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Patologia esp bloco 2 patologia esp-bloco 1 Patologia esp-bloco 3 Patologia especial Quinto semestre, 2025 ─ Sumário ANOTAÇÕES DE AULA bloco 3 Aula 1- Sistema Linfo-hematopoiético Aula 2- Sistema Nervoso (Reação à injúria, Malformações e distúrbios físicos) Aula 3- Sistema Nervoso (Encefalites, neoplasias, distúrbios metabólicos, nutricionais e de mielina) aula 1- linfo hematopoiético timo Órgão linfoide primário e transitório responsável pela maturação de linfócitos T. Divide-se em córtex (rico em timócitos imaturos) e medula (contém células epiteliais e linfócitos maduros), onde ocorre a seleção positiva e negativa de linfócitos, mediada pelo MHC. É róseo e volumoso em neonatos, passando por involução fisiológica após a maturidade sexual, processo normal relacionado à redução da necessidade de geração de novos linfócitos T. atrofia tímica (patológica): Ocorre pela perda de linfócitos, resultando em redução do volume funcional do órgão. Como não possui tecido linfopoiético próprio, depende da medula óssea para suprimento de precursores. A atrofia pode ser causada por infecções virais (cinomose, FeLV, FIV), toxinas, radiação, quimioterapia, deficiências nutricionais (zinco, selênio, cobre) e metais pesados (chumbo, mercúrio). Microscopicamente, há linfocitólise, com redução dos linfócitos (depleção tímica), corpos apoptóticos e aumento relativo do estroma (tecido reticular e células epiteliais tímicas) devido à perda de linfócitos. neoplasias: Ambas benignas e geralmente são grandes massas que ocupam o mediastino. Tumores primários do timo são timomas, originando-se do componente epitelial, e linfomas, resultante de tumor dos linfócitos T. Aumento do timo quase sempre é devido a tumor, pois hiperplasia e inflamação são raras. -timoma: Tumor de células epiteliais do timo frequentemente localizado no mediastino cranial. não faz metástase, encapsulado e de crescimento lento, mas pode comprimir estruturas adjacentes por apresentar grande volume volume. pode formar célula epitelióide (tipo b) e cordão de célula epitelial (tipo A). Algumas vezes apresenta cistos em conjunto com área sórdida de proliferação. Em nível microscópico, praticamente todos os timomas são constituídos de uma combinação de células epiteliais tumorais e timócitos não neoplásicos (células T imaturas). - linfoma tímico: São grandes massas mediastinais que têm grande capacidade de invasão de forma que deslocam as estruturas adjacentes, podendo acometer todo o saco pericárdico e pulmão, pode resultar em acúmulo de fluido pleural. São tumores difusos, irregulares e multilobulados dominados por linfócitos T, que são homogêneos em tamanho, forma, morfologia nuclear e relação núcleo-citoplasma. baço Órgão linfóide e hematopoético, responsável pela filtração do sangue, hemocaterese, imunidade, além de participar da hematopoiese extramedular, quando necessário. Em ruminantes, adere ao rúmen via omento. Possui polpa vermelha (filtração e fagocitose por macrófagose espaços vasculares) e polpa branca (resposta imune, produção de linfócitos T e B). Na circulação aberta, o sangue deixa as arteríolas e atravessa a polpa vermelha antes de retornar aos seios venosos. Anomalias: agenesia: baço não formado baço duplo: Pode ser congênito ou decorrente de ruptura traumática, formando implantes peritoneais funcionais, geralmente sem significado patológico atrofia senil fisiológica: Em animal mais velho, o baço é mais rugoso e de menor tamanho, devido a atrofia linfóide, que é a diminuição de linfócitos t e b, ou seja, redução da polpa branca- causando diminuição do orgão completo. Ademais, o sinusoide tambem apresenta audencia de sangue, colapsando e diminuindo ainda mais o tamanho do órgão (causando a aparência fibrosa). linfocitolise Acontece principalmente em infecções virais e em estados de imunossupressão, com destruição de linfócitos. nódulos sideróticos: lesões crônicas do na capsula do baco, caracterizadas por acúmulo de hemossiderina, fibrose e mineralização distrófica, resultantes de hemorragias subcapsulares organizadas. O ferro liberado pela degradação local de hemácias é armazenado como hemossiderina nos macrófagos da região. Ìncrustações duras e secas na borda do baço, que predispõe a infecção bacteriana devido ao acúmulo de ferro. é calcificação com acúmulo de ferro na borda do baço, aumentando o volume, promovendo palidez e deixando a borda arredondada. Possui coloração amarelada devido ao ferro que é produto da lise de hemáceas. não possui causa conhecida. o acúmulo de ferro no local libera radical livre que gera lesão, resultando em fibrose (cicatriz). amiloidose aspecto de cera com foliculos evidentes, palido ao corte e focos esbranquiçados e destacados. Ele gera esplenomegalia uniforme na qual o baço é firme, semelhante a borracha ou cera e de colaração bege ou laranja. Acúmulo extracelular de amiloide, promovendo esplenomegalia firme, aspecto pálido, ceroso ou de borracha, com folículos evidentes. hemossiderose Hemossiderina é uma forma de armazenamento de ferro derivada de destruição de eritrócitos, que ocorre de maneira fisiológica no baço. Dessa forma, só é preocupante caso a concentração de hemossiderina seja excessiva. Ela pode ser causada por redução de eritropoiese (menor demanda da reciclagem do ferro), por anemias hemolíticas e babesiose (que aumentam rapidamente a lise de hemácias) e insuficiência cardíaca crônica. Além dessas, caso a concentração de hemossiderina seja local, ela pode ser resultado de hemorragias por traumas (por exemplo) rupturas em trauma abdominal principalmente quando o baço está aumentado, devido a fragilidade causada pelo estiramento da cápsula (em caso de hematoma, infartos e tumores). O órgão pode quebrar-se em duas ou mais partes e formar “baços acessórios” que são minimamente funcionais espalhados no peritônio ou só fazerem um pequeno rasgo na cápsula. volvulus Ocorrem junto com o estômago devido ao ligamento gastroesplênico. Ele acarreta em cogestão primeiro das veias e depois das artérias, e acaba em infarto hemorrágico. O órgão fica aumentado e macroscópico e fica cianotico devido a congestão. Circulatórios: Hiperemia: é o aumento ativo