Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS - UFAM FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS CURSO DE ADMINISTRAÇÃO ANA CAROLINE SANTANA DE CARVALHO A IMPORTÂNCIA DAS REDES SOCIAIS PARA O EMPREENDEDORISMO: A VISÃO DE EMPREENDEDORES DIGITAIS E ALUNOS DE ADMINISTRAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR MANAUS 2024 ANA CAROLINE SANTANA DE CARVALHO A IMPORTÂNCIA DAS REDES SOCIAIS PARA O EMPREENDEDORISMO: A VISÃO DE EMPREENDEDORES DIGITAIS E ALUNOS DE ADMINISTRAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Administração da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), como requisito para obtenção do título de bacharel em Administração. Orientador: Prof ° Dr. Jorge Yoshio Kanda MANAUS 2024 ANA CAROLINE SANTANA DE CARVALHO A IMPORTÂNCIA DAS REDES SOCIAIS PARA O EMPREENDEDORISMO: A VISÃO DE EMPREENDEDORES DIGITAIS E ALUNOS DE ADMINISTRAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Administração da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) como requisito parcial para obtenção do grau de bacharel em Administração. Este trabalho foi defendido e aprovado pela banca em 21/03/2024. BANCA EXAMINADORA __________________________________________ Prof. Dr. Jorge Yoshio Kanda- UFAM Orientador ___________________________________________ Prof. Ms. Valéria Gonçalves Vieira - UFAM Avaliadora ___________________________________________ Prof. Dr. Hilmar Tadeu Chaves - UFAM Avaliador UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO A IMPORTÂNCIA DAS REDES SOCIAIS PARA O EMPREENDEDORISMO: A VISÃO DE EMPREENDEDORES DIGITAIS E ALUNOS DE ADMINISTRAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR Aluna: Ana Caroline Santana de Carvalho Orientador: Prof. Dr. Jorge Yoshio Kanda RESUMO A partir da pandemia houve um crescimento significativo no número de empreendedores digitais. O objetivo geral desta pesquisa é avaliar o ponto de vista dos atuais empreendedores digitais e de alunos do curso de bacharelado em administração de uma instituição de ensino federal sobre o trabalho em ambiente virtual. Em relação aos aspectos metodológicos foram realizadas entrevistas com empreendedores digitais e aplicado questionário com os alunos para contrapor a expectativa e a realidade de gerir um negócio próprio nas redes sociais. Esta pesquisa caracteriza-se como quanti- qualitativa porque a partir dos dados coletados foram feitas análises estatística e de conteúdo. O principal resultado do estudo mostra que na visão dos discentes é necessário criar uma estratégia única para o seu próprio empreendimento, enquanto para os profissionais é importante adequar a estratégia conforme a rede social a ser utilizada. Com isso, conclui-se que para seguir a carreira em empreendedorismo digital é preciso saber lidar com as mudanças, conhecer seu ambiente de trabalho, dominar a tecnologia, estar ciente sobre as críticas, ter noção de comportamento humano, ter coragem para criar experiências e adquirir know-how. Palavras-chave: Empreendedorismo Digital; marketing digital; plataformas digitais. THE USE OF SOCIAL NETWORKS AS A STRATEGY FOR ENTREPRENEURS: THE VIEW OF DIGITAL ENTREPRENEURS AND ADMINISTRATION STUDENTS AT A HIGHER EDUCATION INSTITUTION ABSTRACT Since the pandemic, there has been a significant growth in the number of digital entrepreneurs. The general objective of this research is to evaluate the point of view of current digital entrepreneurs and students of the bachelor's degree in administration at a federal educational institution about working in a virtual environment. Regarding methodological aspects, interviews were carried out with digital entrepreneurs and a questionnaire was distributed to students to contrast the expectations and reality of running your own business on social media. This research is characterized as quantitative-qualitative because statistical and content analyzes were carried out based on the data collected. The main result of the study shows that in the students' view it is necessary to create a unique strategy for their own enterprise, while for professionals it is important to adapt the strategy according to the social media to be used. With this, it can be concluded that to maximize success in digital entrepreneurship you need to be able to deal with changes, know your work environment, deal with technology, be aware of criticism, have a notion of human behavior, have the courage to create experiences and acquire know-how. Keywords: Digital Entrepreneurship; digital marketing; digital platforms. UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 1 INTRODUÇÃO No ano de 2020, a pandemia mudou o mercado de uma forma inesperada, o que gerou um transtorno para muitas empresas e, principalmente, para os empreendedores. Com isso, surgiu a necessidade de adaptação à nova realidade, as pessoas que trabalhavam por conta própria viram nas redes sociais a oportunidade de reinventar-se. Diante desse cenário, o empreendedorismo digital cresceu ainda mais e o números de influenciadores digitais também aumentou (Martins, 2021). O termo empreendedor digital trata-se de uma definição ampla para aqueles que utilizam as redes sociais como ferramenta de trabalho no intuito de atingir um número maior de pessoas, facilitar o contato com os potenciais clientes e vender seus produtos ou serviços. Empreendedores digitais podem ser profissionais de diferentes ramos, tais como: gastronomia, moda, designer, fotografia, arte, teatro etc. (Karhawi et al. 2017). Dentre os empreendedores digitais estão os influenciadores digitais, que utilizam as redes sociais não só como consumidores, mas também como ferramenta de seu trabalho, podendo atuar na área da fotografia, arte, teatro, comédia, gastronomia etc. Eles buscam divulgar o seu próprio trabalho para uma quantidade massiva de pessoas, produzindo conteúdo online e utilizando-se de sua popularidade para influenciar outros usuários. Esta divulgação é feita utilizando o Marketing de Influência “que une marcas e influenciadores para promover estratégias de marketing nas redes sociais e, assim, promover e vender produtos e serviços” (SEBRAE, 2022). Um levantamento realizado recentemente pela Comscore, empresa de pesquisa de mercado da internet, aponta que o Brasil é o 3° maior consumidor de redes sociais em todo o mundo e o 1° na América Latina, sendo o tema “redes sociais” bastante pertinente no país (Pacete, 2023). Observando a popularidade das redes sociais, o crescimento do empreendedorismo digital e o interesse crescente das pessoas em desenvolver a vida profissional por meio da Internet, torna-se interessante tentar entender a realidade e os obstáculos vividos por aqueles que lidam todos os dias com as redes sociais e trabalham para conseguir crescer e desenvolver uma carreira dentro desse ambiente digital. Além disso, para compreender o ponto de vista de quem estuda empreendedorismo e Marketing em sua grade curricular, e terá que lidar com a Era Digital dentro do mercado de trabalho, é importante analisar a visão dos estudantes de administração de uma instituição de ensino superior. A partir da análise das duas perspectivas, será possível descobrir em quais situações a teoria estudada alinha-se com a prática. Será que trabalhar em âmbito digital é fácil ou