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INBOUND E MARKETING DE CONTEÚDO AULA 1 Prof. Larissa Ilaídes CONVERSA INICIAL Nesta aula, serão abordados os fundamentos e finalidades do Inbound e Marketing de Conteúdo. Vamos iniciar entendendo o que é esse conceito e técnica de marketing digital, mas também absorvendo no que ele se aplica e como pode ser estruturado para campanhas. Nosso intuito é que você saiba compreender os motivos pelos quais as estratégias de Inbound e Marketing e Conteúdos são muito acessíveis, rentáveis e necessárias às marcas que desejem intensificar seu reconhecimento e rentabilização na internet. CONTEXTUALIZANDO Ao iniciar os estudos práticos em Inbound Marketing, precisamos entender sobretudo por que e em que contexto ele surgiu, os novos hábitos e jornadas do consumidor na internet, para que serve Marketing de Conteúdo, os conceitos ao redor dos funis de vendas e quais são os modelos mais eficazes para Inbound. TEMA 1 – INTRODUÇÃO AO INBOUND E MARKETING DE CONTEÚDO Você sabe por que o Inbound é classificado e entendido como um modelo de marketing de permissão? Isso mesmo, de permissão. Nesse modelo, presume-se que os consumidores permitam sua entrada. Mas antes de nos aprofundarmos nessa questão, vamos imaginar o seguinte contexto: você está caminhando em um parque, quando se depara com um outdoor. Ali uma propaganda lhe chama a atenção, você gosta do anúncio, memoriza a marca para pesquisar depois quando houver um tempo e segue seu passeio. Uma cena comum para um passeio, certo? No entanto duas questões precisam nos chamar a atenção: 1. Você não permitiu previamente que aquele anúncio interrompesse seu passeio. 2. Você poderia estar ou não estar previamente interessado no produto ou na marca que estava naquele outdoor. Mas e se estivesse? E se mais ainda, estivesse tão disposto a saber mais sobre aquele produto que ao ver mais dez outdoors sobre ele não te atrapalharia, mas pelo contrário, te ajudaria a tomar a melhor decisão de compra? Pensando assim, o pesquisador Seth Godin (1999), elabora e publica o conceito de “Marketing de Permissão”, em seu livro chamado “Permission Marketing”. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2021. Na obra, o autor questiona os modelos mais tradicionais de marketing vigentes à época, como anúncios em televisão, rádio ou jornais impressos, alegando que estes modelos se baseavam até então em gatilhos capazes de desviar nossa atenção de tudo que estivéssemos fazendo. Para Godin (1999), os anúncios de propaganda tal qual como os conhecíamos poderiam ser denominados Marketing de Interrupção, por serem capazes de interromper algo dentro do cotidiano das pessoas, tal qual nosso exemplo de passeio no parque. Mas e se fosse possível pedir a permissão dos envolvidos? Para Godin: “em vez de incomodar os clientes em potencial interrompendo sua mercadoria mais cobiçada – o tempo – o Marketing de Permissão oferece aos consumidores incentivos para aceitar propaganda voluntariamente” (Godin, 1999). Em outras palavras, Godin traz uma percepção disruptiva aos profissionais de comunicação e marketing da década de 1990 ao afirmar que seria mais rentável e lucrativo para as marcas, concentrar seus esforços em atrair indivíduos que já tivessem demonstrado algum interesse em seus produtos e serviços, ou que apenas tivessem interesse em aprender mais. Por meio desse pensamento a respeito da publicidade e marketing, Godin passa a adotar o termo Marketing de Permissão, incentivando as empresas a desenvolverem relacionamentos de longo prazo com seus clientes, criando confiança, desenvolvendo o conhecimento, o reconhecimento de marca e assim, naturalmente, aumentando suas probabilidades de efetuar vendas. O autor ainda afirma que, a longo prazo, o investimento em Marketing de Permissão possui a tendência de ser mais rentável, uma vez que um indivíduo que teve experiências confortáveis com a marca antes de sua primeira compra, tende a refazer outra compra com mais facilidade em outra oportunidade e que assim, é capaz também de recomendá-la espontaneamente aos seus círculos sociais, reduzindo desta forma, consideravelmente os esforços e investimentos recorrentes para vendas em marketing tradicional, ou seja, marketing de interrupção. 1.1 Primeiro o marketing de conteúdo, depois o inbound A partir desta seção, entenderemos os benefícios aplicados de Marketing de Conteúdo e como ele surgiu, para então tornar-se Inbound Marketing. Para Godin (1999), era possível criar ações de marketing mais confortáveis e permissivas aos indivíduos, mas com quais mecanismos e ferramentas? Quando a obra surge em 1999 nos Estados Unidos, o advento da Internet estava iniciando o movimento expansivo como recurso crucial no cotidiano. O impacto do crescimento da Internet foi de tal relevância que Castells (2001) compara essa chegada com o advento da eletricidade na Era Industrial do século XVIII, enfatizando que o motor elétrico foi tão importante para aquela época quanto a Internet é agora no início dos anos 2000, revolucionando a sociedade e modificando culturas. Para ele, a internet seria como um motor elétrico que ao invés de distribuir energia, distribuísse informação. O autor afirma que a Internet “passou a ser a base tecnológica para a forma organizacional da Era da Informação: a rede” (Castells, 2001, p. 7) e ainda coloca que a explosão do uso da rede impõe uma mudança tão relevante quanto a que ocorreu com a chegada das impressoras de Gutenberg. Isto é, o fenômeno nomeado por Marshall McLuhan de Galáxia de Gutenberg, passa a ceder espaço para a Galáxia da Internet, conceito ancorado nas observações e comprovações de Castells (2001). É nesse contexto que surge o Marketing de Conteúdo na internet, isto é: uma prática por sua vez, mais permissiva, convidativa e atraente para se fazer marketing e adquirir novos clientes. TEMA 2 – MARKETING DE CONTEÚDO E SEUS BENEFÍCIOS PARA AS MARCAS Como vimos, podemos definir que o Marketing de Conteúdo é uma estratégia de marketing focada na elaboração, criação e distribuição de conteúdos relevantes, sem promover explicitamente a marca ou tentar vender algo. Assim, a empresa ajuda seu público-alvo a resolver problemas e aos poucos, torna-se uma autoridade no assunto. Em outras palavras, o Marketing de Conteúdo não é sobre o que uma empresa faz ou vende, mas sim sobre o que o cliente desta empresa precisa. O Marketing de Conteúdo baseia-se em: • Gerar conteúdos sem intenção clara de venda, isto é, criar conteúdos gratuitos e com o propósito de educar o público; • Prezar pela distribuição destes conteúdos em rede; • Responder por meio de conteúdos, dúvidas dos indivíduos a respeito de produtos e serviços destinados a eles; • Ajudar os indivíduos em geral, a tomarem decisões de compra melhores a partir dos conteúdos gratuitos; • Incentivar a recomendação dos conteúdos, para que em rede, mais indivíduos possam ter acesso gratuito a eles. São alguns exemplos de Marketing de Conteúdo: Blogs informativos; • Artigos; • Ebooks; • Webinários e lives; • Posts didáticos em redes sociais; • Vídeos didáticos; • Podcasts didáticos; • Publicações impressas, como revistas segmentadas de uma marca por exemplo. Cientes de que o Marketing de Conteúdo requer a permissão dos indivíduos, vale ressaltar que esta estratégia é comumente mais conhecida em âmbitos digitais, mas, no entanto, um dos primeiros cases de Marketing de Conteúdo registrados data de 1895, quando a marca de tratores John Deere, empresa líder no segmento de máquinas agrícolas publicou a revista “The Furrow” para compartilhar conteúdos com o público interessado em agricultura. O sucesso foi tanto que a revista segue sendo publicadacomportamentos. A Persona é sempre a fatia do público-alvo que se quer atingir. Por isso, os atributos de uma persona podem mudar conforme o que se deseja mapear sobre ela. No entanto, comumente, usa-se em Inbound Marketing: • faixa etária; • nível de educação comprovada: estudando, ensino superior, mestrado, pós-graduado, nível técnico etc.; • redes sociais que mais utiliza; • horário que utiliza redes sociais; • tipos de dispositivos móveis que utiliza e em que horários; • necessidade ou dor que precisa resolver no momento; • horários em que usa ferramentas de busca como o Google, por exemplo; • cargo e atuação profissional; • segmento de atuação profissional; • para quem se reporta no trabalho; • canais preferidos para buscar informações; • canais preferidos para se comunicar; • ferramentas que usa no trabalho e estudos; • sua produtividade é medida? Se sim, pelo quê? • objetivos de vida para o próximo ano; • talento natural; • interesses (música, preferências gastronômicas, hábitos de viagem etc.); • relacionamentos afetivos. Após responder aos atributos de uma persona, devemos então buscar dar um nome fictício para ela a fim de materializar o cliente ideal. Veja a seguir um exemplo de persona detalhada: Figura 3 – Exemplo de persona feita pela autora, via ferramenta Gerador de Personas da HubSpot e disponível gratuitamente na internet 7 As personas podem ser definidas por: • produtos que se queira vender – digamos que eu tenha um e-commerce, a persona ideal para eu vender roupas para gestantes é diferente da persona ideal para eu vender roupas para senhoras; • serviços – digamos que eu tenha uma escola de cursos de informática, posso ter mais que uma persona para vender cursos avançados de Excel, por exemplo. TEMA 3 – TAXA DE QUALIFICAÇÃO Você deve se lembrar que na fase de conversão, isto é, no momento em que captamos o lead, podemos perguntar algumas coisas sobre ele, tais como: nome, telefone, e-mail, cargo etc. Com esses dados, é possível saber se 8 estamos adquirindo leads de persona ideal, qualificados para seguir para venda ou para nutrição de conteúdo, ou se estamos adquirindo leads desqualificados, que não servem para o Fim de Funil. Digamos que eu queira vender uma ferramenta de gestão para imóveis. Para isso, eu previamente determinei que minha persona ideal seria: gerentes de vendas de imobiliárias que vendessem apartamentos. Para saber se os leads que eu vou angariar são qualificados ou não, o ideal é que se estabeleça o que chamamos de critérios de qualificação. 3.1 Critérios de qualificação de leads Os critérios de qualificação são indicadores que nos mostram quais a nossa taxa de qualificação. Posso entender que para eu vender a ferramenta de gestão para imóveis, meus leads qualificados são apenas os contatos que respondam aos critérios a seguir: • cargo = gerente ou similar; • empresa = imobiliárias; • segmento = venda de apartamentos. Dessa forma, se eu angariar 200 leads para uma oferta de conteúdo destinada a gerentes, mas dessas, apenas 20 responderem aos critérios de qualificação preestabelecidos anteriormente, teremos: Número de leads qualificados * 100 / Número de Leads = % Taxa de qualificação Isto é: 20 leads qualificados * 100 / 200 = 10% de qualificação Entender qual é a taxa de qualificação de leads é importante para determinar a taxa de vendas que se obterá com um funil de Inbound Marketing. Taxa de qualificação mais alta = melhor performance de funil Vejamos a seguir os tipos de qualificação para leads. 9 TEMA 4 – TIPOS DE QUALIFICAÇÃO DE LEADS Agora que você já entendeu como medir a taxa de qualificação de leads, é importante entender como classificar leads a fim de gerar cadeias inteligentes de nutrição de conteúdos e encaminhamento para vendas. Isto é: o que fazer com os leads qualificados após identificá-los? Afinal, atraímos, convertermos, qualificamos e, em seguida, é a hora do fechar, encaminhando-os para o fim do funil. É nessa fase de Inbound Marketing que devemos contar com profissionais qualificadores, que deveram reunir os leads angariados e os classificar para que: • sejam encaminhados ao fim do funil para venda; • sejam entendidos como desqualificados; • sejam reencaminhados para uma cadeia de nutrição de leads a fim de amadurecerem a ideia de decisão de compra. Dessa forma, os leads qualificados podem ser reunidos em três tipos: • suspects – é o nível mais básico de todos os leads. É um suspeito que pode vir a efetuar uma compra. Podem até ter demonstrado interesse, mas pode ser que não tenha poder aquisitivo ou não seja o tomador de decisão; • prospects – demonstrou interesse, portanto, está em estágio mais propenso a comprar. Ainda não está certo sobre a compra, mas tem chances mais reais de se tornar um cliente; • oportunidades de negócio – potencial cliente, tem um superinteresse e poder aquisitivo. É um cliente fit, aquele que se encaixa com o esperado. A ideia principal é mapear os tipos de leads qualificados que as ações e campanhas de Inbound Marketing tiveram a fim de encaminhar esses leads para a área de vendas da empresa ou para a compra online, da melhor maneira possível, levando em consideração o estágio em que estão, quais suas necessidades reais e entendimentos prévios sobre o produto ou serviço que está sendo ofertado. Para cada tipo de qualificação, podemos elaborar uma nova jornada de relacionamento por meio da nutrição de leads, vejamos a seguir. 