Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DE TERESINA 
BACHAREL EM DIREITO 
DISCIPLINA: ORIENTAÇÃO DE TCC 
PROFESSORA: ADAMILTON BORGNETH 
 
 
 
MARCOS AURÉLIO DE JESUS LIMA 
 
 
A DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PIAUÍ COMO AGENTE DE ACESSO À JUSTIÇA: 
UMA LEITURA DO ARTIGO 134 DA CONTITUIÇÂO FEDERAL DE 1988. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TERESINA-PIAUÍ 
2025 
 
 
Capítulo 3 – A Defensoria Pública do Estado do Piauí e sua Atuação como Instrumento de 
Acesso à Justiça. 
 
A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, conforme 
previsto no artigo 134 da Constituição Federal de 1988. Sua missão é garantir assistência jurídica 
integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos, atuando em todas as esferas e 
instâncias. Torna-se de grande importância analisar a Defensoria Pública do Estado do Piauí sob 
a ótica de sua evolução histórica, estrutura institucional, desafios operacionais e papel enquanto 
garantidora do acesso à justiça e promotora de direitos fundamentais. 
A assistência jurídica gratuita no Brasil tem raízes históricas que remontam ao período 
colonial e imperial, quando ainda não existia um sistema estruturado de defesa pública. Contudo, 
já havia o reconhecimento da necessidade de garantir algum tipo de defesa aos mais pobres, 
especialmente em causas criminais. Surge, aí, a expressão ―advogado dos pobres‖, que designava 
juristas ou bacharéis em direito, nomeados pelo poder público, que tinham como 
responsabilidade defender judicialmente as pessoas sem recursos financeiros. Essa função era 
exercida principalmente por profissionais designados pelos juízes ou procuradores da Coroa e, 
frequentemente era não remunerada, sendo tida como um serviço público de caráter moral ou 
caritativo. Limitava-se, na maioria das vezes, à esfera criminal, e tinha forte influência da igreja e 
da ideia de caridade cristã. 
O serviço de ―advocacia dos pobres‖ foi institucionalizado informalmente em muitas 
províncias, com variações locais. A atuação era eventual, dependente da vontade do juiz e da boa 
vontade de advogados voluntários. Não havia estrutura organizacional nem garantias de 
continuidade ou fiscalização da qualidade da defesa. 
Com a Proclamação da República e a promulgação das novas constituições, especialmente no 
século XX, começa a formação de instituições voltadas à assistência jurídica pública, culminando 
na criação das primeiras Defensorias Públicas Estaduais em meados do século XX e na sua 
consagração constitucional com a Constituição Federal de 1988. 
 
 
Mas foi apenas com a Constituição de 1988 que a Defensoria Pública ganhou status 
constitucional. A Constituição de 1988 reconheceu a Defensoria Pública como fundamental para 
a realização da justiça, assegurou sua atuação gratuita e universal aos hipossuficientes, conferiu-
lhe a função de promoção dos direitos humanos, não apenas de defesa técnica processual. Além 
disso, determinou que a instituição atuasse em todos os graus de jurisdição e nas esferas judicial e 
extrajudicial. 
A Constituição de 1988 inseriu a Defensoria Pública no mesmo patamar institucional do 
Ministério Público e da Magistratura, formando o chamado tripé da justiça. Além disso, vinculou 
diretamente o papel da Defensoria à efetivação do acesso à justiça, previsto no artigo 5º, inciso 
LXXIV: 
 
"O Estado prestará assistência jurídica integral e 
gratuita aos que comprovarem insuficiência de 
recursos." 
 
Em suma, pela primeira vez a Defensoria Pública foi reconhecida como uma instituição 
essencial à função jurisdicional do Estado, conforme previsto no artigo 134. 
O artigo 134 da CF/88 estabelece a Defensoria como instituição permanente e autônoma, 
com previsão de autonomia funcional, administrativa e orçamentária. O artigo 134 explicita a 
centralidade da Defensoria na promoção dos direitos fundamentais, atribuindo-lhe não apenas o 
dever de atuação judicial, mas também de promover os direitos humanos por meio de ações 
extrajudiciais, como mediação, conciliação e educação em direitos. 
Com a Emenda Constitucional nº 80/2014, ampliou-se a universalização da Defensoria 
em todas as unidades jurisdicionais do Brasil, o que consolidou sua autonomia administrativa e 
funcional, alinhando-a aos princípios da Magistratura e do Ministério Público. Com isso, 
consolidou-se o papel do defensor público como agente essencial à função jurisdicional do 
Estado, com remuneração compatível, prerrogativas e independência funcional. 
 
