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ENSINO JURÍDICO NO ÂMBITO ESCOLAR: A IMPORTÂNCIA DA CRIAÇÃO DE 
CONHECIMENTOS LEGAIS POR MEIO DAS MÍDIAS DIGITAIS 
 
Ana Luiza Leite1 
João Batista Costa2 
 
Resumo 
 
O presente artigo discute a necessidade de inserir noções básicas de Direito no 
currículo do ensino médio como ferramenta essencial para a formação cidadã, 
propondo as mídias digitais como meio eficaz para superar barreiras pedagógicas. 
Partindo da alienação jurídica da população brasileira — agravada pela ausência de 
disciplinas jurídicas na educação básica. A pesquisa, realizada como ensaio teórico, 
argumenta que um ensino jurídico tradicional e excessivamente teórico desestimula 
os jovens, enquanto as mídias digitais (como jogos educativos, vídeos e plataformas 
interativas) podem tornar o aprendizado mais acessível e engajador. O estudo aborda 
a fundamentação legal da proposta, que vinculam a educação ao exercício da 
cidadania e evidenciam benefícios práticos. Contrapõe-se, porém, aos riscos do uso 
excessivo de tecnologias, defendendo um equilíbrio entre inovação e criticidade. 
Conclui-se que a educação jurídica mediada por tecnologias é um passo urgente para 
reduzir desigualdades e formar cidadãos conscientes, alinhando-se a objetivos como 
o ODS 4 da ONU. Como proposta de internveção, os autores sugerem um projeto de 
lei para implementar este ensino em Araranguá/SC, com uso de mídias digitais e 
parcerias institucionais. 
 
Palavras-chave: Ensino Jurídico; Mídias Digitais; Cidadania; Educação Básica; 
Metodologias Inovadoras. 
 
 
 
 
1 Doutora em Administração pela ESAG/UDESC, onde também concluiu seu Mestrado Profissional com 
foco em gestão de pessoas e práticas flexíveis de trabalho. Foi Pesquisadora Visitante na Universidade 
de Carleton por seis meses. Especialista em Docência para Educação Profissional e Tecnológica 
(IFRJ). É graduada em Administração (ESAG/UDESC) e Ciências Contábeis (UFSC). É docente no 
Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Ana.luiza@ifsc.edu.br. 
 
2 Bacharel em Ciências Juridicas pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). Acadêmico 
do curso de especialização em midias digitais para educação do Instituto Federal de Santa Catarina. 
Jota.be201@gmail.com. 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A alienação jurídica da população brasileira, evidenciada pela falta de 
acesso a noções básicas de Direito no ensino médio, constitui um desafio urgente 
para a construção de uma sociedade democrática e consciente. Dados do World 
Justice Project (2015) revelam que menos de 40% da população global conhece leis 
fundamentais, cenário agravado no Brasil pela ausência de disciplinas jurídicas na 
grade curricular. Este estudo parte dessa lacuna para investigar como as mídias 
digitais podem transformar o ensino jurídico em uma ferramenta acessível e 
engajadora, dado que o jovem médio é, por vezes, parcialmente iletrado, 
capacitando jovens para o exercício pleno da cidadania. Confirma Oliveira (2016): 
A situação educacional e social do Brasil é preocupante. Percebe-se total 
alienação dos brasileiros quando se trata de assuntos como Cidadania, Política, 
Direito e Economia. A estrutura da educação brasileira apresenta algumas falhas. 
A maior delas é a inexistência nas grades curriculares de ensino a apreciação de 
disciplinas básicas do Direito Constitucional Brasileiro. Inseri-las na educação de 
crianças e jovens é o passo primordial para a construção da cidadania. É nessa 
idade que se forma a personalidade. Logo, os conceitos que ali forem inseridos 
refletirão em toda sua existência. (OLIVEIRA, 2016). 
 
Neste sentido, Ramos e Alencar (2017) citam acerca da dificuldade na 
compreensão das noções básicas da estruturação da ordem social vigente, 
afirmando que a maioria dos cidadãos brasileiros não conhecem a estrutura formal 
do Estado. Além, importa destacar que muitos são os fatores que contribuem para 
este cenário, que não é novo. Parte disso, segundo as autoras, se dá em função de 
estatística relevante na taxa de analfabetismo brasileiro, de cerca de 8,7% população 
à época do estudo, e que segundo o IBGE (2024), em data mais recente, é de cerca 
de 5,4% da população: número menor, mas igualmente preocupante. Esta população 
não tem conhecimento sobre o assunto, não só dado a relativa complexidade, como 
também está exclusa da possibilidade de subverter essa desvantagem se utilizando 
de ferramentas como a internet, que, por extensão, não sabem usar com plenitude. 
Nesse sentido, um ensino jurídico excessivamente teórico e distante da 
prática pode gerar um distanciamento entre o aluno e a realidade social, dificultando 
a compreensão e a aplicação dos conceitos jurídicos no cotidiano. Em sua obra, 
Wolkmer (2001) assinala que a necessidade de uma formação jurídica precisa 
considerar as diversas manifestações do fenômeno jurídico nas diferentes ordens e 
subgrupos sociais, evitando uma visão restrita e formalista do direito. 
Ainda, por ser uma matéria de aplicação a todo um grupo, uniformiza 
 
