780) foi a responsável pela implantação do regime absolutista, embora tivesse nomeado ministros e até um Conselho de Estado, para auxiliá-la em suas funções. Maria Teresa também participou da conspiração para a partilha da Polônia, pois queria refazer-se da perda da Silésia, anexando mais terras à Áustria. A Rússia, que sempre fora um estado teve em Pedro, o Grande uma de suas maiores figuras. Por volta do século XIII, a região fora invadida pelos mongóis, tornando-se um país essencialmente oriental e bas- tante atrasado, até os fins da Idade Média. Seus primeiros czares (isto é, césares) foram Ivan III e Ivan IV, o Aos poucos, esses czares foram con- seguindo a unificação da região. Depois deles, no século XVII, apareceu a Dinastia dos Romanoff inaugurada por Miguel Romanoff, que foi eleito Miguel III, por uma Assembléia. Em 1682, governava a Rússia a czarina Sofia, irmã de Pedro. Este, com, um golpe de Estado, conseguiu e elegeu-se czar. Embora Pedro estivesse na mesma situação política dos czares que o antecederam, notabilizou-se por seu abso- lutismo e pela feição essencialmente européia que quis dar à sua administração. Os costumes russos ainda eram bas- tante orientais e neles repousava profunda influência bizantina. Pedro aboliu o uso de trajes orientais, bem como a reclusão das mulheres e exigiu que em sua corte todos se portassem como o faziam os cortesãos europeus. Pedro era cruel e enérgico, tendo comandado assassínio de milhares de pessoas que se negavam a aceitar a ocidentalização da Rússia e as reformas que empreendeu no campo político, social e econômico. Foi ele o fundador de grande número de fábricas e escolas, tendo reorganizado também exército e a marinha, após ter estado na Holanda e na Inglaterra, onde entrou em contato com o que de mais avançado havia na técnica mili- tar e naval. margens do Rio Neva, numa região pantanosa, Pedro construiu a cidade de São Petersburgo que passou a ser o centro econômico e político da Rússia. Pedro objetivava expandir o território russo até o Báltico e o Mar Negro e, conseqüentemente, entrou em choque com outros povos. Com a Suécia, que dominava a região da Escandinávia, travou uma série de lutas, tendo sofrido vitórias seguidas, até que afinal venceu o rei sueco, Carlos XII, na batalha de Poltava. Apesar de haver usado da força para ocidentalizar seu país, Pedro não conseguiu fazer modificações concretas nos costumes de seu povo, que permaneceu semi-oriental. A TEORIA POLÍTICA DO ABSOLUTISMO Existe uma explicação lógica para o procedimento dos monarcas absolutos dos séculos XVI, XVII e XVIII, que já estudamos. Diversos fatores contribuíram para que eles se arrogassem o direito divino do poder e, além do mais, tive-ram os reis apoio de vários filósofos. pensador inglês Hobbes, por exemplo, era fervoroso adepto do governo absoluto. Sua principal obra, o apresenta o Estado como um monstro saturado de vermes, que se preocupavam em destruir uns aos outros. Esses vermes representavam as instituições do Estado. Hobbes encarava o Estado como necessário para conter a fúria de uns contra outros, através do domínio de um único poder. Achava, ainda, que governo, uma vez exigido pelo próprio povo, como arma protetora, deveria ser absoluto, isento de qualquer interferência. Por sua vez, Jean Bodin também insistia em que deveria ser ilimitada a autoridade pois considera- va que Deus havia concedido poder ilimitado aos reis. povo deveria limitar-se a obedecê-los cegamente. Portanto, Bodin difere de Hobbes ao afirmar que foi Deus quem deu o poder total ao rei, visto que aquele admitia ter sido o abso- lutismo reclamado pelo próprio povo. Quanto a Grotius, pensador holandês, apresentou sobre o absolutismo uma concepção dotada de bastante pro- priedade. Ele viveu nos, Países Baixos, em meio a uma série de revoltas religiosas e colocava acima de tudo a razão e a ordem entre as nações. Grotius via apenas na paz a prosperidade de um Estado e achava que somente um governo absoluto teria pulso para manter essa paz. De qualquer forma, o absolutismo apoiou-se em fatores diversos e particularmente no de ter nascido numa época em que os comerciantes mais prosperavam. Como já falamos, esses comerciantes manifestavam-se a favor de um go- verno forte, que resguardasse suas atividades em troca de proteção, uma vez que eram suficientemente ricos para doar ao rei fundos para a manutenção de grandes exércitos. Portanto, vemos no absolutismo grande relacionamento com mercantilismo, e vice-versa. Vocabulário Apanágio: Propriedade característica; atributo. Atinar: Encontrar, dar ou acertar. Baluarte: fortaleza. Conciliador: Aquele que combina, harmoniza. Condizente: Que condiz, combina; harmonioso. Constitucionalizar: Tornar constitucional, isto é, conforme o regime político em que poder executivo é limitado por uma constituição. Contenção: Ato de conter, impedir. Convenção social: que a sociedade impõe ou sua oposição ao que é por natureza. Convergir: afluir. Cunhagem: Sistema pelo qual se dá uma feição característica às moedas. Diminuto: De reduzidas proporções; muito pequeno. Ditadura: Governo de emergência em que os poderes do Estado se acham concentrados nas mãos de um só Dividendo: Parte dos lucros líquidos de uma empresa mercantil, correspondente a cada uma das ações formado- ras de seu capital. Envidar: Empenhar-se; Infligir: Aplicar (pena ou repreensão). Inorgânico: Desprovido de sem vida. Liberal: Favorável à liberdade política e civil. Ludibriar: Enganar; Minar: Prejudicar, corroer; solapar. Navios corsário: Navios que se destinam a pilhar mercantes inimigos. Onipotência: Qualidade daquele que é onipotente, isto é, que tem poder supremo. Oposição: Partido político contrário ao governo. Orgânico: Relativo aos órgãos ou seres possuidores de órgãos. Oxidação: Ato de oxidar, isto é, combinar com oxigênio; enferrujar. Panteista: Adepto do panteísmo, sistema filosófico que identifica a divindade com o mundo e segundo o qual Deus é o conjunto de tudo quanto existe. Partilha: Divisão de bens e lucros. Pernicioso: Nocivo; perigoso; mau. Política terrorista: Sistema de governar pelo terror ou por meio de revoluções violentas. Preconizar: Divulgar, propalar. Reportar: Voltar para trás; retrair. Sancionado: Aprovado; confirmado. Afundar, naufragar. Sustar: Paralisar; interromper. Vitalício: Que dura toda a vida.EXERCÍCIOS PARA VOCÊ ESTUDAR Nos testes abaixo, marque com um (X) a única alternati- 2. Em 1679, o Parlamento inglês criou a lei que garantia o va correta. direito de defesa ou a liberdade sob fiança conhecida como 1. rei considerado como fundador da monarquia a) Magna Carta nacional francesa foi: b) Revolução Gloriosa c) (X) Habeas-Corpus a) (X) XI. d) ) Declaração dos Direitos do Homem. b) Henrique VII Comentário: Uma das principais conquistas dessa épo- c) ) Luís XVI ca que se manifesta também nos dias de hoje, é a lei do d) ) Henrique VIII. Comentário: Após a Guerra dos Cem Anos, XI as- Habeas-Corpus que garante ao cidadão responder à sume o trono francês e inicia a implantação da monar- justiça mediante liberdade concecida pelo poder judi- quia nacional ciário. EXERCÍCIOS PARA VOCÊ RESOLVER 1. Com a ascensão das monarquias, o poder do rei pas- c) ) o restabelecimento da república oligárquica e a sou a ser. volta da dinastia dos Stuart. d) restabelecimento da monarquia e a volta da a) ( ) neutralizado. dinastia dos b) anulado. c) ( descentralizado. 4. Oliver Cromwell estabeleceu que as mercadorias d) centralizado. estrangeiras deveriam chegar aos portos ingleses uti- lizando somente os barcos da própria Inglaterra. Tais 2. rei francês conhecido como "Rei foi: medidas estavam expressas a) ( XI. a) no Ato de Comércio. b) XII. b) no Ato Religioso. c) ( XIV. c) no Ato de Navegação. d) ( XVI. d) no Ato Político. 3. Após a morte do líder inglês Oliver Cromwell, assumiu 5. governo inglês sob a liderança de Oliver Cromwell a trono inglês Carlos que decretou duas importantes estabeleceu medidas. a) a monarquia parlamentar. a) ) restabelecimento da monarquia e a volta da b) a democracia. dinastia dos Stuart. c) ) a monarquia. b) ) o restabelecimento da república e a volta da di- d) a república oligárquica. nastia dos Tudor. CHAVE DE RESPOSTAS 1. d centralizado inglês, rei Carlos II, destituindo regime republicano, Comentário: Com ascensão das monarquias absolutis- restabelecendo a monarquia inglesa com volta da tas especialmente, na Inglaterra e França, os reis pas- Dinastia dos Stuart. saram a governar com amplos poderes estabelecendo um governo forte e organizado, apartir de um poder cen- 4. c) (X) no Ato de Navegação. tralizado. Comentário: Uma das maneiras que Oliver Cromwell encontrou de estabelecer a supremacia econômica ingle- 2. c) (X) XIV sa foi controlando comércio marítimo através do decre- Comentário: auge do absolutismo francês se deu to do Ato de Navegação. com rei XIV mais conhecido com o "Rei 5. d) a república oligárquica. 3. a) o restabelecimento da monarquia e a volta da Comentário: A implantação da República Oligárquica dinastia dos por Cromwell levou a Inglaterra a viver um período de Comentário: Com a morte de Cromwell assume trono ou de

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