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RESUMO REGULAR DIREITO TRIBUTÁRIO SUMÁRIO RESUMO DE DIREITO TRIBUTÁRIO versão 1 ATUALIZAÇÕES ................................................................................................................................................ 3 ORIENTAÇÕES INICIAIS ................................................................................................................................... 4 SIGLAS ............................................................................................................................................................. 5 QUESTÕES ........................................................................................................................................................ 6 ANÁLISE DE COBRANÇA ................................................................................................................................... 7 INTRODUÇÃO AO DIREITO TRIBUTÁRIO ............................................................................................................. 8 01. Regra Matriz de Incidência Tributária ........................................................................................................................ 8 02. Conceito de Tributo ...................................................................................................................................................... 9 03. Classificação Doutrinária dos Tributos .................................................................................................................... 10 04. Natureza Jurídica dos Tributos ................................................................................................................................. 13 ESPÉCIES DE TRIBUTOS ................................................................................................................................. 14 01. Impostos ........................................................................................................................................................................ 14 02. Taxas .............................................................................................................................................................................. 17 03. Contribuição de Melhoria ........................................................................................................................................... 20 04. Empréstimo Compulsório .......................................................................................................................................... 22 05. Contribuições Especiais ............................................................................................................................................ 23 LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR ............................................................................... 27 01. Princípios Tributários ................................................................................................................................................. 27 02. Imunidades Tributárias .............................................................................................................................................. 36 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA ........................................................................................................................... 46 01. Competência p/ Legislar ............................................................................................................................................ 46 02. Conceitos e Definições .............................................................................................................................................. 47 03. Repartição da Competência Tributária .................................................................................................................... 51 04. Bitributação e Bis In Idem ......................................................................................................................................... 56 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA .............................................................................................................................. 57 01. Disposições Gerais ...................................................................................................................................................... 57 02. Vigência e Aplicação ................................................................................................................................................... 61 03. Interpretação e Integração ....................................................................................................................................... 64 04. Lei Complementar ...................................................................................................................................................... 66 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ................................................................................................................................ 68 01. Disposições Gerais ...................................................................................................................................................... 68 02. Fato Gerador ................................................................................................................................................................ 69 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 2 03. Sujeito Ativo e Sujeito Passivo .................................................................................................................................. 73 04. Solidariedade ............................................................................................................................................................... 75 05. Capacidade Tributária ............................................................................................................................................... 76 06. Domicílio Tributário .................................................................................................................................................... 76 07. Responsabilidade Tributária ..................................................................................................................................... 78 CRÉDITO TRIBUTÁRIO .................................................................................................................................... 89 01. Disposições Gerais ...................................................................................................................................................... 89 02. Lançamento e Constituição ...................................................................................................................................... 90 03. Suspensão da Exigibilidade ...................................................................................................................................... 95 04. Extinção ....................................................................................................................................................................... 101 05. Exclusão ..................................................................................................................................................................... 103 06. Garantias e Privilégios .............................................................................................................................................. 116 ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA ...................................................................................................................... 122 01. Fiscalização ................................................................................................................................................................. 122 02. Dívida Ativa .................................................................................................................................................................fiscal. STF, RE 556.664/RS: As normas relativas à prescrição e decadência tributárias têm natureza de normas gerais de direito tributário, cuja disciplina é reservada a lei complementar. STF, RE 940.769/RS (Tema 0918): É inconstitucional lei municipal que estabelece impeditivos à submissão de sociedades profissionais de advogados ao regime de tributação fixa em bases anuais na forma estabelecida por lei nacional. STF, RE 1.167.509/SP (Tema 1020): É incompatível com a Constituição Federal disposição normativa a prever a obrigatoriedade de cadastro, em órgão da Administração municipal, de prestador de serviços não estabelecido no território do Município e imposição ao tomador da retenção do Imposto Sobre Serviços – ISS quando descumprida a obrigação acessória. 02. Conceitos e Definições Referência: Doutrina e CTN, artigos 6 a 8. Como já sabemos, a Constituição Federal não cria tributos, ela apenas outorga aos entes federados o poder para que estes o façam. Esse poder é o que chamamos de competência tributária. Esquema 58 Esquema 59 Competência Tributária Poder para criar ou instituir tributos Atribuído pela Constituição aos entes federados Não se confunde com a competência para legislar sobre direito tributário A atribuição constitucional de competência tributária compreende a competência legislativa plena para instituir o tributo Ressalvadas as limitações contidas na Constituição Federal, nas Constituições Estaduais nas Leis Orgânicas do DF e Municípios e observado o disposto no CTN 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2irkJ Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 48 Esquema 60 Os tributos cuja receita seja distribuída, no todo ou em parte A outras pessoas jurídicas de Direito Público Pertencerão à competência legislativa daquela a que tenham sido atribuídos ★ Se os recursos arrecadados por um ente forem destinados a outro, isso não altera a competência tributária Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 49 Esquema 61 Das características da competência tributária, a indelegabilidade certamente é uma das mais cobradas em provas. C ar ac te rí st ic as d a C o m p et ên ci a T ri b u tá ri a Indelegável Imprescritível / Incaducável O não exercício da competência não a transfere a outro ente A competência pode ser exercida a qualquer tempo pelo ente que a possui (não há prazo de valdiade) Inalterável Não pode ser alterada através de normas infraconstitucionais Somente uma emenda à Constituição pode alterá-la desde que o pacto federativo seja respeitado Irrenunciável O ente não pode renunciar à competência que lhe foi outorgada pela Constituição Facultativa O ente pode decidir se o tributo será ou não instituído Intransferível Um ente não pode transferir a outro a competência que lhe foi constitucionalmente prevista Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 50 O que é a Capacidade Tributária Ativa? ➥ Funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária. A atribuição dessas funções: ➥ É delegável a outra pessoa jurídica de direito público. ➥ Compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir. ➥ Pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido. ⚠ IMPORTANTE: ➥ Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos. ➥ O não-exercício da competência tributária não a defere a pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído. Esquema 62 A capacidade tributária ativa não se confunde com a competência tributária. Destaca-se que não obstante a literalidade do CTN estabeleça que a capacidade tributária ativa só pode ser delegada à outra pessoa jurídica de direito público, alguns julgados dos Tribunais Superiores têm permitido a delegação a pessoas jurídicas de direito privado e algumas bancas, especialmente a FGV, vem cobrando esse entendimento. É importante estar atento ao comando da questão. Sobre o tema, acrescenta-se ainda o conceito de parafiscalidade. De acordo com a doutrina a parafiscalidade ocorre quando um determinado ente político detém a competência para criar o tributo, mas repassa a capacidade tributária ativa das funções de arrecadar, fiscalizar e executar a outro ente, que fará jus aos recursos arrecadados para a consecução de seus objetivos institucionais. Competência Tributária Indelegável Capacidade Tributária Ativa Delegável Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 51 Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula nº 396: A Confederação Nacional da Agricultura tem legitimidade ativa para a cobrança da contribuição sindical rural. STJ, REsp 735.728/PR: O SENAI, como pessoa jurídica titular da competência para exigir o pagamento da contribuição social de interesse das categorias profissionais ou econômicas (...)tem legitimidade ativa ad causam para promover diretamente a ação de cobrança da respectiva contribuição (...) STF, ADI 4697/DF: As contribuições cobradas pelas autarquias responsáveis pela fiscalização do exercício profissional são contribuições parafiscais, contribuições corporativas, com caráter tributário. STF, RE 1.258.934/SC (Tema 1085): A inconstitucionalidade de majoração excessiva de taxa tributária fixada em ato infralegal a partir de delegação legislativa defeituosa não conduz à invalidade do tributo nem impede que o Poder Executivo atualize os valores previamente fixados em lei de acordo com percentual não superior aos índices oficiais de correção monetária. 03. Repartição da Competência Tributária Referência: Doutrina, Constituição Federal, artigos 145, 147 a 149, 153 a 156 e 195; CTN, artigo 76. A competência tributária pode ser classificada em: privativa, comum, cumulativa, residual e extraordinária. 03.01. Competência Privativa Esquema 63 Competência Tributária Privativa Refere-se aos tributos cuja instituição somente pode ser feita por um determinado ente 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2irkZ Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 52 Esquema 64 A competência para instituição de empréstimos compulsórios e contribuições especiais também é chamada de competência especial. Esquema 65 T ri b u to s cu ja c o m p et ên ci a é p ri va ti va Empréstimos Compulsórios Somente a União COSIP Somente o Distrito Federal e os Municípios Não inclui os Estados Impostos Cada ente possui os seus Contribuições Especiais Somente a União Im p o st o s p o r E n te C o m p et en te União II, IE, IOF, IPI, IR, ITR, IGF Estados e DF ICMS, ITCD, IPVA Municípios ISSQN, ITBI, IPTU Exceção: Estados, DF e Municípios podem instituir Contribuições Sociais para o custeio dos regimes de previdência próprios de seus servidores titulares de cargos efetivos. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 53 03.02. Competência Comum Esquema 66 03.03. Competência Cumulativa Esquema 67 ⚠ Em que pese o dispositivo constitucional mencione o termo “impostos”, a competência cumulativa diz respeito também aos demais tributos. No tocante aos Territórios Federais, é importante saber que eles não dispõem de autonomia política e, por isso, também não receberam competência tributária própria. Por outro lado, caso o Território seja dividido em Municípios, estes sim serão entes federados, dotados de autonomia e capazes de instituir os seus próprios tributos, não podendo a União, nesse caso, instituir os impostos municipais. Refere-se aos tributos que podem ser instituídos por todos os entes federados É aplicável aos tributos vinculados(cujo fato gerador é uma atividade estatal relativa ao contribuinte) Taxas e Contribuições de Melhoria Devem ser respeitadas as atribuições de cada ente, definidas pela Constituição Federal Compete à União Instituir, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o Território não for dividido em Municípios, cumulativamente os impostos municipais Compete ao Distrito Federal Instituir, além dos impostos estaduais, os impostos municipais, uma vez que o DF não pode ser dividido em municípios. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 54 03.04. Competência Residual Prevista no art. 154, I da CF88, refere-se à criação de novos tributos, além daqueles já previstos no texto constitucional. Esquema 68 Adicionalmente, o §4º do art. 195 da CF88 traz a possibilidade de a União, também mediante lei complementar, instituir novas contribuições para financiamento da seguridade social. De maneira análoga, caso sejam criadas novas contribuições, estas também deverão ser não cumulativas e ter fato gerador ou base de cálculo diferente das contribuições para a seguridade social já previstas na Constituição. ★ ATENÇÃO: Caso a União venha criar novas contribuições para seguridade social, não há impedimento para que estas tenham fato gerador ou base de cálculo dos impostos já previstos no texto constitucional. Nesse caso, há que se observar o fato gerador ou base de cálculo das próprias contribuições para a seguridade social já existentes. A União poderá instituir Impostos não previstos no texto constitucional Mediante lei complementar Desde que Sejam não cumulativos E não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos impostos já discriminados na CF88 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 55 03.05. Competência Extraordinária Esquema 69 Sobre a competência extraordinária, é válido destacar: ▸ Não é cabível na hipótese de guerra interna ou qualquer outra calamidade; ▸ Somente a União pode exercer; ▸ O art. 76 do CTN determina que o imposto extraordinário deve ser suprimido gradativamente, no prazo máximo de 5 anos, contados da celebração da paz; ▸ Não há exigência de lei complementar, portanto pode ser instituído através de lei ordinária ou medida provisória; ▸ Uma vez instituído, o IEG poderá ser cobrado imediatamente. Como já vimos, é uma exceção aos princípios da anterioridade anual e noventena. ▸ O fato gerador não é a guerra. Ao contrário, será definido pelo legislador quando o tributo for instituído. ▸ O fato gerador poderá ser compreendido ou não na competência tributária dos tributos já instituídos pela União. Logo, o IEG traz consigo uma autorização constitucional para a bitributação ou bis in idem, como veremos no próximo tópico. A União poderá instituir Na iminência ou no caso de guerra externa Impostos Extraordinários Compreendidos ou não em sua competência tributária Os quais deverão ser suprimidos, cessadas as causas de sua criação Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 56 04. Bitributação e Bis In Idem Referência: Doutrina e Constituição Federal. Bitributação Bis in idem Ocorre quando entes tributantes diferentes cobram do mesmo sujeito passivo, tributos sobre o mesmo fato gerador. “Duas vezes o mesmo". Ocorre quando o mesmo ente tributante institui diversas incidências sobre o mesmo fato gerador. Em regra, existe uma invasão de competência e, por isso mesmo, também via de regra, é proibida, apesar de existirem situações excepcionais na própria CF88 em que a bitributação é autorizada. Não há vedação constitucional expressa ao bis in idem, desde que sejam respeitadas as diretrizes da própria CF88. Exceções nas quais a bitributação é permitida: • Dupla tributação internacional da renda; • Caso a União institua um IEG compreendido na competência tributária de outro ente federado. Exemplos de Bis in idem: • IRPJ e CSL, ambos sobre o lucro líquido; • PIS/PASEP e COFINS; • Caso a União institua um IEG sobre um fato gerador compreendido em sua própria competência tributária. Esquema 70 Jurisprudência Relacionada STF, RE 429.306/PR: (...)operação de importação de sistema de tomografia computadorizada, amparada por contrato de arrendamento mercantil (...). Por se tratar de tributos diferentes, com hipóteses de incidência específicas (...) a incidência concomitante do II e do ISS não implica bitributação ou de violação de pretensa exclusividade e preferência de cobrança do ISS. 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2irkh Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 57 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA 01. Disposições Gerais Referência Legal: CTN, artigos 96 a 100, Doutrina e Jurisprudência. 01.01. Fontes do Direito Tributário Esquema 71 Esquema 72 Sobre as fontes formais do direito tributário: ▸ Fontes Formais Primárias: Normas que buscam seus fundamentos de validade diretamente na Constituição. São capazes de inovar no ordenamento jurídico e criar novos direitos e obrigações. Exemplos: Constituição Federal e Emendas à Constituição, leis Materiais (ou Reais) Fatos que, ocorridos no mundo real, justificam a tributação. Não são capazes, por si só, de fazer surgir a obrigação tributária Formais Atos normativos capazes de estabelecer uma relação jurídico-tributária entre o sujeito ativo e o sujeito passivo. Compreende a expressão "legislação tributária" Le g is la çã o T ri b u tá ri a Leis Ordinárias, Complementares, Delegadas, inclusive Medidas Provisórias Tratados e Convenções Internacionais Revogam ou modificam a legislação tributária interna e serão observados pela que lhes sobrevenha Decretos Normas Complementares Que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relacões jurídicas a ele pertinentes 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2jQ3S Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 58 ordinárias, complementares e delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos e resoluções. ▸ Fontes Formais Secundárias: São aquelas cujo fundamento de validade vem de normas infraconstitucionais e, portanto, não são capazes de inovar no ordenamento jurídico, apenas detalham regras que foram previamente estabelecidas pelas fontes primárias. Exemplos: Decretos e Normas Complementares. 01.02. Leis O artigo 97 do CTN traz situações que somente a lei pode estabelecer: ✔ A instituição de tributos, ou a sua extinção; ✔ A majoração de tributos ou a sua redução; ✔ A definição do fato gerador da obrigação tributária principal e do seu sujeito passivo; ✔ A fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo; ✔ A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; ✔ As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades; ➥ Não constitui majoração de tributo a atualização do valor monetário de sua respectiva base de cálculo. ➥ Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso. Jurisprudência Relacionada STF, RE 598.677/RS: (...)No regime de antecipação tributária sem substituição, o que se antecipa é o critério temporal da hipótese de incidência, sendo inconstitucionais a regulação da matéria por decreto do Poder Executivo e a delegação genérica contida em lei, já que o momento da ocorrência de fato gerador é um dos aspectos da regra matriz de incidência submetido a reserva legal. (...) 