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O trabalho do
Terapeuta
Ocupacional em
Saúde Mental 
da emergência ao
cuidado contínuo.
Caroline de Souza
Terapeuta Ocupacional
Crefito-3/18055-TO
O trabalho do Terapeuta
Ocupacional
ATUAÇÃO EM CAPS (ADULTO, AD E IJ)
No Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), o terapeuta
ocupacional desempenha um papel crucial na
reabilitação psicossocial. As principais funções do
terapeuta ocupacional no CAPS incluem:
Reintegração Social: Ajuda o usuário a resgatar
habilidades sociais e a se reintegrar à sociedade,
favorecendo sua autonomia e participação social.
Por meio de atividades terapêuticas e oficinas de
convivência, busca reconstruir o vínculo do
paciente com a comunidade e com seus familiares.
1.
2. Promoção de Habilidades de Vida Diária e Autocuidado:
Trabalha para promover a independência em atividades de
vida diária, como autocuidado, alimentação, higiene e
vestuário, essenciais para o bem-estar e a autonomia do
indivíduo. Através de atividades práticas, o terapeuta auxilia
no desenvolvimento dessas habilidades, adaptando-as às
necessidades de cada paciente.
3. Desenvolvimento de Habilidades Ocupacionais: 
Por meio de atividades que exploram as áreas de interesse do
paciente, como arte, música, jardinagem e culinária, o
terapeuta ocupacional ajuda a redescobrir habilidades e
interesses, promovendo a expressão pessoal e a autoestima.
4. Apoio ao Tratamento Terapêutico: O terapeuta
ocupacional participa de reuniões de equipe
multidisciplinar, onde são discutidos planos
terapêuticos e o andamento dos tratamentos dos
pacientes. Esse apoio permite um atendimento mais
eficaz e coordenado, favorecendo a integração entre os
profissionais do CAPS e proporcionando uma abordagem
mais completa.
5. Prevenção de Reinternações e Estabilização: Com
atividades que ajudam a manter o equilíbrio emocional,
a função do terapeuta ocupacional no CAPS busca reduzir
as chances de reinternações e de crises, oferecendo
suporte constante e promovendo uma rede de apoio que o
paciente pode acessar em momentos críticos.
Psiquiatria na Emergência
INTRODUÇÃO
A emergência psiquiátrica é qualquer situação
onde o paciente com transtorno mental se mostra
em risco para si próprio ou para os outros e
que necessita de uma intervenção terapêutica
imediata.
Sinais que caracterizam uma
emergência
Risco de Morte (Comportamento Suicida,
ideação com ou sem planejamento estruturado e
pensamentos de morte)
Alterações de Comportamento e
Propriocepção (Agressividade, Mania, Delirios e
Alucinações)
Sob o efeito de Substâncias Psicoativas
História do
paciente
Exame Físico
e exames
complementares
Exame do
Estado Mental
Avaliação
Principais Emergências
DELIRIUM
É uma disfunção orgânica frequente na rotina
médica e talvez uma das condições psiquiátricas
mais antigas.
Definido como uma síndrome neurocognitiva marcada
pela alteração da consciência e atenção,
resultando em uma confusão mental.
Tipos de Delirium
Hiperativo
Caracterizado por
agitação, inquietação,
aumento excessivo ou
inadequação da atividade
motora.
Hipoativo
Caracterizado pela
diminuição da atividade
psicomota e do discurso e
apatia. O paciente parece
ausente ou distante do
ambiente.
Misto
Apresenta características
dos subtipos hiper e hipo.
FATORES PREDISPONENTES PARA O DELIRIUM
Idade (especialmente acima de 75 anos) 
Antecedente de síndrome demencial 
Carga cumulativa das doenças crônico-degenerativas 
Presença de déficits sensoriais (visual ou auditivo) 
Etilismo 
Delirium
FATORES PRECIPITANTES DO DELIRIUM
Infecção / Desidratação / Obstipação
Distúrbios hidroeletrolíticos (Ex. sódio, cálcio) 
Distúrbios metabólicos (Ex. glicemia, uremia)
Hipoperfusão ou hipóxia (Ex.sepse, insuficiência
cardíaca e/ ou respiratória) 
Medicações sedativas ou anticolinérgicas 
Dor sem controle adequado e imobilidade 
Dispositivos que causam restrição(sondas,
cateteres, contenção física)
O manejo adequado do delirium é
a resolução do fator
precipitante da síndrome e o
uso de medicações
antipsicóticas (Haloperidol,
Risperidona,Olanzapina e
Quetiapina).
Delirium
TRATAMENTO
Protocolo de delirium-HCor
https://www.hcor.com.br/area-medica/wp-content/uploads/2020/11/6-Protocolo-Delirium.pdf
Principais Emergências
AGITAÇÃO PSICOMOTORA
O manejo de quadros de agitação e agressividade
é considerado um desafio, estudos demonstram que
as pessoas com transtornos mentais tem um risco
elevado comparado a população em geral, em
apresentar esses comportamentos.
