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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS - UFAM 
FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS 
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO 
 
 
 
 
 
ANA CAROLINE SANTANA DE CARVALHO 
 
 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DAS REDES SOCIAIS PARA O EMPREENDEDORISMO: 
A VISÃO DE EMPREENDEDORES DIGITAIS E ALUNOS DE ADMINISTRAÇÃO DE 
UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANAUS 
2024 
 
 
ANA CAROLINE SANTANA DE CARVALHO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DAS REDES SOCIAIS PARA O EMPREENDEDORISMO: 
A VISÃO DE EMPREENDEDORES DIGITAIS E ALUNOS DE ADMINISTRAÇÃO DE 
UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR 
 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao 
Curso de Administração da Universidade Federal 
do Amazonas (UFAM), como requisito para 
obtenção do título de bacharel em Administração. 
 
Orientador: Prof ° Dr. Jorge Yoshio Kanda 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANAUS 
2024 
 
 
ANA CAROLINE SANTANA DE CARVALHO 
 
 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DAS REDES SOCIAIS PARA O EMPREENDEDORISMO: 
A VISÃO DE EMPREENDEDORES DIGITAIS E ALUNOS DE ADMINISTRAÇÃO DE 
UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao 
Curso de Administração da Universidade Federal 
do Amazonas (UFAM) como requisito parcial para 
obtenção do grau de bacharel em Administração. 
 
 
 
 
 
Este trabalho foi defendido e aprovado pela banca em 21/03/2024. 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
 
__________________________________________ 
Prof. Dr. Jorge Yoshio Kanda- UFAM 
Orientador 
 
 
 
___________________________________________ 
Prof. Ms. Valéria Gonçalves Vieira - UFAM 
Avaliadora 
 
 
 
___________________________________________ 
Prof. Dr. Hilmar Tadeu Chaves - UFAM 
Avaliador 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS 
FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS 
DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO 
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
 
A IMPORTÂNCIA DAS REDES SOCIAIS PARA O EMPREENDEDORISMO: A 
VISÃO DE EMPREENDEDORES DIGITAIS E ALUNOS DE ADMINISTRAÇÃO DE 
UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR 
 
Aluna: Ana Caroline Santana de Carvalho 
Orientador: Prof. Dr. Jorge Yoshio Kanda 
 
RESUMO 
A partir da pandemia houve um crescimento significativo no número de empreendedores digitais. O 
objetivo geral desta pesquisa é avaliar o ponto de vista dos atuais empreendedores digitais e de alunos 
do curso de bacharelado em administração de uma instituição de ensino federal sobre o trabalho em 
ambiente virtual. Em relação aos aspectos metodológicos foram realizadas entrevistas com 
empreendedores digitais e aplicado questionário com os alunos para contrapor a expectativa e a 
realidade de gerir um negócio próprio nas redes sociais. Esta pesquisa caracteriza-se como quanti- 
qualitativa porque a partir dos dados coletados foram feitas análises estatística e de conteúdo. O 
principal resultado do estudo mostra que na visão dos discentes é necessário criar uma estratégia única 
para o seu próprio empreendimento, enquanto para os profissionais é importante adequar a estratégia 
conforme a rede social a ser utilizada. Com isso, conclui-se que para seguir a carreira em 
empreendedorismo digital é preciso saber lidar com as mudanças, conhecer seu ambiente de trabalho, 
dominar a tecnologia, estar ciente sobre as críticas, ter noção de comportamento humano, ter coragem 
para criar experiências e adquirir know-how. 
Palavras-chave: Empreendedorismo Digital; marketing digital; plataformas digitais. 
 
THE USE OF SOCIAL NETWORKS AS A STRATEGY FOR ENTREPRENEURS: 
THE VIEW OF DIGITAL ENTREPRENEURS AND ADMINISTRATION 
STUDENTS AT A HIGHER EDUCATION INSTITUTION 
 
ABSTRACT 
Since the pandemic, there has been a significant growth in the number of digital entrepreneurs. The 
general objective of this research is to evaluate the point of view of current digital entrepreneurs and 
students of the bachelor's degree in administration at a federal educational institution about working in 
a virtual environment. Regarding methodological aspects, interviews were carried out with digital 
entrepreneurs and a questionnaire was distributed to students to contrast the expectations and reality of 
running your own business on social media. This research is characterized as quantitative-qualitative 
because statistical and content analyzes were carried out based on the data collected. The main result 
of the study shows that in the students' view it is necessary to create a unique strategy for their own 
enterprise, while for professionals it is important to adapt the strategy according to the social media to 
be used. With this, it can be concluded that to maximize success in digital entrepreneurship you need to 
be able to deal with changes, know your work environment, deal with technology, be aware of criticism, 
have a notion of human behavior, have the courage to create experiences and acquire know-how. 
Keywords: Digital Entrepreneurship; digital marketing; digital platforms. 
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FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS 
DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO 
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
 
