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AUDIOLOGIA BÁSICA I Introdução: 1- Conceito: Estuda audição, equilíbrio e seus distúrbios, abrange desde prevenção até o diagnóstico e reabilitação auditiva. 2- Definições fundamentais: Frequência: representa o tom do som (graves X agudos), medida em Hertz (Hz); Intensidade: representa o volume do som, medida em decibéis (dB); Timbre: característica que diferencia sons de mesma frequência e intensidade; 3- Áreas de atuação: - audiologia clínica - audiologia ocupacional - audiologia educacional - reabilitação auditiva - reabilitação vestibular - audiologia forense - pesquisa e desenvolvimento 4- Testes auditivos básicos: Audiometria tonal limiar: mede limiares auditivos para tons puros; Audiometria vocal ou logoaudiometria: avalia percepção da fala; Imitanciometria ou impedanciometria: testa a integridade da orelha média; 5- Tipos de perdas auditivas: Condutiva: afeta a transmissão do som na orelha externa e/ou média, sendo reversível. Sensorioneural: lesão na cóclea ou no nervo auditivo, sendo irreversível. Mista: condutiva + sensorioneural, danos na orelha externa e interna. Central: alteração na via auditiva central, não tem interpretação dos sons. TPAC- Transtorno do Processamento Auditivo Central. 6- O caminho do som: Orelha externa: conduzir e captar o som; Orelha média: ampliar o som; Orelha interna: 1° estágio da percepção, transferência de energia sonora em energia elétrica; Sistema auditivo central: nervo auditivo > núcleos cocleares > leminisco lateral > colículo inferior > sinapse subcortical > córtex auditivo. 7- Fisiologia da audição: Orelha externa: função protetora (cera), captar e encaminhar a energia sonora; amplificação do som; MAE- Inspeção do meato acústico externo; usado o otoscópio. Orelha média: transmissão de do som a orelha interna, mecanismo hidráulico, mecanismo de alavanca; Feito a impedanciometria. Ossículos da audição: Martelo: 8 a 9 mm Bigorna: 7 mm Estribo: 3,3 mm Orelha interna: Células ciliadas: externas e internas; Otoemissões. C Tonotopia coclear: organização espacial das frequências sonoras ao longo da cóclea. Frequências mais altas (agudas) são processadas na base da cóclea, as mais baixas (graves) são processadas na Apex, parte interna da cóclea. 8000 – 4000 – 2000 – 1000 – 500 – 250 Hz O agudo é o primeiro que se perde (3,4 e 6); Vias auditivas centrais: - Análise de frequência e tempo; - Lateralização e localização sonora; - Integração binaural; - Inteligibilidade da fala; Meatoscopia: 1. CAE - conduto auditivo externo: Tubo que conecta o ouvido externo ao ouvido médio, aproximadamente 2,5 cm. Protege o ouvido interno e direciona ondas sonoras para membrana timpânica; 2. Membrana timpânica: Fina membrana que separa o ouvido externo do ouvido médio, vibra quando ondas sonoras atingem o CAE , transmite vibrações para os ossículos do ouvido médio. 3. Equipamentos para meatoscopia: •Otoscópio: visualizar o CAE e a MT. •Avaliação: permite e identificação precoce de alterações, que podem influenciar a audição. 4. Obstruções e patologias: •Cerume impactado •Corpos estranhos •Infecções •Perfuração timpânica 5. Achados e alterações otoscópicas: Normais Alterações Anamnese Audiológica: 1- Definição e objetivos: Processo de coleta sobre o paciente, entender queixas auditivas do paciente; 2- Informações: Nome, idade, sexo Queixa principal Histórico médico geral 3- Histórico otológico: Infecções. Exposição a ruídos. Uso de protetor auricular. Presença de zumbido. 4- Histórico familiar e social: Familiar: predisposição genética; Hábitos: tabagismo e consumo de álcool; Nível de escolaridade: compreensão da linguagem; Rede de apoio: ajudar o paciente durante o tratamento; 5- Impacto na qualidade de vida: Dificuldade na comunicação. Isolamento social. Depressão e ansiedade. Impacto no trabalho. 