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RESUMO
REGULAR 
DIREITO TRIBUTÁRIO
 
SUMÁRIO 
RESUMO DE DIREITO TRIBUTÁRIO versão 1
 
 
ATUALIZAÇÕES ................................................................................................................................................ 3 
ORIENTAÇÕES INICIAIS ................................................................................................................................... 4 
SIGLAS ............................................................................................................................................................. 5 
QUESTÕES ........................................................................................................................................................ 6 
ANÁLISE DE COBRANÇA ................................................................................................................................... 7 
INTRODUÇÃO AO DIREITO TRIBUTÁRIO ............................................................................................................. 8 
01. Regra Matriz de Incidência Tributária ........................................................................................................................ 8 
02. Conceito de Tributo ...................................................................................................................................................... 9 
03. Classificação Doutrinária dos Tributos .................................................................................................................... 10 
04. Natureza Jurídica dos Tributos ................................................................................................................................. 13 
ESPÉCIES DE TRIBUTOS ................................................................................................................................. 14 
01. Impostos ........................................................................................................................................................................ 14 
02. Taxas .............................................................................................................................................................................. 17 
03. Contribuição de Melhoria ........................................................................................................................................... 20 
04. Empréstimo Compulsório .......................................................................................................................................... 22 
05. Contribuições Especiais ............................................................................................................................................ 23 
LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR ............................................................................... 27 
01. Princípios Tributários ................................................................................................................................................. 27 
02. Imunidades Tributárias .............................................................................................................................................. 36 
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA ........................................................................................................................... 46 
01. Competência p/ Legislar ............................................................................................................................................ 46 
02. Conceitos e Definições .............................................................................................................................................. 47 
03. Repartição da Competência Tributária .................................................................................................................... 51 
04. Bitributação e Bis In Idem ......................................................................................................................................... 56 
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA .............................................................................................................................. 57 
01. Disposições Gerais ...................................................................................................................................................... 57 
02. Vigência e Aplicação ................................................................................................................................................... 61 
03. Interpretação e Integração ....................................................................................................................................... 64 
04. Lei Complementar ...................................................................................................................................................... 66 
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ................................................................................................................................ 68 
01. Disposições Gerais ...................................................................................................................................................... 68 
02. Fato Gerador ................................................................................................................................................................ 69 
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2 
 
 
03. Sujeito Ativo e Sujeito Passivo .................................................................................................................................. 73 
04. Solidariedade ............................................................................................................................................................... 75 
05. Capacidade Tributária ............................................................................................................................................... 76 
06. Domicílio Tributário .................................................................................................................................................... 76 
07. Responsabilidade Tributária ..................................................................................................................................... 78 
CRÉDITO TRIBUTÁRIO .................................................................................................................................... 89 
01. Disposições Gerais ...................................................................................................................................................... 89 
02. Lançamento e Constituição ...................................................................................................................................... 90 
03. Suspensão da Exigibilidade ...................................................................................................................................... 95 
04. Extinção ....................................................................................................................................................................... 101 
05. Exclusão ..................................................................................................................................................................... 103 
06. Garantias e Privilégios .............................................................................................................................................. 116 
ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA ...................................................................................................................... 122 
01. Fiscalização ................................................................................................................................................................. 122 
02. Dívida Ativa .................................................................................................................................................................fiscal. 
STF, RE 556.664/RS: As normas relativas à prescrição e decadência tributárias têm 
natureza de normas gerais de direito tributário, cuja disciplina é reservada a lei 
complementar. 
STF, RE 940.769/RS (Tema 0918): É inconstitucional lei municipal que estabelece 
impeditivos à submissão de sociedades profissionais de advogados ao regime de tributação 
fixa em bases anuais na forma estabelecida por lei nacional. 
STF, RE 1.167.509/SP (Tema 1020): É incompatível com a Constituição Federal 
disposição normativa a prever a obrigatoriedade de cadastro, em órgão da Administração 
municipal, de prestador de serviços não estabelecido no território do Município e imposição 
ao tomador da retenção do Imposto Sobre Serviços – ISS quando descumprida a obrigação 
acessória. 
 
02. Conceitos e Definições 
Referência: Doutrina e CTN, artigos 6 a 8. 
 
Como já sabemos, a Constituição Federal não cria tributos, ela apenas outorga aos entes 
federados o poder para que estes o façam. Esse poder é o que chamamos de competência 
tributária. 
 
 
Esquema 58 
 
 
Esquema 59 
Competência Tributária
Poder para criar ou instituir tributos
Atribuído pela Constituição aos entes federados
Não se confunde com a competência para legislar 
sobre direito tributário
A atribuição constitucional de 
competência tributária compreende a 
competência legislativa plena para 
instituir o tributo
Ressalvadas as limitações contidas na 
Constituição Federal, nas Constituições 
Estaduais nas Leis Orgânicas do DF e 
Municípios e observado o disposto no 
CTN
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48 
 
 
 
Esquema 60 
Os tributos cuja receita 
seja distribuída, no 
todo ou em parte
A outras pessoas jurídicas de Direito Público
Pertencerão à competência legislativa daquela a que 
tenham sido atribuídos
★ Se os recursos arrecadados por um ente forem 
destinados a outro, isso não altera a competência 
tributária
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Esquema 61 
 
Das características da competência tributária, a indelegabilidade certamente é uma das mais 
cobradas em provas. 
 
 
 
 
 
C
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st
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C
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p
et
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ci
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T
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b
u
tá
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a
Indelegável
Imprescritível / 
Incaducável
O não exercício da competência não 
a transfere a outro ente
A competência pode ser exercida a 
qualquer tempo pelo ente que a 
possui (não há prazo de valdiade)
Inalterável
Não pode ser alterada através de 
normas infraconstitucionais
Somente uma emenda à 
Constituição pode alterá-la desde 
que o pacto federativo seja 
respeitado
Irrenunciável
O ente não pode renunciar à 
competência que lhe foi outorgada 
pela Constituição
Facultativa O ente pode decidir se o tributo será 
ou não instituído
Intransferível
Um ente não pode transferir a outro 
a competência que lhe foi 
constitucionalmente prevista
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50 
 
 
 
O que é a Capacidade Tributária Ativa? 
➥ Funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou 
decisões administrativas em matéria tributária. 
 
A atribuição dessas funções: 
➥ É delegável a outra pessoa jurídica de direito público. 
➥ Compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica 
de direito público que a conferir. 
➥ Pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito 
público que a tenha conferido. 
 
⚠ IMPORTANTE: 
➥ Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, 
do encargo ou da função de arrecadar tributos. 
➥ O não-exercício da competência tributária não a defere a pessoa jurídica de direito 
público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído. 
Esquema 62 
 
A capacidade tributária ativa não se confunde com a competência tributária. Destaca-se que 
não obstante a literalidade do CTN estabeleça que a capacidade tributária ativa só pode ser 
delegada à outra pessoa jurídica de direito público, alguns julgados dos Tribunais 
Superiores têm permitido a delegação a pessoas jurídicas de direito privado e algumas 
bancas, especialmente a FGV, vem cobrando esse entendimento. É importante estar atento 
ao comando da questão. 
Sobre o tema, acrescenta-se ainda o conceito de parafiscalidade. De acordo com a doutrina 
a parafiscalidade ocorre quando um determinado ente político detém a competência para 
criar o tributo, mas repassa a capacidade tributária ativa das funções de arrecadar, 
fiscalizar e executar a outro ente, que fará jus aos recursos arrecadados para a 
consecução de seus objetivos institucionais. 
 
Competência Tributária Indelegável
Capacidade Tributária Ativa Delegável
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51 
 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula nº 396: A Confederação Nacional da Agricultura tem legitimidade ativa para a 
cobrança da contribuição sindical rural. 
STJ, REsp 735.728/PR: O SENAI, como pessoa jurídica titular da competência para exigir 
o pagamento da contribuição social de interesse das categorias profissionais ou 
econômicas (...)tem legitimidade ativa ad causam para promover diretamente a ação de 
cobrança da respectiva contribuição (...) 
STF, ADI 4697/DF: As contribuições cobradas pelas autarquias responsáveis pela 
fiscalização do exercício profissional são contribuições parafiscais, contribuições 
corporativas, com caráter tributário. 
STF, RE 1.258.934/SC (Tema 1085): A inconstitucionalidade de majoração excessiva de 
taxa tributária fixada em ato infralegal a partir de delegação legislativa defeituosa não 
conduz à invalidade do tributo nem impede que o Poder Executivo atualize os valores 
previamente fixados em lei de acordo com percentual não superior aos índices oficiais de 
correção monetária. 
 
 
03. Repartição da Competência Tributária 
Referência: Doutrina, Constituição Federal, artigos 145, 147 a 149, 153 a 156 e 195; CTN, artigo 76. 
 
A competência tributária pode ser classificada em: privativa, comum, cumulativa, residual 
e extraordinária. 
03.01. Competência Privativa 
 
 
Esquema 63 
 
 
 
 
 
Competência Tributária Privativa
Refere-se aos tributos cuja 
instituição somente pode ser feita 
por um determinado ente
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Esquema 64 
 
A competência para instituição de empréstimos compulsórios e contribuições especiais 
também é chamada de competência especial. 
 
 
Esquema 65 
 
 
T
ri
b
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cu
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p
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ci
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ti
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Empréstimos 
Compulsórios Somente a União
COSIP
Somente o Distrito 
Federal e os 
Municípios
Não inclui os 
Estados
Impostos Cada ente possui os seus
Contribuições 
Especiais Somente a União
Im
p
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st
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s 
p
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E
n
te
 C
o
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p
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en
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União II, IE, IOF, IPI, IR, ITR, IGF
Estados e DF ICMS, ITCD, IPVA
Municípios ISSQN, ITBI, IPTU
Exceção: Estados, DF e Municípios podem instituir Contribuições Sociais para o custeio 
dos regimes de previdência próprios de seus servidores titulares de cargos efetivos. 
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53 
 
 
03.02. Competência Comum 
 
 
Esquema 66 
 
03.03. Competência Cumulativa 
 
 
Esquema 67 
 
⚠ Em que pese o dispositivo constitucional mencione o termo “impostos”, a competência 
cumulativa diz respeito também aos demais tributos. 
No tocante aos Territórios Federais, é importante saber que eles não dispõem de 
autonomia política e, por isso, também não receberam competência tributária própria. 
Por outro lado, caso o Território seja dividido em Municípios, estes sim serão entes federados, 
dotados de autonomia e capazes de instituir os seus próprios tributos, não podendo a União, 
nesse caso, instituir os impostos municipais. 
 
 
 
 
Refere-se aos tributos que podem ser 
instituídos por todos os entes 
federados
É aplicável aos tributos vinculados(cujo fato gerador é uma atividade 
estatal relativa ao contribuinte)
Taxas e Contribuições de Melhoria
Devem ser respeitadas as atribuições 
de cada ente, definidas pela 
Constituição Federal
Compete à União
Instituir, em Território Federal, os impostos estaduais e, 
se o Território não for dividido em Municípios, 
cumulativamente os impostos municipais
Compete ao 
Distrito Federal
Instituir, além dos impostos estaduais, os impostos 
municipais, uma vez que o DF não pode ser dividido em 
municípios.
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54 
 
 
03.04. Competência Residual 
Prevista no art. 154, I da CF88, refere-se à criação de novos tributos, além daqueles já 
previstos no texto constitucional. 
 
Esquema 68 
 
Adicionalmente, o §4º do art. 195 da CF88 traz a possibilidade de a União, também mediante 
lei complementar, instituir novas contribuições para financiamento da seguridade social. 
De maneira análoga, caso sejam criadas novas contribuições, estas também deverão ser não 
cumulativas e ter fato gerador ou base de cálculo diferente das contribuições para a 
seguridade social já previstas na Constituição. 
★ ATENÇÃO: Caso a União venha criar novas contribuições para seguridade social, não há 
impedimento para que estas tenham fato gerador ou base de cálculo dos impostos já 
previstos no texto constitucional. Nesse caso, há que se observar o fato gerador ou base 
de cálculo das próprias contribuições para a seguridade social já existentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A União poderá 
instituir
Impostos não previstos no texto constitucional
Mediante lei complementar
Desde que
Sejam não cumulativos
E não tenham fato gerador ou 
base de cálculo próprios dos 
impostos já discriminados na 
CF88
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55 
 
 
 
03.05. Competência Extraordinária 
 
 
Esquema 69 
 
Sobre a competência extraordinária, é válido destacar: 
▸ Não é cabível na hipótese de guerra interna ou qualquer outra calamidade; 
▸	Somente a União pode exercer; 
▸	 O art. 76 do CTN determina que o imposto extraordinário deve ser suprimido 
gradativamente, no prazo máximo de 5 anos, contados da celebração da paz; 
▸ Não há exigência de lei complementar, portanto pode ser instituído através de lei 
ordinária ou medida provisória; 
▸	Uma vez instituído, o IEG poderá ser cobrado imediatamente. Como já vimos, é uma 
exceção aos princípios da anterioridade anual e noventena. 
▸	O fato gerador não é a guerra. Ao contrário, será definido pelo legislador quando o tributo 
for instituído. 
▸	O fato gerador poderá ser compreendido ou não na competência tributária dos tributos já 
instituídos pela União. Logo, o IEG traz consigo uma autorização constitucional para a 
bitributação ou bis in idem, como veremos no próximo tópico. 
 
 
 
 
 
A União poderá instituir
Na iminência ou no caso de guerra externa
Impostos Extraordinários
Compreendidos ou não em sua competência tributária
Os quais deverão ser suprimidos, cessadas as causas 
de sua criação
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56 
 
 
04. Bitributação e Bis In Idem 
Referência: Doutrina e Constituição Federal. 
 
Bitributação Bis in idem 
Ocorre quando entes tributantes 
diferentes cobram do mesmo sujeito 
passivo, tributos sobre o mesmo fato 
gerador. 
“Duas vezes o mesmo". Ocorre quando o 
mesmo ente tributante institui diversas 
incidências sobre o mesmo fato gerador. 
Em regra, existe uma invasão de 
competência e, por isso mesmo, também 
via de regra, é proibida, apesar de existirem 
situações excepcionais na própria CF88 em 
que a bitributação é autorizada. 
Não há vedação constitucional expressa 
ao bis in idem, desde que sejam respeitadas 
as diretrizes da própria CF88. 
 
Exceções nas quais a bitributação é 
permitida: 
• Dupla tributação internacional da 
renda; 
• Caso a União institua um IEG 
compreendido na competência 
tributária de outro ente federado. 
Exemplos de Bis in idem: 
• IRPJ e CSL, ambos sobre o lucro 
líquido; 
• PIS/PASEP e COFINS; 
• Caso a União institua um IEG sobre 
um fato gerador compreendido em 
sua própria competência tributária. 
Esquema 70 
 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, RE 429.306/PR: (...)operação de importação de sistema de tomografia 
computadorizada, amparada por contrato de arrendamento mercantil (...). Por se tratar de 
tributos diferentes, com hipóteses de incidência específicas (...) a incidência 
concomitante do II e do ISS não implica bitributação ou de violação de pretensa 
exclusividade e preferência de cobrança do ISS. 
 
 
 
 
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LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 
01. Disposições Gerais 
Referência Legal: CTN, artigos 96 a 100, Doutrina e Jurisprudência. 
 
01.01. Fontes do Direito Tributário 
 
Esquema 71 
 
 
 
Esquema 72 
 
Sobre as fontes formais do direito tributário: 
▸ Fontes Formais Primárias: Normas que buscam seus fundamentos de validade 
diretamente na Constituição. São capazes de inovar no ordenamento jurídico e criar novos 
direitos e obrigações. Exemplos: Constituição Federal e Emendas à Constituição, leis 
Materiais 
(ou Reais)
Fatos que, ocorridos no mundo real, justificam a 
tributação. Não são capazes, por si só, de fazer surgir a 
obrigação tributária
Formais
Atos normativos capazes de estabelecer uma relação 
jurídico-tributária entre o sujeito ativo e o sujeito passivo. 
Compreende a expressão "legislação tributária"
Le
g
is
la
çã
o
 T
ri
b
u
tá
ri
a
Leis
Ordinárias, Complementares, 
Delegadas, inclusive Medidas 
Provisórias
Tratados e Convenções 
Internacionais
Revogam ou modificam a 
legislação tributária interna e 
serão observados pela que 
lhes sobrevenha
Decretos
Normas Complementares
Que versem, no todo ou em 
parte, sobre tributos e 
relacões jurídicas a ele 
pertinentes
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58 
 
 
ordinárias, complementares e delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos e 
resoluções. 
▸ Fontes Formais Secundárias: São aquelas cujo fundamento de validade vem de normas 
infraconstitucionais e, portanto, não são capazes de inovar no ordenamento jurídico, apenas 
detalham regras que foram previamente estabelecidas pelas fontes primárias. Exemplos: 
Decretos e Normas Complementares. 
 
01.02. Leis 
O artigo 97 do CTN traz situações que somente a lei pode estabelecer: 
✔ A instituição de tributos, ou a sua extinção; 
✔ A majoração de tributos ou a sua redução; 
✔ A definição do fato gerador da obrigação tributária principal e do seu sujeito passivo; 
✔ A fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo; 
✔ A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, 
ou para outras infrações nela definidas; 
✔ As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa 
ou redução de penalidades; 
 
➥ Não constitui majoração de tributo a atualização do valor monetário de sua respectiva 
base de cálculo. 
➥ Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo, que importe 
em torná-lo mais oneroso. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, RE 598.677/RS: (...)No regime de antecipação tributária sem substituição, o que se 
antecipa é o critério temporal da hipótese de incidência, sendo inconstitucionais a 
regulação da matéria por decreto do Poder Executivo e a delegação genérica contida em 
lei, já que o momento da ocorrência de fato gerador é um dos aspectos da regra matriz de 
incidência submetido a reserva legal. (...) 
 
 
01.03. Tratados e Convenções internacionais 
Sobre os tratados e convenções internacionais, a maioria das questões versam sobre a 
literalidade do art. 98 do CTN: 
“Art. 98: Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a 
legislação tributária interna, e serão observados pela que lhes sobrevenha.” 
 
 
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59 
 
 
Adicionalmente, chamo sua atenção para dois pontos importantes: 
▸ Para grande parte da doutrina, o conflito entre a lei interna e o tratado internacional 
deve ser resolvido em favor da norma especial (que é o tratado). Nesse caso, não há 
que se falar em revogação da lei interna, mas tão somente de suspensão de sua 
eficácia, que poderá voltar a produzir efeitos, caso o tratado seja denunciado; 
▸ Para o STF, a resolução de conflitos entre o ordenamento jurídico interno e o tratado 
especial deve ser solucionada a partir dos critérios cronológico e da especialidade. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, ADI 1.480-MC/DF: Os tratados ou convenções internacionais, uma vez regularmente 
incorporados ao direito interno, situam-se, no sistema jurídico brasileiro, nos mesmos 
planos de validade, de eficácia e de autoridade em que se posicionam as leis ordinárias, 
havendo, em consequência, entre estas e os atos de direito internacional público, mera 
relação de paridade normativa. (...) Os tratados internacionais celebrados pelo Brasil, ou aos 
quais o Brasil venha a aderir, não podem, em consequência, versar matéria posta sob 
reserva constitucional de lei complementar. 
 
 
01.04. Resoluções 
As resoluções são atos expedidos pelo Poder Legislativo, sem participação do executivo e que 
possuem força normativa de lei. No tocante às resoluções em matéria tributária, podemos ter: 
▸ Resoluções do Congresso Nacional: Para aprovar a delegação ao PR para editar leis 
delegadas. 
▸ Resoluções do Senado Federal: Para tratar de aspectos relacionados às alíquotas dos 
impostos estaduais, conforme esquema a seguir. 
 
01.05. Alíquotas x Senado Federal 
 
 
Esquema 73 
Obrigatório Resolução 
do Senado Federal
IPVA
Alíquota Mínima
Ainda não editada
ITCMD
Alíquota Máxima
Fixada em 8%
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60 
 
 
OPERAÇÃO INICIATIVA APROVAÇÃO 
 
 
Obrigatória 
 
Interestadual, 
Exportação 
 
 
PR ou 1/3 SF 
 
MA SF 
 
 
 
Facultativa 
 
Interna – Mínima 
 
 
1/3 SF 
 
MA SF 
 
Interna – Máxima 
 
 
MA SF 
 
2/3 SF 
• PR: Presidente da República 
• SF: Senado Federal 
• MA: Maioria Absoluta 
01.06. Normas Complementares 
O CTN dispões que são normas complementares, das leis, dos tratados e das convenções 
internacionais e dos decretos: 
 
Esquema 74 
 
A observância das disposições previstas nas normas complementares exclui a imposição de 
penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de 
cálculo do tributo. Não impede, todavia, a cobrança do tributo devido. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
STJ, REsp. 98.703/SP: Se o contribuinte recolheu o tributo à base de prática 
administrativa adotada pelo Fisco, eventuais diferenças devidas só podem ser exigidas 
sem juros de mora e sem atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. 
Normas 
Complementares
Atos normativos expedidos pelas autoridades 
administrativas
Decisões de órgãos singulares ou coletivos a que a lei
atribua eficácia normativa
Práticas reiteradamente observadas pelas autoridades 
administrativas
Convênios que entre si celebrem a União, Estados, DF e 
Municípios
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61 
 
 
STJ, REsp. 87.828/SP: A fixação do prazo para solver obrigação tributária não é matéria 
reservada à lei. Não está, assim, caracterizada qualquer vinculação ao princípio da 
legalidade tributária. 
 
 
02. Vigência e Aplicação 
Referência Legal: CTN, artigos 101 a 106. 
 
Inicialmente é preciso saber que, em regra, a vigência, no espaço e no tempo, da legislação 
tributária rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral, 
ressalvadas as disposições previstas no CTN. Ou seja, quando não houver disposição 
específica no CTN, aplica-se a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB). 
 
02.01. Vigência Espacial da Legislação Tributária 
 
 
⚠ Exceção - A legislação tributária dos Estados, DF e Municípios vigora, no País, fora dos 
respectivos territórios, nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade: 
(✘) Os convênios de que participem; ou 
(✘) Do que disponham o CTN ou outras leis de normas gerais expedidas pela União. 
Esquema 75 
 
02.02. Vigência Temporal da Legislação Tributária 
No que diz respeito à vigência temporal da legislação tributária, é preciso lembrar que na 
ausência de disposição específica no CTN, aplica-se o art. 1º da LINDB: 
“Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e 
cinco dias depois de oficialmente publicada. 
§ 1º Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se 
inicia três meses depois de oficialmente publicada.” 
 
 
 
 
Princípio da 
Territorialidade Regra
As normas tributárias se 
aplicam nos limites 
territoriais do respectivo 
ente tributante
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62 
 
 
Já com relação às disposições específicas do CTN, temos que: 
 
Esquema 76 
 
De acordo com o art. 104 do CTN, entram em vigor, no primeiro dia do exercício seguinte 
àquele que ocorra a sua publicação os dispositivos de lei, referentes a impostos sobre o 
patrimônio ou a renda: 
▸ Que instituam ou majoram tais impostos; 
▸ Que definam novas hipóteses de incidência; 
▸ Que extinguem ou reduzem isenções, salvo se a lei dispuser de maneira mais 
favorável ao contribuinte. 
 
02.03. Aplicação da Legislação Tributária 
 
Esquema 77 
 
 
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 N
o
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 C
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Salvo disposição em contrário, entram em vigor
Atos normativos expedidos 
pelas autoridades 
administrativas
Na data de sua publicação
Decisões dos órgãos 
singulares ou coletivos de 
jurisdição administrativa, a que 
a lei atribua eficácia normativa
30 dias após a data de sua 
publicação
Os convênios que entre si 
celebrem a União, os Estados, 
o DF e os Municípios
Na data neles prevista
A legislação tributária 
aplica-se 
imediatamente
Aos fatos geradores 
futuros
Aos fatos geradores 
pendentes
Aqueles cuja ocorrência 
tenha tido início mas não 
esteja completa
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63 
 
 
 
 
Todavia, existem casos em que a lei aplica-se a ato ou fato pretérito: 
 
Esquema 78 
 
 
⚠ Atentar-se ao fato de que não há retroatividade quando houver redução do tributo, pois, 
nesse caso, aplica-se a lei vigente no momento da ocorrência do fato gerador. 
Esquema 79 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, RE 95.900/BA: Se a decisão administrativa ainda pode ser submetida ao crivo do 
Judiciário, e para este houve recurso do contribuinte, não há de se ter o ato administrativo 
ainda como definitivamente julgado, sendo esta a interpretação que há de dar-se ao art. 
106, II, c, do CTN. 
STJ, REsp 183.994/SP: (...) Somente se tem por definitivamente julgada a execução fiscal 
quando realizadas a arrematação, adjudicação ou remição (...). 
 
 
Em qualquer caso
Quando seja expressamente interpretativa
Excluída a aplicação de penalidade à infração dos 
dispositivos interpretados
Tratando-se de 
ato não 
definitivamente 
julgado
Quando deixe de defini-lo como infração
Quando deixe de tratá-lo 
como contrário a qualquer 
exigência de ação ou 
omissão, desde que:
Não tenha sido fraudulento
Não tenha implicado falta de 
pagamento de tributo
Quando lhe comine 
penalidade menos severa 
que a prevista na lei vigente 
ao tempo de sua prática
Princípio da Benignidade ou 
Retroatividade da lex mitior 
(retroatividade da lei mais 
benéfica)
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64 
 
 
03. Interpretação e Integração 
Referência Legal: CTN, artigos 107 a 112. 
 
A legislação tributária será interpretada conforme as disposições do CTN. Sobre o assunto é 
importante saber distinguir os conceitos: 
 
 
 
 
03.01. Integração da Legislação Tributária 
 
 
Esquema 80 
 
 
Interpretação Tem como objetivocompreender o sentido da 
norma e o seu alcance
Integração
Visa suprir determinada lacuna que não foi 
prevista pelo legislador no momento da 
elaboração da norma, criando uma solução para 
o caso concreto não previsto na lei
Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação 
tributária utilizará, sucessivamente:
Analogia Não poderá resultar na exigência de tributo não 
previsto em lei
Princípios gerais de 
direito tributário
Princípios gerais de 
direito público
Equidade Não poderá resultar na dispensa do pagamento 
do tributo devido
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65 
 
 
 
03.02. Interpretação da Legislação Tributária 
 
Interpretação Literal 
Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre: 
➥ Suspensão ou exclusão do crédito tributário; 
➥ Outorga de isenção; 
➥ Dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias. 
Esquema 81 
 
Interpretação Mais Benigna 
A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpreta-se da maneira 
mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: 
➥ À capitulação legal do fato; 
➥ À natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus 
efeitos. 
➥ À autoria, imputabilidade ou punibilidade; 
➥ À natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação. 
Esquema 82 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, REsp 192.531: O art. 111 do CTN, que prescreve a interpretação literal da norma, não 
pode levar o aplicador do direito à absurda conclusão de que esteja ele impedido, no seu 
mister de apreciar e aplicar as normas de direito, de valer-se de uma equilibrada 
ponderação dos elementos lógico-sistemático, histórico e finalístico ou teleológico, os 
quais integram a moderna metodologia de interpretação das normas jurídicas. 
STJ, REsp 178.427/SP: Não havendo divergência acerca da interpretação da legislação 
tributária, o art. 112 do CTN não pode ser aplicado. 
 
03.03. Utilização dos Princípios Gerais de Direito Privado 
➥ Os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição, do 
conteúdo e do alcance de seus institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos 
respectivos efeitos tributários. 
➥ A lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos 
e formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal, 
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66 
 
 
pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do DF ou dos Municípios, para definir 
ou limitar competências tributárias. 
 
04. Lei Complementar 
Referência Legal: Constituição Federal, artigos 146 e 146-A. 
 
Sobre as leis é preciso saber que, por expressa disposição constitucional, algumas matérias 
devem ser veiculadas através de lei complementar. Tais assuntos não podem, portanto, 
serem regulados por leis ordinárias, delegadas ou medidas provisórias. 
 
Especialmente sobre: 
✓ Definição de tributos e de suas espécies; 
✓ Em relação aos impostos, definir os fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes; 
✓ Obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários; 
✓Definição de tratamento diferenciado e favorecido para ME / EPP; 
✓ Adequado tratamento tributário do ato cooperativo. 
Esquema 83 
Cabe à Lei 
Complementar
Dispor sobre conflitos de competência em matéria tributária
Regular as limitações constitucionais ao poder de tributar
Estabelecer critérios especiais 
de tributação, com o objetivo de 
prevenir desequilíbrios de 
concorrência
A União pode, por lei 
(ordinária), estabelecer normas 
de igual objetivo
Regulamentações específicas 
de alguns tributos
ICMS, ITCMD, ISS, 
Contribuições Sociais
Instituir alguns tributos
Empréstimos Compulsórios, 
IGF, Impostos Residuais e 
Contribuições Sociais 
Residuais
Estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária
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67 
 
 
Sobre o tratamento diferenciado e favorecido para ME / EPP, o parágrafo único do art. 146 da 
CF88 estabelece que lei complementar poderá instituir um regime único de arrecadação 
dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
observado que: 
➥Será opcional para o contribuinte; 
➥Poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado; 
➥O recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos 
pertencentes aos respectivos entes federados será imediata, vedada qualquer retenção ou 
condicionamento; 
➥A arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes 
federados, adotado cadastro nacional único de contribuintes. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
STF, RE 509.300/MG: Inexiste relação hierárquica entre lei ordinária e lei complementar. 
Questão exclusivamente constitucional relacionada à distribuição material entre as espécies 
legais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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68 
 
 
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 
01. Disposições Gerais 
Referência Legal: CTN, artigo 113 
 
 
 
Esquema 84 
 
Informações importantes: 
➥Atentar-se ao fato de que as obrigações acessórias decorrem da legislação tributária 
(compreende tanto os atos normativos primários quanto os secundários), logo não há 
nenhuma vedação para que sejam instituídas por ato infralegal. 
➥ A obrigação principal, por sua vez, decorre de lei. 
➥A instituição de obrigações acessórias não precisa respeitar os princípios da anterioridade 
anual e nonagesimal. 
➥A obrigação acessória independe da existência da principal. 
 
 
 
Obrigação 
Tributária
Relação 
jurídica
Tem como objeto uma prestação de dar, 
fazer ou deixar de fazer 
Entre dois
indivíduos
Sujeito Ativo 
credor
Ente instituidor do tributo 
(União, Estados, DF ou 
Municípios)
Sujeito Passivo 
devedor
Pessoa física ou jurídica 
sujeita ao cumprimento 
da obrigação
Obrigação 
Principal
Surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o 
pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se 
com o crédito dela decorrente
Obrigação 
Acessória
Decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações 
positivas ou negativas, nela previstas no interesse da 
arrecadação ou da fiscalização de tributos
Pelo simples fato de sua inobservância, converte-se em obrigação 
principal relativamente à penalidade pecuniária
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69 
 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, REsp 1.116.792/PB: A obrigação acessória possui um caráter autônomo em relação 
à principal, pois mesmo não existindo obrigação principal a ser adimplida, pode haver 
obrigação acessória a ser cumprida e o obrigado deve observá-la, ainda que não seja 
contribuinte. (...)Os deveres instrumentais, previstos na legislação tributária, ostentam 
caráter autônomo em relação à regra matriz de incidência do tributo, uma vez que 
vinculam, inclusive, as pessoas físicas ou jurídicas que gozem de imunidade ou outro 
benefício fiscal. 
 
 
02. Fato Gerador 
Referência Legal: CTN, artigos 114 a 118 
 
02.01. Fato Gerador da Obrigação Principal 
 
 
Esquema 85 
 
ATENÇÃO: Embora o CTN descreva o fato gerado como “a situação definida em lei”, é 
importante lembrar que, como vimos no primeiro capítulo, o fato em abstrato previsto na 
norma jurídica trata-se, na verdade, da hipótese de incidência. Quando tal fato se concretiza 
no mundo real, ocorre o fato gerador e surge a obrigação tributária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fato Gerador
Da obrigação principal
É a situação definida em lei
Como necessária e suficiente à sua ocorência
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7002.02. Fato Gerador da Obrigação Acessória 
 
 
Esquema 86 
 
02.03. Momento da Ocorrência do Fato Gerador 
Salvo se houver disposição de lei em contrário, considera-se ocorrido o fato gerador e 
existentes os seus efeitos: 
 
Esquema 87 
 
Para os efeitos da situação jurídica e salvo disposição de lei em contrário, os atos ou 
negócios jurídicos reputam-se perfeitos e acabados: 
 
Esquema 88 
 
Fato Gerador
Da obrigação acessória
É qualquer situação que, na forma da legislação aplicável
Impõe a prática ou abstenção de ato que não configure 
obrigação principal
SITUAÇÃO DE FATO
Desde o momento em que se verifiquem as 
circunstâncias materiais necessárias a que 
produza os efeitos que normalmente lhe são 
próprios
SITUAÇÃO JURÍDICA Desde o momento em que esteja definitivamente 
constituída, nos termos de direito aplicável
Sendo SUSPENSIVA
a condição
Desde o momento do seu implemento
Sendo RESOLUTÓRIA
a condição
Desde o momento da prática do ato ou da 
celebração do negócio
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71 
 
 
No que diz respeito ao aspecto temporal do fato gerador (momento de sua ocorrência), a 
doutrina faz a seguinte classificação: 
 
Esquema 89 
 
02.04. Princípio do Pecunia non Olet 
Vimos que com base no princípio do pecunia non olet (o dinheiro não tem cheiro), se a 
situação prevista em lei como hipótese de incidência ocorrer no mundo real, haverá 
tributação, ainda que o resultado auferido seja proveniente de atividades ilícitas. 
Tal princípio encontra amparo no art. 118 do CTN: 
 
Esquema 90 
Instantâneo Ocorre em um 
momento único.
Exemplos: IPI, ICMS, 
ITCMD
Periódico 
(complexo/complexivo)
Ocorre em um período 
de tempo determinado. 
É constituído da soma 
de vários fatos 
isolados.
Exemplo: IR
Continuado 
(contínuo)
Retrata uma situação 
jurídica que permanece 
no tempo. Para permitir 
a tributação, realiza-se 
um "corte temporal".
Exemplos: IPVA, ITR
Pecunia non Olet
A definição legal do Fato Gerador é interpretada 
abstraindo-se:
Da validade jurídica dos atos efetivamente 
praticados pelos contribuintes, responsáveis ou 
terceiros
Da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos
Dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos
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72 
 
 
Isso não quer dizer que o ato ilícito estará descrito na lei como hipótese de incidência 
tributária. Ao contrário, o que o art. 118 do CTN preconiza é que o produto da atividade ilícita 
deve ser tributado, uma vez que seja concretizada, no mundo dos fatos, a hipótese de 
incidência prevista na lei. 
 
Jurisprudência Relacionada 
STJ, REsp 984.607/PR: (...). Se o ato ou negócio ilícito for acidental à norma de tributação 
(= estiver na periferia da regra de incidência), surgirá a obrigação tributária com todas as 
consequências que lhe são inerentes. Por outro lado, não se admite que a ilicitude recaia 
sobre elemento essencial da norma de tributação. (...) 
 
02.05. Elisão, Evasão e Elusão Fiscal 
 
 
Esquema 91 
 
Esquema 92 
ELISÃO 
FISCAL
Planejamento tributário lícito
Mnemônico: ELISÃO = LÍCITO
Prática através da qual o sujeito passivo busca tornar a 
tributação menos onerosa, obtendo legítima economia tributária
Em regra, os atos são praticados antes da ocorrência do fato 
gerador
EVASÃO 
FISCAL
Fraude fiscal ou planejamento tributário ilícito
O sujeito passivo realiza práticas ilícitas para fugir da tributação
Em regra, os atos são praticados após a ocorrência do fato gerador
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73 
 
 
 
Esquema 93 
 
Nesse contexto, a LC 104/2001 acrescentou o parágrafo único ao art. 116 do CTN, chamada 
por muitos autores como “norma antielisão”: 
“CTN, Art. 116, Parágrafo único: A autoridade administrativa poderá desconsiderar 
atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência 
do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação 
tributária, observados os procedimentos a serem estabelecidos em lei ordinária.” 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, ADI 2446/DF: Não viola o texto constitucional a previsão contida no parágrafo único 
do art. 116 do CTN. (...)A plena eficácia da norma depende de lei ordinária para estabelecer 
procedimentos a serem seguidos. (...) A desconsideração autorizada pelo dispositivo está 
limitada aos atos ou negócios jurídicos praticados com a intenção de dissimulação ou 
ocultação desse fato gerador (...). A denominação “norma antielisão” é de ser tida como 
inapropriada, cuidando o dispositivo de questão de norma de combate à evasão fiscal. (...) 
 
 
03. Sujeito Ativo e Sujeito Passivo 
Referência Legal: CTN, artigos 119 a 123 
 
03.01. Sujeito Ativo da Obrigação Tributária 
 
Esquema 94 
ELUSÃO 
FISCAL
Também chamada de elisão ineficaz, abuso de forma ou elisão 
abusiva
O sujeito passivo simula um negócio jurídico aparentemente 
lícito para disfarçar a ocorrência do fato gerador e se beneficir de 
um pagamento menor de tributo
Os atos podem ser praticados antes ou após a ocorrência do fato 
gerador
Sujeito Ativo da Obrigação
É a pessoa jurídica de direito público, 
titular da competência para exigir o seu 
cumprimento
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74 
 
 
 
 
Esquema 95 
 
03.02. Sujeito Passivo da Obrigação Tributária 
 
Esquema 96 
 
 
Esquema 97 
 
 
 
Esquema 98 
A pessoa jurídica de 
direito público, que se 
constituir pelo 
desmembramento 
territorial de outra
Subroga-se nos direitos desta, cuja legislação tributária 
aplicará até que entre em vigor a sua própria
Efeitos:
Mudança do sujeito ativo das obrigações 
já constituídas
Recepção da legislação tributária até que 
a do novo ente entre em vigor
Sujeito Passivo da 
Obrigação Principal
É a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou 
penalidade pecuniária. Pode ser contribuinte ou 
responsável.
Contribuinte Quando tenha relação pessoal e direta com a situação que 
constitua o respectivo fato gerador
Responsável Quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua 
obrigação decorra de disposição expressa de lei
Sujeito Passivo da 
Obrigação Acessória
É a pessoa obrigada às prestações que 
constituam o seu objeto
Salvo disposição de lei 
em contrário 
 
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75 
 
 
Sobre as convenções particulares: 
Salvo disposição de lei em contrário, as convenções particulares relativas à 
responsabilidade pelo pagamento de tributo não podem ser opostas à Fazenda 
Pública para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias 
correspondentes. 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 614: O locatário não possui legitimidade ativa para discutir a relação 
jurídico-tributária de IPTU e de taxas referentes ao imóvel alugado nem para repetir 
indébito desses tributos 
 
 
04. Solidariedade 
Referência Legal: CTN, artigos 124 e 125. 
 
A solidariedade ocorre quando há mais de um credor ou mais de um devedor em uma mesma 
obrigação. Em matéria tributária existe apenas a possibilidade de solidariedade passiva, ou 
seja, a possibilidade de a obrigação ter mais de um sujeito passivo. 
 
⚠ A solidariedade tributária não comporta benefício de ordem. 
Esquema 99 
 
 
Esquema 100 
São solidariamente
obrigadas
As pessoas que tenham interesse em comum na 
situação que constitua o fato gerador da obrigação 
principal
As pessoas expressamente designadas por lei
E
fe
it
o
s 
d
a 
so
lid
ad
ri
ed
ad
e O pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais
A isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados. 
Salvo se outorgada pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a 
solidariedade quanto aos demais pelo saldo
A interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos obrigados, favorece 
ou prejudica aos demais
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05. Capacidade Tributária 
Referência Legal: CTN, artigo 126. 
 
No direito tributário a capacidade passiva diz respeito à aptidão para se tornar sujeito passivo 
da obrigação tributária. 
 
Esquema 101 
 
06. Domicílio Tributário 
Referência Legal: CTN, artigo 127. 
 
 
Esquema 102 
 
 
 
 
A capacidade tributária passiva independe
Da capacidade civil
Das pessoas naturais
De achar-se a 
pessoa natural 
sujeita a medidas 
que importem 
privação ou 
limitação
Do exercício de 
atividades civis, 
comerciais ou 
profissionais, ou da 
administração direta 
de seus bens ou 
negócios
De estar a pessoa 
jurídica 
regularmente 
constituída
Bastando que 
configure uma 
unidade econômica 
profissional
Domicílio 
Tributário
É o local que o sujeito passivo escolhe para fins de cadastro 
e comunicação com a Fazenda Pública
Em regra, a eleição do domicílio pelo sujeito passivo pode ser 
feita a qualquer tempo, escolhendo livremente o local de sua 
preferência
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77 
 
 
Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, considera-se como domicílio 
tributário: 
 
 
 
 
⚠ Quando não couber a aplicação das regras anteriores, o domicílio tributário será o lugar 
da situação dos bens ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à obrigação 
Esquema 103 
 
É importante destacar que o direito de escolha do domicílio pelo contribuinte ou responsável 
não é absoluto, conforme esquema abaixo. 
 
Esquema 104 
 
 
 
Pessoas naturais
Sua residência habitual, ou
Sendo esta incerta ou desconhecida, o centro 
habitual de sua atividade
Pessoas jurídicas de 
direito privado ou 
firmas individuais
O lugar de sua sede, ou
Em relação aos atos ou fatos que deram origem à 
obrigação, o local de cada estabelecimento
Pessoas jurídicas de 
direito público
Qualquer de suas repartições no território
da entidade tributante
A autoridade administrativa pode 
recusar o domicílio eleito pelo sujeito 
passivo
Quando impossibilite ou dificulte
A arrecadação ou fiscalização do 
tributo
Nesse caso, serão aplicadas as mesmas 
regras anteriores para quando o sujeito 
passivo não elege o domicílio
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78 
 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
STJ, Súmula 435: Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de 
funcionar no seu domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando 
o redirecionamento da execução fiscal para o sócio-gerente. 
 
07. Responsabilidade Tributária 
Referência Legal: CTN, artigos 128 a 138. 
 
Vimos que o sujeito passivo da obrigação tributária pode ser o contribuinte (quando tenha 
relação pessoal e direta com o fato gerador) ou o responsável (quando sua obrigação decorre 
de disposição legal). 
Nesse contexto, o art. 128 do CTN dispõe: 
“Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso 
a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador 
da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-
a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação.” 
 
07.01. Responsabilidade por Substituição 
 
Esquema 105 
 
 
 
R
es
p
o
n
sa
b
ili
d
ad
e 
p
o
r 
S
u
b
st
it
u
iç
ão
Substituição Tributária 
Regressiva
Também chamada de "para trás", 
antecedente ou diferimento
O tributo relativo a determinado fato 
gerador é recolhido em momento 
posterior à sua ocorrência
Também é chamada de responsabilidade originária. O responsável fica 
obrigado no momento da ocorrência do fato gerador ou antes dele
Substituição Tributária 
Progressiva
Também chamada de "para frente" 
ou consequente
Ocorre a antecipação do 
recolhimento do tributo para 
momento anterior à ocorrência do 
Fato Gerador
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79 
 
 
A substituição tributária progressiva encontra amparo na Constituição Federal: 
 “CF88, Art. 150, § 7º: A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a 
condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato 
gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial restituição 
da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido.” 
 
▸ Contribuinte Substituído: Aquele que teria a obrigação de pagar o tributo. 
▸Contribuinte Substituto: Aquele que é designado pela lei como responsável pelo 
recolhimento do tributo que seria originariamente devido pelo contribuinte. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, RE 593.849/MG: É devida a restituição da diferença do ICMS pago a mais no regime 
de substituição tributária para frente se a base de cálculo efetiva da operação for inferior à 
presumida. 
 
07.02. Responsabilidade por Transferência 
Ao contrário da responsabilidade por substituição, na responsabilidade por transferência o 
responsável tributário se torna devedor somente após a ocorrência do fato gerador. Também 
é conhecida como responsabilidade derivada ou de segundo grau. 
 
07.02.01. Responsabilidade Solidária 
 
 
Esquema 106 
 
07.02. 02. Responsabilidade dos Sucessores 
Uma vez que tenha ocorrido o fato gerador, surge a obrigação tributária cujo sujeito passivo 
é um contribuinte definido em lei. Na responsabilidade dos sucessores, em um momento 
posterior à ocorrência do fato gerador, ocorre um evento que transfere a sujeição passiva a 
um terceiro, que é o responsável designado pela lei. 
São solidariamente 
obrigadas
As pessoas que tenham interesse comum na 
situação que constitua o fato gerador da obrigação 
principal
As pessoas expressamente designadas por lei
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80 
 
 
Sobre a responsabilidade dos sucessores, chamo sua atenção ao art. 129 do CTN, o qual 
prescreve que tal responsabilidade se aplica por igual: 
➥ Aos créditos tributários definitivamente constituídos ou em curso de constituição à 
data dos atos nela referidos; 
➥ Aos constituídos posteriormente aos mesmos atos, desde que relativos a obrigações 
tributárias surgidas até a referida data. 
 
Logo, infere-se a partir do dispositivo supracitado que a responsabilidade do sucessor 
independe da formalização do lançamento do crédito tributário, bastando que o fato 
gerador que ensejou a obrigação tributária tenha ocorrido até a data da sucessão. 
 
Na Transmissão de Bens Imóveis 
 
 
⚠ Sub-rogação pessoal: O adquirente responde por todos os tributos relativos ao imóvel, 
mesmo que ultrapasse o valor do bem. 
 