necessita de estudo, estratégia e formação? Existem diversas redes sociais, cada uma com suas particularidadesquanto ao tipo de público, conteúdo e ferramentas. Consequentemente, ao se observar esses detalhes, é compreensível que para utilizá-las como ferramenta de trabalho, é conveniente conhecer estratégias que se adequem às características dessas redes para que o usuário atinja seu objetivo dentro da plataforma. Tal pergunta é pertinente quando pessoas sem experiência na área de empreendedorismo digital começam o seu próprio negócio pelas mídias digitais, pois o mundo digital é vasto e competitivo. O presente estudo busca responder esta questão para que futuros interessados nesta área saibam por onde poderiam começar e quais passos seguir. O objetivo geral desta pesquisa é correlacionar o ponto de vista de empreendedores digitais e de discentes do curso de administração de uma instituição de ensino superior sobre o trabalho em ambiente virtual. Para isso, foram estabelecidos os seguintes objetivos específicos: relatar as principais estratégias usadas para um crescimento contínuo na Internet; UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO identificar as perspectivas dos alunos com relação ao empreendedorismo digital; e, analisar as experiências de empreendedores digitais atuais. Em relação aos aspectos metodológicos, trata-se de uma pesquisa quanti-qualitativa, pois foram realizadas entrevistas com empreendedores digitais e aplicado um questionário com alunos de administração de uma instituição de ensino superior. Procedeu-se uma análise de conteúdo junto às respostas fornecidas pelos empreendedores, enquanto uma análise estatística foi aplicada nos dados resultantes dos questionários respondidos pelos discentes. Espera-se que os resultados desta pesquisa auxiliem futuros empreendedores quanto à melhor forma de trabalhar na área digital, mostrando como o Marketing e a Publicidade podem ajudar no desenvolvimento profissional, visto que as plataformas digitais são um meio de começar um negócio de maneira rápida, prática e eficiente. O decorrer deste trabalho está estruturado conforme segue: na seção 2 consta a fundamentação teórica pertinente ao tema da pesquisa realizada. A seção 3 apresenta a descrição dos procedimentos metodológicos adotados durante o desenvolvimento do trabalho. Uma síntese dos dados coletados e análise dos resultados estão dispostos na seção 4. E, finalmente, a seção 5 contém as considerações finais da pesquisa com a exposição das limitações e da proposta de trabalhos futuros. 2 REFERENCIAL TEÓRICO Esta seção apresenta definição, classificação e características dos principais termos relacionados à pesquisa desenvolvida, tais como: Empreendedorismo, Empreendedorismo Digital, Marketing Digital e Publicidade, Influenciadores Digitais e Redes Sociais. 2.1 Empreendedorismo De acordo com Carreira et al (2015) reforçada por Krüger e Ramos (2020) o empreendedor caracteriza-se por ser uma pessoa dinâmica que tem por foco principal seus objetivos traçados acima de tudo. Em seu perfil, encontra-se a agilidade para tomar decisões, a facilidade em criar estratégias e mudá-las sempre que necessário e a capacidade enfrentar obstáculos e desafios para cumprir seu objetivo. Schumpeter (1978 apud Rodrigues, 2008, p. 5), “a essência do empreendedorismo está na percepção e no aproveitamento das novas oportunidades no âmbito dos negócios”. Neste caso, o empreendedor é a pessoa que busca inovar no mercado por meio de seus produtos e/ou serviços, ou por meio de empresas já existentes. Logo, o empreendedorismo é a forma que as pessoas encontraram de criar, idealizar e praticar soluções inovadoras. A revolução tecnológica trouxe para o mundo dos negócios uma oportunidade de mudança indiscutível, inclusive para os empreendedores, logo, surgiu o empreendedorismo digital. Assim, é possível aproximar os clientes, divulgar os produtos ou serviços para um maior público além de ter a comodidade de fazer tudo da sua própria casa (Turban; King, 2004 apud Pereira; Bernardo, 2016). 2.1.1 Empreendedorismo Digital A partir da evolução das redes de comunicação junto com mudança constante dos hábitos sociais da população nasceu o Empreendedor digital cujas características são UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO semelhantes ao do empreendedor tradicional, porém com algumas particularidades. O empreendedor tradicional busca a inovação do mercado, é capaz de analisar a concorrência e o ambiente externo, bem como ser criativo no ramo a qual se insere. O empreendedor digital, possui essas mesmas características, entretanto seu maior domínio envolve a tecnologia que é a ferramenta do seu trabalho, sempre está atualizado com as tendências do momento e se mantém informado sobre desejos e necessidades de seus clientes para atendê-los de maneira eficiente e eficaz especialmente no âmbito digital (Dos Santos e Torkomian, 2021). A atividade empreendedora, mesmo em ambiente virtual, ocorre quando as oportunidades que foram encontradas pelo empreendedor são postas em prática de maneira que gere riqueza a curto ou longo prazo, ao mesmo tempo que ela seja feita de maneira inovadora. A inovação pode ser no desenvolvimento de um produto, um serviço, um processo, uma nova forma de lidar com algo existente, dentre outras situações. O empreendedor digital domina a tecnologia, avalia as tendências, analisa o público a qual direciona seu trabalho (Pereira e Bernardo, 2016). Existem três categorias de empreendedorismo digital: leve, moderado e extremo. O leve é um negócio tradicional com algumas particularidades digitais, como por exemplo, uma loja física de roupas que utiliza as redes sociais como fonte de captação de clientes por meio do marketing. Na categoria moderada é necessária uma infraestrutura digital para o modelo de negócio com o uso de componentes negociáveis digitalmente como produtos digitais, entregas digitais etc. E no empreendedorismo digital extremo, o modelo de negócio acontece de maneira completamente digital, isso serve para “a produção, os bens ou serviços, a publicidade, a distribuição de produtos e os clientes” (Hull et al., 2007 apud Correia; Martens, 2020). Ngoasong (2018) segundo Correia e Martens (2020) afirma que na criação e gerenciamento de um empreendimento digital, alguns fatores são determinantes para um empreendedor atingir a eficiência com o seu negócio, como o setor da indústria a qual está inserido, talento do próprio empreendedor, as características institucionais da economia nacional e suas próprias experiências. 