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1 
Atividade Prática - Eletricidade 
Nome: Lucas Eduardo Nogueira 
Centro Universitário Uninter 
Pap – R. Barão do Cerro Azul, 761 - Centro, São José dos Pinhais - PR, 83005-430 
e-mail: xxxxxxxxx@uninter.com 
 
Resumo: Este trabalho tem como objetivo apresentar os resultados obtidos 
por meio de um experimento prático que explora os processos de 
eletrização por atrito e a indução eletrostática aplicada a um corpo neutro. 
Utilizando recursos simples – como papel alumínio, canudos de plástico, 
uma base tripé, fio de tecido e papel toalha – o experimento foi realizado 
conforme um roteiro pré-estabelecido. A prática permitiu a constatação dos 
conceitos abordados na disciplina, usando como evidencia as distintas 
interações observadas entre o canudo de plástico e a bolinha de alumínio. 
Dependendo se o método utilizado foi o atrito ou a indução, os resultados 
foram completamente diferentes. Essa descoberta mostra a complexidade 
dos fenômenos elétricos e a maneira pela qual as cargas interagem entre 
si. 
 
 
Palavras-chaves: (eletrização; eletricidade; atrito; indução; corpo neutro) 
 
INTRODUÇÃO 
Neste trabalho, estamos investigando como a eletrização de um corpo neutro 
ocorre por meio do atrito e dos processos de indução. Queremos entender de que 
maneira materiais inicialmente sem carga podem adquirir propriedades elétricas e, 
consequentemente, atrair partículas mais leves. Essa investigação é importante 
porque revela os fundamentos da eletricidade, tema que, além de ser historicamente 
fascinante, serve de base para inúmeras aplicações tecnológicas que melhoram a 
qualidade de vida. Para isso, realizaremos experimentos práticos utilizando materiais 
simples, onde aplicaremos o atrito para gerar a eletrização e, em seguida, 
observaremos os efeitos de indução de forma clara e mensurável. 
 
 
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
A eletricidade pode ser compreendida como um fenômeno físico fundamental, cuja 
atuação é essencial em diversas áreas da vida humana, na ciência e na tecnologia. 
Essa compreensão apoia-se em princípios e conceitos desenvolvidos por renomados 
estudiosos ao longo da história. 
Crovador (2020, p. 7) relata que a história da eletricidade tem suas raízes na Grécia 
Antiga, quando filósofos como Leucipo e Demócrito, por volta de 2400 a.C., 
propuseram que a matéria era constituída por átomos – unidades indivisíveis –, 
fundamentando as primeiras concepções sobre a estrutura da matéria. 
A partir desses estudos iniciais, foi possível sintetizar a ideia de que os corpos 
possuem cargas elétricas específicas, popularmente designadas como prótons, 
elétrons e áreas neutras (corpo neutro). Essa postura teórica ganhou suporte com o 
 2 
trabalho de diversos cientistas, entre os quais se destaca Charles Augustin de 
Coulomb (1736–1806), cuja Lei de Coulomb estabelece a relação matemática entre 
as forças eletrostáticas e as cargas elétricas, definindo que os corpos, originalmente 
neutros, podem ser decompostos em componentes com carga positiva (prótons) e 
negativa (elétrons) (YOUNG; FREEDMAN, 2009, p. 3). 
Outro conceito de grande relevância é o do campo elétrico, introduzido por Michael 
Faraday e posteriormente formalizado matematicamente por James Clerk Maxwell 
(1831–1879) por meio de suas equações, que fundamentam o fenômeno do 
eletromagnetismo. O campo elétrico descreve a influência que uma carga exerce 
sobre as cargas existentes em seu entorno, fornecendo uma base teórica para a 
compreensão das interações eletrostáticas. 
 
PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 
Para a realizar o experimento foi necessário montar o tripe fornecido pelo kit de 
mecânica 23/24 que foi provido pelo polo. Após a montagem do tripe uma linha de 
10 cm foi presa na ponta do tripe com uma bola de papel alumínio tendo 
aproximadamente 1cm, aproximando o canudo em estado neutro da bola não foi 
visualizado nenhuma interação, essa etapa foi para visualizar que quando não 
temos o atrito para eletrização do canudo e ambos os objetos estão neutros não 
temos nenhuma reação. 
Agora com o canudo eletrizado pelo atrito com o papel toalha, aproximamos ele 
do pedaço ele é puxado para o canudo. Isso se deve pois houve uma indução 
eletroestática causando uma redistribuição de cargas pela proximidade de ambos os 
corpos. 
No próximo estágio da experiencia carregamos novamente o canudo, porém 
dessa vez encostamos eles até suas cargas se igualarem, assim que ambos os 
corpos alcançaram a mesma carga foi possível visualizar uma repulsão de ambas as 
partes (opostos de atraem igual se repelem). 
Esse experimento teve o objetivo de analisar como funciona a eletrização por 
estática na prática e como cargas opostas ou iguais interagem entre si. 
 