 
A EC nº 80/2014 alterou o artigo 134 da Constituição Federal e promoveu avanços 
significativos em direção à universalização do acesso à justiça por meio da atuação da Defensoria 
Pública. Ela também reiterou a autonomia funcional, administrativa e orçamentária da Defensoria 
Pública, reforçando sua independência frente aos demais Poderes e garantindo a legitimidade de 
sua atuação. Com essa Emenda, determinou-se que a União, os Estados e o Distrito Federal 
deveriam contar com defensores públicos em todas as unidades jurisdicionais até o prazo de 8 
anos a partir de sua promulgação — ou seja, até 2022. Essa diretriz tem como objetivo superar a 
histórica desigualdade na distribuição territorial dos serviços da Defensoria, reforçando sua 
atuação voltada à promoção dos direitos humanos e da cidadania. 
No caso do Estado do Piauí, a EC nº 80/2014 intensificou os esforços da DPE-PI em 
direção à instalação de núcleos de atendimento em comarcas desassistidas, muitas vezes por meio 
de projetos como a Defensoria Itinerante, enquanto aguarda os investimentos necessários para 
atingir a meta da cobertura total. 
No Estado do Piauí, a Defensoria Pública foi organizada pela Lei Complementar Estadual 
nº 59, de 15 de dezembro de 2005, que consolidou sua autonomia institucional. Tal Lei é o marco 
normativo que instituiu e organizou a Defensoria Pública do Estado do Piauí. Essa legislação 
conferiu à DPE-PI autonomia funcional, administrativa e orçamentária, estabelecendo sua 
estrutura básica, a carreira de defensor público e os órgãos de direção superior. Além disso, 
regulamentou os princípios institucionais da unidade, indivisibilidade e independência funcional 
no contexto estadual. 
Entre os destaques da LCE nº 59/2005 estão a previsão de realização de concursos 
públicos, a criação de núcleos especializados de atendimento, e a possibilidade de atuação 
extrajudicial em prol da população vulnerável. A lei também instituiu o Conselho Superior da 
Defensoria Pública como órgão de deliberação colegiada, fortalecendo a participação interna na 
gestão institucional. 
O Conselho Superior da Defensoria Pública é o órgão de deliberação colegiada 
responsável por auxiliar na formação das diretrizes administrativas e funcionais da instituição. No 
caso da Defensoria Pública do Estado do Piauí, ele exerce funções normativas, consultivas, 
disciplinares e decisórias. Entre suas atribuições estão a organização de concursos públicos para 
 
 
defensores, julgamento de recursos disciplinares, aprovação de remoções e promoções na 
carreira, e a elaboração de propostas para o aprimoramento institucional. 
A composição do Conselho é mista, integrando o Defensor Público-Geral, Subdefensor 
Público-Geral e membros eleitos entre os defensores públicos ativos. Essa estrutura fortalece a 
gestão democrática e participativa, além de assegurar a autonomia e a transparência da 
Defensoria Pública em sua atuação institucional. 
O Conselho, estratégica e institucionalmente, tem papel decisivo no fortalecimento da 
Instituição da Defensoria Pública. Isso dá-se, por exemplo, por meio de concursos públicos, 
expansão do atendimento para o interior do estado e estruturação de núcleos especializados. 
Como mostram as tabelas a seguir, o Relatório Anual da DPE-PI de 2023 aponta que foram 
realizados mais de 175 mil atendimentos no ano (tabela 1), distribuídos entre áreas cível, 
criminal, defamília, infância e juventude, consumidor, entre outras (tabela 2). 
 