1 INTRODUÇÃO 
No ano de 2020, a pandemia mudou o mercado de uma forma inesperada, o que gerou 
um transtorno para muitas empresas e, principalmente, para os empreendedores. Com isso, 
surgiu a necessidade de adaptação à nova realidade, as pessoas que trabalhavam por conta 
própria viram nas redes sociais a oportunidade de reinventar-se. Diante desse cenário, o 
empreendedorismo digital cresceu ainda mais e o números de influenciadores digitais também 
aumentou (Martins, 2021). 
O termo empreendedor digital trata-se de uma definição ampla para aqueles que utilizam 
as redes sociais como ferramenta de trabalho no intuito de atingir um número maior de pessoas, 
facilitar o contato com os potenciais clientes e vender seus produtos ou serviços. 
Empreendedores digitais podem ser profissionais de diferentes ramos, tais como: gastronomia, 
moda, designer, fotografia, arte, teatro etc. (Karhawi et al. 2017). 
Dentre os empreendedores digitais estão os influenciadores digitais, que utilizam as 
redes sociais não só como consumidores, mas também como ferramenta de seu trabalho, 
podendo atuar na área da fotografia, arte, teatro, comédia, gastronomia etc. Eles buscam 
divulgar o seu próprio trabalho para uma quantidade massiva de pessoas, produzindo conteúdo 
online e utilizando-se de sua popularidade para influenciar outros usuários. Esta divulgação é 
feita utilizando o Marketing de Influência “que une marcas e influenciadores para promover 
estratégias de marketing nas redes sociais e, assim, promover e vender produtos e serviços” 
(SEBRAE, 2022). 
Um levantamento realizado recentemente pela Comscore, empresa de pesquisa de 
mercado da internet, aponta que o Brasil é o 3° maior consumidor de redes sociais em todo o 
mundo e o 1° na América Latina, sendo o tema “redes sociais” bastante pertinente no país 
(Pacete, 2023). Observando a popularidade das redes sociais, o crescimento do 
empreendedorismo digital e o interesse crescente das pessoas em desenvolver a vida 
profissional por meio da Internet, torna-se interessante tentar entender a realidade e os 
obstáculos vividos por aqueles que lidam todos os dias com as redes sociais e trabalham para 
conseguir crescer e desenvolver uma carreira dentro desse ambiente digital. Além disso, para 
compreender o ponto de vista de quem estuda empreendedorismo e Marketing em sua grade 
curricular, e terá que lidar com a Era Digital dentro do mercado de trabalho, é importante 
analisar a visão dos estudantes de administração de uma instituição de ensino superior. A 
partir da análise das duas perspectivas, será possível descobrir em quais situações a teoria 
estudada alinha-se com a prática. 
Será que trabalhar em âmbito digital é fácil ou necessita de estudo, estratégia e 
formação? Existem diversas redes sociais, cada uma com suas particularidadesquanto ao tipo 
de público, conteúdo e ferramentas. Consequentemente, ao se observar esses detalhes, é 
compreensível que para utilizá-las como ferramenta de trabalho, é conveniente conhecer 
estratégias que se adequem às características dessas redes para que o usuário atinja seu objetivo 
dentro da plataforma. Tal pergunta é pertinente quando pessoas sem experiência na área de 
empreendedorismo digital começam o seu próprio negócio pelas mídias digitais, pois o 
mundo digital é vasto e competitivo. O presente estudo busca responder esta questão para que 
futuros interessados nesta área saibam por onde poderiam começar e quais passos seguir. 
O objetivo geral desta pesquisa é correlacionar o ponto de vista de empreendedores 
digitais e de discentes do curso de administração de uma instituição de ensino superior sobre 
o trabalho em ambiente virtual. Para isso, foram estabelecidos os seguintes objetivos 
específicos: relatar as principais estratégias usadas para um crescimento contínuo na Internet; 
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identificar as perspectivas dos alunos com relação ao empreendedorismo digital; e, analisar as 
experiências de empreendedores digitais atuais. 
Em relação aos aspectos metodológicos, trata-se de uma pesquisa quanti-qualitativa, 
pois foram realizadas entrevistas com empreendedores digitais e aplicado um questionário com 
alunos de administração de uma instituição de ensino superior. Procedeu-se uma análise de 
conteúdo junto às respostas fornecidas pelos empreendedores, enquanto uma análise 
estatística foi aplicada nos dados resultantes dos questionários respondidos pelos discentes. 
Espera-se que os resultados desta pesquisa auxiliem futuros empreendedores quanto à 
melhor forma de trabalhar na área digital, mostrando como o Marketing e a Publicidade podem 
ajudar no desenvolvimento profissional, visto que as plataformas digitais são um meio de 
começar um negócio de maneira rápida, prática e eficiente. 
O decorrer deste trabalho está estruturado conforme segue: na seção 2 consta a 
fundamentação teórica pertinente ao tema da pesquisa realizada. A seção 3 apresenta a 
descrição dos procedimentos metodológicos adotados durante o desenvolvimento do trabalho. 
Uma síntese dos dados coletados e análise dos resultados estão dispostos na seção 4. E, 
finalmente, a seção 5 contém as considerações finais da pesquisa com a exposição das 
limitações e da proposta de trabalhos futuros. 
 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
Esta seção apresenta definição, classificação e características dos principais termos 
relacionados à pesquisa desenvolvida, tais como: Empreendedorismo, Empreendedorismo 
Digital, Marketing Digital e Publicidade, Influenciadores Digitais e Redes Sociais. 
 
2.1 Empreendedorismo 
De acordo com Carreira et al (2015) reforçada por Krüger e Ramos (2020) o 
empreendedor caracteriza-se por ser uma pessoa dinâmica que tem por foco principal seus 
objetivos traçados acima de tudo. Em seu perfil, encontra-se a agilidade para tomar decisões, a 
facilidade em criar estratégias e mudá-las sempre que necessário e a capacidade enfrentar 
obstáculos e desafios para cumprir seu objetivo. 
Schumpeter (1978 apud Rodrigues, 2008, p. 5), “a essência do empreendedorismo está 
na percepção e no aproveitamento das novas oportunidades no âmbito dos negócios”. Neste 
caso, o empreendedor é a pessoa que busca inovar no mercado por meio de seus produtos e/ou 
serviços, ou por meio de empresas já existentes. Logo, o empreendedorismo é a forma que as 
pessoas encontraram de criar, idealizar e praticar soluções inovadoras. 
 A revolução tecnológica trouxe para o mundo dos negócios uma oportunidade de 
mudança indiscutível, inclusive para os empreendedores, logo, surgiu o empreendedorismo 
digital. Assim, é possível aproximar os clientes, divulgar os produtos ou serviços para um 
maior público além de ter a comodidade de fazer tudo da sua própria casa (Turban; King, 
2004 apud Pereira; Bernardo, 2016). 
 