O comportamento agressivo/agitado pode ocorrer
em diversos transtornos mentais, os mais comuns
são a esquizofrenia, transtorno bipolar e
transtornos de personalidade.
A agitação nem sempre está ligada a
um transtorno mental,também pode
estar associada a outras doenças
como AVCs, epilepsia, traumatismo
craniano, Parkinson, Alzheimer e
outras demências. 
Intoxicação e/ou abstinência de
substâncias psicoativas.
Outras condições clínicas como:
tireoidopatias, encefalites,
mengites, hipoglicemia, infecção de
urina. 
Agitação
Psicomotora
O manejo adequado de um paciente em agitação
inicialmente deve ser a realização de conversa
em tom calmo, direcionado a um ambiente
reservado, evitando exposição de terceiros,
não dar as costas ou realizar movimentos
bruscos ou agressivos. Caso o manejo
comportamental não tenha sucesso, o médico ou
enfermeiro pode prescrever a contenção física
e em seguida a prescrição de medicamentos como
os benzodiazepínicos e os antipsicóticos.
Agitação Psicomotora
TRATAMENTO
Principais Emergências
ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS
Estima-se que problemas decorrentes do uso de álcool
e drogas sejam responsáveis por aproximadamente 15%
de todos os atendimentos realizados na emergência. Em
emergências psiquiátricas, o uso/abuso de substâncias
deve ser sempre considerado, pois este, sabidamente,
aumenta o risco de suicídio e de desenvolvimento de
quadros de abstinência, potencialmente fatais se não
diagnosticados.
O manejo adequado de um paciente sob o efeito
de substâncias psicoativas, inicialmente deve
ser considerado o risco de morte, após
avaliação, deve-se considerar a possibilidade
do manejo não-farmacológico, caso este seja
insuficiente pode se utilizar de medicamentos
como os benzodiazepínicos e os antipsicóticos
em caso de sintomas psicóticos. Em alguns caso
faz-se necessário o uso da contenção
mecâncica. 
Álcool e Outras Drogas
TRATAMENTO
Principais Emergências
RISCO DE SUICÍDIO
O suicídio é um dos principais problemas de saúde
pública, sendo estimado, no Brasil, que cerca de 12
mil pessoas tiram a própria vida por ano, quase 6% da
população. Sendo a terceira causa de óbito entre
pessoas com 15-24 anos. O comportamento suicida é uma
emergência médica, e seu manejo adequado é de grande
importância. 
Fases do Suicídio
Ideação
 Consiste em pensamentos
de cunho suicida e no
desejo de morrer, sem
passar ao plano da ação
motora. 
Planejamento
Consiste na elaboração de
uma estratégia de ação,
seleção de métodos, locais
e momento para que o
indivíduo leve a cabo suas
intenções suicidas
Tentativa
Definida como uma conduta
que não tem um desenlace
fatal e inclui qualquer
dano autoinflingido,
executado deliberadamente,
com intenção de morte. 
Suicídio
Ato deliberado executado
pelo próprio individuo,
cuja intenção seja a
morte, de forma consciente
e intencional, ainda que
ambivalente
Risco de Gravidade
da Ideação Suicída 
BAIXO RISCO
A pessoa pensa
de forma vaga,
não tem planos
de se matar.
MÉDIO RISCO
A pessoa pensa e tem
planos suicidas, mas
não pretende cometer
suicídio
imediatamente
ALTO RISCO
A pessoa tem plano definido,
tem meios para fazêlo e
planeja fazê-lo prontamente,
e/ou tentou suicídio
recentemente, e/ou tentou
várias vezes em um curto
espaço de tempo
Emergência
Psiquiátrica 
SUICÍDIO
A associação de condições clínicas graves (doenças crônicas,
terminais dolorosas e/ou incapacitantes) e quadros
psiquiátricos foi observada na maioria dos pacientes que
cometeram suicídio durante uma internação hospitalar. 
Os principais métodos usados são a precipitação de altura,o
enforcamento, e a ingestão de excesso de medicamentos. 
As principais condições psiquiátricas observadas neste grupo
foram:
Depressão 
Agitação psicomotora, sendo esta frequentemente associada
a quadros de delirium (transtorno mental orgânico)
Abuso de substâncias psicoativas 
Histórico de tentativas prévias de suicídio
Fatores de risco para o suicídio
Tentativa de Suicídio
Doença Mental
Sentimentos de desesperança, desespero,
desamparo e impulsividade.
Idade
Gênero
Doenças clínicas não psiquiátricas
Eventos Adversos na Infância e Adolescência
História Familiar e Genética 
Fatores Sociais
O manejo adequado de um paciente é avaliação
clínica e psiquiátrica, em caso de intoxicação
exógena, o médico busca identificar a
substância para o tratamento adequado, deve-se
considerar os riscos apresentados e a
possibilidade de uma internação para proteção do
paciente e uso de medicamentos benzodiazepinicos
e antipsicóticos, observação e medicação
assistida. Em caso de baixo risco, será
realizado encaminhamento seguro ao serviço de
saúde mental de referência e uso de medicação
assistida.
