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Geometria Molecular e Teorias de Ligação Formas Espaciais Moleculares ❖ As estruturas de Lewis fornecem a conectividade atômica: elas nos mostram o nº e os tipos de ligações entre os átomos. ❖ A forma espacial de uma molécula é determinada por seus ângulos de ligação. ❖ Considere o CCl4 no modelo experimental, verifica-se que todos os ângulos de ligação Cl-C-Cl são de 109,5º. Consequentemente, a molécula não pode ser plana. Todos os átomos de Cl estão localizados nos vértices de um tetraedro com o C no seu centro. 1 ✓ Para prevermos a forma molecular, supomos que os elétrons de valência se repelem e, consequentemente, a molécula assume qualquer geometria 3D que minimize essa repulsão. Este processo é denominado de teoria de Repulsão dos Pares de Elétrons no Nível de Valência (RPENV). ✓ A molécula de CCl4 está de acordo com a fórmula geral ABn, com n = 4. 2 ➢ As possíveis formas espaciais das moléculas do tipo ABn dependem do valor de n. Para determinado valor de n apenas algumas formas espaciais são observadas As mais comuns são AB2 e AB3 3 ✓ A forma espacial de qualquer molécula do tipo ABn pode ser derivada de uma das 5 estruturas geométricas básicas: 4 ➢ Quando damos nome à geometria molecular, focalizamos somente na posição dos átomos. ✓ Ao considerarmos a geometria ao redor do átomo central, consideramos todos os elétrons (pares solitários e pares ligantes). ✓ As formas espaciais moleculares têm sentido apenas quando existem no mínimo 3 átomos. 5 Modelo RPENV ✓ Par ligante e não-ligante de ē: região do espaço mais provável de encontrar o elétron domínio de elétron. Pares ligantes Par não-ligante 4 DOMÍNIOS DE ē AO REDOR DO N (3 L + 1 NL). ➢ Cada ligação múltipla constitui um ÚNICO domínio. O S O::——— :: : : 3 domínios ao redor do ‘S’ 6 7 8 ➢ A GEOMETRIA MOLECULAR é a distribuição dos átomos no espaço. 2. Determine o arranjo (organize os domínios) menor repulsão ēē; ➢ A distribuição dos domínios de elétrons ao redor do átomo central ou íon é chamado ARRANJO. 3. Use a distribuição dos átomos p/ determinar a GEOMETRIA MOLECULAR. O modelo RPENV determina-se a geometria a partir do o arranjo: 1. Desenhe a estrutura de Lewis; Conte o nº de domínios envolta do átomo central 9 ➢ Contrariamente, o par ē não-ligante é atraído basicamente por 1 núcleo o domínio é mais espalhado que o do par ligante. ❖ Os ē em uma ligação são atraídos por dois núcleos, eles não se repelem tanto quanto os pares não-ligantes. Os domínios não-ligantes exercem forças repulsivas maiores nos domínios adjacentes tendem a comprimir os ângulos de ligação. Par de ē não-ligante Par de ē ligante Núcleos 10 Por exemplo: Determine a geometria molecular da NH3 • Determina-se o arranjo observando apenas os elétrons. • Atribui-se o nome à geometria molecular pela posição dos átomos. • Ignora-se os pares não-ligantes na geometria molecular. 11 12 - Podem ocorrer pequenas distorções nas geometrias ideais da tabela anterior. ❖ O ângulo H-X-H pode diminuir dependendo do arranjo. Por exemplo, considere o CH4, NH3 e H2O: O Efeito dos Elétrons Não-Ligantes e Ligações Múltiplas nos Ângulos de Ligação Ângulo diminui a medida que aumenta nº de pares ē não-ligantes 13 ➢ Da mesma forma, os domínios das ligações múltiplas exercem força repulsiva maior que o das ligações simples. Átomos a partir do 3º período podem ter mais que 4 pares de elétrons ao seu redor. Moléculas com Níveis de Valência Expandidos Os átomos que têm expansão de octeto têm arranjos AB5 (bipirâmide trigonal) ou AB6 (octaédricos). 14 Posição Axial Posição Equatorial 120º Qual posição ē não-ligante ocupa??? Domínios Equatoriais sofrem menos repulsão que domínios axiais pares não-ligantes exercem forças repulsivas maiores OCUPAM POSIÇÕES EQUATORIAIS. ✓ Para estruturas de bipirâmides trigonais (AB5) existe um plano contendo 3 pares de ē. O 4º e o 5º pares de ē estão localizados acima e abaixo desse plano. 15 ✓ Para as estruturas octaédricas, existe um plano contendo 4 pares de ē. Da mesma forma, o 5º e o 6º pares de ē estão localizados acima e abaixo desse plano. ➢ Os ângulos de ligação no octaedro são 90º Todos os vértices são equivalentes. 1 domínio não-ligante pode ser colocado em qualquer um dos vértices Geometria PIRAMIDAL QUADRÁTICA 2 domínios não-ligantes devem ser colocados em vértices opostos QUADRÁTICA PLANA 16 17 18 Formas Espaciais de Moléculas Maiores ➢ Considere a molécula de ácido acético, CH3COOH, existem três átomos centrais. ➢ O modelo também pode ser aplicado para moléculas mais complicadas; ➢ Atribui-se a geometria ao redor de cada átomo central separadamente. Trigonal Plano AngularTetraédrico 19 Forma Molecular e Polaridade da Molécula ▪ Quando existe uma diferença de eletronegatividade entre dois átomos, a ligação entre eles é polar. ▪ É possível que uma molécula que contenha ligações polares não seja polar. ▪ Por exemplo, os dipolos de ligação no CO2 cancelam-se porque o CO2 é linear. 20 ▪ A molécula de água não é linear e, portanto, os dipolos de ligação não se cancelam. Consequentemente, a água é uma molécula polar. 21 ▪ A polaridade como um todo de uma molécula depende de sua geometria molecular. 22 Ligação covalente e Superposição de orbitais ❖O modelo RPENV possibilita a determinação das formas espaciais das moléculas. TEORIA DA LIGAÇÃO DE VALÊNCIA (TLV) Não explica PQ as ligações existem?!?! Teoria do compartilhamento de Lewis Ideia de orbitais atômicos da Mecânica Quântica Superposição de Orbitais: 2ē de spins contrários compartilham um espaço comum entre 2 núcleos Ligação covalente 23 Molécula de HCl Molécula de Cl2 Molécula de H2: Região de Superposição 24 Orbitais híbridos ✓ A aplicação da TLV para molécula poliatômicas deve explicar também a geometria das moléculas. ✓ O processo de formação destes novos orbitais é denominado de hibridização. Orbitais atômicos se misturam para formar novos ORBITAIS HÍBRIDOS. OBS: O nº de orbitais híbridos em uma molécula = nº de orbitais atômicos misturados ✓ A hibridização é determinada pelo arranjo geométrico. 25 ✓ São orbitais formados pela mistura de um orbital s e um orbital p. • Conclui-se que os orbitais atômicos não são adequados para descreverem os orbitais na molécula de BF2. • Não existem elétrons desemparelhados disponíveis para ligações. • O Be tem uma configuração eletrônica 1s22s2. Orbitais híbridos sp Por Exemplo, considere a molécula de BeF2: ➢ Sabe-se que o ângulo de ligação F-Be-F é de 180° (teoria de RPENV). ➢ Sabe-se também que 1ē do Be é compartilhado com cada 1 dos ē desemparelhados do F. 26 ✓ No estado fundamental o Be não possui elétrons desemparelhados incapaz de formar ligações com F. • O Be poderia formar as 2 ligações ‘promovendo’ 1 dos ē 2s para o orbital 2p. ❖ Os lóbulos dos orbitais híbridos sp estão a 180º de distância entre si. O Be terá 2 ē desemparelhados é capaz de formar as 2 ligações, mas a geometria da molécula ainda não foi explicada. Pode-se solucionar o problema admitindo que o orbital 2s e um orbital 2p no Be misturam-se ou formam um orbital híbrido ‘sp’. 27 28 ✓ Na prática: Be no estado Fundamental: Be no estado excitado (ativado): Be na molécula de BeF2: Somente um dos orbitais 2p do Be foi utilizado na hibridização, ainda existem dois orbitais p não-hibridizados no Be. 29 Orbitais híbridos sp2 e sp3 • Os orbitais híbridos sp2 são formados com um orbital s e dois orbitais p. (Resta um orbital p não-hibridizado.) • Os grandes lóbulos dos híbridos sp2 encontram-se em um plano trigonal (120º). • Todas as moléculas com arranjos tetraédricos são hibridizadas sp3. • Os orbitais híbridos sp3 são formados a partir de 1 orbital s e 3 orbitais p. Consequentemente, há 4 lóbulos grandes. • Cada lóbulo aponta em direção aovértice de um tetraedro. • O ângulo entre os grandes lóbulos é de 109,5º. • Todas as moléculas com arranjos trigonais planos têm orbitais sp2 no átomo central. 30 Hibrid. Formação dos orbitais sp2: 31 Formação dos orbitais sp3: 32 Hibridização na prática para orbitais sp2: Hibridização na prática para orbitais sp3: Átomo no estado Fundamental Átomo no estado Excitado Átomo na Molécula Átomo no estado Fundamental Átomo no estado Excitado Átomo na Molécula 33 ❖ Uma vez que existem apenas três orbitais p, os arranjos octaédricos e de bipirâmide trigonal devem envolver os orbitais ‘d’. Hibridização envolvendo orbitais ‘d’ Para átomos do 3º período ou subsequentes ❖ Os arranjos de bipirâmide trigonais necessitam de hibridização sp3d. ❖ Os arranjos octaédricos requerem hibridização sp3d2. OBS: O arranjo da teoria de RPENV determina a hibridização. 34 1. Desenhe a estrutura de Lewis para a molécula ou íon. 2. Determine o arranjo usando o modelo RPENV. 3. Especifique os orbitais híbridos necessários para acomodar os pares de elétrons com base em seu arranjo geométrico. RESUMO 35 36 37 Ligações Múltiplas Ligação sigma (σ) e pi (π): • A ligação σ ligação direta entre os átomos. Os orbitais superpõem-se na direção que une os núcleos atômicos (s, p, sp, sp2, sp3, ...) A densidade eletrônica encontra-se no eixo entre os núcleos. Todas as ligações simples são ligações σ. • As ligações σ são cilindricamente simétricas e têm rotação livre ao seu redor; 38 • A ligação π ligação lateral entre os orbitais atômicos; Os orbitais dessa ligação são perpendiculares ao eixo internuclear. A densidade eletrônica encontra-se acima e abaixo do plano dos núcleos. ✓ Ligação dupla consiste de 1 ligação σ e de 1 ligação π. ✓ Uma ligação tripla tem 1 ligação σ e 2 ligações π. ➢ Resultado de superposição lateral de orbitais p não hibridizados em átomos com hibridização sp2 ou sp. • Rotação livre não é permitida ao redor das ligações π. 39 px semipreenchido Ligação σ px semipreenchido Superposição σ: Ligação π py ou pz semipreenchido py ou pz semipreenchido Superposição π: No diagrama de quadrículas: 40 Exemplo 1: O etileno, C2H4, tem: • 1 ligação σ e 1 ligação π; • Ambos os átomos de C estão hibridizados sp2; • Ambos os átomos de C possuem arranjos e geometrias moleculares trigonais planos. ❖ A ligação π no C2H4 é formada pela superposição de orbitais 2p não-hibridizados de cada C: 41 • O arranjo de cada C é linear os átomos de C são hibridizados sp; de 1 ligação π Exemplo 2: No acetileno, C2H2: • Os orbitais híbridos ‘sp’ formam as ligações σ C-C e C-H; • Existem 2 orbitais ‘p’ não-hibridizadas ambos orbitais p formam as 2 ligações π; ❖ 1 ligação π está acima e abaixo do plano dos núcleos; ❖ 1 ligação π está à frente e atrás do plano dos núcleos. 42 43 • Apesar de ser possível fazer ligações π com orbitais ‘d’ as ligações π serão consideradas somente pela superposição dos orbitais ‘p’. Ligações π são mais comuns em moléculas com átomos pequenos (C, N e O). Ligações π Deslocalizadas • Até agora, todas as ligações encontradas estavam localizadas entre os dois núcleos. 44 No caso do Benzeno: ✓ Existem 6 orbitais ‘p’ não-hibridizados 1 em cada átomo de C. ✓ Existem 6 ligações σC-C e 6 ligações σC-H; (a) Ligações σ (b) Orbitais atômico 2p ✓ Cada átomo de C é hibridizado sp2; 45 No benzeno há duas opções para as três ligações π: 1. Localizadas entre os átomos de C: 2. Deslocalizadas acima de todo o anel (elétrons π compartilhados por todos os 6 átomos de C). Ligações π deslocalizadas 46 • Portanto, a estrutura do benzeno é representada: ✓ Experimentalmente, todas as ligações C-C têm o mesmo comprimento no benzeno.: Todas as ligações C-C são do mesmo tipo Ligações duplas. 47 • 2 elétrons entre átomos no mesmo eixo dos núcleos são ligações σ. Conclusões Gerais • Cada 2 átomos compartilham no mínimo 2 elétrons. • As ligações σ são sempre localizadas. • Se 2 átomos compartilham mais do que 1 par de elétrons, o 2º e o 3º pares formam ligações π. • Quando as estruturas de ressonância são possíveis, a deslocalização também é possível. 48 Problemas com a TLV • A TLV prevê algumas propriedades melhor do que a teoria de Lewis: ✓Esquema de ligações, força das ligações, comprimento das ligações, rigidez das ligações; ➢ No entanto, ainda existem algumas propriedades das moléculas que não são previstas perfeitamente: ▪ Comportamento magnético do O2. Um novo modelo foi desenvolvido: TEORIA DO ORBTIAL MOLECULAR (TOM) 49 Teoria do Orbital Molecular Maneira mais completa e atual de se considerar os orbitais nas moléculas. Um exemplo de aplicação é a previsão dos orbitais moleculares que dão a estrutura eletrônica da molécula de O2, que não segue a suposição de emparelhamento de elétrons da abordagem de Lewis. Os orbitais atômicos puros dos átomos na molécula combinam-se para produzir os orbitais moleculares. O nº de orbitais moleculares é sempre igual ao nº total de orbitais atômicos fornecidos pelos átomos que combinaram. O orbital molecular ligante tem menor energia do que os orbitais atômicos originais, e os orbitais anti-ligantes são de maior energia. 50 Os elétrons da molécula são atribuídos aos orbitais de energia cada vez maior, de acordo com o principio da exclusão de Pauli e o princípio da maior multiplicidade de Hund. Os orbitais atômicos combinam-se para formar orbitais moleculares de forma mais eficaz quando os orbitais atômicos possuem energias semelhantes. Molécula de H2: Os orbitais 1s dos 2 átomos do H2 se superpõem formando 2 orbitais moleculares (OM); OM resultante de mais baixa energia (ψ + ψ) OM ligante; OM resultante de mais alta energia (ψ - ψ): OM anti-ligante. 51 OM ligante (σ1s): região de maior densidade eletrônica entre os núcleos ē + estável (+ baixa energia) que no OA 1s do H isolado; OM anti-ligante (σ* 1s): regiões de maior densidade eletrônica em lados opostos aos núcleos ē nesta região é “repelido” da região da ligação e é menos estável (de + alta energia) que o OA 1s do H. 52 ➢ O diagrama de nível de energia ou o diagrama de OM mostra as energias e os elétrons em um orbital. ➢ O número total de elétrons em todos os átomos são colocados nos OMs começando pela energia mais baixa (σ1s) e terminando quando se acabam os elétrons. ➢ O H2 tem 2 elétrons ligantes. 53 54 Qual o diagrama de energia correto para a TOM do He2 ? 2He: 1s2 Ordem de ligação • Nº líquido de pares de elétrons de ligação unindo 1 par de átomos. • A estabilidade da ligação está relacionada à ordem de ligação. Quanto maior a ordem de ligação mais estável a ligação. • Ordem de ligação (OL) = ½ (nº de ē em O.M. ligantes – nº de ē em O.M. anti-ligantes) • Ordem de ligação = 1 para uma ligação simples. • Ordem de ligação = 2 para uma ligação dupla. • Ordem de ligação = 3 para uma ligação tripla. ✓ São possíveis ordens de ligação fracionárias. 55 OL = ½ (2 – 0) = 1 OL = ½ (nº de ē em O.M. ligantes – nº de ē em O.M. anti-ligantes) 1 ligação simples OL = ½ (2 – 2) = 0 Não existe ligação Molécula não existe 56 Moléculas Diatômicas do Segundo Período ✓ Moléculas diatômicas homonucleares: Li2, Be2, B2 ... Os OAs combinam-se de acordo com as seguintes regras: 2. Os OAs de energia similar se combinam; 1. O número de OMs = número de OAs; 3. À medida que aumenta a superposição, diminui a energia do OM; 4. Pauli: cada OM tem no máximo dois elétrons; 5. Hund: para orbitais degenerados, cada OM é inicialmente ocupado por 1 elétron. 57 ✓ Cada orbital 2s se combina a outro orbital 2s, para fornecer um orbital σ2s e um orbital σ*2s. ➢ Cada orbital 1s se combina a outro orbital 1s para fornecer um orbital σ1s e um σ*1s, ambos já preenchidos (já que Li e Be têm configurações eletrônicas 1s2). ➢ As energias dos orbitais 1se 2s são suficientemente diferentes para que não haja mistura cruzada dos orbitais (i.e. não há OM do tipo 1s + 2s). Orbitais moleculares para Li2 e Be2 Existe um total de 6 elétrons no Li2: • 2 elétrons no σ1s • 2 elétrons no σ*1s • 2 elétrons no σ2s e • 0 elétrons no σ*2s 58 ✓ Uma vez que os OAs 1s estão completamente preenchidos, σ1s e σ*1s estão preenchidos geralmente ignoramos os elétrons mais internos nos diagramas de OM. • Os elétrons ơ1s e ơ1s* se anulam em relação a estabilizar a ligação. • A ligação deve-se ao par de elétrons atribuídos ao orbital ơ2s . OL = 1 59 No Be2 existe um total de 8 elétrons: ✓ 2 elétrons no σ1s; ✓ 2 elétrons no σ*1s; ✓ 2 elétrons no σ2s; e ✓ 2 elétrons no σ*2s. OL = 0 o Be2 não existe Orbitais Moleculares a partir de Orbitais Atômicos 2p Existem duas formas nas quais dois orbitais p se superpõem: ➢ Frontalmente, de forma que o OM resultante tenha densidade eletrônica no eixo entre os núcleos (OM do tipo σ); ➢ Lateralmente, de forma que o OM resultante tenha densidade eletrônica acima e abaixo do eixo entre os núcleos (OM do tipo π). 60 Os 6 orbitais p (dois conjuntos de 3) devem originar 6 OMs: ✓ σ;σ*, π;π* e π;π* há no máximo de 2 ligações π que podem vir de orbitais p. ➢ As energias relativas desses seis orbitais podem mudar. 61 Configurações Eletrônicas para B2 até Ne2 ➢ Os orbitais 2s têm menos energia do que os orbitais 2p, logo, os orbitais σ2s têm menos energia do que os orbitais σ2p. ➢ Há uma superposição maior entre orbitais 2pz (eles apontam diretamente na direção um do outro) daí o OM σ2p tem menos energia do que os orbitais π2p. (Regra 3) Há uma superposição maior entre orbitais 2pz , logo, o OM σ*2p tem maior energia do que os orbitais π*2p. ✓ Os orbitais π2p e π*2p são duplamente degenerados. 62 63 ❖ Para o B2 , o C2 e o N2 o orbital σ2p tem maior energia do que o π2p. (Interação 2s-2p é forte) ✓ À medida que o nº atômico diminui, é mais provável que um orbital 2s em 1 átomo possa interagir com o orbital 2p no outro. ✓ Quando a interação 2s-2p aumenta, o OM σ2s diminui em energia e o orbital σ2p aumenta em energia. ❖ Para o O2 , o F2 e o Ne2 o orbital σ2p tem menor energia do que o π2p. (Interação 2s-2p fraca) ➢ À medida que a OL aumenta a E de ligação aumenta. ✓ Conhecidas as E relativas dos orbitais, adiciona-se o nº de ē necessário aos OMs. (Príncipio de Pauli e a regra de Hund) ➢ À medida que a OL aumenta o comprimento de ligação diminui. 64 OL 1 2 3 2 1 0 ∆Hlig(kJ/mol) 290 620 941 495 155 - rligação(Å) 1,59 1,31 1,10 1,21 1,43 - Magnetismo P D D P D - P = Paramagnético D = Diamagnético65 Configurações Eletrônicas e Propriedades Moleculares ✓ O comportamento magnético é detectado determinando-se a massa de uma amostra na presença e na ausência de campo magnético: Dois tipos de comportamento magnético: ✓ Paramagnetismo (ēs desemparelhados na molécula): forte atração entre o campo magnético e a molécula; ✓ Diamagnetismo (sem ēs desemparelhados na molécula): fraca repulsão entre o campo magnético e a molécula. 66 ➢ Grande aumento na massa indica paramagnetismo. ➢ Pequena diminuição na massa indica diamagnetismo. Experimentalmente, o O2 é paramagnético. ❖ A estrutura de Lewis para o O2 não mostra elétrons desemparelhados. ✓ O diagrama de OM para o O2 mostra 2ēs desemparelhados no orbital π*2p. 67 ➢ Experimentalmente, o O2 tem uma curta distância de ligação (1,21 Å) e a alta energia de ligação (495 kJ/mol). Sugere uma ligação dupla ➢ O diagrama de OM para o O2 prevê tanto o paramagnetismo como a ligação dupla (OL = 2). Propriedades Físicas dos Metais Ligação Metálica • Maleáveis, dúcteis, bons condutores de calor e eletricidade. • A maioria dos metais são sólidos com átomos em um empacotamento denso no Cu, cada átomo está rodeado por 12 vizinhos. • Não existem elétrons suficientes para que os átomos metálicos estejam ligados covalentemente entre si. 68 Modelo do Mar de Elétrons • Características do modelo: 2- Elétrons confinados ao metal por atração eletrostática aos cátions; 3- Elétrons fluem livremente através do metal, pois nenhum elétron é localizado entre dois átomos de metal; 4- Não possui ligações definidas e mostra facilidade de deformação (maleabilidade e ductilidade); 1- Uma rede de cátions metálicos num “mar” de elétrons de valência; 69 Modelo do Mar de Elétrons de Valência Deformação dos metais pelo Modelo de Mar de Elétrons Principal Desvantagem: ❖Com o aumento do número de elétrons de valência, a força de ligação deveria aumentar, junto com o ponto de fusão; No entanto metais do grupo 6B que estão no centro dos metais de transição possuem os maiores pontos de fusão; 71 Modelo do Orbital Molecular Teoria das Bandas Lembre-se: o nº de orbitais moleculares formados é igual ao nº de orbitais atômicos combinados. ✓ Nos metais há um número muito grande de orbitais à medida que o nº de orbitais aumenta, seu espaçamento de energia diminui. • O nº de elétrons não preenche completamente a banda de orbitais os elétrons podem ser promovidos para bandas de energia desocupadas. ➢ A ligação deslocalizada requer que os orbitais atômicos em um átomo interajam com orbitais atômicos em átomos vizinhos. ✓ Superposição dos OAs de valência de um átomo metálico com os OAs dos vários átomos metálicos ao seu redor resulta na formação de OMs ligantes e antiligantes. Devido às separações serem tão pequenas, podemos definir os OMs como ‘banda de energia’. 72 73 “Bandas do cerne” Banda de Valência Al Mg Na Banda de Condução SB SB Separação de Banda (SB) PORQUE ESSE MODELO É MAIS ADEQUADO? 1- Caráter metálico: o número de elétrons disponíveis não preenche completamente a banda de energia; 2- Facilita o movimento de elétrons excitados para um orbital de maior energia “elétrons livres” para se mover ao redor do sólido (condutividade elétrica e térmica); 3- Ponto de fusão mais alto no meio da série dos metais de transição (grupo 6B); Ao longo da série de metais de transição, a banda antiligante começa a ficar preenchida 1ª metade da série de metais tem apenas interações ligante-ligante, a 2ª metade tem interações ligante-antiligante. 77 Slide 1: Formas Espaciais Moleculares Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51: Molécula de H2: Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68: Propriedades Físicas dos Metais Slide 69: Modelo do Mar de Elétrons Slide 70 Slide 71 Slide 72: Modelo do Orbital Molecular Teoria das Bandas Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77