conhecimento que, antes, dependia exclusivamente do aluno em conseguir por 
meios próprios, além de filtrar o conhecimento “correto” do “incorreto”, o que pode 
ser difícil para um adolescente (faixa de idade média de um secundarista, público-
alvo do estudo). 
A falta de capacitação jurídica do brasileiro médio – ainda que haja a 
popularização de conhecimentos jurídicos pela internet e IAs (Inteligências 
Artificiais), existem, na mesma proporção, a disseminação de conhecimentos falsos, 
que não refletem com a realidade, sendo engajados por pessoas sem capacitação 
técnica e pedagógica para isso. 
Por último, um outro fator que pode ser relevante para tal 
desconhecimento base é que, como ensina Nader (2017), o “Direito visa atender às 
necessidades sociais de ordem, paz, segurança e justiça, sendo instrumento para a 
garantia do equilíbrio e da harmonia social” (Nader, 2017, p. 20). Nesse panorama, 
a missão do Direito, da ordem jurídica, é proporcionar bem-estar social. É, portanto, 
tema muito externo e abstrato para atrair a juventude, soando desinteressante, além 
de pouco útil (CARVALHO et al., 2023). 
Neste cenário, a educação e inovadoras práticas pedagógicas entram 
como fundamentais para transformar a concepção do aluno sobre um assunto que, 
antes desinteressante, passe a ser lúdico ao estudante e, por vezes, alegre. Assim, 
tais fatores podem ser apresentados através do que Carneiro e Silveira chamam de 
“objetos de aprendizagem”, materializados quase sempre através de mídias digitais, 
trazendo uma roupagem mais divertida, alegre e pouco maçante, tendo como foco 
funcionar como um elemento facilitador do processo de ensino e de aprendizado 
(CARNEIRO; SILVEIRA, 2014). 
Considerando que as dificuldades inerentes do tema são minoradas pela 
eficaz capacidade que tem a educação em envolver e ensinar de forma lúdica e 
eficaz, este artigo objetiva verificar como mídias digitais podem ser utilizadas como 
ferramentas pedagógicas para promover a difusão do conhecimento jurídico. A 
metodologia aplicada será em formato de ensaio teórico, visto que, por ter caráter 
mais contemplativo pela própria natureza, no ensaio a orientação é dada pelas 
perguntas que orientam os sujeitos para as reflexões mais profundas em busca da 
compreensão da realidade (MENEGHETTI, 2011), encaixando-se assim melhor ao 
objeto de estudo. 
 
 
2. Da importância do ensino de noções introdutórias de direito e legislação na 
base curricular do ensino médio 
 
Inicialmente, cabe destacar que o conceito de educação especificamente 
voltada para cidadania – noção comumente ligada com o conhecimento de direitos 
básicos – está previsto tanto constitucionalmente (art. 206 e 208 da Constituição 
Federal), quanto em leis infraconstitucionais, como nos artigos 2º e 22º da Lei 
9.394/96, Lei de Diretrizes Básicas da Educação, que, de forma similar à 
Constituição, dispõe:Art. 2º. A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de 
liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno 
desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua 
qualificação para o trabalho. 
Art. 22º. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, 
assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e 
fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. 
(BRASIL,1996, art. 2º e 22º) 
 
André Martinez (2013), inclusive, corrobora com esta ideia, vez que crê 
que a inclusão de conceitos essenciais sobre cidadania no currículo do ensino médio 
pode ser realizada sem comprometer a qualidade do ensino. Ao contrário, aliás, o 
estudante teria acesso a um conhecimento jurídico que, no mínimo, contribuiria para 
sua formação como um cidadão mais consciente e preparado para os desafios da 
vida em sociedade. 
Perceba que o legislador, ao dar determinado status a educação voltada 
para cidadania, faz, também, uma escolha política ao determinar aquilo que é 
importante de ser transmitido desde a tenra idade, transformando, então, a ideia de 
educação jurídica nos moldes deste artigo em mais do que mera especulação 
doutrinária, senão sentido teleológico respaldado prévia e palpavelmente pela 
legislação pátria. 
Tal noção, defendem Assis e Curi (2012), precisa ser expandida muito além 
do básico (que como discorrido, já não se alcança), mas em níveis mais profundos, 
de forma que meras capacitações esporádicas (como palestras avulsas) não fossem 
suficientes para suprir a demanda. Citam: 
O Ensino Médio ocupa um lugar privilegiado na formação educacional brasileira, 
entre o fundamental e o superior. É preciso sempre lembrar que a maioria dos 
cidadãos não tem acesso ao ensino superior no Brasil. Em tese, o ensino médio 
tem que prepará-los adequadamente para o exercício da cidadania, que, diga-se 
da passagem, é muito mais do que saber noções básicas de Direito e conhecer 
minimamente a estrutura e funcionamento do judiciário brasileiro (ASSIS; CURI, 
 
