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LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG • Manutenção da integridade da estrutura • Controle da movimentação de substâncias para dentro e fora das células • Reconhecimento através de receptores de antígenos • Reconhecimento hormonal • Interface entre o citoplasma e o meio externo • Estabelecimento de sistemas de transporte para moléculas específicas • Formação de gradientes eletroquímicos (potencial de membrana e transporte) • Locomoção celular Esse sistema pode gerar rejeição de células, mas existe uma tolerância. Podemos controlar a fluidez da membrana e gerar adaptações a diferenças • Os lipídeos participam da estrutura, mas também são elementos ativos. • Quando imersos em água formam estruturas que constituem um estado de agregação que visa aumentar as interações hidrofóbicas entre as cadeias e reduzir o contato com a água. A estrutura formada depende da geometria do lipídio. Micela: é formada por lipídios com uma única cadeia carbônica (como sabões e detergentes), devido à forma cônica e afilada de suas moléculas. Bicamadas: agregação estável de lipídios que têm forma cilíndrica devido a presença de duas cadeias apolares. As bicamadas tendem a se converterem em estruturas fechadas chamadas de lipossomos, que são mais estáveis, pelo fato de não apresentarem caldas hidrofóbicas em contato com a água. As bicamadas sofrem mudança conformacional, com a variação de temperatura → alteração nas interações das cadeias de hidrocarboneto. • Cadeias longas e saturadas → maior temperatura de transição • Cadeias curtas e insaturadas → menor Bicamada lipídica • É a estrutura básica • É trespassada por proteínas membranas e periféricas (a maioria é internamente). • Sua composição varia • Existe uma diferença a concentração de lipídios entre a face externa e interna da membrana. Tipos de lipídios • Fosfolipídios → São os mais abundantes → Glicerofosfolipídios (fosfatidilcolina é o mais abundante) e esfingomielinas • Colesterol: na membrana plasmática é o que tem maior concentração Triacilglicerol Três cadeias de ácido graxo ligados ao glicerol Características ✓ Apolares ✓ Presença em alimentos → gorduras animais (saturados) e óleos vegetais (insaturados) ✓ Saponificação ✓ A calda é maior ✓ Existem ligações para dar uma torção na calda e provoca uma tendencia de ficarem mais líquidos na temperatura ambiente (insaturações). Funções Interações lipídicas Estrutura LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG Fosfolipídios Eles são os mais presentes A parte hidrofílica tem um grupamento fosfato e um radical que pode variar. Possui duas caldas hidrofóbicas e uma contém insaturação. • Glicerofosfolipídios Derivados do glicerol e possuem fosfato Suas cadeias de ácidos graxos são unidas por pontes ésteres. Ex: fosfatidiletanolamina, fosfaditilserina e fosfatidilcolina • Esfingolipídios Possuem esfingosina no lugar do glicerol. A esfingosina é uma longa cadeia acil com um grupo amino (NH2) e dois grupos OH. Ex: Esfingomielinas: recobrem os neurônios (+ comuns) / Cerebrosídios / Gangliosídios Colesterol Contém uma estrutura em anel rígida a qual se liga a um único grupo hidroxila polar e a uma pequena calda de hidrocarboneto apolar. • A migração de lipídios entre as monocamadas é muito rara, o que gera uma disposição assimétrica de lipídios entre as monocamadas. Ex: os glicolipídios estão para fora. Funções dos lipídios ✓ Formam a bicamada que estrutura a membrana. ✓ Permite o transporte de moléculas hidrofóbicas pequenas (O2, N2, CO2) e lipossolúveis. ✓ Permitem o transporte de moléculas polares pequenas, como a água, glicerol e o etanol. ✓ Impedem o transporte de moléculas grandes (como as proteínas) ou carregadas eletricamente (como o Na+, Cl-) ✓ TODAS ESSAS FUNÇÕES TRABALHAM EM PROL DA FLUIDEZ E PERMEABILIDADE SELETIVA. Fluidez da membrana • Varia com o comprimento e o grau de insaturação das cadeias carbônicas dos seus lipídios e, também, com a temperatura. Colesterol → aumenta a rigidez na porção periférica da membrana por suas interações com os outros lipídios, mas em alta concentração (como na membrana plasmática) ele impede que as cadeias carbônicas interajam fortemente o que contribui para a liquidez das membranas. • Quando a membrana está exposta a temperatura mais alta ocorre um aumento na vibração das caldas, o que aumenta a permeabilidade das membranas. • Se colocar um lipídio diferente aumenta a fluidez • Ex: lipídios com dupla ligação Proteínas • As proteínas são responsáveis pelas funções específicas associadas a cada tipo de membrana. LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG Mosaico fluido: os componentes interagem de forma não-covalente e podem difundir-se lateralmente em um meio de consistência líquida. • As proteínas estão associadas fortemente aos lipídios por meio de ligações hidrofóbicas. Proteínas integrais: interações fortes, geralmente fazem ligações hidrofóbicas com os lipídios do interior da bicamada. Elas interagem com as duas camadas das membranas. São chamadas de proteínas de transmembrana. (1, 2, 3) Proteínas periféricas (4, 7, 8): apresentam interações fracas (interações eletrostáticas ou de hidrogênio). Interagem com outras proteínas. Elas interagem com apenas um lado da membrana. Proteínas ancoradas a membrana (5,6): Interação covalente através de GPI(Inositol-fosfotidil-guanina): É um tipo de fosfolipídio que associa com essas proteínas. São ancoradas por uma ligação covalente com uma cauda que interage com a bicamada. • Algumas proteínas (anquirinas) tem papel de sustentação da membrana e interferem no formato da célula. • Para que a proteína transmembrana seja estável é preciso aminoácidos com grupos R apolares Funções: • As proteínas podem servir como elementos de sustentação, transportadoras • Elas criam fendas para a passagem de substancias • Sinalização celular • São capazes de reconhecer estruturas fora das células • Quando o vírus entra na célula ele reconhece proteínas que possuem encaixe para ele, assim, a membrana o engloba dentro de uma vesícula. • Gera um equilíbrio químico favorável para a célula • Essa diferença de potencial permite a célula realizar trabalho, transportando moléculas • As proteínas podem mudar sua conformação para fazer esses transportes, como no caso da glicose. As proteínas podem ser glicosiladas • Os carboidratos revestem a superfície de todas as células eucarióticas, pois a parte extracelular da maioria das proteínas da membrana plasmática é glicosilada. Esses carboidratos ocorrem como cadeias de oligossacarídeos covalentemente ligadas às proteínas da membrana (glicoproteínas) e aos lipídeos (glicolipídios); • Os termos glicocálice ou revestimento celular algumas vezes são usados para descrever uma zona da superfície celular rica em carboidratos. Uma das muitas funções da camada de carboidrato é proteger a célula contra danos químicos ou mecânicos e manter outras células a distância, prevenindo interações indesejáveis célula-célula. A diversidade e a posição dos oligossacarídeos expostos na superfície celular os tornam adequados para atuar no processo de reconhecimento celular. Permeabilidade seletiva: Permite manter diferentes concentrações de solutos no citoplasma em relação ao fluído celular. O gradiente de concentração (contagem que diferencia um ambiente de outro) precisa se manter diferente dentro e fora da célula. Além disso, a composição iônica também é diferente, o que produz uma voltagem na membrana. Geralmente, o negativo fica na região interna e o positivo na externa, o que chamamos de potencial de membrana (diferença na voltagem entre o LIC e o LEC.Essa diferença facilita os transportes e a recepção de estímulos. Transportes LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG Transportes passivos: sempre a favor do gradiente de concentração, não havendo gasto de energia. • Difusão simples: Transporta soluto; ocorre através de abertura na membrana ou através dos espaços intermoleculares, sem que ocorra qualquer interação com as proteínas transportadoras da membrana • Osmose: Transporta água • Difusão facilitada: Ocorre com o auxílio de proteínas, pois os substratos não possuem as características necessárias para atravessarem livremente. Ex: Glicose e aminoácidos. Transportes ativos: Há um gasto de energia e sempre vai usar uma proteína que se chama bomba. Vai sempre CONTRA o gradiente de concentração. Os íons são transportados dessa forma. • Primário: A energia é derivada diretamente da degradação do trifosfato de adenosina (ATP) ou de qualquer outro composto de fosfato com alta energia. • Secundário: a energia é derivada secundariamente da energia armazenada na forma de diferentes concentrações iônicas de substancias moleculares secundarias ou iônicas entre os dois lados da membrana da célula, gerada originariamente por transporte ativo primário. 1) Cotransporte de Glicose e Aminoácidos junto com os Íons Sódio 2) Contratransporte de Sódio e dos Íons Cálcio e Hidrogênio