6- Técnicas de entrevistas: Escuta ativa: interesse e atenção ao paciente; Linguagem clara: simples e acessível, evitar jargões técnicos; Perguntas abertas: incentivar o paciente a fornecer informações; Observação da linguagem corporal: expressão facial, postura e gestos; Princípios básicos dos exames auditivos: 1- Audiometria tonal: o exame fundamental. Como é realizada: - Exame SUBJETIVO; - Avalia a capacidade do paciente de ouvir diferentes tons e frequências; - O paciente usa fones de ouvido e sinaliza quando ouve um som; - Objetivo: determinar os limiares auditivos, ou seja, a intensidade mínima em que o paciente consegue ouvir cada frequência; - Resultado é registrado em um audiograma, é fundamental para identificar o tipo e o grau da perda auditiva; Interpretação: - Limiares auditivos dentro da faixa de normalidade (25 dB para um adulto); - Classificação da perda em grau: leve, moderada, severa e profunda; - A diferenciação entre via aérea e via óssea ajuda a identificar local da lesão; - Via aérea: Pelo ar, através de um fone de ouvido; - Via óssea: Pelo osso do crânio, através de um vibrador ósseo; 2- Audiometria vocal: Exame SUBJETIVO; Paciente repete uma lista de palavras ditas pelo examinador; Confirmação dos limiares tonais; Mensurar a capacidade de detector e reconhecer a fala; Topodiagnóstico – local da lesão; Indicação de prótese auditiva; Detecção de simuladores ou dissimuladores; 3- Imitanciometria: avaliando o ouvido médio: Timpanometria: - Exame OBJETIVO; - Avalia função da membrana timpânica, medindo a complacência da membrana ao variar a pressão de ar no canal auditivo; Reflexos estapédicos: - Avalia a contração do músculo estapédico em resposta a um som intenso; - A ausência ou alteração dos reflexos pode indicar problemas na orelha média, nervo auditivo ou tronco encefálico; Tipos de curvas: - A, Ar, Ad, B e C; - Indicam diferentes condições da orelha média: normalidade, rigidez da membrana, presença de líquido na OM ou disfunção da tuba auditiva; 4- Emissões otoacústicas (EOA): testando a cóclea O que são: - Exame OBJETIVO; - Sons de baixa intensidade produzidos pelas células ciliadas externas da cóclea em resposta a um estímulo sonoro. São medidas com uma sonda colocada no canal Auditivo; -Funções: avalia as funções das células ciliadas externas, que amplificam os sons que chegam a cóclea. A presença de EOA indica que as células ciliadas estão funcionando normalmente; - Importância: usado no teste da orelhinha para detectar precocemente perdas auditivas congênitas. - Tipos: transientes e as produto de distorção; 5- BERA/PAETE: avaliação do nervo auditivo e vias auditivas O que é: - Exame OBJETIVO; - Avalia a integridade do nervo auditivo e as vias auditivas no tronco encefálico em resposta a estímulos sonoros; Ondas do BERA: - Apresentam atividade elétrica em diferentes pontos das vias auditivas. A análise das ondas permite identificar o local da lesão; Como é realizado: - Eletrodos são colocados na cabeça do paciente para registrar a atividade elétrica do cérebro em resposta a sons. É indolor e pode ser realizado em bebê e crianças pequenas; Utilidade: - Detectar lesões neurológicas, avaliar a audição em bebês e crianças pequenas, e diferenciar entre perdas auditivas cocleares e retrococleares; 6- interpretação dos resultados: Diagnósticos precisos: - Os resultados dos exames devem ser feitos em conjuntos, completam informações complementares sobre a função auditiva; - O diagnóstico precoce garante a intervenção adequada e minimizar os impactos negativos na comunicação, no desenvolvimento da linguagem e qualidade de vida; Tipos de perda auditiva:- Condutiva (problema na orelha externa ou média), sensorioneural (problema na cóclea ou no nervo auditivo) e mista (combinação das duas). O tratamento varia de acordo com o tipo e grau; - A intervenção pode incluir o uso de aparelhos auditivos, implante coclear, terapia fonoaudiológica e outras abordagens; 7- terminologia e achados clínicos: Audiometria tonal: - VA (via aérea) e VO (via óssea); Audiometria vocal: - SRT (limiar de reconhecimento da fala) e IPRF (índice de reconhecimento de falar); Imitanciometria: - Timpanometria e reflexos acústicos;