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?? LEPTOSPIROSE 🐭 
- Rato não é o único transmissor 
- Com exceção do gato, todos os outros animais domésticos podem pegar.
- Essa bacteria tem flagelos, por isso pode estar presente em águas contaminadas. 
- Podendo passar para algum indivíduo, mesmo com a pele integra.
- Pode ser transmitida pela mordida dos ratos tbm, não só pela urina.
- Várias manifestações, cada animal pode ter sintomas diferentes.
- Zoonose mais disseminada no mundo.
CLASSIFICAÇÃO
Obs: espécie mais patogênica: Leptospira interrogans.
SOROVARES
Soravares da leptospira: essa bacteria possuí diversas variantes genéticas denominadas sorovares, que apresentam as seguintes características:
A)Distribuição geográfica: significa que algumas só estão presentes em determinadas regiões. No Brasil temos variantes que somente circulam aqui inclusive esse critério é utilizado para produção de vacinas.
Obs: a vacina que é produzida no Brasil é para ser usada aqui no Brasil, e não em outro país, pois em outros são outras variantes correlacionadas com o clima.
B) Virulência: alguns sorovares são bastante agressivos, causando lesões mais intensas 
do que outras ou secretam tóxinas mais potentes. Assim alguns animais podem acabar morrendo em poucos dias.
C) Hospedeiro Suscetível: alguns sorovares somente irão causar doença em espécies animais específicas, embora alguns sorovares tenham capacidade de infecctar diversos (como é o caso do sorovar transmitido pelos roedores).
D) Memória Imunológica: um dos problemas na leptospirose, é o fato que cada sorovar induz uma resposta imune diferente, ou seja, são criadas células e anticorpos de memória que só reconhecem aquele sorovar que foi estimulado. Assim podemos compreender que o mesmo animal pode sofrer várias infecções e desenvolver leptospirose diversas vezes.
- Suíno: muito sensível a leptospira. Sorovar diferente da vacina dos cães e gatos, no caso é outra vacina. Isso serve para outras 
espécies, geralmente é uma vacina para cada animal diferente.
- V10 ela tem 4 a 5 sorovares de leptospira específicos para cachorro. Se o animal sair do pais, o animal pode ser infecctado, já que podem haver antígenos diferentes.
- Dos mais de 200 sorovares existentes, somente 10 circulam (+-) no brasil.
- O único animal até hoje que desenvolve a doença e não morre são os roedores.
-Existem vacinas para todos os animais domésticos, só não tem para os gatos e para os humanos.
CARACTERÍSTICAS GERAIS
- Não é corada pelo gram de tão fina, porém sua parede possui LPS, sua parede é Gram negativa.
- Fatores de agressão (que causa ela agressiva): flagelos e endotoxinas (parede), e tóxinas que vão lesar o tecido do hospedeiro.
- Elas conseguem sobreviver meses em ambientes aquasos ou solos úmidos.
- Necessita de umidade
- São destruídas por: Calor, ambientes secos, raios solares, desinfetantes comuns e pH ácido.
- Sobrevivem meses em meios aquasos e solos úmidos.
- Fontana: técnica que usa nitrato de prata que colori microorganismos.
FONTES E VIAS
- Via principal de infecção: Urina, a bactéria se aloja no rim, virando peça chave de transmissão. (Direta e indireta)
- Sêmen e todas as secreções dos órgãos genitais também podem infecctar:
•Urina
•Sêmens
•Líquidos vaginais
•Produtos de aborto
•Líquidos placentarios
- O Rato pode transmitir pela saliva, SOMENTE ELE.
- Em fêmeas pode causar abortos.
- Muitos animais estão transmitindo a bactéria, mas estão aparentemente saudáveis, podem estar transmitindo mesmo ainda não apresentando sintomas.
- Rato é assintomático
- Pele lesada, mucosas e pele íntegra.
- Pele integra: nesse caso ocorre a infecção, se o animal tiver com parte do corpo submerso por mais de 20 a 30min em alguma água infecctada. Criando uma micro dilatação dos poros abrindo portas para penetração da bactéria.
- Via sexual também pode passar.
- Transmissão vertical: também é possível, durante a gestação de uma fêmea, através da placenta pode passar para os fetos. Em casos em fim de gestação os filhotes podem chegar a nascer, mas morrerem nos primeiros dias. Em gestações iniciais ou no meio, normalmente ocorre aborto.
- Não suporta muito frio, nem muito calor.
- É mais comum em países de clima quente, mas também úmido.
- Gato não desenvolve.
- Roedor reservatório natural da bactéria.
- Tanto na área urbana, quanto na área rural.