do fluxo sanguíneo em um tecido, decorrente da dilatação arteriolar, geralmente associada a processos inflamatórios (como infecções) ou à ação de toxinas. O órgão afetado torna-se vermelho, quente e aumentado, pois o aumento do fluxo facilita a migração de células do sistema imune, anticorpos e fatores inflamatórios para o local. Congestão: é caracterizada pelo acúmulo de sangue venoso devido à drenagem venosa inadequada. O órgão ou tecido apresenta-se aumentado, de coloração azulada a arroxeada e flácido. A congestão pode ser aguda, como ocorre em eutanásia ou insuficiência cardíaca súbita, ou crônica, geralmente associada à insuficiência cardíaca direita, levando, no baço, à esplenomegalia congestiva crônica. Na congestão crônica do baço, pode ocorrer fibrose e atrofia do parênquima. Hematomas: no vaso, se assemelham muito a hemangiossarcoma, pois forma coagulos e dilata o orgao em algum ponto especifico. São associados ou a nódulos linfóides hiperplásicos ou a neoplasmas vasculares esplenicos. - Nódulos linfóides hieperplásicos: causam hematoms devido ao carater aberto da circulação de pequenos animais, que permite que a hemacia escape da arteria aberta e passe entre os linfócitos, e reentrar por meio de uma abertura no capilar venoso. Em caso de hiperplasia linfóide há distorção da zona marginal e, por isso, as hemácias não retornam completamente ao capilar e o fluxo de sangue é alterado e retido. - neoplasmas esplenicos: o sangramento na polpa vermelha, revestida pela capsula, resulta em uma massa vermelha-vermelho escura e saliente(hematoma). Caso a cápsula sobre o hematoma se rompa, pode causar umhemoperitonio, choque hipovolemico, falencia circulatória e morte. O hematoma segue um processo de cicatrização com neovascularização. infarto: pode ocorrer na área subcapsular devido ao comprometimento do retorno venoso e perfusão pobre ou, embolia principalmente pela circulação ter caráter terminal, que entope vasos e faz compressão vascular .ele parece um hematoma, pois faz hemorragia inicialmente- porém tem uma linha que demarca. o infarto antigo adquire o formato de cunha e fica palido-infarto branco- e formam-se cicatrizes. inflamação (esplenite): - A esplenite aguda ocorre geralmente como consequência de infecções hematógenas associadas à septicemia. As bacteremias agudas e intensas promovem esplenomegalia difusa, úmida e congesta, causada por congestão acentuada e hipercelularidade dos seios da polpa vermelha. Quando a bacteremia é menos severa, há acúmulo de neutrófilos e macrófagos na polpa vermelha, resultando em aumento do órgão, porém mais firme e consistente. A forma aguda pode se manifestar como esplenite supurativa, típica de infecções por bactérias piogênicas, como Streptococcus spp., levando à formação de abscessos visíveis na cápsula ou na superfície de corte, decorrentes da replicação bacteriana no interior da polpa vermelha. Macroscopicamente, o baço apresenta aumento de volume, superfície úmida, congesta e, nos casos supurativos, presença de áreas purulentas ou elevadas. - Na esplenite crônica, o baço apresenta aumento firme, seco e de consistência uniforme, sustentado por três processos principais: hiperplasia de macrófagos, hiperplasia linfoide e formação de granulomas, além de infiltração de neutrófilos na zona marginal. Esse quadro surge como resposta a infecções crônicas ou persistentes e pode se manifestar de forma difusa ou com lesões nodulares. É comum observar granulomas esplênicos, associados a agentes como Brucella spp., Mycobacterium spp. (tuberculose) e coronavírus na PIF. Macroscopicamente, o baço apresenta esplenomegalia de consistência firme e, nas formas granulomatosas, presença de nódulos esbranquiçados ou amarelados. A hiperplasia linfoide associada à estimulação antigênica persistente também é característica, levando ao aumento dos folículos da polpa branca, visíveis como pontos claros, conferindo o aspecto de “baço em sagu”. hiperplasia esplenica (2 formas): - hiperplasia esplênica nodular: é a forma mais comum de hiperplasia esplênica e caracteriza-se pela formação de um ou mais nódulos, geralmente localizados na periferia do baço, medindo até 2 cm, embora possam ser maiores. Macroscopicamente, esses nódulos são indistinguíveis de neoplasias, como hemangiossarcoma ou linfoma, o que pode gerar confusão diagnóstica. Contudo, o baço mantém sua função, exceto quando hematomas se formam dentro dos nódulos, podendo romper e causar hemoperitônio, uma emergência clínica. Histologicamente, os nódulos são compostos por células linfóides hiperplásicas e células hematopoéticas das séries eritróide, mieloide e megacariocítica, refletindo hematopoiese extramedular. Esse processo ocorre em resposta ao aumento da demanda por células sanguíneas, como em anemias, piometra ou hemoparasitoses, com ativação compensatória da polpa vermelha - hiperplasia esplênica linfoide: ocorre na polpa branca como resposta à estimulação antigênica crônica. Antígenos presentes no sangue são captados na zona marginal do baço e apresentados às células do sistema imune, especialmente linfócitos T e B. Isso provoca proliferação intensa dos folículos linfóides, com centros germinativos proeminentes, que podem ser vistos macroscopicamente como múltiplos pontos brancos distribuídos pelo órgão, conferindo o aspecto conhecido como “baço em sagu”. Essa hiperplasia envolve principalmente linfócitos B produtores de anticorpos e linfócitos T nas regiões periarteriolares, sendo comum em infecções crônicas e processos imunomediados. - hiperplasia macrofágica: Caracteriza-se pela expansão difusa do sistema mononuclear-fagocítico na polpa vermelha, sem formação de nódulos, em resposta à necessidade aumentada de fagocitose. É comum em doenças infecciosas crônicas, como leishmaniose, histoplasmose e septicemias, onde há sobrecarga de antígenos, células lesadas ou agentes infecciosos. Essa hiperplasia resulta em aumento difuso do volume esplênico e consistência firme, refletindo a ampliação do número de macrófagos e células fagocíticas para remoção dos elementos patológicos. neoplasias - linfoma: Massa nodular ou difusa, pálida, envolvendo o baço. - hemangioma e hemangiossarcoma: Tumores vasculares, sendo o hemangiossarcoma o mais frequente e agressivo. Só dá pra diferenciar com certeza em casos de metástase, porém ele é mais fibroso que o hematoma. - linfangioma: Neoplasia benigna de vasos linfáticos. linfonodo Órgão responsável pela filtração da linfa e resposta imune, com zonas cortical, paracortical e medular. Drena principalmente regiões em contato com o ambiente; o encéfalo não possui drenagem linfática. reação a injúria hiperplasia da área germinativa, que ocupa o córtex e medula cordão medular que age fazendo plasmocitose e decorre de atividade cronica paracortical: estimulo de linfocito t e comprime foliculos linfoides e seios: chegada de ag pela linfa, aumenta numero de macrofagos do tecido e faz histiocitose sinusal distúrbios Linfonodo pequeno pode ser por: idade, infecção viral, caquexia, e ausencia de estímulo antigenico. atrofia idade e caquexia, a primeira causa depressão do sistema imune com redução de linfócitos b e t. A última causa atrofia das áreas de linfócito t por redução da produção dessa célula, mas não afeta os linfócitos b. Bloqueio de linfonodos eferentes que dilata os seios medulares Caquexia, diminuição da estimulação antigênica, senilidade linfandenite Pode causar atrofia de tecido linfoide também, dependendo do agente causal. Alguns tem como alvo o linfonodo e destroem o tecido linfóide, como o bvd que provoca redução do tecido linfóide e necrose de centros germinativos e o da cinomose que promove depleção cortical nos linfocitos infectados e posterior necrose do tecido. Existem agentes, entretanto, que promovem linfandenomegalia por estimular o tecido linfóide- e esta reação é mais frequente. ★ Ausencia de estímulo antigenico também causa linfonodo pequeno. Dessa maneira, linfonodos que constantemente recebem material contendo antígenos para a filtração são grandes, com foliculos linfoides ativos contendo centros germinativos. infarto Linfomas, êmbolos, neoplasias metastáticas que gerem compressão vascular e bloqueiem a circulação sanguínea Distúrbios de cor drenagem de hemácia- é a principal causa de linfonodo vermelho, decorrente de eritrócitos de áreas hemorrágicas ou agudamente inflamadas. Esse pigmento rubro é visto com frequência na septicemia aguda na qual a vasculite induzida por cid ou por endotoxinas causa hemorragia. antracose- Gera um pigmento preto no linfonodo, e ocorre principalmente em linfonodo traqueobronquiais devido a drenagem da antracose pulmonar. linfonodo brônquico enfisema consequencia de enfisema no seu campo de drenagem e, por isso, ocorre mais frequentemente em linfonodos traqueobronquiais em caso de enfisema intersticial ou em linfonodos mesentericos em decorrencia de enfisema intestinal. Em caso grave ele aparenta ser leve, inchado, repleto de discretas bolhas de gás e pode ter superfície esponjosa. linfandenomegalia- linfonodo aumentado Pode ser por hiperplasia difusa (de linfócitos T) ou folicular (lnfócito B), inflamação aguda ou crônica (que pode ser difusa ou focal, conter abscesso ou ser granulomatosa) ou neoplasias, só diferenciáveis por citologia ou biópsia. a citologia é mais barata e usada para triagem e nela verifica qual o tipo celular. neoplasia tem homogeneidade de tamanho celular. linfonodo reativo/ hiperplasia:Ela ocorre principalmenteem linfonodos que drenam substancias inflamatorias, inflamação crônica ou conteúdo antigênico (a partir de estimulo antigenico). Ela é caracterizada pela prliferaçao de folículos linfóides e apresentam centros germinativos ativos ativos produtores de plasmócitos para secretar anticorpos e aumento do linf t em áreas paracorticais. Nela a arquitetura, padrão cromatico e uniformidade do celular são mantidos e macroscopicamente há aumento e a cápsula fica tensionada. Causa linfadenose. biopsia para diferenciar de linfoma tem os seguintes critérios: Integridade arquitetural → Uniformidade das células → Padrão cromatínico . Linfadenite:é uma inflamação dos linfonodos que pode se apresentar de forma aguda ou crônica, sempre com predomínio de células inflamatórias. - aguda: geralmente resulta da drenagem de agentes infecciosos, produtos inflamatórios ou materiais estéreis irritativos provenientes de um sítio inflamatório periférico, podendo ser acompanhada de linfangite. Macroscopicamente, os linfonodos estão aumentados, hiperêmicos e de consistência variável — macia a firme —, dependendo da quantidade de exsudato. A coloração avermelhada se deve à hiperemia e ao sangue drenado. Inicialmente, há preenchimento dos seios linfáticos por neutrófilos e eritrócitos, seguido por infiltração de macrófagos, configurando uma histiocitose sinusal. Se o processo inflamatório persiste, ocorre aumento do linfonodo devido à hiperplasia folicular, com centros germinativos ativos e proliferação de plasmócitos nos cordões medulares. - crônica: a linfadenite pode se apresentar como granulomatosa, difusa ou focal, ou como supurativa, que cursa com formação de abscessos. O exemplo clássico de linfadenite crônica supurativa é a linfadenite caseosa, causada por Corynebacterium pseudotuberculosis, que acomete principalmente ovinos e caprinos. A bactéria penetra pela pele através de feridas, frequentemente associadas a procedimentos como a tosquia, afetando linfonodos regionais, como os submandibulares e subilíacos. Essa bactéria produz fosfolipase D, que induz necrose tecidual, estresse oxidativo e formação de abscessos. Inicialmente, formam-se múltiplos microabscessos na superfície do córtex, que evoluem para massas caseosas encapsuladas por tecido fibroso. Com o tempo, esses abscessos apresentam aspecto lamelar concêntrico, sendo essa disposição de camadas concêntricas de pus a principal característica macroscópica da doença - carbuncuo hematico: septicemia aguda causada por Bacillus anthracis, bactéria esporulada que invade o sistema vascular e produz três toxinas: o fator de edema (EF), que eleva AMPc e gera edema difuso; o antígeno protetor (PA), que viabiliza a entrada das toxinas nas células; e o fator letal (LF), que provoca depressão do SNC e necrose celular. Esses mecanismos levam a sepse fulminante, aumento da permeabilidade vascular, falha na coagulação e morte súbita. Macroscopicamente, observa-se putrefação acelerada, formação de gases, esplenomegalia, hemorragias múltiplas, sangue escuro e de difícil coagulação, além de enterite hemorrágica ulcerativa. Linfonodos, especialmente os retrofaríngeos, estão aumentados, hemorrágicos, com lesões caseosas encapsuladas e padrão lamelar de exsudato purulento e fibrose. Microscopicamente, há linfangite, linfadenite sero-hemorrágica e vasculite difusa. - leishmaniose visceral: o padrão ouro para diagnóstico é a citologia de linfonodo, que revela macrófagos repletos de amastigotas de Leishmania. A doença se manifesta inicialmente como linfadenite aguda, com linfonodos hiperêmicos e edemaciados, podendo evoluir para linfadenomegalia generalizada. O quadro clínico inclui emagrecimento progressivo, diarreia, secreção ocular, pelagem áspera, anemia não regenerativa — decorrente da supressão da medula óssea — e hipergamaglobulinemia, resultante da intensa estimulação antigênica crônica. Esses achados refletem a intensa ativação do sistema imune e o comprometimento dos órgãos do sistema mononuclear fagocítico. - histoplasmose: fungo intracelular de monocitos e macrofagos que infecta por inalação de poeira. por ser intracelular ele se espalha além do trato respiratorio via hematógena e linfoide de celulas infectadas. esplenohepatoadenomegalia órgão aumentado e firme) Inflamação granulomatosa difusa que estimula o sistema monocítico macrofágico e causa proliferacao acentuada de macrófagos. o linfonodo apresenga nodos firmes quando incitados diferentes do linfoma, e estão aumentandos de maneira uniforme e há possível perda de arquitetura do linfonodo. microscopicamente nos linfonodos o granuloma coalesce, substituindo o tecido linfoide cortical normal. neoplasia primária (linfoma) O linfoma é uma neoplasia maligna de origem linfoide, resultante da proliferação descontrolada de linfócitos neoplásicos, que pode ocorrer em qualquer estágio de desenvolvimento, desde linfoblastos B ou T imaturos até linfócitos B, T ou células NK maduras. Essa neoplasia acomete tanto órgãos linfoides quanto tecidos não linfoides, podendo gerar infiltrações difusas ou massas nodulares. Nos cães, o linfoma é, em sua maioria, de origem espontânea, não estando associado a agentes infecciosos, e manifesta-se predominantemente na forma multicêntrica. Em contrapartida, nos bovinos está relacionado ao vírus da leucemia bovina (BLV) e, nos felinos, ao vírus da leucemia felina (FeLV). A classificação dos linfomas é baseada principalmente no tipo de célula envolvida (linfócitos B, T ou ambos), no estágio de desenvolvimento/maturação dessa célula e no estágio clínico da doença, fatores que impactam diretamente no prognóstico e nas decisões terapêuticas. A apresentação aleucêmica ocorre quando o linfoma permanece restrito aos linfonodos ou tecidos, sem infiltrar a medula óssea nem apresentar células neoplásicas circulantes.Macroscopicamente, os linfonodos acometidos apresentam superfície de corte pálida, homogênea, firme e saliente, com substituição parcial ou total da arquitetura normal, levando à obliteração das regiões cortical e medular por linfócitos neoplásicos. Quando há infiltração da medula óssea, o linfoma compromete a função hematopoiética, resultando em anemia não regenerativa, devido à compressão e destruição do tecido hematopoiético normal. Além disso, o linfoma pode se originar de maneira secundária, a partir de um linfonodo sentinela previamente afetado, com disseminação subsequente para outros órgãos e tecidos. Aula 2- sistema nervoso Dividido em central (cérebro, cerebelo e medula espinhal) e periférico (nervos e gânglios). O cérebro e a medula se dividem em substância cinzenta, que é composta por axônios, e substância branca, composta por corpo celular (pericário). No cerebro a substância branca é medular e a cinza cortical, enquanto na medula é o inverso. Os neurônios são compostos de corpos celulares (pericários), dendritos, e axônio (que é o prolongamento cuja função é permitir o contato entre os neurônios). O axônio é revestido pela bainha de mielina, feita por oligodendrócitos, cuja função é isolar os impulsos nervosos. Não há cápsula no Snc, apenas glia limitante feita a partir dos astrócitos. O snc, além de células da glia (oligo, astroc e microglia) também é composto de células do plexo coróide (secretoras de LCR) e células ependimárias (que revestem os ventrículos). Neurônios corpo celular, reação a injúria- 2 formas principais - cromatólise central (no corpo celular) seguida de degeneração walleriana (axonal): significa lise da cor, que acontece pois o edema faz com que o citoplasma fique claro e sem cor ou granulação. Ela decorre de esmagamento ou ruptura do axônio, e é mais intensa se for mais próxima do corpo celular. Ocorre em neurônios do sistema nervoso periférico e no sistema nervoso central. A recuperação é lenta, perdurando de 3 a 6 meses, e pode gerar cicatrização. O pico da injúria ocorre 18 dias após a lesão e se inicia em 24-48horas. O axônio degenera após a ruptura, desfazendo a bainha de mielina e promovendo fragmentação de oligodendrócitos (que ficam elipsóides). - injúria isquêmica: lesão hipereosinofílica e retraída, com núcleo triangular e picnótico. Apresenta aumento dos espaços perivasculares e perineuronais (que são causados pelo edema de astrócito). ocorre por lesões que promovem queda na produção de atp, como hipóxia, intoxicação por cianeto, intoxicações por monóxido de carbono e hipoglicemia. astrócitos - As funções principais são formar a glia limitante por meio dos seus prolongamentos (cobertura subpial interna do encéfalo/ME) e compor a barreira hematoencefálica por meio de podócitos sobre os vasos. - Em caso de necrose (que liquefaz o tecido) o astrócito faz o isolamento do local por meio dos seus prolongamentos, promovendo a formação de uma cápsula (semelhante a cistos). - Em caso de lesão ele fica reativo (gemistocítico) citoplasma fica rosa e diferenciado. oligodendrócitos - Existem 2 tipos: interfasciculares, presentes na substância branca (mieliniza axônios), e satélites, na cinza (regulam o microambiente neuronal). - A lesão em corpos celulares promove acúmulo de axônios ao redor, ação denominada satelitose. A reação a injúria é morte do oligodendrócito (por apoptose ou necrose) e degeneração da bainha de mielina. - Alterações na bainha se dividem em 3 tipos: perda (denominada desmielinização), bainha defeituosa (dismielinização) e bainha em quantidade insuficiente (hipomielinização). Como a bainha acelera a transmissão do impulso nervoso, sem ela há perda de potencial e interferência no tempo de transmissão do impulso. microglia - É o macrófago do SNC, que pode ser perineural, perivascular ou interfascicular. possuem função fagocítica, processam antígenos e atraem outras células inflamatórias. - É a primeira célula que se acumula em casos de morte neuronal, ação denominada acúmulo glial. Se fagocitar fragmento da bainha é denominada de célula gitter (parece glitter). Manguito vascular é o processo inflamatório, no qual o mediador atrai a célula inflamatória (que pode ser linfócito em caso de vírus, neutrófilo em bactérias, eosinófilo em parasitas) que sai do vaso e encontra o astrócito ao redor, que o aprisiona temporariamente e forma um círculo ao redor do vaso. A composição celular do manguito varia de acordo com o caráter do agente. epêndima (reveste ventrículo e movimenta LCR) e plexo coróide (que o secreta). essas células compõem 2 barreiras: sangue licor: feita pelo plexo coróide no vaso e impede substâncias do sangue no líquor e licor cérebro feita pelo epêndima que impede o extravasamento de lcr pro cérebro. meninges - Dura máter- são duas camadas, uma aderida ao periósteo craniano (que adere mais com o avançar da idade) e a outra ao redor da medula espinhal. - Aracnóide- tecido conjuntivo frouxo com vasos sanguíneos - Pia máter- aderida ao SNC e em contato com a glia limitante. Pode haver melanose não patológica da meninge (pia máter, principalmente) malformações anencefalia Ausência da parte frontal do snc com presença de tronco encefálico. O nome correto é hipoplasia. meningoencefalocele Hérnia formada por meninge e cérebro, que projetam para fora do crânio devido ao defeito na linha dorsal média do cranio (crânio bífido). meningomielocele Hernia da meninge e medula espinhal devido a espinha bífida (defeito dorsal no fechamento de arcos vertebrais). lisencefalia Agiria (cérebro liso, sem giros) que se deve a falha na migração neuronal, mutações ou deleções que afetam a formação dos giros cerebrais. hidrocefalia Congênita ou secundária a obstrução do líquor, seja apenas no ventrículo (não comunicante) ou no ventrículo com o espaço subaracnóide (comunicante). Deforma o crânio para acomodar o encéfalo com líquor. hidrocefalia ex vácuo é a perda de massa encefálica, que promove isolamento por astrócitos e preenchimento por líquor. Dilata a e não fecha direito o periósteo craniano. tumor de snc que se expande e comprime o ventrículo acumula liquido nele, perde giros por apoptose devido a compressão. hidranencefalia Ausência de substância branca em determinada região, principalmente por virus- lingua azul, akabane e bvd- cavitação da branca e formação da cinzenta. siringomielia cavitação tubular que acompanha o canal ependimário, podendo causar dificuldade respiratória, incoordenação motora, ataxia, incontinência urinária, etc. hipoplasia cerebelar cerebelo menor por conta de virus (BVD, peste suina classica e panleucopenia felina)- causa perda de regulação fina de movimento. polimicrogiria associada a cegueira e ocorre na occipital. causa múltiplos giros menores que o esperado devido a falha na migração neuronal. distúrbios físicos do snc Fatores influenciadores: o Crânio móvel x fixo/apoiado o Velocidade do objeto/massa o Rombo x agudo o Rigidez do crânio (idade – jovem menos resistente / espécie – cérebro de equino é mais protegido do que um felino / raça – pug x pitbull) o Quantidades de seios o Volume de musculatura e tecido adiposo (+ músculo e tecido adiposo - + protegido) trauma cerebral: - contusão: golpe (lesão no local que o trauma ocorreu) ou contragolpe e causa hemorragia como consequencia. O golpe é mais grave e afeta o local da pancada. O golpe com contragolpe pode acontecer quando a cabeça movel é parada na pancada; o contragolpe com golpe ocorre em quedas e golpe isolado é esmagamento por força externa. - concussão: Difusa, o principal problema dela é o rompimento do vaso- isquemia, hemorragia, inflamação. Acontece principalmente por chacoalhar, a lesão típica é o deslocamento. hemorragia - segue o traumatismo. - Epidural: incomum em animais - Subdural: entre dura e aracnoide (atropelamentos) - Leptomeningeana - Parênquima encefálico (perfurações por objetos e osso) - trauma medular: lasceração/transecção - a última é por completo, normalmente por ruptura da coluna vertebral ou por herpesvírus equino compressão intramedular e extramedular causam esmagamento axonal, ou seja, degeneração walleriana, que atrai macrófagos (celula gitter) e promove cromatólise do corpo central no snc. -intra: por hemorragias ou neoplasias. -extra: por prolapso de disco intervertebral, Mielopatia cervical estenótica (Wöbbler), Fratura/deslocamento de vértebras. ● mielopatia cervical: estenose do canal cervical entre a C5 e C7, fazendo com que haja estreitamento nesses locais e compressão pontual da medula, gerando paralisia. ● osteomielite de vértebras: osso deforma e se expande, comprimindo a medulano meio. ● prolapso do disco intervertebral: degeneração do disco que faz com que ele se desloque, comprimindo a medula nas regiões toracolombar ou cervical. distúrbios circulatórios do snc malacia amolecimento devido a necrose que acompanha edema encefalomalacia nome dado a liquefação no encefalo arteriosclerose e arteriosclerose a primeira é a deposição de gordura principalmente na parede de artérias intracranianas extracetrbrais, e a segunda é a fibrose da parede arterial que ocorre com o tempo (em cães idosos) infarto pode ser generalizado ou focal a depender do estímulo causal. Ele gera necrose liquefativa. edema Existem 4 tipos de edema, o vasogenico, cototoxico, o hidrostático e o osmótico. A lesão cerebral gera necrose e edema celular e intersticial, promovendo o afastamento das células e aumentando a permeabilidade vascular (edema vasogenico). O edema vasogenico decorre do estímulo inflamatório após lesão vascular. ele gera aumento do tecido nervoso e, dessa forma, compressão. Distanciamento entre vaso sanguíneo e neurópilo + capilares cheios de líquido. Extravasamento de líquido durante um processo inflamatório, Após agressão vascular, Ruptura da barreira hematoencefálica. o hidrostático é secundário e ocorre nointerstício devido ao aumento de pressão hidrostática devido a hidrocefalia. força o revestimento ventricular a se deslocar do lugar normal e migrar para o tecido. O fluxo de líquor e de líquido intersticial é feito pelo espaço de Virchow e passa pelos neurópilos e para o líquor nos ventrículos. Esse fluxo passa pelos espaços entre as células ependimárias e os astrócitos. Quando tem hidrocefalia, há acúmulo de líquido lá dentro e o líquido extravasa para o tecido, fazendo com que o volume tecidual aumente cada vez mais osmotica ocorre devido ao aumento de pressão hidrovenosa por meio da hidratação excessiva (muita água ou secreção de adh) ou aumento da pressão oncotica. Ocorre devido ao congelamento/privação de água, de forma que quando o animal tem acesso à água novamente, ele ingere rápido e em grande quantidade, a qual passa rapidamente pro SNC. citotoxico ocorre em resposta a degeneração hidropica por distúrbios relacionados a queda de atp, acumulando líquido intracelular e propiciando a vacuolizacao intensa dentro da célula.Gera edema em astrócitos, neurônios, oligodendrócitos, atrapalhando o funcionamento do sistema nervoso. As consequências, no geral, envolvem compressao contra a parede lssea, causandi achatamento dos giros e sulcos mais rasos devido a edema cerebral. Confificacai do cerebelo devido a sua herniação em direção ao forâmen magno, esmagando a coluna espinhal e adquirindo formato cônico. Necrose é hemorragia cortical e hemorragia parenquimatosa no local comprimido. aula 3 sistema nervoso Distúrbios metabólicos No geral, afetam o snc gerando edema. intoxicação intoxicação por sal É o distúrbio da privação de água, que ocorre por período de privação hídrica ou por excesso de ingestão de sal. Causam excesso de sal no sangue, que desidrata o SNC. Para compensar, o sistema nervoso concentra osmólitos, principalmente sal, em seu interstício. Quando o animal tem acesso a água, ele ingere grande quantidade que propicia o aumento da volemia e, como não há tempo pro SNC descartar os osmólitos, grande parte do líquido extravasa pro interstício hiperconcentrado, gerando edema intersticial. O edema é a congestão fazem com que haja pressão da massa cerebral contra o crânio, gerando necrose laminar, fazendo os sulcos ficarem mais rasos e achatando os giros. A necrose é majoritariamente no córtex porque ele tem maior contato com o crânio, e o aspecto visto é lesão amarelada. Microscopicamente há presença de necrose, infiltrado monocitario e eosinofilico e presença de gitter cels. intoxicação por chumbo Pode ser aguda, hiperaguda, subaguda e cronica. a hiperaguda não provoca lesões ou sinais clínicos. O chumbo é tóxico aos epitélios, neurônios e astrocitos, que respondem fazendo edema (epitélio é vasogenico e os outros é citotoxico). O chumbo age entrando na célula e ativando a liberação de cálcio intracelular e ativando a enzima citocromo C, que se junta a Baxcl e inicia enzimas caspases da apoptose. Ela age deformando o citoesqueleto celular e fazendo liberar neurotransmissores. Elas quebram a barreira hematoencefálica. Sinais clínicos são depressão, bruxismo, andar em círculos, pressão da cabeça. intoxicação por organofosforados toxinas (como chumbinho). Se dividem em 2 grupos, estéreis e fosfatos e eusifosfatos. Éstereis: acumulo de acetilcolina nas sinapses pois a toxina age diminuindo a função da enzia colesterase que é responsável pela sua clivagem. Aumenta a responsividade neuronal dos nervos do snc, parassimpáticos e musculares, resultando em constrição muscular, principalmente de bronquios e m respiratorios, que gera morte por asfixia. Tem tempo de ação muito rápido. fosfatos e cresilfosfatos: afeta neuronios, desde sensorial e motor, pois interfere na fosforilação oxidativa das proteínas do citoesqueleto-acúmulo. Sem lesão macroscópica e micro há degeneração axonal e cromatólise central.Tem tempo de ação longo. toxinas bacterianas clostridium: doença do rim polposo (edema). A toxina aumenta a permeabilidade vascular causando edema pulmonar, pericárdio, rim. Provoca edema no snc, necrose e hemorragia devido a compressão. Leva a morte. Necrose com hemorragia bilateral. colibacilose: doença do edema. microangiopatia arteriolar. lesa a parede da arteríola, extravasa líquido, faz trombose e edema perivascular, gera infarto. o edema pode ser em palpebra, cavidades, etc. no snc tem lesão caudal ao nucleo da base. toxina fúngica leucoencefalomalacia: necrose liquefativa da substância branca decorrente de intoxicação por fusarium verticulóide presente em milho mofado. A toxina causa dano vascular à membrana celular do endotélio do vaso sanguíneo e aumenta a produção de tnf alfa (citocina pró inflamatória) e ambas estimulam inflamação, que gera necrose liquefativa. Córtex com lesão lítica na substância branca e hemorragia e edema cortical. deficiência nutricional deficiência de tiamina Causa polioencefalomalácia (necrose liquefativa da substância cinza). A tiamina é responsável por metabolizar a glicose no snc, então sua ausência faz com que não haja atp. A ausência de atp faz degeneração hidrópica, gerando edema, que resulta na compressão do cortex (substância cinzenta) contra o crânio, que necrosa. Causas ● Em carnívoros: ingestão de peixe cru contendo tiaminase, deficiência nutricional, destruição da tiamina pelo calor. ● Em herbívoros: produtos análogos à tiamina, ingestão de samambaia (que tem tiaminase) e acidez ruminal, que estimula a proliferação de micro-organismos responsáveis por produzir tiaminase. Edema cerebral (celular): cerebelo, tálamo e mesencéfalo. Herniações e necrose cortical. deficiência de cobre/ataxia enzootica Hidranencefalia, pois forma cavitação em substância branca. O cobre é responsável por fazer enzimas como a superóxido dismutase (combate radical livre) e o citocromo C (que gera ATP). Causa necrose simétrica bilateral desde lobos frontais e occipitais do SNC. Lesão de medula espinhal e degeneração da substância branca, com líquor a substituindo (quadro mimético de hidranencefalia). Distúrbios na mielina defeito que faz com que a quantidade de mielina produzida seja insuficiente (hipomielinização) defeito que faz com que a mielina seja alterada ou defeituosa (dismielinização) ou algo que provoque a involução da mielina (desmielinização). A última é a mais comum e pode ser primária ou secundária. A primária é provocada por intoxicação e causa degeneração da bainha sem lesão ao axônio. A secundária conta com lesão axonal, provocada por distúrbios circulatórios e físicos (edema extracelular ou compressão física que afetam o oligodendrócito), distúrbios imunológicos e infecção pelo vírus da cinomose. Cinomose: infecção aerógena que se direciona a macrófagos do epitélio respiratório e tonsilas. Vão para vasos linfáticos, tecidos linfóides, vão pro SNC e epitélios. No sistema nervoso eles podem causar inflamação generalizada ou não, mas de qualquer maneira haverá lesão neuronal. A cinomose também pode causar hiperqueratose de coxins plantares, pneumonia intersticial, inclusões intracitoplasmáticas em epitélio. No snc as lesão são escassas e inespecíficas: formação de manguito perivascular e inclusão intranuclear eosinofílica de astrócitos. Inflamação no SNC Geralmente promove lesão simétrica nos dois hemisférios. Vias hematogênicas, axoplasmática de axônios periféricos, penetração por mucosa olfatória, traumatismo de crânio ou vértebra. Alterações da inflamação: não são patognomônicos, ou seja, são inespecificas: manguito perivascular, degeneração neuronal, leptomeningite, microgliose (acumulo de macrofago ao redor de foco necrótico). Há alguns mais específicos: ganglioneurite trigemelar (inflamação do nervo trigemeo) na raiva e pseudoraiva, necrose na pseudoraiva e toxoplasmose e edema e trombose em H somnus. Infiltrados: elucidam o tipo de agente. - neutrofílico: bactérias- monocitico: vírus, protozoários - monocitário com eosinofilia: parasitas - piogranulomatoso: pife - granulomatosa: fungos e tuberculose Abscessos cerebrais: ocorre na perfuração do cranio durante a descorna- promove um efeito de massa, ou seja, o abscesso cresce e comprime o tecido. O tecido rompe e atinge o ventrículo, de modo que o vírus consegue infectar o liquor. O liquor é móvel então a bacteria se dissemina por todo o snc a partir dele. O abscesso também pode ser circunscrito por camada de astrócitos e ser bem delimitado, com fibroblastos ao redor- que promovem aderencia da meninge. doenças bacterianas: Listeriose: tem 3 formas: cerebral, reprodutiva e septicemia. infecção via orale chega ao snc. De maneira intra axonal pelo nervp trigêmeo. produzem lipase fosfolipase que agem matando neutrófilos e macrófagos. produz microabcessos mas que só são vistos microscopicamente, macroscopicamente não há lesões. È denominada doença do girar pois causa torcicolo e andar sem rumo. doenças virais: Raiva: transporte axoplasmático, neurotrópico, não tem lesão macro (pode ter hiperemia de leptomeninge, mas não é regra. Na microscopia há características gerais, como manguito perivascular monocitico e eosinofílico, microgliose, degerenação neuronal e ganglioneurite trigeminal. Corpusculos de negri intracitoplasmático são caracter´sticos da doença Pseudo Raiva: herpesvirus e trasmissão aerógena, necrose do fígado e do baço e adrenal, e o snc pode não ter lesão. Micro há ganglioneurite trigeminal, necrose e degeneração neuronal, meningoencefalomielite não supurativa e faz traumas na pele, pois provvoca coceira muito intensa e dessensilibização cutânea. Encefalite equina: Sem lesão macro pois ele tem tropismo por célula epitelial, causando vasculite. Causa trombose de pequenos vasos que resultam em regiões de infarto hemorrágico bilateral. Peste suína clássica: vasculite, hemorragia e trombose de pequenos vasos, lesão hemorragia petequial em vários orgãos. lesão em sub branca e cinzenta, manguito mononuclear e edema perivascular. Encefalite espongiforme: Doença prionica que penetra via oral por meio das placas de peyer, e infectam mononucleares que carregam o prion por meio da via hematogenica até o neuronio do SNC. É fatal pois o snc não detecta o prion. Só promove lesões micro- vacuolização neuronal simétrica bilateral principalmente no talamo, tonco e cerebelo. Pode causar astrocitose extrema. Pife: leptomeningite piogranulomatosa, encefalomielite, coriomielite doenças de protozoários: Toxoplasmose: ingere o parasita que é carregado por macrófagos para linfa e sangue, e se replica no interior dos macrófagos até eles estourarem, fazendo manguitos e microgliose. doenças fúngicas: Encefalite fúngica: oportunistas, exceto cryptococcus. Entram via hematogenica, o fungo é fagocitado por macrofago, que o carrega pro snc. Resposta piogranulomatosa de aspecto gelatinoso. O granuloma tem material viscoso e mucoso. No snc faz cavitações onde há granulomas. Neoplasias Cão: meningeomas, gliomas, do plexo coróide. Raras metastases, e sua principal consequencia é a compressão da massa cerebral, que causa distúrbios (no prosencéfalo, causam convulsões). da célula neuronal Meduloblastomas: animais jovens, tumor bem demarcado, causa hidrocefalia resultante da compressão do quarto ventrículo. Por atingir o ventrículo, ele pode fazer metástase via líquor. Fazer imunohitoquimica pra diferenciar. da célula neuroglia astrocitomas: tumor maligno que pode ter 3 formas. Ele é não invasivo, metastatico, expansivo e provoca deformidade assimétrica. comprime o ventrículo, hidrocefalia. oligodendroma: Rompe a meninge e superfície ventricular, e mais demarcado e tem limite facilmente visível por imunohitoquimica. característico de braquiocefálicos ependimoma: expansivo e invasivo, acomete qualquer ventrículo. A celula está em contato com o liquor, então há fácil disseminação no sistema nervoso central. Ela comprime o ventrículo gerando hidrocefalia. do plexo coróide carcinoma e papiloma: São originados no quarto ventrículo pois essa é a localização do plexo. Se dissemina pros outros ventrículos. São bem demarcados. tecidos mesodérmicos meningeomas: solitários e bem demarcados. Exercem o efeito de massa (crescimento tumoral que faz compressão). Acometem a foice do cérebro e tentório do cerebelo. Perguntas da matéria Chat: Perfeito! Aqui estão perguntas elaboradas com foco em **aprendizagem ativa e fixação**, especialmente úteis para provas discursivas. Elas foram organizadas por tema, considerando não só a memorização, mas também a **compreensão, associação clínica e raciocínio diagnóstico**, que são cruciais na medicina veterinária. --- ## 🩸 **Timo e Baço** 1. Qual é a diferença funcional entre os órgãos linfoides primários e secundários? Dê exemplos de cada. 2. Por que a cápsula do baço possui diferentes quantidades de músculo liso entre as espécies? Quais são as implicações clínicas disso? 3. Explique como a arquitetura do baço (polpa vermelha, polpa branca, zona marginal) está relacionada às suas funções imunológicas. 4. Descreva o que é hemocaterese e qual a sua importância para a homeostase sanguínea. 5. Em quais situações clínicas ocorre contração esplênica? Explique o mecanismo fisiológico. 6. Por que o uso de barbitúricos pode gerar esplenomegalia difusa sangrenta? 7. Diferencie esplenomegalia difusa firme de difusa sangrenta, tanto em aspecto macroscópico quanto nas causas. 8. Explique a relação entre septicemia e esplenomegalia difusa sangrenta. 9. Como ocorre a formação de granulomas no baço e em quais doenças isso é observado? 10. Relacione hematopoiese extramedular com as alterações clínicas que podem exigir essa adaptação no baço. --- ## 🔬 **Linfadenomegalia e Linfonodos** 1. Descreva o trajeto do antígeno desde a linfa até o processamento no linfonodo. 2. Diferencie linfonodos hiperplásicos de linfonodos acometidos por linfoma, considerando critérios citológicos e histológicos. 3. Explique o desenvolvimento da linfadenite caseosa em pequenos ruminantes, incluindo agente etiológico e patogenia. 4. Por que os linfonodos de suínos possuem microcirculação invertida? Isso tem implicação clínica? 5. Diferencie histologicamente linfonodos com hiperplasia reacional de linfonodos com linfadenite. 6. Como a linfadenite causada por carbúnculo hemático se desenvolve? Quais cuidados devem ser tomados na necropsia desses animais? 7. Cite e explique dois exemplos de linfadenite granulomatosa, incluindo agentes envolvidos. 8. Descreva como o diagnóstico citológico diferencia hiperplasia linfoide, linfadenite e neoplasia. 9. Na linfadenite por histoplasmose, qual é o tipo de célula mais frequentemente observada na citologia? Explique por quê. 10. Discuta a importância da imunofenotipagem na classificação dos linfomas em cães e gatos. --- ## 🧠 **Sistema Nervoso Central (SNC)** 1. Por que o SNC é tão suscetível a lesões durante a colheita e o processamento de amostras? Quais os cuidados indispensáveis? 2. Descreva os mecanismos da cromatólise central e da degeneração Walleriana, correlacionando-os com suas causas. 3. Explique como o astrócito participa da barreira hematoencefálica e da resposta à injúria no SNC. 4. O que são as “células de gitter”? Em que situações aparecem? 5. Compare as reações celulares dos astrócitos e dos oligodendrócitos frente a uma lesão tecidual. 6. Explique como a hidrocefalia comunicante se diferencia da não comunicante, citando causas prováveis em animais. 7. Discuta a fisiopatologia da hipoplasia cerebelar em felinos e bovinos, relacionando-a às principais etiologias. 8. Quais são as principais malformações do SNC associadas a falhas na migração neuronal? Cite exemplos práticos. 9. Descreva o mecanismo que leva à formação de uma contusão porgolpe e contragolpe no cérebro. 10. Porque em traumas graves a hemorragia subdural é mais frequente em animais do que a epidural? --- ## 🦠 **Linfomas e Neoplasias Linfoides** 1. Compare as manifestações clínicas do linfoma em cães, gatos e bovinos, destacando as formas anatômicas mais comuns. 2. Explique a fisiopatologia da anemia não-regenerativa em um gato com linfoma mediastínico. 3. Por que a forma tímica da leucose bovina esporádica provoca sinais respiratórios e disfagia? 4. Descreva como a classificação de linfomas pela OMS utiliza imunofenotipagem e quais marcadores são empregados. 5. Compare o linfoma de grandes células B e o linfoma de zona marginal quanto à agressividade, prognóstico e localização típica. 6. Em um cão com linfoma cutâneo, quais critérios histológicos e imunohistoquímicos ajudam no diagnóstico? 7. Diferencie neoplasia primária e secundária nos linfonodos, citando exemplos para cada. 8. Como a presença de histiocitose sinusal pode gerar um falso diagnóstico de metástase? Explique. 9. Explique os principais desafios na diferenciação entre hiperplasia nodular esplênica e hemangiossarcoma. 10. Descreva como a infiltração neoplásica no linfonodo destrói sua arquitetura, correlacionando com os padrões histológicos observados. --- Se desejar, posso transformar essas perguntas em: * ✔ **Flashcards** * ✔ **Mapas mentais** * ✔ **Questões discursivas simuladas** * ✔ **Resumos guiados a partir dessas perguntas** Me avisa se quer seguir por algum desses caminhos! 😊 Patologia esp bloco 2 patologia esp-bloco 1 Patologia esp-bloco 3 Patologia especial Sumário ANOTAÇÕES DE AULA aula 1- linfo hematopoiético timo neoplasias: baço Anomalias: Circulatórios: linfonodo reação a injúria distúrbios atrofia linfandenite infarto Distúrbios de cor enfisema linfandenomegalia- linfonodo aumentado neoplasia primária (linfoma) Aula 2- sistema nervoso Neurônios corpo celular, reação a injúria- 2 formas principais astrócitos oligodendrócitos microglia meninges malformações anencefalia meningoencefalocele meningomielocele lisencefalia hidrocefalia hidranencefalia siringomielia hipoplasia cerebelar polimicrogiria distúrbios físicos do snc trauma cerebral: -contusão: -concussão: hemorragia trauma medular: lasceração/transecção compressão intramedular e extramedular distúrbios circulatórios do snc malacia encefalomalacia arteriosclerose e arteriosclerose infarto edema aula 3 sistema nervoso Distúrbios metabólicos intoxicação por sal intoxicação por chumbo intoxicação por organofosforados toxinas bacterianas toxina fúngica deficiência de tiamina deficiência de cobre/ataxia enzootica Distúrbios na mielina Inflamação no SNC Neoplasias Perguntas da matéria Chat: