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PROFESSOR: EDUARDO FERREIRA 
CURSO: DIREITO 
DISCIPLINA: PROCESSO CONSTITUCIONAL 
PERÍODO: 4º PERÍODO MATUTINO 
4º PERÍODO NOTURNO 
5º PERÍODO NOTURNO 
O que é e para que serve a ação popular?1 
 
Bruno André Blume2 
 
O que é a ação popular? 
 
O inciso LXXIII do artigo 5º da Constituição descreve a ação popular como 
instrumento destinado à anulação de atos lesivos ao patrimônio público, à moralidade 
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. Ou seja, os 
cidadãos brasileiros podem propor uma ação popular sempre que considerarem que uma 
ação do poder público foi prejudicial a algum desses itens. O remédio é regulamentado 
pela Lei 4.717, de 1965. 
Segundo doutrinadores como Hely Lopes Meirelles e Alexandre de Moraes, a 
ação popular visa proteger direitos difusos, coletivos. Por isso, o maior beneficiário de 
uma ação popular não é a pessoa que a criou, e sim a população em geral. 
Ao contrário de ações como o habeas data e o mandado de injunção, que foram 
criados apenas na Constituição de 1988, a ação popular está presente no ordenamento 
jurídico brasileiro há muito tempo, mais precisamente desde 1824, quando foi criada a 
primeira constituição brasileira. 
 
Ação popular preventiva 
 
Apesar de que a lei se refere à ação popular como um remédio a ser usado para 
anular atos já tomados, é possível usar esse instrumento de forma preventiva, evitando 
que o ato lesivo se concretize. Isso é possível no caso de ameaça de dano ao patrimônio 
 
1 BLUME, Bruno André. O que é e para que serve a ação popular? 2017. Disponível em: 
https://www.politize.com.br/acao-popular-o-que-e/ Acesso em 30 jun. 2020. 
2 Formado em Relações Internacionais pela UFSC, ex-editor do Politize!. 
 
PROFESSOR: EDUARDO FERREIRA 
CURSO: DIREITO 
DISCIPLINA: PROCESSO CONSTITUCIONAL 
PERÍODO: 4º PERÍODO MATUTINO 
4º PERÍODO NOTURNO 
5º PERÍODO NOTURNO 
cultural. Por exemplo: se algum órgão público determina que um prédio histórico 
tombado deve ser demolido, um cidadão pode entrar com uma ação popular pedindo a 
suspensão desse ato, evitando que a demolição aconteça. 
 
Quem pode propor uma ação popular? 
 
A Constituição garante que qualquer cidadão pode ser parte de uma ação popular. 
Isso inclui todos os eleitores, até mesmo os que possuem 16 ou 17 anos de idade. Além 
disso, é uma ação gratuita: o reclamante não precisa pagar custas judiciais, a não ser que 
seja comprovado que agiu de má fé. Também não precisa pagar os chamados honorários 
de sucumbência – a obrigação da parte vencida do processo em pagar os honorários do 
advogado da parte vencedora. 
Por outro lado, é obrigatória a contratação de um advogado, o que, na avaliação 
de Jeferson Marin e Ailor Brandelli, torna-se um obstáculo para que mais ações populares 
sejam feitas. 
 
Quem deve julgar a ação popular? 
 
Segundo a lei, a ação popular deve ser julgada pelo juiz de primeiro grau do estado 
onde foi feito o ato questionado. O Supremo Tribunal Federal (STF), que julga outros 
remédios, tem competência originária apenas sobre ações populares cujas decisões 
possam causar conflitos entre os entes da federação brasileira (estados, municípios, 
Distrito Federal e União). 
Se o juiz aceita uma ação popular, o ato que foi objeto da ação é invalidado e a 
instituição responsável por ele é condenada a pagar uma indenização. Se for comprovado 
que um ou mais funcionários públicos tiveram dolo ou culpa no ato, o Estado entra com 
uma ação de regresso para cobrar desses funcionários o pagamento da indenização. 
 
PROFESSOR: EDUARDO FERREIRA 
CURSO: DIREITO 
DISCIPLINA: PROCESSO CONSTITUCIONAL 
PERÍODO: 4º PERÍODO MATUTINO 
4º PERÍODO NOTURNO 
5º PERÍODO NOTURNO 
REFERÊNCIAS 
 
BLUME, Bruno André. O que é e para que serve a ação popular? 2017. Disponível 
em: https://www.politize.com.br/acao-popular-o-que-e/ Acesso em 30 jun. 2020.

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