10 TEMA 5 – NUTRIÇÃO DE LEADS Sabemos que um dos pilares cruciais para Inbound Marketing é o relacionamento próximo e duradouro com o lead, seja ele um prospect ou suspect. Aqui podemos eliminar os leads que estiverem em oportunidade de negócio, pois, entende-se que esses já estão encaminhado para a venda – no entanto, se o produto ou serviço for vendido online, é preciso montar uma cadência específica para a venda, que veremos na próxima aula. Mas como podemos manter um relacionamento eficaz? Por meio da nutrição de leads é possível impactarmos nosso público com novas ofertas de conteúdo, elaborados levando em consideração a fase em que ele se encontra. Para mantermos os leads nutridos, usamos a técnica denominada: cadência de e-mails. Ela é uma forma de gerar impactos nos leads, mantendo a marca próxima deles, evitando cair no esquecimento e aumentando as possibilidades de esses leads transformarem-se em compradores. 5.1 Criando cadências O primeiro passo para elaborarmos uma estratégia de relacionamento eficaz é “separar o joio do trigo”, ou seja, entender e listar quais conteúdos e que tipos de ofertas podem ser atrativas para prospects e suspects. Vejamos a seguir alguns gatilhos de conteúdo que podem servir. • Insights sobre o mercado; • Pesquisas recentes sobre o nicho; • Novidades do nicho; • Notícias sobre o segmento; • Dicas para o dia a dia; • Cupons de desconto; • Convites especiais para webinários, lives e mais; • Entrevistas com autoridades do assunto; • Consultorias gratuitas; • Degustação gratuita de ferramentas. Com base na lista anterior, podemos montar um esquema para que os leads que são prospects recebam periodicamente uma oferta de conteúdo que os encaminhe para o estágio de decisão. 11 Alguns exemplos: • posso determinar que os prospects recebam toda quarta-feira um e-mail de oferta personalizada; • posso determinar que todo novo conteúdo do meu blog seja enviado automaticamente para minha lista de suspects, sempre com um convite para uma consultoria gratuita, por exemplo; • posso entender que para meus suspects o ideal seja construir uma cadência de quatro e-mails, um por mês, com uma lista de novidades e uma pesquisa de mercado inédita. Aqui vale usar a criatividade para montar cadências eficazes. Mas é importante respeitar os motivospelos quais os contatos estão na sua base de e- mails para comunicação. Por exemplo, se eu sou uma loja de perfumes e tenho prospects que desejam saber mais sobre essências cítricas, não devo encaminhar ofertas nem cupons de desconto para essências doces, muito menos, perfumes femininos. Para a nutrição de leads funcionar, é preciso dar atenção aos clusters, isto é, às tribos de interesse comuns entre os leads e certificar-se de encaminhar ofertas realmente interessantes para eles. Como fazer a distribuição de e-mails? Atualmente, existe uma série de ferramentas capaz de realizar gerenciamentos e automações para o relacionamento. Algumas delas são: Mailchimp, Send Grid, RD Station, Hubspot, Bitrix e Sales Force. 5.2 MQLS E SQLS Há também uma outra maneira que se tornou popular entre os profissionais de Inbound Marketing, a fim de classificar os leads qualificados e agilizar a distribuição destes. Em vez de separá-los em Prospects, Suspects e Oportunidades, pode-se dividi-los simplesmente em: • MQL (Marketing Qualified Leads) – são leads que devem entrar em uma cadência de nutrição para marketing, pois não estão prontos o suficiente para venda ou não são qualificados o suficiente. Dessa forma, é vantajoso nos comunicarmos com eles para que possam se tornar um cliente um dia; 12 • SQL (Sales Qualified Leads) – são os leads que estão prontos para venda e são qualificado ao extremo, restando ao profissional de vendas efetivar a venda ou então devem ser encaminhados para uma cadência que os faça comprar online. 5.3 Lead Scoring Há, ainda, uma terceira técnica muito utilizada para qualificação de leads, denominada de lead scoring. Lead scoring é uma técnica de pontuação de Leads utilizada para identificar aqueles que estão mais maduros para a venda, qualificando e priorizando automaticamente ou manualmente. Geralmente, a classificação dos leads vem de pontuações atribuídas com base no perfil (dados como cargo e segmento) e interesse (informações de conteúdo consumido). Para cada ação, é estabelecida uma nota. As pontuações são determinadas pelas ações que os leads realizam durante a jornada, começando com o preenchimento de um formulário em uma e indo até o registro de visitas em lugares específicos. A técnica consiste em pontuar cada comportamento dos leads. Junto disso, é feito um ranking dos perfis, seguindo uma classificação que divide a base em quatro grupos: A, B, C, D, em que A é conhecido como o melhor perfil para que seja encaminhado para vendas e os demais para cadências diferentes de marketing. Independentemente da técnica de qualificação adotada, é importante que as empresas e os profissionais estejam atentos à Lei Geral de Proteção de Dados. 5.4 LGPD Com o advento da Lei Geral de Proteção de Dados, o zelo em encaminhamento de mensagens e conteúdo para relacionamento deve ser ainda maior. Caso o lead não tenha concordado em receber mensagens, a empresa não deve encaminhá-las. Além disso, a empresa também deve certificar-se de que o lead tenha de fato concordado em receber comunicações de marketing. E que caso não tenha, que esse possa solicitar a retirada de seus endereços eletrônicos da base, de modo simples e eficaz. 13 As ferramentas disponíveis atualmente costumam ter o serviço, mas é necessário que os profissionais de marketing digital e Inbound configurem as cadências de maneira correta. As penalidades da Lei Geral de Proteção de Dados começaram a ser aplicadas a partir de 1º de agosto de 2021. As sanções vão desde advertências até multas em até 2% do faturamento, com limite de R$50 milhões de reais para órgãos públicos e empresas físicas ou virtuais que descumprirem as normas de proteção de dados pessoais. Todo usuário precisa ser informado como seus dados serão tratados e consentir com o compartilhamento. Dessa forma, na fase de conversão é necessária a configuração de seleção, para que o usuário aceite de forma clara compartilhar seus dados com a empresa. 5.5 Métricas para cadências de e-mail marketing Para avaliar a performance dos e-mails de uma cadência de nutrição de leads, devemos nos atentar para as seguintes métricas: • sucesso de entrega – quantos e-mails receberam a mensagem; • total de abertura – quantos contatos abriram o e-mail enviado; • taxa de abertura – a porcentagem de contatos que abriu a mensagem; • total de cliques – quantos contatos clicaram nos links da mensagem; • taxa de cliques – a porcentagem de contatos que clicou nos links da mensagem; • desinscritos – total de contatos que se desinscreveram, isto é, optaram por não receber mais comunicações da empresa. Conforme a ferramenta de disparos e manutenção de contatos adotadas, as métricas podem mudar de nome e podem surgir novas métricas a partir das evoluções das ferramentas. O importante é manter uma relação saudável com a audiência. Se eu identifico que um contato não abriu minhas mensagens há mais de 6 meses, por exemplo, posso comunicá-lo que estou retirando ele de meus disparos, por exemplo. 14 TROCANDO IDEIAS Para maiores informações, trocas de ideias e acompanhamentos de novidades, sugerimos participação e assinatura dos seguintes canais sociais que geralmente trazem muitos insights sobre marketing em geral e Inbound, assim como novidades: • ; • ; • ; • ; • ; • . NA PRÁTICA Agora que você já entendeu o conceito e a finalidade do Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing, viu na prática como essas estratégias se diferenciam do Outbound Marketing, sabe como funcionam as fases de um Funil de Inbound, já se aprofundou na fase inicial de Atração e de Conversão (Topo de Funil) e sabe como funciona a Qualificação (Meio de Funil), utilize seu tempo e pratique buscando em seu e-mail pessoal, um exemplo de recebimento de uma cadência. Assim que identificar, faça uma reflexão: eu sou um lead qualificado para essa empresa? Anote e compartilhe com os colegas. FINALIZANDO Encerramos esta aula com a compreensão prática de como a etapa qualificação é aplicada para o meio de um funil de Inbound Marketing, de modo que pudemos aprofundar a exemplificação da criação de personas, das taxas de qualificação e dos modelos para qualificar leads. Também identificamos como a nutrição de leads é aplicada em cadências de e-mail marketing para Inbound. Na próxima aula, aprofundaremos as fases que dão nome ao fim do funil identificando recursos práticos dos quais o time de vendas pode adotar para atender oportunidades vindas através de Inbound Marketing. Também nos 15 aprofundaremos em métricas gerais e monitoramento de Inbound Marketing e recursos para fidelização de clientes. O ideal é compreender e dominar todas as possibilidades mais atuais de Inbound Marketing. 16 REFERÊNCIAS COMSCORE, 2020. Resumo do Cenário Digital 2020. Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2021. CONTENT TRENDS. Pesquisa de Marketing de Conteúdo. 3. ed. Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2021. GODIN, S. Permission Marketing: Turning Strangers Into Friends and Friends Into. Estados Unidos: Simon & Schuster, 1999. HUBSPOT. Ferramenta de automação em Inbound Marketing. Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2021. KOTLER, P. Marketing Digital 4.0. Sextante, 2017. MAIL CHIMP. Sobre a Mail Chimp Academy. Disponível em: . Acesso em: 13 dez. 2021. NINHO DIGITAL. Blog do ninho. Disponível em:ninho/>. Acesso em: 13 dez. 2021. RD STATION. Plataforma para Máquina de vendas. Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2021. RESULTADOS DIGITAIS. Site Resultados digitais. Disponível em: . Acesso em: 13 dez. 2021. ROCK CONTENT. Experiências de conteúdo. Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2021. VIVER DE BLOG. Site viver de blog. Disponível em: . Acesso em: 13 dez. 2021. INBOUND E MARKETING DE CONTEÚDO AULA 6 Profª Larissa Ilaídes CONVERSA INICIAL O Fim do Funil: Vendas, Fidelização e Métricas Bem-vindo(a) a mais uma etapa de nossa jornada de conhecimento! Compreendemos como o marketing de conteúdo e o inbound surgiram e sabemos que o diferencial é a geração de leads e o foco na receita e nas vendas. Também vimos modelos de funis para inbound marketing, nos aprofundamos no topo do funil, com as fases de atração e conversão, identificamos os estágios para marketing de conteúdo na prática e estudamos sobre meio do funil por meio da qualificação de leads. Chegou a hora de entendermos o fim do funil. Vale lembrar que nosso intuito é que você saiba aplicar os ensinamentos aqui propostos e compreender os motivos pelos quais as estratégias de inbound e marketing de conteúdo são muito acessíveis, rentáveis e necessárias às marcas que desejem intensificar seu reconhecimento e rentabilização na internet. CONTEXTUALIZANDO Nesta aula, nos aprofundaremos no fim do funil para inbound marketing, nas etapas denominadas vendas e fidelização (também chamada de retenção). Veremos gatilhos e recursos recentes para reter o cliente visando transformá-lo em propagador natural da marca e também visualizaremos como funcionam os painéis para inbound marketing das ferramentas que são referência no mercado. A partir da compreensão de funil, já vimos que sem atração eficaz as demais fases podem ficar anuladas, isto é, sem dados e sem funcionamento. Também já verificamos como acontece a conversão, ou seja, a captação de leads. Compreendemos ainda o ensinamento prático geral do topo do funil, seguimos para o meio do funil e agora faremos uma imersão a respeito do fim do funil, das coletas de dados, acompanhamento, gestão e monitoramento de ações de inbound. TEMA 1 ‒ O FIM DO FUNIL DE INBOUND MARKETING Para recordar, é importante olharmos para os seguintes modelos de funil de inbound marketing, que adotamos anteriormente, a fim de embasar os ensinamentos que teremos nesta aula. Lembre-se de que os funis apresentados 3 a seguir foram mantidos para as exemplificações e práticas aprofundadas nos recursos de cada fase. Toda vez que você tiver dúvidas ou precisar recordar as fases, volte e as reconheça por meio deles. Figura 1 ‒ Funil comum de inbound marketing (usado como oficial para esta aula) Fonte: 2DT Digital, 2020. Além do modelo de funil mostrado na Figura 1, também usamos o modelo de funil a seguir (Figura 2), que identifica o topo, o meio e o fim de funil, conforme as atribuições descritas. 