2.2 Marketing Digital e Publicidade De acordo com Kotler (1993, p. 3 apud Santos, 2020, p. 6) “marketing é o processo social e gerencial através do qual indivíduos e grupos obtêm aquilo de que necessitam e desejam por meio da criação e troca de produtos e valores uns com os outros”. O conceito de Marketing está relacionado a desejos e necessidades humanas. Em outras palavras, o marketing não só é uma ferramenta essencial no processo de agregar valor a um produto ou serviço, como também é responsável por entregar o valor de um produto com o objetivo de atender as necessidades dos consumidores. O Marketing Digital é a atuação do marketing em ambiente virtual, logo, seu trabalho é ampliar a divulgação do produto ou serviço através das redes. Vale ressaltar, que o marketing digital não se limita somente as redes sociais, podendo estar também presente em sites e blogs próprios. O marketing digital é estratégico, sendo escolhido por muitas empresas e pessoas por diversos motivos, tais como: o menor custo e a maior facilidade de atingir um grande público. Com os blogs por exemplo, o retorno do público é mais assertivo e espontâneo devido a trocade experiências dos usuários do produto ou serviço, além de suas avaliações, e isso facilita a pesquisa de satisfação das empresas (Bala e Verna, 2018). O Marketing e a Publicidade, apesar de apresentarem propósitos semelhantes, têm suas diferenças. “Marketing é uma função organizacional e uma série de processos para a criação, UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO comunicação e entrega de valor para clientes, e para o gerenciamento de relacionamentos com eles, de forma que beneficie a organização e seus stakeholders” (AMA1, 2004 apud Costa et al., 2021, p. 3). Sendo assim, o marketing cria uma conversa da empresa com o seu público- alvo, a partir do qual é gerado um valor em cima de determinado produto ou serviço. A publicidade não necessariamente está ligada à venda de um produto de forma direta, mesmo que essa certa exposição colabore para o despertar dos consumidores da existência daquilo que está sendo anunciado. A publicidade é uma ferramenta do Marketing e seu objetivo é expor as ideias e propagar o produto ou serviço para torná-lo público. Geralmente combinada com a propaganda comercial, a ideia central da publicidade é encontrar de que forma a estratégia, que foi elaborada pelo marketing, poderá ser comunicada para os consumidores. Essa comunicação pode ser feita fazendo uso de diversos meios de comunicação dentre eles a Internet (Costa et al., 2021). Em resumo, enquanto o marketing de maneira geral busca definir o nome da empresa no mercado, quem são os clientes e o porquê daquele produto ou serviço deve ser consumido; a publicidade somente tem o trabalho de divulgar a existência daquele produto ou serviço e suas características elaborando maneiras que captem a atenção do consumidor para o que será divulgado. Dentre as ferramentas do Marketing estão: “Publicidade e Propaganda; Promoção de vendas e Merchandising; Relações Públicas; Marketing Direto e Força de Vendas (incluindo e-business), além de Eventos e Patrocínios” (Costa et al., 2021, p. 4). 2.3 Redes Sociais Com o passar dos anos, o empreendedorismo evoluiu, novas oportunidades surgiram, e dentre elas a Internet, que é um meio de comunicação indispensável na Era atual. A rede Internet foi criada nos anos sessenta com o objetivo de melhorar a comunicação em circunstâncias específicas da época (Lins, 2013). Logo, a evolução da própria Internet trouxe-nos navegadores, sites, blogs, canais etc. Com o tempo novas formas de comunicação dentro da rede foram atualizando-se até chegar as redes sociais atuais, como Facebook, Instagram, TikTok, X etc. Em 2004, as redes sociais passaram a ter sua popularidade aumentada, pois foi nesse ano que foi criado duas redes sociais populares: Orkut e Facebook. Orkut Buyukkokten foi o criador da rede social “Orkut” que inicialmente visava o público norte-americano, entretanto sua popularidade também cresceu no Brasil e na Índia. Tal rede social teve sucesso graças ao seu layout nunca visto antes além dos perfis, álbuns de fotos e comunidades que a plataforma tinha como ferramenta. Essa popularidade despertou interesse na empresa Google que, em 2007, adquiriu o Orkut (Jesus, 2012). “No entanto, com a ascensão de outras mídias sociais, como o Facebook e o Twitter, além da diminuição de acessos, o Google teve que desativar o Orkut em 30 de setembro de 2014” (Dos Prazeres e Cabral, 2018). Em 2004 Mark Zuckerberg e seus colegas criaram a rede social Facebook quando estavam estudando na Universidade de Harvard. A princípio, a rede criada era para uso interno e contava com ferramentas como feed de notícias, a qual o usuário podia compartilhar o que quisesse como imagens, páginas comerciais ou de amigos, sua localização, entre outras ferramentas disponibilizadas pela rede social. Um ano depois da criação do Facebook e Orkut, Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim criaram o Youtube, plataforma de compartilhamento de vídeos que revolucionou o modo como as pessoas compartilhavam vídeos na Internet (Pereira, 2014 apud Ferreira et al., 2022). Novas redes sociais foram sendo criadas ao longo do tempo devido a sua popularidade. Em 2006, foi lançado o Twitter, que era similar a um microblog, porém sua popularidade cresceu em 2008. Desde o início a plataforma permite que o usuário siga pessoas do seu 1American Marketing Association UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO interesse, o que fez com a rede social se tornasse muito utilizada por serviços de notícias, celebridades e blogueiros (Jesus, 2012). No ano de 2010, houve a criação da rede social chamada Instagram, cuja função era focada no compartilhamento de fotos e vídeos em formato de feed de notícias similar ao Facebook e Orkut. O Instagram também permitia que os usuários da rede social pudessem aplicar filtros nas suas próprias fotos dentro da própria plataforma. Logo, o Instagram foi se popularizando, tornando-se “uma febre entre os influencers e empresas que tem a intenção de atingir um determinado público” (Ferreira, et al., 2022, p. 3). Atualmente as redes sociais podem ser utilizadas como ferramenta de trabalho como é o caso dos Influenciadores digitais. Na Era Digital, o surgimento de vários influenciadores tornou-se algo comum e muitos sonham em ser reconhecidos pelo seu trabalho. Portanto, inúmeras pessoas procuram na Internet, especificamente nas redes sociais, uma forma de mostrar que tem conteúdo e utilizá- las como ferramenta de trabalho. Por consequência disso, as redes sociais acabam tornando-se bastante atrativas pelo público, principalmente pelos jovens (Barbosa, Silva e Brito, 2019). 2.4 Influenciadores Digitais Desde a criação da Internet até os dias atuais, muitos meios de comunicação foram inovados. Com o passar dos anos, alguns meios deixaram de ser populares abrindo espaço para outros mais avançados, como as mídias sociais e as plataformas digitais. A necessidade do ser humano de se manter informado e a integração das redes sociais ao dia a dia colaboraram para a disseminação rápida dessas plataformas pelo mundo (Zenha, p. 23, 2018). As redes sociais online tornaram-se populares principalmente por excluírem certas limitações geográficas, sociais e temporais que existiriam na vida fora da Internet (Zenha, 2018). A possibilidade de comunicação rápida com outra pessoa de qualquer parte do mundo e a troca de informação quase em tempo real foram o atrativo que resultou nos milhares de acessos às redes sociais que conhecemos atualmente. De acordo com Abrams (2021), há 4,7 bilhões de usuários ativos nas redes sociais, representando 59% da população mundial, ou seja, mais da metade da população acessa as redes sociais de forma cotidiana, consumindo diversos conteúdos que se adequam aos seus variados interesses. Antes do termo “Influenciadores Digitais” tornar-se popular, eram utilizados outros termos para nomeá-los, sendo eles