2.1.1 Empreendedorismo Digital 
A partir da evolução das redes de comunicação junto com mudança constante dos 
hábitos sociais da população nasceu o Empreendedor digital cujas características são 
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semelhantes ao do empreendedor tradicional, porém com algumas particularidades. O 
empreendedor tradicional busca a inovação do mercado, é capaz de analisar a concorrência e o 
ambiente externo, bem como ser criativo no ramo a qual se insere. O empreendedor digital, 
possui essas mesmas características, entretanto seu maior domínio envolve a tecnologia que é a 
ferramenta do seu trabalho, sempre está atualizado com as tendências do momento e se mantém 
informado sobre desejos e necessidades de seus clientes para atendê-los de maneira eficiente e 
eficaz especialmente no âmbito digital (Dos Santos e Torkomian, 2021). 
A atividade empreendedora, mesmo em ambiente virtual, ocorre quando as 
oportunidades que foram encontradas pelo empreendedor são postas em prática de maneira que 
gere riqueza a curto ou longo prazo, ao mesmo tempo que ela seja feita de maneira inovadora. 
A inovação pode ser no desenvolvimento de um produto, um serviço, um processo, uma nova 
forma de lidar com algo existente, dentre outras situações. O empreendedor digital domina a 
tecnologia, avalia as tendências, analisa o público a qual direciona seu trabalho (Pereira e 
Bernardo, 2016). 
Existem três categorias de empreendedorismo digital: leve, moderado e extremo. O leve 
é um negócio tradicional com algumas particularidades digitais, como por exemplo, uma loja 
física de roupas que utiliza as redes sociais como fonte de captação de clientes por meio do 
marketing. Na categoria moderada é necessária uma infraestrutura digital para o modelo de 
negócio com o uso de componentes negociáveis digitalmente como produtos digitais, entregas 
digitais etc. E no empreendedorismo digital extremo, o modelo de negócio acontece de maneira 
completamente digital, isso serve para “a produção, os bens ou serviços, a publicidade, a 
distribuição de produtos e os clientes” (Hull et al., 2007 apud Correia; Martens, 2020). 
Ngoasong (2018) segundo Correia e Martens (2020) afirma que na criação e 
gerenciamento de um empreendimento digital, alguns fatores são determinantes para um 
empreendedor atingir a eficiência com o seu negócio, como o setor da indústria a qual está 
inserido, talento do próprio empreendedor, as características institucionais da economia 
nacional e suas próprias experiências. 
 
2.2 Marketing Digital e Publicidade 
De acordo com Kotler (1993, p. 3 apud Santos, 2020, p. 6) “marketing é o processo 
social e gerencial através do qual indivíduos e grupos obtêm aquilo de que necessitam e desejam 
por meio da criação e troca de produtos e valores uns com os outros”. O conceito de Marketing 
está relacionado a desejos e necessidades humanas. Em outras palavras, o marketing não só é 
uma ferramenta essencial no processo de agregar valor a um produto ou serviço, como também 
é responsável por entregar o valor de um produto com o objetivo de atender as necessidades 
dos consumidores. 
O Marketing Digital é a atuação do marketing em ambiente virtual, logo, seu trabalho é 
ampliar a divulgação do produto ou serviço através das redes. Vale ressaltar, que o marketing 
digital não se limita somente as redes sociais, podendo estar também presente em sites e blogs 
próprios. O marketing digital é estratégico, sendo escolhido por muitas empresas e pessoas por 
diversos motivos, tais como: o menor custo e a maior facilidade de atingir um grande público. 
Com os blogs por exemplo, o retorno do público é mais assertivo e espontâneo devido a trocade experiências dos usuários do produto ou serviço, além de suas avaliações, e isso facilita a 
pesquisa de satisfação das empresas (Bala e Verna, 2018). 
O Marketing e a Publicidade, apesar de apresentarem propósitos semelhantes, têm suas 
diferenças. “Marketing é uma função organizacional e uma série de processos para a criação, 
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comunicação e entrega de valor para clientes, e para o gerenciamento de relacionamentos com 
eles, de forma que beneficie a organização e seus stakeholders” (AMA1, 2004 apud Costa et 
al., 2021, p. 3). Sendo assim, o marketing cria uma conversa da empresa com o seu público- 
alvo, a partir do qual é gerado um valor em cima de determinado produto ou serviço. 
A publicidade não necessariamente está ligada à venda de um produto de forma direta, 
mesmo que essa certa exposição colabore para o despertar dos consumidores da existência 
daquilo que está sendo anunciado. A publicidade é uma ferramenta do Marketing e seu objetivo 
é expor as ideias e propagar o produto ou serviço para torná-lo público. Geralmente combinada 
com a propaganda comercial, a ideia central da publicidade é encontrar de que forma a 
estratégia, que foi elaborada pelo marketing, poderá ser comunicada para os consumidores. 
Essa comunicação pode ser feita fazendo uso de diversos meios de comunicação dentre eles a 
Internet (Costa et al., 2021). 
Em resumo, enquanto o marketing de maneira geral busca definir o nome da empresa 
no mercado, quem são os clientes e o porquê daquele produto ou serviço deve ser consumido; 
a publicidade somente tem o trabalho de divulgar a existência daquele produto ou serviço e 
suas características elaborando maneiras que captem a atenção do consumidor para o que será 
divulgado. Dentre as ferramentas do Marketing estão: “Publicidade e Propaganda; Promoção 
de vendas e Merchandising; Relações Públicas; Marketing Direto e Força de Vendas (incluindo 
e-business), além de Eventos e Patrocínios” (Costa et al., 2021, p. 4). 
 
2.3 Redes Sociais 
Com o passar dos anos, o empreendedorismo evoluiu, novas oportunidades surgiram, e 
dentre elas a Internet, que é um meio de comunicação indispensável na Era atual. A rede Internet 
foi criada nos anos sessenta com o objetivo de melhorar a comunicação em circunstâncias 
específicas da época (Lins, 2013). Logo, a evolução da própria Internet trouxe-nos navegadores, 
sites, blogs, canais etc. Com o tempo novas formas de comunicação dentro da rede foram 
atualizando-se até chegar as redes sociais atuais, como Facebook, Instagram, TikTok, X etc. 
Em 2004, as redes sociais passaram a ter sua popularidade aumentada, pois foi nesse 
ano que foi criado duas redes sociais populares: Orkut e Facebook. Orkut Buyukkokten foi o 
criador da rede social “Orkut” que inicialmente visava o público norte-americano, entretanto 
sua popularidade também cresceu no Brasil e na Índia. Tal rede social teve sucesso graças ao 
seu layout nunca visto antes além dos perfis, álbuns de fotos e comunidades que a plataforma 
tinha como ferramenta. Essa popularidade despertou interesse na empresa Google que, em 
2007, adquiriu o Orkut (Jesus, 2012). “No entanto, com a ascensão de outras mídias sociais, 
como o Facebook e o Twitter, além da diminuição de acessos, o Google teve que desativar o 
Orkut em 30 de setembro de 2014” (Dos Prazeres e Cabral, 2018). 
Em 2004 Mark Zuckerberg e seus colegas criaram a rede social Facebook quando 
estavam estudando na Universidade de Harvard. A princípio, a rede criada era para uso interno 
e contava com ferramentas como feed de notícias, a qual o usuário podia compartilhar o que 
quisesse como imagens, páginas comerciais ou de amigos, sua localização, entre outras 
ferramentas disponibilizadas pela rede social. Um ano depois da criação do Facebook e Orkut, 
Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim criaram o Youtube, plataforma de compartilhamento 
de vídeos que revolucionou o modo como as pessoas compartilhavam vídeos na Internet 
(Pereira, 2014 apud Ferreira et al., 2022). 
Novas redes sociais foram sendo criadas ao longo do tempo devido a sua popularidade. 
Em 2006, foi lançado o Twitter, que era similar a um microblog, porém sua popularidade 
cresceu em 2008. Desde o início a plataforma permite que o usuário siga pessoas do seu 
 
1American Marketing Association 
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interesse, o que fez com a rede social se tornasse muito utilizada por serviços de notícias, 
celebridades e blogueiros (Jesus, 2012). 
No ano de 2010, houve a criação da rede social chamada Instagram, cuja função era 
focada no compartilhamento de fotos e vídeos em formato de feed de notícias similar ao 
Facebook e Orkut. O Instagram também permitia que os usuários da rede social pudessem 
aplicar filtros nas suas próprias fotos dentro da própria plataforma. Logo, o Instagram foi se 
popularizando, tornando-se “uma febre entre os influencers e empresas que tem a intenção de 
atingir um determinado público” (Ferreira, et al., 2022, p. 3). Atualmente as redes sociais 
podem ser utilizadas como ferramenta de trabalho como é o caso dos Influenciadores digitais. 
Na Era Digital, o surgimento de vários influenciadores tornou-se algo comum e muitos 
sonham em ser reconhecidos pelo seu trabalho. Portanto, inúmeras pessoas procuram na 
Internet, especificamente nas redes sociais, uma forma de mostrar que tem conteúdo e utilizá-
las como ferramenta de trabalho. Por consequência disso, as redes sociais acabam tornando-se 
bastante atrativas pelo público, principalmente pelos jovens (Barbosa, Silva e Brito, 2019). 
 
2.4 Influenciadores Digitais 
Desde a criação da Internet até os dias atuais, muitos meios de comunicação foram 
inovados. Com o passar dos anos, alguns meios deixaram de ser populares abrindo espaço para 
outros mais avançados, como as mídias sociais e as plataformas digitais. A necessidade do ser 
humano de se manter informado e a integração das redes sociais ao dia a dia colaboraram para 
a disseminação rápida dessas plataformas pelo mundo (Zenha, p. 23, 2018). 
As redes sociais online tornaram-se populares principalmente por excluírem certas 
limitações geográficas, sociais e temporais que existiriam na vida fora da Internet (Zenha, 
2018). A possibilidade de comunicação rápida com outra pessoa de qualquer parte do mundo e 
a troca de informação quase em tempo real foram o atrativo que resultou nos milhares de 
acessos às redes sociais que conhecemos atualmente. 
De acordo com Abrams (2021), há 4,7 bilhões de usuários ativos nas redes sociais, 
representando 59% da população mundial, ou seja, mais da metade da população acessa as redes 
sociais de forma cotidiana, consumindo diversos conteúdos que se adequam aos seus variados 
interesses. 
Antes do termo “Influenciadores Digitais” tornar-se popular, eram utilizados outros 
termos para nomeá-los, sendo eles Blogueiros ou Bloggers, Vloggueiros ou Vloggers, 
Formadores de Opinião e Influenciadores. Apesar disto, tais termos não são anulados nos dias 
atuais, somente são menos utilizados, pois existem influenciadores digitais, por exemplo, que 
também se consideram Vloggueiros. No geral, o termo “influenciador” é o que mais prevalece 
(Karhawi, 2017). 
Os influenciadores Digitais podem criar conteúdo na Internet para si próprios ou para 
outras empresas, como é o caso dos conteúdos voltados para o marketing e publicidade, em que 
as empresas aproveitam a grande visibilidade daquele influenciador para divulgar seu produto 
ou serviço, por meio de um contrato de trabalho. A criação de conteúdo pode ser de diversos 
temas dependendo do públicoo qual almeja se conectar, por isso atualmente podem ser 
encontrados conteúdos de entretenimento como: humor, música, filmes, livros, estilos de vida, 
saúde etc. 
Os influencers, como são chamados pela maioria do público, são pessoas que saíram do 
anonimato e ganharam mídia, principalmente, a partir de sua criatividade, de sua experiência 
em determinada área, e de seu carisma. Abidin e Karhawi (2021) definiram os 
influenciadores digitais como um gênero dentro do que é chamado de “celebridades da 
Internet’, eles afirmam que celebridades da Internet como: 
[...] um tipo de presença midiática com grande visibilidade online. E essa visibilidade 
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pode ser atribuída a qualidades positivas ou negativas. Por exemplo, fama ou infâmia, 
atenção negativa ou positiva, presença ou ausência de talento, longo prazo ou curto 
prazo, intencional ou acidental, monetizado ou gratuito (Abidin e Karhawi, 2021, p. 
290). 
Além dessa definição, os autores afirmam que os influenciadores digitais são 
celebridades cujas qualidades tendem a ser mais positivas do que negativas, voltadas para o 
cultivo da fama por meio de habilidades, talentos e criação de boa reputação. De acordo com 
Abidin e Karhawi (2021, p. 290): 
[...] eles buscam formas de sustentar essas qualidades por um longo período, cultivá- 
las, incrementá-las intencionalmente e monetizá-las. Influenciadores são, portanto, 
um tipo muito específico de celebridades da Internet que buscam transformar essa 
visibilidade online em uma carreira digital remunerável. 
De acordo com Karhawi (2017), o influenciador digital usa a influência que tem sobre 
o seu público para atingir diversos objetivos. Dependendo da sua área, ele tem influência no 
poder de compra do seu público, pois ele pode colocar uma pauta em discussão pelas redes 
sociais, além de conseguir influenciar no estilo de vida, nos gostos e bens culturais de quem 
consome o seu conteúdo. 
 
3 METODOLOGIA 
Quanto à natureza, a presente pesquisa é classificada como quanti-qualitativa. De 
acordo com Machado (2023), a pesquisa quantitativa e a qualitativa podem ser usadas de forma 
complementares em conformidade com o planejamento da investigação que se deseja realizar. 
Gil (2008), citado por Machado (2023), afirma que a pesquisa quanti-qualitativa caracteriza-se 
por sua visão geral acerca do fenômeno que está sendo estudado. Com isso, essa metodologia 
consegue abordar os lados objetivos e subjetivos desse fenômeno (Silva e Menezes, 2001, p. 
20 apud Machado, 2023, p. 16). 
A pesquisa qualitativa é de caráter interpretativo, ou seja, ela interpreta os fenômenos 
em seus próprios cenários e busca entender os significados por meio da visão das pessoas que 
estão inseridas neste panorama (Augusto et al., 2013). Neste caso, buscou-se entender os pontos 
de vista dos próprios empreendedores digitais para que suas experiências alcançassem mais 
pessoas e ajudassem futuros empreendedores, mostrando a experiência que obtiveram com a 
área ao longo do tempo e quais desafios enfrentaram. Segundo Stake (2011, p. 41) a pesquisa 
qualitativa é “interpretativa, baseada em experiências, situacional e humanística”, esta 
afirmação também foi reforçada por Fernandes et al. (2018). 
Durante o período de agosto de 2023 a janeiro de 2024, foram realizadas entrevistas 
semiestruturadas com empreendedores digitais de áreas distintas. O roteiro da entrevista foi 
constituído por 19 perguntas abertas sobre sua experiência profissional com as redes sociais. O 
contato com os empreendedores ocorreu inicialmente por e-mail, e depois foras encaminhadas 
as perguntas por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas, sendo o mesmo utilizado 
para o recebimento das respostas. Para efeito de identificação dos empreendedores digitais 
participantes desta pesquisa, eles serão identificados de forma anônima como: ED1. ED2, ED3 
e ED4. 
O roteiro de entrevista semiestruturada é previamente estipulado com a possibilidade de 
adicionar mais perguntas de acordo com o rumo da entrevista. Este modelo de entrevista tem o 
objetivo de aprofundar o que se está sendo conversado para a obtenção de informações mais 
detalhadas que possam evidenciar o que está sendo estudado, para assim “alcançar uma maior 
profundidade nos dados coletados, bem como nos resultados obtidos” (Nunes, Nascimento e 
De Alencar, 2016). 
O conteúdo obtido a partir das entrevistas foi analisado por meio da análise de 
conteúdo, que geralmente é utilizada em pesquisas qualitativas cujas informações são 
fornecidas pelos entrevistados. Cappelle, Melo e Gonçalves (2011) afirma que “a análise de 
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conteúdo toma o texto como documento restrito a ser compreendido e como ilustração de 
uma situação, limitada a seu próprio contexto. Nesse caso, ela parte da estrutura do 
texto para interpretá-lo”. Sendo assim, buscou-se analisar os dados da entrevista de forma 
que as informações passadas pelos empreendedores estivessem correlacionadas com a 
bibliografia principal desta pesquisa e com as respostas dos alunos de administração. 
Um questionário contendo perguntas fechadas foi aplicado junto aos alunos do curso de 
Bacharelado em Administração de uma instituição de ensino superior, O questionário foi 
construído na plataforma do Google Forms e o seu link disponibilizado no período de janeiro e 
fevereiro de 2024 por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas e por e-mail. As 
perguntas foram elaboradas com a finalidade de analisar a percepção dos discentes sobre 
aspectos inerentes ao empreendedorismo digital. 
Para analisar as respostas fornecidas pelos discentes, procedeu-se uma análise estatística 
descritiva, que é aplicável quando se tem dados quantitativos. De acordo com Machado (2023), 
a análise estatística permite estabelecer relações entre as variáveis da pesquisa com o objetivo 
de solucionar problemas. Tal análise tem por objetivo elucidar os dados e indicadores além de 
verificar as tendências observáveis a partir desse conjunto de informações. Especificamente, 
utilizou-se a análise estatística descritiva que busca evidenciar os dados por meio de tabelas, 
quadros, gráficos e medidas descritivas (Guedes et al., 2005), e a partir deles gerar uma 
interpretação em torno de todas as variáveis que são o objeto deste estudo. 
4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Conforme mostra a figura 1, a maioria dos respondentes desta pesquisa (68%) possuem 
idade de 18 a 26 anos. Esta faixa etária corresponde à idade média dos estudantes de ensino 
superior no Brasil, conforme censo realizado em 2015 pelo Ministério de Educação – MEC 
(Brasil, 2018). Além disso, os jovens são o público mais engajado nas redes sociais (Comscore, 
2013a, 2013b apud Barcelos e Rossi, 2014) e mais propensos a utilizarem várias plataformas 
digitais simultaneamente do que as pessoas das outras faixas etárias (Bardhi et al., 2010 apud 
Barcelos e Rossi, 2014). 
Os respondentes desta pesquisa utilizam as redes sociais, mas não consomem conteúdo 
desta rede de maneira frequente, como é o caso do Facebook, que perdeu popularidade devido 
ao crescimento de outras redes sociais. A razão entre a frequência de consumo e a de uso de 
uma rede social indica sua popularidade. Os resultados dispostos na tabela 1 evidenciam que 
os jovens universitários têm maior contato e afinidade com o Instagram, obtendo assim, um 
maior conhecimento acerca do seu uso e conteúdo, visto que sua experiência com a 
plataforma acontece de maneira frequente. Ficaram empatados em segundo lugar o TikTok e o 
X (antigo Twitter). 
Figura 1 – Idades dos universitários.Fonte: Autoria própria (2024). 
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Tabela 1 – Uso e consumo das redes sociais. 
 
Redes Sociais Utilização Frequência de consumo Consumo/Utilização 
Facebook 39% 9% 23% 
Instagram 89% 68% 76% 
TikTok 45% 28% 62% 
WhatsApp 97% 52% 53% 
X (Twitter) 40% 25% 62% 
Youtube 79% 46% 58% 
Outros 9% 1% 11% 
Fonte: Autoria Própria (2024). 
 
Durante a pesquisa, quatro empreendedores digitais se dispuseram a responder as 
perguntas elaboradas nesta pesquisa. Buscando ter contato com seu público por meio das redes 
sociais, alguns empreendedores digitais procuram determinadas plataformas para ser seu foco 
principal de trabalho, especialmente a rede social mais popular no momento. 
No Quadro 1 estão sintetizadas as principais informações obtidas sobre as redes sociais 
e o trabalho dos empreendedores digitais entrevistados. Neste caso foi possível notar que o 
Instagram também foi citado por todos independentemente do conteúdo das redes sociais de 
cada empreendedor digital. O TikTok foi mencionado como uma plataforma de uso 
profissional por todos os empreendedores entrevistados. Esta rede social é também a segunda 
mais popular entre os universitários respondentes desta pesquisa. Verifica-se que os atuais 
empreendedores digitais estão utilizando as redes sociais em suas atividades profissionais de 
modo a permanecerem o mais próximo do público de maneira geral, encontrando maneiras de 
levar seu conteúdo para outras redes sociais. 
Quadro 1 – Informações dos empreendedores digitais. 
 
 ED1 ED2 ED3 ED4 
 
Tipo de conteúdo 
das redes sociais 
Turismo, gastronomia, 
e entretenimento geral 
da cidade de Manaus. 
Vendas, estilo de vida 
natural, uso de acessórios 
como amuleto de 
proteção 
 
Maquiagem e 
vida pessoal 
Fotografia, poses, 
dicas de edição, 
moda e vida pessoal 
Principais 
plataformas de 
trabalho 
Instagram, TikTok e 
Kwai 
Instagram, WhatsApp, 
TikTok, Site de catálogo 
TikTok e 
Instagram 
TikTok, Instagram e 
Pinterest 
Número de 
seguidores nas 
redes sociais 
Instagram: 395 mil. 
TikTok: 245 mil. 
Kwai: 113,9 mil. 
Instagram: 19,7 mil. 
TikTok: 2,3 mil. 
Instagram: 187 
mil. TikTok: 
1,1 milhões. 
TikTok: 238 mil. 
Instagram: 29,8 mil. 
Início na área de 
empreendedorismo 
digital 
 
2018 
 
2016 
 
2020 
 
2020 
 
Público-Alvo 
 
Moradores de 
Manaus e turistas 
Mulheres entre 18 e 34 
anos que gostam de 
acessórios artesanais e 
com significados 
 
Mulheres 
 
Mulheres 
Fonte: Autoria própria (2024). 
 
Quando perguntado aos estudantes qual rede social escolheriam para trabalhar como 
empreendedores digitais, 71% assinalaram o Instagram. Entretanto, o TikTok (8%) não foi o 
segundo escolhido nesta questão, apesar de ser o foco de todos os entrevistados. O segundo 
mais escolhido pelos alunos foi o Youtube (13%). 
Desde 2015, ano que o Youtube estava em alta entre os jovens, o uso desta plataforma 
não é tão frequente como antes. Quem trabalha para o Youtube, recebe monetização por meio 
de publicidades que podem ser feitas em anúncios gerados nos vídeos pela própria plataforma 
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ou por meio de contratos com marcas que buscam o youtuber para divulgá-la em algum 
momento durante a gravação do seu conteúdo. De qualquer forma, alguns youtubers já 
conseguiram milhões de dólares trabalhando nesta área (Berg, 2015). 
Destaca-se que muitos discentes (60%) responderam que utilizam as redes sociais mais 
para utilidade e outros (36%) indicaram que usam mais para entretenimento. Com isso, pode- 
se inferir que o Instagram é popular por ser útil para a maioria do público, sendo a plataforma 
cada vez mais procurada entre eles. 
Uma vez que os jovens estão buscando utilidade nos diversos conteúdos que as 
plataformas apresentam e “o empreendedor digital domina a tecnologia, avalia as tendências e 
analisa o público a qual direciona seu trabalho” (Pereira e Bernardo, 2016), então é 
compreensível que esses empreendedores procurem criar um conteúdo que atenda a expectativa 
do público. Este é o caso do ED1, que buscou inovar por meio de sua conta no Instagram, 
apresentando um tema voltado para o turismo local e assuntos voltados para os moradores de 
Manaus ou interessados em visitar a cidade. De acordo com ele, seu interesse maior é atender 
as necessidades daqueles que querem aproveitar a diversidade dos locais. Em um trecho da 
entrevista ele explica: “Eu não foco na cidade, eu foco no que as pessoas da cidade querem. 
Exemplo: eu já fiz conteúdo sobre Presidente Figueiredo, que não é Manaus, mas os moradores 
de Manaus vão para Presidente Figueiredo”. 
Avaliando as tendências, o ED1 percebeu que a área na qual pretendia atuar 
anteriormente estava ficando desvalorizada, logo ele viu a Internet como uma oportunidade de 
seguir um novo caminho. Ele afirmou que: 
“[...] a internet é o futuro, é o que nós somos hoje, todos os meios hoje, se voltam 
para a internet, principalmente para as redes sociais que é onde as pessoas estão, as 
pessoas hoje em dia passam muito mais tempo na frente do celular do que na TV ou 
de qualquer outro meio de comunicação.” 
Para buscar utilidade em determinado conteúdo, é necessário confiar naquele que 
transmite as informações. O empreendedor precisa passar credibilidade naquilo que faz, seja 
oferecendo um produto, serviço ou indicando algo para seu público. Entretanto, os possíveis 
consumidores têm suas próprias métricas para confiar em um empreendedor digital. A figura 2 
ilustra como os estudantes de Administração confiam naquilo que está sendo ofertado por um 
empreendedor digital. 57,3% responderam que confiam em algo ofertado a partir de avaliações 
de outros consumidores, fato que comprova uma teoria do marketing bastante discutida ao 
longo dos anos: o boca a boca. 
Figura 2 – Fatores que determinam a confiança em empreendedor. 
 
Fonte: Autoria própria (2024). 
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De acordo com Bone (1992) conforme cita Ferreira (2022, p. 4), o boca a boca é um 
“fenômeno grupal, na forma de troca de comentários individuais, pensamentos, e ideias entre 
dois ou mais indivíduos em que nenhum deles representa uma fonte de marketing”. Apesar 
das evoluções tecnológicas e comportamentais dos consumidores, é perceptível que o boca a 
boca evoluiu junto com a tecnologia se adequando e refletindo o hábito dos consumidores 
online. 
Também é notável uma particularidade a partir dos resultados obtidos, em que a 
popularidade e o número de seguidores não são vistos como um fator de confiabilidade do 
empreendedor pelos jovens consumidores. Com isso, apresentar um conteúdo de qualidade e 
seguro para seus consumidores torna-se a estratégia mais eficaz para garantir uma propagação 
positiva. 
Para trabalhar por meio das redes sociais, é necessário conhecer aquele ambiente de 
trabalho, sendo que o uso de uma ou mais redes sociais se torna necessária, visto que o tipo de 
conteúdo gerado pode demandar por mais ferramentas. Dentre os entrevistados, ED2 foi o único 
a afirmar que usa o WhatsApp como uma das plataformas digitais principais do seu trabalho, 
pois o mesmo utiliza esse aplicativo para atender os pedidos dos seus clientes. 
Ao perguntar aos entrevistados sobre as características que consideram importantes para 
trabalhar neste meio. De maneira geral, as respostas fornecidas foram: constância, 
autenticidade, coragem, conhecimento e experiência. Tais respostas foram explicadas baseadas 
em experiência própria, mas a característicaque foi repetida por todos foi a “autenticidade”. 
De acordo com eles para conseguir um espaço em meio a tantos empreendedores 
digitais, é necessário que consiga se destacar dos demais mostrando um diferencial próprio, 
como afirmou ED4: “porque ultimamente tem muita gente criando conta nas plataformas pra 
criar conteúdo e o que te difere dos outros é você ser você mesmo, não copiar os outros.”. A 
característica “coragem” também foi explicada por ED2, ao afirmar que “querendo ou não as 
pessoas estão sempre te julgando por tudo na internet e se você for ligar para isso você não 
cria conteúdo, não se expõe e não cresce também.”. 
Criar estratégias de acordo com o ambiente no qual está inserido é uma ação necessária 
para os empreendedores, e a Internet é um ambiente que muda de maneira constante. Em 
função disso, é necessária uma atenção maior no que acontece nas redes sociais em 
determinados momentos, como foi a experiência relatada por ED1 ao declarar que “(...)a forma 
como as pessoas viam a rede social ano passado não é a mesma de hoje com um ano de 
diferença a forma de se consumir conteúdo muda, e isso é choque muito grande pra quem é um 
produtor de conteúdo(...)”. Tal experiência coincide com o perfil do empreendedor citado por 
Bandera e Passerini (2020), ao apresentar que os empreendedores digitais são confiantes 
dentro da sua área de atuação e observam nas mudanças tecnológicas uma oportunidade de 
negócios ao invés de uma ameaça. 
A figura 3 reflete a percepção dos alunos a respeito do que eles pensam sobre a melhor 
maneira de empreender. Nota-se que 30,7% indicaram a criação de estratégias próprias para 
seu próprio empreendimento como a melhor maneira de trabalhar com as redes sociais. Este 
fato coincide com as recomendações de três empreendedores digitais (ED2, ED3 e ED4), ao 
afirmarem que para conseguir resultados positivos nesta área é preciso ser autêntico em relação 
ao seu empreendimento. 
 
 
 
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Figura 3 – Melhores maneiras de empreender pelas redes sociais. 
 
Fonte: Autoria própria (2024). 
 
Baseado na experiência de ED1, criar estratégias com base especificamente no conteúdo 
a ser gerado pode ocasionar um resultado melhor devido a particularidade de cada plataforma, 
conforme o seguinte exemplo: 
“(...)suponha que eu tenho um café da manhã, o Instagram de um café regional. E eu 
posto um café e um x-caboquinho 2suponha que eu posto isso 8 horas da noite. No 
instagram do meu restaurante. Meu restaurante ta fechado, não é uma hora que 
ninguém tá pensando nisso. Agora suponha que poste isso as 3 horas da tarde, o 
restaurante está aberto, e é uma hora propícia, porque a tarde é o horário que estão 
pensando em lanche(...)”. 
Esse tipo de estratégia é aplicado principalmente para o Instagram pois de acordo com 
Schneider, Vosgerau e Fernandes (2023, p. 223): 
[...]Até 2016, esse algoritmo se baseava exclusivamente na cronologia, isso é, as 
postagens apareciam em ordem cronológica e as pessoas tinham acesso a todos os 
conteúdos dos perfis que seguiam. No entanto, há cinco anos, ocorreram mudanças 
que objetivaram tornar o Instagram mais comercializável. O algoritmo passou a 
considerar a experiência do usuário e direcionar os conteúdos conforme seus 
interesses[...] 
ED2 afirma que “talvez no Instagram isso não mais tenha tanta força assim, mas no 
Tik Tok por experiência própria percebo mais que em certos horários o algoritmo entrega pra 
mais gente”. Este fato acontece porque existem horários em que mais pessoas estão acessando 
as redes sociais, consequentemente o conteúdo será mais visto. Por exemplo, no caso dos 
estudantes de administração, das 18h às 22h é o horário em que eles tendem a entrar em suas 
redes sociais, independente de seus turnos de aula. Isso ocorre porque há estudantes trabalham 
no período diurno totalmente ou parcialmente, refletindo em seus hábitos de acesso às redes 
sociais, conforme pode ser visualizado na figura 4. 
Figura 4 – Horário de maior uso das redes sociais pelos discentes. 
 
Fonte: Autoria própria (2024). 
 
2 X-caboquinho: sanduíche feito com pão francês, queijo coalho, banana pacovã frita e tucumã, fruta nativa da região 
amazonense. 
0% 
60% 40% 20% 0% 
6% 
5% Das 06h às 10h 
Noturno 
Diurno (ou matutino) 12% 
Das 22h às 02h 
Das 10h às 14h 
27% 
17% Das 14h às 18h 
42% 
50% Das 18h às 22h 
29% 
12% 
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Atualmente, tanto o Instagram e quanto o TikTok possuem algumas ferramentas na 
plataforma que permitem o usuário a usá-los de maneira comercial. Além de entretenimento e 
utilidades comuns do dia a dia, essas duas redes sociais disponibilizam dentro de suas 
plataformas um ambiente próprio para profissionais do empreendedorismo digital. Esses 
ambientes contêm ferramentas que auxiliam os trabalhadores quando necessitam de um suporte 
para seu trabalho e um controle de produtividade em sua rede social profissional. 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Esta pesquisa mostra que mais da metade dos alunos de administração da instituição de 
ensino superior, acreditam que o sucesso do empreendedorismo digital depende do uso, de 
qualquer jeito, das plataformas como ferramenta de trabalho. No entanto, tudo depende de 
estudos, estratégias e habilidades. Certamente, a preparação para trabalhar nesta área, ultrapassa 
os limites da sala de aula da universidade. Para seguir a carreira de empreendedor digital é 
necessário estar preparado para encarar os desafios decorrente do meio digital. 
O principal resultado da pesquisa mostra que na visão dos discentes é necessário criar 
uma estratégia única para o seu próprio empreendimento, enquanto para os profissionais é 
importante adequar a estratégia conforme a rede social a ser utilizada. Os discentes possuem 
uma visão característica de consumidores de redes sociais, entretanto foi possível perceber 
que as teorias a qual estudam em sua grade curricular também impactam em suas percepções 
quanto ao uso das redes sociais como ferramenta de trabalho. O empreendedores digitais 
possuem uma visão técnica com relação ao tema por consequência da experiência adquirida 
ao longo dos anos de trabalho com as redes sociais. Com isso é possível perceber que ambas 
perspectivas se complementam. Com isso, conclui-se que para seguir a carreira em 
empreendedorismo digital é preciso saber lidar com as mudanças, conhecer seu ambiente de 
trabalho, dominar a tecnologia, estar ciente sobre as críticas, ter noção de comportamento 
humano, ter coragem para criar experiências e adquirir know-how. 
A área de empreendedorismo digital é caracterizada por oferecer ao empreendedor 
liberdade para gerir seu negócio sem a preocupação de seguir normas técnicas ou ter que 
deslocar-se de um ambiente a outro para efetuar seu trabalho. Em decorrência disso, a carreira 
do empreendedor digital é seguida por um comprometimento pessoal com o que se propõe a 
ser feito. Caso um estudante de Administração decida seguir esta área, deverá ter noção do 
ambiente que deseja trabalhar, o conteúdo que irá abordar e o público-alvo que se deseja atingir. 
É notável que o Instagram e o Tiktok se destacaram nas respostas obtidas junto aos 
atuais empreendedores digitais e futuros profissionais de administração. Atualmente, essas duas 
redes sociais tornaram-se favoráveis para o começo de um empreendimento. Todavia, para 
conseguir êxito, deve-se estudar as plataformas individualmente para então entender como cada 
uma se comporta diante do público que deseja se conectar. Além disso, o negócio digital 
necessita de estratégias para seguir estável diantedas mudanças que o ambiente virtual 
apresenta. Com isso, o fato deste ramo proporcionar liberdade ao criador de conteúdo, a forma 
de lidar com as mudanças se torna menos trabalhosa. 
Uma das limitações enfrentadas durante a realização da pesquisa foi a dificuldade para 
obter retorno dos empreendedores digitais quanto a resposta da entrevista em decorrência da 
pouca disponibilidade e acesso a eles. Entretanto, pelo tempo de experiência dos mesmos e o 
grande engajamento que apresentavam nas redes sociais, tornou-se viável continuar com os 
empreendedores entrevistados. Outra limitação encontrada no decorrer deste trabalho foi o 
número restrito de alunos respondentes, porém após análise das respostas apresentadas, os 
resultados produzidos podem ser relevantes para a comunidade acadêmica-científica. 
Como sugestão para trabalhos futuros, propõe-se que a continuidade desta pesquisa seja 
feita fora dos parâmetros universitários, trabalhando com o público de maneira geral 
envolvendo um número maior de empreendedores digitais. Recomenda-se ainda, que a 
investigação desses objetos de pesquisa seja restrita por área ou tema específico, como por 
exemplo, empreendedores digitais da área de gastronomia. 
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http://www.aslegis.org.br/todas-as-edicoes-
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS 
FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS 
DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO 
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	A IMPORTÂNCIA DAS REDES SOCIAIS PARA O EMPREENDEDORISMO: A VISÃO DE EMPREENDEDORES DIGITAIS E ALUNOS DE ADMINISTRAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR
	RESUMO
	THE USE OF SOCIAL NETWORKS AS A STRATEGY FOR ENTREPRENEURS: THE VIEW OF DIGITAL ENTREPRENEURS AND ADMINISTRATION STUDENTS AT A HIGHER EDUCATION INSTITUTION
	1 INTRODUÇÃO
	2 REFERENCIAL TEÓRICO
	2.1 Empreendedorismo
	2.1.1 Empreendedorismo Digital
	2.2 Marketing Digital e Publicidade
	2.3 Redes Sociais
	2.4 Influenciadores Digitais
	3 METODOLOGIA
	4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
	5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
	REFERÊNCIAS

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