Tentativa de Suicídio
TRATAMENTO
Cuidados para o Suicídio
https://www.hcor.com.br/area-medica/wp-content/uploads/2020/11/23.-Protocolo-Suicidio.pdf
Principais Emergências
ANSIEDADE AGUDA: ATAQUE DE PÂNICO
Ataque de pânico é o início abrupto de um período
circunscrito breve de intenso desconforto, ansiedade
ou medo, acompanhado por sintomas somáticos e/ou
cognitivos. O transtorno de pânico é a ocorrência de
ataques de pânico repetidos, normalmente
acompanhados de medo sobre futuros ataques ou de
mudanças comportamentais.
Sintomas de Ansiedade Aguda
Falta de ar, 
Agitação, 
Sudorese intensa, 
Tontura, 
Formigamento, 
Espasmos musculares, 
Tremores, 
Sensação de frio ou calor, 
Batimentos cardíacos acelerados 
Medo de morrer ou de perder o
controle.
Emergência
Psiquiátrica 
Ansiedade Aguda
As pessoas que têm esse tipo de transtorno
costumam desenvolver agorafobia, um medo
irracional de lugares ou de situações em que
seria difícil escapar. O medo também pode ocorrer
em situações nas quais não seria possível receber
o auxílio de alguém em caso de ataque de pânico.
Esses fatores podem causar a reclusão social do
paciente e o agravamento do quadro clínico quando
não há tratamento.
O manejo adequado de um paciente com ataque de
pânico, inicialmente deve ser considerado o
risco de morte e o risco de exposição social,
deve-se considerar os riscos apresentados e a
necessidade de uma internação para proteção do
paciente. Para o tratamento pode realizar o uso
de medicamentos benzodiazepinicos e
antidepressivos, associados a psicoterapia. Em
caso de baixo risco, será realizado
encaminhamento seguro ao serviço de saúde mental
de referência.
Ansiedade Aguda
TRATAMENTO
Principais Atividades 
DO TERAPEUTA OCUPACIONAL NO CAPS
Oficinas Terapêuticas: As oficinas de arte,
música, artesanato, culinária, jardinagem e
costura são comuns no CAPS. Elas permitem a
expressão pessoal e a descoberta de novas
habilidades, além de contribuírem para a
autoestima, o trabalho em equipe e a
socialização.
1.
Principais Atividades 
DO TERAPEUTA OCUPACIONAL NO CAPS
2. Atividades de Habilidades de Vida Diária
(AVD): Estas atividades são voltadas para o
autocuidado, como higiene pessoal, organização
do espaço doméstico e preparo de refeições.
Elas buscam promover a independência e a
funcionalidade do paciente em sua rotina
diária.
Principais Atividades 
DO TERAPEUTA OCUPACIONAL NO CAPS
3. Grupos de Convivência e Socialização: Com
atividades em grupo que incentivam a interação
social, o terapeuta ocupacional trabalha o
desenvolvimento de habilidades sociais, melhora
dos relacionamentos e ampliação da rede de
apoio do paciente. Esses grupos ajudam a
reduzir o isolamento e fortalecer o vínculo com
outras pessoas.
Principais Atividades 
DO TERAPEUTA OCUPACIONAL NO CAPS
4. Atividades para Organização e Planejamento
de Rotina: Visando estabelecer uma estrutura
diária, essas atividades envolvem o
planejamento de atividades ao longo do dia, o
uso de agendas e o manejo do tempo. Isso é
especialmente útil para pacientes com
dificuldade de organização e para promover um
ritmo mais saudável no cotidiano.
Principais Atividades 
DO TERAPEUTA OCUPACIONAL NO CAPS
5. Oficinas de Expressão Corporal e
Movimentação: As atividades físicas, como
alongamentos, dança e exercícios de
relaxamento, ajudam a reduzir a tensão, aliviar
sintomas de ansiedade e proporcionar a
consciência corporal. Elas integram o corpo e a
mente, favorecendo o autoconhecimento e o bem-
estar físico.
Principais Atividades 
DO TERAPEUTA OCUPACIONAL NO CAPS
6. Grupos de Discussão Terapêutica e Reflexão:
São encontros em que o terapeuta propõe
discussões sobre temas de interesse e sobre
desafios pessoais que os pacientes enfrentam.
Esse espaço terapêutico favorece a comunicação
aberta, a reflexão e o suporte mútuo entre os
participantes.
Principais Atividades 
DO TERAPEUTA OCUPACIONAL NO CAPS
7. Atividades de Preparação para o Trabalho:
Para pacientes que buscam (re)inserção no
mercado de trabalho, o terapeuta ocupacional
realiza atividades que estimulam habilidades
laborais, como práticas de atendimento ao
cliente, simulação de entrevistas e organização
de tarefas.
Principais Atividades 
DO TERAPEUTA OCUPACIONAL NO CAPS
8. Acompanhamento Individualizado: Além das
atividades em grupo, o terapeuta ocupacional
também realiza atendimentos individuais para
avaliar o progresso e as dificuldades do
paciente, ajustando as atividades às
necessidades e à evolução de cada um.
Obrigada!

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