Blogueiros ou Bloggers, Vloggueiros ou Vloggers, Formadores de Opinião e Influenciadores. Apesar disto, tais termos não são anulados nos dias atuais, somente são menos utilizados, pois existem influenciadores digitais, por exemplo, que também se consideram Vloggueiros. No geral, o termo “influenciador” é o que mais prevalece (Karhawi, 2017). Os influenciadores Digitais podem criar conteúdo na Internet para si próprios ou para outras empresas, como é o caso dos conteúdos voltados para o marketing e publicidade, em que as empresas aproveitam a grande visibilidade daquele influenciador para divulgar seu produto ou serviço, por meio de um contrato de trabalho. A criação de conteúdo pode ser de diversos temas dependendo do públicoo qual almeja se conectar, por isso atualmente podem ser encontrados conteúdos de entretenimento como: humor, música, filmes, livros, estilos de vida, saúde etc. Os influencers, como são chamados pela maioria do público, são pessoas que saíram do anonimato e ganharam mídia, principalmente, a partir de sua criatividade, de sua experiência em determinada área, e de seu carisma. Abidin e Karhawi (2021) definiram os influenciadores digitais como um gênero dentro do que é chamado de “celebridades da Internet’, eles afirmam que celebridades da Internet como: [...] um tipo de presença midiática com grande visibilidade online. E essa visibilidade UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO pode ser atribuída a qualidades positivas ou negativas. Por exemplo, fama ou infâmia, atenção negativa ou positiva, presença ou ausência de talento, longo prazo ou curto prazo, intencional ou acidental, monetizado ou gratuito (Abidin e Karhawi, 2021, p. 290). Além dessa definição, os autores afirmam que os influenciadores digitais são celebridades cujas qualidades tendem a ser mais positivas do que negativas, voltadas para o cultivo da fama por meio de habilidades, talentos e criação de boa reputação. De acordo com Abidin e Karhawi (2021, p. 290): [...] eles buscam formas de sustentar essas qualidades por um longo período, cultivá- las, incrementá-las intencionalmente e monetizá-las. Influenciadores são, portanto, um tipo muito específico de celebridades da Internet que buscam transformar essa visibilidade online em uma carreira digital remunerável. De acordo com Karhawi (2017), o influenciador digital usa a influência que tem sobre o seu público para atingir diversos objetivos. Dependendo da sua área, ele tem influência no poder de compra do seu público, pois ele pode colocar uma pauta em discussão pelas redes sociais, além de conseguir influenciar no estilo de vida, nos gostos e bens culturais de quem consome o seu conteúdo. 3 METODOLOGIA Quanto à natureza, a presente pesquisa é classificada como quanti-qualitativa. De acordo com Machado (2023), a pesquisa quantitativa e a qualitativa podem ser usadas de forma complementares em conformidade com o planejamento da investigação que se deseja realizar. Gil (2008), citado por Machado (2023), afirma que a pesquisa quanti-qualitativa caracteriza-se por sua visão geral acerca do fenômeno que está sendo estudado. Com isso, essa metodologia consegue abordar os lados objetivos e subjetivos desse fenômeno (Silva e Menezes, 2001, p. 20 apud Machado, 2023, p. 16). A pesquisa qualitativa é de caráter interpretativo, ou seja, ela interpreta os fenômenos em seus próprios cenários e busca entender os significados por meio da visão das pessoas que estão inseridas neste panorama (Augusto et al., 2013). Neste caso, buscou-se entender os pontos de vista dos próprios empreendedores digitais para que suas experiências alcançassem mais pessoas e ajudassem futuros empreendedores, mostrando a experiência que obtiveram com a área ao longo do tempo e quais desafios enfrentaram. Segundo Stake (2011, p. 41) a pesquisa qualitativa é “interpretativa, baseada em experiências, situacional e humanística”, esta afirmação também foi reforçada por Fernandes et al. (2018). Durante o período de agosto de 2023 a janeiro de 2024, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com empreendedores digitais de áreas distintas. O roteiro da entrevista foi constituído por 19 perguntas abertas sobre sua experiência profissional com as redes sociais. O contato com os empreendedores ocorreu inicialmente por e-mail, e depois foras encaminhadas as perguntas por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas, sendo o mesmo utilizado para o recebimento das respostas. Para efeito de identificação dos empreendedores digitais participantes desta pesquisa, eles serão identificados de forma anônima como: ED1. ED2, ED3 e ED4. O roteiro de entrevista semiestruturada é previamente estipulado com a possibilidade de adicionar mais perguntas de acordo com o rumo da entrevista. Este modelo de entrevista tem o objetivo de aprofundar o que se está sendo conversado para a obtenção de informações mais detalhadas que possam evidenciar o que está sendo estudado, para assim “alcançar uma maior profundidade nos dados coletados, bem como nos resultados obtidos” (Nunes, Nascimento e De Alencar, 2016). O conteúdo obtido a partir das entrevistas foi analisado por meio da análise de conteúdo, que geralmente é utilizada em pesquisas qualitativas cujas informações são fornecidas pelos entrevistados. Cappelle, Melo e Gonçalves (2011) afirma que “a análise de UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO conteúdo toma o texto como documento restrito a ser compreendido e como ilustração de uma situação, limitada a seu próprio contexto. Nesse caso, ela parte da estrutura do texto para interpretá-lo”. Sendo assim, buscou-se analisar os dados da entrevista de forma que as informações passadas pelos empreendedores estivessem correlacionadas com a bibliografia principal desta pesquisa e com as respostas dos alunos de administração. Um questionário contendo perguntas fechadas foi aplicado junto aos alunos do curso de Bacharelado em Administração de uma instituição de ensino superior, O questionário foi construído na plataforma do Google Forms e o seu link disponibilizado no período de janeiro e fevereiro de 2024 por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas e por e-mail. As perguntas foram elaboradas com a finalidade de analisar a percepção dos discentes sobre aspectos inerentes ao empreendedorismo digital. Para analisar as respostas fornecidas pelos discentes, procedeu-se uma análise estatística descritiva, que é aplicável quando se tem dados quantitativos. De acordo com Machado (2023), a análise estatística permite estabelecer relações entre as variáveis da pesquisa com o objetivo de solucionar problemas. Tal análise tem por objetivo elucidar os dados e indicadores além de verificar as tendências observáveis a partir desse conjunto de informações. Especificamente, utilizou-se a análise estatística descritiva que busca evidenciar os dados por meio de tabelas, quadros, gráficos e medidas descritivas (Guedes et al., 2005), e a partir deles gerar uma interpretação em torno de todas as variáveis que são o objeto deste estudo. 