 
 
 
 
Esquema 107 
 
Destaca-se que apesar do termo “sub-rogação pessoal” previsto no CTN, o STJ possui o 
entendimento de que tal atribuição de responsabilidade não tem o objetivo de excluir a 
Sucessão na 
Transmissão de 
Bens Imóveis
Os créditos tributários relativos a impostos
Cujo fato gerador seja a propriedade, o domínio útil ou a 
posse de bens imóveis
E também os relativos a taxas pela prestação de serviços 
referentes a tais bens, ou a contribuições de melhoria
Subrogam-se na pessoa dos respectivos adquirentes
Exceções: 
✘ Quando conste no título a prova de sua quitação; 
✘ No caso de arrematação em hasta pública, a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço; 
✘ Serviços advocatícios. 
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81 
 
 
responsabilidade do alienante. Ao contrário, poderá o credor cobrar a dívida tributária de 
ambos (adquirente e alienante). 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, RE 599.176/PR: A imunidade tributária recíproca não exonera o sucessor das 
obrigações tributárias relativas aos fatos jurídicos tributários ocorridos antes da sucessão. 
STJ, REsp 979.970/SP: A jurisprudência desta Corte Superior é no sentido de que tanto o 
promitente comprador do imóvel quanto seu proprietário/promitentevendedor são 
contribuintes responsáveis pelo pagamento do IPTU. 
 
Na Transmissão de Bens Móveis 
 
 
Esquema 108 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 585: A responsabilidade solidária do ex-proprietário, prevista no art. 134 do 
Código de Trânsito Brasileiro - CTB, não abrange o IPVA incidente sobre o veículo automotor, 
no que se refere ao período posterior à sua alienação. 
STJ, Tema 1118: Somente mediante lei estadual/distrital específica poderá ser atribuída ao 
alienante responsabilidade solidária pelo pagamento do IPVA do veículo alienado, na hipótese 
de ausência de comunicação da venda do bem ao órgão de trânsito competente. 
 
 
 
 
 
 
 
Sucessão na 
Transmissão de 
Bens Móveis
São pessoalmente responsáveis
O adquirente ou remitente
Pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos
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82 
 
 
Na Causa Mortis 
 
Esquema 109 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, REsp 295.222/SP: O espólio, quando chamado como sucessor tributário, é responsável 
pelo tributo declarado pelo "de cujus" e não pago no vencimento, incluindo-se o valor da multa 
moratória. 
STJ, REsp 212.554/RN: A dívida deve ser cobrada da viúva meeira, como responsável legal e 
não como sucessora, na proporção de sua meação. Os herdeiros restantes deverão responder 
pelo valor correspondente ao quinhão recebido. 
 
★ O cônjuge meeiro, ainda que não se qualifique como herdeiro, é pessoalmente 
responsável pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha, observado o limite da 
meação. 
 
São pessoalmente responsáveis:
O sucessor a 
qualquer título e o 
cônjuge meeiro
Pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da 
partilha ou adjudicação
A responsabilidade é limitada ao montante do quinhão 
do legado ou da meação
O Espólio Pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da 
abertura da sucessão (morte)
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83 
 
 
Na Sucessão Empresarial 
 
 
⚠ Segundo o STJ, embora a cisão não conste expressamente no rol do CTN, trata-se de 
modalidade de mutação empresarial sujeita aos efeitos da responsabilidade tributária 
(REsp 852.972/PR). 
⚠ A responsabilidade aplica-se também aos casos de extinção de pessoas jurídicas de direito 
privado, quando a exploração da respectiva atividade seja continuada, sob a mesma ou outra 
razão social, ou sob firma individual, por: 
 ▸Qualquer sócio remanescente; 
 ▸Seu espólio. 
Esquema 110 
 
 
Esquema 111 
 
 
Responsabilidade 
resultante de 
Operações 
Societárias
A pessoa jurídica de direito privado que resultar de
Fusão, Transformação e Incorporação de outra ou em 
outra 
É responsável pelos tributos devidos até a data do ato 
pelas PJs de direito privado fusionadas, transformadas 
ou incorporadas
Responsabilidade do 
Adquirente de Fundo 
de Comércio ou 
Estabelecimento
A pessoa natural ou jurídica de direito privado que 
adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio 
ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional
E continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou 
outra razão social ou sob firma ou nome individual
Responde pelos relativos ao fundo ou estabelecimento 
adquirido, devidos até a data do ato
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84 
 
 
O adquirente responderá: 
 
 
Esquema 112 
 
Chamo sua atenção ao fato de que a responsabilidade do adquirente só ocorrerá se ele 
continuar a exploração da respectiva atividade. O alienante, por sua vez, continuará 
respondendo ainda que inicie atividade diferente daquela explorada anteriormente, 
observado o prazo de seis meses. 
 
Não haverá responsabilidade do adquirente, na hipótese de alienação judicial 
✘ Em processo de falência 
✘ De filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial 
Esquema 113 
 
Mesmo na hipótese de alienação judicial, haverá responsabilidade quando o 
adquirente for: 
✔ Sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial; 
✔ Sociedade controlada pelo devedor falido ou em recuperação judicial; 
✔ Parente, em linha reta ou colateral até o 4º grau, consanguíneo ou afim, do devedor falido 
ou em recuperação judicial, ou qualquer de seus sócios; 
✔ Identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial com o objetivo 
de fraudar a sucessão tributária. 
 
★ Em processo de falência o produto da alienação judicial de empresa, filial ou unidade 
produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo 
prazo de 1 (um) ano, contado da data de alienação, somente podendo ser utilizado para o 
pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário. 
 
Integralmente Se o alienante cessar a respectiva exploração
Subsidiariamente com 
o alienante
Se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro 
de 6 meses, a contar da data da alienação, nova 
atividade no mesmo ou em outro ramo de 
comércio, indústria ou profissão
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85 
 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, REsp 1.140.655/PR: A responsabilidade do art. 133 do CTN ocorre pela aquisição do 
fundo de comércio ou estabelecimento, ou seja, pressupõe a aquisição da propriedade com 
todos os poderes inerentes ao domínio, o que não se caracteriza pela celebração de 
contrato de locação, ainda que mantida a mesma atividade exercida pelo locador. 
STJ, Súmula 554: Na hipótese de sucessão empresarial, a responsabilidade da sucessora 
abrange não apenas os tributos devidos pela sucedida, mas também as multas 
moratórias ou punitivas referentes a fatos geradores ocorridos até a data da sucessão. 
 
 
07.02. 03. Responsabilidade de Terceiros 
 
A responsabilidade de terceiros ocorre quanto a determinadas pessoas que possuem o dever 
de representar os contribuintes ou de administrar seus bens. 
Com Atuação Regular 
 
 
Esquema 114 
R
es
p
o
n
sa
b
ili
d
ad
e 
d
e 
T
er
ce
ir
o
s
Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação 
principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este, nos atos 
em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis:
Os pais Pelos tributos devidos por seus filhos 
menores
Os tutores e curadores Pelos tributos devidos por seus 
tutelados e curatelados
Os administradores de bens 
de terceiros Pelos tributos devidos por estes
O inventariante Pelos tributos devidos pelo espólio
O síndico e o comissário Pelos tributos devidos pela massa 
falida ou pelo concordatário
Os tabeliães, escrivães e 
demais serventuários de 
ofício
Pelos tributos devidos sobre os atos 
praticados por eles, ou perante eles, em 
razão do seu ofício
Os sócios No caso de liquidação de sociedade de 
pessoas
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86 
 
 
Conforme o parágrafo único do art. 134 do CTN, a responsabilidade de terceiros, no caso de 
atuação regular, só se aplica, em matéria de penalidades, às de caráter moratório (por 
atraso no pagamento da obrigação). 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, REsp. 446.955/SC: Flagrante ausência de tecnicidade legislativa se verifica no artigo 
134, do CTN, em que se indica hipótese de responsabilidade solidária "nos casos de 
impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte", 
uma vez cediço que o instituto da solidariedade não se coaduna com o benefício de ordem 
ou de excussão. Em verdade, o aludido preceito normativo cuida de responsabilidade 
subsidiária. 
 
Com Atuação Irregular 
 
Esquema 115 
 
Com relação à responsabilização dos sócios com atuação irregular, é válido destacar que o 
que pode acarretar a responsabilização pessoal pelos débitos tributários são as atividades de 
gestão, de modo que o sócio quotista que não exerceu administração da empresa não 
pode ser responsabilizado, mas tão somente os sócios com poder de gerência. 
Ademais, por ser matéria reservada à lei complementar, não pode uma lei ordinária criar 
hipótese de responsabilidade solidária vinculada a simplescondição de sócio. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 430: O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não gera, por 
si só, a responsabilidade solidária do sócio gerente. 
STJ, Tema 981: O redirecionamento da execução fiscal, quando fundado na dissolução 
irregular da pessoa jurídica executada ou na presunção de sua ocorrência, pode ser 
autorizado contra o sócio ou o terceiro não sócio, com poderes de administração na data 
em que configurada ou presumida a dissolução irregular, ainda que não tenha 
exercido poderes de gerência quando ocorrido o fato gerador do tributo não adimplido, 
conforme art. 135, III, do CTN. 
São pessoalmente responsáveis pelos 
créditos correspondentes a obrigações 
tributárias resultantes de atos 
praticados com excesso de poderes ou
infração de lei, contrato social ou 
estatutos
As mesmas pessoas do esquema 
anterior
Os mandatários, prepostos e 
empregados
Os diretores, gerentes ou representantes 
de pessoas jurídicas de direito privado
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87 
 
 
STJ, Tema 962: O redirecionamento da execução fiscal, quando fundado na dissolução 
irregular da pessoa jurídica executada ou na presunção de sua ocorrência, não pode ser 
autorizado contra o sócio ou o terceiro não sócio que, embora exercesse poderes de 
gerência ao tempo do fato gerador, sem incorrer em prática de atos com excesso de 
poderes ou infração à lei, ao contrato social ou aos estatutos, dela regularmente se retirou 
e não deu causa à sua posterior dissolução irregular, conforme art. 135, III, do CTN. 
 
07.03. Responsabilidade por Infrações 
Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação 
tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e 
extensão dos efeitos do ato. 
 
Esquema 116 
 
Destaca-se que no caso das infrações que decorram de dolo do representante (responsável) 
contra os representados (contribuintes), a responsabilização pessoal é quanto à aplicação de 
penalidades. 
Exemplo: 
➥ Um gerente que pratica uma infração contrária à empresa para qual presta serviços. A 
responsabilização do agente é pessoal quanto às multas correspondentes. O contribuinte, por 
sua vez, (no exemplo, a empresa) permanecerá devedor do tributo. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, REsp 1.455.940/PR: (...) não há, nem no CTN nem na legislação esparsa, regra 
afirmando que a responsabilização do terceiro que agiu de forma irregular constitui causa de 
exclusão da responsabilidade tributária da pessoa jurídica. 
A responsabilide é 
pessoal do agente
Infrações em cuja definição o dolo do agente seja elementar
Infrações que decorram direta e exclusivamente de dolo 
específico do representante contra seu representado
Infrações conceituadas por lei 
como crimes ou contravenções, 
exceto quando:
Praticadas no 
exercício regular 
de administração, 
mandato, função, 
cargo ou emprego
For cumprimento 
de ordem 
expressa por 
quem de direito
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88 
 
 
 
Esquema 117 
 
➥ No caso de tributos em que há declaração do sujeito passivo, o benefício da denúncia 
espontânea é aplicável quando o fato gerador não tenha sido declarado ou quando, após a 
declaração, o sujeito passivo efetue a retificação, corrigindo o valor declarado a menor 
acompanhado do respectivo pagamento 
➥ O benefício da denúncia espontânea é, em regra, incompatível com os tributos sujeitos a 
lançamento de ofício, uma vez que não há, nesse caso, participação do sujeito passivo no 
lançamento do crédito tributário. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 360: O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a 
lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo. 
STJ, REsp 322.505/PR: A responsabilidade acessória autônoma, portanto desvinculada do 
fato gerador do tributo, não está albergada pelas disposições do art. 138 do CTN (denúncia 
espontânea). A tardia entrega da declaração de Imposto de Renda justifica a aplicação de 
multa. 
STJ, REsp 284.189/SP: (...) quando há parcelamento do débito tributário, não deve ser 
aplicado o benefício da denúncia espontânea da infração, uma vez que o cumprimento da 
obrigação foi desmembrado e só será quitado quando satisfeito integralmente o crédito. O 
parcelamento, pois, não é pagamento e a este não substitui, mesmo porque não há presunção 
de que, pagas algumas parcelas, as demais, igualmente, serão adimplidas (...). 
STJ, REsp 957.036/SP: A expressão "multa punitiva" é até pleonástica, já que toda multa 
tem por objetivo punir, seja em razão da mora, seja por outra circunstância, desde que 
prevista em lei. Daí a jurisprudência deste Superior Tribunal ter-se alinhado no sentido de que 
a denúncia espontânea exclui a incidência de qualquer espécie de multa, e não só a "punitiva" 
(...). 
 
Denúncia 
Espontânea
Instituto criado pelo CTN para que o contribuinte confesse 
seus ilícitos, obtendo o benefício do afastamento da 
reponsabilidade pela multa
Não se considera espontânea a denúncia apresentada após 
o início de qualquer procedimento administrativo ou medida 
de fiscalização, relacionados com a infração
Para que a responsabilidade seja 
excluída, a denúncia deve ser 
acompanhada:
Do pagamento do 
tributo devido e 
dos juros de mora, 
ou
Do depósito da 
importãncia 
arbitrada pela 
autoridade 
administrativa
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89 
 
 
CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 
01. Disposições Gerais 
Referência Legal: CTN, artigos 139 a 141 
 
Esquema 118 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
C
ré
d
it
o
 T
ri
b
u
tá
ri
o
Crédito da Fazenda Pública e Dívida do Contribuinte 
Decorre da obrigação 
principal e tem a 
mesma natureza desta
Tem por objeto o pagamento de tributo ou 
penalidade pecuniária
As circunstâncias que modificam o 
crédito tributário, sua extensão ou os seus 
efeitos, ou as garantias ou privilégios a ele 
atribuídos, ou que excluem a sua 
exigibilidade, não afetam a obrigação 
tributária que lhe deu origem
É constituído pelo 
lançamento
O crédito tributário regularmente 
constituído somente se modifica ou 
extingue, ou tem sua exigibilidade 
suspensa ou excluída, nos casos previstos 
no CTN
Fora dos quais não podem ser 
dispensados, sob pena de 
responsabilidade funcional, 
na forma da lei
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02. Lançamento e Constituição 
Referência Legal: CTN, artigos 142 a 150. 
 
02.01. Lançamento 
 
 
Esquema 119 
 
 
 
 
 
 
 
 
La
n
ça
m
en
to
Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o 
crédito tributário através do lançamento
Indelegável
Procedimento 
administrativo
Verificar a ocorrência do FG da 
obrigação correspondente
Determinar a matéria tributável
Calcular o montante do tributo 
devido
Identificar o sujeito passivo
Sendo o caso, propor a aplicação da 
penalidade cabível
A atividade administrativa 
de lançamento é 
vinculada e obrigatória
Sob pena de responsabilidade 
funcional
Natureza jurídica mista
Declara a obrigação tributária
Constitui o crédito tributário
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91 
 
 
02.02 Legislação Aplicável ao lançamento 
 
⚠ Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário esteja expresso em 
moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio 
do dia da ocorrência do fato gerador. 
Esquema 120 
 
 
Esquema 121 
 
 
 
 
 
 
 
Em relação aos 
Aspectos 
Materiais
O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato 
gerador e rege-se pela lei então vigente
Ainda que posteriormente modificada ou revogada
Não se aplica aos impostos lançados por períodos certos 
de tempo, desde que a respectiva lei fixe expressamente a 
data em que o fato gerador se considera ocorridoEm relação aos 
Aspectos Formais
Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à 
ocorrência do fato gerador
Tenha instituído novos critérios de apuração ou processos 
de fiscalização
Ampliado os poderes de investigação das autoridades 
administrativas
Ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, 
exceto para o efeito de atribuir responsabilidade 
tributária a terceiros
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92 
 
 
02.03. Alteração do lançamento 
De acordo com o CTN, o lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode 
ser alterado em virtude de: 
➥ Impugnação do sujeito passivo; 
➥ Recurso de ofício; 
➥ Impugnação do sujeito passivo; 
➥ Iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos seguintes casos (art. 149, CTN): 
1. Quando a lei assim o determine; 
2. Quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da 
legislação tributária; 
3. Quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração, deixe de 
atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento formulado 
pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não o preste satisfatoriamente, a 
juízo daquela autoridade 
4. Quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na 
legislação tributária como sendo de declaração obrigatória; 
5. Quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada; 
6. Quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente 
obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária; 
7. Quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com 
dolo, fraude ou simulação; 
8. Quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento 
anterior; 
9. Quando se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da 
autoridade que o efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade 
especial. 
➥ A revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda 
Pública (prazo decadencial). 
➥ A modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão administrativa ou 
judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do 
lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a 
fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. 
Essa modificação nos critérios jurídicos é chamada erro de direito. Logo, não cabe alteração 
de lançamento com base em erro de direito. 
 
 
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93 
 
 
02.04. Modalidades de Lançamento 
 
02.04.01 Lançamento de Ofício 
 
Esquema 122 
 
➥ Exemplos de tributos que são lançados de ofício: IPVA, IPTU, COSIP, Contribuições de 
Melhoria.	
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 397: O contribuinte de IPTU é notificado do lançamento pelo envio do carnê 
ao seu endereço. 
 
02.04.02. Lançamento por Declaração 
 
Esquema 123 
Não possui participação do sujeito 
passivo. Todo o procedimento 
administrativo é realizado pela 
autoridade administrativa.
Também é denominado lançamento 
direto ou ex officio
Não há norma geral determinando quais 
tributos serão lançados de ofício. A lei 
de cada ente pode definir se o 
lançamento será ou não de ofício
Havendo alguma irregularidade, todo 
tributo pode ser lançado de ofício
Lançamento Por 
Declaração
O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito 
passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da 
legislação tributária, presta à autoridade administrativa 
informações sobre a matéria de fato, indispensáveis à sua 
efetivação
Também chamado de lançamento misto. O contribuinte fica 
obrigado a prestar declaração e a autoridade administrativa 
realiza o lançamento e notifica o contribuinte para pagamento
A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, 
quando vise reduzir ou excluir tributo, só é admissível mediante 
comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o 
lançamento
Os erros contidos na declaração serão retificados de ofício pela 
autoridade administrativa competente para ua revisão
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94 
 
 
Arbitramento: 
 
➥ Art. 148, CTN: Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o 
valor ou o preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante 
processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não 
mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos 
expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de 
contestação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial. 
➥ Não é modalidade de lançamento. Trata-se de uma técnica utilizada para definição da 
base de cálculo, para que seja realizado um lançamento de ofício. 
➥ Não possui natureza punitiva. 
 
02.04.03. Lançamento por Homologação 
 
⚠ Homologação Tácita: Expirado o prazo de 5 anos sem que a Fazenda Pública tenha se 
pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o 
crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. 
Lançamento Por 
Homologação
Ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito 
passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio 
exame da autoridade administrativa
Também chamado de autolançamento. Opera-se pelo ato 
em que a autoridade administrativa, tomando conhecimento 
da atividade exercida pelo obrigado, expressamente a 
homologa
O pagamento antecipado extingue o crédito sob condição 
resolutória da ulterior homologação ao lançamento
Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos 
anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou 
por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito
Tais atos serão, porém, considerados na apuração do saldo 
devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade ou sua 
graduação
Prazo para homologação: 5 anos, a contar da ocorrência do 
fato gerador, se a lei não fixar prazo. (Somente lei 
complementar)
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Esquema 124 
➥ Uma vez que cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação 
tributária, os entes federativos não podem criar livremente novos tipos de lançamento. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 436: A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal 
constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do Fisco. 
STJ, Súmula 555: Quando não houver declaração do débito, o prazo decadencial 
quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário conta-se exclusivamente na forma 
do art. 173, I, do CTN, nos casos em que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de 
antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. 
➥ No caso da súmula 555 supracitada, a contagem do prazo de cinco anos terá como início 
o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, 
ou seja, não será a partir da ocorrência do fato gerador. 
 
03. Suspensão da Exigibilidade 
Referência Legal: CTN, artigos 151 a 155-A. 
 
03.01. Disposições Gerais 
Inicialmente é preciso lembrar que a legislação que disponha sobre suspensão ou exclusão 
do crédito tributário deve ser interpretada literalmente. 
Suspender a exigibilidade do crédito tributário significa que a Fazenda Pública fica impedida 
de praticar atos de cobrança, ou seja, de promover ação de execução fiscal exigindo o 
cumprimento da obrigação tributária. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, REsp 1.129.450/SP: A suspensão da exigibilidade do crédito tributário na via judicial 
impede o Fisco de praticar qualquer ato contra o contribuinte visando à cobrança de seu 
crédito, tais como inscrição em dívida, execução e penhora, mas não impossibilita a 
Fazenda de proceder à regularconstituição do crédito tributário para prevenir a 
decadência do direito. 
 
 
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96 
 
 
 
Esquema 125 
★ A suspensão da exigibilidade do crédito tributário não dispensa o cumprimento das 
obrigações acessórias dependentes da obrigação principal. 
 
Suspendem 
a exigibilidade do crédito 
tributário
Moratória
Depósito do montante integral
Reclamações e Recursos, nos termos das leis 
reguladoras do processo tributário administrativo
Concessão de medida liminar em mandado de 
segurança
Concessão de medida liminar ou tutela antecipada 
em outras espécies de ação judicial
Parcelamento
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97 
 
 
03.02. Moratória 
A moratória consiste na dilatação do prazo para cumprimento da obrigação tributária. 
 
Esquema 126 
 
⚠ Salvo disposição de lei em contrário, a moratória somente abrange: 
➥ Os créditos definitivamente constituídos à data da lei ou do despacho que a conceder; 
➥ Os créditos cujo lançamento já tenha sido iniciado, por ato regularmente notificado ao 
sujeito passivo. 
⚠ A moratória não aproveita aos casos de dolo, fraude ou simulação do sujeito passivo ou 
de terceiro em benefício daquele. 
Esquema 127 
M
o
ra
tó
ri
a
A moratória somente pode ser concedida:
Em caráter geral
Pela pessoa jurídica competente 
para instituir o tributo
Pela União, quanto a tributos de 
competência dos Estados, DF ou 
Municípios, quando 
simultaneamente concedida 
quanto aos tributos de 
competência federal e às 
obrigações de direito privado
Em caráter individual
Por despacho da autoridade 
administrativa, desde que 
autorizada por lei
A lei concessiva da 
moratória pode 
circunscrever 
expressamente a sua 
aplicabilidade
À determinada região do território da pessoa 
jurídica de direito público que a expedir
À determinada classe ou categoria de sujeitos 
passivos
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98 
 
 
Nos termos do art. 153 do CTN, a lei que conceda moratória em caráter geral ou autorize sua 
concessão em caráter individual especificará, sem prejuízo de outros requisitos: 
➥ O prazo de duração do favor. 
➥ As condições da concessão do favor em caráter individual; 
➥ Sendo o caso: 
▸ Os tributos a que se aplica; 
▸ O número de prestações e seus vencimentos, dentro do prazo de duração, 
podendo atribuir a fixação à autoridade administrativa, para cada caso de concessão em 
caráter individual; 
▸ As garantias que devem ser fornecidas pelo beneficiado no caso de concessão em 
caráter individual. 
⚠ A concessão da moratória em caráter individual não gera direito adquirido e será 
revogado de ofício, sempre que se apure que o beneficiado não satisfazia ou deixou de 
satisfazer as condições ou não cumprira ou deixou de cumprir os requisitos para a 
concessão do favor, cobrando-se o crédito acrescido de juros de mora: 
 
Esquema 128 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com imposição da 
penalidade cabível
Nos casos de dolo ou simulação do beneficiado, ou de 
terceiro em benefício daquele 
Nesse caso, o tempo decorrido entre concessão da 
moratória e sua revogação não se computa para efeito 
de prescrição do direito à cobrança do crédito
Sem imposição de 
penalidade
Nos demais casos
A revogação só pode ocorrer antes de prescrito o referido 
direito
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99 
 
 
03.03. Parcelamento 
 
Esquema 129 
➥ Não é possível que uma lei ordinária condicione a suspensão da exigibilidade do crédito 
tributário à apresentação de garantia do valor objeto de parcelamento, uma vez que é matéria 
atinente à lei complementar e o CTN não faz tal exigência. 
➥ Lei específica disporá sobre as condições de parcelamento dos créditos tributários do 
devedor em recuperação judicial. 
➥ Caso não seja editada a lei específica citada anteriormente, serão aplicadas as leis gerais 
de parcelamento do ente da Federação ao devedor em recuperação judicial. Nesse caso, o 
prazo de parcelamento não poderá ser inferior ao concedido pela lei federal específica. 
★ ATENÇÃO: Caso seja editada lei específica do ente federado para o devedor em 
recuperação judicial, não há impedimento para que tal lei estabeleça prazos inferiores aos 
concedidos pela lei federal específica relativa ao tema. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
STJ, REsp 1.156.016/SE: (...)o parcelamento postulado depois de transcorrido o prazo 
prescricional não restabelece a exigibilidade do crédito tributário. Isso por que (a) não 
é possível interromper a prescrição de crédito tributário já prescrito; e (b) a prescrição 
tributária não está sujeita à renúncia, uma vez que ela não é causa de extinção apenas do 
direito de ação, mas, sim, do próprio direito ao crédito tributário. 
STJ, Súmula 653: O pedido de parcelamento fiscal, ainda que indeferido, interrompe o 
prazo prescricional, pois caracteriza confissão extrajudicial do débito. 
STJ, Tema Repetitivo 980: O parcelamento de ofício da dívida tributária não configura 
causa interruptiva da contagem da prescrição, uma vez que o contribuinte não anuiu. 
STF, RE 640.905/SP: Não viola o princípio da isonomia e o livre acesso à jurisdição a 
restrição de ingresso no parcelamento de dívida relativa à COFINS (...) dos contribuintes 
que questionaram o tributo em juízo com depósito judicial dos débitos tributários. 
STJ, REsp 1.507.438/RS: (...) a confissão de dívida para efeito de parcelamento, não 
exclui da apreciação, pelo Poder Judiciário, da controvérsia, no que se refere aos seus 
aspectos jurídicos. 
 
 
Parcelamento
Será concedido na forma e condições 
estabelecidas em lei específica
Salvo disposição de lei em contrário, não exclui a 
incidência de juros e multa
Aplica-se, subsidiariamente, as mesmas 
disposições do CTN relativas à moratória
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100 
 
 
03.04. Depósito do Montante Integral 
O depósito do montante integral consiste numa faculdade que o contribuinte possui para 
suspender a exigibilidade do crédito tributário, quando decide impugnar o valor apurado pela 
autoridade administrativa. É um direito subjetivo do contribuinte, cujo exercício não pode ser 
impedido pela Fazenda Pública. 
Para que tenha o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário, deve ser no valor 
que o Fisco entende devido. 
 
É importante que você saiba qual o destino do valor depositado, ao fim do litígio: 
 
Esquema 130 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 112: O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito tributário se for 
integral e em dinheiro. 
STF, Súmula Vinculante nº 28: É inconstitucional a exigência de depósito prévio como 
requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de 
crédito tributário. 
STF, Súmula Vinculante nº 21: É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento 
prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. 
STJ, Tema Repetitivo 378: A fiança bancária não é equiparável ao depósito integral do 
débito exequendo para fins de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, ante a 
taxatividade do art. 151 do CTN e o teor do Enunciado Sumular n. 112 desta Corte. 
 
 
 
 
 
 
Decisão favorável à 
Fazenda Pública
O depósito é convertido em renda e o 
crédito tributário é extinto.
Decisão favorável ao 
Sujeito Passivo
Este poderá realizar o levantamento 
(resgate) do valor depositado.
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101 
 
 
04. Extinção 
Referência Legal: CTN, artigos 156 a 174 
 
04.01. Disposições Gerais 
 
A lei disporá quanto aos efeitos da extinção total ou parcial do crédito sobre a ulterior 
verificação da irregularidade da sua constituição. 
Esquema 131 
 
04.02. Pagamento 
 
⚠ A imposição de penalidade não ilide o pagamento integral do crédito tributário. 
Esquema 132 
• Pagamento.
• Compensação.
• Transação.
• Remissão.
• Prescrição e Decadência.
• Conversão de depósito em renda.
• Pagamento126 
03. Certidão Negativa ...................................................................................................................................................... 128 
 
 
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3 
 
 
ATUALIZAÇÕES 
Controle de atualizações 
➥ Não possui. 
 
 
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4 
 
 
ORIENTAÇÕES INICIAIS 
01. EMENTA 
A matéria DIREITO TRIBUTÁRIO é tratada, principalmente, na CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 
1988 (Sistema Tributário Nacional) e no CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. Porém, existem 
outros normativos que serviram para elaboração do material e que são indicados na referência 
legal. 
Outro ponto que cabe destacar é que as disposições específicas referentes aos impostos 
municipais, estaduais e federais constam no RESUMO DE LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA 
REGULAR. 
 
02. OBJETIVO DESTE MATERIAL 
Cabe lembrar que este material tem como essência ser um resumo. Sua proposta é apresentar 
o conteúdo de forma objetiva e direta, eliminando qualquer informação desnecessária para o 
estudo. 
A elaboração deste material foi fundamentada em premissas estratégicas: o conteúdo é 
orientado pelo histórico de cobrança do assunto, priorizando os temas frequentemente 
exigidos nas provas, ao mesmo tempo em que exclui normativos procedimentais, cujo foco 
recai sobre detalhamentos operacionais raramente cobrados. 
Desta forma, buscamos proporcionar uma revisão eficaz e objetiva, permitindo um estudo 
focado nos pontos relevantes para a sua prova. 
 
03. REPORTAR ERROS 
Caso encontre algum erro no material ou desatualização, pedimos, por gentileza, que clique 
no botão abaixo e reporte-o para nós. 
 
🔗"# Reportar Erro 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScP7wB7hvj0FPoT2BXe446SWiJhV6F3-11ZsR7ILP9JPb_afw/viewform
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5 
 
 
SIGLAS 
ADC Ação Declaratória de Constitucionalidade 
ALÍQ Alíquota 
BC Base de Cálculo 
CD Câmara dos Deputados 
CF88 Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 
COSIP Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública 
CONFAZ Conselho Nacional de Política Fazendária 
DF Distrito Federal 
DIFAL Diferencial de Alíquota 
DOU Diário Oficial da União 
EC Emenda Constitucional 
FG Fato Gerador 
ICMS 
Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre prestações de 
Serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. 
IE Imposto de Exportação 
II Imposto de Importação 
IGF Imposto Sobre Grandes Fortunas 
IOF Imposto sobre Operações de Câmbio 
IPI Imposto sobre Produtos Industrializados 
ISSQN Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza 
LC Lei Complementar 
LTE Legislação Tributária Estadual 
MA Maioria Absoluta 
MÁX Máxima 
MÍN Mínima 
MP Matéria-prima 
MVA Margem de Valor Agregado 
N Norte 
NE Nordeste 
PEG Produtor, Extrator, Gerador 
PET Petróleo 
PF Pessoa Física 
PJ Pessoa Jurídica 
PR Presidente da República 
RE Recurso Extraordinário 
REsp Recurso Especial 
RSF Resolução do Senado Federal 
SDC Salvo Determinação em Contrário da legislação 
SF Senado Federal 
SPC Salvo Prova em Contrário 
ST Substituição Tributária 
STF Supremo Tribunal Federal 
STJ Superior Tribunal de Justiça 
SV Súmula Vinculante 
UF Unidades Federadas 
VM Valor da Mercadoria 
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6 
 
 
QUESTÕES 
 
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Abaixo temos cadernos de questões do TEC CONCURSOS organizados de forma macro 
(capítulos) e de forma micro (assuntos), de acordo com a divisão feita no resumo. 
 
CAPÍTULO Nº de Questões 
000CADERNO 00 Introdução ao Direito Tributário 58 
000CADERNO 01 Espécies de Tributos 206 
000CADERNO 02 Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar 239 
000CADERNO 03 Competência Tributária 101 
000CADERNO 04 Legislação Tributária 133 
000CADERNO 05 Obrigação Tributária 281 
000CADERNO 06 Crédito Tributário 380 
000CADERNO 07 Administração Tributária 100 
 
 
 
 
https://www.tecconcursos.com.br/
mailto:contato@esquematizaai.com
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y1yi
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y1zn
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y20P
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y20t
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y21M
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y226
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y22b
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y232
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7 
 
 
ANÁLISE DE COBRANÇA 
A matéria DIREITO TRIBUTÁRIO possui um histórico de 1498 questões cadastradas no site 
Tec Concursos, aplicadas nos anos 2018 a 2023, sem restrição de área, pelas bancas 
CEBRASPE, FCC, FGV e Vunesp. 
A tabela abaixo é útil para entendermos quais assuntos o examinador prioriza dentro nessa 
matéria: 
Assunto Nº de Questões % 
Crédito Tributário (arts. 139 a 193 do CTN) 380 25,37% 
Obrigação Tributária (arts. 113 a 138 do CTN) 281 18,76% 
Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar (arts. 150 a 152 
da CF) 
239 15,95% 
Espécies de Tributos 206 13,75% 
Legislação Tributária (arts. 96 a 112 do CTN e art. 146 e 146-A da 
CF/1988) 
133 8,88% 
Competência Tributária (CF/1988 e CTN) 101 6,74% 
Administração Tributária (arts. 194 a 208 do CTN) 100 6,68% 
Introdução ao Direito Tributário 58 3,87% 
 
Sugestão: Utilize essa tabela para realizar as revisões de reta final ou priorizar assuntos, caso 
seja necessário. Segue o link do caderno que foi utilizado nessa análise: CADERNO DIREITO 
TRIBUTÁRIO ANÁLISE 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y27V
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2y27V
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8 
 
 
INTRODUÇÃO AO DIREITO TRIBUTÁRIO 
 
01. Regra Matriz de Incidência Tributária 
Referência: Doutrina. 
 
A regra matriz de incidência tributária é o conjunto de elementos que determina se 
determinado fato ou situação está sujeito à incidência de um tributo, composto por 
hipótese de incidência (aspectos material, espacial e temporal), base de cálculo (aspecto 
quantitativo), alíquota (aspecto quantitativo) e sujeito passivo (aspecto pessoal). 
 
Resumidamente temos os seguintes aspectos: 
 
 
Esquema 1 
 
R
eg
ra
 M
at
ri
z 
d
e 
In
ci
d
ên
ci
a 
T
ri
b
u
tá
ri
a
Material Como?
Espacial Onde?
Temporal Quando?
Pessoal Quem?
Quantitativo Quanto?
Antecedente 
Normativo 
-HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA- 
Consequente 
Normativo 
-OBRIGAÇÃO DECORRENTE- 
 
🔗"# Questão do Assunto 
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9 
 
 
02. Conceito de Tributo 
Referência Legal: Código Tributário Nacional, artigo 3. 
 
 
Esquema 2 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, RE 228.800/DF: A compensação financeira pela exploração de recursos minerais 
(CFEM) não é tributo, por ausência do caráter compulsório. 
STJ, Súmula 353: As disposições do CTN não se aplicam às contribuições para o FGTS. 
 
C
o
n
ce
it
o
 d
e 
T
ri
b
u
to
Tributo é toda prestação:
Pecuniária compulsória
▸Elemento Essencial
Em moeda ou cujo valor
nela se possa exprimir
Vedado In natura ou In labore
Existe a possibilidade de dação em 
pagamento em bens imóveis, na 
forma e condições estabelecidas em lei
Não constitua sanção 
de ato ilícito
Multa não é tributo, pois ela tem 
caráter sancionatório
Pecunia non olet: 
Tributa-se o fato gerador (lícito), 
abstraindo-se a validade jurídica dos 
atos, ainda que ilícitos
Exemplo: traficante de drogas deve 
ser tributado pelo imposto de renda, 
embora a origem da renda seja ilícita
Instituída em lei
Cobrada mediante 
atividadeantecipado e a homologação do lançamento.
• Consignação em pagamento.
• Decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita
administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória.
• Decisao judicial transitada em julgado.
• Dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições
estabelecidas em lei.
EXTINGUEM O CRÉDITO TRIBUTÁRIO
O pagamento de um crédito não importa
em presunção de pagamento
Quando parcial, das prestações em 
que se decomponha
Quando total, de outros créditos 
referentes ao mesmo ou a outros 
tributos
🔗"# Caderno de Questões 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2kz6U
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102 
 
 
 
⚠ Quando a legislação tributária não dispuser a respeito, o pagamento é efetuado na 
repartição competente do domicílio do sujeito passivo. 
Esquema 133 
 
➥ A legislação tributária pode determinar as garantias exigidas para o pagamento por cheque 
ou vale postal, desde que não o torne impossível ou mais oneroso que o pagamento em 
moeda corrente. 
➥ O crédito pago por cheque somente se considera extinto com o resgate deste pelo sacado. 
➥ O crédito pagável em estampilha considera-se extinto com a inutilização regular daquela. 
➥ A perda ou destruição da estampilha, ou o erro no pagamento por esta modalidade, não 
dão direito a restituição, salvo nos casos expressamente previstos na legislação tributária, 
ou naquelas em que o erro seja imputável à autoridade administrativa. 
➥ O pagamento em papel selado ou por processo mecânico equipara-se ao pagamento em 
estampilha. 
 
04.02.01 Prazo para Pagamento 
 
A legislação tributária pode conceder desconto pela antecipação do pagamento, nas 
condições que estabeleça. Não precisa ser por lei. 
Esquema 134 
 
➥ O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja 
qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis 
e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. 
O pagamento é efetuado
Em moeda corrente, cheque ou vale 
postal
Nos casos previstos em lei, em 
estampilha, papel selado ou processo 
mecãnico
Quando a legislação tributária não 
fixar o tempo de pagamento
O vencimento do crédito ocorre 30 
dias após a data em que o sujeito 
passivo for notificado do 
lançamento
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103 
 
 
➥ Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de 1% ao 
mês. 
➥ Não haverá acréscimo de juros de mora na pendência de consulta formulada pelo 
devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, Tema 1062: Os estados-membros e o Distrito Federal podem legislar sobre índices 
de correção monetária e taxas de juros de mora incidentes sobre seus créditos fiscais, 
limitando-se, porém, aos percentuais estabelecidos pela União para os mesmos fins. 
 
04.02.01 Imputação em Pagamento 
Existindo simultaneamente 2 ou mais débitos vencidos do mesmo sujeito passivo para 
com a mesma pessoa jurídica de direito público, relativos ao mesmo ou a diferentes 
tributos ou provenientes de penalidade pecuniária ou juros de mora, a autoridade 
administrativa determinará a imputação. 
➥ Como se dará essa imputação? Na seguinte ordem indicada: 
 
Esquema 135 
04.02.02 Consignação em Pagamento 
A importância de crédito tributário pode ser consignada judicialmente pelo sujeito passivo, 
quando ocorrer: 
✔ 
Recusa de recebimento, ou subordinação deste ao pagamento de outro tributo ou de 
penalidade, ou ao cumprimento de obrigação acessória; 
✔ 
Subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem 
fundamento legal; 
✔ 
Exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre 
um mesmo fato gerador (Bitributação); 
01 Débitos por obrigação 
própria
Débitos decorrentes de responsabilidade 
tributária
02 Contribuição de melhoria Taxas Impostos
03 Na ordem crescente dos prazos de prescrição
04 Na ordem descrescente dos montantes
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104 
 
 
 
★ IMPORTANTE: A consignação só pode versar sobre crédito que o consignante se propõe a 
pagar. 
 
 
⚠ O crédito tributário não é extinto com simples ação de consignação em pagamento. Para 
que a extinção seja efetivada é necessário que a ação seja julgada procedente. 
Esquema 136 
 
Julgada procedente a 
consignação
O pagamento se reputa efetuado e 
a importância consignada é 
convertida em renda
Julgada improcedente a 
consignação, no todo ou em parte
Cobra-se o crédito acrescido de 
juros de mora, sem prejuízo das 
penalidade cabíveis
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105 
 
 
 
04.02.03 Pagamento Indevido e Restituição 
 
 
Esquema 137 
 
O direito do sujeito passivo de pleitear a restituição do que foi pago indevidamente também é 
chamado de repetição do indébito tributário. 
➥ A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo 
encargo financeiro (tributos indiretos) somente será feita a quem prove: 
1. Ter assumido o referido encargo; ou 
2. No caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a 
recebê-lo. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, REsp 903.394/AL: O "contribuinte de fato" (in casu, distribuidora de bebida) não 
detém legitimidade ativa ad causam para pleitear a restituição do indébito relativo ao IPI 
incidente sobre os descontos incondicionais, recolhido pelo "contribuinte de direito" 
(fabricante de bebida), por não integrar a relação jurídica tributária pertinente. 
STJ, REsp 1.349.196/RJ: Tratando-se de serviço público prestado mediante concessão 
do Poder Público (...) o usuário tem legitimidade para pleitear a restituição de indébito de 
ICMS. 
O sujeito passivo tem direito
independente de prévio protesto
À restituição total ou parcial do tributo
Seja qual for a modalidade do 
pagamento
Situações que 
geram o direito à 
restituição
Quando houver a cobrança ou pagamento espontâneo de 
tributo indevido ou maior que o devido
Quando houver erro na edificação do sujeito passivo, na 
determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante 
do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer 
documento relativo ao pagamento
Quando houver reforma, anulação, revogação ou rescisão de 
decisão condenatória
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106 
 
 
 
Esquema 138 
 
A restituição vence juros não capitalizáveis, a partir do trânsito em julgado da decisão 
definitiva que a determinar. 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 188: Os juros moratórios, na repetição do indébito, são devidos a partir do 
trânsito em julgado da sentença. 
STJ, Súmula 523: A taxa de juros de mora incidente na repetição de indébito de tributos 
estaduais deve corresponder à utilizada para cobrança do tributo pago em atraso, sendo 
legítima a incidência da taxa Selic, em ambas as hipóteses, quando prevista na legislação 
local, vedada sua cumulação com quaisquer outros índices. 
STF, RE 1.063.187/SC: É inconstitucional a incidência do IRPJ e da CSLL sobre os valores 
atinentes à taxa Selic recebidos em razão de repetição de indébito tributário. 
STF, Tema 228: É devida a restituição da diferença das contribuições para o PIS e Cofins 
recolhidas a mais, no regime de substituição tributária, se a base de cálculo efetiva das 
operações for inferior a presumida. 
 
 
Esse prazo, conta-se: 
1. Da extinção do crédito tributário; 
2. Da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou transitar em julgado a 
decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão 
condenatória. 
Esquema 139 
 
 
Esquema 140 
Restituição total ou
parcial do tributo
Dá lugar à restituição, 
na mesma proporção, 
dos juros de mora e 
das penalidades 
pecuniárias
Salvo as referentes a 
infrações de caráter 
formal não 
prejudicadas pela 
causa da restituição
Direito de pleiteara restituição Extingue-se no prazo de 5 anos
Ação anulatória da decisão 
administrativa que denegar a 
restituição
Prescreve em 2 anos
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107 
 
 
➥ O prazo de prescrição é interrompido pelo início da ação judicial, recomeçando o seu 
curso, por metade, a partir da intimação validamente feita ao representante judicial da 
Fazenda Pública interessada. 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 625: O pedido administrativo de compensação ou de restituição não 
interrompe o prazo prescricional para a ação de repetição de indébito tributário de que 
trata o art. 168 do CTN nem o da execução de título judicial contra a Fazenda Pública. 
 
04.02.04 Dação em Pagamento 
O CTN prevê que a dação em pagamento em bens imóveis extingue o crédito tributário. 
Sobre o assunto, muito se discute sobre a possibilidade de os entes federados instituírem 
outras causas de extinção do crédito tributário, além das já previstas no CTN, ou seja, se a 
lista de causas extintivas do crédito tributário previstas no CTN é exaustiva ou meramente 
exemplificativa, especialmente quando o assunto é a possibilidade de dação em pagamento 
de bens móveis. 
Até pouco tempo, a jurisprudência era firme no sentido de que não era possível aos entes 
federados aceitarem bens móveis como forma de extinção do crédito tributário, por ofensa 
ao princípio da licitação. Não obstante a isso, o STF na ADI 2405 passou a entender que, 
embora não prevista no CTN, lei estadual pode instituir o pagamento de dívidas tributárias 
através da dação em bens móveis. Inclusive a FGV já cobrou tal entendimento no ano 2022 
🔗"# código tec #2230220 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, ADI 2405/RS: Não há reserva de Lei Complementar Federal para tratar de novas 
hipóteses de suspensão e extinção de créditos tributários. Possibilidade de o Estado-
Membro estabelecer regras específicas de quitação de seus próprios créditos tributários 
(...) a Constituição Federal não reservou à lei complementar o tratamento das modalidades 
de extinção e suspensão dos créditos tributários, à exceção da prescrição e decadência (...) 
A partir dessa ideia, e considerando também que as modalidades de extinção de crédito 
tributário, estabelecidas pelo CTN (art. 156), não formam um rol exaustivo, tem-se a 
possibilidade de previsão em lei estadual de extinção do crédito por dação em 
pagamento de bens móveis. 
 
 
 
 
 
 
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108 
 
 
04.03. Compensação 
 
 
Esquema 141 
➥ Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, a lei determinará a apuração do seu 
montante, não podendo, porém, cominar redução maior que a correspondente ao juro de 1% 
ao mês pelo tempo a decorrer entre a data da compensação e a do vencimento. 
➥É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação 
judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 460: É incabível o mandado de segurança para convalidar a compensação 
tributária realizada pelo contribuinte. 
STJ, Súmula 213: O mandado de segurança constitui ação adequada para a declaração 
do direito à compensação tributária. 
STJ, REsp 1.164.452/MG: A lei que regula a compensação tributária é a vigente à data do 
encontro de contas entre os recíprocos débito e crédito da Fazenda e do contribuinte. 
STF, RE 917.285/SC: A jurisprudência da Corte já assentou que a compensação de ofício 
não viola a liberdade do credor e que o suporte fático da compensação prescinde de 
anuência ou acordo, perfazendo-se ex lege, diante das seguintes circunstâncias objetivas: 
(i) reciprocidade de dívidas, (ii) liquidez das prestações, (iii) exigibilidade dos débitos e (iv) 
fungibilidade dos objetos. 
 
04.04. Transação 
 
Esquema 142 
 
 
 
 
A lei pode autorizar a compensação 
de créditos tributários
Vencidos ou vincendos, do sujeito 
passivo contra a fazenda Pública
A lei pode facultar, nas condições 
que estabeleça, aos sujeitos ativo e 
passivo, celebrar transação
▸A lei indicará também a 
autoridade competente para 
autorizar a transação
Que mediante concessões 
mútuas, importe em determinação 
do litígio e consequente extinção 
do crédito tributário
▸Somente pode ser realizada após
a instauração do litígio
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109 
 
 
04.05. Remissão 
 
 
Esquema 143 
IMPORTANTE: ANISTIA 
➥ É importante salientar que a remissão não se confunde com a anistia (que é hipótese de 
exclusão do crédito tributário, conforme veremos adiante). 
➥ Enquanto a anistia exclui as multas tributárias (impede o seu lançamento), a remissão é 
forma de extinguir o crédito tributário (multa ou tributo), ou seja, aplica-se aos casos em que 
o crédito tributário já foi constituído (lançado). 
➥ Apesar do citado acima ser a corrente majoritária, há doutrinadores que entendem que a 
anistia é aplicável às multas, sejam elas lançadas ou não, e há algumas questões que cobram 
esse entendimento. 
 
 
 
 
 
R
em
is
sã
o
A lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho 
fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo:
A situação econômica do sujeito passivo
Ao erro ou ignorância excusáveis do sujeito passivo, quanto a matéria 
de fato
A diminuta importância do crédito tributário
A considerações de equidade, em relação com as características 
pessoais ou materiais do caso
A condições peculiares a determinada região do território da entidade 
tributante
1. 
2. 
3. 
5. 
4. 
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110 
 
 
04.06. Decadência 
 
 
Esquema 144 
 
 
➥ Antecipação da contagem do prazo decadencial: Sendo iniciada a constituição do 
crédito tributário entre a data do fato gerador e o primeiro dia do exercício seguinte, a 
contagem do prazo decadencial será antecipada e terá como marco inicial a data em que 
tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de 
qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. 
Esquema 145 
	
ENTENDA:	Tanto a decadência quanto a prescrição extinguem o crédito tributário. Assim, 
se o contribuinte realizar o pagamento após a consumação do prazo decadencial ou 
prescricional, não haverá restabelecimento da exigibilidade do crédito tributário decaído 
ou prescrito, portanto, possui direito à restituição do valor pago indevidamente. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Tema Repetitivo 604: A decadência, consoante a letra do art. 156, V, do CTN, é forma 
de extinção do crédito tributário. Sendo assim, uma vez extinto o direito, não pode ser 
reavivado por qualquer sistemática de lançamento ou autolançamento, seja ela via 
documento de confissão de dívida, declaração de débitos, parcelamento ou de outra 
espécie qualquer (DCTF, GIA, DCOMP, GFIP, etc.). 
STJ, REsp 1.651.670/DF: (...) O contribuinte, ao realizar o depósito judicial com vistas à 
suspensão do crédito tributário, promove a constituição deste nos moldes do que dispõe 
o art. 150 e parágrafos do CTN, não havendo que se falar em decadência do direito do 
Fisco de lançar o débito. 
 
 
O que é decadência?
Prazo que a autoridade administrativa 
tem para constituir o crédito 
tributário
O prazo decadencial é de 
5 anos, contados:
Do primeiro dia do exercício seguinte àquele em 
que o lançamento poderia ter sido efetuado
Da data em que se tornar definitiva a decisão que 
houver anulado, por vício formal, o lançamento 
anteriormente efetuado
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111 
 
 
No caso dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o sujeito passivo efetua o 
pagamento antecipado sem prévio exame da autoridade administrativa e esta possui o prazo 
de 5 anos para homologar, expressa ou tacitamente, o lançamento. 
Já vimos também que a súmula 436 do STJ prescreve que nesses casos “A entrega de 
declaração pelo contribuintereconhecendo débito fiscal constitui o crédito tributário, 
dispensada qualquer outra providência por parte do fisco”. 
Logo, surge a dúvida quanto ao marco inicial do prazo decadencial para que a Fazenda Pública 
possui para apurar e constituir o lançamento de eventuais diferenças. 
Vamos esquematizar: 
 
Esquema 146 
 
 
 
 
 
 
D
ec
ad
ên
ci
a 
n
o
s 
la
n
ça
m
en
to
s 
p
o
r 
h
o
m
o
lo
g
aç
ão
Prazo de 5 anos, conta-se:
Declara e paga A partir da ocorrência do fato 
gerador
Declara, mas não paga
A entrega da declaração constitui o 
crédito tributário. Não há mais que se 
falar em decadência, mas sim em 
prescrição
Prazo prescricional se inicia na data 
da entrega da declaração ou na data 
de vencimento do tributo, o que 
ocorrer por último
Não declara e não paga
A partir do primeiro dia do exercício 
seguinte (Regra geral do art. 173,I do 
CTN)
Ocorrência de dolo, fraude 
ou simulação
A partir do primeiro dia do exercício 
seguinte (Regra geral do art. 173,I do 
CTN)
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112 
 
 
 
04.07. Prescrição 
 
Esquema 147 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 409: Em execução fiscal, a prescrição ocorrida antes da propositura da ação 
pode ser decretada de ofício. 
STJ, REsp 1.320.828: A notificação do contribuinte para o recolhimento do IPVA 
perfectibiliza a constituição definitiva do crédito tributário, iniciando-se o prazo 
prescricional para a execução fiscal no dia seguinte à data estipulada para o vencimento 
da exação. 
STJ, Súmula 314: Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se o 
processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da prescrição quinquenal intercorrente. 
 
05. Exclusão 
Referência Legal: CTN, artigos 175 a 182 
 
05.01. Disposições Gerais 
Inicialmente é preciso saber que a exclusão do crédito tributário tem, na verdade, a função 
de impedir a sua constituição, ou seja, o crédito tributário não é sequer constituído. 
Prescrição
O que é? Prazo para promover a ação de cobrança do crédito 
tributário (Ação de execução fiscal)
Prescreve em 5 anos, contados da constituição definitiva do crédito 
tributário
Prescrição se interrompe:
Pelo despacho do juiz que 
ordenar a citação em execução 
fiscal
Pelo protesto judicial
Por qualquer ato judicial que 
constitua em mora o devedor
Por qualquer ato inequívoco 
ainda que extrajudicial, que 
importe em reconhecimento 
do débito pelo devedor 
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113 
 
 
 
 
Esquema 148 
 
Destaca-se que as hipóteses de exclusão do crédito tributário só podem ser concedidas 
através de lei específica (ordinária), não podem, portanto, serem instituídas por ato 
infralegal. Não há, entretanto, vedação para que a mesma lei que conceda isenção ou anistia 
disponha sobre matérias relativas ao tributo que está sendo excluído. 
Ademais, uma vez que podem ser instituídas por lei ordinária, caso sejam concedidas por lei 
complementar, não há impedimento para que a revogação ocorra por lei ordinária. 
A exclusão também não dispensa o cumprimento de obrigações acessórias decorrentes 
da obrigação principal cujo crédito seja excluído ou dela consequente. 
 
Excluem o crédito 
tributário
Isenção
A obrigação excluída é 
referente a tributos
Benefício ou incentivo fiscal 
que consiste na dispensa legal 
do pagamento do tributo
Anistia
A obrigação excluída é 
referente a multas
Perdão de infrações
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114 
 
 
05.02. Isenção 
 
Esquema 149 
 
É importante destacar ainda, sobre a isenção: 
➥ Quando concedida em caráter individual, é efetivada, em cada caso, por despacho da 
autoridade administrativa, através de requerimento feito pelo interessado no qual 
comprove o preenchimento das condições e cumprimento dos requisitos previstos em lei ou 
contrato para sua concessão. Nesse caso, não gera direito adquirido. Caso seja constatado 
que o sujeito passivo não atende aos requisitos ou condições, o crédito tributário será 
cobrado, acrescido de juros de mora. 
➥ Quando referir-se a tributo lançado por período certo de tempo, o despacho supracitado 
será renovado antes da expiração de cada período. Os efeitos da isenção serão cessados 
automaticamente a partir do primeiro dia para o qual o interessado não promover a 
continuidade do reconhecimento da isenção. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, Súmula 544: Isenções tributárias concedidas, sob condição onerosa, não podem ser 
livremente suprimidas. 
STF, ADI 6025: A concessão de isenção tributária configura ato discricionário do ente 
federativo competente para a instituição do tributo e deve estrito respeito ao princípio da 
C
ar
ac
te
rí
st
ic
as
 d
a 
Is
en
çã
o
Ainda quando prevista 
em contrato, é sempre 
decorrente de lei que 
especifique:
As condições e requisitos para sua 
concessão
Os tributos a que se aplica
O prazo de sua duração
Pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, 
em função de condições a ela peculiares
Salvo se concedida por prazo certo e em função de determinadas 
condições, pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo
Salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva: 
✘ Às taxas e contribuições de melhoria, pois são tributos com caráter contraprestacional 
a uma atividade realizada pelo estado. 
✘ Aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão. 
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115 
 
 
reserva legal (...) Impossibilidade de atuação do Poder Judiciário como legislador positivo, 
ampliando a incidência da concessão de benefício tributário, de modo a incluir 
contribuintes não expressamente abrangidos pela legislação pertinente. 
STF, RE 159.026/SP: A concessão de isenção é ato discricionário, por meio do qual o Poder 
Executivo, fundado em juízo de conveniência e oportunidade, implementa suas políticas 
fiscais e econômicas, e, portanto, a análise de seu mérito escapa ao controle do Poder 
Judiciário. 
 
05.03. Anistia 
 
 
Esquema 150 
Anistia Abrange exclusivamente as infrações cometidas anterioremente
à lei que a concede
A anistia não se aplica
Aos atos qualificados em leis como crimes ou 
contravenções
E aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam 
praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito 
passivo ou por terceiro em benefício daquele
Salvo disposição em contrário, às infrações resultantes 
de conluio entre duas ou mais pessoas naturais ou 
jurídicas
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116 
 
 
 
Esquema 151 
 
Assim como no caso da isenção, a anistia: 
➥ Quando concedida em caráter individual, é efetivada, em cada caso, por despacho da 
autoridade administrativa, através de requerimento feito pelo interessado no qual 
comprove o preenchimento das condições e cumprimento dos requisitos previstos em lei para 
sua concessão. 
Nesse caso, também não gera direito adquirido. Caso seja constatado que o sujeito passivo 
não atende aos requisitos ou condições, o crédito tributário será cobrado, acrescido de juros 
de mora. 
 
06. Garantias e Privilégios 
Referência Legal: CTN, artigos 183 a 193. 
 
06.01. Disposições Gerais 
Inicialmente cabe destacar que as garantias do crédito tributário previstas no CTN não 
excluem outras que sejam expressamente previstas em lei, em função da natureza ou das 
características do tributo a que se refiram. 
➥ A natureza das garantias atribuídas ao crédito tributário não altera a natureza deste nem 
a da obrigação tributária a que corresponda. 
A anistia pode
ser concedida
Em caráter geral
Limitadamente
Às infrações da legislação relativas a 
determinado tributo
Às infrações punidas com penalidades 
pecuniárias até determinado 
montante, conjugadas ou não com 
penalidades de outras natureza
A determinada região do território da 
entidade tributante
Sob condição do pagamento de 
tributo no prazo fixado pela lei ou cuja 
fixaçãoseja atribuída pela lei à 
autoridade administrativa
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117 
 
 
 
⚠ Excetuados unicamente os bens e rendas que a lei declare absolutamente 
impenhoráveis. 
Esquema 152 
 
 
 
Esquema 153 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, AREsp 519.070/SC: (...)a simples alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu 
começo, pelo sujeito passivo por quantia inscrita em dívida ativa, sem a reserva de meios 
para quitação do débito, gera presunção absoluta (jure et de jure) de fraude à execução (lei 
especial que se sobrepõe ao regime do direito processual civil)". É irrelevante a existência 
de boa-fé ou de má-fé do terceiro adquirente, ou mesmo a prova da existência do 
Universalidade da 
cobrança do crédito
Sem prejuízo dos privilégios sobre determinados bens, 
que sejam previstos em lei, responde pelo pagamento 
do crédito tributário
A totalidade dos bens e rendas , de qualquer origem ou 
natureza, do sujeito passivo, seu espólio ou sua massa 
falida
Inclusive os gravados por ônus real ou cláusula de 
inalienabilidade ou impenhorabilidade, seja qual for a 
data da constituição do ônus ou cláusula
Presunção de Fraude 
à Execução Fiscal
Presume-se fraudulenta a alienação 
ou oneração de bens ou rendas, ou seu 
começo
Por sujeito passivo em débito com a 
Fazenda Pública
Por crédito tributário regularmente 
inscrito como dívida ativa
Exceto na hipótese de terem sido reservados, pelo devedor, bens ou rendas 
suficientes ao pagamento total da dívida inscrita.
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118 
 
 
conluio, para caracterizar fraude à Execução Fiscal, já que se está diante da presunção 
absoluta, jure et de jure. (...) 
 
Chamo sua atenção ao art. 185-A do CTN, que trata da hipótese de o devedor tributário, 
devidamente citado, não apresentar bens à penhora no prazo legal e não forem 
encontrados bens penhoráveis. Nesses casos: 
➥ O juiz determinará a indisponibilidade de seus bens e direitos, comunicando a decisão, 
preferencialmente por meio eletrônico, aos órgãos e entidades que promovem registros de 
transferência de bens, especialmente ao registro público de imóveis e às autoridades 
supervisoras do mercado bancário e do mercado de capitais, a fim de que, no âmbito de suas 
atribuições, façam cumprir a ordem judicial. 
➥ A indisponibilidade supracitada será limitada ao valor exigível, devendo o juiz determinar 
o imediato levantamento da indisponibilidade dos bens ou valores que excederem esse limite. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 560: A decretação da indisponibilidade de bens e direitos, na forma do art. 
185-A do CTN, pressupõe o exaurimento das diligências na busca por bens penhoráveis, o 
qual fica caracterizado quando infrutíferos o pedido de constrição sobre ativos financeiros 
e a expedição de ofícios aos registros públicos do domicílio do executado, ao Denatran ou 
Detran. 
STJ, REsp 1.057.365/RS: O contribuinte pode, após o vencimento da sua obrigação e 
antes da execução, garantir o juízo de forma antecipada, para o fim de obter certidão 
positiva com efeito de negativa. 
 
 
Esquema 154 
 
 
Salvo quando 
expressamente 
autorizado por lei
Nenhum departamento da administração pública da 
União, Estados, DF e Municípios, ou sua autarquia
Celebrará contrato ou aceitará proposta em 
concorrência pública
Sem que o contratante ou proponente faça prova da 
quitação de todos os tributos devidos à Fazenda 
Pública interessada
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119 
 
 
06.02. Preferências do Crédito Tributário 
 
 
Esquema 155 
 
Isso significa que a execução fiscal não precisa se habilitar no juízo universal. No entanto, 
não há impedimento para que a Fazenda Pública habilite seu crédito junto aos demais 
credores, caso queira. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, REsp. 1.103.405/MG: Escolhendo um rito, ocorre a renúncia da utilização do outro, 
não se admitindo uma dúplice garantia. 
 
IMPORTANTE: Chamo sua atenção ao parágrafo único do art. 187 do CTN. O STF declarou que 
tal dispositivo não foi recepcionado pela CF88, de modo que, atualmente, não há mais 
concurso de preferência entre as pessoas jurídicas de direito público. 
“CTN, Art.187, Parágrafo único. O concurso de preferência somente se verifica entre 
pessoas jurídicas de direito público, na seguinte ordem: 
I - União; 
II - Estados, Distrito Federal e Territórios, conjuntamente e pró rata; 
III - Municípios, conjuntamente e pró rata.” 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, ADPF 357: A autonomia dos entes federados e a isonomia que deve prevalecer entre 
eles, respeitadas as competências estabelecidas pela Constituição, é fundamento da 
Federação. O federalismo de cooperação e de equilíbrio posto na Constituição da República 
de 1988 não legitima distinções entre os entes federados por norma 
infraconstitucional. 3. A definição de hierarquia na cobrança judicial dos créditos da dívida 
pública da União aos Estados e Distrito Federal e esses aos Municípios, descumpre o 
princípio federativo e contraria o inc. III do art. 19 da Constituição da República de 1988. 
Arguição de descumprimento de preceito fundamental julgada procedente para declarar 
não recepcionadas pela Constituição da República de 1988 as normas previstas no 
O crédito tributário prefere a 
qualquer outro, seja qual for a sua 
natureza ou o tempo de sua 
constituição.
Ressalvados os créditos 
decorrentes da legislação do 
trabalho ou de acidente do 
trabalho.
A cobrança judicial do crédito tributário não é sujeita a concurso de credores ou 
habilitação em falência, recuperação judicial, concordata, inventário ou arrolamento.
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120 
 
 
parágrafo único do art. 187 da Lei n. 5.172/1966 (Código Tributário Nacional) e no parágrafo 
único do art. 29 da Lei n. 6.830/1980 (Lei de Execuções Fiscais). 
 
06.02.01 Falência 
Embora a literalidade do CTN afirme que o crédito tributário prefere a qualquer outro, nos 
processos de falência a ordem de preferência de cobrança dos créditos segue regras 
específicas. 
“CTN, Art.186, Parágrafo único. Na falência: 
I – O crédito tributário não prefere aos créditos extraconcursais ou às importâncias 
passíveis de restituição, nos termos da lei falimentar, nem aos créditos com garantia 
real, no limite do valor do bem gravado 
II – A lei poderá estabelecer limites e condições para a preferência dos créditos 
decorrentes da legislação do trabalho; 
III – a multa tributária prefere apenas aos créditos subordinados.” 
 
Para facilitar a compreensão, a tabela a seguir mostra a ordem de preferência dos créditos 
tributários na falência: 
 
01. Créditos Extraconcursais 
➥ São extraconcursais os créditos tributários decorrentes 
de fatos geradores ocorridos no curso do processo de 
falência 
02. Créditos derivados da 
legislação do trabalho e de 
acidente de trabalho 
➥ No caso dos créditos da legislação do trabalho, limitados 
a 150 salários-mínimos por credor. 
 
★ Não há essa limitação para os créditos decorrentes de 
acidentes de trabalho 
03. Créditos gravados com 
direito real 
➥ Até o limite do bem gravado 
04. Créditos tributários ➥ Não inclui o valor das multas 
05. Créditos quirografários - 
06. Multas ➥ Inclusive multas tributárias 
07. Créditos Subordinados - 
 
Esquema 156 
➥ Contestado o crédito tributário, o juiz remeterá as partes ao processo competente, 
mandando reservar bens suficientes à extinção total do crédito e seus acrescidos, se a massa 
não puder efetuar a garantia da instância por outra forma, ouvido, quanto à natureza e valor 
dos bens reservados, o representante da Fazenda Pública interessada. 
➥ A extinção das obrigações do falido requer prova de quitação de todos os tributos; 
➥ A concessão de recuperação judicial depende da apresentação da prova de quitação de 
todos os tributos. 
 
 
 
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121 
 
 
06.02.02Inventário, Arrolamento e Liquidação Judicial 
 
⚠ Nenhuma sentença de julgamento de partilha ou adjudicação será proferida sem prova da 
quitação de todos os tributos relativos aos bens do espólio, ou às suas rendas. 
Esquema 157 
 
 
 
 
Os créditos tributários, 
vencidos ou vincendos, são 
pagos preferencialmente
A quaisquer créditos habilitados em inventário ou 
arrolamento, ou a outros encargos do monte
A quaisquer outros, a cargo das pessoas jurídicas 
de direito privado em liquidação judicial ou 
voluntária, exigíveis no decurso da liquidação
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122 
 
 
ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 
01. Fiscalização 
Referência Legal: CTN, artigos 194 a 200. 
 
01.01. Disposições Gerais 
Inicialmente cabe destacar que em função da relevância e essencialidade da administração 
tributária na sustenção do estado, a CF88 determinou que tais atividades terão recursos 
prioritários. 
“Art. 37, XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por 
servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de 
suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de 
cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio.” 
 
 
⚠ Aplica-se às pessoas naturais ou jurídicas, contribuintes ou não, inclusive às que gozem 
de imunidade ou isenção de caráter pessoal. 
Esquema 158 
 
➥ Para efeitos da legislação tributária, não têm aplicação quaisquer disposições legais 
excludentes ou limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, 
papeis e efeitos comerciais ou fiscais, dos comerciantes industriais ou produtores, ou da 
obrigação destes de exibi-los. 
➥ Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos 
lançamentos neles efetuados serão conservados até que ocorra a prescrição (decadência) 
dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram. 
 
A legislação 
tributária regulará
▸Observado o 
disposto no CTN
Em caráter geral ou em função da natureza do tributo de 
que se tratar
A competência e os poderes das autoridades 
administrativas em matéria de fiscalização
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123 
 
 
 
Esquema 159 
 
Destaca-se que nem mesmo o sigilo bancário é absoluto. Ademais, no que diz respeito à 
possibilidade de a autoridade fiscal requisitar informações às instituições financeiras, é válido 
conhecer o art.6º da LC 105/2001: 
“Art. 6º As autoridades e os agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios somente poderão examinar documentos, livros e 
registros de instituições financeiras, inclusive os referentes a contas de depósitos e 
aplicações financeiras, quando houver processo administrativo instaurado ou 
procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela 
autoridade administrativa competente.” 
O STF, ao julgar a constitucionalidade do dispositivo supracitado, decidiu que “a norma não 
resulta em quebra de sigilo bancário, mas sim em transferência de sigilo da órbita 
bancária para a fiscal, ambas protegidas contra o acesso de terceiros. A transferência de 
informações é feita dos bancos ao Fisco, que tem o dever de preservar o sigilo dos dados, 
portanto não há ofensa à Constituição Federal”. 
As autoridades administrativas federais poderão requisitar o auxílio da força pública federal, 
estadual ou municipal, e reciprocamente, quando: 
 
Mediante intimação 
escrita são 
obrigados a prestar à 
autoridade 
administrativa todas 
as informações de 
que disponham com 
relação aos bens, 
negócios ou 
atividades de 
terceiros
Tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício
Bancos, casas bancárias, Caixas Econômicas e demais 
instituições financeiras
Empresas de administração de bens
Corretores, leiloeiros e despachantes oficiais
Inventariantes
Síndicos, comissários e liquidatários
Quaisquer outras entidades ou pessoas que a lei designe, em 
razão de seu cargo, ofício, função, ministério, atividade ou 
profissão
Não abrange a 
prestação de 
informações quanto 
a fatos sobre os 
quais o informante 
esteja legalmente 
obrigado a 
observar segredo 
em razão de cargo, 
ofício, função, 
ministério, atividade 
ou profissão 
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124 
 
 
➥ Forem vítimas de embaraço ou desacato no exercício de suas funções; 
➥ For necessário à efetivação de medida prevista na legislação tributária, ainda que não 
se configure fato definido em lei como crime ou contravenção. 
 