Tabela 1: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 2: 
 
 
A atuação da Defensoria Pública é regida por princípios institucionais estabelecidos na 
Lei Complementar nº 80/1994, como unidade, indivisibilidade e independência funcional. Na 
prática, isso se reflete em uma atuação técnica, estratégica e comprometida com a transformação 
social. No Piauí, destacam-se programas como a ―Defensoria Itinerante‖, que leva atendimento 
jurídico gratuito a comunidades rurais e cidades sem sede física da instituição. 
A Defensoria Itinerante da Defensoria Pública do Estado do Piauí (DPE/PI) é uma 
iniciativa que visa ampliar o acesso à justiça, levando assistência jurídica gratuita a populações 
em situação de vulnerabilidade, especialmente em localidades onde a instituição ainda não possui 
presença permanente. O principal objetivo da Defensoria Itinerante é garantir que cidadãos 
residentes em áreas remotas ou desassistidas tenham acesso a serviços jurídicos essenciais, 
promovendo a cidadania e a garantia de direitos. O projeto busca atender comunidades carentes, 
proporcionando serviços como reconhecimento e dissolução de união estável; regulamentação de 
guarda e alimentos; retificação ou suprimento de registro civil; reconhecimento voluntário de 
paternidade biológica ou socioafetiva; suprimento de registro de óbito; informações sobre 
processos criminais acompanhados pela Defensoria Pública. A iniciativa conta com parcerias 
 
 
importantes, como a do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), que colabora para a realização dos 
atendimentos itinerantes, fortalecendo a rede de apoio jurídico no estado. 
Há também iniciativas como o ―Mutirão da Cidadania‖ e a atuação conjunta com 
universidades e organizações da sociedade civil. O Mutirão da Cidadania é uma iniciativa 
promovida pela Defensoria Pública do Estado do Piauí (DPE/PI) com o objetivo de ampliar o 
acesso à justiça e garantir direitos fundamentais às populações em situação de vulnerabilidade, 
especialmente em áreas rurais e comunidades distantes dos centros urbanos. O Mutirão da 
Cidadania busca facilitar o acesso da população a serviços jurídicos essenciais, promovendo 
cidadania e garantindo direitos. Durante os eventos, são oferecidos atendimentos gratuitos, 
incluindo: retificação de registros civis de nascimento, casamento e óbito; homologação de 
acordos de pensão alimentícia; restauração de assento de nascimento; reconhecimento e 
dissolução de união estável; suprimento ou justificação de óbito; emissão da segunda via de 
certidões de nascimento, casamento e óbito. 
Além dos serviços jurídicos, os mutirões contam com a participação de parceiros 
institucionais, ampliando o leque de atendimentos à população. Por exemplo, em uma edição 
realizada em São Miguel do Tapuio, estiveram presentes a Receita Federal para a atualização e 
regularização de CPF; a Equatorial Energia realizando a emissão de segunda via de conta, 
consulta de débitos e cadastro na Tarifa Social; a Secretaria de Estado da Assistência Técnica e 
Defesa Agropecuária (SADA) com emissão e atualização do Cadastro de Agricultores 
Familiares. 
Em janeiro de 2025, a DPE/PI participou de um mutirão em Castelo do Piauí, onde foram 
realizados mais de 1.500 atendimentos em três dias. Os serviços incluíram a emissão de 
documentos, mamografias, atendimentos para o Cadastro Único e palestras educativas sobre 
direitos das mulheres e enfrentamento à violência doméstica. Essas ações reforçam o 
compromisso da Defensoria Pública com a promoção da cidadania e a inclusão social, levando 
serviços essenciais diretamente às comunidades que mais necessitam. 
Ações como essas mostram que a Defensoria não atua apenas na esfera individual. Seu 
papel coletivo e extrajudicial tem se intensificado, com a promoção de audiências públicas, ações 
civis coletivas, recomendações administrativas e articulação em redes interinstitucionais. Nesse 
 
 
contexto, sua atuação contribui para o fortalecimento das políticas públicas em áreas como saúde, 
habitação, educação e segurança alimentar, beneficiando populações historicamente 
marginalizadas, como comunidades quilombolas, indígenas e população em situação de rua. 
O desafio, contudo, ainda é grande. Embora a Defensoria tenha se expandido, 40% das 
comarcas do estado ainda não contam com a presença efetiva de defensor público. A escassez de 
recursos financeiros, limitações na infraestrutura física e tecnológica, bem como o número 
reduzido de defensores e servidores administrativos, são obstáculos que impactam diretamente a 
qualidade e a capilaridade do atendimento (como mostra a tabela 3). Essa escassez de defensores 
públicos e servidores sobrecarrega os profissionais existentes e limita a capacidade de 
atendimento. 
 