2012, p. 28). 
 
Mas, se a importância do desenvolvimento destes conhecimentos é ponto 
pacífico, ainda se discorre de como, na prática, isto afeta positivamente a vida dos 
cidadãos. Para trazer luz ao caso, Martinez (2013, p. 2) aponta que: 
Noções, ainda que basilares, de direito do consumidor, civil, penal e tributário, por 
exemplo, fariam com que o brasileiro “médio” tivesse muito mais cuidado e certeza 
na tomada diária de decisões. Saberia, ainda que de maneira às vezes superficial, 
se defender melhor contra atos ilegais (aos quais é exposto quase que diariamente, 
infelizmente). 
 
Como exemplos, podemos citar não apenas o direito Constitucional, “pai” 
dos demais direitos, mas também o direito consumerista. Ilicitude infelizmente muito 
comum por parte dos estabelecimentos comerciais, por exemplo, é a não 
precificação dos produtos em gôndolas e prateleiras (infração do artigo 6º, inciso III 
do Código de Defesa do Consumidor). 
Segundo Menezes (2024), simples denúncia ao órgão competente (no 
caso do exemplo, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) poderia fazer 
com que o estabelecimento fosse autuado e modificasse este item para que entrasse 
em conformidade com a lei, mas a maioria nem sabe que este comportamento é uma 
infração3. 
Também, com o fito de afastar estes da vitimização de crimes, esta 
inserção curricular também desenvolve jovens mais bem preparados para lidar com 
casos de violência doméstica e contra a mulher, trabalho infantil e outros crimes onde 
as mesmas são, comumente, vítimas, afastando “fantasmas” que ainda assombram 
crianças e adolescentes – grupo naturalmente denominado “hiper-vulnerável” pela 
sua própria natureza. No caso das múltiplas violências domésticas, em mais um 
exemplo, a ignorância que a criança ou adolescente tem sobre os próprios direitos é 
fruto de um planejamento familiar, visto que estes membros, muitas vezes 
agressores, se valem desta ignorância como arma para impunidade de seus atos 
malévolos. Segundo o Ministério da Educação (2008, p. 50): 
Todas as pesquisas, nacionais e internacionais, indicam que os familiares são os 
maiores autores de violências contra crianças e adolescentes. São frequentes a 
violência física e psicológica praticada pelas mães e a violência sexual praticada 
pelos pais. Em seguida, nas estatísticas, aparece a violência praticada por 
 
3 Segundo o autor, o que leva a prática deste comportamento é, em alguns casos, a omissão do preço 
pode ser uma estratégia para atrair o consumidor ao caixa, na esperança de que ele compre o produto 
mesmo sem saber o valor exato. Também, a omissão de preços elevados. 
 
 
conhecidos. Desconhecidos raramente são autores de violência. 
 
Neste cenário, não há outro ambiente formal e uniforme a todos senão o 
ambiente escolar para salvaguardar estas das violências as quais são vitimadas, 
inclusive com a informação de como identificar tais violências e como denunciar. 
Nesse sentido, uma disciplina focada no ensino médio sobre tal direito 
confere autonomia ao cidadão. Mesmo não sendo um operador do direito, como um 
advogado, o indivíduo pode, de forma paralegal, identificar seus direitos violados. 
Além disso, essa disciplina o capacita a saber como reagir a essas violações. 
Consequentemente, ele pode buscar os mecanismos legais de defesa. 
Essa busca vai além da simples procura por um defensor legal. O cidadão 
pode assumir o protagonismo na busca por providências nas instâncias 
administrativas do governo. Ele também pode atuar em pequenas causas que 
tramitam no Juizado Especial Cível (JEC)4. 
Importante destacar que, segundo relatório feito pela Fundação Getúlio 
Vargas (2025), para o ano de 2025, os brasileiros desejam mais “saúde, qualidade 
de vida e cultura”, fatores que podem ser melhor conquistados através da legislação 
presente que, na grande maioria das vezes, dá vazão a cada um destes desejos por 
garantias constitucionais. 
Aquém, também podemos nos atentar a formação de base sólida 
quanto aos deveres de cada um, podendo dar ênfase aos citados no contexto do 
Estatuto da Criança e do Adolescente, dentre eles, o de respeitar os pais e 
responsáveis, preservar o patrimônio público (no caso de escolas públicas), 
frequentar a escola e afins, com potencial para criar assim um ambiente próprio e 
mais civilizado para a melhoria de outros aprendizados escolares tradicionais. 
Carvalho et al. (2018) destacam que o conhecimento da Constituição Federal é 
essencial para o exercício da cidadania e que ações educativas nesse sentido podem 
democratizar o acesso à informação e fomentar a cidadania participativa. 
Já dentro de uma ótica mais punitivista e menos protecionista das normas, 
também importa destacar que, segundo art. 3º da Lei de Introdução as Normas do 
Direito Brasileiro (LINDB), “ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a 
conhece” (BRASIL, 2025), ou seja, o desconhecimento das leis não é barreira para 
 
4 No JEC, em causas de valor inferior a 20 salários-mínimos, a presença de um advogado é 
facultativa, permitindo que o próprio interessado faça sua defesa. 
 
 
a penalização pelo ato de cometer alguma infração a estas. Assim, não apenas o 
cidadão fica ciente de seus direitos, como os já citados, mas também de seus 
deveres, que deve cumprir para se manter longe de problemas judiciais. 
Por fim, em que pese demonstrado a importância do ensino jurídico e seu 
papel transformador da vida do cidadão, ainda existem impasses a serem resolvidos 
como a dificuldade de absorção de conhecimento. Neste cenário, as mídias surgem 
como um alento para o fluxo de ensino-aprendizagem, como se destaca a seguir. 
 
3. Do papel das mídias digitais no processo de ensino-aprendizagem 
O processo dedesenvolvimento de técnicas eficazes para a transmissão 
do pensamento e do conhecimento precisa ser observado como fruto de um 
apinhado histórico. Desde a tradicional contação de histórias em roda (transmissão 
oral), até os atuais games educativos (gamificação do conhecimento), todos 
passaram por um sistema de erros e acertos até desenvolverem métodos mais 
modernos. 
Sobre tal desenvolvimento, Demo (2020) cita que desde os primórdios da 
humanidade, o processo de aprendizagem tem sido um desafio central para o 
desenvolvimento das sociedades. Das primeiras técnicas de transmissão oral às 
metodologias modernas baseadas em tecnologia, a busca por métodos eficazes de 
ensino e aprendizagem reflete a constante evolução das necessidades humanas e 
das ferramentas disponíveis. 
Neste panorama, após séculos de evolução das tecnologias para 
aprendizado, chegamos na era contemporânea, onde percebemos uma expansão 
das mídias e mudança na perspectiva do usuário: a internet e as mídias deixaram de 
ser um lugar para o qual se vai, para, sim, um estado onde se vive. Neste sentido, 
explanam Brynjolfsson e Mcafee: 
O avanço tecnológico acelerado, especialmente após os anos 80, tem redefinido 
radicalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. A 
combinação de computação em nuvem, big data e inteligência artificial está 
criando oportunidades sem precedentes, mas também desafios significativos, 
como a reestruturação do mercado de trabalho e a necessidade de novas 
habilidades para acompanhar a inovação. (BRYNJOLFSSON; McAFEE, 2016, p. 
45). 
 
Desta feita, impossível perceber que a tecnologia e sua presença 
cotidiana e transformadora iria mudar, também, a forma como a educação é 
percebida e aplicada dentro dos ambientes escolares. Para Oliveira e Cunha (2017) 
 
as crianças se relacionam com a cultura no meio em que estão inseridas e com 
terceiros onde as novas tecnologias e a cultura de mídia são presenças constantes 
em suas novas maneiras de ser. 
Prensky (2012) defende que as mídias digitais, especialmente os jogos 
educativos, são ferramentas poderosas para engajar os estudantes e promover uma 
aprendizagem mais eficaz e significativa, adaptando-se às necessidades da geração 
atual. Em mesmo sentido, Moran (2013) argumenta que as mídias digitais são 
fundamentais para transformar a educação, permitindo a criação de ambientes de 
aprendizagem mais interativos, colaborativos e personalizados, que atendem às 
demandas da sociedade contemporânea. 
Em consonância, Santos (2015) defende que as mídias digitais são 
fundamentais para a educação online, promovendo a cibercultura e a pesquisa- 
formação como práticas essenciais para a formação docente. Ela argumenta que as 
tecnologias digitais permitem a criação de espaços colaborativos e interativos, que 
enriquecem o processo de ensino e aprendizagem. 
Comparativamente, em estudo de campo, Chagas, Araújo, Alencar e 
Nunes Filho (2020), indicam que as mídias têm um papel significativo nas aulas [...] 
no ensino médio, influenciando tanto a motivação dos alunos quanto a metodologia 
de ensino utilizada pelos professores. 
Entretanto, é importante destacar que a posição de que as mídias 
desempenham papel formativo necessário, em que pese majoritária, não é una, visto 
que apoiar tal visão seria desconsiderar pensamentos distintos que existem. 
Postman (2005), por exemplo, alerta para os riscos do uso excessivo de mídias na 
educação, argumentando que a exposição precoce e desregulada a tecnologias 
pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo e social de adolescentes, além de 
comprometer a formação de pensamento crítico e reflexivo. 
Aquém da área da educação, importante destacar que importantes 
teóricos médicos alertam sobre os riscos a saúde do uso excessivo de telas. Neste 
fito, Twenge e Campbell (2019) destacam que o uso excessivo de múltiplas telas por 
crianças e adolescentes está associado a problemas de saúde mental, como aumento 
da ansiedade, depressão e dificuldades de atenção, além de impactar negativamente 
a qualidade do sono e o desempenho acadêmico. 
Assim, o uso de mídias deve ser misto e crítico, de forma a evitar os 
problemas supracitados e ainda, evitar que as mídias “zumbifiquem” o estudante, ou 
 
seja, tornem estes seres influenciáveis reféns daquilo que veem em tela. Conforme 
afirma Kenski (2008, p. 47): 
 
O uso das tecnologias na educação deve estar fundamentado em estratégias 
didáticas que promovam a aprendizagem significativa, evitando a simples 
reprodução de conteúdo sem reflexão crítica por parte dos alunos. 
 
Importante mencionar que o uso de mídias tem, por vezes, sido o 
subversor da dificuldade de matérias tidas difíceis, de complexa absorção. Se 
antigamente tínhamos os exemplos, lousa, e até mesmo cantos para passar esses 
ensinamentos mais enfadonhos e ditos difíceis dentro especialmente das ciências 
jurídicas, atualmente o vídeo, música, podcasts, e até mesmo a gamificação podem 
este processo tido como árduo e despertar novos interesses, até então adormecidos. 
Gee (2003) corrobora com esta ideia quando argumenta que as mídias 
digitais, especialmente os jogos educativos, podem transformar o aprendizado de 
matérias consideradas enfadonhas em experiências envolventes e significativas. Ele 
destaca que a interatividade, a narrativa e os desafios propostos pelos jogos digitais 
estimulam o engajamento e a motivação dos alunos, tornando o processo de 
aprendizagem mais dinâmico e eficaz. 
No Brasil, o panorama pode soar alarmante quanto esta aplicação nos dias 
de hoje. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio 
Teixeira (2020), 70% das escolas públicas brasileiras já utilizam alguma forma de 
tecnologia digital em suas práticas pedagógicas, seja por meio de computadores, 
tablets ou plataformas online. 
Em mesmo sentido, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (2021), apontou 
que 83% dos professores utilizam recursos digitais em suas aulas, com destaque 
para vídeos, aplicativos educativos e plataformas de ensino a distância. Em que pese 
isso soe como um número grande inicialmente, preocupa a não uniformização do uso 
de mídias, que muitas vezes parte da boa vontade de um docente, do que de uma 
orientação escolar geral, muitos destes, enfrentando resistências institucionais 
quanto a implantação destas. Sobre dificuldades de implementação por estes 
docentes, Kaminski et al. (2018) afirmam que enquanto a implementação da 
gamificação enfrenta obstáculos como a resistência institucional, a limitação de 
recursos e a necessidade de alinhamento curricular, o potencial para transformar o 
ensino e a aprendizagem é inegável. 
Por fim, a utilização de mídias demanda também a necessidade de 
 
construção de espaços virtuais que sejam facilitadores da aprendizagem, bem como 
democráticos, de fácil acesso para qualquer estudante que tenha uma conexão à 
internet e um mero aparelho celular em mãos. Conforme contextualiza Spinardi (2024) 
“um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) precisa ser projetado de forma a 
proporcionar uma boa usabilidade a seus usuários e que o designer deve ter em 
mente os cinco princípios do design de interação, ao projetar um AVA ou um curso 
dentro dele". 
 