01.02. Termo de Início de Fiscalização 
 
 
Esquema 160 
 
01.03. Dever de Sigilo 
 
 
 
 
 
Esquema 161 
T
er
m
o
 d
e 
In
íc
io
 d
e 
F
is
ca
liz
aç
ão A autoridade administrativa 
que proceder ou presidir a 
quaisquer diligências de 
fiscalização, lavrará os 
termos necessários para 
que se documente o início
do procedimento
Fixa a o prazo máximo para 
conclusão
Afasta o direito à denúncia 
espontânea
Antecipa a contagem contagem do 
prazo decadencial, se ocorrer antes 
do primeiro dia do exercício seguinte 
àquele em que o lançamento pode 
ser efetuado
Será lavrado, sempre que 
possível, em um dos livros 
fiscais exibidos
Se for lavrado em separado, deverá 
ser entregue, à pessoa sujeita à 
fiscalização, cópia autenticada pela 
autoridade administrativa
Sem prejuízo do disposto na legislação 
criminal, é vedada a divulgação, por 
parte da Fazenda Pública ou de seus 
servidores
De informação obtida em razão do 
ofício sobre a situação econômica ou 
financeira, o estado de negócios ou 
atividades, do sujeito passivo ou de 
terceiros
Exceções: 
✘ Requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça. 
✘ Solicitações de autoridade administrativa no interesse da Administração Pública, desde 
que seja comprovada a instauração regular de processo administrativo, no órgão ou na 
entidade respectiva, com o objetivo de investigar o sujeito passivo a que se refere a 
informação, por prática de infração administrativa. 
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125 
 
 
➥ O intercâmbio de informação sigilosa, no âmbito da Administração Pública, será 
realizado mediante processo regularmente instaurado, e a entrega será feita 
pessoalmente à autoridade solicitante, mediante recibo, que formalize a transferência e 
assegure a preservação do sigilo. 
 
Não é vedada a divulgação de informações relativas a: 
✓ Representações fiscais para fins penais; 
✓ Inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública; 
✓ Parcelamento ou moratória; 
✓ Incentivo, renúncia, benefício ou imunidade de natureza tributária cujo beneficiário seja 
pessoa jurídica; 
➥ A Fazenda Pública da União e as dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
prestar-se-ão mutuamente assistência para a fiscalização dos tributos respectivos e permuta 
de informações, na forma estabelecida, em caráter geral ou específico, por lei ou convênio. 
➥ A Fazenda Pública da União, na forma estabelecida em tratados, acordos ou convênios, 
poderá permutar informações com Estados estrangeiros no interesse da arrecadação e 
da fiscalização de tributos. 
 
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126 
 
 
02. Dívida Ativa 
Referência Legal: CTN, artigos 201 a 204 
 
 Esquema 162 
 
➥ Destaca-se que não há previsão legal que obrigue a Fazenda Pública a notificar 
previamente o contribuinte para inscrição em dívida ativa, uma vez que para a inscrição já é 
necessário estar esgotado o prazo para pagamento, pela lei ou por decisão final proferia em 
processo regular. 
➥ É importante relembrar também que créditos com exigibilidade suspensa não podem ser 
objeto de inscrição em dívida ativa. 
D
ív
id
a 
A
ti
va
O que é? Constitui dívida ativa tributária a proveniente de crédito dessa 
natureza, regularmente inscrita na repartiçãoadministrativa competente, 
depois de esgotado o prazo fixado para pagamento.
Inscrever o crédito tributário em 
dívida ativa significa incluir o 
nome do sujeito passivo no 
cadastro de devedores 
inadimplentes
A dívida regularmente inscrita 
goza de presunção relativa de 
certeza e liquidez
A presunção pode ser, por prova 
inequívoca, a cargo do sujeito 
passivo ou do terceiro a que 
aproveite
Tem o efeito de prova pré-
constituída
A fluência dos juros de mora não 
exclui a liquidez do crédito
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127 
 
 
 
➥ A omissão de quaisquer dos requisitos ou o erro a eles relativo são causas de nulidade 
da inscrição e do processo de cobrança dela decorrente. 
➥ A nulidade pode ser sanada até a decisão de primeira instância, mediante substituição 
da certidão nula, devolvido ao sujeito passivo, acusado ou interessado o prazo para defesa, 
que somente poderá versar sobre a parte modificada. 
Esquema 163 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 392: A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida ativa (CDA) até a 
prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou 
formal, vedada a modificação do sujeito passivo da execução. 
STJ, REsp 1.895.557/SP: A Fazenda Pública possui interesse e pode efetivar o protesto 
da CDA (...) não havendo necessidade de lei específica do ente tributante que preveja a 
adoção dessa medida, visto que a citada lei federal (nacional) já é dotada de plena eficácia 
(...) 
STJ, REsp 1.386.229/PE: A declaração de inconstitucionalidade (...) não afasta 
automaticamente a presunção de certeza e de liquidez da CDA, motivo pelo qual é vedado 
extinguir de ofício, por esse motivo, a Execução Fiscal. 
 
 
O termo de inscrição da 
dívida ativa indicará 
obrigatoriamente
Nome do devedor e, sendo o caso, dos co-
responsáveis, bem como, sempre que possível, o 
domicílio ou residência destes
A quantia devida e a maneira de calcular os juros 
de mora
Origem e natureza do crédito, mencionada 
especificamente a disposição da lei em que seja 
fundado
Data da inscrição
Sendo o caso, o número do processo 
administrativo
Indicação do livro e da folha de inscrição
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128 
 
 
03. Certidão Negativa 
Referência Legal: CTN, artigos 205 a 208. 
 
 
 Esquema 164 
 
 
Esquema 165 
Certidão 
Negativa
Documento que comprova a quitação dos tributos devidos. 
É expedida à vista de requerimento do interessado, que 
contenha todas as informações necessárias à identificação de 
sua pessoa, domicílio fiscal e ramo do negócio ou atividade e 
indique o período a que se refere o pedido
Será sempre fornecida nos termos em que tenha sido 
requerida, no prazo de 10 dias da data da entrada do 
requerimento na repartição
A certidão negativa expedida com dolo ou fraude, que 
contenha erro contra a Fazenda Pública, responsabiliza 
pessoalmente o funcionário que a expedir, pelo crédito 
tributário e juros de mora, sem prejuízo da responsabilidade 
funcional e criminal
Será dispensada, independentemente de disposição legal, 
quando se tratar de prática de ato indispensável para evitar 
a caducidade de direito
Todos os participantes no ato respondem pelo tributo 
porventura devido, juros de mora e penalidades cabíves, 
exceto as relativas a infrações cuja responsabilidade seja 
pessoal do infrator
Certidão positiva 
com efeitos de 
negativa
Tem os mesmos efeitos da certidão negativa, a certidão na qual 
conste
Créditos não vencidos
Créditos em curso de cobrança executiva em que tenha sido 
efetivada a penhora
Créditos cuja exigibilidade esteja suspensa
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1. 
3. 
2. 
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129 
 
 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, Tema 743: É possível ao Município obter certidão positiva de débitos com efeito de 
negativa quando a Câmara Municipal do mesmo ente possui débitos com a Fazenda 
Nacional, tendo em conta o princípio da intranscendência subjetiva das sanções 
financeiras. 
STJ, REsp 218.694/CE: Não se pode negar expedição de Certidão Negativa de Débito ante 
a presença de débito referente ao não pagamento de exação declarada inconstitucional 
pelo Colendo Supremo Tribunal Federal. 
STJ, REsp 601.313/RS: Proposta ação anulatória pela Fazenda municipal, "está o crédito 
tributário com a sua exigibilidade suspensa, porquanto as garantias que cercam o crédito 
devido pelo ente público são de ordem tal que prescindem de atos assecuratórios da 
eficácia do provimento futuro", sobressaindo o direito de ser obtida certidão positiva com 
efeitos de negativa. 
STJ, Súmula 446: Declarado e não pago o débito tributário pelo contribuinte, é legítima a 
recusa de expedição de certidão negativa ou positiva com efeito de negativa. 
STJ, Tema Repetitivo 273: A Fazenda Pública, quer em ação anulatória, quer em execução 
embargada, faz jus à expedição da certidão positiva de débito com efeitos negativos, 
independentemente de penhora, posto inexpropriáveis os seus bens. 
 
 
04. Repartição Constitucional de Receitas Tributárias 
Referência Legal: Constituição Federal, artigos 157 a 162. 
 
04.01. Disposições Gerais 
➥ Tem como objetivo assegurar a autonomia dos entes federados, evitar a concentração 
da arrecadação e reduzir as desigualdades regionais. 
➥ É sempre de um “ente maior” para um “ente menor”. 
➥ É válido salientar que, conforme já vimos, a repartição das receitas não influencia na 
competência tributária. 
➥ Não estão sujeitos à repartição das receitas tributárias: 
▸ Taxas; 
▸ Contribuições de Melhoria; 
▸ Empréstimos Compulsórios; 
▸ COSIP; 
▸ Contribuições Especiais, exceto Cide-Combustíveis; 
▸ II, IE, IGF, IEG, ITCMD; 
▸ Todos os impostos municipais (ISS, ITBI, IPTU); 
▸ Todos os impostos do DF (uma vez que este ente não é dividido em municípios). 
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130 
 
 
➥ É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega ou ao emprego dos recursos. 
Entretanto, tal vedação não impede que a repartição seja condicionada: 
▸ Ao pagamento de seus créditos, inclusive de suas autarquias; 
▸ Ao cumprimento da aplicação de recursos mínimos em ações e serviços públicos de 
saúde 
 
➥ Os contratos, os acordos, os ajustes, os convênios, os parcelamentos ou as renegociações 
de débitos de qualquer espécie, inclusive tributários, firmados pela União com os entes 
federativos conterão cláusulas para autorizar a dedução dos valores devidos dos montantes 
a serem repassados relacionados às respectivas cotas nos Fundos de Participação ou aos 
precatórios federais. 
 
➥ A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios divulgarão, até o último dia do mês 
subsequente ao da arrecadação: 
▸ Os montantes de cada um dos tributos arrecadados; 
▸ Os recursos recebidos; 
▸ Os valores de origem tributária entregues e a entregar e a expressão numérica dos critérios 
de rateio 
 
➥ Os dados citados no tópico anterior serão divulgados: 
▸Pela União, discriminados por Estado e por Município; 
▸Pelos Estados, discriminados por Município. 
 
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131 
 
 
04.02. Transferências da União para Estados e DF 
 
Esquema 166 
 
04.03. Transferências da União para Municípios 
 
 
Esquema 167 
 
Pertencem aos 
Estados e DF
100% da arrecadação do IRRF sobre rendimentos pagos, a 
qualquer título, por eles, suas autarquias e fundações que 
instituírem ou mantiverem
20% dos Impostos Residuais, se forem instituídos pela União
30% do IOF-Ouro para o Estado de origem do ouro(quando for 
definido como ativo financeiro ou instrumento cambial)
29% da Cide-Combustível
10% do produto da 
arrecadação do IPI, 
proporcionalmente ao valor 
das respectivas exportações 
de produtos industrializados
25% do valor recebido pelo Estado deve ser 
repassadoaos Municípios
Pertencem aos 
Municípios
100% da arrecadação do IRRF, sobre rendimentos pagos, a 
qualquer título, por eles, suas autarquias e fundações que 
instituírem ou mantiverem
70% do IOF-Ouro para o Município de origem do ouro (quando for 
definido como ativo financeiro ou instrumento cambial)
Em relação ao ITR, 50% quando for cobrado e fiscalizado pela 
União ou 100% quando for cobrado e fiscalizado pelo Município
▪Tem como objetivo ressarcir os 
Estados pela perda decorrente da 
desoneração do ICMS S/ Exportações 
instituída pela EC 42/2003. 
▪ Nenhum estado receberá mais de 
20%. Eventual excedente será 
distribuído entre os demais 
participantes. 
▪ 25% do valor recebido pelo Estado 
deve ser repassado aos Municípios. 
. ▪ Nenhum 
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132 
 
 
04.03. Transferências dos Estados para Municípios 
 
Esquema 168 
 
No tocante à repartição do ICMS, destaca-se que os critérios de repartição são 
estabelecidos pela própria Constituição Federal. 
 
Adicionalmente, cabe à lei complementar definir valor adicionado para fins do disposto na 
CF88. O assunto foi regulado através da LC 63/1990, que dispõe: 
“Art. 3. “§ 1o O valor adicionado corresponderá, para cada Município: 
I – Ao valor das mercadorias saídas, acrescido do valor das prestações de serviços, no 
seu território, deduzido o valor das mercadorias entradas, em cada ano civil; 
II – Nas hipóteses de tributação simplificada a que se refere o parágrafo único do art. 
146 da Constituição Federal, e, em outras situações, em que se dispensem os 
controles de entrada, considerar-se-á como valor adicionado o percentual de 32% 
(trinta e dois por cento) da receita bruta. 
§ 2º Para efeito de cálculo do valor adicionado serão computadas: 
I - As operações e prestações que constituam fato gerador do imposto, mesmo 
quando o pagamento for antecipado ou diferido, ou quando o crédito tributário for 
diferido, reduzido ou excluído em virtude de isenção ou outros benefícios, incentivos 
ou favores fiscais; 
II - As operações imunes do imposto. 
Pertencem aos 
Municípios
50% do IPVA, referente aos veículos licenciados em seus 
territórios
25% da arrecadação do ICMS
25% do montante entregue 
pela União a título de 
repartição do IPI
25% dos 10% recebidos pelo 
Estado (2,5%)
25% do montante da Cide-
Combustíveis entregue pela 
União
25% dos 29% recebidos pelo 
Estado (7,25%)
▪ No mínimo 65% proporcionalmente ao 
valor adicionado nas operações e 
prestações realizadas em seus 
territórios; 
▪ Até 35% de acordo com o que dispuser 
lei estadual, observada, 
obrigatoriamente, a distribuição de, no 
mínimo, 10 pontos percentuais com 
base em indicadores de melhoria nos 
resultados de aprendizagem e de 
aumento da equidade, considerando o 
nível socioeconômico dos educandos. 
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133 
 
 
 § 3º O Estado apurará a relação percentual entre o valor adicionado em cada 
Município e o valor total do Estado, devendo este índice ser aplicado para a entrega 
das parcelas dos Municípios a partir do primeiro dia do ano imediatamente seguinte 
ao da apuração. 
 § 4º O índice referido no parágrafo anterior corresponderá à média dos índices 
apurados nos dois anos civis imediatamente anteriores ao da apuração. ” 
 
04.04. Fundo de Participação dos Estados e DF, dos Municípios e Fundos Regionais 
 
Esquema 169 
 
 
A União entregará 50% 
do IPI e do IR
Exceto o IR retido na fonte 
pelos Estados e Municípios
21,5% ao Fundo de Participação 
dos Estados e DF
22,5% ao Fundo de Participação 
dos Municípios
1% para o Fundo de Participação 
dos Municípios, que será entregue 
no primeiro decêndio do mês de 
dezembro de cada ano
1% para o Fundo de Participação 
dos Municípios, que será entregue 
no primeiro decêndio do mês de 
julho de cada ano
1% para o Fundo de Participação 
dos Municípios, que será entregue 
no primeiro decêndio do mês de 
setembro de cada ano
3% para aplicação em programas de 
financiamento ao setor produtivo das Regiões 
Norte, Nordeste e Centro-Oeste, ficando 
assegurada ao semi árido do Nordeste a 
metade dos recursos destinados à Região, na 
forma que a lei estabelecer
25,5% 
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134 
 
 
 
 ★ Cabe ao Tribunal de Contas da União realizar o cálculo das quotas dos fundos de 
participação. Sobre o Fundo de Participação dos Municípios, o art. 91 do CTN traz algumas 
disposições específicas que já foram objeto de questões de prova: 
 
 
A parcela atribuída aos municípios das capitais dos estados será distribuída 
proporcionalmente a um coeficiente individual de participação, resultante do produto dos 
seguintes fatores: 
➥ Fator Representativo da População 
➥ Fator Representativo do inverso da renda per capita do respectivo estado. 
Esquema 170 
 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 447: Os Estados e o Distrito Federal são partes legítimas na ação de 
restituição de imposto de renda retido na fonte proposta por seus servidores. 
STJ, Tema 193: Os Estados da Federação são partes legítimas para figurar no polo passivo 
das ações propostas por servidores públicos estaduais, que visam o reconhecimento do 
direito à isenção ou à repetição do indébito relativo ao imposto de renda retido na fonte. 
STF, Tema 1130: Pertence ao Município, aos Estados e ao Distrito Federal a titularidade das 
receitas arrecadadas a título de imposto de renda retido na fonte incidente sobre valores 
pagos por eles, suas autarquias e fundações a pessoas físicas ou jurídicas contratadas para 
a prestação de bens ou serviços, conforme disposto nos arts. 158, I, e 157, I, da Constituição 
Federal. 
STF, Tema 42: A retenção da parcela do ICMS constitucionalmente devida aos municípios, 
a pretexto de concessão de incentivos fiscais, configura indevida interferência do Estado 
no sistema constitucional de repartição de receitas tributárias. 
STF, Tema 653: É constitucional a concessão regular de incentivos, benefícios e isenções 
fiscais relativos ao Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados por parte 
da União em relação ao Fundo de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas 
às Municipalidades. 
STF, Tema 1172: Os programas de diferimento ou postergação de pagamento de ICMS - a 
exemplo do FOMENTAR e do PRODUZIR, do Estado de Goiás - não violam o sistema 
constitucional de repartição de receitas tributárias previsto no art. 158, IV, da Constituição 
Federal, desde que seja preservado o repasse da parcela pertencente aos Municípios 
quando do efetivo ingresso do tributo nos cofres públicos estaduais. 
Do Fundo de Participação dos 
Municípios, serão atribuídos
10% aos Municípios das Capitais dos 
Estados
90% aos demais Municípios do País
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135 
 
 
STF, ACO 571 AGR: O art. 157, I, da CF, que dispõe acerca da destinação aos Estados do 
produto de arrecadação do IRPF, não contempla os pagamentos originados das estatais, 
integrantes da administração pública indireta, não cabendo interpretação ampliativa. 
 
 
05. Disposições Finais e Transitórias do CTN 
Referência Legal: CTN, artigo 210. 
 
 
⚠ Os prazos só se iniciam ou vencem em dia de expediente normal na repartição em que 
corra o processo ou deva ser praticado o ato. 
Esquema 171 
 
 
Os prazos previstos no CTN ou na 
legislação tributária
Serão contínuos
Excluindo-se na sua contagem o dia de 
início e incluindo-se o de vencimento
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plenamente vinculada
Não existe a opção de cobrar ou 
não cobrar. Logo, não há 
discricionariedade.
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10 
 
 
03. Classificação Doutrinária dos Tributos 
Referência: Doutrina e Jurisprudência. 
 
Existem diversas classificações doutrinárias acerca dos tributos, logo vamos focar nas que 
aparecem em provas. 
02.01. Classificação quanto à finalidade 
 
Esquema 3 
 
02.02. Classificação quanto à necessidade de contraprestação pelo Estado 
 
Esquema 4 
 
02.03. Classificação quanto ao destino da arrecadação 
No Sistema Tributário Nacional, há tributos de espécies distintas com idêntico fato gerador. 
Nesse caso, utiliza-se como elemento de classificação a destinação do produto da 
arrecadação. 
Em outras palavras, a preocupação dessa classificação é com a liberdade que o Estado 
possui para definir a aplicação do produto da arrecadação. 
 
FISCAL
•🔑 Palavra-chave: Arrecadar
• A principal função é 
arrecadar recursos para 
os cofres públicos.
• Exemplos: ICMS e 
ISSQN.
EXTRAFISCAL
•🔑 Palavra-chave: Intervir
• O objetivo é intervir em 
uma situação social ou 
econômica.
• Exemplos: Impostos de 
Importação e de 
Exportação.
PARAFISCAL
•🔑 Palavra-chave: Diverso
• A lei tributária nomeia 
ente diverso do sujeito 
ativo que a expediu e 
atribui a ele os recursos 
arrecadados para 
implementar os seus 
objetivos.
• Exemplos: 
Contribuições sociais.
VINCULADOS
•🔑 Palavra-chave: Fato do Estado
• São vinculados os tributos que 
necessitam de uma contraprestação 
do Estado para serem cobrados. 
• Exemplo: Taxas.
NÃO VINCULADOS
•🔑 Palavra-chave: Fato do Contribuinte
• São não vinculados os tributos que não 
necessitam que o Estado 
desempenhe qualquer atividade para 
justificar a cobrança. Trata-se de um 
fato do contribuinte.
• Exemplo: Imposto.
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11 
 
 
 
Esquema 5 
 
Quero chamar a sua atenção para as taxas e a contribuição de melhoria, pois elas podem 
ou não ter a arrecadação vinculada, pois fica a critério do legislador. 
A exceção fica por conta das custas e emolumentos, que “serão destinadas 
exclusivamente ao custeio dos serviços afetos às atividades específicas da Justiça. (art. 
98, § 2º, CF88)”. 
02.04. Classificação quanto à repercussão do encargo econômico-financeiro 
A diferença está relacionada à forma como os tributos são cobrados e quem efetivamente 
suporta o ônus tributário. 
 
 
Esquema 6 
 
02.05. Classificação quanto aos aspectos objetivos e subjetivos da hipótese de incidência 
 
Esquema 7 
 
ARRECADAÇÃO VINCULADA
• A receita deve ser direcionada 
exclusivamente para certas atividades. 
• Exemplos: COFINS, CSLL, Empréstimos 
Compulsórios.
ARRECADAÇÃO NÃO VINCULADA
• A receita pode ser direcionada para 
qualquer despesa autorizada no 
orçamento.
• Exemplo: Imposto.
DIRETOS
• A pessoa que paga é a mesma que faz 
o recolhimento. Onera o sujeito passivo.
• Exemplo: Imposto de Renda.
INDIRETOS
• A pessoa que paga pode repassar 
esse custo para outra pessoa, que não 
necessariamente é quem a lei 
estabelece como sujeito passivo.
• Exemplo: ICMS.
REAIS
•🔑 Palavra-chave: Coisas
• Desconsideram aspectos pessoais, 
subjetivos. Incidem sobre "coisas".
• Exemplo: IPVA.
PESSOAIS
•🔑 Palavra-chave: Pessoas
•Consideram aspectos pessoais, 
subjetivos.
• Exemplo: Imposto de Renda.
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12 
 
 
02.06. Classificação quanto a variação das alíquotas 
 
Esquema 8 
 
02.07. CTN ✘ Constituição 
 
 
Esquema 9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REGRESSIVO
• 🔑 Palavra-chave: Pobre+
•A alíquota diminui à medida que a renda 
ou o patrimônio aumenta. Quem tem 
menos capacidade financeira, paga 
mais (proporcionalmente).
• Exemplo: ICMS.
PROGRESSIVO
•🔑 Palavra-chave: Rico+
•A alíquota aumenta à medida que a 
base de cálculo aumenta. Quem tem 
mais capacidade financeira, paga 
mais.
• Exemplo: Imposto de Renda.
E
sp
éc
ie
s 
T
ri
b
u
tá
ri
as
Impostos
Taxas
Teoria Tricotômica
ou Tripartição das 
espécies tributárias
Contribuição de 
Melhoria
Pentapartida 
(Pentapartite, 
Quinquipartida)
Empréstimos 
Compulsórios
Contribuições 
Especiais
CTN 
CF88, STF 
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13 
 
 
02.08. Classificação quanto a base econômica de acordo com o CTN 
 
 
Esquema 10 
 
04. Natureza Jurídica dos Tributos 
Referência Legal: Código Tributário Nacional, artigo 4. 
 
 
Esquema 11 
 
Destaco que o artigo 4 do Código Tributário Nacional (CTN) foi parcialmente não 
recepcionado pela Constituição Federal de 1988, pois a “destinação legal do produto da 
sua arrecadação” é critério relevante para os Empréstimos Compulsórios e as 
Contribuições Especiais, pois estes são tributos finalísticos. 
A título de exemplo, temos a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), que tem 
como fato gerador o lucro das pessoas jurídicas, que é igual ao do Imposto de Renda 
Pessoa Jurídica. Logo, perceba que, neste caso, analisar apenas o fato gerador não é 
suficiente. 
Embora a maioria esmagadora das questões cobrem a literalidade do CTN, tenha atenção caso 
seja cobrado esse entendimento. 
Im
p
o
st
o
s 
q
u
an
to
 a
 b
as
e 
ec
o
n
ô
m
ic
a
Sobre o comércio exterior II, IE
Sobre o patrimônio e a 
renda IPTU, ITR, IPVA, IGF, IR
Sobre a produção e a 
circulação ICMS, ISS, IPI, IOF
Especiais Impostos Extraordinários
Natureza Jurídica 
Específica do Tributo
É determinada pelo fato gerador da obrigação
Sendo irrelevantes
para qualificá-la
Denominação e demais 
características formais 
adotadas pela lei
Destinação legal do 
produto da sua 
arrecadação
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14 
 
 
ESPÉCIES DE TRIBUTOS 
 
01. Impostos 
Referência Legal: Código Tributário Nacional, artigo 16. 
 
01.01. Definição de Imposto 
 
 
 
Esquema 12 
 
01.02. Impostos previstos na Constituição 
 
 
 
Esquema 13 
 
⚠ As disposições de cada imposto são tratadas nos resumos de legislação tributária. 
 