- Período de incubação 7 a 15 dias
- Precisa passar de 7 a 15 dias, afinal a doença não desenvolve do dia pra noite. Se for mordido ontem, não apresenta sintoma hj.
- Números de casos aumenta com a frequências de chuva, e diminui com a diminuição da mesma.
PATOGÊNIA
Após a entrada da bactéria geralmente pela pele ou mucosas, ela já começa a se multiplicar no subcutâneo e com auxílio de suas tóxinas ela consegue ultrapassar o 
tecido muscular e cair na corrente sangüínea. Com auxílio de seus flagelos, ela consegue se disseminar atingindo diversos tecidos porém aqueles que ela consegue se multiplicar em maior quantidade é no fígado e nos rins, além disso nas fêmeas ela também se dirige ao útero e caso essa fêmea estiveja prenha a bactéria pode matar o feto levando ao aborto.
- Os sintomas costumam aparecer entre 10 a 15 dias pós exposição.
- Um quadro muito comum na leptospirose é a febre que é causada por sua endotoxina. 
SINAIS
Os animais domésticos suscetíveis começam com febre muito alta, queda de apetite, e bastante cansaço, a evolução e gravidade vai depender do sorovar.
Ela pode evoluir para um quadro de icterícia, as mucosas ficam amareladas e é comum o animal apresentar manifestações hemorragicas (urina, sangramento nasal e petequias). Em fêmeas prenhas o aborto é algo comum (vacas, porcas, cadelas, etc..). Ou seja:
- Anictérica
- Icterícia grave (responsável pelos óbitos)
- Febre bifásica
- Cefaléia
- Mialgias na panturilha
- Náuseas
- Dor abdominal
- Insuficiência respiratória
- Insuficiência Renal
- Hemorragias
- Hepatomegalia
- Meningite
- Problemas Pulmonares
- Petéquias e sangramento
- Choque hipovolêmico 
Obs: Petequias: bolinhas no corpo.
Cães
●Febre, anorexia, pequenas hemorragias, vômitos e diarréia
●Conjuntivite e dores abdominais
●Estágio posterior: respiração difícil, polidipsia e icterícia
●Uremia: lesões localizadas
●Insuficiência renal e hepática
Bovinos
●Bezerros: intensa icterícia e hemoglobinúria
●Adultos: subaguda ou crônica
●Vacas: problemas reprodutivos
Eqüinos
●Assintomáticos
●Abortos - 7º e 10º mês
●Conjuntivite: podendo levar a cegueira
Suínos
●Distúrbios reprodutivos:
•Retorno ao cio: primeiras 6 semanas
•Descargas Vulvares
•Natimortos
•Leitões Fracos
●Leitões:
•Hemoglobinúria
•Icterícia
•Convulsões
•Diarréia
DIAGNÓSTICO 
- Clínico Epidemiológico
- Isolamento por meio líquido de Fletcher
- Coloração e Visualização (Corante de Prata)
- Soroaglutinação microscópica 
(microaglutinação)
- igM e igG
Devemos suspeitar quando o animal não tiver a vacina, histórico de contato com ambientes alagados, lixo ou contato com ratos.
No Brasil a técnica mais utilizada para os animais é a sorologia denominada microaglutinação, para tal coleta uma amostra de sangue, faz a centrifugação e retirada do soro para pesquisa de anticorpos de memória (igM OU igG) além disso a maioria dos laboratórios conseguem identificar o sorovar responsável.
TRATAMENTO
Podemos separar em dois tipos, aquele que combate o sintomas como antitérmico, reidratacao e até em alguns casos Transfusão sanguínea. Mas é necessário o uso de antibióticos, sendo que a droga de 
primeira escolha é Diidroestreptomicina (uma das que menos desenvolve resistência), sendo outras opções a estreptomicina e amoxilina ou Tetraciclina.
Humanos: Penicilina G cristalina, ampicilina ou Tetraciclina. 7 a 10 dias.
Animais: Diidroestreptomicina, estreptomicina ou amoxicilina. De 7 a 10 dias.
MEDIDAS PROFILÁTICAS
- Vacinação em dia
• 1°dose: 3 ou 4 meses (Bovinos e Suínos)
• Reforço 1 mês depois
• Reforço Anual
- Acúmulo de água
- Evitar contato com rato
- Evitar contato com lixo na rua
- Evitar lugares alagados ou úmidos
- Controle de roedores- Não permitir que animais sem a vacina entre em contato com ambientes suspeitos.
- Detectar cães Reservatórios, isolar e tratar
VACINAÇÃO
●Cães:
- V8: 4 sorovares
- V10: 5 sorovares
- 1° Dose: 45 a 60 dias
- Reforço após 30 dias
- Revacinação: Anuais/semestral
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