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Universidade Federal do Piauí Centro de Ciências da Natureza Departamento de Matemática Acadêmico(a): Marcelo Ayrton Silva Marques NOTA Curso: Bacharelado em Matemática Período: 2023.1 Disciplina: Algebra Linear II Professor: Carlos Humberto Rúbrica do Professor Resolução da Lista de Exercícios Exercícios propostos 11.1.1 (1) Seja A um operador num espaço vetorial real V de dimensão finita. (a) A complexificação de Ac : Vc −→ Vc é diagonalizável ⇐⇒ o polinômio minimal de A é um produto de polinômios primos dois a dois distintos. Resolução: ( =⇒ ) Suponha que o complemento de A seja diagonalizável. Isso implica que existe uma base de autovetores para o complemento de A, denotada por B, onde cada autovetor corresponde a um autovalor distinto. Seja m(x) o polinômio minimal de A, que é o polinômio mônico de menor grau que anula A. Como o complemento de A é diagonalizável, cada autovalor tem multiplicidade 1 (pois é um produto de polinômios primos dois a dois distintos). Portanto, o polinômio minimal de A pode ser escrito como um produto de polinômios primos dois a dois distintos. Assim, a prova da ida está completa. ( ⇐= ) Suponha que o polinômio minimal de A seja um produto de polinômios primos dois a dois distintos. Isso implica que a decomposição primária de A consiste em uma soma direta de subespaços invariantes. Além disso, cada subespaço invariante possui um único autovalor associado, garantindo que cada autovalor tenha multiplicidade 1. Portanto, cada autovalor de A possui multiplicidade 1, o que implica que o complemento de A é diagonalizável. Assim, a prova da volta está completa. Concluímos, portanto, que o complemento de uma transformação A é diagonalizável se e somente se o polinômio minimal de A é um produto de polinômios primos dois a dois distintos. (b) Se W é um espaço de Vc então χ(W ) é também um espaço. Resolução: Seja W um subespaço de VC (a complexificação de V ). Precisamos provar que x(W ) também é um subespaço vetorial. Para isso, vamos verificar as duas condições necessárias: 1. χ(W ) é um conjunto não vazio: Como W é um subespaço de VC , sabemos que ele contém pelo menos o vetor nulo (0). Portanto, χ(0) está em χ(W ), o que implica que χ(W ) é não vazio. 2. χ(W ) é fechado em relação às operações de adição e multiplicação por escalar: Seja u e v vetores em χ(W ), e s um escalar. Precisamos mostrar que su e u + v também estão em χ(W ). - Para su, como u está em χ(W ), existe um vetor w em W tal que χ(w) = u. Portanto, χ(sw) = sχ(w) = su, o que implica que su está em χ(W ). - Para u+v, como u e v estão em χ(W ), existem vetores w1 e w2 em W tais que χ(w1) = u e χ(w2) = v. Como W é um subespaço vetorial, w1 +w2 está em W . Portanto, χ(w1 +w2) = 1 χ(w1) + χ(w2) = u+ v, o que implica que u+ v está em χ(W ). Assim, mostramos que χ(W ) satisfaz as condições de um subespaço vetorial. Portanto, concluímos que se W é um subespaço de VC , então χ(W ) também é um subespaço vetorial. (c) Se Vc = W1 ⊕ W2 então Vc = χ(W1) ⊕ χ(W2) Resolução: Seja Vc = W1 ⊕W2. Para provar que V = χ(W1)⊕ χ(W2), onde χ é uma função aplicada a cada vetor, vamos mostrar que as componentes de V e χ(W1)⊕ χ(W2) são iguais. Vamos considerar uma componente arbitrária i de V . Pela definição de χ, a i-ésima com- ponente de χ(W1) é dada por χ(W1)i = Ci(Ac)(W1), onde Ci(Ac) é uma função aplicada à componente i do vetor W1. Agora, analisemos a i-ésima componente de χ(W1) ⊕ χ(W2). Pela definição de ⊕ (soma direta), essa componente é dada por (χ(W1)⊕ χ(W2))i = χ(W1)i + χ(W2)i. Substituindo as expressões anteriores, temos: (χ(W1)⊕ χ(W2))i = χ(W1)i + χ(W2)i = Ci(Ac)(W1) + Ci(Ac)(W2) Por outro lado, vamos considerar a i-ésima componente de C(Acχ)(W ), onde C(Acχ) é uma função aplicada ao vetor Vc. A i-ésima componente de C(Acχ)(W ) é dada por C(Acχ)(W )i = Ci(Ac)(Vc). Substituindo a expressão dada inicialmente, temos: C(Acχ)(W )i = Ci(Ac)(Vc) = Ci(Ac)(W1 ⊕W2) Agora, usando a propriedade da função Ci(Ac), que é uma função linear, podemos distribuir a função Ci(Ac) sobre a soma direta: C(Acχ)(W )i = Ci(Ac)(W1 ⊕W2) = Ci(Ac)(W1) + Ci(Ac)(W2) Comparando essa expressão com a componente correspondente de (χ(W1)⊕χ(W2)), podemos ver que elas são iguais: C(Acχ)(W )i = Ci(Ac)(W1) + Ci(Ac)(W2) = (χ(W1)⊕ χ(W2))i Portanto, podemos concluir que V = χ(W1)⊕ χ(W2) é verdadeiro, o que implica que C(Acχ)(W ) = χ(C(Ac)(W )) . (d) CAc(χ(w)) = χ(CAc(w)) Resolução: Seja w um elemento arbitrário. Vamos analisar dois casos: Caso 1: w ∈ A Neste caso, temos: χ(w) = 1 (por definição da função característica) CAc (w) = 1− χ(w) = 1− 1 = 0 (complemento relativo) Portanto, temos: CAc (χ(w)) = CAc (1) = 1− 1 = 0 χ(CAc(w)) = χ(0) = 0 Assim, concluímos que CAc(χ(w)) = χ(CAc(w)) quando w ∈ A. Caso 2: w /∈ A Neste caso, temos: χ(w) = 0 (por definição da função característica) CAc (w) = 1− χ(w) = 1− 0 = 1 (complemento relativo) Portanto, temos: CAc(χ(w)) = CAc(0) = 1 χ(CAc (w)) = χ(1) = 1 2 Assim, concluímos que CAc(χ(w)) = χ(CAc(w)) quando w /∈ A. Concluímos que a igualdade CAc(χ(w)) = χ(CAc(w)) é válida para todos os elementos w, seja w ∈ A ou w /∈ A. Portanto, a igualdade CAc (χ(w)) = χ(CAc (w)) é verdadeira para qualquer w pertencente ou não ao conjunto A. 3