4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Conforme mostra a figura 1, a maioria dos respondentes desta pesquisa (68%) possuem idade de 18 a 26 anos. Esta faixa etária corresponde à idade média dos estudantes de ensino superior no Brasil, conforme censo realizado em 2015 pelo Ministério de Educação – MEC (Brasil, 2018). Além disso, os jovens são o público mais engajado nas redes sociais (Comscore, 2013a, 2013b apud Barcelos e Rossi, 2014) e mais propensos a utilizarem várias plataformas digitais simultaneamente do que as pessoas das outras faixas etárias (Bardhi et al., 2010 apud Barcelos e Rossi, 2014). Os respondentes desta pesquisa utilizam as redes sociais, mas não consomem conteúdo desta rede de maneira frequente, como é o caso do Facebook, que perdeu popularidade devido ao crescimento de outras redes sociais. A razão entre a frequência de consumo e a de uso de uma rede social indica sua popularidade. Os resultados dispostos na tabela 1 evidenciam que os jovens universitários têm maior contato e afinidade com o Instagram, obtendo assim, um maior conhecimento acerca do seu uso e conteúdo, visto que sua experiência com a plataforma acontece de maneira frequente. Ficaram empatados em segundo lugar o TikTok e o X (antigo Twitter). Figura 1 – Idades dos universitários.Fonte: Autoria própria (2024). UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Tabela 1 – Uso e consumo das redes sociais. Redes Sociais Utilização Frequência de consumo Consumo/Utilização Facebook 39% 9% 23% Instagram 89% 68% 76% TikTok 45% 28% 62% WhatsApp 97% 52% 53% X (Twitter) 40% 25% 62% Youtube 79% 46% 58% Outros 9% 1% 11% Fonte: Autoria Própria (2024). Durante a pesquisa, quatro empreendedores digitais se dispuseram a responder as perguntas elaboradas nesta pesquisa. Buscando ter contato com seu público por meio das redes sociais, alguns empreendedores digitais procuram determinadas plataformas para ser seu foco principal de trabalho, especialmente a rede social mais popular no momento. No Quadro 1 estão sintetizadas as principais informações obtidas sobre as redes sociais e o trabalho dos empreendedores digitais entrevistados. Neste caso foi possível notar que o Instagram também foi citado por todos independentemente do conteúdo das redes sociais de cada empreendedor digital. O TikTok foi mencionado como uma plataforma de uso profissional por todos os empreendedores entrevistados. Esta rede social é também a segunda mais popular entre os universitários respondentes desta pesquisa. Verifica-se que os atuais empreendedores digitais estão utilizando as redes sociais em suas atividades profissionais de modo a permanecerem o mais próximo do público de maneira geral, encontrando maneiras de levar seu conteúdo para outras redes sociais. Quadro 1 – Informações dos empreendedores digitais. ED1 ED2 ED3 ED4 Tipo de conteúdo das redes sociais Turismo, gastronomia, e entretenimento geral da cidade de Manaus. Vendas, estilo de vida natural, uso de acessórios como amuleto de proteção Maquiagem e vida pessoal Fotografia, poses, dicas de edição, moda e vida pessoal Principais plataformas de trabalho Instagram, TikTok e Kwai Instagram, WhatsApp, TikTok, Site de catálogo TikTok e Instagram TikTok, Instagram e Pinterest Número de seguidores nas redes sociais Instagram: 395 mil. TikTok: 245 mil. Kwai: 113,9 mil. Instagram: 19,7 mil. TikTok: 2,3 mil. Instagram: 187 mil. TikTok: 1,1 milhões. TikTok: 238 mil. Instagram: 29,8 mil. Início na área de empreendedorismo digital 2018 2016 2020 2020 Público-Alvo Moradores de Manaus e turistas Mulheres entre 18 e 34 anos que gostam de acessórios artesanais e com significados Mulheres Mulheres Fonte: Autoria própria (2024). Quando perguntado aos estudantes qual rede social escolheriam para trabalhar como empreendedores digitais, 71% assinalaram o Instagram. Entretanto, o TikTok (8%) não foi o segundo escolhido nesta questão, apesar de ser o foco de todos os entrevistados. O segundo mais escolhido pelos alunos foi o Youtube (13%). Desde 2015, ano que o Youtube estava em alta entre os jovens, o uso desta plataforma não é tão frequente como antes. Quem trabalha para o Youtube, recebe monetização por meio de publicidades que podem ser feitas em anúncios gerados nos vídeos pela própria plataforma UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ou por meio de contratos com marcas que buscam o youtuber para divulgá-la em algum momento durante a gravação do seu conteúdo. De qualquer forma, alguns youtubers já conseguiram milhões de dólares trabalhando nesta área (Berg, 2015). Destaca-se que muitos discentes (60%) responderam que utilizam as redes sociais mais para utilidade e outros (36%) indicaram que usam mais para entretenimento. Com isso, pode- se inferir que o Instagram é popular por ser útil para a maioria do público, sendo a plataforma cada vez mais procurada entre eles. Uma vez que os jovens estão buscando utilidade nos diversos conteúdos que as plataformas apresentam e “o empreendedor digital domina a tecnologia, avalia as tendências e analisa o público a qual direciona seu trabalho” (Pereira e Bernardo, 2016), então é compreensível que esses empreendedores procurem criar um conteúdo que atenda a expectativa do público. Este é o caso do ED1, que buscou inovar por meio de sua conta no Instagram, apresentando um tema voltado para o turismo local e assuntos voltados para os moradores de Manaus ou interessados em visitar a cidade. De acordo com ele, seu interesse maior é atender as necessidades daqueles que querem aproveitar a diversidade dos locais. Em um trecho da entrevista ele explica: “Eu não foco na cidade, eu foco no que as pessoas da cidade querem. Exemplo: eu já fiz conteúdo sobre Presidente Figueiredo, que não é Manaus, mas os moradores de Manaus vão para Presidente Figueiredo”. Avaliando as tendências, o ED1 percebeu que a área na qual pretendia atuar anteriormente estava ficando desvalorizada, logo ele viu a Internet como uma oportunidade de seguir um novo caminho. Ele afirmou que: “[...] a internet é o futuro, é o que nós somos hoje, todos os meios hoje, se voltam para a internet, principalmente para as redes sociais que é onde as pessoas estão, as pessoas hoje em dia passam muito mais tempo na frente do celular do que na TV ou de qualquer outro meio de comunicação.” Para buscar utilidade em determinado conteúdo, é necessário confiar naquele que transmite as informações. O empreendedor precisa passar credibilidade naquilo que faz, seja oferecendo um produto, serviço ou indicando algo para seu público. Entretanto, os possíveis consumidores têm suas próprias métricas para confiar em um empreendedor digital. A figura 2 ilustra como os estudantes de Administração confiam naquilo que está sendo ofertado por um empreendedor digital. 