 
Atualmente, a DPE/PI está presente em apenas 31 das 63 comarcas do estado, o que 
representa cerca de 49% de cobertura. Essa limitação impede que muitas comunidades tenham 
acesso direto aos serviços da Defensoria, especialmente em áreas rurais e interioranas. 
A infraestrutura e os recursos humanos são limitados. Apesar de esforços para reformar e 
ampliar sedes, a instituição ainda enfrenta carência de estrutura física adequada em várias 
 
 
localidades, além da carência de prédios próprios, o que leva a instituição a funcionar, muitas 
vezes, em imóveis cedidos ou adaptados. A DPE-PI tem buscado parcerias com prefeituras e 
outros órgãos públicos para a cessão de imóveis que possam ser adaptados para abrigar suas 
unidades. Essa prática permite que a Defensoria amplie sua atuação sem a necessidade imediata 
de construir novas sedes, otimizando recursos e atendendo prontamente às demandas locais. 
Por exemplo, em algumas cidades, a Defensoria Pública tem firmado acordos para utilizar 
espaços em prédios públicos existentes, realizando as adaptações necessárias para o atendimento 
ao público e o trabalho dos defensores. Essas adaptações incluem a adequação de salas para 
atendimento individualizado, acessibilidade para pessoas com deficiência e instalações adequadas 
para o funcionamento administrativo. Essas iniciativas são possíveis graças a parcerias 
institucionais com prefeituras, câmaras municipais e outros órgãos públicos, que reconhecem a 
importância da presença da Defensoria Pública em seus municípios. Essas colaborações são 
fundamentais para a expansão da atuação da DPE-PI e para a promoção do acesso à justiça em 
todo o estado. 
Outro problema enfrentado é a falta de interiorização das políticas públicas para mulheres. 
Apenas 68 dos 224 municípios do Piauí possuem órgãos dedicados às políticas públicas voltadas 
para as mulheres. Essa ausência dificulta o encaminhamento de denúncias e a proteção efetiva 
das vítimas de violência doméstica, especialmente no interior do Estado. A ausência de estruturas 
adequadas em diversas regiões do estado limita o acesso das mulheres a serviços essenciais de 
proteção e apoio. 
Atualmente, a DPE/PI possui núcleos especializados de atendimento à mulher em apenas 
quatro localidades: Teresina, Parnaíba, Floriano e São Raimundo Nonato. 
Essa concentração de serviços na capital e em algumas cidades maiores deixa muitas 
mulheres do interior sem acesso direto a apoio jurídico especializado. Em casos de violência 
doméstica, essa lacuna pode resultar em falta de orientação adequada e dificuldades na obtenção 
de medidas protetivas. 
Além disso, a falta de integração entre os órgãos de segurança pública, justiça e 
assistência social compromete a eficácia das ações de proteção às mulheres. A ausência de uma 
 
 
rede de atendimento bem estruturada dificulta a articulação de esforços e a implementação de 
políticas públicas eficazes. 
Dados recentes indicam que, entre 2022 e 2025, o Piauí registrou um total de 182 casos de 
feminicídio. Somente em 2024, foram contabilizados 56 casos, representando um aumentode 
cidadania, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva. 
A especialização dos defensores públicos, aliada à atuação em diversas áreas — como 
Direito de Família, Criminal, Cível, Infância e Juventude, Consumidor, entre outras — garante 
qualidade técnica no atendimento, promovendo a ampla defesa e o contraditório. 
Além disso, a Defensoria promove educação em direitos, mediação de conflitos e atuação 
extrajudicial, muitas vezes resolvendo demandas antes mesmo de judicializá-las — o que reduz a 
sobrecarga do Judiciário e promove soluções mais céleres e humanas. 
A DPE-PI desempenha uma função social de extrema relevância, especialmente ao 
garantir o acesso à justiça de populações vulneráveis, como mulheres vítimas de violência, 
comunidades quilombolas e ribeirinhas, povos indígenas, população LGBTQIA+, pessoas em 
situação de rua, presidiários e pessoas com deficiência. 
Por meio de núcleos especializados, projetos itinerantes e programas de inclusão, a 
Defensoria se insere nos territórios de exclusão social e atua como ponte entre o cidadão e seus 
direitos fundamentais, promovendo equidade, dignidade e pertencimento. 
A Defensoria Pública do Piauí também cumpre relevante papel institucional. Participa de 
debates legislativos, formulação de políticas públicas, ações coletivas estruturantes e exerce 
controle social sobre a atuação de outras instituições públicas. Sua presença em conselhos de 
direitos e sua produção de dados e relatórios fortalece a governança democrática e o 
planejamento estatal com base em evidências sociais. 
A atuação institucional é fortalecida ainda pelo exercício da autonomia administrativa, 
funcional e orçamentária, conferida constitucionalmente, o que assegura sua independência no 
cumprimento de sua missão e impede interferências externas em sua atuação em defesa dos 
necessitados. 
 