4. Proposta de intervenção 
Conforme o proposto neste trabalho, a inserção da matéria juridica se faz 
uma realidade necessária no contexto educacional. Neste sentido, vislumbra-se que 
uma legislação própria, mesmo que local, poderia ser uma experiência que traria um 
appel mais prático ao que se vislumbra na teoria, trazendo comprovação fática da 
transformação social que tal mudança implantaria no sistema de ensino. 
Assim, respeitando este projeto legislativo, propõe-se projeto de lei (em 
apêndice) com o fito de implantar tal mudança. 
Por tal, instrumentaliza-se a lei como uma forma de trazer a realidade a 
ideia teórica já consolidada. Sobre esta materialização via lei,em seu site oficial, a 
Assembleia Legislativa de Goias (2022) nos informa que: 
 
“A existência das leis, no sentido jurídico da palavra, se justifica pela necessidade 
da criação de regras para manter a ordem e convivência harmônicas na sociedade. 
Considerada como primeiro instrumento do Estado Democrático de Direito, a lei 
sustenta os pilares e orienta os caminhos da democracia, importância lembrada na 
data” 
 
Assim, mais do que uma mera formalidade legislativa, a proposta configura-
se como um instrumento de transformação social concreta. Ao articular o potencial 
democratizante do direito com as possibilidades pedagógicas das mídias digitais, ela 
materializa o princípio constitucional da educação cidadã e responde a uma demanda 
urgente da sociedade brasileira. 
 
5. CONCLUSÃO 
Ao longo deste ensaio teórico, exploramos a importância do ensino 
jurídico no âmbito escolar, destacando a necessidade de inserir noções básicas de 
direito e legislação na grade curricular do ensino médio como ferramenta essencial 
 
para a formação de cidadãos conscientes e participativos. A análise evidenciou que 
a ausência de uma educação jurídica formal contribui para a alienação dos indivíduos 
em relação aos seus direitos e deveres, perpetuando um ciclo de desconhecimento 
que impacta negativamente a sociedade como um todo. A legislação brasileira, tanto 
em nível constitucional quanto infraconstitucional, já prevê a educação para a 
cidadania como um dos pilares fundamentais da formação básica. No entanto, a 
prática ainda está distante do ideal, exigindo uma revisão urgente das metodologias 
de ensino e a incorporação de ferramentas pedagógicas inovadoras. 
As mídias digitais emergem como um recurso poderoso para superar as 
barreiras tradicionais do ensino jurídico, oferecendo meios mais dinâmicos, 
interativos e acessíveis para a transmissão do conhecimento. A gamificação, os 
vídeos educativos, os podcasts e os ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) são 
exemplos de como a tecnologia pode transformar o aprendizado de matérias 
consideradas complexas ou enfadonhas em experiências envolventes e 
significativas. Neste cenário, a gamificação como modelo de facilitação no processo 
de ensino-aprendizagem pode – e aqui defende-se explicitamente esta ideia – 
transformar o momento de aprendizagem em algo “não-doloroso”, visto que, 
conforme aponta Freire (2015, p. 168) “por ser o ato de brincar mais prazeroso para 
o aluno do que o estudo no modelo tradicional, sugere-se adaptá- lo por meio dos 
games como recurso pedagógico eficiente e motivador”. 
No entanto, é crucial adotar uma abordagem crítica e equilibrada no uso 
dessas ferramentas, evitando os riscos associados ao uso excessivo de telas e à 
exposição desregulada a conteúdos digitais. A mediação pedagógica e a reflexão 
crítica devem ser pilares centrais nesse processo, garantindo que as mídias sejam 
utilizadas como facilitadoras do aprendizado, e não como substitutas do pensamento 
autônomo e crítico. 
A implementação de uma disciplina de noções jurídicas no ensino médio, 
aliada ao uso estratégico das mídias digitais através – mais especificamente – de 
estratégias de gamificação, pode representar um avanço significativo na formação 
de jovens mais conscientes de seus direitos e deveres, capazes de identificar e 
combater violações, e preparados para exercer uma cidadania ativa e participativa. 
Além disso, essa iniciativa pode contribuir para a redução de desigualdades sociais, 
democratizando o acesso ao conhecimento jurídico e empoderando indivíduos que, 
de outra forma, estariam à margem do sistema. 
 
Por fim, é imperativo que educadores, legisladores e gestores públicos 
reconheçam a urgência dessa transformação e trabalhem em conjunto para integrar 
o ensino jurídico às práticas pedagógicas contemporâneas, num esforço pedagógico 
conjunto entre poder legislativo e entidades de representação da educação, para 
inclusão da matéria jurídica como matéria optativa integrante do PNE (Plano 
Nacional da Educação). A educação é, sem dúvida, o principal instrumento de 
transformação social, e a inclusão do direito na formação básica dos cidadãos é um 
passo essencial para a construção de uma sociedade mais justa, informada e 
consciente. Como bem destacado por Paulo Freire (1996, p. 67), "a educação não 
transforma o mundo. A educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo". 
Nesse sentido, o ensino jurídico mediado pelas mídias digitais não é apenas uma 
proposta acadêmica, mas uma necessidade urgente para a construção de um futuro 
mais democrático e equitativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEGAL EDUCATION IN SCHOOLS: THE IMPORTANCE OF BUILDING LEGAL 
KNOWLEDGE THROUGH DIGITAL MEDIA 
 
Abstract 
 
This article discusses the need to include basic notions of Law in the high school 
curriculum as an essential tool for civic education, proposing digital media as an 
effective way to overcome pedagogical barriers. We start from the premise of the 
Brazilian population's legal alienation—aggravated by the absence of legal disciplines 
in basic education. This research, conducted as a theoretical essay, argues that a 
traditional and excessively theoretical legal education discourages young people, while 
digital media (such as educational games, videos, and interactive platforms) can make 
learning more accessible and engaging. The study addresses the legal basis for the 
proposal, which links education to the exercise of citizenship and highlights practical 
benefits. However, it also counteracts the risks of excessive technology use, 
advocating for a balance between innovation and criticality. We conclude that 
technology-mediated legal education is an urgent step to reduce inequalities and foster 
conscious citizens, aligning with objectives like UN SDG 4. As an intervention proposal, 
the authors suggest a bill to implement this teaching in Araranguá/SC, utilizing digital 
media and institutional partnerships. 
 
Keywords: Legal Education; Digital Media; Citizenship; Basic Education; Innovative 
Methodologies. 
 
REFERÊNCIAS 
 
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Alego, Goiânia, 11 jul. 2022. Disponível em: 
https://portal.al.go.leg.br/noticias/126569/a-lei-fortaleceasociedade. Acesso em: 14 
maio 2025. 
 
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Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 26 jan. 2025. 
 
https://portal.al.go.leg.br/noticias/126569/a-lei-fortaleceasociedade
 
BRASIL. Ministério da Educação. Escola que protege: enfrentando a violência 
contra crianças e adolescentes. Brasília: MEC, 2011. 
 
BRYNJOLFSSON, Erik; McAFEE, Andrew. A segunda era das máquinas: trabalho e 
progresso na época de brilho tecnológico. Tradução de Ivo Korytowski. Rio de 
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https://doi.org/10.1001/jamapediatrics.2019.1759APÊNDICE A – PROJETO DE LEI 
 
PROJETO DE LEI Nº ____/2025 
 
Institui o Programa "Direito na Escola – Cidadania Digital" 
no ensino médio da rede pública municipal de 
Araranguá/SC e estabelece diretrizes para o ensino 
jurídico com uso de mídias digitais. 
 
Art. 1º. Fica instituído o programa "Direito na Escola – Cidadania Digital", vinculado à 
Secretaria Municipal de Educação de Araranguá/SC, com os seguintes objetivos: 
 
§ 1º. O programa terá como eixos prioritários: 
- I. Noções de Direito Constitucional (direitos fundamentais, organização do 
Estado); 
- II. Direito do Consumidor (CDC, Procon); 
- III. Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); 
- IV. Prevenção à violência doméstica e direitos da mulher (Lei Maria da Penha); 
- V. Educação financeira e tributária (noções básicas). 
 
§ 2º. As atividades serão desenvolvidas por meio de: 
a) Mídias digitais (aplicativos, jogos educativos, podcasts e plataformas EAD); 
b) Aulas presenciais com metodologias ativas (role-playing, estudos de caso); 
c) Participação de operadores do Direito (juízes, defensores públicos, 
advogados) em atividades escolares. 
 
Art. 2º. A implementação ocorrerá mediante: 
I. Parcerias institucionais com: 
a) UFSC e IFC/Campus Araranguá (elaboração de materiais e pesquisa); 
b) OAB/SC – Subseção Araranguá (capacitação de professores e palestras); 
c) Juizado Especial Cível e Criminal de Araranguá (simulações processuais). 
 
II. Recursos digitais: 
a) Plataforma online gratuita, hospedada no portal da Prefeitura, com conteúdos 
em formato acessível (áudio, vídeo, textos simplificados); 
b) Biblioteca virtual com links para legislação comentada e jurisprudência 
simplificada. 
 
 
III. Avaliação anual dos resultados por indicadores de aprendizagem e engajamento. 
 
Art. 3º. A carga horária será de 40 horas anuais, sendo: 
a). 20 horas integradas às disciplinas de Sociologia, História e Ensino 
Religioso; 
b). 20 horas em atividades extracurriculares (oficinas, visitas guiadas ao 
Fórum, competições de debates). 
 
Parágrafo único - Os conteúdos serão adaptados para estudantes com deficiência, 
conforme a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015). 
 
Art. 4º. Fica criado o Comitê Gestor do Programa, com as seguintes atribuições: 
I. Elaborar o plano pedagógico anual; 
II. Fiscalizar a aplicação dos recursos; 
III. Promover eventos de capacitação docente; 
IV. Divulgar os resultados à comunidade. 
 
§ 1º. O Comitê será composto por: 
- a) 1 representante da Secretaria Municipal de Educação; 
- b) 1 representante da OAB/SC – Subseção Araranguá; 
- c) 1 representante do Poder Judiciário (indicado pelo Juiz Diretor do Fórum); 
- d) 1 representante do Conselho Municipal de Educação; 
- e) 1 representante discente (indicado pelo Grêmio Estudantil de cada escola). 
 
§ 2º. Reuniões ordinárias a cada trimestre, com relatórios públicos disponibilizados no 
portal da Prefeitura. 
 
Art. 5º. As fontes de custeio incluirão: 
I. Verba própria do Município (mínimo de 0,5% do orçamento anual da Educação); 
II. Convênios com o Governo do Estado (Fundo Estadual de Educação); 
III. Doações de entidades privadas (com aprovação do Conselho Municipal de 
Educação). 
 
 
Parágrafo único. Os recursos financeiros serão auditados anualmente pelo Tribunal 
de Contas do Estado (TCE/SC). 
 
Art. 6º. As escolas deverão: 
I. Incluir no Projeto Político-Pedagógico (PPP) as diretrizes do programa; 
II. Disponibilizar infraestrutura tecnológica (laboratório de informática, internet banda 
larga); 
III. Enviar relatórios semestrais ao Comitê Gestor. 
 
Art. 7º. Fica instituído o "Dia Municipal da Educação Jurídica", a ser celebrado em 11 
de agosto (data da promulgação da Lei Maria da Penha), com atividades nas escolas 
e no Fórum de Araranguá. 
 
 Art. 8º. O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 (noventa) dias após 
sua publicação. 
 
 Art. 9º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
JUSTIFICATIVA 
Araranguá possui 12 escolas de ensino médio na rede municipal (dados do 
Censo Escolar 2024), com cerca de 3.200 alunos potencialmente beneficiados. A 
região registra elevado número de processos no Juizado Especial (principalmente 
consumeristas), evidenciando a necessidade de educação jurídica preventiva. 
 
A proposta alinha-se ao Plano Municipal de Educação (PME/Araranguá 
2024-2034), que prevê "inovação tecnológica nas escolas" (Meta 7), e à Agenda 2030 
da ONU (ODS 4 – Educação de Qualidade). 
 
 Diferenciais do projeto: 
1. Viabilidade financeira (percentual fixo do orçamento + parcerias); 
2. Transparência (relatórios públicos e auditoria); 
3. Adaptação à realidade local (foco em demandas do Juizado Especial); 
4. Participação social (Comitê Gestor com membros da comunidade). 
 
	2. Da importância do ensino de noções introdutórias de direito e legislação na base curricular do ensino médio
	3. Do papel das mídias digitais no processo de ensino-aprendizagem
	4. Proposta de intervenção
	Conforme o proposto neste trabalho, a inserção da matéria juridica se faz uma realidade necessária no contexto educacional. Neste sentido, vislumbra-se que uma legislação própria, mesmo que local, poderia ser uma experiência que traria um appel mais p...
	Assim, respeitando este projeto legislativo, propõe-se projeto de lei (em apêndice) com o fito de implantar tal mudança.
	Por tal, instrumentaliza-se a lei como uma forma de trazer a realidade a ideia teórica já consolidada. Sobre esta materialização via lei, em seu site oficial, a Assembleia Legislativa de Goias (2022) nos informa que:
	“A existência das leis, no sentido jurídico da palavra, se justifica pela necessidade da criação de regras para manter a ordem e convivência harmônicas na sociedade. Considerada como primeiro instrumento do Estado Democrático de Direito, a lei sustent...
	Assim, mais do que uma mera formalidade legislativa, a proposta configura-se como um instrumento de transformação social concreta. Ao articular o potencial democratizante do direito com as possibilidades pedagógicas das mídias digitais, ela materializ...
	5. CONCLUSÃO
	REFERÊNCIAS
	ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE GOIAS. A lei fortalece a sociedade. Portal da Alego, Goiânia, 11 jul. 2022. Disponível em: https://portal.al.go.leg.br/noticias/126569/a-lei-fortaleceasociedade. Acesso em: 14 maio 2025.

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