01.03. Tratados e Convenções internacionais Sobre os tratados e convenções internacionais, a maioria das questões versam sobre a literalidade do art. 98 do CTN: “Art. 98: Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela que lhes sobrevenha.” Acesso Rápidoao Sumário Clique Aqui 59 Adicionalmente, chamo sua atenção para dois pontos importantes: ▸ Para grande parte da doutrina, o conflito entre a lei interna e o tratado internacional deve ser resolvido em favor da norma especial (que é o tratado). Nesse caso, não há que se falar em revogação da lei interna, mas tão somente de suspensão de sua eficácia, que poderá voltar a produzir efeitos, caso o tratado seja denunciado; ▸ Para o STF, a resolução de conflitos entre o ordenamento jurídico interno e o tratado especial deve ser solucionada a partir dos critérios cronológico e da especialidade. Jurisprudência Relacionada STF, ADI 1.480-MC/DF: Os tratados ou convenções internacionais, uma vez regularmente incorporados ao direito interno, situam-se, no sistema jurídico brasileiro, nos mesmos planos de validade, de eficácia e de autoridade em que se posicionam as leis ordinárias, havendo, em consequência, entre estas e os atos de direito internacional público, mera relação de paridade normativa. (...) Os tratados internacionais celebrados pelo Brasil, ou aos quais o Brasil venha a aderir, não podem, em consequência, versar matéria posta sob reserva constitucional de lei complementar. 01.04. Resoluções As resoluções são atos expedidos pelo Poder Legislativo, sem participação do executivo e que possuem força normativa de lei. No tocante às resoluções em matéria tributária, podemos ter: ▸ Resoluções do Congresso Nacional: Para aprovar a delegação ao PR para editar leis delegadas. ▸ Resoluções do Senado Federal: Para tratar de aspectos relacionados às alíquotas dos impostos estaduais, conforme esquema a seguir. 01.05. Alíquotas x Senado Federal Esquema 73 Obrigatório Resolução do Senado Federal IPVA Alíquota Mínima Ainda não editada ITCMD Alíquota Máxima Fixada em 8% Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 60 OPERAÇÃO INICIATIVA APROVAÇÃO Obrigatória Interestadual, Exportação PR ou 1/3 SF MA SF Facultativa Interna – Mínima 1/3 SF MA SF Interna – Máxima MA SF 2/3 SF • PR: Presidente da República • SF: Senado Federal • MA: Maioria Absoluta 01.06. Normas Complementares O CTN dispões que são normas complementares, das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: Esquema 74 A observância das disposições previstas nas normas complementares exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo. Não impede, todavia, a cobrança do tributo devido. Jurisprudência Relacionada STJ, REsp. 98.703/SP: Se o contribuinte recolheu o tributo à base de prática administrativa adotada pelo Fisco, eventuais diferenças devidas só podem ser exigidas sem juros de mora e sem atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. Normas Complementares Atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas Decisões de órgãos singulares ou coletivos a que a lei atribua eficácia normativa Práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas Convênios que entre si celebrem a União, Estados, DF e Municípios Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 61 STJ, REsp. 87.828/SP: A fixação do prazo para solver obrigação tributária não é matéria reservada à lei. Não está, assim, caracterizada qualquer vinculação ao princípio da legalidade tributária. 02. Vigência e Aplicação Referência Legal: CTN, artigos 101 a 106. Inicialmente é preciso saber que, em regra, a vigência, no espaço e no tempo, da legislação tributária rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral, ressalvadas as disposições previstas no CTN. Ou seja, quando não houver disposição específica no CTN, aplica-se a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB). 02.01. Vigência Espacial da Legislação Tributária ⚠ Exceção - A legislação tributária dos Estados, DF e Municípios vigora, no País, fora dos respectivos territórios, nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade: (✘) Os convênios de que participem; ou (✘) Do que disponham o CTN ou outras leis de normas gerais expedidas pela União. Esquema 75 02.02. Vigência Temporal da Legislação Tributária No que diz respeito à vigência temporal da legislação tributária, é preciso lembrar que na ausência de disposição específica no CTN, aplica-se o art. 1º da LINDB: “Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. § 1º Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada.” Princípio da Territorialidade Regra As normas tributárias se aplicam nos limites territoriais do respectivo ente tributante 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2jQ3z Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 62 Já com relação às disposições específicas do CTN, temos que: Esquema 76 De acordo com o art. 104 do CTN, entram em vigor, no primeiro dia do exercício seguinte àquele que ocorra a sua publicação os dispositivos de lei, referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda: ▸ Que instituam ou majoram tais impostos; ▸ Que definam novas hipóteses de incidência; ▸ Que extinguem ou reduzem isenções, salvo se a lei dispuser de maneira mais favorável ao contribuinte. 02.03. Aplicação da Legislação Tributária Esquema 77 V ig ên ci a d as N o rm as C o m p le m en ta re s Salvo disposição em contrário, entram em vigor Atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas Na data de sua publicação Decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa 30 dias após a data de sua publicação Os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o DF e os Municípios Na data neles prevista A legislação tributária aplica-se imediatamente Aos fatos geradores futuros Aos fatos geradores pendentes Aqueles cuja ocorrência tenha tido início mas não esteja completa Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 63 Todavia, existem casos em que a lei aplica-se a ato ou fato pretérito: Esquema 78 ⚠ Atentar-se ao fato de que não há retroatividade quando houver redução do tributo, pois, nesse caso, aplica-se a lei vigente no momento da ocorrência do fato gerador. Esquema 79 Jurisprudência Relacionada STF, RE 95.900/BA: Se a decisão administrativa ainda pode ser submetida ao crivo do Judiciário, e para este houve recurso do contribuinte, não há de se ter o ato administrativo ainda como definitivamente julgado, sendo esta a interpretação que há de dar-se ao art. 106, II, c, do CTN. STJ, REsp 183.994/SP: (...) Somente se tem por definitivamente julgada a execução fiscal quando realizadas a arrematação, adjudicação ou remição (...). Em qualquer caso Quando seja expressamente interpretativa Excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados Tratando-se de ato não definitivamente julgado Quando deixe de defini-lo como infração Quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que: Não tenha sido fraudulento Não tenha implicado falta de pagamento de tributo Quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática Princípio da Benignidade ou Retroatividade da lex mitior (retroatividade da lei mais benéfica) Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 64 03. Interpretação e Integração Referência Legal: CTN, artigos 107 a 112. A legislação tributária será interpretada conforme as disposições do CTN. Sobre o assunto é importante saber distinguir os conceitos: 03.01. Integração da Legislação Tributária Esquema 80 Interpretação Tem como objetivocompreender o sentido da norma e o seu alcance Integração Visa suprir determinada lacuna que não foi prevista pelo legislador no momento da elaboração da norma, criando uma solução para o caso concreto não previsto na lei Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará, sucessivamente: Analogia Não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei Princípios gerais de direito tributário Princípios gerais de direito público Equidade Não poderá resultar na dispensa do pagamento do tributo devido 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2jQ4N Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 65 03.02. Interpretação da Legislação Tributária Interpretação Literal Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre: ➥ Suspensão ou exclusão do crédito tributário; ➥ Outorga de isenção; ➥ Dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias. Esquema 81 Interpretação Mais Benigna A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: ➥ À capitulação legal do fato; ➥ À natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos. ➥ À autoria, imputabilidade ou punibilidade; ➥ À natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação. Esquema 82 Jurisprudência Relacionada STJ, REsp 192.531: O art. 111 do CTN, que prescreve a interpretação literal da norma, não pode levar o aplicador do direito à absurda conclusão de que esteja ele impedido, no seu mister de apreciar e aplicar as normas de direito, de valer-se de uma equilibrada ponderação dos elementos lógico-sistemático, histórico e finalístico ou teleológico, os quais integram a moderna metodologia de interpretação das normas jurídicas. STJ, REsp 178.427/SP: Não havendo divergência acerca da interpretação da legislação tributária, o art. 112 do CTN não pode ser aplicado. 03.03. Utilização dos Princípios Gerais de Direito Privado ➥ Os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição, do conteúdo e do alcance de seus institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos respectivos efeitos tributários. ➥ A lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal, Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 66 pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do DF ou dos Municípios, para definir ou limitar competências tributárias. 04. Lei Complementar Referência Legal: Constituição Federal, artigos 146 e 146-A. Sobre as leis é preciso saber que, por expressa disposição constitucional, algumas matérias devem ser veiculadas através de lei complementar. Tais assuntos não podem, portanto, serem regulados por leis ordinárias, delegadas ou medidas provisórias. Especialmente sobre: ✓ Definição de tributos e de suas espécies; ✓ Em relação aos impostos, definir os fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes; ✓ Obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários; ✓Definição de tratamento diferenciado e favorecido para ME / EPP; ✓ Adequado tratamento tributário do ato cooperativo. Esquema 83 Cabe à Lei Complementar Dispor sobre conflitos de competência em matéria tributária Regular as limitações constitucionais ao poder de tributar Estabelecer critérios especiais de tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios de concorrência A União pode, por lei (ordinária), estabelecer normas de igual objetivo Regulamentações específicas de alguns tributos ICMS, ITCMD, ISS, Contribuições Sociais Instituir alguns tributos Empréstimos Compulsórios, IGF, Impostos Residuais e Contribuições Sociais Residuais Estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária 🔗"#Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2jQ5E Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 67 Sobre o tratamento diferenciado e favorecido para ME / EPP, o parágrafo único do art. 146 da CF88 estabelece que lei complementar poderá instituir um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, observado que: ➥Será opcional para o contribuinte; ➥Poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado; ➥O recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos pertencentes aos respectivos entes federados será imediata, vedada qualquer retenção ou condicionamento; ➥A arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes federados, adotado cadastro nacional único de contribuintes. Jurisprudência Relacionada STF, RE 509.300/MG: Inexiste relação hierárquica entre lei ordinária e lei complementar. Questão exclusivamente constitucional relacionada à distribuição material entre as espécies legais. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 68 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 01. Disposições Gerais Referência Legal: CTN, artigo 113 Esquema 84 Informações importantes: ➥Atentar-se ao fato de que as obrigações acessórias decorrem da legislação tributária (compreende tanto os atos normativos primários quanto os secundários), logo não há nenhuma vedação para que sejam instituídas por ato infralegal. ➥ A obrigação principal, por sua vez, decorre de lei. ➥A instituição de obrigações acessórias não precisa respeitar os princípios da anterioridade anual e nonagesimal. ➥A obrigação acessória independe da existência da principal. Obrigação Tributária Relação jurídica Tem como objeto uma prestação de dar, fazer ou deixar de fazer Entre dois indivíduos Sujeito Ativo credor Ente instituidor do tributo (União, Estados, DF ou Municípios) Sujeito Passivo devedor Pessoa física ou jurídica sujeita ao cumprimento da obrigação Obrigação Principal Surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se com o crédito dela decorrente Obrigação Acessória Decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização de tributos Pelo simples fato de sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2juhu Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 69 Jurisprudência Relacionada STJ, REsp 1.116.792/PB: A obrigação acessória possui um caráter autônomo em relação à principal, pois mesmo não existindo obrigação principal a ser adimplida, pode haver obrigação acessória a ser cumprida e o obrigado deve observá-la, ainda que não seja contribuinte. (...)Os deveres instrumentais, previstos na legislação tributária, ostentam caráter autônomo em relação à regra matriz de incidência do tributo, uma vez que vinculam, inclusive, as pessoas físicas ou jurídicas que gozem de imunidade ou outro benefício fiscal. 02. Fato Gerador Referência Legal: CTN, artigos 114 a 118 02.01. Fato Gerador da Obrigação Principal Esquema 85 ATENÇÃO: Embora o CTN descreva o fato gerado como “a situação definida em lei”, é importante lembrar que, como vimos no primeiro capítulo, o fato em abstrato previsto na norma jurídica trata-se, na verdade, da hipótese de incidência. Quando tal fato se concretiza no mundo real, ocorre o fato gerador e surge a obrigação tributária. Fato Gerador Da obrigação principal É a situação definida em lei Como necessária e suficiente à sua ocorência 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2jumJ Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 7002.02. Fato Gerador da Obrigação Acessória Esquema 86 02.03. Momento da Ocorrência do Fato Gerador Salvo se houver disposição de lei em contrário, considera-se ocorrido o fato gerador e existentes os seus efeitos: Esquema 87 Para os efeitos da situação jurídica e salvo disposição de lei em contrário, os atos ou negócios jurídicos reputam-se perfeitos e acabados: Esquema 88 Fato Gerador Da obrigação acessória É qualquer situação que, na forma da legislação aplicável Impõe a prática ou abstenção de ato que não configure obrigação principal SITUAÇÃO DE FATO Desde o momento em que se verifiquem as circunstâncias materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios SITUAÇÃO JURÍDICA Desde o momento em que esteja definitivamente constituída, nos termos de direito aplicável Sendo SUSPENSIVA a condição Desde o momento do seu implemento Sendo RESOLUTÓRIA a condição Desde o momento da prática do ato ou da celebração do negócio Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 71 No que diz respeito ao aspecto temporal do fato gerador (momento de sua ocorrência), a doutrina faz a seguinte classificação: Esquema 89 02.04. Princípio do Pecunia non Olet Vimos que com base no princípio do pecunia non olet (o dinheiro não tem cheiro), se a situação prevista em lei como hipótese de incidência ocorrer no mundo real, haverá tributação, ainda que o resultado auferido seja proveniente de atividades ilícitas. Tal princípio encontra amparo no art. 118 do CTN: Esquema 90 Instantâneo Ocorre em um momento único. Exemplos: IPI, ICMS, ITCMD Periódico (complexo/complexivo) Ocorre em um período de tempo determinado. É constituído da soma de vários fatos isolados. Exemplo: IR Continuado (contínuo) Retrata uma situação jurídica que permanece no tempo. Para permitir a tributação, realiza-se um "corte temporal". Exemplos: IPVA, ITR Pecunia non Olet A definição legal do Fato Gerador é interpretada abstraindo-se: Da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis ou terceiros Da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos Dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 72 Isso não quer dizer que o ato ilícito estará descrito na lei como hipótese de incidência tributária. Ao contrário, o que o art. 118 do CTN preconiza é que o produto da atividade ilícita deve ser tributado, uma vez que seja concretizada, no mundo dos fatos, a hipótese de incidência prevista na lei. Jurisprudência Relacionada STJ, REsp 984.607/PR: (...). Se o ato ou negócio ilícito for acidental à norma de tributação (= estiver na periferia da regra de incidência), surgirá a obrigação tributária com todas as consequências que lhe são inerentes. Por outro lado, não se admite que a ilicitude recaia sobre elemento essencial da norma de tributação. (...) 02.05. Elisão, Evasão e Elusão Fiscal Esquema 91 Esquema 92 ELISÃO FISCAL Planejamento tributário lícito Mnemônico: ELISÃO = LÍCITO Prática através da qual o sujeito passivo busca tornar a tributação menos onerosa, obtendo legítima economia tributária Em regra, os atos são praticados antes da ocorrência do fato gerador EVASÃO FISCAL Fraude fiscal ou planejamento tributário ilícito O sujeito passivo realiza práticas ilícitas para fugir da tributação Em regra, os atos são praticados após a ocorrência do fato gerador Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 73 Esquema 93 Nesse contexto, a LC 104/2001 acrescentou o parágrafo único ao art. 116 do CTN, chamada por muitos autores como “norma antielisão”: “CTN, Art. 116, Parágrafo único: A autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimentos a serem estabelecidos em lei ordinária.” Jurisprudência Relacionada STF, ADI 2446/DF: Não viola o texto constitucional a previsão contida no parágrafo único do art. 116 do CTN. (...)A plena eficácia da norma depende de lei ordinária para estabelecer procedimentos a serem seguidos. (...) A desconsideração autorizada pelo dispositivo está limitada aos atos ou negócios jurídicos praticados com a intenção de dissimulação ou ocultação desse fato gerador (...). A denominação “norma antielisão” é de ser tida como inapropriada, cuidando o dispositivo de questão de norma de combate à evasão fiscal. (...) 03. Sujeito Ativo e Sujeito Passivo Referência Legal: CTN, artigos 119 a 123 03.01. Sujeito Ativo da Obrigação Tributária Esquema 94 ELUSÃO FISCAL Também chamada de elisão ineficaz, abuso de forma ou elisão abusiva O sujeito passivo simula um negócio jurídico aparentemente lícito para disfarçar a ocorrência do fato gerador e se beneficir de um pagamento menor de tributo Os atos podem ser praticados antes ou após a ocorrência do fato gerador Sujeito Ativo da Obrigação É a pessoa jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu cumprimento 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2kKEe Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 74 Esquema 95 03.02. Sujeito Passivo da Obrigação Tributária Esquema 96 Esquema 97 Esquema 98 A pessoa jurídica de direito público, que se constituir pelo desmembramento territorial de outra Subroga-se nos direitos desta, cuja legislação tributária aplicará até que entre em vigor a sua própria Efeitos: Mudança do sujeito ativo das obrigações já constituídas Recepção da legislação tributária até que a do novo ente entre em vigor Sujeito Passivo da Obrigação Principal É a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. Pode ser contribuinte ou responsável. Contribuinte Quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador Responsável Quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei Sujeito Passivo da Obrigação Acessória É a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto Salvo disposição de lei em contrário Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 75 Sobre as convenções particulares: Salvo disposição de lei em contrário, as convenções particulares relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributo não podem ser opostas à Fazenda Pública para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 614: O locatário não possui legitimidade ativa para discutir a relação jurídico-tributária de IPTU e de taxas referentes ao imóvel alugado nem para repetir indébito desses tributos 04. Solidariedade Referência Legal: CTN, artigos 124 e 125. A solidariedade ocorre quando há mais de um credor ou mais de um devedor em uma mesma obrigação. Em matéria tributária existe apenas a possibilidade de solidariedade passiva, ou seja, a possibilidade de a obrigação ter mais de um sujeito passivo. ⚠ A solidariedade tributária não comporta benefício de ordem. Esquema 99 Esquema 100 São solidariamente obrigadas As pessoas que tenham interesse em comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal As pessoas expressamente designadas por lei E fe it o s d a so lid ad ri ed ad e O pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais A isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados. Salvo se outorgada pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos demais pelo saldo A interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos obrigados, favorece ou prejudica aos demais 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2kKGy Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui76 05. Capacidade Tributária Referência Legal: CTN, artigo 126. No direito tributário a capacidade passiva diz respeito à aptidão para se tornar sujeito passivo da obrigação tributária. Esquema 101 06. Domicílio Tributário Referência Legal: CTN, artigo 127. Esquema 102 A capacidade tributária passiva independe Da capacidade civil Das pessoas naturais De achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação ou limitação Do exercício de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou da administração direta de seus bens ou negócios De estar a pessoa jurídica regularmente constituída Bastando que configure uma unidade econômica profissional Domicílio Tributário É o local que o sujeito passivo escolhe para fins de cadastro e comunicação com a Fazenda Pública Em regra, a eleição do domicílio pelo sujeito passivo pode ser feita a qualquer tempo, escolhendo livremente o local de sua preferência 🔗"# Caderno de Questões 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2kKHu https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2kh1v Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 77 Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, considera-se como domicílio tributário: ⚠ Quando não couber a aplicação das regras anteriores, o domicílio tributário será o lugar da situação dos bens ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à obrigação Esquema 103 É importante destacar que o direito de escolha do domicílio pelo contribuinte ou responsável não é absoluto, conforme esquema abaixo. Esquema 104 Pessoas naturais Sua residência habitual, ou Sendo esta incerta ou desconhecida, o centro habitual de sua atividade Pessoas jurídicas de direito privado ou firmas individuais O lugar de sua sede, ou Em relação aos atos ou fatos que deram origem à obrigação, o local de cada estabelecimento Pessoas jurídicas de direito público Qualquer de suas repartições no território da entidade tributante A autoridade administrativa pode recusar o domicílio eleito pelo sujeito passivo Quando impossibilite ou dificulte A arrecadação ou fiscalização do tributo Nesse caso, serão aplicadas as mesmas regras anteriores para quando o sujeito passivo não elege o domicílio Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 78 Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 435: Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de funcionar no seu domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando o redirecionamento da execução fiscal para o sócio-gerente. 07. Responsabilidade Tributária Referência Legal: CTN, artigos 128 a 138. Vimos que o sujeito passivo da obrigação tributária pode ser o contribuinte (quando tenha relação pessoal e direta com o fato gerador) ou o responsável (quando sua obrigação decorre de disposição legal). Nesse contexto, o art. 128 do CTN dispõe: “Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo- a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação.” 07.01. Responsabilidade por Substituição Esquema 105 R es p o n sa b ili d ad e p o r S u b st it u iç ão Substituição Tributária Regressiva Também chamada de "para trás", antecedente ou diferimento O tributo relativo a determinado fato gerador é recolhido em momento posterior à sua ocorrência Também é chamada de responsabilidade originária. O responsável fica obrigado no momento da ocorrência do fato gerador ou antes dele Substituição Tributária Progressiva Também chamada de "para frente" ou consequente Ocorre a antecipação do recolhimento do tributo para momento anterior à ocorrência do Fato Gerador 🔗"#Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2kh2J Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 79 A substituição tributária progressiva encontra amparo na Constituição Federal: “CF88, Art. 150, § 7º: A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido.” ▸ Contribuinte Substituído: Aquele que teria a obrigação de pagar o tributo. ▸Contribuinte Substituto: Aquele que é designado pela lei como responsável pelo recolhimento do tributo que seria originariamente devido pelo contribuinte. Jurisprudência Relacionada STF, RE 593.849/MG: É devida a restituição da diferença do ICMS pago a mais no regime de substituição tributária para frente se a base de cálculo efetiva da operação for inferior à presumida. 07.02. Responsabilidade por Transferência Ao contrário da responsabilidade por substituição, na responsabilidade por transferência o responsável tributário se torna devedor somente após a ocorrência do fato gerador. Também é conhecida como responsabilidade derivada ou de segundo grau. 07.02.01. Responsabilidade Solidária Esquema 106 07.02. 02. Responsabilidade dos Sucessores Uma vez que tenha ocorrido o fato gerador, surge a obrigação tributária cujo sujeito passivo é um contribuinte definido em lei. Na responsabilidade dos sucessores, em um momento posterior à ocorrência do fato gerador, ocorre um evento que transfere a sujeição passiva a um terceiro, que é o responsável designado pela lei. São solidariamente obrigadas As pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal As pessoas expressamente designadas por lei Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 80 Sobre a responsabilidade dos sucessores, chamo sua atenção ao art. 129 do CTN, o qual prescreve que tal responsabilidade se aplica por igual: ➥ Aos créditos tributários definitivamente constituídos ou em curso de constituição à data dos atos nela referidos; ➥ Aos constituídos posteriormente aos mesmos atos, desde que relativos a obrigações tributárias surgidas até a referida data. Logo, infere-se a partir do dispositivo supracitado que a responsabilidade do sucessor independe da formalização do lançamento do crédito tributário, bastando que o fato gerador que ensejou a obrigação tributária tenha ocorrido até a data da sucessão. Na Transmissão de Bens Imóveis ⚠ Sub-rogação pessoal: O adquirente responde por todos os tributos relativos ao imóvel, mesmo que ultrapasse o valor do bem. Esquema 107 Destaca-se que apesar do termo “sub-rogação pessoal” previsto no CTN, o STJ possui o entendimento de que tal atribuição de responsabilidade não tem o objetivo de excluir a Sucessão na Transmissão de Bens Imóveis Os créditos tributários relativos a impostos Cujo fato gerador seja a propriedade, o domínio útil ou a posse de bens imóveis E também os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens, ou a contribuições de melhoria Subrogam-se na pessoa dos respectivos adquirentes Exceções: ✘ Quando conste no título a prova de sua quitação; ✘ No caso de arrematação em hasta pública, a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço; ✘ Serviços advocatícios. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 81 responsabilidade do alienante. Ao contrário, poderá o credor cobrar a dívida tributária de ambos (adquirente e alienante). Jurisprudência Relacionada STJ, RE 599.176/PR: A imunidade tributária recíproca não exonera o sucessor das obrigações tributárias relativas aos fatos jurídicos tributários ocorridos antes da sucessão. STJ, REsp 979.970/SP: A jurisprudência desta Corte Superior é no sentido de que tanto o promitente comprador do imóvel quanto seu proprietário/promitentevendedor são contribuintes responsáveis pelo pagamento do IPTU. Na Transmissão de Bens Móveis Esquema 108 Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 585: A responsabilidade solidária do ex-proprietário, prevista no art. 134 do Código de Trânsito Brasileiro - CTB, não abrange o IPVA incidente sobre o veículo automotor, no que se refere ao período posterior à sua alienação. STJ, Tema 1118: Somente mediante lei estadual/distrital específica poderá ser atribuída ao alienante responsabilidade solidária pelo pagamento do IPVA do veículo alienado, na hipótese de ausência de comunicação da venda do bem ao órgão de trânsito competente. Sucessão na Transmissão de Bens Móveis São pessoalmente responsáveis O adquirente ou remitente Pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 82 Na Causa Mortis Esquema 109 Jurisprudência Relacionada STJ, REsp 295.222/SP: O espólio, quando chamado como sucessor tributário, é responsável pelo tributo declarado pelo "de cujus" e não pago no vencimento, incluindo-se o valor da multa moratória. STJ, REsp 212.554/RN: A dívida deve ser cobrada da viúva meeira, como responsável legal e não como sucessora, na proporção de sua meação. Os herdeiros restantes deverão responder pelo valor correspondente ao quinhão recebido. ★ O cônjuge meeiro, ainda que não se qualifique como herdeiro, é pessoalmente responsável pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha, observado o limite da meação. São pessoalmente responsáveis: O sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro Pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação A responsabilidade é limitada ao montante do quinhão do legado ou da meação O Espólio Pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão (morte) Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 83 Na Sucessão Empresarial ⚠ Segundo o STJ, embora a cisão não conste expressamente no rol do CTN, trata-se de modalidade de mutação empresarial sujeita aos efeitos da responsabilidade tributária (REsp 852.972/PR). ⚠ A responsabilidade aplica-se também aos casos de extinção de pessoas jurídicas de direito privado, quando a exploração da respectiva atividade seja continuada, sob a mesma ou outra razão social, ou sob firma individual, por: ▸Qualquer sócio remanescente; ▸Seu espólio. Esquema 110 Esquema 111 Responsabilidade resultante de Operações Societárias A pessoa jurídica de direito privado que resultar de Fusão, Transformação e Incorporação de outra ou em outra É responsável pelos tributos devidos até a data do ato pelas PJs de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas Responsabilidade do Adquirente de Fundo de Comércio ou Estabelecimento A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional E continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual Responde pelos relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até a data do ato Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 84 O adquirente responderá: Esquema 112 Chamo sua atenção ao fato de que a responsabilidade do adquirente só ocorrerá se ele continuar a exploração da respectiva atividade. O alienante, por sua vez, continuará respondendo ainda que inicie atividade diferente daquela explorada anteriormente, observado o prazo de seis meses. Não haverá responsabilidade do adquirente, na hipótese de alienação judicial ✘ Em processo de falência ✘ De filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial Esquema 113 Mesmo na hipótese de alienação judicial, haverá responsabilidade quando o adquirente for: ✔ Sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial; ✔ Sociedade controlada pelo devedor falido ou em recuperação judicial; ✔ Parente, em linha reta ou colateral até o 4º grau, consanguíneo ou afim, do devedor falido ou em recuperação judicial, ou qualquer de seus sócios; ✔ Identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial com o objetivo de fraudar a sucessão tributária. ★ Em processo de falência o produto da alienação judicial de empresa, filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de 1 (um) ano, contado da data de alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário. Integralmente Se o alienante cessar a respectiva exploração Subsidiariamente com o alienante Se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de 6 meses, a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 85 Jurisprudência Relacionada STJ, REsp 1.140.655/PR: A responsabilidade do art. 133 do CTN ocorre pela aquisição do fundo de comércio ou estabelecimento, ou seja, pressupõe a aquisição da propriedade com todos os poderes inerentes ao domínio, o que não se caracteriza pela celebração de contrato de locação, ainda que mantida a mesma atividade exercida pelo locador. STJ, Súmula 554: Na hipótese de sucessão empresarial, a responsabilidade da sucessora abrange não apenas os tributos devidos pela sucedida, mas também as multas moratórias ou punitivas referentes a fatos geradores ocorridos até a data da sucessão. 07.02. 03. Responsabilidade de Terceiros A responsabilidade de terceiros ocorre quanto a determinadas pessoas que possuem o dever de representar os contribuintes ou de administrar seus bens. Com Atuação Regular Esquema 114 R es p o n sa b ili d ad e d e T er ce ir o s Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este, nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis: Os pais Pelos tributos devidos por seus filhos menores Os tutores e curadores Pelos tributos devidos por seus tutelados e curatelados Os administradores de bens de terceiros Pelos tributos devidos por estes O inventariante Pelos tributos devidos pelo espólio O síndico e o comissário Pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário Os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício Pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício Os sócios No caso de liquidação de sociedade de pessoas Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 86 Conforme o parágrafo único do art. 134 do CTN, a responsabilidade de terceiros, no caso de atuação regular, só se aplica, em matéria de penalidades, às de caráter moratório (por atraso no pagamento da obrigação). Jurisprudência Relacionada STJ, REsp. 446.955/SC: Flagrante ausência de tecnicidade legislativa se verifica no artigo 134, do CTN, em que se indica hipótese de responsabilidade solidária "nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte", uma vez cediço que o instituto da solidariedade não se coaduna com o benefício de ordem ou de excussão. Em verdade, o aludido preceito normativo cuida de responsabilidade subsidiária. Com Atuação Irregular Esquema 115 Com relação à responsabilização dos sócios com atuação irregular, é válido destacar que o que pode acarretar a responsabilização pessoal pelos débitos tributários são as atividades de gestão, de modo que o sócio quotista que não exerceu administração da empresa não pode ser responsabilizado, mas tão somente os sócios com poder de gerência. Ademais, por ser matéria reservada à lei complementar, não pode uma lei ordinária criar hipótese de responsabilidade solidária vinculada a simplescondição de sócio. Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 430: O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não gera, por si só, a responsabilidade solidária do sócio gerente. STJ, Tema 981: O redirecionamento da execução fiscal, quando fundado na dissolução irregular da pessoa jurídica executada ou na presunção de sua ocorrência, pode ser autorizado contra o sócio ou o terceiro não sócio, com poderes de administração na data em que configurada ou presumida a dissolução irregular, ainda que não tenha exercido poderes de gerência quando ocorrido o fato gerador do tributo não adimplido, conforme art. 135, III, do CTN. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos As mesmas pessoas do esquema anterior Os mandatários, prepostos e empregados Os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 87 STJ, Tema 962: O redirecionamento da execução fiscal, quando fundado na dissolução irregular da pessoa jurídica executada ou na presunção de sua ocorrência, não pode ser autorizado contra o sócio ou o terceiro não sócio que, embora exercesse poderes de gerência ao tempo do fato gerador, sem incorrer em prática de atos com excesso de poderes ou infração à lei, ao contrato social ou aos estatutos, dela regularmente se retirou e não deu causa à sua posterior dissolução irregular, conforme art. 135, III, do CTN. 07.03. Responsabilidade por Infrações Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Esquema 116 Destaca-se que no caso das infrações que decorram de dolo do representante (responsável) contra os representados (contribuintes), a responsabilização pessoal é quanto à aplicação de penalidades. Exemplo: ➥ Um gerente que pratica uma infração contrária à empresa para qual presta serviços. A responsabilização do agente é pessoal quanto às multas correspondentes. O contribuinte, por sua vez, (no exemplo, a empresa) permanecerá devedor do tributo. Jurisprudência Relacionada STJ, REsp 1.455.940/PR: (...) não há, nem no CTN nem na legislação esparsa, regra afirmando que a responsabilização do terceiro que agiu de forma irregular constitui causa de exclusão da responsabilidade tributária da pessoa jurídica. A responsabilide é pessoal do agente Infrações em cuja definição o dolo do agente seja elementar Infrações que decorram direta e exclusivamente de dolo específico do representante contra seu representado Infrações conceituadas por lei como crimes ou contravenções, exceto quando: Praticadas no exercício regular de administração, mandato, função, cargo ou emprego For cumprimento de ordem expressa por quem de direito Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 88 Esquema 117 ➥ No caso de tributos em que há declaração do sujeito passivo, o benefício da denúncia espontânea é aplicável quando o fato gerador não tenha sido declarado ou quando, após a declaração, o sujeito passivo efetue a retificação, corrigindo o valor declarado a menor acompanhado do respectivo pagamento ➥ O benefício da denúncia espontânea é, em regra, incompatível com os tributos sujeitos a lançamento de ofício, uma vez que não há, nesse caso, participação do sujeito passivo no lançamento do crédito tributário. Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 360: O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo. STJ, REsp 322.505/PR: A responsabilidade acessória autônoma, portanto desvinculada do fato gerador do tributo, não está albergada pelas disposições do art. 138 do CTN (denúncia espontânea). A tardia entrega da declaração de Imposto de Renda justifica a aplicação de multa. STJ, REsp 284.189/SP: (...) quando há parcelamento do débito tributário, não deve ser aplicado o benefício da denúncia espontânea da infração, uma vez que o cumprimento da obrigação foi desmembrado e só será quitado quando satisfeito integralmente o crédito. O parcelamento, pois, não é pagamento e a este não substitui, mesmo porque não há presunção de que, pagas algumas parcelas, as demais, igualmente, serão adimplidas (...). STJ, REsp 957.036/SP: A expressão "multa punitiva" é até pleonástica, já que toda multa tem por objetivo punir, seja em razão da mora, seja por outra circunstância, desde que prevista em lei. Daí a jurisprudência deste Superior Tribunal ter-se alinhado no sentido de que a denúncia espontânea exclui a incidência de qualquer espécie de multa, e não só a "punitiva" (...). Denúncia Espontânea Instituto criado pelo CTN para que o contribuinte confesse seus ilícitos, obtendo o benefício do afastamento da reponsabilidade pela multa Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração Para que a responsabilidade seja excluída, a denúncia deve ser acompanhada: Do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou Do depósito da importãncia arbitrada pela autoridade administrativa Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 89 CRÉDITO TRIBUTÁRIO 01. Disposições Gerais Referência Legal: CTN, artigos 139 a 141 Esquema 118 C ré d it o T ri b u tá ri o Crédito da Fazenda Pública e Dívida do Contribuinte Decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta Tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou os seus efeitos, ou as garantias ou privilégios a ele atribuídos, ou que excluem a sua exigibilidade, não afetam a obrigação tributária que lhe deu origem É constituído pelo lançamento O crédito tributário regularmente constituído somente se modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída, nos casos previstos no CTN Fora dos quais não podem ser dispensados, sob pena de responsabilidade funcional, na forma da lei 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2kz5P Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 90 02. Lançamento e Constituição Referência Legal: CTN, artigos 142 a 150. 02.01. Lançamento Esquema 119 La n ça m en to Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário através do lançamento Indelegável Procedimento administrativo Verificar a ocorrência do FG da obrigação correspondente Determinar a matéria tributável Calcular o montante do tributo devido Identificar o sujeito passivo Sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória Sob pena de responsabilidade funcional Natureza jurídica mista Declara a obrigação tributária Constitui o crédito tributário 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2kz5m Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 91 02.02 Legislação Aplicável ao lançamento ⚠ Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário esteja expresso em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador. Esquema 120 Esquema 121 Em relação aos Aspectos Materiais O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador e rege-se pela lei então vigente Ainda que posteriormente modificada ou revogada Não se aplica aos impostos lançados por períodos certos de tempo, desde que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorridoEm relação aos Aspectos Formais Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador Tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização Ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas Ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 92 02.03. Alteração do lançamento De acordo com o CTN, o lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de: ➥ Impugnação do sujeito passivo; ➥ Recurso de ofício; ➥ Impugnação do sujeito passivo; ➥ Iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos seguintes casos (art. 149, CTN): 1. Quando a lei assim o determine; 2. Quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária; 3. Quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração, deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não o preste satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade 4. Quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória; 5. Quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada; 6. Quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária; 7. Quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação; 8. Quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior; 9. Quando se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade especial. ➥ A revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública (prazo decadencial). ➥ A modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. Essa modificação nos critérios jurídicos é chamada erro de direito. Logo, não cabe alteração de lançamento com base em erro de direito. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 93 02.04. Modalidades de Lançamento 02.04.01 Lançamento de Ofício Esquema 122 ➥ Exemplos de tributos que são lançados de ofício: IPVA, IPTU, COSIP, Contribuições de Melhoria. Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 397: O contribuinte de IPTU é notificado do lançamento pelo envio do carnê ao seu endereço. 02.04.02. Lançamento por Declaração Esquema 123 Não possui participação do sujeito passivo. Todo o procedimento administrativo é realizado pela autoridade administrativa. Também é denominado lançamento direto ou ex officio Não há norma geral determinando quais tributos serão lançados de ofício. A lei de cada ente pode definir se o lançamento será ou não de ofício Havendo alguma irregularidade, todo tributo pode ser lançado de ofício Lançamento Por Declaração O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre a matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação Também chamado de lançamento misto. O contribuinte fica obrigado a prestar declaração e a autoridade administrativa realiza o lançamento e notifica o contribuinte para pagamento A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise reduzir ou excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento Os erros contidos na declaração serão retificados de ofício pela autoridade administrativa competente para ua revisão Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 94 Arbitramento: ➥ Art. 148, CTN: Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou o preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial. ➥ Não é modalidade de lançamento. Trata-se de uma técnica utilizada para definição da base de cálculo, para que seja realizado um lançamento de ofício. ➥ Não possui natureza punitiva. 02.04.03. Lançamento por Homologação ⚠ Homologação Tácita: Expirado o prazo de 5 anos sem que a Fazenda Pública tenha se pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Lançamento Por Homologação Ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa Também chamado de autolançamento. Opera-se pelo ato em que a autoridade administrativa, tomando conhecimento da atividade exercida pelo obrigado, expressamente a homologa O pagamento antecipado extingue o crédito sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito Tais atos serão, porém, considerados na apuração do saldo devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade ou sua graduação Prazo para homologação: 5 anos, a contar da ocorrência do fato gerador, se a lei não fixar prazo. (Somente lei complementar) Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 95 Esquema 124 ➥ Uma vez que cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, os entes federativos não podem criar livremente novos tipos de lançamento. Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 436: A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do Fisco. STJ, Súmula 555: Quando não houver declaração do débito, o prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário conta-se exclusivamente na forma do art. 173, I, do CTN, nos casos em que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. ➥ No caso da súmula 555 supracitada, a contagem do prazo de cinco anos terá como início o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, ou seja, não será a partir da ocorrência do fato gerador. 03. Suspensão da Exigibilidade Referência Legal: CTN, artigos 151 a 155-A. 03.01. Disposições Gerais Inicialmente é preciso lembrar que a legislação que disponha sobre suspensão ou exclusão do crédito tributário deve ser interpretada literalmente. Suspender a exigibilidade do crédito tributário significa que a Fazenda Pública fica impedida de praticar atos de cobrança, ou seja, de promover ação de execução fiscal exigindo o cumprimento da obrigação tributária. Jurisprudência Relacionada STJ, REsp 1.129.450/SP: A suspensão da exigibilidade do crédito tributário na via judicial impede o Fisco de praticar qualquer ato contra o contribuinte visando à cobrança de seu crédito, tais como inscrição em dívida, execução e penhora, mas não impossibilita a Fazenda de proceder à regularconstituição do crédito tributário para prevenir a decadência do direito. 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2kz68 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 96 Esquema 125 ★ A suspensão da exigibilidade do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário Moratória Depósito do montante integral Reclamações e Recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo Concessão de medida liminar em mandado de segurança Concessão de medida liminar ou tutela antecipada em outras espécies de ação judicial Parcelamento Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 97 03.02. Moratória A moratória consiste na dilatação do prazo para cumprimento da obrigação tributária. Esquema 126 ⚠ Salvo disposição de lei em contrário, a moratória somente abrange: ➥ Os créditos definitivamente constituídos à data da lei ou do despacho que a conceder; ➥ Os créditos cujo lançamento já tenha sido iniciado, por ato regularmente notificado ao sujeito passivo. ⚠ A moratória não aproveita aos casos de dolo, fraude ou simulação do sujeito passivo ou de terceiro em benefício daquele. Esquema 127 M o ra tó ri a A moratória somente pode ser concedida: Em caráter geral Pela pessoa jurídica competente para instituir o tributo Pela União, quanto a tributos de competência dos Estados, DF ou Municípios, quando simultaneamente concedida quanto aos tributos de competência federal e às obrigações de direito privado Em caráter individual Por despacho da autoridade administrativa, desde que autorizada por lei A lei concessiva da moratória pode circunscrever expressamente a sua aplicabilidade À determinada região do território da pessoa jurídica de direito público que a expedir À determinada classe ou categoria de sujeitos passivos Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 98 Nos termos do art. 153 do CTN, a lei que conceda moratória em caráter geral ou autorize sua concessão em caráter individual especificará, sem prejuízo de outros requisitos: ➥ O prazo de duração do favor. ➥ As condições da concessão do favor em caráter individual; ➥ Sendo o caso: ▸ Os tributos a que se aplica; ▸ O número de prestações e seus vencimentos, dentro do prazo de duração, podendo atribuir a fixação à autoridade administrativa, para cada caso de concessão em caráter individual; ▸ As garantias que devem ser fornecidas pelo beneficiado no caso de concessão em caráter individual. ⚠ A concessão da moratória em caráter individual não gera direito adquirido e será revogado de ofício, sempre que se apure que o beneficiado não satisfazia ou deixou de satisfazer as condições ou não cumprira ou deixou de cumprir os requisitos para a concessão do favor, cobrando-se o crédito acrescido de juros de mora: Esquema 128 Com imposição da penalidade cabível Nos casos de dolo ou simulação do beneficiado, ou de terceiro em benefício daquele Nesse caso, o tempo decorrido entre concessão da moratória e sua revogação não se computa para efeito de prescrição do direito à cobrança do crédito Sem imposição de penalidade Nos demais casos A revogação só pode ocorrer antes de prescrito o referido direito Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 99 03.03. Parcelamento Esquema 129 ➥ Não é possível que uma lei ordinária condicione a suspensão da exigibilidade do crédito tributário à apresentação de garantia do valor objeto de parcelamento, uma vez que é matéria atinente à lei complementar e o CTN não faz tal exigência. ➥ Lei específica disporá sobre as condições de parcelamento dos créditos tributários do devedor em recuperação judicial. ➥ Caso não seja editada a lei específica citada anteriormente, serão aplicadas as leis gerais de parcelamento do ente da Federação ao devedor em recuperação judicial. Nesse caso, o prazo de parcelamento não poderá ser inferior ao concedido pela lei federal específica. ★ ATENÇÃO: Caso seja editada lei específica do ente federado para o devedor em recuperação judicial, não há impedimento para que tal lei estabeleça prazos inferiores aos concedidos pela lei federal específica relativa ao tema. Jurisprudência Relacionada STJ, REsp 1.156.016/SE: (...)o parcelamento postulado depois de transcorrido o prazo prescricional não restabelece a exigibilidade do crédito tributário. Isso por que (a) não é possível interromper a prescrição de crédito tributário já prescrito; e (b) a prescrição tributária não está sujeita à renúncia, uma vez que ela não é causa de extinção apenas do direito de ação, mas, sim, do próprio direito ao crédito tributário. STJ, Súmula 653: O pedido de parcelamento fiscal, ainda que indeferido, interrompe o prazo prescricional, pois caracteriza confissão extrajudicial do débito. STJ, Tema Repetitivo 980: O parcelamento de ofício da dívida tributária não configura causa interruptiva da contagem da prescrição, uma vez que o contribuinte não anuiu. STF, RE 640.905/SP: Não viola o princípio da isonomia e o livre acesso à jurisdição a restrição de ingresso no parcelamento de dívida relativa à COFINS (...) dos contribuintes que questionaram o tributo em juízo com depósito judicial dos débitos tributários. STJ, REsp 1.507.438/RS: (...) a confissão de dívida para efeito de parcelamento, não exclui da apreciação, pelo Poder Judiciário, da controvérsia, no que se refere aos seus aspectos jurídicos. Parcelamento Será concedido na forma e condições estabelecidas em lei específica Salvo disposição de lei em contrário, não exclui a incidência de juros e multa Aplica-se, subsidiariamente, as mesmas disposições do CTN relativas à moratória Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 100 03.04. Depósito do Montante Integral O depósito do montante integral consiste numa faculdade que o contribuinte possui para suspender a exigibilidade do crédito tributário, quando decide impugnar o valor apurado pela autoridade administrativa. É um direito subjetivo do contribuinte, cujo exercício não pode ser impedido pela Fazenda Pública. Para que tenha o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário, deve ser no valor que o Fisco entende devido. É importante que você saiba qual o destino do valor depositado, ao fim do litígio: Esquema 130 Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 112: O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito tributário se for integral e em dinheiro. STF, Súmula Vinculante nº 28: É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário. STF, Súmula Vinculante nº 21: É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. STJ, Tema Repetitivo 378: A fiança bancária não é equiparável ao depósito integral do débito exequendo para fins de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, ante a taxatividade do art. 151 do CTN e o teor do Enunciado Sumular n. 112 desta Corte. Decisão favorável à Fazenda Pública O depósito é convertido em renda e o crédito tributário é extinto. Decisão favorável ao Sujeito Passivo Este poderá realizar o levantamento (resgate) do valor depositado. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 101 04. Extinção Referência Legal: CTN, artigos 156 a 174 04.01. Disposições Gerais A lei disporá quanto aos efeitos da extinção total ou parcial do crédito sobre a ulterior verificação da irregularidade da sua constituição. Esquema 131 04.02. Pagamento ⚠ A imposição de penalidade não ilide o pagamento integral do crédito tributário. Esquema 132 • Pagamento. • Compensação. • Transação. • Remissão. • Prescrição e Decadência. • Conversão de depósito em renda. • Pagamento126 03. Certidão Negativa ...................................................................................................................................................... 128 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 3 ATUALIZAÇÕES Controle de atualizações ➥ Não possui. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 4 ORIENTAÇÕES INICIAIS 01. EMENTA A matéria DIREITO TRIBUTÁRIO é tratada, principalmente, na CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 (Sistema Tributário Nacional) e no CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. Porém, existem outros normativos que serviram para elaboração do material e que são indicados na referência legal. Outro ponto que cabe destacar é que as disposições específicas referentes aos impostos municipais, estaduais e federais constam no RESUMO DE LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA REGULAR. 02. OBJETIVO DESTE MATERIAL Cabe lembrar que este material tem como essência ser um resumo. Sua proposta é apresentar o conteúdo de forma objetiva e direta, eliminando qualquer informação desnecessária para o estudo. A elaboração deste material foi fundamentada em premissas estratégicas: o conteúdo é orientado pelo histórico de cobrança do assunto, priorizando os temas frequentemente exigidos nas provas, ao mesmo tempo em que exclui normativos procedimentais, cujo foco recai sobre detalhamentos operacionais raramente cobrados. Desta forma, buscamos proporcionar uma revisão eficaz e objetiva, permitindo um estudo focado nos pontos relevantes para a sua prova. 03. REPORTAR ERROS Caso encontre algum erro no material ou desatualização, pedimos, por gentileza, que clique no botão abaixo e reporte-o para nós. 🔗"# Reportar Erro http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScP7wB7hvj0FPoT2BXe446SWiJhV6F3-11ZsR7ILP9JPb_afw/viewform Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 5 SIGLAS ADC Ação Declaratória de Constitucionalidade ALÍQ Alíquota BC Base de Cálculo CD Câmara dos Deputados CF88 Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 COSIP Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública CONFAZ Conselho Nacional de Política Fazendária DF Distrito Federal DIFAL Diferencial de Alíquota DOU Diário Oficial da União EC Emenda Constitucional FG Fato Gerador ICMS Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre prestações de Serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. IE Imposto de Exportação II Imposto de Importação IGF Imposto Sobre Grandes Fortunas IOF Imposto sobre Operações de Câmbio IPI Imposto sobre Produtos Industrializados ISSQN Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza LC Lei Complementar LTE Legislação Tributária Estadual MA Maioria Absoluta MÁX Máxima MÍN Mínima MP Matéria-prima MVA Margem de Valor Agregado N Norte NE Nordeste PEG Produtor, Extrator, Gerador PET Petróleo PF Pessoa Física PJ Pessoa Jurídica PR Presidente da República RE Recurso Extraordinário REsp Recurso Especial RSF Resolução do Senado Federal SDC Salvo Determinação em Contrário da legislação SF Senado Federal SPC Salvo Prova em Contrário ST Substituição Tributária STF Supremo Tribunal Federal STJ Superior Tribunal de Justiça SV Súmula Vinculante UF Unidades Federadas VM Valor da Mercadoria Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 6 QUESTÕES Para acessar os cadernos de questões é necessário ter uma assinatura ativa na Plataforma TEC CONCURSOS. Alunos Esquematiza Aí possuem 20% de desconto para assinar a plataforma: Plano avançado ou padrão. Solicite o cupom através do e-mail: contato@esquematizaai.com Abaixo temos cadernos de questões do TEC CONCURSOS organizados de forma macro (capítulos) e de forma micro (assuntos), de acordo com a divisão feita no resumo. CAPÍTULO Nº de Questões 000CADERNO 00 Introdução ao Direito Tributário 58 000CADERNO 01 Espécies de Tributos 206 000CADERNO 02 Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar 239 000CADERNO 03 Competência Tributária 101 000CADERNO 04 Legislação Tributária 133 000CADERNO 05 Obrigação Tributária 281 000CADERNO 06 Crédito Tributário 380 000CADERNO 07 Administração Tributária 100 https://www.tecconcursos.com.br/ mailto:contato@esquematizaai.com https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y1yi https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y1zn https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y20P https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y20t https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y21M https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y226 https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y22b https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y232 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 7 ANÁLISE DE COBRANÇA A matéria DIREITO TRIBUTÁRIO possui um histórico de 1498 questões cadastradas no site Tec Concursos, aplicadas nos anos 2018 a 2023, sem restrição de área, pelas bancas CEBRASPE, FCC, FGV e Vunesp. A tabela abaixo é útil para entendermos quais assuntos o examinador prioriza dentro nessa matéria: Assunto Nº de Questões % Crédito Tributário (arts. 139 a 193 do CTN) 380 25,37% Obrigação Tributária (arts. 113 a 138 do CTN) 281 18,76% Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar (arts. 150 a 152 da CF) 239 15,95% Espécies de Tributos 206 13,75% Legislação Tributária (arts. 96 a 112 do CTN e art. 146 e 146-A da CF/1988) 133 8,88% Competência Tributária (CF/1988 e CTN) 101 6,74% Administração Tributária (arts. 194 a 208 do CTN) 100 6,68% Introdução ao Direito Tributário 58 3,87% Sugestão: Utilize essa tabela para realizar as revisões de reta final ou priorizar assuntos, caso seja necessário. Segue o link do caderno que foi utilizado nessa análise: CADERNO DIREITO TRIBUTÁRIO ANÁLISE https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y27V https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y27V Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 8 INTRODUÇÃO AO DIREITO TRIBUTÁRIO 01. Regra Matriz de Incidência Tributária Referência: Doutrina. A regra matriz de incidência tributária é o conjunto de elementos que determina se determinado fato ou situação está sujeito à incidência de um tributo, composto por hipótese de incidência (aspectos material, espacial e temporal), base de cálculo (aspecto quantitativo), alíquota (aspecto quantitativo) e sujeito passivo (aspecto pessoal). Resumidamente temos os seguintes aspectos: Esquema 1 R eg ra M at ri z d e In ci d ên ci a T ri b u tá ri a Material Como? Espacial Onde? Temporal Quando? Pessoal Quem? Quantitativo Quanto? Antecedente Normativo -HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA- Consequente Normativo -OBRIGAÇÃO DECORRENTE- 🔗"# Questão do Assunto https://www.tecconcursos.com.br/questoes/862711 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 9 02. Conceito de Tributo Referência Legal: Código Tributário Nacional, artigo 3. Esquema 2 Jurisprudência Relacionada STF, RE 228.800/DF: A compensação financeira pela exploração de recursos minerais (CFEM) não é tributo, por ausência do caráter compulsório. STJ, Súmula 353: As disposições do CTN não se aplicam às contribuições para o FGTS. C o n ce it o d e T ri b u to Tributo é toda prestação: Pecuniária compulsória ▸Elemento Essencial Em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir Vedado In natura ou In labore Existe a possibilidade de dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei Não constitua sanção de ato ilícito Multa não é tributo, pois ela tem caráter sancionatório Pecunia non olet: Tributa-se o fato gerador (lícito), abstraindo-se a validade jurídica dos atos, ainda que ilícitos Exemplo: traficante de drogas deve ser tributado pelo imposto de renda, embora a origem da renda seja ilícita Instituída em lei Cobrada mediante atividadeantecipado e a homologação do lançamento. • Consignação em pagamento. • Decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória. • Decisao judicial transitada em julgado. • Dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei. EXTINGUEM O CRÉDITO TRIBUTÁRIO O pagamento de um crédito não importa em presunção de pagamento Quando parcial, das prestações em que se decomponha Quando total, de outros créditos referentes ao mesmo ou a outros tributos 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2kz6U Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 102 ⚠ Quando a legislação tributária não dispuser a respeito, o pagamento é efetuado na repartição competente do domicílio do sujeito passivo. Esquema 133 ➥ A legislação tributária pode determinar as garantias exigidas para o pagamento por cheque ou vale postal, desde que não o torne impossível ou mais oneroso que o pagamento em moeda corrente. ➥ O crédito pago por cheque somente se considera extinto com o resgate deste pelo sacado. ➥ O crédito pagável em estampilha considera-se extinto com a inutilização regular daquela. ➥ A perda ou destruição da estampilha, ou o erro no pagamento por esta modalidade, não dão direito a restituição, salvo nos casos expressamente previstos na legislação tributária, ou naquelas em que o erro seja imputável à autoridade administrativa. ➥ O pagamento em papel selado ou por processo mecânico equipara-se ao pagamento em estampilha. 04.02.01 Prazo para Pagamento A legislação tributária pode conceder desconto pela antecipação do pagamento, nas condições que estabeleça. Não precisa ser por lei. Esquema 134 ➥ O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. O pagamento é efetuado Em moeda corrente, cheque ou vale postal Nos casos previstos em lei, em estampilha, papel selado ou processo mecãnico Quando a legislação tributária não fixar o tempo de pagamento O vencimento do crédito ocorre 30 dias após a data em que o sujeito passivo for notificado do lançamento Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 103 ➥ Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de 1% ao mês. ➥ Não haverá acréscimo de juros de mora na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. Jurisprudência Relacionada STF, Tema 1062: Os estados-membros e o Distrito Federal podem legislar sobre índices de correção monetária e taxas de juros de mora incidentes sobre seus créditos fiscais, limitando-se, porém, aos percentuais estabelecidos pela União para os mesmos fins. 04.02.01 Imputação em Pagamento Existindo simultaneamente 2 ou mais débitos vencidos do mesmo sujeito passivo para com a mesma pessoa jurídica de direito público, relativos ao mesmo ou a diferentes tributos ou provenientes de penalidade pecuniária ou juros de mora, a autoridade administrativa determinará a imputação. ➥ Como se dará essa imputação? Na seguinte ordem indicada: Esquema 135 04.02.02 Consignação em Pagamento A importância de crédito tributário pode ser consignada judicialmente pelo sujeito passivo, quando ocorrer: ✔ Recusa de recebimento, ou subordinação deste ao pagamento de outro tributo ou de penalidade, ou ao cumprimento de obrigação acessória; ✔ Subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem fundamento legal; ✔ Exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador (Bitributação); 01 Débitos por obrigação própria Débitos decorrentes de responsabilidade tributária 02 Contribuição de melhoria Taxas Impostos 03 Na ordem crescente dos prazos de prescrição 04 Na ordem descrescente dos montantes Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 104 ★ IMPORTANTE: A consignação só pode versar sobre crédito que o consignante se propõe a pagar. ⚠ O crédito tributário não é extinto com simples ação de consignação em pagamento. Para que a extinção seja efetivada é necessário que a ação seja julgada procedente. Esquema 136 Julgada procedente a consignação O pagamento se reputa efetuado e a importância consignada é convertida em renda Julgada improcedente a consignação, no todo ou em parte Cobra-se o crédito acrescido de juros de mora, sem prejuízo das penalidade cabíveis Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 105 04.02.03 Pagamento Indevido e Restituição Esquema 137 O direito do sujeito passivo de pleitear a restituição do que foi pago indevidamente também é chamado de repetição do indébito tributário. ➥ A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro (tributos indiretos) somente será feita a quem prove: 1. Ter assumido o referido encargo; ou 2. No caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-lo. Jurisprudência Relacionada STJ, REsp 903.394/AL: O "contribuinte de fato" (in casu, distribuidora de bebida) não detém legitimidade ativa ad causam para pleitear a restituição do indébito relativo ao IPI incidente sobre os descontos incondicionais, recolhido pelo "contribuinte de direito" (fabricante de bebida), por não integrar a relação jurídica tributária pertinente. STJ, REsp 1.349.196/RJ: Tratando-se de serviço público prestado mediante concessão do Poder Público (...) o usuário tem legitimidade para pleitear a restituição de indébito de ICMS. O sujeito passivo tem direito independente de prévio protesto À restituição total ou parcial do tributo Seja qual for a modalidade do pagamento Situações que geram o direito à restituição Quando houver a cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido Quando houver erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento Quando houver reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 106 Esquema 138 A restituição vence juros não capitalizáveis, a partir do trânsito em julgado da decisão definitiva que a determinar. Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 188: Os juros moratórios, na repetição do indébito, são devidos a partir do trânsito em julgado da sentença. STJ, Súmula 523: A taxa de juros de mora incidente na repetição de indébito de tributos estaduais deve corresponder à utilizada para cobrança do tributo pago em atraso, sendo legítima a incidência da taxa Selic, em ambas as hipóteses, quando prevista na legislação local, vedada sua cumulação com quaisquer outros índices. STF, RE 1.063.187/SC: É inconstitucional a incidência do IRPJ e da CSLL sobre os valores atinentes à taxa Selic recebidos em razão de repetição de indébito tributário. STF, Tema 228: É devida a restituição da diferença das contribuições para o PIS e Cofins recolhidas a mais, no regime de substituição tributária, se a base de cálculo efetiva das operações for inferior a presumida. Esse prazo, conta-se: 1. Da extinção do crédito tributário; 2. Da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou transitar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. Esquema 139 Esquema 140 Restituição total ou parcial do tributo Dá lugar à restituição, na mesma proporção, dos juros de mora e das penalidades pecuniárias Salvo as referentes a infrações de caráter formal não prejudicadas pela causa da restituição Direito de pleiteara restituição Extingue-se no prazo de 5 anos Ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição Prescreve em 2 anos Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 107 ➥ O prazo de prescrição é interrompido pelo início da ação judicial, recomeçando o seu curso, por metade, a partir da intimação validamente feita ao representante judicial da Fazenda Pública interessada. Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 625: O pedido administrativo de compensação ou de restituição não interrompe o prazo prescricional para a ação de repetição de indébito tributário de que trata o art. 168 do CTN nem o da execução de título judicial contra a Fazenda Pública. 04.02.04 Dação em Pagamento O CTN prevê que a dação em pagamento em bens imóveis extingue o crédito tributário. Sobre o assunto, muito se discute sobre a possibilidade de os entes federados instituírem outras causas de extinção do crédito tributário, além das já previstas no CTN, ou seja, se a lista de causas extintivas do crédito tributário previstas no CTN é exaustiva ou meramente exemplificativa, especialmente quando o assunto é a possibilidade de dação em pagamento de bens móveis. Até pouco tempo, a jurisprudência era firme no sentido de que não era possível aos entes federados aceitarem bens móveis como forma de extinção do crédito tributário, por ofensa ao princípio da licitação. Não obstante a isso, o STF na ADI 2405 passou a entender que, embora não prevista no CTN, lei estadual pode instituir o pagamento de dívidas tributárias através da dação em bens móveis. Inclusive a FGV já cobrou tal entendimento no ano 2022 🔗"# código tec #2230220 Jurisprudência Relacionada STF, ADI 2405/RS: Não há reserva de Lei Complementar Federal para tratar de novas hipóteses de suspensão e extinção de créditos tributários. Possibilidade de o Estado- Membro estabelecer regras específicas de quitação de seus próprios créditos tributários (...) a Constituição Federal não reservou à lei complementar o tratamento das modalidades de extinção e suspensão dos créditos tributários, à exceção da prescrição e decadência (...) A partir dessa ideia, e considerando também que as modalidades de extinção de crédito tributário, estabelecidas pelo CTN (art. 156), não formam um rol exaustivo, tem-se a possibilidade de previsão em lei estadual de extinção do crédito por dação em pagamento de bens móveis. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2230220 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 108 04.03. Compensação Esquema 141 ➥ Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, a lei determinará a apuração do seu montante, não podendo, porém, cominar redução maior que a correspondente ao juro de 1% ao mês pelo tempo a decorrer entre a data da compensação e a do vencimento. ➥É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 460: É incabível o mandado de segurança para convalidar a compensação tributária realizada pelo contribuinte. STJ, Súmula 213: O mandado de segurança constitui ação adequada para a declaração do direito à compensação tributária. STJ, REsp 1.164.452/MG: A lei que regula a compensação tributária é a vigente à data do encontro de contas entre os recíprocos débito e crédito da Fazenda e do contribuinte. STF, RE 917.285/SC: A jurisprudência da Corte já assentou que a compensação de ofício não viola a liberdade do credor e que o suporte fático da compensação prescinde de anuência ou acordo, perfazendo-se ex lege, diante das seguintes circunstâncias objetivas: (i) reciprocidade de dívidas, (ii) liquidez das prestações, (iii) exigibilidade dos débitos e (iv) fungibilidade dos objetos. 04.04. Transação Esquema 142 A lei pode autorizar a compensação de créditos tributários Vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a fazenda Pública A lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e passivo, celebrar transação ▸A lei indicará também a autoridade competente para autorizar a transação Que mediante concessões mútuas, importe em determinação do litígio e consequente extinção do crédito tributário ▸Somente pode ser realizada após a instauração do litígio Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 109 04.05. Remissão Esquema 143 IMPORTANTE: ANISTIA ➥ É importante salientar que a remissão não se confunde com a anistia (que é hipótese de exclusão do crédito tributário, conforme veremos adiante). ➥ Enquanto a anistia exclui as multas tributárias (impede o seu lançamento), a remissão é forma de extinguir o crédito tributário (multa ou tributo), ou seja, aplica-se aos casos em que o crédito tributário já foi constituído (lançado). ➥ Apesar do citado acima ser a corrente majoritária, há doutrinadores que entendem que a anistia é aplicável às multas, sejam elas lançadas ou não, e há algumas questões que cobram esse entendimento. R em is sã o A lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo: A situação econômica do sujeito passivo Ao erro ou ignorância excusáveis do sujeito passivo, quanto a matéria de fato A diminuta importância do crédito tributário A considerações de equidade, em relação com as características pessoais ou materiais do caso A condições peculiares a determinada região do território da entidade tributante 1. 2. 3. 5. 4. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 110 04.06. Decadência Esquema 144 ➥ Antecipação da contagem do prazo decadencial: Sendo iniciada a constituição do crédito tributário entre a data do fato gerador e o primeiro dia do exercício seguinte, a contagem do prazo decadencial será antecipada e terá como marco inicial a data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Esquema 145 ENTENDA: Tanto a decadência quanto a prescrição extinguem o crédito tributário. Assim, se o contribuinte realizar o pagamento após a consumação do prazo decadencial ou prescricional, não haverá restabelecimento da exigibilidade do crédito tributário decaído ou prescrito, portanto, possui direito à restituição do valor pago indevidamente. Jurisprudência Relacionada STJ, Tema Repetitivo 604: A decadência, consoante a letra do art. 156, V, do CTN, é forma de extinção do crédito tributário. Sendo assim, uma vez extinto o direito, não pode ser reavivado por qualquer sistemática de lançamento ou autolançamento, seja ela via documento de confissão de dívida, declaração de débitos, parcelamento ou de outra espécie qualquer (DCTF, GIA, DCOMP, GFIP, etc.). STJ, REsp 1.651.670/DF: (...) O contribuinte, ao realizar o depósito judicial com vistas à suspensão do crédito tributário, promove a constituição deste nos moldes do que dispõe o art. 150 e parágrafos do CTN, não havendo que se falar em decadência do direito do Fisco de lançar o débito. O que é decadência? Prazo que a autoridade administrativa tem para constituir o crédito tributário O prazo decadencial é de 5 anos, contados: Do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado Da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 111 No caso dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o sujeito passivo efetua o pagamento antecipado sem prévio exame da autoridade administrativa e esta possui o prazo de 5 anos para homologar, expressa ou tacitamente, o lançamento. Já vimos também que a súmula 436 do STJ prescreve que nesses casos “A entrega de declaração pelo contribuintereconhecendo débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco”. Logo, surge a dúvida quanto ao marco inicial do prazo decadencial para que a Fazenda Pública possui para apurar e constituir o lançamento de eventuais diferenças. Vamos esquematizar: Esquema 146 D ec ad ên ci a n o s la n ça m en to s p o r h o m o lo g aç ão Prazo de 5 anos, conta-se: Declara e paga A partir da ocorrência do fato gerador Declara, mas não paga A entrega da declaração constitui o crédito tributário. Não há mais que se falar em decadência, mas sim em prescrição Prazo prescricional se inicia na data da entrega da declaração ou na data de vencimento do tributo, o que ocorrer por último Não declara e não paga A partir do primeiro dia do exercício seguinte (Regra geral do art. 173,I do CTN) Ocorrência de dolo, fraude ou simulação A partir do primeiro dia do exercício seguinte (Regra geral do art. 173,I do CTN) Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 112 04.07. Prescrição Esquema 147 Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 409: Em execução fiscal, a prescrição ocorrida antes da propositura da ação pode ser decretada de ofício. STJ, REsp 1.320.828: A notificação do contribuinte para o recolhimento do IPVA perfectibiliza a constituição definitiva do crédito tributário, iniciando-se o prazo prescricional para a execução fiscal no dia seguinte à data estipulada para o vencimento da exação. STJ, Súmula 314: Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da prescrição quinquenal intercorrente. 05. Exclusão Referência Legal: CTN, artigos 175 a 182 05.01. Disposições Gerais Inicialmente é preciso saber que a exclusão do crédito tributário tem, na verdade, a função de impedir a sua constituição, ou seja, o crédito tributário não é sequer constituído. Prescrição O que é? Prazo para promover a ação de cobrança do crédito tributário (Ação de execução fiscal) Prescreve em 5 anos, contados da constituição definitiva do crédito tributário Prescrição se interrompe: Pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal Pelo protesto judicial Por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor Por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2kz6y Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 113 Esquema 148 Destaca-se que as hipóteses de exclusão do crédito tributário só podem ser concedidas através de lei específica (ordinária), não podem, portanto, serem instituídas por ato infralegal. Não há, entretanto, vedação para que a mesma lei que conceda isenção ou anistia disponha sobre matérias relativas ao tributo que está sendo excluído. Ademais, uma vez que podem ser instituídas por lei ordinária, caso sejam concedidas por lei complementar, não há impedimento para que a revogação ocorra por lei ordinária. A exclusão também não dispensa o cumprimento de obrigações acessórias decorrentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído ou dela consequente. Excluem o crédito tributário Isenção A obrigação excluída é referente a tributos Benefício ou incentivo fiscal que consiste na dispensa legal do pagamento do tributo Anistia A obrigação excluída é referente a multas Perdão de infrações Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 114 05.02. Isenção Esquema 149 É importante destacar ainda, sobre a isenção: ➥ Quando concedida em caráter individual, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, através de requerimento feito pelo interessado no qual comprove o preenchimento das condições e cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para sua concessão. Nesse caso, não gera direito adquirido. Caso seja constatado que o sujeito passivo não atende aos requisitos ou condições, o crédito tributário será cobrado, acrescido de juros de mora. ➥ Quando referir-se a tributo lançado por período certo de tempo, o despacho supracitado será renovado antes da expiração de cada período. Os efeitos da isenção serão cessados automaticamente a partir do primeiro dia para o qual o interessado não promover a continuidade do reconhecimento da isenção. Jurisprudência Relacionada STF, Súmula 544: Isenções tributárias concedidas, sob condição onerosa, não podem ser livremente suprimidas. STF, ADI 6025: A concessão de isenção tributária configura ato discricionário do ente federativo competente para a instituição do tributo e deve estrito respeito ao princípio da C ar ac te rí st ic as d a Is en çã o Ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique: As condições e requisitos para sua concessão Os tributos a que se aplica O prazo de sua duração Pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares Salvo se concedida por prazo certo e em função de determinadas condições, pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo Salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva: ✘ Às taxas e contribuições de melhoria, pois são tributos com caráter contraprestacional a uma atividade realizada pelo estado. ✘ Aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 115 reserva legal (...) Impossibilidade de atuação do Poder Judiciário como legislador positivo, ampliando a incidência da concessão de benefício tributário, de modo a incluir contribuintes não expressamente abrangidos pela legislação pertinente. STF, RE 159.026/SP: A concessão de isenção é ato discricionário, por meio do qual o Poder Executivo, fundado em juízo de conveniência e oportunidade, implementa suas políticas fiscais e econômicas, e, portanto, a análise de seu mérito escapa ao controle do Poder Judiciário. 05.03. Anistia Esquema 150 Anistia Abrange exclusivamente as infrações cometidas anterioremente à lei que a concede A anistia não se aplica Aos atos qualificados em leis como crimes ou contravenções E aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele Salvo disposição em contrário, às infrações resultantes de conluio entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 116 Esquema 151 Assim como no caso da isenção, a anistia: ➥ Quando concedida em caráter individual, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, através de requerimento feito pelo interessado no qual comprove o preenchimento das condições e cumprimento dos requisitos previstos em lei para sua concessão. Nesse caso, também não gera direito adquirido. Caso seja constatado que o sujeito passivo não atende aos requisitos ou condições, o crédito tributário será cobrado, acrescido de juros de mora. 06. Garantias e Privilégios Referência Legal: CTN, artigos 183 a 193. 06.01. Disposições Gerais Inicialmente cabe destacar que as garantias do crédito tributário previstas no CTN não excluem outras que sejam expressamente previstas em lei, em função da natureza ou das características do tributo a que se refiram. ➥ A natureza das garantias atribuídas ao crédito tributário não altera a natureza deste nem a da obrigação tributária a que corresponda. A anistia pode ser concedida Em caráter geral Limitadamente Às infrações da legislação relativas a determinado tributo Às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante, conjugadas ou não com penalidades de outras natureza A determinada região do território da entidade tributante Sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei ou cuja fixaçãoseja atribuída pela lei à autoridade administrativa 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2kz7R Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 117 ⚠ Excetuados unicamente os bens e rendas que a lei declare absolutamente impenhoráveis. Esquema 152 Esquema 153 Jurisprudência Relacionada STJ, AREsp 519.070/SC: (...)a simples alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu começo, pelo sujeito passivo por quantia inscrita em dívida ativa, sem a reserva de meios para quitação do débito, gera presunção absoluta (jure et de jure) de fraude à execução (lei especial que se sobrepõe ao regime do direito processual civil)". É irrelevante a existência de boa-fé ou de má-fé do terceiro adquirente, ou mesmo a prova da existência do Universalidade da cobrança do crédito Sem prejuízo dos privilégios sobre determinados bens, que sejam previstos em lei, responde pelo pagamento do crédito tributário A totalidade dos bens e rendas , de qualquer origem ou natureza, do sujeito passivo, seu espólio ou sua massa falida Inclusive os gravados por ônus real ou cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade, seja qual for a data da constituição do ônus ou cláusula Presunção de Fraude à Execução Fiscal Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu começo Por sujeito passivo em débito com a Fazenda Pública Por crédito tributário regularmente inscrito como dívida ativa Exceto na hipótese de terem sido reservados, pelo devedor, bens ou rendas suficientes ao pagamento total da dívida inscrita. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 118 conluio, para caracterizar fraude à Execução Fiscal, já que se está diante da presunção absoluta, jure et de jure. (...) Chamo sua atenção ao art. 185-A do CTN, que trata da hipótese de o devedor tributário, devidamente citado, não apresentar bens à penhora no prazo legal e não forem encontrados bens penhoráveis. Nesses casos: ➥ O juiz determinará a indisponibilidade de seus bens e direitos, comunicando a decisão, preferencialmente por meio eletrônico, aos órgãos e entidades que promovem registros de transferência de bens, especialmente ao registro público de imóveis e às autoridades supervisoras do mercado bancário e do mercado de capitais, a fim de que, no âmbito de suas atribuições, façam cumprir a ordem judicial. ➥ A indisponibilidade supracitada será limitada ao valor exigível, devendo o juiz determinar o imediato levantamento da indisponibilidade dos bens ou valores que excederem esse limite. Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 560: A decretação da indisponibilidade de bens e direitos, na forma do art. 185-A do CTN, pressupõe o exaurimento das diligências na busca por bens penhoráveis, o qual fica caracterizado quando infrutíferos o pedido de constrição sobre ativos financeiros e a expedição de ofícios aos registros públicos do domicílio do executado, ao Denatran ou Detran. STJ, REsp 1.057.365/RS: O contribuinte pode, após o vencimento da sua obrigação e antes da execução, garantir o juízo de forma antecipada, para o fim de obter certidão positiva com efeito de negativa. Esquema 154 Salvo quando expressamente autorizado por lei Nenhum departamento da administração pública da União, Estados, DF e Municípios, ou sua autarquia Celebrará contrato ou aceitará proposta em concorrência pública Sem que o contratante ou proponente faça prova da quitação de todos os tributos devidos à Fazenda Pública interessada Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 119 06.02. Preferências do Crédito Tributário Esquema 155 Isso significa que a execução fiscal não precisa se habilitar no juízo universal. No entanto, não há impedimento para que a Fazenda Pública habilite seu crédito junto aos demais credores, caso queira. Jurisprudência Relacionada STJ, REsp. 1.103.405/MG: Escolhendo um rito, ocorre a renúncia da utilização do outro, não se admitindo uma dúplice garantia. IMPORTANTE: Chamo sua atenção ao parágrafo único do art. 187 do CTN. O STF declarou que tal dispositivo não foi recepcionado pela CF88, de modo que, atualmente, não há mais concurso de preferência entre as pessoas jurídicas de direito público. “CTN, Art.187, Parágrafo único. O concurso de preferência somente se verifica entre pessoas jurídicas de direito público, na seguinte ordem: I - União; II - Estados, Distrito Federal e Territórios, conjuntamente e pró rata; III - Municípios, conjuntamente e pró rata.” Jurisprudência Relacionada STF, ADPF 357: A autonomia dos entes federados e a isonomia que deve prevalecer entre eles, respeitadas as competências estabelecidas pela Constituição, é fundamento da Federação. O federalismo de cooperação e de equilíbrio posto na Constituição da República de 1988 não legitima distinções entre os entes federados por norma infraconstitucional. 3. A definição de hierarquia na cobrança judicial dos créditos da dívida pública da União aos Estados e Distrito Federal e esses aos Municípios, descumpre o princípio federativo e contraria o inc. III do art. 19 da Constituição da República de 1988. Arguição de descumprimento de preceito fundamental julgada procedente para declarar não recepcionadas pela Constituição da República de 1988 as normas previstas no O crédito tributário prefere a qualquer outro, seja qual for a sua natureza ou o tempo de sua constituição. Ressalvados os créditos decorrentes da legislação do trabalho ou de acidente do trabalho. A cobrança judicial do crédito tributário não é sujeita a concurso de credores ou habilitação em falência, recuperação judicial, concordata, inventário ou arrolamento. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 120 parágrafo único do art. 187 da Lei n. 5.172/1966 (Código Tributário Nacional) e no parágrafo único do art. 29 da Lei n. 6.830/1980 (Lei de Execuções Fiscais). 06.02.01 Falência Embora a literalidade do CTN afirme que o crédito tributário prefere a qualquer outro, nos processos de falência a ordem de preferência de cobrança dos créditos segue regras específicas. “CTN, Art.186, Parágrafo único. Na falência: I – O crédito tributário não prefere aos créditos extraconcursais ou às importâncias passíveis de restituição, nos termos da lei falimentar, nem aos créditos com garantia real, no limite do valor do bem gravado II – A lei poderá estabelecer limites e condições para a preferência dos créditos decorrentes da legislação do trabalho; III – a multa tributária prefere apenas aos créditos subordinados.” Para facilitar a compreensão, a tabela a seguir mostra a ordem de preferência dos créditos tributários na falência: 01. Créditos Extraconcursais ➥ São extraconcursais os créditos tributários decorrentes de fatos geradores ocorridos no curso do processo de falência 02. Créditos derivados da legislação do trabalho e de acidente de trabalho ➥ No caso dos créditos da legislação do trabalho, limitados a 150 salários-mínimos por credor. ★ Não há essa limitação para os créditos decorrentes de acidentes de trabalho 03. Créditos gravados com direito real ➥ Até o limite do bem gravado 04. Créditos tributários ➥ Não inclui o valor das multas 05. Créditos quirografários - 06. Multas ➥ Inclusive multas tributárias 07. Créditos Subordinados - Esquema 156 ➥ Contestado o crédito tributário, o juiz remeterá as partes ao processo competente, mandando reservar bens suficientes à extinção total do crédito e seus acrescidos, se a massa não puder efetuar a garantia da instância por outra forma, ouvido, quanto à natureza e valor dos bens reservados, o representante da Fazenda Pública interessada. ➥ A extinção das obrigações do falido requer prova de quitação de todos os tributos; ➥ A concessão de recuperação judicial depende da apresentação da prova de quitação de todos os tributos. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 121 06.02.02Inventário, Arrolamento e Liquidação Judicial ⚠ Nenhuma sentença de julgamento de partilha ou adjudicação será proferida sem prova da quitação de todos os tributos relativos aos bens do espólio, ou às suas rendas. Esquema 157 Os créditos tributários, vencidos ou vincendos, são pagos preferencialmente A quaisquer créditos habilitados em inventário ou arrolamento, ou a outros encargos do monte A quaisquer outros, a cargo das pessoas jurídicas de direito privado em liquidação judicial ou voluntária, exigíveis no decurso da liquidação Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 122 ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA 01. Fiscalização Referência Legal: CTN, artigos 194 a 200. 