Imposto
É o tributo cuja obrigação tem por fato gerador
Uma situação independente de qualquer atividade estatal 
específica
Relativa ao contribuinte
Im
p
o
st
o
s 
P
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vi
st
o
s 
n
a 
C
o
n
st
it
u
iç
ão
União II, IE, IOF, IPI, ITR, IEG, IGF, Residuais
Estados e DF ICMS, ITCD, IPVA
Municípios ISSQN, ITBI, IPTU
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15 
 
 
01.03. Princípio da Capacidade Contributiva 
 
 
É facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses 
objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os 
rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. 
 
Esquema 14 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, RE 232.392-1: (...) princípio da capacidade contributiva (...), nada impede que possa 
aplicar-se, na medida do possível, às taxas. 
 
01.04. Lei Complementar ✘ Impostos 
 
 
Esquema 15 
 
 
 
Princípio da Capacidade Contributiva
Sempre que possível
Impostos terão caráter pessoal
Serão graduados segundo a capacidade 
econômica do contribuinte
Cabe à lei complementar, em 
relação aos impostos, definir:
Fato Gerador
Base de Cálculo
Contribuintes
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16 
 
 
01.05. Princípio da Não Vinculação ou Não Afetação 
 
 
Esquema 16 
 
Princípio da 
Não Vinculação
Definição: É vedada a vinculação da receita de imposto a 
órgão, fundo ou despesa
EXCEÇÕES:
Repartição constitucional dos impostos
Saúde
Desenvolvimento do Ensino
Atividade da Administração Tributária
Programa de apoio à inclusão e promoção social 
Fundo estadual de fomento à cultura 
Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza 
Prestação degarantias 
para:
Operações de crédito por 
antecipação de receita 
A União (garantia e 
contragarantia)
Pagamento de débitos com a 
União
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
6. 
7. 
8. 
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17 
 
 
02. Taxas 
Referência Legal: Código Tributário Nacional, artigos 77 a 80. 
 
02.01. Fato Gerador 
 
 
Esquema 17 
 
Destaca-se que as taxas podem ou não ter a arrecadação vinculada, pois fica a critério do 
legislador. A exceção fica por conta das custas e emolumentos, que “serão destinadas 
exclusivamente ao custeio dos serviços afetos às atividades específicas da Justiça. (art. 
98, § 2º, CF88)”. 
Por fim, guarde que a taxa é um tributo contraprestacional, também chamado de 
sinalagmático1. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, ADI 1.378-5: (...) as custas judiciais e os emolumentos concernentes aos serviços 
notariais e registrais possuem natureza tributária, qualificando-se como taxas 
remuneratórias de serviços públicos. 
STF, RE 1.221.649: A segurança pública, presentes a prevenção e o combate a 
incêndios, faz-se, no campo da atividade precípua, pela unidade da Federação, e, porque 
serviço essencial, tem como a viabilizá-la a arrecadação de impostos, não cabendo ao 
Município a criação de taxa para tal fim. 
 
 
 
1 Relação de obrigação contraída entre duas partes de comum acordo de vontades. 
Fato Gerador
▸Taxas
Poder de Polícia Exercício Regular
Serviço Público
Utilização efetiva ou
potencial
Específico e divisível
Prestado ao contribuinte ou
posto à sua disposição
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18 
 
 
02.02. Base de Cálculo, Valor a Pagar e Cobrança 
 
Esquema 18 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
Súmula Vinculante 12: A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola 
o disposto no art. 206, inciso IV, da Constituição Federal. 
Súmula Vinculante 29: É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou 
mais elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja 
integral identidade entre uma base e outra. 
STF, Súmula 665: É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e 
Valores Mobiliários instituída pela Lei 7.940/89. 
STF, Súmula 667: Viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa judiciária 
calculada sem limite sobre o valor da causa. 
 
 
02.03. Poder de Polícia 
▸ Definição: Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, 
limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou 
abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à 
ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades 
econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade 
pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. 
▸ Considera-se regular o exercício do poder de polícia: quando desempenhado pelo órgão 
competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de 
atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder. 
 
 
 
 
 
A taxa não pode
Ter base de cálculo idêntica a imposto
Ter fato gerador idêntico a imposto
Ser calculada em função do capital das empresas
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19 
 
 
02.04. Serviços Públicos 
Os serviços públicos consideram-se: 
 
 
Esquema 19 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
Súmula Vinculante 19: A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de 
coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis 
não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal. 
Súmula Vinculante 41: O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado 
mediante taxa. 
 
 
02.05. Taxas ✘ Preço Público (Tarifa) ✘ Pedágio 
 
Esquema 20 
 
▸ Utilizados
Efetivamente Quando usufruídos
a qualquer título
Potencialmente
Sendo de utilização compulsória, 
sejam postos à disposição 
mediante atividade administrativa 
em efetivo funcionamento
▸ Específicos Quando possam ser destacados em unidade autônomas de 
intervenção, de utilidade, ou de necessidades públicas
▸ Divisíveis Quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte 
de cada um dos seus usuários
TAXAS
• Tributo
• Decorre de Lei
• Direito Público
• Receita Derivada
• Compulsória
• Não admite rescisão
PREÇO PÚBLICO
• Não é tributo
• Decorre de Contrato
• Direto Privado
• Receita Originária
• Facultativa
• Admite rescisão
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20 
 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, ADI 800/RS: (...) O pedágio cobrado pela efetiva utilização de rodovias conservadas 
pelo Poder Público, cuja cobrança está autorizada pelo inciso V, parte final, do art. 150 da 
Constituição de 1988, não tem natureza jurídica de taxa, mas sim de preço público, não 
estando a sua instituição, consequentemente, sujeita ao princípio da legalidade estrita. 
 
 
03. Contribuição de Melhoria 
Referência Legal: Código Tributário Nacional, artigos 81 e 82. 
 
 
 
Esquema 21 
 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, RE 116.148/SP: (...) realização de pavimentação nova, suscetível de vir a caracterizar 
benefício direto a imóvel determinado com incremento de seu valor pode justificar a 
cobrança de contribuição de melhoria, o que não acontece com o mero "recapeamento 
de via pública já asfaltada", que constitui simples serviço de manutenção e conservação, 
não ensejando a cobrança do tributo. 
 
A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: 
 
 
 
C
ar
ac
te
rí
st
ic
as
Tributo Vinculado Arrecadação pode ser vinculada ou não
Competência 
Comum
Cobrada pela União, Estados, DF, Municípios, no 
âmbito de suas respectivas atribuições
Fato Gerador Valorização Imobiliária
Instituída por Lei 
Específica
Para fazer face ao custo de obras públicas de 
que decorra valorização imobiliária
Limites
Total
Despesa Realizada
(estimada, prevista, orçada)
Individual
Acréscimo de valor que da obra 
resultar para cada imóvel 
beneficiado
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21 
 
 
1. Publicação prévia dos seguintes elementos: 
a) memorial descritivo do projeto; 
b) orçamento do custo da obra; 
c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição; 
A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela 
do custo da obra, pelos imóveis situados na zona beneficiada em função dos 
respectivos fatores individuais de valorização. 
d) delimitação da zona beneficiada; 
e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou 
para cada uma das áreas diferenciadas, nela contidas. 
 
2. Fixação de prazo não inferior a 30 dias, para impugnação pelos interessados, de qualquer 
dos elementos referidos no item 1. 
 
3. Regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação, 
sem prejuízo da sua apreciação judicial. 
 
Por ocasião do respectivo lançamento, cada contribuinte deverá ser notificado: 
✔ Do montante da contribuição; 
✔ Da forma de pagamento; 
✔ Dos prazos para pagamento; e 
✔ Dos elementos que integram o respectivo cálculo. 
 
Por fim, algumas bancas, principalmente a VUNESP, cobram o conhecimento do Decreto-Lei 
nº 195, que dispõe sobre a cobrança da Contribuição de Melhoria. Caso tenha tempo, sugiro 
que leia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del0195.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del0195.htm
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22 
 
 
04. Empréstimo Compulsório 
Referência Legal: Código Tributário Nacional, artigo 15; artigo 148 da Constituição. 
 
Esquema 22 
 
É interessante que você guarde a literalidade do CTN e da Constituição: 
 
Esquema 23 
E
m
p
ré
st
im
o
sC
o
m
p
u
ls
ó
ri
o
s
Competência
Exclusiva da União
Lei Complementar
Situações
Atender despesas 
extraordinárias
Calamidade Pública
Guerra externa ou sua 
iminência
Exceção à Noventena e Anterioridade Anual
Investimento 
Público
De caráter urgente e de 
relevante interesse nacional
Aplicação dos 
Recursos
Será vinculada à despesa que fundamentou sua 
instituição
Restituição A lei fixará obrigatoriamente o prazo do empréstimo e 
as condições de seu resgate
CTN
•Art. 15. Somente a União, nos seguintes 
casos excepcionais, pode instituir 
empréstimos compulsórios:
• (I) Guerra externa, ou sua iminência;
• (II) Calamidade pública que exija auxílio 
federal impossível de atender com os 
recursos orçamentários disponíveis;
• (III) Conjuntura que exija a absorção 
temporária de poder aquisitivo. Não foi 
recepcionado pela Constituição.
• Pú. A lei fixará obrigatoriamente o prazo 
do empréstimo e as condições de seu 
resgate, observando, no que for 
aplicável, o disposto nesta Lei.
Constituição
•Art. 148. A União, mediante lei 
complementar, poderá instituir 
empréstimos compulsórios:
• (I) Para atender a despesas 
extraordinárias, decorrentes de 
calamidade pública, de guerra externa 
ou sua iminência;
• (II) No caso de investimento público de 
caráter urgente e de relevante interesse 
nacional, observado o disposto no art. 
150, III, "b". (anterioridade)
• Pú. A aplicação dos recursos 
provenientes de empréstimo 
compulsório será vinculada à despesa 
que fundamentou sua instituição.
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23 
 
 
05. Contribuições Especiais 
Referência Legal: Constituição Federal, artigos 149, parágrafos 2, 3 e 4; 149-A; 195, parágrafos 7 e 9. 
 
 
 
 
Esquema 24 
 
Acrescenta-se ao rol do Esquema 24 a Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação 
Pública - Cosip, porém de competência dos Município e DF. 
Guarde que a pessoa natural destinatária das operações de importação poderá ser 
equiparada a pessoa jurídica, na forma da lei. 
É importante também saber que a lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão 
uma única vez. (incidência monofásica). 
 
05.01. Disposições Comuns CIDEs e Contribuições Sociais 
 
As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico: 
✘ 
Não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação (imunidade). 
★ A imunidade prevista não alcança a CSLL, haja vista a distinção ontológica entre 
os conceitos de lucro e receita. (RE 474132, STF) 
 
✔ Incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços. 
 
Poderão ter alíquotas: 
 
Esquema 25 
Contribuições Especiais
▸Compete exclusivamente à 
União instituí-las
Contribuições Sociais
▸Exemplo: CSLL, PIS/Pasep, COFINS, ...
Contribuições de Intervenção no 
Domínio Econômico (CIDEs)
▸Exemplo: Combustível, Royalties, Remessa, ...
Contribuições das Categorias 
Profissionais ou Econômicas (Corporativas)
▸Exemplo: Anuidades dos conselhos 
de classe (CRM, CRC, ...)
ALÍQUOTA ESPECÍFICA
• Tendo por base a unidade de medida
adotada.
ALÍQUOTA AD VALOREM
•Tendo por base o faturamento, a
receita bruta ou o valor da operação e,
no caso de importação, o valor
aduaneiro.
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24 
 
 
 
 
Esquema 26 
 
 
Esquema 27 
 
Guarde que também é autorizada a adoção de bases de cálculo diferenciadas. 
Quero chamar a sua atenção para alguns pontos, que já foram objeto de prova e podem ser 
possíveis pegadinhas: 
➥ A CSLL não é imposto! Logo seus fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes são 
definidos em lei ordinária. 
➥ As imunidades do artigo 150, VI, são restritas aos impostos, logo elas não se aplicam à 
CSLL. 
“Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à 
União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
VI - Instituir impostos sobre: 
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; 
b) templos de qualquer culto; 
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas 
fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de 
educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos 
da lei; 
São isentas de Contribuição p/ 
Seguridade Social
▸Imunidade
As entidades beneficentes de 
assistência social
▸Que atendam às exigências 
estabelecidas em lei
PI
S/
PA
SE
P/
CO
FIN
S/
CS
LL
Poderão ter alíquotas diferenciadas em razão 
Da atividade econômica
Da utilização intensiva de mão de obra
Do porte da empresa
Da condição estrutural do mercado de trabalho
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25 
 
 
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão. 
e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo 
obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral 
interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou 
arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação industrial de 
mídias ópticas de leitura a laser.” 
➥ A CSLL é adicionada ao lucro líquido para fins de apuração do lucro real. 
➥ A CSLL possui receita vinculada, destinada ao financiamento da seguridade social. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
RE 574.706, STF: O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não 
compõe a base de cálculo para a incidência da contribuição para o PIS e a COFINS. 
 
 
05.02. Emenda Constitucional 103/2019, art. 149, § 1 a § 1-c 
 
A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, por meio de lei, 
contribuições para custeio de regime próprio de previdência social, cobradas dos servidores 
ativos, dos aposentados e dos pensionistas, que poderão ter alíquotas progressivas de 
acordo com o valor da base de contribuição ou dos proventos de aposentadoria e de pensões. 
★ Quando houver déficit atuarial, a contribuição ordinária dos aposentados e pensionistas 
poderá incidir sobre o valor dos proventos de aposentadoria e de pensões que supere o 
salário-mínimo. 
 
05.03. Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública - Cosip 
 
 
Esquema 28 
 
Guarde ainda que a arrecadação da contribuição é vinculada ao custeio do serviço de 
iluminação pública. Além disso, a instituição da COSIP deve respeitar os princípios da 
legalidade e da anterioridade. 
COSIP
Criada pela EC39/02
Competência
Municípios e DF poderão instituir 
COSIP, por lei própria.
Estados e União
Cobrança É facultada na fatura de consumo 
de energia elétrica
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26 
 
 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
★ STF, SV 41: O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa. 
STF, RE 724.104: É possível eleger como contribuintes da contribuição para o custeio do 
serviço de iluminação pública (COSIP) os consumidores de energia elétrica, bem como de 
se calcular a base de cálculo conforme o consumo e de se variar a alíquota de forma 
progressiva, consideradas a quantidade de consumo e as características dos diversos tipos 
de consumidor. (não há ofensa ao princípio da isonomia e nem afronta o princípio da 
capacidade contributiva). 
STF, RE 573.675: A COSIP não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina 
a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada 
de um serviço ao contribuinte. Trata-se de um tributo sui generis. 
STF, RE 666.404: É constitucional a aplicação dos recursos arrecadados por meio de 
contribuição para o custeio da iluminação pública na expansão e aprimoramento da rede. 
 
 
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27 
 
 
LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR 
 
01. Princípios Tributários 
Referência Legal: Constituição Federal, artigos 150 a 152 
A Constituição Federal concede aos entes federados a competência tributáriapara instituir 
tributos. Todavia, esse poder de tributar não é absoluto, a própria CF88 estabelece limitações, 
as quais são chamadas de princípios e imunidades tributárias. 
É importante saber ainda: 
★ As limitações ao poder de tributar só podem ser reguladas por lei complementar; 
★ Grande parte das limitações já foram consideradas cláusulas pétreas pelo STF. 
 
01.01. Princípio da Legalidade 
 
 
⚠ Essa lei, em regra, é ordinária. 
Exceções que exigem lei complementar: IGF, Empréstimos Compulsórios, Impostos e 
Contribuições Residuais. 
Esquema 29 
 
Princípio da Legalidade
É vedado à União, Estados, DF e Municípios
Exigir ou aumentar tributo
Sem lei que o estabeleça
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28 
 
 
 
Esquema 30 
 
Destaca-se que o princípio da legalidade também deve ser observado para extinção ou 
redução de tributos. Ademais, o art. 150 § 6º da CF88 nos ensina que “Qualquer subsídio ou 
isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, 
relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei 
específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima 
enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição(...)”. 
▸ Medida Provisória que implique instituição ou majoração de impostos só produzirá 
efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia 
daquele em que foi editada. Exceções: IPI, II, IE, IOF e Imposto Extraordinário de Guerra (art. 
62, § 2º, CF88). 
É válido mencionar duas situações que, conforme jurisprudência pacificada nos Tribunais 
Superiores, são exceções ao princípio da legalidade (podem ser veiculadas por decreto). 
São elas: a fixação ou alteração do prazo de vencimento da obrigação tributária e a 
atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo, respeitados os índices oficiais 
de correção. 
É importante que você saiba também que a lei deve conter todos os elementos essenciais 
para a criação de um tributo (fato gerador, base de cálculo e contribuintes). Todavia, o STF já 
se manifestou no sentido de que não há qualquer restrição a que a lei utilize conceitos 
indeterminados. Não há, portanto, impedimento para que os decretos regulamentadores 
esclareçam conceitos necessários à aplicação concreta da lei. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 160: É defeso, ao Município, atualizar o IPTU, mediante decreto, em 
percentual superior ao índice oficial de correção monetária. 
STF, RE 1.043.313/RS: É constitucional a flexibilização da legalidade tributária 
constante do § 2º do art. 27 da Lei nº 10.865/04, no que permitiu ao Poder Executivo, 
prevendo as condições e fixando os tetos, reduzir e restabelecer as alíquotas da 
Exceções ao Princípio da 
Legalidde
Alteração de alíquotas
dentro dos limites legais IPI, II, IE, IOF
Redução e 
restabelecimento de 
Alíquotas
Cide Combustíveis
Fixação de alíquotas ICMS Combustíveis
★ Serão fixadas mediante deliberação dos Estados e DF 
no âmbito do Confaz
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29 
 
 
contribuição ao PIS e da COFINS incidentes sobre as receitas financeiras auferidas por 
pessoas jurídicas sujeitas ao regime não cumulativo, estando presente o desenvolvimento 
de função extrafiscal. 
STF, ADI 1.709/MT: A instituição dos emolumentos cartorários pelo tribunal de justiça 
afronta o princípio da reserva legal. Somente a lei pode criar, majorar ou reduzir os 
valores das taxas judiciárias. 
STF, RE 838.284/SC: Não viola a legalidade tributária a lei que, prescrevendo o teto, 
possibilita o ato normativo infralegal fixar o valor de taxa em proporção razoável com os 
custos da atuação estatal, valor esse que não pode ser atualizado por ato do próprio 
conselho de fiscalização em percentual superior aos índices de correção monetária 
legalmente previstos. 
 
 
01.02. Princípio da Isonomia 
 
 
Esquema 31 
 
★ É facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses 
objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os 
rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte 
Esquema 32 
Princípio da Isonomia
É vedado à União, Estados, DF e Municípios
Instituir tratamento desigual entre contribuintes 
que se encontrem em situação equivalente
Proibida qualquer distinção em razão de ocupação 
profissional ou função por eles exercida
Princípio da 
Capacidade 
Contributiva
Sempre que possível
Os impostos terão caráter pessoal
E serão graduados segundo a capacidade 
econômica do contribuinte
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30 
 
 
 
⚠ IMPORTANTE: Embora o princípio da capacidade contributiva esteja previsto 
expressamente na CF88 para os impostos, o STF entende que é possível a sua aplicação 
às demais espécies tributárias (atentar-se para o comando da questão). 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, Súmula 656: É inconstitucional lei que estabelece alíquotas progressivas para o 
imposto de transmissão inter vivos de bens imóveis (ITBI) com base no valor venal do 
imóvel. 
STF, RE 562.045/RS: O ITCMD possui características que tornam possível graduá-lo 
conforme a capacidade contributiva de cada um. 
STF, Súmula 668: É inconstitucional a lei municipal que tenha estabelecido, antes da 
Emenda Constitucional 29/2000, alíquotas progressivas para o IPTU, salvo se destinada a 
assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana. 
 
 
01.03. Princípio da Irretroatividade e Anterioridade 
 
 
Esquema 33 
 
É importante mencionar que embora não haja exceções ao princípio da irretroatividade, o CTN 
em seu art. 106 prevê situações em que a lei retroage, as quais serão apresentadas no capítulo 
que trata da Legislação Tributária. 
Princípio da 
Irretroatividade
É vedado à União, Estados, DF e Municípios
Cobrar tributos em relação a fatos geradores 
ocorridos antes do início da vigência
Da lei que os houver instituído ou aumentado
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31 
 
 
 
Esquema 34 
 
 
Esquema 35 
Anterioridade Anual
É vedado à União, Estados, DF e Municípios
Cobrar tributos no mesmo exercício financeiro
Em que tenha sido publicada a lei que os instituiu 
ou aumentou
Exceções à 
Anterioridade Anual
IPI, II, IE, IOF Função Extrafiscal
Empréstimos 
Compulsórios
Nos casos de calamidade 
pública ou guerra externa
Cide-Combustíveis e 
ICMS-Combustíveis
Apenas redução e 
restabelecimento
Imposto Extraordinário 
de Guerra
Contribuição para 
Financiamento da 
Seguridade Social
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32 
 
 
 
Esquema 36 
 
 
Esquema 37 
➥ É importante atentar-se para o IPI, Cide-Combustíveis, ICMS Combustíveis e 
Contribuições para Financiamento da Seguridade Social. Embora sejam exceção à 
anterioridade anual, devem observar a noventena. 
➥ No caso de redução da carga tributária, não há que se observar o princípio da 
anterioridade (anual ou nonagesimal). 
Anterioridade 
Nonagesimal ou 
Noventena 
É vedado à União, Estados, DF e Municípios
Cobrar tributos antes de decorridos 90 dias
Da lei que os instituiu ou aumentou
★ Também chamada de anterioridade mitigada, privilegiada, qualificada, não-surpresa 
ou carência tributária
Exceções à Noventena
II, IE, IOF
Empréstimos 
Compulsórios
Nos casos de calamidade 
pública ou guerra externa
Imposto Extraordinário 
de Guerra
Imposto de Renda
Base de Cálculo do 
IPTU e IPVA
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33 
 
 
➥ Destaca-se ainda que os princípios devem ser aplicados em conjunto, prevalecendo 
aquele que tiver o prazo mais longo. 
➥A instituição de novas penalidades pecuniárias (multas) para as infrações à legislação 
tributária não precisa observar a anterioridade anual ou nonagesimal. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, Súmula Vinculante nº 50: Norma legal que altera o prazo de recolhimento de 
obrigação tributária nãose sujeita ao princípio da anterioridade. 
STF, RE 584.100/SP: O prazo nonagesimal previsto no art. 150, III, ‘c’, da Constituição 
Federal somente deve ser utilizado nos casos de criação ou majoração de tributos, não na 
hipótese de simples prorrogação de alíquota já aplicada anteriormente. 
STF, RE 603.917/SC: A postergação do direito do contribuinte do ICMS de usufruir de 
novas hipóteses de creditamento, por não representar aumento do tributo, não se sujeita 
à anterioridade nonagesimal prevista no art. 150, III, ‘c’, da Constituição. 
 
01.04. Princípio do Não Confisco 
 
 
★ A análise do efeito confiscatório deve considerar a totalidade de tributos a que um 
contribuinte está submetido em relação ao mesmo ente político. 
★ Para o STF, multas moratórias superiores a 20% e multas punitivas superiores a 100%, 
caracterizam efeito confiscatório. 
Esquema 38 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
STF, ADI 2.551: (...)A taxa, enquanto contraprestação a uma atividade do Poder Público, 
não pode superar a relação de razoável equivalência que deve existir entre o custo real da 
atuação estatal referida ao contribuinte e o valor que o Estado pode exigir de cada 
contribuinte (...). Para efetivação do Princípio do Não Confisco, deve-se analisar o custo do 
serviço prestado ao contribuinte e o valor que foi efetivamente cobrado por ele. 
 
 
 
 
É vedado à União, 
Estados, DF e
Municípios
Utilizar tributo com efeito de confisco
Também é aplicável às multas
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34 
 
 
01.05. Princípio da Liberdade de Tráfego 
 
Esquema 39 
 
01.06. Princípio da Uniformidade Geográfica da Tributação 
 
 
Esquema 40 
 
 
 
 
 
 
É vedado à União, 
Estados, DF e 
Municípios
Estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou 
bens
Por meio de tributos interestaduais ou 
intermunicipais
Ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização 
de vias conservadas pelo Poder Público
É vedado à União
Instituir tributo que não seja uniforme em todo o 
território nacional
Ou que implique distinção ou preferência em 
relação a Estado, ao DF ou a Município
É permitida a concessão de incentivos fiscais 
destinados a promover o equilíbrio ou 
desenvolvimento sócio-econômico entre as regiões 
do país
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35 
 
 
01.07. Princípio da Uniformidade da Tributação da Renda 
 
Esquema 41 
 
01.08. Princípio da Vedação às Isenções Heterônomas 
 
 
Esquema 42 
É válido destacar que apesar do comando constitucional ser direcionado à União, tal princípio 
também deve ser observado pelos demais entes, ou seja, é vedado que um ente conceda 
isenção de tributos instituídos por outro.É importante saber também que tal princípio 
É vedado à União
Tributar a renda das obrigações da dívida pública 
dos Estados DF e Municípios
E a remuneração e os proventos dos respectivos 
agentes públicos
Em níveis superiores ao que fixar para suas 
obrigações e seus agentes
Vedação às isenções 
heterônomas
É vedado à União
Instituir isenção de 
tributos de competência 
dos Estados, DF ou 
Municípios
Exceções
Lei complementar 
federal poderá excluir da 
incidência do ISS e do 
ICMS as exportações
Tratado internacional 
pode conceder isenção 
de tributos estaduais ou 
municipais
★ Consoante o entendimento do STF, "no direito 
internacional apenas a República Federativa do Brasil 
tem competência para firmar tratados (...), dela não 
dispondo a União, os Estados-membros ou os Municípios. 
O Presidente da República não subscreve tratados como 
Chefe de Governo, mas como Chefe de Estado, o que 
descaracteriza a existência de uma isenção heterônoma 
[...]" (RE 229.096/RS)
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36 
 
 
decorre da forma federativa do Estado brasileiro, impedindo que um ente interfira na 
arrecadação do outro, o que colocaria em risco a autonomia. 
 
01.09. Princípio da não discriminação baseada na procedência ou destino 
 
 
Esquema 43 
 
 
02. Imunidades Tributárias 
Referência Legal: Doutrina, Constituição Federal, artigos 150 e 195. 
 
A imunidade tributária é considerada uma hipótese de não incidência constitucionalmente 
qualificada, também chamada de incompetência tributária. Representam normas que 
delimitam a competência tributária e impedem o ente público de definir determinadas 
situações como hipótese de incidência, não ocorrendo, portanto, o nascimento da obrigação 
tributária. 
Não se confunde com a isenção, que é uma dispensa legal do pagamento do tributo devido 
e hipótese de exclusão do crédito tributário. 
É válido acrescentar ainda que a imunidade não exime o contribuinte de cumprir as 
obrigações acessórias instituídas pela legislação tributária e também de se submeter à 
fiscalização tributária. 
 
02.01. Classificação das Imunidades 
Antes de adentrarmos nas espécies de imunidades, é importante conhecermos algumas das 
possíveis classificações doutrinárias, pois várias questões requerem tal conhecimento, ainda 
que de forma implícita. 
 
 
 
 
É vedado aos Estados, 
DF e Municípios
Estabelecer diferença tributária entre bens e 
serviços
Em razão de sua procedência ou destino
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https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2iWox
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37 
 
 
02.01.01 Classificação quanto ao parâmetro para concessão 
 
Esquema 44 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, RE 608.872/MG: A imunidade tributária subjetiva aplica-se a seus beneficiários na 
posição de contribuintes de direito, mas não na de simples contribuintes de fato, sendo 
irrelevante para a verificação da existência do beneplácito constitucional, a repercussão 
econômica do tributo envolvido. 
 
02.01.02 Classificação quanto à origem 
 
Esquema 45 
 
02.01.03 Classificação quanto ao alcance 
 
Esquema 46 
SUBJETIVAS
• Levam em 
consideração as 
pessoas beneficiadas 
pela exceção.
• Exemplo: Imunidade 
Recíproca.
OBJETIVAS
• Levam em 
consideração os objetos 
cuja tributação é 
impedida.
• Exemplo: Imunidade 
Cultural.
MISTA
•Consideram as pessoas 
e objetos, ao mesmo 
tempo.
• Exemplo: Imunidade de 
ITR sobre pequenas 
glebas, quando as 
explore o proprietário 
que não possua outro 
imóvel.
ONTONLÓGICAS
• Decorrem do princípio da isonomia e 
do pacto federativo. Existiriam ainda 
que não houvesse previsão 
constitucional.
• Exemplo: Imunidade Recíproca.
POLÍTICAS
• Só existem por opção do legislador e 
visam a proteção de outros princípios.
• Exemplo: Imunidade Cultural
GERAIS OU GENÉRICAS
• Inclui vários tributos e todos os entes 
federativos
• Exemplo: Todas imunidades previstas 
no art. 150, VI da CF 88 são genéricas
ESPECÍFICAS
• A imunidade é mais restrita, alcança 
um tributo específico e o ente 
competente para instituí-lo. 
• Exemplo: ITBI sobre a transmissão de 
bens ou direitos incorporados ao 
patrimônio de pessoa jurídica em 
realização de capital. 
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38 
 
 
02.02. Imunidade Recíproca 
 
Esquema 47 
 
É muito importante saber que todas as vezes em que a CF88 traz uma vedação à instituição 
de impostos, tal imunidade não impede a cobrança de outros tributos, como as taxas e 
contribuições, por exemplo. Essa é uma pegadinha clássica em questões de prova e válida 
para todas as demais espécies de imunidade que estudaremos adiante, cuja literalidade da 
vedação é quanto à instituição de impostos. 
Destaca-se que a Imunidade Recíproca, por ser uma imunidade subjetiva, é aplicável quando 
os entes ocupam a posição de contribuintes de direito e não quando contribuintes de fato. 
 
 
Esquema 48 
Embora a CF88 mencione apenas autarquias e fundações, o STF entende que a Imunidade 
Recíproca é extensível às Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista 
prestadoras de serviços públicos de prestação obrigatória e exclusiva do Estado. 
 
É vedado à União, 
Estados, DF e
Municípios
Instituir impostos
Sobre o patrimônio, renda ou serviços, uns dos 
outros
★ Não se aplica às demais espécies tributáriasA imunidade recíproca 
também alcança
Autarquias e Fundações instituídas e mantidas 
pelo Poder Público
No que se refere ao patrimônio, renda e serviços
Desde que vinculados a suas finalidades 
essenciais ou às dela decorrentes
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39 
 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, RE 1.320.054/SP: As empresas públicas e as sociedades de economia mista 
delegatárias de serviços públicos essenciais, que não distribuam lucros a acionistas 
privados nem ofereçam risco ao equilíbrio concorrencial, são beneficiárias da 
imunidade tributária recíproca prevista no artigo 150, VI, a, da Constituição Federal, 
independentemente de cobrança de tarifa como contraprestação do serviço 
STF, RE 600.867/SP: Sociedade de economia mista, cuja participação acionária é negociada 
em Bolsas de Valores, e que, inequivocamente, está voltada à remuneração do capital de 
seus controladores ou acionistas, não está abrangida pela regra de imunidade tributária 
prevista no art. 150, VI, “a”, da Constituição, unicamente em razão das atividades 
desempenhadas 
 
 
 
⚠ A imunidade recíproca também não exonera o promitente comprador da obrigação de 
pagar imposto relativo a bem imóvel. 
Esquema 49 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, RE 601.392/PR: Todas as atividades desenvolvidas pelos Correios estão abrangidas 
pela imunidade recíproca. “Exercício simultâneo de atividades em regime de 
exclusividade e em concorrência com a iniciativa privada. Irrelevância. Existência de 
peculiaridades no serviço postal. Incidência da imunidade prevista no art. 150, VI, ‘a’, da 
Constituição Federal”. 
STF, RE 594.015/SP: A Imunidade Recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da Constituição 
não se estende a empresa privada arrendatária de imóvel público, quando seja ela 
exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Nessa hipótese é constitucional a 
cobrança de IPTU pelo Município 
STF, RE 601.720/RJ: Incide o Imposto Predial e Territorial Urbano considerado bem público 
cedido a pessoa jurídica de direito privado, sendo esta a devedora. 
 
 
 
 
 
A imunidade 
recíproca não se 
aplica
Patrimônio, renda e serviços relacionados com a 
exploração de atividades econômicas regidas pelas 
normas aplicáveis a empreendimentos privados
Ou em que haja contraprestação ou pagamento de 
tarifas pelos usuários
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40 
 
 
02.03. Imunidade Religiosa 
 
Esquema 50 
 
Chamo sua atenção para a EC 116/2022 que acrescentou o § 1º-A ao art. 156 da CF88, 
prevendo que os templos de qualquer culto permanecem imunes ao IPTU, ainda que sejam 
apenas locatárias do bem imóvel. 
É importante atentar-se também ao fato de que a imunidade alcança apenas os impostos 
incidentes sobre o patrimônio, renda ou serviços relacionados com as finalidades 
essenciais de tais entidades. 
Não há, entretanto, previsão para aplicação integral dos seus recursos no país. Tal previsão é 
direcionada aos partidos políticos, entidades sindicais de trabalhadores, instituições de 
educação e de assistência social, como veremos no próximo tópico. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, RE 325.822/SP: Imunidade tributária de templos de qualquer (...) IPTU sobre imóveis 
de sua propriedade que se encontram alugados. A imunidade prevista no art. 150, VI, b, CF, 
deve abranger não somente os prédios destinados ao culto, mas, também, o patrimônio, a 
renda e os serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas 
mencionadas. 
STF, RE 562.351/RS: A imunidade tributária conferida pelo art. 150, VI, b, é restrita aos 
templos de qualquer culto religioso, não se aplicando à maçonaria, em cujas lojas não se 
professa qualquer religião. 
STF, RE 578.562/BA: Os cemitérios que consubstanciam extensões de entidades de 
cunho religioso estão abrangidos pela garantia contemplada no artigo 150 da Constituição 
do Brasil. Impossibilidade da incidência de IPTU em relação a eles. 
STF, ARE 1.244.093/SP: A imunidade tributária religiosa abrange o ICMS importação, 
desde que comprovado que os bens se destinam à finalidade essencial da entidade. 
 
 
 
 
 
É vedado à União, 
Estados, DF e
Municípios
Instituir Impostos
Sobre os templos de qualquer culto
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41 
 
 
02.04. Imunidade dos Partidos Políticos, Entidades Sindicais de Trabalhadores, Instituições de 
Educação e de Assistência Social 
 
Em todos os casos, atendidos os requisitos da lei. 
Esquema 51 
 
No que diz respeito à lei cujas exigências devem ser atendidas, é importante saber: 
▸ Lei Complementar: Para estabelecer condições materiais para o gozo da imunidade, ou, 
nas palavras do STF “para a definição do modo beneficente de atuação das entidades (...)”. 
▸ Lei Ordinária: Para definição de normas sobre a constituição e o funcionamento da 
entidade, ou ainda, conforme a Suprema Corte, para “aspectos procedimentais referentes à 
certificação, fiscalização e controle administrativo”. 
 
Esquema 52 
É vedado à União, 
Estados, DF e
Municípios
Instituir impostos sobre o Patrimônio, Renda ou 
Serviços
Dos partidos políticos, inclusive suas fundações
Entidades sindicais de trabalhadores
Instituições de educação e de assistência social, sem 
fins lucrativos
Requisitos para fruição da 
imunidade (art. 14, CTN)
Não distribuírem qualquer parcela de seu 
patrimônio ou renda, a qualquer título. 
Aplicarem integralmente, no país, os seus 
recursos, na manutenção de seus objetivos 
institucionais
Manterem escrituração de suas receitas e 
despesas em livros revestidos de formaldiades 
capazes de assegurar sua exatidão
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42 
 
 
Destaca-se que o gozo da imunidade tributária não exclui a atribuição, por lei, da 
responsabilidade de recolher tributos na condição de responsável tributário. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, RE 611.510/SP, Tema 328: A imunidade assegurada pelo art. 150, VI, c, da 
Constituição da República aos partidos políticos, inclusive suas fundações, às entidades 
sindicais dos trabalhadores e às instituições de educação e de assistência social, sem fins 
lucrativos, que atendam aos requisitos da lei, alcança o IOF, inclusive o incidente sobre 
aplicações financeiras. 
STF, RE 491.574/RJ: A imunidade prevista no art. 150, VI, c, do Diploma Maior, a impedir a 
instituição de impostos sobre patrimônio, renda ou serviços das entidades sindicais dos 
trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, 
está umbilicalmente ligada ao contribuinte de direito, não abarcando o contribuinte de 
fato. 
STF, Súmula Vinculante nº 52: Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao 
IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, “c”, da 
Constituição Federal, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades para as 
quais tais entidades foram constituídas. 
STF, RE 767.332/MG: A imunidade tributária, prevista no art. 150, VI, c, da CF/88, aplica-
se aos bens imóveis, temporariamente ociosos, de propriedade das instituições de 
educação e de assistência social sem fins lucrativos que atendam aos requisitos legais. 
STF, Súmula 730: A imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem 
fins lucrativos pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas 
de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. 
 
02.05. Imunidade Cultural 
 
 
Esquema 53 
 
Trata-se de imunidade objetiva que alcança somente os impostos (não inclui outras 
espécies tributárias) incidentes na operação (tais como o IPI e ICMS). Não contempla os 
É vedado à União, 
Estados, DF e 
Municípios
Instituir impostos sobre
Livros, jornais, periódicos
E o papel destinado a sua impressão
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43 
 
 
tributos incidentes sobre o lucro (IRPJ e CSLL) ou sobre propriedade (IPTU, IPVA), por 
exemplo. 
É válido destacar ainda que a imunidadedo papel está condicionada à destinação do 
produto, sendo descaracterizada a não incidência quando for utilizado em finalidade diversa 
da impressão de livros, jornais e periódicos. 
Por fim, é importante saber que não importa o conteúdo do livro, jornal ou periódico. O STF 
já se manifestou diversas vezes no sentido de que a CF88 não fez ressalvas quanto ao valor 
artístico, didático ou cultural. Não cabe, portanto, ao aplicador da norma constitucional 
fazer qualquer distinção (RE 221.239/SP). 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, RE 330.817/RJ: A imunidade tributária constante do art. 150, VI, “d” da CF/88 aplica-
se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para 
fixá-lo. Os audiobooks também estão abrangidos pela Imunidade Cultural. 
STF, RE 595.676/RJ: A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, da Constituição Federal 
alcança componentes eletrônicos, quando destinados, exclusivamente, a integrar a 
unidade didática com fascículos periódicos impressos (...). Tanto o suporte (o CD-Rom) 
quanto o livro (conteúdo) estão abarcados pela imunidade (...). 
STF, ARE 1.100.204/SP (Info 904): A imunidade tributária prevista no art. 150, VI, “d”, da 
Constituição Federal, não abarca o maquinário utilizado no processo de produção de 
livros, jornais e periódicos 
STF, Súmula Vinculante nº 57: A imunidade tributária constante do CF/88, art. 150, VI, 
aplica-se à importação e comercialização, no mercado interno, do livro eletrônico (e-
book) e dos suportes exclusivamente utilizados para fixá-los, como leitores de livros 
eletrônicos (e-readers), ainda que possuam funcionalidades acessórias. 
 
Vale ressaltar que a imunidade referida na súmula vinculante nº 57 supracitada não alcança 
tablets, smartphones, notebooks e afins, uma vez que tais dispositivos não foram feitos com 
a finalidade principal de leitura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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44 
 
 
02.06. Imunidade em favor da produção musical brasileira 
 
Esquema 54 
 
02.07. Imunidade das entidades assistenciais, relativas a contribuição para a seguridade social 
 
 
Esquema 55 
 
Embora o legislador tenha utilizado a expressão “isentas”, trata-se de verdadeira imunidade, 
uma vez que foi prevista no texto constitucional. Atenção a questões que exijam a literalidade. 
É vedado à União, Estados, 
DF e Municípios
Instituir impostos 
sobre fonogramas e
videofonogramas 
musicais
Produzidos no Brasil
Contendo obras 
musicais ou 
literomusicais
De autores brasileiros
Ou obras em geral 
interpretadas por 
artistas brasileiros
Inclusive os suportes 
musicais ou arquivos 
digitais que os 
contenham
Salvo na etapa de 
replicação industrial em 
mídias ópticas de 
leituras a laser
São isentas de
Contribuição para 
Seguridade Social
As entidades beneficentes de assistência social
Que atendam às exigências estabelecidas em lei
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45 
 
 
A lei que estabelece as exigências a serem cumpridas pelas entidades beneficentes é a LC 
187/2021. Sobre essa lei é importante saber que um dos requisitos para fruição da imunidade 
é a proibição de remuneração, vantagem ou qualquer outro benefício aos dirigentes 
estatutários. Não constitui vedação, entretanto, a remuneração a dirigentes não 
estatutários. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STJ, Súmula 612: O certificado de entidade beneficente de assistência social (CEBAS), no 
prazo de sua validade, possui natureza declaratória para fins tributários, retroagindo seus 
efeitos à data em que demonstrado o cumprimento dos requisitos estabelecidos por lei 
complementar para a fruição da imunidade. 
 
02.08. Outras Imunidades previstas na Constituição 
Além das já imunidades já estudadas, a CF88 traz diversas imunidades específicas em seu 
texto, direcionadas a situações, tributos e entes federativos determinados. 
1. Taxas 
a) Para exercer o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra 
ilegalidade ou abuso de poder (art. 5º, XXXIV); 
b) Para obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e 
esclarecimento de situações de interesse pessoal (art. 5º, XXXIV); 
c) Custas judiciais para propor ação popular, salvo comprovada má-fe (art. 5º, LXXIII); 
d) Gratuidade para os reconhecidamente pobres, na forma da lei, do registro civil de 
nascimento e certidão de óbito (art. 5º, LXXVI); 
e) São gratuitas as ações de "habeas-corpus" e "habeas-data", e, na forma da lei, os atos 
necessários ao exercício da cidadania (art. 5º, LXXVII). 
2. Contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico: Não incidirão sobre as 
receitas decorrentes de exportação (art.149, § 2º, I). 
3. IPI : Não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior (art.153, § 3º, III). 
4. ICMS: Não incidirá 
a) Sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre serviços prestados 
a destinatários no exterior; 
b) Sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, 
combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica; 
c) Nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de 
sons e imagens de recepção livre e gratuita. 
 
5. ITR: Não incidirá sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando as explore o 
proprietário que não possua outro imóvel (art.153, § 3º, II). 
6. ITBI: Não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de 
pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos 
decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses 
casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou 
direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil (art.156, § 2º, I). 
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46 
 
 
7. São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de 
transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária (art.184, § 5º). 
8. O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial, sujeita-se 
exclusivamente à incidência do IOF, não sofrendo incidência de qualquer outro tributo 
(art.153, § 5º). 
9. Com exceção do II, IE e ICMS, nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações 
relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, 
combustíveis e minerais do País (art.155, § 3º). 
10. Não incide contribuição previdenciária sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo 
Regime Geral de Previdência Social (art.195, II). 
Esquema 56 
 
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA 
01. Competência para Legislar 
Referência Legal: Constituição Federal, artigos 24, 30, II e 146, III. 
 
 
⚠ Aos municípios compete suplementar a legislação federal e estadual no que couber. 
Esquema 57 
 
Importante: 
➥ Atentar-se ao fato de que a competência dos municípios para legislar sobre direito 
tributário não é concorrente e sim suplementar; 
➥ O art. 146 da CF88 estabelece que normas gerais em matéria tributária devem ser 
veiculadas em lei complementar. 
 
Competência para legislar
sobre Direito Tributário
Compete à União, Estados e DF legislar 
concorrentemente sobre Direito Tributário
No ãmbito da legislação concorrente, a competência 
da União limitar-se-á estabelecer normas gerais 
A competência da União para legislar sobre normas 
gerais não exclui a competência suplementar dos
estados
Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os 
estados exercerão a competência legislativa plena
A superveniência de lei federal sobre normas gerais 
suspende a eficácia da lei estadual, naquilo que lhe 
for contrário
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47 
 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
 
STF, ARE 743.480/MG, Tema 682: Inexiste, na Constituição Federal de 1988, reserva de 
iniciativa para leis de natureza tributária, inclusive para as que concedem renúncia

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