4 Figura 2 ‒ Funil da autora (o segundo modelo usado como oficial para esta aula) Crédito: Larissa Ilaídes. Pare um instante e lembre-se das diferenças entre estes dois funis: • O primeiro possui quatro etapas, que são as clássicas para inbound marketing. • O segundo possui cinco etapas, com uma fase extra: a de qualificação. Ressaltamos que a etapa extra é atualmente uma fase intermediária, adotada por diversos profissionais do ramo, a fim de mapear e monitorar os resultados de leads de maneira mais eficaz. Quando olhamos para o fim do funil (ou fundo de funil) de ambas as versões, vemos que temos: • Vender (ou Venda): etapa na qual vamos nos concentrar nos leads qualificados e entender que técnicas são interessantes para que leads de inbound possam ser bem atendidos por vendedores. • Fidelizar (ou Retenção): etapa na qual vamos olhar para as principais técnicas existentes de comunicação com clientes. 5 Podemos distribuir as ações de inbound, conforme a Figura 3, para esclarecer as responsabilidades de cada fase. Figura 3 ‒ Atribuições conforme as fases de um funil Crédito: Larissa Ilaídes. Devemos lembrar que após atrair um visitante para o site, blog ou landing page, a missão é captar o lead, isto é, transformar acessos e tráfego em aquisição. Depois disso, o desafio é manter um relacionamento mais duradouro por meio de conteúdo e, então, realizar uma venda para os leads qualificados e nutridos. Em seguida, devemos investir em estratégias de relacionamento pós- venda. Sabendo que o fim do funil inicia com as vendas fechadas, veremos a seguir as técnicas para o que chamamos de inbound sales, isto é, vendas a partir dos leads de inbound marketing. TEMA 2 ‒ VENDAS COM INBOUND SALES Toda ação de inbound marketing se baseia na aquisição de leads por meio de ofertas de conteúdo encantadoras para personas preestabelecidas. Portanto, ao chegar à etapa de vendas, esses leads não querem ser atendidos por vendedores, mas sim pelo que chamamos de vendedores-consultores, ou seja, profissionais especializados, prontos para sanais quaisquer dúvidas e, mais ainda, fazer uma entrega de valor altamente eficaz. Para isso, é necessário contar com equipe de vendas treinada em processos de contato para que sejam vendedores-consultores. Uma pesquisa recente da empresa TOPO Meetime, mostra que em média um vendedor precisa 6 fazer até 13 contatos (chamados de follow-ups) com leads de inbound marketing para realizar uma venda. Veja os resultados na Figura 4. Figura 4 ‒ Pesquisa TOPO Meetime, 2020 Fonte: TOPO Meetime, 2020. Neste aspecto, podemos entender a jornada de vendas a partir da geração de leads. Maior taxa de qualificação = maior esforço em vendas Para mapear e controlar as atividades dos vendedores-consultores, os gestores de inbound marketing podem adotar a técnica de inbound sales, com um conjunto de fases extras que norteiam o que é feito a fim de aumentar as probabilidades de vendas e rentabilização. Portanto, temos então um funil específico para a fase de vendas chamado inbound sales, conforme mostra a Figura 5. 7 Figura 5 ‒ Proposta de um funil de vendas Crédito: Larissa Ilaídes. É nessa etapa que se trabalha o conceito de funil de vendas, colocando as atividades do vendedor-consultor em subfases que possam ser medidas também por meio de funil a fim de analisar as melhores ações para aumentar as taxas de vendas. Para você não se confundir, é interessante imaginar que há dentro da etapa Vender um funil interior, específico para fechamento com suas subfases. Perceba ainda que na Figura 5 as subfases estão definidas como: • demonstração; • negociação; • fechamento. Porém, vale ressaltar que esses são apenas ilustrativos. O ideal é que cada empresa adapte as fases para sua realidade: uma imobiliária, por exemplo, pode adotar uma etapa chamada “análise de crédito para financiamento”. Ou seja, o importante é denominar as etapas a fim de entender em que fase de negociação os leads estão sendo atendidos. É crucial entendermos e monitorarmos sempre a taxa de vendas, da seguinte maneira: 8 Número de vendas * 100 / Número de leads qualificados = % taxa de vendas Por exemplo, se angariamos 200 leads qualificados e fizemos 20 vendas, alcançamos uma taxa de vendas de 10%. Ao final desta aula, veremos um modelo de funil geral para monitoramento das ações. TEMA 3 ‒ FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES Você já deve ter percebido quão longa pode ser a jornada de inbound marketing e quantas técnicas e recursos ela envolve, não é mesmo? Assim sendo, sabemos que conquistar um lead e fechar uma venda requer investimentos, atençãoe conhecimentos mais avançados. Dessa maneira, fidelizar o cliente fechado é tão importante quanto fechá-lo, pois é relativamente “caro” alcançá-lo. Diante disso, surgem no mercado diversas técnicas de atendimento e acompanhamento do cliente para que cada vez mais se sinta feliz e completo com o produto ou serviço que adquiriu e assim se torne um propagador e defensor fiel da marca. O ponto crucial é criar boas experiências afetivas com ele; afinal, quando somos bem atendidos, nossa propensão a indicar a marca a amigos, familiares e colegas é naturalmente maior. Mas quais gatilhos e recursos podemos usar para encantamento pós- venda? Veremos a seguir. 3.1 Cadência de e-mails pós-venda Uma das técnicas muito utilizadas por profissionais de inbound marketing é a cadência de e-mail pós-venda, isto é, uma série de mensagens disparadas periodicamente a fim de manter relacionamento com o cliente e, principalmente, mantê-lo informado a respeito das novidades da marca, pontos de atenção e cuidado com o produto adquirido, feedback de melhorias de atendimento em serviços etc. Podem ser comunicações semanais, quinzenais, mensais ou até bimestrais. 3.2 Ofertas exclusivas e promoções A fim de manter o cliente na base, podemos também enviar periodicamente promoções exclusivas para os mais fiéis ou, até mesmo, investir 9 em sorteios, promoções e programas de indicação de novos clientes, mantendo a base ativa. 3.3 Atendimento omnichannel Estamos vivenciando em marketing uma era na qual o foco principal deve estar no cliente, com inúmeras ferramentas disponíveis para contato. Além das redes sociais, há também ferramentas de conversa instantânea como WhatsApp, Messenger e chats. Com isso, vemos chegar à onda do atendimento omnichannel, isto é, em qualquer canal. Você pode ter comprado um produto no supermercado, mas reclamar de algo no perfil da empresa. Tudo isso acontece porque o consumidor exige ser atendido em qualquer canal de exposição da marca e a qualquer momento. Para suprir essa demanda e cientes de que a jornada de inbound marketing é longa, os gestores costumam investir em estratégia de Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) consideradas 4.0. Empresas devem garantir que o consumidor que iniciou uma conversa inbox no Instagram possa ser atendido com a mesma qualidade e no mesmo fluxo de atendimento quando chamar no site ou mandar um e-mail, gerando padronização do atendimento e medindo a satisfação dele. TEMA 4 ‒ OUTRAS MÉTRICAS PARA INBOUND MARKETING Além das métricas que você já viu anteriormente, é fundamental também conhecer outras que derivam das principais a fim de entender a qualidade e, por conseguinte, a performance de uma campanha de inbound marketing e marketing de conteúdo. Vejamos a seguir. 4.1 Teto por lead Valor máximo a que você pode chegar por lead. É possível estabelecer que não deve investir mais do que R$ 5,00 por lead, por exemplo. Esse valor é sempre em moeda. 4.2 ROI O Return over Investment (ROI) ‒ em português, Retorno sobre Investimento ‒ é uma métrica numeral que está ligada a quanto se ganha ou se 10 perde a partir de determinado investimento. É sempre calculado da seguinte maneira: ROI = Receita - Investimento / Investimento 4.3 CAC É o Custo por Aquisição de Cliente. Se no topo ou meio do funil você mediu Custo por Leads (CPL), ao fim mede o CAC da seguinte forma (sempre em moeda): CAC = investimento total / número de novos clientes 4.4 CPM É o custo por mil impressões de seu conteúdo, orgânico ou patrocinado. Toda vez que um usuário da rede visualiza um conteúdo, contabiliza-se uma impressão. É obtido da seguinte maneira (em valor-moeda): CPM = investimento / 1000 4.5 Usuários Essa métrica se refere ao número de pessoas que acessaram sua landing page, site ou blog. 4.6 Sessões Trata-se do número de vezes que uma landing page, site ou blog foram abertos. 4.7 CPV Se conseguimos medir o número de visitas em nossas landing pages, podemos também conhecer o Custo por Visita (CPV). Sempre em valor-moeda, é assim identificado: CPV = total do investimento/ número de visitas TEMA 5 ‒ FUNIL GERAL E PAINÉIS DE FERRAMENTAS Você já viu que uma estratégia e ação de inbound marketing se concentra em uma visão de funil, certo? O ideal é seguir a metodologia para que as etapas 11 aconteçam de acordo com as fases. No entanto, ao fim de uma campanha de inbound marketing ou após o início de uma ação, é comum medir também em um único funil quais foram as vendas obtidas. Na prática, a visão do funil geral se obtém a partir da análise de resultados para negócios, conforme indica a Figura 6. Figura 6 ‒ Visão do funil geral Crédito: Larissa Ilaídes. O intuito da visão do funil geral é contabilizar as duas taxas principais: a de qualificação de leads e a de vendas a partir dos leads qualificados. Conforme vimos anteriormente, há ferramentas que são precursoras dessa estratégia de marketing digital que visa à aquisição de clientes fiéis às marcas. Como nosso intuito é que você compreenda todo o universo a respeito do inbound marketing, é ideal também conhecer algumas disponíveis no mercado para que possa testar, analisar e colocar no ar suas campanhas. Dessa forma, mostraremos a seguir painéis de três delas, selecionados previamente para esta aula. 12 5.1 Hubspot Figura 7 ‒ Painel de marketing da ferramenta Fonte: Hubspot, [s.d.]. 5.2 RD Station Figura 8 ‒ Painel de marketing da ferramenta Fonte: RD Station, [s.d.]. 5.3 Bitrix24 Nessa ferramenta a visão de leads se separa da visão de negócios. 13 Figura 9 ‒ Ferramenta Bitrix24 Fonte: Bitrix24, [s.d.]. As três ferramentas apresentadas podem ser usadas para inbound marketing, pois possuem as funcionalidades necessárias a tal fim. Ao fim desta jornada de conhecimento, é importante também pontuar que, segundo estudo de caso divulgado pela MarketingProfs (2016), organizações com vendas e marketing altamente alinhados obtiveram taxas de vitória de vendas 38% mais altas. TROCANDO IDEIAS Para maiores informações, trocas de ideias e acompanhamentos de novidades, sugerimos participação e assinatura dos seguintes canais sociais que geralmente trazem muitos insights e novidades sobre marketing em geral e inbound: • . Acesso em: 21 dez. 2021. • . Acesso em: 21 dez. 2021. • . Acesso em: 21 dez. 2021. • . Acesso em: 21 dez. 2021. • . Acesso em: 21 dez. 2021. • . Acesso em: 21 dez. 2021. • . Acesso em: 21 dez. 2021. https://mailchimp.com/pt-br/help/mailchimp-academy/ https://resultadosdigitais.com.br/ https://academy.hubspot.com/pt/ https://viverdeblog.com/ https://rockcontent.com/br/blog/ 14 NA PRÁTICA Agora que você já entendeu o conceito e a finalidade do marketing de conteúdo e inbound marketing, viu na prática como essas estratégias se diferenciam do outbound marketing, sabe como funcionam as fases de um funil de inbound, já se aprofundou na fase inicial de atração e de conversão (topo de funil) e sabe como se dão a qualificação (meio de funil) e o fim do funil, utilize seu tempo e pratique. Busque em seu círculo três empresas que admira por se preocuparem com o encantamento e o relacionamento duradouro. Assim que identificá-las, faça uma reflexão escrita explicando o que o levou a escolher tais marcas. FINALIZANDO Encerramos esta aula com a compreensão prática de como as etapas de vender e fidelizar são aplicadas para o fim de um funil de inbound marketing. Assim, pudemos aprofundar a exemplificação do conceito de inbound sales, das métricas deindicadores de performance e dos recursos comuns para fidelização e encantamento. Esperamos que você tenha gostado dos temas explorados e que possa, a partir das leituras e da didática apresentada, sentir-se mais preparado de forma teórica e prática para atuar com estratégias de inbound marketing. 