 
 
 
 
ANÁLISE E RESULTADOS 
 
ELETRIZAÇÃO POR ATRITO 
 Durante o experimento, o atrito foi o mecanismo fundamental para demonstrar a 
eletrização dos materiais. Inicialmente, o canudo de plástico foi fricado com papel 
toalha, o que resultou na perda de elétrons pelo canudo, fazendo com que ele 
adquirisse carga positiva. Antes dessa interação, o pedaço de papel alumínio estava 
em estado de corpo neutro, ou seja, sem nenhuma carga elétrica. 
 3 
Devido à diferença de cargas geradas, o papel alumínio passou a ser atraído pelo 
canudo. Esse fenômeno pode ser explicado pelo processo de indução, onde um corpo 
inicialmente neutro manifesta efeitos de carga quando exposto a outro corpo já 
eletrizado. Durante o contato, a rápida redistribuição dos elétrons fez o papel alumínio 
adquirir uma leve carga negativa, reforçando a atração. Posteriormente, quando os 
dois objetos se tocaram, os elétrons fluíram do corpo com carga excedente (o canudo) 
para o que possuía menos carga (o papel alumínio), até que se igualassem, 
ocasionando repulsão, já que objetos com cargas iguais se repelem. 
Observou-se que, se uma barra de ferro fosse usada no lugar do canudo, o mesmo 
processo ocorreria, evidenciando que esse fenômeno não é exclusivo de um material, 
mas sim de qualquer sistema onde o atrito promova a transferência de elétrons entre 
um corpo neutro e um corpo já eletrizado. Um exemplo cotidiano dessa eletrização 
ocorre ao abrir a porta de um carro: o atrito entre o tapete e o corpo humano transfere 
elétrons para a pele, eletrizando-a. Assim, ao tocar na maçaneta, ocorre uma 
descarga elétrica (choque) devido à diferença de potencial resultante desse processo. 
 
 
REPULSÃO ENTRE CORPOS COM CARGAS ELÉTRICAS IGUAIS 
No experimento, os canudos de plástico, que inicialmente eram corpos neutros, 
passaram por um processo de eletrização por atrito ao serem friccionados com papel 
toalha. Esse procedimento fez com que os canudos perdessem elétrons, adquirindo, 
consequentemente, cargas iguais (do mesmo sinal). Como a eletricidade se manifesta 
pela interação entre cargas, objetos com cargas do mesmo sinal se repelem, o que 
explica a repulsão mútua observada entre os canudos eletrizados. 
Quando o dedo se aproximou dos canudos carregados, observou-se uma tendência 
à neutralização das cargas. Caso o dedo estivesse eletrizado com sinal oposto, os 
elétrons fluiriam do dedo para os canudos, reduzindo a repulsão. A intensidade da 
força de repulsão depende da quantidade de elétrons transferidos durante o atrito: 
quanto maior a transferência, maior será a força repulsiva entre os objetos. 
Para inverter o fenômeno e obter atração entre os canudos, seria necessário 
carregá-los com sinais elétricos opostos. Isso poderia ser alcançado, por exemplo, 
atribuindo cargas diferentes ao utilizar materiais distintos (como vidro ou seda) em vez 
de papel toalha, demonstrando assim a importância dos métodos de eletrização e dos 
processos de indução na determinação das interações entre os corpos. 
Esta abordagem evidencia como a transferência de elétrons, promovida pelo atrito, 
pode transformar um corpo neutro em um elemento eletricamente ativo, alterando a 
forma como os objetos interagem entre si. 
 reproduzir o experimento. 
 4 
 
 
CONCLUSÃOEste trabalho proporcionou uma oportunidade valiosa para investigar os fundamentos 
da eletricidade, permitindo a observação prática dos fenômenos de atrito e indução. 
Através dos experimentos, constatou-se que a eletrização por atrito possibilita a 
transferência de cargas elétricas, transformando inicialmente um corpo neutro em um 
elemento ativo, capaz de interagir de formas distintas. Além disso, a demonstração da 
indução eletrostática evidenciou como um objeto eletrizado, como o canudo ou o papel 
alumínio, influencia a distribuição de cargas em outro corpo neutro. Assim, a 
experiência não só fortaleceu a compreensão desses conceitos, mas também 
despertou um interesse maior pelo estudo da eletricidade, evidenciando a importância 
de se desenvolver uma cultura de aprendizado por meio de experimentos simples e 
acessíveis. 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
Toda Matéria – Processos de Eletrização: Atrito, Contato e Indução 
 https://www.todamateria.com.br/processos-de-eletrizacao/ 
Rosimar Gouveia 
Professora de Matemática e Física 
 
 
 
Docsity – Experimentos sobre Eletrização: Atrito, Contato e Indução 
https://www.docsity.com/pt/docs/fenomenos-eletrostaticos-processo-de-
eletrizacao/9290129/ 
Mundo Educação – Eletrostática 
https://mundoeducacao.uol.com.br/fisica/eletrostatica.htm 
Publicado por Pâmella Raphaella Melo 
 
 
 
https://www.todamateria.com.br/processos-de-eletrizacao/
https://www.docsity.com/pt/docs/fenomenos-eletrostaticos-processo-de-eletrizacao/9290129/
https://www.docsity.com/pt/docs/fenomenos-eletrostaticos-processo-de-eletrizacao/9290129/
https://mundoeducacao.uol.com.br/fisica/eletrostatica.htm

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