01.01. Disposições Gerais Inicialmente cabe destacar que em função da relevância e essencialidade da administração tributária na sustenção do estado, a CF88 determinou que tais atividades terão recursos prioritários. “Art. 37, XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio.” ⚠ Aplica-se às pessoas naturais ou jurídicas, contribuintes ou não, inclusive às que gozem de imunidade ou isenção de caráter pessoal. Esquema 158 ➥ Para efeitos da legislação tributária, não têm aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papeis e efeitos comerciais ou fiscais, dos comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes de exibi-los. ➥ Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos neles efetuados serão conservados até que ocorra a prescrição (decadência) dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram. A legislação tributária regulará ▸Observado o disposto no CTN Em caráter geral ou em função da natureza do tributo de que se tratar A competência e os poderes das autoridades administrativas em matéria de fiscalização 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2lpXl Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 123 Esquema 159 Destaca-se que nem mesmo o sigilo bancário é absoluto. Ademais, no que diz respeito à possibilidade de a autoridade fiscal requisitar informações às instituições financeiras, é válido conhecer o art.6º da LC 105/2001: “Art. 6º As autoridades e os agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios somente poderão examinar documentos, livros e registros de instituições financeiras, inclusive os referentes a contas de depósitos e aplicações financeiras, quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente.” O STF, ao julgar a constitucionalidade do dispositivo supracitado, decidiu que “a norma não resulta em quebra de sigilo bancário, mas sim em transferência de sigilo da órbita bancária para a fiscal, ambas protegidas contra o acesso de terceiros. A transferência de informações é feita dos bancos ao Fisco, que tem o dever de preservar o sigilo dos dados, portanto não há ofensa à Constituição Federal”. As autoridades administrativas federais poderão requisitar o auxílio da força pública federal, estadual ou municipal, e reciprocamente, quando: Mediante intimação escrita são obrigados a prestar à autoridade administrativa todas as informações de que disponham com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros Tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício Bancos, casas bancárias, Caixas Econômicas e demais instituições financeiras Empresas de administração de bens Corretores, leiloeiros e despachantes oficiais Inventariantes Síndicos, comissários e liquidatários Quaisquer outras entidades ou pessoas que a lei designe, em razão de seu cargo, ofício, função, ministério, atividade ou profissão Não abrange a prestação de informações quanto a fatos sobre os quais o informante esteja legalmente obrigado a observar segredo em razão de cargo, ofício, função, ministério, atividade ou profissão Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 124 ➥ Forem vítimas de embaraço ou desacato no exercício de suas funções; ➥ For necessário à efetivação de medida prevista na legislação tributária, ainda que não se configure fato definido em lei como crime ou contravenção. 01.02. Termo de Início de Fiscalização Esquema 160 01.03. Dever de Sigilo Esquema 161 T er m o d e In íc io d e F is ca liz aç ão A autoridade administrativa que proceder ou presidir a quaisquer diligências de fiscalização, lavrará os termos necessários para que se documente o início do procedimento Fixa a o prazo máximo para conclusão Afasta o direito à denúncia espontânea Antecipa a contagem contagem do prazo decadencial, se ocorrer antes do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento pode ser efetuado Será lavrado, sempre que possível, em um dos livros fiscais exibidos Se for lavrado em separado, deverá ser entregue, à pessoa sujeita à fiscalização, cópia autenticada pela autoridade administrativa Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus servidores De informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira, o estado de negócios ou atividades, do sujeito passivo ou de terceiros Exceções: ✘ Requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça. ✘ Solicitações de autoridade administrativa no interesse da Administração Pública, desde que seja comprovada a instauração regular de processo administrativo, no órgão ou na entidade respectiva, com o objetivo de investigar o sujeito passivo a que se refere a informação, por prática de infração administrativa. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 125 ➥ O intercâmbio de informação sigilosa, no âmbito da Administração Pública, será realizado mediante processo regularmente instaurado, e a entrega será feita pessoalmente à autoridade solicitante, mediante recibo, que formalize a transferência e assegure a preservação do sigilo. Não é vedada a divulgação de informações relativas a: ✓ Representações fiscais para fins penais; ✓ Inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública; ✓ Parcelamento ou moratória; ✓ Incentivo, renúncia, benefício ou imunidade de natureza tributária cujo beneficiário seja pessoa jurídica; ➥ A Fazenda Pública da União e as dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios prestar-se-ão mutuamente assistência para a fiscalização dos tributos respectivos e permuta de informações, na forma estabelecida, em caráter geral ou específico, por lei ou convênio. ➥ A Fazenda Pública da União, na forma estabelecida em tratados, acordos ou convênios, poderá permutar informações com Estados estrangeiros no interesse da arrecadação e da fiscalização de tributos. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 126 02. Dívida Ativa Referência Legal: CTN, artigos 201 a 204 Esquema 162 ➥ Destaca-se que não há previsão legal que obrigue a Fazenda Pública a notificar previamente o contribuinte para inscrição em dívida ativa, uma vez que para a inscrição já é necessário estar esgotado o prazo para pagamento, pela lei ou por decisão final proferia em processo regular. ➥ É importante relembrar também que créditos com exigibilidade suspensa não podem ser objeto de inscrição em dívida ativa. D ív id a A ti va O que é? Constitui dívida ativa tributária a proveniente de crédito dessa natureza, regularmente inscrita na repartiçãoadministrativa competente, depois de esgotado o prazo fixado para pagamento. Inscrever o crédito tributário em dívida ativa significa incluir o nome do sujeito passivo no cadastro de devedores inadimplentes A dívida regularmente inscrita goza de presunção relativa de certeza e liquidez A presunção pode ser, por prova inequívoca, a cargo do sujeito passivo ou do terceiro a que aproveite Tem o efeito de prova pré- constituída A fluência dos juros de mora não exclui a liquidez do crédito 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2lpYV Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 127 ➥ A omissão de quaisquer dos requisitos ou o erro a eles relativo são causas de nulidade da inscrição e do processo de cobrança dela decorrente. ➥ A nulidade pode ser sanada até a decisão de primeira instância, mediante substituição da certidão nula, devolvido ao sujeito passivo, acusado ou interessado o prazo para defesa, que somente poderá versar sobre a parte modificada. Esquema 163 Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 392: A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida ativa (CDA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, vedada a modificação do sujeito passivo da execução. STJ, REsp 1.895.557/SP: A Fazenda Pública possui interesse e pode efetivar o protesto da CDA (...) não havendo necessidade de lei específica do ente tributante que preveja a adoção dessa medida, visto que a citada lei federal (nacional) já é dotada de plena eficácia (...) STJ, REsp 1.386.229/PE: A declaração de inconstitucionalidade (...) não afasta automaticamente a presunção de certeza e de liquidez da CDA, motivo pelo qual é vedado extinguir de ofício, por esse motivo, a Execução Fiscal. O termo de inscrição da dívida ativa indicará obrigatoriamente Nome do devedor e, sendo o caso, dos co- responsáveis, bem como, sempre que possível, o domicílio ou residência destes A quantia devida e a maneira de calcular os juros de mora Origem e natureza do crédito, mencionada especificamente a disposição da lei em que seja fundado Data da inscrição Sendo o caso, o número do processo administrativo Indicação do livro e da folha de inscrição Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 128 03. Certidão Negativa Referência Legal: CTN, artigos 205 a 208. Esquema 164 Esquema 165 Certidão Negativa Documento que comprova a quitação dos tributos devidos. É expedida à vista de requerimento do interessado, que contenha todas as informações necessárias à identificação de sua pessoa, domicílio fiscal e ramo do negócio ou atividade e indique o período a que se refere o pedido Será sempre fornecida nos termos em que tenha sido requerida, no prazo de 10 dias da data da entrada do requerimento na repartição A certidão negativa expedida com dolo ou fraude, que contenha erro contra a Fazenda Pública, responsabiliza pessoalmente o funcionário que a expedir, pelo crédito tributário e juros de mora, sem prejuízo da responsabilidade funcional e criminal Será dispensada, independentemente de disposição legal, quando se tratar de prática de ato indispensável para evitar a caducidade de direito Todos os participantes no ato respondem pelo tributo porventura devido, juros de mora e penalidades cabíves, exceto as relativas a infrações cuja responsabilidade seja pessoal do infrator Certidão positiva com efeitos de negativa Tem os mesmos efeitos da certidão negativa, a certidão na qual conste Créditos não vencidos Créditos em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora Créditos cuja exigibilidade esteja suspensa 🔗"# Caderno de Questões 1. 3. 2. https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2lqz5 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 129 Jurisprudência Relacionada STF, Tema 743: É possível ao Município obter certidão positiva de débitos com efeito de negativa quando a Câmara Municipal do mesmo ente possui débitos com a Fazenda Nacional, tendo em conta o princípio da intranscendência subjetiva das sanções financeiras. STJ, REsp 218.694/CE: Não se pode negar expedição de Certidão Negativa de Débito ante a presença de débito referente ao não pagamento de exação declarada inconstitucional pelo Colendo Supremo Tribunal Federal. STJ, REsp 601.313/RS: Proposta ação anulatória pela Fazenda municipal, "está o crédito tributário com a sua exigibilidade suspensa, porquanto as garantias que cercam o crédito devido pelo ente público são de ordem tal que prescindem de atos assecuratórios da eficácia do provimento futuro", sobressaindo o direito de ser obtida certidão positiva com efeitos de negativa. STJ, Súmula 446: Declarado e não pago o débito tributário pelo contribuinte, é legítima a recusa de expedição de certidão negativa ou positiva com efeito de negativa. STJ, Tema Repetitivo 273: A Fazenda Pública, quer em ação anulatória, quer em execução embargada, faz jus à expedição da certidão positiva de débito com efeitos negativos, independentemente de penhora, posto inexpropriáveis os seus bens. 04. Repartição Constitucional de Receitas Tributárias Referência Legal: Constituição Federal, artigos 157 a 162. 04.01. Disposições Gerais ➥ Tem como objetivo assegurar a autonomia dos entes federados, evitar a concentração da arrecadação e reduzir as desigualdades regionais. ➥ É sempre de um “ente maior” para um “ente menor”. ➥ É válido salientar que, conforme já vimos, a repartição das receitas não influencia na competência tributária. ➥ Não estão sujeitos à repartição das receitas tributárias: ▸ Taxas; ▸ Contribuições de Melhoria; ▸ Empréstimos Compulsórios; ▸ COSIP; ▸ Contribuições Especiais, exceto Cide-Combustíveis; ▸ II, IE, IGF, IEG, ITCMD; ▸ Todos os impostos municipais (ISS, ITBI, IPTU); ▸ Todos os impostos do DF (uma vez que este ente não é dividido em municípios). 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2lrBV Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 130 ➥ É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega ou ao emprego dos recursos. Entretanto, tal vedação não impede que a repartição seja condicionada: ▸ Ao pagamento de seus créditos, inclusive de suas autarquias; ▸ Ao cumprimento da aplicação de recursos mínimos em ações e serviços públicos de saúde ➥ Os contratos, os acordos, os ajustes, os convênios, os parcelamentos ou as renegociações de débitos de qualquer espécie, inclusive tributários, firmados pela União com os entes federativos conterão cláusulas para autorizar a dedução dos valores devidos dos montantes a serem repassados relacionados às respectivas cotas nos Fundos de Participação ou aos precatórios federais. ➥ A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios divulgarão, até o último dia do mês subsequente ao da arrecadação: ▸ Os montantes de cada um dos tributos arrecadados; ▸ Os recursos recebidos; ▸ Os valores de origem tributária entregues e a entregar e a expressão numérica dos critérios de rateio ➥ Os dados citados no tópico anterior serão divulgados: ▸Pela União, discriminados por Estado e por Município; ▸Pelos Estados, discriminados por Município. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 131 04.02. Transferências da União para Estados e DF Esquema 166 04.03. Transferências da União para Municípios Esquema 167 Pertencem aos Estados e DF 100% da arrecadação do IRRF sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e fundações que instituírem ou mantiverem 20% dos Impostos Residuais, se forem instituídos pela União 30% do IOF-Ouro para o Estado de origem do ouro(quando for definido como ativo financeiro ou instrumento cambial) 29% da Cide-Combustível 10% do produto da arrecadação do IPI, proporcionalmente ao valor das respectivas exportações de produtos industrializados 25% do valor recebido pelo Estado deve ser repassadoaos Municípios Pertencem aos Municípios 100% da arrecadação do IRRF, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e fundações que instituírem ou mantiverem 70% do IOF-Ouro para o Município de origem do ouro (quando for definido como ativo financeiro ou instrumento cambial) Em relação ao ITR, 50% quando for cobrado e fiscalizado pela União ou 100% quando for cobrado e fiscalizado pelo Município ▪Tem como objetivo ressarcir os Estados pela perda decorrente da desoneração do ICMS S/ Exportações instituída pela EC 42/2003. ▪ Nenhum estado receberá mais de 20%. Eventual excedente será distribuído entre os demais participantes. ▪ 25% do valor recebido pelo Estado deve ser repassado aos Municípios. . ▪ Nenhum Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 132 04.03. Transferências dos Estados para Municípios Esquema 168 No tocante à repartição do ICMS, destaca-se que os critérios de repartição são estabelecidos pela própria Constituição Federal. Adicionalmente, cabe à lei complementar definir valor adicionado para fins do disposto na CF88. O assunto foi regulado através da LC 63/1990, que dispõe: “Art. 3. “§ 1o O valor adicionado corresponderá, para cada Município: I – Ao valor das mercadorias saídas, acrescido do valor das prestações de serviços, no seu território, deduzido o valor das mercadorias entradas, em cada ano civil; II – Nas hipóteses de tributação simplificada a que se refere o parágrafo único do art. 146 da Constituição Federal, e, em outras situações, em que se dispensem os controles de entrada, considerar-se-á como valor adicionado o percentual de 32% (trinta e dois por cento) da receita bruta. § 2º Para efeito de cálculo do valor adicionado serão computadas: I - As operações e prestações que constituam fato gerador do imposto, mesmo quando o pagamento for antecipado ou diferido, ou quando o crédito tributário for diferido, reduzido ou excluído em virtude de isenção ou outros benefícios, incentivos ou favores fiscais; II - As operações imunes do imposto. Pertencem aos Municípios 50% do IPVA, referente aos veículos licenciados em seus territórios 25% da arrecadação do ICMS 25% do montante entregue pela União a título de repartição do IPI 25% dos 10% recebidos pelo Estado (2,5%) 25% do montante da Cide- Combustíveis entregue pela União 25% dos 29% recebidos pelo Estado (7,25%) ▪ No mínimo 65% proporcionalmente ao valor adicionado nas operações e prestações realizadas em seus territórios; ▪ Até 35% de acordo com o que dispuser lei estadual, observada, obrigatoriamente, a distribuição de, no mínimo, 10 pontos percentuais com base em indicadores de melhoria nos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade, considerando o nível socioeconômico dos educandos. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 133 § 3º O Estado apurará a relação percentual entre o valor adicionado em cada Município e o valor total do Estado, devendo este índice ser aplicado para a entrega das parcelas dos Municípios a partir do primeiro dia do ano imediatamente seguinte ao da apuração. § 4º O índice referido no parágrafo anterior corresponderá à média dos índices apurados nos dois anos civis imediatamente anteriores ao da apuração. ” 04.04. Fundo de Participação dos Estados e DF, dos Municípios e Fundos Regionais Esquema 169 A União entregará 50% do IPI e do IR Exceto o IR retido na fonte pelos Estados e Municípios 21,5% ao Fundo de Participação dos Estados e DF 22,5% ao Fundo de Participação dos Municípios 1% para o Fundo de Participação dos Municípios, que será entregue no primeiro decêndio do mês de dezembro de cada ano 1% para o Fundo de Participação dos Municípios, que será entregue no primeiro decêndio do mês de julho de cada ano 1% para o Fundo de Participação dos Municípios, que será entregue no primeiro decêndio do mês de setembro de cada ano 3% para aplicação em programas de financiamento ao setor produtivo das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, ficando assegurada ao semi árido do Nordeste a metade dos recursos destinados à Região, na forma que a lei estabelecer 25,5% Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 134 ★ Cabe ao Tribunal de Contas da União realizar o cálculo das quotas dos fundos de participação. Sobre o Fundo de Participação dos Municípios, o art. 91 do CTN traz algumas disposições específicas que já foram objeto de questões de prova: A parcela atribuída aos municípios das capitais dos estados será distribuída proporcionalmente a um coeficiente individual de participação, resultante do produto dos seguintes fatores: ➥ Fator Representativo da População ➥ Fator Representativo do inverso da renda per capita do respectivo estado. Esquema 170 Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 447: Os Estados e o Distrito Federal são partes legítimas na ação de restituição de imposto de renda retido na fonte proposta por seus servidores. STJ, Tema 193: Os Estados da Federação são partes legítimas para figurar no polo passivo das ações propostas por servidores públicos estaduais, que visam o reconhecimento do direito à isenção ou à repetição do indébito relativo ao imposto de renda retido na fonte. STF, Tema 1130: Pertence ao Município, aos Estados e ao Distrito Federal a titularidade das receitas arrecadadas a título de imposto de renda retido na fonte incidente sobre valores pagos por eles, suas autarquias e fundações a pessoas físicas ou jurídicas contratadas para a prestação de bens ou serviços, conforme disposto nos arts. 158, I, e 157, I, da Constituição Federal. STF, Tema 42: A retenção da parcela do ICMS constitucionalmente devida aos municípios, a pretexto de concessão de incentivos fiscais, configura indevida interferência do Estado no sistema constitucional de repartição de receitas tributárias. STF, Tema 653: É constitucional a concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados por parte da União em relação ao Fundo de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às Municipalidades. STF, Tema 1172: Os programas de diferimento ou postergação de pagamento de ICMS - a exemplo do FOMENTAR e do PRODUZIR, do Estado de Goiás - não violam o sistema constitucional de repartição de receitas tributárias previsto no art. 158, IV, da Constituição Federal, desde que seja preservado o repasse da parcela pertencente aos Municípios quando do efetivo ingresso do tributo nos cofres públicos estaduais. Do Fundo de Participação dos Municípios, serão atribuídos 10% aos Municípios das Capitais dos Estados 90% aos demais Municípios do País Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 135 STF, ACO 571 AGR: O art. 157, I, da CF, que dispõe acerca da destinação aos Estados do produto de arrecadação do IRPF, não contempla os pagamentos originados das estatais, integrantes da administração pública indireta, não cabendo interpretação ampliativa. 05. Disposições Finais e Transitórias do CTN Referência Legal: CTN, artigo 210. ⚠ Os prazos só se iniciam ou vencem em dia de expediente normal na repartição em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Esquema 171 Os prazos previstos no CTN ou na legislação tributária Serão contínuos Excluindo-se na sua contagem o dia de início e incluindo-se o de vencimento 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2lpZ0administrativa plenamente vinculada Não existe a opção de cobrar ou não cobrar. Logo, não há discricionariedade. 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2actv Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 10 03. Classificação Doutrinária dos Tributos Referência: Doutrina e Jurisprudência. Existem diversas classificações doutrinárias acerca dos tributos, logo vamos focar nas que aparecem em provas. 02.01. Classificação quanto à finalidade Esquema 3 02.02. Classificação quanto à necessidade de contraprestação pelo Estado Esquema 4 02.03. Classificação quanto ao destino da arrecadação No Sistema Tributário Nacional, há tributos de espécies distintas com idêntico fato gerador. Nesse caso, utiliza-se como elemento de classificação a destinação do produto da arrecadação. Em outras palavras, a preocupação dessa classificação é com a liberdade que o Estado possui para definir a aplicação do produto da arrecadação. FISCAL •🔑 Palavra-chave: Arrecadar • A principal função é arrecadar recursos para os cofres públicos. • Exemplos: ICMS e ISSQN. EXTRAFISCAL •🔑 Palavra-chave: Intervir • O objetivo é intervir em uma situação social ou econômica. • Exemplos: Impostos de Importação e de Exportação. PARAFISCAL •🔑 Palavra-chave: Diverso • A lei tributária nomeia ente diverso do sujeito ativo que a expediu e atribui a ele os recursos arrecadados para implementar os seus objetivos. • Exemplos: Contribuições sociais. VINCULADOS •🔑 Palavra-chave: Fato do Estado • São vinculados os tributos que necessitam de uma contraprestação do Estado para serem cobrados. • Exemplo: Taxas. NÃO VINCULADOS •🔑 Palavra-chave: Fato do Contribuinte • São não vinculados os tributos que não necessitam que o Estado desempenhe qualquer atividade para justificar a cobrança. Trata-se de um fato do contribuinte. • Exemplo: Imposto. 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2ah44 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 11 Esquema 5 Quero chamar a sua atenção para as taxas e a contribuição de melhoria, pois elas podem ou não ter a arrecadação vinculada, pois fica a critério do legislador. A exceção fica por conta das custas e emolumentos, que “serão destinadas exclusivamente ao custeio dos serviços afetos às atividades específicas da Justiça. (art. 98, § 2º, CF88)”. 02.04. Classificação quanto à repercussão do encargo econômico-financeiro A diferença está relacionada à forma como os tributos são cobrados e quem efetivamente suporta o ônus tributário. Esquema 6 02.05. Classificação quanto aos aspectos objetivos e subjetivos da hipótese de incidência Esquema 7 ARRECADAÇÃO VINCULADA • A receita deve ser direcionada exclusivamente para certas atividades. • Exemplos: COFINS, CSLL, Empréstimos Compulsórios. ARRECADAÇÃO NÃO VINCULADA • A receita pode ser direcionada para qualquer despesa autorizada no orçamento. • Exemplo: Imposto. DIRETOS • A pessoa que paga é a mesma que faz o recolhimento. Onera o sujeito passivo. • Exemplo: Imposto de Renda. INDIRETOS • A pessoa que paga pode repassar esse custo para outra pessoa, que não necessariamente é quem a lei estabelece como sujeito passivo. • Exemplo: ICMS. REAIS •🔑 Palavra-chave: Coisas • Desconsideram aspectos pessoais, subjetivos. Incidem sobre "coisas". • Exemplo: IPVA. PESSOAIS •🔑 Palavra-chave: Pessoas •Consideram aspectos pessoais, subjetivos. • Exemplo: Imposto de Renda. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 12 02.06. Classificação quanto a variação das alíquotas Esquema 8 02.07. CTN ✘ Constituição Esquema 9 REGRESSIVO • 🔑 Palavra-chave: Pobre+ •A alíquota diminui à medida que a renda ou o patrimônio aumenta. Quem tem menos capacidade financeira, paga mais (proporcionalmente). • Exemplo: ICMS. PROGRESSIVO •🔑 Palavra-chave: Rico+ •A alíquota aumenta à medida que a base de cálculo aumenta. Quem tem mais capacidade financeira, paga mais. • Exemplo: Imposto de Renda. E sp éc ie s T ri b u tá ri as Impostos Taxas Teoria Tricotômica ou Tripartição das espécies tributárias Contribuição de Melhoria Pentapartida (Pentapartite, Quinquipartida) Empréstimos Compulsórios Contribuições Especiais CTN CF88, STF Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 13 02.08. Classificação quanto a base econômica de acordo com o CTN Esquema 10 04. Natureza Jurídica dos Tributos Referência Legal: Código Tributário Nacional, artigo 4. Esquema 11 Destaco que o artigo 4 do Código Tributário Nacional (CTN) foi parcialmente não recepcionado pela Constituição Federal de 1988, pois a “destinação legal do produto da sua arrecadação” é critério relevante para os Empréstimos Compulsórios e as Contribuições Especiais, pois estes são tributos finalísticos. A título de exemplo, temos a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), que tem como fato gerador o lucro das pessoas jurídicas, que é igual ao do Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Logo, perceba que, neste caso, analisar apenas o fato gerador não é suficiente. Embora a maioria esmagadora das questões cobrem a literalidade do CTN, tenha atenção caso seja cobrado esse entendimento. Im p o st o s q u an to a b as e ec o n ô m ic a Sobre o comércio exterior II, IE Sobre o patrimônio e a renda IPTU, ITR, IPVA, IGF, IR Sobre a produção e a circulação ICMS, ISS, IPI, IOF Especiais Impostos Extraordinários Natureza Jurídica Específica do Tributo É determinada pelo fato gerador da obrigação Sendo irrelevantes para qualificá-la Denominação e demais características formais adotadas pela lei Destinação legal do produto da sua arrecadação 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2ah4E Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 14 ESPÉCIES DE TRIBUTOS 01. Impostos Referência Legal: Código Tributário Nacional, artigo 16. 01.01. Definição de Imposto Esquema 12 01.02. Impostos previstos na Constituição Esquema 13 ⚠ As disposições de cada imposto são tratadas nos resumos de legislação tributária. Imposto É o tributo cuja obrigação tem por fato gerador Uma situação independente de qualquer atividade estatal específica Relativa ao contribuinte Im p o st o s P re vi st o s n a C o n st it u iç ão União II, IE, IOF, IPI, ITR, IEG, IGF, Residuais Estados e DF ICMS, ITCD, IPVA Municípios ISSQN, ITBI, IPTU 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2bcUo Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 15 01.03. Princípio da Capacidade Contributiva É facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. Esquema 14 Jurisprudência Relacionada STF, RE 232.392-1: (...) princípio da capacidade contributiva (...), nada impede que possa aplicar-se, na medida do possível, às taxas. 01.04. Lei Complementar ✘ Impostos Esquema 15 Princípio da Capacidade Contributiva Sempre que possível Impostos terão caráter pessoal Serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte Cabe à lei complementar, em relação aos impostos, definir: Fato Gerador Base de Cálculo Contribuintes Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 16 01.05. Princípio da Não Vinculação ou Não Afetação Esquema 16 Princípio da Não Vinculação Definição: É vedada a vinculação da receita de imposto a órgão, fundo ou despesa EXCEÇÕES: Repartição constitucional dos impostos Saúde Desenvolvimento do Ensino Atividade da Administração Tributária Programa de apoio à inclusão e promoção social Fundo estadual de fomento à cultura Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza Prestação degarantias para: Operações de crédito por antecipação de receita A União (garantia e contragarantia) Pagamento de débitos com a União 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 17 02. Taxas Referência Legal: Código Tributário Nacional, artigos 77 a 80. 02.01. Fato Gerador Esquema 17 Destaca-se que as taxas podem ou não ter a arrecadação vinculada, pois fica a critério do legislador. A exceção fica por conta das custas e emolumentos, que “serão destinadas exclusivamente ao custeio dos serviços afetos às atividades específicas da Justiça. (art. 98, § 2º, CF88)”. Por fim, guarde que a taxa é um tributo contraprestacional, também chamado de sinalagmático1. Jurisprudência Relacionada STF, ADI 1.378-5: (...) as custas judiciais e os emolumentos concernentes aos serviços notariais e registrais possuem natureza tributária, qualificando-se como taxas remuneratórias de serviços públicos. STF, RE 1.221.649: A segurança pública, presentes a prevenção e o combate a incêndios, faz-se, no campo da atividade precípua, pela unidade da Federação, e, porque serviço essencial, tem como a viabilizá-la a arrecadação de impostos, não cabendo ao Município a criação de taxa para tal fim. 1 Relação de obrigação contraída entre duas partes de comum acordo de vontades. Fato Gerador ▸Taxas Poder de Polícia Exercício Regular Serviço Público Utilização efetiva ou potencial Específico e divisível Prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2btWf Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 18 02.02. Base de Cálculo, Valor a Pagar e Cobrança Esquema 18 Jurisprudência Relacionada Súmula Vinculante 12: A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o disposto no art. 206, inciso IV, da Constituição Federal. Súmula Vinculante 29: É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra. STF, Súmula 665: É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei 7.940/89. STF, Súmula 667: Viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa judiciária calculada sem limite sobre o valor da causa. 02.03. Poder de Polícia ▸ Definição: Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. ▸ Considera-se regular o exercício do poder de polícia: quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder. A taxa não pode Ter base de cálculo idêntica a imposto Ter fato gerador idêntico a imposto Ser calculada em função do capital das empresas Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 19 02.04. Serviços Públicos Os serviços públicos consideram-se: Esquema 19 Jurisprudência Relacionada Súmula Vinculante 19: A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal. Súmula Vinculante 41: O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa. 02.05. Taxas ✘ Preço Público (Tarifa) ✘ Pedágio Esquema 20 ▸ Utilizados Efetivamente Quando usufruídos a qualquer título Potencialmente Sendo de utilização compulsória, sejam postos à disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento ▸ Específicos Quando possam ser destacados em unidade autônomas de intervenção, de utilidade, ou de necessidades públicas ▸ Divisíveis Quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus usuários TAXAS • Tributo • Decorre de Lei • Direito Público • Receita Derivada • Compulsória • Não admite rescisão PREÇO PÚBLICO • Não é tributo • Decorre de Contrato • Direto Privado • Receita Originária • Facultativa • Admite rescisão Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 20 Jurisprudência Relacionada STF, ADI 800/RS: (...) O pedágio cobrado pela efetiva utilização de rodovias conservadas pelo Poder Público, cuja cobrança está autorizada pelo inciso V, parte final, do art. 150 da Constituição de 1988, não tem natureza jurídica de taxa, mas sim de preço público, não estando a sua instituição, consequentemente, sujeita ao princípio da legalidade estrita. 03. Contribuição de Melhoria Referência Legal: Código Tributário Nacional, artigos 81 e 82. Esquema 21 Jurisprudência Relacionada STF, RE 116.148/SP: (...) realização de pavimentação nova, suscetível de vir a caracterizar benefício direto a imóvel determinado com incremento de seu valor pode justificar a cobrança de contribuição de melhoria, o que não acontece com o mero "recapeamento de via pública já asfaltada", que constitui simples serviço de manutenção e conservação, não ensejando a cobrança do tributo. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: C ar ac te rí st ic as Tributo Vinculado Arrecadação pode ser vinculada ou não Competência Comum Cobrada pela União, Estados, DF, Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições Fato Gerador Valorização Imobiliária Instituída por Lei Específica Para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária Limites Total Despesa Realizada (estimada, prevista, orçada) Individual Acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2hO84 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 21 1. Publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto; b) orçamento do custo da obra; c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição; A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra, pelos imóveis situados na zona beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização. d) delimitação da zona beneficiada; e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas, nela contidas. 2. Fixação de prazo não inferior a 30 dias, para impugnação pelos interessados, de qualquer dos elementos referidos no item 1. 3. Regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação, sem prejuízo da sua apreciação judicial. Por ocasião do respectivo lançamento, cada contribuinte deverá ser notificado: ✔ Do montante da contribuição; ✔ Da forma de pagamento; ✔ Dos prazos para pagamento; e ✔ Dos elementos que integram o respectivo cálculo. Por fim, algumas bancas, principalmente a VUNESP, cobram o conhecimento do Decreto-Lei nº 195, que dispõe sobre a cobrança da Contribuição de Melhoria. Caso tenha tempo, sugiro que leia. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del0195.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del0195.htm Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 22 04. Empréstimo Compulsório Referência Legal: Código Tributário Nacional, artigo 15; artigo 148 da Constituição. Esquema 22 É interessante que você guarde a literalidade do CTN e da Constituição: Esquema 23 E m p ré st im o sC o m p u ls ó ri o s Competência Exclusiva da União Lei Complementar Situações Atender despesas extraordinárias Calamidade Pública Guerra externa ou sua iminência Exceção à Noventena e Anterioridade Anual Investimento Público De caráter urgente e de relevante interesse nacional Aplicação dos Recursos Será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição Restituição A lei fixará obrigatoriamente o prazo do empréstimo e as condições de seu resgate CTN •Art. 15. Somente a União, nos seguintes casos excepcionais, pode instituir empréstimos compulsórios: • (I) Guerra externa, ou sua iminência; • (II) Calamidade pública que exija auxílio federal impossível de atender com os recursos orçamentários disponíveis; • (III) Conjuntura que exija a absorção temporária de poder aquisitivo. Não foi recepcionado pela Constituição. • Pú. A lei fixará obrigatoriamente o prazo do empréstimo e as condições de seu resgate, observando, no que for aplicável, o disposto nesta Lei. Constituição •Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: • (I) Para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; • (II) No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, "b". (anterioridade) • Pú. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2hV7B Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 23 05. Contribuições Especiais Referência Legal: Constituição Federal, artigos 149, parágrafos 2, 3 e 4; 149-A; 195, parágrafos 7 e 9. Esquema 24 Acrescenta-se ao rol do Esquema 24 a Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública - Cosip, porém de competência dos Município e DF. Guarde que a pessoa natural destinatária das operações de importação poderá ser equiparada a pessoa jurídica, na forma da lei. É importante também saber que a lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez. (incidência monofásica). 05.01. Disposições Comuns CIDEs e Contribuições Sociais As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico: ✘ Não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação (imunidade). ★ A imunidade prevista não alcança a CSLL, haja vista a distinção ontológica entre os conceitos de lucro e receita. (RE 474132, STF) ✔ Incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços. Poderão ter alíquotas: Esquema 25 Contribuições Especiais ▸Compete exclusivamente à União instituí-las Contribuições Sociais ▸Exemplo: CSLL, PIS/Pasep, COFINS, ... Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDEs) ▸Exemplo: Combustível, Royalties, Remessa, ... Contribuições das Categorias Profissionais ou Econômicas (Corporativas) ▸Exemplo: Anuidades dos conselhos de classe (CRM, CRC, ...) ALÍQUOTA ESPECÍFICA • Tendo por base a unidade de medida adotada. ALÍQUOTA AD VALOREM •Tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e, no caso de importação, o valor aduaneiro. 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2hWat Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 24 Esquema 26 Esquema 27 Guarde que também é autorizada a adoção de bases de cálculo diferenciadas. Quero chamar a sua atenção para alguns pontos, que já foram objeto de prova e podem ser possíveis pegadinhas: ➥ A CSLL não é imposto! Logo seus fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes são definidos em lei ordinária. ➥ As imunidades do artigo 150, VI, são restritas aos impostos, logo elas não se aplicam à CSLL. “Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: VI - Instituir impostos sobre: a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; b) templos de qualquer culto; c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; São isentas de Contribuição p/ Seguridade Social ▸Imunidade As entidades beneficentes de assistência social ▸Que atendam às exigências estabelecidas em lei PI S/ PA SE P/ CO FIN S/ CS LL Poderão ter alíquotas diferenciadas em razão Da atividade econômica Da utilização intensiva de mão de obra Do porte da empresa Da condição estrutural do mercado de trabalho Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 25 d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão. e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser.” ➥ A CSLL é adicionada ao lucro líquido para fins de apuração do lucro real. ➥ A CSLL possui receita vinculada, destinada ao financiamento da seguridade social. Jurisprudência Relacionada RE 574.706, STF: O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não compõe a base de cálculo para a incidência da contribuição para o PIS e a COFINS. 05.02. Emenda Constitucional 103/2019, art. 149, § 1 a § 1-c A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, por meio de lei, contribuições para custeio de regime próprio de previdência social, cobradas dos servidores ativos, dos aposentados e dos pensionistas, que poderão ter alíquotas progressivas de acordo com o valor da base de contribuição ou dos proventos de aposentadoria e de pensões. ★ Quando houver déficit atuarial, a contribuição ordinária dos aposentados e pensionistas poderá incidir sobre o valor dos proventos de aposentadoria e de pensões que supere o salário-mínimo. 05.03. Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública - Cosip Esquema 28 Guarde ainda que a arrecadação da contribuição é vinculada ao custeio do serviço de iluminação pública. Além disso, a instituição da COSIP deve respeitar os princípios da legalidade e da anterioridade. COSIP Criada pela EC39/02 Competência Municípios e DF poderão instituir COSIP, por lei própria. Estados e União Cobrança É facultada na fatura de consumo de energia elétrica Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 26 Jurisprudência Relacionada ★ STF, SV 41: O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa. STF, RE 724.104: É possível eleger como contribuintes da contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública (COSIP) os consumidores de energia elétrica, bem como de se calcular a base de cálculo conforme o consumo e de se variar a alíquota de forma progressiva, consideradas a quantidade de consumo e as características dos diversos tipos de consumidor. (não há ofensa ao princípio da isonomia e nem afronta o princípio da capacidade contributiva). STF, RE 573.675: A COSIP não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um serviço ao contribuinte. Trata-se de um tributo sui generis. STF, RE 666.404: É constitucional a aplicação dos recursos arrecadados por meio de contribuição para o custeio da iluminação pública na expansão e aprimoramento da rede. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 27 LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR 01. Princípios Tributários Referência Legal: Constituição Federal, artigos 150 a 152 A Constituição Federal concede aos entes federados a competência tributáriapara instituir tributos. Todavia, esse poder de tributar não é absoluto, a própria CF88 estabelece limitações, as quais são chamadas de princípios e imunidades tributárias. É importante saber ainda: ★ As limitações ao poder de tributar só podem ser reguladas por lei complementar; ★ Grande parte das limitações já foram consideradas cláusulas pétreas pelo STF. 01.01. Princípio da Legalidade ⚠ Essa lei, em regra, é ordinária. Exceções que exigem lei complementar: IGF, Empréstimos Compulsórios, Impostos e Contribuições Residuais. Esquema 29 Princípio da Legalidade É vedado à União, Estados, DF e Municípios Exigir ou aumentar tributo Sem lei que o estabeleça 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2hgXr Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 28 Esquema 30 Destaca-se que o princípio da legalidade também deve ser observado para extinção ou redução de tributos. Ademais, o art. 150 § 6º da CF88 nos ensina que “Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição(...)”. ▸ Medida Provisória que implique instituição ou majoração de impostos só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. Exceções: IPI, II, IE, IOF e Imposto Extraordinário de Guerra (art. 62, § 2º, CF88). É válido mencionar duas situações que, conforme jurisprudência pacificada nos Tribunais Superiores, são exceções ao princípio da legalidade (podem ser veiculadas por decreto). São elas: a fixação ou alteração do prazo de vencimento da obrigação tributária e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo, respeitados os índices oficiais de correção. É importante que você saiba também que a lei deve conter todos os elementos essenciais para a criação de um tributo (fato gerador, base de cálculo e contribuintes). Todavia, o STF já se manifestou no sentido de que não há qualquer restrição a que a lei utilize conceitos indeterminados. Não há, portanto, impedimento para que os decretos regulamentadores esclareçam conceitos necessários à aplicação concreta da lei. Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 160: É defeso, ao Município, atualizar o IPTU, mediante decreto, em percentual superior ao índice oficial de correção monetária. STF, RE 1.043.313/RS: É constitucional a flexibilização da legalidade tributária constante do § 2º do art. 27 da Lei nº 10.865/04, no que permitiu ao Poder Executivo, prevendo as condições e fixando os tetos, reduzir e restabelecer as alíquotas da Exceções ao Princípio da Legalidde Alteração de alíquotas dentro dos limites legais IPI, II, IE, IOF Redução e restabelecimento de Alíquotas Cide Combustíveis Fixação de alíquotas ICMS Combustíveis ★ Serão fixadas mediante deliberação dos Estados e DF no âmbito do Confaz Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 29 contribuição ao PIS e da COFINS incidentes sobre as receitas financeiras auferidas por pessoas jurídicas sujeitas ao regime não cumulativo, estando presente o desenvolvimento de função extrafiscal. STF, ADI 1.709/MT: A instituição dos emolumentos cartorários pelo tribunal de justiça afronta o princípio da reserva legal. Somente a lei pode criar, majorar ou reduzir os valores das taxas judiciárias. STF, RE 838.284/SC: Não viola a legalidade tributária a lei que, prescrevendo o teto, possibilita o ato normativo infralegal fixar o valor de taxa em proporção razoável com os custos da atuação estatal, valor esse que não pode ser atualizado por ato do próprio conselho de fiscalização em percentual superior aos índices de correção monetária legalmente previstos. 01.02. Princípio da Isonomia Esquema 31 ★ É facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte Esquema 32 Princípio da Isonomia É vedado à União, Estados, DF e Municípios Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente Proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida Princípio da Capacidade Contributiva Sempre que possível Os impostos terão caráter pessoal E serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 30 ⚠ IMPORTANTE: Embora o princípio da capacidade contributiva esteja previsto expressamente na CF88 para os impostos, o STF entende que é possível a sua aplicação às demais espécies tributárias (atentar-se para o comando da questão). Jurisprudência Relacionada STF, Súmula 656: É inconstitucional lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto de transmissão inter vivos de bens imóveis (ITBI) com base no valor venal do imóvel. STF, RE 562.045/RS: O ITCMD possui características que tornam possível graduá-lo conforme a capacidade contributiva de cada um. STF, Súmula 668: É inconstitucional a lei municipal que tenha estabelecido, antes da Emenda Constitucional 29/2000, alíquotas progressivas para o IPTU, salvo se destinada a assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana. 01.03. Princípio da Irretroatividade e Anterioridade Esquema 33 É importante mencionar que embora não haja exceções ao princípio da irretroatividade, o CTN em seu art. 106 prevê situações em que a lei retroage, as quais serão apresentadas no capítulo que trata da Legislação Tributária. Princípio da Irretroatividade É vedado à União, Estados, DF e Municípios Cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência Da lei que os houver instituído ou aumentado Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 31 Esquema 34 Esquema 35 Anterioridade Anual É vedado à União, Estados, DF e Municípios Cobrar tributos no mesmo exercício financeiro Em que tenha sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou Exceções à Anterioridade Anual IPI, II, IE, IOF Função Extrafiscal Empréstimos Compulsórios Nos casos de calamidade pública ou guerra externa Cide-Combustíveis e ICMS-Combustíveis Apenas redução e restabelecimento Imposto Extraordinário de Guerra Contribuição para Financiamento da Seguridade Social Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 32 Esquema 36 Esquema 37 ➥ É importante atentar-se para o IPI, Cide-Combustíveis, ICMS Combustíveis e Contribuições para Financiamento da Seguridade Social. Embora sejam exceção à anterioridade anual, devem observar a noventena. ➥ No caso de redução da carga tributária, não há que se observar o princípio da anterioridade (anual ou nonagesimal). Anterioridade Nonagesimal ou Noventena É vedado à União, Estados, DF e Municípios Cobrar tributos antes de decorridos 90 dias Da lei que os instituiu ou aumentou ★ Também chamada de anterioridade mitigada, privilegiada, qualificada, não-surpresa ou carência tributária Exceções à Noventena II, IE, IOF Empréstimos Compulsórios Nos casos de calamidade pública ou guerra externa Imposto Extraordinário de Guerra Imposto de Renda Base de Cálculo do IPTU e IPVA Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 33 ➥ Destaca-se ainda que os princípios devem ser aplicados em conjunto, prevalecendo aquele que tiver o prazo mais longo. ➥A instituição de novas penalidades pecuniárias (multas) para as infrações à legislação tributária não precisa observar a anterioridade anual ou nonagesimal. Jurisprudência Relacionada STF, Súmula Vinculante nº 50: Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária nãose sujeita ao princípio da anterioridade. STF, RE 584.100/SP: O prazo nonagesimal previsto no art. 150, III, ‘c’, da Constituição Federal somente deve ser utilizado nos casos de criação ou majoração de tributos, não na hipótese de simples prorrogação de alíquota já aplicada anteriormente. STF, RE 603.917/SC: A postergação do direito do contribuinte do ICMS de usufruir de novas hipóteses de creditamento, por não representar aumento do tributo, não se sujeita à anterioridade nonagesimal prevista no art. 150, III, ‘c’, da Constituição. 01.04. Princípio do Não Confisco ★ A análise do efeito confiscatório deve considerar a totalidade de tributos a que um contribuinte está submetido em relação ao mesmo ente político. ★ Para o STF, multas moratórias superiores a 20% e multas punitivas superiores a 100%, caracterizam efeito confiscatório. Esquema 38 Jurisprudência Relacionada STF, ADI 2.551: (...)A taxa, enquanto contraprestação a uma atividade do Poder Público, não pode superar a relação de razoável equivalência que deve existir entre o custo real da atuação estatal referida ao contribuinte e o valor que o Estado pode exigir de cada contribuinte (...). Para efetivação do Princípio do Não Confisco, deve-se analisar o custo do serviço prestado ao contribuinte e o valor que foi efetivamente cobrado por ele. É vedado à União, Estados, DF e Municípios Utilizar tributo com efeito de confisco Também é aplicável às multas Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 34 01.05. Princípio da Liberdade de Tráfego Esquema 39 01.06. Princípio da Uniformidade Geográfica da Tributação Esquema 40 É vedado à União, Estados, DF e Municípios Estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens Por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais Ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público É vedado à União Instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional Ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao DF ou a Município É permitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio ou desenvolvimento sócio-econômico entre as regiões do país Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 35 01.07. Princípio da Uniformidade da Tributação da Renda Esquema 41 01.08. Princípio da Vedação às Isenções Heterônomas Esquema 42 É válido destacar que apesar do comando constitucional ser direcionado à União, tal princípio também deve ser observado pelos demais entes, ou seja, é vedado que um ente conceda isenção de tributos instituídos por outro.É importante saber também que tal princípio É vedado à União Tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados DF e Municípios E a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos Em níveis superiores ao que fixar para suas obrigações e seus agentes Vedação às isenções heterônomas É vedado à União Instituir isenção de tributos de competência dos Estados, DF ou Municípios Exceções Lei complementar federal poderá excluir da incidência do ISS e do ICMS as exportações Tratado internacional pode conceder isenção de tributos estaduais ou municipais ★ Consoante o entendimento do STF, "no direito internacional apenas a República Federativa do Brasil tem competência para firmar tratados (...), dela não dispondo a União, os Estados-membros ou os Municípios. O Presidente da República não subscreve tratados como Chefe de Governo, mas como Chefe de Estado, o que descaracteriza a existência de uma isenção heterônoma [...]" (RE 229.096/RS) Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 36 decorre da forma federativa do Estado brasileiro, impedindo que um ente interfira na arrecadação do outro, o que colocaria em risco a autonomia. 01.09. Princípio da não discriminação baseada na procedência ou destino Esquema 43 02. Imunidades Tributárias Referência Legal: Doutrina, Constituição Federal, artigos 150 e 195. A imunidade tributária é considerada uma hipótese de não incidência constitucionalmente qualificada, também chamada de incompetência tributária. Representam normas que delimitam a competência tributária e impedem o ente público de definir determinadas situações como hipótese de incidência, não ocorrendo, portanto, o nascimento da obrigação tributária. Não se confunde com a isenção, que é uma dispensa legal do pagamento do tributo devido e hipótese de exclusão do crédito tributário. É válido acrescentar ainda que a imunidade não exime o contribuinte de cumprir as obrigações acessórias instituídas pela legislação tributária e também de se submeter à fiscalização tributária. 02.01. Classificação das Imunidades Antes de adentrarmos nas espécies de imunidades, é importante conhecermos algumas das possíveis classificações doutrinárias, pois várias questões requerem tal conhecimento, ainda que de forma implícita. É vedado aos Estados, DF e Municípios Estabelecer diferença tributária entre bens e serviços Em razão de sua procedência ou destino 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2iWox Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 37 02.01.01 Classificação quanto ao parâmetro para concessão Esquema 44 Jurisprudência Relacionada STF, RE 608.872/MG: A imunidade tributária subjetiva aplica-se a seus beneficiários na posição de contribuintes de direito, mas não na de simples contribuintes de fato, sendo irrelevante para a verificação da existência do beneplácito constitucional, a repercussão econômica do tributo envolvido. 02.01.02 Classificação quanto à origem Esquema 45 02.01.03 Classificação quanto ao alcance Esquema 46 SUBJETIVAS • Levam em consideração as pessoas beneficiadas pela exceção. • Exemplo: Imunidade Recíproca. OBJETIVAS • Levam em consideração os objetos cuja tributação é impedida. • Exemplo: Imunidade Cultural. MISTA •Consideram as pessoas e objetos, ao mesmo tempo. • Exemplo: Imunidade de ITR sobre pequenas glebas, quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel. ONTONLÓGICAS • Decorrem do princípio da isonomia e do pacto federativo. Existiriam ainda que não houvesse previsão constitucional. • Exemplo: Imunidade Recíproca. POLÍTICAS • Só existem por opção do legislador e visam a proteção de outros princípios. • Exemplo: Imunidade Cultural GERAIS OU GENÉRICAS • Inclui vários tributos e todos os entes federativos • Exemplo: Todas imunidades previstas no art. 150, VI da CF 88 são genéricas ESPECÍFICAS • A imunidade é mais restrita, alcança um tributo específico e o ente competente para instituí-lo. • Exemplo: ITBI sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 38 02.02. Imunidade Recíproca Esquema 47 É muito importante saber que todas as vezes em que a CF88 traz uma vedação à instituição de impostos, tal imunidade não impede a cobrança de outros tributos, como as taxas e contribuições, por exemplo. Essa é uma pegadinha clássica em questões de prova e válida para todas as demais espécies de imunidade que estudaremos adiante, cuja literalidade da vedação é quanto à instituição de impostos. Destaca-se que a Imunidade Recíproca, por ser uma imunidade subjetiva, é aplicável quando os entes ocupam a posição de contribuintes de direito e não quando contribuintes de fato. Esquema 48 Embora a CF88 mencione apenas autarquias e fundações, o STF entende que a Imunidade Recíproca é extensível às Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista prestadoras de serviços públicos de prestação obrigatória e exclusiva do Estado. É vedado à União, Estados, DF e Municípios Instituir impostos Sobre o patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros ★ Não se aplica às demais espécies tributáriasA imunidade recíproca também alcança Autarquias e Fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público No que se refere ao patrimônio, renda e serviços Desde que vinculados a suas finalidades essenciais ou às dela decorrentes Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 39 Jurisprudência Relacionada STF, RE 1.320.054/SP: As empresas públicas e as sociedades de economia mista delegatárias de serviços públicos essenciais, que não distribuam lucros a acionistas privados nem ofereçam risco ao equilíbrio concorrencial, são beneficiárias da imunidade tributária recíproca prevista no artigo 150, VI, a, da Constituição Federal, independentemente de cobrança de tarifa como contraprestação do serviço STF, RE 600.867/SP: Sociedade de economia mista, cuja participação acionária é negociada em Bolsas de Valores, e que, inequivocamente, está voltada à remuneração do capital de seus controladores ou acionistas, não está abrangida pela regra de imunidade tributária prevista no art. 150, VI, “a”, da Constituição, unicamente em razão das atividades desempenhadas ⚠ A imunidade recíproca também não exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativo a bem imóvel. Esquema 49 Jurisprudência Relacionada STF, RE 601.392/PR: Todas as atividades desenvolvidas pelos Correios estão abrangidas pela imunidade recíproca. “Exercício simultâneo de atividades em regime de exclusividade e em concorrência com a iniciativa privada. Irrelevância. Existência de peculiaridades no serviço postal. Incidência da imunidade prevista no art. 150, VI, ‘a’, da Constituição Federal”. STF, RE 594.015/SP: A Imunidade Recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da Constituição não se estende a empresa privada arrendatária de imóvel público, quando seja ela exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Nessa hipótese é constitucional a cobrança de IPTU pelo Município STF, RE 601.720/RJ: Incide o Imposto Predial e Territorial Urbano considerado bem público cedido a pessoa jurídica de direito privado, sendo esta a devedora. A imunidade recíproca não se aplica Patrimônio, renda e serviços relacionados com a exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados Ou em que haja contraprestação ou pagamento de tarifas pelos usuários Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 40 02.03. Imunidade Religiosa Esquema 50 Chamo sua atenção para a EC 116/2022 que acrescentou o § 1º-A ao art. 156 da CF88, prevendo que os templos de qualquer culto permanecem imunes ao IPTU, ainda que sejam apenas locatárias do bem imóvel. É importante atentar-se também ao fato de que a imunidade alcança apenas os impostos incidentes sobre o patrimônio, renda ou serviços relacionados com as finalidades essenciais de tais entidades. Não há, entretanto, previsão para aplicação integral dos seus recursos no país. Tal previsão é direcionada aos partidos políticos, entidades sindicais de trabalhadores, instituições de educação e de assistência social, como veremos no próximo tópico. Jurisprudência Relacionada STF, RE 325.822/SP: Imunidade tributária de templos de qualquer (...) IPTU sobre imóveis de sua propriedade que se encontram alugados. A imunidade prevista no art. 150, VI, b, CF, deve abranger não somente os prédios destinados ao culto, mas, também, o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas. STF, RE 562.351/RS: A imunidade tributária conferida pelo art. 150, VI, b, é restrita aos templos de qualquer culto religioso, não se aplicando à maçonaria, em cujas lojas não se professa qualquer religião. STF, RE 578.562/BA: Os cemitérios que consubstanciam extensões de entidades de cunho religioso estão abrangidos pela garantia contemplada no artigo 150 da Constituição do Brasil. Impossibilidade da incidência de IPTU em relação a eles. STF, ARE 1.244.093/SP: A imunidade tributária religiosa abrange o ICMS importação, desde que comprovado que os bens se destinam à finalidade essencial da entidade. É vedado à União, Estados, DF e Municípios Instituir Impostos Sobre os templos de qualquer culto Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 41 02.04. Imunidade dos Partidos Políticos, Entidades Sindicais de Trabalhadores, Instituições de Educação e de Assistência Social Em todos os casos, atendidos os requisitos da lei. Esquema 51 No que diz respeito à lei cujas exigências devem ser atendidas, é importante saber: ▸ Lei Complementar: Para estabelecer condições materiais para o gozo da imunidade, ou, nas palavras do STF “para a definição do modo beneficente de atuação das entidades (...)”. ▸ Lei Ordinária: Para definição de normas sobre a constituição e o funcionamento da entidade, ou ainda, conforme a Suprema Corte, para “aspectos procedimentais referentes à certificação, fiscalização e controle administrativo”. Esquema 52 É vedado à União, Estados, DF e Municípios Instituir impostos sobre o Patrimônio, Renda ou Serviços Dos partidos políticos, inclusive suas fundações Entidades sindicais de trabalhadores Instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos Requisitos para fruição da imunidade (art. 14, CTN) Não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou renda, a qualquer título. Aplicarem integralmente, no país, os seus recursos, na manutenção de seus objetivos institucionais Manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formaldiades capazes de assegurar sua exatidão Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 42 Destaca-se que o gozo da imunidade tributária não exclui a atribuição, por lei, da responsabilidade de recolher tributos na condição de responsável tributário. Jurisprudência Relacionada STF, RE 611.510/SP, Tema 328: A imunidade assegurada pelo art. 150, VI, c, da Constituição da República aos partidos políticos, inclusive suas fundações, às entidades sindicais dos trabalhadores e às instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, que atendam aos requisitos da lei, alcança o IOF, inclusive o incidente sobre aplicações financeiras. STF, RE 491.574/RJ: A imunidade prevista no art. 150, VI, c, do Diploma Maior, a impedir a instituição de impostos sobre patrimônio, renda ou serviços das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, está umbilicalmente ligada ao contribuinte de direito, não abarcando o contribuinte de fato. STF, Súmula Vinculante nº 52: Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram constituídas. STF, RE 767.332/MG: A imunidade tributária, prevista no art. 150, VI, c, da CF/88, aplica- se aos bens imóveis, temporariamente ociosos, de propriedade das instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos que atendam aos requisitos legais. STF, Súmula 730: A imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. 02.05. Imunidade Cultural Esquema 53 Trata-se de imunidade objetiva que alcança somente os impostos (não inclui outras espécies tributárias) incidentes na operação (tais como o IPI e ICMS). Não contempla os É vedado à União, Estados, DF e Municípios Instituir impostos sobre Livros, jornais, periódicos E o papel destinado a sua impressão Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 43 tributos incidentes sobre o lucro (IRPJ e CSLL) ou sobre propriedade (IPTU, IPVA), por exemplo. É válido destacar ainda que a imunidadedo papel está condicionada à destinação do produto, sendo descaracterizada a não incidência quando for utilizado em finalidade diversa da impressão de livros, jornais e periódicos. Por fim, é importante saber que não importa o conteúdo do livro, jornal ou periódico. O STF já se manifestou diversas vezes no sentido de que a CF88 não fez ressalvas quanto ao valor artístico, didático ou cultural. Não cabe, portanto, ao aplicador da norma constitucional fazer qualquer distinção (RE 221.239/SP). Jurisprudência Relacionada STF, RE 330.817/RJ: A imunidade tributária constante do art. 150, VI, “d” da CF/88 aplica- se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo. Os audiobooks também estão abrangidos pela Imunidade Cultural. STF, RE 595.676/RJ: A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, da Constituição Federal alcança componentes eletrônicos, quando destinados, exclusivamente, a integrar a unidade didática com fascículos periódicos impressos (...). Tanto o suporte (o CD-Rom) quanto o livro (conteúdo) estão abarcados pela imunidade (...). STF, ARE 1.100.204/SP (Info 904): A imunidade tributária prevista no art. 150, VI, “d”, da Constituição Federal, não abarca o maquinário utilizado no processo de produção de livros, jornais e periódicos STF, Súmula Vinculante nº 57: A imunidade tributária constante do CF/88, art. 150, VI, aplica-se à importação e comercialização, no mercado interno, do livro eletrônico (e- book) e dos suportes exclusivamente utilizados para fixá-los, como leitores de livros eletrônicos (e-readers), ainda que possuam funcionalidades acessórias. Vale ressaltar que a imunidade referida na súmula vinculante nº 57 supracitada não alcança tablets, smartphones, notebooks e afins, uma vez que tais dispositivos não foram feitos com a finalidade principal de leitura. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 44 02.06. Imunidade em favor da produção musical brasileira Esquema 54 02.07. Imunidade das entidades assistenciais, relativas a contribuição para a seguridade social Esquema 55 Embora o legislador tenha utilizado a expressão “isentas”, trata-se de verdadeira imunidade, uma vez que foi prevista no texto constitucional. Atenção a questões que exijam a literalidade. É vedado à União, Estados, DF e Municípios Instituir impostos sobre fonogramas e videofonogramas musicais Produzidos no Brasil Contendo obras musicais ou literomusicais De autores brasileiros Ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros Inclusive os suportes musicais ou arquivos digitais que os contenham Salvo na etapa de replicação industrial em mídias ópticas de leituras a laser São isentas de Contribuição para Seguridade Social As entidades beneficentes de assistência social Que atendam às exigências estabelecidas em lei Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 45 A lei que estabelece as exigências a serem cumpridas pelas entidades beneficentes é a LC 187/2021. Sobre essa lei é importante saber que um dos requisitos para fruição da imunidade é a proibição de remuneração, vantagem ou qualquer outro benefício aos dirigentes estatutários. Não constitui vedação, entretanto, a remuneração a dirigentes não estatutários. Jurisprudência Relacionada STJ, Súmula 612: O certificado de entidade beneficente de assistência social (CEBAS), no prazo de sua validade, possui natureza declaratória para fins tributários, retroagindo seus efeitos à data em que demonstrado o cumprimento dos requisitos estabelecidos por lei complementar para a fruição da imunidade. 02.08. Outras Imunidades previstas na Constituição Além das já imunidades já estudadas, a CF88 traz diversas imunidades específicas em seu texto, direcionadas a situações, tributos e entes federativos determinados. 1. Taxas a) Para exercer o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder (art. 5º, XXXIV); b) Para obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal (art. 5º, XXXIV); c) Custas judiciais para propor ação popular, salvo comprovada má-fe (art. 5º, LXXIII); d) Gratuidade para os reconhecidamente pobres, na forma da lei, do registro civil de nascimento e certidão de óbito (art. 5º, LXXVI); e) São gratuitas as ações de "habeas-corpus" e "habeas-data", e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania (art. 5º, LXXVII). 2. Contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico: Não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação (art.149, § 2º, I). 3. IPI : Não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior (art.153, § 3º, III). 4. ICMS: Não incidirá a) Sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior; b) Sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica; c) Nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita. 5. ITR: Não incidirá sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel (art.153, § 3º, II). 6. ITBI: Não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil (art.156, § 2º, I). Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 46 7. São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária (art.184, § 5º). 8. O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial, sujeita-se exclusivamente à incidência do IOF, não sofrendo incidência de qualquer outro tributo (art.153, § 5º). 9. Com exceção do II, IE e ICMS, nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País (art.155, § 3º). 10. Não incide contribuição previdenciária sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social (art.195, II). Esquema 56 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA 01. Competência para Legislar Referência Legal: Constituição Federal, artigos 24, 30, II e 146, III. ⚠ Aos municípios compete suplementar a legislação federal e estadual no que couber. Esquema 57 Importante: ➥ Atentar-se ao fato de que a competência dos municípios para legislar sobre direito tributário não é concorrente e sim suplementar; ➥ O art. 146 da CF88 estabelece que normas gerais em matéria tributária devem ser veiculadas em lei complementar. Competência para legislar sobre Direito Tributário Compete à União, Estados e DF legislar concorrentemente sobre Direito Tributário No ãmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á estabelecer normas gerais A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos estados Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os estados exercerão a competência legislativa plena A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, naquilo que lhe for contrário 🔗"# Caderno de Questões https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2irhh Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 47 Jurisprudência Relacionada STF, ARE 743.480/MG, Tema 682: Inexiste, na Constituição Federal de 1988, reserva de iniciativa para leis de natureza tributária, inclusive para as que concedem renúncia