15 REFERÊNCIAS BITRIX24. Disponível em: . Acesso em: 20 ago. 2021. CARNEIRO, E. Resumo do Cenário Digital 2020. Comscore, 4 mar. 2021. Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2021. GODIN, S. Permission Marketing: Turning Strangers Into Friends and Friends Into. Estados Unidos: Simon & Schuster, 1999. HUBSPOT. Ferramenta de automação em inbound marketing. [S.d.]. Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2021. INBOUND Marketing: a melhor maneira de impulsionar seus negócios. 2DT Digital, 6 maio 2020. Disponível em: . Acesso em: 20 ago. 2021. KOTLER, P. Marketing Digital 4.0. Rio de Janeiro: Sextante, 2017. MARKETINGPROFS. The Secret to Account Based Marketing Success. 2016. Disponível em: . Acesso em: 20 ago. 2021. RD STATION. Plataforma para máquina de vendas. [S.d.]. Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2021. ROCK CONTENT. Content Trends. Tendências do marketing de conteúdo 2017. 2017. Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2021. _____. Experiências de conteúdo. [S.d.]. Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2021. https://www.comscore.com/por/Insights/Apresentacoes-e-documentos/2021/Resumo-do-Cenario-Digital-2020 https://www.comscore.com/por/Insights/Apresentacoes-e-documentos/2021/Resumo-do-Cenario-Digital-2020 https://materiais.rockcontent.com/content-trends-2017 https://materiais.rockcontent.com/content-trends-2017 1 CONVERSA INICIAL CONTEXTUALIZANDO TEMA 1 – INTRODUÇÃO AO INBOUND E MARKETING DE CONTEÚDO tema 2 – Marketing de Conteúdo e seus benefícios para as marcas tema 3 – O surgimento do Inbound Marketing tema 4 – do marketing de conteúdo ao inbound TEMA 5 – O QUE SÃO LEADS TROCANDO IDEIAS NA PRÁTICA FINALIZANDO REFERÊNCIAS 2 3 CONVERSA INICIAL CONTEXTUALIZANDO TEMA 1 – o topo do funil de Inbound Marketing tema 2 – a atração tema 3 – tipos de atração tema 4 – sites, blogs e Landing Pages 4.1 Sites 4.2 Blogs 4.3 Landing Pages 4.3.1 A criação de Landing Pages tema 5 – redes sociais, buscadores e Display 5.1 Posts em redes sociais 5.2 Anúncios patrocinados em redes sociais 5.3 buscadores: Google ou outros mecanismos de pesquisa, como Yahoo, Bing e demais 5.4 Anúncios patrocinados do Google ou outros mecanismos 5.5 Mídia Display (Banners e Pop-Ups nos sites) TROCANDO IDEIAS NA PRÁTICA FINALIZANDO REFERÊNCIAS 4 5 CONVERSA INICIAL CONTEXTUALIZANDO TEMA 1 – o meio do funil de inbound marketing tema 2 – criação de personas tema 3 – taxa de qualificação 3.1 Critérios de qualificação de leads tema 4 – tipos de qualificação de leads TEMA 5 – Nutrição de Leads 5.1 Criando cadências 5.2 MQLS e SQLS 5.3 Lead Scoring 5.4 LGPD 5.5 Métricas para cadências de e-mail marketing TROCANDO IDEIAS NA PRÁTICA FINALIZANDO REFERÊNCIAS 6 CONVERSA INICIAL O Fim do Funil: Vendas, Fidelização e Métricas ContextualizandO TEMA 1 ‒ o fim do funil de inbound marketing tema 2 ‒ vendas com inbound sales TEMA 3 ‒ FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES 3.1 Cadência de e-mails pós-venda 3.2 Ofertas exclusivas e promoções 3.3 Atendimento omnichannel tema 4 ‒ OUTRAS métricas para inbound marketing 4.1 Teto por lead 4.2 ROI 4.3 CAC 4.4 CPM 4.5 Usuários 4.6 Sessões 4.7 CPV TEMA 5 ‒ funil geral e painÉis de ferramentas 5.1 Hubspot 5.2 RD Station 5.3 Bitrix24 TROCANDO IDEIAS NA PRÁTICA FINALIZANDO REFERÊNCIASaté os dias atuais. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2021. Todavia, salvas exceções tradicionais como o exemplo da empresa americana John Deere, com o avanço da tecnologia e do uso da Internet no Brasil, as marcas têm apostado de maneira mais intensiva no Marketing de Conteúdo em rede, por entenderem seus benefícios. Quando buscamos por “como escolher uma smart tv” logo veremos que os resultados que o mecanismo de busca Google nos retorna estão ligados à educação e elucidação de nossa busca. Figura 1 – Print de tela de pesquisa Dessa forma, ao clicar em um dos resultados, estou: 1. consumindo um conteúdo gratuito que me ajudará a tomar a melhor decisão; 2. gerando tráfego para um dos sites. Vale relembrar que ao buscar por “como escolher uma smart tv” estamos demonstrando interesses prévios. Teoricamente, como apontou Godin, devemos nos sentir confortáveis com os anúncios que o mecanismo demonstra, uma vez que estamos relatando um problema: não sabemos como escolher uma nova televisão. Figura 2 – Print de tela de pesquisa Crédito: Gmstockstudio/Shutterstock. Ao investir em anúncios e resultados orgânicos, as marcas estão nos ajudando a resolver uma dor, mas também colhendo uma série de benefícios. Vejamos então os benefícios do Marketing de Conteúdo na internet: • Gerar mais visibilidade online; • Aumentar a conexão real com o público; • Aumentar os acessos ao site; • Gerar reconhecimento de marca; • Aumentar o engajamento; • Educar o cliente; • Gerar leads em modelos escalonáveis e previsíveis; • Gerar mais vendas com modelos previsíveis. Um ponto importante a ser deixado claro é: o marketing de conteúdo funciona por meio de grandes pilares da comunicação: • Planejamento prévio e estratégia; • Reconhecimento do público-alvo e da persona; • Copywriting (técnicas de escrita de conteúdos); • Design (visual dos conteúdos). TEMA 3 – O SURGIMENTO DO INBOUND MARKETING Nesta etapa, como citado anteriormente, veremos como Inbound Marketing surgiu como técnica de marketing de digital a partir do crescimento e adesão do Marketing de Conteúdo original. Atualmente, conhecemos Inbound Marketing como uma estratégia de marketing comum, mas o conceito oficial surgiu dez anos após a publicação de Seth Godin. Foi em 2010 que Brian Halligan e Dharmesh Shah, lançaram o livro “Inbound Marketing: seja encontrado usando o Google, a mídia social e os blogs”. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2021. Os mesmos autores do livro são também os criadores do HubSpot, a primeira ferramenta de automação de marketing, que inspirou tantas outras como a RD Station no Brasil. Enquanto os e-commerces começavam a ganhar a adesão dos consumidores como plataforma de consumo válida e as marcas corriam para garantir bons lugares no Google com blogs e conteúdos, a HubSpot surge como precursora e pioneira cunhando o termo Inbound Marketing e passando a entender as conexões de marketing digital como um funil. TEMA 4 – DO MARKETING DE CONTEÚDO AO INBOUND Indo além do Marketing de Conteúdo, o Inbound Marketing consiste não apenas em distribuir conteúdos relevantes e ricos de maneira gratuita a fim de propagar a marca, mas também em vender e fidelizar a partir destes conteúdos da maneira mais automática e estratégica possível, dando origem à Metodologia Inbound: • Atração: atrair o tráfego de visitantes • Conversão: convertendo visitantes em leads (pedindo ao usuário um contato) • Fechamento: transformando leads em clientes • Fidelização: encantando clientes para que se tornem divulgadores Assim, podemos definir o Inbound Marketing como um conjunto de técnicas que envolve a criação e o compartilhamento de materiais específicos para um determinado público que será impactado de acordo com o que busca na Internet. Veja abaixo como a metodologia é aplicada: Figura 7 – Metodologia Inbound Marketing, via HubSpot Todavia, os resultados advindos do Inbound Marketing devem ser quantificados em funil. Figura 8 – Metodologia Inbound Marketing em visão de funil TEMA 5 – O QUE SÃO LEADS Agora que você já sabe como o Marketing de Conteúdo e o Inbound Marketing surgiram e para que servem, que já se familiarizou com estes termos e que principalmente entendeu que o grande diferencial entre Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing é a visão da atração até a recomendação da marca, é necessário aprofundarmos no ponto-chave do Inbound Marketing: o lead. Assunto muito recorrente nas salas de aula e entre os profissionais de marketing, a geração de leads ou lead generation ganha cada vez mais atenção, ferramentas, gatilhos e técnicas. Sabemos que enquanto o Marketing de Conteúdo é responsável pela atração, o Inbound preocupa-se em Atrair e Converter e entende que a Conversão é a geração de um lead. Antes de vermos as figuras, saibamos pontuar o que é um lead: lead é todo contato que deixa alguma informação sobre si a fim de saber ou entender mais sobre o assunto, serviço ou produto da marca. 4.1 Exemplos de captação de leads Vejamos as figuras abaixo para enxergamos na prática como podemos captar um lead, isto é, um contato de um possível cliente interessado no conteúdo, produto ou serviço da marca. Figura 9 – Print de tela de campanha em landing page Acima você vê um exemplo de captação de lead para uma marca focada em vender apartamentos. Ao deixar seu nome, telefone e e-mail o indivíduo passa a ser um lead qualificado para o marketing preparar a venda. Figura 10 – Print de página especial de campanha em landing page Acima você vê o exemplo mais clássico de captação de leads por meio de conteúdo. No exemplo, a página oferece uma inscrição para um evento ao vivo e a assinatura do blog. Com o e-mail do visitante ou a inscrição dele, temos um lead captado para o funil de Inbound Marketing. A premissa da geração de leads para Inbound é fornecer um conteúdo ou experiência gratuita ao indivíduo por meio do Marketing de Conteúdo, mas em troca, pedir seu contato para continuar o relacionamento. O intuito é gerar negócios qualificados para as empresas por meio de uma incrível jornada de conteúdo. TROCANDO IDEIAS Para maiores informações, trocas de ideias e acompanhamentos de novidades, sugerimos participação e assinatura dos seguintes canais sociais que geralmente trazem muitos insights sobre marketing em geral e Inbound, assim como novidades: • Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2021. • Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2021. • Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2021. • Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2021. NA PRÁTICA Agora que você já entendeu na teoria toda o conceito e finalidade do Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing, principalmente, para que servem estas técnicas de marketing digital, utilize seu tempo prático para buscar na internet por algo que seja de seu interesse de consumo. Assim, aproveite para listar quais exemplos você verá de Marketing de Conteúdo e em seguida de Inbound Marketing na sua jornada de pesquisa por informação, preços e diferenciais. FINALIZANDO Encerramos esta aula com a compreensão de como o Marketing de Conteúdo e o Inbound surgiram nos contextos da comunicação social aos quais fazem parte, ou seja, publicidade e propaganda, bem como encerramos com a definição do ponto-chave diferencial entre estas duas técnicas: a geração de leads e o foco na receita e nas vendas. Desta forma, agora precisamos dar início ao entendimento analítico e também mais prático e mais avançado estrategicamente, passando por plataformas, gatilhos para conteúdos atrativos, criação de personas, modelosde funis de Inbound, métricas e automações, tipos de conversões, tipos de leads, jornadas, processos e as diferenças entre outbound e inbound. O ideal é compreender e dominar todas as possibilidades mais atuais de Inbound Marketing. REFERÊNCIAS CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo, 2001. GODIN, S. Permission marketing: turning strangers into friends and friends into. Estados Unidos: Simon & Schuster, 1999. INBOUND E MARKETING DE CONTEÚDO AULA 2 Prof. Larissa Ilaídes CONVERSA INICIAL Inbound e Marketing de Conteúdo: a técnica da permissão O Marketing de Conteúdo e o Inbound surgiram nos contextos da comunicação social aos quais fazem parte – ou seja, publicidade e propaganda – e o ponto-chave diferencial entre estas duas técnicas é a geração de leads e o foco na receita e nas vendas. O objetivo desta aula é que você saiba compreender os motivos pelos quais as estratégias de Inbound e Marketing e Conteúdos são muito acessíveis, rentáveis e necessárias às marcas que desejem intensificar seu reconhecimento e rentabilização na internet. CONTEXTUALIZANDO Nesta aula veremos que essas fases, juntas, montam a metodologia Inbound Marketing, mas antes ainda veremos quais são as diferenças entre Outbound e Inbound. A partir dessa compreensão inicial entre as diferenças de tipos de Marketing, seguiremos para os ensinamentos práticos relacionados às fases de um funil para Inbound. Desta forma, iremos primeiramente abordar dentro desta aula as diferenças entre os tipos de Marketing para que você possa entender sobretudo por quais motivos o Inbound