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JOÃO ARTHUR SALDANHA ROSA 8129895 Portfólio Trabalho apresentado ao Centro Universitário Claretiano para a disciplina Filosofia nas Américas, ministrada pelo Tutor Edson Renato Nardi NATAL/RN 2022 CRISTIANISMO E ÉTICA AMBIENTA. Mediante a proposta feita para a execução deste portfólio, apresento as ideias apontadas a partir do capitulo 5, cristianismo e ética ambiental. A introdução ao capitulo diz que: “Certamente, a relação cristianismo e ecoética não é algo simples, e traz mais de uma interpretação, tanto em termos de mostrar a positividade frutífera desta relação, quanto em denunciar o modo e uso do cristianismo que se tornou antiecológico. Nesta questão, é preciso aplicar mais uma vez o olhar histórico, até porque as abordagens e relações do cristão com a Natureza ou criação mudaram consideravelmente. É neste sentido que o Vaticano tem publicado algumas encíclicas e se posicionado pela defesa da dignidade de todos os seres da Natureza, bem como o faz, ainda mais claramente, a CNBB, com documentos publicados e até Campanhas da Fraternidade ligadas direta e indiretamente ao tema.” A dimensão ética da relação entre ser humano e meio ambiente é assunto relevante nestes dias de crise. É dever de todos os cristãos se posicionar diante desse assunto que nos afeta direta e indiretamente, o qual terá repercussões sérias para as futuras gerações. Estar bem informado sobre os dados publicados a respeito da situação de nosso planeta faz parte da responsabilidade de cada cidadão para uma tomada de posição efetiva. Estamos diante de um problema que, independente de raça, cor e religião, interfere diretamente na existência do ser humano. É um problema que diz respeito a todos. O artigo proposto diz que: “O papel da mística cristã, o que seria importante reconhecer, nos revela uma interação de respeito grandioso para com todas as formas de vida”. Todas as formas de vida representam a totalidade da criação divina, criação essa que a perspectiva bíblica, refere-se àquele primeiro ato mediante o qual o Deus autoexistente trouxe à existência o que não tinha forma de existência independente. É preciso garantir e fomentar o respeito aos direitos humanos e à natureza, uma vez que o ser humano é o resultado também das suas relações com o meio ambiente. Talvez esse seja o caminho que pensadores, do Direito e da Teologia, tentam nos apontar com as suas muitas narrativas, o caminho da afirmação da vida digna, igualitária e livre. O artigo afirma que para entender este processo é preciso acima de tudo parar não só para refletir, mas para ouvir, sentir, inserir-se na Natureza, no tempo, na vida das pessoas e nas experiências mais humanas e éticas da nossa vida diária. Não se trata apenas de novos conhecimentos teóricos, de informações sobre ecologia e sociedade ou coisa semelhante, mas sim de fazer as vivências desafiadoras, como a que resgata a natureza e o pobre. São as chamadas “experiências fundadoras”, que nos unem com a vida, que não deixam o tempo passar em branco, perdido nas preocupações com a própria angústia e com o Ego, com os medos, desejos e frustrações. Trata-se aí de uma experiência espiritual, não no sentido de espíritos ou deuses que estão no além, mas da amplitude da aliança humana com a vida. Considera-se que a humanidade precisa desenvolver uma nova estrutura relacional e melhor convivência, baseada na interdependência e na mutualidade de toda comunidade de vida, na qual prevaleçam a gentileza e o cuidado entre os seres humanos e destes com os demais seres vivos, procurando reestabelecer a comunhão com a Natureza e com o Criador. É preciso somar esforços com os vários setores sociais interessados em contribuir na luta ecológica para o equilíbrio ambiental. image1.png image2.jpeg