57,3% responderam que confiam em algo ofertado a partir de avaliações de outros consumidores, fato que comprova uma teoria do marketing bastante discutida ao longo dos anos: o boca a boca. Figura 2 – Fatores que determinam a confiança em empreendedor. Fonte: Autoria própria (2024). UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO De acordo com Bone (1992) conforme cita Ferreira (2022, p. 4), o boca a boca é um “fenômeno grupal, na forma de troca de comentários individuais, pensamentos, e ideias entre dois ou mais indivíduos em que nenhum deles representa uma fonte de marketing”. Apesar das evoluções tecnológicas e comportamentais dos consumidores, é perceptível que o boca a boca evoluiu junto com a tecnologia se adequando e refletindo o hábito dos consumidores online. Também é notável uma particularidade a partir dos resultados obtidos, em que a popularidade e o número de seguidores não são vistos como um fator de confiabilidade do empreendedor pelos jovens consumidores. Com isso, apresentar um conteúdo de qualidade e seguro para seus consumidores torna-se a estratégia mais eficaz para garantir uma propagação positiva. Para trabalhar por meio das redes sociais, é necessário conhecer aquele ambiente de trabalho, sendo que o uso de uma ou mais redes sociais se torna necessária, visto que o tipo de conteúdo gerado pode demandar por mais ferramentas. Dentre os entrevistados, ED2 foi o único a afirmar que usa o WhatsApp como uma das plataformas digitais principais do seu trabalho, pois o mesmo utiliza esse aplicativo para atender os pedidos dos seus clientes. Ao perguntar aos entrevistados sobre as características que consideram importantes para trabalhar neste meio. De maneira geral, as respostas fornecidas foram: constância, autenticidade, coragem, conhecimento e experiência. Tais respostas foram explicadas baseadas em experiência própria, mas a característicaque foi repetida por todos foi a “autenticidade”. De acordo com eles para conseguir um espaço em meio a tantos empreendedores digitais, é necessário que consiga se destacar dos demais mostrando um diferencial próprio, como afirmou ED4: “porque ultimamente tem muita gente criando conta nas plataformas pra criar conteúdo e o que te difere dos outros é você ser você mesmo, não copiar os outros.”. A característica “coragem” também foi explicada por ED2, ao afirmar que “querendo ou não as pessoas estão sempre te julgando por tudo na internet e se você for ligar para isso você não cria conteúdo, não se expõe e não cresce também.”. Criar estratégias de acordo com o ambiente no qual está inserido é uma ação necessária para os empreendedores, e a Internet é um ambiente que muda de maneira constante. Em função disso, é necessária uma atenção maior no que acontece nas redes sociais em determinados momentos, como foi a experiência relatada por ED1 ao declarar que “(...)a forma como as pessoas viam a rede social ano passado não é a mesma de hoje com um ano de diferença a forma de se consumir conteúdo muda, e isso é choque muito grande pra quem é um produtor de conteúdo(...)”. Tal experiência coincide com o perfil do empreendedor citado por Bandera e Passerini (2020), ao apresentar que os empreendedores digitais são confiantes dentro da sua área de atuação e observam nas mudanças tecnológicas uma oportunidade de negócios ao invés de uma ameaça. A figura 3 reflete a percepção dos alunos a respeito do que eles pensam sobre a melhor maneira de empreender. Nota-se que 30,7% indicaram a criação de estratégias próprias para seu próprio empreendimento como a melhor maneira de trabalhar com as redes sociais. Este fato coincide com as recomendações de três empreendedores digitais (ED2, ED3 e ED4), ao afirmarem que para conseguir resultados positivos nesta área é preciso ser autêntico em relação ao seu empreendimento. UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Figura 3 – Melhores maneiras de empreender pelas redes sociais. Fonte: Autoria própria (2024). Baseado na experiência de ED1, criar estratégias com base especificamente no conteúdo a ser gerado pode ocasionar um resultado melhor devido a particularidade de cada plataforma, conforme o seguinte exemplo: “(...)suponha que eu tenho um café da manhã, o Instagram de um café regional. E eu posto um café e um x-caboquinho 2suponha que eu posto isso 8 horas da noite. No instagram do meu restaurante. Meu restaurante ta fechado, não é uma hora que ninguém tá pensando nisso. Agora suponha que poste isso as 3 horas da tarde, o restaurante está aberto, e é uma hora propícia, porque a tarde é o horário que estão pensando em lanche(...)”. Esse tipo de estratégia é aplicado principalmente para o Instagram pois de acordo com Schneider, Vosgerau e Fernandes (2023, p. 223): [...]Até 2016, esse algoritmo se baseava exclusivamente na cronologia, isso é, as postagens apareciam em ordem cronológica e as pessoas tinham acesso a todos os conteúdos dos perfis que seguiam. No entanto, há cinco anos, ocorreram mudanças que objetivaram tornar o Instagram mais comercializável. O algoritmo passou a considerar a experiência do usuário e direcionar os conteúdos conforme seus interesses[...] ED2 afirma que “talvez no Instagram isso não mais tenha tanta força assim, mas no Tik Tok por experiência própria percebo mais que em certos horários o algoritmo entrega pra mais gente”. Este fato acontece porque existem horários em que mais pessoas estão acessando as redes sociais, consequentemente o conteúdo será mais visto. Por exemplo, no caso dos estudantes de administração, das 18h às 22h é o horário em que eles tendem a entrar em suas redes sociais, independente de seus turnos de aula. Isso ocorre porque há estudantes trabalham no período diurno totalmente ou parcialmente, refletindo em seus hábitos de acesso às redes sociais, conforme pode ser visualizado na figura 4. Figura 4 – Horário de maior uso das redes sociais pelos discentes. Fonte: Autoria própria (2024). 2 X-caboquinho: sanduíche feito com pão francês, queijo coalho, banana pacovã frita e tucumã, fruta nativa da região amazonense. 0% 60% 40% 20% 0% 6% 5% Das 06h às 10h Noturno Diurno (ou matutino) 12% Das 22h às 02h Das 10h às 14h 27% 17% Das 14h às 18h 42% 50% Das 18h às 22h 29% 12% UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Atualmente, tanto o Instagram e quanto o TikTok possuem algumas ferramentas na plataforma que permitem o usuário a usá-los de maneira comercial. Além de entretenimento e utilidades comuns do dia a dia, essas duas redes sociais disponibilizam dentro de suas plataformas um ambiente próprio para profissionais do empreendedorismo digital. Esses ambientes contêm ferramentas que auxiliam os trabalhadores quando necessitam de um suporte para seu trabalho e um controle de produtividade em sua rede social profissional. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Esta pesquisa mostra que mais da metade dos alunos de administração da instituição de ensino superior, acreditam que o sucesso do empreendedorismo digital depende do uso, de qualquer jeito, das plataformas como ferramenta de trabalho. No entanto, tudo depende de estudos, estratégias e habilidades. Certamente, a preparação para trabalhar nesta área, ultrapassa os limites da sala de aula da universidade. Para seguir a carreira de empreendedor digital é necessário estar preparado para encarar os desafios decorrente do meio digital. O principal resultado da pesquisa mostra que na visão dos discentes é necessário criar uma estratégia única para o seu próprio empreendimento, enquanto para os profissionais é importante adequar a estratégia conforme a rede social a ser utilizada. Os discentes possuem uma visão característica de consumidores de redes sociais, entretanto foi possível perceber que as teorias a qual estudam em sua grade curricular também impactam em suas percepções quanto ao uso das redes sociais como ferramenta de trabalho. O empreendedores digitais possuem uma visão técnica com relação ao tema por consequência da experiência adquirida ao longo dos anos de