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Biologia 93
Pró-Reitoria de Extensão – PROEX
de iniciação AUG. Ao encontrar o códon, a subunidade maior do ribossomo é acoplada à 
subunidade menor. Há dois locais onde RNA transportadores serão acomodados: sítio A, 
onde entram novos aminoácidos; e sítio P, onde estará o polipeptídeo em formação. 
No início, o sítio P é ocupado pelo RNAt que contém o anticódon da 
metionina (códon do RNAm=AUG; anticódon do RNAt=UAC), enquanto o sítio A 
ainda está vazio. A fase de alongamento é iniciada quando novos RNAt são encaixa-
dos no sítio A. Uma ligação peptídica ocorre entre a metionina e o novo aminoácido 
trazido pelo RNAt recém-chegado. Assim, dois aminoácidos passam a compor a ca-
deia polipeptídica em formação. 
O ribossomo se move, e o RNAt da metionina é liberado do sítio P. Um 
novo RNAt que contenha o aminoácido correspondente ao códon do RNAm en-
tra no sítio A e uma nova ligação peptídica é formada entre o segundo e o terceiro 
aminoácido. A cadeia polipeptídica passa, então, a ter três aminoácidos e se desloca, 
deixando o sítio A novamente livre para a entrada de um quarto RNAt. 
A repetição do deslocamento do ribossomo libera continuamente o sítio A 
para a entrada de novos RNAt, de forma que no sítio P a cadeia polipeptídica cresce 
pela adição de novos aminoácidos trazidos pelos RNAt, segundo a sequência do 
RNAm que é percorrido pelo ribossomo.
Figura 40: Esquema da síntese proteica (tradução). A subunidade menor do ribossomo é 
acoplada à subunidade maior e, juntas, as subunidades irão percorrer o RNAm. Os sítios A 
e P do ribossomo são encaixes para o RNAt, que conduzem aminoácidos de acordo com a 
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Pró-Reitoria de Extensão – PROEX
sequência determinada pelo RNAm. Os aminoácidos trazidos ao sítio A por RNAt são con-
tinuamente transferidos à cadeia de alongamento localizada no sítio P.
Fonte: adaptado de . Acesso em: 10 out. 2016.
Na fase de terminação, o sítio A, posicionado em um códon de terminação 
do RNAm (que pode ser UAA, UAG ou UGA), é ocupado por proteínas do citoplas-
ma, encerrando a síntese da molécula polipeptídica. Terminada a formação da cadeia 
polipeptídica (ou da proteína), a mesma é liberada, e o complexo RNAm-ribossomo 
se desfaz. 
Se a síntese proteica for realizada em ribossomos livres no citosol, a cadeia 
polipeptídica formada é liberada no próprio citoplasma, onde serão utilizadas; se a 
síntese ocorrer no retículo endoplasmático granuloso, a proteína é liberada no inte-
rior do retículo e pode ser secretada via complexo de golgi e vesículas secretoras. As 
proteínas formadas no retículo podem ainda atuar em lisossomos e vacúolos.
As proteínas formadas na tradução podem ter alterações pós-traducionais 
ao sofrer modificações ou perdas de aminoácidos, ao realizar dobras que originam es-
truturas proteicas complexas (como a secundária e a terciária) e ao receber carboidra-
tos que se associam. Tais alterações, somadas às combinações de diferentes sequências 
de éxons (regiões codificantes do DNA) na transcrição (síntese do RNA), originam 
muitos tipos de proteínas.
Os íntrons também são muito importantes no contexto da coordenação 
dos produtos da célula, visto que muitos deles participam da regulação da expressão 
dos genes, estimulando ou inibindo a expressão. Isso explica porque cada tipo de 
célula (neurônio, hepatócito, leucócitos, etc.) tem morfologia e fisiologia distintas, 
mesmo possuindo as mesmas sequências de DNA. Ou seja, as células de um organis-
mo possuem o mesmo material genético, mas cada tipo de célula tem uma porção de 
genes ativos, enquanto os demais genes podem estar ativos em outros tipos celulares.
6.4 relação entre síntese ProteiCa e Mutações
Conhecer a expressão do código genético permite o entendimento da im-
portância das mutações. Mutações podem ser pontuais quando alteram sequências 
nucleotídicas (que podem ocorrer durante a duplicação do DNA), são as mutações 
gênicas; ou podem afetar os cromossomos, sendo chamadas de mutações cromos-
sômicas (ou aberrações). Mutações podem ser transmitidas aos descendentes quando 
ocorrem em células geminativas (como óvulos e espermatozoides), ou podem ficar 
restritas ao indivíduo quando ocorrem em células somáticas. 
Mutações gênicas: quando são denominadas “silenciosas”, quer dizer que 
não alteram o aminoácido codificado. Por exemplo: se a sequência CUU sofresse 
uma mutação e se transformasse em CUC ou CUA, o aminoácido codificado ainda

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