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LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG • Muitas moléculas de RNA em bactérias e virtualmente todas as moléculas de RNA em eucariotos são processadas em algum grau após a síntese • Trechos não codificantes que interrompem a região codificadora do transcrito são chamados íntrons e segmentos codificadores são chamados de éxons • Os complexos que atuam nesse processo são organizados em associação uns com os outros e com o CTD fosforilado da Pol II • O processamento em eucariotos acontece no núcleo • Acontece durante a transcrição Quais os tipos de RNA presentes na célula? ✓ Mensageiro ✓ Ribossomal ✓ Transportador ✓ Micro-RNAs ✓ SN RNAs ✓ SnoRNAs Processamento do RNA mensageiro 1- Adição de um quepe na extremidade 5’ do RNA 2- Remoção dos íntrons 3- Adição de uma cauda de poli A na extremidade 3’ → estabilizam • É a inserção de um nucleotídeo (7- metilguanosina) na extremidade 5’ no sentido contrário (5’→3’) que normalmente ocorre a ligação fosfodiéster • Formando-se uma ligação trifosfato 5,5’ – trifosfato • Cria-se uma estrutura resistente à ação de exonucleases → proteção da extremidade 5’ do RNA • Ele se liga a um complexo de proteínas ligadoras de quepe específico e participa da ligação do mRNA ao ribossomo para iniciar a tradução Como ocorre a formação do quepe? → Condensação de uma molécula de GTP com o trifosfato da extremidade 5’ do transcrito 1- A extremidade 5’ tem um fosfato que vai ser clivado por uma fosfohidrolase 2- Uma guanilil transferase transfere o nucleotídeo 3- Ocorre a clivagem de dois fosfatos de um GTP liberando pirofosfato e a estrutura do CAP 4- A guanina é metilada no N-7 e grupos metil adicionais são frequentemente adicionados às hidroxilas 2’ do primeiro e segundo nucleotídeos adjacentes ao quepe 5- Quando o quepe termina de ser sintetizado, o complexo de síntese sai da região C terminal e dá lugar a um complexo de ligação do CAP (CBC) O CAP permanece grudado no domínio C terminal durante a transcrição • Para que o splicing ocorre é preciso que o RNA mensageiro seja mantido próximo à RNA polimerase e o CAP faz isso O RNA catalisa o splicing de íntrons Existem 4 tipos de íntrons • Grupo I (genes nucleares, mitocondriais e de cloroplastos) e grupo II (transcritos primários de mRNAs mitocondriais ou de cloroplastos) → diferem em detalhes dos seus mecanismos de splicing, mas compartilham o autosplicing, no qual nenhuma enzima proteica está envolvida Adição do quepe Splicing LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Grupo I • Precisa de um nucleosídeo guanina ou de um cofator nucleotídeo → não é usado como energia • O grupo 3’-hudroxila da guanosina é usado como nucleófilo na primeira etapa • O grupo 3’-hidroxila forma uma ligação 3’,5 – fosfodiéster normal com a extremidade 5’ do íntron • Para retirar a segunda parte a própria extremidade 3’ livre do éxon 1 ataca a ligação que está sobrando entre o íntron e o éxon 2 • O íntron vai ser liberado e uma nova ligação será formada Grupo II • Ao invés de uma hidroxila de um nucleotídeo livre atacar a junção entre o éxon e o íntron o que ocorre é que uma hidroxila de uma adenina que faz parte do próprio íntron vai atacar a ligação • O íntron forma um laço → uma ligação 2’,4 fosfodiéster • A extremidade 3’ OH livre do éxon 1 quebra a outra ligação e remove ele • O íntron é liberado na forma de um laço Spliceossomo Existem padrões presentes nos sítios de splicing que permite o seu reconhecimento • O RNA que compões o spliceossomo é o SnRNA: U1, U2, U4, U5 e U6 → snRNP • Esses RNAs são essenciais para o reconhecimento do sítio de splicing Obs: a adenina do final é essencial para o splicing • Existe uma complementariedade entre essas regiões e o RNA Sn → a exclusão da adenina é essencial para o ataque nucleofílico • Cada RNA desse interage com um grupo de proteínas que forma o spliceossomo Como que acontece o splicing mediado por spliceossomo? Frequentemente no começo do íntron tem uma GU (sítio de splicing 5’) e no final um AG (sítio de splicing 3’) • snRNA U1 → reconhece a sequência 5’ → o snRNP U1 se liga à essa região • O U2 é pareado em uma posição que envolve o resíduo A que se torna o nucleófilo durante a reação de splicing • Os outros snRNPs U4/U6 + U5 entram para formar a estrutura com todos os snRNPs (o spliceossomo) → forma inativa • Para ficar na forma ativa o U1 precisa se desligar e o U4 se desligar do U6 • O U6 também vai ficar grudado no sítio GU agora • Ocorre o ataque nucleofílico pela adenina na ligação fosfodiéster e a formação de um laço • Ocorre a clivagem da outra extremidade pela extremidade 3’ OH livre LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG • O splicing ocorre durante a transcrição do mRNA • A velocidade com que a RNA polimerase transcreve influencia o splicing favorecendo ou desfavorecendo o processo A adição da cauda poliA+ tem a função de proteger a extremidade 3’ da ação de exonucleases e ela também estabiliza a molécula do mRNA • Ela serve como sítio de ligação para uma ou mais proteínas específicas • Envolvida no tempo que o mRNA existe Como que essa cauda é adicionada? 1- O transcrito se estende além do local em que a cauda de poli (A) deve ser adicionada 2- Ele é clivado no local de adição da poli (A) por endonucleases 3- O local do mRNA em que a clivagem ocorre é marcado por dois elementos de sequência: 5’ AAUAAA 3’ a montante do sítio de clivagem e uma rica em G e U abaixo do local de clivagem 4- A clivagem gera um grupo 3’-hidroxila livre que define a extremidade do mRNA, à qual os resíduos A são imediatamente adicionados A quantidade de adeninas adicionadas no final da cauda é variável, mas fica em cerca de 250 Os mamíferos tem maiores números de éxons/gente Em animais mais evoluídos contém bem mais genes com íntros Alguns transcritos de mRNA podem ser processados de mais de uma maneira para produzir diferentes mRNAs e, portanto, diferentes polipeptídeos • Esses transcritos podem ter ou mais de um sítio de clivagem e poliadenilação ou padrões de splicing alternativos, ou ambos • Aumenta o número de proteínas codificadas por um gene Adição da cauda poliA Processos alternativos LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 1- Utiliza dois sítios alternativos de poli(A) • O RNA poderá ser clivado em dois pontos • O uso daquele mais próximo da extremidade 5’ irá remover mais sequência do transcrito primário • Imunoglobulina 2- Utiliza sítios de splicing • Utilização de sítios com combinações diferentes • Miosina Existem genes que podem dar origem a diferentes proteínas dependendo da célula • Ex: um único transcrito de RNA pode ser processado para dar origem ao hormônio regulador de cálcio calcitonina na tireoide de ratos e o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP) no cérebro do rato A tropomiosina também pode sofrer splicing alternativo Esse processo permite que um só gene forme várias proteínas diferentes → diversidade Uso de promotores alternativos → distrofina (proteína associada com a síndrome muscular de Duchene) • A distrofina é essencial para a conexão das fibras de actina com a sarcolema • Ela é uma proteína extremamente longa presente no cromossomo X Gene da distrofina • Seu processamento está relacionado com a diversidade de promotores • Algumas sequências de DNA codificam mais de um polipeptídeo Muitos RNA mensageiros dão origem a bem mais proteínas do que uma só LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG • Tem como função alterar a estrutura do RNA para que eleatinja sua estrutura final madura e funcional • Esses RNAs podem contar com diversos nucleosídeos modificados rRNA – RNAs ribossomais • Constituído de 4 moléculas diferentes • Ribossomos = rRNA + proteínas 1- Gene do RNA ribossomal 18 S; 5.8S e 28S é transcrito pela RNA polimerase I em um pré- rRNA (45S) 2- Clivagem e modificação de nucleotídeos → adição de grupos metil e de pseudouridinas permitida por snoRNAs O ribossomo vai sendo sintetizado durante a síntese e processamento do RNA, assim, ao final do processamento do rRNA o ribossomo estará no final da sua síntese Cada complexo de montagem inclui: • Ribonucleases que clivam o precursor de rRNA • Enzimas que clivam bases específicas • RNA nucleolares pequenos (snoRNA) → guiam a modificação de nucleosídeos e algumas reações de clivagem • Proteínas ribossomais • Ele termina sua maturação no citoplasma → menor parte Obs: o rRNA 5S da maioria dos eucariontes é produzido como um transcrito inteiramente separado por uma pol III • As modificações mais comuns em eucariotos é a conversão de uridina em pseudouridina e metilação de nucleotídeos dependente de adoMet → depende de um complexo snoRNP que consistem em um snoRNA e quatro ou cinco proteínas, que inclui a enzima modificadora tRNA – RNAs transportadores • Estrutura secundária com grampos e alças formando um trevo • Esses RNAs transportadores são derivados de precursores de RNA mais longos pela remoção enzimática de nucleotídeos das extremidades 5’ e 3’. • Alto número de bases modificadas depois da sua transcrição Processamento 1- Transcrito contendo uma região 5’ a mais e uma parte a mais na 3’ tbm e um íntron que precisa ser removida 2- Modificação de bases e clivagem da região 5’ e 3’ 3- Splicing e origem do braço do anticódon • O número de classes conhecidas de RNAs de função especial está se expandindo rapidamente, assim como a variedade de funções que se sabe estarem associadas a eles • Muitos desses RNAs são processados • snRNAs e snoRNAs Processamento de rRNA e tRNA Outros RNAs LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG MicroRNAs • São uma classe especial de RNAs envolvidos na regulação da expressão gênica • Elas não são codificantes, mas são complementares em sequências a regiões particulares de mRNAs • Regulam o funcionamento do mRNA pela sua clivagem ou impedindo a sua tradução • Eles afetam a expressão dos genes Síntese e processamento de miRNAS 1- Transcrito pela RNA pol II → pri-miRNA 2- Interação com um complexo de proteínas (drosha e DGCR*) → processamento e clivagem 3- Origina o miRNA (reduzido por um complexo proteico que inclui a Drosha e a DGCR8) 4- O precursor (miRNA) vai ser transportado para o citoplasma por ação de uma proteína (Exportina-5) 5- No citoplasma interage com uma nuclease (dicer) que vai clivar a porção de loop fazendo com que ele se torne duas fitas ligadas por complementariedade 6- A proteína RISC interage com esse RNA desnaturado → ela interage com uma das fitas do RNA gerando o miRNA quase maduro pareado com um pequeno complemento de RNA 7- O complemento vai ser removido por uma RNA-helicase e o miRNA maduro é incorporado em complexos de proteínas A partir desse ponto o miRNA irá interagir com mRNA- alvo, o que pode ser feito de duas formas: 8- Ele pode gerar a desnaturação do RNA mensageiro → quando a sequência do MiRNA é muito parecida com o mRNA ele vai se ligar e direcionar o mRNA para a degradação 9- Ou o retardamento da tradução pelo ribossomo → quando ele tem menor complementariedade e ele permanece ligado com o mRNA impedindo a transcrição Sistemas bacterianos que evoluíram para fornecer defesa contra a infecção por bacteriófagos → “sistema imunológicos” • Existem regiões de genes cas, que codificam nucleases, associados a sequências restantes de infecções por bacteriófagos, usadas como forma de reconhece-los • Assim, ela produz RNAs que têm sequência desses bacteriófagos e que servem como guias para o reconhecimento de novas infecções e as proteínas cas vão clivar e degradar o DNA invasor CRISPR/Cas9 LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG A partir disso surgiu a metodologia utilizada para o direcionamento de mutações ou deleções de genes de forma direcionada 1- Coloca a sequência de interesse em um plasmídeo e introduz ele na célula 2- Ele vai entrar no núcleo e vai ser utilizado como molde para a síntese do complexo CRISPR/Cas9 3- Esse complexo vai levar a uma quebra nas fitas, em uma só ou em duas • Romper as duas fitas é muito passível a mutações • Se a intenção é inativar o gene ou substituir o gene é preciso inserir um fragmento de DNA que você quer inserir deve romper apenas uma das fitas e depois combinar o gene desejado.