trabalho com as redes sociais. Com isso é possível perceber que ambas perspectivas se complementam. Com isso, conclui-se que para seguir a carreira em empreendedorismo digital é preciso saber lidar com as mudanças, conhecer seu ambiente de trabalho, dominar a tecnologia, estar ciente sobre as críticas, ter noção de comportamento humano, ter coragem para criar experiências e adquirir know-how. A área de empreendedorismo digital é caracterizada por oferecer ao empreendedor liberdade para gerir seu negócio sem a preocupação de seguir normas técnicas ou ter que deslocar-se de um ambiente a outro para efetuar seu trabalho. Em decorrência disso, a carreira do empreendedor digital é seguida por um comprometimento pessoal com o que se propõe a ser feito. Caso um estudante de Administração decida seguir esta área, deverá ter noção do ambiente que deseja trabalhar, o conteúdo que irá abordar e o público-alvo que se deseja atingir. É notável que o Instagram e o Tiktok se destacaram nas respostas obtidas junto aos atuais empreendedores digitais e futuros profissionais de administração. Atualmente, essas duas redes sociais tornaram-se favoráveis para o começo de um empreendimento. Todavia, para conseguir êxito, deve-se estudar as plataformas individualmente para então entender como cada uma se comporta diante do público que deseja se conectar. Além disso, o negócio digital necessita de estratégias para seguir estável diantedas mudanças que o ambiente virtual apresenta. Com isso, o fato deste ramo proporcionar liberdade ao criador de conteúdo, a forma de lidar com as mudanças se torna menos trabalhosa. Uma das limitações enfrentadas durante a realização da pesquisa foi a dificuldade para obter retorno dos empreendedores digitais quanto a resposta da entrevista em decorrência da pouca disponibilidade e acesso a eles. Entretanto, pelo tempo de experiência dos mesmos e o grande engajamento que apresentavam nas redes sociais, tornou-se viável continuar com os empreendedores entrevistados. Outra limitação encontrada no decorrer deste trabalho foi o número restrito de alunos respondentes, porém após análise das respostas apresentadas, os resultados produzidos podem ser relevantes para a comunidade acadêmica-científica. Como sugestão para trabalhos futuros, propõe-se que a continuidade desta pesquisa seja feita fora dos parâmetros universitários, trabalhando com o público de maneira geral envolvendo um número maior de empreendedores digitais. Recomenda-se ainda, que a investigação desses objetos de pesquisa seja restrita por área ou tema específico, como por exemplo, empreendedores digitais da área de gastronomia. UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO REFERÊNCIAS ABIDIN, C.; KARHAWI, I. Influenciadores digitais, celebridades da internet e “blogueirinhas”: uma entrevista com Crystal Abidin. Intercom: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, v. 44, n. 1, p. 289–301, jan. 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/interc/a/WftrmyFhn6K5r366RN9hSZD/?format=html&lang=pt. Acesso em: 25 mar. 2023. ABRAMS, von Karin. The Global Media Intelligence Report 2021: A Reference Guide to Consumers’ Media Use in 43 Countries. Insider Intelligence. 2021. Disponível em: https://www.insiderintelligence.com/content/global-media-intelligence-report-2021. Acesso em: 20 dez. 2023. AUGUSTO, C. A. et al. Pesquisa Qualitativa: rigor metodológico no tratamento da teoria dos custos de transação em artigos apresentados nos congressos da Sober (2007-2011). Revista de Economia e Sociologia Rural, v. 51, n. 4, p. 745-764, out. 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/resr/a/zYRKvNGKXjbDHtWhqjxMyZQ/? Acesso em: 16 abr. 2023. BALA, Madhu; VERMA, Deepak. (2018). A critical review of digital marketing. International Journal of Management, IT & Engineering, v. 8, n. 10, p. 321-339, 2018. Disponível em: https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=3545505#paper- citations-widget. Acesso em: 16 abr. 2023. BANDERA, Cesar; PASSERINI, Katia. Personality traits and the digital entrepreneur: Much of the same thing or a new breed? Journal of the International Council for Small Business, p. 1-25, 2020. Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/26437015.2020.1724838. Acesso em: 15 jan. 2023. BARBOSA, C. C. N.; SILVA, M. C.; BRITO, P. L. A. Publicidade ilícita e influenciadores digitais: novas tendências da responsabilidade civil. Revista IBERC, Belo Horizonte, v. 2, n. 2, 2019. DOI: 10.37963/iberc.v2i2.55. Disponível em: https://revistaiberc.responsabilidadecivil.org/iberc/article/view/55. Acesso em: 17 jun. 2023. BARCELOS, Renato Hübner; ROSSI, Carlos Alberto Vargas. Mídias sociais e adolescentes: uma análise das consequências ambivalentes e das estratégias de consumo. BASE - revista de administração e contabilidade da Unisinos, São Leopoldo. Vol. 11, n. 2, p. 93-110, abr./jun. 2014. BERG, Madeline. The World's Highest-Paid YouTube Stars 2015. Forbes. [s.l.], 2015. Disponível em: https://www.forbes.com/sites/maddieberg/2015/10/14/the-worlds-highest- paid-youtube-stars-2015/?sh=6ef591c23192. Acesso em: 25 fev. 2024. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/32044-censo-da-educacao- superior. Acesso em: 27 fev. 2024. CAPPELLE, M. C. A.; MELO, M. C. de O. L.; GONÇALVES, C. A. Análise de conteúdo e análise de discurso nas ciências sociais. Organizações Rurais & Agroindustriais, [S. l.], v. 5, n. 1, 2011. Disponível em: https://www.revista.dae.ufla.br/index.php/ora/article/view/251. Acesso em: 29 jan. 2024. CORREIA, Silvia Regina Veronezi; MARTENS, Cristina Dai Prá. Empreendedorismo digital e gestão de projetos: uma revisão sistemática da literatura. Iberoamerican Journal of Project Management, v. 11, n. 1, p. 01-24, 2020. Acesso em: 26 jan. 2024. COSTA, Ricardo; CONCEIÇÃO, Márcio Magera; PACHECO, Joelma Telesi Conceição; http://www.scielo.br/j/interc/a/WftrmyFhn6K5r366RN9hSZD/?format=html&lang=pt http://www.scielo.br/j/interc/a/WftrmyFhn6K5r366RN9hSZD/?format=html&lang=pt http://www.insiderintelligence.com/content/global-media-intelligence-report-2021 http://www.insiderintelligence.com/content/global-media-intelligence-report-2021 http://www.scielo.br/j/resr/a/zYRKvNGKXjbDHtWhqjxMyZQ/ http://www.scielo.br/j/resr/a/zYRKvNGKXjbDHtWhqjxMyZQ/ http://www.forbes.com/sites/maddieberg/2015/10/14/the-worlds-highest- http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/32044-censo-da-educacao- http://www.revista.dae.ufla.br/index.php/ora/article/view/251 http://www.revista.dae.ufla.br/index.php/ora/article/view/251 UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO SALES, Marcelo Dourado. Marketing e propaganda – ferramentas de gestão na busca dos consumidores. Revista Científica Acertte, [S. l.], v. 1, n. 1, p. e111, 2021. Disponível em: https://acertte.org/index.php/acertte/article/view/1. Acesso em: 26 jan. 2024. DA ROCHA, Luiz Fernando Perrotta. “Como ganhar dinheiro na Internet?”: a Construção da Carreira de Empreendedor Digital. 2021. Tese de Doutorado. Programa de Pós-graduação em Administração de Empresas do Departamento de Administração. Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2021. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/55705/55705.PDF. Acesso em: 15 jan. 2023. DOS PRAZERES, P. J. A.; CABRAL, C. J. de S. Historicidade Das Redes Sociais E Pratica De Delitos Contra A Honra Praticados No Âmbito Das Redes Sociais. Anais do Congresso Brasileiro de Processo Coletivo e Cidadania, [S. l.], n. 5, 2018. Disponível em: https://revistas.unaerp.br/cbpcc/article/view/1012. Acesso em: 28 jan. 2024 DOS SANTOS, Enise Aragão; TORKOMIAN, Ana Lúcia Vitale. Characteristics of the digital entrepreneur: a multicase study in startups. International Journal of Innovation, v. 9, n. 2, p. 219-238, 2021. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=8045985 Acesso em: 20 dez. 2023. FERENHOF, Helio Aisenberg. Métodos qualitativos de pesquisa: de dados à informação ao conhecimento; formando pesquisadores. International Journal of Knowledge Engineering and Management, v. 7, n. 19, p. 1-11, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ijkem/article/view/81602 Acesso em: 26 jan. 2024. FERNANDES, Alice Munz et al. Metodologia de pesquisa de dissertações sobre inovação: Análise bibliométrica. Desafio online, v. 6, n. 1, 2018. Disponível em: https://desafioonline.ufms.br/index.php/deson/article/view/3539 Acesso em: 28 jan. 2024 FERREIRA, Marlette Cassia Oliveira et al. Marketing digital em redes sociais: influência da propaganda digital na intenção de compras online. Anais do ADM Congresso Internacional de Administração. [S. l.], [S. n.], 2022. Disponível em: https://admpg.com.br/2022/anais/arquivos/08302022_190810_630e9062b28f4.pdf. Acesso em: 16 abr. 2023 GUEDES, Terezinha Aparecida et al. Estatística descritiva. Projeto de ensino aprender fazendo estatística, p. 1-49. IME-USP, 2005. Disponível em: https://www.ime.usp.br/~rvicente/Guedes_etal_Estatistica_Descritiva.pdf Acesso em:27 fev. 2024 JESUS, A. História das redes sociais: do tímido ClassMates até o boom do Facebook. Techtudo, 2012. Disponivel em: https://www.techtudo.com.br/noticias/2012/07/historia-das- redes-sociais.ghtml. Acesso em: 25 mar. 2024. KARHAWI, Issaaf. Influenciadores digitais: conceitos e práticas em discussão. Communicare, v. 17, n. 12, p. 46-61, 2017. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/341983923_Influenciadores_digitais_conceitos_e_p raticas_em_discussao. Acesso em: 20 dez. 2023. KRÜGER, Cristiane; RAMOS, Lucas Feksa. Comportamento empreendedor, a partir de características comportamentais e da intenção empreendedora. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, v. 9, n. 4, p. 528-555, 2020. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=7610407. Acesso em: 30 jan. 2024. LINS, Bernardo Felipe Estellita. A evolução da Internet: uma perspectiva histórica. Cadernos Aslegis, v. 48, p. 11-45, 2013. Disponível em: https://www.aslegis.org.br/todas-as-edicoes- artigos/106-caderno-aslegis-48. Acesso em: 20 dez. 2023. http://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/55705/55705.PDF http://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/55705/55705.PDF http://www.ime.usp.br/~rvicente/Guedes_etal_Estatistica_Descritiva.pdf http://www.ime.usp.br/~rvicente/Guedes_etal_Estatistica_Descritiva.pdf http://www.researchgate.net/publication/341983923_Influenciadores_digitais_conceitos_e_p http://www.researchgate.net/publication/341983923_Influenciadores_digitais_conceitos_e_p http://www.aslegis.org.br/todas-as-edicoes- http://www.aslegis.org.br/todas-as-edicoes- UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO MACHADO, J. R. F. Metodologias de pesquisa: um diálogo quantitativo, qualitativo e quali- quantitativo. Devir Educação, [S. l.], v. 7, n. 1, p. e–697, 2023. Disponível em: https://devireducacao.ded.ufla.br/index.php/DEVIR/article/view/697. Acesso em: 28 jan. 2024. UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO MARTINS, Thays. Pandemia impulsiona empreendedorismo digital de pequenos e grandes no Brasil. Correio Brasiliense, Distrito Federal, 8 set. 2021. Empreendedorismo. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2021/08/4943244-pandemia- impulsiona-empreendedorismo-digital-de-pequenos-e-grandes-no-brasil.html. Acesso em: 06 fev. 2024. NUNES, Ginete Cavalcante; NASCIMENTO, Maria Cristina Delmondes; DE ALENCAR, Maria Aparecida Carvalho. Pesquisa científica: conceitos básicos. ID online. Revista de psicologia, v. 10, n. 29, p. 144-151, 2016. Disponível em: https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/view/390. Acesso em: 26 jan. 2024. PACETE, Luiz Gustavo. Brasil é o terceiro maior consumidor de redes sociais em todo o mundo. Forbes Tech. Forbes, [s.l.], 2023. Disponível em: https://forbes.com.br/forbes- tech/2023/03/brasil-e-o-terceiro-pais-que-mais-consome-redes-sociais-em-todo-o-mundo/. Acesso em: 26 jan. 2024. PEREIRA, J. A.; BERNARDO, A. Empreendedorismo Digital: estudo do Projeto Negócios Digitais desenvolvido pelo SEBRAE-PR em Maringá. Desenvolvimento em Questão, [S. l.], v. 14, n. 37, p. 293–327, 2016. Disponível em: https://revistas.unijui.edu.br/index.php/desenvolvimentoemquestao/article/view/4422. Acesso em 26 jan. 2024. RODRIGUES, Sofia. Manual Técnico do Formando: “Empreendedorismo”. ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários e EduWeb. Lisboa, fev. 2008. (Colecção Ferramentas para o Empreendedor). Disponível em: http://profem.ieba.org.pt/images/materiais/Bibliografia_Empreendedorismo/empreendedorism o_anje.pdf. Acesso em 26 jan. 2024. SANTOS, Thalia Vilas Boas dos. Marketing digital aplicado nas organizações. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Administração) - Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos, Brasília, 2020. SCHNEIDER, Maria Fernanda Moretti; VOSGERAU, Dilmeire Sant’anna Ramos; FERNANDES, Luana Fonseca Duarte. O Diálogo nas Redes Sociais Digitais Em Prol Da Educação: uma análise a partir das reflexões de Paulo Freire. Momento - Diálogos em Educação, [S. l.], v. 32, n. 01, p. 215–238, 2023. Disponível em: https://periodicos.furg.br/momento/article/view/14173. Acesso em: 25 fev. 2024. SEBRAE. Influenciadores digitais se destacam como oportunidade de negócio. 2022. Disponível em: https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/influenciadores-digitais-se- destacam-como-oportunidade-de- negocio,d2e77d1de5b81810VgnVCM100000d701210aRCRD. Acesso em. 16 fev. 2024. ZENHA, Luciana. Redes sociais online: o que são as redes sociais e como se organizam? Caderno de Educação, v. 1, n. 49, p.19-42, 2018. Disponível em: https://revista.uemg.br/index.php/cadernodeeducacao/article/view/2809. Acesso em 20 dez. 2023. http://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2021/08/4943244-pandemia- http://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2021/08/4943244-pandemia- http://profem.ieba.org.pt/images/materiais/Bibliografia_Empreendedorismo/empreendedorism A IMPORTÂNCIA DAS REDES SOCIAIS PARA O EMPREENDEDORISMO: A VISÃO DE EMPREENDEDORES DIGITAIS E ALUNOS DE ADMINISTRAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR RESUMO THE USE OF SOCIAL NETWORKS AS A STRATEGY FOR ENTREPRENEURS: THE VIEW OF DIGITAL ENTREPRENEURS AND ADMINISTRATION STUDENTS AT A HIGHER EDUCATION INSTITUTION 1 INTRODUÇÃO 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Empreendedorismo 2.1.1 Empreendedorismo Digital 2.2 Marketing Digital e Publicidade 2.3 Redes Sociais 2.4 Influenciadores Digitais 3 METODOLOGIA 4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS