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Teorias e técnicas psicoterápicas fenomenológico-existenciais 5º ano - Aula 04. Melina F. Portillo - psicóloga clínica, esp. em fenomenologia. REFERÊNCIAS FEIJOO, A. M. L. C.; PROTASSIO, M. M. (Orgs.). Situações clínicas I: análise fenomenológica de discursos clínicos. Rio de Janeiro: IFEN, 2015. ● Capítulo 2 . Cotidianidade ● Somos arrancados do cotidiano - abre-se que a existência é interdependente do mundo - angústia perante o nada (o sentido de que nada aparece como simplesmente dado) → pois as coisas não são, elas estão. ● Nós não somos, nós estamos. Estamos como? Sempre em relação com o nosso fora. ● Caráter primordial de ser-no-mundo é o de PODER-SER → Caráter de possibilidade. ● Não há um núcleo central e estável em nosso interior, ou um self interior → Somos uma ABERTURA. ● Sobre os modos de ser no mundo (próprio e impróprio), então… ser si mesmo é uma abertura ● Ou seja…Não é como elencar “qualidades” e “potenciais” → A clínica fenô. olha o caráter de abertura do ser, o seu poder-ser. Clara - Mulher, 30 anos, formada em psicologia mas não exerce, casada. QUEIXA INICIAL ● Relação com o pai | “Vaso ruim não quebra” ● A indiferença dói mais que o machucado ● Muito queixosa, visão ruim e negativa de si, incompetente FAMÍLIA ● Irmã, competir atenção do pai. Casada. ● Filho**** ESTUDO DE CASO - Clara e a experiência de si Meu pai nunca gostou de mim Fiz psico por conta da minha mãe Meu marido age como criança Meu filho pode ter as mesmas dificuldades que eu tive Eu sou infantil AFIRMAÇÕES: “fiz psico porque minha mãe queria uma filha freira, meu marido é assim porque a mãe o super protegeu, meu filho vai ser mentiroso pois o pai dele mente” ● Causalista - teoria de Clara que o modo de ser das pessoas é determinado por aquilo que os pais foram ou fizeram. ● Para fenô. → a visão é existencial, logo, causalidade é simplista e ingênua ● A psicoterapia não é lugar de explicações conceituais. INTERVENÇÃO - “fiz psico porque minha mãe queria uma filha freira, meu marido é assim porque a mãe o super protegeu, meu filho vai ser mentiroso pois o pai dele mente” ● Causalista - teoria de Clara que o modo de ser das pessoas é determinado por aquilo que os pais foram ou fizeram. ● Para fenô. → a visão é existencial, logo, causalidade é simplista e ingênua ● A psicoterapia não é lugar de explicações conceituais. INTERVENÇÃO - Elaborar tematicamente o sentido dessas crenças no projeto existencial de Clara (COMO) ● Dificuldade de compreender transformações ● Ambivalência e resistência à novidades ● Sempre retorna ao desamparo paterno. ● Temor → modo queixoso de esquivo Sobre o sonho na terapia >>> p. 56 O discurso revela: ● O temor se revela: medo da morte ● O cuidado para que o terapeuta fenomenológico, se utilizando da teoria, não reproduza a ideia de reduzir o paciente em um conceito. “Não corroboro que o medo da morte seria, então, a causa das suas resistências a mudança” O temor → Qual o sentido da ANGÚSTIA → Questão da morte = medo da transformação, da vida como indeterminada. ● Explicitar e elaborar através do discurso e da linguagem… da poiesis, e não da linguagem explicativa. A visão que tem de si continua: se reconhece como sem valor e inútil. Não há poder-ser aqui, não há abertura. Há uma cristalização do seu modo de ser. O temor EX DA CASA: ● cotidiano | acontecimento | desabrigo existencial p. 58 “sentimo-nos ameaçados quando nosso contexto cotidiano de significações é abalado por algum acontecimento que emerge como imprevisto ou carente de sentido no âmbito desse horizonte.” ● Desabrigo existencial A ameaça é mais intensa quando a estrutura da existência é rígida (proporcional) Identidades rígidas → sem flexibilidade → impossibilitado de lidar com o diferente É necessária a angústia e o desabrigo Acontecimentos NÃO precisam ser grandiosos Se vendo de outra forma. Vendo o pai de outra forma. Vendo os outros além de si mesma → (DOIS ANOS DE TERAPIA) DESFECHO: Se reconcilia com o pai Tem o próprio negócio As sugestões de ser psicóloga não a incomodam mais O TERAPEUTA: “Tenho vontade de discorrer sobre fenomenologia, mas me limito em dizer que as perguntas visam apenas compreender melhor o sentido do que acontece.” Retorna o discurso queixoso e lamentação O desfecho “Para amar de forma adulta tinha que sair de si mesma para olhar o outro” “A liberdade de compor sozinha ou acompanhada é mais interessante que dominar” ● ESCOLHER!! REFERÊNCIAS próxima aula: FEIJOO, A. M. L. C.; PROTASSIO, M. M. (Orgs.). Situações clínicas I: análise fenomenológica de discursos clínicos. Rio de Janeiro: IFEN, 2015. ● Capítulo 4 .