é considerado uma técnica especial para marketing digital. TEMA 1 – A DEFINIÇÃO DE INBOUND MARKETING O Inbound é classificado e entendido como um modelo de marketing de permissão. Nesse modelo, presume-se que os consumidores permitam a entrada de propagandas em seu cotidiano, sem sentirem-se incomodados com as publicidades, uma vez que demonstraram interesse prévio naquele produto, serviço ou conteúdo, iniciando uma relação mais longa e eficaz com a marca. Entre os nomes dados a este modelo de marketing, temos: • Marketing de Entrada; • Marketing de Permissão; • Inbound Marketing. Difundido por Godin (1999) na década de 2000, o modelo permissivo de marketing passou a permear as estratégias das marcas na publicidade de maneira mais intensa, mas foi em 2010, quando Brian Halligan e Dharmesh Shah, lançaram o livro “Inbound Marketing: seja encontrado usando o Google, a mídia social e os blogs” que a prática passou a ser descoberta e adotada como irrefutável para performance das marcas em ambiências digitais. Mas como gerar essa conexão real e mais duradoura com o público a fim de instruí-lo e incentivar resultados de venda? Apenas com o Marketing de Conteúdo. Alguns exemplos de Marketing de Conteúdo: • Blogs informativos; • Artigos; • Ebooks; • Webinários e lives; • Posts didáticos em redes sociais; • Vídeos didáticos; • Podcasts didáticos; • Publicações impressas, como revistas segmentadas de uma marca por exemplo. TEMA 2 – A DEFINIÇÃO DE OUTBOUND MARKETING Para Godin (1999), os anúncios de propaganda tradicionais podem ser denominados Marketing de Interrupção, por serem capazes de interromper algo dentro do cotidiano das pessoas, sem permissão delas. Enquanto o Marketing de Permissão atrai os possíveis consumidores de uma marca, o Marketing de Interrupção impacta diversos indivíduos ao mesmo tempo. Metaforicamente, é como pescar de arpão (alvo certeiro) e pescar com rede (diversos alvos ao mesmo tempo). Entre os nomes dados, temos: • Marketing de Interrupção; • Marketing de Saída; • Outbound Marketing. TEMA 3 – ENTENDENDO AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE OUTBOUND E INBOUND Vejamos na figura abaixo, como podemos classificá-los: Figura 1 – Diferenças entre Outbound e Inbound Marketing Crédito: nanaline/Adobestock. Para elucidarmos a principal diferença entre estas duas maneiras de fazer marketing, temos: Figura 2 – Diferença entre Outbound e Inbound Vejamos agora alguns exemplos práticos que elucidam como as duas técnicas se chocam: Figura 3 – Exemplos Como mostra a figura acima, o adereço mais importante em estratégias de Inbound Marketing é o marketing de conteúdo gratuito, utilizado para atrair, educar, converter e encantar os visitantes, que podem tornar-se clientes e por sua vez, divulgadores da marca. Kotler (2017), em sua obra Marketing Digital 4.0, a qual possui um grande apelo entre profissionais de marketing e venda, relata um apontamento extremamente importante e que reflete com sabedoria os motivos pelos quais o Inbound Marketing mostra-se cada vez ais eficaz: [...] as empresas precisam entender que mais pontos de contato e volume mais alto nas mensagens não se traduzem necessariamente em maior influência. É preciso se destacar da multidão e conectar-se de forma significativa com os consumidores em apenas alguns pontos de contato cruciais. (Kotler, 2017) Em outras palavras Kotler nos diz durante a Era da Informação, mais vale um lead qualificado e uma estratégia de alvo certeiro, que campanhas estratosféricas para alcançar mais clientes. Vale ressaltar que esta é uma afirmação sob a ótica do marketing para performance e aquisição de leads e limita-se a ela, não sendo válida portanto, para outras estratégias de posicionamento de marcas que no caso, seriam outbound. Quando pensamos e mapeamos as diferenças a respeito das duas, temos então: Figura 4 – Diferenças entre as estratégias Por um lado, o Outbound Marketing é capaz de impactar muitas pessoas ao mesmo tempo, mas tem resultados pontuais e os resultados para vendas dependem de prospecção ativa, ou seja: os clientes se interessam pela marca e vão de encontro a ela. Já no Inbound, o cliente vai até a marca primeiramente, ao buscar informações sobre determinado assunto, ao passo que desta maneira, a prospecção é passiva, orgânica, e natural, uma vez que o indivíduo espontaneamente deixa seu contato para saber mais. Para o Inbound, o foco é a produção de conteúdo, isto é, o Marketing de Conteúdo, capaz de atrair visitantes e gerar leads através de formulários de captação de contatos, ferramentas e automações. TEMA 4 – O MERCADO DE MARKETING DE CONTEÚDO E INBOUND NO BRASIL Entre as ferramentas que se destacam e promovem este mercado, temos a HubSpot como pioneira nos Estados Unidos, a Bitrix24 na Rússia. Já no Brasil, a RD Station e a Rock Content são empresas que promovem o conhecimento, a prática e moldam ferramentas que aquecem e ajudam na maturidade deste mercado para os profissionais de comunicação e marketing. Figura 5 – Promotores de Marketing de Conteúdo e Inbound Crédito: Tatohra/Shutterstock. A Rock Content anualmente desenvolve pesquisas de marketing para oferecer dados relevantes ao mercado brasileiro sobre o mundo digital. No relatório Content Trends 2017, a empresa apresentou gráficos, dicas, estatísticas sobre as tendências na adoção do marketing de conteúdo no Brasil. Entre elas, algumas chamam atenção e são consideradas tendências para o mercado em geral: • 71% das empresas pesquisadas adotam marketing de conteúdo • 29% não adotam essa técnica • apenas 34,7% das empresas que adotam o marketing de conteúdo sabem quantos leads são gerados por mês • empresas que adotam o marketing de conteúdo geram em média 2,2 mais visitas em seus sites e 3,2 mais leads • 18,9% produzem mais de 20 conteúdos mensais Levando em consideração que a pesquisa data de 2017, mas foi feita diretamente com a base de clientes da Rock Content, podemos prever que a realidade expressa em 2017 reflete ainda em 2021 nas empresas, movidas pelo boom de consumo de conteúdo via web, principalmente em dispositivos móveis comoa mostra a figura abaixo: Figura 6 – Aumento de tempo na Internet Fonte: ComScore, 2020. No Brasil, já somos mais de 130 milhões de indivíduos conectados. Figura 7 – Print de matéria pública da Agência Brasil Fonte: Valente, 2020. E olhando para os indivíduos conectado no Brasil, vemos que 140 milhões são ativos em redes sociais: Figura 8 – Print do relatório público Digital in 2020, feito pela We Are Social em parceria com a Hootsuite Fonte: Radar, 2019. Com a pandemia do coronavírus entre o fim de 2019 até 2021 vimos também a intensificação do uso da internet. A média de tempo gasto diariamente em redes sociais chegou a 3 horas e 40 minutos, crescendo 23% de um ano pata o outro. Figura 9 – Print do relatório público Digital in 2020, feito pela We Are Social em parceria com a Hootsuite Fonte: Radar, 2019. Você pode estar se perguntando por que entender o mercado é importante para fazer estratégias de Inbound Marketing. Nosso intuito é lhe mostrar que são milhões de conteúdos didáticos gratuitos postados por dia em diversos canais, ou seja: os melhores conteúdos, mais acessíveis e amigáveis, tendem a ser os que “destacam-se da multidão” e são responsáveis pela Atração: a primeira fase de um funil de Inbound Marketing, como veremos no tema a seguir. TEMA 5 – AS FASES DO FUNIL DE INBOUND A metodologia de Inbound Marketing propõe as seguintes fases: • Atração: atrair o tráfego de visitantes • Conversão: convertendo visitantes em leads (pedindo ao usuário um contato) • Fechamento: transformando leads em clientes • Fidelização: encantando clientes para que se tornem divulgadores Figura 9 – Metodologia Inbound Marketing, via HubSpot Dessa forma, ao fazer com que o um indivíduo deixe seu contato com a empresa, a intenção do Inbound Marketing é fazer com ele se torne um cliente e em seguida, um divulgador da marca. Para entendermos melhor o processo, podemos definir os seguintes objetivos para cada fase. Figura 10 – Imagem pública Rock Content Veja abaixo outras maneiras de olhar para Funil de Inbound Marketing. Figura 11 – Funil de Inbound Marketing E em seguida, mais uma: Figura 12 – Funil de Inbound Marketing Dessa forma, podemos concluir que: • Quanto maior a Atração, ou seja, quanto mais indivíduos eu conseguir angariar para tráfego no site ou blog por exemplo, maior a probabilidade de Conversão, ou seja, de gerar leads • A partir da fase Fechar, a atuação dos profissionais de marketing deve estar aliada aos profissionais de venda da empresa, isto é, marketing e vendas devem atuar juntos • Pela atuação de marketing e vendas juntos, o processo também pode ser denominado como Inbound Sales Um dado importante divulgado pela HubSpot é fato de que: o Inbound Marketing gera 54% mais leads que o marketing tradicional. Figura 11 – Funil público de Inbound Marketing Entre os recursos de Atração, podemos ter estratégias que visam a aquisição de tráfego orgânico (sem investimentos em impulsionamentos em redes sociais e links patrocinados em mecanismos de busca) e também estratégicas de tráfego patrocinado, para acelerar a aquisição de visitantes. TROCANDO IDEIAS Para maiores informações, trocas de ideias e acompanhamentos de novidades, sugerimos participação e assinatura dos seguintes canais sociais que geralmente trazem muitos insights sobre marketing em geral e Inbound, assim como novidades: • • • • • NA PRÁTICA Agora que você já entendeu o conceito e finalidade do Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing, viu na prática como estas estratégias se diferenciam do Outbound Marketing, e sabe como funcionam as fases de um Funil de Inbound, utilize seu tempo e pratique buscando exemplos de reais de Inbound e de Outbound de uma marca que você tenha afinidade ou vontade de tornar-se consumidor. Assim que identificar um exemplo de Inbound, liste quais recursos de Marketing de Conteúdo estão sendo utilizados para Atração de visitantes no site ou no blog. FINALIZANDO Encerramos esta aula com a compreensão dos diferenciais que definem o que são ações de Outbound e o que são ações de Inbound. Essa compreensão é importante pois exemplifica o principal fator de sucesso para estratégias e campanhas de Inbound: os motivos pelos quais o lead deve acontecer de maneira espontânea. Finalizamos também com a visão clara das fases de Funil para Inbound Marketing, o que marca nosso início ao entendimento analítico e também mais prático e avançado estrategicamente, passando por plataformas e modelos de funis. Nas próximas aulas, aprofundaremos cada fase do funil, identificando recursos práticos para elas, criação de personas, gatilhos para conteúdos atrativos, métricas e automações, tipos de conversões, tipos de leads, jornadas e processos. O ideal é compreender e dominar todas as possibilidades mais atuais de Inbound Marketing. REFERÊNCIAS COMSCORE, 2020. Resumo do cenário digital 2020. Disponível em: . Acesso em: 8 nov. 2021. CONTENT TRENDS. Pesquisa de marketing de conteúdo, 3ª Edição. Disponível em: . Acesso em: 8 nov. 2021. GODIN, S. Permission marketing: turning strangers into friends and friends into. Estados Unidos: Simon & Schuster, 1999. KOTLER, P. Marketing digital 4.0. Rio de Janeiro: Sextante, 2017. RADAR. Metade da população mundial tem celular, acessa a internet e usa as redes sociais. 2019. Disponível em: . Acesso em: 8 nov. 2021. VALENTE, J. Brasil tem 134 milhões de usuários de internet, aponta pesquisa. Agência Brasil. 2020. Disponível em: . Acesso em: 8 nov. 2021. INBOUND E MARKETING DE CONTEÚDO AULA 3 Prof. Larissa Ilaídes CONVERSA INICIAL Bem-vindo a nossa aula! Agora que você já tem a compreensão de como o Marketing de Conteúdo e o Inbound surgiram e sabe que o diferencial é a geração de leads e o foco na receita e nas vendas, mas que principalmente já viu alguns modelos de funis para Inbound Marketing, vamos avançar para as fases iniciais, focando primeiramente em atração. Vale lembrar que nosso intuito é que você saiba aplicar os ensinamentos que verá nas aulas, que saiba compreender os motivos pelos quais as estratégias de Inbound e Marketing e Conteúdos são muito acessíveis, rentáveis e necessárias às marcas que desejem intensificar seu reconhecimento e rentabilização na internet. CONTEXTUALIZANDO Nessa aula, nos aprofundaremos na fase inicial do Inbound Marketing, denominada atração. Os motivos pelos quais nos aprofundaremos apenas na primeira fase nessa aula se dão pela importância e relevância dela. A partir da compreensão de funil, vemos que sem a atração eficaz as demais fases podem ficar anuladas, isto é, sem dados e sem funcionamento. Após a compreensão e ensinamento prático geral desta fase inicial, seguiremos para as aulas relacionadas às outras fases de um funil para Inbound: converter, fechar e encantar. Em seguida, faremos também uma imersão a respeito das Ofertas de Conteúdo, coletas de dados, acompanhamento, gestão e monitoramento de ações de Inbound. TEMA 1 – O TOPO DO FUNIL DE INBOUND MARKETING Você já viu que um funil clássico de Inbound Marketing pode ter diversas variações de visualização,certo? Por isso, para seguirmos adiante com os ensinamentos práticos, se faz necessário adotarmos modelos exclusivos de funil para nossos estudos. Desta forma, para esta e para as próximas aulas, adotaremos os seguintes modelos de Funil de Inbound Marketing, que seguirão mantidos para as exemplificações e práticas aprofundadas nos recursos de cada fase: Figura 1 – Funil comum de Inbound Marketing, usamos como oficial para esta aula Fonte: Larissa Ilaídes Bakalarczyk Meira. Além do modelo de funil acima, também usaremos mais adiante o modelo de funil abaixo: Figura 2 – Funil da autora, que será o segundo modelo usado como oficial para esta aula Fonte: Larissa Ilaídes Bakalarczyk Meira. Pare um instante e reflita sobre as diferenças entre estes dois funis: 1. O primeiro possui quatro etapas, que são as clássicas para Inbound Marketing; 2. O segundo possui cinco etapas, com uma fase extra: qualificação. A etapa extra é, atualmente, uma fase intermediária, adotada por diversos profissionais do ramo, a fim de mapear e monitorar os resultados de leads de maneira mais eficaz. Falaremos dela adiante, por enquanto iremos uso concentrar apenas nas duas iniciais. As duas etapas iniciais que juntas, formam o Topo do Funil são: 1. Atração: nesta fase o principal objetivo é adquirir novos visitantes, isto é, atrair; 2. Conversão: nesta fase o principal objetivo é angariar o contato do dos visitantes, isto é, converter. Cientes de que sem adquirir novos visitantes, não teremos conversão, podemos afirmar que a atração define a conversão, sendo ela, portanto, a grande fase responsável pelo sucesso de todo o funil. TEMA 2 – A ATRAÇÃO Toda atração está acontecendo para que uma oferta de conteúdo gratuito seja visa visualizada e, desta forma, gere conversão. Ao planejarmos uma campanha e ações de Inbound Marketing, precisamos sempre nos atentar para a atração. Geralmente, quando uma campanha tem sucesso está atraindo visitantes qualificado o suficiente para se manterem conectados à marca durante todo o funil. Por outro lado, quando uma campanha apresenta indicadores baixo de performance, normalmente esses estão ligados à ajustes necessários na atração. Veremos a seguir. Figura 3 – Atração: a primeira etapa do Funil Fonte: Larissa Ilaídes Bakalarczyk Meira. TEMA 3 – TIPOS DE ATRAÇÃO Mas você pode estar se perguntando: afinal, como a atração acontece? Para nos aprofundarmos nos recursos e gatilhos-chave para planejamento e execução da atração, separamos alguns exemplos. Primeiramente é primordial definirmos que toda vez que um conteúdo gratuito impacta determinada parcela de indivíduos, ele está atraindo a atenção destas pessoas. Em outras palavras, toda vez que um site é visualizado, um e- book ou um anúncio de conteúdo é visto, ele está atraindo pessoas. A atração pode acontecer por: 1. Sites 2. Blogs 3. Landing Pages (páginas funcionais e especiais para captação, que veremos mais adiante) 4. Posts em redes sociais 5. Anúncios patrocinados em redes sociais 6. Buscadores: Google ou outros mecanismos de pesquisa, como Yahoo, Bing e demais 7. Anúncios patrocinados do Google ou outros mecanismos 8. Em mídia Display (banners e pop-ups em sites) Os caminhos acima são exemplos atuais de como atrair a atenção de indivíduos em mídias digitais. Veremos a seguir os exemplos e definições. TEMA 4 – SITES, BLOGS E LANDING PAGES 4.1 SITES Toda vez que páginas de um site são encontradas no Google, ou que um produto ou serviço é visualizado em um site, acontece uma atração. Veja no exemplo a seguir. Figura 4 – Exemplo de página de serviço em um site. Na página temos o botão "Solicite um Orçamento" a fim de gerar conversão Fonte: Ninho Digital, 2021. 4.2 Blogs Os blogs são plataformas em que as marcas podem gerar conteúdos periódicos e, assim como no exemplo de aulas anteriores da marca de tratores John Deere, formatar um canal exclusivo para Marketing de Conteúdo e relacionamento com o público. Vale lembrar que páginas de conteúdos em blogs são mais facilmente rastreáveis pelos mecanismos de pesquisa, por conterem um grande volume de conteúdos em texto. Desta forma, os blogs são considerados recurso essenciais para Inbound Marketing, pois podem atrair visitantes mais facilmente. Figura 5 – Exemplo de blog em um site de empresa Fonte: Ninho Digital, 2021. 4.3 Landing Pages Vimos que sites – com suas páginas de produtos, serviços ou até institucionais – e blogs podem atrair visitantes (sejam eles orgânicos ou pagos). Mas na prática muitos dos sites e blogs podem não possuir recursos de captação (os quais veremos quando nos aprofundarmos na fase de conversão). E se então houvesse um tipo de página específica para este fim, isto é, se tivermos uma página feita exclusivamente para expor conteúdos gratuitos a fim de captar contatos dos visitantes, gerando leads? Pensando assim, surgiram as Landing Pages, um recurso essencial para Inbound Marketing. Importante pontuarmos que a tradução original para Landing Pages é Páginas de Aterrisagem, isto é, Páginas de Destino. No contexto mais global, pode-se entender Landing Pages toda e qualquer página de um site. Mas no contexto do Marketing Digital, é comum entendermos Landing Pages como páginas criadas exclusivamente para captação de leads, apenas com o objetivo da conversão, que é a segunda fase de nosso funil. Figura 6 – Exemplo de Landing Page em um site, com uma oferta de conteúdo Fonte: Ninho Digital, 2021. Perceba que distante dos exemplos anteriores, a Landing do exemplo acima possui apenas a amostra do conteúdo e o recurso de captação: o formulário. 4.3.1 A criação de Landing Pages A fim de captar mais leads e de maneira mais rápida e fácil, a criação de Landing Pages requer alguns cuidados. Veja a seguir: 1. Clareza: em geral, as Landing Pages precisam conter o menor número de elementos possível. Ou seja, não devem desviar a atenção do indivíduo para outros pontos na tela que não sejam a oferta de conteúdo e o formulário para que o visitante deixe seu contato 2. Títulos e subtítulos claros: esses são os primeiros elementos que devem chamar a atenção e, por sua vez, devem ser descritos de forma a encantar o indivíduo 3. Imagem: a imagem principal de uma Landing deve refletir o valor da oferta de conteúdo. Se queremos oferecer um conteúdo de relevância, a imagem deve transmitir o mesmo. Ideal é evitar bancos de imagens ou imagens muito genéricas. 4. Descrição da Oferta de Conteúdo: a oferta de conteúdo pode ser desde um e-book até um cupom de desconto (veremos ainda um tema da aula focado apenas em ofertas de conteúdo). Para descrevermos a oferta, precisamos listar benefícios e selecionar os itens mais importantes que estão sendo ofertados. 5. Formulário: o formulário é o recurso pelo qual iremos captar o lead, ou seja, através dele teremos as informações de contatos, necessárias para encaminhar o lead para fechamento. O ideal é pedir apenas o extremamente necessário para encaminhar a conversão para fechamento. TEMA 5 – REDES SOCIAIS, BUSCADORES E DISPLAY 5.1 Posts em redes sociais Uma maneira de atrair visitantes e chamar a atenção para conteúdos relevantes é a divulgação em redes sociais. Veja: Figura 7 – Exemplo de atração via redes sociais Fonte: Escola Conquer, 2021. No exemplo acima, podemos ver como a oferta de conteúdo foi divulgada em uma rede social, que encaminha o indivíduo para acessar uma Landing page e, em seguida, ter acesso ao formulário para receber a oferta, gerando o lead. 5.2 Anúncios patrocinados em redes sociais Entre os recursos de atração em redes sociais, podemos ter estratégias que visam a aquisição de tráfego orgânico (sem investimentos em impulsionamentos) e também estratégias de tráfego patrocinado, paraacelerar a aquisição de visitantes. Neste segundo modelo, a aquisição de lead pode inclusive ser feita sem a necessidade de encaminhamento para Landing page, uma vez que plataformas de digital advertising como o Facebook e LinkedIn já possuem recursos para aquisição de leads rápidos. Vejamos: Figura 8 – Jornada de geração de Leads Rápidos para Inbound Marketing, via anúncios patrocinados. O indivíduo é impactado pelo anúncio, deixa seu contato e sai da rede sem acessar uma Landing Page Créditos: Stanisic Vladimir/Shutterstock; Artazum/Shutterstock; Grand Warszawski/Shutterstock. 5.3 Buscadores: Google ou outros mecanismos de pesquisa, como Yahoo, Bing e demais Uma maneira de Atração também pode ser considerada a busca em sites de busca, como o Google e outros mecanismos. Mas por quê? Imagine que você esteja buscando uma televisão de led. Ao digitar este termo no Google, verá uma série de resultados clicáveis. Como as impressões, isto é, as visualizações destes resultados podem ser trabalhadas em Marketing Digital como SEO (Search Engine Optimization), consideramos as buscas como uma forma de Atração. Lembre-se que ao clicar em um resultado, o indivíduo pode se deparar com: • Um post de blog • Uma página de produto em um site • Uma página de serviço • Uma Landing page com oferta de conteúdo • Uma notícia • Entre outros Figura 9 – Exemplo de busca no Google e resultados orgânicos, advindos de SEO Fonte: Google, 2021. 5.4 Anúncios patrocinados do Google ou outros mecanismos Assim como em redes sociais temos os impulsionamentos, em mecanismos de busca, temos os links patrocinados. Como o nome já sustenta, trata-se de páginas de destinos patrocinadas para receber mais cliques das buscas. Vale ressaltar que como no exemplo anterior, as páginas que receberão estes cliques podem conter ofertas de conteúdo e, portanto, este recurso pode ser utilizado para estratégias de Atração personalizadas. Figura 10 – Exemplo de busca no Google, com resultados patrocinados, advindos de anúncios no Google Fonte: Google, 2021. 5.5 Mídia Display (Banners e Pop-Ups nos sites) Como falamos anteriormente, muitas vezes os sites e blogs podem não ter os recursos de formulários para captação de leads. Desta forma, foram criados recursos extras para sites, para que estes possam exibir conteúdos gratuitos, manter suas páginas atuais e ainda assim promover a geração de leads. Vejamos no exemplo: Figura 11 – Exemplo de Pop-up na tela, feito para captação de leads em uma página comum de blog Fonte: Agendor, 2021. Os recursos de atração são os responsáveis pelo sucesso das campanhas de Inbound Marketing. Atenção ao design e à abertura em diferentes tamanhos de tela são fundamentais para gerar valor a Oferta de Conteúdo que se quer expor. É o que veremos na próxima aula. TROCANDO IDEIAS Para maiores informações, trocas de ideias e acompanhamentos de novidades, sugerimos participação e assinatura dos seguintes canais sociais que geralmente trazem muitos insights sobre Marketing em geral e Inbound, assim como novidades: • • • • • • NA PRÁTICA Agora que você já entendeu o conceito e finalidade do Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing, viu na prática como estas estratégias se diferenciam do Outbound Marketing, sabe como funcionam as fases de um Funil de Inbound, e agora já se aprofundou na fase inicial de atração, utilize seu tempo e pratique buscando um exemplo real de Landing page com oferta de conteúdo, a respeito de uma marca que você tenha afinidade ou vontade de tornar-se consumidor. Assim que identificar um exemplo de Landing page e oferta de conteúdo, liste por qual caminho você foi atraído até a página e aproveite para relatar se ela segue a nossa relação de boas práticas para Landing Pages. FINALIZANDO Encerramos esta aula com a compreensão prática de como as etapas e um Funil de Inbound Marketing estão divididas em topo, meio de fim, de modo que a exemplificação da primeira etapa de Topo de Funil demonstra exemplos reais de modelos de aquisição. A apresentação desses modelos é importante pois facilita a identificação da estratégia no cotidiano e possibilita a visão de que a atração é a fase nitidamente mais responsável pelo sucesso de uma campanha, que deve prezar pela geração de leads mais qualificados possível. Nas próximas aulas, aprofundaremos as demais fases do funil (conversão, fechamento e encantamento) identificando recursos práticos para elas. Também nos aprofundaremos em ofertas de conteúdo, criação de personas, gatilhos para conteúdos atrativos, métricas e automações, tipos de conversões, tipos de leads, jornadas e processos. O ideal é compreender e dominar todas as possibilidades mais atuais de Inbound Marketing. REFERÊNCIAS COMSCORE, 2020. Resumo do Cenário Digital 2020. Disponível em: . Acesso em: 1 nov. 2021. CONTENT TRENDS. Pesquisa de Marketing de Conteúdo, 3 ed. Disponível em: . Acesso em: 1 nov. 2021. GODIN, S. Permission Marketing: Turning Strangers Into Friends and Friends Into. Estados Unidos: Simon & Schuster, 1999. Tradução livre. HUBSPOT. Ferramenta de automação em Inbound Marketing. Disponível em: . Acesso em: 1 nov. 2021. KOTLER, P. Marketing Digital 4.0. Sextante, 2017. RD STATION. Plataforma para Máquina de vendas. Disponível em: . Acesso em: 1 nov. 2021. ROCK CONTENT. Experiências de Conteúdo. Disponível em: . Acesso em: 1 nov. 2021. INBOUND E MARKETING DE CONTEÚDO AULA 4 Profª Larissa Ilaídes 2 2 CONVERSA INICIAL Bem-vindo(a)! Agora que você já tem a compreensão de como o Marketing de Conteúdo e o Inbound surgiram, já sabe que o diferencial é a geração de leads e o foco na receita e nas vendas, já viu alguns modelos de funis para Inbound Marketing e já se aprofundou na fase de Atração, é hora de seguirmos para a fase de Conversão e para o Marketing de Conteúdo na prática. Vale lembrar que nosso intuito é que você saiba aplicar os ensinamentos que veremos nestas aulas, que saiba compreender os motivos pelos quais as estratégias de Inbound e Marketing e Conteúdo são muito acessíveis, rentáveis e necessárias às marcas que desejem intensificar seu reconhecimento e rentabilização na internet. CONTEXTUALIZANDO Nesta, nos aprofundaremos na segunda parte da fase inicial do Inbound Marketing, denominada Conversão, identificando os recursos práticos para ela. Também veremos o que são ofertas de conteúdo, gatilhos para conteúdos atrativos e como efetivar uma estratégia de conteúdo para marketing. A partir da compreensão de funil, já vimos que sem a Atração eficaz, as demais fases podem ficar anuladas, isto é, sem dados e sem funcionamento. Agora, veremos como, após a Atração, acontece a Conversão, ou seja, a captação de leads. Após a compreensão e o ensinamento prático geral desta fase inicial, seguiremos para as aulas relacionadas às outras fases de um funil para Inbound: fechar e encantar. Em seguida, faremos também uma imersão a respeito das coletas de dados, acompanhamento, gestão e monitoramento de ações de Inbound. TEMA 1 – A SEGUNDA ETAPA DO TOPO DO FUNIL DE INBOUND MARKETING Você deve se recordar dos seguintes modelos de Funil de Inbound Marketing, que adotamos em conteúdos anteriores, certo? Lembre-se de que os3 3 funis abaixo serão mantidos para as exemplificações e práticas aprofundadas nos recursos de cada fase: Figura 1 – Funil comum de Inbound Marketing que usamos como oficial para esta aula Além do modelo de funil acima, também usaremos mais adiante o modelo de funil abaixo: Figura 2 – Funil da autora, que será o segundo modelo usado como oficial para esta aula ATRAIR CONVERTER VENDER FIDELIZAR POSTS EM BLOG, IMPULSIONAMENTOS, SEO, GOOGLE ADS, OFERTAS DE CONTEÚDO EM LANDING PAGES) (FORMULÁRIOS, LEADS ADS) (E-MAILS, CRM, INBOUND SALES) (DEPOIMENTOS, PESQUISAS DE SATISFAÇÃO, DESCONTOS, UPSELL) 4 4 Pare um instante e lembre-se das diferenças entre estes dois funis: • O primeiro possui quatro etapas, que são as clássicas para Inbound Marketing; • O segundo possui cinco etapas, com uma fase extra: qualificação. Lembrando que a etapa extra é atualmente, uma fase intermediária, adotada por diversos profissionais do ramo, a fim de mapear e monitorar os resultados de leads de maneira mais eficaz. Falaremos dela adiante. Agora, vamos nos concentrar na segunda etapa inicial que forma o Topo do Funil: • Conversão: nesta fase o principal objetivo é angariar o contato dos visitantes, isto é, converter. Devemos lembrar que após atrair um visitante para nosso site, blog ou landing page, nossa missão agora é captar o lead, isto é: transformar acessos e tráfego em aquisição. Mas por qual motivo? A metodologia de Inbound Marketing nos diz que ao sabermos quem é o visitante, obtendo nome, e-mail e telefone, por exemplo, VISITANTES (ATRAÇÃO) LEADS (CONVERSÃO) ENGAJAMENTO (QUALIFICAÇÃO) CLIENTES (VENDAS) FIDELIZAÇÃO (RETENÇÃO) TOPO DO FUNIL MEIO DO FUNIL FUNDO DO FUNIL 5 5 poderemos entrar em contato em seguida, manter um relacionamento mais duradouro por meio de conteúdo e, então, realizar uma venda. TEMA 2 – A CONVERSÃO Lembre-se de que toda Atração está acontecendo para que uma oferta de conteúdo gratuito seja visa visualizada e, dessa forma, gere Conversão. Para medirmos a Conversão, monitoramos sempre o número de leads. Ou seja: quantas pessoas visitaram a sua página e gostaram tanto do que viram que foram capazes de deixar um contato para que você continue aquela conversa? Lembre-se de que: Figura 3 – O que é Lead? O que é um LEAD? É todo contato que deixa alguma informação sobre si. A conversão de visitantes em leads acontece toda vez que alguém preenche um formulário com informações, deixando o contato. As informações mais comuns solicitadas são: • Nome; • E-mail; • Telefone; • Empresa que trabalha; • Cargo que ocupa; • Região em que está; • Segmento de atuação. Com dados como estes acima, é possível encaminhar o lead para ser atendido prontamente por uma equipe de vendas e também guardá-lo para nutrição de Inbound, técnica que vem após a Conversão e antes da venda a fim de relacionar-se com o lead, para que este, por sua vez, efetue uma compra. 6 6 Digamos que você esteja interessado em comprar um celular de última geração. Ao buscar informações sobre os aparelhos mais recentes, se cadastrou para receber comparativos de marcas de uma determinada loja. A loja, portanto, poderia entrar fazer a nutrição de Leads, encaminhando uma vez por semana um comparativo interessante via e-mail e, em seguida, um cupom de desconto, fazendo esse mesmo ciclo durante semanas. Você pode ter sentido um atendimento tão personalizado e eficaz, que decide efetuar a compra e, assim, o funil de Inbound Marketing está quase completo. O exemplo é para que você compreenda como as fases de Inbound estão interligadas para que as ofertas de conteúdo sejam as rainhas do tabuleiro, encaminhando leads reais com interesses reais para produtos e serviços de consumo que os satisfaçam de verdade. TEMA 3 – TIPOS DE LEADS E O CUSTO POR LEAD Você viu que as ofertas de conteúdo devem atrair visitantes suficientes para quem taxa deles se torne leads, e para que uma taxa de leads, torne-se cliente. Anteriormente, você pode conferir os tipos de Atração e viu que algumas delas são anúncios patrocinados em redes sociais como o Instagram ou anúncios para motores de busca, como o Google. Dessa forma, podemos classificar os leads de duas maneiras: 1. Leads orgânicos: são aqueles que vêm até você de maneira natural, sem uma campanha patrocinada. Acontecem quando temos um conteúdo do blog, por exemplo, nas primeiras posições do Google ou quando nossas redes sociais são encontradas a partir de buscas e uso delas, ou até mesmo, quando um visitante encaminha nossa oferta de conteúdo para outro. 2. Leads patrocinados: são aqueles que vêm até você através de campanhas impulsionadas, seja nas redes sociais ou em mecanismos de busca paga como o Google Ads. Acontecem quando oferecemos algo aos usuários e patrocinamos aquela oferta. Para ambos os tipos de leads, é dever do profissional de marketing digital entender e monitorar quais são os investimentos envolvidos para que o seguinte 7 7 cálculo possa acontecer e, para que assim, possa monitorar a evolução de suas ações em Inbound Marketing: CPL = Custo por Lead Investimento / Total de Leads Exemplo: 800 reais / 80 leads CPL = R$ 10,00 Isso significa que para obter mais um lead, é necessário investir mais R$ 10,00 e assim por diante. O monitoramento do CPL possibilita aos profissionais de marketing trabalharem com modelos mais preditivos de aquisição e lhes dá uma visão estratégica de como evoluir a captação de leads. O olhar inicial de otimização de resultados deve estar sempre voltado para a redução do CPL. 3.1 Principais diferenças entre lead orgânico e lead patrocinado Mas você pode estar se perguntando: afinal, qual é o caminho mais promissor e rentável uma vez que posso obter leads de forma orgânica e também obter leads de forma patrocinada? É primordial entender que não há um caminho melhor ou pior do que o outro, mas que as duas maneiras são complementares e que optar por cada uma delas, depende do objetivo. Sabendo que uma estratégia de marketing digital para ser encontrado naturalmente em mecanismos de busca como o Google ou em redes sociais como o Instagram requer períodos de tempo mais longos, talvez esta não seja a melhor opção quando se precisa gerar alto volume de leads a curto prazo. Para esta última necessidade, os caminhos de anúncios patrocinados são os mais acessíveis. Portanto, podemos afirmar que as diferenças principais entre essas duas maneiras de gerar leads são baseadas em: • capacidade de gerar mais leads em um determinado período de tempo: se a longo prazo (meses) ou curto prazo (dias); 8 8 • ritmo de aquisição: se sempre irá gerar leads de forma permanente ou se será apenas quando os anúncios estiverem no ar. Para exemplificarmos melhor, preste atenção na figura abaixo: Figura 4 – Diferenças entre lead orgânico e lead patrocinado Lead orgânico Lead patrocinado • Médio a longo prazo • Permanente • Volume médio constante • Curto prazo • Força de arranque • Volume alto 3.2 A Taxa de Conversão Cientes de que a Atração gera visitantes e de que a Conversão deve gerar leads, podemos medir o que chamamos de Taxa de Conversão, isto é: qual a percentagem de visitantes que geraram conversões. Taxa de Conversão = % de visitantes que se tornaram leads Número de Leads / Número de Visitantes *100 = % Taxa de Conversão Exemplo: 80 leads / 800 visitantes*100 = 10% dos visitantes se interessaram e viraram leads A Taxa de Conversão é uma métrica importante pata mensurar resultados de Inbound Marketing, pois nos mostra quanto efetivos estamos sendo entre as fases de Atração e Conversão. Quanto mais alta a taxa estiver, melhor estamos convertendo. TEMA 4 – OFERTAS DE CONTEÚDO As ofertas de conteúdos são osgatilhos pelos quais as conversões acontecem. Ou seja: alguém só deixa um contato e torna-se um lead em busca de algo para si, que seja ofertado de maneira eficaz. Se não nos interessamos pela oferta a ponto de deixarmos nosso contato, a Taxa de Conversão tende a 9 9 ser de baixa performance e os esforços de marketing na criação de campanhas serão menos rentáveis. Anteriormente, falamos como a Atração é importante para que toda a cadeia de Inbound Marketing funcione de maneira sustentável. Em outras palavras, se não atrairmos o lead, não haverá conversões. As ofertas de conteúdo são os mecanismos para que a Atração e Conversão aconteçam. Quanto maior a Taxa de Conversão, maior a eficácia da oferta de conteúdo. 4.1. Oferta de conteúdo: a jornada do consumidor Cientes de que a Oferta de Conteúdo é a grande responsável por atrair visitantes até o destino, é preciso entender como criar e planejar conteúdos valiosos o suficiente para que as visitas tornem-se leads. Para a elaboração estratégica da Oferta de Conteúdo de uma campanha de Inbound Marketing, usa-se comumente a técnica dos estágios de conteúdo a fim de identificar a maturidade do visitante acerca do assunto proeminente da oferta de conteúdo. A técnica nos propõe que existem três grandes estágios de maturidade do visitante a respeito do conteúdo que será elaborado: • Estágio de Consciência (awareness): o usuário tem realizado ou expressado sintomas de um problema potencial ou ocorrido por necessidade. • Estágio de Consideração (consideration): o usuário tem claramente definido e dado um nome para seu problema ou necessidade. • Estágio de Decisão (decision): o usuário tem definido sua estratégia de solução, método ou abordagem. No Estágio de Consciência, o público-alvo pode ainda não ter consciência de que existe um produto ou serviço que solucione uma necessidade dele. Por isso, está disposto a pesquisar e entender mais sobre o assunto. Vamos exemplificar: digamos que Lucas é recém-formado, tem entre 20 e 25 anos e sonha em trabalhar em uma multinacional. Para isso, precisa entrar em um programa de trainee. Veja abaixo o possível pensamento de Lucas, se ele estiver no Estágio de Consciência: 10 10 Pensamento do Estágio de Consciência de Lucas: “preciso saber como aumentar minhas chances de passar em um processo seletivo de trainee… Por onde começo?” Por outro lado, digamos que sua empresa e marca possuem cursos preparatórios para o mercado de trabalho executivo. Para que suas ofertas de conteúdo fossem encontradas por um visitante como o Lucas, que está no processo de pesquisa e no Estágio de Consciência, você poderia: • Ter um artigo em seu blog com o título: “5 formas de destacar-se nos processos seletivos de grandes empresas”; • E/ou um post em sua rede social: “Dicas para passar em processos de trainee”; • E/ou um vídeo: “trainee na prática: 10 multinacionais com processos seletivos”. Com esses exemplos de conteúdo, Lucas provavelmente deixaria seus contatos para que você lhe enviasse esses materiais. Desta forma, você: • Teria captado o lead; • Poderia manter o lead em uma base para se relacionar com ele via e-mail, encaminhando-o para os demais estágios (consideração e decisão de compra). Mas digamos então que o Lucas agora já saiba como funcionam os processos de seleção para trainees e que por saber disso, também já considera que precisará de um curso avançado em informática, já que este é um diferencial comum em processos como este. Vejamos a seguir como seria o pensamento de Lucas no Estágio de Consideração: Pensamento do Estágio de Consideração de Lucas: “sei que posso fazer um curso de treinamento de entrevistas, indicaram-me para participar de projetos sociais ou posso fazer um curso avançado de informática. Quais poderiam me qualificar melhor?” Para que sua oferta de conteúdo possa ajudar Lucas a se decidir, você poderia: 11 11 • Ter um artigo em PDF “Dicas de um trainee: 3 trainees contam como conseguiram a seleção”; • E/ou um post em sua rede social: “3 cursos para trainees que valem a pena”; • E/ou um vídeo: “Trainee na prática: como escolher o melhor curso?”. Ou seja, as ofertas de conteúdo devem sempre responder ao estágio da necessidade do público-alvo, que em Inbound Marketing aprofunda-se e denomina-se persona. Agora, vejamos como seria o pensamento de Lucas, se ele estivesse já no Estágio de Decisão. Isto é, se ele, por ser nutrido pelos seus conteúdos ou então por já saber previamente sobre o tema, considere o que e como deve adquirir um produto ou serviço: Pensamento do Estágio de Decisão de Lucas: “posso fazer um curso para me sair bem na dinâmica em grupo ou fazer um curso avançado de Excel. O curso de Excel é mais caro, mas é mais importante para minha carreira.” Dessa forma, como ofertas, poderíamos ter: • Um teste grátis: “Quer ser trainee? Teste seu conhecimento em Excel aqui”; • E/ou um post em sua rede social: “Excel para Trainees: fale com um especialista”; • E/ou um cupom: “Excel para trainees com 20% OFF”. Com as Ofertas acima, Lucas poderia considerar a compra, decidindo por si só, adquirir o curso. O importante é termos a clareza de em que estágio nossas Ofertas de Conteúdo resolvem as necessidades de nossos visitantes? Com base nisso, podemos então abrir um relacionamento pós-captação do lead, encaminhando a audiência para o próximo estágio. Mas como fazemos isso? O Inbound Marketing utiliza de ferramentas digitais de relacionamento para tal fim, ao que chamamos de Nutrição de Leads e veremos em conteúdo posterior. Antes, aprofundaremos os conhecimentos a respeito dos tipos de ofertas de conteúdo. 12 12 TEMA 5 – TIPOS DE OFERTAS DE CONTEÚDO PARA CONVERSÃO Atualmente, existem diversos formatos de conteúdo orgânico ou patrocinado para pensarmos em ofertas valiosas para os públicos que desejamos atrair. Em Inbound Marketing, também chamamos de materiais ricos os conteúdos elaborados para fins de captação. Para que um conteúdo seja considerado, é preciso gerar valor para o público, ou seja, contribuir verdadeiramente para que a dor ou necessidade da persona seja sanada. Vejamos alguns exemplos de formatos de conteúdos e materiais ricos que podem ser utilizados para captação em Inbound Marketing: • artigos em blogs com cerca de 1400 palavras; • infográficos explicativos; • vídeos explicativos e doutrinadores; • how to ou “como fazer” (tutoriais em texto, imagem e vídeo); • webinars; • guias e e-books; • ferramentas de trabalho (planilhas prontas, checklists). Esses formatos acima são recursos convencionais para captação de Inbound e podem ser usados de maneira estratégica conforme os estágios de maturidade, da seguinte forma: Reconhecimento • E-books grátis • Vídeos grátis • Guias e dicas grátis • Listas Consideração • Webinars • Estudos de caso • Amostras • Catálogos • Whitepapers Decisão • Demos • Teste grátis • Consultas grátis • Estimativas ou cotações • Cupons 13 13 Ou seja, dependendo do estágio de maturidade a respeito do tema, é possível escolher os formatos para as ofertas de conteúdo e vendas. Para elaborar os conteúdos, é preciso entender e criar a persona ideal para a estratégia de Marketing de Conteúdo, nutrir os leads captados e monitorar de maneira analítica os resultados, a fim de encontrar ajustes necessários. É o que veremos em conteúdos posteriores. TROCANDO IDEIAS Para mais informações, trocas de ideias e acompanhamentos de novidades, sugerimos participação e assinatura dos seguintes canais sociais que geralmente trazem muitos insights sobre marketing em geral e Inbound, assim como novidades: • ; • ; • ; • ;• ; • . NA PRÁTICA Agora que você já entendeu o conceito e finalidade do Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing, viu na prática como essas estratégias se diferenciam do Outbound Marketing, sabe como funcionam as fases de um Funil de Inbound e já se aprofundou na fase inicial de Atração e de Conversão, utilize seu tempo e pratique buscando três ofertas de conteúdo gratuitas na internet para o mesmo tema, produto ou serviço. Assim que identificar as ofertas, busque classificá-las e entender para qual estágio de conteúdo elas correspondem. FINALIZANDO Encerramos esta aula com a compreensão prática de como as etapas do Topo de um Funil de Inbound Marketing estão divididas em Atração e Conversão, de modo que pudemos aprofundar a exemplificação dos modelos de Conversão 14 14 e suas métricas principais para acompanhamento. Também identificamos tipos de leads e gatilhos para criação de conteúdos valiosos conforme os estágios propostos pela metodologia. Posteriormente, aprofundaremos as demais fases do funil: (fechamento e encantamento), identificando recursos práticos para elas. Também nos aprofundaremos na criação de personas, nutrição de leads, métricas e automações segundo os tipos de conversões. O ideal é compreender e dominar todas as possibilidades mais atuais de Inbound Marketing. 15 15 REFERÊNCIAS COMSCORE. Resumo do Cenário Digital 2020. Disponível em: . Acesso em: 17 de ago. de 2021. CONTENT TRENDS. Pesquisa de Marketing de Conteúdo 3ª Edição. Disponível em: . Acesso em: 17 de ago. de 2021. GODIN, S. Permission Marketing: Turning Strangers Into Friends and Friends Into. Estados Unidos: Simon & Schuster, 1999. Tradução livre. HUBSPOT. Ferramenta de automação em Inbound Marketing. Disponível em: . Acesso em: 17 de ago. de 2021. KOTLER, P. Marketing Digital 4.0. Sextante, 2017. RD STATION. Plataforma para Máquina de vendas. Disponível em: Acesso em: 17 de ago. de 2021. ROCK CONTENT. Experiências de Conteúdo. Disponível em: Acesso em: 17 de ago. de 2021. INBOUND E MARKETING DE CONTEÚDO AULA 5 Profª Larissa Ilaídes 2 CONVERSA INICIAL Inbound e marketing de conteúdo: a técnica da permissão O meio do funil: personas e qualificação por meio de nutrição de leads Bem-vindo(a)! Agora que você já passou por algumas aulas, já tem a compreensão de como o Marketing de Conteúdo e o Inbound surgiram, já sabe que o diferencial é a geração de leads e o foco na receita e nas vendas, já viu modelos de funis para Inbound Marketing, já se aprofundou no Topo do Funil, com as fases de Atração e Conversão, e também já compreende os estágios para Marketing de Conteúdo na prática, agora chegou o momento de nos aprofundarmos em Qualificação de Leads. Vale lembrar que nosso intuito é que você saiba aplicar os ensinamentos que você verá nesta aula, que saiba compreender os motivos pelos quais as estratégias de Inbound e Marketing e Conteúdos são muito acessíveis, rentáveis e necessárias às marcas que desejem intensificar seu reconhecimento e rentabilização na internet. CONTEXTUALIZANDO Nesta aula iremos nos aprofundar no Meio do Funil para Inbound Marketing, na etapa denominada Qualificação, identificando os recursos práticos para ela. Também veremos como elaborar a criação de Personas ideais, como fazer nutrição de leads e os tipos de qualificação que geram cadeias para nutrição com conteúdo. A partir da compreensão de funil, já vimos que sem a atração eficaz, as demais fases podem ficar anuladas, isto é, sem dados e sem funcionamento. Também já vimos como acontece a conversão, ou seja, a captação de leads. Agora, após a compreensão e ensinamento prático geral do Topo do Funil, seguiremos para o Meio do Funil: a qualificação. Em seguida, na próxima aula, faremos uma imersão a respeito das coletas de dados, acompanhamento, gestão e monitoramento de ações de Inbound. 3 TEMA 1 – O MEIO DO FUNIL DE INBOUND MARKETING Você deve se recordar dos seguintes modelos de Funil de Inbound Marketing, certo? Lembre-se de que os Funis a seguir foram mantidos para as exemplificações e práticas aprofundadas nos recursos de cada fase. Toda vez que tiver dúvidas ou precisar recordar as fases, volte e reconheça elas por meio dos funis: Figura 1 – Funil comum de Inbound Marketing, usamos como oficial para esta aula Além do modelo de funil anterior, também usamos mais o modelo de funil a seguir, que identifica o Topo, Meio e Fim de funil, conforme as atribuições descritas: 4 Figura 2 – Funil da autora, que será o segundo modelo usado como oficial para esta aula Pare um instante e se lembre das diferenças entre esses dois funis: • o primeiro possui quatro etapas, que são as clássicas para Inbound Marketing; • o segundo possui cinco etapas, com uma fase extra: qualificação. Lembrando que a etapa extra é, atualmente, uma fase intermediária, adotada por diversos profissionais do ramo, a fim de mapear e monitorar os resultados de leads de maneira mais eficaz. Portanto, chegou o momento de aprendermos mais sobre ela. • Qualificação: nesta fase o principal objetivo é medir e engajar os leads, separando-os e entendendo quais leads são qualificados para a venda, quais são desqualificados e quais devem ser encaminhados para nutrição 5 de conteúdos a fim de que se tornem clientes potenciais em algum momento. Devemos lembrar que após atrair um visitante para nosso site, blog ou landing page, nossa missão é captar o lead, isto é: transformar acessos e tráfego em aquisição. Depois disso, nossa missão é manter um relacionamento mais duradouro com conteúdo e, então, realizar uma venda para os leads qualificados e nutridos. Sabendo que para alcançarmos boa qualificação é necessário termos uma oferta de conteúdo ideal para cada estágio de maturidade do público-alvo, é necessário criarmos, antes, a Persona ideal. Veremos a seguir. TEMA 2 – CRIAÇÃO DE PERSONAS Toda ação de marketing se atenta para a seleção de público-alvo, ou seja, quem se quer atingir com determinada mensagem em determinado meio? São atributos de público alvo: • gênero – feminino, masculino, LGBT, entre outros; • classe social – baixa, média, alta e entrecruzamentos; • faixa etária – faixas de idade como entre 18 a 24 anos ou mais que 50 anos, por exemplo; • região – localidade como país, cidade, estado, bairro. Esses atributos são adotados comumente na publicidade para eleição de público-alvo ou targets, como costuma-se denominar. No entanto, para estratégias de Inbound Marketing, adotamos um novo mapeamento de alvo, ao qual chamamos de personas. Enquanto a escolha do público-alvo se dá por atributos básicos de idade, região, gênero e classe social, a escolha da persona se dá por atributos de comportamento e hábitos, disponíveis a partir do avanço do marketing digital. Afinal, uma mulher entre 18 a 24 anos, que mora em Curitiba, pode estar em mudança de classe social e pode não estar em Curitiba durante metade do ano por exemplo. Ou, ainda, quantas tribos de mulheres entre 18 a 24 anos cabem em Curitiba? Isto é, podemos ter mulheres entre 18 a 24 anos que gostam de rock e possuem hábitos de estilo de vida noturnos, enquanto outra tribo de 6 mulheres entre 18 e 24 anos gostam de pagode e possuem estilo de vida com hábitos diurnos. Por esse motivo relatado, o conceito de personas leva em conta atributos mais relacionados aos interesses reais do público-alvo e de seus