 
A Defensoria Pública do Estado do Piauí não apenas representa juridicamente quem não 
pode pagar, mas representa o próprio Estado em sua dimensão mais humana e cidadã. Sua 
presença é condição essencial para a efetividade do acesso à justiça, e sua atuação integrada, 
técnica e socialmente engajada torna concreto o ideal democrático de igualdade de direitos e 
respeito à dignidade humana. 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
1. CUNHA, Leonardo Carneiro da. Acesso à justiça e efetividade do processo. 8. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2022. 
2. CAPPELLETTI, Mauro; GARTH, Bryant. Acesso à Justiça. 2. ed. Porto Alegre: Fabris, 
2002. 
3. PIERANGELI, José Henrique. Defensoria Pública e acesso à justiça: fundamentos 
constitucionais e legais. São Paulo: Atlas, 2011. 
4. OLIVEIRA, Gustavo Britto de. Defensoria Pública e sua função institucional: um estudo 
à luz dos direitos humanos. Brasília: Editora Fórum, 2018. 
5. BAHIA, Alexandre Morais da Rosa. Constitucionalismo democrático e Defensoria 
Pública. Belo Horizonte: D’Plácido, 2015. 
6. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Diário Oficial da 
União, Brasília, DF, 5 out. 1988. 
7. BRASIL. Emenda Constitucional nº 80, de 4 de junho de 2014. Altera o artigo 134 da 
Constituição Federal. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 5 jun. 2014. 
8. BRASIL. Lei Complementar nº 80, de 12 de janeiro de 1994. Organiza a Defensoria 
Pública da União, do Distrito Federal e dos Territórios e prescreve normas gerais para sua 
organização nos Estados. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 jan. 1994. 
9. PIAUÍ. Lei Complementar Estadual nº 59, de 15 de dezembro de 2005. Dispõe sobre a 
organização da Defensoria Pública do Estado do Piauí. Diário Oficial do Estado, Teresina, 
PI, 15 dez. 2005. 
10. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PIAUÍ. Relatório Anual de Atividades – 
2023. Teresina: DPE-PI, 2024. Disponível em: https://www.defensoria.pi.def.br. Acesso 
em: 3 jun. 2025. 
11. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PIAUÍ. Projeto Defensoria Itinerante. 
Disponível em: https://www.defensoria.pi.def.br/defensoria-itinerante. Acesso em: 3 jun. 
2025. 
12. CONSELHO NACIONAL DAS DEFENSORAS E DEFENSORES PÚBLICOS-
GERAIS – CONDEGE. Participação da DPE-PI na CEDAW em Genebra. Disponível 
em: https://www.condege.org.br. Acesso em: 3 jun. 2025. 
 
 
13. ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS – OEA. Pacto de San José da Costa 
Rica (Convenção Americana sobre Direitos Humanos), 1969. Disponível em: 
https://www.oas.org. Acesso em: 3 jun. 2025. 
14. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO TOCANTINS. Projeto SOLAR – Sistema 
de Otimização Legal e Atendimento Referencial. Disponível em: 
https://www.defensoria.to.def.br. Acesso em: 3 jun. 2025.de 
cidadania, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva. 
A especialização dos defensores públicos, aliada à atuação em diversas áreas — como 
Direito de Família, Criminal, Cível, Infância e Juventude, Consumidor, entre outras — garante 
qualidade técnica no atendimento, promovendo a ampla defesa e o contraditório. 
Além disso, a Defensoria promove educação em direitos, mediação de conflitos e atuação 
extrajudicial, muitas vezes resolvendo demandas antes mesmo de judicializá-las — o que reduz a 
sobrecarga do Judiciário e promove soluções mais céleres e humanas. 
A DPE-PI desempenha uma função social de extrema relevância, especialmente ao 
garantir o acesso à justiça de populações vulneráveis, como mulheres vítimas de violência, 
comunidades quilombolas e ribeirinhas, povos indígenas, população LGBTQIA+, pessoas em 
situação de rua, presidiários e pessoas com deficiência. 
Por meio de núcleos especializados, projetos itinerantes e programas de inclusão, a 
Defensoria se insere nos territórios de exclusão social e atua como ponte entre o cidadão e seus 
direitos fundamentais, promovendo equidade, dignidade e pertencimento. 
A Defensoria Pública do Piauí também cumpre relevante papel institucional. Participa de 
debates legislativos, formulação de políticas públicas, ações coletivas estruturantes e exerce 
controle social sobre a atuação de outras instituições públicas. Sua presença em conselhos de 
direitos e sua produção de dados e relatórios fortalece a governança democrática e o 
planejamento estatal com base em evidências sociais. 
A atuação institucional é fortalecida ainda pelo exercício da autonomia administrativa, 
funcional e orçamentária, conferida constitucionalmente, o que assegura sua independência no 
cumprimento de sua missão e impede interferências externas em sua atuação em defesa dos 
necessitados. 
 
 
A Defensoria Pública do Estado do Piauí não apenas representa juridicamente quem não 
pode pagar, mas representa o próprio Estado em sua dimensão mais humana e cidadã. Sua 
presença é condição essencial para a efetividade do acesso à justiça, e sua atuação integrada, 
técnica e socialmente engajada torna concreto o ideal democrático de igualdade de direitos e 
respeito à dignidade humana. 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
1. CUNHA, Leonardo Carneiro da. Acesso à justiça e efetividade do processo. 8. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2022. 
2. CAPPELLETTI, Mauro; GARTH, Bryant. Acesso à Justiça. 2. ed. Porto Alegre: Fabris, 
2002. 
3. PIERANGELI, José Henrique. Defensoria Pública e acesso à justiça: fundamentos 
constitucionais e legais. São Paulo: Atlas, 2011. 
4. OLIVEIRA, Gustavo Britto de. Defensoria Pública e sua função institucional: um estudo 
à luz dos direitos humanos. Brasília: Editora Fórum, 2018. 
5. BAHIA, Alexandre Morais da Rosa. Constitucionalismo democrático e Defensoria 
Pública. Belo Horizonte: D’Plácido, 2015. 
6. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Diário Oficial da 
União, Brasília, DF, 5 out. 1988. 
7. BRASIL. Emenda Constitucional nº 80, de 4 de junho de 2014. Altera o artigo 134 da 
Constituição Federal. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 5 jun. 2014. 
8. BRASIL. Lei Complementar nº 80, de 12 de janeiro de 1994. Organiza a Defensoria 
Pública da União, do Distrito Federal e dos Territórios e prescreve normas gerais para sua 
organização nos Estados. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 jan. 1994. 
9. PIAUÍ. Lei Complementar Estadual nº 59, de 15 de dezembro de 2005. Dispõe sobre a 
organização da Defensoria Pública do Estado do Piauí. Diário Oficial do Estado, Teresina, 
PI, 15 dez. 2005. 
10. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PIAUÍ. Relatório Anual de Atividades – 
2023. Teresina: DPE-PI, 2024. Disponível em: https://www.defensoria.pi.def.br. Acesso 
em: 3 jun. 2025. 
11. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PIAUÍ. Projeto Defensoria Itinerante. 
Disponível em: https://www.defensoria.pi.def.br/defensoria-itinerante. Acesso em: 3 jun. 
2025. 
12. CONSELHO NACIONAL DAS DEFENSORAS E DEFENSORES PÚBLICOS-
GERAIS – CONDEGE. Participação da DPE-PI na CEDAW em Genebra. Disponível 
em: https://www.condege.org.br. Acesso em: 3 jun. 2025. 
 
 
13. ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS – OEA. Pacto de San José da Costa 
Rica (Convenção Americana sobre Direitos Humanos), 1969. Disponível em: 
https://www.oas.org. Acesso em: 3 jun. 2025. 
14. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO TOCANTINS. Projeto SOLAR – Sistema 
de Otimização Legal e Atendimento Referencial. Disponível em: 
https://www.defensoria.to.def.br. Acesso em: 3 jun. 2025.